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EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO

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O Município de Capivara, por meio de sua Câmara de Vereadores, aprovou determinada lei com o fulcro de interpretar ponto obscuro do Código Tributário Municipal. Considere que tal lei não impõe a aplicação de penalidades e que não foi determinada, em seus dispositivos, a sua vigência.
Sobre a aplicação dessa lei, podemos afirmar que:
a) Aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
b) Aplica-se, respeitado o princípio da anterioridade, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
c) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
d) Aplica-se aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a ato ou fato pretérito, por ser expressamente interpretativa.
e) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a ato ou fato pretérito, por ser expressamente interpretativa.

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Questões resolvidas

O Município de Capivara, por meio de sua Câmara de Vereadores, aprovou determinada lei com o fulcro de interpretar ponto obscuro do Código Tributário Municipal. Considere que tal lei não impõe a aplicação de penalidades e que não foi determinada, em seus dispositivos, a sua vigência.
Sobre a aplicação dessa lei, podemos afirmar que:
a) Aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
b) Aplica-se, respeitado o princípio da anterioridade, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
c) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não podendo retroagir.
d) Aplica-se aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a ato ou fato pretérito, por ser expressamente interpretativa.
e) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a ato ou fato pretérito, por ser expressamente interpretativa.

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LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I 
Prof. Mariano Neto 
1 
 
 
 
 
EXERCÍCIO Nº 03 
1) O que compreende a expressão “legislação tributária” de acordo com o Código 
Tributário Nacional? 
compreende o conjunto de normas jurídicas que regulam a instituição, arrecadação, 
fiscalização e fiscalização dos tributos. Ela é formada por um conjunto de regras que 
englobam tanto as normas gerais e os princípios relacionados à tributação quanto as 
regras específicas para a sua aplicação e fiscalização. 
Conforme o art. 96 do Código Tributário Nacional, a legislação tributária é composta 
por: 
• As normas gerais de direito tributário - Princípios e regras gerais que 
fundamentam a tributação no país. 
• Leis ordinárias - Normas criadas pelo Poder Legislativo que regulam os tributos em 
nível federal, estadual e municipal. 
• Decretos, regulamentos e instruções normativas - Atos do Executivo que detalham 
e regulamentam as leis tributárias. 
• Outros atos administrativos que tratam diretamente das obrigações tributárias. 
2) Qual a diferença entre Lei e Legislação? 
A diferença está no alcance e no conteúdo de cada termo, sendo "legislação" um conceito 
mais amplo do que "lei". 
• Lei: É uma norma jurídica específica que foi aprovada pelo poder competente, de 
acordo com o processo legislativo. Ela tem um caráter formal e é uma regra de 
conduta que deve ser seguida pela sociedade. As leis podem ser ordinárias, 
complementares, delegadas, municipais, estaduais, ou federais, dependendo de 
quem as cria e de sua esfera de aplicação. Exemplo: O Código Tributário Nacional 
(CTN) é uma lei, que estabelece as normas gerais de direito tributário no Brasil. 
• Legislação: É o conjunto de todas as leis e normas jurídicas que regulam um 
determinado assunto ou área do direito. Ela é um termo mais amplo que 
abrange não só as leis, mas também outras normas infralegais, como decretos, 
regulamentos, resoluções, portarias e outras disposições que detalham e 
complementam as leis. A legislação, portanto, engloba todo o sistema normativo 
que regula uma matéria específica. Exemplo: A legislação tributária é o 
conjunto de todas as normas e regras que tratam dos tributos, incluindo o 
Código Tributário Nacional, as leis que instituem tributos específicos, e os 
decretos e regulamentos que orientam a aplicação dessas leis. 
 
 
UNIDADE II – NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I 
Prof. Mariano Neto 
2 
 
 
Resumo das Diferenças: 
• Lei: Norma jurídica individual, específica, elaborada de acordo com o processo 
legislativo. 
• Legislação: Conjunto de leis e normas jurídicas que regulam uma área do direito, 
incluindo leis, decretos, regulamentos, instruções normativas, etc. 
Em outras palavras, enquanto a lei é uma norma isolada, a legislação é o conjunto 
completo de normas que tratam de determinado tema. 
3) Assinale V para Verdadeiro e F para Falso 
a) A legislação que disponha sobre suspensão ou exclusão do crédio tributário, bem 
como aquela que outorga isenção aos contribuintes, deve ser interpretada de forma 
literal ( V) As normas que tratam da suspensão, exclusão do crédito tributário e 
isenções devem ser interpretadas de forma literal, pois são benefícios fiscais ou 
limitações ao direito de o fisco cobrar tributos, e a interpretação literal visa evitar 
que tais normas sejam aplicadas de forma mais ampla do que o texto legal permite. 
No direito tributário, interpretações extensivas podem prejudicar a arrecadação. 
 
b) O Código Tributário Nacional (CTN), estabelecido pela Lei Federal nº 5.172/1966, 
possui caráter nacional, sendo a única fonte do direito tributário no Brasil, não havendo 
espaço para a legislação estadual ou municipal complementar nesse campo ( F ) não é 
a única fonte do direito tributário. Existem também normas tributárias de 
legislação estadual e municipal. O CTN serve como base, mas os estados e 
municípios têm competência para criar suas próprias leis complementares, dentro 
do que a Constituição permite, para regular tributos em suas respectivas esferas. 
 
c) A Constituição Federal, as emendas à Constituição, as leis complementares, as leis 
ordinárias, as medidas provisórias, os decretos, as resoluções, os decretos legislativos, 
os convênios e as normas complementares são fontes do direito tributário brasileiro (V ) 
Todas essas normas mencionadas são fontes do direito tributário no Brasil. A 
Constituição e as emendas constitucionais possuem um caráter superior, as leis 
complementares e ordinárias regulam diversos aspectos tributários, e os decretos, 
medidas provisórias e normas complementares são utilizados para regulamentar e 
detalhar essas normas. Convênios também são fontes importantes quando 
envolvem questões de cooperação entre entes federados. 
 
d) A legislação tributária é composta apenas por leis ordinárias e não inclui tratados e 
convenções internacionais, decretos e normas complementares ( F ) Ela abrange um 
conjunto mais amplo de normas, incluindo tratados e convenções internacionais, 
que podem ter impacto sobre a tributação, decretos e normas complementares que 
regulam ou detalham as leis tributárias. Ou seja, a legislação tributária é composta 
por mais do que apenas leis ordinárias. 
 
e) A legislação tributária de cunho expressamente interpretativo pode ser aplicada 
retroativamente, desde que não implique a imposição de penalidade (V ) podem, sim, 
ser aplicadas retroativamente, desde que não resultem em penalidades para os 
contribuintes. O caráter interpretativo de uma norma significa que ela apenas 
esclarece o significado original de uma norma anterior, não criando nova 
obrigação. A retroatividade é permitida em casos como esse, sem implicar em 
penalidades, que são vedadas pela Constituição. 
 
 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I 
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4) Qual o enunciado do Princípio da Legalidade? 
Estabelece que nenhum tributo pode ser criado ou aumentado sem uma lei que o autorize, 
conforme o artigo 150, inciso I da Constituição. Isso garante que a tributação seja uma ação 
legislativa e não uma decisão arbitrária do Executivo. 
5) Assinale a alternativa correta: 
a) A majoração de tributos, ou sua redução pode ser estabelecida somente por decreto 
do poder executivo. ERRADO - Majoração de tributos deve ser feita por lei, não por 
decreto. 
 
b) Somente a lei pode estabelecer a definição do fato gerador da obrigação tributária 
principal, sem ressalva. CORRETO - O fato gerador é definido somente por lei. 
 
 
c) Somente a lei pode estabelecer a cominação de penalidades para as ações ou 
omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas. 
CORRETO - Penalidades tributárias devem ser cominadas por lei. 
 
d) Equipara-se à majoração do tributo a modificação de sua alíquota, que importe em 
torná-lo mais oneroso. CORRETO - A alteração da alíquota para torná-la mais onerosa 
é majoração. 
 
e) Constitui majoração de tributo, para fins do disposto no inciso II do art. 97, a 
atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo. ERRADO - Atualização 
monetária da base de cálculo não é majoração. 
6) Qual a diferença entre Lei Ordinária e Lei Complementar? 
 
7) Quais as características da Lei Ordinária? 
é um tipo de norma jurídica elaborada pelo Poder Legislativo, que pode ser federal, 
estadual ou municipal. Ela é a forma mais comum de legislação e trata de uma ampla 
variedade de assuntos, como direitos e deveres dos cidadãos, políticas públicas e 
organização dos poderes. 
 
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8) Quais as características da Lei Complementar? 
é um tipo específico de norma jurídica no Brasil, prevista na Constituição Federal, que 
tem como principal objetivo complementar e detalhar dispositivos constitucionais. 
Essas leis são necessárias para regulamentar matérias que a própria Constituição 
determina que devem ser tratadas de formamais rigorosa, exigindo um quórum 
qualificado para sua aprovação. 
9) São tributos criados por lei complementar, exceto: 
a) Empréstimos compulsórios. Falso. Os empréstimos compulsórios podem ser criados 
por lei complementar. 
 
b) Imposto federal sobre grandes fortunas. Falso. O Imposto sobre Grandes Fortunas é 
um tributo que pode ser criado por lei complementar (Art. 153, § 1º da Constituição 
Federal), mas até hoje ele não foi instituído no Brasil, embora previsto na Constituição. 
 
 
c) Impostos residuais. Falso. Os impostos residuais podem ser criados por lei 
complementar. Eles são tributos de competência da União, Estados ou Municípios, 
instituídos quando há necessidade de novos impostos sobre matérias não previstas na 
Constituição ou legislação anterior (Art. 154, II da Constituição Federal). 
 
d) Contribuições residuais. Falso. As contribuições residuais também são criadas por lei 
complementar. Elas são tributos que podem ser instituídos quando houver a necessidade 
de contribuição para fins gerais, em áreas não especificadas pela Constituição, sendo uma 
forma residual de contribuição (Art. 149, § 2º da Constituição Federal). 
 
 
e) Imposto estadual sobre renda e proventos de qualquer natureza. Correto. O Imposto 
estadual sobre a renda e proventos de qualquer natureza não é um tributo que 
depende de lei complementar. O Imposto de Renda (IR), que incide sobre a renda, é 
federal, e o Estado pode instituir o imposto sobre a propriedade de bens móveis e 
imóveis, mas não sobre a renda de forma específica. Portanto, este imposto não é criado 
por lei complementar, mas sim por lei ordinária. 
 
10) Quais as características das Medidas Provisórias? 
Edição e Validade: As MPs são editadas pelo Presidente da República e possuem um prazo 
inicial de validade de 60 dias, podendo ser prorrogadas uma vez por mais 60 dias, caso não 
sejam votadas antes do término do primeiro prazo. 
Tramitação no Congresso: Após a publicação, a MP deve ser analisada por uma comissão 
mista composta por deputados e senadores, que emitem um parecer sobre sua aprovação ou 
modificação. O texto aprovado segue para votação nas duas casas do Congresso (Câmara 
dos Deputados e Senado Federal). 
Efeitos Imediatos: Desde a sua publicação, a MP produz efeitos jurídicos imediatos, 
permitindo que suas disposições sejam aplicadas antes da aprovação final pelo Congresso. 
No entanto, se não for aprovada dentro do prazo estipulado, perde eficácia retroativamente à 
data de sua edição. 
Trancamento de Pauta: Se a MP não for votada em até 45 dias após sua publicação, ela 
tranca a pauta de votações da casa onde está tramitando, limitando a análise de outras 
proposições até que seja apreciada. 
Conversão em Lei: Se aprovada sem alterações, a MP é promulgada como lei pelo 
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Congresso. Se houver modificações, ela se torna um Projeto de Lei de Conversão que ainda 
precisa da sanção presidencial. O Presidente pode vetar partes do texto alterado. 
 
11) Quais os objetivos dos Tratados e Convenções Internacionais em matéria tributária? 
 
Evitar a Dupla Tributação: Os tratados visam garantir que uma mesma renda não seja 
tributada em mais de um país, o que poderia desencorajar investimentos internacionais. 
Prevenir a Evasão Fiscal: Estabelecem mecanismos de cooperação entre as autoridades 
fiscais dos países signatários para combater práticas de evasão e elisão fiscal. 
Facilitar o Comércio Internacional: Ao simplificar as obrigações tributárias, esses acordos 
incentivam o comércio e os investimentos transfronteiriços. 
Acordos Bilaterais ou Multilaterais: A maioria dos tratados é bilateral, mas existem 
também convenções multilaterais que abrangem diversos países. 
Hierarquia Normativa: No Brasil, conforme o artigo 98 do Código Tributário Nacional 
(CTN), os tratados internacionais têm primazia sobre a legislação tributária interna, podendo 
revogar ou modificar normas existentes. 
Internalização no Ordenamento Jurídico: Para que tenha efeito no Brasil, deve ser 
ratificado e incorporado ao ordenamento jurídico nacional. 
 
12) Quais são as Normas Complementares das leis, dos tratados e das convenções 
internacionais e dos decretos? 
São normas que detalham ou especificam como devem ser aplicadas as regras 
estabelecidas por essas fontes primárias do direito. Elas têm a função de complementar a 
legislação e garantir a sua efetividade, fornecendo as orientações necessárias para a sua 
aplicação prática. 
• Normas Complementares das Leis 
São normas que complementam ou regulamentam as leis, detalhando suas disposições 
para facilitar sua aplicação no dia a dia. No campo tributário, elas são responsáveis por 
explicar e precisar aspectos que a lei em si não aborda de forma clara. Exemplo: No 
direito tributário, o Código Tributário Nacional (CTN), que é uma lei, pode ser 
complementado por decretos ou instruções normativas que detalham a aplicação de 
tributos ou procedimentos administrativos. 
• Normas Complementares dos Tratados e das Convenções Internacionais 
Tratados e convenções internacionais celebrados pelo Brasil, uma vez ratificados, fazem 
parte do ordenamento jurídico nacional. Normas complementares podem ser criadas para 
adaptar esses tratados à realidade nacional, quando necessário, para regulamentar sua 
aplicação. Exemplo: Um tratado internacional pode exigir a criação de normas internas, 
como leis ou decretos, para garantir que o Brasil cumpra os compromissos assumidos, 
detalhando como esse tratado será implementado no país. 
• Normas Complementares dos Decretos 
Os decretos são normas que visam detalhar as leis, geralmente no nível do Poder 
Executivo. No entanto, também existem normas complementares que surgem para 
detalhar a aplicação dos decretos. Elas podem ser resoluções, portarias, instruções 
normativas, ou outras decisões administrativas. Exemplo: Se um decreto federal cria 
uma regulamentação sobre um tributo, uma instrução normativa da Receita Federal 
pode complementar esse decreto, esclarecendo procedimentos detalhados que devem ser 
seguidos pelos contribuintes. 
As normas complementares são aquelas que detalham ou regulamentam as leis, 
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tratados, convenções internacionais ou decretos, assegurando que a aplicação de tais 
normas seja clara e prática. Elas podem assumir diversas formas, como decretos, 
instruções normativas, portarias, resoluções, ou outras normas administrativas. 
 
13) Entre as fontes do direito tributário, há os chamados convênios de cooperação e os 
convênios de subordinação. Estes consistem especialmente em convênios previstos na 
Constituição para regular temas de interesse comum na coordenação dos Estados 
relativamente à cobrança do imposto estadual sobre a circulação de mercadorias e 
serviços (ICMS). Em relação a estes convênios, é correto afirmar que: 
a) condicionam a validade de leis estaduais que tratem dos assuntos que a Constituição 
Federal atribui a eles. CORRETA - A Constituição Federal, no art. 155, § 2º, prevê 
que o ICMS será regulado por meio de convênios entre os estados para coordenar e 
uniformizar a tributação. Esses convênios condicionam a validade das leis estaduais, ou 
seja, os estados não podem legislar livremente sobre temas que envolvam a coordenação 
do ICMS sem seguir os termos dos convênios firmados, o que implica que a legislação 
estadual precisa respeitar o que foi acordado nesses convênios. 
 
b) estão formal e materialmente sujeitos à revogação por lei estadual posterior, devendo 
respeitar leis estaduais precedentes. INCORRETA - convênios não estão sujeitos à 
revogação por lei estadual posterior, porque esses instrumentos fazem parte do sistema 
de coordenação entre os estados, com base em uma autoridade superior (Constituição 
Federal e normas gerais) e não estão subordinados a mudanças em leis estaduaisindividuais. O que ocorre é que os convênios podem ser alterados ou revogados apenas 
com a concordância dos estados envolvidos, não podendo ser modificados de forma 
unilateral por uma lei estadual. 
 
 
c) podem ser alterados mediante tratamento distinto nas respectivas Constituições 
Estaduais, no âmbito de cada estado da Federação. INCORRETA - convênios que 
regulam o ICMS e outros impostos não podem ser alterados pelas Constituições 
Estaduais. Esses convênios têm um caráter nacional e precisam ser seguidos por todos 
os estados, já que envolvem uma coordenação interestadual. Eles são firmados em 
nível federal, e as Constituições Estaduais não têm poder para modificar ou alterar esses 
convênios. A alteração depende da concordância dos estados envolvidos no convênio, 
não da Constituição Estadual. 
 
d) têm a mesma tramitação dos tratados internacionais, mas no âmbito dos estados da 
Federação, devendo ser assinados pelo Poder Executivo e ratificados pelo Legislativo 
estadual. INCORRETA - a sua tramitação não segue os mesmos procedimentos dos 
tratados internacionais, que exigem ratificação pelo Poder Legislativo federal. No caso 
dos convênios entre os estados para o ICMS, a aprovação e ratificação ocorrem entre os 
Executivos estaduais, sem a necessidade de passar pela tramitação no Poder Legislativo 
de cada estado. Não há a exigência de ratificação pelo Legislativo estadual para que o 
convênio tenha validade. 
 
 
e) são constitucionalmente equivalentes às leis complementares, não sendo, porém, 
revogáveis por elas. INCORRETA - não são constitucionalmente equivalentes às leis 
complementares. As leis complementares têm um caráter normativo mais amplo e 
podem tratar de matérias que exigem um quórum qualificado para aprovação. Já os 
convênios são acordos entre os estados para coordenar o ICMS e outros impostos, sendo 
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instrumentos de natureza diferente das leis complementares. Além disso, os convênios 
podem ser alterados por novos convênios entre os estados, mas não por leis 
complementares. 
 
14) O Município de Capivara, por meio de sua Câmara de Vereadores, aprovou 
determinada lei com o fulcro de interpretar ponto obscuro do Código Tributário 
Municipal. Considere que tal lei não impõe a aplicação de penalidades e que não foi 
determinada, em seus dispositivos, a sua vigência. Sobre a aplicação dessa lei, podemos 
afirmar que: 
a) Aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim 
entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, não 
podendo retroagir. INCORRETA - A lei pode ter aplicação imediata aos fatos 
geradores futuros e pendentes, mas a afirmação de que não pode retroagir está 
incorreta. Como a lei é interpretativa, ela pode, sim, retroagir para esclarecer fatos 
ocorridos antes de sua publicação. A retroatividade é permitida em leis interpretativas, 
conforme previsto no direito tributário. 
 
b) Aplica-se, respeitado o princípio da anterioridade, aos fatos geradores futuros e aos 
pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início, mas não esteja 
completa, não podendo retroagir. INCORRETA - O princípio da anterioridade trata 
da proibição de aplicação de tributos antes de 1º de janeiro do ano seguinte à sua 
instituição ou aumento. Porém, a lei interpretativa pode retroagir, ou seja, pode ser 
aplicada a atos ou fatos pretéritos, porque não cria nova obrigação ou penalidade. 
Assim, a ideia de que a lei não pode retroagir é incorreta. 
 
c) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos 
geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido 
início, mas não esteja completa, não podendo retroagir. INCORRETA - A lei precisa 
respeitar o vacatio legis (período entre a publicação e a vigência), e, em geral, esse 
prazo é de 45 dias no âmbito municipal. No entanto, a retroatividade de uma lei 
interpretativa é permitida, ou seja, ela pode ser aplicada a fatos anteriores à sua edição. 
Portanto, a afirmação de que a lei não pode retroagir está errada. 
 
d) Aplica-se aos fatos geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja 
ocorrência tenha tido início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a 
ato ou fato pretérito, por ser expressamente interpretativa. CORRETA - A lei 
interpretativa pode, de fato, retroagir para esclarecer fatos que ocorreram antes de sua 
publicação, sem criar novas obrigações ou penalidades. Isso ocorre porque a lei apenas 
esclarece a interpretação de normas existentes, e a retroatividade é permitida quando se 
trata de leis interpretativas. Assim, a lei pode ser aplicada aos fatos geradores futuros e 
pendentes, e também pode retroagir aos fatos pretéritos, como esclarecimento de 
normas anteriores. 
 
e) Aplica-se, respeitado o prazo de vacatio legis de quarenta e cinco dias, aos fatos 
geradores futuros e aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido 
início, mas não esteja completa, podendo retroagir, aplicando-a a ato ou fato pretérito, 
por ser expressamente interpretativa. CORRETA - A lei interpretativa pode retroagir, e 
a aplicação da vacatio legis de 45 dias também é válida. Portanto, a lei pode ser 
aplicada aos fatos futuros e pendentes, respeitando o prazo de vacatio legis, e também 
pode retroagir aos fatos anteriores, por ser uma lei interpretativa. 
 
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15) Quando entram em vigor as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de 
jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa? 
As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, quando a 
lei atribui a elas eficácia normativa, entram em vigor imediatamente após sua 
publicação, salvo disposição em contrário. Ou seja, elas têm efeito imediato e automático 
uma vez que sejam divulgadas ou publicadas, e não há necessidade de um período de 
vacatio legis como ocorre com as leis. 
 
16) Nos termos do art. 107, e seguintes, da Lei Nº 5.172/66, identifique a afirmação 
INCORRETA: 
a) Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do 
conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos 
respectivos efeitos tributários. CORRETA - O art. 109 do CTN menciona que, em 
situações onde a legislação tributária não for expressa, poderão ser usados os princípios 
gerais de direito privado para ajudar na interpretação da legislação tributária, mas não 
para determinar efeitos tributários. Ou seja, a legislação tributária deve ser 
interpretada de acordo com os conceitos do direito tributário, não sendo permitido 
aplicar a analogia para alterar efeitos tributários ou criar tributos. 
 
b) O emprego da analogia poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei. O 
emprego da equidade poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. 
INCORRETA - O art. 108 do CTN estabelece que a analogia pode ser utilizada, mas 
não para criar tributos ou exigir tributos não previstos em lei. A analogia é válida 
para interpretação da legislação tributária, quando esta não for clara ou quando 
houver lacunas, mas não pode ser usada para criar obrigações tributárias que não estão 
previstas em lei. Além disso, o emprego da equidade pode ser utilizado pelo fisco para 
suavizar ou flexibilizar a aplicação da legislação tributária, mas não para dispensar o 
pagamento de tributo devido. A equidade serve para ajustar a aplicação das normas 
tributárias conforme as particularidades de cada caso, mas não pode ser usada para 
excluir a exigência de tributos devidos. 
 
 
c) Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre suspensão ou 
exclusão do crédito tributário, outorga de isenção ou dispensa do cumprimento de 
obrigações tributárias acessórias. CORRETA- O art. 111 do CTN estabelece que a 
interpretação das normas tributárias deve ser literal quando tratar de situações que 
envolvem suspensão ou exclusão do crédito tributário, isenção ou dispensa de 
obrigações acessórias. Nessas situações, não cabe interpretação extensiva ou analógica, 
já que essas matérias envolvem uma restrição ou redução de tributo e devem ser tratadas 
de forma estrita. 
 
d) A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, 
conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela 
Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do 
Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. 
CORRETA - O art. 110 do CTN afirma que a lei tributária não pode alterar os 
conceitos ou institutos do direito privado que são utilizados pelas constituições ou 
pelas leis orgânicas para definir ou limitar a competência tributária. Ou seja, a 
competência tributária dos entes federativos deve ser respeitada e não pode ser 
alterada pela legislação tributária. A definição e alcance de conceitos privados, como 
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pessoa jurídica ou contrato, são definidos pelo direito privado e não pela legislação 
tributária. 
 
 
17) Em que situações a legislação tributária pode ser aplicada retroativamente? 
O artigo 106 do Código Tributário Nacional (CTN) trata das situações em que a 
legislação tributária pode ser aplicada retroativamente, ou seja, a normas que têm efeitos 
sobre fatos ocorridos antes de sua vigência. 
• A primeira hipótese de retroatividade ocorre quando a nova norma é meramente 
interpretativa. Neste caso, a nova lei pode ser aplicada a atos ou fatos pretéritos sem 
penalizar infrações cometidas sob a norma anterior. 
• A segunda hipótese diz respeito a atos que não foram definitivamente julgados. 
 
18) Quais os métodos de interpretação da legislação tributária? 
Interpretação Literal: é aplicada em situações específicas, como na suspensão ou exclusão 
do crédito tributário, na outorga de isenção e na dispensa do cumprimento de obrigações 
acessórias. Nesses casos, a norma deve ser interpretada estritamente, sem se estender além 
do que está expressamente escrito no texto legal. 
Interpretação Extensiva: Este método busca ampliar o sentido da norma para incluir 
situações não expressamente mencionadas, mas que se enquadram na razão de ser da norma. 
Interpretação Restritiva: limita o alcance da norma, aplicando-a apenas aos casos 
claramente previstos em seu texto. 
Gramatical: Este método sugere que o intérprete investigue antes de tudo o significado 
gramatical das palavras usadas no texto legal em exame. O instrumento de trabalho é o 
dicionário da língua. Importa sobretudo a etimologia dos vocábulos. 
Histórico: Neste método o sentido da norma é buscado com o exame da situação a que a 
mesma se refere através dos tempos. Investiga-se o Direito anterior. Compara-se a norma 
atual com a que lhe antecedeu no regramento do assunto. 
Sistemático: Neste método, procura o intérprete o sentido da regra jurídica verificando a 
posição em que a mesma se encarta no diploma legal e as relações desta com as demais 
regras no mesmo contidas. 
Teleológico: Com este método, o intérprete empresta maior relevância ao elemento 
finalístico. Busca o sentido da regra jurídica tendo em vista o fim para o qual foi ela 
elaborada. 
19) Em que casos se interpreta literalmente a legislação tributária, de acordo com o 
Código Tributário Nacional? 
Interpretação Literal: é aplicada em situações específicas, como na suspensão ou exclusão 
do crédito tributário, na outorga de isenção e na dispensa do cumprimento de obrigações 
acessórias. Nesses casos, a norma deve ser interpretada estritamente, sem se estender além 
do que está expressamente escrito no texto legal. 
 
20) Tendo em vista o previsto no Código Tributário Nacional (CTN), marque V para as 
afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
a) Durante o processo de importação de uma mercadoria, se já negociado o valor do 
bem e realizado o pagamento, mas antes do desembaraço aduaneiro, for publicada nova 
LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA I 
Prof. Mariano Neto 
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legislação tributária aumentando a alíquota do tributo incidente sobre o fato, a nova 
alíquota deverá ser cobrada (F ) Segundo o princípio da anterioridade, a legislação 
tributária não pode retroagir para aumentar tributos, especialmente no caso de tributos 
sobre a importação, que seguem o art. 150, III, "b" da Constituição Federal. A regra 
geral é que um tributo só pode ser cobrado no ano seguinte ao da publicação da lei que o 
institui ou altera, salvo em casos excepcionais. Se a negociação foi realizada e o 
pagamento já foi feito antes da publicação da nova legislação, a nova alíquota não 
pode ser cobrada retroativamente, pois o fato gerador já ocorreu, e a alíquota 
acordada previamente deve ser mantida. O aumento de alíquota só poderia ser aplicado 
em fatos geradores futuros, após o novo marco legal entrar em vigor. 
 
b) Em face da taxatividade e da literalidade com que deve ser interpretada a legislação 
tributária, não é possível que a isenção de imposto incidente em maquinário recaia 
também sobre peças de reposição ( F ) A legislação tributária deve ser interpretada 
literalmente, mas isso não significa que o legislador não possa estender os efeitos de 
uma isenção a situações correlatas, como peças de reposição. O CTN, no art. 111, prevê 
que a interpretação da legislação tributária deve observar a finalidade da norma. Se o 
objetivo da isenção é beneficiar a atividade produtiva, por exemplo, a isenção sobre o 
maquinário pode, sim, se estender a peças de reposição que sejam essenciais para o 
funcionamento da máquina. A aplicação de isenção deve considerar o contexto e a 
finalidade da norma, permitindo que a interpretação seja mais ampla quando fizer 
sentido, desde que em consonância com o propósito da legislação. 
 
 
c) Pendente execução fiscal sem julgamento definitivo, é possível a aplicação de lei nova 
que reduza a multa aplicada por infração à legislação tributária, independentemente da 
procedência dos embargos à execução opostos pelo contribuinte ( V ) De acordo com o 
art. 106, do CTN, as leis tributárias podem ser aplicadas retroativamente quando o 
efeito for favorável ao contribuinte, como é o caso de uma redução de multa. Mesmo que 
a execução fiscal ainda esteja pendente, ou seja, sem julgamento definitivo, se houver uma 
lei nova que reduza a multa por infração, ela pode ser aplicada retroativamente, 
independentemente dos embargos à execução. A retroatividade favorável ao contribuinte é 
permitida, mesmo que o processo de execução ainda não tenha sido finalizado, já que não 
prejudica o direito do contribuinte e, na verdade, pode beneficiá-lo.

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