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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAMETRO CURSO DE FARMÁCIA RELATÓRIO FINAL ESTÁGIO EM ANÁLISES CLÍNICAS LIZANDRA SANTOS FARIAS MANAUS – AM 2023 2 CENTRO UNIVERSITÁRIO FAMETRO CURSO DE FARMÁCIA RELATÓRIO FINAL ESTÁGIO EM ANÁLISES CLÍNICAS LIZANDRA SANTOS FARIAS Preceptor(a) de estágio: Ketlen Perrone Coordenador de Curso: Profº MSc Jonathas Wellington Alves de Sá. Local de Estágio: Laboanálises Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou – Laboanálises MANAUS – AM 2023 Sumário 1. INTRODUÇÃO 1 1.1. Caracterização do Campo de Estágio 1 1.2. Importância do estágio para a prática farmacêutica em Análises Clínicas. 1 2. OBJETIVOS 2 2.1. Objetivo Geral 2 2.2. Objetivo Específico 2 3. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 3 3.1. Regulamento Técnico para Funcionamento de Laboratórios Clínicos – RDC 302/2005. 3 3.2. Biossegurança 4 3.3. POP – Procedimento Operacional Padrão 7 3.4. Fase Pré-Analítica 8 3.4.1. Pedido adequado de exames 8 3.4.2. Recepção e Cadastro ao Paciente 9 3.4.3. Orientação do paciente 9 3.4.4. Identificação das amostras biológicas 10 3.4.5. Coleta de Sangue Venoso 11 3.4.6. Coleta de Preventivo 12 3.4.7. Transporte de Amostras 18 3.5. Fase Analítica 18 3.5.1. Hematologia 18 3.5.2. Bioquímica 45 3.5.3. Imunologia 47 3.5.4. Parasitologia 55 3.5.5. Urinálise 60 3.5.6. Microbiologia 63 3.5.7. Toxicologia 63 3.6. Fase Pós-Analítica 66 3.6.1. Elaboração de Laudo 66 3.6.2. Análise de Resultado 67 3.6.3. Liberação do Laudo de Exame 70 4. CONCLUSÃO 72 5. ANEXO 73 5.1. Registro Fotográfico do Estágio 73 5.2. Ficha de Avaliação 75 5.3. Folha de Frequência 76 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 79 INTRODUÇÃO Caracterização do Campo de Estágio A empresa BTECNOLOGY LABORATÓRIOS CLÍNICOS EIRELI - LABOANALISES. Está no mercado de Laboratórios Clínicos, com o lema de atuar com dedicação, profissionalismo e excelência no diagnóstico, visando sempre um atendimento diferenciado de todos os nossos clientes, pois em cada amostra de sangue coletada existe uma vida. Para isso contam com uma equipe de profissionais capacitados, e especialistas em seu ramo de atuação. Fornece os serviços de Diagnóstico Laboratorial, assim como Insumos, Equipamentos, Mão de Obra e Estrutura Laboratorial Completa. Atualmente tem uma unidade privada no bairro Dom Pedro, um posto de coleta em uma clínica ocupacional. Prestando também os serviços em unidades públicas como, a Maternidade Nazira Daou com equipe Técnica e Equipamentos, Fundação Adriano Jorge e Hospital Universitário Getúlio Vargas com o serviço de aluguel de equipamentos e fornecimento de insumos. Utilizam os mais modernos equipamentos existentes no mercado para realização dos mais diversos tipos de exames. Importância do estágio para a prática farmacêutica em Análises Clínicas. O estágio é fundamental na formação do conhecimento farmacêutico nas Análises Clínicas que tem papel fundamental na recuperação da saúde do indivíduo, atendendo a população no paradigma da Assistência Farmacêutica. A atuação do profissional farmacêutico nesta área está diretamente ligada à análise/ estudo e diagnóstico da saúde do paciente para emissão de um laudo seguro para ele. O farmacêutico que atua em laboratórios de análises clínicas deve possuir bastante prática, por isso é importante sabermos a rotina de um farmacêutico para obter domínio das técnicas e dos processos para atuar nas seguintes áreas: microbiologia, botânica, imunologia, bioquímica, hematologia, parasitologia, citopatologia e toxicologia. Não se pode esquecer também, que é necessário, acima de tudo, que este profissional seja reflexivo e atue com humanidade com cada paciente. É importante saber também, que o farmacêutico dentro deste setor também é responsável pela gestão do laboratório, fazendo a checagem dos materiais de rotina, realizando o controle de qualidade dos reagentes, o qual é muito importante para obtenção de resultados cada vez mais fidedignos, dentre outras funções. OBJETIVOS Objetivo Geral Capacitar e proporcionar ao estudante de Ciências Biológicas ou da Saúde uma oportunidade de vivenciar na prática a rotina de trabalho em um laboratório de análises clínicas. Objetivo Específico · Conhecer as fases que regem os exames laboratoriais. · Aprender as técnicas de coleta de diferentes tipos de amostras biológicas (sangue, urina, fezes, saliva, etc.); · Conhecer as normas de biossegurança relacionadas à coleta de amostras biológicas, à preparação de reagentes e materiais, à utilização de equipamentos e instrumentos. · Aprender as técnicas de preparo de amostras para diferentes tipos de reagentes e materiais utilizados em análises clínicas; · Identificar as exigências de armazenamento e conservação de reagentes e materiais e de calibração e manutenção de equipamentos e instrumentos. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Regulamento Técnico para Funcionamento de Laboratórios Clínicos – RDC 302/2005. A RDC 302/2005 é o Regulamento Técnico criado pela ANVISA que dispõe sobre o funcionamento de Laboratórios Clínicos. Mas atenção: a norma tem como objetivo definir os requisitos necessários para o funcionamento não apenas dos laboratórios clínicos, mas também dos postos de coleta laboratorial, sejam eles públicos ou privados que realizam atividades na área de análises clínicas, patologia clínica e citologia. A norma veio para suprir a necessidade de critérios sanitários únicos no país, que anteriormente ficavam a cargo de cada Estado ou Município, e variavam muito entre si. Os principais objetivos da Anvisa, ao regulamentar essas práticas, foram garantir a segurança e a qualidade para as análises clínicas no país. A norma traz, inicialmente, as condições gerais para o funcionamento de um laboratório clínico, sendo as principais exigências (e queridinhas das bancas), as seguintes: – Possuir alvará atualizado, expedido pelo órgão sanitário competente, bem como um profissional legalmente habilitado como responsável técnico (o qual pode assumir, perante a vigilância sanitária, a responsabilidade técnica por no máximo 02 (dois) laboratórios clínicos ou 02 (dois) postos de coleta laboratorial ou 01 (um) laboratório clínico e 01 (um) posto de coleta laboratorial). Além disso, o posto de coleta laboratorial deve possuir vínculo com apenas um laboratório clínico. – Estar inscrito no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES (tanto o laboratório quanto o posto de coleta laboratorial, sejam eles públicos ou privados); – Implantar o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), atendendo aos requisitos (atualmente) da RDC 222/2018; – Os equipamentos e instrumentos utilizados devem estar regularizados junto a Anvisa. Além disso, devem ter instruções de uso em português e precisam passar por manutenção e calibragem conforme a indicação do fabricante. Na sequência, a RDC 302/2005 aborda questões relativas aos processos operacionais para cada uma das fases de um exame laboratorial. A primeira fase (pré-analítica) envolve as etapas de atendimento ao paciente, coleta e transporte do material (quando necessário). Nesta fase, a norma estabelece que o laboratório deve fornecer orientação eficaz aos pacientes e garantir a correta identificação do paciente, exigindo seu documento de identidade com foto, no ato do cadastro dos exames laboratoriais. Já para a fase analítica, as orientações estão ligadas à análise das amostras, incluindo a documentação sobre os procedimentos realizados no laboratório e instruções aos funcionários. Um ponto de atenção é a estrutura do laboratório, que deve ser preparada para atender a pedidos de exames de urgência. Além disso, não se esqueça de que a norma permite a adoção de Laboratórios de Apoio, desde que eles também cumpram com suas diretrizes. Por fim, na fase pós analítica, referente ao laudo emitido após a análise clínica, a norma prevê que este contenha as informações de forma legível, além de ser assinado pelo responsável técnico do laboratório. Fique atento ao prazo: as cópias destes laudos de análise bem como os dados brutosdevem ser arquivados pelo prazo de 5 (cinco) anos. A norma também define que quando for aceita uma amostra de paciente com restrição, esta condição deve constar no laudo. No que diz respeito à Gestão da Qualidade, a norma estabelece que são indispensáveis, no mínimo, as atividades de Controle Interno da qualidade e de Controle Externo da qualidade (Ensaios de Proficiência). O Controle Interno contempla o monitoramento de todo o processo analítico pela análise das amostras controle, com registro dos resultados obtidos e análise dos dados. Tais amostras controle devem ser analisadas da mesma forma que as amostras dos pacientes. Além disso, também é preciso contar com a definição dos critérios de aceitação dos resultados, por tipo de analito e de acordo com a metodologia utilizada, e ainda, com a liberação ou rejeição das análises após avaliação dos resultados das amostras controle. Já no Controle Externo, o Laboratório Clínico deve participar de Ensaios de Proficiência para todos os exames realizados na sua rotina. Assim como no controle interno, as amostras de controle são analisadas da mesma forma que as amostras de pacientes. A diferença é que os resultados são submetidos a uma empresa externa, regulamentada pela ANVISA. Assim é possível garantir uma avaliação imparcial e confiável. Biossegurança A Anvisa — Agência Nacional de Vigilância Sanitária — é o órgão federal responsável por estabelecer e fiscalizar, entre outras coisas, as normas de biossegurança em laboratórios de análises clínicas. Dessa forma, o primeiro passo para ter uma empresa em dia com suas obrigações legais é entendê-las melhor, como mostraremos abaixo. Conceito de biossegurança A biossegurança é um conjunto de medidas que previnem riscos inerentes às atividades laboratoriais que possam comprometer a saúde dos profissionais, dos pacientes ou do meio ambiente. Logo, ela representa uma série de ações e cuidados, de forma a garantir a proteção necessária aos envolvidos. Práticas no ambiente laboratorial No ambiente laboratorial, os profissionais precisam tomar alguns cuidados específicos, como manter os cabelos presos, evitar o uso de acessórios, como brincos e anéis, e estar sempre com os devidos EPI’s. A limpeza e a higienização do local precisam ser constantes. O manejo das amostras e dos equipamentos deve seguir padrões preestabelecidos para evitar contaminações, tanto do conteúdo a ser examinado quanto do próprio funcionário. Uso de EPI’s Os EPI’s — Equipamentos de Proteção Individual — são requisitos básicos das normas de biossegurança. Eles devem ser utilizados, obrigatoriamente, de acordo com cada situação. Os principais são: · Luvas descartáveis; · Luvas especiais, para situações de muito frio ou calor; · Avental, touca e sapatos fechados, para evitar o contato com agentes infectantes; · Óculos e máscaras. Sinalização do local Além dos cuidados individuais, é fundamental que o local seja corretamente sinalizado. Ambientes restritos devem manter um aviso na porta, com a indicação do símbolo referente ao risco que eles oferecem. O estabelecimento também deve contar com rotas de fuga bem sinalizadas e planos de contingência para os principais eventos passíveis de acontecer. Lembrando que as amostras e os itens envolvidos no transporte também precisam ser devidamente identificados. Quais são os riscos de biossegurança em laboratórios de análises clínicas? Os riscos de biossegurança em laboratórios podem ser classificados em 5 categorias, que vamos explicar melhor a seguir. Físicos Qualquer fator que cause danos físicos às pessoas ou ao ambiente. Os principais exemplos são os ruídos e os gases emitidos por máquinas, a exposição à radiação ou à variação acentuada da temperatura, os escorregões, entre outros. Químicos Possibilidade de contaminação provocada por agentes químicos, que podem penetrar no organismo por meio da pele, vias aéreas ou cortes. Em geral, é mais perigoso para os profissionais no momento de manipulação de substâncias diversas. Biológicos Risco de contaminação por seres vivos, que podem ser vírus, bactérias ou outros microrganismos. O ponto de atenção está nas chances de transmissão e propagação de doenças contagiosas. Ergonômicos São questões relacionadas ao conforto proporcionado pelos móveis e configurações de equipamentos dos profissionais. As desconformidades dos padrões de mesas, bancadas e cadeiras podem gerar danos às articulações e à coluna dos colaboradores, além de dores persistentes ao longo do dia. Acidentais São todos os riscos aos quais os profissionais estão expostos e que podem ser prevenidos com algumas práticas, como uso de equipamentos com todos os itens de segurança em dia, chão sempre livre de resíduos e sinalização adequada nos locais. Quais são os níveis de biossegurança determinados pela Anvisa? Nem todo risco é igual, por isso a Anvisa segue uma classificação que oscila conforme a gravidade dos danos que cada um deles pode causar. Veja abaixo. NB-1 O primeiro nível de risco envolve situações em que não há um agente de contaminação grave. Nesses casos, o setor de análises não precisa ser alocado em um espaço diferenciado, bastando aos profissionais o uso de EPI e boas práticas de manuseio dos equipamentos e materiais. NB-2 No segundo nível, existe um risco baixo de contaminação, em geral, por doenças infecciosas e agentes biológicos mais simples. Aqui, além dos cuidados do nível anterior, as instalações devem esterilizar todo o material antes do descarte, isolar as amostras durante o processo de centrifugação por causa da formação de aerossóis e restringir o acesso ao local durante a realização das análises. NB-3 No terceiro nível, o agente de contaminação é um microrganismo capaz de desenvolver doenças mais graves nos seres humanos. Isso requer o uso de cabines e roupas adequadas para impedir o contato direto do profissional com o agente patológico, além dos cuidados tomados no nível 2. NB-4 O nível 4 é o grau máximo de risco, que acontece em casos de agentes altamente contagiantes, cuja transmissão pode se dar pelo ar e causa doenças letais. Nesses casos, além de todas as precauções citadas nos níveis anteriores, o local deve ser isolado e o acesso ainda mais restringido. Por que implementar as normas de biossegurança em laboratórios de análises clínicas da Anvisa? Como vimos, os laboratórios de análises clínicas oferecem muitos riscos à saúde de seus profissionais, pacientes e ao meio ambiente. As normas de biossegurança da Anvisa auxiliam na proteção de todos os envolvidos, proporcionando mais segurança e tranquilidade. Para ter máxima eficiência na aplicação dessas medidas, é essencial contar com a ajuda de um software. Ele será capaz de identificar os pontos de melhorias e de manter o cumprimento das recomendações sempre em dia. POP – Procedimento Operacional Padrão Os POP são protocolos que descrevem detalhadamente cada atividade realizada no laboratório, desde a coleta até a emissão de resultado final, incluindo utilização de equipamentos, procedimentos técnicos, cuidados de biossegurança e condutas a serem adotadas em acidentes. Para biossegurança dos laboratórios de análises clínicas o POP é fundamental, pois ele tem como objetivo padronizar todas as ações para que diferentes técnicos possam compreender e executar, da mesma maneira, uma determinada tarefa. Esses protocolos devem estar escritos de forma clara e completa possibilitando a compreensão e adesão de todos. Além disso, eles devem ser realistas para que seus técnicos possam de fato, seguir o estabelecido. As chefias dos laboratórios devem convidar os funcionários para participarem da elaboração dos POP. Esses protocolos devem ser atualizados regularmente e suas alterações apresentadas e discutidas com os técnicos. Os técnicos do laboratório devem assinar um termo atestando que conhecem e se comprometem a cumprir o POP. Os POP devem estar disponíveis em local de fácil acesso e conhecido de todos os profissionais que atuam no ambiente laboratorial. Ele é traduzido em um documento que deve conter a descrição minuciosado que será executado. Dentre os pontos mais comuns que constam no POP para laboratório de análises clínicas, estão: · Instruções sequenciais de operações; · Frequência de execução; · Especificação do responsável pelo trabalho; · Listagem dos equipamentos, peças e materiais utilizados na tarefa; · Descrição dos procedimentos da tarefa por atividades críticas, de operação e pontos proibidos; · Roteiro de inspeção periódica dos equipamentos de produção. Exemplos de POP’s para laboratório de análises clínicas: · Procedimentos relacionados a coleta: O POP para laboratório de análises clínicas relacionado a amostras envolve coleta, identificação, transporte, rejeição, aceitação de amostras comprometidas, manuseio, análise, armazenamento, confidencialidade dos dados das amostras e descarte seguro. · Procedimentos relacionados à qualidade: Os POP’s para laboratório de análises clínicas que dizem respeito à qualidade são apenas dois: interno e externo. O POP para controle da qualidade interno estabelece diretrizes do controle realizado pelo laboratório, como periodicidades, valores de aceitação de desvio padrão, responsabilidades do pessoal envolvido e outros pontos. Já o POP para controle de qualidade externo cria uma sistemática de participação regular em programa de ensaio de proficiência. Isso deve reunir os itens de ensaio que o laboratório analisa. A melhor forma é participar de comparações interlaboratoriais (10 laboratórios aproximadamente), de forma a comparar seus resultados, e realizar uma análise crítica dos valores obtidos. Fase Pré-Analítica Pedido adequado de exames É fundamental que o médico esteja familiarizado com todos os exames disponíveis e saiba qual é o mais adequado para cada patologia ou para monitorar os clientes. A etapa aparentemente simples de solicitar exames é crucial para garantir que todo o processo de análises clínicas seja bem-sucedido. É importante que o médico especifique claramente o pedido de exame, a fim de evitar interpretações equivocadas e exames incorretos. De acordo com o item 8.1 da Norma PALC de 2016, a requisição do exame deve incluir informações como a identificação do cliente, do requisitante, a amostra ou material a ser coletado, os exames a serem realizados e, quando possível, a indicação clínica. Pedidos legíveis, sem rasuras e claros são essenciais para garantir que o laboratório desempenhe bem suas funções. Recepção e Cadastro ao Paciente Na recepção, o cliente chega e o recepcionista dirige-se a ele perguntando se tem cadastro no sistema da empresa, no qual denomina-se SISVIDA. Caso não tenha, o cadastramos, pedindo as seguintes informações essenciais: Nome Completo, Documento com foto (RG,CPF, CNH, Estrangeiro e etc.), Data de nascimento, Número para contato e Gênero. Em seguida, verificamos quais exames foram solicitados pelo médico. Informações adicionais podem ser importantes na hora da realização dos exames tais como utilização de medicamentos, dados do ciclo menstrual indicação/observação clinica dentro outros de relevância. Usuários de anticoagulantes podem ter uma alteração considerável na realização de exames como TP (tempo de protrombina) e TTPA (tempo de tromboplastina parcial ativada). Mulheres em período menstrual podem sofrer variações no LH (hormônio luteinizante) e FSH (hormônio folículo-estimulante) e sempre que possível pedir que o paciente chegue 1 hora antes da coleta, pois em alguns exames pode causar alterações mesmo se o paciente fizer o minimo de exercicio físico. A capacitação e realização de treinamentos constantes no setor são importantes para que não ocorram erros nesse processo. Finalizando o cadastro o paciente estará pronto para a realização da coleta. Orientação do paciente No consultório médico é iniciado o que é chamado atualmente a fase (pré) pré-analítica, onde profissional ira fornecer ao paciente, as primeiras orientações e informações sobre os exames que serão realizados e posteriormente a indicação de um laboratório de analises clinicas. Na recepção do laboratório o profissional devera informar ao paciente sobre horário de coletas, levando em consideração que alguns exames têm horários específicos (ex: Cortisol deve ser coletado em dois horários quando solicitado, às 8 horas e às 16 horas), o jejum adequado (colesterol total e frações e triglicérides com período de 12 horas e máximo de 14 horas, glicemia com período de 8 horas e máximo de 15 horas) a dieta hídrica e utilização de fármacos de uso diário devem ser mantidos. A suspenção de medicamentos só pode ser realizada com orientação médica, demais exames tem como preconização o jejum de 4 horas. Alguns exames são necessários que sejam coletados pela manha, como o caso do ferro, que sofre variação durante o dia, outros após o almoço como o caso da glicose pós prandial coletada após 2 horas do inicio do almoço. A ingestão de bebida alcoólica nas ultimas 72 horas pode alterar resultados de forma significativa, como no caso da gama-glutamil-transferase (GGT), colesterol total e frações e triglicérides. A realização de exercício físico intenso pode ser prejudicial para a liberação de um resultado confiável podendo causar alterações em hormônios esteroides e transaminases. Os testes de urina, que são coletados pelo próprio cliente, exigem um cuidado especial. É responsabilidade do laboratório fornecer aos clientes instruções claras e acessíveis sobre como se preparar e coletar amostras, conforme exigido pela Norma PALC no item 8.3. É importante ressaltar que para evitar erros, as informações devem ser fornecidas por escrito ao paciente. Identificação das amostras biológicas Para evitar erros pré-analíticos, é fundamental que o tubo contenha as informações necessárias para identificar o paciente e o exame solicitado. Segundo o manual de coleta, as informações que devem constar no tubo são: · Nome completo do paciente; · Data de nascimento; · Sexo; · Número do prontuário ou do cartão SUS; · Tipo de material coletado; · Data e hora da coleta; · Nome do profissional que realizou a coleta; · Código de barras da etiqueta. Essas informações devem estar de acordo com as da requisição do exame e do cadastro no sistema. Além disso, as etiquetas devem ser colocadas de forma a não ocultar o nível do volume da amostra contida e não cobrir o código de barras da etiqueta. Coleta de Sangue Venoso Após o cadastro, o paciente será direcionado para a sala de coleta, onde receberá atenção do flebotomista responsável pela coleta de sangue. Este profissional deve seguir as leis vigentes e receber treinamento constante, além de usar os EPIs necessários para garantir sua segurança. O empregador é responsável por fornecer os EPIs de forma gratuita e o colaborador deve ser treinado na utilização e manuseio correto dos mesmos. A coleta de sangue deve seguir o manual de procedimento padrão para garantir a padronização do processo. O profissional deve identificar o paciente e solicitar comprovante com foto, quando necessário. É importante verificar o jejum adequado e outras informações relevantes para garantir a confiabilidade da amostra. O flebotomista deve seguir a ordem correta dos tubos e atentar-se aos exames a serem coletados. Os tubos são padronizados internacionalmente pela Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), com distinção por cor, conforme a tabela a seguir. Tabela 1 – Ordem de tubos para coleta venosa TAMPA ADITIVO INVERSÕES APLICAÇÃO Frasco de Hemocultura 2 vezes Microbiologia Tubo para análise de traços* 2 vezes Metais Toxicologia Tubo sem aditivo** 2 vezes Microbiologia, Metais Toxicologia* Tubo de citrato de sódio 3 a 4 vezes Coagulação Tubo seditainer citrato de sódio 8 a 10 vezes VHS Tubo seco com ativador de coágulo 5 a 8 vezes Sorologia, Drogas terapêuticas, Hormônios Tubo com gel separador e ativador de coágulo 5 a 8 vezes Sorologia, Bioquímica, Drogas terapêuticas, Hormônios. Tubo com gel separador e ativador de coágulo à base de trombina 5 a 6 vezes Sorologia, Exames de emergência Tubocom heparina de lítio ou sódio 8 a 10 vezes Bioquímica Tubo EDTA K2-K3 8 a 10 vezes Hematologia Hemoglobina glicada VHS Tubo EDTA K2-K3 com gel separador 8 a 10 vezes Estudos moleculares Tubo fluoreto de sódio/EDTA (para glicemia) 8 a 10 vezes Bioquímica Observação: as cores dos tubos podem mudar de acordo com o fornecedor/fabricante. *Tubo para análise de traços: deve-se coletar primeiro para evitar contaminação. Lembre-se de utilizar um tubo de descarte antes dos demais. **Tubo para descarte/ Sem aditivo: deve-se coletar antes do tubo de coagulação em caso de testes específicos. Não necessita de tubo de descarte. Nos casos de coleta com escalpe, lembre-se de utilizar um tubo de descarte antes do tubo de citrato ou de um tubo de menor volume de aspiração. Não confundir com o tubo de transporte. O profissional deve identificar o melhor local para a punção, levando em consideração o calibre da veia e o material perfurocortante a ser utilizado. Agulhas de menor calibre devem ser preferencialmente usadas em veias menores. A coleta arterial deve ser feita por profissionais habilitados, seguindo as normas internas de procedimento. O torniquete é utilizado para melhor visualização e o procedimento não deve ultrapassar um minuto para evitar danos ao paciente e erros nos exames. Após localizar o melhor acesso, realizar a lavagem das mãos, calçar luvas e preparar o material na frente do paciente. Desencapar materiais perfurocortantes somente no momento da punção. Puncionar geralmente em um ângulo de 45ºC, com a agulha ou escalpe posicionados de forma que o bisel fique com a face para cima. Ao visualizar o retorno, desfazer o torniquete. Retirar a agulha acionando o dispositivo de segurança e descartar em recipiente próprio. Pressionar o local da punção com algodão seco e aplicar o curativo adesivo. Orientar o paciente para que continue pressionando para evitar hematomas. Para a gasometria venosa e a dosagem do lactato, não deve ser aplicado o torniquete. Coleta de Preventivo A citopatologia é a ciência que estuda as doenças através das modificações celulares, considerando as suas características citoplasmáticas e nucleares. Essa ciência desenvolveu-se através da aquisição de inúmeros conhecimentos científicos e à introdução de novas tecnologias, desde a invenção do microscópio óptico convencional às técnicas de processamento e coloração dos espécimes, propiciando melhor detalhamento e estudo das estruturas celulares. Atualmente outras técnicas complementares, tais como métodos de análise celular automatizada, técnicas de biologia molecular e sistemas computacionais, são aplicadas ao exame citológico tradicional, ampliando as suas indicações e confiabilidade diagnóstica. Tipos de descamação celular: A descamação celular pode ser de dois tipos: espontânea ou natural e artificial. Como exemplos de descamação natural, temos a urina e o escarro. Na descamação artificial, as células são removidas com a utilização de algum instrumento. É o que acontece no teste de Papanicolaou, em que as amostras citológicas são obtidas através do raspado da ectocérvice e do escovado da endocérvice, utilizando-se a espátula de Ayre e a “escovinha”, respectivamente. As células viáveis que são traumaticamente esfoliadas, são menores e com menor grau de maturação que as células descamadas naturalmente. FIGURA 1 – MATERIAL PARA COLETA DE AMOSTRAS. Os objetivos do exame citopatológico incluem: · Identificação de doenças não suspeitadas clinicamente. · Confirmação de doenças clinicamente suspeitas. · Acompanhamento da evolução ou resposta ao tratamento de determinada doença. Por se tratar de um procedimento diagnóstico não invasivo sem complicações para a paciente, além do seu baixo custo e eficácia diagnóstica, a citopatologia é considerada o método de eleição no rastreamento do câncer cervical. Contudo, limitações são comuns a todos os métodos diagnósticos. Com relação à citopatologia, os seus aspectos negativos compreendem o tempo excessivamente longo na interpretação das amostras, a natureza algo subjetiva da interpretação e a impossibilidade de assegurar a invasão ou extensão da invasão no caso de lesão maligna. Deve ser realçado que a avaliação histopatológica é essencial no diagnóstico definitivo das lesões pré-cancerosas e malignas do colo uterino, detectadas pelo exame citológico. Indicações e periodicidade do exame de Papanicolaou A realização periódica do exame citopatológico continua sendo a estratégia mais adotada e mais efi ciente no rastreamento do câncer do colo do útero. É aconselhável a realização do exame de Papanicolaou a partir do início da atividade sexual. Contudo, no âmbito da saúde pública, considerando principalmente a questão do custo-benefício, há regulamentações específi cas. De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero pelo MS/Inca, de 2011, o exame deve ser priorizado para mulheres com atividade sexual e idade entre 25 e 60 anos. Quanto à periodicidade, é indicada a sua realização anual, e após dois exames anuais com resultados negativos, a cada três anos. Essa recomendação é baseada na história natural do câncer de colo do útero, que apresenta uma evolução lenta, o que permite a detecção precoce das lesões pré-cancerosas e o seu tratamento efetivo, com margem ampla de segurança para a paciente. A partir dos 64 anos de idade, a realização do exame de Papanicolaou pode ser interrompida, desde que a mulher tenha dois resultados citológicos negativos consecutivos nos últimos cinco anos. Para mulheres com mais de 64 anos de idade e que nunca foram avaliadas através do exame citopatológico, é necessário realizar dois exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais. Em pacientes que apresentam lesões pré-cancerosas, o seguimento citológico será semestral. Após o tratamento da lesão e depois de dois exames citológicos com resultados negativos, a paciente passa a realizar o teste de Papanicolaou a intervalos anuais, a cada três anos. As seguintes orientações devem ser fornecidas às pacientes antes da colheita das amostras citológicas: · Não estar menstruada. · Não realizar duchas vaginais e não usar drogas intravaginais (creme, óvulo) nas 48 horas que antecedem o exame. · Abstinência sexual nas 48 horas que antecedem o exame. Preenchimento de ficha da paciente: Antes da colheita das amostras citológicas é fundamental o preenchimento de ficha com os dados da paciente, que incluem: · Dados pessoais: nome completo, idade, iniciais do nome (que vão na lâmina), data de nascimento. endereço, telefone e número do documento de identificação se corresponder a exame do SUS. · Dados do médico que solicitou o exame: nome completo e telefone. No caso de exame do SUS, às vezes só há a identificação do profissional que colheu a amostra citológica, devendo constar na requisição do exame. · Data da Coleta e da entrega do preventivo. · Dados clínicos da paciente: · Início das relações sexuais (IDADE); · Se tem vida sexual ativa; · Se fez Histerectomia; · Se a Inspeção do colo está normal, alterado, colo não visualizado ou ausente; · Se já passou por algum aborto e o número de abortos que teve;FIGURA 2 – ANAMNESE DO PREVENTIVO ANTES DA COLETA. · Data da última menstruação; · Paridade, se sim, se foi normal ou cesária; · Queixas clínicas, especialmente sangramento vaginal anormal; · Uso de contraceptivos - Referência a terapia de reposição hormonal; · Data do último exame preventivo ; · Resultados de exames citopatológicos e histopatológicos do colo/vagina prévios ; · Procedimentos terapêuticos anteriores (cauterização, cirurgia, quimio e/ou radioterapia). • Dados macroscópicos da vagina/colo e colposcópicos se forem disponíveis. Colheita das amostras citológicas: Antes da colheita, devem ser disponibilizadas lâminas de vidro identificadas com as iniciais e/ ou número de registro da paciente (extremidade fosca da lâmina), previamente limpas e desengorduradas com gaze umedecidacom álcool. Ainda são necessárias espátula de Ayre para a colheita das amostras da ectocérvice e da vagina através de “raspados” e escovinha para a colheita da endocérvice. Devem ser acessíveis ainda tubos de plástico contendo etanol a 95% para acondicionar os esfregaços e obter a sua fixação imediata. A chamada colheita tríplice foi preconizada há longos anos e ainda é utilizada em muitos serviços. Nesta modalidade de colheita, as amostras obtidas do fundo de saco posterior da vagina, da ectocérvice e da endocérvice são distribuídas na mesma lâmina. As vantagens da técnica compreendem o seu baixo custo, a rapidez da avaliação microscópica e a sua efetividade diagnóstica. Contudo, é necessário um treinamento adequado para garantir a boa qualidade dos espécimes, evitando artefatos de esmagamento e dessecação do material. A colheita do fundo de saco posterior da vagina é particularmente importante nas mulheres peri e pós-menopausadas, uma vez que o fundo de saco vaginal pode ser um reservatório de células malignas originadas especialmente de tumores do endométrio, do ovário e das trompas. Por outro lado, a colheita vaginal é também de interesse para a identificação de micro-organismos patogênicos. Apesar das vantagens atribuídas à colheita tríplice, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) recomenda apenas a colheita dupla (ectocérvice e endocérvice), uma vez que o objetivo do exame é o rastreio das lesões pré-cancerosas do colo. O espéculo vaginal sem lubrificante (para evitar contaminação da amostra) é introduzido para a visualização do colo. Depois de remover com algodão o excesso de muco, secreção ou sangue, a espátula de Ayre é apoiada no canal endocervical, sendo executado um raspado na junção escamocolunar (JEC) através de movimento de rotação de 360º. A amostra do fundo de saco posterior da vagina também é obtida através de raspado, com a extremidade romba da espátula de Ayre. A espátula é deixada em repouso sobre o espéculo e imediatamente é realizada a colheita do material endocervical. A escovinha designada especialmente para essa finalidade é inserida através do orifício cervical externo, sendo executada uma rotação completa no canal que pode ser finalizada com um movimento de vai e vem, com cuidado para não traumatizar a mucosa, evitando sangramento. FIGURA 3 – ETAPAS DA COLHEITA TRÍPLICE DE AMOSTRAS CERVICOVAGINAIS. Há maior dificuldade na colheita das amostras em mulheres pós-menopausadas devido ao dessecamento das mucosas pela diminuição fisiológica das secreções glandulares. Neste caso, o esfregaço pode conter escassa celularidade e alterações degenerativas concomitantes, devendo ser categorizada como insatisfatória para a avaliação. O uso vaginal de estrógenos conjugados ou estriol, com repetição do exame citológico sete dias depois da interrupção do tratamento é aconselhável, fornecendo geralmente amostra de boa qualidade, com celularidade representativa. Em mulheres histerectomizadas (remoção do útero), a colheita das amostras é realizada através do raspado da cúpula e das paredes vaginais. Confecção dos esfregaços citológicos: Os espécimes obtidos são espalhados na mesma lâmina de vidro de modo delicado e rápido, confeccionando-se esfregaços finos e uniformes. A pressão excessiva na confecção do esfregaço pode resultar no esmagamento e na distorção das células. Por outro lado, a demora na fixação da amostra em etanol a 95% pode levar à dessecação com alterações celulares degenerativas. Especial cuidado deve ser tomado com o espécime endocervical, já que as células glandulares dessa mucosa são mais frágeis e suscetíveis a artefatos técnicos. FIGURA 4 - MODELO RECOMENDADO PARA A DISTRIBUIÇÃO DAS AMOSTRAS CITOLÓGICAS NA LÂMINA DE VIDRO. (A) DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DA ENDOCÉRVICE. (B) DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL OBTIDO DO RASPADO ECTOCERVICAL. (C) DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA DO FUNDO DE SACO POSTERIOR DA VAGINA. É muito importante no momento da colheita e da confecção dos esfregaços ter precaução para não contaminar as lâminas com fios de algodão da gaze ou talco contido nas luvas utilizadas durante o procedimento. Fixação dos esfregaços citológicos: O etanol a 95% é o fixador de rotina devido a sua eficiência, seu baixo custo e ausência de toxicidade. O esfregaço ainda úmido deve ser imediatamente imerso em etanol, onde permanece até o momento da coloração. O tempo de permanência da amostra no fixador deve ser no mínimo 15 minutos, recomendando-se não ultrapassar duas semanas. A demora na fixação ou a utilização de etanol em concentração inferior à preconizada pode levar a alterações celulares importantes, dificultando ou mesmo impossibilitando a avaliação oncológica. Os seguintes efeitos podem ser encontrados nas amostras dessecadas (exposição prolongada no ar): · Aspecto opacificado, turvo, dando a impressão de que a amostra está fora do campo de visão. · Aumento da eosinofilia citoplasmática. · Aumento nuclear (de quatro a seis vezes maior ao verificado nas amostras fixadas imediatamente) e perda dos detalhes da estrutura cromatínica. Outros fixadores utilizados menos comumente são o Carbowax (etanol e polietileno glicol) e sprays (álcool isopropílico e glicol). A vantagem desses fixadores de cobertura em relação ao etanol é a facilidade de transporte das amostras quando são obtidas à distância do laboratório. Com a aplicação desses fixadores, os esfregaços podem ser acondicionados em caixas de papelão, evitando os possíveis transtornos pelo vazamento do etanol durante o transporte e consequente dano às preparações citológicas. Após a a coleta, a lâmina com esfregaço citológico tem validade de 15 dias. No laudo é obrigatório conter: · Células Escamosa; · Células Glandulares; · Células Metaplásicas. Transporte de Amostras O transporte de material biológico do posto de coleta ao laboratório deve ser realizado por um profissional habilitado e treinado, em caixas térmicas de acordo com o POP da instituição. A temperatura deve estar entre 2 a 8ºC para garantir a confiabilidade das amostras. A caixa de transporte deve ser identificada conforme legislação, com símbolo de infectantes e contatos de posto de coleta, laboratório de destino e emergência. Fase Analítica Hematologia O setor de hematologia é uma área do laboratório de análises clínicas que realiza exames relacionados ao sangue e seus componentes, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e fatores de coagulação. O exame mais comum desse setor é o hemograma, que pode detectar alterações em diferentes partes do organismo. O setor de hematologia também pode fazer testes de tipagem sanguínea e imunohematologia. BANCADA DE HEMATOLOGIA Analisador Hematológico Mythic 18 O analisador hematologico mythic 18 é um equipamento automático de 18 parâmetros e 3 partes diferenciais que utiliza a metodologia de impedância para a contagem de WBC, RBC e PLT e a espectrofotometria para a medição de Hb. Ele tem uma tela colorida touchscreen, um teclado alfanumérico, um monitoramento de reagentes e uma capacidade de armazenamento de até 1500 resultados. Ele tem uma velocidade de mais de 60 amostras por hora e requer apenas 9,8 μL de volume da amostra. Ele é compacto e de design simples e tem uma tecnologia superior que garante confiança e solução de economia incomparável. FIGURA 5 – MYTHIC 18 CONFECÇÃO DE ESFREGAÇO SANGUÍNEO O esfregaço de sangue corado é uma parte da rotina do hemograma. A extensão ou filme sanguíneo é preparado espalhando-se uma pequena gota de sangue em uma lâmina de microscopia. A extensão é seca a temperatura ambiente e corada. Os componentes do sangue podem então ser vistos no microscópio, identificados e avaliados, como na contagem diferencial de leucócitos. Uma extensão propriamente preparada capacita o profissional a visualizar os componentes celulares do sangue com um estado tão natural quanto possível. A morfologia, ou estrutura, dos componentes celulares pode ser estudada. O exame cuidadoso de uma extensão de sangue bem preparada pode fornecer informações valiosas ao médico no diagnóstico e tratamentode muitas doenças, como as leucemias, anemia falciforme, os quadros infecciosos, malária e outros. · Preparando Uma Extensão Sanguínea É importante que a morfologia celular seja preservada e que as distribuições relativas das células nas extensões sofram o mínimo possível de alteração quando se prepara a extensão de sangue. Limpando as lâminas As lâminas usadas para a confecção da extensão sanguínea devem estar absolutamente polidas, livres de gordura e poeira. As lâminas novas devem ser pré-lavadas ou podem ser lavadas com água e sabão, enxaguadas exaustivamente com água, e posteriormente enxaguada com água destilada quente ou depois de retirada da caixa colocar diretamente em água destilada fervente por 10 minutos esperar esfriar, e depois submergir em recipiente de vidro com tampa contendo álcool-éter absoluto na proporção de 3:7. Para usar as lâminas devemos secar com um pano seco e macio que não solte fibras do tecido. As lâminas limpas devem ser manuseadas pelas bordas. Lâminas com ponta esmerilhada (fosca) são preferidas, porque facilitam a identificação. Lâminas usadas não devem ser lavadas, nem reutilizadas, pelo envolvimento de risco biológico de contaminação. Se forem reutilizadas deverão ser muito bem descontaminadas, lavadas a extremos, enxaguadas abundantemente, fervida, esfriadas e mergulhadas em solução de álcool-éter 3:7. Coletando o material A melhor amostra para extensão de sangue é o sangue de punção capilar que não tem anticoagulante ou o sangue da gota que se forma na extremidade da agulha após a retirada desta da veia do paciente. Todavia uma extensão satisfatória pode ser feita de sangue venoso ao qual tenha sido adicionado o anticoagulante EDTA, observando apenas que o esfregaço seja feito no máximo dentro de duas horas após a coleta. Outros anticoagulantes não devem ser usados já que podem alterar a morfologia ou características de coloração das células. O sangue capilar pode ser aplicado diretamente à lâmina no local de coleta, ou pode ser colhido por tubo capilar e dispensado depois sobre a lâmina. Os tubos de sangue com 10 anticoagulante devem ser bem homogeneizados, pelo menos por dois minutos com homogeneizador mecânico ou manualmente por inversão suave do tubo, sessenta vezes antes que seja aplicada a amostra à lâmina. Fazendo a extensão Existem vários métodos de confecção de extensão de sangue sobre uma lâmina que resultam em boas distensões. Cada indivíduo deve achar qual a técnica que seja menos desajeitada e produza bons resultados. a) Métodos das duas lâminas: A extensão de sangue pode ser feita colocando uma pequena gota de um sangue bem homogeneizado a um centímetro ou centímetro e meio da borda direita (borda esquerda para os canhotos) de uma lâmina previamente limpa colocada sobre uma superfície plana. A extremidade de uma segunda lâmina “distensora”, que de preferência deverá ter os seus cantos facetados (cortados), é colocada em repouso em um ângulo de 30 a 35ºc em frente à gota de sangue. A lâmina distensora é então trazida para o contato com a gota de sangue, até que a gota se espalhe por três quartos da borda da lâmina distensora. Isto pode ser feito por um ligeiro e suave movimento de deslizamento. Tão logo o sangue se espalhe ao longo da borda da distensora, esta é empurrada para a esquerda (para a direita para os canhotos) com um movimento rápido e constante (evitando pressão na lâmina) para espalhar o sangue em uma fina camada. Cada borda da lâmina distensora deve ser usada apenas uma vez e depois descartada no recipiente de material perfuro-cortante. Se o distensor for reutilizado é necessário que se faça a limpeza da borda, pois há o risco de transferência de células de um paciente para outro. O extensor é deixado secar ao ar tão rápido quanto possível. b) Método das lamínulas:Uma pequena gota de sangue (venoso ou capilar) é colocada em uma lamínula quadrada de 22 mm. Outra lamínula limpa é colocada sobre a gota, no sentido cruzado, de modo a formarse uma estrela de oito pontas. O sangue vai espalhar-se entre as duas lamínulas. Tão logo cesse este movimento, usam-se pinças para separar as duas lamínulas, com um movimento de deslizamento paralelo, uma sobre a outra. As extensões de sangue estarão nas duas lamínulas, mas, usualmente, em uma delas a distribuição é mais uniforme que em outra. As extensões são secas ao ar e podem ser fixos ou corados. · Distensões de sangue com hematócrito muito elevado ou hematócrito muito baixo Se o sangue tiver um hematócrito muito elevado, com hemoglobina superior a 20 g/dL, pode não ser possível à confecção de uma lâmina satisfatória, ainda que o ângulo e a velocidade de distensão estejam corretos. A mistura da gota de sangue, com uma gota de solução salina, reduz a viscosidade, permitindo uma distensão adequada à observação de detalhes da morfologia eritrocitária. Pode-se também tomar uma pequena amostra do sangue centrifugar e retirar glóbulos vermelhos de forma que se tenha um hematócrito com valor dentro da normalidade, homogeneizar a pequena amostra centrifugada e proceder à confecção do filme sanguíneo. Quando o hematócrito é baixo ocorrendo excesso de plasma em relação aos glóbulos vermelhos, as distensões demoram mais tempo para secar permitindo o surgimento de artefatos e alterações na morfologia dos elementos figurados do sangue. Para contornar esta situação podese tomar uma pequena amostra do sangue coletado, centrifugar e retirar o excesso de plasma de forma que o hematócrito se eleve até valores normais. Homogeneizar a pequena amostra centrifugada, com o hematócrito normal e proceder à distensão do sangue. · Preservando e corando a extensão As extensões secas devem ser coradas imediatamente. Se isto não é possível, os esfregaços devem ser imersos em metanol por trinta a sessenta segundos e depois deixados secar ao ar. Eles podem ser então corados em um momento posterior. O metanol é um fixador, ou preservativo, que previne mudanças ou deterioração dos componentes celulares. Características de uma boa extensão Uma extensão bem preparada é ilustrada abaixo. O esfregaço pode cobrir cerca de metade a três quartos da lâmina e pode mostrar uma transição gradual do espesso ao fino. Ele pode ter uma aparência uniforme, sem vazios ou reentrâncias e pode ter uma borda em forma de franjas ou formação em dedo de luva (mais ou menos 1,5 cm de comprimento) na extremidade oposta ao início. FIGURA 6 – EXTENSÃO CORRETA Quando a extensão é examinada no microscópio, as células devem estar distribuídas uniformemente. Deve haver uma área onde as células não se sobreponham umas as outras. COLORAÇÃO HEMATOLÓGICA · História dos corantes Com o surgimento do microscópio, houve a necessidade de se buscar uma forma que possibilitasse melhor visualização das estruturas, que passariam a serem observadas através deste novo invento. Nesta época só eram conhecidos os corantes naturais, como o índigo e o carmim, que eram utilizados com a finalidade de tingir o material biológico, isto ocorreu em 1850. Entretanto, com o avanço da tecnologia neste campo, foram descobertos os corantes a base de anilina, que devido a sua não produção em escala industrial, não eram comercializados até 1856. A partir desta data o uso de corantes veio revolucionar as técnicas de microscopia, com os conhecimentos de novas substâncias que eram misturadas com a finalidade de corar tecidos para que pudessem ser observados melhor. Uma questão que causa geralmente uma indagação, diz respeito à diferença entre colorações utilizadas com fins diagnósticos, e os vários corantes dentro de cada grupo específico; como corantes medicinais, agentes bacteriostáticos e indicadores. O corante biológico possui a finalidade de corar estruturas microscópicas celulares, dentre elas, o núcleo, citoplasma, estruturas celulares vegetais e outros, tornando-os visíveis ao microscópio. · Uso das colorações Embora as primeiras colorações fossem utilizadas em material de origem botânica, a técnica histológica moderna foi primeiramente desenvolvida em peças de origem animal.Como resultado surgiu às primeiras técnicas histológicas em tecido humano. Nestas técnicas surgiram os envolvimentos de um, dois e até três corantes em seções de coloração, para diferenciar as diversas estruturas celulares como núcleo, citoplasma e outro, além de permitir a distinção entre as várias espécies tissulares até o dia de hoje, como por exemplo: Coloração H.E (Hematoxilina e Eosina), criada no século XIX. São três as principais colorações utilizadas em hematologia: a) Colorações panóticas ou coloração segundo romanowisky. b) Coloração supravital. c) Coloração de gota espessa. Obs: Existem outras colorações e reações ou colorações citoquímicas de grande importância no diagnóstico das hemopatias. · Fases da coloração a) Fixação O esfregaço sanguíneo deve ser primeiramente fixado. O fixador mais utilizado é o metanol, que é aplicado sobre o esfregaço por período de mais ou menos 3 minutos (depende da técnica utilizada). Sendo o corante (pó) preparado com o metanol, a simples aplicação da solução do corante sobre a extensão realiza a primeira etapa de fixação. b) Coloração Adicionando-se água de coloração (água tamponada, pH 7,0 ou água destilada recentemente fervida) sobre o corante, ionizam-se os sais contidos na solução alcoólica e estes, ionizados, passarão a “corar” as estruturas celulares, Nesta fase o tempo de coloração deve ser padronizado de acordo com o corante que está sendo utilizado, por exemplo: Leishman, Wright; etc. Geralmente para o corante Leishman o tempo é de 10 a 15 minutos. c) Lavagem Após a coloração, as lâminas são lavadas sob um jato de água corrente fraco, limpas pelo lado contrário da extensão com algodão ou uma esponja, e secadas ao ar, espontaneamente. Nomenclatura usual Nesta coloração as estruturas celulares que têm afinidade pelo azul de metileno são chamadas Basófilas (coram-se em azul); as que têm afinidade pelos azures são chamadas azurófilas, corando-se em púrpura (metacromasia) às que têm afinidade pela eosina chamam-se acidófilas (coram-se em rosa) e as estruturas que têm afinidade pela mistura complexa são chamadas neutrófilas (coram-se em salmão). A água de coloração tamponada com pH 7,0 pode ser obtida de acordo com fórmula a seguir: · KH2PO4 (P.A)..................................1,0 g · Na2HPO4 (P.A)................................3,0 g · Água Destilada q. s. p.....................1.000 mL HEMOGRAMA É o exame laboratorial que avalia as séries eritrocitária e leucocitária e as plaquetas no sangue periférico. A análise da série vermelha pode ser chamada de eritrograma e é composta por contagem de eritrócitos, dosagem de Hb e Ht (hematócrito), índices hematimétricos e avaliação da morfologia eritrocitária. Já a análise da série branca pode ser chamada de leucograma e é composta pelas contagens global e diferencial de leucócitos, além da análise qualitativa. A contagem das plaquetas pode ser chamada de plaquetograma. As células sanguíneas podem ser contadas manualmente ou por instrumentos automáticos, o que atualmente é mais comum e prático. Os sistemas automatizados contam os eritrócitos utilizando-se de um princípio elétrico, óptico ou ambos. O primeiro baseia-se no impedimento (impedância) da passagem de corrente elétrica contínua em pequena abertura entre dois eletrodos (+ e -) mergulhados em líquido condutor de corrente quando cada célula atravessa tal abertura (princípio Coulter). No princípio óptico, a dispersão de luz a baixos ângulos (difratada) é absorvida por uma fotocélula à proporção que um feixe de luz laser incide sobre cada célula. Essa luz absorvida é convertida em volume. CONTAGEM MANUAL DE ERITRÓCITOS Consiste na determinação do número de eritrócitos por mm³ de sangue, após diluição de amostra de sangue total com solução isotônica, que evite lise dos eritrócitos. A contagem é feita nos cinco quadrados do quadrante central da câmara de Neubauer, e o resultado em mm³ é dado após ajuste dos cálculos para o grau de diluição e local de contagem na câmara. Para a contagem, soma-se o número total de eritrócitos obtidos nos cinco quadrados (H1+ H2 + H3 + H4 + H5). FIGURA 7 – CÂMARA DE NEUBAUER. R: QUADRADOS RELACIONADOS AOS ERITRÓCITOS. W: QUADRADOS RELACIONADOS AOS LEUCÓCITOS. Objetivo: Conhecer a quantidade de eritrócitos por mm³ de sangue. Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Manual e Automático. Procedimento: · Automático A leitura é totalmente feita pelo analisador hematológico, bastando pressionar o botão existente no painel, para que o aparelho aspire o sangue total e faça a contagem dos eritrócitos pelo método de impedância. · Manual a) Fazer a diluição de 200 vezes, pipetando 4 mL de líquido diluidor (Hayem) e adicionando 20 µL de sangue total homogeneizado. b) Homogeneizar e preencher o retículo da câmara de Neubauer totalmente, sem deixar bolhas, aguardar 5 minutos. c) Contar os eritrócitos exclusivamente no retículo central, via de regra, em cinco: (4) grupos de quadrados laterais e um grupo de quadrados central. d) Cálculo do número de eritrócitos por mm³: Fator Multiplicador: diluição/01x0,02 = 10.000. - Exemplo: número de eritrócitos contados nos 5 (cinco) quadrados = 250. - Fator Multiplicador (10.000) X 250 = 2.500.000/mm3 Fundamento do método manual: o líquido diluidor de Hayem conserva os eritrócitos íntegros e degrada os leucócitos. Líquido diluidor de Hayem: · Bicloreto de Mercúrio......................................................5 g · Cloreto de Sódio.............................................................1 g · Sulfato de Sódio..............................................................5 g · Água Destilada................................qsp..........................200 mL Interpretação dos resultados: · Homem: 4.500.000 a 5.500.000/mm3 · Mulher: 4.000.000 a 5.000.000/mm3 · Recém-nascido: 5.000.000 a 6.000.000/mm3 Causas de erros: Diluição imperfeita; Formação de pequenos coágulos; Líquido diluidor contaminado; Preenchimento errado e distribuição desigual da câmara de Neubauer. Material utilizado: Analisador hematológico; Reagentes para o analisador hematológico; Pipetas automáticas de20; 100 e 1000 µL; Líquido diluidor de Hayem; Câmara de Neubauer; Contador manual de leucócitos. DETERMINAÇÃO DA HEMOGLOBINA É o parâmetro mais importante do eritrograma e utilizado clinicamente para avaliar a anemia. Na maioria dos contadores, parte do sangue aspirado é separada para um canal, onde é diluído em um líquido hemolisante de eritrócitos. A Hb liberada é convertida em pigmento de cor estável, que é medida espectrofotometricamente, de modo similar à dosagem manual. Na dosagem manual, o método da ciano-metemoglobina é o mais utilizado. O princípio é a oxidação do íon ferroso (divalente) da Hb, oxiemoglobina e carboxiemoglobina a ferro férrico (trivalente) pelo ferricianeto, com formação de metemoglobina. Esta se combina com o cianeto de potássio para produzir cianometemoglobina (cor vermelho-alaranjada), que é medida fotocolorimetricamente em 540 nm ou em filtro verde. Objetivo: Conhecer a concentração de hemoglobina. Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Automático, calculado e manual. Procedimento: · Automático A determinação da concentração de hemoglobina é realizada pelo analisador hematológico, usando o método da espectrometria, bastando pressionar o botão existente no painel, para que o aparelho aspire o sangue total e faça a dosagem automaticamente. · Calculado Hematócrito/3. Ex: 45/3 = 15 g/dL. OBS: existem algumas restrições com relação às anemias hipocrômicas. · Manual (ESPECTROFOTOMETRIA) a) Pipetar 5,0 mL de solução de Drabkin e adicionar20 µL (diluição 1/250) de sangue total homogeneizado. b) Homogeneizar e aguardar na temperatura ambiente por 10 minutos. c) Ligar o espectrofotômetro e selecionar o filtro 540 nm. d) Colocar a cubeta com a solução “branco”, tampar e ajustar a absorbância para zero. e) Colocar a cubeta com a solução padrão de hemoglobina, tampar e anotar a absorbância. f) Colocar a cubeta com a solução teste, tampar e anotar a absorbância. g)Cálculo a concentração de hemoglobina. Fundamento do método manual: A cianometaemoglobina é o resultado da conversão da hemoglobina pelo reativo de Drabkin. A cianometaemoglobina é um cromógeno estável com absorção máxima de luz nm. O ferrocianeto de potássio (K³Fe(CN)3)faz a conversão de hemoglobina para metaemoglobina, após a lise dos eritrócitos. O cianeto de potássio (KCN) faz a conversão da metaemoglobina para cianometaemoglobina. O detergente degrada os restos de membrana dos eritrócitos, diminuindo a turvação da solução. Reativo de Drabkin: · Bicarbonato de Sódio.....................................................1 g · Cianureto de Potássio...............................................0,05 g · Ferricianureto de Potássio........................................0,20 g · Água Destilada................................qsp...................1000 mL Obs: colocar em frasco escuro e conservar por um mês. Interpretação do Resultado: · Homem: 15 a 18g/dL. · Mulher: 14 a 16 g/dL. Causas de erros: Pipetagem incorreta; Contaminação do reativo; Contaminação do padrão. Material utilizado: Analisador hematológico; Reagentes para o analisador hematológico; Pipeta automática de 20 µL; Espectrofotômetro; Padrão de Hemoglobina; Pipeta de 5 mL. DETERMINAÇÃO DO HEMATÓCRITO É o volume relativo dos eritrócitos após centrifugação do sangue total. Traduz a relação percentual entre as células vermelhas do sangue e o plasma, obtida pela divisão do volume percentual ocupado pelos eritrócitos. Em métodos automatizados, é um dado indireto, calculado a partir do VCM (mensurado de modo direto – veremos após o VCM) e do número de eritrócitos contados. No método manual do micro-hematócrito, o volume de sangue é disposto em capilar de vidro (até aproximadamente dois terços do tubo) e centrifugado em microcentrífuga. O local de separação entre a fase plasmática e a parte celular é o valor do Ht. Objetivo: Determinar o volume globular. Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Microhematócrito; calculado e automatizado. Fundamento do método de microhematócrito: O teste é baseado no princípio de separação dos elementos celulares do sangue, do plasma. Na técnica do microhematócrito, o processo de separação é acelerado pela elevada centrifugação. Após a centrifugação do sangue no capilar, as células vermelhas estarão no fundo do tubo, as células brancas e as plaquetas vão formar uma camada no topo das células vermelhas e o plasma estará na parte superior. Isso é chamado de coluna de células compactas (alguns outros termos usados são volume de células compactas, ou VCC). A camada contendo os leucócitos e as plaquetas têm uma aparência esbranquiçada e é comumente referida como creme leucocitário. Procedimento: a) Homogeneizar o sangue total por 5 minutos. b) Preencher o capilar de vidro com sangue total. c) Vedar uma das extremidades usando massa de modelar ou aquecimento pelo bico de Bunsen. d) Colocar na microcentrífuga e rodar por 5 minutos. e) Após a centrifugação, proceder à leitura usando uma régua apropriada de microhematócrito. Valor de referência: · Homem: 45 – 55%. · Mulher: 40 – 45%. · Recém-nascido: 50 – 55%. Método Calculado: O hematócrito pode ser determinado através de cálculo matemático a partir da concentração da hemoglobina X 3. Ex: hemoglobina 12 X 3 = 36% de hematócrito. Ht mais ou menos 2 = Hb x 3. Obs: existem algumas restrições com relação às anemias hipocrômicas. Método Automatizado: O hematócrito pode ser determinado por meios eletrônicos. A maioria dos instrumentos calcula o hematócrito usando os valores da contagem de células vermelhas do sangue e o volume do eritrócito. Fatores que influenciam os valores do microhematócrito: Os valores obtidos do microhematócrito podem ser influenciados por fatores fisiológicos, fatores patológicos e pelo manuseio da amostra durante os procedimentos de análise. Um valor baixo de microhematócrito pode indicar uma anemia ou a presença de hemorragias no paciente ou presença de microcoágulo. Um valor aumentado pode ser causado por desidratação do paciente ou uma condição conhecida como policitemia. A coleta inadequada de material ou o uso de sangue não suficientemente homogeneizado pode causar resultados não seguros. A velocidade da centrífuga de microhematócrito e a duração da centrifugação afetam os valores do microhematócrito. Velocidade aumentada e/ou tempo de centrifugação aumentado vai diminuir falsamente os resultados do microhematócrito. A velocidade menor e tempo mais curto vão produzir falsos resultados, ou seja, elevados. Material Utilizado: Analisador hematológico; Reagentes para o analisador hematológico; Escala de leitura de microhematócrito; Microcentrífuga; Capilar de vidro; Massa para modelar. DETERMINAÇÃO DOS ÍNDICES HEMATIMÉTRICOS Objetivo: Avaliar os Índices Hematimétricos. Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Cálculo matemático e automatizado. Procedimento: · VCM (Volume Corpuscular Médio) · Cálculo: HematócritoX10/número de eritrócitos em milhões. · Valor de Referência: 80 a 100 fentolitro (fL). · Aplicação: usa-se para classificar a anemia quanto ao tamanho. Normocítica, microcítica ou macrocítica. · HCM (Hemoglobina Corpuscular Média) · Cálculo: Hemoglobina X 10/número de eritrócitos em milhões. · Valor de Referência: 26 a 32 pg. · Aplicação: define a anemia como normocrômica ou hipocrômica. · CHCM (Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média) · Cálculo:HemoglobinaX100/hematócrito. · Valor de Referência: 32 a 36%. · Aplicação: define a anemia como normocrômica ou hipocrômica. · RDW (Amplitude de Distribuição dos Eritrócitos) · Valor de Referência: 12 a 16%. · Aplicação: mede o índice de anisocitose eritrocitário. Interpretação do Resultado: · VCM 80 a 100 fL: anemia normocítica; VCM<80 fL: anemia microcítica e VCM>100 fL: anemia macrocítica. · CHCM 32 a 36%: anemia normocrômica e CHCM< 32% anemia hipocrômica. · RDW>16%: produção eritrocitária acentuada. MORFOLOGIA ERITROCITÁRIA Células normocrômicas: eritrócitos de coloração normal. Células hipocrômicas: são eritrócitos com descoloração central evidente (sendo acima de um terço da sua área total). Células policromáticas: são eritrócitos de tonalidade azul-acinzentada, geralmente de tamanho maior que os normais. Micrócitos: eritrócitos com pequeno volume, abaixo de 60 fL. Macrócitos: são os eritrócitos com volume superior a 100 fL. Anisocitose: caracterizar a variação de tamanho dos eritrócitos. Poiquilocitose: caracteriza as alterações de forma nos eritrócitos. Várias dessas alterações serão abordadas adiante. CONTAGEM DE RETICULÓCITOS Os reticulócitos são eritrócitos jovens com RNA em seu interior. A contagem indica a produção eritroide na medula óssea ou a deficiência desta. Pode ser realizada manualmente ou por contadores. Corantes supravitais (azul de cresil brilhante) precipitam o RNA, dando aos eritrócitos jovens aspectos característicos e possibilitando a diferenciação e contagem dos reticulócitos. Geralmente, conta-se pelo menos mil eritrócitos maduros em diferentes campos escolhidos ao acaso e verifica-se o número de reticulócitos ao final da contagem. Faz-se uma percentagem. Valores normais ou diminuídos em indivíduos anêmicos são sinais de baixa produção medular e, ao contrário, reticulocitose (valores acima) é bom indicativo da resposta terapêutica em anemias carenciais, perdas sanguíneas agudas ou processos hemolíticos. Objetivo: Pesquisar a presença de eritrócitos imaturos (reticulócitos). Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Manual (coloração supra vital) e automatizado. Fundamento do Método Manual: O corante supravital de Azul Cresil Brilhante cora os filamentos de RNA remanescentes da fase de Eritroblasto Ortocromático. Procedimento: a) Em um tubo de hemólise colocar 100 µL de sangue total. b) Acrescentar a mesma quantidade de azul de cresil brilhante e homogeneizar. c) Deixar repousar por 15 minutos em banho maria a 37ºc. d) Após a incubação agitar o conteúdo do tubo para homogeneizar e confeccionar o esfregaço emlâmina limpa e desengordurada, secar ao ar livre e observar ao microscópio na objetiva de imersão. Obs: caso desejar pode corar pelos métodos panóticos. e) Determinar o resultado contando 10 campos microscópicos homogêneos no aumento de 1000 vezes (correspondente a 1000 eritrócitos) e anotando o nº de reticulócitos encontrados dentre eles e expressar em percentual (relativo) ou em mm³ de sangue (absoluto). · Valor Relativo: reticulócitos X 100/1000 = % reticulócitos. · Valor Absoluto: % reticulócitos XNº total de eritrócitos/100. Fundamento do Método Automatizado: Os analisadores hematológicos com canal de reticulócitos utilizam a medição da fluorescência emitida pela malha reticular do RNA ribossômico para contar e separar os reticulócitos em três estágios: baixa; média e alta intensidade de fluorescência. Valor de Referência: a) Relativo: · Recém-nascidos: 2,0 – 6,0 %. · Crianças e adultos: 0,5 – 2,0%. b) Absoluto: · 20.000 – 80.000/mm³. Interpretação do Resultado: · Reticulocitose: anemias hemolíticas; hemorragias; resposta de tratamento de anemia, etc. · Reticulopenia: anemia hipocrômica; anemia aplástica; anemia megaloblástica, etc. Preparo de Reagente: · Azul de Cresil Brilhante ou Azul de Metileno Novo.......1,0 g · Citrato de Sódio.............................................................0,4 g · Solução de Cloreto de Sódio a 0,9%.....qsp.................100 mL Material Utilizado: Lâmina para microscópio; Pipeta automática de 100 µL; Analisador hematológico com canal de reticulócitos; Microscópio. CONTAGEM DE LEUCÓCITOS A avaliação laboratorial dos leucócitos é de suma importância no cenário de doenças malignas dessa série (as leucemias, por exemplo) ou inflamações diversas. Análises quantitativas e qualitativas (morfologia) dos diferentes tipos de leucócitos fazem parte do hemograma e, separadamente, são chamadas de leucograma. Os valores de referência para leucócitos são de acordo com a idade. Objetivo: Conhecer a quantidade de leucócitos por mm3 de sangue. Amostra: Sangue total coletado com EDTA. Método: Manual e Automático. Procedimento: · Automático: A leitura é totalmente realizada pelo analisador hematológico, bastando pressionar o botão existente no painel, para que o aparelho aspire o sangue total e faça as contagem dos leucócitos pela impedância. · Manual: a) Fazer a diluição de 20 vezes, pipetar 0,4 mL de líquido de Turk e adicionar 20 µL de sangue total homogeneizado por 5 minutos. b) Homogeneizar e preencher o retículo da câmara de Neubauer totalmente, sem deixar bolhas, aguardar 5 minutos. c) Contar os leucócitos exclusivamente nos quatro (4) retículos laterais. d) Cálculo do número de leucócitos por mm3 : Fator Multiplicador: diluição/01xNº de retículos contados (4): 50. · Exemplo: número de leucócitos contados nos 4 retículos = 120. · Fator Multiplicador (50) X 120 = 6.000/mm3 . Fundamento do Método Manual: O líquido diluidor de Turk degrada os eritrócitos, conserva e cora os leucócitos. Líquido Diluidor de Turk: · Ácido Acético glacial.......................................................1 mL · Violeta de genciana a 1%...............................................1 mL · Água destilada................................qsp..........................100 mL Interpretação do Resultado: · Normal: 5.000 a 10.000/mm³. · Leucocitose: maior que 10.000/mm³. · Leucopenia: menor que de 5.000/mm³. Causas de Erros: Diluição imperfeita; Formação de pequenos coágulos; Líquido diluidor contaminado; Preenchimento errado e distribuição desigual da câmara de Neubauer. Material Utilizado: Analisador hematológico; Reagentes para o analisador hematológico; Pipetas automáticas de 20 µL e 100 µL; Líquido de Turk. PATOLOGIA DOS ERITRÓCITOS A patologia dos eritrócitos é o estudo das alterações que afetam os glóbulos vermelhos (eritrócitos) e que podem causar anemia ou policitemia. Algumas das principais alterações dos eritrócitos são: · Alterações de forma: podem ser causadas por defeitos na membrana ou no citoesqueleto dos eritrócitos, como na esferocitose hereditária ou na eliptocitose hereditária, ou por fatores externos, como na anemia falciforme ou na talassemia. · Alterações de tamanho: podem ser causadas por deficiências nutricionais, como na anemia ferropriva ou na anemia megaloblástica, ou por doenças da medula óssea, como na anemia aplástica ou na leucemia. · Alterações de cor: podem ser causadas por alterações na síntese ou na estrutura da hemoglobina, como na anemia sideroblástica ou na metemoglobinemia, ou por alterações no metabolismo do ferro, como na anemia por doença crônica ou na hemocromatose. · Alterações de número: podem ser causadas por aumento ou diminuição da produção de eritrócitos pela medula óssea, como na policitemia vera ou na anemia aplástica, ou por aumento ou diminuição da destruição de eritrócitos no sangue periférico, como na eritrocitose secundária ou na anemia hemolítica. Classificação das anemias As anemias são classificadas de acordo com diferentes critérios, como a morfologia, a fisiopatologia, a etiologia e a resposta medular. Alguns dos principais tipos de classificação são: · Quanto à morfologia: baseia-se no volume corpuscular médio (VCM) e na hemoglobina corpuscular média (HCM) dos eritrócitos. As anemias podem ser microcíticas (VCM < 80 fL), normocíticas (VCM entre 80 e 100 fL) ou macrocíticas (VCM > 100 fL), e hipocrômicas (HCM < 27 pg), normocrômicas (HCM entre 27 e 33 pg) ou hipertróficas (HCM > 33 pg). · Quanto à fisiopatologia: baseia-se no mecanismo que causa a anemia. As anemias podem ser por diminuição da produção de eritrócitos ou hemoglobina, por aumento da destruição de eritrócitos ou por perda de sangue. · Quanto à etiologia: baseia-se na causa específica da anemia. As anemias podem ser por deficiência de ferro, de vitamina B12, de ácido fólico, por doença crônica, por hemólise, por sangramento, por alterações genéticas, entre outras. · Quanto à resposta medular: baseia-se na contagem de reticulócitos, que são eritrócitos imaturos liberados pela medula óssea em resposta à anemia. As anemias podem ser regenerativas (aumento de reticulócitos) ou hiporregenerativas (diminuição ou normalidade de reticulócitos). Hemoglobinas variantes – hemoglobinopatias estruturais Hemoglobinas variantes são hemoglobinas que apresentam alterações na estrutura da globina, que é a parte proteica da molécula. Essas alterações são causadas por mutações genéticas que mudam a sequência de aminoácidos da globina. Existem centenas de hemoglobinas variantes descritas, mas algumas são mais comuns e têm importância clínica. As hemoglobinas variantes podem causar alterações na estabilidade, na afinidade pelo oxigênio ou na interação com outras moléculas da hemoglobina. Algumas das hemoglobinas variantes mais conhecidas são: · Hemoglobina S: é a principal hemoglobina na anemia falciforme, uma doença hereditária que causa deformação e fragilidade dos glóbulos vermelhos. A hemoglobina S resulta da substituição de um aminoácido (ácido glutâmico por valina) na posição 6 da cadeia beta da globina. Essa mudança faz com que a hemoglobina S forme polímeros insolúveis quando desoxigenada, alterando a forma e a função dos eritrócitos. · Hemoglobina C: é uma hemoglobina variante que resulta da substituição de um aminoácido (ácido glutâmico por lisina) na posição 6 da cadeia beta da globina. Essa mudança reduz a solubilidade da hemoglobina C e favorece a formação de cristais nos eritrócitos. A hemoglobina C pode causar anemia hemolítica leve ou assintomática em homozigotos ou em combinação com outras variantes, como a hemoglobina S. · Hemoglobina E: é uma hemoglobina variante que resulta da substituição de um aminoácido (ácido glutâmico por lisina) na posição 26 da cadeia beta da globina. Essa mudança afeta a produção e a estabilidade da hemoglobina E, causando um fenótipo de talassemia beta, ou seja, uma redução na síntese da cadeia beta da globina. A hemoglobina E pode causar anemia microcítica hipocrômica leve em homozigotos ou em combinação com outras variantes, como atalassemia beta ou a hemoglobina S. Talassemias As talassemias são um grupo de doenças hereditárias que afetam a produção de hemoglobina, a proteína que transporta o oxigênio no sangue. As talassemias podem ser causadas por defeitos na síntese das cadeias alfa ou beta da hemoglobina, que são formadas por aminoácidos. Dependendo do tipo e da gravidade da alteração, as talassemias podem causar anemia de diferentes graus, hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), esplenomegalia (aumento do baço), deformidades ósseas, sobrecarga de ferro e outras complicações. As talassemias são mais comuns em pessoas de origem mediterrânea, africana, asiática ou do Oriente Médio. O diagnóstico das talassemias é feito por meio de exames de sangue que avaliam a quantidade e a qualidade da hemoglobina e das hemácias. O tratamento das talassemias depende da sua forma e severidade, e pode incluir transfusões de sangue, quelantes de ferro, esplenectomia (retirada do baço) ou transplante de medula óssea. Patologia dos Leucócitos As patologias dos leucócitos são as doenças que afetam os glóbulos brancos, que são as células responsáveis pela defesa do organismo contra agentes infecciosos e substâncias estranhas. As patologias dos leucócitos podem ser classificadas em: · Alterações quantitativas: são as que alteram o número de leucócitos no sangue, podendo ser aumento (leucocitose) ou diminuição (leucopenia). As causas mais comuns de alterações quantitativas são as infecções, as alergias, as inflamações, o uso de medicamentos, o câncer e as doenças autoimunes. Os sintomas dependem da causa e da gravidade da alteração, podendo incluir febre, calafrios, infecções recorrentes, sangramentos, cansaço e dor abdominal. · Alterações qualitativas: são as que alteram a forma, a função ou a maturação dos leucócitos, podendo afetar um ou mais tipos de glóbulos brancos (neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos ou basófilos). As causas mais comuns de alterações qualitativas são as doenças genéticas, as imunodeficiências, as doenças hematológicas e as neoplasias. Os sintomas dependem do tipo e da extensão da alteração, podendo incluir anemia, infecções graves, alergias, inflamações crônicas e aumento dos órgãos linfoides. O diagnóstico das patologias dos leucócitos é feito por meio de exames de sangue que avaliam a contagem total e diferencial dos leucócitos, bem como a sua morfologia e função. Outros exames complementares podem ser necessários para identificar a causa específica da patologia, como testes genéticos, imunológicos ou de medula óssea. O tratamento das patologias dos leucócitos depende da sua origem e severidade, e pode incluir antibióticos, anti-inflamatórios, antialérgicos, imunossupressores, quimioterapia ou transplante de medula óssea. DETERMINAÇÃO SANGUÍNEA ABO O sistema ABO foi descrito por Karl Landsteiner em 1901. Os grupos sanguíneos são baseados na ocorrência de antígenos naturais (isoaglutininas) contra os antígenos A e B (aglutinogênios) expressos na superfície das hemácias. São conhecidos diversos tipos de sistemas sanguíneos. O sistema ABO é o de maior importância na prática transfusional por ser o mais antigênico, ou seja, por ter maior capacidade de provocar a produção de anticorpos, seguido pelo sistema Rh. Os genes do sistema ABO estão localizados no braço longo do cromossomo 9. Indivíduos do tipo A têm anticorpos contra antígenos do grupo sanguíneo B. Esses anticorpos que são capazes de aglutinar e lisar hemácias revestidas com antígenos B são chamados anticorpos anti-B. Os indivíduos do tipo B têm anticorpos contra antígenos do grupo sanguíneo A que são chamados anticorpos anti-A. Em indivíduos tipo AB ambos os antígenos A e B são expressos nas hemácias e os anticorpos anti-A e anti-B não estão presentes no soro. Os indivíduos do tipo O não expressam ambos os antígenos A e B nas hemácias e os anticorpos anti-A e anti-B estão presentes no soro. Objetivo da atividade prática: determinar o tipo sanguíneo de cada amostra teste. Reagentes e Soluções: · 1 gota de sangue para reagir com cada um dos anticorpos. · Aglutininas: anticorpos: · anti-A · anti-B Procedimento experimental: 1. Colocar uma gota de sangue total em cada extremidade de uma lâmina de vidro. 2. Sobre uma delas, adicionar uma gota do reagente anti-A, e sobre a outra uma gota do reagente anti-B. 3. Homogeneizar cada reação com misturador diferente (ponteira), cuidando para não misturar uma a outra. 4. Observar a aglutinação após dois minutos. Tipo Sanguíneo Recebe de Doa para A+ A+ A- O+ O- A+ AB+ A- A- O- A+ A- AB+ AB- B+ B+ B- O+ O- B+ AB+ B- B- O- B+ B- AB+ AB- O+ O+ O- O+ A+ B+ AB+ O- O- Todos AB+ Todos AB+ AB- A- B- O- AB- AB+ AB- Teste de aglutinação passiva ou indireta: Para o teste de aglutinação passiva ou indireta, as hemácias e as partículas inertes (látex, bentonita, sepharose, leveduras etc.) podem ser sensibilizadas por adsorção passiva, em virtude do contato direto com os antígenos solúveis ou por adsorção via agentes químicos, como ácido tânico, cloreto de cromo e por conjugação do antígeno, por meio de ligações químicas covalentes, fornecendo reagentes estáveis. Em razão da grande diversidade de antígenos que podem se ligar às células ou partículas, a aplicação dos testes de aglutinação passiva é muito variada. Classificação Rh em tubos (Du) - Tipagem em lâmina: 1. Colocar sobre uma lâmina de microscópio uma gota da suspensão de hemácias à 5% (H5%) em contato com uma gota do anticorpo anti-Rh (anti-D). 2. Se houver aglutinação: fator Rh positivo. 3. Se não houver aglutinação: fator Rh ainda não determinado. Passar então para: 4. Tipagem em tubos: 5. Em tubo de hemólise, colocar 2 gotas de soro anti-D + 2 gotas de (H5%) + 2 gotas de soro albumina bovina (BSA). Centrifugar à 1000rpm por 1 minuto. Agitar suavemente e observar a aglutinação. Neste ponto da detecção, caso a aglutinação seja positiva, o Rh já está determinado (Rh positivo). Caso contrário, prosseguir o ensaio: Pesquisa do fator Du: · Incubar o tubo a 37 °C por 15 minutos. · Acrescentar 3mL de salina e centrifugar à 1000rpm por 1 minuto. · Desprezar o sobrenadante e repetir este passo de lavagem com salina mais duas vezes; após a última lavagem, decantar a salina e adicionar 2 gotas de soro de Coombs (Soro Antiglobulina Humana - soro de coelho previamente imunizado com globulinas ou soro humano). · Centrifugar a 1000rpm por 1 minuto. · Agitar suavemente para observar a aglutinação. · Resultado: presença de aglutinação-fator Rh positivo. COAGULOGRAMA Coagulograma é um exame de sangue que avalia o processo de coagulação do sangue, ou seja, a capacidade do sangue de formar coágulos para evitar hemorragias. O coagulograma é importante para diagnosticar e acompanhar doenças que afetam a coagulação, como anemia, leucemia, hemofilia e trombose. Ele também é solicitado antes de cirurgias ou procedimentos invasivos para avaliar o risco de sangramento ou formação de coágulos. O coagulograma não requer preparo prévio nem jejum e consiste na coleta de uma amostra de sangue que é enviada para análise em laboratório. Equipamento de Coagulação Coagulômetro Coagmaster 2.0 O Coagulômetro Coagmaster 2.0 é um equipamento de 2 canais para testes de coagulação, que utiliza a metodologia de steel ball, ou seja, a movimentação de esferas metálicas para detectar a variação da coagulação plasmática. Ele é projetado e fabricado pela Wama Diagnóstica e possui as seguintes características: · Tela sensível ao toque (touchscreen) e teclado alfanumérico; · Armazenamento de curva de calibração e até 1500 resultados; · 2 cronômetros com acionamentos independentes; · 8 posições de incubação para amostras e incubação para reagentes a 37ºC; · Impressora térmica embutida e porta USB para leitor de código de barras;FIGURA 8 – COAGMASTER 2.0 · Interfaceamento com o sistema do laboratório; · Sistema aberto, com cálculo do INR. O Coagulômetro Coagmaster 2.0 é indicado para realizar exames de coagulação como tempo de protrombina (TP), tempo detromboplastina parcial ativado (TTPA), fibrinogênio e outros. Ele é fácil de operar e oferece resultados precisos e confiáveis. Tempo de Sangramento Objetivo: Determinação do tempo de sangramento capilar. Amostra: Punção digital. Método: Duke. Fundamento: O tempo de sangramento mede o tempo necessário para ocorrer o estancamento da hemorragia provocada por uma pequena incisão, realizada na ponta do dedo ou lobo da orelha. O tempo de sangria depende do número e atividade funcional das plaquetas, da possibilidade de líquidos tissulares em acelerar ou retardar a formação de coágulos, bem como da elasticidade da pele e pequenos vasos capilares que irrigam o local da incisão. Procedimento: a) Limpar a ponta do dedo ou lobo da orelha com um algodão embebido em álcool e esperar secar. b) Fazer a incisão com uma lanceta apropriada e estéril. c) Disparar o cronômetro tão logo seja feito o ferimento. d) Limpar o excesso de sangue a cada 15 segundos com papel de filtro, sem colocá-lo em contato direto com a pele. e) Parar o cronômetro logo que o sangramento cessar. f) Anotar o tempo. Obs: Se o tempo for maior que 6 minutos, interromper o sangramento pressionando o local da lesão. Valor de Referência: 01 a 03 minutos. Interpretação do Resultado: O tempo de sangramento é prolongado nas deficiências quantitativas (trombocitopenia) e qualitativas das plaquetas (doenças de Glanzman e de von Willebrand). Em pacientes com disfunção plaquetária adquirida ou congênita, o sangramento pode ser prolongado devido à incapacidade das plaquetas formarem agregados. A ingestão exagerada de antiflamatórios não esteróides pode levar à disfunção plaquetária. Material Utilizado: Papel de filtro; Cronômetro; Álcool; Lanceta; Algodão. Tempo de Coagulação Objetivo: Determinação do tempo de coagulação. Amostra: Sangue total sem anticoagulante. Método: Lee e White. Fundamento: O tempo de coagulação mede o tempo necessário para uma amostra de sangue coagular fora do espaço vascular, a 37ºC. Procedimento: a) Colocar dois tubos de hemólise limpo e seco no banho maria à 37ºc antecipadamente ao teste. b) Colher aproximadamente 2 mL de sangue por punção venosa. c) Acionar o cronômetro, assim que o sangue aparecer na seringa. d) Colocar cerca de 1 mL de sangue em cada tubo de hemólise pré-aquecido à 37ºc. e) Recolocar os tubos no banho maria à 37ºc. f) Após 5 minutos examinar o primeiro tubo, inclinando-o para observar se já houve coagulação da amostra. g) Este procedimento deve ser repetido de 30 em 30 segundos até que o sangue coagule. h) Após coagulação do 1º tubo, marcar o tempo e fazer o mesmo procedimento para o segundo tubo, examinando a coagulação de 30 em 30 segundos. i) Marcar os tempos de coagulação e fazer uma média com os dois tubos. Expressão do Resultado: Ex: 1º tubo: 6’30’’ e 2º tubo: 7’30” = 14’00”/2 = 7’00”. - Tempo de coagulação: 7’00”. Valor de Referência: 05 - 10 Minutos. Interpretação do Resultado: Este teste auxilia a avaliação da coagulação pela via intrínseca, a partir da ativação do fator XII, até a formação do coágulo de fibrina. O teste não é específico e é pouco sensível, podendo apresentar resultados normais mesmo com a presença de coagulopatias. O tempo de coagulação apresenta-se prolongado nas deficiências dos fatores que participam da via intrínseca da coagulação, nas síndromes por anticoagulantes e nos estados de desfribrinação. Material Utilizado: Tubo de hemólise; Cronômetro; Banho Maria; Álcool; Algodão. Prova Do Laço Objetivo: Determinação a resistência da circulação capilar. Amostra: Braço. Método: Rumpel-Leede. Fundamento: Consiste em determinar a resistência capilar sob condições de anóxia e pressão capilar aumentada artificialmente pelo manguito do aparelho de pressão arterial, mantido na pressão diastólica. Procedimento a) Verificar se existem petéquias no braço do paciente; se presentes marcá-las com um pincel demográfico. b) Colocar o manguito do aparelho de pressão arterial no braço do paciente e determinar a pressão diastólica (120 mm). Manter o manguito insuflado nessa pressão, durante 5 (cinco) minutos. c) Após os cinco minutos disinsuflar o manguito e retirá-lo. d) Verificar o aparecimento de petéquias recém-formadas, abaixo do ponto em que o manguito foi colocado. e) Contar o número de petéquias presentes e medir o tamanho delas, em milímetros de diâmetro. f) Expressar o resultado do seguinte modo: · Negativo: quando aparecem raras petéquias, no máximo seis, de tamanho inferior a 1 mm de diâmetro. · Positivo (+): quando aparecem de 10 a 50 petéquias, de 1 a 2 mm de diâmetro, distribuídas na região da fossa cubital. · Positivo (++): quando aparecem mais de50 petéquias, de cerca de 2 mm de diâmetro, localizadas na região da fossa cubital, no antebraço e no dorso da mão. Interpretação do Resultado: Normalmente a prova de resistência capilar apresenta-se negativa, só se formando raras petéquias, de tamanho inferior a 1 mm de diâmetro. A prova revela-se positiva, em graus variáveis, nas seguintes condições: · Nas trombocitopenias intensas. · Na trombastenia hemorrágica hereditária de Glanzmann. · Na trombopatia constitucional (doença de von Willebrand). · Nas púrpuras vasculares. · No escorbuto. Material Utilizado: Manguito arterial; Cronômetro; Pincel demográfico; Álcool e Algodão. Contagem de Plaquetas Objetivo: Conhecer o número de plaquetas por mm3 de sangue. Amostra: Sangue total coletado com EDTA ou citrato de Sódio. Método: Automático e Manual. Procedimento: · Automático: a contagem é totalmente feita pelo aparelho (impedância), bastando pressionar o botão existente no painel, para que o aparelho aspire o sangue total e faça a contagem de um modo geral. Causas de erros nas pseudotrombocitopenias · Demora no processamento do sangue (destruição das plaquetas). · Grandes aglomerados plaquetários, dificultando a contagem pelo aparelho. · Megatrombócitos que podem ser contados pelo aparelho como leucócitos. Obs: caso todas as situações anteriores não estão acontecendo, podemos agitar o sangue no vortex por 2 minutos e passar no aparelho com objetivo de reavaliar a contagem das plaquetas. · Manual: método indireto (FÔNIO) a) Confeccionar o esfregaço, secar e corar pelas colorações panóticas e examinar em objetiva de imersão. b) As plaquetas devem apresentar-se isoladas e mais ou menos uniformemente distribuídas. c) Contar 2.000 eritrócitos (em 10 campos microscópicos uniformes), anotando o número das plaquetas encontradas. d) Calcular o número das plaquetas por mm3 do seguinte modo: Nº das plaquetas x Nº dos eritrócitos por mm3 /2.000. · Exemplo: para 2.000 eritrócitos foram contadas 130 plaquetas, o número de eritrócitos por mm3 de sangue é 5.000.000; portanto: 130 x 5.000.000/2.000 = 325.000/mm3 . Interpretação do Resultado: · Normal: 150.000 a 400.000/mm3 . · Trombocitopenia: 400.000/mm3 . Material Utilizado: Tubo de coleta com EDTA ou citrato trissódico a 3,8 %; Lâmina para microscopia; Corantes hematológicos; Analisador hematológico; Reagentes para analisador hematológico; Pipetas automáticas de 20 e 100 µL; Seringa; Álcool; Algodão. Tempo de Protrombina O teste da protrombina (TP) avalia a via extrínseca da coagulação, que abrange o fator tecidual e o fator VII, além dos fatores da via final comum (X, V, II e fibrinogênio). Esse teste é particularmente sensível à deficiência de fatores de coagulação dependentes de vitamina K, a saber: VII, X e II. Sendo assim, é bastante aplicado para o acompanhamento do status de anticoagulação de pacientes usuários de antagonistas da vitamina K (cumarínicos). O exame é iniciado a partir da recalcificação do plasma do paciente na presença de tromboplastina (fator tecidual). Mede-se o tempo, em segundos, até a formação do coágulo, que pode ser detectado visualmente, oticamente ou por medidas eletromecânicas. Com o intuito de padronizar a avaliação de pacientes usuários de cumarínicos, criou-se a razão denominada relação normalizada internacional (INR, international normalized ratio).A INR é calculada pela seguinte fórmula: (TP paciente/TP controle)ISI; o índice de sensibilidade internacional (ISI, international sensivity index) deve ser determinado para cada reagente utilizado para os testes. O TP controle representa, por sua vez, a média dos valores de TP de, ao menos, 20 indivíduos saudáveis. Outras causas de alargamento de TP incluem: deficiência de vitamina K não relacionada ao uso de cumarínicos, insuficiência hepática, deficiência ou presença de inibidores contra os fatores VII, X, V, II e fibrinogênio, anticorpos antifosfolipídios com atividade antiprotrombínica. Objetivo: Determinação do tempo de protrombina. Amostra: Sangue coletado com citrato trissódico a 3,8 % na proporção de 0,5 ml para 4,5 mL de sangue. Método: Automatizado e Manual. Fundamento: O tempo de protrombina é uma prova global para avaliação da coagulação extrínseca. Este ensaio baseia-se na medida do tempo que um plasma calcificado demora a coagular, colocado a 37ºC e na presença de um excesso de tromboplastina tissular e cálcio. Procedimento: · Automatizado a) Preparar os reativos. b) Deixar o kit na temperatura ambiente; c) Ligar o aparelho e deixar que este atinja a temperatura de 37ºC . d) Preparar as cubetas e coloca- las na cavidade do aparelho. e) Inserir nas cubetas 50 μL de plasma e em seguida apertar a tecla enter e depois apertar encubação (a encubação demorará 120 segundos). f) Ao termino desta encubação retirar a cubeta do banho maria e inserir no orifício do aparelho e apertar reset; no visor do aparelho aparecerá uma linha que depois aparecerá 100 μL de Plastin que foi encubado à 37ºC , retirar 100 μL do Plastin e colocar juntamente com o plasma da cubeta. g) Este então será ativado para determinar o tempo de protrombina. · Manual a) Colocar o plasma em banhomaria à 37ºC durante 2 a 3 minutos. b) Em um tubo de hemólise colocar 200 µL de Soluplastin reconstituído e pré-incubar à 37ºC durante 2 a 3 minutos. c) Pipetar 100 µL do plasma e adicionar rapidamente ao tubo contendo 200 µL de Soluplastin, disparando simultaneamente o cronômetro. d) Manter o tubo dentro do banho maria. Antes do tempo de coagulação estimado (12 segundos), retirar o tubo do banho e inclinar suavemente 1 ou 2 vezes por segundo. e) Parar o cronômetro no momento exato da formação do coágulo. Cálculos do RNI (Relação Normatizada Internacional): para seu cálculo, utilizar a tabela de valores própria do Kit reagente. Valor de Referência: O intervalo de valores obtido em pacientes normais varia de 10 a 14 segundos, com atividade de Protrombina entre 70 e 100%. Interpretação do Resultado: Sua determinação se aplica a estudos de rotina nas análises pré-cirúrgicas, detecção de alterações nos níveis de um ou mais fatores envolvidos na via extrínseca da coagulação e controle da terapêutica com anticoagulantes. Valores elevados de TP podem ocorrer nas deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores de coagulação pertencentes à via extrínseca. Material Utilizado: Tubo de coleta com citrato trissódico a 3,8 %; Tubo de hemólise; Reativo de protrombina; Coagulômetro; Pipetas automáticas de 50, 100 e 200 µL; Banho Maria; Seringa; Álcool e Algodão. Tempo de Tromboplastina Parcial Ativado O teste da tromboplastina parcial ativada (TTPA) avalia a via intrínseca da coagulação, que engloba cininogênio de alto peso molecular, pré-calicreína, fatores XII, XI, IX, VIII, além dos fatores de coagulação da via final comum (X, V, II e fibrinogênio). O teste é particularmente sensível para detecção da magnitude de efeito da heparina não fracionada, sendo indicado para controle do uso dessa droga. O teste é iniciado a partir da recalcificação do plasma do paciente na presença de material tromboplástico, sem atividade de fator tecidual, e de substância com carga negativa, como caulim ou sílica. Semelhante ao TP, mede-se o tempo, em segundos, até a formação do coágulo, que pode ser detectado visualmente, opticamente ou por medidas eletromecânicas. Quando a heparina não fracionada é utilizada para a anticoagulação, espera-se obter, com alvo terapêutico, um TTPA 1,5 vez maior que o TTPA basal do paciente. É importante lembrar que a heparina de baixo peso molecular, por sua vez, geralmente não altera o TTPA. Outras causas de alargamento do TTPA incluem: deficiência de fatores de contato (pré-calicreína, cininogênio de alto peso molecular e fator XII), deficiência de fator VIII (hemofilia A), deficiência de fator IX (hemofilia B), anticorpos antifosfolipídios, inibidores contra fatores de coagulação da via intrínseca (mais comumente fator VIII) e deficiência ou presença de inibidores contra fatores da via final comum (X, V, II e fibrinogênio). Objetivo: Determinação do tempo de cefalina ativada ou tempo de tromboplastina ativada. Amostra: Sangue coletado com citrato trissódico a 3,8 % na proporção de 0,5 ml para 4,5 mL de sangue. Método: Automatizado e Manual. Fundamento: Este ensaio baseia-se na medida do tempo que um plasma descalcificado demora em coagular, colocado à 37ºC e na presença de um excesso de cefalina, ativador e cálcio. Procedimento: · Automatizado a) Preparar os reativos. b) Deixar o kit na temperatura ambiente. c) Ligar o aparelho e deixar que este atinja a temperatura de 37ºC . d) Preparar as cubetas e coloca- las na cavidade do aparelho. e) Aquecer o cálcio previamente à 37ºC . f) Adicionar na cubeta do aparelho 100 μLde plasma e 100 μL de reagente de tromboplastina. g) Em seguida apertar a tecla enter e depois apertar encubação (a encubação demorará 180 segundos). h) Ao termino desta encubação adicionar 100 μL de cálcio aquecido à 37ºC . i) Este então será ativado para determinar o tempo de tromboplastina parcial ativado. · Manual a) Pré-aquecer o cloreto de cálcio à 37ºC ; b) Em um tubo de hemólise colocar 100 µL de plasma. c) Adicionar neste tubo 100 µL de reagente (ativador e cefalina). d) Misturar e incubar durante 3 minutos, à 37ºC . e) Logo após esse tempo, adicionar 100 µL de Cloreto de Cálcio, mantendo a amostra no banho maria. f) Disparar simultaneamente o cronômetro. Aguardar cerca de 25 segundos, retirar o tubo do banho maria, inclinar suavemente uma ou duas vezes por segundo. g) Parar o cronômetro no momento exato da formação do coágulo. Valor de Referência: Normal: 30 a 45 segundos. Interpretação do Resultado: Sua determinação se aplica a estudos de rotina nas análises pré-cirúrgicas, detecção de alterações nos níveis de um ou mais fatores envolvidos na via intrínseca da coagulação e controle da terapêutica com anticoagulantes. Valores elevados de TTPA podem ocorrer nas deficiências congênitas ou adquiridas dos fatores de coagulação pertencentes à via intrínseca (HEMOFILIAS). Material Utilizado: Tubo de coleta com citrato trissódico a 3,8 %; Tubo de hemólise; Reativo de trombopastina; Cloreto de cálcio; Coagulômetro; Pipetas automáticas de 50, 100 e 200 µL; Banho Maria; Seringa; Álcool e Algodão. Bioquímica A ciência bioquímica é fundamental para a prática da medicina clínica. As bases bioquímicas de muitas doenças são conhecidas há muito tempo, e a pesquisa nessa área fornece cada vez mais descrições de processos patológicos e explicações em nível molecular para as doenças. Como resultado da aplicação dos princípios e técnicas bioquímicas para a análise de fluidos e tecidos corporais, cada vez mais os médicos dispõem de diversos tipos de investigações bioquímicas das quais podem lançar mão para sustentar suas decisões clínicas. Tais estudos podem fornecer informações fundamentais para o diagnóstico e o acompanhamento de várias condições, tanto aquelas com uma base obviamente metabólica (por exemplo, diabetes melito) quanto aquelas nas quais os distúrbios metabólicos ocorrem em consequência da doença (p. ex., insuficiência renal). Por outro lado, muitas condições são apropriadamente diagnosticadas e tratadas sem a necessidade de estudos bioquímicos, enquanto existem outras nas quais há a expectativa de que investigações bioquímicas seriam úteis. Contudo, os exames apropriadosainda não estão disponíveis. Por exemplo, até o momento, não há estudos bioquímicos para sustentar o diagnóstico e o acompanhamento dos principais transtornos afetivos, embora existam evidências consideráveis de que os distúrbios bioquímicos estão envolvidos na patogênese destes. Os analisadores bioquímicos variam desde grandes instrumentos automatizados capazes de realizar múltiplos exames em uma única amostra de soro, até instrumentos relativamente simples desenvolvidos para medir apenas um ou poucos componentes. Em geral, eles fornecem resultados de maneira rápida, confiável e econômica. Entretanto, alguns testes, frequentemente mais complexos e caros, são realizados manualmente e podem levar mais tempo para serem concluídos. Assim, os dados bioquímicos tornam-se prontamente disponíveis para apoiar a tomada de decisões clínicas. Solicitar um estudo bioquímico é um procedimento simples e não há dúvida de que tais análises sejam pedidas de maneira automática, sem que seja avaliado seu valor potencial em uma ocasião clínica específica. Bioquímicos clínicos rejeitam esse fato, mas tampouco ajudam ao usar o termo, amplamente usado por médicos, “exames de rotina” (que, em geral, referem-se a exames relativamente simples que são realizados com frequência) e até “laboratórios de rotina” (o lugar onde são realizados). O médico frequentemente requisita grupos específicos de exames, e a bioquímica clínica assume uma linguagem críptica própria à medida que os pedidos chegam na recepção do laboratório para “U & Es” (ureia e eletrólitos), “TFHs” (testes de função hepática) ou “gases no sangue”, entre os demais exames de Funções hepáticas, renais, exames para o coração e ionograma. BANCADA DE BIOQUÍMICA Equipamento BS-240 O equipamento BS-240 é um analisador químico clínico de bancada que realiza testes de bioquímica com uma velocidade de 200 testes por hora. Ele é fabricado pela Mindray e é indicado para pequenos e médios laboratórios que necessitam de um equipamento compacto, multifuncional e de alta performance. O BS-240 possui as seguintes características: · Capacidade de 80 posições para reagentes e 40 posições para amostras, podendo ser expandida para 80; · Tela sensível ao toque e teclado alfanumérico;FIGURA 9 – BS-240 · Sistema de lavagem automática que reduz o arraste e o consumo de água; · Tecnologia de amostragem inteligente que permite a preparação automática de hemolisado para o teste de HbA1c; · Volume mínimo de reação de 100 μL, economizando reagentes; · Armazenamento de curvas de calibração e até 1500 resultados; · Impressora térmica embutida e porta USB para leitor de código de barras; · Interfaceamento com o sistema do laboratório; · Sistema aberto, com cálculo do INR. O BS-240 pode realizar diversos testes de bioquímica, como glicose, colesterol, triglicerídeos, ureia, creatinina, ácido úrico, proteínas totais, albumina, bilirrubinas, enzimas hepáticas, enzimas cardíacas, eletrólitos e outros. Imunologia O setor de imunologia é uma área de laboratórios de análises clínicas ou de diagnóstico que se concentra na detecção de anticorpos ou antígenos presentes em amostras biológicas, como sangue, soro, saliva ou líquor. Os testes sorológicos ou imunológicos são utilizados para detectar a presença de doenças infecciosas, como HIV, hepatite B e C, sífilis e outras, bem como para monitorar a resposta imunológica do organismo a infecções, vacinas e outras terapias. Os testes sorológicos podem ser realizados por meio de diferentes técnicas, como ensaios imunoenzimáticos (ELISA), ensaios de aglutinação, testes rápidos e ensaios de imunofluorescência, entre outros. O setor de imunologia é extremamente importante na identificação e controle de doenças infecciosas, além de ser fundamental para a avaliação do estado imunológico de indivíduos, permitindo o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de diversas doenças. BANCADA DE IMUNOLOGIA ECO F200 O equipamento ECO F200 é um analisador de imunoensaio fluorescente que utiliza a tecnologia da fluorescência com marcador európio, que permite uma sensibilidade muito maior em relação aos testes rápidos oferecidos no mercado. Ele é fabricado pela ECO Diagnóstica e pode realizar análises quantitativas e qualitativas de diversos parâmetros, como D-Dímero, Troponina I, Procalcitonina, HbA1c e outros. O ECO F200 possui as seguintes características:FIGURA 10 – ECO F200 · Capacidade de teste: 1 teste; · Modo de teste rápido: disponível; · Energia: adaptador AC/DC; · Display: tela touch 7" colorida; · Impressora: embutida; · Conectividade e LIS/HIS: HL7 v2.6 (PCD-01) / POCT1-A; · Auto-ID: código de barra 2D; · Dimensões: 200 x 240 x 205 mm; · Acessórios: mouse, teclado, scanner código de barra; · Peso: 2,5 kg; · Memória: 3.000 testes. O ECO F200 é um equipamento fácil de usar e oferece resultados precisos e confiáveis em poucos minutos. Ele é indicado para laboratórios clínicos, unidades de terapia intensiva, emergências e outros locais que necessitam de um diagnóstico rápido e eficiente. Metodologia: Imunoensaio Fluorescente Hemoglobina Glicada (HbA1c) O exame de hemoglobina glicada quantitativo no ECO F200 é um exame de imunoensaio fluorescente que mede a quantidade da hemoglobina glicada (HbA1c) no sangue total. A hemoglobina glicada é a fração da hemoglobina que se liga à glicose e reflete a média da glicemia nos últimos 2 a 3 meses. Esse exame é útil para o diagnóstico e o acompanhamento do diabetes mellitus, pois indica o grau de controle glicêmico do paciente. O exame é realizado da seguinte forma: · Uma amostra de sangue total é coletada do paciente e colocada em um dispositivo teste específico para HbA1c, fabricado pela ECO Diagnóstica; · O dispositivo teste contém anticorpos marcados com európio que se ligam à HbA1c presente na amostra; · O dispositivo teste é inserido no analisador ECO F200, que reconhece o parâmetro e exibe o procedimento para a preparação da amostra; · O analisador ECO F200 utiliza a tecnologia da fluorescência com marcador európio para detectar o sinal emitido pelos anticorpos ligados à HbA1c; · O analisador ECO F200 calcula a concentração de HbA1c na amostra com base na intensidade do sinal fluorescente e imprime o resultado em %. O tempo do teste é de 15 minutos para sangue total. A faixa de medição é de 4 a 15%. A faixa de referência varia de acordo com o laboratório, mas geralmente valores abaixo de 5,7% são considerados normais, valores entre 5,7 e 6,4% indicam pré-diabetes e valores acima de 6,5% indicam diabetes. BHCG O BHCG quantitativo no ECO F200 é um exame de imunoensaio fluorescente que mede a quantidade do hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG) no sangue total ou no soro. Esse hormônio é produzido apenas durante a gravidez e serve para confirmar o diagnóstico de gestação na fase inicial, bem como para monitorar o desenvolvimento embrionário e detectar possíveis complicações. O exame é realizado da seguinte forma: · Uma amostra de sangue total ou soro é coletada do paciente e colocada em um dispositivo teste específico para hCG, fabricado pela ECO Diagnóstica; · O dispositivo teste contém anticorpos marcados com európio que se ligam ao hCG presente na amostra; · O dispositivo teste é inserido no analisador ECO F200, que reconhece o parâmetro e exibe o procedimento para a preparação da amostra; · O analisador ECO F200 utiliza a tecnologia da fluorescência com marcador európio para detectar o sinal emitido pelos anticorpos ligados ao hCG; · O analisador ECO F200 calcula a concentração de hCG na amostra com base na intensidade do sinal fluorescente e imprime o resultado em mUI/mL. O tempo do teste é de 15 minutos para sangue total ou 10 minutos para soro. A faixa de medição é de 5 a 1500 mUI/mL. A faixa de referência varia de acordo com o sexo e a idade gestacional do paciente. PSA O exame de PSA quantitativo no ECO F200 é um exame de imunoensaio fluorescente que mede a quantidade do antígeno prostático específico (PSA) total no sangue total, soro ou plasma. O PSA é uma proteína produzida pela próstata quepode estar elevada em casos de câncer de próstata, hiperplasia benigna da próstata, prostatite ou trauma prostático. Esse exame é útil para o rastreamento, o diagnóstico e o acompanhamento do câncer de próstata, bem como para avaliar a resposta ao tratamento. O exame é realizado da seguinte forma: · Uma amostra de sangue total, soro ou plasma é coletada do paciente e colocada em um dispositivo teste específico para PSA, fabricado pela ECO Diagnóstica; · O dispositivo teste contém anticorpos marcados com európio que se ligam ao PSA presente na amostra; · O dispositivo teste é inserido no analisador ECO F200, que reconhece o parâmetro e exibe o procedimento para a preparação da amostra; · O analisador ECO F200 utiliza a tecnologia da fluorescência com marcador európio para detectar o sinal emitido pelos anticorpos ligados ao PSA; · O analisador ECO F200 calcula a concentração de PSA na amostra com base na intensidade do sinal fluorescente e imprime o resultado em ng/mL. O tempo do teste é de 10 minutos para sangue total, soro ou plasma. A faixa de medição é de 2 a 100 ng/mL para sangue total e de 0,1 a 100 ng/mL para soro ou plasma. A faixa de referência varia de acordo com o laboratório, mas geralmente valores abaixo de 4 ng/mL são considerados normais, valores entre 4 e 10 ng/mL indicam suspeita de câncer de próstata e valores acima de 10 ng/mL indicam alta probabilidade de câncer de próstata. Metodologia: Imunocromatográfico O método imunocromatográfico é um tipo de teste rápido que identifica doenças infecciosas, hormônios e outros analitos por meio da reação específica entre antígenos e anticorpos marcados com partículas coloridas. O resultado do teste é demonstrado pela formação de linhas ou pontos coloridos em uma membrana que contém áreas reagentes e bloqueadas. O método imunocromatográfico é simples, rápido, prático e de baixo custo, sendo utilizado para o diagnóstico de diversas condições, como gravidez, HCV, HBV, sífilis, HIV e COVID-19. O teste imunocromatográfico funciona da seguinte forma: · Uma amostra biológica (sangue, saliva, urina, etc.) é coletada do paciente e colocada em um dispositivo teste que contém um conjugado de anticorpos marcados com partículas coloridas (como ouro coloidal ou prata coloidal) que se ligam ao analito de interesse; · A amostra e o conjugado migram por capilaridade ao longo de uma membrana de nitrocelulose ou náilon que possui áreas reagentes e bloqueadas; · Na área reagente, há anticorpos fixados na membrana que se ligam ao analito conjugado ao corante, formando um complexo visível; · Na área bloqueada, há proteínas inertes que impedem a ligação não específica de outros componentes da amostra; · Na área controle, há anticorpos que se ligam ao conjugado colorido independentemente da presença do analito, servindo para verificar a qualidade do teste e a realização adequada do procedimento; · O resultado do teste é lido pela presença ou ausência de linhas ou pontos coloridos na membrana, de acordo com as instruções do fabricante. O tempo do teste varia de acordo com o analito pesquisado, mas geralmente não ultrapassa 15 minutos. A sensibilidade e a especificidade do teste dependem da qualidade dos reagentes e da técnica utilizada. Tabela 2 - Guia de Teste Rápido O COVID/FLU A/B Ag Combo ECO Teste é um ensaio imunocromatográfico para detecção qualitativa, simultânea e diferenciada de antígenos de SARS-CoV-2, Influenza tipo A e tipo B em amostras de swab de nasofaringe ou swab nasal. Esse teste é útil para o diagnóstico diferencial de infecções respiratórias causadas por esses agentes, que podem apresentar sintomas semelhantes. O COVID/FLU A/B Ag Combo ECO Teste é fabricado pela ECO Diagnóstica e possui sensibilidade de 96,52% para SARS-CoV-2, 97,44% para Influenza A e 90,63% para Influenza B, e especificidade de >99,9% para SARS-CoV-2, 100% para Influenza A e 98,82% para Influenza B. O COVID/FLU A/B Ag Combo ECO Teste funciona da seguinte forma: · Uma amostra de swab de nasofaringe ou swab nasal é coletada do paciente e colocada em um tubo com solução tampão; · O tubo é agitado para misturar a amostra com a solução tampão; · Quatro gotas da mistura de amostra são aplicadas no orifício do dispositivo teste que contém um conjugado de anticorpos marcados com ouro coloidal que se ligam aos antígenos de SARS-CoV-2, Influenza A e Influenza B; · A mistura migra por capilaridade ao longo de uma membrana de nitrocelulose que possui áreas reagentes e bloqueadas; · Na área reagente, há anticorpos fixados na membrana que se ligam aos antígenos conjugados ao corante, formando um complexo visível; · Na área bloqueada, há proteínas inertes que impedem a ligação não específica de outros componentes da amostra; · Na área controle, há anticorpos que se ligam ao conjugado colorido independentemente da presença dos antígenos, servindo para verificar a qualidade do teste e a realização adequada do procedimento; · O resultado do teste é lido pela presença ou ausência de linhas coloridas na membrana, sendo uma linha na região controle (C) e três linhas na região teste (T), correspondendo a SARS-CoV-2 (T1), Influenza A (T2) e Influenza B (T3), de acordo com as instruções do fabricante. O tempo do teste é de 15 a 30 minutos. O teste deve ser armazenado entre 2 e 30°C e tem validade de 24 meses. O COVID-19 Ag ECO Teste, que é um teste imunocromatográfico para detecção qualitativa de antígenos (proteína N) do SARS-CoV-2 (COVID-19). Esse teste pode ser usado para diagnosticar infecções ativas pelo vírus causador da COVID-19, especialmente em pessoas com sintomas entre o segundo e sétimo dia. O procedimento do teste é o seguinte: · Coloque o dispositivo de teste sobre uma superfície plana e limpa. · Adicione 4 gotas da mistura de amostra (soro, plasma ou sangue total) no orifício da amostra. · Aguarde 2 a 15 minutos para ler o resultado. · O resultado é positivo se aparecerem duas linhas vermelhas na janela do teste uma na área T e outra na área C). O resultado é negativo se aparecer apenas uma linha vermelha na área C. O resultado é inválido se não aparecer nenhuma linha vermelha ou se a linha vermelha aparecer apenas na área T. Esse teste é indicado para indivíduos que tiveram exposição recente ao vírus e com sintomas entre o segundo e sétimo dia. É um teste de triagem, ou seja, serve para indicar a possibilidade de uma infecção, mas não para confirmar o diagnóstico. Por isso, é importante fazer exames complementares e consultar um profissional de saúde para avaliar o resultado e iniciar o tratamento adequado, se necessário. Metodologia: Teste não treponêmico – Reação de floculação Teste não treponêmico é um teste que detecta anticorpos não específicos dirigidos contra um complexo de lecitina, colesterol e cardiolipina, que são liberados das células danificadas pela infecção por Treponema pallidum, a bactéria causadora da sífilis. O teste não treponêmico é usado como teste de triagem inicial para sífilis, mas pode apresentar resultados falso-positivos em outras condições, como lúpus, malária ou gravidez. Por isso, é necessário confirmar o resultado com um teste treponêmico. Teste treponêmico é um teste que detecta anticorpos específicos contra o Treponema pallidum, que são produzidos pelo sistema imunológico em resposta à infecção. O teste treponêmico é usado como teste de confirmação para sífilis, mas pode permanecer positivo mesmo após o tratamento ou a cura da doença. Por isso, é necessário avaliar o resultado em conjunto com o teste não treponêmico e a história clínica do paciente. MÉTODO QUALITATIVO (PURO) Na placa de reação utilizar um poço diferente para cada amostra ou controle. Colocar 50ul da amostra e 20ul do reagente no mesmo poço, e em seguida colocar a placa no homogeneizador por 4 minutos a 180 rpm. METODO SEMI QUANTITATIVO (DILUIÇÂO) Diluição (Fator 6) 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64 Método: Aglutinação de Látex PCR látex É um método de aglutinação de partículas de látex para determinar a presença de proteína C-reativa (PCR) no soro humano. A PCRé uma proteína de fase aguda que aumenta em situações de inflamação, infecção, trauma ou neoplasia. O método se baseia na reação entre a PCR sérica e as partículas de látex sensibilizadas com anticorpos anti-PCR. A aglutinação das partículas indica um resultado positivo MÉTODO QUALITATIVO Na placa de reação utilizar um poço diferente para cada amostra ou controle. Colocar 20ul ou 25ul da amostra e 20ul ou 25ul do reagente PCR látex no mesmo poço e misturar ambos com uma espatula, e em seguida colocar a placa no homogeneizador por 2 minutos. METODO SEMI QUANTITATIVO Diluição (Fator 6) 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64 Resultado 12 mg/L 24 mg/L 48 mg/L 96 mg/L 192 mg/L 384 mg/L ASO/ASLO Látex É um método de aglutinação de partículas de látex para determinar a presença de anticorpos antiestreptolisina O (ASO ou ASLO) no soro humano. A antiestreptolisina O é um anticorpo produzido em resposta à infecção por bactérias do gênero Streptococcus, especialmente a espécie Streptococcus pyogenes, que pode causar faringite, escarlatina, febre reumática e glomerulonefrite. O método se baseia na reação entre o ASO sérico e as partículas de látex sensibilizadas com estreptolisina O. A aglutinação das partículas indica um resultado positivo. MÉTODO QUALITATIVO Na placa de reação utilizar um poco diferente para cada amostra ou controle. Colocar 20ul ou 25ul da amostra e 20ul ou 25ul do reagente ASLO/ASO látex no mesmo poço e misturar ambos com uma espatula, e em seguida colocar a placa no homogeneizador por 2 minutos. METODO SEMI QUANTITATIVO Diluição (Fator 6) 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64 Resultado 400 UI/ml 800 UI/ml 1600 UI/ml 3200 UI/ml 6400 UI/ml 12800 UI/ml Fator Reumatóide (FR) É um autoanticorpo que reage contra a porção Fc da IgG, que é outro anticorpo. O FR pode formar complexos imunes que atacam e destroem tecidos saudáveis, causando inflamação e doenças reumatológicas. O FR é encontrado principalmente em pacientes com artrite reumatóide, mas também pode estar presente em outras doenças autoimunes, infecções crônicas ou cânceres. MÉTODO QUALITATIVO Na placa de reação utilizar um poço diferente para cada amostra ou controle. Colocar 20ul ou 25ul da amostra e 20ul ou 25ul do reagente FR látex no mesmo poço e misturar ambos com uma espatula, e em seguida colocar a placa no homogeneizador por 2 minutos. METODO SEMI QUANTITATIVO Diluição (Fator 6) 1/2 1/4 1/8 1/16 1/32 1/64 Resultado 16 mg/L 32 mg/L 64 mg/L 128 mg/L 256 mg/L 512 mg/L Parasitologia O setor de Parasitologia no laboratório de Análises Clínicas é responsável pelo diagnóstico de parasitoses, em especial das parasitoses intestinais. Esse setor tem sido negligenciado ao longo do tempo, limitando-se por vezes ao uso de técnicas de baixa sensibilidade e baixo custo. As parasitoses intestinais ainda representam um problema de saúde coletiva, sendo o diagnóstico preciso de grande importância para a escolha da conduta terapêutica adequada, para levantamentos epidemiológicos sobre parasitos intestinais, bem como para o melhor atendimento ao paciente. Método Direto a Fresco O exame direto a fresco e a técnica de Hoffman, Pons e Janer ou Lutz (HPJL) são os métodos laboratoriais mais utilizados, pois estas técnicas têm como principal vantagem a necessidade mínima de materiais e recursos financeiros, porém a desvantagem é de apresentar uma grande quantidade de detritos fecais no sedimento, dificultando a preparação e o exame microscópico. O exame parasitológico direto a fresco é considerado um procedimento simples e eficiente para estudo das fezes que permite o diagnóstico dos protozoários (trofozóitos e cistos) e dos helmintos (ovos, larvas e pequenos adultos). 1. Tomar uma pequena porção do material a examinar e misturar, se necessário, com pequena quantidade de solução salina a 9 o/oo sobre uma lâmina. 2. Cobrir com lamínula e examinar. Método de Hoffman, Pons e Janer ou Lutz (Sedimentação Espontânea) A Sedimentação espontânea é um procedimento simples. Fundamenta-se na sedimentação espontânea em água, permitindo encontrar cistos de protozoários, como também, ovos e larvas de helmintos. Os seus passos seguem a ordem: 1. Colocar aproximadamente 2g de fezes em frasco Borrel (pode ser substituído por copo plástico descrtável), com cerca de 5mL de água, e triturar com bastão de vidro (ou “palitode picolé”). 2. Acrescentar mais 2 mL de água. 3. Filtrar a suspensão para um cálice cônico de 200mL de capacidade, por intermédio de tela metálica ou de náilon com cerca de 80 a 100 malhas por cm², ou gaze cirúrgica dobrada em quatro; os detritos retidos são lavados commais 20mL de água, agitando-se constantemente com o bastão de vidro, devendo o líquido da lavagem ser recolhido no mesmo cálice. 4. Completar o volume do cálice com água. 5. Deixar essa suspensão em repouso durante duas a 24 horas. 6. Findo esse tempo, observar o aspecto do líquido sobrenadante, tomando uma das duas condutas: a) se o líquido estiver turvo, descartá-lo cuidadosamente sem levantar ou perder o sedimento, colocar mais água até o volume anterior e deixar em repouso por mais 60 minutos; b) se o líquido estiver límpido e o sedimento bom, colher uma amostra do sedimento para exame. 7. Existem duas técnicas para se colher o sedimento para exame; a) Introduzir um pipeta obliterada pelo dedo indicador até o sedimento contido no fundo do cálice, retirar o dedo e deixar subir uma pequena porção do sedimento; recolocar o dedo e retirar a pipeta; b) Desprezar o líquido sobrenadante cuidadosamente, homogeneizar o sedimento e colher uma gota do mesmo (esse procedimento é melhor, pois a gota colhida é mais representativa do sedimento). 8. Colocar parte do sedimento numa lâmina e fazer um esfregaço. O uso de lamínulas é facultativo. Examinar com as objetivas de 10x e/ou 40x. Deve-se examinar, no mínimo, duas lâminas de cada mostra. 9. Para a identificação de cistos de protozoários e larvas de helmintos, corar a preparação com lugol. Método de MIFC ou de Blagg (Sedimentação por Centrifugação) A Sedimentação por centrifugação é um método mais complexo, útil para a investigação de cistos e oocistos de protozoários e ovos e larvas de helmintos. Oprocedimento tem os seguintes passos: 1. Colher as fezes recém-emitidas em líquido conservador de MIF. 2. Homogeneizar bem. 3. Filtrar a suspensão de fezes em gaze cirúrgica dobrada em quatro, num copo plástico descartável. 4. Transferir 1 a 2mL de filtrado para um tubo cônico de centrifugação, com capacidade para 15mL. 5. Acrescentar 4 a 5mL de éter sulfúrico e agitar vigorosamente (importante para desengordurar o material). 6. Centrifugar por um mínimo a 1.500rpm. 7. Com o auxílio de um bastão, descolar a camada de detritos da parede do tubo. 8. Inverter o tubo para desprezar o líquido, mantendo-o com a boca voltada pra baixo, até limpar a parede do mesmo, utilizando um bastão de vidro (ou palito de picolé) contendo algodão na extremidade. 9. Acrescentar ao sedimento gotas de salina e/ou lugol. 10. Inverter o tubo em uma lâmina, deixando escoar todo o sedimento. Se a quantidade de sedimento for excessiva, utilizar uma pipeta para colhê-lo e preparar as lâminas. 11. Cobrir com lâmina e examinar com as objetivas de 10x e/ou 40x. Metodologia: Imunocromatográfico Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes A pesquisa de sangue oculto nas fezes é um exame que detecta a presença de hemoglobina humana nas fezes, que pode indicar sangramentos no trato gastrointestinal. A marca Wama Diagnóstica oferece um kit para a realização desse exame, por método imunocromatográfico, que utiliza anticorpos policlonais anti-hemoglobina humana. O procedimento é o seguinte: · Coletar uma pequena quantidade de fezes (cerca de 50 mg) com o auxílio da espátula que acompanha o kit e colocar em um tubo com solução tampão. · Agitar bem o tubo para homogeneizar a amostra e deixar em repouso por 2 minutos. · Retirar o dispositivo teste da embalagem e colocá-lo sobre uma superfície plana e limpa. · Pingar 3 gotasda amostra na cavidade do dispositivo teste e aguardar 10 minutos para a leitura do resultado. · Observar a presença ou ausência de linhas coloridas na área teste (T) e na área controle (C) do dispositivo. A presença de duas linhas indica resultado positivo, ou seja, há sangue oculto nas fezes. A presença de apenas uma linha na área controle indica resultado negativo, ou seja, não há sangue oculto nas fezes. A ausência de linha na área controle indica resultado inválido, ou seja, o teste deve ser repetido com uma nova amostra e um novo dispositivo. Rotavírus Importancia Clínica: O Rotavírus é um dos mais importantes agentes causadores de enteroviroses em crianças menores de 5 anos no mundo todo. Este vírus, pertencente à família Reoviridae, atinge várias espécies de mamíferos e causa manifestações clínicas variáveis que vão desde quadros de diarreia leve e de curta duração até quadros graves de desidratação severa causada por diarreia profusa e vômito, acompanhada de febre alta. A rotavirose é uma doença altamente transmissível por via fecal-oral, através do contato direto ou indireto. Após um curto período de incubação, que varia de 1 a 3 dias, iniciam-se as manifestações clínicas e grandes quantidades do vírus são eliminadas pelas fezes. Por isso, em locais com sistema básico sanitário deficiente, o problema é agravado e a rotavirose ainda constitui uma das principais causas de morte em crianças menores de dois anos de idade. O diagnóstico precoce da doença é necessário para orientação de medidas epidemiológicas, controle do uso de antibióticos e diagnóstico diferencial com outras gastroenterites agudas. Princípio do Método: O Rotavírus do Grupo A, se presente na amostra de fezes, se liga ao anticorpo conjugado com ouro coloidal formando um complexo antígeno-anticorpo conjugado. Esse complexo migra por capilaridade pela membrana de nitrocelulose da tira-teste e é reconhecido por um segundo anticorpo impregnado na área teste (T), específico às proteínas do Rotavírus do Grupo A, incluindo proteínas do capsídeo viral (VP6), determinando o surgimento de uma banda colorida nesta área. Na ausência do Rotavírus ou caso esse se encontre em quantidade muito baixa na amostra, não haverá o surgimento da banda colorida na área teste. O conjugado não ligado ao antígeno irá unir-se aos reagentes da área controle (C) produzindo uma banda colorida, demonstrando que os reagentes estão funcionando corretamente. Amostras: Usar amostras de fezes recém-colhidas. Se isto não for possível, devem ser conservadas em geladeira (2-8ºC) por 48 horas. Para armazenagens mais longas, as amostras devem ser mantidas no freezer (-20ºC). Procedimento: 1. Deixar os reagentes adquirirem a temperatura ambiente antes do uso. 2. Coletar a amostra de fezes com o auxílio da vareta de coleta (3). Mergulhar a vareta em 3 ou 4 locais diferentes da amostra. ATENÇÃO: A quantidade de fezes coletada deve ser de aproximadamente 12,5 mg ou 12,5 µl. Para isso, utilizar como padrão a quantidade de fezes que couber nas ranhuras da vareta de coleta. Não permitir que amostra excedente ou insuficiente seja coletada. Resultados falsos poderão ser ocasionados pela coleta inadequada. 3. Mergulhar a vareta de coleta no tubo contendo solução tampão (2). Mexer bem até que toda amostra seja diluída. Depois disso, descartar a vareta de coleta seguindo as regras de descarte. 4. Remova a tira-teste (1) do sachê de alumínio e a mergulhe no tubo contendo a amostra dissolvida na solução tampão (2) até a marca indicada pelas setas. Deixe a tira reagir por 10-15 minutos. 5. Retirar a tira-teste (1) do tubo e fazer a leitura. Não considerar resultados lidos após 15 minutos. Leitura dos Resultados: Negativo: aparecerá somente uma banda colorida na área controle (C). Positivo: aparecerão 2 bandas coloridas, uma na área teste (T) e outra na área controle (C). Inválido: se não surgir banda de cor visível na área teste (T) e no controle (C) ou se não surgir banda somente no controle (C). Se isto ocorrer, a amostra deverá ser testada novamente. Nota: qualquer intensidade de cor na área teste (T) deve ser considerada positiva. Urinálise A urinálise (também conhecido como exame de urina) é um teste que examina a urina de forma visual, bioquímica e microscópica. Isso pode incluir uma variedade de testes os quais detectam e medem vários compostos que passam pelo rim e ficam presentes na urina. Importante ressaltar que a urina deve ser levada ao laboratório o mais rápido possível após a coleta, pois quando há demora, há alterações em alguns resultados da urinálise. Profissionais de saúde costumam pedir a urinálise para rastrear ou monitorar certas condições de saúde comuns, como doenças hepáticas, renais e diabetes ou infecções do trato urinário (ITUs). Embora várias análises possam ser feitas por meio da urina, seu médico vai escolher quais exames serão feitos de acordo com os sintomas e a situação. Por meio das tiras, é possível realizar análises bioquímicas clinicamente importantes, conheça cada uma delas. Em geral, um profissional de saúde ou técnico de laboratório pode examinar uma amostra de urina para observar os seguintes aspectos gerais: · Cor e aparência Na maior parte dos testes, um profissional de saúde analisa a aparência da amostra a olho nu. Ele checa se o líquido está translúcido ou turvo, se está amarelo claro, escuro ou de outra cor. Alterações nessas características podem afetar a análise bioquímica da urina, por isso é importante uma análise criteriosa. A urina normal geralmente é um tom de amarelo e pode variar de amarelo claro a escuro como âmbar, dependendo de quão concentrada ou diluída está sua urina. Muitas coisas podem afetar a coloração, incluindo certos medicamentos e suplementos, além de certos alimentos ingeridos, como beterraba. Contudo, uma cor incomum também pode ser sinal de doença. Por exemplo, a urina de cor vermelha pode ocorrer quando o sangue está presente na urina e pode ser um indicador de doença ou danos em uma parte do sistema urinário. Urina turva nem sempre indica algum problema. Por exemplo, esperma e células epiteliais são inofensivos e podem dar este aspecto à urina. Outras substâncias podem tornar a urina turva, como hemácias, leucócitos e bactérias, indicando diferentes condições médicas, incluindo: · Desidratação · Infecção do trato urinário (ITU) · Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) · Pedra nos rins · Diabetes · Aspectos bioquímicos Para examinar os aspectos bioquímicos da amostra de urina, profissionais de saúde e técnicos de laboratório geralmente utilizam as tiras para urinálise para realizar a análise bioquímica semiquantitativa da amostra. Estas tiras possuem “almofadas” com produtos químicos que mudam de cor em contato com substâncias específicas. O grau de coloração que muda na tira pode dar uma estimativa da quantidade da substância presente. Por exemplo, uma ligeira mudança de cor naquela almofada do teste para proteína pode indicar uma pequena quantidade presente, enquanto uma mudança de cor profunda pode indicar uma grande quantidade. Os parâmetros mais comumente analisados nas tiras de urinálise são: · Sangue/Hemoglobina: esse teste detecta hemoglobina e hemácias íntegras (glóbulos vermelhos ou eritrócitos), indicando que pode haver algum dano no sistema urinário ou outras condições menos frequentes. Importante reforçar que idealmente não se deve coletar exame de urina durante o período menstrual para não haver confusão no resultado. · Urobilinogênio: O urobilinogênio é um produto da degradação da bilirrubina pelas bactérias intestinais que chega aos rins através da corrente sanguínea. Valores elevados estão presentes quando há problemas no fígado, anemia hemolítica ou obstrução das vias biliares. · Bilirrubina: A bilirrubina é um pigmento amarelado encontrado na bile, um fluido produzido pelo fígado. Se você tiver bilirrubina na urina, isso pode indicar problemas no fígado ou nos ductos biliares. · Proteína: O teste de proteína na urina mede a presença de proteínas, como a albumina. Níveisde proteína na urina acima do normal podem indicar várias condições de saúde diferentes, como insuficiência cardíaca, problemas renais e desidratação. · Nitrito: O resultado positivo de teste de nitrito pode indicar uma ITU. No entanto, nem todas as bactérias são capazes de converter o nitrato presente normalmente na urina em nitrito, então você ainda pode ter uma ITU apesar de um teste de nitrito negativo. · Cetona: As cetonas se acumulam quando seu corpo precisa quebrar gorduras e ácidos graxos para usar como combustível para energia. É mais provável que isso aconteça se seu corpo não receber açúcar ou carboidratos da alimentação suficientes como combustível. Os profissionais de saúde costumam usar testes de cetona em urina para verificar a cetoacidose relacionada ao diabetes. · Glicose: O teste de glicose na urina mede a quantidade de açúcar (glicose) na urina. Em circunstâncias normais, não deve haver glicose na urina, portanto, a presença de glicose pode ser um sinal de diabetes ou diabetes gestacional. · pH: O teste de pH na urina mede o nível ácido-base (pH) na urina. Um pH urinário alto pode indicar condições como problemas renais e infecção do trato urinário (ITU). Um pH urinário baixo pode indicar condições como cetoacidose e diarreia relacionadas ao diabetes. · Densidade: A densidade da urina indica o quão hidratado o paciente está, ou seja, se a densidade estiver muito altas, o paciente deve ingerir mais água. · Esterase leucocitária: A esterase leucocitária é uma enzima que está presente na maioria dos leucócitos (glóbulos brancos). Quando o teste é positivo, pode indicar que há inflamação no trato urinário ou nos rins. A causa mais comum de leucócitos na urina é ITU bacteriana. · Análise microscópica O laboratório poderá examinar a amostra de urina com um microscópio procurando por pequenas substâncias, como células, fragmentos de células, muco, bactérias e outros germes, cristais e cilindros urinários. · Hemácias na urina: As hemácias são células do sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio para todas as células do corpo. Quando se visualiza um alto número de hemácias na amostra indica que há sangue na urina. No entanto, não é possível identificar de onde o sangue está vindo. Por exemplo, a contaminação com sangue de hemorroidas ou sangramento vaginal não pode ser distinguida de um sangramento em algum lugar do seu sistema urinário. Em alguns casos, níveis acima do normal de hemácias na urina podem indicar problemas em algum órgão do sistema urinário. · Leucócitos na urina: Os leucócitos são células de defesa no nosso sangue. Quando se visualiza um número aumentado de leucócitos e/ou um teste positivo para esterase leucocitária pode indicar uma infecção ou inflamação em algum lugar do trato urinário. · Células epiteliais: As células epiteliais são células que formam a cobertura em todas as superfícies internas e externas do seu corpo e revestem as cavidades do corpo e órgãos ocos. Seu trato urinário é revestido com células epiteliais. É normal ter algumas células epiteliais na urina, mas um número elevado de células epiteliais pode indicar infecção, inflamação e/ou câncer no trato urinário. · Bactérias, leveduras e parasitas: Às vezes, as bactérias podem entrar na uretra e no trato urinário, causando uma infecção. A amostra de urina também pode ficar contaminada acidentalmente com bactérias, leveduras e parasitas, especialmente para pessoas com vagina. Trichomonas vaginalis é um exemplo de parasita que também pode ser encontrado na urina, é a causa de uma IST chamada tricomoníase. Por isso é importante realizar a higienização da genital externa antes da coleta. · Cristais urinários: Os cristais são estruturas com formas geométricas ou sem forma e são formados por precipitação de substâncias presentes no organismo como medicamentos e compostos orgânicos principalmente devido à mudança na temperatura corporal, ITU, alteração do pH da urina e grande concentração de substâncias. A presença de cristais pode ser normal ou indicar problemas renais ou hepáticos, principalmente quando em grande quantidade. · Cilindros urinários: Os cilindros são pequenas partículas semelhantes a tubos que às vezes podem ser formados nos rins, aparecendo na urina. Certos tipos de cilindros podem indicar problemas renais, enquanto outros são completamente normais. Microbiologia O setor de microbiologia em análises clínicas é responsável por realizar exames que auxiliam no diagnóstico de doenças infecciosas causadas por microrganismos, como bactérias, vírus, fungos, protozoários e helmintos. Neste setor, são feitas culturas de urina, orofaringe e outras secreções, além de testes de sensibilidade aos antibióticos. A microbiologia clínica é importante para o controle e a prevenção de infecções hospitalares e comunitárias. A Laboanálises terceiriza esses exames microbiológicos e manda todos para o DB Diagnósticos. Toxicologia O exame toxicológico das raspagem dos pelos é um teste que detecta o uso de substâncias psicoativas, como drogas ilícitas ou lícitas, em um período de até 90 dias. A coleta é feita por meio de raspagem dos pelos do corpo, como braços, pernas ou peito, pubis, axilas, ou de corte do cabelo próximo à raiz com 4 cm de comprimento. O exame pode detectar diversas drogas, como maconha, cocaína, anfetaminas, opiáceos, entre outras. Ansiolítico Anorexigeno Anticonvulsivante Antidepressivo Diazepam Sibutramina Carbamazepina Amitriptilina Bromazepam Anfepromona Valproato Venlafaxina Clonazepam Fenproporex Pregabalina Duloxetina Midazolan Orlistate Gabapentina Fluoxetina Topiramato Trazadona Antiretroviral Parkisonianos Anestésicos Psicotrópicos Zidovudina Levodopa Codeina Metilfenidato Abacavir Carbidopa Morfina Dislexanfetamina Ritonavir Biperideno Tramadol Tenofovir Amantadina Fentanil Pergolida Lindocaina Xilocaina O cabelo de ser cortado com tesoura previamente esterelizada, entretanto devemos escolher uma área que não terá impacto estético, já os pelos do corpo deve ser coletado com lâmina descártavel e totalizar o tamanho de uma bolinha de algodão. Caso haja a necessidade de juntar pelos de regiões diferentes para totalizar a quantidade mínima, só serão permitidos os pelos dos braços, pernas e tórax, em nenhuma circunstância misture amostras de cabelo, púbis e axilas. As duas amostras coletadas precisam ser da mesma área doadora e quando a amostra for de pelos de áreas diferentes que podem ser colocados juntos, a amostra deve conter a mesma mistura nos dois envelopes. No aluminio coloque a raiz do cabelo na parte arredondada da lâmina deixando aproximadamente 7 mm para fora do aluminio e o comprimento em direção a parte quadrada, em caso de fios longos dobre a lâmina enrole a parte que sobra envolta do aluminio já fechado. Entretanto, as amostras de pelo deve ser colocada no centro do aluminio e fechar na horizontal e guardar amostra em seu respectivo envelope de papel. Em seguida, lacrar o envelope com a dupla-face e pedir para o doador, a testemunha e o coletor para colocar as respectivas rubricas dentro dos quadrados destacados na frente do envelope. É de extrema importância se atentar aos códigos que vem nos 3 envelopes se são os mesmos antes de fazer o envio das amostras, preencher todos os dados de coleta no sistema e enviar uma copia para o doador e para o caeptox e uma fica no posto de coleta laboratorial. Com o material, os profissionais estudam a queratina, identificando se há ou não a presença de entorpecentes. Mult Drogas Rapid Test O Mult Drogas Rapid Test é um imunoensaio baseado no principio de ligação competitiva. Drogas e/ou seus metabólitos, que podem estar presentes na urina, competem contra um número limitado de sitios de ligação. Durante o teste a amostra migra por ação capilar. Se a concentração da droga presente na urina for abaixo do valor de cut-off, não irá ocorrer a saturação dos sitios de ligação do anticorpo especifico na linha teste (T). As particulas revestidas de anticorpo irãoentão reagir com os compostos conjugados com ouro e uma linha visivel colorida aparecerá na região da linha teste (T). A linha de cor não irá aparecer na região da linha teste (T), se a concentração da droga e/ou metabólitos estiverem acima do valor de cut-off, pois irão saturar todos os sitios de ligação do anticorpo especifico. Amostras de urina positivas, não irão gerar uma linha colorida na linha teste (T), devido à competição da droga, enquanto uma amostra de urina negativa ou contento uma concentração da droga e/ou metabólito inferior ao cut-off vai gerar uma linha colorida na região da linha teste (T) Para servir de controle processual sempre uma linha colorida aparecerá na região da linha controle(C) indicando que o volume da amostra foi suficiente e a absorção ocorreu.FIGURA 11 – ARQUIVO PESSOAL Procedimento: Deixar os componentes do kit em temperatura ambiente (15-30°C) antes da realização do teste. Remover o dispositivo teste da embalagem de aluminio. Retirar a tampa do dispositivo teste. Mergulhar a ponta absorvente na amostra de urina por cerca de 10 segundos. Amostra de urina não deve ultrapassar a linha MAX. Colocar o dispositivo em uma superficie plana e seca. Ler o resultado em 5 minutos. Não interpretar o resultado após 5 minutos. Interpretação dos resultados: Positivo: Uma linha colorida aparece na região da linha controle (C) e nenhuma linha na região da linha teste (T). Este resultado reagente indica que a concentração da droga elou metabólito está acima do valor de cut-off. Negativo: Duas linhas aparecem. Uma linha colorida deve estar na região da linha controle (C), e a outra linha deve estar na região da linha teste (T) Este resultado negativo indica que a concentração da droga e/ou metabólito está abaixo do valor de cut-off ou ausente. Inválido: A linha controle (C) não aparece. Volume insuficiente de amostra ou técnica de procedimento incorreta são as razões mais prováveis para a falha na linha controle (C). Revisar o procedimento e repetir o teste com um novo dispositivo teste. Se o problema persistir, interromper o uso do kit imediatamente e contatar o distribuidor local. Fase Pós-Analítica Elaboração de Laudo O laudo laboratorial é o momento no qual a análise clínica demonstra seu êxito. Portanto, esse assunto deve ser uma preocupação para quem faz a gestão do laboratório. A garantia da qualidade é um fator essencial para obter o sucesso nessa área. Há diversas ferramentas que podem colaborar para que não ocorram erros, além de agilizar os processos e oferecer segurança à equipe e aos pacientes. Elementos compõem um laudo laboratorial. Uma visão geral do que tem no cabeçalho, o que tem embaixo no rodapé do exame, dentre outros detalhes: Identificação A primeira coisa é a identificação do laboratório. Deixando claro o nome do laboratório, unidade, endereço e a logomarca. Em seguida, deve constar a identificação do paciente. Seu nome ou nome social, idade e gênero de nascimento. Número do laudo e datas Também deve haver o número de registro do exame dentro da unidade do laboratório. Sem contar da data de emissão desse laudo. Não necessariamente as datas de emissão e de realização do exame vão ser diferentes. É possível que o material do paciente seja colhido na parte da manhã e no final do dia saia o resultado. Assinatura do responsável técnico No final da página, no rodapé, a assinatura de quem fez esse exame. Hoje em dia, é uma assinatura digital do responsável seguido do número de registro no conselho profissional. Informações sobre o exame No centro do laudo laboratorial, deve haver o nome do material. Por exemplo, sangue total ou apenas parte dele. Também é preciso estar descrito o princípio da reação adotado e se o paciente esteve em jejum. Essa informação é bem importante nos dias de hoje porque pode-se fazer exames com bastante tempo de jejum, por exemplo, 8 a 12 horas. Mas alguns exames exigem menos tempo, como 4 horas. E outros exames não necessitam de jejum. Ainda é preciso expressar a unidade apropriada do material coletado. Ela é importante para que seja possível comparar com o valor de referência. Esse pode ser de acordo com a faixa de idade, por sexo. Inclusive, alguns exames têm valores diferentes para mulheres e homens.FIGURA 12 – ARQUIVO PESSOAL Uma coisa bastante importante para chamar atenção é que o exame pode conter ou não referências bibliográficas. Essas ajudam a explicar por que foi adotado aquele valor de referência de acordo com a normativa existente. Análise de Resultado Uma análise de resultado de análises clínicas é o processo de interpretar os dados obtidos a partir dos exames laboratoriais realizados em amostras biológicas de um paciente. Esses exames podem avaliar diferentes aspectos da saúde, como o funcionamento dos órgãos, a presença de infecções, a concentração de hormônios, entre outros. A análise de resultado de análises clínicas deve ser feita por um profissional habilitado, que leva em conta os valores de referência para cada parâmetro, bem como as características individuais do paciente, como idade, sexo, histórico clínico, medicação e situação atual. · Variação cronobiológica: Essa condição envolve as alterações cíclicas na concentração de determinados parâmetros em função do tempo, podendo ser diária, mensal, sazonal, anual, etc. A circadiana, por exemplo, ocorre nos níveis séricos de ferro e de cortisol. As coletas realizadas à tarde fornecem resultados mais baixos do que os obtidos nas amostras coletadas pela manhã. Influência da variação cronobiológica no perfil de ferro Sexo feminino, 40 anos · Posição: A mudança rápida na postura corporal determina variações no teor de alguns componentes séricos. Quando o indivíduo se move da posição supina para a ereta, ocorre um afluxo de água e substâncias filtráveis do espaço intravascular para o intersticial. Assim, proteínas de alto peso molecular e elementos celulares elevam-se relativamente até que o equilíbrio hídrico se restabeleça. Por essa razão, níveis de albumina, colesterol, triglicérides, hematócrito e hemoglobina, além de drogas que se ligam a proteínas e também os leucócitos, podem ser superestimados (em torno de 8% a 10%) se a coleta de sangue for feita antes da estabilização do equilíbrio hídrico. · Gênero: Alguns exames de sangue e urina apresentam níveis significativamente distintos entre homens e mulheres devido a variações hormonais, metabólicas e de massa muscular, entre outras. As alterações típicas do ciclo menstrual também se refletem em outras substâncias. A aldosterona fica cerca de 100% mais elevada na fase pré-ovulatória do que na folicular. De qualquer modo, os intervalos de referência para esses parâmetros são específicos para cada gênero. · Faixa etária: Certos indicadores bioquímicos possuem nível sérico dependente da idade, o que se deve a fatores como maturidade funcional dos órgãos e sistemas, conteúdo hídrico e lipídico, massa corporal, limitações funcionais da senilidade, etc. Em situações especiais, os intervalos de referência devem considerar essas diferenças. Convém ponderar que as mesmas causas de variações pré-analíticas que afetam os resultados laboratoriais em jovens interferem nos resultados de idosos, mas com intensidade maior nestes últimos. Doenças subclínicas também são mais comuns na maturidade e precisam ser levadas em conta na interpretação dos resultados. · Jejum: A necessidade do jejum decorre do fato de os valores de referência dos testes terem sido estabelecidos em indivíduos nessa condição. Ademais, a refeição pode alterar a composição sanguínea momentaneamente – sem o pré-requisito, cada exame teria de ser analisado à luz do que a pessoa ingeriu. A maioria dos exames exige três horas de jejum, com exceção da glicemia (oito horas) e do perfil lipídico (12 horas), dentro do qual, vale lembrar, existe considerável variação intraindividual nos lipídios plasmáticos, da ordem de 5% a 10%, para o colesterol total, e superior a 20%, para os triglicérides. Na população pediátrica e de idosos, o tempo sem alimentaçãodeve guardar relação com os intervalos das refeições. Para crianças mais novas, o jejum pode ser de uma ou duas horas. · Dieta: A amplitude das alterações de parâmetros no plasma ainda depende da composição da dieta e do tempo decorrido entre a ingestão e a coleta da amostra. Alimentos que contêm muita gordura, por exemplo, fazem subir a concentração de triglicérides, da mesma forma que dietas ricas em proteínas promovem níveis elevados de amônia, ureia e ácido úrico. · Álcool e fumo: Da mesma forma que os medicamentos, o álcool e o fumo determinam variações nos resultados de exames laboratoriais por seus efeitos in vivo e in vitro. Mesmo o consumo esporádico de etanol pode ocasionar alterações significativas e quase imediatas na glicose, no ácido láctico e nos triglicérides. Já o uso crônico eleva a atividade da gamaglutamiltransferase. O tabagismo, por sua vez, aumenta a concentração de hemoglobina, a quantidade de leucócitos e de hemácias e o volume corpuscular médio, além de reduzir o HDL-colesterol e elevar a adrenalina, a aldosterona, o antígeno carcinoembriogênico e o cortisol. · Gestação: Existem mecanismos que mudam o nível das substâncias no plasma durante a gravidez, os quais decorrem de vários fatores, como a hemodiluição de proteínas totais e albumina, as deficiências relativas em função do maior consumo de ferro e ferritina e o aumento das proteínas de fase aguda, como a velocidade de hemossedimentação, apenas para citar alguns. · Atividade física: O efeito dos exercícios sobre alguns componentes sanguíneos é, em geral, transitório e decorre da mobilização de água e outras substâncias entre os diferentes compartimentos corporais, das variações nas necessidades energéticas do metabolismo e da modificação fisiológica que a atividade condiciona. Desse modo, dá-se preferência à coleta de amostras com o paciente em condições basais, que são mais facilmente reprodutíveis e padronizáveis. O esforço físico ainda é capaz de aumentar a atividade sérica de enzimas de origem muscular, como a creatinoquinase (CK), a aldolase e a aspartato aminotransferase, pelo aumento da liberação celular. Pode haver ainda hipoglicemia, elevação da concentração do ácido láctico em até dez vezes e aumento nas atividades das enzimas renina e CK em até quatro e dez vezes, respectivamente. As variações chegam a persistir por 12 a 24 horas, a depender da intensidade do exercício e do grau de condicionamento físico do indivíduo. Influência da atividade física na dosagem de CK Sexo masculino, 32 anos, praticante de exercício físico · Medicamentos em uso: Uma vez que podem se constituir em interferentes, os fármacos usados pelo paciente devem ser protocolados para evitar alterações que acabem induzindo o médico a erros na interpretação dos valores encontrados. Tais interferências ocorrem in vivo, quando o medicamento modifica o resultado, como a hiperglicemia causada pelo uso de corticoides ou a elevação da atividade da CK total pelo uso de estatinas. A análise de resultado de análises clínicas tem como objetivo auxiliar o diagnóstico médico, o tratamento e a prevenção de doenças. Alguns exemplos de análises clínicas mais comuns são: hemograma, coagulograma, bioquímica, imunologia, urina, fezes. Liberação do Laudo de Exame Para fazer a liberação de um laudo de análises clínicas, é preciso seguir os seguintes passos: · Verificar se os dados do paciente e do exame estão corretos e completos; · Comparar os resultados obtidos com os valores de referência e com o histórico do paciente, se disponível; · Avaliar se há alguma inconsistência, interferência ou erro nos resultados; · Validar os resultados com a assinatura ou rubrica do responsável técnico; · Emitir o laudo por meio físico ou eletrônico, conforme a preferência do paciente; · Entregar o laudo ao paciente ou ao seu representante legal, mediante apresentação de documento de identificação. Se o exame der alterado, ou seja, fora dos valores de referência ou esperados para a situação clínica do paciente, é preciso: · Verificar se houve algum problema na fase pré-analítica (coleta, transporte, armazenamento ou preparo da amostra) ou na fase analítica (metodologia, reagentes, equipamentos ou controle de qualidade) que possa explicar a alteração; · Repetir o exame com uma nova amostra, se possível e necessário, para confirmar ou descartar a alteração; · Comunicar o resultado alterado ao médico solicitante e ao paciente, explicando o significado clínico da alteração e orientando sobre os cuidados e as condutas a serem seguidos; · Registrar todas as ações tomadas em relação ao resultado alterado e arquivar os documentos comprobatórios. CONCLUSÃO Em síntese, tivemos acesso aos melhores profissionais da área que nos ensinaram todas as exigências da RDC 302/2005. Na fase pré-analítica, pudemos adquirir experiência na recepção dos pacientes, aprendendo quais informações são essenciais para cadastrá-los no sistema com precisão e evitando cometer erros. Também aprendemos a lidar com diversas situações, como a utilização dos sistemas SIS Vida e Caeptox. Na Maternidade, nos deparamos com um sistema diferente dos demais, o BitLab, mas que se mostrou de fácil manuseio. Tivemos a oportunidade de realizar coletas de sangue com supervisão, o que proporcionou uma experiência enriquecedora para muitos de nós, definindo o caminho profissional que desejamos seguir. Além disso, também presenciamos uma coleta de preventivo, aprendendo todos os passos necessários. Na fase analítica, aprendemos a realizar preparos manuais de fezes, urina, além de diversos exames hematológicos, imunohematológicos, bioquímicos e imunológicos, sejam eles manuais ou semi-automatizados. Na fase pós-analítica, aprendemos a elaborar laudos precisos, analisar os resultados obtidos e liberá-los, sempre atentos aos erros pré-analíticos e analíticos. Portanto, estamos confiantes de que essa experiência será levada para nossa vida profissional, com a certeza de ter tido como exemplo profissionais brilhantes e apaixonados pelo que fazem. ANEXO Registro Fotográfico do Estágio ESTAGIO NA MATERNIDADE NAZIRA DAOU REALIZANDOO COLETA DE SANGUE VENOSO REGISTRANDO RESULTADO NO CADERNO CONTAGEM DE RETÍCULOCITOS REALIZAÇÃO DE CONTAGEM DE RETICULOCITOS REALIZAÇÃO DE TIPAGEM SANGUÍNEA PIÓCITOS, CÉLULAS EPITELIAIS E UM CRISTAL DE OXALATO DE CALCIO PIÓCITOS ASPECTO FÍSICO DA URINA FOSFATO TRIPLO OXALATO DE CÁLCIO LEVEDURAS COM PSEUDO - HIFAS CISTO DE GIÁRDIA LAMBLIA HYMENOLEPIS NANA BIURETO DE ÂMONIA TUBO DE HEMOCULTURA OVOS DE ENTEROBIUS VERMICULARIS OVO DE ÁSCARIS LUMBRICOIDES TUBOS DE COLETA DE ROTINA EQUIPAMENTO DE HEMOGRAMA MYTHEC 18 TUBO DE COLETA INFANTIL DO SETOR DE HEMATOLOGIA E IMUNOLOGIA DOCUMENTOS DE ANAMNESE ANTES DO PREVENTIVO, MATERIAIS PARA COLETA COM MEIO LÍQUIDO PRONTO E O MÉTODO CONVENCIONAL . Ficha de Avaliação CURSO DE FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO CONTROLE DE FREQUÊNCIA DE ESTÁGIO ALUNO: TURMA: MATRÍCULA MÊS: LOCAL DE ESTÁGIO: ANO/SEMESTRE: PRECEPTOR: MODALIDADE DO ESTÁGIO: RUIM 1,0 REGULAR 5,0 BOM 7,0 ÓTIMO 9,0 EXCELENTE 10,0 Nota da avaliação de desempenho do (a) estagiário (a) conforme conceitos da tabela anterior: INDICADORES PONTOS 1. Capacidade de Aprendizagem 2. Qualidade do Trabalho Realizado 3. Produtividade 4. Responsabilidade 5. Iniciativa 6. Relacionamento no Trabalho 7. Cooperação 8. Conhecimentos Prévios 9. Multidisciplinaridade MÉDIA DESCRIÇÃO DOS INDICADORES 1. Capacidade de Aprendizagem Aprende as tarefas e absorve as informações com rapidez. 2. Qualidade do Trabalho Realizado Executa as tarefas determinadas de maneira a alcançar a maior precisão possível. 3. Produtividade A quantidade do trabalho apresentado é compatível com o solicitado ao estagiário. 4. Responsabilidade Executa as tarefasvisando sempre os objetivos propostos no prazo estabelecido. 5. Iniciativa Sabe resolver sozinho novas situações imprevistas. Frequentemente tem ideias próprias e faz sugestões sobre o trabalho. 6. Relacionamento no Trabalho Bom entrosamento, tanto individual, quanto em equipe. 7. Cooperação Disponibilidade, boa vontade. 8. Conhecimentos Prévios Possui os conhecimentos absorvidos em sala de aula. 9. Multidisciplinaridade Relação com outras áreas de atuação farmacêutica. PRECEPTOR (A) DO ESTÁGIO ALUNO (A) Folha de Frequência CURSO DE FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO CONTROLE DE FREQUÊNCIA DE ESTÁGIO ALUNO: LIZANDRA SANTOS FARIAS TURMA: FARM191N01 MATRÍCULA: MÊS: MARÇO LOCAL DE ESTÁGIO: Laboanálises Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou – Laboanálises ANO/SEMESTRE: PRECEPTOR: KETLEN PERRONE MODALIDADE DO ESTÁGIO: ANÁLISES CLÍNICAS DIA ENTRADA SAÍDA VISTO DO ALUNO VISTO DO PRECEPTOR HORAS DIÁRIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL DE HORAS CURSO DE FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO CONTROLE DE FREQUÊNCIA DE ESTÁGIO ALUNO: LIZANDRA SANTOS FARIAS TURMA: FARM191N01 MATRÍCULA: MÊS: ABRIL LOCAL DE ESTÁGIO: Laboanálises Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou – Laboanálises ANO/SEMESTRE: PRECEPTOR: KETLEN PERRONE MODALIDADE DO ESTÁGIO: ANÁLISES CLÍNICAS DIA ENTRADA SAÍDA VISTO DO ALUNO VISTO DO PRECEPTOR HORAS DIÁRIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL DE HORAS CURSO DE FARMÁCIA ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO CONTROLE DE FREQUÊNCIA DE ESTÁGIO ALUNO: LIZANDRA SANTOS FARIAS TURMA: FARM191N01 MATRÍCULA: MÊS: MAIO LOCAL DE ESTÁGIO: Laboanálises Maternidade Cidade Nova Dona Nazira Daou – Laboanálises ANO/SEMESTRE: PRECEPTOR: KETLEN PERRONE MODALIDADE DO ESTÁGIO: ANÁLISES CLÍNICAS DIA ENTRADA SAÍDA VISTO DO ALUNO VISTO DO PRECEPTOR HORAS DIÁRIAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 TOTAL DE HORAS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 4 ferramentas que podem garantir a qualidade do laudo laboratorial. 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