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BRADICARDIA Qualquer problema no ritmo com FC 5 quadradinhos BRADICARDIA SINUSAL: ritmo lento (FC 200ms BAV DE 2º GRAU (bloqueio verdadeiro): existem algumas ondas P que não produzem QRS – contrações atriais que não geram contrações ventriculares Bloqueio AV Mobitz 1 (fenômeno de Wenckebach): prolongamento sucessivo do intervalo PR até que um impulso atrial não seja conduzido aos ventrículos A onda P correspondente a esse impulso atrial não é seguida por um complexo QRS Bloqueio AV Mobitz 2: É caracterizado pela não condução intermitente de ondas P (impulsos atriais para o ventrículo) com intervalo PR alargado, porém constante em batimentos conduzidos Bradicardia maligna! Pode haver relação consistente de repolarizações AV (por ex. 2 ondas P para um QRS) Ocorre abaixo do nível do nó AV BAV 2:1: a cada 2 ondas P apenas 1 produz complexo QRS (não confundir onda P com a onda T – BAVT) OBS) A onda P é simétrica, enquanto a T é mais alta e assimétrica BAV AVANÇADO: uma sequência de ondas P bloqueadas seguidamente (várias ondas P sem gerar QRS) Bradicardia maligna! BAV DE 3º GRAU OU TOTAL (BAVT): ritmo completamente anárquico. O átrio bate em uma frequência e o ventrículo em outra. O ventrículo assume resposta geradora de choque, produzindo o próprio estímulo Melhor forma de ver é pedindo DII longo, para observar a assincronia de ritmos Os ritmos que possuem QRS largo são ruins Deve-se colocar marca-passo, pois o ritmo é um acelerador de morte súbita (ritmos ventriculares com bradicardias) RITMO DE ESCAPE VENTRICULAR: FC bastante reduzida, ausência de onda P e alargamento do QRS. Geralmente não respondem aos medicamentos A bradicardia pode resultar em ritmos ventriculares dependentes da bradicardia Quando ↓ FC, uma área ventricular eletricamente instável pode escapar da supressão por marca-passos mais altos e mais rápidos, especialmente diante de isquemia aguda Existem outros ritmos de escape, porém esse é o mais perigoso (precipitam TV e FV) O nó sino atrial e o nó átrio ventricular perderam totalmente sua função e agora quem dita o ritmo cardíaco são algumas células miocárdicas dos ventrículos A estimulação pode elevar a FC e eliminar os ritmos ventriculares dependentes da bradicardia BRADICARDIA SINTOMÁTICA A bradicardia instável existe clinicamente se: FC lenta, paciente com sintomas, sintomas decorrem da ↓FC Hipotensão, RNC, sinais de choque, desconforto torácico isquêmico, insuficiência cardíaca aguda MANEJO DA BRADICARDIA Etapa 1: avalie a adequabilidade do quadro clínico, FC 10mcg/kg/min) também tem efeitos vasoconstritores Epinefrina IV: infusão de 2-10mcg por minuto. Titule conforme resposta do paciente Os vasopressores não aumentam a sobrevida da bradicardia, mas podem melhorar a PAD aórtica, a pressão de perfusão da artéria coronária e a taxa de RCE, sendo recomendado seu uso Medicamentos alternativos também podem ser apropriados em circunstancias especiais, como overdose de BB ou bloqueador dos canais de cálcio Como a epinefrina e a dopamina são vasoconstritoras, além de cronotrópicas, os profissionais devem avaliar o estado do volume intravascular do paciente e evitar hipovolemia A dobutamina é adequada quando a vasoconstrição não é desejada Marcapasso transcutâneo Não é invasivo e pode ser realizado por profissionais de SAVC Pares de eletrodos descartáveis colocados na pele fornecem impulsos de estimulo para o coração, causando a despolarização elétrica e contração cardíaca posterior Indicações: bradicardia instável (hipotensão, RNC, choque, insuficiência cardíaca, desconforto torácico isquêmico), bradicardia com ritmos de fuga ventriculares estáveis, pacientes instáveis refratários a atropina ou se o AVP ou a preparação da atropina atrasarem Precauções: contraindicado na hipotermia grave, analgesia para o desconforto (a não ser que o atraso contribua para a deterioração), não avaliar pulso carotídeo para confirmar captura mecânica (a estimulação elétrica provoca reflexo muscular) Podem ter taxa fixas (modo assíncrono) ou taxas por demanda Considereestimulação imediata em pacientes instáveis com bloqueio cardíaco de alto grau, se não houver AVP disponível Técnica: Aplique os eletrodos de estimulação ao tórax Ligue o marca-passo Ajuste a frequência da demanda em 60-80bpm, ajustando segundo a resposta clínica do paciente, depois de estabelecida a estimulação Ajuste a intensidade da corrente (2mA acima da dose na qual observou uma captura consistente, com margem de segurança) Depois de iniciar o MPTC confirme a captura elétrica e mecânica e defina a estimulação como a taxa efetiva mais baixa, de acordo com a avaliação clínica e a resolução dos sintomas Todas as espículas têm que gerar um QRS Administre analgésicos e sedativos para controle da dor – podem ↓ PA e afetar o estado mental Limitações: pode ser doloroso, pode não produzir captura elétrica e mecânica eficaz Considere como uma ponte de urgência para a estimulação transvenosa em pacientes com bradicardia sinusal significativa ou com bloqueio AV Se optar pelo MPTC como tratamento de 2ª linha e também for ineficaz, inicie infusão com dopamina ou epinefrina e prepare- se para uma possível estimulação transvenosa, depois de consultar o especialista Sedação: a maioria dos pacientes conscientes deverá receber sedação antes da estimulação, a menos que esteja em colapso CV ou sob rápida deterioração se não estiverem prontamente disponíveis Narcótico parenteral para analgesia, BZD parenteral para ansiedade e contrações musculares, infusão cronotrópica assim que disponível, consultar especialista quanto à estimulação transvenosa A meta do tratamento é melhorar os sinais e sintomas em vez de objetivas uma FC precisa Estimulação de espera A isquemia aguda do tecido de condução e de centros de estimulação podem causar vários ritmos bradicárdicos na SCA Pacientes clinicamente estáveis podem se descompensar subitamente ou se tornar instáveis depois de minutos ou horas, por causa da piora das anomalias de condução, e essas bradicardias podem se deteriorar para o BAVT e colapso CV Para se preparar para tal deterioração, coloque eletrodos do MPTC em qualquer paciente com isquemia aguda do miocárdio ou IAM associado aos seguintes ritmos Disfunção sintomática do nó sinusal com bradicardia sinusal severa e sintomática, BAV de 2º grau Mobitz II assintomático, BAV de 3º grau assintomático, BRE / BRD ou alternado recém-adquirido ou bloqueio bifascicular, diante de IAM