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2 Semana 4. APG Fraturas patológicas são aquelas que ocorrem sem trauma de intensidade adequada para gerar tal evento, sendo possibilitada por doença óssea preexistente. As causas incluem: Reabsorção de massa óssea (osteoporose); Neoplasias; Redução da qualidade óssea (osteomalácia, osteonecrose). O enfraquecimento ósseo predispõe a fratura durante atividade normal ou trauma mínimo; nesses casos, deve-se suspeitar de uma doença de base. Diante disso, a anamnese torna-se essencial para esclarecer a doença de base, podendo poupar o paciente de inúmeros e demorados encaminhamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), o que, em última instância, pode determinar um tratamento precoce e eficaz ou a morte do paciente. A osteoporose é caracterizada por redução na massa óssea global nos esqueletos axial e apendicular. Em um organismo saudável, todos os dias ocorrem depósitos de cálcio entre as células dos ossos. Isso faz com que tenhamos boa densidade óssea. Todo o corpo se renova diariamente e esse depósito ocorre em todo o esqueleto. Mas, quando isso não acontece, o processo chamado de osteoporose se instala. Sem a devida quantidade de cálcio, os ossos ficam enfraquecidos e frágeis deixando o corpo propenso às quedas. A osteoporose é caracterizada por redução na massa óssea global nos esqueletos axial e apendicular. A doença pode ser separada em primária, referindo- se à perda óssea associada à idade, e secundária, quando a baixa massa óssea decorre de doenças sistêmicas ou condições de saúde que aceleram a perda óssea. Ocorre um maior acometimento das seguintes estruturas: Fratura intertrocantérica e do colo do fêmur; Fratura proximal do úmero; Fratura de rádio distal; Fratura de vértebra por compressão (mais comum em T12-L1 e T7-T8). É a doença óssea de maior incidência no mundo e a segunda causa de morbidade musculoesquelética nos idosos. Estudos brasileiros em mulheres na pós-menopausa têm mostrado prevalência de osteoporose em torno de 25%5 e mortalidade para fratura de quadril em torno de 21 a 30%. Estima-se que 5,5 milhões de brasileiros tenham osteoporose e que ocorra 1,6 milhão de fraturas secundárias à osteoporose por ano: 200 mil do quadril, 400 mil vertebrais e 1 milhão do punho. Acomete preferencialmente mulheres idosas após a menopausa e cerca de um terço das mulheres na fase pós-menopausa, em virtude do predomínio da perda e da reabsorção sobre o ganho e a formação do tecido ósseo. A perda óssea mais significativa ocorre nos primeiros 5 anos após a menopausa, quando chega a ser 2 a 10% de tecido ósseo ao ano, e, depois desse período, a variação é de 0,2 a 0,5%, anualmente. Em geral, mulheres negras, obesas e ativas apresentam massa ou DMO (densidade mineral óssea) maior que as brancas, asiáticas, magras e sedentárias. Cerca de dois terços das mulheres brancas com mais de 50 anos têm baixa DMO, com registros de 25% de fratura por fragilidade nessa idade e 40% aos 70 anos. atinge mulheres menopausadas, podendo ocorrer fratura de coluna com mais frequência. Tipo I: deficiência de estrogénio Osteoporose senil: atinge indivíduos acima de 70 anos de idade. Podem ocorrer fraturas na coluna ou no quadril. • Tipo II: perda de densidade mineral óssea (DMO) relacionada com a idade em decorrência de causas como doenças renal, hepática, endócrina e hematológica ou do uso crônico de alguns medicamentos, como corticoides. - Doenças endócrinas (hipertiroidismo, hiperparatiroidismo, síndrome de Cushing, hipogonadismo, défice/resistência à vitamina D) - Doenças da medula óssea (mieloma múltiplo, leucemia, linfoma) - Doenças gastrointestinais (gastrectomia, síndromes de má absorção, doença de Crohn) - Doenças do tecido conjuntivo (artrite reumatoide, osteogenesis imperfecta, síndrome de Ehlers-Danlos, síndrome de Marfan) - Induzida por fármacos (glucocorticoides, anticonvulsivantes, ciclosporina, heparina, terapia antirretroviral, 2 Semana 4. APG Gênero feminino; Etnias branca e amarela; Idade mais avançada; Hereditariedade; História pregressa de fraturas osteoporóticas; Erros nutricionais (baixa ingestão de cálcio, baixa ingestão de vitamina D ou baixa insolação para produção desta, situações para má absorção de alimentos, como cirurgias bariátricas etc.); Maus hábitos (ingestão exagerada de café, álcool, tabaco); Sedentarismo; Certas medicações (glicocorticoides, anticonvulsivantes); Doenças como a artrite reumatoide e quase todas as doenças inflamatórias sistêmicas. É um desequilíbrio entre a reabsorção e formação óssea. A reabsorção óssea ocorre em maior medida do que a formação, portanto, um saldo negativo ocorre com uma perda líquida de osso e um risco que acompanha o aumento de fraturas, resultando em deformidade e dor crônica. A dor nociceptiva é considerada crônica quando ele está presente há pelo menos 3 meses. O desequilíbrio entre a formação óssea e reabsorção óssea pode ocorrer como resultado de um ou da combinação de um dos seguintes fatores: aumento da reabsorção óssea dentro de uma unidade de remodelação; diminuição da formação óssea dentro de uma unidade de remodelação (acoplamento incompleto). A massa óssea atinge o pico entre 16 e 25 anos para, então, declinar lentamente com a idade (começa a enfraquecer por volta dos 35 anos) na medida em que a taxa de reabsorção óssea passa a exceder a de formação óssea. O osso é composto por uma parte inorgânica e outra orgânica, sendo que a matriz orgânica é composta por fibrilas e uma variedade de proteínas não fibrilares. A associação da parte inorgânica com a parte orgânica é responsável pela dureza e resistência do tecido ósseo. A parte orgânica é formada por fibras colágenas que representam 95% de toda a matriz, sendo responsável pela capacidade plástica do osso. A fração inorgânica representa 50% do peso da matriz óssea e é composta principalmente por íons de fosfato e cálcio, considerada por o fator mais importante que influencia as propriedades mecânicas do osso, uma vez que proporciona rigidez e resistência. O tecido ósseo é constituído por células (osteócitos, osteoblastos e osteoclastos), fibras colágenas e substância fundamental. O processo de destruição e remodelação óssea é garantido pelo equilíbrio entre a atividades dessas células. Os osteócitos são células derivadas do osteoblasto que, uma vez terminado o seu trabalho de síntese, se recobrem de um conteúdo mineral e se situam em cavidades (lacunas), envolvidas nas funções de manutenção óssea. A importante fonte de rank/rankl (receptor ativador do fator nuclear kappa B/ligante do receptor do fator nuclear kappa B) que regula o nascimento e a maturação de osteoclastos (destruição, reabsorção e remodelação óssea) e a interleucina 33 como citocina anti‑osteolastogênica e a inter‑leucina 34 e 17 como citocinas pró‑osteoclastogênica. Os osteoblastos oriundos de uma célula mesenquimal indiferenciada têm como função básica a formação do tecido ósseo. Os osteoclastos são células originárias do tecido hematopoiético e sua função básica é a de reabsorção óssea. Para que haja a integridade do tecido ósseo é necessário um equilíbrio dessa atividade dinâmica. Contrariamente à osteoporose em mulheres, em que a perda da densidade mineral óssea (DMO) é predominantemente devido a um aumento da reabsorção, a baixa densidade mineral óssea em pacientes com osteoporose indiopática masculina parece ser devido a um defeito na função osteoblástica. A manutenção dos níveis normais de cálcio sanguíneo depende da ação do paratormônio, que provoca a mobilização do cálcio através de uma reabsorção óssea, enquanto que a calcitonina age suprimindo a mobilização do cálcio do osso.O hormônio folículo estimulante (FHS) e a ocitocina estimulam a gênese de osteoclastos, que são responsáveis pela remodelação óssea, porém outros fatores reguladores determinam o equilíbrio entre a formação óssea e absorção, tais como: vitamina D, que aumenta a quantidade de cálcio no sangue; o hormônio da paratireoide e a calcitonina, que são reguladores hormonais do equilíbrio de cálcio; o estresse local, que estimula a formação e a remodelação óssea; o aporte sanguíneo, que estimula a osteogênese; e os fatores nutricionais, como a suplementação de cálcio, vitamina D, vitamina K, proteínas, frutas, legumes e verdura. A remodelação do osso é influenciada por: Carga mecânica; Nível de atividade física; Nutrição (particularmente a ingestão de cálcio); Hormonas; 2 Semana 4. APG Citocinas. A reabsorção geralmente demora semanas, enquanto a formação pode demorar meses. Durante a remodelação ativa, o osso tem um risco aumentado de fratura: O osso novo é menos densamente mineralizado; A maturação do colágeno é afetada. A redução dos níveis estrogênicos é o fator mais importante da perda óssea na pós-menopausa. O 17- beta estradiol estimula a proliferação de pré- osteoblastos, ao mesmo tempo que suprime a apoptose de osteoblastos e osteócitos. O estrogênio, ao ativar o receptor de estrogênios (ER), também modula a expressão de RANKL e OPG, induzindo a expressão e a secreção de OPG, com consequente inibição da maturação de osteoclasto. Portanto, quando presente, o estrógeno inibe de forma potente a maturação e a função dos osteoclasto, conservando a massa óssea. Outro importante mecanismo de ação óssea do estrogênio recai sobre as células T produtoras de TNF-alfa, citocina capaz de prover estímulo à produção de RANKL. A desarmonia entre os osteoblastos e osteoclastos gera déficit de formação, por insuficiência do osteoblasto, que não consegue compensar a perda causada pela ativação dos osteoclastos, causando. Em condições inflamatórias e neoplasias, células do sistema imune e neoplásicas estimulam a osteoclastogênese, produzindo fatores de crescimento e de transcrição, especialmente M-CSF e RANKL, e a proteína relacionada ao PTH (PTHrP). Citocinas proinflamatórias e TNF-alfa estimulam a diferenciação e a ativação dos osteoclastos. Os glicocorticoides atuam no metabolismo ósseo diminuindo a formação óssea, enquanto a reabsorção permanece inalterada ou mesmo aumentada. Há aumento da apoptose de osteoblastos maduros e osteócitos, inibição da maturação de OB e aumento da sobrevida dos OC. Os mecanismos envolvidos incluem: Ativação da enzima glicogênio sintase quinase 3b (GSK 3b); Indução da produção de inibidores da via Wnt, como a proteína Dickkopf-1 (Dkk-1); Interferência na via da proteína morfogenética óssea (BMP, bone morphogenic proteins); Desvio da diferenciação de células estromais da medula óssea em direção a adipócitos em vez de osteoblastos; Diminuição do apoptose dos OC por aumento da expressão de RANKL; Supressão da produção de OPG. Além de todos os efeitos ósseos citados, os glicocorticoides ainda causam miopatia, diminuem a absorção intestinal e a reabsorção tubular renal de cálcio. Os osteoblastos e osteoclastos produzem óxido nítrico (NO), e sabe-se que elevadas concentrações de NO diminuem a reabsorção óssea. Isso acontece, em parte, porque o NO estimula a osteoprotegerina, que, ao se ligar ao RANKL, impede sua ligação ao RANK e a consequente ativação osteoclástica. Observa-se que agentes ativadores de óxido nítrico, como mononitrato de isossorbida, aumentam a DMO e níveis de fosfatase alcalina óssea e diminuem o telopeptídeo N urinário. O déficit de estrogénio: o número de osteoclastos; o número de osteoblastos; as citocinas críticas para o recrutamento de osteoclastos: - Interleucina-1 (IL-1); - Interleucina-6 (IL-6); - Fator de necrose tumoral (TNF) α; - Ativador do receptor do ligando do fator nuclear κB (RANKL) Diminui a OPG (osteoprotegerina), que é uma citocina que protege o osso 2 Semana 4. APG Os níveis plasmáticos de paratormônio (PTH) aumentam mais de 50% entre os 20 e os 80 anos de idade. Esse hiperparatireoidismo secundário está associado ao aumento da reabsorção óssea que ocorre neste período da vida. O aumento do PTH seria uma resposta a uma reduzida disponibilidade de cálcio, seja por uma ingesta deficiente, comum em idosos com intolerância à lactose, seja por uma reduzida absorção intestinal de cálcio. A absorção ativa de cálcio pela mucosa intestinal está diretamente relacionada à presença da 1,25- dihidroxivitamina D3. Em indivíduos idosos, essa carência é observada com freqüência. Uma produção diminuída de colecalciferol na pele a partir de seus precursores na presença de raios ultravioleta ocorreria, especialmente, por uma baixa exposição solar. Além disto, uma diminuição na atividade 1a hidroxilase renal também pode ser observada nos indivíduos idosos. Clinicamente silencioso, até que ocorram fraturas; Fratura vertebral: - Mais comum; - Frequentemente assintomática; - Pode levar à perda de altura; - Cifose angular (pode causar doença pulmonar restritiva e dispneia); - Dor difusa nas costas. Fratura da anca: afeta até 15% das mulheres e 5% dos homens até aos 80 anos de idade; Fratura do rádio distal (e.g., fratura de Colles, o segundo tipo de fratura de fragilidade mais comum, após as fraturas vertebrais); Outras fraturas: - Costelas - Úmero - Pelve Deve ser realizada uma anamnese completa, para saber mais sobre a história clínica do paciente: Tabagismo/álcool; Má nutrição; Atividade física; História familiar; Presença de certas doenças (por exemplo, doença de Crohn, artrite reumatoide); Fármacos (por exemplo, esteroides). No exame físico buscar saber sobre a altura e o peso do paciente, e ver se ele ``diminuiu`` + cifose. Os critérios clínicos a serem vistos: Presença de fraturas de fragilidade; FRAX (ferramenta de avaliação do risco de fratura): - Calculadora baseada em computador; - Estima o risco de fratura da anca e de fratura osteoporótica major em 10 anos; - Para pacientes não tratados entre os 40 e os 90 anos de idade com base em fatores de risco. Exames laboratoriais: Cálcio/fósforo; Proteínas totais/albumina; Fosfatase alcalina; Creatinina; 25-hidroxivitamina D; Contagem de células. Exames de imagem: As radiografias simples e a densitometria são as principais modalidades de imageamento para investigação de osteoporose e suas contrapartes patológicas. 2 Semana 4. APG A absorciometria por duplo feixe de raios (DXA ou DEXA) é a técnica mais usada para densitometria em razão de sua alta precisão (0,5-2%) e por sujeitar o paciente a níveis mínimos de radiação. Também é muito precisa na avaliação de osteoporose nos esqueletos axial e apendicular. Contudo, é importante observar que os osteofitos hipertróficos na coluna são radiodensos e podem produzir leituras inacuradas com a DXA e, portanto, a coluna não deve ser usada como único local de avaliação de osteoporose. Osteopênico (entre –1 e –2,5 do T score) e osteoporótico (abaixo de –2,5 do T score). Uma ferramenta interessante é o fracture risk assessment tool (Frax), um algoritmo médico que calcula a probabilidade de fratura patológica nos 10 anos subsequentes com base em perguntas rápidas sobre os fatores de risco do paciente. A realização da DXA tem como finalidades o diagnóstico de osteoporose, a avaliação do risco de fratura, a determinação danecessidade de prevenção ou tratamento da baixa DMO, a avaliação da eficácia do tratamento e o monitoramento da resposta terapêutica. Apesar de muito utilizada, a DXA apresenta algumas limitações, como o fato de não permitir a avaliação da geometria óssea e não ser capaz de distinguir entre os ossos trabecular ou cortical, que apresentam diferentes taxas metabólicas. As outras técnicas disponíveis são absorciometria de feixe único de raios X (SXA), tomografia computadorizada quantitativa (TCQ) e absorciometria radiográfica. Critérios aplicáveis a mulheres na pós-menopausa e homens > 50 anos de idade: - T-score: Diferença de desvio padrão (DP) entre a DMO do doente e a DMO de referência de uma população jovem; A densidade de massa óssea normal é um T- score ≥ 1 (ou dentro de 1 DP do DMO médio do jovem adulto; T-score -2,5 (1-2,5 DP abaixo da média do jovem adulto) indica osteopenia; T-score primeira linha (o mais comum é o alendronato 70 mg de uso semanal. Deve-se lembrar que o medicamento precisa ser ingerido em jejum e que o paciente deve permanecer em pé ou sentado e sem se alimentar por 1 hora após a ingestão da medicação), e orientações gerais (tratamento e prevenção). Reposição hormonal: Estrogénio + progesterona em mulheres na pós-menopausa: - Não é indicado por rotina devido aos riscos associados; - Pode ser usado em mulheres com sintomas da perimenopausa; Reposição de testosterona em homens com hipogonadismo. Outras terapias: Denosumab (anticorpo monoclonal contra o ativador do recetor de RANKL); Agentes anabólicos (teriparatida, romosozumab); Moduladores seletivos do recetor de estrogénio; Calcitonina. ➢ O processo natural do envelhecimento do ser humano leva a sucessivas modificações nos tecidos que levam ao seu enfraquecimento, atrofia e desgaste. ➢ As alterações mais evidentes e conhecidas são as relacionadas à osteoporose e à sarcopenia. A deficiência de alguns hormônios, falta de atividade física, aparecimento de outras doenças, alimentação inadequada, entre outros fatores, diminuem o estímulo para a formação e síntese de osso e massa muscular, como também predispõe ao seu catabolismo. ➢ A fratura vertebral é a manifestação clínica mais comum da osteoporose. A maior parte das fraturas vertebrais é assintomática e pode ser um achado incidental em radiografias de tórax ou abdome. ➢ As fraturas vertebrais estão associadas com deformidade, perda de altura, dorsalgia, lombalgia crônica ou aguda, alterações pulmonares decorrentes da modificação da caixa torácica, aumento da morbidade e mortalidade. ➢ A fratura é o pior desfecho de um episódio de queda. Mais de 80% das fraturas não vertebrais resultam de quedas. As quedas ocorrem em decorrência da associação de diversos fatores de risco e situações ambientais, muitos dos quais são potencialmente corrigidos. ➢ Pacientes com risco iminente de uma primeira fratura ou de nova fratura devem ser identificados como prioridade para integrarem um programa de prevenção de quedas. ➢ Uma vez que as quedas e a osteoporose são fatores de risco independentes de fraturas não vertebrais, a osteoporose deve ser avaliada não apenas em pacientes com condições conhecidas por induzir fragilidade óssea, mas também em pacientes com risco de queda e vice-versa. ➢ Muitas intervenções para a prevenção de quedas são amplamente conhecidas e incluem exercício físico regular (para melhorar o equilíbrio, a força muscular e respostas protetoras em caso de desestabilização), suplementação de vitamina D, ingesta adequada de cálcio na dieta, retirada gradual de psicotrópicos, correção da baixa acuidade visual, uso de sapatos 2 Semana 4. APG fechados e com sola de borracha, e adequação do cenário em que o idoso vive. ➢ A fratura de fêmur ou quadril é a manifestação mais grave, já que 18 a 34% dos pacientes morrem dentro de 6 meses e 12 a 20% em 1 ano após a fratura (essa taxa predomina em negros e homens). Ocorre em indivíduos mais idosos, após 70 anos, pois, nessa fase, o grau de atrofia e perda de força muscular não lhes permite se defenderem da queda com apoio dos braços; a queda é da própria altura, sobre os glúteos, provocando fratura do colo do fêmur. Na maioria dos casos, a fragilidade óssea não é tão grave que provoque fratura espontânea, sem trauma. ➢ A fratura de punho (Colles) ocorre em mulheres logo após a menopausa, pois, nessa idade, a mulher ainda apresenta força muscular que lhe permite se defender da queda com apoio das mãos. Nessa atitude, acaba por colocar o peso do corpo sobre os punhos, que apresentam fragilidade do osso trabecular no rádio distal, resultando na fratura, que é sintomática e pode ser cirúrgica, além do potencial para evoluir com dor e deformidade. Funcionamento da paratireoide Temos quatro glândulas acessórias da tireoide, as paratireoides, sendo que duas ficam situadas na superfície posterior do lobo esquerdo da tireoide e outras duas no lado direito. Essas glândulas são constituídas de células principais, responsáveis pela síntese e secreção de paratormônio (PTH), um importante hormônio peptídico. A ação do PTH é contrária à da calcitonina, pois vai no sentido de aumentar a calcemia. Sendo assim, esse hormônio irá: 1. aumentar o número e a atividade dos osteoclastos que destroem a matriz óssea e liberam cálcio e fosfato para o sangue; 2. retardar a velocidade de perda de cálcio e magnésio via urina; 3. aumentar a perda de fosfato na urina; 4. estimular a formação de calcitriol (forma ativa da vitamina D); 5. estimular a maior absorção de cálcio, fosfato e magnésio no trato gastrointestinal. A concentraçãoplasmática de cálcio é o principal fator para secreção de PTH, de modo que quanto maiores as concentrações plasmáticas, menor a síntese e a liberação de PTH.