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Ed uc açã o Inclusiva Um guia para a prática docente BRASÍLIA 2023 UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Participantes: Ana Clara Ferreira- 211033014 Arthur Daher- 211033239 Cibele Moraes- 231023893 Daniel Pereira- 231023839 Felipe Pereira- 231023857 Matheus Viana- 231020425 Leticia de Almeida- 180125095 Luana Silva- 222019040 Natália Vieira- 212003038 Roseane de Jesus- 231009025 Thauany Ribeiro- 231023955 "Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos." Declaração de Salamanca, 1994 Professores auxiliares: Leonardo V. Nunes (leovnunes@gmail.com) Thaysa P. Cacau (thaysacacaupsi@gmail.com) Professora: Claisy M. Marinho-Araújo (claisy@unb.br) "A inclusão acontece quando se aprende com as diferenças, e não com as igualdades." Paulo Freire, 1998 Apresentação: Somos discentes da Universidade de Brasília e apresentamos a cartilha: Educação inclusiva: um guia para a prática docente. Tem como objetivo a reflexão acerca de uma escola que ofereça inclusão para todos os estudantes. Promover debate em torno da construção de uma sociedade justa e livre preconceitos e assim uma educação para todos de forma equitativa. Devemos quanto profissionais, motivados pela mudança social, promover uma educação para todos. Uma sociedade que não promove esse avanço perde em aprendizagem com os outros. E há um processo de ensino e aprendizagem garantido pela educação inclusiva. o que é inclusão? A inclusão é um princípio fundamental que busca garantir igualdade de oportunidades e acessibilidade a todos os indivíduos, independentemente de suas características, habilidades, origens, gênero, orientação sexual, condição física ou social. É um processo social que visa eliminar as barreiras existentes e promover a participação plena e efetiva de todos os membros da sociedade. A inclusão envolve a criação de um ambiente acolhedor, respeitoso e equitativo, no qual todas as pessoas possam contribuir e se sentir valorizadas. Isso implica na quebra de estereótipos, preconceitos e discriminações, e na promoção da diversidade em todos os aspectos da vida em sociedade. Além disso, a inclusão também abrange o acesso a serviços de saúde, transporte, cultura, lazer e outros aspectos da vida em sociedade. No contexto educacional, a inclusão significa proporcionar uma educação de qualidade para todos os alunos, independentemente de suas diferenças individuais. Isso implica em adaptar os currículos, as metodologias e as estratégias pedagógicas de forma a atender às necessidades de cada estudante, valorizando suas habilidades e promovendo sua participação ativa na sala de aula. Trata-se de assegurar que todas as pessoas possam desfrutar dos mesmos direitos e oportunidades, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Seu foco é proporcionar suporte específico e individualizado aos alunos, visando a superação de sua dificuldades e o desenvolvimento de suas potencialidades. Educação especial Educaçã inclusiva A educação especial é um campo da educação voltado para atender às necessidades específicas de aprendizagem de estudantes com deficiências ou dificuldades de desenvolvimento. Ela surgiu historicamente como uma resposta à exclusão desses estudantes das escolas regulares. A educação especial envolve a implementação de programas e serviços especializados, que podem ser oferecidos em escolas especiais ou em classes segregadas dentro das escolas regulares. Já a educação inclusiva é um conceito mais abrangente e recente, que busca a participação plena e efetiva de todos os alunos, independentemente de suas características e necessidades, em um ambiente escolar inclusivo. A educação inclusiva enfatiza a ideia de que todos os alunos têm direito a uma educação de qualidade em escolas regulares, promovendo a diversidade, a igualdade de oportunidades e o respeito às diferenças. Nesse modelo, a escola é responsável por prover recursos e estratégias para atender às necessidades de todos os estudantes, sejam eles com deficiências, dificuldades de aprendizagem, habilidades avançadas ou qualquer outra condição que exija suporte adicional. A diferença fundamental entre a educação especial e a educação inclusiva reside na abordagem adotada. A educação especial tem sido associada a práticas segregadas, em que os alunos com deficiências são separados dos demais e recebem um currículo diferenciado. Por outro lado, a educação inclusiva busca a plena integração dos alunos em salas de aula regulares, com adaptações curriculares e apoio especializado, quando necessário. Na educação inclusiva, os alunos são vistos como parte de uma comunidade educativa onde todos são beneficiados com a convivência e interação com as diferenças. A transição da educação especial para a educação inclusiva é um processo complexo, que envolve mudanças nas políticas educacionais, formação de professores, adaptação dos espaços físicos e conscientização da sociedade como um todo. A educação inclusiva demanda a superação de barreiras atitudinais, estruturais e pedagógicas, buscando garantir a participação e o sucesso de todos os estudantes, independentemente de suas características individuais. O QUE NÃO É EDUCAÇÃO INCLUSIVA? ● Não é um sistema educacional paralelo ou segregado; ●Não significa, simplesmente, matricular os educandos com necessidades especificas na classe comum, sem olhar suas especificidades; ● Não significa focar em laudos ou diagnósticos; ● Não é voltada apenas aos alunos com leves comprometimentos físicos e mentais; ● A educação inclusiva não é só para alunos com alguma necessidade específica identificada; ● Não significa individualizar e especificar o ensino a cada aluno; ●Não se faz apenas entre o professor e o aluno; o que é a Declaração de Salamanca? Educação inclusiva. A declaração busca garantir que todas as pessoas, independente de suas particularidades, tenham acesso a uma educação de qualidade em escolas regular e de forma a romper com a segregação e promover a inclusão de todos os aluno. É um documento internacional extremamente importante para a educação inclusiva. Sendo adotado durante a Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e qualidade que aconteceu em 1994 em Salamanca, Espanha. Qual o objetivo desse documento? Reassegurar o direito de todas as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especificas a receberem uma educação com igualdade de participação e oportunidades, mantendo a qualidade no ensino. Busca promover a importância da educação que valoriza a diversidade e favorece a equidade. Necessidades educacionais especificas. Destaca que todas as crianças e jovens possuem necessidades diferentes durante algum momento de suas vidas. Visando mostrar que a diversidade é uma característica natural de todo ser humano e a educação deve acolher e responder a essa diversidade. Escolas regulares como o melhor ambiente educacional. A declaração enxerga as escolas regulares, se equipadas de forma adequada e com os devidos apoios, como o ambiente com maior efetividade para a educação inclusiva. É importante promove adaptações e ajustes nas escolas e currículos para que seja possível a plena participação de todos nas escolas regulares. Colaboração e parcerias. É destacada a importância do trabalho em equipe envolvendo professores, escolas, famílias, comunidades, governos e escolas. Ressaltando a necessidade de criar uma cultura inclusiva que promova a participação efetiva de todos os membros que participam da comunidade educacional. Principais pontos da declaração: Palavras ou expressões que buscam incluir e respeitar todas as pessoas, de forma a evitar uma linguagem discriminatória ou até mesmo excludente. • São importantes para promover o respeito peladiversidade durante a comunicação, seja oral ou escrita. Possuímos diversos movimentos como o antirracista, anti-capascitista, etc. que buscam defender uma linguagem inclusiva e respeitosa. Alguns exemplos de comunicação inclusiva: Importância do uso de termos inclusivos use não use Pessoa com deficiência Pessoa com Síndrome de Down (T21) Pessoa com mobilidade reduzida Necessidades específicas inválido, excepcional, doente, especial, deficiente Cadeirante Necessidades especiais Retardo mental; deficiente mental É importante ressaltar que a linguagem inclusiva evolui com o tempo e é importante estar aberto ao diálogo e as preferencias das pessoas e comunidades afetadas. O respeito é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. cultura afro-brasileira equidade racial Escravizado/a Difamar/caluniar Cultura negra Igualdade racial use não use Escravo Denegrir IMPORTÂNTE!!IMPORTÂNTE!! O que são? Qual sua importância? Conferência Mundial sobre Educação para todos Foi um marco muito importante no campo da educação que aconteceu em Jomtien, na Tailandia, em 1990. Um evento organizado pela UNESCO e pela UNICEF que reuniu líderes de diferentes países, organizações internacionais e representantes da sociedade para estabelecer e discutir metas globais para a educação. Motivada graças a crescente preocupação em garantir acesso universal à educação de qualidade e a importância da educação como um direito humano. Enfatizou a necessidade de garantir o acesso universal à educação de qualidade e de promover a igualdade de oportunidades para todas as pessoas, independentemente de sua origem socioeconômica, gênero, etnia ou localização geográfica. Pontos chaves: Educação para todos. Defende a importância da educação como um direito fundamental e estabeleceu metas para expandir o acesso, melhorar a qualidade e promover a equidade na educação. Qualidade. Enfatiza importância de garantir uma educação de qualidade que seja relevante, inclusiva e adequada às necessidades e realidades dos estudantes, promovendo o desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida e exercício da cidadania. Equidade. Os participantes da conferência se comprometeram a fornecer educação básica universal e equitativa para crianças, jovens e adultos, dando ênfase na inclusão, igualdade de gênero e na melhoria da qualidade educacional. Parcerias. Um programa de ação foi criado para orientar os países na implementação das metas estabelecidas, ressaltando a necessidade de investimentos adequados na educação, a formação de professores, o fortalecimento das instituições e destaca a importância de parcerias entre governos, organizações internacionais, sociedade civil, setor privado e comunidades locais para promover a educação para todos. Mas afinal, o que é gestão democrática? A gestão democrática é um modelo de administração que orienta as escolas públicas brasileiras. Ela visa promover a participação ativa de todos que estão envolvidos no processo de educação, como: professores, alunos, funcionários e pais. A forte presença clientelista e patrimonial no Estado fez com que surgisse essa política para sanar os problemas que a educação vinha sofrendo por conta das concepções gerencialista. A proposta de um novo modelo de gestão escolar está presente tanto na Constituição Federal quanto na LDB e no PNE. ·Acesso ao cargo de gestor escolar: Dados obtidos do Questionário do Diretor da Prova Brasil 2011 mostram que quase metade dos gestores das escolas públicas são escolhidos por algum tipo de indicação. Isso fere os conceitos da gestão democrática, uma vez que não há participação dos envolvidos no processo de educação. ·Gestão participativa: Se refere a participação de todos os entes que fazem parte do processo educativo durante seu processo, como: reunião escolar, conselho de classe, participação em eventos oferecidos pela escola, utilização do espaço escolar. ·Gestão pedagógica: Se refere ao projeto político pedagógico das escolas e como ele foi implementado. É importante ressaltar que a gestão democrática assegura que os docentes tenham participação na elaboração do projeto São vários, mas um que se destaca é falta de conhecimento sobre o que é a gestão democrática. . Como a gestão democrática está presente na educação brasileira? Mas quais são os desafios que existem? A falta de comunicação entre a escola e a família torna essa relação muito distante. É importante para o aluno que os pais participem e acompanhe o andamento de seus filhos. A escola precisa reconhecer a família como um agente ativo e fundamental no processo educativo. O diálogo entre escola-aluno-família precisa acontecer e fomentar isso é de suma importância. A escola deve relatar como está sendo o desenvolvimento do aluno e a família deve compartilhar suas preocupações e dúvidas sobre como o aluno está se desenvolvendo. Além disso, os pais ou os responsáveis pelos alunos devem participar de reuniões escolares e eventos promovidos pela escola. As escolas devem estar aptas a receberem os mais diversos tipos de alunos e família, e para isso é importante ressaltar que a formação de profissionais que agem dentro das escolas (professores, diretores, coordenadores, psicólogos escolares, etc.) e esses devem estar devidamente preparados para oferecer suporte e trabalhar em conjunto com a família e os alunos. Qual a relação entre gestão democrática escolar com inclusão? Gestão compartilhada ou gestão participativa é um modelo de gestão escolar democrática, ou seja, um modelo que chama para a ação diversos atores do ambiente escolar, como pais, alunos, professores e funcionários. Afinal, com a participação desses diferentes atores sociais, todos os interesses poderão ser representados, para a construção de ações inclusivas! Afinal, em um processo de inclusão, a democracia é uma grande aliada! isso é garantido em lei? Sim, tanto a gestão democrática escolar quanto uma educação para todos são princípios orientadores da escola pública brasileira, segundo a constituição brasileira de 1988. Qual o papel dos atores escolares nesse contexto? A gestão participativa fomenta a criação de uma rede colaborativa entre família, psicólogos escolares,professores, coordenadores, funcionários, entre outros, que esteja, portanto, pautada em princípios democráticos e inclusivos. Quais são os desafios para introduzir a família no ambiente escolar? ·Promover um ambiente respeitoso e acolhedor em sala de aula, evitando projetar estigmatizações nos alunos que promovam exclusões Portanto, a gestão escolar para garantir a implementação efetiva de suas práticas inclusivas, que promovam o respeito à diversidade e integração de todos os alunos nas práticas pedagógicas, deverá estabelecer laços com a própria comunidade escolar. Dessa forma, a gestão se conscientizará das problemáticas e visões de mundo típicas dos professores, alunos e funcionários daquela instituição, promovendo também a monitoria e revisão de práticas. E com essa participação desses diversos atores poderá ser propostas adaptações e adequações necessárias para a implementação de práticas inclusivas naquela escola. Professores · Promover mediações estéticas entre os alunos que fomentem circulação de ideias diferentes, a fim de fomentar o respeito à diversidade Contribuir para a avaliação das práticas educacionais inclusivas, monitorando e revisando essas práticas, buscando referências em outros contextos escolares também. colaborar com o processo de avaliação dos alunos, porém não com objetivo classificatório criar mecanismos que favoreçam a interlocução entre a equipe escolar e pais e responsáveis, criando uma coesão escolar contribuir para mediar as implementações de políticas inclusivas ajudar professores, psicólogos e demais a e entender as necessidades e potências dos estudantes expressar suas preocupações e críticas concernentes à escola, cobrando a escola a cumprir as promessas de implementação de políticas inclusivas. Psicólogoescolar Pais e responsáveis É importante ressaltar que muitos dos papéis desses agentes escolares não são necessariamente exclusivos, mas sim compartilhados por diversos agentes, que devem agir de maneira complementar e única, levando em conta seus conhecimentos específicos. ajudar professores, psicólogos e demais a e entender as necessidades e potências dos filhos expressar suas preocupações e críticas concernentes à escola, cobrando a escola a cumprir as promessas de implementação de políticas inclusivas. fomentar em sua própria casa valores democráticos e inclusivos, como o respeito pela diversidade, ajudando na adaptação dos filhos às políticas. Trazer problemáticas relativas à implementação das práticas pedagógicas inclusivas, levando em conta a sua própria experiência e a do seu grupo social (outros alunos) Se engajar nas pautas anti-segregacionistas trazidas pela escola, para aplicar isso em seu meio social Ajudar professores e funcionários da escola com feedback sinceros acerca das práticas pedagógicas. Estudantes Cultura do Fracasso Cultura do Sucesso A cultura do fracasso escolar é uma concepção que cria determinismos e pode ser observada através das taxas de reprovação, de distorção idade-série e de abandono (evasão escolar). Essa concepção prejudica o desenvolvimento do indivíduo, usando alguns argumentos, como a defesa de aptidões e méritos que precisam ser identificados e valorizados, para justificar e sustentar a cultura do fracasso. As consequências dessa cultura perpetuam as desigualdades, empurram para fora do sistema educativo as parcelas mais vulneráveis da população, produzindo exclusão ano a ano e ameaçando a efetivação do direito à educação de crianças e adolescentes. Fontes que Alimentam a Cultura do Fracasso A organização seriada do ensino; As concepções de currículo; A centralidade nos resultados das avaliações; As discriminações. A cultura do sucesso articula debates e compreensões de que a escola precisa ser um lugar seguro onde se conhece, se questiona, se constroe e se reconstroe conhecimentos sem ameaças. É preciso rever os currículos, a avaliação das aprendizagens e os cotidianos escolares, criando espaços inclusivos, em que todos tenham direito a trajetórias de sucesso escolar. O aluno deve estar inserido no ambiente que incentiva a cultura das altas expectativas, tanto por parte dos professores quanto da família. E a premissa dessa cultura é que todos são capazes de aprender. É necessário desmistificar que o aluno não tem capacidade de aprender.! É importante acreditar que todos os alunos são capazes de atingir os níveis de aprendizagem previstos e isso significa direcionar esforços para que todos sejam contemplados e incluídos. Independentemente de cor, gênero, origem social ou orientação sexual. Sendo assim, criar a cultura de altas expectativas na escola é um fator importante para o sucesso do aluno. Outro aspecto importante é que as metodologias ativas promovem a equidade e a inclusão na sala de aula. Ao envolver os alunos em atividades colaborativas e práticas, essas abordagens valorizam as diversas habilidades, experiências e perspectivas dos estudantes. Todos têm a oportunidade de contribuir, aprender uns com os outros e se sentir valorizados como membros da comunidade educativa. As metodologias ativas no As metodologias ativas, são estratégias de aprendizagem que impulsionam os estudantes a descobrir fenômenos, compreender conceitos e relacionar suas descobertas com seus conhecimentos prévios. O papel do professor é facilitar o processo de construção do conhecimento, acompanhado como mediador, para que os alunos aprendam a aprender e desenvolvam habilidades, atitudes e competências. Uma das principais contribuições das metodologias ativas é a promoção da motivação intrínseca dos alunos. Ao envolvê-los em atividades práticas, desafiadoras e relevantes, as metodologias ativas despertam o interesse, a curiosidade e o desejo de aprender. Os estudantes se tornam mais engajados e motivados, buscando conhecimento de forma autônoma e persistindo diante de desafios. É importante que as metodologias ativas estejam alinhadas com a forma de avaliar o aluno, essa junção pode promover uma abordagem mais abrangente e significativa da avaliação. processo de inclusão escolar A avaliação não deve ser vista apenas como uma forma de atribuir notas ou classificar os alunos, mas sim como uma oportunidade para promover o crescimento, a autorreflexão e o desenvolvimento contínuo. Ao conciliar as metodologias ativas com as avaliações, é possível criar um ambiente de aprendizagem mais estimulante, no qual os alunos se sintam engajados, motivados e responsáveis pelo seu próprio progresso acadêmico Projeto "Acolher Para Todos" Projeto "Escolas Protagonistas" Projeto "Criação do NAI - Núcleo de Acessibilidade e Inclusão" Alguns exemplos de projetos de inclusão: Criado pela professora Lúcia Cristina Cortez de Barros Santos na escola Municipal Professor Valdir Garcia, localizada em Manaus (AM), é um projeto que visa trazer para dentro do ambiente escolar um política diferente da tradicional, focada na inclusão da diversidade de seus educandos. Nesse projeto há uma "pedagogia do cuidado" que atende as necessidades sociais e educacionais, incluindo toda a comunidade escolar, alunos, docentes e pais. “Construímos uma escola inclusiva, equitativa e com ensino de qualidade ao trabalhar com metodologias ativas. É a escola conectada com os interesses dos estudantes, que aprendem com as diferenças”, argumenta a professora Lúcia Cristina Cortez de Barros Santos. promovido pelo Lugar de Vida, uma instituição que vem atuando no tratamento e no acompanhamento escolar de crianças e adolescentes com problemas psíquicos. O projeto reuni escolas e especialistas para discutirem e coletarem dados sobre práticas de inclusão na escola. É um projeto norteado pela Declaração de Salamanca (UNESCO, 1994) que busca levar acessibilidade para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida ao campus Jatai da universidade Considerações finais Portanto, com a apresentação desses fatos, é perceptível que os conceitos de inclusão, relacionados com a educação são historicamente muito recentes, entretanto têm obtido significativa relevância no contexto educativo e social. Desde a Declaração de Salamanca, muito se debate a respeito da necessidade de formulação de políticas inclusivas no âmbito educacional. É necessário abranger nas escolas todos os estudantes, independentemente de suas particularidades, garantindo a diversidade e rompendo com a segregação. É importante ressaltar que a educação inclusiva não se restringe a pessoas com necessidades específicas, mas também para qualquer indivíduo. O princípio da educação inclusiva não segrega discentes com necessidades específicas, mas os inclui no mesmo ambiente que todos, estando a cargo da escola ou universidade, por exemplo, garantir um apoio especializado ou uma adaptação curricular quando for necessário. Além disso, destaca-se que para a implementação da educação inclusiva, é necessário considerar a importância das gestões democráticas, como a gestão compartilhada ou participativa, por exemplo. Ela garante que no processo de inclusão, haja a participação de diversos setores do ambiente escolar, como os pais, os alunos e os familiares, garantindo assim uma rede colaborativa pautada nos princípios da inclusão. A proposta de um novo modelo de gestão escolar inclusivo está garantida constitucionalmente, assim como na LDB e no PNE. Dessa forma, pode-se afirmar que, por mais que lentamente, está crescendo cada vez mais sistemas e projetos que promovam a educação inclusiva. A necessidade de criação de projetos de inclusão está sendo correspondida, e observa-se que em muitos contextos educacionais vem sendo abordados os conceitos de inclusão social, temática tão importante para a acessibilidade e para a inclusão de discentes com diferentes necessidadesespecíficas. "Através dos outros, nos tornamos nós mesmos". Lev Vygotsky https://www.pensador.com/autor/lev_vygotsky/ Referências: A INCLUSÃO no contexto da sociedade brasileira. Prograd: pró-reitoria de graduação- UFJ. Disponível em: https://cograd.jatai.ufg.br/p/6241- projeto-de-criacao-do-nai-nucleo-de-acessibilidade-e-inclusao. Acesso em: 05 de julho de 2023. BATISTA, Leticia Alves; CARDOSO, Maykon Dhones de Oliveira. 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