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FISIOTERAPIA DERMATO FUNCIONAL
Camila Rocha Pellachin
Ana Claúdia de Souza
João Carlos Naldoni Jr
Drielen de Oliveira Moreira
Simone de Faria Rosseto
Poços de Caldas - MG
AGOSTO 2022
O que é Fisioterapia Dermatofuncional?
 A Fisioterapia Dermatofuncional é uma linha 
fisioterapêutica que trabalha com o sistema tegumentar 
humano ― isto é, a pele e seus anexos (cabelos, glândulas, 
unhas, pelos e receptores sensoriais). Em outras palavras, 
trata a pele como um todo e tenta restaurar não apenas a 
estética, mas a função e, assim, melhorar o bem-estar e a 
qualidade de vida dos pacientes.
 Para isso, está comprometida com a avaliação, o 
tratamento e a prevenção de desequilíbrios funcionais e 
estéticos decorrentes de doenças, intervenções cirúrgicas e/ou 
complicações (traumáticas, pós-operatórias) que afetam direta 
ou indiretamente a integridade do corpo.
Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Fisioterapia
 
Terapia Ocupacional
 
Data: 16 de maio de 2014
RESOLUÇÃO N°. 394/2011 – Disciplina a Especialidade Profissional de 
Fisioterapia Dermatofuncional e dá outras providências.
 Disciplina a Especialidade Profissional de Fisioterapia Dermato 
funcional e dá outras providências.
 O Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia 
Ocupacional – COFFITO, no exercício de suas atribuições legais e 
regimentais e cumprindo o deliberado em sua 213ª Reunião Plenária 
Ordinária, realizada no dia 03 de agosto de 2011, em sua sede, 
situada na SRTVS, Quadra 701, Conj. L, Ed. Assis Chateaubriand, Bloco 
II, Sala 602, Brasília – DF, na conformidade com a competência 
prevista nos incisos II, III e XII do Art. 5º, da Lei nº. 6.316, de 
17.12.1975,
 
https://www.coffito.gov.br/nsite/
RESOLVE:
Art. 1º – Disciplinar a atividade do Fisioterapeuta no exercício da Especialidade 
Profissional em Fisioterapia Dermatofuncional.
Art. 2º – Para efeito de registro, o título concedido ao profissional 
Fisioterapeuta será de Especialista Profissional em Fisioterapia 
Dermatofuncional;
Art. 3º – Para o exercício da Especialidade Profissional de Fisioterapia 
Dermatofuncional é necessário o domínio das seguintes Grandes Áreas de 
Competência:
I – Realizar consulta fisioterapêutica, anamnese, solicitar e realizar 
interconsulta e encaminhamento;
II – Realizar avaliação física e cinésiofuncional específica do 
cliente/paciente/usuário dermatofuncional;
III – Solicitar, aplicar e interpretar escalas, questionários e testes funcionais;
IV – Solicitar, realizar e interpretar exames complementares;
V – Determinar diagnóstico e prognóstico fisioterapêutico;
VI – Planejar e executar medidas de prevenção e redução de risco;
VII – Prescrever e executar recursos terapêuticos manuais;
VIII – Prescrever, confeccionar, gerenciar órteses, próteses e tecnologia 
assistiva;
XIX – Aplicar métodos, técnicas e recursos terapêuticos manuais;
X – Utilizar recursos de ação isolada ou concomitante de agente cinésio-
mecano-terapêutico, massoterapêutico, termoterapêutico, crioterapêutico, 
fototerapêutico, eletroterapêutico, sonidoterapêutico, aeroterapêuticos entre 
XI – Aplicar medidas de controle de infecção hospitalar;
XII – Realizar posicionamento no leito, sedestação, ortostatismo, deambulação, 
orientar e facilitar a funcionalidade do cliente/paciente/usuário;
XIII – Prevenir, promover e realizar a recuperação do sistema tegumentar no 
que se refere aos distúrbios endócrino, metabólico, dermatológico, linfático, 
circulatório, osteomioarticular e neurológico como as disfunções de 
queimaduras, hanseníase, dermatoses, psoríase, vitiligo, piodermites, acne, 
cicatrizes aderentes, cicatrizes hipertróficas, cicatrizes queloideanas, cicatrizes 
deiscências, úlceras cutâneas, obesidade, adiposidade localizada, fibroedema 
gelóide, estrias atróficas, envelhecimento, fotoenvelhecimento, rugas, flacidez, 
hipertricose, linfoedemas, fleboedemas, entre outras, para fins de 
funcionalidade e/ou estética;
XIV – Prevenir, promover e realizar a atenção fisioterapêutica pré e pós-
operatória de cirurgias bariátricas, plásticas reparadoras, estéticas, entre 
outras;
XV – Determinar as condições de alta fisioterapêutica;
XVI – Prescrever a alta fisioterapêutica;
XVII – Registrar em prontuário consulta, avaliação, diagnóstico, prognóstico, 
tratamento, evolução, interconsulta, intercorrências e alta fisioterapêutica;
XVIII – Emitir laudos, pareceres, relatórios e atestados fisioterapêuticos.
XIX – Realizar atividades de educação em todos os níveis de atenção à saúde, e 
na prevenção de riscos ambientais e ocupacionais.
- FUNDAMENTOS
- TECIDO EPITELIAL: 
- DUAS CATEGORIAS: 
- MEMBRANAS DE REVESTIMENTO
- GLANDULAR
- TECIDO CONJUNTIVO
- PROPRIAMENTE DITO
- TC FROUXO
- TC DENSO
- TC DE PROPRIEDADES ESPECIAIS
- SUBSTÂNCIA FUNDAMENTAL AMORFA
- FIBRAS COLÁGENAS 
- FIBRAS ELÁSTICAS
- -FIBRAS RETICULARES 
- FIBROBLASTO
- CÉLULA ADIPOSA
- MASTÓCITOS, PLASMÓCITOS E LEUCÓCITOS
SISTEMA TEGUMENTAR 
Sistema tegumentar é 
o conjunto de 
estruturas que 
formam o 
revestimento externo 
dos seres vivos. Esse 
revestimento externo 
é chamado de 
tegumento ou 
integumento e nos 
vertebrados também 
é chamado de Pele.
As suas principais funções são:
Proteção: rigidez (espessura) e melanina (UV).
Termorregulação: eliminação do suor e 
refrigeração.
Resposta imune: primeira linha de defesa.
Impermeabilidade: barreira à perda de água e 
substâncias.
Sensação: tato.
Excreção: glândulas écrinas (suor) excretam H2o, 
eletrólitos, HCO3, ureia, etc.
Endocrinometabólica: produção de vitamina D, 
testosterona, estronas, diidrotestosterona.
EPIDERME
Camada basal
 É a camada mais interna, próxima ao tecido 
conjuntivo (derme), e é composta por uma única 
camada de células cúbicas (ou prismáticas), basófilas 
e de núcleo grande.
 Essa camada possui uma menor quantidade de 
citoplasma e é rica em células-tronco, característica 
que faz com que também seja conhecida como 
camada germinativa.
 Por conta desta característica celular, essa 
camada possui uma alta atividade mitótica que 
garante a renovação celular da pele. Além disso, a 
quantidade de queratina aumenta à medida em que 
os queranócitos migram para a superfície celular.
Camada espinhosa
Também chamada de camada de Malpighi, ela possui algumas 
camadas de células bem coesas, unidas através dos 
desmossomos, que a conferem uma aparência de espinhos. 
Além disso, ela possui tonofilamentos, feixes de filamentos de 
queratina.
Camada granulosa
Possui cerca de 5 fileiras de células achatadas, com citoplasma 
rico em grânulos de queratohialina. Essa camada também 
possui grânulos lamelares, que auxiliam na impermeabilização 
da epiderme através da formação de uma barreira.
 A produção dos grânulos citoplasmáticos se dá pela 
diferenciação do citoesqueleto de queratinócitos, que se 
aproximam da superfície corpórea e realizam a produção de 
tonofilamentos de queratina que se ligam com os desmossomos, 
fazendo com que a queratina seja sintetizada em grânulos 
citoplasmáticos.
Camada lúcida
É a última camada da epiderme em que é possível encontrar 
células vivas. É constituída de queratinócitos pavimentosos com 
núcleo citoqueratinizado e está presente nas regiões em que a 
pele é mais espessa (plantas e palmas) e nos lábios.
Camada córnea
 É uma camada de células achatadas anucleadas, rica em 
queratina citoplasmática.
 Essa camada descama continuamente e os 
queratinócitos, ao chegarem nesta camada, se especializam 
(perdem núcleos e se achatam), liberam substâncias que ativam 
a profilagrina (ligações cruzadas que conferem resistência), 
criando, assim, uma barreira impermeável.
CÉLULAS DA EPIDERME 
✓ QUERATINÓCITOS
✓ MELANÓCITOS 
✓ CÉLULAS DE LANGERHANS
✓ CÉLULAS DE MERKER
DERME
É a camada de tecido 
conjuntivo, abaixo da 
epiderme, no qual estão 
imersos os anexos cutâneos, 
vasos sanguíneos, linfáticos 
e nervos. A derme possui as 
chamadas papilas dérmicas, 
que são projeções da derme 
para a epiderme. É 
constituída de duas 
camadas:papilar e reticular.
Camada papilar
Constituída de tecido conjuntivo frouxo, é a camada 
dérmica mais superficial, em contato com a 
membrana basal, formada por fibras colágenas mais 
finas e dispostas mais verticalmente.
Camada reticular
É a camada mais profunda, constituída por tecido 
conjuntivo denso, com feixes mais grossos de 
colágeno, ondulados e dispostos horizontalmente.
É a camada mais profunda 
da pele formada por lóbulos 
de adipócitos, o que a faz 
ser conhecida, também, 
como panículo adiposo. 
Hipoderme
A hipoderme confere à pele proteção mecânica 
(amortecedor de traumas), termogênese (isolante 
térmico), armazenamento de energia (depósito de 
calorias) e função endócrina (conversão periférica de 
hormônios sexuais). 
 Estão presentes nesta camada, além de 
adipócitos, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e 
nervos.
Anexos cutâneos
Glândulas sebáceas
 
 São estruturas alveolares que 
desembocam no folículo piloso, 
ausentes em palmas e plantas. Essas 
glândulas produzem o sebo, constituído 
de material lipídico.
 Para que a secreção sebácea 
ocorra, é preciso haver o rompimento 
das células centrais, secreção 
conhecida como holócrina. A atividade 
dessa glândula é máxima durante a 
puberdade, pois a sua regulação é feita 
inteiramente por hormônios 
androgênios.
Glândulas sudoríparas
São glândulas encontradas em menor quantidade por toda a 
pele, com exceção de algumas regiões, como os lábios. Existem 
dois tipos de glândulas sudoríparas: écrinas e apócrinas.
Glândulas sudoríparas écrinas: são tubulares enoveladas e 
estão por toda a superfície corpórea, exceto lábios, leito ungueal, 
pequenos lábios, glande e face interna do prepúcio. Elas 
secretam o suor, conferindo-a uma função termorreguladora. Seu 
ducto é contínuo e se abre na superfície da pele. 
Glândulas sudoríparas apócrinas: são glândulas tubulares 
localizadas nas axilas, aréola e regiões pubiana anogenital. Sua 
secreção é mais viscosa e pode adquirir odor desagradável 
devido à ação de bactérias. Além disso, ela desemboca no 
folículo piloso acima do ducto sebáceo.
Folículos pilosos
São invaginações da epiderme 
que, em fase de crescimento, 
apresentam-se com uma 
dilatação terminal denominada 
bulbo piloso. A raiz do pelo é 
formada por células que revestem 
a papila dérmica. O folículo piloso 
constitui, juntamente com o 
músculo eretor do pelo e a 
glândula sebácea, a unidade 
pilosebácea.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
HALL, John E.;HALL, Michael E.Guyton. Tratado de Fisiologia Médica. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.
GUIRRO, Elaine Caldeira de Oliveira; GUIRRO, Rinaldo Roberto de J. 
Fisioterapia Dermato-Funcional:fundamentos-recursos-patologias. 3ª 
edição. Barueri: Ed. Manole.
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