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Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 1/8 ALESBELL ALVES CAMPELLO Avaliação Online (Curso Online - Automático) Atividade finalizada em 20/12/2025 13:30:59 (4213391 / 1) LEGENDA Resposta correta na questão # Resposta correta - Questão Anulada X Resposta selecionada pelo Aluno Disciplina: INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS HISTÓRICOS [1736228] - Avaliação com 20 questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos] Turma: Segunda Graduação: Licenciatura em História p/ Licenciados - Grupo: MAIO/2025 - SGice0A220525 [174630] Aluno(a): 91190136 - ALESBELL ALVES CAMPELLO - Respondeu 20 questões corretas, obtendo um total de 50,00 pontos como nota [355760_557 25] Questão 001 Leia. O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação. (BRASIL, BNCC, 2017, p. 347). O texto acima deixa evidente que uma finalidade da história é o surgimento de linhas de análise que defendem a conciliação de tempos e espaços. a de promover um ensino centrado em um tempo específico, o que vivemos. X o conhecimento e reconhecimento da diversidade cultural e dos que são diferentes. a de afirmar as identidades já existentes, reforçando seus laços e formas de validação. a de validar os costumes e usos de um povo perante os outros. [355760_556 65] Questão 002 Do ponto de vista do método, a principal renovação da Escola dos Annales foi X incorporação de novos tipos de documentos, não apenas os escritos. a divulgação das novas pesquisas na revista Anais de História Econômica e Social. uma concepção de tempo cíclica. uma maior permissividade na relação sujeito e objeto. a retomada de um história voltada para os grandes homens e feitos. [355760_569 77] Questão 003 Leia o trecho. “Realidade concreta e viva, submetida à irreversibilidade de seu impulso, o tempo da história, ao contrário, é o próprio plasma em que se engastam os fenômenos e como o lugar de sua inteligibilidade.” (BLOCH, 2001, p.55) Sobre o tempo histórico, o trecho acima diz que é onde se inserem os fenômenos naturais. X é onde se tecem os acontecimentos humanos. sempre foi de difícil inteligibilidade. é passível de repetição. engloba também o tempo geológico e da terra. [355760_557 04] Questão 004 Sobre as fontes históricas, marque a alternativa correta. Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 2/8 Até o século XX, as escritas e oficiais eram as únicas utilizadas. X Até mesmo charges, memes e lista de compras podem ser consideradas fontes válidas. São consideradas válidas apenas as escritas e oficiais. A moderna historiografia consegue produzir conhecimento histórico sem fontes. Possuem graus variados de importância e as escritas tem mais credibilidade. [355760_596 19] Questão 005 Leia o texto para responder às questões 6 e 7. “O desenvolvimento de diferentes áreas de estudo e a sofisticação das pesquisas elaboradas tornam complexa a tarefa de mapear as diversas tendências históricas que se entrecruzam no país, marcadas por uma grande variedade e riqueza, desde então. Das questões femininas e do gênero à masculinidade, da sexualidade às relações raciais, da história do público ao privado, da ciência à religiosidade e à magia, da cultura erudita à cultura popular e à mídia, da história social à história cultural, assistimos a uma crescente produção acadêmica, criativa, instigante e polêmica, nas últimas décadas. De modo geral, essa produção acadêmica procura acompanhar e atualizar-se com os desenvolvimentos teóricos e temáticos que se produzem no exterior, em especial, na França, Inglaterra, Itália, Estados Unidos, de onde vêm nossas principais referências teóricas, metodológicas e temáticas. Contudo, também fica clara a preocupação de trabalharem-se as especificidades locais das experiências históricas tal qual se constituem no país, nos diferentes estados, cidades e municípios e outras regiões, diferindo radicalmente, daquelas vivenciadas em outros contextos históricos. Segundo o texto, a pluralização das abordagens e temáticas que a historiografia brasileira passou nos anos 1990 se deveu ao fato de haver uma demanda por diversidade e novas narrativas advindas dos movimentos sociais haver internacionalização das instituições de ensino superior no Brasil, grandes produtoras de conhecimento histórico. os historiadores perceberem que seria impossível produzir conhecimento histórico sem dialogar com cidades, regiões e estados X os historiadores brasileiros procurarem se atualizar e acompanhar as mudanças ocorridas na historiografia produzida em outras partes modelos historiográficos desenvolvidos pelos próprios historiadores brasileiros terem sido apropriados pela historiografia estrangeira [355760_569 84] Questão 006 Leia o texto. Os gregos antigos tinham três concepções distintas de tempo: chronos, kairós e Aeon. Chronos é o tempo linear, cronológico, marcado pela rigidez matemática, que não admite variações. O Kairós é um tempo indeterminado pelo cronológico. É uma época, como, por exemplo, um momento de seca constante, ou de muitas chuvas, ou uma época de prosperidade. Já o Aeon é o tempo sagrado, também sem uma marcação precisa do cronômetro. Este tempo também tem algumas referências com relação ao movimento dos astros. FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.123-124. O texto revela que desde a Antiguidade havia predomínio do tempo sagrado frente outros tempos. predomínio do tempo ligado à natureza. Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 3/8 desconhecimento do tempo histórico. unicidade nas formas de experimentar o tempo. X concepções distintas e coexistentes de tempo. [355760_557 16] Questão 007 Sobre a relação entre história e etnocentrismo, marque a alternativa correta. as religiões de matriz africana sempre tiveram destaque como religiões etnocêntricas. na antiguidade, a história buscava principalmente compreender esses povos diferentes e não julgá-los. entre as sociedades mais etnocêntricas existentes, destacam-se as indígenas por não terem contato com outros povos. X o questionamento ao etnocentrismo só foi possível devido ao novo entendimento do conceito de cultura, mais amplo. ao longo do tempo, o etnocentrismo sempre foi combatido pela história. [355760_557 24] Questão 008 Leia. “Em outros termos, aproximando por analogia o desconhecido ao conhecido considera-se que a África não tem povo, não tem nação nem Estado; não tem passado, logo, não tem história. O problema posto nessa lógica interpretativa possibilita que o diverso, no caso a África, seja enquadrado, no grau inferior de uma escala evolutiva que classifica os povos como primitivos e civilizados. Mas qual África?”. HERNANDEZ, Leila. “O olhar imperial e a invenção da África”. A África na sala de aula: visita à história contemporânea. 2ª ed. São Paulo: Selo Negro, 2008. P.18. A ideia central da autora é X a lógica de que durante muito tempo prevaleceram nos estudos e análises sobre a África uma perspectiva etnocêntrica. que a existência de uma nação é grau indispensável para o desenvolvimento de um povo. a noção de que o passado africano tem sido bastante estudado pelos historiadores. que a África se encontra em estágio inferior de desenvolvimento. que a África é formada por um conjunto de povos primitivos, mas também de povos civilizados. [355760_557 09] Questão 009 A renovação historiográfica ocorrida noséculo XX, com os “Annales”, promoveu uma transformação na concepção de documento e na relação do historiador com ele. A concepção renovada de documento e de seu uso em sala de aula parte do pressuposto de que o trabalho com diferentes fontes e linguagens pode ser o ponto de partida para a prática do ensino de História. Nesta perspectiva, os documentos são tratados como prova irrefutável da realidade passada e comprovação da narrativa histórica transmitida pelo professor ao aluno. Este então considerado um receptor passivo e preocupado em decorar o conteúdo ensinado. são utilizados como instrumentos didáticos, uma forma do professor motivar o aluno para o conhecimento histórico, esperando-se que, por meio da utilização do documento em sala de aula, o aluno possa ter contato pessoal e próximo com as realidades passadas. são entendidos como ilustrações da narrativa histórica, sendo utilizados para decorar o material didático e torná-lo mais atrativo para os alunos, possibilitando que estes prestem mais atenção às aulas. Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 4/8 são considerados a base do conhecimento histórico, visto que eles falam por si mesmos, cabendo ao professor e aos alunos resignarem-se diante da verdade imanente às fontes históricas. X são compreendidos como vestígios do passado, que devem servir para responder a indagações e problematizações de alunos e professores, com o objetivo de estabelecer um diálogo com o passado e o presente, tendo como referência o conteúdo histórico ensinado. [355760_569 98] Questão 010 Leia o texto. Não podemos deixar de pensar, por exemplo, que em regimes totalitários, a história é abertamente manipulada, regida por necessidades de Estado, e justificadora de determinadas decisões da esfera pública que acabam por interferir profundamente na esfera privada. Exemplos desse processo são aqueles de ordem institucional, inclusive no Brasil do regime militar pós-1964, que desarticulou cursos superiores de história, mesclando-os sob o nome de Estudos Sociais, quando disciplinas orientadas pelo Estado eram inseridas na matriz curricular. A Educação Moral e Cívica (EMC) e a Organização Social e Política Brasileira (OSPB) com conteúdos esvaziados de sentido crítico levam à conformidade ideológica e a comportamentos passivos. Segundo o texto, em regimes autoritários, a história é transformada em disciplinas como Educação Moral e Cívica tem preservada suas matrizes curriculares tem como vocação a adoção de valores de tolerância e respeito X é alvo de manipulações políticas é objeto de intensos debates [355760_556 60] Questão 011 A história, no período medieval, possui como característica marcante uma concepção de tempo linear e voltada para a ideia de progresso. é que o domínio do papado sobre os documentos escritos pouco interferiu na escrita da história. a crença de que os documentos históricos são espelhos da realidade. X o retorno das intervenções divinas no processo histórico. uma forte crítica documental. [355761_569 72] Questão 012 Leia o texto. É que formular um problema é precisamente o começo e o fim de toda a história. Se não há problemas, não há história. Apenas narrações, compilações. Lembrem-se: se não falei de “ciência da história, falei de “estudo cientificamente conduzido”. Estas duas palavras não estavam lá para compor a frase. A fórmula cientificamente conduzida implica duas operações, as mesmas que se encontram na base de qualquer trabalho científico moderno: indicar problemas e formular hipóteses. Duas operações que já os homens do meu tempo se revelavam especialmente perigosas. Porque pôr problemas, ou formular hipóteses, era muito simplesmente trair. Nesse tempo, os historiadores viviam num respeito pueril e devoto pelos “fatos”. Habitava-os a convicção ingênua e tocante de que o sábio era um homem que, ao olhar pelo seu microscópio, aprendia logo uma braçada de fatos (FEBVRE, 1989, p. 31-32). A corrente historiográfica a que pertence o texto acima é escola positivista. Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 5/8 Humanista. Iluminismo. X escola dos Annales. Marxista. [355761_569 86] Questão 013 “Haverá, sim, documentos relevantes no mundo medieval, que serão usados em hagiografias — as biografias dos santos. Não significa, também, que o mundo medieval europeu não produziu documentos que hoje são utilizados por historiadores; o mundo medieval produziu uma quantidade extremamente volumosa de documentos dos mais variados gêneros, cobrindo os mais diferentes campos especulativos, desde aspectos triviais da vida cotidiana até tratados políticos, elementos que, no século XX, redundaram em histórias interessantíssimas das vidas pública e privada, e dos mundos urbano e não urbano medievais que seriam difíceis de serem estruturados levando-se apenas poucos fragmentos, como é o caso de algumas regiões do mundo antigo.” FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.47-48. O objetivo do texto acima é o de valorizar os relatos orais em detrimento dos escritos no mundo medieval a valorização das pessoas comuns como agentes da história o desconhecimento os arquivos como local social de arquivamento de documentos a construção de narrativas focando povos oprimidos e sem cultura escrita X desconstruir a ideia de uma desvalorização das fontes no período medieval. [355761_569 90] Questão 014 Leia o texto. “Na ilha, o conhecimento geral do tempo depende, bastante curiosamente, da direção do vento. Quase todas as cabanas construídas [...] com duas portas uma em frente da outra. […] Se o vento é norte, a porta do sul fica aberta, e o movimento da sombra do umbral sobre o chão da cozinha indica a hora; porém, assim que o vento muda para o sul, a outra porta é aberta […] Quando o vento é do Norte, a velha senhora prepara as minhas refeições com bastante regularidade; mas, nos outros dias, ela frequentemente prepara meu chá às três horas em vez das seis. ” (THOMPSON, 1998. p: 270-271) A causa para a observação da direção do vento, no texto acima, é a de facilitar a convivência dos vizinhos. X organizar temporalmente a vida social. sinalizar o momento de preparo das refeições. adquirir casas que sejam pouco afetadas pelo clima. revelar o hábito daquele povo de tomar chás. Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 6/8 [355761_569 95] Questão 015 “O ano de 2014 é o nosso presente. Mas, baseando-se em Agostinho, concluo que este ano está subdividido em meses, semanas, dias, horas... como dizemos, o presente existe, mas é muito curto. Qual seria o limite para considerarmos algo como presente? Agostinho elabora uma explicação que é ao mesmo tempo simples e genial para estabelecer relações entre passado, presente e futuro: para ele, tanto passado como o futuro só existem em função do presente. O passado é somente rememorado no presente e o futuro só é projetado também no presente. Sabemos o que está ou não está distante de nós temporalmente a partir da comparação com a nossa realidade atual. Agostinho é um dos primeiros filósofos a compreender que o tempo não é algo que está fora do ser humano, ou da sociedade como um todo. O tempo é a sociedade, faz parte dela, não é algo externo, que acontece aleatoriamente. ” FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.126. A contribuição maior de Santo Agostinho para a compreensão do tempo foi a de futuro e passado são insignificantes. X que o tempo é uma construção social. que ele está dividido em passado, presente e futuro. que ele está dividido em meses, semanas e dias. que o passado é a parte mais importante do tempo histórico. [355762_570 09] Questão 016 O que faz que a história surja como disciplina e compreendida como produção das relaçõeshumanas não está ligado unicamente à ânsia da sociedade em buscar respostas para questões econômicas e políticas, ou da necessidade de reunir documentos e elaborar registros. Outras questões perpassam o ofício e o universo do historiador. De que forma se explica essa busca que é oriunda do ofício e do universo do historiador? Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas e reflexões a partir da história e do passado, e delas extrair explicações econômicas, no sentido de justificar as ações dos mercadores de valores e do mundo dos negócios contemporâneos. Trata-se da necessidade de extrair orientação geográfica e temporal com relação a todas as dimensões do planeta Trata-se da necessidade de conseguir elaborar reflexões da história, e delas extrair orientações e sentidos diante das questões e angústias exclusivamente filosóficas que acompanharam o homem ao longo da história da humanidade X Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas da história e do passado, e delas extrair sentidos e significações às questões do presente, passado e futuro, concomitantemente Trata-se da necessidade de conseguir elaborar pesquisas sobre o passado e delas não necessariamente extrair conceitos e sentidos para problemáticas do presente Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 7/8 [355762_569 92] Questão 017 Leia o texto para responder a questão. “Entre o final do século XIX e as primeiras três décadas do século XX, a noção de História foi sacudida, construída e reconstruída a partir de preocupações teórico- metodológicas e temáticas. Frente ao objetivismo e à defesa exacerbada da história política, voltada à exaltação de indivíduos e laudatória, alguns pensadores como François Simiand, Marc Bloch, Lucien Febvre pejoravam a história que era baseada em três ídolos (expressão de Simiand): o indivíduo, a data e o fato. Foram eles que, lançando uma revista nova de história, intitulada Annales d’Histoire Économique et Social, acabaram por articular uma nova forma de se fazer história, a ser difundida pelo grupo designado, posteriormente, de Escola dos Annales. As críticas sobre o documento, dentro desse grupo, seriam feitas por Fernand Braudel, que propunha a expansão ou dilatação do conceito, afirmando que o historiador não deveria apenas se pautar por documentos oficiais para construir seus enredos, mas por documentos diversos que emergiam do todo social. Civilização material, economia e capitalismo, uma coleção de três livros produzia por Braudel representa, certamente, um bom exemplo do que é o historiador, a partir da visão historiográfica dos Annales. Nela, Braudel faz uso de receitas, anotações, mapas, croquis.” FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.47-48. A tese central do texto é a de que a escola dos Annales advogou uma história social dos grandes homens e pensadores ampliou o conceito de documento, ao incluir tanto os escritos oficiais como não-oficiais defendeu uma história política renovou as concepções de documento histórico para compreender melhor a esfera política. X promoveu uma renovação teórico-metodológica nos estudos históricos [355762_596 18] Questão 018 “O desenvolvimento de diferentes áreas de estudo e a sofisticação das pesquisas elaboradas tornam complexa a tarefa de mapear as diversas tendências históricas que se entrecruzam no país, marcadas por uma grande variedade e riqueza, desde então. Das questões femininas e do gênero à masculinidade, da sexualidade às relações raciais, da história do público ao privado, da ciência à religiosidade e à magia, da cultura erudita à cultura popular e à mídia, da história social à história cultural, assistimos a uma crescente produção acadêmica, criativa, instigante e polêmica, nas últimas décadas. De modo geral, essa produção acadêmica procura acompanhar e atualizar-se com os desenvolvimentos teóricos e temáticos que se produzem no exterior, em especial, na França, Inglaterra, Itália, Estados Unidos, de onde vêm nossas principais referências teóricas, metodológicas e temáticas. Contudo, também fica clara a preocupação de trabalharem-se as especificidades locais das experiências históricas tal qual se constituem no país, nos diferentes estados, cidades e municípios e outras regiões, diferindo radicalmente, daquelas vivenciadas em outros contextos históricos. RAGO, Margareth. A ‘nova’ historiografia brasileira. Anos 90, Porto Alegre, nº11, julho 1999. P. 74. O texto acima, de Margareth Rago, analisa a historiografia brasileira dos anos 1990. A ideia central defendida pela autora é a de que a historiografia dos anos 1990 no Brasil X caracterizou-se por uma pluralidade de temas, perspectivas teóricas e influências ampliou seu repertório de temas e abordagens, a partir de um desenvolvimento isolado dos historiadores nacionais Pincel Atômico - 21/12/2025 11:47:45 8/8 militou junto aos movimentos sociais ao defender determinadas pautas e temas historicamente negados aos estudos históricos advogou uma especificidade nas suas temáticas e objetos de estudo frente ao que era feito em outros países promoveu ampliação das temáticas ligadas à diversidade e o recrudescimento dos objetos de estudo [355762_596 20] Questão 019 Julgue as alternativas abaixo sobre a historiografia brasileira dos anos 1970. I- A história tornou-se objeto de saber relevante para vários intelectuais das mais diferentes universidades brasileiras. II- Os estudos históricos estavam sob tutela da ditadura militar e só no fim da década ganharam alguma autonomia. III- Mesmo sob tutela, essa década marcou as primeiras ações de uma nova historiografia no Brasil com temas, propostas e objetos diferentes. As alternativas corretas são X I, II e III. somente I e III somente II somente I e II somente I. [355762_569 99] Questão 020 Leia o texto. “Quase sempre que a história da humanidade nos é apresentada, é a evolução da sociedade europeia que é tomada como modelo de desenvolvimento. Essa posição eurocêntrica é errada: do ponto de vista da história, a evolução da sociedade europeia ocidental, com seu alto grau de desenvolvimento tecnológico, não deve ser um padrão de comparação para se estudar a história de qualquer outra parte do sistema capitalista, como, por exemplo, a América Latina. Não se deve, por meio desse tipo de comparação, julgar se uma sociedade está ‘atrasada’ ou ‘adiantada’ em seu desenvolvimento histórico. Não há uma linha constante e progressiva de desenvolvimento na história da humanidade, para todas as sociedades ou nações. ” BORGES, Vavy Pacheco. O que é história. 2ª ed. Revisada. São Paulo: Brasiliense, 1993. (Coleção Primeiros Passos; 17). P. 51-52. A análise do texto sugere que a crença de que exista um modelo de desenvolvimento da temporalidade nas sociedades gera uma comparação exata. a desconstrução do eurocentrismo. X o etnocentrismo. a valorização das múltiplas experiências. uma valorização da diversidade.