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Introdução ao Laboratório de Análises Clínicas Profa. MSc. Bruna Kuhn de Freitas Silva INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS Bom dia! Tópicos da aula Introdução ao laboratório de análises clínicas Técnicas de coleta I Técnicas de coleta II O que são as Análises Clínicas ? A análise clínica é o ramo de conhecimento que trabalha com o estudo de alguma substância de forma a coletar dados e apontar diagnósticos a respeito da saúde do paciente. Essas análises ocorrem a partir de um exame feito a pedido de um médico e são entregues em laboratórios próprios para realização desses exames. As análises podem ser realizadas por vários profissionais diferentes como: farmacêuticos, bioquímicos, médicos ou biomédicos, sendo que esses devem ter previamente o conhecimento necessário na área de análise clínica e conforme as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão fiscalizador. O Laboratório de Análises Clínicas Instalação destinada à realização de exames biológicos, de material ou amostra de paciente, com a finalidade de fornecer informações para diagnóstico,prevenção ou tratamento de qualquer doença e/ou deficiência de seres humanos ou para a avaliação da saúde dos mesmos. XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016 INDICAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS Diagnóstico – A ideia é testar as hipóteses e as questões específicas levantadas após a anamnese e o exame físico. O exame ajuda a detectar, a confirmar, a documentar ou a excluir uma determinada doença. Monitorização – A intenção é medir a progressão ou regressão de uma doença, a resposta ao tratamento ou os níveis de um fármaco no organismo. Prognóstico – Definido pela presença de determinado marcador ou pelo seu maior ou menor grau de anormalidade. Rastreamento – A utilização dos exames como medida de diagnóstico precoce ou preventivo é cada vez mais frequente e deverá ser ainda mais importante com os testes com base em ácidos nucleicos (biologia molecular, medicina genômica). XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016 INDICAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS Tranquilização do paciente – Até o momento, não há comprovação de que ocorra um efeito favorável nesse sentido. Deve-se pesar o risco do aumento da ansiedade diante de um resultado falso-positivo. Solicitação do paciente – Atualmente, o paciente tem à sua disposição uma quantidade enorme de informações científicas, por meio de livros, da imprensa e, principalmente, dos meios eletrônicos em constante expansão. Já é possível, em várias situações, o próprio paciente solicitar muitos dos seus exames e, com eles em mãos, consultar o seu médico. Definição de condições basais para futuras comparações (após período de tempo ou intervenção terapêutica). XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016 Os laboratórios de análises clínicas são fundamentados em um processo dinâmico que se inicia na coleta do espécime diagnóstico (amostra biológica obtida adequadamente para fins de diagnóstico laboratorial) e termina com a emissão de um laudo. O que faz o Auxiliar / Técnico de Laboratório? É o profissional capaz de auxilar no diagnostico dos mais variados tipos de doenças a partir de análises minuciosas dentro do laboratório. O profissional pode também ser o responsável pela coleta de sangue na hora do exame. Auxiliar e Técnico de Laboratório de Análises Clínicas Fazer análises microscópicas Preparar a amostra do material colhido Operar, calibrar e manter os equipamentos em perfeitas condições Orientar o paciente a respeito do tipo de exame e da coleta do material O que analista clínico faz? Realiza exames de Análises Clínicas; Assume a responsabilidade técnica e firmar os respectivos laudos; Assume e executa o processamento de sangue, suas sorologias e exames pré-transfussionais; Assume chefias técnicas, assessorias e direção destas atividades; Setores do Laboratório Área Técnica Hematologia A hematologia compreende basicamente: hematologia geral, estudo da coagulação e imunohematologia. O hemograma completo é o exame mais solicitado na hematologia geral, com a finalidade de contribuir para o diagnóstico e classificação das anemias. Hematologia é o campo da ciência médica que se dedica ao estudo da formação, regulação, manutenção do sangue comoum todo e seus componentes assim como patologias relacionadas. Na imunohematologia é feita a classificação do tipo sanguíneo ABO/Rh e ainda outros testes para investigação da incompatibilidade materno-fetal. Hematologia Hematologia Os testes de coagulação são requisitados principalmente para pré-operatórios e monitoramento do uso de anticoagulantes orais. Bioquímica A bioquímica é o setor do laboratório que tem aproveitado o avanço tecnológico para medir e expressar quimicamente as variações normais e patológicas que ocorrem nos seres vivos. 1 2 3 4 1- Soro normal 2- Soro hemolisado 3- Soro Ictérico $- Soro Lipêmico IMUNOLOGIA Na imunologia os testes sorológicos são realizados por métodos específicos utilizando técnicas de soroaglutinação, enzimaimunoensaio, fluorimetria, quimioluminescência e imunofluorescência. Realizamos toda a triagem de hepatites, HIV, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola e ainda testes de gravidez e marcadores tumorais. MICROBIOLOGIA: Bactérias clinicamente importantes são isoladas e identificadas neste setor. As análises de urina são realizadas em três etapas: exame físico, químico e microscópico. O setor realiza provas químicas confirmatórias para todas as amostras anormais e dispõe de equipamento semi-automatizado e microscopia de constraste de fase para a avaliação de dismorfismo eritrocitário, auxiliar no diagnóstico das nefropatias. Urianáise Realização de exames nas fezes, utilizando métodos específicos para pesquisar as diferentes formas parasitárias. Parasitologia TÉCNICAS DE COLETA Profa. MSc. Bruna Kuhn de Freitas Silva INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS Seringas descartáveis É um dispositivo que com a ajuda de uma agulha pode ser usado por profissionais da área da saúde para: inserir substâncias líquidas por via intravenosa, intramuscular, intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular; retirar sangue; ou, ainda, realizar uma punção aspirativa em um paciente. 25X7:PRETA AGULHAS PARA SERINGAS 40X12; ROSA 25X8:VERDE Partes das agulha X Partes das Seringas Tubos para coleta A amostra deve ser coletada em tubos específicos para cada tipo de análise, sendo de extrema importância conhecê- los para a realização correta do exame. O material colhido em recipiente inadequado será rejeitado e descartado pelo laboratório pois não terá validade para a realização da análise. Todos os tubos devem ser homogeneizados imediatamente após a coleta. Deve-se invertê-los de 5 a 10 vezes, suavemente. Tubos homogeneizados inadequadamente poderão conter pequenos coágulos sanguíneos que diminuem a utilidade do tubo. DEVE-SE RESPEITAR RIGOROSAMENTE O VOLUME CRÍTICO DE AMOSTRA INDICADO PARA CADA TIPO DE TUBO. Quais informações a etiqueta do tubo nos fornece? Estes tubos contêm ativador de coágulo e deve-se, imediatamente após a coleta, homogeneizá-los por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise, manter em repouso na posição vertical por 30 minutos para retrair o coágulo. Análises Bioquímicas e Sorológicas Tubo de tampa vermelha (com ou sem ativador de coágulo e sem gel separador) Tubo de tampa amarela com ativador de coágulo e com gel separador • Exames bioquímicos e sorológicos em geral; • Imunologia; • Marcadores tumorais e cardíacos; • Hormônios específicos; • Drogas terapêuticasQuando se pretende fazer análise de coagulação, deverá ser colhida uma amostra de plasma. Tubo de tampa azul (Citrato de Sódio) Deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue. Quando se pretende fazer análise hematológica, deverá ser colhida uma amostra de sangue total (EDTA). Este tubo contém anticoagulante específico para evitar a coagulação. O sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 8 a 10 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue. Tubo de tampa roxa (EDTA) Quando se pretende fazer análise de glicemia ou Lactato deverá ser colhida uma amostra de plasma (FLUORETO DE SÓDIO). O sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 8 a 10 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue. Tubo de tampa cinza (Fluoreto de sódio/EDTA) Tubo de tampa verde (Heparina de Sódio/ Heparina de Lítio) Quando se pretende fazer análise bioquímica, gasometria ou outros exames, deverá ser colhida uma amostra de plasma (HEPARINA). O sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 8 a 10 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue. Tubo tampa preta (Citrato Trisódico 4:1) O exame VHS é um exame de sangue que avaliar a velocidade hemossedimentação podendo indicar se há alguma inflamação no organismo, como por exemplo uma simples gripe ou resfriado ou inflamações mais graves como pancreatite aguda, por exemplo. O exame VHS significa velocidade de sedimentação das hemácias ou velocidade de hemossedimentação. Por não indicar o local e a gravidade da inflamação, o exame VHS é pouco específico e, por isso, somente este exame não deve ser utilizado para diagnosticar alguma doença. O sangue colhido com anticoagulante deve ser cuidadosamente homogeneizado por inversão de 5 a 8 vezes para evitar hemólise e a coagulação do sangue. •Frascos para hemocultura. •Tubos com citrato (tampa azul-claro). •Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador (tampa vermelha ou amarela). •Tubos com heparina com ou sem gel separador de plasma (tampa verde). •Tubos com EDTA (tampa roxa). •Tubos com fluoreto (tampa cinza). A ordem correta para coleta se sangue O soro é obtido após a coleta, coagulação da amostra e posterior centrifugação, sendo que nenhum anticoagulante é utilizado. O objetivo é que haja a formação de coágulo, e nesse processo os fatores da coagulação, plaquetas e fibrinogênio são consumidos. Então, de forma simplificada, o soro é o plasma sem fibrinogênio e fatores da coagulação. Soro Para a obtenção do soro, atualmente são utilizados tubos que contêm ativador de coágulo jateado na parede do tubo, que acelera o processo de coagulação, e gel separador para obtenção de soro com a mais alta qualidade, proporcionando melhor eficiência no processo de trabalho dentro do laboratório. Plasma No laboratório, é possível obter o plasma da amostra através da adição de um anticoagulante no tubo de coleta. Por exemplo, testes da coagulação precisam ser realizados no plasma, ou seja, após a centrifugação da amostra, o sobrenadante precisa conter todas as proteínas e fatores da coagulação. Para isso, utiliza-se o citrato de sódio, que bloqueia a cascata da coagulação, não deixando que esses componentes sejam utilizados, inibindo a formação do coágulo. GARROTE O uso do garrote ou torniquete na punção venosa é para facilitar visualização e palpação do vaso sanguíneo de escolha para punção. TÉCNICAS DE COLETA – Parte II Profa. Especialista Bruna Kuhn de Freitas Silva INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS Procedimentos de Coleta de Sangue Venoso O CLSI é uma organização internacional, interdisciplinar, sem fins lucrativos, reconhecida mundialmente por promover o desenvolvimento e a utilização de normas e diretrizes voluntárias no âmbito dos cuidados de saúde da comunidade. As recomendações adotadas a seguir se baseiam nas normas do Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI), na literatura sobre o assunto, bem como na experiência da autora. Recepção e Sala de Espera É recomendável que o laboratório clínico possua, pelo menos, uma sala de espera para pacientes e acompanhantes. Esta área pode ser compartilhada com outras unidades diagnósticas, sendo necessária a instalação de sanitários para clientes e acompanhantes. Área Física da Sala de Coleta A sala de coleta deve possuir espaço suficiente para instalação de uma cadeira ou poltrona, armazenamento dos materiais de coleta e um dispositivo para a higienização das mãos (álcool em gel, lavatório ou similares). As dimensões da sala de coleta devem ser suficientes para garantir a livre, segura e confortável movimentação do paciente e do flebotomista, possibilitando um bom atendimento. Há de se lembrar que, em algumas situações, o paciente terá acompanhantes durante o ato de coleta de sangue. É recomendável a disponibilização de um local com maca para eventuais necessidades. Procedimentos Básicos para Minimizar Ocorrência de Erro O flebotomista deve se assegurar de que a amostra será colhida do paciente especificado na requisição de exames. Sr. O Coisa do Quarteto Fantástico Para pacientes adultos e conscientes • Pedir que forneça nome completo, número da identidade, ou data de nascimento. • Comparar estas informações com as constantes na requisição de exames. Para pacientes internados Em geral, os hospitais disponibilizam etiquetas pré-impressas com os dados de identificação necessários. Mesmo assim, o flebotomista deve verificar a identificação no bracelete ou a identificação postada na entrada do quarto, quando disponível. O número do leito nunca deve ser utilizado como critério de identificação. Para pacientes muito jovens ou com algum tipo de dificuldade de comunicação O flebotomista deve valer-se de informações de algum acompanhante Pacientes atendidos no pronto-socorro ou em salas de emergência podem ser identificados pelo seu nome e número de entrada no cadastro da unidade de emergência. O material colhido deve ser identificado na presença do paciente. Um cuidado importante que os laboratórios devem ter na coleta do material do paciente é a adequada rastreabilidade dos insumos (tubos, seringas e agulhas) podendo, quando necessário, estabelecer uma ligação entre o material colhido e os lotes dos produtos utilizados no procedimento de coleta do sangue. De uma forma ideal, as informações e instruções devem ser fornecidas por escrito e o paciente deve ter oportunidade de esclarecer eventuais dúvidas. Água "quebra" o jejum? Não, mas a água deve não deve em excesso, pois interfere em alguns exames, como o de urina. No caso do exame de urina, não deve ser ingerida grande quantidade de água durante a noite e depois pela manhã realizar a coleta do material (urina), pode ocorrer uma diluição desta amostra e desta forma alterando o resultado. Por isso, o ideal é que não tome água exageradamente na noite que antecede a coleta de urina pela manhã. http://www.fleury.com.br/exames-e-servicos/medicina-diagnostica/perguntas-frequentes/Pages/default.aspx ✓ De preferência colhida em jejum (após ingestão refeição há absorção de alimentos que poderão afetar a dosagem de alguns componentes bioquímicos); ✓ Nem sempre é obrigatória a condição de jejum; ✓ Atividade física não é recomendado; ✓ Geralmente emprega-se soro; ✓ Pode ser utilizado plasma; ✓ Pode ser utilizado sangue total; ✓ Cuidados: evitar a ocorrência de hemólise ✓ Lipemia pode interferer em algumas análises. Generalidades sobre a Venopunção Procedimentos iniciais antes da punção ✓Apresentar-se ao paciente ✓Verificar requisição de coleta (documento); ✓Explicar o procedimento; ✓Fazer assepsia das mãos; ✓Identificar a amostra; ✓Separar material adequadopara o tipo coleta. Obtenção do sangue: ✓Punção venosa; ✓Punção arterial; Obs: Punções arteriais não devem ser consideradas como uma alternativa à venopunção pela dificuldade de coleta. Isso deve ser considerado apenas mediante autorização do médico- assistente. Coleta Locais de Escolha para Venopunção O local de preferência para as venopunções é a fossa antecubital, na área anterior do braço em frente e abaixo do cotovelo, onde está localizado um grande número de veias, relativamente próximas à superfície da pele. Áreas a serem evitadas para a venopunção Preferencialmente amostras de sangue não devem ser coletadas nos membros onde estiverem instaladas terapias intravenosas. Evitar locais que contenham extensas áreas cicatriciais de queimadura. Evite puncionar veias trombosadas. Essas veias são pouco elásticas, assemelham-se a um cordão e têm paredes endurecidas. Um médico deve ser consultado antes da coleta de sangue ao lado da região onde ocorreu a mastectomia, em função das potenciais complicações decorrentes da linfostase. Áreas com hematomas podem gerar resultados errados de exames, qualquer que seja o tamanho do hematoma. Se outra veia, em outro local, não estiver disponível, a amostra deve ser colhida distalmente ao hematoma. Fístulas arteriovenosas, enxertos vasculares ou cânulas vasculares não devem ser manipulados por pessoal não autorizado pela equipe médica, para a coleta de sangue. Técnicas para evidenciação da veia Observação de veias calibrosas. Movimentação: pedir para o paciente abaixar o braço e fazer movimentos de abrir e fechar a mão. Os movimentos de abertura das mãos reduzem a pressão venosa, com o relaxamento muscular. Técnicas para evidenciação da veia Massagens: massagear suavemente o braço do paciente (do punho para o cotovelo). Palpação: realizada com o dedo indicador do flebotomista. Não utilizar o dedo polegar devido à baixa sensibilidade da percepção da pulsação. Esse procedimento auxilia na distinção entre veias e artérias pela presença de pulsação, devido à maior elasticidade e à maior espessura das paredes dos vasos arteriais. Técnicas para evidenciação da veia Fixação das veias com os dedos, nos casos de flacidez. Transiluminação: procedimento pelo qual o flebotomista utiliza uma ou duas fontes primárias de luz (a primeira, de alta intensidade; a segunda usa LED). Uso Adequado do Torniquete O torniquete é empregado para aumentar a pressão intravascular, o que facilita a palpação da veia e o preenchimento dos tubos de coleta ou da seringa. Caso o torniquete tenha látex em sua composição, deve-se perguntar ao paciente se ele tem alergia a esse componente. Quando a sua aplicação excede um minuto, pode ocorrer estase localizada, hemoconcentração e infiltração de sangue para os tecidos, gerando valores falsamente elevados para todos os analitos baseados em medidas de proteínas, alteração do volume celular e de outros elementos celulares. Uso adequado do Garrote (torniquete) O uso inadequado pode levar à situação de erro diagnóstico (como hemólise, que pode tanto elevar o nível de potássio como alterar a dosagem de cálcio etc.), bem como gerar complicações durante a coleta (hematomas, formigamento) Havendo lesões de pele no local pretendido, deve-se considerar a possibilidade da utilização de um local alternativo ou aplicar o torniquete sobre a roupa do paciente. Precauções no uso de torniquete PROCEDIMENTO PASSO A PASSO • Verificar se o local da coleta está arrumado • Identificar o paciente e pedido médico • Acomodar o paciente PROCEDIMENTO PASSO A PASSO • Preparar o material a ser utilizado no paciente (verificar o pedido de exames) • Identificar os tubos • Informar o procedimento ao paciente PROCEDIMENTO PASSO A PASSO Higienizar as mãos • Calçar as luvas • Garrotear o braço do paciente e localizar a veia PROCEDIMENTO PASSO A PASSO Antissepsia do local da punção • Para a preparação da pele, o uso de antissépticos é necessário. • Dentre eles, citamos: álcool isopropílico 70% ou álcool etílico, iodeto de povidona 1 a 10% ou gluconato de clorexidina para hemoculturas, substâncias de limpeza não-alcoólicas (como clorexidina, sabão neutro). Procedimento Recomenda-se usar uma gaze umedecida com solução de álcool isopropílico ou etílico 70%, comercialmente preparado Limpar o local com um movimento circular do centro para fora Permitir a secagem da área por 30 segundos para prevenir hemólise da amostra e reduzir a sensação de ardência na venopunção. Não assoprar, não abanar e não colocar nada no local Não tocar novamente na região após a antissepsia. Se a venopunção for difícil de ser obtida e a veia precisar ser palpada novamente para efetuar a coleta, o local escolhido deve ser limpo novamente. Quando houver solicitação de dosagem de álcool no sangue, um antisséptico sem álcool deve ser usado no local da punção, conforme recomenda o documento do CLSI T/DM6A– Blood Alcohol Testing in the Clinical Laboratory; Approved Guideline. Sistema de coleta á vácuo: Seringa descartável: Critérios para Escolha da Coleta de Sangue Venoso a Vácuo ou por Seringa e Agulha Coleta de sangue a vácuo A coleta de sangue a vácuo é a técnica de coleta de sangue venoso recomendada pelo CLSI atualmente. A facilidade no manuseio é um destes pontos, pois o tubo para coleta de sangue a vácuo tem, em seu interior, vácuo calibrado e em capacidade proporcional ao volume de sangue informado em sua etiqueta externa, o que significa que, quando o sangue parar de fluir para dentro do tubo, o flebotomista terá a certeza de que o volume de sangue correto foi colhido. O conforto ao paciente é essencial, pois com uma única punção venosa pode-se, rapidamente, colher vários tubos, abrangendo todos os exames solicitados pelo médico; Pacientes com acessos venosos difíceis, como crianças, pacientes em terapia medicamentosa, quimioterápicos etc., também são beneficiados, pois existem produtos que facilitam essas coletas (escalpes para coleta múltipla de sangue a vácuo em diversos calibres de agulha e tubos para coleta de sangue a vácuo com menores volumes de aspiração). Segurança do profissional de saúde e do paciente, uma vez que a coleta a vácuo é um sistema fechado de coleta de sangue: ao puncionar a veia do paciente, o sangue flui diretamente de sua veia para o tubo de coleta a vácuo. Isso proporciona ao flebotomista biossegurança, pois não há necessidade do manuseio da amostra de sangue. Por esses e outros fatores, como a diferença do acesso venoso de um paciente para outro, recomendamos que sejam observados alguns pontos relevantes para a coleta adequada. Coleta de sangue a vácuo Considerações sobre coleta de sangue venoso com seringa e agulha A coleta de sangue com seringa e agulha é usada há muitos anos. Por ser a técnica mais antiga desenvolvida para coleta de sangue venoso, enraizou-se em algumas áreas de saúde, pois o mesmo produto é usado para infundir medicamentos. No entanto, além de causar potenciais erros pré- analíticos, a coleta com seringa e agulha é um procedimento de risco para o profissional de saúde que, além de manusear o sangue, deve também descartar, de maneira segura, o dispositivo perfurocortante em descartador adequado. De acordo com a CLSI, a venopunção feita com seringa e agulha deve ser evitada por razões de segurança, no entanto, sempre que seringa e agulha forem usadas para coleta de sangue, deve-se usar um dispositivo de transferência Em função desse sistema de coleta ser aberto, depender de critérios subjetivos para a etapa de transferência do sangue para os tubos (acima ou abaixo da capacidade dos mesmos, causar alteração na proporção correta de sangue/ aditivo) e possibilitar ampla formação de microcoágulos, fibrina e hemólise, pode haver comprometimento da qualidade da amostra. Com isso, há várias perdas, as quais podem gerar: • desperdício ocasionando trabalho dobrado;• redução da eficiência do serviço, causada pelos atrasos na entrega dos laudos; • redução da eficácia, devido ao descumprimento de padrões estabelecidos para a qualidade no desempenho; • não conformidades na produção laboratorial por eventuais danos aos equipamentos (obstruções, entupimentos); • desgaste da equipe do laboratório (administrativa e técnica); • ampliação dos custos; • desarmonia na relação do laboratório com o paciente e com o seu médico- assistente, levando à perda da confiança no serviço. Posição do paciente ✓Sentado: Em cadeira apropriada, braço do paciente no descanço da cadeira, inclinando levemente para baixo e estendido. ✓Deitado: Posição confortável para o paciente Setor Coleta Posição do paciente Procedimentos em paciente sentado - Pedir ao paciente que se sente confortavelmente em uma cadeira própria para coleta de sangue (cadeira com apoio para braço); - Recomenda-se que, no descanso da cadeira, a posição do braço do paciente seja inclinada levemente para baixo e estendida, formando uma linha direta do ombro para o pulso. Posição do paciente Procedimento em paciente em leito - Pedir ao paciente que se coloque em uma posição confortável. - Caso necessário, colocar travesseiro debaixo do braço em que a amostra será colhida. - Posicione o braço do paciente inclinado levemente para baixo e estendido, formando uma linha direta do ombro para o pulso. Coleta com escalpe a vácuo Setor Coleta Cuidados para uma Punção Bem-sucedida O ideal é que a punção seja única, proporcionando, assim, conforto e segurança ao paciente. Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima. • Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo. • Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço. • Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo), em relação ao braço do Paciente. • O ângulo oblíquo de 30° da agulha em relação ao braço do paciente foi respeitado a agulha penetrou centralmente na veia e o bisel da agulha foi inserido voltado para cima. Cuidados para uma Punção Bem-sucedida Possíveis complicações O bisel está encostado na parede superior da veia O ideal é inclinar um pouco para cima e avançar um pouco a agulha, permitindo a passagem do fluxo sanguíneo para dentro desta. A parte posterior da agulha está encostada na parede da veia. Deve-se, então, retroceder um pouco com a agulha e girar sutilmente o adaptador ou a seringa, permitindo a recomposição do fluxo sanguíneo. Veia transfixada pela agulha de coleta (Figura 53). Possíveis complicações Neste caso, deve-se retroceder um pouco a agulha, observando a retomada do fluxo. Penetração parcial na veia Possíveis complicações Colabamento venoso Retirar ou afrouxar o torniquete, para permitir o restabelecimento da circulação. Em seguida, retroceder um pouco a agulha, para permitir que o fluxo sanguíneo desobstrua. ✓Veia frágil ou muito pequena, em relação ao calibre da agulha. ✓A agulha ultrapassa a parede posterior da veia puncionada ✓A agulha perfura parcialmente a veia, não penetrando por completo. ✓Diversas tentativas de punção sem sucesso ✓A agulha é removida sem antes remover o torniquete. ✓ Pressão inadequada aplicada no local da punção após a coleta. Hematomas Setor Coleta Observações: • Se, durante o ato da coleta, houver suspeita de colabamento da veia puncionada, recomenda-se virar lenta e cuidadosamente o adaptador de coleta de sangue a vácuo para que o bisel seja desobstruído, permitindo a recomposição da luz da veia e liberação do fluxo sanguíneo. • Caso ocorra a perda do vácuo, substituir o tubo. • Evitar movimentos de busca aleatória da veia. Esse procedimento induz a hemólise e resulta na formação de hematoma. Em muitos casos, é aconselhável realizar nova punção em outro sítio. • Punção acidental de artéria: o fluxo arterial é muito mais rápido que o venoso. O sangue arterial tende a uma cor avermelhada, mais “viva“, devido à maior oxigenação da hemoglobina. Ao puncionar acidentalmente uma artéria, recomenda-se retirar rapidamente a agulha e, em seguida, realizar compressão vigorosa no local da punção, até a parada do sangramento. O supervisor necessita ser notificado. Robôs programados para coletar sangue Hora de descontrair!!!! https://www.youtube.com/watch?v=w7r8pjnXYrM Sites interessantes : Sociedade Brasileira de Análises Clínicas: http://sbac.org.br/ Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Legal http://www.sbpc.org.br/ LabNetwork http://www.labnetwork.com.br/ ControlLab http://www.controllab.com.br/ Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) http://portal.anvisa.gov.br/ Biomedicina Brasil http://www.biomedicinabrasil.com/ Biomedicina Padrão http://www.biomedicinapadrao.com.br/ Universidade Aberta do SUS (Cursos Plataforma Arouca) https://www.unasus.gov.br/cursos/busca?status=com%20oferta%20aberta&busca=&ordenacao=relev%C3%A2ncia%20na%20busca Clinical & Laboratory Standards Institute: CLSI Guidelines https://clsi.org/ Laboratório Hermes Pardini http://www.labhpardini.com.br/scripts/mgwms32.dll?MGWLPN=HPHOSTBS&App=HELPE&EX%20AME=S%7C%7CIG-TBG Laboratório Álvaro https://alvaro.com.br/exames?perfil=pacientes DB diagnósticos do Brasil http://www.diagnosticosdobrasil.com.br/blog/cat-requisicao-orientacao/procedimentos-de-coleta/ http://sbac.org.br/ http://www.sbpc.org.br/ http://www.labnetwork.com.br/ http://www.controllab.com.br/ http://portal.anvisa.gov.br/ http://www.biomedicinabrasil.com/ http://www.biomedicinapadrao.com.br/ https://www.unasus.gov.br/cursos/busca?status=com%20oferta%20aberta&busca=&ordenacao=relev%C3%A2ncia%20na%20busca https://clsi.org/ https://clsi.org/ https://clsi.org/ http://www.labhpardini.com.br/scripts/mgwms32.dll?MGWLPN=HPHOSTBS&App=HELPE&EX%20AME=S%7C%7CIG-TBG https://clsi.org/ https://alvaro.com.br/exames?perfil=pacientes https://clsi.org/ http://www.diagnosticosdobrasil.com.br/blog/cat-requisicao-orientacao/procedimentos-de-coleta/ brunafreitasbiomedica Bruna Kuhn de Freitas Silva http://lattes.cnpq.br/ 0215691006079833 bruna.kuhn@unisociesc.com.br (67) 992197300 Contatos: http://lattes.cnpq.br/