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CLÍNICA CIRÚRGICA 
NUTRIÇÃO PERIOPERATÓRIA
refere-se ao manejo nutricional do paciente no período pré, trans e pós-
operatório
😷 O período perioperatório é dividido em:
Pré-operatório: dias a semanas antes da cirurgia
Transoperatório: durante o ato cirúrgico (preparo metabólico e 
glicêmico)
Pós-operatório: fase imediata (até 48h) e tardia
OBJETIVO reduzir complicações infecciosas, preservar a massa magra, 
modular a resposta inflamatória ao trauma cirúrgico e acelerar a recuperação
a DESNUTRIÇÃO perioperatória está associada a:
aumento da mortalidade e morbidade
maior risco de infecção, deiscência de anastomoses e complicações 
respiratórias
maior tempo de internação e custos hospitalares
pior cicatrização e recuperação funcional
AVALIAÇÃO 
antes da cirurgia, deve-se avaliar o estado nutricional do paciente por 
meio de:
CLÍNICA CIRÚRGICA 1
Exames clínicos e antropométricos IMC, perda de peso 10% em 6 
meses, circunferência braquial
Exames laboratoriais: albumina sérica 3,5 g/dL sugere risco), pré-
albumina, proteína C reativa PCR
Ferramentas específicas NRS2002, MUST, SGA Subjective Global 
Assessment)
OBS pode ser feito imunonutrientes meses antes da cirurgia para aqueles 
casos de pacientes de risco que irão realizar procedimento de grande porte 
PROTOCOLO ACERTO 
criado no Brasil em 2005, inspirado no ERAS Enhanced Recovery After 
Surgery) europeu, mas adaptado à realidade brasileira
ACERTO significa Aceleração da Recuperação Total Pós-Operatória
são condutas multiprofissionais (cirurgia, anestesia, enfermagem, nutrição, 
fisioterapia) que visam reduzir complicações e acelerar a recuperação após 
cirurgias, por meio da modificação de práticas tradicionais que já se 
mostraram obsoletas
possui diversos objetivos, sendo que um deles é a melhora do estado 
funcional e nutricional do paciente 
evita práticas desatualizadas (jejum prolongado, sondas de rotina, reposição 
hídrica excessiva)
MEDIDAS DO PROTOCOLO 
pré-operatório 
Jejum abreviado: evitar líquidos claros até 2h antes da cirurgia; 
sólidos até 6h
Carga de carboidrato: realizar maltodextrina até 2h antes da indução 
anestésica → reduz resistência insulínica, reduz hipoglicemia, melhora 
conforto do paciente
Suspensão de preparo intestinal rotineiro: feito só em casos 
estritamente necessários → consiste em esvaziar o cólon antes de 
CLÍNICA CIRÚRGICA 2
cirurgias abdominal com o uso de laxantes e enemas 
Suspensão da tricotomia rotineira: feito somente quando os pelos 
atrapalham o campo cirúrgico por meio de uma máquina elétrica e 
nunca com uma lâmina
Profilaxia antibiótica racional feito somente quando indicada, próxima 
da indução anestésica
transoperatório 
Restrição de reposição hídrica (evitar excesso de soro) → 
anteriormente era feito muito soro mas acabava causando edema, 
maior risco de complicação pulmonar e maior tempo de recuperação
Controle da temperatura corporal → manter a temperatura entre 3637 
°C 
Analgesia multimodal (uso combinado de diferentes classes) → reduz 
uso de opioides que possuem efeitos colaterais importantes
Controle glicêmico rigoroso (evitar hiperglicemia 180 mg/dL
Pacientes críticos podem receber nutrição parenteral intraoperatória 
em casos selecionados (longas cirurgias, desnutrição grave)
pós-operatório 
Retirada precoce de sondas e drenos (quando não houver 
contraindicação) → reduz risco de infecções, dores, retardo da 
mobilização
Nutrição precoce: iniciar dieta oral ou enteral em até 24h, sempre que 
possível
Incentivar mobilização precoce (levantar da cama no mesmo dia ou 
no dia seguinte) → diminui o risco de TVP e TEP
Uso racional de antibióticos (evitar esquemas prolongados sem 
necessidade)
RESULTADOS 
Redução do tempo de internação em até 3040%
CLÍNICA CIRÚRGICA 3
Menor taxa de complicações infecciosas
Melhora na satisfação do paciente
Redução de custos hospitalares
AFECÇÕES BENIGNAS DA PELE
as lesões benignas da pele podem ser classificadas de acordo com a sua 
origem (pelo tipo de estrutura cutânea da qual derivam)
CERATOSE SEBORREICA 
APARÊNCIA  geralmente são nódulos ou placas hipercrômicas, têm uma 
aparência "colada" na pele com textura verrucosa, cerosa ou escamosa, 
raramente pedunculadas
LOCALIZAÇÃO  qualquer parte do corpo, mas são mais frequentes no rosto, 
couro cabeludo, peito, costas e ombros
SINTOMAS  são indolores e assintomáticas (em algumas situações, podem 
causar coceira ou irritação, principalmente se estiverem em áreas que sofrem 
atrito com roupas)
FATORES DE RISCO  envelhecimento, genética, exposição ao sol
MÉTODOS DE REMOÇÃO  crioterapia, curetagem e eletrocoagulação, ácidos 
ou laser 
se origina da epiderme 
FIBROMA MOLE (ACROCÓRDON)
CLÍNICA CIRÚRGICA 4
APARÊNCIA  pequena lesão pendurada na pele por um pedículo (uma haste 
fina), por isso a aparência "mole", a cor geralmente é a mesma da pele ou 
mais escura, a superfície é lisa e macia ao toque, o tamanho varia de 1 a 5 
milímetros (em alguns casos pode ser maior)
LOCALIZAÇÃO  aparece principalmente em áreas de atrito da pele como 
pescoço, axilas, virilha e pálpebras
SINTOMAS  geralmente é assintomático, não causa dor ou coceira (pode se 
tornar doloroso e inflamado se for torcido, irritado por roupas ou joias, ou 
arrancado acidentalmente)
FATORES DE RISCO  atrito, idade, obesidade, gravidez, resistência insulínica 
MÉTODOS DE REMOÇÃO  exérese por tesoura, crioterapia, cauterização, 
ligadura 
se origina do tecido conjuntivo da derme 
LIPOMAS 
APARÊNCIA  são caroços macios, indolores e fáceis de mover quando 
pressionados com o dedo, possuem uma consistência borrachuda ou pastosa
LOCALIZAÇÃO  geralmente se formam no pescoço, ombros, costas, 
abdômen, braços e coxas
CRESCIMENTO  crescem lentamente e raramente ultrapassam alguns 
centímetros de diâmetro
SINTOMAS  raramente causam dor, a menos que comprimam um nervo 
próximo
CLÍNICA CIRÚRGICA 5
FATORES DE RISCO  genética, idade, histórico de trauma
MÉTODOS DE REMOÇÃO  geralmente não é necessário, já que os lipomas 
são benignos e não causam problemas de saúde, caso precise (por razões 
estéticas ou dor), excissão cirúrgica, lipoaspiração, injeção de esteroides
se origina do tecido adiposo da camada subcutânea 
NEUROMAS 
é um tumor cutâneo originado no nervo
NEUROMA TRAUMÁTICO
Localização: Surge em áreas onde um nervo foi danificado, como após 
uma cirurgia, amputação ou trauma
Aparência: Pode ser um pequeno caroço ou nódulo firme sob a pele
Sintomas: frequentemente doloroso, especialmente quando pressionado, 
a dor pode ser descrita como queimação, choque elétrico ou pontadas, e 
pode se espalhar para áreas inervadas pelo nervo afetado
NEUROMA DE MORTON
Localização: Ocorre especificamente no pé, entre os ossos dos dedos 
(mais comum entre o terceiro e o quarto dedo)
Aparência: não é visível por fora, mas pode ser sentido como um 
espessamento
CLÍNICA CIRÚRGICA 6
Sintomas: dor aguda ou queimação no pé, formigamento ou dormência 
nos dedos, como se estivesse pisando em uma pedra (frequentemente 
associado ao uso de sapatos apertados)
DERMATOFIBROMA
também conhecido como histiocitoma fibroso cutâneo
se desenvolve na derme
APARÊNCIA  nódulo firme e bem definido, sua cor varia, podendo ser 
marrom, avermelhada, rosa ou roxa
LOCALIZAÇÃO  mais comum nas pernas, especialmente na parte inferior, 
mas também pode aparecer nos braços e no tronco
SINTOMAS  geralmente, a lesão é assintomática, mas pode ser sensível ao 
toque ou causar coceira ocasional (possui o sinal da covinha: ao comprimir a 
pele ao redor da lesão com os dedos, ela afunda e forma uma pequena 
depressão no centro)
TAMANHO E CRESCIMENTO  varia de poucos milímetros a cerca de 1 
centímetro, e a lesão tende a crescer lentamente e, em seguida, estabilizar
FATOR DE RISCO  trauma local 
MÉTODOS DE REMOÇÃO  excisão cirúrgica, crioterapia
CLÍNICA CIRÚRGICA 7
HEMANGIOMA DA INFÂNCIA 
também conhecido como "mancha de morangoˮ
é o tumor vascular devido um crescimento rápidoe anormal de vasos 
sanguíneos
não estão presentes no nascimento na maioria dos casos, mas aparecem nas 
primeiras semanas de vida
FASES DE CRESCIMENTO 
Fase de Proliferação Crescimento): nas primeiras semanas de vida, a 
lesão cresce rapidamente e pode ficar mais espessa, inchada e com uma 
cor vermelha viva (geralmente dura cerca de 6 a 9 meses, mas pode se 
estender até 1 ano de idade)
Fase de Estabilização: o tamanho e aparência se mantêm inalterados por 
um período
Fase de Involução Regressão): começa a diminuir de tamanho e a 
clarear, geralmente a partir do primeiro ano de vida (cor vermelha 
esmaece para um cinza-arroxeado, e a lesão pode deixar uma pele mais 
clara e um pouco flácida no local), a regressão completa pode levar de 5 a 
10 anos.
classificação 
CLÍNICA CIRÚRGICA 8
Superficial: aparecem na superfície da pele como uma protuberância 
vermelha e brilhante, com a textura de um morango
Profundo: a pele pode parecer azulada ou inchada, e a lesão pode ser 
macia ao toque
Misto: combina características de ambos os tipos
TRATAMENTO 
propranolol é um medicamento betabloqueador que se tornou o 
tratamento de primeira escolha → age diminuindo o crescimento dos 
vasos sanguíneos, fazendo com que o hemangioma regrida mais 
rapidamente
Pomadas ou géis com betabloqueadores (como o timolol)
tratamento a laser 
LESÕES PRÉ-CANCEROSAS (DISPLASIA)
são condições em que as células de um tecido, como a pele ou a mucosa, 
começam a mudar de forma e comportamento, mas ainda não se tornaram 
CLÍNICA CIRÚRGICA 9
câncer 
Displasia leve: As células têm poucas alterações e o risco de progressão para 
câncer é baixo
Displasia moderada: As alterações são mais visíveis e o risco é intermediário
Displasia grave: As células estão muito alteradas, o risco de se tornarem um 
câncer invasivo é alto
displasia grave é muitas vezes chamada de carcinoma in situ → o câncer 
já se formou, mas ainda está confinado ao local original, sem invadir 
tecidos vizinhos
CERATOSE ACTÍNICA (QUERATOSE SOLAR)
lesão pré-cancerosa de pele mais comum
é causada pela exposição crônica e cumulativa à radiação ultravioleta UV do 
sol
APARÊNCIA  são múltiplas e pequenas 26 mm) manchas ásperas, secas 
ou escamosas, podem ter a cor da pele, ser avermelhadas ou até 
acastanhadas
LOCALIZAÇÃO  áreas do corpo que recebem muita luz solar
RISCO  pequena porcentagem de ceratoses actínicas pode evoluir para um 
carcinoma espinocelular Risco de transformação em CEC 1 1000
MANEJO  remoção com crioterapia (congelamento com nitrogênio líquido), 
até o uso de cremes tópicos ou terapia fotodinâmica (proteção solar é a 
medida mais importante para prevenir novas lesões)
CLÍNICA CIRÚRGICA 10
QUEILITE ACTÍNICA 
é uma forma de ceratose actínica que afeta especificamente o lábio inferior
APARÊNCIA  lábio inferior fica ressecado, com fissuras, inchaço e pode 
apresentar manchas esbranquiçadas ou áreas de atrofia (afinamento da pele)
RISCO  risco maior de se tornar um carcinoma espinocelular de lábio, que 
pode ser mais agressivo
DOENÇA DE BOWER (CARCINOMA ESPINOCELULAR IN SITU)
é uma lesão que, na verdade, já é um carcinoma espinocelular, mas que 
ainda não invadiu as camadas mais profundas da pele
CLÍNICA CIRÚRGICA 11
é um tipo de lesão intraepidérmica
APARÊNCIA  Placa avermelhada, bem delimitada, que pode ser escamosa e 
apresentar crostas (pode ser confundida com eczema ou psoríase), bordar 
irregulares e bem delimitadas, 
LOCALIZAÇÃO  qualquer parte do corpo, mas é mais comum em áreas 
expostas ao sol, como pernas e tronco
RISCO  se não tratada, pode evoluir para um carcinoma espinocelular 
invasivo
MENEJO  remoção cirúrgica
AFECÇÕES MALIGNAS DA PELE
as principais afecções malignas da pele (câncer de pele) são: carcinoma 
basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma 
CLÍNICA CIRÚRGICA 12
NEOPLASIAS DE PELE NÃO MELANOMA 
são as neoplasias malignas de pele mais frequente no Brasil  30% dos 
casos de neoplasia maligna 
é o tipo mais frequente e de menor mortalidade
mais frequente a partir dos 40 anos
tem relação direta com a exposição solar 
CARCINOMA BASOCELULAR (CBC)
câncer de pele mais frequente 80% dos casos)
se desenvolve nas células da camada mais profunda da epiderme, a camada 
basal
APARÊNCIA  pode ter várias formas:
Lesão Nodular-ulcerativa: Apresenta-se como um nódulo perláceo 
(translúcido e brilhante), com bordas elevadas e, frequentemente, uma 
telangiectasia (dilatação de pequenos vasos sanguíneos) visível na 
superfície → pode evoluir para uma úlcera central que não cicatriza
Variante Morfeiforme: Uma placa esclerodermiforme (semelhante a uma 
cicatriz, dura ao toque), com margens mal definidas
Variante Superficial: Uma placa eritematosa (avermelhada) e 
descamativa, que pode ser confundida com dermatite (inflamação da 
pele) ou psoríase
exibe um crescimento local e insidioso, com invasão tissular (destruição dos 
tecidos adjacentes), mas raramente apresenta metástase (disseminação para 
outros órgãos)
TRATAMENTO  exérese cirúrgica (remoção da lesão com margem de 
segurança) é o padrão-ouro, eletrodissecação e curetagem, crioterapia, 
radioterapia 
CLÍNICA CIRÚRGICA 13
CARCINOMA ESPINOCELULAR (CEC)
é a segunda neoplasia cutânea mais comum, com origem nos ceratinócitos 
(células da epiderme)
se desenvolve nas células da camada espinhosa da epiderme (acima da 
camada basal)
geralmente, é precedido por uma ceratose actínica (lesão pré-cancerosa) ou 
outras lesões pré-malignas
APARÊNCIA  pode se manifestar como um nódulo firme, hiperceratótico 
(com excesso de queratina), ou como uma úlcera crônica que não cicatriza
RISCO  é mais agressivo que o CBC, com potencial de metástase linfonodal 
(para os gânglios linfáticos) e à distância, especialmente se a lesão for 
grande, mal diferenciada ou localizada em áreas de alto risco (lábios, orelhas)
CLÍNICA CIRÚRGICA 14
TRATAMENTO  excisão cirúrgica e radioterapia adjuvante (dependendo do 
estadiamento)
MELANOMA 
é a neoplasia de pele mais letal, originada nos melanócitos (células 
produtoras de pigmento)
sua capacidade de metástase é alta e precoce
APARÊNCIA  assimetria, bordar irregulares, cor variável (preto, castanho, 
vermelho, azul), diâmetro superior a 6 mm
CLÍNICA CIRÚRGICA 15
FATORES DE RISCO  exposição solar intermitente intensa (queimaduras 
solares), nevos atípicos (pintas com características incomuns), histórico 
familiar e fototipo (tipo de pele) baixo
TRATAMENTO  excisão cirúrgica ampla, dissecção de linfonodos (em casos 
avançados) e imunoterapia 
CLÍNICA CIRÚRGICA 16
DERMATOSES DA INFÂNCIA 
são muito comuns e podem ter causas infecciosas, inflamatórias, genéticas ou 
ambientais
DERMATITE ATÓPICA (ECZEMA)
é a doença inflamatória crônica da pele mais comum na infância, com uma 
prevalência significativa, especialmente em países desenvolvidos
APARÊNCIA  pele xerótica (seca) e prurido intenso (coceira), lesões 
eritematosas (avermelhadas) podendo ser papulares (lesões elevadas) ou 
formar placas liquenificadas (espessadas e com sulcos acentuados) devido 
ao ato de coçar
LOCALIZAÇÃO 
Lactentes (bebês): Afeta a face (bochechas), couro cabeludo e superfícies 
extensoras (cotovelos e joelhos)
Crianças maiores: Acomete as superfícies flexoras, como as dobras dos 
cotovelos e joelhos, pescoço e pulsos
MANEJO 
hidratação intensiva com emolientes
CLÍNICA CIRÚRGICA 17
uso de corticosteroides tópicos em crises agudas para reduzir a 
inflamação
anti-histamínicos orais para aliviar o prurido
o controle de alérgenos e irritantes é crucial
DERMATITE SEBORREICA (CROSTA LÁCTEA)
condição inflamatória da pele que afeta áreas ricas em glândulas sebáceas
acredita-se que esteja relacionada à superprodução de sebo, estimulada por 
hormônios maternos, e à proliferação do fungo Malassezia furfur
APARÊNCIA  no couro cabeludo do lactente, manifesta-se como placas 
oleosas e amareladas, que podem ser espessas e descamativas, raramente 
causa prurido, pode também acometer a face e a regiãodas fraldas
MENEJO  condição benigna e autolimitada, remoção suave das crostas com 
vaselina ou óleos minerais antes do banho, e lavagem com xampus suaves
CLÍNICA CIRÚRGICA 18
MILIÁRIA (BROTOEJA)
é uma dermatose comum em climas quentes e úmidos
ocorre devido à oclusão dos ductos das glândulas sudoríparas, o que impede 
a saída do suor e resulta na formação de pequenas lesões
APARÊNCIA  pequenas pápulas ou vesículas (pequenas bolhas) 
transparentes ou avermelhadas
LOCALIZAÇÃO  áreas de maior atrito e acúmulo de suor, como pescoço, 
tórax, axilas e dobras
MANEJO  manter a criança em local fresco, arejado e com roupas leves de 
algodão (uso de talco sem perfume pode ajudar a absorver a umidade)
DERMATITE DE FRALDAS (ASSADURA)
é a inflamação da pele na área coberta pela fralda
resulta da combinação de umidade, fricção, e exposição prolongada à urina e 
fezes (com aumento do pH
pode haver infecção secundária por Candida albicans (uma levedura) em 
casos mais graves
APARÊNCIA  eritema (vermelhidão) e esfoliação da pele, em casos de 
candidíase, as lesões são mais intensas, com satélites (pequenas pápulas 
avermelhadas ao redor da área principal)
MANEJO  troca frequente de fraldas, limpeza suave com água e sabão 
neutro, e uso de pomadas barreira contendo óxido de zinco ou petrolato, no 
caso de candidíase, é necessário o uso de antifúngicos tópicos
CLÍNICA CIRÚRGICA 19
IMPETIGO
é uma infecção bacteriana da pele, altamente contagiosa
causada principalmente por Staphylococcus aureus ou Streptococcus 
pyogenes → a entrada da bactéria ocorre através de pequenas fissuras ou 
lesões na pele
APARÊNCIA 
Impetigo não bolhoso: Caracterizado por pápulas que evoluem para 
vesículas ou pústulas, que se rompem e formam crostas de cor melicérica 
(semelhante ao mel).
Impetigo bolhoso: Forma bolhas flácidas que se rompem, deixando uma 
área úmida e avermelhada.
MANEJO  antibióticos tópicos 
CLÍNICA CIRÚRGICA 20
INCISÕES 
incisão é um corte cirúrgico planejado na pele e nos tecidos subjacentes → 
deve permitir um acesso adequado ao local da cirurgia, sem comprometer a 
visualização ou a manipulação dos órgãos
deve ser feita, sempre que possível, paralelo as LINHAS DE LANGER (linhas de 
tensão da pele) → para minimizar a tensão na ferida, cicatrização mais 
estética e menor risco de deiscência (abertura da ferida)
as incisões devem ser feitas perpendiculares à pele e paralelas as linhas de 
Langer sem rebarbas e sem irregularidades 
a incisão deve permitir acesso adequado, sem ser maior que o necessário
CLÍNICA CIRÚRGICA 21
SUTURAS
é o ato de unir as bordas de uma incisão ou de um tecido lesionado, para 
promover a cicatrização
materiais: fios cirúrgicos com agulha (absorvíveis e não absorvíveis) + porta-
agulha + pinça dente de rato + tesoura (metzembaum ou mayo)
PADRÕES DE SUTURA 
Simples interrompida: pontos separados, boa segurança
Sutura contínua: rápida, mas se rompe, pode abrir toda a ferida
Intradérmica: estética, fio absorvível, sutura corrida na derme
Colchoeiro (horizontal/vertical): útil em áreas de tensão
Donatti (ponto em U: usado em feridas profundas com tensão
Subdérmica/intradérmica estética: oculta, em cirurgias plásticas
CLÍNICA CIRÚRGICA 22
DEVE aproximar sem causar tensão, evitar inversão das bordas (exceto em 
mucosas), realizar a hemostasia adequada antes da sutura
a retirada dos pontos varia de acordo com a localização → face: 5 dias; 
tronco: 710; membros: 1014
SUTURA EM UM PLANO  une apenas uma camada de tecido
é usada em incisões superficiais, onde não há necessidade de 
aproximação de tecidos mais profundos 
deve-se evitar a eversão das bordas 
ex: sutura simples na pele para fechar uma lesão superficial
SUTURA EM MÚLTIPLOS PLANOS  consiste em fechar a incisão camada por 
camada, desde os tecidos mais profundos até a pele
objetivo: restaurar a anatomia normal e diminuir a tensão na camada mais 
externa (a pele), o que melhora a cicatrização e previne complicações
é usada em cirurgias mais complexas e profundas ou em feridas que 
envolvem várias camadas de tecido
BORDAS 
Confrotamento ou aposição: justaposição das bordas da ferida entre si, 
não deixando desníveis (perfeita integridade anatômica, funcional e 
estética)
Eversão: justaposição das paredes pela face interna (ex: suturas 
vasculares)
CLÍNICA CIRÚRGICA 23
Inversão: justaposição das paredes pela face externa (ex: suturas em 
vísceras ocas)
Sobreposição: uma borda fica sobre a outra para ampliar a superfície de 
contato (ex: herniações)
RETALHOS 
é uma porção de tecido que é transferida de um local doador para um local 
receptor para reparar um defeito (por exemplo, uma ferida grande, uma úlcera 
ou um defeito após a remoção de um tumor)
o retalho usa a mesma conexão vascular original 
Retalho Aleatório: A vascularização não é baseada em um vaso específico, 
geralmente, é menor e usado para defeitos próximos
CLÍNICA CIRÚRGICA 24
Retalho Axial: A vascularização é baseada em um pedículo arterial e venoso 
bem definidos, o que garante um fluxo sanguíneo robusto, permite a 
transferência de grandes porções de pele, gordura e até músculo
o uso de retalhos é essencial na cirurgia plástica reconstrutiva e na cirurgia 
oncológica, permitindo a reconstrução de áreas complexas e a cobertura de 
grandes defeitos
CLÍNICA CIRÚRGICA 25
ENXERTOS 
é um pedaço de tecido que é completamente removido de um local e 
transplantado para outro, sem manter sua conexão vascular original
Enxerto de Pele Parcial: Apenas a camada superior da pele (epiderme e parte 
da derme) é removida, é mais fácil de "pegar" e a área doadora cicatriza 
sozinha, é usado para cobrir grandes queimaduras
Enxerto de Pele Total: Inclui toda a espessura da derme, a chance de "pegar" 
é menor, mas o resultado estético é melhor, é usado em áreas visíveis, como a 
face
a área doadora do enxerto é geralmente suturada ou deixada para cicatrizar 
por segunda intenção
o sucesso do enxerto depende de fatores como a preparação do leito 
receptor, que deve ser bem vascularizado e livre de infecções
CLÍNICA CIRÚRGICA 26
ZETAPLASTIA 
é uma das técnicas de retalho mais clássicas da cirurgia plástica reconstrutiva 
→ é uma técnica de retalho cutâneo em Z, utilizada para alongar cicatrizes 
retraídas, reposicionar cicatrizes em relação às linhas de tensão da pele 
(linhas de Langer) e liberar retrações cicatriciais
baseia-se em dois retalhos triangulares transpostos entre si, mantendo sua 
vascularização aleatória
TÉCNICA 
 Marca-se a cicatriz principal como linha central do Z.
 Constrói-se um triângulo em cada extremidade da cicatriz, formando braços 
laterais com ângulo definido.
 Faz-se a incisão, descolamento e transposição dos retalhos triangulares 
(cruzam-se de posição).
 Suturas são feitas em camadas, com fechamento da pele ao final.
INDICAÇÕES 
Retrações cicatriciais pós queimadura (ex.: pescoço, axila, fossa poplítea, 
mão)
Cicatrizes que cruzam articulações, limitando mobilidade.
Cicatrizes lineares muito visíveis (estética)
Malformações congênitas como a microstomia (para ampliar comissura 
oral)
CLÍNICA CIRÚRGICA 27
Contraturas digitais (inclusive na síndrome de Dupuytren)
LIMITAÇÕES 
Não indicada em retrações muito extensas (nesse caso, usa-se enxerto ou 
retalho maior)
Pode causar deformidades triangulares ou “dog earsˮ se mal planejada
Risco de necrose dos retalhos se ângulos muito agudos ou muito amplos
Possível recidiva da retração em cicatrizes de má qualidade
CLÍNICA CIRÚRGICA 28

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