O Plano Nacional de Educação (PNE), instituído pela Lei nº 13.005/2014, estabelece diretrizes fundamentais para a promoção da equidade no sistema educacional brasileiro. Essa diretriz parte do reconhecimento de que diferentes grupos sociais — como povos indígenas, comunidades quilombolas, pessoas com deficiência, populações do campo, entre outros — enfrentam barreiras históricas que dificultam tanto o acesso quanto a permanência na escola. A equidade, nesse contexto, não deve ser confundida com igualdade, pois exige a adoção de ações específicas e diferenciadas que levem em conta as particularidades de cada grupo social. O objetivo é garantir condições adequadas de aprendizagem, participação e desenvolvimento para todos os estudantes. Dessa forma, o planejamento educacional precisa ser sensível às diferenças e comprometido com a superação das desigualdades, promovendo uma educação inclusiva, justa e socialmente transformadora.
No currículo escolar e no planejamento educacional, reconhecer as diferenças e as desigualdades implica:
A
A) retomar o conceito da meritocracia como critério de avaliação, pois, é preciso valorizar os esforços individuais e a superação de alguns estudantes.
B
B) relativizar as práticas pedagógicas voltadas à educação especial uma vez que a inclusão se dá na convivência e nas práticas pedagógicas compartilhadas.
C
C) incluir atividades práticas e metodologias de ensino diversas de modo a garantir a igualdade de oportunidades para aprendizagem, a partir das diferenças.
D
D) priorizar conteúdos de tradição curricular, consolidados pela ciência, de modo que todos, independentemente de sua matriz cultural tenham acesso a esse conhecimento.
Ed
há 3 meses
Para responder à pergunta sobre o reconhecimento das diferenças e desigualdades no currículo escolar e no planejamento educacional, vamos analisar cada alternativa: A) Retomar o conceito da meritocracia como critério de avaliação, pois, é preciso valorizar os esforços individuais e a superação de alguns estudantes. - Essa opção não se alinha com a ideia de equidade, pois a meritocracia pode desconsiderar as barreiras enfrentadas por diferentes grupos sociais. B) Relativizar as práticas pedagógicas voltadas à educação especial uma vez que a inclusão se dá na convivência e nas práticas pedagógicas compartilhadas. - Essa opção pode ser problemática, pois a educação especial é importante e não deve ser relativizada, mas sim integrada de forma adequada. C) Incluir atividades práticas e metodologias de ensino diversas de modo a garantir a igualdade de oportunidades para aprendizagem, a partir das diferenças. - Esta opção está alinhada com a ideia de promover a equidade, reconhecendo as diferenças e oferecendo oportunidades de aprendizagem adaptadas. D) Priorizar conteúdos de tradição curricular, consolidados pela ciência, de modo que todos, independentemente de sua matriz cultural, tenham acesso a esse conhecimento. - Essa opção não considera as particularidades culturais e sociais dos diferentes grupos, o que vai contra a ideia de equidade. A alternativa que melhor reflete a necessidade de reconhecer as diferenças e promover a equidade no currículo escolar é: C) incluir atividades práticas e metodologias de ensino diversas de modo a garantir a igualdade de oportunidades para aprendizagem, a partir das diferenças.
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