Prévia do material em texto
COACHING PARA CONCURSOS – ESTRATÉGIAS PARA SER APROVADO 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR ATUALIDADES 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Atualidades 1. Coronavírus O coronavírus é um tema que tem tudo para cair nas provas deste ano, de acordo com a professora Rebecca, do Gran Cursos Online. Os primeiros coronavírus humanos foram identificados no final da década de 1930, apesar disso, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus. Entretanto, no final de 2019, um novo agente do vírus foi descoberto após ter casos registrados na China. E isso deixou o mundo em alerta novamente. Ainda não se sabe qual animal o transmitiu aos seres humanos. Identificar esse hospedeiro interme- diário pode ajudar a conter a pandemia. O professor Alessander Mendes, da Degrau Cultural, reforça afirmando que é preciso ter atenção aos impactos econômicos globais causados pela pandemia. Para entender isso, deve-se saber que uma pandemia tem a ver com espaçamento geográfico da do- ença influenciado pela globalização. Essa pandemia se espalha pelo mundo basicamente porque nós temos uma intensificação do pro- cesso de globalização, sobretudo a partir da década de 1970, onde os meios de comunicação e transporte são cada vez mais eficientes e vão permitindo uma coisa que nós entendemos que é o en- curtamento da distância pelo tempo, explica o professor Alessander Mendes. Alessander Mendes, da Degrau Cultural, afirma que é preciso ter atenção aos impactos econômicos globais causados pelo Coronavírus (Foto: Arquivo Pessoal) O resultado é que quando você tem um vírus como esse da Covid-19, com pessoas eventualmente do mundo inteiro em contato com esse vírus em determinada localidade, você tem potencialmente todas as condições para criar uma pandemia global. Embora ainda não se possa mensurar os impactos sobre a economia mundial, Alessander indica que será desastroso. Com as medidas de contenção do vírus, o coronavírus tem impacto no deslocamento de pessoas e de mercadorias em escala global. A tendência, segundo o professor, é que a retomada da economia em escala mundial seja mais lenta do que foi após a crise econômica de 2008 e a quebra da bolsa da Nova York em 1929. “Só os Estados Unidos já anunciaram que tiveram uma queda do seu produto interno bruto de 4,8% no primeiro trimestre deste ano. Esse ano o Brasil deve fechar com um crescimento negativo do seu produto que deve ficar em torno de 6 até 10%”, aponta Alessander. 2. Brexit Saída do Reino Unido da União Europeia O ano de 2019 foi o mais complicado, pois as diferenças entre os políticos britânicos se tornam mais evidentes, pois era preciso que o plano de saída da União Europeia fosse aprovado pelo Parlamento britânico. ATUALIDADES 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Por outro lado, o Parlamento britânico garantiu em 13 de março de 2019, que o Reino Unido não sai- ria sem acordo. Esta era uma proposta defendida por muitos membros do próprio partido de Theresa May. No entanto, em 12 de março de 2019 e, posteriormente, no dia 25 do mesmo mês, o Parlamento bri- tânico rejeitou o plano apresentado pela então primeira-ministra Theresa May para se retirar da União Europeia. Sem conseguir consenso no Parlamento, Theresa May teve que pedir uma nova prorrogação à União Europeia. Assim, a data prevista para a saída do Reino Unido seria 31 de outubro de 2019. Com sua posição enfraquecida, May demitiu-se do cargo. A lei britânica não previa a convocação de novas eleições e sim uma substituição dentro do próprio partido cujo escolhido foi Boris Johnson. Boris Johnson e o Brexit O novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, é um conhecido defensor de um "brexit duro", ou seja: retirar o Reino Unido da União Europeia sem fazer qualquer tipo de acordo. A fim de pressionar os deputados, Johnson pediu a Rainha Elizabeth II que adiasse a abertura oficial do Parlamento, que acontece em setembro, para 14 de outubro. A proposta foi aceita pela soberana e milhares protestaram nas ruas contra o "fechamento" do parlamento britânico, mas o premiê não vol- tou atrás. O objetivo de Boris Johnson era impedir a articulação da oposição. No entanto, os primeiros debates realizados pelo primeiro-ministro no Parlamento se revelaram um fracasso. O Partido Conservador perdeu um dos seus deputados e outros 21 parlamentares foram suspensos por indisciplina. Além disso, o Parlamento rejeitou, mais uma vez, o projeto de um Brexit sem acordo. A fim de conseguir mais respaldo para sua ideia, Boris Johnson dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições gerais. O resultado foi uma esmagadora vitória para os conservadores que conquista- ram a maioria absoluta dos deputados e assim puderam seguir com as negociações do Brexit. Aprovação do acordo do Brexit Após intensas negociações com os 27 países da União Europeia, o Reino Unido conseguiu um acordo para a saída desse bloco econômico, em 16 de outubro de 2019. Desta vez, estão garantidas a livre circulação de pessoas e mercadorias entre a fronteira da Repú- blica da Irlanda e da Irlanda do Norte. No entanto, o novo acordo prevê o fim do status especial para o Reino Unido e o torna um rival econômico. O projeto foi aprovado no Parlamento britânico no mesmo mês. Porém, os parlamentares não se re- cusaram a debater o texto em apenas dois dias e obrigaram ao primeiro-ministro pedir um adiamento de três meses à União Europeia. Como consequência, Johnson teve que concordar e, desta vez, a data para o Brexit será 31 de ja- neiro de 2020. Antecedentes do Brexit A União Europeia (UE) foi criada com o objetivo de manter a paz entre os países do continente euro- peu. O embrião foi a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), nascida em 1952. A CECA unia os ex-adversários da Segunda Guerra Mundial: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxem- burgo. ATUALIDADES 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Mais tarde, esta comunidade foi ampliada num movimento que criou a Comunidade Econômica Euro- peia (CEE), em 1957. O prefeito de Londres, Sadiq Khan (à esq.) e o ex-primeiro-ministro David Cameron fazem campanha pela permanência do Reino Unido na União Europeia O Reino Unido, porém, sempre se manteve à margem da CEE e só aceitou fazer parte do clube em 1973. Mesmo assim, dois anos depois, convocaram um referendo para que a população decidisse se queriam ou não continuar. Naquela época, ganhou o “sim”. Desta maneira, o Reino Unido continuou a fazer parte da UE, mas não participou dos dois maiores projetos europeus: A criação de uma moeda única, o euro; O espaço schengen, que permite a livre circulação de pessoas. Referendo sobre o Brexit A campanha do Brexit tem origem no governo do primeiro-ministro conservador David Cameron. Para disputar a reeleição, Cameron se aliou ao partido nacionalista, Partido da Independência do Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês). Em troca do seu apoio, este partido exigiu a convocação de um referendo, onde os eleitores pudes- sem escolher entre seguir ou sair da União Europeia. O UKIP argumentava que a União Europeia retirava a soberania do Reino Unido em assuntos econô- micos e de imigração. Por isso, pedia que fosse feito uma consulta à população sobre a permanência neste bloco econômico. O referendo foi marcado para 23 de junho 2016: 48,1% votou não à saída da UE, mas 51,9% votou sim. Consequências do Brexit ATUALIDADES 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR "Vote para sair da União Europeia", pediam os partidários do Brexit As consequências do Brexit são difíceis de prever, pois se trata de um processo inédito. Por en- quanto, observamos impactos políticos, como por exemplo: Foi criado no Reino Unido, o Ministério da Saída da União Europeia que emprega pelo menos 300 pessoas para tratar exclusivamente do assunto; David Cameron renunciou ao cargo de primeiro-ministro e após discussões internas no Partido Con- servador, foi substituídodisposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo, acúmulo de aerossóis na atmosfera proveniente da poluição veicular e industrial, contaminação do solo por pesticidas e herbicidas, etc. Poluição e eutrofização de águas interiores - rios, lagos e represas: a poluição orgânica proveniente dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hí- dricos continentais, os quais são fundamentais para o abastecimento público das populações. Essa pressão resulta na deterioração da qualidade da água, causada pelo fenômeno da eutrofização, acú- mulo de metais pesados no sedimento, alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza al- guns dos usos múltiplos dos recursos hídricos. Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarretam perda de biodiversidade, ou seja, extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. A biodiver- sidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos. Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte, como represas de usinas hidrelétricas, portos e canais, gera impactos consideráveis e difíceis de mensurar sobre sistemas aqu- áticos e terrestres. Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (pri- meira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido como aquecimento global, que é o aumento da temperatura do planeta, devido à maior retenção da radiação infravermelha térmica na atmosfera. Cada grau Celsius de aumento da temperatura terrestre irá trazer consequências diferentes, e estas são acumulativas, segundo o 2º relatório do Painel Inter- governamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as geleiras de topos de montanha do mundo todo, comprometendo os abastecimentos locais de água, e se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d'á- gua e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média da temperatura mundial. Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas consequências ambientais: o aumento da demanda energética devido ao crescimento populacional, urbanização e crescente desenvolvimento tecnológico geram a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, gran- des e pequenas usinas nucleares, etc. E quanto maior a utilização de combustíveis fósseis (termelé- tricas, carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. Outros tipos de matri- zes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares). ATUALIDADE 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de energia, de pesticidas e de fertilizantes. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de desmatamento e perda de biodiversidade. Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos, a falta de saneamento bá- sico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica, distribuição de vetores e expectativa de vida adulta e taxa de mortalidade infantil. E também pela poluição orgâ- nica gerada pelo aporte de esgotos domésticos e drenagem pluvial em corpos d'água devido à falta de infraestrutura adequada e a lançamentos irregulares. Os cinco maiores problemas ambientais do mundo 1. Poluição do ar e mudanças climáticas O problema: a atmosfera e os oceanos estão sobrecarregados de carbono. O CO2 atmosférico ab- sorve e reemite radiação infravermelha, o que faz com que o ar, os solos e as águas superficiais dos oceanos fiquem mais quentes –em princípio, isso é bom: o planeta estaria congelado se isso não acontecesse. Mas há muito carbono no ar. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento para a agricultura e as atividades industriais aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2 de 280 partes por mi- lhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm. Isso é um aumento sem precedentes, tanto em es- cala quanto em velocidade. O resultado: perturbações climáticas. O excesso de carbono é apenas uma forma de poluição do ar causada pela queima de carvão, petró- leo, gás e lenha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou recentemente que uma em cada nove mortes em 2012 está relacionada com doenças causadas por agentes cancerígenos e outros venenos presentes no ar. Vida nos oceanos sofre com a pesca predatória, a poluição e o aquecimento das águas por causa das alterações climática. Soluções: substituir os combustíveis fósseis por energia renovável; reflorestamento; reduzir as emis- sões originadas pela agricultura; alterar processos industriais. A boa notícia é que a energia limpa é abundante – ela só precisa ser estimulada. Muitos afirmam que um futuro com 100% de energia renovável é possível com a tecnologia já existente. Mas há uma má notícia: embora a infraestrutura de energia renovável – painéis solares, turbinas eóli- cas e sistemas de armazenamento e distribuição de energia – esteja se tornando cada vez mais co- mum, barata e mais eficiente, especialistas dizem que essas tecnologias não estão sendo utilizadas no ritmo necessário para evitar uma ruptura climática catastrófica. Dificuldades políticas e financeiras ainda precisam ser superadas. 2. Desmatamento O problema: florestas ricas em espécies estão sendo destruídas, especialmente nos trópicos, para muitas vezes abrir espaço para a criação de gado, plantações de soja ou de óleo de palma, ou para outras monoculturas agrícolas. ATUALIDADE 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cerca de 30% da área terrestre do planeta é coberta por florestas – isso é cerca de metade do que existia antes de o início da agricultura, 11 mil anos atrás. Cerca de 7,3 milhões de hectares de flo- resta são destruídos a cada ano, principalmente nos trópicos. Florestas tropicais costumavam cobrir cerca de 15% da área terrestre do planeta. Atualmente elas cobrem de 6% a 7%. Grande parte do que sobrou foi degradado pela derrubada de árvores ou queimadas. As florestas naturais não atuam apenas como reservas da biodiversidade, eles também são reserva- tórios, que mantêm o carbono fora da atmosfera e dos oceanos. A destruição de florestas tem impacto sobre a biodiversidade e o clima Soluções: conservar o que resta das florestas naturais e recuperar as áreas degradadas com o re- plantio de espécies arbóreas nativas. Isso exige um governo forte – só que muitos países tropicais ainda estão em desenvolvimento, têm populações crescentes, carecem de um Estado de Direito e so- frem com nepotismo generalizado e corrupção quando se trata do uso da terra. 3. Extinção de espécies O problema: em terra, animais selvagens estão sendo caçados até a extinção para a obtenção de carne, marfim ou para a produção de produtos "medicinais". No mar, grandes barcos de pesca indus- trial, equipados com redes de arrastão ou de cerco, estão dizimando populações inteiras de peixes. A perda e a destruição de habitat também é um fator importante para a onda de extinção – algo sem precedentes se for considerado que ela está sendo causada por uma única espécie: os humanos. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de espécies ameaça- das continua a crescer. Espécies não apenas têm o direito de existir, elas também fornecem produtos e "serviços" essenciais para a sobrevivência humana. Um exemplo são as abelhas e seu trabalho de polinização, necessário para o cultivo de alimentos. Rinocerontes são mortos por causa do chifre, que algumas pessoasacreditam erroneamente ter pro- priedades medicinais. Soluções: ssforços conjuntos devem ser feitos para evitar a diminuição da biodiversidade. Proteger e recuperar habitats é apenas um lado da questão – combater a caça e a pesca ilegais e o comércio de vidas selvagens é outro. Isso deve ser feito em parceria com populações locais, para que a conserva- ção da vida selvagem seja do seu interesse, tanto social como econômico. ATUALIDADE 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4. Degradação do solo Problema: a exploração excessiva das pastagens, as monoculturas, a erosão, a compactação do solo, a exposição excessiva a poluentes, a conversão de terras – a lista de maneiras como os solos estão sendo danificados é longa. Cerca de 12 milhões de hectares de terras agrícolas são degrada- dos seriamente todos os anos, de acordo com estimativas da ONU. Terraços como estes na China retêm água e podem ajudar paisagens degradadas a se regenerar. Soluções: há uma vasta gama de técnicas de conservação e restauração do solo, como plantio direto, rotação de culturas e a construção de "terraços" para controle da erosão pluvial. Considerando que a segurança alimentar depende da manutenção dos solos em boas condições, é provável que este de- safio seja solucionado no longo prazo. Ainda é uma questão em aberto, porém, se isso vai benefi- ciar igualmente todas as pessoas ao redor do globo. 5. Superpopulação O problema: a população humana continua a crescer rapidamente em todo o mundo. A humanidade começou o século 20 com 1,6 bilhão de pessoas. Hoje são cerca de 7,5 bilhões. Estimativas indicam que a população mundial crescerá para quase 10 bilhões até 2050. A combinação de crescimento po- pulacional com ascensão social está pressionando cada vez mais os recursos naturais essenciais, como a água. Grande parte desse crescimento está ocorrendo no continente africano e no sul e leste da Ásia. O empoderamento das mulheres africanas e asiáticas é essencial para a sustentabilidade global. Soluções: a experiência tem mostrado que quando as mulheres têm o poder de controlar a sua pró- pria reprodução e ganhamr acesso à educação e a serviços sociais básicos, o número médio de nas- cimentos por mulher cai significativamente. Se forem feitos corretamente, sistemas de assistência podem tirar mulheres da pobreza extrema, mesmo em países onde a atuação do Estado permanece, permanece deficiente. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ MUNDO CONTEMPORÂNEO 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Mundo Contemporâneo O desenvolvimento tecnológico vem causando transformações tão profundas na sociedade contem- porânea quanto aquelas vivenciadas durante a Renascença. Mas, se no período renascentista, o gatilho da transição foi o humanismo, responsável por modificar a relação do homem com o mundo natural, agora é a tecnologia, convertida em novo totem, que ocupa o lugar central antes reservado à natureza e cria novos parâmetros para definir o ser humano. Em síntese, essa é a ideia por trás do “tecnototemismo", teoria desenvolvida pelo sociólogo Derrick de Kerckhove e apresentada por ele na conferência Tecnologia, o Novo Totemismo, realizada pelo IEA no dia 17 de outubro e coordenada pelo antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do Instituto. Discípulo do teórico canadense Marshal McLuhan (1911-1980), Kerckhove é considerado um dos mais importantes estudiosos das relações entre tecnologias digitais e sociedade. É professor da Uni- versity of Toronto, onde dirigiu por mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia. Usuário x Conteúdo Para embasar sua teoria, Kerckhove buscou inspiração no pensamento do antropólogo francês Phillip Descola, mais especificamente no conceito de totemismo – forma de identificação entre o homem e o mundo natural marcada pela ausência de ruptura entre cultura (o humano) e natureza (o não- humano). Transposto para o contexto de uma sociedade tecnológica, explicou Kerckhove, o totemismo se tra- duz na continuidade entre mente (o homem) e máquina (a tecnologia). Para o sociólogo, essa conti- nuidade traz à tona a máxima mcluhaniana de que os meios condicionam tanto a interioridade quanto a exterioridade dos indivíduos, de tal modo que o usuário se torna o conteúdo. “Há uma interdependência entre o self e o mundo em rede: a tecnologia tornou-se uma extensão do corpo e passou a ser um elemento definidor da identidade humana”, disse, destacando que o efeito mais sintomático disso é a proliferação de identidades nas redes, de pessoas digitais, de avatares, de números de identificação e entidades eletrônicas, entre outros. De acordo com ele, estaria em curso um processo de mutação antropológica disparado pelo surgimento da informática digital, tal como sugere o teórico francês Pierre Lévy. Centralidade Das Redes Para ilustrar a centralidade das redes nesse processo de mutação, Kerckhove compara a internet ao sistema límbico – componente do sistema nervoso responsável pelo controle dos comportamentos emocionais e dos impulsos motivacionais, isto é, pelo mecanismo através do qual uma emoção con- duz a um processo de tomada de decisão que, por sua vez, leva a uma ação. Segundo o sociólogo, “estamos passando do biológico para o tecnológico: a internet funciona como um sistema límbico global, pois faz aflorar emoções e paixões capazes de culminar em ações com progressão viral”. Para exemplificar, menciona movimentos que ganharam força nas redes, como a Primavera Árabe, Indignados, Anonymous, Occupy Wall Street, além do ativismo global iniciado pelo Wikileaks e levado adiante por Edward Snowden. Conexão De Mentes “Ao se comunicar pela internet, as pessoas conectam suas mentes e compartilham pensamentos, compondo uma espécie de inconsciente digital”, declarou Kerckhove, introduzindo o que afirma ser sua contribuição à teoria de Freud. O sociólogo comentou que, enquanto não há como provar a exis- tência do inconsciente, “o inconsciente digital está lá, é composto por tudo que é conhecido sobre alguém na rede, por todas as informações das pessoas disponíveis na internet”. Para ele, esse fenô- meno está se tornando tão determinante na vida dos sujeitos quanto a influência paterna e materna. O inconsciente digital afloraria de uma hibridização entre real e virtual, marcada por uma interioridade reduzida, ligada ao self, e por uma exterioridade ampliada, relacionada ao mundo em rede. Segundo Kerckhove, trata-se do resultado de uma nova ansiedade emocional. “O que é a Web 2.0 senão a MUNDO CONTEMPORÂNEO 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR entrada do fator emoção num ambiente onde só havia informação? As pessoas querem compartilhar notícias e também sentimentos, dicas, pensamentos, opiniões”, ressaltou. Mas o sociólogo adverte que analisar essa nova realidade requer uma dose de ceticismo, pois o compartilhamento de conteúdos, a multiplicação exponencial do número de emissores nas mídias, a possibilidade de manifestar indignação, o aumento da transparência das informações, a ampliação do transculturalismo, entre outros, vem a um custo alto: a privacidade. De acordo com o conferencista, na era do totemismo tecnológico, tentar ter controle sobre informações pessoais disponibilizadas na internet é como remar contra a maré. Vivemos num mundo das transformações socioculturais, políticas, econômicas, morais e científicas ocorridas na sociedade e estamos presenciando uma mutação histórica nos modos de ser e estar no mundo. Transformações que vêm se engendrando há algumas décadase que, “não por acaso” (SI- BILIA, 2014), culminaram no desenvolvimento das novas tecnologias que refletem o modo de ser do indivíduo e ao mesmo tempo, provocam mais mudanças. A subjetividade do homem contemporâneo é influenciada por essa nova realidade. O conceito de intimidade, de espaço público e privado mudou. Antes, protegidos pelo entre paredes de nosso quarto, líamos, escrevíamos nossos diários, nossos poemas e os trancávamos no espaço mais protegido do olhar alheio, como uma preciosidade que só a nós pertencia. O espaço privado era bem diferenciado do espaço público. Hoje escrevemos os diários em blogs, expomos nossa intimidade no Facebook, exibimos imagens das situações mais banais no Instagram, montamos um espetáculo de nós mesmos e buscamos o olhar do outro e sua aprovação por meio de curtidas. A intimidade tem se deixado infiltrar pelas redes. Uma vitrine ou janela para evidenciar as mudanças do modus vivendi contemporâneo seria o mundo virtual, propiciado pelas novas tecnologias digitais e pela internet. Contemporaneidade aqui se refere à pós-modernidade ou modernidade tardia, ou hipermodernidade, termo preferido por Lash (1983) para se referir às últimas décadas do século XX e ao século XXI. Estamos diante de uma tela de computador o tempo todo, em comunicação simultânea com outras pessoas através dos smartphones, em redes digitais que se infiltraram pelos muros e que mudaram as referências espaciais para sempre. O espaço se amplificou. Os celulares se incorporaram às nos- sas mãos e ao nosso cotidiano. Temos necessidade de nos mantermos conectados e ligados. Cada vez mais é preciso se tornar visível e estar on-line. As pessoas postam em redes sociais o que consideram o melhor de si, assim como são capazes de expressar, em perfis falsos ou não, o lado mais preconceituoso e agressivo de seu ser. E hoje tam- bém é cada vez mais comum a exposição pública da morte nas redes sociais. Aos poucos, o véu que escondia a dor da perda e o luto passou a ser falado, compartilhado e exposto em fotografias e memoriais on-line. O sofrimento também é curtido através da internet. O ciberespaço propicia que pessoas anônimas postem e compartilhem seus pensamentos, suas idei- as, músicas, dotes artísticos, vídeos que se tornam virais, que autores publiquem seus livros, o que seria impossível ou muito difícil há alguns anos atrás e que desconhecidos tenham visibilidade e se tornem celebridades em um curto espaço de tempo, revelando talentos. Os laços sociais foram marcados e revolucionados pelas novas tecnologias. Sem querer emitir juízos de valor, mas apenas constatando, através da leitura de trabalhos a respeito (YOUNG, 2011), pode- mos dizer que a internet é um meio estimulante, psicoativo, que opera com um alto grau de imprevisi- bilidade e novidade. Protegidos pelo anonimato ou pela percepção de ser anônimo, os usuários se arriscam mais e ousam procurar e vivenciar fantasias on-line, a que não se permitiriam presencialmente, fantasias que são bem aceitas no ciberespaço. As pessoas se sentem mais desinibidas e são capazes de experimentar situações em que não se arriscariam na vida real. Há também menor percepção de responsabilidade devido a essa sensação de anonimato e privacidade. MUNDO CONTEMPORÂNEO 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Existe também um estado de imersão e dissociação de consciência, que envolve sensações variadas como a perda da noção de tempo, esquecimento de frações de tempo, estar num estado de consci- ência alterado semelhante a um transe, encarnar, ou melhor, vivenciar uma outra persona diferente do seu Eu, sentir uma linha tênue que separa uma realidade virtual de uma real. A internet cria um espaço intermediário entre a realidade (do outro lado do computador existe uma pessoa real) e a imaginação (pessoa que eu crio e idealizo conforme meus desejos). Na internet acontece uma ausência de adiamento de gratificações, o que a torna uma experiência quase mágica de ter um pensamento, um desejo, uma curiosidade e simplesmente dar um clique e ver aquilo transformado em realidade. A possibilidade de instantaneamente acessar qualquer coisa e obter gratificações para impulsos se- xuais, jogos, curiosidades intelectuais, de comunicação ou de consumo torna a internet irresistível. O limiar a ser atravessado entre o impulso e o desejo até a ação (o que é visto, baixado, jogado ou comprado on-line) é muito reduzido, o tempo entre escolher e clicar é muito curto e a gratificação é imediata. A necessidade de esperar e/ou modular nosso desejo está ausente quando usamos a net. Aí reside um de seus maiores perigos, o que pode transformar o seu uso em abusivo ou viciante. Hoje já se fala em dependência de internet como uma entidade clínica a ser abordada de modo semelhante a outros tipos de dependência (GREENFIELD, 2011). O ciberespaço se presta também como enfrentamento de situações de medo e inibições para pesso- as tímidas e adolescentes se arriscarem através dela. Afinal aqui se pode errar e ter outra chance. E caso haja algum aborrecimento inesperado, é só deletar o outro ou desligar o computador. Ela nos dá uma sensação (imaginária) de estar no controle da situação. Serve também como evasão, escape das vidas rotineiras e fuga de sentimentos de angústia e tristeza. Novos relacionamentos se formam no mundo virtual e estão intimamente imbricados com a vida real. As pessoas se conectam sexual e afetivamente no ciberespaço e a vida on-line e off-line se misturam definitivamente. No mundo virtual há quebras de hierarquias, que definem os limites claros e os papéis nos relacio- namentos no mundo real. Lá, na virtualidade, todos partem em condições de igualdade. É um espaço democrático. Como pode ser acessada 24 horas por dia de qualquer lugar em que se esteja – do trabalho, da es- cola, de casa, da rua – associada a aparelhos móveis e conexões de alta velocidade, o baixo custo e o fácil acesso tornam os indivíduos uma parte da internet em si. Nós de uma vasta rede impessoal. Não há fronteiras nos conteúdos da internet. Nas outras formas de mídia como jornais, TV ou livros e revistas há sempre marcadores do tempo com início e fim claros. Na internet jamais terminamos al- guma coisa, sempre existe outro link, outro site, outra imagem a ser vista, outra música a ser baixada. A internet hoje é o maior repositório de informações jamais visto na civilização humana. Essa possibi- lidade interminável de conteúdo, informações incompletas, essa atenção flutuante, essa alteração de consciência tudo isso é altamente estimulante. Hoje a internet e as novas tecnologias digitais tornaram possível o ingresso em um universo paralelo onde, além das redes sociais, comunidades, salas de bate-papo, jogos on-line, existem os MUDs (Multi users domains), que são mundos virtuais sitiados, por exemplo, o Second Life, mundo virtual paralelo, que introduz o indivíduo num espaço em que, através de um avatar, ele pode viver aspectos múltiplos de sua identidade ou representar papéis distantes da sua noção de Eu. Nesses mundos, os residentes fazem amizades, se apaixonam, criam comunidades, vão à igreja, a concertos, compram e vendem bens virtuais. As possibilidades são incontáveis e disponíveis numa tela de computador. O antropólogo Tom Boellstorff (2008) no seu livro Coming of Age in Second Life, onde traz a antropo- logia para os universos paralelos, diz: MUNDO CONTEMPORÂNEO 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A cultura em Second Life é profundamente humana. Não é apenas que os mundos virtuais empres- tam suposições da vida real; mundos virtuais nos mostram como, debaixo de nossos próprios narizes, nossa vida “real” tem sido virtual desde o começo (BOELLSTORFF, 2008 apud OTERO; FUKS, 2012). Isso evidencia alguns aspectos em que os seres humanos sempre foram virtuais e que mundos virtu- ais em sua rica complexidade se constroem sob a aptidão humana para a cultura. Então nos perguntamos como é a subjetividade deste novosujeito que está se formando com as re- centes tecnologias digitais e com as transformações socioculturais, políticas, econômicas, morais, científicas deste novo mundo e de como a psicanálise, criada por Freud na modernidade, se depara com estas transformações e com as novas formas de mal estar e sofrimento deste sujeito do século XXI. Se uma das características do inconsciente, segundo Freud, é ser estruturado segundo as leis do processo primário, onde passado, presente e futuro encontram-se enlaçados pelo fio condutor do desejo e se para Lacan o sujeito do inconsciente é “aquilo que representa um significante para outro significante”, como fica a questão da temporalidade na psicanálise quando vamos falar da contempo- raneidade? Em Psicologia de grupo e a análise do ego Freud ([1921] 1996) afirma que, a experiência subjetiva, objeto privilegiado da experiência psicanalítica, implica a referência do sujeito ao outro e à linguagem, à sua determinação simbólica. Na esfera coletiva, a vida social apresenta unidades cada vez mais amplas, submissas às mesmas leis que marcam o indivíduo. Não existe separação entre psicologia individual e coletiva e para a psicanálise indivíduo e sociedade estão intimamente imbricados. O inconsciente não está no registro do indivíduo, mas para além do mesmo, incluindo o campo histórico e social (BIRMAN, 04 jun. 2014). Antes disso, no Projeto para uma psicologia científica, Freud ([1950/1895] 1985) descreve a experi- ência de satisfação e a experiência de dor, em que o bebê humano desamparado necessita do outro, o ser humano experimentado para sobreviver, e que desde o princípio a criança está nas mãos do outro, o outro estrangeiro (Nebenmensch) que ouve o seu grito e a atende. Freud identificou esse outro como uma dobradiça entre o sujeito individual e o sujeito coletivo. E La- can, ao retomar esses conceitos, introduziu os termos “sujeito” e “Outro”. Em Função e campo da fala e da linguagem, Lacan ([1953] 1998) diz que o inconsciente é transindi- vidual e designou a transindividualidade como uma propriedade primordial do inconsciente. Freud reservou aos psicanalistas o dever de agregar à prática clínica do um a um a função de críticos da cultura que testemunham. Tão importante é essa função que Lacan, nesse mesmo ensaio, adver- te: Que antes renuncie a isso [à clínica psicanalítica], portanto, quem não conseguir alcançar em seu horizonte a subjetividade de sua época. Pois, como poderia fazer de seu ser o eixo de tantas vidas, quem nada soubesse da dialética que o compromete com essas vidas num movimento simbólico. Que ele conheça bem a espiral a que o arrasta sua época na obra contínua de Babel, e que conheça sua função de intérprete na discórdia das línguas (LACAN, [1953] 1998, p. 322). Vamos, pois, falar de contemporaneidade. O mundo perdeu a referência simbólica do pai. Vivemos numa sociedade de risco, onde as figuras paterna e do soberano já não protegem mais. Ninguém conta mais com proteção do Estado, e o homem tem que aprender a viver de forma desamparada e a correr riscos. Saímos de uma relação de verticalidade para uma horizontalidade em rede. A sociedade pós-moderna é caracterizada por fragmentação, falta de unificação e simbolização, que deixaram as pessoas entregues às suas próprias intensidades, sem controle, entregues a excessos de excitações corpóreas sem encontrar mediadores simbólicos que delas deem conta, excitações que as ultrapassam e são descarregadas no corpo ou na ação. MUNDO CONTEMPORÂNEO 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Na modernidade, acreditávamos no futuro: era só agir no presente e esperar que no futuro os nossos sonhos fossem alcançados. No mundo de hoje nos deparamos com os inúmeros caminhos, com a desorientação, com as incerte- zas. As referências se esvaem num eterno presente. Já não existe mais o ‘a longo prazo’. No contexto atual o sujeito se relaciona com o tempo através da chamada presentificação, ou seja, ele se encontra em suspensão temporal. Essa temporalidade pode ser compreendida através do dis- curso literal, que se trata de uma narrativa descritiva em que uma cena não considera uma anterior nem remete a uma posterior. Não acontece uma continuidade temporal. As palavras têm um único sentido, e essa fala não é carregada de ambiguidade nem de enigmas (BIRMAN, 2014,You Tube). Segundo Birman (2001), a subjetividade no início da modernidade era pautada pela noção de interio- ridade. Hoje essa noção cedeu lugar à exterioridade e ao autocentramento, quando o olhar do outro é tomado ‘ao pé da letra’. O mal-estar é constitutivo da psicanálise. E de acordo com Birman (2014), na contemporaneidade ele se inscreve positivamente em três registros psíquicos: o do corpo, o da ação e o das intensidades. Esses três registros podem aparecer combinados ou não, em um mesmo indivíduo. Por outro lado, outros registros antropológicos tendem a ser negativados na descrição desse mal- estar contemporâneo, que são as categorias do pensamento e da linguagem que se tornaram empo- brecidas, enquanto assumiam anteriormente, há poucas décadas, uma posição privilegiada. O corpo é o grande cenário onde o mal-estar se expressa. A saúde se transformou no nosso bem maior e é em função do corpo que se vive. O estresse é a palavra-chave do nosso tempo. Assim co- mo o pânico e as manifestações psicossomáticas. Em relação à ação, formas ostensivas de agressividade, violência e criminalidade se impõem, assim como as ações fracassadas, que são as chamadas compulsões, por drogas, comida, consumo, sexo, jogos, internet. A compulsão é uma modalidade do agir, que se caracteriza pela repetição, pois, sen- do uma ação fracassada, o alvo nunca é alcançado. O terceiro registro do mal-estar na contemporaneidade se daria no campo das intensidades. As indi- vidualidades do mundo atual estariam marcadas pelo excesso que as impulsiona à ação. Caso não se descarreguem pela ação, serão invadidas pelo excesso que as inundará de angústia. O excesso se extravasa no psiquismo como humor e pathos, antes de se deslocar para o campo das ações. O excesso é sempre a irrupção de algo que escapa ao controle e à regulação da vontade. Percebemos, então, a presença da angústia do real e da sua consequência, o efeito traumático. A subjetividade fica ante algo que a ultrapassa e do qual não pode dar conta. Deslocamo-nos do re- gistro das intensidades para a ação e as ações coarctadas, que são as compulsões. Em relação aos sentimentos, as distimias e depressões se impõem. Os registros do pensamento e da linguagem estão empobrecidos na experiência contemporânea. Se o mal-estar contemporâneo se produz nos registros do corpo, da ação e das intensidades, isso revela uma suspensão da ordem do pensamento. A incidência dos excessos sobre tais registros do psiquismo produz um curto-circuito do pensamento, que não pode funcionar fluentemente, que se paralisa pela própria impotência e pelo vazio que passa a ocupar o psiquismo (BIRMAN, 2014). No mal-estar atual, o modelo conflitual de subjetividade, que aparece no texto freudiano como confli- to, desejo e interdito, tende ao desaparecimento. Isso porque é através do pensamento que se supe- raria o mal-estar produzido pelo conflito psíquico. As pessoas hoje se queixam de algo que as incomoda no corpo e não fazem disso uma questão. As intensidades as esvaziam de palavras. Na ausência de implicação subjetiva, de indagação, de ques- tionamento, o registro do pensamento se mostra pela sua ausência e suspensão (BIRMAN, 2014). MUNDO CONTEMPORÂNEO 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Disso decorre um empobrecimento da linguagem, que perde o seu poder metafórico, sendo entreme- ada cada vez mais por imagens. O discurso assume uma direção horizontal, sem os cortes que pode- riam lançá-lo na verticalidade. A linguagem e o discurso assumem uma aparência metonímica e não mais metafórica, se sustentando apenas em um dos eixos da linguagem. A presença da metonímia na ordemdiscursiva mostra a presença de um discurso sem rumo, sem ser capaz de cortes significativos que o lancem na ordem da metáfora. Assim, o desejo tende a uma des- carga de ação imediata não se constituindo como lugar de tensão e polo de conflitos, como acontecia na modernidade. Embora isso ocorra com pessoas escolarizadas, que mantém um bom domínio da língua, a linguagem perde seu valor simbólico. Essa ausência de cortes metafóricos no discurso metonímico demonstra a espacialidade da experi- ência, que não alcança uma sequência temporal, na medida em que o desejo a vau, se esvazia no aqui e agora, na pontualidade da descarga, impedindo uma temporalização da experiência (BIRMAN, 2014). A linguagem, ainda segundo Birman (2014), se transforma perdendo cada vez mais suas marcas simbólicas e se esvaziando na sua dimensão de poiesis, de criação, cedendo lugar às imagens. A linguagem instrumental passa a dominar progressivamente o psiquismo e apresenta dificuldades de regular as intensidades e os excessos. E as imagens capturam o desejo subtraindo-lhe o sentido. Nessa situação, as pessoas apresentam um discurso por imagens, uma narrativa que nos remete ao tempo presentificado, aquela cena falada se apresenta no instante em que é descrita, não tem um enredo, um passado, não se associa a nenhum pensamento ou ideia. A linguagem literal domina a cena psíquica e não pode mais regular as intensidades e os excessos. Quando nos referimos à organização psíquica, existem diferentes modalidades de temporalidade: a noção de posteridade, presente na primeira tópica freudiana e a presentificação, apresentada a partir do trauma e da pulsão de morte, de (FREUD, [1920] 1996). Nesse contexto, percebemos que a preponderância da literalidade da clínica atual não torna a psica- nálise ultrapassada, mas traz a necessidade de se fazer uma releitura da clínica a partir do trauma, do choque traumático, da angústia e da pulsão de morte. A prevalência da narrativa literal na clínica não coaduna com o modelo de subjetividade embasado no conflito psíquico, mas combina com o contexto da atualidade (MONTES, 2012). Em Freud podemos dizer que o texto Além do princípio do prazer, de 1920 inaugura um tempo imó- vel, presentificado através da compulsão à repetição e do choque traumático. A dualidade pulsional – com a pulsão de vida, agregadora, e a pulsão de morte, desagregadora – traz a novidade que o fator traumático rompe com a percepção temporal e instaura um tempo único que somente se repete. O sujeito é invadido por uma quantidade insuportável de energia que rompe as barreiras de proteção psíquicas, intensidade que não será transcrita para a ordem psíquica da representação. A dificuldade dos pacientes atuais de associar livremente leva alguns analistas a dizer que os pacien- tes têm dificuldades de representar. O texto do paciente não flui, não entra em um fluxo temporal; é parado, restringe-se ao presente. Os chamados “novos sintomas”, diferentes dos sintomas freudianos clássicos, se mostrariam mais avessos a interpretações e menos susceptíveis de se dialetizar. O sintoma clássico é uma expressão disfarçada do desejo. Os novos sintomas seriam uma expressão mais direta das pulsões. Os sintomas ditos contemporâ- neos estariam relacionados a esse empobrecimento da capacidade de simbolização e de associação por parte do sujeito, remetido ao tempo presentificado da compulsão e à narrativa literal do esvazia- mento subjetivo, justificados pelo contexto social em que vivemos (MONTES, 2012). Torna-se necessário escutar a literalidade da palavra e do corpo dos sujeitos que nos procuram. Sa- bemos que o psiquismo está além do campo representacional. Ele inclui os signos de percepção, as impressões sensíveis, como nos diz Freud na carta 52 a Fliess, e a memória corporal. MUNDO CONTEMPORÂNEO 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Nesse sentido, a transferência envolve a repetição de impressões traumáticas. Se a escuta do analis- ta estiver apenas a privilegiar o conflito psíquico e o recalque, não será possível perceber aquilo que se repete. Temos que estar abertos também a outro tipo de escuta que inclui o corpo, o gesto, o tom de voz, o olhar, além das palavras. A narrativa literal envolve esses registros e já pressupõe um primeiro mo- mento de simbolização (MONTES, 2012). A palavra hoje se presta menos ao deciframento de enigmas- e – muito mais – ao ciframento do gozo (FORBES, 2013) a marcar o indizível com a letra, a palavra-ato, à semelhança da palavra poética que toca o indizível e produz efeitos simbólicos. “Dai palavras à dor: a tristeza quando não fala, murmura no coração que não suporta mais até que o quebra”, diz Sheakspeare em Macbeth. E além de possibilitar o encontro de uma nova palavra para o mal-estar do sujeito, a clínica psicanalí- tica busca mais. Busca a consequência da palavra: que o analisando se responsabilize pelo seu dito. Pensar e discutir as novas formas de mal-estar do sujeito na contemporaneidade contribui para refe- rendar o lugar da psicanálise no mundo de hoje. Precisamos dirigir nosso olhar para a cultura e para o que ela produz, compreendendo cada sujeito como único e a clínica psicanalítica enlaçada nessa cultura. Nesse contexto podemos dizer que o sujeito freudiano está, com sua marca singular, sempre referido a seu tempo e que continua contemporâneo. Afinal a psicanálise se ocupa de um sujeito constituído a partir de uma relação com o outro, imerso na cultura. Nós, a nossa geração de sujeitos forjados pela modernidade e com o privilégio de viver no século XXI, este período de metamorfoses socioculturais, políticas, econômicas, morais, científicas, temos o dever de continuar a construção da obra inacabada da psicanálise na torre de Babel das diversas línguas: os saberes contemporâneos. Tal qual em Barcelona a catedral inacabada da Sagrada Famí- lia, de Gaudí, segue inexorável, a erguer pelos ares, pedra sobre pedra, o estilo inconfundível de seu criador. Tudo que foi dito aqui contou com a nossa intenção maior de formular perguntas, e não apenas de procurar respostas. E aponta para a incompletude da construção de nosso saber, no seu encontro sempre faltoso com o Real. ________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ÉTICA E CIDADANIA 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A Ética Tem Varias Definições E Conceitos: Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”. Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são palavras sinônimas. "Ethos; ética, em grego; designa a morada humana. O ser humano separa uma parte do mundo para, moldando-a aoseu jeito, construir um abrigo protetor e permanente. A ética, como morada humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. O ser humano está sempre tornando habitável a casa que construiu para si. Ético significa, portanto, tudo aquilo que ajuda a tornar melhor o ambiente para que seja uma moradia saudável: materialmente sustentável psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda." LEONARDO BOFF, A Águia e a Galinha. A ética é um comportamento social, ninguém é ético num vácuo, ou teoricamente ético. Quem vive numa economia a ética, sob um governo antiético e numa sociedade imoral acaba só podendo exercer a sua ética em casa, onde ela fica parecendo uma espécie de esquisitice. A grande questão destes tempos degradados é em que medida uma ética pessoal onde não existe ética social é um refúgio, uma resistência ou uma hipocrisia. Já que ninguém mais pode ter a pretensão de ser um exemplo moral sequer para o seu cachorro, quando tudo à sua volta é um exemplo do contrário. - Luis Fernando Veríssimo “A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta.” (VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed. Brasiliense, 1993, p.7) O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. Histórico Historicamente, a idéia de Ética surgiu na antiga Grécia, por volta de 500 – 300 a.C, através das observações de Sócrates e seus Discípulos. Ética Grega A ética surge na Grécia, quando os filósofos de cultura ocidental apontam suas teorias aos “contemporâneos dos mistérios do universo e das forças cósmicas (cosmogonia), para a essência moral e o caráter dos indivíduos” (GALVÃO, 2002, p. 4), então o homem passa a ser objeto de pesquisa, iniciando a temática do discurso moral e político como forma de enquadramento social, e essa tendência movimenta o mundo das idéias, que, percorre em diversos períodos na visão de filósofos até os dias atuais. Sócrates (470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema filosófico central e a ética como sendo a disciplina em torno da qual deveriam girar todas as reflexões filosóficas. Para ele ninguém pratica voluntariamente o mal. Somente o ignorante não é virtuoso, ou seja, só age mal, quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo o que é bem, reconhece-o racionalmente como tal e necessariamente passa a praticá-lo. Ao praticar o bem, o homem sente-se dono de si e conseqüentemente é feliz. A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das ações fundadas em valores morais identificados pela inteligência e que impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem. Platão (427-347 a.C.) ao examinar a idéia do Bem a luz da sua teoria das idéias, subordinou sua ética à metafísica. Sua metafísica era a do dualismo entre o mundo sensível e o mundo das idéias permanentes, eternas, perfeitas e imutáveis, que constituíam a verdadeira realidade e tendo como cume a idéia do Bem, divindade, artífice ou demiurgo do mundo. Aristóteles (384-322 a.C.), não só organizou a ética como disciplina filosófica, mas além disso, formulou a maior parte dos problemas que mais tarde iriam se ocupar os filósofos morais: relação ÉTICA E CIDADANIA 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR entre as normas e os bens, entre a ética individual e a social, relações entre a vida teórica e prática, classificação das virtudes, etc. Sua concepção ética privilegia as virtudes (justiça, caridade e generosidade), tidas como propensas tanto a provocar um sentimento de realização pessoal àquele que age quanto simultaneamente beneficiar a sociedade em que vive. A ética aristotélica busca valorizar a harmonia entre a moralidade e a natureza humana, concebendo a humanidade como parte da ordem natural do mundo sendo, portanto uma ética conhecida como naturalista. Ética Medieval ”Nós sofremos com a agitação das ondas, mas é o senhor que nos transporta. Dos sermões de Santo Agostinho”. Na idade média, os valores éticos são marcados pela influência da religião católica e suas doutrinas. O cristianismo que se tornou a religião oficial de Roma a partir do século IV, sobreviveu ao fim do império e ganhou força sobre as ruínas da sociedade antiga imperou seu domínio por dez séculos. Neste período a igreja enriqueceu e manteve um forte domínio sobre o modo de pensar fazendo com que o teocentrismo passasse a definir as formas de ver e sentir, contribuindo para a formação ética medieval. Para a ética cristã medieval a igualdade só podia ser espiritual ou no futuro para um mundo sobrenatural e a mensagem cristã tinha um conteúdo moral, não havendo proposta por uma igualdade real dos seres humanos.Com isto, a ética cristã procura regular o comportamento dos humanos com vistas ao outro mundo, sendo o valor supremo encontrado em Deus. Teorias Éticas Fundamentais Santo Agostinho (354-430). Fundamentou a moral cristã, com elementos filosóficos da filosofia clássica. O objetivo da moral é ajudar os seres humanos a serem felizes, mas a felicidade suprema consiste num encontro amoroso do homem com Deus. Só através pela graça de Deus podemos ser verdadeiramente felizes. St. Tomás Aquino (1225-1274). No essencial concorda com Santo Agostinho, mas procura fundamentar a ética tendo em conta as questões colocadas na antiguidade clássica por Aristóteles. Ética Moderna (Séc. XV-XVII) A filosofia moderna reduz o homem à Razão. A ética doutrinante deste século é a ética moderna. Aqui neste período, a ética se caracteriza pelo contraste à ética Teocêntrica e Teológica da Idade Média. A ética moderna surge com a sociedade que sucede a sociedade feudal da Idade Média, moldada pelas conseqüências da Reforma Protestante que provoca um retorno aos princípios básicos da tradição cristã, porém o individuo passa a ter responsabilidades, tomadas como mais importantes que obediências aos ditames religiosos e a autoridades e costumes, assim, com essa transformação, em varias ordens, leva o surgimento da ética moderna. Neste período ocorrem mudanças na Ciência, na Política, na Economia, na Arte e principalmente na Religião, onde se transfere o centro de Deus para o homem que passa a adquirir um valor pessoal, que “[...] acabará por apresentar-se como o absoluto, ou como o criador ou legislador em diferentes domínios, incluindo nestes a moral” (VASQUEZ, 1978, p. 248). Teorias Éticas Fundamentais Da Idade Moderna Descartes (1596-1650). Este filósofo simboliza toda a fé que a Idade Moderna deposita na razão humana. Só ela nos permitiria construir um conhecimento absoluto. Em termos morais mostrou-se, todavia muito cauteloso. Neste caso reconheceu que seria impossível estabelecer princípios seguros para a ação humana. Limitou-se a recomendar uma moral provisória de tendência estóica: O seu único princípio ético consistia em seguir as normas e os costumes morais que visse a maioria seguir, evitando deste modo rupturas ou conflitos. John Locke (1632-1704). Este filósofo parte do princípio que todos os homens nascem com os mesmos direitos (Direito á Liberdade, à Propriedade, à Vida). A sociedade foi constituída, através ÉTICA E CIDADANIA 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR de um contrato social, que visava garantir e reforçar estes mesmos direitos. Neste sentido, as relações entre os homens devem ser pautadas pelo seu escrupuloso respeito. David Hume (1711-1778). Defende que as nossas acções são em geral motivadas pelas paixões. Os dois princípios éticos fundamentais são a utilidade e a simpatia. Ilustração. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), concebe o homem como um ser bom por natureza (mito do "bom selvagem) e atribui a causa de todos os males à sociedade e à moral que o corromperam. O Homem sábio é aquele que segue a natureza e despreza as convenções sociais. A natureza é entendida como algo harmonioso e racional. Ética Contemporânea(Séc. XIX-XX) O Utilitarismo ou Universalismo Ético. Este é formulado por Jeremy Bentham (1748-1832). A maior felicidade para o maior número de pessoas. Esta ética é chamada “moral do bem estar”, o bem é útil para o individuo e o coletivo. A ética contemporânea também surge numa época de progressos em varias ordens, e exercem seus influxos até os dias de hoje. “No plano filosófico, a ética contemporânea se apresenta em suas origens como uma reação contra o formalismo e o racionalismo abstrato kantiano” (VASQUEZ, 1978, p. 251), e também no racionalismo de Hegel. Éticas Fundamentais Contemporâneas Kant (1724-1804). Partindo de uma concepção universalista do homem, afirma que este só age moralmente quando, pela sua livre vontade, determina as suas ações com a intenção de respeitar os princípios que reconheceu como bons. O que o motiva, neste caso, é o puro dever de cumprir aquilo que racionalmente estabeleceu sem considerar as suas conseqüências. A moral assume assim, um conteúdo puramente formal, isto é, não nos diz o que devemos fazer (conteúdo da ação), mas apenas o princípio (forma) que devemos seguir para que a ação seja considerada boa. Imperativos Da Moral Kanteana: "Age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, sempre e simultaneamente como um fim em si mesmo e nunca simplesmente como um meio". "Age apenas seguindo as máximas que possas ao mesmo tempo querer como leis universais". Utilitarismo. Jeremy Bentham(1748-1832) e Stuart Mill (1806-1873) desenvolverão uma ética baseada no princípio da utilidade. As ações morais são avaliadas em função das conseqüências morais que originam para quem as pratica, mas também para quem recai os resultados. Princípio que deve nortear a ação moral: "A máxima felicidade possível para o maior número possível de pessoas". O Bom é aquilo que for útil para o maior número de pessoas, melhorando o bem-estar de todos, e o Mal o seu contrário. Esta concepção deu origem no século XX às éticas pragmáticas. Sartre. A moral é uma criação do próprio homem que se faz a si próprio através das suas escolhas em cada situação. O relativismo é total. Mas este fato não o desculpa de nada. A sua responsabilidade é total dado que ele é livre de agir como bem entender. A escolha é sempre sua. Habermas (1929). Após a 2ª Guerra Mundial, Habermas surge a defender uma ética baseada no diálogo entre indivíduos em situação de equidade e igualdade. A validade das normas morais depende de acordos livremente discutidos e aceites entre todos os implicados na ação. Hans Jonas (1903-1993). Perante a barbárie quotidiana e a ameaça da destruição do planeta, Hans Jonas, defende uma moral baseada na responsabilidade que todos temos em preservar e transmitir às gerações futuras uma terra onde a vida possa ser vivida com autenticidade. Daí o seu princípio fundamental: "Age de tal modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a permanência da uma vida humana autêntica na terra". Crítica. Ao longo de todo o século XIX e XX sucederam-se as teorias que denunciaram o caráter repressivo da moral, estando muitas vezes ao serviço das classes dominantes (Karl Marx, 1818- 1883) ou dos fracos (Nietzsche,1844-1900).Outros demonstram a falta de sentido dos conceitos ÉTICA E CIDADANIA 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR éticos, como "Dever", "Bom" e outros (Alfred J.Ayer), postulando o seu abandono por se revelarem pouco científicos. Sigmund Freud (1856-1939) demonstrou o caráter inconsciente de muitas das motivações morais. Um das correntes que maior expressão teve no século XX, foi a que procurou demonstrar que as raízes biológicas da moral, comparando o comportamento dos homens e de outros animais. Aquilo que denominamos por "ética" é apresentado como uma forma camuflada ou racionalizada de instintos básicos da nossa natureza animal idênticos a outros animais. Novas Problemáticas. As profundas transformações sociais, culturais e científicas das nossas sociedades colocaram novos problemas éticos, nomeadamente em domínios como a tecnociência (clonagem, manipulação genética, eutanásia, etc), ecologia, comunicação de massas, etc. Importância da Ética A importância da ética hoje se dá pela necessidade, por uma questão de sobrevivência; considerando que a humanidade passa por um momento de anseio por uma vida melhor e acima de tudo digna e feliz. Podemos dizer que o tema mais ecumênico que existe atualmente é o da dignidade humana, vida com qualidade e por fim, a felicidade. No entanto percebemos que o mundo se tornou um caus, e o homem como um todo se encontra perdido em meio a tanta confusão; é o verdadeiro “jogo dos interesses”. O comportamento ético não consiste exclusivamente em fazer o bem a outrem, mas em exemplificar em si mesmo o aprendizado recebido. É o exercício da paciência em todos os momentos da vida, a tolerância para com as faltas alheias, a obediência aos superiores em uma hierarquia, o silêncio ante uma ofensa recebida. A Ética No Trabalho A ética está ligada a verdade e este é o primeiro passo para aproximar-se do comportamento correto. No campo do trabalho, a ética tem sido cada vez mais exigida, provavelmente porque a humanidade evoluía em tecnologia, mas não conseguiu se desenvolver na mesma proporção naquilo que se refere à elevação de espírito. A atitude ética vai determinar como um profissional trata os outros profissionais no ambiente de trabalho, os consumidores de seus serviços: clientes internos e externos entre outros membros da comunidade em geral. A ética é indispensável ao profissional, porque na ação humana “o fazer” e “o agir” estão interligados. O fazer diz respeito à competência, à eficiência que todo profissional deve possuir para exercer bem a sua profissão. O agir se refere à conduta do profissional, ao conjunto de atitudes que deve assumir no desempenho de sua profissão. Cidadania É muito importante entender bem o que é cidadania. Trata-se de uma palavra usada todos os dias, com vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente. Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressa-la. È poder votar em quem quiser sem constrangimento. É poder processar um médico que age de negligencia. É devolver um produto estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro, índio, homossexual, mulher sem ser descriminado. De praticar uma religião sem se perseguido. Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no transito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento está o respeito ao outro. Conceito: No sentido etimológico da palavra, cidadão deriva da palavra civita, que em latim significa cidade, e que tem seu correlato grego na palavra politikos – aquele que habita na cidade. Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “cidadania é a qualidade ou estado do cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. ÉTICA E CIDADANIA 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Cidadania é a pertença passiva e ativa de indivíduos em um estado - nação com certos direitos e obrigações universais em um específico nível de igualdade (Janoski, 1998). No sentido ateniense do termo, cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora (praça pública, onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Dentro desta concepção surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos de toda a Cidade (eram excluídos os escravos, mulheres e artesãos). Histórico Da Cidadania Grécia. Os nossos conceitos atuais de cidadania começaram a forjar-se na antiga Grécia. As revoluções políticas que aqui ocorreram após o século VI a.C. forma no sentidode definirem o cidadão como aquele que tinha um conjunto de direitos e deveres, pelo simples fato de serem originário de uma dada cidade-estado. Estes direitos eram iguais para todos e estavam consignados em leis escritas. A cidadania confundia-se com a naturalidade e encontrava a sua expressão na Lei. O mais levado dos direitos era o da participação dos cidadãos nas decisões da cidade, podendo ser escolhido ou nomeado para qualquer cargo público. Todos os demais habitantes da cidade, como as mulheres ou os estrangeiros (metecos) estavam afastados desses direitos. Império Romano. O direito romano definiu a cidadania como um estatuto jurídico-político que era conferido a um dado indivíduo, independentemente da sua origem ou condição social anterior. Este estatuto (status civitas) uma vez adquirido atribuia-lhe um conjunto de direitos e deveres face à lei do Império. É neste estatuto que, se inspira os conceitos mais modernos de cidadania. Idade Média. A desagregação do estado romano traduz-se no fim do conceito grego-romano de cidadania. Em seu lugar aparece o conceito de submissão. Os direitos do individuo passam a estar dependentes da vontade arbitrária do seu senhor. Malgrado este panorama, um importante conceito começa a difundir-se nesta altura: a consciência que todos os homens eram iguais, porque filhos de um mesmo Deus. Ninguém é por natureza escravo ou senhor, são as circunstâncias do nascimento ou os acasos da vida é que ditam as diferenças entre os homens. Idade Moderna. Entre os séculos XVI e XVIII, desenvolvem-se em toda a Europa três importantes movimentos políticos que conduzem a uma nova perspectiva sobre a cidadania. a) Na maioria dos países a centralização do Estado, implicou o fim do poder arbitrário dos grandes senhores. Este processo foi quase sempre precedido pelo reforço do poder dos reis, apoiados num sólido corpo de funcionários públicos. Os cidadãos passam a reportar-se ao Estado e não a uma multiplicidade de senhores. b) Em Inglaterra, em fins do século XVII os cidadãos colocam fim ao próprio poder absoluto dos reis e consagram o principio da igualdade de todos face à lei. O Estado enquanto instituição, só se justifica como garante dos seus direitos fundamentais, como a liberdade, a igualdade e a propriedade. c) Alguns teóricos, como Jhon Locke, vão mais longe e proclamam que todos os homens independentemente do estado nação a que pertençam, enquanto seres humanos possuem um conjunto de direitos inalienáveis. Nascia deste modo o conceito de direitos humanos e da própria cidadania mundial. Época Contemporânea. Século XIX. As lutas sociais que varrem a Europa no século XIX procuram consagrar os direitos políticos e os direitos económicos. Nos primeiros os cidadãos reclamam a possibilidade de elegerem ou substituir quem os governem; Nos segundos reclamam o acesso aos bens e património coletivamente produzidos e acumulado. ÉTICA E CIDADANIA 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Época Contemporânea. Século XX. Os combates sociais avançam no sentido de uma melhor distribuição da riqueza colectivamente gerida, nomeadamente para assegurar condições de vida mínimas para todos os cidadãos. A cidadania confere automaticamente um vasto conjunto de direitos econômicos, sociais, culturais, etc; assegurados pela sociedade de pertença. Globalização. Assistimos hoje a dois importantes movimentos com reflexos profundos ao nível da cidadania. Os estados nação estão a ser diluídos em organizações supra-nacionais, nas quais os seus cidadãos têm cada vez menor poder de decisão. Muitos dos seus direitos tradicionais, como os direitos políticos, tornam-se meras ficções. Os estados nação com populações cada vez mais heterogêneas estão a ser pressionados para alargar os seus critérios de atribuição da cidadania, tendo em vista permitir o acesso à riqueza produzida e acumulada a todos aqueles que os procuram para viver e trabalhar, como os imigrantes, refugiados, etc. Num período de enorme mobilidade de pessoas à escala mundial, caminhamos para um novo conceito de cidadania identificada com uma visão cosmopolita. O Que É Cidadania? Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e desenvolvimento da nação. A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso mundo. "A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos." Juarez Távora - Militar e político brasileiro. Direitos E Deveres Do Cidadão Na constituição brasileira os artigos referentes a esse assunto podem ser encontrados no Capítulo I, Artigo 5º que trata dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. Cada um de nós tem o direito de viver, de ser livre, de ter sua casa, de ser respeitado como pessoa, de não ter medo, de não ser pisado por causa de seu sexo, de sua cor, de sua idade, de seu trabalho, da cidade de onde veio da situação em que está, ou por causa de qualquer outra coisa. Qualquer ser humano é nosso companheiro porque tem os mesmos direitos que nós temos. Esses direitos são sagrados e não podem ser tirados de nós; se forem desrespeitados, continuamos a ser gente e podemos e devemos lutar para que eles sejam reconhecidos. Às vezes cidadãos se vêem privados de usufruírem de seus direitos por que vivem cercados de preconceito e racismo é incrível, mas ainda nos dias de hoje encontramos pessoas que se sentem no direito de impedir os outros de viverem uma vida normal só porque não pertencem a mesma classe social, raça ou religião que a sua. Nós cidadãos brasileiros temos direitos e devemos fazer valer o mesmo independente do que temos ou somos, ainda bem que a cada dia que passa muitas pessoas estão se conscientizando e acabando com o preconceito e aquelas que acabam sofrendo por isso estão correndo atrás de seus direitos. Mas como cidadãos brasileiros não têm apenas direitos, mas deveres para com a nação, além de lutar pelos direitos iguais para todos, de defender a pátria, de preservar a natureza, de fazer cumprir as leis e muito mais. Ser cidadão é fazer valer seus direitos e deveres civis e políticos, é exercer a sua cidadania. Com o não cumprimento do dever o cidadão brasileiro pode ser ÉTICA E CIDADANIA 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR processado juridicamente pelo país e até mesmo privado de sua liberdade. Declaração dos direitos humanos e do cidadão (alguns artigos) I - Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem ser fundadas senão sobre a utilidade comum. II - O objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem; esses direitos são, à liberdade, à propriedade, à segurança e a resistência à opressão. III - O princípio de toda a soberania reside essencialmente na razão; nenhum corpo, nenhum indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane diretamente. IV - A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique a outrem. Assim, o exercício dos direitos naturais do homem não tem limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos; seus limites não podem ser determinados senão pela lei. V - A lei não tem o direito de impedir senão as ações nocivas à sociedade. Tudo o que não é negado pela lei não pode ser impedido e ninguém podeser constrangido a fazer o que ela não ordenar. VI - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer, pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem outras distinções que as de suas virtudes e de seus talentos. VII - Nenhum homem pode ser acusado, detido ou preso, senão em caso determinado por lei, e segundo as formas por ela prescritas. Aqueles que solicitam, expedem ou fazem executar ordens arbitrárias, devem ser punidos; mas todo cidadão, chamado ou preso em virtude de lei, deve obedecer em seguida; torna-se culpado se resistir. VIII - A lei não deve estabelecer senão penas estritamente necessárias, e ninguém pode ser punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada ao delito e legalmente aplicada. IX - Todo homem é tido como inocente até o momento em que seja declarado culpado; se for julgado indispensável para a segurança de sua pessoa, deve ser severamente reprimido pela lei. X - Ninguém pode ser inquietado por suas opiniões, mesmo religiosas, contanto que suas manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida em lei. XI - A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do homem; todo o cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente; salvo a responsabilidade do abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei. XII - A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; essa força é então instituída para vantagem de todos e não para a utilidade particular daqueles a quem ela for confiada. XIII - Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração, uma contribuição comum é indispensável; ela deve ser igualmente repartida entre todos os cidadãos, em razão de suas faculdades. XIV - Os cidadãos têm o direito de constatar, por si mesmos ou por seus representantes, a necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente e de vigiar seu emprego, de determinar sua quota, lançamento, recuperação e duração. XV - A sociedade tem o direito de pedir contas de sua administração a todos os agentes do poder público. ÉTICA E CIDADANIA 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR XVI - Toda a sociedade na qual a garantia dos direitos não é assegurada, nem a separação dos poderes determinada, não tem constituição. XVII - A propriedade, sendo um direito inviolável, e sagrado, ninguém pode ser dela privado senão quando a necessidade pública, legalmente constatada, o exija evidentemente, e sob a condição de uma justa e prévia indenização. _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________ RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Relações Humanas no Local de Trabalho Relações Humanas decorrem da interação entre duas ou mais pessoas. Mas antes de entrar no tema, precisamos definir Competência intrapessoal e Competência Interpessoal. Competência intrapessoal é o diálogo interno, conhecendo, percebendo e identificando as crenças, atitudes, sentimentos, valores pessoais, entre outras. Já a competência interpessoal, é onde se envolve e, ocorre a interação entre duas ou mais pessoas, é a habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas. Em um ambiente de trabalho faz se necessário o relacionamento interpessoal e, quando não ocorre sintonia de uma ou mais pessoas, provoca stress, desmotivação pelo trabalho, dificultando o bom andamento do trabalho/grupo. Temos que contribuir individualmente, respeitar os colegas e superiores, evitar fofocas, saber ouvir, colaborar e ajudar os colegas/pares mesmo nos momentos difíceis, apresentar soluções aos problemas sem atacar os colegas, respeitar raças, gostos e opiniões. Propiciar clima que favoreça as relações, desta forma formando equipes com os mesmos objetivos, pessoas motivadas cumprindo suas tarefas em harmonia, propiciando crescimento não só da equipe, mas da área, da Organização como um todo. Durante minha pesquisa, encontrei frases que estão totalmente relacionadas com as Relações Humanas no ambiente de trabalho, que deveriam ser faladas por todas as pessoas: As seis palavras mais importantes: “admito que o erro foi meu” As cinco palavras mais importantes: “você fez um bom trabalho” As quatro palavras mais importantes: “qual a sua opinião” As três palavras mais importantes: “faça o favor” As duas palavras mais importantes: “muito obrigado” A palavra mais importante: “nós” Chegamos a conclusão que Relações Humanas estão relacionadas ao fator respeito pelas pessoas, ou seja, com os colegas de trabalho, seja pela pessoa ou pelo seu trabalho. Busque ser um profissional que se destaca por sua inteligência, participação, cooperação, que tenha uma postura exemplar e ética. As relações humanas compreendem um conjunto de habilidades que nos permitem estruturar relacionamentos com as diversas formas de vida existentes. Esta, por sua vez, propicia nos relacionarmos com a maioria dos ambientes que temos contato. Neste âmbito, o desenvolvimento tecnológico atua como agente facilitador no campo das comunicações, criando-nos possibilidades de interagir e usufruir de locais que nunca imaginamos ter acesso. As relações humanas decorrem da interação entre duas ou mais pessoas. Neste contexto, devemos considerar que o fenômeno da globalização trouxe mudanças significativas tanto para as pessoas quanto para as organizações. No meio organizacional atual, observamos investimentos destinados não apenasàs novas tecnologias, como também em ações voltadas ao desenvolvimento do capital humano e das atitudes comportamentais. A convivência humana é complexa e desafiadora, porque cada um reage de maneira diferente quando está inserido em um grupo de trabalho. O processo de interação humana é constituído através dessas reações voluntárias ou involuntárias, intencionais ou não- intencionais. As relações humanas são a alma das organizações modernas e sempre se manifestam, positiva ou negativamente, tanto no ambiente interno quanto no externo, refletem-se nos indivíduos e em suas relações familiares, sociais e profissionais. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A valorização de colaboradores é uma prática que deve ser constate de todo líder ou gestor, pois são eles que têm o poder de influenciar profissionais através de suas ações. Profissionais desvalorizados tendem a perder o foco, se desmotivam facilmente, diminuem sua produtividade o que acaba prejudicando e muito o bom andamento da empresa. Cada indivíduo é único em personalidade, portanto, os gestores devem ter isso em mente. É a partir deste cenário que a comunicação interna exerce destaque, com seus processos e profissionais responsáveis por empreender um relacionamento entre os atores do âmbito interno empresarial. Um dos principais desafios hoje para o campo da comunicação organizacional e seus profissionais, se constitui em buscar superar a função que lhes é relegada de ser um mero instrumento de criação de percepções para o público interno, para se tornarem, cada vez mais, agentes responsáveis por contribuir para que os colaboradores reflitam sobre o ambiente interno da empresa, propondo um diálogo permanente e verdadeiramente baseado no entendimento mútuo entre líderes e liderados. O espaço social que enxergamos no ambiente organizacional é pontuado por interações constantes e uma contínua rede de relacionamentos que reforçam posições; constroem e mantêm ou desfazem e impedem diálogos; geram aproximação ou afastamento, comprometimento ou indiferença entre funcionários e alta gestão. Jamais podemos nos esquecer de que no cerne do ambiente de trabalho todos são peças chave, ou seja, são fundamentais para o sucesso de qualquer empreendimento e ou projeto a ser concretizado. As relações humanas no ambiente de trabalho variam de organização para organização, porém, as organizações podem aprender umas com as outras a melhorar o gerenciamento dessas relações de modo a se obter as melhores formas de comunicação interna, envolvimento e cooperação de seus colaboradores. Neste sentido, para que tais práticas sejam bem-sucedidas, devem ser consolidadas mediante ao respeito mútuo entre as pessoas, na justiça no processo decisório e no esforço de todos para a manutenção de um ambiente de trabalho agradável, prazeroso e harmonioso. Em suma, é através de um ambiente de sinergia, confiança, respeito, amor, conhecimento mútuo que as relações e competências de cada um serão capazes de convergir para o sucesso da organização. Se você quer atingir êxito nas atividades que irá desenvolver no ambiente empresarial precisa saber que em todo momento irá lidar com pessoas. Seres humanos com opiniões, reações e crenças diferentes, mas que precisam conviver diariamente e executar tarefas que poderão ser divididas por duas ou mais pessoas em diversas situações de trabalho. A convivência humana é difícil e desafiante, porque cada um reage de maneira diferente quando está inserido em um grupo de trabalho. Profissionais competentes individualmente podem render muito abaixo de sua capacidade por influência do grupo e das situações de trabalho. "Pessoas convivem e trabalham com pessoas e portam-se como pessoas, isto é, reagem às outras pessoas com as quais entram em contato: comunicam-se, simpatizam, e sentem atrações, antipatizam e sentem aversões, aproximam-se, afastam-se, entram em conflito, competem, colaboram, desenvolvem afeto. O processo de interação humana é constituído através dessas reações voluntárias ou involuntárias, intencionais ou não- intencionais."(Moscovici,2008) É importante deixar claro que você precisa dominar os conhecimentos técnicos necessários, ou seja, é indispensável ser competente em sua área específica de atividade. A grande questão é como saber trabalhar bem com os outros para que seu desempenho seja satisfatório, produtivo e consiga colocar em prática todo conhecimento em prol do crescimento da empresa com desempenho e serviços de alta qualidade. Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de resolver tudo sozinho e não gosta de interagir e trabalhar com pessoas não se desespere, porque a competência interpessoal pode ser desenvolvida. E para que isso aconteça, destacamos algumas dicas valiosas que podem colaborar na convivência com pessoas diferentes e evitar problemas desnecessários: Mandamentos das Relações Humanas na Empresa RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 1º) Respeite o seu colega de trabalho.Pratique a empatia! 2º) Dê atenção com quem fala com você. Evite interromper a palavra; espere sua vez. 3º) Controle suas reações agressivas.Esqueça a indelicadeza e ironia. 4º) Sempre que precisar resolver algum problema procure seu chefe imediato.Não pule hierarquia! 5º) Conheça melhor as pessoas com quem irá trabalhar com o intuito de compreendê-los e se adaptar as suas características individuais 6º) O sorriso nos lábios desarma qualquer pessoas: conquiste-as! Lembre-se que acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir. 7º) Seja prestativo na medida certa para não ser mal interpretado. 8º) Procure as causas da sua antipatia, afim de vencê-las e não contaminar seu ambiente de trabalho. 9º) Quando estiver participando de discussões em grupo, defina bem o sentido das palavras para evitar duplo sentido e mal-entendidos. 10º) Seja cauteloso ao criticar. Fale o que pensa sem magoar as pessoas que estão ao seu redor. Em todas as empresas de todos os países do mundo há algo que faz parte do cotidiano destas organizações: as relações humanas. Quando falamos em relações humanas no trabalho falamos de algo que vai muito além da hierarquia ou de processos. Falamos das relações entre colegas de trabalho, entre gestores, entre gestores e colaboradores. Passamos a maior parte do nosso dia com nossos colegas de trabalho, gestores e prestadores de serviço. Isto já é um bom motivo para que busquemos meios mais pacíficos e seguros para conviver com estas pessoas de maneira harmônica. Mas, existem outras razões para que as relações humanas no trabalho sejam levadas em consideração. Afinal, elas podem influenciar – de maneira negativa ou positiva – os mais variados processos dentro da organização. São as relações humanas no trabalho que ditam o grau de motivação dos colaboradores, por exemplo. Quando há um clima organizacional que favorece e estimula boas relações humanas, as pessoas tendem a se manterem mais motivadas e envolvidas com os processos da organização empresarial. Sabe aquela expressão “vestir a camisa da equipe”? Ela só é possível ser vivida na prática quando a organização empresarial tem um ambiente propício para relações humanas saudáveis. Porém, a ausência de um ambiente saudável e agradável dentro das organizações reflete nas relações humana e vice-versa. Os processos ficam morosos, reuniões de trabalho se tornam momentos tensos e isso afeta a tomada de decisão; em alguns casos, pode afetar até mesmo a produtividade e lucratividade da organização. Mas, o que afeta negativamente as relações humanas no trabalho? Listei os fatores mais comuns de serem encontrados nas organizações empresariais: 1 – Falta de empatia Muitas vezes, as pessoas acreditam que por ser o ambiente de trabalho um local para exercer funções e responsabilidades profissionais, é necessário ser frio e indiferente às questões ligadas aos colegas de trabalho.por Theresa May, que assegurou que não voltaria atrás no processo do Brexit; Diante dos impasses para chegar a um acordo, a primeira-ministra Theresa May renunciou ao cargo e viu seu maior opositor, Boris Johnson, ser investido como premiê. Consequências econômicas para o Reino Unido No dia seguinte ao referendo, a libra esterlina registrou uma forte queda, assim como o dólar austra- liano e o dólar neozelandês; A bolsa e o mercado mobiliário sofreram uma forte queda naquela semana. Por isso, o governo bri- tânico abaixou as taxas de juros e fez empréstimos bancários para conter uma possível perda de ca- pitais; A libra esterlina tem perdido valor frente ao dólar e ao euro; Várias empresas já mudaram suas sedes para países como Holanda e França. Consequências econômicas do Brexit para a União Europeia A União Europeia perde a contribuição monetária do Reino Unido; A UE terá que renegociar todos os tratados comerciais com o Reino Unido; Medo que o Brexit inspire outros países a fazer o mesmo; Preocupação com a situação da Irlanda do Norte, que faz parte da UE, mas tem fronteiras com o Reino Unido. Calendário para o Brexit O artigo 50, do Tratado de Lisboa, estipula que a negociação pode durar 2 anos. Inicialmente, o pro- cesso deveria estar concluído em março 2019. Em dezembro de 2017, a primeira-ministra britânica Theresa May aceitou pagar 45 bilhões de euros para deixar a União Europeia. Em março de 2018 foi anunciado que haverá um período de transição de dois anos quando o Reino Unido deixar a União Europeia definitivamente em 2019. Em 24 de novembro, os 27 países da União Europeia concordaram com os termos de saída feitos pela Grã-Bretanha. Este deverá ser ratificado pelo parlamento britânico. Assim, o Reino Unido sairia oficialmente da União Europeia em 29 de março de 2019, mas o pro- cesso foi adiado para 12 de abril de 2019. Sem aprovação do Parlamento, o Brexit foi novamente fixado para 31 de janeiro de 2020, com um pe- ríodo de adaptação de um ano. ATUALIDADES 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Negociações para o Brexit As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia vão acontecendo pouco a pouco. As propos- tas que causaram mais controvérsias diziam a respeito sobre o modelo alfandegário e a fronteira da Irlanda. Vejamos como esse impasse foi solucionado: Modelo Alfandegário Inicialmente, pretendia-se fazer uma zona de livre comércio entre o Reino Unido e a UE. Este plano, porém, foi rechaçado pelos partidários mais radicais do Brexit que alegam que isto não traria de volta a soberania ao Reino Unido. Assim, o Reino Unido não terá nenhum privilégio ao comercializar com o bloco europeu e receberá o mesmo tratamento que os demais países do mundo. Irlanda Do Norte A Irlanda do Norte faz fronteira com a República da Irlanda, que é membro da União Europeia. Com o Brexit, os dois países voltariam a ter postos de controle, o que dificultaria a circulação de pessoas e mercadorias. Em outubro de 2019, Boris Johnson apresentou uma proposta que agradou o bloco europeu. Este ter- ritório formará parte da União Aduaneira do Reino Unido, mas deverá respeitar as regras do Mercado Comum Europeu. Discordâncias no Governo Britânico pelo Brexit Os choques entre os partidários de uma ruptura total com a União Europeia e um divórcio amigável, como desejava Theresa May, expuseram as diferenças existentes no governo britânico. Boris Johnson e Theresa May tinham sérias divergências quanto a forma de fazer o Brexit Em 8 de julho de 2018, após um fim de semana de tensas negociações, o ministro responsável pelo Brexit, David Davis, pediu demissão ao discordar sobre a manutenção da união aduaneira entre o Reino Unido e a UE, após o Brexit. Dois dias depois, foi a vez do então Ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, pedir demissão do seu cargo pelo mesmo motivo. Boris Johnson era um dos principais críticos da política de May. ATUALIDADES 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Proposta do Governo Britânico para o Brexit Em 12 de julho de 2018, o governo britânico apresentou sua proposta de saída da União Europeia. O documento sugere a formação de uma zona de livre de comércio de bens com a União Europeia. Além disso, propõe: O controle de impostos alfandegários e sua política comercial; A aprovação, pelo parlamento britânico, de leis e normas europeias que fossem entrar em vigor no Reino Unido; A extinção da livre circulação de pessoas, mas seria criada uma nova legislação para aqueles que buscam trabalho ou quisessem estudar no Reino Unido. Em 14 de novembro de 2018, Theresa May apresentou a proposta ao Parlamento britânico que con- templa suas ideias de Brexit. Por discordar com os termos do documento, o ministro para o Brexit, Dominic Raab, demitiu-se do governo. Alguns pontos desse acordo são: Cidadãos Europeus Quem possui nacionalidade de algum país da União Europeia e entrou no Reino Unido antes de 29 de março de 2019 poderá continuar no país com todos seus direitos respeitados. Igualmente, o Reino Unido se comprometeu a respeitar também aqueles que fixem residência ali du- rante o período de transição. Por sua parte, os britânicos perderão o direito de andar livremente e fixar residência nos países da União Europeia. Orçamento O Reino Unido continuará aportando contribuições até o ano de 2020 ao orçamento europeu. No en- tanto, para o quinquênio de 2021-2027, os britânicos já não devem fazer mais aportações econômi- cas. Continuarão a pagar as despesas e as aposentadorias dos funcionários britânicos na UE, algo que deve se alongar até 2064. Gibraltar A Grã-Bretanha possui um território que faz fronteira com a Espanha: Gibraltar. Pressionada pela Es- panha, a União Europeia garantiu que qualquer mudança no estatuto gibraltenho terá que contar com a aprovação espanhola. Esta ideia foi rejeitada três vezes pelo Parlamento britânico. 3. Oriente Médio O panorama no Oriente Médio é um tema que temos que estar todo tempo atentos. No primeiro dia de janeiro de 2020, o presidente norte-americano, Donald Trump, autorizou que drones realizassem um ataque aéreo que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani. Trump também mandou matar o líder do Estado Islâmico (ISIS), Abu Bakr al-Baghdadi, e a gente sabe que tudo isso que acontece no Oriente Médio repercutiu rapidamente aqui no Brasil e no mundo, completou a professora Rebecca. Um dos impactos foi o preço da gasolina, que aumentou por consequência dessa instabilidade da re- gião, segundo professora. Outro tópico que deve ser destaque na região é sobre a Guerra da Síria, que irá completar nove anos em 2020. A guerra envolve também a figura do povo curdo, maior povo do mundo sem território. ATUALIDADES 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR E para fechar o Oriente Médio, a professora de Atualidades indica ficar sempre atento à Turquia, que é o país que dá a passagem da Europa para o Oriente Médio. 4. Crise do Petróleo A acelerada disseminação do coronavírus (Covid-19) fez com que o ano de 2020 começasse caótico. Com o avanço da pandemia em todo o planeta, as cadeias produtivas que gerem o comércio interna- cional foram impactadas pela menor demanda consumidora. A forte queda do preço do petróleo é re- flexo dessa guerra contra o inimigo invisível. Em 31 de dezembro de 2019, os primeiros casos da doença foram oficialmente detectados em Wu- han, na província de Hubei, no centro da China. Entretanto, há informações sobre o início do contágio já dois meses antes. Rapidamente, o coronavírus atingiu 80 mil pessoas no país asiático, matando mais de 3 mil. A segunda maior economia do mundo e primeiro importador de petróleo do planeta, fechou suas fronteiras e diminuiu sua atividade econômica. Essa não é a primeira vez que a cotação da commodity mais cobiçada do mundo entra em crise. A mais famosa das crises foi a crise do petróleo de 1973, quando, em retaliaçãoDiante de um problema ou de alguma dificuldade do colega, muitos tendem a permanecer distantes. A empatia é uma qualidade que está ausente em muitas organizações empresariais e isso faz com que haja desconfiança entre os colaboradores. Além disso, isso faz com que os trabalhos e atividades coletivas se tornem cada vez mais difíceis de serem executadas, já que os colaboradores envolvidos não conseguem criar sinergia entre eles. 2 – Desrespeito Este fator também é fruto da ausência de empatia no ambiente organizacional. Quando não há empatia, lidar com as diferenças de ideias e pensamentos dentro da empresa pode ser algo bastante complicado. Situações desrespeitosas causam diversos transtornos entre colaboradores de uma RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR empresa. Comentários ofensivos e atitudes rudes são algumas das situações em que o desrespeito mostra a sua face. 3 – Arbitrariedade No ambiente organizacional em que as relações humanas não são amigáveis é possível encontrar gestores que delegam funções e tarefas de maneira arbitrária. Muitos confundem a hierarquia com arbitrariedade e ao invés de ter colaboradores em sua equipe, gestores com essa postura tem funcionários desmotivados e totalmente descomprometidos com o sucesso da empresa. Além disso, a arbitrariedade praticada por gestores é um dos fatores que causam grandes índices de turnover nas empresas. 4 – Excesso de competitividade Há um ditado que fala “tudo em excesso faz mal”. Uma das coisas mais comuns em ambientes corporativos é a competitividade entre colaboradores, o que pode ser algo saudável para a descoberta e desenvolvimento de habilidades. Mas, nem toda hora é propícia para que a sua competitividade esteja presente. Em nome da competitividade, muitas vezes, os profissionais optam por deixar a gentileza e até a generosidade de lado. Em um ambiente com tantos fatores negativos e nocivos, fica bastante difícil manter relações humanas saudáveis nas organizações empresariais. Mas, o que pode ser feito para garantir que este quadro se reverta de maneira positiva? Quais as medidas que podem ser implementadas de modo que contribuam com as relações humanas no trabalho? Para ajudar você e a sua empresa, preparei uma lista com dicas poderosas! Como o Coaching pode contribuir positivamente com as relações humanas Se as relações humanas dentro da sua organização empresarial também precisam passar por importantes transformações, confira as dicas a seguir. São soluções baseadas em ferramentas e técnicas de Coaching que contribuirão de maneira positiva. Vamos lá? 1 – Feedback 360º Esta ferramenta contribui para identificar e analisar qual é a percepção que os liderados têm sobre os seus líderes. O Feedback 360º traz informações sobre o perfil comportamental de quem será avaliado, bem como as suas habilidades, seus pontos de melhoria, pontos fortes e as respectivas atitudes. Vale ressaltar que o Feedback 360º permite que o colaborador se avalie, além de receber o devido feedback de seus colegas e também de seus gestores. 2 – Inteligência Emocional Esta é uma das habilidades fundamentais para as relações humanas. A Inteligência Emocional é importante para que cada pessoa compreenda as próprias emoções e saiba lidar com elas de maneira eficaz. Graças a Inteligência Emocional, é possível evitar respostas abruptas, atos impulsivos e situações embaraçosas, fatores altamente prejudiciais para as relações humanas no trabalho. 3 – Comunicação Eficaz Todas as pessoas ligadas a organização empresarial – de maneira direta ou indireta – precisam ter esta habilidade. Para que a comunicação ocorra sem ruídos e a mensagem seja transmitida com clareza, é fundamental que todos desenvolvam esta habilidade. Uma comunicação eficaz contribui com as diferentes ideias sem que haja constrangimento tanto para quem fala quanto para quem ouve. Além disso, a comunicação eficaz proporciona a solução pontual de possíveis problemas e contribui com a motivação dos colaboradores. E você, o que pensa a respeito das relações humanas no trabalho? Utilize o espaço abaixo para compartilhar a sua experiência e a sua opinião sobre este assunto. Se este conteúdo te ajudou de forma positiva e você acredita que ajudará outras pessoas, curta e compartilhe em suas redes sociais. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR As relações humanas entre indivíduos têm vida própria e peculiar, que ultrapassa as características de seus componentes e se manifesta não só na relação de um grupo com outro, mas também, e principalmente, nas relações que os membros de um grupo mantêm entre si. Do ponto de vista teórico as relações humanas resultam da mútua interação interindividual e coletiva, esta interação gera uma dinâmica que é uma área das ciências sociais, em particular da sociologia e da psicologia, chamada de dinâmica de grupos, esta procura aplicar métodos científicos ao estudo dos fenômenos grupais. Do ponto de vista aplicado ou técnico, as relações humanas são medidas e direcionadas pela dinâmica de grupos, que é o método de trabalho baseado na teoria do relacionamento interpessoal e intermodal. A Teoria das Relações Humanas, surgiu nos Estados Unidos como consequência imediata das conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. Tem-se a origem da Teoria das Relações Humanas, segundo Mayo, em: • A necessidade de humanizar e democratizar a administração, libertando-a dos conceitos rígidos e mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. • O desenvolvimento das chamadas ciências humanas, principalmente a psicologia e a sociologia. • As idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin foram capitais para o humanismo na administração. • As conclusões da Experiência em Hawthorne, desenvolvida entre 1927 e 1932, sob a coordenação de Elton Mayo. (Ibidem) Não é fácil lidar com pessoas de todos os tipos em um mesmo ambiente de trabalho. Este é o desafio da maioria das lideranças das empresas em todo o mundo. E no Brasil não é diferente – apesar de que muitos profissionais brasileiros que vão trabalhar em países europeus, no Canadá ou nos Estados Unidos, por exemplo, conseguem observar diferenças gritantes quanto ao comportamento do profissional em ambiente corporativo se comparado às empresas brasileiras. É uma das principais reclamações dos profissionais do mercado nacional: ambientes nocivos, falta de intervenção positiva das lideranças e colegas sem ética. É claro que o favoritismo, a troca de favores e outros comportamentos pouco éticos ocorrem em quaisquer partes do mundo, mas na cultura brasileira parece que há uma permissividade que atinge também os contextos do trabalho – e não deveria ser assim; e a situação pode mudar com trabalho de liderança, mudança organizacional e educação corporativa, entre outras soluções. É preciso ter jogo de cintura e saber conviver com pessoas nem sempre são parecidas conosco – e não precisam ser. Por isso, criamos uma lista de 10 dicas para aperfeiçoar as relações humanas no ambiente corporativo e criar uma experiência produtiva nas empresas brasileiras. Confira! 1) CADA UM DEVE FAZER A SUA PARTE – COMECE POR VOCÊ! Não adianta apontar o erro dos outros ou reclamar que as relações humanas no trabalho estão ruins quando você não faz a sua parte. A mudança ocorre com o compromisso de cada um em prol da solução e boa convivência. Questione-se: o que você pode fazer hoje para melhorar a forma como você se relaciona com TODAS as pessoas do seu círculo profissional? Como criar proximidade com aqueles colegas mais distantes? Como gerenciar conflitos pessoais? Quando falamos em relacionamento, sempre envolve duas ou mais partes. Nunca podemos esperarque o outro mude ou que o ambiente de trabalho mude sozinho. Saber ceder, saber relevar, apresentar a sua melhor versão, ser gentil são apenas algumas ações que você pode tomar hoje mesmo. 2) COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL EM PRIMEIRO LUGAR A comunicação eficiente (ou a falta dela!) é um elemento importante na hora de estabelecer relações humanas de valor. É também uma das competências mais desejadas pelos empregadores. Seja direto e conciso. Jamais peça a outra pessoa dizer ou transmitir uma mensagem que apenas você deve RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR fazer. Saiba ouvir e jamais interrompa a vez do outro se expressar. Se a pessoa entendeu errado o que você falou, corrija na hora e evite conflitos maiores. Se preciso, faça um treinamento especializado para adquirir técnicas para se comunicar melhor no ambiente de trabalho – há muitas opções em nossos cursos on-line a distância. 3) RESPEITO É ESSENCIAL E não podíamos deixar de falar dele: o respeito, que é a base de qualquer relação humana. Um ambiente de trabalho sem respeito é um barco prestes a naufragar. Cultive o respeito pelas pessoas – até mesmo por aqueles que não têm muita proximidade ou pelas pessoas das quais não gosta. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas todo profissional é um adulto e deve ter a maturidade e o entendimento de que todos os colegas devem ser respeitados. Respeito envolve tratar todos com dignidade, não fazer intrigas veladas, não levar adiante fofocas, etc.; enfim, ter uma atitude de valor para si, para os outros e até para a própria empresa. 4) O PAPEL DA LIDERANÇA A liderança é um elemento muito importante para a propagação dos valores da empresa e do modelo de relacionamentos que deve haver no ambiente de trabalho saudável, na resolução imediata de conflitos, na manutenção das atividades e contatos profissionais e outras ações que envolvem os profissionais. Um bom líder deve focar em desenvolver pessoas, e inclusive, relações humanas. 5) CULTURA ORGANIZACIONAL A cultura organizacional de uma empresa deve ser construída a partir de valores bem específicos e compreensíveis, que efetivem os bons relacionamentos. Deve ser composta por regras de convivências firmes, mas que valorizem a diversidade e o respeito. Muitas vezes os conflitos humanos ocorrem justamente porque os profissionais não se veem parte de uma coletividade com propósitos e não se assumem como parte da empresa e constituintes de sua cultura. 6) A TOLERÂNCIA É UMA SOLUÇÃO PERTINENTE Ser tolerante é um desafio bem grande. Nem sempre é bom para a pessoa ou para a sua carreira comprar brigas vãs ou discussões que não levem a lugar algum. Seja tolerante e mantenha o foco naquilo que é importante. Se a situação for insustentável, tome providências juntamente com suas lideranças. No mais, seja tolerante. Ninguém tem a obrigação de ser igual a você. 7) DÊ FEEDBACK Sempre que possível dê feedback aos seus colegas de trabalho, mas seja junto e imparcial, nunca levando para o nível do juízo de valor. O feedback serve para ajudar a melhorar o processo de gestão e não para atrapalhar as relações humanas. Aprenda ouvir e receber o feedback dos seus companheiros e a tomar providências sempre que necessário – você não é obrigado a concordar com o feedback, mas deve ouvi-lo e compreendê-lo. 8) SEJA HONESTO EM TODOS OS SENTIDOS Seja honesto em tudo o que for fazer e com todos aos quais for se relacionar. O feedback deve ser sincero e altruísta, assim como as informações que repassa, os prazos que promete cumprir e todo tipo de situação que envolve a rotina de trabalho. 9) ELOGIE HONESTAMENTE Seja gentil e reconheça os méritos alheios. Elogie sempre que tiver a oportunidade, mas de modo honesto – sem outras intenções. O elogio é uma forma de se aproximar das pessoas. 10) NÃO HÁ POSSIBILIDADES DE TRABALHAR DE MODO DIGNO? MUDE! Se tudo o que fez de positivo não surtiu efeito nas relações humanas no seu ambiente de trabalho ou se a sua carreira ou a sua integridade está em jogo, mudar de emprego ainda é uma saída interessante – muitas vezes a única. Reflita e avalie se esta oportunidade em que você se encontra irá acrescentar algo na sua carreira e na sua vida pessoal. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Competência intrapessoal é o dialoga interno, conhecendo, percebendo e identificando as crenças, atitudes, sentimentos, valores pessoais, entre outras. Já a competência interpessoal, é onde se envolve e, ocorre a interação entre duas ou mais pessoas, é a habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas. Em um ambiente de trabalho faz se necessário o relacionamento interpessoal e, quando não ocorre sintonia de uma ou mais pessoas, provoca stress, desmotivação pelo trabalho, dificultando o bom andamento do trabalho/grupo. Temos que contribuir individualmente, respeitar os colegas e superiores, evitar fofocas, saber ouvir, colaborar e ajudar os colegas/pares mesmo nos momentos difíceis, apresentar soluções aos problemas sem atacar os colegas, respeitar raças, gostos e opiniões. Propiciar clima que favoreça as relações, desta forma formando equipes com os mesmos objetivos, pessoas motivadas cumprindo suas tarefas em harmonia, propiciando crescimento não só da equipe, mas da área, da Organização como um todo. Em tudo o que fazemos existe o princípio das relações humanas. A comunicação é o meio principal em que este relacionamento acontece. Precisamos nos relacionar em todas as situações e para a isso o uso da comunicação é indispensável. No ambiente de trabalho as relações humanas devem adquirir uma postura mais formal do que a que desenvolvemos no dia-a-dia, pois lidamos, principalmente, com hierarquias. Não podemos nos relacionar com o Presidente da Empresa da mesma forma que nos relacionamos com o Office-boy ou a Auxiliar de Escritório. Nós, seres humanos, desenvolvemos a habilidade de nos relacionarmos com quase todas as espécies existentes no planeta, não exclusivamente a relação humana. Da mesma forma, acabamos nos relacionando com a maioria dos ambientes que temos contato. Com o desenvolvimento tecnológico acabamos interagindo e usufruindo de locais que nunca imaginamos ter acesso. Desenvolver relações humanas com base em dinâmica de grupo significa criar um espaço psicossocial alternativo, em que desconfianças, temores e conflitos possam ser aceitos e trabalhados. mediante experiências reconstrutivas, em termos de tarefas e processos que minimizem as ameaças ao “ego” e desenvolvam formas de interação compatíveis com uma ampliação quantitativa e qualitativa de cognições, afetos e condutas. Essa reconstrução implica o desenvolvimento de um clima de confiança mútua, em que todas as cartas possam ser colocadas na mesa, onde as fórmulas de cortesia ou de ataque-e-defesa possam ser substituídas pela genuína consideração pelo outro. Pelo compartilhamento de pensamentos, sentimentos e ações, pela adesão a uma tarefa comum gerada pelo próprio grupo em direção ao seu autoconhecimento. Nesse sentido, os papéis desenvolvidos no grupo propiciarão a atualização das diferenças individuais e não receitas de condutas normativas. o desenvolvimento de conceitos como frutos da interação, a aprendizagem de novas maneiras de interagir, desenvolvendo as habilidades e talentos, à maneira dos diferentes músicos que compõem uma orquestra. A importância das relações humanas no trabalho O processo de mudança que se vive hoje é ímpar em toda a história das empresas, e até mesmo da civilização, já que para sobreviverem e serem viáveis nas próximas décadas, as organizações precisam ter estratégias adequadas e flexibilidade de estrutura, principalmente quando falamos em gestão de pessoas. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e engajamentodos mesmos. Isso faz com que as organizações despertem para a relevância da obtenção de ambientes positivos, onde os funcionários e os grupos possam encontrar condições favoráveis para trabalharem mais eficazmente e principalmente felizes. Para chegar a esse resultado, é necessário entender qual o significado de trabalho para os que compõem as organizações. Isso ajudará a compreender também como as empresas atuais evoluem nas suas práticas de gestão de pessoas e como poderão enfrentar o contínuo desafio Neste contexto, cabe às organizações modernas investirem no que muitas chamam de programas de qualidade de vida, que em sua maioria visam contribuir com um ambiente de trabalho saudável e com profissionais mais satisfeitos. Mas será que apenas isso basta? Não basta. Hoje se faz necessário um olhar diferenciado para o público interno e a constante humanização das relações, aproximando as pessoas e ajudando a estabelecer relacionamentos baseados na integridade e confiança. É isso que chamo de relacionamentos sustentáveis. Os programas de qualidade de vida desempenham um papel fundamental neste desafio, mas só têm aderência e aproveitamento se as relações de trabalho forem verdadeiras. Relações estas entre colegas, equipes e até mesmo entre empresa e colaborador. E mais, quando esta verdade existe, transcende as portas de qualquer empresa e os reflexos se tornam naturais: engajamento, atração e retenção de talentos. Conversar deixou de ser “falta do que fazer” e hoje passa a ser estratégico em muitas organizações, que inserem espaços de convivência em seus programas de qualidade de vida. As mídias sociais aproximam ao mesmo tempo em que distanciam. Por isso atenção ao seu público e busque (quando possível) o olho no olho. Cuide da saúde do seu colaborador como um todo, e não se esqueça do emocional, pois de nada adianta estar saudável fisicamente, adoecido emocionalmente e empobrecido nas suas relações. As relações humanas no ambiente de trabalho A teoria das relações humanas surgiu nos anos 1930, a partir dos estudos realizados na fábrica de Hawthorne Works, no estado de Illinois – EUA. Estes estudos avaliaram como pequenas mudanças no ambientes, até mesmo na iluminação, podiam afetar a produtividade dos trabalhadores (o que veio, então, a ser conhecido como o “Efeito Hawthorne”). Então, o psicólogo australiano Elton Mayo decidiu analisar os estudos Hawthorne, e apontou três descobertas importantes. Em primeiro lugar, aspectos naturais das relações sociais têm mais poder do que estruturas organizacionais. Em segundo, existe uma necessidade de comunicação em duas vias entre trabalhadores e gestor. Em terceiro lugar, é essencial que haja liderança para informar metas à equipe e garantir uma tomada de decisões eficaz. Com base nisso, a teoria das relações humanas postulou que as relações sociais também influenciam a produtividade. Posteriormente, a teoria das relações humanas deu origem ao campo da Gestão de Recursos Humanos. A psicologia estuda o comportamento e o pensamento, e tem uma participação em todas as áreas de nossa vida — claro, não é diferente com a administração. Os gestores lideram suas equipes através de planejamento, organização, monitoração ou controle, motivação, metas e normas. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Tudo isso requer uma percepção e uma análise de cada funcionário individualmente, bem como da equipe. “Por que será que João fez isso”? Qual será a maneira mais adequada de trazer um feedback negativo para Maria? Será que José e Rita possuem um bom perfil para trabalhar juntos? A postura de Pedro está afetando o moral da equipe?”. Isso tudo é psicologia. O único problema é que, na maioria dos casos, esta é uma psicologia “amadora”. Nós não estudamos para exercê-la, e nos guiamos pela nossa intuição e senso comum. No entanto, na gestão de uma equipe (ou de uma empresa), intuição e senso comum nem sempre são o suficiente. Portanto, para que o gestor possa liderar sua equipe com mais eficiência, aprender um pouco de psicologia – teorias e práticas – é uma ferramenta de grande valor. As relações humanas, como já vimos, possuem realmente um papel importante dentro de uma organização, pois estão relacionadas à satisfação, motivação e produtividade dos funcionários. E o gestor está em um papel de destaque nestas relações, pois deve ser a referência para toda a sua equipe. Assim, ele precisa ter, além do cargo, também uma postura compatível — uma postura de liderança. Somente assim haverá simetria entre a estrutura organizacional e as relações naturais. Além disso, o gestor é o tomador de decisões e o único com autonomia para interferir nas relações humanas da equipe. É seu papel observar a interação entre os membros de sua equipe, identificar os atritos e as afinidades, e desenvolver estratégias para dinamizar, de uma maneira positiva, essas interações. As relações humanas são a alma da empresa e sempre se manifestam, positiva ou negativamente, tanto no ambiente interno quanto no externo, refletem-se nos indivíduos e em suas relações familiares, sociais e profissionais. Ao longo das mudanças sociais e organizacionais as relações humanas no trabalho requerem de atenção e novas elaborações, sob o risco de obstruírem os fluxos formais e informais dos vínculos e dos trabalhos. Paralelamente, renovou-se o modo de se considerar o comportamento de liderança. Aquela imagem de uma pessoa isolada e superior em seu conhecimento e responsabilidade para decisões não tem mais efeito. Uma nova estrutura e uma nova dinâmica são condições essenciais para o novo exercício da liderança. Por isso, esta proposta se dispõe a colaborar com questões contemporâneas relativas à prevenção e ao combate de conflitos no ambiente organizacional. Como Medir o Desempenho do Colaborador Uma das tarefas mais difíceis do gestor é manter a equipe trabalhando unida e comprometida com as metas e sucesso da empresa. Lidar com pessoas não fácil, cada colaborador possui suas características e personalidade. Então como encontrar uma maneira de obter o respeito de todos e manter a equipe motivada e produtiva? É simples: Justiça! Algo que ninguém tolera é a injustiça, e muitos colaboradores se veem injustiçados. Você já deve ter se deparado com burburinhos como estes: • “Trabalho muito e não tenho reconhecimento” • “Fulano chega sempre atrasado e ninguém fala nada” • “Fulano passa o dia no Facebook e eu aqui me matando” RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Estes são só alguns exemplos do que uma má administração de equipe pode ocasionar. A mente do ser humano funciona assim: “Se ele ganha o mesmo que eu e não faz nada, porque eu devo fazer?” Quando seus melhores talentos começarem a pensar dessa maneira, sua produtividade descerá ladeira a baixo! Você não pode deixar que as coisas chegassem a esse ponto. Você deve manter sua equipe em um nível sadio de competição, sempre puxando para cima. Sua equipe deve formar exemplos, um colaborador deve ver o esforço do outro e pensar “Fulano tem dado duro e foi reconhecido, vou me esforçar para produzir tanto ou mais do que ele!” E a única maneira de você jogar limpo e transparente com sua equipe é ter dados concretos para apresentar. A Avaliação de Desempenho não é um plus que grandes empresas devem ter. É uma realidade que TODAS as empresas deveriam se preocupar. O capital humano é o maior ativo de qualquer empresa. Pense comigo: • Você tem CERTEZA de qual funcionário é seu melhor talento? • Você tem CERTEZA de qual colaborador é o mais produtivo? • Quantos colaboradores da sua equipe chegaram atrasado nos 2 últimos meses? • Quantos colaboradores da sua equipe faltaram e apresentaram atestado nos últimos 6 meses? Se você é um gestor de equipe, você deveria ter todos estes dados a poucos cliques de alcance. Deveria possuir um sistema atualizado com tudoo que acontece na sua equipe, e assim ter total controle sobre ela. Como recompensar o melhor colaborador e evitar perdê-lo para um concorrente por falta de reconhecimento? Como planejar ações de melhoria e desenvolvimento para seus colaboradores que podem render mais? Como saber quais competências cada colaborador tem de melhor, e desenvolver e a primorar as que possui deficiência? Com a Avaliação de Desempenho você resolve todas estas situações: Um colaborador foi demitido e acionou sua empresa na justiça: Com a Avaliação de Desempenho, você terá dados concretos e atualizados (desde a entrada do funcionário na empresa até sua saída) e poderá justificar o porquê da demissão. Terá anotações de cada atraso, de cada conduta equivocada ou falta de preparo para exercer a função requerida, tendo assim uma base sólida para se defender. Evitar que “Uma maçã podre estrague o cesto de frutas”: Um colaborador revoltado causa grandes danos a uma equipe. Fora o próprio desempenho ruim, pode instigar seus colegas a também fazerem corpo mole ou sabotar a empresa por algum motivo. Com a avaliação de desempenho, você terá subsídios para refutar qualquer argumento que este colaborador tenha para infectar a equipe. Mostre ao resto da equipe que as reclamações dele não tem fundamento, baseado em dados concretos que ele não poderá negar. Evitar Gastos Desnecessários Com Treinamentos Equivocados: É muito comum nas empresas, equipes inteiras receberem treinamentos. Mas, isso é correto? Não seria bem mais assertivo que cada colaborador recebesse o treinamento que mais precisa para se qualificar, ou para exercer melhor a sua função? Com a Avaliação de Desempenho, você consegue filtrar cada competência em que seu colaborador é melhor e pior, e assim estabelecer o Plano de Desenvolvimento Individual para que ele se qualifique da melhor maneira possível. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Como melhorar as relações humanas no trabalho Não existe funcionário que, por mais exemplar que seja dentro da empresa, não necessite ausentar-se um dia ou mais de seus afazeres profissionais para resolver problemas pessoais. Esse fato é absolutamente compreensível, afinal, nunca se pode prever quando ficaremos doentes, ou alguém próximo a nós, que precise de nosso auxílio. O problema dos reflexos profissionais dos problemas pessoais consiste em sua repetição. Quando um funcionário apresenta seqüencialmente atestados médicos que justifiquem seus atrasos ou afastamentos, cabe ao Gestor de Pessoas dentro da empresa compreender o que está se passando mais a fundo. Com o avanço da tecnologia, as pressões profissionais, a baixa qualidade de vida, a má alimentação e as muitas funções desempenhadas dentro e fora do ambiente de trabalho, não é raro termos que lidar com funcionários estressados e, em piores casos, como a chamada síndrome do pânico. Assim, as relações humanas representam “uma atitude, um estado de espírito que deve prevalecer no estabelecimento e/ou na manutenção dos contatos entre pessoas. Essa atitude deve basear-se no princípio do reconhecimento de que os seres humanos são entes possuidores de uma personalidade própria que merece ser respeitada. Isso implica uma compreensão sadia de que toda pessoa traz consigo, em todas as situações, necessidades materiais, sociais ou psicológicas, que procura satisfazer e que motivam e dirigem o seu comportamento neste ou naquele sentido. Assim como as pessoas são diferentes entre si, também a composição e estrutura das necessidades variam de indivíduo para indivíduo”. De acordo com esse conceito, “praticar relações humanas significa muito mais do que estabelecer e/ ou manter contatos com outros indivíduos. Significa estar condicionado nessas relações por uma atitude, um estado de espírito, ou uma maneira de ver as coisa, que permita compreender as pessoas, respeitando sua personalidade, que sem dúvida, é diferente da nossa”. Esse conceito se aplica a qualquer situação: no lar, na escola ou no trabalho. Considera-se que as relações humanas são primordiais para o desenvolvimento individual e intelectual de cada ser humano, já que graças a estos laços se constituem as sociedades, quer as mais pequenas (por exemplo, nas aldeias) quer as maiores (nas cidades). As relações humanas implicam, necessariamente, pelo menos dois indivíduos. Não é surpresa para ninguém que as pessoas diferem umas das outras, não havendo dois seres iguais no mundo. O homem sempre teve consciência das suas características individuais, das suas necessidades diferenciadas. Vejamos o exemplo de dois irmãos que foram gerados por pais de uma única família, tiveram a mesma criação, a mesma educação social e moral, mas desde pequenos demonstram características diferentes no comportamento no caráter moral e social. Então façamos as perguntas: “Por que os indivíduos diferem entre si? Quais são os fatores que produzem variações comportamentais?” Essas perguntas estimulam longas discussões. Além de sua importância teórica, o problema da causa das diferenças individuais tem significado prático de longo alcance em muitos campos. Entender o que impulsiona o indivíduo para estabelecer seus contatos, bem como as formas de comportamento adotados em uma ou outra situação são temas que, entre outros, vãos servir de subsídio para um relacionamento interpessoal rico e produtivo. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Sendo assim, qualquer atividade destinada a melhorar o desenvolvimento das relações entre as pessoas precisa basear-se na compreensão dos aspectos que influenciam o total desenvolvimento. Observar com atenção os fatores que caracterizam uma relação harmoniosa entre as pessoas é saber respeitar cada indivíduo com suas características e peculiaridades. Não é fácil aceitar às vezes nem mesmo as nossas próprias atitudes, então precisamos aprender que, se quisermos nos relacionar adequadamente com outro indivíduo, precisamos nos relacionar bem primeiro com nós mesmos, vencendo nossos obstáculos internos (medos, desconfiança, insegurança, etc). Como lido no início deste texto, “Onde há duas pessoas, há um relacionamento”, e assim sendo, com certeza estaremos falando em conflitos de crenças, costumes, gostos, educação, etc., pois relacionamentos são repletos de ‘surpresas’, que distinguem um indivíduo do outro. Se abordarmos as relações humanas num contexto mais profundo, perceberemos que as nossas começam quando ainda estamos no útero de nossas mães. O primeiro contato, a primeira sensação de segurança, vem deste íntimo uterino, quando estamos sendo gerados. Infelizmente não nos lembramos das palavras carinhosas e nem dos afagos, mas essas primeiras informações nos são registradas no sótão do nosso sub-incosnciente, e desta fase surgem as nossas primeiras características como indivíduo. Dinâmica de relações humanas no trabalho A dinâmica de grupo é um dos assuntos preferidos da Teoria das Relações Humanas. Kurt Lewin, o fundador da Escola da Dinâmica de Grupo, introduziu o conceito de equilíbrio “quase estacionário” nos processos grupais para significar o campo de forças existentes dentro dos grupos e que conduzem a processos de auto-regulação e manutenção de equilíbrio. Da mesma forma que o nível fisiológico do corpo se mantém em um nível relativamente constante, por meio de processos reguladores, um grupo pode compensar a ausência de um colega para contribuição aumentada dos outros membros. Os processos grupais e os hábitos sociais não são estáticos; ao contrário, são processos vivos e dinâmicos. O grupo não é apenas um conjunto de pessoas , mas envolve a interação dinâmicas entre pessoas que se percebem psicologicamente como membros de um grupo. Os membros de um grupo se comunicam entre si de maneira direta e face a face, razão pela qual cada membro influencia e é influenciado pelos outros membros do grupo. Alémdisso, o grupo apresenta as seguintes características : uma finalidade, ou seja, um objetivo comum; uma estrutura dinâmica de comunicações e de coesão interna. Dinâmica de grupo é a “soma de interesses” dos componentes do grupo e que pode ser “ativada” por meio de estímulos e motivações, no intuito de maior harmonia e melhor relacionamento humano. As relações interpessoais entre os membros de um grupo recebem o nome de relações intrínsecas. As relações extrínsecas são relações que o grupo ou membros do grupo mantêm com os outros grupos ou pessoas. Como um ser social, o homem tem necessidade de estabelecer relações com outras pessoas. Para a Escola das Relações Humanas, a produção tende a aumentar quando há contatos sociais entre as pessoas que executam determinada operação. As pessoas desejam mais do que ter apenas amigos, elas desejam fazer parte, isto é, participar de um papel dentro da organização ou um grupo. O convívio social e as experiências compartilhadas com os colegas de trabalho situam-se entre as fontes mais poderosas de satisfação mo trabalho. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Além disso, o grupo formado por pequeno número de pessoas tende a desfrutar de um moral mais elevado do que os grandes grupos, onde todos fazem o mesmo serviço e onde há dificuldade de se comunicar e se identificar com os colegas. O trabalho rotineiro é cheio de frustrações, tensões e de experiências desagradáveis, fazendo com que o trabalhador procure seus colegas que já tenham tido experiências similares para compartilhar com eles as suas dificuldades e decepções e compreendê-las melhor. O estudo dos grupos é importante para o administrador, porque o ingrediente típico das organizações são as pessoas, e a maneira mais comum de executar o trabalho através das pessoas é dividi-lo em grupos de trabalho. Os grupos formam todas as facetas da vida organizacional. Assim, o conhecimento da dinâmica grupal ajuda o administrador a ser bem-sucedido. A Escola da Dinâmica de Grupo desenvolve uma proposição geral de que “ o comportamento, as atitudes, as crenças e os valores do indivíduo baseiam-se firmemente nos grupos aos quais pertencem. Para os autores humanistas, a sobrevivência da nossa civilização dependerá da capacidade de criar invenções sociais capazes de aproveitar as energias do ser humano para o uso construtivo da sociedade. Dicas de relações humanas no trabalho É preciso mudar o comportamento das pessoas em suas relações para que se aceitem e se respeitem reciprocamente, qualquer que seja a raça, religião, política ou nacionalidade. Para tanto, indicam uma tecnologia social para orientar programas de mudanças social. Como a mudança ou a resistência à mudança são influenciadas pela natureza dos grupos aos quais a pessoa pertence, as tentativas de mudança devem necessariamente considerar a dinâmica de grupos. Os grupos se caracterizam por relações humanas entre seus membros. As relações humanas são os contatos conscientes estabelecidos entre indivíduos e grupos, entre os empregados e seus colegas, entre os subordinados e seus chefes, entre os elementos de um e outro departamento. Saber lidar com pessoas, individualmente ou em grupos, passou a ser um dos maiores problemas da empresa, a fim de se obter o maior rendimento, dentro do máximo de satisfação e do mínimo de desgaste. O administrador deve, de um lado, ser capaz de criar condições para que sua empresa atinja da melhor forma os seus objetivos e, de outro lado, criar condições para que seu pessoal atinja os seus objetivos individuais. As relações humanas representam “uma atitude, um estado de espírito que deve prevalecer no estabelecimento e/ ou na manutenção dos contatos entre pessoas. Essa atitude deve basear-se no princípio do reconhecimento de que os seres humanos são entes possuidores de uma personalidade própria que merece ser respeitada. Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de resolver tudo sozinho e não gosta de interagir e trabalhar com pessoas não se desespere, porque a competência interpessoal pode ser desenvolvida. E para que isso aconteça, destacamos algumas dicas valiosas que podem colaborar na convivência com pessoas diferentes e evitar problemas desnecessários: 1º) Respeite o seu colega de trabalho. Pratique a empatia! 2º) Dê atenção com quem fala com você. Evite interromper a palavra; espere sua vez. 3º) Controle suas reações agressivas.Esqueça a indelicadeza e ironia. RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4º) Sempre que precisar resolver algum problema procure seu chefe imediato.Não pule hierarquia! 5º) Conheça melhor as pessoas com quem irá trabalhar com o intuito de compreendê-los e se adaptar as suas características individuais 6º) O sorriso nos lábios desarma qualquer pessoas: conquiste-as! Lembre-se que acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir. 7º) Seja prestativo na medida certa para não ser mal interpretado. 8º) Procure as causas da sua antipatia, afim de vencê-las e não contaminar seu ambiente de trabalho. 9º) Quando estiver participando de discussões em grupo, defina bem o sentido das palavras para evitar duplo sentido e mal-entendidos. 10º) Seja cauteloso ao criticar. Fale o que pensa sem magoar as pessoas que estão ao seu redor. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ 03 Atualidades Atualidades 03 Atualidades Atualidades 04 Atualidade 01 Mundo Contemporâneo 10 Ética e Cidadania 01 Relações Humanas no Local de Trabalhoao apoio dos Estados Unidos a Israel na Guerra do Yom Kipur, o Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) inflacionaram o preço do barril da commodity em 400%, gerando uma crise de oferta mundial. Logo depois, na Guerra do Golfo, ocorrida entre 1990 e 1991, quando o Iraque, liderado por Saddam Hussein, invadiu o Kuwait, um dos maiores produtores de petróleo do planeta. Os iraquianos só foram expulsos do país quando as forças militares dos Estados Unidos os retiraram. No entanto, não a tempo de evitar incêndios de alguns poços de petróleo, causando uma crise econômica e ecológica. A Crise De 2020 Ao longo dos primeiros meses do ano, ao passo que a economia global dava sinais de queda na de- manda pelo petróleo, a Opep permaneceu atenta sobre a sua produção diária do insumo e seu preço mundial. No dia 5 e 6 de março, a organização se reuniu com a Rússia (grupo chamado de Opep+), mas não chegaram a um acordo para cortar a produção e conter a queda nos preços do petróleo. A Rússia rejeitou a oferta do cartel em cortar adicionalmente 1,5 milhão de barris por dia até o final deste ano. A Opep tentou evitar a quebra dos esforços realizados desde 2017 para o controle sadio da cotação da commodity, evitando o excesso de oferta no mercado. “A partir de 1º de abril, levando em consideração a decisão tomada hoje, nenhum país, nem a OPEP, nem a OPEP +, é obrigado a reduzir a produção”, afirmou o ministro da Energia da Rússia, Alexandre Novak, após longas negociações em Viena, na Áustria. Devido ao pessimismo dos investidores quanto ao futuro dessa conturbada relação entre os países, no dia 8 de março, a cotação da commodity chegou a cair 31% nos mercados asiáticos, o bar- ril Brent era negociado a US$ 36,62 naquele dia. Essa foi a maior queda diária desde justamente a Guerra do Golfo. Conforme o relatório da Opep, a estimativa da demanda por petróleo passou de 990 mil barris de pe- tróleo por dia (bpd) para 920 mil bpd em 2020. A entidade salientou que caso a disseminação do Co- vid-19 continue avançando, as próximas projeções poderão serão menores, o que pressiona ainda mais os preços. Em retaliação ao posicionamento da Rússia, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou no dia 17 de março que as exportações de petróleo devem aumentar nos meses seguintes para acima de 10 milhões de barris por dia. A última vez que o país havia aumentado sua produção diária foi há mais de 10 anos. Na última terça-feira (17), entretanto, o ministro do petróleo do Iraque, Thamer al-Ghadhban, solici- tou uma reunião de emergência entre os membros e não membros da Opep. O intuito da reunião é encontrar ações para ajudar o equilíbrio do mercado da commodity. ATUALIDADES 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No documento enviado ao cartel, o ministro pede que a Opep “realize urgentemente” reuniões extra- ordinárias para “discutir todos os caminhos possíveis para chegar a ações sérias e imediatas”. As par- tes envolvidas procuram encontrar um acordo para não agravar a crise internacional, impulsionada pelo vírus que assola o planeta. O barril de petróleo Brent iniciou o ano cotado a US$ 68,75, e fechou a última sexta-feira (20) negoci- ado a US$ 27,58, uma desvalorização de mais de 59%. Já o barril WTI começou o ano a US$ 60,99 e está cotado a US$ 22,43, uma queda ainda mais acen- tuada, de 63,22%. Diferentemente das outras crises, esse incidente recai sobre a demanda, o que fez os preços caírem e os exportadores, principalmente os menores, sofrerem. A Clara Importância Do Petróleo O petróleo é um recurso estratégico e extremamente importante para a economia global, possuindo derivados como a gasolina e o diesel, utilizado em meios de transporte. Além disso, é a origem de al- guns tipos de solventes, lubrificantes industriais e plástico, como muitos dos produtos farmacêuticos e de enfermagem, necessários para combater o coronavírus. As maiores potências do mundo, como Estados Unidos e Japão, além da própria China, podem apre- sentar uma forte instabilidade econômica durante as crises de oferta, de demanda ou de preços do petróleo. Entretanto, com o avanço das energias renováveis, como a eólica, o petróleo passa a ser paulatina- mente substituído por outras formas energéticas. Por ser uma energia não renovável e extremamente poluente, o petróleo certamente acabará, o que pode mudar o rumo da economia global. Impacto No Mercado A queda dos preços do petróleo, juntamente ao pânico causado pelo avanço do coronavírus, impac- tou o mercado de forma acentuada, sobretudo as empresas que dependem do petróleo em suas ope- rações. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4), companhia que já foi a maior empresa da América La- tina por anos, apenas em março já desvalorizaram mais de 54%. Os papéis estão cotados a R$ 12, mesmo patamar de julho de 2017. Nas últimas duas semanas, a companhia já perdeu aproximada- mente R$ 175 bilhões em valor de mercado. Já a PetroRio (PRIO3), uma small cap da bolsa brasileira, viu suas ações caírem mais de 70% ape- nas nas últimas três semanas. As ações ordinárias da petroleira chegaram a ser cotadas a R$ 48,80 no dia 4 de fevereiro, e fecharam o pregão na B3, na última sexta-feira, a R$ 12,40. Nos Estados Unidos, a Exxon Mobil (NYSE: XOM) operou em queda de quase 5% na última sessão da Bolsa de Valores de Nova York, cotadas a US$ 32,74. Em 2020, os papéis da petroleira norte- americana já desvalorizaram 53% O Ibovespa, maior índice acionário do Brasil, fechou a última semana com uma queda de 18,88%, a 67.069,36 pontos, em uma de suas piores semanas na história. Os últimos sete dias foram marcados pela explosão de casos confirmados do coronavírus, sobretudo no Ocidente, seguido de uma alta vo- latilidade no preço do petróleo. 5. Impeachment do Trump Impeachment: Trump é inocentado em julgamento no Senado e se mantém presidente Em votação histórica que durou pouco mais de meia hora, a maioria dos senadores americanos vo- tou, nesta quarta-feira (5/2), pela absolvição do presidente Donald Trump, que havia sofrido impeach- ment pela Câmara alguns meses antes. Com o desfecho, que já era esperado, Trump permanece na Presidência para disputar a reeleição em 3 de novembro. ATUALIDADES 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No julgamento da primeira acusação (ou, no termo técnico, artigo de impeachment), 52 senadores votaram a favor de Trump, e eram necessários dois terços da Casa (67) para que ele fosse conde- nado e removido do cargo — os votos pela condenação foram 48. O placar foi semelhante na votação da segunda acusação: 53 a 47 em favor de Trump. O processo de impeachment reforçou a polarização partidária nos EUA: enquanto a Câmara, de mai- oria democrata (oposição), defendeu a saída do presidente, o Senado, de maioria republicana (par- tido de Trump), o absolveu. Trump era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. Os 11 democratas que competirão entre si para enfrentar Trump nas eleições de 2020 nos EUA EUA vão mandar de volta para o México brasileiros que tentam atravessar ilegalmente fronteira A primeira acusação remete a um telefonema, em julho passado, entre Trump e o presidente ucrani- ano, Volodymyr Zelensky, indicando que o americano estava pressionando o líder da Ucrânia a inves- tigar Joe Biden — pré-candidato democrata para a eleição de novembro — em troca de uma ajuda militar financeira americana. Diferentes testemunhas ouvidas pela Câmara afirmaram que houve uma tentativa de pressionar os ucranianos, algo que Trump negou, dizendo-se vítima de uma "caça às bruxas" partidária. Críticos afirmam que isso configura tentativa de influenciar as eleições americanas com a ajuda de um país estrangeiro. Alguns senadores republicanos afirmaram publicamente considerar a conduta de Trump reprovável, mas não o suficiente para afastá-lo do cargo, preferindo a avaliação do povo americano nas urnas. Um ponto importante, porém, é que o proeminente senador Mitt Romney votoua favor da condena- ção de Trump por abuso de poder, tornando-se o único republicano a defender a saída do presidente e contrariando a maioria de seu partido. Antes da votação, ao explicar seu voto, Romney (que foi o candidato presidencial republicano na elei- ção de 2012) afirmou acreditar que Trump é "culpado de um estarrecedor abuso da confiança pú- blica". A segunda acusação da Câmara, de obstrução do Congresso, tentava imputar ao presidente uma su- posta tentativa de dificultar as apurações legislativas sobre sua conduta. A acusação também foi re- jeitada. Pouco depois da votação, Trump não escreveu nada no Twitter, mas postou um vídeo que o mostra "em campanha para todas as eleições futuras". Seu chefe da campanha de reeleição de Trump, Brad Parscale, afirmou em comunicado que "agora é hora de voltar ao negócio (relacionado) ao povo americano". "Esse terrível suplício (do julgamento) sempre foi uma tática de campanha de invalidar os votos de 63 milhões de americanos em 2016 e um esforço de interverir na eleição de 2020", opinou. Ao fim da sessão desta sexta, o líder republicano rasgou os artigos de impeachment e postou o vídeo no Twitter, em uma ironia com ato protagonizado na véspera pela líder democrata na Câmara Nancy Pelosi — que rasgou o discurso de Estado da União de Trump perante as câmeras. Pelosi disse a repórteres que, independentemente do julgamento do Senado, Trump permaneceria "impichado por toda a vida" pela Câmara. Trump é o terceiro presidente americano a passar pelo processo de impeachment. Antes dele, foram Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1998. Ambos sofreram o impeachment pela Câmara, mas depois foram absolvidos em seus julgamentos no Senado. ATUALIDADES 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Polêmica das testemunhas O Senado sinalizava pela absolvição do presidente desde o início do processo e isso foi reforçado na sessão de sexta-feira passada, quando a maior parte dos senadores votou contra a convocação de mais testemunhas no caso. A principal testemunha que deixou de depor no Senado é o ex-conselheiro nacional de segurança re- publicano John Bolton, que, segundo relatos sobre seu livro prestes a ser lançado, tem afirmado que Trump, em maio de 2019, lhe disse diretamente que não liberasse ajuda militar de quase US$ 400 milhões à Ucrânia até que os governos ucranianos concordassem em investigar Biden e seu filho, Hunter. Isso é central no debate em torno do impeachment, já que Trump é acusado de usar a ajuda militar em questão para pressionar o governo ucraniano a investigar um adversário eleitoral — o que, para críticos, configurou tentativa de interferência nas eleições americanas e abuso de poder. Trump, em contrapartida, chamou de mentirosa a fala atribuída a Bolton. Democratas, por sua vez, sinalizaram, ao final da sessão desta quarta, que pretendem intimar Bolton a depor mesmo com o fim do julgamento. "Quando se tem um presidente sem lei, é preciso trazer isso à frente", afirmou, segundo o The New York Times, o senador democrata Jerrold Nadler. Já o advogado de Trump indicou, durante as sessões no Senado, que tudo que um presidente faz a serviço de sua própria reeleição pode ser considerado de interesse público e, portanto, não passível de impeachment. A partir de agora, com a absolvição de Trump, a expectativa é de que tanto governistas quanto oposi- ção voltem suas atenções à campanha eleitoral e às primárias democratas, que definirão o candidato a enfrentar o presidente nas urnas em 3 de novembro. 6. Eleições presidenciais na América do Sul Falando em disputas presidenciais, Rebecca Guimarães aponta que é importante também o candi- dato ficar atento às eleições presidenciais na América do Sul. Uma das que tiveram destaque foi a do Uruguai, com a vitória de Luis Lacalle Pou, pois isso muda as perspectivas do país sul-americano. De centro-direita, o presidente foi eleito após 15 anos consecuti- vos de governos de esquerda no país. Na região, há destaque também para a eleição presidencial da Argentina, com a posse de Alberto Fernández, e a ida do vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, nesta posse. Cristina Kirchner, como vice, volta a estar nos noticiários envolvida com a crise econômica, emprésti- mos junto ao FMI com juros altos e uma dinâmica econômica que preocupa, segundo a professora Rebecca. Outro país no continente que também passou por eleição presidencial – está muito tumultuada – foi a Bolívia. Na ocasião, a vitória de Evo Morales foi contestada e novas eleições foram marcadas para maio de 2020. 7. Guerra comercial entre China x Estados Unidos Guerra Comercial: Entenda As Tensões Entre China E EUA E As Incertezas Para A Economia Mundial A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anún- cio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, houve tentativas de acordo, novas ameaças e negociações de tréguas, sem que a situação chegasse a uma solução definitiva. Em dezembro de 2019, em uma primeira fase das negociações comerciais, os dois países decidiram suspender novas tarifas sobre importações. A decisão veio cerca de dois meses depois de Trump ATUALIDADES 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR anunciar que estava chegando ao que seria uma "primeira fase" de um acordo comercial com a China. Essas novas rodadas de conversas vieram depois de um momento de piora nas tensões entre China e Estados Unidos. Em agosto, a disputa chegou a passar dos anúncios e ameaças de tarifas sobre produtos importados para o campo cambial. Isso porque, em reação a uma nova rodada de tarifas dos EUA, a China desvalorizou fortemente sua moeda, o iuan, e foi acusada de manipulação. Veja abaixo perguntas e respostas para entender o que é a guerra comercial e quais são seus possí- veis impactos: O Que É A Guerra Comercial? Com o argumento de que busca proteger os produtores norte-americanos e reverter o déficit comer- cial que os Estados Unidos tem com a China, Trump vem anunciando desde 2018 tarifas sobre pro- dutos importados do país asiático. O objetivo é dificultar a chegada de produtos chineses aos Estados Unidos, o que estimularia a produção interna. O governo da China, por sua vez, tem reagido a esses anúncios com retaliações, chegando a impor também tarifas sobre produtos norte-americanos. Quando Começou A Atual Guerra Comercial Entre China E Estados Unidos? É difícil dizer ao certo quando a disputa, nos moldes em que se encontra agora, foi iniciada, mas al- gumas datas podem ser consideradas marcantes. Durante a campanha eleitoral, os discursos de Do- nald Trump já apontavam para uma tendência protecionista, com críticas ao déficit comercial dos Es- tados Unidos em relação à China. Já como presidente, Trump fez o primeiro anúncio de taxas sobre produtos chineses em março de 2018. Desde então, já anunciou outras medidas e ameaçou adotar outras. A China tem respondido também com barreiras comerciais aos produtos norte-americanos e ameaças. Por Que A Guerra Comercial É Motivo De Preocupação? Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e a China, a segunda. Por isso, se os dois paí- ses sofrerem consequências negativas dessa disputa, o temor é que outros países e a economia glo- bal como um todo possa ser impactada, em uma reação em cadeia, prejudicando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global. Em seu relatório de julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que o crescimento mundial segue em ritmo moderado diante da piora das relações entre China e Estados Unidos. A preocupa- ção é com o comércio global. Segundo o FMI, no primeiro trimestre de 2019, as tensões comerciais ajudaram a puxar uma desaceleração acentuada nas economias emergentes da Ásia. "Cadeias de fornecimento de tecnologia global foram ameaçadas pela possibilidade de os Estados Unidos impo- rem sanções."As tensões geopolíticas foram citadas no documento em que o Fundo reduziu sua estimativa de cres- cimento para 3,2% em 2019 e 3,5% em 2020 (0,1 ponto percentual a menos que no relatório anterior, de abril). Com essas incertezas, notícias sobre a guerra comercial costumam influenciar o mercado financeiro. Quando o cenário piora com novas ameaças e quebras de acordo, por exemplo, a tendência é que investidores busquem alternativas mais seguras para seu dinheiro, fazendo com que os índices das bolsas em todo o mundo recuem. Diversos órgãos vêm demonstrando preocupação sobre a guerra comercial. O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), por exemplo, diz que segue monitorando com cuidado os impac- tos da guerra comercial para decidir o rumo da taxa de juros. BC dos EUA diz que empresários estão preocupados com guerra comercial; economia cresce mo- destamente No Brasil, o mesmo ocorre com o Banco Central, que tem apontado em seus relatórios que os rumos das disputas estão entre os fatores que determinam as decisões sobre o futuro dos juros. ATUALIDADES 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Quais As Perspectivas De Solução? China e Estados Unidos concordaram sobre a primeira fase de negociações comerciais, suspen- dendo a aplicação de novas tarifas sobre importações que já tinham data para entrar em vigor. O vice-ministro de comércio chinês, Wang Shouwen, disse que que os EUA concordaram em reduzir gradativamente as tarifas adicionais impostas aos produtos chineses. A China, por sua vez, se com- prometeu a aumentar a importação de energia, produtos agrícolas e farmacêuticos, além de serviços financeiros dos EUA. China e EUA confirmam que chegaram a primeira fase do acordo comercial Essas negociações foram feitas cera de dois meses depois Trump anunciar que os dois países ha- viam chegado ao que seria uma "primeira fase" de um acordo comercial. A tentativa anterior de negociação havia sido interrompida dois meses antes, com Trump rompendo a trégua acertada após o encontro no G20 com o presidente da China, Xi Jinping. O rompimento se deu com o anúncio de mais tarifas sobre produtos chineses – medida que foi retaliada pela China com a suspensão da compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos. Houve ainda acusação dos EUA de que a China estaria usando de manipulação cambial, após o país asiático deixar o iuan cair a seu menor nível em relação ao dólar em quase uma década. Carlos Gustavo Poggio, professor do curso de Relações Internacionais da FAAP, diz que a recente sequência de episódios “claramente é uma piora” da situação. “Mostra que essa guerra comercial pode sair do controle e ter um impacto maior do que a gente imagina. Essas coisas não são facil- mente controláveis. ” Para Carlos Eduardo Lins da Silva, professor do Insper, a passagem da disputa para o campo do câmbio “é um episódio bem importante, porque até agora a disputa estava limitada a taxações". "Agora, entra num novo capítulo que pode ter consequências muito mais sérias”, diz. As tensões são apenas comerciais? Notas iuan e dólar - Washington acusa Pequim de 'manipular capitais' — Foto: Getty Images ATUALIDADES 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Para especialistas, não. “Essa é uma disputa que está além da questão econômica, é uma questão geopolítica”, diz Poggio. “Estamos diante da primeira grande disputa geopolítica do século 21, entre duas superpotências. ” O professor aponta que a disputa é resultado do crescimento rápido da China nas últimas décadas, que reordenou a lógica dos mercados consumidores e da produção em todo o mundo. “Uma potência que está emergindo incomoda a potência que está estabelecida. Esse é um problema clássico das relações internacionais: como acomodar uma potência em ascensão em um sistema in- ternacional com potências já estabelecidas? ”, explica Poggio. Silva comenta que o “estilo belicoso” de Trump é o que explica o surgimento dessa disputa comercial declarada, mas que “a China e os Estados Unidos têm diferenças econômicas há muitas décadas”. Mesmo com os ataques diretos de Trump à China, os especialistas dizem que essa parece não ser uma questão individual do presidente nos Estados Unidos. Isso porque, nos discursos de políticos de- mocratas (ou seja, adversários ao republicano Trump) que estão precedendo o período eleitoral, não há promessas sólidas de encerrar a guerra comercial. “Não se vê críticas dos democratas. Parece então que está se consolidando na sociedade americana a ideia de que tem que enfrentar a China de alguma forma”, analisa Poggio. “Existe uma tendência de se manter alguma dureza com a China – afinal, esse discurso elegeu Trump e 40% dos americanos ainda o aprovam. Esse eleitorado não pode ser desprezado”, comple- menta Silva. “De qualquer maneira, seja quem for o candidato eleito nas próximas eleições, vai demo- rar um tempo para que as relações com a China sejam refeitas”. Os EUA deram início à disputa, mas podem ser prejudicados? Container com produtos chineses em terminal de Boston, em Massachusetts. — Foto: Brian Snyder/Reuters Apesar das preocupações de especialistas sobre os impactos da guerra comercial, os últimos indica- dores econômicos divulgados pelos EUA têm mostrado um cenário positivo. No entanto, analistas ainda apontam incertezas sobre a solidez da boa situação econômica, especialmente porque já há sinais de desaceleração. Economia dos EUA: melhor do que nunca ou em risco de recessão? “Todos os efeitos positivos da economia americana nos últimos dois anos são resultado da reforma tributária que o Trump conseguiu passar pelo Congresso. Foi a grande vitória dele como presidente, e deriva dela todo o sucesso da economia americana. Isso vai durar mais uns dois anos e meio”, prevê Silva. “Só que o resultado da reforma tributária vai ser um rombo no orçamento americano sem preceden- tes, e em algum momento ele vai ter que ser coberto. E a guerra comercial só faz aumentar esses problemas, por exemplo, com subsídios para os produtores agrícolas poderem compensar prejuízos com a queda de suas exportações de seus produtos para a China”, diz Silva. Sobre a guerra comercial, Poggio diz que “tem sim uma preocupação porque mexe totalmente com a cadeia produtiva agrícola, desde a produção do maquinário. Afeta um setor que é importante para a economia americana, que é o rural”. Silva aponta que as perspectivas são preocupantes especialmente pelo temperamento de Trump. “O que parece mais grave é que Trump dá cada vez mais sinais de que age basicamente seguindo seus instintos. Tem ouvido cada vez menos seus assessores, anuncia decisões pelo Twitter às vezes pe- gando de surpresa assessores próximos. E, como todos sabemos, o nível de conhecimento dele da história e da geografia da região asiática é muito pequena. Ele é ignorante nesses assuntos, então a probabilidade de tomar decisões erradas é muito grande. ” ATUALIDADES 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Quais podem ser os impactos da guerra comercial para o Brasil? China é o mercado número 1 da soja brasileira, um dos nossos principais produtos de exportação — Foto: Anderson Viegas/G1 MS É difícil mensurar exatamente o efeito que o agravamento da disputa entre China e Estados Unidos deve ter para o comércio exterior do Brasil. A China é um dos parceiros comerciais mais importantes para o Brasil. O mercado chinês é o destino número 1 dos nossos principais produtos exportados: soja, petróleo e minério de ferro. Os EUA eram o segundo maior fornecedor de soja da China antes da guerra comercial, mas as im- portações caíram bastante após o governo chinês ter adotado tarifas de 25% sobre as cargas norte- americanas. Se a China passar a comprar menos soja dos Estados Unidos, por exemplo, pode haver um aumento da procura pelo grão brasileiro. Por outro lado, se a desaceleração da economia chinesa se tornar ainda maior por conta da disputa com os EUA, sua demanda por petróleo eminério se tornaria menor, o que poderia prejudicar as ex- portações brasileiras. No entanto, analistas apontam que ainda é cedo para tirar conclusões. “Essa questão é complexa, porque pode ter benefícios de um lado e prejuízos de outro”, diz Poggio. “O setor agrário brasileiro pode se aproveitar, mas isso é pontual”, diz ele, destacando especialmente o risco de a disputa co- mercial estar “descambando” para uma “guerra cambial”. “Se descambar para a guerra cambial, pode ter queda de bolsas e uma recessão mais aguda. E isso afetaria não só o Brasil, como outros países. ” 8. Revisão do Bloco Econômico NAFTA USMCA Estados Unidos, Canadá e México são países da América do Norte que faziam parte de um tratado comercial conhecido como Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio). Esse foi atualmente substituído por um novo tratado conhecido como USMCA, ou “Nafta 2.0”. Essa substituição ocorreu após uma longa negociação entre os governantes dos países participantes e traz novas especifica- ções para o comércio estabelecido entre seus membros. Significado de USMCA USMCA é uma sigla em inglês que indica United States – Mexico – Canada Agreement. Em Portu- guês, Acordo Estados Unidos – México – Canadá, iniciado em 2017 e assinado em 2018. ATUALIDADES 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Histórico USMCA corresponde à sigla em inglês para o acordo comercial firmado entre Canadá, Estados Uni- dos e México. A fim de modernizar o antigo acordo existente entre os três países da América do Norte: Canadá, Es- tados Unidos e México, o atual presidente dos Estados Unidos propôs algumas mudanças em relação ao comércio entre os países. A ideia é incentivar zona de livre comércio entre os membros mediante uma nova versão. O antigo acordo vigorava desde 1994. A decisão de fazer alterações iniciou-se 2017 e foi tomada cerca de um ano e alguns meses depois após diversas negociações. O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; e o primeiro ministro do Ca- nadá, Justin Trudeau, decidiram substituir o acordo no último prazo final, 30 de novembro de 2018 em Buenos Aires, na Argentina enquanto realizava-se a Cúpula do G20. Contudo, apesar de já ter sido ratificado por todos os países participantes, o acordo ainda não entrou em vigor, sendo necessária a aprovação da legislação de cada país. Donald Trump, ao propor um novo acordo, acreditava que a economia dos Estados Unidos sofria pre- juízos principalmente em relação ao comércio estabelecido com o país mexicano. Era, portanto, se- gundo a visão estadunidense, alterar alguns pontos do acordo a fim de evitar desgaste dos setores econômicos dos Estados Unidos. Objetivo do USMCA O principal objetivo do USMCA é incentivar a zona de livre comércio entre os países membros, de- senvolvendo as economias e facilitando a comercialização de bens e serviços. Especificamente em relação aos Estados Unidos, Trump acredita que o antigo acordo tornava o comércio estadunidense menos competitivo, portanto, sendo mais benéfico para México e Canadá. O novo acordo pretende então aumentar a proteção do mercado dos Estados Unidos e liberar os demais. E o Nafta? Após o novo acordo assinado por Estados Unidos, Canadá e México, o Nafta dá lugar a uma nova atualização chamada de USMCA. ATUALIDADES 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Tratado Norte-Americano de Livre Comércio ou Nafta, sigla em inglês para North American Free Trade Agreement é um tratado de livre comércio estabelecido entre Estados Unidos, México e Ca- nadá. O Nafta foi ratificado em 1993 e entrou em vigor em janeiro de 1994, perdurando por quase vinte e cinco anos até ser substituído pelo novo acordo chamado USMCA em 2018. O Nafta tinha como objetivo promover o comércio entre seus membros, eliminando os possíveis obs- táculos e restrições. A facilitação abrangia diversos setores da economia como o primário no que tange à agricultura e pecuária; o secundário com as indústrias especialmente a automobilística e de eletrônicos e obviamente o terciário com o comércio de produtos e serviços. O Nafta também promo- via a proteção de direitos autorais e a propriedade intelectual. Vale ressaltar que apesar da desobstrução dos obstáculos, o acordo não atropelava a legislação de cada país. Outra característica é que apenas circulava entre os países mercadorias. Não há no Nafta como também não há no USMCA a livre circulação de pessoas como ocorre em blocos econômicos como a União Europeia. Segundo pontos do próprio Nafta, suas principais ambições são além de facilitar o comércio entre os países, diminuir as barreiras alfandegárias no que diz respeito aos produtos importados; oferecer boas e justas condições para validar a competição na área de livre comércio; alavancar o número de investimentos entre os países, dentre outros. A decisão de substituir o Nafta advém das inúmeras críticas sofridas desde sua criação. Sabe-se que o acordo movimenta milhões entre os países membros, contudo, é visível a enorme discrepância en- tre as economias. Não é difícil enxergar que a economia do México apresenta uma grande dependên- cia dos Estados Unidos, fazendo com que muitos trabalhadores mexicanos ficassem contra o acordo por acreditarem que os estadunidenses se encontram em vantagem em relação aos produtos agríco- las produzidos no México. Do outro lado, estão as críticas vindas dos Estados Unidos que ao ver muitas indústrias migrando para o território mexicano visto às enormes vantagens em relação aos impostos cobrados e a mão de obra mais barata, acreditavam estarem sendo prejudicados economicamente, perdendo empresas e também deixando de gerar empregos em seu território. Há ainda as críticas vindas dos canadenses. Sabe-se que o Canadá é o maior parceiro comercial dos Estados Unidos. Muitos canadenses acreditam que essa parceria estabelece uma limitação em rela- ção ao comércio do Canadá com os demais países, prejudicando então sua economia. O Que Muda? O novo acordo ainda mantém o mesmo objetivo do antigo acordo. Contudo, a nova atualização pro- posta traz algumas mudanças propostas especialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acreditar ser uma inovação ao acordo. Inicialmente essas propostas foram aceitas bilate- ralmente, apenas pelo governo mexicano. E após diversas negociações, o Canadá também aceitou a nova versão. As principais mudanças são: Como já dito anteriormente, o acordo deixa de ser chamado de Nafta para ser chamado de USMCA. A cláusula de revisão sofreu alteração. O antigo acordo não tinha validade. Já o novo acordo ficará em vigor por 16 anos, sendo revisado a cada 6 anos passível de prorrogação. O setor agropecuário do Canadá abrirá o mercado, diminuindo as barreiras, especialmente do setor de laticínios. O governo estadunidense alegava que a alta tarifa cobrada na importação era prejudicial ao comércio entre os países. Aumento da proteção da propriedade intelectual abrangendo especialmente farmacêutico, inova- ções na agricultura, escritores e compositores. Houve aumento do período de direitos para 70 anos após a morte do criador. O setor automotivo também sofreu alterações. Agora é previsto que 75% das peças dos carros se- jam fabricadas nos Estados Unidos por trabalhadores que ganhem em média 16 dólares por hora. Há então o impedimento da transferência de indústrias para locais com mão de obra barata. ATUALIDADES 17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR O novo acordo veta os direitos aduaneiros para produtos distribuídos de forma digital como jogos e livros eletrônicos. 9. Crise diplomática Brasil x China A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil. Segunda maior economia do mundo, o país tem no país sul-americano um de seus principais fornecedores de recursos naturais. Apesar disso, o professor Alessander Mendes alerta para uma crise diplomática que surgiu recente- mente entre os dois países como um assuntoque se destacou nas notícias. Um exemplo foi um comentário do ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, em uma rede social, em que insinuou que a China iria sair fortalecida da crise atual, associando a origem da Covid- 19 ao país asiático. Comentário reforçado também pelo ministro da Relações Exteriores do Brasil, como aponta o profes- sor Alessander: “O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, disse que o Brasil não iria se retratar e que, na verdade, a China faz parte de um plano global para espalhar o comunismo para o mundo como um todo e para o socialismo global. ” 10. Kim Jong-un Como a Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, o sumiço do presidente Kim Jong-un, no mês de abril de 2020, fez crescer boatos sobre o estado de saúde e a até uma possível morte do ditador. Segundo a professora Rebecca, tudo que diz respeito à Coreia do Norte tem grande possibilidade de repercutir no mundo. “Lembre-se que o país é detentor de bomba atômica”, alerta a professora Rebecca Guimarães. O pai adotivo sul-coreano que virou professor em casa para 10 meninos norte-coreanos deser- tores A pandemia de coronavírus obrigou milhões de pais em todo o mundo a educar seus filhos em casa. Mas, para um homem em Seul, na Coreia do Sul, essa tarefa tem sido particularmente difícil. 'A reação do governo parecia cena de filme': como é ter Covid-19 na Coreia do Sul Thae Young-ho, o desertor norte-coreano eleito para o Congresso na Coreia do Sul Kim Tae-hoon, de 45 anos, "adotou" 10 meninos norte-coreanos que desertaram do regime repres- sivo de Pyongyang sem seus pais. O mais novo tem apenas 10 anos e o mais velho, 22. Filho mais jovem de Kim tem 10 anos e mais velho, 22 — Foto: Kim Tae-Hoon Em condições normais, eles deveriam estar frequentando a escola ou a universidade — como é o caso de Gun-seong, de 22 anos, mas, no mês passado, estudantes sul-coreanos se viram obrigados a ter aulas online devido à crise da Covid-19. ATUALIDADES 18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR No primeiro dia da educação à distância, Kim, conversando com a BBC por chamada de vídeo, con- duz os meninos a uma mesa grande no segundo andar de sua casa, onde o sinal de wi-fi é mais forte. "Acho melhor você colocar os fones de ouvido porque provavelmente nossa conversa vai ficar inaudí- vel — é muita gente falando ao mesmo tempo", diz ele. Como seria de se esperar, são muitos os desafios. Lidar com sistemas online desconhecidos por meio de dispositivos tecnológicos alugados do escritório local de educação é um deles. Os logins de dois dos meninos da mesma série se misturaram, e Geum-seong, de 15 anos, que de- sertou da Coreia do Norte há um ano, precisa de mais ajuda do que os outros. Ele não está acostu- mado a enviar deveres de casa pela internet. Enquanto isso, Junseong, o caçula da família, é repreendido por assistir ao YouTube em seu tablet. Dois dias depois, Kim diz que os meninos se estabeleceram em sua nova rotina sob seu olhar atento. Oito dos filhos de Kim desertaram sozinhos ou com irmãos e não têm outros laços familiares no sul. Existem várias razões para apenas crianças deixarem a Coreia do Norte. Muitas delas vivem apenas com seus avós, idosos demais para acompanhá-las. Outras têm pais que são separados e não po- dem se organizar para que toda a família conclua a difícil jornada. "Eles mandam o filho para a Coreia do Sul para tentar uma vida melhor. Mesmo filhos pequenos — eses escapam levados nas costas do atravessador", explica Kim. Segundo o Ministério da Unificação, havia 33.658 desertores norte-coreanos no sul em março deste ano, dos quais cerca de 15% tinham 19 anos ou menos. E a partir de 2017, o governo informou que 96 crianças chegaram ao sul sem os pais, segundo notí- cias veiculadas pela imprensa. O Ministério da Unificação é um órgão do governo sul-coreano encarregado de preparar uma futura reunificação entre as duas Coreias, separadas desde a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953. Entre suas atribuições, estão cuidar dos processos de admissão de desertores norte-coreanos e assentá- los no país. Kim nunca imaginou que se tornaria o 'pai adotivo' dos meninos. Kim (de pé, no meio) adotou dez meninos — Foto: Kim Tae-Hoon Babá Permanente Quinze anos atrás, Kim trabalhava no setor editorial. Nas horas vagas, atuava como voluntário na Ha- nawon, uma instalação de reassentamento administrada pelo governo em Seul, onde todos os deser- tores norte-coreanos vivem por três meses e fazem um curso para prepará-los à integração na socie- dade sul-coreana. ATUALIDADES 19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Ali, Kim conheceu um menino chamado Ha-Ryong, que havia acabado de deixar o centro com sua mãe. Ela conseguiu um emprego, mas trabalhava longe de casa e tinha que deixar o filho sozinho. Ha-Ryong tinha dez anos na época e perguntou a Kim se ele poderia ser seu cuidador (babá), um pa- pel que acabou assumindo permanentemente. Quem não gostou disso foram os pais de Kim, que desaprovaram essa interação e cortaram todos os laços com ele por vários anos. Ele passou, então, a acolher mais crianças norte-coreanas, uma após a outra. O menino que viveu com Kim por mais tempo é Cheol-gwang. Cheol-gwang chegou ao sul na véspera do Natal de 2012, com apenas 11 anos. Cheol-gwang e a irmã tentaram inicialmente fugir com a mãe, mas foram pegos pelos guardas e detidos. Ele foi liber- tado sozinho e sua irmã, três meses depois. Mas sua mãe nunca reapareceu. Eventualmente, Cheol-gwang e sua irmã conseguiram escapar para o sul. À medida que sua família crescia, Kim se registrou no Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do Sul para formar o que é conhecido como "casa do grupo" — a menor forma de instituição no país que pode oferecer a crianças sem pais ou responsáveis um ambiente familiar alternativo. "Mas meus filhos veem (isso) aqui como uma casa verdadeira, não um abrigo", diz Kim. Com relação aos pais de Kim, eles finalmente aceitaram sua decisão e agora são seus mais fervoro- sos defensores, tratando os meninos como netos adotivos. Compras E Lavar Roupas Geum-seong admite que teve medo de Kim no início. "Quando o vi pela primeira vez, pensei que era um cara mau. Porque um homem com uma barriga grande na Coreia do Norte geralmente é um ofi- cial de alto escalão", diz ele timidamente, com seu ainda forte sotaque norte-coreano. Kim diz que a logística é desafiadora, mas ele mesmo faz todas as tarefas. "A parte mais difícil é fazer compras. Enquanto estão crescendo, comem como cavalos. Carrego meu carrinho com grandes quantidades de comida, mas é frustrante porque tudo acabará em apenas um dia", diz ele. A comida é armazenada em seis geladeiras. Duas máquinas de lavar roupa funcionam sem parar to- dos os dias. Kim precisa aspirar a casa constantemente. Duas máquinas de lavar não param de funcionar todos os dias — Foto: Kim Tae-Hoon ATUALIDADES 20 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Mas ele diz que não pede ajuda aos meninos, argumentando que o mais importante é que eles este- jam bem alimentados. "Não peço a eles outra coisa senão ter um bom comportamento... Foi assim que fui criado por meus pais." É tanto trabalho que Kim não consegue manter um emprego regular, mas recebe alguns benefícios governamentais e ajuda corporativa. Ele diz que não se sente à vontade para receber doações e, recentemente, abriu um pequeno café na tentativa de obter alguma independência econômica. Mas não são apenas os desafios financeiros que Kim e sua família adotiva precisam superar. Preconceito Existe um forte preconceito contra os desertores norte-coreanos no sul. No início, Kim teve que mudar de casa com bastante regularidade como resultado do aumento do alu- guel ou da necessidade de espaço extra, pois continuava a receber cada vez mais meninos. Ele diz que sempre que fazia isso, era recebido com olhares tortos por seus novos vizinhos. "Sempre que nos mudávamos, os vizinhosde alguma forma descobriam ... Alguns até me enviaram uma mensagem para me avisar que os desertores deveriam ser mais discretos." 'Espião norte-coreano' Em uma ocasião, a casa de Kim foi visitada pela polícia. Um colega de escola de um dos filhos adoti- vos de Kim alegou que o menino era um espião da Coreia do Norte. "Quando os sul-coreanos ouvem que alguém é da Coreia do Norte, tendem a menosprezá-los, e al- guns até mostram hostilidade. É muito triste porque meus filhos ainda são adolescentes. Eles não de- vem ser vistos pelo prisma político", diz Kim. De fato, como resultado disso, muitos jovens desertores norte-coreanos acabam abandonando a es- cola. "Não estou dizendo que as escolas alternativas são ruins. Mas não precisamos disso, porque posso dar total suporte a meus filhos em casa. Acredito que ter amigos (sul-coreanos) e criar memórias em escolas regulares será um grande trunfo para essas crianças", diz ele. Há sete anos, um dos meninos, Jin-beom, decidiu concorrer à presidência do grêmio estudantil. Seu professor ligou para Kim para dizer que estava preocupado. O docente acreditava que a experi- ência poderia ser traumática para o menino. Kim disse que Jin-beom ficaria ainda mais magoado se soubesse que seu professor havia feito o telefonema. Mais tarde, Jin-beom foi o mais votado por seus colegas de classe. Projetos familiares Kim e sua família em viagem recente — Foto: Kim Tae-Hoon ATUALIDADES 21 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Todos os anos, a família escolhe um projeto para fazer junta. Às vezes, é uma exposição de arte, às vezes um musical. Mais recentemente, foi um livro de viagens mostrando fotos que os meninos ha- viam tirado da Coreia do Sul. "Meus meninos disseram que estavam curiosos sobre duas coisas antes de entrar na sociedade core- ana", diz Kim. "Uma era a aparência da Coreia do Sul... e a outra era "e se os sul-coreanos não gostarem de mim?"", conta Kim. "Então, decidimos documentar a paisagem sul-coreana enquanto viajávamos". Pinturas feitas pelos meninas retratando Coreia do Norte — Foto: Kim Tae-Hoon A ideia é doar cópias do livro para crianças em Hanawon para ajudá-las a perder o medo do desco- nhecido. Os filhos adotivos de Kim estão animados com o futuro na Coreia do Sul. Eles pretendem seguir car- reiras diversas, como ilustração de quadrinhos, arquitetura e atletismo. Ha-Ryong, a primeira das crianças que Kim adotou, já não mora mais com a família. Ele está em seu último ano de sociologia na universidade. Não importa o que acontecer no futuro, Kim diz que as portas de sua casa sempre estarão abertas. 11. Olimpíadas 2020 As Olimpíadas de Tóquio 2020, no Japão, serão realizadas de 23 de julho a 8 de agosto de 2021. Elas foram adiadas em um ano por causa da pandemia do coronavírus Covid-19. A 32ª edição das Olimpíadas é a primeira da Era Modera a ser adiada - outras três foram canceladas por guerras. Apesar do adiamento para 2021, o nome dos Jogos Olímpicos de Verão continuará como Tóquio 2020. As Olimpíadas contarão com 33 modalidades esportivas, com a expectativa de participação de mais de 11 mil atletas, os quais representarão mais de 204 países. Cidade-Sede O COI realizou um processo de seleção para escolha da cidade-sede das Olimpíadas de 2020 por dois anos. Em 15 de fevereiro de 2012, Madri, Istambul, Baku, Tóquio e Doha tornaram-se cida- des postulantes a serem sede dos Jogos Olímpicos. Em seguida, Tóquio, Madri e Istambul foram defi- nidas como as três finalistas a irem para a eleição. A escolha de Tóquio como cidade-sede das Olimpíadas foi feita em 7 de setembro de 2013, durante a 125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Buenos Aires. A votação final elegeu a capital do Japão como anfitriã dos Jogos Olímpicos com 62% dos votos. ATUALIDADES 22 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Presidente do COI, Jacques Rogge, anuncia Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020. (Cré- ditos: Reprodução COI / Olympic.org) Tóquio foi anunciada oficialmente como sede das Olimpíadas de 2020 na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, data em que começou a contagem regressiva para a 32ª edição da competição. A estimativa orçamentária oficial do Comitê Olímpico de Tóquio foi de 12,6 bilhões de dólares para a realização dos jogos. Além desse valor, o governo anunciou o in- vestimento de 7,5 bilhões de dólares. A estrutura dos Jogos Olímpicos conta com 43 locais, sendo 25 já existentes e que passam por adap- tação para as competições, 10 temporários e 8 novas construções. Algumas modalidades serão dis- putadas em lugares que foram construídos para as Olimpíadas de 1964 e permanecem em atividade, como é o caso do Estádio Olímpico, do Nippon Budokan e do Ginásio Nacional de Yoyog. O Estádio Nacional de Tóquio, ou Estádio Olímpico, passa por uma grande reforma para receber a abertura e o encerramento dos Jogos Olímpicos, além das modalidades de atletismo e partidas de futebol. O novo estádio terá capacidade para 68 mil pessoas, ao custo de cerca de 1,5 bilhão de dóla- res. Estádio Olímpico é a principal construção dos Jogos de 2020. (Crédito: Reprodução) Quem pretende ir às Olimpíadas precisa estar atento para a cidade em que será sediada a competi- ção escolhida, já que Tóquio dividirá a programação com outras cidades. As partidas de futebol, por exemplo, serão disputadas em várias cidades do Japão, como Miyagi, Saitama, Yokohama, Fukus- hima e Sapporo. ATUALIDADES 23 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Esportes E Modalidades As Olimpíadas de Tóquio de 2020 contarão com 33 esportes a serem disputados por mais de 11 mil atletas. Algumas modalidades esportivas têm diferentes categorias de competição, como os esportes aquáticos e o atletismo. → Novidades Alguns esportes foram incluídos ao hall de competições das Olimpíadas: surf, escalada, skate e bei- sebol/softbol. Dentro de modalidades esportivas já existentes nos jogos, houve o acréscimo das cate- gorias de basquete 3x3 e BMX Freestyle (bicicleta). Outra novidade dessa edição dos Jogos Olímpicos é o aumento da participação feminina. Foram cria- das categorias mistas para as competições de revezamento 4x400 metros e 4x100 metros em estilo livre nas piscinas, assim como equipes mistas de triatlo, judô, tiro com arco e tênis de mesa. → Paralimpíadas As Paralimpíadas são os Jogos Olímpicos voltados para atletas com deficiência física ou cognitiva, conhecidos como paratletas. A edição de Tóquio dos Jogos Paralímpicos seria realizada de 24 de agosto a 5 de setembro de 2021, mas também foi adiada para 2021. A Paraolimpíada de Tóquio con- tará com 22 modalidades esportivas. ATUALIDADES 24 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Os Jogos Paralímpicos de Tóquio contarão com dois novos esportes em suas modalidades de com- petição: Badminton e Taekwondo. Emblema E Mascote As Olimpíadas Tóquio 2020 têm um emblema inspirado no “ichimatsu moyo”, formas quadriculadas características do período Edo (1603-1867), trazendo a predominância do azul índigo para represen- tar o que a organização das Olimpíadas chama de “expressão da elegância e sofisticação do Japão”. O emblema de Tóquio 2020 é constituído de três formas retangulares, que representam diferentes países e culturas. A mensagem escolhida para a 32ª edição das Olimpíadas é “unidade na diversi- dade”, atribuindo ao esporte a função de celebrar as diferenças. Emblemas das Olimpíadas e Paralimpíadas representam os diferentes países da competição. (Crédi- tos: Reprodução Comitê de Organização das Olimpíadas Tóquio 2020) A mascote das Olimpíadas de Tóquio também segue a cartela de cores e formas do emblema e foi nomeada de Miraitowa, nome formado pelas palavras japonesas Mirai (futuro) e Towa (eternidade), que representa o desejo de um futuro cheio de esperança nos corações de todas as pessoas do mundo. Miraitowa é o mascote das Olimpíadas, e Someity é o símbolo das Paralimpíadas.(Créditos: Reprodução Comitê de Organização das Olimpíadas Tóquio 2020) ATUALIDADES 25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Já a mascote das Paralimpíadas de Tóquio é Someity, criatura inspirada nas tradicionais flores de ce- rejeira do Japão e que tem um incrível poder mental e força física, simbolizando a superação de obs- táculos dos paratletas. Seu nome é baseado na junção de Someiyoshino (espécie de flor de cerejeira) com o termo “so might” (é possível, em adaptação ao português). Medalhas A premiação das Olimpíadas é constituída de medalhas destinadas aos três primeiros lugares em cada competição ou torneio, sendo o pódio formado pelos medalhistas de ouro, prata e bronze. O ranking do quadro de medalhas é definido pela quantidade de medalhas de ouro, seguidas pelas de prata e, por último, de bronze. Por exemplo, um país com 5 medalhas de prata e 8 de bronze clas- sifica-se atrás de um país com 2 medalhas de ouro. Estados Unidos e China devem disputar o pri- meiro lugar no ranking geral. → Sustentabilidade Para as Olimpíadas de Tóquio, o projeto de sustentabilidade da competição utilizará lixo eletrônico (material coletado de celulares e outros produtos) para a fabricação da parte interior das mais de 5 mil medalhas que serão distribuídas aos atletas. As medalhas também terão 0,048 grama de ouro, 0,26 grama de prata e 12 gramas de cobre, e os esportistas que conquistarem o primeiro lugar terão suas medalhas banhadas com cerca de 6 gramas de ouro. Voluntários Uma forma de acompanhar as Olimpíadas de Tóquio de perto é atuando como voluntário. São espe- rados mais de 80 mil voluntários a serem convocados pelo Comitê Organizador, além de mais de 30 mil que serão solicitados pelo governo local. As funções dos voluntários variam conforme a origem da sua convocação (pelo Comitê ou pelo Go- verno). Confira: Voluntários do Governo: atendimento ao turista, suporte ao site de transmissão das Olimpíadas, ori- entações de transporte e alojamento. Voluntários do Comitê: atendimento ao público, suporte aos jornalistas, suporte às equipes durante os jogos. → Como ser voluntário? As inscrições para voluntários das Olimpíadas de Tóquio, por meio do Comitê, foram realizadas de setembro a dezembro de 2018. Puderam se candidatar pessoas com 18 anos completos até 2020, com nacionalidade japonesa ou visto de residência no Japão para o período dos jogos. O voluntário não recebe remuneração, apenas alimentação e pagamento das despesas com trans- porte, ficando o restante a cargo de quem se voluntariou. As demais oportunidades de voluntariado serão preenchidas por convocação do governo de Tóquio, estimando-se o preenchimento de mais de 30 mil postos. Quanto custa ir para as Olimpíadas de Tóquio? Ir para as Olimpíadas envolve uma série de gastos e requer pesquisa para evitar surpresas que pos- sam estourar o orçamento. Confira alguns valores que envolvem a ida para Tóquio. Ingressos Cada país tem uma empresa oficial responsável pela venda autorizada de ingressos das Olimpíadas de 2020. No Brasil, as vendas estão previstas para a segunda quinzena de julho, e os 25 mil ingres- sos iniciais serão vendidos. Para evitar imprevistos, procure somente empresas autorizadas para ven- das e assistência ao turista. ATUALIDADES 26 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Os valores informados pelo Comitê Organizador de Tóquio são referentes aos ingressos destinados aos residentes no Japão, para os quais os tíquetes já estão sendo vendidos. Apesar da diferença no preço final, é possível programar-se pelos preços informados pela organização. Veja: 1. Cerimônia de Abertura e Encerramento: variam de Y 12.000 ienes (R$ 420) a Y 300.000 ienes (R$ 10.500) 2. Competições: variam de Y 2.500 ienes (R$ 87) a Y 130.000 (R$ 4.550), sendo mais da metade dos ingressos de Y 8.000 ienes (R$ 280) Passagens Fatores como local de partida, companhia aérea e até a data da compra da passagem influenciam no valor dos bilhetes aéreos e, conforme as Olimpíadas aproximam-se, a tendência é que os preços fi- quem mais altos. Além da pesquisa pelas companhias aéreas, ferramentas como o Google Flights são úteis para a comparação de valores. Para se ter uma ideia, um voo de ida saindo de São Paulo e o de volta também desembarcando na capital paulista variam de R$ 4 mil a R$ 6 mil (os mais baratos). A viagem não é direta e pode contar com uma ou mais paradas, ultrapassando 28 horas de voo. Outro fator importante é saber se será necessário pegar ônibus ou outro transporte para assistir aos jogos, já que algumas competições serão realizadas fora de Tóquio, acrescentando o valor da loco- moção até o destino escolhido. Hospedagem Outro gasto para quem vai para as Olimpíadas é a hospedagem. Pessoas que vão em grupos podem economizar se optarem por apartamentos, os quais variam de R$ 290 a R$ 800 por dia (sendo o valor mais baixo para duas pessoas e os mais altos para até oito). Hotéis possuem um custo mais alto se comparados aos hostels e apartamentos, mas são uma boa opção para quem prefere contar com serviço de quarto e alguns diferenciais. Transporte O transporte público de Tóquio funciona muito bem, por isso é uma boa opção para o turista. O Ticket All-Day Tokyo Metro, que permite usar o metrô durante todo o dia, custa cerca de R$ 21 e, caso seja Tokyo Metro + Toei Subway, que inclui ônibus, o valor sobe para R$ 34. Já o bilhete indivi- dual sai por R$ 9,50 para andar até 27 km, enquanto de 28 km a 40 km o preço sobe para e R$ 10,60. Alimentação Os gastos com alimentação variam muito de pessoa para pessoa, mas é possível fazer as três princi- pais refeições com os seguintes valores: 1. Café da manhã: R$ 17 a R$ 30 2. Almoço: R$ 27 a R$ 73 3. Jantar: R$ 35 a R$ 105 Comer nos locais dos jogos costuma sair mais caro, já que a organização restringe o comércio dentro dos locais de competições somente às empresas conveniadas. No entanto, lojas de conveniência são boas opções para quem busca um petisco ou bebida enquanto passeia pela cidade. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ ATUALIDADE 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Os grandes problemas mundiais da atualidade Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está diminuindo nos países desenvolvidos, o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnoló- gico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais, e em geral traz como consequência mais impactos ambientais, devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo. Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico, a aglomeração de população em áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais. Esses centros de alta densidade populacional demandam maiores recursos, energia e infraestrutura, além de cria- rem problemas complexos de caráter ambiental, econômicos e principalmente sociais. Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas, especialmente das tropicais, ocasiona diversos problemas como erosão, diminuição da produtividade dos solos, perda de biodiversidade, assoreamento de corpos hídricos, etc. Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgo- tos domésticos e industriais por meio de emissários submarinos, desastres ecológicos de grandes proporções, como naufrágio de petroleiros, acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas regiões costeiras e estuários, perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais), poluição térmica de efluentes de usinas nucleares e etc. Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias, agroindústria e automóveis, por meio de emissões atmosféricas das indústrias,