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TEORIA DO CRIME
PROF. ROGÉRIO CRUZ
AULA 9 – FATO TÍPICO: NEXO CAUSAL ENTRE CONDUTA E RESULTADO
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
CÓDIGO PENAL
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
CONCEITO DE NEXO CAUSAL
“É o vínculo estabelecido entre a conduta do agente e o resultado por ele gerado, com relevância suficiente para formar o fato típico.”(NUCCI, 2024, p. 180)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
TEORIA ADOTADA NO BRASIL
“Teoria da equivalência das condições (teoria da equivalência dos antecedentes ou teoria da condição simples ou generalizadora): qualquer das condições que compõem a totalidade dos antecedentes é causa do resultado, pois a sua inocorrência impediria a produção do evento. Nas palavras de Jiménez de Asúa, “existe relação causal quando não se pode supor suprimido o ato de vontade humana, sem que deixe de se produzir o resultado concreto” (Lecciones de derecho penal, p. 144, tradução nossa). É a teoria adotada pelo Código Penal (conditio sine qua non), que sustenta que a “causa da causa também é causa do que foi causado” (causa causae est causa causati). Utilizando o exemplo anterior, o fornecimento da arma do crime, mesmo em atividade lícita de comércio, é causa do resultado (morte), porque sem a arma não teria havido os tiros fatais;”(NUCCI, 2024, p. 181)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
(NUCCI, 2024, p. 190)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
REGRESSÃO EM BUSCA DAS CAUSAS DO RESULTADO
“A crítica que se faz à teoria da equivalência dos antecedentes causais é no sentido de que, havendo necessidade dessa regressão em busca de apontar todas as causas que contribuíram para o resultado, chegaríamos a uma regressão ad infinitum.
...
Contudo, para que seja evitada tal regressão, devemos interromper a cadeia causal no instante em que não houver dolo ou culpa por parte daquelas pessoas que tiveram alguma importância na produção do resultado. Frank, citado por Fragoso, “procurando estabelecer limitações à teoria, formulou a chamada proibição de regresso (Regressverbot), segundo a qual não é possível retroceder além dos limites de uma vontade livre e consciente, dirigida à produção do resultado. Não seria lícito considerar como causas do resultado as condições anteriores.” No caso em estudo, se o agente adquiriu legalmente o revólver utilizado na prática da infração penal, não há como responsabilizar o proprietário da casa de comércio em que a arma fora vendida e entregue àquele.”(GRECO, 2023, p. 291)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
ESPÉCIES DE CAUSAS (GRECO, 2023, p. 291 a 295)
“As causas, assim consideradas aquelas que interfiram na produção do resultado, podem ser absoluta ou relativamente independentes.”
Causa absolutamente independente “é aquela causa que teria acontecido, vindo a produzir o resultado, mesmo se não tivesse havido qualquer conduta por parte do agente. 
Causa relativamente independente é a “que somente tem a possibilidade de produzir o resultado se for conjugada com a conduta do agente. Existe uma relação de dependência entre a conduta do agente e a causa que também influencia na produção do resultado. A ausência de qualquer uma delas (causa relativamente independente + conduta do agente) faz com que o resultado seja modificado.”
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
(GRECO, 2023, p. 51)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
(GRECO, 2023, p. 51)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
CAUSA RELATIVAMENTE INDEPENDENTE SUPERVENIENTE
“O Código Penal, no § 1º de seu art. 13, ao tratar das causas supervenientes relativamente independentes, previu que estas somente poderiam excluir a imputação quando, por si sós, produzissem o resultado. João, querendo a morte de Pedro, efetua contra ele certeiros disparos. Pedro é socorrido por uma ambulância, que o conduz ao hospital. Durante o trajeto, a ambulância se vê envolvida num acidente de trânsito, vindo Pedro a falecer em virtude da colisão. Raciocinemos: se Pedro não tivesse sido ferido por João, não teria sido colocado na ambulância e, consequentemente, não teria falecido em razão da colisão dos veículos. Em virtude disso, deverá João responder pelo crime de homicídio doloso consumado? A resposta, aqui, atendendo ao § 1º do art. 13 do Código Penal, só pode ser negativa.” (GRECO, 2023, p. 52)
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FATO TIPICO: NEXO CAUSAL
TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETIVA
“Ela tem por finalidade imputar ao agente a prática de um resultado delituoso apenas quando o seu comportamento tiver criado, realmente, um risco não tolerado, nem permitido, ao bem jurídico. Por isso, a venda da arma, independentemente de qualquer outra análise, não pode ser considerada causa do resultado, uma vez que o vendedor não agiu de modo a produzir um risco não permitido e intolerável ao bem jurídico, já que a venda da arma foi feita de modo lícito e o comerciante não tem a obrigação de checar o uso das mercadorias vendidas por quem quer que seja.”(NUCCI, 2024, p. 181)
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