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PLANEJAMENTO FÍSICO - FUNCIONAL PLANEJAMENTO – PROJETO DA UNIDADE Equipe multiprofissional (nutricionista, engenheiro, arquiteto, administrador e demais profissionais): Aquisição e Instalações dos equipamentos; Organização e Fluxo coerente sem cruzamentos e retrocessos; Garantir eficiência e eficácia aos processos desenvolvidos. Permite melhor utilização dos recursos humanos e materiais, por garantir instalações adequadas, bem dimensionadas, possibilitando um fluxo ordenado e sem cruzamento em todas as etapas de preparo e distribuição das refeições , assegurando a operacionalização. Garantir eficiência e eficácia aos processos desenvolvidos. O planejamento é um processo sistematizado ‹#› FATORES IMPORTANTES... Clientela: nível socioeconômico, hábitos alimentares regionais, tipo de população Número de refeições Fluxograma de atividades Sistema de distribuição Equipamentos e utensílios Dimensionamento de recursos humanos Diversificação do atendimento: padrão de cardápios, hotelaria, prescrição dietética Política de compras e logística do abastecimento LAYOUT DE COZINHAS As cozinhas devem ser planejadas seguindo uma linha de produção o mais racional possível. Suas Unidades Operacionais devem obedecer a um fluxo coerente, evitando cruzamentos ou retrocessos, que tanto comprometem a produção das refeições (Teixeira, 2003). FLUXO DE PRODUÇÃO Recebimento Armazenamento Pré-preparo Preparo distribuição LOCALIZAÇÃO DA UAN Pavimento térreo (quando possível), ter iluminação natural e boas condições de ventilação; Os arredores não devem oferecer riscos ás condições de higiene do local; Fácil manutenção e limpeza; Evitar a entrada de animais domésticos, roedores, pássaros e insetos. CONFIGURAÇÃO GEOMÉTRICA Retangular (mais indicada) Fluxo de produção mais racional Evita caminhadas em excesso Melhor disposição dos equipamentos Facilita a supervisão dos trabalhos COMPOSIÇÃO DA COZINHA ABASTECIMENTO Recebimento. Armazenamento de não perecíveis. Armazenamento de perecíveis: refrigerados e congelados. ABASTECIMENTO Recebimento: local para descarga , verificação e recebimento de mercadorias. Deve ser provida de plataforma de descarga e rampa. Possuir equipamentos e espaço suficiente para acomodar as mercadorias. ABASTECIMENTO Estocagem: deve ser localizada próxima a área de recebimento e acessível ao processamento. Alimentos não perecíveis Despensa /almoxarifado Temperatura não superior a 27°C. Apresentar porta única Possuir boa iluminação e circulação de ar Janelas teladas Piso liso e resistente com ausência de ralos ABASTECIMENTO Armazenamento – gêneros perecíveis Separação de câmaras de acordo com Padrão de temperatura e gêneros alimentícios. Câmara para alimentos congelados. Câmaras para hortifrutis Câmaras para laticínios e embutidos. Características das câmaras dotadas de antecâmaras revestidas com material lavável e resistente nível do piso igual da área externa inexistência de ralos. Armazenamento - Temperatura controlada Refrigerado: alimentos perecíveis Hortifrutigranjeiros: de 04 a 10⁰C Laticínios: de 02 a 04⁰c Carnes: 0°c Congelados: de -18 a -22⁰C ÁREAS DE PROCESSAMENTO/DISTRIBUIÇÃO Pré-preparo: massas, hortifrutis, carnes Área de cocção Área de higienização Distribuição ÁREA DE PROCESSAMENTO Pré-preparo: destinada a operações preliminares de confecção subdividida em: Pré-preparo de hortifrutis, carnes , sobremesas, sucos. Pré-preparo de Hortifrutis: área que deve possuir dimensionamento ideal para higienização dos vegetais recebidos. Componentes: cubas para sanitização, estrados e contentores plásticos para acondicionamento dos alimentos. Observação: de preferência área climatizada a temperatura de 15°C. PRÉ-PREPARO Pré-preparo de sobremesas e sucos Componentes: bancadas para o corte de carnes, tábuas, pia para lavagem dos alimentos, pia para lavagem exclusiva de mãos. PRÉ-PREPARO Pré-preparo de Carnes Área deve apresentar dimensionamento suficiente para manipulação dos diversos gêneros de carnes Componentes: bancadas para o corte de carnes, tábuas, pia para lavagem dos alimentos, pia para lavagem exclusiva de mãos, área climatizada a temperatura de 15°C. ÁREA DE COCÇÃO Deve situar-se próximo á área de pré-preparo e expedição de alimentos. Deve possuir pia exclusiva para lavagem de mãos. Toalhas de papel Dimensionada de modo a permitir o fluxo adequado de produção e dos funcionários. Permitir a alocação adequada de equipamentos. Piso ao redor dos caldeirões deve ser levemente inclinado DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS Área de expedição das preparações Depende do tipo de serviço: Self service, porcionamento Deve ser dimensionado de acordo com o número de clientes. Composição: pode possuir balcões de distribuição com controle de temperatura, ou mesas montadas; esteiras e pass through. DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à temperatura superior a 60ºC (sessenta graus Celsius) por, no máximo, 6 (seis) horas. A temperatura do alimento preparado deve ser reduzida de 60ºC (sessenta graus Celsius) a 10ºC (dez graus Celsius) em até duas horas. Em seguida, o mesmo deve ser conservado sob refrigeração a temperaturas inferiores a 5ºC (cinco graus Celsius), ou congelado à temperatura igual ou inferior a -18ºC (dezoito graus Celsius negativos). ÁREA DE HIGIENIZAÇÃO Delimitada através de paredes Sistema de drenagem bem dimensionado Local para dispor material sujo Local para disposição de material limpo. Componentes: pias de higienização de pratos, pia de higienização de panelas, estantes ou prateleiras de material impermeável para guarda de material limpo. ANEXOS Instalações sanitárias Área de lixo Área de gás Departamento de materiais e produtos de limpeza. ANEXOS Banheiros vestiários funcionários Distribuído por sexo Localizado fora da área de produção de alimentos. Normalmente perto da área de recebimento. Piso, paredes e teto revestidos com material lavável e resistente. Possuir um aparelho sanitário e chuveiro para cada 15 funcionários. Armários para guarda de pertences de funcionários. ANEXOS Área de lixos: Deve possuir uma área exclusiva para este fim. Pode ser climatizada (07°C) ou não. Deve suprir a necessidade de demanda do restaurante. Deve possuir coletores de lixo com tampa Área Isolada da área de produção, com piso e paredes revestidos com material lavável. ANEXO Guarda de botijões de gás Dimensionamento de acordo com consumo de gás Localizada fora da área de produção de alimentos ANEXO Depósito de material de limpeza - DML Local especifico Produtos de limpeza Equipamentos e utensílios Local destinado à limpeza de equipamentos e matérias de limpeza. Componentes: pia, armário ou estante para guarda de material de limpeza ( vassouras, rodos, baldes , panos de chão). COMPOSIÇÃO GERAL PISO Antiderrapante Facilidade de higienização Impermeabilidade, resistência ao tráfego Resistente a substâncias corrosivas PAREDES E DIVISÓRIAS Lisas, Impermeáveis e resistentes a limpezas frequentes Cores claras (tinta lavável) Devem ter ângulos arredondados no contato com o piso e o teto Revestidas com azulejos Está livres de falhas, rachaduras, umidade, bolor e descascamentos Indicado uso de cantoneiras e barras nos locais de movimentos dos carros PORTAS Superfícies lisas e não absorventes Fechamento automático com mola ou sistema eletrônico, uso de visores. Largura mínima de 1,0 m Altura mínima de 2,10 m Abertura máxima de 1 cm do piso e proteção inferior contra insetos e roedores JANELAS Superfícies lisas e laváveis e em bom estado de conservação Ausência de falhas de revestimento e ajustes perfeitos aos batentes Usadas preferencialmente para iluminação Quando usadas para a ventilação devem ser dotadas de telas (qualquer outraabertura, também) Telas em bom estado de conservação, fácil remoção para a limpeza e ter aberturas menor ou igual a 2 mm FORROS E TETOS O teto de ser isento de vazamentos e goteiras Acabamento liso, impermeável, lavável, em cor clara e em bom estado de conservação O forro deve ser livre de trincas, rachaduras, umidade, bolor e descascamento Estar em perfeitas condições de limpeza e não possuir aberturas que não estejam protegidas com tela adequada ou material similar. Entre a parede e o teto não deve existir abertura e/ou bordas que propiciem a entrada de pragas e formação de ninhos. OUTRAS INSTALAÇÕES Água de abastecimento – ligada a rede pública ou ter sua potabilidade atestada (poço artesiano) Sendo de rede pública a caixa deve ser limpa a cada seis meses e a qualidade microbiológica deve ser atestada semestralmente Caixa de gordura e a de esgoto – não podem localizar-se no interior das áreas de processamento de alimentos Grelhas sinfonadas com peneiras removíveis para filtração de resíduos. AMBIÊNCIA AMBIÊNCIA Conjunto de elementos envolventes que condicionam as atividades administrativas e operacionais e determinam, em grande parte, a qualidade e quantidade de trabalho produzido. (Texeira ,2003.) FATORES DE AMBIÊNCIA QUE INTERFEREM NA PRODUÇÃO. Iluminação Cor Ruídos Temperatura Umidade ILUMINAÇÃO Natural Distribuída uniformemente pelo ambiente Evitar ofuscamentos, sombras, reflexos fortes e contrastes excessivos Incidir numa direção que não prejudique os movimentos nem a visão do manipulador Dispor de janelas ou qualquer outro tipo de abertura sem que o sol penetre diretamente nas superfícies de trabalho ILUMINAÇÃO A iluminação artificial não deve alterar as características sensoriais dos alimentos. A iluminação branca (fluorescente) é mais recomendada por manter a cor natural dos alimentos e não contribuir para a elevação da temperatura. As lâmpadas devem possuir sistema de segurança contra explosão e quedas acidentais. VENTILAÇÃO, TEMPERATURA E UMIDADE Adequada para propiciar a renovação do ar Garantir conforto térmico Manter o ambiente livre de: fungos gases fumaças e condensação de vapores VENTILAÇÃO, TEMPERATURA E UMIDADE Meios artificiais Equipamentos de insuflação e exaustão Ventilador não deve ser utilizado nas áreas de processamento A direção do fluxo de ar não deve ir de uma área suja para uma limpa O conforto térmico pode ser assegurados usando aberturas nas paredes com área de 1/10 da área do piso (janelas) Temperatura e umidade de UAN – 22ºC a 26ºC, com umidade relativa de 50% a 60% SONORIZAÇÃO Um ambiente de trabalho com sons discordantes e irritantes conduzem a reações negativas, interferindo na execução das tarefas. O ruído é um fator condicionante para a instalação de doenças como: hipertensão, perda auditiva, entre outras. Ruídos com 70 a 80 decibés já prejudicam a saúde. SONORIZAÇÃO Como evitar: Deve-se evitar paredes paralelas com mais de 17 m de distância - evitar ecos. Evitar formas de cozinhas côncavas ou circulares por concentrarem ou conduzirem sons. Evitar instalação de equipamentos em cantos de paredes. Promover manutenção constate de equipamentos a fim de evitar excesso de ruídos. COR Escolha das cores no ambiente de trabalho está relacionado com o índice de reflexão ( quantidade de luz que volta ao meio ambiente). As cores absorvem e refletem a luz com maior ou menor intensidade. Teixeira, 2003 Teto deve ter cor com percentual de reflexão de 80% Paredes deve ter cor com percentual de reflexão de 50 a 75% Piso deve ter cor com percentual de reflexão de 15 a 30% . AS CORES - ÍNDICE DE REFLEXÃO Cores Indice de refexão Branco Creme Amarelo-palha Amarelo Ouro-velho Verde claro Verde escuro Azul claro Azul Preto Azul escuro Rosa claro Vermelho claro Vermelho escuro Bege Cinza claro Cinza escuro 80 a 85% 55 a 70% 55 a 70% 45 a 60% 35 a 40% 35 a 55% 10 a 35% 10 a 25% 05 a 10% 05 a 15% 55 a 60% 45 a 55% 25 a 40% 10 a 25% 40 a 45% 40 a 50% 15 a 25% COR Legislação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) – cores para áreas de trabalho Vermelho – distinguir e identificar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio (hidrante, extintores de incêndio) Amarelo – cuidado e atenção. Ex: parapeitos, corrimões. Verde – quadro de avisos e exposições de cartazes Branco – área de bebedouros e zonas de armazenamentos DIMENSIONAMENTO DA ÁREA DIMENSIONAMENTO DA ÁREA Número de refeições dia ou o de maior turno Padrão dos cardápio Modalidade e sistema de distribuição Política de compras e abastecimento DIMENSIONAMENTO DA ÁREA Portaria 3.214, de 08/06/1978 – estabelece: Área para a cozinha 35% da área do refeitório Área para depósito 20% da área do refeitório A área do refeitório é calculada considerando 1m² por usuário, abrigando 1/3 do total de comensais por turno de trabalho. DIMENSIONAMENTO DA ÁREA Área de UAN para coletividade sadia Nº de refeições Coeficiente de multiplicação (m²) 250 0,80 600 0,75 700 0,72 800 0,70 900 a 1.000 0,60 Acima de 1.000 0,50 Número de refeições X coeficiente = área em m² Lanzillotti, 1983 DIMENSIONAMENTO DA ÁREA O padrão do cardápio influência no número de refeições e este o dimensionamento da área, sendo assim: Acrescer 5% da área em restaurantes para cardápio médio a popular e 10% para o tipo de luxo. Cálculo da área a partir de percentuais (setores) Estocagem 10% a 20% Preparo de refeições 16% a 20% Higiene e limpeza 6% a 8% Distribuição e refeitório 45% a 48% Administração e segurança 12% DIMENSIONAMENTO DA ÁREA – UAN HOSPITALAR Número de leitos - Hospital com 200 leitos Distribuição descentralizada: Parâmetro de1,8 m² por leito, sendo: 20% a recepção 50% ao preparo 30% para as demais dependências Distribuição centralizada Parâmetro de 2,00 m² por leito Recepção e estocagem 20% da área 45% para distribuição 35% para as demais dependências (Mezomo) DIMENSIONAMENTO DA ÁREA – UAN HOSPITALAR Até 60 leitos – 1,00 m² por leito De 61 a 150 leitos – 0,75 a 0,90 m² por leito Mais que 150 leitos – estudo espacial Número de leitos X coeficiente = área em m² image4.png image3.png image16.jpg image7.png image8.png image6.png image10.png image25.png image5.png image13.png image12.png image9.png image11.png image15.png image32.png image18.png image28.png image14.png image17.png image21.png image19.png image20.png image23.png image24.png image22.png image30.png image27.png image26.png image31.png image29.jpg image1.png image2.png