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1 FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS CURSO DE FARMÁCIA Relatório Final de Estágio Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais BÁRBARA SIONIZE NEVES DE OLIVEIRA Manaus – AM 2024 2 FACULDADE ESTÁCIO DO AMAZONAS CURSO DE FARMÁCIA BÁRBARA SIONIZE NEVES DE OLIVEIRA Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais Preceptor de Estágio: Nazaré Ângela Coordenador (a) do Curso de Farmácia: Rherysonn Pantoja de Jesus. Instituição/ Local de Estágio: Beta Lab. Diagnósticos (Áudio Med.). Período: 19/08/2024 à 19/ 11 /2024. Manaus – AM 2024 Relatório Final de Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais, apresentado para disciplina de Estágio Curricular Obrigatório à Coordenação de curso de Farmácia da Faculdade Estácio do Amazonas. 3 Lista de Figuras Figura 1 - β Lab. ......................................................................................................................10 Figura 2 - Sequência de Tubos. ............................................................................................13 Figura 3 - Tubos de Hemocultura. ........................................................................................14 Figura 4 - Tubos de Coleta. ...................................................................................................14 Figura 5 - Coagulograma........................................................................................................16 Figura 6 - Hemograma Completo ..........................................................................................18 Figura 7 - Câmara Neubauer. ................................................................................................22 Figura 8 - Contador Manual de Leucócitos. .........................................................................23 Figura 9 - Lâminas demonstrando esfregaço. .....................................................................24 Figura 10 - Corantes (Esfregaço). .........................................................................................25 Figura 11 - Lâminas secando, após esfregaço. ..................................................................25 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181981 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181982 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181983 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181984 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181985 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181986 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181987 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181988 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181989 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181990 file:///C:/Users/11/Desktop/relatorio%20de%20analises%20clinicas.docx%23_Toc181181991 4 Sumário 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................................7 2. OBJETIVOS .......................................................................................................................9 2.1 Objetivo Geral ................................................................................................................9 2.2 Objetivos Específicos ..................................................................................................9 3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO .........................................................9 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO ......................................11 4.1 Uso de EPI´s .................................................................................................................11 4.2 Hematologia .................................................................................................................13 4.2.1 Sequencia dos Tubos de Coleta de Sangue ................................................................13 4.2.1.1 Citrato de Sódio. .............................................................................................14 4.2.1.2 Gel Ativador de coagulo ................................................................................14 4.2.1.3 Sem Gel Ativador de coagulo .......................................................................15 4.2.1.4 Heparina ..........................................................................................................15 4.2.1.5 EDTA ................................................................................................................15 4.2.1.6 Fluoreto de sódio ............................................................................................15 4.2.2 Coleta de Sangue .......................................................................................................15 4.2.2.1 Tipos para a Coleta de Sangue ....................................................................16 4.2.3 Coagulograma ...........................................................................................................16 4.2.3.1 Principais Exames do Coagulograma ..........................................................17 4.2.3.1.1 Tempo de Sangramento (T.S.) ..............................................................17 4.2.3.1.2 Tempo de Coagulação (T.C.) ................................................................17 4.2.3.1.3 Prova do Laço (P.L.) ...............................................................................17 4.2.3.1.4 Plaquetas ..................................................................................................17 4.2.3.1.5 Tempo de Atividade da Protombina (TAP) ..........................................17 4.2.3.1.6 Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) ............................18 4.2.3.2 Aplicações Clinicas do Coagulograma ........................................................18 4.2.4 Hemograma ...............................................................................................................18 4.2.4.1 Eritrograma (Série Vermelha) .......................................................................19 4.2.4.1.1 Principais Parâmetros do Eritrograma ..................................................19 4.2.4.1.2 Interpretação do Eritrograma .................................................................20 4.2.4.2 Leucograma (Série Branca) ..........................................................................20 4.2.4.2.1 Principais Parâmetros do Leucograma ................................................20 4.2.4.2.2 Contagem Total de Leucócitos ..............................................................21 4.2.4.2.2.1 Manual ...............................................................................................21 5 4.2.4.2.3. Automática ..........................................................................................22 4.2.4.2.4 Contagem Diferencial de Leucócitos ....................................................23 4.2.4.2.4.1 Técnica de esfregaço de sangue ...............................................23 4.2.4.2.4.2 Técnica de coloração de esfregaço de sangue .......................25 4.2.4.2.5 Interpretação do Leucograma................................................................26 4.2.4.3 Reticulócito ......................................................................................................26 4.2.4.3.1 Leitura de Reticulócito ............................................................................264.2.4.3.1.1 Principais Etapas da leitura de reticulócito ...............................26 4.2.4.3.1.2 Contagem Manual da leitura de reticulócito .............................27 4.3 Imunologia ....................................................................................................................28 4.3.1 Exames Qualitativos ..................................................................................................28 4.3.1.1 Venereal Disease Research (VDRL) ...........................................................28 4.3.1.1.1 Procedimento ...........................................................................................28 4.3.1.2 Proteína C Reativa (PCR) .............................................................................28 4.3.1.2.1 Procedimento ...........................................................................................28 4.3.1.3 AntieStreptoLisa O (ASLO) ...........................................................................28 4.3.1.3.1 Procedimento ...........................................................................................28 4.3.1.4 Fator Reumatóide (FR) ..................................................................................28 4.3.1.4.1 Procedimento ...........................................................................................28 4.3.1.5 Waaler-Rose (W-ROSE)................................................................................28 4.3.1.5.1 Procedimento ...........................................................................................28 4.3.2 Exames Quantitativos ................................................................................................29 4.3.3 Testes Rápido ....................................................................................................29 4.3.3.1 HCV ..............................................................................................................29 4.3.3.1.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.2 HBSag ..........................................................................................................29 4.3.3.2.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.3 HIV ................................................................................................................29 4.3.3.3.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.4 VHS ..............................................................................................................29 4.3.3.4.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.5 SYPHILIS .....................................................................................................29 4.3.3.5.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.6 B-HCG ..........................................................................................................29 4.3.3.6.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.7 TROPONINA ...............................................................................................29 6 4.3.3.7.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.8 MALÁRIA .....................................................................................................29 4.3.3.8.1 Procedimento .......................................................................................29 4.3.3.9 DENGUE......................................................................................................29 4.3.3.9.1 Procedimento .......................................................................................29 5. CONCLUSÃO ..................................................................................................................30 6. REFERÊNCIAS ...............................................................................................................31 ANEXOS ...................................................................................................................................33 7 1. INTRODUÇÃO Este estágio possui a finalidade de apresentar a implantação do conhecimento teórico, abordado durante o curso de Farmácia, através do programa de estágio. O Estágio Supervisionado em Análise Clínicas e Laboratoriais foi realizado no período de agosto a novembro de 2024, no Beta Lab. Diagnósticos (Áudio Med.). De acordo com a Lei n° 11.788, de 25 de setembro de 2008, que define o estágio como o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo do estudante. O estágio integra o itinerário formativo do educando e faz parte do projeto pedagógico do curso (MINISTERIO DA SAÚDE, 2017). Segundo a RDC Nº 44 de 17 de agosto, que dispõe sobre Boas Práticas Farmacêuticas para o controle sanitário do funcionamento, da dispensação e da comercialização de produtos e da prestação de serviços farmacêuticos em farmácias e drogarias e dá outras providências. O farmacêutico tem desenvolvido um papel fundamental em estabelecer as boas práticas e padronizar os procedimentos técnicos em sua área de atuação. Isso porque esse profissional reúne uma gama de características, como o conhecimento técnico, que o torna responsável pelo cumprimento das normas legais, capacitado para padronizar a forma de execução dos serviços, das atividades e tarefas, bem como o responsável direto pelos atos técnicos desempenhados dentro do seu local de trabalho, devendo ter completa autonomia para padronizar e modificar os procedimentos sempre que necessário. (IVAMA, 2002). Portanto, o farmacêutico é um profissional habilitado capaz de atuar em vários campos da área da saúde, sendo um deles, um dos mais importantes, o campo de análises clínicas. No ramo dos laboratórios de análises clínicas, atua na realização de exames toxicológicos, laboratoriais, gerenciamento de laboratórios, assessoria em análises clínicas, pesquisa e extensão, garantia e controle de qualidade dos laboratórios de análises clínicas, magistério superior e planejamento e gestão no setor. 8 A experiência do estágio é de fundamental importância para a formação integral de todos os profissionais, haja vista a necessidade das instituições, a cada dia maior, de profissionais dotados de habilidades e bem-preparados. A prática do estágio consolida o conhecimento teórico adquirido pelo aluno na universidade, permite o esclarecimento de dúvidas além de facilitar a inserção do futuro profissional no mercado de trabalho (BERNADY; PAZ, 2011). Diagnosticar todos os tipos de doença dentro do laboratório de análises clínicas é o objetivo do profissional. Para isso estudamos e estagiamos em laboratórios com a estrutura necessária para o aprendizado prático dos alunos. Microscópios, centrífugas, estufas, banho-maria, meios de cultura e kit´s de análises estão à disposição dos alunos sob a orientação dos professores. Atualmente, com o objetivo de obter respostas mais rápidas, a fim de otimizar o tempo do profissional, muitos exames estão sendo realizados por aparelhos automatizados. Este fato permite uma análise em maior escala e propicia aos clínicos uma resposta mais breve do estado fisiológico do paciente, possibilitando uma intervenção mais ágil, aumentando assim a possibilidade de salvar mais vidas humanas. Setores como a microbiologia e outros onde existem alguns exames de maior especificidade, continuam a executar suas atividades manualmente, seja por possuir uma menor rotina, ou por ainda não estaremcom métodos automatizados padronizados. Entre os exames solicitados com maior frequência temos: hemograma completo, bioquímica do sangue (dosagem de glicose, ureia, creatinina, colesterol total e frações, triglicerídeos, ácido úrico, etc), hemostasia (coagulograma), imunologia, exame parasitológico de fezes, sumário de urina, culturas bacteriológicas, antibiograma, etc. iooioinoin 9 2. OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral A realização do estágio supervisionado decorre pelo atendimento ás exigências curricular de formação do farmacêutico. O estágio é visto como uma preparação do futuro profissional para o acadêmico desenvolver suas habilidades das atividades da profissão. Com isso, a formação profissional do farmacêutico compactua com competências e habilidades técnicas e ético- político-sociais-educativas, de comunicação, administração e gerencia capazes de exercer minha função de forma reflexiva, critica e criativa, comprometido com a integralidade, equidade e universalidade do atendimento com visão ao atendimento do sistema único de saúde, tendo como dever contribuir para a promoção, proteção e recuperação da saúde individual e coletiva principalmente quando ocupar cargos públicos. 2.2 Objetivos Específicos Desenvolver competências técnicas; Analisar e interpretar resultados; Aperfeiçoar conhecimento cientifico; Cumprir normas de biossegurança. Trabalhar em equipe 3. CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO O Beta Lab Serviços Laboratoriais iniciou suas atividades por volta do ano de 2018, ele possui 5 postos onde 2 estão localizados na Av: Autaz Mirim, 2 no Município de Manacapuru e o Beta Lab (Áudio Med). sendo laboratório central, localizado na rua Monsenhor Coutinho, 795, Centro, Manaus –AM. Cep.: 69010- 110. Com a missão a execução de serviços laboratoriais de análises clínicas particulares e industrial, realizando exames nos campos de hematologia, imunologia, Bioquímica, parasitologia e urinálise, com eficiência e qualidade. O Laboratório ocupa o segundo andar do prédio, onde está disposto em: sala de espera, sala da coordenação; sala para observação em microscopia, onde estão localizados os microscópios na mesa com cadeiras, uma bancada com pia e um armário onde são colocados os materiais de EPi’s. 10 Além dos supracitados, o laboratório também possui, sala de análises de exames de Bioquímica Automatizados, onde encontra o aparelho CM 200 o monitor de controle do aparelho, dois refrigeradores para armazenamento dos kits para testes e as substâncias termolábeis. Existem, aparelho de banho Maria, armários para guardar materiais esterilizados, uma sala para realização de exames manuais, contém uma bancada com pia, os aparelhos de microcentrífuga, macrocentrifuga, e armários com materiais descartáveis. O atendimento é de segunda feira a sexta feira. As aulas e atividades foram realizadas e supervisionadas pela preceptora, Dr. Maria José César de Souza, Farmacêutica, Bioquímica, Pós-graduada em Gestão Hospitalar e Hematologia, CRF: 2649. Figura 1 - β Lab. Fonte – Google maps. (2024). _comparativo das amostras. 11 4. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE O ESTÁGIO Ao longo desses dias de estágio pude realizar diversas atividades e aprender mais sobre a Análise Clinicas e a realidade laboratorial. As aulas práticas são importantes no desenvolvimento acadêmico e profissional dos estudantes, pois permitem que eles apliquem o conhecimento em situações reais. 4.1 Uso de EPI´s No primeiro dia de estágio, recebemos instruções a respeito do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), como jaleco, luvas e máscara e touca. Os EPI são equipamentos que servem para proteção do contato com agentes infecciosos, substâncias irritantes e tóxicas, materiais perfurocortantes e materiais submetidos a aquecimento ou congelamento (BRASIL, 1999). Os procedimentos de manipulação de amostras biológicas produzem partículas que podem entrar pelas vias aéreas e causar infecções ou contaminar roupas, bancadas e equipamentos. Usar EPI é um direito do profissional da saúde e a instituição em que esse profissional trabalha é obrigada a fornecê-los. É fundamental que o profissional da saúde utilize os EPI de forma correta. O uso indevido desses equipamentos também pode provocar acidentes. Os EPI, descartáveis ou não, deverão estar à disposição em número suficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido o imediato fornecimento ou reposição (ANVISA). Os EPI que devem estar disponíveis, obrigatoriamente, para todos os profissionais que trabalham em ambientes laboratoriais são: jalecos, luvas, máscaras, óculos e protetores faciais. Há também protetores de ouvido para trabalhos muito demorados com equipamentos que emitam ruídos além dos níveis recomendados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego e máscaras de proteção contra gases para uso na manipulação de substâncias químicas tóxicas e em caso de acidentes (BRASIL, 1999). O jaleco protege a roupa e a pele do profissional do laboratório clínico, da contaminação por sangue, fluidos corpóreos, salpicos e derramamentos de material infectados, que pode ocorrer desde coleta, transporte, manipulação e 12 descarte de amostras clínicas. É importante que o jaleco seja colocado assim que o profissional entre no laboratório, e permaneça com ele o tempo todo, porém ao ir a cantinas, refeitórios, bancos, bibliotecas, auditórios, outros, ele deve ser retirado, pois são áreas não contaminadas e o jaleco pode levar agentes biológicos para estes locais. As luvas descartáveis devem ser usadas em todos os procedimentos, desde coleta, transporte, manipulação até o descarte das amostras biológicas, pois elas são uma barreira de proteção contra agentes infecciosos. É importante que as luvas devam ser calçadas com cuidado para que não rasguem e que fique bem aderida a pele, evitando acidentes. Essas luvas devem ser de borracha, grossas e antiderrapantes, servem para manipulação de resíduos ou lavagem de materiais ou procedimentos de limpeza em geral. As máscaras descartáveis e os óculos de proteção (quando necessário) devem ser utilizados em todas as atividades que envolvam a formação de aerossol ou suspensão de partículas como pipetagem, centrifugação, execução de raspados epidérmicos, semeadura de material clínico, outros. Na manipulação de amostras contendo agente infeccioso da tuberculose, deve-se usar a máscara N95. Os óculos de proteção devem ser de material rígido e leve, cobrir completamente a área dos olhos. É importante lembrar que os óculos de grau não substituem os óculos de proteção. Ele é feito com o mesmo material dos óculos, deve ser ajustável a cabeça e cobrir todo o rosto. Esses equipamentos funcionam como barreiras para: olhos, nariz, boca e pele contra respingos e aerossóis de materiais infectados por agentes patogênicos e substâncias químicas, evitando lesões (ANVISA). Essas ações, é denominada de biossegurança, que é um conjunto de ações voltadas para: prevenção, minimização e eliminação de riscos para a saúde, ajuda na proteção do meio ambiente contra resíduos e na conscientização do profissional da saúde. O conceito biossegurança tem sido muito discutido e valorizado nos dias atuais (ANVISA). uibib 13 4.2 Hematologia É o ramo da medicina e biologia que estuda o sangue, os órgãos hematopoiéticos (como medula óssea e linfonodos) e as doenças relacionadas ao sistema sanguíneo. Essa especialidade é fundamental tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento de doenças que afetam o sangue e seus componentes, como glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e o plasma. 4.2.1 Sequencia dos Tubos de Coleta de Sangue A sequência recomendada para coleta de tubos (Figura 2) de sangue é: Frasco para hemoculturaou tubo sem aditivo/descarte; Tubo para coagulação, com citrato de sódio 3,2% (tampa azul clara) ou (tampa preta), conforme fabricante. Tubos para soro com ativador de coágulo, com ou sem gel separador para obtenção de soro (amarelo e/ou vermelho); Tubos com heparina (verde ou azul); Tubos com EDTA (roxo); Tubos com fluoreto/EDTA (cinza). A ordem de coleta é importante para evitar a contaminação por aditivos nos próximos tubos. É importante verificar as especificações dos produtos antes de sua utilização, pois as empresas fabricantes podem preconizar uma sequência diferente. Jj i iu ui Figura 2 - Sequência de Tubos. Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. 14 4.2.1.1 Citrato de Sódio. O Citrato de Sódio Tamponado é utilizado para prova de coagulação em amostras. Diferentes concentrações de Citrato de Sódio podem ter efeitos significativos nas análises terapias anti-trombóticas, Tempo de Protombina (TP) e Tempo de Tromboplastina ativada (TTPa). 4.2.1.2 Gel Ativador de coagulo Contém ativador de coágulo jateado na parede do tubo que faz com que o processo de coagulação seja acelerado e gel separador, para obtenção de um soro com melhor qualidade. Utilizados em rotinas de bioquímica, sorologia, imunologia, marcadores cardíacos e tumorais. Figura 3 - Tubos de Hemocultura. Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. Figura 4 - Tubos de Coleta. Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. 15 4.2.1.3 Sem Gel Ativador de coagulo Possui ativador de coágulo (sílica) jateado na parede do tubo, fazendo com que o processo de coagulação da amostra seja acelerado. Utilizados para determinação em soro nas áreas de Bioquímica e Sorologia. Podem ser utilizados para tipagem ABO, RH, pesquisa de anticorpos, fenotipagem eritrocitária e teste de antiglobulina direta. 4.2.1.4 Heparina Possuem Heparina de Lítio jateada na parede do tubo. São utilizados quando é necessário o uso de plasma para determinações Bioquímicas. Estes aditivos são anticoagulantes que ativam as enzimas antiplaquetárias, bloqueando a cascata de coagulação. 4.2.1.5 EDTA Possui EDTA jateado na parede do tubo e são utilizados em bancos de sangue. O EDTA é o anticoagulante recomendado para rotinas de hematologia por ser o melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular. 4.2.1.6 Fluoreto de sódio Utilizados na dosagem de glicose, lactato e hemoglobina glicada no plasma. O Fluoreto de Sódio é utilizado como inibidor glicolítico e o EDTA como anticoagulante, preservando a morfologia celular. 4.2.2 Coleta de Sangue Antes de prosseguir para os demais procedimentos do laboratório nós tivemos uma aula sobre coleta de sangue. A coleta de sangue é um procedimento que consiste na inserção de uma agulha em uma veia para obter uma amostra de sangue para exames. É um dos tipos de exame mais comuns em laboratórios e pode ser usado para diagnosticar doenças, monitorar condições crônicas, e identificar se os órgãos estão funcionando bem (BRASIL, 2001). Para realizar a coleta de sangue o profissional de saúde deve: Higienizar as mãos; Organizar os materiais; 16 Explicar ao paciente o procedimento; Palpar a veia, olocar o garrote para ressaltar as veias; Desinfetar o local da punção; Montar o sistema de coleta e realizar a punção; Inserir o tubo de coleta; Retirar o garrote quando o sangue começar a fluir; Inverte os tubos 8 a 10 vezes; Finalizar o processo e enviar as amostras para análise. 4.2.2.1 Tipos para a Coleta de Sangue Existem dois tipos de coleta de sangue: Seringa e agulha É o método tradicional, mais comum e de baixo custo. O técnico apalpa a veia, desinfecta a área, usa o garrote e perfura a veia com a agulha. A vácuo É o método mais recomendado, pois é um sistema fechado que reduz o risco de acidentes e garante a qualidade da amostra. Com uma única punção, é possível coletar vários tubos de sangue, o que proporciona maior conforto ao paciente. 4.2.3 Coagulograma O coagulograma (Figura 5) é um conjunto de exames laboratoriais que avalia a capacidade de coagulação do sangue. Ele é utilizado para diagnosticar distúrbios da coagulação, monitorar a eficácia de tratamentos anticoagulantes e identificar riscos de hemorragias ou tromboses. O coagulograma é essencial para avaliar o funcionamento dos fatores de coagulação e a integridade das vias da coagulação (VASCONCELOS, 2022). Figura 5 - Coagulograma Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. 17 4.2.3.1 Principais Exames do Coagulograma 4.2.3.1.1 Tempo de Sangramento (T.S.) O tempo de sangramento (TS) é um exame que mede o tempo que o sangue demora a coagular após uma lesão vascular. É um teste que avalia a integridade vascular e as alterações das plaquetas. O tempo de sangramento normal varia entre 1 e 3 minutos. 4.2.3.1.2 Tempo de Coagulação (T.C.) O tempo de coagulação (TC) é um exame de laboratório que mede o tempo que o sangue leva para coagular. Ele avalia a atividade dos fatores que participam do mecanismo de coagulação do sangue. O valor normal do tempo de coagulação é de 5 a 11 minutos. Um tempo de coagulação alterado pode indicar a presença de defeitos nos fatores de coagulação. 4.2.3.1.3 Prova do Laço (P.L.) A prova do laço (P.L.) é um exame que faz parte do coagulograma e é utilizado para classificar pacientes com suspeita de dengue em grupos de risco. O teste é rápido e consiste em induzir um sangramento na pele para avaliar a propensão do paciente a apresentar sangramentos e quadros mais graves de dengue. 4.2.3.1.4 Plaquetas A contagem de plaquetas é um dos itens avaliados no exame de coagulograma, que analisa a coagulação do sangue. A contagem de plaquetas mede o número de plaquetas por microlitro de sangue, e o valor normal varia entre 150.000 e 400.000 plaquetas/microlitro. 4.2.3.1.5 Tempo de Atividade da Protombina (TAP) O exame TAP (Tempo de Atividade da Protombina) avalia a coagulação sanguínea. Quando há um foco de sangramento no corpo, os fatores de coagulação vão até lá e formam um coágulo que impede que aquele local volte a sangrar. Logo, a coagulação sanguínea é responsável por evitar novos sangramentos. 18 4.2.3.1.6 Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) O TTPA, sigla para Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada, é um exame que avalia a coagulação do sangue. Ele pode estar alterado por doenças genéticas ou adquiridas que interferem na coagulação ou secundária a medicamentos. A história clínica do paciente, associada a exames laboratoriais, ajudam no direcionamento do diagnóstico. O Exame TTPA avalia defeitos da via intrínseca da coagulação, podendo, portanto, constatar a deficiência de diversos fatores no sangue. É usado também no controle do uso terapêutico de heparina e na avaliação da presença de anticoagulantes circulantes. É um exame indicado em casos de suspeita de problemas na coagulação e antes de procedimentos cirúrgicos. 4.2.3.2 Aplicações Clinicas do Coagulograma Diagnóstico de Distúrbios Hemorrágicos; Avaliação Pré-Operatória; Monitoramento de Anticoagulantes; Diagnóstico de Tromboembolismo; Investigar Doenças Crônicas e Autoimunes. 4.2.4 Hemograma Segundo Pailace (2015), O hemograma é um exame de sangue completo que fornece informações detalhadas sobre os componentes do sangue, sendo essencial para avaliar a saúde geral e diagnosticar diversas condições. Este exame é amplamente solicitado pelos médicos para verificar o estado de saúde de um paciente, identificar infecções, anemias, inflamações, entre outras condições. O hemograma (Figura 6) analisa principalmente dois tipos de células sanguíneas: Figura 6 - Hemograma Completo Fonte– Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. 19 Glóbulos Vermelhos (Eritrócitos): São responsáveis pelo transporte de oxigénio no corpo. Parâmetros como a hemoglobina e o hematócrito são analisados para verificar se há anemia ou policitemia (aumento anormal de glóbulos vermelhos), denominada de Eritrograma. Glóbulos Brancos (Leucócitos): Defendem o corpo contra infeções. O exame mede a quantidade total de leucócitos e a contagem diferencial de tipos de leucócitos (neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos), ajudando a identificar infeções, reações alérgicas, ou doenças autoimunes, denominada de Leucograma. 4.2.4.1 Eritrograma (Série Vermelha) O eritrograma é a parte do hemograma que analisa os glóbulos vermelhos (ou eritrócitos), que são responsáveis pelo transporte de oxigénio dos pulmões para os tecidos do corpo. Ele fornece informações detalhadas sobre a quantidade, tamanho e conteúdo dos eritrócitos, ajudando a identificar problemas como anemia, desidratação, policitemia, entre outros distúrbios. 4.2.4.1.1 Principais Parâmetros do Eritrograma Contagem de Eritrócitos (RBC): Mede o número total de glóbulos vermelhos no sangue. Valores baixos podem indicar anemia, enquanto valores altos podem sugerir policitemia. Hemoglobina (Hb): Proteína dos glóbulos vermelhos que transporta o oxigénio. A quantidade de hemoglobina é essencial para avaliar o nível de oxigenação do corpo. Hematócrito (Ht): Representa a percentagem do volume de sangue ocupada pelos glóbulos vermelhos. É usado para identificar anemias e desidratações. Volume Corpuscular Médio (VCM): Mede o tamanho médio dos eritrócitos. VCM baixo pode indicar anemia microcítica (como a ferropriva), enquanto VCM alto pode indicar anemia macrocítica (como a causada por deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico). Hemoglobina Corpuscular Média (HCM): Indica a quantidade média de hemoglobina por glóbulo vermelho. Ajuda a identificar anemias hipocrómicas (baixo HCM) ou hipercromicas. 20 Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM): Mede a concentração média de hemoglobina nos glóbulos vermelhos. Alterações podem estar associadas a condições como esferocitose. RDW (Red Cell Distribution Width): Índice que mede a variação do tamanho dos glóbulos vermelhos. Um RDW alto indica anisocitose, ou seja, uma variação no tamanho das células, o que pode estar presente em diferentes tipos de anemia. 4.2.4.1.2 Interpretação do Eritrograma A interpretação do eritrograma deve ser feita pelo médico, considerando os sintomas e o histórico do paciente. Por exemplo: Anemia Ferropriva: Pode apresentar baixa hemoglobina, hematócrito, VCM e HCM. Anemia Megaloblástica: Associa-se a altos valores de VCM, indicando glóbulos vermelhos maiores. Policitemia: Elevação nos níveis de hemoglobina, hematócrito e contagem de eritrócitos. 4.2.4.2 Leucograma (Série Branca) O Leucograma é a parte do hemograma que analisa os leucócitos (glóbulos brancos), células responsáveis pela defesa do organismo contra infeções e agentes patogénicos. Ele fornece uma contagem total e diferencial dos diferentes tipos de leucócitos, ajudando a diagnosticar e monitorizar infeções, inflamações, alergias, e algumas doenças hematológicas. Nesta parte nossa Preceptora de estágio, nos proporcionou o exercício diário de leitura de lâminas para o reconhecimento dos leucócitos, abaixo mencionado. 4.2.4.2.1 Principais Parâmetros do Leucograma Contagem Total de Leucócitos: Mede o número total de glóbulos brancos no sangue. Valores elevados (leucocitose) podem indicar infeções ou inflamações, enquanto valores baixos (leucopenia) podem ser sinais de problemas no sistema imunológico ou efeitos de medicamentos. Contagem Diferencial de Leucócitos: Analisa os diferentes tipos de leucócitos presentes e inclui: 21 Neutrófilos: São os leucócitos mais abundantes e os primeiros a atuar em infeções bacterianas agudas. Níveis altos (neutrófilia) indicam geralmente infeções bacterianas, inflamações ou stress. Níveis baixos (neutropenia) podem ser causados por infeções virais ou deficiências imunológicas. Linfócitos: Importantes na resposta imunológica contra infeções virais. Linfocitose (aumento de linfócitos) pode indicar infeções virais, como mononucleose, e certas doenças autoimunes. A linfopenia (diminuição) pode ocorrer devido a imunossupressão ou infeções crónicas. Monócitos: Atuam na fagocitose, "limpando" o organismo de restos celulares e patogénicos. Monocitose (aumento de monócitos) pode ocorrer em infeções crónicas e doenças autoimunes. Eosinófilos: Associados a respostas alérgicas e infeções parasitárias. Eosinofilia (aumento de eosinófilos) é comum em casos de alergias e doenças parasitárias. Basófilos: Participam de respostas alérgicas e inflamatórias. A basofilia (aumento de basófilos) pode indicar doenças mieloproliferativas ou alergias severas. Contagem de Plaquetas: é um exame de sangue que avalia a quantidade de plaquetas no organismo. Os valores normais de plaquetas estão entre 150 mil e 400 mil por microlitro de sangue. 4.2.4.2.2 Contagem Total de Leucócitos Existem duas maneiras de realizar a contagem dos leucócitos totais: de forma manual ou automatizada. 4.2.4.2.2.1 Manual Essa forma de contagem está praticamente extinta da rotina laboratorial, sendo ainda ensinada somente na graduação a título de conhecimento. Procedimento Uma amostra de sangue é diluída com líquido de Turk, composto por ácido acético (lisa as hemácias) e azul de metileno ou violeta de genciana (cora os leucócitos). 22 Geralmente, a diluição é de 1/20 (lê-se "um para vinte"), com volume final de 400 μL. Após um período de incubação, a diluição é pipetada em câmara de Neubauer e a contagem é feita no microscópio (objetiva de 10x ou 40x). São contados os todos leucócitos presentes nos quatro quadrantes laterais da câmara de Neubauer. Obtém-se o resultado por meio da seguinte fórmula: Soma dos Quadrantes X 50. 4.2.4.2.3. Automática É a forma utilizada hoje em dia nos laboratórios clínicos. A contagem é realizada em contadores hematológicos, aparelhos que realizam praticamente todas as partes do hemograma, incluindo contagem de hemácias, leucócitos e plaquetas. Existem contadores de pequeno porte e grande porte. Quanto mais moderno e completo o equipamento, mais parâmetros ele avalia. Procedimento Um tubo com a amostra de sangue do paciente, colhida com EDTA, é inserido em uma rack, se houver outras amostras para serem analisadas, ou passado individualmente no aparelho. Uma agulha aspira determinada quantidade de amostra. O sangue então é distribuído em diversos canais (túbulos) em que as análises irão acontecer. Figura 7 - Câmara Neubauer. Fonte - https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/09/contagem-global-de- leucocitos.html_comparativo das amostras. https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/09/como-fazer-e-calcular-diluicoes.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2013/10/conhecendo-camara-de-neubauer.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2013/10/conhecendo-camara-de-neubauer.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2014/01/entendendo-os-anticoagulantes-edta.html 23 Para a contagem de leucócitos totais, uma fração de sangue é diluída com um reagente que lisa as hemácias, deixando somente os leucócitos. As duas principais metodologias utilizadas na detecção e contagem dos leucócitos são a impedância elétrica e citometria de fluxo. Para contagem e diferenciação, são analisados tamanho e complexidade (granularidade) das células. Uma diferença importante entre a contagem manual e automatizada é que, na automatizada ao mesmo tempo em que os leucócitos estão sendo contados, o aparelho já diferencia os tipos de leucócitos, ou seja, faz a contagem total e diferencialsimultaneamente. 4.2.4.2.4 Contagem Diferencial de Leucócitos A contagem diferencial de leucócitos é a contagem de 100 leucócitos em esfregaço sanguíneo, diferenciando-os segundo suas variedades morfológicas. Na contagem utilizávamos contador manual, conforme figura 8, abaixo: 4.2.4.2.4.1 Técnica de esfregaço de sangue O método de preparação para demonstrar melhor os tipos celulares do sangue periférico é o esfregaço de sangue. Uma gota de sangue é colocada diretamente sobre uma lâmina de vidro e espalhada em uma camada fina pela sua superfície. Isso é obtido espalhando-se a gota de sangue com a borda de uma lâmina histológica ao longo de outra lâmina, com o objetivo de produzir uma monocamada de células. Procedimento Apoiar a lâmina de microscopia, já com a identificação do paciente, sobre uma superfície limpa. Certificar-se de que a lâmina tem boa qualidade e não está suja ou possui vestígios de gordura, o que pode prejudicar o teste. Figura 8 - Contador Manual de Leucócitos. Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. https://www.biomedicinapadrao.com.br/2014/07/principais-metodos-utilizados-em.html https://www.biomedicinapadrao.com.br/2012/03/contagem-diferencial-lamina.html 24 Colocar uma pequena gota de sangue próxima a uma das extremidades da lâmina. Com o auxílio de outra lâmina, colocar a gota de sangue em contato com sua borda. Para isso a lâmina extensora deve fazer um movimento para trás tocando a gota com o dorso em um ângulo 45°. O sangue da gota irá se espalhar pela borda da lâmina extensora por capilaridade. A lâmina deve então deslizar suave e uniformemente sobre a outra, em direção oposta a extremidade em que está a gota de sangue. O sangue será “puxado” pela lâmina. Depois de completamente estendido, o sangue forma uma película sobre a lâmina de vidro. Deve-se deixar que o esfregaço seque sem nenhuma interferência. Seguir para o passo de coloração. É necessário esfregar uma lâmina sobre a outra rapidamente, antes que o sangue seque ou coagule. Uma pressão excessiva ou qualquer movimento de parada durante esse processo pode comprometer o esfregaço. Figura 9 - Lâminas demonstrando esfregaço. Fonte - https://kasvi.com.br/esfregaco-de-sangue-hematologia/. 25 4.2.4.2.4.2 Técnica de coloração de esfregaço de sangue Para a técnica de esfregaço sanguíneo é utilizada uma mistura especial de corantes para tingir todas as células sanguíneas. Existem muitas variações como a coloração de Leishman, Giemsa, Wright ou May-Grünwald. Tratam-se de modificações da coloração a base de corantes Romanovsky. Procedimento Os corantes ficam separados em frascos. Primeiro coloca-se a lâmina no metanol, por alguns segundos. Ou mergulhar por 3 vezes. Segundo coloca-se a lâmina na eosina Terceiro coloca-se a lâmina no metileno Em seguida, enxaguar e deixar secar. Figura 10 - Corantes (Esfregaço). Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. Figura 11 - Lâminas secando, após esfregaço. Fonte – Próprio Autor (2024). _comparativo das amostras. 26 4.2.4.2.5 Interpretação do Leucograma A interpretação do leucograma é feita pelo médico com base nos sintomas do paciente e no seu histórico clínico. Alguns exemplos de condições associadas aos resultados do leucograma incluem: Infecções Bacterianas Agudas: Leucocitose com neutrófilia. Infecções Virais: Linfocitose e, às vezes, leucopenia. Alergias e Infecções Parasitárias: Eosinófilia. Doenças Autoimunes e Crónicas: Monocitose. 4.2.4.3 Reticulócito Um reticulócito é uma célula vermelha do sangue (eritrócito) em um estágio imaturo. Ele representa uma fase intermediária entre o proeritroblasto (a célula precursora) e o eritrócito maduro. Os reticulócitos são liberados da medula óssea para a corrente sanguínea e, em poucos dias, completam seu desenvolvimento, tornando-se eritrócitos completamente funcionais. Essas células têm uma aparência característica, exibindo uma rede de filamentos e organelas remanescentes (que desaparecem à medida que a célula amadurece), visíveis com coloração específica em um exame de sangue. Sua contagem pode fornecer informações sobre a atividade da medula óssea e é usada para avaliar a resposta do corpo a condições como anemia, processos regenerativos e perda de sangue. 4.2.4.3.1 Leitura de Reticulócito A leitura de reticulócitos envolve a contagem dessas células para avaliar a produção de glóbulos vermelhos pela medula óssea. Ela é especialmente útil para determinar se o corpo está compensando adequadamente em casos de anemia, sangramentos ou hemólise (destruição de glóbulos vermelhos). 4.2.4.3.1.1 Principais Etapas da leitura de reticulócito Coleta e preparo da amostra: Uma amostra de sangue é coletada e tratada com um corante específico que destaca os reticulócitos. Corante: O corante mais comum é o azul de cresil brilhante, que reage com os filamentos e restos celulares dentro dos reticulócitos, tornando-os visíveis ao microscópio. 27 Contagem manual (em laboratório tradicional): O técnico observa as células ao microscópio e calcula a proporção de reticulócitos em relação aos eritrócitos totais, geralmente em porcentagem. Contagem automatizada (analisadores automáticos): Os analisadores modernos usam fluxo citométrico para distinguir os reticulócitos de outras células com base em suas propriedades de fluorescência. Cálculo do índice de produção: O número de reticulócitos é corrigido para a taxa de maturação, levando em conta o hematócrito do paciente. Esse cálculo é feito para melhor interpretar o número de reticulócitos em condições de anemia. 4.2.4.3.1.2 Contagem Manual da leitura de reticulócito Coleta de amostra: Coleta-se uma amostra de sangue em um tubo com anticoagulante, geralmente EDTA, para prevenir a coagulação. Preparação do esfregaço: A amostra de sangue é misturada com o corante azul de cresil brilhante, que marca os reticulócitos devido ao RNA residual. Após um tempo de incubação (geralmente de 10 a 15 minutos), a amostra é colocada em uma lâmina de vidro para formar um esfregaço sanguíneo fino. Observação no microscópio: A lâmina é observada sob um microscópio com aumento de 1000x. Os reticulócitos se destacam por apresentarem uma rede de filamentos azulados, que representam o RNA. Contagem e cálculo: Contam-se pelo menos 1.000 eritrócitos no microscópio, observando quantos deles são reticulócitos. Calcula-se a taxa de reticulócitos dividindo o número de reticulócitos pelo total de eritrócitos contados e multiplicando por 100 para obter uma porcentagem. Correção e interpretação: Em pacientes com anemia, a contagem de reticulócitos é ajustada pelo hematócrito, uma vez que o baixo número de eritrócitos pode dar uma impressão errada de uma alta contagem de reticulócitos. Esse ajuste é chamado de Índice de Produção de Reticulócitos (IPR) e ajuda a avaliar a resposta regenerativa real da medula óssea. 28 4.3 Imunologia Segundo Abbas (2010) a imunologia é o estudo do sistema imunológico, que é a defesa natural do corpo contra infecções, doenças e invasores externos, como bactérias, vírus, fungos e toxinas. Esse campo explora como o corpo reconhece e responde a ameaças e também investiga doenças autoimunes, onde o sistema imunológico ataca os próprios tecidos, além de alergias, imunodeficiências e o desenvolvimento de vacinas. A imunologia foi dividida em exames qualitativos, exames quantitativos e testes rápidos. 4.3.1 Exames Qualitativos Os exames de imunologia qualitativos são realizados para identificar a presença de anticorpos e medir a sua quantidade, a partir de uma amostra de sangue, soro ou plasma. Esses anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológicoque protegem o organismo contra agentes invasores, como vírus, bactérias, substâncias químicas e toxinas. 4.3.1.1 Venereal Disease Research (VDRL) 4.3.1.1.1 Procedimento 4.3.1.2 Proteína C Reativa (PCR) 4.3.1.2.1 Procedimento 4.3.1.3 AntieStreptoLisa O (ASLO) 4.3.1.3.1 Procedimento 4.3.1.4 Fator Reumatóide (FR) 4.3.1.4.1 Procedimento 4.3.1.5 Waaler-Rose (W-ROSE) 4.3.1.5.1 Procedimento 29 4.3.2 Exames Quantitativos Os quantitativos servem para medir a gravidade de um determinado número analítico. Caso exista alguma alteração em exames supracitados, os quantitativos são feitos para analisar a gravidade do caso em questão. 4.3.3 Testes Rápido Os testes rápidos de imunologia são exames que podem ser realizados para detectar infecções como HIV, sífilis, hepatites B e C. Eles são realizados com uma amostra de sangue total, obtida por punção venosa, e podem fornecer um diagnóstico em até 30 minutos. Um tipo de teste rápido de imunologia é o teste por fase sólida, que utiliza a metodologia ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay). Neste teste, é utilizado um pente com anticorpos anti-imunoglobulina humana e o antígeno da doença. A amostra do paciente é colocada em contato com os dentes do pente, e a presença de anticorpos é revelada pela formação de círculos coloridos. 4.3.3.1 HCV 4.3.3.1.1 Procedimento 4.3.3.2 HBSag 4.3.3.2.1 Procedimento 4.3.3.3 HIV 4.3.3.3.1 Procedimento 4.3.3.4 VHS 4.3.3.4.1 Procedimento 4.3.3.5 SYPHILIS 4.3.3.5.1 Procedimento 4.3.3.6 B-HCG 4.3.3.6.1 Procedimento 4.3.3.7 TROPONINA 4.3.3.7.1 Procedimento 4.3.3.8 MALÁRIA 4.3.3.8.1 Procedimento 4.3.3.9 DENGUE 4.3.3.9.1 Procedimento 30 5. CONCLUSÃO O estágio em análises clínicas foi fundamental para a consolidação dos conhecimentos teóricos e para o desenvolvimento de habilidades práticas adquiridas ao longo do curso. Este período permitiu-me aplicar técnicas laboratoriais, conhecer os protocolos de segurança e higiene, e compreender a importância do rigor e da precisão no processamento e análise de amostras biológicas. A experiência em ambiente real reforçou a minha capacidade de trabalho em equipa e o sentido de responsabilidade perante a saúde dos pacientes. Durante o estágio, enfrentei desafios que contribuíram para o meu crescimento profissional, como a adaptação ao ritmo exigente do laboratório e o manuseio cuidadoso de equipamentos e substâncias químicas. Estes obstáculos foram superados com o apoio dos supervisores e da equipa, cujo acompanhamento foi crucial para o meu desenvolvimento. Posso afirmar que este estágio me preparou para integrar o mercado de trabalho com uma visão clara sobre a rotina e as exigências do setor de análises clínicas. Acredito que o conhecimento adquirido será uma base sólida para futuras especializações e para a contribuição significativa para o campo das ciências biomédicas. 31 6. REFERÊNCIAS ___________. LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. Disponível em Acessado em 01 de maio de 2024 as 16h52. ANVISA. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução da diretoria colegiada - RDC nº 44, de 17 de agosto de 2009. Disponível em: Acesso em: 2 de maio de 2024. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional de medicamentos. Ministério da Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2001. CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução N°585 de 29 de agosto de 2013. Disponível em Acesso em 8 de maio de 2024 CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Resolução N°586 de 29 de agosto de 2013. Disponível em Acesso em 8 de maio de 2024 CONSELHO FEDERAL DE FÁRMACIA. Resolução nº 357. Disponível em Acesso em 02 de maio de 2024. EMILIANO, João Paulo Mota. 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