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Aula 1 - Introdução ao Laboratório de Análises Clínicas

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Introdução ao Laboratório de Análises Clínicas
Profa. MSc. Bruna Kuhn de Freitas Silva
INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS
Bom dia!
Tópicos da aula 
Introdução ao 
laboratório de análises 
clínicas
Técnicas de coleta I
Técnicas de coleta II
O que são as Análises Clínicas ?
A análise clínica é o ramo de conhecimento que trabalha com 
o estudo de alguma substância de forma a coletar dados e 
apontar diagnósticos a respeito da saúde do paciente. Essas 
análises ocorrem a partir de um exame feito a pedido de um 
médico e são entregues em laboratórios próprios para 
realização desses exames.
As análises podem ser realizadas por vários profissionais 
diferentes como: farmacêuticos, bioquímicos, médicos ou 
biomédicos, sendo que esses devem ter previamente o 
conhecimento necessário na área de análise clínica e 
conforme as regras da Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária, órgão fiscalizador.
O Laboratório de Análises Clínicas
Instalação destinada à realização de exames biológicos,
de material ou amostra de paciente, com a finalidade 
de fornecer informações para diagnóstico,prevenção
ou tratamento de qualquer doença e/ou deficiência de seres
humanos ou para a avaliação da saúde dos mesmos.
XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016
INDICAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Diagnóstico – A ideia é testar as hipóteses e as questões específicas
levantadas após a anamnese e o exame físico. O exame ajuda a detectar, a
confirmar, a documentar ou a excluir uma determinada doença.
Monitorização – A intenção é medir a progressão ou regressão de uma
doença, a resposta ao tratamento ou os níveis de um fármaco no
organismo.
Prognóstico – Definido pela presença de determinado marcador ou pelo 
seu maior ou menor grau de anormalidade.
Rastreamento – A utilização dos exames como medida de diagnóstico
precoce ou preventivo é cada vez mais frequente e deverá ser ainda mais
importante com os testes com base em ácidos nucleicos (biologia
molecular, medicina genômica).
XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016
INDICAÇÕES DE EXAMES LABORATORIAIS
Tranquilização do paciente – Até o momento, não há comprovação de
que ocorra um efeito favorável nesse sentido. Deve-se pesar o risco do
aumento da ansiedade diante de um resultado falso-positivo.
Solicitação do paciente – Atualmente, o paciente tem à sua disposição
uma quantidade enorme de informações científicas, por meio de livros,
da imprensa e, principalmente, dos meios eletrônicos em constante
expansão. Já é possível, em várias situações, o próprio paciente solicitar
muitos dos seus exames e, com eles em mãos, consultar o seu médico.
Definição de condições basais para futuras comparações (após período 
de tempo ou intervenção terapêutica).
XAVIER, R. M.; DORA, J. M.; BARROS, E. (Org.). Laboratório na prática clínica: consulta rápida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016
Os laboratórios de análises clínicas são fundamentados 
em um processo dinâmico que se inicia na coleta do 
espécime diagnóstico (amostra biológica obtida
adequadamente para fins de diagnóstico laboratorial) e 
termina com a emissão de um laudo. 
O que faz o Auxiliar /
Técnico de Laboratório?
É o profissional capaz de auxilar no diagnostico dos mais 
variados tipos de doenças a partir de análises minuciosas
dentro do laboratório. 
O profissional pode também ser o responsável pela coleta de 
sangue na hora do exame.
Auxiliar e Técnico de Laboratório 
de Análises Clínicas
Fazer análises microscópicas
Preparar a amostra do 
material colhido
Operar, calibrar e manter os 
equipamentos em perfeitas condições
Orientar o paciente a respeito do tipo 
de exame e da coleta do material
O que analista clínico faz?
Realiza exames de 
Análises Clínicas;
Assume a 
responsabilidade técnica 
e firmar os respectivos 
laudos;
Assume e executa o 
processamento de sangue, 
suas sorologias e exames 
pré-transfussionais;
Assume chefias técnicas, 
assessorias e direção 
destas atividades;
Setores do Laboratório
Área Técnica
Hematologia
A hematologia compreende 
basicamente: hematologia geral, 
estudo da coagulação e 
imunohematologia.
O hemograma completo é o exame 
mais solicitado na hematologia 
geral, com a finalidade de contribuir 
para o diagnóstico e classificação 
das anemias.
Hematologia é o campo da ciência médica que se dedica ao 
estudo da formação, regulação, manutenção do sangue comoum 
todo e seus componentes assim como patologias relacionadas.
Na imunohematologia é feita a classificação do tipo 
sanguíneo ABO/Rh e ainda outros testes para 
investigação da incompatibilidade materno-fetal.
Hematologia
Hematologia
Os testes de coagulação são requisitados principalmente 
para pré-operatórios e monitoramento do uso de 
anticoagulantes orais.
Bioquímica
A bioquímica é o setor 
do laboratório que tem 
aproveitado o avanço 
tecnológico para medir 
e expressar 
quimicamente as 
variações normais e 
patológicas que 
ocorrem nos seres 
vivos.
1 2 3 4
1- Soro normal
2- Soro hemolisado
3- Soro Ictérico
$- Soro Lipêmico
IMUNOLOGIA
Na imunologia os testes sorológicos são realizados por 
métodos específicos utilizando técnicas de soroaglutinação, 
enzimaimunoensaio, fluorimetria, quimioluminescência e 
imunofluorescência. Realizamos toda a triagem de hepatites, 
HIV, toxoplasmose, citomegalovírus, rubéola e ainda testes 
de gravidez e marcadores tumorais.
MICROBIOLOGIA:
Bactérias clinicamente importantes são isoladas e 
identificadas neste setor.
As análises de urina são realizadas em três etapas: exame 
físico, químico e microscópico. O setor realiza provas químicas 
confirmatórias para todas as amostras anormais e dispõe de 
equipamento semi-automatizado e microscopia de constraste 
de fase para a avaliação de dismorfismo eritrocitário, auxiliar 
no diagnóstico das nefropatias.
Urianáise
Realização de exames nas fezes, utilizando 
métodos específicos para pesquisar as diferentes 
formas parasitárias.
Parasitologia
TÉCNICAS DE COLETA
Profa. MSc. Bruna Kuhn de Freitas Silva
INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS
Seringas descartáveis
É um dispositivo que com a ajuda de uma agulha pode ser usado por profissionais da 
área da saúde para: inserir substâncias líquidas por via intravenosa, intramuscular, 
intracardíaca, subcutânea, intradérmica, intra-articular; retirar sangue; ou, ainda, 
realizar uma punção aspirativa em um paciente.
25X7:PRETA
AGULHAS PARA SERINGAS
40X12; ROSA 25X8:VERDE
Partes das agulha X Partes das Seringas
Tubos para coleta
A amostra deve ser coletada em tubos 
específicos para cada tipo de análise, 
sendo de extrema importância conhecê-
los para a realização correta do exame. 
O material colhido em recipiente 
inadequado será rejeitado e descartado 
pelo laboratório pois não terá validade 
para a realização da análise. Todos os 
tubos devem ser homogeneizados 
imediatamente após a coleta. Deve-se 
invertê-los de 5 a 10 vezes, suavemente. 
Tubos homogeneizados 
inadequadamente poderão conter 
pequenos coágulos sanguíneos que 
diminuem a utilidade do tubo.
DEVE-SE RESPEITAR RIGOROSAMENTE O VOLUME CRÍTICO DE AMOSTRA INDICADO 
PARA CADA TIPO DE TUBO.
Quais informações a etiqueta do tubo nos fornece?
Estes tubos contêm ativador de coágulo e 
deve-se, imediatamente após a coleta, 
homogeneizá-los por inversão de 5 a 8 
vezes para evitar hemólise, manter em 
repouso na posição vertical por 30 minutos 
para retrair o coágulo.
Análises Bioquímicas e Sorológicas
Tubo de tampa vermelha
(com ou sem ativador
de coágulo e sem gel 
separador)
Tubo de tampa amarela com ativador
de coágulo e com gel separador
• Exames bioquímicos e sorológicos em geral;
• Imunologia;
• Marcadores tumorais e cardíacos;
• Hormônios específicos;
• Drogas terapêuticasQuando se pretende fazer análise de coagulação, deverá ser colhida uma 
amostra de plasma.
Tubo de tampa azul (Citrato de Sódio)
Deve ser 
cuidadosamente 
homogeneizado por 
inversão de 5 a 8 vezes 
para evitar hemólise e a 
coagulação do sangue.
Quando se pretende fazer análise 
hematológica, deverá ser colhida 
uma amostra de sangue total 
(EDTA). Este tubo contém 
anticoagulante específico para evitar 
a coagulação. O sangue colhido com 
anticoagulante deve ser 
cuidadosamente homogeneizado por 
inversão de 8 a 10 vezes para evitar 
hemólise e a coagulação do sangue.
Tubo de tampa roxa (EDTA)
Quando se pretende fazer análise de 
glicemia ou Lactato deverá ser 
colhida uma amostra de plasma 
(FLUORETO DE SÓDIO).
O sangue colhido com anticoagulante 
deve ser cuidadosamente 
homogeneizado por inversão de 8 a 
10 vezes para evitar hemólise e a 
coagulação do sangue.
Tubo de tampa cinza (Fluoreto de sódio/EDTA)
Tubo de tampa verde 
(Heparina de Sódio/ Heparina de Lítio)
Quando se pretende fazer análise 
bioquímica, gasometria ou outros 
exames, deverá ser colhida uma 
amostra de plasma (HEPARINA).
O sangue colhido com anticoagulante 
deve ser cuidadosamente 
homogeneizado por inversão de 8 a 
10 vezes para evitar hemólise e a 
coagulação do sangue.
Tubo tampa preta 
(Citrato Trisódico 4:1)
O exame VHS é um exame de sangue que 
avaliar a velocidade 
hemossedimentação podendo indicar se 
há alguma inflamação no organismo, como 
por exemplo uma simples gripe ou 
resfriado ou inflamações mais graves 
como pancreatite aguda, por exemplo.
O exame VHS significa velocidade 
de sedimentação das hemácias 
ou velocidade de 
hemossedimentação.
Por não indicar o local e a gravidade da 
inflamação, o exame VHS é pouco 
específico e, por isso, somente este 
exame não deve ser utilizado para 
diagnosticar alguma doença.
O sangue colhido com 
anticoagulante deve ser 
cuidadosamente homogeneizado 
por inversão de 5 a 8 vezes para 
evitar hemólise e a coagulação 
do sangue.
•Frascos para hemocultura.
•Tubos com citrato (tampa azul-claro).
•Tubos para soro com ativador de 
coágulo, com ou sem gel separador 
(tampa vermelha ou amarela).
•Tubos com heparina com ou sem gel 
separador de plasma (tampa verde).
•Tubos com EDTA (tampa roxa).
•Tubos com fluoreto (tampa cinza).
A ordem correta para coleta se sangue
O soro é obtido após a coleta, 
coagulação da amostra e 
posterior centrifugação, sendo 
que nenhum anticoagulante é 
utilizado. O objetivo é que haja 
a formação de coágulo, e nesse 
processo os fatores da 
coagulação, plaquetas e 
fibrinogênio são consumidos.
Então, de forma simplificada, o 
soro é o plasma sem 
fibrinogênio e fatores da 
coagulação.
Soro
Para a obtenção do soro, atualmente são utilizados tubos que
contêm ativador de coágulo jateado na parede do tubo, que acelera
o processo de coagulação, e gel separador para obtenção de soro com a mais alta qualidade,
proporcionando melhor eficiência no processo de trabalho dentro do laboratório.
Plasma
No laboratório, é possível obter o plasma da amostra através 
da adição de um anticoagulante no tubo de coleta.
Por exemplo, testes da 
coagulação precisam ser realizados no 
plasma, ou seja, após a centrifugação da 
amostra, o sobrenadante precisa conter 
todas as proteínas e fatores da 
coagulação. Para isso, utiliza-se o citrato 
de sódio, que bloqueia a cascata da 
coagulação, não deixando que esses 
componentes sejam utilizados, inibindo a 
formação do coágulo.
GARROTE
O uso do garrote ou torniquete na punção venosa é para facilitar visualização e 
palpação do vaso sanguíneo de escolha para punção.
TÉCNICAS DE COLETA – Parte II
Profa. Especialista Bruna Kuhn de Freitas Silva
INTERPRETAÇÃO DE EXAMES DE IMAGEM E LABORATORIAIS
Procedimentos de Coleta de Sangue Venoso
O CLSI é uma organização internacional, interdisciplinar, sem fins lucrativos,
reconhecida mundialmente por promover o desenvolvimento e a utilização
de normas e diretrizes voluntárias no âmbito dos cuidados de saúde da comunidade.
As recomendações adotadas a seguir se baseiam nas normas do Clinical
and Laboratory Standards Institute (CLSI), na literatura sobre o assunto, bem
como na experiência da autora.
Recepção e Sala de Espera
É recomendável que o laboratório clínico possua, pelo menos, uma sala de 
espera para pacientes e acompanhantes. Esta área pode ser 
compartilhada com outras unidades diagnósticas, sendo necessária a 
instalação de sanitários para clientes e acompanhantes.
Área Física da Sala de Coleta
A sala de coleta deve possuir espaço suficiente para instalação de uma cadeira
ou poltrona, armazenamento dos materiais de coleta e um dispositivo para a higienização das 
mãos (álcool em gel, lavatório ou similares). 
As dimensões da sala de coleta devem ser suficientes para garantir a livre, segura e 
confortável movimentação do paciente e do flebotomista, possibilitando um bom atendimento. 
Há de se lembrar que, em algumas situações, o paciente terá acompanhantes durante o ato de 
coleta de sangue. É recomendável a disponibilização de um local com maca para eventuais
necessidades.
Procedimentos Básicos para Minimizar 
Ocorrência de Erro
O flebotomista deve se assegurar de que a amostra será colhida do paciente
especificado na requisição de exames.
Sr. O Coisa do Quarteto Fantástico
Para pacientes adultos e conscientes
• Pedir que forneça nome completo, número da identidade, ou data de
nascimento.
• Comparar estas informações com as constantes na requisição de exames.
Para pacientes internados
Em geral, os hospitais disponibilizam 
etiquetas pré-impressas com os dados
de identificação necessários.
Mesmo assim, o flebotomista deve verificar
a identificação no bracelete ou a 
identificação postada na entrada do
quarto, quando disponível.
O número do leito 
nunca deve ser 
utilizado
como critério de 
identificação.
Para pacientes muito jovens ou com algum 
tipo de dificuldade de comunicação
O flebotomista deve valer-se de 
informações de algum acompanhante
Pacientes atendidos no pronto-socorro 
ou em salas de emergência podem
ser identificados pelo seu nome e número 
de entrada no cadastro da
unidade de emergência.
O material colhido deve ser identificado 
na presença do paciente.
Um cuidado importante que os laboratórios 
devem ter na coleta do material
do paciente é a adequada rastreabilidade 
dos insumos (tubos, seringas e
agulhas) podendo, quando necessário, 
estabelecer uma ligação entre o material
colhido e os lotes dos produtos utilizados no 
procedimento de coleta do sangue.
De uma forma ideal, as informações e 
instruções devem ser fornecidas por escrito e o 
paciente deve ter oportunidade de esclarecer 
eventuais dúvidas. Água "quebra" o jejum?
Não, mas a água deve não deve em 
excesso, pois interfere em alguns 
exames, como o de urina. No caso do 
exame de urina, não deve ser ingerida 
grande quantidade de água durante a 
noite e depois pela manhã realizar a 
coleta do material (urina), pode ocorrer 
uma diluição desta amostra e desta 
forma alterando o resultado.
Por isso, o ideal é que não tome água 
exageradamente na noite que antecede 
a coleta de urina pela manhã.
http://www.fleury.com.br/exames-e-servicos/medicina-diagnostica/perguntas-frequentes/Pages/default.aspx
✓ De preferência colhida em jejum (após ingestão refeição há absorção de
alimentos que poderão afetar a dosagem de alguns componentes bioquímicos);
✓ Nem sempre é obrigatória a condição de jejum;
✓ Atividade física não é recomendado;
✓ Geralmente emprega-se soro;
✓ Pode ser utilizado plasma;
✓ Pode ser utilizado sangue total;
✓ Cuidados: evitar a ocorrência de hemólise
✓ Lipemia pode interferer em algumas análises.
Generalidades sobre a Venopunção
Procedimentos iniciais antes da punção
✓Apresentar-se ao paciente
✓Verificar requisição de coleta
(documento);
✓Explicar o procedimento;
✓Fazer assepsia das mãos;
✓Identificar a amostra;
✓Separar material adequadopara 
o tipo coleta.
Obtenção do sangue:
✓Punção venosa;
✓Punção arterial;
Obs: Punções arteriais não devem ser consideradas como uma 
alternativa à venopunção pela dificuldade de coleta. 
Isso deve ser considerado apenas mediante autorização do médico-
assistente.
Coleta
Locais de Escolha para Venopunção
O local de preferência para as venopunções é a fossa antecubital, na área
anterior do braço em frente e abaixo do cotovelo, onde está localizado um
grande número de veias, relativamente próximas à superfície da pele.
Áreas a serem evitadas para
a venopunção
Preferencialmente amostras de sangue 
não devem ser coletadas nos
membros onde estiverem instaladas 
terapias intravenosas.
Evitar locais que contenham extensas 
áreas cicatriciais de queimadura.
Evite puncionar veias trombosadas.
Essas veias são pouco elásticas, 
assemelham-se a um cordão e têm 
paredes endurecidas.
Um médico deve ser consultado antes da 
coleta de sangue ao lado da região
onde ocorreu a mastectomia, em função das 
potenciais complicações
decorrentes da linfostase.
Áreas com hematomas podem gerar 
resultados errados de exames, qualquer
que seja o tamanho do hematoma. Se outra 
veia, em outro local, não
estiver disponível, a amostra deve ser 
colhida distalmente ao hematoma.
Fístulas arteriovenosas, enxertos 
vasculares ou cânulas vasculares não
devem ser manipulados por pessoal não 
autorizado pela equipe médica,
para a coleta de sangue.
Técnicas para evidenciação da veia
Observação de veias calibrosas.
Movimentação: pedir para o paciente abaixar o 
braço e fazer movimentos
de abrir e fechar a mão. Os movimentos de 
abertura das mãos reduzem
a pressão venosa, com o relaxamento muscular.
Técnicas para evidenciação da veia
Massagens: massagear suavemente o braço do 
paciente (do punho para o cotovelo).
Palpação: realizada com o dedo indicador 
do flebotomista. Não utilizar
o dedo polegar devido à baixa 
sensibilidade da percepção da pulsação.
Esse procedimento auxilia na distinção 
entre veias e artérias pela presença
de pulsação, devido à maior elasticidade 
e à maior espessura das paredes
dos vasos arteriais.
Técnicas para evidenciação da veia
Fixação das veias com os dedos, nos 
casos de flacidez.
Transiluminação: procedimento pelo qual o flebotomista utiliza uma ou
duas fontes primárias de luz (a primeira, de alta intensidade; a segunda usa LED).
Uso Adequado do Torniquete
O torniquete é empregado para 
aumentar a pressão 
intravascular, o que facilita
a palpação da veia e o 
preenchimento dos tubos de 
coleta ou da seringa.
Caso o torniquete tenha látex em sua composição, deve-se perguntar ao paciente
se ele tem alergia a esse componente.
Quando a sua aplicação excede um minuto, pode 
ocorrer estase localizada, hemoconcentração e 
infiltração de sangue para os tecidos, gerando valores 
falsamente elevados para todos os analitos baseados 
em medidas de proteínas, alteração do volume celular e 
de outros elementos celulares.
Uso adequado do Garrote (torniquete)
O uso inadequado pode levar à situação de erro 
diagnóstico (como hemólise, que pode tanto elevar o 
nível de potássio como alterar a dosagem de cálcio 
etc.), bem como gerar complicações durante a coleta 
(hematomas, formigamento)
Havendo lesões de pele no local pretendido, deve-se 
considerar a possibilidade da utilização de um local 
alternativo ou aplicar o torniquete sobre a roupa do paciente.
Precauções no uso de torniquete
PROCEDIMENTO PASSO A PASSO
• Verificar se o local da coleta está arrumado
• Identificar o paciente e pedido médico 
• Acomodar o paciente
PROCEDIMENTO PASSO A PASSO
• Preparar o material a ser utilizado no paciente 
(verificar o pedido de exames)
• Identificar os tubos
• Informar o procedimento ao paciente
PROCEDIMENTO PASSO A PASSO
Higienizar as mãos
• Calçar as luvas
• Garrotear o braço do paciente e localizar a veia
PROCEDIMENTO PASSO A PASSO
Antissepsia do local da punção
• Para a preparação da pele, o uso de antissépticos é necessário.
• Dentre eles, citamos: álcool isopropílico 70% ou álcool etílico, iodeto de
povidona 1 a 10% ou gluconato de clorexidina para hemoculturas, substâncias
de limpeza não-alcoólicas (como clorexidina, sabão neutro).
Procedimento
Recomenda-se usar uma gaze umedecida com solução de álcool isopropílico
ou etílico 70%, comercialmente preparado
Limpar o local com um movimento circular do centro para fora
Permitir a secagem da área por 30 segundos para prevenir hemólise da
amostra e reduzir a sensação de ardência na venopunção.
Não assoprar, não abanar e não colocar nada no local
Não tocar novamente na região após a antissepsia.
Se a venopunção for difícil de ser obtida e a veia precisar ser palpada 
novamente para efetuar a coleta, o local escolhido deve ser limpo novamente.
Quando houver solicitação de dosagem de álcool 
no sangue, um antisséptico sem
álcool deve ser usado no local da punção, 
conforme recomenda o documento do
CLSI T/DM6A– Blood Alcohol Testing in the 
Clinical Laboratory; Approved
Guideline.
Sistema de coleta á vácuo:
Seringa descartável:
Critérios para Escolha da Coleta de Sangue Venoso
a Vácuo ou por Seringa e Agulha
Coleta de sangue a vácuo
A coleta de sangue a vácuo é a 
técnica de coleta de sangue 
venoso recomendada
pelo CLSI atualmente.
A facilidade no manuseio é um destes 
pontos, pois o tubo para coleta de
sangue a vácuo tem, em seu interior, 
vácuo calibrado e em capacidade
proporcional ao volume de sangue 
informado em sua etiqueta externa, o
que significa que, quando o sangue parar 
de fluir para dentro do tubo, o
flebotomista terá a certeza de que o 
volume de sangue correto foi colhido.
O conforto ao paciente é essencial, pois 
com uma única punção venosa
pode-se, rapidamente, colher vários 
tubos, abrangendo todos os exames
solicitados pelo médico;
Pacientes com acessos venosos difíceis, 
como crianças, pacientes em terapia
medicamentosa, quimioterápicos etc., 
também são beneficiados,
pois existem produtos que facilitam 
essas coletas (escalpes para coleta
múltipla de sangue a vácuo em diversos 
calibres de agulha e tubos para
coleta de sangue a vácuo com menores 
volumes de aspiração).
Segurança do profissional de saúde e do paciente, uma vez que a coleta a
vácuo é um sistema fechado de coleta de sangue: ao puncionar a veia do
paciente, o sangue flui diretamente de sua veia para o tubo de coleta a vácuo.
Isso proporciona ao flebotomista biossegurança, pois não há necessidade
do manuseio da amostra de sangue. Por esses e outros fatores, como
a diferença do acesso venoso de um paciente para outro, recomendamos
que sejam observados alguns pontos relevantes para a coleta adequada.
Coleta de sangue a vácuo
Considerações sobre coleta de sangue venoso 
com seringa e agulha
A coleta de sangue com seringa e agulha é usada há 
muitos anos. 
Por ser a técnica mais antiga desenvolvida para 
coleta de sangue venoso, enraizou-se
em algumas áreas de saúde, pois o mesmo produto é 
usado para infundir medicamentos.
No entanto, além de causar potenciais erros pré-
analíticos, a coleta com seringa
e agulha é um procedimento de risco para o 
profissional de saúde que,
além de manusear o sangue, deve também 
descartar, de maneira segura, o dispositivo
perfurocortante em descartador adequado.
De acordo com a CLSI, a venopunção feita com seringa e agulha deve ser
evitada por razões de segurança, no entanto, sempre que seringa e agulha 
forem usadas para coleta de sangue, deve-se usar um dispositivo de 
transferência
Em função desse sistema de coleta ser aberto, depender de critérios subjetivos
para a etapa de transferência do sangue para os tubos (acima ou abaixo
da capacidade dos mesmos, causar alteração na proporção correta de sangue/
aditivo) e possibilitar ampla formação de microcoágulos, fibrina e hemólise,
pode haver comprometimento da qualidade da amostra. Com isso, há várias
perdas, as quais podem gerar:
• desperdício ocasionando trabalho dobrado;• redução da eficiência do serviço, causada pelos atrasos na entrega dos
laudos;
• redução da eficácia, devido ao descumprimento de padrões estabelecidos
para a qualidade no desempenho;
• não conformidades na produção laboratorial por eventuais danos aos
equipamentos (obstruções, entupimentos);
• desgaste da equipe do laboratório (administrativa e técnica);
• ampliação dos custos;
• desarmonia na relação do laboratório com o paciente e com o seu médico-
assistente, levando à perda da confiança no serviço.
Posição do paciente
✓Sentado: Em cadeira apropriada, braço do paciente no
descanço da cadeira, inclinando levemente para baixo e
estendido.
✓Deitado: Posição confortável para o paciente
Setor Coleta
Posição do paciente
Procedimentos em paciente sentado
- Pedir ao paciente que se sente confortavelmente em uma cadeira 
própria para coleta de sangue (cadeira com apoio para braço);
- Recomenda-se que, no descanso da cadeira, a posição do braço do 
paciente seja inclinada levemente para baixo e estendida, formando 
uma linha direta do ombro para o pulso. 
Posição do paciente
Procedimento em paciente em leito
- Pedir ao paciente que se coloque em uma posição confortável.
- Caso necessário, colocar travesseiro debaixo do braço em que a amostra 
será colhida.
- Posicione o braço do paciente inclinado levemente para baixo e estendido, 
formando uma linha direta do ombro para o pulso.
Coleta com escalpe a vácuo
Setor Coleta
Cuidados para uma Punção Bem-sucedida
O ideal é que a punção seja única, proporcionando, assim, conforto e segurança
ao paciente.
Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima.
• Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo.
• Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço.
• Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo), em relação ao braço do
Paciente.
• O ângulo oblíquo de 30° da agulha em relação ao braço do paciente foi
respeitado a agulha penetrou centralmente na veia e o bisel da agulha foi 
inserido voltado para cima.
Cuidados para uma Punção Bem-sucedida
Possíveis complicações
O bisel está encostado na parede superior da veia
O ideal é inclinar um pouco para cima e avançar um pouco a agulha, permitindo
a passagem do fluxo sanguíneo para dentro desta.
A parte posterior da agulha está encostada na parede da veia.
Deve-se, então, retroceder um pouco com a agulha e girar sutilmente o
adaptador ou a seringa, permitindo a recomposição do fluxo sanguíneo.
Veia transfixada pela agulha de coleta (Figura 53).
Possíveis complicações
Neste caso, deve-se retroceder um pouco a agulha, observando a retomada
do fluxo.
Penetração parcial na veia
Possíveis complicações
Colabamento venoso
Retirar ou afrouxar o torniquete, para permitir o restabelecimento da 
circulação. Em seguida, retroceder um pouco a agulha, para permitir que o 
fluxo sanguíneo desobstrua.
✓Veia frágil ou muito pequena, em relação ao calibre da agulha.
✓A agulha ultrapassa a parede posterior da veia puncionada
✓A agulha perfura parcialmente a veia, não penetrando por completo.
✓Diversas tentativas de punção sem sucesso
✓A agulha é removida sem antes remover o torniquete.
✓ Pressão inadequada aplicada no local da punção após a coleta.
Hematomas
Setor Coleta
Observações:
• Se, durante o ato da coleta, houver suspeita de colabamento da veia 
puncionada, recomenda-se virar lenta e cuidadosamente o adaptador de coleta 
de sangue a vácuo para que o bisel seja desobstruído, permitindo a recomposição 
da luz da veia e liberação do fluxo sanguíneo.
• Caso ocorra a perda do vácuo, substituir o tubo.
• Evitar movimentos de busca aleatória da veia. Esse procedimento induz a 
hemólise e resulta na formação de hematoma. Em muitos casos, é aconselhável 
realizar nova punção em outro sítio.
• Punção acidental de artéria: o fluxo arterial é muito mais rápido que o venoso. 
O sangue arterial tende a uma cor avermelhada, mais “viva“, devido à maior 
oxigenação da hemoglobina. Ao puncionar acidentalmente uma artéria, 
recomenda-se retirar rapidamente a agulha e, em seguida, realizar compressão 
vigorosa no local da punção, até a parada do sangramento. O supervisor 
necessita ser notificado.
Robôs programados para coletar sangue
Hora de descontrair!!!!
https://www.youtube.com/watch?v=w7r8pjnXYrM
Sites interessantes :
Sociedade Brasileira de Análises Clínicas:
http://sbac.org.br/
Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Legal
http://www.sbpc.org.br/
LabNetwork
http://www.labnetwork.com.br/
ControlLab
http://www.controllab.com.br/
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
http://portal.anvisa.gov.br/
Biomedicina Brasil
http://www.biomedicinabrasil.com/
Biomedicina Padrão
http://www.biomedicinapadrao.com.br/
Universidade Aberta do SUS (Cursos Plataforma Arouca)
https://www.unasus.gov.br/cursos/busca?status=com%20oferta%20aberta&busca=&ordenacao=relev%C3%A2ncia%20na%20busca
Clinical & Laboratory Standards Institute: CLSI Guidelines
https://clsi.org/
Laboratório Hermes Pardini
http://www.labhpardini.com.br/scripts/mgwms32.dll?MGWLPN=HPHOSTBS&App=HELPE&EX%20AME=S%7C%7CIG-TBG
Laboratório Álvaro
https://alvaro.com.br/exames?perfil=pacientes
DB diagnósticos do Brasil
http://www.diagnosticosdobrasil.com.br/blog/cat-requisicao-orientacao/procedimentos-de-coleta/
http://sbac.org.br/
http://www.sbpc.org.br/
http://www.labnetwork.com.br/
http://www.controllab.com.br/
http://portal.anvisa.gov.br/
http://www.biomedicinabrasil.com/
http://www.biomedicinapadrao.com.br/
https://www.unasus.gov.br/cursos/busca?status=com%20oferta%20aberta&busca=&ordenacao=relev%C3%A2ncia%20na%20busca
https://clsi.org/
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http://www.labhpardini.com.br/scripts/mgwms32.dll?MGWLPN=HPHOSTBS&App=HELPE&EX%20AME=S%7C%7CIG-TBG
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https://alvaro.com.br/exames?perfil=pacientes
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brunafreitasbiomedica
Bruna Kuhn de Freitas Silva
http://lattes.cnpq.br/
0215691006079833
bruna.kuhn@unisociesc.com.br
(67) 992197300
Contatos:
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