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AO JUÍZO DA... VARA DO TRABALHO DE... Processo n° 1000002-33.2018.5.17.0001 Fábrica de Portas LTDA, inscrita no CNPJ sob n°..., com endereço..., vem por intermédio de seu advogado infra assinado conforme procuração anexa, com endereço que indica para fins do art.77, inciso V, do CPC, vem perante Vossa Excelência, nos autos da Reclamação Trabalhista em epígrafe, que lhe move James Sulivan, já devidamente qualificado, apresentar: CONTESTAÇÃO COM RECONVENÇÃO Com fundamento no art. 847 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), c/c. arts. 336 a 343 do Código de Processo Civil (CPC), pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. I- DOS FATOS O Reclamante trabalhou na empresa Reclamada como supervisor de produção no período de 26-03-2015 à 16-05-2018. Durante esse período, o empregado sofreu um acidente de trabalho e ficou afastado por um período de 10(dez) dias, tendo a fábrica emitido Comunicado de Acidente de Trabalho. O reclamante retornou ao trabalho em 24-06-2017 e trabalhou normalmente até 16-06-2018, quando foi dispensado sem justa causa. Na ocasião da dispensa, o mesmo foi submetido a exame médico demissional, o qual concluiu pela sua aptidão para o exercício de qualquer função. Em razão da demissão, o reclamante, chateado por ter sido comunicado que estava sob aviso prévio, colocou dolosamente 15(quinze) portas exclusivas em um serrador de madeira de modo que todo o serviço e material utilizado paras as portas que eram encomendas de um cliente, foram destruídos. Em razão disso, a empresa não conseguiu entregar as portas no prazo contratual, tendo um prejuízo de R$ 10.000,00. O empregado, como sabemos ajuizou uma ação contra a empresa ora reclamada pedindo reintegração e recolhimento da estabilidade provisória pelo período de 12 meses, sob o argumento de ter sofrido acidente de trabalho. II- DOS FUNDAMENTOS O empregado alega ter direito à estabilidade provisória, por ter sido dispensado após sofrer acidente de trabalho. No entanto, nos termos do art. 118 da Lei n. 8.213/ 91 e da Súmula 378, II, do TST, só lhe é devido a estabilidade, apenas quando o empregado é afastado por mais de 15 dias em razão do acidente e receber auxílio doença acidentário. No caso do reclamante, este ficou apenas 10 dias afastado e não recebeu o citado benefício. Sendo assim, pede a improcedência do pedido. III- DA RECONVENÇÃO O autor da reclamação, dolosamente destruiu portas exclusivas, causando perda de material e dano a imagem da empresa, pois a mesma por esta razão não conseguiu honrar o prazo estipulado em contrato, ocasionando-lhe além desses, outros prejuízos. Conforme o art. 927 do CC, quem pratica ato culposo e causa dano a outrem tem o dever de indenizar. Então nesses moldes, a reconvinte pede a procedência da presente reconvenção para que a parte reconvinda seja condenada ao pagamento de R$ 10.000,00 (dez mil reais), referente ao dano gerado por sua conduta. IV- DOS HONORÁRIOS Requer a condenação do réu ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência, tanto na reconvenção quanto na contestação, nos termos do art. 791-A da CLT V- DOS PEDIDOS Diante de todo o exposto, requer: a) No mérito, a improcedência dos pedidos formulados na ação; b) A procedência dos pedidos formulados na reconvenção para que o reconvindo seja condenado a ressarcir o prejuízo de R$ 10.000,00. c) Requer a condenação do reclamante ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência, na contestação e na reconvenção, como estabelece o art. 791-A da CLT. d) Requer a citação do reconvindo para, querendo, apresentar defesa sobre os fatos arguidos, sob pena de reconhecimento de revelia e confissão ficta. Desde já, ante a proibição ao enriquecimento sem causa, a reclamada requer a dedução das parcelas já pagas sob a mesma rubrica. Protesta pela produção de todos os meios de prova admitidos. Dá-se à reconvenção o valor de R$... Termos em que, Pede deferimento. Local..., data... Advogado... OAB n°...