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1 
 
FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS 
CURSO DE FARMÁCIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Final de Estágio 
Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais 
 
 
 
 
 
BÁRBARA SIONIZE NEVES DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manaus – AM 
2024 
 
2 
 
FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS 
CURSO DE FARMÁCIA 
 
 
 
 
BÁRBARA SIONIZE NEVES DE OLIVEIRA 
 
 
 
 
 
Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preceptor de Estágio: Nazaré Ângela 
Coordenador (a) do Curso de Farmácia: Rherysonn Pantoja de Jesus. 
Instituição/ Local de Estágio: Beta Lab. Diagnósticos (Áudio Med.). 
Período: 19/08/2024 à 19/ 11 /2024. 
 
 
Manaus – AM 
2024 
Relatório Final de Estágio Supervisionado em 
Análise Clínicas e Laboratoriais, apresentado 
para disciplina de Estágio Curricular 
Obrigatório à Coordenação de curso de 
Farmácia da Faculdade Estácio do Amazonas. 
 
3 
 
 
 
Lista de Figuras 
Figura 1 - β Lab. ......................................................................................................................10 
Figura 2 - Sequência de Tubos. ............................................................................................13 
Figura 3 - Tubos de Hemocultura. ........................................................................................14 
Figura 4 - Tubos de Coleta. ...................................................................................................14 
Figura 5 - Coagulograma........................................................................................................16 
Figura 6 - Hemograma Completo ..........................................................................................18 
Figura 7 - Câmara Neubauer. ................................................................................................22 
Figura 8 - Contador Manual de Leucócitos. .........................................................................23 
Figura 9 - Lâminas demonstrando esfregaço. .....................................................................24 
Figura 10 - Corantes (Esfregaço). .........................................................................................25 
Figura 11 - Lâminas secando, após esfregaço. ..................................................................25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181981
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181982
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181983
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181984
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181985
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181986
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181987
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181988
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181989
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181990
file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181991
4 
 
Sumário 
 
1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................7 
2. OBJETIVOS .......................................................................................................................9 
2.1 Objetivo Geral ................................................................................................................9 
2.2 Objetivos Específicos ..................................................................................................9 
3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO .........................................................9 
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO ......................................11 
4.1 Uso de EPI´s .................................................................................................................11 
4.2 Hematologia .................................................................................................................13 
4.2.1 Sequencia dos Tubos de Coleta de Sangue ................................................................13 
4.2.1.1 Citrato de Sódio. .............................................................................................14 
4.2.1.2 Gel Ativador de coagulo ................................................................................14 
4.2.1.3 Sem Gel Ativador de coagulo .......................................................................15 
4.2.1.4 Heparina ..........................................................................................................15 
4.2.1.5 EDTA ................................................................................................................15 
4.2.1.6 Fluoreto de sódio ............................................................................................15 
4.2.2 Coleta de Sangue .......................................................................................................15 
4.2.2.1 Tipos para a Coleta de Sangue ....................................................................16 
4.2.3 Coagulograma ...........................................................................................................16 
4.2.3.1 Principais Exames do Coagulograma ..........................................................17 
4.2.3.1.1 Tempo de Sangramento (T.S.) ..............................................................17 
4.2.3.1.2 Tempo de Coagulação (T.C.) ................................................................17 
4.2.3.1.3 Prova do Laço (P.L.) ...............................................................................17 
4.2.3.1.4 Plaquetas ..................................................................................................17 
4.2.3.1.5 Tempo de Atividade da Protombina (TAP) ..........................................17 
4.2.3.1.6 Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) ............................18 
4.2.3.2 Aplicações Clinicas do Coagulograma ........................................................18 
4.2.4 Hemograma ...............................................................................................................18 
4.2.4.1 Eritrograma (Série Vermelha) .......................................................................19 
4.2.4.1.1 Principais Parâmetros do Eritrograma ..................................................19 
4.2.4.1.2 Interpretação do Eritrograma .................................................................20 
4.2.4.2 Leucograma (Série Branca) ..........................................................................20 
4.2.4.2.1 Principais Parâmetros do Leucograma ................................................20 
4.2.4.2.2 Contagem Total de Leucócitos ..............................................................21 
4.2.4.2.2.1 Manual ...............................................................................................21 
5 
 
4.2.4.2.3. Automática ..........................................................................................22 
4.2.4.2.4 Contagem Diferencial de Leucócitos ....................................................23 
4.2.4.2.4.1 Técnica de esfregaço de sangue ...............................................23 
4.2.4.2.4.2 Técnica de coloração de esfregaço de sangue .......................25 
4.2.4.2.5 Interpretação do Leucograma................................................................26 
4.2.4.3 Reticulócito ......................................................................................................26 
4.2.4.3.1 Leitura de Reticulócito ............................................................................264.2.4.3.1.1 Principais Etapas da leitura de reticulócito ...............................26 
4.2.4.3.1.2 Contagem Manual da leitura de reticulócito .............................27 
4.3 Imunologia ....................................................................................................................28 
4.3.1 Exames Qualitativos ..................................................................................................28 
4.3.1.1 Venereal Disease Research (VDRL) ...........................................................28 
4.3.1.1.1 Procedimento ...........................................................................................28 
4.3.1.2 Proteína C Reativa (PCR) .............................................................................28 
4.3.1.2.1 Procedimento ...........................................................................................28 
4.3.1.3 AntieStreptoLisa O (ASLO) ...........................................................................28 
4.3.1.3.1 Procedimento ...........................................................................................28 
4.3.1.4 Fator Reumatóide (FR) ..................................................................................28 
4.3.1.4.1 Procedimento ...........................................................................................28 
4.3.1.5 Waaler-Rose (W-ROSE)................................................................................28 
4.3.1.5.1 Procedimento ...........................................................................................28 
4.3.2 Exames Quantitativos ................................................................................................29 
4.3.3 Testes Rápido ....................................................................................................29 
4.3.3.1 HCV ..............................................................................................................29 
4.3.3.1.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.2 HBSag ..........................................................................................................29 
4.3.3.2.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.3 HIV ................................................................................................................29 
4.3.3.3.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.4 VHS ..............................................................................................................29 
4.3.3.4.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.5 SYPHILIS .....................................................................................................29 
4.3.3.5.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.6 B-HCG ..........................................................................................................29 
4.3.3.6.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.7 TROPONINA ...............................................................................................29 
6 
 
4.3.3.7.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.8 MALÁRIA .....................................................................................................29 
4.3.3.8.1 Procedimento .......................................................................................29 
4.3.3.9 DENGUE......................................................................................................29 
4.3.3.9.1 Procedimento .......................................................................................29 
5. CONCLUSÃO ..................................................................................................................30 
6. REFERÊNCIAS ...............................................................................................................31 
ANEXOS ...................................................................................................................................33 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
1. INTRODUÇÃO 
Este estágio possui a finalidade de apresentar a implantação do 
conhecimento teórico, abordado durante o curso de Farmácia, através do 
programa de estágio. 
O Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais foi 
realizado no período de agosto a novembro de 2024, no Beta Lab. Diagnósticos 
(Áudio Med.). 
De acordo com a Lei n° 11.788, de 25 de setembro de 2008, que define o 
estágio como o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente 
de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo do estudante. O 
estágio integra o itinerário formativo do educando e faz parte do projeto 
pedagógico do curso (MINISTERIO DA SAÚDE, 2017). 
Segundo a RDC Nº 44 de 17 de agosto, que dispõe sobre Boas Práticas 
Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da 
comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em 
farmácias e drogarias e dá outras providências. 
O farmacêutico tem desenvolvido um papel fundamental em estabelecer 
as boas práticas e padronizar os procedimentos técnicos em sua área de 
atuação. Isso porque esse profissional reúne uma gama de características, como 
o conhecimento técnico, que o torna responsável pelo cumprimento das normas 
legais, capacitado para padronizar a forma de execução dos serviços, das 
atividades e tarefas, bem como o responsável direto pelos atos técnicos 
desempenhados dentro do seu local de trabalho, devendo ter completa 
autonomia para padronizar e modificar os procedimentos sempre que 
necessário. (IVAMA, 2002). 
Portanto, o farmacêutico é um profissional habilitado capaz de atuar em 
vários campos da área da saúde, sendo um deles, um dos mais importantes, o 
campo de análises clínicas. No ramo dos laboratórios de análises clínicas, atua 
na realização de exames toxicológicos, laboratoriais, gerenciamento de 
laboratórios, assessoria em análises clínicas, pesquisa e extensão, garantia e 
controle de qualidade dos laboratórios de análises clínicas, magistério superior 
e planejamento e gestão no setor. 
8 
 
A experiência do estágio é de fundamental importância para a formação 
integral de todos os profissionais, haja vista a necessidade das instituições, a 
cada dia maior, de profissionais dotados de habilidades e bem-preparados. A 
prática do estágio consolida o conhecimento teórico adquirido pelo aluno na 
universidade, permite o esclarecimento de dúvidas além de facilitar a inserção 
do futuro profissional no mercado de trabalho (BERNADY; PAZ, 2011). 
Diagnosticar todos os tipos de doença dentro do laboratório de análises 
clínicas é o objetivo do profissional. Para isso estudamos e estagiamos em 
laboratórios com a estrutura necessária para o aprendizado prático dos alunos. 
Microscópios, centrífugas, estufas, banho-maria, meios de cultura e kit´s de 
análises estão à disposição dos alunos sob a orientação dos professores. 
Atualmente, com o objetivo de obter respostas mais rápidas, a fim de 
otimizar o tempo do profissional, muitos exames estão sendo realizados por 
aparelhos automatizados. Este fato permite uma análise em maior escala e 
propicia aos clínicos uma resposta mais breve do estado fisiológico do paciente, 
possibilitando uma intervenção mais ágil, aumentando assim a possibilidade de 
salvar mais vidas humanas. Setores como a microbiologia e outros onde existem 
alguns exames de maior especificidade, continuam a executar suas atividades 
manualmente, seja por possuir uma menor rotina, ou por ainda não estaremcom 
métodos automatizados padronizados. 
 Entre os exames solicitados com maior frequência temos: hemograma 
completo, bioquímica do sangue (dosagem de glicose, ureia, creatinina, 
colesterol total e frações, triglicerídeos, ácido úrico, etc), hemostasia 
(coagulograma), imunologia, exame parasitológico de fezes, sumário de urina, 
culturas bacteriológicas, antibiograma, etc. 
 
 
 
 iooioinoin 
9 
 
2. OBJETIVOS 
2.1 Objetivo Geral 
A realização do estágio supervisionado decorre pelo atendimento ás 
exigências curricular de formação do farmacêutico. O estágio é visto como uma 
preparação do futuro profissional para o acadêmico desenvolver suas 
habilidades das atividades da profissão. Com isso, a formação profissional do 
farmacêutico compactua com competências e habilidades técnicas e ético-
político-sociais-educativas, de comunicação, administração e gerencia capazes 
de exercer minha função de forma reflexiva, critica e criativa, comprometido com 
a integralidade, equidade e universalidade do atendimento com visão ao 
atendimento do sistema único de saúde, tendo como dever contribuir para a 
promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva principalmente 
quando ocupar cargos públicos. 
2.2 Objetivos Específicos 
 Desenvolver competências técnicas; 
 Analisar e interpretar resultados; 
 Aperfeiçoar conhecimento cientifico; 
 Cumprir normas de biossegurança. 
 Trabalhar em equipe 
3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO 
O Beta Lab Serviços Laboratoriais iniciou suas atividades por volta do ano 
de 2018, ele possui 5 postos onde 2 estão localizados na Av: Autaz Mirim, 2 no 
Município de Manacapuru e o Beta Lab (Áudio Med). sendo laboratório central, 
localizado na rua Monsenhor Coutinho, 795, Centro, Manaus –AM. Cep.: 69010-
110. Com a missão a execução de serviços laboratoriais de análises clínicas 
particulares e industrial, realizando exames nos campos de hematologia, 
imunologia, Bioquímica, parasitologia e urinálise, com eficiência e qualidade. 
O Laboratório ocupa o segundo andar do prédio, onde está disposto em: 
sala de espera, sala da coordenação; sala para observação em microscopia, 
onde estão localizados os microscópios na mesa com cadeiras, uma bancada 
com pia e um armário onde são colocados os materiais de EPi’s. 
10 
 
Além dos supracitados, o laboratório também possui, sala de análises de 
exames de Bioquímica Automatizados, onde encontra o aparelho CM 200 o 
monitor de controle do aparelho, dois refrigeradores para armazenamento dos 
kits para testes e as substâncias termolábeis. Existem, aparelho de banho Maria, 
armários para guardar materiais esterilizados, uma sala para realização de 
exames manuais, contém uma bancada com pia, os aparelhos de 
microcentrífuga, macrocentrifuga, e armários com materiais descartáveis. O 
atendimento é de segunda feira a sexta feira. As aulas e atividades foram 
realizadas e supervisionadas pela preceptora, Dr. Maria José César de Souza, 
Farmacêutica, Bioquímica, Pós-graduada em Gestão Hospitalar e Hematologia, 
CRF: 2649. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1 - β Lab. 
Fonte – Google maps. (2024). 
_comparativo das amostras. 
11 
 
4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO 
Ao longo desses dias de estágio pude realizar diversas atividades e 
aprender mais sobre a Análise Clinicas e a realidade laboratorial. 
As aulas práticas são importantes no desenvolvimento acadêmico e 
profissional dos estudantes, pois permitem que eles apliquem o conhecimento 
em situações reais. 
4.1 Uso de EPI´s 
No primeiro dia de estágio, recebemos instruções a respeito do uso de 
Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como jaleco, luvas e máscara e 
touca. 
Os EPI são equipamentos que servem para proteção do contato com 
agentes infecciosos, substâncias irritantes e tóxicas, materiais perfurocortantes 
e materiais submetidos a aquecimento ou congelamento (BRASIL, 1999). 
Os procedimentos de manipulação de amostras biológicas produzem 
partículas que podem entrar pelas vias aéreas e causar infecções ou contaminar 
roupas, bancadas e equipamentos. Usar EPI é um direito do profissional da 
saúde e a instituição em que esse profissional trabalha é obrigada a fornecê-los. 
É fundamental que o profissional da saúde utilize os EPI de forma correta. O uso 
indevido desses equipamentos também pode provocar acidentes. Os EPI, 
descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos 
postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou 
reposição (ANVISA). 
Os EPI que devem estar disponíveis, obrigatoriamente, para todos os 
profissionais que trabalham em ambientes laboratoriais são: jalecos, luvas, 
máscaras, óculos e protetores faciais. Há também protetores de ouvido para 
trabalhos muito demorados com equipamentos que emitam ruídos além dos 
níveis recomendados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego e máscaras de 
proteção contra gases para uso na manipulação de substâncias químicas tóxicas 
e em caso de acidentes (BRASIL, 1999). 
O jaleco protege a roupa e a pele do profissional do laboratório clínico, da 
contaminação por sangue, fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de 
material infectados, que pode ocorrer desde coleta, transporte, manipulação e 
12 
 
descarte de amostras clínicas. É importante que o jaleco seja colocado assim 
que o profissional entre no laboratório, e permaneça com ele o tempo todo, 
porém ao ir a cantinas, refeitórios, bancos, bibliotecas, auditórios, outros, ele 
deve ser retirado, pois são áreas não contaminadas e o jaleco pode levar 
agentes biológicos para estes locais. 
As luvas descartáveis devem ser usadas em todos os procedimentos, 
desde coleta, transporte, manipulação até o descarte das amostras biológicas, 
pois elas são uma barreira de proteção contra agentes infecciosos. É importante 
que as luvas devam ser calçadas com cuidado para que não rasguem e que 
fique bem aderida a pele, evitando acidentes. Essas luvas devem ser de 
borracha, grossas e antiderrapantes, servem para manipulação de resíduos ou 
lavagem de materiais ou procedimentos de limpeza em geral. 
As máscaras descartáveis e os óculos de proteção (quando necessário) 
devem ser utilizados em todas as atividades que envolvam a formação de 
aerossol ou suspensão de partículas como pipetagem, centrifugação, execução 
de raspados epidérmicos, semeadura de material clínico, outros. 
Na manipulação de amostras contendo agente infeccioso da tuberculose, 
deve-se usar a máscara N95. Os óculos de proteção devem ser de material 
rígido e leve, cobrir completamente a área dos olhos. É importante lembrar que 
os óculos de grau não substituem os óculos de proteção. Ele é feito com o 
mesmo material dos óculos, deve ser ajustável a cabeça e cobrir todo o rosto. 
Esses equipamentos funcionam como barreiras para: olhos, nariz, boca e pele 
contra respingos e aerossóis de materiais infectados por agentes patogênicos e 
substâncias químicas, evitando lesões (ANVISA). 
Essas ações, é denominada de biossegurança, que é um conjunto de 
ações voltadas para: prevenção, minimização e eliminação de riscos para a 
saúde, ajuda na proteção do meio ambiente contra resíduos e na 
conscientização do profissional da saúde. O conceito biossegurança tem sido 
muito discutido e valorizado nos dias atuais (ANVISA). 
 
 
uibib 
13 
 
4.2 Hematologia 
É o ramo da medicina e biologia que estuda o sangue, os órgãos 
hematopoiéticos (como medula óssea e linfonodos) e as doenças relacionadas 
ao sistema sanguíneo. Essa especialidade é fundamental tanto para o 
diagnóstico quanto para o tratamento de doenças que afetam o sangue e seus 
componentes, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e o 
plasma. 
4.2.1 Sequencia dos Tubos de Coleta de Sangue 
A sequência recomendada para coleta de tubos (Figura 2) de sangue é: 
 
 
 
 
 
 
 
 Frasco para hemoculturaou tubo sem aditivo/descarte; 
 Tubo para coagulação, com citrato de sódio 3,2% (tampa azul 
clara) ou (tampa preta), conforme fabricante. 
 Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel 
separador para obtenção de soro (amarelo e/ou vermelho); 
 Tubos com heparina (verde ou azul); 
 Tubos com EDTA (roxo); 
 Tubos com fluoreto/EDTA (cinza). 
A ordem de coleta é importante para evitar a contaminação por aditivos 
nos próximos tubos. É importante verificar as especificações dos produtos antes 
de sua utilização, pois as empresas fabricantes podem preconizar uma 
sequência diferente. 
 
 Jj i iu ui 
Figura 2 - Sequência de Tubos. 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
14 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.2.1.1 Citrato de Sódio. 
O Citrato de Sódio Tamponado é utilizado para prova de coagulação em 
amostras. Diferentes concentrações de Citrato de Sódio podem ter efeitos 
significativos nas análises terapias anti-trombóticas, Tempo de Protombina (TP) 
e Tempo de Tromboplastina ativada (TTPa). 
4.2.1.2 Gel Ativador de coagulo 
Contém ativador de coágulo jateado na parede do tubo que faz com que 
o processo de coagulação seja acelerado e gel separador, para obtenção de um 
soro com melhor qualidade. Utilizados em rotinas de bioquímica, sorologia, 
imunologia, marcadores cardíacos e tumorais. 
Figura 3 - Tubos de Hemocultura. 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
Figura 4 - Tubos de Coleta. 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
15 
 
4.2.1.3 Sem Gel Ativador de coagulo 
Possui ativador de coágulo (sílica) jateado na parede do tubo, fazendo 
com que o processo de coagulação da amostra seja acelerado. Utilizados para 
determinação em soro nas áreas de Bioquímica e Sorologia. Podem ser 
utilizados para tipagem ABO, RH, pesquisa de anticorpos, fenotipagem 
eritrocitária e teste de antiglobulina direta. 
4.2.1.4 Heparina 
Possuem Heparina de Lítio jateada na parede do tubo. São utilizados 
quando é necessário o uso de plasma para determinações Bioquímicas. Estes 
aditivos são anticoagulantes que ativam as enzimas antiplaquetárias, 
bloqueando a cascata de coagulação. 
4.2.1.5 EDTA 
Possui EDTA jateado na parede do tubo e são utilizados em bancos de 
sangue. O EDTA é o anticoagulante recomendado para rotinas de hematologia 
por ser o melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular. 
4.2.1.6 Fluoreto de sódio 
Utilizados na dosagem de glicose, lactato e hemoglobina glicada no 
plasma. O Fluoreto de Sódio é utilizado como inibidor glicolítico e o EDTA como 
anticoagulante, preservando a morfologia celular. 
4.2.2 Coleta de Sangue 
 Antes de prosseguir para os demais procedimentos do laboratório nós 
tivemos uma aula sobre coleta de sangue. 
A coleta de sangue é um procedimento que consiste na inserção de uma 
agulha em uma veia para obter uma amostra de sangue para exames. É um dos 
tipos de exame mais comuns em laboratórios e pode ser usado para diagnosticar 
doenças, monitorar condições crônicas, e identificar se os órgãos estão 
funcionando bem (BRASIL, 2001). 
Para realizar a coleta de sangue o profissional de saúde deve: 
 Higienizar as mãos; 
 Organizar os materiais; 
16 
 
 Explicar ao paciente o procedimento; 
 Palpar a veia, olocar o garrote para ressaltar as veias; 
 Desinfetar o local da punção; 
 Montar o sistema de coleta e realizar a punção; 
 Inserir o tubo de coleta; 
 Retirar o garrote quando o sangue começar a fluir; 
 Inverte os tubos 8 a 10 vezes; 
 Finalizar o processo e enviar as amostras para análise. 
4.2.2.1 Tipos para a Coleta de Sangue 
Existem dois tipos de coleta de sangue: 
 Seringa e agulha 
É o método tradicional, mais comum e de baixo custo. O técnico apalpa a 
veia, desinfecta a área, usa o garrote e perfura a veia com a agulha. 
 A vácuo 
É o método mais recomendado, pois é um sistema fechado que reduz o 
risco de acidentes e garante a qualidade da amostra. Com uma única punção, é 
possível coletar vários tubos de sangue, o que proporciona maior conforto ao 
paciente. 
4.2.3 Coagulograma 
O coagulograma (Figura 5) é um conjunto de exames laboratoriais que 
avalia a capacidade de coagulação do sangue. Ele é utilizado para diagnosticar 
distúrbios da coagulação, monitorar a eficácia de tratamentos anticoagulantes e 
identificar riscos de hemorragias ou tromboses. O coagulograma é essencial 
para avaliar o funcionamento dos fatores de coagulação e a integridade das vias 
da coagulação (VASCONCELOS, 2022). 
 
 
 
 
 
Figura 5 - Coagulograma 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
17 
 
4.2.3.1 Principais Exames do Coagulograma 
4.2.3.1.1 Tempo de Sangramento (T.S.) 
O tempo de sangramento (TS) é um exame que mede o tempo que o 
sangue demora a coagular após uma lesão vascular. É um teste que avalia a 
integridade vascular e as alterações das plaquetas. O tempo de sangramento 
normal varia entre 1 e 3 minutos. 
4.2.3.1.2 Tempo de Coagulação (T.C.) 
O tempo de coagulação (TC) é um exame de laboratório que mede o 
tempo que o sangue leva para coagular. Ele avalia a atividade dos fatores que 
participam do mecanismo de coagulação do sangue. 
O valor normal do tempo de coagulação é de 5 a 11 minutos. Um tempo 
de coagulação alterado pode indicar a presença de defeitos nos fatores de 
coagulação. 
4.2.3.1.3 Prova do Laço (P.L.) 
A prova do laço (P.L.) é um exame que faz parte do coagulograma e é 
utilizado para classificar pacientes com suspeita de dengue em grupos de 
risco. O teste é rápido e consiste em induzir um sangramento na pele para avaliar 
a propensão do paciente a apresentar sangramentos e quadros mais graves de 
dengue. 
4.2.3.1.4 Plaquetas 
A contagem de plaquetas é um dos itens avaliados no exame de 
coagulograma, que analisa a coagulação do sangue. A contagem de plaquetas 
mede o número de plaquetas por microlitro de sangue, e o valor normal varia 
entre 150.000 e 400.000 plaquetas/microlitro. 
4.2.3.1.5 Tempo de Atividade da Protombina (TAP) 
O exame TAP (Tempo de Atividade da Protombina) avalia a coagulação 
sanguínea. Quando há um foco de sangramento no corpo, os fatores de 
coagulação vão até lá e formam um coágulo que impede que aquele local volte 
a sangrar. Logo, a coagulação sanguínea é responsável por evitar novos 
sangramentos. 
18 
 
4.2.3.1.6 Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) 
O TTPA, sigla para Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada, é um 
exame que avalia a coagulação do sangue. Ele pode estar alterado por doenças 
genéticas ou adquiridas que interferem na coagulação ou secundária a 
medicamentos. A história clínica do paciente, associada a exames laboratoriais, 
ajudam no direcionamento do diagnóstico. 
O Exame TTPA avalia defeitos da via intrínseca da coagulação, podendo, 
portanto, constatar a deficiência de diversos fatores no sangue. É usado também 
no controle do uso terapêutico de heparina e na avaliação da presença de 
anticoagulantes circulantes. É um exame indicado em casos de suspeita de 
problemas na coagulação e antes de procedimentos cirúrgicos. 
4.2.3.2 Aplicações Clinicas do Coagulograma 
 Diagnóstico de Distúrbios Hemorrágicos; 
 Avaliação Pré-Operatória; 
 Monitoramento de Anticoagulantes; 
 Diagnóstico de Tromboembolismo; 
 Investigar Doenças Crônicas e Autoimunes. 
4.2.4 Hemograma 
Segundo Pailace (2015), O hemograma é um exame de sangue completo 
que fornece informações detalhadas sobre os componentes do sangue, sendo 
essencial para avaliar a saúde geral e diagnosticar diversas condições. Este 
exame é amplamente solicitado pelos médicos para verificar o estado de saúde 
de um paciente, identificar infecções, anemias, inflamações, entre outras 
condições. O hemograma (Figura 6) analisa principalmente dois tipos de células 
sanguíneas: 
 
 
 
 
 
Figura 6 - Hemograma Completo 
Fonte– Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
19 
 
 Glóbulos Vermelhos (Eritrócitos): São responsáveis pelo transporte 
de oxigénio no corpo. Parâmetros como a hemoglobina e o 
hematócrito são analisados para verificar se há anemia ou 
policitemia (aumento anormal de glóbulos vermelhos), denominada 
de Eritrograma. 
 Glóbulos Brancos (Leucócitos): Defendem o corpo contra infeções. 
O exame mede a quantidade total de leucócitos e a contagem 
diferencial de tipos de leucócitos (neutrófilos, linfócitos, monócitos, 
eosinófilos e basófilos), ajudando a identificar infeções, reações 
alérgicas, ou doenças autoimunes, denominada de Leucograma. 
4.2.4.1 Eritrograma (Série Vermelha) 
O eritrograma é a parte do hemograma que analisa os glóbulos vermelhos 
(ou eritrócitos), que são responsáveis pelo transporte de oxigénio dos pulmões 
para os tecidos do corpo. Ele fornece informações detalhadas sobre a 
quantidade, tamanho e conteúdo dos eritrócitos, ajudando a identificar 
problemas como anemia, desidratação, policitemia, entre outros distúrbios. 
4.2.4.1.1 Principais Parâmetros do Eritrograma 
 Contagem de Eritrócitos (RBC): Mede o número total de glóbulos 
vermelhos no sangue. Valores baixos podem indicar anemia, 
enquanto valores altos podem sugerir policitemia. 
 Hemoglobina (Hb): Proteína dos glóbulos vermelhos que transporta 
o oxigénio. A quantidade de hemoglobina é essencial para avaliar 
o nível de oxigenação do corpo. 
 Hematócrito (Ht): Representa a percentagem do volume de sangue 
ocupada pelos glóbulos vermelhos. É usado para identificar 
anemias e desidratações. 
 Volume Corpuscular Médio (VCM): Mede o tamanho médio dos 
eritrócitos. VCM baixo pode indicar anemia microcítica (como a 
ferropriva), enquanto VCM alto pode indicar anemia macrocítica 
(como a causada por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico). 
 Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): Indica a quantidade 
média de hemoglobina por glóbulo vermelho. Ajuda a identificar 
anemias hipocrómicas (baixo HCM) ou hipercromicas. 
20 
 
 Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): Mede 
a concentração média de hemoglobina nos glóbulos vermelhos. 
Alterações podem estar associadas a condições como 
esferocitose. 
 RDW (Red Cell Distribution Width): Índice que mede a variação do 
tamanho dos glóbulos vermelhos. Um RDW alto indica anisocitose, 
ou seja, uma variação no tamanho das células, o que pode estar 
presente em diferentes tipos de anemia. 
4.2.4.1.2 Interpretação do Eritrograma 
A interpretação do eritrograma deve ser feita pelo médico, considerando 
os sintomas e o histórico do paciente. Por exemplo: 
 Anemia Ferropriva: Pode apresentar baixa hemoglobina, 
hematócrito, VCM e HCM. 
 Anemia Megaloblástica: Associa-se a altos valores de VCM, 
indicando glóbulos vermelhos maiores. 
 Policitemia: Elevação nos níveis de hemoglobina, hematócrito e 
contagem de eritrócitos. 
4.2.4.2 Leucograma (Série Branca) 
O Leucograma é a parte do hemograma que analisa os leucócitos 
(glóbulos brancos), células responsáveis pela defesa do organismo contra 
infeções e agentes patogénicos. Ele fornece uma contagem total e diferencial 
dos diferentes tipos de leucócitos, ajudando a diagnosticar e monitorizar 
infeções, inflamações, alergias, e algumas doenças hematológicas. Nesta parte 
nossa Preceptora de estágio, nos proporcionou o exercício diário de leitura de 
lâminas para o reconhecimento dos leucócitos, abaixo mencionado. 
4.2.4.2.1 Principais Parâmetros do Leucograma 
Contagem Total de Leucócitos: Mede o número total de glóbulos brancos 
no sangue. Valores elevados (leucocitose) podem indicar infeções ou 
inflamações, enquanto valores baixos (leucopenia) podem ser sinais de 
problemas no sistema imunológico ou efeitos de medicamentos. 
Contagem Diferencial de Leucócitos: Analisa os diferentes tipos de 
leucócitos presentes e inclui: 
21 
 
 Neutrófilos: São os leucócitos mais abundantes e os primeiros a 
atuar em infeções bacterianas agudas. Níveis altos (neutrófilia) 
indicam geralmente infeções bacterianas, inflamações ou stress. 
Níveis baixos (neutropenia) podem ser causados por infeções 
virais ou deficiências imunológicas. 
 Linfócitos: Importantes na resposta imunológica contra infeções 
virais. Linfocitose (aumento de linfócitos) pode indicar infeções 
virais, como mononucleose, e certas doenças autoimunes. A 
linfopenia (diminuição) pode ocorrer devido a imunossupressão ou 
infeções crónicas. 
 Monócitos: Atuam na fagocitose, "limpando" o organismo de restos 
celulares e patogénicos. Monocitose (aumento de monócitos) pode 
ocorrer em infeções crónicas e doenças autoimunes. 
 Eosinófilos: Associados a respostas alérgicas e infeções 
parasitárias. Eosinofilia (aumento de eosinófilos) é comum em 
casos de alergias e doenças parasitárias. 
 Basófilos: Participam de respostas alérgicas e inflamatórias. A 
basofilia (aumento de basófilos) pode indicar doenças 
mieloproliferativas ou alergias severas. 
Contagem de Plaquetas: é um exame de sangue que avalia a quantidade 
de plaquetas no organismo. Os valores normais de plaquetas estão entre 150 
mil e 400 mil por microlitro de sangue. 
4.2.4.2.2 Contagem Total de Leucócitos 
Existem duas maneiras de realizar a contagem dos leucócitos totais: de 
forma manual ou automatizada. 
4.2.4.2.2.1 Manual 
Essa forma de contagem está praticamente extinta da rotina laboratorial, 
sendo ainda ensinada somente na graduação a título de conhecimento. 
Procedimento 
Uma amostra de sangue é diluída com líquido de Turk, composto por 
ácido acético (lisa as hemácias) e azul de metileno ou violeta de genciana (cora 
os leucócitos). 
22 
 
 
Geralmente, a diluição é de 1/20 (lê-se "um para vinte"), com volume final 
de 400 μL. Após um período de incubação, a diluição é pipetada em câmara de 
Neubauer e a contagem é feita no microscópio (objetiva de 10x ou 40x). 
São contados os todos leucócitos presentes nos quatro quadrantes 
laterais da câmara de Neubauer. 
 
 
 
 
 
 
 
Obtém-se o resultado por meio da seguinte fórmula: Soma dos 
Quadrantes X 50. 
4.2.4.2.3. Automática 
É a forma utilizada hoje em dia nos laboratórios clínicos. A contagem é 
realizada em contadores hematológicos, aparelhos que realizam praticamente 
todas as partes do hemograma, incluindo contagem de hemácias, leucócitos e 
plaquetas. 
Existem contadores de pequeno porte e grande porte. Quanto mais 
moderno e completo o equipamento, mais parâmetros ele avalia. 
Procedimento 
Um tubo com a amostra de sangue do paciente, colhida com EDTA, é 
inserido em uma rack, se houver outras amostras para serem analisadas, ou 
passado individualmente no aparelho. 
Uma agulha aspira determinada quantidade de amostra. O sangue então 
é distribuído em diversos canais (túbulos) em que as análises irão acontecer. 
Figura 7 - Câmara Neubauer. 
Fonte - https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/09/contagem-global-de-
leucocitos.html_comparativo das amostras. 
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/09/como-fazer-e-calcular-diluicoes.html
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2013/10/conhecendo-camara-de-neubauer.html
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2013/10/conhecendo-camara-de-neubauer.html
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2014/01/entendendo-os-anticoagulantes-edta.html
23 
 
Para a contagem de leucócitos totais, uma fração de sangue é diluída com um 
reagente que lisa as hemácias, deixando somente os leucócitos. 
As duas principais metodologias utilizadas na detecção e contagem dos 
leucócitos são a impedância elétrica e citometria de fluxo. Para contagem e 
diferenciação, são analisados tamanho e complexidade (granularidade) das 
células. Uma diferença importante entre a contagem manual e automatizada é 
que, na automatizada ao mesmo tempo em que os leucócitos estão sendo 
contados, o aparelho já diferencia os tipos de leucócitos, ou seja, faz a contagem 
total e diferencialsimultaneamente. 
4.2.4.2.4 Contagem Diferencial de Leucócitos 
A contagem diferencial de leucócitos é a contagem de 100 leucócitos em 
esfregaço sanguíneo, diferenciando-os segundo suas variedades morfológicas. 
Na contagem utilizávamos contador manual, conforme figura 8, abaixo: 
 
 
 
 
 
 
4.2.4.2.4.1 Técnica de esfregaço de sangue 
O método de preparação para demonstrar melhor os tipos celulares do 
sangue periférico é o esfregaço de sangue. Uma gota de sangue é colocada 
diretamente sobre uma lâmina de vidro e espalhada em uma camada fina pela 
sua superfície. Isso é obtido espalhando-se a gota de sangue com a borda de 
uma lâmina histológica ao longo de outra lâmina, com o objetivo de produzir uma 
monocamada de células. 
Procedimento 
 Apoiar a lâmina de microscopia, já com a identificação do paciente, 
sobre uma superfície limpa. Certificar-se de que a lâmina tem boa 
qualidade e não está suja ou possui vestígios de gordura, o que 
pode prejudicar o teste. 
Figura 8 - Contador Manual de Leucócitos. 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2014/07/principais-metodos-utilizados-em.html
https://www.biomedicinapadrao.com.br/2012/03/contagem-diferencial-lamina.html
24 
 
 Colocar uma pequena gota de sangue próxima a uma das 
extremidades da lâmina. 
 Com o auxílio de outra lâmina, colocar a gota de sangue em 
contato com sua borda. Para isso a lâmina extensora deve fazer 
um movimento para trás tocando a gota com o dorso em um ângulo 
45°. 
 O sangue da gota irá se espalhar pela borda da lâmina extensora 
por capilaridade. 
 A lâmina deve então deslizar suave e uniformemente sobre a outra, 
em direção oposta a extremidade em que está a gota de sangue. 
O sangue será “puxado” pela lâmina. 
 Depois de completamente estendido, o sangue forma uma película 
sobre a lâmina de vidro. 
 Deve-se deixar que o esfregaço seque sem nenhuma interferência. 
 Seguir para o passo de coloração. 
 
 
 
 
 
 
 
 
É necessário esfregar uma lâmina sobre a outra rapidamente, antes que 
o sangue seque ou coagule. Uma pressão excessiva ou qualquer movimento de 
parada durante esse processo pode comprometer o esfregaço. 
 
 
 
Figura 9 - Lâminas demonstrando esfregaço. 
Fonte - https://kasvi.com.br/esfregaco-de-sangue-hematologia/. 
25 
 
4.2.4.2.4.2 Técnica de coloração de esfregaço de sangue 
Para a técnica de esfregaço sanguíneo é utilizada uma mistura especial 
de corantes para tingir todas as células sanguíneas. Existem muitas variações 
como a coloração de Leishman, Giemsa, Wright ou May-Grünwald. Tratam-se 
de modificações da coloração a base de corantes Romanovsky. 
Procedimento 
Os corantes ficam separados em frascos. 
 Primeiro coloca-se a lâmina no metanol, por alguns segundos. Ou 
mergulhar por 3 vezes. 
 Segundo coloca-se a lâmina na eosina 
 Terceiro coloca-se a lâmina no metileno 
 Em seguida, enxaguar e deixar secar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10 - Corantes (Esfregaço). 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
Figura 11 - Lâminas secando, após esfregaço. 
Fonte – Próprio Autor (2024). 
_comparativo das amostras. 
26 
 
4.2.4.2.5 Interpretação do Leucograma 
A interpretação do leucograma é feita pelo médico com base nos sintomas 
do paciente e no seu histórico clínico. Alguns exemplos de condições associadas 
aos resultados do leucograma incluem: 
 Infecções Bacterianas Agudas: Leucocitose com neutrófilia. 
 Infecções Virais: Linfocitose e, às vezes, leucopenia. 
 Alergias e Infecções Parasitárias: Eosinófilia. 
 Doenças Autoimunes e Crónicas: Monocitose. 
4.2.4.3 Reticulócito 
Um reticulócito é uma célula vermelha do sangue (eritrócito) em um 
estágio imaturo. Ele representa uma fase intermediária entre o proeritroblasto (a 
célula precursora) e o eritrócito maduro. 
Os reticulócitos são liberados da medula óssea para a corrente sanguínea 
e, em poucos dias, completam seu desenvolvimento, tornando-se eritrócitos 
completamente funcionais. Essas células têm uma aparência característica, 
exibindo uma rede de filamentos e organelas remanescentes (que desaparecem 
à medida que a célula amadurece), visíveis com coloração específica em um 
exame de sangue. Sua contagem pode fornecer informações sobre a atividade 
da medula óssea e é usada para avaliar a resposta do corpo a condições como 
anemia, processos regenerativos e perda de sangue. 
4.2.4.3.1 Leitura de Reticulócito 
A leitura de reticulócitos envolve a contagem dessas células para avaliar 
a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Ela é especialmente útil 
para determinar se o corpo está compensando adequadamente em casos de 
anemia, sangramentos ou hemólise (destruição de glóbulos vermelhos). 
4.2.4.3.1.1 Principais Etapas da leitura de reticulócito 
 Coleta e preparo da amostra: Uma amostra de sangue é coletada 
e tratada com um corante específico que destaca os reticulócitos. 
 Corante: O corante mais comum é o azul de cresil brilhante, que 
reage com os filamentos e restos celulares dentro dos reticulócitos, 
tornando-os visíveis ao microscópio. 
27 
 
 Contagem manual (em laboratório tradicional): O técnico observa 
as células ao microscópio e calcula a proporção de reticulócitos em 
relação aos eritrócitos totais, geralmente em porcentagem. 
 Contagem automatizada (analisadores automáticos): Os 
analisadores modernos usam fluxo citométrico para distinguir os 
reticulócitos de outras células com base em suas propriedades de 
fluorescência. 
 Cálculo do índice de produção: O número de reticulócitos é 
corrigido para a taxa de maturação, levando em conta o 
hematócrito do paciente. Esse cálculo é feito para melhor 
interpretar o número de reticulócitos em condições de anemia. 
4.2.4.3.1.2 Contagem Manual da leitura de reticulócito 
Coleta de amostra: Coleta-se uma amostra de sangue em um tubo com 
anticoagulante, geralmente EDTA, para prevenir a coagulação. 
Preparação do esfregaço: A amostra de sangue é misturada com o 
corante azul de cresil brilhante, que marca os reticulócitos devido ao RNA 
residual. Após um tempo de incubação (geralmente de 10 a 15 minutos), a 
amostra é colocada em uma lâmina de vidro para formar um esfregaço 
sanguíneo fino. 
Observação no microscópio: A lâmina é observada sob um microscópio 
com aumento de 1000x. Os reticulócitos se destacam por apresentarem uma 
rede de filamentos azulados, que representam o RNA. 
Contagem e cálculo: Contam-se pelo menos 1.000 eritrócitos no 
microscópio, observando quantos deles são reticulócitos. Calcula-se a taxa de 
reticulócitos dividindo o número de reticulócitos pelo total de eritrócitos contados 
e multiplicando por 100 para obter uma porcentagem. 
Correção e interpretação: Em pacientes com anemia, a contagem de 
reticulócitos é ajustada pelo hematócrito, uma vez que o baixo número de 
eritrócitos pode dar uma impressão errada de uma alta contagem de 
reticulócitos. Esse ajuste é chamado de Índice de Produção de Reticulócitos 
(IPR) e ajuda a avaliar a resposta regenerativa real da medula óssea. 
 
28 
 
4.3 Imunologia 
Segundo Abbas (2010) a imunologia é o estudo do sistema imunológico, 
que é a defesa natural do corpo contra infecções, doenças e invasores externos, 
como bactérias, vírus, fungos e toxinas. Esse campo explora como o corpo 
reconhece e responde a ameaças e também investiga doenças autoimunes, 
onde o sistema imunológico ataca os próprios tecidos, além de alergias, 
imunodeficiências e o desenvolvimento de vacinas. 
A imunologia foi dividida em exames qualitativos, exames quantitativos e 
testes rápidos. 
4.3.1 Exames Qualitativos 
Os exames de imunologia qualitativos são realizados para identificar a 
presença de anticorpos e medir a sua quantidade, a partir de uma amostra de 
sangue, soro ou plasma. Esses anticorpos são proteínas produzidas pelo 
sistema imunológicoque protegem o organismo contra agentes invasores, como 
vírus, bactérias, substâncias químicas e toxinas. 
4.3.1.1 Venereal Disease Research (VDRL) 
 
4.3.1.1.1 Procedimento 
 
4.3.1.2 Proteína C Reativa (PCR) 
 
4.3.1.2.1 Procedimento 
 
4.3.1.3 AntieStreptoLisa O (ASLO) 
 
4.3.1.3.1 Procedimento 
 
4.3.1.4 Fator Reumatóide (FR) 
 
4.3.1.4.1 Procedimento 
 
4.3.1.5 Waaler-Rose (W-ROSE) 
 
4.3.1.5.1 Procedimento 
 
29 
 
4.3.2 Exames Quantitativos 
 
Os quantitativos servem para medir a gravidade de um determinado 
número analítico. Caso exista alguma alteração em exames supracitados, os 
quantitativos são feitos para analisar a gravidade do caso em questão. 
4.3.3 Testes Rápido 
 
Os testes rápidos de imunologia são exames que podem ser realizados 
para detectar infecções como HIV, sífilis, hepatites B e C. Eles são realizados 
com uma amostra de sangue total, obtida por punção venosa, e podem fornecer 
um diagnóstico em até 30 minutos. 
Um tipo de teste rápido de imunologia é o teste por fase sólida, que utiliza 
a metodologia ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay). Neste teste, é 
utilizado um pente com anticorpos anti-imunoglobulina humana e o antígeno da 
doença. A amostra do paciente é colocada em contato com os dentes do pente, 
e a presença de anticorpos é revelada pela formação de círculos coloridos. 
4.3.3.1 HCV 
4.3.3.1.1 Procedimento 
4.3.3.2 HBSag 
4.3.3.2.1 Procedimento 
4.3.3.3 HIV 
4.3.3.3.1 Procedimento 
4.3.3.4 VHS 
4.3.3.4.1 Procedimento 
4.3.3.5 SYPHILIS 
4.3.3.5.1 Procedimento 
4.3.3.6 B-HCG 
4.3.3.6.1 Procedimento 
4.3.3.7 TROPONINA 
4.3.3.7.1 Procedimento 
 
4.3.3.8 MALÁRIA 
4.3.3.8.1 Procedimento 
4.3.3.9 DENGUE 
4.3.3.9.1 Procedimento 
 
30 
 
5. CONCLUSÃO 
 
O estágio em análises clínicas foi fundamental para a consolidação dos 
conhecimentos teóricos e para o desenvolvimento de habilidades práticas 
adquiridas ao longo do curso. Este período permitiu-me aplicar técnicas 
laboratoriais, conhecer os protocolos de segurança e higiene, e compreender a 
importância do rigor e da precisão no processamento e análise de amostras 
biológicas. A experiência em ambiente real reforçou a minha capacidade de 
trabalho em equipa e o sentido de responsabilidade perante a saúde dos 
pacientes. 
Durante o estágio, enfrentei desafios que contribuíram para o meu 
crescimento profissional, como a adaptação ao ritmo exigente do laboratório e o 
manuseio cuidadoso de equipamentos e substâncias químicas. Estes obstáculos 
foram superados com o apoio dos supervisores e da equipa, cujo 
acompanhamento foi crucial para o meu desenvolvimento. 
Posso afirmar que este estágio me preparou para integrar o mercado de 
trabalho com uma visão clara sobre a rotina e as exigências do setor de análises 
clínicas. Acredito que o conhecimento adquirido será uma base sólida para 
futuras especializações e para a contribuição significativa para o campo das 
ciências biomédicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
___________. LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. Disponível em 
 
Acessado em 01 de maio de 2024 as 16h52. 
ANVISA. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da 
diretoria colegiada - RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. Disponível em: Acesso em: 2 de maio de 2024. 
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de Atenção Básica. Política nacional de medicamentos. Ministério da Saúde 
– Brasília: Ministério da Saúde, 2001. 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução N°585 de 29 de agosto de 
2013. Disponível em 
Acesso em 8 de maio de 2024 
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução N°586 de 29 de agosto de 
2013. Disponível em 
Acesso em 8 de maio de 2024 
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DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NO COMBATE A ESSAS 
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