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Universidade Federal Do Rio De Janeiro Centro De Ciências Da Saúde Faculdade De Farmácia Caderno de Análises Farmacêuticas Layz Santos Mars Carneiro Bloco 1: Adriana Passos Oliveira Aula 1: Farmacopeia, Sistemas de Qualidade e ISO 17.025 Farmacopéias: • Farmacopéia é o compêndio que define as especificações para o controle de qualidade medicamentos e insumos para saúde, cuja finalidade é promover a saúde da população, por meio do estabelecimento de requisitos de qualidade e segurança para fármacos, drogas vegetais, insumos, medicamentos e produtos para saúde, e assim apoiar as ações de vigilância sanitária e induzir o desenvolvimento científico e tecnológico nacional. • Farmacopéias Nacionais: são divididas em oficiais e oficialmente adotadas. - Oficiais: Quando elaboradas pelas autoridades sanitárias do governo. - Oficialmente adotadas: Quando elaboradas por entidade privada e oficializadas pelo governo. ESTABELECEM AS CARACTERÍSTICAS DAS MATÉRIAS-PRIMAS (E PRODUTOS ACABADOS), ASSIM COMO MÉTODOS PARA AS SUAS ANÁLISES. Métodos farmacopéicos: Não são os únicos existentes nem os mais avançados, mas são os métodos oficiais nos quais são baseadas as decisões em caso de dúvida ou litígio. Sistema de Qualidade • Manual Da Qualidade: Descreve o sistema da qualidade de acordo com a política e objetivos da qualidade declarados e a norma de referência. Nível A. • Procedimentos Do Sistema Da Qualidade: Descreve as atividades das unidades funcionais individuais necessárias para implementar os elementos do sistema da qualidade. Nível B. • Outros Documentos Da Qualidade: Consistem em documentos de trabalho detalhados. Nível C. São objetivos do manual da qualidade: a) Comunicar as políticas, procedimentos e requisitos da qualidade da organização; b) Descrever e implementar efetivo SQ; c) Melhoria de controle das práticas e facilitar atividades de garantia; d) Base documentada para auditoria de SQ; e) Continuidade do SQ e seus requisitos durante ocasiões de mudança; f) Treinar pessoal nos requisitos do SQ e métodos para o seu cumprimento; g) Apresentar externamente o SQ da organização; h) Apresentar a conformidade do SQ com os requisitos da qualidade em situações contratuais. Acreditação: é o reconhecimento formal por um organismo de acreditação (INMETRO), de que um organismo de Avaliação da Conformidade - OAC (laboratório, organismo de certificação ou organismo de inspeção) atende a requisitos previamente definidos e demonstra ser competente para realizar suas atividades com confiança. A acreditação é de caráter voluntário e representa o reconhecimento formal da competência de um laboratório ou organismo para desenvolver as tarefas de avaliação da conformidade, segundo requisitos estabelecidos. Vantagens da Acreditação de Laboratório ISO 17025: - Possibilita a tomada de decisões acertadas, diminuindo o risco da tomada de decisões com base em avaliações incorretas, ou o que é pior, ter seu produto rejeitado pelo comprador que não aceita certificações não acreditadas; - Garante a aceitação internacional dos produtos sem a necessidade de repetições das avaliações realizadas. - Inspira confiança no produto ao garantir que o produto foi avaliado por um organismo independente e competente; - Aumenta a liberdade de escolha do consumidor e fomenta um mercado livre, porém confiável. Elementos da Norma ISO 17025: Apresentam os requisitos mínimos que os laboratórios de ensaio e calibração devem atender, se desejarem demonstrar que têm implementado um sistema de gestão; são tecnicamente competentes e que são capazes de produzir resultados tecnicamente válidos. _______________________________________________________________________ Aula 2: Espectroscopia Aplicada A Análise De Medicamentos. Parte I. Espectroscopia: Estudo da interação entre a matéria e a radiação eletromagnética – energia radiante que apresenta tanto as propriedades de partículas quanto de ondas. A absorção da energia é quantizada e conduz a passagem dos elétrons de orbitais do estado fundamental para orbitais de maior energia em um estado excitado. Transições Eletrônicas: A radiação UV/visível causa transições eletrônicas em uma molécula, promovendo a passagem de elétrons de um orbital ligante para um antiligante (instável). Essa energia pode ser quantizada. Exemplo: Acetona O pico maior a esquerda, representa a transição do orbital π -> π*, já o pico mais a direita representa a transição de elétrons do orbital n -> π* e essas diferenças nos picos se explicam pela distância entre tais orbitais. OBS.: na região do UV/VIS não há alteração nos orbitais sigma, pois não há energia suficiente para se fazer transição de elétrons desse orbital. HOMO: Highest Occupied Molecular Orbital LUMO : Lowest Unoccupied Molecular Orbital Cromóforos: unidades da molécula responsáveis pela absorção. Os comuns são: sistemas C=C (π to π*) and C=O (n to π*). Requisitos: - Apresentar ligações π ou átomos que contenham elétrons n (não ligantes) - Amostra líquida ou sólido dissolvido. A espectrofotometria faz parte da classe dos métodos analíticos que baseiam-se na interação da matéria com a energia radiante. Possui: • Boa sensibilidade • Baixo custo de análise • Fácil operação • Equipamentos robustos Cores de Radiação Lei de Lambert - Beer: A espectroscopia de absorção molecular está baseada na medida de absorbância (A) ou transmitância (T), que estão relacionadas através das equações: Em um dado comprimento de onda, a absorbância de uma amostra depende da quantidade de espécie absorvente que a luz encontra ao passar através de uma solução da mesma. A absorbância depende tanto da concentração da amostra quanto do comprimento do caminho da luz através da amostra. Efeito da Conjugação – Quando há conjugação do sistema, há diminuição da energia, a absorção ocorre em λ maiores Efeito do Substituinte Auxocromo – Substituinte que quando ligado ao cromóforo, altera seu λmáx e a intensidade de absorção, normalmente aumentando os dois Exemplos de Auxocromos: grupos hidroxila (-OH) e amina (-NH2) Análise de Matéria Prima e Produto Acabado Análise Qualitativa Utiliza-se um padrão, e faz uma comparação com o perfil de absorção da amostra a ser analisada Análise Quantitativa Requisitos: Conter um grupo cromóforo que absorva no UV/VIS Pode ser utilizado para quantificar A) Uma única substância Ex: Teor de Hypericina B) Classe de substâncias Ex: Flavonóides totais A concentração da amostra pode ser calculada utilizando um dos 3 procedimentos: 1- Padronização por ponto duplo ou simples: Envolve a leitura da absorbância da amostra e da solução contendo o padrão. A concentração do padrão deve ser próxima a da amostra. É ideal quando existe um padrão com alto grau de pureza. Ca = Aa x Cp / Ap EXEMPLO: DETERMINAÇÃO DE CONCENTRAÇÃO DE PROMETAZINA 2- Usando valores de absortividade padrão: Coeficiente de Extinção ou Absorbância Específica, representado por A1% equivalente a solução 1% (p/v) do padrão (1g/100mL ou 10mg/mL). Utilizado quando a substância é estável e tem uma banda de absorção ampla e clara, praticamente não afetada por parâmetros instrumentais. É útil quando a substância de referência é cara ou difícil de se obter. EXEMPLO: DETERMINAÇÃO DO TEOR DE FUROSEMIDA 3- Usando curva de calibração: É a capacidade de uma metodologia analítica de demonstrar que os resultados obtidos são diretamente proporcionais à concentração do analito na amostra, dentrode um intervalo especificado. A relação matemática entre o sinal e a concentração ou massa da espécie de interesse deve ser determinada empiricamente. Essa relação matemática pode ser expressa como uma equação de reta chamada de curva de calibração. y = ax + b São feitas no mínimo 5 concentrações diferentes. CUIDADOS BÁSICOS: • Usar cubetas bem limpas: de quartzo para análise na região do ultra-violeta e de quartzo ou vidro para a região do visível (400 – 750nm); • Usar sempre solvente de grau espectroscópico; • Solvente deve ser transparente na área a ser analisada -Calcular, a partir dos pontos experimentais, o coeficiente de correlação r. Este parâmetro permite uma estimativa da qualidade da curva obtida, pois quanto mais próximo de 1,0, menor a dispersão do conjunto de pontos experimentais e menor a incerteza dos coeficientes de regressão estimados. Critério de aceitação: Espectroscopia na região do Infravermelho As ligações covalentes em moléculas estão constantemente vibrando. Uma ligação vibra tanto com movimentos axiais quanto angulares. A deformação axial/estiramento é uma vibração que ocorre ao longo da linha de ligação, modificando o comprimento de ligação. A deformação angular é uma vibração que modifica o ângulo da ligação. A radiação eletromagnética com número de ondas de 4000 a 600 cm-1 possui a energia exata correspondente às vibrações de deformação axial e angular de moléculas orgânicas. - Determinando experimentalmente os números de onda da energia absorvida por uma substância em particular, nós podemos determinar quais os tipos de ligações ela possui. - Um espectro de infravermelho é obtido através da passagem de radiação infravermelha através de uma amostra de substância. - Um detector gera uma plotagem de percentagem de transmissão de radiação versus o número de onda (ou comprimento de onda) da radiação transmitida. As Regiões de Grupo Funcional e de Impressão Digital: - Um espectro de IV pode ser dividido em duas áreas. - Dois terços do lado esquerdo do espectro de IV (4000 a 1400 cm-1) representam a região onde a maioria dos grupos funcionais apresenta suas bandas de absorção. Esta região é chamada de região de grupo funcional. - O terço do lado direito do espectro de IV (1400 a 600 cm-1) é chamado de região de impressão digital porque é uma característica da substância como um todo, assim como a impressão digital é específica de um indivíduo. - Mesmo se duas moléculas diferentes possuem os mesmos grupos funcionais, seus espectros de IV não serão idênticos, desde que os grupos funcionais não estejam no mesmo ambiente; esta diferença é refletida no padrão das bandas de absorção nas regiões de impressão digital. - Devido do fato de que se utiliza mais energia para a deformação axial de uma ligação do que a deformação angular da mesma, as bandas de absorção para as vibrações de deformação axial são encontradas na região de grupo funcional (4000-1400 cm-1). - As bandas de absorção para as vibrações de deformação angular são tipicamente encontradas na região de impressão digital (1400-600 cm-1) Estratégias para análise de espectro de IV: 1. Uma carbonila está presente? O grupo C=O é identificado por uma absorção intensa na região de 1820 – 1660cm-1. Normalmente este é o pico mais intenso do espectro e ocorre no meio do espectro. 2. Se C=O está presente, confira os tipos a seguir: Ácidos: O–H também está presente? Absorção larga 3400- 2400cm-1. Amidas: Há também N–H? Absorção média em ~3400cm-1; às vezes um pico duplo com duas metades equivalentes Ésteres: Tem C–O ? - Absorção intensa ~1300 – 1100cm-1. Aldeído: Há C–H de aldeído? - Dois picos fracos de absorção ~2850 – 2750cm-1. Cetonas: Se as demais forem eliminadas. 3. Se C=O estiver ausente: Álcool, Fenol: Verificar O–H. Confirmar encontrando C-O ~1300 – 1000cm-1. Aminas: Checar N–H. Absorção média ~3400cm-1. Éter: Observar C-O e ausência de O-H. 4. Ligações Duplas e/ou aromáticos: C=C dá uma absorção fraca ~1650 cm-1; Absorção de média para forte 1600-1450cm-1; geralmente implica em um anel aromático. C-H aromático e vinílico aparecem à esquerda de 3000cm-1. 5. Ligações Triplas: C = N é uma absorção média, fina ~2250cm-1. C = C é uma absorção fraca, fina ~2150cm-1. Verificar C-H acetilênico ~3300cm-1. _______________________________________________________________________ Aula 3: Espectroscopia Aplicada A Análise De Medicamentos. Parte II. Espectrometria De Massas A espectrometria de massas não é uma forma de espectroscopia, pois não envolve a interação da luz com a matéria, no entanto é uma ferramenta muito importante na identificação de compostos desconhecidos. O princípio básico da espectrometria de massas (MS) é gerar íons de compostos inorgânicos ou orgânicos pelo método mais apropriado, separar esses íons pela sua razão massa/carga (m/z) e detectar qualitativamente e quantitativamente a abundância de seus respectivos m/z. A substância é convertida em íons (método de ionização). Os íons de massas atômicas diferentes são separados com base na razão massa-carga das espécies iônicas (método de separação de íons) para produzir um espectro de massas. Em razão dos íons produzidos em espectrometria de massas serem geralmente monocarregados, a razão massa-carga é algumas vezes referida somente pelo termo conveniente de “massa”. As massas atômicas são em geral expressas em termos de unidades de massa atômica (uma), ou daltons (Da). O método de detecção depende do método de separação utilizado que por sua vez será dependente do método de ionização usado. Métodos de ionização Analisadores de massas A separação pode ser conseguida aplicando campos magnético e/ou elétrico propriados. Os íons são separados em função da sua energia, momento ou velocidade. Analisadores de massas podem ser: • Setor Magnético; • Quadrupolo; • Captura De Íons (Ion Trap); • Tempo De Voo (Tof); • Múltiplos Estágios (Tandem). Determinação da fórmula molecular: A) A partir de massa exata (alta resolução): Como diferenciar CO e N2 por espectrometria de massas? Ambos tem massa molecular equivalente a 28, baseando-se nas massas dos elementos: C = 12; N = 14 e O = 16; não é possível distinguir uma molécula da outra. No entanto, se for utilizado a massa dos elementos temos que as massas moleculares relativas são 27,9994 para o CO e 28,01348 para o N2. B) A Regra dos Treze: Quando não se sabe a massa molecular exata (obtida por técnica de alta resolução), é bastante útil gerar todas as fórmulas moleculares possíveis de uma dada massa, um método possível é a Regra dos Treze que dividide a massa molecular M por 13. Esse cálculo fornece um numerador n e um resto r. Fórmula com O, N e S e halogênios: [M – x(O)]/13 [M – x(N)]/13 [M – x(S)]/13 [M – x(X)]/13 Padrão de fragmentação de alcanos: _______________________________________________________________________ Aula 4: Cromatografia Aplicada A Análise De Medicamentos Cromatografia Separação de misturas por interação diferencial dos seus componentes entre uma FASE ESTACIONÁRIA (líquido ou sólido) e uma FASE MÓVEL (líquido ou gás). • Tipos de cromatografia: Adsorção, partição, troca iônica, filtração molecular, etc. • Técnicas de cromatografia: Cromatografia em papel, camada fina, cromatografia em coluna, cromatografia em fase gasosa (GC), cromatografia líquida de alta resolução (HPLC), entre outras. Cromatografia Líquida De Alta Eficiência Tiposde Detectores usados em CLAE. • UV/VIS. • Índice de Refração. • Fluorescência. • Condutividade Elétrica. • Eletroquímico. • Ms/Ms. Avaliação De Cromatogramas: Resolução (R): é o objetivo primário da cromatografia, já que relaciona uma medida de separação dos constituintes de uma amostra. Assim para cada par de picos adjacentes, a resolução pode ser calculada. Retenção k’ – Fator de Capacidade: é uma medida de quanto tempo um componente passa parado na fase estacionária comparado com o tempo que gasta migrando na fase móvel, durante a corrida cromatográfica. k’ indica o grau de afinidade que a coluna e a fase móvel possuem para aquele componente. Seletividade α (fator de separação): compara a retenção de um componente com a de outro componente e depende das características químicas da fase móvel e da fase estacionária. Análise Qualitativa Pode ser realizada através da correlação entre os TR de substâncias desconhecidas com padrões analisados sob as mesmas condições experimentais. Curva de calibração: é feita com no mínimo 5 concentrações diferentes no intervalo de 80% a 120%. Plotar diagrama de dispersão dos pontos: Y = f ( X ) e em seguida aplica-se reta de regressão linear: Y = a + b X. A curva de calibração pode ser obtida através dos seguintes métodos: padronização externa, padronização interna, superposição de matriz, adição padrão. Cromatografia Gasosa É aplicável para separação e análise de misturas cujos constituintes tenham PONTOS DE EBULIÇÃO de até 300oC e que sejam termicamente estáveis. 1 - Reservatório de Gás e Controles de Vazão / Pressão. 2 - Injetor (Vaporizador) de Amostra. 3 - Coluna Cromatográfica e Forno da Coluna. 4 - Detector. 5 - Eletrônica de Tratamento (Amplificação) de Sinal. 6 - Registro de Sinal (Registrador ou Computador). Observação: em negrito estão os componentes com temperatura controlada. Fase Móvel em CG: NÃO interage com a amostra, apenas a carrega através da coluna. Assim é usualmente referida como GÁS DE ARRASTE. Precisa ser inerte e puro. Inerte: Não deve reagir com a amostra, fase estacionária ou superfícies do instrumento. Puro: Deve ser isento de impurezas que possam degradar a fase estacionária. Fase Estacionária em CG: Interage com a amostra. Podem ser líquidas, sólidas ou seletivas. Líquidas: depositados sobre a superfície de sólidos porosos inertes (colunas empacotadas) ou de tubos finos de materiais inertes (colunas capilares). Sólidas: as colunas são recheadas com material finamente granulado (empacotadas) ou depositado sobre a superfície interna do tubo (capilar). Seletiva: deve interagir diferencialmente com os componentes da amostra. Regra geral: a Fase Estacionária deve ter características tanto quanto possível próximas das dos solutos a serem separados (polar, apolar, aromático, oticamente ativas ...). _______________________________________________________________________ Aula 5: Titulação Aplicada A Produtos Farmacêuticos Análise Volumétrica Titulação é uma operação analítica utilizada em análise volumétrica com o objetivo de determinar uma concentração (desconhecida) de soluções. Vantagens: • Método absoluto. • Fácil de executar. • Análise muito rápida. • Método versátil. • Resultados reprodutíveis e corretos. • Pode ser automatizado. • Econômico. • Larga aplicação. Aplicações: Ambiental / Águas (água potável, esgoto, água de superfície, água do mar...), Alimentos (Refrigerantes, bebidas, diluições, teor…), Indústria farmacêutica (diluição durante a produção, para injeção, teor…), Diversos parâmetros para analisar (p.ex.: condutividade, pH, alcalinidade, dureza) Ponto de equivalência: é a altura da titulação em que a relação entre o número de moles do titulante adicionadas e o número de moles do titulado é a prevista pela estequiometria da reação. nácido = nbase CA x VA= CB x VB Ponto final de titulação: detectado pela mudança de cor, mudança de pH, mudança de condutividade, inicio/fim de precipitação, ou seja, é estimado através de mudanças associadas às condições de equivalência, quer seja através de determinação instrumental, quer seja através de determinação visual. Indicador ácido-base: substância (ácido ou base fraco) que têm a particularidade de apresentar cores diferentes na forma ácida e na forma básica. Requisitos para uma boa análise titulométrica: vidrarias adequadas (bureta, provetas, pipetas e etc.); solução titulante de concentração conhecida; sinal do ponto final de titulação disponível; relação conhecida entre o ponto final de titulação e o ponto de equivalência; balança analítica (escala de 0,0001g). Solução Padrão: • É uma solução reagente de concentração precisamente conhecida. • São substâncias cujas características permanecem estáveis em condições de estocagem adequadas e em soluções. Sua concentração pode ser expressa em termos de: ➢ Normalidade (equivalentes por litro ou miliequivalentes por litro); ➢ Molaridade (mols por litro ou milimols por litro); Tipos de Padrão: A) Padrão Primário Requisito: materiais de alta pureza e estabilidade Usos: Preparar soluções padrão determinantemente; Determinar a concentração de uma solução reagente pela titulação de uma quantidade precisamente pesada de padrão primário com a solução reagente; Parâmetros: • Devem ser de fácil obtenção no mercado a preço razoável; • Fácil de purificar, secar (110oC a 120oC), sem água na composição (de hidratação, de cristalização); • Inalterável ao ar, o que implica em uma substância não higroscópica, não- oxidável, estável frente ao CO2 atmosférico; • Deverá ter um equivalente-grama elevado pois os erros referentes a manipulação e a aparelhagem serão minimizados (muitas vezes trabalha-se com precisão de 1x10-4g); • Deve ser o mais solúvel possível em condições ambiente; • Reação de entre o padrão e a substância em teste mais rápida possível, ocorrer a temperatura ambiente, estequiometria definida; B) Padrão Secundário São substâncias sujeitas a alterações, sendo assim submetidas a uma ajuste prévio – Fatoração FATOR DE CORREÇÃO – Determinar a concentração real através da titulação do padrão primário. Principais Reações e Padrões Primários Disponíveis Cálculo de Equivalentes: Ao fazer o preparo de uma solução, a partir de uma solução já disponível no almoxarifado, obtemos a concentração molar TÉORICA da solução, sendo necessário realizar o procedimento de padronização com uso de um padrão primário, para decidir qual bureta utilizar e vamos calcular o fator de correção onde ou podemos utilizar também sendo V HCl nesse caso, o volume de titulante que foi gasto. Com esses dados obtidos, temos: Titulações Ácido-Base Curvas Típicas Volumetria Controle de Qualidade de Medicamentos: 1o Passo: Programação Teórica: – Determinação da quantidade de amostra a ser analisada no doseamento; – Identificação da equação fundamental da análise; – Fator de análise : correspondência de 1 mL da solução padrão (N ou M) e a massa em g ou mg da amostra nas mesmas condições, ou seja,determinar em que proporção o padrão reage com a amostra. 2o Passo: Execução : – O Volume do Padrão relacionado ao Fator de Análise → concentração teórica da amostra. 3o Passo: Consulta à Farmacopéia – Avaliação dos resultados (especificações de limites mínimos e / ou máximos). Aprovação / Reprovação _______________________________________________________________________ Bloco 2: Valeria Pereira de Sousa Aula 1: Controle de Qualidade de Matéria-Prima Parâmetros da qualidade • Especificações de limite percentual em relação ao valor rotulado; • Descrição; • Identificação dos fármacos; • Ensaios depureza; • Pesquisa de impurezas de síntese; • Testes de segurança biológica; • Determinação do teor ou da potência; • Embalagem, armazenamento e rotulagem. Índice de Refração: é a relação entre a velocidade da luz no vácuo e sua velocidade na substância. Polarimetria: É um método analítico em que a magnitude e a direção da rotação angular linearmente polarizada, ao passar através de uma espessura conhecida de um líquido, são usadas para fins de identificação e avaliação quantitativa de substâncias opticamente ativas. Viscosidade: É a expressão da resistência de líquidos ao escoamento. Granulometria: Define o diâmetro das partículas. Impurezas em insumos farmacêuticos Substâncias estranhas são introduzidas por contaminação ou adulteração, não advém da síntese ou da preparação, por isso, não podem ser previstas. Impurezas tóxicas tem atividade biológica indesejáveis e requerem identificação individual e quantificação por testes específicos. Esse tipo de impureza pode advir de síntese, preparação ou degradação. Componentes concomitantes não são exatamente impurezas. É necessário porém, determinar o conteúdo máximo, a faixa e misturas permitidas. Um exemplo são os isômeros óticos, que se tiveram atividade biológica indesejável são considerados impurezas tóxicas. Impureza traço são distintos das impurezas ordinárias pois requerem identificação e quantificação individuais por testes específicos. Baseado em dados validados, testes individualizados e especificações são selecionados. Traços podem incluir algumas impurezas relacionada ao processo ou produto de degradação que informam sobre o processo. Impurezas ordinárias são espécies inócuas na quantidade presente. Esse tipo de impureza podem ser oriundas da síntese, preparação e degradação de insumos farmacêuticos. O limite estabelecido para impureza ordinária em monografias é de 2,0%. Quando a monografia fixa limites para componentes concomitantes, traços e/ou impurezas tóxicas essas espécies não podem ser incluídas na pesquisa de impurezas ordinárias. A quantidade máxima de impurezas num insumo farmacêutico não deve ser maior que 2,0%, a não ser que, a monografia indique outro limite. Determinação de água pelo método de Karl Fisher Reagente de KF original: mistura de piridina e metanol (solventes), na qual são incorporados I2 e SO2. O analito (H2O) é reduzido pelos elétrons gerados na reação de KF. A presença de água causa a conversão do I2 em I- através da reação com SO2. H2O + I2 + SO2 + C5H5N +CH3OH 2C5H5N.HI + C5H5NH.SO4CH3 A mudança abrupta do potencial indica o ponto final (surgimento de excesso de I2). Sobre o pH de trabalho p/ KF: • A faixa mais favorável se situa entre pH 5,0 e 7,0. • Em meio mais ácido, a reação se torna lenta e o ponto final poderá não ser atingido. • Se o meio estiver alcalino, reações paralelas poderão ocorrer e a reação não será estequiométrica. • A presença de soluções com capacidade de tamponar o meio facilita o controle do pH. Seqüência de determinação para KF: 1 - Neutralização do metanol: Introduz-se na célula metanol até cobrir os eletrodos. Este metanol contém água, que deve ser consumida para que não interfira na análise. Isto é feito por adição do reagente de Karl Fisher até que o ponto final seja atingido. 2 - Determinação do título do reagente de KF: Adição de um volume conhecido (~10 µL) de água à célula. Titula-se com Karl Fisher até atingir o ponto final. Nesta etapa obtém-se o título do reagente. X mg de H2O ----- 5 ml de KF 3 - Adição da amostra: Tendo-se o título da solução titulante, agora se adiciona a amostra a ser analisada. Titula-se novamente até atingir o ponto final. 4 - cálculo do teor de água na amostra. _______________________________________________________________________ Aula 2: Controle de Qualidade de Medicamentos Uniformidade por variação de peso (UP) e Uniformidade de conteúdo (UC) Uniformidade por variação de peso (UP): Aplicação : Princípio Ativo > 25 mg ou >25% do peso total da unidade de dosagem. Procedimento: Pesar individualmente as unidades, analisar o pool (teor) e em seguida correlacionar com o peso de cada unidade; N= separar 30 unidades (10 iniciais + 20 se necessário). Doseamento das unidades e determinar o valor % sobre o declarado, média e DPR das determinações. Verificar valor de aceitação. Uniformidade de conteúdo (UC): Aplicação: Princípio AtivoAula 4: Controle de Qualidade Determinação de peso de Formas Farmacêuticas Semissólidas - Iniciar com n=10 unidades. Caso 1 unidade estiver fora da especificação, fazer o teste com mais 20 unidades. - O peso médio das 30 unidades NÃO DEVE SER INFERIOR ao declarado e no máximo 1 unidade fora da especificado na tabela em relação ao declarado. Todos os produtos comerciais originais são protegidos pela propriedade intelectual, ou patente. O período de tempo de chegar a até 20 anos, o fármaco é uma propriedade exclusiva de quem a criou, não podendo ser reproduzida sem a sua licença. Portanto, enquanto a patente de um medicamento inovador estiver vigorando, não é permitida a produção do genérico correspondente, a não ser com autorização do detentor da patente. LEI nº 9.787, de 10 de Fevereiro de 1999: Dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento GENÉRICO, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências. Medicamento de Referência – produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro; Medicamento Genérico – medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI. Medicamento Similar – aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. Produto Farmacêutico Intercambiável – equivalente terapêutico de um medicamento de referência, comprovados, essencialmente, os mesmos efeitos de eficácia e segurança. Equivalentes farmacêuticos – são medicamentos que possuem mesma forma farmacêutica, mesma via de administração e mesma quantidade da mesma substância ativa, isto é, mesmo sal ou éster da molécula terapêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos, desde que bem estabelecidos para a função destinada. Devem cumprir com os mesmos requisitos da monografia individual da Farmacopéia Brasileira, preferencialmente, ou com os de outros compêndios oficiais, normas ou regulamentos específicos aprovados/referendados pela Anvisa ou, na ausência desses, com outros padrões de qualidade e desempenho. Formas farmacêuticas de liberação modificada que requerem reservatório ou excesso podem conter ou não a mesma quantidade da substância ativa, desde que liberem quantidades idênticas da mesma substância ativa em um mesmo intervalo posológico. Medicamentos que não serão aceitos como genéricos 1. Medicamentos isentos de registro, de acordo com a Resolução RDC nº 132, de 29/05/03. 2. Soluções parenterais de pequeno volume e de grande volume unitárias, isentas de fármacos, tais como água para injeção, soluções de glicose, cloreto de sódio, demais compostos eletrolíticos ou açúcares. 3. Produtos biológicos, imunoterápicos, derivados do plasma e sangue humano. 4. Produtos obtidos por biotecnologia, excetuando-se os antibióticos, fungicidas e outros, a critério da ANVISA. 5. Fitoterápicos. 6. Medicamentos que contenham vitaminas e/ou sais minerais. 7. Antissépticos de uso hospitalar. 8. Produtos com fins diagnósticos e contrastes radiológicos. 9. Medicamentos isentos de prescrição médica, constantes da LISTA DE GRUPOS E INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS ESPECÍFICAS, exceto: 9.1. Antiácidos, antieméticos, eupépticos, antifiséticos, antiflatulentos e carminativos; 9.2. Analgésicos não-narcóticos, antitérmicos e antipiréticos; 9.3. Os antiinflamatórios naproxeno, ibuprofeno e cetoprofeno e os tópicos não esteroidais; 9.4. Expectorantes, balsâmicos, mucolíticos, sedativos da tosse; 9.5. Antifúngicos e antimicóticos tópicos; 9.6. Relaxantes musculares; 9.7. Os antiparasitários orais/anti-helmínticos mebendazol e levamizol; 9.8. Antiparasitários tópicos; 9.9. Anti-histamínicos; 9.10. Antiespasmódicos; 9.11. Os antibacterianos tópicos bacitracina e neomicina; 9.12. Anti-hemorroidários tópicos; 9.13. Descongestionantes nasais tópicos. Os estudos de bioequivalência para medicamentos genéricos ou similares serão dispensados para: I - soluções aquosas (parenterais, orais, otológicas, oftálmicas e as administradas como inalatórios orais ou sprays nasais com ou sem dispositivo) que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que aqueles presentes no medicamento comparador; II - pós para reconstituição que resultem em soluções aquosas orais ou parenterais, desde que cumpram os requisitos descritos no inciso I; III - gases; IV - soluções oleosas parenterais que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e qualitativamente o mesmo veículo oleoso presente no medicamento de referência, em concentrações compatíveis com a função pretendida; V - medicamentos de uso oral que contenham fármacos destinados a ação local no trato gastrintestinal descritos na Lista 3 - Fármacos de ação local no trato gastrintestinal que não necessitam de estudos de biodisponibilidade relativa / bioequivalência (acessível no portal da ANVISA); VI - medicamentos de aplicação tópica, não destinados a efeitos sistêmicos, que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que aqueles presentes. _______________________________________________________________________ Bloco 3: Theo Luiz Ferraz de Souza Aula 1: Estabilidade de produtos Farmacêuticos/Biofarmacêuticos. Estabilidade de um medicamento: É a capacidade de uma determinada formulação, num sistema específico de acondicionamento, se manter dentro das suas especificações físicas, químicas, microbiológicas e toxicológicas, quando mantidas sob condições definidas de armazenamento. Prazo de validade: É o tempo que uma formulação leva desde sua produção até a sua atividade biológica ou química não ser menor que o nível pré-determinado de teor/potência, e suas características físicas não mudarem apreciavelmente ou deleteriamente, quando mantidas sob condições recomendadas. Os fatores que influenciam a estabilidade de uma formulação podem ser intrínsecos e extrínsecos. • Fatores Internos ou Intrínsecos: Estão relacionados a interações entre os materiais, dependentes da tecnologia de produção. • Fatores Externos ou Extrínsecos: Estão relacionados a componentes ambientais como temperatura, umidade e pH. Estes fatores podem acelerar reações químicas degradativas. Teste de Estabilidade de Fármacos e Medicamentos Para um fármaco novo: - Determina a estabilidade intrínseca da molécula e o mecanismo de degradação, - Identifica produtos de decomposição, - Valida metodologia analítica capaz de detectar a decomposição. - Determina seu prazo de validade e as condições de armazenamento. Teste de “Stress” * Determina estabilidade intrínseca da molécula; * Estabelece vias de degradação; * Identifica produtos de degradação; * Valida procedimentos analíticos. Procedimentose Critérios: avaliar aspectos susceptíveis à mudança que venham a influenciar Qualidade, Segurança e/ou Eficácia. Quando realizar o estudo de estabilidade? Estudo De Estabilidade Acelerado: Estudo projetado para acelerar a degradação química e/ou mudanças físicas de um produto farmacêutico em condições forçadas de armazenamento. Os dados assim obtidos, juntamente com aqueles derivados dos estudos de longa duração, podem ser usados para avaliar efeitos químicos e físicos prolongados em condições não aceleradas e para avaliar o impacto de curtas exposições a condições fora daquelas estabelecidas no rótulo do produto, que podem ocorrer durante o transporte. Estudo De Estabilidade De Acompanhamento: Estudo realizado para verificar que o produto farmacêutico mantém suas características físicas, químicas, biológicas, e microbiológicas conforme os resultados obtidos nos estudos de estabilidade de longa duração. Estudo De Estabilidade De Longa Duração: Estudo projetado para verificação das características físicas, químicas, biológicas e microbiológicas de um produto farmacêutico durante e, opcionalmente, depois do prazo de validade esperado. Os resultados são usados para estabelecer ou confirmar o prazo de validade e recomendar as condições de armazenamento.O prazo de validade de um produto a ser comercializado no Brasil é determinado por um estudo de estabilidade de longa duração de acordo com os parâmetros definidos em tabela abaixo. “Por ocasião do registro poderá ser concedido um prazo de validade provisório de 24 meses se aprovado o relatório de estudo de estabilidade de longa duração de 12 meses ou relatório de estudo de estabilidade acelerado de 6 meses acompanhado dos resultados preliminares do estudo de longa duração com, conforme parâmetros definidos em tabela abaixo.” O prazo de validade deve ser confirmado mediante a apresentação de um estudo de estabilidade de longa duração de 24 meses de duração, protocolado na forma de complementação de informações ao processo. A presença desta documentação no processo é necessária para a renovação do registro. Os produtos importados a granel devem descrever nos seus rótulos a data de fabricação, a validade e a condição de armazenamento até a execução da embalagem primária para serem liberados pela autoridade sanitária de portos e aeroportos. O estudo será avaliado durante a inspeção na empresa fabricante. Para produtos importados, os estudos de estabilidade podem ser realizados no exterior de acordo com os parâmetros definidos nesta Resolução. Nos caso de produtos importados a granel, o prazo de validade deve levar em consideração o tempo máximo de armazenamento até a execução da embalagem primária. Para produtos importados, a granel ou em embalagem primária, os estudos de estabilidade de acompanhamento devem ser realizados em solo brasileiro de acordo com os parâmetros definidos nesta Resolução. Todo relatório de estudo de estabilidade, independente da forma farmacêutica, deve apresentar as seguintes informações ou justificativa técnica de ausência: • Descrição do produto com respectiva especificação da embalagem primária • Número do lote para cada lote envolvido no estudo • Descrição do fabricante dos princípios ativos utilizados • Aparência • Plano de estudo: material, métodos (desenho) e cronograma. •Data de início do estudo • Teor do princípio ativo e método analítico correspondente • Quantificação de produtos de degradação e método analítico correspondente • Limites microbianos Freqüência Dos Testes • Estudo acelerado: 0, 3 e 6 meses para doseamento, quantificação de produtos de degradação, dissolução (quando aplicável) e pH (quando aplicável). Para as demais provas apresentar estudo aos 6 meses comparativo ao momento zero. • Estudo de longa duração: 0, 3, 6, 9, 12, 18, 24 meses para doseamento, quantificação de produtos de degradação, dissolução (quando aplicável) e pH (quando aplicável). Para as demais provas, apresentar estudo no prazo de validade requerido comparativo ao momento zero. • Estudo de acompanhamento: a cada 12 meses deverão ser realizados todos os testes de um relatório de estudo de estabilidade, relatório que deve ser disponibilizado no momento da inspeção. Para fins de prazo de VALIDADE PROVISÓRIO de 24 meses será aprovado o relatório de estabilidade acelerado ou de longa duração de 12 meses que apresentar variação menor ou igual a 5,0% do valor de análise da liberação do lote, mantidas as demais especificações. Caso as variações de doseamento estejam entre 5,1% e 10,0% no estudo de estabilidade acelerado, o prazo de validade provisório será reduzido à metade, ou seja, será de 12 meses. O doseamento no momento zero não pode ultrapassar as especificações do produto de acordo com farmacopéias reconhecidas pela Anvisa ou, na ausência de informação farmacopeica, com método validado de acordo com o Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos. Para fins de prazo de VALIDADE DEFINITIVO, somente será aprovado o relatório de estabilidade que apresentar a variação do doseamento dos princípios ativos dentro das especificações farmacopeicas e/ou proveniente de método validado do produto de acordo com o Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos, e mantidas as demais características do produto. Testes de Degradação Forçada Ajudam a identificar seus prováveis produtos de degradação e o procedimento analítico a ser adotado no estudo de estabilidade, sendo que a natureza dos testes depende do tipo de molécula a ser estudada.