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Interpretação de exames laboratoriais 
2 
www.estetus.com.br 
 
 
 
SUMÁRIO 
EXAMES LABORATORIAIS E A ASSISTÊNCIA ................................................3 
REVISÃO FISIOLÓGICA DO SISTEMA HEMATOLÓGICO .............................12 
HEMOGRAMA ..................................................................................................19 
ASSISTÊNCIA NA COLETA DO HEMOGRAMA ..............................................26 
Procedimento ....................................................................................................30 
TESTE DO PEZINHO .......................................................................................41 
HEMOCULTURA ...............................................................................................46 
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS À COLETA DO SANGUE 
VENOSO ...........................................................................................................51 
GASOMETRIA ARTERIAL ................................................................................53 
REVISÃO ANATÔMICA E FISIOLÓGICA DO SISTEMA DIGESTÓRIO ...........55 
REVISÃO ANATÔMICA E FISIOLÓGICA DO SISTEMA URINÁRIO................62 
REVISÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO .....79 
ASSISTÊNCIA NAS UNIDADES DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM ...............87 
Resolução COFEN-211 .....................................................................................89 
Resolve: ............................................................................................................90 
Iva Maria Barros Ferreira ...................................................................................91 
Regulamento da atuação dos profissionais de Enfermagem em radioterapia que 
trabalham com radiação ionizante .....................................................................91 
ASSISTÊNCIA A PACIENTES SUBMETIDOS AOS AGENTES 
CONTRASTANTES .........................................................................................105 
TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA ...........................................................109 
ULTRASSONOGRAFIA ..................................................................................111 
IMAGEAMENTO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA....................................112 
ESOFAGOESTOMAGODUODENOGRAFIA (EED) ........................................115 
RAIOS X DE ESTRUTURAS ÓSSEAS ...........................................................116 
BRONCOSCOPIA ...........................................................................................124 
ENDOSCOPIA ................................................................................................126 
COLONOSCOPIA ...........................................................................................127 
REFERÊNCIAS ...............................................................................................132 
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EXAMES LABORATORIAIS E A ASSISTÊNCIA 
 
 
Os exames laboratoriais são responsáveis pelo fornecimento do estado 
de saúde do paciente, auxiliam a avaliação de diagnósticos clínicos, fornecem o 
monitoramento do tratamento que deve ser realizado e consequente prognóstico 
(SILVA, 2004). Sannazzaro (1993) descreve que os exames laboratoriais 
surgiram na metade do século XIX como resultado da modernização e progresso 
da medicina, principalmente nas ciências da microbiologia, citologia e 
bioquímica, sendo que estes exames aparecem como forma de auxiliar os 
diagnósticos médicos. 
Os exames laboratoriais são realizados por laboratórios com alvará de 
licenciamento e profissional responsável. Segundo a RDC nº 302 de 2005, o 
Laboratório Clínico conceitua-se como um serviço destinado à análise de 
amostras de pacientes, com o objetivo de oferecer apoio ao diagnóstico e ao 
tratamento; esta resolução define os requisitos para o funcionamento dos 
laboratórios clínicos e postos de coleta laboratoriais público ou privado, que 
realizam atividades na área de análises clínicas, patologia clínica e citologia. 
Os denominados Postos de Coleta laboratorial são conceituados como 
unidades vinculadas a um laboratório clínico, que realizam atividades 
laboratoriais, entretanto não analisam o exame (não participam da etapa 
analítica do processo), exceto nos casos de exames presenciais, cujas 
realizações ocorram no ato da coleta. A enfermagem, tanto hospitalar como 
ambulatorial e/ou domiciliar, está em constante presença no tratamento do 
paciente acometido por uma patologia, ou mesmo nas pessoas sadias que 
buscam o acompanhamento de sua saúde regularmente. 
Assim, torna-se importante ser conhecedor da assistência correta 
prestada ao paciente no que diz respeito aos exames laboratoriais, uma vez que 
estes se constituem em instrumento de avaliação, acompanhamento e 
prevenção no tratamento dos indivíduos. São vários os tipos de exames 
laboratoriais existentes atualmente, cada vez mais o emprego da tecnologia vem 
auxiliando na análise de dados que possam garantir ao clínico um diagnóstico 
preciso do paciente. Neste estudo serão citados alguns dos exames mais 
utilizados na prática clínica, buscando enfatizar prioritariamente a assistência na 
busca por um resultado fidedigno. 
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Desde a requisição do exame ao paciente, realizada pelo médico, existem 
vários fatores que podem induzir a um erro no resultado do exame. Ao contrário 
do que se pensa, não é apenas a análise do material que está sujeita a erros, 
mas também toda a fase do processo, ou seja, desde o momento da solicitação 
do exame, preparo, coleta e até a busca pelo resultado. 
Portanto, é possível considerar que a enfermagem está envolvida além 
da realização de técnicas, na questão informativa do processo, por meio do 
fornecimento de informações precisas sobre a realização do exame, locais de 
coleta, forma de coleta, cuidados antes do exame, retirada do exame e 
encaminhamento do resultado ao médico, e até mesmo na interpretação 
equivocada do resultado pelo próprio paciente. 
Segundo Silva (2004) as atividades desenvolvidas pelo enfermeiro em 
Laboratórios de Análises Clínicas, caracterizam-se pelo gerenciamento da 
assistência e a organização da instituição; sendo necessária uma visão ampla 
pelo profissional, englobando não somente os aspectos éticos e legais dos 
serviços prestados, mas também o conhecimento acerca dos trabalhos da 
enfermagem neste campo, não necessariamente executando-os. 
O enfermeiro trabalha desde o planejamento e supervisão da assistência 
até as avaliações e cuidados tanto do paciente como dos serviços. A assistência 
aos pacientes, como por exemplo, coletas de sangue são direcionadas aos 
profissionais de nível médio, (Auxiliares e Técnicos de Enfermagem). 
Segundo Moura (1998) a coleta dos materiais biológicos é considerada a 
parte mais importante do processo de análise clínica. Um material advindo de 
uma coleta inadequada, ou seja, com falhas, nem mesmos os aparelhos mais 
modernos conseguem validar a amostra, tornando-se assim de grande 
importância um procedimento de coleta eficiente. 
O Regulamento Técnico para Funcionamento de Laboratórios Clínicos 
descrito pela RDC nº 302, de 13 de outubro de 2005, conceitua amostra do 
paciente como parte do material biológico de origem humana utilizada para 
análise laboratorial. E a amostra do paciente com restrição como fora das 
especificações, mas que ainda pode ser utilizada para alguma análise 
laboratorial. 
Este mesmo regulamento descreve as fases envolvidas no processo de 
coleta, análise e resultado de exames laboratoriais, sendo especificadas como: 
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- Fase Pré-Analítica: inicia-se na solicitação da análise,coleta da 
amostra e termina com o início da análise do material. Segundo as 
recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica Medicina 
Laboratorial para Coleta de Sangue Venoso (2009), as principais condições da 
fase pré-analítica são: variações cronológicas (alteração cíclica na concentração 
de um parâmetro em função do tempo); gênero (concentração de alguns 
componentes sanguíneos e urinários distintos entre homens e mulheres); idade 
(concentração dos componentes distinta entre as diferentes idades); posição 
(mudança súbita de posição pode levar a uma alteração nas concentrações dos 
valores bioquímicos como, por exemplo, da posição supina para a ereta, nestes 
casos os níveis de albumina, colesterol, triglicerídeos, hematócrito e 
hemoglobina podem ser superestimados em até 8 a 10% da concentração 
inicial); atividade física (o esforço físico pode provocar aumento da atividade 
sérica de algumas enzimas, sendo que este aumento pode persistir por 12 a 24 
horas após a realização do exercício); jejum (evita-se a coleta de sangue por 
jejum superior a 16 horas, o jejum para a coleta de sangue habitual é de 8 horas, 
havendo a possibilidade de redução para 4 horas, situações especiais e em 
crianças de baixa idade o jejum pode ser de uma a duas horas); dieta (mesmo 
seguindo o jejum, a dieta pode interferir em alguns dados de resultado do exame, 
principalmente no início de uma internação hospitalar quando ocorrem 
alterações nas dietas habituais do paciente); uso de fármacos e drogas de 
abuso; outras causas de variações (administração de contraste para exames de 
imagem, realização de toque retal, eletromiografia, hemodiálise, diálise 
peritoneal, cirurgia, transfusão de sangue e infusão de fármacos). 
- Fase Analítica: compreende a análise do material (amostra); é o 
conjunto de operações utilizadas para a análise da amostra com descrição 
específica conforme o método utilizado. 
- Fase Pós-Analítica: inicia com a emissão do resultado válido e termina 
com a emissão do laudo para posterior interpretação pelo solicitante. 
 
Silva (2004) descreve os principais itens a serem observados na coleta 
do material para obtenção de uma amostra adequada, são eles: 
 Fase de Orientação e Preparo do Exame; 
 Horário e seleção anatômica do local de coleta; 
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 A técnica de coleta propriamente dita; 
 Os materiais e condições para transporte do material até o laboratório 
e seu acondicionamento; 
 Tempo entre a coleta e a análise do material. 
 
Diante destes itens citados pelo autor e reportando-se à prática diária, é 
importante que se faça referência às diferentes formas de intervenção da 
enfermagem na coleta de exames laboratoriais, assim é possível acrescer aos 
itens anteriores as seguintes considerações: 
 Fase de Orientação e Preparo do Exame: quando o paciente está 
hospitalizado é de suma importância uma eficiente comunicação entre o 
laboratório de análises clínicas e os profissionais que atendem ao paciente, uma 
vez que estes últimos estão em constante contato com o paciente e são 
responsáveis pela disseminação das informações. Muito depende da rotina 
estabelecida pela instituição, ou seja, em alguns locais os próprios técnicos do 
laboratório visitam o paciente no quarto e realizam a orientação, em outros locais 
quem orienta o paciente é o técnico de enfermagem que o atende. 
Em quaisquer umas das rotinas seguidas é necessário haver sempre a 
comunicação entre ambos os técnicos da mesma informação para segurança do 
paciente e da coleta; também os técnicos de enfermagem que atuam nas 
unidades devem estar cientes da informação que irão repassar aos pacientes, 
evitando com isso invalidação da amostra. Um caminho é a utilização de 
manuais de rotinas dentro de cada unidade, onde o funcionário tenha acesso por 
intermédio de fluxogramas dos preparos e informações cabíveis diante de cada 
exame solicitado. 
Estar atento para a solicitação médica da análise é outro item importante 
a ser considerado, uma vez que podem ocorrer situações em que o paciente está 
internado, o médico solicita o exame e a enfermagem não encaminha a 
solicitação ao laboratório, resultando em aumento do tempo para a realização da 
coleta e consequentemente obtenção do resultado, o que pode acarretar uma 
ampliação na permanência do paciente na instituição, aumento de custos, 
demora na comprovação diagnóstica, insatisfação médica e angústia do 
paciente. 
Na situação de atendimento ambulatorial, em que na maioria das vezes o 
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paciente encaminha o exame ao laboratório, este deverá ser instruído quanto ao 
preparo adequado; acredita-se que além da informação verbal é necessária a 
informação por escrito sobre o preparo do exame para evitar o esquecimento do 
paciente; na ida do paciente ao laboratório o mesmo deve igualmente ser 
questionado sobre o uso de medicações contínuas, atividades físicas, entre 
outros cuidados específicos conforme a peculiaridade de cada exame. 
O item 6.1.1 do Regulamento para Funcionamento dos Laboratórios 
Clínicos (2005) descreve a obrigatoriedade do laboratório clínico e posto de 
coleta laboratorial em fornecer por escrito e/ou verbal instruções claras para o 
paciente e/ou responsável sobre o preparo e a coleta de amostras. O item 6.1.2 
do referido Regulamento estipula a necessidade do laboratório em exigir 
documento do paciente para cadastro de identificação, sendo que nos casos dos 
pacientes internados ou em situações de urgência podem-se usar dados do 
prontuário do paciente para realização do cadastro. 
Também segundo este regulamento são necessárias as seguintes 
informações no cadastro do paciente: número de registro de identificação do 
paciente gerado pelo laboratório; nome do paciente; idade, sexo e procedência 
do paciente; telefone e/ou endereço do paciente, quando aplicável; nome e 
contato do responsável em caso de menor de idade ou incapacitado; nome do 
solicitante; data e hora do atendimento; horário da coleta, quando aplicável; 
exames solicitados e tipo de amostra; quando necessário: informações 
adicionais, em conformidade com o exame (medicamento em uso, dados do ciclo 
menstrual, indicação/observação clínica, dentre outros de relevância); data 
prevista para a entrega do laudo e indicação de urgência, quando aplicável. 
Torna-se necessário igualmente entregar um comprovante ao familiar 
e/ou paciente do atendimento, número de registro, nome do paciente, data do 
atendimento, data prevista de entrega do laudo, relação de exames solicitados e 
dados para contato com o laboratório. A coleta de materiais enquanto o paciente 
estiver internado pode ser registrada no prontuário do mesmo pelo técnico que 
a realizou indicando o horário, data e assinatura. 
 Horário e Seleção Anatômica da coleta: o horário da obtenção 
da coleta é de suma importância, pois a partir dele se pressupõe o preparo, como 
por exemplo, o tempo de jejum do paciente. Nesta questão cabe ter atenção para as 
rotinas internas da instituição hospitalar quando o paciente estiver internado, uma vez 
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que algumas situações devem ser previstas para minimizar os atrasos e uma coleta em 
horário impróprio. 
Na ocasião do paciente ser ambulatorial, e o mesmo ter que comparecer 
ao laboratório para a coleta, é imprescindível questionar o paciente sobre a 
possibilidade de estar presente no horário determinado. Nos casos de coletas 
domiciliares precede-se à comunicação do paciente sobre a visita do profissional 
que irá realizar a coleta em comum acordo entre o técnico, a família e o paciente. 
A seleção da área anatômica consiste no local onde será extraída a amostra. 
Neste momentoo profissional habilitado a realizar a inspeção e verificação do 
local da coleta deve possuir conhecimento técnico e científico para tal. 
 A técnica da coleta: uma das principais amostras para a realização 
dos exames laboratoriais é o sangue, que pode ser obtido por diferentes formas 
do organismo do paciente. Na prática, a técnica mais utilizada é a punção com 
agulha em veia periférica. A realização do procedimento de coleta eficiente 
pressupõe um resultado de exame fidedigno, desta forma o profissional deve ser 
treinado para a realização de uma técnica asséptica e livre de riscos. 
Sobre a obtenção de amostra, o Regulamento para Funcionamento dos 
Laboratórios Clínicos (2005) estipula que a mesma deve ser identificada no 
momento da coleta ou quando o paciente entregá-la ao laboratório, identificando 
o nome do paciente e do funcionário que realizou a coleta e/ou a recebeu; sendo 
que o laboratório ou postos de coleta devem possuir por escrito rotinas de 
orientação sobre o recebimento, coleta e identificação da amostra. 
 Os materiais e condições para transporte do material até o 
laboratório e seu acondicionamento: o acondicionamento correto da amostra 
representa uma amostra aprovada para a análise. É necessário manter 
constante contato com o bioquímico para que se sigam as normas de 
temperatura e armazenamento. Nos hospitais onde os laboratórios realizam a 
coleta geralmente as amostras de sangue estão acondicionadas em caixas 
térmicas e logo após a coleta são encaminhadas pelo técnico ao laboratório. Nos 
casos, é importante prever a distância entre o domicílio do paciente e o 
laboratório e juntamente o tempo que a amostra irá permanecer armazenada e 
local adequado para manutenção. 
Todos os laboratórios e os postos de coletas laboratoriais devem possuir 
por escrito rotinas referentes ao transporte da amostra, contendo os prazos 
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estabelecidos, condições de temperatura e padrões técnicos que garantam a 
estabilidade e integridade da mesma. Segundo o Regulamento para 
Funcionamento dos Laboratórios Clínicos (2005), a amostra do paciente deverá 
ser transportada em recipiente isotérmico, higienizável e impermeável, que 
permita a estabilidade da amostra desde a coleta até a análise do material. 
As Recomendações da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso (2009) 
descrevem que, no geral, os tempos referidos de armazenagem das amostras 
primárias consideram os limites para temperatura como: temperatura ambiente 
18 a 25ºC, refrigeradas de 4 a 8°C e congeladas abaixo de 20ºC negativos. 
Quando não há orientação específica sobre acondicionamento e transporte de 
um material, poderá o material ser deslocado para postos ou outras unidades em 
caixa de isopor com gelo reciclável, calçado por flocos de isopor ou papel jornal; 
não podendo as amostras ficar em contato direto com o gelo para evitar a 
hemólise. 
Na ocasião de congelamento para transporte é recomendado o uso do 
gelo seco, nestes casos há a necessidade de tomar precauções com o recipiente 
que contém gelo seco para que permita a saída do dióxido de carbono, 
consequentemente evitando a formação de pressão excessiva. 
 
 Tempo entre a coleta e a análise do material: existem 
particularidades sobre o tempo de coleta e a análise da amostra diante de cada 
tipo de exame realizado; o profissional de enfermagem deve ser conhecedor 
destas questões, pois participa do processo, desta forma é imprescindível o 
cuidado no encaminhamento das amostras, obedecendo ao tempo estipulado. 
A orientação da SBPC/ML para Coleta de Sangue Venoso (2009) orienta 
que o tempo entre a coleta do sangue e a centrifugação (2° etapa de análise da 
amostra) não exceda uma hora, sendo que as amostras colhidas com 
anticoagulantes, nas quais o material será o sangue total, devem ser mantidas 
até o procedimento em temperatura de 4ºC a 8ºC. 
Outras questões que englobam a fase analítica e pós-analítica no 
processo de análise de material biológico e que se tornam importantes para o 
conhecimento do profissional de enfermagem baseadas no Regulamento para 
Funcionamento de Laboratórios Clínicos (2005) são descritas abaixo: 
 Os laboratórios clínicos devem possuir lista descrita dos exames 
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realizados em sua unidade, em outras ou laboratórios terceirizados; manter 
descrito um fluxo de rotina quando o resultado do exame precisa ser comunicado 
ao médico e/ou paciente para uma decisão imediata; devem possuir rotina por 
escrito sobre a emissão de laudos, contemplando situações de rotina, urgência 
e plantões; o laudo emitido pelo laboratório deve ser legível, sem rasuras, em 
língua portuguesa, datado e assinado pelo profissional (grau superior) habilitado; 
nos casos em que o laboratório optar pela transcrição do laudo emitido por outro 
laboratório de apoio, é necessário garantir que na técnica da transcrição a 
legitimidade do laudo não seja alterada; as cópias dos laudos devem ser 
arquivadas por período de cinco anos; todas as retificações necessárias após a 
emissão de um laudo devem ser feitas a partir da emissão de novo laudo; quando 
o resultado dos exames advém de uma amostra com restrição, esta informação 
deve conter no laudo. 
 O laudo deve conter no mínimo os seguintes itens: identificação do 
laboratório; endereço e telefone; identificação do Responsável Técnico (RT); 
número de registro do RT no respectivo conselho de classe profissional; 
identificação do profissional que liberou o exame; número de registro do 
profissional que liberou o exame no respectivo conselho de classe do 
profissional; número de registro do laboratório clínico no respectivo conselho de 
classe profissional; nome e registro de identificação do cliente no laboratório; 
data da coleta da amostra; data de emissão do laudo; nome do exame, tipo de 
amostra e método analítico; resultado do exame e unidade de medição; valores 
de referência, limitações técnicas da metodologia e dados para interpretação; 
observações pertinentes. 
O Centro de Vigilância Sanitária (CVS) é quem assegura a assistência 
nos laboratórios de análises clínicas, principalmente sobre a coleta de exames. 
A Portaria CVS - 13, de 4 de novembro de 2005, aprova norma técnica que trata 
das condições de funcionamento dos laboratórios de Análises Clínicas e 
Pesquisa Clínica, Patologias Clínicas e Congêneres. Em seu item 4.44 descreve 
os profissionais habilitados para a coleta de material humano: 
4.44.1- De nível superior: médicos e enfermeiros; farmacêuticos e 
biomédicos e, ainda, biólogos e químicos que no curso de graduação e/ou em 
caráter extracurricular frequentaram disciplinas que confiram capacitação para a 
execução das atividades de coleta. 
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4.44.2- De nível técnico: técnicos de enfermagem, assim como técnicos 
de laboratório, técnicos em patologia clínica e profissionais legalmente 
habilitados que concluíram curso em nível de ensino de 2° grau, que, no curso 
de graduação e/ou em caráter extracurricular, frequentaram disciplinas que 
confiram capacitação para a execução das atividades de coleta. 
4.44.2.1- Os profissionais de que trata o subitem anterior poderão 
executar todas as atividades técnicas relacionadas às etapas de tratamento pré- 
analítico, mediante prévio treinamento. 
4.44.2.2- É dispensável prévio treinamento para técnicos de laboratório e 
técnicos em patologia clínica. 
4.44.3- De nível intermediário (médio): auxiliares de enfermagem, assim 
como profissionais legalmente habilitados que concluíram curso em nível de 
ensino de 1° grau, que, no curso de graduação e/ou em caráter extracurricular, 
frequentaram disciplinas que confiram capacitação para a execução das 
atividadesde coleta. 
4.44.3.1- Os profissionais de que trata o subitem anterior poderão 
executar todas as atividades auxiliares relacionadas às etapas de tratamento 
pré-analítico, mediante prévio treinamento. (Diante desta portaria é possível 
identificar que o técnico de enfermagem participa do processo de coleta do 
material humano na fase pré-analítica, ou seja, desde a solicitação da análise 
pelo médico, coleta da amostra e encaminhamento da amostra para análise; 
sendo que a coleta do material deve ser analisada mediante a complexidade do 
procedimento e as atribuições específicas do técnico de enfermagem para 
desenvolvê-la ou não. 
Na Resolução COFEN -195, de 18 de fevereiro de 1997, é conferido ao 
enfermeiro atuante na saúde pública, a autonomia para a solicitação de exames 
de rotinas e complementares preconizados pelos programas do Ministério da 
Saúde. Além disso, a Resolução COFEN – 146, de 1 de junho de 2002, atribui a 
responsabilidade e a presença de um enfermeiro nos locais em que estejam 
sendo realizadas assistências de enfermagem. 
Diante da atuação da enfermagem no campo de análise clínica cabe aos 
profissionais o aperfeiçoamento tanto técnico como científico, com o 
desenvolvimento de projetos a fim de qualificar sua assistência e tornar-se 
necessário para o mercado (SILVA, 2004). Tanto nos hospitais como nos 
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próprios laboratórios de análises clínicas é importante que o enfermeiro no 
gerenciamento da equipe de enfermagem formule manuais de normas e rotinas 
objetivando esclarecer a todos os envolvidos sobre a operacionalização dos itens 
que compõem a fase pré- analítica na análise de exames laboratoriais. 
Motta (2008) descreve a rotina de enfermagem em hospitais para Coleta 
de Exames Laboratoriais de Rotina como: 
 Conferência da solicitação do exame na prescrição médica; 
 Recebimento do pedido de solicitação do exame devidamente 
preenchido e carimbado pela equipe médica; 
 Aguardo da enfermagem para a coleta realizada pelo setor de 
laboratório, conforme o horário estabelecido pela instituição hospitalar como 
rotina; 
 Conferência juntamente com o laboratório dos exames colhidos de 
acordo com os pedidos; 
 Colocação dos resultados no prontuário médico do paciente. 
 
Observação: 
 
 
 Os exames realizados durante o plantão, sendo ou não casos de 
emergência, devem ser colhidos pela enfermagem da unidade e encaminhados 
ao laboratório; 
 Aos domingos e feriados os exames devem ser colhidos pela 
enfermagem e encaminhados ao laboratório, nos casos em que não houver 
plantão de coleta; 
 Caso os valores estejam alterados, deverá haver a comunicação 
imediata ao médico assistente. 
No item de observação descrito acima por Motta (2008) cabe enquadrar- 
se a realidade de cada hospital, como também de cada laboratório. Abaixo serão 
descritos os principais exames laboratoriais realizados na prática clínica e formas 
de coleta, apresentando uma breve revisão da fisiologia como forma de 
complementar o estudo. 
 
REVISÃO FISIOLÓGICA DO SISTEMA HEMATOLÓGICO 
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O sangue é uma porção líquida encontrada no meio intersticial, que circula 
pelos vasos sanguíneos em um sistema fechado denominado Sistema 
Circulatório; é composto por propriedades químicas e físicas que tornam as 
células funcionais, também ocorre a formação do plasma sanguíneo por meio da 
ingesta de água e das trocas líquidas entre os outros compartimentos do 
organismo. 
As origens das células do sangue são múltiplas, por exemplo, as 
hemácias, plaquetas e leucócitos granulócitos tem sua origem na medula óssea, 
já os linfócitos e monócitos originam- se no sistema reticuloendotelial, que é 
formado pelos linfonodos e baço, órgãos do sistema hematopoiético. 
O sistema hemolítico-poético mantém os elementos morfológicos do 
sangue em condições normais devido à sua grande extensão e função hemolítica 
ou de destruição das células do sangue. Este sistema é constituído por funções 
diferentes: 
1. Órgãos hematopoiéticos específicos (função formadora dos 
glóbulos): tendo a Medula Óssea como principal órgão, dando origem aos 
eritrócitos, leucócitos granulócitos e aos trombócitos ou plaquetas; e as 
formações linfáticas, originando a produção de linfócitos na circulação. 
2. Sistema Reticuloendotelial ou hemoistioblástico: Este sistema 
origina os monócitos (por meio da função hematopoiética), além de integrar todo 
o organismo, principalmente o fígado e baço, ele exerce função hemolítica 
conservando a capacidade hematopoiética que adquirimos na vida embrionária. 
 
ÓRGÃOS HEMOLÍTICOS - POÉTICOS 
 
 
Medula Óssea 
 
 
É o órgão mais importante do sistema Hematopoiético (elaboração do 
sangue), situada no canal medular dos ossos longos, no tecido esponjoso. Tem 
envolvimento na formação, maturação e libertação dos eritrócitos, granulócitos e 
das plaquetas. Segundo Lima et al. (2001), macroscopicamente a medula se 
distingue em dois tipos fundamentais: a medula vermelha ou fetal, diferenciada 
pela rica vascularização e pela atividade hematopoiética, e a amarela ou 
adiposa, pouca vascularizada e consequentemente inativa, porém torna-se ativa 
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caso seja exigido pelo sistema. 
 
 
MEDULA ÓSSEA 
 
 
 
http://www.cabesp.com.br/.../008-080.jpg 
CONSTITUIÇÃO 
 
 
FONTE: Disponível em: <http://www.ameo.org.br/interna2.php?id=4>. 
Baço 
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http://www.cabesp.com.br/.../008-080.jpg
http://www.ameo.org.br/interna2.php?id=4
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Órgão mais importante do sistema reticuloendotelial pela sua capacidade 
de distensão e contração, devido às cápsulas ricas em fibras conjuntivas 
elásticas e musculares. Destacam-se como funções do órgão a hematopoiética, 
hemocaterética e a função de depósito de sangue. Na função hematopoiética 
incluiu a função erito e leucopoética durante a vida fetal sendo a mais importante. 
Após o nascimento esta função desaparece e o baço atua na regeneração 
sanguínea como órgão linfopoético. 
A função hemocaterética é a atuação do baço na desintegração e 
metabolização das células sanguíneas, tendo como principais elementos os 
eritrócitos e a hemoglobina. A função de depósito de sangue apresenta grande 
importância em determinadas patologias, uma vez que o baço contém um 
acúmulo de eritrócitos, ou seja, uma reserva que é acionada em casos de 
hemorragias intensas, ambientes pobres em oxigênio, etc., entrando na 
circulação periférica e suprindo as necessidades do momento. 
 
BAÇO 
 
 
http://www.webciencia.com/11_01baco.htm 
 
Linfonodos ou Gânglios Linfáticos 
 
 
Fazem parte do sistema linfático. Este sistema é responsável pelo 
transporte da linfa (fluído linfático) para o sistema circulatório, porém, antes 
dessa passagem, cabe aos linfonodos filtrarem essa linfa, que pode ter a 
presença de microrganismos capazes de desenvolver um dano. A linfa chega 
até a circulação sanguínea livre de qualquer invasão. Assim, o sistema linfático 
torna-se um importante componente do sistema imunológico, pois colabora junto 
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http://www.webciencia.com/11_01baco.htm
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com os glóbulos brancos na defesa do organismo contra agentes invasores. 
 
 
GÂNGLIOS LINFÁTICOS 
 
 
http://www.soscorpo.com.br/anatomia/s-imu02.htm 
 
 
CÉLULAS SANGUÍNEAS PERIFÉRICAS 
 
 
Eritrócitos 
 
 
Compreendem as hemácias, têm por principal função o transporte de 
oxigênio para os tecidos e do gás carbônico para os pulmões. A grande parte 
desta troca é realizada pela proteína Hemoglobulina A (HbA), principal 
hemoglobinanos adultos, sendo dois terços sintetizadas nos eritroblastos e o 
restante no reticulócito. A vida média de uma hemácia é de 120 dias, após esse 
período são destruídas no compartimento extravascular pelos macrófagos do 
sistema retículo endotelial. 
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http://www.soscorpo.com.br/anatomia/s-imu02.htm
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ERITRÓCITOS 
 
http://www.msd-brazil.com/.../mm_sec14_154.html>. 
Neutrófilos 
Exercem um papel importante na inflamação, sendo responsáveis pela 
defesa do organismo contra microrganismos. Sua produção ocorre na medula 
óssea em um período de 6 a 10 dias. Parte destes neutrófilos fica armazenada 
na medula como uma “reserva’’ do sistema. Os demais, quando liberados, 
permanecem na circulação por até 12 horas e após encaminham-se para os 
tecidos desempenhando então a função fagocitária. O tempo médio de vida dos 
neutrófilos nos tecidos é de dois a quatro dias, passando este período morrem 
pela sua ação defensiva. 
 
NEUTRÓFILO 
 
http://www.recursos.cnice.mec.es/.../amplianeutro.htm 
 
Eosinófilos 
 
 
Embora o mecanismo não seja muito conhecido, presume-se que tenha 
particularidade com o mecanismo dos neutrófilos. Além de apresentarem como 
função a fagocitose, os eosinófilos têm um papel importante nas alergias e em 
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http://www.msd-brazil.com/.../mm_sec14_154.html
http://www.recursos.cnice.mec.es/.../amplianeutro.htm
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doenças parasitárias. 
 
 
<http://www.fiocruz.br/.../start.htm?infoid=2233&sid=9>. 
 
Basófilos e Mastócitos 
 
 
São células que contém heparina e mediadores farmacológicos nos seus 
grânulos que são liberadas, após um processo alérgeno, à superfície celular por 
meio de receptores. Além dos mastócitos participarem na defesa contra 
microrganismos são responsáveis por alguns sintomas adversos das 
manifestações alérgicas. 
 
http:// www.mundoeducacao.com.br/biologia/leucocitos.htm 
 
 
Monócitos 
São fagócitos ativos que permanecem na circulação de 20 a 40 horas, 
após passam para os tecidos, amadurecendo e desempenhando funções, 
podendo ter uma vida média de meses ou até anos. Os monócitos dividem-se 
em macrófagos fagocitários que tem a principal função de apresentar o antígeno 
para os linfócitos do organismo. 
http://www.estetus.com.br/
http://www.fiocruz.br/.../start.htm?infoid=2233&amp%3Bsid=9
http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/leucocitos.htm
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<http:// www.mundoeducacao.com.br/biologia/leucocitos.htm 
 
 
Linfócitos 
 
 
Os linfócitos auxiliam os fagócitos no processo de defesa do organismo, 
prevenindo infecções e invasão de agentes estranhos. São divididos em dois 
importantes grupos, os linfócitos T, que são produzidos inicialmente no timo e os 
linfócitos B. Os linfócitos T maduros compreendem 65 a 80% dos linfócitos 
circulantes e os linfócitos B 5 a 15%. 
http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/leucocitos.htm 
 
 
 
HEMOGRAMA 
 
 
O hemograma, segundo Failace (2003), é o exame complementar mais 
utilizado em laboratórios de análises clínicas, tanto para fins diagnósticos como 
para controle de algumas doenças de caráter infeccioso, doenças crônicas e 
emergências médicas. O hemograma é o estudo do sangue que avalia cada 
elemento presente na via hematológica, na forma quantitativa, por exemplo, a 
contagem dos leucócitos, como na forma qualitativa, analisando a qualidade 
destes elementos. 
Grotto (2009) descreve que as informações fornecidas pela análise do 
sangue periférico têm como objetivo responder a duas questões principais, se a 
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http://www.mundoeducacao.com.br/biologia/leucocitos.htm
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medula óssea está produzindo número suficiente de células maduras de 
diferentes linhagens e se os processos de proliferação, diferenciação e aquisição 
de funções de cada tipo celular estão se desenvolvendo de maneira adequada 
em todas as linhagens celulares. 
O hemograma consiste em um exame que analisa as variações 
quantitativas e morfológicas dos elementos figurados no sangue, geralmente é 
requisitado pelos médicos para diagnosticar e/ou controlar a evolução de uma 
doença como anemia e infecções de diversos tipos (PATRÍCIA, 2009). Segundo 
Neto (2004), o hemograma consiste em um exame complementar que auxilia no 
diagnóstico de doenças sistêmicas e também permite avaliar as condições gerais 
do paciente; embora sendo inespecífico, o hemograma pode apresentar 
alterações que quando somadas a outros dados clínicos e demais exames 
complementares permite hipóteses diagnósticas sobre patologias e/ou avalia o 
risco para determinados procedimentos cirúrgicos e exames ou administração 
de medicamentos. 
O hemograma, mesmo possuindo um poder diagnóstico limitado nas 
mãos de um clínico conhecedor das funções celulares e das bases 
fisiopatológicas das doenças, torna-se uma ferramenta importante na avaliação 
de diferentes situações, como nos diagnósticos de evolução de doenças 
hematológicas, detecção de quadros infecciosos e no monitoramento terapêutico 
(GROTTO, 2009). 
Geralmente a primeira parte de um hemograma constitui-se da Série 
Vermelha (Eritrograma), sendo expressos principalmente os números de 
hemácias, concentração de hemoglobina e hematócrito; já a segunda parte do 
hemograma é chamada de Série Branca (Leucograma), em que são expressos 
os valores dos glóbulos brancos, avaliação do número de leucócitos e 
diferenciação celular e a última parte do exame é expressa pela quantidade de 
plaquetas. 
Este curso trata-se da assistência na realização dos exames tanto 
laboratoriais como diagnósticos, desta forma, o foco não está centrado na 
interpretação dos resultados e sim na aprendizagem dos cuidados necessários 
para uma adequada assistência na coleta da amostra, buscando um resultado 
que condiz com a realidade do paciente. Mesmo assim, para que se 
compreendam as especificidades dos exames serão citadas as descrições de 
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cada item que engloba o exame, bem como os valores referenciais. 
 
 
ERITROGRAMA 
HEMÁCIAS (ERITRÓCITOS) 
Corresponde à contagem do número de glóbulos vermelhos no sangue 
por mililitro cúbico. O aumento do número de eritrócitos é denominado de 
eritrocitose, enquanto a diminuição do número de eritrócitos é denominada de 
eritropenia, sendo que a primeira relaciona-se à policitemia (aumento da 
espessura do sangue, reduzindo a velocidade de circulação), enquanto a 
segunda relaciona-se à anemia propriamente dita. Valores de Referência para 
pacientes adultos: 4,5 a 6,10 (milhões/mm³). 
 
HEMATÓCRITO (HCT) 
 
 
Em uma amostra de sangue, expressa a porcentagem da massa dos 
eritrócitos, ou seja, o volume da massa das hemácias. Segundo Failace (2003), 
com o avanço tecnológico dos contadores atuais, a centrifugação do Hct tornou- 
se um método não mais utilizado, pois a contagem e a medida do volume dos 
eritrócitos agora são exatas. Porém, na Hemoterapia (emprego terapêutico do 
sangue) o Hct ainda resiste devido à avaliação das alterações volêmicas. 
Valores baixos de Hematócrito podem indicar uma provável anemia e um 
valor alto pode estar relacionado à policitemia (aumenta a espessura do sangue, 
reduzindo a sua velocidade de circulação). Valores de Referência: Hematócrito 
(%): Homens: 47,0 Mulheres: 42,0. 
 
HEMOGLOBINA (HGB) 
A hemoglobina é o dado básico do eritrograma, pois além de ser o 
principal componente dos eritrócitos com a função de transportar o oxigênio do 
sangue para os tecidos, seus níveis abaixo da referência para os adultos 
sugerem anemia. 
Os valores dereferência da Hemoglobina (g/dl) para o homem são de 
15,5 e na mulher 13,6. 
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VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO (VCM) 
O VCM é a relação entre o volume do hematócrito e o número de 
eritrócitos, ou seja, avalia a média do volume das hemácias, sendo que o 
resultado pode trazer tamanho normal (chamadas normocíticas), diminuídas 
(microcíticas) ou aumentadas (macrocíticas), sendo que a anisocitose refere-se 
ao achado de presença de hemácias com volumes diferentes. Segundo Grotto 
(2009), o VCM ainda é o mais utilizado para avaliação das anemias associado a 
alterações morfológicas das hemácias. Valores de Referência na Normocitose: 
Adultos: 81 u³ (80 a 98,0 fl); Crianças até 3 anos: 73 u³; Crianças de 04 a 14 
anos: 73 u³. 
 
 
HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA (HCM) 
A HCM é dada a partir da relação entre o valor da hemoglobina obtida em 
gramas e a contagem dos eritrócitos, pode estar elevada na presença da 
macrocitose ou diminuída na presença de hemácias microcíticas. Valores de 
Referência para paciente Adulto: 27,0 a 34,0 pg. 
 
CONCENTRAÇÃO DE HEMOGLOBINA CORPUSCULAR MÉDIA 
(CHCM) 
A CHCM é calculada por meio da relação entre a hemoglobina obtida em 
gramas e o volume globular. Refere-se à avaliação da hemoglobina encontrada 
em 100 ml de hemácias; indica o grau de saturação de hemoglobina encontrada 
nos eritrócitos. Quando esta saturação é normal o resultado são hemácias 
normocrômicas, quando está diminuída, hemácias hipocrômicas, e quando está 
elevada, hemácias hipercrômicas. Valores de Referência para paciente Adulto: 
31,0 a 35,0 g/dl 
 
RDW (RED CELL DISTRIBUITION WIDTH) 
Medida quantitativa da anisocitose, realizado por meio do histograma de 
distribuição das hemácias de acordo com o volume das células. Seus valores 
são obtidos em percentagem, sendo que os índices de normalidade encontram- 
se entre 11% e 16%; uma das principais utilidades é a diferenciação entre a 
anemia ferropriva e a betatalassemia heterozigótica; o índice de anisocitose se 
altera rapidamente na deficiência do ferro, mais rápido do que nos parâmetros 
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de VCM e diminuição de albumina. 
 
 
LEUCOGRAMA 
A análise da série branca no hemograma tem como principal objetivo 
fornecer os valores globais e diferenciais de leucócitos, bem como suas 
alterações qualitativas e quantitativas. Vale lembrar que os leucócitos (glóbulos 
brancos) são os responsáveis pelo sistema de defesa do organismo e se 
encontram aumentados principalmente em processos infecciosos bacterianos e 
parasitários, em algumas doenças autoimunes, destruição tecidual por doenças 
degenerativas e diminuídas em casos de infecção viral (NETO, 2004). 
Os principais tipos de leucócitos são: os neutrófilos, linfócitos, monócitos, 
eosinófilos e basófilos. Quando é solicitado um hemograma completo a 
diferenciação dos leucócitos é feita além do valor global. Estes valores em 
separado servem de base para o clínico identificar processos patológicos mais 
específicos diante do aumento ou diminuição de cada leucócito. 
LEUCÓCITOS 
 
 
Refere-se à contagem global dos glóbulos brancos, na maioria das vezes 
encontra-se aumentado (leucocitose) em processos infecciosos agudos ou 
crônicos, reações alérgicas, leucemias, etc. Valores de Referência em Adulto: 
3.100 a 11.000 mm³. A diferenciação do tipo de leucócito é feita por meio dos 
itens abaixo apresentados. 
 
MONÓCITOS 
 
 
São células que se caracterizam por se movimentarem durante alguns 
dias na circulação sanguínea e depois a deixam, fixando-se nos tecidos, 
adquirindo aspecto de macrófagos. Tem como principal função a fagocitose e 
defesa do organismo. Apresentam-se em grande número nos processos 
infecciosos crônicos ou em fase final das infecções. Valores de Referência em 
Adulto: 2 a 10 % e 72 a 1.100/mm³. 
 
LINFÓCITOS 
Os linfócitos estão presentes de 20 a 30% na circulação, a maioria 
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apresenta morfologia típica, por isso a denominação de linfócitos típicos. Quando 
apresentam tamanho maior, com núcleo pouco menos maduro e granulações 
citoplasmáticas, recebem o nome de linfócitos atípicos ou linfócitos leucocitoides. 
Denomina-se de linfocitose quando existe o aumento do número de linfócitos e 
linfopenia quando há carência do número de linfócitos, sendo que nesta última 
situação o indivíduo está com sua imunidade prejudicada. Valores de Referência 
em Adulto: 20 a 50% e 720 a 5.500 mm³. Não é considerado um hemograma 
normal a indicação de existência de Linfócitos Atípicos. 
 
EOSINÓFILOS 
Os eosinófilos correspondem a cerca de 2 a 4% dos leucócitos dos 
esfregaços. Apresentam-se aumentados (eosinofilia) em processos infecciosos 
(parasitas), doenças imunológicas e reações alérgicas ou de hipersensibilidade. 
Valores de Referência em Adulto: 1 a 7% e 36 a 770/mm³. 
BASÓFILOS 
 
 
Os basófilos são células raras, correspondem a cerca de 0 a 1%. O 
aumento dos basófilos (basofilia) ocorre principalmente em processos 
infecciosos e imunológicos. Valores de Referência em Adulto: 0 a 3 % e 0 a 
330/mm³. 
 
NEUTRÓFILOS SEGMENTADOS 
 
 
São os leucócitos mais numerosos, cerca de 60 a 65%, se apresentam 
como células diferenciadas, com seus núcleos em forma segmentada, por isso 
a denominação de neutrófilos segmentados. Cerca de 2 a 5% das células têm 
núcleo não segmentado, como bastão, por este motivo são denominados 
bastonetes. Têm a função de realizar a fagocitose e encontram-se aumentados 
(neutrofilia) nos processos infecciosos e inflamatórios e valores diminuídos 
indicam a neutropenia. Valores de Referência em Adulto (Segmentados): 40 a 
65% e 1.440 a 7.150/mm³. Valores de Referência em Adulto (Bastões): 1 a 5% 
e 36 a 550/mm³. 
É normal na corrente circulatória encontrar células maduras, entretanto, 
quando há presença de células jovens, sejam de eritrócitos ou leucócitos, 
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significa que existe juntamente um processo agudo acontecendo. Na presença 
de leucócitos jovens circulantes (mielócitos, pró- mielócitos, metamielócitos) há 
uma infecção aguda ou enfermidades que acometem a medula óssea. Desta 
forma, quando temos células jovens circulantes em número acima da referência 
denomina-se desvio à esquerda e na presença de células maduras, desvio à 
direita (NETO, 2004). 
 
SÉRIE PLAQUETÁRIA 
 
 
As plaquetas ou trombócitos constitui-se em elementos sanguíneos 
circulantes que provêm do citoplasma megacariócito (VERRASTRO, 1998). São 
formadas no sistema hematopoiético da medula óssea e a principal função é a 
participação fundamental na fase inicial do processo fisiológico de hemostasia. 
A hemostasia conceitua-se como um fenômeno fisiológico que procura 
manter o sangue no interior dos vasos e impedir a sua saída para tecidos 
vizinhos. Ao contrário do que muitos pensam este mecanismo não é composto 
apenas por coágulos e, sim, por fatores como plaquetários, coagulantes, 
vasculares, fibrinolíticos, anticoagulantes, etc. 
Desta forma as plaquetas promovem a agregação das células e a adesão 
delas com as células endoteliais que se encontram próximas da lesão. Neste 
mecanismo da hemostasia as plaquetas funcionam como tampões e 
desencadeiam a coagulação sanguínea. 
FIGURA PAREDE VASCULAR ROMPIDA 
 
http://www.brasilescola.com/biologia/plaquetas.htm 
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http://www.brasilescola.com/biologia/plaquetas.htm
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As plaquetas são observadas de acordo com a quantidade e o seu 
tamanho, o número considerado normal é de 150.000 a 400.000 por microlitro 
de sangue, já o tamanho de umaplaquetavaria entre um a quatro micrometros 
(VERRASTRO, 1998). Pessoas que apresentam número de plaquetas dentro 
dos valores normais, com a ausência de grânulos, têm sangramentos devido à 
dificuldade da agregação plaquetária, assim como o valor das plaquetas 
diminuído induzem ao sangramento. 
A principal causa da plaquetopenia ou trombocitopenia (diminuição do 
número de plaquetas), segundo o autor, é a produção insuficiente das mesmas, 
podendo ser vista em infiltrações leucêmicas na medula óssea, na aplasia de 
medula, uso de alguns medicamentos, produtos químicos e infecções virais. A 
destruição aumentada das plaquetas também pode desencadear a 
plaquetopenia, esta condição pode ser vista em situações imunológicas por auto 
e aloanticorpos, na púrpura trombocitopênica autoimune e na esplenomegalia. 
E, por último, o consumo exagerado de plaquetas como em coagulações 
intravasculares disseminadas e na púrpura trombocitopênica trombótica também 
podem gerar a plaquetopenia. O aumento do número de plaquetas é 
denominado plaquetose e pode ocorrer na anemia ferropriva, nas hemorragias 
agudas, inflamações, infecções crônicas, anemias hemolíticas e leucemias. 
 
ASSISTÊNCIA NA COLETA DO HEMOGRAMA 
 
 
Considerando as fases que envolvem o processo da análise de material 
biológico é possível englobar a assistência na coleta do hemograma como: 
 Encaminhamento do exame solicitado pelo médico ao laboratório 
responsável pela coleta, quando o paciente está internado; instrução ao paciente 
do local da coleta nos casos de pacientes ambulatoriais; instrução da 
possibilidade de coleta domiciliar indicando serviço de referência ou o próprio 
laboratório.
 Preenchimento do Cadastro do Paciente: por intermédio do 
documento do paciente realizar o cadastro do mesmo para o registro da coleta 
e/ou em casos de urgência e pacientes internados buscar dados no prontuário 
do paciente.
 Instrução quanto ao preparo do exame: cabe à enfermagem realizar
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a instrução do jejum conforme a solicitação do exame. Segundo a SBPC/ML 
(2009) o jejum habitual para o exame de sangue de rotina é de 8 horas, podendo 
ser reduzido a 4 horas na maioria dos exames e em situações especiais 
(pacientes de baixa idade) pode ser de uma ou duas horas apenas. Importante 
salientar que a ingestão de água para a hidratação da pessoa não interfere no 
jejum para coleta de exames, exceto uma ingestão elevada pode alterar a 
realização do exame de urina. A maioria da bibliografia estudada supõe que para 
a realização do hemograma não há necessidade de jejum, o que ocorre na 
maioria das vezes é que junto à realização do hemograma existem requisições 
de outras análises da amostra de sangue, desta forma a instrução é de 
realização do jejum específico para cada exame. 
 Coleta de Sangue: O hemograma é um exame que tem como 
material principal o sangue periférico, isso quer dizer que é analisado o sangue 
periférico do paciente após a coleta para então obter-se os resultados. São 
preconizados inúmeros cuidados na coleta do sangue, estes devem ser seguidos 
em qualquer coleta de sangue periférico, não somente para realização do 
hemograma, mas demais análises que sejam requisitadas pelo médico 
assistente do paciente.
Segundo Failace (2003), a coleta de sangue para o hemograma pode ser 
realizada a qualquer hora, porém deve-se evitar após refeições ricas em gordura 
e após exercícios físicos de grande intensidade, sendo que estes podem 
interferir significativamente no resultado, aumentando o número de glóbulos 
brancos por volume de sangue circulante, ou seja, a leucocitose. 
Para Lima et al. (2001), a punção deve ser rápida, assim como o manuseio 
do garrote, pois este pode modificar a distribuição de alguns constituintes do 
sangue. A instrução do paciente para abrir e fechar a mão momento antes da 
coleta para tornar a veia mais túrgida não é aconselhável, pois pode aumentar 
em 2mEq na dosagem do potássio. 
Segundo Failace, (2003) após a coleta o sangue é transferido da seringa 
para um tubo de ensaio rotulado com o nome do paciente e com tampa contendo 
de um a dois mg de EDTA (Ácido etilenodiamino-tetracético) anticoagulante para 
hematologia e em seguida encaminhado imediatamente para o laboratório para 
que não haja coagulação incipiente ou total da amostra. 
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COLETA DE SANGUE VENOSO 
 
 
Como a maioria dos exames laboratoriais possui como amostra o sangue, 
abaixo serão descritas as técnicas para a correta coleta do sangue observando 
todos os itens que incluem um adequado procedimento realizado pelo técnico de 
enfermagem capacitado para tal. A técnica de coleta de sangue descrita por 
Motta (2008) instrui: 
 Material Necessário: 1 par de luvas de procedimento, 1 scalp nº 21 
ou 23, ou agulha 30x06 ou 30x07, uma seringa de 10 ml, 1 garrote, 2 bolas de 
algodão, 5 ml de álcool a 70% e tubos para a coleta de acordo com o pedido do 
exame.
 Procedimento: orientar o paciente sobre a coleta, identificar o tubo 
de coleta (nome, data, hora e RG), realizar a antissepsia do local da punção após 
a palpação, colher o material, colocar nos tubos previamente identificados, 
encaminhar junto com o pedido ao laboratório. OBS: os tubos de coleta devem 
vir identificados pelo laboratório quanto ao conteúdo, como por exemplo, tubos 
cinzas: glicemia.
 
A Recomendação sobre a Coleta de Sangue Venoso pela SBPC/ML 
(2009) descreve: 
 
 
1. Etapas que o profissional deve seguir na coleta de sangue 
venoso: verificação da solicitação médica e cadastro do pedido; apresentação 
ao paciente; explicação ao paciente ou ao familiar quanto ao procedimento que 
será realizado obtendo o consentimento; realização da assepsia das mãos entre 
os atendimentos dos pacientes; realização da identificação dos pacientes: 
conscientes (por meio da comparação dos dados pessoais com os dados do 
pedido do exame), inconscientes, muito jovens ou que não falam a língua do 
flebotomista (confirmação de dados com o acompanhante ou equipe de 
enfermagem, registrando o nome da pessoa que forneceu as informações, 
comparar os dados com os que constam no pedido). 
OBS: as dúvidas referentes à identificação do paciente devem ser 
resolvidas antes da coleta. Pacientes semiconscientes, comatosos ou dormindo 
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(o paciente deverá ser despertado antes da coleta, em pacientes internados, se 
não for possível identificá-lo entrar em contato com o enfermeiro ou médico 
assistente, nos pacientes em coma, deve-se ter cuidado adicional na prevenção 
de movimentos bruscos ou vibrações quando a agulha estiver sendo 
introduzida), pacientes não identificados em sala de emergência (utilizar 
identificação provisória enquanto não se estabelece a definitiva); verificação do 
cumprimento do preparo e jejum do exame e questionamento sobre eventual 
alergia ao látex. 
2. Local para punção venosa: o local de preferência para a coleta do 
sangue é a fossa anticubital; mesmo sendo possível a coleta de sangue em 
qualquer veia dos membros superiores as mais utilizadas são as veias cubital 
mediana e cefálica, sendo a cefálica mais propensa a hematoma e dolorosa para 
punção. Em pacientes que possuem acesso venoso difícil nesta região é 
recomendada a punção no dorso da mão, e não recomendado puncionar as veias 
na parte inferior do punho; punções em região de membros inferiores só podem ser 
realizadas mediante a autorização médica.De preferência não coletar sangue de 
membro que está recebendo terapias endovenosas; evitar áreas de cicatrizes de 
queimaduras; somente puncionar o mesmo membro pós-mastectomia após autorização 
médica; evitar coleta em locais onde há o hematoma devido a propensãode alteração 
no resultado do exame e, nos casos em que não há outra veia disponível, puncionar 
distalmente ao hematoma; a coleta de sangue em fístulas arteriovenosas, enxertos ou 
cânulas vasculares só pode ser feita mediante a autorização médica; é recomendado 
evitar a coleta em veias trombosadas. 
 
REDE VENOSA DORSAL DA MÃO 
 
 
http://www.wmda.mobi/pt/Rede_venosa_dorsal_da_mão 
http://www.estetus.com.br/
http://www.wmda.mobi/pt/Rede_venosa_dorsal_da_m%C3%A3o
Interpretação de exames laboratoriais 
30 
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3. Localização da Veia: a identificação da veia a ser 
puncionada para coleta pode ser feita por meio da observação de uma veia 
calibrosa; da orientação ao paciente para baixar o braço e abrir e fechar a mão; 
da realização da massagem suave no membro superior do paciente na direção 
do punho para o cotovelo, na palpação da veia com o dedo indicador (evitando 
realizar palpação com o dedo polegar), na fixação da veia com os dedos nos 
casos de flacidez e na utilização do transluminador. 
Está contraindicada a batida com os dedos sobre a veia do paciente para 
localização, já que este procedimento provoca hemólise e consequente 
alteração do resultado do exame. Na identificação da veia pode-se utilizar o 
torniquete, solicitando ao paciente que abre e feche a mão, entretanto, aguardar 
dois minutos após a retirada do torniquete para a realização da coleta. 
 
Procedimento: 
 Verificar se o material está completo para a realização do 
procedimento
 Abrir o material para coleta na frente do paciente
 Lavar as mãos
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Interpretação de exames laboratoriais 
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ASSEPSIA DAS MÃOS 
 
 
http://www.sissaude.com.br/sissaude/userfiles/maos.jpg 
 
 
 Calçar as luvas de procedimento: tendo o cuidado para que 
as mesmas não sejam rasgadas; devem ser trocadas a cada coleta, e nos casos 
de pacientes alérgicos ao látex ou mesmo quando o funcionário for alérgico 
substituir o uso por luvas de outro material;
 Posicionar o paciente corretamente: o paciente pode estar 
sentado para a realização da coleta do sangue, sendo importante que a poltrona 
tenha encosto e descanso para os membros superiores, a posição correta do 
braço do paciente sentado para a punção é sobre o descanso da cadeira, 
inclinada para baixo e estendida, sendo que o cotovelo não pode estar dobrado; 
em pacientes deitados no leito o uso de um travesseiro debaixo do braço pode 
ser necessário para chegar à posição correta, com braço inclinado para baixo e 
estendido;
 
CADEIRA DE COLETA DE SANGUE 
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http://www.sissaude.com.br/sissaude/userfiles/maos.jpg
Interpretação de exames laboratoriais 
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http://www.vallitech.com.br/.../extra1.jpg 
 
 
 Realizar a assepsia do local da veia: a recomendação é que 
a assepsia seja realizada com álcool isopropílico 70% ou álcool etílico, iodeto de 
povidona 1 a 10% ou gluconato de Clorexidina para hemocultura; substâncias 
de limpeza não alcoólicas, como Clorexidina e sabão neutro. Quando houver a 
solicitação de dosagem de álcool no sangue utilizar uma substância livre de 
álcool para realizar a assepsia, que deve ser feita com movimento circular do 
centro para fora, com a utilização do antisséptico e uma gaze, deixando secar 
por 30 segundos (evita hemólise e reduz sensação de ardência na punção); após 
a assepsia não abanar, nem soprar e não tocar mais no local, a cada nova 
palpação realizar novamente a assepsia.
 Colocar o torniquete com o braço voltado para cima. A 
recomendação é de que o torniquete seja posicionado de 7,5 a 10 cm acima do 
local escolhido para punção; que o material seja preferencialmente livre de látex 
(principalmente nos casos dos pacientes que possuem alergia ao látex), evitando 
o uso de torniquetes feitos de tecidos emborrachados com fechamento por 
grampos ou fivelas, sendo que o torniquete deve ser substituído em casos de 
contaminação.
O uso do torniquete não deve exceder a um minuto, visto que o maior 
tempo pode ter como consequência a mensuração de valores incorretos na 
análise do exame. Em pacientes com lesão no local pretendido para colocação 
do torniquete, utilizar outro local ou pôr o torniquete sobre a roupa do paciente. 
http://www.estetus.com.br/
http://www.vallitech.com.br/.../extra1.jpg
Interpretação de exames laboratoriais 
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Ao garrotear o paciente não apertar excessivamente para evitar a interrupção do 
pulso arterial, os pulsos devem estar palpáveis após o garroteamento. A 
utilização do torniquete não está recomendada na coleta de sangue para análise 
de testes de lactato ou cálcio, pois pode haver interferência no resultado. 
 Coleta de sangue a vácuo: constitui-se em um sistema de 
coleta de sangue fechado que proporciona maior segurança ao profissional que 
realiza a coleta, pois o mesmo não entra em contato com o sangue coletado e 
ao resultado do exame, já que diminuindo a manipulação o risco de alterar o 
resultado do exame também diminui. Este tipo de coleta é o mais recomendado. 
Ao puncionar a veia do paciente o sangue flui continuamente para o tubo de 
coleta a vácuo, sendo que o tubo já está preparado para o recebimento da 
quantidade específica de sangue e com os anticoagulantes necessários.
 
COLETA DE SANGUE A VÁCUO 
 
http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/vene4.htm 
 
Nas coletas de sangue a vácuo o bisel da agulha deve estar voltado para 
cima, perfurando a veia com a agulha em ângulo de 30º ou menos, impedindo 
com isso que o sangue se choque na parede do bisel e faça hemólise e evitando 
o refluxo do tubo para a veia. Introduzir mais ou menos um centímetro da agulha 
na veia do paciente. Após a penetração da agulha de coleta múltipla de sangue 
inserir o primeiro tubo a vácuo, no momento em que o sangue começar a fluir 
para dentro do tubo, retirar o garrote do paciente e solicitar para que o mesmo 
abra a mão; realizar a troca dos tubos conforme a solicitação dos exames, sendo 
que após a retirada de cada tubo de coleta com sangue realizar imediatamente 
a homegeinização pela inversão 5 a 10 vezes. Após a coleta de sangue no último 
tubo, retirar a agulha e descartá-la conforme normas de descarte de 
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http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/vene4.htm
Interpretação de exames laboratoriais 
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perfurocortantes. 
 
 
 Coleta de sangue com seringa e agulha: ainda é largamente utilizada 
principalmente pela disponibilidade do material, entretanto traz riscos na 
manipulação do sangue pelo profissional, já que após a coleta o sangue deve 
ser transferido para o tubo de coleta; é considerado um sistema aberto para 
coleta de sangue. É necessário que o profissional obedeça as normas de 
descartes com materiais perfurocortantes. Institui-se que as seringas e agulhas 
utilizadas possuam um dispositivo de segurança (NR32) e para coleta de sangue 
adicionalmente um dispositivo de transferência, o que torna desnecessário a 
abertura do tubo de coleta já que com o dispositivo o sangue é transferido 
diretamente da seringa para o tubo.
COLETA DE SANGUE COM SERINGA E AGULHA 
 
http://www.bd.com/scripts/resource.aspx?IDX=3209 
 
Nas coletas de sangue com agulha e seringa o bisel da agulha deve estar 
voltado para cima, perfurando a veia com a agulha em ângulo de 30º ou menos, 
introduzir a agulha mais ou menos um centímetro na veia do paciente. Após a 
punção no momento em que o sangue começar a fluir para a seringa, retirar o 
garrote do paciente. Aspirar o sangue conforme a quantidade descrita nas 
etiquetas dos tubos. Retirar a agulha da veia do paciente e, nas seringas com 
dispositivo de segurança, ativá-lo. 
Conectar a seringa ao dispositivo de transferência da amostra e introduzir 
os tubos a vácuo aguardando fluir o sangue e realizando as trocas dostubos 
http://www.estetus.com.br/
http://www.bd.com/scripts/resource.aspx?IDX=3209
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conforme a necessidade. Homogeneizar o conteúdo dos tubos imediatamente 
após a coleta de 5 a 10 vezes pela inversão. Descartar o dispositivo de 
transferência e a seringa. Na coleta de sangue venoso com seringa e agulha 
realizar sempre a verificação se a agulha e seringa estão bem adaptadas para 
evitar a formação de espuma; não puxar o êmbolo com muita força. 
Após a coleta com seringa e agulha descartar a agulha e passar o sangue 
para o tubo de coleta, tendo o cuidado para não encostar a seringa nos 
anticoagulantes, deslizando o sangue na parede do tubo cuidadosamente. Não 
é recomendado espetar a agulha nas borrachas dos tubos para transferência do 
sangue, pois a pressão positiva pode ocasionar a hemólise e quebra do 
equipamento. 
 Coleta de sangue em cateter de infusão: não é recomendada a 
coleta de sangue em cateteres de infusão pela probabilidade de erro no resultado 
do exame, entretanto, quando não há alternativa é necessário que o profissional 
que realiza a coleta mantenha os seguintes cuidados: comunicar ao médico 
assistente do paciente a forma com que a coleta será realizada, notificar ao 
laboratório que a coleta foi feita a partir do cateter de infusão, registrando qual a 
substância que o paciente está recebendo no referido cateter, desprezar uma 
quantidade de amostra antes de colocá-la no tubo de coleta. Geralmente o 
volume a ser desprezado equivale a duas vezes o volume do espaço morto do 
cateter (nos casos de cateteres preservados com heparina é necessário 
desprezar 5,0 ml de sangue antes ou seis vezes o volume do cateter). No 
momento da coleta ter certeza de que o fluxo de infusão está parado, fazer 
assepsia rigorosa do cateter, lavá-lo com solução salina isotônica conforme o 
volume do mesmo, desprezar os primeiros 5 ml de sangue (aspirando com 
seringa), conectar a seringa ou adaptador de coleta a vácuo no cateter e proceder 
à coleta, ao término, retirá-los e realizar a assepsia do cateter. O profissional habilitado 
deve reiniciar a infusão; registrar o local onde a coleta foi feita.
 Outras considerações sobre coleta de sangue: as fístulas 
arteriovenosas não devem ser utilizadas para coleta de sangue e o membro que 
possui a fístula deve ser preservado. Quando o paciente não possui acesso 
venoso é necessário que esteja disponível a coleta de sangue capilar. Nos casos 
de pacientes recebendo transfusão de sangue não é recomendada a coleta no 
braço que recebeu o sangue, devido à probabilidade de erro na análise da
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amostra. 
 Pós-Coleta: imediatamente após as coletas de sangue 
homogeneizar o sangue no tubo de coleta de 5 a 10 vezes, conforme a indicação 
do fabricante, por meio da inversão (uma inversão equivale a virar o tubo todo 
para baixo e após retornar à posição inicial), não chacoalhar o tubo. Não deixar 
o sangue em contato direto com o gelo quando a amostra exige refrigeração. 
Evitar sempre a transferência de um tubo para outro.
Em ambos os casos, tanto na coleta de sangue a vácuo como na coleta 
com seringa e agulha, após a retirada da agulha da veia realizar compressão 
com algodão ou gaze seca por um a dois minutos e realizar curativo oclusivo no 
local da punção; orientar ao paciente que não dobre o braço, não carregue peso 
ou bolsa no braço que foi puncionado por pelo menos uma hora e não manter a 
manga da roupa dobrada. Certificar-se das condições do paciente para 
locomover-se sozinho e entregar comprovante para retirada do resultado. 
Colocar as amostras em local conforme a rotina ou encaminhá-las para 
processamento imediato. 
Como foi descrito anteriormente, a principal amostra para realização de 
exames laboratoriais é o sangue. Contudo, após a coleta do sangue e 
dependendo da requisição do solicitante a amostra pode ser analisada mediante 
o sangue total, o plasma ou o soro. Segundo a SBPC/ML (2009), para obtenção 
do soro para análise é necessário que após a coleta o sangue colhido seja 
colocado em tubo de coleta sem anticoagulante e deixado coagular em 
temperatura ambiente num período de 30 a 60 minutos. Nos casos em que o 
tubo contenha gel separador com ativador de coagulação a espera vai de 30 a 
45 minutos, sendo que após este período a amostra é centrifugada e há a 
separação do soro (parte líquida) para análise. 
No caso do hemograma, a amostra para análise é do sangue total e o 
tubo deve conter anticoagulante EDTA. Para dosagem de glicose utiliza-se o 
plasma no tubo de coleta, além do que ao EDTA estará acrescido o fluoreto de 
sódio. O profissional que realiza a coleta do sangue deve estar atento para os 
tubos de coleta que estão identificados e são específicos para cada análise 
requerida, contendo inclusive a quantidade específica de sangue a ser coletado. 
Os tubos de coleta de sangue possuem em sua extremidade uma tampa 
diferenciada pelas cores, estas cores indicam qual o anticoagulante que está 
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dentro do tubo e se há anticoagulante. Na coleta, quando o profissional verifica 
a requisição, já deve estar ciente dos tubos que deverá utilizar para a colocação 
da amostra (sangue). A tabela abaixo exemplifica esta questão: 
 
TABELA – CORES DOS TUBOS PARA COLOCAÇÃO DAS AMOSTRAS 
DE SANGUE 
 
 
Cor da Tampa Anticoagulante Exemplos de Uso 
Vermelha Nenhum Exames que requerem soro. Ex: 
(bioquímica e sorologia). 
Lilás EDTA Hematologia e Tipagem sanguínea. 
Azul-Claro Citrato de Sódio Exames de coagulação (TAP, TTPa, 
Fibrinogênio) 
Cinza Fluoreto de Sódio Glicose (impede a glicólise) 
Verde Heparina Alguns exames especiais. 
<http://www.professoraangela.kit.net/tubosdecoletaeanticoagulantes.htm>. 
 
 
Além das cores das tampas dos frascos de coleta a vácuo citadas na 
tabela acima e as respectivas substâncias em seu interior existem os tubos com 
tampa preta, que contêm citrato trissódico, utilizados para coleta e transporte de 
sangue venoso para testes de hemossedimentação (VHS). Os tubos com tampa 
amarela com solução de ácido citrato dextrose (ACD), utilizados para teste de 
tipagem sanguínea ou preservação celular, tubos com tampa rosa para provas 
de compatibilidade cruzada em duas versões, com ativador de coágulo (com 
soro) ou com EDAT (sangue total) e tubo com tampa royal em três versões (sem 
aditivo, com heparina ou ativador de coágulo), utilizados para testar traços de 
elementos metálicos. 
Outra questão importante que deve ser observada pelo profissional que 
realiza a coleta é a sequência de uso dos tubos de coleta nos casos de coleta 
de sangue a vácuo. Como este sistema de coleta de sangue é fechado, após a 
realização da punção o sangue vai fluindo para dentro dos tubos e o profissional 
deverá realizar as trocas dos tubos de coleta conforme a solicitação dos exames, 
observando qual será o tubo adequado segundo a presença do anticoagulante. 
http://www.estetus.com.br/
http://www.professoraangela.kit.net/tubosdecoletaeanticoagulantes.htm
Interpretação de exames laboratoriais 
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Diante disso a SBPC/ML (2009) instrui a seguinte sequência para coleta 
de sangue com tubos plásticos: 
1. Frasco para Hemocultura; 
2. Tubos com Citrato (tampa azul-claro); 
3. Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador 
(tampa vermelha ou amarela); 
4. Tubos com Heparina com ou sem Gel Separador de Plasma (tampa 
verde); 
5. Tubos de EDTA (tampa roxa); 
6. Tubos com Fluoreto (tampa cinza). 
 
 
 
Além da sequência citada acima, a SBPC/ML (2009) instrui que na coleta 
com escalpe em que o primeiro tubo for o de citrato (tampa azul claro) ou de 
demais tubos menores com volumes de aspiração,é importante que se tenha 
um tubo de descarte, uma vez que é necessário desprezar o sangue que vem 
do espaço do escalpe, assegurando assim a proporção correta de sangue que 
irá para o tubo de coleta. 
 
TUBOS DE COLETA DE SANGUE 
 
http://www.magraemergente.com/.../exame-de-sangue.jpg 
 
Ainda sobre a técnica de coleta do sangue no paciente, convêm enfatizar 
a coleta de sangue capilar utilizada principalmente nos casos de pacientes com 
http://www.estetus.com.br/
http://www.magraemergente.com/.../exame-de-sangue.jpg
Interpretação de exames laboratoriais 
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difícil acesso venoso e/ou sem condições de acesso por punção venosa, 
pacientes extremamente obesos, pacientes queimados, com disposição à 
trombose e principalmente em pediatria, pois a punção venosa em crianças pode 
ser difícil e em prematuros resultar em anemia. 
A coleta de sangue capilar ou transcutânea é realizada pelo uso de uma 
lanceta específica para este fim, devendo ser desconsiderado o uso de agulhas 
para esta técnica uma vez que os locais anatômicos indicados estão próximos a 
ossos. O sangue oriundo da coleta capilar é uma mistura entre sangue venoso 
e arterial, sendo o arterial de maior proporção. 
A coleta de sangue capilar em prematuros e/ou crianças internadas em 
UTI neonatal é uma opção que deve ser avaliada junto à equipe médica pelo 
risco X benefício, já que em determinadas situações a punção capilar no 
calcâneo de crianças nestas condições pode estar associada ao aumento do 
risco de infecção. 
É necessário que o técnico que realize este tipo de coleta tenha 
conhecimento frente aos locais anatômicos indicados, bem como a realização 
do procedimento. Além das lancetas utilizadas para a coleta da amostra (sangue) 
existem os tubos capilares e demais recipientes onde são colocados o sangue 
coletado. É importante ter conhecimento dos locais de armazenamento da 
amostra conforme o material e rotinas preconizadas pelo laboratório. 
 
TUBO DE COLETA CAPILAR DE SANGUE 
<www.gbo.com/MC.system.standing.gif 
 
Técnica da coleta de sangue capilar baseada no Programa de Educação 
Continuada do Labtest – Divulgada nos Informativos Técnicos: 
http://www.estetus.com.br/
http://www.gbo.com/MC.system.standing.gif
Interpretação de exames laboratoriais 
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 Verificar a requisição e identificar o paciente;
 Averiguar as restrições de dieta;
 Lavar as mãos e colocar as luvas de procedimento;
 Escolher o material para coleta (conforme rotina estipulada pelo 
laboratório). Aquecer o local da punção (o aquecimento do local a ser 
puncionado deve ser feito com a colocação de toalhas úmidas pré-aquecidas em 
temperatura de 42°C, não mais que isso, para evitar queimaduras no paciente, 
deixar as toalhas no local a ser puncionado cerca de três a cinco minutos);
 Realizar assepsia do local da punção com isopropanol 70%;
 Dispor a lanceta para punção;
 Puncionar a pele do paciente (em adultos e em crianças maiores de 
um ano de idade utiliza-se as extremidades dos dedos médio ou anular e em 
crianças menores de um ano utiliza-se a superfície plantar lateral ou medial do 
calcanhar), após a punção a primeira gota de sangue deve ser limpa com gaze 
seca e o próximo sangue colocado em recipiente adequado (conforme a rotina 
do laboratório de equipamentos utilizados);
 Ao término da coleta, pressionar o local da punção com algodão ou 
gaze e elevar o local puncionado acima do nível do coração interrompendo o 
sangramento, identificar os recipientes conforme a rotina do laboratório, retirar 
as luvas e lavar as mãos, transportar amostras conforme rotina do laboratório.
 
PUNÇÃO PLANTAR 
 
 
http://www.labtest.com.br/download.php?a=2353 
http://www.estetus.com.br/
http://www.labtest.com.br/download.php?a=2353
Interpretação de exames laboratoriais 
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Considerações importantes sobre a coleta de sangue capilar, conforme 
documento elaborado pelo Programa de Educação Continuada do Labtest e 
divulgado em Informativo Técnico: 
 É necessário atentar para os locais x idade onde não é indicada 
a realização da coleta capilar de sangue. São eles: área central do calcanhar, 
dedos de crianças menores de um ano de idade, locais edemaciados ou 
previamente puncionados, dedos de um mesmo lado de uma mastectomia.
 Nas crianças menores de um ano a realização da punção capilar 
é contraindicada na curvatura posterior do calcanhar, área central do pé, falange 
distal dos dedos e lóbulos das orelhas.
 
TESTE DO PEZINHO 
 
 
Além das coletas de rotina para pediatria, a coleta de sangue por meio da 
punção capilar é realizada amplamente no denominado Teste do Pezinho. A 
realização do Teste do Pezinho faz parte da chamada Triagem Neonatal, uma 
ação preventiva desenvolvida pelo Ministério da Saúde que possui como 
principal objetivo a detecção precoce de doenças que possam afetar o 
crescimento e desenvolvimento da criança. 
Em 2001 foi publicada a Portaria GM/MS nº 822, que criou o Programa 
Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), com isso o Teste do Pezinho se tornou 
um direito de toda a criança nascida em território brasileiro, sendo que todos os 
estados brasileiros contam com pelo menos um serviço de referência em 
Triagem Neonatal e vários postos de coleta. 
Entretanto, para que o objetivo da realização do Teste do Pezinho seja 
realmente alcançado é necessário que a gestante seja orientada quanto à 
importância de encaminhar a criança após o nascimento ao posto de coleta e/ou 
laboratório, uma vez que o período que o teste é realizado determina a eficácia 
do resultado. 
As doenças investigadas pelo PNTN por intermédio do Teste do Pezinho 
são: Fenilcetonúria, Hipotireoidismo Congênito, Anemia Falciforme e Fibrose 
Cística. Além destas, os laboratórios particulares podem ampliar a investigação 
conforme a requisição do pediatra. Segundo o Manual de Normas Técnicas e 
Rotinas Operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério 
http://www.estetus.com.br/
Interpretação de exames laboratoriais 
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da Saúde (2002), serão citados abaixo alguns dos cuidados que envolvem a 
coleta de amostra para a realização do Teste do Pezinho: 
 Quem realiza a coleta: profissional de enfermagem devidamente 
treinado para realização do Teste do Pezinho, conforme fragmento do item 3.13 
do Manual acima citado:
O profissional designado como responsável pela coleta em cada posto é 
a pessoa que será acionada pelo SRTN toda vez que o contato com a família se 
fizer necessário. Geralmente é um profissional de enfermagem (enfermeiro, 
técnico de enfermagem ou auxiliar de enfermagem), cuja atividade é 
regulamentada por legislação específica e no Posto de Coleta tem a 
responsabilidade de: 
• Orientar os pais da criança a respeito do procedimento que irá ser 
executado, assim como a finalidade do teste; 
• Fazer a coleta e/ou orientar a equipe de coleta; 
• Manter registro da realização da coleta e orientação para retirada dos 
resultados; 
• Manter registro da orientação dada aos pais para levar a criança num 
posto de coleta da rede, no caso da impossibilidade de realização da coleta (alta 
precoce) no Hospital/Maternidade; 
• Administrar o armazenamento e estoques de papel filtro, assim como 
solicitação de reposição de material; 
• Administrar as remessas de amostras colhidas ao Laboratório ao qual 
esteja vinculado, assim como o recebimento de resultados (controle de remessas 
enviadas/recebidas); 
• Manter registro das ações de busca ativa dos reconvocados: 
localizar as crianças reconvocadas cujo material tenha sido devolvido por estar 
inadequado, por solicitação de nova coleta de repetição de exame ou para 
agendamento de consulta no SRTN; 
• Administrar e manter registro da entrega de resultados normais ou 
alterados às famílias; 
• Garantir a documentação e registro das informações solicitadasna 
Portaria GM/MS n.º 822; 
• Arquivar os comprovantes de coleta e entrega de resultados. 
Material para coleta: 
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 Papel Filtro do PNTN,
 Luvas de procedimento,
 Lanceta estéril descartável com ponta triangular de aproximadamente 
dois milímetros,
 Álcool 70% para assepsia,
 Algodão ou gaze pequena esterilizada.
 
 
 
Alguns cuidados com o papel filtro são descritos no item 3.2.1 do Manual 
acima referido, conforme fragmento citado abaixo: 
 
 As amostras de sangue só poderão ser coletadas em papel filtro 
fornecido pelo laboratório que irá proceder à realização das análises, uma vez 
que o laboratório controla cada lote de remessa de papel do fabricante;
 O papel filtro utilizado na triagem é delicado e requer cuidados 
especiais no manuseio e armazenagem;
 Calor e umidade excessivos são as condições do ambiente que 
precisam ser evitadas, pois podem ser absorvidas pelo papel filtro, sem que se 
perceba. Isto vai comprometer a capacidade de absorção final do papel, 
prejudicando a condição de padronização da amostra e, consequentemente, a 
validação dos resultados dos testes. É o principal motivo que leva a dificuldades 
no momento da coleta e, por conseguinte, é a causa mais comum de devolução 
de amostras inadequadas;
 Não é conveniente que o posto de coleta armazene grande quantidade 
de papel filtro, para que o laboratório possa monitorar o índice de devolução de 
amostras que sejam consideradas inadequadas devido à armazenagem 
inadequada;
 Estoque para 30 dias pode ser considerado mais do que suficiente, até 
que nova remessa de material seja solicitada. Nunca deixe para fazer a 
solicitação de reposição quando o material já estiver acabando;
 Utilize todo o material de cada remessa antes de iniciar o uso de 
material da nova;
 Armazene o material em algum recipiente fechado, em local fresco e
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bem ventilado, longe de umidade, contato com água ou quaisquer outros líquidos 
ou substâncias químicas; 
 Nunca guarde o papel filtro ainda não utilizado em geladeiras, que são 
locais com alto índice de umidade que modificam suas características 
fundamentais de absorção;
 Idade Mínima para a realização do exame: 48 horas de vida;
 Idade Recomendada: 3º a 7º dia de vida; recomenda-se não 
ultrapassar 30 dias de vida;
 Jejum: não é necessário;
 Local para Coleta da Amostra: Sala com ambiente tranquilo; não está 
recomendado o uso de refrigeradores de ar, pois o resfriamento dos pés do bebê 
dificulta a obtenção do sangue.
 
Coleta da Amostra para Teste do Pezinho: 
 
 
 Primeiramente o profissional deve certificar-se que o papel filtro está 
preenchido corretamente com a identificação correta da criança. Recomenda-se 
que seja utilizada para o preenchimento a caneta esferográfica, tendo atenção 
para não contaminar no manuseio os círculos do papel filtro onde será 
acondicionada a amostra;
 Lavar as mãos e calçar as luvas de procedimento;
 Posicionar a criança;
 Solicitar à mãe ou responsável que fique em pé e segure a criança na 
posição de arroto. O profissional que realiza a coleta deve estar sentado de 
frente para o adulto que está segurando a criança;
 Realizar a Assepsia: a assepsia deve ser feita com algodão ou gaze 
esterilizada umedecida com álcool 70% no calcanhar do bebê, massageando 
levemente para ativar a circulação e somente puncionar após a secagem do 
álcool;
 Em períodos de temperatura muito baixas, em que somente com a 
massagem não é possível estimular a circulação dos pés da criança, orienta-se 
a utilização de bolsas de água quente não superior a 44ºC (sempre testar antes de 
colocar no paciente), a bolsa não deve ser colocada diretamente no pé do bebê, colocar
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sobre a meia ou sapatinho, mantendo por cinco minutos e com a criança em posição 
vertical, com o pé abaixo do nível do coração. É recomendado o uso de bolsa de água 
quente ao invés de compressas, devido à possibilidade de molhar o papel filtro 
utilizando-se as compressas; 
 Realizar a punção com a lanceta: o local adequado para a realização 
da punção com a lanceta é a região plantar do calcanhar em suas laterais;
 Para realização da punção, segurar o pé e o tornozelo da criança, de 
maneira a imobilizar, mas não trancar a circulação, penetrar a ponta da lanceta 
em movimento único e rápido;
 Coleta do Sangue: após a punção capilar, limpar com uma gaze seca 
a primeira gota de sangue, desprezando-a, pegar o papel filtro e encostar-se à 
próxima gota de sangue, que estará sendo formada no local da punção. Evitar 
ao máximo a pressão do papel sobre o pé da criança, apenas colocá-lo no local 
onde está sendo formada a gota e realizar movimentos circulares para que o 
círculo seja preenchido completamente. Após o preenchimento completo de um 
círculo do papel filtro partir para o próximo círculo, nunca retornando a círculos 
anteriores.
 Pós-Coleta: após a coleta, colocar a criança deitada e comprimir 
levemente o local de punção até que o sangramento cesse e, se for necessário, 
realizar curativo. Visualizar a amostra contra a luz observando se todos os 
círculos do papel filtro estão preenchidos de sangue dos dois lados, caso não 
esteja, repetir o procedimento, enviando as duas amostras coletas grampeadas 
uma na outra para análise. Observando que a coleta foi eficaz, colocar o papel 
filtro em posição horizontal em prateleira ou similar, para a secagem, sendo 
importante atentar que uma amostra não pode tocar na outra e devem ser 
mantidas longe do sol em ambiente de 15 a 20ºC por cerca de três horas.
 O correto é que após a secagem as amostras mantenham uma cor 
marrom- avermelhada, sendo que as amostras com excesso de sangue ficam 
escuras, endurecidas ou retorcidas, indicando que houve coagulação e não 
podem ser aproveitadas, necessitando nova coleta. Seguir os princípios de 
descartes de
 
material perfurocortante, utilização de EPI’s (luvas de procedimentos) e 
lavagem das mãos antes e após o procedimento. 
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AMOSTRAS DO TESTE DO PEZINHO 
http://www4.ensp.fiocruz.br/radis/39/sumula.html 
 
 
HEMOCULTURA 
 
 
Segundo Lima et al. (2001), a hemocultura é um importante meio de 
investigação de vários tipos de moléstias infecciosas bacterianas, que 
estabelece diagnóstico como a febre tifoide, septicemias estafilocócicas e 
estreptocócicas, dentre outras infecções. Pode também direcionar certos 
tratamentos específicos e influenciar nos prognósticos. As principais indicações 
para a realização da hemocultura são: mudança repentina no pulso e 
temperatura corporal apresentando ou não calafrios, prostração e hipotensão 
arterial; pacientes com história de febre baixa, interrompida por períodos, porém 
persistente e interligando-se com a presença de sopro cardíaco, e demais casos 
suspeitos conforme a avaliação clínica. 
Em termos práticos a hemocultura é a análise de uma amostra de sangue 
buscando identificar o crescimento de microrganismos. Geralmente é solicitada 
a coleta da hemocultura no momento do pico febril do paciente ou um período 
antes da febre a amostra é colocada em meio de cultura para verificar se há ou 
não o crescimento de microrganismos. 
 
COLETA DE MATERIAL PARA HEMOCULTURA E A ASSISTÊNCIA 
 
 
Na Hemocultura, o enfermeiro e sua equipe são os corresponsáveis pela 
realização da coleta, assim como a validação desse exame. Para isso, deve-se 
seguir alguns critérios que são essenciais para que a mesma seja útil, visando o 
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tratamento mais adequado para o paciente. Critérios estes que Lima et al. (2001) 
descreve como questões importantes para a coleta, ou seja, realização da 
hemocultura durante um pico febril. 
O enfermeiro deve estar atento à prescrição do paciente quanto aos sinais 
vitais, realizando em períodos menores do que os habituais, para então 
conseguir a coleta durante a 
elevação da temperatura. Outras questões que merecem uma atenção do 
enfermeiro e sua equipe são os detalhes sobre o tratamento que o paciente vem 
recebendo até o momento, e analisar a melhor forma para a realização da 
hemocultura. Lima et al. (2001) considera que a equipe deve evitar ao máximo a 
coleta do sangue de um paciente que está em uso de drogas bacteriostáticas ou 
bactericidas, por exemplo, pois poderá implicar em uma alteração do exame. 
Toda hemocultura positiva deve ser imediatamente comunicada ao 
médico do paciente, assim como o encaminhamento do germe isolado para ser 
submetido ao antibiograma e então programar o regime terapêutico 
(antibióticos). 
TABELA - BACTÉRIAS MAIS COMUNS CAUSADORAS DE 
SEPTICEMIAS 
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Organismo %de 
Casos 
Fatores Pré-Disponentes 
Staphylococcus epidermidis 34 Cateter intravenoso, próteses cardíacas, shunts. 
Escherichia coli 22 Instrumentos e cateteres de demora geniturinários, perfuração 
intestinal, aborto séptico. 
Staphilococcus aureus 15 Abscesso, úlcera de decúbito, osteomielite, pneumonia 
estafilocócica. 
Pseudomonas species 6 Queimaduras, quimioterapia imunossupressora. 
Alpha streptococcus 6 Cirurgia dentária, doença de gengiva. 
Streptococcus pneumoniae 6 Alcoolismo, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), 
pneumonia pneumocócica. 
Bacterioides species 3,5 Traumatismo, doença dos tratos gastrintestinais e geniturinários. 
Haemophilus influenzae 3 Nasofaringite por H. influenzae. 
Cândida species 1,5 Queimaduras, quimioterapia imunossupressora, alimentação 
parenteral. 
Streptococcus pyogenes 1,4 Faringite, amigdalite estreptocócicas. 
Clostridium species 1,4 Aborto séptico, doenças das vias biliares, cirurgia. 
Salmonella species 0,8 Alimento ou água contaminada. 
 
LIMA et al.: Métodos de laboratório aplicados à clínica, 2001. 
 
 
PRINCIPAIS CUIDADOS QUE O PROFISSIONAL DEVE MANTER NA 
COLETA DA HEMOCULTURA 
 
Momento Adequado para coleta 
 Verificar sempre a solicitação médica quanto ao pedido da 
hemocultura, estando em constante contato com a equipe de enfermagem, 
principalmente nas situações em que o solicitante indica o pico febril como 
momento da coleta, por exemplo: “Coletar Hemocultura se Temperatura igual ou 
superior a 38ºC”.
 Estar atento para os intervalos de coleta, ou seja, em alguns casos 
a coleta de hemocultura é indicada em intervalos determinados como 30 a 60 
minutos.
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 Em pacientes que possuem regularmente picos febris a 
recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2004) é de que a 
coleta da amostra para hemocultura seja feita uma hora antes do início da febre 
do paciente. Nestes casos, a enfermagem da unidade de internação deverá 
manter um acompanhamento dos horários frequentes da febre do paciente, 
possibilitando uma previsão de horários para a coleta pelo técnico do laboratório. 
A SBPC/ML (2009) descreve que as bactérias entram na corrente circulatória 
uma hora antes do desenvolvimento da febre.
 
Quantidade de Amostras da Hemocultura 
Depende da investigação que o clínico está fazendo sobre o diagnóstico 
do paciente. Geralmente são coletadas duas ou três amostras de hemocultura. 
É importante ser conhecedor dos números de amostras a serem coletadas antes 
da realização do procedimento. 
 
Volume de Sangue 
A coleta de sangue para hemocultura se faz com um volume maior de 
sangue se comparado a uma coleta simples. Segundo a SBPC/ML (2009), a 
quantidade de sangue recomendada para adultos é de 20 a 30 ml por amostra e 
para crianças 1% do volume total de sangue calculado pelo peso da criança. 
 
Material para Coleta 
As garrafas para hemocultura são utilizadas para armazenar a amostra 
(sangue), essas garrafas apresentam-se como aeróbicas ou anaeróbicas. As 
garrafas possuem uma tampa de borracha onde deve ser colocado o adaptador 
(coleta em sistema fechado) para que o sangue seja transferido do escalpe para 
a garrafa. O profissional deve ter conhecimento na identificação das garrafas 
para seguir as rotinas adequadamente, conforme preconiza o laboratório. 
 
Transporte das Amostras 
Segundo a SBPC/ML (2009), as amostras devem chegar ao laboratório 
no máximo em duas horas após a coleta e nunca devem ser refrigeradas ou 
congeladas; a temperatura ambiente é usada para o transporte das amostras. 
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Cuidados na Coleta em Sistema Fechado da Hemocultura Segundo 
a SBPC/ML (2009) 
O sistema fechado para coleta da hemocultura é o mais indicado e 
constitui-se de um escalpe e um adaptador para coleta a vácuo. Primeiramente 
o profissional deve observar as garrafas quanto a sua integridade. A assepsia é 
modificada se comparada a outras coletas de sangue, por ser realizada com 
álcool 70% seguido de PVPI ou Clorexidina (aguardar 30 segundos para ação). 
A preparação das garrafas para receber a amostra é feita por meio da 
remoção da tampa e assepsia com álcool 70% nas tampas de borracha, 
identificando as garrafas com a identificação do paciente e indicando na garrafa 
o volume de sangue (nível) a ser coletado. 
Após, se une o escalpe estéril ao adaptador estéril, realiza-se a punção 
da veia do paciente (conforme técnica já descrita), coloca-se primeiramente a 
garrafa aeróbica ajustando o adaptador na tampa de borracha da garrafa e 
deixando fluir o sangue necessário para dentro da garrafa e assim 
sucessivamente, até o fim da coleta das amostras. 
Ao término da coleta descartar materiais perfurocortantes, conforme 
rotina e retirar o PVPI do braço do paciente com álcool 70%, antes de ocluir o 
local da punção com curativo; quando a Clorexidina é utilizada não é necessária 
a remoção. Em crianças com idade de dois meses ou mais é recomendado a 
Clorexidina para assepsia, e crianças menores que dois meses recomenda-se 
para a assepsia o uso do álcool isopropílico a 70%. 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (2004) instrui as seguintes 
recomendações na coleta da Hemocultura: 
 
 Não está recomendada a técnica de coleta de hemocultura em 
cateteres ou cânulas, quando é possível a punção venosa;
 Punções arteriais não trazem resultados eficientes na 
hemocultura se comparadas com as punções venosas;
 Não é recomendada a troca de agulha entre a punção de coleta 
e a colocação do sangue no frasco de hemocultura;
 Cabe a cada instituição ter a rotina sobre as coletas de acordo 
com o sistema utilizado.
Nos locais onde se utilizam as coletas por sistema aberto, ou seja, com 
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seringa e agulha, após a punção com a agulha no paciente e aspiração do 
sangue, o profissional deverá colocar a amostra no frasco de coleta para 
hemocultura sem a necessidade de trocar a agulha para colocar o sangue no 
frasco, segundo as recomendações citadas acima pela ANVISA (2004). 
 
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES RELACIONADAS À COLETA DO 
SANGUE VENOSO 
Segundo Torres, Andrade & Santos (2005), a punção venosa periférica 
constitui-se em uma das atividades mais frequentes realizadas pelos 
profissionais de saúde, especialmente os profissionais da equipe de 
enfermagem, sendo que a execução deste procedimento envolve 
conhecimentos advindos da anatomia, fisiologia, farmacologia,psicologia, entre 
outros inclusive a destreza manual. É considerada uma técnica invasiva visto 
que o cateter provoca o rompimento da proteção natural e como consequência 
a comunicação entre o sistema venoso e o meio externo. 
A diminuição das complicações relacionadas à punção venosa para coleta 
de sangue está diretamente relacionada ao correto manuseio dos materiais e 
equipamentos utilizados para o procedimento, ao conhecimento do profissional 
que realiza a coleta, ao uso dos equipamentos de proteção individual (luvas), 
assepsias corretas (lavagem das mãos, assepsia antes da punção), descarte 
correto de materiais perfuro cortantes e manutenção asséptica das salas de 
coleta. 
Desta forma é possível concluir que a operacionalização do processo de 
coleta de sangue deve ser alvo de treinamento constante concedido ao pessoal 
de enfermagem, incluindo normas e rotinas específicas e claras para o 
entendimento de todos os envolvidos. As principais complicações relacionadas 
à punção para coleta de sangue venoso descrito pela SBPL/ML (2009) são: 
 Hematomas: pode ocorrer durante ou após a realização da punção 
venosa. Nos casos em que o hematoma é visualizado pelo profissional durante 
a coleta indica-se retirar o torniquete e a agulha imediatamente e realizar 
compressão local por um período de dois minutos, sendo indicado o uso de 
compressas frias para atenuar a dor.
 Punção em Artéria: acidentalmente, no momento em que está se 
puncionando a veia pode ser puncionada uma artéria, a identificação de que esta
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ocorreu, ao 
invés daquela, é feita pela visualização de um sangue vermelho vivo e em 
forma de jato fluindo. Retira-se a agulha e o torniquete e recomenda-se a 
compressão local por cinco minutos e uma eficiente oclusão no local da punção. 
Neste item cabe ressaltar a importância da identificação da veia a ser 
puncionada antes da realização do procedimento, como foi descrito 
anteriormente, uma vez que sendo esta identificação correta o risco de se 
puncionar uma artéria é mais difícil. 
 Anemia Iatrogênica: diz respeito às quantidades (volume) de 
sangue para a coleta, já que em alguns casos a retirada de volumes maiores e 
por mais vezes pode ter como consequência uma anemia iatrogênica. É 
importante estar atento principalmente nos casos dos pacientes pediátricos nos 
volumes mínimos a serem coletados para a realização dos exames laboratoriais. 
Outro fator importante neste item diz respeito a uma coleta eficiente, ou seja, a 
partir de uma coleta correta evita-se o procedimento de recoleta por falhas.
 Lesão nervosa: para evitar qualquer forma de lesão nervosa no 
procedimento de punção para coleta de sangue venoso é recomendado evitar a 
inserção rápida e muito profunda da agulha. Ao puncionar o paciente, se a veia 
não foi localizada, não é orientada a busca pela localização da veia com a agulha 
dentro do paciente. O correto é retirar a agulha por completo e realizar nova 
punção. A instrução ao paciente deve ser de evitar movimentos bruscos.
 Infecção: é rara, mas deve ser considerada. Os principais cuidados 
para evitar o processo infeccioso no local da punção venosa é a correta assepsia 
do local a ser, a utilização do menor intervalo de tempo possível entre a retirada 
do protetor de agulha e a punção, e a abertura do curativo para oclusão do local 
da punção somente no momento da colocação e com permanência de pelo 
menos 15 minutos.
 Dor: uma dor de pequena intensidade é normal mediante a punção 
venosa, entretanto, nos casos em que se observa dor intensa, parestesias, 
irradiação da dor pelo braço durante ou após a punção podem indicar 
comprometimento nervoso na punção e deve ser investigado. A pele seca após 
a assepsia proporciona uma sensação dolorosa, desta forma torna-se importante 
a recomendação de aguardar o tempo mínimo para a secagem do antisséptico 
utilizado.
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GASOMETRIA ARTERIAL 
 
 
Segundo Brunner (2002), a gasometria sanguínea arterial é um exame 
realizado a fim de avaliar a capacidade pulmonar de duas maneiras, quanto à 
proporção adequada de oxigênio e a remoção do dióxido de carbono; também 
avalia-se a capacidade dos rins do indivíduo, observando a reabsorção ou 
excreção dos íons de bicarbonato para manter o pH corporal normal. 
 
COLETA DE AMOSTRA PARA GASOMETRIA ARTERIAL 
 
 
A coleta da gasometria arterial é realizada por meio de uma punção 
arterial, normalmente na artéria radial, braquial ou femoral. É uma técnica 
extremamente asséptica, a fim de prevenir infecções, e deve ser realizada por 
profissional treinado. Rogante (1994) destaca a importância da heparinização da 
seringa que será feita a coleta, com a finalidade de facilitar a subida do êmbolo 
ao puncionar a artéria, também enfatiza a utilização de apenas 0,1 ml de 
Heparina, pois maiores quantidades alteram o PCO². 
Após é realizada a escolha do local de melhor condição para a punção, 
normalmente a artéria pediosa, radial, femoral e braquial. A amostra do sangue 
na seringa heparinizada poderá permanecer em geladeira até 30 minutos antes 
de ser encaminhada ao laboratório para análise. Esta técnica deve ser realizada 
por enfermeiro ou membro de sua equipe treinado, pois consiste em uma punção 
diferenciada da convencional (punção venosa), envolve artéria com fluxo 
sanguíneo aumentado, exigindo cuidados e técnicas diferenciadas. 
A seleção do local para a realização da punção arterial é condição 
importante, pois partirá desta a técnica a ser utilizada. Rogante (1994) destaca 
as técnicas para cada artéria escolhida, ou seja, quando àquela de escolha for a 
pediosa ou radial, a introdução da agulha deve ser com um ângulo de 30° 
(angulação oblíqua), o que irá favorecer a compressão da artéria de uma forma 
natural para estancar o sangramento pela diferença da abertura cutânea e da 
artéria. 
Para a punção da artéria braquial é feita uma angulação também oblíqua, 
porém com um ângulo de 45°, e por fim na artéria femoral é introduzida a agulha 
com um ângulo de 90°. Após a punção o profissional deve fazer compressão 
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com movimento firme na artéria por no mínimo cinco minutos ou até que tenha 
cessado completamente o sangramento no local, a fim de evitar hematomas e 
traumas na artéria. A agulha utilizada deve ser com calibre de 25 x 6 ou então a 
agulha utilizada para a administração de insulina e seringas descartáveis. 
Viegas (2002) descreve que o paciente que será submetido à coleta de 
gasometria arterial deve estar no momento do procedimento sentado, com 
exceção dos pacientes acamados, e em repouso de pelo menos 10 minutos 
antes da realização da punção. Também é necessário registrar algumas 
informações importantes no pedido do exame como: identificação do paciente, 
uso de medicamentos (broncodilatadores e vasodilatadores) e o uso ou não da 
oxigenoterapia, estes dados auxiliam na interpretação clínica do exame. 
Segundo a SBPC/ML (2009), os principais cuidados a serem tomados na 
realização da punção arterial para gasometria são: 
 Identificação: incluindo dados de identificação pessoal e leito onde o 
paciente está internado; médico assistente que solicita o exame, data e horário 
da coleta; fração de oxigênio inspirado; temperatura do paciente; frequência 
respiratória; modo de ventilação do paciente; local da punção; posição e 
atividade (repouso ou após exercício) e identificação do profissional que realizou 
a coleta.
 Avaliação do Paciente: além das condições gerais já citadas para 
coletas de amostras de sangue, recomenda-se que o paciente esteja em um 
padrão respiratório estável pelo menos 20 a 30 minutos antes da realização da 
coleta noscasos de paciente com respiração espontânea e nos pacientes com 
ventilação mecânica ou em uso de máscara de oxigênio recomenda-se aguardar 
30 minutos de ventilação estável para realização da coleta da gasometria.
Materiais utilizados: para a coleta de gasometria recomenda-se a 
utilização de seringas de plástico já preparadas com heparina liofilizada. Este 
tipo de seringa após a coleta da amostra deve ser mantido em temperatura 
ambiente por no máximo 30 minutos para análise. Nos casos em que a análise 
está prevista para um intervalo de tempo superior é necessário realizar a coleta 
em seringa de vidro e conservá-la com gelo e água até serem submetidas à 
análise. 
 Locais de Punção Arterial: artérias radial, braquial ou femoral, sendo 
que em recém-nascidos a coleta pode ser feita nas artérias do couro cabeludo
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ou do cordão umbilical nas primeiras 24 a 48 horas de vida. Após a coleta é 
necessário que a agulha da seringa seja retirada e seja colocado um oclusor na 
ponta da seringa (similar a um plug de borracha), homogeneizando a seringa 
lentamente entre as mãos; o ideal é que a amostra seja encaminhada ao 
laboratório em até 15 minutos após a coleta. 
Veigas (2002) descreve que o procedimento de punção para a coleta 
arterial deve ser feito após a anestesia local por via subcutânea ao lado do local 
onde haverá a punção, principalmente por evitar a dor causada pelo 
procedimento, diminuindo a ansiedade do paciente e a hiperventilação. A 
realização da punção arterial é de competência médica ou do enfermeiro 
treinado, cabe a toda equipe de enfermagem ter ciência dos principais cuidados 
a serem realizados antes e após a punção no que lhe compete, incluindo o 
preparo do material para realização da punção, uma vez que nos casos de 
realização de anestesia local o material deverá estar preparado para a utilização 
pelo médico que irá realizar a coleta e a anestesia. 
Como a coleta da amostra é realizada em uma artéria, é importante a 
enfermagem ter ciência do cuidado após a realização da punção. A indicação é 
de que o local puncionado seja comprimido com força por aproximadamente 
cinco minutos e em alguns pacientes a compressão poderá ser mais prolongada, 
evitando a formação de hematoma (VEIGA, 2002). 
 
REVISÃO ANATÔMICA E FISIOLÓGICA DO SISTEMA DIGESTÓRIO 
 
 
O Trato Gastrointestinal é uma via medindo aproximadamente cinco 
metros de comprimento e se estende desde a boca até o ânus, atravessando 
esôfago, estômago e intestinos. O esôfago está localizado na cavidade torácica, 
mais exatamente no mediastino, tem cerca de 25 cm de comprimento e distende- 
se quando o alimento passa por ali. O estômago localiza-se na parte superior do 
abdome, tem uma capacidade de 1.500 ml, e divide-se em cárdia (entrada), o 
fundo, o corpo e o piloro (saída); uma musculatura lisa e circular nas paredes do 
piloro forma o esfíncter pilórico que tem como função o controle da abertura entre 
o estômago e o intestino delgado. 
O intestino delgado é o segmento mais longo do trato, atinge uma área de 
superfície de aproximadamente 7.000 cm, pois tem a capacidade de se dobrar 
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para trás e para diante sobre si mesmo; esta área proporciona a secreção e 
absorção dos nutrientes da corrente sanguínea por meio das paredes do 
intestino. O intestino delgado é dividido em duodeno (parte superior), jejuno 
(parte média) e íleo (parte inferior). 
O intestino grosso é composto por três segmentos: o ascendente no lado 
direito do abdome, o transverso que se estende desde o lado direito até a 
esquerda na parte superior do abdome e o segmento descendente no lado 
esquerdo do abdome. O cólon sigmoide e o reto constituem as porções terminais 
do intestino grosso, sendo que o reto constitui continuidade do ânus e este é 
regulado por uma série de músculos estriados formando os esfíncteres anais 
interno e externo. 
As fezes são alimentos não digeridos, materiais inorgânicos, água e 
bactérias, sendo que o material fecal é constituído 75% de líquidos e 25% de 
água. A coloração acastanhada das fezes se dá pela clivagem da bile com 
bactérias intestinais, já as substâncias químicas que são elaboradas pelas 
bactérias intestinais são responsáveis pelo odor. O trato GI é composto de 150 
ml de gases (metano, sulfeto de hidrogênio, amônia etc.), sendo que parte destes 
é absorvida para dentro da circulação e detoxificados pelo fígado ou expelidos 
pelo reto, denominado de flatulência. 
 
http://www.qpcpesquisa.com/Sistema%20digestivo.gif 
 
 
EXAME DE FEZES 
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http://www.qpcpesquisa.com/Sistema%2Bdigestivo.gif
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O exame de fezes tem diversas finalidades, entre elas o estudo das 
funções digestivas, a dosagem de gordura, identificação de sangue oculto e 
parasito e a coprocultura (LIMA et all, 2001). Brunner (2002) diz que o exame 
básico de fezes inspeciona a amostra identificando a consistência, coloração e 
teste para sangue oculto. Sendo que após a coleta da amostra podem ser 
realizados os testes de consistência e coloração. 
O exame é constituído em três partes: análise macroscópica, análise 
microscópica e exame químico. A parte macroscópica inclui a consistência, peso, 
forma, aspecto, cor, odor e viscosidade das fezes, e serão citadas abaixo 
conforme Lima et all (2001). 
 
Consistência 
As fezes em condições normais apresentam-se sólidas e são compostas 
por 75% de água. Fatores como as diarreias e alimentação vegetariana podem 
ocasionar fezes com até 95 a 100% de água. 
 
Peso 
Esta característica varia muito conforme a qualidade e quantidade de 
alimentos ingeridos em um dia. Em média, um indivíduo normal elimina de 100 
a 150 gramas por dia, porém esta medida varia conforme a dieta e algum 
acometimento a nível intestinal, como é o caso de pacientes portadores de 
fermentação intestinal intensa ou de enterite, que chegam a eliminar cerca de 
800 gramas ou mais. A presença de muco, sangue, pus e os resíduos da 
alimentação também influenciam no peso das fezes. 
 
Forma 
A forma varia conforme a consistência. Nas diarreias, a massa fecal é 
amorfa e na constipação intestinal é em forma de cibalas. 
 
Aspecto 
Está relacionado à consistência e à forma das fezes; geralmente, o 
aspecto das fezes se apresenta como uma pasta fina e regular. 
Cor 
Normalmente, são acastanhadas devido à presença de estercobilina ou 
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hidrobilirrubina, que são pigmentos biliares. A cor das fezes varia muito conforme 
a alimentação dos indivíduos e também pela associação de patologias. 
As verduras ricas em clorofila originam uma cor esverdeada; a dieta láctea 
uma cor amarelada; certos medicamentos, como os sais de ferro, apresentam 
uma coloração preta- esverdeada. Em algumas patologias, a coloração 
esbranquiçada ou descorada chamada de massa de vidraceiro indica a ausência 
de pigmentos biliares. 
As fezes pretas, popular melena, caracterizam a presença de sangue 
digerido e as avermelhadas resultam da presença de sangue não digerido 
proveniente das partes inferiores do intestino. 
 
Odor 
O odor das fezes está interligado com vários fatores, entre eles, 
alimentares, medicamentosos e patológicos. Em condições patológicas, como 
nos casos de fermentação intestinal, apresentam-se com um cheiro butírico ou 
rançoso; nos de intensa putrefação cheiro pútrido, e nos carcinomas do cólon e 
reto, cheiro pútrido penetrante. 
 
Viscosidade 
O teor do muco existente que irá caracterizar a viscosidade das fezes. Na 
fermentação intestinal, as fezes são pouco viscosas, semelhantes a uma massa 
esponjosa, e quando em contato com aágua, desagregam-se facilmente. As 
fezes de portadores de colite e de putrefação intestinal, com a presença da água, 
dificilmente se desfazem. 
 
Elementos Anormais 
Os elementos anormais encontrados no exame macroscópico das fezes 
são aqueles que podem ser identificados quase sempre a olho nu, após a 
diluição do material, exceto na avaliação de presença de sangue, que é mais 
fácil a visualização sem a diluição. Compreendem resíduos alimentares dos mais 
variados, incluindo tecidos conjuntivos, fibras musculares, gordura, detritos 
vegetais, etc., e em casos raros e excepcionais, a presença de cálculos 
intestinais, biliares ou pancreáticos, ou até pólipos e fragmentos de neoplasmas. 
O muco também compreende esses elementos e sugerem forte irritação 
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ou inflamação do trato intestinal que se dividem em pequenas estrias e 
filamentos maiores. O sangue também pode ser encontrado nas fezes, e 
conforme sua coloração e as partes do intestino que a originam, o sangramento 
é indicativo de patologias; assim, na presença de sangue vivo é necessário que 
o paciente seja submetido a um exame de retossigmoidoscopia devido à 
possibilidade de diagnóstico de câncer de reto que tem cura quando na fase 
inicial. 
Na presença de sangue em grande quantidade e evacuações frequentes 
é recomendada a realização de colonoscopia a fins diagnósticos. A pesquisa de 
sangue oculto nas fezes pode ser realizada por meio do Hemoccult, um teste 
rápido que consiste em uma carteira fina de papel de filtro contendo resina de 
guáiaco, uma substância que tem atividade antimicrobiana sobre bactérias 
Gram-positivas e Gram-negativas. Com o auxílio de uma espátula, são 
espalhadas pequenas quantidades de fezes sobre o papel e após é 
acrescentado algumas gotas de água oxigenada, se neste momento o papel 
ganhar uma coloração azulada, é indicativo de sangue oculto nas fezes. Ainda 
pode ser encontrado pus e parasitos nas amostras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.richardsfamilyhealth.com/illustrations/hemocult.jpg 
Segundo Lima et all (2001), o exame microscópico visa à identificação 
dos sinais coprológicos e é realizado com partes da amostra estrategicamente 
escolhidas por alguma característica suspeita. 
 
Coleta de Amostra para o Exame de Fezes 
Para a coleta das fezes usa-se recipientes de boca larga, e rolha 
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esmirilhada, preferencialmente esterilizada. A coleta deve ser realizada na 
dejeção, de maneira uniforme, tendo o cuidado de não contaminar a amostra 
com água, urina ou outros elementos que possam vir a alterar o exame. Também 
devem ser respeitadas algumas considerações em relação ao preparo do 
paciente, para que a coleta da amostra possa ser validada. 
Na prática, os principais tipos de exame de fezes realizados são: Exame 
de Fezes Parasitológico Simples ou Comum, que é feito a partir de uma coleta 
de fezes ao dia; o Exame Parasitológico com Conservantes (MIF) em que o 
laboratório fornece ao paciente e/ou ao profissional que auxilia a coleta três 
frascos contendo conservantes, desta forma a coleta será realizada em três dias; 
o Exame Parasitológico Seriado, são igualmente três frascos para coleta, 
entretanto sem conservantes; e a Cultura de Fezes. 
A coleta de fezes é um procedimento que pode ser realizado em casa pelo 
próprio paciente e/ou em ambiente hospitalar quando o paciente estiver 
internado. Em qualquer forma de coleta a assistência deve ser baseada nas 
corretas instruções ao paciente no que tange ao preparo e à coleta da amostra. 
Nos pacientes incapacitados e/ou crianças, a enfermagem é responsável pela 
realização do exame durante a hospitalização ou instrução ao familiar (cuidador) 
para que realize em domicílio. 
O frasco para a realização da coleta de fezes é fornecido pelo laboratório 
e as instruções para coleta igualmente; é importante que o profissional de 
enfermagem esteja atento a todas as orientações rotinizadas pelos laboratórios, 
pois pode haver diferenças nas rotinas mediante a utilização dos materiais e 
substâncias (conservantes). A seguir, serão citados os cuidados referentes à 
coleta de fezes em adultos e crianças baseados na instrução do Laboratório São 
Lucas (2008) e no Laboratório Hemovita (2006): 
 
Coleta de fezes: 
 Coletar as fezes no recipiente fornecido pelo laboratório, tendo o 
cuidado para não contaminar com água do vaso sanitário ou urina; após a coleta 
tampar o frasco e sempre identificá-lo.
 Exame parasitológico simples: defecar em recipiente apropriado 
fornecido pelo laboratório ou em um papel toalha limpo e com uma espátula 
colocar a quantidade necessária do tamanho de uma noz no frasco, tendo a
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atenção para colocar no frasco partes das fezes que contenham sangue ou muco 
que são importantes para a análise. Nos casos em que o paciente não apresente 
diarreia, colher as fezes a qualquer hora do dia. Tampar o frasco, identificá-lo e 
enviar ao laboratório em até duas horas em temperatura ambiente ou 
conservando em geladeira por no máximo 14 horas. 
 Exame parasitológico com conservantes (MIF): neste caso o 
paciente recebe três frascos de coleta de fezes do laboratório sendo dois com 
conservantes e um sem conservante. A coleta é feita da mesma forma que no 
exame parasitológico simples, entretanto, o paciente deverá ser instruído a 
coletar em dias alternados cada amostra de fezes, com pelo menos um dia de 
intervalo para coleta de cada amostra. Após a colocação da amostra no frasco é 
importante fechá-lo e agitar o frasco para mistura com os conservantes; a última 
coleta refere-se ao frasco sem conservante. Identificar e manter na geladeira até 
o encaminhamento ao laboratório.
 Exame parasitológico Seriado: são fornecidos três frascos para 
coleta, porém sem adição de conservantes; a coleta é feita da mesma forma que 
o exame de fezes comum, entretanto, tendo atenção para seguir os dias 
alternados para a realização da coleta.
 Cultura de fezes: a coleta é feita da mesma forma que o exame 
comum de fezes, entretanto, cabe ressaltar alguns cuidados específicos que são 
a espera do intervalo de até sete dias caso o paciente esteja recebendo 
antibioticoterapia para após realizar a coleta; o uso de laxantes quando 
necessários somente são permitidos mediante orientação médica (e quando 
utilizados devem ser à base de sulfato de magnésio). A bibliografia discorda 
entre o tempo de armazenamento e transporte da coleta para o laboratório, ou 
seja, alguns laboratórios utilizam a regra de não refrigerar a amostra e 
encaminhá-la imediatamente para análise, enquanto outros instruem que após a 
coleta o material pode ser conservado a temperatura ambiente por até três horas 
e no máximo seis horas sob refrigeração.
 Coleta de fezes em crianças: é realizada em recipiente próprio e está 
contraindicado coletar a amostra das fraldas das crianças.
 Swab anal: o swab anal é utilizado na investigação de parasitas que 
permanecem na região perianal; esta técnica é realizada por meio da utilização 
de um kit constituído por uma fita adesiva transparente, um tubo de ensaio, uma
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lâmina e um porta-lâminas; a recomendação é de que a coleta do swab seja feita 
no período entre as 21 e 24 horas, ou na primeira hora da manhã antes do banho. 
A técnica consiste em colocar a fita adesiva na ponta do tubo de ensaio (parte 
colante para fora) e posteriormente esfregar a extremidade do tubo na região 
perianal do paciente, e após colocar a fita adesiva na lâmina cuidando para não 
encostar– a parte colante fica fixada na lâmina (LABORATORIO BURIGO, 
2009). 
 
 
http://www.petlab.com.br/Imagens/PoteFezes.jpg 
 
 Coleta para pesquisa de sangue oculto nas fezes: a amostra para 
este fim deve estar isenta de possíveis erros para a análise, desta forma é 
instruído o paciente para que mantenha uma dieta adequada para a obtenção 
de uma amostra eficaz. A dieta recomendada é de três dias antes da obtenção 
da amostra e também no dia da coleta do material, sendo que constitui-se na 
exclusão de carne vermelha e branca, vegetais como rabanete, nabo, couve-flor 
e beterraba, leguminosas como soja, feijão, lentilha, grão de bico e milho e 
azeitonas, amendoim, nozes e castanha. O paciente também deve ser orientado 
a não realizar a coleta em períodos menstruais, se estiver com perda de sangue 
hemorroidário ou presença de sangue na urina; não utilizar medicamentos 
irritantes da mucosa gástrica como aspirina, e não incentivar o sangramento 
gengival na escovação, sendo que todos estes itens devem ser comunicados ao 
laboratório no momento da entrega da amostra caso estejam presentes.
REVISÃO ANATÔMICA E FISIOLÓGICA DO SISTEMA URINÁRIO 
 
 
O sistema urinário é composto pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. O 
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sistema, em conjunto com os rins, desempenha uma função excretora, 
reguladora e secretora. Excreta os produtos de degradação, regula os eletrólitos, 
o equilíbrio ácido/básico e a produção de eritrócitos; secreta as prostaglandinas 
e faz o controle da pressão arterial. 
Também desempenha a formação da urina por meio das unidades 
funcionais dos rins, os néfrons, que irão formar um processo dividido em três 
etapas formando a urina. A filtração glomerular é a primeira etapa, seguida da 
reabsorção tubular e a secreção tubular. 
A filtração do glomérulo ocorre pela entrada de sangue para dentro do 
glomérulo a partir de uma arteríola aferente, a parte filtrada denominada de 
ultrafiltrado, passa então pelos túbulos renais. Cerca de 1/5 do ultrafiltrado chega 
até os néfrons constituindo aproximadamente 180 litros de filtrado diariamente. 
Do filtrado produzido diariamente por meio dos rins, 99% são reabsorvidos pela 
corrente sanguínea, totalizando de 1.000 a 1.500 ml de urina por dia. 
A água, os eletrólitos (sódio, bicarbonato, cloro e potássio), a glicose, a 
creatinina, a ureia e o ácido úrico são filtrados no glomérulo, reabsorvidos nos 
túbulos renais e excretados na urina. A reabsorção tubular ocorre nos túbulos 
renais por meio de uma substância com a capacidade de sair do filtrado e voltar 
para os capilares peritubulares. A secreção tubular evidentemente ocorre nos 
túbulos renais e forma um processo inverso da reabsorção, a substância sai dos 
capilares peritubulares e consegue a penetração no filtrado. 
 
EXAME DE URINA 
O exame de urina gera informações clínicas muito importantes sobre a 
função renal dos pacientes e é considerado que uma avaliação detalhada do 
exame é capaz de diagnosticar doenças subjacentes, porém nos exames de 
urina rotineiros na admissão de um paciente e na avaliação pré-operatória, os 
resultados apresentam-se geralmente controversos, pois não apontam achados 
fora da normalidade que tornem necessário o tratamento (BRUNNER, 2002). 
Para Lima et al (2001), o exame de urina é uma análise de rotina 
considerado um dos mais antigos e o mais recorrido pelos médicos para 
apreciação, pela sua sofisticação, simplicidade de técnicas, incluindo a obtenção 
fácil da amostra e o baixo custo financeiro. 
Paolucci (1977) destaca o exame de urina como um meio seguro na 
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detecção de patologias do sistema urinário que compreende uma avaliação 
qualitativa de elementos químicos presentes na urina. 
A análise do exame de urina é dividida em exame físico, exame químico 
que inclui o qualitativo e o quantitativo, o exame microscópico, a identificação de 
cálculos e o exame bacteriológico. 
O exame físico da urina inclui o volume da amostra, a cor da urina, o 
aspecto, o odor, a reação, o ph e a densidade. Especificando, baseado em Lima 
et al (2001): 
- Volume: o volume de uma amostra de um paciente em condições 
normais é em média de 1.000 a 1.500 ml por dia, sendo o volume aumentado 
(poliúria) presente em pacientes portadores de diabetes mellitus, e insípido, 
acometidos por afecções do sistema nervoso e condições ambientais (frio). 
Percebe-se uma diminuição de volume (oligúria) em casos de nefrite aguda, 
moléstias cardíacas e pulmonares, diarreia, vômito, desidratação, entre outros. 
- Cor: a cor da urina é variável conforme a presença e concentração 
de pigmentos urinários, a dieta habitual do paciente, o uso de medicamentos e 
elementos patológicos que podem estar presentes. Abaixo é apresentada uma 
tabela com as colorações que a urina pode assumir e a causa provável segundo 
Lima et al (2001). 
Coloração que a urina pode assumir em diversas condições. 
 
 
COR CAUSA PROVÁVEL 
Citrina à âmbar Urocromo (normal) 
Alaranjada Urina Concentrada 
Amarela intensa Ribloflavina – nitrofurantoína, cenoura 
Laranja brilhante Pyridium, piramido 
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Esverdeada Bilirrubina – Biliverdina, Acriflavina, 
Amitriptilina. 
Vinho ou castanho 
avermelhada 
Hemoglobina ou Uroporfirinas, Mioglobina, 
Beterraba 
Castanha à negra Melanina, Ac. Homogentísico, Metildopa, 
envenenamento por fenol, Melanoma 
Quase incolor Urina muito diluída 
Vermelha Fenolftaleína (urina alcalina), Sangue, 
Rifocina 
Verde ou azul Azul de Metileno, Infecção por Pseudomonas 
Fluorescência - 
Amarelo 
esverdeada 
Flavonas de algumas preparações 
vitamínicas (complexo B) 
Leitosa Quilúria 
Leitosa 
Opalescente 
Lipidúria, piúria 
Castanho – Escura Altas doses de Levodopa 
 
FONTE: Métodos de Laboratório Aplicados a Clínica, Lima et al, 2001. 
 
 
 Aspecto: o aspecto da urina logo eliminada é límpido, porém a 
medida que o tempo passa e ela encontra-se em repouso, inicia-se a turvação, 
pelo acúmulo de leucócitos, células epiteliais e muco; esse processo chama-se 
de nubécula e é mais frequente em mulheres. As substâncias mais encontradas 
na turvação da urina são os fosfatos e uratos amorfos, o pus e os germes.
 Cheiro: o cheiro característico logo após a eliminação da urina é 
devido aos ácidos orgânicos voláteis encontrados nela. Entretanto, o uso de 
medicamentos também é um fator que causa alteração, dando a urina um cheiro 
característico da medicação, assim como no envelhecimento ocorre a alteração 
do odor da urina para amoniacal.
 Reação: a reação da urina é evidenciada pelo papel de tornassol; a 
alteração da coloração deste papel caracteriza a urina como: ácida, alcalina ou
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neutra. O papel de tornassol de cor azul, na presença de urina ácida torna-se 
vermelho, e o tornassol de cor vermelha na 
presença de urina alcalina torna-se azul. Quando as cores de ambos não 
se alteram, indica uma urina neutra; agora quando ambos apresentam alteração 
na coloração, denomina-se reação anfótera. 
 
PAPEL TORNASSOL 
http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/indicadores-ph.htm 
 
 Ph: a urina é normalmente ácida visto que os elementos excretados 
pelos rins também incluem substâncias ácidas. Os valores do Ph normal da urina 
variam entre 5,5 a 7,0. Os valores maiores que 7,0 podem indicar bactérias na 
urina, por outro lado, valores inferiores a 5,5 sugerem acidose sanguínea 
elevada.
 Densidade: a densidade da urina é um fator importante para a 
investigação diagnóstica. A água pura possui uma densidade de 1.000; desta 
forma,o resultado da urina mais próximo a 1.000 significa uma urina diluída 
enquanto que valores mais afastados indicam uma urina mais concentrada. As 
referências da densidade da urina para um adulto sadio oscilam entre 1, 001 a 
1, 030 até 1.035.
A segunda parte do exame de urina consiste no exame químico 
qualitativo, que mostra os elementos normais e anormais presentes na urina. 
Segundo Valada (1995), os elementos normais que compõem a urina são as 
substâncias inorgânicas, orgânicas (creatinina, ureia, aminoácidos, etc.), as 
substâncias nitrogenadas (acetonas, fenóis), e o elemento geral que é a água. 
 Proteínas e albuminas: apenas uma pequena parte das proteínas 
consegue ultrapassar a filtração glomerular e ter sua reabsorção no túbulo 
proximal. Um adulto sadio atinge uma eliminação proteica de 30 a 50 mg durante
http://www.estetus.com.br/
http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/indicadores-ph.htm
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24 horas, sendo que destas, um terço constitui-se de albumina e o restante de 
globulinas alfa 1 e alfa 2. A eliminação da proteinúriasofre alterações funcionais, 
denominada de proteinúria funcional, pois pode ter seu aumento durante a 
prática de exercícios físicos, em posição ereta e estado febril, como também é 
maior durante o dia do que a noite. Em pessoas com metabolismo normal, o 
correto é a inexistência de proteína na urina, visto que a excreção normal é tão 
baixa que na maioria das vezes não é detectada pelos exames. Já em pessoas 
com algum tipo de alteração metabólica e/ou doença renal, a proteína aparece 
na análise da urina. 
 Glicose (substância redutora): a glicosúria é determinada pela 
presença de açúcares redutores na urina. Em um paciente em condições 
normais, é possível encontrar glicose ou outras substâncias redutoras ao redor 
de 0,03 a 0,1 g% na eliminação. Certas substâncias redutoras como o ácido 
úrico, creatinina e outros medicamentos podem aumentar esses níveis de 
excreção, sendo importante identificar se o paciente faz uso de algum 
medicamento. Pessoas com glicemia sanguínea alterada (valores a partir de 180 
a 200 mg/dl) ocasionam uma dificuldade para a filtragem glomerular, o que acaba 
sendo evidenciado nos exames de urina com resultados positivos para a 
glicosúria. Nas pessoas com metabolismo normal, o correto é não haver 
detectação de glicose na urina. 
 Corpos cetônicos – cetonas: na urina de um paciente em 
condições normais podem aparecer vestígios de acetona, ácido diacético e ácido 
beta-hidróxido-butírico. Porém, em condições patológicas, os valores destas 
substâncias encontram-se acima de 25 mg por dia, sendo que a acetona é a 
primeira substância a aparecer. Síndromes respiratórias, infecções, pós- 
operatórios, desidratação, são algumas condições em que se observam estados 
cetonúricos (acidósicos). 
- Pigmentos biliares – bilirrubina: o aparecimento de substâncias 
biliares na urina é denominado de colúria e indica um estado patológico. 
Independente da causa do paciente apresentar icterícia, ele irá eliminar por meio 
da urina os pigmentos biliares, podendo aparecer de uma forma isolada ou em 
conjunto, dependendo do que provocou icterícia. É pesquisado em conjunto com 
os pigmentos biliares um de seus derivados, a urobilina, que normalmente 
apresenta- se na urina. 
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- Sais biliares: os sais biliares podem aparecer independente do 
aparecimento de pigmentos biliares. São encontrados geralmente na eliminação 
de urina de portadores de afecções hepáticas. 
- Proteína de Bence – Jones: a presença dessa proteína tem uma 
grande importância clínica no diagnóstico de processos neoplásicos, podendo 
surgir no mieloma, neoplasia de ossos, leucemias e nefrite crônica. 
- Albumoses e Proteoses: classificadas em proteoses primárias e 
proteoses secundárias; podem ser encontradas em estados patológicos como 
tumores cancerosos e cavidades purulentas que são decorrentes da autólise 
tecidual. 
- Lactose: a lactose diminuída é observada em condições patológicas 
como na doença celíaca, colo irritável e pós-gastrectomia. A lactosúria pode 
ocorrer durante os últimos meses de gestação e durante a amamentação devido 
à intolerância ou deficiência. 
- Levulose (frutose): é uma interpretação extremamente rara, porém, 
quando presente, pode ser facilmente confundida com a glicosúria. 
- Pentose: a pentosúria geralmente é rara, e apresenta um interesse 
devido seu equívoco com a predisposição ao diabetes. É considerada uma 
doença benigna e constituí-se como um erro no metabolismo, principalmente 
diagnosticada em judeus. 
- Galactose: na sua interpretação, pode aparecer uma denominação 
“galactosemia”; esta é uma condição genética pela qual o organismo torna-se 
incapaz de converter a galactose da alimentação em glicose devido a uma 
deficiência de certas enzimas envolvidas. A suspeita da galactosemia ocorre 
quando na análise da urina são identificados açúcares redutores que não reagem 
no sistema glicose oxidase. Quando ocorre a excreção de galactose na urina 
denomina- se galactosúria. 
- Ácido Diacético: suas manifestações e alterações clínicas são 
semelhantes ao estado cetonúrico. 
- Escatol – Indican (Acido Glucurônico): estes surgem na clínica 
indicando a putrefação intestinal intensa e na decomposição bacteriana da 
proteína corpórea. Também são evidenciados na obstrução intestinal, íleo 
paralítico, etc. 
- Substâncias Diazoicas: quando sua reação é positiva, podem 
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indicar febre tifoide, tuberculose, sarampo e outras doenças, analisando os 
dados clínicos do paciente. 
- Melanina: a urina que contém melanina escurece devido o processo 
de oxidação quando em contato com o ar. A melanúria é presente em 
melossarcomas e melanocarcinoma assim como nas desintegrações proteicas 
do indivíduo. Os portadores de tumores melanócitos eliminam o precursor da 
melanina – o melanogênio que torna a urina de coloração castanho- escura ao 
negro. 
- Ácido Fenilpirúvico: a fenilcetonúria é também denominada de 
oligofrenia fenilpirúvica, doença de Folling e de imbecillitas pheniphiruvicas. É 
considerado um defeito congênito do metabolismo que aparece nas primeiras 
semanas de vida e, dentre outras, caracteriza-se pelo acúmulo de ácido fenilpirúvico 
(produto de degradação da fenilalanina) no sangue, podendo ser excretado na urina. 
- Ácido Homogentísico: trata-se de uma aminoacidúria pouco 
frequente do tipo metabólico. As aminoacidúrias do tipo renal são a síndrome de 
Fanconi, a moléstia de Hartnup e a cistinose, que são congênitas. 
- Alcaptona: é considerado um erro metabólico dos aminoácidos e 
aparece em urinas que escurecem espontaneamente. 
 
O Exame Químico Quantitativo compreende a dosagem de alguns 
elementos eliminados pela urina de 24 horas que, dependendo da concentração, 
podem desencadear diferentes reações no organismo humano. As principais 
dosagens serão citadas abaixo conforme Lima et al (2001): 
- Dosagem da ureia: a eliminação da ureia na urina de 24 horas, 
geralmente, é de 10 a 20g; sua excreção aumentada é encontrada em dietas 
ricas em proteínas, nas neoplasias e em condições febris. Quando a eliminação 
encontra-se abaixo do valor de referência, pode ser característico de 
insuficiência renal, insuficiência hepática grave e em dietas hipoproteicas. 
- Dosagem da Creatinina: o valor de referência da Creatinina 
eliminada na urina de 24 horas é de 1 a 1,5 g. Este elemento é encontrado na 
urina de crianças, gestantes e no puerpério em quantidade discreta. Quando 
diminuída, pode estar associada a atrofias musculares e quando aumentada, em 
estado febril. 
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www.estetus.com.br- Dosagem do Ácido Úrico: O ácido úrico é eliminado na urina por 
meio de compostos purínicos por fatores exógenos originados através de 
nucleoproteínas da alimentação e endógenos das nucleoproteínas do próprio 
metabolismo. A eliminação aumentada pode ser observada em condições como 
leucemias, neoplasias, pneumonia e na gota. 
- Dosagem da amônia: sua eliminação na urina de 24 horas é de 0,7 
g. O aumento da eliminação se dá pela acidose, tanto metabólica como 
respiratória, jejum prolongado e dietas proteicas. A diminuição da dosagem de 
amônia na urina geralmente é encontrada na alcalose metabólica ou respiratória, 
e em dietas vegetarianas. 
- Dosagem de Cloretos (expresso em Nacl): um adulto normal, em 
urina de 24 horas, excreta de 8 a 15 g de cloretos. Em condições como dietas 
ricas em sal, uso de diuréticos, nefropatias e necrose tubular aguda, ocorre uma 
excreção aumentada de cloretos. Já nas perdas extrarrenais como vômito, 
diarreia, sudorese, no diabetes insípidus e dietas hipossódicas, a excreção é 
diminuída. 
 
 
Coleta de amostra para o exame de urina 
 
 
A coleta de urina para a realização da análise pode ser feita de diferentes 
formas, são elas: em frasco coletor (onde o próprio paciente pode ser instruído 
quanto à coleta), por cateterismo vesical (aspiração de urina em cateter de 
drenagem), punção suprapúbica ou por bolsa coletora esterilizada. Além disso, 
difere-se o método de coleta, quando, por exemplo, é requisitada a urina de 24 
horas, procedimento este que visa a analisar a urina excretada pelo paciente 
durante o período de 24 horas. 
 
Coleta de urina em frasco coletor e urina de 24 horas 
 
 
Para a coleta da amostra de urina utiliza-se a urina do jato médio, 
atentando sempre para a não contaminação da amostra e assepsia correta, 
principalmente em pacientes do sexo feminino, em que o risco para 
contaminação é aumentado. Nos casos em que o objetivo é a identificação de 
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parasitas, eventualmente presentes na uretra, e/ou após massagem prostática, 
o jato inicial da urina é colhido (Urina de Jato Inicial). 
A Enfermagem desempenha um trabalho de extrema importância na 
coleta de urina para a realização do exame, pois a equipe de Enfermagem deve 
fornecer a explicação do método para o paciente, assim como a realização do 
mesmo em pacientes incapacitados e para aqueles que se sentem inseguros. 
O procedimento da coleta consiste em uma técnica asséptica, em que 
qualquer contaminação externa afeta o resultado do exame. Para isso a equipe 
deve estar capacitada para obter eficácia na coleta. A higiene íntima do paciente 
no período da manhã é um dos métodos que deve ser implementado durante a 
assistência, assim como o cuidado de manter a amostra esterilizada e o 
recipiente em que a urina será depositada. 
Como citado anteriormente, a higiene íntima tem grande importância no 
que diz respeito à validação da amostra, pois tem por finalidade prevenir a 
contaminação da urina. A equipe de Enfermagem deve ter uma atenção maior 
principalmente em mulheres, pois as condições ginecológicas podem favorecer 
a infiltração de bactérias com maior facilidade. 
Segundo Motta (2009), a técnica de coleta de urina segue os seguintes 
passos: 
 Conferência do pedido do exame;
 Identificação do frasco de coleta com nome do paciente, hora e 
número do RG;
 Orientação do paciente quanto ao procedimento que será 
realizado;
 Realização da assepsia com água e sabão;
 Coleta da urina desprezando o primeiro jato e coletando o jato 
intermediário, preferencialmente realizado com a primeira urina 
da manhã;
 Encaminhamento ao laboratório.
 
 
É válido ressaltar que em determinados laboratórios alguns tipos de coleta 
de urina (conforme a requisição do solicitante) são colhidos no próprio 
laboratório, conforme a rotina implantada, como por exemplo, a solicitação de 
exames de bacteroscopia, gram de gota, porfobiliniogênito, dentre outros. 
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(HEMOVITA, 2006). 
Segundo Carvalhal, Rocha & Monti (2006), a coleta de urina para análise 
deve ser realizada por orientação de profissional capacitado e preferencialmente 
ser realizada no próprio laboratório, minimizando com isso as chances de 
contaminação e diminuindo o tempo entre a coleta e a análise do material pelo 
laboratório. 
A coleta de urina em frasco estéril fornecido pelo próprio laboratório ou 
adquirido em farmácia é indicada nos casos de pacientes que possuem controle 
de esfíncter. Em crianças menores de dois anos a utilização da bolsa coletora 
infantil é necessária, já que a criança nesta idade geralmente não possui o 
controle do esfíncter adequado para a captação da amostra com utilização do 
frasco. 
 
 
 
http://3.bp.blogspot.com/_D9N0jkSr1mw/SjJStsSwBgI/AAAAAAAAAKQ/QMoR9iVa- 
w4/s320/pote_urina.gif 
 
 
A maioria da bibliografia estudada enfatiza a preferência pela primeira 
urina da manhã, entretanto, nos casos em que esta situação não é possível as 
referências consideram aceitável para amostra a urina retida na bexiga por pelo 
menos duas ou quatro horas. Neste sentido, o profissional de Enfermagem deve 
estar ciente da rotina preconizada pelo laboratório. Em qualquer um dos casos, 
tanto na coleta da primeira urina da manhã como na micção seguinte a retenção, 
o laboratório deve ser informado. Quando a enfermagem realiza este cuidado 
deve registrá-lo no próprio frasco da amostra. 
A realização da higiene íntima aparece como fator mais importante tanto 
no caso dos homens como nas mulheres para se evitar um falso resultado. 
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http://3.bp.blogspot.com/_D9N0jkSr1mw/SjJStsSwBgI/AAAAAAAAAKQ/QMoR9iVa-w4/s320/pote_urina.gif
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Sendo que para os homens instrui-se a lavagem do pênis, incluindo em especial 
a lavagem do prepúcio e glande (puxando a pele e lavando vigorosamente). A 
higiene íntima no paciente hospitalizado para coleta de urina pode ser feita com 
água e sabão, visto que esta é a instrução utilizada para a realização da coleta 
domiciliar. É importante que após a lavagem com água e sabão a área seja 
completamente enxaguada e seca com toalha limpa. 
Após a assepsia íntima, a coleta de urina é realizada. Nos homens, no 
momento da micção, instrui-se que puxem o prepúcio para trás e nas mulheres 
que afastem os grandes lábios e mantenham os joelhos afastados, tentando com 
estas medidas evitar ao máximo a contaminação da amostra. Ao iniciar a micção 
do paciente, instruí-lo para desprezar o primeiro jato (no vaso sanitário quando 
possível) e após coletar a urina referente ao jato médio colocando diretamente 
no frasco coletor, fechando o frasco com a tampa, identificando e encaminhando 
ao laboratório. 
Algumas situações podem necessitar dois frascos de coleta, dependendo 
da rotina do laboratório, como por exemplo, quando há requisição do Exame de 
Urina Tipo I e a Cultura; nestes casos os frascos são identificados como frasco 
1 e frasco 2, sendo o primeiro utilizado para o Exame de Urina Tipo I e o segundo 
para a Cultura – a coleta procede da mesma maneira, utilizando-se o jato médio 
(HEMOVITA, 2006). 
Demais cuidados na realização da coleta de urina são: o jejum é 
desnecessário; o paciente deve ser instruído a evitar quantidades elevadas de 
líquidos no dia que precede o exame e para as mulheres menstruadas ou em 
uso de cremes vaginais evita-se a coleta, recomenda-se aguardar três dias após 
o término para a realização da coleta da amostra ou conforme contato com o 
médico (SÃO LUCAS LABORATÓRIO, 2008). 
Recomenda-se que a urina após a coleta seja imediatamente levada ao 
laboratóriopor um tempo máximo de uma hora; nos casos em que esta situação 
não é possível é instruído que o frasco de coleta seja mantido refrigerado em 
isopor com gelo até a entrega no laboratório (HEMOVITA, 2006). 
Para a coleta da urina de 24 horas, Lima et al (2001) descreve que deve 
ser seguido um roteiro permanente, que inicia com o esvaziamento da bexiga do 
paciente em determinada hora, normalmente no período da manhã e despreza- 
se esta primeira micção. Após cada micção eliminada pelo paciente, é realizada 
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a coleta seguindo até o outro dia incluindo o horário da micção em que foi 
desprezada, então se o paciente urinou a primeira vez às 8 horas da manhã, ele 
irá incluir a coleta das 8 horas do dia posterior. 
O paciente que irá realizar o procedimento em casa deve ser instruído 
quanto à utilização dos frascos, já que em alguns pedidos de urina de 24 horas 
são necessários frascos com conservantes ou permanência em geladeira 
durante as 24 horas. É importante que o profissional de Enfermagem tenha 
conhecimento frente à rotina estipulada pelo laboratório e igualmente sobre o 
armazenamento da amostra, sendo em frascos com conservantes ou em 
geladeira até o encaminhamento. 
Mesmo estando internado, o paciente que realiza a coleta de urina de 24 
horas deve participar do processo, sendo orientado enfaticamente sobre a 
necessidade de coletar toda a urina em frasco próprio durante o período 
estipulado, já que torna-se importante para avaliação do volume que nenhuma 
micção seja perdida. 
A forma como é feita a coleta de urina de 24 horas é o cuidado mais 
essencial para uma correta validação da amostra, desta forma é relevante 
ressaltar o mecanismo utilizado para a realização deste procedimento. Ou seja: 
Suponha-se que o paciente irá iniciar a coleta de urina para 24 horas às 
8 horas da manhã do dia 20; a primeira micção (das 8 horas do dia 20) é 
desprezada e a partir desta todas as demais são coletadas no frasco específico; 
às 8 horas do dia 21 será considerada a última coleta de urina independente de 
ser a primeira do dia. 
Recomenda-se que os frascos de coleta de urina de 24 horas sejam 
identificados com as seguintes informações: nome, peso, altura, datas e horários 
de início e término da coleta. O encaminhamento ao laboratório deve ser 
imediato após o término da coleta (HEMOVITA, 2006). 
Um dos exames que se utiliza na prática e que envolve a coleta de urina 
para 24 horas é o DCE – Depuração da Creatinina Endógena. A coleta de urina 
é realizada como mencionado anteriormente e nestes casos a instrução é de que 
a amostra seja mantida sob refrigeração até fechar o período de 24 horas e que 
no momento da entrega da amostra ao laboratório seja realizado o exame de 
sangue, sendo que o intervalo entre a coleta de urina e a coleta de sangue não 
deve ultrapassar 24 horas (WEINMANN, 2008). 
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A coleta de urina para 24 horas também é realizada na requisição de 
V.M.A e Catecolaminas, tendo os mesmo cuidados citados anteriormente, 
entretanto em frascos específicos. A coleta da amostra para a urina neste tipo 
de exame precede a realização de uma dieta específica três dias antes do início 
da coleta, onde o paciente deve abster-se de comer carne vermelha, verduras 
com fibras, chocolate, medicamentos que contenham ferro, aspirina ou vitamina 
C e intensificar cuidados na escovação para evitar sangramentos. (LAC, 2003). 
 
Coleta de Urina em Bolsa Esterilizada 
 
 
Segundo Carvalhal, Rocha e Monti (2006), nas crianças pequenas e nos 
pacientes neuropatas torna-se difícil ou quase impossível realizar a coleta da 
urina por jato médio, já que nestes casos não há o controle do esfíncter; 
recomenda-se então a coleta por saco coletor aderido à pele, cateterismo vesical 
ou punção suprapúbica. 
 
 
 
FONTE: <http://www.cirurgicabrasil.com.br/Catalogo/imagens/coletorurinainfantil.gif>. Acesso 
em: 21 dez. 2009. 
 
 
Lima et al (2001) cita que a coleta da urina em crianças pequenas é de 
difícil manuseio, indicando então a coleta por meio de coletor plástico ou punção 
suprapúbica, e alerta quanto aos riscos de um cateterismo vesical, pelo perigo 
de infecção urinária que pode se desencadear sem a utilização dos métodos 
profiláticos (rigorosa assepsia etc.) durante o procedimento. 
O uso da bolsa coletora em crianças que não controlam o esfíncter é um 
dos métodos mais utilizados para a obtenção da amostra, entretanto existe uma 
grande probabilidade de haver a contaminação da amostra. Diante disso 
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recomenda-se que a bolsa coletora seja trocada a cada 30 minutos até que a 
coleta da amostra seja efetuada. Antes da colocação da bolsa coletora na 
criança é necessário realizar a assepsia com água e sabão assim como nos 
momentos da trocas da bolsa. Não é recomendada a utilização de cremes ou 
pomadas na criança no período que antecede a coleta. 
A assepsia íntima da criança pode ser realizada com água e sabão tendo 
o cuidado para que o prepúcio dos meninos seja lavado adequadamente assim 
como a glande, e nas meninas realizar a limpeza com movimentos sempre de 
cima para baixo. O saco coletor de urina infantil possui em seu orifício partes 
adesivas que se fixam a pele da criança. Após esta fixação, aguardar a criança 
urinar para obtenção da amostra. 
O resultado do exame de urocultura obtido por meio da coleta de urina 
por saco coletor só deve ser utilizado quando o resultado for negativo, já que 
serve mais como forma de exclusão de uma infecção do trato urinário do que 
para um diagnóstico (CARVALHAL, ROCHA & MONTI, 2006). 
Muitos laboratórios optam por realizar a coleta de urina em crianças nas 
sedes do laboratório por profissionais capacitados objetivando minimizar a 
contaminação da amostra. Nestes casos o responsável pela criança deve ser 
instruído quanto aos horários da coleta e data para o comparecimento. 
 
Coleta de Urina por Cateterismo Vesical 
 
 
A realização do cateterismo vesical de alívio para a coleta de urina deve 
ser amplamente discutida juntamente com o médico assistente, uma vez que a 
probabilidade de entrada de germes através da sondagem é um risco 
considerável, pois envolve a exposição do paciente ao desenvolvimento de uma 
infecção. Quando realizada deve seguir todos os procedimentos assépticos 
necessários. 
Carvalhal, Rocha e Monti (2006) descrevem que o cateterismo vesical 
para obtenção de urina nos homens é geralmente desnecessário, pois a 
probabilidade de contaminação da amostra por jato médio é diminuída; já nas 
mulheres, por vezes, esta técnica torna-se necessária; quando realizada instrui- 
se que o primeiro jato de urina cateterizada (após a cateterização) seja 
desprezada e o próximo coletado para amostra. 
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Coleta de Urina em Paciente com Sonda Vesical 
 
 
Outra questão que é vivenciada no cotidiano da atuação da Enfermagem 
diz respeito à coleta de urina em pacientes com sonda vesical em sistema 
fechado. Sobre esta técnica Motta (2009) descreve os principais princípios como: 
 Identificação do frasco de coleta da amostra; 
 Realização da assepsia com PVPI alcoólico no látex existente 
na porção próxima a sonda vesical; 
 Realizar a punção no látex com agulha fina colocando a urina no 
frasco para coleta identificado; 
 Encaminhar ao laboratório; 
o OBS: o correto é a utilização de bolsa coletora de urina que possua uma 
área própria de silicone para a punção e coleta de urina. 
 
A equipe de enfermagem deve seguir as orientações preconizadas pela 
Comissãode Infecção Hospitalar da instituição para a realização deste 
procedimento, bem como as orientações técnicas do laboratório quando a coleta 
é realizada a nível ambulatorial. 
Segundo a CCHI (2009) do Hospital de Caridade de Ijuí – RS, a realização 
da coleta de urina por sonda vesical em sistema fechado é realizada segundo os 
seguintes princípios: 
 Clampear a sonda do paciente 30 minutos antes da realização 
da coleta da amostra;
 oRealizar assepsia com álcool 70% no local apropriado para 
punção do sistema
 fechado de sondagem (silicone para coleta de urina);
 Realizar punção com agulha 25x7 e seringa de 10 ml no silicone 
para coleta de urina;
 Aspirar cerca de 10 ml de diurese vinda de bexiga (não da bolsa);
 Colocar amostra em frasco e identificar com o nome do paciente, 
data, horário, forma de coleta e assinatura do profissional que realizou 
a obtenção da amostra;
 Encaminhar ao laboratório.
Obs: O profissional deve registrar no frasco de coleta, além da 
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identificação do paciente, a forma de coleta como: “Coleta de Urina em paciente 
com SVD” e deve seguir os princípios de biossegurança como o uso de EPI’s 
(luvas de procedimento) e descarte de perfurocortantes na realização do 
procedimento. Não está indicado desconectar a sonda da bolsa coletora para a 
realização da coleta de urina, visto que este procedimento aumenta a entrada de 
germes causadores das ITU’s, proporcionando riscos adicionais ao paciente. 
 
Coleta de urina por punção suprapúbica 
 
 
A punção suprapúbica é realizada pelo médico por meio da introdução de 
uma agulha de calibre variável (conforme a idade do paciente) e sob anestesia 
local. É realizada para a obtenção de uma amostra de urina livre de 
contaminação, sendo que esta técnica geralmente é realizada em crianças ou 
neonatos, visto que a amostra coletada por bolsa coletora está altamente 
associada à contaminação e em pacientes adultos imunossuprimidos, em que a 
colocação de um cateter para a coleta é considerada um risco imediato para 
infecção. 
Em quaisquer umas das indicações, quem faz a solicitação de coleta de 
urina por punção suprapúbica é o médico do paciente. Cabe à Enfermagem o 
preparo do material e paciente para a técnica. Segundo Carvalhal, Rocha e Monti 
(2006), alguns dos cuidados prévios para a realização da punção suprapúbica 
são: a bexiga no momento da punção deve estar repleta de líquido, isto pode ser 
obtido por meio do estímulo à ingesta de líquidos, aumento da hidratação 
parenteral e algumas vezes utilização de diuréticos. 
A Enfermagem, neste sentido, deve estar atenta para o seguimento das 
orientações médicas informando o paciente e administrando medicações 
conforme a prescrição do médico. Após a coleta, o material deve ser identificado 
e encaminhado para a análise sendo necessário o registro da forma de coleta 
para a obtenção da amostra. 
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http://www.unimes.br/.../sondagens_html_m6d07b216.jpg 
 
 
 
REVISÃO DA ANATOMIA E FISIOLOGIA DO SISTEMA 
RESPIRATÓRIO 
 
Segundo Brunner (2002), o Sistema Respiratório é composto pelo trato 
respiratório superior e inferior. Pode-se dizer que ambos trabalham juntos apesar 
de exercerem funções distintas e separadamente, porém um completa o outro. 
O trato respiratório superior, também é conhecido como vias aéreas superiores, 
compreendendo o nariz, seios paranasais, ossos turbinados, faringe, tonsilas, 
adenoides, laringe e traqueia, tendo como função aquecer e filtrar o ar que é 
inspirado durante a respiração. 
O trato respiratório inferior é composto pelos pulmões e suas estruturas 
bronquiolares e alveolares, que realizam a troca gasosa deste ar que foi filtrado 
pelas vias aéreas superiores. A troca gasosa é a entrega do ar filtrado pelas vias 
aéreas superiores, rico em oxigênio, para os tecidos através da via hematológica 
e consequente excreção de gases residuais durante a expiração. 
Durante este processo fisiológico, ocorrendo alguma alteração 
significativa, pode-se desencadear uma série de sinais e sintomas que não são 
característicos do sistema podendo desenvolver patologias. Uma delas é a 
tosse, que quando violenta e persistente, irrita os brônquios pela obstrução e o 
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http://www.unimes.br/.../sondagens_html_m6d07b216.jpg
Interpretação de exames laboratoriais 
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broncoespasmo que causa, podendo resultar em síncope. Os pulmões 
respondem a estes irritantes por meio da produção de escarro, assim, um 
paciente que tem vários episódios de tosse forte e em um tempo prolongado, 
produz o escarro. 
 
 
<http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_legenda/16f39d3558e992b7014 
518f0d50dae4b.jpg>. 
 
 
EXAME DE ESCARRO 
Para Brunner (2002), o exame de escarro é realizado para identificar os 
micro- organismos patogênicos que causam alguma infecção, para avaliar 
estados de hipersensibilidades e também como exame rotineiro para pacientes 
que utilizam medicações imunossupressoras, antibióticos e/ou corticosteroides 
por longos períodos; o exame também tem um fim diagnóstico, identificando 
sensibilidade a medicamentos ou como um procedimento de determinado 
tratamento. 
 
Coleta de escarro 
 
 
Segundo Brunner (2002), a coleta do escarro é feita por meio de 
expectoração, onde deve-se instruir o paciente a realizar a higiene do nariz, 
garganta e boca, a fim de diminuir a contaminação do escarro. A seguir, o 
paciente realiza alguns movimentos de respiração profunda e ao invés de cuspir, 
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http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_legenda/16f39d3558e992b7014518f0d50dae4b.jpg
http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_legenda/16f39d3558e992b7014518f0d50dae4b.jpg
Interpretação de exames laboratoriais 
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faz o esforço de uma tosse profunda utilizando o diafragma e expectorando em 
um recipiente estéril. 
Após a coleta, a amostra é encaminhada para o laboratório dentro de duas 
horas, tendo como um cuidado especial o local de armazenamento e seu 
período; locais aquecidos favorecem o desenvolvimento de crescimento 
microbiano maior que o normal dificultando a identificação dos micro-organismos 
presentes. 
O exame de escarro é composto por duas partes: a análise macroscópica 
e a análise microscópica. Na análise macroscópica segundo Lima et al (2001), é 
avaliado o volume, cor, consistência, cheiro, formação de camadas, cálculos de 
Dittrich e cilindros Brônquicos. As doenças mais frequentes associadas ao 
aumento do volume da amostra do escarro de 24 horas são a tuberculose 
cavitária avançada, edema pulmonar, abscesso pulmonar e empiema. 
Para Brunner (2002), a cor do escarro tem significados diferentes para 
determinadas patologias: a cor amarelada, verde ou cor de barro pode indicar 
infecção bacteriana; o escarro tinto pode sugerir tumor pulmonar; o róseo 
provavelmente indique edema pulmonar. 
Lima et al (2001) refere à cor verde-brilhante do escarro como sugestiva 
de icterícia, pneumonia caseosa e pneumonia lobar, em razão da presença de 
pigmentos biliares; a presença de sangue em rajas indica tuberculose pulmonar; 
o escarro cor de ferrugem é muito comum em pneumonias; o escarro oriundo de 
abscesso amebiano do pulmão é caracterizado pela cor de chocolate ou café 
com leite; a cor cinzenta ou negra é encontrada no escarro de pessoas que 
trabalham em carvoarias e na antracose. 
Segundo Lima et al (2001), a consistência do escarro é constituída pelo 
muco, soro e pus. Os escarros são denominados de serosos, mucosos, 
purulentos, mucupurulentos e seropurulentos. Para Brunner (2002), o escarro 
purulento indica infecção por bactéria; o mucoide resulta de bronquite viral; o 
espumoso e profuso sugereedema pulmonar. 
O escarro expectorado não tem cheiro característico, porém, Lima et al 
(2001) afirma que certos medicamentos que são expectorados pelos pulmões 
podem gerar odores. O escarro e a respiração com odor fétido sugerem 
presença de abscesso pulmonar, bronquiectasia ou infecção provocada por 
micro-organismos anaeróbicos. 
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A formação de camadas é um fato que ocorre na bronquiectasia, na 
gangrena e em abscessos pulmonares, e é percebida pela separação de três 
camadas distintas quando colocado um volume maior de escarro em um cilindro. 
Os cálculos pulmonares são uma observação rara, e podem ser encontrados na 
tuberculose crônica, onde são eliminados pequenos nódulos calcificados do 
tecido. 
Lima et al (2001) descreve os Tampões de Dittrich como uma massa 
cinzenta ou amarelada, com o tamanho de uma ervilha ou menor, formadas nos 
brônquios e quando esmagadas exalam um odor fétido. Além de serem 
expectoradas por pessoas normais, é característico de bronquite pútrida e na 
bronquiectasia. 
Os cilindros brônquicos aparecem na pneumonia, na bronquite fibrinosa e 
na difteria, consistem em ramificações que se assemelham a árvores, fato que 
pode ser associado à formação ser nos brônquios. Geralmente tem uma 
coloração branca, porém, podem apresentar- se avermelhados ou castanhos 
pela presença de hemoglobina. 
O exame microscópico é feito a fresco ou após a coloração do escarro e 
visa à identificação de certas estruturas. Após a realização do exame 
macroscópico rigoroso, isola-se o material em uma lâmina de Petri e examinam- 
se estas estruturas. 
MICROSCOPIA DIRETA DE ESFREGAÇO DE ESCARRO CORADA 
PELO MÉTODO DE GRAM. A FLECHA INDICA LOCALIZAÇÃO DE BACTÉRIA 
GRAM POSITIVA 
 
http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/artigo_detalhes.asp?i 
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Interpretação de exames laboratoriais 
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d=1260 
O exame a fresco é realizado para identificar algumas estruturas que após 
a coloração não são possíveis de visualizar. As estruturas mais comuns são as 
Fibras Elásticas; Espirais de Curschmann; Cristais de Charcot-Leyden; Células 
Pigmentadas; Glóbulos de Mielina; Grãos Actinomicóticos e Parasitos. 
- Fibras Elásticas: são originadas do tecido pulmonar e aparecem no 
abscesso, na gangrena, nas neoplasias pulmonares e em casos de tuberculose 
mais avançada. 
- Espirais de Curschmann: são filamentos espirados, medindo 
aproximadamente 15 cm, podendo às vezes ser visualizadas a olho nu. É 
característico na asma brônquica e raramente na bronquite crônica. 
- Cristais de Charcot – Leyden: são cristais incolores, pontiagudos 
e em forma hexagonal, medindo quatro vezes o tamanho de uma hemácia. 
Geralmente, aparecem após a amostra ficar um período significativo à 
temperatura ambiente e caracteriza a asma brônquica. 
- Células Pigmentadas: dividem-se em duas espécies: as células da 
insuficiência cardíaca, pois se originam após um episódio de congestão 
pulmonar da descompensação cardíaca. E as células cheias de carvão, que é 
claro contêm carvão e são encontradas no escarro de pacientes que trabalham 
em carvoarias, fumantes ou portadores de antracose. 
- Glóbulos de Mielina: são incolores e com tamanhos e formas 
variadas; estes glóbulos, por serem muito pequenos, podem ser facilmente 
comparados com as células da insuficiência cardíaca. Os glóbulos de mielina 
não apresentam um significado clínico. 
- Grãos Actinomicóticos: chamados também de grãos de enxofre, 
têm uma coloração amarelo acinzentado e são visíveis a olhou nu. Característico 
no escarro de pacientes com actinomicose pulmonar (doença infecciosa rara, 
semelhante à tuberculose). 
- Parasitos: encontrar um parasita em uma amostra de escarro é 
extremamente raro. 
- 
Na análise do escarro após a coloração é feito um esfregaço da amostra 
de escarro para estudar as células e as bactérias presentes. O esfregaço 
realizado para identificar as bactérias são dois, o Gram e o ZiehlNeelsen, e para 
http://www.estetus.com.br/
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Interpretação de exames laboratoriais 
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a citologia pelo May-Grunwald-Giemsa. É interessante ressaltar que no 
esfregaço, para a identificação de bactérias do exame de escarro, é comum 
encontrar bactérias saprótias da boca, que não devem ser confundidas. As 
bactérias patogênicas mais comuns são os bacilos da tuberculose e Influenza, o 
estafilococo, o estreptococo, o pneumococo, entre outros. 
 
Assistência na coleta de escarro 
 
 
Falqueto et al (2006) descreve que a análise do escarro é um 
procedimento de fácil aplicação, contudo, para ser eficaz é importante que o 
paciente seja bem orientado quanto à forma de coleta, já que uma amostra 
adequada é aquela livre de contaminação e com material oriundo das vias 
aéreas superiores. 
A assistência da equipe de enfermagem é importante para que a coleta 
da amostra do escarro esteja adequada às condições necessárias para o exame. 
Assim, é indispensável a atenção da equipe com o paciente que será submetido 
a este exame, a fim de mantê-lo tranquilo e cooperante durante a coleta. 
Segundo Brunner (2002), uma das maiores dificuldades que alguns 
pacientes encontram é a expectoração do escarro, uma vez que este escarro é 
muito espesso e dificulta a coleta da amostra. Para isso o Enfermeiro e sua 
equipe devem orientar o paciente para reforçar a ingesta hídrica momentos antes 
da expectoração, ou então utilizar soluções em aerossóis que podem ser 
realizados por nebulizador, com o intuito de diminuir a viscosidade. Quando o 
paciente não consegue expelir espontaneamente o escarro, a equipe induz a 
tosse profunda por meio da inalação de aerossol irritante com solução salina 
supersaturada de glicol propileno a fim de obter a expectoração. 
Considera-se uma amostra de escarro de boa qualidade aquela obtida a 
partir da árvore brônquica superior, sendo que o volume necessário para a 
amostra varia de 5 a 10 ml e o ideal é a realização da coleta de amostra do 
escarro do paciente ao despertar (FALQUETO et al, 2006). 
Para Lima et al (2001), a obtenção do escarro em crianças é muito difícil, 
sendo utilizados outros métodos para identificação dos bacilos, tais como exame 
de fezes ou pelo suco gástrico. Também cabe ao Enfermeiro orientar o paciente 
que realiza a coleta em casa para que tenha o cuidado de não contaminar o 
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frasco internamente, preservando a amostra, e externamente, a fim de evitar 
suposta contaminação do examinador. 
A seguir a técnica de coleta de escarro baseada nas Orientações da 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (2004): 
o Orientar ao paciente quanto à coleta do escarro e não da saliva; 
o Colher a amostra na primeira hora da manhã antes que o paciente 
faça ingestão de alimentos; 
o Orientar o paciente para que realize a escovação dos dentes 
somente com água sem uso de antissépticos e nem creme dental, realizando 
gargarejos por várias vezes somente com água; 
o Solicitar ao paciente que respire profundamente por várias vezes, e, 
após, tossir profundamente colocando a amostra em frasco de boca larga; 
o Nos casos em que a coleta for difícil, por falta de expectoração 
suficiente, instrui-se que o paciente realize a inalação, para após efetuar a coleta; 
o Encaminhar o material imediatamente ao laboratório; 
o Em algumas situações pode ser solicitada a coleta de escarro para 
análise de micobactérias e fungos, recomenda-se então a coleta de três 
amostras em dias consecutivos sendo uma amostra por dia. 
 
Um dos cuidados mais importantes na coleta da amostra de escarro é aobtenção de uma amostra vinda das vias aéreas superiores, desta forma, é 
necessário esclarecer ao paciente a diferença entre o escarro e a saliva (cuspe), 
principalmente, quando o procedimento é realizado em casa, informando que a 
saliva não deve fazer parte da maioria da amostra. 
 
Coleta de escarro para investigação da tuberculose pulmonar 
 
 
Na prática diária da enfermagem em hospitais e/ou postos de saúde 
identifica-se um considerável número de coletas de escarros para investigação 
da tuberculose. Por isso, torna-se importante o profissional ter conhecimento 
acerca deste procedimento e dos principais cuidados preconizados. 
Segundo o Ministério da Saúde (2002), a tuberculose consiste em uma 
doença infecciosa e contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis 
(Bacilo de Koch – BK). A tuberculose pulmonar é transmitida pelo ar de pessoa 
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para pessoa por meio de gotículas contendo os bacilos expelidos por um 
infectado ao tossir, espirrar ou falar em voz alta pra uma pessoa sadia. Pode 
ocorrer em qualquer idade e nem todas as pessoas expostas ao bacilo da 
tuberculose se tornam infectadas. 
Um dos elementos utilizados para o Diagnóstico da Tuberculose 
Pulmonar é o exame bacteriológico – baciloscopia direta do escarro. Sendo 
considerada uma doença de saúde pública, o estímulo é que sempre esta 
doença seja investigada pelos profissionais de saúde com o objetivo de 
identificar e tratar os acometidos. 
O exame bacteriológico realizado na investigação da TB tem como 
amostra o escarro do paciente. O Ministério da Saúde (2002) instrui a solicitação 
deste exame a todos os pacientes enquadrados nas situações abaixo citadas: 
o Pacientes adultos que procurem o serviço de saúde por 
apresentarem queixas respiratórias ou qualquer outro motivo e informem ter 
tosse e expectoração por três ou mais semanas; 
o Pacientes que apresentam alterações pulmonares na radiografia de 
tórax; 
o Pessoas que entraram em contato com casos de tuberculose 
pulmonar bacilíferos que apresentarem queixas respiratórias. 
 
 
A investigação junto ao paciente é de suma importância, desta forma, a 
Enfermagem contribui na busca por informações, sinais e/ou sintomas que 
possam levar a uma suspeita de caso de TB. Todas as informações obtidas junto 
ao paciente e/ou responsável devem ser registradas e discutidas com os demais 
membros da equipe de Saúde. 
A seguir a rotina estipulada pelo Ministério da Saúde (2002) para 
realização do Exame Bacteriológico. 
 Número de amostras a serem coletadas: para o diagnóstico de TB é 
recomendado duas coletas de amostras de escarro. Sendo a primeira realizada 
no momento em que o paciente busca o serviço (primeira consulta) e a segunda 
coleta na manhã do dia seguinte ao despertar, independente do resultado da 
primeira amostra da coleta;
 Coleta da amostra: entregar ao paciente o frasco para coleta de 
amostra verificando se a tampa do pote fecha bem e se já está identificado;
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orientar ao paciente que ao despertar pela manhã, lavar bem a boca sem 
escovar os dentes, inspirar profundamente, prendendo a respiração por um 
instante e forçando a tosse escarrar; deve-se repetir este processo até se obter 
duas eliminações de escarro, sempre evitando que escorra o conteúdo pelas 
paredes externas do frasco; o frasco após a coleta deve ser tampado e colocado 
em um saco plástico com a tampa para cima e encaminhado ao laboratório e/ou 
unidade de saúde. Lavar as mãos antes e após o procedimento. Uma amostra 
de qualidade para a análise deve vir da árvore brônquica por meio do esforço da 
tosse e não da faringe ou por aspiração de secreção nasal, nem conter saliva. 
 Volume da Amostra: 5 a 10 ml;
 Material para coleta: potes plásticos descartáveis, transparentes, 
com boca larga e tampa com rosca; capacidade do pote para 35 e 50 ml. O pote 
deve ser identificado com o nome do paciente e data da coleta, sendo que esta 
identificação deve ser feita no corpo do copo e nunca na tampa e com fita 
gomada ou caneta para retroprojetor;
 Local para coleta: local aberto, ao ar livre ou sala arejada;
 Conservação e Transporte da Amostra: preferencialmente as 
amostras de escarro para investigação da TB Pulmonar devem ser 
encaminhadas ao laboratório imediatamente após a coleta, sendo que seu 
período máximo de conservação é de 24 horas em temperatura ambiente ou sete 
dias sob refrigeração (geladeira própria para material contaminado), a uma 
temperatura de 2º a 8º C. A amostra sempre deve ser mantida protegida da luz 
e em pote bem fechado.
 
ASSISTÊNCIA NAS UNIDADES DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 
 
 
O avanço tecnológico proporcionou a inclusão dos profissionais de 
enfermagem na aplicação de cuidados específicos em unidades diferenciadas 
como nas Unidades de Diagnóstico por Imagem; estas unidades especializadas 
têm como objetivo principal a realização de exames por imagem com intuito de 
fortalecer e auxiliar a investigação médica frente a um diagnóstico. 
É primordial o conhecimento da utilização e a assistência a ser prestada 
nos diferentes tipos de tecnologia, cita-se aqui nos exames por imagem, uma 
vez que a busca incessante pelo diagnóstico preciso têm como consequência o 
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aumento diário do uso de novas tecnologias. 
Na saúde, os avanços tecnológicos tendem cada vez mais a utilizar 
equipamentos emissores de radiação ionizante e desta forma, a tendência é que 
os profissionais de enfermagem ocupem postos de trabalho nestes locais (FLOR 
& KIRCHHOF, 2005). 
Segundo Okumo (1998), radiologia na área da saúde é compreendida 
como a radioterapia, a radiologia diagnóstica e a medicina nuclear; sendo que a 
radiologia diagnóstica engloba a hemodinâmica, a tomografia computadorizada, 
os setores de raio-X e a medicina nuclear. 
Nos locais onde é operacionalizada a radiologia há a emissão da 
chamada Radiação Ionizante. Radiação Ionizante segundo a Resolução nº 6 de 
21 de dezembro de 1988 – Conselho Nacional de Saúde, a Radiação Ionizante 
(ou simplesmente a radiação) é qualquer partícula ou radiação eletromagnética 
que, ao interagir com a matéria, ioniza direta ou indiretamente seus átomos ou 
moléculas. 
A palavra Radiação remete ao pensamento das bombas nucleares ou 
algo do gênero, entretanto, é importante compreender que diariamente estamos 
expostos a vários tipos de radiação, mesmo as pessoas que não trabalham 
diretamente em setores de imagem. Desta forma, existem dois tipos de radiação, 
a chamada Radiação Não Ionizante e a Radiação Ionizante. 
A Radiação Não Ionizante é aquela que possui uma baixa frequência e na 
maioria das vezes não alteram os átomos, exemplos deste tipo de radiação são: 
a luz visível, o infravermelho, o micro-ondas, a frequência de rádio, o radar e o 
celular. 
Nas Radiações Ionizantes a principal diferença é justamente a 
propriedade de ionizar a matéria fazendo com que a mesma possa se alterar por 
meio da ionização produzida. Isso quer dizer que em contato com este tipo de 
radiação os seres humanos podem ter seu material genético (DNA) alterado, 
danificando igualmente suas células corporais. Ao contrário da radiação não 
ionizante, a radiação ionizante possui alta frequência e os principais exemplos 
são: os raios X, os raios gama que são emitidos por material radioativo e os raios 
cósmicos. 
Pensando em avanço tecnológico, vem em mente o aumento gradual do 
uso dos equipamentos na prestação da assistência; em comparação, há alguns 
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anos atrás os serviços de saúde não dispunham de tantos equipamentos como 
hoje. A tecnologiaavançou e com ela a necessidade de capacitação dos 
profissionais frente ao seu uso. 
Contudo, é importante ressaltar que mesmo diante da demanda de 
equipamentos, a saúde lida com um produto subjetivo e como tal, além do uso 
de materiais e equipamentos, o imprescindível é o conjunto entre o 
desenvolvimento de uma assistência técnica satisfatória e um atendimento 
humanizado. 
Cabe mencionar que sobre as tecnologias envolvidas na saúde Amara 
(1975 apud FLOR & KIRCHHOF, 2005) menciona a seguinte classificação: 
Tecnologia Hardware ou Dura, em que são incluídos artefatos de uso terapêutico 
como, por exemplo, equipamentos, produtos químico-farmacêuticos, 
procedimentos médico-cirúrgicos e dispositivos de uso terapêutico; e Tecnologia 
Software ou Leve, que são constituídas por instrumentos sociais que utilizam 
tecnologia de relações como, por exemplo, produção de vínculo, acolhimento e 
cuidado. 
Secoli, Padilha & Leite (2005) afirmam que nos países em 
desenvolvimento, a velocidade que a tecnologia é introduzida na prática 
encontra-se em descompasso com o preparo profissional para utilizá-la de 
maneira adequada. Sendo o grande desafio preparar os profissionais com intuito 
de garantir a atualização e incorporação dos conhecimentos necessários para o 
uso dos recursos tecnológicos existentes, na velocidade que os aproxime das 
máquinas sem que percam valores humanos fundamentais. 
O Conselho Federal de Enfermagem criou uma Resolução que dispõe 
sobre a atuação dos profissionais de enfermagem que trabalham com Radiação 
Ionizante, abaixo descrita: 
 
Resolução COFEN-211 
 
 
Dispõe sobre a atuação dos profissionais de Enfermagem que 
trabalham com radiação ionizante 
O Conselho Federal de Enfermagem, no exercício de sua competência, 
consignada na Lei no 5.905/73, no estatuto do Sistema COFEN/CORENs, 
aprovado pela Resolução COFEN-206/97, tendo em vista a deliberação do 
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Plenário em sua 264a Reunião Ordinária; 
Considerando no que dispõe a Constituição da República Federativa do 
Brasil, promulgada em 05 de outubro de 1988, nos artigos 5o, XIII, e 197; 
Considerando os preceitos da Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, e o 
Decreto nº 94.406, de 28 de junho de 1987, no artigo 8º inciso I, alíneas "e", "f", 
"g", "h"; inciso II, alíneas "a", "b", "f", "i", "n", "o", "q"c.c os artigos 10 e 11; 
Considerando o contido no Código de Ética dos profissionais de 
Enfermagem, nos termos de que dispõem a Resolução COFEN-160/93; 
Considerando a Portaria MS/SAS n° 170, de 17 de dezembro de 1993, 
que estabelece normas para credenciamento de hospitais que realizam 
procedimentos de alta complexidade ao atendimento dos portadores de tumor 
maligno; 
Considerando a norma da Comissão Nacional de Energia Nuclear 
(CNEN) NN-6.01, de outubro de 1996, que estabelece a capacitação técnica em 
radioterapia; 
Considerando a norma da CNEN, NE-3.01, que trata das diretrizes 
básicas de radioproteção; 
Considerando a norma ICRP no 26, da CNEN, que dispõe sobre o 
princípio Alara; 
Considerando a norma da CNEN NE-3.05, de janeiro de 1989, que trata 
de requisitos de Radioproteção e segurança para serviços de Medicina Nuclear; 
Considerando a norma da CNEN, NE-3.06, de março de 1990, que trata 
dos requisitos de radioproteção e segurança para serviços de radioterapia; 
Considerando as conclusões emanadas do XI Seminário Nacional do 
Sistema COFEN/CORENs, realizado no Rio de Janeiro, de 01 a 03 de dezembro 
de 1997, contidas no PAD COFEN-059/97; 
Considerando as necessidades de regulamentar as normas e assegurar 
condições adequadas de trabalho para os profissionais de Enfermagem em 
Radioterapia, Medicina Nuclear e Serviços de Imagem nos Estabelecimentos de 
Saúde. 
Resolve: 
Art 1o - Aprovar as Normas Técnicas de radioproteção nos 
procedimentos a serem realizados pelos profissionais de Enfermagem que 
trabalham com radiação ionizante em Radioterapia, Medicina Nuclear e 
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Serviços de Imagem na forma de regulamento anexo. 
Art 2o - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, 
revogando as disposições em contrário. 
Rio de Janeiro, 01 de julho de 1998. 
Nelson da Silva Parreiras 
COREN-GO no 19.377 
Presidente 
Iva Maria Barros Ferreira 
COREN-PI no 39.035 
Primeira-secretária 
 
 
 
Regulamento da atuação dos profissionais de Enfermagem em 
radioterapia que trabalham com radiação ionizante 
 
– Finalidade 
O presente regulamento tem como finalidade estabelecer a atuação dos 
profissionais de Enfermagem que trabalham com radiação ionizante em 
Radioterapia, Medicina Nuclear e Serviços de Imagem, segundo as normas 
técnicas e de radioproteção estabelecidas pelo Ministério da Saúde e pela 
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). 
- Objetivos 
- Objetivo geral 
Regulamentar a atuação dos profissionais de Enfermagem nos serviços 
de Radioterapia, Medicina Nuclear e Imagem. 
- Objetivos específicos 
Assegurar a qualidade da assistência prestada pelos profissionais de 
Enfermagem aos clientes submetidos à radiação ionizante em níveis hospitalar 
e ambulatorial. 
Promover a humanização do atendimento a clientes submetidos à 
irradiação ionizante em níveis hospitalar e ambulatorial. 
 
• Normatizar a consulta de Enfermagem a clientes submetidos ao 
tratamento com radiação ionizante, conforme o disposto na Resolução COFEN- 
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159-98. 
• Assegurar a observância dos requisitos básicos de radioproteção e 
segurança para os profissionais de Enfermagem que trabalham com radiação 
ionizante com fins terapêuticos e de diagnósticos, conforme norma da CNEN NE- 
3.01. 
1- Recursos humanos 
• Os profissionais de Enfermagem devem integrar a equipe 
multiprofissional em conformidade com a legislação vigente. 
 
2 - Competência do Enfermeiro em radioterapia, medicina nuclear e 
serviços de imagem 
 
• Planejar, organizar, supervisionar, executar e avaliar todas as 
atividades de Enfermagem, em clientes submetidas à radiação ionizante, 
alicerçados na metodologia assistencial de Enfermagem. 
• Participar de protocolos terapêuticos de Enfermagem, na prevenção, 
tratamento e reabilitação, em clientes submetidos à radiação ionizante. 
• Assistir de maneira integral aos clientes e suas famílias, tendo como 
base o Código de Ética dos profissionais de Enfermagem e a legislação vigente. 
• Promover e difundir medidas de saúde preventivas e curativas por 
meio da educação aos clientes e familiares através da consulta de Enfermagem. 
• Participar de programas de garantia da qualidade em serviços que 
utilizam radiação ionizante, de forma setorizada e global. 
• Proporcionar condições para o aprimoramento dos profissionais de 
Enfermagem atuantes na área, na forma de cursos e estágios em instituições 
afins. 
• Elaborar os programas de estágio, treinamento e desenvolvimento 
de profissionais de Enfermagem nos diferentes níveis de formação, relativos à 
área de atuação, bem como proceder à conclusão e supervisão deste processo 
educativo. 
• Participar da definição da política de recursos humanos, da aquisição 
de material e da disposição da área física, necessários à assistência integral aos 
clientes. 
• Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações 
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pertinentes às áreas de atuação. 
• Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades afins, 
desenvolvendo estudos investigacionais e de pesquisa. 
• Promover e participar da integração da equipe multiprofissional, 
procurando garantir uma assistência integral ao cliente e familiares. 
• Registrar informações e dadosestatísticos pertinentes à assistência, 
ressaltando os indicadores de desempenho, interpretando e otimizando a 
utilização dos mesmos. 
• Formular e implementar Manuais Técnicos Operacionais para equipe 
de Enfermagem nos diversos setores de atuação. 
• Formular e implementar Manuais Educativos aos clientes e 
familiares, adequando-os à sua realidade social. 
• Manter atualização técnica e científica de manuseio dos 
equipamentos de radioproteção, que lhe permita atuar com eficácia em situações 
de rotina e emergenciais, visando a interromper e/ou evitar acidentes ou 
ocorrências que possam causar algum dano físico ou material considerável, nos 
moldes da NE- 3.01 e NE- 3.06, da CNEN, respeitando as competências dos 
demais profissionais. 
 
1 - Competência do profissional de nível médio de Enfermagem em 
radioterapia, medicina nuclear e serviços de imagem 
 
• Executar ações de Enfermagem a clientes submetidos à radiação 
ionizante, sob a supervisão do Enfermeiro, conforme Lei no 7.498/86, art. 15 e 
Decreto no 94.406/87, art. 13, observado o instituído na Resolução COFEN- 
168/83. 
• Atuar no âmbito de suas atribuições junto aos clientes submetidos a 
exames radiológicos, assim como na prevenção, tratamento e reabilitação a 
clientes submetidos à radiação ionizante. 
• Participar de programas de garantia de qualidade em serviços que 
utilizam radiação ionizante. 
• Participar de Programas e Treinamento em Serviço, planejados pelo 
Enfermeiro nas diferentes áreas de atuação. 
• Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações 
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pertinentes às áreas de atuação. 
 
 
• Promover e participar da interação da equipe multiprofissional, 
procurando garantir uma assistência integral ao cliente e familiares. 
• Registrar informações e dados estatísticos pertinentes à assistência. 
• Manter atualizações técnica e científica que lhe permita atuar com 
eficácia na área de radiação ionizante, conforme moldes da NE-3.01 e NE-3.06 
da CNEN.” 
 
Com o intuito de ampliar o conhecimento do aluno e complementar a 
resolução acima citada, indica-se a leitura das “Diretrizes Básicas de Proteção 
Radiológica” – CNEN - NN - 3.01/janeiro de 2005 e “Os Requisitos de 
Radioproteção e Segurança para Serviços de Radioterapia” – CNEN – NE – 
3.06/março de 1990, O Princípio de Alara citado na Resolução do COFEN acima 
descrita, em inglês As Low as Reasonably Achievable ou, tão baixa quanto 
razoavelmente exequível, também conhecido como Princípio da Otimização, 
entre outras questões, recomenda que todas as exposições à radiação sejam 
mantidas mais baixas quanto possíveis. 
Sobre as Exposições Ocupacionais dos profissionais que desempenham 
suas funções em setores de Radiodiagnóstico Médico e Odontológico, a Portaria 
453/88 em seu item 2.13 e 2.14 descreve: 
 
Exposições ocupacionais 
 
a) As exposições ocupacionais normais de cada indivíduo, 
decorrentes de todas as práticas, devem ser controladas de modo que os valores 
dos limites estabelecidos na Resolução-CNEN n.º 12/88 não sejam excedidos. 
Nas práticas abrangidas por este Regulamento, o controle deve ser realizado da 
seguinte forma: 
(i) a dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em 
qualquer período de cinco anos consecutivos, não podendo exceder 50 mSv em 
nenhum ano. 
(ii) a dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para 
extremidades e 150 mSv para o cristalino. 
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b) Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes 
requisitos adicionais, de modo a proteger o embrião ou feto: 
 
(i) a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo 
seja constatada; 
(ii) as condições de trabalho devem ser revistas para garantir 
que a dose na superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período 
restante da gravidez, tornando pouco provável que a dose adicional no embrião 
ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período. 
c) Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios-x 
diagnósticos, exceto em treinamentos. 
d) Para estudantes com idade entre 16 e 18 anos, em estágio 
de treinamento profissional, as exposições devem ser controladas de modo que 
os seguintes valores não sejam excedidos: 
(i) dose efetiva anual de 6 mSv; 
 
 
(ii) dose equivalente anual de 150 mSv para extremidades e 50 
mSv para o cristalino. 
e) É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos. 
 
 
É necessária a manutenção de atualização técnica de todos os 
profissionais envolvidos com a realização dos procedimentos de 
Radiodiagnóstico Médico e Odontológico, por meio da realização de 
treinamentos contínuos visando ao aperfeiçoamento e capacitação, conforme 
preconiza a Portaria 453/88 em seu item 3.38 descrito abaixo: 
 
TREINAMENTOS PERIÓDICOS 
 
 
3.38 Os titulares devem implementar um programa de treinamento anual, 
integrante do programa de proteção radiológica, contemplando, pelo menos, os 
seguintes tópicos: 
a) Procedimentos de operação dos equipamentos, incluindo 
uso das tabelas de exposição e procedimentos em caso de acidentes. 
b) Uso de vestimenta de proteção individual para pacientes, 
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equipe e eventuais acompanhantes. 
c) Procedimentos para minimizar as exposições médicas e 
ocupacionais. 
d) Uso de dosímetros individuais. 
e) Processamento radiográfico. 
f) Dispositivos legais.” 
 
 
Outro fator importante a ser considerado são as áreas e ambientes que 
envolvem a realização dos exames de radiodiagnóstico e consequentemente 
emissão de radiação ionizante. A enfermagem deve possuir conhecimento frente 
à classificação das áreas, ou seja, o que se constituem áreas livres e áreas 
controladas. Sobre isto a Portaria 453/88 em seu item 3.39 a 3.42 descreve: 
 
“CONTROLE DE ÁREAS DO SERVIÇO 
 
 
3.39 Os ambientes do serviço devem ser delimitados e 
classificados em áreas livres ou em áreas controladas, segundo as 
características das atividades desenvolvidas em cada ambiente. 
3.40 Nos ambientes classificados como áreas controladas, 
devem ser tomadas medidas específicas de proteção e segurança para controlar 
as exposições normais e prevenir ou limitar a extensão de exposições potenciais. 
3.41 As salas onde se realizam os procedimentos radiológicos e 
a sala de comando devem ser classificadas como áreas controladas e: 
a) Possuir barreiras físicas com blindagem suficiente para 
garantir a manutenção de níveis de dose tão baixos quanto razoavelmente 
exequíveis, não ultrapassando os níveis de restrição de dose estabelecidos 
neste Regulamento. 
b) Dispor de restrição de acesso e de sinalização adequada, 
conforme especificado neste Regulamento. 
c) Ser exclusivas aos profissionais necessários à realização do 
procedimento radiológico e ao paciente submetido ao procedimento. 
Excepcionalmente, é permitida a participação de acompanhantes, condicionada 
aos requisitos apresentados neste Regulamento. 
3.42 Em instalações de radiodiagnóstico, toda circunvizinhança 
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da área controlada deve ser classificada como área livre, sob o aspecto de 
proteção radiológica.” 
Sobre a carga horária dos profissionais que desempenham suas 
atividades em setores de RX e Tomografia Computadorizada a Lei Nº 7.394, de 
29 de outubro de 1985, regulamentada pelo Decreto Nº 92.790 de 17 de junho 
de 1986, regula o exercício da profissão do Técnico em Radiologia e estabelece 
em seu Artigo 30 que a carga horária semanal desse profissional é de 24 horas, 
sendo que esta carga horária não está prevista para os profissionais de 
enfermagem que atuam nos serviços que empregam radiação ionizante, já que 
as funções de manuseio dosequipamentos de RX e/ou Tomógrafos 
(consequentemente exposição direta) são dos técnicos de radiologia e não dos 
técnicos de enfermagem, desta forma o trabalho dos técnicos de radiologia está 
todo regulamentado pela Lei 7.394/85 enquanto o trabalho dos técnicos de 
enfermagem pelo COFEN e demais leis trabalhistas (CLT). 
Para se ter melhor embasamento e diferença entre o desenvolvimento 
dos serviços de forma específica, tanto do técnico de enfermagem como do 
técnico de radiologia, o anexo I contém o Decreto N° 92.760 de 17 de junho de 
1986 que regulamenta a Lei Nº 7.394 de 29 de outubro de 1985, visando a 
facilitar o entendimento do aluno. 
Falando nos equipamentos de proteção individual para profissionais que 
trabalham em setores de radiodiagnóstico médico e odontológico, a Portaria 
453/88, item 3.43 “b a i” descreve: 
“b) Todo indivíduo que trabalha com raios-x diagnósticos deve usar, 
durante sua jornada de trabalho e enquanto permanecer em área controlada, 
dosímetro individual de leitura indireta, trocado mensalmente. 
c) A obrigatoriedade do uso de dosímetro individual pode ser 
dispensada, a critério da autoridade sanitária local e mediante ato normativo, 
para os serviços odontológicos com equipamento periapical e carga de trabalho 
máxima inferior a 4 mA min/semana. 
d) Os dosímetros individuais destinados a estimar a dose efetiva 
devem ser utilizados na região mais exposta do tronco. 
e) Durante a utilização de avental plumbífero, o dosímetro 
individual deve ser colocado sobre o avental, aplicando-se um fator de correção 
de 1/10 para estimar a dose efetiva. Em casos em que as extremidades possam 
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estar sujeitas a doses significativamente altas, deve-se fazer uso adicional de 
dosímetro de extremidade. 
f) O dosímetro individual é de uso exclusivo do usuário do 
dosímetro no serviço para o qual foi designado. 
g) Durante a ausência do usuário, os dosímetros individuais 
devem ser mantidos em local seguro, com temperatura amena, umidade baixa e 
afastados de fontes de radiação ionizante, junto ao dosímetro padrão, sob a 
supervisão do SPR. 
h) Se houver suspeita de exposição acidental, o dosímetro 
individual deve ser enviado para leitura em caráter de urgência. 
i) Os titulares devem providenciar a investigação dos casos de 
doses efetivas mensais superiores a 1,5 mSv. Os resultados da investigação 
devem ser assentados.” 
Acrescentando, na Portaria 453/88 os seguintes itens falam sobre a 
questão de proteção: 
“4.26 Durante a realização de procedimentos radiológicos, somente o 
paciente a ser examinado e a equipe necessária ao procedimento médico ou 
treinados podem permanecer na sala de raios-x. 
a) Todos os profissionais necessários na sala devem: 
 
 
(i) posicionar-se de tal forma que nenhuma parte do corpo 
incluindo extremidades seja atingida pelo feixe primário sem estar protegida por 
0,5 mm equivalente de chumbo; 
(ii) proteger-se da radiação espalhada por vestimenta ou 
barreiras protetoras com atenuação não inferior a 0,25 mm equivalentes de 
chumbo. 
 
b) Havendo necessidade da permanência de acompanhante do 
paciente na sala durante a realização do exame, isto somente será possível com 
a permissão do RT e após tomadas todas as providências de proteção 
radiológica devidas, conforme item 3.45. 
c) O técnico operador deve manter-se dentro da cabine de 
comando e observar o paciente durante o exame radiográfico, em instalações 
fixas. 
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d) As portas de acesso de instalações fixas devem ser mantidas 
fechadas durante as exposições. A sinalização luminosa nas portas de acesso 
deverá estar acionada durante os procedimentos radiológicos, conforme item 
4.3-d). 
4.27 A realização de exames radiológicos com equipamentos 
móveis em leitos hospitalares ou ambientes coletivos de internação, tais como 
unidades de tratamento intensivo e berçários, somente será permitida quando 
for inexequível ou clinicamente inaceitável transferir o paciente para uma 
instalação com equipamento fixo. Neste caso, além dos requisitos previstos nº 
4.26-a) e 4.26-b), deve ser adotada uma das seguintes medidas: 
a) Os demais pacientes que não puderem ser removidos do ambiente 
devem ser protegidos da radiação espalhada por uma barreira protetora 
(proteção de corpo inteiro) com, no mínimo, 0,5 mm equivalentes de chumbo. 
b) Os demais pacientes que não puderem ser removidos do ambiente 
devem ser posicionados de modo que nenhuma parte do corpo esteja a menos 
de dois metros do cabeçote ou do receptor de imagem. 
4.28 O técnico deve realizar apenas exposições que tenham sido 
autorizadas por um médico do serviço. Toda repetição de exposição deve ser 
anotada nos assentamentos do paciente e ser especialmente supervisionada 
pelo RT. 
4.29 Deve ser evitada a realização de exames radiológicos com 
exposição do abdômen ou pelve de mulheres grávidas ou que possam estar 
grávidas, a menos que existam fortes indicações clínicas. 
a) Informação sobre possível gravidez deve ser obtida da própria 
paciente. 
b) Se a mais recente menstruação esperada não ocorreu e não houver 
outra informação relevante, a mulher deve ser considerada grávida. 
 
4.30 O feixe de raios-x deve ser cuidadosamente posicionado no paciente 
e alinhado em relação ao receptor de imagem. 
a) O feixe útil deve ser limitado à menor área possível e consistente 
com os objetivos do exame radiológico. 
(i) o campo deve ser no máximo do tamanho do receptor de imagem; 
(ii) o tamanho do filme/cassete deve ser o menor possível, consistente 
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com o tamanho do objeto de estudo. 
b) Deve-se colocar blindagem adequada, com menos 0,5 mm 
equivalente de chumbo, nos órgãos mais radiosensíveis tais como gônadas, 
cristalino e tireoide, quando, por necessidade, eles estiverem diretamente no 
feixe primário de radiação ou até 5 cm dele, a não ser que tais blindagens 
excluam ou degradem informações diagnósticas importantes.” 
Dentre os equipamentos de proteção individual exigidos para os 
profissionais que desempenham atividades em setores com exposição à 
radiação ionizante estão: 
 Avental de Chumbo;
 Protetor de Tireoide;
 Luvas de Chumbo;
 Dosímetro.
 
Segundo Flor & Kirchhof (2005) o avental de chumbo, o protetor de 
tireoide e as luvas de chumbo são equipamentos de proteção individual que 
devem ser utilizados pelos profissionais quando houver a necessidade de 
permanência dentro das áreas controladas. 
Outra questão a ser observada nos setores que desenvolvem atividades 
com emissão de radiação ionizante é a exposição dos acompanhantes, sobre 
isso a Portaria 453/88 descreve: 
 
“3.50 Exposição de acompanhantes 
 
 
a) A presença de acompanhantes durante os procedimentos 
radiológicos somente é permitida quando sua participação for imprescindível 
para conter, confortar ou ajudar pacientes. 
(i) esta atividade deve ser exercida apenas em caráter voluntário e fora 
do contexto da atividade profissional do acompanhante; 
(ii) é proibido a um mesmo indivíduo desenvolver regularmente esta 
atividade; 
(iii) durante as exposições, é obrigatória, aos acompanhantes, a 
utilização de vestimenta de proteção individual compatível com o tipo de 
procedimento radiológico e que possua, pelo menos, o equivalente a 0,25 mm 
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de chumbo; 
b) O conceito de limite de dose não se aplica para estes 
acompanhantes; entretanto, as exposições a que forem submetidos devem ser 
otimizadas com a condição de que a dose efetiva não exceda 5 mSv durante o 
procedimento.” 
E sobre a exposição dos pacientes a Portaria 453/88 orienta:“5.8 A fim de reduzir a dose no paciente, devem ser adotados os seguintes 
procedimentos: 
a) Exames radiográficos somente devem ser realizados quando, após 
exame clínico e cuidadosa consideração das necessidades de saúde geral e 
dentária do paciente, sejam julgados necessários. 
Deve-se averiguar a existência de exames radiográficos anteriores que 
tornem desnecessário um novo exame. 
b) O tempo de exposição deve ser o menor possível, consistente com 
a obtenção de imagem de boa qualidade. Isto inclui o uso de receptor de imagem 
mais sensível que possa fornecer o nível de contraste e detalhe necessários. No 
caso de radiografias extraorais, deve-se utilizar uma combinação de filme e tela 
intensificadora com o mesmo critério. 
c) A repetição de exames deve ser evitada por meio do uso da técnica 
correta de exposição e de um processamento confiável e consistente.” 
Os Exames Periódicos e Acompanhamento de Saúde dos profissionais 
expostos a Radiação Ionizante é outro questão a se atentar e que deve ser do 
conhecimento da enfermagem, diante disso a Portaria 453/88, item 3.48 
descreve: 
“ 3.48 Controle de saúde 
 
 
a) Todo indivíduo ocupacionalmente exposto deve estar submetido a 
um programa de controle de saúde baseado nos princípios gerais de saúde 
ocupacional. 
b) Exames periódicos de saúde não podem ser utilizados para 
substituir ou complementar o programa de monitoração individual. 
c) Ocorrendo exposição acidental com dose equivalente acima do 
limiar para efeitos determinísticos, o titular deve encaminhar o indivíduo para 
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acompanhamento médico e, se necessário, com o aconselhamento de um 
médico especialista com experiência ou conhecimento específico sobre as 
consequências e tratamentos de efeitos determinísticos da radiação.” 
Além disso, a NR Nº 7 – Programa de Controle Médico de Saúde 
Ocupacional (PCMSO) do Ministério da Trabalho estipula que os profissionais 
expostos a radiação ionizante devem ser submetidos a exame admissional e 
semestral juntamente com os exames complementares como hemograma e 
contagem de plaquetas. 
A visualização da NR 7 em sua íntegra pode ser feita 
em:http://www.segurancanotrabalho.eng.br/nr/nr_07.pdf. 
 
A Portaria 3.393/87 do Ministério do Trabalho incluiu entre as atividades 
de risco potencial aquelas que expõem o trabalhador a radiações ionizantes ou 
a substâncias radioativas. Em dezembro de 2002 o Ministério do Trabalho baixou 
nova norma (Portaria nº 496) prevendo o adicional de insalubridade. Uma 
terceira alteração sobreveio e restabeleceu a diretriz inicial, assegurando, com a 
Portaria nº 518 (07.04.2003), a percepção do adicional de periculosidade a todos 
os empregados que realizam trabalho nas condições do “Quadro de Atividades 
e Operações Perigosas” que fala o artigo 1 da referida portaria e está disponível 
para estudo 
em:<http://www.mte.gov.br/legislacao/Portarias/2003/p_20030404_518.asp>. 
Como complemento do estudo sugere-se a leitura na íntegra da Portaria 
453 de 1° de junho de 1998 que aprova o Regulamento Técnico que estabelece 
as diretrizes básicas de proteção radiológica em radiodiagnóstico médico e 
odontológico, dispõe sobre o uso de RX diagnósticos em todo o território nacional 
e dá outras providências, disponível para leitura 
em:<http://www.cefetba.br/nts/portaria_453_98.pdf>. 
 
 
CONTRASTES RADIOLÓGICOS 
 
 
O uso de agentes contrastantes é empregado para a visualização de 
órgãos que apresentam densidades semelhantes em toda a sua estrutura 
anatômica e adjacente, pela substância contrastante ser mais densa que a 
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http://www.mte.gov.br/legislacao/Portarias/2003/p_20030404_518.asp
http://www.cefetba.br/nts/portaria_453_98.pdf
http://www.cefetba.br/nts/portaria_453_98.pdf
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estrutura do órgão a ser radiografado permite sua visualização. 
Como forma de exemplificar, os ossos, por exemplo, não necessitam de 
contrastes para sua visualização diante do RX, pois possuem uma densidade 
diferenciada ocasionando uma cor branca no filme emitido, já nas estruturas com 
densidades semelhantes é difícil e quase impossível distinguir os órgãos sem o 
uso do contraste para diferenciar na emissão do filme. 
A administração de contraste endovenoso é realizada principalmente nos 
exames de tomografia computadorizada e em exames contrastados. Sendo que 
a enfermagem acompanha esses exames (FLOR & KIRCHHOF, 2005); 
principalmente no que tange à administração dos agentes contrastantes. 
Segundo Nischimura (1999), os meios de contrastes radiológicos são 
classificados quanto à capacidade de absorver radiação, composição, 
solubilidade, natureza química, capacidade de dissociação e via de 
administração. Conforme abaixo descrito: 
Quanto à capacidade de absorver radiação podem ser: 
 
 
 Positivos ou radiopacos: São os que quando presentes em um 
órgão; absorvem mais radiações do que as estruturas anatômicas que o 
rodeiam.
 Negativos ou radiotransparentes: São considerados os que quando 
presentes em determinados órgãos absorvem quantidades menores de radiação 
do que as estruturas adjacentes. Este meio inclui a bolha de ar presente no 
estômago, o carbonato de cálcio utilizado na produção de gás carbônico na 
técnica de duplo contraste.
 
Quanto à composição dividem – se em: 
 
 
 Iodados: Que contém Iodo (I) em sua composição como elemento 
radiopaco.
 Não Iodados: São os que não contêm Iodo em sua composição, 
porém apresentam outros átomos como elementos radiopacos. Nestes 
enquadram – se o Sulfato de Bário e o Gadolínio.
 Quanto à solubilidade são:
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 Hidrossolúveis: Os que se dissolvem na água;
 Lipossolúveis: Os que se dissolvem em lipídios;
 Insolúveis: Estes não se dissolvem nem em água e nem em 
gorduras, como exemplo temos o Sulfato de Bário.
Em relação à Natureza Química podem ser: 
 Orgânicos: Representam os que contêm Carbono (C) em suas 
moléculas;
 Inorgânicos: São os que não contêm Carbono (C) nas moléculas.
 Quanto à capacidade de Dissociação dividem-se em:
 Iônicos: São os elementos que quando em solução formam os 
chamados compostos iônicos, onde os ânions e os cátions se dissociam, dão 
íons positivos e negativos.
 Não Iônicos: São os elementos que quando em solução não se 
dissociam em íons, assim a reação química entre os componentes se dá por 
covalência, apresentam baixa osmolaridade. Pelo fator de segurança alguns 
autores enfatizam a utilização de meios de contraste Não Iônicos.
 
 
Quanto as Vias de Administração classificam-se em: 
 
 
 
 Oral: Quando o meio de contraste é ingerido por via oral, como por 
exemplo, o Sulfato de Bário para a esofagoestomagoduodenografia;
 Parenteral: Quando o meio de contraste é administrado por uma via 
endovenosa, como na urografia excretora e na flebografia, também pode ser 
utilizado pela via arterial como para as arteriografias;
 Endocavitário: Quando o meio de contraste é administrado por meio 
de orifícios que comunicam alguns órgãos com o exterior, como por exemplo, o 
enema opaco, uretrocistografia miccional, histerossalpingografia pós-operatória 
etc.;
 Intracavitário: Quando o meio de contraste é administrado por meio 
da parede da cavidade em questão, como por exemplo, nas colangiografias pós- 
operatórias pelo dreno, artrografia, fistulografia, etc.
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Os pacientes com potencial aumentado para alergias podem apresentar 
reações de hipersensibilidade ao meio de contraste, para isso alguns médicos 
radiologistas prescrevem anti- histamínicos ou corticosteroidespara serem 
tomados antes do exame como uma medida de profilaxia. Algumas das 
principais contraindicações ao uso de agentes contrastantes são o 
hipertireoidismo manifesto e a insuficiência renal, pela maioria dos contrastantes 
apresentarem suas excreções pela via renal. 
As reações adversas e os efeitos colaterais mais frequentes relacionados 
com o uso de contrastes iodados são classificados em leves, moderados e 
graves. Na sintomatologia da classificação leve, o paciente apresenta sensação 
de calor e dor, eritema, náuseas e vômitos. Na moderada, podem estar 
presentes as urticárias com ou sem prurido, tosse do tipo irritativa, espirros, 
dispneia leve, calafrios, sudorese, tontura e cefaleia. Na reação adversa 
caracterizada como grave, o paciente apresenta edema periorbitário, dor 
torácica, dispneia grave, taquicardia, hipotensão, cianose, agitação, confusão e 
perda da consciência podendo levar ao óbito 
 
ASSISTÊNCIA A PACIENTES SUBMETIDOS AOS AGENTES 
CONTRASTANTES 
 
Alguns dos principais cuidados de enfermagem na administração de 
agentes contrastantes são: 
 Armazenamento do Contraste: verificar sempre com o fornecedor o 
meio correto de armazenamento, incluindo temperatura que o contraste deve 
permanecer, validade do produto e manutenção em local apropriado.
 Administração do Contraste: a administração endovenosa do 
contraste deve ser feita por punção em veia calibrosa, utilizando-se cateter 
agulhado número 21 (adultos) ou preferencialmente cateter de cano curto (do 
tipo abocath) número 20. O acesso venoso é verificado antes da administração 
do contraste garantindo com isso sua permeabilidade e evitando 
extravasamento.
Para administrar o contraste endovenoso indica-se o uso de bombas 
injetoras que se constituem em equipamento controlado (tempo/quantidade) 
para infusão. O uso de seringas para administrar o contraste além de ser de 
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difícil manuseio na realização do procedimento, acarreta um maior tempo 
dispensado pelo técnico de enfermagem e em algumas situações a exposição 
aos raios. 
Ao iniciar a administração do contraste a equipe de enfermagem deve 
atentar para os sinais ou sintomas de reação do paciente, sendo que a 
monitorização do paciente deve ser feita antes, durante e depois do exame. O 
material para parada deve estar disponível e ser de fácil acesso para prestação 
de atendimento imediato caso aja necessidade. Ao apresentar sinais ou 
sintomas de reação o médico radiologista deve imediatamente ser comunicado. 
 Preparo do Paciente: antes da realização do exame o paciente deve 
ser informado sobre o procedimento que irá realizar. Na utilização dos contrastes 
endovenosos e/ou orais o paciente deve estar ciente dos riscos e das diferentes 
reações. Uma entrevista estruturada e registrada é realizada com o paciente em 
que são avaliados os riscos potenciais de reação ao meio de contraste. Todas 
as condições relatadas pelo paciente na entrevista são discutidas com a equipe 
para decisão sobre a realização do exame, proporcionando segurança ao 
paciente. A equipe médica e de enfermagem dos serviços de radiodiagnóstico 
devem possuir protocolos claros sobre todos os cuidados que envolvem o uso 
dos agentes contrastantes, incluindo: medicações que devem ser suspensas 
antes da realização do exame, medicações profiláticas administradas antes da 
realização do exame, situações que indicam potencial de risco para a realização 
do exame e condições que impedem a realização do exame com agentes 
contrastantes.
Alguns cuidados devem ser observados pela equipe de Enfermagem na 
administração do agente contrastante para a realização de exames diagnósticos 
por imagem. Primeiramente, a forma de armazenamento do meio de contraste 
iodado deve ser analisada; ele deve ficar em temperatura ambiente inferior a 30 
°C, ao abrigo da luz e de raios-X; a equipe deve verificar rotineiramente o período 
de validade dos frascos antes da utilização do produto. O meio de contraste deve 
ser aquecido gradativamente até atingir a temperatura corporal antes de ser 
infundido pela via endovenosa, assim torna o agente menos viscoso e então 
mais tolerado pelo paciente. A Enfermagem deve monitorizar o paciente durante 
as primeiras horas após a administração intravascular do agente contrastante, 
por ser neste período a maior incidência dos efeitos colaterais. 
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Outro cuidado que Nischimura (1999) destaca é a verificação se o 
paciente encontra- se em jejum oral de sólidos e líquidos, de acordo com o tipo 
de exame em que irá ser submetido e conforme orientação; sinais de 
desidratação também devem ser verificados e se necessário compensar os 
danos do metabolismo hidrossalino. A equipe deve preparar o emocional do 
paciente, pois estados emocionais alterados podem intensificar o aparecimento 
das reações adversas ou efeitos colaterais. A Enfermeira da Unidade de 
Diagnóstico por Imagem deve promover treinamentos e reciclagem de sua 
equipe para o atendimento de intercorrências dos efeitos colaterais com o uso 
de meios de contraste, a fim de não ocasionar danos maiores ao paciente. 
 
MEIOS DE CONTRASTE NÃO IODADOS 
 
 
Sulfato de Bário 
 
 
É uma substância química inodora, insípida e completamente insolúvel. 
Encontra-se na forma de suspensão aquosa, podendo ser ingerida para a 
realização de estudos do trato gastrintestinal alto e também pode ser introduzida 
pela via retal para a visualização do intestino grosso. O sabor do Sulfato de Bário 
em suspensão oral puro é desagradável, por isso que os preparados comerciais 
podem ser acrescidos de essências de sabores diferentes, para atenuar o sabor 
característico da suspensão. 
Existem duas contraindicações para a utilização da suspensão do Sulfato 
de Bário para a realização de exames. Uma é a suspeita de perfuração das 
vísceras, pois ocasionaria o extravasamento do contraste para o mediastino ou 
para cavidade peritoneal do paciente, e a outra é a previsão de procedimento 
cirúrgico no órgão a ser analisado logo após o exame radiológico. Nestes casos 
a indicação é o emprego do meio de contraste iodado hidrossolúvel, se o 
paciente não for alérgico ao iodo, a reação alérgica ao sulfato de bário é 
extremamente rara. 
Uma das orientações importantes que a equipe de Enfermagem deve 
prestar ao paciente é quanto à ingestão de líquidos, que deve ser aumentada 
após o exame para facilitar e agilizar a eliminação do Bário, pois quanto maior o 
período de permanência da substância no órgão, maior quantidade de água ela 
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absorve, se tornando impacta e de difícil eliminação. 
 
 
Gadopentetato Dimeglumínico 
 
 
É uma substância contrastante de eliminação renal, empregado para a 
realização de Tomografia por Ressonância Magnética, contém como elemento 
ativo o gadolínio. As contraindicações para a utilização do meio de contraste são 
para pacientes com alterações graves da função renal e mulheres grávidas. 
Os efeitos colaterais que pode surgir geralmente são a sensação de dor 
ou calor local, no momento da administração pela via endovenosa. Observa-se 
também em alguns casos a presença de náuseas e vômitos ou reações alérgicas 
na pele e mucosas; as reações anafiláticas e a convulsão podem ocorrer em 
casos isolados. 
 
D – Galactose 
 
 
É uma substância ativa de meio de contraste utilizado na ultrassonografia; 
consiste em uma suspensão solúvel de galactose a 20%. Tem como indicação 
de uso os exames de ultrassonografia do trato genital feminino para avaliar a 
presença de pólipos miomas, etc.; e para a permeabilidade das tubas uterinas, 
nos exames ultrassonográficos Doppler do coração para avaliar alterações da 
hemodinâmica,más formações e massas intracavitárias. 
A galactosemia, os processos inflamatórios do sistema genital feminino e 
a gravidez constituem as contraindicações gerais para administração do meio de 
contraste, se a via de administração for à transcervical; já na via de escolha para 
a administração endovenosa a contraindicação é a insuficiência cardíaca grave 
devido à hiperosmolaridade. 
Alguns efeitos observados durante a administração do contraste pela via 
endovenosa, são: sensação de calor, dor ou frio no local da injeção, ou no trajeto 
da veia eferente. Outras situações como formigamento, sensações de perda 
auditiva ou gustativa, sudorese, vertigem, náuseas e vômitos são isoladas. 
Quando a administração do agente contrastante for via colo de 
útero, pode ocasionar dores provenientes da distensão pelo enchimento 
da cavidade uterina e trompas, especialmente quando estão obstruídas. 
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TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
 
 
A Tomografia Computadorizada (TC) é um imageamento que fornece 
imagens transversais dos mais variados tipos de tecidos, identificando áreas com 
anormalidades e com precisão do local onde está acontecendo às alterações 
(BRUNNER, 2002). Utiliza-se um programa de computador onde as imagens 
obtidas aparecem em formas de cortes que são reconstituídas em imagens 
tridimensionais para que possam ser vistas e analisadas de uma maneira mais 
precisa e de diversos ângulos conforme a necessidade. 
Para Nischimura (1999), a TC é um método de diagnóstico em que são 
utilizados feixes finos de raios X e computadores. Este método facilita a obtenção 
de imagens detalhadas de segmentos corporais a serem estudados ou 
avaliados. Em geral o tempo de imageamento da Tomografia Computadorizada 
é curto e completamente indolor, mas como o paciente é exposto a consideráveis 
doses de radiação, deve ser injetado o agente de contraste para que os vasos 
sanguíneos possam ser visualizados adequadamente. 
Entre várias utilizações da TC, as que se destacam são as para definir 
nódulos pulmonares e pequenos tumores na superfície pleural que com os raios 
X de rotina não são visíveis. Também utiliza-se a TC para a detecção de 
anormalidades do mediastino e adenopatias hiliares que não são possíveis de 
serem visualizadas com outras técnicas. 
Geralmente a TC é realizada em duas fases: sem e com o uso de agentes 
contrastantes – o contraste é uma substância utilizada a fim de realçar as 
imagens; a via de administração irá depender da finalidade da segmentação 
corporal a ser estudada. Administrado pela via oral para estudo do abdome 
superior, inferior e pelve, pela via endovenosa para o estudo do corpo inteiro, 
pela via intratecal para a mielotomografia e pela via intersticial injetado 
diretamente no tecido tumoral. 
 
ASSISTÊNCIA NA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 
 
 
A Enfermeira e sua equipe devem avaliar o paciente antes que ele se 
submeta a uma avaliação de imagens por meio do exame TC, realizando uma 
anamnese para identificar possíveis condições que podem se tornar uma 
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contraindicação para a realização do exame. A gestação, o aleitamento, a 
claustrofobia, a debilidade ou deformidade, a incapacidade de manter-se na 
posição do exame devido à idade avançada e os implantes metálicos são 
algumas contraindicações para o exame segundo Brunner (2002). 
Outro cuidado importante que a equipe de enfermagem deve ter é em 
relação ao emprego do agente de contraste antes do exame. Para isso deve ser 
realizada uma avaliação minuciosa do paciente atentando para possíveis 
alergias ou qualquer reação que possa vir a aparecer informando imediatamente 
ao médico. 
Nischimura (1999) cita outras limitações ao uso da TC, como, por 
exemplo, pessoas obesas, com peso superior a 150 Kg, devido aos problemas 
de movimentação do equipamento, os distúrbios neurológicos, como o Mal de 
Parkinson ou qualquer outra afecção que ocasione movimentos involuntários. Os 
extremos de idade também devem ser avaliados pela equipe de Enfermagem, 
sendo que crianças de um até quatro anos de idade apresentam dificuldades de 
compreensão das necessidades de imobilizações prolongadas para a realização 
do exame, assim, pode ser recomendada a sedação. 
O trabalho da equipe de Enfermagem no preparo do paciente que se 
submeterá ao exame não consiste apenas em instruções e contraindicações do 
mesmo, vai além, deve-se preparar o psicológico e o emocional deste paciente. 
Experiências práticas vivenciadas comprovam que independente da classe 
socioeconômica do paciente, existe a insegurança e o medo antes da realização 
do exame, e na maioria das vezes estes sentimentos são demonstrados também 
quanto ao aparelho da TC (NISCHIMURA, 1999). 
A Enfermagem deve orientar o paciente também quanto às etapas do 
exame, mostrando-o a vestimenta que deverá ser usada, como o avental e 
explicar a necessidade do uso de meios de contrastes. As orientações 
preferencialmente devem ser ditas na presença dosamiliares ou acompanhantes 
para deixá-los mais tranquilos. Cabe à enfermeira da unidade de diagnóstico por 
imagem planejar e controlar o fluxo diário de pacientes, realizar visita ao paciente 
no pré-exame, orientando-o sobre o procedimento em que irá se submeter, e no 
pós-exame avaliando o risco de alergias e reações anafiláticas. 
O planejamento e a execução da assistência ao paciente nos períodos 
pré, trans e pós-exames devem ser realizados pela Enfermeira, a fim de obter 
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uma boa relação entre Paciente-Enfermeira, minimizando angústias, medos e 
apreensões quanto à realização do exame e equipe. 
 
ULTRASSONOGRAFIA 
 
 
A ultrassonografia é um método diagnóstico, que consiste na visualização 
de estruturas internas do organismo utilizando ondas sonoras de alta frequência, 
que refletem um som denominado de eco, por este motivo também é conhecido 
por ecografia, enfatiza (NISCHIMURA, 1999). 
Brunner (2001) diz que a ultrassonografia (ultrassom) são ondas sonoras 
de alta frequência que ocasionam eco entre os tecidos corporais e que são 
convertidos em imagens para a avaliação de tecidos profundos dentro do corpo. 
As principais indicações são para cânceres abdominais e pélvicos. 
O emprego da ultrassonografia apresenta algumas vantagens e 
limitações. Uma das vantagens está em ser um exame simples, indolor e seguro, 
não apresentando riscos para o paciente e nem para o examinador, por não 
utilizar radiação ionizante. É de realização rápida, então não necessita de um 
preparo físico para o paciente, e pode ser realizado tanto em pacientes externos 
como em unidades críticas e até mesmo durante cirurgias, por ser um 
equipamento com boa mobilidade. Apresenta custo baixo em relação aos demais 
exames diagnósticos e possibilita a obtenção de imagens em tempo real. 
As limitações incluem as interposições das estruturas ósseas, como por 
exemplo, o crânio, ou então camadas espessas de tecido adiposo como na 
obesidade. O paciente recém- operado com a presença de ferida operatória ou 
drenos torna insatisfatório o contato entre o transdutor e a pele, tornando o 
exame limitado. O exame torna-se limitado também em pacientes muito agitados 
e crianças, uma vez que para o sucesso do exame a imobilidade é fundamental, 
assim nestes casos é necessária a sedação. 
 
ASSISTÊNCIA NA ULTRASSONOGRAFIA 
 
 
Considerando os avanços técnicos e científicos dos aparelhos de 
ultrassom das unidades de diagnóstico por imagem, a assistência vai além de 
ser importante, tornou-se imprescindível. Em consequência disto, o Enfermeiro 
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deve manter-se atualizadopara cultivar o planejamento e a execução de 
diferentes tipos de exames com total embasamento teórico e prático para 
orientar os componentes de sua equipe. 
Como a equipe de Enfermagem presta assistência nos períodos pré, intra 
e pós- exame, é fundamental o preparo físico e emocional do paciente, assim, 
deve-se promover ações que o torne mais confiante com a equipe e o exame. 
As orientações quanto ao preparo físico, realização do exame, duração, pós- 
exame deve ser entregue por escrito avaliando sempre o grau de entendimento 
do paciente e esclarecendo as dúvidas do mesmo. 
Para Nischimura (1999), são atribuições específicas do Enfermeiro, 
orientar sobre o procedimento a ser realizado, esclarecendo todas as dúvidas do 
paciente, verificar se ele encontra-se em jejum ou se ingeriu quantidade de água 
suficiente para a realização do exame solicitado. O planejamento e a execução 
da assistência no pré, trans e pós- exame deverá ser feito pela Enfermeira ao 
paciente que será submetido à punção ou biópsia orientada por ultrassonografia. 
 
IMAGEAMENTO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 
 
O Imageamento por Ressonância Magnética (IRM) para Nischimura 
(1999) é um método diagnóstico não invasivo, sem o uso de radiação ionizante, 
a palavra ressonância é a capacidade da troca de energia entre dois sistemas 
ou meios físicos sem perda de energia. 
Brunner (2002) diz que o IRM é o uso de campos magnéticos com sinais 
de radiofrequências que viabilizam imagens seccionadas de várias estruturas 
corporais e é empregado principalmente para pacientes portadores de cânceres 
neurológicos, pélvico, abdominal e torácico. 
As vantagens da Ressonância Magnética incluem a detecção 
precocemente de alterações orgânicas, conduzindo ao diagnóstico e ao sucesso 
da terapia, a obtenção de imagens sem o emprego de radiação ionizante, o que 
permite a repetição do exame quantas vezes forem necessárias. A Ressonância 
Magnética viabiliza a realização de imagens detalhadas, em cortes e em áreas 
de difícil acesso, sem que o paciente precise modificar a posição em que está. 
O emprego do contraste não iodado com o principio ativo do gadolínio que 
pode ser administrado em pacientes com história de alergia a contraste iodado 
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constitui também em mais uma vantagem do método de diagnóstico por imagem 
da Ressonância Magnética. Por outro lado, a desvantagem do exame está em 
seu alto custo que para alguns pacientes torna-se inviável. 
São limitações a realização do procedimento, a claustrofobia, doenças 
neurológicas, como por exemplo, o Mal de Parkinson ou qualquer outra que 
ocasione movimentos involuntários, o baixo nível de compreensão do paciente, 
distúrbios psiquiátricos, dores intensas que dificultam a permanência na mesma 
posição por um período maior de tempo (NISCHIMURA, 1999). 
As contraindicações ao exame podem ser classificadas em Absolutas e 
Relativas. Nas absolutas encaixam se os pacientes fazendo o uso de 
marcapasso cardíaco, clipes metálicospós-cirurgia de aneurisma, com uso de 
próteses auriculares e corpo metálico auricular, pois o magneto põe a vida em 
risco, está contraindicado nesta categoria também a realização do exame em 
gestantes até o final do primeiro trimestre de gestação. 
As contraindicações relativas são para os pacientes que fazem o uso de 
outros tipos de próteses metálicas, como placas e pinos ortopédicos, válvulas 
cardíacas de material ferromagnético e projétil de arma de fogo, pois podem 
interferir na imagem do exame e por consequência da atração do campo 
magnético pode deslocar estes objetos. Estes objetos podem sofrer 
aquecimento no local em que se encontram devido à transformação da energia 
eletromagnética em térmica. 
 
ASSISTÊNCIA NA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA 
 
 
A equipe de enfermagem deve ser treinada para prestar uma assistência 
integral de forma a suprir às expectativas do paciente e cumprir com os objetivos 
estabelecidos no planejamento da assistência. 
No que diz respeito ao paciente, a grande maioria demonstra certa 
ansiedade em relação ao procedimento e ao aparelho; este último é 
consequência da falta de conhecimento e até mesmo por receberem 
informações errôneas de terceiros que passaram pelo serviço e não foram bem 
informados ou até atendidos incorretamente, assim a Enfermagem é responsável 
pelo preparo físico e emocional do paciente. 
Para o preparo físico enquadra-se a necessidade do paciente manter-se 
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em jejum ou não; para exames com ou sem contraste, a recomendação é de 
jejum de quatro horas, se o paciente necessitar de sedação para a realização do 
exame, o jejum oral deve ser de oito horas e se for criança o jejum deve ser 
seguido conforme a orientação médica. Outras recomendações para o preparo 
físico do paciente são aquela que se tornam uma contraindicação, como no caso 
de uso de próteses metálicas. 
Em relação ao preparo emocional e psicológico, a equipe desempenha 
algumas tarefas que visam à melhora do paciente neste quesito. A entrevista é 
muitas vezes a base de tudo para a Enfermagem, esta deve ser feita com o 
paciente ou então com algum familiar e deve seguir um roteiro que vise à 
obtenção de informações do tipo local de trabalho, cirurgias anteriores, uso de 
próteses metálicas, que no caso de uso deve ser realizado uma avaliação 
médica, portadores de lentes de contato, entre outras. 
O esclarecimento sobre o procedimento a ser realizado também auxilia a 
equipe ao preparo emocional do paciente; ela deve prestar todas as informações 
a respeito do exame, destacando que a Ressonância Magnética é um método 
indolor, não é invasivo, não utiliza-se meio de radiação ionizante e sua duração 
é de aproximadamente 30 a 90 minutos. 
A equipe de Enfermagem deve orientar que dependendo do tipo de 
aparelho, o paciente será introduzido totalmente dentro de um túnel, e que irá 
escutar ruídos repetidos do tipo estalidos que significam que o aparelho está 
funcionando. É importante a orientação que se ocorrer a necessidade de 
comunicar-se com o operador do aparelho ou então com algum membro da 
equipe isto é possível, pois há um sistema de comunicação interno. 
O paciente deve ser instruído a encaminhar-se ao vestiário para se trocar, 
a equipe fornece então avental, touca, propés e orienta a retirar inclusive as 
peças íntimas que contenham botão de metal. A solicitação para que retire os 
objetos e adornos metálicos, como por exemplo, relógios, anéis, grampos ou 
presilhas de cabelo, óculos com aros metálicos, aparelhos auditivos, dentaduras 
ou próteses móveis também são tarefas desempenhadas pela equipe de 
enfermagem. No caso de paciente traqueostomizado, é necessária a troca da 
cânula de metal por uma de plástico, o paciente ainda é instruído a esvaziar a 
bexiga e o seu peso é verificado e anotado em ficha apropriada, então está 
pronto para ser encaminhado para a realização do exame. 
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ESOFAGOESTOMAGODUODENOGRAFIA (EED) 
 
 
O Esofagoestomagoduoedenografia (EED) segundo Nischimura (1999) é 
um exame radiológico que tem por função a avaliação de possíveis alterações 
anatomofuncionais do esôfago, estômago e duodeno. As principais indicações 
clínicas para este exame incluem a obstrução das vias por corpos estranhos, 
refluxos gastresofágicos, varizes esofagianas, tumores, megaesôfago, hérnia de 
hiato, úlceras pépticas entre outras. 
Para a realização deste procedimento, o paciente deve ingerir a solução 
de Sulfato de Bário, como meio de contraste não iodado e a deglutição é 
acompanhada por fluoroscopia. Durante a progressão do contraste no trato 
digestivo alto, a equipe observa a posição, o calibre, a permeabilidade, amotilidade e o padrão de revestimento mucoso a fim de diagnosticar alterações 
anatomofuncionais. Na realização do exame fluoroscópico, são realizadas 
radiografias para registrar qualquer tipo de achado. 
 
ASSISTÊNCIA NA EED 
 
 
A assistência começa antes do início do exame com um membro da 
equipe que deve verificar a instalação e o teste do suporte para os pés na mesa 
de exame, pois o procedimento da esofagoestomagoduodenografia inicia-se 
com o paciente em posição vertical. 
Em seguida, a equipe deve recepcionar o paciente e oferecer-lhe o 
avental e orientá-lo a ir até o banheiro fazer o esvaziamento da bexiga a fim de 
não ocorrer desconforto durante as manobras realizadas pelo exame que podem 
aumentar a pressão intra-abdominal. Após, o paciente deve ser encaminhado 
até a sala de exames para passar pela entrevista médica, onde serão coletados 
dados em relação à história clínica e esclarecido as técnicas do procedimento 
que será realizado. 
Nischimura (1999) destaca que a equipe deve dispor sobre a mesa 
auxiliar todo o material necessário para a realização do exame, inclusive o 
preparo do contraste de acordo com a prescrição médica. Para pacientes 
adultos, geralmente a prescrição é de um frasco de Sulfato de Bário em 
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suspensão, em crianças, além de ser diluído em água é disposto em mamadeira 
aquecida. 
A equipe auxilia o paciente a se colocar sobre a mesa de exame em 
posição ortostática, segurando o copo com a solução de contraste próximo ao 
ombro. Como este exame tem o acompanhamento da fluoroscopia, o radiologista 
irá informar ao paciente a quantidade e quando a suspensão do contraste deve 
ser ingerida, observando a progressão deste do esfíncter superior até o inferior 
do esôfago, refere Nischimura (1999). 
Na medida em que a avaliação é sendo realizada com o fluoroscópio, o 
paciente continua com a ingestão do contraste, assim poderá ser feito a 
avaliação do esôfago nas fases de contração e repouso, podendo ser tomadas 
radiografias em séries e em posições diferentes, tais como frontal, oblíqua direita 
e esquerda e de perfil. Quando concluída esta etapa, é realizada a mudança de 
posição do paciente, que passará a ser em decúbito dorsal horizontal. 
Segundo Nischimura (1999), além das mudanças de posições realizadas 
pela própria mesa de exame, como por exemplo, a posição de Trendelemburg 
para o diagnóstico de hérnia de hiato, é necessária a colaboração do paciente, 
pois exigirá manobras e movimento especiais dele, como por exemplo, a 
manobra de Valsalva para a pesquisa de refluxo gastresofágico até o final do 
procedimento. No caso de exames em crianças, a administração do contraste e 
o posicionamento necessário para o exame são realizados com o auxílio da mãe 
ou do acompanhante. 
A equipe deve manter-se atenta às reações do paciente durante o 
decorrer do exame; após o término do exame, o componente da equipe de 
Enfermagem oferece uma compressa ou papel toalha ao paciente para remover 
os resíduos de bário que podem ficar aderidos aos lábios no momento da 
ingestão da solução e então é encaminhado ao vestiário para fazer a higiene 
bucal e vestir-se. 
Deve ser feita a orientação para que o paciente observe suas eliminações 
intestinais, e aumente a ingestão de líquidos desde que não esteja 
contraindicado a fim de eliminar mais rapidamente o contraste. O paciente deve 
ser instruído ainda a comparecer ao hospital para buscar o resultado do exame. 
RAIOS X DE ESTRUTURAS ÓSSEAS 
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As indicações para o estudo radiológico com o método de raios X 
dependem exclusivamente do tipo de avaliação que se deseja de determinado 
segmento, por exemplo, a determinação da idade e do crescimento ósseo, a 
avaliação da presença de deformidades ósseas, presença de infecção dos seios 
da face ou paranasais, avaliação de fraturas, entre outras. A utilização dos raios 
X de estruturas ósseas em questão deseja-se a avaliação dos diversos 
segmentos ósseos. 
O corpo humano é composto de uma estrutura esquelética formado por 
aproximadamente 206 ossos do ponto de vista radiológico e divide-se em 
esqueleto apendicular e axial (NISCHIMURA, 1999). No esqueleto apendicular, 
incluem os ossos da cintura escapular, membros superiores, cintura pélvica e 
membros inferiores; o esqueleto axial compreende os ossos que se localizam na 
parte central do corpo ou com proximidade destes. Fazem parte a cabeça, 
incluindo os ossos do crânio, da face, do ouvido e hioide; a coluna vertebral com 
a parte cervical, torácica, lombar, sacra e cóccigea e o tórax, com o esterno e as 
costelas. 
Na realização de raios X simples de estruturas ósseas, o técnico em 
radiologia deve seguir alguns passos considerados como fundamentais. Um 
deles é o posicionamento adequado do segmento anatômico e o alinhamento do 
raio central que será emitido; estes irão depender do segmento que se pretende 
avaliar, a programação da técnica radiológica no painel de controle e a obtenção 
das radiografias também é importante no preparo. 
 
ASSISTÊNCIA NO RX DE ESTRUTURAS ÓSSEAS 
 
 
Na assistência para pacientes submetidos ao exame de raios x, deve- se 
considerar a condição do mesmo para então prestar a assistência adequada, ou 
seja, no casode paciente que não deambula ou pacientes politraumatizados, os 
membros da equipe devem adequar-se para melhor atendê-lo. A equipe deve 
ser responsável pelo transporte destes pacientes até a sala da realização do 
exame, solicitando sempre a presença de outros membros da equipe para que 
possam auxiliar no momento da transferência do paciente da maca para a mesa 
de exame, a fim de prevenir danos à estrutura anatômica lesada. Deve ser feito 
a remoção de roupas e objetos radiopacos das proximidades da área a ser 
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examinada e a equipe também pode providenciar acessórios de posicionamento 
e ajudar a posicionar caso seja necessário. 
Sempre ao término dos exames, o membro da equipe que está 
acompanhando o paciente, deve esperar as orientações da equipe de radiologia 
para realizar a transferência do mesmo da mesa de exames para a maca 
tomando os devidos cuidados. Após deve ser feito o encaminhamento á unidade 
de origem com as radiografias. 
 
DECRETO Nº 92.790, DE 17 DE JUNHO DE 1986. 
 
 
Regulamenta a Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985, que regula o 
exercício da profissão de Técnico em Radiologia e dá outras providências. 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere 
o art. 81, item III, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 17 da Lei 
nº 7.394, de 29 de outubro de 1985, DECRETA: 
Art . 1º O exercício da profissão de Técnico em Radiologia fica regulado 
pelo disposto neste decreto, nos termos da Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 
1985. 
Art . 2º São Técnicos em Radiologia os profissionais de Raios X, que 
executam as técnicas: I - radiológicas, no setor de diagnóstico; 
II - radioterápicas, no setor de terapia; 
III - radioisotópicas, no setor de radioisótopos; 
IV - industriais, no setor industrial; 
V - de medicina nuclear. 
Art . 3º O exercício da profissão de Técnico em Radiologia é permitido: 
I- aos portadores de certificado de conclusão de 1º e 2º graus, ou 
equivalente, que possuam formação profissional por intermédio de Escola 
Técnica de Radiologia, com o mínimo de três anos de duração; 
II - aos portadores de diploma de habilitação profissional, expedido por 
Escola Técnica de Radiologia, registrado no Ministério da Educação. 
Art . 4º Para se instalarem, as Escolas Técnicas de Radiologia precisam 
ser previamente reconhecidas pelo Ministério da Educação. 
Art . 5º As Escolas Técnicas de Radiologia só poderão ser reconhecidasse apresentarem condições de instalação satisfatórias e corpo docente de 
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reconhecida idoneidade profissional, sob a orientação de Físico Tecnólogo, 
Médico Especialista e Técnico em Radiologia. 
§ 1º Os programas serão elaborados pelo Conselho Federal de Educação 
e válidos para todo o território nacional, sendo sua adoção indispensável ao 
reconhecimento de tais cursos. 
§ 2º Em nenhuma hipótese poderá ser matriculado candidato que não 
comprovar a conclusão de curso de nível de 2º grau ou equivalente. 
§ 3º O ensino das disciplinas será ministrado em aulas teóricas, práticas 
e estágios a serem cumpridos, no último ano do currículo escolar, de acordo com 
a especialidade escolhida pelo aluno. 
Art . 6º Os centros de estágio serão constituídos pelos serviços de saúde 
e de pesquisa físicas, que ofereçam condições essenciais à prática da profissão 
na especialidade requerida. 
Art . 7º A admissão à primeira série da Escola Técnica de Radiologia 
dependerá: I - do cumprimento do disposto no § 2º do art. 5º deste decreto; 
II - de aprovação em exame de sanidade e capacidade física, o qual 
incluirá, obrigatoriamente, o exame hematológico. 
Parágrafo único. Salvo decisão médica em contrário, não poderão ser 
admitidas em serviços de terapia de rádio nem de rádom as pessoas de pele 
seca, com tendência a fissuras, e com verrugas, assim como as de baixa 
acuidade visual não corrigível pelo uso de lentes. 
Art . 8º As Escolas Técnicas de Radiologia existentes, ou a serem criadas, 
deverão remeter ao Conselho Federal de Educação, para fins de controle e 
fiscalização de registros, cópia da ata relativa aos exames finais, na qual 
constem os nomes dos alunos aprovados e as médias respectivas. 
Art . 9º Os diplomas expedidos por Escolas Técnicas de Radiologia, 
devidamente reconhecidas, têm âmbito nacional e validade para o registro de 
que trata o item II do art. 3º deste decreto. 
Parágrafo único. Concedido o diploma, fica o Técnico em Radiologia 
obrigado a registrá-lo, nos termos deste decreto. 
Art . 10. Os trabalhos de supervisão da aplicação de técnicas em 
radiologia, em seus respectivos setores, são da competência do Técnico em 
Radiologia. 
Art . 11. Ficam assegurados todos os direitos aos denominados 
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Operadores de Raios X, devidamente registrados na Delegacia Regional do 
Trabalho, os quais adotarão a denominação referida no art. 1º deste decreto. 
§ 1º Os profissionais que se acham devidamente registrados na Divisão 
Nacional de Vigilância Sanitária de Medicamentos - DIMED, não possuidores do 
certificado de conclusão de curso em nível de 2º grau, poderão matricular-se nas 
escolas criadas, na categoria de ouvinte, recebendo, ao terminar o curso, 
certificado de presença, observadas as exigências regulamentares das Escolas 
de Radiologia. 
§ 2º Os dispositivos deste decreto aplicam-se, no que couber, aos 
Auxiliares de Radiologia que trabalham com câmara clara e escura. 
Art . 12. Os Conselhos Nacional e Regionais de Técnicos em Radiologia, 
criados pelo art. 12 da Lei nº 7.394, de 29 de outubro de 1985, constituem, em 
seu conjunto, uma autarquia, sendo cada um deles dotado de personalidade 
jurídica de Direito Público. 
Art . 13. O Conselho Nacional e os Conselhos Regionais de Técnicos em 
Radiologia são os órgãos supervisores da ética profissional, visando ao 
aperfeiçoamento da profissão e à valorização dos profissionais. 
Art . 14. O Conselho Nacional, ao qual ficam subordinados os Conselhos 
Regionais, terá sede no Distrito Federal e jurisdição em todo o território nacional. 
§ 1º Os Conselhos Regionais terão sede nas Capitais dos Estados, 
Territórios e no Distrito Federal. 
§ 2º A jurisdição de um Conselho Regional poderá abranger mais de um 
Estado, se as conveniências assim o indicarem. 
Art . 15. O Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia compor-se-á de 
nove membros, eleitos juntamente com outros tantos suplentes, todos de 
nacionalidade brasileira. 
Parágrafo único. A duração dos mandatos dos membros do Conselho 
Nacional de Técnicos em Radiologia será de cinco anos. 
Art . 16. São atribuições do Conselho Nacional: 
I - organizar o seu regimento interno; 
II - aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos 
Regionais; 
III - instalar os Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia, 
definindo sede e jurisdição, bem como promovendo a eleição de seus membros 
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e lhes dando posse; 
IV - votar e alterar o código de ética profissional, ouvidos os Conselhos 
Regionais; 
V - promover quaisquer diligências ou verificações, relativas ao 
funcionamento dos Conselhos Regionais, nos Estados ou Territórios e Distrito 
Federal, e adotar, quando necessárias, providências convenientes a bem da sua 
eficiência e regularidade, inclusive a designação de diretoria provisória. 
Art . 17. A diretoria do Conselho Nacional de Técnico de Radiologia será 
composta de presidente, secretário e tesoureiro. 
Art . 18. O presidente, o secretário e o tesoureiro residirão no Distrito 
Federal durante todo o tempo de seus mandatos. (Revogado pelo Decreto nº 
5.211, de 2004) 
Art . 19. A renda do Conselho Nacional será constituída de: 
I - um terço das anuidades cobradas pelos Conselhos Regionais; II - um 
terço da taxa de expedição das carteiras profissionais; 
III - um terço das multas aplicadas pelos Conselhos Regionais; IV - 
doações e legados; 
V - subvenções oficiais; 
VI - bens e valores adquiridos. 
Art . 20. A eleição para o primeiro Conselho Nacional de Técnicos em 
Radiologia será promovida pela Federação das Associações dos Técnicos em 
Radiologia dos Estados do Brasil. 
Parágrafo único. A eleição efetuar-se-á por processo que permita o 
exercício do voto a todos os profissionais inscritos, sem que lhes seja necessário 
o afastamento do seu local de trabalho. 
Art . 21. Enquanto não for elaborado e aprovado, pelo Conselho Nacional 
de Técnicos em Radiologia, o código de ética profissional, vigorará o Código de 
Ética do Técnico em Radiologia, elaborado e aprovado, por unanimidade, na 
Assembléia Geral Ordinária da Federação das Associações dos Técnicos em 
Radiologia dos Estados do Brasil, em 10 de julho de 1971. 
Art . 22. Os Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia compor-se- 
ão de nove membros, eleitos juntamente com outros tantos suplentes, todos de 
nacionalidade brasileira. 
Parágrafo único. Os Conselhos Regionais de Técnicos em Radiologia 
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serão organizados à semelhança do Conselho Nacional. 
Art . 23. Compete aos Conselhos Regionais: 
I - deliberar sobre a inscrição e cancelamento no quadro do Conselho; 
II - manter um registro dos Técnicos em Radiologia, legalmente 
habilitados, com exercício na respectiva Região; 
III - fiscalizar o exercício da profissão de Técnico em Radiologia; 
IV - conhecer, apreciar e decidir os assuntos atinentes à ética 
profissional, impondo as penalidades que couberem; 
V - elaborar a proposta do seu regimento interno, submetendo-a à 
aprovação do Conselho Nacional; 
VI - expedir carteira profissional; 
VII - velar pela conservação da honra e da independência do Conselho 
e pelo livre exercício legal dos direitos dos radiologistas; 
VIII - promover, por todos os meios ao seu alcance, o perfeito 
desempenho técnico e moral da profissão e o prestígio e bom conceito da 
Radiologia, e dos profissionais que a exerçam; 
IX - publicar relatórios anuais de seus trabalhos e a relação dos 
profissionais registrados; 
X -exercer os atos de jurisdição que por lei lhes sejam cometidos; 
XI - representar ao Conselho Nacional de Técnicos em Radiologia 
sobre providências necessárias para a regularidade dos serviços e da 
fiscalização do exercício da profissão. 
Art . 24. A renda dos Conselhos Regionais será constituída de: 
I - taxa de inscrição; 
Il - dois terços da taxa de expedição de carteiras profissionais; 
III - dois terços da anuidade paga pelos membros neles inscritos; IV - dois 
terços das multas aplicadas; 
V - doações e legados; 
VI - subvenções oficiais; 
VII - bens e valores adquiridos. 
Art . 25. As penas disciplinares aplicáveis pelos Conselhos Regionais aos 
seus membros são as seguintes: 
I - advertência confidencial em aviso reservado; II - censura confidencial 
em aviso reservado; 
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III - censura pública; 
IV - suspensão do exercício profissional até trinta dias; 
V - cassação do exercício profissional, ad referendum, do Conselho 
Nacional. Art . 26. Em matéria disciplinar, o Conselho Regional deliberará de 
ofício. 
Art . 27. Da imposição de qualquer penalidade caberá recurso, no prazo 
de trinta dias, contados da ciência, para o Conselho Nacional. 
Art . 28. Além do recurso previsto no artigo anterior, não caberá qualquer 
outro de natureza administrativa. 
Art . 29. O voto é pessoal e obrigatório em toda eleição, salvo doença ou 
ausência comprovadas plenamente. 
§ 1º As deliberações serão tomadas por maioria de votos dos presentes. 
§ 2º Os radiologistas que se encontrem fora da sede das eleições por 
ocasião destas poderão dar seu voto em dupla sobrecarta, opaca, fechada e 
remetida pelo correio, sob registro, por ofício com firma reconhecida, ao 
Presidente do Conselho Regional. 
§ 3º Serão computadas as cédulas recebidas, com as formalidades do 
parágrafo precedente, até o momento em que se encerre a votação. A sobrecarta 
maior aberta pelo Presidente do Conselho, que depositará a sobrecarta menor 
na urna, sem violar o segredo do voto. 
§ 4º As eleições serão anunciadas no órgão oficial e em jornal de grande 
circulação, com trinta dias de antecedência. 
Art . 30. A jornada de trabalho dos profissionais abrangidos por este 
decreto será de vinte e quatro horas semanais. 
Art . 31. O salário mínimo dos profissionais, que executam as técnicas 
definidas no art. 1º deste decreto, será equivalente a dois salários mínimos 
profissionais da região, incidindo sobre esses vencimentos quarenta por cento 
de risco de vida e insalubridade. 
Art . 32. Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação. Art . 33. 
Revogam-se as disposições em contrário. 
Brasília, 17 de junho de 1986; 165º da Independência e 98º da República. 
JOSÉ SARNEY 
Almir Pazzianoto Pinto 
Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 18.61986 
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BRONCOSCOPIA 
 
 
A Broncoscopia é o exame que inspeciona a laringe, traqueia e brônquios 
por meio de um aparelho denominado broncoscópio, que pode ser flexível de 
fibra óptica ou rígido (BRUNNER, 2002). Na prática atual, é utilizada com mais 
frequência a fibrobroncoscopia, realizada com um broncoscópio de fibra óptica, 
fino e flexível que é introduzido para dentro do brônquio. 
A fibrobroncoscopia permite uma visualização ampla das vias aéreas 
inferiores, devido seu pequeno calibre e flexibilidade; é ideal para diagnosticar 
lesões pulmonares. Pode ser realizada através do tubo endotraqueal ou cânula 
de traqueostomia em pacientes sob uso de ventilação. Outra vantagem do uso 
deste tipo de broncoscópio é a realização da biopsia de tumores que antes não 
se tinha acesso e agora pode ser feito no próprio leito, extinguindo a necessidade 
de centros cirúrgicos. 
Brunner (2002) classifica a utilização da Broncoscopia em diagnóstica e 
para fins terapêuticos. Sendo que os propósitos diagnósticos incluem o exame 
de tecidos, coleta de secreções, localização e extensão de determinada 
patologia obtendo pequena amostra do tecido para diagnósticos, que pode ser 
feita por esfregaço, curetagem, etc., é capaz de determinar também se o tumor 
quando existente pode ser ressecado cirurgicamente sem complicações e a 
origem de sangramentos. 
A broncoscopia terapêutica pode ser utilizada para a remoção de corpos 
estranhos existentes nas árvores brônquicas, assim como secreções que podem 
estar obstruindo a árvore traqueobrônquica e tratar da atelectasia pós- 
operatória. Quando é feito a remoção de corpos estranhos por meio da 
broncoscopia, utiliza-se o broncoscópio rígido com luz na sua extremidade distal, 
assim como para a realização de intervenções cirúrgicas endobrônquicos, que 
então são realizados no centro cirúrgico e não junto ao leito como com o 
broncoscópio de fibra óptica. São possíveis algumas complicações com a 
realização da broncoscopia que incluem reação do anestésico, infecção, 
broncoespasmo, hipóxemia, pneumotórax, sangramento e a perfuração. 
 
ASSISTÊNCIA NA BRONCOSCOPIA 
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Cabe à Enfermeira, antes do procedimento, obter a assinatura do termo 
de consentimento informado; depois de feito isto, deve ser instruído ao paciente 
a suspensão de alimentos e líquidos nas seis horas que irão anteceder o exame 
para excluir o risco de aspiração quando a anestesia iniciar seu efeito, 
bloqueando o reflexo da tosse. 
A equipe de Enfermagem explica o procedimento ao paciente, deixando- 
o a vontade para esclarecimento de qualquer dúvida pertinente ao procedimento 
realizado, diminuindo assim a ansiedade e medo. Após, administra-se os 
medicamentos pré-operatórios prescritos pelo médico que geralmente são 
sedativos, atropina ou opioide. Estas medicações irão inibir a estimulação vagal, 
com o intuito de prevenir a bradicardia, arritmias e hipotensão; também 
bloqueiam o reflexo da tosse, sedam o paciente para o exame e aliviam a 
ansiedade do mesmo. 
Retiram-se próteses dentárias ou qualquer tipo de próteses orais para a 
realização do exame. Brunner (2002) diz que o exame geralmente é realizado 
com anestesia local, porém para a utilização de broncoscópios rígidos pode ser 
necessária anestesia geral. A equipe pode utilizar um anestésico tópico como a 
lidocaína se caso for necessário; este é nebulizado sobre a faringe do paciente 
ou então administrado em gotas sobre a epiglote e cordas vocais para bloquear 
o reflexo da tosse e minimizar o desconforto. Já os sedativos ou opioides são 
administrados pela via endovenosa. 
Após o procedimento, a equipe de Enfermagem deve estar atenta para 
que o paciente não ingira qualquer tipo de alimento ou líquido até que a ação da 
anestesia tenha passado por completo, pois além de suprimirem o reflexo da 
tosse, comprometem também os reflexos da laringe e da deglutição por várias 
horas. Quando o paciente demonstrar o reflexo da tosse normatizado, pode 
oferecer lascas de gelos e aos poucos os líquidos normalmente. 
Cabe à Enfermeira analisar o estado mental do paciente e a letargia, 
principalmente nos idosos, que pode ser resultante de altas doses de lidocaína 
administradas durante o exame. Também é seu papel monitorizar o estado 
respiratório geral do paciente, e avaliar a presença de hipóxia, hipotensão, 
taquicardia, arritmias, hemoptise e dispneia, quando presentes devem ser 
relatados imediatamente, relata Brunner (2002). 
O paciente é liberado da área de recuperação em que está após ter 
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normatizado o estado respiratório e o reflexo da tosse. São instruídos pela 
Enfermeira os cuidados que deve se ter no âmbito domiciliar, assim como relatar 
dispneias e sangramentos. 
 
ENDOSCOPIA 
 
 
A endoscopia consistena visualização de uma cavidade corporal ou do 
trajeto desta por meio de um aparelho chamado endoscópio que percorre dentro 
destas cavidades. A finalidade deste exame pode ser tanto diagnóstica como 
terapêutica; permite também a realização de biópsias de tecidos, aspiração de 
líquidos dentro das cavidades e até a remoção de determinados tumores 
(BRUNNER, 2002). 
A utilização da endoscopia em casos de sangramentos por varizes 
esofagianas é uma indicação imediata que determina a possível causa bem 
como o local de origem do sangramento. É importante a realização deste exame, 
neste caso descrito, por ser comum em mais de 30% dos pacientes com a 
suspeita de sangramento de varizes esofagianas iniciarem a hemorragia por 
outros locais que não o esôfago, causando um falso diagnóstico (BRUNNER, 
2002). 
 
ASSISTÊNCIA NA ENDOSCOPIA 
 
 
A equipe de Enfermagem deve trabalhar com medidas que possam vir a 
aliviar a ansiedade e o estresse do paciente antes e durante a realização do 
exame que geralmente está presente. A monitorização dos sinais vitais deve ser 
cuidadosa atentando para sinais iniciais de arritmias cardíacas; a avaliação de 
sinais de perfurações e hemorragias durante a realização do exame também são 
fundamentais para o bom andamento do mesmo e para o bem-estar do paciente 
ao seu término. 
Depois do exame a Enfermeira deve instruir sua equipe para que não 
administrem qualquer tipo de líquidos para este paciente até que o reflexo de 
vômito retorne; é importante também orientar os familiares ou acompanhantes 
do paciente quanto a este cuidado. 
Quanto ao desconforto existente da orofaringe após o exame, a equipe 
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pode utilizar pastilhas que ajudam a aliviar, porém as condições físicas do 
paciente bem como o estado mental do mesmo devem permitir, evitando 
possível aspiração. 
A equipe de Enfermagem deve avaliar também a presença de 
sangramento ativo de grande quantidade que se estiver presente a ingestão oral 
é cancelada e só então permitida novamente até que o sangramento estiver 
cessado. Se acaso o sangramento se intensificar, o paciente é preparado para 
outros procedimentos diagnósticos e terapêuticos a fim de solucionar o 
problema. 
 
COLONOSCOPIA 
 
 
A colonoscopia fibrótica é a inspeção e a visualização do cólon até o ceco 
realizada por meio de um aparelho denominado colonoscópio fibrótico flexível. É 
um procedimento de baixo custo e boa precisão; é utilizado para o 
esclarecimento de alguns diagnósticos e também tem finalidades terapêuticas, 
como a remoção de pólipos, por exemplo, pois a maioria dos cânceres de cólon 
inicia com a presença destes pólipos, logo o exame irá identificá-los e poderá ser 
feita a retirada se necessário (BRUNNER, 2002). 
A colonoscopia também determina a extensão de determinada doença, e 
é útil especialmente na avaliação de pacientes que apresentam diarreia de 
etiologia desconhecida, sangue oculto e até anemia. As doenças inflamatórias e 
intestinais também podem ser diagnosticadas; o procedimento também é válido 
para tratar áreas com sangramento e estenose. 
Brunner (2002) destaca a possibilidade da utilização de coaguladores 
bipolares ou unipolares, sondas térmicas e injeção de agentes esclerosantes ou 
vasoconstritores, se houver a necessidade durante a realização do exame. 
O procedimento de colonoscopia dura cerca de uma hora e é realizado 
com o paciente em Posição de Sims (decúbito lateral para a esquerda) e com as 
pernas semiflexionadas no sentido do tórax; esta posição pode ser alterada com 
o decorrer do exame a fim de facilitar o avanço do colonoscópio. O desconforto 
no momento do exame geralmente é sentido quando ocorre a instilação de ar 
dentro do cólon para o mesmo expandir e facilitar a visualização, e também 
conforme o movimento do colonoscópio. 
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Geralmente, as complicações pela realização da colonoscopia incluem as 
disritmias cardíacas e as dificuldades respiratórias decorrentes do uso dos 
medicamentos administrados; pode ocorrer também hipotensão devido à 
hidratação em excesso ou então diminuída durante o preparo do intestino. 
Segundo Brunner (2002), a colonoscopia não pode ser realizada em 
pacientes com diverticulite aguda ou colite fulminante e também na suspeita de 
perfuração colônica. Já a colonoscopia terapêutica está contraindicada para os 
pacientes que fazem uso de medicamentos anticoagulante devido o risco de 
sangramento excessivo durante e após o exame. 
 
ASSISTÊNCIA NA COLONOSCOPIA 
 
 
Neste exame a enfermagem realiza um trabalho que dele irá depender o 
sucesso do procedimento, o preparo do paciente. Este procedimento consiste 
em uma boa preparação do intestino, que inicia a limpeza do cólon que 
proporcionará uma excelente visualização das estruturas e consequentemente 
diminuirá o tempo total do procedimento. 
O trato intestinal é preparado pela equipe de enfermagem por meio da 
limitação da ingestão de líquidos do paciente durante 24 a 72 horas que 
antecedem o exame; uma dieta leve também deve ser orientada para o paciente 
que deve iniciar na noite que antecede o dia do exame (BRUNNER, 2002). 
Após é realizado a limpeza do intestino que pode ser de várias maneiras 
como, por exemplo, o médico pode prescrever a administração de laxativos por 
duas noites consecutivas e um Fleet enema até que o intestino esteja preparado 
na manhã em que o exame será realizado. Porém, são utilizadas com maior 
frequência as soluções de lavagem intestinal contendo eletrólitos e 
polietilenoglicol que são considerados efetivos para a limpeza adequada do 
intestino. 
Estas soluções de lavagem são administradas pela via oral em intervalos 
de três a quatro horas. Em casos de paciente fazendo o uso de sondas 
nasogástricas para a alimentação, as soluções podem ser administradas pela 
mesma via, caso o paciente esteja incapacitado de deglutir. Os pacientes com 
colostomia também podem receber a mesma preparação de limpeza do 
intestino. Geralmente a limpeza é rápida, cerca de quatro horas e apesar do 
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desconforto é tolerada pela maioria dos pacientes. 
Os efeitos colaterais das soluções eletrolíticas são mais acentuados nos 
idosos, em virtude disso gera uma maior resistência para ingerir o volume 
necessário da solução. Alguns destes efeitos incluem: náuseas, edemas, 
cólicas, desequilíbrio hidroeletrolítico, hipotermia e sensação de plenitude 
abdominal. A equipe de enfermagem deve orientar sobre estes efeitos e 
encorajar os pacientes a fazerem o uso a fim de poder concluir o procedimento 
a qual lhes foi proposto. Está contraindicado o uso da solução de lavagem 
intestinal em pacientes acometidos de obstrução intestinal e doença intestinal 
inflamatória. 
A Enfermeira e sua equipe devem instruir o paciente para que 
interrompam o uso de medicamentos de rotina no momento em que a solução 
de lavagem esteja sendo administrada, pois os medicamentos não serão 
absorvidos e consequentemente perderão sua eficácia. Pacientes diabéticos 
devem ser orientados pela equipe a consultar com seu médico sobre o 
medicamento em uso a fim de evitar a hiper ou hipoglicemia devido às mudanças 
da dieta necessárias para o preparo do paciente para o exame. 
Alguns pacientes necessitam de orientações especiais da equipe para a 
realização da colonoscopia; é o caso de pacientes com desfibriladores e 
marcapassos implantados, que durante o exame podem ter seu funcionamento 
comprometido. A Enfermeira deve orientar ao paciente com o uso do 
desfibrilador que o mesmo será desligado no momento do exame, por isso a 
importância de consultar com o médico cardiologista antes da realização do 
exame; estes pacientesrecebem uma monitorização cardíaca cuidadosa. 
Devido à depressão respiratória que o paciente pode desenvolver na 
colonoscopia, a saturação do oxigênio é monitorizada por meio do oxímetro de 
dedo ou orelha e em caso de emergência o oxigênio suplementar deve ser 
introduzido. 
A equipe de Enfermagem deve orientar quanto ao uso de alguns anti- 
inflamatórios não esteroides como a aspirina, ticlodipina e pentoxifilina, que 
devem ser suspensos antes do exame. Pacientes que fazem o uso de heparina 
devem consultar o médico para eventuais orientações. 
Antes do exame podem ser administrados analgésicos opioides ou 
sedativos por meio da via endovenosa a fim de manter o paciente com uma 
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sedação e reduzir sua ansiedade durante o procedimento. Ao término do 
procedimento, o paciente que foi sedado permanece no leito de observação até 
que os efeitos desapareçam; alguns podem experimentar cólicas abdominais, 
ocasionadas pelo ar insuflado durante o exame. 
A equipe deve monitorizar o paciente logo após o exame atentando para 
sinais de hemorragias e perfuração intestinal por meio de sangramento retal, dor 
abdominal e febre. O paciente é instruído a procurar o médico caso alguns 
destes sinais apareçam em seu domicílio. 
Uma questão fundamental que é atribuída para a Enfermeira é o termo de 
consentimento do exame. É seu papel orientar o paciente a autorizar a realização 
do procedimento que será feito por intermédio deste termo; este deverá ser 
assinado por ele antes de qualquer preparo e ou administração de 
medicamentos do procedimento. 
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