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UNIGAUUS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PSICOLOGIA E TRANSTORNOS DO ESPECTRO AUTISTA PREMIUM 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GORETE DE MELO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Urubici SC 
2025 
RESUMO 
Este estudo teve como objetivo principal compreender de que forma o ensino de história pode 
influenciar na formação cidadã dos estudantes do ensino médio. A pesquisa foi realizada por meio 
de uma revisão de literatura, utilizando a abordagem bibliográfica. O ensino de história deve 
sempre ocupar espaços e promover avanços, não apenas como uma disciplina do conhecimento, 
mas também como um estímulo à realização de atividades pedagógicas inovadoras. Assim, é 
fundamental que, junto aos estudantes de história, haja uma compreensão e reconstrução do 
conhecimento histórico, apoiada em uma base sólida nesse campo. Quanto aos obstáculos 
enfrentados pelo ensino de história, destaca-se que a formação universitária dos professores é 
extensa e exige que eles tenham um domínio aprofundado da disciplina. Dessa maneira, o ensino 
de história contribui para o desenvolvimento de uma consciência cidadã prática, inicialmente no 
ambiente escolar. É importante ressaltar que a cidadania não precisa começar exclusivamente na 
sala de aula, mas deve estar intimamente ligada a ela. A cidadania está relacionada ao surgimento 
da vida urbana, à capacidade do indivíduo de exercer seus direitos e deveres enquanto cidadão. 
Uma das principais metas é que o estudante compreenda e pratique a cidadania por meio da 
participação social e política, exercitando seus direitos e deveres civis, políticos e sociais. No 
cotidiano, isso se manifesta através de atitudes de solidariedade, colaboração, resistência às 
injustiças, respeito ao próximo, pensamento crítico e respeito mútuo. A cidadania é estudada e 
vivenciada em diversos ambientes, sendo a escola o espaço privilegiado para a socialização, a 
construção de conhecimentos e o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais. 
Palavras-chave: Ensino de história. Alunos. Formação cidadãos. 
 
1 INTRODUÇÃO 
Além do resgate cultural, o ensino de história está presente na vida do 
indivíduo como um processo de desenvolvimento e transformações. A mudança 
social tem sido constantemente desejada pelos indivíduos que vivem em 
sociedade, e essa mudança diz respeito às formas de vida, aos estilos de vida, 
aos sistemas sociais, à economia, às crenças e aos valores. Trata-se de uma 
circunstância originada pelas rápidas mudanças nos cenários sociais, políticos e 
econômicos, que aumentam as expectativas das pessoas. 
A escola não é apenas um espaço de reprodução das relações sociais, mas 
também um ambiente onde circulam ideologias, concepções e ações intelectuais. 
Ela busca promover a socialização do saber, da ciência, da técnica e das artes 
produzidas socialmente, devendo estar comprometida politicamente. A educação 
é uma prática social relacionada aos valores vigentes de uma cultura, os quais 
variam ao longo do tempo histórico. 
A história, considerada como a experiência humana, torna-se objeto de 
investigação do historiador, que a transforma em conhecimento. Esse 
conhecimento, por sua vez, é utilizado no ensino, tendo grande importância para a 
formaçãosocial do indivíduo 
 
Com base no que foi apresentado, surge a seguinte pergunta: de que maneira o 
ensino de história pode influenciar na formação de cidadãos conscientes entre os 
estudantes do Ensino Médio? 
Este estudo tem como objetivo principal entender de que forma o ensino de 
história pode contribuir para a formação cidadã dos alunos dessa etapa escolar. 
Para alcançar esse objetivo, foram estabelecidos alguns passos específicos, 
como: descrever como é o método e a prática do ensino de história; identificar os 
principais desafios enfrentados nesse ensino; e analisar de que modo o ensino de 
história está relacionado com a formação de cidadãos críticos e participativos. 
A pesquisa foi feita através de uma revisão de literatura, ou seja, consultando 
livros, apostilas, artigos científicos e materiais disponíveis na internet. Essa 
abordagem é importante porque o estudo de história ajuda os estudantes do 
Ensino Médio a entenderem seu papel na sociedade, compreendendo suas 
relações com o mundo ao seu redor — levando em conta aspectos históricos, 
culturais e políticos. Dessa forma, o ensino de história contribui para que eles 
desenvolvam valores, conhecimentos, atitudes e habilidades essenciais para se 
tornarem cidadãos mais conscientes e atuantes na sociedade. 
O ensino de história desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos 
conscientes, especialmente entre os estudantes do Ensino Médio, ao proporcionar 
conhecimentos, reflexões e habilidades que contribuem para uma compreensão 
crítica do mundo em que vivem. Algumas maneiras pelas quais o ensino de 
história influencia essa formação incluem: 
 
Conscientização sobre o passado e suas consequências: Ao estudar eventos 
históricos, os estudantes compreendem as origens de questões sociais, políticas e 
econômicas atuais, permitindo uma visão mais ampla e fundamentada da 
realidade. 
 
Desenvolvimento do pensamento crítico: Analisar diferentes fontes, interpretações 
e narrativas históricas estimula a capacidade de questionar informações, 
reconhecer diferentes pontos de vista e refletir sobre as causas e consequências 
dos acontecimentos. 
 
Valorização da diversidade cultural: A história revela a multiplicidade de culturas, 
identidades e experiências humanas, promovendo o respeito à diversidade e 
combatendo preconceitos. 
 
Formação de uma consciência cívica: Conhecer a história de movimentos sociais, 
lutas por direitos e instituições democráticas ajuda os estudantes a 
compreenderem seus direitos e deveres enquanto cidadãos, incentivando a 
participação ativa na sociedade. 
 
Promoção de valores éticos e de responsabilidade social: Ao entender os erros e 
acertos do passado, os estudantes podem desenvolver uma postura ética e uma 
responsabilidade social diante dos desafios contemporâneos. 
 
Preparação para o exercício da cidadania: O ensino de história fornece o 
embasamento necessário para a compreensão das instituições políticas, direitos 
civis e o funcionamento da sociedade, essenciais para uma participação 
consciente e informada A preparação para o exercício da cidadania passa pelo 
ensino de história, que oferece uma compreensão fundamental das instituições 
políticas, dos direitos civis e do funcionamento da sociedade. Conhecer o passado 
e as transformações sociais permite aos cidadãos entenderem o contexto de suas 
instituições, reconhecerem seus direitos e deveres, e participarem de forma 
consciente e responsável na vida democrática. Assim, o estudo histórico fortalece 
a formação de cidadãos críticos, informados e engajados na construção de uma 
sociedade mais justa e participativa. 
 
2 A DIDÁTICA E A PRÁTICA DO ENSINO DE HISTÓRIA 
 
Segundo informações do Instituto Pedagógico de Minas Gerais – IPEMIG (2017a), 
a didática e a metodologia do ensino de história vêm constantemente ampliando 
suas áreas de atuação e promovendo avanços. Essas áreas não se restringem 
apenas ao campo do conhecimento, mas também estimulam o desenvolvimento 
de atividades docentes inovadoras, com o objetivo de que os estudantes de 
história escolar possam compreender e reconstruir essa disciplina fundamentados 
no conhecimento histórico. 
Abud, Silva e Alves (2010, apud IPEMIG, 2017a) afirmam que a didática da 
história se apoia em um objeto de estudo distinto do objeto da história em si. 
Enquanto a história busca o passado e constrói seu próprio conhecimento, a 
didática da história, especialmente na escola, vai além da simples transmissão de 
saberes; ela se torna um campo de conhecimento onde se entrelaçam a história 
como ciência e a história escolar, promovendo uma compreensão mais 
aprofundada e contextualizada 
 
 
A ciência da história, enquantodisciplina, ocupa um papel fundamental na didática 
ao propor operações cognitivas acessíveis aos estudantes. Ela atua como uma 
intermediária, preservando a integridade dos conteúdos e das metodologias 
próprias da história enquanto ciência, sem fazer concessões à simplificação ou 
distorção. A adaptação do ensino às capacidades dos alunos é essencial, 
considerando que eles não são, obrigatoriamente, historiadores nem desejam se 
tornar tais. Assim, a didática da história deve metodicamente respeitar a 
autonomia e a complexidade da disciplina, distinguindo claramente o trabalho 
rigoroso da história científica da atividade de ensino em sala de aula (IPEMIG, 
2017). 
A finalidade primordial do ensino de história transcende a simples memorização 
de fatos. Seu objetivo é envolver o estudante na compreensão das múltiplas 
interpretações de um acontecimento, promovendo uma análise crítica e reflexiva. 
Não basta identificar, guardar ou delimitar fatos isolados; é necessário situá-los no 
seu contexto, compreender suas conexões e valorizações, e refletir sobre suas 
implicações. Dessa forma, o ensino de história permite uma compreensão 
contínua do mundo, reconhecendo que ele está em constante transformação, 
assim como os seres humanos que nele vivem. A aprendizagem histórica fornece 
as bases para que os indivíduos possam entender o passado de forma crítica, 
entendendo como as ações e decisões de outrora influenciaram o presente e 
podem moldar o futuro, oferecendo, assim, um alicerce para o desenvolvimento 
de uma consciência histórica e cidadã (IPEMIG, 2017) 
O importante não é apenas o acervo de conhecimentos que deve ser 
selecionado para instruir o ensino; igualmente importante é a maneira 
como esse ensino é realizado, ou seja, a metodologia de trabalho na 
escola. Por exemplo, alfabetizar pode ser feito por diversos métodos: 
alfabetizar a partir da convivência, da realidade dos alfabetizandos, 
promovendo a ampliação do conhecimento de sua realidade e a 
incorporação de novos saberes. Essa abordagem exige um método 
específico, não qualquer método (IPEMIG, 2017, p. 12) 
 
De acordo com Abud, Silva e Alves (2010 apud IPEMIG, 2017a), a virada 
metodológica que transforma a expectativa do ensino de história, impactando 
todos os seus atores — principalmente professores e alunos —, caracteriza-se 
pela mudança do foco do simples acesso a informações e narrativas prontas, 
como os manuais didáticos, a materiais midiáticos e as versões tradicionais de 
memórias, para a necessidade de produzir narrativas a partir de induções, leituras 
diretas de diversos documentos históricos e perspectivas múltiplas. Essa 
transformação foi verificada devido a mudanças no modelo de formação de 
professores, que, segundo Souza (2015), passa a enfatizar uma formação que 
valoriza a compreensão crítica, a análise de fontes e a construção de saberes 
históricos mais participativos e contextuais 
A didática é vista como um conjunto de conhecimentos essenciais para a 
formação de profissionais capazes de aplicar metodologias de ensino de forma 
competente. Esses conhecimentos orientam a prática pedagógica na transmissão 
dos conteúdos característicos da educação, embora frequentemente haja uma 
desconexão entre o ato de ensinar e os objetivos de aprendizagem pretendidos. 
Além disso, pesquisas na área de educação histórica destacam a importância de 
compreender, através de estudos sobre narrativa histórica, a semelhança entre 
crianças e jovens e o processo de construção de narrativas, ressaltando o papel 
dessa compreensão no desenvolvimento de práticas pedagógicas mais eficazes. 
 
 
Refere-se à distinção entre um conjunto de conhecimentos a serem 
ensinados e uma formação complementar, cuja finalidade é desenvolver 
competências essenciais para o trabalho pedagógico. Essas competências 
incluem o planejamento de aulas, o trabalho com manuais didáticos e a 
preparação para adotar estratégias eficazes de transmissão do 
conhecimento (SOUZA, 2015, p. 86). 
 
 
Vasconcelos (2002 apud RAMOS; CAINELLI, 2014) afirma que a separação entre 
teoria e prática, bem como a desvalorização do conhecimento advindo da prática 
— estabelecido na prática e sobre a prática —, deve-se à epistemologia clássica. 
Essa visão enxerga o mundo das ideias, dos conceitos e das teorias como 
superior. Para essa perspectiva, o mundo da empiria, da prática e da experiência 
poderia até ser um ponto de partida, mas é considerado imperfeito, pois é mutável 
e fugaz. Assim, não se deve estabelecer uma hierarquia entre teoria e prática, 
mas reconhecer que a prática é essencial para o conhecimento, funcionando 
como sua pressuposição, embora não seja suficiente por si só para que o 
conhecimento se consolide. Diferentemente do padrão epistemológico tradicional, 
atualmente observa-se a emergência do paradigma da complexidade, no qual não 
se busca derivar o mundo das ideias do mundo da experiência, nem estabelecer 
uma relação de valores entre ações e conceitos. 
Segundo Souza (2015), na formação docente, a prática não pode ser 
compreendida apenas como observação e participação em atividades escolares. 
Conhecer o campo de trabalho exige ir além da simples reprodução de práticas 
enraizadas na cultura escolar, envolvendo uma compreensão mais aprofundada e 
crítica dessa realidade 
 
Na cultura escolar, é fundamental ir além do ensino tradicional, aprendendo a 
contextualizar as práticas pedagógicas, estabelecer interpretações críticas e 
propor alternativas que promovam uma formação mais significativa e reflexiva. 
Nesse sentido, o referencial teórico-metodológico que orienta a configuração 
deste curso é influenciado pela concepção de aula-oficina, na qual o estudante é 
protagonista do seu próprio processo de aprendizagem. A aprendizagem histórica, 
nesse contexto, se dá por meio de atividades complexas que envolvem a 
compreensão do conhecimento histórico em sua essência epistemológica, 
estimulando a reflexão crítica sobre os conteúdos e suas implicações. 
Conforme Rüsen (2007 apud RAMOS; CAINELLI, 2014), os saberes essenciais 
para o ensino de história vão além do conteúdo, incluindo conhecimentos 
pedagógicos relacionados às metodologias de ensino e à didática da disciplina. 
Esses saberes envolvem as ciências sociais, que investigam as condições sociais 
de ensino e aprendizagem, bem como os objetivos, formas e processos 
educativos. Assim, a formação pedagógica deve incorporar não apenas 
conhecimentos práticos de ensino, mas também uma compreensão aprofundada 
da história como disciplina, permitindo ao professor criar práticas educativas 
contextualizadas, críticas e inovadoras. 
A didática da história, nesse cenário, determina as finalidades e as estratégias de 
ensino dentro de um determinado contexto político, social, cultural e institucional. 
O nível pedagógico refere-se aos meios concretos e práticos de implementação 
dessas estratégias, buscando sempre promover uma educação histórica que seja 
não apenas transmissiva, mas também capaz de estimular o pensamento crítico, 
a compreensão contextualizada e a reflexão sobre as múltiplas interpretações 
históricas. Assim, a integração desses saberes e práticas contribui para uma 
cultura escolar mais dinâmica, crítica e comprometida com a formação cidadã. 
 
Na área de História, a problemática relacionada à separação entre a 
produção e a difusão do conhecimento tem suas raízes no século XIX. 
Nesse período, a história passou a ser reconhecida como uma disciplina 
de investigação, guiada por um método específico, o que resultou na 
distinção entre aqueles que produziam o conhecimento histórico e 
aqueles responsáveis por sua transmissão. Antes dessa 
institucionalização, os interessados em estudar história frequentemente o 
faziam com fins didáticos; ou seja, a pesquisa histórica era realizada com 
o propósito de gerar conhecimentos que pudessem ser ensinados, 
contribuindo assim para orientara sociedade sobre seu passado e seus 
Destinos (RÜSEN, 2008 apud SOUZA, 2015, p. 87 
 
Compreende-se, diante disso, que todos os saberes — sejam eles formativos, 
curriculares, disciplinares ou experiênciais — possuem sua importância e, por 
isso, devem ser mobilizados no processo educativo. No entanto, o eixo norteador 
dessa mobilização deve ser o saber disciplinar. A partir dessa perspectiva, o 
ensino de história deve se orientar como um instrumento de esclarecimento e 
percepção, tendo em vista sua função característica de promover a compreensão 
crítica do passado e suas relações com o presente, contribuindo para a formação 
de cidadãos mais conscientes e atuantes na sociedade 
exclusiva do saber histórico na vida humana (RÜSEN, 2007 apud RAMOS; 
CAINELLI,
 
3 OS DESAFIOS DO ENSINO DE HISTÓRIA 
Souza e Carvalho (2012) afirmam que, atualmente, o ensino de história 
Estabelece a interdisciplinaridade na tentativa de aprofundar o conhecimento 
indispensável para o bom exercício na área de história, pois para conhecer a 
disciplina o discente precisa de anos de estudo, algo que torna sua formação 
lenta e determina que o estudo ocorra de forma contínua. A formação de 
professores de história visa apoio em outras áreas, como língua portuguesa, 
matemática, ciências, geografia, artes, filosofia, economia, didática, sociologia, o 
que justifica a interdisciplinaridade. 
 
Sobre esse aspecto, BORGES apud GUIMARÃES (2001) observou que 
a formação universitária de professores de história é demorada e supõem 
que o professor conheça muito bem, como é produzida essa forma 
desconhecimento, pois deste modo "estará ele em condições de evitar um 
ensino repetitivo e memorizado em defesa da cultura, pautando ao 
acesso do conhecimento por meio, por exemplo, de realização de leituras 
e participação de congressos". E trabalhar por este ângulo é trabalhar 
a história de uma forma, reconhecendo que nela existe toda uma 
diversidade de abordagens, fazendo do passado uma leitura com termos 
de referências recentes que abrangem o hoje e o agora, com 
perspectivas sociais teóricas, ou uma 
Concepção de mundo (SOUZA; CARVALHO, 2012, p. 3). 
 
 
De acordo com informações da IPEMIG (2017a), o ensino de história é 
considerado uma tarefa que não é fácil, essencialmente pelo fato de se tratar de 
uma disciplina que tem maior resistência entre os alunos. Não pode restringir-se a 
memorização de fatos, a informação particularizada dos eventos, à acumulação de 
dados sobre as situações nas quais incidiram. A história não é puramente uma 
narrativa de acontecimentos periféricos, não é a consagração de figuras ilustres. 
Não é um domínio imparcial, é um espaço de debate, em geral de conflitos. É um 
espaço de investigação e cultivo do saber que está além de marcar para a 
conformidade. 
Segundo Magalhães (2012), a legislação brasileira reforça muito a 
precisão dese trabalhar com o patrimônio histórico e cultural em sala de aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nos “Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN” de História, para o 
ensino 
Fundamental de 1º. e 2º. ciclos, este fator é salientado já na definição dos 
objetivos principais do ensino da disciplina que, de acordo com o 
documento, deve ter o papel de formar identidades, envolven do aspectos 
individuais, sociais e coletivos, tendo como pano de fundo a busca por uma 
formação cidadã (BRASIL, 1997 apud MAGALHÃES, 2012, p. 100). 
 
De acordo com Magalhães (2012), designadamente é determinada a 
necessidade de se trabalhar com o patrimônio histórico e cultural, sendo este uma 
das finalidades do ensino de história: “valorizar o patrimônio sociocultural e 
respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e 
como um elemento de fortalecimento da democracia” (BRASIL, 1997, apud 
MAGALHÃES,2012, p. 100). 
Ao se lecionar história, deve-se passar ao aluno a informação de que o 
mesmo necessita sempre almejar o grande homem que defenderá o país e jamais 
que as transformações acontecem pela pretensão e deliberação de homens 
comuns. Os estudos de história cooperariam para desenvolver no aluno a ideia de 
que a realidade como está foi determinada por alguma razão, e mais importante, 
pode ser modificada ou conservada. Diante disso, é importante que a história seja 
apreendida como a consequência da atuação de distintos grupos, setores ou 
classes de toda a sociedade. É essencial que o aluno reconheça a história da 
humanidade como a história da produção de todos os homens e não como 
consequência da ação ou das ideias de alguns poucos (IPEMIG, 2017a). 
 
Nessa medida a história seria entendida como um processo social em 
que todos os homens estariam nele engajados como seres sociais. De 
outra parte, é fundamental que se estabeleça a relação do passado e 
do presente, isto é, que os estudos não se restrinjam apenas ao passado, 
mas sim que este seja entendido como chave para a compreensão do 
presente, que por sua vez melhor esclarece e ajuda a entender o 
passado. Aqui duas funções se evidenciam como básicas nos estudos da 
história: capacitar o indivíduo a entender a sociedade do passado e a 
aumentar o seu domínio da sociedade 
Do presente (IPEMIG, 2017a, p. 14). 
 
 
Sob esse ponto de vista, não faz sentido um ensino de história que se limite a 
Fatos e acontecimentos do passado sem constituir sua conexão com a condição 
Presente. Bem como não há sentido avaliar os fatos contemporâneos sem 
procurar a origem e sem constituir sua relação com os outros acontecimentos 
políticos econômicos, sociais e culturais acontecidos na sociedade como um 
todo. Não é presumível, deste modo, avaliar fatos isolados. Para apreender seu 
adequado sentido é indispensável remetê-los à situação socioeconômica, 
política ou cultural da época em que foram produzidas, reconstituídas suas 
evoluções no contexto mais amplo do social até a circunstância presente 
(IPEMIG, 2017). 
 
Na visão de Simão, Gandra e Traves (2010 apud IPEMIG, 2017a), apenas 
Desta maneira a escola pode proporcionar ao aluno um ensino que lhe permita a 
informação e a concepção das relações de tempo e espaço. Isto é, pelo 
conhecimento da temporalidade das relações sociais, das relações a políticas, das 
formas de produção econômica, das formas de produção da cultura das ideias e 
dos valores. De acordo com Schimdt (2009 apud SOUZA, 2015), novas propostas 
estão sendo debatidas visando fazer com que o ensino de história seja considerado 
com princípios e desígnios próprios do que se chama uma “racionalidade 
histórica”. Isto pode ser percebido como uma forma de sugerir metas e objetivos 
para aprendizagem da história que não sejam meramente levar os estudantes a 
uma memorização de informações históricas dedetizadas. 
Na visão de Souza (2015) o desafio maior é uma formação de professores 
que não mais os prepare apenas para conduzir didaticamente conteúdos 
históricos. Antecipadamente selecionados, promovendo uma aprendizagem de 
informações históricas dadas. Os novos profissionais necessitam abranger a 
natureza de modo eminente investigativa da aprendizagem histórica, a relação 
entre conhecimento histórico e vida prática, e ainda os embasamentos 
epistemológicos da produção do conhecimento histórico. Com isso, também 
indispensável que reconheçam o papel do professor na investigação da realidade 
social na qual está inserido, e além disso na intervenção sobre essa realidade, a 
partir do manejo do conhecimento histórico em aulas de história. 
Souza (2015) ressalta que a didática tem um desafio, uma vez que ocupa 
um lugar de evidência na formação de educadores, especialistas e 
professores em uma perspectiva multidimensional, devido a educação decorrer 
todos os domínios da sociedade. Com isso, a educação deve adquirir uma ligação 
entre escola e sociedade numa visão global e informatizada, habilitando os 
formados com vistas a sua vida pessoal e profissional. Diante disso, o professorde 
história deve ter como finalidade a preocupação com a constituição crítica e 
reflexiva, voltando-se para a concepção do processo histórico na busca de um 
ensino que venha romper com as ligações do conservadorismo, da decoreba, 
visando uma 
escola que trabalhe com a realidade do aluno, consentindo, com isso, trabalhar 
com a memória e a visão crítica no local em que vive 
 
4 O ENSINO DE HISTÓRIA E A FORMAÇÃO CIDADÃ DOS ALUNOS 
DO ENSINO MÉDIO 
Conforme Lopes (2013), a sociedade é constituída por uma massa 
heterogênea e existe a necessidade de estímulo constante para que as pessoas 
compreendam que, onde quer que estejam, o que quer que cometam, têm direitos 
e podem lutar por eles e a vida não se sintetiza somente em deveres. 
O aluno como integrante da sociedade necessita ser ajudado a abranger 
que, fundamentado em lei, deve lutar para que verdadeiramente tenha condições 
iguais de competir no mercado de trabalho, igualdade na moradia, na educação, 
na saúde, entre outros. Monteiro (2007) afirma que a valor da reflexão sobre os 
processos de preparação do saber escolar e de mobilização dos saberes pelos 
professores necessita ganhar atenção e ser objeto de análise que articule teoria e 
prática. 
A prática pela prática não consente avanços, e sim a representação de 
modelos. O saber da experiência sem reflexão teórica somente reproduz fazeres 
acriticamente. Souza (2015) afirma que o modelo clássico de formação de 
professores encontra-se ainda presente em sua essência, na separação entre o 
que se considera conhecimentos específicos e os, igualmente denominados, 
conhecimentos pedagógicos. Entretanto, tal entendimento passa por um período 
de intensos questionamentos. 
 
O que está na ordem do dia é que já não se pode pensar somente em uma didática 
geral, ou seja, em metodologias a partir das quais seja possível ensinar tudo a 
todos. O questionamento a este princípio tem base na concepção segundo a qual 
distintas áreas do conhecimento exigem a mobilização de distintas formas de 
ensino e aprendizag em (SOUZA, 2015, p. 86) 
 
Conforme Lopes (2013), para que o homem seja implantado na cidadania, 
ele necessitará sujeitar-se a liberdade do próximo, o que depende da sua conduta, 
contudo isso não constitui desigualdade entre as classes. Com isso, o cidadão se 
intitula como um indivíduo com direitos, deveres e obrigações diante do Estado e 
sociedade. Dessa forma, a cidadania seria o exercício pleno dos direitos e 
deveres das pessoas, em que a garantia de respeito 
De acordo com Faturi (2018), de forma mais associada à realidade diária, é 
plausível classificar a cidadania como sendo uma identidade social politizada, isto 
é, abranger que a cidadania envolve processos de identificação entre as pessoas 
e sentimentos de pertencimento designado coletivamente, em diversas 
mobilizações, confrontos e negociações cotidianas, técnicas e características. Sua 
definição gravita, deste modo, em volta de um universo de valores e práticas dos 
direitos e da importância dos direitos, que asseguram, esta forma, os 
embasamentos e os limites da cidadania. 
Lopes (2013) relata que a procedência do termo cidadania deriva do latim 
“civitas”, que quer dizer cidade. A palavra cidadania foi empregada na 
Roma antiga para sugerir a situação política de uma pessoa e os direitos que a 
mesma tinha ou podia desempenhar. A cidadania é um conjunto de liberdades e 
obrigações políticas, sociais e econômicas em que um cidadão está sujeito no 
que diz respeito à sociedade em que vive. O cidadão [de cidade + -ão], se trata do 
indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou na função de seus 
deveres para com este . 
Ao tentar definir sobre a cidadania, Faturi (2018) explica que é 
indispensável partir da concepção que cidadania não tem uma significação e que 
se trata de um conceito histórico, o que quer dizer que seu sentido altera no 
tempo e no espaço, consistindo em, deste modo, na consequência de um 
processo dialético em incessante trajetória na sociedade. O termo cidadania, 
atualmente, está relacionado ao exercício total dos direitos políticos, econômicos e 
sociais da pessoa cujo bom emprego está relacionado inteiramente na forma de 
organização do estado. 
De acordo com Mendes et al (2018), o ensino de história deve ter como 
intuito a formação para a cidadania, uma vez que esta colabora inteiramente para 
que os indivíduos se tornem mais críticos, reflexivos e, por conseguinte, mais 
atuantes na sociedade onde estão inseridos. 
Para Faturi (2018), o ensino de história, permite “historicista” as 
experiências, isto é, instrumentaliza as pessoas para abarcar tendo em vista uma 
extensão temporal, entre prosseguimento e ruptura, constância e mudança, de 
pensar a duração como um fator de inteligibilidade do ser humano, completar e 
contextualizar, deste modo, permitindo situar os acontecimentos em um tempo, 
em uma sociedade e em um verificado lugar, o que admite entender aquilo que se 
tem de característico nas experiências humanas e, estabelecer conceitos, que 
servem para avaliar uma sociedade e a ação humana. Isto é, através do ensino 
de história oportuniza-se aos estudantes a seguir o processo de construção, 
definição e disputa do conceito “cidadania" e permite os alunos conjecturem 
acerca da sua experiência e as suas vivências como cidadãos, ampliando um 
olhar crítico ao mundo em que vive, levando em consideração o curso histórico da 
conquista dos direitos, assim como o seu papel, enquanto jovens estudantes, na 
sua manutenção e ampliação. 
Para mendes et al (2018), o ensino de história no Brasil, desde seu 
Aparecimento, incidiu por diversas modificações, as quais tiveram finalidades 
diferentes, como reforço de ideologias religiosas, políticas, nacionalistas, 
inclusive mesmo a reflexão, o diálogo e a formação cidadã. É importante 
ressaltar que o professor de história deve procurar sempre o novo, uma vez que o 
tempo não é estático, é movimento, é luta, é transformação, é uma constante 
perquisição. O educador deve estimular e despertar nos educandos este 
sentimento de curiosidade, apesar de se viver em um mundo imediato, de 
tecnologia, que nem sempre estes sentem curiosidades pelos desafios 
recomendados por seus educadores. 
Conforme Faturi (2018), a formação para a cidadania na educação é efetiva 
aos alunos, à comunidade escolar e à sociedade, competindo aos docentes, de 
maneira geral, apresentar estratégias pedagógicas que amparem ao educando a 
estabelecer conhecimentos, valores, atitudes e habilidades imprescindíveis para a 
sua formação cidadã, e aos docentes de história, instrumentalizar alunos para 
analisar e abranger historicamente o desenvolvimento e os limites da cidadania no 
Brasil, visando valorizar os princípios éticos e da dignidade humana 
indispensáveis ao convívio social e adotando a escola como um campo de 
exercício da cidadania, um ambiente democrático, em que todos os atores, sem 
ressalva, sejam interventores ativos e participativos. 
 
Mendes et al (2018) ressaltam que é irrefutável o valor do ensino de história 
na 
Formação de qualquer cidadão, ainda que muitos profissionais o 
proporcionem como um prosseguimento temporal de datas e de eventos. Uma 
forma tediosa e fadigosa e mostrar a história aos alunos é apresentá-la como um 
seguimento unidimensional de datas e acontecimentos. Quem atua dessa forma 
consolida oralmente uma faixa do tempo oral, contudo não leciona a disciplina. 
Diante disso, lecionar história apenas e meramente interpretando livros e 
decorando datas, faz com que o conteúdo da disciplina se torne maçante e sem 
sentido, levando à indiferença dos alunos pelos conteúdos recomendados. Deste 
modo, ensinar história é importante para que o indivíduo estime o patrimônio 
sociocultural e o direito de cidadania como qualidade de fortalecimento da 
liberdade de expressão e da democracia. 
Segundo Faturi (2018),o tema da cidadania torna-se um eixo essencial das 
técnicas da escola e implanta-se na sala de aula, exercendo influência na 
educação dos jovens de diversas maneiras, a partir de um abundante número de 
leis, parâmetros, diretrizes e orientações que põem a cidadania como uma 
finalidade do ensino, já que os currículos e programas estabelecem a ferramenta 
mais importante de interferência do Estado no ensino, o que constitui sua 
intervenção no desenvolvimento da clientela escolar para o exercício da 
cidadania. 
 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
O objetivo principal deste estudo foi identificar de que forma o ensino de 
história pode exercer influência na formação cidadã de alunos do ensino médio, 
sendo que o mesmo foi atingido, pois a teoria abordada contribuiu de forma 
significativa para o bom entendimento e alcance do mesmo. 
Na questão da didática, o ensino de história deverá sempre ocupar 
espaços e gerar progressos, não somente como um campo do conhecimento, 
mas também como motivadora do desenvolvimento de atividades docentes 
diferenciadas, para que junto aos alunos de história escolar seja compreendida e 
reconstruída, tendo como embasamento o conhecimento histórico. Deve fundar-se 
em torno de um objeto distinto do objeto da história. Buscar o passado e construir 
um conhecimento próprio. 
A prática diz respeito à observação e à participação em atividades no 
interior das escolas. A teoria norteia a configuração na qual o aluno é sujeito do 
próprio conhecimento e a aprendizagem histórica acontece por meio de um 
trabalho que agrupa atividades complexas que lidam com o conhecimento 
histórico em sua natureza epistemológica. 
No que diz respeito aos desafios do ensino de história, a formação 
universitária de professores de história é demorada e supõem que o professor 
conheça muito bem a disciplina. O ensino de história para é considerado uma 
tarefa que não é fácil, e se trata de um tipo de ensino que não pode restringir-se a 
memorização de fatos, a informação particularizada dos eventos, à acumulação 
de dados sobre as situações nas quais incidiram. 
É importante que a história seja entendida como o resultado da ação de 
Distintos grupos, setores ou classes de toda a sociedade e que o aluno conheça a 
história da humanidade como a história da produção de todos os homens e não 
como resultado da ação ou das ideias de alguns poucos. 
Desta forma, contribuir para a construção e a concretização de uma 
Consciência cidadã exercitada, primeiramente, em ambiente escolar, 
abrangendo, no entanto, que a cidadania não precisa iniciar em uma sala de 
aula, contudo é essencial que o seu exercício não se separe dela. Sabe-se que a 
cidadania está relacionada ao aparecimento da vida na cidade, à eficácia 
humana em desempenhar seus direitos e deveres de cidadão. 
O ensino de história deve ter como uma das fundamentais finalidades que o 
aluno seja capaz de entender e agir a cidadania como participação social e 
política, do mesmo modo como exercício de direitos e deveres políticos, civis e 
sociais, seguindo no seu cotidiano, atitudes de solidariedade, colaboração e 
repúdio às injustiças, respeitando o outro, atuando de maneira crítica e 
estabelecendo para si o mesmo respeito, uma vez que cidadania se estuda e se 
vivencia em diversos ambientes, contudo, a escola é o espaço privilegiado para a 
socialização, a constituição de conhecimentos e o desenvolvimento de 
capacidades e competências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
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de história. 143 fls. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio 
Grande 
do Sul.Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação 
em Ensinode História. Porto Alegre, RS, 2018. Disponível em: 
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Coordenação Pedagógica. Belo Horizonte: IPEMIG, 2017 
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Disponívelem: 
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