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Hanseníase: Tipos, Sintomas e Tratamento
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Dermatologia Universidade de VassourasUniversidade de Vassouras

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Resumo sobre Hanseníase A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae , também chamado de bacilo de Hansen. Essa patologia apresenta diferentes formas clínicas, que variam em termos de gravidade e contágio. As principais classificações da hanseníase incluem: indeterminada , dimorfa (borderline) , tuberculóide e virchowiana (lepromatosa) . Cada uma dessas formas possui características específicas que influenciam tanto o diagnóstico quanto o tratamento. Classificações da Hanseníase Hanseníase Indeterminada : Caracteriza-se por máculas hipocrômicas circunscritas, que podem aparecer em áreas como braços, nádegas, coxas e tronco. Os pacientes apresentam perda dos anexos cutâneos, anestesia e aumento da sudorese. É uma forma instável e não contagiosa, sendo curável com tratamento adequado. Hanseníase Dimorfa : Apresenta lesões de coloração avermelhada, acastanhada ou ferruginosa, com limites imprecisos. As manchas podem ter diminuição da sensibilidade ao calor, dor e tato, e são contagiosas se não tratadas. Essa forma é considerada instável. Hanseníase Tuberculóide : Caracteriza-se por lesões avermelhadas, assimétricas e circunscritas, com alteração de sensibilidade térmica e dolorosa. Os troncos nervosos, especialmente o nervo ulnar, podem ser intensamente afetados, resultando em perda de sensibilidade e alopecia. É uma forma estável e benigna, com bom prognóstico. Hanseníase Virchowiana : É a forma mais grave e altamente contagiosa da doença. O bacilo se localiza em regiões mais frias do corpo, como orelhas e nariz, causando máculas e nódulos. As lesões são assimétricas e podem afetar o tronco e a face, levando a deformidades como a facies leonina, destruição nasal, madarose (perda de cílios) e alterações oculares que podem resultar em cegueira. Tratamento da Hanseníase O tratamento da hanseníase varia conforme a forma clínica da doença. Para as formas indeterminada e tuberculóide , que apresentam poucos bacilos (paucibacilares), o tratamento é realizado em um período de seis meses. Este inclui: Uma dose mensal supervisionada no posto de saúde, composta por: Dois comprimidos vermelhos (rifampicina) Três comprimidos marrons (clofazimina) Um comprimido branco (dapsona) Além disso, o paciente deve tomar diariamente em casa um comprimido branco (dapsona). Para as formas dimorfa e virchowiana , que possuem muitos bacilos (multibacilares), o tratamento é mais prolongado, variando de 12 a 24 meses, e segue um esquema semelhante, com a adição de um comprimido marron (clofazimina) a ser tomado diariamente em casa. Considerações Importantes É fundamental que os pacientes escolham um horário adequado para a administração da medicação, preferencialmente após as refeições, para garantir a eficácia do tratamento. A interrupção ou irregularidade no uso dos medicamentos pode permitir que os bacilos sobreviventes se multipliquem, prolongando o tempo necessário para a cura. Portanto, a adesão ao tratamento é crucial para a erradicação da doença e a prevenção de complicações. Destaques A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e apresenta quatro formas clínicas: indeterminada, dimorfa, tuberculóide e virchowiana. Cada forma tem características distintas em termos de contágio e gravidade, com a virchowiana sendo a mais grave e contagiosa. O tratamento varia de 6 a 24 meses, dependendo da forma da doença, e envolve a administração de rifampicina, clofazimina e dapsona. A adesão rigorosa ao tratamento é essencial para evitar a multiplicação dos bacilos e garantir a cura. A hanseníase pode causar deformidades e complicações se não tratada adequadamente, destacando a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo.

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