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<p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>Autor:</p><p>Fábio Dutra</p><p>20 de Maio de 2024</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>Índice</p><p>..............................................................................................................................................................................................1) Legislação Tributária - Introdução 4</p><p>..............................................................................................................................................................................................2) Vigência da Legislação Tributária 28</p><p>..............................................................................................................................................................................................3) Aplicação da Legislação Tributária 40</p><p>..............................................................................................................................................................................................4) Interpretação da Legislação Tributária 46</p><p>..............................................................................................................................................................................................5) Integração da Legislação Tributária 54</p><p>..............................................................................................................................................................................................6) Questões Comentadas - Legislação Tributária - CEBRASPE 61</p><p>..............................................................................................................................................................................................7) Questões Comentadas - Legislação Tributária - FCC 83</p><p>..............................................................................................................................................................................................8) Questões Comentadas - Legislação Tributária - FGV 119</p><p>..............................................................................................................................................................................................9) Questões Comentadas - Vigência da Legislação Tributária - FGV 129</p><p>..............................................................................................................................................................................................10) Questões Comentadas - Aplicação da Legislação Tributária - FGV 131</p><p>..............................................................................................................................................................................................11) Questões Comentadas - Interpretação e Integração da Legislação Tributária - FGV 136</p><p>..............................................................................................................................................................................................12) Questões Comentadas - Legislação Tributária - MULTIBANCAS 145</p><p>..............................................................................................................................................................................................13) Questões Comentadas - Legislação Tributária - MULTIBANCAS 187</p><p>..............................................................................................................................................................................................14) Questões Comentadas - Vigência da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 205</p><p>..............................................................................................................................................................................................15) Questões Comentadas - Aplicação da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 209</p><p>..............................................................................................................................................................................................16) Questões Comentadas - Interpretação e Integração da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 219</p><p>..............................................................................................................................................................................................17) Lista de Questões - Legislação Tributária - CEBRASPE 231</p><p>..............................................................................................................................................................................................18) Lista de Questões - Legislação Tributária - FCC 245</p><p>..............................................................................................................................................................................................19) Lista de Questões - Legislação Tributária - FGV 268</p><p>..............................................................................................................................................................................................20) Lista de Questões - Vigência da Legislação Tributária - FGV 275</p><p>..............................................................................................................................................................................................21) Lista de Questões - Aplicação da Legislação Tributária - FGV 277</p><p>..............................................................................................................................................................................................22) Lista de Questões - Interpretação e Integração da Legislação Tributária - FGV 280</p><p>..............................................................................................................................................................................................23) Lista de Questões - Legislação Tributária - MULTIBANCAS 286</p><p>..............................................................................................................................................................................................24) Lista de Questões - Legislação Tributária - MULTIBANCAS 310</p><p>..............................................................................................................................................................................................25) Lista de Questões - Vigência da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 320</p><p>..............................................................................................................................................................................................26) Lista de Questões - Aplicação da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 324</p><p>..............................................................................................................................................................................................27) Lista de Questões - Interpretação e Integração da Legislação Tributária - MULTIBANCAS 331</p><p>..............................................................................................................................................................................................28) Resumo - Legislação Tributária 339</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>2</p><p>344</p><p>OBSERVAÇÕES SOBRE A AULA</p><p>Olá, pessoal! Hoje é dia de estudar Direito Tributário!</p><p>Como é bom estar aqui! Vamos iniciar mais uma aula do nosso curso de Direito Tributário no</p><p>Estratégia Concursos!</p><p>Falaremos hoje sobre o tema “legislação tributária” e demais assuntos correlatos! Recomendo que</p><p>você acompanhe esta aula com o CTN aberto ao seu lado, nos arts. 96 a 112.</p><p>Podemos começar? Vamos lá!☺</p><p>"Há dois tipos de pessoa que vão te dizer que você não pode fazer a diferença neste mundo: as que têm</p><p>medo de tentar e as que têm medo de que você se dê bem" – Ray Goforth, Executivo</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA</p><p>caso, entram</p><p>em vigor assim que se caracterizarem como praxe administrativa. Não há data específica.</p><p>É muito importante observar, em primeiro lugar, que todas as regras elencadas nos incisos do art.</p><p>103 são aplicáveis, salvo disposição em contrário.</p><p>Sendo assim, salvo disposição em contrário, os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas entram em vigor na data de sua publicação.</p><p>As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua</p><p>eficácia normativa, salvo disposição em contrário, entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação.</p><p>Note, nesse caso, que a decisão em favor de certo contribuinte o beneficia imediatamente. Contudo, os</p><p>efeitos normativos da decisão só vigoram na data estabelecida ou, se o prazo não tiver sido definido, 30</p><p>dias após a data da publicação da decisão.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>32</p><p>344</p><p>E observe que, se a lei atribuir eficácia normativa às referidas decisões, ocorre duplo</p><p>efeito destas, ou seja, em primeiro lugar, o contribuinte é afetado; em segundo, os que se</p><p>enquadrarem na situação objeto da decisão.</p><p>Relativamente aos convênios celebrados entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios, a vigência será na data neles prevista. Ora, mas o art. 103 não é aplicável justamente “salvo</p><p>disposição em contrário”, ou seja, em caso de omissão? E se os convênios não previrem qualquer data?</p><p>Sabemos que as disposições do art. 103 são regras especiais, e que, segundo o art. 101 do CTN, a</p><p>vigência da lei tributária segue as regras aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvadas as disposições</p><p>específicas do CTN. Como as disposições específicas deixaram uma “brecha”, aplicaremos a regra da LINDB,</p><p>que estabelece o prazo de 45 dias, contados da publicação oficial.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>33</p><p>344</p><p>Para finalizar o tema, analisemos o que estabelece o art. 104 do CTN:</p><p>Art. 104. Entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a</p><p>sua publicação os dispositivos de lei, referentes a impostos sobre o patrimônio ou a</p><p>renda:</p><p>I - que instituem ou majoram tais impostos;</p><p>II - que definem novas hipóteses de incidência;</p><p>III - que extinguem ou reduzem isenções, salvo se a lei dispuser de maneira mais favorável</p><p>ao contribuinte, e observado o disposto no artigo 178.</p><p>Observação: O inciso III será estudado em momento oportuno, para não prejudicar a</p><p>sequência didática do nosso curso. Caso você não se lembre, abordamos o assunto</p><p>superficialmente na Aula 1.</p><p>Vamos começar indagando o que significa definir novas hipóteses de incidência? Ora, significa</p><p>passar a tributar algo que, antes, não era tributado. Como exemplo, podemos imaginar um caso já citado</p><p>na aula sobre o IPI. A União pode vir a tributar arrematação de produtos apreendidos ou abandonados e</p><p>levados em leilão.</p><p>Nessa linha de raciocínio, ao criar novas hipóteses de incidência, estar-se-á instituindo um tributo</p><p>parcialmente, fazendo com que o inciso II seja uma imprecisão do legislador, pois a instituição de tributos já</p><p>foi prevista no inciso I do art. 104 do CTN.</p><p>De qualquer modo, o que é importante entender nesse artigo é que ele não se confunde com o</p><p>princípio da anterioridade. Veja que o legislador disse “vigor”, não se referindo à produção de efeitos – ou</p><p>eficácia – que é relativa ao princípio da anterioridade. Ademais, veja que essa regra somente é aplicável aos</p><p>impostos sobre patrimônio ou renda.</p><p>No entanto, devemos analisar a situação, considerando que o CTN foi editado sob a égide da</p><p>CF/1946 e da Emenda Constitucional 18/1965. Nessa época, o princípio da anterioridade era aplicável</p><p>apenas aos impostos sobre patrimônio e renda. Portanto, o que parece mais plausível foi que o legislador</p><p>do CTN quis aproximar os conceitos de vigência (art. 104 do CTN) ao da eficácia (princípio da anterioridade</p><p>previsto na CF daquela época).</p><p>Atualmente, o assunto deve ser tratado com bastante cautela nas provas de concurso público, até</p><p>porque alguns autores consideram que esse artigo foi revogado.</p><p>A recomendação que fazemos é para seguir os princípios constitucionais previstos na CF/88</p><p>(anterioridade e noventena), ou seja, decorar os resumos que fizemos na Aula 1.</p><p>Somente invoque o conhecimento do art. 104 do CTN quando a questão expressamente solicitar o</p><p>referido artigo, ou quando mencionar a palavra “vigor” e “impostos sobre patrimônio ou renda”.</p><p>Observação: Atualmente, os impostos sobre patrimônio ou renda se resumem nos</p><p>seguintes: IR, ITR, IGF, IPVA, ITCMD, IPTU e ITBI.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>34</p><p>344</p><p>Vigência Espacial da Legislação Tributária</p><p>A vigência de uma lei tributária no espaço diz respeito aos limites territoriais da incidência dessa</p><p>norma, sendo que a regra é o princípio da territorialidade.</p><p>Nesse contexto, a lei estadual carioca somente produzirá efeitos dentro dos limites territoriais do</p><p>Estado do Rio de Janeiro. O mesmo raciocínio é aplicável às leis municipais.</p><p>Contudo, a regra possui duas exceções, ou seja, hipóteses em que há extraterritorialidade da</p><p>legislação tributária. Tais exceções foram previstas no art. 102 do CTN, cuja redação é a seguinte:</p><p>Art. 102. A legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora,</p><p>no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam</p><p>extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham esta ou</p><p>outras leis de normas gerais expedidas pela União.</p><p>As exceções são os convênios celebrados entre os entes federados e as leis de normas gerais</p><p>(inclusive o CTN) editadas pela União.</p><p>Observação: Lembre-se deque as normas gerais, em matéria tributada, devem ser</p><p>regulamentadas em lei complementar, conforme o art. 146, III, da CF/88.</p><p>Como exemplo de convênios nesse sentido, podemos citar aqueles realizados com objetivo de</p><p>uniformizar os procedimentos de fiscalização de dois Municípios vizinhos. Assim, o Município A poderia,</p><p>com base no convênio, adotar a legislação criada para o Município B.</p><p>No que se refere às leis de normas gerais, deve-se destacar que, o art. 102 citou o próprio CTN como</p><p>previsão de extraterritorialidade. Pergunta-se: existe alguma disposição nesse sentido no texto do CTN? A</p><p>resposta é: sim! Veja o que diz o art. 120 do CTN:</p><p>Art. 120. Salvo disposição de lei em contrário, a pessoa jurídica de direito público, que se</p><p>constituir pelo desmembramento territorial de outra, subroga-se nos direitos desta, cuja</p><p>legislação tributária aplicará até que entre em vigor a sua própria.</p><p>O dispositivo retrata a possibilidade de haver a extraterritorialidade da legislação tributária quando</p><p>houver desmembramento territorial, para se criar um novo ente político. Nesse caso específico, o CTN</p><p>prevê que o “ente novo” aplique, salvo disposição de lei em contrário, a legislação do município que foi</p><p>desmembrado até que a sua entre em vigor.</p><p>(Pref. Pindamonhangaba-Analista Jurídico/2023) Nos termos do que dispõe o Código Tributário Nacional,</p><p>salvo disposição em contrário, as decisões dos órgãos singulares de jurisdição administrativa, a que a lei</p><p>atribua eficácia executiva, entram em vigor, quanto a seus efeitos normativos</p><p>A) na data de sua publicação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>35</p><p>344</p><p>B) 30 dias após a data de sua publicação.</p><p>C) 90 dias após a data de sua publicação.</p><p>D) na data neles prevista.</p><p>E) no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra sua publicação.</p><p>Comentário: As regras de vigência das normas complementares foram previstas no art. 103, do CTN. Salvo</p><p>disposição em contrário, as normas complementares entram em vigor nos seguintes momentos:</p><p>- atos normativos</p><p>expedidos pelas autoridades administrativas, na data da sua publicação;</p><p>- as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia</p><p>normativa, 30 dias após a data da sua publicação;</p><p>- os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na data nêles</p><p>prevista.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>(SEFAZ-DF-Auditor Fiscal/2020) Não havendo disposição em contrário, os efeitos normativos das decisões</p><p>dos órgãos coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa entram em vigor</p><p>trinta dias após a data da publicação da decisão.</p><p>Comentário: O art. 103, II, do CTN, prevê que, salvo disposição em contrário, os efeitos normativos das</p><p>decisões dos órgãos coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa entram em</p><p>vigor trinta dias após a data da publicação da decisão.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>(SEFAZ-BA-Auditor Fiscal/2019) Conforme o Código Tributário Nacional, em se tratando de legislação</p><p>tributária, e salvo disposição em contrário, entram em vigor:</p><p>I. os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas, quinze dias após sua publicação.</p><p>II. as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia</p><p>normativa, na data de sua publicação.</p><p>III. os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na data neles</p><p>prevista.</p><p>IV. o decreto expedido pelo Presidente da República alterando a alíquota do imposto sobre importação de</p><p>produtos estrangeiros, na data de sua publicação.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e IV.</p><p>b) I e II.</p><p>c) I, II e III.</p><p>d) II, III e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativa entram em vigor na data da sua</p><p>publicação (art. 103, I). Item errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>36</p><p>344</p><p>Item II: As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua</p><p>eficácia normativa entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação (art. 103, II). Item errado.</p><p>Item III: Os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na data</p><p>neles prevista (art. 103, III). Item correto.</p><p>Item IV: A alteração da alíquota do II é exceção aos princípios da legalidade, da anterioridade e da</p><p>noventena. Portanto, o decreto presidencial entra em vigor na data de sua publicação. Item correto.</p><p>Gabarito: letra E</p><p>(SEFAZ-RS-Técnico da Receita Estadual/2018) Em regra, os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas, segundo disposições do Código Tributário Nacional (CTN), devem entrar em vigor</p><p>a) noventa dias após sua publicação.</p><p>b) no exercício seguinte ao da sua publicação.</p><p>c) cinco dias após sua publicação.</p><p>d) trinta dias após sua publicação.</p><p>e) na data de sua publicação.</p><p>Comentário: A banca foi cautelosa ao inserir a expressão “em regra” no início do enunciado, na linha do</p><p>disposto no art. 103, I, do CTN, que prevê a possibilidade de disposição em sentido contrário da regra ali</p><p>trazida, que aponta o início da vigência dos atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas</p><p>para a data da sua publicação.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>(PGFN-Procurador da Fazenda Nacional/2015) Os convênios sobre matéria tributária</p><p>a) entram em vigor na data neles prevista.</p><p>b) entram em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao da sua publicação.</p><p>c) entram em vigor na data da sua publicação.</p><p>d) entram em vigor 30 (trinta) dias após a data da sua publicação.</p><p>e) entram em vigor após homologados pelo Congresso Nacional.</p><p>Comentário: Consoante previsão no art. 103, III, do CTN, os convênios sobre matéria tributária entram em</p><p>vigor na data neles prevista.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>(ISS-SP-Auditor Fiscal do Município/2012) Como resultado da emancipação político-administrativa do</p><p>distrito de um determinado município paulista, o município recém-criado terá, em primeiro lugar, de eleger</p><p>sua Câmara Municipal para que esta, posteriormente, elabore a legislação tributária do referido município.</p><p>Nesse caso, salvo disposição de lei em contrário,</p><p>a) até a edição dessa nova legislação, não poderá ser cobrado tributo algum pela pessoa jurídica de direito</p><p>público recém- criada.</p><p>b) até a edição dessa nova legislação, só poderão ser cobradas taxas pela pessoa jurídica de direito público</p><p>recém-criada.</p><p>c) até a edição dessa nova legislação, continuará a ser aplicada a legislação tributária do município do qual</p><p>a nova pessoa jurídica de direito público se desmembrou, até que entre em vigor a sua própria.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>37</p><p>344</p><p>d) a repartição das receitas tributárias (50% do IPVA, 25% do ICMS, 50% do ITR etc.) referentes a fatos</p><p>geradores ocorridos no novo município, após a sua criação, pertencerão ao município do qual ele se</p><p>desmembrou, até o último dia do exercício em que entrar em vigor a legislação do novo município.</p><p>e) a repartição das receitas tributárias (50% do IPVA, 25% do ICMS, 50% do ITR etc.) referentes a fatos</p><p>geradores ocorridos no novo município, após a sua criação, pertencerão ao município do qual ele se</p><p>desmembrou, até o primeiro dia do exercício seguinte ao que entrar em vigor a legislação do novo</p><p>município.</p><p>Comentário: Esta questão exige o conhecimento do art. 120, do CTN, cuja redação é a seguinte: “salvo</p><p>disposição de lei em contrário, a pessoa jurídica de direito público, que se constituir pelo desmembramento</p><p>territorial de outra, sub-roga-se nos direitos desta, cuja legislação tributária aplicará até que entre em vigor</p><p>a sua própria”. Portanto, o referido Município continuará a ser aplicada a legislação tributária do município</p><p>do qual a nova pessoa jurídica de direito público se desmembrou, até que entre em vigor a sua própria.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>38</p><p>344</p><p>APLICAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA</p><p>De posse do conhecimento sobre a vigência da lei tributária, aprendido no decorrer desta aula,</p><p>somos capazes de compreender os dispositivos do CTN acerca da aplicação da legislação tributária.</p><p>O que vem a ser aplicação da legislação tributária? Ora, trata-se de identificar a norma que será</p><p>aplicada a cada caso concreto. É uma tarefa destinada ao aplicador da lei, que pode ser tanto a autoridade</p><p>administrativa como a judiciária.</p><p>Você se lembra de quando estudamos o princípio da irretroatividade em outra aula? Naquele</p><p>momento, nós aprendemos que o marco temporal para definir o princípio da irretroatividade é a vigência</p><p>da lei. Nesse sentido, o que o art. 150, III, a, da CF/88 proíbe é que se cobre tributos em relação a fatos</p><p>geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os instituiu ou majorou.</p><p>Na mesma linha, o CTN assim dispôs:</p><p>Art. 105. A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros e</p><p>aos pendentes, assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja</p><p>completa nos termos do artigo 116.</p><p>Destaque-se que os fatos geradores pendentes são aqueles que já tiveram início, mas que ainda não</p><p>estão concluídos. Ou melhor, são fatos que se dão por iniciados na vigência de uma lei e, quando se</p><p>completam, outra lei está vigente.</p><p>O exemplo mais claro que podemos trazer no momento, para explicar os fatos geradores pendentes,</p><p>sem nos aprofundarmos no estudo do fato gerador, é o imposto de renda, cujo fato gerador é concluído em</p><p>uma determinada data do ano, sendo fruto de diversos fatos isolados (diversos rendimentos) ocorridos no</p><p>decorrer desse período.</p><p>Há quem defenda a incompatibilidade da aplicação da legislação tributária aos fatos geradores</p><p>pendentes, com base no argumento de que há colisão com o princípio da irretroatividade. Todavia, o art.</p><p>105 do CTN deve ser considerado correto, para fins de prova de concurso público.</p><p>Dando continuidade à nossa aula, estudamos também que a CF/88 não prevê nenhuma exceção ao</p><p>princípio da irretroatividade. Contudo, segundo o CTN, há duas permissões para se aplicar a lei</p><p>retroativamente. São elas: a lei interpretativa e a lei mais benigna ao infrator.</p><p>A regra é a irretroatividade. A lei só pode retroagir para interpretar ou para beneficiar o</p><p>infrator.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>39</p><p>344</p><p>Lei Expressamente Interpretativa</p><p>A redação do CTN em favor da aplicação retroativa da lei interpretativa é a seguinte:</p><p>Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:</p><p>I - em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de</p><p>penalidade à infração dos dispositivos interpretados;</p><p>O que seria uma lei interpretativa e em que hipótese ela vem a ser editada?</p><p>Algumas normas editadas pelo Poder Legislativo acabam gerando grandes controvérsias no momento de</p><p>sua aplicação. Há leis que contêm dispositivos que geram diversas interpretações. Nesses casos,</p><p>normalmente o contribuinte busca auxílio ao Judiciário, que emite decisões sobre qual interpretação deve</p><p>prevalecer. No entanto, tais decisões somente possuem efeitos inter partes (ou seja, somente entre as</p><p>partes que compõem a lide).</p><p>É nesse momento em que o Poder Legislativo tem nas mãos o poder de resolver as controvérsias, editando</p><p>uma nova lei que com o único objetivo de trazer uma interpretação uniforme à lei controversa. Essa é a lei</p><p>interpretativa objeto de nosso estudo.</p><p>A interpretação de uma lei, sendo feita por intermédio de outra lei, é denominada</p><p>interpretação autêntica.</p><p>Como o seu objetivo é unicamente interpretar outra lei, pode-se dizer que não há inovação do</p><p>ordenamento jurídico, já que não serão criados novos direitos ou obrigações.</p><p>Como não há modificação, e sim interpretação, a lei retroage à data da lei interpretada, produzindo efeitos</p><p>desde então, como se fosse a própria lei interpretada. Nada mais do que lógico, certo?</p><p>Embora o art. 106, I, disponha que a retroatividade ocorrerá em “qualquer caso”, deve-se entender que a</p><p>lei retroativa será meramente interpretativa, não introduzindo novos gravames ao sujeito passivo.</p><p>Nessa esteira, o próprio inciso I proíbe que tal interpretação seja realizada com o objetivo de punir o</p><p>contribuinte. Ora, se o contribuinte deixou de pagar certo tributo, por conta da dúbia interpretação da</p><p>legislação tributária, a lei interpretativa posterior pode dirimir as dúvidas, acarretando o pagamento do</p><p>tributo, mas não a imposição de penalidades! É por isso que se diz “excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados”.</p><p>Há que se destacar também que a lei expressamente interpretativa não interfere nas decisões finais no</p><p>âmbito do Poder Judiciário, isto é, caso a lei interpretativa só venha surgir após uma apreciação judicial</p><p>transitada em julgado, não é possível haver alteração da decisão, tendo em vista a preservação da coisa</p><p>julgada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>40</p><p>344</p><p>Lei mais benigna sobre penalidades</p><p>De acordo com o art. 106 do CTN, temos o seguinte:</p><p>Art. 106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:</p><p>(...)</p><p>II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:</p><p>a) quando deixe de defini-lo como infração;</p><p>b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão,</p><p>desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de</p><p>tributo;</p><p>c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da</p><p>sua prática.</p><p>A primeira observação a ser feita é que a retroatividade da lei mais benigna sobre penalidades e</p><p>infrações tributárias não alcança os atos definitivamente julgados. Cabe destacar que os atos só podem</p><p>ser considerados definitivamente julgados no âmbito do Judiciário, uma vez que a decisão administrativa</p><p>ainda pode ser objeto de contestação judicial.</p><p>Nesse sentido, o STF (RE 95.900/BA) já decidiu que “se a decisão administrativa ainda pode ser</p><p>submetida ao crivo do Judiciário, e para este houve recurso do contribuinte, não há de se ter o ato</p><p>administrativo ainda como definitivamente julgado, sendo esta a interpretação que há de dar-se ao art.</p><p>106, II, c, do CTN”.</p><p>Também devemos observar que, no Direito Penal, em que a lei nova mais benigna alcança o</p><p>apenado, ainda que já tenha havido decisão judicial transitada em julgado.</p><p>Diferentemente do que foi acima exposto, o art. 106, II, do CTN trata do Direito Tributário Penal,</p><p>que trata especificamente das infrações fiscais, isto é, a punição ao descumprimento de obrigações</p><p>tributárias. Referem-se, pois, às denominadas sanções administrativas.</p><p>Pode ser aplicada retroativamente a lei que reduza ou extinga multa punitiva ou até</p><p>mesmo multa moratória.</p><p>Observação: Direito Tributário Penal não é o mesmo que Direito Penal Tributário. O</p><p>primeiro diz respeito às sanções administrativas em matéria tributária. O segundo</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>41</p><p>344</p><p>refere-se aos crimes, por exemplo, contra a ordem tributária, sendo puníveis, inclusive,</p><p>com pena privativa de liberdade.</p><p>A segunda observação referente à norma do CTN é que, em todas as três previsões de aplicação retroativa</p><p>da lei tributária, fala-se em infrações e penalidades.</p><p>Isso significa que não há que se falar em aplicação retroativa da lei mais benéfica sobre tributos. Por</p><p>conseguinte, lei posterior que venha reduzir as alíquotas de determinado tributo não pode ser aplicada</p><p>retroativamente, sob o argumento de beneficiar o contribuinte. Nesse caso, aplica-se a alíquota em vigor</p><p>na data de ocorrência do fato gerador (FG).</p><p>(PGE-RR-Procurador/2023) Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria</p><p>tributária, julgue o próximo item.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>42</p><p>344</p><p>De acordo com dispositivos da legislação tributária, as leis expressamente interpretativas são sempre</p><p>retroativas, desde que não imponham novo gravame ou nova penalidade.</p><p>Comentário: O art. 106, I, do CTN, estabelece que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso,</p><p>quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados. Ou seja, são sempre retroativas, desde que não imponham novo gravame ou nova</p><p>penalidade.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>(SEFAZ-ES/2022) Resolução do Secretário de Fazenda do Estado Alfa, publicada em 20/09/2021,</p><p>determinou que a declaração do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou</p><p>direitos (ITCMD) deveria ser entregue pelo sujeito passivo por meio de novo formulário aprovado em anexo</p><p>a esta Resolução. A Resolução também afirmou que produzirá efeitos 60 dias após sua publicação.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A Resolução pode determinar a entrega da declaração em formulário próprio.</p><p>B) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade anual.</p><p>C) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade nonagesimal.</p><p>D) A Resolução violou o princípio tributário da legalidade.</p><p>E) Somente Decreto do Governador do Estado poderia alterar a sistemática de entrega de declaração do</p><p>ITCMD.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Perceba que a Resolução do Secretário de Fazenda trata de um novo formulário a ser</p><p>preenchido na entrega da declaração do ITCMD, portanto é uma obrigação acessória, pois tem interesse de</p><p>arrecadação ou fiscalização, logo ela decorre da legislação tributária, consequentemente não viola o</p><p>princípio da legalidade.</p><p>Ademais, tal formulário não majora nenhum tributo, então não cabe discutirmos os princípios da</p><p>anterioridade</p><p>anual ou nonagesimal.</p><p>Além disso, o Secretário de Fazenda é uma autoridade administrativa, logo seus atos normativos, como o</p><p>caso da Resolução em tela, são normas complementares, e estas podem tratar sobre obrigação acessória,</p><p>ou seja, da sistemática de entrega de declaração do ITCMD. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Conforme explicação do item anterior, não há essa violação dos princípios da anterioridade.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme item anterior. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme explicação do item A. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Ato normativo do Secretário de Fazenda é uma norma complementar, portanto é decorrente</p><p>da legislação tributária, além disso, o seu ato normativo (Resolução) trata de uma obrigação acessória, a</p><p>qual pode ser tratada em norma complementar.</p><p>Do CTN. Art. 96. A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as convenções</p><p>internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e</p><p>relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>43</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;</p><p>(...)</p><p>Art. 113 § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as prestações,</p><p>positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>(SEGEP-MA-Auditor-Fiscal/2016) Quando uma lei deixar de definir um ato como infração, essa lei, de</p><p>acordo com o CTN,</p><p>a) deverá ser aplicada a ato pretérito, apenas para excluir a exigência de juros de mora e de multa de mora,</p><p>desde que ainda não tenha sido definitivamente julgado.</p><p>b) poderá ser aplicada a ato pretérito, apenas para excluir a exigência de juros de mora, mesmo que o ato já</p><p>tenha sido definitivamente julgado.</p><p>c) deverá ser aplicada a ato pretérito, desde que ainda não tenha sido definitivamente julgado.</p><p>d) não poderá ser aplicada a ato pretérito, se já tiver sido iniciado o processo relativo ao julgamento desse</p><p>ato infracional.</p><p>e) não poderá ser aplicada a ato pretérito, em nenhuma hipótese.</p><p>Comentário: Conforme estabelece o art. 106, II, “a”, do CTN, A lei aplica-se a ato ou fato pretérito quando</p><p>deixe de defini-lo como infração, desde que o ato ainda não tenha sido definitivamente julgado.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>(ISS-Cuiabá-Auditor Fiscal/2016) A lei tributária não se aplica a ato ou fato pretérito, ainda que seja</p><p>expressamente interpretativa, sob pena de violação do princípio da irretroatividade.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 106, I, do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso,</p><p>quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>(METRÔ-SP-Advogado/2010) Dentre outras situações, observa-se que, no aspecto espacial ou territorial,</p><p>como regra geral, a legislação tributária aplica-se em todo o território nacional, mas, como exceção, a</p><p>extraterritorialidade de aplicação poderá ser reconhecida em convênios.</p><p>Comentário: Como regra, a legislação tributária de determinado ente federativo vigora dentro do seu</p><p>respectivo território. Assim, por exemplo, norma federal vigora em todo o território nacional, e uma norma</p><p>municipal vigora dentro do território municipal. Veja, então, que a questão deveria especificar que se</p><p>referia à legislação tributária federal.</p><p>De acordo com o art. 102, do CTN, excepcionalmente, a legislação tributária dos Estados, do Distrito</p><p>Federal e dos Municípios pode vigorar, no País, fora dos respectivos territórios, nos limites em que lhe</p><p>reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis</p><p>de normas gerais expedidas pela União. A questão ficou um pouco confusa, mas ainda assim foi</p><p>considerada correta pela banca examinadora.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>44</p><p>344</p><p>INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA</p><p>Inicialmente, devemos saber o que vem a ser a interpretação de uma norma. Trata-se de uma atividade que</p><p>visa a compreender o conteúdo da norma e o seu alcance, isto é, entender o pensamento do legislador,</p><p>quando da elaboração da lei. Tal atividade também é denominada exegese.</p><p>Observação: O nome dado à ciência que estuda as normas é hermenêutica.</p><p>Deve-se frisar que todas as normas devem ser interpretadas, ainda que pareçam muito evidentes. Afinal de</p><p>contas, se não se interpreta uma lei que parece clara, corre-se o risco de não analisar os demais sentidos que</p><p>poderiam ter o texto legal. Dessa forma, está superado o brocardo in claris cessat interpretatio – as normas</p><p>claras não precisam ser interpretadas.</p><p>O que nos importa realmente é saber os critérios definidos no CTN para interpretação da legislação</p><p>tributária. Contudo, antes disso, é necessário analisarmos os principais modos de interpretação das leis em</p><p>geral, com base na fonte que promove a interpretação, nos modos pelos quais a interpretação é feita e nos</p><p>efeitos produzidos pela interpretação.</p><p>Como o objetivo das explicações a seguir é tão somente fornecer uma base para que você compreenda o</p><p>CTN com clareza, vamos aprender de forma bastante rápida e perder tempo apenas com o que interessa!</p><p>Classificação quanto à fonte</p><p>Com base na fonte da qual surge a interpretação, esta pode ser:</p><p>Interpretação Autêntica → Ocorre quando o mecanismo da interpretação das leis é</p><p>realizado pelo próprio Poder Legislativo. Ou seja, uma lei posterior é editada com a</p><p>finalidade de interpretar outra lei.</p><p>Interpretação Judicial ou jurisprudencial → É a interpretação feita pelos juízes e tribunais</p><p>de um país, no âmbito do Poder Judiciário. Diz-se que há jurisprudência quando há</p><p>reiteradas decisões no mesmo sentido sobre determinado assunto.</p><p>Interpretação Executiva ou Administrativa → É realizada pelo Poder Executivo, ao exercer</p><p>sua tarefa de aplicar a lei. Pode ser realizada por meio de atos normativos (instruções</p><p>normativas, decretos e portarias, por exemplo) ou por atos concretos (jurisdição</p><p>administrativa e lançamento tributário, por exemplo).</p><p>Interpretação Doutrinária → Interpretação levada a cabo pelos estudiosos do direito, e</p><p>expressada por intermédio de artigos, livros ou revistas.</p><p>Classificação quanto aos modos</p><p>Essa classificação se resume aos métodos utilizados para interpretar as leis, que se resumem nos seguintes:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>45</p><p>344</p><p>Interpretação Gramatical (literal) → Leva em consideração tão somente o sentido das</p><p>palavras do texto legal, ignorando os demais aspectos.</p><p>Interpretação Sistemática (ou sistêmica) → A interpretação leva em consideração todo o</p><p>ordenamento jurídico vigente, em vez de só observar o texto legal. Como consequência,</p><p>deve-se respeitar as normas de hierarquia superior.</p><p>Interpretação Histórica → O objetivo nessa interpretação é entender a intenção do</p><p>legislador, ao criar a norma, com base no contexto cultural, social, político e econômico da</p><p>época em que foi editada. Considera-se a evolução dos conceitos ao longo do tempo.</p><p>Interpretação Teleológica → Busca-se a finalidade da norma, isto é, os objetivos que o</p><p>legislador possuía ao criar a norma.</p><p>Os critérios podem ser utilizados cumulativamente, não havendo qualquer hierarquia</p><p>entre eles.</p><p>Classificação quanto aos efeitos</p><p>Nem sempre o legislador diz (insere no texto) exatamente o que queria dizer (sua intenção). Nesses casos,</p><p>pode ocorrer de o texto dizer menos ou mais do que deveria ser dito.</p><p>Na primeira situação – quando o legislador diz menos</p><p>do que era sua real intenção, o intérprete da lei</p><p>necessita realizar interpretação extensiva ou ampliativa.</p><p>Caso contrário – quando o legislador extrapola o que realmente pretendia dizer – cabe ao intérprete,</p><p>percebendo a situação, realizar a interpretação restritiva, ou seja, restringe-se o conteúdo exposto na</p><p>norma.</p><p>Por último, há casos em que o interpretador da lei chega à conclusão de que o que foi expresso na lei condiz</p><p>com a intenção real do legislador, que faz com que a interpretação seja declaratória, isto é, sem ajustes</p><p>ampliativos ou restritivos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>46</p><p>344</p><p>Interpretação da Legislação Tributária no CTN</p><p>É nesse momento que nossa aula começa tomar extrema relevância, pois o assunto que iremos tratar é muito</p><p>cobrado nas provas de concurso público!</p><p>Para iniciar o nosso estudo acerca da interpretação da legislação tributária com base no CTN, é necessário</p><p>saber que o próprio Código estabeleceu que a legislação tributária será interpretada com base em seus</p><p>dispositivos:</p><p>Art. 107. A legislação tributária será interpretada conforme o disposto neste Capítulo.</p><p>Abra o seu CTN e observe que a as regras sobre interpretação e integração (este conceito será estudado</p><p>ainda nesta aula) foram estabelecidas nos arts. 107 a 112.</p><p>A respeito da interpretação, o CTN estabeleceu duas maneiras específicas de se interpretar a legislação</p><p>tributária: interpretação literal e interpretação benigna em matéria de infrações.</p><p>Além disso, o CTN também disciplina a utilização dos princípios e conceitos do direito privado na seara</p><p>tributária.</p><p>Veremos cada um desses conceitos a partir de agora. Vamos lá!</p><p>Interpretação Literal</p><p>Como regra geral, todos estão sujeitos ao pagamento dos tributos, bem como ao cumprimento de obrigações</p><p>acessórias, que são nada menos do que deveres instrumentais que auxiliam a fiscalização tributária, como a</p><p>obrigação de emitir notas fiscais, entregar declarações, escriturar livros etc.</p><p>Contudo, como toda regra tem sua exceção, há casos em que o tributo deixa de ser pago. Também há</p><p>situações em que o cumprimento das obrigações acessórias é dispensado.</p><p>É nesses casos que se opera a interpretação literal, conforme preceitua o CTN, em seu art. 111. Trata-se de</p><p>exceções cuja interpretação, se fosse extensiva, poderia inverter a situação: as exceções poderiam se tornar</p><p>a regra, e a regra, as exceções.</p><p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:</p><p>I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;</p><p>II - outorga de isenção;</p><p>III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>Há, no CTN, diversas hipóteses de suspensão do crédito tributário que, em síntese, é a suspensão temporária</p><p>da possibilidade de o fisco exigir a dívida tributária do contribuinte. A título de curiosidade, sugiro a leitura</p><p>do art. 151 do CTN.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>47</p><p>344</p><p>Observação: O aprendizado completo desse assunto se dará quando estudarmos as</p><p>hipóteses de suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário. O que importa na aula</p><p>de hoje é entender quando a interpretação será literal.</p><p>No momento de resolver as questões, não hesite em consultar o art. 151 do CTN (pelo</p><p>menos por enquanto), pois as bancas gostam de citar as hipóteses em vez de dizer apenas</p><p>“suspensão”.</p><p>No que se refere à exclusão do crédito tributário, prevista no art. 175 do CTN, suas hipóteses são apenas</p><p>duas, quais sejam: isenção e anistia. Caracterizam-se pela dispensa definitiva do pagamento do tributo</p><p>objeto do benefício fiscal.</p><p>No inciso II do mesmo art. 111, foi prevista a interpretação literal da legislação tributária que disponha sobre</p><p>a outorga de isenção. Ora, trata-se de mera repetição de algo que já havia sido previsto no inciso I, tendo</p><p>em vista que, como vimos, a isenção é uma hipótese de exclusão do crédito tributário.</p><p>Por último, cabe destacar que, sendo a regra o cumprimento de todas as obrigações acessórias previstas na</p><p>legislação tributária, a dispensa do cumprimento de tais obrigações, por ser exceção, deve ser interpretada</p><p>literalmente.</p><p>As obrigações acessórias não têm caráter pecuniário.</p><p>São exemplos de obrigações acessórias (podem cair na prova): emitir notas fiscais,</p><p>escriturar livros fiscais, entregar declarações etc.</p><p>Antes de encerrarmos este tópico, deve ficar evidente que a interpretação literal não pode impedir o</p><p>aplicador da lei (a autoridade fiscal, por exemplo) de valer-se de uma equilibrada ponderação dos</p><p>elementos lógico-sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a moderna</p><p>metodologia de interpretação das normas jurídicas. Trata-se, em suma, da busca pelo real significado,</p><p>sentido e alcance da norma.</p><p>Nesse contexto, vejamos a jurisprudência do STJ:</p><p>ADMINISTRATIVO E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. APOSENTADORIA POR TEMPO DE SERVIÇO.</p><p>MOLÉSTIA GRAVE. CARDIOPATIA. ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO DO</p><p>ART. 111, INCISO II, DO CTN. LEI N. 4.506/64 (ART. 17, INCISO III). DECRETO N. 85.450/80.</p><p>PRECEDENTES.</p><p>1. O art. 111 do CTN, que prescreve a interpretação literal da norma, não pode levar o aplicador</p><p>do direito à absurda conclusão de que esteja ele impedido, no seu mister de apreciar e aplicar</p><p>as normas de direito, de valer-se de uma equilibrada ponderação dos elementos lógico-</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>48</p><p>344</p><p>sistemático, histórico e finalístico ou teleológico, os quais integram a moderna metodologia de</p><p>interpretação das normas jurídicas.</p><p>(STJ, Segunda Turma, REsp 192.531, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Julgamento em</p><p>17/02/2005)</p><p>Interpretação mais Benigna em Matéria de Infrações</p><p>Da mesma forma que vimos que é possível aplicar retroativamente a legislação mais benéfica em matéria de</p><p>infrações tributárias, novamente o CTN direciona suas regras em favor do acusado, adotando o princípio in</p><p>dubio, pro reo (na dúvida, interpreta-se em favor do acusado). Segundo a doutrina, são regras pertencentes</p><p>ao já comentado Direito Tributário Penal.</p><p>Lembre-se de que a mesma observação, feita em relação à aplicação retroativa das leis sobre penalidades,</p><p>aplica-se na interpretação mais benigna: a interpretação em favor do acusado só se faz possível em matéria</p><p>de infrações. Com efeito, se houver alguma dúvida sobre a aplicação de alíquota de determinado tributo,</p><p>não se deve adotar interpretação nem favorável ao acusado nem ao fisco.</p><p>Nesse contexto, segue uma decisão do STJ:</p><p>Em matéria de juros, não se aplica a legislação mais benéfica ao contribuinte porque não estão</p><p>em discussão as hipóteses do art. 112 do CTN.</p><p>(STJ, REsp 294.740/SC, Segunda Turma, Rel. Min. Eliana Calmon, Julgamento em 09/04/2002)</p><p>Observação: Incidência de juros não pode ser considerada uma penalidade.</p><p>Vejamos, então, o que diz o art. 112 do CTN:</p><p>Art. 112. A lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da</p><p>maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto:</p><p>I - à capitulação legal do fato;</p><p>II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus</p><p>efeitos;</p><p>III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;</p><p>IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>49</p><p>344</p><p>Os quatro incisos se referem às situações que podem suscitar a dúvida, permitindo-se a interpretação</p><p>benigna. Basicamente, significa verificar se o fato se enquadra na infração prevista na lei, ou em quais das</p><p>leis se aplica (caso haja previsões legais relativas a fatos semelhantes).</p><p>É possível que também surjam dúvidas sobre a autoria, isto é, se o indivíduo realmente praticou a situação</p><p>prevista em lei ou mesmo em relação ao conteúdo e alcance da norma punitiva.</p><p>Neste ponto, é relevante demonstrar o entendimento do ilustre Luciano Amaro (grifamos):</p><p>“De qualquer modo, o princípio in dúbio pro reo, que informa o preceito codificado, tem uma aplicação ampla: qualquer</p><p>que seja a dúvida, sobre a interpretação da lei punitiva ou sobre a valorização dos fatos concretos</p><p>efetivamente ocorridos, a solução há de ser a mais favorável ao acusado.” (AMARO, Luciano. Direito Tributário</p><p>Brasileiro. 14ª Edição. 2008. Editora Saraiva.)</p><p>De acordo com o STJ (REsp 178.427/SP), não havendo dúvida, o art. 112 do CTN não pode</p><p>ser aplicado!</p><p>Por último, cabe ressaltar que não há nenhum dispositivo no CTN que prevê a interpretação da legislação</p><p>tributária em favor do fisco. Não caia nessa “pegadinha”.</p><p>4.4.3 – Utilização dos Princípios Gerais do Direito Privado</p><p>Já estudamos que o Direito Tributário é ramo do Direito Público. Não obstante tal fato, percebe-se que há</p><p>estreita relação do Direito Tributário com o Direito Privado e seus princípios e conceitos.</p><p>Assim, para fins de incidência do ITCMD e do ITBI, por exemplo, utilizam-se, respectivamente, os conceitos</p><p>de doação e venda, estipulados no Direito Privado.</p><p>Muitas das vezes em que tais conceitos são utilizados no âmbito do Direito Tributário, o legislador não os</p><p>define. Nesses casos, o intérprete da legislação deve se socorrer aos princípios de onde os conceitos se</p><p>originaram, que é o Direito Privado.</p><p>Por esse motivo, foi previsto no art. 109 do CTN o seguinte:</p><p>Art. 109. Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do</p><p>conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos</p><p>respectivos efeitos tributários.</p><p>Note que o CTN estabeleceu que os princípios gerais do Direito Privado, embora sejam utilizados para</p><p>explicar os referidos conceitos, não podem ser utilizados para definir efeitos tributários, tarefa que cabe às</p><p>leis tributárias.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>50</p><p>344</p><p>O que seria essa definição de efeitos tributários? Vamos exemplificar com os mesmos impostos citados</p><p>acima: ITCMD e ITBI.</p><p>Sabe-se que o ITCMD incide sobre as transmissões a título gratuito, e o ITBI, sobre transmissões onerosas.</p><p>Vamos supor que o ITCMD seja mais oneroso do que o ITBI.</p><p>Nesse sentido, imaginemos que certo cidadão decida doar um imóvel ao seu filho. Sabendo da incidência</p><p>mais onerosa do ITCMD, ambos celebram um fictício contrato de compra e venda por um valor irrisório, com</p><p>a finalidade de ludibriar o Fisco, fazendo com que incida apenas ITBI.</p><p>Aí eu te pergunto: se a autoridade fiscal detectar a fraude, ela deve aceitar esse “contrato de compra e</p><p>venda” ou pode desconsiderar a operação realizada entre as partes, e lançar de ofício o ITCMD devido?</p><p>Se os efeitos fossem definidos pelo Direito Privado, prevaleceria a autonomia da vontade das partes, isto é,</p><p>o “desejo” de comprar e vender o imóvel.</p><p>Contudo, como a definição dos efeitos tributários deve ser feita pelas leis tributárias, o contribuinte fica</p><p>sujeito às sanções previstas em lei, além da obrigação de recolher o ITCMD, em vez do ITBI.</p><p>Observação: Posteriormente, iremos estudar um pouco mais sobre as práticas evasivas.</p><p>Além do que foi acima exposto, é necessário que entendamos a redação do art. 110 do CTN:</p><p>Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos,</p><p>conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela</p><p>Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito</p><p>Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.</p><p>Primeiramente, cabe observar que nós já estudamos que quem define ou limita as competências tributárias</p><p>é a Constituição Federal, apenas. Logo, a rigor, as Constituições Estaduais e as Leis Orgânicas do DF ou dos</p><p>Municípios não podem exercer tal atribuição.</p><p>Nas questões de prova, se a assertiva vier “copiada” do art. 110 do CTN, você pode aceitar</p><p>como correta!</p><p>A restrição prevista no dispositivo do CTN diz respeito aos casos em que a própria CF/88, expressa ou</p><p>implicitamente (Grave isso!), utiliza os institutos, conceitos e formas de Direito Privado, com o objetivo de</p><p>definir ou limitar a competência tributária dos entes federados. Quando isso ocorre, não é possível que a</p><p>lei tributária venha modificar tais conceitos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>51</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>“Qual a razão disso, professor?”</p><p>Ora, quando a CF/88, por exemplo, define que os Municípios possuem competência tributária para instituir</p><p>IPTU sobre os bens imóveis, não seria razoável que tais entes, com o objetivo de ampliar a sua competência,</p><p>definissem que são bens imóveis as embarcações.</p><p>Se isso fosse permitido, os entes federados seriam capazes de subverter a intenção do legislador constituinte,</p><p>ao definir os limites da competência tributária de cada ente federado.</p><p>Seguindo essa linha de entendimento, a interpretação a contrariu sensu do art. 110 do CTN permite inferir</p><p>que os institutos, conceitos e formas de Direito Privado não previstos na CF/88 podem ser alterados pela</p><p>legislação tributária.</p><p>Temos, como exemplo previsto na legislação tributária federal, a equiparação das pessoas físicas à pessoa</p><p>jurídica, como é o caso das empresas individuais. Ou seja, há extensão (ou alteração) do conceito de pessoa</p><p>jurídica, por meio da equiparação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>52</p><p>344</p><p>INTEGRAÇÃO DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA</p><p>É evidente que há, no Sistema Tributário Nacional, uma infinidade de normas regulando as relações</p><p>jurídico-tributárias estabelecidas entre o Fisco e os contribuintes. Contudo, obviamente, nem todas as</p><p>situações possíveis de ocorrerem no mundo concreto foram previstas abstratamente nas leis. É nesse</p><p>ponto que surgem as lacunas deixadas pelo legislador.</p><p>Diante do exposto, pergunto: pode o aplicador da lei (o juiz ou a autoridade fiscal) deixar de</p><p>solucionar o caso concreto, alegando que não há lei que regule especificamente aquela situação? É claro</p><p>que não. Amigo(a), o aplicador tem que “dar um jeito”!</p><p>“Como se faz isso?”</p><p>Deve-se suprir a lacuna da lei, utilizando-se a técnica prevista na própria lei, denominada</p><p>integração. Trata-se de criar uma solução para casos ainda não previstos na lei.</p><p>Diz-se que a integração tem efeito constitutivo das leis.</p><p>Note bem a distinção entre interpretação e integração:</p><p>Interpretação � O objetivo é descobrir o que determinado dispositivo legal quer dizer. Ou</p><p>seja, a norma existe.</p><p>Integração � O objetivo é suprir determinada lacuna que não foi prevista pelo legislador.</p><p>Por conseguinte, não existe norma específica sobre o caso.</p><p>Observação: Alguns autores alegam que a integração situa-se dentro da interpretação,</p><p>pois, segundo esse posicionamento, somente após a tentativa de interpretação dos</p><p>dispositivos legais é que se conclui que não há previsão específica, sendo necessária a</p><p>integração.</p><p>Então, como ocorreria a integração na prática?</p><p>A regra geral foi estabelecida na LINDB, em seu art. 4º, dispondo que, quando a lei for omissa, o juiz</p><p>decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito.</p><p>Contudo, para a legislação tributária, o CTN disciplinou a integração da seguinte forma:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>53</p><p>344</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a</p><p>legislação</p><p>tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a equidade.</p><p>§ 1º O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em</p><p>lei.</p><p>§ 2º O emprego da eqüidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo</p><p>devido.</p><p>O CTN é a regra específica e, portanto, a que prevalece no âmbito do Direito Tributário.</p><p>Portanto, o que você deve memorizar para nossa prova é o art. 108 do CTN, e não a</p><p>LINDB.</p><p>Observe que o legislador utilizou a palavra “sucessivamente”, o que vincula o aplicador da lei, ao</p><p>realizar a integração da legislação tributária, respeitar a ordem das modalidades de integração, conforme</p><p>disposto no art. 108 do CTN.</p><p>Vejamos o que significa cada uma das modalidades de integração previstas no texto do CTN.</p><p>De início, surge a analogia, pautada no princípio da isonomia, que tem por objetivo encontrar</p><p>norma jurídica que se aplique a casos semelhantes ao que não foi previsto. Busca-se por normas que são</p><p>aplicáveis a casos similares, partindo-se do pressuposto de que o legislador, se houvesse oportunidade,</p><p>legislaria de igual maneira para o caso apresentado.</p><p>Caso não tenha sido possível encontrar casos similares, parte-se para a próxima modalidade de</p><p>integração, que prevê o uso dos princípios gerais de Direito Tributário. Quais seriam esses princípios?</p><p>Como exemplo, podemos citar a capacidade contributiva, o não confisco, a não limitação ao tráfego de</p><p>pessoas e bens etc.</p><p>Após essa modalidade, o terceiro método de integração prevê a ampliação do leque dos princípios</p><p>gerais a serem utilizados, abrangendo todos aqueles pertencentes ao Direito Público. Cite-se, como</p><p>exemplo, o contraditório e a ampla defesa.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>54</p><p>344</p><p>Por último, o aplicador, caso não consiga enquadrar o caso desprovido de normatividade a nenhuma</p><p>das modalidades acima explicadas, deve criar a solução que considere mais justa. Assim, o conceito de</p><p>equidade está intimamente relacionado à justiça.</p><p>Para facilitar a memorização da sequência das técnicas, observe que a discricionariedade do</p><p>aplicador da lei aumenta à medida que se parte para a próxima “etapa”. Repare que, na analogia, a busca é</p><p>pela previsão legal de um caso semelhante – muito próximo.</p><p>Não há discricionariedade na escolha das modalidades de integração, sendo necessário</p><p>obedecer a ordem prevista no art. 108 do CTN.</p><p>Posteriormente, o aplicador tem a possibilidade de aplicar os princípios do Direito Tributário e, mais</p><p>adiante, os postulados do Direito Público, que são, evidentemente, mais genéricos do que os primeiros. Por</p><p>fim, parte-se para a solução mais justa.</p><p>Vistos todos esses conceitos, devemos ainda atentar para a observação que foi feita nos parágrafos</p><p>do art. 108, relativamente à analogia e à equidade.</p><p>No que se refere à analogia, previu o CTN que o seu uso não pode resultar na exigência de tributo</p><p>não previsto em lei. Trata-se, portanto, de uma regra que enaltece o princípio da legalidade. Assim, ainda</p><p>que as situações sejam similares, não é possível utilizar esse instrumento integrativo para tributar algo</p><p>que não foi previsto expressamente como fato gerador.</p><p>O STJ (REsp 980.103/SP) também já decidiu que não cabe a extensão de isenção</p><p>tributária a outra situação não prevista na lei isentiva, com base no uso da analogia.</p><p>Em relação à equidade, a fim de evitar que o aplicador da lei entendesse que a solução mais justa</p><p>seria dispensar o contribuinte do pagamento do tributo devido, o CTN vedou expressamente que isso</p><p>viesse a ocorrer.</p><p>Esse dispositivo também vai ao encontro do princípio da legalidade, tendo em vista que se há a incidência</p><p>tributária (ocorrência do fato gerador), não pode o aplicador, unicamente com base nas técnicas</p><p>integrativas, dispensar o tributo devido. Faz-se necessária a edição de uma lei para impedir a cobrança do</p><p>tributo.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>55</p><p>344</p><p>Antes de finalizarmos, aí vai um esquema disso tudo:</p><p>(TJ-SC-Notário e Registrador/2023) Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), a legislação tributária que</p><p>disponha sobre outorga de isenção é interpretada</p><p>a) pelo método histórico.</p><p>b) literalmente.</p><p>c) pelo método teleológico.</p><p>d) por analogia.</p><p>e) de forma sistemática.</p><p>Comentário: Trata-se de uma questão bastante direta. Em relação a este ponto, o art. 111, do CTN,</p><p>assevera que a interpretação deve ocorrer literalmente:</p><p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sôbre:</p><p>(...)</p><p>II - outorga de isenção;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>56</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Gabarito: B</p><p>(SEFAZ-AM/2022) Determinado Estado da Federação passou a cobrar IPVA dos donos de bicicletas elétricas</p><p>por uma decisão administrativa, sob o argumento de que são devedoras do tributo por analogia às</p><p>motocicletas.</p><p>Sobre esta cobrança, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Sim, pois a fiscalização é a mesma que a das motocicletas.</p><p>B) Não, pois seria necessário decreto que estabelecesse tal cobrança.</p><p>C) Sim, pois a analogia pode ser utilizada na falta de disposição expressa.</p><p>D) Não, pois o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>E) Não, por se tratar de equidade e não de analogia.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Da aplicação da analogia, não se pode exigir tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O motivo da não cobrança está incorreto, em linhas gerais, para se exigir IPVA teria que haver</p><p>alteração na lei prevendo a incidência do imposto sobre a propriedade de bicicletas elétricas. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa C: A analogia pode ser utilizada na falta de disposição expressa, contudo dela não pode haver</p><p>exigência de tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Por força legal do CTN, do emprego da analogia não pode resultar a exigência de tributo.</p><p>Confira o normativo legal.</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária</p><p>utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a equidade.</p><p>§ 1º O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>§ 2º O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: O que o Estado tentou aplicar realmente foi a analogia, pois conforme estudo durante a aula,</p><p>tal instituto tem por objetivo encontrar norma jurídica que se aplique a casos semelhantes ao que não foi</p><p>previsto, ou seja, busca-se por normas que são aplicáveis a casos similares, partindo-se do pressuposto de</p><p>que o legislador, se houvesse oportunidade, legislaria de igual maneira para o caso apresentado. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>(SEFAZ-RS-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2019) O Código Tributário Nacional (CTN) disciplina o que a</p><p>autoridade competente pode fazer para interpretar a norma tributária, a fim de resolver dúvidas e</p><p>solucionar casos de ausência de disposição expressa acerca de determinada questão. Com relação à</p><p>interpretação e à integração da legislação tributária, é correto afirmar que</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>57</p><p>344</p><p>a) os princípios gerais de direito público precedem os de direito tributário.</p><p>b) a equidade pode ser utilizada para estender a isenção de tributos a outros sujeitos passivos.</p><p>c) é vedado o uso da analogia para instituir contribuições sociais não previstas em lei.</p><p>d) não se admite a interpretação literal de norma que trate de suspensão ou exclusão do crédito tributário.</p><p>e) devem ser interpretadas em favor do fisco as questões que envolvam imputabilidade e circunstâncias</p><p>materiais do fato.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Na integração da legislação tributária, os princípios gerais do direito tributário precedem os</p><p>princípios gerais de direito público.</p><p>Alternativa B: O art. 108, § 2º, do CTN, veda o emprego da equidade para dispensa de tributo devido.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C:O art. 108, § 1º, do CTN, veda o emprego da analogia que resulte na exigência de tributo não</p><p>previsto em lei. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: O art. 111, do CTN, prevê expressamente a interpretação literal em tais casos.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer regra nesse sentido no texto do CTN.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>(PGM-Fortaleza-Procurador/2017) A interpretação da legislação tributária a partir dos princípios gerais de</p><p>direito privado é realizada para identificar o conceito, o conteúdo e o alcance dos institutos de direito</p><p>privado, determinando, assim, a definição dos respectivos efeitos tributários.</p><p>Comentário: De modo contrário ao exposto na questão, o art. 109, do CTN, determina que os princípios</p><p>gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus</p><p>institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>(SEGEP-MA-Auditor Fiscal/2016) De acordo com o CTN, deverá ser interpretada da maneira mais favorável</p><p>ao</p><p>a) acusado, a lei tributária que define infrações, se houver dúvida quanto às circunstâncias materiais do</p><p>fato.</p><p>b) contribuinte, ao responsável e ao terceiro, a legislação tributária relacionada com a forma, circunstâncias</p><p>e prazos referentes ao cumprimento de obrigações acessórias.</p><p>c) responsável tributário, a legislação tributária que lhe atribui essa condição, mesmo que não esteja</p><p>prevista na legislação tributária a existência de benefício de ordem.</p><p>d) contribuinte, a lei tributária que define o fato gerador do tributo, sempre que se tratar de empresa de</p><p>porte pequeno, assim definida nos termos da lei.</p><p>e) sujeito passivo, a lei tributária que define benefícios fiscais, quando houver dúvida sobre a abrangência e</p><p>o alcance de um convênio ICMS.</p><p>Comentário: O art. 112, do CTN, prevê que a lei tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades,</p><p>interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto:</p><p>I - à capitulação legal do fato;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>58</p><p>344</p><p>II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos;</p><p>III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;</p><p>IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.</p><p>Dessa forma, a única alternativa que corresponde à regra acima prevista é a Letra A, isto é, interpretação</p><p>mais favorável ao acusado, em relação à lei tributária que define infrações, se houver dúvida quanto às</p><p>circunstâncias materiais do fato.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>(TCE-CE-Procurador de Contas/2015) Segundo disposição expressa no Código Tributário Nacional, NÃO se</p><p>aplica exclusivamente a interpretação literal da legislação tributária que disponha sobre</p><p>a) outorga de isenção.</p><p>b) hipótese de incidência tributária.</p><p>c) suspensão da exigibilidade do crédito tributário.</p><p>d) exclusão do crédito tributário.</p><p>e) dispensa do cumprimento de obrigação tributária acessória.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A legislação tributária que disponha sobre isenção deve ser interpretada literalmente,</p><p>conforme preceitua o art. 111, II, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há qualquer regra relativa à interpretação literal da legislação tributária que disponha</p><p>sobre hipótese de incidência tributária. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: A legislação tributária que disponha sobre suspensão da exigibilidade do crédito tributário</p><p>deve ser interpretada literalmente, conforme determina o art. 111, I, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A legislação tributária que disponha sobre exclusão do crédito tributário deve ser</p><p>interpretada literalmente, conforme determina o art. 111, I, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A legislação tributária que disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigação tributária</p><p>acessória deve ser interpretada literalmente, conforme impõe o art. 111, III, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>59</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>1. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>De acordo com dispositivos da legislação tributária, as leis expressamente interpretativas são</p><p>sempre retroativas, desde que não imponham novo gravame ou nova penalidade.</p><p>Comentário: O art. 106, I, do CTN, estabelece que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados. Ou seja, são sempre retroativas, desde que não</p><p>imponham novo gravame ou nova penalidade.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>2. CEBRASPE/Proc-TCE-RJ/2023</p><p>Em relação às fontes do direito tributário, ao crédito tributário e à legislação e às obrigações</p><p>tributárias, julgue o item a seguir.</p><p>Os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez incorporados ao direito interno</p><p>brasileiro, encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis ordinárias, prevalecendo sobre a</p><p>legislação interna infraconstitucional editada antes ou depois deles.</p><p>Comentário: De fato, de acordo com o CTN (que é a regra em uma questão que não menciona</p><p>jurisprudência ou doutrina), os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez</p><p>incorporados ao direito interno brasileiro, encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis</p><p>ordinárias. Porém, o CTN estabelece que os tratados prevalecem sobre a legislação interna</p><p>infraconstitucional editada antes ou depois deles.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>3. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>A retroatividade benigna é aplicável também às situações em que a lei deixa de definir o fato</p><p>como infração, mesmo que o ato esteja definitivamente julgado.</p><p>Comentário: A retroatividade benigna da lei tributária é aplicável às situações em que a lei deixa</p><p>de definir o fato como infração, porém somente quando o ato ainda não esteja definitivamente</p><p>julgado.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>4. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>60</p><p>344</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>O princípio da retroatividade benigna aplica-se à situação de lei nova que reduz a multa de</p><p>contribuinte que tenha praticado ato infracional antes da lavratura do auto de infração respectivo,</p><p>por versar sobre aplicação menos severa da penalidade, já que se trata de ato não</p><p>definitivamente julgado.</p><p>Comentário: Se a nova lei mais benéfica entra em vigor antes da lavratura do auto de infração, é</p><p>evidente que tal ato ainda não foi definitivamente julgado. Neste caso, ocorre a retroatividade.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>5. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), a legislação tributária que disponha sobre outorga</p><p>de isenção é interpretada</p><p>a) pelo método histórico.</p><p>b) literalmente.</p><p>c) pelo método teleológico.</p><p>d) por analogia.</p><p>e) de forma sistemática.</p><p>Comentário: Trata-se de uma questão bastante direta. Em relação a este ponto, o art. 111, do</p><p>CTN, assevera que a interpretação deve ocorrer literalmente:</p><p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sôbre:</p><p>(...)</p><p>II - outorga de isenção;</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>6. CEBRASPE/Proc Mun (PGM Natal)/Pref</p><p>Natal/2023</p><p>No tocante à aplicação e à interpretação da legislação tributária, assinale a opção correta</p><p>segundo o CTN e a jurisprudência do STF.</p><p>a) A legislação tributária de cunho expressamente interpretativo pode ser aplicada</p><p>retroativamente, desde que não implique a imposição de penalidade.</p><p>b) Não se admite o emprego da analogia no direito tributário.</p><p>c) É possível a aplicação da técnica da interpretação extensiva na aferição das hipóteses passíveis</p><p>de exclusão do crédito tributário.</p><p>d) A outorga de isenção tributária admite interpretação ampliativa em favor do contribuinte, com</p><p>fundamento no princípio da isonomia.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>61</p><p>344</p><p>e) Os tratados internacionais em matéria tributária, na pirâmide normativa, situam-se abaixo da</p><p>legislação tributária interna.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 106, I, do CTN, prevê que a legislação tributária de cunho expressamente</p><p>interpretativo pode ser aplicada retroativamente, desde que não implique a imposição de</p><p>penalidade. Correta.</p><p>Alternativa B: A analogia foi admitida como método de integração da legislação tributária. A</p><p>previsão é o art. 108, I, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa C: O art. 111, I, do CTN, prevê que nas hipóteses passíveis de exclusão do crédito</p><p>tributário, a interpretação deve ser realizada de forma literal. Logo, não é possível realizar</p><p>interpretação extensiva. Errada.</p><p>Alternativa D: O art. 111, II, do CTN, prevê que a lei concessiva de isenção deve ser interpretada</p><p>de forma literal. Portanto, não é possível realizar interpretação ampliativa. Errada.</p><p>Alternativa E: De modo algum. O art. 98, do CTN, estabelece que os tratados e as convenções</p><p>internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que</p><p>lhes sobrevenha. Errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>7. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>No que diz respeito às formas de integração da norma tributária, de acordo com o Código</p><p>Tributário Nacional, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a</p><p>legislação tributária deverá utilizar, sucessivamente,</p><p>a) os costumes, a equidade e os princípios gerais de direito tributário.</p><p>b) os princípios gerais de direito público, a equidade, a analogia e os costumes.</p><p>c) a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público e a</p><p>equidade.</p><p>d) a equidade, os princípios gerais de direito tributário e os princípios gerais de direito público.</p><p>e) os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público, a equidade e a</p><p>analogia.</p><p>Comentário: A ordem correta da integração da legislação tributária é prevista no art. 108, do</p><p>CTN:</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação</p><p>tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a eqüidade.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>62</p><p>344</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>8. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>Quanto ao crédito, à imunidade e ao lançamento tributários, julgue o item a seguir.</p><p>Na aplicação da integração da legislação tributária, quando houver ausência de disposição</p><p>expressa na lei, a autoridade fiscal poderá aplicar a equidade, de modo a resultar em</p><p>desobrigação de pagamento de obrigação principal.</p><p>Comentário: A equidade pode ser utilizada como último critério de integração da legislação</p><p>tributária. Porém, não pode ser utilizada para dispensar o pagamento do tributo devido.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>9. CEBRASPE/Proc -PGE ES/2023</p><p>Na ausência de disposição normativa expressa quanto a determinada matéria tributária, a</p><p>autoridade competente para aplicar a legislação deverá utilizar</p><p>a)  a equidade antes da analogia.</p><p>b)  a analogia antes dos princípios gerais de direito público.</p><p>c)  os princípios gerais de direito público antes dos princípios gerais de direito tributário.</p><p>d)  a equidade antes dos princípios gerais de direito público.</p><p>e)  os princípios gerais de direito tributário antes da analogia.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A equidade deve ser utilizada como critério de integração da legislação tributária</p><p>como o último critério. Errada.</p><p>Alternativa B: A analogia é o primeiro critério de integração da legislação tributária. Correta.</p><p>Alternativa C: Os princípios gerais de direito público devem ser utilizados após princípios gerais</p><p>de direito tributário Errada.</p><p>Alternativa D: A equidade deve ser utilizada como último critério de integração da legislação</p><p>tributária. Errada.</p><p>Alternativa E: A analogia é o primeiro critério de integração da legislação tributária. Errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>10. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>O Poder Executivo federal, por deter o poder central, pode publicar ato com força de lei material</p><p>para estabelecer normas gerais de direito tributário.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>63</p><p>344</p><p>Comentário: Apenas as leis complementares podem estabelecer normas gerais de direito</p><p>tributário. O Poder Executivo Federal poderia publicar medidas provisórias (atos com força de lei</p><p>material).</p><p>Gabarito: Errado</p><p>11. CEBRASPE/Proc -AGU/2023</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), para efeito de delimitação do conceito de</p><p>legislação tributária, são exemplos de normas complementares, em seu sentido técnico,</p><p>a)  os decretos emitidos pelo Poder Executivo e as práticas reiteradamente observadas pelas</p><p>autoridades administrativas.</p><p>b) os tratados e as convenções internacionais e os convênios celebrados entre a União e os</p><p>estados.</p><p>c) os tratados e as convenções internacionais e os decretos emitidos pelo Poder Executivo.</p><p>d) as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas e os tratados e as</p><p>convenções internacionais.</p><p>e)  os convênios celebrados entre a União e os estados e as práticas reiteradamente observadas</p><p>pelas autoridades administrativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os decretos não são considerados normas complementares, nos termos do art.</p><p>100, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa B: Os tratados e as convenções internacionais e os convênios celebrados entre a</p><p>União e os estados não são considerados normas complementares, nos termos do art. 100, do</p><p>CTN. Errada.</p><p>Alternativa C: Os tratados e as convenções internacionais e os decretos emitidos pelo Poder</p><p>Executivo não são considerados normas complementares, nos termos do art. 100, do CTN.</p><p>Errada.</p><p>Alternativa D: Os tratados e as convenções internacionais não são considerados normas</p><p>complementares, nos termos do art. 100, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa E: Tanto os convênios celebrados entre a União e os estados como as práticas</p><p>reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são considerados normas</p><p>complementares, nos termos do art. 100, do CTN. Correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>12. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>A disposição a respeito de resolução de conflitos de competência, em matéria tributária, entre os</p><p>entes da Federação cabe</p><p>a) a medida provisória.</p><p>b) a lei ordinária.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>64</p><p>344</p><p>c) a lei complementar.</p><p>d) à Constituição Federal de 1988.</p><p>e) a resolução do Senado Federal.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, I, da CF/88, cabe à lei complementar dispor sobre</p><p>conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o</p><p>Distrito Federal e os Municípios;</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>13. CEBRASPE/ATrib (Pref Maringá)/2022</p><p>Acerca das fontes do direito tributário, assinale a opção correta.</p><p>a)  Os convênios que entre si celebrem a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios são</p><p>fontes primárias de direito tributário.</p><p>b) As normas complementares do direito tributário podem prever a dispensa das penalidades por</p><p>descumprimento de obrigação tributária acessória ou principal.</p><p>c) As normas secundárias compreendem a elaboração de emendas à Constituição, leis</p><p>complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, mas não decretos</p><p>legislativos nem resoluções.</p><p>d) A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as convenções</p><p>internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre</p><p>tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>e)  Não são classificadas como normas complementares as práticas reiteradamente usadas pelas</p><p>autoridades administrativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os convênios configuram normas complementares, nos termos do art. 100, do</p><p>CTN. Portanto, são atos infralegais, ou secundários. Errada.</p><p>Alternativa B: A dispensa de penalidades deve ser prevista em lei, conforme art. 97, do CTN.</p><p>Errada.</p><p>Alternativa C: As normas secundárias são atos infralegais, como os decretos (art. 99, do CTN) e as</p><p>normas complementares (art. 100, do CTN). Errada.</p><p>Alternativa D: Trata-se exatamente da definição de legislação tributária, prevista no art. 96, do</p><p>CTN. Correta.</p><p>Alternativa E: As práticas reiteradamente usadas pelas autoridades administrativas são</p><p>classificadas como normas complementares, conforme estabelece o art. 100, III, do CTN. Errada.</p><p>Gabarito: D</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>65</p><p>344</p><p>14. CEBRASPE/AFRE CE/SEFAZ CE/2021</p><p>Direito Tributário - Disposições Gerais da Legislação (arts. 96 a 100 do CTN)</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>Os decretos podem ser considerados legislação tributária, para os efeitos do CTN.</p><p>Comentário: O art. 96 inclui os decretos no conceito de legislação tributária. O art. 99, por seu</p><p>turno, prevê o seguinte: O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em</p><p>função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação</p><p>estabelecidas nesta Lei.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>15. CEBRASPE/AFTE (SEFAZ RR)/2021</p><p>A lei tributária deve ser interpretada da maneira mais favorável ao contribuinte quando versar</p><p>sobre</p><p>a)  suspensão do crédito tributário.</p><p>b)  exclusão do crédito tributário.</p><p>c)  outorga de isenção.</p><p>d)  dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>e)  a natureza da penalidade aplicável.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre suspensão do crédito</p><p>tributário deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa B: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre exclusão do crédito</p><p>tributário deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa C: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre outorga de isenção deve</p><p>ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa D: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre dispensa do cumprimento</p><p>de obrigações tributárias acessórias deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa E: Se houver dúvida na interpretação da natureza da penalidade aplicável, a lei</p><p>tributária deve ser interpretada da maneira mais favorável ao contribuinte, conforme art. 112, do</p><p>CTN. Correta.</p><p>Gabarito: E</p><p>16. CEBRASPE/ATrib (Pref Maringá)/2022</p><p>A definição de tributos e de suas espécies é matéria a ser tratada exclusivamente</p><p>a) por normativo da Receita Federal do Brasil.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>66</p><p>344</p><p>b) por lei ordinária.</p><p>c) por ato administrativo.</p><p>d) por lei complementar.</p><p>e) pela Constituição Federal de 1988.</p><p>Comentário: São algumas das matérias que devem ser disciplinadas em lei complementar</p><p>(inclusive a definição de tributos e de suas espécies):</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>(...)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados</p><p>nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;</p><p>b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;</p><p>(...)</p><p>Gabarito: D</p><p>17. CEBRASPE/ATT (SEFAZ SE)/2022</p><p>Em determinado estado da Federação, instrução normativa do secretário da Fazenda demanda a</p><p>apresentação mensal da Guia de Informação e Apuração de ICMS (GIA) por intermédio de</p><p>programa específico da Secretaria de Estado da Fazenda.</p><p>Ocorre que, em virtude de problemas contratuais da secretaria com seu fornecedor de serviços</p><p>de tecnologia da informação, tornou-se frequente a indisponibilidade do sistema por longos</p><p>períodos. Quando se dava a indisponibilidade, as autoridades fiscais aceitavam que os</p><p>contribuintes apresentassem a GIA em formato físico nos postos de fiscalização do estado. Essa</p><p>prática foi reiterada em 2018, 2019 e 2020. Em janeiro de 2021, durante um episódio de</p><p>indisponibilidade do sistema, a empresa Gama-W apresentou a respectiva GIA em formato físico</p><p>no posto de fiscalização local. No mês seguinte, essa empresa foi surpreendida com a intimação</p><p>de auto de infração, com a imposição da cobrança de penalidade pecuniária em virtude da</p><p>ausência de entrega da GIA em janeiro por intermédio do sistema específico, bem como de</p><p>acréscimo de juros de mora sobre o valor de ICMS apurado.</p><p>Nessa situação hipotética, a lavratura do auto de infração foi</p><p>a) incorreta, porque instrução normativa do secretário da Fazenda não pode estabelecer</p><p>obrigação tributária acessória.</p><p>b) correta, visto que o princípio da legalidade veda a dispensa pela administração de obrigações</p><p>acessórias estabelecidas pela legislação tributária.</p><p>c) incorreta, porque a validade contratual da conduta do fornecedor de serviços de tecnologia da</p><p>informação influencia na identificação do fato gerador.</p><p>d) incorreta, pois a observância da prática reiterada da secretaria exclui a imposição de</p><p>penalidade e cobrança de juros.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>67</p><p>344</p><p>e) parcialmente correta, porque a conduta da empresa constitui denúncia espontânea que exclui</p><p>a imposição de penalidade pecuniária, mas não a cobrança de juros.</p><p>Comentário: O caso em questão se amolda ao que o CTN denomina “práticas reiteradamente</p><p>observadas pelas autoridades administrativas”. E como tal, se enquadra no conceito de normas</p><p>complementares, previsto no art. 100, III, do CTN.</p><p>Assim, como consequência, visando a preservar a boa fé do contribuinte, o parágrafo único do</p><p>art. 100 previu que a observância das normas complementares exclui a imposição de</p><p>penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo</p><p>do tributo.</p><p>Gabarito: D</p><p>1. CESPE/MPE-CE-Promotor de Justiça/2020</p><p>A concessão de crédito presumido relativo a quaisquer impostos somente pode ser feita</p><p>mediante lei complementar.</p><p>Comentário: O art. 150, § 6º, estabelece que o crédito presumido e outros benefícios fiscais</p><p>devem ser concedidos mediante lei específica do ente federativo que detenha a competência</p><p>tributária sobre o tributo objeto do benefício.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>2. CESPE/TJ-PA-Juiz Estadual/2019</p><p>Assinale a opção que indica matéria de ordem tributária que pode ser instrumentalizada por lei</p><p>ordinária, conforme a CF.</p><p>a) instituição de impostos expressamente previstos na CF</p><p>b) regulamentação das limitações constitucionais ao poder de tributar</p><p>c) estabelecimento de normas gerais sobre decadência tributária</p><p>d) instituição de impostos não previstos na CF</p><p>e) estabelecimento de normas gerais sobre o adequado tratamento tributário</p><p>- Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>3</p><p>344</p><p>LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA</p><p>O Código Tributário Nacional inicia o seu Livro Segundo a partir do art. 96, tratando do tema</p><p>“Legislação Tributária”. Mas o que vem a ser Legislação Tributária?</p><p>Muitos candidatos desconhecem quais são as fontes do Direito Tributário. Tais fontes são divididas</p><p>pelo ilustre Vittorio Cassone1 em materiais e formais.</p><p>As fontes materiais (ou reais) representam os fatos que justificam a tributação, como, por exemplo,</p><p>o patrimônio, os serviços, a importação, a exportação a transmissão de propriedade etc.</p><p>Contudo, as fontes materiais, por si só, não são capazes de fazer surgir a obrigação tributária, pois é</p><p>necessário que elas (as fontes materiais) tomem uma forma. Tal forma diz respeito ao processo de</p><p>elaboração de atos normativos, como as leis ou medidas provisórias, capazes de estabelecer uma relação</p><p>jurídico-tributária entre o sujeito ativo (União, por exemplo) e o contribuinte.</p><p>Como consequência desse processo legislativo, por assim dizer, temos as denominadas fontes</p><p>formais, que foram rotuladas no art. 96 do CTN como legislação tributária, nos seguintes termos:</p><p>Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as</p><p>convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no</p><p>todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>“Professor, então quer dizer que as fontes formais do Direito Tributário são as leis, tratados</p><p>internacionais, decretos e as normas complementares? Exatamente!</p><p>Guarde isso: todas as normas que versem sobre tributos e relações jurídicas a eles</p><p>pertinentes (matéria tributária de um modo geral) integram a legislação tributária!</p><p>Até mesmo a CF/88 integra a legislação tributária (sendo fonte do Direito Tributário),</p><p>sendo esta a base de todas as outras!</p><p>Nesse contexto, é importante ter em mente o conceito de ato normativo. Trata-se de hipóteses</p><p>normativas que são aplicadas às pessoas de um modo geral e às diversas situações fáticas. Em síntese, são</p><p>dotados de generalidade e abstração.</p><p>Imaginemos, a título de exemplo, uma lei municipal que institui o IPTU em um determinado</p><p>Município. Essa lei é dotada de generalidade, pois não possui um destinatário específico, incidindo sobre a</p><p>todas as pessoas que praticarem o fato gerador do IPTU (possuir imóvel em território urbano). Além disso,</p><p>o fato de a lei apenas estabelecer hipóteses de incidências abstratas (que podem vir ou não a ocorrer no</p><p>mundo concreto), faz com que a doutrina caracterize tais atos normativos como dotados de abstração.</p><p>1 CASSONE, Vittorio. Direito tributário. 15ª Edição. 2003. Pág. 45.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>4</p><p>344</p><p>Diferentemente do que foi visto acima, os atos concretos são de caráter individual, incidindo sobre</p><p>pessoa determinada, bem como relativo a situações ocorridas no mundo concreto. Assim, por exemplo,</p><p>quando um Auditor-Fiscal da Receita Federal, durante procedimento de fiscalização, detecta que o</p><p>contribuinte auferiu rendimentos e deixou de pagar o IR devido, faz-se um lançamento de ofício, que é, por</p><p>essência, um ato concreto.</p><p>Observação: A generalidade e a abstração são características comuns a todos os atos</p><p>normativos.</p><p>No entanto, nem todos os atos normativos possuem a mesma “força” jurídica. Assim, podemos</p><p>definir os atos normativos como primários e secundários.</p><p>Os atos normativos primários, assim denominados por buscarem seus fundamentos diretamente</p><p>da Constituição Federal, são capazes de inovar no ordenamento jurídico, criando novos direitos e</p><p>obrigações.</p><p>Por outro lado, os atos normativos secundários, aqueles cujo fundamento de validade é uma norma</p><p>infraconstitucional (leis, por exemplo), não têm o condão de inovar no ordenamento jurídico.</p><p>Atos normativos primários em desacordo com o seu fundamento de validade são</p><p>inconstitucionais.</p><p>Atos normativos secundários em desacordo com o seu fundamento de validade são</p><p>ilegais.</p><p>Retornando nossos olhares ao art. 96 do CTN, podemos dizer que a são fontes formais principais do</p><p>Direito Tributário: Constituição Federal e Emendas à Constituição, Leis Complementares e Ordinárias, Leis</p><p>Delegadas, Medidas Provisórias, Decretos Legislativos e Resoluções.</p><p>Quanto às fontes formais secundárias, são elas: os decretos e as normas complementares. Não se</p><p>preocupe, pois tudo isso será visto a seguir.</p><p>Observação: A doutrina e a jurisprudência não são consideradas fontes formais do Direito</p><p>Tributário.</p><p>Em suma, o que eu quero que você entenda até o momento é quais são as fontes do Direito</p><p>Tributário, bem como a diferença entre o grau hierárquico dos atos normativos primários e secundários,</p><p>lembrando-se que ambos são abstratos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>5</p><p>344</p><p>Constituição Federal e Emendas à Constituição</p><p>A Constituição Federal é a base de todo o Sistema Tributário Nacional. Afinal de contas, é dela que</p><p>os entes recebem a competência tributária para instituir tributos.</p><p>Além disso, como Lei Maior, traz os princípios norteadores do Direito Tributário que, juntamente</p><p>com as imunidades tributárias, constituem as limitações ao poder de tributar.</p><p>A CF também é responsável por disciplinar o processo legislativo, isto é, o processo de criação das</p><p>principais normas tributárias (leis complementares, leis ordinárias etc.).</p><p>No que se refere à modificação da CF/88, há que se destacar que isso somente se faz possível, por</p><p>meio das denominadas emendas à Constituição. Tal processo pode resultar na alteração das regras do jogo,</p><p>ou melhor, das regras norteadoras do todo o sistema tributário, já que, após aprovadas, as normas das</p><p>emendas à Constituição passam a ter a mesma hierarquia desta.</p><p>No entanto, cabe relembrar o que foi dito na aula inicial a respeito das cláusulas pétreas. Tais normas são</p><p>previstas como uma espécie de blindagem, para que a Constituição não sofra sucessivas emendas que a</p><p>desvirtue dos princípios que foram nela consolidados quando houve sua promulgação.</p><p>Portanto, a título de exemplo, uma emenda à Constituição que traga em seu texto regra que reduza</p><p>a eficácia do princípio da anterioridade (já reconhecido pelo STF como cláusula pétrea), estará, na</p><p>realidade, abolindo os direitos e garantias individuais, conforme art. 60, § 4º, IV, da CF/88.</p><p>Leis Complementares</p><p>A lei complementar é ato normativo, cujo processo de aprovação é mais dificultoso do que o rito</p><p>comum das leis ordinárias. Sendo assim, o legislador constituinte delegou a esse instrumento normativo</p><p>importantes funções, tendo em vista seu maior grau de estabilidade (é mais difícil de alterar uma lei</p><p>complementar, pois exige “maioria absoluta” para aprovação de uma LC).</p><p>Em matéria tributária, vários aspectos foram submetidos à lei complementar, inclusive a instituição</p><p>de alguns tributos. Os alunos sempre sentem necessidade de saber quais são os assuntos sujeitos à lei</p><p>complementar. Eu diria que o contato com a disciplina (leitura do nosso curso + leitura da CF/88 +</p><p>resolução de questões) fará com que você memorize naturalmente.</p><p>De acordo com a jurisprudência do STF, não há hierarquia entre lei complementar e lei</p><p>ordinária! O que ocorre é a definição de temas específicos, reservados a lei</p><p>complementar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>6</p><p>344</p><p>Contudo, vamos citar abaixo os casos de lei complementar!</p><p>Em relação à instituição de tributos, estão submetidos à lei complementar:</p><p>● Empréstimos Compulsórios;</p><p>● Impostos Residuais;</p><p>● Contribuições Residuais</p><p>● Imposto sobre Grandes Fortunas</p><p>● Imposto sobre produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à</p><p>saúde ou ao meio ambiente (Imposto Seletivo ou IS)</p><p>● Imposto sobre Bens e Serviços (IBS)</p><p>ao ato</p><p>cooperativo</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Como regra, os impostos são instituídos por meio de lei ordinária. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Alternativa B: A regulamentação das limitações constitucionais ao poder de tributar é um tema</p><p>reservado a lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O estabelecimento de normas gerais sobre decadência tributária é um tema</p><p>reservado a lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A instituição de impostos não previstos na CF é um tema reservado a lei</p><p>complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O estabelecimento de normas gerais sobre o adequado tratamento tributário ao</p><p>ato cooperativo é um tema reservado a lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>68</p><p>344</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>3. CESPE/DPE-AC-Defensor Público/2017</p><p>Em matéria tributária, é facultado à lei ordinária</p><p>a) alterar a base de cálculo de tributos.</p><p>b) majorar a alíquota de impostos, desde que observados os limites legais.</p><p>c) definir tratamento favorecido para as microempresas.</p><p>d) instituir empréstimos compulsórios, desde que observados os requisitos constitucionais.</p><p>e) dispor sobre conflito de competência entre os entes tributantes.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A banca abordou uma sutileza nesta questão! Foi dito que a lei ordinária pode</p><p>alterar a base de cálculo dos tributos de um modo geral. Porém, em relação aos impostos,</p><p>apenas a lei complementar pode definir suas bases de cálculo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Trata-se de uma assertiva polêmica, que, a rigor, não está correta. A majoração da</p><p>alíquota de impostos deve, em regra, ser realizada por meio de lei. Não há que se falar em</p><p>“observar os limites legais”, até porque é uma lei (ordinária) que está alterando a alíquota. De</p><p>qualquer modo, a banca considerou a alternativa correta.</p><p>Alternativa C: A definição de tratamento favorecido para as microempresas deve ser realizada por</p><p>meio de lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Cabe à lei complementar instituir empréstimos compulsórios. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Cabe à lei complementar dispor sobre conflito de competência entre os entes</p><p>tributantes. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>4. CESPE/MPE-RR-Promotor de Justiça/2017</p><p>Em matéria tributária, uma lei ordinária pode dispor sobre</p><p>a) isenção restrita a determinada região do território da entidade tributante, em função de</p><p>condições peculiares a essa região.</p><p>b) conflitos de competência entre a União, os estados, o DF e os municípios.</p><p>c) normas gerais relativas à prescrição e à decadência.</p><p>d) instituição de empréstimo compulsório para atender a despesas extraordinárias decorrentes de</p><p>calamidade pública.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A concessão de isenção realmente deve ocorrer por meio de lei. Ademais, o CTN</p><p>autoriza a concessão de isenção restrita a determinada região do território da entidade</p><p>tributante, em função de condições peculiares a essa região. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Cabe à lei complementar dispor sobre conflitos de competência entre a União, os</p><p>estados, o DF e os municípios. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>69</p><p>344</p><p>Alternativa C: Cabe à lei complementar dispor sobre normas gerais relativas à prescrição e à</p><p>decadência. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Cabe à lei complementar instituir empréstimo compulsório para atender a</p><p>despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>5. CESPE/PC-PE-Delegado/2016</p><p>Lei complementar que estabelece normas gerais em matéria tributária não pode instituir um</p><p>regime único de arrecadação dos impostos e das contribuições da União, dos estados, do DF e</p><p>dos municípios.</p><p>Comentário: Com o advento da EC 42/03, foi previsto na CF/88 a possibilidade de uma lei</p><p>complementar estabelecer normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre a definição</p><p>de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno</p><p>porte, podendo também instituir um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições</p><p>da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>6. CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015</p><p>Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: os costumes, como as</p><p>práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas, não são expressamente</p><p>citados entre as fontes destinadas a colmatar lacunas na legislação tributária; eles são, sim,</p><p>considerados normas complementares das leis, dos tratados e convenções internacionais e dos</p><p>decretos.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 100, III, do CTN, as práticas reiteradamente observadas pelas</p><p>autoridades administrativas são reconhecidas como normas complementares das leis, dos</p><p>tratados e convenções internacionais e dos decretos. Não são métodos de integração da</p><p>legislação tributária, cuja função é colmatar lacunas na legislação tributária, mas integram a</p><p>própria legislação tributária, já que as normas complementares, nos termos do art. 96, do CTN,</p><p>estão compreendidas na legislação tributária.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>7. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Há hierarquia entre leis ordinárias tributárias federais, estaduais e municipais, quando cuidam de</p><p>temas que não são de disciplina de normas gerais.</p><p>Comentário: Todas as leis ordinárias tributárias federais, estaduais e municipais devem obedecer</p><p>as normas gerais de direito tributário dispostas em lei complementar da União. Contudo, não há</p><p>que se falar em hierarquia entre as leis instituidoras de tributos dos diversos entes federativos,</p><p>dada a autonomia de cada ente.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>8. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Os convênios celebrados entre as unidades federativas são considerados normas</p><p>complementares.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>70</p><p>344</p><p>Comentário: De acordo com o art. 100, IV, do CTN, São normas complementares das leis, dos</p><p>tratados e das convenções internacionais e dos decretos os convênios que entre si celebrem a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>9. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>É possível que lei delegada discipline matéria reservada a lei complementar, de acordo com a CF,</p><p>como, por exemplo, para tratar de prescrição tributária como norma geral.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 68, § 1º, da CF/88, a lei delegada não pode dispor sobre</p><p>matéria reservada á lei complementar.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>10. CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012</p><p>Os tratados e as convenções internacionais não são aptos a revogar ou modificar a legislação</p><p>tributária interna, pois não fazem parte da chamada legislação tributária.</p><p>Comentário: O candidato poderia até ficar na dúvida se a questão deseja a resposta com base no</p><p>CTN (revogação da lei interna) ou na doutrina (suspensão da lei interna). De qualquer modo, os</p><p>tratados internacionais fazem parte da legislação tributária (CTN, art. 96), o que torna a questão</p><p>claramente incorreta. Questão errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>11. CESPE/PGM-RR/2010</p><p>Em matéria de legislação tributária, a casa legislativa do município pode estabelecer norma</p><p>dispondo sobre crédito, diferentemente do disposto em lei complementar.</p><p>Comentário: Conforme estudamos, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em</p><p>matéria tributária, especialmente sobre crédito. Nesse sentido, não é possível aos Municípios</p><p>contrariar as normas gerais. Questão errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>12. CESPE/DPE-ES/2009</p><p>Cabe a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,</p><p>especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários.</p><p>Comentário: A questão está em perfeita sintonia com o art. 146, III, b, da CF/88. Portanto,</p><p>questão correta.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>13. CESPE/PROCURADOR-PE/2009</p><p>A legislação tributária estabelece hierarquia entre as leis instituidoras de tributos federais,</p><p>estaduais e municipais.</p><p>Comentário: Os entes federados são autônomos, logo não há hierarquia entre as leis instituidoras</p><p>de tributos federais, estaduais e municipais.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>71</p><p>344</p><p>Gabarito: Errada</p><p>14. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada</p><p>Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha assinado tratado com</p><p>três países da América do Sul, no qual ficou deliberado que os produtos originários de um</p><p>gozarão, nos outros países, do mesmo tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue</p><p>a afirmação a seguir. O tratado incorporado ao sistema tributário nacional por decreto legislativo</p><p>tem prevalência sobre a lei ordinária.</p><p>Comentário: De fato, como vimos, o entendimento da doutrina e do CTN é no sentido de que o</p><p>tratado internacional tem prevalência sobre a lei ordinária.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>15. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada</p><p>Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha assinado tratado com</p><p>três países da América do Sul, no qual ficou deliberado que os produtos originários de um</p><p>gozarão, nos outros países, do mesmo tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue</p><p>a afirmação a seguir. Caso o Congresso Nacional venha a homologar o tratado mediante decreto</p><p>legislativo, este gerará efeitos para a União, os estados e os municípios, inclusive no que diz</p><p>respeito à matéria reservada à lei complementar.</p><p>Comentário: Conforme entendimento do STF (ADI 1.480-MC/DF), os tratados internacionais não</p><p>podem tratar de matéria reservada a lei complementar. Questão errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>16. CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada</p><p>Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha assinado tratado com</p><p>três países da América do Sul, no qual ficou deliberado que os produtos originários de um</p><p>gozarão, nos outros países, do mesmo tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue</p><p>a afirmação a seguir. Por se tratar de convenção internacional de integração regulando matéria</p><p>tributária, o tratado gerará para os impostos de competência da União efeitos imediatos, por</p><p>aplicação dos princípios do efeito direto e da aplicabilidade imediata.</p><p>Comentário: A questão afirma que o tratado foi assinado pelo Presidente da República. Não se</p><p>pode dizer que gerará efeitos imediatos, tendo em vista que há um rito a ser seguido, cujas</p><p>etapas são as seguintes: assinatura, aprovação pelo Poder Legislativo, ratificação, promulgação e</p><p>publicação. A questão está errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>17. CESPE/Juiz-TJ-AL/2008</p><p>Para um tratado internacional ser incorporado ao direito iterno, deve ser submetido ao crivo do</p><p>Congresso Nacional, ao qual compete aprová-lo por meio de resolução.</p><p>Comentário: O erro da questão está em dizer que a aprovação do Congresso Nacional ocorre</p><p>por meio de resolução, quando, na realidade, é por intermédio de decreto legislativo. Questão</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>72</p><p>344</p><p>18. CESPE/SEFAZ-DF-Auditor Fiscal/2020</p><p>Não havendo disposição em contrário, os efeitos normativos das decisões dos órgãos coletivos</p><p>de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa entram em vigor trinta dias após</p><p>a data da publicação da decisão.</p><p>Comentário: O art. 103, II, do CTN, prevê que, salvo disposição em contrário, os efeitos</p><p>normativos das decisões dos órgãos coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua</p><p>eficácia normativa entram em vigor trinta dias após a data da publicação da decisão.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>19. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Suponha que determinada taxa seja instituída por lei no início do segundo semestre do ano sem</p><p>data específica de sua vigência. Nesse caso, a vigência da referida lei se dará apenas a partir do</p><p>primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação.</p><p>Comentário: Nós vimos que, de acordo com o art. 1º, da LINDB, salvo disposição contrária, a lei</p><p>começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Como</p><p>a questão solicitou a data do início da vigência da referida norma, e não o início da produção dos</p><p>seus efeitos, a resposta deve considerar o que consta na LINDB, e não os princípios da</p><p>anterioridade anual e nonagesimal.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>20. CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012</p><p>Se lei não dispuser de forma contrária, a pessoa de direito público interno que vier a ser criada</p><p>pelo desmembramento territorial de outra aplicará a legislação tributária da pessoa da qual se</p><p>desmembrou, até que a sua própria legislação entre em vigor.</p><p>Comentário: Nesse caso específico, o CTN, em seu art. 120, prevê que o “ente novo” aplique,</p><p>salvo disposição de lei em contrário, a legislação do município que foi desmembrado até que a</p><p>sua entre em vigor.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>21. CESPE/TC-DF – Procurador/2013</p><p>Desde que a lei atribua eficácia normativa às decisões dos órgãos singulares ou coletivos de</p><p>jurisdição normativa, essas decisões, no que se refere aos efeitos normativos, entram em vigor na</p><p>data de sua publicação.</p><p>Comentário: Lembre-se de que quando a lei atribuir eficácia normativa (e somente nesse caso) às</p><p>decisões dos órgãos de jurisdição administrativa entram em vigor 30 dias após a data da sua</p><p>publicação, salvo disposição em contrário.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>22. CESPE/Pref. Campo Grande-Procurador/2020</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>73</p><p>344</p><p>Situação hipotética: Lei publicada em 1.º/9/2017 aumentou a alíquota do ISS sobre determinadas</p><p>atividades e reduziu a multa de mora em 20%.</p><p>Assertiva: Essa lei não retroage para alcançar prestações de serviço realizadas e sujeitas à</p><p>incidência do ISS e infrações tributárias não julgadas e cometidas entre 1.º/1/2017 e 1.º/9/2017.</p><p>Comentário: A lei publicada produz efeitos retroativos em relação à redução de multa de mora,</p><p>em razão do disposto no art. 106, II, do CTN, isto é, por ser uma norma mais benéfica sobre</p><p>infrações e penalidades. Porém, quanto à alíquota do ISS, não há que se falar em retroatividade,</p><p>razão pela qual a assertiva está errada.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>23. CESPE/TCE-MG-Analista de Controle Externo/2018</p><p>Um auditor de contas verificou que lei tributária havia entrado em vigência quando o fato</p><p>gerador teve início, mas que este ainda não havia sido concluído.</p><p>Nessa situação hipotética, conforme o CTN,</p><p>a) deverá ser aplicada a legislação tributária se esta impuser pena menos severa que a prevista na</p><p>lei vigente ao tempo da prática do ato, desde que a nova lei seja expressamente interpretativa.</p><p>b) deverá ser aplicada a lei tributária em razão da omissão legal quanto ao tratamento dado aos</p><p>fatos geradores pendentes.</p><p>c) deverá ser aplicada a legislação tributária imediatamente, mesmo que não se trate de lei</p><p>interpretativa.</p><p>d) não deverá ser aplicada a lei tributária, que se impõe exclusivamente para fatos geradores</p><p>futuros.</p><p>e) deverá ser aplicada a legislação tributária somente se se tratar de lei interpretativa.</p><p>Comentário: O art. 105, do CTN, estabelece que, como regra, a lei tributária vigora para frente,</p><p>aplicando-se imediatamente aos fatos geradores futuros e aos pendentes. A aplicação retroativa</p><p>deve ocorrer quando se tratar de lei interpretativa ou de aplicação de penalidade mais benéfica</p><p>ao contribuinte, conforme art. 106, do CTN.</p><p>Agora preste atenção: no caso em comento, a banca diz que a lei havia entrado em vigor</p><p>quando o fato gerador teve início, mas este ainda não havia sido concluído. A princípio, se a lei já</p><p>entrou em vigor quando ocorreu o fato gerador, então não temos a menor dúvida de que será</p><p>aplicada ao caso, independentemente de ser interpretativa ou de trazer pena menos severa</p><p>ao</p><p>contribuinte.</p><p>Diante do exposto, não há que se falar nas condicionantes das alternativas da questão. Assim</p><p>sendo, a lei deverá se aplicada imediatamente, mesmo que não se trate de lei interpretativa.</p><p>Realmente, ao analisar as alternativas, a banca tenta fazer uma confusão de conceitos na cabeça</p><p>do candidato, mas o foco é o que comentamos acima, apenas isso!</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>24. CESPE/AGU/2015</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>74</p><p>344</p><p>Admite-se a aplicação retroativa de norma tributária interpretativa e de norma tributária mais</p><p>benéfica sobre penalidades tributárias, mesmo diante de ato amparado pela imutabilidade da</p><p>coisa julgada.</p><p>Comentário: Se o ato já foi definitivamente julgado, a norma mais benéfica sobre infrações e</p><p>penalidades tributárias não se lhe aplica.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>25. CESPE/AGU/2015</p><p>Conforme o princípio da irretroatividade da lei tributária, não se admite a cobrança de tributos</p><p>em relação a fatos geradores ocorridos em período anterior a ̀ vigência da lei que os instituiu ou</p><p>aumentou. Entretanto, o Código Tributário Nacional admite a aplicação retroativa de lei que</p><p>estabeleça penalidade menos severa que a prevista na norma vigente ao tempo da pratica do</p><p>ato a que se refere, desde que não tenha havido julgamento definitivo.</p><p>Comentário: De fato, não obstante a regra seja a irretroatividade da lei tributária, o art. 106, do</p><p>CTN, admitiu a retroatividade da lei mais benéfica, no que diz respeito às penalidades</p><p>pecuniárias, desde que não se trate de ato definitivamente julgado.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>26. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>É possível a retroatividade de lei tributária, desde que a norma seja interpretativa e não ocasione</p><p>a aplicação de penalidade ao dispositivo interpretado.</p><p>Comentário: Em alguns casos restritos, o CTN permitiu a aplicação retroativa da lei tributária. De</p><p>acordo com o art. 106, I, desta norma, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso,</p><p>quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos</p><p>dispositivos interpretados.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>27. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>A multa moratória não se enquadra no conceito de penalidade para fins de aplicação retroativa</p><p>da lei.</p><p>Comentário: A multa moratória é considerada penalidade, e a legislação que reduzir ou extinguir</p><p>tal penalidade deve ser aplicada retroativamente, em virtude da previsão contida no CTN.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>28. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Suponha que uma lei nova tenha deixado de considerar certa conduta do contribuinte como</p><p>contrária a qualquer ação ou omissão, e que o contribuinte tenha praticado, anteriormente, atos</p><p>simulatórios e fraudulentos que propiciaram o não recolhimento do tributo devido. Nesse caso,</p><p>aplica-se a retroatividade da lei nova, por ser mais benéfica ao contribuinte.</p><p>Comentário: O art. 106, II, “b”, do CTN, estabelece que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito, em</p><p>se tratando de ato não definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a</p><p>qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>75</p><p>344</p><p>implicado em falta de pagamento de tributo. Portanto, se o fato praticado pelo contribuinte foi</p><p>simulatório ou fraudulento, não há que se falar na aplicação retroativa da lei benéfica.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>29. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>Se, de algum modo, a lei beneficiar o contribuinte, ela não deverá produzir efeitos imediatos,</p><p>dada a obrigatoriedade da observância do princípio da anterioridade.</p><p>Comentário: Na realidade, tratando-se de lei mais benéfica para o contribuinte, quando o</p><p>assunto é infrações e penalidades tributárias, a lei pode produzir efeitos retroativos, com base no</p><p>art. 106, II, do CTN.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>30. CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011</p><p>Quando a lei for expressamente interpretativa, ela será aplicada, em determinados casos, a ato</p><p>ou fato pretérito, excluída a aplicação de penalidade a infração de dispositivos interpretativos.</p><p>Comentário: Trata-se de uma questão capciosa. De acordo com o art. 106, I, a lei aplica-se a ato</p><p>ou fato pretérito, em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a</p><p>aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>31. CESPE/PROCURADOR-PE/2009</p><p>Se, em procedimento administrativo fiscal houver, discussão sobre o alcance de uma norma</p><p>impositiva, e, em face disso, tiver sido editada lei explicitando o sentido da referida norma, essa</p><p>lei terá efeito retroativo.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 106, I, do CTN, a lei expressamente interpretativa aplica-se a</p><p>fato ou ato pretérito, isto é, tem efeito retroativo. Portanto, a questão está correta.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>32. CESPE/PROCURADOR-PE/2009</p><p>A lei que estabeleça redução de alíquota de tributo terá efeito retroativo, desde que o</p><p>procedimento administrativo não tenha sido definitivamente julgado, por ser mais benéfica ao</p><p>contribuinte.</p><p>Comentário: Como vimos, somente retroage a lei interpretativa e a mais benéfica acerca de</p><p>infrações. Nesse sentido, em relação às alíquotas dos tributos, incide a lei vigente na data de</p><p>ocorrência do fato gerador.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>33. CESPE/SEFAZ-DF-Auditor Fiscal/2020</p><p>Como o conceito de doação constante do direito civil decorre de legislação infraconstitucional</p><p>ordinária da União, não oponível aos demais entes federados, o intérprete da legislação que</p><p>necessitar utilizar tal conceito para fins tributários no âmbito do Distrito Federal deve buscá-lo</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>76</p><p>344</p><p>exclusivamente na legislação tributária distrital, ainda que esta veicule definição mais ampla que</p><p>a do direito privado.</p><p>Comentário: O art. 110, do CTN, prevê que "a lei tributária não pode alterar a definição, o</p><p>conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou</p><p>implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis</p><p>Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias".</p><p>No caso da questão, o conceito de doação (conceito de direito privado) deve ser buscado no</p><p>direito privado, e não exclusivamente na legislação tributária.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>34. CESPE/SEFAZ-RS-Técnico da Receita Estadual/2018</p><p>A interpretação da norma tributária tem evoluído de tal forma que se vem majorando a proteção</p><p>dos direitos e das garantias fundamentais do cidadão ante a atuação estatal, fomentando-se o</p><p>que se intitula in dubio pro contribuinte.</p><p>A partir dessas informações, é correto afirmar que a integração e a acepção da legislação</p><p>tributária devem ser promovidas, mesmo em casos de lacunas, sob a perspectiva da</p><p>a) aplicação da analogia, ressalvando-se a exigência de tributo sem o cumprimento do devido</p><p>processo legislativo que resulte em lei própria e específica.</p><p>b) utilização dos princípios gerais de direito público em precedência às demais formas de</p><p>integração da norma tributária.</p><p>c) presunção de culpa em procedimentos públicos inconclusos, em razão de dúvidas não</p><p>esclarecidas que culminem em infrações ou penalidades ao contributário.</p><p>d) abstração das exceções aos princípios gerais do direito tributário e do direito privado para a</p><p>definição de efeitos tributários.</p><p>e) dispensa de pagamento de tributos devidos pelo emprego da equidade.</p><p>Comentário: A integração da legislação tributária foi disciplinada no art. 108, do CTN.</p><p>Alternativa A: De fato, a analogia é o primeiro método de integração da legislação tributária a ser</p><p>utilizado, restando vedado o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo</p><p>não previsto em lei. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A ordem de integração é: analogia, princípios gerais</p><p>de direito tributário, princípios</p><p>gerais de direito público e equidade. Logo, a alternativa está errada.</p><p>Alternativa C: Não há regra de integração no sentido da presunção de culpa do sujeito passivo.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os princípios gerais de direito tributário e de direito público devem ser utilizados</p><p>na integração da legislação tributária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 108, § 2º, do CTN, o emprego da equidade não poderá</p><p>resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>77</p><p>344</p><p>35. CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017</p><p>É vedada a adoção de métodos de interpretação ou qualquer princípio de hermenêutica que</p><p>amplie o alcance da norma tributária que outorga isenção.</p><p>Comentário: Realmente, em se tratando de lei que disponha sobre isenção, o CTN impõe a sua</p><p>interpretação literal (art. 111, II).</p><p>Gabarito: Correta</p><p>36. CESPE/TJ-AM-Juiz/2016</p><p>Lei ordinária do município de Manaus, promulgada em 20/3/2012, estabeleceu isenção de IPTU</p><p>para as associações de apoio a deficientes físicos. Em 20/4/2012, parecer aprovado pelo prefeito</p><p>com efeitos normativos da procuradoria do município, ao interpretar tal isenção, dando início a</p><p>uma prática reiterada da administração, estendeu-a às associações de apoio a portadores de</p><p>doença mentais. Tendo novo prefeito tomado posse, a procuradoria do município elaborou, em</p><p>20/4/2013, novo parecer pugnando pela ilegalidade da extensão da isenção, em reconsideração</p><p>do parecer anterior.</p><p>Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta.</p><p>a) Confirmada a ilegalidade do primeiro parecer, as autoridades tributárias estão obrigadas a</p><p>lançar o tributo, corrigido monetariamente, acrescido de juros e multas, em decorrência do</p><p>princípio da legalidade.</p><p>b) A ilegalidade do parecer decorre da previsão de que a lei tributária concessiva de isenções</p><p>deve ser interpretada restritivamente.</p><p>c) Dado o primeiro parecer, de efeitos normativos, as associações de apoio a doentes mentais</p><p>deverão pagar apenas o valor principal do tributo corrigido monetariamente e acrescido das</p><p>multas.</p><p>d) O primeiro parecer era ilegal porque a lei tributária concessiva de isenções deve ser</p><p>interpretada literalmente.</p><p>e) Dada a reconsideração da isenção, as associações de apoio a doentes mentais deverão pagar</p><p>o valor principal do tributo corrigido monetariamente e acrescido de juros, uma vez que o</p><p>parecer com efeitos normativos tem o efeito de excluir multas.</p><p>Comentário: O parecer aprovado pelo prefeito possui efeitos normativos e, além disso, passou a</p><p>constituir prática reiterada da administração. Assim sendo, podemos dizer que se trata de norma</p><p>complementar integrante da legislação tributária.</p><p>Contudo, temos que nos lembrar que as isenções devem ser interpretadas literalmente, nos</p><p>termos do art. 111, II, do CTN. Não obstante este fato, importa saber que, nos termos do art.</p><p>100, par. único, do CTN, a observância das normas complementares exclui a imposição de</p><p>penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo</p><p>do tributo.</p><p>Alternativa A: É evidente que o tributo deve ser lançado, por conta da ilegalidade do primeiro</p><p>parecer. Contudo, não cabe correção monetária, bem como aplicação de juros e multas.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A ilegalidade do parecer decorre da previsão no art. 111, II, do CTN, no sentido de</p><p>que a lei concessiva de isenções deve ser interpretada literalmente. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>78</p><p>344</p><p>Alternativa C: Por conta da observância das normas complementares, tais associações deverão</p><p>pagar tão somente o valor principal do tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De fato, a ilegalidade do parecer decorre da previsão no art. 111, II, do CTN, no</p><p>sentido de que a lei concessiva de isenções deve ser interpretada literalmente. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 100, par. único, do CTN, a observância das normas</p><p>complementares exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização</p><p>do valor monetário da base de cálculo do tributo. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>37. CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016</p><p>A respeito do que prevê o Código Tributário Nacional sobre a vigência, a aplicação, a</p><p>interpretação e a integração da legislação tributária, assinale a opção correta.</p><p>a) Deverá ser interpretada de forma literal a legislação tributária que dispuser sobre outorga de</p><p>isenção.</p><p>b) No caso de dúvida quanto à natureza da penalidade aplicável, ou à sua gradação, a lei</p><p>tributária deverá ser interpretada da forma mais favorável ao fisco.</p><p>c) A legislação tributária não se aplica imediatamente aos fatos geradores pendentes.</p><p>d) É inadmissível, em qualquer hipótese, a aplicação da lei a ato ou fato pretérito.</p><p>e) Havendo lacuna da lei tributária, a autoridade competente deverá utilizar a analogia, os</p><p>princípios gerais do direito tributário, os princípios gerais do direito público e os costumes, nessa</p><p>ordem.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Conforme preceitua o art. 111, II, do CTN, deverá ser interpretada literalmente a</p><p>legislação tributária que disponha sobre outorga de isenção. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 112, IV, do CTN, no caso de dúvida quanto à natureza da</p><p>penalidade aplicável, ou à sua gradação, a lei tributária deverá ser interpretada da forma mais</p><p>favorável ao acusado. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme prevê o art. 105, do CTN, a legislação tributária aplica-se imediatamente</p><p>aos fatos geradores futuros e aos pendentes. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O art. 106, do CTN, previu casos em que a legislação tributária aplica-se a ato ou</p><p>fato pretérito. Portanto, não se pode dizer que é inadmissível, em qualquer hipótese. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: A assertiva aborda a integração da legislação tributária, disciplinada no art. 108, do</p><p>CTN. Contudo, havendo lacuna da lei tributária, a autoridade competente deverá utilizar a</p><p>analogia, os princípios gerais do direito tributário, os princípios gerais do direito público e a</p><p>equidade, nessa ordem. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>38. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>79</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Determinado juiz se deparou com um processo em que não há norma expressa no direito</p><p>brasileiro sobre matéria de natureza tributária. Com base nessa situação hipotética e nas normas</p><p>gerais de direito tributário previstas no CTN, julgue o item que se segue, a respeito da forma de</p><p>integração da legislação tributária: se, cumprindo a ordem legal de integração, o juiz tiver de</p><p>empregar a equidade, nenhuma pessoa poderá ser dispensada do pagamento de tributo devido</p><p>em razão dessa forma de integração.</p><p>Comentário: Conforme consta no art. 108, § 2º, do CTN, O emprego da equidade não poderá</p><p>resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>39. CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010</p><p>Um fiscal da Receita Federal do Brasil, ao aplicar a legislação tributária, na ausência de disposição</p><p>legal expressa, pode empregar a analogia, desde que isso não resulte na dispensa do</p><p>pagamento de tributo devido.</p><p>Comentário: O disposto no art. 108, § 1º, do CTN, estabelece exatamente o contrário: o</p><p>emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>40. CESPE/PROCURADOR-PE/2009</p><p>Na integração da norma tributária, poderá ser utilizada a analogia, a interpretação analógica e a</p><p>interpretação extensiva.</p><p>Comentário: Na integração da norma tributária, a autoridade competente deverá utilizar, nessa</p><p>ordem, a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais</p><p>de direito público</p><p>e a equidade.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>80</p><p>344</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>81</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>1. FCC/SEFAZ-AP-AUDITOR/2023</p><p>Empresa foi autuada pelo fisco estadual, em 2019, em 2020 e, novamente, em 2021, por falta de</p><p>elaboração de documento auxiliar de escrituração fiscal, tendo em vista descumprimento de lei estadual</p><p>que exigia, à época, a sua obrigatória elaboração, prevendo aplicação de multa para seu descumprimento.</p><p>O auto de infração lavrado em 2019 foi definitivamente julgado, em janeiro de 2020, tanto na seara</p><p>administrativa, como na judicial, onde transitou em julgado, condenando a Empresa ao pagamento da</p><p>multa ali exigida. A Empresa pagou, em 2021, este débito fiscal.</p><p>O auto de infração lavrado em 2020 foi definitivamente julgado, em setembro de 2021, tanto na seara</p><p>administrativa, como na judicial, onde transitou em julgado, condenando a Empresa ao pagamento da</p><p>multa ali exigida. A Empresa ainda não pagou o débito exigido.</p><p>O auto de infração lavrado em 2021 ainda não teve seu julgamento definitivo realizado, encontrando-se</p><p>atualmente em fase de tramitação processual na seara administrativa.</p><p>Em junho de 2022, foi revogada a lei estadual que previa a obrigatoriedade de elaboração de documento</p><p>auxiliar de escrituração fiscal, assim como a exigência correlata de multa pela sua não elaboração. Em face</p><p>dos efeitos retroativos dessa revogação,</p><p>a) caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago relativo à multa</p><p>lavrada em 2019 e o cancelamento dos autos de infração lavrados em 2020 e 2021.</p><p>b) caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago relativo à multa</p><p>lavrada em 2019 e o cancelamento do auto de infração lavrado em 2021.</p><p>c) caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago relativo à multa</p><p>lavrada em 2019 e o cancelamento do auto de infração lavrado em 2020.</p><p>d) serão inexigíveis os débitos fiscais reclamados nos autos de infração lavrados em 2020 e 2021.</p><p>e) será inexigível o débito fiscal reclamado no auto de infração lavrado em 2021.</p><p>Comentário: Esta questão exige o conhecimento da regra prevista no art. 106, II, do CTN:</p><p>art.106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:</p><p>(...)</p><p>II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:</p><p>a) quando deixe de defini-lo como infração;</p><p>b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha</p><p>sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;</p><p>c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.</p><p>Pela redação acima, apenas atos não definitivamente julgados são alcançados pela retroatividade benigna</p><p>da legislação tributária. Portanto, no caso em questão:</p><p>Ano 2019: Como foi definitivamente julgado, não há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>82</p><p>344</p><p>Ano 2020: Como foi definitivamente julgado, não há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Ano 2022: Como ainda não foi definitivamente julgado, há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Gabarito: E</p><p>2. FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023</p><p>De acordo com a Constituição Federal, normas relativas a critérios especiais de tributação, com objetivo de</p><p>prevenir desequilíbrios da concorrência, bem como normas de igual objetivo, mas que não veiculem tais</p><p>critérios, poderão ser estabelecidas, respectivamente, por meio de</p><p>a) Lei complementar e Decreto do executivo federal.</p><p>b) Lei ordinária federal e Resolução do Senado Federal.</p><p>c) Resolução do Senado Federal e Decreto legislativo.</p><p>d) Lei ordinárias federais, estaduais, municipais e do DF.</p><p>e) Lei complementar e Lei ordinária federal.</p><p>Comentário: Vejamos o que prevê o art. 146-A, da CF:</p><p>art.146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de</p><p>prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer</p><p>normas de igual objetivo.</p><p>Logo, a resposta deve ser lei complementar e lei ordinária federal (editada pela União).</p><p>Gabarito: E</p><p>3. FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023</p><p>A União, pretendendo tornar mais ágil e eficaz a fiscalização tributária, enviou para o Congresso Nacional</p><p>projeto de lei ordinária federal alterando normas gerais atinentes a lançamento e decadência tributários.</p><p>Tal proposta é</p><p>a) inconstitucional em relação ao lançamento tributário, mas não em relação à decadência tributária.</p><p>b) constitucional, desde que haja regulamentação posterior pelos demais entes da Federação por decreto</p><p>incorporando as alterações.</p><p>c) constitucional, desde que haja Resolução do Senado Federal no mesmo sentido da proposta.</p><p>d) inconstitucional, tanto em relação ao lançamento tributário, como em relação à decadência tributária.</p><p>e) constitucional, desde que haja posterior internalização pelos demais entes da Federação por meio de</p><p>suas leis ordinárias.</p><p>Comentário: Tais matérias descritas no enunciado da questão deveriam ser disciplinadas por meio de lei</p><p>complementar, conforme prevê a CF:</p><p>art.146. Cabe à lei complementar:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>83</p><p>344</p><p>(...)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;</p><p>Por essa razão, a lei é inconstitucional, em relação a ambas as matérias.</p><p>Gabarito: D</p><p>4. FCC/COPERGÁS-Contador/2023</p><p>Nos termos dispostos no Código Tributário Nacional, considere:</p><p>I. Extinção de tributo.</p><p>II. A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras</p><p>infrações nela definidas.</p><p>III. Hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de</p><p>penalidades.</p><p>IV. Atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.</p><p>A lei é o único meio pelo qual pode-se estabelecer o que consta em</p><p>a) I, II, III e IV.</p><p>b) II e III, apenas.</p><p>c) IV, apenas.</p><p>d) I e IV, apenas.</p><p>e) I, II e III, apenas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: A extinção de tributo somente pode ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do CTN. Correto.</p><p>Item II: A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para</p><p>outras infrações nela definidas somente pode ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do CTN. Correto.</p><p>Item III: As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução</p><p>de penalidades somente podem ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do CTN. Correto.</p><p>Item IV: A atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo não depende de lei, conforme art.</p><p>97, do CTN. Errado.</p><p>Cabe ressaltar que a EC 132/2023 (Reforma Tributária) incluiu a possibilidade de o IPTU ter sua base de</p><p>cálculo atualizada pelo Poder Executivo, conforme critérios estabelecidos em lei municipal. Ou seja, o art.</p><p>156, § 1º, III, da CF/88, passou a prever expressamente a atualização da base de cálculo por meio de ato</p><p>infralegal.</p><p>Gabarito: E</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>84</p><p>344</p><p>5. FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Determinado escritório de contabilidade estabelecido em um Município Brasileiro, atento às alterações da</p><p>legislação tributária, especialmente em termos de entrada em vigor das novas normas complementares das</p><p>leis, tratados, convenções internacionais e decretos, verificou que em 14/10/2021 deu-se a publicação em</p><p>Diário Oficial dos seguintes atos normativos: (I) Convênio entre</p><p>Estados; (II) ato normativo da Secretaria de</p><p>Fazenda de um Estado; e (III) uma decisão coletiva de jurisdição administrativa da Secretaria de Fazenda de</p><p>um Estado com eficácia normativa envolvendo um de seus clientes.</p><p>Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, salvo disposição de lei em contrário, os atos</p><p>normativos acima publicados I, II e III, respectivamente, entram em vigor</p><p>a) na data nele prevista, 14/10/2021 e 30 dias contados após 14/10/2021.</p><p>b) 14/10/2021, na data nele prevista e 15 dias contados após 14/10/2021.</p><p>c) na data nele prevista, 15 dias contados após 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>d) 14/10/2021, 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>e) na data nele prevista, 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>Comentário:</p><p>(I) Convênio entre Estados: Entram em vigor na data neles prevista.</p><p>(II) ato normativo da Secretaria de Fazenda de um Estado: Entra em vigor na data da sua publicação</p><p>(14/10).</p><p>(III) uma decisão coletiva de jurisdição administrativa da Secretaria de Fazenda de um Estado com</p><p>eficácia normativa envolvendo um de seus clientes: Entra em vigor 30 dias após a sua publicação (14/10).</p><p>Logo, a resposta só pode ser a Letra A.</p><p>Gabarito: A</p><p>6. FCC/Pref. Teresina-Procurador/2022</p><p>A respeito da vigência e aplicação da lei tributária, o Código Tributário Nacional (CTN) dispõe:</p><p>a) A legislação tributária aplica-se imediatamente somente aos fatos geradores futuros, não havendo</p><p>possibilidade de ser aplicada aos fatos geradores pendentes.</p><p>b) O CTN considera norma complementar os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas</p><p>e determina que tais atos devem, sempre, entrar em vigor 30 dias após a data da sua publicação.</p><p>c) A lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa,</p><p>excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados.</p><p>d) O CTN refere-se aos efeitos do fato gerador, determinando que os negócios jurídicos condicionais</p><p>reputam-se perfeitos e acabados desde o momento da prática de sua celebração, se a condição for</p><p>suspensiva.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>85</p><p>344</p><p>e) A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se somente pelas normas legais</p><p>constantes no Código Tributário Nacional, Lei no 5.112, de 25 de outubro de 1966.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: O art. 105 do CTN determina que a legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos</p><p>geradores futuros e aos pendentes também. Errado.</p><p>Letra B: De fato, os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são normas</p><p>complementares, mas entram em vigor, como regra, na data da sua publicação. Errado.</p><p>Letra C: É o que estabelece o art. 106, I, do CTN: a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso,</p><p>quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados. Correto.</p><p>Letra D: Embora não seja assunto da aula, o art. 117, do CTN, define que, sendo suspensiva a condição, os</p><p>desde o momento de seu implemento (e não na data da celebração do negócio). Errado.</p><p>Letra E: De acordo com o art. 101, do CTN, a vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária</p><p>rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o que for previsto no</p><p>CTN. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>7. FCC/PGE-AM-Analista/2022</p><p>A interpretação jurídica é tema clássico e sempre atual no estudo do Direito. Nos termos expressos no</p><p>Código Tributário Nacional, a lei tributária que</p><p>a) outorga isenção deve ter interpretação literal.</p><p>b) cria obrigações acessórias deve ter interpretação favorável ao contribuinte.</p><p>c) concede remissão deve ter interpretação extensiva.</p><p>d) cria tributo não pode ser interpretada por equidade.</p><p>e) dispensa tributo admite ampliação por interpretação analógica.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: O art. 111, do CTN, prevê que a lei que concede isenção deve ser interpretada literalmente.</p><p>Correto.</p><p>Letra B: Na realidade, é a dispensa de obrigações acessórias que deve ser interpretada literalmente. Errado.</p><p>Letra C: Não há nenhuma regra nesse sentido no Código Tributário Nacional. Errado.</p><p>Letra D: O CTN veda que a exigência de tributo ocorra fundamentada em analogia. Errado.</p><p>Letra E: O CTN veda que a dispensa de tributo ocorra por meio de equidade. Errado.</p><p>Gabarito: A</p><p>8. FCC/SEGEP-MA-Técnico/2016</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>86</p><p>344</p><p>A Constituição Federal atribuiu às leis complementares federais várias funções, dentre as quais, a</p><p>de</p><p>a) estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre a definição</p><p>de tributos e de suas espécies.</p><p>b) estabelecer normas gerais sobre obrigação, lançamento e prescrição tributários, bem como</p><p>fixar a alíquota dos impostos federais.</p><p>c) reduzir ou ampliar as limitações constitucionais ao poder de tributar.</p><p>d) dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária, exceto quando se tratar do ICMS,</p><p>cujos conflitos se resolvem por meio de convênios entre os Estados e o Distrito Federal.</p><p>e) estabelecer normas atinentes à definição dos fatos geradores, das bases de cálculo e dos</p><p>contribuintes dos tributos discriminados na Constituição Federal.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: É o que foi definido no art. 146, III, “a”, da CF/88. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Não há no texto constitucional exigência de lei complementar para fixação de</p><p>alíquota dos impostos federais. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A lei complementar apenas regula as limitações ao poder de tributar definidas no</p><p>texto constitucional. Não pode, portanto, ampliar ou reduzir tais limitações. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Não há a exceção relativa ao ICMS no texto constitucional. Cabe à lei</p><p>complementar dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Cabe à lei complementar estabelecer normas atinentes à definição dos fatos</p><p>geradores, das bases de cálculo e dos contribuintes dos impostos discriminados na Constituição</p><p>Federal. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>9. FCC/ELETROSUL-Direito/2016</p><p>O Código Tributário Nacional, em alguns de seus dispositivos, faz referência à incidência de juros</p><p>de mora e à atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.</p><p>Considere as afirmações abaixo.</p><p>I. Constitui majoração de tributo, a incidência de juros sobre o crédito tributário constituído e a</p><p>atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.</p><p>II. A observância das normas complementares das leis, dos tratados e das convenções</p><p>internacionais e dos decretos exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a</p><p>atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.</p><p>III. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o</p><p>caso, do pagamento do tributo devido, da atualização do valor da base de cálculo do tributo e</p><p>dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa,</p><p>quando o montante do tributo dependa de apuração.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>87</p><p>344</p><p>IV. A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda</p><p>Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário, pelos</p><p>juros de mora acrescidos e pela atualização do valor da base de cálculo do tributo.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e III.</p><p>b) I, II e IV.</p><p>c) II.</p><p>d) III.</p><p>e) IV.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Somente a lei pode majorar tributos e havendo majoração da base de cálculo, esta deverá</p><p>ocorrer por meio de lei. No entanto, a atualização do valor monetário da respectiva base de</p><p>cálculo não constitui majoração do tributo por disposição expressa do art. 96, §2º do CTN. Item</p><p>errado.</p><p>Item II: O item traz literalidade do §único do art. 100 do CTN.</p><p>Item correto.</p><p>Item III: O item incluiu na redação do art. 138 do CTN, a expressão “da atualização do valor da</p><p>base de cálculo do tributo”, deixando o enunciado errado. Item errado.</p><p>Item IV: Mais uma vez, o examinador incluiu “e pela atualização do valor da base de cálculo” no</p><p>texto do art. 208 do CTN. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>10. FCC/SEFAZ-MA-Técnico da Receita Estadual/2016</p><p>Relativamente às taxas e às contribuições de melhoria, o CTN</p><p>a) determina que as normas atinentes à dispensa ou à redução de penalidades previstas por</p><p>infração à legislação desses tributos estejam previstas em lei.</p><p>b) autoriza que a cominação de penalidades para infrações definidas nas legislações desses</p><p>tributos sejam estabelecidas em regulamento, que deverão ser aprovados por meio de decreto.</p><p>c) determina que a instituição e a extinção desses tributos sejam feitas por meio de lei</p><p>complementar.</p><p>d) autoriza que a majoração ou redução desses tributos seja feita por meio de decreto.</p><p>e) determina que a definição do fato gerador desses tributos seja feita por meio de lei</p><p>complementar.</p><p>Comentário: A questão exige conhecimento do art. 97 do CTN, que traz uma lista de matérias</p><p>tributárias que devem ser reguladas por lei ordinária.</p><p>Alternativa A: De fato, a dispensa ou redução de penalidades no tocante à qualquer espécie</p><p>tributária deve ser realizada por lei (art. 97, VI). Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Alternativa contraria o inciso V do referido artigo. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>88</p><p>344</p><p>Alternativa C: Alternativa contraria o inciso I do referido artigo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Alternativa contraria o inciso II do referido artigo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Alternativa contraria o inciso III do referido artigo. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>11. FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015</p><p>A Constituição Federal, em diversos de seus dispositivos, ora exige que normas versando sobre</p><p>determinadas matérias sejam objeto de lei ordinária, ora exige que sejam objeto de lei</p><p>complementar. O Código Tributário Nacional também exige, complementarmente, que</p><p>determinadas matérias sejam disciplinadas por meio de lei. De acordo com o CTN, NÃO</p><p>precisam ser disciplinadas por meio de lei as</p><p>a) hipóteses de concessão de moratória para o pagamento de tributo e de seus respectivos</p><p>acréscimos.</p><p>b) obrigações acessórias relacionadas com o preenchimento da guia de pagamento do imposto e</p><p>dos demais acréscimos legais.</p><p>c) hipóteses de concessão de remissão.</p><p>d) cominações de penalidades para as ações ou omissões contrárias aos dispositivos previstos na</p><p>lei tributária.</p><p>e) hipóteses de concessão de anistia.</p><p>Comentário: Uma questão que exige conhecimento do art. 97 do CTN, que traz uma lista de</p><p>matérias tributárias que devem ser reguladas por lei ordinária.</p><p>Alternativa A: A moratória é hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário,</p><p>portanto fica sujeita a reserva legal (art. 97, VI). Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Conforme art. 113, §2º do CTN, a obrigação acessória decorre da legislação</p><p>tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da</p><p>arrecadação ou da fiscalização dos tributos. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: A remissão é hipótese de extinção do crédito tributário, portanto fica sujeita a</p><p>reserva legal (art. 97, VI). Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Cominação de penalidades também se sujeita a reserva legal (art. 97, V).</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A anistia é hipótese de exclusão do crédito tributário, portanto fica sujeita a reserva</p><p>legal (art. 97, VI). Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>12. FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional, a expressão legislação tributária compreende</p><p>I. o decreto publicado por determinado Estado, regulamentando a lei do IPVA por ele instituído.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>89</p><p>344</p><p>II. o convênio celebrado entre os Estados brasileiros, nos termos de lei complementar, para</p><p>disciplinar matéria relacionada com a concessão de determinadas isenções no âmbito do ICMS.</p><p>III. a decisão de órgão de jurisdição administrativa tributária, versando sobre matéria de ICMS,</p><p>sendo que a lei do processo administrativo tributário deste Estado não atribui eficácia normativa</p><p>a tais decisões.</p><p>IV. a lei ordinária de um Município brasileiro, versando sobre remunerações e salários das</p><p>autoridades fiscais daquela pessoa jurídica de direito público.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e II.</p><p>b) I, III e IV.</p><p>c) I e IV.</p><p>d) II e III.</p><p>e) II, III e IV.</p><p>Comentário: O art. 96 do CTN estabelece que a expressão "legislação tributária" compreende as</p><p>leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que</p><p>versem, no todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>Itens I e II: De acordo com o art. 96. Itens corretos.</p><p>Item III: Apenas as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que</p><p>a lei atribua eficácia normativa, são normas complementares (art. 100, II) e, portanto, integram a</p><p>legislação tributária. Item errado.</p><p>Item IV: Conforme definição do art. 96, leis que versam sobre remunerações e salários das</p><p>autoridades fiscais não se enquadram no conceito de legislação tributária. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>13. FCC/TCE-CE-Analista de Controle Externo/2015</p><p>Considerando o conjunto de regras e disposições relativas à legalidade, estabelecidas no plano</p><p>constitucional e no CTN, prescinde de lei a</p><p>a) concessão ou supressão de créditos presumidos relativos à apuração de impostos e</p><p>contribuições.</p><p>b) estipulação dos critérios para a atualização da tabela de incidência do imposto sobre a renda.</p><p>c) definição das condições e limites aplicáveis à alteração das alíquotas do imposto sobre</p><p>produtos industrializados.</p><p>d) modificação do termo de vencimento da obrigação tributária principal a cargo do sujeito</p><p>passivo.</p><p>e) redução no percentual das multas para o pagamento de tributos em atraso.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A concessão ou supressão de créditos presumidos reduz ou majora o tributo,</p><p>sujeitando-se à reserva legal (art. 97, II do CTN). Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>90</p><p>344</p><p>Alternativa B: A estipulação de critérios para a atualização da tabela de IR pode resultar em</p><p>majoração ou redução do imposto, caso não se restrinja a índices inflacionários para atualização</p><p>monetária. Portanto, a matéria deve ser regulada por lei (art. 97, II do CTN). Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A definição dos limites para alteração do IPI deve ser feita por lei. Apenas a</p><p>modificação de alíquota dentro dos limites estabelecidos é exceção à legalidade (art. 153,§1º da</p><p>CF/88).</p><p>Alternativa D: Os Tribunais Superiores fixaram entendimento de a simples alteração do prazo de</p><p>recolhimento de tributo não se sujeita aos princípios legalidade e anterioridade (SV 50 e Recurso</p><p>Especial nº. 34.376-1/SP. Rel. Min. César Asfor Rocha. J. 07/03/94). Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A dispensa ou a redução de penalidades também estão sujeitas à reserva legal (art.</p><p>97, VI do CTN). Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>14. FCC/TCM-RJ-Procurador/2015</p><p>A partir do poder regulamentar do Chefe do Executivo são editados decretos regulamentares e</p><p>regulamentos. O decreto regulamentar em matéria tributária</p><p>a) tem por finalidade suprir omissões legais relativas à hipótese de incidência.</p><p>b) vincula, via de regra, seus destinatários, mas os contribuintes podem questionar judicialmente</p><p>as normas insertas no decreto, se estas extrapolarem os dizeres da lei.</p><p>c) admite apontar fatos geradores previstos na hipótese de incidência se valendo</p><p>da analogia</p><p>para ampliar a incidência legal.</p><p>d) pode, por força do serviço, regular prazos prescricionais diversos daqueles já fixados pelo</p><p>CTN.</p><p>e) pode regulamentar a norma constitucional tributária, pois todas elas já têm eficácia plena.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 99 do CTN, o conteúdo e o alcance dos decretos</p><p>restringem-se aos das leis em função das quais sejam expedidos. Sendo assim, o decreto não</p><p>tem por finalidade suprir omissões legais, mas sim regulamentar a lei, tornando possível seu</p><p>cumprimento. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Ao expedir um decreto a Administração vincula os contribuinte e si mesma. No</p><p>entanto, o princípio da inafastabilidade de jurisdição, disciplinado pelo art. 5º, XXXV da CF/88,</p><p>permite que as normas insertas no decreto sejam questionadas judicialmente. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Além do disposto no art. 99 no CTN, visto na alternativa A, o art. 108, §1º do CTN</p><p>dispõe que o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em</p><p>lei. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 146, III, b da CF/88, prescrição tributária deve ser</p><p>estabelecida por lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Assertiva com redação confusa. Não são normas constitucionais tributárias que tem</p><p>eficácia plena. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>91</p><p>344</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>15. FCC/PGM-Recife-Procurador/2014</p><p>A Secretaria de Finanças do Recife, pretendendo aumentar arrecadação municipal, propõe</p><p>algumas iniciativas legais a serem levadas ao conhecimento tanto do chefe do executivo</p><p>municipal, como à Câmara dos Vereadores da cidade. Em dúvida, contudo, sobre a adequação</p><p>legal de suas propostas, formula consulta à Procuradoria Judicial do Município, para que ela</p><p>emita parecer sobre o assunto. De acordo com os preceitos legais do Código Tributário Nacional</p><p>a) a expressão "legislação tributária" compreende, em relação ao Município do Recife, a partir de</p><p>01 de janeiro de 2014, somente as leis, os decretos e as normas complementares que versem, no</p><p>todo ou em parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>b) deve-se proceder, por Decreto do Executivo, à atualização do valor monetário da base de</p><p>cálculo do ISSQN incidente no Município do Recife.</p><p>c) deve-se cominar, por Decreto de Executivo Municipal, novas penalidades para ações ou</p><p>omissões contrárias a dispositivos legais definidos na lei ordinária instituidora do ISSQN no</p><p>Município do Recife.</p><p>d) deve-se majorar, por Portaria Municipal, a base de cálculo do IPTU para os imóveis localizados</p><p>em setores do perímetro urbano, onde se localizam cidadãos de maior poder aquisitivo.</p><p>e) não se permite que tratados internacionais, eventualmente celebrados, revoguem ou</p><p>modifiquem a legislação tributária municipal do Recife, quando as prescrições normativas dos</p><p>tratados forem no sentido de diminuição do valor da tributação municipal.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O erro está na palavra “somente”. O art. 66 do CTN inclui na definição de</p><p>legislação tributária os tratados e as convenções internacionais. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Conforme disposto no art. 97, §2º do CTN, a atualização do valor monetário da</p><p>base de cálculo de tributo não constitui majoração de tributo, não estando sujeito à reserva legal.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: A cominação de penalidades deve ser estabelecida por lei (art. 97, V do CTN).</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A majoração de tributo e a fixação de sua base de cálculo devem ser estabelecidas</p><p>por lei (art. 97, II e IV do CTN). Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O art. 98 do CTN dispões que Os tratados e as convenções internacionais revogam</p><p>ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha. O</p><p>dispositivo não faz ressalva aos tratados que diminuam o valor da tributação. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>16. FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013</p><p>É matéria reservada à lei, salvo</p><p>a) fixação da alíquota do tributo e sua base de cálculo.</p><p>b) cominação de penalidades para as ações e omissões contrárias a seus dispositivos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>92</p><p>344</p><p>c) hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários.</p><p>d) definição do fato gerador da obrigação tributária principal e seu sujeito passivo.</p><p>e) atualização monetária da respectiva base de cálculo do tributo.</p><p>Comentário: O art. 97 do CTN traz lista de matérias que devem ser estabelecidas por lei.</p><p>Alternativa A: De acordo com art. 97, IV. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com art. 97, V. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De acordo com art. 97, VI. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com art. 97, III. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme disposto no art. 97, §2º do CTN, a atualização do valor monetário da</p><p>base de cálculo não constitui majoração de tributo, não estando sujeito à reserva legal.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>17. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal Tributário Municipal/2012</p><p>Um município brasileiro criou, hipoteticamente, por meio de lei ordinária, uma nova taxa, de</p><p>conformidade com as normas gerais de direito tributário que disciplinam essa matéria, mas</p><p>deixou para o decreto regulamentador a fixação de sua alíquota e de sua base de cálculo.</p><p>A lei em questão não poderia, todavia, ter atribuído ao decreto a competência para fixar alíquota</p><p>e determinar a base de cálculo da referida taxa, porque determinar a base de cálculo das taxas</p><p>a) é matéria de lei complementar e fixar a alíquota delas é matéria de lei ordinária.</p><p>b) e fixar a alíquota delas é matéria de lei ordinária.</p><p>c) e fixar a alíquota delas é matéria de lei complementar.</p><p>d) é matéria de lei ordinária, mas fixar a alíquota delas é matéria tanto de lei complementar como</p><p>de lei ordinária.</p><p>e) é matéria tanto de lei complementar como de lei ordinária, mas fixar a alíquota delas é matéria</p><p>apenas de lei ordinária.</p><p>Comentário: No que diz respeito às taxas, aplica-se o disposto no art. 97, IV do CTN que</p><p>pressupõe reserva legal para fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo traz lista de</p><p>matérias que devem ser estabelecidas por lei. Portanto a alternativa correta é a letra B.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>18. FCC/TJ-PE-Juiz/2013</p><p>Prefeito Municipal que entrou em exercício no dia primeiro de janeiro de 2013 baixou um decreto</p><p>corrigindo monetariamente, conforme índice de correção lá indicado, a Planta Genérica de</p><p>Valores utilizada para apuração da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e</p><p>Territorial Urbana − IPTU e sobre o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis por ato inter</p><p>vivos a título oneroso − ITBI. Fez constar o Prefeito que a vigência do decreto é imediata, a partir</p><p>da data da publicação, já valendo para o exercício de 2013. Inconformados com esta medida,</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>93</p><p>344</p><p>que acabou por majorar a base de cálculo do IPTU e do ITBI, alguns proprietários ingressaram</p><p>em juízo questionando a constitucionalidade do decreto. Considerando-se os fatos relatados, é</p><p>correto afirmar que esse decreto é</p><p>a) inconstitucional porque não atendeu às regras da anterioridade anual e nonagesimal, embora</p><p>seja exceção à regra da legalidade.</p><p>b) constitucional porque majoração de base de cálculo de IPTU e ITBI é exceção às regras da</p><p>legalidade e da anterioridade.</p><p>c) constitucional porque a correção monetária da base de cálculo não equivale a majoração, razão</p><p>pela qual não se submete às regras da anterioridade e da legalidade.</p><p>d) inconstitucional porque não atendeu à regra da legalidade pois, apesar de se tratar de</p><p>exceção à regra da anterioridade, deveria ter sido feito por lei.</p><p>e) inconstitucional porque não atendeu à regra da anterioridade</p><p>nonagesimal, embora seja</p><p>exceção à regra da legalidade.</p><p>Comentário: A atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo não constitui</p><p>majoração do tributo por disposição expressa do art. 97, §2º do CTN. Portanto, se o índice usado</p><p>não for superior ao índice oficial de correção monetária, o decreto será constitucional. Alternativa</p><p>C correta.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>19. FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador/2012</p><p>Sobre lei complementar em matéria tributária, é correto afirmar que o Imposto Residual, de</p><p>competência da União, é instituído por lei complementar, tal qual o Imposto Extraordinário</p><p>instituído em caso de guerra externa ou sua iminência.</p><p>Comentário: No exercício da competência residual, a União pode instituir impostos residuais,</p><p>mediante edição de lei complementar, o que não ocorre em relação aos impostos</p><p>extraordinários, que podem ser instituídos por lei ordinária.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>20. FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador/2012</p><p>Sobre lei complementar em matéria tributária, é correto afirmar que é a fonte legislativa prevista</p><p>na Constituição Federal para estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, tal</p><p>como definição de obrigação e crédito tributário.</p><p>Comentário: Dentre outras funções da lei complementar previstas na CF/88, podemos citar o</p><p>estabelecimento de normas gerais em matéria de legislação tributária, tal como definição de</p><p>obrigação e crédito tributário.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>21. FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador/2012</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>94</p><p>344</p><p>Sobre lei complementar em matéria tributária, é correto afirmar que é fonte instituidora de</p><p>impostos e taxas não discriminados na Constituição Federal, desde que atrelados à competência</p><p>residual da União.</p><p>Comentário: A CF/88 apenas permite a instituição de impostos não discriminados em seu texto,</p><p>o que deve ocorrer mediante lei complementar. Não há previsão para instituição de outras taxas.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>22. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal do Município/2012</p><p>A legislação tributária de um determinado município paulista atribui eficácia normativa às</p><p>decisões de seus órgãos coletivos de jurisdição administrativa.</p><p>Esse órgão, por sua vez, em determinada ocasião, proferiu decisão administrativa dessa natureza,</p><p>concluindo pela não incidência de um determinado tributo municipal.</p><p>Esse entendimento, todavia, não reflete a jurisprudência firmada nos tribunais judiciais</p><p>superiores, que têm sido em sentido diverso, pela incidência desse tributo.</p><p>Com base na regra da legislação municipal que atribui eficácia normativa às decisões de seus</p><p>órgãos coletivos de jurisdição administrativa, muitos munícipes deixaram de pagar o referido</p><p>tributo, seguindo o entendimento desse tribunal administrativo. A fiscalização, porém, tomando</p><p>ciência de que os tribunais judiciais superiores firmaram entendimento em sentido diverso, pela</p><p>incidência desse tributo, adotou a mesma interpretação da legislação firmada nos tribunais</p><p>superiores e passou a fazer o lançamento do referido tributo, observando os prazos decadenciais.</p><p>Relativamente a essa situação, a Fazenda Pública municipal</p><p>a) poderá reclamar o tributo devido, mas não poderá impor penalidades, nem reclamar juros de</p><p>mora ou atualização monetária pelo imposto pago extemporaneamente.</p><p>b) poderá reclamar o tributo devido, bem como impor penalidades e reclamar juros de mora e</p><p>atualização monetária pelo tributo pago extemporaneamente.</p><p>c) poderá reclamar o tributo devido e impor penalidades, mas não poderá reclamar juros de mora</p><p>ou atualização monetária pelo imposto pago extemporaneamente.</p><p>d) poderá reclamar o tributo devido, impor penalidades e reclamar atualização monetária sobre o</p><p>imposto pago extemporaneamente, pois isso não implica aumento da base de cálculo do</p><p>imposto, mas não poderá reclamar juros de mora pelo imposto pago extemporaneamente.</p><p>e) nada poderá reclamar do contribuinte, nem mesmo o valor nominal do tributo, pois ele agiu</p><p>em conformidade com decisão proferida em processo administrativo tributário à qual a lei</p><p>daquele município atribui eficácia normativa.</p><p>Comentário: Primeiramente, é necessário saber que são normas complementares, nos termos do</p><p>art. 100, II, do CTN, as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a</p><p>que a lei atribua eficácia normativa.</p><p>Em segundo lugar, é relevante se lembrar de que o par. único, do art. 100, do CTN, estabelece</p><p>que a observância das normas complementares exclui a imposição de penalidades, a cobrança</p><p>de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.</p><p>Dessa forma, no caso mencionado na questão, como o contribuinte observou as decisões que</p><p>possuem caráter normativo, a Fazenda Municipal, ao seguir o posicionamento dos tribunais</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>95</p><p>344</p><p>superiores, pode tão somente exigir o tributo devido, não cabendo a imposição de penalidades,</p><p>juros de mora ou atualização monetária.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>23. FCC/Pref. Recife-Analista de Gestão Contábil/2019</p><p>O Decreto-Lei nº 4.657/1942, conhecido originalmente como Lei de Introdução ao Código Civil</p><p>e, atualmente, como Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, é exemplo de diploma</p><p>legal que, em alguns de seus dispositivos, estabelece regras atinentes à vigência das leis em</p><p>geral, no espaço e no tempo. Essa lei continua vigente até a presente data.</p><p>O Código Tributário Nacional (CTN), por sua vez, em alguns de seus dispositivos, trata</p><p>especificamente da vigência da legislação tributária no tempo e no espaço. De acordo com o</p><p>referido Código, a vigência das leis que tratam de matéria tributária, no tempo e no espaço,</p><p>a) rege-se, necessariamente, pelas disposições do CTN, quando elas se referirem,</p><p>expressamente, a contribuinte, base de cálculo e fato gerador de impostos.</p><p>b) rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto</p><p>no CTN a esse respeito.</p><p>c) é matéria a ser tratada por cada uma das pessoas jurídicas de direito público interno,</p><p>individualmente, nos limites do que estão constitucionalmente autorizadas a editar leis de</p><p>natureza tributária.</p><p>d) rege-se apenas pelas disposições do CTN a esse respeito.</p><p>e) rege-se, exclusivamente, pelas disposições do CTN, quando elas tratarem, expressa ou</p><p>implicitamente, de contribuinte, base de cálculo e fato gerador de tributos em geral.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Dizer que a vigência das leis que tratam de matéria tributária, no tempo e no</p><p>espaço, rege-se, necessariamente, pelas disposições do CTN está errado, uma vez que o art. 101</p><p>do CTN dispõe que “rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral,</p><p>ressalvado o previsto neste Capítulo”. Ainda não há nenhuma ressalva quanto a vigência de leis</p><p>que se refiram a contribuinte, base de cálculo e fato gerador de impostos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com art. 101 do CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Esse item está mal redigido, já que os limites constitucionais devem sim ser</p><p>observados. No entanto, o examinador quis cobrar conhecimento do art. 102 do CTN que dispõe</p><p>que “a legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora</p><p>dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios</p><p>de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela</p><p>União”. Por esta razão a alternativa foi considerada errada.</p><p>Alternativa D: Conforme visto nas alternativas A e B, este enunciado contraria o art. 101 do CTN.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme visto na alternativa A, este enunciado contraria o art. 101 do CTN.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>96</p><p>344</p><p>24. FCC/SEF-SC-Auditor</p><p>Fiscal da Receita Estadual/2018</p><p>A legislação tributária dos Estados vigora, em alguns casos, fora dos seus respectivos territórios,</p><p>podendo ser citada, como exemplo, a denominada substituição tributária interestadual. De</p><p>acordo com o Código Tributário Nacional, esta extraterritorialidade ocorre nos limites em que ela</p><p>é reconhecida por</p><p>a) convênios de que estes Estados participem.</p><p>b) resolução conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ratificada por ato do</p><p>Poder Executivo federal, vedada a edição de medida provisória para esse fim.</p><p>c) resolução do Senado Federal.</p><p>d) convênios de que estes Estados participem, desde que homologados por resolução do</p><p>Senado Federal.</p><p>e) ato do Poder Executivo federal, vedada a edição de medida provisória para esse fim.</p><p>Comentário: O art. 102 do CTN trata da extraterritorialidade da legislação tributária dos estados,</p><p>DF e municípios, que ocorre nos limites em que lhes reconheçam os convênios de que</p><p>participem. Portanto, a alternativa correta é a letra A.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>25. FCC/PGM-Recife-Procurador/2014</p><p>Procurador Judicial do Município do Recife, a fim de não ser surpreendido em suas atividades por</p><p>eventuais equívocos quanto à data da entrada em vigor de dispositivos normativos de seu</p><p>interesse, deve ter conhecimento do que dispõe o Código Tributário Nacional sobre a matéria.</p><p>Partindo de premissa quanto à inexistência de legislação específica em âmbito municipal em</p><p>sentido contrário ao ali disposto, em vigor, é correto afirmar:</p><p>a) Decisão de órgão singular de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 15 dias após a data de sua publicação.</p><p>b) Ato normativo expedido pelo Secretário de Finanças do Município adquire vigência 30 dias</p><p>após a sua publicação.</p><p>c) Decisão de órgão singular de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 30 dias após a data de sua publicação.</p><p>d) Decisão de órgão coletivo de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 45 dias após a data de sua publicação.</p><p>e) Ato normativo expedido pelo Secretário de Administração do Município adquire vigência 45</p><p>dias após a sua publicação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativas A e D: As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a</p><p>que a lei atribua eficácia normativa entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação (art.</p><p>103, II). Alternativas erradas.</p><p>Alternativa B e E: Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativa entram em</p><p>vigor na data da sua publicação (art. 103, I). Alternativas erradas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>97</p><p>344</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 103, II do CTN. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>26. FCC/PGE-MT-Procurador/2011</p><p>Viger é ter força para disciplinar, para reger, cumprindo a norma seus objetivos finais. A vigência</p><p>é propriedade das regras jurídicas que estão prontas para propagar efeitos, tão logo aconteçam,</p><p>no mundo fático, os eventos que elas descrevem. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito</p><p>tributário. 23. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 116-117)</p><p>Sobre vigência das normas complementares, de acordo com o Código Tributário Nacional, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas entram em vigor 45 dias a</p><p>contar de sua publicação.</p><p>b) as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribuir</p><p>eficácia normativa, entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação, salvo disposição em</p><p>contrário.</p><p>c) os convênios que entre si celebram a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios</p><p>entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação, salvo disposição em contrário.</p><p>d) as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas entram em vigor na</p><p>data de sua publicação, salvo disposição de lei em sentido contrário.</p><p>e) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas e as decisões dos órgãos</p><p>singulares ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribuir eficácia normativa, entram</p><p>em vigor na data de sua publicação, salvo disposição de lei em sentido contrário.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativas A: Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativa entram em vigor</p><p>na data da sua publicação (art. 103, I). Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que</p><p>a lei atribua eficácia normativa entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação (art. 103,</p><p>II). Alternativa correta.</p><p>Alternativa C Os convênios entre si celebram a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios entram em vigor na data neles prevista (art. 103, III). Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Não faz muito sentido dizer que práticas reiteradamente observadas entram em</p><p>vigor na data de sua publicação, já que não há uma publicação. Essas práticas são normas</p><p>complementares, pois se prolongam no tempo e são costumes observados pelo contribuinte.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Em desacordo com o art. 103, I e II, conforme visto nas alternativas A e B.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>27. FCC/ISS-Teresina-Auditor-Fiscal/2016</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>98</p><p>344</p><p>A Secretaria de Finanças de determinado Município brasileiro, necessitando de dar publicidade</p><p>às normas complementares das leis e dos decretos emanados das autoridades municipais</p><p>competentes, edita as referidas normas, denominadas Portarias, que são expedidas pelas</p><p>autoridades administrativas dessa Secretaria. De acordo com o Código Tributário Nacional, essas</p><p>Portarias entram em vigor</p><p>a) no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação, quando estiverem aumentando</p><p>alíquota do IPTU.</p><p>b) quarenta e cinco dias após a data da sua publicação, salvo disposição de lei orgânica</p><p>municipal em contrário.</p><p>c) na data de sua publicação, salvo disposição em contrário.</p><p>d) no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação, quando estiverem aumentando</p><p>alíquota de tributo, e desde que observado o interregno de 90 dias entre a data da publicação</p><p>do ato e o primeiro dia do exercício subsequente.</p><p>e) trinta dias após a data da sua publicação, salvo disposição de lei em contrário.</p><p>Comentário: Em se tratando de atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas,</p><p>normas complementares previstas no art. 100, I, do CTN, sua entrada em vigor ocorre, salvo</p><p>disposição em contrário, na data da sua publicação, conforme dispõe o art. 103, I, do CTN.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>28. FCC/PGE-MT-Procurador do Estado/2011</p><p>Viger é ter força para disciplinar, para reger, cumprindo a norma seus objetivos finais. A vigência</p><p>é propriedade das regras jurídicas que estão prontas para propagar efeitos, tão logo aconteçam,</p><p>no mundo fático, os eventos que elas descrevem. (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de direito</p><p>tributário. 23. ed. São Paulo: Saraiva, 2011, p. 116-117)</p><p>Sobre vigência das normas complementares, de acordo com o Código Tributário Nacional, é</p><p>correto afirmar que</p><p>a) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas entram em vigor 45 dias a</p><p>contar de sua publicação.</p><p>b) as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribuir</p><p>eficácia normativa, entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação, salvo disposição em</p><p>contrário.</p><p>c) os convênios que entre si celebram a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios</p><p>entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação, salvo disposição em contrário.</p><p>d) as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas entram em vigor na</p><p>data de sua publicação, salvo disposição de lei em sentido contrário.</p><p>e) os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas e as decisões dos órgãos</p><p>singulares ou coletivos de jurisdição</p><p>● Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS)</p><p>Observação: O IS, IBS e a CBS foram incluídos pela EC 132/2023 (Reforma Tributária).</p><p>Em regulação à regulamentação específica de alguns tributos, fica a lei complementar responsável</p><p>pelas seguintes funções:</p><p>● ITCMD: em casos relacionados ao exterior, envolvendo doador ou de cujus (ler art. 155, § 1º, III, “a” e</p><p>“b”);</p><p>● ICMS: temas que possam gerar conflitos entre os Estados, situações peculiares ao ICMS e base de</p><p>cálculo e contribuintes (ler art. 155, § 2º, XII, “a” a “i”);</p><p>● ISS: define serviços tributáveis pelo ISS, fixa alíquotas mínimas e máximas, exclui sua incidência sobre as</p><p>exportações de serviços e regula a forma como os benefícios fiscais são concedidos (ler art. 156, III, c/c</p><p>art. 156, § 3º, I, II, e III);</p><p>● Contribuições Sociais: fixa limites para a concessão de isenção ou anistia de algumas contribuições</p><p>sociais (art. 195, § 11).</p><p>● IBS: Além de instituir o IBS e a CBS, a lei complementar estabelecerá várias regras para esse imposto e</p><p>essa contribuição (para não perdermos o foco, não estudaremos estes detalhes nesta aula).</p><p>Além do que já foi visto, a CF/88 também concedeu três importantes funções para a lei</p><p>complementar, quais sejam:</p><p>● Dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária;</p><p>● Regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;</p><p>● Estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária.</p><p>Observação: As limitações ao poder de tributar, embora sejam reguladas por lei</p><p>complementar, somente podem ser criadas pelo texto constitucional.</p><p>No que se refere especificamente às normas gerais em Direito Tributário (ou legislação tributária, não faz</p><p>diferença nesse momento), a CF/88 discriminou o que deve ser disciplinado nas leis complementares. Você</p><p>vai perceber que alguns casos já foram estudados no nosso curso, outros, não:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>7</p><p>344</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos</p><p>discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e</p><p>contribuintes;</p><p>b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;</p><p>c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades</p><p>cooperativas.</p><p>d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as</p><p>empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso dos</p><p>impostos previstos nos arts. 155, II, e 156-A, das contribuições sociais previstas no art.</p><p>195, I e V, e § 12 e da contribuição a que se refere o art. 239. (Redação dada pela Emenda</p><p>Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>Observação: A alínea “d”, que trata do Simples Nacional, citada acima e será abordada</p><p>separadamente.</p><p>Dando continuidade ao estudo das funções da lei complementar, vejamos ainda a importante função deste</p><p>diploma normativo, definida no art. 146-A, da CF/88:</p><p>Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o</p><p>objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a</p><p>União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo.</p><p>Observação: Trata-se de previsão para a edição de lei complementar estabelecer critérios</p><p>especiais de tributação (o que não se confunde com instituição de novos tributos),</p><p>podendo a lei ordinária federal estabelecer outros critérios adicionais, além dos que</p><p>tiverem sido definidos em lei complementar.</p><p>Não se preocupe, por não conhecer alguns conceitos acima descritos. Como eu disse, é estudando</p><p>que se vai consolidando o conhecimento e, ao final, tudo vai se encaixar!</p><p>Então, grosso modo, podemos resumir as atribuições da lei complementar em matéria tributária da</p><p>seguinte forma:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>8</p><p>344</p><p>Lei Complementar e o Simples Nacional</p><p>Vejamos especificamente o que prevê o art. 146, III, “d”, da CF/88, com redação dada pela EC 132/2023</p><p>(Reforma Tributária):</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as</p><p>empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso dos</p><p>impostos previstos nos arts. 155, II, e 156-A, das contribuições sociais previstas no art.</p><p>195, I e V, e § 12 e da contribuição a que se refere o art. 239. (Redação dada pela Emenda</p><p>Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>9</p><p>344</p><p>A alínea “d” refere-se ao Simples Nacional. Sobre tal regime, é importante consideramos</p><p>que a lei complementar também poderá instituir um regime único de arrecadação dos</p><p>impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,</p><p>observado que: (CF/88, art. 146, § 1º, com redação dada pela EC 132/2023):</p><p>I - será opcional para o contribuinte;</p><p>II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado;</p><p>III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos</p><p>pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção</p><p>ou condicionamento;</p><p>IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes</p><p>federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes.</p><p>Agora vejamos alguns detalhes adicionais acrescentados à CF/88 pela EC 132/2023:</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>(...)</p><p>§ 2º É facultado ao optante pelo regime único de que trata o § 1º apurar e recolher os</p><p>tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, nos termos estabelecidos nesses artigos,</p><p>hipótese em que as parcelas a eles relativas não serão cobradas pelo regime único.</p><p>(Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>§ 3º Na hipótese de o recolhimento dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V, ser</p><p>realizado por meio do regime único de que trata o § 1º, enquanto perdurar a opção:</p><p>(Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>I - não será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 156-A e</p><p>195, V, pelo contribuinte optante pelo regime único; e (Incluído pela Emenda</p><p>Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>II - será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 156-A e 195,</p><p>V, pelo adquirente não optante pelo regime único de que trata o § 1º de bens materiais</p><p>ou imateriais, inclusive direitos, e de serviços do optante, em montante equivalente ao</p><p>cobrado por meio do regime único. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 132, de</p><p>2023)</p><p>A Reforma Tributária acrescentou os §§ 2º e 3º ao art. 146, relativamente ao Simples Nacional, para</p><p>adequá-lo à tributação pelo IBS e CBS.</p><p>A primeira regra a saber é que a empresa optante pelo Simples Nacional poderá também fazer opção por</p><p>apurar e recolher o IBS e a CBS dentro do Simples Nacional ou não. Se a opção for pelo recolhimento por</p><p>fora do Simples, tais tributos não serão cobrados juntamente com os demais tributos incluídos na</p><p>sistemática do Simples, devendo ser recolhidos em separado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>10</p><p>344</p><p>Por outro lado, se o contribuinte fizer opção pelo recolhimento por meio do regime único (Simples),</p><p>enquanto mantiver tal opção, se sujeitará às seguintes regras:</p><p>1 – O contribuinte optante pelo Simples não poderá se apropriar de créditos de IBS e CBS;</p><p>2 – O adquirente não optante pelo Simples de produtos do contribuinte optante pelo Simples Nacional</p><p>poderá se apropriar de créditos de IBS e CBS, desde que em montante equivalente ao cobrado por meio do</p><p>regime único.</p><p>A industrial</p><p>administrativa a que a lei atribuir eficácia normativa, entram</p><p>em vigor na data de sua publicação, salvo disposição de lei em sentido contrário.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Salvo disposição em contrário, os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas entram em vigor na data de sua publicação. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>99</p><p>344</p><p>Alternativa B: Salvo disposição em contrário, tais decisões entram em vigor 30 dias após a data</p><p>de sua publicação. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Salvo disposição em contrário, os convênios convênios que entre si celebram a</p><p>União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios entram em vigor, nos termos do CTN, na</p><p>data neles prevista. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Não foi definida pelo CTN a data em que as práticas reiteradamente observadas</p><p>pelas autoridades administrativas entram em vigor, isto é, passam a integrar a legislação tributária</p><p>do ente federativo. Obviamente, por conta de que tais práticas são consideradas normas</p><p>complementares a partir do momento em são “reiteradamente observadas”, tornando-se</p><p>conhecidas como usos e costumes. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Salvo disposição em contrário, os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas entram em vigor na data de sua publicação, e as decisões dos órgãos singulares</p><p>ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribuir eficácia normativa entram em vigor 30</p><p>dias após a sua publicação. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>29. FCC/SEF-SC-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2018</p><p>Certa lei estadual definia como infração à legislação do ICMS, desde 2001, um determinado ato.</p><p>A partir de 2017, lei nova deixou de definir este ato como infração. De acordo com o Código</p><p>Tributário Nacional, a lei nova será aplicada aos atos</p><p>a) pretéritos, apenas, desde que a infração não tenha sido praticada com dolo, fraude ou</p><p>simulação, e que a referida infração não tenha implicado falta de pagamento do imposto.</p><p>b) pretéritos, apenas, aos quais a legislação cominou penalidades que não sejam de natureza</p><p>pecuniária.</p><p>c) futuros, apenas.</p><p>d) futuros e pretéritos, sendo que, em relação aos pretéritos, sua aplicação está condicionada a</p><p>que o referido ato não tenha sido definitivamente julgado.</p><p>e) pretéritos, apenas, nos casos em que não constitua, simultânea e autonomamente, infração ou</p><p>crime de natureza penal, trabalhista ou ambiental.</p><p>Comentário: O art. 106 do CTN traz duas exceções ao princípio da irretroatividade:</p><p>- quando for interpretativa;</p><p>- quando for mais benéfica para o contribuinte em matéria de infração quando tratar-se de ato</p><p>não definitivamente julgado.</p><p>Alternativa A: O erro desta alternativa está na palavra “apenas”. Em regra, a lei se aplicará aos</p><p>fatos futuros. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Assim como visto na alternativa A, a regra é que a lei se aplique a fatos futuros.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>100</p><p>344</p><p>Alternativa C: Mais uma vez a palavra “apenas” deixou a alternativa errada. O art. 106 traz</p><p>exceções. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 106, II, a. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Mais uma vez, a regra é que a lei se aplique a fatos futuros. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: letra D</p><p>30. FCC/COPERGÁS-Contador/2016</p><p>A empresa atacadista XYZ foi autuada pelas autoridades fiscais de um determinado Estado</p><p>brasileiro por erro na aplicação da alíquota prevista em lei para a referida operação. O</p><p>contribuinte, no exercício de 2013, aplicou a alíquota de 12%, quando deveria ter aplicado a</p><p>alíquota de 18%, que era a correta.</p><p>Em razão desse erro, as autoridades fiscais estaduais, em julho de 2014, lavraram auto de</p><p>infração contra esse contribuinte, por meio do qual reclamaram tanto o valor do ICMS que</p><p>deixou de ser recolhido em razão do erro cometido, como lhe aplicaram a penalidade prevista na</p><p>lei vigente na data em que foi cometida a infração: 30% do valor do imposto que deixou de ser</p><p>pago em razão daquele erro.</p><p>Notificado da lavratura do referido auto de infração, o contribuinte ofereceu impugnação, em</p><p>setembro de 2014, por meio da qual apresentou vários argumentos, inclusive o argumento de</p><p>que, em 1º de agosto de 2014, após a lavratura do auto de infração, foi editada lei ordinária que</p><p>reduziu a alíquota do imposto para aquela operação, de 18% para 12%, e de que a penalidade</p><p>pecuniária foi reduzida, na mesma data, de 30% do valor do imposto que deixou de ser pago,</p><p>para 20% desse valor.</p><p>Com base no relato acima e na disciplina que o Código Tributário Nacional estabelece a esse</p><p>respeito, o contribuinte</p><p>I. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de 20%,</p><p>porque, tratando-se de ato não definitivamente julgado, a lei aplica-se a ato pretérito, quando</p><p>lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da prática</p><p>infracional.</p><p>II. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de 20%,</p><p>porque a lei tributária que comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável</p><p>ao acusado.</p><p>III. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de</p><p>30%, porque esse era o percentual da penalidade pecuniária previsto em lei, na data do</p><p>cometimento da infração.</p><p>IV. não deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque, tratando-se de ato não</p><p>definitivamente julgado, a lei aplica-se a ato pretérito, quando fixe alíquota menos gravosa do</p><p>que a prevista na lei vigente ao tempo da prática infracional.</p><p>V. deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque a retroatividade benéfica não se</p><p>aplica aos tributos, mas apenas às penalidades pecuniárias.</p><p>VI. não deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque a lei tributária que fixa</p><p>alíquota menos gravosa, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>101</p><p>344</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e V.</p><p>b) II e VI.</p><p>c) III e V.</p><p>d) I e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>Comentário: Como trata-se de ato não definitivamente julgado, a lei pode retroagir no tocante à</p><p>penalidade em favor do contribuinte (art. 106, II, c do CTN). Vale ressaltar que não há</p><p>interpretação favorável ao acusado em qualquer caso.</p><p>No tocante à diferença do imposto, não há exceção ao princípio da irretroatividade tributária que</p><p>abarque o tributo devido favorecendo o contribuinte.</p><p>Diante do exposto, estão corretos apenas os itens I e V. Alternativa A correta.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>31. FCC/TCE-CE-Procurador/2015</p><p>Contribuinte foi autuado por infração à legislação tributária em novembro de 2011. Devidamente</p><p>notificado, impugnou administrativamente o referido crédito. A impugnação foi julgada</p><p>improcedente em caráter definitivo, no âmbito administrativo e judiciário, mas o contribuinte</p><p>ainda não realizou o pagamento. Neste caso,</p><p>a) se em 2015 for publicada uma lei deixando de tratar o fato praticado pelo contribuinte como</p><p>infração, o mesmo não precisará mais quitar o débito, em virtude da anistia.</p><p>b) se em 2012 tiver sido proferida a decisão administrativa irrecorrível haverá decadência para o</p><p>Fisco em 2018.</p><p>c) o contribuinte não pode mais questionar em juízo a autuação porque foi a mesma julgada</p><p>irrecorrivelmente no âmbito administrativo.</p><p>d) por se tratar de ato definitivamente julgado não há como uma lei nova retroagir para alcançar</p><p>o fato praticado pelo contribuinte, ainda que esta lei preveja que o fato deixa de ser considerado</p><p>infração.</p><p>e) uma lei nova que preveja que o fato deixa de ser considerado infração pode retroagir para</p><p>alcançar o fato praticado pelo contribuinte, pois as normas que definem infração à legislação</p><p>tributária são normas expressamente interpretativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A lei vai retroagir quando deixar de definir o ato como infração apenas tratando-se</p><p>de ato não definitivamente julgado (art. 106, II, a do CTN). Anistia não se confunde com esta</p><p>situação, pois trata-se de uma lei específica que exclui o crédito tributário. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não há decadência neste caso, pois o crédito tributário definitivamente julgado já</p><p>está constituído. O prazo para cobrança do crédito pelo fisco será prescricional. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>102</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Alternativa C: A decisão irrecorrível em âmbito administrativo não impede a apreciação do fato</p><p>pelo judiciário. Trata-se do princípio da inafastabilidade de jurisdição disciplinado pelo art. 5º,</p><p>XXXV da CF/88. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o disposto no art. 106, II, a do CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A alternativa misturou as 2 exceções ao princípio da irretroatividade da norma</p><p>tributária (quando for interpretativa ou quando for mais benéfica para o contribuinte em matéria</p><p>de infração quando tratar-se de ato não definitivamente julgado). Portanto, a questão está em</p><p>descordo com o art. 106 do CTN. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>32. FCC/PGM-Cuiabá- Procurador/2014</p><p>Considere os seguintes itens:</p><p>I. Tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando lhe comine penalidade menos severa</p><p>que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.</p><p>II. Em qualquer caso, quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou</p><p>omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento</p><p>de tributo.</p><p>III. Em qualquer caso, quando a lei seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de</p><p>penalidade à infração dos dispositivos interpretados.</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional, há possibilidade de retroatividade da aplicação da</p><p>lei APENAS em:</p><p>a) II e III.</p><p>b) I e III.</p><p>c) III.</p><p>d) II.</p><p>e) I.</p><p>Comentário: O art. 106 do CTN traz duas exceções ao princípio da irretroatividade:</p><p>- quando a lei nova for interpretativa;</p><p>- quando a lei nova for mais benéfica para o contribuinte em matéria de infração quando tratar-se</p><p>de ato não definitivamente julgado.</p><p>Item I: De acordo com o art. 106, II, c. Item correto.</p><p>Item II: Esta hipótese de retroatividade, tratada no art. 106, II, b não é “em qualquer caso”, mas</p><p>apenas tratando-se de ato não definitivamente julgado. Item errado.</p><p>Item III: De acordo com o art. 106, I. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>33. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal do Município/2012</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>103</p><p>344</p><p>Uma lei hipotética do município de São Paulo reduziu de 50% para 30% o percentual da</p><p>penalidade aplicável ao sujeito passivo que descumpriu uma determinada obrigação tributária.</p><p>Esse novo percentual de penalidade se aplica</p><p>a) apenas às infrações cometidas após a data em que essa lei entrou em vigor.</p><p>b) apenas às infrações cometidas antes da data em que essa lei entrou em vigor.</p><p>c) em relação às infrações cometidas tanto antes, como depois, da data em que essa lei entrou</p><p>em vigor.</p><p>d) em relação a todas as infrações cometidas depois da entrada da lei em vigor e, em relação</p><p>àquelas cometidas antes dessa data, somente em relação aos processos não definitivamente</p><p>julgados.</p><p>e) em relação a todas as infrações cometidas depois da entrada da lei em vigor e, em relação</p><p>àquelas cometidas antes dessa data, somente em relação aos processos não definitivamente</p><p>julgados e desde que a nova lei mencione expressamente produzir efeitos retroativos.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 106, II, “c”, do CTN, a lei aplica-se às infrações cometidas</p><p>anteriormente à sua vigência caso venha cominar penalidades menos severas que as previstas na</p><p>lei vigente na data da prática da infração, desde que se trate de atos não definitivamente</p><p>julgados.</p><p>Assim sendo, no caso da redução do percentual da penalidades no Município de São Paulo,</p><p>pode-se dizer que tal norma será aplicável em relação a todas as infrações cometidas depois da</p><p>entrada da lei em vigor e, em relação àquelas cometidas antes dessa data, somente em relação</p><p>aos processos não definitivamente julgados.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>34. FCC/TCE-CE-Auditor-Conselheiro Substituo/2015</p><p>Lei publicada no Diário Oficial em dezembro de 2014 que exclui multa fiscal incidente sobre</p><p>descumprimento de determinada obrigação tributária</p><p>a) só se aplica às infrações que vierem a ser praticadas após a vigência da nova lei, que</p><p>acontecerá noventa dias a contar de sua publicação.</p><p>b) tem eficácia para infrações praticadas antes da entrada em vigor da lei, desde que não tenha</p><p>havido julgamento definitivo da mesma em caso concreto.</p><p>c) tem aplicação imediata apenas para as infrações cometidas a partir do primeiro dia do</p><p>exercício financeiro seguinte ao da sua publicação.</p><p>d) alcança todas as infrações pretéritas desde que a infração tenha sido por descumprimento de</p><p>obrigação tributária acessória.</p><p>e) poderá retroagir para alcançar infrações pretéritas que ainda não tenham sido notificadas ao</p><p>infrator desde que haja expressa disposição legal.</p><p>Comentário: No caso em tela, a referida lei, publicada em dezembro de 2014, em obediência ao</p><p>disposto no art. 106, II, do CTN, se aplicará às infrações já praticadas antes da sua entrada em</p><p>vigor, desde que não tenha havido julgamento definitivo da mesma em caso concreto.</p><p>Alternativa A: Como vimos, a referida lei terá eficácia retroativa. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>104</p><p>344</p><p>Alternativa B: Esta assertiva está em conformidade com o que estudamos durante a aula.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: A lei publicada terá eficácia retroativa, em razão do disposto no art. 106, II, do</p><p>CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A lei possui eficácia retroativa, mas não alcança as infrações que já tenham sido</p><p>definitivamente julgadas. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A lei possui eficácia retroativa, alcançando as infrações ainda não definitivamente</p><p>julgadas, mesmo que não haja expressa disposição legal, tendo em vista a regra contida no art.</p><p>106, II, do CTN.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>35. FCC/TJ-AP-Juiz/2014</p><p>Estado pretende dar aplicação a ato ou fato pretérito em face de lei nova tributária de caráter</p><p>expressamente interpretativo com a finalidade de prescrever penalidade à infração dos</p><p>dispositivos normativos por ela interpretados. Com base no Código Tributário Nacional,</p><p>considere as seguintes afirmações:</p><p>I. Correto o entendimento do Estado, tendo em vista que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito</p><p>em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa.</p><p>II. Equivocado o entendimento do Estado, pois a possibilidade de aplicação pretérita só ocorreria</p><p>tratando-se de ato não definitivamente julgado.</p><p>III. Equivocado o entendimento do Estado, pois nesse caso deve ser excluída a aplicação de</p><p>penalidade à infração dos dispositivos interpretados.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) II e III.</p><p>b) I.</p><p>c) II.</p><p>d) III.</p><p>e) I e III.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 106, I, do CTN, A lei aplica-se a ato ou fato pretérito em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados. Portanto, está equivocado o entendimento do Estado,</p><p>pois nesse caso deve ser excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>36. FCC/SEFAZ-GO-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2018</p><p>“H. Silva & Silva” (empresa fictícia), comércio atacadista de produtos alimentícios, é contribuinte</p><p>do ICMS e, nas vendas de mercadorias que efetua à sua clientela, ele mesmo se encarrega de</p><p>remeter, transportar e entregá-las, por meio de veículos próprios. Certa vez, quando seu veículo</p><p>Fábio</p><p>Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>105</p><p>344</p><p>estava em trânsito, transportando mercadorias para serem entregues a seus clientes, foi</p><p>abordado por autoridades fiscais, que solicitaram ao motorista a exibição dos documentos fiscais</p><p>que deveriam estar acompanhando a remessa, o transporte e a entrega das mercadorias aos seus</p><p>respectivos destinatários. O motorista, porém, afirmou que não tinha documento fiscal algum</p><p>consigo.</p><p>A penalidade que a legislação do ICMS comina para o contribuinte que não emite documento</p><p>fiscal é de 50% do valor da operação. Por outro lado, a mesma lei comina penalidade de 30%</p><p>para o contribuinte que emite o referido documento, mas deixa de levá-lo consigo na remessa,</p><p>transporte e entrega das mercadorias aos seus destinatários. A mesma lei, ainda, estabelece que</p><p>a apenação do sujeito passivo por uma das infrações, impede a apenação dele pela outra.</p><p>Tendo em conta a disciplina do Código Tributário Nacional acerca desta matéria, considerando a</p><p>situação descrita, bem como a dúvida insuperável existente quanto ao fato infracional</p><p>efetivamente ocorrido, as referidas autoridades fiscais</p><p>a) deverão efetuar um lançamento único, reclamando tanto a penalidade referente à falta de</p><p>emissão de documento fiscal, como a penalidade por remessa, transporte e entrega de</p><p>mercadoria, desacompanhada de documento fiscal, deixando para a autoridade judicante,</p><p>administrativa ou judicial, a tarefa de identificar qual sanção deverá ser efetivamente aplicada.</p><p>b) deverão efetuar o lançamento da penalidade por falta de emissão de documento fiscal, pelo</p><p>simples fato de esta infração implicar sanção menos branda do que a cominada para a falta de</p><p>emissão de documento fiscal, uma vez que o fisco não tem competência para abrir mão de</p><p>receita de natureza punitiva.</p><p>c) não poderão efetuar o lançamento da penalidade, enquanto não tiverem absoluta certeza</p><p>quanto à infração cometida.</p><p>d) deverão interpretar a norma que define infrações e a que lhe comina penalidades, de maneira</p><p>mais favorável ao sujeito passivo infrator, caso não consigam eliminar a dúvida quanto à natureza</p><p>ou às circunstâncias materiais do fato infracional por praticado pelo sujeito passivo.</p><p>e) deverão efetuar um lançamento reclamando a penalidade referente à falta de emissão de</p><p>documento fiscal, e outro reclamando a penalidade por remessa, transporte e entrega de</p><p>mercadoria, desacompanhada de documento fiscal, com a finalidade de evitar a decadência,</p><p>conforme determina expressamente o próprio CTN, deixando para a autoridade judicante,</p><p>administrativa ou judicial, a tarefa de identificar qual sanção deverá ser efetivamente aplicada.</p><p>Comentário: A questão exige conhecimento das normas de interpretação trazidas pelo CTN. No</p><p>caso concreto narrado, há dúvida insuperável quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do</p><p>fato, devendo a legislação ser interpretada de forma mais favorável ao contribuinte (art. 112, II).</p><p>Portanto, como não há dúvida quanto ao fato de que a mercadoria circulou sem documento fiscal</p><p>e atividade tributária é vinculada, a autoridade fiscal deve lançar a penalidade menor de 30%. A</p><p>alternativa correta é a letra D.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>37. FCC/PGM-Recife-Procurador/2014</p><p>Procurador Judicial do Município do Recife, recém-empossado no cargo, tem, como sua primeira</p><p>tarefa consultiva, efetuar a interpretação de texto legal posto à sua apreciação pela Secretaria de</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>106</p><p>344</p><p>Finanças do Município. Baseando-se para os fins dessa tarefa apenas nas regras de interpretação</p><p>e de integração contidas no Código Tributário Nacional, considere as seguintes afirmações:</p><p>I. No interesse da arrecadação dos tributos municipais, deve ser empregado pelo Procurador</p><p>Judicial o método analógico de integração tributária na exigência de taxas ainda não previstas</p><p>em lei; porém, deve-se evitar a aplicação da equidade na dispensa de pagamento de tributo</p><p>devido.</p><p>II. Em respeito ao princípio da legalidade, deve-se aplicar o método literal de interpretação da</p><p>legislação tributária nas outorgas de isenção e, em respeito ao princípio da razoabilidade, o</p><p>método literal não deve ser utilizado na dispensa do cumprimento de obrigações tributárias</p><p>acessórias consideradas de menor importância.</p><p>III. Em caso de dúvida quanto à autoria de infração prevista em lei tributária, deve o Procurador</p><p>Judicial interpretá-la da maneira mais favorável ao acusado.</p><p>Está correto o que consta APENAS em</p><p>a) II e III.</p><p>b) III.</p><p>c) II.</p><p>d) I.</p><p>e) I e III.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: O art. 108 do CTN dispõe sobre as regras de integração da legislação tributária, ou seja,</p><p>como a autoridade deve aplicá-la na ausência de norma expressa. São 2 os erros da assertiva: O</p><p>emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei, nem o</p><p>emprego da eqüidade poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido (não basta</p><p>evitar). Item errado.</p><p>Item II: Quanto aos métodos de interpretação, esta deve ser literal quanto à legislação tributária</p><p>que disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias (art. 111, III</p><p>do CTN). Item errado.</p><p>Item III: De acordo com art. 112, III do CTN. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>38. FCC/SEAD-PI-Analista de Planejamento e Orçamento/2013</p><p>Considere as seguintes afirmações:</p><p>I. As práticas reiteradamente observadas pelo Secretário de Administração do Estado do Piauí,</p><p>no exercício de sua função administrativa, devem ser consideradas como normas</p><p>complementares das leis e dos decretos vigentes no Piauí.</p><p>II. Por conveniência administrativa e em razão do princípio da eficiência, o Analista de</p><p>Planejamento e Orçamento da Secretaria da Administração do Estado do Piauí pode optar pela</p><p>desnecessidade de utilização do método literal de interpretação da legislação tributária que</p><p>disponha sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>107</p><p>344</p><p>III. O Analista de Planejamento e Orçamento da Secretaria da Administração do Estado do Piauí,</p><p>na condição de autoridade administrativa, deve interpretar texto legal tributário que defina</p><p>infrações da maneira mais favorável ao contribuinte em caso de dúvida quanto à sua autoria.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>b) II e III.</p><p>c) I e III.</p><p>d) II.</p><p>e) III.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: De acordo com o art. 100, III do CTN. Item correto.</p><p>Item II: A interpretação deve ser literal quanto à legislação tributária que disponha sobre</p><p>dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias (art. 111, III do CTN). Item errado.</p><p>Item III: De acordo com art. 112, III do CTN. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>39. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal Tributário Municipal/2012</p><p>Legislações municipais brasileiras estabelecem a incidência do ISS nas prestações de serviços de</p><p>"alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento".</p><p>Órgãos de fiscalização de alguns municípios, desconsiderando a própria restrição contida nesse</p><p>dispositivo da lei complementar federal e de sua própria lei municipal, expediram notificação do</p><p>lançamento do ISS, reclamando o tributo também sobre as prestações de serviços de alfaiataria e</p><p>costura, inclusive nos casos em que o material utilizado nessa prestação não tenha sido fornecido</p><p>pelo usuário final. A justificativa legal para sua cobrança foi o uso da analogia prevista no CTN,</p><p>pois, no entender daquelas autoridades municipais, as prestações de serviços em que o material</p><p>é fornecido pelo consumidor final são análogas àquela em que o referido material não é</p><p>fornecido.</p><p>Nesse caso, a ação dos órgãos de fiscalização municipal,</p><p>a) está em desconformidade com a legislação, porém, neste caso, deve o contribuinte se</p><p>conformar com o lançamento efetuado, tendo</p><p>em vista sua legalidade, somente restando a ele se</p><p>socorrer dos princípios gerais de direito público, a fim de minorar os efeitos da cobrança.</p><p>b) não merece reparos, tendo em vista a possibilidade de se cobrar tributos para fatos não</p><p>contemplados pela lei, mas que seriam semelhantes a fatos geradores legalmente previstos.</p><p>c) não merece reparos, porém, neste caso, deve o contribuinte pleitear a aplicação da equidade,</p><p>tendo em vista ser dispensado do pagamento do tributo devido.</p><p>d) está em desconformidade com a legislação, porém, nesse caso, deve o contribuinte se</p><p>conformar com o lançamento efetuado, tendo em vista sua legalidade, somente restando a ele se</p><p>socorrer dos princípios gerais de direito tributário, a fim de minorar os efeitos da cobrança.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>108</p><p>344</p><p>e) está em desconformidade com a legislação e, em razão disso, o contribuinte tem a</p><p>possibilidade de se insurgir contra o lançamento efetuado, alegando que não se pode exigir</p><p>imposto não previsto em lei, por meio de analogia.</p><p>Comentário: A LC 116/03 traz em sua lista de serviços o item 14.09- Alfaiataria e costura, quando</p><p>o material for fornecido pelo usuário final, exceto aviamento. Então se o material for fornecido</p><p>pelo prestador, não ocorre fato gerador do ISS, mas sim do ICMS.</p><p>Conforme art. 108, §1º do CTN, o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de</p><p>tributo não previsto em lei.</p><p>Portanto, a ação dos órgãos de fiscalização municipal está em desconformidade com a legislação</p><p>municipal, podendo o contribuinte impugnar o lançamento, sendo a alternativa correta a letra E.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>40. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal Tributário Municipal/2012</p><p>Município localizado no Estado de São Paulo concedeu, por meio de lei ordinária, isenção do</p><p>ITBI para as transmissões imobiliárias, quando, cumulativamente, o adquirente do imóvel fosse</p><p>pessoa natural, o valor venal do imóvel, no ano da transmissão, não excedesse R$ 50.000,00 e o</p><p>referido imóvel tivesse mais de 20 anos de construção.</p><p>Para poder fruir dessa isenção, o interessado, isto é, o adquirente do imóvel, deveria formular,</p><p>por meio de requerimento escrito, o pedido de isenção do ITBI, juntando a documentação</p><p>comprobatória do direito de usufruir o benefício legal.</p><p>Um munícipe, interessado em usufruir do referido benefício, apresentou o referido requerimento,</p><p>juntando:</p><p>I. cópia do carnet do IPTU, comprovando que o referido imóvel, no exercício anterior ao da</p><p>transmissão, tinha valor venal equivalente a R$ 49.000,00.</p><p>II. documentação comprobatória de que o imóvel tinha 19 anos de construção.</p><p>III. documentos comprovando que ele, pessoa natural, é o adquirente desse imóvel.</p><p>Em seu requerimento, explicou que o fato de o imóvel não ter mais de 20 anos não deveria</p><p>impedir o deferimento do pedido de isenção, pois o imóvel estava "tão arruinado", que parecia</p><p>ter 50 anos de construção.</p><p>A autoridade municipal competente para apreciar o referido requerimento e reconhecer ou não a</p><p>presença dos requisitos necessários para o reconhecimento da isenção deverá</p><p>a) indeferir o pedido formulado pelo munícipe, pois matéria relacionada com a outorga de</p><p>isenção deve ser interpretada literalmente e, se o referido imóvel, não tem mais de 20 anos de</p><p>construção, nem a prova de seu valor venal foi feita com carnet do IPTU do exercício em que se</p><p>deu a transmissão do imóvel, não há como reconhecer que o interessado tenha satisfeito os</p><p>requisitos legais para fruição do benefício isencional.</p><p>b) deferir o pedido formulado pelo munícipe, por considerar satisfeitos todos os requisitos legais,</p><p>pois o adquirente é pessoa natural, o valor da transação é inferior a R$ 50.000,00, conforme</p><p>demonstra o carnet do IPTU referente ao lançamento feito no exercício anterior ao da</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>109</p><p>344</p><p>transmissão do imóvel, e o estado de conservação do imóvel lhe dá a aparência de ter sido</p><p>construído há mais de 20 anos.</p><p>c) deferir parcialmente o pedido formulado pelo munícipe e considerar satisfeitos apenas dois</p><p>dos três requisitos legais, reconhecendo ao adquirente o direito de usufruir apenas 2/3 (dois</p><p>terços) do valor do benefício isencional.</p><p>d) deferir o pedido formulado, interpretando teleologicamente a legislação, para reconhecer que</p><p>a finalidade social da isenção deve nortear seu despacho, não se devendo valorizar em demasia</p><p>requisitos formais, tais como a perfeita idade do imóvel ou a comprovação do seu valor venal do</p><p>exercício em que houve a transmissão do bem.</p><p>e) deferir o pedido formulado, aplicando a interpretação analógica ao caso e reconhecendo que,</p><p>se o imóvel aparenta estar "arruinado", ele tem, por analogia com imóveis no mesmo estado,</p><p>mais de vinte anos, sendo, ademais, irrelevante, que o documento comprobatório do valor venal</p><p>do imóvel seja do ano anterior ao da transmissão do bem.</p><p>Comentário: A documentação apresentada pelo requerente não atendeu a todos requisitos</p><p>previstos na lei que previa a isenção: o imóvel não havia sido construído a mais de 20 anos e a</p><p>documentação comprobatória do valor venal do imóvel não era do ano da transmissão. De</p><p>acordo o art. 111, II do CTN interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre</p><p>outorga de isenção. Além disso, o art. 108, §2º do CTN dispõe que o emprego da equidade não</p><p>poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido. Dessa forma, o argumento de que</p><p>o imóvel está tão arruinando quanto um imóvel com mais de 20 anos não pode prosperar.</p><p>A lei exigia que os 3 requisitos fossem cumpridos CUMULATIVAMENTE, sendo impossível deferir</p><p>o pedido do contribuinte. A alternativa correta é, portanto, a letra A.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>41. FCC/SEGEP-MA-Técnico/2016</p><p>O Código Tributário Nacional tem um capítulo dedicado à interpretação e integração da</p><p>legislação tributária. De acordo com esse Código, a</p><p>a) suspensão da exigibilidade do crédito tributário deve ser interpretada teleologicamente.</p><p>b) outorga de isenção deve ser interpretada sistematicamente.</p><p>c) concessão de benefícios fiscais deve ser interpretada historicamente.</p><p>d) dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias deve ser interpretada</p><p>literalmente.</p><p>e) exclusão da condição de responsável tributário deve ser interpretada restritivamente.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A suspensão da exigibilidade do crédito tributário deve ser interpretada</p><p>literalmente. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: A outorga de isenção deve ser interpretada literalmente. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>110</p><p>344</p><p>Alternativa C: O referido dispositivo apenas dispôs que a outorga de isenção deve ser</p><p>interpretada literalmente. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Deveras, a dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias deve ser</p><p>interpretada literalmente. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer regra nesse sentido no texto do CTN. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>42. FCC/SEGEP-MA-Procurador/2016</p><p>Sobre integração e intepretação da legislação tributária é correto afirmar que</p><p>a) interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha, dentre outros, sobre outorga de</p><p>isenção e de exclusão ou suspensão do crédito tributário.</p><p>b) é sistemática a interpretação no que se refere à exclusão do crédito tributário.</p><p>c) poderá o Fisco valer-se da analogia para exigir tributo por fato semelhante não descrito na</p><p>hipótese de incidência.</p><p>d) o emprego da equidade pode resultar na dispensa de pagamento de tributo devido quando</p><p>da integração da legislação tributária.</p><p>e) na interpretação da lei tributária é permitida a alteração de conceitos e institutos de direito</p><p>privado utilizados para definir o fato gerador, desde que a alteração se faça por lei e que resulte</p><p>em maior arrecadação tributária.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Realmente, o CTN estabeleceu a necessidade de se interpretar literalmente a</p><p>legislação tributária que disponha, dentre outros, sobre outorga de isenção e de exclusão ou</p><p>suspensão do crédito tributário. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A exclusão do crédito tributário deve ser interpretada literalmente. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa C: A analogia não pode ser utilizada para exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A equidade não pode resultar na dispensa de tributo devido. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer regra nesse sentido. O art. 110, do CTN, previu que a lei</p><p>tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas</p><p>de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas</p><p>Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para</p><p>definir ou limitar competências tributárias. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>43. FCC/TJ-RR-Juiz Substituto/2015</p><p>O Código Tributário Nacional estabelece que, em caso de dúvida quanto à natureza ou às</p><p>circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos, deverá ser</p><p>interpretada da maneira mais favorável ao acusado, a lei tributária que</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>111</p><p>344</p><p>a) outorga isenções.</p><p>b) cria obrigações acessórias para o sujeito passivo.</p><p>c) define o fato gerador do tributo.</p><p>d) define infrações.</p><p>e) fixa percentuais de juros de mora.</p><p>Comentário: O art. 112, do CTN, prevê que a lei tributária que define infrações, ou lhe comina</p><p>penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida quanto:</p><p>I - à capitulação legal do fato;</p><p>II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos;</p><p>III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;</p><p>IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.</p><p>Dessa forma, a única alternativa que corresponde à regra acima prevista é a Letra D, pois a</p><p>interpretação mais benéfica ao acusado somente pode ocorrer em relação à lei que define</p><p>infrações ou lhe comina penalidades.</p><p>Assim sendo, não cabe interpretação em benefício do sujeito passivo, em se tratando de outorga</p><p>de isenções, obrigações acessórias, fato gerador do tributo ou fixação de juros moratórios.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>44. FCC/AL-PB-Procurador/2013</p><p>Considere as seguintes afirmações com relação à Interpretação e Integração da Legislação</p><p>Tributária:</p><p>I. O emprego da analogia poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei; no entanto,</p><p>o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa de pagamento de tributo devido.</p><p>II. Lei tributária não pode alterar o conceito estipulado pela Constituição Federal para o fato</p><p>gerador do ICMS da realização de operações relativas à circulação de mercadorias, a menos que</p><p>seja para definir competência tributária.</p><p>III. No caso de dispensa de determinado critério de escrituração fiscal, a legislação de regência</p><p>deve ser interpretada literalmente.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I.</p><p>b) II.</p><p>c) II e III.</p><p>d) I e III.</p><p>e) III.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>112</p><p>344</p><p>Item I: O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei,</p><p>assim como o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa de pagamento de tributo</p><p>devido. Item errado.</p><p>Item II: A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos,</p><p>conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição</p><p>Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos</p><p>Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. Como o fato gerador do ICMS foi</p><p>citado na própria CF/88, ao definir a competência tributária dos Estados, não há que se falar</p><p>nessa possibilidade de alteração. Item errado.</p><p>Item III: A escrituração fiscal é uma obrigação acessória, que não possui caráter pecuniário,</p><p>constituindo um obrigação de fazer algo (escriturar), facilitando o trabalho da fiscalização</p><p>tributária. Logo, a legislação que disponha sobre a dispensa do cumprimento de obrigações</p><p>tributárias acessórias deve ser interpretada literalmente, conforme dispõe o art. 111, III, do CTN.</p><p>Item correto.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>45. FCC/MPE-PE-Analista Ministerial/2012</p><p>Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária</p><p>utilizará em primeiro lugar</p><p>a) a equidade e em último lugar os princípios gerais de direito público.</p><p>b) os princípios gerais de direito tributário e em último lugar os princípios gerais de direito</p><p>público.</p><p>c) a analogia e em último lugar a equidade.</p><p>d) a analogia e em último lugar os princípios gerais de direito público.</p><p>e) a equidade e em último lugar os princípios gerais de direito tributário.</p><p>Comentário: A ordem correta para o uso dos métodos de integração da legislação tributária é a</p><p>seguinte (CTN, art. 108): analogia, princípios gerais de direito tributário, princípios gerais de</p><p>direito público e equidade.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>46. FCC/DPE-RS-Defensor Público/2014</p><p>Acerca dos institutos da Interpretação e Integração da Legislação Tributária, previstos no Código</p><p>Tributário Nacional, é correto afirmar:</p><p>a) Os princípios gerais de direito privado não poderão ser utilizados para pesquisa da definição,</p><p>do conteúdo e do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas poderão ser usados para</p><p>definição dos respectivos efeitos tributários.</p><p>b) Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação</p><p>tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada, a analogia, os princípios gerais de direito</p><p>tributário, os princípios gerais de direito público e a equidade.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>113</p><p>344</p><p>c) A lei tributária poderá alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e</p><p>formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal,</p><p>pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios,</p><p>desde que seja para definir ou limitar competências tributárias.</p><p>d) O emprego da analogia poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>e) O emprego da equidade poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 109, do CTN dispõe exatamente em sentido contrário, isto é, os princípios</p><p>gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de</p><p>seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Deveras, esta é a ordem indicada no art. 108, do CTN, para que se realize a</p><p>integração da legislação tributária. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Na verdade, o que foi consignado no art. 110, do CTN, é que a lei tributária não</p><p>pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito</p><p>privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições</p><p>dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou</p><p>limitar competências tributárias. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto</p><p>em lei. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Da mesma forma, o emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do</p><p>pagamento de tributo devido. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>47. FCC/PGE-MT-Procurador do Estado/2011</p><p>Diante da ausência de disposição expressa, a autoridade competente poderá aplicar a legislação</p><p>tributária e utilizar métodos</p><p>de integração previstos no Código Tributário Nacional. Sobre os</p><p>métodos de integração é correto afirmar:</p><p>a) A autoridade competente poderá aplicar, alternativamente, conforme a necessidade, a</p><p>analogia, os costumes, a equidade e os princípios gerais de direito.</p><p>b) O emprego da analogia só terá cabimento se for impossível a aplicação dos princípios gerais</p><p>de direito.</p><p>c) Não se admite o emprego da equidade, que é reservado exclusivamente a membro do Poder</p><p>Judiciário no exercício da jurisdição.</p><p>d) Os princípios gerais de direito privado são utilizados sucessivamente após ter restado</p><p>insuficiente o emprego da analogia e dos princípios gerais de direito público.</p><p>e) Se com o emprego da analogia resultar exigência de tributo não previsto em lei, deve a</p><p>autoridade aplicar, sucessivamente, os princípios gerais de direito tributário.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>114</p><p>344</p><p>Alternativa A: Na verdade, a aplicação dos métodos de integração da legislação tributária deve</p><p>seguir a ordem prescrita no art. 108, do CTN, a saber: analogia, princípios gerais de direito</p><p>tributário, princípios gerais de direito público e equidade. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Ao contrário do que foi afirmado, o emprego dos princípios gerais de direito</p><p>tributário, e não apenas princípios gerais de direito, somente é cabível se for impossível a</p><p>aplicação da analogia. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O art. 108, IV, do CTN, admite o emprego da equidade como forma de integração</p><p>da legislação tributária, não sendo seu uso reservado ao juiz. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os princípios gerais de direito privado não são método de integração da</p><p>legislação tributária previsto no CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Como o art. 108, § 1°, do CTN, veda que o emprego da analogia venha resultar na</p><p>exigência de tributo não previsto em lei, caso isso venha ocorrer, a autoridade deverá aplicar o</p><p>próximo método de integração da legislação tributária, que são os princípios gerais de direito</p><p>tributário. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>48. FCC/PGM-Teresina-PI-Procurador/2010</p><p>Ao instituir o imposto sobre serviços de qualquer natureza o Município elenca na lei o rol de</p><p>serviços tributáveis por este imposto. Tratando-se de serviço semelhante, mas não previsto</p><p>expressamente nesta lei, o Município</p><p>a) poderá sofrer a incidência deste imposto se o serviço não for objeto de tributação por imposto</p><p>de competência do Estado, pois neste caso caberá a aplicação da analogia.</p><p>b) não poderá sofrer a incidência deste imposto porque é vedada a analogia que resulte na</p><p>exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>c) poderá sofrer a incidência deste imposto em virtude da interpretação analógica, aplicável em</p><p>casos de equidade.</p><p>d) deverá sofrer incidência deste imposto por equidade, já que não se admite interpretação que</p><p>resulte na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>e) está obrigado a tributar para evitar caracterização de renúncia de receita, desde que não altere</p><p>o conteúdo e o alcance dos conteúdos legais.</p><p>Comentário: Apenas os serviços previstos na lei instituidora do ISS são tributáveis pelo imposto.</p><p>Assim sendo, fazer incidir imposto sobre serviço semelhante ao previsto na lei como sendo fato</p><p>gerador do ISS seria um caso de analogia. Contudo, o art. 108, § 1°, do CTN, veda o emprego da</p><p>analogia quando resulte na exigência de tributo não previsto em lei. Logo, não faz sentido incidir</p><p>imposto sobre tal serviço.</p><p>Vale ressaltar que discordamos da redação das assertivas, pois, na verdade, não é o Município</p><p>que sofrerá ou não a incidência tributária, mas sim os contribuintes.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>49. FCC/ICMS-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>115</p><p>344</p><p>Durante o julgamento no tribunal administrativo de recurso interposto por contribuinte contra</p><p>decisão de 1a Instância administrativa que ratificou as exigências constantes de auto de infração,</p><p>os quatro julgadores administrativos, após debates, não chegaram a uma conclusão sobre as</p><p>circunstâncias materiais do fato narrado na acusação, necessárias para a qualificação da</p><p>penalidade cominada ao contribuinte.</p><p>Em face de dúvida presente em situação hipotética, como a apresentada, deverá a lei tributária</p><p>que define infrações ser interpretada</p><p>a) pelo método teleológico, pois é a técnica pela qual o intérprete procura o sentido da regra</p><p>jurídica verificando a posição em que esta se encarta no diploma legal e as relações desta com as</p><p>demais regras no mesmo contidas.</p><p>b) da maneira mais favorável ao acusado, da mesma forma que seria feito se houvesse dúvida</p><p>quanto à capitulação legal do fato.</p><p>c) da maneira menos favorável ao acusado, haja vista o interesse público se sobrepor ao privado,</p><p>mormente quando se trata de tributos, espécie de receita pública decorrente.</p><p>d) sem que haja qualquer benefício ou prejuízo ao acusado, dado que a responsabilidade por</p><p>infrações da legislação tributária independe da intenção do agente e da efetividade, natureza e</p><p>extensão dos efeitos do ato.</p><p>e) pelo método sistemático, pois é a técnica que empresta maior relevância ao elemento</p><p>finalístico, buscando o sentido da regra jurídica tendo em vista o fim para o qual ela foi</p><p>elaborada.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 112, I e II, do CTN, a lei tributária que define infrações, ou lhe</p><p>comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida</p><p>quanto à capitulação legal do fato e quanto à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou</p><p>à natureza ou extensão dos seus efeitos.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>50. FCC/ISS-SP-Auditor Fiscal do Município/2012</p><p>A autoridade competente para aplicar a lei tributária municipal, estando diante de norma legal a</p><p>partir da qual se podem erigir diferentes interpretações, deverá interpretá-la de maneira mais</p><p>favorável ao</p><p>a) acusado, quando essa lei tributária estiver definindo infrações ou cominando penalidades.</p><p>b) contribuinte, no tocante à alíquota e à base de cálculo aplicáveis a um determinado tributo.</p><p>c) contribuinte acusado, no tocante à alíquota e à base de cálculo aplicáveis a um determinado</p><p>tributo, bem como às penalidades passíveis de imposição a ele.</p><p>d) contribuinte, no tocante à alíquota aplicável a um determinado tributo.</p><p>e) sujeito passivo de obrigação acessória, quanto à extensão dos prazos para cumprimento de</p><p>obrigação acessória.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 112, do CTN, a lei tributária que define infrações, ou lhe</p><p>comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favorável ao acusado, em caso de dúvida</p><p>quanto:</p><p>I - à capitulação legal do fato;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>116</p><p>344</p><p>II - à natureza ou às circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos;</p><p>III - à autoria, imputabilidade, ou punibilidade;</p><p>IV - à natureza da penalidade aplicável, ou à sua graduação.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>117</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Legislação Tributária</p><p>1. FGV/SEFAZ-ES/2022</p><p>A Frente Parlamentar do Senado Federal “Estados Avante”, integrada por 28 senadores, com a</p><p>assinatura de todos os seus membros, propôs uma série de Projetos de Resolução do Senado</p><p>Federal (PRS) visando a alterar alíquotas de impostos estaduais.</p><p>Assim, no PRS 123/2021, propôs-se a fixação de alíquota máxima para o Imposto sobre a</p><p>Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); no PRS 124/2021, propôs-se a fixação de alíquota</p><p>máxima para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação, de quaisquer bens ou</p><p>direitos (ITCMD); no PRS 125/2021, propôs-se alteração nas alíquotas de Imposto sobre as</p><p>operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações</p><p>de Serviços (ICMS) aplicáveis</p><p>às operações e prestações interestaduais.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) O PRS 123/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o IPVA.</p><p>B) O PRS 124/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o ITCMD.</p><p>C) Nenhuma alíquota de IPVA e ITCMD pode ser fixada por Resolução do Senado Federal.</p><p>D) O PRS 125/2021 viola o princípio da legalidade tributária, por alterar alíquota de ICMS sem</p><p>deliberação dos Estados e Distrito Federal.</p><p>E) O PRS 125/2021 apresenta vício de iniciativa, por não contar com o número mínimo de</p><p>assinatura de senadores.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Conforme previsão constitucional do § 6º do art. 155, Resolução do Senado</p><p>Federal poderá fixar as alíquotas mínimas do IPVA.</p><p>§ 6º O imposto previsto no inciso III (IPVA):</p><p>I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal;</p><p>II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo, do valor, da utilização e do impacto</p><p>ambiental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>(...)</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A Constituição Federal prevê que por Resolução do Senado, as alíquotas máximas</p><p>sejam fixadas. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Ambas as alíquotas, IPVA e ITCMD, podem ser fixadas por Resolução do Senado</p><p>Federal.</p><p>IPVA, alíquotas mínimas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>118</p><p>344</p><p>ITCMD, alíquotas máximas.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme o art. 155, § 2º, IV e V, da CF, as alíquotas interestaduais e internas</p><p>serão fixadas por Resolução do Senado Federal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O Senado Federal é composto por 81 senadores, para propor fixação de alíquotas</p><p>do ICMS nas operações interestaduais, a iniciativa tem que ser do Presidente da República ou</p><p>1/3 do SF, portanto não apresenta vício de iniciativa, já que 28 membros propuseram o PRS</p><p>125/2021. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>2. FGV/SEFAZ-ES/2022</p><p>Resolução do Secretário de Fazenda do Estado Alfa, publicada em 20/09/2021, determinou que</p><p>a declaração do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou</p><p>direitos (ITCMD) deveria ser entregue pelo sujeito passivo por meio de novo formulário aprovado</p><p>em anexo a esta Resolução. A Resolução também afirmou que produzirá efeitos 60 dias após sua</p><p>publicação.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A Resolução pode determinar a entrega da declaração em formulário próprio.</p><p>B) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade anual.</p><p>C) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade nonagesimal.</p><p>D) A Resolução violou o princípio tributário da legalidade.</p><p>E) Somente Decreto do Governador do Estado poderia alterar a sistemática de entrega de</p><p>declaração do ITCMD.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Perceba que a Resolução do Secretário de Fazenda trata de um novo formulário a</p><p>ser preenchido na entrega da declaração do ITCMD, portanto é uma obrigação acessória, pois</p><p>tem interesse de arrecadação ou fiscalização, logo ela decorre da legislação tributária,</p><p>consequentemente não viola o princípio da legalidade.</p><p>Ademais, tal formulário não majora nenhum tributo, então não cabe discutirmos os princípios da</p><p>anterioridade anual ou nonagesimal.</p><p>Além disso, o Secretário de Fazenda é uma autoridade administrativa, logo seus atos normativos,</p><p>como o caso da Resolução em tela, são normas complementares, e estas podem tratar sobre</p><p>obrigação acessória, ou seja, da sistemática de entrega de declaração do ITCMD. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Alternativa B: Conforme explicação do item anterior, não há essa violação dos princípios da</p><p>anterioridade. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme item anterior. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme explicação do item A. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>119</p><p>344</p><p>Alternativa E: Ato normativo do Secretário de Fazenda é uma norma complementar, portanto é</p><p>decorrente da legislação tributária, além disso, o seu ato normativo (Resolução) trata de uma</p><p>obrigação acessória, a qual pode ser tratada em norma complementar.</p><p>Do CTN. Art. 96. A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as</p><p>convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em</p><p>parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e</p><p>dos decretos:</p><p>I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;</p><p>(...)</p><p>Art. 113 § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as</p><p>prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização</p><p>dos tributos.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>3. FGV/SEFIN-RO-Técnico Tributário/2018</p><p>Em determinada situação, verifica-se a necessidade de conferir tratamento tributário adequado</p><p>aos atos de natureza cooperativa, praticados por sociedades cooperativas. Nesse caso, o</p><p>instrumento legal adequado será</p><p>a) o decreto-lei.</p><p>b) a lei complementar.</p><p>c) a lei ordinária.</p><p>d) a medida provisória.</p><p>e) o convênio.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, III, “c”, da CF/88, cabe à lei complementar estabelecer</p><p>normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre o adequado tratamento</p><p>tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>4. FGV/Pref. Paulínia-SP-Procurador/2016</p><p>A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, reserva à lei complementar disciplinar</p><p>algumas matérias.</p><p>As opções a seguir apresentam hipóteses em que há reserva constitucional de lei complementar,</p><p>à exceção de uma. Assinale-a.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>120</p><p>344</p><p>a) Fixar, para efeito da cobrança de ICMS e definição do estabelecimento responsável, o local das</p><p>operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviço.</p><p>b) Definir os serviços que estarão sujeitos à tributação pelo ISS.</p><p>c) Prever casos de manutenção de crédito de ICMS, relativamente à remessa para outro Estado e</p><p>à exportação de serviços e mercadorias.</p><p>d) Disciplinar o regime de compensação do ICMS.</p><p>e) Conceder isenções, incentivos e benefícios fiscais de ICMS pelos Estados.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 155, § 2º, XII, “d”, da CF/88, cabe à lei complementar fixar,</p><p>para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável, o local das operações</p><p>relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 156, III, da CF/88, cabe à lei complementar definir os serviços</p><p>que estarão sujeitos à tributação pelo ISS. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 155, § 2º, XII, “f”, da CF/88, cabe à lei complementar prever</p><p>casos de manutenção de crédito de ICMS, relativamente à remessa para outro Estado e à</p><p>exportação de serviços e mercadorias. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 155, § 2º, XII, “c”, da CF/88, cabe à lei complementar</p><p>disciplinar o regime de compensação do imposto. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: A lei complementar não concede, mas apenas regula a forma como, mediante</p><p>deliberação dos Estados e do Distrito Federal, isenções, incentivos e benefícios fiscais serão</p><p>concedidos e revogados. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>5. FGV/Pref. Cuiabá-MT-Auditor Fiscal/2016</p><p>A expressão “legislação tributária" compreende as leis, os tratados e as convenções</p><p>internacionais, os decretos e as normas complementares que versem sobre tributos e relações</p><p>jurídicas a eles pertinentes.</p><p>Sobre a legislação tributária, assinale a afirmativa incorreta.</p><p>a) A lei tributária não se aplica a ato ou fato pretérito, ainda que seja expressamente</p><p>interpretativa, sob pena de violação</p><p>do princípio da irretroatividade.</p><p>b) Somente a lei pode estabelecer a cominação de penalidades para ações e omissões contrárias</p><p>a seus dispositivos.</p><p>c) Os tratados e convenções internacionais podem revogar ou modificar a legislação tributária</p><p>interna.</p><p>d) O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas</p><p>do imposto de Importação, Imposto de Exportação, Imposto sobre Produtos Industrializados e</p><p>Imposto sobre Operações Financeiras.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>121</p><p>344</p><p>e) A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e</p><p>formas de direito privado, utilizados pela Constituição Federal, para definir ou limitar</p><p>competências tributárias.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 106, I, do CTN, a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com o art. 97, V, do CTN, somente a lei pode estabelecer a cominação</p><p>de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para outras infrações</p><p>nela definidas. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: De acordo com a literalidade do art. 98, do CTN,  os tratados e as convenções</p><p>internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que</p><p>lhes sobrevenha. Alternativa correta.</p><p>Alternativa D: O art. 153, § 1º, da CF/88, faculta ao Poder Executivo, nas condições e nos limites</p><p>estabelecidos em lei, alterar as alíquotas do II, IE, IPI e IOF. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: É o que consta no art. 110, do CTN: a lei tributária não pode alterar a definição, o</p><p>conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou</p><p>implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis</p><p>Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>6. FGV/SEFAZ-MT-Auditor Fiscal/2014</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), a data de recolhimento de um tributo é tema</p><p>reservado</p><p>a) a uma Emenda à Constituição.</p><p>b) a uma Lei Complementar.</p><p>c) a uma Lei Ordinária</p><p>d) a uma Medida Provisória.</p><p>e) a um Decreto.</p><p>Comentário: O art. 97, do CTN, não fez qualquer exigência quanto à necessidade de lei para</p><p>tratar da data de recolhimento de um tributo. Por essa razão, este assunto pode ser disciplinado</p><p>em um ato infralegal, como o decreto. A questão tornou-se polêmica, pois a banca mencionou</p><p>ser um tema “reservado” ao decreto, o que realmente não é, já que nada impede que uma lei</p><p>venha disciplinar este tema, juntamente com os demais aspectos atinentes a um tributo. Porém,</p><p>por exclusão, o candidato acabaria marcando realmente a Letra E.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>7. FGV/Pref. Osasco-SP-Fiscal Tributário/2014</p><p>As fontes do Direito Tributário encontram-se delineadas no art. 96, incluindo-se no conceito de</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>122</p><p>344</p><p>"legislação tributária" as leis, os tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas</p><p>complementares que tratem, total ou parcialmente, dos tributos e das relações jurídicas a eles</p><p>relacionadas. Assim, é correto afirmar que:</p><p>a) o Código Tributário Nacional (Lei 5.172/66), aprovado como lei ordinária, foi recepcionado</p><p>pela Constituição Federal de 1988 como lei complementar;</p><p>b) as denominadas “cláusulas pétreas” só podem ser modificadas por emendas constitucionais;</p><p>c) a Constituição Federal cria e institui os tributos, cabendo ao Poder Legislativo a sua</p><p>regulamentação;</p><p>d) a norma geral e abstrata aprovada pelo legislativo, aprovada por maioria simples, sendo a</p><p>fonte das obrigações tributárias é denominada decreto legislativo;</p><p>e) lei ordinária pode instituir todas as espécies tributárias previstas na Constituição Federal.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Realmente, o CTN, sendo uma norma pré-constitucional, foi recepcionado pela</p><p>Constituição Federal de 1988 como lei complementar. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: As cláusulas pétreas não podem ser modificadas nem mesmo por emendas</p><p>constitucionais. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A CF/88 apenas confere competência tributária para que os entes tributantes, por</p><p>meio do Poder Legislativo, procedam à sua instituição. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A norma geral e abstrata aprovada pelo legislativo, aprovada por maioria simples,</p><p>sendo a fonte das obrigações tributárias é denominada lei ordinária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Nem todas os tributos podem ser instituídos por meio de lei ordinária, havendo</p><p>alguns casos reservados à lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>8. FGV/AL-MA-Consultor Legislativo/2013</p><p>Com relação à Legislação Tributária, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. As portarias expedidas por autoridade administrativa caracterizam‐se como normas</p><p>complementares no direito tributário.</p><p>II. Os decretos regulamentadores visam interpretar e integrar o conteúdo das leis tributárias a</p><p>que se relacionam.</p><p>III. O contribuinte que cumpre a orientação dada pela autoridade administrativa, que esteja</p><p>equivocada, fica isento de pagar multa.</p><p>IV. O parcelamento de débito tributário, por ser espécie de moratória, deve ser obrigatoriamente</p><p>veiculado por meio de lei.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>123</p><p>344</p><p>c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.</p><p>d) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas.</p><p>e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Realmente, as portarias são consideradas atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas, nos termos do art. 100, I, do CTN. Item correto.</p><p>Item II: Os decretos não integram o conteúdo das leis, eis que não inovam a ordem jurídica. Item</p><p>errado.</p><p>Item III: A observância das normas complementares exclui a imposição de penalidades, a</p><p>cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. Item</p><p>errado.</p><p>Item IV: O parcelamento não constitui espécie de moratória, pois o art. 151, do CTN, elencou</p><p>separadamente as duas modalidades de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Item</p><p>errado.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>9. FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015</p><p>A espécie normativa encarregada de dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária</p><p>entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios é:</p><p>a) Emenda Constitucional;</p><p>b) Lei Complementar federal;</p><p>c) Decreto federal;</p><p>d) Lei Ordinária federal;</p><p>e) Convênio.</p><p>Comentário: O art. 146, I, da CF/88, estabelece que cabe à lei complementar dispor sobre</p><p>conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>10. FGV/TJ-AM-Juiz/2013</p><p>A Constituição da República prevê que "cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em</p><p>matéria de legislação tributária, especialmente sobre definição de tributos e suas espécies, bem</p><p>como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos</p><p>geradores, bases de cálculo e contribuintes" (Art. 146, inciso III, alínea a).</p><p>O Estado do Amazonas institui, por meio de Lei Complementar, uma determinada taxa, cujo</p><p>percentual vem a ser, depois, majorado por Lei Ordinária, que expressamente observa o princípio</p><p>da anterioridade (tanto em relação ao exercício financeiro quanto ao decurso do prazo mínimo de</p><p>90 dias). Assinale a alternativa que é consentânea com o entendimento do STF sobre o assunto</p><p>a) A lei ordinária é válida,</p><p>pois alterou lei complementar cuja eficácia era de lei ordinária, por</p><p>versar tema não reservado à lei complementar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>124</p><p>344</p><p>b) A lei ordinária é inconstitucional por contrariar lei complementar.</p><p>c) Ambas as leis são inconstitucionais porque o Estado não pode instituir taxa.</p><p>d) A lei complementar é inconstitucional por usurpar competência de lei ordinária, e por isso não</p><p>produziu qualquer efeito.</p><p>e) A lei ordinária poderia aumentar a taxa, mas só depois da revogação da lei complementar.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Como não há qualquer ressalva no texto constitucional, as taxas podem ser</p><p>instituídas por meio de lei ordinária. Assim, no caso em comento, a lei ordinária é válida, pois</p><p>alterou lei complementar cuja eficácia era de lei ordinária, por versar tema não reservado à lei</p><p>complementar. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Não há qualquer inconstitucionalidade na lei ordinária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Os Estados podem instituir taxa. Portanto, não há qualquer inconstitucionalidade</p><p>na lei ordinária ou lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Não há óbice nesse sentido. O que ocorre é que a lei complementar é</p><p>materialmente ordinária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer exigência de revogação da lei complementar para que a lei</p><p>ordinária pudesse majorar a taxa. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>11. FGV/Advogado-Senado Federal/2008</p><p>Havendo antinomia entre norma de tratado internacional e norma de lei interna, mais recente, a</p><p>questão se resolve:</p><p>a) pela prevalência da lei interna, com indenização aos prejudicados.</p><p>b) pela revogação da lei interna, sem indenização aos prejudicados.</p><p>c) pela revogação do tratado, com indenização aos eventuais prejudicados.</p><p>d) pelo critério da especificidade da matéria, adotando-se a norma mais completa para solução</p><p>do caso.</p><p>e) pela prevalência do tratado, com indenização eventual aos prejudicados.</p><p>Comentário: O problema da questão foi não ter dito que a resposta deveria ser pautada no</p><p>entendimento do STF. De acordo com esta Corte, há relação de paridade normativa entre tratado</p><p>internacional e lei interna, de forma que se esta é mais recente, há sua prevalência diante do</p><p>tratado internacional, deixando este de ser aplicado. Consequentemente, deve haver</p><p>indenização aos prejudicados.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>12. FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2009</p><p>A Lei Complementar desempenha papel de grande relevância em matéria tributária. Conforme</p><p>se infere do artigo 146 da Constituição Federal, cabe à Lei Complementar:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>125</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>(A) fixar uma alíquota única do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (2%) em todo o</p><p>território nacional, com o fim de debelar a guerra fiscal travada entre os Municípios.</p><p>(B) regulamentar a denominada “cláusula geral antielisiva” inserida no Código Tributário Nacional</p><p>(parágrafo único do artigo 116).</p><p>(C) introduzir os tratados internacionais em matéria tributária (acordos de bitributação) no sistema</p><p>tributário brasileiro.</p><p>(D) ampliar a competência tributária constitucionalmente estabelecida dos entes da federação.</p><p>(E) prevenir situações de desequilíbrio nas condições de concorrência mediante critérios especiais</p><p>de tributação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A lei complementar tem o papel apenas de fixar alíquotas máximas e mínimas para</p><p>o ISS, e não a fixação de alíquota única para tal imposto. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Não é função da lei complementar regulamentar a denominada “cláusula geral</p><p>antielisiva” inserida no Código Tributário Nacional, mas sim da lei ordinária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O instrumento normativo que introduz os acordos firmados nos tratados</p><p>internacionais é o decreto do Presidente da República (e não a lei complementar). Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa D: Apenas a CF/88 pode alterar a competência tributária dos entes da federação.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 146-A, da CF/88, lei complementar poderá estabelecer</p><p>critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem</p><p>prejuízo da competência de a União, por lei, estabelecer normas de igual objetivo. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>13. FGV/AFRE-RJ/2010</p><p>As alternativas a seguir apresentam atribuições da lei complementar tributária, à exceção de uma.</p><p>Assinale-a.</p><p>a) Instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social.</p><p>b) Dispor sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades</p><p>cooperativas.</p><p>c) Instituir o imposto sobre grandes fortunas.</p><p>d) Dispor sobre os requisitos para o gozo da imunidade tributária relativa a impostos sobre</p><p>patrimônio, renda ou serviços das instituições de educação e assistência social, sem fins</p><p>lucrativos.</p><p>e) Atribuir ao sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento</p><p>de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Cabe à lei complementar (CF/88, art. 195, § 4º). Item errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>126</p><p>344</p><p>Alternativa B: Cabe à lei complementar (CF/88, art. 146, III, c). Item errado.</p><p>Alternativa C: Cabe à lei complementar (CF/88, art. 153, III, c). Item errado.</p><p>Alternativa D: Cabe à lei complementar (CF/88, art. 150, VI, c, c/c art. 146, II). Item errado.</p><p>Alternativa E: Cabe à lei ordinária (CF/88, art. 150, § 7º). Item correto.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>14. FGV/TJ-MS-Juiz/2008</p><p>Em relação às medidas provisórias em matéria tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) Segundo a Constituição Federal de 1988 é vedado o uso de medidas provisórias para instituir</p><p>ou majorar impostos por violar o princípio da legalidade tributária.</p><p>b) Medida provisória que implique instituição ou majoração de impostos, como regra, só</p><p>produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em lei até o último</p><p>dia daquele em que foi editada.</p><p>c) É vedado o uso de medida provisória para instituir empréstimos compulsórios, imposto sobre</p><p>grande fortuna e imposto de importação, por serem tributos reservados à lei complementar.</p><p>d) O STF pacificou o entendimento de que medida provisória tem força de lei; por isso,</p><p>admite-se em qualquer hipótese o seu uso em matéria tributária para instituir ou majorar os</p><p>tributos previstos na Constituição Federal.</p><p>e) Medida provisória não poderá instituir ou majorar o imposto de importação, exportação, IPI e</p><p>IOF por serem tributos extrafiscais.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A própria CF/88 atualmente permite a instituição ou majoração de impostos por</p><p>meio de medida provisória. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Trata-se do art. 62, § 2º, da CF/88: medida provisória que implique instituição ou</p><p>majoração de impostos, como regra, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se</p><p>houver sido convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Os empréstimos compulsórios e o IGF realmente tiveram sua instituição reservada</p><p>à lei complementar, mas tal restrição não se aplica ao imposto de importação. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: O uso de medidas provisórias só pode ocorrer dentro das condições estabelecidas</p><p>no art. 62, da CF/88, ressaltando-se que tal instrumento normativo não pode tratar de temas</p><p>reservados à lei complementar. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer vedação nesse sentido no texto constitucional. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>127</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Vigência da Legislação Tributária</p><p>1.FGV/Pref. Recife-PE-Auditor do Tesouro Municipal/2014</p><p>Considere os enunciados a seguir.</p><p>I. O Código Tributário Nacional regula a vigência das normas complementares, afastando a aplicação da Lei</p><p>de Introdução do Código Civil.</p><p>II. Vacatio legis é o período em que a norma jurídica não tem eficácia, embora esteja vigente.</p><p>III. O Código Tributário Nacional veda a extraterritorialidade da legislação tributária, como forma de proteger</p><p>a Federação.</p><p>IV. Na hipótese dos tratados e convenções internacionais, o decreto que os promulga suspende a eficácia da</p><p>legislação que é anterior a eles.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>b) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.</p><p>c) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.</p><p>d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: O art. 101, do CTN, estabelece que a vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se</p><p>pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto em seu texto, como é</p><p>o caso da vigência das normas complementares, tratada expressamente no art. 100, do CTN. Item errado.</p><p>Item II: A vacância da norma (vacatio legis) é o período compreendido entre a data de publicação de uma lei</p><p>e o início de sua vigência. Item errado.</p><p>Item III: O CTN permite a extraterritorialidade da legislação tributária de forma expressa em seu art. 102: a</p><p>legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos</p><p>territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que participem, ou do</p><p>que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União. Item errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>128</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Item IV: A doutrina realmente entende que, uma vez incorporados ao direito interno, os tratados</p><p>internacionais suspendem as normas anteriores que tratam do mesmo assunto. Item correta.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>129</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Aplicação da Legislação Tributária</p><p>1. FGV/RFB-Analista Tributário/2023</p><p>Entre os temas tributários abaixo elencados, assinale o único que não necessita de lei complementar para</p><p>seu tratamento.</p><p>A) Definição dos fatos geradores dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.</p><p>B) Definição da base de cálculo dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.</p><p>C) Definição dos contribuintes dos impostos previstos na Constituição Federal de 1988.</p><p>D) Estabelecimento de normas gerais sobre lançamento tributário.</p><p>E) Instituição de contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE).</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Trata-se de exigência prevista no art. 146, III, “a”, da CF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Trata-se de exigência prevista no art. 146, III, “a”, da CF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Trata-se de exigência prevista no art. 146, III, “a”, da CF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Trata-se de exigência prevista no art. 146, III, “b”, da CF. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: As CIDEs não dependem de lei complementar para sua instituição. Não há nenhuma previsão</p><p>nesse sentido ao longo do texto constitucional. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>2. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Determinado Estado da Federação passou a cobrar IPVA dos donos de bicicletas elétricas por uma decisão</p><p>administrativa, sob o argumento de que são devedoras do tributo por analogia às motocicletas.</p><p>Sobre esta cobrança, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Sim, pois a fiscalização é a mesma que a das motocicletas.</p><p>B) Não, pois seria necessário decreto que estabelecesse tal cobrança.</p><p>C) Sim, pois a analogia pode ser utilizada na falta de disposição expressa.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>130</p><p>344</p><p>D) Não, pois o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>E) Não, por se tratar de equidade e não de analogia.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Da aplicação da analogia, não se pode exigir tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O motivo da não cobrança está incorreto, em linhas gerais, para se exigir IPVA teria que haver</p><p>alteração na lei prevendo a incidência do imposto sobre a propriedade de bicicletas elétricas. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa C: A analogia pode ser utilizada na falta de disposição expressa, contudo dela não pode haver</p><p>exigência de tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Por força legal do CTN, do emprego da analogia não pode resultar a exigência de tributo.</p><p>Confira o normativo legal.</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária</p><p>utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a equidade.</p><p>§ 1º O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>§ 2º O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: O que o Estado tentou aplicar realmente foi a analogia, pois conforme estudo durante a aula,</p><p>tal instituto tem por objetivo encontrar norma jurídica que se aplique a casos semelhantes ao que não foi</p><p>previsto, ou seja, busca-se por normas que são aplicáveis a casos similares, partindo-se do pressuposto de</p><p>que o legislador, se houvesse oportunidade, legislaria de igual maneira para o caso apresentado. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>3. FGV/SEFAZ-AM/2022</p><p>Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente, para aplicar a legislação tributária utilizará,</p><p>segundo a ordem indicada, sucessivamente,</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>131</p><p>344</p><p>A) analogia, equidade, princípios gerais de Direito Público e princípios gerais de Direito Tributário.</p><p>B) princípios gerais de Direito Tributário, analogia, princípios gerais de Direito Público e equidade.</p><p>C) analogia, princípios gerais de Direito Público, princípios gerais de Direito Tributário e equidade.</p><p>D) equidade, analogia, princípios gerais de Direito Tributário e princípios gerais de Direito Público.</p><p>E) analogia, princípios gerais de Direito Tributário, princípios gerais de Direito Público e equidade.</p><p>Comentário: Por força legal do CTN, a alternativa correta é a letra E.</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária</p><p>utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a equidade.</p><p>§ 1º O emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não previsto em lei.</p><p>§ 2º O emprego da equidade não poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>4. FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015</p><p>A lei tributária será aplicada a fatos que venham a ocorrer após sua vacatio legis, se houver, e também a fato</p><p>pretérito quando:</p><p>a) aumentar a alíquota do tributo;</p><p>b) cominar pena mais severa à infração tributária;</p><p>c) deixar de tratar o fato como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, mesmo que tenha sido</p><p>fraudulento e não tenha implicado falta de pagamento de tributo;</p><p>d) diminuir o percentual da multa aplicável em relação à lei vigente ao tempo da sua prática e o fato ainda</p><p>não tiver sido definitivamente julgado;</p><p>e) for meramente interpretativa, mesmo</p><p>Alfa é optante pelo Simples Nacional e fez opção também por recolher o IBS e a CBS dentro do</p><p>Simples Nacional. Em determinado período, a empresa Alfa adquiriu insumos da empresa Ômega,</p><p>industrializou seus produtos e os vendeu para a empresa comercial Beta (não optante pelo Simples</p><p>Nacional) mercadorias por ela produzidas.</p><p>Neste caso, temos as seguintes conclusões:</p><p>- A empresa Alfa não pode se apropriar de créditos de IBS e CBS nas aquisições de insumos;</p><p>- A empresa Beta pode se apropriar de créditos da aquisição realizada, desde que nos mesmos montantes</p><p>recolhidos pela empresa Alfa.</p><p>Leis Ordinárias</p><p>Em nosso sistema tributário, as leis ordinárias são a regra quando o assunto é instituição de</p><p>tributos. Vimos no tópico anterior que há alguns tributos cuja instituição fica a cargo da lei complementar.</p><p>Contudo, trata-se de exceções pontuais.</p><p>Assim, é a lei ordinária municipal, estadual ou federal que institui, por exemplo, as taxas e as</p><p>contribuições de melhoria.</p><p>Observação: O fato de os entes federados gozarem de autonomia faz com que não haja</p><p>hierarquia entre as leis federais, estaduais e municipais.</p><p>O art. 97 enumera situações que estão restritas ao princípio da legalidade (ou reserva legal). Senão,</p><p>vejamos:</p><p>Art. 97. Somente a lei pode estabelecer:</p><p>I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;</p><p>II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39,</p><p>57 e 65;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>11</p><p>344</p><p>III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no</p><p>inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito passivo;</p><p>IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos</p><p>artigos 21, 26, 39, 57 e 65;</p><p>V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos,</p><p>ou para outras infrações nela definidas;</p><p>VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa</p><p>ou redução de penalidades.</p><p>Seguindo a linha de raciocínio desse dispositivo, somente a lei pode instituir os tributos, como também</p><p>somente a lei pode extingui-los. Do mesmo modo, embora haja algumas exceções (exceções ao princípio da</p><p>legalidade), somente as leis podem majorar ou reduzir os tributos.</p><p>No que se refere à definição do fato gerador, da fixação da alíquota e da base de cálculo dos</p><p>tributos, você deve saber que isso se refere ao momento de instituição dos tributos. Ou seja, quando se</p><p>está instituindo um determinado tributo, a lei deve prever tais elementos!</p><p>Essa regra não se confunde com a exigência de que a lei complementar defina os fatos geradores,</p><p>base de cálculo e contribuintes dos impostos previstos na CF/88 (art. 146, III, a), já que, neste caso, a lei se</p><p>refere apenas às normas gerais.</p><p>Como exemplo, temos o fato gerador do IPI. No CTN, foi definido que o IPI poderia incidir sobre a</p><p>arrematação de produtos apreendidos ou abandonados e levados em leilão. Correto? No entanto, no</p><p>momento da instituição do IPI, o legislador optou por não incluir a referida situação como hipótese de</p><p>incidência do tributo.</p><p>Portanto, de um lado temos a lei complementar que disciplina os fatos que podem ser tributados</p><p>pelos impostos; de outro, os fatos geradores definidos na lei instituidora.</p><p>Lembre-se também que a restrição do art. 146, III, a, é aplicável apenas aos impostos. Logo, não é</p><p>necessário que haja definição de fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes de outras espécies</p><p>tributárias em lei complementar.</p><p>Observação: Por ora, guarde apenas que obrigação tributária principal tem por objeto o</p><p>pagamento de tributos e multas.</p><p>Destacamos, ainda, a necessidade de que as multas (cominação de penalidades) sejam</p><p>estabelecidas apenas mediante lei. Nesse sentido, atos infralegais (como os decretos, por exemplo) não</p><p>possuem competência para criar penalidades.</p><p>Por último, de acordo com o disposto no art. 97, VI, do CTN, somente a lei pode estabelecer as</p><p>hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução de</p><p>penalidades. Assim, a concessão de isenção (causa de exclusão do crédito tributário), por exemplo, só pode</p><p>ocorrer por meio de lei. Evidentemente, qualquer lei que venha versar sobre tais temas fica restrita às</p><p>normas gerais definidas no CTN. Utilizando-se do mesmo exemplo, nos arts. 176 a 179, o CTN estabelece</p><p>regras gerais para concessão de isenções.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>12</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Medidas Provisórias</p><p>Quanto a este ponto, cabe-nos apenas relembrar que as medidas provisórias são atos normativos</p><p>temporários com força de lei, expedidos pelo Chefe do Poder Executivo, que podem vir ou não a ser</p><p>convertidos em lei.</p><p>Deve-se saber que as MPs podem tratar, sim, de matéria tributária, bem como instituir tributos,</p><p>inclusive isso consta na Magna Carta (art. 62, § 2°), quando esta dispõe sobre a instituição e majoração de</p><p>impostos por meio de MP, e que, além disso, esse tem sido o entendimento do STF.</p><p>Leis Delegadas</p><p>Semelhantemente às medidas provisórias, as leis delegadas são elaboradas pelo Presidente da</p><p>República e possuem a mesma força de uma lei ordinária.</p><p>Contudo, como o próprio nome do instrumento normativo se apresenta, faz-se necessária uma</p><p>delegação do Poder Legislativo, por meio de uma resolução do Congresso Nacional (e não do Senado!).</p><p>Destaque-se que não há nada que impeça o Poder Executivo de introduzir normas tributárias por meio de</p><p>leis delegadas, desde que não sejam temas reservados à lei complementar.</p><p>Observação: As leis delegadas não são temporárias como as medidas provisórias.</p><p>Tanto as medidas provisórias como as leis delegadas não podem tratar de assuntos</p><p>reservados à lei complementar!</p><p>Resoluções</p><p>As resoluções são atos normativos com força de lei, emanados pelo Poder Legislativo sem qualquer</p><p>participação do Executivo, o que faz com que a doutrina as denomine “leis sem sanção”. Podem ser</p><p>editadas pelo Congresso Nacional ou por suas casas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.</p><p>São as resoluções do Congresso Nacional que são utilizadas para aprovar a delegação ao Presidente de</p><p>República para editar as leis delegadas.</p><p>Em matéria especificamente tributária, toma relevância as resoluções do Senado Federal, Casa de</p><p>representação dos Estados-Membros no Congresso Nacional, ao tratar de vários aspectos atinentes aos</p><p>impostos de competência estadual.</p><p>Neste momento julgo necessário apenas esquematizarmos o assunto:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>13</p><p>344</p><p>RESOLUÇÕES DO SENADO FEDERAL</p><p>TRIBUTO ALÍQUOTA FACUL/OBRIG INICIATIVA APROVAÇÃO</p><p>ITCMD Alíquota Máx. OBRIGATÓRIO - -</p><p>IPVA Alíquota Mín. OBRIGATÓRIO - -</p><p>ICMS</p><p>Alíq. Máx. Oper.</p><p>Internas</p><p>FACULTATIVO</p><p>MAIORIA</p><p>ABSOLUTA 2/3 Senado</p><p>ICMS</p><p>Alíq. Mín. Oper.</p><p>Internas</p><p>FACULTATIVO</p><p>1/3 Senado</p><p>MAIORIA ABSOLUTA</p><p>ICMS</p><p>Alíq. Interest. ou</p><p>exportação</p><p>OBRIGATÓRIO</p><p>Pres. Rep. ou</p><p>1/3 Senado</p><p>MAIORIA ABSOLUTA</p><p>IBS/CBS</p><p>Alíquotas de</p><p>Referência</p><p>OBRIGATÓRIO - -</p><p>Observe as setas, pois elas indicam um “esquema” para memorizar. As alíquotas mínimas</p><p>exigem quórum menor para iniciativa, aumentando para aprovação, elevando ainda mais</p><p>na aprovação das alíquotas máximas, cujo quórum é o maior.</p><p>Obs.: Os quóruns das alíquotas Interestaduais ou Exportação são iguais aos das mínimas,</p><p>com o acréscimo do Presid. Rep.</p><p>Em relação ao IBS e a CBS, incluídos pela EC 132/2023, as alíquotas de referência serão fixadas por meio de</p><p>Resolução do Senado Federal, observando-se a forma de cálculo e os limites previstos em lei</p><p>complementar.</p><p>Amigo(a), decorando essa tabelinha que eu preparei, tenha certeza de que você vai acertar</p><p>questões que a esmagadora maioria dos candidatos erra na hora da prova. Afinal de contas, não é nada</p><p>fácil de decorar isso sem um esquema!</p><p>Fábio Dutra</p><p>para a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Não existe previsão para aplicação retroativa da lei tributária quando tal norma trate de</p><p>aumento de alíquota de tributo. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>132</p><p>344</p><p>Alternativa B: Não existe previsão para aplicação retroativa da lei tributária quando tal norma aplica pena</p><p>mais severa à infração tributária do que a pena prevista em norma anterior, vigente à data da prática do ato.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, quando este não tenha sido definitivamente</p><p>julgado, ao deixar de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que não tenha</p><p>sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, quando este não tenha sido definitivamente</p><p>julgado, ao lhe cominar penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: A lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, em qualquer caso, quando seja expressamente</p><p>interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>5. FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2009</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional a lei aplica-se a ato ou fato pretérito.</p><p>A esse respeito analise as afirmativas que apresentam as situações em que a lei se aplica.</p><p>I. Em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração</p><p>dos dispositivos interpretados.</p><p>II. Quando reduza a alíquota de tributo cujo fato gerador já foi praticado, desde que a defesa ofertada pelo</p><p>contribuinte, administrativa ou judicial, ainda não tenha sido definitivamente julgada.</p><p>III. Tratando-se de ato não definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer</p><p>exigência de ação ou omissão, desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado falta de</p><p>pagamento de tributo.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente a afirmativa I estiver correta.</p><p>b) se somente a afirmativa II estiver correta.</p><p>c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>e) se todas as afirmativas estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Realmente, de acordo com o art. 106, I, do CTN, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos</p><p>dispositivos interpretados. Item correto.</p><p>Item II: A redução de alíquota de tributo relativo à fato gerador anterior à vigência da lei não é abrangida</p><p>por esta norma. Não há que se falar em aplicação retroativa neste caso. Item errado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>133</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Item III: De acordo com o art. 106, II, “b”, do CTN, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito não</p><p>definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão,</p><p>desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. Item correto.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>134</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>Interpretação e Integração da Legislação Tributária</p><p>1.FGV/ SEFAZ-BA/2022</p><p>O Estado X publicou uma lei que determina a isenção de IPVA para os proprietários de veículos automotores</p><p>com deficiência auditiva que estejam aposentados, desde que comprovada a deficiência por meio de junta</p><p>médica oficial.</p><p>Sobre a hipótese descrita, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) Os proprietários de veículos com deficiência motora, visual ou mental, por analogia, poderão requerer a</p><p>extensão do benefício fiscal, ainda que estejam no exercício de atividade laboral.</p><p>B) A referida lei deve ser interpretada literalmente. Portanto, somente aqueles com deficiência auditiva e</p><p>que sejam aposentados poderão se beneficiar da isenção.</p><p>C) É possível a interpretação extensiva da referida norma para beneficiar o deficiente auditivo, ainda que se</p><p>encontre no exercício de atividade laboral.</p><p>D) A referida norma é inconstitucional por violar o princípio da isonomia tributária.</p><p>E) Em razão do princípio da justiça social, a interpretação da lei tributária deve ser extensiva a toda e qualquer</p><p>pessoa deficiente, seja ela visual, auditiva, motora ou mental, que esteja aposentada.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: No caso em tela, outorga da isenção, por força legal do CTN, não pode ser objeto de analogia.</p><p>Porque, tal instituto, analogia, é utilizado no caso de ausência de disposição expressa. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O CTN prevê que a outorga de isenção seja interpretada literalmente. Confira.</p><p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre:</p><p>I - suspensão ou exclusão do crédito tributário;</p><p>II - outorga de isenção;</p><p>III - dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Por força legal, essa interpretação extensiva não pode ser utilizada. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>135</p><p>344</p><p>Alternativa D: O princípio da isonomia tributária é tratado no art. 150, II, da CF que possibilita instituir</p><p>tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação desigual, que na nossa questão, são</p><p>os deficientes auditivos na condição de aposentados. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme item B. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>2.FGV/CGE-MA-Auditor/2014</p><p>Diante de situação fática não prevista expressamente na legislação, vislumbrada lacuna a ser superada, a</p><p>autoridade judicial fez uso de norma expressa existente no ordenamento jurídico para hipótese semelhante</p><p>à que deveria julgar.</p><p>Neste caso, a integração da lacuna se deu por</p><p>a) utilização do princípio da legalidade.</p><p>b) uso da equidade.</p><p>c) utilização da analogia.</p><p>d) interpretação axiológica.</p><p>e) uso do princípio da isonomia.</p><p>Comentário: A integração da legislação tributária ocorreu por meio do uso da analogia, que se resume na</p><p>aplicação da mesma norma para casos concretos semelhantes.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>3.FGV/PROCEMPA-Analista Administrativo-Advogado/2014</p><p>Por meio de tratado internacional celebrado pela União e regularmente incorporado ao nosso ordenamento</p><p>normativo interno, os serviços de recuperação de motores elétricos deixam de sofrer a incidência de</p><p>qualquer tributo.</p><p>Diante de tal cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) O tratado internacional é válido, desde que tenha sido incorporado por lei complementar.</p><p>b) O tratado internacional é inválido, pois não pode dispor sobre questões tributárias.</p><p>c) O tratado internacional é inválido, pois seu efeito prático é afastar a incidência do Imposto sobre Serviços</p><p>(ISS), que é de competência dos Estados, sendo vedado à União conceder isenção de tributos que não sejam</p><p>de sua competência.</p><p>d) O tratado internacional é inválido, pois seu efeito prático é afastar a incidência do Imposto sobre Serviços</p><p>(ISS), que é de competência dos Municípios, sendo vedado à União conceder isenção de tributos que não</p><p>sejam de sua competência.</p><p>e) O tratado internacional é válido, qualquer que tenha sido a forma de sua incorporação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>136</p><p>344</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Não há qualquer ressalva</p><p>no texto constitucional, quanto à forma de incorporação dos</p><p>tratados internacionais. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: O art. 96, do CTN, estabelece que os tratados internacionais integram a legislação tributária.</p><p>Ademais, não há qualquer vedação constitucional nesse sentido. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: A jurisprudência do STF trilha o raciocínio de que os tratados internacionais são celebrados</p><p>pelo Presidente da República, em nome da República Federativa do Brasil, não havendo que se falar em</p><p>isenção heterônoma neste caso. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: A jurisprudência do STF trilha o raciocínio de que os tratados internacionais são celebrados</p><p>pelo Presidente da República, em nome da República Federativa do Brasil, não havendo que se falar em</p><p>isenção heterônoma neste caso. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não há qualquer ressalva no texto constitucional, quanto à forma de incorporação dos</p><p>tratados internacionais. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>4.FGV/CONDER-Advogado/2013</p><p>Com relação à interpretação autêntica da lei tributária, assinale a afirmativa correta.</p><p>a) É admitida na hipótese de aplicação retroativa da lei tributária.</p><p>b) É vedada, já que não cabe ao órgão do qual emanou a lei o poder de interpretá-la.</p><p>c) É admitida em nosso ordenamento jurídico, mas não exclui a aplicação de penalidades.</p><p>d) Ela estabelece, através da interpretação, um novo sentido para a legislação tributária.</p><p>e) Ela veda que a lei tributária possa retroagir, prejudicando o contribuinte.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Quando o enunciado da questão menciona “interpretação autêntica”, trata da lei</p><p>expressamente interpretativa, prevista no art. 106, I, do CTN, que admite sua aplicação retroativa.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Não há vedação à interpretação de uma norma por meio de outra norma posterior. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa C: O art. 106, I, do CTN, admite aplicação retroativa da lei expressamente interpretativa, desde</p><p>que não implique aplicação de penalidades. Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>137</p><p>344</p><p>Alternativa D: O objetivo não é estabelecer um novo sentido para a legislação tributária, mas apenas clarear</p><p>a interpretação de normas cuja redação original ficou obscura causando múltiplias interpretações pelo</p><p>aplicador da lei. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O art. 106, I, do CTN, admite aplicação retroativa da lei expressamente interpretativa, desde</p><p>que não implique aplicação de penalidades. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>5.FGV/Fiscal de Rendas-MS/2006</p><p>A lei tributária nova aplica-se ao ato ou fato pretérito:</p><p>I. em qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração</p><p>dos dispositivos interpretados;</p><p>II. não definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração;</p><p>III. não definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou</p><p>omissão, ainda que tenha implicado falta de pagamento de tributo.</p><p>Assinale:</p><p>a) se apenas o item III estiver correto.</p><p>b) se apenas os itens I e II estiverem corretos.</p><p>c) se apenas os itens I e III estiverem corretos.</p><p>d) se apenas os itens II e III estiverem corretos.</p><p>e) se todos os itens estiverem corretos.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Realmente, de acordo com o art. 106, I, do CTN, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito, em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos</p><p>dispositivos interpretados. Item correto.</p><p>Item II: Conforme consta no art. 106, II, “a”, do CTN, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito não</p><p>definitivamente julgado, quando deixe de defini-lo como infração. Item correto.</p><p>Item III: De acordo com o art. 106, II, “b”, do CTN, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito não</p><p>definitivamente julgado, quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão,</p><p>desde que não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>6.FGV/SEFAZ-RJ-Analista de Controle Interno/2011</p><p>Ômega S.A., pretende ver reconhecido judicialmente o direito à isenção quanto à CSLL, já que lhe é garantido</p><p>o benefício com relação ao IRPJ, pois preenche os requisitos para a fruição da dispensa legal do pagamento</p><p>desse imposto. A empresa fundamenta sua pretensão no fato de que ambas as modalidades tributárias</p><p>partilham de natureza jurídica semelhante e apresentam o mesmo fato gerador.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>138</p><p>344</p><p>Qual seria a técnica de interpretação a utilizar para decidir o pedido de Ômega?</p><p>a) Analógica.</p><p>b) Teleológica.</p><p>c) Histórica.</p><p>d) Literal.</p><p>e) Teratológica.</p><p>Comentário: O art. 111, II, do CTN, prevê que a lei que disponha sobre isenção deve ser interpretada</p><p>literalmente. Portanto, a técnica de interpretação a utilizar para decidir o pedido de Ômega é a literal.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>7.FGV/Sudene- PE- Analista Técnico Adm./2013</p><p>Sobre o uso da analogia, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. A analogia é forma de interpretação da legislação tributária.</p><p>II. A analogia postula a aplicação do mesmo tratamento legal a casos semelhantes.</p><p>III. O uso da analogia é possível no caso de interpretação do alcance do sentido da lei.</p><p>IV. O princípio da legalidade estrita limita o campo de aplicação da analogia.</p><p>Assinale:</p><p>a) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>b) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.</p><p>c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.</p><p>d) se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas.</p><p>e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Na realidade, a analogia constitui modalidade de integração da legislação tributária. Item errado.</p><p>Item II: Esta é a essência da analogia: aplicação do mesmo tratamento legal a casos semelhantes. Item</p><p>correto.</p><p>Item III: O uso da analogia se torna possível apenas diante de lacuna deixada pelo legislador, e não para</p><p>interpretação do alcance do sentido da lei. Item errado.</p><p>Item IV: De fato, o princípio da legalidade limita o campo de aplicação da analogia. Por esse motivo, o art.</p><p>108, § 1º, do CTN, estabelece que o emprego da analogia não poderá resultar na exigência de tributo não</p><p>previsto em lei. Item correto.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>139</p><p>344</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>8.FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2010</p><p>Com relação à interpretação e integração da legislação tributária, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. O emprego da equidade poderá resultar na dispensa do pagamento de tributo devido.</p><p>II. A lei tributária, expressa ou implicitamente expressa pela Constituição Federal, pode alterar a definição, o</p><p>conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado utilizados para definir ou limitar</p><p>competências tributárias.</p><p>III. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre suspensão, extinção ou exclusão do</p><p>crédito tributário.</p><p>Assinale:</p><p>a) se nenhuma afirmativa estiver correta.</p><p>b) se somente a afirmativa I estiver correta.</p><p>c) se somente a afirmativa II estiver correta.</p><p>d) se somente a afirmativa III estiver correta.</p><p>e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: De acordo com o art. 108, § 2º, do CTN, o emprego da equidade poderá resultar na dispensa do</p><p>pagamento de tributo devido. Item errado.</p><p>Item II: Na verdade, o art. 110, do CTN, prevê que a lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e</p><p>o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados,</p><p>expressa ou implicitamente, pela</p><p>Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos</p><p>Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. Item errado.</p><p>Item III: A interpretação literal da legislação tributária não ocorre para o caso de extinção do crédito</p><p>tributário, apenas para suspensão ou exclusão. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>9.FGV/AFRE- RJ/2011</p><p>Não pode(m) ser usado(a)(s) como técnica de interpretação e integração da legislação tributária</p><p>(a) A equidade.</p><p>(b) Os princípios gerais de direito tributário.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>140</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>(c) Os costumes.</p><p>(d) Os princípios gerais de direito público.</p><p>(e) A analogia.</p><p>Comentário: Os costumes não foram definidos no art. 108, como sendo métodos de integração da legislação</p><p>tributária.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>10.FGV/AFRE- RJ/2011</p><p>A respeito da interpretação da legislação tributária, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. São interpretadas literalmente a suspensão ou a exclusão do crédito tributário.</p><p>II. É interpretada literalmente a dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>III. É interpretada de maneira mais favorável ao contribuinte a legislação tributária que determine a outorga</p><p>de isenção.</p><p>IV. É interpretada de maneira mais favorável ao fisco, no caso de legislação tributária que define infrações,</p><p>no caso de dúvida quanto à graduação da penalidade aplicável.</p><p>Assinale</p><p>(a) Se apenas a afirmativa I estiver correta.</p><p>(b) Se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.</p><p>(c) Se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.</p><p>(d) Se apenas afirmativas III e IV estiverem corretas.</p><p>(e) Se apenas a afirmativa IV estiver correta.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Deveras, como previsto no art. 111, I, do CTN, interpreta-se literalmente a legislação tributária que</p><p>disponha sobre suspensão ou exclusão do crédito tributário. Item correto.</p><p>Item II: De acordo com o art. 111, III, do CTN, interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha</p><p>sobre dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias. Item correto.</p><p>Item III: Na realidade, a interpretação favorável ao contribuinte apenas ocorre no caso de legislação</p><p>tributária que define infrações, ou lhe comina penalidades. Item errado.</p><p>Item IV: Não existe, neste caso, interpretação favorável ao fisco, mas sim ao contribuinte. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>11.FGV/SEFAZ-RJ-Fiscal de Rendas/2008</p><p>No sistema tributário nacional, é correto afirmar que:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>141</p><p>344</p><p>a) os tratados internacionais podem conter cláusula que enseje exoneração de imposto estadual.</p><p>b) os sócios-gerentes respondem pelas dívidas tributárias da sociedade, em qualquer situação.</p><p>c) os atos normativos entram em vigor sempre na data de sua publicação.</p><p>d) as normas de isenção exigem interpretação literal, ou seja, podem ter aplicação analógica.</p><p>e) as normas de isenção tributária se aplicam, de regra, a fatos ocorridos antes do início de sua vigência.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Nada obsta que um tratados internacionais contenhater cláusula que enseje exoneração de</p><p>imposto estadual, pois a jurisprudência do STF caminha no sentido de que os tratados internacionais são</p><p>celebrados pelo Presidente da República, em nome da República Federativa do Brasil, não havendo que se</p><p>falar em isenção heterônoma neste caso. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A responsabilidade dos sócios-gerentes pelas dívidas tributárias da sociedade não ocorre em</p><p>qualquer situação, mas somente em relação às obrigações tributárias resultantes de atos praticados com</p><p>excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 103, I, do CTN, os atos normativos entram em vigor na data de sua</p><p>publicação, salvo disposição em contrário. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Pelo fato de as normas de isenção serem interpretadas literalmente, não se admite sua</p><p>aplicação a casos análogos, isto é, utilizando a analogia. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: As normas de isenção tributária não se aplicam a fatos ocorridos antes do início de sua</p><p>vigência. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>12.FGV/TCM-RJ-Procurador/2008</p><p>Assinale a afirmativa correta.</p><p>a) A lei tributária que define infrações ou lhe comina penalidades interpreta-se da maneira mais favorável</p><p>ao acusado, em caso de dúvida quanto à capitulação legal do fato, bem como quanto à natureza ou às</p><p>circunstâncias materiais do fato, ou à natureza ou extensão dos seus efeitos.</p><p>b) Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação tributária utilizará</p><p>sucessivamente, na ordem indicada: a analogia; os princípios gerais de direito tributário; os princípios gerais</p><p>de direito e a equidade.</p><p>c) A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de</p><p>direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos</p><p>Estados, pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios ou pelas leis complementares, para</p><p>definir ou limitar competências tributárias.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>142</p><p>344</p><p>d) Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sobre: suspensão, extinção ou exclusão do</p><p>crédito tributário; outorga de isenção e dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>e) A definição legal do fato gerador é interpretada considerando-se a validade jurídica dos atos efetivamente</p><p>praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus</p><p>efeitos.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A assertiva aborda o art. 112, I e II, do CTN, e realmente está correta, tratando da</p><p>interpretação da lei mais benéfica ao acusado, no caso de infrações ou penalidades. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: O erro da assertiva é bastante sútil, pois foi omitida a especificação dos princípios gerais do</p><p>direito “público”, como terceiro critério da integração da legislação tributária. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O erro da questão foi acrescentar algo que não foi previsto na redação do art. 110, do CTN:</p><p>leis complementares, quando o assunto é definir ou limitar competências tributárias. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Trata-se do art. 111, do CTN, que previu a interpretação literal da legislação tributária que</p><p>disponha sobre: suspensão ou exclusão do crédito tributário; outorga de isenção e dispensa do cumprimento</p><p>de obrigações tributárias acessórias. Assim, não foi prevista no referido dispositivo a interpretação literal no</p><p>caso de extinção do crédito tributário. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Na realidade, o art. 118, do CTN, prevê que a definição legal do fato gerador é interpretada</p><p>abstraindo-se da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou</p><p>terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>143</p><p>344</p><p>QUESTÕES COMPLEMENTARES COMENTADAS</p><p>1. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>De acordo com dispositivos da legislação tributária, as leis expressamente interpretativas são</p><p>sempre retroativas, desde que não imponham novo gravame ou nova penalidade.</p><p>Comentário: O art. 106, I, do CTN, estabelece que a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa,</p><p>excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados. Ou seja, são sempre retroativas, desde que não</p><p>imponham novo gravame ou nova penalidade.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>2. CEBRASPE/Proc-TCE-RJ/2023</p><p>Em relação às fontes do direito tributário, ao crédito tributário e à legislação e às obrigações</p><p>tributárias, julgue o item a seguir.</p><p>Os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez incorporados ao direito interno</p><p>brasileiro, encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis ordinárias, prevalecendo sobre a</p><p>legislação interna infraconstitucional editada antes ou depois deles.</p><p>Comentário: De fato, de acordo com o CTN (que é a regra em uma questão que não menciona</p><p>jurisprudência ou doutrina), os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez</p><p>incorporados ao direito interno brasileiro, encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis</p><p>ordinárias. Porém, o CTN estabelece que os tratados prevalecem sobre a legislação interna</p><p>infraconstitucional editada antes ou depois deles.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>3. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>A retroatividade benigna é aplicável também às situações em que a lei deixa de definir o fato</p><p>como infração, mesmo que o ato esteja definitivamente julgado.</p><p>Comentário: A retroatividade benigna da lei tributária é aplicável às situações em que a lei deixa</p><p>de definir o fato como infração, porém somente quando o ato ainda não esteja definitivamente</p><p>julgado.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>4. CEBRASPE/PGE-RR-Procurador/2023</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>144</p><p>344</p><p>Considerando o princípio constitucional da retroatividade em matéria tributária, julgue o próximo</p><p>item.</p><p>O princípio da retroatividade benigna aplica-se à situação de lei nova que reduz a multa de</p><p>contribuinte que tenha praticado ato infracional antes da lavratura do auto de infração respectivo,</p><p>por versar sobre aplicação menos severa da penalidade, já que se trata de ato não</p><p>definitivamente julgado.</p><p>Comentário: Se a nova lei mais benéfica entra em vigor antes da lavratura do auto de infração, é</p><p>evidente que tal ato ainda não foi definitivamente julgado. Neste caso, ocorre a retroatividade.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>5. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>Segundo o Código Tributário Nacional (CTN), a legislação tributária que disponha sobre outorga</p><p>de isenção é interpretada</p><p>a) pelo método histórico.</p><p>b) literalmente.</p><p>c) pelo método teleológico.</p><p>d) por analogia.</p><p>e) de forma sistemática.</p><p>Comentário: Trata-se de uma questão bastante direta. Em relação a este ponto, o art. 111, do</p><p>CTN, assevera que a interpretação deve ocorrer literalmente:</p><p>Art. 111. Interpreta-se literalmente a legislação tributária que disponha sôbre:</p><p>(...)</p><p>II - outorga de isenção;</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>6. CEBRASPE/Proc Mun (PGM Natal)/Pref Natal/2023</p><p>No tocante à aplicação e à interpretação da legislação tributária, assinale a opção correta</p><p>segundo o CTN e a jurisprudência do STF.</p><p>a) A legislação tributária de cunho expressamente interpretativo pode ser aplicada</p><p>retroativamente, desde que não implique a imposição de penalidade.</p><p>b) Não se admite o emprego da analogia no direito tributário.</p><p>c) É possível a aplicação da técnica da interpretação extensiva na aferição das hipóteses passíveis</p><p>de exclusão do crédito tributário.</p><p>d) A outorga de isenção tributária admite interpretação ampliativa em favor do contribuinte, com</p><p>fundamento no princípio da isonomia.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>145</p><p>344</p><p>e) Os tratados internacionais em matéria tributária, na pirâmide normativa, situam-se abaixo da</p><p>legislação tributária interna.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 106, I, do CTN, prevê que a legislação tributária de cunho expressamente</p><p>interpretativo pode ser aplicada retroativamente, desde que não implique a imposição de</p><p>penalidade. Correta.</p><p>Alternativa B: A analogia foi admitida como método de integração da legislação tributária. A</p><p>previsão é o art. 108, I, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa C: O art. 111, I, do CTN, prevê que nas hipóteses passíveis de exclusão do crédito</p><p>tributário, a interpretação deve ser realizada de forma literal. Logo, não é possível realizar</p><p>interpretação extensiva. Errada.</p><p>Alternativa D: O art. 111, II, do CTN, prevê que a lei concessiva de isenção deve ser interpretada</p><p>de forma literal. Portanto, não é possível realizar interpretação ampliativa. Errada.</p><p>Alternativa E: De modo algum. O art. 98, do CTN, estabelece que os tratados e as convenções</p><p>internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que</p><p>lhes sobrevenha. Errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>7. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>No que diz respeito às formas de integração da norma tributária, de acordo com o Código</p><p>Tributário Nacional, na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a</p><p>legislação tributária deverá utilizar, sucessivamente,</p><p>a) os costumes, a equidade e os princípios gerais de direito tributário.</p><p>b) os princípios gerais de direito público, a equidade, a analogia e os costumes.</p><p>c) a analogia, os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público e a</p><p>equidade.</p><p>d) a equidade, os princípios gerais de direito tributário e os princípios gerais de direito público.</p><p>e) os princípios gerais de direito tributário, os princípios gerais de direito público, a equidade e a</p><p>analogia.</p><p>Comentário: A ordem correta da integração da legislação tributária é prevista no art. 108, do</p><p>CTN:</p><p>Art. 108. Na ausência de disposição expressa, a autoridade competente para aplicar a legislação</p><p>tributária utilizará sucessivamente, na ordem indicada:</p><p>I - a analogia;</p><p>II - os princípios gerais de direito tributário;</p><p>III - os princípios gerais de direito público;</p><p>IV - a eqüidade.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>146</p><p>344</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>8. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>Quanto ao crédito, à imunidade e ao lançamento tributários, julgue o item a seguir.</p><p>Na aplicação da integração da legislação tributária, quando houver ausência de disposição</p><p>expressa na lei, a autoridade fiscal poderá aplicar a equidade, de modo a resultar em</p><p>desobrigação de pagamento de obrigação principal.</p><p>Comentário: A equidade pode ser utilizada como último critério de integração da legislação</p><p>tributária. Porém, não pode ser utilizada para dispensar o pagamento do tributo devido.</p><p>Gabarito: Errado</p><p>9. CEBRASPE/Proc -PGE ES/2023</p><p>Na ausência de disposição normativa expressa quanto a determinada matéria tributária, a</p><p>autoridade competente para aplicar a legislação deverá utilizar</p><p>a)  a equidade antes da analogia.</p><p>b)  a analogia antes dos princípios gerais de direito público.</p><p>c)  os princípios gerais de direito público antes dos princípios gerais de direito tributário.</p><p>d)  a equidade antes dos princípios gerais de direito público.</p><p>e)  os princípios gerais de direito tributário antes da analogia.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A equidade deve ser utilizada como critério de integração da legislação tributária</p><p>como o último critério. Errada.</p><p>Alternativa B: A analogia é o primeiro critério de integração da legislação tributária. Correta.</p><p>Alternativa C: Os princípios gerais de direito público devem ser utilizados após princípios gerais</p><p>de direito tributário Errada.</p><p>Alternativa D: A equidade deve ser utilizada como último critério de integração da legislação</p><p>tributária. Errada.</p><p>Alternativa E: A analogia é o primeiro critério de integração da legislação tributária. Errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>10. CEBRASPE/Proc -TCE-RJ/2023</p><p>No que diz respeito à competência tributária, julgue o item a seguir.</p><p>O Poder Executivo federal, por deter o poder central, pode publicar ato com força de lei material</p><p>para estabelecer normas gerais de direito tributário.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>147</p><p>344</p><p>Comentário: Apenas as leis complementares podem estabelecer normas gerais de direito</p><p>tributário. O Poder Executivo Federal poderia publicar medidas provisórias (atos com força de lei</p><p>material).</p><p>Gabarito: Errado</p><p>11. CEBRASPE/Proc -AGU/2023</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional (CTN), para efeito de delimitação do conceito de</p><p>legislação tributária, são exemplos de normas complementares, em seu sentido técnico,</p><p>a)  os decretos emitidos pelo Poder Executivo e as práticas reiteradamente observadas pelas</p><p>autoridades administrativas.</p><p>b) os tratados e as convenções internacionais e os convênios celebrados entre a União e os</p><p>estados.</p><p>c) os tratados e as convenções internacionais e os decretos emitidos pelo Poder Executivo.</p><p>d) as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas e os tratados e as</p><p>convenções internacionais.</p><p>e)  os convênios celebrados entre a União e os estados e as práticas reiteradamente observadas</p><p>pelas autoridades administrativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os decretos não são considerados normas complementares, nos termos do art.</p><p>100, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa B: Os tratados e as convenções internacionais e os convênios celebrados entre a</p><p>União e os estados não são considerados normas complementares, nos termos do art. 100, do</p><p>CTN. Errada.</p><p>Alternativa C: Os tratados e as convenções internacionais e os decretos emitidos pelo Poder</p><p>Executivo não são considerados normas complementares, nos termos do art. 100, do CTN.</p><p>Errada.</p><p>Alternativa D: Os tratados e as convenções internacionais não são considerados normas</p><p>complementares, nos termos do art. 100, do CTN. Errada.</p><p>Alternativa E: Tanto os convênios celebrados entre a União e os estados como as práticas</p><p>reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são considerados normas</p><p>complementares, nos termos do art. 100, do CTN. Correta.</p><p>Gabarito: Letra E</p><p>12. CEBRASPE/TJ-SC-Notário e Registrador/2023</p><p>A disposição a respeito de resolução de conflitos de competência, em matéria tributária, entre os</p><p>entes da Federação cabe</p><p>a) a medida provisória.</p><p>b) a lei ordinária.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>148</p><p>344</p><p>c) a lei complementar.</p><p>d) à Constituição Federal de 1988.</p><p>e) a resolução do Senado Federal.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, I, da CF/88, cabe à lei complementar dispor sobre</p><p>conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o</p><p>Distrito Federal e os Municípios;</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>13. CEBRASPE/ATrib (Pref Maringá)/2022</p><p>Acerca das fontes do direito tributário, assinale a opção correta.</p><p>a)  Os convênios que entre si celebrem a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios são</p><p>fontes primárias de direito tributário.</p><p>b) As normas complementares do direito tributário podem prever a dispensa das penalidades por</p><p>descumprimento de obrigação tributária acessória ou principal.</p><p>c) As normas secundárias compreendem a elaboração de emendas à Constituição, leis</p><p>complementares, leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, mas não decretos</p><p>legislativos nem resoluções.</p><p>d) A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as convenções</p><p>internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em parte, sobre</p><p>tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>e)  Não são classificadas como normas complementares as práticas reiteradamente usadas pelas</p><p>autoridades administrativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Os convênios configuram normas complementares, nos termos do art. 100, do</p><p>CTN. Portanto, são atos infralegais, ou secundários. Errada.</p><p>Alternativa B: A dispensa de penalidades deve ser prevista em lei, conforme art. 97, do CTN.</p><p>Errada.</p><p>Alternativa C: As normas secundárias são atos infralegais, como os decretos (art. 99, do CTN) e as</p><p>normas complementares (art. 100, do CTN). Errada.</p><p>Alternativa D: Trata-se exatamente da definição de legislação tributária, prevista no art. 96, do</p><p>CTN. Correta.</p><p>Alternativa E: As práticas reiteradamente usadas pelas autoridades administrativas são</p><p>classificadas como normas complementares, conforme estabelece o art. 100, III, do CTN. Errada.</p><p>Gabarito: D</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>149</p><p>344</p><p>14. CEBRASPE/AFRE CE/SEFAZ CE/2021</p><p>Direito Tributário - Disposições Gerais da Legislação (arts. 96 a 100 do CTN)</p><p>Considerando o disposto na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional (CTN), julgue</p><p>o item seguinte.</p><p>Os decretos podem ser considerados legislação tributária, para os efeitos do CTN.</p><p>Comentário: O art. 96 inclui os decretos no conceito de legislação tributária. O art. 99, por seu</p><p>turno, prevê o seguinte: O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em</p><p>função das quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação</p><p>estabelecidas nesta Lei.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>15. CEBRASPE/AFTE (SEFAZ RR)/2021</p><p>A lei tributária deve ser interpretada da maneira mais favorável ao contribuinte quando versar</p><p>sobre</p><p>a)  suspensão do crédito tributário.</p><p>b)  exclusão do crédito tributário.</p><p>c)  outorga de isenção.</p><p>d)  dispensa do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.</p><p>e)  a natureza da penalidade aplicável.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre suspensão do crédito</p><p>tributário deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa B: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre exclusão do crédito</p><p>tributário deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa C: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre outorga de isenção deve</p><p>ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa D: O art. 111, do CTN, prevê que a norma que verse sobre dispensa do cumprimento</p><p>de obrigações tributárias acessórias deve ser interpretada literalmente. Errada.</p><p>Alternativa E: Se houver dúvida na interpretação da natureza da penalidade aplicável, a lei</p><p>tributária deve ser interpretada da maneira mais favorável ao contribuinte, conforme art. 112, do</p><p>CTN. Correta.</p><p>Gabarito: E</p><p>16. CEBRASPE/ATrib (Pref Maringá)/2022</p><p>A definição de tributos e de suas espécies é matéria a ser tratada exclusivamente</p><p>a) por normativo da Receita Federal do Brasil.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>150</p><p>344</p><p>b) por lei ordinária.</p><p>c) por ato administrativo.</p><p>d) por lei complementar.</p><p>e) pela Constituição Federal de 1988.</p><p>Comentário: São algumas das matérias que devem ser disciplinadas em lei complementar</p><p>(inclusive a definição de tributos e de suas espécies):</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>(...)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados</p><p>nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;</p><p>b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;</p><p>(...)</p><p>Gabarito: D</p><p>17. CEBRASPE/ATT (SEFAZ SE)/2022</p><p>Em determinado estado da Federação, instrução normativa do secretário da Fazenda demanda a</p><p>apresentação mensal da Guia de Informação e Apuração de ICMS (GIA) por intermédio de</p><p>programa específico da Secretaria de Estado da Fazenda.</p><p>Ocorre que, em virtude de problemas contratuais da secretaria com seu fornecedor de serviços</p><p>de tecnologia da informação, tornou-se frequente a indisponibilidade do sistema por longos</p><p>períodos. Quando se dava a indisponibilidade,</p><p>as autoridades fiscais aceitavam que os</p><p>contribuintes apresentassem a GIA em formato físico nos postos de fiscalização do estado. Essa</p><p>prática foi reiterada em 2018, 2019 e 2020. Em janeiro de 2021, durante um episódio de</p><p>indisponibilidade do sistema, a empresa Gama-W apresentou a respectiva GIA em formato físico</p><p>no posto de fiscalização local. No mês seguinte, essa empresa foi surpreendida com a intimação</p><p>de auto de infração, com a imposição da cobrança de penalidade pecuniária em virtude da</p><p>ausência de entrega da GIA em janeiro por intermédio do sistema específico, bem como de</p><p>acréscimo de juros de mora sobre o valor de ICMS apurado.</p><p>Nessa situação hipotética, a lavratura do auto de infração foi</p><p>a) incorreta, porque instrução normativa do secretário da Fazenda não pode estabelecer</p><p>obrigação tributária acessória.</p><p>b) correta, visto que o princípio da legalidade veda a dispensa pela administração de obrigações</p><p>acessórias estabelecidas pela legislação tributária.</p><p>c) incorreta, porque a validade contratual da conduta do fornecedor de serviços de tecnologia da</p><p>informação influencia na identificação do fato gerador.</p><p>d) incorreta, pois a observância da prática reiterada da secretaria exclui a imposição de</p><p>penalidade e cobrança de juros.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>151</p><p>344</p><p>e) parcialmente correta, porque a conduta da empresa constitui denúncia espontânea que exclui</p><p>a imposição de penalidade pecuniária, mas não a cobrança de juros.</p><p>Comentário: O caso em questão se amolda ao que o CTN denomina “práticas reiteradamente</p><p>observadas pelas autoridades administrativas”. E como tal, se enquadra no conceito de normas</p><p>complementares, previsto no art. 100, III, do CTN.</p><p>Assim, como consequência, visando a preservar a boa fé do contribuinte, o parágrafo único do</p><p>art. 100 previu que a observância das normas complementares exclui a imposição de</p><p>penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo</p><p>do tributo.</p><p>Gabarito: D</p><p>18. CESPE/MPE-CE-Promotor de Justiça/2020</p><p>A concessão de crédito presumido relativo a quaisquer impostos somente pode ser feita</p><p>mediante lei complementar.</p><p>Comentário: O art. 150, § 6º, estabelece que o crédito presumido e outros benefícios fiscais</p><p>devem ser concedidos mediante lei específica do ente federativo que detenha a competência</p><p>tributária sobre o tributo objeto do benefício.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>19. FCC/SEFAZ-AP-AUDITOR/2023</p><p>Empresa foi autuada pelo fisco estadual, em 2019, em 2020 e, novamente, em 2021, por falta de</p><p>elaboração de documento auxiliar de escrituração fiscal, tendo em vista descumprimento de lei</p><p>estadual que exigia, à época, a sua obrigatória elaboração, prevendo aplicação de multa para</p><p>seu descumprimento.</p><p>O auto de infração lavrado em 2019 foi definitivamente julgado, em janeiro de 2020, tanto na</p><p>seara administrativa, como na judicial, onde transitou em julgado, condenando a Empresa ao</p><p>pagamento da multa ali exigida. A Empresa pagou, em 2021, este débito fiscal.</p><p>O auto de infração lavrado em 2020 foi definitivamente julgado, em setembro de 2021, tanto na</p><p>seara administrativa, como na judicial, onde transitou em julgado, condenando a Empresa ao</p><p>pagamento da multa ali exigida. A Empresa ainda não pagou o débito exigido.</p><p>O auto de infração lavrado em 2021 ainda não teve seu julgamento definitivo realizado,</p><p>encontrando-se atualmente em fase de tramitação processual na seara administrativa.</p><p>Em junho de 2022, foi revogada a lei estadual que previa a obrigatoriedade de elaboração de</p><p>documento auxiliar de escrituração fiscal, assim como a exigência correlata de multa pela sua não</p><p>elaboração. Em face dos efeitos retroativos dessa revogação,</p><p>a)  caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago</p><p>relativo à multa lavrada em 2019 e o cancelamento dos autos de infração lavrados em 2020 e</p><p>2021.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>152</p><p>344</p><p>b)  caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago</p><p>relativo à multa lavrada em 2019 e o cancelamento do auto de infração lavrado em 2021.</p><p>c)  caberá à Empresa, no tocante a todos os seus direitos, a restituição do débito fiscal pago</p><p>relativo à multa lavrada em 2019 e o cancelamento do auto de infração lavrado em 2020.</p><p>d)  serão inexigíveis os débitos fiscais reclamados nos autos de infração lavrados em 2020 e 2021.</p><p>e)  será inexigível o débito fiscal reclamado no auto de infração lavrado em 2021.</p><p>Comentário: Esta questão exige o conhecimento da regra prevista no art. 106, II, do CTN:</p><p>art.106. A lei aplica-se a ato ou fato pretérito:</p><p>(...)</p><p>II - tratando-se de ato não definitivamente julgado:</p><p>a) quando deixe de defini-lo como infração;</p><p>b) quando deixe de tratá-lo como contrário a qualquer exigência de ação ou omissão, desde que</p><p>não tenha sido fraudulento e não tenha implicado em falta de pagamento de tributo;</p><p>c) quando lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua</p><p>prática.</p><p>Pela redação acima, apenas atos não definitivamente julgados são alcançados pela retroatividade</p><p>benigna da legislação tributária. Portanto, no caso em questão:</p><p>Ano 2019: Como foi definitivamente julgado, não há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Ano 2020: Como foi definitivamente julgado, não há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Ano 2022: Como ainda não foi definitivamente julgado, há retroatividade da legislação tributária.</p><p>Gabarito: E</p><p>20.FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023</p><p>De acordo com a Constituição Federal, normas relativas a critérios especiais de tributação, com</p><p>objetivo de prevenir desequilíbrios da concorrência, bem como normas de igual objetivo, mas</p><p>que não veiculem tais critérios, poderão ser estabelecidas, respectivamente, por meio de</p><p>a)  Lei complementar e Decreto do executivo federal.</p><p>b)  Lei ordinária federal e Resolução do Senado Federal.</p><p>c)  Resolução do Senado Federal e Decreto legislativo.</p><p>d)  Lei ordinárias federais, estaduais, municipais e do DF.</p><p>e)  Lei complementar e Lei ordinária federal.</p><p>Comentário: Vejamos o que prevê o art. 146-A, da CF:</p><p>art.146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo</p><p>de prevenir desequilíbrios da concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei,</p><p>estabelecer normas de igual objetivo.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>153</p><p>344</p><p>Logo, a resposta deve ser lei complementar e lei ordinária federal (editada pela União).</p><p>Gabarito: E</p><p>21.FCC/SEFAZ-AP-FISCAL/2023</p><p>A União, pretendendo tornar mais ágil e eficaz a fiscalização tributária, enviou para o Congresso</p><p>Nacional projeto de lei ordinária federal alterando normas gerais atinentes a lançamento e</p><p>decadência tributários.</p><p>Tal proposta é</p><p>a)  inconstitucional em relação ao lançamento tributário, mas não em relação à decadência</p><p>tributária.</p><p>b)  constitucional, desde que haja regulamentação posterior pelos demais entes da Federação</p><p>por decreto incorporando as alterações.</p><p>c)  constitucional, desde que haja Resolução do Senado Federal no mesmo sentido da proposta.</p><p>d)  inconstitucional, tanto em relação ao lançamento tributário, como em relação à decadência</p><p>tributária.</p><p>e)  constitucional, desde que haja posterior internalização pelos demais entes da Federação por</p><p>meio de suas leis ordinárias.</p><p>Comentário: Tais matérias descritas no enunciado da questão deveriam ser disciplinadas por</p><p>meio de lei complementar, conforme prevê a CF:</p><p>art.146. Cabe à lei complementar:</p><p>(...)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;</p><p>Por essa razão, a lei é inconstitucional, em relação a ambas as matérias.</p><p>Gabarito: D</p><p>22.FCC/COPERGÁS-Contador/2023</p><p>Nos termos dispostos no Código Tributário Nacional, considere:</p><p>I. Extinção de tributo.</p><p>II. A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para</p><p>outras infrações nela definidas.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>154</p><p>344</p><p>III. Hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou</p><p>redução de penalidades.</p><p>IV. Atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo.</p><p>A lei é o único meio pelo qual pode-se estabelecer o que consta em</p><p>a)  I, II, III e IV.</p><p>b)  II e III, apenas.</p><p>c)  IV, apenas.</p><p>d)  I e IV, apenas.</p><p>e)  I, II e III, apenas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: A extinção de tributo somente pode ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do CTN.</p><p>Correto.</p><p>Item II: A cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou</p><p>para outras infrações nela definidas somente pode ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do</p><p>CTN. Correto.</p><p>Item III: As hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa</p><p>ou redução de penalidades somente podem ocorrer por meio de lei, conforme art. 97, do CTN.</p><p>Correto.</p><p>Item IV: A atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo não depende de lei,</p><p>conforme art. 97, do CTN. Errado.</p><p>Cabe ressaltar que a EC 132/2023 (Reforma Tributária) incluiu a possibilidade de o IPTU ter sua</p><p>base de cálculo atualizada pelo Poder Executivo, conforme critérios estabelecidos em lei</p><p>municipal. Ou seja, o art. 156, § 1º, III, da CF/88, passou a prever expressamente a atualização da</p><p>base de cálculo por meio de ato infralegal.</p><p>Gabarito: E</p><p>23.FCC/SEFAZ-PE-AUDITOR/2022</p><p>Determinado escritório de contabilidade estabelecido em um Município Brasileiro, atento às</p><p>alterações da legislação tributária, especialmente em termos de entrada em vigor das novas</p><p>normas complementares das leis, tratados, convenções internacionais e decretos, verificou que</p><p>em 14/10/2021 deu-se a publicação em Diário Oficial dos seguintes atos normativos: (I) Convênio</p><p>entre Estados; (II) ato normativo da Secretaria de Fazenda de um Estado; e (III) uma decisão</p><p>coletiva de jurisdição administrativa da Secretaria de Fazenda de um Estado com eficácia</p><p>normativa envolvendo um de seus clientes.</p><p>Nos termos previstos no Código Tributário Nacional, salvo disposição de lei em contrário, os</p><p>atos normativos acima publicados I, II e III, respectivamente, entram em vigor</p><p>a)  na data nele prevista, 14/10/2021 e 30 dias contados após 14/10/2021.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>155</p><p>344</p><p>b)  14/10/2021, na data nele prevista e 15 dias contados após 14/10/2021.</p><p>c)  na data nele prevista, 15 dias contados após 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>d)  14/10/2021, 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>e)  na data nele prevista, 14/10/2021 e 14/10/2021.</p><p>Comentário:</p><p>(I) Convênio entre Estados: Entram em vigor na data neles prevista.</p><p>(II) ato normativo da Secretaria de Fazenda de um Estado: Entra em vigor na data da sua</p><p>publicação (14/10).</p><p>(III) uma decisão coletiva de jurisdição administrativa da Secretaria de Fazenda de um Estado</p><p>com eficácia normativa envolvendo um de seus clientes: Entra em vigor 30 dias após a sua</p><p>publicação (14/10).</p><p>Logo, a resposta só pode ser a Letra A.</p><p>Gabarito: A</p><p>24.FCC/Pref. Teresina-Procurador/2022</p><p>A respeito da vigência e aplicação da lei tributária, o Código Tributário Nacional (CTN) dispõe:</p><p>a)  A legislação tributária aplica-se imediatamente somente aos fatos geradores futuros, não</p><p>havendo possibilidade de ser aplicada aos fatos geradores pendentes.</p><p>b)  O CTN considera norma complementar os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas e determina que tais atos devem, sempre, entrar em vigor 30 dias após a data da</p><p>sua publicação.</p><p>c)  A lei aplica-se a ato ou fato pretérito em qualquer caso, quando seja expressamente</p><p>interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados.</p><p>d)  O CTN refere-se aos efeitos do fato gerador, determinando que os negócios jurídicos</p><p>condicionais reputam-se perfeitos e acabados desde o momento da prática de sua celebração, se</p><p>a condição for suspensiva.</p><p>e)  A vigência, no espaço e no tempo, da legislação tributária rege-se somente pelas normas</p><p>legais constantes no Código Tributário Nacional, Lei no 5.112, de 25 de outubro de 1966.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: O art. 105 do CTN determina que a legislação tributária aplica-se imediatamente aos</p><p>fatos geradores futuros e aos pendentes também. Errado.</p><p>Letra B: De fato, os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são normas</p><p>complementares, mas entram em vigor, como regra, na data da sua publicação. Errado.</p><p>Letra C: É o que estabelece o art. 106, I, do CTN: a lei aplica-se a ato ou fato pretérito em</p><p>qualquer caso, quando seja expressamente interpretativa, excluída a aplicação de penalidade à</p><p>infração dos dispositivos interpretados. Correto.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>156</p><p>344</p><p>Letra D: Embora não seja assunto da aula, o art. 117, do CTN, define que, sendo suspensiva a</p><p>condição, os desde o momento de seu implemento (e não na data da celebração do negócio).</p><p>Errado.</p><p>Letra E: De acordo com o art. 101, do CTN, a vigência, no espaço e no tempo, da legislação</p><p>tributária rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o</p><p>que for previsto no CTN. Errado.</p><p>Gabarito: C</p><p>25.FCC/PGE-AM-Analista/2022</p><p>A interpretação jurídica é tema clássico e sempre atual no estudo do Direito. Nos termos</p><p>expressos no Código Tributário Nacional, a lei tributária que</p><p>a)  outorga isenção deve ter interpretação literal.</p><p>b)  cria obrigações acessórias deve ter interpretação favorável ao contribuinte.</p><p>c)  concede remissão deve ter interpretação extensiva.</p><p>d)  cria tributo não pode ser interpretada por equidade.</p><p>e)  dispensa tributo admite ampliação por interpretação analógica.</p><p>Comentário:</p><p>Letra A: O art. 111, do CTN, prevê que a lei que concede isenção deve ser interpretada</p><p>literalmente. Correto.</p><p>Letra B: Na realidade, é a dispensa de obrigações acessórias que deve ser interpretada</p><p>literalmente. Errado.</p><p>Letra C: Não há nenhuma regra nesse sentido no Código Tributário Nacional. Errado.</p><p>Letra D: O CTN veda que a exigência de tributo ocorra fundamentada em analogia. Errado.</p><p>Letra E: O CTN veda que a dispensa de tributo ocorra por meio de equidade. Errado.</p><p>Gabarito: A</p><p>26. FGV/SEFAZ-ES/2022</p><p>A Frente Parlamentar do Senado Federal “Estados Avante”, integrada por 28 senadores, com a</p><p>assinatura de todos os seus membros, propôs uma série de Projetos de Resolução do Senado</p><p>Federal (PRS) visando a alterar alíquotas de impostos estaduais.</p><p>Assim, no PRS 123/2021, propôs-se a fixação de alíquota máxima para o Imposto sobre a</p><p>Propriedade de Veículos Automotores (IPVA); no PRS 124/2021, propôs-se a fixação de alíquota</p><p>máxima para o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação, de quaisquer bens ou</p><p>direitos (ITCMD); no PRS 125/2021, propôs-se alteração nas alíquotas de Imposto sobre as</p><p>operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços (ICMS) aplicáveis</p><p>às operações e prestações interestaduais.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>157</p><p>344</p><p>A) O PRS 123/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o IPVA.</p><p>B) O PRS 124/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o ITCMD.</p><p>C) Nenhuma alíquota de IPVA e ITCMD pode ser fixada por Resolução do Senado Federal.</p><p>D) O PRS 125/2021 viola o princípio da legalidade tributária, por alterar alíquota de ICMS sem</p><p>deliberação dos Estados e Distrito Federal.</p><p>E) O PRS 125/2021 apresenta vício de iniciativa, por não contar</p><p>com o número mínimo de</p><p>assinatura de senadores.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Conforme previsão constitucional do § 6º do art. 155, Resolução do Senado</p><p>Federal poderá fixar as alíquotas mínimas do IPVA.</p><p>§ 6º O imposto previsto no inciso III (IPVA):</p><p>I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal;</p><p>II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo, do valor, da utilização e do impacto</p><p>ambiental; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023)</p><p>(...)</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A Constituição Federal prevê que por Resolução do Senado, as alíquotas máximas</p><p>sejam fixadas. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Ambas as alíquotas, IPVA e ITCMD, podem ser fixadas por Resolução do Senado</p><p>Federal.</p><p>IPVA, alíquotas mínimas.</p><p>ITCMD, alíquotas máximas.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme o art. 155, § 2º, IV e V, da CF, as alíquotas interestaduais e internas</p><p>serão fixadas por Resolução do Senado Federal. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O Senado Federal é composto por 81 senadores, para propor fixação de alíquotas</p><p>do ICMS nas operações interestaduais, a iniciativa tem que ser do Presidente da República ou</p><p>1/3 do SF, portanto não apresenta vício de iniciativa, já que 28 membros propuseram o PRS</p><p>125/2021. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>27. FGV/SEFAZ-ES/2022</p><p>Resolução do Secretário de Fazenda do Estado Alfa, publicada em 20/09/2021, determinou que</p><p>a declaração do Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou</p><p>direitos (ITCMD) deveria ser entregue pelo sujeito passivo por meio de novo formulário aprovado</p><p>em anexo a esta Resolução. A Resolução também afirmou que produzirá efeitos 60 dias após sua</p><p>publicação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>158</p><p>344</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) A Resolução pode determinar a entrega da declaração em formulário próprio.</p><p>B) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade anual.</p><p>C) A Resolução violou o princípio tributário da anterioridade nonagesimal.</p><p>D) A Resolução violou o princípio tributário da legalidade.</p><p>E) Somente Decreto do Governador do Estado poderia alterar a sistemática de entrega de</p><p>declaração do ITCMD.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Perceba que a Resolução do Secretário de Fazenda trata de um novo formulário a</p><p>ser preenchido na entrega da declaração do ITCMD, portanto é uma obrigação acessória, pois</p><p>tem interesse de arrecadação ou fiscalização, logo ela decorre da legislação tributária,</p><p>consequentemente não viola o princípio da legalidade.</p><p>Ademais, tal formulário não majora nenhum tributo, então não cabe discutirmos os princípios da</p><p>anterioridade anual ou nonagesimal.</p><p>Além disso, o Secretário de Fazenda é uma autoridade administrativa, logo seus atos normativos,</p><p>como o caso da Resolução em tela, são normas complementares, e estas podem tratar sobre</p><p>obrigação acessória, ou seja, da sistemática de entrega de declaração do ITCMD. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Alternativa B: Conforme explicação do item anterior, não há essa violação dos princípios da</p><p>anterioridade. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Conforme item anterior. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme explicação do item A. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Ato normativo do Secretário de Fazenda é uma norma complementar, portanto é</p><p>decorrente da legislação tributária, além disso, o seu ato normativo (Resolução) trata de uma</p><p>obrigação acessória, a qual pode ser tratada em norma complementar.</p><p>Do CTN. Art. 96. A expressão legislação tributária compreende as leis, os tratados e as</p><p>convenções internacionais, os decretos e as normas complementares que versem, no todo ou em</p><p>parte, sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes.</p><p>Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e</p><p>dos decretos:</p><p>I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;</p><p>(...)</p><p>Art. 113 § 2º A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as</p><p>prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização</p><p>dos tributos.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>159</p><p>344</p><p>28. FGV/SEFIN-RO-Técnico Tributário/2018</p><p>Em determinada situação, verifica-se a necessidade de conferir tratamento tributário adequado</p><p>aos atos de natureza cooperativa, praticados por sociedades cooperativas. Nesse caso, o</p><p>instrumento legal adequado será</p><p>a) o decreto-lei.</p><p>b) a lei complementar.</p><p>c) a lei ordinária.</p><p>d) a medida provisória.</p><p>e) o convênio.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, III, “c”, da CF/88, cabe à lei complementar estabelecer</p><p>normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre o adequado tratamento</p><p>tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>29. VUNESP/Pref Jundiaí-Direito/2022</p><p>Está sujeito(a) à lei em sentido estrito em matéria tributária:</p><p>a) a modificação do prazo de vencimento de tributos.</p><p>b) a concessão condicionada de desconto pela antecipação do pagamento de tributo.</p><p>c) o estabelecimento de obrigações acessórias em geral.</p><p>d) a regulamentação, observado o Código Tributário Nacional, dos poderes das autoridades</p><p>administrativas em matéria de fiscalização tributária.</p><p>e) o estabelecimento de hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários.</p><p>Comentário: Esta questão aborda as regras previstas no art. 97, do CTN. Temos que ter em</p><p>mente que, quando o CTN menciona legislação tributária, a matéria pode ser regulada por atos</p><p>infralegais. Alternativa errada.</p><p>Alternativa A: O art. 160 prevê que é a legislação tributária que fixa o prazo de vencimento do</p><p>tributo. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Conforme art. 160, par. único do CTN, a legislação tributária pode conceder</p><p>desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: As obrigações acessórias decorrem da legislação tributária, conforme art. 113, do</p><p>CTN. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 194, do CTN, a regulamentação dos poderes das</p><p>autoridades administrativas em matéria de fiscalização tributária cabe à legislação tributária.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>160</p><p>344</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 97, VI, do CTN, o estabelecimento de hipóteses de exclusão,</p><p>suspensão e extinção de créditos tributários deve ser realizado por meio de lei. Alternativa</p><p>correta.</p><p>Gabarito: E</p><p>30. VUNESP/CM Pindorama-Procurador/2020</p><p>As convenções e tratados internacionais em matéria tributária são bastante comuns e importantes</p><p>no contexto de abertura comercial do país. A respeito da hierarquia desses instrumentos no</p><p>ordenamento jurídico brasileiro, é correto afirmar, com base no Código Tributário Nacional, que</p><p>as convenções e os tratados internacionais em matéria tributária</p><p>a) têm a mesma hierarquia das leis ordinárias, podendo ser alterados por lei ordinária ou lei de</p><p>hierarquia superior que sobrevenha.</p><p>b) revogam ou modificam a legislação tributária interna, e devem ser observados pela legislação</p><p>interna que lhes sobrevenha.</p><p>c) têm hierarquia de lei complementar, modificando a legislação tributária interna de menor</p><p>hierarquia e podendo ser alterados apenas por leis complementares.</p><p>d) terão eficácia de norma constitucional quando aprovados em dois turnos por, no mínimo, ⅔</p><p>(dois terços) de cada casa do Congresso Nacional.</p><p>e) quando envolvam tributos estaduais ou municipais, deverão contar com a expressa ratificação</p><p>do Poder Legislativo estadual ou municipal, respectivamente, para a sua plena eficácia.</p><p>Comentário: Esta questão precisa ser respondida com base no CTN, em seu art. 98. Vamos lá!</p><p>Alternativa A: O CTN coloca as convenções e tratados internacionais</p><p>em posição</p><p>hierarquicamente superior às leis ordinárias. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Tal como comentado, o art. 98, do CTN, estabelece que as convenções e os</p><p>tratados internacionais em matéria tributária revogam ou modificam a legislação tributária</p><p>interna, e devem ser observados pela legislação interna que lhes sobrevenha. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: O CTN coloca as convenções e tratados internacionais em posição</p><p>hierarquicamente superior às leis ordinárias, mas não são equiparados à lei complementar.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os tratados internacionais que versem sobre matéria tributária, não possuem</p><p>eficácia de norma constitucional. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Não é papel do Poder Legislativo estadual ou municipal deliberar sobre os tratados</p><p>internacionais, mas sim do Congresso Nacional. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: B</p><p>31. VUNESP/EBSERH HC-UFU-Advogado/2020</p><p>Em relação aos tratados e convenções internacionais sobre matéria tributária, dispõe o Código</p><p>Tributário Nacional que estes:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>161</p><p>344</p><p>a) revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes</p><p>sobrevenha.</p><p>b) devem respeitar a legislação tributária interna preexistente, e serão observados pela que lhes</p><p>sobrevenha.</p><p>c) devem respeitar a legislação tributária interna preexistente, e poderão ser revogados pela que</p><p>lhes sobrevenha.</p><p>d) terão hierarquia constitucional, sempre que versarem sobre princípios fundamentais da</p><p>tributação, independentemente do quórum de internalização na ordem jurídica nacional.</p><p>e) se aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos</p><p>votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 98, do CTN, os tratados e convenções internacionais sobre</p><p>matéria tributária revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela</p><p>que lhes sobrevenha. Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: Como vimos, os tratados internacionais revogam ou modificam a legislação</p><p>tributária interna. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Foi dito que os tratados internacionais revogam ou modificam a legislação</p><p>tributária interna e serão observados pela que lhes sobrevenha. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Os tratados internacionais que versem sobre matéria tributária, não possuem</p><p>eficácia de norma constitucional. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Os tratados internacionais que versem sobre matéria tributária, não são</p><p>equivalentes às emendas constitucionais. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: A</p><p>32. VUNESP/ Pref Guaratinguetá-Fiscal de Tributos/2022</p><p>Assinale a alternativa correta acerca da legislação tributária, na forma como disciplinada pelo</p><p>Código Tributário Nacional.</p><p>a) Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação tributária</p><p>interna, e serão revogados pela que lhes sobrevenha.</p><p>b) Os princípios gerais de direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e</p><p>do alcance de seus institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos</p><p>tributários.</p><p>c) A legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não pode vigorar fora</p><p>dos respectivos territórios, mesmo em razão de convênios firmados por aqueles que reconheçam</p><p>a extraterritorialidade.</p><p>d) A legislação tributária aplica-se imediatamente aos fatos geradores futuros; os pendentes,</p><p>assim entendidos aqueles cuja ocorrência tenha tido início mas não esteja completa, serão</p><p>disciplinados pela lei vigente quando de seu início.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>162</p><p>344</p><p>e) A lei tributária pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e</p><p>formas de direito privado, ainda que utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição</p><p>Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos</p><p>Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 98, do CTN, os tratados e convenções internacionais sobre</p><p>matéria tributária revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela</p><p>que lhes sobrevenha. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: É exatamente a definição contida no art. 109 do CTN: os princípios gerais de</p><p>direito privado utilizam-se para pesquisa da definição, do conteúdo e do alcance de seus</p><p>institutos, conceitos e formas, mas não para definição dos respectivos efeitos tributários.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Ao contrário do que foi afirmado, o art. 102 do CTN prevê que a legislação</p><p>tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora dos respectivos</p><p>territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios de que</p><p>participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela União.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 105, do CTN, A legislação tributária aplica-se</p><p>imediatamente aos fatos geradores futuros e também aos pendentes. Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: De acordo com o art. 110, do CTN, a lei tributária não pode alterar a definição, o</p><p>conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou</p><p>implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis</p><p>Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: B</p><p>33. VUNESP/Pref Guaratinguetá-Ciências Contábeis/2022</p><p>De acordo com o Código Tributário Nacional, a lei tributária aplica-se a ato ou fato pretérito</p><p>quando:</p><p>a) se tratando de ato não definitivamente julgado, deixe de defini-lo como infração.</p><p>b) assim expressamente previsto na própria lei a ser retroativamente aplicada,</p><p>independentemente do seu conteúdo normativo.</p><p>c) se tratando de ato definitivamente julgado ou não, deixe de defini-lo como infração.</p><p>d) seja interpretativa, incluindo a aplicação de penalidade à infração dos dispositivos</p><p>interpretados.</p><p>e) lhe comine penalidade mais severa que a prevista na lei vigente ao tempo da sua prática.</p><p>Comentário: As regras de aplicação retroativa da lei tributária constam no art. 106 do CTN.</p><p>Alternativa A: É o que prevê o art. 106, II, “a”, do CTN. Alternativa correta.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>163</p><p>344</p><p>Alternativa B: A aplicação retroativa da lei expressamente interpretativa não pode resultar na</p><p>aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Somente será aplicada retroativamente se o ato não tiver sido definitivamente</p><p>julgado. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Como comentamos, a aplicação retroativa da lei expressamente interpretativa não</p><p>pode resultar na aplicação de penalidade à infração dos dispositivos interpretados. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Alternativa E: Somente será aplicada retroativamente se for mais benéfica ao contribuinte, em se</p><p>tratamento de infrações e penalidades. Logo, deveria aplicar penalidade menos severa que a</p><p>prevista na lei vigente ao tempo da sua prática. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: A</p><p>34. VUNESP/Pref V Paulista-Auditor Fiscal/2021</p><p>Caso a Administração Tributária publique Instrução Normativa com regulamentação da aplicação</p><p>de dispositivo legal de natureza tributária, é correto afirmar que tal ato normativo entrará em</p><p>vigor, salvo disposição em contrário,</p><p>a) 30 (trinta) dias após a data da sua publicação.</p><p>b) 45 (quarenta e cinco) dias após a data da sua publicação.</p><p>c) na data da sua publicação.</p><p>d) no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que ocorra a sua publicação.</p><p>e) na data em que entrar em vigor o dispositivo regulamentado, ainda que</p><p>implique vigência</p><p>retroativa.</p><p>Comentário: A Instrução Normativa com regulamentação da aplicação de dispositivo legal de</p><p>natureza tributária configura ato normativo expedido pela autoridade administrativa. Neste caso,</p><p>a vigência, salvo disposição em contrário, segue a regra prevista no art. 103, I, do CTN: na data</p><p>da sua publicação.</p><p>Gabarito: C</p><p>35. FCC/Pref. Recife-Analista de Gestão Contábil/2019</p><p>O Decreto-Lei nº 4.657/1942, conhecido originalmente como Lei de Introdução ao Código Civil</p><p>e, atualmente, como Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, é exemplo de diploma</p><p>legal que, em alguns de seus dispositivos, estabelece regras atinentes à vigência das leis em</p><p>geral, no espaço e no tempo. Essa lei continua vigente até a presente data.</p><p>O Código Tributário Nacional (CTN), por sua vez, em alguns de seus dispositivos, trata</p><p>especificamente da vigência da legislação tributária no tempo e no espaço. De acordo com o</p><p>referido Código, a vigência das leis que tratam de matéria tributária, no tempo e no espaço,</p><p>a) rege-se, necessariamente, pelas disposições do CTN, quando elas se referirem,</p><p>expressamente, a contribuinte, base de cálculo e fato gerador de impostos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>164</p><p>344</p><p>b) rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvado o previsto</p><p>no CTN a esse respeito.</p><p>c) é matéria a ser tratada por cada uma das pessoas jurídicas de direito público interno,</p><p>individualmente, nos limites do que estão constitucionalmente autorizadas a editar leis de</p><p>natureza tributária.</p><p>d) rege-se apenas pelas disposições do CTN a esse respeito.</p><p>e) rege-se, exclusivamente, pelas disposições do CTN, quando elas tratarem, expressa ou</p><p>implicitamente, de contribuinte, base de cálculo e fato gerador de tributos em geral.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: Dizer que a vigência das leis que tratam de matéria tributária, no tempo e no</p><p>espaço, rege-se, necessariamente, pelas disposições do CTN está errado, uma vez que o art. 101</p><p>do CTN dispõe que “rege-se pelas disposições legais aplicáveis às normas jurídicas em geral,</p><p>ressalvado o previsto neste Capítulo”. Ainda não há nenhuma ressalva quanto a vigência de leis</p><p>que se refiram a contribuinte, base de cálculo e fato gerador de impostos. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: De acordo com art. 101 do CTN. Alternativa correta.</p><p>Alternativa C: Esse item está mal redigido, já que os limites constitucionais devem sim ser</p><p>observados. No entanto, o examinador quis cobrar conhecimento do art. 102 do CTN que dispõe</p><p>que “a legislação tributária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios vigora, no País, fora</p><p>dos respectivos territórios, nos limites em que lhe reconheçam extraterritorialidade os convênios</p><p>de que participem, ou do que disponham esta ou outras leis de normas gerais expedidas pela</p><p>União”. Por esta razão a alternativa foi considerada errada.</p><p>Alternativa D: Conforme visto nas alternativas A e B, este enunciado contraria o art. 101 do CTN.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: Conforme visto na alternativa A, este enunciado contraria o art. 101 do CTN.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>36. FCC/SEF-SC-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2018</p><p>A legislação tributária dos Estados vigora, em alguns casos, fora dos seus respectivos territórios,</p><p>podendo ser citada, como exemplo, a denominada substituição tributária interestadual. De</p><p>acordo com o Código Tributário Nacional, esta extraterritorialidade ocorre nos limites em que ela</p><p>é reconhecida por</p><p>a) convênios de que estes Estados participem.</p><p>b) resolução conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, ratificada por ato do</p><p>Poder Executivo federal, vedada a edição de medida provisória para esse fim.</p><p>c) resolução do Senado Federal.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>165</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>d) convênios de que estes Estados participem, desde que homologados por resolução do</p><p>Senado Federal.</p><p>e) ato do Poder Executivo federal, vedada a edição de medida provisória para esse fim.</p><p>Comentário: O art. 102 do CTN trata da extraterritorialidade da legislação tributária dos estados,</p><p>DF e municípios, que ocorre nos limites em que lhes reconheçam os convênios de que</p><p>participem. Portanto, a alternativa correta é a letra A.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>37. FCC/PGM-Recife-Procurador/2014</p><p>Procurador Judicial do Município do Recife, a fim de não ser surpreendido em suas atividades por</p><p>eventuais equívocos quanto à data da entrada em vigor de dispositivos normativos de seu</p><p>interesse, deve ter conhecimento do que dispõe o Código Tributário Nacional sobre a matéria.</p><p>Partindo de premissa quanto à inexistência de legislação específica em âmbito municipal em</p><p>sentido contrário ao ali disposto, em vigor, é correto afirmar:</p><p>a) Decisão de órgão singular de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 15 dias após a data de sua publicação.</p><p>b) Ato normativo expedido pelo Secretário de Finanças do Município adquire vigência 30 dias</p><p>após a sua publicação.</p><p>c) Decisão de órgão singular de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 30 dias após a data de sua publicação.</p><p>d) Decisão de órgão coletivo de jurisdição administrativa que tenha, legalmente, eficácia</p><p>normativa entra em vigor 45 dias após a data de sua publicação.</p><p>e) Ato normativo expedido pelo Secretário de Administração do Município adquire vigência 45</p><p>dias após a sua publicação.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativas A e D: As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a</p><p>que a lei atribua eficácia normativa entram em vigor 30 dias após a data de sua publicação (art.</p><p>103, II). Alternativas erradas.</p><p>Alternativa B e E: Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativa entram em</p><p>vigor na data da sua publicação (art. 103, I). Alternativas erradas.</p><p>Alternativa C: De acordo com o art. 103, II do CTN. Alternativa correta.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>38. FCC/ISS-Teresina-Auditor-Fiscal/2016</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>166</p><p>344</p><p>A Secretaria de Finanças de determinado Município brasileiro, necessitando de dar publicidade</p><p>às normas complementares das leis e dos decretos emanados das autoridades municipais</p><p>competentes, edita as referidas normas, denominadas Portarias, que são expedidas pelas</p><p>autoridades administrativas dessa Secretaria. De acordo com o Código Tributário Nacional, essas</p><p>Portarias entram em vigor</p><p>a) no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação, quando estiverem aumentando</p><p>alíquota do IPTU.</p><p>b) quarenta e cinco dias após a data da sua publicação, salvo disposição de lei orgânica</p><p>municipal em contrário.</p><p>c) na data de sua publicação, salvo disposição em contrário.</p><p>d) no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação, quando estiverem aumentando</p><p>alíquota de tributo, e desde que observado o interregno de 90 dias entre a data da publicação</p><p>do ato e o primeiro dia do exercício subsequente.</p><p>e) trinta dias após a data da sua publicação, salvo disposição de lei em contrário.</p><p>Comentário: Em se tratando de atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas,</p><p>normas complementares previstas no art. 100, I, do CTN, sua entrada em vigor ocorre, salvo</p><p>disposição em contrário, na data da sua publicação, conforme dispõe o art. 103, I, do CTN.</p><p>Gabarito: Letra C</p><p>39. CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014</p><p>Suponha que determinada taxa seja instituída por lei no início do segundo semestre do ano sem</p><p>data específica de sua vigência. Nesse caso, a vigência da referida lei se dará apenas a partir do</p><p>primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação.</p><p>Comentário: Nós vimos que, de acordo com o art. 1º, da LINDB, salvo disposição contrária, a lei</p><p>começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>14</p><p>344</p><p>Decretos Legislativos</p><p>De forma análoga às resoluções, os decretos legislativos são atos normativos de competência</p><p>exclusiva do Poder Legislativo, não estando sujeitos à sanção presidencial.</p><p>Em matéria tributária, os decretos legislativos entram em cena em dois momentos, que consistem</p><p>na aprovação de tratados internacionais firmados pelo Presidente da República, cujo procedimento será</p><p>detalhado em tópico específico, bem como no disciplinamento das relações jurídicas decorrentes de</p><p>medida provisória não convertida em lei (vimos isso na aula sobre os princípios constitucionais).</p><p>Decretos-leis</p><p>Durante os seus estudos, certamente você vai se deparar com a figura dos decretos-leis. São atos</p><p>normativos com força de lei, editados pelo Presidente da República, e que foram substituídos pelas</p><p>medidas provisórias na CF/88.</p><p>Uma pergunta que se faz é: se foram substituídos pelas MPs, porque ainda existem decretos-leis em</p><p>vigor? Foram recepcionados pela atual CF por conterem conteúdos com ela compatíveis.</p><p>Não confunda decretos-leis com decretos!</p><p>-Decretos-leis possuem força de lei.</p><p>-Decretos, em matéria tributária, não possuem força de lei.</p><p>Tratados e Convenções Internacionais</p><p>Inicialmente, cabe destacar que “tratados” e “convenções” são expressões sinônimas e dizem</p><p>respeito a acordos bilaterais (entre duas partes) ou multilaterais (entre diversas partes).</p><p>De acordo com as lições de Bernardo Ribeiro de Moraes2:</p><p>2 MORAES, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de direito tributário. 3ª Edição. Pág. 26</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>15</p><p>344</p><p>“Tratado (ou convenção) internacional vem a ser o ato jurídico firmado entre dois ou mais Estados, mediante seus</p><p>respectivos órgãos competentes, com o objetivo de estabelecer normas comuns de direito internacional.”</p><p>A fim de compreendermos melhor o assunto, vejamos as etapas do procedimento de celebração</p><p>dos tratados internacionais:</p><p>1. Negociação e Assinatura: realizadas pelo Poder Executivo.</p><p>2. Aprovação ou Referendo: aprovação (ou homologação) do Legislativo, por meio de decreto</p><p>legislativo. Este instrumento autoriza o Presidente da República a ratificar o tratado.</p><p>3. Ratificação: realizada pelo Chefe do Executivo, mediante depósito do respectivo instrumento (é</p><p>nessa etapa que o Estado se compromete a cumprir o tratado a nível internacional).</p><p>4. Promulgação: edição de decreto do Presidente da República, a fim de que o conteúdo do tratado</p><p>internacional passe a ter vigência interna.</p><p>5. Publicação: essencial para que o tratado produza efeitos internamente.</p><p>Observação: De acordo com o STF, os tratados e convenções internacionais só produzem</p><p>efeitos internamente depois de percorrer TODAS as etapas acima previstas. É de se</p><p>destacar que, para a Suprema Corte, não há exceções para os tratados realizados no</p><p>âmbito do Mercosul.</p><p>Como consequência dessa obrigatoriedade, o STF decidiu que a CF/88 não consagra o</p><p>princípio do efeito direto, nem o postulado da aplicação imediata dos tratados e</p><p>convenções internacionais.</p><p>Não obstante o fato de os internacionalistas entenderem que a incorporação dos tratados internacionais ao</p><p>direito brasileiro se dá apenas decreto presidencial, isto é, após a ratificação do tratado no âmbito</p><p>internacional, há doutrinadores, a exemplo do eminente jurista Paulo de Barros Carvalho3, que defendem a</p><p>introdução ao sistema normativo brasileiro pelo decreto legislativo.</p><p>Por conta disso, reiteradas vezes, encontramos questões de provas afirmando que os tratados</p><p>internacionais em matéria tributária ingressam ou se incorporam ao sistema tributário nacional por decreto</p><p>legislativo. Caso você se depare com uma questão versando sobre tal assunto, tome cuidado! Se for o caso,</p><p>analise as demais alternativas antes de definir a resposta.</p><p>De posse dos conceitos básicos de tratados e convenções internacionais, podemos verificar como o CTN</p><p>abordou o assunto:</p><p>3 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 25ª Ed. Saraiva, 2013, p. 88</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>16</p><p>344</p><p>Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou modificam a legislação</p><p>tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha.</p><p>De acordo com a literalidade do dispositivo, os tratados internacionais revogam ou modificam a</p><p>legislação tributária, devendo ser observados pela legislação superveniente. A expressão “revogam ou</p><p>modificam” gerou forte discussão doutrinária e jurisprudencial, as quais veremos resumidamente a seguir.</p><p>Na visão da doutrina, especialmente do professor Luciano Amaro4, o conflito entre a lei interna e o tratado</p><p>deve ser resolvido em favor da norma especial, que é o tratado:</p><p>“O conflito entre a lei interna e o tratado resolve-se, pois, a favor da norma especial (do tratado),</p><p>que excepciona a norma geral (da lei interna), tornando-se indiferente que a norma interna seja anterior</p><p>ou posterior ao tratado. Este prepondera em ambos os casos (abstraída a discussão sobre se ele é ou não superior</p><p>à lei interna) porque traduz preceito especial, harmonizável com a norma geral.”</p><p>Nesse sentido, diante desse conflito, resolvido em favor da norma especial, ocorreria, então, a revogação</p><p>da lei interna? Não! Na verdade, segundo a doutrina, haveria suspensão da eficácia da norma nacional:</p><p>“... não se trata, a rigor, de revogação da legislação interna,mas de suspensão da eficácia da norma tributária</p><p>nacional, que readquirirá a sua aptidão para produzir efeitos se e quando o tratado for denunciado.” (TORRES, Ricardo</p><p>Lobo. Curso de Direito Financeiro e Tributário. 16ª Ed. Renovar, 2009, p.49)</p><p>Portanto, se o tratado algum dia vier a ser denunciado, deixando de produzir efeitos internos, a lei</p><p>interna readquire sua eficácia, isto é, volta a produzir efeitos normalmente. E o STF, qual o</p><p>posicionamento da Suprema Corte sobre esse tema controverso? Vamos verificar!</p><p>O STF já se posicionou no sentido da paridade normativa entre os tratados internacionais e as leis</p><p>ordinárias:</p><p>"(...) PARIDADE NORMATIVA ENTRE ATOS INTERNACIONAIS E NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS</p><p>DE DIREITO INTERNO. - Os tratados ou convenções internacionais, uma vez regularmente</p><p>incorporados ao direito interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos planos</p><p>de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis ordinárias, havendo, em</p><p>conseqüência, entre estas e os atos de direito internacional público, mera relação de paridade</p><p>normativa. (...)"</p><p>(STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 04/09/1997)</p><p>Para o STF (ADI 1.480-MC/DF), tratados internacionais não podem tratar de matéria</p><p>reservada a lei complementar.</p><p>4 AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Ed. Saraiva, 2008, p.181</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>17</p><p>344</p><p>Nesse contexto, podemos admitir que os tratados internacionais possuem o mesmo status das leis</p><p>ordinárias. Com efeito, se uma lei ordinária for editada posteriormente à internalização de um tratado</p><p>internacional, e for com este incompatível, prevalece a lei interna, deixando de ser aplicado o tratado</p><p>internacional.</p><p>Por conseguinte, para dirimir conflitos entre o ordenamento jurídico interno e o tratado</p><p>internacional, a Suprema Corte entende que devem ser utilizados os critérios cronológico e da</p><p>especialidade.</p><p>Observação: Existe a possibilidade de esse entendimento do STF mudar, quando do</p><p>julgamento do RE 460.320. O Min. Gilmar Mendes já demonstrou o entendimento a</p><p>respeito da prevalência dos tratados internacionais, em seu voto.</p><p>Ainda sobre os tratados internacionais, cabe destacar que, muito embora o art. 111, II, do CTN,</p><p>afirme que a outorga de isenção deve ser interpretada</p><p>depois de oficialmente publicada. Como</p><p>a questão solicitou a data do início da vigência da referida norma, e não o início da produção dos</p><p>seus efeitos, a resposta deve considerar o que consta na LINDB, e não os princípios da</p><p>anterioridade anual e nonagesimal.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>40. VUNESP/Pref. São José dos Campos-SP-Procurador/2017</p><p>As decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa a que a lei atribua</p><p>eficácia normativa são consideradas normas complementares das leis, dos tratados e convenções</p><p>internacionais e dos decretos em matéria tributária. Acerca das referidas decisões, é correto</p><p>afirmar que, quanto aos seus efeitos normativos, salvo disposição em contrário, entram em vigor</p><p>a) na data de sua publicação.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>167</p><p>344</p><p>b) 30 dias após a sua publicação.</p><p>c) na data nelas prevista.</p><p>d) 45 dias após a sua publicação.</p><p>e) a partir de 1° de janeiro do exercício seguinte ao que ocorra sua publicação.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 103, do CTN, as decisões dos órgãos singulares ou coletivos</p><p>de jurisdição administrativa a que a lei atribua eficácia normativa, salvo disposição de lei em</p><p>contrário, entram em vigor 30 dias após a data da sua publicação.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>41. FCC/SEF-SC-Auditor Fiscal da Receita Estadual/2018</p><p>Certa lei estadual definia como infração à legislação do ICMS, desde 2001, um determinado ato.</p><p>A partir de 2017, lei nova deixou de definir este ato como infração. De acordo com o Código</p><p>Tributário Nacional, a lei nova será aplicada aos atos</p><p>a) pretéritos, apenas, desde que a infração não tenha sido praticada com dolo, fraude ou</p><p>simulação, e que a referida infração não tenha implicado falta de pagamento do imposto.</p><p>b) pretéritos, apenas, aos quais a legislação cominou penalidades que não sejam de natureza</p><p>pecuniária.</p><p>c) futuros, apenas.</p><p>d) futuros e pretéritos, sendo que, em relação aos pretéritos, sua aplicação está condicionada a</p><p>que o referido ato não tenha sido definitivamente julgado.</p><p>e) pretéritos, apenas, nos casos em que não constitua, simultânea e autonomamente, infração ou</p><p>crime de natureza penal, trabalhista ou ambiental.</p><p>Comentário: O art. 106 do CTN traz duas exceções ao princípio da irretroatividade:</p><p>- quando for interpretativa;</p><p>- quando for mais benéfica para o contribuinte em matéria de infração quando tratar-se de ato</p><p>não definitivamente julgado.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>168</p><p>344</p><p>Alternativa A: O erro desta alternativa está na palavra “apenas”. Em regra, a lei se aplicará aos</p><p>fatos futuros. Alternativa errada.</p><p>Alternativa B: Assim como visto na alternativa A, a regra é que a lei se aplique a fatos futuros.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Mais uma vez a palavra “apenas” deixou a alternativa errada. O art. 106 traz</p><p>exceções. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: De acordo com o art. 106, II, a. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Mais uma vez, a regra é que a lei se aplique a fatos futuros. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: letra D</p><p>42. FCC/COPERGÁS-Contador/2016</p><p>A empresa atacadista XYZ foi autuada pelas autoridades fiscais de um determinado Estado</p><p>brasileiro por erro na aplicação da alíquota prevista em lei para a referida operação. O</p><p>contribuinte, no exercício de 2013, aplicou a alíquota de 12%, quando deveria ter aplicado a</p><p>alíquota de 18%, que era a correta.</p><p>Em razão desse erro, as autoridades fiscais estaduais, em julho de 2014, lavraram auto de</p><p>infração contra esse contribuinte, por meio do qual reclamaram tanto o valor do ICMS que</p><p>deixou de ser recolhido em razão do erro cometido, como lhe aplicaram a penalidade prevista na</p><p>lei vigente na data em que foi cometida a infração: 30% do valor do imposto que deixou de ser</p><p>pago em razão daquele erro.</p><p>Notificado da lavratura do referido auto de infração, o contribuinte ofereceu impugnação, em</p><p>setembro de 2014, por meio da qual apresentou vários argumentos, inclusive o argumento de</p><p>que, em 1º de agosto de 2014, após a lavratura do auto de infração, foi editada lei ordinária que</p><p>reduziu a alíquota do imposto para aquela operação, de 18% para 12%, e de que a penalidade</p><p>pecuniária foi reduzida, na mesma data, de 30% do valor do imposto que deixou de ser pago,</p><p>para 20% desse valor.</p><p>Com base no relato acima e na disciplina que o Código Tributário Nacional estabelece a esse</p><p>respeito, o contribuinte</p><p>I. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de 20%,</p><p>porque, tratando-se de ato não definitivamente julgado, a lei aplica-se a ato pretérito, quando</p><p>lhe comine penalidade menos severa que a prevista na lei vigente ao tempo da prática</p><p>infracional.</p><p>II. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de 20%,</p><p>porque a lei tributária que comina penalidades, deve ser interpretada da maneira mais favorável</p><p>ao acusado.</p><p>III. deve ser condenado a pagar penalidade pecuniária calculada com base no percentual de</p><p>30%, porque esse era o percentual da penalidade pecuniária previsto em lei, na data do</p><p>cometimento da infração.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>169</p><p>344</p><p>IV. não deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque, tratando-se de ato não</p><p>definitivamente julgado, a lei aplica-se a ato pretérito, quando fixe alíquota menos gravosa do</p><p>que a prevista na lei vigente ao tempo da prática infracional.</p><p>V. deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque a retroatividade benéfica não se</p><p>aplica aos tributos, mas apenas às penalidades pecuniárias.</p><p>VI. não deve ser condenado a pagar a diferença de imposto, porque a lei tributária que fixa</p><p>alíquota menos gravosa, deve ser interpretada da maneira mais favorável ao acusado.</p><p>Está correto o que se afirma APENAS em</p><p>a) I e V.</p><p>b) II e VI.</p><p>c) III e V.</p><p>d) I e IV.</p><p>e) III e IV.</p><p>Comentário: Como trata-se de ato não definitivamente julgado, a lei pode retroagir no tocante à</p><p>penalidade em favor do contribuinte (art. 106, II, c do CTN). Vale ressaltar que não há</p><p>interpretação favorável ao acusado em qualquer caso.</p><p>No tocante à diferença do imposto, não há exceção ao princípio da irretroatividade tributária que</p><p>abarque o tributo devido favorecendo o contribuinte.</p><p>Diante do exposto, estão corretos apenas os itens I e V. Alternativa A correta.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>43. FCC/TCE-CE-Procurador/2015</p><p>Contribuinte foi autuado por infração à legislação tributária em novembro de 2011. Devidamente</p><p>notificado, impugnou administrativamente o referido crédito. A impugnação foi julgada</p><p>improcedente em caráter definitivo, no âmbito administrativo e judiciário, mas o contribuinte</p><p>ainda não realizou o pagamento. Neste caso,</p><p>a) se em 2015 for publicada uma lei deixando de tratar o fato praticado pelo contribuinte como</p><p>infração, o mesmo não precisará mais quitar o débito, em virtude da anistia.</p><p>b) se em 2012 tiver sido proferida a decisão administrativa irrecorrível haverá decadência para o</p><p>Fisco em 2018.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>170</p><p>344</p><p>c) o contribuinte não pode mais questionar em juízo a autuação porque foi a mesma julgada</p><p>irrecorrivelmente no âmbito administrativo.</p><p>d) por se tratar de ato definitivamente julgado não há como uma lei nova retroagir para alcançar</p><p>o fato praticado pelo contribuinte, ainda que esta lei preveja que o fato deixa de ser considerado</p><p>infração.</p><p>e) uma lei nova que preveja que o fato deixa de ser considerado infração pode retroagir para</p><p>alcançar o fato praticado pelo contribuinte, pois as normas que definem infração à legislação</p><p>tributária são normas expressamente interpretativas.</p><p>Comentário:</p><p>Alternativa A: A lei vai retroagir quando deixar de definir o ato como infração apenas tratando-se</p><p>de ato não</p><p>literalmente, o GATT (acordo internacional já citado</p><p>em outra aula) prevê o princípio do tratamento nacional, que foi explicado pelo ilustre professor Ricardo</p><p>Vale nos seguintes termos:</p><p>“Em linhas gerais, o princípio do tratamento nacional (também chamado de princípio da paridade) proíbe os membros</p><p>da OMC de conceder tratamento mais favorável aos produtos domésticos do que aos produtos de outros membros da</p><p>OMC, uma vez que estes últimos tenham adentrado o território aduaneiro.” (Curso de Comércio Internacional, Prof.</p><p>Ricardo Vale)</p><p>Súmula STF 575 - À mercadoria importada de país signatário do (GATT), ou membro da (ALALC),</p><p>estende-se a isenção do imposto de circulação de mercadorias concedida a similar nacional.</p><p>Conforme a súmula acima citada, percebemos que este é o posicionamento da Suprema Corte (e do</p><p>STJ também) no sentido da extensão do benefício fiscal.</p><p>Ressalte-se que o art. 152 da CF/88 também preceitua que é vedado aos Estados, Distrito Federal</p><p>e Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de</p><p>sua procedência ou destino.</p><p>Por fim, não se pode esquecer o que aprendemos acerca das exceções ao princípio da vedação às</p><p>isenções heterônomas. Na ocasião, vimos que, de acordo com o STF, agindo o Presidente da República</p><p>como Chefe de Estado, seria possível conceder isenções de tributos estaduais e municipais, sem que se</p><p>caracterize isenção heterônoma.</p><p>Decretos</p><p>Os decretos são atos normativos de competência privativa do Chefe do Poder Executivo. Em Direito</p><p>Constitucional, certamente você irá aprender que há o decreto autônomo e o decreto regulamentar– ou de</p><p>execução.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>18</p><p>344</p><p>O decreto regulamentar se restringe – como o próprio nome diz – a regulamentar o conteúdo das</p><p>leis. Trata-se, pois, de ato normativo secundário ou infralegal, já que retira seu fundamento das próprias</p><p>leis.</p><p>Observação: O decreto regulamentar não inova no ordenamento jurídico, criando</p><p>deveres e obrigações. Apenas regulamenta assuntos já previstos em lei.</p><p>Nesse ínterim, é relevante citarmos as palavras de Hely Lopes Meirelles5:</p><p>"Como ato administrativo, o decreto está sempre em situação inferior à da lei e, por isso mesmo, não a pode contrariar.O</p><p>decreto geral tem, entretanto, a mesma normatividade da lei, desde que não ultrapasse a alçada</p><p>regulamentar de que dispõe o Executivo"</p><p>O decreto é um instrumento normativo, amplamente utilizado pelo Presidente da República, para</p><p>regulamentar leis em matéria tributária. Cite-se, por exemplo, o Regulamento do IPI (Decreto 7.212/2010),</p><p>que regulamenta a cobrança, fiscalização, arrecadação e administração do IPI.</p><p>No mesmo sentido, tem-se o Regulamento Aduaneiro (Decreto 6.759/2009), o qual regulamenta a</p><p>administração das atividades aduaneiras, e a fiscalização, o controle e a tributação das operações de</p><p>comércio exterior.</p><p>Diferentemente do decreto regulamentar, o decreto autônomo é editado na ausência de previsão</p><p>legal, o que faz com que inovem no ordenamento jurídico. Seu uso é muito restrito, não sendo possível</p><p>disciplinar assuntos pertinentes à legislação tributária.</p><p>Com efeito, sempre que você ler “decreto” em Direito Tributário, lembre-se apenas do decreto</p><p>regulamentar.</p><p>Na esteira desse raciocínio, vejamos o que diz o art. 99 do CTN:</p><p>Art. 99. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das leis em função das</p><p>quais sejam expedidos, determinados com observância das regras de interpretação</p><p>estabelecidas nesta Lei.</p><p>Por fim, cabe observar que, embora os decretos sejam normas secundárias, o CTN não as considera</p><p>como normas complementares, pois no caput do art. 100 são apresentadas, na dicção do legislador, as</p><p>normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos.</p><p>Os decretos não foram considerados pelo CTN como normas complementares.</p><p>5 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2001, p. 171.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>19</p><p>344</p><p>Por falar em normas complementares, vamos estudá-las?!</p><p>Normas Complementares</p><p>Continuando nosso estudo, pergunta-se: se os decretos, atos normativos secundários, não são</p><p>normas complementares, o que viriam a serem tais normas?</p><p>O art. 100 do CTN estabelece o seguinte:</p><p>Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções</p><p>internacionais e dos decretos:</p><p>I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;</p><p>II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei</p><p>atribua eficácia normativa;</p><p>III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;</p><p>IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os</p><p>Municípios.</p><p>Vamos estudar a seguir cada um dos quatro tipos de normas complementares.</p><p>Atos Normativos Expedidos pelas Autoridades Administrativas</p><p>Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são normas secundárias, de caráter</p><p>geral e abstrato, com objetivo de orientar contribuintes ou instruir servidores públicos, na realização de</p><p>atos e procedimentos administrativos relativos a tributos.</p><p>Dessa forma, tais atos normativos são normas complementares das leis, dos tratados e das</p><p>convenções internacionais e dos decretos.</p><p>Destaque-se que pode haver hierarquia entre os atos normativos, a depender do grau hierárquico</p><p>da autoridade que os expediu. Assim, por exemplo, no âmbito do Ministério da Fazenda, as portarias</p><p>ministeriais são superiores às instruções normativas, pois o Ministro da Fazenda (edita portarias</p><p>ministeriais) ocupa posição hierárquica superior ao Secretário da Receita Federal (edita instruções</p><p>normativas).</p><p>São exemplos desses atos normativos as portarias ministeriais e as instruções normativas (como</p><p>acabamos de ver), as ordens de serviço, os pareceres normativos, atos declaratórios normativos etc.</p><p>Os atos normativos não vinculam o Poder Judiciário.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>20</p><p>344</p><p>As Decisões dos Órgãos Singulares ou Coletivos de Jurisdição</p><p>Administrativa, a que a Lei Atribua Eficácia Normativa</p><p>Com base nos princípios do contraditório e da ampla defesa, na administração tributária existem</p><p>órgãos administrativos, cuja função é julgar as impugnações dos contribuintes frente às imposições</p><p>tributárias.</p><p>As decisões desses órgãos produzem efeitos concretos (não são abstratas) em relação a</p><p>contribuintes determinados (não são gerais). Essa é a regra.</p><p>Contudo, o que se permite no art. 100, II, do CTN, é que a lei atribua eficácia normativa (caráter geral e</p><p>abstrato) às decisões dos órgãos administrativos responsáveis pelo julgamento dos recursos apresentados</p><p>pelos contribuintes.</p><p>A regra é que as decisões dos órgãos de jurisdição administrativa não possuem eficácia</p><p>normativa, salvo por expressa disposição legal! Guarde isso!</p><p>Citemos, como exemplo, a atribuição do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), órgão</p><p>julgador de segunda instância no Processo Administrativo Fiscal no âmbito federal, para editar súmulas com</p><p>efeitos vinculantes para os demais órgãos da administração tributária federal.</p><p>As referidas súmulas são editadas depois de reiteradas decisões no mesmo sentido e, como se pode</p><p>ver, possuem evidente eficácia normativa.</p><p>As Práticas Reiteradamente Observadas pelas Autoridades</p><p>Administrativas</p><p>As práticas, reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas, nada mais são do que os</p><p>usos e costumes por ela adotados. Trata-se, então, da praxe administrativa.</p><p>Diante do princípio da legalidade, somente lei pode instituir tributos. Podemos dizer também que as</p><p>leis permanecem em vigor até que outra a modifique ou revogue (art. 2º da Lei de Introdução às Normas</p><p>do Direito Brasileiro).</p><p>Como consequência</p><p>das restrições acima ditas, os usos e costumes somente podem ter finalidade</p><p>interpretativa, não podendo introduzir novas normas nem revogar aquelas já existentes.</p><p>Nesse sentido, os usos e costumes em matéria tributária ocorrem, por exemplo, quando</p><p>determinada norma é interpretada pela autoridade administrativa num sentido, e os contribuintes seguem</p><p>tal entendimento como correto.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>21</p><p>344</p><p>Os Convênios que Entre si Celebrem a União, os Estados, o Distrito</p><p>Federal e os Municípios</p><p>Os convênios (também denominados ajustes de cooperação ou de colaboração) são firmados pelas</p><p>pessoas políticas, quais sejam a União, os Estados, o DF e os Municípios, na busca do aprimoramento das</p><p>atividades de fiscalização e arrecadação tributária.</p><p>São atos infralegais celebrados pelo Poder Executivo, não inovando, portanto, a ordem jurídica.</p><p>Ademais, de acordo com a jurisprudência do STF (ADI 1.857/SC), não é exigida a aprovação do Poder</p><p>Legislativo, diferentemente do que ocorre com os tratados internacionais.</p><p>Os convênios fiscais podem ser celebrados com os seguintes objetivos específicos:</p><p>● Permuta de informações entre os entes federados (ler art. 199 do CTN);</p><p>● Reconhecimento de extraterritorialidade da legislação tributária (ler art. 102 do CTN);</p><p>● Uniformização de procedimentos (obrigações acessórias).</p><p>Não se preocupe em entender, apenas faça uma leitura atenta aos dispositivos acima mencionados. Todos</p><p>os conceitos serão devidamente explicados em momento oportuno.</p><p>“Professor, esses convênios são os mesmos que os Estados celebram no âmbito do CONFAZ,</p><p>relativamente ao ICMS?” Não, não são os mesmos.</p><p>Os convênios do ICMS, realizados no âmbito do CONFAZ são atos normativos primários, inovando a</p><p>ordem jurídica. Essa é a típica diferença entre eles.</p><p>Nesse ponto, cumpre-nos ressaltar que, embora os convênios do ICMS sejam atos normativos</p><p>primários, não se confundem com as leis, pois não são editados pelo Poder Legislativo.</p><p>Sendo assim, continua valendo aquela exceção ao princípio da legalidade em relação à fixação das</p><p>alíquotas do ICMS-Combustíveis, estudada na aula sobre os princípios constitucionais.</p><p>Observância das Normas Complementares</p><p>A observância de qualquer das 4 normas complementares previstas no art. 100, do CTN, gera as seguintes</p><p>“proteções” ao contribuinte, previstas no parágrafo único do mesmo artigo:</p><p>Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de</p><p>penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de</p><p>cálculo do tributo.</p><p>Desse modo, se o contribuinte observar as normas complementares aplicáveis à sua situação, não é</p><p>possível aplicar-lhe penalidades, nem cobrar juros de mora e, nem mesmo, atualizar o valor monetário da</p><p>base de cálculo do tributo.</p><p>A fim de ilustrar o que foi visto, segue abaixo uma decisão do STJ:</p><p>Tributário. Práticas Administrativas. Se o contribuinte recolheu o tributo à base de prática</p><p>administrativa adotada pelo fisco, eventuais diferenças devidas só podem ser exigidas sem</p><p>juros de mora e sem atualização do valor monetário da respectiva base de cálculo (CTN, art.</p><p>100, III c/c par. único). Recurso Especial conhecido e provido, em parte.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>22</p><p>344</p><p>(STJ, Segunda Turma, REsp 98.703/SP, Rel. Min. Ari Pargendler, Julgamento em 18/06/1998)</p><p>Observação: Observe que o tributo continua sendo devido.</p><p>(Proc-TCE-RJ/2023) Em relação às fontes do direito tributário, ao crédito tributário e à legislação e às</p><p>obrigações tributárias, julgue o item a seguir.</p><p>Os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez incorporados ao direito interno brasileiro,</p><p>encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis ordinárias, prevalecendo sobre a legislação interna</p><p>infraconstitucional editada antes ou depois deles.</p><p>Comentário: De fato, de acordo com o CTN (que é a regra em uma questão que não menciona</p><p>jurisprudência ou doutrina), os tratados internacionais em matéria tributária, uma vez incorporados ao</p><p>direito interno brasileiro, encontram-se, em regra, na mesma hierarquia das leis ordinárias. Porém, o CTN</p><p>estabelece que os tratados prevalecem sobre a legislação interna infraconstitucional editada antes ou</p><p>depois deles.</p><p>Gabarito: Certo</p><p>(SEFAZ-ES/2022) A Frente Parlamentar do Senado Federal “Estados Avante”, integrada por 28 senadores,</p><p>com a assinatura de todos os seus membros, propôs uma série de Projetos de Resolução do Senado Federal</p><p>(PRS) visando a alterar alíquotas de impostos estaduais.</p><p>Assim, no PRS 123/2021, propôs-se a fixação de alíquota máxima para o Imposto sobre a Propriedade de</p><p>Veículos Automotores (IPVA); no PRS 124/2021, propôs-se a fixação de alíquota máxima para o Imposto</p><p>sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação, de quaisquer bens ou direitos (ITCMD); no PRS 125/2021,</p><p>propôs-se alteração nas alíquotas de Imposto sobre as operações relativas à Circulação de Mercadorias e</p><p>sobre prestações de Serviços (ICMS) aplicáveis às operações e prestações interestaduais.</p><p>Diante desse cenário, assinale a afirmativa correta.</p><p>A) O PRS 123/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o IPVA.</p><p>B) O PRS 124/2021 não poderia fixar alíquota máxima para o ITCMD.</p><p>C) Nenhuma alíquota de IPVA e ITCMD pode ser fixada por Resolução do Senado Federal.</p><p>D) O PRS 125/2021 viola o princípio da legalidade tributária, por alterar alíquota de ICMS sem deliberação</p><p>dos Estados e Distrito Federal.</p><p>E) O PRS 125/2021 apresenta vício de iniciativa, por não contar com o número mínimo de assinatura de</p><p>senadores.</p><p>Comentário:</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>23</p><p>344</p><p>Alternativa A: Conforme previsão constitucional do § 6º do art. 155, Resolução do Senado Federal poderá</p><p>fixar as alíquotas mínimas do IPVA.</p><p>§ 6º O imposto previsto no inciso III (IPVA):</p><p>I - terá alíquotas mínimas fixadas pelo Senado Federal;</p><p>II - poderá ter alíquotas diferenciadas em função do tipo e utilização.</p><p>Alternativa correta.</p><p>Alternativa B: A Constituição Federal prevê que por Resolução do Senado, as alíquotas máximas sejam</p><p>fixadas. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: Ambas as alíquotas, IPVA e ITCMD, podem ser fixadas por Resolução do Senado Federal.</p><p>IPVA, alíquotas mínimas.</p><p>ITCMD, alíquotas máximas.</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Conforme o art. 155, § 2º, IV e V, da CF, as alíquotas interestaduais e internas serão fixadas</p><p>por Resolução do Senado Federal. Confira a literalidade.</p><p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:</p><p>II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte</p><p>interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no</p><p>exterior;</p><p>(...)</p><p>§ 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:</p><p>(...)</p><p>IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores,</p><p>aprovada pela maioria absoluta de seus membros, estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e</p><p>prestações, interestaduais e de exportação;</p><p>V - é facultado ao Senado Federal:</p><p>a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução de iniciativa de um terço e</p><p>aprovada pela maioria absoluta de seus membros;</p><p>b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de</p><p>Estados, mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;</p><p>Alternativa errada.</p><p>Alternativa E: O Senado Federal é composto por 81 senadores, para propor fixação de alíquotas do ICMS</p><p>nas operações interestaduais, a iniciativa tem que ser do Presidente da República ou 1/3 do SF, portanto</p><p>não apresenta vício de iniciativa, já que 28 membros propuseram o PRS 125/2021. Alternativa</p><p>errada.</p><p>Gabarito: Letra A</p><p>(MPE-CE-Promotor de Justiça/2020) A concessão de crédito presumido relativo a quaisquer impostos</p><p>somente pode ser feita mediante lei complementar.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>24</p><p>344</p><p>Comentário: O art. 150, § 6º, estabelece que o crédito presumido e outros benefícios fiscais devem ser</p><p>concedidos mediante lei específica do ente federativo que detenha a competência tributária sobre o tributo</p><p>objeto do benefício.</p><p>Gabarito: Errada</p><p>(SEFIN-RO-Técnico Tributário/2018) Em determinada situação, verifica-se a necessidade de conferir</p><p>tratamento tributário adequado aos atos de natureza cooperativa, praticados por sociedades cooperativas.</p><p>Nesse caso, o instrumento legal adequado será</p><p>a) o decreto-lei.</p><p>b) a lei complementar.</p><p>c) a lei ordinária.</p><p>d) a medida provisória.</p><p>e) o convênio.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, III, “c”, da CF/88, cabe à lei complementar estabelecer normas</p><p>gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre o adequado tratamento tributário ao ato</p><p>cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.</p><p>Gabarito: Letra B</p><p>(PGM-Fortaleza-Procurador/2017) As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades</p><p>administrativas são normas complementares consuetudinárias de direito tributário. Assim, na hipótese de a</p><p>norma ser considerada ilegal, não é possível caracterizar como infracional a conduta do contribuinte que</p><p>observa tal norma, em razão do princípio da proteção da confiança e da boa-fé objetiva.</p><p>Comentário: De fato, as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são normas</p><p>complementares de direito tributário, nos termos do art. 100, III, do CTN. Além disso, define o par. único</p><p>desse artigo que a observância das normas complementares exclui a imposição de penalidades, a cobrança</p><p>de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo, caso a norma venha ser</p><p>considerada ilegal. Em resumo, trata-se do princípio da proteção da confiança e da boa-fé objetiva.</p><p>Gabarito: Correta</p><p>(ISS-Teresina-Auditor-Fiscal/2016) O Código Tributário Nacional traz disciplina a respeito das normas da</p><p>legislação tributária em geral, normas essas que incluem os tratados internacionais. De acordo com esse</p><p>Código, os tratados internacionais</p><p>a) modificam, mas não revogam, a legislação tributária interna.</p><p>b) estabelecem a forma por meio da qual, mediante anuência do Senado Federal, as Fazendas Públicas da</p><p>União, dos Estados e dos Municípios poderão disciplinar isenções de tributos federais, estaduais e</p><p>municipais com Estados estrangeiros.</p><p>c) podem versar sobre obrigações acessórias, mas, no tocante às obrigações principais, não podem versar</p><p>sobre matérias atinentes a taxas e contribuições em geral, inclusive sobre contribuição de melhoria.</p><p>d) admitem, como normas complementares a eles, os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas.</p><p>e) estão compreendidos na expressão “legislação tributária”, definida no referido Código, enquanto as</p><p>convenções internacionais não estão.</p><p>Comentário: A questão deseja a resposta conforme o CTN. Portanto, muita atenção!</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>25</p><p>344</p><p>Alternativa A: De acordo com o art. 98, do CTN, os tratados e as convenções internacionais revogam ou</p><p>modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes sobrevenha. Portanto, a</p><p>alternativa está errada.</p><p>Alternativa B: O CTN não previu qualquer regra nesse sentido. Alternativa errada.</p><p>Alternativa C: O CTN não faz qualquer advertência quanto à aplicação dos tratados internacionais a</p><p>obrigações acessórias, nem mesmo sobre matérias atinentes a taxas e contribuições em geral, inclusive</p><p>sobre contribuição de melhoria. Alternativa errada.</p><p>Alternativa D: Deveras, o art. 100, I, do CTN, previu que são normas complementares das leis, dos tratados</p><p>e das convenções internacionais e dos decretos os atos normativos expedidos pelas autoridades</p><p>administrativas. Alternativa correta.</p><p>Alternativa E: Tanto os tratados internacionais quanto as convenções internacionais estão compreendidos</p><p>na expressão “legislação tributária”, definida no art. 96, do CTN. Alternativa errada.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>26</p><p>344</p><p>VIGÊNCIA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA</p><p>O estudo do tema “Vigência da Legislação Tributária” será dividido em vigência temporal e vigência</p><p>espacial, para facilitar o aprendizado do aluno.</p><p>A vigência temporal diz respeito ao estudo da legislação no tempo, isto é, quando uma lei começa a</p><p>vigorar. Já a vigência espacial está relacionada ao território onde incidirá a legislação tributária. Fique ligado</p><p>nas duas palavras-chave grifadas.</p><p>Vigência Temporal da Legislação Tributária</p><p>Quando estudamos os princípios constitucionais tributários, mencionamos diversas vezes as palavras</p><p>“vigência” e “produção de efeitos”. Está lembrado?</p><p>Vimos que, de acordo com o princípio da irretroatividade, por exemplo, não se pode cobrar tributo</p><p>em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que instituiu ou aumentou tais</p><p>tributos.</p><p>Estudamos também que, conforme o princípio da anterioridade, se uma lei majora um tributo em</p><p>junho de 2010, por exemplo, a regra é que a majoração só venha a produzir efeitos em janeiro de 2011.</p><p>Correto?</p><p>Chegou, portanto, o momento de dirimirmos qualquer dúvida que tenha pairado sobre o assunto!</p><p>Vamos lá!</p><p>Na fase final do processo de elaboração de uma lei, ocorre a promulgação e publicação desse</p><p>diploma normativo, temos uma lei que é presumivelmente válida, isto é, presume-se que a lei tenha sido</p><p>elaborada seguindo-se os aspectos formais (iniciativa, quóruns de aprovação etc.), bem como os aspectos</p><p>materiais (conteúdo compatível com o texto constitucional).</p><p>Dissemos presunção de validade, pois a lei pode ser contestada a qualquer tempo no</p><p>âmbito do Poder Judiciário.</p><p>Com a publicação da lei, é necessário saber o momento em que ela passará a ter vigência, sendo</p><p>este, via de regra, o momento em que a lei começa a impor as suas regras aos destinatários.</p><p>Vejamos o que diz o art. 8º da LC 95/1998 (Lei Complementar que estabelece as regras sobre</p><p>elaboração de leis):</p><p>Art. 8º A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo</p><p>razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em</p><p>vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena repercussão.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>27</p><p>344</p><p>O que o dispositivo estabelece é que entre a publicação da lei e a sua vigência haja um prazo</p><p>razoável para que as regras estabelecidas na lei tenham amplo conhecimento por parte dos cidadãos.</p><p>Contudo, o mesmo dispositivo permite que a lei traga uma cláusula (em um artigo específico) que</p><p>estabelece a vigência imediata, a partir da data de publicação da lei.</p><p>Nesse contexto, estabelece o art. 1º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro (LINDB):</p><p>Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco</p><p>dias depois de oficialmente publicada.</p><p>§ 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se</p><p>inicia três meses depois de oficialmente publicada.</p><p>Portanto, a lei pode prever a data em que terá início a sua vigência, inclusive estabelecer que a</p><p>vigência será imediata. Contudo, caso a lei seja omissa quanto à sua vigência, esta se iniciará em 45 dias,</p><p>contados da publicação.</p><p>A possibilidade de aplicação da lei brasileira no exterior pode ocorrer por meio de tratado</p><p>internacional.</p><p>Repare a diferença entre o prazo do princípio da noventena (90 dias) e o da LINDB (3</p><p>meses). SÃO DIFERENTES!</p><p>Observação: De acordo com o</p><p>art. 101 do CTN, a vigência da lei tributária segue as regras</p><p>aplicáveis às normas jurídicas em geral, ressalvadas as disposições específicas do CTN.</p><p>Assim, a LINDB é aplicável ao Direito Tributário.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>28</p><p>344</p><p>No caso de não haver coincidência entre a data de publicação da lei e o início de sua vigência,</p><p>denominamos esse intervalo temporal de vacância da lei ou vacatio legis.</p><p>Aí eu te pergunto, colega concurseiro(a): terminado o prazo conhecido por vacatio legis, se houver,</p><p>a lei já produz efeitos, ou seja, a lei é eficaz? Logo acima, eu disse que, com a vigência, em regra, a lei</p><p>produz efeitos.</p><p>Em matéria tributária, é muito importante discernimos tais diferenças conceituais, haja vista a</p><p>existência dos princípios constitucionais tributários da anterioridade e da noventena, que obstam a</p><p>produção de efeitos das leis que instituem ou majoram tributos.</p><p>Assim, por exemplo, imagine que a Lei X, que dispõe sobre a majoração das alíquotas do ITR, seja</p><p>publicada em 15 de dezembro de 2018, nada dispondo sobre o início da sua vigência.</p><p>Como a lei é omissa em relação à sua vigência, devemos seguir a regra geral da LINDB, ou seja, a</p><p>vigência iniciará em 45 dias a partir da publicação oficial da lei. Portanto, a lei entrará em vigor no dia 29 de</p><p>Janeiro de 2019.</p><p>Mas a lei seria eficaz? É óbvio que não, pois o ITR está sujeito cumulativamente ao princípio da</p><p>anterioridade e noventena, certo?</p><p>Nesse caso, a partir de 29 de Janeiro, a Lei X estará vigente, mas ainda não será eficaz. A produção</p><p>de efeitos começará somente em 15 de Março de 2019 (quando decorrer 90 dias da publicação da lei, em</p><p>obediência ao princípio da noventena).</p><p>Vamos ilustrar o exemplo, com base na linha do tempo:</p><p>O que eu quero que você entenda é que a regra é: norma vigente, norma eficaz. Contudo, quando se trata</p><p>de instituição ou majoração de tributos, nem sempre a lei vigente é eficaz, tendo em vista que a maioria</p><p>dos tributos estão sujeitos ao princípio da noventena ou anterioridade ou aos dois, cumulativamente. Não</p><p>se esqueça também de que o conceito de eficácia está intimamente relacionado à produção de efeitos.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>29</p><p>344</p><p>Grave isso: vacatio legis é o período entre a publicação da lei e o início da vigência, e não</p><p>o período entre a vigência e a produção de efeitos.</p><p>Sabe-se, então, que a norma pode estar vigente, e não ser eficaz (não produzir efeitos). Correto?</p><p>Mas aí eu te pergunto: poderia haver uma lei eficaz e não mais vigente? Poderia sim! Imagino que agora</p><p>tudo se tornou confuso novamente, não é mesmo? Vamos com calma!</p><p>Embora seja assunto de outra aula, você se lembra da aula em que aprendemos algumas noções do</p><p>lançamento tributário? Você também se lembra de que o fato gerador ocorre quando há a concretização de</p><p>uma hipótese de incidência prevista em lei, correto?</p><p>O art. 144 do CTN, ao dispor sobre o lançamento, afirma que, ao realizá-lo, a autoridade fiscal deve</p><p>levar em consideração a lei que estava vigente na data da ocorrência do fato gerador, ainda que a lei tenha</p><p>sido posteriormente revogada.</p><p>Para entender melhor esse assunto, você deve saber que a autoridade nem sempre realiza o</p><p>lançamento no momento da ocorrência do fato gerador. Há um bom tempo hábil para fazê-lo. Ocorre que,</p><p>no momento do lançamento, a lei que vigorava na data do fato gerador já pode ter sido revogada. E aí? Ela</p><p>ainda produz efeitos especificamente para aquele lançamento.</p><p>Portanto, a título de exemplo, se no momento da ocorrência do fato gerador a alíquota do tributo</p><p>era 10%, e no momento do lançamento a lei que estipulava a alíquota de 10% já tenha sido revogada,</p><p>sendo a alíquota do tributo majorada para 15%, aplica-se aquela (10%)!</p><p>Você não deve se preocupar com detalhes no momento, pois tudo isso será mais do que</p><p>aprofundado em nosso curso. O que importa no momento é entender que é possível uma lei não estar</p><p>vigente, mas ainda assim produzir efeitos.</p><p>Esse fato é denominado ultratividade da lei tributária.</p><p>Portanto, vamos memorizar o seguinte:</p><p>Regra geral: A lei vigente normalmente é eficaz;</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>30</p><p>344</p><p>==302b8==</p><p>Exceção 1: A lei vigente pode não ser eficaz, em caso de instituição ou majoração de</p><p>tributos;</p><p>Exceção 2: A lei não mais vigente (revogada) pode ser eficaz, produzindo efeitos no</p><p>lançamento tributário (CTN, art. 144).</p><p>A vigência de uma norma está relacionada à sua validade formal, enquanto a eficácia</p><p>desta norma se relaciona à sua validade social.</p><p>De acordo com Miguel Reale1, “validade formal ou vigência é, em suma, uma</p><p>propriedade que diz respeito à competência dos órgãos e aos processos de produção e</p><p>reconhecimento do Direito no plano normativo. A eficácia, ao contrário, tem um caráter</p><p>experimental, porquanto se refere ao cumprimento efetivo do Direito por parte de uma</p><p>sociedade, ao reconhecimento (Anerkennung) do Direito pela comunidade, no plano</p><p>social, ou, mais particularizadamente aos efeitos sociais que uma regra suscita através</p><p>de seu cumprimento.”</p><p>Por fim, relativamente às leis que necessitam de regulamentação por decreto para que produzam</p><p>efeitos, podemos citar a seguinte jurisprudência do STJ:</p><p>TRIBUTÁRIO E CIVIL. CONTRIBUIÇÃO SOBRE A RECEITA BRUTA DECORRENTE DA</p><p>COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO RURAL DE SEGURADO ESPECIAL. ART. 25, DA LEI Nº</p><p>8.212/91. REDUÇÃO DA ALÍQUOTA. LEI Nº 8.540/92. NECESSIDADE DE REGULAMENTAÇÃO.</p><p>DECRETO Nº 789/93. EXIGÊNCIA. VACATIO LEGIS.</p><p>(...)</p><p>4. Distinção entre eficácia e vigência. No caso de leis que necessitam de regulamentação, sua</p><p>eficácia opera-se após a entrada em vigor do respectivo decreto ou regulamento. O</p><p>regulamento transforma a estática da lei em condição dinâmica. É lícito ao regulamento, sem</p><p>alterar o mandamento legal, estabelecer o termo a quo de incidência da novel norma</p><p>tributária. Uma vez prometido pela lei um termo inicial, ele não pode ser interpretado de</p><p>forma a surpreender o contribuinte, nem o Fisco, posto que a isso corresponde violar a ratio</p><p>essendi do princípio da anterioridade e da própria legalidade.</p><p>(STJ, Primeira Turma, REsp 408.621/RS, Rel. Min. Luiz Fux, Julgamento em 08/10/2002)</p><p>1 REALE, Miguel. Lições preliminares de Direito. 26ª Edição. 2002. Pág. 114.</p><p>Fábio Dutra</p><p>Aula 04</p><p>SEFAZ-BA - Direito Tributário</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>80913156515 - ALEXANDRE PONDE DE OLIVEIRA PINTO</p><p>31</p><p>344</p><p>A ideia básica desse julgado é que cabe ao regulamento estabelecer o momento em que se tem</p><p>por iniciada a produção de efeitos da lei, em se tratando de norma que dependa de regulamentação, por</p><p>meio de decreto.</p><p>Exemplo: A lei que institui a indenização de fronteira a ser paga aos servidores de carreiras específicas</p><p>lotados em regiões fronteiriças é uma lei que depende de regulamentação para que a referida parcela</p><p>indenizatória seja paga aos servidores. Assim, apenas com o decreto do Poder Executivo é que essa lei</p><p>efetivamente produzirá efeitos. Embora não se refira ao Direito Tributário, afeta boa parte dos novos</p><p>servidores da RFB.</p><p>Vigência Temporal das Normas Complementares</p><p>Além das regras já estudadas acima, o CTN estabeleceu regras diferenciadas de vigência para as</p><p>normas complementares. Vejamos o que diz o art. 103 do CTN:</p><p>Art. 103. Salvo disposição em contrário, entram em vigor:</p><p>I - os atos administrativos a que se refere o inciso I do artigo 100, na data da sua</p><p>publicação;</p><p>II - as decisões a que se refere o inciso II do artigo 100, quanto a seus efeitos normativos,</p><p>30 (trinta) dias após a data da sua publicação;</p><p>III - os convênios a que se refere o inciso IV do artigo 100, na data neles prevista.</p><p>Observação: Repare que as práticas, reiteradamente observadas pelas autoridades</p><p>administrativas (usos e costumes), não foram previstas no art. 103. Nesse</p>

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