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Português Instrumental 
AD1 2025.1 - Métodos e Técnicas de Avaliação 
Professor coordenador: Dr. Sérgio Arruda de Moura 
Mediador a distância: Virgínia Machado Silva 
 
Polo: Itaperuna RJ Matrícula: 25111080066 . 
Estudante: Cassiana Pereira Martins . 
 
Prezado (a) aluno (a), siga as orientações indicadas: 
 
✓ Leia atentamente as questões antes de respondê-las; 
✓ Analise o enunciado de cada questão; 
✓ Faça rascunhas antes da elaboração de sua resposta final; 
✓ Verifique e revise cuidadosamente todas as suas respostas. 
TEXTO I 
Segue abaixo um trecho de uma entrevista com a escritora Clarice Lispector que contém marcas de 
oralidade. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Júlio Lerner e veiculada no programa “Panorama”, da 
TV Cultura, em 1º de fevereiro de 1977. 
Entrevistador : Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector? 
Clarice Lispector : É... eu... é um nome judeu, né? Eu nasci na Ucrânia. 
Entrevistador : Você veio para o Brasil com que idade? 
Entrevistador : Você veio para o Brasil com que idade? 
Clarice Lispector : Com dois anos de idade. 
Entrevistador : E... e desde pequena você já... já escrevia? 
Clarice Lispector : Olha, desde que eu entendo por gente, eu escrevo. 
 
QUESTÃO 01 
Transcreva as marcas da oralidade encontradas no texto. (Valor: 2,0) 
No texto acima contém marcas da oralidade como hesitações e reparos em “E… e desde pequena você 
já…” e “É… eu… é um nome Judeu…” onde o entrevistador e a entrevistada parecem não ter certeza do 
que perguntar e responder. Há também repetições, como a pergunta “Você veio para o Brasil com que 
idade?” que é feita duas vezes, possivelmente porque foi interrompido por algum barulho ou situação 
externa. E existe também um fragmento de verificação como “né?”. 
 
 
 
QUESTÃO 02 
Reescreva a entrevista eliminando todas as marcas da oralidade encontradas. (Valor: 2,0) 
Entrevistador: Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector? 
Clarice Lispector: É um nome judeu. Eu nasci na Ucrânia. 
Entrevistador: Você veio para o Brasil com que idade? 
Clarice Lispector: Com dois anos de idade. 
Entrevistador: E desde pequena você já escrevia? 
Clarice Lispector: Olha, desde que eu entendo por gente, eu escrevo. 
 
TEXTO II 
No RS, 70% dos alunos do Ensino Médio têm aprendizado insuficiente em português e matemática 
Mesmo com o resultado, estado está acima da média nacional na avaliação do ensino básico e apresentou 
melhora no desempenho nos últimos anos. Especialista aponta o fator social como dificuldade para 
estudantes e professores. 
"Sete em cada dez alunos do ensino médio da rede estadual do Rio Grande do Sul têm nível considerado 
insuficiente de conhecimento em língua portuguesa e matemática, conforme dados do Sistema de 
Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017, divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) ) nesta quinta-
feira (30). 
A pesquisa que avaliou o ensino básico no Brasil, também mostrou as dificuldades dos alunos do nono ano 
do ensino fundamental. O desempenho de 57% dos estudantes gaúchos nesta etapa foi considerado 
insuficiente em português. Em matemática, o índice chegou a 60%. 
Mesmo com esses índices, o Rio Grande do Sul está acima da média nacional e apresentou melhora no 
desempenho nos últimos anos. 
A secretária-adjunta de Educação no estado, Iara Wortmann, confirma que o resultado não é esmagador. 
'Acho que agora temos que nos dedicamos mais ainda. Mas estamos vendo que o caminho percorrido é 
certo. É trabalharmos com o currículo para que o aluno se aproprie de conhecimentos que ele ainda não 
tem', disse. 
O Saeb é uma avaliação utilizada pelo governo federal, a cada dois anos, para medir a aprendizagem dos 
alunos ao fim de cada etapa de ensino: ao 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. 
O sistema é composto pelas médias de proficiências em português e matemática extraídas da Prova Brasil, 
e pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que ainda não foi divulgado. 
Pela primeira vez, o MEC classificou os níveis de proficiência que estão organizados em uma escala de 0 a 9 
- quanto menor o número, pior o resultado. Níveis de 0 a 3 são considerados insuficientes; entre 4 e 6 os 
alunos têm nível de conhecimento básico; e das 7 às 9, adequado. 
A avaliação também revelou que há disparidades quando comparadas às proficiências das redes públicas x 
privadas, das escolas rurais x urbanas e ainda segundo o perfil socioeconômico dos alunos. 
Fator social 
Segundo a professora da Faculdade de Educação da UFRGS Mariangela Silveira Bairros, o desempenho nas 
disciplinas não pode ser olhado sem a análise da trajetória do aluno. 
'Quando falamos em português, que português é esse? O aluno tem acesso à biblioteca, com literatura 
atualizada que vai ao encontro do que os alunos querem ler? Em matemática, conversamos em laboratório 
de experimentos, pesquisa?' pergunta. 
Para um especialista, além das escolas necessitarem de espaços convidativos e fornecidos, o fator social 
também interfere na formação dos professores. 'É preciso formação continuada. E nós precisamos de 
condições de trabalho, de boa tração e de investimento', completa Mariangela. 
No Colégio Protásio Alves, em Porto Alegre, os estudantes apontam fatores econômicos e sociais para as 
dificuldades no aprendizado. 
A aluna Emyli Rodrigues Santos, de 18 anos, conta que já saiu de ir à aula por falta de passagem para o 
ônibus, além da rotina cansativa de trabalho. 'Eu levei minha filha bem cedo para a creche, tenho que 
acordá-la e arrumá-la. Aí vai para o trabalho, é cansativo. Aí a gente chega em casa, tem que fazer os 
trabalhos do colégio, se organizar, dar atenção para o filho, né?!', diz. 
'É um pouco difícil fazer os trabalhos, porque eu vou trabalhar às três e volto às nove da noite. Daí já chega 
cansado, tem que descansar para acordar cedo e no outro dia estar aqui no colégio de novo', conta o 
estudante Matheus Pizzio Barbosa, de 18 anos." 
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/08/31/no-rs-70-dos-alunos-do-ensino-medio-tem-aprendizado-insuficiente-em-portugues-e-matematica.ghtml 
QUESTÃO 03 
De acordo com a professora Mariangela Silveira Bairros, quais são as condições necessárias para melhorar 
o desempenho dos alunos em português e matemática? (Valor: 2,0) 
De acordo com a professora Mariangela Silveira Bairros as condições necessárias para melhorar o 
desempenho dos alunos são fatores que vão além de um livro didático e de uma sala de aula. Ela traz como 
reflexão a questão do acesso a biblioteca e laboratórios, disponibilidade de literaturas atuais, temas e 
material que despertam o interesse do aluno ou simplesmente trás a tona a verdadeira realidade de 
muitos jovens e adolescentes, pois quando se leva em consideração a realidade financeira e condições 
precárias que alguns alunos vivem, é de se pensar qual valores estamos passando e como estamos lidando 
com essas realidades. 
QUESTÃO 04 
O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é utilizado pelo governo federal para medir a 
aprendizagem dos alunos em quais etapas do ensino? (Valor: 2,0) 
a) Apenas no 5º ano do ensino fundamental. 
b) No 5º e 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio - RESPOSTA CORRETA. 
c) Em todas as séries do ensino fundamental e médio. 
https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2018/08/31/no-rs-70-dos-alunos-do-ensino-medio-tem-aprendizado-insuficiente-em-portugues-e-matematica.ghtml
d) Apenas no 3º ano do ensino médio. 
TEXTO III 
“Estudos recentes indicam que a qualidade do ensino de Língua Portuguesa e Matemática no Brasil 
enfrenta desafios significativos. Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2021 revelam 
que apenas 37% dos estudantes do 5º ano do Ensino Fundamentalda rede pública atingiram níveis 
adequados de proficiência em Matemática, enquanto em Língua Portuguesa esse percentual foi de 51%. 
Esses números evidenciam a necessidade urgente de políticas educacionais eficazes e investimentos 
direcionados para melhorar o aprendizado nessas áreas essenciais.” 
https://portaliede.org.br/contribuicao/o-globo-aprendizagem-no-brasil-cai-em-portugues-e-matematica-em-todas-as-etapas-avaliadas-aponta-saeb/ 
QUESTÃO 05 
Leia o trecho acima.Reescreva-o com as suas palavras. LEMBRE- SE DE QUE PARAFRASEAR NÃO É COPIAR, 
MAS “TRADUZIR” O TEXTO DE OUTREM, COM AS SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS, SEM QUE COM ELAS SEJA 
ALTERADO O SENTIDO ORIGINAL. Assim, você se livra do “plágio”. (Valor: 2,0) 
“No Brasil, pesquisas realizadas recentemente, mostram baixo desempenho no ensino de disciplinas 
fundamentais, que são a Língua Portuguesa e a Matemática. Nas escolas públicas, segundo o conjunto de 
avaliação de ensino “Saeb”, os alunos do 5° ano do Fundamental II obtiveram notas boas, 37% deles em 
Matemática e 51% em Português. Com essa pesquisa fica claro que providências devem ser tomada, como 
investir nessas áreas e disciplinas e, implementar uma política educacional eficaz, revertendo de vez esses 
números e melhorando a educação brasileira.” 
	TEXTO I
	Segue abaixo um trecho de uma entrevista com a escritora Clarice Lispector que contém marcas de oralidade. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Júlio Lerner e veiculada no programa “Panorama”, da TV Cultura, em 1º de fevereiro de 1977.
	Entrevistador : Clarice Lispector, de onde veio esse Lispector?
	Clarice Lispector : É... eu... é um nome judeu, né? Eu nasci na Ucrânia.
	Entrevistador : Você veio para o Brasil com que idade?
	Entrevistador : Você veio para o Brasil com que idade?
	Clarice Lispector : Com dois anos de idade.
	Entrevistador : E... e desde pequena você já... já escrevia?
	Clarice Lispector : Olha, desde que eu entendo por gente, eu escrevo.
	QUESTÃO 01
	Transcreva as marcas da oralidade encontradas no texto. (Valor: 2,0)
	No texto acima contém marcas da oralidade como hesitações e reparos em “E… e desde pequena você já…” e “É… eu… é um nome Judeu…” onde o entrevistador e a entrevistada parecem não ter certeza do que perguntar e responder. Há também repetições, como a ...
	QUESTÃO 02
	Reescreva a entrevista eliminando todas as marcas da oralidade encontradas. (Valor: 2,0)

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