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OBTENÇÃO DE SORO E PLASMA
Professor (a): Esp. Priscila Bertoncello Pagliari Barauna
ORIENTAÇÕES GERAIS
1. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
2. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, a atividade será zerada.
3. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como plágio, sendo o trabalho zerado.
4. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem 
ser referenciados conforme as normas da ABNT.
5. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
6. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 
Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ATIVIDADE PRÁTICA 1
POR QUE APRENDER ISSO?
Os exames bioquímicos são amplamente utilizados para diagnosticar doenças e monitorar o tratamento; portanto, se um paciente estiver fazendo um exame de sangue, há uma boa chance de que pelo menos uma das amostras coletadas seja enviada para análise bioquímica. Essa amostra pode ser de soro ou plasma. Para obtenção desses tipos de materiais biológicos é necessário a realização da coleta de sangue venoso bem-sucedida, livre de erros pré-analíticos, contribuindo para obtenção de uma amostra de soro ou plasma com maior grau de confiabilidade para elaboração de um laudo de qualidade.
Objetivos de Aprendizagem:
1. Conhecer e aplicar as práticas relacionadas à teoria aprendida. 
2. Vivenciar a estrutura do laboratório clínico, seus equipamentos e boas práticas;
3. Conhecer as técnicas de coleta de sangue venoso: coleta com seringa e/ou coleta a vácuo;
4. Realizar os procedimentos técnicos para obtenção de soro e plasma;
5. Aprender fatores pré-analíticos associados a boas práticas laboratoriais, para obtenção de uma amostra biológica de boa qualidade;
6. Entender a importância dos tubos de sangue destinados a exames específicos; 
7. Adquirir conhecimento sobre retração de coágulo e noções de centrifugação;
8. Saber descartar amostrar com possíveis interferentes em relação ao teste analítico (hemólise, lipemia, fibrina etc.).
AMBIENTE DA PRÁTICA
Caro aluno (a),
A realização das aulas práticas propostas neste estudo exigirá que ocorram em ambientes especiais, neste caso, em nossos laboratórios montados e equipados cuidadosamente em nossos Megapolos. Para a realização dessa atividade prática, será necessário o envolvimento de materiais biológicos (sangue e soro humano). Dessa maneira, será indispensável o uso de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas descartáveis, jaleco, máscara e gorro, lembrando que todos devem estar com sapatos fechados e evitar o uso de relógios, brincos, anéis, no momento da aula prática. Na realização do procedimento, serão usados materiais para realização de coleta de sangue venoso (seringas, agulhas, torniquete, tubos de sangue, algodão, álcool, suporte para descarte de material perfurocortante, centrífuga de amostras biológicas). O acompanhamento dos acadêmicos será realizado por profissional capacitado a executar as tarefas propostas.
Obs.: Caro aluno (a), no caso de atividades práticas em ambientes profissionais, você deve verificar o calendário destas atividades com o seu polo de apoio presencial UniFatecie. Caso haja dúvidas, ou não possuir polo, entre em contato com seu tutor.
EMBASAMENTO TEÓRICO
1. FASES ANALÍTICAS DO LABORATÓRIO CLÍNICO
 Como é amplamente reconhecido, os resultados dos exames laboratoriais desempenham um papel crucial nas decisões médicas. Cerca de 70% dos diagnósticos dependem desses testes, influenciando as decisões sobre admissão hospitalar, alta e tratamento dos pacientes. Portanto, é fundamental que médicos e pacientes confiem nos relatórios fornecidos pelos laboratórios clínicos. (SUMITA et al, 2019). As atividades desempenhadas em um laboratório de análises clínicas são baseadas em um processo dinâmico que abrange desde a coleta do espécime diagnóstico até a emissão do laudo. O processo total de análise é dividido em três importantes fases: fase pré-analítica, analítica e pós-analítica (ADAMI, 2020).
 A etapa inicial do processo laboratorial, conhecida como pré-analítica, é identificada como a principal causa de erros laboratoriais, devido ao avanço e automação das fases analíticas e pós-analíticas, que resultaram em uma significativa redução de erros. A fase pré-analítica é particularmente desafiadora de controlar, pois certas etapas, como a preparação do paciente, estão além do controle direto do laboratório. Para mitigar esses problemas, é essencial implementar procedimentos e controles rigorosos, com o objetivo de aumentar a segurança e confiabilidade dessa fase. Além disso, a educação contínua dos profissionais responsáveis pela coleta e manipulação das amostras também é crucial. (SUMITA et al, 2019). 
Dessa forma a fase pré-analítica é compreendida desde a prescrição dos exames laboratoriais pelo médico, até chegar no setor analítico, então dessa forma, tem várias variáveis nessa fase, que serão descritas as principais a seguir:
Pedido médico: a legibilidade do pedido médico pode representar um desafio na interpretação dos exames solicitados, podendo resultar em interpretações equivocadas e na realização de exames inadequados, o que pode atrasar o cuidado do paciente. Essas falhas muitas vezes só são identificadas quando o paciente retorna ao médico com os resultados. Atualmente, muitos serviços adotaram prontuários eletrônicos, o que facilita o contato com o médico para esclarecer dúvidas sobre as solicitações. O médico que faz a solicitação deve orientar o paciente sobre as condições necessárias para realizar o exame, como a necessidade de jejum, a suspensão de determinados medicamentos, uma dieta específica ou se é possível realizar atividade física antes da coleta dos exames.
Dieta: alguns estudos questionam a necessidade de jejum para a realização de exames laboratoriais, havendo uma transformação no conceito da necessidade ou não de jejum para coleta dos exames laboratoriais. Esse trabalho sugere que cada país deve adotar estratégias para implementar o uso rotineiro do não jejum e deve sinalizar valores anormais com base em pontos de corte de concentração desejável em vez de usar intervalos de referência. Vários serviços, inclusive no Brasil, já adotaram essa prática, o que facilitou muito a coleta de exames de pacientes diabéticos, crianças ou idosos, em horários mais flexíveis. Então, cada laboratório deve seguir uma resolução e apresentar seus valores de referência de acordo.
Drogas de abuso: a morfina, por exemplo, pode causar espasmos no esfíncter de Oddi, elevação do nível das enzimas pancreáticas (amilase e lípase) e redução da insulina e da noradrenalina. Já a maconha pode aumentar os níveis de sódio, potássio, ureia e cloro, bem como reduzir a glicose e o ácido úrico (SUMITA et al, 2019).
Influência do ritmo biológico: corresponde às alterações cíclicas na concentração de determinado parâmetro biológico em função do tempo. O ritmo de variação recebe denominação específica, na dependência do período necessário para que o ciclo se complete e a variação volte a ocorrer. São exemplos o ritmo circadiano (diário), o circatrigintano (mensal), o circanual (sazonal ou anual), entre outros. A variação circadiana acontece, por exemplo, nas concentrações do ferro e do cortisol no soro, as quais podem ser diferentes em até 50% entre amostras coletadas às 8 e às 14 horas e às 8 e às 16 horas, respectivamente. Para esses parâmetros, as coletas realizadas à tarde fornecem resultados consistentemente mais baixos do que os obtidos nas amostras coletadas pela manhã.
Cadastro: a identificação do paciente, como nome, idade, informações sobre uso de medicamentos, peso e altura, data da última menstruação (quando aplicável) e tempo de jejum, deve ser corretamente registrada, sendo fundamental na hora da análise da consistência dos resultadosdos exames.
Identificação do paciente e de suas amostras: fundamental atenção deve ser dispensada durante a identificação do paciente. Ao entrar no posto de coleta, o profissional deverá checar a identificação do paciente versus o pedido médico e etiquetas de seus tubos. A troca de amostras, pode acarretar erros de resultados que irão influenciar diretamente na conduta médica, podendo ter prejuízos ao paciente.
Sequência de tubos: flebotomista precisa observar a sequência correta dos tubos que serão utilizados, verificar o volume de sangue apropriado para cada tubo e realizar a correta homogeneização dos tubos, pois compreendem fatores determinantes na obtenção de amostras adequadas para a realização de exames.
Torniquete: é empregado para facilitar a identificação da veia adequada. Contudo, se não forem seguidas as orientações quanto ao tempo de aplicação, pode ocorrer interferência em certos analitos, como potássio, hematócrito ou outros afetados pela hemoconcentração, sendo o tempo padrão aproximadamente 1 minuto.
Hemólise: mesmo que leve, pode ter um grande impacto em alguns analitos, como a troponina. No entanto, em casos de hemólise mais pronunciada, pode haver um aumento em diversas enzimas, como aldolase, fosfatase alcalina, lactato desidrogenase (DHL), aspartato transaminase (AST), potássio, magnésio e outros, levando à rejeição da amostra. Se esse fato não for percebido durante a análise, o laboratório pode emitir resultados com grandes discrepâncias, não refletindo a condição real do paciente. Os fatores que aumentam o risco de hemólise incluem o uso de agulhas muito pequenas (calibre 23 ou menor) ou muito grandes para o vaso, a aplicação de pressão excessiva no êmbolo da seringa para forçar a entrada de sangue no tubo, o uso de cateter intravenoso ou linha central para coleta de espécimes sanguíneos, a subutilização de tubos preenchidos manualmente com quantidades inadequadas de anticoagulantes, a agitação excessiva do tubo e a falta de espera para secagem completa do álcool ou desinfetante na pele antes da coleta. Além disso, usar um tubo muito grande para coleta a vácuo, como um tubo de adulto em um paciente pediátrico, também pode contribuir para o risco de hemólise.
Lipemia: a turbidez provocada por elevada concentração de lipídios na amostra pode interferir na realização de exames, especialmente aqueles que utilizam metodologias colorimétricas ou turbidimétricas. A elevação significativa dos níveis de triglicerídios pode ocorrer pontualmente, no período pós‐prandial, ou de forma contínua, nos pacientes portadores de algumas dislipidemias, e leva à alteração do aspecto do soro ou do plasma de límpido para algum grau variado de turbidez, podendo chegar a ser leitoso. A presença de turbidez acentuada em amostras de plasma ou soro tem relevância clínica e deve ser avaliada e relatada pelo laboratório. 
A fase analítica refere-se à realização do ensaio propriamente dito. No momento, essa etapa é a mais automatizada e para seu controle existem diversos parâmetros avaliados, como precisão, sensibilidade, especificidade, exatidão, entre outros. Ao avaliar esses índices, é preciso estar atento à calibração da aparelhagem, à conservação dos reagentes e ao uso de cálculos matemáticos, como o gráfico controle tipo Levey-Jennings, que analisa a imprecisão de determinado analito.
Nessa fase é importante haver a padronização dos processos analíticos:
· Confiabilidade – Precisão (Excelência Absoluta); Exatidão (Mais próximo do verdadeiro); Sensibilidade (Confiança em concentrações mínimas); Especificidade (Verdadeiro negativo), Linearidade.
· Praticidade – Volume e tipo da amostra, duração do ensaio, complexidade metodológica, estabilidade dos reagentes, robustez, necessidade de equipamentos, custo, segurança pessoal. 
· Qualidade da água.
· Limpeza da vidraria.
· Calibração dos Dispositivos de Medição e Ensaio: pipetas, vidrarias, equipamentos, etc.
Na fase pós-analítica, após coletar as informações e analisar os dados, o teste laboratorial segue para a última etapa, que é após a análise. Aprovação e divulgação do resultado produzido na seção Análise, onde ocorre a transmissão e interpretação dos resultados e, portanto, o diagnóstico e tratamento. A fase de pós-análise é visível no relatório de teste. Sua qualidade como mídia e o conteúdo das informações que representam devem ser muito cuidadosos. Identificação errada do paciente, transcrição de dados incorreta, resultado ilegível, erros de interpretação de resultado, entre outros, são exemplos de erros pós-analíticos.
2. PROCEDIMENTOS DE COLETA DE SANGUE VENOSO
A punção venosa é um procedimento intricado que demanda conhecimento e destreza. Ao realizar a coleta de uma amostra de sangue, é fundamental que um profissional experiente siga uma série de etapas:
I. Verificar a solicitação médica e o registro do pedido.
II. Apresentar-se ao paciente, estabelecendo comunicação e construindo confiança.
III. Explicar ao paciente ou ao seu responsável o procedimento que será realizado, aderindo à política institucional com habilidade, para obter consentimento para a intervenção.
IV. Realizar a assepsia das mãos entre os atendimentos aos pacientes.
Realizar a identificação dos pacientes é um processo crucial que deve ser conduzido com atenção e precisão:
Pacientes conscientes: é necessário confirmar os dados pessoais, comparando-os com os registrados no pedido. Em casos de pacientes internados, é essencial comparar as informações com as do bracelete de internação. Se houver discrepâncias, estas devem ser resolvidas antes da coleta da amostra.
Pacientes inconscientes, muito jovens ou que não falam a língua do flebotomista: deve-se confirmar os dados cadastrais com o acompanhante ou equipe de enfermagem assistencial, registrando o nome da pessoa que forneceu as informações. É importante comparar os dados fornecidos com a documentação ou pedido. Em casos de pacientes internados com bracelete, a comparação deve ser feita com as informações contidas nele. Qualquer discrepância deve ser resolvida antes da coleta da amostra.
Pacientes semiconscientes, comatosos ou dormindo: antes da coleta de sangue, o paciente deve ser despertado. Em pacientes internados cuja identificação não seja possível, é necessário contatar o enfermeiro ou médico assistente. Em casos de pacientes comatosos, deve-se ter cuidado especial para evitar movimentos bruscos ou vibrações enquanto a agulha estiver sendo inserida ou já estiver na veia. Qualquer acidente durante a coleta deve ser imediatamente notificado à equipe assistencial, incluindo enfermagem e/ou médicos.
Pacientes não identificados na sala de emergência: nestes casos, é crucial estabelecer uma identificação provisória até que a identificação positiva seja realizada. Para isso, um registro institucional temporário deve ser preparado. Assim que a identificação do paciente for correta e considerada permanente, a identificação provisória deve ser rastreada.
Certificar-se de que as condições de preparo e o jejum do paciente estão adequados e questionar sobre qualquer alergia ao látex são passos essenciais:
· Verificar se as condições de preparo e o jejum do paciente estão adequados.
· Indagar sobre eventuais alergias ao látex, pois isso determinará o uso de luvas e torniquetes adequados para essa situação. É importante lembrar que casos de hipersensibilidade ao látex podem ocorrer, sendo responsabilidade do laboratório prevenir quaisquer riscos associados a isso.
2.1 Locais de Escolha para Venopunção
A seleção do local de punção é uma parte essencial do processo de diagnóstico. Existem várias opções de locais para realizar a punção venosa, como veremos a seguir. O local mais indicado para realizar a punção venosa é a fossa antecubital, localizada na parte anterior do braço, abaixo do cotovelo, onde há várias veias que estão próximas à superfície da pele. As veias nessa região podem variar de pessoa para pessoa, sendo que existem dois padrões comuns de distribuição venosa: um em forma de H e outro em forma de M. O padrãoH recebe esse nome devido às veias (cefálica, cubital mediana e basílica) que se distribuem como um H, sendo observado em cerca de 70% dos casos. Já o padrão M, as veias mais proeminentes (cefálica, cefálica mediana, basílica mediana e basílica) se assemelham a letra M.	Embora seja possível realizar a coleta em qualquer veia do membro superior que apresente condições favoráveis, as veias cubitais mediana e cefálica são as mais comumente selecionadas para esse fim. Entre elas, a veia cefálica é mais suscetível à formação de hematomas e pode causar desconforto durante a punção. As Figuras 1 e 2 ilustram a localização das veias no membro superior e no dorso da mão, respectivamente. Se as veias nessa região não estiverem disponíveis ou forem inacessíveis, as veias no dorso da mão também podem ser consideradas. No entanto, as veias na parte inferior do punho não devem ser utilizadas devido à proximidade de nervos e tendões à superfície da pele nessa área. O uso de locais alternativos, como tornozelos ou extremidades inferiores, não deve ser realizado sem a autorização do médico, devido ao potencial significativo de complicações médicas, como flebites, tromboses ou necrose tecidual. No dorso da mão, o arco venoso dorsal é preferido devido ao seu calibre mais robusto, embora a veia dorsal do metacarpo também possa ser considerada para punção.
Atenção: punções arteriais não devem ser consideradas uma alternativa à venopunção pela dificuldade de coleta. Isso deve ser considerado apenas mediante autorização do médico-assistente.
FIGURA 01: VEIAS DO MEMBRO SUPERIOR
Fonte: Andriolo (2019).
FIGURA 02: VEIAS DO DORSO DA MÃO
Fonte: Andriolo (2019).
2.2 Áreas a Serem Evitadas para Venopunção
É preferível evitar a coleta de amostras de sangue em membros onde terapias intravenosas estão em andamento. Deve-se também evitar locais com extensas áreas de cicatrização de queimaduras. Antes da coleta de sangue próxima a áreas de mastectomia, é recomendável consultar um médico devido ao risco de complicações decorrentes da linfostase. Hematomas em áreas de coleta podem afetar os resultados dos exames, independentemente do tamanho do hematoma. Se não houver outra veia disponível, a coleta deve ser realizada distalmente ao hematoma. Fístulas arteriovenosas, enxertos vasculares ou cânulas vasculares não devem ser manipulados por pessoal não autorizado pela equipe médica para a coleta de sangue. Evite punções em veias trombosadas, que são menos elásticas, semelhantes a cordões e têm paredes endurecidas.
2.3 Uso Adequado do Torniquete
 O torniquete é empregado para aumentar a pressão intravascular, facilitando a palpação da veia e o enchimento dos tubos de coleta ou da seringa. No entanto, é crucial utilizar o torniquete corretamente. Se aplicado por mais de um minuto, pode resultar em estase localizada, hemoconcentração e vazamento de sangue para os tecidos, causando valores falsamente elevados para todos os analitos que dependem de medidas proteicas, bem como alterações no volume e composição celular. O uso inadequado pode levar a erros diagnósticos, como hemólise, que pode elevar o nível de potássio ou afetar a dosagem de cálcio, e pode causar complicações durante a coleta, como hematomas e formigamento. Se houver lesões na pele no local desejado, deve-se considerar a possibilidade de usar um local alternativo ou aplicar o torniquete sobre a roupa do paciente.
2.4 Coleta de Sangue Venoso com Agulha e Seringa
A coleta de sangue com seringa e agulha é usada há muitos anos. Por ser a técnica mais antiga desenvolvida para coleta de sangue venoso, enraizou-se em algumas áreas de saúde, pois o mesmo produto é usado para infundir medicamentos. No entanto, além de causar potenciais erros pré-analíticos, a coleta com seringa e agulha é um procedimento de risco para o profissional de saúde que, além de manusear o sangue, deve também descartar, de maneira segura, o dispositivo perfurocortante em descartador adequado. A coleta com seringa e agulha é muito difundida devido ao hábito de manuseio pela maioria dos profissionais de saúde e à disponibilidade, ou seja, seringas e agulhas hipodérmicas, além de terem baixo custo, são materiais ciais para o funcionamento de qualquer serviço de saúde. Ressalta-se que esta opção poderá apresentar impactos em maior escala na qualidade da amostra obtida, bem como nos riscos de acidente com perfurocortantes. Em função desse sistema de coleta ser aberto, depender de critérios subjetivos para a etapa de transferência do sangue para os tubos (acima ou abaixo da capacidade dos mesmos, causar alteração na proporção correta de sangue/aditivo) e possibilitar ampla formação de microcoágulos, fibrina e hemólise, pode haver comprometimento da qualidade da amostra.
2.5 Coleta de Sangue a Vácuo
Atualmente, a coleta de sangue a vácuo é a técnica preferida para coleta de sangue venoso, sendo amplamente utilizada em todo o mundo e na maioria dos laboratórios brasileiros. Esta técnica oferece diversas vantagens para o usuário, tais como:
· Facilidade no manuseio: os tubos para coleta de sangue a vácuo contêm um vácuo calibrado em proporção ao volume de sangue indicado na etiqueta externa. Isso garante que, quando o fluxo sanguíneo para de entrar no tubo, o flebotomista tem a certeza de que o volume correto foi coletado. Além disso, a quantidade de anticoagulante/ativador de coágulo é ajustada ao volume de sangue a ser coletado, resultando em uma amostra de qualidade para processamento ou análise.
· Conforto para o paciente: com apenas uma punção venosa, é possível coletar rapidamente vários tubos de sangue, cobrindo todos os exames solicitados pelo médico.
· Benefícios para pacientes com acesso venoso difícil: pacientes como crianças, aqueles em terapia medicamentosa ou em quimioterapia, entre outros, também se beneficiam da coleta a vácuo. Existem produtos projetados para facilitar essas coletas, como escalpes para coleta múltipla de sangue a vácuo em diferentes calibres de agulha e tubos de coleta a vácuo com menores volumes de aspiração.
· Garantia da qualidade nos resultados dos exames: a coleta a vácuo contribui para a garantia da qualidade dos resultados dos exames, o que é um fator crucial em laboratórios clínicos.
· Segurança para profissionais de saúde e pacientes: como a coleta a vácuo é um sistema fechado, o sangue flui diretamente da veia do paciente para o tubo de coleta. Isso proporciona segurança biológica ao flebotomista, pois não é necessário manipular a amostra de sangue.
2.6 Homogenização dos Tubos Após a Coleta
 É crucial que, imediatamente após a coleta, todos os tubos sejam homogeneizados por meio de inversão. No entanto, tubos de citrato não devem ser homogeneizados vigorosamente para evitar a ativação plaquetária e possíveis interferências nos testes de coagulação. Quando são usados tubos de citrato para coleta de sangue a vácuo com aspiração parcial, pode ocorrer uma falsa trombocitopenia devido à ativação plaquetária causada pelo "espaço morto" entre o sangue coletado e a rolha do tubo. A falta de homogeneização adequada do sangue nos tubos com anticoagulante pode precipitar a formação de microcoágulos.
FIGURA 03: HOMOGENIZAÇÃO DOS TUBOS APÓS COLETA
Fonte: Sumita (2019).
2.7 Boas Práticas para Prevenção de Hemólise
 Hemólise é definida como a liberação dos componentes intracelulares para o plasma ou soro quando ocorre a ruptura das células sanguíneas, o que pode afetar os resultados de certos analitos. Geralmente, ela é identificada pela coloração avermelhada do soro ou plasma após centrifugação, ou sedimentação, resultado da liberação de hemoglobina durante a ruptura dos glóbulos vermelhos. Dessa forma, a interferência pode ocorrer mesmo em concentrações baixas de hemoglobina, que são invisíveis a olho nu.
FIGURA 04: AMOSTRAS COM DIFERENTES GRAUS DE HEMÓLISE
Fonte: Andriolo (2019).
2.7.1 Boas Práticas de Pré-coleta Para Prevenção de Hemólise
Certifique-se de que o álcool tenha secado completamente antes de começar a realizar a punção. Evite a utilização deagulhas de calibre inferior, reservando este tipo de material apenas para situações em que a veia do paciente seja fina ou em circunstâncias especiais. Evite coletar sangue de áreas com hematomas. Durante coletas a vácuo, posicione a agulha na veia do paciente com o bisel voltado para cima e perfure a veia com um ângulo de inserção oblíquo de 30 graus ou menos. Isso reduzirá a força do fluxo sanguíneo contra as paredes do tubo, prevenindo assim a hemólise da amostra e o refluxo do sangue do tubo para a veia do paciente. Certifique-se de que os tubos tenham o volume de sangue adequado, pois volumes insuficientes ou em excesso podem alterar a proporção correta de sangue para aditivo, resultando em hemólise e em resultados imprecisos. Ao utilizar seringas e agulhas, verifique se estão bem adaptadas para evitar a formação de espuma e evite aplicar muita pressão ao puxar o êmbolo da seringa. Após a coleta com seringa, descarte a agulha e transfira o sangue cuidadosamente para o tubo, deslizando-o pela parede interna, garantindo que não haja contaminação da extremidade da seringa com o anticoagulante ou com o ativador de coágulo do tubo. Não introduza a agulha na tampa de borracha do tubo para transferir o sangue da seringa, pois isso pode gerar uma pressão positiva, causando hemólise e o deslocamento da rolha do tubo, o que pode danificar equipamentos.
2.7.2 Boas Práticas de Pós-coleta para Prevenção de Hemólise
Homogeneizar a amostra suavemente por inversão de 5 a 10 vezes, de acordo com as instruções do fabricante do tubo; não chacoalhar o tubo. Não deixar o sangue em contato direto com gelo quando o analito a ser dosado necessitar dessa conservação. Embalar e transportar o material de acordo com as determinações da Vigilância Sanitária local, das instruções de uso do fabricante dos tubos e do fabricante do conjunto diagnóstico a ser analisado. Usar, de preferência, um tubo primário; evitar a transferência de um tubo para outro. Não deixar o sangue armazenado por muito tempo refrigerado antes de fazer os exames. Verificar as recomendações do fabricante do kit do teste. Não centrifugar a amostra de sangue em tubo para obtenção de soro antes do término da retração do coágulo, pois a formação do coágulo ainda não está completa, o que pode levar à ruptura celular. Quando utilizar um tubo primário (com gel separador), a centrifugação e a separação do soro devem ser realizadas dentro de, no mínimo, 30 minutos e, no máximo, 2 horas após a coleta. Não usar o freio da centrífuga com o intuito de interromper a centrifugação dos tubos, pois essa brusca interrupção pode provocar hemólise.
2.8 Tempo de Retração do Coágulo
Os tempos recomendados baseiam-se nos processos normais de coagulação. Os pacientes portadores de coagulopatias ou submetidos à terapia com anticoagulantes requerem um tempo maior para esta etapa da fase pré-analítica.
TABELA 01: TEMPOS MÍNIMOS DE RETRAÇÃO DO COÁGULO RECOMENDADOS ANTES DA CENTRIFUGAÇÃO
Fonte: Andriolo (2019).
2.9 Centrifugação dos Tubos de Coleta
 A relação entre velocidade e tempo de centrifugação pode variar entre diferentes fornecedores. Por exemplo, alguns tubos com gel separador podem ser centrifugados em períodos mais curtos, geralmente de 4 a 5 minutos, o que aumenta a eficiência e otimiza a rotina laboratorial. Recomenda-se que o laboratório consulte seu fornecedor para obter as orientações específicas de centrifugação. Não é aconselhável submeter os tubos a um segundo processo de centrifugação após a formação da barreira. É sempre prudente esperar até que a centrífuga pare completamente antes de tentar remover os tubos. Evite utilizar o freio da centrífuga para interromper abruptamente a centrifugação, pois isso pode resultar em hemólise e deslocamento do gel separador. O plasma e o soro dos tubos sem gel devem ser separados das células sanguíneas dentro de 2 horas após a coleta da amostra. Uma vez separados, o soro ou plasma está pronto para uso. Os tubos podem ser colocados diretamente no suporte do equipamento ou o soro/plasma pode ser transferido para uma cubeta do equipamento por pipetagem. Alguns equipamentos são capazes de aspirar a amostra diretamente do tubo primário, sendo importante seguir as instruções do fabricante para uma utilização adequada. É crucial avaliar a aparência final da amostra após a centrifugação, especialmente em relação à presença de fibrina, lipemia e hemólise. 
Outro ponto importante em relação à centrifugação é que deve haver sempre o balanceamento dos tubos dispostos na centrífuga, conforme imagem a seguir:
FIGURA 05: DISPOSIÇÃO DOS TUBOS NA CENTRÍFUGA
Fonte: Andriolo (2019).
3. AMOSTRAS DE SANGUE PARA ANÁLISES LABORATORIAIS
O sangue, para ser avaliado, deve ser colhido por meio de técnica estéril e asséptica, sem riscos para o paciente. Em geral, as amostras são colhidas em veias periféricas, por punção com seringa e agulha, porém existem inúmeros dispositivos comerciais para tal fim. Ainda, em alguns casos, obtém-se a amostra por meio de punção da polpa digital com lanceta ou agulha fina, ou mesmo punção do lóbulo da orelha (por exemplo, para determinação do tempo de sangramento de Duke).
Do ponto de vista da sua constituição, o sangue é considerado um sistema complexo e relativamente constante, constituído de elementos sólidos (células sanguíneas), substância líquida (soro ou plasma) e elementos gasosos (O2 e CO2). O procedimento para sua obtenção é conhecido como punção venosa, venipunção ou flebotomia. Em geral, o sangue é obtido por três processos diferentes: punção venosa, punção arterial e punção de pele. Para a maioria das análises, a amostra de escolha é o sangue venoso, por sua facilidade de obtenção. O sangue arterial é coletado somente para um número limitado de provas, entre as quais a análise dos gases sanguíneos. Em crianças pequenas, pode-se coletar sangue por punção da pele na região plantar lateral do pé (MOTTA, 2009).
De acordo com a técnica laboratorial, podem ser obtidas amostras de sangue anticoaguladas ou não:
· Sangue total anticoagulado: adicionam-se anticoagulantes à amostra coletada; por exemplo, heparina sódica, ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), citrato, ACD (ácido cítrico, citrato e dextrose). Os anticoagulantes são substâncias que impedem a coagulação do sangue e retardam a deterioração da amostra. É importante observar qual tipo de anticoagulante deve ser utilizado, de acordo com a técnica laboratorial proposta, pois o uso inadequado pode prejudicar o resultado e a análise propriamente dita. Deve-se também respeitar a proporção recomendada, para evitar a diluição da amostra e consequente resultado errôneo.
· Plasma: após a coleta em tubo contendo anticoagulante, o sangue é centrifugado para separação do plasma (parte líquida) das células. O plasma assim obtido é separado com pipeta e, a seguir, submetido às técnicas de análise. O plasma difere do soro porque contém anticoagulante e fibrinogênio, que é uma proteína usada no processo de coagulação.
· Soro: colhe-se sangue total em tubo seco. Após um período aproximado de 30 a 60min, o sangue coagula, obtendo-se então o soro, parte líquida do sangue sem fatores de coagulação. Para separação do soro, o frasco deve ser centrifugado de acordo com o tubo utilizado. O soro assim obtido é separado com pipeta, removido para outro tubo e posteriormente utilizado para análise.
Alguns tubos comerciais para coleta e separação de soro contêm um gel no fundo do tubo, de densidade intermediária entre o sangue coagulado e o soro. Durante a centrifugação, a barreira de gel move-se para cima, posicionando-se entre o soro e o coágulo, onde forma uma barreira estável, separando o soro dos outros componentes celulares. O soro pode ser utilizado diretamente do tubo de coleta, eliminando a necessidade de transferência para outro recipiente. Esta barreira permite a estabilização da maioria dos parâmetros do tubo inicial por até 48h, observando-se as recomendações de armazenamento.
FIGURA 06: TUBOS DE AMOSTRAS DE SANGUE PARA EXAMES BIOQUÍMICOSESPECÍFICOS
Fonte: Murphy (2019).
RECURSOS UTILIZADOS
	Materiais de consumo: 
	Descrição 
	Observação 
	 Jaleco
	Material a ser fornecido pelo aluno   
	 Calçados fechados
	Material a ser fornecido pelo aluno   
	Luvas
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	 Álcool 70%
	Material a ser fornecido pela UniFatecie    
	Algodão
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Seringas
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Agulhas
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Recipiente de paredes rígidas e próprio para desprezar material perfurocortante resíduo tipo E – RDC Nº 306/04.
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Torniquete
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Tubos: seco sem anticoagulante; seco com gel separador; tubo com anticoagulante EDTA; tubo com anticoagulante fluoreto; tubo com anticoagulante citrato.
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	Curativos
	Material a ser fornecido pela UniFatecie   
	 Estante para tubos
	Material a ser fornecido pela UniFatecie
	Pinça
	Material a ser fornecido pela UniFatecie
	Centrífuga de amostras biológicas
	Material a ser fornecido pela UniFatecie
	Software/aplicativo/simulador 
	Sim (    ) Não (  ) 
	Em caso afirmativo, qual? 
	Pago (   )   Não Pago (   ) 
	Tipo de Licença: Não se aplica 
	Descrição do software/aplicativo/simulador: 
	Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
  
	Kit Laboratório individual de atividade prática
	Sim (    ) Não (    ) 
	Em caso afirmativo, qual? 
	Pago (   )   Não Pago (   ) 
	Tipo de Licença: Não se aplica 
	Descrição dos materiais do kit: 
	Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
Os laboratórios clínicos apresentam uma série de situações, atividades e fatores potenciais de risco aos profissionais, os quais podem produzir alterações leves, moderadas ou graves. Podem causar acidentes de trabalho e/ou doenças profissionais nos indivíduos a eles expostos, pois os líquidos biológicos e os sólidos manuseados nos laboratórios de análises clínicas são, quase sempre, fontes de contaminação. Devemos ter cuidados, para não haver contaminação cruzada dos materiais, não contaminar o pessoal do laboratório, e da equipe de limpeza, os equipamentos e o meio ambiente por meio de aerossóis. Esses cuidados mais o descarte dos materiais fazem parte das boas práticas em laboratório clínico, seguindo as regras de biossegurança. Então, caro aluno, quando formos para as aulas práticas, precisamos seguir as regras de biossegurança quanto aos equipamentos de proteção individual (EPI’s): ir de roupa adequada, vestindo calças compridas; usar sapatos fechados; fazer uso do jaleco, gorro, luvas e óculos caso seja uma aula em que tenha necessidade desse equipamento também.
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA?
Metodologia descritiva para a realização da coleta de sangue venoso:
1. Preparar o material na bandeja.
2. Identificar o(s) tubo(s) com nome do paciente, data da coleta e data de nascimento (o paciente, nesse caso, será o aluno que participará da coleta).
3. Higienizar as mãos conforme a técnica.
4. Verificar se o ambiente da coleta está limpo e organizado para iniciar o procedimento.
5. Informar ao participante como será o procedimento.
6. Higienizar as mãos antes e após cada procedimento de coleta.
7. Preparar o dispositivo para coleta, conectando a agulha na seringa (mantendo protegidos seus invólucros).8. Posicionar o braço do paciente na altura do ombro.
9. Calçar luvas de procedimentos.
10. Utilizar o torniquete para facilitar o acesso venoso. Deve ser posicionado cerca de 4 dedos acima do local a ser puncionado (7,5 a 10 cm).
11. Realizar a palpação da rede venosa para a escolha da veia com calibre ideal.
12. Realizar a antissepsia do local a ser puncionado em movimentos circulares do centro para a periferia até 5 cm e aguardar até que a pele esteja seca (cerca de 30 segundos), evitando hemólise e dor no momento da punção.
13. Não tocar novamente na região após a antissepsia.
14. Não assoprar, não abanar e não colocar nada no local.
15. Solicitar ao paciente que abra e feche a mão, ativando a circulação, e logo após, manter o braço imóvel; no momento da punção, manter a mão fechada.
16. Manter o algodão seco entre os dedos.
17. Com a mão não dominante, pressionar a pele de maneira a manter o sítio de inserção sem dobras ou flacidez.
18. Pegar o dispositivo para punção com a mão dominante, com o bisel da agulha voltado para cima, em um ângulo de 15 a 30º, e puncionar a veia.
19. Ao perceber o retorno venoso, pedir ao paciente que abra a mão.
20. Aspirar devagar o êmbolo até atingir o volume necessário, de acordo com a quantidade de sangue requerida na etiqueta dos tubos. Aspirar o sangue evitando bolhas e espuma, e com agilidade, pois o processo de coagulação do organismo do paciente já foi ativado no momento da punção.
21. Coletar a quantidade necessária de sangue aspirando o êmbolo.
22. Soltar o garrote com a mão não dominante.
23. Retirar a agulha de dentro do vaso sanguíneo.
24. Realizar pressão no local da punção com o algodão seco, por cerca de 1 a 2 minutos, evitando a formação de hematomas e sangramentos.
25. Ter cuidado com a agulha para evitar acidentes com perfurocortantes, descartando-a em recipiente adequado, sem a utilização das mãos (com auxílio de uma pinça).
26. Fazer curativo oclusivo no local da punção.
27. Orientar o paciente para que não dobre o braço, não carregue peso ou bolsa a tiracolo no mesmo lado da punção, por no mínimo 1 hora.
28. Abrir a tampa do primeiro tubo, deixar que o sangue escorra pela sua parede, devagar, para evitar hemólise.
29. Fechar o tubo e homogeneizar, invertendo-o suavemente de 5 a 10 vezes, de acordo com o tubo utilizado.
30. Colocar as amostras em local adequado (estante).
31. Recolher o material e realizar o descarte em local adequado.
32. Retirar as luvas de procedimentos.
33. Separar os tubos que serão usados para obter soro e plasma, e proceder com o tempo para retração do coágulo de acordo com seus constituintes.
34. Após esse momento, os tubos serão centrifugados, de acordo com a metodologia abordada no embasamento teórico.
35. Em seguida, após retirar os tubos da centrífuga, realizar uma discussão com demonstração dos soros e plasma, verificando se esses materiais possuem algum tipo de interferente que possa atrapalhar a análise e seu real resultado analítico.
RELATÓRIO
Caro aluno (a),
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
MATERIAIS COMPLEMENTARES
A FASE PRÉ-ANALÍTICA NA GESTÃO DA QUALIDADE EM MEDICINA LABORATORIAL: UMA BREVE REVISÃO
A grande evolução científica e tecnológica observada nas últimas décadas foi um dos fatores responsáveis pelo aumento da complexidade laboratorial e dos erros laboratoriais. A fase pré-analítica é a etapa mais propensa a erros em razão de dificuldade de monitoramento e controle dos fatores, visto que a maioria ocorre fora dos laboratórios. As falhas ocorridas nessa fase podem refletir nas fases posteriores (analítica e pós-analítica) e comprometer o resultado final do exame. O objetivo desse estudo é discutir como os erros e os interferentes pré-analíticos influenciam na área de Medicina Laboratorial. Por meio de pesquisas bibliográficas, levantaram-se dados de materiais já publicados na área nas principais plataformas de pesquisa, como Google Acadêmico, MEDLINE, Scopus®, ISI Web of Knowledge®, SciFinder®, Lilacs e IBECS. Após aplicar os critérios de exclusão e realizar uma leitura pormenorizada dos títulos e dos conteúdos de todo o material levantado, 23 artigos foram utilizados na revisão. Tentar minimizar os erros laboratoriais é de suma importância e permitir a melhoria do processo técnico reduz os resultados falsos dos testes e isso pode ser alcançado através da qualidade dos indicadores, o que melhoraa qualidade dos serviços em Medicina Laboratorial.
Fonte: BOECHAT, Natalia Gomes. A fase pré-analítica na gestão da qualidade em medicina laboratorial: uma breve revisão. Revista Brasileira de Análises Clínicas, Rio de Janeiro, v. 53, n. 4, p. 337-343, dez. 2021.
REFERÊNCIAS
ADAMI, Eliana Rezende. Diagnóstico hematológico. 1. ed. São Paulo: Contentus, 2020. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. Acesso em: 12 abr. 2024.
ANDRIOLO, Adagmar et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina Laboratorial para Coleta de Sangue Venoso. São Paulo: Manole, 2019a. 468 p.
ANDRIOLO, Adagmar. Manual da residência de medicina laboratorial. Editora Manole, 2019b. E-book. ISBN 9788520461426. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520461426/. Acesso em: 12 abr. 2024.
BOECHAT, Natalia Gomes. A fase pré-analítica na gestão da qualidade em medicina laboratorial: uma breve revisão. Revista Brasileira de Análises Clínicas, Rio de Janeiro, v. 53, n. 4, p. 337-343, dez. 2021.
MOTTA, Valter. Bioquímica Clínica para o Laboratório - Princípios e Interpretações. MedBook Editora, 2009. E-book. ISBN 9786557830260. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786557830260/. Acesso em: 12 abr. 2024.
MURPHY, Michael J. Bioquímica Clínica. Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788595150751. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595150751/. Acesso em: 15 abr. 2024.
 
SUMITA, Nairo Massakazu et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial. São Paulo: Manole, 2019. 468 p.
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