Prévia do material em texto
Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 1 Mobile User Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 2 Sumário 1. Organização Geral do Sistema nervoso....................................................................................3 2. Avaliação Neurológica..............................................................................................................10 3. Controle Motor.........................................................................................................................20 4. Aprendizagem Motora.............................................................................................................23 5. Deficiências Motoras................................................................................................................25 6. Neuroplasticidade....................................................................................................................27 7. Neuropatia Periférica...............................................................................................................30 8. Acidente Vascular Cerebral......................................................................................................36 9. Ataxias......................................................................................................................................39 10. Paraparesia espástica...............................................................................................................42 11. Paralisia Facial Periférica..........................................................................................................44 12. Esclerose Múltipla....................................................................................................................48 13. Traumatismo Raquimedular.....................................................................................................52 14. Miopatia...................................................................................................................................57 15. Esclerose Lateral Amiotrófica ...................................................................................................59 16. Síndrome de Guillain-Barré......................................................................................................62 17. Lúpus eritematoso sistêmico....................................................................................................65 18. Mobilização Neural...................................................................................................................68 19. Eletroneuromiografia................................................................................................................72 Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 3 Organização do Sistema Nervoso Divisão Estrutural do Sistema Nervoso Divisão Funcional do Sistema Nervoso Proteção do Sistema Nervoso Central • Caixa craniana, protegendo o encéfalo; • Coluna vertebral, protegendo a medula; • M embranas denominadas meninges, situadas sob Proteção esquelética: dura-máter (a externa), aracnóide (a do meio) e pia-máter (a interna). Entre as meninges aracnóide e pia-máter há um espaço preenchido por um líquido denominado líquido cefalorraquidiano ou líquor. Estrutura do Cérebro • Hemisfério direito e esquerdo • Separado incompletamente pela fissura longitudinal do cérebro; • Unidos pelo corpo caloso; • Duas camadas: - córtex cerebral (composta por substância cinzenta) - Substância branca (segunda camada); • Córtex cerebral: possui pregas e sulcos chamados de circunvoluções; • Pregas – giros do cérebro; • Sulcos escavados – sulcos do cérebro Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 4 Telencéfalo Cerca de 70% do cérebro não é visível em sua superfície pois sua estrutura (o córtex cerebral) é constituída por milhares de dobras (as circunvoluções) o que permite uma extensa área em um pequeno espaço. As comunicações entre as células e entre os diferentes centros cerebrais são transmitidas por filamentos longos ou axônios e curtos ou dendritos e envolvem substâncias químicas (neurotransmissores), destacando-se a acetilcolina e a serotonina. É dividido em dois hemisférios cerebrais bastante desenvolvidos. Nestes, situam-se as sedes da memória e dos nervos sensitivos e motores. Substância Branca: Conjunto de axônios. Substância Cinzenta: Conjunto de corpos de neurônios Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 5 Diencéfalo • Tálamo - estação de relé que processa os estímulos sensoriais que se projetam para o córtex cerebral e estímulos motores provenientes do córtex cerebral para o tronco encefálico e a medula espinhal. • Hipotálamo - Regula o S.N.A., hipófise, a temperatura corporal, a ingestão de alimentos e o equilíbrio hídrico. Funções do Tálamo • Participa diretamente da excitação cortical. • Atua como estação retransmissora das aferências para o córtex cerebral. • Exerce papel na cognição, motricidade e comportamento emocional Funções do Hipotálamo • Participa do sistema endócrino (produção de hormônios) • Participa no controle da homeostase corporal (sistema nervoso Autônomo) • Controle da temperatura corporal, regulação sono/vigília, saciedade, regulação da diurese, do metabolismo. Funções do Subtálamo • Controle da motricidade através do núcleo subtalâmico. Funções do Epitálamo • Secreção da melatonina pela glândula pineal Tronco encefálico Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 6 • Importante para o movimento ocular e o controle postural subconsciente e contém a FORMAÇÃO RETICULAR que regula a consciência; • Dispõe de um sistema de conexão dos sistemas auditivos e visual. Funções do Mesencéfalo • Receber informações visuais – colículos superiores; • Receber informações auditivas – colículos inferiores; • Movimento dos olhos; • Produção de Dopamina (substância negra do Mesencéfalo. • Contém grande quantidade de neurônios que retransmite informações dos hemisférios cerebrais para o cerebelo garantindo a coordenação dos movimentos pretendidos e reais; • Participa da regulação da respiração. Funções da Ponte • Auxilia o Bulbo nas funções do controle respiratório (frequência e profundidade); • É o local de transmissão de impulsos para o cerebelo; • Passagem de fibras nervosas que conecta o córtex com a medula. Bulbo ou Medula Oblonga Contém vários núcleos motores de nervos cranianos e centros autônomos que controlam o coração, a respiração, pressão sanguínea, reflexo da tosse, da deglutição e do vômito. Funções do Bulbo • Presença dos centros nervosos relacionados com batimentos cardíacos, movimentos respiratórios e tubo digestivo. • Local onde ocorre o cruzamento das fibras (decussação das pirâmides). Cerebelo • Controle do tônus muscular; • Ajuste dos movimentos; • Aprendizagem motora; • Equilíbrio e coordenação; • Funções Cognitivas. Medula Espinal Conduz estímulos motores do encéfalo para as porções distais e estímulos sensitivos das partes distais para o encéfalo. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 7 Células Nervosas • É a unidade morfofisiológica e funcional do sistema nervoso; • Possui capacidade de gerar e conduzir impulsos ao longo de seus prolongamentos; • Composição plasmática constante; • Os neurônios formam uma rede de conexões capaz de captar informações dos receptores sensoriais, de processar essas informações, de originarDolorosa Aguda Descompensação da diabetes -Piora noturna; -Recuperação em até 1 ano; -Isquemia neural; -Depressão e perda de peso. Sinais e Sintomas Motores: fraqueza, ascendente, membros inferiores- membros superiores-tronco-crânio; atrofia. • Reflexos Tendinosos: hipoativos ou abolidos, exceto neuropatia de fibras finas e nas disautonomias. • Fasciculações, cãimbrase espasmos: não é frequente, mioquimia (atividade muscular contínua). Sensitivos: simétrica, distal para proximal, MMII>MMSS, afeta todas as modalidades de dos (tato, pressão, vibratória, posição articular e termoálgica) • Parestesias, dor e disestesias: agulhadas, alfinetes, facadas, formigamento, faixa, cócegas e elétricas. • Pode haver hiperpatia e alodínea (perversão da sensibilidade). • Ataxia sensorial e tremores: deficiência proprioceptiva com preservação da função motora. Tremor de frequência rápida. • Deformidades e alterações tróficas: pés, mãos e unhas podem ter deformidades. Ex.: pé em garra, escaras pela analgesia, queimaduras. • Distúrbios autonômicos: anidrose, hipotensão ortostática, pupilas não reativas, impotência sexual, incontinência urinária e retenção paradoxal. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 34 Outros tipos de neuropatias • Etilismo: -Até 15 a 20% dos casos -Efeito direto do álcool -Carência de tiamina e outras Vit. B • Carência vitamínica: Vit. B12, B1, B6, B9, PP • Doenças sistêmicas: Insuficiência renal, Poliartrite reumatóide, Hipotireoidismo. • Doenças inflamatórias e desmielinizantes. Rastreamento de complicações Crônicas • DM 1 -após 3* a 5 anos do diagnóstico, anualmente-após 10 anos de idade (PUBERDADE); • DM 2 -ao diagnóstico, anualmente; • Ambos os tipos, atenção especial; -Longa duração -Mal controlados -Hipertensos -Fumo, álcool -Presença de uma complicação -Gestação -principalmente com a retinopatia Complicações Crônicas Microvasculares • Nefropatia; • Oftalmopatia; • Nefropatia Autonômica; • Nefropatia Sensitivo Motora. • Macrovasculares • Cardiopatia Isquêmica; • Doença Carotídea; • Doença Vascular Periférica. Pé diabético • Prevalência 4 a 10% ND – risco 7x maior de ulceração; • Úlceras precedem 85% das amputações; • Úlceras infectadas-internações prolongadas85% dos problemas decorrentes do pé diabético são passíveis de prevenção. Fatores de risco 1. História prévia de úlcera 2. Amputação prévia 3. Longa duração do diabetes 4. Controle glicêmico inadequado 5. Visão deficiente Rastreamento do pé diabético Avaliação clínica: • Calosidades, queratoses; • Integridade de pele e unhas; • Micose interdigital; • Pulsos; • Exame neurológico; • Deformidades. Inspeção • Marcha; • Calçado; • Coloração; • Presença de calosidade; • Presença de feridas. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 35 Avaliação do Pé diabético Teste com o Monofilamento De 10 Semmes-Weinstein 10g • Perpendicular a pele; • Força suficiente para encurvá-lo; • Máximo de 2 segundos; • Aplicar nas áreas plantares do hálux e nas cabeças dos 1ª, 3ª e 5ª metatarsianos; • 3 aplicações cada ponto, uma simulada. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 36 O acidente vascular cerebral (AVC) é a doença que mais mata no Brasil e a que mais causa incapacidade no mundo: cerca de 70% das pessoas que sofrem um derrame não retorna ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia. O AVC acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é interrompido ou drasticamente reduzido, privando as cédulas de oxigênio e de nutrientes. Ou, então, quando um vaso sanguíneo se rompe, causando uma hemorragia cerebral. Entre as causas dessas ocorrências, estão a malformação arterial cerebral (aneurisma), hipertensão arterial, cardiopatia, tromboembolia (bloqueio da artéria pulmonar). A presença de danos nas funções neurológicas origina défices a nível das funções motoras, sensoriais, comportamentais, perceptivas e da linguagem. Os défices motores são caracterizados por paralisias completas (hemiplegia) ou parciais/ incompletas (hemiparésia) no hemicorpo oposto ao local da lesão que ocorreu no cérebro. A localização e extensão exatas da lesão provocada pelo AVC determinam o quadro neurológico apresentado por cada utente e, o seu aparecimento é normalmente repentino, oscilando entre leves ou graves, podendo ser temporários ou permanentes (Martins, 2002). Fisiopatologia 1. O tecido nervoso é desprovido de reservas sendo totalmente dependente da circulação sanguínea, pois é graças a este que as células nervosas se mantêm activas, sendo o seu metabolismo dependente de oxigénio e glicose. 2. A interrupção deste fluxo numa determinada área do cérebro tem por consequência uma diminuição ou paragem da atividade funcional dessa área. 3. Se a interrupção do fluxo sanguíneo for inferior a 3 minutos, a alteração é reversível; se esse prazo ultrapassar os 3 minutos, a alteração funcional poderá ser irreversível, originando necrose do tecido nervoso. Tipos de acidente vascular cerebral Acidente vascular cerebral isquêmico - É causado pela obstrução ou redução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria do cérebro, o que causa a falta de circulação vascular na região. O acidente vascular isquêmico é responsável por 85% dos casos de acidente vascular cerebral. Esse entupimento dos vasos cerebrais pode ocorrer devido a uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de gordura originária de outra parte do corpo se solta e pela rede sanguínea chega aos vasos cerebrais); Acidente vascular cerebral hemorrágico - Acontece quando um vaso se rompe espontaneamente e há extravasamento de sangue para o interior do cérebro. Este tipo de AVC está mais ligado a quadros de hipertensão arterial. O rompimento dos vasos sanguíneos se dá na maioria das vezes no interior do cérebro, a denominada hemorragia intracerebral. Em outros casos, ocorre a hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o cérebro e a aracnóide (uma das membranas que Acidente Vascular Cerebral Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 37 compõe a meninge). Como consequência imediata, há o aumento da pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Sinais e sintomas • Fraqueza de um lado do corpo; • Dificuldade para falar; • Perda de visão; • Perda da sensibilidade de um lado do corpo; • Alterações motoras; • Paralisia de um lado do corpo; • Distúrbio de linguagem; • Distúrbio sensitivo • Alteração no nível de consciência. Aos sintomas do acidente vascular hemorrágico intracerebral podem-se acrescer: náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, perda de consciência. O acidente vascular hemorrágico, por sua vez, comumente é acompanhado por sonolência, alterações nos batimentos cardíacos e na frequência respiratória e, eventualmente, convulsões. Fatores de risco • Hipertensão; • Diabetes; • Tabagismo; • Consumo frequente de álcool e drogas; • Estresse; • Colesterol elevado; • Doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias; • Sedentarismo; • Doenças do sangue. Existem fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver o AVC. Características genéticas, como pertencer a raçanegra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC. Esses indivíduos, portanto, devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes. Problemas associados a lesão neurológica causadas pelo AVC • Alterações das funções motoras (alterações do tônus, presenças de reações associadas, perda do mecanismo de controlo postural); • Alterações sensoriais; • Alterações da função perceptiva; • Alterações da comunicação; • Alterações do comportamento; Problemas secundários e complicações das lesões neurológicas causadas pelo AVC • Pneumonia; • Formação de coágulos de sangue nas veias das pernas, os quais podem atingir a circulação pulmonar (artéria pulmonar), provocando uma embolia pulmonar potencialmente fatal; • Infecção do trato respiratório; • Incontinência urinária; • Obstipação. Para além destas complicações existem ainda alguns problemas motores, problemas estes que surgem como complicação secundária da hemiplegia: • Síndrome ombro-mão; • Ombro doloroso; • Subluxação do ombro; • Edema da mão. Fatores de risco • Hipertensão; • Diabetes; • Tabagismo; • Consumo frequente de álcool e drogas; • Estresse; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 38 • Colesterol elevado; • Doenças cardiovasculares, sobretudo as que produzem arritmias; • Sedentarismo; • Doenças do sangue. Existem fatores que podem facilitar o desencadeamento de um Acidente Vascular Cerebral e que são inerentes à vida humana, como o envelhecimento. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver o AVC. Características genéticas, como pertencer a raça negra, e história familiar de doenças cardiovasculares também aumentam a chance de AVC. Esses indivíduos, portanto, devem ter mais atenção e fazer avaliações médicas mais frequentes. Reabilitação Parte importante do tratamento, o processo de reabilitação muitas vezes começa no próprio hospital, a fim de que o paciente se adeque mais facilmente a sua nova situação e restabeleça sua mobilidade, habilidades funcionais e independência física e psíquica. Esse processo ocorre quando a pressão arterial, o pulso e a respiração estabilizam, muitas vezes um ou dois dias após o episódio de Acidente Vascular Cerebral e é conduzido por equipe multiprofissional, formada por neurologistas, enfermeiros, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 39 Ataxia, termo que vem do grego “ataxis” e significa incapacidade de coordenação, é a palavra utilizada para designar o grupo de sintomas de uma doença subjacente, não é o nome de uma doença específica ou mesmo um diagnóstico. Sua principal característica é a perda de coordenação dos movimentos voluntários, sintoma que faz parte do quadro clínico de diversas desordens neurológicas. Movimentos voluntários são aqueles constituídos por ações que planejamos e executamos de forma consciente e organizada, enviando estímulos sensoriais para o cérebro. Ataxia são os sintomas que afetam a coordenação desses movimentos, e pode ser sintoma de diversas condições médicas ou neurológicas degenerativas do sistema nervoso que comprometem os movimentos de várias regiões do corpo — dedos, mãos, braços, pernas, olhos –, o equilíbrio, o tônus muscular, a deglutição e a fala. É preciso destacar, entretanto, que a palavra ataxia é também utilizada para nomear um transtorno degenerativo específico do sistema nervoso central, causado por alterações genéticas hereditárias que podem afetar homens e mulheres de todas as idades, indistintamente. Em alguns casos, a desordem pode ser reversível, desde que tratada a doença subjacente que causou o transtorno. Nos outros, os danos são progressivos e os recursos terapêuticos se voltam para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Ataxias A condição pode ser hereditária ou adquirida • Nas adquiridas, geralmente as pessoas não têm histórico familiar do distúrbio, porque não existe um componente genético envolvido. • As hereditárias, ao contrário, compreendem um grupo heterogêneo de doenças geneticamente determinadas, causadas pela mutação de um gene que produz proteínas defeituosas e pode ser transmitido de uma geração para a seguinte. A herança é considerada autossômica recessiva quando a pessoa recebe a mutação nos dois alelos do mesmo gene — um da mãe e outro do pai que não apresentam a doença (mutação silenciosa). Já na forma autossômica dominante, para que a transmissão ocorra e a condição se manifeste, basta que um dos pais seja portador da mutação genética. • Ataxias autossômicas dominantes acometem particularmente o sistema neurológico. As recessivas, além do sistema nervoso central, em geral atacam também outros sistemas, como o cardiovascular, o endócrino, o visual, o sensorial e o motor. • Existem, ainda, formas bastante raras de ataxia ligadas ao cromossomo X e outras determinadas por mutações no DNA mitocondrial. As ataxias cerebelares, se localizam no cerebelo, podendo ser nos hemisférios ou no vermis (centro) cerebelar. Ataxias localizadas no vermis tendem a ter um comprometimento maior de tronco e marcha, podendo ainda cursar com vertigem e dismetria sobretudo de membros inferiores. As ataxias de hemisférios cerebelares, por sua vez, atingem principalmente os membros ipsilaterais (lembra que o cerebelo tem dupla decussação? Por isso vai ser acometido o lado ipsilateral e não o contralateral como acontece no córtex cerebral). Dessa forma, ocorre disdiadococinesia (dificuldade de realizar rapidamente movimentos repetidos), dismetria (incluindo dismetria na manobra índex-nariz) e tremor de intenção (piorando quando a mão se aproxima do alvo). Causas A causa mais comum da ataxia é uma disfunção do cerebelo (centro da coordenação muscular), estrutura formada por dois hemisférios laterais unidos por uma faixa estreita chamada vérmis. A chamada ataxia cerebelar pode também estar correlacionada com alterações nas vias condutoras para a medula espinhal ou para outras áreas do cérebro. Ataxias Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 40 Nas ataxias adquiridas, a perda da coordenação pode ter diferentes causas. Entre elas, vale destacar: traumas na cabeça, AVC, paralisia cerebral, doenças autoimunes (como a esclerose múltipla), alguns tipos de câncer (pulmão e ovário, especialmente), infecções virais como a catapora, hipotireoidismo e tumores cerebrais. A ataxia adquirida pode, ainda, estar associada ao uso de certos medicamentos (barbitúricos, sedativos e benzodiazepínicos são alguns exemplos), a algumas classes de quimioterápicos, à carência de vitaminas E e B12, ao consumo de álcool e outras drogas, ao envenenamento por metais pesados (chumbo e mercúrio) e à exposição a solventes. Ataxia aguda: As ataxias agudas são aquelas que se desenvolvem ao longo de minutos a horas, podendo mesmo ter início súbito. Quando falamos de início súbito na Neurologia, incluindo ataxia, devemos lembrar de duas etiologias: vascular e toxinas. Ataxia subaguda: A ataxia subaguda se inicia de dias a semanas e muitas etiologias podem causar essa apresentação, mas algumas são sobretudo dignas de lembrança: infecções, etilismo crônico/hipovitaminoses, doenças autoimunes e doenças sistêmicas. Ataxia crônica: Aqui se encaixam a maioria das causas de ataxia cerebelar, grande parte delas de etiologia genética. Em crianças e pacientes mais jovens, vale a pena lembrar também de causas estruturais, como malformação de Chiari, síndrome de Joubert (hipoplasia do vermis do cerebelo)e Dandy-Walker (quando há ausência pelo menos em parte do vermis do cerebelo). Tipos principais de ataxia De acordo com a idade de início dos sintomas e a evolução do processo degenerativo, a ataxia admite a seguinte classificação: Ataxia telangiectasia (AT) ou síndrome de Louis-Bar: Condição hereditária, que acomete bebês e crianças pequenas. • O sinal mais comum da doença é o aparecimento de telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados, conhecidos popularmente por aranhas vasculares) nos cantos dos olhos e na pele do rosto e das orelhas. • O portador do distúrbio apresenta, além das dificuldades motoras progressivas, da fala arrastada e da oscilação rápida e involuntária dos olhos, um comprometimento do sistema imunológico que os torna mais vulneráveis a infecções respiratórias e ao câncer. Ataxia episódica (EA): Existem sete tipos diferentes de ataxia episódica (AE1,2,3,4,5,6,7). • Em todos, estão presentes as dificuldades decorrentes da incoordenação motora e a perda do equilíbrio. Tontura, dor de cabeça, muscular e nas articulações, distúrbios visuais, fala enrolada, enjoo e vômito são outros sintomas possíveis da desordem. Embora possam surgir em qualquer idade, em geral, eles aparecem na adolescência e costumam silenciar na meia idade. • Os tipos mais comuns são da ataxia episódica são o AE1 e o AE2. No primeiro, os episódios são breves. Duram segundos ou minutos, e são marcados por movimentos súbitos, muitas vezes associados a espasmos musculares. No segundo, a duração pode estender-se de 30 minutos a 6 horas. Tontura, fadiga e fraqueza muscular são sintomas possíveis. Nos dois casos, os episódios podem ocorrer várias vezes no mesmo dia, ou poucas vezes no ano. • Estresse, exercícios físicos extenuantes, certos medicamentos e consumo de álcool podem funcionar como gatilho das crises; Ataxia espinocerebelar: Faz parte de um grupo constituído por mais de 100 tipos diferentes de doenças genéticas neurodegenerativas causadas por herança autossômica dominante, que afetam o cerebelo e suas conexões. • Parte dos genes responsáveis por essa desordem já foi identificada. As manifestações clínicas surgem, em geral, na vida adulta e variam muito de um tipo para outro da doença. • Em comum permanecem a perda progressiva da coordenação da marcha, dos movimentos da mão, dos olhos, os distúrbios da fala e o início tardio das manifestações clínicas. Outros sintomas possíveis são a rigidez muscular, diminuição da sensibilidade nos pés e nas mãos, incontinência urinária, perda da memória e cegueira. Um dos tipos mais conhecidos é a síndrome de Machado-Joseph (ataxia espinocerebelar tipo 3). • Muito rara no mundo (de 0,3 a 2 pessoas a cada 100 mil adultos), é frequente na Ilha das Flores, em Açores (1 a cada 140 adultos). Afeta principalmente Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 41 a coordenação motora e a chance de transmissão para a geração seguinte é de 50%; Ataxia de Friedreich (FRDA): É o tipo mais comum de ataxia genética progressiva, transmitido por via hereditária autossômica recessiva. • O início dos sintomas ocorre, geralmente, na infância e adolescência (entre 5 e 15 anos) e, num menor número de casos, na idade adulta. A disfunção é causada por mutações em ambas as cópias do gene FXN, que codifica uma proteína denominada frataxina. • Além da dificuldade na coordenação dos movimentos para caminhar, o portador da doença (neste caso, cabe a palavra doença) apresenta sintomas indicativos de comprometimento neurológico. Entre eles, vale destacar a disartria, a perda de reflexos, da força e das sensações nos braços e nas pernas, a rigidez muscular, as deformidades ósseas na coluna e nos pés, o enfraquecimento do músculo cardíaco (miocardiopatia hipertrófica) e diabetes. Memória, raciocínio, cognição, no entanto, permanecem preservados; Ataxia cerebelar idiopática de início tardio (ILOCA): A desordem geralmente se manifesta depois dos 20 anos de idade. Entretanto, nesses casos, a causa das alterações degenerativas progressivas, que acometem o cerebelo, permanece desconhecida. Sintomas típicos das ataxias Muitas vezes, os portadores da desordem são considerados injustamente pessoas inábeis, desatentas, desajeitadas e até dependentes de álcool, por causa da perda progressiva da coordenação motora (que pode afetar os membros superiores e inferiores) e do equilíbrio postural na marcha (andar instável e cambaleante, pés afastados como recurso para aumentar a base de sustentação), tendência a tropeços e a tremores musculares, e da fala pastosa e enrolada. Em geral, são também sintomas no caso de ataxias cerebelares: • Dificuldade para realizar atividades motoras que exigem coordenação fina de movimentos (escrever, comer, abotoar a roupa); • Fala arrastada e lenta, dificuldade para articular palavras (disartria); • Diminuição do tônus muscular (hipotonia); • Oscilação rápida e involuntária dos globos oculares (nistagmo); • Dificuldade para engolir (disfagia). Eles podem instalar-se aos poucos ou subitamente. Diagnóstico de ataxia O diagnóstico se baseia na avaliação clínica física e neurológica do paciente, no levantamento da história pessoal e familiar da doença e na idade do início dos sintomas. Testes genéticos são úteis 1) para determinar a presença de mutações responsáveis por alguns tipos de ataxias hereditárias, como a ataxia de Friedreich, as telangiectasias e diversas ataxias espinocerebelares, 2) para orientar o planejamento familiar dos portadores dessa categoria de mutação genética. Outros exames importantes para diagnóstico e identificação do tipo de ataxia é a punção lombar, exames de imagem, como a tomografia computadorizada e a ressonância magnética ajudam a identificar a presença de anormalidades no cérebro que possam explicar o aparecimento dos sintomas. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 42 A paraparesia é uma condição caracterizada pela incapacidade de mover parcialmente os membros inferiores, que pode acontecer devido a alterações genéticas, danos na coluna ou infecções virais, resultando em dificuldade para andar, problemas urinários e espasmo musculares. Sintomas de paraparesia Os sintomas da paraparesia podem surgir em qualquer momento, principalmente se for causada por alterações genéticas, podendo os sintomas surgirem logo a partir do primeiro ano de vida. Os sintomas são progressivos e acometem os membros inferiores, sendo os principais: • Enfraquecimento e rigidez muscular progressiva; • Espasmos musculares, em alguns casos; • Dificuldades de equilíbrio; • Problemas urinários; • Disfunção de ereção; • Dificuldade para andar; • Dor nas costas que pode irradiar para as pernas. Paraplegia é a mesma coisa que paraparesia? Apesar de indicarem a paralisia dos membros inferiores, paraplegia e paraparesia são diferentes. A paraparesia corresponde a uma incapacidade parcial de movimentar os membros inferiores cujos sintomas podem aparecer a qualquer momento da vida, pois a doença pode ser hereditária ou causada por um vírus. No caso da paraplegia, a paralisia dos membros inferiores é total, ou seja, a pessoa não consegue mover as pernas em momento algum, se tornando dependente da cadeira de rodas. Essa situação geralmente acontece devido a lesões na medula espinhal e resulta não só na falta de mobilidade dos membros inferiores, mas também à incapacidade de controlar a urina e o intestino. Causas de paraparesia A paralisia parcial dos membros inferiores pode ser classificada de acordo com a sua causa em dois tipos principais: Paraparesia Espástica Hereditária É caracterizada por alterações genéticas e hereditárias que provocam dano ou degeneraçãoprogressiva das vias nervosas. Os sintomas desse tipo de paraparesia podem surgir em qualquer idade, mas normalmente surge entre os 10 e 40 anos e é caracterizada pelo enfraquecimento e enrijecimento progressivo das pernas. A espasticidade afeta principalmente os músculos de extensão da perna, flexão do joelho, adução do quadril (aproximar os joelhos) e músculos que estendem os pés. O padrão de caminhada descrito como “marcha espástica” ocorre quando os seguintes elementos estão presentes, em grau variável em indivíduos diferentes: • Não dobrar ou ter dificuldade de colocar os dedos dos pés para cima; • Tendência a arrastar a ponta dos pés no chão; • O comprimento da passada pode ficar menor; • Pode haver um movimento de "tesoura": uma perna cruzando o caminho da outra; • Há uma tendência para os joelhos serem mantidos curvados flexionados (não totalmente estendidos no meio do passo); • As coxas costumam estar próximas umas das outras; • Há redução da flexão do quadril (elevação do joelho); • Dificuldade de equilíbrio; • Espasmo muscular nas pernas (geralmente à noite). Paraparesia Espástica Tropical (PET) consiste em um transtorno demielinizante crônico, que acomete predominantemente a medula espinhal na porção média e distal da coluna torácica. Esta desordem tem como agente etiológico o vírus HTLV-1, que é um retrovírus pertencente à família retroviridae. Trata-se de uma moléstia endêmica em diversos locais do mundo, como Japão, África, Caribe e América do Sul. No Brasil, o estado de maior prevalência é a Bahia.. Além da causa genética e infecciosa, a paraparesia também pode acontecer devido a alguma situação que leve à compressão frequente dos membros ou lesão na coluna, como por exemplo acidentes de carro, quedas de cavalo e hérnia de disco, por exemplo, além de Paraparesia Espástica Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 43 poder ser consequência de um quadro de esclerose múltipla. • A transmissão ocorre de diferentes formas, incluindo a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o filho, através da via transplacentária ou pela amamentação; pelo contato sexual; pelo compartilhamento de seringas contaminadas e por transfusões de sangue infectado. • Normalmente os indivíduos acometidos são assintomáticos. Com relação aos indivíduos sintomáticos, alguns desenvolvem PET (entre 3 a 5% dos pacientes), enquanto outros desenvolvem linfoma de células T. • A evolução do quadro da PET é lento e gradativo, com o paciente apresentando sinais de Babinsk, hiperreflexia, dor na região lombar, impotência sexual, diferentes graus de distúrbio esfincterianos e sensitivos, paraparesia espástica que leva a diferentes tipos de problemas na marcha e alterações posturais. Tratamento A paraparesia não tem cura, por isso o tratamento é feito com o objetivo de aliviar os sintomas, sendo normalmente recomendado pelo médico o uso de medicamentos capazes de aliviar as dores e os espasmos musculares que podem ocorrer, como o Baclofeno, por exemplo. Além disso, é recomendada a realização de sessões de fisioterapia. A fisioterapia é essencial no tratamento da paraparesia, pois os exercícios realizados ajudam a manter a mobilidade dos membros e estimular a força muscular, mobilidade e resistência, além de ajudar na prevenção das cãibras e dos espasmos. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 44 A paralisia facial periférica (PFP) refere-se ao acometimento do nervo facial (VII nervo craniano) em qualquer ponto de seu trajeto, que se inicia a partir de seu núcleo, localizado na ponte, e vai até as suas ramificações mais distais. Nervo Facial • O nervo facial (VII par craniano) é um nervo misto. • As fibras sensoriais transmitem informações sobre tato, dor e pressão, originadas na língua e faringe, além de informações produzidas nos quimioceptores dos brotamentos gustativos, situados na parte anterior da língua, que são levadas para o núcleo solitário (LUCENA, 1993). • As fibras motoras inervam os músculos da expressão facial, sendo este o nervo facial propriamente dito (DANGELO e FATTINI, 1998). A Paralisia Facial Periférica ou Paralisia de Bell ocorre quando há uma paralisia total de todos, ou alguns, músculos responsáveis pelos nossos movimentos e expressões faciais. • Sua causa é a lesão dos neurônios do nervo facial, seja do corpo celular, dos axônios, ou em qualquer parte do trajeto nervoso. • Há paralisia de toda a musculatura mímica de uma hemiface, o ramo bucal desvia-se para o lado sadio devido à redução do tônus no lado afetado, e o olho mantém-se aberto pela ação do músculo elevador da pálpebra (III nervo). Paresia dos músculos da mímica facial da hemiface Ipsilateral Associados ou não (Hiperacúsia, Xeroftalmia, Perda do paladar dos 2/3 anteriores da língua) Sinal de Bell 1. Rosto Assimétrico; 2. Globo Ocular Levantado (sinal de Bell); 3. Olho constantemente aberto; 4. Sensação de que a face está torcida; Sinal de Bell: na tentativa de fechar o olho a esclera torna-se visível. Movimentos • Franzir a testa; • Assobiar; • Exibir os dentes como num sorriso Quando a lesão acomete fibras do nervo intermédio, pode haver déficit da gustação dos dois terços anteriores da língua e redução da secreção lacrimal (NITRINI, 2005). • Interrupção da informação motora para a musculatura facial. • Pode ocorrer por uma alteração do nervo facial (VII par craniano) em qualquer ponto de seu trajeto, caracterizando a paralisia facial periférica, ou na via motora facial central, caracterizando a paralisia facial central. Etiologia • Causada pelo vírus Herpes simples, o mesmo que causa a famosa herpes labial e genital; • Este vírus pode afetar o nervo levando a presença do processo inflamatório e edema, ficando comprimido dentro dos ossos do crânio, e assim, diminuindo sua capacidade de transmissão dos impulsos nervosos; • Vírus Herpes Zoster, causador da catapora (varicela), Epstein Barr vírus, causador da mononucleose e citomegalovírus. Paralisia facial periférica Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 45 Sinais e sintomas • Perda da expressão em metade da face; • Incapacidade total de fechar um dos olhos; • Incapacidade de levantar uma das sobrancelhas; • Incapacidade de franzir a testa; • Incapacidade de sorrir; • Diminuição de lacrimejamento de um dos olhos; • Aumento da sensibilidade ao som em um dos ouvidos; • Redução do paladar em 2/3 iniciais da língua; • Cefaleia; • Diminuição da salivação; • Dor ao redor da mandíbula; • O lado paralisado fica inexpressivo e sem rugas; • Sensação de dormência ou peso no rosto, sensibilidade normal. Os pacientes que costumam se recuperar totalmente são aqueles que apresentam sinais de: • regressão dos sintomas durante as primeiras 3 semanas. • Quanto menor for a gravidade da paralisia, maior a chance de recuperação total. • Se o paciente apresentar todos os sintomas descritos e não demonstrar melhora após 21 dias, existe o risco de permanecer com sequelas. Diagnóstico • É normalmente clínico; • Eletroneuromiografia • Ressonância Magnética / Tomografia Computadorizada. Anamnese Exame Físico Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 46 Paralisia Facial Central • É responsável pelos movimentos da expressão facial, sensação de gosto nos 2/3 anteriores da língua, além de participar na secreção de saliva, lágrimas e inervação do tímpano. • Apresenta-se contralateral à lesão, acometendo apenas a parte inferior da face, isentando, por exemplo,o orbicular dos olhos. • Isso se deve ao fato de que a principal eferência do núcleo facial provém do córtex cerebral, através do trato córtico-nuclear. • Porção dorsal do núcleo, inerva a metade superior de uma hemiface, recebe eferências corticais dos hemisférios ipsi e contralateral. • Porção ventral do núcleo, responsável pela inervação da musculatura mímica da metade inferior da hemiface, recebe apenas impulsos do hemisfério contralateral. • Lesões supranucleares unilaterais causam a paralisia facial central, onde apenas a motricidade mímica da parte inferior da hemiface contralateral é comprometida, e a mímica da porção superior é pouco ou nada afetada, devido à inervação bilateral (NITRINI, 2005) Etiologia • Traumática (objetos, projéteis, acidentes); • Infecciosa (meningite, otite, Herpes Zoster); • Neoplásica; • Disfunções Metabólicas (Diabetes Miellitus); • Vascular; • Tóxica; • Idiopática. Sinais e Sintomas • Desvio da rima bucal para o lado não paralisado, adquirindo uma forma oval; • Apagamento do sulco nasolabial; • Ausência da contração do platisma do lado paralisado; • Queixas de dificuldade de ingestão de líquidos; • Mastigação também pode estar prejudicada • Impossibilidade/dificuldade em assoprar e assobiar • Disartria Exames Complementares • Através de estudos eletrofisiológicos e rastreio neuronal. • Estimulação magnética transcranial (EMT) Tratamento • Esteroides • Medicamentos antivirais • Outras medidas incluem proteção para os olhos; • Fisioterapia; • Fonoaudiólogo; • Acupuntura; • Toxina botulínica; • Possivelmente a cirurgia. Evolução Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 47 Complicações/ Sequelas • Úlcera de córnea; • Contractura; • Paresia/ Paralisia Permanente/ Incompetência oral; • Disgeusia (↓ paladar); • Disestesia (↓ Sentidos); • Lacrimejo ou epífora (↓ lágrimas); • Síndrome das lágrimas de crocodilo (reinervação anómala das glândulas lacrimais com fibras parassimpáticas do núcleo salivatório); • Sincinésias (movimento involuntário de um grupo de músculos quando se executa outro movimento); • Fenômeno de Marcus Gunn Invertido (inibição do elevador da pálpebra quando se abre a boca). Fisioterapia - Objetivos • Diminuir o grau de atrofia muscular; • Evitar a esclerose parcial do músculo; • Manter a nutrição muscular e facilitar a eliminação dos exsudados, devido à sua influência trófica; • Estimulação com massagens rápidas e exercícios de mímica facial para melhorar a simetria. • Eletroterapia e biofeedback; • Os exercícios de treinamento neuromuscular da mímica facial são usados para melhorar a simetria da face; • Cinesioterapia; • Massoterapia; • Crioterapia. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 48 Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória crônica, desmielinizante e degenerativa do sistema nervoso central que interfere na capacidade de controlar a visão, a locomoção, a bexiga, o intestino e o equilíbrio. (TYLBERY,2010) Compromete principalmente a bainha de mielina, e quando esse revestimento é danificado os impulsos nervosos diminuem ou são interrompidos. (TYLBERY,2010) Epidemiologia • Cerca de 90% dos pacientes são diagnosticados entre 20 a 50 anos; • Predominância maior em brancos ancestrais da Europa; • No EUA, aproximadamente 400.000 pessoas; • No brasil, cerca de 5 doentes a cada 100.000 habitantes; • No mundo a estimativa é de 2,5 milhões da casos. Prevalência / Incidência • Variam de acordo com a geografia e etnia, com taxas de prevalência variando de 2 por 100.000 no Japão e mais de 100 por 100.000 na Europa e América do Norte. • No Brasil, estima-se que existam 40.000 casos da doença, conforme a última atualização da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e Organização Mundial da Saúde de 2013. O número estimado de pessoas com Esclerose Múltipla no mundo aumentou de 2,1 milhões em 2008 para 2,3 milhões em 2013. Incidência A doença incide geralmente entre 20 e 40 anos de idade, predominando entre as mulheres. • Varia de região para região; • A falta de exposição ao sol na infância, por exemplo, é um fator que pode contribuir para o aparecimento da doença. Assim, países nórdicos– como a Suécia, chegam a apresentar 300 casos de esclerose múltipla a cada 100 mil habitantes. Já no Brasil, que é um país tropical com maior exposição solar, a esclerose múltipla afeta em média de 15 a 18 pessoas a cada 100 mil, chegando a 27 na região Sul do país. • Caucasianos também têm chance maior de desenvolver a esclerose múltipla, assim como as mulheres. No Brasil, 30% dos pacientes com esclerose múltipla são negros. Enquanto a prevalência em mulheres chega a ser entre 2 ou 3 casos para cada homem. Etiologia Predisposição genética (com alguns genes já identificados que regulam o sistema imunológico) e fatores ambientais • Infecções virais (vírus Epstein Barr); • Exposição ao sol e consequente níveis baixos de vitamina D prolongadamente; • Exposição ao tabagismo e obesidade, principalmente na fase da adolescência; • Contato com solventes orgânicos também foi relacionado. As lesões surgem da destruição da mielina mediada pelo sistema imunológico em um processo autoimune, onde as células de defesa (linfócitos T) desconhecem os lipídios da bainha de mielina como os próprios do indivíduo e passam a atacá-las (destruição). Esclerose Múltipla Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 49 Bainha de Mielina • A bainha de mielina é uma estrutura que envolve os axônios facilitando e acelerando a propagação do estímulo elétrico; • A mielina do Sistema Nervoso Central é produzida por células chamadas oligodendrócitos e sua produção é iniciada a partir de estímulos de outras células do SNC, os Astrócitos; • A mielina do Sistema Nervoso Periférico é produzida pelas células de Schwann, sua produção é iniciada a partir da presença do axônio; • A bainha de mielina é isolante, e possui eficiência na propagação do impulso nervoso; • A mielina está disposta em seções; • Na presença de mielina o impulso elétrico salta de um nódulo para o outro, ao invés de ter eu viajar a distância inteira do axônio. A condução é saltatória. Fisiopatologia • As células imunológicas invertem seu papel: ao invés de protegerem o sistema de defesa do indivíduo, passam a agredi-lo, produzindo inflamações. As inflamações afetam particularmente a bainha de mielina. • Com a mielina e os axônios lesionados pelas inflamações, as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal ficam comprometidas. Tipos • Recorrente-remissiva (EMRR) – Comprometimento neurológico com recuperação plena ou com déficits residuais; • Primariamente-progressiva (EMPP) – Sua caracterização depende de análise retrospectiva. Curso da doença São utilizadas quatro categorias para definir o curso clínico: A. Em surto/ Remissão: Episódios de agudos de piora, seguido pela recuperação e estabilidade da doença; B. Em progressiva primária: Agravamento contínuo da doença; C. Progressiva secundaria: Caracterizada por surto/remissão da doença seguido pela progressão com ou sem surto ocasional, remissão leve, ou platô; D. Progressiva/Surtos: Doença gradativamente desde o início com surtos que podem ou não resolver. Períodos entre surtos são caracterizados por progressão continua. Diagnóstico Através da Ressonância Magnética, em conjunto com Gadolínio (um composto químico que contribui para encontrar novas lesões ativas) indica que a doençaestá ativa mesmo com o paciente com estado funcional e neurológico estáveis. Além do exame do LCR, que pode promover indícios adicionais da patologia, níveis elevados de Glamaglobulina. Sinais e Sintomas Sua evolução pode se desenvolver rapidamente, em horas ou de forma mais lenta, podendo durar até semanas: • Fadiga; • Fraqueza motora; • Parestesia; • Marcha instável; • Visão Dupla; • Tremor; • Disfunção do intestino; • Hemiplegia; • Paralisia Facial; • Neuralgia do trigêmeo; • Mudanças cognitivas e afetivas; • Memória de curta duração; • Resolução de problemas. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 50 Complicações da Esclerose Múltipla • Cardiovasculares: ↓ capacidade trabalho físico, ↑ • FC, Tromboflebite, Hipotensão Ortostática; • Renais: Estase, ↑ Infecções, Cálculos; • Neuromuscular: ↓ Impulsos sensitivos, ↓Controle • motor, má coordenação; • Tegumentar: Atrofia cutânea, Úlceras, sepse crônica; • Respiratórias: ↓Capacidade vital, ↓ Resistencia respiratória, Tosse prejudicada, ↑Infecções Respiratórias; • Musculoesqueléticas: Osteoporose, • Fibrose/Anquilose, ↓Resistencia muscular; • Digestivos: Perda do apetite, Constipação, Desnutrição, Cicatrização retardada; • Psicossociais: Ansiedade, Depressão, Alienação. Prognostico • Progressiva; • Incurável; • Controlável com medicamentos e terapias complementares; • Mesmo assim o prognostico costuma ser incerto, porque uma pequena crise aguda pode produzir complicações graves. Tratamento dos Surtos e sintomas agudos • Adicionalmente ao TTO com TMDs (Terapia de Modificação da doença), a conduta médica na Esclerose Múltipla foca em recidivas agudas, controle dos sintomas, melhora da função com terapia de reabilitação e suporte psicológico. • Melhora de exacerbações em um prazo natural de 4 a 12 semanas. • Uso de corticoides, porém uso a longo prazo pode causar danos como: osteoporose, hipertensão, desgaste muscular. • Tratamento sintomático da espasticidade: Bacofleme Tizanitinesão mais utilizados para controle. Porém trás efeitos colaterais: fraqueza, letargia e fadiga. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 51 Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 52 Agressão á medula espinal, que pode causar perda parcial ou total da motricidade voluntária e/ou da sensibilidade, além de comprometimento nos sistemas urinário, intestinal, respiratório, circulatório, sexual e reprodutivo. A lesão traumática da medula espinhal é uma condição que coloca a vida em risco, tem início súbito que pode ter consequências devastadoras, de acordo com o nível de comprometimento. Formas PARAPLEGIA • Refere-se a deficiência ou perda da função motora ou sensorial nos segmentos torácicos, lombares ou sacral da medula espinhal. • A função dos membros superiores é preservada, mas o tronco, os membros inferiores e os órgãos pélvicos podem ficar comprometidos. TETRAPLEGIA • Tem deficiência ou perda de função motora ou sensorial nos segmentos cervicais da medula espinhal. • Os membros superiores são afetados, assim como o tronco, os membros inferiores e os órgãos pélvicos. Epidemiologia • Incidência: 32 a 52 casos/milhão de habitantes • 8.000 Casos/ano • Custo: 300 milhões de dólares/ano • Média de início: 16 a 30 anos • Homens > Mulheres (4:1) • 70% acometimento cervical – C5 – C6 • Tetraplegia incompleta Etiologia • Acidentes automobilísticos: 31% • Ferimentos por arma de fogo: 30% • Quedas de determinadas alturas: 21% • Mergulhos em água rasa: 6,5% O gênero masculino foi o mais acometido, 106 (88,3%) casos; predomínio etário de 21 a 30 anos em 35% dos casos. O segmento mais acometido foi o cervical com 58 (48,3%), seguido do torácico 31 (25,8%) e lombar 31 (25,8%). Acidente automobilístico foi a etiologia de maior prevalência, com 49 (40,8%), seguida por ferimento por arma de fogo (FAF) 33(27,5%), quedas em geral 28 (23,3%); ferimento por arma branca (FAB) 5(4,2%), mergulho em água rasa 4 (3,3%) e agressão física 1 (0,8%). O período médio de internação foi de 23 dias e 10% dos pacientes foram a óbito. (Pereira e Jesus, 2018) Mecanismo de Lesão • Força intensa aplicada indiretamente à coluna vertebral. • Força: súbita flexão, hiperextensão (chicote), compressão (mergulho) ou rotação (graves – cirurgia) da coluna. Pode ocasionar luxação das articulações, fraturas de corpos vertebrais (com fragmentação óssea), herniação do material discal. • Em consequência: medula pode sofrer – contusão, distensão, laceração. Traumatismo Raquimedular Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 53 Fisiopatologia Lesão Imediata/ Primária: Representa o dano tecidual causado exatamente na hora do trauma, sendo caracterizada por contusão, hemorragia, isquemia, lesão vascular, secção ou até perda de tecido (contusão; compressão; laceração e estiramento). Lesão Secundária: Inicia-se após a instalação da primária, causando extensão do dano celular/tecidual. Origina-se de edema celular e da exsudação de substâncias químicas que destroem as células adjacentes e os tratos neurais. • Mediada por reações inflamatórias e imunes/edema • Danifica uma rede neural complexa implicada na transmissão, modificação e coordenação motora e sensorial, e no controle autonômico dos sistemas de órgãos. Tipos de lesão de medula espinhal • Lesão Completa: Descreve o caso em que toda a comunicação neural onde está a lesão é interrompida. • Lesão Incompleta: Existem padrões de lesão medular incompleta que tendem a apresentar as combinações de síndromes em vez de danos isolados. Os sinais e sintomas estão relacionados com as regiões anatômicas afetadas na medula espinhal. Lesão da Cauda Equina Produz paralisia flácida, com interrupção variável da raiz sacral. Cone Medular • Descreve dano na maior parte da porção posterior da medula espinhal; • Ocorrem disfunções no intestino e da bexiga, com déficits simétricos variáveis nos MMII. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 54 Síndrome de Brown-Séquard Hemissecção medular: Paresia/paralisia ipsilateral e interrupção da coluna posterior . Perdas contralaterais da sensação de dor e temperatura Síndrome Medular Cervical Central • Lesões em hiperextensão; • Fraqueza maior em MMSS que em MMII; • Retenção Urinária; • Perda sensitiva abaixo do nível da lesão em graus variados; • Nos MMII paresia/ fraqueza. Síndrome Medular Cervical Posterior • Mais Rara; • Preservação Motora e sensibilidade dolorosa e térmica; • Perda de sensibilidade vibratória e proprioceptiva. Síndrome Medular Cervical Anterior • Lesão por flexão; • Paralisia imediata e completa; • Perda sensorial: pressão, dor, temperatura; • Preservação da vibração e propriocepção. A. Síndrome Medular Central; B. síndrome de Brown Séquard; C. síndrome da coluna anterior; D. síndrome da coluna posterior Choque Medular • Perda da função motora e sensorial abaixo do nível da lesão, acompanhada de paralisia atônica da bexiga e intestino, flacidez muscular e supressão completa ou de quase todas as atividades reflexas abaixo do nível de lesão. • Perda temporária do tônus vasomotor, da transpiração e da piloereção nas partes inferiores do corpo. • Duração: semanas, meses, anos. Toda a sintomatologia do choque medular, são substituídas por hiperexcitabilidade, verificada como hiperreflexia, espasticidade e espasmo. Avaliação Neurológica ASIA (American SpinalInjury Association) Para Lesão Traumática A. Completa – Sem sensibilidade ou motricidade abaixo do nível da lesão; B. Incompleta – Sensibilidade preservada, mas sem motricidade abaixo do nível da lesão; C. Incompleta – Motricidade preservada abaixo do nível da lesão, mas sem funcionalidade. FM ou = 3; E. Normal – sensibilidade e motricidade preservadas. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 55 Exames de Imagem Tratamento Clínico 1 - Emergencial: Circulação, respiração, observando débito cardíaco, PA e Fr. • Imobilização e transferência correta. • 10%danos somados a má condução. 2 - Problemas Médicos Gerais: Hipotensão, bradicardia, devido a perda do tônus simpático e vasodilatação periférica. Poiquilotermia (variação da temperatura), pela perda do controle térmico relacionado a paralisia vasomotora. • Cateterismo vesical intermitente • Metilprednisolona – dentro de 8hs pós lesão, melhora a função medular, e antioxidante. 3 - Alinhamento vertebral 4 - Descompressão cirúrgica quando indicada Complicações secundarias • Úlceras de pressão; • Disfunção urinária e intestinal; • Disreflexia Autonômica (descarga do sist. Nervoso simpático que produz hipertensão, bradicardia, sudorese, cefaleia e dilatação de capilares); • Choque Neurogênico; • Contraturas; • Atrofias; • Calcificação Heterotópica; • Osteoporose; • Trombose; • Embolia Pulmonar. Conduta Fisioterapêutica Objetivos do tratamento na fase aguda • Instituir um esquema respiratório profilático e tratar as eventuais complicações; • Atingir o estado respiratório independente quando possível; • Manter a ADM total das articulações, dentro da limitação determinada pela fratura; • Manter/ fortalecer todos os grupos de músculos inervados; • Orientar as pessoas que cuidam do indivíduo. Reabilitação • Tratamento respiratório e das complicações: Lesão acima de T6 não terá tosse produtiva devido a perda a ação da musculatura abdominal; • Sucção das secreções (aspiração); Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 56 • Movimentos passivos; • Virar e posicionar: Pacientes na posição de rã, evita o movimento da coluna lombar durante os movimentos passivos dos joelhos; • Início da mobilização cuidado com a hipotensão postural; • Equilíbrio ao sentar-se; levantar-se; mobilidade na cadeira de rodas; • Treino de transferências; • Programa em posição ortostática; • Fortalecimento de MMSS; • Tratamento da dor (gelo, TENS, alongamentos) • Boa forma cardiovascular (hidroterapia); Reabilitação de lesões incompletas • Força suficiente nos MMSS para sustentar o peso corporal; • ADM total nos quadris e joelhos; • Boa forma cardiovascular; • Avaliação da deformidade da coluna vertebral, exemplo, escoliose, pode dificultar a posição ortostática; • Avaliação da espasticidade; • Utilização de órteses como dispositivo na deambulação. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 57 É uma condição genérica de afecções musculares, na qual as fibras do músculo esquelético são acometidas por disfunções de diversas causas. Por apresentar um amplo espectro clínico, para tratar a miopatia acertadamente é importante estabelecer uma anamnese minuciosa desde o início da investigação. Essa patologia é classificada em quatro principais tipos, sendo que o tratamento e o prognóstico dependem dessa classificação. Principais sintomas A miopatia tem como principal sintoma a fraqueza muscular. Atividades rotineiras dos indivíduos são frequentemente limitadas, pois os músculos proximais são os primeiros a serem acometidos. É comum os pacientes apresentarem dores musculares e hipotonia, assim como sensação constante de cansaço e fadiga. Em estágios mais avançados, o sistema cardiovascular pode sofrer complicações, resultando na cardiomiopatia hipertrófica ou dilatada. Tipos de miopatia A miopatia é dividida em quatro tipos. São eles: Miopatia congênita: É uma condição hereditária rara e que geralmente se manifesta no neonato por meio dos sintomas de hipotonia, hiporreflexia e fraqueza muscular generalizada. Esse tipo de miopatia não tem caráter degenerativo. Distrofia muscular: Também é hereditária, mas desenvolve-se de maneira degenerativa. Antes de completar cinco anos, a criança já apresenta disfunções musculares significativas, o que leva rapidamente à limitação de movimentos. As principais formas desse tipo de miopatia são a de Duchenne e a de Becker. Distrofia miotônica: A distrofia miotônica é também conhecida como Doença de Steinert. Nesse quadro, o músculo se contrai e permanece rígido por um tempo prolongado (miotonia). É do grupo das miopatias adquiridas, sendo transmitida de maneira autossômica dominante. Miopatia inflamatória: Tem caráter autoimune e é adquirida ao longo da vida. As principais manifestações são a dermatomiosite e a polimiosite, sendo que a primeira pode apresentar lesões cutâneas. Causas A miopatia pode ser hereditária (se inicia em idades precoces e é de longa duração) ou adquirida (geralmente se manifesta subitamente e a partir de idades mais avançadas). Além disso, a doença pode ser causada por outros fatores, como infecções, inflamações, disfunções endócrinas e metabólicas, uso crônico de alguns medicamentos e etilismo. Em alguns casos, contudo, não é possível determinar a causa e a miopatia é classificada como idiopática. Diagnóstico O exame físico e anamnese adequados têm papel fundamental no estabelecimento do diagnóstico. Por ser uma condição multifatorial, a história clínica deve ser investigada minuciosamente. Assim, o histórico familiar pregresso e o modo de desenvolvimento dos sinais e sintomas contribuem consideravelmente para a determinação do diagnóstico. Além de analisar esses aspectos, exames complementares também devem ser realizados. Dessa forma, é possível determinar o tipo de miopatia e definir o melhor tratamento a ser seguido. Exames laboratoriais de dosagem sérica de enzimas musculares, como CPK, aldolase, LDH, ALT e AST podem evidenciar a presença de lesão muscular. Exames histopatológicos, neurofisiológicos (como a eletroneuromiografia) e de imagem (como a ressonância magnética) também podem ser efetivamente empregados no diagnóstico diferencial da miopatia. Perspectivas de tratamento O tratamento da miopatia vai depender da causa. Os objetivos desse tratamento, no entanto, serão aliviar os sintomas e diminuir a progressão da doença. Miopatias Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 58 Terapia medicamentosa Os corticosteroides são os medicamentos mais utilizados em diferentes tipos de miopatia. Eles são capazes de retardar o progresso da doença, diminuir a inflamação e otimizar a movimentação dos membros. Entretanto, o uso prolongado desses fármacos deve ser monitorado, pois pode causar efeitos adversos, como perda óssea, hipertensão e ganho de peso. Fármacos imunossupressores e imunobiológicos também podem ser utilizados como terapia medicamentosa. Considera-se adotar esses tratamentos de forma a evitar ou diminuir as reações adversas causadas pelo uso prolongado de corticosteroides. Fisioterapia • A fisioterapia é recomendada em todos os tipos de miopatia. Exercícios de alongamento e fortalecimento aumentam a força muscular sem causar danos às fibras do tecido. As vantagens desse tratamento abrangem desde uma maior flexibilidade e diminuição do desenvolvimento de contraturas até um melhor controle da dor. • Afisioterapia respiratória, por sua vez, pode ser implementada como um tratamento de suporte quando há comprometimento da capacidade vital em alguma fase de desenvolvimento da doença. • Massagens: Esse tipo de tratamento é utilizado como paliativo para amenizar as dores causadas pelas afecções e inflamação. Ademais, as massagens podem auxiliar no relaxamento de músculos excessivamente contraídos, como ocorre em alguns casos de miopatia. • Acupuntura: Muitos pacientes relatam que a acupuntura controla consideravelmente os quadros de dor causados pela miopatia. Porém, essa terapia é usualmente adotada como alternativa à terapia medicamentosa e à fisioterapia. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 59 No ano de 1869, Jean-Martin Charcot foi responsável por fazer a primeira descrição acerca da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), demonstrando que sua característica mais relevante estava concernente à paralisia motora irreversível. A esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma doença que acomete os neurônios, sobretudo os neurônios motores afetando a capacidade de enviar os impulsos elétricos de maneira correta, resultando no prejuízo do funcionamento dos músculos de contração voluntária. ELA é uma doença degenerativa progressiva, deste modo, conforme a evolução da doença ocorre os sintomas progridem e se agravam, fazendo com que o paciente pare de realizar movimentos. Epidemiologia Sabe-se que a sua incidência na população mundial é relativamente rara, mas pode apresentar epidemiologia com picos após os 40 anos. A sintomatologia relacionada a essa doença se dá com a apresentação da perda progressiva de neurônios motores superiores e dos neurônios motores inferiores com os sinais de câimbras musculares, miastenia dos músculos e dos membros, além de paralisia progressiva. • Segundo o MS no ano de 2018 havia no Brasil 14 mil pacientes diagnosticados com ELA, porém recebiam a assistência por meio do SUS. (MS,2018) • Com uma incidência de 2,16 casos por 100.000 indivíduos, geralmente, inicia-se como uma fraqueza focal, que progressivamente progride com envolvimento muscular generalizado, culminando na morte por paralisia dos músculos respiratórios. As manifestações Clínicas características traduzem a lesão de NMI e e de NMS: • Fraqueza, fasciculações; • Atrofia muscular; • Espasticidade; • Hiperreflexia; • Presença de reflexos patológicos. Esta doença crónica é progressiva e quase sempre fatal, conduzindo à morte, tipicamente, dentro de 3 a 5 anos, após o diagnóstico, com insuficiência respiratória como principal causa. No entanto, cerca de 5-10% dos pacientes podem sobreviver por uma década ou mais. Fisiopatologia Alteração celular e bioquímica que desencadeia a degeneração dos neurônios motores, acometendo os músculos de contração voluntária. • Na fisiopatologia é estudado o mecanismo de ação do aminoácido glutamato, pois é um neurotransmissor excitatório do SNC, que atua no desenvolvimento neural, plasticidade sináptica e na memória. Portanto estudos indicam que níveis superiores de glutamato, causam a excitotoxicidade que levam a degeneração dos neurônios. • Outro mecanismo seria a alteração genética da proteína SOD1, a partir dessa mutação na proteína é possível evidenciar o mecanismo de stress oxidativo que implica a morte neuronal. • Outros fatores desencadeantes da patologia em estudo é a relação entre o desequilíbrio imunológico com as alterações neurovasculares que provocam danos neuronais aumentando a progressão e sintomatologia da doença. O sistema nervoso apresenta três principais neurônios que são: Interneurônios que conectam os neurônios encontrados no SNC; Neurônios sensoriais que recebem os estímulos fora ou dentro do corpo; Neurônios motores que conduzem o impulso nervoso para células musculares, glândulas e células endócrinas. Portanto quando ocorre uma lesão ou perda dos neurônios surge doença neurodegenerativa. Esclerose Lateral Amiotrófica Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 60 Classificação Tradicionalmente, a ELA tem sido classificada em 2 formas clinicamente indistinguíveis: esporádica e familiar. A esporádica ocorre sem história familiar de doença e representa a maioria dos casos (90%), enquanto a familiar contribui para 10% dos casos e é herdada geneticamente, sobretudo de forma autossómica dominante. • ELA familiar, provavelmente de causa hereditária, com transmissão de forma autossômica dominante ou recessiva; • ELA guamaniana, provavelmente decorrente de hábitos alimentares observados em anos anteriores a 1960 na Ilha de Guam, cuja incidência era elevada, chegando a ser 50 a 100 vezes maior do que a encontrada em outros países do mundo; • ELA secundária, provavelmente decorrente de processos infecciosos ou tóxicos; e • ELA esporádica, para as formas idiopáticas Manifestações Os músculos acometidos sofrem atrofia, por isso utilizam-se o termo amiotrófico, que é a falta de contração por ausência de estímulo nervoso, já o termo utilizado para degeneração dos neurônios é esclerose, pois as células nervosas ficam como tecido cicatricial, logo essa patologia é nomeada de Esclerose Total Amiotrófica porque pode afetar o neurônio motor superior localizado na área motora no cérebro e o neurônio motor inferior localizado na região mais lateral da medula espinhal Apesar de ser frequentemente chamada de doença do neurônio motor, a verdade é que a esclerose lateral amiotrófica é apenas uma das 4 formas existentes deste tipo de doença neurológica. A ELA é forma mais comum. • Atrofia muscular progressiva – que é a forma que acomete somente o segundo neurônio motor e corresponde a cerca de 10% dos casos. • Paralisia bulbar progressiva – corresponde a 20% dos casos e costuma ficar restrita aos nervos motores cranianos. Esta forma acomete o primeiro e segundo nervo motor. • Esclerose lateral primária – é a forma mais rara, porém mais benigna de doença do neurônio motor. Costuma ficar restrita ao primeiro neurônio motor e tem progressão muito lenta. Fatores de Risco Apesar das causas da doença ainda serem desconhecidas, pesquisadores em todo o mundo continuam se debruçando nos possíveis fatores que elevem a probabilidade de um indivíduo adquirir a ELA. Até o presente momento, alguns estudos apontam que compostos genéticos hereditários, faixa etária (em especial entre 40-50 anos) e o sexo masculino, se apresentam como circunstâncias atenuantes para o desenvolvimento da doença neurodegenerativa Fatores externos também tem sido alvo de pesquisa. Acredita-se que o hábito do tabagismo praticamente dobre as chances do acometimento por ELA, que geralmente se manifesta de modo mais agressivo nos pacientes tabagistas. Militares também podem estar mais suscetíveis. Especula-se que a exposição ao chumbo presente nas munições de armas de fogo podem ser um fator desencadeante da doença. Os atletas comparados a população em geral são mais acometidos pela ELA. Diagnóstico baseado nos sinais progressivos de disfunção dos neurônios superiores e inferiores, associada a exclusão de outras patologias neurológicas com sinais e sintomas semelhantes. É importante salientar que não existe teste ou procedimento diagnóstico preciso para confirmar ou excluir a ELA. O cronograma de elucidação diagnóstica inclui testes eletrofisiológicos como a eletromiografia (EMG) e estudo de condução nervosa (ECN), ressonância nuclear magnética, exames de sangue, exame liquórico. Stephen Hawking foi diagnosticado aos 21 anos e faleceu aos 76 anos com a doença de esclerose lateral amiotrófica(ELA). Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 61 Sinais e sintomas Os primeiros sintomas são difíceis de identificar devido à variação da manifestação de sintomas em cada pessoa. Os sintomas se iniciam com uma simples dor muscular ou fraqueza muscular localizada bilateralmente nos membros superiores ou inferiores. Os sintomas inicias são: • Dificuldade para deglutir e respirar; • Gagueira; • Mudança na voz; • Paresia espástica; • Redução da velocidade da condução nervosa; • Resultando também na insuficiência respiratória; • Disartria ou disfasia; • Labilidade emocional; • Problemas com a coordenação motora; • Fraqueza proximal e fraqueza distal; • Tremores, câimbras e espasmos musculares; • Perda de sensibilidade no tato; • Dificuldade de manter a cabeça erguida; • Perda de peso. Consequentemente com o avanço da doença, as seguintes complicações podem ocorrer de formas isoladas ou somadas como: • Aspiração de comida ou líquidos; • Insuficiência pulmonar; • Escaras; • Pneumonia; • Incapacidade de engolir, falar ou respirar. Portanto as maiores complicações desta doença estão associadas à degeneração das células medula, causando atrofias musculares, parecia flácida e diminuição ou ausência de reflexos, pois fazem parte do sistema nervoso. A ELA também pode causar a paralisia bulbar progressiva (doença que acomete os nervos cranianos de forma progressiva afetando os nervos faciais) Tratamento O tratamento para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) tem como objetivo retardar a velocidade de progressão da doença aumentando o período de sobrevida e o conforto do paciente. Com a neurodegeneração causada por essa doença, há desestruturação do citoesqueleto e produção de fatores neurotróficos por células da glia. Sabe-se que a ELA trata-se de uma doença degenerativa irreversível que não possui cura. Contudo, ainda são utilizados fármacos com intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente, dentre eles o Riluzol (antagonista do glutamato responsável por reduzir a velocidade da degeneração neuronal) – Fornecido pelo SUS Fisioterapia Os aspectos da fisioterapia, um paciente com ELA pode receber três tipos de tratamento reabilitador: paliativo, neurofuncional e respiratório. Em relação a fisioterapia paliativa, é verificado a diminuição dos danos da integridade osteomioarticular, sendo que com a fisioterapia neurofuncional ocorre uma diminuição da fisiopatologia da doença principalmente com efeitos nos nervos motores e por fim, com a fisioterapia respiratória há uma manutenção da integridade das vias aéreas. Compreende-se que a fisioterapia tem o intuito de desacelerar o desgaste da musculatura, redução das dores musculares, prevenir atrofias e deformidades articulares, proporcionar o melhor condicionamento de músculos associados com mecanismos respiratórios além de propiciar uma melhora na qualidade de vida dos pacientes até o momento da fase terminal da doença mediante a utilização de ventilação mecânica não invasiva. • Fisioterapia paliativa: destinada a aliviar as condições álgicas e minimizar os danos que afetam a integridade osteomioarticular; • Fisioterapia neurofuncional: tem como objetivo minimizar os efeitos da doença no paciente, manter as habilidades funcionais e melhorar algumas condições físicas ainda preservadas; • Fisioterapia respiratória: visa à manutenção da integridade das vias áreas e da mecânica de ventilação, garantindo a máxima capacidade pulmonar permitida pela progressão da neurodegeneração. A fisioterapia motora, com alongamentos, mobilização, reeducação postural e exercícios ativos com cargas moderadas, representa um tratamento importante em pacientes com ELA na contribuição da melhora do déficit motor e qualidade de vida, devendo levar em consideração a individualidade do paciente. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 62 A síndrome de Guillain-Barré (SGB) foi descrita em 1916 por Georges Guillain, JeanAlexandre Barré e André Strohl (MELLO; MATTOS; CAVALCANTI, 1972). É uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso periférico, com alta incidência em pacientes com quadros infecciosos recentes causados por contato com, por exemplo, o vírus Zika, Enterovírus D68, vírus da Influenza A, vírus de Epstein Barr, Citomegalovírus e as bactéria, Campylobacter jejuni e Mycoplasma pneumoniae, pois essas infecções produzem desmielinização dos neurônios (NÓBREGA et al., 2018). Fisiopatologia A patogênese da síndrome pode ocorrer através de processos desmielinizantes, axonais ou ambos, gerados após quadros de infecções. O mais provável é que a SGB seja mediada principalmente por anticorpos gangliosídeos que reconhecem a bainha de mielina como um antígeno, e depois de se ligarem aos gangliosídeos GM1 ou GD1a, promovem a ativação do complemento destruidor de mielina, atacando-a (WIJDICKS; KLEIN, 2017). Em decorrência dos processos de desmielinização, a síndrome provocará fraqueza ascendente e simétrica dos músculos ou paralisia total dos membros distais. Epidemiologia No Brasil, estima-se que a incidência anual da síndrome de Guillain-Barré seja de 1 a 4 casos para cada 100.000 habitantes, sendo considerada uma doença rara, com pico entre 20 e 40 anos de idade. A síndrome é uma condição rara, que pode afetar pessoas de todas as idades, sendo mais comum em homens adultos. Cerca de 3% a 5% dos pacientes afetados morrem devido a complicações causadas pela doença (OMS, 2016). Além disso, em cerca de quatro semanas, a síndrome pode atingir sua severidade máxima, com o desenvolvimento de outras disfunções, como processos de insuficiência respiratória em cerca de 25% dos casos (NÓBREGA et al., 2018). Grande parte desses pacientes conseguem se recuperar, mas a síndrome pode deixar sequelas graves em até 20% dos afetados ou, em situações mais graves e raras, em aproximadamente 5% dos casos, levar a óbito 100.00 pessoas–ano. Sinais e sintomas • Deficiência motora; • Fraqueza muscular; • Parestesia; • Paresia; • Paralisia; • Perda de sensibilidade; • Espasticidade; • Comprometimento da musculatura respiratória; • Comprometimento de músculos da face; • Arreflexia; • Hiporreflexia; • Hiper-reflexia; • Comprometimento de esfíncteres; • Diminuição ou perda de consciência; • Disfagia (Nóbrega et al, 2018). Subtipos da SGB • Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (PDIA): forma mais comum afetando 85 a 90% dos casos. • Neuropatia Axonal Sensitivo – Motora Aguda (NASMA): baixa incidência, afeta comumente adultos, sendo uma grave enfermidade com lenta recuperação. inflamação e desmielinização mínimas, afetando nervos e raízes sensitivos e motores com degeneração axonal; • Neuropatia Axonal Motora Aguda (NAMA): É mais comum em crianças; • Síndrome de Miller Fisher (SMF): Apresenta geralmente um bom prognóstico, com recuperação total e espontânea em até três meses. Diagnóstico • Exame clínico; • Análise do líquor ; • Eletroneuromiografia. Tratamento há duas formas de tratamento, através da imunoterapia por imunoglobulina intravenosa (IgIV) ou por um processo extracorpóreo de plasmaferese (NÓBREGA et al., 2018). Ao fazer uma análise do hemograma, encontram-se proteínas hepáticas aumentadas, acompanhadas de leucocitose. No exame imunológico são encontrados anticorpos contra glicosídeo GM1 em 25% dos pacientes. Síndrome de Guillain-barré Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 63 Quanto ao exame do líquor se encontra com pressão normal, proteínas aumentadas sem pleocitose, e picos de elevação das proteínas entre 4 a 6 semanas do início dos sintomas, provavelmente se trata deum reflexo do processo inflamatório (BREHMER, 2005). No tratamento por plasmaferese, se realiza a substituição do plasma do sangue do paciente, normalmente por uma solução de albumina (CHEVRET; HUGUES; ANNANE, 2017). No entanto, este tratamento pode ocasionar complicações fatais, sendo contraindicado em casos de instabilidade hemodinâmica por infarto do miocárdio recente, angina, sepse ou disautomia cardiovascular. Para a investigação de uma possível SGB, realiza-se uma identificação de infecções anteriores às manifestações neurológicas, analisando sintomas de infecções que incluem febre, exantema, mialgia, prurido, cefaleia, lombalgia, dor retro-orbital, artralgia, náuseas, vômito, conjuntivite, edema articular (MALTA et al. 2017). O intervalo de tempo entre os sintomas de infecção prévia e o quadro neurológico é em torno de 10 dias (MALTA et al. 2017). Características necessárias para o diagnóstico • Fraqueza bilateral progressiva dos braços e pernas (inicialmente, pode haver o envolvimento somente das pernas); • Reflexos tendinosos ausentes ou reduzidos nos membros afetados (em algum momento no curso clínico); • Características que embasam fortemente o diagnóstico; • A fase progressiva dura de dias a quatro semanas (geralmenteuma memória e de gerar os sinais apropriados para as células efetoras. Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dendritos e axônio. • No corpo celular, a parte mais volumosa da célula nervosa, se localizam o núcleo e a maioria das estruturas citoplasmáticas; • Os dendritos são prolongamentos finos e geralmente ramificados, que conduzem os estímulos captados do ambiente ou de outras células em direção ao corpo celular; • O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais longo que os dendritos, cuja função é transmitir para as outras células os impulsos nervosos provenientes do corpo celular. Rede de neurônios: Os neurônios que constituem o sistema nervoso formam uma intrincada rede, comparável, em certos aspectos, ao sistema telefônico de uma grande cidade. A rede nervosa é formada pelos axônios e dendritos, que atuam como cabos de transmissão de impulsos nervosos, e por corpos celulares de neurônios, que atuam com estações de processamento e de transmissão de informações. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 8 Classificação Funcional dos neurônios • Motores (eferentes): controlam órgãos efetores, como glândulas e fibras musculares; • Sensoriais (aferentes): recebem estímulos do organismo ou do ambiente; • Interneurônios: estabelecem conexões entre outros neurônios, formando circuitos complexos. Classificação dos neurônios quanto à forma: • Multipolares: possuem vários dendritos e um axônio. Ex: neurônios motores; • Bipolares: possuem um dendrito e um axônio. Ex: neurônios da retina, mucosa, vestibulares e cocleares; • Pseudo-unipolares: apresentam próximo ao corpo celular, prolongamente único, mas este se divide em dois, dirigindo-se um ramo para a periferia e outro para o sistema nervoso central. Ex: Gânglios sensitivos; • Unipolares: Possuem apenas um axônio. Células do Tronco Nervoso O tecido nervoso é constituído por dois componentes principais: I) Neurônios; II) Células da glia ou neuróglia. Células da Glia ou Neuroglia As células da glia ou neuroglia são células não neuronais do sistema nervoso central que proporcionam suporte e nutrição aos neurônios. Oligodendrócitos • Função: revestimento dos axônios formando a bainha de mielina dos neurônios presentes no sistema nervoso central. • Núcleo esférico, com um halo claro ao redor, prolongamentos curtos e finos • Encontrados tanto na substância cinzenta, como na branca do SNC; Função: revestimento dos axônios formando a bainha de mielina dos neurônios presentes no sistema nervoso central. Células de Schwann • Importante papel na condução de impulsos pois, atua como um isolamento elétrico e aumenta a velocidade de propagação do impulso nervoso; • Função: revestimento dos axônios formando a bainha de mielina dos neurônios presentes nos nervos periféricos. • Intervalos regulares na bainha de mielina são denominados de nódulos de Ranvier. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 9 Células da Glia ou Neuroglia As células da glia ou neuroglia são células não neuronais do sistema nervoso central que proporcionam suporte e nutrição aos neurônios. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 10 AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Objetivos: • Estabelecer o exame neurológico inicial na admissão do paciente; • Identificar disfunções presentes no sistema nervoso; • Determinar os efeitos dessas disfunções na vida diária deste paciente; Consciência Estado em que o indivíduo esta cônscio de si mesmo e do ambiente; é conhecedor das circunstancias que lhe dizem respeito e daquelas com que se relaciona (tempo, espaço, pessoas e fatos) Características básicas: • Nível de consciência; • Conteúdo da Consciência. Nível de consciência: é basicamente a capacidade de despertar do paciente, ou da vigília, determinada pelo nível de atividade que se obtém do paciente como resposta a estímulos crescentes por parte do examinador. Classificação do nível de consciência • Alerta/Vigília: é o indivíduo eu esta acordado, alerta, que responde adequadamente ao estímulo verbal, que está orientado no tempo e no espaço. • Letargia/Hipersonia: Estado de sono anormalmente prolongado. • Obnubilação: Sonolento, despertável com estímulos sonoros, perda do sentido de orientação no espaço, estando normais as respostas às perguntas e ordens banais. • Torpor/Estupor: Grau mais profundo da obnubilação, não responde as ordens banais. • Coma: Indivíduo em sono profundo, inconsciente, com os olhos fechados, não emite som verbal, não interage consigo ou com o ambiente. Avaliação do coma Escala de coma de Glasgow (ECGL) Padronização da avaliação do nível de consciência; é a mais conhecida. Pode ser usada no trauma e na clínica. • Linguagem universal; • Reduz erros de avaliação; • Objetiva; • Simples; • Rápida; • Permite reavaliações subsequentes. Coma • Regista-se sempre a melhor resposta ao estímulo. • Registra-se ‘’obstáculos’’ na realização do exame; • Valor 15- tronco cerebral e córtex preservado; • Valor menor ou igual a 8 – Coma; • Coma Induzido; • Valor 3 – compatível com M.E ou M.C; • Redução de pontos: Piora do quadro; • Aumento de pontos: Melhora do quadro. Conteúdo da consciência: É a somatória das funções mentais cerebrais, isto é, das funções cognitivas e afetivas do indivíduo, estar ciente e perceber as coisas em relação ao meio externo. Avaliação Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 11 Funções cognitivas corticais • Memória global; • Capacidade de cálculo; • Pensamento lógico; • Capacidade de julgamento; • Compreensão e expressão do pensamento (Fala, escrita, leitura) • Capacidade de abstração; • Orientação temporal e espacial; • Capacidade de interação adequada com o meio; • Manifestação coerente de emoções. Alterações • Delirium: Estado confusional; desorientação temporal e espacial; desorganização do pensamento; flutuante. • Demência: Perda progressiva das funções cognitivas; • Mutismo acinético: Imobilidade silenciosa, olhar vivo, funções cognitivas não registradas, ciclo sono/vigília presente. Estado vegetativo crônico: Funções vitais mantidas, sem qualquer manifestação cortical perceptível. • Síndrome do cativeiro: Tetraplegia e paralisia dos nervos cranianos inferiores; move olhos, com o que se pode comunicar. Avaliação das pupilas • Diâmetro, Forma, Simetria, Fotorrelação (reação a luz), Velocidade de reação. • Possui intrínseca relação com a PIC. • Diâmetro pupilar: Varia de 1 a 9 mm, sendo considerada uma variação normal de 2 a 5 mm, com um diâmetro médio em trono de 3,5. Pupilas puntiforme Pupilas Midriáticas Forma Pupilar • A forma das pupilas geralmente é arredondada, como um círculo, e a sua avaliação deve ser feita pela observação do contorno das mesmas. • Forma anormais de pupilas: Ovóides, buraco de fechadura ou irregular. 1. Forma ovóide: Sinal precoce de herniação transtentorial devido á hipertensão intracraniana. 2. Forma buraco de fechadura: Comum em pacientes submetidos a cirurgia de catarata. 3. Forma irregular: Encontrada em pacientes com trauma de órbita. Simetria Pupilar • Isocóricas: Pupilas com o mesmo diâmetro; • Anisocóricas: Uma pupila é maior que a outra. Pupilas Isocóricas Pupilas Anisocóricas D>E Fotorreação pupilar O reflexo fotomotor da pupila depende do nervo óptico e do nervo oculomotor. A fotorreação é observada com o auxílio do foco de luz de uma lanterna. 1. Fechar os olhos; 2. Aguardar alguns segundos;de reabilitação fisioterapêutica de alta e baixa intensidade em indivíduos na fase crônica da Síndrome de Guillain. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 65 Doença inflamatória crônica (fase de exacerbação e remissão) • Presença de autoanticorpos (ANA –anticorpo antinuclear e outros); • Acomete mais mulheres que homens; • Idade mais frequente do início: 15-45 anos; • Predisposição genética; • 15-50 casos: 100.000; Etiopatogenia • Fatores genéticos; • Fatores ambientais; - Medicamentos; - Radiação ultravioleta; - Outros: hidrazina; • Virus Ebstein Barr(herpes). Classificação 1. Idiopático • Discoide (cutâneo crônico); • Cutâneo subagudo; • Sistêmico; • Sistêmico de início tardio; • Neonatal; 2. Sistêmico induzido por medicamento Lúpus Discóide (Cutâneo crônico) • 90% dos casos permanecem limitado a pele; • ANA (autoanticorpos) positivo. LE – Cutâneo subagudo • 10 % dos pacientes; • ANA negativo; • Acentuada fotossensibilidade; • Lesões podem ser semelhantes às da psoríase / eritema polimorfo; • Raro acometimento renal e SN, LES de início tardio • Início após 50 anos; • 15 % dos casos; • Raro acometimento renal e SN; LE induzido por medicamento • Raramente duram mais de 6 meses com a suspensão do medicamento; • Raro acometimento renal e SN; • ANA positivo; • Drogas implicadas: hidralazina, procai-namida, clorpromazina, isoniazida, penicilamina, fenitoína, metildopa. Critérios diagnósticos • Erupção malar Poupa: Sulcos nasolabiais; • Erupção discóide: Pode ocorrer atrofia cicatricial em lesões mais antigas; • Fotossensibilidade: Erupção cutânea em consequência da exposição a luz solar de modo incomum; • Úlceras orais: Geralmente indolores. Mais comuns no palato; • Artrite: Não erosiva, comprometendo 2 ou mais articulações. 500 mg /24 h Cilindros celulares (hemáticos, granulosos...) • Distúrbio neurológico: Convulsões ou Psicose sem outra explicação; • Distúrbio hematológico: Anemia hemolítica ou Leucopenia (com a finalidade de fornecer quantidade suficiente de oxigênio para os músculos em exercício. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 68 Técnica que em como objetivo restaurar o movimento e a elasticidade do sistema nervoso. Tem sido utilizada como método de avaliação e tratamento. Princípios: “Comprometimento da mecânica/fisiologia do sistema nervoso (movimento, elasticidade, condução, fluxo axoplasmático) pode resultar em outras disfunções próprias do SN ou em estruturas muscoloesqueléticas que recebam sua inervação.” BUTLER DS., Mobilização do sistema nervoso, 2003 p. ex.: síndromes compressivas e a tensão neural adversa (TNA) “O restabelecimento de sua biomecânica/fisiologia adequada, por meio de movimento e/ou tensão, permite recuperar a extensibilidade e a função normal do SN, bem como das estruturas comprometidas.” BUTLER DS., Mobilização do sistema nervoso, 2003 Utilização Pode ser utilizada: • Método diagnóstico – manobras irritativas no tec. nervoso; • Método terapêutico – reduzir a Tensão Neural Adversa (TNA) contribuindo para uma melhor resolução do quadro sintomático A unidade O SNC e o SNP formando tecido contínuo Sistema contínuo: • Mecanicamente – transmissão de forças e movimentos (envoltórios conectivos); • Eletricamente – impulso gerado no pé atinge o cérebro; • Quimicamente – neurotransmissores são iguais e existe o fluxo axoplasmático. • não há outra estrutura com tal conectividade. “A função do SN depende do seu estado mecânico, que por sua vez reflete e depende de sua função. Para a união desses 2 aspectos, mecânico e fisiológico, um termo foi introduzido: Neurodinâmica: tecido neural com neurodinâmica normal implica que este apresente suas propriedades mecânicas (movimento e elasticidade) e fisiológicas normais.” Pontos de Tensão Pontos que não se movem ou o movimento é mínimo: o C6; o Cotovelo; o Ombro; o T6; o L4; o Joelho. Mobilização do SN como recurso de diagnóstico “Os testes de tensão são sugeridos como testes básicos, visto que o sistema nervoso forma uma rede complexa por todo o corpo, fazendo-se necessários para a realização de exames de rotina. Os exames e tratamento irão frequentemente envolver as variações dos testes.” BUTLER DS., Mobilização do sistema nervoso, 2003 TESTES MMII e Coluna • Flexão Cervical Passiva – PNF; • Elevação da Perna Estendida – SLR; • Flexão do Joelho na Posição Pronada – PKB; • Inclinação Anterior – Slump test; Flexão cervical passiva – PNF • Posição do Paciente: DD • Posição do Fisioterapeuta: na cabeça do paciente; • Movimento Realizado: flexão passiva da coluna cervical; • Indicação: possíveis desordens da coluna vertebral+ sintomas de cefaléias e braquialgias com origem na coluna vertebral; • Resposta: é indolor e será considerado + se reproduzir os sintomas do paciente. Mobilização Neural Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 69 Elevação da perna estendida – SLR • Posição do Paciente: DD com tronco e quadris em posições neutras; • Posição do Fisioterapeuta: uma mão sob o tendão do calcâneo e a outra acima do joelho; • Movimento Realizado: o quadril é flexionado com o joelho mantido em extensão até revelar resposta sintomática ou até atingir o limite da ADM de quadril, sempre comparando com o membro contralateral; • Indicação: hérnia discal ou patologias que ↑ • pressões a níveis centrais. • Resposta: variam amplamente; se dor durante o teste, principalmente em lombar, indicativo de hérnia ou patologias que causem ↑ da pressão mais centralmente. Flexão do joelho na posição pronada - PKB • Posição do Paciente: posição pronada (DV), com cabeça virada em direção ao fisioterapeuta; • Posição do Fisioterapeuta: próximo às pernas do paciente com contato no tornozelo a ser testado; • Movimento Realizado: flexionar o joelho até revelar resposta sintomática que deverá ser anotada, sempre comparando com o membro contralateral; • Indicação: meralgia parestésica – compressão do nervo cutâneo femoral lateral (NCFL) • Resposta: dor, parestesia ou queimação e diminuição dasensibilidade táctil e dolorosa na face ântero- lateral da coxa. Inclinação anterior – Slump test • Posição do Paciente: sentado com as mãos no dorso; • Posição do Fisioterapeuta: ao lado do paciente; • Movimento Realizado: pede-se para o paciente flexionar a coluna torácica e lombar e logo após flexão cervical. O fisioterapeuta exerce pressão na cervical para acentuar a flexão. Então o paciente realiza a flexão do quadril com joelho estendido, associado a dorsiflexão. A flexão da cervical é lentamente liberada e a dor deve ser avaliada; • Indicação: buscar produzir sintomas patológicos; • Resposta: dor, parestesia ou queimação e diminuição da sensibilidade; certos desconfortos ou dor não representa sintomas do problema. TESTES – MMSS • Tensão do Membro Superior 1 – ULTT 1; • Tensão do Membro Superior 2 – ULTT 2; • ULTT 2a • ULTT 2b • Tensão do Membro Superior 3 – ULTT 3; Tensão do membro superior 1 – ULTT 1 Teste de tensão do plexo braquial • Posição do Paciente: DD; • Posição do Fisioterapeuta e Movimento Realizado: situado próximo a cabeça do paciente, exercendo força para deprimir a cintura escapular que está em rotação lateral e abdução de glenoumeral, extensão de cotovelo, supinação radioulnar e extensão de punho e dedos além de inclinação lateral da cabeça para o lado oposto • Indicação: reproduzir os sintomas que o paciente referia; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 70 Resposta: (1) alongamento profundo ou dor na fossa cubital, estendendo para baixo anterior e radialmente no antebraço e radialmente para a mão; (2) Parestesia nos 4 primeiros dedos; (3) alongamento anterior do ombro; (4) inclinação da cabeça para o lado oposto ao testado, os sintomas aumentam; (5) quando inclinado para o lado testado há redução dos sintomas. Tensão do membro superior 2 – ULTT 2 • ULTT 2a – avaliar o nervo mediano quando realizado com depressão da cintura escapular e rotação externa de ombro. • ULTT 2b – avaliar o nervo radial quando realizado com depressão de cintura escapular e rotação interna de ombro. Tensão do membro superior 2a – ultt 2ª Avaliar o nervo mediano • Posição do Paciente: DD; • Posição do Fisioterapeuta: próximo à cabeça do paciente; • Movimento Realizado: o examinador segura o cotovelo e o punho do paciente, usando a coxa para deprimir a cintura escapular, rotação externa do ombro, estendendo o cotovelo e punho, dedos e polegar e, então, abduz o ombro do • paciente, inclinação cabeça para o lado oposto; • Indicação: buscar produzir sintomas patológicos; • Resposta: dor, parestesia ou queimação e diminuição da sensibilidade; certos desconfortos ou dor não representa sintomas do problema. Tensão do membro superior 2b – ULTT 2b Avaliar o nervo radial • Posição do Paciente: DD; • Posição do Fisioterapeuta: próximo à cabeça do paciente; • Movimento Realizado: o examinador segura o cotovelo e o punho do paciente, usando a coxa para deprimir a cintura escapular, rotação interna do ombro estendendo o cotovelo, flexionando o punho, e polegar, então, abduz o ombro e realiza desvio ulnar; inclinação cabeça para o lado oposto. • Indicação: buscar produzir sintomas patológicos; • Resposta: dor, parestesia ou queimação e diminuição da sensibilidade; certos desconfortos ou dor não representa sintomas do problema. Tensão do membro superior 3 – ULTT 3 Avaliar e reproduzir os sintomas relacionados com o nervo ulnar • Posição do Paciente: DD; • Posição do Fisioterapeuta:próximo à cabeça do paciente; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 71 • Movimento Realizado: o punho do paciente está estendido e antebraço supinado, o cotovelo é totalmente fletido e é feita a depressão a cintura escapular com a mão do examinador, rotação externa do ombro, então, abduz o ombro, inclinação cabeça para o lado oposto. • Indicação: buscar produzir sintomas patológicos; • Resposta: dor, parestesia ou queimação e diminuição da sensibilidade; certos desconfortos ou dor não representa sintomas do problema. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 72 A eletroneuromiografia é um exame complementar que consiste em um conjunto de testes diagnósticos para avaliar a função do sistema nervoso periférico: nervos, músculos e junção neuromuscular. O exame divide-se basicamente em duas partes: o estudo da condução nervosa e a eletromiografia de agulha. O estudo da condução nervosa consiste na aplicação de pulsos elétricos de baixa intensidade e curta duração nos nervos com o objetivo de estimulá-los para que suas respostas possam ser registradas e analisadas. A eletromiografia é realizada utilizando pequenas agulhas, que são introduzidas nos músculos e, por meio da análise de sua atividade elétrica, é possível detectar e quantificar a gravidade de doenças das raízes motoras, medula espinhal e da própria fibra muscular. Existem vários testes que podem ser realizados durante este exame. O seu médico irá solicitar o exame de alguma parte do corpo que o auxilie no diagnóstico e tratamento do seu problema. Os exames mais comumente solicitados são: Eletroneuromiografia de membros superiores A Eletroneuromiografia de membros superiores consiste no exame voltado para análise das funções motoras e sensitivas da coluna, ombros, braços, antebraços, punhos e mãos. As doenças mais prevalentes que afetam os membros superiores são: a síndrome do túnel do carpo, neuropatia do nervo ulnar, problemas na coluna (radiculopatias), doenças do plexo braquial, lesões traumáticas dos nervos, doença do neurônio motor e doenças musculares. No dia da realização do seu exame de membros superiores vá vestido com camiseta de manga curta ou sem mangas e não passe nenhum produto na pele. Eletroneuromiografia de membros inferiores A eletroneuromiografia de membros inferiores consiste no exame voltado para análise da cintura pélvica, coluna, coxas, pernas e pés. Os problemas mais comumente relacionados à eletroneuromiografia dos membros inferiores são as hérnias de disco (radiculopatias), os problemas dos nervos relacionados ao diabetes e à hipertensão (polineuropatia), as lesões traumáticas dos nervos e as doenças musculares. Para a realização deste exame nos membros inferiores compareça de vestido ou saia (mulheres), ou de bermuda (homens). Eletroneuromiografia Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 73 Eletroneuromiografia de quatro membros A eletroneuromiografia dos quatro membros é a realização, durante a mesma consulta, do exame de eletroneuromiografia dos membros superiores e dos membros inferiores. É um exame que leva mais tempo para sua adequada realização, e pode ser muito útil na avaliação de doenças que comprometem de uma forma global os nervos, como a maioria dos casos de polineuropatias, mononeuropatias múltiplas, doenças musculares e doenças do neurônio motor. Eletroneuromiografia facial A Eletroneuromiografia facial é um exame que avalia o estado dos nervos e dos músculos que existem no rosto do ser humano, identificando possíveis lesões e paralisias faciais. O objetivo desse exame é identificar e localizar o tipo de lesão que afeta nos nervos e músculos da face, que comprometem as funções motoras e de sensibilidade Para a realização deste exame nos membros inferiores compareça de vestido ou saia (mulheres), ou de bermuda (homens). Quando o exame é indicado? Seu médico pode solicitar a eletroneuromiografia para auxiliá-lo no diagnóstico de diversos sintomas e doenças. Além de demonstrar o local e tipo de lesão, o exame também contribui com informações sobre a possibilidade de recuperação a lesão (prognóstico). Eletroneuromiografia ajuda no: • Diagnóstico • Topografia • Quantificação da gravidade • Prognóstico Existe uma ampla lista de doenças que podem ser diagnosticadas com a eletroneuromiografia. Usualmente os sintomas mais comuns que podem indicar uma doença dos nervos ou do músculo são: • Formigamentos, dormências queimação ou choques • Fraqueza muscular ou paralisias • Falta de sensibilidade • Dores musculares e câimbras • Dor lombar e cervical As seguintes doenças podem ser avaliadas neste exame: Doenças do Neurônio Motor • Esclerose lateral amiotrófica; • Poliomielite (paralisia infantil); • Atrofia muscular espinhal; • Atrofia muscular progressiva; • Doenças das Raízes Espinhais; • Radiculopatias (hérnia de disco). Doenças da Transmissão Neuromuscular • Miastenia Gravis; • Síndrome miastênica de Lambert Eaton; • Canalopatias; Doenças dos Nervos Periféricos • Polineuropatias; • Mononeuropatias; • Trauma de nervos periféricos; • Paralisia facial. Plexopatias • Plexopatia braquial. • Síndrome do desfiladeiro torácico, • Plexopatia lombossacral. Doenças Musculares • Miopatias; • Distrofias musculares. Sobre o exame: Não existem contraindicações absolutas à realização do procedimento. Há uma pequena chance de sangramento no local das picadas, e o risco de hematoma é baixo. Entretanto, em alguns casos específicos, o médico que realizará o exame deve saber se você possui algum problema como por exemplo: • Distúrbios de coagulação ou plaquetopenia abaixo de 50.000/mm; • Faz uso de marcapasso ou outro instrumento elétricoInfecções de pele, como erisipela • Uso de anticoagulantes (Recomenda-se INR recentee fibras musculares; Sensoriais (aferentes): recebem estímulos do organismo ou do ambiente; Interneurônios: estabelecem conexões entre outros neurônios, formando circuitos complexos. Classificação quanto à forma Multipolares: Ex: neurônios motores; Bipolares: Ex: neurônios da retina, mucosa, vestibulares e cocleares; Pseudo-unipolares: Ex: Gânglios sensitivos; Unipolares: CÉLULAS DA GLIA As células da glia possuem a função de envolver e nutrir os neurônios, mantendo-os unidos. Os principais tipos de células desta natureza são os astrócitos, oligodendrócitos, micróglias e células de Schwann. @fisio.stephanebispo Mobile User Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Encéfalo Medula Espinal Cérebro Cerebelo Tronco Encefálico Mesencéfalo Ponte Bulbo Nervos Gânglios Cranianos Espinhais Sistem Nervoso Somático Sistem Nervoso Visceral Aferente Eferente Aferente Eferente - Sistema Nervoso Autônomo Simpático Parassimpático Divisão Funcional ANATOMIA @fisio.stephanebispo Sulcos e giros Hemisférios cerebrais Substância branca Substância Cinzenta Caixa craniana, protegendo o encéfalo; Coluna vertebral, protegendo a medula; Membranas denominadas meninges, situadas sob Proteção esquelética: dura-máter (a externa), aracnóide (a do meio) e pia-máter (a interna). SISTEMA NERVOSO CENTRAL Telencéfalo Hemisférios cerebrais Substância branca e Substância Cinzenta Lobos cerebrais Encéfalo Possui dois hemisférios cerebrais bastante desenvolvidos. Nestes, situam-se as sedes da memória e dos nervos sensitivos e motores. É a porção mais maciça e o principal órgão do Sistema Nervoso. Ele é responsável por comandar ações motoras, estímulos sensoriais e atividades neurológicas como a memória, a aprendizagem, o pensamento e a fala. CÉREBRO Hemisfério direito e esquerdo; Duas camadas: córtex cerebral; Sulcos escavados. Aumentam a área de superfície e, consequentemente, o número de neurônios dentro do cérebro, permitindo maior processamento e habilidades cognitivas dentro dos hemisférios cerebrais. Substância Branca: Conjunto de axônios; Substância Cinzenta: Conjunto de corpos de neurônios. Diencéfalo Tálamo Hipotálamo Subtálamo: Controle da motricidade através do núcleo subtalâmico. Epitálamo: Secreção da melatonina pela glândula pineal. Atua como estação retransmissora das aferências para o córtex cerebral; Exerce papel na cognição, motricidade e comportamento emocional. Massas volumosas de substância cinzenta que participa diretamente da excitação cortical. Lobo frontal: elaboração do pensamento, planejamento, controle muscular, personalidade, humor e linguagem; Lobo parietal: sensação de dor, tato, gustação, temperatura, pressão. Relacionado com a lógica matemática; Lobo temporal: relacionado primariamente com o sentido de audição; Lobo occipital: Responsável pelo processamento da informação visual; Lobo insular: integra outras atividades cerebrais e possui função na memória. Participa do sistema endócrino (produção de hormônios); Participa no controle da homeostase corporal (SN Autônomo); Controle da temperatura corporal, regulação sono/vigília, saciedade, regulação da diurese, do metabolismo. É responsável pelo equilíbrio e pelo ajuste de funções fisiológicas: ANATOMIA @fisio.stephanebispo Mesencéfalo Ponte Bulbo Está associado a funções vitais, como o ciclo sono-vigília (engloba a glândula pineal), consciência e controle respiratório e cardíaco, abrange a maioria dos núcleos dos nervos cranianos e facilita a comunicação entre cérebro, medula espinhal e cerebelo. TRONCO ENCEFÁLICO Mesencéfalo Receber informações visuais – colículos superiores; Receber informações auditivas – colículos inferiores; Movimento dos olhos; Produção de Dopamina (substância negra do Mesencéfalo. Controla o grau de contração dos músculos, denominado tônus muscular, e a postura corporal. Ponte Bulbo Auxilia o Bulbo nas funções do controle respiratório; É o local de transmissão de impulsos para o cerebelo; Passagem de fibras nervosas que conecta o córtex com a medula. Relaciona-se com o controle dos movimentos dos olhos, do pescoço e do corpo em geral. Participa, ainda, do controle do tônus muscular, da postura e do equilíbrio corporal. Presença dos centros nervosos relacionados com batimentos cardíacos, movimentos respiratórios e tubo digestivo. Local onde ocorre o cruzamento das fibras (decussação das pirâmides) Contém vários núcleos motores de nervos cranianos e centros autônomos que controlam o coração, a respiração, pressão sanguínea, reflexo da tosse, da deglutição e do vômito. CEREBELO Controle do tônus muscular; Ajuste dos movimentos; Aprendizagem motora; Equilíbrio e coordenação; Funções Cognitivas. Participa do controle do tônus muscular, do equilíbrio e da postura corporal. Medula EspINAL A extremidade terminal da medula espinhal é afilada e recebe o nome de cone medular; Conduz estímulos motores do encéfalo para as porções distais e estímulos sensitivos das partes distais para o encéfalo. Porção de tecido nervoso que está localizada no interior do canal vertebral se estende do forame magno (cavidade craniana que se comunica com o canal vertebral) até a junção da primeira e segunda vértebras lombares. Em corte transversal na medula espinhal duas há regiões: substância branca (composta de fibras nervosas mielinizadas) e e substância cinzenta (apresenta corpos celulares e dendritos) As meninges são membranas constituídas de tecido conjuntivo que envolvem o sistema nervoso central, este formado pelo encéfalo e medula espinhal. Nervos Espinhais: Da medula espinhal originam-se 31 pares de nervos (feixes de fibras nervosas), os quais conectam a medula a diferentes partes do corpo: 8 pares de nervos espinhais cervicais; 12 pares de nervos espinhais torácicos; 5 pares de nervos espinhais lombares; 5 pares de nervos espinhais sacrais; 1 par de nervos espinhais coccígeos. ANATOMIA @fisio.stephanebispo SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO O sistema nervoso periférico (SNP) capta os estímulos/informações nervosas detectados nos órgãos ou no meio externo e, então, encaminha elas ao sistema nervoso central, podendo ser a nível de medula e encéfalo. O SNP é formado pelas as estruturas localizadas fora deste esqueleto, que são os nervos, os gânglios e as terminações motoras sensitivas. ANATOMIA Nervos GâNGLIOS Os neurônios periféricos que transportam informações para o SNC são neurônios aferentes ou sensitivos, enquanto os que transmitem informações do SNC para a periferia são neurônios eferentes ou motores. Os elementos funcionais do sistema nervoso periférico são os nervos periféricos. Cada nervo consiste em um feixe de muitas fibras nervosas (axônios) e seus revestimentos de tecido conjuntivo, podendo ser comparados aos tratos (feixes) do SNC. Neurônios aferentes transmitem uma variedade de impulsos provenientes de receptores sensitivos (sensoriais) e dos órgãos sensoriais Neurônios eferentes levam informações gerais do sistema nervoso para os órgãos efetores, por exemplo, os músculos esqueléticos, os órgãos viscerais e as glândulas. Os gânglios são agrupamentos de corpos celulares de neurônios do SNP e constituem acúmulos de corpos de neurônios fora do SNC, sendo a maioria órgãos esféricos, protegidos por cápsulas conjuntivas e associados a nervos. Além disso, pelos gânglios também passam alguns axônios e há o tecido de suporte fibrocolagenoso frouxo. Gânglios sensitivos: recebem fibras aferentes, que levam impulsos para o SNC. Gâglios autonômicos: são formações bulbosas dos nervosos do SNA, localizados no interior de determinados órgãos, como na parede do tubo digestivo. Podem ser classificados em sensitivos (aferentes) ou autônomos (eferentes), conforme a direção do impulso nervoso. Os nervos cranianos são nervos periféricos que inervam principalmente estruturas anatômicas da cabeça e do pescoço. mergem do crânio (cérebro / tronco cerebral), enquanto os nervos espinais deixam o SNC através da medula espinal. Existem 12 pares denervos cranianos. Nervos Cranianos Nervos Espinais O segundo conjunto de nervos periféricos são os nervos espinais, dos quais existem 31 pares no total: oito cervicais, doze torácicos, cinco lombares, cinco sacrais (sagrados) e um coccígeo. Os ramos posteriores deslocam-se posteriormente para inervar a coluna vertebral, os músculos vertebrais e a pele das costas, enquanto os ramos anteriores inervam os membros e o tronco anterior. A maioria dos ramos anteriores se unem para formar plexos nervosos dos quais muitos nervos periféricos principais se originam @fisio.stephanebispo C1-C4 formam o plexo cervical; C5-T1 se agrupam no plexo braquial; T12-L4 formam o plexo lombar; L4 - S4 se agrupam no plexo sacral. Os plexos nervosos, formados pelos ramos anteriores dos nervos espinais, são os seguintes: O SNP, a partir de um viés fisiológico, pode ser dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso visceral. SISTEMA NERVOSO SOMÁTICO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO É constituído de fibras nervosas periféricas que enviam informações para o SNC, além de fibras motoras que inervam os músculos esqueléticas, que tem movimento voluntário. Controla a musculatura esquelética, que é responsável pela nossa locomoção e por outros movimentos voluntários. Além disso, também tem como função produzir respostas ao ambiente externo que podem ser controladas conscientemente Regula funções subconscientes tais como: pressão arterial, frequência cardíaca, motilidade intestinal e o diâmetro pupilar. É controlado por nervos da medula, tronco cerebral e hipotálamo e opera através do reflexo. Um neurônio localizado no encéfalo ou na medula espinhal leva informações a um gânglio autonômico (neurônio pré- ganglionar) Outro sai do gânglio (neurônio pós-ganglionar) e passa a informação adiante para um órgão (efetor). Os órgãos efetores inervados pelo SNA são: músculo liso, cardíaco e as glândulas Sistema Nervoso Simpático Sistema Nervoso Parassimpático ANATOMIA O sistema nervoso simpático prepara o corpo para lidar com situações de estresse ou de emergência. Nos momentos em que o cérebro percebe um perigo, entra em ação o sistema nervoso simpático. Durante o estresse ou emergência, o sistema irá desencadear uma série de ações internas. Aumentar os batimentos cardíacos; Liberar adrenalina; Aumentar a pressão arterial; Contrair e relaxar músculos; Dilatação das passagens dos brônquios, para maior retenção de oxigênio; Dilatação das pupilas, para melhorar o sentido de visão; Contração de vasos sanguíneos; Aumento da contração do esôfago; Transpiração. Tudo para que o indivíduo responda à situação de modo a se livrar do mal-estar ou perigo. Diminuir os batimentos cardíacos; Diminuir a Pressão arterial; Diminuir a adrenalina e o açúcar presente no sangue. É responsável por fazer o organismo se acalmar após uma situação de estresse ou de emergência. Assim, irá Além de acalmar o corpo e retorná-lo a um estado emocional estável, o sistema nervoso parassimpático também tem como função conservar a energia do organismo. Juntamente com o sistema simpático, também controla as pupilas. @fisio.stephanebispo AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Anamnese Evento neurológico, primeiros socorros, quais medidas foram tomadas, Idade, profissão, costumes, dados gerais sobre o paciente, antecedentes pessoais. Exame Físico Inspeção; Palpação (trofismo e tônus); ADM; Reflexos superficiais, profundos e clônus; Motricidade voluntária e involuntária; Sensibilidade superficial e profunda; Atividades funcionais e transferências; Equilíbrio; Marcha; Nervos encefálicos e avaliação específica. Inspeção Nível de consciência (escala de Glasgow) Presença de acessos e sondas; Ventilação espontânea / invasiva; Padrão de decorticação/descerebração; Sinais de negligência; Desvio de rima; Posicionamento; Hospitalar Como chegou; Faz uso de dispositivos; Presença de feridas; Padrão de decorticação / descerebração; Desvio de rima; Ambulatorial Palpação Edema (Cacifo +/-); Alterações de temperatura; Trofismo (Normotrofia, hipotrofia, hipertrofia); Tônus (Normotonia, hipotonia, hipertonia) Escala de Arshhworth; Escala de Tardieu; Escala SCATS; Escala Sci-SET Reflexos Normorreflexia: Resposta simétrica em segmentos íntegros; Arreflexia: Lesões agudas, Lesão medular (longitudinal), LNP, Cerebelopatias, Lesão medular (automatismo) Hiperreflexia: Lesão medular (automatismo), Hemiplegias espásticas. Classificação Reflexos Profundos Axiais da Face: Nasopalpebral/Glabelar: Percussão da glabela → contração bilateral do orbicular dos olhos. Mandibular/ Massetérico: Percussão do membro com a boca entreaberta → contração masseter; Reflexo Bicipital; Reflexo Tricipital; Reflexo pronador; Reflexo Estilo/ Braquirradial. Membros Superiores Reflexo de Aquileu; Reflexo Patelar; Reflexo Adutor. Membros Inferiores Clônus: Contração muscular reflexa após o estiramento do tendão. Presente ou ausente Presente: Esgotável ou inesgotável Classificação: Reflexo Cutâneo Plantar- sinal de babisnks; Reflexo cutâneo abdominal; Hoffmann. Reflexos Superficiais Motricidade Involuntária: Observada durante o repouso e durante a marcha. Manobras Deficitárias: Paciente não consegue sustentar determinada estrutura em posição isométrica com olhos fechado - Manobra de Migazini; Atividades Funcionais: Observar realização de atividades, a postura, como realiza essas atividades. Transferências: Observar paciente realizando atividades como: Sentar e levantar, Levantar e andar, andar e deitar. Equilíbrio: Testes de equilíbrio, em superficie normal e instável. Coordenação: Teste Index-Index, Teste Index-Nariz- Index; Fechar os olhos e tocar os dois indicadores. Marcha: Caminhada (apoio e balanço), Espaço da passada, Largura da passada, observar se há Marcha Patológica. Hemiparética Escavante Parkisoneana Ataxia Cerebelar @fisio.stephanebispo NEUROPLASTICIDADE @fisio.stephanebispo Capacidade de adaptação do sistema nervoso, especialmente dos neurônios, às mudanças nas condições do ambiente, que ocorrem nos indivíduos. É o objetivo preliminar da recuperação neural. Pode ser influenciado pela: experiência, comportamente, prática de tarefas; O aprendizado de determinada aividade ou a prática da mesma, induz mudanças plásticas no SNC. REORGANIZAÇÃO CORTICAL Plasticidade funcional; Plasticidade estrutural. Plasticidade regenerativa; Plasticidade somática; Plasticidade axônica; Plasticidade dendrítica; Plasticidade sináptica. PLASTICIDADES Desenvolvimento; Aprendizagem; Após lesão neural. ESTÁGIOS DA PLASTICIDADE DO SNC Identificação ou diminuição das sinápses existentes, nos processo de potencialização a longo prazo (LTP) ou depressão a longo prazo (LTD); Alterações na exátabilidade da membrana do neurônio MECANISMO DE PLASTICIDADE A prática de atividade motora e a aprendizagem podem alterar sinápses ou reduzir eventos moleculares na aréa lesionada, incluindo as não diretamente prejudicadas. EFEITOS DA REABILITAÇÃO Recuperação da eficácia sináptica; Potencialização sináptica; Supersensibilização de denervação; Recrutamento de sinapses silentes. 6. Tempo importa; 7. Relevância; 8. Idade; 9. Transferências; 10. Interferência. 1. Use ou perca; 2. Use e melhore; 3. Especificidade; 4. Repetição importa; 5. Intensidade importa; PRINCIPIOS DA NEUROLASTICIDADE ÁREAS FUNCIONAIS DO Córtex cerebralCórtex cerebral O córtex é a cobertura externa de matéria cinzenta sobre os hemisférios, é a parte mais desenvolvida do cérebro humano é responsável pelo pensamento, raciocínio, funções cognitivas, processos de percepção sensorial (visão, audição, tato e olfato) e a capacidade de produzir e entender a linguagem. 1 2 3 4 5 6 78 9 10 11 @f isio .st ep ha neb ispo Áreas pré-frontais; Área motora secundária; Área motora primária; Área somatossensorial primária; Área somatossensorial secundária; Área visual secundária; Área visual primária; Área de Wernicke; Área auditiva secundária; Área auditiva primária;Área de broca. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. O córtex foi dividido em quatro lobos usando certos sulcos consistentemente presentes como pontos de referência. Esses lobos são nomeados em homenagem aos ossos cranianos sobrejacentes: frontal, parietal, temporal e occipital. Muitas áreas do córtex cerebral processam informações sensoriais ou coordenam a produção motora necessária para o controle do movimento. Essas áreas são divididas em áreas sensoriais ou motoras primárias, secundárias e terciárias, devido ao fato de que algumas regiões estão mais diretamente envolvidas do que outras com o processamento sensorial ou motor. Frontal Parietal Temporal occipital @fisio.stephanebispo Córtex Pré-frontal Córtex de Associação Motora Córtex Motor Primário Córtex Sensorial Primário Área de Associação Sensorial Área de Associação Visual Córtex Visual Área de Wernicke Área de Associação Auditiva Córtex Auditivo Centro da Fala (Área de Broca) Resolução de problemas, emoção, raciocínio. Coordenação de movimentos complexos Produção de movimentos voluntários Recebe informação tátil do corpo Processa informação dos sentidos Processa informação visual complexa Detecta estímulos visuais simples Compreensão de linguagem Processamento de informação auditiva complexa Detecta qualidades básicas do som (tom, intensidade) Produção e uso da fala ÁREA CORTICAL FUNÇÃO @fisio.stephanebispo Pode ser causado por dois mecanismos: ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) Complexo de sintomas de deficiência neurológica que duram pelo menos 24 horas e resultam de lesões cerebrais provocadas por alterações de irrigação sanguínea. Essas lesões cerebrais são provocadas por um enfarte, por isquemia ou hemorragia. Oclusão de um vaso provocando isquemia e enfarte da área desse vaso dependente do mesmo vaso; Ruptura vascular. Pode ocorrer de forma: Ictiforme (súbta): devido a presença de fatores de risco vascular; Aneurisma: Defeito neurológico focal. Fatores de risco Arterioesclerose; Hipertensão arterial; Tabagismo; Colesterol alto; Arritmias cardíacas; Anticocepcionais orais; Diabetes Mellitus; Obesidade; Doenças Valvares; Dilatações do coração; Sedentarismo; Idade. A presença de Acidentes Isquêmicos Transitórios - AITs (AVC isqumêmico com duração menor que 24 horas) é um faotr de risco. Pacientes que sofrem de AITs poderão ter um AVC em até 5 anos. Fisiopatologia O tecido nervoso é desprovidode reservas, sendo totalmente dependente da circulação senguínea que mantém as células nervosas vivas, sendo o seu metabolismo dependente de oxigênio e glicose. o AVC acontece quando há interrupção do fluxo sanguíneo para as células do cérebro. Se essa interrupção for inferior a 3 minutos, a alteração pode ser reversível, se ultrapassar poderá originar necrose do tecido, sendo uma lesão irreversível. Tipos de AVC Isquêmico: Causado por uma isquemia (tecido nervoso fica desprovido de nutrientes). É induzido por ocusão de um vaso ou redução da pressão de perfusão cerebral; Hemorrágico: Há extravassamento de sengue para fora dos vasos. Podendo causa uma hemorragia intracerebral ou subaracnóide. ISQUÊMICO HEMORRÁGICO Lacunar Trombótico Embólico Intracerebral Subaracnóide Intravascular Subdural Sinais e Sintomas Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, em um lado do corpo; Confusão mental; Alteração da fala ou compreensão; Alteração na visão (em um ou ambos os olhos); Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente. Comprometimentos Redução do tônus; Padrão motor inadequado; Hemiplegia Dificuldade em nas transferências; Hipotonia seguida de hipertonia - padrão espástico; Respostas automaticas anormais; Perda do controle posturla; Diminuição da sensibilidade superficial; Disfunções perceptivas; Dificuldade em exercultar movimentos eficientes e controlados; Diminuição da noção de epsaço, tempo, profundidade; Apraxia; Agnosia; Afasia. Complicações secundárias Pneumonia; Infecçes do sistema respiratório; Incontinência urinária; Obstipação; Formação de coágulos nas pernas. Síndrome ombro-mão; Ombro doloroso; Subsluxação do ombro; Edema da mão. @fisio.stephanebispo Sua principal característica é a perda de coordenação dos movimentos voluntários, sintoma que faz parte do quadro clínico de diversas desordens neurológicas. ATAXIAS Ataxia, termo que vem do grego “ataxis” e significa incapacidade de coordenação, é a palavra utilizada para designar o grupo de sintomas de uma doença subjacente A condição pode ser hereditária ou adquirida: Adquiridas - geralmente as pessoas não têm histórico familiar do distúrbio, porque não existe um componente genético envolvido. Hereditárias - compreendem um grupo heterogêneo de doenças geneticamente determinadas, causadas pela mutação de um gene que produz proteínas defeituosas e pode ser transmitido de uma geração para a seguinte. As ataxias cerebelares, se localizam no cerebelo, podendo ser nos hemisférios ou no vermis (centro) cerebelar. Ataxias localizadas no vermis tendem a ter um comprometimento maior de tronco e marcha, podendo ainda cursar com vertigem e dismetria sobretudo de membros inferiores. Causas A causa mais comum da ataxia é uma disfunção do cerebelo (centro da coordenação muscular). Nas ataxias adquiridas, a perda da coordenação pode ter diferentes causas, como: traumas na cabeça, AVC, paralisia cerebral, doenças autoimunes (como a esclerose múltipla), alguns tipos de câncer (pulmão e ovário, especialmente), infecções virais como a catapora, hipotireoidismo e tumores cerebrais. Ataxia aguda; Ataxia subaguda; Ataxia crônica. Podem ser classificadas como: Tipos principais de ataxia Ataxia telangiectasia (AT) ou síndrome de Louis-Bar; Ataxia episódica (EA); Ataxia espinocerebelar; Ataxia de Friedreich (FRDA); Ataxia cerebelar idiopática de início tardio (ILOCA). Sintomas Dificuldade para realizar atividades motoras que exigem coordenação fina de movimentos (escrever, comer, abotoar a roupa); Fala arrastada e lenta, dificuldade para articular palavras (disartria); Diminuição do tônus muscular (hipotonia); Oscilação rápida e involuntária dos globos oculares (nistagmo); Dificuldade para engolir (disfagia). Eles podem instalar-se aos poucos ou subitamente. A ataxia adquirida pode, ainda, estar associada ao uso de certos medicamentos (barbitúricos, sedativos e benzodiazepínicos são alguns exemplos), a algumas classes de quimioterápicos, à carência de vitaminas E e B12, ao consumo de álcool e outras drogas, ao envenenamento por metais pesados (chumbo e mercúrio) e à exposição a solventes. @fisio.stephanebispo Paraparesia Espástica Hereditária: É caracterizada por alterações genéticas e hereditárias que provocam dano ou degeneração progressiva das vias nervosas. É caracterizada pelo enfraquecimento e enrijecimento progressivo das pernas. A espasticidade afeta principalmente os músculos de extensão da perna, flexão do joelho, adução do quadril (aproximar os joelhos) e músculos que estendem os pés. Paraparesia Espástica Tropical (PET) consiste em um transtorno demielinizante crônico, que acomete predominantemente a medula espinhal na porção média e distal da coluna torácica. Esta desordem tem como agente etiológico o vírus HTLV-1. Além da causa genética e infecciosa, a paraparesia também pode acontecer devido a alguma situação que leve à compressão frequente dos membros ou lesão na coluna, como por exemplo acidentes de carro, quedas de cavalo e hérnia de disco. PARAPARESIA ESPÁSTICA A paraparesia é uma condição caracterizada pela incapacidade de mover parcialmente os membros inferiores pode acontecer devido a alterações genéticas, danos na coluna ou infecções virais, resultando em dificuldade para andar, problemas urinários e espasmo musculares. Sintomas: Enfraquecimento e rigidez muscular progressiva; Espasmos musculares, em alguns casos; Dificuldades de equilíbrio; Problemas urinários; Disfunção de ereção; Dificuldade para andar; Dor nas costasque pode irradiar para as pernas. Causas: Paraplegia é a mesma coisa que paraparesia? Apesar de indicarem a paralisia dos membros inferiores, paraplegia e paraparesia são diferentes. A paraparesia corresponde a uma incapacidade parcial de movimentar os membros inferiores cujos sintomas podem aparecer a qualquer momento da vida, pois a doença pode ser hereditária ou causada por um vírus. No caso da paraplegia, a paralisia dos membros inferiores é total, ou seja, a pessoa não consegue mover as pernas em momento algum, se tornando dependente da cadeira de rodas. Essa situação geralmente acontece devido a lesões na medula espinhal e resulta não só na falta de mobilidade dos membros inferiores, mas também à incapacidade de controlar a urina e o intestino. @fisio.stephanebispo Fisiopatologia NEUROPATIA DIABÉTICA Neuropatia Periférica: É a falha da comunicação entre o cérebro e a medula espinhal com o restante do corpo, provocando perda da sensibilidade e atrofia muscular. A neuropatia diabética é uma complicação do diabetes, que afeta os nervos periféricos (das extremidades, como mãos e pés). Podem ser: Focais ou difusas; Proximais ou distais. e podem envolver: Neurônios somáticos ou autonômicos. Ocorre devido a um efeito tóxico dos elevados níveis de açúcar da glicose e de triglicerídeos no sangue, agindo de forma danosa sobre os nervos de todo o organismo do indivíduo. 70-100 NORMAL 101-125 RISCO + 126 HIPERGLICEMIA Tipos de Neuropatia Polineuropatia simétrica distal: Afeta os dois lados do corpo nas extremidades Neuropatia proximal ou radiculopatia: as raízes do nervos inflamam Neuropatia focal ou mononeuropatia: Afeta um unico nervo, isolado; Neuropatia autônomica: Afeta o sistema nervoso periférico autônomo. Polineuropatia Radiculopatia Mononeuropatia Autonômica Fraqueza distal de MMII e MMSS; Dificuldade de marcha; Leve atrofia da musculatura das extremidade de MMII e MMSS; Principais Sequelas Motoras Sintomas sensitivos positivos e sintomas sensitivos negativos; Dormência, formigamento, choques, picadas, queimação, perda de sensibilidade, incapacidade de discernir as mudanças de temperatura, parestesia, dor. Distribuem-se nas extremidades dos MMII e MMSS. Principais Sequelas Sensoriais Polineuropatia; Disestesias e parestesias em regiões distais; Diminuição total das sensações; Dificuldade total das sensações; Dificuldade de sentir o solo de forma adequada; Hiperalgesia. Manifestações Clínicas Prevenção Rigoroso controle da glicemia e nos cuidados gerais com os pés Redução do risco de desenvolvimento; Prevenção de suas complicações secundárias; Alívio dos sintomas de dor; antidiabéticos, anticonvulsivantes, antidepressivos, analgésicos opióides. Tratamento @fisio.stephanebispo Paralisia Facial Central PARALISIA FACIAL A paralisia facial periférica (PFP) refere-se ao acometimento do nervo facial (VII nervo craniano) em qualquer ponto de seu trajeto, que se inicia a partir de seu núcleo, localizado na ponte, e vai até as suas ramificações mais distais. O nervo facial (VII par craniano) é um nervo misto, suas fibras sensoriais transmitem informações sobre tato, dor e pressão, originadas na língua e faringe, e informações produzidas nos quimioceptores dos brotamentos gustativos, situados na parte anterior da língua, que são levadas para o núcleo solitário. A Paralisia Facial Periférica ou Paralisia de Bell ocorre quando há uma paralisia total de todos, ou alguns, músculos responsáveis pelos nossos movimentos e expressões faciais. Ainda não foi identificada a causa exata da paralisia de Bell.; Estudos sugerem que o quadro pode estar correlacionado com uma infecção por bactérias (doença de Lyme) ou vírus que atingem o nervo facial. Podendo ocorrer por causa: Inflamatória, Infecciosa; Imune- pos inflamatória; Traumática; Iatrogênica; Neoplasica. Sinal de Bell Rosto Assimétrico; Globo Ocular Levantado (sinal de Bell); Olho constantemente aberto; Sensação de que a face está torcida; 1. 2. 3. 4. Sinal de Bell: na tentativa de fechar o olho a esclera torna-se visível. Causas Sinais e Sintomas Perda da expressão em metade da face; Incapacidade total de fechar um dos olhos; Incapacidade de levantar uma das sobrancelhas; Incapacidade de franzir a testa; Incapacidade de sorrir; Diminuição de lacrimejamento de um dos olhos; Aumento da sensibilidade ao som em um dos ouvidos; Redução do paladar em 2/3 iniciais da língua; Cefaleia; Diminuição da salivação; Dor ao redor da mandíbula; O lado paralisado fica inexpressivo e sem rugas; Sensação de dormência ou peso no rosto, sensibilidade normal. Apresenta-se contralateral à lesão, acometendo apenas a parte inferior da face; É responsável pelos movimentos da expressão facial, sensação de gosto nos 2/3 anteriores da língua, além de participar na secreção de saliva, lágrimas e inervação do tímpano. Sinais e Sintomas Desvio da rima bucal para o lado não paralisado, adquirindo uma forma oval; Apagamento do sulco nasolabial; Ausência da contração do platisma do lado paralisado; Queixas de dificuldade de ingestão de líquidos; Mastigação também pode estar prejudicada; Impossibilidade/dificuldade em assoprar e assobiar; Disartria. Paralisia Facial Periférica Paralisia Facial Central @fisio.stephanebispo Curso da doença ESCLEROSE MÚLTIPLA Trata-se de uma doença neurológica desmielinizante autoimune crônica provocada por mecanismos inflamatórios e degenerativos que comprometem a bainha de mielina que revestem os neurônios das substâncias branca e cinzenta do sistema nervoso central. Cérebro; Tronco cerebral Nervos ópticos; Medula espinhal. Alguns locais no sistema nervoso podem ser alvo preferencial da desmielinização característica da doença, o que explica os sintomas mais frequentes: Etiologia Predisposição genética; Fatores ambientais Infecções virais (vírus Epstein Barr); Exposição ao sol e consequente níveis baixos de vitamina D prolongadamente; Exposição ao tabagismo e obesidade; Contato com solventes orgânicos; Fisiopatologia As inflamações afetam particularmente a bainha de mielina. Com a mielina e os axônios lesionados pelas inflamações, as funções coordenadas pelo cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal ficam comprometidas. Surtos Os surtos (desmielinização) ocorrem a partir do surgimento de um novo sintoma neurológico ou piora significativa de um sintoma “antigo”, com duração mínima de 24 horas. Para ser considerado um novo surto é necessário que ocorra um intervalo mínimo de 30 dias entre eles - caso contrário, considera-se o sintoma do mesmo surto em andamento. Surto/ Remissão: Episódios de agudos de piora, seguido pela recuperação e estabilidade da doença; Progressiva primária: Agravamento contínuo da doença; Progressiva secundaria: Caracterizada por surto/remissão da doença seguido pela progressão com ou sem surto ocasional, remissão leve, ou platô; Progressiva Recidivante: Doença gradativamente desde o início com surtos que podem ou não resolver. Períodos entre surtos são caracterizados por progressão continua. Sinais e Sintomas Fadiga; Fraqueza motora; Parestesia; Marcha instável; Visão Dupla; Tremor; Disfunção do intestino; Hemiplegia; Paralisia Facial; Neuralgia do trigêmeo; Mudanças cognitivas e afetivas; Memória de curta duração. Tratamento TTO com TMDs (Terapia de Modificação da doença), controle dos sintomas, melhora da função com terapia de reabilitação e suporte psicológico; Uso de corticoides; Maximizar a função; Prevenir complicações; Melhorar funções e qualidade de vida. Complicações Cardiovasculares: ↓ capacidade trabalho físico,↑ FC, Tromboflebite, Hipotensão Ortostática; Renais: Estase, ↑ Infecções, Cálculos; Neuromuscular: ↓ Impulsos sensitivos, ↓Controle motor, má coordenação; Tegumentar: Atrofia cutânea, Úlceras, sepse crônica; Respiratórias: ↓Capacidade vital, ↓ Resistencia respiratória, Tosse prejudicada, ↑Infecções Respiratórias; Musculoesqueléticas: Osteoporose, Fibrose/Anquilose, ↓Resistencia muscular; Digestivos: Perda do apetite, Constipação,Desnutrição, Cicatrização retardada; Psicossociais: Ansiedade, Depressão, Alienação. @fisio.stephanebispo TRAUMA RAQUIMEDULAR O traumatismo raquimedular (TRM) é uma lesão que acomete à medula espinal e compromete, total ou parcialmente, suas funções. Em geral, o trauma ocorre secundariamente após uma compressão ou uma angulação da coluna vertebral. A população mais acometida por esse trauma são homens jovens, de 16 a 30 anos de idade; O nível mais comumente afetado é a coluna cervical baixa (C3-C7), seguido pela transição toracolombar; Epidemiologia Paraplegia: Refere-se a deficiência ou perda da função motora ou sensorial nos segmentos torácicos, lombares ou sacral da medula espinhal. Tetraplegia: Tem deficiência ou perda de função motora ou sensorial nos segmentos cervicais da medula espinhal. Para x Tetra Mecanismo de Lesão Força intensa aplicada indiretamente à coluna vertebral. Fisiopatologia Lesão Primária: Lesão imediata ao trauma devido a contusão mecânica e hemorragia; Lesão Secundária: Sequencia de eventos bioquímicos autodestrutivos que podem durar horas ou dias que levam a disfunção e morte celular. Flexão, Hiperextensão (chicote); Compressão (mergulho); Rotação (graves) da coluna; Lesões Completas: completa perda da função sensitiva e motora mais do que três segmentos abaixo do nível da lesão. Lesões Incompletas: Pesença de alguma função motora ou sensitiva mais do que três segmentos abaixo do nível da lesão. A lesão pode ser: Perda dos reflexos somáticos; Alteração dos reflexos autônomos; Alteração da pressão arterial (levando à hipotensão); Perda do controle sobre a sudorese. Imediatamente após uma lesão traumática, ocorre o choque espinhal (perda das funções abaixo do nível da lesão) ocasionando as seguintes alterações: Tipos de lesões Paresia/paralisia ipsilateral; Interrupção da coluna posterior; Perdas contralaterais da sensação de dor e temperatura; Síndrome de Brown-Séquard Hemissecção medular Lesões em hiperextensão; Fraqueza maior em MMSS que em MMII; Retenção Urinária; Perda sensitiva abaixo do nível da lesão em graus variados; Nos MMII paresia/ fraqueza. Síndrome Medular Cervical Central Mais Rara; Preservação Motora e sensibilidade dolorosa e térmica; Perda de sensibilidade vibratória e proprioceptiva. Síndrome Medular Cervical Posterior Choque medular: Ausência total da sensibilidade, motricidade e reflexos abaixo do nível da lesão com extensão variável de tempo (na grande maioria após 24 a 48 horas). A ausência do tônus esfincteriano indica que o paciente está na vigência do choque medular. Lesão por flexão; Paralisia imediata e completa; Perda sensorial: pressão, dor, temperatura; Preservação da vibração e propriocepção. Síndrome Medular Cervical Anterior ASIA (American Spinal Injury Association) A. Completa – Sem sensibilidade ou motricidade abaixo do nível da lesão; B. Incompleta – Sensibilidade preservada, mas sem motricidade abaixo do nível da lesão; C. Incompleta – Motricidade preservada abaixo do nível da lesão, mas sem funcionalidade. FM ou = 3; E. Normal – sensibilidade e motricidade preservadas. @fisio.stephanebispo ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA ELA é uma doença degenerativa progressiva que acomete os neurônios, sobretudo os neurônios motores afetando a capacidade de enviar os impulsos elétricos de maneira correta, resultando no prejuízo do funcionamento dos músculos de contração voluntária. Fisiopatologia Causada por uma alteração celular e bioquímica que desencadeia a degeneração dos neurônios motores, acometendo os músculos de contração voluntária. Aminoácido glutamato: É um neurotransmissor excitatório do SNC, que atua no desenvolvimento neural, plasticidade sináptica e na memória. Estudos indicam que níveis superiores de glutamato, causam a excitotoxicidade que levam a degeneração dos neurônios. Alteração genética da proteína SOD1: A partir dessa mutação na proteína é possível evidenciar o mecanismo de stress oxidativo que implica a morte neuronal. Desequilíbrio imunológico com as alterações neurovasculares que provocam danos neuronais aumentando a progressão e sintomatologia da doença. Classificada clinicamente em: Esporádica: representa a maioria dos casos (90%); Familiar: 10% dos casos, é herdada geneticamente;. Guamaniana: Decorrente de hábitos alimentares; Secundária: Decorrente de processos infecciosos ou tóxicos; Esclerose Endurecimento patológico de um tecido do organismo. (O termo é empregado sobretudo para tecido nervoso.) Lateral As fibras motoras e o corpo do segundo neurônio motor acometidos localizam- se na região mais lateral da medula. Amiotrófica vem do grego: a: não mio: músculo; trófica: alinhamento se da pelo fato dos musculos denervados se degenerar e perder massa e força. E L A Manifestações Clínicas MMII MMSS Fraqueza; Fasciculações; Atrofia. Espasticidade; Hiperreflexia; Reflexos patológicos. Sinais e Sintomas Inicia com umasimples dor muscularou fraqueza muscular localizada bilateralmente nos membros superiores ou inferiores. Desaclerar o desgaste da musculatura Redução das dores musculares; Prevenir atrofias e deformidades; Melhorar o condicionamento dos músculos respiratórios; Manter e melhorar algumas habilidades funcionais; Suporte ventilatório - VMI/VMNI Fisioterapia Dificuldade para deglutir e respirar; Gagueira; Mudança na voz; Paresia espástica; Redução da velocidade da condução nervosa, resultando também na insuficiência respiratória; Disartria ou disfasia; Labilidade emocional; Problemas com a coordenação motora; Fraqueza proximal e fraqueza distal; Tremores; Câimbras e espasmos musculares; Perda de sensibilidade no tato; Dificuldade de manter a cabeça erguida; Perda de peso. Exame Clínico Exame LiquóricoRessonância MagnéticaEletromiografia Exames de sangue Diagnóstico @fisio.stephanebispo Quadro Clínico SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ Vírus Zika, Enterovírus D68, vírus da Influenza A, vírus de Epstein Barr, Citomegalovírus e as bactéria, Campylobacter jejuni e Mycoplasma pneumoniaE. É uma doença neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso periférico, com alta incidência em pacientes com quadros infecciosos recentes causados por contato com por exemplo: Fisiopatologia bainha de mielina danificada Bainha de mielina normal A patogênese da síndrome pode ocorrer através de processos desmielinizantes, axonais ou ambos, gerados após quadros de infecções. O mais provável é que a SGB seja mediada principalmente por anticorpos gangliosídeos que reconhecem a bainha de mielina como um antígeno, e depois de se ligarem aos gangliosídeos GM1 ou GD1a, promovem a ativação do complemento destruidor de mielina, atacando-a. Paciente apresenta redução da força muscular de forma ascendente; Redução dos reflexos profundos e superficiais; Alterações sensoriais (parestesia, hiperestesia, algia); Acometimento dos nervos faciais (podendo gerar paralisia facial); Essas apresentações alcançam o tronco e posteriormente a musculatura respiratória. Sinais e Sintomas Deficiência motora; Fraqueza muscular; Parestesia; Paresia; Paralisia; Perda de sensibilidade; Espasticidade; Comprometimento da musculatura respiratória; Comprometimento de músculos da face; Hiporreflexia; Comprometimento de esfíncteres; Diminuição ou perda de consciência; Disfagia. Epidemiologia É uma condição rara; Mais comum em homens adultos; Pico entre 20 e 40 anos de idade; Cerca de 3% a 5% dos pacientes afetados morrem devido a complicações causadas pela doença. Subtipos da Síndrome Polirradiculoneuropatia Desmielinizante Inflamatória Aguda (PDIA): forma mais comum afetando 85 a 90% dos casos. Neuropatia Axonal Sensitivo Motora Aguda (NASMA): baixa incidência, afeta comumente adultos, sendo uma grave enfermidade com lenta recuperação. inflamação e desmielinização mínimas, afetando nervos e raízes sensitivos e motores com degeneração axonal; Neuropatia AxonalMotora Aguda (NAMA): É mais comum em crianças; Síndrome de Miller Fisher (SMF): Apresenta geralmente um bom prognóstico, com recuperação total e espontânea em até três meses. Diagnóstico Avaliação médica; Eletromiografia; Análise do líquido cefalorraquidiano; Ressonância magnética (RM); Exames de sangue. Tratamento Imunoglobulina ou plasmaférese Fisioterapia Fase extenso-progressiva (início dos sintomas/sinais); Fase de platô – Estabilização; Fase de convalescência - recuperação. Fases Prevenção e controle das comorbidades associadas e na progressão dos sinais e sintomas; Redução da incapacidade nos estágios iniciais; Restabelecimento da função motora e sensorial e da condição física; Reeducar a musculatura afetada, recuperar força muscular e prevenir deformidades; @fisio.stephanebispo Dividida em duas fases: TRAUMATISMO CRÂNIO ENCEFÁLICO O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é uma lesão de origem traumática que gera comprometimentos estruturais e funcionais no encéfalo, tal como desencadeia a ocorrência de sequelas temporárias ou permanentes de ordem cognitiva e sensório-motoras. Classificação Leve: tipo mais comum, em que a pessoa se recupera mais rapidamente, pois caracteriza-se por lesões cerebrais menores Moderado: consiste na lesão que atinge uma área maior do cérebro e a pessoa tem maior risco de ter complicações. Grave: baseia-se em lesões cerebrais extensas, com presença de grandes sangramentos na cabeça, sendo que, nestas situações, a pessoa deve ficar internada em uma UTI. Concussão cerebral: é a perda da consciência, resultante de uma injúria ou golpe na cabeça, e que reduz as funções do sistema ativador reticular do tronco cerebral; Laceração: as irregularidades ósseas internas do crânio fazem abrasão na superfície do cérebro; Dilaceração de estruturas vasculares pode resultar em e hemorragias ou hematomas, podendo ser focais ou difusas. Qualquer movimento da cabeça que seja subitamente interrompido, ou golpe direto ao crânio, produzirá deslocamento e distorção dos tecidos cerebrais. As alterações podem ser de três formas: Fase aguda - Cinesioterapia Pneumo-funcional, manobras desobstrutivas, manutenção de vias aéreas pérvias. O trabalho motor com posicionamento no leito, cuidados com a pele, cinesioterapia passiva para a manutenção da integridade das estruturas ósteo-mio-articulares. Em um segundo momento, quando o paciente estiver mais estável hemodinâmicamente: é possível trabalhar os 4 membros, equilíbrio de tronco, equilíbrio de cabeça e, em alguns casos, ortostatismo e deambulação. Desmaio e perda de memória; Dificuldade para enxergar ou perda da visão; Dor de cabeça intensa; Confusão e fala alterada; Perda de equilíbrio; Vômitos; Sangramentos graves na cabeça ou rosto; Saída de sangue ou de líquido transparente pelo nariz e ouvidos; Sonolência excessiva; Olho roxo ou manchas roxas nas orelhas; Pupilas com tamanhos diferentes; Perda de sensibilidade em alguma parte do corpo. Acidentes automobilísticos; Prática de esportes radicais; Quedas; Brigas; Lesões com arma de fogo. Lesões traumáticas primárias: ocorre logo após o trauma atingindo o parênquima e os vasos sanguíneos cerebrais (Fratura óssea, laceração de partes moles e hematoma subgaleal; Hemorragia extra-axial: Lesões intra-axiais; Lesões traumáticas secundárias: ocorre logo em seguida que causam alterações locais (herniações cerebrais; isquemia traumática (infartos); edema cerebral difuso; injúria hipóxica; aumento da PIC. Causas Sinais e Sintomas Fisiopatologia Hemiparesia e dupla hemiparesia; Hipertonia alfa ou espasticidade; Desordens de equilíbrio e coordenação; Alterações sensitivas e sensoriais; Distúrbios da fala, linguagem e deglutição). Complicações por imobilização prolongada e paralisia de nervos cranianos; Grande maioria dos pacientes que são vítimas de TCE diminui a capacidade de proteção de vias aéreas. Sequelas físicas motoras Sequelas cognitivas: Diretamente relacionados com a localização das lesões; Comprometimentos Tratamento @fisio.stephanebispo DISTROFIA DE DUCHENNE Distrofia: anomalia do desenvolvimento porformação imperfeita de certos tecidos e, conseqüentemente,dos órgãos por ele formados. Distrofia muscular de Duchenne Tipo mais comum e grave de distrofia muscular pseudo-hipertrófica; Começa na infância; Só é manisfesta em meninos É crônica e progressiva; Ausência de uma importante proteína chamada distrofina. Fraqueza crescente nas cinturas pélvica e escapular; Pseudo-hipertrofia dos músculos seguida de atrofia; Andar gingado peculiar mantendo-se as pernas separadas; Lordose. Se caracteriza por: Os primeiros sinais aparecem por volta dos 2 anos, acometendo mais precocemente a cintura pélvica. Já no ano seguinte (ao início dos primeiros sinais) e apresentam: Ocorre por conta de alterações genéticas no gene da distrofina ou gene DMD que se encontra no cromossomo X; Atraso na aquisição da marcha; Marcha instável, quedas frequentes; Dificuldade em se levantarem do chão, subir e descer escadas ou incapacidade em correr. Tendem andar nas pontas dos pés; Músculos da parte posterior das pernas (gémeos) são mais volumosos e duros. Evolução da doença Progressiva e pelos 10 a 14 anos os doentes perdem a marcha; Surge fraqueza dos membros superiores, com incapacidade em os levantar, depois de levar a mão à boca e fraqueza em agarrar objetos com as mãos; Os músculos de sustentação do tronco vão ficando fracos e surge frequentemente escoliose; Os músculos cardíacos vão ficando afectados, ocasionando um grau maior ou menor de insuficiência cardíaca; Os músculos respiratórios também vão ficando progressivamente mais fracos com necessidade de apoio ventilatório. Aproximadamente aos doze anos, a criança perde a capacidade de andar e autonomia de uso de seus braços, necessitando do uso de cadeiras de rodas; Amedida que o portador da DMD cresce, sua capacidade respiratória é prejudicada e o mesmo sente cada vez mais dificuldades em respirar e surgem problemas cardíacos devido alterações no músculo diafragma. Diagnóstico Não tem cura, e o diagnóstico pode ser feito através da análise dos níveis de CPK (creatinofosfoquinase) que já são elevados e podem ser detectados ainda nos primeiros meses de vida. Exames de sangue; Biópsia muscular. Capacitar a criança aadquirir domínio sobre seus movimentos possíveis, equilíbrio e coordenação geral; Retardar a fraqueza da musculatura da cintura pélvica e escapular, corrigir o alinhamento postural; Evitar a fadiga; Desenvolvera força contrátil dos músculos respiratórios; Controle da respiração pelo uso correto do diafragma; Prevenir o encurtamento muscular precoce. @fisio.stephanebispo Doença de PARKINSON Quadro Clínico A DP tem caráter degenerativo e é caracterizada pela perda progressiva de neurônios da parte compacta da substância negra, situada no mesencéfalo. A degeneração nesses neurônios é irreversível e resulta na diminuição da produção de dopamina, que é um neurotransmissor essencial no controle dos movimentos A deficiência dopaminérgica leva a alterações funcionais no circuito dos núcleos da base, provocando o aparecimento dos principais sinais e sintomas da doença Distúrbios mentais; Demência; Depressão; Distúrbios autonômicos:obstipação intestinal, seborréia e tendência à hipotensão Gera a Síndromeparkinsoniana, decorrente do comprometimento da via dopaminérgica nigro-estriatal. 4 Componentes básicos da Síndrome Parkinsoniana Acinesia; Rigidez Tremor; Instabilidade postural. Tipos de Parkinsonismo Parkinsonismo primário: doença de Parkinson idiopática e as formas hereditárias; Parkinsonismo secundário: destacam-se as drogas que bloqueiam os receptores dopaminérgicos; Parkinsonismo plus ou atípico: expressada por acinesia e rigidez (sem tremor), de forma simétrica. Diagnóstico Feito com base na história clínica do paciente e no exame neurológico Tratamento Medicamentoso Levodopa isoladamente ou associada à agonistas dopaminérgicos, sendo o pramipexol, o ropinerol,a cabergolina, a lisuruda e a rotigotina. Fisioterapia Melhora da funcionalidade; Prevenção de deformidades; Exercicios motores; Treino de marcha e equilíbrio; Exercícios respiratórios; Melhora da capacidade aeróbica; Melhora da independência funcional; Cinesioterapia; Estímulos visuais, auditivos e somato-sensitivos. @fisio.stephanebispo Classificações MIASTENIA GRAVIS EpidemiologiaÉ Caracterizada por Fraqueza muscular decorrente da perda dos receptores de acetilcolina que ocorre por ação de anticorpos ligados a esses receptores. é uma doença autoimune adquirida. I) Forma ocular: restrita à musculatura ocular extrínseca e palpebral; II a) Forma generalizada leve: início e progressão insidiosos, em acometimento respiratório e boa resposta às drogas; II b) Forma generalizada moderada: progressão mais grave que a IIa e menor resposta às drogas, além de sintomas respiratórios; III) Forma fulminante (crise miastênica): envolvimento respiratório, com necessidade de assistência ventilatória; IV) Forma generalizada tardia: forma grave tardia com evolução após pelo menos. Fisiopatologia Bloqueio dos receptores; Aceleração da degradação dos receptores; Tempo de difusão aumentado; Maior exposição à acetilcolinesterase; Aumento da difusão para fora da fenda sináptica. Diminuição do n° de receptores de ACh disponíveis: Simplificação da membrana pós-sináptica: Ocorre em 0,5 a 14,2 por100.000 habitantes Incidência: 2,1 - 14,7 /milhão/ano A forma generalizada predomina no sexo feminino; A forma ocular predomina no sexo masculino acima de 50anos; Ocorre associação com timoma em cerca de 10% dos casos, hiperplasia em 70% e timo normal em 20%. Acomete qualquer grupo muscular. Manifestações Clínicas Pálpebra caída (ptose); Visão dupla Fadigabilidade muscular; Disfagia; Disfonia; Dificuldade para mastigação; Dispnéia; Fraqueza muscular Crise miastênica Definida como fraqueza intensa necessitando assistência ventilatória; Podem ser tratadas com imunoglobulina intravenosa (IGIV), (400mg/kg/d por cinco dias) ou plasmaférese (quatro ou cinco sessões). Fisioterapia Manutenção da força muscular; Reduzir quadro álgico; Prevenção da atrofia; Redução da fadiga generalizada; Reduzir imcapacidades; Manutenção das vias aéreas; Prevenir complicações respiratórias; As palavras “Myasthenia gravis” têm origem grega e latina, “mys” = músculo, “astenia” fraqueza e “gravis” = pesado, severo. Quadro Clínico A MG é uma desordem muscular crônica que pode ser classificada em ocular ou generalizada. O envolvimento ocular é frequentemente o primeiro sinal de MG com pacientes queixando-se de diplopia e ptose assimétrica flutuantes. Destes pacientes, 75-90% progredirão para MG generalizada, dentro de 2-3 anos após o diagnóstico. Tratamento Timectomia nas formas generalizadas e de início recente. Posterior introdução de cortico esteróide (Prednisona 1 a 2mg /kg /dcom redução gradual) e/ou imunossupressores (Azatioprina 1 a 2mg /kg /d). @fisio.stephanebispo AUTORIA REDE SOCIAL Você acaba de adquirir um ebook, resumido e ilustrado, feito por: Stephane Bispo Me siga no Instagram @fisio.stephanebispo para acompanhar conteúdo e conhecer outros materiais BENEFÍCIOS DEPOIMENTO Dentre os benefícios que ele trás, podemos citar: melhor qualidade de estudo; otimização de tempo; estímulos visuais; fácil entendimento, etc. Seu Feedback é muito importante para nós e para outras pessoas que desejam adquirir este material. Nós envie sua experiência pelo nosso e-mail ou pelo Instagram. OBRIGADA PELA SUA COMPRA! @fisio.stephanebispo A VENDA DESSE MATERIAL SEM AUTORIZAÇAO É PROIBIDA! VEJA OUTROS EBOOKS DISPONÍVEIS: @fisio.stephanebispo3. Levantas rapidamente a pálpebra dirigindo o foco de luz diretamente sobre a área da pupila; 4. Repetir do outro lado. Incidência da luz: Constrição Retirada da luz: Retorno a dilatação. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 12 Velocidade de reação Normal: Constrição rápida; Alterações: Constrição lenta, arreativa ou fixa. Nervos Cranianos I) Olfatório II) Óptico III) Oculomotor IV) Troclear V) Trigêmeo VI) Abducente VII) Facial VIII) Vestibular IX) Glossofaríngeo X) Vago XI) Acessório XII) Hipoglosso Os pares cranianos fazem, de maneira geral, o suprimento sensitivo e motor da cabeça e do pescoço. Podem ser classificados em eferentes/motores, quando a informação sai do sistema nervoso central, aferentes/sensitivos, quando a informação entra no sistema nervoso central, ou mistos. Nervo olfatório (I) Nervo Sensitivo; Função: Olfato • Teste: Identificar itens com odores muito específicos, colocados junto ao nariz do paciente. Cada narina deve ser testada separadamente. • Alterações: Hiposmia: Redução da olfação • Anosmia: Ausência da olfação. Nervo óptico (II) Nervo sensitivo; Função: Visão • Teste: Acuidade e campo visual. • Alterações: Hemianopsia: Ausência da visão em metade do campo visual de cada olho. • Amaurose: Perda total da visão do lado lesado. Nervo oculomotor (III) Nervo motor e Vegetativo. • Função: Movimentação dos olhos. • Constrição pupilar, abertura dos olhos, movimento do olho para cima e para fora, para cima e para dentro, para baixo. Nervo troclear (IV) Nervo motor e Vegetativo. • Função: Movimentação dos olhos. • Movimentos Para baixo e para fora Nervo abducente (VI) Nervo motor e Vegetativo. • Função: Movimentação dos olhos. • Movimentos Para fora Nervo trigêmeo (V) Nervo misto: Motor e sensitivo • Função: Reflexos da córnea, sensibilidade facial e movimentos mandibulares. • Ramos: Oftálmicos, maxilar e mandibular. • Teste: Ramo motor- Solicite que o paciente cerre os dentes enquanto faz a palpação do músculo temporal e masseter. • Ramo sensitivo- Estimule as áreas com objeto rombo alternando com pontiagudo, o paciente deve estar com olhos fechados. • Reflexo Córneopalpebral: Piscar e lacrimejar os olhos ao toque na superfície da córnea. Nervo facial (VII) Nervo Misto: Motor, sensitivo, sensorial e vegetativo. Funções: 1. P. Motora: Movimentos faciais; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 13 2. P. sensitiva: Sensibilidade tátil, térmica e dolorosa do pavilhão auditivo, conduto auditivo externo e tímpano; 3. P. Sensorial: Gustação dos 2/3 anteriores da língua; 4. P. vegetativa: Natureza secretória (Lacrimais e salivares) • Teste: Motor- Solicitar ao paciente que: • Levante os supercílios; Franza o cenho; Feche os olhos firmemente; Sorria; Encha as bochechas de ar; Assobie; • Alteração: Fraqueza e assimetria. Ausência de diferenciação entre doce e salgado. Nervo vestibular (VIII) Porção vestibular e porção coclear. Função: • P. vestibular: Percepção consciente da cabeça, do movimento e do equilíbrio. • P. Coclear: Sensibilidade auditiva • Teste: Virar a cabeça • Alterações: Nistagmo Nervo glossofaríngeo (IX) Nervo Misto: Motor, sensorial, vegetativo e sensitivo. • P. Sensorial: sensibilidade gustativa do terço posterior da língua; • P. sensitiva: Membrana mucosa da faringe; • P. Motora: Elevação e contração do palato mole, úvula e deglutição. • Teste: Peça ao paciente para dizer ‘’ah’’ ou bocejar. Nervo vago (X) Nervo misto: Motor, sensitivo, vegetativo e sensorial. Função: 1. P. motora: Inervam músculos do palato mole, faringe e laringe (fonação); 2. P. sensitivo-sensoriais: sensibilidade geral da área cutânea retroauricular e do conduto externo auditivo, da mucosa da laringe e porção inferior da faringe. 3. P. vegetativa: Inervação parassimpática de vísceras torácicas e abdominais. • Teste: Reflexo do vômito, reflexo de vísceras torácicas e abdominais. • Alterações: Vômito em jato (HIC), Ritmo de Cheyne-stokes, Soluços e bocejos patológicos. Desvio do véu do palato para o lado comprometido á inspeção estática e para o lado oposto á inspeção dinâmica. Nervo acessório (XI) Nervo motor • Função: Movimentação do ombro e rotação da cabeça contra uma resistência exercida. • Teste: Observe a presença de atrofia ou fasciculação no musculo trapézio. Nervo hipoglosso (XII) Nervo motor • Função: Simetria e posição da língua. • Teste: Solicite ao paciente que exteriorize a língua, observe simetria, presença de fasciculações ou desvio em relação a linha média. • Solicite que empurre a língua contra bochechas de modo alterando, e palpe externamente para sentir a força do movimento. AVALIAÇÃO NEUROFUNCIONAL Avaliação Global: O paciente não vai apresentar apenas déficits no sistema neuromotor (pode haver comprometimento perceptual, cognitivo, atencional, sensorial) Definir: Déficits e Potenciais Dados + Anamnese Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 14 ➢ Evento neurológico, primeiros socorros, quais medidas foram tomadas, Idade, profissão, costumes, dados gerais sobre o paciente Exame Físico • Inspeção; • Palpação (trofismo e tônus); • ADM; • Reflexos superficiais, profundos e clônus; • Motricidade voluntária e involuntária; • Sensibilidade superficial e profunda; • Atividades funcionais e transferências; • Equilíbrio; • Marcha; • Nervos encefálicos e avaliação específica. 1. Inspeção Hospitalar • Nível de consciência (escala de Glasgow) • Presença de acessos e sondas; • Ventilação espontânea / invasiva; • Padrão de decorticação/descerebração; • Sinais de negligência; • Desvio de rima; • Posicionamento; Ambulatorial • Como chegou; • Faz uso de dispositivos; • Presença de feridas; • Padrão de decorticação / descerebração; • Desvio de rima; 2. Palpação • Edema (Cacifo +/-); • Alterações de temperatura; • Trofismo (Normotrofia, hipotrofia, hipertrofia); • Tônus (Normotonia, hipotonia, hipertonia) o Escala de Arshhworth / avaliar de forma descritiva cada segmento, ex: paciente apresenta uma hipotonia elástica com predomínio crural, predomínio proximal. Avaliação da espasticidade por escalas: Tardieu, SCATS, Sci-SET. Espasticidade é a combinação de Hipertonia, hiperreflexia e clônus. 3. Reflexos "Resposta motora ou secretora a um estímulo adequado, externo ou interno" A avaliação se fundamenta nas modificações quantitativas e qualitativas das respostas e a possível indicação topográfica que suas alterações podem proporcionar. Classificação • Normorreflexia: Resposta simétrica em segmentos íntegros; • Arreflexia: Lesões agudas, Lesão medular (longitudinal), LNP, Cerebelopatias, Lesão medular (automatismo) • Hiperreflexia: Lesão medular (automatismo), Hemiplegias espásticas. Axiais da Face: Nasopalpebral/Glabelar: Percussão da glabela → contração bilateral do orbicular dos olhos. • Nervo facial; • Difícil em indivíduos saudáveis; • Hiperativo nas lesões supranucleares (parkinsonismo, PSP e quadro pseudobulbares); • Sinal de Myerson. Mandibular/ Massetérico: Percussão do membro com a boca entreaberta → contração masseter; • Nervo trigêmeo; • Resposta fraca ou ausente em pessoas saudáveis; • Hiperativo nas lesões supranucleares bilaterais. Reflexos Superficiais • Reflexo Cutâneo Plantar- sinal de babisnks; • Reflexo cutâneo abdominal; • Hoffmann. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 15 Reflexos Profundos: Reflexo Miotático fásico, pesquisado através de um martelo. Resposta motora ou secretora a um estímulo adequado, externo ou interno. Base anatômica da motricidade reflexa é arco reflexo,sendo: 1. Via aferente (receptor e nervo sensitivo) 2. Centro (substância cinzenta do SNC) 3. Via eferente (nervo motor e órgão efetor) Posicionamento: Mantenha o paciente relaxado, posicione os membros correta e simetricamente, e percuta o tendão de forma brusca, usando um movimento rápido do punho. A pancada deve ser rápida e direta, sem resvalar. Pode-se usar a extremidade pontuada serve para atingir áreas bicipitais. A extremidade achatada causa menos desconforto ao paciente na área braquiorradial. Os reflexos costumam ser graduados segundo uma escala de 0 a 4+: • 4+ Muito vigorosos, hiperativos, com clono (oscilações rítmicas entre flexão e extensão); • 3+ Mia vigorosos que a média, possível, porém não necessariamente indicativos de patologia; • 2+ Médios, normais • 1+ Um pouco diminuídos: Limite inferior da normalidade • 0 Ausência de resposta Membros Superiores: • Reflexo Bicipital; • Reflexo Tricipital; • Reflexo pronador; • Reflexo Estilorradial/Braquiorradial. Membros Inferiores: • Reflexo de Aquileu; • Reflexo Patelar; • Reflexo Adutor. Reflexo bicipital (c5, c6) O braço do paciente deve ser parcialmente fletido no cotovelo, com a palma da mão para baixo. Coloque seu polegar ou outro dedo firmemente sobre o tendão bicipital. Golpeie com o martelo de reflexo, de modo que o golpe vise diretamente o seu dedo na direção do tendão bicipital. Reflexo Tricipital (c6, c7) Flexione o braço do paciente no cotovelo, com a palma da mão virada para o corpo, e puxe o braço um pouco sobre o tórax. Percuta o tendão do tríceps acima do cotovelo. Observa-se a contração do musculo tríceps e a extensão do cotovelo. Reflexo supinador ou braquiorradial (c5, c6) O paciente deve manter a mão sobre o abdome ou colo, com o antebraço parcialmente pronado. Percuta o rádio cerca de 2,5 a 5 cm, acima do punho. Observa a flexão e a supinação do antebraço. Reflexo Patelar (L2, L3, L4) O paciente pode ficar sentado ou deitado, contanto que o joelho esteja fletido. Percuta bruscamente o tendão patelar logo abaixo da patela. Observe a contração do quadríceps com a extensão do joelho. A colocação da mão sobre a região anterior da coxa do paciente ajudará a sentir este reflexo. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 16 Reflexo Aquileu (s1) Se o paciente estiver sentado, faça a dorsiflexão do pé ao nível do tornozelo. Consiga que o paciente relaxe e percuta o tendão de aquiles. Observe e palpe a presença de flexão plantar no tornozelo. Verifique também a velocidade de relaxamento após a contração muscular. Resposta Plantar (L5, s1) • Com um objeto como uma chave ou um abaixador de língua feito de madeira, percorra a face lateral da região plantar, desde o calcâneo até a concavidade, fazendo uma curva no sentido medial através da concavidade. • Movimento dos artelhos, que normalmente corresponde a uma flexão. A dorsiflexão do artelho, muitas vezes acompanhada do afastamento dos demais artelhos, constitui o sinal de babinski positivo. Sua presença costuma indicar lesão do sistema nervoso central no trato corticospinhal. O sinal de Babinsk positivo também ocorre nos estados de inconsciência associados a intoxicação por álcool ou drogas, ou então no período pós- convulsivo. Clônus: Contração muscular reflexa após o estiramento do tendão. • Classificação: Presente ou ausente • Presente: Esgotável ou inesgotável 4. Motricidade Involuntária - Distúrbios do movimento Voluntária • Solicitação de movimentos ativos: Todos os movimentos de todas as articulações; • Força muscular: Cuidado com casos encefálicos! • Manobras deficitárias: Ver pequenos déficits MS: Braços estendidos, Raimiste; MI: Migazzini, queda em abdução, barré. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 17 5. Sensibilidade • Inervação Aferente; • Dermátomos: é a faixa de pele inervada pela raiz sensitiva de um único nervo espinhal. Classificação da sensibilidade 1. Exteroceptiva (superficial): Dor superficial, térmica (frio e calor) e táctil. 2. Proprioceptiva (profunda): Cinético-postural, vibratória, barestésica, dor profunda e estereognóstica. Observação: • O exame da sensibilidade deve ser realizado por etapas, evitando cansar o paciente; • Explicar ao paciente previamente cada um dos tipos de pesquisa que serão empregados, a fim de que as respostas sejam precisas; • Ambiente tranquilo; • Os olhos vendados a fim de se evitar o controle visual. Entrevista: Evitar empregar qualquer palavra capaz de sugestioná-lo: não se deve, por exemplo, perguntar ‘’sentiu a agulhada’’ durante a pesquisa da sensibilidade dolorosa. Instruir o paciente a acusar as excitações provocadas independentes de qualquer interrogatório. Sensibilidade Superficial • Quando a lesão é encefálica, a avaliação é por segmento (pescoço, ombros...); • Se a lesão é medular, a avaliação é por dermátomo; • Enquanto se a lesão for periférica, você vai avaliar por território de inervação, ou seja, o território daquele nervo que inerva na pele, você vai avaliar de forma separada. Sensibilidade Profunda Cinético-postural: Ordenar ao paciente que apreenda com a mão oposta o seu polegar, cuja posição deve ser modificada em manobras sucessivas. Com a prova dos braços estendidos poderemos apreciar desvios ou queda de um ou ambos os membros sem que o paciente se aperceba do fato, estando com os olhos vendados. Index-nariz; Calcanhar-joelho. A noção dos movimentos passivos deve ser pesquisada deslocando-se, lenta e suavemente, uma articulação (dedo dos pés e das mãos, tornozelo, joelho e punho) em diferentes direções, terminando por se deter numa dada posição que o paciente deve determinar. Costumamos iniciar esta pesquisa pelo Hálux, tomando cuidado de separá-los dos outros artelhos e de imprimir-lhes movimentos suaves para cima e para baixo, devendo o paciente indicar a posição em que o artelho é fixado. • Vibratória: é pesquisada com o auxílio de um diapasão de vibrações lentas (128 ciclos/segundo), que se faz vibrar mediante golpe sobre o ramo U. O diapasão é aplicado, sucessivamente nas diversas saliências ósseas (artelhos, maléolos, tuberosidade anterior da tíbia e dedos), devendo o paciente acusar ou não as vibrações. • Barestésica: Sensibilidade á pressão – exercendo pressão progressiva, com a polpa de um dedo ou um objeto rombo, sobre a pele. • Dolorosa profunda: Pesquisada aplicando compressão das massas musculares, dos nervos e dos tendões. • Esterognosia: É a capacidade que o individuo apresenta de reconhecer objetos pela palpação, estando com olhos fechados. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 18 Objeto: Pente, chave, moeda, lápis, objetos de madeira. (evitar objetos cujo reconhecimento possa ser feito por intermédio da sensibilidade sensorial pela audição ou odor fluído) Alterações da esterognosia: • Agnosia ou astereognosia: ausência da sensibilidade estereognóstica; • Morfoagnosia: Perda da capacidade de distinguir a forma do objeto: Perda da capacidade de distinguir a forma do objeto; • Hialoagnosia: Incapacidade de reconhecer a estrutura material do objeto (vidro, metal, madeira) • Assimbolia táctil: Qualidades do objteo (forma, tamanho, material, consistência) o paciente é incapaz de reconhecer o objeto dentro de sua significação. Localizações e Discriminações táteis • Capacidade de localizar um estímulo cutâneo (toognosia) e a de reconhecer se o estímulo aplicado é unido ou duplo. • Grafestesia: Reconhecimento de números ou letras na pele por meio de um objeto rombo. • Grafoanestesia: Incapacidade de reconhecimento. 6. Coordenação Indicação para lesão cerebelar• Index-Index; • Index-nariz; • Index-index-nariz; • Calcanhar-joelho; • Rechaço; • Diadococinesia (Movimentos rítmicos, Prono- supino) 7. Equilíbrio Protocolo de avaliação do balance • Teste de Romberg 8. Marcha Analisar: • Caminhada: Fase de apoio e balanço; • Espaço da passada: em média 5 cm entre um pé e outro durante o movimento; • Largura da passada: se é muito grande, pequena ou assimétrica. Marchas patológicas: Parkinsoneana, atáxica, hemiparética, escavante; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 19 Hemiparética • Inclinação da pelve; • Move toda extremidade em semicírculo; • Fase de apoio diminuída e oscilação aumentada; • Vira para o lado lesado mais facilmente; • Perda da oscilação normal do MS. • Queda do pé; Escavante • Fraqueza de dorsiflexão (lesão no nervo Fibular comum); • Eleva o pé mais alto possível movendo o quadril e flexionando o joelho, o pé é arremessado e desaba no chão. Parkisoneana • Marcha lenta; • Rígida; • Ombros, cotovelos e punho flertido; • Joelho flertido; • Passos curtos e numerosos; • Festinação; • Flexão anterior da cabeça e tronco. Ataxia Cerebelar • Pernas projetadas para frente e para os lados; • Desajeitada; • Cambaleante; • Instável; • Irregular; • Tituberante; • Base ampla; • Desequilíbrio e olhar voltado aos membros inferiores. 9. Atividades de vida diária Cuidados com higiene, alimentação, vestuário, realização dessas atividades de forma dependente ou independente. 10. Atividades Funcionais Avaliação das trocas de posturas – Decúbito dorsal para ventral, Lateral para sentado para em pé. Se consegue fazer e como ele faz, quais estratégias ele utiliza para realizar essa função. Transferências: Da cadeira para o tablado, da cadeira pro carro, para o vaso e vice-versa. Passar por ortostatismo, Observar ele fazendo as transferências. 11. Avaliação Específica • Tronco; • Ficha da ASIA; • Escala expandida do estado de incapacidade de Kurtzke (EDSS); • Escala unificada de avaliação de Parkinson (UPDRS); • Pares dos nervos cranianos; • Escalas; • Reflexos específicos (fotomotor, corneopalpebral). Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 20 Controle Motor O controle motor é definido como mecanismo responsável por produzir e controlar os movimentos. Os diversos sistemas do organismo humano, integrados, realizam tal processo. O sistema nervoso humano se encarrega da execução de diversas funções por meio de suas subdivisões. O resultado de uma ou mais ações se dá devido à ação coordenada destas subdivisões. Funções do controle motor A interação entre os sistemas corporais ocorre desde o nascimento. O movimento, essencial para o ser humano, garante o desenvolvimento das habilidades e estruturas corporais. O controle motor atua gerando movimento controlado e a estabilização necessária para um movimento eficiente, por meio da ativação das cadeias cinéticas. • Controlar a contração dos músculos; • Controlar o momento de realização de um movimento; • Realizar ajustes corporais durante a preparação e realização dos movimentos; • Promover compensação dos membros; • Compensar a disposição mecânica dos músculos, ossos e articulações antes de iniciar o movimento. De acordo com o modelo de Newell, o movimento surge da interação entre indivíduo (organismo), o ambiente em que os movimentos ocorrem e a tarefa. Quando ocorrem mudanças em qualquer um dos fatores, o movimento também muda. Controle motor exercendo suas funções As funções do controle motor ocorrem através do processo de captação e interpretação de informações. • A informação sensorial é captada pelos receptores sensitivos; • Transmitida a regiões específicas e apropriadas do Sistema Nervoso Central; • No SNC é interpretada e traduzida em um programa motor apropriado; • Processos de feedback dirigem o movimento que tem início a partir da execução do programa motor e participação ativa dos músculos selecionados. • O sistema nervoso coordena as ações corporais voluntárias e involuntárias. Através da transmissão de sinais constitui uma rede de comunicação do organismo. Fisiologia do Controle Motor O ato motor voluntario é uma das capacidades do organismo humano em produzir movimento. Este destaca-se pela necessidade de interagir com ambiente em atividades como alimentação, higiene, locomoção etc. A teoria de sistemas descreve que a função motora é o resultado de uma série de sistemas interativos que contribuem para diferentes aspectos do controle. Por exemplo, o sistema musculoesquelético, o sistema sensorial e os sistemas de controle neural (controle sinérgico, coordenação e equilíbrio) contribuem para os movimentos produzidos. A teoria da programação motora é baseada no conceito de um programa motor, que é definido como um código abstrato que, quando iniciado, produz uma sequência coordenada de movimento. Assim, os padrões de movimento são armazenados e podem ser iniciados usando instruções pré-programadas sem inputs periféricos ou informações de feedback (denominado sistema de circuito aberto). Os padrões de movimento também podem ser iniciados e modificados usando inputs sensitivos e informações de feedback (denominado sistema de circuito fechado). Em um sistema de circuito fechado, utiliza-se o feedback para detectar erros e modificar as respostas de movimento, como visto ao aprender uma nova habilidade. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 21 Fisiologicamente, o movimento voluntário tem como finalidade a contração muscular, da musculatura esquelética, de forma controlada e direcionada. Porém, o músculo não guarda em si essa capacidade de produzir espontaneamente tal resposta. A primeira estrutura do sistema nervoso a ser requisitada não está diretamente associada a questões motoras. Essa área é relacionada ao sistema límbico, uma subdivisão do sistema nervoso voltada para as questões emocionais e motivacionais. Entretanto, quando indicamos o movimento como voluntário, fica óbvia essa descrição, pois, sendo o ato motor de caráter voluntário, é esperado que áreas cerebrais voltadas às questões de interesse e motivação sejam recrutadas. Estudos com ressonância nuclear magnética funcional apontam áreas corticais anteriores, localizadas na face medial do telencéfalo, especificamente em um giro conhecido como giro do cíngulo (cíngulo anterior) sendo utilizadas antes mesmo de outras regiões cerebrais, mais diretamente relacionadas ao movimento voluntario. Após esse disparo de motivação, entram em ação as divisões cerebrais motoras. Contudo, como estamos descrevendo o movimento voluntário, antes das áreas de execução motora entrarem em ação, é fundamental que outras regiões, mais envolvidas com o planejamento do movimento, sejam requisitadas. Nesse momento, as áreas pré-motora e motora suplementar (localizadas na área pré-frontal, logo adiante do giro pré-central) atuam delineando previamente como o movimento deve acontecer. Dessa maneira, minimizam-se possíveis equívocos que diminuam a efetividade do ato motor. Como toda ação deve ser integrada, nesse momento duas outras estruturas encefálicas agem concomitantemente e em colaboração com o córtex pré-motor, através de vias de retroalimentação, na tarefa de preparar a melhor resposta motora. São elas o cerebelo e os núcleos da base, que têm a responsabilidade de modular e refinar o movimento voluntário que ainda vai acontecer. Toda essa ação integrada prévia é capaz de construir um 'pacote' de informações motoras ideal, como uma espécie de mensagem a ser repassada e enviada até que chegue aos músculos e produzaenfim o movimento eficiente. Contudo, como estamos falando de informações que até aqui se localizam em nível encefálico enquanto os músculos encontram-se na periferia, é necessário que alguma estrutura faça essa ligação, a fim de transmitir a mensagem produzida no encéfalo. Nesse momento, entra em ação uma área cortical de função executiva básica. Trata-se da área motora primária, localizada no giro pré-central, de onde parte um número importante de axônios descendentes, levando toda essa complexa informação motora. Vale lembrar que essas atividades ocorrem bilateralmente no encéfalo, logo, cada hemisfério cerebral contralateral. é responsável quase que totalmente pelo controle motor do hemicorpo Essa via motora que se forma a partir de cada giro pré- central é conhecida como o mais importante e complexo sistema motor descendente, o sistema corticobulboespinhal, que, como o próprio nome sugere, vai conectar áreas motoras superiores com os centros mais inferiores, localizados em nível de tronco encefálico e medula espinhal, produzindo, além da resposta motora, influência e controle sobre os centros motores localizados em nível de tronco encefálico. Essa via pode ser dividida em um feixe de fibras que descem ipsilatral e medialmente (sistema corticoespinhal medial) e as fibras que descem contralateral e lateralmente (sistema corticoespinhal lateral ou trato piramidal). A partir da chegada da informação motora até as fibras eferentes inferiores (nervos cranianos e nervos espinhais), encontramos agora a participação do sistema nervoso periférico, Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 22 através do seu componente eferente sobre o movimento. Esses feixes de fibras nervosas serão responsáveis em comunicar a mensagem encaminhada pelo sistema nervoso central às unidades motoras dos músculos por eles inervados, através das placas motoras ou junções neuromusculares onde a presença da substância neurotransmissor acetilcolina é fundamental na comunicação excitatória com o músculo e, por fim, o mecanismo de contração muscular. Embora o ato motor tenha ocorrido, não consideramos o mesmo finalizado, pois é fundamental ainda que o sistema seja retroalimentado de informações do movimento executado. Essas informações são importantes para possíveis ajustes que sejam necessários e a identificação do sucesso ou não na execução da tarefa. Esse é o componente sensorial do movimento voluntário, ou seja, a entrada das informações sensoriais produzidas pelo movimento, através dos receptores sensoriais espalhados pelo corpo - exteroceptores e, principalmente, proprioceptores -, deve retornar para análise do SNC, que decidirá quais medidas devem ser tomadas. Nesse ponto, podemos destacar as ações automáticas de correção, mediadas principalmente por reações reflexas de representação medular ou pelo cerebelo, envolvendo uma ação motora mais rápida, secundária ao movimento original, mas que contribui em garantir que a tarefa seja executada com minimização de riscos e maior sucesso. Especialmente, em se tratando do cerebelo, podemos então verificar dois mecanismos de ação sobre o movimento: um ainda no planejamento do movimento (mecanismo de feedforward) e outro através da correção do movimento em curso (feedback). Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 23 A aprendizagem motora humana consiste numa série de processos internos que determinam a capacidade de um indivíduo para executar uma tarefa motora, associado às suas práticas e experiências prévias. E esses processos, estão intrinsecamente ligados ao controle motor, pois, a todo momento estamos nos deslocando e os movimentos representam a principal forma de interação entre os seres humanos e o ambiente. Os movimentos permitem o engajamento e convívio interpessoal e se conectam através das experiências desenvolvidas, com os tipos de estímulos recebidos ao longo da vida e da influência ambiental. Uma simples tarefa como desejar tomar café, consiste no planejamento de pegar a xícara e executar a ação de forma plena, o que envolve o funcionamento complexo e coordenado do sistema nervoso associado ao controle motor e os aspectos relacionados ao contexto ambiental. Nesse contexto, a função motora envolve aspectos maturacionais (sequência de eventos biológicos que ocorrem no cérebro e corpo). E a aprendizagem motora engloba o conhecimento da sequência motora e a capacidade de adaptação aos ambientes, sendo passível de influências intrínsecas do indivíduo (maturação, capacidade física), ambientais (espaços, aspectos sócio- culturais) e da tarefa específica (regras, objetivos, acessórios, equipamentos). Habilidade motora – pressupõe ação voluntária do corpo e/ou de um segmento para atingir um objetivo. Classificação das habilidades em relação a Organização da tarefa • Habilidade Discreta- ação breve com início e fim bem definidos. Ex: chutar uma bola. • Habilidade Seriada- uma sequência de habilidades discretas em uma ordem adequada. Ex: mudança de marcha ao dirigir um carro, lance livre no basquetebol. • Habilidade Contínua- ações repetitivas sem identificação clara do começo e do fim. (ex: ciclo da pedalada) Elementos motores e cognitivos • Elemento Motor – qualidade do movimento, execução adequada do movimento; • Elemento Cognitivo – tomada de decisão, conhecimento, estratégia. são os extremos de um continuum particularmente em relação às categorias dicotômicas. Previsibilidade do ambiente • Habilidade Aberta – executada em um ambiente variável e imprevisível. • Habilidade Fechada – executada em um ambiente estável e previsível. Relação ao grupamento muscular utilizado • Habilidade Motora Grosseira – usa grandes grupos musculares na execução da tarefa. Ex: caminhar, saltar. • Habilidade Motora Fina – controle de pequenos músculos para execução da tarefa; normalmente envolve coordenação entre olhos e mãos e possuem alto grau de precisão. Ex: colocar uma linha em uma agulha Aprendizagem Motora • Processo interno; • Pode não ser observável; • Tende a ser permanente; • Pode ser estimada em relação à performance; • Não é influenciada pelas variações na execução; • Depende da prática. Estágios da aprendizagem motora A repetição contínua e progressiva de uma tarefa gera a aprendizagem, a qual apresenta estágios: cognitivo, associativo e autônomo. • O estágio cognitivo é o que exige mais atenção do indivíduo e o que gera maior gasto calórico (como pode ser mensurado com o NIRSport2); • estágio associativo abarca o melhor entendimento do indivíduo sobre as pistas que o ambiente fornece, favorecendo os ajustes corporais e estratégicos; • o estágio autônomo representa o estágio mais avançado da aprendizagem, que exige menos atividade de atenção (quando comparado ao primeiro estágio), com movimentos mais fluidos, automatizados. Aprendizagem Motora Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 24 Cognitivo → Associativo → Autônomo Estágio Cognitivo • Foco na cognitividade orientada a problemas; • Utiliza atividades cognitivas como instruções e feedback; • Performance desprovida de consistência, com muitos erros; • Grande dificuldade de identificar erros e de realizar ajustes. Estágio Associativo • Associação de variações ambientais com os movimentos; • Sucesso na execução da tarefa e consequente aumento da consistência na aprendizagem; • Eventuais erros e nenhum erro grosseiro; • Capacidade de detectar os próprios erros. Estágio Autônomo • Execução da tarefa com pouca atenção com o movimento • Sucesso na execução da tarefa e máxima consistência • Pouquíssimos erros e nenhum erro grosseiro • Capacidade de identificare corrigir os próprios erros. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 25 Pode ser considerada uma deficiência motora todas as condições que façam com que as pessoas tenham dificuldades ou estejam impossibilitadas de realizar algum movimento específico. As alterações que caracterizam uma deficiência motora podem ser causadas na estrutura óssea, nos grupos musculares, entre outras partes do corpo. Deficiência sensorial Se caracteriza pelo não-funcionamento (total ou parcial) de algum dos cinco sentidos. Classicamente, a surdez e a cegueira são consideradas deficiências sensoriais, mas déficits relacionados ao tato, olfato ou paladar também podem ser enquadrados em tal categoria. • Exterocepção; • Propriocepção; • Percepção/Interpretação. Existem 2 tipos de neurônio motor: neurônio motor superior, também chamado de primeiro neurônio motor, e o neurônio motor inferior, conhecido como segundo neurônio motor. O primeiro neurônio motor fica dentro do cérebro, em uma área chamada córtex cerebral. Para que qualquer músculo de contração voluntária se mova, o primeiro neurônio emite um impulso elétrico que viaja pelo cérebro, passa pelo tronco cerebral e chega à medula espinhal localizada na coluna vertebral. • Via corticoespinhal; • Quando ocorre lesão nesse neurônio ocorre uma tríade: ↑ Tônus: Hipertonia/ Espasticidade, Clônus: tremor ao alongamento, ↓ Força muscular, ↓ Trofismo. Na medula espinhal encontra-se o segundo neurônio motor, que é estimulado ao receber o impulso elétrico vindo do primeiro neurônio. O segundo neurônio motor dá origem aos nervos periféricos que se distribuem pelo corpo de forma a inervar os músculos. • ↓ Hipotonia ou plegia; • ↓ Força muscular, ↓ trofismo; • Flacidez (raiz nervosa medular, plexos) A medula espinhal ocupa todo o canal central da coluna vertebral, indo da região cervical (pescoço) até o início da coluna lombar. As regiões do corpo são inervadas de cima para baixo, ou seja, os segundos neurônios motores que inervam os membros superiores se localizam na região da coluna cervical, enquanto os segundos neurônios motores que inervam os membros inferiores localizam-se mais embaixo, na altura das primeiras vértebras lombares. Plegia X Paresia X Parestesia Plegia é uma paralisia, é a ausência de movimento de um segmento, de uma parte do corpo ou de várias delas, a força muscular tende a zero. Paresia é a diminuição do movimento, fraqueza muscular. Ambas têm origem neurológica, acontecem por uma lesão nos nervos, no cérebro ou na medula espinhal, ocorre a diminuição da força muscular. Parestesia designa a sensação de formigamento ou dormência que acomete mãos, pés, pernas e braços, além de outras partes, como boca e orelhas. Na grande maioria dos casos, a parestesia é temporária, com o paciente voltando a sentir normalmente regiões do corpo sem que haja necessidade de intervenção. Parestesia ≠ sensibilidade Tipos de Paralisia Deficiências Motoras Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 26 Monoplegia: A monoplegia é uma doença em que ocorre a paralisia de apenas um membro superior ou inferior, ou seja, um único braço ou uma única perna. Isso geralmente acontece por conta de lesões no sistema nervoso. A monoplegia costuma acontecer em decorrência de lesões do sistema nervoso, como encefalite, esclerose múltipla, traumatismo craniano e AVC (acidente vascular cerebral). Também pode ser decorrente de má formação congênita. Diplegia: Afeta apenas os membros superiores Hemiplegia: A hemiplegia é a paralisia de um dos hemisférios do corpo, ou seja, da porção direita ou esquerda. Portanto, tanto atinge tanto os membros inferiores quanto superiores de uma metade do corpo. ela também pode ser congênita — devido a problemas na gravidez da mãe do portador — ou adquirida — resultado de AVC, esclerose ou tumores no sistema neurológico. a hemiplegia se divide em: • Espástica: músculos rígidos e fracos, com dificuldade para se mover; • Coreoatetóide: músculos se movem sem o controle da pessoa; • Atáxica: falta de coordenação, com movimentos vacilantes; • Mista: quando o paciente apresenta mais de um dos tipos anteriores. Paraplegia: Provavelmente o tipo mais conhecido de deficiência motora, a paraplegia ocorre quando há perda dos movimentos dos membros inferiores. Sempre é resultado de lesões medulares, que podem ocorrer devido a: • Doenças infecciosas, como a poliomielite; • Doenças degenerativas ósseas; • Paraplegia espástica infantil, uma doença congênita que afeta o córtex cerebral na primeira infância; • Traumatismos na medula espinhal, que costumam decorrer de acidentes, principalmente os de trânsito. Podemos dividir a paraplegia em flácida (quando há perda de tônus muscular) ou espástica (quando há aumento anormal do tônus — hipertonia). Ambas podem ocorrer na mesma pessoa, em diferentes regiões. Tetraplegia: A tetraplegia é uma paralisia que afeta os dois membros superiores e os dois inferiores, em decorrência de lesão medular alta. Afetando os quatro membros, temos também a quadriplegia, que decorre de lesão encefálica. A principal causa da tetraplegia é a ocorrência de traumatismo entre a primeira e a sétima vértebra cervical — quanto maior o número associado à vértebra, mais séria é a condição. Escala de Avaliação O Medical Research Counicil (MRC) é um instrumento simples adaptado para a avaliação da força muscular em pacientes críticos. Neste escore, seis movimentos de membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) são avaliados. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 27 A neuroplasticidade é uma capacidade de adaptação do Sistema Nervoso Central (SNC) em modificar as propriedades fisiológicas em resposta às alterações do ambiente. Isso significa que as células neuronais serão capazes de recuperar áreas cerebrais que foram lesionadas. ➢ A lesão neuronal decorrente de sequelas de acidentes automobilísticos, doenças neurodegenerativas e motoras, destruindo uma parte neuronal funcionante que será adaptada pelas células remanescentes. A plasticidade refere-se à maleabilidade do cérebro, que é definida como sendo "facilmente influenciada, treinada ou controlada". Neuro refere-se a neurônios, as células nervosas que são os blocos de construção do cérebro e do sistema nervoso. Assim, a neuroplasticidade é quando as células nervosas mudam ou se ajustam. ➢ O cérebro humano é composto por aproximadamente 100 bilhões de neurônios. Os primeiros pesquisadores acreditavam que a neurogênese, ou a criação de novos neurônios, parava logo após o nascimento. Hoje, entende-se que o cérebro possui a notável capacidade de reorganizar caminhos, criar novas conexões e, em alguns casos, até mesmo criar novos neurônios – um conceito chamado neuroplasticidade ou plasticidade cerebral. Existem dois tipos principais de neuroplasticidade: Plasticidade funcional: a capacidade do cérebro de mover funções de uma área danificada do cérebro para outras áreas não danificadas; Plasticidade estrutural: a capacidade do cérebro de realmente mudar sua estrutura física como resultado do aprendizado. Plasticidades: Plasticidade regenerativa • Trata-se de uma plasticidade em que se recupera a função axonal devido a um novo crescimento dos axônios que foram lesionados e o processo é mais evidente nos nervos periféricos. • Quando ocorre uma lesão do nervo periférico, dependendo do nível de compressão dos vasos • sanguíneos e da complexidade doproblema, é possível que ocorra a plasticidade regenerativa e retorno gradual às atividades diárias com supervisão de profissionais. • Mas existem lesões que causam um comprometimento severo no arcabouço de sustentação, gerando uma reação inflamatória ao trauma, dificultando, nesses casos, a regeneração axonal desse conjunto. Plasticidade somática • Esse tipo de neuroplasticidade acontece no período embrionário, para a construção do sistema nervoso, portanto não sendo influenciadas pelo ambiente externo. Ela também está relacionada a regulação, proliferação e morte dos neurônios. • A neuroplasticidade somática é importante para o equilíbrio do organismo, principalmente durante a formação do embrião, visto que algumas estruturas neurais são estabelecidas provisoriamente para que o processo ocorra de forma fisiológica. Plasticidade axônica • A neuroplasticidade axônica ocorre entre o nascimento do bebê e perdura até os dois anos de idade. Esse processo é bastante importante visto que o sistema nervoso ainda está se desenvolvendo. • À medida que as crianças recebem novos estímulos externos, como experiências e aprendizados, além de aumentar a sociabilidade, ocorrem novas formações e prolongamento dos axônios. Plasticidade dendrítica • Os dendritos são as pequenas ramificações dos neurônios, estruturas fundamentais para o recebimento dos estímulos nervosos. Quanto mais extensões foram surgindo dos neurônios, maior é a neuroplasticidade. • A quantidade de conexões formadas reflete no aumento do conhecimento, integração de saberes e novas reflexões a respeito de uma função neural que foi perdida em uma lesão de grande proporção. Plasticidade sináptica • As sinapses são as formas de comunicação entre os neurônios, portanto quanto mais fortalecidas, Neuroplasticidade Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 28 melhor é a função neuronal subjacente. Nesse sentido, a plasticidade sináptica fortalece ou enfraquece as conexões neurais para melhor adaptação fisiológica. • Conhecida anteriormente como Sinapses de Hebb, esse tipo de plasticidade é um dos pontos chaves para melhoria da cognição ou recuperação de áreas cerebrais importantes. como percepção da fala e compreensão das palavras. Estágios da plasticidade do SNC A plasticidade do SNC ocorre, classicamente, em três estágios: desenvolvimento, aprendizagem e após processos lesionais. 1. Desenvolvimento: Na embriogênese, tem-se a diferenciação celular, em que células indiferenciadas, por expressão genética, passam a ser neurônios. Após a proliferação, migram para os locais adequados e fazem conexões entre si. Os neurônios dispõem de uma capacidade intrínseca sobre sua posição em relação a outros neurônios, e seus axônios alcançam seus destinos graças aos marcadores de natureza molecular e à quimiotaxia. A secreção de fatores de crescimento ajuda o axônio na busca de seu alvo. A maturação do SNC inicia-se no período embrionário e só termina na vida extra-uterina. Portanto, sofre influências dos fatores genéticos, do microambiente fetal e, também, do ambiente externo, sendo este último de grande relevância para seu adequado desenvolvimento. 2. Aprendizagem: Este processo pode ocorrer a qualquer momento da vida de um indivíduo, propiciando o aprendizado de algo novo e modificando o comportamento de acordo com o que foi aprendido. A aprendizagem requer a aquisição de conhecimentos, a capacidade de guardar e integrar esta aquisição, para posteriormente ser recrutada quando necessário. Durante esse processo, ocorrem modificações nas estruturas e no funcionamento das células neurais e de suas conexões, bem como o crescimento de novas terminações sinápticas, aumento das áreas sinápticas funcionais e incremento de neurotransmissores. A reabilitação física, entre outros fatores, tem por objetivo favorecer o aprendizado ou reaprendizado motor, que é um processo neurobiológico pelo qual os organismos modificam temporária ou definitivamente suas respostas motoras, melhorando seu desempenho, como resultado da prática. A prática ou a experiência promovem, também, modificações na representação do mapa cortical. Pascual-Leone et al. demonstraram que a aquisição de uma nova habilidade motora, como por exemplo, tocar piano, reorganizava o mapa cortical, aumentando a área relacionada aos músculos flexores e extensores dos dedos. Em um estudo com leitores de Braille, verificaram que o dedo indicador utilizado para a leitura tem maior representação cortical que o dedo contralateral. 3. Após lesão neural: A lesão promove no SNC vários eventos que ocorrem, simultaneamente, no local da lesão e distante dele. Em um primeiro momento, as células traumatizadas liberam seus aminoácidos e seus neurotransmissores, os quais, em alta concentração, tornam os neurônios mais excitados e mais vulneráveis à lesão. Neurônios muito excitados podem liberar o neurotransmissor glutamato, o qual alterará o equilíbrio do íon cálcio e induzirá seu influxo para o interior das células nervosas, ativando várias enzimas que são tóxicas e levam os neurônios à morte. Ocorre, também, a ruptura de vasos sanguíneos e/ou isquemia cerebral, diminuindo os níveis de oxigênio e glicose, que são essenciais para a sobrevivência de todas as células. A falta de glicose gera insuficiência da célula nervosa em manter seu gradiente transmembrânico, permitindo a entrada de mais cálcio para dentro da célula, ocorrendo um efeito cascata. Mecanismos de reparação e reabilitação do sistema nervoso A neuroplasticidade pode se desencadear de quatro maneiras. São elas: • Recuperação da eficácia sináptica: realizada por meio da injeção de fármacos neuroprotetores que ajudam na criação de um ambiente favorável à recuperação das sinapses nervosas; • Potencialização sináptica: processo que otimiza as sinapses nos pontos que não foram lesionados por meio de desvio de neurotransmissores para essa área; • Supersensibilização de denervação: estímulo de novos receptores da membrana do neurônio pós sináptico em virtude da denervação; • Recrutamento de sinapses silentes: estímulo de sinapses pouco funcionantes ou inativas que serão recrutadas em situações fisiológicas. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 29 Como a neuroplasticidade funciona: Os primeiros anos de vida de uma criança são um período de rápido crescimento do cérebro. Ao nascimento, cada neurônio no córtex cerebral tem cerca de 2.500 sinapses - pequenas lacunas entre os neurônios onde os impulsos nervosos são retransmitidos. Aos três anos, esse número cresce para 15.000 sinapses por neurônio. O adulto médio, no entanto, tem apenas cerca de metade desse número de sinapses. Por quê? Porque à medida que ganhamos novas experiências, algumas conexões são fortalecidas enquanto outras são eliminadas. Este processo é conhecido como poda sináptica. Neurônios que são usados com frequência desenvolvem conexões mais fortes e aqueles que raramente ou nunca são usados acabam morrendo. Ao desenvolver novas conexões e eliminar as fracas, o cérebro é capaz de se adaptar ao ambiente em mudança. Benefícios da neuroplasticidade • Existem muitos benefícios da neuroplasticidade cerebral. Ao permitir que seu cérebro se adapte e mude, isso ajuda a promover: • A capacidade de aprender coisas novas; • A capacidade de aprimorar suas capacidades cognitivas existentes; • Recuperação de derrames e lesões cerebrais traumáticas; • Fortalecimento de áreas se algumas funções forem perdidas ou declinarem; • Melhorias que podem aumentar a aptidão do cérebro. Neurogênese no Cérebro Adulto A neurogênese no cérebro adulto é modulada por vários mecanismos fisiológicos e patológicos. Exercícios físicose aprendizado são tidos como estimulantes da neurogênese, enquanto privação de sono e ingestão crônica de álcool e drogas de abuso são fortes inibidores. A epilepsia é uma condição patológica na qual ocorre estimulação da neurogênese. 10 princípios da Neuroplasticidade 1. Use ou perca; 2. Use e melhore; 3. Especificidade; 4. Repetição importa; 5. Intensidade importa; 6. Tempo importa; 7. Relevância; 8. Idade; 9. Transferências; 10. Interferência. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 30 Situações em que há o comprometimento de qualquer segmento dos nervos periféricos somáticos ou cranianos, excluindo-se o corpo celular. Pode ser dividida segundo seu sítio de lesão, sendo principal ou inicial. Subdivisões 1. Axônio: neuropatias periféricas axonais 2. Bainha de mielina: neuropatias periféricas desmielinizantes 3. Mista: superposição Diagnóstico • Eletroneuromiografia • Diferença clínica Axonal: Presença de atrofia muscular • Recuperação parcial levando meses ou anos; Desmielinizante: Ausência de atrofia muscular com fraqueza crônica • Recuperação até mesmo total em poucas semanas (remielinização) Tipos de Fibras De acordo com seu calibre e revestimento pela bainha de mielina. Existem neuropatias decorrentes de acometimento predominante ou até mesmo exclusivo de um determinado tipo de fibra. • Axônios de neurônios motores: são fibras grossas e mielinizadas. Ex.: Sensibilidade vibratória e cinético postural. • Fibras sensitivas periféricas: mielinizadas de vários calibres ou amielínicas. Ex.: Temperatura, dor e funções autonômicas • Mista (fibras grossas e finas): sensibilidade tátil. Via Espinotalâmica: devemos pesquisar sensações dolorosas, térmicas, tato protopático (mais grosseira, região mais ampla, superficial) • Sensibilidade Superficial (Exteroceptiva): Dolorosa, Tátil, térmica. Via Coluna Dorsal Lemnisco: devemos pesquisar sensações vibratórias, propriocepção (posição) e tato epicrítico (mais profunda, sensível, mais específico) • Sensibilidade Profunda (Proprioceptiva): Cinético- Postural (Propriocepção), Vibração • Sensibilidade de Integração Cortical: Estereognosia, Discriminação de 2 pontos, Grafestesia. Neuropatia Periférica Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 31 Patologias Polineuropatia diabética distal: Comprometimento predominante de fibras finas. Sintomas: • Hipoestesia térmica e dolorosa; • Disestesia com dor em queimação; • Alterações autonômicas dos segmentos. Neuropatias de fibras mielínicas grossas: arreflexia, ataxia sensitiva e fraqueza muscular. Classificação • Aguda, subaguda, crônica • Sendo: Adquirido, hereditário ou por acometimento: Neuropatias periféricas sensitivas, motoras ou autonômicas. Tipos de Acometimentos • Mononeuropatia: Isolado, de um único nervo; • Mononeuropatia múltipla: mais de um nervo, em tempos diferentes e de forma assimétrica; • Polineuropatia periférica: Simétrico ou assimétrico, mas simultâneo. exige avaliação minuciosa dos dois últimos tipos Sinais e Sintomas • Polineuropatia periférica: Predomínio distal e em MMII Predomínio proximal e em membros superiores, sugere um processo desmielinizante e motor. • Neuropatias sensitivas: são raramente acentuadas sem territórios proximais. Avaliação Descartar possibilidades de outros diagnósticos • Miopatia • Miastenia Gravis • Atrofia Muscular Espinhal • Patologias da Medula Cervical ➢ História Clínica ➢ Estudo Neurológico cuidadoso ➢ Estudo Eletrofisiológico ➢ Observar agentes causais em associação: alcoolismo, diabetes e paraproteinemias. ➢ Pesquisar fatores precedentes ou concomitantes ao início dos sintomas: -Infecções virais recentes; -Início de novos medicamentos; -Sintomas semelhantes em outros membros da família; -Abuso de álcool ou exposição atoxinas; -Apenas sintomas de doenças sistêmicas. ➢ Palpação dos nervos periféricos -Mononeuropatia: neurofibromas focais (espessamentos), sinal de Tinel positivo -Polineuropatia periférica: espessamento uniforme dos troncos nervosos Quadro Clínico Típico Abrange características motoras, sensitivas e autonômicas, podendo variar enormemente em cada paciente. Síndrome de GuillainBarrè • Evolução galopante em horas • Comprometimento sensitivo, autonômico e principalmente motor gravíssimo • Chega a necessitar de suporte ventilatório e TI. Polineuropatia hereditária sensitivo-motora • Descoberta nas últimas décadas de vida • Sinais e sintomas discretíssimos • Sem repercussões nas AVD´s. Manifestações Clínicas • Polineuropatia; • Natureza sensitiva (disestesias e parestesias em regiões distais) – Revividas através de estímulos naturais; • Diminuição total das sensações; • Dificuldade total das sensações; • Dificuldade de sentir o solo de forma adequada; Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 32 • Hiperalgesia (dores exageradas, de caráter neuropático) Anormalidades Nervo Periférico Isolado • Miotonias: Incapacidade de relaxamento após contração; • Fasciculações: Contrações espontâneas vista a olho nu; • Mioquimias: Ondulações ou tremulações na musculatura e na EMG. Se define como uma descarga regular de unidades motoras geralmente aos pares ou trincas; • Fibrilações: Descargas espontâneas de grupos musculares específicos (EMG). Espasmo Hemifacial • Inicia no orbicular do olho e atinge toda hemiface; • Contrações rápidas, repetitivas e unilaterais; • Anomalia do movimento mais comum; • Idiopático. Neuropatias Autonômicas • Primárias: Idiopática • Secundária: Associação com alguma doença e/ou se conhece a localização da lesão • Localizadas ou Generalizadas Na localizada poucos sintomas são atribuídos diretamente Ex.: Distrofia Simpático Reflexa (dor e manifestações simpáticas são severos e localizados em um segmento) - Queixas cardiovasculares (hipotensão postural); - Hipersensibilidade do seio cavernoso; - Consanguinidade dos pais: Polineuropatia amilóide familiar. Características dos sintomas • Tremor; • Essencial; • Postural; • De ação; • Contração alternante e rápida dos músculos agonistas e antagonistas; • Tipicamente afetam os MMSS; • Sensibilidade vibratória normal ou pouco alterada; • Não possui relação com fraqueza ou fadiga muscular. Diagnóstico Final • Confirmação por testes laboratoriais • TiltTest (avaliação comportamento do ritmo cardíaco e da pressão arterial em resposta a uma variação da postura corporal). Exame Urodinâmico • Exames radiológicos • Exames eletrofisiológicos • Biópsia do nervo • Exames genéticos Neuropatia Diabética Refere-se a um dano no sistema nervoso periférico, ou seja, uma vasta rede de nervos que transmite informações do encéfalo e medula (sistema nervoso central) para o resto do corpo. Ela distorce e algumas vezes até interrompe as mensagens trocadas entre sistema nervoso central e a periferia do organismo. Neuropatia Diabética • Polineuropatia mais comum; • Complicação tardia (sintomas insidiosos e progressão lenta); • Prevalência maior no idoso; • Várias formas clínicas; • Tratamento. Diabetes mellitus, caracterizada por níveis crônicos elevados de glicose no sangue, é a causa principal de neuropatia periférica. Stephane Bispo Fisioterapia Neurofuncional fisio.stephanebispo 33 Entre 60 a 70% dos pacientes diabéticos apresentam formas leves a moderadas de neuropatia. Formas Clínicas • Polineuropatia com predomínio sensitivo; • Polineuropatia mista sensitiva e motora; • Neuropatia com predomínio motor proximal (amiotrofia diabética); • Neuropatia autonômica. Polineuropatia