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Análises Clínicas – Renal
· Urinálise: Mostra doenças super agudas, antes mesmo dos problemas serem acusados no teste bioquímico.
Exame físico: 
*Volume: Quantidade de urina. Sempre correlacionada com a densidade. Coleta no mínimo: 10 ml
	Poliúria
	Oligúria
	Doença renal crônica
	Doença renal aguda (fase diurética)
	Desidratação
	Diabetes mellitus
	Diabetes insipido
	Choque hipovolêmico: desidratação ou hemorragia
	Hiperadrenocorticismo: Aumento do cortisol, aceleração do metabolismo, batimento do coração, aumento da filtração glomerular – poliúria.
	
Glicosuria renal: O rim produz muita glicose
	
Obstrução de vias urinárias
	Piometra: Toxinas bacterianas fazem aumentar a permeabilidade de filtração. Formação de imunocomplexos
	
Polidipsia psicogênica: Chamar atenção do tutor.
	
Doença renal aguda: Compensação renal para evitar a perda de líquido.
	Terapêutica (líquidos, diuréticos, corticosteroides.)
	Doença renal crônico terminal: Perdeu muito líquido, provavelmente o animal vai entrar em choque e o rim vai parar de funcionar.
	Diabetes insipidos renal: Alteração a nível renal que o ADH não consegue exercer a função dele.
	
	Hapatopatia crônica: metabolismo de aldosterona e glicocorticoide e conversão da amônia.
	
* Cor: 
- Amarelo palha: Indicativo de urina diluída, poliúria, não significa necessariamente densidade baixa.
- Amarelo citrino (quase cor de ouro): Indicativo de concentração, anúria, disúria, oligúria, presença de pigmentos biliares, sangue, hemoglobina, não significa necessariamente densidade alta.
- Âmbar: Pode ser indicativo de mioglobinúria, hemoglobinúria, hematúria, melanina, sulfonamidas e mercúrio.
- Vermelha (em equinos não é anormal): Hematúria, homoglobinúria, intoxicação por Warfarin e fenotiazidas.
- Azul: Azul de metileno (tratamento para cistite em humanos, mas é tóxico para animais), pseudomonas.
- Esverdeada: Azul de metileno, biliverdina.
- Branca: Cristais de fosfato 
* Turbidez: O quanto é possível de ver através do copo de urina.
Límpida – Translúcida 
Turva – Aumento de concentração, presença de materiais biológicos em excesso (bactérias, células, lipídeos e muco.
Equinos – É normal ter a presença de muco da parte renal, dos néfrons ou na bexiga.
* Odor: 
- Sui generis (cheiro característico): Ácidos aromáticos e ácidos voláteis (o cheiro remete a grama)
- Pútrido: Geralmente em casos de cistite, material em decomposição, bactéria.
- Adocicado: Diabetes, geralmente animais que comem qualquer tipo de doce.
- Amoniacal: Uréase, ureia ou bactérias, urina concentrada, cistite (cheiro de banheiro de rodoviária).
- Cetose: Acéticos – corpos cetônicos (diabetes).
* Densidade (reflete a osmolaridade): Relação entre solutos e solventes; Verifica a habilidade dos túbulos renais de concentrar ou diluir o filtrado, prova de função.
- Densidade normal: 1025 – 1035 – 1040; 
- Densidade alta: é indicativo que elementos inorgânicos (gordura, glicose e íons) estão aumentando ou que líquido a urina está reduzida.
- Densidade baixa: Prova de função dos néfrons, quando rim não consegue reabsorver certos elementos, água.
Isostenúria: É eliminação continuada de urina com densidade do filtrado glomerular. O rim perdeu a capacidade de concentração tubular.
Referencias: (1,008 – 1,012) é sinal de patologia, mas nem sempre vai ser e para confirmar é necessário a clínica do animal.
	Oligúria: Densidade alta
	Insuficiência renal aguda (fase inicial): 
	Insuficiência Renal Crônica (fase final)
	IRA pré renal
	Doença do trato urinário inferior (cistite, cálculos..)
	IRA renal
	Desidratação
	IRA pós renal e azotemia pós renal:
	Febre
Poliúria: Densidade baixa
	Secreção ou ação anormal de ADH
	
Excesso de solutos
	
Efeitos de diuréticos
	Tonicidade Medular (do rim – pelve) Reduzida
	Diabetes insipidus
	Diabetes melitus
	Espironolactona
	Hipoadrenocortismo
	Hiperinsulimos
	Diuréticos osmóticos
	Acetazolamida
	Pielonefrites
	Adrenalina, fenitoína, atropina, metoxifluorano, anfotericina b, glicocorticoides e prostaglandina E.
	Doenças glomerulares primárias (alteração a nível de néfron sem alteração de bioquímicas) e síndrome nefrótica
	
Diuréticos de alça (fusemida, ácido, etacrínico)
	Dietas lipoprotéicas
	Polidpisia psicogênica
	Acromegalia (tireoide)
	Benzothiazidinas
	Doença hepáticas
	Hiperhidratação
	Glicosúria renal primária
	
	
	Hiperadrenocorticismo
	Ingestão aumentada de sal
	
	
	Piometra
	Insuficiência renal crônica
	
	
	Hipercalcemia
	
	
	
	Insuficiência renal crônica
	
	
	
	Hipertireoidismo
	
	
	
	Doenças hepáticas: 
	
	
	
Exame químico: 
*PH: Concentração de íons de hidrogênio
- Influenciada pela alimentação: Herbívoros – alcalinas e carnívoros – ácido.
	
	Referências
	Bovino
	7,4 – 8,4
	Canino
	5,5 – 7,5
	Felino
	6,0 – 7,0
	Equino
	7,0 – 8,0
	Ovino e caprino
	7,0 – 8,0
	Suíno
	5,5 – 8,5
	Urina Alcalina
	Demora da urinálise com formação de amônia (urina com erro de armazenamento)
	Cistite associada a bactéria que degradam a uréia em amônia
	Administração do alcalizante (bicarbonato de sódio, lactato de sódio, citrato de sódio)
	Retenção urinária vesical
	Alcalose metabólica ou respiratória
	Urina ácida
	Alimentação rica em proteínas
	Infecções de trato urinário
	Administração de acidificantes (cloreto de amônia, cloreto de cálcio, DL-metionina, fosfato ácido de sódio.
	Catabolismo de proteínas orgânicas por febre, jejum, diabetes mellitus
	Acidose metabólica ou respiratória, principalmente uremia e diabetes mellitus.
* *Proteínas: A proteína não é para sair na urina, ou seja, se for detectável existe alteração renal.
 
	PROTEINÚRIA FISIOLÓGICA
	Exercício musculas excessivo: Aumento da permeabilidade do glomérulo.
	Convulsões: Aumento da permeabilidade do glomérulo.
	Febre: Aumento da permeabilidade do glomérulo.
	Função renal alterada nos primeiros dias de vida: Presença imunoglobulinas, porque o rim não está totalmente desenvolvido.
	Gestação: Alteração renal para alimentação do feto e as toxinas produzidas pelo feto.
	Cirurgias: Uso de anestésicos, redução do metabolismo, alteração do fluxo renal.
	
	Proteinúria Patológica
	
	Origem
	Significado
	Patologias
	
Pré renal
	
Doença primária não renal.
	Insuficiência cárdica congestiva.
Anemia: Falta de proteína mobiliza proteínas de outro lugar ou reduzir a pressão oncótica = aumentando a permeabilidade.
Anemia hemolíticas (babesia): Rompe hemácias e liberação de hemoglobinas.
Hipertireoidismo: Aumenta o metabolismo
Amiloidose: Doença rara Mieloma: Neoplasia
	
 Renal
	- Aumento da permeabilidade capilar.
- Doença tubular com perda funcional.
- Sangue ou exsudato inflamatório renal.
- Gromerulares: Tubulares e Intersticial.
	Glomerulonefrite; Pielonefrite; Erlicha ssp, piometras.
Insufiência renal aguda: Nefrose, cistos renais, nefrite, pielonefrite, neoplasias.
Intoxicação por metais pesados, reação a drogas.
	
Pós renal
	- Infecções do trato urinário inferior.
- Hematúria pós-renal
- Obstrução por cálculos (urolitíase)
	- Pielite (inflamação da pelve, sem comprometimento do nefron); Ureterite (ureter), neoplasias, 
- Cistite, uretrite (uretra);
- Vaginite, tumores de TUI.
* Corpos cetônicos (resíduos de quebra de gordura): São o ácido acético, a cetona, o ácido Beta hidroxibutírico. Durante o metabolismo normal, as gorduras são convertidas em dióxido de carbono, água e energia no fígado. Nesses processos são formados os corpos cetônicos em pequenas quantidades que são filtrados no glomérulo e reabsorvidos pelos túbulos.
	CAUSAS
	Acidose
	Jejum
	Hepatopatias
	Febre em animais novos
	Diabetes mellitus
* Glicose: Normalmente é filtrada e totalmente reabsorvida, quando ultrapassa o limite de reabsorção (170mg/dl) o animal pode apresentar glicose na urina.
	GLICOSÚRIA ASSOCIADA A HIPERGLICEMIA (SEM PROBLEMA RENAL)
	Diabetes mellitus
	Tratamento parenteral com glicose ou frutose
	Hiperadrenocorticismo
	Pancreatite necrótica aguda: Enzimas que degradam carboidratos, formando mais glicose.
	Ingestão excessiva de açucares
	Administraçãoparenteral de adrenalina: Tende a depositar a glicose na corrente sanguínea.
	Corticoterapia
	GLICOSÚRIA NÃO ASSOCIADA A HIPERCLIGEMIA – ALTERAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
	Nefropatias congênitas ou hereditárias
	Doenças renais com comprometimento da porção tubular proximal
* Pigmentos biliares: Cães machos tem uma capacidade secretora maior em comparação com as fêmeas.
	CAUSAS
	Hepatopatias com hepatite infecciosa canina, leptospirose, neoplasias
	Obstrução das vias biliares como colestases intra e extra-hepáticas
- Urobilinogênio (é normal apresentar na urina): É um pigmento biliar formado no intestino pela ação de bactérias sobre bilirrubina conjugada, sendo parte dele reabsorvido pelo intestino para o sangue e levado ao fígado. Nos runs o urobilinogênio é filtrado nos glomérulos e excretado na urina.
	AUSÊNCIA OU DIMINUIÇÃO DO UROBILINOGÊNIO URINÁRIO
	Hepatite por incapacidade funcional de remoção do urobilinogênio da circulação
	Cirrose hepática
	Icterícia hemolítica 
* Hemoglobina:
* Sangue oculto: Hemoglobina, mioglobina (não são visíveis e para diferenciar uma da outra utiliza sulfato de amônio, o sulfato se gruda na hemoglobina e sedimenta e fica amarelo a urina.)
Hematúria - sedimentoscopia
	CAUSAS DE HEMOGLOBINÚRIA
	Agentes infecciosos como leptospirose, piroplasmose, alguns estreptococos.
	Fotossensibilização e plantas tóxicas.
	Agentes químicos, como cobre e mercúrio
	Transfusões sanguíneas incompatíveis
	Doença hemolítica do recém nascido (+ comum em cavalos)
	CAUSAS DE HEMOGLOBINÚRIA
	Acidente ofídico 
	Traumas musculares (rabdomiólise)
* Nitritos (compostos que bactérias produzem): Geralmente a fita humana não é eficaz.
* Sais biliares: Indicativo de doenças hepáticas quando encontrado em excesso. Para detectar é utilizado pó de enxofre.
Sedimento urinário: Busca identificar padrões relacionados à presença de leucócitos, hemácias, células epiteliais, cilindros, filamentos de muco, cristais, sais amorfos, leveduras, espermatozoides, parasitas e bactérias.,
*Células: 
- Leucócitos até 5 por canto (por cistocentese não é normal).
	CAUSAS DE LEUCOCITÚRIA
	Inflamações renais como nefrite, glomérulonefrite, pielonefrite.
	Inflamações do trato urinário baixa como uretrite, cistite.
	Inflamações do trato genital como vaginite, protatite.
 
- Hemácias até 5 por campo – Também relacionado ao aumento da permeabilidade.
	CAUSAS DE HAMATÚRIA
	
Inflamações do trato urinário, como pielonefrite, ureterite, cistite, pielite, prostatite.
	Traumas como cateterização, cistocentese, neoplasias de rim, bexiga ou próstata.
	Congestão passiva renal.
	Parasitas no trato urinário, como Dioctophima renale e dirofilariose.
	Intoxicação, como cobre e mercúrio
	Problemas hemostáticos
	Estro, pós-parto
	Neoplasias, traumas e inflamações do trato genital
Finalidade: Presença de componentes anormais e normais, excesso ou deficiências de algum elemento.
Funções especificas: 
- Eliminar resíduos metabólicos e substâncias químicas: Ureia, creatinina, ácido úrico, ácidos orgânicos, bilirrubina conjugada, droga e toxinas.
- Reter nutrientes no organismo: Proteínas(principalmente), aminoácidos, glicose, cálcio, cloretos, água e bicarbonato.
- Regular o equilíbrio hidroeletrolítico (osmolaridade tanto do sangue e quanto da urina), o equilíbrio ácido-base ao nível celular em conjunto com a pele e os pulmões.
- Regular pressão arterial	
- Sintetizar os hormônios:
*Eritropoetina (principalmente em cães, porque só produzem no rim): Hormônio que controla a produção de hemácias.
* Renina: Controla a formação de angiotensina que influencia na pressão sanguínea e no balanço de sódio.
* 1-25 hidroxicolecalciferol (forma ativa da vitamina D): Atua no balanço de cálcio.
* Prostaglandinas: aumentam o fluxo renal sanguíneo, a excreção de sódio e água e a liberação de renina.
* Sintetizar glicose de origem renal.
Funções renais secundárias: Local de catabolismo da insulina, glucagon e aldosterona.
- Tipos de coleta: 
Micção natural: Quando o paciente for urinar coloca o frasco de coleta em sua região genital. 
Prós: Praticidade, exceto com gatos.
Contra: Introdução do material do trato reprodutor, principalmente de femeas e resultando em contaminação na amostra.
Cateterismo ou sondagem uretral: Introduz a sonda na uretra do animal, sendo a técnica mais simples e fácil de ser empregada no macho; Na introdução da sonda, podem ser utilizadas as pontas dos dedos para guiar até o óstio uretral ou até a bexiga da fêmea; Pode ser utilizado também o espéculo vaginal (introduzido na vulva), que irá expor melhor o óstio para guiar a sonda.
Prós: Fácil desde que tenha treinamento e amostra mais limpa.
Contras: Sondas muito grande pode ser retirado pequenos tecidos da uretra, pode ter sangramento.
Cistocentese (mais utilizada): Consiste na introdução de uma agulha estéril, via percutânea, realizando a coleta diretamente da vesícula urinária; Pode ser realizadas técnicas auxiliadas pelo ultrassom, para guiar o acesso da agulha até a bexiga.
Prós: Amostra pura, sem contaminações, representação direta do que rim está fazendo.
Contras: Necessário muita experiência e muito cuidado para não furar a alça intestinal do animal.
- Armazenamento:
Frascos limpos, vidros ou plásticos da cor âmbar para proteção da luz – Urina pode ter pigmentos biliares que são sensíveis a luz.
Cultura: Pote próprio, estéril, pote folcon.
Horário: Se possível pela manhã, porque pode ter mais elementos e não está diluído.
Coleta tem que ser refrigerada imediatamente, caso contrário pode alterar a amostra resultando em uma análise equivocada como a contagem a mais de bactérias.
Análise ideal em até duas horas e no máximo até seis.
· Bioquímica: Só mostra alterações quando a doença já está instalada.
RELEMBRANDO A FISIOLOGIA
3
- Alterações – Processos patológicos:
* Quando ocorre a febre acontece alteração da permeabilidade, então elementos que não deveriam passar são eliminados pela urina.
* Aumentar os poros ou obstruí-los.
* Alteração da pressão sanguínea (diabetes – excesso de glicose no sangue, alterando a osmolaridade).
* Deposição de imunocomplexos.
- Reguladores da função renal:
* Hormônio Atidiurético (Vassopressina, ADH): Controle de permeabilidade da água dos túbulos renais. – Diabetes Insiputus – Ajuda a concentrar ou diluir a urina.
* Aldoesterona: Reabsorção de sódio (Na+) e secreção de potássio e hidrogênio (K+ e H+).
* Renina: ação indireta através da aldoesterona, mantendo constante a concentração de cálcio plasmático.
* Hormônios natriuréticos: É um antagonista da aldoestereno, atua na excreção de cálcio, inibindo a sua reabsorção pelo néfron.
* Prostaglandina: São potentes vasosdilatadores.
* Calicreína: Vasodilatação nos capilares peri-tubulares e aumento da excreção urinária de Na+, provocando a natriurese.
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