Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

EXAME QUÍMICO DA URINA Profa. Milena Menezes
TIRAS REAGENTES
 Meio simples e rápido para realização de análises químicas;
 pH, proteínas, glicose, cetonas, sangue, bilirrubina, urobilinogênio,
nitrito, leucócitos e densidade.
 Almofadas absorventes impregnadas com substâncias químicas
aderidas a uma tira de plástico.
TIRAS REAGENTES
 As reações são interpretadas pela reação de cor produzida na
almofada com uma tabela fornecida pelo fabricante.
TÉCNICA - TIRAS REAGENTES
 Imersão completa e rápida da tira reagente em uma amostra bem
homogeneizada e eliminação do excesso da urina;
 Comparação das reações coloridas, utilizando uma boa fonte de luz;
 Leitura entre 60 a 120 segundos;
TÉCNICA - TIRAS REAGENTES
TÉCNICA - TIRAS REAGENTES
GRAVIDADE ESPECÍFICA
• Avaliação da capacidade de reabsorção renal;
• Pode ser realizada através da medição da gravidade específica da
amostra;
• Também detecta possível desidratação ou anormalidades no
hormônio ADH;
Densidade
 É uma medida da densidade das
substâncias químicas dissolvidas na
amostra
• É influenciada pelo número de partículas presentes e pelo tamanho.
GRAVIDADE ESPECÍFICA
• Isostenúria: utilizado para descrever a urina com gravidade específica de
1.010.
• Hipostenúricas: ↓ 1.010
• Hipertenúricas:↑ 1.010
• A maioria das amostras aleatórias situa-se entre 1.005 e 1.035
DENSIDADE
PH - POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
 Indivíduo saudável → primeira urina da manhã ligeiramente ácida (5 –
6);
 pH alcalino→ encontrado em urinas após as refeições;
 Amostras aleatórias normais→ variação entre 4,5 a 8,0;
PH - POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
 Auxílio na determinação da existência de doenças sistêmicas
acidobásico de origem metabólica ou respiratória;
 Pode indicar um distúrbio resultante da incapacidade dos rins para
secretar ou reabsorver ácido ou base;
PH - POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
 A precipitação de produtos químicos inorgânicos dissolvidos na urina
forma cristais e cálculos renais;
• Oxalato de cálcio
- Frequente nos cálculos renais
- Precipitação em urinas ácidas
A manutenção da urina em pH alcalino 
inibe a formação de cálculos
PH - POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
 A manutenção de urina ácida pode ser importante no tratamento de
infecções do trato urinário causadas por organismos que metabolizam
a ureia→ não se multiplicam facilmente em meio ácido;
PH - POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
PROTEÍNAS
 Mais indicativo de doença renal;
 Proteinúria→ nome dado a presença de proteína na urina;
 A albumina sérica é a principal proteína encontrada na urina normal;
 Outras proteínas: microglobulinas séricas e tubulares, Tamm-Horsfall
produzida pelos túbulos e proteínas das secreções vaginal, seminal e
prostática.
PROTEÍNAS
 Nem sempre significa doença renal requer testes adicionais para
determinar se representa condição normal ou patológica;
 Causas variadas: pré-renal, renal e pós-renal;
Baseado na origem das proteínas
PROTEINÚRIA PRÉ-RENAL
 É causada por condições que afetam o plasma antes de atingir os rins;
 Não é indicativo de doença renal real;
 Condição frequentemente transitória;
 ↑ níveis de proteínas plasmáticas de baixo peso molecular:
hemoglobina, mioglobina e proteínas de fase aguda;
PROTEÍNA DE BENCE-JONES
 Mieloma múltiplo;
 Desordem proliferativa das células plasmáticas produtoras de
imunoglobulinas, o soro contem níveis significativamente elevados de
cadeias leves de imunoglobulina monoclonal (proteína de Bence-
Jones).
PROTEÍNA DE BENCE-JONES
 As proteínas de Bence-Jones são fragmentos, usualmente cadeias
leves (KAPPA e LAMBDA), de imunoglobulinas monoclonais
(paraproteinas) que são filtradas no glomérulo. Na maioria dos casos é
rapidamente depurada do plasma, podendo não ser detectada pela
eletroforese. Cerca de 70% a 80% dos pacientes com mieloma múltiplo
apresentam proteína de Bence-Jones na eletroforese de urina.
PROTEINÚRIA RENAL
 Associada a verdadeira doença renal, pode ser o resultado de dano
glomerular ou tubular;
PROTEINÚRIA RENAL
 Membrana glomerular danificada→ filtração seletiva prejudicada
 Principais causas de proteinúria em razão de lesão glomerular →
substâncias tóxicas e os complexos imunes encontrados em LES e
glomerulonefrites estreptocócicas).
Proteinúria glomerular
PROTEINÚRIA RENAL
 Causas de disfunção tubular → exposição a substâncias tóxicas e
metais pesados, infecções virais e síndrome de Fanconi.
Proteinúria tubular
PROTEINÚRIA RENAL
 Benigna; ocorre frequentemente em adultos jovens.
 Ocorre após períodos nos quais a postura vertical é mantida e
desaparece quando a posição horizontal é assumida.
 ↑ da pressão sobre a veia renal, quando na posição vertical.
Proteinúria Ortostática (postural)
PROTEINÚRIA RENAL
 O desenvolvimento de nefropatia diabética, que leva a redução de
filtração glomerular e eventual insuficiência renal é ocorrência comum
em pessoas com diabetes mellitus tipo 1 e 2.
Microalbuminúria
PROTEINÚRIA RENAL
 O aparecimento de complicações renais, pode ser, inicialmente previsto
pela detecção de microalbuminúria.
 Associada ao ↑ do risco de doença cardiovascular.
Microalbuminúria
PROTEINÚRIA PÓS-RENAL
 Infecções bacterianas, fúngicas e inflamações produzem exsudatos
com proteínas do fluido intersticial.
GLICOSE
 Diabetes gestacional → aparecimento de hiperglicemia e glicosúria,
normalmente em torno do sexto mês.
 Origem não diabética → pancreatite, câncer pancreático,
hipertireoidismo, síndrome de Cushing.
CETONAS
 Representa três produtos intermediários do metabolismo da gordura:
acetona, ácido acetoacético e ácido beta-hidroxibutírico.
 Razões clínicas → incapacidade para metabolizar hidratos de carbono
como na diabetes mellitus, aumento da perda de carboidratos por
vômito, inadequada ingestão de hidratos de carbono associadas com
jejum e má absorção.
SANGUE
 Glóbulos vermelhos intactos (hematúria) ou como produto da
destruição de glóbulos vermelhos no sangue, hemoglobina
(hemoglobinúria).
Hemácias – sedimento urinário
SANGUE
 Relacionada a doenças renais ou genitourinárias nas quais o
sangramento é o resultado do trauma ou dano aos órgãos desses
sistemas.
 Principais causas → cálculos renais, doenças glomerulares, tumores,
traumatismos, pielonefrite, exposição a substâncias tóxicas e terapia
anticoagulante.
Hematúria
SANGUE
 Pode resultar na lise dos glóbulos vermelhos produzida no sistema
urinário, especialmente em urina alcalina e diluída.
 Anemia hemolítica, reações transfusionais, queimaduras graves,
picadas de aranha emerita marrom, infecções e exercícios extenuantes.
Hemoglobinúria
SANGUE
 Pacientes com condições associadas a destruição muscular
(rabdomiólise) → traumas, síndrome de esmagamento, coma
prolongado, convulsões, alcoolismo, abuso de heroína e esforço
intenso.
Mioglobinúria
BILIRRUBINA
 Pode fornecer indicação precoce de doença hepática, muitas vezes é
detectada antes do aparecimento de icterícia.
 Aparece na urina quando o ciclo de degradação é perturbado por
obstrução do ducto biliar (cálculos biliares ou cânceres), ou quando a
integridade do fígado está danificada.
UROBILINOGÊNIO
 A diminuição da função hepática reduz a capacidade do fígado de
processar o urobilinogênio recirculado do intestino.
 O excesso de urobilinogênio remanescente no sangue é filtrado pelos
rins e aparece na urina.
NITRITOS
 Triagem para presença de infecções do trato urinário (ITU);
 Também pode ser utilizado para avaliar o êxito da terapia antibiótica e
para exame periódico de pessoas com infecções recorrentes.
LEUCÓCITOS
 Triagem para presença de infecções do trato urinário (ITU);
 Também pode ser utilizado para avaliar o êxito da terapia antibiótica e
para exame periódico de pessoas com infecções recorrentes.
LAUDO EXAME QUÍMICO
OBRIGADA
milena.menezes@unigran.br