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Universidade Federal Do Rio De Janeiro 
Centro De Ciências Da Saúde 
Faculdade De Farmácia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caderno de Análises Farmacêuticas 
 
 
 
Layz Santos Mars Carneiro 
Bloco 1: Adriana Passos Oliveira 
Aula 1: Farmacopeia, Sistemas de Qualidade e ISO 17.025 
Farmacopéias: 
• Farmacopéia é o compêndio que define as especificações para o controle de 
qualidade medicamentos e insumos para saúde, cuja finalidade é promover a 
saúde da população, por meio do estabelecimento de requisitos de qualidade e 
segurança para fármacos, drogas vegetais, insumos, medicamentos e produtos 
para saúde, e assim apoiar as ações de vigilância sanitária e induzir o 
desenvolvimento científico e tecnológico nacional. 
 
• Farmacopéias Nacionais: são divididas em oficiais e oficialmente adotadas. 
- Oficiais: Quando elaboradas pelas autoridades sanitárias do governo. 
- Oficialmente adotadas: Quando elaboradas por entidade privada e oficializadas pelo 
governo. 
ESTABELECEM AS CARACTERÍSTICAS DAS MATÉRIAS-PRIMAS (E PRODUTOS 
ACABADOS), ASSIM COMO MÉTODOS PARA AS SUAS ANÁLISES. 
Métodos farmacopéicos: Não são os únicos existentes nem os mais avançados, mas 
são os métodos oficiais nos quais são baseadas as decisões em caso de dúvida ou 
litígio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema de Qualidade 
• Manual Da Qualidade: Descreve o sistema da qualidade de acordo com a política e 
objetivos da qualidade declarados e a norma de referência. Nível A. 
• Procedimentos Do Sistema Da Qualidade: Descreve as atividades das unidades 
funcionais individuais necessárias para implementar os elementos do sistema da 
qualidade. Nível B. 
• Outros Documentos Da Qualidade: Consistem em documentos de trabalho 
detalhados. Nível C. 
São objetivos do manual da qualidade: 
a) Comunicar as políticas, procedimentos e requisitos da qualidade da organização; 
b) Descrever e implementar efetivo SQ; 
c) Melhoria de controle das práticas e facilitar atividades de garantia; 
d) Base documentada para auditoria de SQ; 
e) Continuidade do SQ e seus requisitos durante ocasiões de mudança; 
f) Treinar pessoal nos requisitos do SQ e métodos para o seu cumprimento; 
g) Apresentar externamente o SQ da organização; 
h) Apresentar a conformidade do SQ com os requisitos da qualidade em situações 
contratuais. 
 
Acreditação: é o reconhecimento formal por um organismo de acreditação 
(INMETRO), de que um organismo de Avaliação da Conformidade - OAC (laboratório, 
organismo de certificação ou organismo de inspeção) atende a requisitos previamente 
definidos e demonstra ser competente para realizar suas atividades com confiança. 
A acreditação é de caráter voluntário e representa o reconhecimento formal da 
competência de um laboratório ou organismo para desenvolver as tarefas de avaliação 
da conformidade, segundo requisitos estabelecidos. 
 
Vantagens da Acreditação de Laboratório ISO 17025: 
- Possibilita a tomada de decisões acertadas, diminuindo o risco da tomada de decisões 
com base em avaliações incorretas, ou o que é pior, ter seu produto rejeitado pelo 
comprador que não aceita certificações não acreditadas; 
- Garante a aceitação internacional dos produtos sem a necessidade de repetições das 
avaliações realizadas. 
 
 
 
- Inspira confiança no produto ao garantir que o produto foi avaliado por um 
organismo independente e competente; 
- Aumenta a liberdade de escolha do consumidor e fomenta um mercado livre, porém 
confiável. 
Elementos da Norma ISO 17025: Apresentam os requisitos mínimos que os 
laboratórios de ensaio e calibração devem atender, se desejarem demonstrar que têm 
implementado um sistema de gestão; são tecnicamente competentes e que são 
capazes de produzir resultados tecnicamente válidos. 
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Aula 2: Espectroscopia Aplicada A Análise De Medicamentos. Parte I. 
Espectroscopia: Estudo da interação entre a matéria e a radiação eletromagnética – 
energia radiante que apresenta tanto as propriedades de partículas quanto de ondas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A absorção da energia é quantizada e conduz a passagem dos elétrons de orbitais do 
estado fundamental para orbitais de maior energia em um estado excitado. 
Transições Eletrônicas: A radiação UV/visível causa transições eletrônicas em uma 
molécula, promovendo a passagem de elétrons de um orbital ligante para um 
antiligante (instável). Essa energia pode ser quantizada. 
Exemplo: Acetona 
 
 
 
 
 
O pico maior a esquerda, representa a transição do orbital π -> π*, já o pico mais a 
direita representa a transição de elétrons do orbital n -> π* e essas diferenças nos 
picos se explicam pela distância entre tais orbitais. 
OBS.: na região do UV/VIS não há alteração nos orbitais sigma, pois não há energia 
suficiente para se fazer transição de elétrons desse orbital. 
HOMO: Highest Occupied Molecular Orbital 
LUMO : Lowest Unoccupied Molecular Orbital 
 
Cromóforos: unidades da molécula responsáveis pela absorção. Os comuns são: 
sistemas C=C (π to π*) and C=O (n to π*). 
Requisitos: - Apresentar ligações π ou átomos que contenham elétrons n (não ligantes) 
 
 
 
- Amostra líquida ou sólido dissolvido. 
A espectrofotometria faz parte da classe dos métodos analíticos que baseiam-se na 
interação da matéria com a energia radiante. Possui: 
• Boa sensibilidade 
• Baixo custo de análise 
• Fácil operação 
• Equipamentos robustos 
Cores de Radiação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei de Lambert - Beer: A espectroscopia de absorção molecular está baseada na 
medida de absorbância (A) ou transmitância (T), que estão relacionadas através das 
equações: 
 
 
 
 
 
 
Em um dado comprimento de onda, a absorbância de uma amostra depende da 
quantidade de espécie absorvente que a luz encontra ao passar através de uma 
solução da mesma. 
A absorbância depende tanto da concentração da amostra quanto do comprimento do 
caminho da luz através da amostra. 
Efeito da Conjugação – 
Quando há conjugação do sistema, há diminuição da energia, a absorção ocorre em λ 
maiores 
 
 
Efeito do Substituinte 
Auxocromo – Substituinte que quando ligado ao cromóforo, altera seu λmáx e a 
intensidade de absorção, normalmente aumentando os dois 
Exemplos de Auxocromos: grupos hidroxila (-OH) e amina (-NH2) 
Análise de Matéria Prima e Produto Acabado 
 
 
 
 
 
 
 
Análise Qualitativa 
 
Utiliza-se um padrão, e faz uma comparação com o perfil de absorção da amostra a ser 
analisada 
Análise Quantitativa 
Requisitos: 
Conter um grupo cromóforo que absorva no UV/VIS 
Pode ser utilizado para quantificar 
A) Uma única substância 
Ex: Teor de Hypericina 
B) Classe de substâncias 
Ex: Flavonóides totais 
A concentração da amostra pode ser calculada utilizando um dos 3 procedimentos: 
1- Padronização por ponto duplo ou simples: 
Envolve a leitura da absorbância da amostra e da solução contendo o padrão. A 
concentração do padrão deve ser próxima a da amostra. É ideal quando existe um 
padrão com alto grau de pureza. 
Ca = Aa x Cp / Ap 
 
 
 
 
EXEMPLO: DETERMINAÇÃO DE CONCENTRAÇÃO DE PROMETAZINA 
 
2- Usando valores de absortividade padrão: 
Coeficiente de Extinção ou Absorbância Específica, representado por A1% 
equivalente a solução 1% (p/v) do padrão (1g/100mL ou 10mg/mL). 
Utilizado quando a substância é estável e tem uma banda de absorção ampla e 
clara, praticamente não afetada por parâmetros instrumentais. É útil quando a 
substância de referência é cara ou difícil de se obter. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXEMPLO: DETERMINAÇÃO DO TEOR DE FUROSEMIDA 
 
 
3- Usando curva de calibração: 
É a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que os resultados 
obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito na amostra, 
dentrode um intervalo especificado. 
A relação matemática entre o sinal e a concentração ou massa da espécie de 
interesse deve ser determinada empiricamente. Essa relação matemática pode ser 
expressa como uma equação de reta chamada de curva de calibração. 
y = ax + b 
São feitas no mínimo 5 concentrações diferentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CUIDADOS BÁSICOS: 
• Usar cubetas bem limpas: de quartzo para análise na região do ultra-violeta e de 
quartzo ou vidro para a região do visível (400 – 750nm); 
• Usar sempre solvente de grau espectroscópico; 
• Solvente deve ser transparente na área a ser analisada 
-Calcular, a partir dos pontos experimentais, o coeficiente de correlação r. Este 
parâmetro permite uma estimativa da qualidade da curva obtida, pois quanto mais 
próximo de 1,0, menor a dispersão do conjunto de pontos experimentais e menor a 
incerteza dos coeficientes de regressão estimados. 
Critério de aceitação: 
 
Espectroscopia na região do Infravermelho 
As ligações covalentes em moléculas estão constantemente vibrando. Uma ligação 
vibra tanto com movimentos axiais quanto angulares. 
A deformação axial/estiramento é uma vibração que ocorre ao longo da linha de 
ligação, modificando o comprimento de ligação. 
A deformação angular é uma vibração que modifica o ângulo da ligação. 
A radiação eletromagnética com número de ondas de 4000 a 600 cm-1 possui a energia 
exata correspondente às vibrações de deformação axial e angular de moléculas 
orgânicas. 
 
 
 
- Determinando experimentalmente os números de onda da energia absorvida por 
uma substância em particular, nós podemos determinar quais os tipos de ligações ela 
possui. 
 
- Um espectro de infravermelho é obtido através da passagem de radiação 
infravermelha através de uma amostra de substância. 
 
 
 
- Um detector gera uma plotagem de percentagem de transmissão de radiação versus 
o número de onda (ou comprimento de onda) da radiação transmitida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As Regiões de Grupo Funcional e de Impressão Digital: 
- Um espectro de IV pode ser dividido em duas áreas. 
- Dois terços do lado esquerdo do espectro de IV (4000 a 1400 cm-1) representam a 
região onde a maioria dos grupos funcionais apresenta suas bandas de absorção. Esta 
região é chamada de região de grupo funcional. 
- O terço do lado direito do espectro de IV (1400 a 600 cm-1) é chamado de região de 
impressão digital porque é uma característica da substância como um todo, assim 
como a impressão digital é específica de um indivíduo. 
- Mesmo se duas moléculas diferentes possuem os mesmos grupos funcionais, seus 
espectros de IV não serão idênticos, desde que os grupos funcionais não estejam no 
mesmo ambiente; esta diferença é refletida no padrão das bandas de absorção nas 
regiões de impressão digital. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Devido do fato de que se utiliza mais energia para a deformação axial de uma ligação 
do que a deformação angular da mesma, as bandas de absorção para as vibrações de 
deformação axial são encontradas na região de grupo funcional (4000-1400 cm-1). 
- As bandas de absorção para as vibrações de deformação angular são tipicamente 
encontradas na região de impressão digital (1400-600 cm-1) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estratégias para análise de espectro de IV: 
1. Uma carbonila está presente? 
O grupo C=O é identificado por uma absorção intensa na região de 1820 – 
1660cm-1. Normalmente este é o pico mais intenso do espectro e ocorre no 
meio do espectro. 
 
2. Se C=O está presente, confira os tipos a seguir: 
 
 
 
Ácidos: O–H também está presente? Absorção larga 3400- 2400cm-1. 
Amidas: Há também N–H? Absorção média em ~3400cm-1; às vezes um pico 
duplo com duas metades equivalentes 
Ésteres: Tem C–O ? - Absorção intensa ~1300 – 1100cm-1. 
Aldeído: Há C–H de aldeído? - Dois picos fracos de absorção ~2850 – 2750cm-1. 
Cetonas: Se as demais forem eliminadas. 
 
3. Se C=O estiver ausente: 
Álcool, Fenol: Verificar O–H. Confirmar encontrando C-O ~1300 – 1000cm-1. 
Aminas: Checar N–H. Absorção média ~3400cm-1. 
Éter: Observar C-O e ausência de O-H. 
 
4. Ligações Duplas e/ou aromáticos: 
C=C dá uma absorção fraca ~1650 cm-1; 
Absorção de média para forte 1600-1450cm-1; geralmente implica em um anel 
aromático. 
C-H aromático e vinílico aparecem à esquerda de 3000cm-1. 
 
 
5. Ligações Triplas: 
C = N é uma absorção média, fina ~2250cm-1. 
C = C é uma absorção fraca, fina ~2150cm-1. 
Verificar C-H acetilênico ~3300cm-1. 
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Aula 3: Espectroscopia Aplicada A Análise De Medicamentos. Parte II. 
Espectrometria De Massas 
A espectrometria de massas não é uma forma de espectroscopia, pois não envolve a 
interação da luz com a matéria, no entanto é uma ferramenta muito importante na 
identificação de compostos desconhecidos. 
O princípio básico da espectrometria de massas (MS) é gerar íons de compostos 
inorgânicos ou orgânicos pelo método mais apropriado, separar esses íons pela sua 
 
 
 
razão massa/carga (m/z) e detectar qualitativamente e quantitativamente a 
abundância de seus respectivos m/z. 
A substância é convertida em íons (método de ionização). Os íons de massas atômicas 
diferentes são separados com base na razão massa-carga das espécies iônicas (método 
de separação de íons) para produzir um espectro de massas. 
Em razão dos íons produzidos em espectrometria de massas serem geralmente 
monocarregados, a razão massa-carga é algumas vezes referida somente pelo termo 
conveniente de “massa”. 
As massas atômicas são em geral expressas em termos de unidades de massa atômica 
(uma), ou daltons (Da). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O método de detecção depende do método de separação utilizado que por sua vez 
será dependente do método de ionização usado. 
 
Métodos de ionização 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Analisadores de massas 
A separação pode ser conseguida aplicando campos magnético e/ou elétrico 
propriados. Os íons são separados em função da sua energia, momento ou velocidade. 
Analisadores de massas podem ser: 
• Setor Magnético; 
• Quadrupolo; 
• Captura De Íons (Ion Trap); 
• Tempo De Voo (Tof); 
• Múltiplos Estágios (Tandem). 
 
Determinação da fórmula molecular: 
A) A partir de massa exata (alta resolução): 
Como diferenciar CO e N2 por espectrometria de massas? 
Ambos tem massa molecular equivalente a 28, baseando-se nas massas dos 
elementos: C = 12; N = 14 e O = 16; não é possível distinguir uma molécula da 
outra. No entanto, se for utilizado a massa dos elementos temos que as massas 
moleculares relativas são 27,9994 para o CO e 28,01348 para o N2. 
B) A Regra dos Treze: 
Quando não se sabe a massa molecular exata (obtida por técnica de alta 
resolução), é bastante útil gerar todas as fórmulas moleculares possíveis de 
uma dada massa, um método possível é a Regra dos Treze que dividide a massa 
molecular M por 13. Esse cálculo fornece um numerador n e um resto r. 
 
 
 
 
 
 
Fórmula com O, N e S e halogênios: 
[M – x(O)]/13 
[M – x(N)]/13 
[M – x(S)]/13 
[M – x(X)]/13 
 
Padrão de fragmentação de alcanos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________________________________________ 
 
 
Aula 4: Cromatografia Aplicada A Análise De Medicamentos 
Cromatografia 
Separação de misturas por interação diferencial dos seus componentes entre uma 
FASE ESTACIONÁRIA (líquido ou sólido) e uma FASE MÓVEL (líquido ou gás). 
• Tipos de cromatografia: Adsorção, partição, troca iônica, filtração molecular, etc. 
 
 
 
 
• Técnicas de cromatografia: Cromatografia em papel, camada fina, cromatografia 
em coluna, cromatografia em fase gasosa (GC), cromatografia líquida de alta 
resolução (HPLC), entre outras. 
 
Cromatografia Líquida De Alta Eficiência 
 
 
 
 
 
 
Tiposde Detectores usados em CLAE. 
• UV/VIS. 
• Índice de Refração. 
• Fluorescência. 
• Condutividade Elétrica. 
• Eletroquímico. 
• Ms/Ms. 
 
Avaliação De Cromatogramas: 
Resolução (R): é o objetivo primário da cromatografia, já que relaciona uma medida de 
separação dos constituintes de uma amostra. Assim para cada par de picos adjacentes, 
a resolução pode ser calculada. 
 
 
 
Retenção k’ – Fator de Capacidade: é uma medida de quanto tempo um componente 
passa parado na fase estacionária comparado com o tempo que gasta migrando na 
fase móvel, durante a corrida cromatográfica. 
k’ indica o grau de afinidade que a coluna e a fase móvel possuem para aquele 
componente. 
 
 
 
 
Seletividade α (fator de separação): compara a retenção de um componente com a de 
outro componente e depende das características químicas da fase móvel e da fase 
estacionária. 
 
Análise Qualitativa 
Pode ser realizada através da correlação entre os TR de substâncias desconhecidas 
com padrões analisados sob as mesmas condições experimentais. 
 
Curva de calibração: é feita com no mínimo 5 concentrações diferentes no intervalo de 
80% a 120%. Plotar diagrama de dispersão dos pontos: Y = f ( X ) e em seguida aplica-se 
reta de regressão linear: Y = a + b X. 
A curva de calibração pode ser obtida através dos seguintes métodos: padronização 
externa, padronização interna, superposição de matriz, adição padrão. 
 
Cromatografia Gasosa 
É aplicável para separação e análise de misturas cujos constituintes tenham PONTOS 
DE EBULIÇÃO de até 300oC e que sejam termicamente estáveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 - Reservatório de Gás e Controles de Vazão / Pressão. 
2 - Injetor (Vaporizador) de Amostra. 
3 - Coluna Cromatográfica e Forno da Coluna. 
4 - Detector. 
 
 
 
5 - Eletrônica de Tratamento (Amplificação) de Sinal. 
6 - Registro de Sinal (Registrador ou Computador). 
 
Observação: em negrito estão os componentes com temperatura controlada. 
 
Fase Móvel em CG: NÃO interage com a amostra, apenas a carrega através da coluna. 
Assim é usualmente referida como GÁS DE ARRASTE. Precisa ser inerte e puro. 
Inerte: Não deve reagir com a amostra, fase estacionária ou superfícies do 
instrumento. 
Puro: Deve ser isento de impurezas que possam degradar a fase estacionária. 
 
Fase Estacionária em CG: Interage com a amostra. Podem ser líquidas, sólidas ou 
seletivas. 
Líquidas: depositados sobre a superfície de sólidos porosos inertes (colunas 
empacotadas) ou de tubos finos de materiais inertes (colunas capilares). 
Sólidas: as colunas são recheadas com material finamente granulado 
(empacotadas) ou depositado sobre a superfície interna do tubo (capilar). 
Seletiva: deve interagir diferencialmente com os componentes da amostra. 
 
Regra geral: a Fase Estacionária deve ter características tanto quanto possível próximas 
das dos solutos a serem separados (polar, apolar, aromático, oticamente ativas ...). 
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Aula 5: Titulação Aplicada A Produtos Farmacêuticos 
Análise Volumétrica 
Titulação é uma operação analítica utilizada em análise volumétrica com o objetivo de 
determinar uma concentração (desconhecida) de soluções. 
 
 
 
Vantagens: 
• Método absoluto. 
• Fácil de executar. 
• Análise muito rápida. 
• Método versátil. 
• Resultados reprodutíveis e corretos. 
• Pode ser automatizado. 
• Econômico. 
• Larga aplicação. 
 
Aplicações: Ambiental / Águas (água potável, esgoto, água de superfície, água do mar...), 
Alimentos (Refrigerantes, bebidas, diluições, teor…), Indústria farmacêutica (diluição durante a 
produção, para injeção, teor…), Diversos parâmetros para analisar (p.ex.: condutividade, pH, 
alcalinidade, dureza) 
 
Ponto de equivalência: é a altura da titulação em que a relação entre o número de 
moles do titulante adicionadas e o número de moles do titulado é a prevista pela 
estequiometria da reação. 
nácido = nbase 
CA x VA= CB x VB 
 
Ponto final de titulação: detectado pela mudança de cor, mudança de pH, mudança de 
condutividade, inicio/fim de precipitação, ou seja, é estimado através de mudanças 
associadas às condições de equivalência, quer seja através de determinação 
instrumental, quer seja através de determinação visual. 
 
Indicador ácido-base: substância (ácido ou base fraco) que têm a particularidade de 
apresentar cores diferentes na forma ácida e na forma básica. 
 
Requisitos para uma boa análise titulométrica: vidrarias adequadas (bureta, provetas, 
pipetas e etc.); solução titulante de concentração conhecida; sinal do ponto final de 
titulação disponível; relação conhecida entre o ponto final de titulação e o ponto de 
equivalência; balança analítica (escala de 0,0001g). 
 
 
 
Solução Padrão: 
• É uma solução reagente de concentração precisamente conhecida. 
• São substâncias cujas características permanecem estáveis em condições de estocagem 
adequadas e em soluções. Sua concentração pode ser expressa em termos de: 
➢ Normalidade (equivalentes por litro ou miliequivalentes por litro); 
➢ Molaridade (mols por litro ou milimols por litro); 
Tipos de Padrão: 
A) Padrão Primário 
Requisito: materiais de alta pureza e estabilidade 
Usos: Preparar soluções padrão determinantemente; 
Determinar a concentração de uma solução reagente pela titulação de uma 
quantidade precisamente pesada de padrão primário com a solução reagente; 
Parâmetros: 
• Devem ser de fácil obtenção no mercado a preço razoável; 
• Fácil de purificar, secar (110oC a 120oC), sem água na composição (de 
hidratação, de cristalização); 
• Inalterável ao ar, o que implica em uma substância não higroscópica, não-
oxidável, estável frente ao CO2 atmosférico; 
• Deverá ter um equivalente-grama elevado pois os erros referentes a 
manipulação e a aparelhagem serão minimizados (muitas vezes trabalha-se 
com precisão de 1x10-4g); 
• Deve ser o mais solúvel possível em condições ambiente; 
• Reação de entre o padrão e a substância em teste mais rápida possível, 
ocorrer a temperatura ambiente, estequiometria definida; 
B) Padrão Secundário 
São substâncias sujeitas a alterações, sendo assim submetidas a uma ajuste prévio – 
Fatoração 
FATOR DE CORREÇÃO – Determinar a concentração real através da titulação do padrão 
primário. 
 
 
 
 
Principais Reações e Padrões Primários Disponíveis 
 
 
 
 
Cálculo de Equivalentes: 
 
 
 
 
Ao fazer o preparo de uma solução, a partir de uma solução já disponível no 
almoxarifado, obtemos a concentração molar TÉORICA da solução, sendo necessário 
realizar o procedimento de padronização com uso de um padrão primário, para decidir 
qual bureta utilizar e vamos calcular o fator de correção onde 
 ou podemos utilizar também 
sendo V HCl nesse caso, o volume de titulante que foi gasto. 
Com esses dados obtidos, temos: 
 
Titulações Ácido-Base 
Curvas Típicas 
 
Volumetria Controle de Qualidade de Medicamentos: 
1o Passo: Programação Teórica: 
– Determinação da quantidade de amostra a ser analisada no doseamento; 
– Identificação da equação fundamental da análise; 
 
 
 
– Fator de análise : correspondência de 1 mL da solução padrão (N ou M) e a massa em 
g ou mg da amostra nas mesmas condições, ou seja,determinar em que proporção o 
padrão reage com a amostra. 
2o Passo: Execução : 
– O Volume do Padrão relacionado ao Fator de Análise → concentração teórica da 
amostra. 
3o Passo: Consulta à Farmacopéia 
– Avaliação dos resultados (especificações de limites mínimos e / ou máximos). 
 
Aprovação / Reprovação 
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Bloco 2: Valeria Pereira de Sousa 
Aula 1: Controle de Qualidade de Matéria-Prima 
 
Parâmetros da qualidade 
• Especificações de limite percentual em relação ao valor rotulado; 
• Descrição; 
• Identificação dos fármacos; 
• Ensaios depureza; 
• Pesquisa de impurezas de síntese; 
• Testes de segurança biológica; 
• Determinação do teor ou da potência; 
• Embalagem, armazenamento e rotulagem. 
 
Índice de Refração: é a relação entre a velocidade da luz no vácuo e sua velocidade na 
substância. 
Polarimetria: É um método analítico em que a magnitude e a direção da rotação 
angular linearmente polarizada, ao passar através de uma espessura conhecida de um 
líquido, são usadas para fins de identificação e avaliação quantitativa de substâncias 
opticamente ativas. 
Viscosidade: É a expressão da resistência de líquidos ao escoamento. 
Granulometria: Define o diâmetro das partículas. 
 
Impurezas em insumos farmacêuticos 
 
 
 
Substâncias estranhas são introduzidas por contaminação ou adulteração, não advém 
da síntese ou da preparação, por isso, não podem ser previstas. 
Impurezas tóxicas tem atividade biológica indesejáveis e requerem identificação 
individual e quantificação por testes específicos. Esse tipo de impureza pode advir de 
síntese, preparação ou degradação. 
Componentes concomitantes não são exatamente impurezas. É necessário porém, 
determinar o conteúdo máximo, a faixa e misturas permitidas. Um exemplo são os 
isômeros óticos, que se tiveram atividade biológica indesejável são considerados 
impurezas tóxicas. 
Impureza traço são distintos das impurezas ordinárias pois requerem identificação e 
quantificação individuais por testes específicos. Baseado em dados validados, testes 
individualizados e especificações são selecionados. Traços podem incluir algumas 
impurezas relacionada ao processo ou produto de degradação que informam sobre o 
processo. 
Impurezas ordinárias são espécies inócuas na quantidade presente. Esse tipo de 
impureza podem ser oriundas da síntese, preparação e degradação de insumos 
farmacêuticos. O limite estabelecido para impureza ordinária em monografias é de 
2,0%. 
 
Quando a monografia fixa limites para componentes concomitantes, traços e/ou 
impurezas tóxicas essas espécies não podem ser incluídas na pesquisa de impurezas 
ordinárias. A quantidade máxima de impurezas num insumo farmacêutico não deve 
ser maior que 2,0%, a não ser que, a monografia indique outro limite. 
 
Determinação de água pelo método de Karl Fisher 
Reagente de KF original: mistura de piridina e metanol (solventes), na qual são 
incorporados I2 e SO2. 
O analito (H2O) é reduzido pelos elétrons gerados na reação de KF. A presença de água 
causa a conversão do I2 em I- através da reação com SO2. 
H2O + I2 + SO2 + C5H5N +CH3OH 2C5H5N.HI + C5H5NH.SO4CH3 
 
A mudança abrupta do potencial indica o ponto final (surgimento de excesso de I2). 
Sobre o pH de trabalho p/ KF: 
• A faixa mais favorável se situa entre pH 5,0 e 7,0. 
• Em meio mais ácido, a reação se torna lenta e o ponto final poderá não ser 
atingido. 
 
 
 
• Se o meio estiver alcalino, reações paralelas poderão ocorrer e a reação não 
será estequiométrica. 
• A presença de soluções com capacidade de tamponar o meio facilita o controle 
do pH. 
 
Seqüência de determinação para KF: 
1 - Neutralização do metanol: Introduz-se na célula metanol até cobrir os eletrodos. 
Este metanol contém água, que deve ser consumida para que não interfira na análise. 
Isto é feito por adição do reagente de Karl Fisher até que o ponto final seja atingido. 
2 - Determinação do título do reagente de KF: Adição de um volume conhecido (~10 
µL) de água à célula. Titula-se com Karl Fisher até atingir o ponto final. Nesta etapa 
obtém-se o título do reagente. 
 
 
 
X mg de H2O ----- 5 ml de KF 
3 - Adição da amostra: Tendo-se o título da solução titulante, agora se adiciona a 
amostra a ser analisada. Titula-se novamente até atingir o ponto final. 
4 - cálculo do teor de água na amostra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aula 2: Controle de Qualidade de Medicamentos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Uniformidade por variação de peso (UP) e Uniformidade de conteúdo (UC) 
 
Uniformidade por variação de peso (UP): 
Aplicação : Princípio Ativo > 25 mg ou >25% do peso total da unidade de dosagem. 
Procedimento: Pesar individualmente as unidades, analisar o pool (teor) e em seguida 
correlacionar com o peso de cada unidade; 
N= separar 30 unidades (10 iniciais + 20 se necessário). 
Doseamento das unidades e determinar o valor % sobre o declarado, média e DPR das 
determinações. 
Verificar valor de aceitação. 
Uniformidade de conteúdo (UC): 
Aplicação: Princípio AtivoAula 4: Controle de Qualidade 
 
Determinação de peso de Formas Farmacêuticas Semissólidas 
- Iniciar com n=10 unidades. Caso 1 unidade estiver fora da especificação, fazer o teste 
com mais 20 unidades. 
- O peso médio das 30 unidades NÃO DEVE SER INFERIOR ao declarado e no máximo 1 
unidade fora da especificado na tabela em relação ao declarado. 
 
 
 
 
 
 
Todos os produtos comerciais originais são protegidos pela propriedade intelectual, ou 
patente. O período de tempo de chegar a até 20 anos, o fármaco é uma propriedade 
exclusiva de quem a criou, não podendo ser reproduzida sem a sua licença. 
Portanto, enquanto a patente de um medicamento inovador estiver vigorando, não é 
permitida a produção do genérico correspondente, a não ser com autorização do 
detentor da patente. 
LEI nº 9.787, de 10 de Fevereiro de 1999: Dispõe sobre a vigilância sanitária, 
estabelece o medicamento GENÉRICO, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos 
em produtos farmacêuticos e dá outras providências. 
Medicamento de Referência – produto inovador registrado no órgão federal 
responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança 
e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, 
por ocasião do registro; 
Medicamento Genérico – medicamento similar a um produto de referência ou 
inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a 
expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, 
comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua 
ausência, pela DCI. 
Medicamento Similar – aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, 
apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, 
posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de 
referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo 
diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de 
validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser 
identificado por nome comercial ou marca. 
Produto Farmacêutico Intercambiável – equivalente terapêutico de um medicamento 
de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e 
segurança. 
Equivalentes farmacêuticos – são medicamentos que possuem mesma forma 
farmacêutica, mesma via de administração e mesma quantidade da mesma substância 
ativa, isto é, mesmo sal ou éster da molécula terapêutica, podendo ou não conter 
excipientes idênticos, desde que bem estabelecidos para a função destinada. Devem 
cumprir com os mesmos requisitos da monografia individual da Farmacopéia 
Brasileira, preferencialmente, ou com os de outros compêndios oficiais, normas ou 
regulamentos específicos aprovados/referendados pela Anvisa ou, na ausência desses, 
com outros padrões de qualidade e desempenho. Formas farmacêuticas de liberação 
modificada que requerem reservatório ou excesso podem conter ou não a mesma 
quantidade da substância ativa, desde que liberem quantidades idênticas da mesma 
substância ativa em um mesmo intervalo posológico. 
 
 
 
 
Medicamentos que não serão aceitos como genéricos 
1. Medicamentos isentos de registro, de acordo com a Resolução RDC nº 132, de 
29/05/03. 
2. Soluções parenterais de pequeno volume e de grande volume unitárias, isentas de 
fármacos, tais como água para injeção, soluções de glicose, cloreto de sódio, demais 
compostos eletrolíticos ou açúcares. 
3. Produtos biológicos, imunoterápicos, derivados do plasma e sangue humano. 
4. Produtos obtidos por biotecnologia, excetuando-se os antibióticos, fungicidas e 
outros, a critério da ANVISA. 
5. Fitoterápicos. 
6. Medicamentos que contenham vitaminas e/ou sais minerais. 
7. Antissépticos de uso hospitalar. 
8. Produtos com fins diagnósticos e contrastes radiológicos. 
9. Medicamentos isentos de prescrição médica, constantes da LISTA DE GRUPOS E 
INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS ESPECÍFICAS, exceto: 
9.1. Antiácidos, antieméticos, eupépticos, antifiséticos, antiflatulentos e 
carminativos; 
9.2. Analgésicos não-narcóticos, antitérmicos e antipiréticos; 
9.3. Os antiinflamatórios naproxeno, ibuprofeno e cetoprofeno e os tópicos não 
esteroidais; 
9.4. Expectorantes, balsâmicos, mucolíticos, sedativos da tosse; 
9.5. Antifúngicos e antimicóticos tópicos; 
9.6. Relaxantes musculares; 
9.7. Os antiparasitários orais/anti-helmínticos mebendazol e levamizol; 
9.8. Antiparasitários tópicos; 
9.9. Anti-histamínicos; 
9.10. Antiespasmódicos; 
9.11. Os antibacterianos tópicos bacitracina e neomicina; 
9.12. Anti-hemorroidários tópicos; 
9.13. Descongestionantes nasais tópicos. 
 
 
 
 
 
Os estudos de bioequivalência para medicamentos genéricos ou similares serão 
dispensados para: 
 
I - soluções aquosas (parenterais, orais, otológicas, oftálmicas e as administradas como 
inalatórios orais ou sprays nasais com ou sem dispositivo) que contenham o mesmo 
fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência 
(equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que aqueles presentes no 
medicamento comparador; 
II - pós para reconstituição que resultem em soluções aquosas orais ou parenterais, 
desde que cumpram os requisitos descritos no inciso I; 
III - gases; 
IV - soluções oleosas parenterais que contenham o mesmo fármaco, na mesma 
concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) 
e qualitativamente o mesmo veículo oleoso presente no medicamento de referência, 
em concentrações compatíveis com a função pretendida; 
V - medicamentos de uso oral que contenham fármacos destinados a ação local no 
trato gastrintestinal descritos na Lista 3 - Fármacos de ação local no trato 
gastrintestinal que não necessitam de estudos de biodisponibilidade relativa / 
bioequivalência (acessível no portal da ANVISA); 
VI - medicamentos de aplicação tópica, não destinados a efeitos sistêmicos, que 
contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento 
de referência (equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que 
aqueles presentes. 
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Bloco 3: Theo Luiz Ferraz de Souza 
Aula 1: Estabilidade de produtos Farmacêuticos/Biofarmacêuticos. 
 
Estabilidade de um medicamento: É a capacidade de uma determinada formulação, 
num sistema específico de acondicionamento, se manter dentro das suas 
especificações físicas, químicas, microbiológicas e toxicológicas, quando mantidas sob 
condições definidas de armazenamento. 
Prazo de validade: É o tempo que uma formulação leva desde sua produção até a sua 
atividade biológica ou química não ser menor que o nível pré-determinado de 
teor/potência, e suas características físicas não mudarem apreciavelmente ou 
deleteriamente, quando mantidas sob condições recomendadas. 
 
Os fatores que influenciam a estabilidade de uma formulação podem ser intrínsecos e 
extrínsecos. 
• Fatores Internos ou Intrínsecos: Estão relacionados a interações entre os 
materiais, dependentes da tecnologia de produção. 
• Fatores Externos ou Extrínsecos: Estão relacionados a componentes 
ambientais como temperatura, umidade e pH. Estes fatores podem acelerar 
reações químicas degradativas. 
 
Teste de Estabilidade de Fármacos e Medicamentos 
Para um fármaco novo: 
- Determina a estabilidade intrínseca da molécula e o mecanismo de degradação, 
- Identifica produtos de decomposição, 
- Valida metodologia analítica capaz de detectar a decomposição. 
- Determina seu prazo de validade e as condições de armazenamento. 
 
Teste de “Stress” 
* Determina estabilidade intrínseca da molécula; 
* Estabelece vias de degradação; 
* Identifica produtos de degradação; 
 
 
 
* Valida procedimentos analíticos. 
 
Procedimentose Critérios: avaliar aspectos susceptíveis à mudança que venham a 
influenciar Qualidade, Segurança e/ou Eficácia. 
 
Quando realizar o estudo de estabilidade? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudo De Estabilidade Acelerado: Estudo projetado para acelerar a degradação 
química e/ou mudanças físicas de um produto farmacêutico em condições forçadas de 
armazenamento. Os dados assim obtidos, juntamente com aqueles derivados dos 
estudos de longa duração, podem ser usados para avaliar efeitos químicos e físicos 
prolongados em condições não aceleradas e para avaliar o impacto de curtas 
exposições a condições fora daquelas estabelecidas no rótulo do produto, que podem 
ocorrer durante o transporte. 
Estudo De Estabilidade De Acompanhamento: Estudo realizado para verificar que o 
produto farmacêutico mantém suas características físicas, químicas, biológicas, e 
microbiológicas conforme os resultados obtidos nos estudos de estabilidade de longa 
duração. 
Estudo De Estabilidade De Longa Duração: Estudo projetado para verificação das 
características físicas, químicas, biológicas e microbiológicas de um produto 
farmacêutico durante e, opcionalmente, depois do prazo de validade esperado. Os 
resultados são usados para estabelecer ou confirmar o prazo de validade e 
recomendar as condições de armazenamento.O prazo de validade de um produto a 
ser comercializado no Brasil é determinado por um estudo de estabilidade de longa 
duração de acordo com os parâmetros definidos em tabela abaixo. 
“Por ocasião do registro poderá ser concedido um prazo de validade provisório de 24 
meses se aprovado o relatório de estudo de estabilidade de longa duração de 12 
 
 
 
meses ou relatório de estudo de estabilidade acelerado de 6 meses acompanhado 
dos resultados preliminares do estudo de longa duração com, conforme parâmetros 
definidos em tabela abaixo.” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O prazo de validade deve ser confirmado mediante a apresentação de um estudo de 
estabilidade de longa duração de 24 meses de duração, protocolado na forma de 
complementação de informações ao processo. A presença desta documentação no 
processo é necessária para a renovação do registro. 
Os produtos importados a granel devem descrever nos seus rótulos a data de 
fabricação, a validade e a condição de armazenamento até a execução da embalagem 
primária para serem liberados pela autoridade sanitária de portos e aeroportos. O 
estudo será avaliado durante a inspeção na empresa fabricante. 
Para produtos importados, os estudos de estabilidade podem ser realizados no 
exterior de acordo com os parâmetros definidos nesta Resolução. Nos caso de 
produtos importados a granel, o prazo de validade deve levar em consideração o 
tempo máximo de armazenamento até a execução da embalagem primária. 
Para produtos importados, a granel ou em embalagem primária, os estudos de 
estabilidade de acompanhamento devem ser realizados em solo brasileiro de acordo 
com os parâmetros definidos nesta Resolução. 
Todo relatório de estudo de estabilidade, independente da forma farmacêutica, deve 
apresentar as seguintes informações ou justificativa técnica de ausência: 
• Descrição do produto com respectiva especificação da embalagem primária 
• Número do lote para cada lote envolvido no estudo 
 
 
 
• Descrição do fabricante dos princípios ativos utilizados 
• Aparência 
• Plano de estudo: material, métodos (desenho) e cronograma. 
•Data de início do estudo 
• Teor do princípio ativo e método analítico correspondente 
• Quantificação de produtos de degradação e método analítico correspondente 
• Limites microbianos 
 
Freqüência Dos Testes 
• Estudo acelerado: 0, 3 e 6 meses para doseamento, quantificação de produtos 
de degradação, dissolução (quando aplicável) e pH (quando aplicável). Para as 
demais provas apresentar estudo aos 6 meses comparativo ao momento zero. 
• Estudo de longa duração: 0, 3, 6, 9, 12, 18, 24 meses para doseamento, 
quantificação de produtos de degradação, dissolução (quando aplicável) e pH 
(quando aplicável). Para as demais provas, apresentar estudo no prazo de 
validade requerido comparativo ao momento zero. 
• Estudo de acompanhamento: a cada 12 meses deverão ser realizados todos os 
testes de um relatório de estudo de estabilidade, relatório que deve ser 
disponibilizado no momento da inspeção. 
 
Para fins de prazo de VALIDADE PROVISÓRIO de 24 meses será aprovado o relatório 
de estabilidade acelerado ou de longa duração de 12 meses que apresentar variação 
menor ou igual a 5,0% do valor de análise da liberação do lote, mantidas as demais 
especificações. Caso as variações de doseamento estejam entre 5,1% e 10,0% no 
estudo de estabilidade acelerado, o prazo de validade provisório será reduzido à 
metade, ou seja, será de 12 meses. O doseamento no momento zero não pode 
ultrapassar as especificações do produto de acordo com farmacopéias reconhecidas 
pela Anvisa ou, na ausência de informação farmacopeica, com método validado de 
acordo com o Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos. 
Para fins de prazo de VALIDADE DEFINITIVO, somente será aprovado o relatório de 
estabilidade que apresentar a variação do doseamento dos princípios ativos dentro das 
especificações farmacopeicas e/ou proveniente de método validado do produto de 
acordo com o Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos, e mantidas as 
demais características do produto. 
 
Testes de Degradação Forçada 
 
 
 
Ajudam a identificar seus prováveis produtos de degradação e o procedimento 
analítico a ser adotado no estudo de estabilidade, sendo que a natureza dos testes 
depende do tipo de molécula a ser estudada.

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