Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

MIOCARDIOPATIAS
Trabalho processual da disciplina de
Perfusão Extra-Corpórea; 
Pode ser tanto hereditária quanto adquirida.
Miocardiopatia ou cardiomiopatia é o nome
dado à doença que atinge o músculo cardíaco.
O QUE É UMA MIOCARDIOPATIA?
Consiste em uma inflamação que causa a
alteração do funcionamento do coração.
MIOCARDITE INFLAMATÓRIA
Para entender o que é
miocardite, vamos conhecer
a estrutura do coração.
O coração é composto por 4
cavidades, ligadas por válvulas.
O músculo do coração, que
envolve todas essas cavidades, é
chamado de miocárdio e a
inflamação deste músculo é
chamada de miocardite.
O não funcionamento adequado
do músculo cardíaco pode
dificultar a chegada de sangue
aos demais órgãos. 
o diagnóstico inicial é feito através
do quadro clínico, avalia o histórico
de gripe ou de vacinação com
determinados sintomas.Crônica:
Indica uma inflamação persistente, com
duração superior a duas semanas.
 
Evolutiva:
Refere-se a uma doença que progride ao
longo do tempo, com potencial para agravar
os danos ao coração. 
Inflamatória:
Destaca a presença contínua de processos
inflamatórios que danificam o miocárdio. 
Miocardites podem ser:
• Fadiga
• Falta de ar (dispneia)
• Edema (inchaço)
• Palpitações
• Dor no peito
• Insuficiência cardíaca
• Arritmias e até morte súbita
A doença é geralmente assintomática.
Mas, se houverem sintomas:
50% dos casos da miocardite, 25% dos casos se
tornam miocardite crônica, que levar a uma
insuficiência cardíaca. Os outros 25% dos casos
evoluem para uma insuficiência grave, que talvez
pode necessitar de transplante cardíaco.
O tratamento varia conforme a causa e a
gravidade da miocardite.
MIOCARDITE
MIOCARDIOPATIA
=/
80% a 90% das vezes, a miocardite é causada por
vírus. Nos demais ocorre devido a bactérias,
fungos, protozoários e, até mesmo após a
realização de vacinas.
O tempo de duração de uma miocardite depende
da causa da inflamação e do estado geral de
saúde do paciente, podendo tornar-se uma
miocardiopatia.
Dilatação das câmaras ventriculares.
Reduz a capacidade de bombear
sangue pelo ventrículo esquerdo ou
por ambos ventrículos. O coração
perde a força para bombear. 
Mais comum em homens na faixa
etária de 20 a 60 anos.
MIOCARDIOPATIA DILATADA
(MCD)
Causas
Nem sempre identificada, pode ser:
Genética (40%), doença de Chagas
doença coronária grave, etc...
Inicialmente sem
sintomas.
Fadiga
Dispineia quando
ativo ou deitado
Capacidade
reduzida de
exercício
Inchaço nas pernas,
tornozelos e pés
Inchaço do abdômen 
Dietas
Exercícios leves.
Medicamentos: IECA/ARA
II, diuréticos,
betabloqueadores,
anticoagulantes.
Marcapasso biventricular
Desfibrilador implantável.
Dispositivo de assistência
ventricular.
Transplante de coração.
História clínica +
exame físico.
ECG,
raio-X,
Ecocardiograma, 
Ressonância,
Cateterismo
Exames de sangue.
Sintomas Diagnóstico Tratamento
Espessamento do ventrículo esquerdo
Prejudica o relaxamento do coração, pode
provocar arritmias.
Pode ser obstrutiva ou não obstrutiva
Epidemiologia Fisiopatologia
MIOCARDIOPATIA
HIPERTRÓFICA (MCH)
Prevalência: 1/200–1/500
Principal causa de morte súbita em jovens
atletas
Doença genética do miocárdio em que
a parede do ventrículo esquerdo fica
mais grossa do que o normal.
Ecocardiograma (padrão-ouro)
Ressonância cardíaca
Teste genético (rastreamento
familiar)
Beta-bloqueadores, verapamil,
disopiramida
Novas terapias: Mavacamten
Cirurgia/ablação septal
CDI em pacientes de alto risco
Diagnóstico Tratamento
Falta de ar aos esforços.
Dor no peito (tipo angina).
Tonturas ou desmaios (síncope).
Palpitações.
Sintomas Principais:
*Pode ser assintomática (descoberta em exame de rotina)
MIOCARDIOPATIA RESTRITIVA
(MCR)
Definição:
Rigidez do miocárdio → dificuldade
de enchimento (diástole)
Sintomas principais:
dispneia, fadiga, edema, arritmias
(FA), palpitações
Etiologias:
Infiltrativas (amiloidose, sarcoidose)
Depósito (hemocromatose, Fabry)
Endomiocárdicas (Löffler, endomiocardiofibrose)
Diagnóstico:
ECG (baixa voltagem), ECO (padrão restritivo,
biatrial), RM (realce tardio), cintilografia
(amiloidose ATTR), biópsia
Fisiopatologia:
↑ pressões de enchimento, átrios
dilatados, ventrículos normais
Diuréticos com cautela, controle da FA, anticoagulação, CDI/MP em arritmias
Amiloidose AL → quimioterapia (bortezomibe/daratumumabe)
Amiloidose ATTR → tafamidis, acoramidis, silenciadores (patisiran, vutrisiran)
Hemocromatose → flebotomia/quelantes
Fabry → reposição enzimática/migalastate
Sarcoidose → corticoides/imunossupressores
Tratamento geral:
Tratamento específico:
Tratamento e Prognóstico
Transplante cardíaco:
Indicado em casos avançados/refratários
Variável → AL pior, ATTR moderado; diagnóstico precoce melhora sobrevida
Prognóstico:
Cardiomiopatia genética que afeta o ventrículo direito.
Caracteriza-se pela substituição de músculo cardíaco
por fibrose e gordura.
Leva a arritmias ventriculares e risco de morte súbita,
especialmente em jovens.
CARDIOMIOPATIA ARRITMOGÊNICA
DO VENTRÍCULO DIREITO
Prevalência: 1 em cada 2.000 a 5.000 pessoas.
Mais comum em homens jovens.
Forte componente genético (hereditário).
Causa importante de morte súbita em atletas.
Mutação em genes dos desmossomos.
Causa destruição de células cardíacas.
Comprometimento da condução elétrica.
Pode progredir e afetar o ventrículo esquerdo.
Epidemiologia Fisiopatologia
1. Fase oculta: assintomática.
2. Fase arrítmica: palpitações,
desmaios, arritmias ventriculares.
3. Falência do VD: sinais de
insuficiência cardíaca direita.
4. Fase biventricular: pode imitar
cardiomiopatia dilatada.
Fases Clínicas da Doença:
Eletrocardiograma (ECG)
Ressonância Magnética Cardíaca
Genética molecular
Critérios de Task Force (2010)
Combinação de achados: clínicos,
ECG, imagem e história familiar
Métodos de diagnóstico:
Evitar atividades físicas intensas.
Betabloqueadores e antiarrítmicos.
Implante de CDI (desfibrilador) em pacientes de
alto risco.
Ablação por cateter em arritmias recorrentes.
Tratamento de insuficiência cardíaca, se
presente.
Métodos de prevenção:
Cardiopatia congênita rara
Falha na compactação trabecular do miocárdio durante o
desenvolvimento embrionário
Miocárdio com aspecto “esponjoso” e recessos
intertrabeculares comunicantes com a cavidade ventricular
[NCVE] NÃO‑COMPACTAÇÃO DO
VENTRÍCULO ESQUERDO
Incidência: 0,014% a 0,045% em
ecocardiogramas não selecionados
Predominância masculina (56% a 82%)
Recorrência em 25-44% dos parentes próximos.
Miocárdio com duas camadas: compactada e
não-compactada (trabeculada) espessa.
Recessos revestidos por endocárdio,
comunicam com cavidade ventricular.
Fibrose, necrose e hipertrofia frequentes.
Epidemiologia Fisiopatologia
Idade variável: neonatos a adultos
Sintomas: insuficiência cardíaca,
cansaço, dispneia, cardiomegalia
Arritmias: bloqueios de ramo,
fibrilação atrial, taquicardias
ventriculares
Riscos: eventos embólicos e morte
súbita
Manifestações Clínicas:
Ecocardiograma 2D com Doppler:
principal exame
Critério chave: relações camada
não-compactada/compactada ao
final da sístole
Ressonância magnética e
tomografia em casos duvidosos
Métodos de diagnóstico:
Pode ser isolada ou associada a outras cardiopatias
Mutações ligadas ao cromossomo X (ex: síndrome de
Barth)
Transmissão autossômica dominante ou ligada ao X
Genética & Associações:
Tratamentos:
Sem cura específica
Terapia de suporte:
Tratamento da insuficiência cardíaca (IECA,
betabloqueadores, diuréticos)
Controle de arritmias (medicamentos, marcapasso)
Anticoagulação para prevenção de trombose
Transplante cardíaco em casos refratários
Evolução progressiva com
disfunção ventricular
Alta mortalidade e
necessidade de
transplante (31% a 50%)
em médio prazo
Risco significativo de
morte súbitamesmo em
estágios estáveis
Prognóstico:
A cardiopatia ou miocardiopatia isquêmica é
uma condição em que parte do músculo
cardíaco sofre isquemia, ou seja, recebe
menos oxigênio do que precisa.
Isso normalmente ocorre por obstrução ou
estreitamento das artérias coronárias. 
A isquemia pode levar à morte celular (infarto)
e/ou disfunção do miocárdio, reduzindo a
capacidade do coração de bombear sangue
eficientemente. 
CARDIOPATIA ISQUÊMICA 
Desequilíbrio entre oferta e
demanda de oxigênio
Lesão miocárdica progressiva
Angina (dor no peito)
Em casos mais avançados
insuficiência cardíaca, arritmias,
sintomas de baixo débito cardíaco. 
Dor anginosa em aperto,
compressão ou queimação: Essa
pode irradiar para ombros, braços,
maxilar e região epigástrica.
Falta de ar, Fadiga, Tontura,
Palpitações, Suor frio, Palidez.
Sintomas relacionados:
1 História clínica + exame físico: 
Identificar fatores de risco (hipertensão, tabagismo,
dislipidemia, diabetes), sintomas sugestivos. 
ECG; Marcadores de necrose miocárdica (se suspeita
de infarto); Ecocardiograma; Ressonância magnética
cardíaca; Angiografia coronariana.
Exames complementares:
Antiagregantes plaquetários; Estatinas;
Betabloqueadores; inibidores de ECA ou de ARBs; Em
casos selecionados, revascularização (angioplastia ou
cirurgia de ponte de safena) para restaurar fluxo.
Mudança de estilo de vida: dieta saudável, cessação
do tabagismo, exercício, controle de peso.
Medicamentos e tratamento:
2
3
CARDIOPATIA HIPERTENSIVA 
Complicação decorrente da
hipertensão arterial sistêmica crônica,
caracterizada por alterações
estruturais e funcionais no coração.
O aumento persistente da pressão
arterial leva o ventrículo esquerdo a
desenvolver hipertrofia miocárdica
como mecanismo compensatório para
vencer a resistência vascular.
Está associada a maior morbidade e
mortalidade cardiovascular.
Essa hipertrofia pode evoluir para:
rigidez ventricular, disfunção diastólica
e, em estágios mais avançados,
insuficiência cardíaca.
1
2
Manifestações Clínicas:
Geralmente silenciosa, mas pode apresentar dispneia, fadiga, palpitações,
angina e sinais de congestão em casos mais graves. Além da hipertrofia do
ventrículo esquerdo.
História de hipertensão, achados clínicos, eletrocardiograma, ecocardiograma
e exames laboratoriais.
Diagnóstico:
3
O tratamento envolve o controle rigoroso da pressão arterial por meio de
mudanças no estilo de vida (dieta balanceada, redução de sal, exercícios
físicos) e uso de anti-hipertensivos como inibidores da ECA, bloqueadores dos
receptores da angiotensina, betabloqueadores e diuréticos.
Medicamentos e tratamento:
Incidência: 1 para cada 1.000 a 4.000 gestações.
Risco: idade materna avançada, multiparidade,
pré-eclâmpsia, hipertensão gestacional.
 Epidemiologia Fisiopatologia e Diagnóstico
Disfunção sistólica do ventrículo esquerdo em pacientes
previamente saudáveis.
Associada a fatores hormonais, imunológicos e
hemodinâmicos.
Ocorre em mulheres no final da gestação ou até cinco
meses após o parto
MIOCARDIOPATIA PERIPARTO
Dispneia, edema, fadiga, intolerância ao esforço.
Diagnóstico: ecocardiograma mostrando
fração de ejeçãohttps://www.msdmanuals.com/pt/casa/authors/hoit-brian
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-peric%C3%A1rdica-e-miocardite/miocardite
https://www.msdmanuals.com/pt/casa/dist%C3%BArbios-do-cora%C3%A7%C3%A3o-e-dos-vasos-sangu%C3%ADneos/doen%C3%A7a-peric%C3%A1rdica-e-miocardite/miocardite
Integrantes do grupo:
Kobi; Cris; Nitta; Thalyta; Julia; Thamiris.
OBRIGADO!!

Mais conteúdos dessa disciplina