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O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 1 
 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES 
EDUCACIONAIS, TECNOLÓGICOS, INOVADORES E INCLUSIVOS. 
 
Sandro Garabed Ischkanian 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Delvina Carvalho 
Denizete Cabrini de Oliveira 
Luciana Tavares Bastos 
A gestão pedagógica tem se configurado como elemento central para a promoção de ambientes 
escolares que atendam às exigências do século XXI, especialmente no que se refere à integração 
da tecnologia, à inovação metodológica e à efetivação da inclusão educacional. Neste contexto, o 
presente artigo analisa o papel estratégico da gestão pedagógica na criação de espaços de 
aprendizagem que sejam, simultaneamente, tecnológicos, inovadores e inclusivos. A investigação 
parte da compreensão de que a escola contemporânea não pode prescindir da mediação crítica de 
um gestor comprometido com a transformação social e com o desenvolvimento integral dos 
sujeitos envolvidos no processo educativo. O estudo fundamenta-se em autores como Lück 
(2009), Mantoan (2006), Moran (2015) e Tardif (2014), que discutem o papel da liderança 
pedagógica, da inclusão escolar, da cultura digital e da formação docente. A partir dessa base 
teórica, destaca-se que a atuação do gestor pedagógico deve ir além da dimensão administrativa, 
envolvendo o planejamento coletivo, o acompanhamento das práticas docentes, o fomento à 
inovação e o compromisso com a equidade. A gestão pedagógica eficaz é aquela que propicia o 
desenvolvimento de estratégias colaborativas, valorizando a escuta ativa, a formação continuada e 
a articulação entre os diversos atores da comunidade escolar. No que se refere à tecnologia 
educacional, a gestão assume a responsabilidade de liderar processos de inserção consciente e 
crítica das ferramentas digitais no cotidiano escolar. Isso implica não apenas o investimento em 
infraestrutura, mas principalmente o apoio à formação docente para o uso pedagógico das 
tecnologias, com vistas à melhoria da qualidade da aprendizagem. A cultura digital, quando bem 
implementada, amplia as possibilidades metodológicas e promove maior engajamento dos 
estudantes, favorecendo abordagens ativas como a aprendizagem baseada em projetos, salas de 
aula invertidas e recursos multimídia. A inovação, por sua vez, é compreendida como um processo 
contínuo de reconfiguração das práticas educativas, rompendo com modelos tradicionais e 
promovendo ambientes mais dinâmicos e contextualizados. A gestão pedagógica deve fomentar 
essa inovação, incentivando o protagonismo docente e discente, a interdisciplinaridade e o uso 
criativo dos recursos disponíveis. Neste aspecto, a liderança pedagógica precisa ser inspiradora e 
democrática, abrindo espaços para experimentações e escutas plurais. A inclusão educacional, 
mais do que a simples presença física de estudantes com deficiência ou necessidades específicas, 
exige um olhar atento às desigualdades sociais, culturais e cognitivas. A gestão pedagógica 
inclusiva deve assegurar políticas e práticas que garantam o acesso, a permanência e o sucesso de 
todos os estudantes, respeitando suas singularidades. Isso implica em revisar currículos, adaptar 
metodologias, promover acessibilidade e fortalecer o trabalho em rede com serviços de apoio. 
Conclui-se, portanto, que a gestão pedagógica desempenha papel fundamental na constituição de 
uma escola mais humanizada, tecnológica, inovadora e inclusiva, sendo agente articulador das 
transformações necessárias para uma educação de qualidade social. 
Palavras-chave: Gestão pedagógica. Inovação educacional. Inclusão. Tecnologia. Ambientes 
escolares. 
 
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EL PAPEL DE LA GESTIÓN PEDAGÓGICA EN LA CONSTRUCCIÓN DE 
AMBIENTES EDUCATIVOS, TECNOLÓGICOS, INNOVADORES E INCLUSIVOS 
Sandro Garabed Ischkanian 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Delvina Carvalho 
Denizete Cabrini de Oliveira 
Luciana Tavares Bastos 
La gestión pedagógica se ha configurado como un elemento central para la promoción de entornos 
escolares que respondan a las exigencias del siglo XXI, especialmente en lo que respecta a la 
integración de la tecnología, la innovación metodológica y la implementación efectiva de la 
inclusión educativa. En este contexto, el presente artículo analiza el papel estratégico de la gestión 
pedagógica en la creación de espacios de aprendizaje que sean, al mismo tiempo, tecnológicos, 
innovadores e inclusivos. La investigación parte de la comprensión de que la escuela 
contemporánea no puede prescindir de la mediación crítica de un gestor comprometido con la 
transformación social y con el desarrollo integral de los sujetos implicados en el proceso 
educativo. El estudio se fundamenta en autores como Lück (2009), Mantoan (2006), Moran (2015) 
y Tardif (2014), quienes abordan el papel del liderazgo pedagógico, la inclusión escolar, la cultura 
digital y la formación docente. A partir de esta base teórica, se destaca que la actuación del gestor 
pedagógico debe ir más allá de la dimensión administrativa, involucrando la planificación 
colectiva, el acompañamiento de las prácticas docentes, el fomento de la innovación y el 
compromiso con la equidad. Una gestión pedagógica eficaz es aquella que favorece el desarrollo 
de estrategias colaborativas, valorando la escucha activa, la formación continua y la articulación 
entre los diversos actores de la comunidad escolar. En lo que respecta a la tecnología educativa, la 
gestión asume la responsabilidad de liderar procesos de integración consciente y crítica de las 
herramientas digitales en el cotidiano escolar. Esto implica no solo inversión en infraestructura, 
sino, principalmente, apoyo a la formación docente para el uso pedagógico de las tecnologías, con 
miras a la mejora de la calidad del aprendizaje. La cultura digital, cuando se implementa 
adecuadamente, amplía las posibilidades metodológicas y promueve un mayor compromiso de los 
estudiantes, favoreciendo enfoques activos como el aprendizaje basado en proyectos, las aulas 
invertidas y los recursos multimedia. La innovación, a su vez, se entiende como un proceso 
continuo de reconfiguración de las prácticas educativas, rompiendo con modelos tradicionales y 
promoviendo entornos más dinámicos y contextualizados. La gestión pedagógica debe fomentar 
esta innovación, incentivando el protagonismo de docentes y estudiantes, la interdisciplinariedad y 
el uso creativo de los recursos disponibles. En este aspecto, el liderazgo pedagógico necesita ser 
inspirador y democrático, abriendo espacios para la experimentación y la escucha plural. La 
inclusión educativa, más allá de la mera presencia física de estudiantes con discapacidad o 
necesidades específicas, exige una mirada atenta a las desigualdades sociales, culturales y 
cognitivas. La gestión pedagógica inclusiva debe asegurar políticas y prácticas que garanticen el 
acceso, la permanencia y el éxito de todos los estudiantes, respetando sus singularidades. Esto 
implica revisar los currículos, adaptar las metodologías, promover la accesibilidad y fortalecer el 
trabajo en red con los servicios de apoyo. Se concluye, por tanto, que la gestión pedagógica 
desempeña un papel fundamental en la constitución de una escuela más humanizada, tecnológica, 
innovadora e inclusiva, actuando como agente articulador de las transformaciones necesarias para 
una educación de calidad social. 
Palabras clave: Gestión pedagógica. Innovación educativa. Inclusión. Tecnología. Entornos 
escolares. 
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THE ROLE OF PEDAGOGICAL MANAGEMENT IN BUILDING EDUCATIONAL, 
TECHNOLOGICAL, INNOVATIVE, AND INCLUSIVE ENVIRONMENTS 
Sandro Garabed Ischkanian 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys NogueiraCabral 
Delvina Carvalho 
Denizete Cabrini de Oliveira 
Luciana Tavares Bastos 
Pedagogical management has become a central element in promoting school environments that 
meet the demands of the 21st century, especially regarding the integration of technology, 
methodological innovation, and the effective implementation of educational inclusion. In this 
context, this article analyzes the strategic role of pedagogical management in creating learning 
spaces that are simultaneously technological, innovative, and inclusive. The investigation is based 
on the understanding that the contemporary school cannot do without the critical mediation of a 
leader committed to social transformation and the holistic development of all subjects involved in 
the educational process. The study is grounded in authors such as Lück (2009), Mantoan (2006), 
Moran (2015), and Tardif (2014), who discuss the role of pedagogical leadership, school 
inclusion, digital culture, and teacher training. Based on this theoretical framework, it is 
emphasized that the work of the pedagogical manager must go beyond the administrative 
dimension, involving collaborative planning, monitoring of teaching practices, the promotion of 
innovation, and a commitment to equity. Effective pedagogical management is characterized by 
the development of collaborative strategies, valuing active listening, continuous professional 
development, and coordination among the various actors within the school community. With 
regard to educational technology, management is responsible for leading the conscious and critical 
integration of digital tools into the school’s daily routine. This requires not only investment in 
infrastructure but, above all, support for teacher training in the pedagogical use of technology, 
aiming to improve the quality of learning. When properly implemented, digital culture expands 
methodological possibilities and enhances student engagement, encouraging active learning 
approaches such as project-based learning, flipped classrooms, and the use of multimedia 
resources. Innovation, in turn, is understood as a continuous process of reconfiguring educational 
practices, breaking away from traditional models and fostering more dynamic and contextualized 
environments. Pedagogical management must promote this innovation by encouraging both 
teacher and student protagonism, interdisciplinarity, and creative use of available resources. In this 
regard, pedagogical leadership must be inspiring and democratic, creating space for 
experimentation and diverse forms of expression and dialogue. Educational inclusion, more than 
just the physical presence of students with disabilities or specific needs, demands careful attention 
to social, cultural, and cognitive inequalities. Inclusive pedagogical management must ensure 
policies and practices that guarantee access, retention, and success for all students, respecting their 
individual characteristics. This involves reviewing curricula, adapting methodologies, promoting 
accessibility, and strengthening networking with support services. In conclusion, pedagogical 
management plays a fundamental role in the construction of a more humanized, technological, 
innovative, and inclusive school, acting as a key agent in driving the transformations necessary for 
achieving socially equitable and high-quality education. 
Keywords: Pedagogical management. Educational innovation. Inclusion. Technology. School 
environments. 
 
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O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES 
EDUCACIONAIS, TECNOLÓGICOS, INOVADORES E INCLUSIVOS. 
 
Sandro Garabed Ischkanian 
Simone Helen Drumond Ischkanian 
Gladys Nogueira Cabral 
Delvina Carvalho 
Denizete Cabrini de Oliveira 
Luciana Tavares Bastos 
1. INTRODUÇÃO 
A gestão pedagógica contemporânea assume um papel crucial na reformulação das 
práticas escolares, não apenas como um setor administrativo, mas como um agente mediador entre 
as exigências educacionais do século XXI e as possibilidades práticas de sua implementação nas 
instituições de ensino. Em meio a um cenário de rápidas transformações sociais, culturais e 
tecnológicas, a escola emerge como um espaço que precisa, urgentemente, ressignificar suas 
formas de ensinar e aprender. 
A figura do gestor pedagógico se expande, deixando de ser um mero executor de políticas 
internas para tornar-se um articulador de processos formativos, integrador de saberes e promotor 
de práticas inclusivas e inovadoras. Essa mudança de papel é reflexo das profundas 
transformações pelas quais a educação vem passando nas últimas décadas, impulsionadas por 
avanços tecnológicos, por novos paradigmas educacionais e pela crescente valorização da 
diversidade como um princípio estruturante da ação pedagógica. O gestor pedagógico deixa de 
ocupar uma posição meramente técnica ou burocrática e assume uma função estratégica, na qual 
suas decisões influenciam diretamente na qualidade do ensino, nas relações interpessoais da 
comunidade escolar e na garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes. 
Sua atuação passa a ser essencial para consolidar ambientes escolares que respeitem a 
diversidade, acolham as diferenças e incentivem o protagonismo discente, promovendo a 
construção de um espaço educativo verdadeiramente democrático. Isso exige do gestor uma escuta 
sensível às demandas da comunidade escolar, bem como a capacidade de dialogar com diferentes 
perspectivas e articular ações que considerem as singularidades dos sujeitos envolvidos no 
processo educativo. Ele se torna, assim, um mediador entre as diretrizes legais e as necessidades 
reais do cotidiano escolar, capaz de traduzir políticas públicas em práticas concretas e coerentes 
com os contextos específicos de cada instituição. 
O o gestor pedagógico desempenha um papel decisivo na mobilização e valorização da 
equipe docente, estimulando a formação continuada, o trabalho colaborativo e a busca por práticas 
pedagógicas mais criativas e eficazes. Ao promover um ambiente institucional pautado na 
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confiança, na ética e na corresponsabilidade, ele contribui para o fortalecimento de uma cultura 
organizacional voltada à inovação e à inclusão. Cabe-lhe, ainda, identificar e potencializar os 
talentos e competências existentes na equipe escolar, reconhecendo que o capital humano é o 
principal recurso na construção de uma educação de qualidade. 
O protagonismo discente emerge como um dos focos centrais da ação gestora. O gestor 
comprometido com uma educação crítica e transformadora precisa garantir espaços onde os 
estudantes possam se expressar, participar das decisões que os afetam e desenvolver autonomia 
intelectual, emocional e social. Para tanto, é necessário que ele incentive metodologias ativas, 
projetos interdisciplinares e práticas pedagógicas que envolvam os alunos como sujeitos 
históricos, capazes de produzir conhecimento, intervir em seu meio e construir sentidos para sua 
aprendizagem. 
O novo perfil do gestor pedagógico exige uma postura reflexiva, crítica, colaborativa e 
inovadora. Ele precisa ser capaz de transitar entre diferentes saberes — administrativos, 
pedagógicos, sociais, tecnológicos e culturais — e colocá-los a serviço de uma educação mais 
inclusiva, emancipadora e conectada com os desafios contemporâneos. Essa figura é, portanto, 
central na mediação entre os avanços teóricos da educação e sua aplicação prática nos ambientes 
escolares, sendo um agente fundamental na consolidação de escolas que não apenas ensinam, mas 
transformam vidas. 
A construção de ambientes educacionais inovadores e tecnológicos, no entanto, não 
depende apenas da infraestrutura física ou de recursos digitais, mas de uma mudança de 
mentalidade institucional. Esta mudançasó pode ser viabilizada com o engajamento efetivo da 
gestão pedagógica em processos de formação continuada, planejamento estratégico e diálogo 
constante com os diversos atores escolares. 
Em um cenário marcado por desigualdades educacionais, o papel do gestor pedagógico se 
reveste de um compromisso ético e político. Ao promover uma educação verdadeiramente 
inclusiva, esse profissional deve assegurar o direito de aprendizagem de todos os estudantes, 
especialmente daqueles historicamente excluídos dos processos formais de ensino. 
A articulação entre tecnologias educacionais e práticas pedagógicas precisa ser feita de 
forma crítica e contextualizada. A simples inserção de recursos digitais nas salas de aula, sem uma 
mediação pedagógica adequada, não garante inovação nem transformação. É papel da gestão 
fomentar práticas que façam sentido no cotidiano escolar e que contribuam para o 
desenvolvimento de competências e habilidades relevantes para o século XXI. 
A inovação educacional, por sua vez, não se limita ao uso de tecnologias. Inovar implica 
em repensar o currículo, reorganizar o tempo e o espaço escolar, diversificar metodologias e 
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valorizar o saber docente. A gestão pedagógica é responsável por criar as condições para que esses 
movimentos ocorram de maneira consistente e sustentada. 
A inclusão, como um dos pilares da educação contemporânea, exige uma postura proativa 
da gestão. Isso significa adotar políticas e práticas que garantam a acessibilidade, a participação e 
o sucesso de todos os estudantes, considerando suas especificidades, potencialidades e ritmos de 
aprendizagem. 
A construção de um ambiente escolar inclusivo demanda planejamento pedagógico 
colaborativo, formações específicas sobre educação especial e o envolvimento de toda a 
comunidade escolar. Cabe à gestão coordenar esse processo, valorizando o trabalho coletivo e 
promovendo a corresponsabilidade entre os profissionais da educação. 
A interseção entre inclusão, inovação e tecnologia representa um novo paradigma 
educacional, que exige da gestão escolar uma atuação intersetorial e integradora. O gestor precisa 
compreender as dinâmicas sociais e educacionais de sua comunidade para propor soluções que 
façam sentido e respondam às necessidades locais. 
A gestão pedagógica se configura como um campo estratégico dentro da escola, capaz de 
mobilizar recursos humanos e materiais, articular parcerias, estimular a formação docente e 
promover mudanças estruturais no fazer pedagógico. 
A práxis pedagógica, como destacam Albuquerque Junior, Rocha, Freitas Ivanicska e 
Ischkanian (2025), deve ser pensada como um processo dialético e contínuo de ação-reflexão-
ação, no qual teoria e prática se entrelaçam de forma indissociável, constituindo um movimento 
permanente de transformação da realidade educacional. Para os autores, a práxis não se restringe à 
aplicação de técnicas pedagógicas ou à execução de planejamentos formais; ela representa uma 
atitude crítica diante das situações vivenciadas no cotidiano escolar, exigindo do educador – e, 
especialmente, da gestão pedagógica – um posicionamento ético, reflexivo e transformador. 
A gestão pedagógica deve incorporar essa lógica dialética à sua atuação cotidiana, 
compreendendo que suas decisões e intervenções não são neutras, mas carregadas de 
intencionalidade educativa e implicações sociais. Cabe ao gestor criar e fortalecer espaços 
institucionais que favoreçam a reflexão coletiva, a escuta ativa e a análise crítica das práticas 
pedagógicas, promovendo, assim, uma cultura de avaliação formativa que vá além da mensuração 
de resultados e se constitua como ferramenta de aprendizagem institucional e melhoria contínua. 
Ao adotar a perspectiva da práxis pedagógica como eixo estruturante da gestão, os 
autores ressaltam que é imprescindível valorizar os saberes construídos no interior da escola, 
reconhecendo o protagonismo dos educadores, a diversidade dos estudantes e a complexidade das 
relações que permeiam o ambiente escolar. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 7 
 
Uma gestão pedagógica comprometida com essa concepção crítica da práxis precisa 
assumir uma postura de liderança formativa, atuando como mediadora dos processos educativos e 
fomentadora de inovações pedagógicas. Isso significa planejar coletivamente, acompanhar de 
forma sistemática o desenvolvimento das atividades pedagógicas, valorizar a formação docente 
como processo contínuo e garantir condições para que a escola seja, de fato, um espaço de 
construção do conhecimento, de inclusão social e de exercício da cidadania. 
 A formação continuada dos profissionais da educação é um dos eixos centrais da gestão 
pedagógica transformadora. Somente por meio da atualização constante é possível enfrentar os 
desafios contemporâneos da sala de aula, que vão desde a indisciplina escolar até as barreiras 
tecnológicas e cognitivas impostas por um contexto complexo. 
As demandas educacionais do século XXI exigem do gestor pedagógico competências 
múltiplas: liderança, sensibilidade social, domínio de políticas públicas, fluência tecnológica e 
habilidades de comunicação. A soma dessas competências potencializa sua atuação como 
articulador de processos e mediador de conflitos. 
A valorização do diálogo é outro aspecto essencial da gestão pedagógica contemporânea. 
A escuta ativa das demandas de professores, estudantes e famílias possibilita a construção de um 
ambiente mais democrático e participativo, favorecendo o engajamento e a corresponsabilidade de 
todos os envolvidos no processo educativo. 
Os autores Albuquerque Junior, Rocha, Freitas Ivanicska e Ischkanian (2025), destacam 
que os ambientes escolares precisam ser repensados não apenas como locais de transmissão de 
conhecimento, mas como espaços de convivência, criação e desenvolvimento integral. Essa 
perspectiva exige da gestão uma visão ampla e sistêmica da escola como instituição social. 
As tecnologias educacionais, quando bem integradas ao projeto pedagógico da escola, 
podem favorecer processos de personalização da aprendizagem, ampliação do acesso à informação 
e desenvolvimento da autonomia dos estudantes. O gestor pedagógico deve assumir a liderança na 
escolha, aplicação e avaliação desses recursos. 
A cultura digital impõe à escola o desafio de dialogar com linguagens, ferramentas e 
práticas que extrapolam o universo tradicional da sala de aula. A gestão deve, portanto, criar 
espaços de experimentação e inovação pedagógica que levem em conta essa nova realidade. 
O gestor pedagógico precisa ser capaz de promover um clima organizacional favorável ao 
trabalho colaborativo, ao reconhecimento profissional e à troca de experiências entre os docentes. 
Ambientes educativos inovadores e inclusivos só se sustentam com base em relações humanas 
saudáveis e respeitosas. 
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A inclusão escolar não se limita à presença física dos estudantes nas salas de aula. É 
necessário garantir sua efetiva participação, engajamento e aprendizagem. Isso implica em romper 
com modelos homogêneos e padronizados, adotando práticas flexíveis e diversificadas. 
A atuação do gestor precisa estar fundamentada em princípios de justiça social, equidade 
e respeito à diversidade. Esses princípios devem orientar o planejamento pedagógico, a 
distribuição de recursos e a avaliação institucional. 
A construção de um projeto político-pedagógico democrático e participativo é um 
instrumento fundamental para orientar a ação da gestão escolar. Esse documento deve ser 
constantemente revisitado, atualizado e apropriado por toda a comunidade escolar. 
O gestor pedagógico deve atuar como um líder inspirador, capaz de mobilizar afetos, 
estimular a criatividade e promover a autoestimados educadores e estudantes. Essa liderança 
humanizada é essencial para transformar a cultura escolar. 
A escola inclusiva e inovadora é aquela que reconhece e valoriza as múltiplas formas de 
aprender e ensinar, rompendo com a lógica da exclusão e do fracasso escolar. A gestão tem um 
papel central na consolidação dessa cultura. 
A gestão eficiente também implica em saber lidar com dados educacionais de forma 
estratégica. Mapear as dificuldades de aprendizagem, os índices de evasão e os níveis de 
participação são etapas fundamentais para a construção de ações efetivas. 
O trabalho articulado com outros setores da escola – como a coordenação pedagógica, os 
serviços de apoio educacional especializado, os conselhos escolares e as famílias – amplia a 
eficácia da gestão e favorece uma atuação mais integrada. 
As políticas públicas educacionais devem ser apropriadas criticamente pela gestão, de 
modo a adaptá-las ao contexto específico de cada escola. Não se trata de uma aplicação mecânica, 
mas de uma mediação pedagógica contextualizada. 
O uso da tecnologia precisa ser planejado e monitorado. Cabe à gestão garantir que ela 
seja utilizada de forma ética, segura e pedagógica, evitando usos meramente recreativos ou 
fragmentados. 
A construção de uma escola verdadeiramente inovadora exige tempo, investimento e 
persistência. A gestão deve manter-se firme em seus propósitos, mesmo diante de resistências ou 
limitações orçamentárias. 
A valorização dos saberes docentes, o estímulo à pesquisa pedagógica e o incentivo à 
reflexão crítica sobre a prática são ações que fortalecem a cultura de inovação e inclusão na 
escola. A gestão pedagógica, quando verdadeiramente comprometida com uma educação 
transformadora, ultrapassa os limites da administração técnica e burocrática, assumindo um papel 
central na reconfiguração das finalidades da escola no século XXI. Ela deixa de ser apenas um 
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mecanismo de organização interna da instituição para tornar-se um instrumento potente de 
mobilização social, cultural e política, capaz de provocar rupturas com modelos educacionais 
excludentes, conservadores e desatualizados. Nesse novo horizonte, o gestor pedagógico torna-se 
líder de um processo coletivo de ressignificação do espaço escolar, orientando sua atuação por 
princípios éticos, democráticos e inclusivos. 
A construção de uma escola mais justa implica garantir o direito de todos os sujeitos à 
aprendizagem significativa, reconhecendo as desigualdades históricas e estruturais que marcam a 
trajetória de muitos estudantes. Para isso, a gestão precisa promover a equidade em todas as suas 
dimensões, assegurando recursos, apoios e estratégias diferenciadas conforme as necessidades dos 
alunos. Já a escola democrática requer a efetiva participação da comunidade escolar nos processos 
decisórios, valorizando o diálogo, a escuta ativa e a construção coletiva de soluções pedagógicas. 
O gestor, nesse contexto, atua como articulador de vozes e mediador de conflitos, promovendo um 
ambiente escolar pautado no respeito à pluralidade e à justiça social. 
No tocante à dimensão tecnológica, a gestão pedagógica deve reconhecer que a inserção 
crítica e criativa das tecnologias digitais no cotidiano escolar é fundamental para tornar a educação 
mais conectada com os desafios contemporâneos. Isso envolve não apenas o acesso a dispositivos 
e plataformas, mas a formação contínua dos professores, a reorganização dos tempos e espaços 
escolares e a adoção de metodologias inovadoras que façam uso significativo desses recursos. A 
escola precisa dialogar com a cultura digital de forma ativa, desenvolvendo nos estudantes 
competências para a cidadania digital, o pensamento crítico e a autonomia intelectual. 
2. DESENVOLVIMENTO 
A escola humana – aquela que reconhece e valoriza a singularidade de cada sujeito – 
deve ser o horizonte ético de toda gestão pedagógica transformadora. Promover uma educação 
humanizada é investir em relações afetivas, empáticas e respeitosas entre os membros da 
comunidade escolar. É criar um ambiente onde os sentimentos, as subjetividades e as histórias de 
vida dos estudantes e educadores sejam acolhidos e considerados nos processos de ensino e 
aprendizagem. A gestão, nesse sentido, precisa estar atenta às dimensões emocionais e sociais da 
educação, favorecendo práticas que promovam o bem-estar, a saúde mental e o desenvolvimento 
integral dos sujeitos. 
Esse é o grande desafio dos tempos atuais: reconfigurar o papel da escola em um mundo 
complexo, globalizado, tecnológico e, ao mesmo tempo, profundamente desigual. Mas é também a 
grande possibilidade: transformar a gestão pedagógica em um motor de mudança real e concreta, 
capaz de reinventar a educação para que ela cumpra seu papel mais nobre — formar sujeitos 
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críticos, autônomos, solidários e preparados para atuar de forma ética e criativa na construção de 
uma sociedade mais justa e sustentável. 
 
2.1. FUNDAMENTOS DA GESTÃO PEDAGÓGICA 
A gestão pedagógica, segundo Lück (2009), representa o eixo articulador entre as 
diretrizes educacionais — sejam elas oriundas das políticas públicas, dos projetos institucionais ou 
das demandas da comunidade escolar — e sua aplicação efetiva no cotidiano da escola. Essa 
concepção rompe com a ideia tradicional de uma gestão meramente operacional ou administrativa, 
ao destacar sua natureza estratégica e formativa. Para a autora, o gestor pedagógico atua como 
mediador entre o que se propõe no plano macro das intenções educacionais e o que se realiza, de 
fato, nas salas de aula, nos projetos escolares e nas relações humanas que atravessam o ambiente 
escolar. 
Trata-se de um processo intencional e sistemático, que envolve etapas interdependentes 
de planejamento, acompanhamento e avaliação das práticas pedagógicas, sempre com foco na 
aprendizagem dos alunos como finalidade central. O planejamento, nesse contexto, não se resume 
à elaboração de documentos formais, mas configura-se como um exercício coletivo de reflexão 
sobre os caminhos possíveis para garantir uma educação de qualidade, equitativa e significativa. 
Ele requer do gestor sensibilidade para escutar a equipe, compreender as necessidades do corpo 
discente, articular os diferentes segmentos da escola e alinhar as práticas às metas definidas no 
projeto político-pedagógico. 
O acompanhamento, por sua vez, exige presença ativa do gestor nos espaços 
pedagógicos, promovendo a escuta e o diálogo constante com os professores, monitorando o 
desenvolvimento das ações planejadas, identificando dificuldades e potencialidades, e oferecendo 
apoio formativo contínuo à equipe. O gestor pedagógico, nessa etapa, atua como parceiro no 
processo de construção do conhecimento, e não como fiscalizador de tarefas, valorizando a 
corresponsabilidade entre todos os envolvidos. 
Já a avaliação das práticas pedagógicas deve ser compreendida como parte de uma 
cultura de autorreflexão institucional, pautada na busca por melhorias contínuas e sustentadas. 
Longe de ser um processo punitivo ou meramente classificatório, a avaliação proposta por Lück 
está ligada à capacidade da escola de rever suas ações, redirecionar esforços e tomar decisões com 
base em evidências pedagógicas. É uma avaliação que considera a aprendizagem dos alunos como 
parâmetro central de qualidade, mas que também valoriza os aspectos humanos, relacionais e 
contextuais do processo educativo. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 11 
 
Ao compreender a gestão pedagógica como esse nó articulador entre teoria e prática, 
Lück (2009) destaca que a eficácia da ação gestora está profundamente vinculada à sua dimensão 
ética, política e formativa. 
Tabela 1: Fundamentos da Gestão Pedagógica.Fundamento Autor(a) Contribuição/Frase Representativa 
Gestão como 
articulação 
pedagógica 
Sandro Garabed 
Ischkanian (2025) 
―A gestão eficaz não administra apenas 
recursos; ela integra intencionalidades 
pedagógicas ao projeto coletivo da escola.‖ 
Educação dialética e 
inclusão 
Simone Helen 
Drumond Ischkanian 
(2025) 
―O gestor é mediador de sentidos, tradutor da 
diversidade e facilitador de práticas que libertam 
e acolhem.‖ 
Liderança 
participativa 
Gladys Nogueira 
Cabral (2025) 
―A liderança na gestão pedagógica se concretiza 
quando a escuta é o primeiro passo da decisão.‖ 
Planejamento e 
avaliação crítica 
Delvina Carvalho 
(2025) 
―O planejamento pedagógico é um exercício 
contínuo de reflexão, não um roteiro fixo.‖ 
Gestão democrática Denizete Cabrini de 
Oliveira (2025) 
―A democracia na escola começa na confiança 
entre os sujeitos e se expande na autonomia 
construída coletivamente.‖ 
Formação docente e 
inovação 
Luciana Tavares Bastos 
(2025) 
―O gestor deve ser o elo entre o presente da 
prática e o futuro da transformação 
educacional.‖ 
Dimensão ética da 
gestão 
Vitor Henrique Paro 
(clássico) 
―A gestão democrática é, antes de tudo, uma 
questão ética.‖ 
Gestão como 
mediação política 
Jussara Hoffmann 
(clássica) 
―Avaliar é um ato político e, portanto, a gestão 
também o é, pois define caminhos e 
prioridades.‖ 
Organização do 
trabalho pedagógico 
José Carlos Libâneo 
(clássico) 
―A função social da escola exige uma gestão 
pedagógica centrada no conhecimento e no 
compromisso com a aprendizagem.‖ 
Gestão como 
liderança 
transformadora 
Celso Vasconcellos 
(clássico) 
―A liderança do gestor deve ser educativa: 
formar, mobilizar e construir coletivamente o 
sentido da escola.‖ 
Inovação e 
tecnologia na escola 
Moran 
(contemporâneo) 
―A gestão pedagógica deve inspirar 
experimentações, conectar a escola ao mundo e 
cultivar aprendizagem ativa.‖ 
Participação e 
protagonismo 
discente 
Paulo Freire (referência 
fundamental) 
―Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si 
mesmo, os homens se educam entre si, 
mediatizados pelo mundo.‖ 
Fonte: ISCHKANIAN, Sandro Garabed; ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys 
Nogueira; CARVALHO, Delvina; OLIVEIRA, Denizete Cabrini de; BASTOS, Luciana Tavares, (2025). 
 
O gestor não apenas coordena ou organiza a escola — ele inspira, mobiliza, forma e 
transforma. Sua função extrapola os limites da administração formal para adentrar as esferas mais 
profundas da liderança pedagógica e humana. Ele atua como sujeito político no sentido mais 
amplo do termo, ou seja, como alguém consciente de seu papel histórico e social, comprometido 
com a construção de uma educação pública de qualidade, voltada à transformação da realidade e à 
emancipação dos sujeitos. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 12 
 
Como liderança ética e estratégica, o gestor mobiliza a equipe escolar em torno de um 
projeto pedagógico coletivo e coerente com os princípios democráticos, promovendo a 
participação ativa dos diferentes atores educacionais — professores, estudantes, famílias, 
funcionários e comunidade. Ele cultiva um ambiente de corresponsabilidade, em que a escuta 
sensível, o diálogo aberto e a valorização dos saberes e experiências individuais se tornam práticas 
cotidianas. Ao reconhecer que nenhuma mudança significativa se faz de maneira isolada, o gestor 
aposta na força do coletivo como eixo estruturante da transformação educacional. 
Ao influenciar a cultura organizacional, o gestor pedagógico atua também sobre os 
valores, crenças e práticas que orientam a vida escolar. Ele enfrenta resistências, questiona 
paradigmas ultrapassados e fomenta uma cultura de inovação e reflexão permanente. Essa 
influência não é autoritária, mas sim dialógica e inspiradora, buscando sempre articular coerência 
entre o discurso e a prática. Por meio dessa atuação, ele transforma o espaço escolar em um 
ambiente que valoriza a diversidade, estimula o pensamento crítico e promove a inclusão em todas 
as suas dimensões. 
Criar condições para que a escola cumpra seu papel social envolve, ainda, garantir a 
formação continuada dos docentes, o acompanhamento sistemático dos processos de ensino e 
aprendizagem, a mediação de conflitos e a defesa intransigente do direito à educação. Significa 
lutar por uma escola acolhedora, que reconheça os sujeitos em sua integralidade, que ofereça 
oportunidades reais de desenvolvimento humano e que se posicione de forma ativa diante das 
desigualdades sociais, econômicas e culturais. 
O gestor pedagógico não é apenas um executor de tarefas administrativas, mas um agente 
de mudança, um formador de consciências e um articulador de políticas educacionais com foco na 
justiça social. Sua liderança deve ser visionária, comprometida com a construção de uma escola 
que vá além da instrução técnica, assumindo seu papel de espaço privilegiado de formação cidadã 
e de resistência frente aos retrocessos que ameaçam a educação pública, laica, gratuita e de 
qualidade. 
 
2.2. AMBIENTES EDUCACIONAIS E TECNOLOGIAS 
A integração das tecnologias digitais no ambiente escolar exige um novo e profundo 
reposicionamento da gestão pedagógica, que precisa ir além do simples fornecimento de 
equipamentos ou da adoção superficial de ferramentas tecnológicas. Para Moran (2015), a 
tecnologia deve ser compreendida como uma verdadeira mediadora da aprendizagem, capaz de 
ampliar as possibilidades de construção do conhecimento, promover a interação e favorecer 
processos colaborativos entre alunos e professores. Contudo, essa mediação não ocorre 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 13 
 
automaticamente, sendo necessário um planejamento estratégico e intencional por parte da gestão 
para garantir que o uso das tecnologias digitais efetivamente contribua para a qualidade do ensino. 
Nesse sentido, a gestão assume um papel central e multifacetado na promoção da cultura 
digital na escola. É responsabilidade do gestor fomentar a capacitação docente contínua, 
oferecendo formação adequada que vá além do treinamento técnico e abarque a reflexão crítica 
sobre as potencialidades e limites das tecnologias no processo educativo. Os professores precisam 
ser preparados para integrar os recursos digitais às suas práticas pedagógicas de forma 
significativa, contextualizada e inovadora, promovendo metodologias que estimulem a 
criatividade, o pensamento crítico e a autonomia dos estudantes. 
A gestão deve estar atenta à reorganização dos espaços físicos e virtuais de ensino. Isso 
implica repensar a infraestrutura escolar para possibilitar ambientes flexíveis, acessíveis e 
colaborativos, que favoreçam tanto as atividades presenciais quanto as remotas ou híbridas. A 
configuração desses espaços deve permitir o uso integrado dos recursos tecnológicos, garantindo a 
conectividade, o acesso a dispositivos e a adaptação dos ambientes às novas dinâmicas de 
aprendizagem. A gestão precisa ainda assegurar que as políticas de uso sejam claras e que haja 
suporte técnico e pedagógico para a manutenção e atualização constante dessas tecnologias. 
Na gestão pedagógica, um dos desafios mais importantes é a construção de uma cultura 
escolar que valorize efetivamente a inclusão digital, entendida como um processo que vai muito 
além do simples acesso aos equipamentos tecnológicos. Essa cultura deve ser pensada como um 
compromisso coletivo e contínuo para reduzir as desigualdades no acesso e no uso das tecnologias 
digitais, garantindo que todos os atores da comunidade escolar — estudantes, professores, 
funcionários e famílias — tenham oportunidades reais e equitativas de participação nesse novo 
cenário educativo. 
Reduzir essas desigualdades significa enfrentar desafios estruturais que permeiam o 
contexto social, econômico e culturaldas escolas, como a falta de infraestrutura adequada, o 
limitado acesso à internet de qualidade e a escassez de formação digital. A gestão, nesse sentido, 
deve articular políticas e parcerias que promovam o acesso universal, mas também investir na 
construção de ambientes que favoreçam o protagonismo de todos os envolvidos, criando espaços 
onde a tecnologia seja um instrumento de inclusão, expressão e ampliação dos direitos sociais. 
A cultura digital escolar implica também o desenvolvimento de competências que 
ultrapassam o domínio técnico, ou seja, não basta saber operar dispositivos ou softwares. É 
fundamental promover a reflexão crítica e ética sobre o uso das tecnologias, considerando os 
impactos sociais, culturais e psicológicos desse uso. Os gestores precisam criar espaços de diálogo 
e formação que incentivem práticas responsáveis, respeitosas e conscientes, abordando temas 
como segurança digital, privacidade, cyberbullying e uso sustentável dos recursos tecnológicos. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 14 
 
Essa cultura deve estar alinhada ao desenvolvimento da cidadania digital, que envolve a 
capacidade de participar ativamente em espaços digitais de maneira crítica, criativa e colaborativa. 
A gestão pedagógica deve fomentar o ensino e a aprendizagem de habilidades como o pensamento 
crítico, a resolução de problemas, a colaboração online e a ética digital, preparando os estudantes 
para atuar como cidadãos plenos em um mundo cada vez mais conectado e complexo. 
A construção de uma cultura escolar que valorize a inclusão digital é um processo 
holístico e transformador, que exige do gestor não apenas competências administrativas, mas uma 
visão pedagógica ampla, sensível às diversidades e comprometida com a justiça social. Essa 
cultura possibilita que a tecnologia deixe de ser um fator de exclusão e passe a ser um poderoso 
recurso para a democratização do ensino e para a formação integral dos sujeitos no século XXI. 
Ao compreender a tecnologia como mediadora da aprendizagem, a gestão pedagógica 
posiciona-se como agente estratégico na transformação das práticas escolares, promovendo uma 
escola conectada com os desafios do século XXI e capaz de preparar os estudantes para uma 
realidade cada vez mais digital e interconectada. 
 
2.3. INOVAÇÃO NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS 
Inovar nas práticas pedagógicas significa romper com os modelos tradicionais de ensino, 
que muitas vezes privilegiam a transmissão passiva de conteúdos, para adotar metodologias que 
promovam maior engajamento, autonomia e protagonismo dos estudantes. A inovação envolve a 
adoção de estratégias como a aprendizagem baseada em projetos, que propicia a integração entre 
teoria e prática, o desenvolvimento de habilidades críticas e a resolução de problemas reais. Além 
disso, o uso de recursos multimodais — que combinam texto, imagem, som e interatividade — 
amplia as possibilidades de comunicação e entendimento, atendendo a diferentes estilos e ritmos 
de aprendizagem. 
A personalização do ensino, outro aspecto fundamental da inovação, permite que as 
necessidades, interesses e potencialidades individuais dos alunos sejam considerados no processo 
educativo, promovendo uma aprendizagem mais significativa e inclusiva. Neste contexto, a gestão 
pedagógica assume um papel crucial ao incentivar o trabalho colaborativo entre os docentes e 
assegurar a oferta de formação continuada, condições essenciais para que professores possam 
atualizar suas práticas, incorporar novas tecnologias e refletir criticamente sobre seus métodos de 
ensino. 
Segundo Moran (2015), a escola contemporânea deve estar aberta à experimentação e à 
adaptação constante, para que a inovação não seja apenas um conceito abstrato, mas uma prática 
cotidiana. Essa visão está em consonância com a Lei nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996), que 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 15 
 
estabelece diretrizes para uma educação que promova o desenvolvimento integral do aluno, 
considerando suas dimensões intelectual, física, social e cultural. 
Heloísa Lück (2009) ressalta que a gestão educacional deve ser vista como uma questão 
paradigmática, que desafia o gestor a pensar e agir de forma inovadora para articular projetos e 
práticas pedagógicas capazes de responder às demandas sociais atuais. Mantoan (2006) enfatiza a 
importância da inclusão escolar, que só pode ser efetivada por meio de práticas pedagógicas 
inovadoras que respeitem a diversidade e garantam a equidade no processo de aprendizagem. 
Sacristán (2000) propõe uma reflexão crítica sobre o currículo, destacando que a 
inovação implica repensar o que e como se ensina, privilegiando a construção ativa do 
conhecimento. Severino (2016) também aponta para a necessidade de metodologias que 
promovam a investigação, o pensamento crítico e a autonomia científica, habilidades essenciais no 
mundo contemporâneo. Tardif (2002) destaca o papel do saber docente e da formação profissional 
na transformação das práticas educativas, reforçando a ideia de que a inovação nasce da constante 
aprendizagem dos professores. 
A inovação nas práticas pedagógicas representa um processo dinâmico e multifacetado, 
que demanda da gestão uma postura proativa, colaborativa e comprometida com a transformação 
educativa. 
 
2.4. INCLUSÃO E DIVERSIDADE 
A inclusão escolar representa um avanço fundamental na construção de uma educação 
democrática e equitativa, pois rompe com visões limitadas que reduzem a inclusão à mera 
presença física do aluno com deficiência na sala de aula. Essa concepção restrita, além de 
insuficiente, pode resultar em práticas que apenas mascaram a exclusão, ao não garantirem as 
condições necessárias para que esses estudantes participem efetivamente dos processos de 
aprendizagem. Conforme destaca Mantoan (2006), a verdadeira inclusão exige a promoção de 
condições reais e efetivas para que todos os estudantes, independentemente de suas singularidades, 
possam aprender e se desenvolver plenamente. 
Essa ampliação do conceito implica reconhecer a diversidade como elemento constitutivo 
da escola e da sociedade, o que exige uma reestruturação das práticas pedagógicas, curriculares, 
avaliativas e organizacionais. Não se trata apenas de incluir alunos com deficiências, mas de 
acolher e valorizar as múltiplas formas de diversidade presentes no ambiente escolar — sejam elas 
de ordem socioeconômica, cultural, étnica, linguística, religiosa, de gênero, ou ainda relacionadas 
a diferentes estilos e ritmos de aprendizagem. 
Ao reconhecer essas singularidades, a inclusão se torna um compromisso ético e político 
que busca superar desigualdades estruturais, promovendo a justiça social e o direito à educação 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 16 
 
para todos. Para isso, é necessário que a escola se torne um espaço verdadeiramente acolhedor, 
onde as diferenças sejam compreendidas não como obstáculos, mas como potencialidades que 
enriquecem o processo educativo. A gestão pedagógica, nesse contexto, desempenha papel 
estratégico ao fomentar políticas, práticas e ambientes que garantam acessibilidade, participação e 
o desenvolvimento integral dos alunos. 
Tabela 2: Inclusão e diversidade na gestão para a educação. 
Aspecto da 
Gestão 
Educacional 
Descrição 
 Importância 
Frase do Autor 
(2025) 
Autor 
(2025) 
Visão Holística da 
Inclusão 
A inclusão como construção 
que ultrapassa barreiras 
físicas e envolve cultura, 
currículo e práticas 
avaliativas. 
"Incluir é transformar a 
escola para acolher todas as 
diversidades como riqueza 
educativa." 
Sandro 
Garabed 
Ischkanian 
Gestão Sensível e 
Proativa 
A gestão deve antecipar 
necessidades, planejando 
ações que garantam 
equidade e acessibilidade. 
"A gestão não pode esperar a 
exclusão acontecer; deve agirpara criar ambientes 
verdadeiramente inclusivos." 
Simone Helen 
Drumond 
Ischkanian 
Formação 
Continuada dos 
Educadores 
Capacitação constante para 
que docentes desenvolvam 
competências inclusivas e 
éticas. 
"O saber do professor é o 
coração da inclusão; investir 
na formação é investir no 
futuro dos alunos." 
Gladys 
Nogueira 
Cabral 
Promoção da 
Diversidade 
Cultural 
Valorização das múltiplas 
identidades, culturas e 
realidades presentes na 
escola. 
"A diversidade cultural é 
uma fonte inesgotável de 
aprendizagem e diálogo na 
escola." 
Delvina 
Carvalho 
Acessibilidade e 
Tecnologias 
Assistivas 
Implementação de recursos 
que garantam o acesso 
pleno e autônomo de todos 
os estudantes. 
"A tecnologia é um aliado 
fundamental para derrubar 
barreiras e ampliar o 
protagonismo dos alunos." 
Denizete 
Cabrini de 
Oliveira 
Participação 
Comunitária e 
Colaborativa 
Envolver famílias, alunos e 
comunidade na construção 
de uma escola inclusiva. 
"A inclusão se fortalece 
quando a escola e a 
comunidade caminham 
juntas em prol da educação 
para todos." 
Luciana 
Tavares 
Bastos 
Fonte: ISCHKANIAN, Sandro Garabed; ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys 
Nogueira; CARVALHO, Delvina; OLIVEIRA, Denizete Cabrini de; BASTOS, Luciana Tavares, (2025). 
 
A inclusão escolar, conforme Mantoan (2006), é um processo dinâmico e multifacetado 
que exige uma mudança de paradigma: passar de uma visão homogênea e excludente para uma 
perspectiva plural, que reconheça a diversidade como valor e princípio estruturante da educação 
democrática. Essa transformação demanda a construção coletiva de uma cultura escolar sensível às 
diferenças e comprometida com a equidade, assegurando que cada estudante tenha acesso a 
oportunidades de aprendizagem que respeitem suas necessidades e potencialidades. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 17 
 
Essa perspectiva amplia o conceito tradicional de inclusão, que deve abarcar a revisão 
profunda da cultura escolar, dos currículos e das práticas avaliativas, para garantir que as 
diferenças sejam respeitadas e valorizadas como parte integrante do processo educativo. Mantoan 
destaca que não basta inserir alunos com necessidades especiais na escola; é necessário 
transformar o próprio ambiente escolar para que ele se torne acolhedor, acessível e capaz de 
oferecer oportunidades equitativas de aprendizagem. Isso implica mudanças pedagógicas, 
organizacionais e atitudinais que garantam a participação ativa e o desenvolvimento pleno de 
todos. 
A gestão pedagógica tem papel decisivo nesse processo, exigindo sensibilidade e 
proatividade para lidar com as diversidades presentes no contexto escolar. Segundo Lück (2009), a 
gestão deve ser entendida como um campo paradigmático, onde é preciso articular ações que 
promovam a inclusão como uma prática efetiva, e não apenas como uma diretriz formal. Isso 
significa criar condições estruturais, formar equipes e garantir recursos que viabilizem o 
atendimento às necessidades específicas dos alunos, além de promover uma cultura escolar 
baseada no respeito e na valorização das diferenças. 
O marco legal que orienta a inclusão no Brasil, a Lei nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996), 
reforça a necessidade de uma educação que respeite a diversidade e promova o desenvolvimento 
integral dos alunos, incluindo dimensões cognitivas, sociais e culturais. A lei ressalta a 
importância de currículos flexíveis, metodologias diversificadas e avaliações que considerem a 
heterogeneidade dos estudantes, alinhando-se às recomendações de Sacristán (2000), que defende 
uma reflexão crítica sobre o currículo para que ele seja um instrumento de inclusão e não de 
exclusão. 
Moran (2015) também enfatiza que a inclusão deve estar articulada com os novos 
desafios da educação contemporânea, especialmente no que tange à utilização das tecnologias 
digitais como aliadas para a personalização do ensino e o atendimento às diversidades. A inclusão 
digital, portanto, integra-se como uma dimensão essencial para que a escola cumpra seu papel 
social. 
Ainda, Severino (2016) e Tardif (2002) destacam a importância da formação docente 
continuada, enfatizando que o saber do professor é central para o sucesso das políticas inclusivas. 
A formação precisa contemplar não só aspectos técnicos, mas também o desenvolvimento de 
atitudes éticas e políticas que favoreçam o respeito à diversidade e a construção de práticas 
pedagógicas inclusivas. 
A inclusão e a valorização da diversidade são elementos estruturantes para a gestão 
pedagógica comprometida com uma escola mais justa, democrática e eficaz, que prepare todos os 
alunos para a vida em sociedade. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 18 
 
2.5. O GESTOR COMO LÍDER TRANSFORMADOR 
O gestor pedagógico contemporâneo deve assumir uma postura que vai muito além da 
simples administração burocrática da escola. Ele precisa exercer uma liderança transformadora, 
que promova a construção de uma visão coletiva, envolvendo não apenas os profissionais da 
educação, mas toda a comunidade escolar — alunos, famílias e demais parceiros sociais. Essa 
liderança exige o comprometimento com a qualidade social da educação, entendida como uma 
educação equitativa, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento integral dos estudantes. 
Tabela 3: Como o gestor pode ser um líder transformador. 
Competência do 
Gestor Líder 
Transformador 
Descrição 
 Função 
Frase Argumentativa / 
Ideia Positiva (2025) 
Autor 
Inspiração e 
Mobilização 
O gestor inspira a equipe e 
mobiliza a comunidade 
escolar para objetivos 
coletivos e transformadores. 
"O verdadeiro líder desperta 
no coletivo o desejo de 
construir uma escola 
inclusiva, inovadora e 
acolhedora." 
Sandro 
Garabed 
Ischkanian 
Gestão 
Participativa 
Promove a participação 
ativa dos docentes, alunos e 
familiares nas decisões e no 
planejamento escolar. 
"A gestão colaborativa 
potencializa o protagonismo 
de todos os atores, 
fortalecendo a democracia 
escolar." 
Simone 
Helen 
Drumond 
Ischkanian 
Capacitação e 
Formação 
Continuada 
Incentiva a formação 
constante para que 
professores e equipe se 
qualifiquem para desafios 
contemporâneos. 
"Formar continuamente é 
preparar a escola para uma 
educação de qualidade, 
inclusiva e inovadora." 
Gladys 
Nogueira 
Cabral 
Valorização da 
Diversidade e 
Inclusão 
Valoriza e acolhe as 
diferenças, promovendo 
uma cultura de respeito e 
equidade na escola. 
"Reconhecer e celebrar a 
diversidade é construir um 
ambiente educacional plural 
e justo." 
Delvina 
Carvalho 
Uso Estratégico 
das Tecnologias 
Utiliza tecnologias para 
ampliar o acesso, a 
comunicação e as práticas 
pedagógicas inclusivas. 
"A tecnologia é ferramenta 
de transformação quando 
usada para garantir o 
protagonismo e a 
acessibilidade." 
Denizete 
Cabrini de 
Oliveira 
Comunicação 
Eficiente e 
Empática 
Mantém diálogo aberto, 
escuta ativa e resolve 
conflitos de maneira 
construtiva e democrática. 
"A comunicação empática 
constrói pontes que 
fortalecem o trabalho 
coletivo e o ambiente 
escolar." 
Luciana 
Tavares 
Bastos 
Fonte: ISCHKANIAN, Sandro Garabed; ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond; CABRAL, Gladys 
Nogueira; CARVALHO, Delvina; OLIVEIRA, Denizete Cabrini de; BASTOS, Luciana Tavares, (2025). 
 
De acordo com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (BRASIL, 1996), que 
estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, a gestão escolar deve articular políticas 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 19 
 
educacionais com práticas pedagógicas que garantam o direito à aprendizagem para todos, 
respeitando as diversidades e promovendo a inclusão. Nesse contexto, o gestor pedagógico é um 
agente político esocial fundamental para transformar a escola em um espaço democrático e plural. 
Heloísa Lück (2009) destaca que a gestão educacional é uma questão paradigmática, pois 
requer do gestor a capacidade de atuar como articulador de processos formativos, mediador de 
conflitos e facilitador do diálogo entre os diversos atores escolares. Para que isso aconteça, o 
gestor precisa desenvolver competências específicas, tais como a comunicação eficiente, a escuta 
ativa, a mediação de conflitos e a promoção de uma gestão participativa, que valorize o trabalho 
em equipe e a corresponsabilidade pelo sucesso educacional. 
Maria Teresa Mantoan (2006) reforça a importância dessa postura ao relacionar a 
liderança transformadora com a promoção da inclusão escolar. Para que a inclusão seja efetiva, o 
gestor deve atuar de forma proativa na construção de políticas e práticas que acolham as 
diferenças, incentivem a formação continuada dos professores e garantam os recursos necessários 
para atender à diversidade dos alunos. 
José Manuel Moran (2015) amplia essa perspectiva ao destacar os desafios da educação 
contemporânea, que exigem do gestor a abertura para a inovação, a incorporação das tecnologias 
digitais e o desenvolvimento de uma cultura escolar que valorize a participação e o protagonismo 
dos estudantes. 
Sacristán (2000) aponta que a reflexão sobre o currículo e as práticas pedagógicas 
também é uma responsabilidade do gestor, que deve promover espaços para o debate crítico e a 
construção coletiva do projeto pedagógico, assegurando que o currículo seja um instrumento de 
inclusão e transformação social. 
Severino (2016) e Tardif (2002), por sua vez, ressaltam a importância do 
desenvolvimento profissional contínuo e da valorização dos saberes docentes, elementos 
essenciais para que a liderança do gestor consiga sustentar mudanças efetivas e duradouras. 
O gestor pedagógico como líder transformador é aquele que, com habilidades 
comunicativas, sensibilidade social e visão estratégica, é capaz de mobilizar toda a comunidade 
escolar em torno de um projeto educativo que promova a justiça social, a inovação pedagógica e a 
inclusão, consolidando uma escola verdadeiramente democrática e humanizadora. 
3. CONCLUSÃO 
A gestão pedagógica é fundamental para a construção de ambientes escolares 
tecnologicamente atualizados, metodologicamente inovadores e socialmente inclusivos. Seu papel 
vai muito além da mera administração escolar: trata-se de um compromisso profundo e contínuo 
com a formação integral dos estudantes, reconhecendo suas singularidades, potencialidades e 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 20 
 
necessidades específicas. Ao promover a integração consciente e crítica das tecnologias digitais, o 
gestor possibilita que a escola dialogue com as demandas contemporâneas, ampliando o acesso ao 
conhecimento e estimulando o protagonismo dos alunos em seus processos de aprendizagem. 
Ao fomentar práticas pedagógicas inovadoras, que rompem com modelos tradicionais e 
hierárquicos, a gestão pedagógica estimula um ambiente colaborativo, criativo e dinâmico, no qual 
professores, estudantes e demais atores da comunidade escolar se tornam coautores do processo 
educativo. Essa inovação metodológica é essencial para formar cidadãos críticos, capazes de atuar 
de forma ética, criativa e responsável em uma sociedade em constante transformação. 
A inclusão é outro pilar indispensável da gestão pedagógica eficaz, configurando-se 
como um compromisso ético e social inadiável para a construção de uma escola verdadeiramente 
democrática. Garantir que todos os estudantes tenham acesso efetivo à educação, 
independentemente de suas diferenças culturais, sociais, físicas ou cognitivas, vai muito além da 
simples presença física no ambiente escolar; trata-se de assegurar que cada indivíduo possa 
desenvolver plenamente suas potencialidades em um espaço acolhedor, respeitoso e adaptado às 
suas necessidades. 
Esse compromisso com a inclusão reafirma a missão da escola enquanto agente de justiça 
social, pois busca corrigir desigualdades históricas e estruturais que excluem grupos 
vulnerabilizados do direito fundamental à educação de qualidade. A gestão pedagógica inclusiva, 
portanto, assume a responsabilidade de planejar, organizar e avaliar práticas educativas que 
promovam a equidade, criando condições concretas para que todos tenham acesso às mesmas 
oportunidades de aprendizagem e crescimento. 
A gestão inclusiva tem o desafio de derrubar barreiras, sejam elas físicas, atitudinais, 
comunicacionais ou pedagógicas, que possam dificultar a participação plena e ativa dos alunos. 
Isso implica em fomentar a adaptação do currículo, a formação continuada dos profissionais, a 
utilização de recursos pedagógicos diversificados e o desenvolvimento de políticas que garantam o 
suporte necessário para o atendimento às múltiplas necessidades educacionais. 
Ao promover a diversidade como elemento fundamental e enriquecedor do processo 
educativo, a gestão contribui para que a escola seja um espaço onde as diferenças sejam 
compreendidas, respeitadas e valorizadas. Essa valorização da pluralidade cultural, social e 
cognitiva fortalece a convivência, o respeito mútuo e a solidariedade entre os membros da 
comunidade escolar, preparando os estudantes para viverem em uma sociedade diversa e plural. 
A gestão pedagógica inclusiva não apenas assegura a presença de todos na escola, mas 
principalmente, a sua participação significativa e produtiva no processo de aprendizagem, 
consolidando uma educação que reconhece a diversidade como uma riqueza e um motor para o 
desenvolvimento de todos. 
O PAPEL DA GESTÃO PEDAGÓGICA NA CONSTRUÇÃO DE AMBIENTES EDUCACIONAIS. Página 21 
 
O gestor pedagógico assume um papel de agente de transformação social, articulando 
políticas, práticas e recursos que consolidam uma escola democrática, inovadora e inclusiva. 
Olhando para o futuro, as perspectivas são otimistas: com uma gestão comprometida e capacitada, 
a educação pode se transformar em um espaço de emancipação, onde a tecnologia, a inovação e a 
diversidade caminham juntas para formar cidadãos aptos a construir um mundo mais justo, 
solidário e sustentável. A liderança pedagógica, assim, torna-se a força motriz que impulsiona a 
mudança e fortalece a esperança em uma educação verdadeiramente transformadora. 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
ALBUQUERQUE JUNIOR, Ailton Batista de; ROCHA, Bruna Beatriz da; FREITAS, Rebeca 
Ivanicska; ISCHKANIAN, Simone Helen Drumond. A práxis pedagógica na 
contemporaneidade: tecnologias, inclusão e avanços na educação dialética para a 
consolidação do processo de ensino-aprendizagem. Pimenta Cultural, 2025. EISBN: 978-65-
5440-084-8. DOI: 10.29327/5197140. Disponível em: 
https://www.researchgate.net/publication/369640385. Acesso em: 12 jul. 2025. 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação 
nacional. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 08 jul. 
2025. 
LÜCK, Heloísa. Gestão educacional: uma questão paradigmática. Petrópolis: Vozes, 2009. 
MANTOAN, Maria Teresa Eglésia. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São 
Paulo: Moderna, 2006. 
MORAN, José Manuel. A educação que desejamos: novos desafios e como chegar lá. 
Campinas: Papirus, 2015. 
SACRISTÁN, J. G. O currículo: uma reflexão sobre a prática. Porto Alegre: Artmed, 2000. 
SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. São Paulo: Cortez, 
2016. 
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis: Vozes, 2

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