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Teorias da Causalidade e Imputação Objetiva 
 
● Introdução: 
↳ A Teoria da Imputação foi a primeira a surgir. 
↳ Criada por Hegel, a Teoria da Imputação fornece o primeiro conceito de 
CONDUTA e os primeiros critérios para a imputação de um resultado 
produzido por um ser humano no mundo exterior. 
 
● Teorias: 
1) Teoria da Condição/Equivalência: 
↳ Os principais pensadores são Glaser e Von Buri. 
↳ É a teoria mais aceita na Alemanha, como sendo a teoria da 
causalidade. 
↳ Explica a relação de causa e efeito. 
⇘ causa = TUDO o que contribui, em maior ou menor escala, para 
produzir um resultado. 
⇘ Relação de causalidade 
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é 
imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão 
sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
↳ “conditio sine qua non” → condição sem a qual não. 
↳ A teoria não estabelece a diferença entre causa e condição. 
 
a) críticas: 
➔ causalidade hipotética. 
↳ É um problema frequente. 
↳ Isso já que a teoria, exclui algo que PROVAVELMENTE 
poderia impedir o resultado de acontecer e considerá-la 
como CAUSA. 
↳ Dessa forma, a construção da teoria deixa a desejar. 
 
➔ causalidade cumulativa: 
↳ São várias condições SIMULTÂNEAS e INDEPENDENTES 
que produzem o resultado. 
 
➔ causalidade por ultrapassagem: 
↳ São duas causas CONCORRENTES. 
↳ Caso a primeira causa falhe a segunda ainda provoca o 
mesmo resultado. 
 
➔ regresso ao infinito: 
↳ É a maior crítica. 
↳ Se tudo o que contribuiu para o evento é CAUSA dele, 
então: 
● o fabricante do carro é culpado por um acidente 
de trânsito; 
● quem extraiu os minérios para a produção é 
culpado pelo acidente também; 
↳ Para resolver esse problema, a doutrina procurou excluir 
essas situações do nexo causal, AFASTANDO a 
culpabilidade ou derrubando o tipo subjetivo. 
 
2) Teoria da Adequação: 
↳ Os maiores pensadores são Saver, Von Hippel, Engisch e Murach. 
↳ Essa teoria não foi aceita pelo nosso Código Penal. 
↳ Acredita que a causa NÃO é tudo, mas é a condição ADEQUADA ao 
tipo e ao resultado concreto. 
⇘ causa no sentido jurídico. 
↳ “id quod plerumque accidit” → aquilo que normalmente acontece. 
⇘ de acordo com a EXPERIÊNCIA das pessoas e as OCORRÊNCIAS do 
cotidiano. 
↳ Essa teoria gera muita insegurança, já que se satisfaz com causas de 
retiradas de raciocínios abstratos. 
 
3) Teoria da Relevância Jurídica: 
↳ Os principais pensadores são Mezger, Bockelman e Wessels. 
↳ Acredita que há a causalidade física + causalidade jurídica. 
➢ nexo de causalidade: é determinado por meio da teoria “sine qua 
non”. 
 
➢ imputação do resultado: é efetivado com base na relevância 
jurídica, observando a finalidade da norma e os caracteres de 
cada tipo penal. 
 
a) problema: 
↳ tentar amenizar os efeitos da causalidade. 
 
4) Ressurgimento da Teoria da Imputação Objetiva: 
↳ É o juízo feito se baseando na teoria da causalidade, sem tentar 
contornar as leis causais. 
↳ A causalidade física é necessária, mas não é suficiente sem os critérios 
da imputação objetiva. 
↳ BASE: o agente cria, com a sua conduta, um risco ACIMA DO 
PERMITIDO para a sociedade e o bem jurídico.

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