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Feito por Luana Arruda Soares 
Acadêmica de Enfermagem – UECE (luana.arruda@aluno.uece.br) 
 
❖ O Sistema Nervoso é um conjunto de 
órgãos que possui células especializadas 
(Neurônios), capazes de transmitir 
impulsos elétricos, respondendo estímulos 
externos e internos do corpo; 
❖ Ele é dividido em: 
o SNC: Encéfalo e Medula Espinhal; 
que recebem, analisam e integram 
as informações; 
o SNP: Nervos, gânglios e 
terminações nervosas, que são 
subdivididos em SN Somático 
(Movimentos voluntários e 
involuntários) e SN Autônomo 
(Simpático e Parassimpático; 
❖ A Medula Espinhal é responsável por 
transmitir os impulsos nervosos de todas as 
regiões do corpo para chegar até o 
Encéfalo, coordenando atividades 
musculares e reflexos; 
o Via aferente (Adentrando – fora 
para dentro): estímulo; 
o Via eferente (Externo – dentro para 
fora): resposta; 
❖ O Trauma Raquimedular é um 
comprometimento da medula espinhal, da 
coluna vertebral, dos tecidos moles de 
sustentação ou dos discos intervertebrais, 
causados por traumatismo; 
❖ Epidemiologicamente, ocorre mais em 
homens (80%), em idade jovem (60%) e 
por causas traumáticas (Acidentes 
automobilísticos, quedas de 
altura/mergulho, acidentes esportivos, atos 
de violência, etc.). 
❖ As vértebras mais frequentemente 
acometidas nas LRMs são a 5ª, 6ª e 6ª 
vértebras cervicais (C5-C7), a 12ª vértebra 
torácica (T12) e a 1ª vértebra lombar (L1): 
sua suscetibilidade ocorre devido a 
existência de uma maior amplitude de 
mobilidade da coluna vertebral nessas 
áreas. 
❖ A lesão pode variar em: 
o Concussão transitória, quando o 
paciente se recupera por completo; 
o Contusão, laceração e compressão 
da substância da medula; 
o Transecção completa da medula, 
causando paralisia abaixo do nível 
da lesão; 
❖ Elas também podem se classificar em: 
o Primárias, normalmente 
permanentes, e é resultante do 
trauma; 
o Secundárias, ocorrem quando as 
fibras nervosas incham e se 
desintegram em consequência de 
isquemia, hipoxia, edema e lesões 
hemorrágicas; ela pode ser 
reversível caso tratada em até 6h; 
❖ O choque medular é a perda repentina da 
atividade reflexa na medula (arreflexia) 
abaixo do nível do trauma; os músculos 
enervados pelo segmento da medula abaixo 
do nível da lesão ficam flácidos, paralisados 
e sem reflexos; pode ocorrer também queda 
da PA; 
❖ O fim do choque medular pode ser 
observado após a presença do reflexo bulbo 
cavernoso; 
❖ Classificação ASIA: 
Feito por Luana Arruda Soares 
Acadêmica de Enfermagem – UECE (luana.arruda@aluno.uece.br) 
 
❖ Manifestações clínicas: 
o Sinal cardinal (processo 
inflamatório); 
o Alteração de sensibilidade e/ou 
força muscular; 
o Priapismo (ereção contínua); 
o Aumento dos reflexos tendinosos 
profundos e tônus muscular; 
o Respostas extensora plantar (dedo 
do pé para cima); 
o Clônus (contrações musculares 
involuntárias, rítmicas e rápidas); 
o Reflexo de Hoffmann; 
❖ Plegia, conhecida por “paralisia” é a perda 
total da capacidade de movimentar um ou 
mais membros (perda da contração 
muscular voluntária) 
o Monoplegia: apenas um membro; 
o Diplegia: dois membros; 
o Paraplegia: membros inferiores; 
o Tetraplegia: quatro membros; 
o Hemiplegia: paralisia dos membros 
superior e inferior do mesmo lado; 
❖ Paresia é a diminuição da força e da 
sensibilidade em um ou mais grupos 
musculares, é um grau menor de paralisia 
o Monoparesia: Perda da força dos 
nervos ou músculos de um só 
membro; 
o Diparesia: Perda de força do nervo 
ou músculo dos dois membros 
inferiores; 
o Hemiparesia: Perda de força do 
nervo ou músculo de um membro 
superior e inferior do mesmo lado; 
o Tetraparesia: Perda de força do 
nervo ou músculo dos quatro 
membros; 
❖ Processo de Enfermagem: 
o Condição geral; 
o Complicações: 
▪ Paralisia ou paresia dos 
membros; 
▪ Alteração dos tônus 
muscular; 
▪ Alteração dos reflexos superficiais e 
profundos; 
▪ Alteração ou perda das diferentes 
sensibilidades; 
▪ Perda do controle esfincteriano; 
▪ Disfunção sexual; 
▪ Alterações autonômicas como vasoplegia 
(diminuição da resistência vascular); 
▪ Alteração da sudorese; 
▪ Controle de temperatura; 
o Anamnese; 
o Exame físico; 
❖ Diagnósticos, resultados e intervenções de 
Enfermagem: 
 
o Mobilidade física prejudicada, no 
leito, relacionada a perda da função 
motora 
▪ Resultado: Mobilidade; 
▪ Intervenções: Aumento da mobilidade; 
fortalecimento muscular; prevenir 
diminuição da massa corporal magra, 
redução da densidade mineral óssea e 
aumentar IMC; 
 
o Risco de síndrome do desuso 
▪ Intervenções: Prevenir atrofia; realizar 
exercícios de amplitude de movimento; 
 
o Risco de integridade da pele 
prejudicada, relacionada com a 
perda sensorial permanente e a 
imobilidade; 
▪ Resultado: Manutenção de pede intacta e 
saudável; 
▪ Intervenções: Monitorar quanto ao 
surgimento de abrasões e feridas; 
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Acadêmica de Enfermagem – UECE (luana.arruda@aluno.uece.br) 
 
 
o Eliminação urinária alterada, 
relacionada com o nível da lesão; 
▪ Resultado: Controle vesical sem infecção; 
▪ Intervenções: Melhora do controle da 
bexiga; realizar o esvaziamento 
controlado da bexiga; orientar sobre o 
autocuidado; 
 
o Constipação intestinal, relacionada 
com efeitos da ruptura da medula 
espinhal; 
▪ Resultado: Controle intestinal; 
▪ Intervenções: Orientar sobre os sintomas de 
impactação. Realizar alterações na dieta, se 
necessário; 
 
o Disfunção sexual, relacionada com 
a disfunção neurológica; 
▪ Resultado: Expressão sexual; 
▪ Intervenções: Aconselhamento sobre a 
expressão sexual; orientar sobre técnicas e 
posições especiais para a exploração das 
sensações corporais; informar sobre o uso de 
próteses e medicamentos; orientar sobre o 
uso de contraceptivos (e riscos de TEV); 
 
o Enfrentamento inefetivo, 
relacionado com o impacto da 
incapacidade sobre as atividades da 
vida diária; 
▪ Resultados: Fortalecimento dos mecanismos 
de tratamento; 
▪ Intervenções: Melhora dos mecanismos de 
enfrentamento; estimular a capacidade de 
realizar o autocuidado e obter independência 
relativa; apoiar a família; 
 
o Conhecimento deficiente sobre as 
necessidades de tratamento a longo 
prazo; 
▪ Resultados: Conhecimento do manejo a 
longo prazo; 
 
o Risco de complicações; 
▪ Resultado: Ausência de complicações; 
▪ Intervenções: Monitoramento e manejo de 
complicações potenciais; espasticidade 
(exercícios passivos e administração de 
toxina botulínica); infecção e sepse (avaliar 
integridade da pele, realizar esvaziamento 
vesical e intestinal, além de manter a higiene. 
 
❖ Tratamento 
o Imobilização; 
o Manutenção da oxigenação; 
o Manutenção da perfusão da medula 
espinhal; 
o Cuidados de suporte; 
o Estabilização cirúrgica; 
o Cuidados sintomáticos a longo 
prazo; 
o Reabilitação; 
 
 
❖ O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) 
corresponde a uma das maiores causas de 
morbidade e mortalidade no mundo. No 
Brasil, o TCE atinge adolescentes e jovens 
adultos, sobretudo em acidentes 
automobilísticos; 
 
❖ O TCE provém de um trauma externo 
(causa externa), que pode gerar alterações 
anatômicas (abaulamentos e depressões) 
e/ou alterações cerebrais, que podem ser 
Feito por Luana Arruda Soares 
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momentâneas ou permanentes; cognitivas 
ou funcionais; 
o Etiologicamente, pode ser causado 
por acidentes automobilísticos, 
quedas, causas violentas, acidentes 
em esportes ou atividades de 
recreação; 
 
❖ Fisiopatologia: 
o A lesão primária é causada pelo 
trauma em si, e pode gerar 
movimentação cerebral; 
o A lesão secundária pode gerar 
alterações celulares, metabólicas e 
bioquímicas, e normalmente ocorre 
dias, ou até semanas após o 
impacto, associada a sequelas; 
 
❖ A Abóbada cranianaé composta por três 
componentes: o Encéfalo; o Sangue e o 
Líquido cerebrospinal. A Hipótese de 
Monro-Kellie afirma que, caso um desses 
três componentes aumente, os outros dois 
serão comprimidos, gerando o aumento da 
Pressão Intracraniana (PIC); 
 
❖ As lesões podem ser: 
o Lesões do couro cabeludo: 
▪ Tendo menor gravidade; sendo 
abrasões, contusões, lacerações 
ou hematomas; busca-se as 
mesmas a partir do exame físico, 
da inspeção e da palpação; 
o Fraturas de crânio: 
▪ Sendo soluções de 
continuidade, podendo ter tipo 
linear, cominutiva ou 
deprimidas, e se classificam 
quanto à localização; 
❖ Tipos de lesões: 
o Lesões dos envoltórios cranianos: 
▪ Lesões em escalpo; 
▪ Fraturas cranianas; 
▪ Lesões de base de crânio 
(geram sintomas como 
Equimose periorbital [Sinal 
de Guaxinim] e Equimose 
retroauricular [Sinal de 
Battle]; 
o Lesões focais: 
▪ Hematoma extradural agudo 
e crônico; 
▪ Hematoma subdural; 
▪ Contusão; 
o Lesões difusas: 
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o Concussão; 
o Lesão axonal; 
 
❖ A gravidade de um TCE pode ser observada a 
partir da Escala de Coma de Glasgow, sendo: 
o TCE leve: 13 a 15 pontos; 
o TCE moderado: 9 a 12 pontos; 
o TCE grave:hospitalar de pelo 
menos 6h; T > 35°C; PAM > 
65mmHG em adultos; SO2 > 94%; 
❖ Para diagnóstico de ME, realiza-se algumas 
avaliações, como: 
o Reflexo fotomotor (pupilar): No 
paciente com ME, as púpilas devem 
estar midriáticas (dilatadas) e 
devem estar centradas na linha 
média. 
o Reflexo corneo-palpebral: utilizar 
gaze ou algodão para tocar a córnea; 
o Reflexo da tosse; 
o Reflexo vestíbulo-calórico: 
o Reflexo oculocefálico; 
o Sinal de lázaro;

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