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DIREITO PENAL 
por Hen rique de Lara Morais 
RESUMO 
Direito Penal 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
concurseiroforadacaixa.com.br | 01
Sumario 
Glossário de Siglas ........................................................................................................................................................................ 2 
Da Lei Penal ................................................................................................................................................................................... 4 
Princípios do Direito Penal ......................................................................................................................................................................... 4 
Lei Penal ........................................................................................................................................................................................................ 4 
Interpretação e Analogia da Lei Penal ...................................................................................................................................................... 4 
Lei Penal no Tempo ..................................................................................................................................................................................... 5 
Aplicabilidade da Lei Penal ........................................................................................................................................................................ 5 
Infrações Penais de menor potencial ofensivo........................................................................................................................................ 6 
Conflito Aparente de Leis ........................................................................................................................................................................... 6 
Tempo e Lugar do Crime ............................................................................................................................................................................ 6 
Lei Penal no Espaço ..................................................................................................................................................................................... 6 
Pena Cumprida no Estrangeiro.................................................................................................................................................................. 7 
Eficácia da Sentença Estrangeira .............................................................................................................................................................. 7 
Contagem de Prazo ...................................................................................................................................................................................... 7 
Legislação Especial ...................................................................................................................................................................................... 8 
Responsabilização Penal da Pessoa Jurídica ............................................................................................................................................ 8 
Do Crime ........................................................................................................................................................................................ 9 
Visão Geral dos Elementos Constitutivos ................................................................................................................................................ 9 
Conceito de Crime ...................................................................................................................................................................................... 10 
Tipicidade ................................................................................................................................................................................................... 10 
Erro de Tipo ................................................................................................................................................................................................ 13 
Iter Criminis (“Caminho do Crime”) ....................................................................................................................................................... 14 
Ilicitude (Antijuridicidade) ...................................................................................................................................................................... 16 
Culpabilidade ............................................................................................................................................................................................. 17 
Concurso de Pessoas .................................................................................................................................................................................. 19 
Penas ............................................................................................................................................................................................................ 21 
Extinção da Punibilidade .......................................................................................................................................................................... 21 
Classificação dos Crimes ........................................................................................................................................................................... 23 
Parte Especial do Código Penal .................................................................................................................................................. 24 
Análise de Cobrança .................................................................................................................................................................................. 24 
Dos Crimes Contra a Pessoa ..................................................................................................................................................................... 25 
Dos Crimes Contra o Patrimônio ............................................................................................................................................................. 32 
Dos Crimes Contra a Dignidade Sexual .................................................................................................................................................. 37 
Dos Crimes Contra a Incolumidade Pública .......................................................................................................................................... 39 
Dos Crimes Contra a Fé Pública ............................................................................................................................................................... 40 
Dos Crimes Contra a Administração Pública ......................................................................................................................................... 43 
Dos Crimes Contra a Paz Pública ............................................................................................................................................................. 48 
Dos Crimes Contra a Organização do Trabalho ..................................................................................................................................... 49 
Dos Crimes Contra o Sentimento Religioso e Contra o Respeito aos Mortos .................................................................................... 50 
Dos Crimes Contra a Propriedade Imaterial ..........................................................................................................................................Detenção 
3-12 meses
Conceito residual, 
ou seja, é a lesão que 
não é grave nem 
gravíssima
GRAVE
Reclusão 
1-5 anos
Incapacidade para 
ocupações 
habituais, por +30d
Perigo 
de vida
Debilidade 
permanente
Aceleração 
de parto
GRAVÍSSIMA
Reclusão 
2-8 anos
Incapacidade 
permanente 
para o trabalho
Enfermidade 
incuravel
Perda / inutilização
do membro, sentido 
ou função
Deformidade 
permanente
Resulta em 
aborto
SEGUIDA MORTE
Reclusão 
4-12 anos
Resulta morte, MAS
agente não quis 
nem assumiu risco 
de produzí-lo
Cuidado!! Há intenção de causar a 
lesão, mas não de matar! Se 
houvesse o dolo de matar , seria o 
caso de homicídio doloso
É o caso de preterdolo: Dolo no 
antecedente (lesão)+ Culpa no 
consequente (morte)
CULPOSA
Detenção 
2-12 meses
Atenção! A lesão 
culposa NÃO se 
divide em leve, 
grave e gravíssima!
 1 
 2 
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https://www.concurseiroforadacaixa.com.br
https://www.tecconcursos.com.br/questoes/656285
Direito Penal 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
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Pena e Ação P enal 
SUBSTITUIÇÃO 
DE PENA 
Pena de detenção pode ser substituída por MULTA, caso as lesões NÃO sejam graves e: 
• Sejam recíprocas 
• Haja hipóteses de diminuição de pena 
DIMINUIÇÃO 
DE PENA 
Pena reduzida de ↓1/6 a ↓1/3 
• Motivo de relevante valor social ou moral 
 
• Violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação 
AUMENTO DE 
PENA 
Pena aumentada de 1/3 
• Praticado por milícia privada ou grupo de extermínio 
 
• Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício 
 
• Agente deixa de prestar socorro ou foge para evitar o flagrante 
Pena aumentada de 1/3 a 2/3 
• Lesão for praticada contra autoridade ou agente de segurança pública, integrantes do sistema 
prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, OU 
contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição 
Ação Penal: somente é condicionada à representação nos casos de lesão corporal LEVE e CULPOSA. Contudo, ainda que seja leve 
ou culposa, nos crimes previstos na Lei Maria da Penha a AP será incondicionada. 
DO S CRIM ES CO NTRA A HO NRA 
Calúnia 
 Art. 138 - CALUNIAR alguém, imputando-lhe falsamente FATO DEFINIDO COMO CRIME 
Detenção 6-24 meses + Multa 
• MESMA PENA incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. 
• [DESPENCA] PUNÍVEL a calúnia contra os mortos 
Exceção da verdade: admite-se a prova da verdade, SALVO SE: 
 Constituindo o fato imputado crime de ação PRIVADA, o ofendido NÃO foi condenado por sentença irrecorrível 
 Fato é imputado ao Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro 
 Do crime imputado, embora de ação PÚBLICA, o ofendido FOI ABSOLVIDO por sentença irrecorrível 
 
Difamação 
 Art. 139 - DIFAMAR alguém, imputando-lhe FATO OFENSIVO À SUA REPUTAÇÃO 
Detenção 3-12 meses + Multa 
Exceção da verdade: somente se admite se o ofendido é funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. 
 
 
Injúria 
 Art. 140 - INJURIAR alguém, ofendendo-lhe a DIGNIDADE OU O DECORO 
Detenção 1-6 meses OU Multa 
• Injúria consiste em violência ou vias de fato: Detenção 3-12 meses + Multa + pena correspondente à violência 
• [DESPENCA] Injúria racial (cor, etnia, religião) ou condição de idoso ou portador de deficiência: reclusão 1-3 anos + Multa 
– Ação Penal Pública Condicionada! 
Muito Cuidado! Não confundir com o crime de racismo (art. 20, Lei 7.716/89)! Contudo, tanto o STF quanto o STJ 
reconhecem a equiparação, de forma que a injúria racial também é imprescritível e inafiançável. A propósito, 
lembro que o crime de homofobia / transfobia foi equiparado ao racismo pelo STF, em 2019, na ADO 26. 
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Direito Penal 
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DIS POS I ÇÕ ES CO MU NS 
 
DO S CRIM ES CO NTRA A LIB ERDADE P ES SOAL 
CRIME CONDUTA PENA 
Redução a condição 
análoga à de escravo 
[FOQUE MUITO AQUI] 
Art. 149. REDUZIR alguém a condição análoga à de 
escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a 
jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições 
degradantes de trabalho, quer restringindo, por 
qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida 
contraída com o empregador ou preposto. 
Reclusão 2-8 anos E multa E pena 
correspondente à violência 
Aumento de pena 1/2: 
• Contra criança ou adolescente 
• Por preconceito de raça, cor, etnia, 
religião ou origem 
[MESMA PENA] Cerceia o uso de qualquer meio de 
transporte por parte do trabalhador, com o fim de 
retê-lo no local de trabalho. 
[MESMA PENA] Mantém vigilância ostensiva no local 
de trabalho OU se apodera de documentos ou objetos 
pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local 
de trabalho. 
Constrangimento 
ilegal 
[FOQUE AQUI] 
Art. 146 - CONSTRANGER alguém, mediante violência 
ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por 
qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a NÃO 
fazer o que a lei permite, OU a fazer o que ela NÃO 
manda 
 
Atenção! Não compreende constrangimento ilegal: 
1. A coação para impedir suicídio 
2. Intervenção médica caso haja perigo de vida 
Detenção 3-12 meses OU Multa 
Pena cumulativa, em DOBRO + pena 
relativa à violência: praticado por mais 
de 3 pessoas OU há emprego de armas 
D
IS
P
O
S
IÇ
Õ
E
S
 C
O
M
U
N
S
Aumento de Pena
Aumento de 1/3
- Contra PR ou Chefe de gov. estrangeiro
- Contra funcionário público (em razão de suas funções)
- Na presença de várias pessoas
- Contra maiores de 60 anos, ou portadores de deficiência, EXCETO injúria
Pena em DOBRO se o crime é cometido mediante paga ou promessa de 
recompensa 
Se o crime é cometido ou divulgado em quaisquer modalidades das redes 
sociais da rede mundial de computadores, aplica-se em TRIPLO. 
Exclusão do Crime
[DESPENCA] Não constituem INJÚRIA ou DIFAMAÇÃO punível em
juízo, na discussão da causa, pela parte ou procurador
Há outras hipóteses muito pouco cobradas
Retratação
[ISENÇÃO DE PENA]
1) CALÚNIA ou DIFAMAÇÃO
2) ANTES da SENTENÇA, de forma cabal
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Direito Penal 
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CRIME CONDUTA PENA 
Ameaça 
[FOQUE AQUI] 
Art. 147 - AMEAÇAR alguém, por palavra, escrito ou 
gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe 
mal injusto e grave 
Detenção 1-6 meses OU Multa 
Atenção! Somente se procede mediante 
representação. Trata-se de ação penal 
pública CONDICIONADA 
Tráfico de Pessoas 
[CAI POUCO] 
Art. 149-A. Agenciar, aliciar, recrutar, transportar, 
transferir, comprar, alojar ou acolher pessoa, mediante 
grave ameaça, violência, coação, fraude ou abuso, com 
a finalidade de: 
• Remover-lhe órgãos, tecidos ou partes do corpo 
• Submetê-la a qualquer tipo de servidão 
• Adoção ilegal 
• Exploração sexual 
• Submetê-la a trabalho em condições análogas à de 
escravo 
Reclusão 4-8 anos + Multa 
Aumento de pena  1/3 até 1/2: 
• Vítima retirada do território nacional 
(tráfico internacional de pessoas) 
 
• Contra criança, adolescente, idoso ou 
deficiente 
 
• Há outras, mas nunca cobradas... 
 
Redução de ⭣1/3 a ⭣2/3 (privilegiado): 
agente primário E não integrar 
organização criminosa. 
Sequestro e 
Cárcere privado 
[CAI POUCO] 
Art. 148 - PRIVAR alguém de sua liberdade, mediante 
sequestro ou cárcere privado 
Reclusão 1-3 anos 
Há qualificadoras (aumento de pena) do 
crime, mas não foram cobradas nos 
últimos 5 anos, assim deixamos de fora. 
Perseguição 
[Novidade2021] 
Art. 147-A. PERSEGUIR alguém, reiteradamente e por 
qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou 
psicológica, restringindo-lhe a capacidade de 
locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou 
perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade. 
Reclusão 6 meses - 2 anos + MULTA 
As penas são aplicáveis sem prejuízo 
das correspondentes à violência. 
Aumento de pena 1/2: 
• Contra criança, adolescente ou idoso 
 
• Contra mulher, por razões da condição 
de sexo feminino1 
 
• Mediante concurso de 2 ou mais 
pessoas OU com emprego de arma 
 
1Há razões de sexo feminino quando 
o crime envolve violência doméstica 
e familiar; menosprezo ou 
discriminação à condição de mulher. 
Atenção! Somente se procede mediante 
representação. Trata-se de ação penal 
pública CONDICIONADA. 
Violência psicológica 
contra a mulher 
[Novidade 2021] 
Art. 147-B. Causar DANO EMOCIONAL à mulher que 
a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento OU 
que vise a degradar ou a controlar suas ações, 
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
constrangimento, humilhação, manipulação, 
isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do 
direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause 
prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação. 
Reclusão 6 meses - 2 anos + MULTA, se 
a conduta não constitui crime mais 
grave. 
 
 
 
 
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CRIM ES CONT RA A I NVIO LABI LI DADE DOS S EGRE DOS 
A Lei 12.737/12, conhecida como “Lei Carolina Dieckmann” introduziu no Código Penal (arts. 154-A e 154-B) a figura do crime 
de “Invasão de dispositivo informático”. Vejamos: 
 
 
 
Ação Penal 
Em regra, procede-se mediante REPRESENTAÇÃO. SALVO quando o crime for cometido contra: 
• Adm. direta ou indireta – de qualquer dos poderes – da União, Estados, DF ou Municípios; 
• Empresas concessionárias de serviços públicos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
In
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o
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ti
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o
 i
n
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á
ti
c
o
INVADIR dispositivo informático de uso alheio, conectado ou não
à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir
dados ou informações sem autorização expressa ou tácita OU de
instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita.
Reclusão de 1-4 anos E multa
Se resulta prejuízo econômico,
aumenta-se de ↑1/3 a ↑2/3
Mesma pena
Quem produz, oferece, distribui,
vende ou difunde dispositivo ou
programa de computador com o
intuito de permitir a prática
da invasão.
Se da invasão RESULTAR a obtenção de conteúdo de comunicações
privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas,
ou o controle remoto não autorizado do dispositivo.
Reclusão de 1-5 anos E multa
Se divulgação, comercialização
ou transmissão a terceiro, dos
dados / informações, aumenta-
se de ↑1/3 a ↑2/3
Aumenta-se a pena de ↑1/3 a↑1/2 praticado contra:
1) Presidente da República, governadores e prefeitos;
2) Presidente do STF
3) Presidente da Câmara, Senado, Assembleia Legislativa, da Câmara Legislativa do DF ou Câmara Municipal;
4) Dirigente máximo da administração direta e indireta federal, estadual, municipal ou do DF.
Atenção para a pegadinha  Algumas questões irão falar em "membro da Câmara, Senado ou STF, por
exemplo. Entretanto, só se aplica aos PRESIDENTES.
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Direito Penal 
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DO S CRIM ES CO NTRA O P AT RIM ÔNIO 
FU RTO 
 
1 
Aumento de Pena em 1/3: crime é praticado durante o repouso noturno 
Outras Penas: 
1. Reclusão 3-8 anos: subtração de veículo automotor que venha a ser transportado p/ outro Estado ou exterior 
2. Reclusão 2-5 anos: subtração for de semovente domesticável de produção (boi, vaca, galinha, porco, etc) 
3. Reclusão de 4-10 anos + Multa: subtração de substâncias explosivas ou de acessórios para sua fabricação. Cuidado! 
O furto qualificado com o USO de explosivos é um crime HEDIONDO (Art. 1º, IX da Lei 8.072/90). 
 
4. Furto Mediante Fraude (Reclusão 4-8 anos + Multa): cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, 
conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de 
programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo. 
 
a. Aumenta-se de 1/3 a 2/3: crime praticado utilizando servidor mantido fora do território nacional 
b. Aumenta-se de 1/3 a 2x: crime praticado contra idoso ou vulnerável 
Coisa Móvel: equipara-se à coisa móvel a ENERGIA ELÉTRICA ou qualquer outra que tenha valor econômico 
Furto de sinal de TV à cabo é crime de furto? 
STJ (RHC 308.47): caracteriza furto simples. 
STF (HC 97.261): não se pode usar "analogia in mallam partem, portanto, a conduta é ATÍPICA. 
STJ (Súmula 567): Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no 
interior de estabelecimento comercial, por si só, NÃO TORNA impossível a configuração do crime de furto. 
FURTO
Art. 155 - SUBTRAIR, para si ou para outrem, coisa alheia MÓVEL
Reclusão 1-4 anos + Multa
FURTO PRIVILEGIADO
Criminoso primário E
coisa furtada de pequeno valor
JUIZ PODERÁ
- Substituir reclusão por detenção
- Diminuir pena de 1/3 a 2/3
- Aplicar somente multa
STJ (Súmula 511): possível reconhecimento
do privilégio nos casos de crime de furto
qualificado, se estiverem presentes a
primariedade do agente, o pequeno valor da
coisa e a qualificadora for de ordem objetiva
FURTO QUALIFICADO
Reclusão 2-8 anos + Multa
- Abuso de confiança [DESPENCA]
- Com destruição ou rompimento de obstáculo
- Mediante fraude
- Mediante escalada ou destreza
- Emprego de chave falsa
- Concurso de 2+ pessoas
STJ (Súmula 442): É inadmissível aplicar, no 
furto qualificado, pelo concurso de agentes, a 
majorante do roubo.
 1 
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Direito Penal 
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ROU BO 
 
1 
STJ (Súmula 582): CONSUMA-SE o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante emprego de violência ou 
grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, 
sendo prescindível (dispensável) a posse mansa e pacífica ou desvigiada 
2 
STJ (Súmula 443): O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige 
fundamentação concreta, não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes. 
3 
STF (Súmula 610): Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o agente a subtração 
de bens da vítima. 
SUBTRAÇÃO MORTE LATROCÍNIO 
Consumada Consumada Consumado 
Tentada Tentada Tentado 
Tentada Consumada Consumado 
Consumada Tentada Tentado 
 
ROUBO
Art. 157 Subtrair coisa móvel alheia,
para si ou para outrem, mediante GRAVE
AMEAÇA ou VIOLÊNCIA a pessoa, ou
depois de havê-la, por qualquer meio,
reduzido à impossibilidade de resistência
Reclusão 4-10 anos + multa
Mesma 
Pena
Roubo Impróprio
Quem, logo DEPOIS de subtraída a coisa,
emprega violência ou grave ameaça, a
fim de ASSEGURAR A IMPUNIDADE ou a
detenção da coisa para si ou para terceiro
Aumento 
de Pena
Roubo Circunstanciado: 1/3 a 1/2
1) Concurso de 2+ pessoas
2) Vítima em serviço de transporte de valores
3) Subtração de veículo automotor 
transportado para outr Estado ou exterior
4) Agente mantém a vítima em seu poder, 
restringindo sua liberdade
5) Subtração de substâncias explosivas ou de 
acessórios que possibiltem fabricá-los
6) Emprego de arma BRANCA (NOVIDADE)
AUMENTA EM 2/3
1) Emprego de ARMA DE FOGO
2) Emprego de EXPLOSIVO ou de artefato 
análogo que cause perigo comum
PENA EM DOBRO
Emprego deARMA DE FOGO de uso restrito 
ou proibido (NOVIDADE)
Roubo 
Qualificado
Resulta lesão corporal GRAVE
Reclusão 7-18 anos + Multa
LATROCÍNIO - resulta morte
Reclusão 20-30 anos + Multa
Trata-se de crime hediondo
 3 
 1 
NÃO SE 
APLICA 
Colaboração da vítima: dispensável 
 2 
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EXT ORS ÃO 
STJ (Súmula 96): O crime de extorsão consuma-se independentemente da obtenção da vantagem indevida. 
 
ATENÇÃO! 
CONSTRANGIMENTO ILEGAL EXTORSÃO CONCUSSÃO 
Art. 146 - Constranger alguém, mediante 
violência ou grave ameaça, ou depois de 
lhe haver reduzido, por qualquer outro 
meio, a capacidade de resistência, a não 
fazer o que a lei permite, ou a fazer o 
que ela não manda. 
Art. 158 - Constranger alguém, mediante 
violência ou grave ameaça, e com o 
intuito de obter para si ou para outrem 
indevida vantagem econômica, a 
fazer, tolerar que se faça ou deixar de 
fazer alguma coisa 
Art. 316, CP: - Exigir, para si ou para 
outrem, direta ou indiretamente, ainda 
que fora da função ou antes de assumi-
la, mas em razão dela, vantagem 
indevida - crime funcional, sem 
violência ou grave ameaça! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS
EXTORSÃO
Art. 158 - Constranger alguém,
mediante violência ou grave
ameaça, e com o intuito de
obter para si ou para outrem
indevida vantagem econômica, a
fazer, tolerar que se faça ou
deixar de fazer alguma coisa.
Reclusão 4-10 anos + Multa
Aumento de 1/3 a 1/2
- Praticado de 2+ pessoas; ou
- Emprego de arma
Reclusão 7-18 anos
- Violência resulta lesão corporal grave
Reclusão 20-30 anos
- Violência resulta morte
EXTORSÃO MEDIANTE 
SEQUESTRO
Art. 159 - SEQUESTRAR
pessoa com o fim de obter, para
si ou para outrem, qualquer
vantagem, como condição ou
preço do resgate.
Reclusão 8-15 anos + Multa
QUALIFICADO 
Reclusão 12-20 anos
- Sequestro dura +24h; ou
- Sequestrado menor de 18 ou maior de 60; ou
- Cometido por bando ou quadrilha
Reclusão 16-24 anos
- Se resulta lesão corporal grave
Reclusão 24-30 anos
- Se resulta morte
EXTORSÃO INDIRETA
Art. 160 - Exigir ou receber,
como garantia de dívida,
abusando da situação de
alguém, documento que pode
dar causa a procedimento
criminal contra a vítima ou
contra terceiro:
Reclusão 1-3 anos + Multa
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AP RO PRI AÇÃO IN DÉ BITA 
Em qualquer caso, se agente primário e valor pequeno, JUIZ PODERÁ: 
Substituir reclusão 
por detenção 
Diminuir pena de 
1/3 a 2/3 
Aplicar somente 
multa 
 
 
Apropriação 
Indébita 
 Art. 168 - APROPRIAR-SE de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção1 
Reclusão 1-4 anos + Multa 
1A detenção é desvigiada; se vigiada, trata-se de furto. 
Aumento de Pena (1/3): quando o agente recebeu a coisa... 
1. Em depósito necessário 
2. Em razão de ofício, emprego ou profissão 
3. Como tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial 
 
Apropriação Indébita 
Previdenciária [DESPENCA] 
 Art. 168-A. DEIXAR de repassar à previdência social as contribuições 
RECOLHIDAS dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional 
Reclusão 2-5 anos + Multa 
Mesma pena: quem deixar de recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha 
sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público. 
 
Extinção da Punibilidade: agente, ESPONTANEAMENTE, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, ANTES do 
início da ação fiscal 
STJ (HC 362.478/2017): ADIMPLEMENTO do débito tributário, a QUALQUER tempo, até mesmo após o advento do 
trânsito em julgado da sentença penal condenatória, é causa de extinção da punibilidade do acusado. 
Perdão Judicial: juiz pode deixar de aplicar ou aplicar somente multa se: 
 
 Muito Cuidado! 
Apropriação Indébita Previdenciária 
(art. 168-A, CP) 
As contribuições foram RECOLHIDAS, porém, o 
repasse NÃO é feito à Previdência Social 
 Sonegação de Contribuição Previdenciária 
(art. 337-A, CPP) 
Nesse caso há supressão ou redução de contribuição, ou 
seja, NÃO houve recolhimento! 
 
 
 
 
 
 
Agente primário e 
bons antecedentes
Promoveu após o início da ação fiscal e antes de
oferecida a denúncia, o PAGAMENTO da
contribuição
VALOR das contribuições seja igual ou
inferior ao estabelecido pela previdência como
sendo o mín. para ajuizar execuções fiscais
OU 
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Direito Penal 
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ESTE LI ONATO E O U TRAS FRAU DES 
CRIME CONDUTA OBSERVAÇÕES 
Estelionato 
Art. 171 - OBTER, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em 
prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, 
mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento 
Reclusão 1-5 anos + Multa 
STJ (Súmula 17): Quando o falso se exaure no estelionato, 
sem mais potencialidade lesiva, é por este absorvido. 
STJ (Súmula 73): A utilização de papel moeda 
grosseiramente falsificado configura, em tese, o crime de 
estelionato, da competência da justiça estadual. 
[DEPENCA] Pena aumenta de 1/3 se o crime é 
cometido em detrimento de entidade de 
direito público ou de instituto de economia 
popular, assistência social ou beneficência. 
STJ (Súmula 24): Aplica-se ao crime de 
estelionato, em que figure como vítima 
entidade autárquica da previdência 
social, a qualificadora acima. 
[Novidade] Pena aumenta de 1/3 a 2x, se o crime 
é cometido contra idoso ou vulnerável. 
NOVIDADES DO “PACOTE ANTICRIME” 
Regra: procede-se mediante representação 
Exceções: se a vítima for: 
• ADMP direta ou indireta 
• Criança ou adolescente 
• Pessoa com deficiência mental 
• Maior de 70 anos 
• Incapaz 
Fraude no 
pagamento 
por meio 
de cheque 
Art. 171, V - Quem emite cheque, sem suficiente provisão de 
fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o pagamento. 
Reclusão 1-5 anos + Multa 
STF (Súmula 554): O pagamento de cheque emitido sem 
provisão de fundos, após o recebimento da denúncia, não 
obsta ao prosseguimento da ação penal 
Fraude 
Eletrônica 
Art. 171, §2º-A. Se a fraude é cometida com a utilização de 
informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a 
erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio 
de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio 
fraudulento análogo. 
Reclusão 4-8 anos + Multa 
Aumenta-se de 1/3 a 2/3, se o crime é praticado 
utilizando servidor mantido fora do território nacional. 
Fraude à 
execução 
Art. 179 - Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo 
ou danificando bens, ou simulando dívidas. 
Detenção 6-24 meses OU multa 
Somente se procede MEDIANTE QUEIXA 
RE CEPT AÇÃO 
 
Atenção! A receptação é PUNÍVEL, ainda que desconhecido ou isento de pena o autor do crime de que proveio a coisa. 
 
Art 180
RECEPTAÇÃO
Adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser
produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte
RECEPTAÇÃO CULPOSA
Adquirir ou receber coisa que, por sua natureza OU pela
desproporção entre o valor e o preço, OU pela condição de quem a
oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso
Criminoso primário, 
pode o juiz deixar de 
aplicar a pena.
RECEPTAÇÃO QUALIFICADA
Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar,
vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de
atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crimehttps://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
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Direito Penal 
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DIS POS I ÇÕ ES G ERAI S – CRI ME S CO NTRA O P AT RIM ÔNI O (TO DO S ) 
Escusa Absolutória / Imunidade Penal Absoluta 
Art. 181 - É isento de pena (extingue punibilidade) quem 
comete qualquer dos crimes, em prejuízo: 
• Do cônjuge (na constância da sociedade conjugal) 
• Ascendente / descendente (civil / natural | legítimo ou não) 
Imunidade Relativa ou Processual 
Art. 182 - SOMENTE se procede mediante representação, se o 
crime é cometido em prejuízo: 
• Cônjuge desquitado ou judicialmente separado; 
• Irmão, legítimo ou ilegítimo; 
• Tio ou sobrinho, com quem o agente coabita. 
 
Art. 183 - NÃO SE APLICA o disposto nos dois artigos acima: 
 Se o crime é de roubo ou de extorsão, ou, em geral, quando haja emprego de grave ameaça ou violência à pessoa 
 Ao estranho que participa do crime 
 Se o crime é praticado contra pessoa de idade maior ou igual 60 anos 
DO S CRIM ES CO NTRA A DIGN I DADE S EX UAL 
CRIM ES CONT RA A LIBE RDADE S EX UAL 
CRIME CONDUTA PENA 
Estupro 
[HEDIONDO] 
 
 
Art. 213. CONSTRANGER alguém (homem ou mulher!), 
mediante VIOLÊNCIA ou grave ameaça, a ter conjunção carnal 
ou a PRATICAR ou PERMITIR que com ele se pratique outro 
ato libidinoso (ou seja, não precisa de toque físico) 
STJ (Súmula 593): O crime de estupro de vulnerável se 
configura com a conjunção carnal ou prática de ato 
libidinoso com menor de 14 anos, sendo IRRELEVANTE 
eventual consentimento da vítima, sua experiência sexual 
anterior ou existência de relacionamento amoroso. 
Pena 
Reclusão 6-10 anos 
Resulta lesão grave 
Reclusão 8-12 anos 
Vítima menor 18 ou maior 14 
Reclusão 8-12 anos 
Resulta morte 
Reclusão 12-30 anos 
Assédio 
Sexual 
Art. 216-A. CONSTRANGER alguém com o intuito de obter 
vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente 
da sua condição de superior hierárquico ou ascendência 
inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função. 
Detenção 1-2 anos 
Se vítima menor de 18 anos, aumenta-se 
pena em até 1/3 
Importunação 
Sexual 
Art. 215-A. PRATICAR contra alguém e sem a sua anuência 
ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou 
a de terceiro 
Reclusão 1-5 anos, se o ato não constitui 
crime mais grave 
Violação 
sexual 
mediante 
fraude 
Art. 215. TER conjunção carnal ou PRATICAR outro ato 
libidinoso, mediante fraude ou outro meio que impeça ou 
dificulte a LIVRE MANIFESTAÇÃO DE VONTADE da vítima 
Reclusão 2-6 anos 
Se objetivo é obter vantagem econômica, 
também se aplica MULTA. 
ATENÇÃO! 
• Ação Penal: PÚBLICA INCONDICIONADA (independe de representação) 
• Aumento de Pena 
a) 1/4: cometido com concurso de 2+ pessoas 
b) 1/3 a 2/3: concurso de 2+ agentes (Estupro Coletivo) 
c) 1/3 a 2/3: para controlar o comportamento social ou sexual da vítima (Estupro Corretivo) 
d) 1/2: agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou 
empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela. 
Sim, no texto do CP consta as duas majorantes. 
Na prova, considere ambas corretas! 
M
A
IS
 C
O
B
R
A
D
O
S
 
https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
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https://en.wikiquote.org/wiki/Caution
https://en.wikiquote.org/wiki/Caution
https://en.wikiquote.org/wiki/Caution
https://en.wikiquote.org/wiki/Caution
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/
https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/
Direito Penal 
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CRIM ES S EX UAI S CO NTRA V ULN ERÁV EL 
 
 
 
 
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Estupro de Vulnerável
Art. 217-A. TER conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos.
Reclusão 8-15 anos
Mesma Pena
Quem pratica as ações com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
Resulta lesão corporal GRAVE: Reclusão 10-20 anos
Resula MORTE: Reclusão 12-30 anos
Atenção! As penas se aplicam independetemente de consentimento da vítima OU do fato de ela ter
mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de
sexo ou de pornografia
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir,
publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema
de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena
de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o
consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia.
Reclusão 1-5 anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Aumento de pena
↑1/3 a ↑2/3: agente que mantenha relação íntima de afeto ou fim de vingança ou humilhação.
Exclusão de ilicitude
NÃO HÁ CRIME quando se tratar de publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou
acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada sua
prévia autorização, caso seja maior de 18 anos.
Favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança
ou adolescente ou de vulnerável
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual
alguém menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário
discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar que a abandone:
Reclusão 4-10 anos | Se tiver fim de vantagem econômica, aplica-se também MULTA
Mesmas Penas
● Quem PRATICA conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 18 e maior de 14 anos na
situação descrita no caput;
● Proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas do caput.
Efeito obrigatório cassação da licença de funcionamento.
Corrupção de Menores
Art. 218. INDUZIR alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem.
Reclusão 2-5 anos
Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente
Art. 218-A. PRATICAR, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar,
conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem:
Reclusão 2-4 anos
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Direito Penal 
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EXP OSI ÇÃO DA INTI MI DADE S EX UAL 
CRIME CONDUTA PENA 
Registro não 
autorizado da 
intimidade 
sexual 
Art. 216-B. PRODUZIR, fotografar, filmar ou registrar, por 
qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou 
libidinoso de caráter íntimo e privado SEM AUTORIZAÇÃO 
dos participantes. 
Pena 
Detenção 6 meses a 1 ano E multa 
Mesma pena para quem realiza montagem 
com fim de incluir pessoa em cena de nudez 
ou ato sexual ou libidinoso. 
DO S CRIM ES CO NTRA A IN COLUMI DADE PÚ BLI CA 
CRIM ES DE P E RIGO CO MU M 
Esse tópico, por si, é pouco cobrado. São 9 crimes no total, contudo, apenas 2 realmente são cobrados: incêndio e explosão. 
Apenas a título de “conhecimento”, os demais são: 
1. Uso de gás tóxico ou asfixiante 
2. Inundação 
3. Perigo de Inundação 
4. Desabamento ou desmoronamento 
5. Difusão de doença ou praga 
6. Subtração, ocultação ou inutilização de material 
de salvamento 
7. Fabrico, fornecimento, aquisição posse ou 
transporte de explosivos ou gás tóxico, ou 
asfixiante
 
CRIME CONDUTA PENA 
Incêndio 
[MAIS COBRADO] 
Art. 250 - CAUSAR incêndio, expondo a perigo a vida, 
a integridade física ou o patrimônio de outrem 
Modalidades 
DolosaReclusão 3-6 anos + Multa 
Culposa 
Detenção 6-24 meses 
Aumento de pena 1/3 (DOLOSO) 
• Intuito de vantagem pecuniária 
• Casa habitada ou destinada à habitação 
• Edifício público 
• Poço petrolífero ou galera de mineração 
• Lavoura, pastagem, mata ou floresta 
• Estação ferroviária ou aeródromo 
• Estaleiro, fábrica ou oficina 
• Embarcação, aeronave, comboio ou 
veículo de uso coletivo 
• Depósito de explosivo, combustível ou 
inflamável 
Explosão 
Art. 251 - EXPOR a perigo a vida, a integridade física 
ou o patrimônio de outrem, mediante explosão, 
arremesso ou simples colocação de engenho de 
dinamite ou de substância de efeitos análogos 
Substância É dinamite ou análogo 
Dolosa 
Reclusão 3-6 anos + Multa 
Culposa 
Detenção 6-24 meses 
Substância NÃO é dinamite ou análogo 
Dolosa 
Reclusão 1-4 anos + Multa 
Culposa 
Detenção 3-12 meses 
Aumento de pena 1/3: mesmos casos do 
incêndio. 
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Direito Penal 
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Atenção, pois é muito cobrado! Formas qualificadas de crime de perigo comum (aplica-se a todos) 
 DOLOSO CULPOSO 
Resulta lesão 
corporal 
- 1/2 
Resulta lesão 
corporal GRAVE 
1/2 - 
Resulta em 
MORTE 
Pena 
DOBRADA 
Pena do homicídio 
culposo 1/3 
DO S CRIM ES CO NTRA A FÉ PÚ BLI CA 
Em relação aos crimes contra a fé pública as questões são bem literais. De um universo de +137 analisadas, apenas UMA 
cobrou a “decoreba” das penas, portanto, não as colocarei aqui, apenas a conduta e alguma observação necessária! 
FALSI DADE DE TÍTU LOS E OUT ROS P AP É IS PÚ BLI COS 
CRIME CONDUTA E OBSERVAÇÕES 
Falsificação de 
papéis públicos 
Art. 293 - FALSIFICAR, fabricando-os ou alterando-os: 
• Vale postal 
• Bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela U, E, M 
• Papel de crédito público que não seja moeda de curso legal 
• Selo destinado a controle tributário, papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à 
arrecadação de tributo 
 
• Cautela de penhor, caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido 
por entidade de direito público 
 
• Talão, recibo, guia, alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas 
ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável 
Condutas com a mes ma p ena 
Usa, guarda, possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo. 
Importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda, fornece ou restitui à circulação selo 
falsificado destinado a controle tributário. 
Importa, exporta, adquire, vende, expõe à venda, mantém em depósito, guarda, troca, cede, empresta, 
fornece, porta ou, de qualquer forma, utiliza em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade 
comercial ou industrial, produto ou mercadoria: 
• Em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário, falsificado; 
• Sem selo oficial, nos casos em que a legislação tributária determina sua obrigatoriedade. 
Equipara-se a atividade comercial, qualquer forma de comércio irregular ou clandestino, inclusive o 
exercido em vias, praças ou outros logradouros públicos e em residências. 
Condutas com p ena dis tinta 
Suprimir, em qualquer desses papéis, quando legítimos, com o fim de torná-los novamente utilizáveis, 
carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização. 
➢ Incorre na mesma pena quem usa, depois de alterado, qualquer dos papéis citados acima 
Petrechos de 
falsificação 
Art. 294 - FABRICAR, ADQUIRIR, FORNECER, POSSUIR ou GUARDAR objeto especialmente destinado 
à falsificação de qualquer dos papéis referidos no artigo anterior. 
Aumento de Pena: 1/6 se o fato é cometido por funcionário público prevalecendo-se do cargo 
 
 
 
 
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Direito Penal 
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FALSI DADE DO CU M ENT AL 
CRIME CONDUTA E OBSERVAÇÕES 
Falsificação do 
selo ou sinal 
público 
Art. 296 - FALSIFICAR, fabricando-os ou alterando-os: 
• Selo público destinado a autenticar atos oficiais da U, E, M 
• Selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público, ou autoridade, ou sinal público de tabelião 
Aumento de Pena: 1/6 se o fato é cometido por funcionário público 
Incorre nas mesmas penas quem: 
✓ Faz USO do selo ou sinal falsificado; 
✓ Utiliza INDEVIDAMENTE o selo / sinal verdadeiro prejudicando outrem ou proveito próprio / alheio 
✓ ALTERA, FALSIFICA ou FAZ USO INDEVIDO de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros 
símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. 
Falsificação 
Documento 
Público 
Art. 297 - FALSIFICAR, no todo ou em parte, documento público, ou 
ALTERAR documento público verdadeiro 
Equiparados ao doc. 
público 
• Emanado por paraestatal 
• Título ao portador - ex: 
cheque 
• Ações de sociedade 
comercial 
• Livros mercantis 
• Testamento particular 
§ 3o Quem INSERE ou FAZ INSERIR: 
1. Na folha de pag. ou doc destinado à previdência pessoa que NÃO 
possua a qualidade de segurado obrigatório 
 
2. Na CTPS, documento contábil ou destinado à previdência declaração 
falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita 
§ 4o Quem OMITE nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, 
a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. 
Falsificação 
Documento 
Particular 
Art. 298 - FALSIFICAR, no todo ou em parte, documento particular ou ALTERAR documento particular 
verdadeiro. 
Obs: Equipara-se a documento particular o cartão de crédito ou débito. 
Falsidade 
Ideológica 
Art. 299 - OMITIR, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele 
INSERIR ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com a finalidade de 
prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante 
➢ Funcionário público e prevalece do cargo, pena 1/6 
➢ Falsificação / alteração de assentamento de registro civil, pena 1/6 
Falso 
reconhecimento 
de firma ou letra 
Art. 300 - RECONHECER, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o não seja: 
Doc. Público: reclusão 1-5 anos + multa 
Doc. Particular: reclusão 1-3 anos+ multa 
Certidão ou 
atestado 
ideologicamente 
falso 
 
Art. 301 - ATESTAR ou CERTIFICAR FALSAMENTE, em razão de função pública, fato ou circunstância 
que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer 
outra vantagem. 
Falsidade material de atestado ou certidão 
FALSIFICAR, no todo ou em parte, atestado ou certidão, ou ALTERAR O TEOR de certidão ou de 
atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo 
público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem: 
Falsidade 
Atestado Médico 
Art. 302 - DAR o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso 
➢ Se tem como fim o lucro, aplica-se também multa 
Reprodução ou 
adulteração de 
selo ou peça 
filatélica 
Art. 303 - REPRODUZIR ou ALTERAR selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção, SALVO quando 
a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça. 
Mesma pena: incorre quem, para fins de comércio, faz uso do selo ou peça filatélica. 
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CRIME CONDUTA E OBSERVAÇÕES 
Uso de 
Doc. Falso 
Art. 304 - FAZER USO de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302 
Supressão de 
documento 
Art. 305 - DESTRUIR, SUPRIMIR ou OCULTAR, em benefício próprio ou deoutrem, ou em prejuízo 
alheio, documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor. 
Doc. Público: reclusão 2-6 anos + multa 
Doc. Particular: reclusão 1-5 anos+ multa 
Falsa 
Identidade 
Art. 307 - ATRIBUIR-SE ou ATRIBUIR a terceiro falsa identidade p/ obter vantagem, própria ou alheia, 
OU p/ causar dano a outrem. 
STJ (Súmula 522): A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, 
ainda que em situação de alegada autodefesa 
Art. 308 - USAR, como próprio, passaporte, título de eleitor, caderneta de reservista ou qualquer documento 
de identidade alheia ou CEDER a outrem, para que dele se utilize, documento dessa natureza, próprio ou 
de terceiro. 
OUT RAS FALSI DADE S 
CRIME CONDUTA E OBSERVAÇÕES 
Falsa 
Identidade 
Art. 307 - ATRIBUIR-SE ou ATRIBUIR a terceiro falsa identidade p/ obter vantagem, própria ou alheia, OU 
p/ causar dano a outrem. 
STJ (Súmula 522): A conduta de atribuir-se falsa identidade perante autoridade policial é típica, ainda 
que em situação de alegada autodefesa 
Art. 308 - USAR, como próprio, passaporte, título de eleitor, caderneta de reservista ou qualquer documento de 
identidade alheia ou CEDER a outrem, para que dele se utilize, documento dessa natureza, próprio ou de 
terceiro. 
Fraudes em 
certames de 
interesse 
público 
Art. 311-A. UTILIZAR ou DIVULGAR, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de 
comprometer a credibilidade do certame, conteúdo SIGILOSO de: 
• Concurso público 
• Avaliação ou exame públicos 
• Processo seletivo para ingresso no ensino superior 
• Exame ou processo seletivo previstos em lei 
Mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não 
autorizadas às informações mencionadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1/3 se o fato é cometido 
por funcionário público 
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DO S CRIM ES CO NTRA A ADMIN IST RAÇÃO P ÚB LI CA 
STJ (Súmula 599): O princípio da insignificância é inaplicável aos crimes contra a administração pública. 
CRIM ES PRATI CADO S PO R FUN CION ÁRI O P ÚB LI CO (CRI MES PRÓP RIOS ) 
CO N CEI TO DE FUN CION ÁRI O P ÚB LI CO 
Art. 327 - Funcionário público: quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função 
pública – EX: jurados, mesários, estagiários, etc. Aplica-se inclusive aos agentes políticos eletivos. 
§ 1º - Equiparado: quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora 
contratada ou conveniada para a execução de atividade TÍPICA da ADMP 
§ 2º - Aumento de Pena: 1/3 se ocupantes de cargos em comissão ou função da ADMD, SEM, EP ou FUND - Cuidado! NÃO se 
aplica às AUT, porém o STF entende que a majorante se APLICA aos agentes políticos detentores de cargos eletivos. 
CRIM ES 
CRIME CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Peculato 
Dica! PEgar 
APROPRIAR-SE de $$ ou bem móvel público ou particular, 
de que TEM A POSSE em razão do cargo, ou DESVIÁ-LO, em 
proveito próprio ou alheio. 
Peculato-apropriação: indivíduo age 
como se fosse dono (levar PC p/ casa). 
Peculato-desvio: indivíduo desvia o bem, 
sendo IRRELEVANTE se consegue 
proveito (FORMAL). 
Peculato 
Furto / doloso 
NÃO TENDO A POSSE , SUBTRAI ou CONCORRE p/ que seja 
subtraído, VALENDO-SE de facilidade que lhe proporciona 
por ser funcionário. 
EX: é o caso de, por ter acesso aos 
escritórios, o funcionário furta um PC. 
Peculato 
Culposo 
CONCORRER culposamente (imperícia, negligência ou 
imprudência) para o crime de outrem. 
Reparação do dano 
 
 NÃO admite tentativa 
Peculato 
mediante erro de 
outrem 
APROPRIAR-SE de $$ ou qualquer utilidade que, no 
exercício do cargo, recebeu por erro de outrem – ERRO 
ESPONTÂNEO, sem provocação. 
CONSUMAÇÃO: no momento em que, 
tendo a posse da coisa, dela se apropria. 
*PECULATO-ESTELIONATO* 
Inserção de dados 
falsos em Sist. de 
Inform. 
Inserir ou facilitar, o FUNCIONÁRIO AUTORIZADO, a inserção 
de dados falsos, alterar ou excluir dados corretos, com o 
FIM de obter vantagem indevida ou causar dano. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: momento em que as 
informações falsas passam a fazer parte 
do sistema de informações. 
Modificação ou 
alteração não 
autorizada de 
Sist. de Inform. 
Modificar ou alterar, o FUNCIONÁRIO, S.I, sem autorização. 
MERA CONDUTA 
CONSUMAÇÃO: alteração ou modificação. 
SE DANO: 1/3 a 1/2. 
Extravio, 
sonegação ou 
inutilização de 
livro ou 
documento 
Extraviar livro oficial ou documento de que tem a guarda 
em razão do cargo; sonegá-lo ou inutiliza-lo, total ou 
parcialmente. - Deve haver DOLO 
MERA CONDUTA - 
CONSUMAÇÃO: realização das condutas, 
sendo irrelevante a ocorrência de dano 
para a ADMP. 
Emprego 
irregular de 
verbas públicas 
Dar às verbas públicas APLICAÇÃO DIVERSA da 
estabelecida em lei. 
Cuidado! Apropriação = PECULATO. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: aplicação irregular de 
verbas públicas, não bastando a simples 
indicação sem execução. 
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CRIME CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Concussão 
[Cai Muito!] 
EXIGIR , p/ si ou para outrem, direta ou indiretamente, 
ainda que fora da função, ou antes de assumi-la, mas em 
razão dela, VANTAGEM INDEVIDA - desvio de função. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: ocorre com a EXIGÊNCIA. 
CUIDADO! Se pessoa entregar valor, ela 
NÃO pratica Corrupção Ativa 
Excesso de exação 
EXIGIR tributo que sabe ou deveria saber indevido ou, 
quando devido, emprega na cobrança meio vexatório; 
QUALIFICADO: autor DESVIA o que recebeu 
indevidamente, para si ou 3º. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: momento da exigência ou 
do emprego do meio vexatório ou 
gravoso. 
Corrupção 
passiva 
SOLICITAR ou RECEBER, para si ou 3º, ainda que fora da 
função, ou antes de assumi-la, mas em razão dela, 
VANTAGEM INDEVIDA, ou ACEITAR promessa de 
vantagem. 
 
QUALIFICADO: em consequência da vantagem, o 
funcionário retarda ou deixa de praticar ato ou o pratica 
infringindo dever - 1/3 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO 
• Momento em que a solicitação chega 
ao conhecimento do terceiro 
• Receber 
• Aceitar a promessa. 
Cuidado! Receber ou não, não influencia 
p/ ser crime consumado. Basta que a 
solicitação chegue ao conhecimento 3º 
Facilitação de 
contrabando ou 
descaminho 
FACILITAR, com infração de dever funcional, a prática de 
contrabando ou descaminho. 
Se for sem infração do dever funcional, ele pratica o 
próprio contrabando ou descaminho. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: realização da facilitação, 
seja comissiva (ex: aconselhar) ou 
omissiva (ex: não criar obstáculos). 
Prevaricação 
(própria) 
RETARDAR ou DEIXAR DE PRATICAR ato de ofício, ou praticá-
lo contra disposição legal, para SATISFAZER interesse ou 
sentimento PESSOAL – dolo específico. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: omissão, realização ou 
retardamento do ato. 
Cuidado! NÃO HÁ necessidade de 
vantagem indevida. 
Prevaricação 
imprópria 
DEIXAR o Diretor de Penitenciária e/ou agente de cumprir 
seu dever de vedar ao preso acesso a CELULAR – o dolo é 
genérico 
OMISSIVO PRÓPRIO 
CONSUMAÇÃO: acesso do preso ao 
aparelho telefônico, ainda que não 
consiga utilizá-lo. 
Condescendência 
criminosa 
DEIXAR, por INDULGÊNCIA (dó), de responsabilizar 
subordinado que cometeu infração, ou se lhe falta 
competência, não levar ao conhecimento do competente. 
OMISSIVO PRÓPRIO 
CONSUMAÇÃO: simples conduta negativa. 
 NÃO admite tentativa 
Advocacia adm. 
PATROCINAR (facilitar, advogar) interesse PRIVADO 
(legítimo ou ilegítimo) perante a ADMP, valendo-se da 
qualidade de funcionário. 
Agravante: se interesse é ILEGÍTIMO. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: realizaçãodo 1º ato de 
patrocínio, independentemente da 
obtenção do resultado pretendido 
Abandono de 
função 
Abandonar cargo, fora dos casos permitidos em lei – só 
cometido por funcionário investido em CARGO. 
OMISSIVO PRÓPRIO 
CONSUMAÇÃO: afastamento do cargo por 
tempo juridicamente relevante. 
 NÃO admite tentativa 
Exercício 
funcional 
ilegalmente 
antecipado ou 
prolongado 
Entrar no exercício antes de satisfeitas as exigências 
legais ou continuar a exercê-la, SEM autorização, depois 
de saber oficialmente que foi exonerado, removido, 
substituído ou suspenso. 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: momento em que o 
funcionário pratica o primeiro ato de 
ofício. 
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CRIME CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Violação de sigilo 
funcional 
REVELAR fato de que tem ciência em razão do cargo 
(aposentado tbm), e que deva permanecer em segredo, ou 
facilitar-lhe a revelação – crime que possui caráter 
subsidiário 
FORMAL 
CONSUMAÇÃO: momento do ato da 
revelação do segredo. Por ser. 
NÃO existe na modalidade culposa, pois 
exige-se dolo. 
Violação de sigilo 
funcional de Sist. 
de Inform. 
Permitir ou facilitar o acesso de pessoas não autorizadas 
a S.I ou D.B da ADMP; utilizar, indevidamente, o acesso 
restrito. 
CONSUMAÇÃO: momento da permissão 
ou facilitação. 
Ex: emprestar senha. 
Violação sigilo de 
proposta de 
concorrência 
Devassar o sigilo de proposta de concorrência ou 
proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo. 
MATERIAL 
CONSUMAÇÃO: momento em que o 
funcionário ou o terceiro toma 
conhecimento do conteúdo da proposta. 
Violência 
arbitrária 
Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de 
exercê-la 
CONSUMAÇÃO: prática da violência. 
Art. 92 - São também efeitos da condenação: 
I - PERDA de cargo, função pública ou mandato eletivo: 
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo > 1 ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou 
violação de dever para com a ADMP; 
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo > 4 anos nos demais casos. 
CRIM ES PRATI CADO S PO R PARTI CULAR CO NTRA A ADM . (CRIMES CO MUNS ) 
São crimes COMUNS praticados tanto por particulares, quanto por funcionários públicos quando NÃO investidos nessa 
qualidade (ou seja, age como particular). 
CRIM ES 
CRIME CONDUTA CONSUMAÇÃO 
Usurpação de 
função pública 
USURPAR o exercício de função pública - sujeito não tinha 
vínculo anterior com a ADMP. 
 Se do fato o agente aufere vantagem, então é tipo 
qualificado 
O crime é consumado com a prática do 
primeiro ato de ofício, independente do 
resultado (FORMAL), ou seja, não 
importando se o exercício da função 
usurpada é gratuito ou oneroso. 
Resistência 
Violência 
OPOR-SE execução de ato LEGAL por VIOLÊNCIA ou 
AMEAÇA à funcionário competente ou a quem lhe esteja 
prestando auxílio – a violência deve ser dirigida o funcionário 
e não a “coisa”. 
QUALIFICADO: se o ato, em razão da resistência, não se 
executa. 
É delito FORMAL, consumando-se no 
momento da violência ou ameaça. 
→ Caso haja concurso de crimes, são 
aplicadas todas as penas. Ex: Lesão 
Corporal + Resistência – aplica-se ambas 
as penas! 
Desobediência 
Sem violência 
DESOBEDECER à ordem LEGAL de funcionário público. 
→ Se funcionário, nessa qualidade, desobedecer, há 
PREVARICAÇÃO . 
O crime é consumado com a ação ou 
omissão (OMISSIVO PRÓPRIO) do 
desobediente. 
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CRIME CONDUTA CONSUMAÇÃO 
Desacato 
Desacatar funcionário público no EXERCÍCIO da função ou 
EM RAZÃO dela. Ex: juiz está em um supermercado e alguém 
o chama de ladrão (desacato em razão da função). 
O crime é consumado com o ato ofensivo. 
É um crime FORMAL. 
→ Ato deve ser presenciado pelo sujeito 
passivo (telefone, e-mail, etc. NÃO vale ⇾ 
injúria) 
→ Funcionário público só comete 
desacato na qualidade de PARTICULAR. 
 NÃO admite tentativa 
Tráfico de 
influência 
Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou outrem, 
vantagem ou promessa, a PRETEXTO DE INFLUIR em ato 
praticado por funcionário público no exercício da função. 
→ Particular alega ter prestígio junto a funcionário, engana 
vítima através da promessa de poder influenciar em algum 
ato do Poder Público. 
 Pena aumentada da 1/2 se o agente alega ou insinua que a 
vantagem é também destinada ao funcionário. 
No verbo obter, trata-se de CRIME 
MATERIAL e a consumação ocorre no 
momento em que o sujeito obtém a 
vantagem (ou a promessa). 
Nos verbos solicitar, exigir e cobrar, 
temos o CRIME FORMAL e a consumação 
opera-se com a simples ação do sujeito. 
Muitíssimo cuidado p/ não confundir 
com exploração de prestígio (CCAJ) 
Corrupção ativa 
OFERECER ou PROMETER vantagem indevida a 
funcionário público, PARA praticar, omitir ou retardar ato 
de ofício. 
→ Cuidado! Os verbos são oferecer e prometer. Não existe 
previsão legal pela ação nuclear “entregar” 
 Pena aumentada de 1/3 se, em razão da vantagem ou 
promessa, o funcionário retarda ou omite ato de ofício ou o 
pratica infringindo dever. 
O crime é FORMAL e consuma-se quando 
funcionário público toma conhecimento 
da oferta ou promessa. 
→ Segundo a jurisprudência, se 
particular oferece vantagem p/ que 
funcionário não pratique ato ilegal, NÃO 
HÁ crime. 
→ Se ato já foi praticado, o oferecimento 
não constitui crime, e sim fato atípico 
por ausência do fim especial. 
Inutilização de 
edital ou de 
sinal 
- Rasgar ou inutilizar ou conspurcar (sujar, manchar, 
macular) edital afixado por ordem de funcionário; 
- Violar ou inutilizar selo ou sinal empregado, por 
determinação legal ou por ordem de funcionário público 
para identificar ou cerrar qualquer objeto. 
Trata-se de crime MATERIAL. Consuma-
se o delito com o ato de rasgar, inutilizar, 
conspurcar ou violar. 
Subtração ou 
inutilização de 
livro ou 
documento 
Subtrair ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, 
processo ou documento confiado à custódia de funcionário 
em razão de ofício ou de particular em serviço público. 
Crime MATERIAL e consumado com a 
subtração ou efetivação da inutilização 
Contrabando 
Dica! 
Counterfeit em 
inglês é 
“falsificado” 
IMPORTAR ou EXPORTAR mercadoria PROIBIDA 
→ Pena: 2 a 5 anos reclusão 
 A pena aplica-se em dobro se o crime de contrabando é 
praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 
Incorre na mesma pena quem: 
 Importa ou exporta clandestinamente 
mercadoria que depende de registro ou 
autorização; 
 Importante! Reinsere no território 
nacional mercadoria BRA destinada à 
exportação. 
 Vende, expõe à venda, deposita ou 
utiliza mercadoria proibida por lei; 
 Adquire, recebe ou oculta mercadoria 
proibida. 
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CRIME CONDUTA CONSUMAÇÃO 
Descaminho 
ILUDIR, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou 
IMPOSTO devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo 
de mercadoria 
→ Pena: 1 a 4 anos reclusão 
 A pena aplica-se em dobro se o crime de descaminho é 
praticado em transporte aéreo, marítimo ou fluvial. 
Incorre na mesma pena quem: 
 Cabotagem não permitida; 
 Pratica fato assimilado; 
 Vende, expõe à venda, deposita ou 
utiliza mercadoria introduzida 
clandestinamente; 
 Adquire, recebe ou oculta mercadoria 
estrangeira sem documentação ou com 
essa falsa. 
CO NSI DERAÇÕ ES 
Concurso de Pessoas: supondo que um funcionário público A cometa crime de peculato junto com um particular B, estranho 
ao quadro da ADMP. De acordocom o Art. 30, desde que B saiba que A era funcionário público, B responderá JUNTAMENTE 
pelo crime de peculato – ser funcionário público é elementar ao crime 
Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal (circunstâncias subjetivas), SALVO quando 
elementares do crime. 
Explica-se: visa impedir que circunstâncias e condições de caráter pessoal de um dos autores ou partícipes sirva para beneficiar 
ou prejudicar os demais. Como no caso de peculato é elementar que um dos autores seja funcionário público, aplica-se a ressalva, 
desde que o coautor saiba da qualidade do autor. 
CRIM ES CONT RA A ADMI NIST RAÇÃO DA JU STI ÇA 
CRIME CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Denunciação 
caluniosa 
Dar causa à INSTAURAÇÃO de: 
• Instauração de INQUÉRITO POLICIAL 
• Procedimento investigatório CRIMINAL 
• Processo JUDICIAL 
• Processo administrativo DISCIPLINAR 
• Inquérito CIVIL; 
• Ação de improbidade administrativa; 
[...] CONTRA ALGUÉM , imputando-lhe CRIME, infração ético 
disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente. 
Para a consumação é necessário que a autoridade tenha adotado 
alguma providência → Crime MATERIAL 
1/6 se anonimato ou 
nome falso (nome suposto) 
1/2 se imputação é de 
CONTRAVENÇÃO. 
Elemento subjetivo: DOLO, 
não admitindo forma 
culposa. 
Comunicação falsa 
de crime ou de 
contravenção 
PROVOCAR a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de 
crime ou contravenção que SABE não se ter verificado. 
Para a consumação é necessário que a autoridade tenha praticado 
algum ato → Crime MATERIAL 
Comunicação falsa à PM 
NÃO configura o delito. 
Elemento subjetivo: DOLO. 
Autoacusação 
falsa 
ACUSAR-SE, perante a autoridade, de CRIME inexistente OU praticado 
por outrem. 
Consumado no momento em que a autoridade toma 
conhecimento, pouco importando se toma providência. 
CUIDADO! NÃO pratica o crime quem assume sozinho a prática de 
um crime do qual participou (EX: um casal assalta, mas apenas o 
marido assume). 
Objeto NÃO pode ser 
contravenção penal. 
Se a confissão se der 
mediante coação, NÃO há 
crime. 
Exploração de 
prestígio 
SOLICITAR ou RECEBER dinheiro ou qualquer outra utilidade, a 
pretexto de INFLUIR em juiz, jurado, órgão do MP, funcionário de justiça, 
perito, tradutor, intérprete ou testemunha. 
1/3 se o agente alega que o 
dinheiro também se 
destina a qualquer das 
pessoas referidas. 
Atenção, redação 
alterada em 2020 
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CRIME CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Coação no curso 
do processo 
USAR de violência ou grave ameaça , COM O FIM de favorecer interesse 
próprio ou alheio, em processo JUDICIAL, POLICIAL ou ADM, OU JUÍZO 
ARBITRAL. 
Se da violência resultar 
ferimento = Lesão Corporal 
+ Coação 
Falso testemunho 
ou falsa perícia 
FAZER afirmação falsa, ou negar a verdade ou calar a verdade COMO 
testemunha, perito, contador, tradutor ou intérprete em: 
• Processo JUDICIAL 
• INQUÉRITO policial – Inquérito CIVIL não 
• Processo ADM 
• Juízo ARBITRAL 
1/6 a 1/3 Se praticado mediante suborno OU com o fim de obter prova 
destinada a produzir efeito em processo PENAL (qualquer) ou CIVIL 
(quando for parte ADMD ou ADMI). 
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE: se, ANTES DA SENTENÇA agente 
se retrata ou diz a verdade 
Obs: sentença RECORRÍVEL, em regra, de 1º grau 
É CRIME PRÓPRIO (exige 
condição especial do autor) 
E DE MÃO PRÓPRIA (não 
admite coautoria). 
Crime só punido a título 
doloso, i.e, a pessoa tem a 
intenção de dar o falso 
testemunho. 
Corrupção Ativa 
de testemunha (...) 
Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou outra vantagem a testemunha, 
perito, contador, tradutor ou intérprete, PARA fazer afirmação falsa, 
negar ou calar a verdade (DOLOSO). 
1/6 a 1/3 se cometido com 
o fim de obter prova 
destinada a produzir efeito 
em processo PENAL ou 
CIVIL (quando for parte 
ADMD ou ADMI). 
Exercício 
arbitrário das 
próprias razões 
Fazer justiça pelas próprias mãos, PARA satisfazer pretensão, embora 
LEGÍTIMA1, SALVO se a lei o permite (legítima defesa). 
• SEM violência = queixa (AÇÃO PRIVADA) 
• COM violência = AÇÃO PÚBLICA 
Tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder 
de terceiro por determinação judicial ou convenção. 
1Legítima: punição que o 
Judiciário poderia aplicar, 
se provocado. 
Fraude processual 
INOVAR artificiosamente, no processo CIVIL ou ADM, o estado de 
lugar, coisa ou pessoa, com o FIM DE induzir a erro o juiz ou o perito. 
2x se processo PENAL, AINDA QUE não iniciado. 
EX: limpar a cena do crime, 
retirar manchas de 
sangue, etc. 
Desobediência a 
decisão judicial 
sobre perda ou 
suspensão de 
direito 
EXERCER função, atividade, direito, autoridade ou múnus, de que foi 
suspenso ou privado por decisão JUDICIAL. 
Crime PRÓPRIO, pois 
somente quem sofreu a 
decisão judicial inibitória é 
que poderá praticá-lo. 
DO S CRIM ES CO NTRA A P AZ PÚ BLI CA 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Incitação ao crime 
Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime. 
Pena 
Detenção 3-6 meses OU multa. 
Apologia de crime ou criminoso 
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de 
autor de crime. 
Pena 
Detenção 3-6 meses OU multa. 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Associação Criminosa 
Art. 288. Associarem-se 3 ou mais pessoas, para o fim específico 
de cometer crimes. 
Pena 
Reclusão 1-3 anos. 
Associação armada ou participação de criança 
ou adolescente: pena aumentada até ↑1/2. 
Constituição de milícia privada 
Art. 288-A. Constituir, organizar, integrar, manter ou custear 
organização paramilitar, milícia particular, grupo ou esquadrão 
com a finalidade de praticar qualquer dos crimes do Código Penal. 
Pena 
Reclusão 4-8 anos. 
DO S CRIM ES CO NTRA A O RG ANIZ AÇÃO DO TRABALHO 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Atentado contra a liberdade de trabalho 
Art. 197 - Constranger alguém, mediante VIOLÊNCIA ou 
GRAVE AMEAÇA: 
 
Pena 
A exercer ou não exercer arte, ofício, profissão ou indústria, ou 
a trabalhar ou não trabalhar durante certo período ou em 
determinados dias. 
Detenção 1 mês a 1 ano E multa, além da pena 
correspondente à violência. 
A abrir ou fechar o seu estabelecimento de trabalho, ou a 
participar de parede ou paralisação de atividade econômica: 
Detenção 3 meses a 1 ano E multa, além da pena 
correspondente à violência. 
Atentado contra a liberdade de contrato de trabalho e 
boicotagem violenta 
Art. 198 - Constranger alguém, mediante VIOLÊNCIA ou 
GRAVE AMEAÇA, a celebrar contrato de trabalho, ou a 
não fornecer a outrem ou não adquirir de outrem 
matéria-prima ou produto industrial ou agrícola. 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano E multa, além da pena correspondente à 
violência. 
Atentado contra a liberdade de associação 
Art. 199 - Constranger alguém, mediante VIOLÊNCIA ou 
GRAVE AMEAÇA, a participar ou deixar de participar de 
determinado sindicato ou associação profissional. 
 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano E multa, além da pena correspondente à 
violência. 
Paralisação de trabalho, seguida de violência ou 
perturbação da ordem 
Art. 200 - Participar de suspensão ou abandono coletivo 
de trabalho, praticando VIOLÊNCIA contra pessoa ou 
contra coisa. 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano E multa, além da pena correspondente à 
violência. 
Abandono Coletivo: indispensável o concurso de, pelo 
menos, 3 empregados. 
Paralisação de trabalho de interesse coletivo 
Art. 201 - Participar de suspensão ou abandono coletivo 
de trabalho, provocando a INTERRUPÇÃO de obra 
pública ou serviço de interesse coletivo. 
Pena 
Detenção 6 meses a 2 anos E multahttps://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Invasão de estabelecimento industrial, comercial ou 
agrícola. Sabotagem 
Art. 202 - Invadir ou ocupar estabelecimento industrial, 
comercial ou agrícola, com o intuito de impedir ou 
embaraçar o curso normal do trabalho, ou com o mesmo 
fim danificar o estabelecimento ou as coisas nele 
existentes ou delas dispor. 
Pena 
Reclusão 1-3 anos E multa. 
Frustração de direito assegurado por lei trabalhista 
Art. 203 - Frustrar, mediante FRAUDE ou VIOLÊNCIA, 
direito assegurado pela legislação do trabalho. 
 
Pena 
Detenção 1-2 anos E multa., além da pena correspondente à 
violência. 
Vítima menor de 18 anos, idosa, gestante, indígena ou 
PCD: pena aumentada de ↑1/6 a ↑1/3. 
Mesma Pena 
1. Obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado 
estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do 
serviço em virtude de dívida; 
 
2. Impede alguém de se desligar de serviços de qualquer 
natureza, mediante coação ou por meio da retenção de seus 
documentos pessoais ou contratuais. 
Frustração de lei sobre a nacionalização do trabalho 
Art. 204 - Frustrar, mediante FRAUDE ou VIOLÊNCIA, 
obrigação legal relativa à nacionalização do trabalho. 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano E multa, além da pena correspondente à 
violência. 
Exercício de atividade com infração de decisão 
administrativa 
Art. 205 - EXERCER atividade, de que está impedido por 
decisão administrativa. 
 
Pena 
Detenção 3 meses a 2 anos OU multa. 
Aliciamento para o fim de emigração 
Art. 206 - RECRUTAR trabalhadores, mediante fraude, 
com o fim de levá-los para território estrangeiro. 
Pena 
Detenção 1-3 anos E multa. 
Aliciamento de trabalhadores de um local para outro do 
território nacional 
Art. 207 - ALICIAR trabalhadores, com o fim de levá-los 
de uma para outra localidade do território nacional. 
Pena 
Detenção 1-3 anos E multa. 
Vítima menor de 18 anos, idosa, gestante, indígena ou 
PCD: pena aumentada de ↑1/6 a ↑1/3. 
DO S CRIM ES CONT RA O S ENTI MEN TO RE LIGIO SO E CONT RA O RES PEIT O AOS M O RTOS 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo 
Art. 208 - ESCARNECER de alguém publicamente, por motivo de 
crença ou função religiosa; IMPEDIR ou PERTURBAR cerimônia 
ou prática de culto religioso; VILIPENDIAR publicamente ato ou 
objeto de culto religioso. 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano OU multa. 
Emprego de violência: pena aumentada ↑1/3, 
sem prejuízo da correspondente à violência. 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Impedimento ou perturbação de cerimônia funerária 
Art. 209 - IMPEDIR ou PERTURBAR enterro ou cerimônia 
funerária. 
Pena 
Detenção 1 mês a 1 ano OU multa. 
Emprego de violência: pena aumentada ↑1/3, 
sem prejuízo da correspondente à violência. 
Violação de sepultura 
Art. 210 - VIOLAR ou PROFANAR sepultura ou urna funerária 
Pena 
Reclusão 1-3 anos E multa. 
Destruição, subtração ou ocultação de cadáver 
Art. 211 - Destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele 
Pena 
Reclusão 1-3 anos E multa. 
Vilipêndio a cadáver 
Art. 212 - VILIPENDIAR cadáver ou suas cinzas 
Pena 
Detenção 1-3 anos E multa. 
DO S CRIM ES CO NTRA A P RO PRIE DADE I MAT ERIAL 
Violação de direito autoral 
Art. 184. VIOLAR direitos de autor e os que lhe são conexos. 
• Detenção, 3 meses a 1 ano OU multa 
• Procede-se mediante QUEIXA 
• Ação Penal Pública INCONDICIONADA se em desfavor de entidades públicas, empresa pública ou Soc. Econ. Mista 
 
 
O disposto acima NÃO se aplica quando: 
1. Se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor; 
2. Cópia, em um só exemplar, para uso privado do copista, SEM intuito de lucro. 
 
 
 
 
 
 
D
e
m
a
is
 C
o
n
d
u
ta
s
Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de
LUCRO direto ou indireto, sem autorização EXPRESSA.
Reclusão 2-4 anos E multa
Ação Penal Pública 
INCONDICIONADA
Distribui, vende, expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire, oculta,
tem em depósito, original ou cópia de obra com violação do direito de
autor, ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma,
sem a expressa autorização com intuito de LUCRO.
Reclusão 2-4 anos E multa
Ação Penal Pública 
INCONDICIONADA
Se a violação consistir no oferecimento ao público, mediante cabo, fibra
ótica, satélite, ondas ou qualquer outro sistema, com intuito de LUCRO, sem
autorização expressa - basicamente criminaliza o "Gato Net".
Reclusão 2-4 anos E multa
Ação Penal Pública 
CONDICIONADA
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Direito Penal 
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DO S CRIM ES CO NTRA AS FIN AN ÇAS PÚB LI CAS (LEI 10.028/ 0 0) 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Contratação de operação de crédito 
Art. 359-A. Ordenar, autorizar ou realizar operação de 
crédito, interno ou externo, sem prévia autorização 
legislativa. 
Pena 
Reclusão de 1-2 anos. 
Mesma pena quem ordena, autoriza ou realiza operação de 
crédito, interno ou externo: 
• Com inobservância de limite, condição ou montante 
estabelecido em lei ou em resolução do Senado Federal; 
• Quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o 
limite máximo autorizado por lei. 
Inscrição de despesas não empenhadas em restos a 
pagar 
Art. 359-B. Ordenar ou autorizar a inscrição em restos a 
pagar, de despesa que não tenha sido previamente 
empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei. 
Pena 
Detenção 6 meses a 2 anos. 
Assunção de obrigação no último ano do mandato ou 
legislatura 
Art. 359-C. Ordenar ou autorizar a assunção de 
obrigação, nos 2 últimos quadrimestres do último ano 
do mandato ou legislatura, cuja despesa não possa ser 
paga no mesmo exercício financeiro ou, caso reste 
parcela a ser paga no exercício seguinte, que não tenha 
contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa. 
Pena 
Reclusão de 1-4 anos. 
 
Ordenação de despesa não autorizada 
Art. 359-D. Ordenar despesa não autorizada por lei. 
 
Pena 
Reclusão de 1-4 anos. 
Prestação de garantia graciosa 
Art. 359-E. Prestar garantia em operação de crédito sem 
que tenha sido constituída contragarantia em valor 
igual ou superior ao valor da garantia prestada, na forma 
da lei. 
Pena 
Detenção 3 meses a 1 ano. 
Não cancelamento de restos a pagar 
Art. 359-F. Deixar de ordenar, de autorizar ou de 
promover o cancelamento do montante de restos a 
pagar inscrito em valor superior ao permitido em lei. 
Pena 
Detenção 6 meses a 2 anos. 
Aumento de despesa total com pessoal no último ano 
do mandato ou legislatura 
Art. 359-G. Ordenar, autorizar ou executar ato que 
acarrete aumento de despesa total com pessoal, nos 180 
dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura. 
Pena 
Reclusão de 1-4 anos. 
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Direito Penal 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Oferta pública ou colocação de títulos no mercado 
Art. 359-H. Ordenar, autorizar ou promover a oferta 
pública ou a colocação no mercado financeiro de títulos 
da dívida pública sem que tenham sido criados por lei ou 
sem que estejam registrados em sistema centralizado de 
liquidação e de custódia. 
Pena 
Reclusão de 1-4 anos. 
EXTRA – QUESTÕES (TEC) 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisarnas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://tec.ec/s/Qb8hp 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Dos Crimes Contra as Finanças Públicas (Lei 10.028/00) ................................................................................................................... 52 
Extra – Questões (TEC) ............................................................................................................................................................... 53 
 
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GLOSSÁRIO DE SIGLAS 
SIGLA SIGNIFICADO 
ADCT Ato das Disposições Constitucionais Transitórias 
ADM Administração / Administrativo / Administrador 
ADMD Administração Direta 
ADMI Administração Indireta 
ADMP Administração Pública 
ADMPF Administração Pública Federal 
ADMT Administração Tributária 
AMF Anexo de Metas Fiscais 
ARO Antecipação de Receita Orçamentária 
AUT Autarquia 
BRA Brasil 
C&T Ciência e Tecnologia 
CA Créditos Adicionais 
CASP Contabilidade Aplicada ao Setor Público 
CD Câmara dos Deputados 
CF Constituição Federal 
CMPOF Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização 
CN Congresso Nacional 
CS Capital Social ou Contribuições Sociais 
CTN Código Tributário Nacional 
DA Dívida Ativa 
DC Demonstrações Contábeis 
DK e DC Despesa de Capital e Despesa Corrente, respectivamente 
DOCC Despesa Obrigatória de Caráter Continuado 
DP Defensoria Pública 
DRU Desvinculação das Receitas da União 
EC Emenda Constitucional 
EP/SEM Empresa Pública / Sociedade de Economia Mista 
FAT Fundo de Amparo ao Trabalhador 
FPE Fundo de Participação dos Estados e DF 
FPM Fundo de Participação dos Municípios 
FUNDEF 
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do 
Magistério 
FUP Fundação Pública 
i.e. Id Est = "Isto é" (ou seja, em outras palavras...) 
LC Lei Complementar 
LDO Lei de Diretrizes Orçamentárias 
LET Legislação Tributária 
LO Lei Ordinária 
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Direito Penal 
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SIGLA SIGNIFICADO 
LOA Lei Orçamentária Anual 
LOAS Lei Orgânica da Assistência Social 
LRF Lei de Responsabilidade Fiscal 
LTN Letras do Tesouro Nacional 
MP Ministério Público 
MPV Medida Provisória 
OF Orçamento Fiscal 
OI Orçamento de Investimento 
ORC Outras Receitas Correntes 
OS Orçamento da Seguridade Social 
P.A.R.T Program Assessment Rating Tool 
PAC Programa de Aceleração do Crescimento 
PCPR Prestação de Contas do Presidente da República 
PEC Proposta de Emenda Constitucional 
PGFN Procuradoria Geral da Fazenda Nacional 
PL Patrimônio Líquido / Projeto de Lei Ordinária 
PLC Projeto de Lei Complementar 
PLEN Plenário 
PPA Plano Plurianual 
PR Presidente / Presidência da República 
RAP Restos a Pagar 
RCL Receita Corrente Líquida 
RGF Relatório de Gestão Fiscal 
RGPS Regime Geral de Previdência Social 
RK Receita de Capital 
RPPS Regime Próprio de Previdência Social 
RREO Relatório Resumido da Execução Orçamentária 
SF Senado Federal 
SI Sistema(s) de Informação(ões) 
SL Sessão Legislativa 
SOF Secretaria de Orçamento Federal 
STN Secretaria do Tesouro Nacional 
TC / TCM / TCE / TCU Tribunal de Contas (Municipal, Estadual e da União, respectivamente) 
TN Tesouro Nacional 
U, E, DF e M União, Estados, Distrito Federal e Municípios 
VPA Variações Patrimoniais Aumentativas 
VPD Variações Patrimoniais Diminutivas 
 
 
 
 
 
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Direito Penal 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
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DA LEI PENAL 
CRIME: pena de reclusão ou 
detenção, com ou sem multa. > 
CONTRAVENÇÃO: isoladamente, prisão simples (não admite regime 
fechado) ou de multa, ou ambas. 
PRI N CÍPI OS DO DI REITO P ENAL 
Alteridade: NINGUÉM pode ser punido por causar mal APENAS a si. 
Subsidiariedade: DIPEN somente deverá atuar quando todos os demais ramos do Direito forem insuficientes 
Fragmentariedade: está relacionado à IMPORTÃNCIA do bem jurídico para a sociedade, assim o DIPEN só tutela aqueles 
bens especialmente relevantes. 
Consunção | Absorção: aplicável nos casos em que há uma sucessão de condutas com existência de um nexo de dependência. 
De acordo com tal princípio o crime fim ABSORVE o crime meio. 
Anterioridade + Legalidade + Reserva Legal: CF/88 - Art. 5º/XXXIX - NÃO há crime sem LEI anterior que o defina, NEM 
pena sem prévia cominação legal – Lei em sentido estrito [MPV NÃO, SALVO se + benéfica]. 
▪ NÃO há punição durante o período de vacatio legis – lei ineficaz 
Insignificância | Bagatela: mínima ofensividade da conduta, ausência de periculosidade social, reduzido grau de 
reprovabilidade e inexpressividade da lesão jurídica. 
▪ O princípio atua EXCLUINDO a TIPICIDADE da conduta (= não há crime) 
STJ (HC 60.949): pequeno valor da res furtiva NÃO se traduz, AUTOMATICAMENTE, na aplicação da insignificância. 
Há que se conjugar a importância do objeto para a vítima. 
STJ 
Entende que o princípio é inaplicável aos crimes contra 
Adm. Pública (Súmula 599), com exceção do crime de 
descaminho (conforme AgRg no REsp 1.346.879) 
X 
STF 
NÃO está em conformidade com essa tese (vide HC 
107.370, HC 112.388 e HC 87.478). Para o Supremo 
deve haver análise do caso concreto. 
 
Intranscendência | Personalidade da Pena | Pessoalidade da Pena: CF/88 - Art. 5º/XLV - NENHUMA pena passará da pessoa 
do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, 
estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido; 
LEI P ENAL 
Lei Penal Incriminadora: CRIAM crimes e COMINAM penas; 
Lei Penal NÃO Incriminadora: NÃO criam delitos NEM cominam penas, sendo subdividas em: 
PERMISSIVAS: autorizam a prática 
de condutas típicas. 
Ex: Art. 23 - NÃO há crime 
quando o agente pratica o fato: 
I - em estado de necessidade [...] 
INTERPRETATIVAS / EXPLICATIVA: 
explicam determinado conceito. 
Ex: Art. 327 - Considera-se 
funcionário público, para os efeitos 
penais [...]. 
EXCULPANTES: não culpabilidade ou caracteriza a 
impunidade. 
Ex: Art. 312, §3º: No caso do peculato culposo, a 
reparação do dano, se precede à sentença 
irrecorrível, extingue a punibilidade 
INTE RP RET AÇÃO E AN ALOGI A DA LEI P ENAL 
Interpretação Extensiva: ADMITIDA em direito penal para estender o sentido e o alcance da norma. 
Interpretação Analógica: intérprete utiliza-se de elementos GENÉRICOS fornecidos pela própria lei, permitindo 
AMPLIAÇÃO do seu conteído – exposição de motivos NÃO é modalidade de interpretação autêntica 
Cuidado! Interpretação analógica e analogia são DIFERENTES. O primeiro é perfeitamente possível, já o segundo só 
quando em benefício do réu. 
Analogia: finalidade de SUPRIR LACUNAS (INTEGRAÇÃO), aplicando a um caso não previsto pelo legislador a norma que rege 
caso semelhante. Existem 2 tipos: 
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Direito Penal 
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Analogia in malam partem: supre a lacuna PREJUDICANDO ao réu. Isto NÃO é possível, pois, segundo o STF / STJ, há 
violação do princípio da reserva legal. 
 
Analogia in bonam partem: aplica-se ao caso omisso uma norma FAVORÁVEL ao réu. É APLICÁVEL, a fim de EXTINGUIR 
a punibilidade (continua havendo crime, mas não há punição) 
LEI P ENAL NO T EM P O 
REGRA GERAL: lei penal incide sobre fatos ocorridos durante a sua vigência (tempus regit actum). 
CF/88 -Art. 5º/XL - a lei penal não retroagirá, SALVO para beneficiar o réu; 
Novatio Legis in MELLIUS: lei posterior que beneficia o réu. RETROAGE1, ainda que TEJ 
1NÃO retroage sempre, uma vez que há exceção no caso de leistemporárias ou excepcionais, que serão aplicadas 
ainda que percam sua vigência (ultratividade) e mais gravosas. 
STF (Súmula 611): transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das EXECUÇÕES a aplicação de 
lei mais benigna (DE OFÍCIO) 
Novatio Legis in pejus (incriminadora ou lex gravior): NÃO RETROAGE. A lei revogada perderá a eficácia, a menos que seja 
+benéfica que a lei nova, hipótese na qual continuará a reger os fatos durante sua vigência (ULTRATIVIDADE). 
STF (Súmula 711): A lei penal mais grave APLICA-SE ao crime CONTINUADO ou PERMANENTE, se a sua vigência 
é anterior à cessação da continuidade ou da permanência. 
Abolitio Criminis: Art. 2º - NINGUÉM pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, CESSANDO a 
execução e os efeitos PENAIS da sentença. Permanecem os efeitos CIVIS havendo, penalmente, a extinção da 
PUNIBILIDADE. 
STF (AI 680.361): inadmissibilidade de MPV em matéria penal NÃO compreende a de normas penais BENÉFICAS - 
POSSÍVEL abolitio criminis via MPV 
“Continuidade típico-normativa”: lei incriminadora é revogada, porém a conduta continua sendo criminosa, pois 
passa o ser a partir de outro tipo penal, pré-existente ou criado pela norma revogadora. 
ULTRATIVIDADE: apesar de revogada, lei CONTINUA a produzir efeitos POSTERIORMENTE à sua revogação. EX: lei mais 
grave B, revoga A. Como não há retroação em prejuízo, A continua a produzir efeitos, mesmo revogada. 
AP LI CABI LI DADE DA LEI PE NAL 
LEI EX CEP CION AL E LEI TE MP ORÁRIA 
Art. 3º - A lei EXCEPCIONAL ou TEMPORÁRIA, embora decorrido o período de sua duração (TEMPORÁRIA) ou cessadas as 
circunstâncias (EXCEPCIONAL), APLICA-SE ao fato praticado DURANTE sua vigência - ULTRATIVIDADE 
A lei excepcional ou temporária será aplicada ainda que outra mais benéfica a suceda. É uma EXCEÇÃO à retroação da 
lei penal mais BENÉFICA. 
LEI P ENAL EM B RAN CO 
Lei penal em branco: é a lei que depende de outro ato normativo (complemento) para que tenha sentido. A PENA É 
DETERMINADA, mas seu CONTEÚDO PERMANECE INDETERMINADO. 
• SENTIDO LATO (homogênea / imprópria): complemento é determinado pela MESMA fonte FORMAL da norma 
incriminadora (LEI). EXEMPLO: CP (lei): Art. 237 - Contrair casamento, conhecendo a existência de impedimento que 
lhe cause a nulidade absoluta → Código Civil (lei) define causas de nulidade absoluta. 
• SENTIDO ESTRITO (heterogênea / própria): complemento está contido em norma procedente de OUTRA 
instância legislativa. EXEMPLO: tráfico de drogas (tipificado na Lei 11.343, art. 33). O dispositivo que lista o que é ou 
não droga é a Portaria SVS/MS 344/98 da ANVISA. 
 
 
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INFRAÇÕES P EN AIS DE M ENO R POT EN CI AL O FEN SIVO 
Menor Potencial Ofensivo: lei comine pena MÁXcompetência para HOMOLOGAÇÃO de sentença estrangeira é do STJ 
CO NT AGE M DE P RAZ O 
Art. 10 - O dia do começo INCLUI-SE no cômputo do prazo. 
Art. 11 - Desprezam-se: FRAÇÕES de dia e FRAÇÕES de real (R$) 
Para cálculos em prova: sempre considerar a diminuição de um dia em razão de ser computado o dia do começo. Desta 
forma, se a pena é de 01 ano e teve início em 20/09/2009, estará integralmente cumprida em 19/09/2010. 
Pegadinha! No cômputo do dia do começo, a fração de dia é INCLUÍDA contando como 1 dia! 
 
 
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Direito Penal 
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LEGI SLAÇÃO ESP E CI AL 
Art. 12 - As regras GERAIS do CP APLICAM-SE aos fatos incriminados por lei especial, SE esta não dispuser de modo diverso – i.e.: 
as regras gerais do CP têm caráter subsidiário em relação às leis especiais. 
RES PON SABILIZAÇÃO P EN AL DA PE SSO A JURÍ DI CA 
Tanto o STJ (RMS 39.173) quanto o STF (RE 548.181) atualmente afastaram a aplicação da teoria da dupla imputação no âmbito 
dos crimes ambientais. O que isso significa? 
Simples: que é possível responsabilizar penalmente a PJ, por crimes ambientais, independentemente da 
responsabilização concomitante da pessoa física que agia em nome dessa PJ. Ou seja, o MP pode apresentar denúncia 
apenas contra a PJ, sem a necessidade de a PF constar na mesma. 
 
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DO CRIME 
VISÃO G ERAL DOS E LE MEN TOS CONST IT UTIVO S 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V
S
Ã
O
 G
E
R
A
L
TIPICIDADE
CONDUTA
Dolo e Culpa
Preterdolo
Excludentes da tipicidade
NEXO CAUSAL
Equivalência das condições x 
Causalidade Adequada
Concausas dependentes e 
independentes
RESULTADO
ILICITUDE
Excludentes de Ilicitude: estado de necessidade, legítima defesa,
estrito cumprimento do dever legal e exercício regular de direito
CULPABILIDADE
Imputabilidade Causas de exclusão de imputabilidade
Potencial consciência da Ilicitude
Exigibilidade de conduta diversa
EXTINÇÃO DA 
PUNIBILIDADE
Iter Criminis
Crime Tentado
Crime Imposível
Desistência Voluntária, Arrependimento Eficaz e Arrependimento
Posterior
Concurso de Pessoas Autoria, Coautoria e Participação
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Direito Penal 
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CO N CEI TO DE CRIM E 
Critério Material (substancial): TODA ação ou omissão HUMANA que lesa ou expõe a perigo bens jurídicos 
tutelados. NÃO basta a lei, há que ser verificado a LESÃO a bem de outrem. 
 
Critério Legal: infração penal que a LEI comina pena de RECLUSÃO ou DETENÇÃO, quer isoladamente, quer alternativa 
ou cumulativamente com a pena de MULTA. - Adotado no CPEN BRA 
 
Critério Analítico (Formal / Dogmático): foca nos ELEMENTOS do delito 
 
TIPICIDADE 
Adequação entre 
fato conduta 
ILICITUDE 
Conduta definida 
em lei como ilícita 
CULPABILIDADE 
Juízo de reprovação 
sobre certa conduta 
PUNIBILIDADE 
Possibilidade de o 
Estado punir 
Teoria 
Quadripartida 
SIM SIM SIM SIM 
Teoria Clássica 
da Ação 
SIM SIM SIM - 
Bipartida ou 
Finalista da Ação 
SIM SIM - - 
 
TIPI CI DADE 
 
• FATO TÍPICO comportamento HUMANO (ação ou omissão) que se enquadra nos elementos descritos na norma. 
• Por definição, FATO ATÍPICO é aquele que NÃO se enquadra em nenhum dispositivo legal. 
RES ULT ADO N ATU RALÍ STI CO 
RESULTADO é a modificação do mundo real provocada pela conduta do agente. 
NÃO HÁ crime sem resultado JURÍDICO (lesão a bem jurídico tutelado), pois qualquer crime viola uma lei. Entretanto 
é POSSÍVEL um delito sem resultado NATURALÍSTICO (EX: TENTATIVA de homicídio) 
 
MATERIAIS 
CONDUTA + RESULTADO naturalístico → RESULTADO NECESSÁRIO 
É o caso do homicídio, cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima. 
FORMAIS 
CONDUTA + COM ou SEM RESULADO → INDEPENDE DE UM RESULTADO 
Ameaça: não se exigindo que a vítima realmente fique intimidada; 
MERA 
CONDUTA 
CONDUTA (ação ou omissão) → SEM RESULTADO 
Violação de domicílio, ato obsceno, e a maioria das contravenções. 
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Direito Penal 
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N E X O C A U S A L 
VÍNCULO indispensável entre a conduta e resultado. Aplica-se apenas nos crimes MATERIAIS . 
Teoria da Equivalência das condições (sine qua non): QUAISQUER das condutas que compõem a totalidade dos antecedentes 
é causa 
Art. 13 - O RESULTADO, de que depende a existência do crime, SOMENTE é imputável a quem lhe deu causa. Considera- 
se causa: ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
NÃO basta só dependência física; exige-se DOLO ou CULPA do agente em relação ao resultado, a fim de evitar “regressão 
infinita”. EX: o vendedor de arma pode não ter querido o resultado ao vendê-la. 
Causalidade Adequada: considera causa do evento APENAS a ação ou omissão apta e idônea a gerar o resultado. A 
contribuição deve ser eficaz - EXCEPCIONALMENTE no BRA. 
CO N CAUS AS 
Concausas Dep endentes 
CAUSA DEPENDENTE é aquela DEPENDENTE da conduta. Só acontece por causa da conduta e, assim, NÃO exclui a relação 
de causalidade. Sucessão de acontecimentos previsíveis. 
 
Concausas Indep endentes 
CAUSA INDEPENDENTE: aquela que acontece por motivos diversos da conduta. Apresenta um resultado inesperado e não 
usual. É independente porque tem a capacidade de produzir, por si só, o resultado. 
ABSOLUTAMENTE: causa não tem NENHUMA relação de causalidade com a conduta. O resultado ocorreria de qualquer 
forma. AFASTA o nexo e responde o agente SÓ pelos atos já PRATICADOS, ou seja, ele NÃO responde pelo resultado (em 
nenhum caso, seja preexistente, concomitante ou superveniente) 
RELATIVAMENTE: resultado 
só acontece POR CAUSA da 
conduta, apesar dela NÃO 
ter sido a efetiva causa. 
Preexistentes: a causa já existe antes da conduta, entretanto, esta, por si só, não produziria o 
resultado. EX: A atira em B de raspão, mas por ser hemofílico, B sangra até morrer ARR 
Concomitantes: ocorre concomitantemente. EX: A ameaça atirar em B, que corre e, no 
momento do disparo, B é atropelado ARR 
Supervenientes: 
NÃO produzem, por si só, o resultado: A atira em B e acerta seu braço. Em seguida, no 
hospital, B morre por imperícia médica – B só foi p/ hospital por ser alvejado ARR 
PRODUZEM, por si só, o resultado: Art. 13, § 1º - A superveniência de causa relativamente 
independente exclui a imputação quando, POR SI SÓ, produziu o resultado; os fatos 
anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou - AÑRR 
AÑRR - Agente NÃO responde pelo Resultado 
ARR - Agente RESPONDE pelo Resultado 
CO N DUT A HU M AN A 
Teoria Clássica, Mecanicista, Naturalística ou Causal: Pratica fato típico aquele que simplesmente dá CAUSA ao 
RESULTADO, INDEPENDENTE de dolo ou culpa. Teoria ultrapassada! 
 
Teoria Social: NÃO basta saber se a conduta foi dolosa ou culposa, mas, também, fazer uma análise de tal comportamento 
e classificá-lo como SOCIALMENTE PERMITIDO ou NÃO. Tal teoria NÃO foi concebida pela nossa legislação. 
 
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Direito Penal 
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Teoria final ou finalista: analisada a FINALIDADE / MOTIVO / VONTADE do agente, que NÃO poderá ser separada da 
conduta. Analisa-se se a conduta foi DOLOSA ou CULPOSA, e, não presente tais elementos, há a ATIPICIDADE. 
Cai demais! DOLO e CULPA compõe a CONDUTA e, assim, integram a TIPICIDADE / TIPO e NÃO na culpabilidade 
(que analise o agente em si) 
EX CLUSÃO DA CON DUTA 
Caso fortuito ou força 
maior 
Atos ou movimentos 
reflexos 
Coação FÍSICA 
irresistível 
Sonambulismo e 
Hipnose 
CRIM E DO LO SO , CU LPOS O E P RET ERDOLOSO 
Cri me Dol os o 
DOLO: CONSCIÊNCIA e a VONTADE na realização da conduta típica ou a vontade da ação orientada para a realização do tipo 
penal. DOLO = CONSCIÊNCIA + VONTADE. 
Teoria da Representação: se o agente prevê o 
resultado como possível e ainda assim opta por 
continuar, já caracteriza o dolo. Pouco importa 
se o agente quis o resultado ou assumiu o risco. 
EX: “A” dá um tiro para o alto (sabia que 
poderia atingir alguém e mesmo assim o 
fez) e mata alguém (se ele quis ou não 
matar, pouco importa) 
Teoria da Vontade: 
Teoria da Representação 
+ VONTADE de produzir 
o resultado (elemento 
volitivo). 
Teoria do Assentimento: há dolo não só 
quando o agente quer o resultado, mas 
também quando realiza a conduta 
ASSUMINDO o risco de produzi-lo. 
Prevê Resultado + Continua Ação + Vontade ou Assume Risco 
Art. 18 - Diz-se o crime DOLOSO: 
I – Agente QUIS o resultado OU ASSUMIU o risco 
 
DOLO 
DIRETO 
Genérico: vontade de praticar a conduta, SEM finalidade específica. 
Específico: agente QUER atingir um resultado ESPECÍFICO com a conduta 
 
DOLO 
INDIRETO 
Alternativo: dentre vários resultados, agente se contenta com QUALQUER um. “Tanto faz” 
Eventual: resultado NÃO querido, mas ASSUME risco, e POUCO SE IMPORTA com ele. 
Cri me Cul pos o 
Art. 18, II – CULPOSO: agente deu causa ao resultado por IMPRUDÊNCIA, NEGLIGÊNCIA ou IMPERÍCIA. 
Crime culposo: agente, por imprudência, negligência ou imperícia, realiza uma CONDUTA VOLUNTÁRIA que produz 
RESULTADO naturalístico INDESEJADO, não previsto e nem querido, que podia, com atenção, ter EVITADO. 
ELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 
CONDUTA HUMANA A conduta deve ser VOLUNTÁRIA (VONTADE). 
VIOLAÇÃO DO DEVER OBJETIVO DE CUIDADO 
Negligência: agente deixa de fazer algo que deveria fazer 
Imperícia: quem deveria dominar uma técnica não a domina 
Imprudência: pessoa não toma os CUIDADOS que uma pessoa normal tomaria 
RESULTADO NATURALÍSTICO 
O resultado naturalístico é involuntário (não querido), SALVO culpa imprópria; 
TODO crime Culposo é CRIME MATERIAL 
NEXO CAUSAL SEMPRE presente. 
TIPICIDADE SEMPRE presente (claro), pois NÃO há crime culposo sem devida previsão legal. 
PREVISIBILIDADE OBJETIVA 
É a possibilidade de uma pessoa comum, com inteligência MEDIANA, prever o 
resultado. NÃO é culposo quando o resultado só teria sido evitado por pessoa 
extremamente prudente. 
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ESPÉCIES DE CULPA 
 Agente PREVÊ 
resultado? 
Agente QUER 
resultado? 
 
Consciente SIM NÃO 
Agente PREVÊ possíveis resultados, mas acredita que, com suas 
habilidades, será capaz de EVITÁ-LOS. 
Cuidado! Difere do dolo eventual. Em ambos o agente prevê o resultado, 
mas no dolo eventual agente ASSUME o risco. 
É o caso clássico do caçador que atira num animal que está 
próximo de seu companheiro de caça. 
Inconsciente NÃO NÃO - 
Própria SIM / NÃO NÃO É a CULPA COMUM, podendo o resultado ser ou não previsível pelo agente 
Imprópria 
Admite 
TENTATIVA 
- SIM 
Agente QUER o resultado, mas, por erro inescusável, acredita que o está 
fazendo amparado por uma causa excludente da ilicitude ou da 
culpabilidade – DISCRIMINANTE PUTATIVA! 
 
Compensação: NÃO SE ADMITE a compensação de culpas. TODOS respondem (concorrência de culpas). 
Tentativa: ÚNICA hipótese é na CULPA IMPRÓPRIA – Cuidado! As bancas falam que NUNCA há tentativa para crimes 
culposos = FALSO. 
Excepcionalidade: SÓ haverá PENALIZAÇÃO do crime CULPOSO quando a LEI textualmente o PREVER. 
Art. 18, Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, NINGUÉM pode ser punido por fato previsto como crime, SENÃO 
quando o pratica DOLOSAMENTE. 
Cri me P reter dolos o 
ANTECEDENTE 
(“CONDUTA”) 
CONSEQUENTE 
(“RESULTADO”) 
 
DOLO CULPA 
Crimes PRETERDOLOSOS o agente produz MAIS do que PRETENDE (prater = além). 
Exemplo: 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: 3m – 1a 
(QUALIFICADORA) §3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que o 
agente NÃO QUIS o resultado, NEM ASSUMIU o risco: 4-12a 
IMPORTANTE! Art. 19 - Pelo resultado que AGRAVA a pena, SÓ responde o agente que o houver causado ao menos 
culposamente – significa que, se culposo, o resultado mais grave deve ser objetivamente previsível pelo homem médio 
para que possa ser imputado ao agente. 
ERRO DE TI PO 
Erro de Tipo: agente SUPÕE a ausência de elemento ou circunstância da norma incriminadora ou presença da norma 
permissiva. 
Art. 20 - O ERRO sobre elemento do TIPO legal EXCLUI o DOLO (SEMPRE), mas PERMITE a punição por CRIME CULPOSO, 
SE PREVISTO em LEI. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ERRO DE TI PO ES S E NCI AL 
Erro recai sobre dados PRINCIPAIS do tipo (EX: atirar em uma árvore achando ser uma onça, mas MATA ALGUÉM – art. 121). 
O agente, se avisado do erro, PARARIA imediatamente o que iria fazer. 
Inescusável: erro poderia ter 
sido evitado. 
EXCLUI o DOLO 
Escusável: erro que não advêm da CULPA do agente, ou seja, 
qualquer pessoa MÉDIA incidiria naquele erro. Impunidade total 
EXCLUI o DOLO e a CULPA (se prevista) 
ERRO DE TI PO ACI DENT AL 
Erro recai sobre dados PERIFÉRICOS do tipo (EX: roubou açúcar achando ser sal – elemento principal é o roubo). O agente, se 
avisado do erro, o corrige e CONTINUA a agir ilicitamente (roubar). Pode ser: 
Erro sobre a 
Pessoa 
Art.20, § 3º - erro QUANTO À PESSOA contra a qual o crime é praticado NÃO isenta de pena. NÃO se 
consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra quem o agente 
queria praticar o crime1. 
1Leva-se em conta a qualidade da vítima contra a qual o delito SERIA cometido e não da vítima 
propriamente dita. 
Erro na 
Execução 
Agente NÃO se confunde quanto à pessoa, mas ERRA O ALVO (aberratio ictus) 
EX: A mira em B, mas acerta uma criança. Neste caso, responderá pelo homicídio doloso, mas não de 
forma qualificada (infanticídio), pois, como vimos, vale o que ele QUERIA FAZER e não o que ele fez. 
Erro sobre o 
Nexo 
Agente alcança resultado pretendido, mas por meio de um nexo diferente do planejado 
Erro sobre o 
Crime 
Agente pretendia cometer um crime, porém, por acidente ou erro na execução, acaba cometendo outro 
(aberratio criminis) 
Erro sobre o 
Objeto 
Agente incide em erro sobre a coisa visada, sobre o objeto material do delito. IRRELEVANTE para fins de 
afastamento do dolo ou da culpa, assim como não afasta a culpabilidade. 
ITER CRI MIN IS (“CAMIN HO DO CRI ME ”) 
Iter Criminis: é o processo de evolução de um crime, ou seja, descrevendo as etapas que se sucederam desde o momento em que 
surgiu a ideia do delito até a sua consumação. Divide-se em fase interna e externa. 
Fase Interna: dá-se a cogitação do crime. Está na mente do potencial criminoso, logo NÃO é punível. 
Fase Externa: se divide em 3 subfases, sendo: 
1. Atos preparatórios: passam da cogitação à ação. REGRA GERAL, não são puníveis (HÁ EXCEÇÕES). 
2. Atos de execução: dirigidos diretamente à prática do crime. 
3. Consumação: é aquela na qual estão presentes os elementos essenciais do tipo penal (homicídio = morte). 
TENT ATIV A 
Art. 14, II - INICIADA a execução, NÃO se consuma por circunstâncias ALHEIAS à vontade do agente - Há DOLO de 
consumação, isto é, o agente tinha VONTADE de alcançar a consumação. 
• Dolo Eventual  Tentativa: CABÍVEL tentativa no Dolo Eventual. 
Punibilidade da tentativa: 
Art. 14, §único - SALVO disposição em contrário, PUNE-SE a tentativa com aMESMA pena do crime CONSUMADO, 
DIMINUÍDA de 1/3(MÍN) a 2/3(MÁX)). 
 
 
 
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Crimes que NÃO admitem tentativa: regra geral, crimes DOLOSOS comportam tentativa, mas há crimes que NÃO admitem: 
P reterdolosos: por se caracterizar pela culpa no resultado, não admite tentativa. 
U nisubsistentes: conduta é exteriorizada mediante único ato, não se falando em iter criminis. 
C ulposos: regra geral não admitem, pois deve haver resultado, salvo “culpa imprópria”. 
C ontravenções penais: não é admitida. 
A tentado: quando a tentativa é punida com a MESMA pena do CONSUMADO 
C ondicionados: dependem do cumprimento de uma condição para que possam ser punidos. 
H abituais: não é admitida. EX: tentativa de curandeirismo. 
O missivos próprios: não se exige um resultado decorrente da omissão. 
ESP É CIE S DE TEN TATIVA 
Tentativa Vermelha 
ou Cruenta 
Aqui, a vítima é atingida, MAS o delito não se consuma. EX: B atira em A e o acerta, porém A não 
morre (“apenas” sangra muito). 
Tentativa Branca ou 
Incruenta 
Agente NÃO atinge o objeto material. EX: A está com uma blusa branca e ao encontrar B, este 
começa a atirar. Nenhum tiro é acertado, logo o que era branco permanece branco 
Tentativa 
Imperfeita 
Agente inicia a execução, mas NÃO utiliza todos os MEIOS de que dispõe. Ex: sujeito para no 3º tiro 
Tentativa Perfeita 
ou Crime Falho 
INCOMPETÊNCIA do agente. O autor utiliza TODOS os meios disponíveis e, mesmo assim, não 
atinge a consumação (EX: gastar todos os cartuchos da arma). 
CRIM E I MP OSSÍV EL (“QU AS E CRIM E”) 
Art. 17. NÃO se PUNE a TENTATIVA quando, por INEFICÁCIA ABSOLUTA do MEIO ou ABSOLUTA IMPROPRIEDADE do 
objeto, IMPOSSÍVEL consumar-se o crime. 
• EX: matar alguém por BRUXARIA; desejando matar a vítima, efetua disparos sobre um CADÁVER. 
CRIM E PUT ATIV O 
Crime Putativo: aquele em que o agente acredita realmente ter praticado um crime, quando na verdade cometeu um 
indiferente penal. Exemplo: “A” vende um pó branco, acreditando tratar-se de cocaína. Na verdade, era talco”. 
• Tanto no crime putativo, quanto no crime impossível JAMAIS ocorre consumação, pois não há crime. 
DESIT ÊN CI A V O LU N TÁRIA, ARRE PE N DI MENT O EFI CAZ E PO STERIO R 
 
DESIST ÊN CI A V OLU NTÁRI A E ARREP EN DI MEN TO EFI CAZ 
Art. 15 - agente que, VOLUNTARIAMENTE, DESISTE de prosseguir na execução ou IMPEDE que o resultado se PRODUZA, só 
responde pelos atos JÁ PRATICADOS - EXCLUEM a TIPICIDADE. Em ambos os casos, se NÃO houver resultado, o agente NÃO 
responde por tentativa, mas apenas pelos atos já praticados. 
 
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ARRE PE N DIM ENT O POST ERIO R 
Art. 16 - Nos crimes SEM violência ou GRAVE ameaça à PESSOA, REPARADO o dano ou restituída a coisa, ATÉ o recebimento 
da DENÚNCIA ou QUEIXA, por ato VOLUNTÁRIO = PENA 1/3 a 2/3. 
• Pode ocorrer em QUALQUER espécie de crime e não somente nos delitos contra o patrimônio; 
• A reparação / restituição deve ser INTEGRAL – EX: furto 
ILI CIT U DE (ANT IJU RI DI CI DADE ) 
Ilicitude: é a conduta humana em desacordo com a ordem jurídica (típica). Porém, nem toda conduta típica será ilícita, pois 
há situações que EXCLUEM a ilicitude da conduta. Causas que excluem a ilicitude (NÃO HÁ CRIME): 
 
EX CLU DE NTES DE I LI CITU DE 
EST ADO DE N E CES SI DADE 
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para SALVAR de PERIGO ATUAL, que não provocou por 
sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito PRÓPRIO ou ALHEIO, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era 
razoável exigir-se. 
§ 1º - NÃO pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo – EX: policial. 
§ 2º - Embora razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena PODERÁ ser reduzida de 1/3 a 2/3 – caso seja sacrificado 
o bem / direito de MAIOR valor NÃO há exclusão, podendo haver redução da pena. 
LEGÍ TIM A DEFES A 
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando MODERADAMENTE dos meios necessários, repele INJUSTA agressão, 
ATUAL ou IMINENTE, a direito SEU ou de OUTREM. 
[Novidade 2019] §único. [...] considera-se também em legítima defesa o agente de segurança pública que repele AGRESSÃO ou 
RISCO de agressão a vítima mantida refém DURANTE A PRÁTICA DE CRIMES. 
A legítima defesa é APLICÁVEL mesmo àqueles que podiam fugir da agressão injusta, mas optam por enfrenta-la. 
Legítima defesa putativa: agente ACREDITA existir injusta agressão, mas não há. É considerado um ERRO DE TIPO, 
não excluindo a tipicidade, mas apenas o dolo. 
ESTRITO CUM PRIM E NTO DO DE VE R LEG AL 
Consiste na realização de um fato TÍPICO, por força do desempenho de uma OBRIGAÇÃO imposta APENAS por LEI. 
Art. 23. NÃO há crime quando o agente pratica o fato: 
III – em ESTRITO cumprimento de dever LEGAL 
EXE RCÍ CI O REG ULAR DO DIREIT O 
Pressupõe uma FACULDADE de agir atribuída, regra geral, pelo ordenamento jurídico - pode advir de lei, regulamento e até 
mesmo COSTUME - a alguma pessoa, pelo que a prática de uma ação típica NÃO configuraria um ilícito. São exemplos clássicos: 
• A correção dos filhos por seus pais; 
• Prisão em flagrante por particular; 
Excludentes de 
Ilicitude
Legais
Genéricas: vistas a seguir -
aplicável a todos os crimes
Específicas: parte 
especial do CP
Supralegais
(doutrina)
Consentimento 
EXPRESSO do Ofendido
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• Expulsar alguém, quando da invasão da propriedade; 
• Ofendículos (cerca elétrica, vidro no muro, etc.); 
• Lesões ocorridas em esportes violentos (lutas). 
Art. 23 - NÃO há crime quando o agente pratica o fato: 
III – no exercício REGULAR de direito. 
EX CE SSO PU NÍVE L 
Art. 23, §único - O agente, em QUALQUER das hipóteses de excludentes de licitude, RESPONDERÁ pelo excesso DOLOSO ou 
CULPOSO. 
• Excesso INTENSIVO: agente excede na intensidade da reação 
• Excesso EXTENSIVO: decorre do prolongamento da ação defensiva, mesmo após ter cessado agressão injusta. 
DES CRI MIN ANT ES P UTAT IVAS – ERRO DE TI PO PE RM ISSIV O 
Art. 20, §1º - ISENTO de pena quem, por ERRO plenamente JUSTIFICADO pelas circunstâncias, supõe SITUAÇÃO DE FATO 
que, se existisse, tornaria a ação legítima. NÃO há isenção de pena quando o erro deriva de CULPA E fato é punível como crime 
CULPOSO. 
Agente atua ACREDITANDO estar acobertado por uma exclusão de ILICITUDE: 
• Tratando-se de erro ESCUSÁVEL, o agente NÃO SERÁ PUNIDO; 
• Se erro INESCUSÁVEL será o agente punido a título CULPOSO, caso haja previsão legal. 
Ocorre, por exemplo, na legítima defesa putativa, estado de necessidade putativo, e assim por diante. 
EX: Durante uma sessão de cinema, alguém leva uma metralhadora de brinquedo e finge atirar contra a plateia. Uma das 
pessoas, em desespero a caminho da saída, lesiona outras (estado de necessidade putativo) 
CU LP ABILI DADE 
A culpabilidade é o juízo de REPROVABILIDADE acerca da conduta do agente, considerando-se suas CIRCUNSTÂNCIAS 
PESSOAIS. Na culpabilidade estuda-se o AGENTE e o não o fato. 
Para se mostrar merecedor de pena, de acordo com o CP, deve o sujeito ter consciência do caráter ilícito de sua conduta. 
Cuidado! A falta de consciência da ilicitude não se confunde com o desconhecimento da lei, que é inescusável. A primeira 
constitui a insciência de que o agir é proibido. A outra significa tão somente a carência da compreensão do texto legal. 
ERRO DE PROIBI ÇÃO (ERRO SO BRE A I LI CITU DE DO FATO ) 
Analisa-se se o agente, de acordo com suas característicasPESSOAIS (por isso se enquadra na culpabilidade), poderia ou não 
conhecer o caráter ilícito do fato. Pode existir tanto sobre a existência e validade da LEI, quanto da sua interpretação. 
Art. 21 - O DESCONHECIMENTO da lei é INescusável. O ERRO sobre a ilicitude do fato, se: 
INEVITÁVEL, ISENTA de pena; 
EVITÁVEL, poderá DIMINUÍ-LA de um 1/6 ou 1/3 - §único: agente atua ou se omite SEM a consciência da ilicitude do fato, 
quando lhe era possível, nas circunstâncias, ter ou atingir essa consciência. 
EX: um capiau dos confins do interior do MS encontra um relógio de ouro na rua e fica com o mesmo, entretanto, mal 
sabe ele que é uma conduta criminosa (“Apropriação de coisa achada”). 
Erro de Proibição x Erro de Tipo: 
Erro de Proibição 
Exclui a CULPABILIDADE – fato 
típico, ilícito, mas não culpável. 
Erro de Tipo 
Exclui o fato típico – torna o fato 
ATÍPICO 
 
 
 
 
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IMP UTABI LI DADE 
Imputabilidade Penal: condições PESSOAIS que dão ao agente a capacidade p/ lhe ser juridicamente imputada a prática de 
um fato punível. Elementos: 
• Intelectivo: integridade MENTAL do indivíduo. 
• Volitivo: domínio da VONTADE, ou seja, o agente controla e comanda seus impulsos. 
• Cronológico: no Brasil, a partir do dia que completa 18 anos. 
Momento par a a constatação da i mp utabilidade 
Art. 26 - ISENTO de pena o agente que, por doença MENTAL ou desenvolvimento MENTAL incompleto ou RETARDADO, 
era, ao tempo da AÇÃO ou da OMISSÃO , inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-
se de acordo com esse entendimento. 
Sistemas p ar a af erição da i mp utabi lidade 
 
Causas de Ini mp utabilidade 
DES. MENTAL 
RETARDADO 
1. Agente CAPAZ de entender o caráter ilícito: IMPUTÁVEL 
2. Agente PARCIALMENTE CAPAZ de entender: SEMI-IMPUTÁVEL – pena 1/3 a 2/3 
3. Agente inteiramente INCAPAZ de entender o caráter ilícito: INIMPUTÁVEL 
DES. MENTAL 
INCOMPLETO 
Silvícolas (índios) e os MENORES. 
• Quanto aos índios, deve ser feita uma perícia (não são totalmente inimputáveis, pois depende do 
contexto). 
DOENÇA 
MENTAL 
Abrange problemas PATOLÓGICOS + TOXICOLÓGICOS (usuário de drogas). 
• O agente estava lúcido no momento do ato? Responderá pelo ato ilícito (imputável) 
MENORIDADE 
(FATOR 
BIOLÓGICO) 
Há presunção ABSOLUTA de inimputabilidade. STJ entende que, se cometido crime no dia do 
aniversário, JÁ É IMPUTÁVEL, independentemente da hora do nascimento. 
Art. 27 - Os menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, ficando sujeitos às normas 
estabelecidas na legislação especial (ECA). 
Crimes Permanentes (inicia como menor e termina como maior): SÓ poderá ser responsabilizado pelos 
fatos cometidos APÓS ter atingido a maioridade. 
Sistemas
Biológico: determinadas 
condições biológicas. 
Presunção ABSOLUTA
Psicológico: 
independentemente de 
deficiência mental, se no 
momento da ação ou omissão, 
mostrar incapacidade de 
entender um ilícito.
Biopsicológico: inimputável aquele 
que, ao tempo da conduta, apresenta:
Problema mental (biológico) E, em 
razão disso, NÃO temcapacidade p/ 
entender a ilicitude (psicológico)
Única exceção: menores de 18 
anos são SEMPRE inimputáveis
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EMBRIAGUEZ 
ACIDENTAL 
COMPLETA 
PROVENIENTE DE 
CASO FORTUITO 
OU FORÇA MAIOR 
§ 1º - É isento de pena (exclui imputabilidade) o agente que, por embriaguez COMPLETA, 
proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, 
INTEIRAMENTE incapaz de entender o caráter ilícito do fato [...]. 
§ 2º - A pena pode ser 1/3 a 2/3 (NÃO exclui imputabilidade, mas reduz pena) se o agente, por 
embriaguez (INCOMPLETA), proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo 
da ação ou da omissão, a PLENA capacidade de entender o caráter ilícito do fato [...] 
• Pegadinha! Embriaguez CULPOSA nunca exclui a imputabilidade 
• Força maior: indivíduo é OBRIGADO a se embriagar. 
• Caso fortuito: pessoa que desconhece determinada situação fisiológica que potencializa os efeitos da 
bebida – EX: sem saber dos efeitos, ingere Vodka + remédios. 
Ef eitos da I ni mp utabili dade 
• Menores de 18 anos - Ficam sujeitos ao ECA. 
• Demais – são processados e julgados – a culpabilidade é mero pressuposto de aplicação da PENA, portanto ficam 
ISENTOS apenas da PENA, sendo-lhe aplicada apenas uma Medida de Segurança. 
EXIGI BI LI DADE DE CO N DUT A DI VE RSA 
Só se pode impor pena ao autor de um fato típico e antijurídico quando se demonstrar ter sido seu comportamento reprovável. 
Para tanto, é necessário que dele se POSSA exigir conduta diversa, ou seja, que na situação em que o fato foi cometido, seja 
lícito concluir que o agente possuía uma alternativa válida de conduta. CP prevê situações em que essa conduta diversa é 
INEXIGÍVEL, portanto EXCLUEM a culpabilidade. 
Coação M ORAL irres istível e O bediênci a Hi erárq uica 
São causas EXCLUDENTES DE CULPABILIDADE: 
Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação (MORAL) irresistível OU em estrita obediência a ordem, NÃO manifestamente 
ilegal, de superior hierárquico1, só é PUNÍVEL o autor da coação ou da ordem. 
1A hierarquia funcional pressupõe uma relação de direito público (serviço público). A autoria do crime é mediata do 
superior. 
EMO ÇÃO E P AIX A (CRIM ES PASSIO NAI S) 
Art. 28 - NÃO excluem a imputabilidade penal: 
I - a emoção OU a paixão; 
CO N CU RSO DE PES S OAS 
P R I V E 
Pluralidade de 
agentes E condutas 
Relevância causal das 
condutas 
Identidade de 
infração 
Vínculo subjetivo 
concurso de vontades 
Existência de fato 
punível 
 
Teoria Monoísta: TODOS os que contribuem (autores e partícipes) cometem o MESMO crime. Há unidade de crime e 
pluralidade de agentes. 
Basicamente DEVE haver “COMBINAÇÃO” ANTERIOR ENTRE OS AGENTES (= LIAME) 
PARTI CI PAÇÃO 
Aquele que efetivamente colabora para a prática de uma conduta delituosa, todavia, SEM realizar diretamente o núcleo do 
tipo – EX: “piloto de fuga” em um roubo a banco – responde pelo roubo !!! 
O auxílio deve ser MORAL ou MATERIAL. Se eu empresto uma arma a alguém, conhecendo suas intenções, mas não o 
incentivando e essa pessoa mata outra com outra arma, não serei considerado partícipe, pois não houve auxílio nem 
moral nem material (arma foi outra). 
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CO AU TO RIA 
Ocorre a co-autoria quando 2+ agentes executam o NÚCLEO do tipo (teoria objetivo-formal). 
STF (HC 110.425): O fato de o crime ter sido cometido por duas pessoas, uma delas menor inimputável, NÃO tem o 
condão de descaracterizar que ele foi cometido em coautoria 
Teoria do Domínio do Fato: utilizada para diferenciar coautoria e participação, sendo coautor aquele que presta contribuição 
independente, essencial à prática do delito, NÃO obrigatoriamente em sua execução. 
AUT ORI A COLAT ERAL 
Os agentes agem INDEPENDENTEMENTE. NÃO HÁ CONCURSO. Praticam a conduta ao mesmo tempo, mas não há liame. 
Resultado pode ser atingido pela ação de um apenas ou de ambos: 
• Responsável pela produção do resultado: crime CONSUMADO 
• Outro: crime TENTADO 
PUNI ÇÃO NO CON CU RSO DE AGE NTE S 
Art. 29 - Quem, de QUALQUER MODO, concorre para o crime incide nas MESMAS penas a este cominadas (MONOÍSTA), na 
medida de sua culpabilidade. 
Participação de Menor Importância 
• Art. 29, § 1º - (...) a pena pode (DEVE) ser 1/6 a 1/3 – alcança apenas o PARTÍCIPE. 
Participação em crime menos grave: Tício e Mévio resolvem se unir para furtar um veículo.Chegando ao local, iniciam a 
conduta típica, mas logo percebem a chegada do dono. Mévio, assustado, corre, mas Tício pega sua arma e efetua disparos. 
• § 2º - Se algum dos concorrentes QUIS participar de crime MENOS grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste; essa pena 
será  ½ , na hipótese de ter sido PREVISÍVEL o resultado mais grave. 
CI RCUN STÂN CIAS I NCOM UNI CÁVE IS 
Art. 30 - NÃO se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter PESSOAL, SALVO quando ELEMENTARES 
do crime. 
Exemplo do “Salvo...”: A, funcionário público, pratica peculato junto com B, que não faz parte do quadro da ADM. Poderá B, sendo 
particular, responder pelo citado crime (PECULATO)? SIM, pois na hipótese de concurso de pessoas, a elementar “funcionário 
público” é comunicável. 
ERRO DET ERMIN ADO P OR TE RCEI RO 
Atenção! NÃO SE TRATA DE CONCURSO DE PESSOAS 
Art. 20, § 2º - RESPONDE pelo crime o TERCEIRO que determina o erro. 
• Erro INEVITÁVEL, o agente NÃO SERÁ PUNIDO – “Não há participação culposa em crime doloso” 
• Se erro EVITÁVEL será o agente punido a título CULPOSO, caso haja previsão legal – pune ambos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PEN AS 
ESP É CIE S E COM IN AÇÃO DAS PE NAS 
 
EXTI N ÇÃO DA P UNI BILI DADE 
MORTE do agente; Os efeitos civis permanecem (Art. 5º, LV, CF/88) 
ANISTIA Advém de ATO LEGISLATIVO. Pode ser aplicada a qualquer crime 
GRAÇA e INDULTO 
Concedidos pelo Presidente República, por meio de DECRETO: 
a) Graça é concedida individualmente. 
b) Indulto de maneira coletiva – Cuidado! Indulto Natalino virou “tradição”, concedido pelo PR a 
vários presos no período do natal, quando são extintas suas punibilidades!! É diferente da 
saída temporária! 
STJ (Súmula 631/2019): O indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão 
executória), mas não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. 
RETROATIVIDADE 
de lei. 
Abolitio Criminis !! 
RETRATAÇÃO, se 
lei a admite; 
Ato jurídico unilateral, NÃO dependendo de aceitação do suposto ofendido. 
RENÚNCIA do 
direito de queixa 
RENÚNCIA pode ser expressa ou tácita (querelante pratica ato incompatível c/ a vontade de se 
queixar) 
PERDÃO aceito, 
quando AP privada 
PERDÃO do ofendido tem como condição a aceitação do querelado. Pode ser processual ou 
extraprocessual, tácito ou expresso. 
PERDÃO JUDICIAL, 
casos previstos em lei 
VEDADA analogia in bonam partem 
STJ (Súmula 18): a sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da 
punibilidade, NÃO subsistindo qualquer efeito condenatório 
PEREMPÇÃO 
Perda, pela inércia processual do querelado, do direito de continuar a MOVIMENTAR a AP 
exclusivamente PRIVADA 
DECADÊNCIA Perda do DIREITO de AÇÃO, por não ter sido exercício no prazo certo (queixa ou APP) 
P
E
N
A
S
Privativa de 
Liberdade
Têm seus limites estabelecidos na sanção correspondente a cada tipo legal de crime.
Restritiva 
de Direitos
Aplicáveis, independentemente de cominação na parte especial, em SUBSTITUIÇÃO à
pena privativa de liberdade, fixada em quantidade INFERIOR a 1 ano OU nos CRIMES
CULPOSOS
Multa
Cada tipo penal possui previsão própria. Será de no mínimo 10 dias-multa e no máximo
360 dias-multa.
Obs: o dia-multa é fixado pelo juiz, não podendo ser inferior a 1/30 do maior salário
mínimo vigente à época do fato, nem superior a 5x esse salário.
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PRESCRIÇÃO 
Perda do DIREITO de punir do Estado, pelo decurso de tempo. 
⚫ Prescrição 
Abstrata 
⚫ Prescrição 
Retroativa 
⚫ Prescrição 
Superveniente 
⚫ Prescrição 
Executória 
 
PRES CRI ÇÃO DA P RE TENS ÃO PU NITIV A 
Intercorrente Superveniente / Subsequente: ocorre entre o TEJ da sentença condenatória para a 
ACUSAÇÃO e o TEJ da sentença condenatória definitiva (tanto acusação quanto defesa) 
Intercorrente Retroativa: ocorre quando, uma vez tendo havido o TEJ para a ACUSAÇÃO, chega-se à 
conclusão de que, naquele momento, houve prescrição entre a data da denúncia / queixo e a sentença 
condenatória. 
Executória: Perda, em razão da inércia do Estado, do direito de EXECUTAR uma SANÇÃO penal 
definitivamente aplicada pelo judiciário. 
PRES CRI ÇÃO DA P E NA DE M ULTA 
• Multa ISOLADAMENTE: prazo será de 2 anos 
• Multa + prisão (privativa de liberdade): o prazo de prescrição será o mesmo 
IMP E DE M A P RE S CRI ÇÃO (ART. 116 ) 
[Novidade 2019] Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição NÃO CORRE: 
• Enquanto o agente cumpre pena no exterior; 
• Enquanto não cumprido ou não rescindido o acordo de não persecução penal. 
• Enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da 
existência do crime; 
• Na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando 
inadmissíveis; 
INTE RROM PE M A P RES CRI ÇÃO (ART . 11 7 ) 
• Recebimento da denúncia/queixa; 
• Pronúncia 
• Decisão CONFIRMATÓRIA da pronúncia 
• PUBLICAÇÃO de sentença ou acórdão 
condenatórios irrecorríveis 
• Início ou continuação do cumprimento da pena 
• Reincidência 
 
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou circunstância agravante 
de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto aos 
outros, a agravação da pena resultante da conexão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CLAS SIFI CAÇÃO DO S CRI MES 
 
Comuns Podem ser praticados por QUALQUER PESSOA 
Homicídio, 
furto 
Próprios Exigem do agente CAPACIDADE ESPECIAL – Sujeito Ativo Qualificado Peculato 
Mão Própria 
QUALQUER PESSOA, mas não por intermédio de outrem. 
NÃO admitem coautoria, APENAS PARTICIPAÇÃO. 
Falso 
testemunho 
 
 
Simples 
A lesão jurídica é una e NÃO apresenta qualquer circunstância que 
aumente ou diminua sua gravidade 
Homicídio simples. 
Qualificados Agrega situação que MAJORA a pena 
Homicídio qualificado 
(ex: motivo fútil) 
Privilegiados Agrega circunstâncias que o torna MENOS grave Furto de pequeno valor 
 
 
Comissivos Exigem uma atividade POSITIVA, ou seja, uma AÇÃO – EX: roubo 
Omissivos 
Próprios 
NÃO FAZER ALGO PREVISTO em LEI como TRANSGRESSÃO. INDEPENDE de RESULTADO, pois 
“do nada, nada surge” – EX: Omissão de socorro 
Omissivos 
Impróprios 
(Comissivos por 
Omissão) 
Transgressão DEVER de IMPEDIR RESULTADO → RESULTADO POSTERIOR 
Art. 13, §2º - A omissão é penalmente RELEVANTE quando o omitente DEVIA e PODIA agir para 
EVITAR o resultado por quem: 
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância; 
b) assumiu a responsabilidade de impedir o resultado. 
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado. 
 
 
Instantâneos Quando consumado, encerra-se. A consumação ocorre em dado momento. Furto 
Permanentes 
 
Consumação se PROLONGA no tempo. Não admite tentativa. 
Sequestro; 
Cárcere 
privado 
Instantâneos 
efeitos perm. 
CONSUMADA a infração, os efeitos permanecem, independentemente da vontade 
do sujeito. 
Bigamia 
 
 
Materiais 
CONDUTA + RESULTADO naturalístico → RESULTADO NECESSÁRIO 
É o caso do homicídio, cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima. 
Formais 
CONDUTA + COM ou SEM RESULADO → INDEPENDE DE UM RESULTADO 
Ameaça: não se exigindo que a vítima realmente fique intimidada; 
Mera conduta 
CONDUTA (ação ou omissão) → SEM RESULTADO 
Violação de domicílio, ato obsceno, e a maioria das contravenções. 
 
 
Complexo 2+ tipos penais em umaúnica descrição legal. Roubo = Furto + Ameaça 
 
 
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PARTE ESPECIAL DO CÓDIGO PENAL 
AN ÁLI SE DE CO BRANÇA 
Bom, imagino que você já esteja familiarizado(a) com o conceito de Pareto (80/20). Assim, os resumos estarão sempre pautados 
naquilo que é mais cobrado em prova! Ou seja: abrangemos, em “poucas páginas”, algo em torno de 80% daquilo que mais cai. 
No caso da parte especial do Código Penal, fizemos uma análise de TODAS as mais de 1.732 questões dos últimos 6 anos, e ficou 
claro o que as bancas mais gostam de cobrar e, portanto, serão nosso foco. Chega de enrolação, vamos à análise. 
DIV ISÃO DA PARTE ESP E CI AL E PE RCEN TUAI S DE COB RAN ÇA 
A parte especial do código se divide basicamente em 11 títulos, sendo que, do total de questões, cada uma é responsável pelos 
seguintes percentuais de cobrança: 
TÍTULO CESPE FCC FGV VUNESP DEMAIS GERAL 
Dos crimes contra a pessoa 14% 15% 16% 16% 23% 19% 
Dos crimes contra o patrimônio 24% 18% 20% 20% 17% 19% 
Dos crimes contra a propriedade imaterial 1% 0% 0% 0% 0% 0% 
Dos crimes contra o sentimento religioso e contra o respeito aos mortos 1% 0% 0% 0% 0% 0% 
Dos crimes contra a organização do trabalho 1% 1% 1% 0% 1% 1% 
Dos crimes contra a dignidade sexual 5% 2% 4% 3% 3% 3% 
Dos crimes contra a família 0% 0% 0% 0% 1% 1% 
Dos crimes contra a incolumidade pública 2% 0% 6% 6% 2% 3% 
Dos crimes contra a paz pública 2% 2% 0% 2% 1% 1% 
Dos crimes contra a fé pública 12% 7% 6% 14% 5% 8% 
Dos crimes contra a administração pública 38% 55% 48% 39% 46% 45% 
Veja que interessante: apesar da parte especial ser enorme, basicamente 4, dos 11 títulos, são de fato bastante cobrados. 
Portanto, quando você for estudar dê prioridade à seguinte ordem: 
1. Dos crimes contra a administração pública 
2. Dos crimes contra o patrimônio 
3. Dos crimes contra a pessoa 
4. Dos crimes contra a fé pública 
Ótimo! Temos a primeira parte da nossa análise. Como cada título tem suas divisões e/ou crimes específicos, é importante 
também selecionarmos aqueles que são mais cobrados. Assim, vamos à segunda parte. 
O QU E I RE MO S ABRANG ER NO RE SUM O 
Como nessa segunda parte há muitos capítulos, para não ser enfadonho serei mais direto, e não colocarei uma análise 
minuciosa. Porém, acredite, selecionei só aquilo que é realmente bastante cobrado! 
Uma dica antes de prosseguir: eu coloquei a pena relativa a todos os crimes, mas isso é muito pouco cobrado! Atente-se mais 
aos casos de aumento / redução de pena e outros detalhes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esses 4 títulos são responsáveis por nada menos que 
90% das questões que versam sobre a parte especial! 
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DO S CRIM ES CO NTRA A P ESS OA 
HO MI CÍ DI O 
Atente-se para o fato de que, grande parte das questões que versam sobre “Crimes contra a pessoa”, fazem alguma alusão à 
“Teoria do Crime”. Assim, esteja em dia com a matéria! Exemplo, caso clássico, que trata do “erro na execução” (AQUI). 
 
 
HOMICÍDIO
Art. 121. MATAR
alguem
CULPOSO
Detenção 1-3 anos
AUMENTA em 1/3 
- inobservância de regra técnica
- agente deixa de prestar socorro 
- agente foge para evitar flagrante
Perdão Judicial
Juiz PODERÁ deixar de aplicar a pena, se as 
conseqüências da infração atingirem o agente de 
forma tão grave que a pena se torne desnecessária. 
SIMPLES
Reclusão 6-20 anos
PRIVILEGIADO
Pena reduzida ↓1/6 a ↓1/3
Motivo de relevante valor social ou moral 
(compaixão, piedade, etc.) - Ex: eutanásia
Autor econtra-se sob domínio de violenta emoção, 
logo em seguida a injusta provocação da vítima
QUALIFICADO
Reclusão 12-30 anos
Mediante paga ou promessa de recompensa, ou 
motivo torpe ou fútil
Emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, 
tortura ou outro meio insidioso ou cruel
Traição, emboscada, dissimulação ou outro recurso 
que dificulte a defesa do ofendido
Para assegurar a execução, a ocultação, a 
impunidade ou vantagem de OUTRO CRIME
Homicídio Funcional
Agentes de seg. púbica, membro FFAA, do sistema 
prisional em exercício ou em decorrência dele; OU
contra cônjuge, companheiro e parente até 3º grau 
em razão dessa condição
Feminicídio
Contra a mulher por razões da condição de sexo 
feminino, quais sejam:
- Violência doméstica e familiar
- Menosprezo ou discriminação
Com emprego de arma de fogo de uso RESTRITO ou 
PROIBIDO
Importante! É possível 
a existência tanto do 
elemento que qualifica 
quanto do que privilegia 
no mesmo crime! 
 1 
 2 
 3 
 4 
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AU MENT O DE P EN A 
1 
• Praticado CONTRA menor de 14 ou maior de 60 anos: pena AUMENTA em 1/3 
• Praticado por milícia PRIVADA ou grupo de extermínio: pena AUMENTA de 1/3 a 1/2 
2 
AUMENTA de 1/3 a 1/2, se feminicídio praticado: 
• Durante a gestação ou nos 3 meses posteriores ao parto; 
• Contra menor de 14, maior de 60, com deficiência ou portadora de doenças degenerativas 
• Na presença física ou virtual de descendente ou de ascendente da vítima 
• Em descumprimento das medidas protetivas de urgência 
3 Atenção! Segundo a jurisprudência do STF, o homicídio privilegiado-qualificado NÃO É crime hediondo! 
4 
Decidiu o STJ no REsp 1.829.601 que “a qualificadora do meio CRUEL é COMPATÍVEL com o dolo eventual.” Cuidado, 
pois não inclui as demais qualificadoras. 
INDUZI MENT O, INS TIGAÇÃO OU AU XÍ LIO A SUI CÍ DIO OU A AUT OMU TILAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Art. 122. Induzir ou instigar alguém a
suicidar-se ou a praticar automutilação ou
prestar-lhe auxílio material para que o faça.
Reclusão 6 meses a 2 anos
Resulta lesão corporal grave ou gravíssima?
Reclusão 1 a 3 anos
se for contra menor de 14, reclusão de 2 a 8 anos
Resulta morte?
Reclusão 2 a 6 anos
se for contra menor de 14, responde por homicídio simples
Pena DUPLICADA se:
1. Motivo egoístico, torpe ou fútil
2. Vítima é menor ou tem capicade de resistência diminuída
Pena aumentada ATÉ o dobro, se conduta realizada por 
computador, redes sociais ou transmissão ao vivo
Pena aumentada da METADE se agente líder ou coordenador 
de grupo ou rede virtual
Pegadinha! Não confunda “duplicada” com “até o dobro” 
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DAS LES ÕES CO RP O RAI S 
 
 
1 Sempre pensar em “dobro”. Exemplo: a perda de um só ouvido não causa perda da função auditiva, mas “apenas” 
debilidade, portanto tratar-se-ia de uma lesão grave e não gravíssima 
2 Dica! X, com intenção de matar Y, ataca-o. Por algum motivo, X desiste voluntariamente e poupa a vida de Y. Assim, X 
responderá pelos atos já praticados, ou seja, lesão corporal e não pela tentativa de homicídio (exemplo AQUI). 
OUT ROS TIP OS 
Violência Doméstica 
Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, 
irmão, cônjuge ou companheiro, ou com quem conviva ou 
tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das 
relações domésticas, de coabitação ou de hospitalidade. 
 
Detenção: 3 meses a 3 anos 
Aumento de pena: ↑1/3 se cometido contra PCD 
Atenção! Veja que aqui não há menção direta à mulher 
Violência Contra a Mulher 
Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da 
condição do sexo feminino. 
 
Reclusão: 1-4 anos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lesão Corporal
Art. 129. OFENDER a integridade 
corporal ou a saúde de outrem 
LEVE

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