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NUTRIÇÃO
ALBECIENE LUIZA BESSA
ROSÂNGELA BERNARDES PINTO ZEFERINO
IMPACTOS DAS DIETAS DA MODA
Goiânia
2022
ALBECIENE LUIZA BESSA
ROSÂNGELA BERNARDES PINTO ZEFERINO
IMPACTOS DAS DIETAS DA MODA
Trabalho apresentado ao Curso de nutrição como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas do semestre.
Goiânia
2022
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 3
2 DESENVOLVIMENTO 4
DESAFIO 1...................................................................................................................4
DESAFIO 2...................................................................................................................5
DESAFIO 3...................................................................................................................6
DESAFIO 4...................................................................................................................6
DESAFIO 5...................................................................................................................8
3 CONCLUSÃO 9
REFERÊNCIAS 10
INTRODUÇÃO
A temática apresentada na presente produção é “Impactos das dietas da moda”. Escolheu-se este assunto para possibilitar a aprendizagem interdisciplinar dos conteúdos desenvolvidos nas disciplinas desse semestre.
Atualmente, a prevalência de dietas da moda oferecidas por sites não científicos é tão comum que pode até ser considerada uma forma normal de se alimentar. A notoriedade dessas dietas, principalmente entre mulheres, costuma ser reflexo de um descontentamento com a própria imagem, sentimento bastante comum entre grande parte da população principalmente mulheres.
O Contexto problematizador apresenta Marcela que, sempre gostou muito do universo moda e por isso resolveu fazer faculdade nessa área. Nas redes sociais, segue várias celebridades e digitais influencers e por conta disso, criou um Instagram “profissional” para dar dicas de moda. Seu peso sempre foi adequado para sua idade, porém, como começou a aparecer nas redes sociais está incomodada com a sua imagem, se achando acima do peso.
Ao pesquisar na internet informações sobre dietas, ela foi atraída pela dieta Dukan, pois prometia perder peso de maneira rápida e fácil. Comprou um livro com todas as informações nele. Na verdade, os primeiros quilos foram rapidamente perdidos. Ela perseverou nos primeiros dias, mas as prescrições de dieta depois a deixaram muito doente.
Então ela continuou esse ciclo por 2 anos com várias dietas restritivas da moda, o que a fez comer de repente e de repente. Ele começou a sentir anorexia, desidratação, fadiga, distúrbios no equilíbrio hidroeletrolítico, azia, irregularidades menstruais, perda de paladar, plenitude pós-prandial, inchaço e úlceras estomacais.
Sendo assim, desenvolve-se uma produção textual respondendo aos questionamentos apresentados pelas disciplinas tendo como base o material de apoio e o conteúdo ministrado no semestre letivo.
DESENVOLVIMENTO
Desafio 1
Por diversas vezes ouve-se pessoas que dizem perder vários quilos depois de uma dieta em que apenas um determinado grupo de alimentos podia ser ingerido. Essas dietas, também chamadas de dietas restritivas, costumam ser uma moda entre mulheres e homens, que muitas vezes arriscam a saúde para ganhar o peso que desejam.
Em alguns tipos de dietas restritivas, as pessoas tendem a cortar certos tipos de alimentos de sua dieta, como carboidratos e proteínas. Em outros casos, o processo é mais agressivo, como dietas líquidas, papinhas e frutas, sendo recomendados apenas esses tipos de alimentos. Há também o que é chamado de “dieta zero”, o que significa que uma pessoa não come por uma semana.
Embora a alimentação restritiva possa levar à perda de peso, isso não acontece de forma saudável. Na maioria dos casos, o que se nota é que, além da perda de água, a perda de peso se deve à perda de massa muscular, não à perda de gordura. Isso ocorre porque muitas vezes há deficiências nutricionais significativas no organismo das pessoas que utilizam essa prática. Além da perda de peso, as pessoas que aderem a essas dietas geralmente apresentam queda de cabelo, unhas quebradiças e pele seca. Além disso, problemas para dormir, dor de cabeça, desmaios, irritabilidade, cansaço, tontura, alterações no ciclo menstrual e anemia também podem ocorrer. A gota, a diminuição da pressão arterial e da frequência cardíaca, o desenvolvimento de cálculos biliares e o aparecimento de doenças cardiovasculares são frequentemente observados em uma dieta muito reduzida em calorias.
Especialistas também ressaltam que dietas restritivas são muitas vezes abandonadas antes de terminarem. Isso ocorre porque a ingestão constante de um mesmo alimento (monotonia alimentar) torna mais fácil para uma pessoa desistir da dieta porque ela fica “cansada” da comida. Outro ponto que merece destaque é o efeito após a dieta. Pesquisas comprovam que dietas restritivas só têm efeitos a curto prazo. Quando apresentado a outro alimento, a monotonia alimentar pode desencadear um comportamento compulsivo, resultando em ganho de peso e até aumento de colesterol e triglicerídeos. Além disso, a alimentação restritiva tem sido associada ao desenvolvimento de distúrbios alimentares, como anorexia e bulimia.
Nesse caso, a orientação nutricional é de fato apontada, pois é um processo solidário que favorece o crescimento do outro, auxiliando-o nas dificuldades alimentares e potencializando seus recursos pessoais por meio de estratégias individualizadas que estimulam a responsabilidade do autocuidado. No aconselhamento nutricional, procuramos estabelecer com um nutricionista o desenvolvimento de um plano alimentar personalizado com base na situação real de cada visitante após uma avaliação aprofundada dos hábitos e estilos de vida, bem como dos hábitos alimentares gerais.
DESAFIO 2
Não só no Brasil, mas em todo o mundo, há mudanças nas tendências de consumo de alimentos. Então, a compra e ingestão de alimentos saudáveis e tradicionais diminui, enquanto os alimentos não saudáveis aparecem cada vez mais no cotidiano das pessoas. Um dos aspectos marcantes é o reduzido consumo de leguminosas e arroz, alimentos típicos da região com nutrientes complementares. Por outro lado, bebidas açucaradas, fast food e lanches desempenham um papel importante nas feiras familiares. Segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), no mundo, mais de 900 milhões de pessoas sofrem de fome, e uma em cada sete é vítima de má alimentação.
O consumo alimentar mudou na qualidade e quantidade dos produtos disponíveis, levando ao consumo desenfreado de alimentos altamente calóricos, o que, aliado ao sedentarismo, está produzindo uma geração de sobrepeso. No entanto, foram identificados fatores que contribuíram de alguma forma para os hábitos de consumo – renda e demanda, além da urbanização e globalização. As mudanças na dieta e na atividade física podem ser atribuídas a mudanças demográficas e socioeconômicas.
A renda é um determinante muito importante das escolhas de consumo de alimentos. Diversos estudos, como o apresentado por Drenowski (2003), relatam um aumento no consumo de alimentos de baixa qualidade, principalmente entre populações de baixa renda. Os autores também enfatizam que esses produtos contendo açúcar e gordura são os mais baratos e, portanto, levam ao consumo de grupos de baixa renda; assim, esse segmento da população acabará por sofrer de obesidade e doenças devido à má alimentação. Outros autores, no entanto, afirmam que houve uma mudança no consumo entre os grupos de alta renda, cada vez mais vulneráveis ao excesso de peso.
De fato, os segmentos de baixa renda da população não têm a mesma probabilidade que os segmentos de alta renda. Além disso, existem outros fatores que influenciam a escolha dos produtos alimentícios. Com a globalização e a industrialização, surgiram os produtos industrializados, o queacabou dificultando a obtenção de pessoas de baixa renda devido à diferente agregação de valor dos produtos. O fast food e os doces são, em última análise, destinados aos segmentos de maior renda da população.
DESAFIO 3
A maioria das dietas da moda são dietas perigosamente de baixa caloria (menos de 1200 kcal por dia) e não atendem às recomendações nutricionais para pessoas saudáveis. Ressalta-se que dietas abaixo de 1200 kcal/dia não são suficientes para suprir as necessidades nutricionais fisiológicas mínimas de um indivíduo e só devem ser acompanhadas por profissionais em circunstâncias excepcionais (FARIAS et al., 2014). Dietas restritivas podem até levar a uma rápida perda de peso a curto prazo, mas muitas vezes são difíceis de manter a longo prazo. Estudos mostram que 95% das pessoas que seguem uma dieta restritiva não conseguem mantê-la e, posteriormente, recuperam ou ganham peso.
Em curto prazo o organismo consegue se adaptar à falta da proteína, mas a médios e longos prazos torna-se insustentável e todas esses elementos são danificados, gerando entre outros sintomas: unhas fracas, queda de cabelo, flacidez muscular, ossos fracos, má digestão, irritabilidade, ansiedade, depressão. O mais grave é o enfraquecimento do sistema imunológico, que em casos extremos (para quem tem predisposição genética) pode causar sérias doenças autoimunes como lúpus ou até alguns tipos de câncer. O sistema nervoso central também pode ser prejudicado e causar doenças como o alzheimer.
Dietas restritas em calorias tornam a alimentação deficiente em nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo podendo levar a algumas consequências (PEREIRA, 2007; GUEDES, 2003): Aumento nas cetonas urinárias, o que pode levar ao aparecimento de gota; Colesterol sanguíneo pode aumentar, levando ao risco de desenvolvimento de cálculo biliar e doenças cardiovasculares; Redução na concentração de hormônios tiroidianos ativos, diminuindo o gasto de energia em repouso; Diminuição do débito cardíaco, frequência cardíaca e pressão arterial; Diminuição do potássio corporal total; Intolerância ao frio; Queda de cabelo; Fadiga; Dificuldade de concentração; Nervosismo; Constipação ou diarreia; Pele seca; Unhas fracas; Flacidez; Tontura.
É importante destacar que, em todas as épocas, as dietas da moda parecem ser a solução definitiva para o problema da obesidade. Idealmente, essas dietas populares são suficientes para atender aos padrões nutricionais estabelecidos, baseiam-se em seu preparo cuidadoso, e o paciente é acompanhado por um profissional nutricionista que limitará o tempo de uso da dieta e auxiliará na reeducação alimentar (Silva et al... e Portier)., 2004).
Desafio 4
Café sem açúcar 1 xícara de café 70g Quantidade de proteínas: 0 g
Iogurte desnatado natural um pote de 170g Quantidade de proteínas:6,16 g
Farelo de aveia 2 colheres de sopa 10 g Quantidade de proteínas:1,7 g
Ovo de galinha 1 ovo Quantidade de proteínas: 6,29 g
Queijo gorgonzola 2 fatias 30g Quantidade de proteínas: 6,42 g
Refeição 2
Queijo gorgonzola 2 fatias 30g Quantidade de proteínas:6,42 g
Presunto 2 fatias 30g Quantidade de proteínas: 4,98 g
Refeição 3
Filé de frango grelhado 3 filés 300 g Quantidade de proteínas: 93,06 g
Queijo gorgonzola 1 fatia 15g Quantidade de proteínas: 3,21 g
Presunto 1 fatia 15g Quantidade de proteínas:2,49 g
Refeição 4
Leite desnatado 1 copo pequeno 165 g Quantidade de proteínas: 6.4 g
Presunto 1 fatia 15g Quantidade de proteínas: 2,49 g
Queijo Cottage 1 colher de sopa Quantidade de proteínas: 2,9 g
Ovo de galinha 1 ovo Quantidade de proteínas:6,29 g
Fonte:
Tabela brasileira de composição de alimentos – fatsecret. disponível em: https://www.fatsecret.com.br/calorias-nutri%c3%a7%c3%a3o/search?q=tabela+brasileira+de+composi%c3%a7%c3%a3o+de+alimentos. Acesso em 19/02/2022.
Desafio 5
A cetoacidose, causada pela superprodução de cetoácidos (acetoacetato e beta-hidroxibutirato), ocorre quando a deficiência de insulina, jejum ou resistência à insulina afeta o uso de glicose. Sob essas condições, os corpos cetônicos são produzidos em excesso (chamados de cetose) e servem como fonte de energia alternativa para muitas células.
A cetona inicialmente formada é o acetoacetato, que pode então ser reduzido a β-hidroxibutirato ou submetido a descarboxilação não enzimática em acetona. Enquanto a acetona é quimicamente neutra, outras cetonas são ácidos orgânicos cujo acúmulo pode levar à acidose metabólica.
Se o distúrbio ácido-básico for acidose respiratória, ele é compensado por uma alta excreção renal de H+ e, com isso, reabsorção de bicarbonato renal para o sangue, onde ele tampona o excesso de H+. Se for acidose metabólica, a compensação se dá pelo sistema respiratório (hiperventilação).
É importante notar que quando há "super" compensação, cria-se um novo distúrbio ácido-base, ao contrário do indivíduo (por exemplo, para compensar a acidose metabólica, a pessoa respira muito rápido e muitas vezes, consumindo grandes quantidades de água) H+ indica excesso de bicarbonato no sangue e a imagem torna-se alcalose respiratória). Para tratar a acidose respiratória, é necessário aumentar a ventilação pulmonar, como na ventilação mecânica. Bases como bicarbonato de sódio são recomendadas apenas para acidose extremamente grave. Na alcalose respiratória, principalmente na tetania, é necessário aumentar a quantidade de dióxido de carbono pela inalação do ar exalado ("vício").
3 CONCLUSÃO
Para perder peso adequadamente, é necessário ter uma dieta saudável e praticar exercícios regularmente. Ressalta-se que, para uma orientação dietética adequada para perda de peso, deve-se consultar um nutricionista. O profissional orientará mudanças nos hábitos alimentares e, assim, alcançará a perda de peso saudável e manterá os resultados obtidos. Além dessas recomendações, os especialistas afirmam que uma boa noite de sono também pode ajudar na perda de peso.
De acordo com a pesquisa realizada, pode-se verificar que o consumo de alimentos no Brasil e no resto do mundo não é cointegrado e não há relação de equilíbrio de longo prazo. Esse resultado pode sugerir que há uma enorme diversidade no mundo, tanto em termos de renda e forma de disposição dos alimentos, quanto em outros aspectos que podem afetar o consumo global de alimentos.
Conclui-se que as chamadas dietas da moda estão em uma crescente em nossa sociedade, e por sua vez traz uma serie de riscos para a saúde física e mental das pessoas que fazem uso das mesmas, cabendo ao profissional nutricionista trabalhar no sentido de intervir nessa problemática da saúde atual.
REFERÊNCIAS
FARIA, A. L; ALMEIDA, S. G.; RAMOS, T. M. Impactos e consequências das dietas da moda e da suplementação no comportamento alimentar. Research, Society and Development, v. 10, n. 10, 2021. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/19089/17001. Acesso em: 19/02/2022.
ALVARENGA, M. S.; SCAGLIUSI, F. B. Tratamento nutricional da bulimia nervosa. Revista de Nutrição, v. 23, n. 5, 2010. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/NM4ftDP8F8Tbdd6MW3ZNjSP/?lang=pt. Acesso em: 19/02/2022.
MORAES, C. E. F; MARAVALHAS, R. A; MOURILHE, C. O papel do nutricionista na avaliação e tratamento dos transtornos alimentares. Revista Debate in Psychiatry, jul./set., 2019. Disponível em: https://revistardp.org.br/revista/article/view/51/38. Acesso em: 19/02/2022.
TACO. Tabela brasileira de composição de alimentos – UNICAMP. 4. ed. rev. e ampl. Campinas: NEPA- UNICAMP, 2011. Disponível em: https://www.nepa.unicamp.br/taco/contar/taco_4_edicao_ampliada_e_revisada.pdf?arquivo=1. Acesso em: 19/02/2022.