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COACHING PARA CONCURSOS – ESTRATÉGIAS PARA SER APROVADO 
 
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 ATUALIDADES 
 
 
 
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Atualidades 
1. Coronavírus 
O coronavírus é um tema que tem tudo para cair nas provas deste ano, de acordo com a professora 
Rebecca, do Gran Cursos Online. Os primeiros coronavírus humanos foram identificados no final da 
década de 1930, apesar disso, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus. 
Entretanto, no final de 2019, um novo agente do vírus foi descoberto após ter casos registrados na 
China. E isso deixou o mundo em alerta novamente. 
Ainda não se sabe qual animal o transmitiu aos seres humanos. Identificar esse hospedeiro interme-
diário pode ajudar a conter a pandemia. 
O professor Alessander Mendes, da Degrau Cultural, reforça afirmando que é preciso ter atenção aos 
impactos econômicos globais causados pela pandemia. 
Para entender isso, deve-se saber que uma pandemia tem a ver com espaçamento geográfico da do-
ença influenciado pela globalização. 
Essa pandemia se espalha pelo mundo basicamente porque nós temos uma intensificação do pro-
cesso de globalização, sobretudo a partir da década de 1970, onde os meios de comunicação e 
transporte são cada vez mais eficientes e vão permitindo uma coisa que nós entendemos que é o en-
curtamento da distância pelo tempo, explica o professor Alessander Mendes. 
 
Alessander Mendes, da Degrau Cultural, afirma que é preciso ter atenção aos impactos econômicos 
globais causados pelo Coronavírus (Foto: Arquivo Pessoal) 
O resultado é que quando você tem um vírus como esse da Covid-19, com pessoas eventualmente 
do mundo inteiro em contato com esse vírus em determinada localidade, você tem potencialmente 
todas as condições para criar uma pandemia global. 
Embora ainda não se possa mensurar os impactos sobre a economia mundial, Alessander indica que 
será desastroso. 
Com as medidas de contenção do vírus, o coronavírus tem impacto no deslocamento de pessoas e 
de mercadorias em escala global. 
A tendência, segundo o professor, é que a retomada da economia em escala mundial seja mais lenta 
do que foi após a crise econômica de 2008 e a quebra da bolsa da Nova York em 1929. 
“Só os Estados Unidos já anunciaram que tiveram uma queda do seu produto interno bruto de 4,8% 
no primeiro trimestre deste ano. Esse ano o Brasil deve fechar com um crescimento negativo do seu 
produto que deve ficar em torno de 6 até 10%”, aponta Alessander. 
2. Brexit 
Saída do Reino Unido da União Europeia 
O ano de 2019 foi o mais complicado, pois as diferenças entre os políticos britânicos se tornam mais 
evidentes, pois era preciso que o plano de saída da União Europeia fosse aprovado pelo Parlamento 
britânico. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Por outro lado, o Parlamento britânico garantiu em 13 de março de 2019, que o Reino Unido não sai-
ria sem acordo. Esta era uma proposta defendida por muitos membros do próprio partido de Theresa 
May. 
No entanto, em 12 de março de 2019 e, posteriormente, no dia 25 do mesmo mês, o Parlamento bri-
tânico rejeitou o plano apresentado pela então primeira-ministra Theresa May para se retirar da União 
Europeia. 
Sem conseguir consenso no Parlamento, Theresa May teve que pedir uma nova prorrogação à União 
Europeia. Assim, a data prevista para a saída do Reino Unido seria 31 de outubro de 2019. 
Com sua posição enfraquecida, May demitiu-se do cargo. A lei britânica não previa a convocação de 
novas eleições e sim uma substituição dentro do próprio partido cujo escolhido foi Boris Johnson. 
Boris Johnson e o Brexit 
O novo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, é um conhecido defensor de um "brexit duro", ou 
seja: retirar o Reino Unido da União Europeia sem fazer qualquer tipo de acordo. 
A fim de pressionar os deputados, Johnson pediu a Rainha Elizabeth II que adiasse a abertura oficial 
do Parlamento, que acontece em setembro, para 14 de outubro. A proposta foi aceita pela soberana e 
milhares protestaram nas ruas contra o "fechamento" do parlamento britânico, mas o premiê não vol-
tou atrás. 
O objetivo de Boris Johnson era impedir a articulação da oposição. 
No entanto, os primeiros debates realizados pelo primeiro-ministro no Parlamento se revelaram um 
fracasso. O Partido Conservador perdeu um dos seus deputados e outros 21 parlamentares foram 
suspensos por indisciplina. 
Além disso, o Parlamento rejeitou, mais uma vez, o projeto de um Brexit sem acordo. 
A fim de conseguir mais respaldo para sua ideia, Boris Johnson dissolveu o Parlamento e convocou 
novas eleições gerais. O resultado foi uma esmagadora vitória para os conservadores que conquista-
ram a maioria absoluta dos deputados e assim puderam seguir com as negociações do Brexit. 
Aprovação do acordo do Brexit 
Após intensas negociações com os 27 países da União Europeia, o Reino Unido conseguiu um 
acordo para a saída desse bloco econômico, em 16 de outubro de 2019. 
Desta vez, estão garantidas a livre circulação de pessoas e mercadorias entre a fronteira da Repú-
blica da Irlanda e da Irlanda do Norte. No entanto, o novo acordo prevê o fim do status especial para 
o Reino Unido e o torna um rival econômico. 
O projeto foi aprovado no Parlamento britânico no mesmo mês. Porém, os parlamentares não se re-
cusaram a debater o texto em apenas dois dias e obrigaram ao primeiro-ministro pedir um adiamento 
de três meses à União Europeia. 
Como consequência, Johnson teve que concordar e, desta vez, a data para o Brexit será 31 de ja-
neiro de 2020. 
Antecedentes do Brexit 
A União Europeia (UE) foi criada com o objetivo de manter a paz entre os países do continente euro-
peu. 
O embrião foi a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), nascida em 1952. A CECA unia 
os ex-adversários da Segunda Guerra Mundial: França, Alemanha, Itália, Bélgica, Holanda e Luxem-
burgo. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Mais tarde, esta comunidade foi ampliada num movimento que criou a Comunidade Econômica Euro-
peia (CEE), em 1957. 
 
O prefeito de Londres, Sadiq Khan (à esq.) e o ex-primeiro-ministro David Cameron fazem campanha 
pela permanência do Reino Unido na União Europeia 
O Reino Unido, porém, sempre se manteve à margem da CEE e só aceitou fazer parte do clube em 
1973. Mesmo assim, dois anos depois, convocaram um referendo para que a população decidisse se 
queriam ou não continuar. Naquela época, ganhou o “sim”. 
Desta maneira, o Reino Unido continuou a fazer parte da UE, mas não participou dos dois maiores 
projetos europeus: 
 A criação de uma moeda única, o euro; 
 O espaço schengen, que permite a livre circulação de pessoas. 
Referendo sobre o Brexit 
A campanha do Brexit tem origem no governo do primeiro-ministro conservador David Cameron. 
Para disputar a reeleição, Cameron se aliou ao partido nacionalista, Partido da Independência do 
Reino Unido (UKIP, na sigla em inglês). 
Em troca do seu apoio, este partido exigiu a convocação de um referendo, onde os eleitores pudes-
sem escolher entre seguir ou sair da União Europeia. 
O UKIP argumentava que a União Europeia retirava a soberania do Reino Unido em assuntos econô-
micos e de imigração. Por isso, pedia que fosse feito uma consulta à população sobre a permanência 
neste bloco econômico. 
O referendo foi marcado para 23 de junho 2016: 48,1% votou não à saída da UE, mas 51,9% votou 
sim. 
Consequências do Brexit 
 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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"Vote para sair da União Europeia", pediam os partidários do Brexit 
As consequências do Brexit são difíceis de prever, pois se trata de um processo inédito. Por en-
quanto, observamos impactos políticos, como por exemplo: 
 Foi criado no Reino Unido, o Ministério da Saída da União Europeia que emprega pelo menos 300 
pessoas para tratar exclusivamente do assunto; 
 David Cameron renunciou ao cargo de primeiro-ministro e após discussões internas no Partido Con-
servador, foi substituídodisposição inadequada de resíduos sólidos (exemplo: 
lixões) e de resíduos industriais que causam poluição do solo, acúmulo de aerossóis na atmosfera 
proveniente da poluição veicular e industrial, contaminação do solo por pesticidas e herbicidas, etc. 
 
Poluição e eutrofização de águas interiores - rios, lagos e represas: a poluição orgânica proveniente 
dos centros urbanos e atividades agropecuárias gera uma variedade de efeitos sobre os recursos hí-
dricos continentais, os quais são fundamentais para o abastecimento público das populações. Essa 
pressão resulta na deterioração da qualidade da água, causada pelo fenômeno da eutrofização, acú-
mulo de metais pesados no sedimento, alterações no estoque pesqueiro e geralmente inviabiliza al-
guns dos usos múltiplos dos recursos hídricos. 
 
Perda da diversidade genética: o desmatamento e outros problemas ambientais acarretam perda de 
biodiversidade, ou seja, extinção de espécies e perda da variabilidade da flora e da fauna. A biodiver-
sidade e seus recursos genéticos são fundamentais para futuros desenvolvimentos tecnológicos. 
Efeitos de grandes obras civis: a construção de obras civis de grande porte, como represas de usinas 
hidrelétricas, portos e canais, gera impactos consideráveis e difíceis de mensurar sobre sistemas aqu-
áticos e terrestres. 
 
Alteração global do clima: o aumento da concentração dos gases estufa na troposfera terrestre (pri-
meira camada da atmosfera) e de partículas de poluentes está causando um fenômeno conhecido 
como aquecimento global, que é o aumento da temperatura do planeta, devido à maior retenção da 
radiação infravermelha térmica na atmosfera. Cada grau Celsius de aumento da temperatura terrestre 
irá trazer consequências diferentes, e estas são acumulativas, segundo o 2º relatório do Painel Inter-
governamental de Mudanças Climáticas (IPCC) apenas 1º C a mais já é suficiente para derreter as 
geleiras de topos de montanha do mundo todo, comprometendo os abastecimentos locais de água, e 
se o aumento chegar a 4º C estima-se que até 3,2 bilhões de pessoas poderão sofrer com a falta d'á-
gua e que a subida do nível do mar irá ameaçar a existência de cidades costeiras em todo o mundo. 
As previsões de aquecimento para o fim deste século estimam entre 1,8º C e 4º C a mais na média 
da temperatura mundial. 
 
Aumento progressivo das necessidades energéticas e suas consequências ambientais: o aumento da 
demanda energética devido ao crescimento populacional, urbanização e crescente desenvolvimento 
tecnológico geram a necessidade da construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, gran-
des e pequenas usinas nucleares, etc. E quanto maior a utilização de combustíveis fósseis (termelé-
tricas, carvão mineral) mais gases de efeito estufa são lançados na atmosfera. Outros tipos de matri-
zes energéticas como hidrelétricas e usinas nucleares possuem impactos ambientais associados a 
sua construção e operação (exemplo: falta de tratamento para os resíduos nucleares). 
 
ATUALIDADE 
 
 
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Produção de alimentos e agricultura: A agricultura de alta produção é uma grande consumidora de 
energia, de pesticidas e de fertilizantes. A expansão das fronteiras agrícolas aumenta as taxas de 
desmatamento e perda de biodiversidade. 
 
Falta de saneamento básico: principalmente nos países subdesenvolvidos, a falta de saneamento bá-
sico é um problema crucial devido às inter-relações entre doenças de veiculação hídrica, distribuição 
de vetores e expectativa de vida adulta e taxa de mortalidade infantil. E também pela poluição orgâ-
nica gerada pelo aporte de esgotos domésticos e drenagem pluvial em corpos d'água devido à falta 
de infraestrutura adequada e a lançamentos irregulares. 
Os cinco maiores problemas ambientais do mundo 
1. Poluição do ar e mudanças climáticas 
O problema: a atmosfera e os oceanos estão sobrecarregados de carbono. O CO2 atmosférico ab-
sorve e reemite radiação infravermelha, o que faz com que o ar, os solos e as águas superficiais dos 
oceanos fiquem mais quentes –em princípio, isso é bom: o planeta estaria congelado se isso não 
acontecesse. 
Mas há muito carbono no ar. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento para a agricultura e 
as atividades industriais aumentaram as concentrações atmosféricas de CO2 de 280 partes por mi-
lhão (ppm), há 200 anos, para cerca de 400 ppm. Isso é um aumento sem precedentes, tanto em es-
cala quanto em velocidade. O resultado: perturbações climáticas. 
O excesso de carbono é apenas uma forma de poluição do ar causada pela queima de carvão, petró-
leo, gás e lenha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou recentemente que uma em cada 
nove mortes em 2012 está relacionada com doenças causadas por agentes cancerígenos e outros 
venenos presentes no ar. 
 
Vida nos oceanos sofre com a pesca predatória, a poluição e o aquecimento das águas por causa 
das alterações climática. 
Soluções: substituir os combustíveis fósseis por energia renovável; reflorestamento; reduzir as emis-
sões originadas pela agricultura; alterar processos industriais. 
A boa notícia é que a energia limpa é abundante – ela só precisa ser estimulada. Muitos afirmam que 
um futuro com 100% de energia renovável é possível com a tecnologia já existente. 
Mas há uma má notícia: embora a infraestrutura de energia renovável – painéis solares, turbinas eóli-
cas e sistemas de armazenamento e distribuição de energia – esteja se tornando cada vez mais co-
mum, barata e mais eficiente, especialistas dizem que essas tecnologias não estão sendo utilizadas 
no ritmo necessário para evitar uma ruptura climática catastrófica. Dificuldades políticas e financeiras 
ainda precisam ser superadas. 
2. Desmatamento 
O problema: florestas ricas em espécies estão sendo destruídas, especialmente nos trópicos, para 
muitas vezes abrir espaço para a criação de gado, plantações de soja ou de óleo de palma, ou para 
outras monoculturas agrícolas. 
ATUALIDADE 
 
 
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Cerca de 30% da área terrestre do planeta é coberta por florestas – isso é cerca de metade do que 
existia antes de o início da agricultura, 11 mil anos atrás. Cerca de 7,3 milhões de hectares de flo-
resta são destruídos a cada ano, principalmente nos trópicos. Florestas tropicais costumavam cobrir 
cerca de 15% da área terrestre do planeta. Atualmente elas cobrem de 6% a 7%. Grande parte do 
que sobrou foi degradado pela derrubada de árvores ou queimadas. 
As florestas naturais não atuam apenas como reservas da biodiversidade, eles também são reserva-
tórios, que mantêm o carbono fora da atmosfera e dos oceanos. 
 
A destruição de florestas tem impacto sobre a biodiversidade e o clima 
Soluções: conservar o que resta das florestas naturais e recuperar as áreas degradadas com o re-
plantio de espécies arbóreas nativas. Isso exige um governo forte – só que muitos países tropicais 
ainda estão em desenvolvimento, têm populações crescentes, carecem de um Estado de Direito e so-
frem com nepotismo generalizado e corrupção quando se trata do uso da terra. 
3. Extinção de espécies 
O problema: em terra, animais selvagens estão sendo caçados até a extinção para a obtenção de 
carne, marfim ou para a produção de produtos "medicinais". No mar, grandes barcos de pesca indus-
trial, equipados com redes de arrastão ou de cerco, estão dizimando populações inteiras de peixes. A 
perda e a destruição de habitat também é um fator importante para a onda de extinção – algo sem 
precedentes se for considerado que ela está sendo causada por uma única espécie: os humanos. A 
Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de espécies ameaça-
das continua a crescer. 
Espécies não apenas têm o direito de existir, elas também fornecem produtos e "serviços" essenciais 
para a sobrevivência humana. Um exemplo são as abelhas e seu trabalho de polinização, necessário 
para o cultivo de alimentos. 
 
Rinocerontes são mortos por causa do chifre, que algumas pessoasacreditam erroneamente ter pro-
priedades medicinais. 
Soluções: ssforços conjuntos devem ser feitos para evitar a diminuição da biodiversidade. Proteger e 
recuperar habitats é apenas um lado da questão – combater a caça e a pesca ilegais e o comércio de 
vidas selvagens é outro. Isso deve ser feito em parceria com populações locais, para que a conserva-
ção da vida selvagem seja do seu interesse, tanto social como econômico. 
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4. Degradação do solo 
Problema: a exploração excessiva das pastagens, as monoculturas, a erosão, a compactação do 
solo, a exposição excessiva a poluentes, a conversão de terras – a lista de maneiras como os solos 
estão sendo danificados é longa. Cerca de 12 milhões de hectares de terras agrícolas são degrada-
dos seriamente todos os anos, de acordo com estimativas da ONU. 
 
Terraços como estes na China retêm água e podem ajudar paisagens degradadas a se regenerar. 
Soluções: há uma vasta gama de técnicas de conservação e restauração do solo, como plantio direto, 
rotação de culturas e a construção de "terraços" para controle da erosão pluvial. Considerando que a 
segurança alimentar depende da manutenção dos solos em boas condições, é provável que este de-
safio seja solucionado no longo prazo. Ainda é uma questão em aberto, porém, se isso vai benefi-
ciar igualmente todas as pessoas ao redor do globo. 
5. Superpopulação 
O problema: a população humana continua a crescer rapidamente em todo o mundo. A humanidade 
começou o século 20 com 1,6 bilhão de pessoas. Hoje são cerca de 7,5 bilhões. Estimativas indicam 
que a população mundial crescerá para quase 10 bilhões até 2050. A combinação de crescimento po-
pulacional com ascensão social está pressionando cada vez mais os recursos naturais essenciais, 
como a água. Grande parte desse crescimento está ocorrendo no continente africano e no sul e leste 
da Ásia. 
 
O empoderamento das mulheres africanas e asiáticas é essencial para a sustentabilidade global. 
Soluções: a experiência tem mostrado que quando as mulheres têm o poder de controlar a sua pró-
pria reprodução e ganhamr acesso à educação e a serviços sociais básicos, o número médio de nas-
cimentos por mulher cai significativamente. 
Se forem feitos corretamente, sistemas de assistência podem tirar mulheres da pobreza extrema, 
mesmo em países onde a atuação do Estado permanece, permanece deficiente. 
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 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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Mundo Contemporâneo 
O desenvolvimento tecnológico vem causando transformações tão profundas na sociedade contem-
porânea quanto aquelas vivenciadas durante a Renascença. Mas, se no período renascentista, o 
gatilho da transição foi o humanismo, responsável por modificar a relação do homem com o mundo 
natural, agora é a tecnologia, convertida em novo totem, que ocupa o lugar central antes reservado à 
natureza e cria novos parâmetros para definir o ser humano. 
Em síntese, essa é a ideia por trás do “tecnototemismo", teoria desenvolvida pelo sociólogo Derrick 
de Kerckhove e apresentada por ele na conferência Tecnologia, o Novo Totemismo, realizada pelo 
IEA no dia 17 de outubro e coordenada pelo antropólogo Massimo Canevacci, professor visitante do 
Instituto. 
Discípulo do teórico canadense Marshal McLuhan (1911-1980), Kerckhove é considerado um dos 
mais importantes estudiosos das relações entre tecnologias digitais e sociedade. É professor da Uni-
versity of Toronto, onde dirigiu por mais de 20 anos o Programa McLuhan em Cultura e Tecnologia. 
Usuário x Conteúdo 
Para embasar sua teoria, Kerckhove buscou inspiração no pensamento do antropólogo francês Phillip 
Descola, mais especificamente no conceito de totemismo – forma de identificação entre o homem e o 
mundo natural marcada pela ausência de ruptura entre cultura (o humano) e natureza (o não-
humano). 
Transposto para o contexto de uma sociedade tecnológica, explicou Kerckhove, o totemismo se tra-
duz na continuidade entre mente (o homem) e máquina (a tecnologia). Para o sociólogo, essa conti-
nuidade traz à tona a máxima mcluhaniana de que os meios condicionam tanto a interioridade quanto 
a exterioridade dos indivíduos, de tal modo que o usuário se torna o conteúdo. 
“Há uma interdependência entre o self e o mundo em rede: a tecnologia tornou-se uma extensão do 
corpo e passou a ser um elemento definidor da identidade humana”, disse, destacando que o efeito 
mais sintomático disso é a proliferação de identidades nas redes, de pessoas digitais, de avatares, de 
números de identificação e entidades eletrônicas, entre outros. De acordo com ele, estaria em curso 
um processo de mutação antropológica disparado pelo surgimento da informática digital, tal como 
sugere o teórico francês Pierre Lévy. 
Centralidade Das Redes 
Para ilustrar a centralidade das redes nesse processo de mutação, Kerckhove compara a internet ao 
sistema límbico – componente do sistema nervoso responsável pelo controle dos comportamentos 
emocionais e dos impulsos motivacionais, isto é, pelo mecanismo através do qual uma emoção con-
duz a um processo de tomada de decisão que, por sua vez, leva a uma ação. 
Segundo o sociólogo, “estamos passando do biológico para o tecnológico: a internet funciona como 
um sistema límbico global, pois faz aflorar emoções e paixões capazes de culminar em ações com 
progressão viral”. Para exemplificar, menciona movimentos que ganharam força nas redes, como a 
Primavera Árabe, Indignados, Anonymous, Occupy Wall Street, além do ativismo global iniciado pelo 
Wikileaks e levado adiante por Edward Snowden. 
Conexão De Mentes 
“Ao se comunicar pela internet, as pessoas conectam suas mentes e compartilham pensamentos, 
compondo uma espécie de inconsciente digital”, declarou Kerckhove, introduzindo o que afirma ser 
sua contribuição à teoria de Freud. O sociólogo comentou que, enquanto não há como provar a exis-
tência do inconsciente, “o inconsciente digital está lá, é composto por tudo que é conhecido sobre 
alguém na rede, por todas as informações das pessoas disponíveis na internet”. Para ele, esse fenô-
meno está se tornando tão determinante na vida dos sujeitos quanto a influência paterna e materna. 
O inconsciente digital afloraria de uma hibridização entre real e virtual, marcada por uma interioridade 
reduzida, ligada ao self, e por uma exterioridade ampliada, relacionada ao mundo em rede. Segundo 
Kerckhove, trata-se do resultado de uma nova ansiedade emocional. “O que é a Web 2.0 senão a 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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entrada do fator emoção num ambiente onde só havia informação? As pessoas querem compartilhar 
notícias e também sentimentos, dicas, pensamentos, opiniões”, ressaltou. 
Mas o sociólogo adverte que analisar essa nova realidade requer uma dose de ceticismo, pois o 
compartilhamento de conteúdos, a multiplicação exponencial do número de emissores nas mídias, a 
possibilidade de manifestar indignação, o aumento da transparência das informações, a ampliação do 
transculturalismo, entre outros, vem a um custo alto: a privacidade. De acordo com o conferencista, 
na era do totemismo tecnológico, tentar ter controle sobre informações pessoais disponibilizadas na 
internet é como remar contra a maré. 
Vivemos num mundo das transformações socioculturais, políticas, econômicas, morais e científicas 
ocorridas na sociedade e estamos presenciando uma mutação histórica nos modos de ser e estar no 
mundo. Transformações que vêm se engendrando há algumas décadase que, “não por acaso” (SI-
BILIA, 2014), culminaram no desenvolvimento das novas tecnologias que refletem o modo de ser do 
indivíduo e ao mesmo tempo, provocam mais mudanças. A subjetividade do homem contemporâneo 
é influenciada por essa nova realidade. 
O conceito de intimidade, de espaço público e privado mudou. Antes, protegidos pelo entre paredes 
de nosso quarto, líamos, escrevíamos nossos diários, nossos poemas e os trancávamos no espaço 
mais protegido do olhar alheio, como uma preciosidade que só a nós pertencia. O espaço privado era 
bem diferenciado do espaço público. 
Hoje escrevemos os diários em blogs, expomos nossa intimidade no Facebook, exibimos imagens 
das situações mais banais no Instagram, montamos um espetáculo de nós mesmos e buscamos o 
olhar do outro e sua aprovação por meio de curtidas. A intimidade tem se deixado infiltrar pelas redes. 
Uma vitrine ou janela para evidenciar as mudanças do modus vivendi contemporâneo seria o mundo 
virtual, propiciado pelas novas tecnologias digitais e pela internet. Contemporaneidade aqui se refere 
à pós-modernidade ou modernidade tardia, ou hipermodernidade, termo preferido por Lash (1983) 
para se referir às últimas décadas do século XX e ao século XXI. 
Estamos diante de uma tela de computador o tempo todo, em comunicação simultânea com outras 
pessoas através dos smartphones, em redes digitais que se infiltraram pelos muros e que mudaram 
as referências espaciais para sempre. O espaço se amplificou. Os celulares se incorporaram às nos-
sas mãos e ao nosso cotidiano. Temos necessidade de nos mantermos conectados e ligados. Cada 
vez mais é preciso se tornar visível e estar on-line. 
As pessoas postam em redes sociais o que consideram o melhor de si, assim como são capazes de 
expressar, em perfis falsos ou não, o lado mais preconceituoso e agressivo de seu ser. E hoje tam-
bém é cada vez mais comum a exposição pública da morte nas redes sociais. 
Aos poucos, o véu que escondia a dor da perda e o luto passou a ser falado, compartilhado e exposto 
em fotografias e memoriais on-line. O sofrimento também é curtido através da internet. 
O ciberespaço propicia que pessoas anônimas postem e compartilhem seus pensamentos, suas idei-
as, músicas, dotes artísticos, vídeos que se tornam virais, que autores publiquem seus livros, o que 
seria impossível ou muito difícil há alguns anos atrás e que desconhecidos tenham visibilidade e se 
tornem celebridades em um curto espaço de tempo, revelando talentos. 
Os laços sociais foram marcados e revolucionados pelas novas tecnologias. Sem querer emitir juízos 
de valor, mas apenas constatando, através da leitura de trabalhos a respeito (YOUNG, 2011), pode-
mos dizer que a internet é um meio estimulante, psicoativo, que opera com um alto grau de imprevisi-
bilidade e novidade. 
Protegidos pelo anonimato ou pela percepção de ser anônimo, os usuários se arriscam mais e ousam 
procurar e vivenciar fantasias on-line, a que não se permitiriam presencialmente, fantasias que são 
bem aceitas no ciberespaço. 
As pessoas se sentem mais desinibidas e são capazes de experimentar situações em que não se 
arriscariam na vida real. Há também menor percepção de responsabilidade devido a essa sensação 
de anonimato e privacidade. 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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Existe também um estado de imersão e dissociação de consciência, que envolve sensações variadas 
como a perda da noção de tempo, esquecimento de frações de tempo, estar num estado de consci-
ência alterado semelhante a um transe, encarnar, ou melhor, vivenciar uma outra persona diferente 
do seu Eu, sentir uma linha tênue que separa uma realidade virtual de uma real. 
A internet cria um espaço intermediário entre a realidade (do outro lado do computador existe uma 
pessoa real) e a imaginação (pessoa que eu crio e idealizo conforme meus desejos). 
Na internet acontece uma ausência de adiamento de gratificações, o que a torna uma experiência 
quase mágica de ter um pensamento, um desejo, uma curiosidade e simplesmente dar um clique e 
ver aquilo transformado em realidade. 
A possibilidade de instantaneamente acessar qualquer coisa e obter gratificações para impulsos se-
xuais, jogos, curiosidades intelectuais, de comunicação ou de consumo torna a internet irresistível. 
O limiar a ser atravessado entre o impulso e o desejo até a ação (o que é visto, baixado, jogado ou 
comprado on-line) é muito reduzido, o tempo entre escolher e clicar é muito curto e a gratificação é 
imediata. 
A necessidade de esperar e/ou modular nosso desejo está ausente quando usamos a net. Aí reside 
um de seus maiores perigos, o que pode transformar o seu uso em abusivo ou viciante. Hoje já se 
fala em dependência de internet como uma entidade clínica a ser abordada de modo semelhante a 
outros tipos de dependência (GREENFIELD, 2011). 
O ciberespaço se presta também como enfrentamento de situações de medo e inibições para pesso-
as tímidas e adolescentes se arriscarem através dela. Afinal aqui se pode errar e ter outra chance. E 
caso haja algum aborrecimento inesperado, é só deletar o outro ou desligar o computador. Ela nos dá 
uma sensação (imaginária) de estar no controle da situação. Serve também como evasão, escape 
das vidas rotineiras e fuga de sentimentos de angústia e tristeza. 
Novos relacionamentos se formam no mundo virtual e estão intimamente imbricados com a vida real. 
As pessoas se conectam sexual e afetivamente no ciberespaço e a vida on-line e off-line se misturam 
definitivamente. 
No mundo virtual há quebras de hierarquias, que definem os limites claros e os papéis nos relacio-
namentos no mundo real. Lá, na virtualidade, todos partem em condições de igualdade. É um espaço 
democrático. 
Como pode ser acessada 24 horas por dia de qualquer lugar em que se esteja – do trabalho, da es-
cola, de casa, da rua – associada a aparelhos móveis e conexões de alta velocidade, o baixo custo e 
o fácil acesso tornam os indivíduos uma parte da internet em si. Nós de uma vasta rede impessoal. 
Não há fronteiras nos conteúdos da internet. Nas outras formas de mídia como jornais, TV ou livros e 
revistas há sempre marcadores do tempo com início e fim claros. Na internet jamais terminamos al-
guma coisa, sempre existe outro link, outro site, outra imagem a ser vista, outra música a ser baixada. 
A internet hoje é o maior repositório de informações jamais visto na civilização humana. Essa possibi-
lidade interminável de conteúdo, informações incompletas, essa atenção flutuante, essa alteração de 
consciência tudo isso é altamente estimulante. 
Hoje a internet e as novas tecnologias digitais tornaram possível o ingresso em um universo paralelo 
onde, além das redes sociais, comunidades, salas de bate-papo, jogos on-line, existem os MUDs 
(Multi users domains), que são mundos virtuais sitiados, por exemplo, o Second Life, mundo virtual 
paralelo, que introduz o indivíduo num espaço em que, através de um avatar, ele pode viver aspectos 
múltiplos de sua identidade ou representar papéis distantes da sua noção de Eu. 
Nesses mundos, os residentes fazem amizades, se apaixonam, criam comunidades, vão à igreja, a 
concertos, compram e vendem bens virtuais. As possibilidades são incontáveis e disponíveis numa 
tela de computador. 
O antropólogo Tom Boellstorff (2008) no seu livro Coming of Age in Second Life, onde traz a antropo-
logia para os universos paralelos, diz: 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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A cultura em Second Life é profundamente humana. Não é apenas que os mundos virtuais empres-
tam suposições da vida real; mundos virtuais nos mostram como, debaixo de nossos próprios narizes, 
nossa vida “real” tem sido virtual desde o começo (BOELLSTORFF, 2008 apud OTERO; FUKS, 
2012). 
Isso evidencia alguns aspectos em que os seres humanos sempre foram virtuais e que mundos virtu-
ais em sua rica complexidade se constroem sob a aptidão humana para a cultura. 
Então nos perguntamos como é a subjetividade deste novosujeito que está se formando com as re-
centes tecnologias digitais e com as transformações socioculturais, políticas, econômicas, morais, 
científicas deste novo mundo e de como a psicanálise, criada por Freud na modernidade, se depara 
com estas transformações e com as novas formas de mal estar e sofrimento deste sujeito do século 
XXI. 
Se uma das características do inconsciente, segundo Freud, é ser estruturado segundo as leis do 
processo primário, onde passado, presente e futuro encontram-se enlaçados pelo fio condutor do 
desejo e se para Lacan o sujeito do inconsciente é “aquilo que representa um significante para outro 
significante”, como fica a questão da temporalidade na psicanálise quando vamos falar da contempo-
raneidade? 
Em Psicologia de grupo e a análise do ego Freud ([1921] 1996) afirma que, a experiência subjetiva, 
objeto privilegiado da experiência psicanalítica, implica a referência do sujeito ao outro e à linguagem, 
à sua determinação simbólica. Na esfera coletiva, a vida social apresenta unidades cada vez mais 
amplas, submissas às mesmas leis que marcam o indivíduo. 
Não existe separação entre psicologia individual e coletiva e para a psicanálise indivíduo e sociedade 
estão intimamente imbricados. O inconsciente não está no registro do indivíduo, mas para além do 
mesmo, incluindo o campo histórico e social (BIRMAN, 04 jun. 2014). 
Antes disso, no Projeto para uma psicologia científica, Freud ([1950/1895] 1985) descreve a experi-
ência de satisfação e a experiência de dor, em que o bebê humano desamparado necessita do outro, 
o ser humano experimentado para sobreviver, e que desde o princípio a criança está nas mãos do 
outro, o outro estrangeiro (Nebenmensch) que ouve o seu grito e a atende. 
Freud identificou esse outro como uma dobradiça entre o sujeito individual e o sujeito coletivo. E La-
can, ao retomar esses conceitos, introduziu os termos “sujeito” e “Outro”. 
Em Função e campo da fala e da linguagem, Lacan ([1953] 1998) diz que o inconsciente é transindi-
vidual e designou a transindividualidade como uma propriedade primordial do inconsciente. 
Freud reservou aos psicanalistas o dever de agregar à prática clínica do um a um a função de críticos 
da cultura que testemunham. Tão importante é essa função que Lacan, nesse mesmo ensaio, adver-
te: 
Que antes renuncie a isso [à clínica psicanalítica], portanto, quem não conseguir alcançar em seu 
horizonte a subjetividade de sua época. Pois, como poderia fazer de seu ser o eixo de tantas vidas, 
quem nada soubesse da dialética que o compromete com essas vidas num movimento simbólico. 
Que ele conheça bem a espiral a que o arrasta sua época na obra contínua de Babel, e que conheça 
sua função de intérprete na discórdia das línguas (LACAN, [1953] 1998, p. 322). 
Vamos, pois, falar de contemporaneidade. O mundo perdeu a referência simbólica do pai. Vivemos 
numa sociedade de risco, onde as figuras paterna e do soberano já não protegem mais. Ninguém 
conta mais com proteção do Estado, e o homem tem que aprender a viver de forma desamparada e a 
correr riscos. 
Saímos de uma relação de verticalidade para uma horizontalidade em rede. 
A sociedade pós-moderna é caracterizada por fragmentação, falta de unificação e simbolização, que 
deixaram as pessoas entregues às suas próprias intensidades, sem controle, entregues a excessos 
de excitações corpóreas sem encontrar mediadores simbólicos que delas deem conta, excitações que 
as ultrapassam e são descarregadas no corpo ou na ação. 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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Na modernidade, acreditávamos no futuro: era só agir no presente e esperar que no futuro os nossos 
sonhos fossem alcançados. 
No mundo de hoje nos deparamos com os inúmeros caminhos, com a desorientação, com as incerte-
zas. As referências se esvaem num eterno presente. Já não existe mais o ‘a longo prazo’. 
No contexto atual o sujeito se relaciona com o tempo através da chamada presentificação, ou seja, 
ele se encontra em suspensão temporal. Essa temporalidade pode ser compreendida através do dis-
curso literal, que se trata de uma narrativa descritiva em que uma cena não considera uma anterior 
nem remete a uma posterior. Não acontece uma continuidade temporal. As palavras têm um único 
sentido, e essa fala não é carregada de ambiguidade nem de enigmas (BIRMAN, 2014,You Tube). 
Segundo Birman (2001), a subjetividade no início da modernidade era pautada pela noção de interio-
ridade. Hoje essa noção cedeu lugar à exterioridade e ao autocentramento, quando o olhar do outro é 
tomado ‘ao pé da letra’. 
O mal-estar é constitutivo da psicanálise. E de acordo com Birman (2014), na contemporaneidade ele 
se inscreve positivamente em três registros psíquicos: o do corpo, o da ação e o das intensidades. 
Esses três registros podem aparecer combinados ou não, em um mesmo indivíduo. 
Por outro lado, outros registros antropológicos tendem a ser negativados na descrição desse mal-
estar contemporâneo, que são as categorias do pensamento e da linguagem que se tornaram empo-
brecidas, enquanto assumiam anteriormente, há poucas décadas, uma posição privilegiada. 
O corpo é o grande cenário onde o mal-estar se expressa. A saúde se transformou no nosso bem 
maior e é em função do corpo que se vive. O estresse é a palavra-chave do nosso tempo. Assim co-
mo o pânico e as manifestações psicossomáticas. 
Em relação à ação, formas ostensivas de agressividade, violência e criminalidade se impõem, assim 
como as ações fracassadas, que são as chamadas compulsões, por drogas, comida, consumo, sexo, 
jogos, internet. A compulsão é uma modalidade do agir, que se caracteriza pela repetição, pois, sen-
do uma ação fracassada, o alvo nunca é alcançado. 
O terceiro registro do mal-estar na contemporaneidade se daria no campo das intensidades. As indi-
vidualidades do mundo atual estariam marcadas pelo excesso que as impulsiona à ação. Caso não 
se descarreguem pela ação, serão invadidas pelo excesso que as inundará de angústia. 
O excesso se extravasa no psiquismo como humor e pathos, antes de se deslocar para o campo das 
ações. O excesso é sempre a irrupção de algo que escapa ao controle e à regulação da vontade. 
Percebemos, então, a presença da angústia do real e da sua consequência, o efeito traumático. 
A subjetividade fica ante algo que a ultrapassa e do qual não pode dar conta. Deslocamo-nos do re-
gistro das intensidades para a ação e as ações coarctadas, que são as compulsões. Em relação aos 
sentimentos, as distimias e depressões se impõem. 
Os registros do pensamento e da linguagem estão empobrecidos na experiência contemporânea. Se 
o mal-estar contemporâneo se produz nos registros do corpo, da ação e das intensidades, isso revela 
uma suspensão da ordem do pensamento. 
A incidência dos excessos sobre tais registros do psiquismo produz um curto-circuito do pensamento, 
que não pode funcionar fluentemente, que se paralisa pela própria impotência e pelo vazio que passa 
a ocupar o psiquismo (BIRMAN, 2014). 
No mal-estar atual, o modelo conflitual de subjetividade, que aparece no texto freudiano como confli-
to, desejo e interdito, tende ao desaparecimento. Isso porque é através do pensamento que se supe-
raria o mal-estar produzido pelo conflito psíquico. 
As pessoas hoje se queixam de algo que as incomoda no corpo e não fazem disso uma questão. As 
intensidades as esvaziam de palavras. Na ausência de implicação subjetiva, de indagação, de ques-
tionamento, o registro do pensamento se mostra pela sua ausência e suspensão (BIRMAN, 2014). 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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Disso decorre um empobrecimento da linguagem, que perde o seu poder metafórico, sendo entreme-
ada cada vez mais por imagens. O discurso assume uma direção horizontal, sem os cortes que pode-
riam lançá-lo na verticalidade. A linguagem e o discurso assumem uma aparência metonímica e não 
mais metafórica, se sustentando apenas em um dos eixos da linguagem. 
A presença da metonímia na ordemdiscursiva mostra a presença de um discurso sem rumo, sem ser 
capaz de cortes significativos que o lancem na ordem da metáfora. Assim, o desejo tende a uma des-
carga de ação imediata não se constituindo como lugar de tensão e polo de conflitos, como acontecia 
na modernidade. Embora isso ocorra com pessoas escolarizadas, que mantém um bom domínio da 
língua, a linguagem perde seu valor simbólico. 
Essa ausência de cortes metafóricos no discurso metonímico demonstra a espacialidade da experi-
ência, que não alcança uma sequência temporal, na medida em que o desejo a vau, se esvazia no 
aqui e agora, na pontualidade da descarga, impedindo uma temporalização da experiência (BIRMAN, 
2014). 
A linguagem, ainda segundo Birman (2014), se transforma perdendo cada vez mais suas marcas 
simbólicas e se esvaziando na sua dimensão de poiesis, de criação, cedendo lugar às imagens. A 
linguagem instrumental passa a dominar progressivamente o psiquismo e apresenta dificuldades de 
regular as intensidades e os excessos. E as imagens capturam o desejo subtraindo-lhe o sentido. 
Nessa situação, as pessoas apresentam um discurso por imagens, uma narrativa que nos remete ao 
tempo presentificado, aquela cena falada se apresenta no instante em que é descrita, não tem um 
enredo, um passado, não se associa a nenhum pensamento ou ideia. A linguagem literal domina a 
cena psíquica e não pode mais regular as intensidades e os excessos. 
Quando nos referimos à organização psíquica, existem diferentes modalidades de temporalidade: a 
noção de posteridade, presente na primeira tópica freudiana e a presentificação, apresentada a partir 
do trauma e da pulsão de morte, de (FREUD, [1920] 1996). 
Nesse contexto, percebemos que a preponderância da literalidade da clínica atual não torna a psica-
nálise ultrapassada, mas traz a necessidade de se fazer uma releitura da clínica a partir do trauma, 
do choque traumático, da angústia e da pulsão de morte. A prevalência da narrativa literal na clínica 
não coaduna com o modelo de subjetividade embasado no conflito psíquico, mas combina com o 
contexto da atualidade (MONTES, 2012). 
Em Freud podemos dizer que o texto Além do princípio do prazer, de 1920 inaugura um tempo imó-
vel, presentificado através da compulsão à repetição e do choque traumático. A dualidade pulsional – 
com a pulsão de vida, agregadora, e a pulsão de morte, desagregadora – traz a novidade que o fator 
traumático rompe com a percepção temporal e instaura um tempo único que somente se repete. 
O sujeito é invadido por uma quantidade insuportável de energia que rompe as barreiras de proteção 
psíquicas, intensidade que não será transcrita para a ordem psíquica da representação. 
A dificuldade dos pacientes atuais de associar livremente leva alguns analistas a dizer que os pacien-
tes têm dificuldades de representar. O texto do paciente não flui, não entra em um fluxo temporal; é 
parado, restringe-se ao presente. 
Os chamados “novos sintomas”, diferentes dos sintomas freudianos clássicos, se mostrariam mais 
avessos a interpretações e menos susceptíveis de se dialetizar. O sintoma clássico é uma expressão 
disfarçada do desejo. 
Os novos sintomas seriam uma expressão mais direta das pulsões. Os sintomas ditos contemporâ-
neos estariam relacionados a esse empobrecimento da capacidade de simbolização e de associação 
por parte do sujeito, remetido ao tempo presentificado da compulsão e à narrativa literal do esvazia-
mento subjetivo, justificados pelo contexto social em que vivemos (MONTES, 2012). 
Torna-se necessário escutar a literalidade da palavra e do corpo dos sujeitos que nos procuram. Sa-
bemos que o psiquismo está além do campo representacional. Ele inclui os signos de percepção, as 
impressões sensíveis, como nos diz Freud na carta 52 a Fliess, e a memória corporal. 
 MUNDO CONTEMPORÂNEO 
 
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Nesse sentido, a transferência envolve a repetição de impressões traumáticas. Se a escuta do analis-
ta estiver apenas a privilegiar o conflito psíquico e o recalque, não será possível perceber aquilo que 
se repete. 
Temos que estar abertos também a outro tipo de escuta que inclui o corpo, o gesto, o tom de voz, o 
olhar, além das palavras. A narrativa literal envolve esses registros e já pressupõe um primeiro mo-
mento de simbolização (MONTES, 2012). 
A palavra hoje se presta menos ao deciframento de enigmas- e – muito mais – ao ciframento do gozo 
(FORBES, 2013) a marcar o indizível com a letra, a palavra-ato, à semelhança da palavra poética que 
toca o indizível e produz efeitos simbólicos. 
“Dai palavras à dor: a tristeza quando não fala, murmura no coração que não suporta mais até que o 
quebra”, diz Sheakspeare em Macbeth. 
E além de possibilitar o encontro de uma nova palavra para o mal-estar do sujeito, a clínica psicanalí-
tica busca mais. Busca a consequência da palavra: que o analisando se responsabilize pelo seu dito. 
Pensar e discutir as novas formas de mal-estar do sujeito na contemporaneidade contribui para refe-
rendar o lugar da psicanálise no mundo de hoje. Precisamos dirigir nosso olhar para a cultura e para 
o que ela produz, compreendendo cada sujeito como único e a clínica psicanalítica enlaçada nessa 
cultura. 
Nesse contexto podemos dizer que o sujeito freudiano está, com sua marca singular, sempre referido 
a seu tempo e que continua contemporâneo. Afinal a psicanálise se ocupa de um sujeito constituído a 
partir de uma relação com o outro, imerso na cultura. 
Nós, a nossa geração de sujeitos forjados pela modernidade e com o privilégio de viver no século 
XXI, este período de metamorfoses socioculturais, políticas, econômicas, morais, científicas, temos o 
dever de continuar a construção da obra inacabada da psicanálise na torre de Babel das diversas 
línguas: os saberes contemporâneos. Tal qual em Barcelona a catedral inacabada da Sagrada Famí-
lia, de Gaudí, segue inexorável, a erguer pelos ares, pedra sobre pedra, o estilo inconfundível de seu 
criador. 
Tudo que foi dito aqui contou com a nossa intenção maior de formular perguntas, e não apenas de 
procurar respostas. E aponta para a incompletude da construção de nosso saber, no seu encontro 
sempre faltoso com o Real. 
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ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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A Ética Tem Varias Definições E Conceitos: 
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação 
que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, 
seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”. Etimologicamente falando, 
ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com o mesmo significado: 
Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente ética e moral são 
palavras sinônimas. 
"Ethos; ética, em grego; designa a morada humana. O ser humano separa uma parte do mundo 
para, moldando-a aoseu jeito, construir um abrigo protetor e permanente. A ética, como morada 
humana, não é algo pronto e construído de uma só vez. O ser humano está sempre tornando 
habitável a casa que construiu para si. Ético significa, portanto, tudo aquilo que ajuda a tornar 
melhor o ambiente para que seja uma moradia saudável: materialmente sustentável 
psicologicamente integrada e espiritualmente fecunda." LEONARDO BOFF, A Águia e a Galinha. 
A ética é um comportamento social, ninguém é ético num vácuo, ou teoricamente ético. Quem vive 
numa economia a ética, sob um governo antiético e numa sociedade imoral acaba só podendo 
exercer a sua ética em casa, onde ela fica parecendo uma espécie de esquisitice. A grande 
questão destes tempos degradados é em que medida uma ética pessoal onde não existe ética 
social é um refúgio, uma resistência ou uma hipocrisia. Já que ninguém mais pode ter a pretensão 
de ser um exemplo moral sequer para o seu cachorro, quando tudo à sua volta é um exemplo do 
contrário. - Luis Fernando Veríssimo 
“A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, 
quando alguém pergunta.” (VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7a edição Ed. Brasiliense, 1993, 
p.7) 
O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto 
de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. 
Histórico 
Historicamente, a idéia de Ética surgiu na antiga Grécia, por volta de 500 – 300 a.C, através das 
observações de Sócrates e seus Discípulos. 
Ética Grega 
A ética surge na Grécia, quando os filósofos de cultura ocidental apontam suas teorias aos 
“contemporâneos dos mistérios do universo e das forças cósmicas (cosmogonia), para a essência 
moral e o caráter dos indivíduos” (GALVÃO, 2002, p. 4), então o homem passa a ser objeto de 
pesquisa, iniciando a temática do discurso moral e político como forma de enquadramento social, 
e essa tendência movimenta o mundo das idéias, que, percorre em diversos períodos na visão de 
filósofos até os dias atuais. 
Sócrates (470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema filosófico central 
e a ética como sendo a disciplina em torno da qual deveriam girar todas as reflexões filosóficas. 
Para ele ninguém pratica voluntariamente o mal. Somente o ignorante não é virtuoso, ou seja, só 
age mal, quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo o que é bem, 
reconhece-o racionalmente como tal e necessariamente passa a praticá-lo. Ao praticar o bem, o 
homem sente-se dono de si e conseqüentemente é feliz. 
A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das ações fundadas em valores morais 
identificados pela inteligência e que impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem. 
Platão (427-347 a.C.) ao examinar a idéia do Bem a luz da sua teoria das idéias, subordinou sua 
ética à metafísica. Sua metafísica era a do dualismo entre o mundo sensível e o mundo das idéias 
permanentes, eternas, perfeitas e imutáveis, que constituíam a verdadeira realidade e tendo como 
cume a idéia do Bem, divindade, artífice ou demiurgo do mundo. 
Aristóteles (384-322 a.C.), não só organizou a ética como disciplina filosófica, mas além disso, 
formulou a maior parte dos problemas que mais tarde iriam se ocupar os filósofos morais: relação 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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entre as normas e os bens, entre a ética individual e a social, relações entre a vida teórica e 
prática, classificação das virtudes, etc. Sua concepção ética privilegia as virtudes (justiça, caridade 
e generosidade), tidas como propensas tanto a provocar um sentimento de realização pessoal 
àquele que age quanto simultaneamente beneficiar a sociedade em que vive. A ética aristotélica 
busca valorizar a harmonia entre a moralidade e a natureza humana, concebendo a humanidade 
como parte da ordem natural do mundo sendo, portanto uma ética conhecida como naturalista. 
Ética Medieval 
”Nós sofremos com a agitação das ondas, mas é o senhor que nos transporta. 
Dos sermões de Santo Agostinho”. 
Na idade média, os valores éticos são marcados pela influência da religião católica e suas 
doutrinas. 
O cristianismo que se tornou a religião oficial de Roma a partir do século IV, sobreviveu ao fim do 
império e ganhou força sobre as ruínas da sociedade antiga imperou seu domínio por dez séculos. 
Neste período a igreja enriqueceu e manteve um forte domínio sobre o modo de pensar fazendo 
com que o teocentrismo passasse a definir as formas de ver e sentir, contribuindo para a formação 
ética medieval. Para a ética cristã medieval a igualdade só podia ser espiritual ou no futuro para 
um mundo sobrenatural e a mensagem cristã tinha um conteúdo moral, não havendo proposta por 
uma igualdade real dos seres humanos.Com isto, a ética cristã procura regular o comportamento 
dos humanos com vistas ao outro mundo, sendo o valor supremo encontrado em Deus. 
Teorias Éticas Fundamentais 
Santo Agostinho (354-430). Fundamentou a moral cristã, com elementos filosóficos da filosofia 
clássica. O objetivo da moral é ajudar os seres humanos a serem felizes, mas a felicidade 
suprema consiste num encontro amoroso do homem com Deus. Só através pela graça de Deus 
podemos ser verdadeiramente felizes. 
St. Tomás Aquino (1225-1274). No essencial concorda com Santo Agostinho, mas procura 
fundamentar a ética tendo em conta as questões colocadas na antiguidade clássica por 
Aristóteles. 
Ética Moderna (Séc. XV-XVII) 
A filosofia moderna reduz o homem à Razão. A ética doutrinante deste século é a ética moderna. 
Aqui neste período, a ética se caracteriza pelo contraste à ética Teocêntrica e Teológica da Idade 
Média. A ética moderna surge com a sociedade que sucede a sociedade feudal da Idade Média, 
moldada pelas conseqüências da Reforma Protestante que provoca um retorno aos princípios 
básicos da tradição cristã, porém o individuo passa a ter responsabilidades, tomadas como mais 
importantes que obediências aos ditames religiosos e a autoridades e costumes, assim, com essa 
transformação, em varias ordens, leva o surgimento da ética moderna. 
Neste período ocorrem mudanças na Ciência, na Política, na Economia, na Arte e principalmente 
na Religião, onde se transfere o centro de Deus para o homem que passa a adquirir um valor 
pessoal, que “[...] acabará por apresentar-se como o absoluto, ou como o criador ou legislador em 
diferentes domínios, incluindo nestes a moral” (VASQUEZ, 1978, p. 248). 
Teorias Éticas Fundamentais Da Idade Moderna 
Descartes (1596-1650). Este filósofo simboliza toda a fé que a Idade Moderna deposita na razão 
humana. Só ela nos permitiria construir um conhecimento absoluto. Em termos morais mostrou-se, 
todavia muito cauteloso. Neste caso reconheceu que seria impossível estabelecer princípios 
seguros para a ação humana. Limitou-se a recomendar uma moral provisória de tendência estóica: 
O seu único princípio ético consistia em seguir as normas e os costumes morais que visse a 
maioria seguir, evitando deste modo rupturas ou conflitos. 
John Locke (1632-1704). Este filósofo parte do princípio que todos os homens nascem com os 
mesmos direitos (Direito á Liberdade, à Propriedade, à Vida). A sociedade foi constituída, através 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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de um contrato social, que visava garantir e reforçar estes mesmos direitos. Neste sentido, as 
relações entre os homens devem ser pautadas pelo seu escrupuloso respeito. 
David Hume (1711-1778). Defende que as nossas acções são em geral motivadas pelas paixões. 
Os dois princípios éticos fundamentais são a utilidade e a simpatia. 
Ilustração. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), concebe o homem como um ser bom por 
natureza (mito do "bom selvagem) e atribui a causa de todos os males à sociedade e à moral que 
o corromperam. O Homem sábio é aquele que segue a natureza e despreza as convenções 
sociais. A natureza é entendida como algo harmonioso e racional. 
Ética Contemporânea(Séc. XIX-XX) 
O Utilitarismo ou Universalismo Ético. Este é formulado por Jeremy Bentham (1748-1832). A maior 
felicidade para o maior número de pessoas. Esta ética é chamada “moral do bem estar”, o bem é 
útil para o individuo e o coletivo. 
A ética contemporânea também surge numa época de progressos em varias ordens, e exercem 
seus influxos até os dias de hoje. “No plano filosófico, a ética contemporânea se apresenta em 
suas origens como uma reação contra o formalismo e o racionalismo abstrato kantiano” 
(VASQUEZ, 1978, p. 251), e também no racionalismo de Hegel. 
Éticas Fundamentais Contemporâneas 
Kant (1724-1804). Partindo de uma concepção universalista do homem, afirma que este só age 
moralmente quando, pela sua livre vontade, determina as suas ações com a intenção de respeitar 
os princípios que reconheceu como bons. O que o motiva, neste caso, é o puro dever de cumprir 
aquilo que racionalmente estabeleceu sem considerar as suas conseqüências. A moral assume 
assim, um conteúdo puramente formal, isto é, não nos diz o que devemos fazer (conteúdo da 
ação), mas apenas o princípio (forma) que devemos seguir para que a ação seja considerada boa. 
Imperativos Da Moral Kanteana: 
"Age de tal forma que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na de qualquer outro, 
sempre e simultaneamente como um fim em si mesmo e nunca simplesmente como um meio". 
"Age apenas seguindo as máximas que possas ao mesmo tempo querer como leis universais". 
Utilitarismo. Jeremy Bentham(1748-1832) e Stuart Mill (1806-1873) desenvolverão uma ética 
baseada no princípio da utilidade. As ações morais são avaliadas em função das conseqüências 
morais que originam para quem as pratica, mas também para quem recai os resultados. Princípio 
que deve nortear a ação moral: "A máxima felicidade possível para o maior número possível de 
pessoas". O Bom é aquilo que for útil para o maior número de pessoas, melhorando o bem-estar 
de todos, e o Mal o seu contrário. Esta concepção deu origem no século XX às éticas pragmáticas. 
Sartre. A moral é uma criação do próprio homem que se faz a si próprio através das suas escolhas 
em cada situação. O relativismo é total. Mas este fato não o desculpa de nada. A sua 
responsabilidade é total dado que ele é livre de agir como bem entender. A escolha é sempre sua. 
Habermas (1929). Após a 2ª Guerra Mundial, Habermas surge a defender uma ética baseada no 
diálogo entre indivíduos em situação de equidade e igualdade. A validade das normas morais 
depende de acordos livremente discutidos e aceites entre todos os implicados na ação. 
Hans Jonas (1903-1993). Perante a barbárie quotidiana e a ameaça da destruição do planeta, 
Hans Jonas, defende uma moral baseada na responsabilidade que todos temos em preservar e 
transmitir às gerações futuras uma terra onde a vida possa ser vivida com autenticidade. Daí o seu 
princípio fundamental: "Age de tal modo que os efeitos da tua ação sejam compatíveis com a 
permanência da uma vida humana autêntica na terra". 
Crítica. Ao longo de todo o século XIX e XX sucederam-se as teorias que denunciaram o caráter 
repressivo da moral, estando muitas vezes ao serviço das classes dominantes (Karl Marx, 1818-
1883) ou dos fracos (Nietzsche,1844-1900).Outros demonstram a falta de sentido dos conceitos 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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éticos, como "Dever", "Bom" e outros (Alfred J.Ayer), postulando o seu abandono por se revelarem 
pouco científicos. Sigmund Freud (1856-1939) demonstrou o caráter inconsciente de muitas das 
motivações morais. Um das correntes que maior expressão teve no século XX, foi a que procurou 
demonstrar que as raízes biológicas da moral, comparando o comportamento dos homens e de 
outros animais. 
Aquilo que denominamos por "ética" é apresentado como uma forma camuflada ou racionalizada 
de instintos básicos da nossa natureza animal idênticos a outros animais. 
Novas Problemáticas. As profundas transformações sociais, culturais e científicas das nossas 
sociedades colocaram novos problemas éticos, nomeadamente em domínios como a tecnociência 
(clonagem, manipulação genética, eutanásia, etc), ecologia, comunicação de massas, etc. 
Importância da Ética 
A importância da ética hoje se dá pela necessidade, por uma questão de sobrevivência; 
considerando que a humanidade passa por um momento de anseio por uma vida melhor e acima 
de tudo digna e feliz. Podemos dizer que o tema mais ecumênico que existe atualmente é o da 
dignidade humana, vida com qualidade e por fim, a felicidade. No entanto percebemos que o 
mundo se tornou um caus, e o homem como um todo se encontra perdido em meio a tanta 
confusão; é o verdadeiro “jogo dos interesses”. O comportamento ético não consiste 
exclusivamente em fazer o bem a outrem, mas em exemplificar em si mesmo o aprendizado 
recebido. É o exercício da paciência em todos os momentos da vida, a tolerância para com as 
faltas alheias, a obediência aos superiores em uma hierarquia, o silêncio ante uma ofensa 
recebida. 
A Ética No Trabalho 
A ética está ligada a verdade e este é o primeiro passo para aproximar-se do comportamento 
correto. No campo do trabalho, a ética tem sido cada vez mais exigida, provavelmente porque a 
humanidade evoluía em tecnologia, mas não conseguiu se desenvolver na mesma proporção 
naquilo que se refere à elevação de espírito. A atitude ética vai determinar como um profissional 
trata os outros profissionais no ambiente de trabalho, os consumidores de seus serviços: clientes 
internos e externos entre outros membros da comunidade em geral. 
A ética é indispensável ao profissional, porque na ação humana “o fazer” e “o agir” estão 
interligados. O fazer diz respeito à competência, à eficiência que todo profissional deve possuir 
para exercer bem a sua profissão. O agir se refere à conduta do profissional, ao conjunto de 
atitudes que deve assumir no desempenho de sua profissão. 
Cidadania 
É muito importante entender bem o que é cidadania. Trata-se de uma palavra usada todos os dias, 
com vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente. 
Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressa-la. È poder votar em quem quiser sem 
constrangimento. É poder processar um médico que age de negligencia. É devolver um produto 
estragado e receber o dinheiro de volta. É o direito de ser negro, índio, homossexual, mulher sem 
ser descriminado. De praticar uma religião sem se perseguido. 
Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal 
vermelho no transito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse 
comportamento está o respeito ao outro. 
Conceito: 
No sentido etimológico da palavra, cidadão deriva da palavra civita, que em latim significa cidade, 
e que tem seu correlato grego na palavra politikos – aquele que habita na cidade. 
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, “cidadania é a qualidade ou estado do 
cidadão”, entende-se por cidadão “o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um estado, 
ou no desempenho de seus deveres para com este”. 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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Cidadania é a pertença passiva e ativa de indivíduos em um estado - nação com certos direitos e 
obrigações universais em um específico nível de igualdade (Janoski, 1998). 
No sentido ateniense do termo, cidadania é o direito da pessoa em participar das decisões nos 
destinos da Cidade através da Ekklesia (reunião dos chamados de dentro para fora) na Ágora 
(praça pública, onde se agonizava para deliberar sobre decisões de comum acordo). Dentro desta 
concepção surge a democracia grega, onde somente 10% da população determinava os destinos 
de toda a Cidade (eram excluídos os escravos, mulheres e artesãos). 
Histórico Da Cidadania 
Grécia. Os nossos conceitos atuais de cidadania começaram a forjar-se na antiga Grécia. As 
revoluções políticas que aqui ocorreram após o século VI a.C. forma no sentidode definirem o 
cidadão como aquele que tinha um conjunto de direitos e deveres, pelo simples fato de serem 
originário de uma dada cidade-estado. Estes direitos eram iguais para todos e estavam 
consignados em leis escritas. 
A cidadania confundia-se com a naturalidade e encontrava a sua expressão na Lei. O mais levado 
dos direitos era o da participação dos cidadãos nas decisões da cidade, podendo ser escolhido ou 
nomeado para qualquer cargo público. Todos os demais habitantes da cidade, como as mulheres 
ou os estrangeiros (metecos) estavam afastados desses direitos. 
Império Romano. O direito romano definiu a cidadania como um estatuto jurídico-político que era 
conferido a um dado indivíduo, independentemente da sua origem ou condição social anterior. Este 
estatuto (status civitas) uma vez adquirido atribuia-lhe um conjunto de direitos e deveres face à lei 
do Império. É neste estatuto que, se inspira os conceitos mais modernos de cidadania. 
Idade Média. A desagregação do estado romano traduz-se no fim do conceito grego-romano de 
cidadania. Em seu lugar aparece o conceito de submissão. Os direitos do individuo passam a estar 
dependentes da vontade arbitrária do seu senhor. Malgrado este panorama, um importante conceito 
começa a difundir-se nesta altura: a consciência que todos os homens eram iguais, porque filhos de 
um mesmo Deus. Ninguém é por natureza escravo ou senhor, são as circunstâncias do nascimento 
ou os acasos da vida é que ditam as diferenças entre os homens. 
Idade Moderna. Entre os séculos XVI e XVIII, desenvolvem-se em toda a Europa três importantes 
movimentos políticos que conduzem a uma nova perspectiva sobre a cidadania. 
a) Na maioria dos países a centralização do Estado, implicou o fim do poder arbitrário dos grandes 
senhores. Este processo foi quase sempre precedido pelo reforço do poder dos reis, apoiados num 
sólido corpo de funcionários públicos. Os cidadãos passam a reportar-se ao Estado e não a uma 
multiplicidade de senhores. 
b) Em Inglaterra, em fins do século XVII os cidadãos colocam fim ao próprio poder absoluto dos 
reis e consagram o principio da igualdade de todos face à lei. O Estado enquanto instituição, só se 
justifica como garante dos seus direitos fundamentais, como a liberdade, a igualdade e a 
propriedade. 
c) Alguns teóricos, como Jhon Locke, vão mais longe e proclamam que todos os homens 
independentemente do estado nação a que pertençam, enquanto seres humanos possuem um 
conjunto de direitos inalienáveis. Nascia deste modo o conceito de direitos humanos e da própria 
cidadania mundial. 
Época Contemporânea. Século XIX. As lutas sociais que varrem a Europa no século XIX procuram 
consagrar os direitos políticos e os direitos económicos. Nos primeiros os cidadãos reclamam a 
possibilidade de elegerem ou substituir quem os governem; Nos segundos reclamam o acesso aos 
bens e património coletivamente produzidos e acumulado. 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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Época Contemporânea. Século XX. Os combates sociais avançam no sentido de uma melhor 
distribuição da riqueza colectivamente gerida, nomeadamente para assegurar condições de vida 
mínimas para todos os cidadãos. A cidadania confere automaticamente um vasto conjunto de direitos 
econômicos, sociais, culturais, etc; 
assegurados pela sociedade de pertença. 
Globalização. Assistimos hoje a dois importantes movimentos com reflexos profundos ao nível da 
cidadania. 
Os estados nação estão a ser diluídos em organizações supra-nacionais, nas quais os seus 
cidadãos têm cada vez menor poder de decisão. Muitos dos seus direitos tradicionais, como os 
direitos políticos, tornam-se meras ficções. 
Os estados nação com populações cada vez mais heterogêneas estão a ser pressionados para 
alargar os seus critérios de atribuição da cidadania, tendo em vista permitir o acesso à riqueza 
produzida e acumulada a todos aqueles que os procuram para viver e trabalhar, como os 
imigrantes, refugiados, etc. 
Num período de enorme mobilidade de pessoas à escala mundial, caminhamos para um novo 
conceito de cidadania identificada com uma visão cosmopolita. 
O Que É Cidadania? 
Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de 
outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania 
deve ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e 
desenvolvimento da nação. 
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os 
sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir 
telefones públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até 
saber lidar com o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças 
carentes e outros grandes problemas que enfrentamos em nosso mundo. 
"A revolta é o último dos direitos a que deve um povo livre para garantir os interesses coletivos: 
mas é também o mais imperioso dos deveres impostos aos cidadãos." 
Juarez Távora - Militar e político brasileiro. 
Direitos E Deveres Do Cidadão 
Na constituição brasileira os artigos referentes a esse assunto podem ser encontrados no Capítulo 
I, Artigo 5º que trata dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos. Cada um de nós tem o direito 
de viver, de ser livre, de ter sua casa, de ser respeitado como pessoa, de não ter medo, de não ser 
pisado por causa de seu sexo, de sua cor, de sua idade, de seu trabalho, da cidade de onde veio 
da situação em que está, ou por causa de qualquer outra coisa. Qualquer ser humano é nosso 
companheiro porque tem os mesmos direitos que nós temos. Esses direitos são sagrados e não 
podem ser tirados de nós; se forem desrespeitados, continuamos a ser gente e podemos e 
devemos lutar para que eles sejam reconhecidos. Às vezes cidadãos se vêem privados de 
usufruírem de seus direitos por que vivem cercados de preconceito e racismo é incrível, mas ainda 
nos dias de hoje encontramos pessoas que se sentem no direito de impedir os outros de viverem 
uma vida normal só porque não pertencem a mesma classe social, raça ou religião que a sua. Nós 
cidadãos brasileiros temos direitos e devemos fazer valer o mesmo independente do que temos ou 
somos, ainda bem que a cada dia que passa muitas pessoas estão se conscientizando e 
acabando com o preconceito e aquelas que acabam sofrendo por isso estão correndo atrás de 
seus direitos. 
Mas como cidadãos brasileiros não têm apenas direitos, mas deveres para com a nação, além de 
lutar pelos direitos iguais para todos, de defender a pátria, de preservar a natureza, de fazer 
cumprir as leis e muito mais. Ser cidadão é fazer valer seus direitos e deveres civis e políticos, é 
exercer a sua cidadania. Com o não cumprimento do dever o cidadão brasileiro pode ser 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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processado juridicamente pelo país e até mesmo privado de sua liberdade. 
Declaração dos direitos humanos e do cidadão (alguns artigos) 
I - Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem 
ser fundadas senão sobre a utilidade comum. 
II - O objetivo de toda associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis 
do homem; esses direitos são, à liberdade, à propriedade, à segurança e a resistência à opressão. 
III - O princípio de toda a soberania reside essencialmente na razão; nenhum corpo, nenhum 
indivíduo pode exercer autoridade que dela não emane diretamente. 
IV - A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique a outrem. Assim, o exercício dos 
direitos naturais do homem não tem limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da 
sociedade o gozo desses mesmos direitos; seus limites não podem ser determinados senão pela 
lei. 
V - A lei não tem o direito de impedir senão as ações nocivas à sociedade. Tudo o que não é 
negado pela lei não pode ser impedido e ninguém podeser constrangido a fazer o que ela não 
ordenar. 
VI - A lei é a expressão da vontade geral; todos os cidadãos têm o direito de concorrer, 
pessoalmente ou por seus representantes, à sua formação; ela deve ser a mesma para todos, seja 
protegendo, seja punindo. Todos os cidadãos, sendo iguais a seus olhos, são igualmente 
admissíveis a todas as dignidades, lugares e empregos públicos, segundo sua capacidade e sem 
outras distinções que as de suas virtudes e de seus talentos. 
VII - Nenhum homem pode ser acusado, detido ou preso, senão em caso determinado por lei, e 
segundo as formas por ela prescritas. Aqueles que solicitam, expedem ou fazem executar ordens 
arbitrárias, devem ser punidos; mas todo cidadão, chamado ou preso em virtude de lei, deve 
obedecer em seguida; torna-se culpado se resistir. 
VIII - A lei não deve estabelecer senão penas estritamente necessárias, e ninguém pode ser 
punido senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada ao delito e legalmente aplicada. 
IX - Todo homem é tido como inocente até o momento em que seja declarado culpado; se for 
julgado indispensável para a segurança de sua pessoa, deve ser severamente reprimido pela lei. 
X - Ninguém pode ser inquietado por suas opiniões, mesmo religiosas, contanto que suas 
manifestações não perturbem a ordem pública estabelecida em lei. 
XI - A livre comunicação dos pensamentos e opiniões é um dos direitos mais preciosos do 
homem; todo o cidadão pode, pois, falar, escrever e imprimir livremente; salvo a responsabilidade 
do abuso dessa liberdade nos casos determinados pela lei. 
XII - A garantia dos direitos do homem e do cidadão necessita de uma força pública; essa força é 
então instituída para vantagem de todos e não para a utilidade particular daqueles a quem ela for 
confiada. 
XIII - Para a manutenção da força pública e para as despesas de administração, uma contribuição 
comum é indispensável; ela deve ser igualmente repartida entre todos os cidadãos, em razão de 
suas faculdades. 
XIV - Os cidadãos têm o direito de constatar, por si mesmos ou por seus representantes, a 
necessidade da contribuição pública, de consenti-la livremente e de vigiar seu emprego, de 
determinar sua quota, lançamento, recuperação e duração. 
XV - A sociedade tem o direito de pedir contas de sua administração a todos os agentes do poder 
público. 
 
ÉTICA E CIDADANIA 
 
 
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XVI - Toda a sociedade na qual a garantia dos direitos não é assegurada, nem a separação dos 
poderes determinada, não tem constituição. 
XVII - A propriedade, sendo um direito inviolável, e sagrado, ninguém pode ser dela privado 
senão quando a necessidade pública, legalmente constatada, o exija evidentemente, e sob a 
condição de uma justa e prévia indenização. 
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RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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Relações Humanas no Local de Trabalho 
Relações Humanas decorrem da interação entre duas ou mais pessoas. Mas antes de entrar no tema, 
precisamos definir Competência intrapessoal e Competência Interpessoal. 
Competência intrapessoal é o diálogo interno, conhecendo, percebendo e identificando as crenças, 
atitudes, sentimentos, valores pessoais, entre outras. 
Já a competência interpessoal, é onde se envolve e, ocorre a interação entre duas ou mais pessoas, é 
a habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas. 
Em um ambiente de trabalho faz se necessário o relacionamento interpessoal e, quando não ocorre 
sintonia de uma ou mais pessoas, provoca stress, desmotivação pelo trabalho, dificultando o bom 
andamento do trabalho/grupo. 
Temos que contribuir individualmente, respeitar os colegas e superiores, evitar fofocas, saber ouvir, 
colaborar e ajudar os colegas/pares mesmo nos momentos difíceis, apresentar soluções aos 
problemas sem atacar os colegas, respeitar raças, gostos e opiniões. Propiciar clima que favoreça as 
relações, desta forma formando equipes com os mesmos objetivos, pessoas motivadas cumprindo 
suas tarefas em harmonia, propiciando crescimento não só da equipe, mas da área, da Organização 
como um todo. 
Durante minha pesquisa, encontrei frases que estão totalmente relacionadas com as Relações 
Humanas no ambiente de trabalho, que deveriam ser faladas por todas as pessoas: 
As seis palavras mais importantes: “admito que o erro foi meu” 
As cinco palavras mais importantes: “você fez um bom trabalho” 
As quatro palavras mais importantes: “qual a sua opinião” 
As três palavras mais importantes: “faça o favor” 
As duas palavras mais importantes: “muito obrigado” 
A palavra mais importante: “nós” 
Chegamos a conclusão que Relações Humanas estão relacionadas ao fator respeito pelas pessoas, ou 
seja, com os colegas de trabalho, seja pela pessoa ou pelo seu trabalho. 
Busque ser um profissional que se destaca por sua inteligência, participação, cooperação, que tenha 
uma postura exemplar e ética. 
As relações humanas compreendem um conjunto de habilidades que nos permitem estruturar 
relacionamentos com as diversas formas de vida existentes. Esta, por sua vez, propicia nos 
relacionarmos com a maioria dos ambientes que temos contato. 
Neste âmbito, o desenvolvimento tecnológico atua como agente facilitador no campo das 
comunicações, criando-nos possibilidades de interagir e usufruir de locais que nunca imaginamos ter 
acesso. As relações humanas decorrem da interação entre duas ou mais pessoas. 
Neste contexto, devemos considerar que o fenômeno da globalização trouxe mudanças significativas 
tanto para as pessoas quanto para as organizações. No meio organizacional atual, observamos 
investimentos destinados não apenasàs novas tecnologias, como também em ações voltadas ao 
desenvolvimento do capital humano e das atitudes comportamentais. 
 A convivência humana é complexa e desafiadora, porque cada um reage de maneira diferente quando 
está inserido em um grupo de trabalho. O processo de interação humana é constituído através dessas 
reações voluntárias ou involuntárias, intencionais ou não- intencionais. 
As relações humanas são a alma das organizações modernas e sempre se manifestam, positiva ou 
negativamente, tanto no ambiente interno quanto no externo, refletem-se nos indivíduos e em suas 
relações familiares, sociais e profissionais. 
RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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A valorização de colaboradores é uma prática que deve ser constate de todo líder ou gestor, pois são 
eles que têm o poder de influenciar profissionais através de suas ações. 
Profissionais desvalorizados tendem a perder o foco, se desmotivam facilmente, diminuem sua 
produtividade o que acaba prejudicando e muito o bom andamento da empresa. Cada indivíduo é único 
em personalidade, portanto, os gestores devem ter isso em mente. É a partir deste cenário que a 
comunicação interna exerce destaque, com seus processos e profissionais responsáveis por 
empreender um relacionamento entre os atores do âmbito interno empresarial. 
Um dos principais desafios hoje para o campo da comunicação organizacional e seus profissionais, se 
constitui em buscar superar a função que lhes é relegada de ser um mero instrumento de criação de 
percepções para o público interno, para se tornarem, cada vez mais, agentes responsáveis por 
contribuir para que os colaboradores reflitam sobre o ambiente interno da empresa, propondo um 
diálogo permanente e verdadeiramente baseado no entendimento mútuo entre líderes e liderados. 
O espaço social que enxergamos no ambiente organizacional é pontuado por interações constantes e 
uma contínua rede de relacionamentos que reforçam posições; constroem e mantêm ou desfazem e 
impedem diálogos; geram aproximação ou afastamento, comprometimento ou indiferença entre 
funcionários e alta gestão. Jamais podemos nos esquecer de que no cerne do ambiente de trabalho 
todos são peças chave, ou seja, são fundamentais para o sucesso de qualquer empreendimento e ou 
projeto a ser concretizado. 
As relações humanas no ambiente de trabalho variam de organização para organização, porém, as 
organizações podem aprender umas com as outras a melhorar o gerenciamento dessas relações de 
modo a se obter as melhores formas de comunicação interna, envolvimento e cooperação de seus 
colaboradores. 
Neste sentido, para que tais práticas sejam bem-sucedidas, devem ser consolidadas mediante ao 
respeito mútuo entre as pessoas, na justiça no processo decisório e no esforço de todos para a 
manutenção de um ambiente de trabalho agradável, prazeroso e harmonioso. 
Em suma, é através de um ambiente de sinergia, confiança, respeito, amor, conhecimento mútuo que 
as relações e competências de cada um serão capazes de convergir para o sucesso da organização. 
Se você quer atingir êxito nas atividades que irá desenvolver no ambiente empresarial precisa saber 
que em todo momento irá lidar com pessoas. Seres humanos com opiniões, reações e crenças 
diferentes, mas que precisam conviver diariamente e executar tarefas que poderão ser divididas por 
duas ou mais pessoas em diversas situações de trabalho. 
 
A convivência humana é difícil e desafiante, porque cada um reage de maneira diferente quando está 
inserido em um grupo de trabalho. Profissionais competentes individualmente podem render muito 
abaixo de sua capacidade por influência do grupo e das situações de trabalho. 
 
"Pessoas convivem e trabalham com pessoas e portam-se como pessoas, isto é, reagem às outras 
pessoas com as quais entram em contato: comunicam-se, simpatizam, e sentem atrações, antipatizam 
e sentem aversões, aproximam-se, afastam-se, entram em conflito, competem, colaboram, 
desenvolvem afeto. O processo de interação humana é constituído através dessas reações voluntárias 
ou involuntárias, intencionais ou não- intencionais."(Moscovici,2008) 
É importante deixar claro que você precisa dominar os conhecimentos técnicos necessários, ou seja, é 
indispensável ser competente em sua área específica de atividade. A grande questão é como saber 
trabalhar bem com os outros para que seu desempenho seja satisfatório, produtivo e consiga colocar 
em prática todo conhecimento em prol do crescimento da empresa com desempenho e serviços de alta 
qualidade. 
Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de resolver tudo sozinho e não gosta de interagir e 
trabalhar com pessoas não se desespere, porque a competência interpessoal pode ser desenvolvida. E 
para que isso aconteça, destacamos algumas dicas valiosas que podem colaborar na convivência com 
pessoas diferentes e evitar problemas desnecessários: 
Mandamentos das Relações Humanas na Empresa 
RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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1º) Respeite o seu colega de trabalho.Pratique a empatia! 
2º) Dê atenção com quem fala com você. Evite interromper a palavra; espere sua vez. 
3º) Controle suas reações agressivas.Esqueça a indelicadeza e ironia. 
4º) Sempre que precisar resolver algum problema procure seu chefe imediato.Não pule hierarquia! 
5º) Conheça melhor as pessoas com quem irá trabalhar com o intuito de compreendê-los e se adaptar 
as suas características individuais 
6º) O sorriso nos lábios desarma qualquer pessoas: conquiste-as! Lembre-se que acionamos 72 
músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir. 
7º) Seja prestativo na medida certa para não ser mal interpretado. 
8º) Procure as causas da sua antipatia, afim de vencê-las e não contaminar seu ambiente de trabalho. 
9º) Quando estiver participando de discussões em grupo, defina bem o sentido das palavras para evitar 
duplo sentido e mal-entendidos. 
10º) Seja cauteloso ao criticar. Fale o que pensa sem magoar as pessoas que estão ao seu redor. 
Em todas as empresas de todos os países do mundo há algo que faz parte do cotidiano destas 
organizações: as relações humanas. Quando falamos em relações humanas no trabalho falamos de 
algo que vai muito além da hierarquia ou de processos. Falamos das relações entre colegas de 
trabalho, entre gestores, entre gestores e colaboradores. 
Passamos a maior parte do nosso dia com nossos colegas de trabalho, gestores e prestadores de 
serviço. Isto já é um bom motivo para que busquemos meios mais pacíficos e seguros para conviver 
com estas pessoas de maneira harmônica. Mas, existem outras razões para que as relações humanas 
no trabalho sejam levadas em consideração. Afinal, elas podem influenciar – de maneira negativa ou 
positiva – os mais variados processos dentro da organização. 
São as relações humanas no trabalho que ditam o grau de motivação dos colaboradores, por exemplo. 
Quando há um clima organizacional que favorece e estimula boas relações humanas, as pessoas 
tendem a se manterem mais motivadas e envolvidas com os processos da organização empresarial. 
Sabe aquela expressão “vestir a camisa da equipe”? Ela só é possível ser vivida na prática quando a 
organização empresarial tem um ambiente propício para relações humanas saudáveis. Porém, a 
ausência de um ambiente saudável e agradável dentro das organizações reflete nas relações humana 
e vice-versa. Os processos ficam morosos, reuniões de trabalho se tornam momentos tensos e isso 
afeta a tomada de decisão; em alguns casos, pode afetar até mesmo a produtividade e lucratividade da 
organização. 
Mas, o que afeta negativamente as relações humanas no trabalho? Listei os fatores mais comuns de 
serem encontrados nas organizações empresariais: 
1 – Falta de empatia 
Muitas vezes, as pessoas acreditam que por ser o ambiente de trabalho um local para exercer funções 
e responsabilidades profissionais, é necessário ser frio e indiferente às questões ligadas aos colegas 
de trabalho.por Theresa May, que assegurou que não voltaria atrás no processo do 
Brexit; 
 Diante dos impasses para chegar a um acordo, a primeira-ministra Theresa May renunciou ao cargo 
e viu seu maior opositor, Boris Johnson, ser investido como premiê. 
Consequências econômicas para o Reino Unido 
 No dia seguinte ao referendo, a libra esterlina registrou uma forte queda, assim como o dólar austra-
liano e o dólar neozelandês; 
 A bolsa e o mercado mobiliário sofreram uma forte queda naquela semana. Por isso, o governo bri-
tânico abaixou as taxas de juros e fez empréstimos bancários para conter uma possível perda de ca-
pitais; 
 A libra esterlina tem perdido valor frente ao dólar e ao euro; 
 Várias empresas já mudaram suas sedes para países como Holanda e França. 
Consequências econômicas do Brexit para a União Europeia 
 A União Europeia perde a contribuição monetária do Reino Unido; 
 A UE terá que renegociar todos os tratados comerciais com o Reino Unido; 
 Medo que o Brexit inspire outros países a fazer o mesmo; 
 Preocupação com a situação da Irlanda do Norte, que faz parte da UE, mas tem fronteiras com o 
Reino Unido. 
Calendário para o Brexit 
O artigo 50, do Tratado de Lisboa, estipula que a negociação pode durar 2 anos. Inicialmente, o pro-
cesso deveria estar concluído em março 2019. 
Em dezembro de 2017, a primeira-ministra britânica Theresa May aceitou pagar 45 bilhões de euros 
para deixar a União Europeia. 
Em março de 2018 foi anunciado que haverá um período de transição de dois anos quando o Reino 
Unido deixar a União Europeia definitivamente em 2019. 
Em 24 de novembro, os 27 países da União Europeia concordaram com os termos de saída feitos 
pela Grã-Bretanha. Este deverá ser ratificado pelo parlamento britânico. 
Assim, o Reino Unido sairia oficialmente da União Europeia em 29 de março de 2019, mas o pro-
cesso foi adiado para 12 de abril de 2019. 
Sem aprovação do Parlamento, o Brexit foi novamente fixado para 31 de janeiro de 2020, com um pe-
ríodo de adaptação de um ano. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Negociações para o Brexit 
As negociações entre o Reino Unido e a União Europeia vão acontecendo pouco a pouco. As propos-
tas que causaram mais controvérsias diziam a respeito sobre o modelo alfandegário e a fronteira da 
Irlanda. 
Vejamos como esse impasse foi solucionado: 
Modelo Alfandegário 
Inicialmente, pretendia-se fazer uma zona de livre comércio entre o Reino Unido e a UE. Este plano, 
porém, foi rechaçado pelos partidários mais radicais do Brexit que alegam que isto não traria de volta 
a soberania ao Reino Unido. 
Assim, o Reino Unido não terá nenhum privilégio ao comercializar com o bloco europeu e receberá o 
mesmo tratamento que os demais países do mundo. 
Irlanda Do Norte 
A Irlanda do Norte faz fronteira com a República da Irlanda, que é membro da União Europeia. Com o 
Brexit, os dois países voltariam a ter postos de controle, o que dificultaria a circulação de pessoas e 
mercadorias. 
Em outubro de 2019, Boris Johnson apresentou uma proposta que agradou o bloco europeu. Este ter-
ritório formará parte da União Aduaneira do Reino Unido, mas deverá respeitar as regras do Mercado 
Comum Europeu. 
Discordâncias no Governo Britânico pelo Brexit 
Os choques entre os partidários de uma ruptura total com a União Europeia e um divórcio amigável, 
como desejava Theresa May, expuseram as diferenças existentes no governo britânico. 
 
Boris Johnson e Theresa May tinham sérias divergências quanto a forma de fazer o Brexit 
Em 8 de julho de 2018, após um fim de semana de tensas negociações, o ministro responsável pelo 
Brexit, David Davis, pediu demissão ao discordar sobre a manutenção da união aduaneira entre o 
Reino Unido e a UE, após o Brexit. 
Dois dias depois, foi a vez do então Ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, pedir demissão 
do seu cargo pelo mesmo motivo. Boris Johnson era um dos principais críticos da política de May. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Proposta do Governo Britânico para o Brexit 
Em 12 de julho de 2018, o governo britânico apresentou sua proposta de saída da União Europeia. O 
documento sugere a formação de uma zona de livre de comércio de bens com a União Europeia. 
Além disso, propõe: 
 O controle de impostos alfandegários e sua política comercial; 
 A aprovação, pelo parlamento britânico, de leis e normas europeias que fossem entrar em vigor no 
Reino Unido; 
 A extinção da livre circulação de pessoas, mas seria criada uma nova legislação para aqueles que 
buscam trabalho ou quisessem estudar no Reino Unido. 
Em 14 de novembro de 2018, Theresa May apresentou a proposta ao Parlamento britânico que con-
templa suas ideias de Brexit. Por discordar com os termos do documento, o ministro para o Brexit, 
Dominic Raab, demitiu-se do governo. 
Alguns pontos desse acordo são: 
Cidadãos Europeus 
Quem possui nacionalidade de algum país da União Europeia e entrou no Reino Unido antes de 29 
de março de 2019 poderá continuar no país com todos seus direitos respeitados. 
Igualmente, o Reino Unido se comprometeu a respeitar também aqueles que fixem residência ali du-
rante o período de transição. 
Por sua parte, os britânicos perderão o direito de andar livremente e fixar residência nos países da 
União Europeia. 
Orçamento 
O Reino Unido continuará aportando contribuições até o ano de 2020 ao orçamento europeu. No en-
tanto, para o quinquênio de 2021-2027, os britânicos já não devem fazer mais aportações econômi-
cas. 
Continuarão a pagar as despesas e as aposentadorias dos funcionários britânicos na UE, algo que 
deve se alongar até 2064. 
Gibraltar 
A Grã-Bretanha possui um território que faz fronteira com a Espanha: Gibraltar. Pressionada pela Es-
panha, a União Europeia garantiu que qualquer mudança no estatuto gibraltenho terá que contar com 
a aprovação espanhola. 
Esta ideia foi rejeitada três vezes pelo Parlamento britânico. 
3. Oriente Médio 
O panorama no Oriente Médio é um tema que temos que estar todo tempo atentos. No primeiro dia 
de janeiro de 2020, o presidente norte-americano, Donald Trump, autorizou que drones realizassem 
um ataque aéreo que resultou na morte do general iraniano Qasem Soleimani. 
Trump também mandou matar o líder do Estado Islâmico (ISIS), Abu Bakr al-Baghdadi, e a gente 
sabe que tudo isso que acontece no Oriente Médio repercutiu rapidamente aqui no Brasil e no 
mundo, completou a professora Rebecca. 
Um dos impactos foi o preço da gasolina, que aumentou por consequência dessa instabilidade da re-
gião, segundo professora. 
Outro tópico que deve ser destaque na região é sobre a Guerra da Síria, que irá completar nove anos 
em 2020. A guerra envolve também a figura do povo curdo, maior povo do mundo sem território. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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E para fechar o Oriente Médio, a professora de Atualidades indica ficar sempre atento à Turquia, que 
é o país que dá a passagem da Europa para o Oriente Médio. 
4. Crise do Petróleo 
A acelerada disseminação do coronavírus (Covid-19) fez com que o ano de 2020 começasse caótico. 
Com o avanço da pandemia em todo o planeta, as cadeias produtivas que gerem o comércio interna-
cional foram impactadas pela menor demanda consumidora. A forte queda do preço do petróleo é re-
flexo dessa guerra contra o inimigo invisível. 
Em 31 de dezembro de 2019, os primeiros casos da doença foram oficialmente detectados em Wu-
han, na província de Hubei, no centro da China. Entretanto, há informações sobre o início do contágio 
já dois meses antes. Rapidamente, o coronavírus atingiu 80 mil pessoas no país asiático, matando 
mais de 3 mil. A segunda maior economia do mundo e primeiro importador de petróleo do planeta, 
fechou suas fronteiras e diminuiu sua atividade econômica. 
Essa não é a primeira vez que a cotação da commodity mais cobiçada do mundo entra em crise. A 
mais famosa das crises foi a crise do petróleo de 1973, quando, em retaliaçãoDiante de um problema ou de alguma dificuldade do colega, muitos tendem a permanecer 
distantes. A empatia é uma qualidade que está ausente em muitas organizações empresariais e isso 
faz com que haja desconfiança entre os colaboradores. Além disso, isso faz com que os trabalhos e 
atividades coletivas se tornem cada vez mais difíceis de serem executadas, já que os colaboradores 
envolvidos não conseguem criar sinergia entre eles. 
2 – Desrespeito 
Este fator também é fruto da ausência de empatia no ambiente organizacional. Quando não há 
empatia, lidar com as diferenças de ideias e pensamentos dentro da empresa pode ser algo bastante 
complicado. Situações desrespeitosas causam diversos transtornos entre colaboradores de uma 
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empresa. Comentários ofensivos e atitudes rudes são algumas das situações em que o desrespeito 
mostra a sua face. 
3 – Arbitrariedade 
No ambiente organizacional em que as relações humanas não são amigáveis é possível encontrar 
gestores que delegam funções e tarefas de maneira arbitrária. Muitos confundem a hierarquia com 
arbitrariedade e ao invés de ter colaboradores em sua equipe, gestores com essa postura tem 
funcionários desmotivados e totalmente descomprometidos com o sucesso da empresa. Além disso, a 
arbitrariedade praticada por gestores é um dos fatores que causam grandes índices de turnover nas 
empresas. 
4 – Excesso de competitividade 
Há um ditado que fala “tudo em excesso faz mal”. Uma das coisas mais comuns em ambientes 
corporativos é a competitividade entre colaboradores, o que pode ser algo saudável para a descoberta 
e desenvolvimento de habilidades. Mas, nem toda hora é propícia para que a sua competitividade 
esteja presente. Em nome da competitividade, muitas vezes, os profissionais optam por deixar a 
gentileza e até a generosidade de lado. 
Em um ambiente com tantos fatores negativos e nocivos, fica bastante difícil manter relações humanas 
saudáveis nas organizações empresariais. Mas, o que pode ser feito para garantir que este quadro se 
reverta de maneira positiva? Quais as medidas que podem ser implementadas de modo que 
contribuam com as relações humanas no trabalho? Para ajudar você e a sua empresa, preparei uma 
lista com dicas poderosas! 
Como o Coaching pode contribuir positivamente com as relações humanas 
Se as relações humanas dentro da sua organização empresarial também precisam passar por 
importantes transformações, confira as dicas a seguir. São soluções baseadas em ferramentas e 
técnicas de Coaching que contribuirão de maneira positiva. Vamos lá? 
1 – Feedback 360º 
Esta ferramenta contribui para identificar e analisar qual é a percepção que os liderados têm sobre os 
seus líderes. O Feedback 360º traz informações sobre o perfil comportamental de quem será avaliado, 
bem como as suas habilidades, seus pontos de melhoria, pontos fortes e as respectivas atitudes. Vale 
ressaltar que o Feedback 360º permite que o colaborador se avalie, além de receber o devido feedback 
de seus colegas e também de seus gestores. 
2 – Inteligência Emocional 
Esta é uma das habilidades fundamentais para as relações humanas. A Inteligência Emocional é 
importante para que cada pessoa compreenda as próprias emoções e saiba lidar com elas de maneira 
eficaz. Graças a Inteligência Emocional, é possível evitar respostas abruptas, atos impulsivos e 
situações embaraçosas, fatores altamente prejudiciais para as relações humanas no trabalho. 
3 – Comunicação Eficaz 
Todas as pessoas ligadas a organização empresarial – de maneira direta ou indireta – precisam ter 
esta habilidade. Para que a comunicação ocorra sem ruídos e a mensagem seja transmitida com 
clareza, é fundamental que todos desenvolvam esta habilidade. Uma comunicação eficaz contribui com 
as diferentes ideias sem que haja constrangimento tanto para quem fala quanto para quem ouve. Além 
disso, a comunicação eficaz proporciona a solução pontual de possíveis problemas e contribui com a 
motivação dos colaboradores. 
E você, o que pensa a respeito das relações humanas no trabalho? Utilize o espaço abaixo para 
compartilhar a sua experiência e a sua opinião sobre este assunto. Se este conteúdo te ajudou de 
forma positiva e você acredita que ajudará outras pessoas, curta e compartilhe em suas redes sociais. 
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As relações humanas entre indivíduos têm vida própria e peculiar, que ultrapassa as características de 
seus componentes e se manifesta não só na relação de um grupo com outro, mas também, e 
principalmente, nas relações que os membros de um grupo mantêm entre si. 
Do ponto de vista teórico as relações humanas resultam da mútua interação interindividual e coletiva, 
esta interação gera uma dinâmica que é uma área das ciências sociais, em particular da sociologia e 
da psicologia, chamada de dinâmica de grupos, esta procura aplicar métodos científicos ao estudo dos 
fenômenos grupais. Do ponto de vista aplicado ou técnico, as relações humanas são medidas e 
direcionadas pela dinâmica de grupos, que é o método de trabalho baseado na teoria do 
relacionamento interpessoal e intermodal. 
 A Teoria das Relações Humanas, surgiu nos Estados Unidos como consequência imediata das 
conclusões obtidas na Experiência em Hawthorne, desenvolvida por Elton Mayo e seus colaboradores. 
Foi basicamente um movimento de reação e de oposição à Teoria Clássica da Administração. 
Tem-se a origem da Teoria das Relações Humanas, segundo Mayo, em: 
• A necessidade de humanizar e democratizar a administração, libertando-a dos conceitos rígidos e 
mecanicistas da Teoria Clássica e adequando-a aos novos padrões de vida do povo americano. 
• O desenvolvimento das chamadas ciências humanas, principalmente a psicologia e a sociologia. 
• As idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin foram 
capitais para o humanismo na administração. 
• As conclusões da Experiência em Hawthorne, desenvolvida entre 1927 e 1932, sob a coordenação 
de Elton Mayo. (Ibidem) 
Não é fácil lidar com pessoas de todos os tipos em um mesmo ambiente de trabalho. Este é o desafio 
da maioria das lideranças das empresas em todo o mundo. E no Brasil não é diferente – apesar de que 
muitos profissionais brasileiros que vão trabalhar em países europeus, no Canadá ou nos Estados 
Unidos, por exemplo, conseguem observar diferenças gritantes quanto ao comportamento do 
profissional em ambiente corporativo se comparado às empresas brasileiras. É uma das principais 
reclamações dos profissionais do mercado nacional: ambientes nocivos, falta de intervenção positiva 
das lideranças e colegas sem ética. 
É claro que o favoritismo, a troca de favores e outros comportamentos pouco éticos ocorrem em 
quaisquer partes do mundo, mas na cultura brasileira parece que há uma permissividade que atinge 
também os contextos do trabalho – e não deveria ser assim; e a situação pode mudar com trabalho de 
liderança, mudança organizacional e educação corporativa, entre outras soluções. 
É preciso ter jogo de cintura e saber conviver com pessoas nem sempre são parecidas conosco – e 
não precisam ser. Por isso, criamos uma lista de 10 dicas para aperfeiçoar as relações humanas no 
ambiente corporativo e criar uma experiência produtiva nas empresas brasileiras. Confira! 
1) CADA UM DEVE FAZER A SUA PARTE – COMECE POR VOCÊ! 
Não adianta apontar o erro dos outros ou reclamar que as relações humanas no trabalho estão ruins 
quando você não faz a sua parte. A mudança ocorre com o compromisso de cada um em prol da 
solução e boa convivência. Questione-se: o que você pode fazer hoje para melhorar a forma como 
você se relaciona com TODAS as pessoas do seu círculo profissional? Como criar proximidade com 
aqueles colegas mais distantes? Como gerenciar conflitos pessoais? 
Quando falamos em relacionamento, sempre envolve duas ou mais partes. Nunca podemos esperarque o outro mude ou que o ambiente de trabalho mude sozinho. Saber ceder, saber relevar, apresentar 
a sua melhor versão, ser gentil são apenas algumas ações que você pode tomar hoje mesmo. 
2) COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL EM PRIMEIRO LUGAR 
A comunicação eficiente (ou a falta dela!) é um elemento importante na hora de estabelecer relações 
humanas de valor. É também uma das competências mais desejadas pelos empregadores. Seja direto 
e conciso. Jamais peça a outra pessoa dizer ou transmitir uma mensagem que apenas você deve 
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fazer. Saiba ouvir e jamais interrompa a vez do outro se expressar. Se a pessoa entendeu errado o que 
você falou, corrija na hora e evite conflitos maiores. Se preciso, faça um treinamento especializado 
para adquirir técnicas para se comunicar melhor no ambiente de trabalho – há muitas opções em 
nossos cursos on-line a distância. 
3) RESPEITO É ESSENCIAL 
E não podíamos deixar de falar dele: o respeito, que é a base de qualquer relação humana. Um 
ambiente de trabalho sem respeito é um barco prestes a naufragar. Cultive o respeito pelas pessoas – 
até mesmo por aqueles que não têm muita proximidade ou pelas pessoas das quais não gosta. 
Ninguém é obrigado a gostar de ninguém. Mas todo profissional é um adulto e deve ter a maturidade e 
o entendimento de que todos os colegas devem ser respeitados. Respeito envolve tratar todos com 
dignidade, não fazer intrigas veladas, não levar adiante fofocas, etc.; enfim, ter uma atitude de valor 
para si, para os outros e até para a própria empresa. 
4) O PAPEL DA LIDERANÇA 
A liderança é um elemento muito importante para a propagação dos valores da empresa e do modelo 
de relacionamentos que deve haver no ambiente de trabalho saudável, na resolução imediata de 
conflitos, na manutenção das atividades e contatos profissionais e outras ações que envolvem os 
profissionais. Um bom líder deve focar em desenvolver pessoas, e inclusive, relações humanas. 
5) CULTURA ORGANIZACIONAL 
A cultura organizacional de uma empresa deve ser construída a partir de valores bem específicos e 
compreensíveis, que efetivem os bons relacionamentos. Deve ser composta por regras de 
convivências firmes, mas que valorizem a diversidade e o respeito. Muitas vezes os conflitos humanos 
ocorrem justamente porque os profissionais não se veem parte de uma coletividade com propósitos e 
não se assumem como parte da empresa e constituintes de sua cultura. 
6) A TOLERÂNCIA É UMA SOLUÇÃO PERTINENTE 
Ser tolerante é um desafio bem grande. Nem sempre é bom para a pessoa ou para a sua carreira 
comprar brigas vãs ou discussões que não levem a lugar algum. Seja tolerante e mantenha o foco 
naquilo que é importante. Se a situação for insustentável, tome providências juntamente com suas 
lideranças. No mais, seja tolerante. Ninguém tem a obrigação de ser igual a você. 
7) DÊ FEEDBACK 
Sempre que possível dê feedback aos seus colegas de trabalho, mas seja junto e imparcial, nunca 
levando para o nível do juízo de valor. O feedback serve para ajudar a melhorar o processo de gestão 
e não para atrapalhar as relações humanas. Aprenda ouvir e receber o feedback dos seus 
companheiros e a tomar providências sempre que necessário – você não é obrigado a concordar com 
o feedback, mas deve ouvi-lo e compreendê-lo. 
8) SEJA HONESTO EM TODOS OS SENTIDOS 
Seja honesto em tudo o que for fazer e com todos aos quais for se relacionar. O feedback deve ser 
sincero e altruísta, assim como as informações que repassa, os prazos que promete cumprir e todo tipo 
de situação que envolve a rotina de trabalho. 
9) ELOGIE HONESTAMENTE 
Seja gentil e reconheça os méritos alheios. Elogie sempre que tiver a oportunidade, mas de modo 
honesto – sem outras intenções. O elogio é uma forma de se aproximar das pessoas. 
10) NÃO HÁ POSSIBILIDADES DE TRABALHAR DE MODO DIGNO? MUDE! 
Se tudo o que fez de positivo não surtiu efeito nas relações humanas no seu ambiente de trabalho ou 
se a sua carreira ou a sua integridade está em jogo, mudar de emprego ainda é uma saída interessante 
– muitas vezes a única. Reflita e avalie se esta oportunidade em que você se encontra irá acrescentar 
algo na sua carreira e na sua vida pessoal. 
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Competência intrapessoal é o dialoga interno, conhecendo, percebendo e identificando as crenças, 
atitudes, sentimentos, valores pessoais, entre outras. 
Já a competência interpessoal, é onde se envolve e, ocorre a interação entre duas ou mais pessoas, é 
a habilidade de lidar eficazmente com outras pessoas. 
Em um ambiente de trabalho faz se necessário o relacionamento interpessoal e, quando não ocorre 
sintonia de uma ou mais pessoas, provoca stress, desmotivação pelo trabalho, dificultando o bom 
andamento do trabalho/grupo. 
Temos que contribuir individualmente, respeitar os colegas e superiores, evitar fofocas, saber ouvir, 
colaborar e ajudar os colegas/pares mesmo nos momentos difíceis, apresentar soluções aos 
problemas sem atacar os colegas, respeitar raças, gostos e opiniões. 
Propiciar clima que favoreça as relações, desta forma formando equipes com os mesmos objetivos, 
pessoas motivadas cumprindo suas tarefas em harmonia, propiciando crescimento não só da equipe, 
mas da área, da Organização como um todo. 
Em tudo o que fazemos existe o princípio das relações humanas. A comunicação é o meio principal em 
que este relacionamento acontece. 
Precisamos nos relacionar em todas as situações e para a isso o uso da comunicação é indispensável. 
No ambiente de trabalho as relações humanas devem adquirir uma postura mais formal do que a que 
desenvolvemos no dia-a-dia, pois lidamos, principalmente, com hierarquias. 
Não podemos nos relacionar com o Presidente da Empresa da mesma forma que nos relacionamos 
com o Office-boy ou a Auxiliar de Escritório. 
Nós, seres humanos, desenvolvemos a habilidade de nos relacionarmos com quase todas as espécies 
existentes no planeta, não exclusivamente a relação humana. 
Da mesma forma, acabamos nos relacionando com a maioria dos ambientes que temos contato. Com 
o desenvolvimento tecnológico acabamos interagindo e usufruindo de locais que nunca imaginamos ter 
acesso. 
Desenvolver relações humanas com base em dinâmica de grupo significa criar um espaço psicossocial 
alternativo, em que desconfianças, temores e conflitos possam ser aceitos e trabalhados. 
mediante experiências reconstrutivas, em termos de tarefas e processos que minimizem as ameaças 
ao “ego” e desenvolvam formas de interação compatíveis com uma ampliação quantitativa e qualitativa 
de cognições, afetos e condutas. 
Essa reconstrução implica o desenvolvimento de um clima de confiança mútua, em que todas as cartas 
possam ser colocadas na mesa, onde as fórmulas de cortesia ou de ataque-e-defesa possam ser 
substituídas pela genuína consideração pelo outro. 
Pelo compartilhamento de pensamentos, sentimentos e ações, pela adesão a uma tarefa comum 
gerada pelo próprio grupo em direção ao seu autoconhecimento. 
Nesse sentido, os papéis desenvolvidos no grupo propiciarão a atualização das diferenças individuais e 
não receitas de condutas normativas. 
o desenvolvimento de conceitos como frutos da interação, a aprendizagem de novas maneiras de 
interagir, desenvolvendo as habilidades e talentos, à maneira dos diferentes músicos que compõem 
uma orquestra. 
A importância das relações humanas no trabalho 
O processo de mudança que se vive hoje é ímpar em toda a história das empresas, e até mesmo da 
civilização, já que para sobreviverem e serem viáveis nas próximas décadas, as organizações 
precisam ter estratégias adequadas e flexibilidade de estrutura, principalmente quando falamos em 
gestão de pessoas. 
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Se antes era necessário motivar os profissionais, hoje é preciso ir além e buscar o comprometimento e 
engajamentodos mesmos. 
Isso faz com que as organizações despertem para a relevância da obtenção de ambientes positivos, 
onde os funcionários e os grupos possam encontrar condições favoráveis para trabalharem mais 
eficazmente e principalmente felizes. 
Para chegar a esse resultado, é necessário entender qual o significado de trabalho para os que 
compõem as organizações. Isso ajudará a compreender também como as empresas atuais evoluem 
nas suas práticas de gestão de pessoas e como poderão enfrentar o contínuo desafio 
Neste contexto, cabe às organizações modernas investirem no que muitas chamam de programas de 
qualidade de vida, que em sua maioria visam contribuir com um ambiente de trabalho saudável e com 
profissionais mais satisfeitos. Mas será que apenas isso basta? 
Não basta. Hoje se faz necessário um olhar diferenciado para o público interno e a constante 
humanização das relações, aproximando as pessoas e ajudando a estabelecer relacionamentos 
baseados na integridade e confiança. É isso que chamo de relacionamentos sustentáveis. 
Os programas de qualidade de vida desempenham um papel fundamental neste desafio, mas só têm 
aderência e aproveitamento se as relações de trabalho forem verdadeiras. Relações estas entre 
colegas, equipes e até mesmo entre empresa e colaborador. 
E mais, quando esta verdade existe, transcende as portas de qualquer empresa e os reflexos se 
tornam naturais: engajamento, atração e retenção de talentos. 
Conversar deixou de ser “falta do que fazer” e hoje passa a ser estratégico em muitas organizações, 
que inserem espaços de convivência em seus programas de qualidade de vida. 
As mídias sociais aproximam ao mesmo tempo em que distanciam. Por isso atenção ao seu público e 
busque (quando possível) o olho no olho. 
Cuide da saúde do seu colaborador como um todo, e não se esqueça do emocional, pois de nada 
adianta estar saudável fisicamente, adoecido emocionalmente e empobrecido nas suas relações. 
As relações humanas no ambiente de trabalho 
A teoria das relações humanas surgiu nos anos 1930, a partir dos estudos realizados na fábrica de 
Hawthorne Works, no estado de Illinois – EUA. 
Estes estudos avaliaram como pequenas mudanças no ambientes, até mesmo na iluminação, podiam 
afetar a produtividade dos trabalhadores (o que veio, então, a ser conhecido como o “Efeito 
Hawthorne”). 
Então, o psicólogo australiano Elton Mayo decidiu analisar os estudos Hawthorne, e apontou três 
descobertas importantes. 
Em primeiro lugar, aspectos naturais das relações sociais têm mais poder do que estruturas 
organizacionais. Em segundo, existe uma necessidade de comunicação em duas vias entre 
trabalhadores e gestor. 
Em terceiro lugar, é essencial que haja liderança para informar metas à equipe e garantir uma tomada 
de decisões eficaz. 
Com base nisso, a teoria das relações humanas postulou que as relações sociais também influenciam 
a produtividade. Posteriormente, a teoria das relações humanas deu origem ao campo da Gestão de 
Recursos Humanos. 
A psicologia estuda o comportamento e o pensamento, e tem uma participação em todas as áreas de 
nossa vida — claro, não é diferente com a administração. 
Os gestores lideram suas equipes através de planejamento, organização, monitoração ou controle, 
motivação, metas e normas. 
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Tudo isso requer uma percepção e uma análise de cada funcionário individualmente, bem como da 
equipe. “Por que será que João fez isso”? 
Qual será a maneira mais adequada de trazer um feedback negativo para Maria? Será que José e Rita 
possuem um bom perfil para trabalhar juntos? A postura de Pedro está afetando o moral da equipe?”. 
Isso tudo é psicologia. 
O único problema é que, na maioria dos casos, esta é uma psicologia “amadora”. Nós não estudamos 
para exercê-la, e nos guiamos pela nossa intuição e senso comum. No entanto, na gestão de uma 
equipe (ou de uma empresa), intuição e senso comum nem sempre são o suficiente. 
Portanto, para que o gestor possa liderar sua equipe com mais eficiência, aprender um pouco de 
psicologia – teorias e práticas – é uma ferramenta de grande valor. 
As relações humanas, como já vimos, possuem realmente um papel importante dentro de uma 
organização, pois estão relacionadas à satisfação, motivação e produtividade dos funcionários. 
E o gestor está em um papel de destaque nestas relações, pois deve ser a referência para toda a sua 
equipe. 
Assim, ele precisa ter, além do cargo, também uma postura compatível — uma postura de liderança. 
Somente assim haverá simetria entre a estrutura organizacional e as relações naturais. 
Além disso, o gestor é o tomador de decisões e o único com autonomia para interferir nas relações 
humanas da equipe. É seu papel observar a interação entre os membros de sua equipe, identificar os 
atritos e as afinidades, e desenvolver estratégias para dinamizar, de uma maneira positiva, essas 
interações. 
As relações humanas são a alma da empresa e sempre se manifestam, positiva ou negativamente, 
tanto no ambiente interno quanto no externo, refletem-se nos indivíduos e em suas relações familiares, 
sociais e profissionais. 
Ao longo das mudanças sociais e organizacionais as relações humanas no trabalho requerem de 
atenção e novas elaborações, sob o risco de obstruírem os fluxos formais e informais dos vínculos e 
dos trabalhos. 
Paralelamente, renovou-se o modo de se considerar o comportamento de liderança. Aquela imagem de 
uma pessoa isolada e superior em seu conhecimento e responsabilidade para decisões não tem mais 
efeito. 
Uma nova estrutura e uma nova dinâmica são condições essenciais para o novo exercício da liderança. 
Por isso, esta proposta se dispõe a colaborar com questões contemporâneas relativas à prevenção e 
ao combate de conflitos no ambiente organizacional. 
Como Medir o Desempenho do Colaborador 
Uma das tarefas mais difíceis do gestor é manter a equipe trabalhando unida e comprometida com as 
metas e sucesso da empresa. Lidar com pessoas não fácil, cada colaborador possui 
suas características e personalidade. 
Então como encontrar uma maneira de obter o respeito de todos e manter a equipe motivada e 
produtiva? É simples: Justiça! 
Algo que ninguém tolera é a injustiça, e muitos colaboradores se veem injustiçados. Você já deve ter se 
deparado com burburinhos como estes: 
• “Trabalho muito e não tenho reconhecimento” 
• “Fulano chega sempre atrasado e ninguém fala nada” 
• “Fulano passa o dia no Facebook e eu aqui me matando” 
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Estes são só alguns exemplos do que uma má administração de equipe pode ocasionar. A mente do 
ser humano funciona assim: “Se ele ganha o mesmo que eu e não faz nada, porque eu devo fazer?” 
Quando seus melhores talentos começarem a pensar dessa maneira, sua produtividade descerá 
ladeira a baixo! Você não pode deixar que as coisas chegassem a esse ponto. 
Você deve manter sua equipe em um nível sadio de competição, sempre puxando para cima. Sua 
equipe deve formar exemplos, um colaborador deve ver o esforço do outro e pensar “Fulano tem dado 
duro e foi reconhecido, vou me esforçar para produzir tanto ou mais do que ele!” 
E a única maneira de você jogar limpo e transparente com sua equipe é ter dados concretos para 
apresentar. A Avaliação de Desempenho não é um plus que grandes empresas devem ter. É uma 
realidade que TODAS as empresas deveriam se preocupar. 
O capital humano é o maior ativo de qualquer empresa. Pense comigo: 
• Você tem CERTEZA de qual funcionário é seu melhor talento? 
• Você tem CERTEZA de qual colaborador é o mais produtivo? 
• Quantos colaboradores da sua equipe chegaram atrasado nos 2 últimos meses? 
• Quantos colaboradores da sua equipe faltaram e apresentaram atestado nos últimos 6 meses? 
Se você é um gestor de equipe, você deveria ter todos estes dados a poucos cliques de alcance. 
Deveria possuir um sistema atualizado com tudoo que acontece na sua equipe, e assim ter total 
controle sobre ela. 
Como recompensar o melhor colaborador e evitar perdê-lo para um concorrente por falta de 
reconhecimento? Como planejar ações de melhoria e desenvolvimento para seus colaboradores que 
podem render mais? 
Como saber quais competências cada colaborador tem de melhor, e desenvolver e a primorar as que 
possui deficiência? 
Com a Avaliação de Desempenho você resolve todas estas situações: 
Um colaborador foi demitido e acionou sua empresa na justiça: Com a Avaliação de Desempenho, 
você terá dados concretos e atualizados (desde a entrada do funcionário na empresa até sua saída) e 
poderá justificar o porquê da demissão. 
Terá anotações de cada atraso, de cada conduta equivocada ou falta de preparo para exercer a função 
requerida, tendo assim uma base sólida para se defender. 
Evitar que “Uma maçã podre estrague o cesto de frutas”: Um colaborador revoltado causa grandes 
danos a uma equipe. Fora o próprio desempenho ruim, pode instigar seus colegas a também fazerem 
corpo mole ou sabotar a empresa por algum motivo. 
Com a avaliação de desempenho, você terá subsídios para refutar qualquer argumento que este 
colaborador tenha para infectar a equipe. Mostre ao resto da equipe que as reclamações dele não tem 
fundamento, baseado em dados concretos que ele não poderá negar. 
Evitar Gastos Desnecessários Com Treinamentos Equivocados: É muito comum nas empresas, 
equipes inteiras receberem treinamentos. Mas, isso é correto? Não seria bem mais assertivo que cada 
colaborador recebesse o treinamento que mais precisa para se qualificar, ou para exercer melhor a sua 
função? 
Com a Avaliação de Desempenho, você consegue filtrar cada competência em que seu colaborador é 
melhor e pior, e assim estabelecer o Plano de Desenvolvimento Individual para que ele se qualifique da 
melhor maneira possível. 
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Como melhorar as relações humanas no trabalho 
Não existe funcionário que, por mais exemplar que seja dentro da empresa, não necessite ausentar-se 
um dia ou mais de seus afazeres profissionais para resolver problemas pessoais. 
Esse fato é absolutamente compreensível, afinal, nunca se pode prever quando ficaremos doentes, ou 
alguém próximo a nós, que precise de nosso auxílio. 
O problema dos reflexos profissionais dos problemas pessoais consiste em sua repetição. Quando um 
funcionário apresenta seqüencialmente atestados médicos que justifiquem seus atrasos ou 
afastamentos, cabe ao Gestor de Pessoas dentro da empresa compreender o que está se passando 
mais a fundo. 
Com o avanço da tecnologia, as pressões profissionais, a baixa qualidade de vida, a má alimentação e 
as muitas funções desempenhadas dentro e fora do ambiente de trabalho, não é raro termos que lidar 
com funcionários estressados e, em piores casos, como a chamada síndrome do pânico. 
Assim, as relações humanas representam “uma atitude, um estado de espírito que deve prevalecer no 
estabelecimento e/ou na manutenção dos contatos entre pessoas. 
Essa atitude deve basear-se no princípio do reconhecimento de que os seres humanos são entes 
possuidores de uma personalidade própria que merece ser respeitada. 
Isso implica uma compreensão sadia de que toda pessoa traz consigo, em todas as situações, 
necessidades materiais, sociais ou psicológicas, que procura satisfazer e que motivam e dirigem o seu 
comportamento neste ou naquele sentido. 
Assim como as pessoas são diferentes entre si, também a composição e estrutura das necessidades 
variam de indivíduo para indivíduo”. 
De acordo com esse conceito, “praticar relações humanas significa muito mais do que estabelecer e/ 
ou manter contatos com outros indivíduos. 
Significa estar condicionado nessas relações por uma atitude, um estado de espírito, ou uma maneira 
de ver as coisa, que permita compreender as pessoas, respeitando sua personalidade, que sem 
dúvida, é diferente da nossa”. Esse conceito se aplica a qualquer situação: no lar, na escola ou no 
trabalho. 
Considera-se que as relações humanas são primordiais para o desenvolvimento individual e intelectual 
de cada ser humano, já que graças a estos laços se constituem as sociedades, quer as mais pequenas 
(por exemplo, nas aldeias) quer as maiores (nas cidades). 
As relações humanas implicam, necessariamente, pelo menos dois indivíduos. 
Não é surpresa para ninguém que as pessoas diferem umas das outras, não havendo dois seres iguais 
no mundo. O homem sempre teve consciência das suas características individuais, das suas 
necessidades diferenciadas. 
Vejamos o exemplo de dois irmãos que foram gerados por pais de uma única família, tiveram a mesma 
criação, a mesma educação social e moral, mas desde pequenos demonstram características 
diferentes no comportamento no caráter moral e social. 
Então façamos as perguntas: “Por que os indivíduos diferem entre si? Quais são os fatores que 
produzem variações comportamentais?” 
Essas perguntas estimulam longas discussões. Além de sua importância teórica, o problema da causa 
das diferenças individuais tem significado prático de longo alcance em muitos campos. 
Entender o que impulsiona o indivíduo para estabelecer seus contatos, bem como as formas de 
comportamento adotados em uma ou outra situação são temas que, entre outros, vãos servir de 
subsídio para um relacionamento interpessoal rico e produtivo. 
RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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Sendo assim, qualquer atividade destinada a melhorar o desenvolvimento das relações entre as 
pessoas precisa basear-se na compreensão dos aspectos que influenciam o total desenvolvimento. 
Observar com atenção os fatores que caracterizam uma relação harmoniosa entre as pessoas é saber 
respeitar cada indivíduo com suas características e peculiaridades. 
Não é fácil aceitar às vezes nem mesmo as nossas próprias atitudes, então precisamos aprender que, 
se quisermos nos relacionar adequadamente com outro indivíduo, precisamos nos relacionar bem 
primeiro com nós mesmos, vencendo nossos obstáculos internos (medos, desconfiança, insegurança, 
etc). 
Como lido no início deste texto, “Onde há duas pessoas, há um relacionamento”, e assim sendo, com 
certeza estaremos falando em conflitos de crenças, costumes, gostos, educação, etc., pois 
relacionamentos são repletos de ‘surpresas’, que distinguem um indivíduo do outro. 
Se abordarmos as relações humanas num contexto mais profundo, perceberemos que as nossas 
começam quando ainda estamos no útero de nossas mães. O primeiro contato, a primeira sensação de 
segurança, vem deste íntimo uterino, quando estamos sendo gerados. 
Infelizmente não nos lembramos das palavras carinhosas e nem dos afagos, mas essas primeiras 
informações nos são registradas no sótão do nosso sub-incosnciente, e desta fase surgem as nossas 
primeiras características como indivíduo. 
Dinâmica de relações humanas no trabalho 
A dinâmica de grupo é um dos assuntos preferidos da Teoria das Relações Humanas. 
Kurt Lewin, o fundador da Escola da Dinâmica de Grupo, introduziu o conceito de equilíbrio “quase 
estacionário” nos processos grupais para significar o campo de forças existentes dentro dos grupos e 
que conduzem a processos de auto-regulação e manutenção de equilíbrio. 
Da mesma forma que o nível fisiológico do corpo se mantém em um nível relativamente constante, por 
meio de processos reguladores, um grupo pode compensar a ausência de um colega para contribuição 
aumentada dos outros membros. Os processos grupais e os hábitos sociais não são estáticos; ao 
contrário, são processos vivos e dinâmicos. 
O grupo não é apenas um conjunto de pessoas , mas envolve a interação dinâmicas entre pessoas que 
se percebem psicologicamente como membros de um grupo. 
Os membros de um grupo se comunicam entre si de maneira direta e face a face, razão pela qual cada 
membro influencia e é influenciado pelos outros membros do grupo. 
Alémdisso, o grupo apresenta as seguintes características : uma finalidade, ou seja, um objetivo 
comum; uma estrutura dinâmica de comunicações e de coesão interna. 
Dinâmica de grupo é a “soma de interesses” dos componentes do grupo e que pode ser “ativada” por 
meio de estímulos e motivações, no intuito de maior harmonia e melhor relacionamento humano. 
As relações interpessoais entre os membros de um grupo recebem o nome de relações intrínsecas. As 
relações extrínsecas são relações que o grupo ou membros do grupo mantêm com os outros grupos ou 
pessoas. 
Como um ser social, o homem tem necessidade de estabelecer relações com outras pessoas. 
Para a Escola das Relações Humanas, a produção tende a aumentar quando há contatos sociais entre 
as pessoas que executam determinada operação. As pessoas desejam mais do que ter apenas 
amigos, elas desejam fazer parte, isto é, participar de um papel dentro da organização ou um grupo. 
O convívio social e as experiências compartilhadas com os colegas de trabalho situam-se entre as 
fontes mais poderosas de satisfação mo trabalho. 
RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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Além disso, o grupo formado por pequeno número de pessoas tende a desfrutar de um moral mais 
elevado do que os grandes grupos, onde todos fazem o mesmo serviço e onde há dificuldade de se 
comunicar e se identificar com os colegas. 
O trabalho rotineiro é cheio de frustrações, tensões e de experiências desagradáveis, fazendo com que 
o trabalhador procure seus colegas que já tenham tido experiências similares para compartilhar com 
eles as suas dificuldades e decepções e compreendê-las melhor. 
O estudo dos grupos é importante para o administrador, porque o ingrediente típico das organizações 
são as pessoas, e a maneira mais comum de executar o trabalho através das pessoas é dividi-lo em 
grupos de trabalho. 
Os grupos formam todas as facetas da vida organizacional. 
Assim, o conhecimento da dinâmica grupal ajuda o administrador a ser bem-sucedido. A Escola da 
Dinâmica de Grupo desenvolve uma proposição geral de que “ o comportamento, as atitudes, as 
crenças e os valores do indivíduo baseiam-se firmemente nos grupos aos quais pertencem. 
Para os autores humanistas, a sobrevivência da nossa civilização dependerá da capacidade de criar 
invenções sociais capazes de aproveitar as energias do ser humano para o uso construtivo da 
sociedade. 
Dicas de relações humanas no trabalho 
É preciso mudar o comportamento das pessoas em suas relações para que se aceitem e se respeitem 
reciprocamente, qualquer que seja a raça, religião, política ou nacionalidade. 
Para tanto, indicam uma tecnologia social para orientar programas de mudanças social. 
Como a mudança ou a resistência à mudança são influenciadas pela natureza dos grupos aos quais a 
pessoa pertence, as tentativas de mudança devem necessariamente considerar a dinâmica de grupos. 
Os grupos se caracterizam por relações humanas entre seus membros. 
As relações humanas são os contatos conscientes estabelecidos entre indivíduos e grupos, entre os 
empregados e seus colegas, entre os subordinados e seus chefes, entre os elementos de um e outro 
departamento. 
Saber lidar com pessoas, individualmente ou em grupos, passou a ser um dos maiores problemas da 
empresa, a fim de se obter o maior rendimento, dentro do máximo de satisfação e do mínimo de 
desgaste. 
O administrador deve, de um lado, ser capaz de criar condições para que sua empresa atinja da melhor 
forma os seus objetivos e, de outro lado, criar condições para que seu pessoal atinja os seus objetivos 
individuais. 
As relações humanas representam “uma atitude, um estado de espírito que deve prevalecer no 
estabelecimento e/ ou na manutenção dos contatos entre pessoas. 
Essa atitude deve basear-se no princípio do reconhecimento de que os seres humanos são entes 
possuidores de uma personalidade própria que merece ser respeitada. 
Se você é aquele tipo de pessoa que gosta de resolver tudo sozinho e não gosta de interagir e 
trabalhar com pessoas não se desespere, porque a competência interpessoal pode ser desenvolvida. 
E para que isso aconteça, destacamos algumas dicas valiosas que podem colaborar na convivência 
com pessoas diferentes e evitar problemas desnecessários: 
1º) Respeite o seu colega de trabalho. Pratique a empatia! 
2º) Dê atenção com quem fala com você. Evite interromper a palavra; espere sua vez. 
3º) Controle suas reações agressivas.Esqueça a indelicadeza e ironia. 
RELAÇÕES HUMANAS NO LOCAL DE TRABALHO 
 
 
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4º) Sempre que precisar resolver algum problema procure seu chefe imediato.Não pule hierarquia! 
5º) Conheça melhor as pessoas com quem irá trabalhar com o intuito de compreendê-los e se adaptar 
as suas características individuais 
6º) O sorriso nos lábios desarma qualquer pessoas: conquiste-as! Lembre-se que acionamos 72 
músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir. 
7º) Seja prestativo na medida certa para não ser mal interpretado. 
8º) Procure as causas da sua antipatia, afim de vencê-las e não contaminar seu ambiente de trabalho. 
9º) Quando estiver participando de discussões em grupo, defina bem o sentido das palavras para evitar 
duplo sentido e mal-entendidos. 
10º) Seja cauteloso ao criticar. Fale o que pensa sem magoar as pessoas que estão ao seu redor. 
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	03 Atualidades
	Atualidades
	03 Atualidades
	Atualidades
	04 Atualidade
	01 Mundo Contemporâneo
	10 Ética e Cidadania
	01 Relações Humanas no Local de Trabalhoao apoio dos Estados 
Unidos a Israel na Guerra do Yom Kipur, o Organização dos Países Exportadores de Petróleo 
(Opep) inflacionaram o preço do barril da commodity em 400%, gerando uma crise de oferta mundial. 
Logo depois, na Guerra do Golfo, ocorrida entre 1990 e 1991, quando o Iraque, liderado por Saddam 
Hussein, invadiu o Kuwait, um dos maiores produtores de petróleo do planeta. Os iraquianos só foram 
expulsos do país quando as forças militares dos Estados Unidos os retiraram. No entanto, não a 
tempo de evitar incêndios de alguns poços de petróleo, causando uma crise econômica e ecológica. 
A Crise De 2020 
Ao longo dos primeiros meses do ano, ao passo que a economia global dava sinais de queda na de-
manda pelo petróleo, a Opep permaneceu atenta sobre a sua produção diária do insumo e seu preço 
mundial. No dia 5 e 6 de março, a organização se reuniu com a Rússia (grupo chamado de Opep+), 
mas não chegaram a um acordo para cortar a produção e conter a queda nos preços do petróleo. 
 
A Rússia rejeitou a oferta do cartel em cortar adicionalmente 1,5 milhão de barris por dia até o final 
deste ano. A Opep tentou evitar a quebra dos esforços realizados desde 2017 para o controle sadio 
da cotação da commodity, evitando o excesso de oferta no mercado. 
“A partir de 1º de abril, levando em consideração a decisão tomada hoje, nenhum país, nem a OPEP, 
nem a OPEP +, é obrigado a reduzir a produção”, afirmou o ministro da Energia da Rússia, Alexandre 
Novak, após longas negociações em Viena, na Áustria. 
Devido ao pessimismo dos investidores quanto ao futuro dessa conturbada relação entre os países, 
no dia 8 de março, a cotação da commodity chegou a cair 31% nos mercados asiáticos, o bar-
ril Brent era negociado a US$ 36,62 naquele dia. Essa foi a maior queda diária desde justamente a 
Guerra do Golfo. 
Conforme o relatório da Opep, a estimativa da demanda por petróleo passou de 990 mil barris de pe-
tróleo por dia (bpd) para 920 mil bpd em 2020. A entidade salientou que caso a disseminação do Co-
vid-19 continue avançando, as próximas projeções poderão serão menores, o que pressiona ainda 
mais os preços. 
Em retaliação ao posicionamento da Rússia, o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou no 
dia 17 de março que as exportações de petróleo devem aumentar nos meses seguintes para acima 
de 10 milhões de barris por dia. A última vez que o país havia aumentado sua produção diária foi há 
mais de 10 anos. 
Na última terça-feira (17), entretanto, o ministro do petróleo do Iraque, Thamer al-Ghadhban, solici-
tou uma reunião de emergência entre os membros e não membros da Opep. O intuito da reunião é 
encontrar ações para ajudar o equilíbrio do mercado da commodity. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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No documento enviado ao cartel, o ministro pede que a Opep “realize urgentemente” reuniões extra-
ordinárias para “discutir todos os caminhos possíveis para chegar a ações sérias e imediatas”. As par-
tes envolvidas procuram encontrar um acordo para não agravar a crise internacional, impulsionada 
pelo vírus que assola o planeta. 
O barril de petróleo Brent iniciou o ano cotado a US$ 68,75, e fechou a última sexta-feira (20) negoci-
ado a US$ 27,58, uma desvalorização de mais de 59%. 
Já o barril WTI começou o ano a US$ 60,99 e está cotado a US$ 22,43, uma queda ainda mais acen-
tuada, de 63,22%. Diferentemente das outras crises, esse incidente recai sobre a demanda, o que fez 
os preços caírem e os exportadores, principalmente os menores, sofrerem. 
A Clara Importância Do Petróleo 
O petróleo é um recurso estratégico e extremamente importante para a economia global, possuindo 
derivados como a gasolina e o diesel, utilizado em meios de transporte. Além disso, é a origem de al-
guns tipos de solventes, lubrificantes industriais e plástico, como muitos dos produtos farmacêuticos e 
de enfermagem, necessários para combater o coronavírus. 
As maiores potências do mundo, como Estados Unidos e Japão, além da própria China, podem apre-
sentar uma forte instabilidade econômica durante as crises de oferta, de demanda ou de preços do 
petróleo. 
Entretanto, com o avanço das energias renováveis, como a eólica, o petróleo passa a ser paulatina-
mente substituído por outras formas energéticas. Por ser uma energia não renovável e extremamente 
poluente, o petróleo certamente acabará, o que pode mudar o rumo da economia global. 
Impacto No Mercado 
A queda dos preços do petróleo, juntamente ao pânico causado pelo avanço do coronavírus, impac-
tou o mercado de forma acentuada, sobretudo as empresas que dependem do petróleo em suas ope-
rações. 
As ações da Petrobras (PETR3; PETR4), companhia que já foi a maior empresa da América La-
tina por anos, apenas em março já desvalorizaram mais de 54%. Os papéis estão cotados a R$ 12, 
mesmo patamar de julho de 2017. Nas últimas duas semanas, a companhia já perdeu aproximada-
mente R$ 175 bilhões em valor de mercado. 
Já a PetroRio (PRIO3), uma small cap da bolsa brasileira, viu suas ações caírem mais de 70% ape-
nas nas últimas três semanas. As ações ordinárias da petroleira chegaram a ser cotadas a R$ 48,80 
no dia 4 de fevereiro, e fecharam o pregão na B3, na última sexta-feira, a R$ 12,40. 
Nos Estados Unidos, a Exxon Mobil (NYSE: XOM) operou em queda de quase 5% na última sessão 
da Bolsa de Valores de Nova York, cotadas a US$ 32,74. Em 2020, os papéis da petroleira norte-
americana já desvalorizaram 53% 
O Ibovespa, maior índice acionário do Brasil, fechou a última semana com uma queda de 18,88%, a 
67.069,36 pontos, em uma de suas piores semanas na história. Os últimos sete dias foram marcados 
pela explosão de casos confirmados do coronavírus, sobretudo no Ocidente, seguido de uma alta vo-
latilidade no preço do petróleo. 
5. Impeachment do Trump 
Impeachment: Trump é inocentado em julgamento no Senado e se mantém presidente 
Em votação histórica que durou pouco mais de meia hora, a maioria dos senadores americanos vo-
tou, nesta quarta-feira (5/2), pela absolvição do presidente Donald Trump, que havia sofrido impeach-
ment pela Câmara alguns meses antes. Com o desfecho, que já era esperado, Trump permanece na 
Presidência para disputar a reeleição em 3 de novembro. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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No julgamento da primeira acusação (ou, no termo técnico, artigo de impeachment), 52 senadores 
votaram a favor de Trump, e eram necessários dois terços da Casa (67) para que ele fosse conde-
nado e removido do cargo — os votos pela condenação foram 48. O placar foi semelhante na votação 
da segunda acusação: 53 a 47 em favor de Trump. 
O processo de impeachment reforçou a polarização partidária nos EUA: enquanto a Câmara, de mai-
oria democrata (oposição), defendeu a saída do presidente, o Senado, de maioria republicana (par-
tido de Trump), o absolveu. 
Trump era acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso. 
 Os 11 democratas que competirão entre si para enfrentar Trump nas eleições de 2020 nos EUA 
 EUA vão mandar de volta para o México brasileiros que tentam atravessar ilegalmente fronteira 
A primeira acusação remete a um telefonema, em julho passado, entre Trump e o presidente ucrani-
ano, Volodymyr Zelensky, indicando que o americano estava pressionando o líder da Ucrânia a inves-
tigar Joe Biden — pré-candidato democrata para a eleição de novembro — em troca de uma ajuda 
militar financeira americana. 
Diferentes testemunhas ouvidas pela Câmara afirmaram que houve uma tentativa de pressionar os 
ucranianos, algo que Trump negou, dizendo-se vítima de uma "caça às bruxas" partidária. 
Críticos afirmam que isso configura tentativa de influenciar as eleições americanas com a ajuda de 
um país estrangeiro. 
Alguns senadores republicanos afirmaram publicamente considerar a conduta de Trump reprovável, 
mas não o suficiente para afastá-lo do cargo, preferindo a avaliação do povo americano nas urnas. 
Um ponto importante, porém, é que o proeminente senador Mitt Romney votoua favor da condena-
ção de Trump por abuso de poder, tornando-se o único republicano a defender a saída do presidente 
e contrariando a maioria de seu partido. 
Antes da votação, ao explicar seu voto, Romney (que foi o candidato presidencial republicano na elei-
ção de 2012) afirmou acreditar que Trump é "culpado de um estarrecedor abuso da confiança pú-
blica". 
A segunda acusação da Câmara, de obstrução do Congresso, tentava imputar ao presidente uma su-
posta tentativa de dificultar as apurações legislativas sobre sua conduta. A acusação também foi re-
jeitada. 
Pouco depois da votação, Trump não escreveu nada no Twitter, mas postou um vídeo que o mostra 
"em campanha para todas as eleições futuras". 
Seu chefe da campanha de reeleição de Trump, Brad Parscale, afirmou em comunicado que "agora é 
hora de voltar ao negócio (relacionado) ao povo americano". 
"Esse terrível suplício (do julgamento) sempre foi uma tática de campanha de invalidar os votos de 63 
milhões de americanos em 2016 e um esforço de interverir na eleição de 2020", opinou. 
Ao fim da sessão desta sexta, o líder republicano rasgou os artigos de impeachment e postou o vídeo 
no Twitter, em uma ironia com ato protagonizado na véspera pela líder democrata na Câmara Nancy 
Pelosi — que rasgou o discurso de Estado da União de Trump perante as câmeras. 
Pelosi disse a repórteres que, independentemente do julgamento do Senado, Trump permaneceria 
"impichado por toda a vida" pela Câmara. 
Trump é o terceiro presidente americano a passar pelo processo de impeachment. Antes dele, foram 
Andrew Johnson, em 1868, e Bill Clinton, em 1998. Ambos sofreram o impeachment pela Câmara, 
mas depois foram absolvidos em seus julgamentos no Senado. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Polêmica das testemunhas 
O Senado sinalizava pela absolvição do presidente desde o início do processo e isso foi reforçado na 
sessão de sexta-feira passada, quando a maior parte dos senadores votou contra a convocação de 
mais testemunhas no caso. 
A principal testemunha que deixou de depor no Senado é o ex-conselheiro nacional de segurança re-
publicano John Bolton, que, segundo relatos sobre seu livro prestes a ser lançado, tem afirmado que 
Trump, em maio de 2019, lhe disse diretamente que não liberasse ajuda militar de quase US$ 400 
milhões à Ucrânia até que os governos ucranianos concordassem em investigar Biden e seu filho, 
Hunter. 
Isso é central no debate em torno do impeachment, já que Trump é acusado de usar a ajuda militar 
em questão para pressionar o governo ucraniano a investigar um adversário eleitoral — o que, para 
críticos, configurou tentativa de interferência nas eleições americanas e abuso de poder. 
Trump, em contrapartida, chamou de mentirosa a fala atribuída a Bolton. 
Democratas, por sua vez, sinalizaram, ao final da sessão desta quarta, que pretendem intimar Bolton 
a depor mesmo com o fim do julgamento. "Quando se tem um presidente sem lei, é preciso trazer 
isso à frente", afirmou, segundo o The New York Times, o senador democrata Jerrold Nadler. 
Já o advogado de Trump indicou, durante as sessões no Senado, que tudo que um presidente faz a 
serviço de sua própria reeleição pode ser considerado de interesse público e, portanto, não passível 
de impeachment. 
A partir de agora, com a absolvição de Trump, a expectativa é de que tanto governistas quanto oposi-
ção voltem suas atenções à campanha eleitoral e às primárias democratas, que definirão o candidato 
a enfrentar o presidente nas urnas em 3 de novembro. 
6. Eleições presidenciais na América do Sul 
Falando em disputas presidenciais, Rebecca Guimarães aponta que é importante também o candi-
dato ficar atento às eleições presidenciais na América do Sul. 
Uma das que tiveram destaque foi a do Uruguai, com a vitória de Luis Lacalle Pou, pois isso muda as 
perspectivas do país sul-americano. De centro-direita, o presidente foi eleito após 15 anos consecuti-
vos de governos de esquerda no país. 
Na região, há destaque também para a eleição presidencial da Argentina, com a posse de Alberto 
Fernández, e a ida do vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, nesta posse. 
Cristina Kirchner, como vice, volta a estar nos noticiários envolvida com a crise econômica, emprésti-
mos junto ao FMI com juros altos e uma dinâmica econômica que preocupa, segundo a professora 
Rebecca. 
Outro país no continente que também passou por eleição presidencial – está muito tumultuada – foi a 
Bolívia. Na ocasião, a vitória de Evo Morales foi contestada e novas eleições foram marcadas para 
maio de 2020. 
7. Guerra comercial entre China x Estados Unidos 
Guerra Comercial: Entenda As Tensões Entre China E EUA E As Incertezas Para A Economia 
Mundial 
A disputa comercial entre China e Estados Unidos vem causando preocupações em todo o mundo 
desde o começo de 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, fez o primeiro anún-
cio de tarifas impostas sobre produtos chineses. Desde então, houve tentativas de acordo, novas 
ameaças e negociações de tréguas, sem que a situação chegasse a uma solução definitiva. 
Em dezembro de 2019, em uma primeira fase das negociações comerciais, os dois países decidiram 
suspender novas tarifas sobre importações. A decisão veio cerca de dois meses depois de Trump 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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anunciar que estava chegando ao que seria uma "primeira fase" de um acordo comercial com a 
China. 
Essas novas rodadas de conversas vieram depois de um momento de piora nas tensões entre China 
e Estados Unidos. Em agosto, a disputa chegou a passar dos anúncios e ameaças de tarifas sobre 
produtos importados para o campo cambial. Isso porque, em reação a uma nova rodada de tarifas 
dos EUA, a China desvalorizou fortemente sua moeda, o iuan, e foi acusada de manipulação. 
Veja abaixo perguntas e respostas para entender o que é a guerra comercial e quais são seus possí-
veis impactos: 
O Que É A Guerra Comercial? 
Com o argumento de que busca proteger os produtores norte-americanos e reverter o déficit comer-
cial que os Estados Unidos tem com a China, Trump vem anunciando desde 2018 tarifas sobre pro-
dutos importados do país asiático. O objetivo é dificultar a chegada de produtos chineses aos Estados 
Unidos, o que estimularia a produção interna. O governo da China, por sua vez, tem reagido a esses 
anúncios com retaliações, chegando a impor também tarifas sobre produtos norte-americanos. 
Quando Começou A Atual Guerra Comercial Entre China E Estados Unidos? 
É difícil dizer ao certo quando a disputa, nos moldes em que se encontra agora, foi iniciada, mas al-
gumas datas podem ser consideradas marcantes. Durante a campanha eleitoral, os discursos de Do-
nald Trump já apontavam para uma tendência protecionista, com críticas ao déficit comercial dos Es-
tados Unidos em relação à China. Já como presidente, Trump fez o primeiro anúncio de taxas sobre 
produtos chineses em março de 2018. Desde então, já anunciou outras medidas e ameaçou adotar 
outras. A China tem respondido também com barreiras comerciais aos produtos norte-americanos e 
ameaças. 
Por Que A Guerra Comercial É Motivo De Preocupação? 
Os Estados Unidos têm a maior economia do mundo e a China, a segunda. Por isso, se os dois paí-
ses sofrerem consequências negativas dessa disputa, o temor é que outros países e a economia glo-
bal como um todo possa ser impactada, em uma reação em cadeia, prejudicando o crescimento do 
Produto Interno Bruto (PIB) global. 
Em seu relatório de julho, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que o crescimento mundial 
segue em ritmo moderado diante da piora das relações entre China e Estados Unidos. A preocupa-
ção é com o comércio global. Segundo o FMI, no primeiro trimestre de 2019, as tensões comerciais 
ajudaram a puxar uma desaceleração acentuada nas economias emergentes da Ásia. "Cadeias de 
fornecimento de tecnologia global foram ameaçadas pela possibilidade de os Estados Unidos impo-
rem sanções."As tensões geopolíticas foram citadas no documento em que o Fundo reduziu sua estimativa de cres-
cimento para 3,2% em 2019 e 3,5% em 2020 (0,1 ponto percentual a menos que no relatório anterior, 
de abril). 
Com essas incertezas, notícias sobre a guerra comercial costumam influenciar o mercado financeiro. 
Quando o cenário piora com novas ameaças e quebras de acordo, por exemplo, a tendência é que 
investidores busquem alternativas mais seguras para seu dinheiro, fazendo com que os índices das 
bolsas em todo o mundo recuem. 
Diversos órgãos vêm demonstrando preocupação sobre a guerra comercial. O Federal Reserve (Fed, 
banco central dos Estados Unidos), por exemplo, diz que segue monitorando com cuidado os impac-
tos da guerra comercial para decidir o rumo da taxa de juros. 
 BC dos EUA diz que empresários estão preocupados com guerra comercial; economia cresce mo-
destamente 
No Brasil, o mesmo ocorre com o Banco Central, que tem apontado em seus relatórios que os rumos 
das disputas estão entre os fatores que determinam as decisões sobre o futuro dos juros. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Quais As Perspectivas De Solução? 
China e Estados Unidos concordaram sobre a primeira fase de negociações comerciais, suspen-
dendo a aplicação de novas tarifas sobre importações que já tinham data para entrar em vigor. O 
vice-ministro de comércio chinês, Wang Shouwen, disse que que os EUA concordaram em reduzir 
gradativamente as tarifas adicionais impostas aos produtos chineses. A China, por sua vez, se com-
prometeu a aumentar a importação de energia, produtos agrícolas e farmacêuticos, além de serviços 
financeiros dos EUA. 
 
China e EUA confirmam que chegaram a primeira fase do acordo comercial 
Essas negociações foram feitas cera de dois meses depois Trump anunciar que os dois países ha-
viam chegado ao que seria uma "primeira fase" de um acordo comercial. 
A tentativa anterior de negociação havia sido interrompida dois meses antes, com Trump rompendo 
a trégua acertada após o encontro no G20 com o presidente da China, Xi Jinping. O rompimento se 
deu com o anúncio de mais tarifas sobre produtos chineses – medida que foi retaliada pela China 
com a suspensão da compra de produtos agrícolas dos Estados Unidos. Houve ainda acusação dos 
EUA de que a China estaria usando de manipulação cambial, após o país asiático deixar o iuan cair a 
seu menor nível em relação ao dólar em quase uma década. 
Carlos Gustavo Poggio, professor do curso de Relações Internacionais da FAAP, diz que a recente 
sequência de episódios “claramente é uma piora” da situação. “Mostra que essa guerra comercial 
pode sair do controle e ter um impacto maior do que a gente imagina. Essas coisas não são facil-
mente controláveis. ” 
Para Carlos Eduardo Lins da Silva, professor do Insper, a passagem da disputa para o campo do 
câmbio “é um episódio bem importante, porque até agora a disputa estava limitada a taxações". 
"Agora, entra num novo capítulo que pode ter consequências muito mais sérias”, diz. 
As tensões são apenas comerciais? 
 
Notas iuan e dólar - Washington acusa Pequim de 'manipular capitais' — Foto: Getty Images 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Para especialistas, não. “Essa é uma disputa que está além da questão econômica, é uma questão 
geopolítica”, diz Poggio. “Estamos diante da primeira grande disputa geopolítica do século 21, entre 
duas superpotências. ” 
O professor aponta que a disputa é resultado do crescimento rápido da China nas últimas décadas, 
que reordenou a lógica dos mercados consumidores e da produção em todo o mundo. 
“Uma potência que está emergindo incomoda a potência que está estabelecida. Esse é um problema 
clássico das relações internacionais: como acomodar uma potência em ascensão em um sistema in-
ternacional com potências já estabelecidas? ”, explica Poggio. 
Silva comenta que o “estilo belicoso” de Trump é o que explica o surgimento dessa disputa comercial 
declarada, mas que “a China e os Estados Unidos têm diferenças econômicas há muitas décadas”. 
Mesmo com os ataques diretos de Trump à China, os especialistas dizem que essa parece não ser 
uma questão individual do presidente nos Estados Unidos. Isso porque, nos discursos de políticos de-
mocratas (ou seja, adversários ao republicano Trump) que estão precedendo o período eleitoral, não 
há promessas sólidas de encerrar a guerra comercial. 
“Não se vê críticas dos democratas. Parece então que está se consolidando na sociedade americana 
a ideia de que tem que enfrentar a China de alguma forma”, analisa Poggio. 
“Existe uma tendência de se manter alguma dureza com a China – afinal, esse discurso elegeu 
Trump e 40% dos americanos ainda o aprovam. Esse eleitorado não pode ser desprezado”, comple-
menta Silva. “De qualquer maneira, seja quem for o candidato eleito nas próximas eleições, vai demo-
rar um tempo para que as relações com a China sejam refeitas”. 
Os EUA deram início à disputa, mas podem ser prejudicados? 
Container com produtos chineses em terminal de Boston, em Massachusetts. — Foto: Brian 
Snyder/Reuters 
Apesar das preocupações de especialistas sobre os impactos da guerra comercial, os últimos indica-
dores econômicos divulgados pelos EUA têm mostrado um cenário positivo. No entanto, analistas 
ainda apontam incertezas sobre a solidez da boa situação econômica, especialmente porque já há 
sinais de desaceleração. 
 Economia dos EUA: melhor do que nunca ou em risco de recessão? 
“Todos os efeitos positivos da economia americana nos últimos dois anos são resultado da reforma 
tributária que o Trump conseguiu passar pelo Congresso. Foi a grande vitória dele como presidente, e 
deriva dela todo o sucesso da economia americana. Isso vai durar mais uns dois anos e meio”, prevê 
Silva. 
“Só que o resultado da reforma tributária vai ser um rombo no orçamento americano sem preceden-
tes, e em algum momento ele vai ter que ser coberto. E a guerra comercial só faz aumentar esses 
problemas, por exemplo, com subsídios para os produtores agrícolas poderem compensar prejuízos 
com a queda de suas exportações de seus produtos para a China”, diz Silva. 
Sobre a guerra comercial, Poggio diz que “tem sim uma preocupação porque mexe totalmente com a 
cadeia produtiva agrícola, desde a produção do maquinário. Afeta um setor que é importante para a 
economia americana, que é o rural”. 
Silva aponta que as perspectivas são preocupantes especialmente pelo temperamento de Trump. “O 
que parece mais grave é que Trump dá cada vez mais sinais de que age basicamente seguindo seus 
instintos. Tem ouvido cada vez menos seus assessores, anuncia decisões pelo Twitter às vezes pe-
gando de surpresa assessores próximos. E, como todos sabemos, o nível de conhecimento dele da 
história e da geografia da região asiática é muito pequena. Ele é ignorante nesses assuntos, então a 
probabilidade de tomar decisões erradas é muito grande. ” 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Quais podem ser os impactos da guerra comercial para o Brasil? 
 
China é o mercado número 1 da soja brasileira, um dos nossos principais produtos de exportação — 
Foto: Anderson Viegas/G1 MS 
É difícil mensurar exatamente o efeito que o agravamento da disputa entre China e Estados Unidos 
deve ter para o comércio exterior do Brasil. 
A China é um dos parceiros comerciais mais importantes para o Brasil. O mercado chinês é o destino 
número 1 dos nossos principais produtos exportados: soja, petróleo e minério de ferro. 
Os EUA eram o segundo maior fornecedor de soja da China antes da guerra comercial, mas as im-
portações caíram bastante após o governo chinês ter adotado tarifas de 25% sobre as cargas norte-
americanas. Se a China passar a comprar menos soja dos Estados Unidos, por exemplo, pode haver 
um aumento da procura pelo grão brasileiro. 
Por outro lado, se a desaceleração da economia chinesa se tornar ainda maior por conta da disputa 
com os EUA, sua demanda por petróleo eminério se tornaria menor, o que poderia prejudicar as ex-
portações brasileiras. 
No entanto, analistas apontam que ainda é cedo para tirar conclusões. “Essa questão é complexa, 
porque pode ter benefícios de um lado e prejuízos de outro”, diz Poggio. “O setor agrário brasileiro 
pode se aproveitar, mas isso é pontual”, diz ele, destacando especialmente o risco de a disputa co-
mercial estar “descambando” para uma “guerra cambial”. 
“Se descambar para a guerra cambial, pode ter queda de bolsas e uma recessão mais aguda. E isso 
afetaria não só o Brasil, como outros países. ” 
8. Revisão do Bloco Econômico NAFTA 
USMCA 
Estados Unidos, Canadá e México são países da América do Norte que faziam parte de um tratado 
comercial conhecido como Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio). Esse foi atualmente 
substituído por um novo tratado conhecido como USMCA, ou “Nafta 2.0”. Essa substituição ocorreu 
após uma longa negociação entre os governantes dos países participantes e traz novas especifica-
ções para o comércio estabelecido entre seus membros. 
Significado de USMCA 
USMCA é uma sigla em inglês que indica United States – Mexico – Canada Agreement. Em Portu-
guês, Acordo Estados Unidos – México – Canadá, iniciado em 2017 e assinado em 2018. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Histórico 
 
USMCA corresponde à sigla em inglês para o acordo comercial firmado entre Canadá, Estados Uni-
dos e México. 
A fim de modernizar o antigo acordo existente entre os três países da América do Norte: Canadá, Es-
tados Unidos e México, o atual presidente dos Estados Unidos propôs algumas mudanças em relação 
ao comércio entre os países. A ideia é incentivar zona de livre comércio entre os membros mediante 
uma nova versão. 
O antigo acordo vigorava desde 1994. A decisão de fazer alterações iniciou-se 2017 e foi tomada 
cerca de um ano e alguns meses depois após diversas negociações. O atual presidente dos Estados 
Unidos, Donald Trump; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; e o primeiro ministro do Ca-
nadá, Justin Trudeau, decidiram substituir o acordo no último prazo final, 30 de novembro de 2018 em 
Buenos Aires, na Argentina enquanto realizava-se a Cúpula do G20. Contudo, apesar de já ter sido 
ratificado por todos os países participantes, o acordo ainda não entrou em vigor, sendo necessária a 
aprovação da legislação de cada país. 
Donald Trump, ao propor um novo acordo, acreditava que a economia dos Estados Unidos sofria pre-
juízos principalmente em relação ao comércio estabelecido com o país mexicano. Era, portanto, se-
gundo a visão estadunidense, alterar alguns pontos do acordo a fim de evitar desgaste dos setores 
econômicos dos Estados Unidos. 
Objetivo do USMCA 
O principal objetivo do USMCA é incentivar a zona de livre comércio entre os países membros, de-
senvolvendo as economias e facilitando a comercialização de bens e serviços. Especificamente em 
relação aos Estados Unidos, Trump acredita que o antigo acordo tornava o comércio estadunidense 
menos competitivo, portanto, sendo mais benéfico para México e Canadá. O novo acordo pretende 
então aumentar a proteção do mercado dos Estados Unidos e liberar os demais. 
E o Nafta? 
 
Após o novo acordo assinado por Estados Unidos, Canadá e México, o Nafta dá lugar a uma nova 
atualização chamada de USMCA. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Tratado Norte-Americano de Livre Comércio ou Nafta, sigla em inglês para North American Free 
Trade Agreement é um tratado de livre comércio estabelecido entre Estados Unidos, México e Ca-
nadá. O Nafta foi ratificado em 1993 e entrou em vigor em janeiro de 1994, perdurando por quase 
vinte e cinco anos até ser substituído pelo novo acordo chamado USMCA em 2018. 
O Nafta tinha como objetivo promover o comércio entre seus membros, eliminando os possíveis obs-
táculos e restrições. A facilitação abrangia diversos setores da economia como o primário no que 
tange à agricultura e pecuária; o secundário com as indústrias especialmente a automobilística e de 
eletrônicos e obviamente o terciário com o comércio de produtos e serviços. O Nafta também promo-
via a proteção de direitos autorais e a propriedade intelectual. 
Vale ressaltar que apesar da desobstrução dos obstáculos, o acordo não atropelava a legislação de 
cada país. Outra característica é que apenas circulava entre os países mercadorias. Não há no Nafta 
como também não há no USMCA a livre circulação de pessoas como ocorre em blocos econômicos 
como a União Europeia. 
Segundo pontos do próprio Nafta, suas principais ambições são além de facilitar o comércio entre os 
países, diminuir as barreiras alfandegárias no que diz respeito aos produtos importados; oferecer 
boas e justas condições para validar a competição na área de livre comércio; alavancar o número de 
investimentos entre os países, dentre outros. 
A decisão de substituir o Nafta advém das inúmeras críticas sofridas desde sua criação. Sabe-se que 
o acordo movimenta milhões entre os países membros, contudo, é visível a enorme discrepância en-
tre as economias. Não é difícil enxergar que a economia do México apresenta uma grande dependên-
cia dos Estados Unidos, fazendo com que muitos trabalhadores mexicanos ficassem contra o acordo 
por acreditarem que os estadunidenses se encontram em vantagem em relação aos produtos agríco-
las produzidos no México. 
Do outro lado, estão as críticas vindas dos Estados Unidos que ao ver muitas indústrias migrando 
para o território mexicano visto às enormes vantagens em relação aos impostos cobrados e a mão de 
obra mais barata, acreditavam estarem sendo prejudicados economicamente, perdendo empresas e 
também deixando de gerar empregos em seu território. 
Há ainda as críticas vindas dos canadenses. Sabe-se que o Canadá é o maior parceiro comercial dos 
Estados Unidos. Muitos canadenses acreditam que essa parceria estabelece uma limitação em rela-
ção ao comércio do Canadá com os demais países, prejudicando então sua economia. 
O Que Muda? 
O novo acordo ainda mantém o mesmo objetivo do antigo acordo. Contudo, a nova atualização pro-
posta traz algumas mudanças propostas especialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald 
Trump, que acreditar ser uma inovação ao acordo. Inicialmente essas propostas foram aceitas bilate-
ralmente, apenas pelo governo mexicano. E após diversas negociações, o Canadá também aceitou a 
nova versão. As principais mudanças são: 
 Como já dito anteriormente, o acordo deixa de ser chamado de Nafta para ser chamado de USMCA. 
 A cláusula de revisão sofreu alteração. O antigo acordo não tinha validade. Já o novo acordo ficará 
em vigor por 16 anos, sendo revisado a cada 6 anos passível de prorrogação. 
 O setor agropecuário do Canadá abrirá o mercado, diminuindo as barreiras, especialmente do setor 
de laticínios. O governo estadunidense alegava que a alta tarifa cobrada na importação era prejudicial 
ao comércio entre os países. 
 Aumento da proteção da propriedade intelectual abrangendo especialmente farmacêutico, inova-
ções na agricultura, escritores e compositores. Houve aumento do período de direitos para 70 anos 
após a morte do criador. 
 O setor automotivo também sofreu alterações. Agora é previsto que 75% das peças dos carros se-
jam fabricadas nos Estados Unidos por trabalhadores que ganhem em média 16 dólares por hora. Há 
então o impedimento da transferência de indústrias para locais com mão de obra barata. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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 O novo acordo veta os direitos aduaneiros para produtos distribuídos de forma digital como jogos e 
livros eletrônicos. 
9. Crise diplomática Brasil x China 
A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil. Segunda maior economia do mundo, o país tem 
no país sul-americano um de seus principais fornecedores de recursos naturais. 
Apesar disso, o professor Alessander Mendes alerta para uma crise diplomática que surgiu recente-
mente entre os dois países como um assuntoque se destacou nas notícias. 
Um exemplo foi um comentário do ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, em uma rede 
social, em que insinuou que a China iria sair fortalecida da crise atual, associando a origem da Covid-
19 ao país asiático. 
Comentário reforçado também pelo ministro da Relações Exteriores do Brasil, como aponta o profes-
sor Alessander: 
“O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, disse que o Brasil não iria se retratar e que, na 
verdade, a China faz parte de um plano global para espalhar o comunismo para o mundo como um 
todo e para o socialismo global. ” 
10. Kim Jong-un 
Como a Coreia do Norte é um dos países mais fechados do mundo, o sumiço do presidente Kim 
Jong-un, no mês de abril de 2020, fez crescer boatos sobre o estado de saúde e a até uma possível 
morte do ditador. 
Segundo a professora Rebecca, tudo que diz respeito à Coreia do Norte tem grande possibilidade de 
repercutir no mundo. 
“Lembre-se que o país é detentor de bomba atômica”, alerta a professora Rebecca Guimarães. 
O pai adotivo sul-coreano que virou professor em casa para 10 meninos norte-coreanos deser-
tores 
A pandemia de coronavírus obrigou milhões de pais em todo o mundo a educar seus filhos em casa. 
Mas, para um homem em Seul, na Coreia do Sul, essa tarefa tem sido particularmente difícil. 
 'A reação do governo parecia cena de filme': como é ter Covid-19 na Coreia do Sul 
 Thae Young-ho, o desertor norte-coreano eleito para o Congresso na Coreia do Sul 
Kim Tae-hoon, de 45 anos, "adotou" 10 meninos norte-coreanos que desertaram do regime repres-
sivo de Pyongyang sem seus pais. O mais novo tem apenas 10 anos e o mais velho, 22. 
 
 
Filho mais jovem de Kim tem 10 anos e mais velho, 22 — Foto: Kim Tae-Hoon 
Em condições normais, eles deveriam estar frequentando a escola ou a universidade — como é o 
caso de Gun-seong, de 22 anos, mas, no mês passado, estudantes sul-coreanos se viram obrigados 
a ter aulas online devido à crise da Covid-19. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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No primeiro dia da educação à distância, Kim, conversando com a BBC por chamada de vídeo, con-
duz os meninos a uma mesa grande no segundo andar de sua casa, onde o sinal de wi-fi é mais 
forte. 
"Acho melhor você colocar os fones de ouvido porque provavelmente nossa conversa vai ficar inaudí-
vel — é muita gente falando ao mesmo tempo", diz ele. 
Como seria de se esperar, são muitos os desafios. Lidar com sistemas online desconhecidos por 
meio de dispositivos tecnológicos alugados do escritório local de educação é um deles. 
Os logins de dois dos meninos da mesma série se misturaram, e Geum-seong, de 15 anos, que de-
sertou da Coreia do Norte há um ano, precisa de mais ajuda do que os outros. Ele não está acostu-
mado a enviar deveres de casa pela internet. 
Enquanto isso, Junseong, o caçula da família, é repreendido por assistir ao YouTube em seu tablet. 
Dois dias depois, Kim diz que os meninos se estabeleceram em sua nova rotina sob seu olhar atento. 
Oito dos filhos de Kim desertaram sozinhos ou com irmãos e não têm outros laços familiares no sul. 
Existem várias razões para apenas crianças deixarem a Coreia do Norte. Muitas delas vivem apenas 
com seus avós, idosos demais para acompanhá-las. Outras têm pais que são separados e não po-
dem se organizar para que toda a família conclua a difícil jornada. 
"Eles mandam o filho para a Coreia do Sul para tentar uma vida melhor. Mesmo filhos pequenos — 
eses escapam levados nas costas do atravessador", explica Kim. 
Segundo o Ministério da Unificação, havia 33.658 desertores norte-coreanos no sul em março deste 
ano, dos quais cerca de 15% tinham 19 anos ou menos. 
E a partir de 2017, o governo informou que 96 crianças chegaram ao sul sem os pais, segundo notí-
cias veiculadas pela imprensa. 
O Ministério da Unificação é um órgão do governo sul-coreano encarregado de preparar uma futura 
reunificação entre as duas Coreias, separadas desde a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953. Entre 
suas atribuições, estão cuidar dos processos de admissão de desertores norte-coreanos e assentá-
los no país. 
Kim nunca imaginou que se tornaria o 'pai adotivo' dos meninos. 
 
Kim (de pé, no meio) adotou dez meninos — Foto: Kim Tae-Hoon 
Babá Permanente 
Quinze anos atrás, Kim trabalhava no setor editorial. Nas horas vagas, atuava como voluntário na Ha-
nawon, uma instalação de reassentamento administrada pelo governo em Seul, onde todos os deser-
tores norte-coreanos vivem por três meses e fazem um curso para prepará-los à integração na socie-
dade sul-coreana. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Ali, Kim conheceu um menino chamado Ha-Ryong, que havia acabado de deixar o centro com sua 
mãe. Ela conseguiu um emprego, mas trabalhava longe de casa e tinha que deixar o filho sozinho. 
Ha-Ryong tinha dez anos na época e perguntou a Kim se ele poderia ser seu cuidador (babá), um pa-
pel que acabou assumindo permanentemente. 
Quem não gostou disso foram os pais de Kim, que desaprovaram essa interação e cortaram todos os 
laços com ele por vários anos. 
Ele passou, então, a acolher mais crianças norte-coreanas, uma após a outra. O menino que viveu 
com Kim por mais tempo é Cheol-gwang. 
Cheol-gwang chegou ao sul na véspera do Natal de 2012, com apenas 11 anos. Cheol-gwang e a 
irmã tentaram inicialmente fugir com a mãe, mas foram pegos pelos guardas e detidos. Ele foi liber-
tado sozinho e sua irmã, três meses depois. Mas sua mãe nunca reapareceu. 
Eventualmente, Cheol-gwang e sua irmã conseguiram escapar para o sul. 
À medida que sua família crescia, Kim se registrou no Ministério da Saúde e Bem-Estar da Coreia do 
Sul para formar o que é conhecido como "casa do grupo" — a menor forma de instituição no país que 
pode oferecer a crianças sem pais ou responsáveis um ambiente familiar alternativo. 
"Mas meus filhos veem (isso) aqui como uma casa verdadeira, não um abrigo", diz Kim. 
Com relação aos pais de Kim, eles finalmente aceitaram sua decisão e agora são seus mais fervoro-
sos defensores, tratando os meninos como netos adotivos. 
Compras E Lavar Roupas 
Geum-seong admite que teve medo de Kim no início. "Quando o vi pela primeira vez, pensei que era 
um cara mau. Porque um homem com uma barriga grande na Coreia do Norte geralmente é um ofi-
cial de alto escalão", diz ele timidamente, com seu ainda forte sotaque norte-coreano. 
Kim diz que a logística é desafiadora, mas ele mesmo faz todas as tarefas. 
"A parte mais difícil é fazer compras. Enquanto estão crescendo, comem como cavalos. Carrego meu 
carrinho com grandes quantidades de comida, mas é frustrante porque tudo acabará em apenas um 
dia", diz ele. 
A comida é armazenada em seis geladeiras. Duas máquinas de lavar roupa funcionam sem parar to-
dos os dias. Kim precisa aspirar a casa constantemente. 
 
Duas máquinas de lavar não param de funcionar todos os dias — Foto: Kim Tae-Hoon 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Mas ele diz que não pede ajuda aos meninos, argumentando que o mais importante é que eles este-
jam bem alimentados. 
"Não peço a eles outra coisa senão ter um bom comportamento... Foi assim que fui criado por meus 
pais." 
É tanto trabalho que Kim não consegue manter um emprego regular, mas recebe alguns benefícios 
governamentais e ajuda corporativa. 
Ele diz que não se sente à vontade para receber doações e, recentemente, abriu um pequeno café na 
tentativa de obter alguma independência econômica. 
Mas não são apenas os desafios financeiros que Kim e sua família adotiva precisam superar. 
Preconceito 
Existe um forte preconceito contra os desertores norte-coreanos no sul. 
No início, Kim teve que mudar de casa com bastante regularidade como resultado do aumento do alu-
guel ou da necessidade de espaço extra, pois continuava a receber cada vez mais meninos. Ele diz 
que sempre que fazia isso, era recebido com olhares tortos por seus novos vizinhos. 
"Sempre que nos mudávamos, os vizinhosde alguma forma descobriam ... Alguns até me enviaram 
uma mensagem para me avisar que os desertores deveriam ser mais discretos." 
'Espião norte-coreano' 
Em uma ocasião, a casa de Kim foi visitada pela polícia. Um colega de escola de um dos filhos adoti-
vos de Kim alegou que o menino era um espião da Coreia do Norte. 
"Quando os sul-coreanos ouvem que alguém é da Coreia do Norte, tendem a menosprezá-los, e al-
guns até mostram hostilidade. É muito triste porque meus filhos ainda são adolescentes. Eles não de-
vem ser vistos pelo prisma político", diz Kim. 
De fato, como resultado disso, muitos jovens desertores norte-coreanos acabam abandonando a es-
cola. 
"Não estou dizendo que as escolas alternativas são ruins. Mas não precisamos disso, porque posso 
dar total suporte a meus filhos em casa. Acredito que ter amigos (sul-coreanos) e criar memórias em 
escolas regulares será um grande trunfo para essas crianças", diz ele. 
Há sete anos, um dos meninos, Jin-beom, decidiu concorrer à presidência do grêmio estudantil. 
Seu professor ligou para Kim para dizer que estava preocupado. O docente acreditava que a experi-
ência poderia ser traumática para o menino. Kim disse que Jin-beom ficaria ainda mais magoado se 
soubesse que seu professor havia feito o telefonema. 
Mais tarde, Jin-beom foi o mais votado por seus colegas de classe. 
Projetos familiares 
 
Kim e sua família em viagem recente — Foto: Kim Tae-Hoon 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Todos os anos, a família escolhe um projeto para fazer junta. Às vezes, é uma exposição de arte, às 
vezes um musical. Mais recentemente, foi um livro de viagens mostrando fotos que os meninos ha-
viam tirado da Coreia do Sul. 
"Meus meninos disseram que estavam curiosos sobre duas coisas antes de entrar na sociedade core-
ana", diz Kim. 
"Uma era a aparência da Coreia do Sul... e a outra era "e se os sul-coreanos não gostarem de 
mim?"", conta Kim. "Então, decidimos documentar a paisagem sul-coreana enquanto viajávamos". 
 
Pinturas feitas pelos meninas retratando Coreia do Norte — Foto: Kim Tae-Hoon 
A ideia é doar cópias do livro para crianças em Hanawon para ajudá-las a perder o medo do desco-
nhecido. 
Os filhos adotivos de Kim estão animados com o futuro na Coreia do Sul. Eles pretendem seguir car-
reiras diversas, como ilustração de quadrinhos, arquitetura e atletismo. 
Ha-Ryong, a primeira das crianças que Kim adotou, já não mora mais com a família. Ele está em seu 
último ano de sociologia na universidade. 
Não importa o que acontecer no futuro, Kim diz que as portas de sua casa sempre estarão abertas. 
11. Olimpíadas 2020 
As Olimpíadas de Tóquio 2020, no Japão, serão realizadas de 23 de julho a 8 de agosto de 2021. 
Elas foram adiadas em um ano por causa da pandemia do coronavírus Covid-19. A 32ª edição das 
Olimpíadas é a primeira da Era Modera a ser adiada - outras três foram canceladas por guerras. 
Apesar do adiamento para 2021, o nome dos Jogos Olímpicos de Verão continuará como Tóquio 
2020. As Olimpíadas contarão com 33 modalidades esportivas, com a expectativa de participação de 
mais de 11 mil atletas, os quais representarão mais de 204 países. 
Cidade-Sede 
O COI realizou um processo de seleção para escolha da cidade-sede das Olimpíadas de 2020 
por dois anos. Em 15 de fevereiro de 2012, Madri, Istambul, Baku, Tóquio e Doha tornaram-se cida-
des postulantes a serem sede dos Jogos Olímpicos. Em seguida, Tóquio, Madri e Istambul foram defi-
nidas como as três finalistas a irem para a eleição. 
A escolha de Tóquio como cidade-sede das Olimpíadas foi feita em 7 de setembro de 2013, durante a 
125ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Buenos Aires. A votação final elegeu a capital do 
Japão como anfitriã dos Jogos Olímpicos com 62% dos votos. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Presidente do COI, Jacques Rogge, anuncia Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020. (Cré-
ditos: Reprodução COI / Olympic.org) 
Tóquio foi anunciada oficialmente como sede das Olimpíadas de 2020 na cerimônia de encerramento 
dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, data em que começou a contagem regressiva para 
a 32ª edição da competição. A estimativa orçamentária oficial do Comitê Olímpico de Tóquio foi 
de 12,6 bilhões de dólares para a realização dos jogos. Além desse valor, o governo anunciou o in-
vestimento de 7,5 bilhões de dólares. 
A estrutura dos Jogos Olímpicos conta com 43 locais, sendo 25 já existentes e que passam por adap-
tação para as competições, 10 temporários e 8 novas construções. Algumas modalidades serão dis-
putadas em lugares que foram construídos para as Olimpíadas de 1964 e permanecem em atividade, 
como é o caso do Estádio Olímpico, do Nippon Budokan e do Ginásio Nacional de Yoyog. 
O Estádio Nacional de Tóquio, ou Estádio Olímpico, passa por uma grande reforma para receber a 
abertura e o encerramento dos Jogos Olímpicos, além das modalidades de atletismo e partidas de 
futebol. O novo estádio terá capacidade para 68 mil pessoas, ao custo de cerca de 1,5 bilhão de dóla-
res. 
 
 
Estádio Olímpico é a principal construção dos Jogos de 2020. (Crédito: Reprodução) 
Quem pretende ir às Olimpíadas precisa estar atento para a cidade em que será sediada a competi-
ção escolhida, já que Tóquio dividirá a programação com outras cidades. As partidas de futebol, por 
exemplo, serão disputadas em várias cidades do Japão, como Miyagi, Saitama, Yokohama, Fukus-
hima e Sapporo. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Esportes E Modalidades 
As Olimpíadas de Tóquio de 2020 contarão com 33 esportes a serem disputados por mais de 11 mil 
atletas. Algumas modalidades esportivas têm diferentes categorias de competição, como os esportes 
aquáticos e o atletismo. 
 
 
 
→ Novidades 
Alguns esportes foram incluídos ao hall de competições das Olimpíadas: surf, escalada, skate e bei-
sebol/softbol. Dentro de modalidades esportivas já existentes nos jogos, houve o acréscimo das cate-
gorias de basquete 3x3 e BMX Freestyle (bicicleta). 
Outra novidade dessa edição dos Jogos Olímpicos é o aumento da participação feminina. Foram cria-
das categorias mistas para as competições de revezamento 4x400 metros e 4x100 metros em estilo 
livre nas piscinas, assim como equipes mistas de triatlo, judô, tiro com arco e tênis de mesa. 
→ Paralimpíadas 
As Paralimpíadas são os Jogos Olímpicos voltados para atletas com deficiência física ou cognitiva, 
conhecidos como paratletas. A edição de Tóquio dos Jogos Paralímpicos seria realizada de 24 de 
agosto a 5 de setembro de 2021, mas também foi adiada para 2021. A Paraolimpíada de Tóquio con-
tará com 22 modalidades esportivas. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Os Jogos Paralímpicos de Tóquio contarão com dois novos esportes em suas modalidades de com-
petição: Badminton e Taekwondo. 
Emblema E Mascote 
As Olimpíadas Tóquio 2020 têm um emblema inspirado no “ichimatsu moyo”, formas quadriculadas 
características do período Edo (1603-1867), trazendo a predominância do azul índigo para represen-
tar o que a organização das Olimpíadas chama de “expressão da elegância e sofisticação do Japão”. 
O emblema de Tóquio 2020 é constituído de três formas retangulares, que representam diferentes 
países e culturas. A mensagem escolhida para a 32ª edição das Olimpíadas é “unidade na diversi-
dade”, atribuindo ao esporte a função de celebrar as diferenças. 
 
 
Emblemas das Olimpíadas e Paralimpíadas representam os diferentes países da competição. (Crédi-
tos: Reprodução Comitê de Organização das Olimpíadas Tóquio 2020) 
A mascote das Olimpíadas de Tóquio também segue a cartela de cores e formas do emblema e foi 
nomeada de Miraitowa, nome formado pelas palavras japonesas Mirai (futuro) e Towa (eternidade), 
que representa o desejo de um futuro cheio de esperança nos corações de todas as pessoas do 
mundo. 
 
Miraitowa é o mascote das Olimpíadas, e Someity é o símbolo das Paralimpíadas.(Créditos: Reprodução Comitê de Organização das Olimpíadas Tóquio 2020) 
 ATUALIDADES 
 
 
 
25 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Já a mascote das Paralimpíadas de Tóquio é Someity, criatura inspirada nas tradicionais flores de ce-
rejeira do Japão e que tem um incrível poder mental e força física, simbolizando a superação de obs-
táculos dos paratletas. Seu nome é baseado na junção de Someiyoshino (espécie de flor de cerejeira) 
com o termo “so might” (é possível, em adaptação ao português). 
Medalhas 
A premiação das Olimpíadas é constituída de medalhas destinadas aos três primeiros lugares em 
cada competição ou torneio, sendo o pódio formado pelos medalhistas de ouro, prata e bronze. 
O ranking do quadro de medalhas é definido pela quantidade de medalhas de ouro, seguidas pelas 
de prata e, por último, de bronze. Por exemplo, um país com 5 medalhas de prata e 8 de bronze clas-
sifica-se atrás de um país com 2 medalhas de ouro. Estados Unidos e China devem disputar o pri-
meiro lugar no ranking geral. 
→ Sustentabilidade 
Para as Olimpíadas de Tóquio, o projeto de sustentabilidade da competição utilizará lixo eletrônico 
(material coletado de celulares e outros produtos) para a fabricação da parte interior das mais de 5 
mil medalhas que serão distribuídas aos atletas. As medalhas também terão 0,048 grama de 
ouro, 0,26 grama de prata e 12 gramas de cobre, e os esportistas que conquistarem o primeiro lugar 
terão suas medalhas banhadas com cerca de 6 gramas de ouro. 
Voluntários 
Uma forma de acompanhar as Olimpíadas de Tóquio de perto é atuando como voluntário. São espe-
rados mais de 80 mil voluntários a serem convocados pelo Comitê Organizador, além de mais de 30 
mil que serão solicitados pelo governo local. 
As funções dos voluntários variam conforme a origem da sua convocação (pelo Comitê ou pelo Go-
verno). Confira: 
 Voluntários do Governo: atendimento ao turista, suporte ao site de transmissão das Olimpíadas, ori-
entações de transporte e alojamento. 
 Voluntários do Comitê: atendimento ao público, suporte aos jornalistas, suporte às equipes durante 
os jogos. 
→ Como ser voluntário? 
As inscrições para voluntários das Olimpíadas de Tóquio, por meio do Comitê, foram realizadas de 
setembro a dezembro de 2018. Puderam se candidatar pessoas com 18 anos completos até 2020, 
com nacionalidade japonesa ou visto de residência no Japão para o período dos jogos. 
O voluntário não recebe remuneração, apenas alimentação e pagamento das despesas com trans-
porte, ficando o restante a cargo de quem se voluntariou. As demais oportunidades de voluntariado 
serão preenchidas por convocação do governo de Tóquio, estimando-se o preenchimento de mais de 
30 mil postos. 
Quanto custa ir para as Olimpíadas de Tóquio? 
Ir para as Olimpíadas envolve uma série de gastos e requer pesquisa para evitar surpresas que pos-
sam estourar o orçamento. Confira alguns valores que envolvem a ida para Tóquio. 
 Ingressos 
Cada país tem uma empresa oficial responsável pela venda autorizada de ingressos das Olimpíadas 
de 2020. No Brasil, as vendas estão previstas para a segunda quinzena de julho, e os 25 mil ingres-
sos iniciais serão vendidos. Para evitar imprevistos, procure somente empresas autorizadas para ven-
das e assistência ao turista. 
 ATUALIDADES 
 
 
 
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Os valores informados pelo Comitê Organizador de Tóquio são referentes aos ingressos destinados 
aos residentes no Japão, para os quais os tíquetes já estão sendo vendidos. Apesar da diferença no 
preço final, é possível programar-se pelos preços informados pela organização. Veja: 
1. Cerimônia de Abertura e Encerramento: variam de Y 12.000 ienes (R$ 420) a Y 300.000 ienes (R$ 
10.500) 
2. Competições: variam de Y 2.500 ienes (R$ 87) a Y 130.000 (R$ 4.550), sendo mais da metade 
dos ingressos de Y 8.000 ienes (R$ 280) 
 Passagens 
Fatores como local de partida, companhia aérea e até a data da compra da passagem influenciam no 
valor dos bilhetes aéreos e, conforme as Olimpíadas aproximam-se, a tendência é que os preços fi-
quem mais altos. Além da pesquisa pelas companhias aéreas, ferramentas como o Google 
Flights são úteis para a comparação de valores. Para se ter uma ideia, um voo de ida saindo de São 
Paulo e o de volta também desembarcando na capital paulista variam de R$ 4 mil a R$ 6 mil (os mais 
baratos). A viagem não é direta e pode contar com uma ou mais paradas, ultrapassando 28 horas de 
voo. 
Outro fator importante é saber se será necessário pegar ônibus ou outro transporte para assistir aos 
jogos, já que algumas competições serão realizadas fora de Tóquio, acrescentando o valor da loco-
moção até o destino escolhido. 
 Hospedagem 
Outro gasto para quem vai para as Olimpíadas é a hospedagem. Pessoas que vão em grupos podem 
economizar se optarem por apartamentos, os quais variam de R$ 290 a R$ 800 por dia (sendo o valor 
mais baixo para duas pessoas e os mais altos para até oito). 
Hotéis possuem um custo mais alto se comparados aos hostels e apartamentos, mas são uma boa 
opção para quem prefere contar com serviço de quarto e alguns diferenciais. 
 Transporte 
O transporte público de Tóquio funciona muito bem, por isso é uma boa opção para o turista. O Ticket 
All-Day Tokyo Metro, que permite usar o metrô durante todo o dia, custa cerca de R$ 21 e, caso 
seja Tokyo Metro + Toei Subway, que inclui ônibus, o valor sobe para R$ 34. Já o bilhete indivi-
dual sai por R$ 9,50 para andar até 27 km, enquanto de 28 km a 40 km o preço sobe para e R$ 
10,60. 
 Alimentação 
Os gastos com alimentação variam muito de pessoa para pessoa, mas é possível fazer as três princi-
pais refeições com os seguintes valores: 
1. Café da manhã: R$ 17 a R$ 30 
2. Almoço: R$ 27 a R$ 73 
3. Jantar: R$ 35 a R$ 105 
Comer nos locais dos jogos costuma sair mais caro, já que a organização restringe o comércio dentro 
dos locais de competições somente às empresas conveniadas. No entanto, lojas de conveniência são 
boas opções para quem busca um petisco ou bebida enquanto passeia pela cidade. 
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ATUALIDADE 
 
 
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Os grandes problemas mundiais da atualidade 
Crescimento demográfico rápido: Mesmo considerando que a taxa de fecundidade das mulheres está 
diminuindo nos países desenvolvidos, o crescimento demográfico aliado ao desenvolvimento tecnoló-
gico acelera a pressão sobre os sistemas e recursos naturais, e em geral traz como consequência 
mais impactos ambientais, devido ao aumento na produção industrial e nos padrões de consumo. 
 
Urbanização acelerada: além do rápido crescimento demográfico, a aglomeração de população em 
áreas urbanas está gerando grandes centros com 15 milhões de habitantes ou mais. Esses centros 
de alta densidade populacional demandam maiores recursos, energia e infraestrutura, além de cria-
rem problemas complexos de caráter ambiental, econômicos e principalmente sociais. 
 
Desmatamento: a taxa anual de desmatamento das florestas, especialmente das tropicais, ocasiona 
diversos problemas como erosão, diminuição da produtividade dos solos, perda de biodiversidade, 
assoreamento de corpos hídricos, etc. 
 
Poluição marinha: a poluição marinha está se agravando cada vez mais devido a: descargas de esgo-
tos domésticos e industriais por meio de emissários submarinos, desastres ecológicos de grandes 
proporções, como naufrágio de petroleiros, acúmulo de metais pesados no sedimento marinho nas 
regiões costeiras e estuários, perda de biodiversidade (exemplo: espécies frágeis de corais), poluição 
térmica de efluentes de usinas nucleares e etc. 
 
Poluição do ar e do solo: ocasionada principalmente pelas indústrias, agroindústria e automóveis, por 
meio de emissões atmosféricas das indústrias,

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