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Questões resolvidas

Leia. O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação.
O texto acima deixa evidente que uma finalidade da história é
a de validar os costumes e usos de um povo perante os outros.
a de afirmar as identidades já existentes, reforçando seus laços e formas de validação.
o conhecimento e reconhecimento da diversidade cultural e dos que são diferentes.
o surgimento de linhas de análise que defendem a conciliação de tempos e espaços.
a de promover um ensino centrado em um tempo específico, o que vivemos.

Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’.
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
As asserções I e II são falsas
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I

As reflexões sobre o tempo histórico, após a Escola dos Annales, promoveram uma revolução na abordagem historiográfica e, no que que tange à temporalidade, atribuíram à longa duração um papel de destaque.
A influência dessa historiografia francesa levou à compreensão da Idade Média como
um período cronológico, entre a Antiguidade e a Idade Moderna, cuja história é atravessada por rupturas e continuidades que se estendem a outras épocas.
uma época entre a queda do Império Romano do Oriente e o fim do Renascimento, na qual se identifica o progresso e a aceleração do tempo.
um período médio entre o início da Antiguidade Tardia e o processo de tomada de Constantinopla pelos turcos, com fortes influências orientais sobre a percepção do tempo cristão.
um período intermediário entre o início da Antiguidade Tardia e o movimento iluminista francês, que denuncia o obscurantismo medieval.
uma época que se estende entre o final do Império Romano do Ocidente e a Revolução Francesa, cujos ideais de liberdade acabam com o Feudalismo.

Do ponto de vista dos métodos, o materialismo histórico não trouxe grandes renovações para a história. Entretanto, do ponto de vista teórico ela foi importante, pois,
apropriou-se da dialética platônica e inverteu-a.
traçou paralelos entre as sociedades antigas e as modernas.
desconsiderou as explorações econômicas e materiais.
aplicou ao processo histórico uma análise crítica do capitalismo.
defendia que havia uma chave para entendimento do de história da humanidade.

Leia. “Em outros termos, aproximando por analogia o desconhecido ao conhecido considera-se que a África não tem povo, não tem nação nem Estado; não tem passado, logo, não tem história. O problema posto nessa lógica interpretativa possibilita que o diverso, no caso a África, seja enquadrado, no grau inferior de uma escala evolutiva que classifica os povos como primitivos e civilizados. Mas qual África?”.
A ideia central da autora é
a lógica de que durante muito tempo prevaleceram nos estudos e análises sobre a África uma perspectiva etnocêntrica.
a noção de que o passado africano tem sido bastante estudado pelos historiadores.
que a existência de uma nação é grau indispensável para o desenvolvimento de um povo.
que a África é formada por um conjunto de povos primitivos, mas também de povos civilizados.
que a África se encontra em estágio inferior de desenvolvimento.

Sobre as instituições em que o historiador pode pesquisar, avalie os itens.
I. Somente em arquivos públicos credenciados.
II. Em arquivos e museus públicos, em monumentos.
III. Em arquivos e museus públicos e privados e outros lugares onde foi arquivado registro dos seres humanos.
I e III
somente III
somente II
somente I
II e III

Leia o texto. (ENADE) Destruídos todos os documentos sobre um determinado período, nada poderia ser dito por um historiador. Uma civilização da qual não tivéssemos nenhum vestígio arqueológico, nenhum texto e nenhuma referência por meio de outros povos, seria como uma civilização inexistente para o profissional de História? A categoria documento define uma parte importante do campo de atuação do historiador e a amplitude de sua busca.
Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes afirmacoes.
I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no século XIX, de que o documento era portador da “verdade dos fatos” não é mais aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como fontes históricas, chegando-se a conceder o estudo de “fonte” a praticamente tudo que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor independentemente do meio social que os conversa.
É correto apenas o que se afirma em II e IV.
I, III e IV.
II e III.
I, II e III.
I e IV.

Leia o texto. É que formular um problema é precisamente o começo e o fim de toda a história. Se não há problemas, não há história. Apenas narrações, compilações. Lembrem-se: se não falei de “ciência da história, falei de “estudo cientificamente conduzido”. Estas duas palavras não estavam lá para compor a frase. A fórmula cientificamente conduzida implica duas operações, as mesmas que se encontram na base de qualquer trabalho científico moderno: indicar problemas e formular hipóteses.
A corrente historiográfica a que pertence o texto acima é
Humanista.
escola positivista.
escola dos Annales.
Marxista.
Iluminismo.

Leia o texto. “Para escrever o que realmente aconteceu, alguns historiadores, como é o caso de Leopold von Ranke, recorreram à legitimação da História por meio do uso de protocolos de pesquisa advindos da heurística documental e de uma racionalização objetiva, na qual a ideia de bom historiador estaria intimamente ligada com a sua capacidade de isentar-se das intenções discursivas dos documentos, na sua habilidade em apresentar-se por meio da imparcialidade e da neutralidade frente às fontes utilizadas.
O procedimento adotado pelos estudos históricos do qual Leopold von Ranke é expoente e descrito no texto é
a não-separação entre sujeito e objeto na crítica das fontes.
a perspectiva etnocêntrica.
a seleção de documentos com base em critérios subjetivos.
a valorização da diversidade de documentos.
a imparcialidade e neutralidade na análise das fontes históricas.

Leia o texto. Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a permanência de procedimentos de repressão dura e violenta.
A tese central da autora é de que
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980.

A década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação que foi a campanha pelas 'Diretas já', em 1984.
A tese central da autora é de que
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980.

A história, no período medieval, possui como característica marcante
A história, no período medieval, possui como característica marcante
uma concepção de tempo linear e voltada para a ideia de progresso.
uma forte crítica documental.
o retorno das intervenções divinas no processo histórico.
a crença de que os documentos históricos são espelhos da realidade.
é que o domínio do papado sobre os documentos escritos pouco interferiu na escrita da história.

Segundo Bourdé e Martin (1983), a história metódica (idealismo alemão) marcada pelo cientificismo faz do historiador um observador passivo da história, utilizando análises objetivas, caracterizadas em eleger os grandes heróis e seus principais feitos.
O idealismo alemão acreditava que o papel do historiador era
determinar os critérios que os historiadores deveriam seguir no trato com as fontes
exclusivamente a de narrar os fatos
louvar o passado nacional
interferir no debate público para esclarecer a verdade
fazer perguntas aos documentos históricos.

Quase sempre que a história da humanidade nos é apresentada, é a evolução da sociedade europeia que é tomada como modelo de desenvolvimento.
A análise do texto sugere que a crença de que exista um modelo de desenvolvimento da temporalidade nas sociedades gera
o etnocentrismo.
a desconstrução do eurocentrismo.
uma comparação exata.
uma valorização da diversidade.
a valorização das múltiplas experiências.

É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro II, explicitaria os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da colonização europeia.
Varhagem é considerado o 'pai da história' no Brasil. Segundo o texto, a característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi
a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira
a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da nacionalidade
a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.
a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a nacionalidade brasileira
que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da nacionalidade brasileira.

O ano de 2014 é o nosso presente. Mas, baseando-se em Agostinho, concluo que este ano está subdividido em meses, semanas, dias, horas... como dizemos, o presente existe, mas é muito curto.
Segundo o texto, o passado e o futuro, para Santo Agostinho,
são significativamente os mesmos em todas as sociedades.
são externos às sociedades.
evidenciam o quanto o presente é curto.
existem em função do tempo presente.
pressupõem que o historiador se livre desses referenciais.

Material
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Questões resolvidas

Leia. O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo, sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos, indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações marcadas pelo conflito ou pela conciliação.
O texto acima deixa evidente que uma finalidade da história é
a de validar os costumes e usos de um povo perante os outros.
a de afirmar as identidades já existentes, reforçando seus laços e formas de validação.
o conhecimento e reconhecimento da diversidade cultural e dos que são diferentes.
o surgimento de linhas de análise que defendem a conciliação de tempos e espaços.
a de promover um ensino centrado em um tempo específico, o que vivemos.

Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais, essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de abandonar a palavra ‘escravo’.
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos interpretativos
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
As asserções I e II são falsas
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I

As reflexões sobre o tempo histórico, após a Escola dos Annales, promoveram uma revolução na abordagem historiográfica e, no que que tange à temporalidade, atribuíram à longa duração um papel de destaque.
A influência dessa historiografia francesa levou à compreensão da Idade Média como
um período cronológico, entre a Antiguidade e a Idade Moderna, cuja história é atravessada por rupturas e continuidades que se estendem a outras épocas.
uma época entre a queda do Império Romano do Oriente e o fim do Renascimento, na qual se identifica o progresso e a aceleração do tempo.
um período médio entre o início da Antiguidade Tardia e o processo de tomada de Constantinopla pelos turcos, com fortes influências orientais sobre a percepção do tempo cristão.
um período intermediário entre o início da Antiguidade Tardia e o movimento iluminista francês, que denuncia o obscurantismo medieval.
uma época que se estende entre o final do Império Romano do Ocidente e a Revolução Francesa, cujos ideais de liberdade acabam com o Feudalismo.

Do ponto de vista dos métodos, o materialismo histórico não trouxe grandes renovações para a história. Entretanto, do ponto de vista teórico ela foi importante, pois,
apropriou-se da dialética platônica e inverteu-a.
traçou paralelos entre as sociedades antigas e as modernas.
desconsiderou as explorações econômicas e materiais.
aplicou ao processo histórico uma análise crítica do capitalismo.
defendia que havia uma chave para entendimento do de história da humanidade.

Leia. “Em outros termos, aproximando por analogia o desconhecido ao conhecido considera-se que a África não tem povo, não tem nação nem Estado; não tem passado, logo, não tem história. O problema posto nessa lógica interpretativa possibilita que o diverso, no caso a África, seja enquadrado, no grau inferior de uma escala evolutiva que classifica os povos como primitivos e civilizados. Mas qual África?”.
A ideia central da autora é
a lógica de que durante muito tempo prevaleceram nos estudos e análises sobre a África uma perspectiva etnocêntrica.
a noção de que o passado africano tem sido bastante estudado pelos historiadores.
que a existência de uma nação é grau indispensável para o desenvolvimento de um povo.
que a África é formada por um conjunto de povos primitivos, mas também de povos civilizados.
que a África se encontra em estágio inferior de desenvolvimento.

Sobre as instituições em que o historiador pode pesquisar, avalie os itens.
I. Somente em arquivos públicos credenciados.
II. Em arquivos e museus públicos, em monumentos.
III. Em arquivos e museus públicos e privados e outros lugares onde foi arquivado registro dos seres humanos.
I e III
somente III
somente II
somente I
II e III

Leia o texto. (ENADE) Destruídos todos os documentos sobre um determinado período, nada poderia ser dito por um historiador. Uma civilização da qual não tivéssemos nenhum vestígio arqueológico, nenhum texto e nenhuma referência por meio de outros povos, seria como uma civilização inexistente para o profissional de História? A categoria documento define uma parte importante do campo de atuação do historiador e a amplitude de sua busca.
Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes afirmacoes.
I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no século XIX, de que o documento era portador da “verdade dos fatos” não é mais aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como fontes históricas, chegando-se a conceder o estudo de “fonte” a praticamente tudo que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor independentemente do meio social que os conversa.
É correto apenas o que se afirma em II e IV.
I, III e IV.
II e III.
I, II e III.
I e IV.

Leia o texto. É que formular um problema é precisamente o começo e o fim de toda a história. Se não há problemas, não há história. Apenas narrações, compilações. Lembrem-se: se não falei de “ciência da história, falei de “estudo cientificamente conduzido”. Estas duas palavras não estavam lá para compor a frase. A fórmula cientificamente conduzida implica duas operações, as mesmas que se encontram na base de qualquer trabalho científico moderno: indicar problemas e formular hipóteses.
A corrente historiográfica a que pertence o texto acima é
Humanista.
escola positivista.
escola dos Annales.
Marxista.
Iluminismo.

Leia o texto. “Para escrever o que realmente aconteceu, alguns historiadores, como é o caso de Leopold von Ranke, recorreram à legitimação da História por meio do uso de protocolos de pesquisa advindos da heurística documental e de uma racionalização objetiva, na qual a ideia de bom historiador estaria intimamente ligada com a sua capacidade de isentar-se das intenções discursivas dos documentos, na sua habilidade em apresentar-se por meio da imparcialidade e da neutralidade frente às fontes utilizadas.
O procedimento adotado pelos estudos históricos do qual Leopold von Ranke é expoente e descrito no texto é
a não-separação entre sujeito e objeto na crítica das fontes.
a perspectiva etnocêntrica.
a seleção de documentos com base em critérios subjetivos.
a valorização da diversidade de documentos.
a imparcialidade e neutralidade na análise das fontes históricas.

Leia o texto. Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a permanência de procedimentos de repressão dura e violenta.
A tese central da autora é de que
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980.

A década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação que foi a campanha pelas 'Diretas já', em 1984.
A tese central da autora é de que
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo da história.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos 1980.

A história, no período medieval, possui como característica marcante
A história, no período medieval, possui como característica marcante
uma concepção de tempo linear e voltada para a ideia de progresso.
uma forte crítica documental.
o retorno das intervenções divinas no processo histórico.
a crença de que os documentos históricos são espelhos da realidade.
é que o domínio do papado sobre os documentos escritos pouco interferiu na escrita da história.

Segundo Bourdé e Martin (1983), a história metódica (idealismo alemão) marcada pelo cientificismo faz do historiador um observador passivo da história, utilizando análises objetivas, caracterizadas em eleger os grandes heróis e seus principais feitos.
O idealismo alemão acreditava que o papel do historiador era
determinar os critérios que os historiadores deveriam seguir no trato com as fontes
exclusivamente a de narrar os fatos
louvar o passado nacional
interferir no debate público para esclarecer a verdade
fazer perguntas aos documentos históricos.

Quase sempre que a história da humanidade nos é apresentada, é a evolução da sociedade europeia que é tomada como modelo de desenvolvimento.
A análise do texto sugere que a crença de que exista um modelo de desenvolvimento da temporalidade nas sociedades gera
o etnocentrismo.
a desconstrução do eurocentrismo.
uma comparação exata.
uma valorização da diversidade.
a valorização das múltiplas experiências.

É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro II, explicitaria os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da colonização europeia.
Varhagem é considerado o 'pai da história' no Brasil. Segundo o texto, a característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi
a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira
a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da nacionalidade
a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.
a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a nacionalidade brasileira
que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da nacionalidade brasileira.

O ano de 2014 é o nosso presente. Mas, baseando-se em Agostinho, concluo que este ano está subdividido em meses, semanas, dias, horas... como dizemos, o presente existe, mas é muito curto.
Segundo o texto, o passado e o futuro, para Santo Agostinho,
são significativamente os mesmos em todas as sociedades.
são externos às sociedades.
evidenciam o quanto o presente é curto.
existem em função do tempo presente.
pressupõem que o historiador se livre desses referenciais.

Prévia do material em texto

Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 1/9
MATHEUS USSAM
JESUS
Avaliação Online (Curso Online - Automático)
Atividade finalizada em 27/01/2023 20:19:10 (444193 / 1)
LEGENDA
Resposta correta na questão
# Resposta correta - Questão Anulada
X Resposta selecionada pelo Aluno
Disciplina:
PRÁTICA PEDAGÓGICA INTERDISCIPLINAR: FUNDAMENTOS E METODOLOGIA DO ENSINO DE HISTÓRIA [493979] - Avaliação com 20
questões, com o peso total de 50,00 pontos [capítulos - Todos]
Turma:
Segunda Graduação: Segunda Graduação 6 meses - Licenciatura em História - Grupo: FPD-FEV2022 - SGegu0A010822 [71014]
Aluno(a):
91343643 - MATHEUS USSAM JESUS - Respondeu 18 questões corretas, obtendo um total de 45,00 pontos como nota
[360038_569
84]
Questão
001
Leia o texto.
Os gregos antigos tinham três concepções distintas de tempo: chronos, kairós e
Aeon. Chronos é o tempo linear, cronológico, marcado pela rigidez matemática, que
não admite variações. O Kairós é um tempo indeterminado pelo cronológico. É uma
época, como, por exemplo, um momento de seca constante, ou de muitas chuvas, ou
uma época de prosperidade. Já o Aeon é o tempo sagrado, também sem uma
marcação precisa do cronômetro. Este tempo também tem algumas referências com
relação ao movimento dos astros.
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.123-124.
O texto revela que desde a Antiguidade havia
predomínio do tempo sagrado frente outros tempos.
predomínio do tempo ligado à natureza.
X concepções distintas e coexistentes de tempo.
desconhecimento do tempo histórico.
unicidade nas formas de experimentar o tempo.
[360038_557
25]
Questão
002
Leia.
O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela constituição
de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conhecimento de um “Outro”, às vezes
semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais em direção a outros
povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se para o mundo,
sempre em movimento e transformação. Em meio a inúmeras combinações dessas
variáveis – do Eu, do Outro e do Nós –, inseridas em tempos e espaços específicos,
indivíduos produzem saberes que os tornam mais aptos para enfrentar situações
marcadas pelo conflito ou pela conciliação. (BRASIL, BNCC, 2017, p. 347).
O texto acima deixa evidente que uma finalidade da história é
a de validar os costumes e usos de um povo perante os outros.
a de afirmar as identidades já existentes, reforçando seus laços e formas de
validação.
X o conhecimento e reconhecimento da diversidade cultural e dos que são diferentes.
o surgimento de linhas de análise que defendem a conciliação de tempos e espaços.
a de promover um ensino centrado em um tempo específico, o que vivemos.
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 2/9
[360038_557
08]
Questão
003
Em um trabalho sobre a escravidão no mundo greco-romano, Lauffer escreveu que a
palavra Sklave, esclave, schiavo, originada na Idade Média, e que a princípio
designava os cativos da guerra eslava na Europa oriental, só pode ser transferida
para a Antiguidade de um modo anacrônico, o que suscita equívocos. Além do mais,
essa palavra lembra a escravidão negra da América do Norte e das regiões coloniais
dos séculos mais recentes, o que dificulta ainda mais a sua aplicação nas relações da
antiguidade. Poucos ou nenhum dos historiadores da antiguidade que participaram da
discussão do trabalho de Lauffer viram com bons olhos essa sugestão radical de
abandonar a palavra ‘escravo’.
FINLEY, M. Uso e abuso da história. São Paulo: Martins Fontes, 1989 (adaptado).
Considerando a reflexão suscitada pelo texto e o estudo da escravidão na
Antiguidade, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. No campo da história, a conexão que se estabelece entre o presente e o passado
pode suscitar anacronismo, o que torna possível a ocorrência de equívocos
interpretativos
PORQUE
II. escolhas teórico-metodológicas realizadas sem reflexão crítica podem repercutir em
completa desfiguração do passado ou da sua relação com o presente.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta
A asserção I é falsa, mas a II é verdadeira
As asserções I e II são falsas
As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I
X As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I
A asserção I é verdadeira, mas a II é falsa
[360038_556
68]
Questão
004
As reflexões sobre o tempo histórico, após a Escola dos Annales, promoveram uma
revolução na abordagem historiográfica e, no que que tange à temporalidade,
atribuíram à longa duração um papel de destaque. A influência dessa historiografia
francesa levou à compreensão da Idade Média como
X
um período cronológico, entre a Antiguidade e a Idade Moderna, cuja história é
atravessada por rupturas e continuidades que se estendem a outras épocas.
uma época entre a queda do Império Romano do Oriente e o fim do Renascimento, na
qual se identifica o progresso e a aceleração do tempo.
um período médio entre o início da Antiguidade Tardia e o processo de tomada de
Constantinopla pelos turcos, com fortes influências orientais sobre a percepção do
tempo cristão.
um período intermediário entre o início da Antiguidade Tardia e o movimento iluminista
francês, que denuncia o obscurantismo medieval.
uma época que se estende entre o final do Império Romano do Ocidente e a
Revolução Francesa, cujos ideais de liberdade acabam com o Feudalismo.
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70]
Questão
005
Marque a alternativa que contém a primeira forma de contar o tempo usada pelos
seres humanos.
Ampulhetas
Máquinas
Calendários
Relógios de pulso
X Natureza
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 3/9
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64]
Questão
006
Do ponto de vista dos métodos, o materialismo histórico não trouxe grandes
renovações para a história. Entretanto, do ponto de vista teórico ela foi importante,
pois,
traçou paralelos entre as sociedades antigas e as modernas.
defendia que havia uma chave para entendimento do de história da humanidade.
desconsiderou as explorações econômicas e materiais.
X aplicou ao processo histórico uma análise crítica do capitalismo.
apropriou-se da dialética platônica e inverteu-a.
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24]
Questão
007
 Leia.
“Em outros termos, aproximando por analogia o desconhecido ao conhecido
considera-se que a África não tem povo, não tem nação nem Estado; não tem
passado, logo, não tem história. O problema posto nessa lógica interpretativa
possibilita que o diverso, no caso a África, seja enquadrado, no grau inferior de uma
escala evolutiva que classifica os povos como primitivos e civilizados. Mas qual
África?”.
HERNANDEZ, Leila. “O olhar imperial e a invenção da África”. A África na sala de
aula: visita à história contemporânea. 2ª ed. São Paulo: Selo Negro, 2008. P.18.
A ideia central da autora é
X
a lógica de que durante muito tempo prevaleceram nos estudos e análises sobre a
África uma perspectiva etnocêntrica.
a noção de que o passado africano tem sido bastante estudado pelos historiadores.
que a existência de uma nação é grau indispensável para o desenvolvimento de um
povo.
que a África é formada por um conjunto de povos primitivos, mas também de povos
civilizados.
que a África se encontra em estágio inferior de desenvolvimento.
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88]
Questão
008
Sobre as instituições em que o historiador pode pesquisar, avalie os itens.
I.Somente em arquivos públicos credenciados.
II. Em arquivos e museus públicos, em monumentos.
III. Em arquivos e museus públicos e privados e outros lugares onde foi arquivado
registro dos seres humanos.
São corretos os itens:
I e III
somente III
somente II
somente I
X II e III
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 4/9
[360038_557
14]
Questão
009
Leia o texto. (ENADE)
Destruídos todos os documentos sobre um determinado período, nada poderia ser
dito por um historiador. Uma civilizaçãoda qual não tivéssemos nenhum vestígio
arqueológico, nenhum texto e nenhuma referência por meio de outros povos, seria
como uma civilização inexistente para o profissional de História? A categoria
documento define uma parte importante do campo de atuação do historiador e a
amplitude de sua busca.
KARNAL, L.; TATSCH, F. G. A memória evanescente. In: PINSKI, C. B.; LUCA, T.R.
O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009, p. 9.
Por trás dos grandes vestígios sensíveis da paisagem, os artefatos ou as máquinas,
por trás dos escritos aparentemente mais insípidos e as instituições aparentemente
mais desligadas daqueles que as criaram, são os homens que a história quer
capturar. Quem não conseguir isso será apenas, no máximo, um serviçal da erudição.
Já o bom historiador se parece com o ogro da lenda. Onde fareja carne humana, sabe
que ali está a sua caça.
BLOCH, M. Apologia a história ou o ofício do historiador. São Paulo: Zahar, 1989, p.
54.
Considerando a necessidade dos historiadores se valerem de registros documentais
para produzir conhecimento e, paralelamente, o enorme alargamento de nossa
compreensão atual do que sejam documentos históricos, avalie as seguintes
afirmações.
I. Apesar das transformações pelas quais passou o campo historiográfico ao longo do
século XX, ainda são os documentos oficiais (via de regra emanados das instâncias
de poder) aqueles que permitem as interpretações efetivamente confiáveis.
II. Para a maioria dos historiadores, na atualidade, a compreensão que prevalecia no
século XIX, de que o documento era portador da “verdade dos fatos” não é mais
aceita, porque se entende que as interpretações sobre o passado se fundamentam no
diálogo construído pelos historiadores envolvendo teoria, eventos e documentos.
III. Durante o século XX ocorreu um alargamento em relação aos objetos de interesse
dos historiadores, o que implicou na ampliação do que se pode considerar como
fontes históricas, chegando-se a conceder o estudo de “fonte” a praticamente tudo
que permita vislumbrar a ação humana.
IV. Um documento histórico não se define como importante a partir de uma
determinada visão de época, ou seja, os documentos existem e mantêm seu valor
independentemente do meio social que os conversa.
É correto apenas o que se afirma em
II e IV.
I, III e IV.
X II e III.
I, II e III.
I e IV.
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78]
Questão
010
Sobre as periodizações do tempo, marque a alternativa correta.
Com a alta relação entre os povos na atualidade, surgiu-se um tempo único.
São poucas as existentes atualmente.
A única importante é a que divide entre antes e depois de Cristo.
São objetos de pouca reflexão historiográfica.
X Constitui em uma construção humana e do historiador e pode ser questionada.
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 5/9
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72]
Questão
011
Leia o texto.
É que formular um problema é precisamente o começo e o fim de toda a história. Se
não há problemas, não há história. Apenas narrações, compilações. Lembrem-se: se
não falei de “ciência da história, falei de “estudo cientificamente conduzido”. Estas
duas palavras não estavam lá para compor a frase. A fórmula cientificamente
conduzida implica duas operações, as mesmas que se encontram na base de
qualquer trabalho científico moderno: indicar problemas e formular hipóteses. Duas
operações que já os homens do meu tempo se revelavam especialmente perigosas.
Porque pôr problemas, ou formular hipóteses, era muito simplesmente trair. Nesse
tempo, os historiadores viviam num respeito pueril e devoto pelos “fatos”. Habitava-os
a convicção ingênua e tocante de que o sábio era um homem que, ao olhar
pelo seu microscópio, aprendia logo uma braçada de fatos (FEBVRE, 1989, p. 31-32).
 
A corrente historiográfica a que pertence o texto acima é
Humanista.
escola positivista.
X escola dos Annales.
Marxista.
Iluminismo.
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88]
Questão
012
Leia o texto.
“Para escrever o que realmente aconteceu, alguns historiadores, como é o caso de
Leopold von Ranke, recorreram à legitimação da História por meio do uso de
protocolos de pesquisa advindos da heurística documental e de uma racionalização
objetiva, na qual a ideia de bom historiador estaria intimamente ligada com a sua
capacidade de isentar-se das intenções discursivas dos documentos, na sua
habilidade em apresentar-se por meio da imparcialidade e da neutralidade frente às
fontes utilizadas. Uma boa história seria aquela capaz de ser contada pelo historiador,
a partir das fontes em si.”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.47-48.
O procedimento adotado pelos estudos históricos do qual Leopold von Ranke é
expoente e descrito no texto é
a não-separação entre sujeito e objeto na crítica das fontes
a perspectiva etnocêntrica
a seleção de documentos com base em critérios subjetivos
a valorização da diversidade de documentos
X a imparcialidade e neutralidade na análise das fontes históricas
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 6/9
[360039_570
16]
Questão
013
Leia o texto.
Essa também foi a década (1980) em que começaram a se expandir e a dar frutos os
programas de pós-graduação de várias instituições universitárias, que cresceram em
função das políticas do governo do general Geisel (1974-79), também responsável
pelo início de um processo de "abertura lenta e gradual" que, contudo, não excluiu a
permanência de procedimentos de repressão dura e violenta. Mas, de toda forma, a
década de 1980, no Brasil, foi a da anistia (1979), a do desenvolvimento dos
movimentos sociais e a de uma luta vigorosa pelo fim do regime militar, presidida pela
palavra de ordem da redemocratização e materializada na expressiva manifestação
que foi a campanha pelas "Diretas já", em 1984.
GOMES, Ângela de Castro. Questão social e historiografia no Brasil do pós-1980:
notas para um debate. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, nl) 34, julho-dezembro
de 2004, p. 157-186.
 
A tese central da autora é de que
X
as mudanças sociais ocorridas nos anos 1980 pressionaram às mudanças no campo
da história.
ainda havia censura na historiografia feita nos anos 1980.
houve crescimento dos programas de pós-graduação em história.
havia luta vigorosa dos movimentos sociais pela abertura política.
houve retrocessos nos movimentos sociais e avanços no campo da história nos anos
1980.
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61]
Questão
014
A história, no período medieval, possui como característica marcante
uma concepção de tempo linear e voltada para a ideia de progresso.
uma forte crítica documental.
X o retorno das intervenções divinas no processo histórico.
a crença de que os documentos históricos são espelhos da realidade.
é que o domínio do papado sobre os documentos escritos pouco interferiu na escrita
da história.
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75]
Questão
015
Leia o texto.
“Segundo Bourdé e Martin (1983), a história metódica (idealismo alemão) marcada
pelo cientificismo faz do historiador um observador passivo da história, utilizando
análises objetivas, caracterizadas em eleger os grandes heróis e seus principais
feitos. Portanto, o papel do historiador consiste em apenas narrar um assunto e a
única habilidade restringe-se a retirar do documento todas as informações que
apresentavam e não acrescentar nada, como se o documento falasse por si só.”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.82.
O idealismo alemão acreditava que o papel do historiador era
determinar os critérios que os historiadores deveriam seguir no trato com as fontes
X exclusivamente a de narrar os fatos
louvar o passado nacional
interferir no debate público para esclarecer a verdade
fazer perguntas aos documentos históricos.
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 7/9
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60]
Questão
016
A história,no período medieval, possui como característica marcante
é que o domínio do papado sobre os documentos escritos pouco interferiu na escrita
da história.
uma forte crítica documental.
a crença de que os documentos históricos são espelhos da realidade.
X o retorno das intervenções divinas no processo histórico.
uma concepção de tempo linear e voltada para a ideia de progresso.
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99]
Questão
017
Leia o texto.
“Quase sempre que a história da humanidade nos é apresentada, é a evolução da
sociedade europeia que é tomada como modelo de desenvolvimento. Essa posição
eurocêntrica é errada: do ponto de vista da história, a evolução da sociedade europeia
ocidental, com seu alto grau de desenvolvimento tecnológico, não deve ser um padrão
de comparação para se estudar a história de qualquer outra parte do sistema
capitalista, como, por exemplo, a América Latina. Não se deve, por meio desse tipo de
comparação, julgar se uma sociedade está ‘atrasada’ ou ‘adiantada’ em seu
desenvolvimento histórico.
Não há uma linha constante e progressiva de desenvolvimento na história da
humanidade, para todas as sociedades ou nações. ”
BORGES, Vavy Pacheco. O que é história. 2ª ed. Revisada. São Paulo: Brasiliense,
1993. (Coleção Primeiros Passos; 17). P. 51-52.
A análise do texto sugere que a crença de que exista um modelo de desenvolvimento
da temporalidade nas sociedades gera
o etnocentrismo.
X a desconstrução do eurocentrismo.
uma comparação exata.
uma valorização da diversidade.
a valorização das múltiplas experiências.
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17]
Questão
018
Leia o texto.
É Francisco Adolfo Varnhagen que, em carta ao imperador dom Pedro lI, explicitaria
os fundamentos definidores da identidade nacional brasileira enquanto herança da
colonização europeia. Diz ele a propósito do posicionamento de sua obra História
Geral do Brasil frente à discussão do problema nacional:
"Em geral busquei inspirações de patriotismo sem ser no ódio a portugueses, ou à
estrangeira Europa, que nos beneficia com ilustração; tratei de pôr um dique à tanta
declamação e servilismo à democracia; e procurei ir disciplinando produtivamente
certas ideias soltas de nacionalidade . . .”
GUIMARÃES, Manoel Salgado. Nação e civilização nos trópicos: O Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional. Estudos Históricos, Rio
de Janeiro, nº 1, 1998, p. 6.
Varhagem é considerado o “pai da história” no Brasil. Segundo o texto, a
característica marcante da historiografia produzida no Segundo Reinado foi
X a defesa do legado colonial português na formação da nacionalidade brasileira
a repulsa ao elemento estrangeiro, notadamente o português na formação da
nacionalidade
a alegação de que o patriotismo seria o traço definidor da nacionalidade brasileira.
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 8/9
a ideia de que era preciso avançar na pauta democrática para consolidar a
nacionalidade brasileira
que a obra História Geral do Brasil teve papel secundário na definição da
nacionalidade brasileira.
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93]
Questão
019
Leia o texto para responder à questão:
“O ano de 2014 é o nosso presente. Mas, baseando-se em Agostinho, concluo que
este ano está subdividido em meses, semanas, dias, horas... como dizemos, o
presente existe, mas é muito curto. Qual seria o limite para considerarmos algo como
presente? Agostinho elabora uma explicação que é ao mesmo tempo simples e genial
para estabelecer relações entre passado, presente e futuro: para ele, tanto passado
como o futuro só existem em função do presente. O passado é somente rememorado
no presente e o futuro só é projetado também no presente. Sabemos o que está ou
não está distante de nós temporalmente a partir da comparação com a nossa
realidade atual.
Agostinho é um dos primeiros filósofos a compreender que o tempo não é algo que
está fora do ser humano, ou da sociedade como um todo. O tempo é a sociedade, faz
parte dela, não é algo externo, que acontece aleatoriamente. ”
FRANÇA, Cyntia Simioni. Introdução aos estudos históricos / Cyntia Simioni
França, Evandro André de Souza, Julho Zamariam, Jó Klanovicz, Paulo César dos
Santos. – Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014. P.126.
 
Segundo o texto, o passado e o futuro, para Santo Agostinho,
são significativamente os mesmos em todas as sociedades.
são externos às sociedades.
evidenciam o quanto o presente é curto.
X existem em função do tempo presente.
pressupõem que o historiador se livre desses referenciais.
[360040_596
18]
Questão
020
“O desenvolvimento de diferentes áreas de estudo e a sofisticação das pesquisas
elaboradas tornam complexa a tarefa de mapear as diversas tendências históricas
que se entrecruzam no país, marcadas por uma grande variedade e riqueza, desde
então. Das questões femininas e do gênero à masculinidade, da sexualidade às
relações raciais, da história do público ao privado, da ciência à religiosidade e à
magia, da cultura erudita à cultura popular e à mídia, da história social à história
cultural, assistimos a uma crescente produção acadêmica, criativa, instigante e
polêmica, nas últimas décadas.
De modo geral, essa produção acadêmica procura acompanhar e atualizar-se com os
desenvolvimentos teóricos e temáticos que se produzem no exterior, em especial, na
França, Inglaterra, Itália, Estados Unidos, de onde vêm nossas principais referências
teóricas, metodológicas e temáticas. Contudo, também fica clara a preocupação de
trabalharem-se as especificidades locais das experiências históricas tal qual se
constituem no país, nos diferentes estados, cidades e municípios e outras regiões,
diferindo radicalmente, daquelas vivenciadas em outros contextos históricos.
RAGO, Margareth. A ‘nova’ historiografia brasileira. Anos 90, Porto Alegre, nº11, julho
1999. P. 74.
O texto acima, de Margareth Rago, analisa a historiografia brasileira dos anos 1990. A
ideia central defendida pela autora é a de que a historiografia dos anos 1990 no Brasil
ampliou seu repertório de temas e abordagens, a partir de um desenvolvimento
isolado dos historiadores nacionais
caracterizou-se por uma pluralidade de temas, perspectivas teóricas e influências
Pincel Atômico - 23/02/2023 15:52:35 9/9
advogou uma especificidade nas suas temáticas e objetos de estudo frente ao que era
feito em outros países
militou junto aos movimentos sociais ao defender determinadas pautas e temas
historicamente negados aos estudos históricos
X
promoveu ampliação das temáticas ligadas à diversidade e o recrudescimento dos
objetos de estudo

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