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● Frequentes na clínica ◦ equinos, bovinos e pequenos ruminantes ● Importância ◦ Localização e diagnóstico de inúmeras enfermidades SEMPRE USAR LUVAS Qual será o prognóstico????? Será que o prognóstico será reservado ou ruim para as enfermidades neurológicas? Ex: Mieloencefalite Protozoária Equina – EPM (BAMBEIRA EQUINA) (causado pelo protozoário coccídeo Sarcocystis neurona – fezes do gambá) Comparação entre um cavalo com o músculo masseter atrofiado (imagem da esquerda) e um cavalo com o músculo normal (imagem da direita) Fonte: Midwest Vet Dental https://youtu.be/nxoZbN5al5U https://midwestvetdental.com/ Qual será o prognóstico????? ✔ O diagnóstico de determinadas enfermidades deve ser adequadamente realizado, pois podem ser importantes zoonoses que, quando corretamente conduzidas, evitam que pessoas sejam contaminadas (p. ex., raiva). ✔ O diagnóstico também evita gastos desnecessários com medicamentos Quando deve ser realizado um exame neurológico???? Exame Neurológico O exame neurológico pode ser adequadamente realizado de maneira direta e rápida; basta que estejamos acostumados a seguir uma rotina. ■Apatia muito mais grave do que anormalidades em outros sistemas poderiam causar ■Padrão locomotor diferente do produzido por tendinite ou anormalidade óssea ■Atonia de cauda associada à diminuição do tônus anal no momento da aferição da temperatura ■Posicionamento anormal da cabeça ■Assimetria da musculatura ■Decúbito permanente etc. O exame neurológico baseia-se: ✔ Avaliação do comportamento ✔ Nível de consciência ✔ Postura e movimentos (andar, trotar e galopar) ✔ Pares de nervos cranianos ✔ Reações posturais ✔ Exames complementares: análise do líquido cefalorraquidiano, radiografias simples ou contrastadas (mielografia), eletroencefalografia, eletroneuromiografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Principais informações que devem ser obtidas na anamnese. ■Início dos sinais clínicos ■Evolução ■Principais anormalidades observadas ■Alimentação ■Vacinação ■Tratamentos realizados ■Doenças anteriores ■Número de animais acometidos ■Ambiente e tratamento dos animais ■Número de mortes Início e progressão dos sinais e sua correlação com as enfermidades. ■Agudo não progressivo: enfermidades traumáticas e vasculares ■Agudo progressivo e simétrico: enfermidades metabólicas nutricionais e tóxicas ■Agudo progressivo e assimétrico: enfermidades inflamatórias (infecções), degenerativas e neoplásicas Quanto maior for o conhecimento das enfermidades que acometem os animais, melhor será a anamnese realizada, pois é possível fazer questionamentos específicos. ✔ Animal solto pode lamber bateria velha de carro, impregnadas por chumbo e a intoxicação pode acarretar danos no sistema nervoso; ✔ Ovinos jovens podem apresentar degeneração do nervo óptico quando recebem doses tóxicas de closantel (vermífugo contra Haemonchus ssp) Importância do exame físico dos sistemas ✔ A impotência funcional de um membro pode ter como causas fratura ou paralisia nervosa periférica; ✔ Um animal em decúbito lateral com grande apatia pode apresentar lesão medular ou anemia e desidratação graves; ✔ Ptialismo ou disfagia pode ser resultado de encefalites, botulismo ou existência de um corpo estranho na faringe ou esôfago; ✔ A dificuldade visual pode ser resultado de encefalopatias de diferentes origens, de descolamento de retina ou de grave catarata Sistema Nervoso Central Divisões do sistema nervoso com base em critérios anatômicos. Encéfalo: telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, ponte, bulbo e cerebelo Principais divisões anatômicas e respectivas funções encefálicas. ■Telencéfalo: córtex cerebral (frontal: intelecto, comportamento e atividade motora refinada; parietal: nocicepção e propriocepção; occipital: visão; temporal: comportamento e audição) e núcleos da base (conjunto de corpos celulares localizados abaixo do encéfalo; por exemplo, caudado, putâmen etc.; com funções relacionadas com o tônus muscular e iniciação e controle da atividade motora) ■Diencéfalo: hipotálamo (modula o sistema nervoso autônomo, apetite, sede, regulação de temperatura e balanço de eletrólitos), tálamo (é um complexo de vários núcleos que, entre outras funções, estão relacionados com nocicepção, propriocepção e consciência), subtálamo (sistema ativador reticular relacionado com a consciência). O diencéfalo também é o local que abriga o núcleo dos nervos olfatório e óptico ■Mesencéfalo: relacionado com a consciência (sistema ativador reticular ascendente, núcleos de nervos cranianos III e IV), apresenta também tratos ascendentes e descendentes com ocorrência de atividade motora e sensorial Principais divisões anatômicas e respectivas funções encefálicas. ■Ponte: local onde está o núcleo do nervo trigêmeo (V), formação reticular (centros vitais de respiração e sono), tratos ascendentes e descendentes possuindo atividade sensorial e motora ■Bulbo: local com maior acúmulo de núcleos de nervos cranianos (VI, VII, VIII, IX, X, XI, XII), tratos ascendentes e descendentes possuindo atividade sensorial e motora ■Cerebelo: coordenação de movimentos, tônus muscular, propriocepção inconsciente e equilíbrio Nervos Cranianos Nervos Cranianos Sistema Nervoso Periférico Lesões medulares / Incoordenação motora ■Definir a existência ou não de anormalidade neurológica ■Confirmar se a anormalidade está localizada na medula espinal ■Definir qual a região afetada ■Elaborar os principais diagnósticos diferenciais ■Realizar os exames complementares ■Instituir diagnóstico, prognóstico e tratamento. Observações ao exame físico indicativas de anormalidades neurológicas ■Simetria da musculatura corporal ■Simetria de pescoço e tronco ■Tônus anal e da cauda ■Posturas adotadas em descanso ■Padrão de locomoção Observação: Quando a medula espinal apresenta anormalidades, alguns desses itens podem estar alterados O que caracteriza os padrões de locomoção do equino com Incoordenação motora. ■ Paresia (restrição / diminuição): a fraqueza muscular pode ser reconhecida observando-se: diminuição do arco durante a troca do passo, passos mais curtos, retardo na troca do passo, pisar sobre o boleto, pivô sobre o membro interno durante a manobra de andar em círculos fechados, raspar a pinça no chão, tropeçar em objetos, falta de sustentação corporal (mais evidente quando presente nos quatro membros), falta de força para resistir a deslocamentos laterais quando puxado pela cauda ou empurrado na garupa (especialmente durante movimento), tremores musculares durante o apoio do membro. ■ Ataxia (dificuldade ou mesmo incapacidade): é caracterizada pelo aumento dos deslocamentos laterais do tronco e garupa. Passo mais largo, abdução do membro posterior posicionado externamente durante o movimento em círculos, cruzar os membros abaixo do corpo e pisar no membro oposto ■ Espasticidade: diminuição de flexão articular, acarretando passos mais curtos, não ocorrendo a elevação adequada durante a troca do passo, podendo ser definida como um andar rígido ou espástico. Este tipo de anormalidade é principalmente observado em lesões dos neurônios motores superiores na substância branca da medula espinal ■ Hipermetria (aumento da amplitude): é caracterizada principalmente por exagerada flexão articular, sendo particularmente observada em lesões do trato espinocerebelar na medula espinal Incoordenação motora A Incoordenação motora ocorre em virtude de anormalidades neurológicas proprioceptivas e motoras que provocam alterações no padrão normal de locomoção. Pode ser provocada por anormalidades encefálicas, medulares ou no sistema nervoso periférico. A identificação da ocorrência dos sinais clínicos sugestivos é o primeiro passo para confirmação do problema e também para o diagnóstico. Principais manobras a serem realizadas para avaliação de locomoção e postura. ■Postura ■Simetria de pescoço e tronco ■Andar em linha reta■Trotar em linha reta ■Afastar ■Andar em círculos abertos ■Andar em círculos fechados ■Descer e subir rampas ■Ultrapassar pequenos obstáculos durante a locomoção ■Observação do andar com o animal montado Principais manobras a serem realizadas para avaliação de locomoção e postura. ■Andar com o pescoço estendido e flexionado ■Palpação de pescoço e coluna dorsal ■Manipulação do pescoço ■Resposta cervical e cervicofacial ■Sensibilidade do pescoço ■Reflexo musculocutâneo ■Slap test ou reposta torocolaringeana - avalia a integridade do nervo vago, o X par de nervos cranianos ■Deslocamento lateral dos membros anteriores ■Observação de atrofias musculares Principais manobras a serem realizadas para avaliação de locomoção e postura. ■Deslocamento da garupa com o animal parado e também durante a locomoção ■Observação do tônus anal, movimentação da cauda e sensibilidade perineal ■Palpação retal “Slap test” Regiões medulares que podem ser afetadas Regiões medulares que podem ser afetadas. C1-C5 = região cervical; C6-T2 = região cervicotorácica; T3-L3 = região toracolombar; L4-S2 = região lombossacral. Localização da lesão ■ Região cervical (C1-C5): lesões graves nesta região da medula espinal acometeram os quatro membros. As compressões medulares neste local provocam sinais mais graves em membros posteriores devido ao posicionamento mais superficial dos tratos motores relacionados com os membros posteriores em comparação com os membros anteriores. ■ Região cervicotorácica (C6-T2): acometimento dos quatro membros, sendo que lesões nessa região geralmente provocam sinais muito evidentes, principalmente para acometer os neurônios motores inferiores dos membros anteriores. ■ Região toracolombar (T3-L3): membros anteriores normais e membros posteriores afetados. ■ Região lombossacral (L4-S2): acometimento apenas dos membros posteriores; com a extensão caudal da lesão, pode ocorrer a síndrome da cauda equina. ■ Região sacrococcígea: síndrome da cauda equina (diminuição ou ausência da movimentação da cauda, diminuição ou ausência de sensibilidade na região perineal, diminuição do tônus do esfíncter anal e incontinência urinária). ● Objetivo: estabelecer se há doença e localizá-la ● Sentido craniocaudal: cérebro, tronco encefálico, cerebelo, medula espinal, nervos periféricos e músculos Nível de consciência Cérebro, diencéfalo, mesencéfalo Alerta Apatia/Depressão Semicomatoso Comatoso Hiperexcitabilidade Reação posturalSistema vestibular, cerebelo, tronco encefálico Cabeça “head tilt” “head pressing” Tremor Opistótomo Perda de equilíbrio Quedas Opistótono Lesões cerebrais ou cerebelares “Head tilt” – inclinação de cabeça Sistema vestibular, cerebelo, tronco encefálico “Head pressing” – pressionar a cabeça contra objetos Sistema vestibular, cerebelo, tronco encefálico Avaliação da função encefálica Avaliação dos 12 pares de nervos cranianos Observar: Simetria facial; Integridade da função visual Movimentação de orelhas , pálpebras e lábios Mastigação; Movimentação da língua; Deglutição; A presença de anormalidades em 2 ou mais nervos cranianos é indicativo de anormalidades encefálicas Alterações em apenas um par são sugestivas de lesões periféricas ● I Olfatório Olfato ● Teste Oferta de alimento ● Hiposmia (perda parcial do olfato) ● Anosmia (perda total) ● II Óptico ● Visão (sensitivo) ● Musculatura extraocular e pálpebra superior ● Teste: Movimentar a cabeça ● Sensibilidade e motricidade da musculatura facial ● Teste: Simetria / Estímulo VII Facial VIII Vestibulococlear Equilíbrio e audição ● Teste: ◦ Estímulo auditivo ◦Reação postural ◦Nistagmo ◦ Posição de cabeça ◦ Locomoção ● Paladar e deglutição ● Teste: estímulo deglutição ● Motricidade e sensibilidade vísceras torácicas e abdominais ● Motricidade laringe e faringe ● Motricidade pescoço ● Motricidade da língua Tônus Tônus Avaliação sensitiva Reflexos Panículo Anal Propriocepção: capacidade de perceber a localização dos membros no espaço. ● Manifestações: ◦Bambeira ◦Posicionamento assimétrico das patas ◦Cruzamento dos membros ◦Pisada do membro oposto ● Incoordenação motora equina ● avaliar o grau de incoordenação motora ◦ Repouso ◦ Ao passo ◦ Ao trote (incoordenação não acentuada ou grave) ◦ Movimentação em pequeno círculo (ao redor dele mesmo) ◦ Recuo ◦ Subir e descer rampas ◦ Trajeto com obstáculos Teste de recuo Trajeto com obstáculos ● Teste: puxar lateralmente a cauda ● Estação ● movimento ● Testes: ● Cruzar as patas ● Colocar as patas sobre as outras ● Saltitamento lateral ● Pequenos ruminantes – Teste: carrinho de mão (além dos outros acima citados) Líquido cefalorraquidiano ● É formado pelos plexos coroides (capilares) nos ventrículos cerebrais. ● Circula através do espaço subaracnoideo (entre a pia-máter e a membrana aracnoide), sobre a superfície total do cérebro e da medula espinal. Líquido cefalorraquidiano ● Semelhante ao plasma ◦ menos proteína, glicose e K+, e pouca ou nenhuma célula, exceto alguns linfócitos. Meio nutrição para o cérebro e medula e acolchoamento contra choques ● Região atlanto-occiptal ◦ Cateter 14 – inserir o cateter na linha média, após a penetração da dura-máter retirar o mandril ● Região lombosacra ◦ Agulha espinhal e mandril (calibre 18 com 15 cm https://www.youtube.com/watch?v=vj0 -vVYpAtI http://www.youtube.com/watch?v=vj0-vVYpAtI http://www.youtube.com/watch?v=vj0-vVYpAtI http://www.youtube.com/watch?v=vj0-vVYpAtI http://www.youtube.com/watch?v=vj0-vVYpAtI http://www.youtube.com/watch?v=vj0-vVYpAtI https://www.youtube.com/wat ch?v=hjR19b9kYKI http://www.youtube.com/watch?v=hjR19b9kYKI http://www.youtube.com/watch?v=hjR19b9kYKI http://www.youtube.com/watch?v=hjR19b9kYKI http://www.youtube.com/watch?v=hjR19b9kYKI http://www.youtube.com/watch?v=hjR19b9kYKI ● Normal ◦ Transparente, incolor, não forma grumos ◦ Proteína: albumina + imunoglobulinas (80 a 124 mg/dL equinos) ◦ Glicose: 35 a 70% da glicose sérica