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AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – 
COMPETÊNCIAS SOCIAIS E 
RELACIONAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Lucimara do Nascimento Numata 
 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
Conquistando a inteligência emocional para um melhor comportamento e 
prática de relacionamentos 
Em continuidade ao conhecimento que tivemos na etapa anterior sobre a 
inteligência emocional e relacional na contemporaneidade, seguiremos, agora 
com foco em como conquistar a inteligência emocional para o comportamento e 
prática de relacionamentos. Para tanto, os seguintes cinco temas conduzirão 
nosso entendimento sobre o assunto: 
1. A importância da educação emocional 
2. O autoconhecimento 
3. A autoconsciência emocional 
4. O lócus de controle 
5. As principais características de pessoas com inteligência emocional 
Você terá a oportunidade de conhecer as razões pelas quais a educação 
emocional tem se mostrado cada vez mais importante na sociedade atual, visto 
que a inteligência emocional é essencial para o sucesso pessoal e profissional. 
Nesse sentido, o autoconhecimento é a base para o desenvolvimento da 
inteligência emocional, pois só é possível gerir e controlar as emoções quando se 
tem consciência delas, sendo que a autoconsciência emocional permite que a 
pessoa identifique seus próprios sentimentos e emoções e saiba como lidar com 
eles de forma eficaz. 
Pessoas com inteligência emocional são capazes de controlar suas 
emoções, se comunicar de forma clara e eficaz, estabelecer relacionamentos 
saudáveis e tomar decisões com base na razão e não na emoção. Além disso, 
possuem uns lócus de controle interno, ou seja, acreditam que são capazes de 
controlar as situações em que se encontram, o que lhes dá mais autonomia e 
confiança. 
TEMA 1 – A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EMOCIONAL PARA A 
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 
A educação emocional é uma prática que visa desenvolver habilidades 
socioemocionais e cognitivas para lidar com as emoções de maneira saudável e 
 
 
3 
efetiva. A base da inteligência emocional está justamente na educação emocional, 
que é capaz de proporcionar uma compreensão mais ampla e profunda das 
emoções, permitindo que o indivíduo tenha um melhor autoconhecimento, 
autocontrole e empatia, dentre outras habilidades, conforme ilustrado na Figura 1. 
Dessa forma, ao estudarmos esse tema, se tornará possível expandir nosso 
conhecimento sobre o impacto disso na vida profissional. Ou seja, a inteligência 
emocional se mostra fundamental para o sucesso, já que as relações 
interpessoais são extremamente importantes, nesse contexto. 
Figura 1 – A educação emocional voltada para a inteligência emocional 
 
Fonte: Elaborado por Numata, 2023, com base em Hirschle, 2017. Crédito: 
GoodStudio/Shutterstock. 
A educação emocional, portanto, é fundamental para o desenvolvimento da 
inteligência emocional e para aprimorar as habilidades necessárias para lidar com 
as emoções em diferentes contextos, inclusive no ambiente de trabalho. Investir 
em educação emocional é uma estratégia inteligente para melhorar a qualidade 
de vida, aumentar a produtividade e alcançar sucesso profissional. 
Hirschle (2017, p. 15) destaca a importância da educação emocional ao 
afirmar que “[...] aprender a lidar com as próprias emoções e compreender as 
emoções dos outros é fundamental para a convivência em sociedade”. Nesse 
mesmo sentido encontramos a contribuição de Schimidt (2006, p. 26), para quem 
a educação emocional é considerada uma base importante para o 
desenvolvimento da inteligência emocional, porque, “[...] além de propiciar o 
"Um indivíduo com alto grau de 
inteligência emocional é capaz 
de lidar com situações 
estressantes de maneira mais 
tranquila e eficiente, além de ter 
a habilidade de lidar com 
conflitos interpessoais, 
desenvolver relacionamentos 
saudáveis com colegas de 
trabalho, liderar equipes de 
forma mais eficaz e tomar 
decisões mais acertadas." 
(Hirschle, 2017)
https://www.shutterstock.com/g/GoodStudio
 
 
4 
desenvolvimento de habilidades e competências emocionais, visa promover a 
saúde mental e a qualidade de vida dos indivíduos”. A autora destaca ainda a 
importância da educação emocional desde a infância, afirmando que “o 
desenvolvimento emocional é um processo continuado que tem início na primeira 
infância” (Schimidt, 2006, p. 26). Ela argumenta que a educação emocional pode 
ajudar as crianças a compreender e gerenciar melhor suas emoções, desenvolver 
a empatia e a capacidade de lidar com conflitos de forma saudável. Além disso, o 
ambiente escolar é um dos principais espaços sociais em que ocorrem as 
interações entre indivíduos e, portanto, é um contexto privilegiado para a 
promoção do desenvolvimento emocional. A autora defende ainda que a 
educação emocional nas escolas pode ajudar os alunos a desenvolver habilidades 
sociais e emocionais, a reduzir a agressividade e o bullying, além de contribuir 
para o desempenho acadêmico. 
Essa base terá um efeito no contexto do trabalho, nosso foco. Assim, “a 
inteligência emocional é uma das competências mais valorizadas pelas empresas 
na atualidade” (Schimidt, 2014, p. 19). A educação emocional pode ajudar os 
profissionais a lidar com o estresse, a trabalhar em equipe de forma mais eficaz e 
a desenvolver empatia e resiliência. É também fundamental para o 
desenvolvimento de habilidades emocionais e relacionais, pois permite o 
entendimento e o gerenciamento das emoções. Segundo Schimidt (2014, p. 21), 
o principal objetivo da educação emocional é “[...] ajudar as pessoas a 
compreenderem seus próprios sentimentos e os dos outros, a lidar com situações 
de estresse e a construir relacionamentos positivos” (Schimidt, 2014, p. 21). 
Portanto, a educação emocional é uma base importante para o 
desenvolvimento da inteligência emocional, que pode gerar benefícios tanto para 
a vida pessoal quanto profissional dos indivíduos. Com base em práticas 
educativas que estimulem a compreensão e a gestão das emoções, é possível 
promover uma sociedade mais saudável, empática e cooperativa. 
1.1 A educação emocional para desenvolver competências no ambiente 
profissional 
A educação emocional permite aos indivíduos desenvolver habilidades que 
vão além das competências técnicas, a fim de que sejam mais assertivos em suas 
ações e relações interpessoais. Encontramos em Silva (2018, p. 36) o destaque 
para a educação emocional, em que ela é tratada como algo fundamental para a 
 
 
5 
gestão do estresse e das emoções negativas no ambiente de trabalho. De acordo 
com a autora, “a educação emocional é essencial para que o indivíduo seja capaz 
de gerenciar suas emoções, evitando que o estresse e as emoções negativas 
afetem seu trabalho e relacionamentos interpessoais”. Diretamente ligado a isso 
está a condição de potencializar positivamente o desempenho profissional e a 
qualidade de vida do indivíduo no contexto organizacional, conforme a 
representação da Figura 2 a seguir. 
Figura 2 – Educação emocional e as competências para o trabalho 
 
Fonte: Elaborado por Numata, 2023, com base em Silva, 2018. 
A educação emocional exerce um forte papel na construção de relações 
interpessoais mais saudáveis e produtivas, no ambiente de trabalho. Ao 
desenvolver a inteligência emocional, os indivíduos são capazes de compreender 
e respeitar as emoções dos outros, o que resulta em um ambiente de trabalho 
mais colaborativo e positivo. Por meio da compreensão das emoções dos 
colaboradores, o líder é capaz de identificar e atender a suas necessidades 
emocionais, o que resulta em maior engajamento e produtividade, possibilitando 
assim a construção de equipes de trabalho mais produtivas e motivadas. 
Por fim, a educação emocional é um processo contínuo e que deve ser 
desenvolvido ao longo de toda a vida profissional, permitindo que os indivíduos se 
adaptem às mudanças e desafios do ambiente de trabalhoe continuem evoluindo 
em suas carreiras (Silva, 2018, p. 125). Portanto, fica evidente a importância da 
educação emocional no contexto do trabalho, não só para o desenvolvimento de 
competências essenciais, mas também para a gestão de emoções, a construção 
de relações interpessoais positivas, o desenvolvimento de lideranças eficazes e 
Relações 
Interpessoais Liderança Gestão das 
Emoções Carreira 
 
 
6 
da capacidade de adaptação às mudanças e desafios do ambiente profissional. 
Destacamos ainda a importância da educação emocional para a formação de 
indivíduos críticos e reflexivos, capazes de tomar decisões conscientes e 
construtivas. 
Para Schimidt, (2014, p. 25) “o desenvolvimento das habilidades 
emocionais é um processo contínuo que deve ser iniciado na infância e que se 
estende por toda a vida”. Seguiremos, então, ampliando nosso conhecimento de 
como é possível alcançarmos as competências relacionais para o contexto do 
trabalho, tendo no autoconhecimento algo fundamental nesse processo. 
TEMA 2 – O AUTOCONHECIMENTO 
A obra Sapiens: uma breve história da humanidade é um livro escrito pelo 
historiador e filósofo israelense Yuval Noah Harari (2015), publicado originalmente 
em 2011. A obra apresenta uma visão panorâmica da história da humanidade, 
desde a evolução dos primeiros hominídeos até a atualidade, abordando aspectos 
culturais, políticos, econômicos e biológicos que influenciaram a trajetória da 
espécie humana. Nela, Harari (2015) discute o papel do autoconhecimento na 
evolução humana, destacando como a capacidade de refletir sobre si mesmo e 
sobre o mundo foi fundamental para a criação de sociedades mais complexas e 
organizadas: 
O autoconhecimento é a chave da compreensão das mentes humanas 
e, portanto, da história humana. Qualquer pessoa que queira 
compreender o comportamento humano, desde o que se passa dentro 
de sua própria mente até os movimentos de massa que transformam o 
mundo, precisa conhecer a história do autoconhecimento. (Harari, 2015, 
p. 217) 
A afirmação é bastante pertinente, uma vez que o autoconhecimento é de 
fato um elemento essencial para a compreensão das mentes humanas e da 
história humana como um todo. Ele foi o que permitiu que os seres humanos se 
tornassem capazes de compreender e transformar a realidade a sua volta. O autor 
explora, em seus estudos, como o autoconhecimento foi influenciado por questões 
culturais, religiosas e filosóficas, ao longo da história. 
As histórias que contamos a nós mesmos e aos outros têm uma grande 
influência sobre o autoconhecimento humano. Elas podem nos ensinar 
a nos ver como indivíduos únicos, como membros de grupos coletivos, 
como partes de uma natureza divina ou como marionetes da biologia. 
(Harari, 2015, p. 26) 
 
 
7 
Tais reflexões sobre o autoconhecimento contribuem para uma 
compreensão mais profunda do ser humano e da sua trajetória na Terra. Além 
disso, é possível compreender como diferentes sociedades e culturas encararam 
o autoconhecimento e como isso impactou em sua visão de mundo e em suas 
realizações históricas. Portanto, a compreensão do autoconhecimento é um 
elemento-chave para quem deseja entender o comportamento humano e a 
história humana de forma mais profunda e abrangente. 
Em um contexto mais específico, o autoconhecimento é um aspecto crucial 
para o sucesso profissional e para o desenvolvimento pessoal. Ana Artigas (2019), 
no livro Inteligência relacional: uma abordagem inovadora para a gestão de 
pessoas, nos revela que saber quem somos, reconhecer nossos pontos fortes e 
limitações e identificar nossos valores são fundamentais para se alcançar a 
excelência na carreira. A autora enfatiza que a inteligência relacional, tema que 
será aprofundado por nós posteriormente, é a capacidade de gerir as emoções, 
as relações e as interações com os outros; e isso depende, em grande parte, do 
autoconhecimento. Para ela, “a partir do momento em que passamos a nos 
conhecer melhor, podemos compreender nossas próprias emoções e, 
consequentemente, desenvolver a empatia e a capacidade de se colocar no lugar 
do outro” (Artigas, 2019, p. 53). 
Além disso, o autoconhecimento é essencial para o desenvolvimento da 
resiliência, que é a capacidade de lidar com situações difíceis e de superar 
obstáculos. Como afirma Artigas (2019, p. 89), “a resiliência está diretamente 
ligada ao autoconhecimento, pois é preciso saber quais são as nossas forças e 
fraquezas para enfrentar os desafios e superá-los”. 
2.1 A prática do autoconhecimento no contexto profissional 
A prática do autoconhecimento é essencial em diversos aspectos da vida, 
e o ambiente de trabalho não é exceção a isso. Saber quem somos, quais são 
nossos valores, crenças, pontos fortes e fracos pode ser a chave para 
desenvolvermos habilidades necessárias para o nosso sucesso profissional. 
Hirschle (2017, p. 38) contribui, em seus estudos, para dar relevância a esse tema, 
ao considerar que “o autoconhecimento é o primeiro passo para o 
autodesenvolvimento emocional. Ele envolve a capacidade de perceber e 
compreender suas emoções, suas forças e fraquezas, bem como seu impacto 
sobre os outros e sobre si mesmo”. 
 
 
8 
Dessa forma, o autoconhecimento nos permite identificar nossos limites, 
necessidades, desejos e motivações. Ele nos ajuda a entender como nos 
sentimos em diferentes situações e a tomar decisões que estejam alinhadas com 
nossos valores e objetivos. Na prática, segundo o autor: 
O autoconhecimento é essencial para lidar com emoções intensas e lidar 
com situações estressantes. Quando conhecemos nossos gatilhos 
emocionais e sabemos como reagimos diante deles, podemos tomar 
medidas preventivas e implementar estratégias para lidar com eles de 
forma mais eficaz. (Hirschle, 2017, p. 78) 
Nesse contexto, o autoconhecimento também é fundamental para o 
desenvolvimento de liderança. Quando os líderes conhecem seus próprios pontos 
fortes e fracos, eles podem construir equipes eficazes, delegar tarefas apropriadas 
e gerenciar conflitos de maneira construtiva (Hirschle, 2017, p. 124). Consenza 
(2021) também destaca a importância do autoconhecimento para a vida 
profissional. Segundo o autor, o autoconhecimento permite que as pessoas 
entendam melhor suas motivações, interesses e necessidades, o que possibilita 
a escolha de uma carreira mais adequada e satisfatória. Ele nos revela ainda que 
o autoconhecimento pode oferecer benefícios para a vida cotidiana, 
especialmente para a tomada de decisões. Ele destaca que, ao conhecermos 
melhor nossos padrões de pensamento e comportamento, somos capazes de 
fazer escolhas mais conscientes e alinhadas com nossos valores e objetivos (p. 
Consenza, 2021, p. 81). 
Hirschle (2017) e Consenza (2021) concordam que o autoconhecimento e 
a autopercepção são aspectos essenciais para o desenvolvimento emocional e 
podem ser aprimorados por meio de técnicas específicas, que são demonstradas 
no Quadro 1 a seguir. 
Quadro 1 – Técnicas para o aprimoramento do autoconhecimento 
Hirschle (2017) Consenza (2021) 
As técnicas envolvem a 
prática da atenção plena 
(mindfulness), a 
identificação e a expressão 
das emoções, a mudança de 
crenças e padrões de 
pensamento disfuncionais, 
a resolução de conflitos 
interpessoais e a promoção 
da empatia e da compaixão. 
A meditação mindfulness 
pode ser uma ferramenta para 
o autoconhecimento, 
ajudando o indivíduo a 
identificar e gerenciar as 
emoções de forma mais 
efetiva. 
A prática de mindfulness pode 
melhorar a autorregulação 
emocional, reduzir o estresse 
e aumentar a resiliência 
emocional. 
 
 
9 
Uso da técnica de 
reestruturação cognitiva, 
que consiste em identificar 
e questionar pensamentos 
negativos e substituí-los 
por pensamentos mais 
positivos e realistas. 
Exercícios de autoconsciência 
emocional, como a prática do 
diário emocional, que é uma 
ferramenta que permite ao 
indivíduo a reflexão e o 
registro desuas emoções ao 
longo do dia, identificando 
gatilhos emocionais e padrões 
de comportamento que 
possam afetar sua saúde 
emocional. 
Fonte: Hirschle, 2017; Consenza, 2021. 
Tanto Hirschle (2017) quanto Consenza (2021) enfatizam a importância do 
autoconhecimento e da utilização de ferramentas para esse fim. Hirschle (2017) 
destaca a relevância do diário emocional para reconhecer, compreender e lidar 
com as emoções no dia a dia, além de propiciar um maior entendimento do 
indivíduo sobre si mesmo. Já Consenza (2021), além do diário emocional, sugere 
a prática de mindfulness e meditação como ferramentas eficazes para o 
autoconhecimento e equilíbrio emocional. Ambos os autores afirmam que o 
autoconhecimento é fundamental para lidar com situações cotidianas de forma 
mais consciente e assertiva, além de isso contribuir para o desenvolvimento 
pessoal e profissional. 
Dentre as inúmeras ferramentas para o autodesenvolvimento, merece 
nossa menção a roda da vida. De acordo com Carolina Souza (2021), em seu livro 
Desenvolvimento humano: ferramentas de coaching e psicologia positiva, a roda 
da vida é uma ferramenta simples e eficaz para promover o autoconhecimento e 
identificar áreas da vida que precisam de mais atenção e equilíbrio. A autora 
sugere que a roda seja dividida em áreas importantes da vida, como carreira, 
relacionamentos, saúde, finanças, entre outras (Souza, 2021, p. 82), conforme a 
Figura 3 a seguir. 
 
 
 
10 
Figura 3 – Roda da vida como ferramenta para o autoconhecimento 
 
Fonte: Elaborado por Numata, 2023, com base em Souza, 2021. 
Para utilizar a roda da vida, Souza (2021) sugere que a pessoa avalie o seu 
grau de satisfação em cada área, atribuindo uma nota de 0 a 10. Em seguida, ela 
deve conectar os pontos para formar uma figura que mostrará o nível de equilíbrio 
em cada área da vida. Com base nos resultados, é possível identificar quais áreas 
precisam de mais atenção e esforço para se alcançar um equilíbrio satisfatório. 
Com base nisso, pode-se traçar um plano de ação para melhorar a qualidade de 
vida e a realização pessoal em diferentes áreas (Souza, 2021, p. 85). Em resumo, 
a roda da vida é uma ferramenta que ajuda a identificar desequilíbrios em 
diferentes áreas da vida e a promover o autoconhecimento. Sua utilização pode 
ser útil para desenvolver um plano de ação para melhorar a qualidade de vida e a 
realização pessoal em diversas áreas (Souza, 2021, p. 82-85). 
Ao atingirmos um certo estado de autoconhecimento, se faz necessário que 
a autoconsciência emocional tenha um foco e, em nosso caso, esse objetivo 
encontra-se no contexto do trabalho. Dessa forma, avançaremos agora para o 
Tópico 3, em que teremos o aprofundamento desse assunto. 
 
 
 
11 
TEMA 3 – A AUTOCONSCIÊNCIA EMOCIONAL COM FOCO NOS OBJETIVOS 
Goleman (2013) discute a importância da consciência emocional na 
capacidade de manter o foco e atingir objetivos. Segundo o autor, a consciência 
emocional é a habilidade de reconhecer e compreender as próprias emoções e 
como elas afetam o pensamento e o comportamento. Dessa forma, é essencial 
que tenhamos o conhecimento de que a consciência emocional não é uma 
habilidade inata, mas pode ser desenvolvida por meio de práticas como a 
meditação e o mindfulness, que ajudam a aumentar a atenção plena. 
Um exemplo de aplicação da consciência emocional é a habilidade de 
identificar e lidar com emoções negativas, como a raiva. Ao reconhecermos a 
emoção da raiva em nós mesmos, podemos controlar nossa resposta a ela, ao 
invés de reagir contra isso impulsivamente e nos causar danos irreparáveis. 
Goleman (2013, p. 89) cita o caso de um pai que, ao ser provocado pelo filho, 
optou por se afastar e se acalmar antes de lidar com a situação, evitando uma 
reação impulsiva que poderia prejudicar a relação entre eles. 
Outro exemplo é a habilidade de reconhecer as emoções dos outros, ou 
seja, de percebermos o estado emocional de alguém, o que no possibilita nos 
adaptar melhor a uma situação e responder a ela de maneira mais apropriada. 
Goleman (2013, p. 115), nesse sentido, menciona o caso de um líder que, ao 
perceber a frustração e desmotivação de sua equipe, busca uma solução para 
resolver o problema e motivar seus colaboradores, ao invés de ignorar a situação 
e prejudicar o desempenho do grupo. Isso é especialmente importante no contexto 
do trabalho, em que a compreensão das emoções dos colegas e clientes pode ser 
crucial para o sucesso organizacional. 
A capacidade de focar é fundamental para se alcançar metas e objetivos 
de carreira, e é preciso ter uma visão clara do que se quer alcançar, definindo-se 
metas específicas e estabelecendo-se um plano de ação para alcançá-las, como 
nos revela a Figura 4, a seguir. 
 
 
 
12 
Figura 4 – O foco nos objetivos, para o alcance dos resultados 
 
Fonte: Elaborado por Numata, 2023, com base em Goleman, 2013. 
Foco não é apenas você dizer sim para o que precisa focar; é dizer não às 
centenas de outras coisas que existem. A chave para o sucesso é concentrar a 
mente em coisas importantes, pois aqueles que conseguem manter o foco em 
seus objetivos por longos períodos de tempo podem alcançar grandes feitos, 
mesmo quando enfrentam obstáculos formidáveis. Assim, a liderança deve ter 
capacidade de manter o foco nos objetivos, apesar das distrações, para que possa 
fazer progresso em projetos complexos. A habilidade de gerenciar emoções é 
importante para manter o foco durante o tempo necessário para se alcançar os 
objetivos de maneira a guiar as equipes rumo a objetivos bem definidos, para o 
alcance do sucesso profissional (Goleman, 2013). 
Por fim, para manter o foco, é importante desenvolver habilidades como de 
gestão do tempo e da pressão e resiliência emocional, que ajudam a manter o 
equilíbrio e a motivação para alcançar os objetivos. Com a consciência emocional, 
é possível desenvolver habilidades para lidar com situações desafiadoras e 
manter a motivação e a disciplina necessárias para se alcançar objetivos de 
carreira. 
Manter o foco e guiar 
equipes rumo a objetivos 
bem definidos
Manter o foco durante o 
tempo necessário para 
alcançar os objetivos
Manter o foco nos 
objetivos, apesar das 
distrações
Manter o foco nos 
objetivos por longos 
períodos de tempo
Concentrar a mente 
em coisas 
importantes
 
 
13 
3.1 A autoconsciência para a satisfação no trabalho 
O tema da autoconsciência emocional é abordado em diversos estudos 
sobre inteligência emocional e sua relação com diferentes aspectos da vida, como 
sucesso pessoal, social, acadêmico e profissional. Pusch (2015) destaca, em sua 
pesquisa Inteligência emocional e satisfação no trabalho: um estudo com 
trabalhadores de uma empresa de serviços, a influência direta que há da 
inteligência emocional na satisfação no trabalho. Esse estudo foi realizado com 
155 trabalhadores, que responderam a um questionário que avaliava a inteligência 
emocional, a satisfação no trabalho e outras variáveis relacionadas ao trabalho. A 
sua coleta de dados se deu por meio de: 
• Inteligência emocional: medida por intermédio do inventário de inteligência 
emocional de Bar-On (1997), que avalia as seguintes dimensões: 
intrapessoal, interpessoal, de adaptabilidade, de tomada de decisão e de 
manejo do estresse. 
• Satisfação no trabalho: medida por meio do questionário de satisfação no 
trabalho S20/23, que avalia a satisfação em relação ao trabalho como um 
todo, aos colegas de trabalho, ao supervisor, à remuneração, à promoção, 
ao reconhecimento e à natureza do trabalho. 
Na Figura 5 temos os principais resultados da pesquisa. 
Figura 5 – O foco nos objetivos, para o alcance dos resultados 
 
Fonte: Elaborado com base em Pusch, 2015. 
A inteligência 
emocional está 
positivamente 
relacionada com a 
satisfação no 
trabalho.
Quanto maior o nível 
de inteligência 
emocional dos 
trabalhadores, maior 
a sua satisfaçãono 
trabalho.
A inteligência 
emocional pode 
influenciar 
diretamente a 
satisfação no trabalho 
e, 
consequentemente, a 
produtividade e a 
qualidade dos 
serviços prestados 
pela empresa.
 
 
14 
Os resultados indicam que as organizações podem desenvolver programas 
de treinamento e desenvolvimento de inteligência emocional para seus 
funcionários, visando à melhoria da satisfação no trabalho e ao alcance de 
melhores resultados empresariais. 
 
Crédito: Buravleva stock/Shutterstock. 
Diante desse contexto, seguiremos ampliando nosso conhecimento, 
voltando-nos agora para o lócus de controle como pilar da habilidade 
socioemocional. 
TEMA 4 – LÓCUS DE CONTROLE PARA A HABILIDADE SOCIOEMOCIONAL 
O conceito de lócus de controle surge em uma teoria desenvolvida por 
Julian Rotter (citado por Feldman, 2015) em 1954, que se refere à crença das 
pessoas na capacidade de controlar os eventos de suas vidas. Segundo Feldman 
(2015), o lócus de controle é uma crença que as pessoas têm sobre a capacidade 
que têm de influenciar os eventos que ocorrem em suas vidas. O autor explica 
que existem dois tipos de lócus de controle, o interno e o externo, vide a Figura 6 
a seguir. 
 
 
 
 
 
https://www.shutterstock.com/g/Buravleva_stock
 
 
15 
Figura 6 – Lócus de controle interno e lócus de controle externo 
 
Fonte: Elaborado por Numata, 2023, com base em Feldman, 2015. Créditos: 
GoodStudio/Shutterstock; VectorMine/Shutterstock. 
Em resumo, o lócus de controle se refere à percepção que as pessoas têm 
sobre a capacidade que têm de influenciar os eventos que ocorrem em suas vidas, 
sendo o lócus de controle interno associado a uma maior sensação de controle 
pessoal e o lócus de controle externo associado a uma maior sensação de falta 
de controle pessoal. 
Na publicação Inteligência emocional no trabalho, Guebur, Vieira e Poletto 
(2007) apresentam uma revisão teórica sobre o conceito de inteligência emocional 
e sua relação com o ambiente de trabalho. Os autores destacam a importância da 
inteligência emocional para o desempenho profissional e a satisfação no trabalho, 
citando estudos que mostram essa relação positiva. Dentre os temas da 
publicação, os autores discutem a influência do lócus de controle na inteligência 
O lócus de controle interno se 
refere à crença de que os eventos 
são causados por fatores internos, 
como habilidades pessoais, esforços 
e decisões próprias. Pessoas com 
lócus de controle interno tendem a 
acreditar que têm um papel ativo na 
vida e são capazes de influenciar o 
curso dos eventos que ocorrem em 
suas vidas.
O lócus de controle externo se 
refere à crença de que os eventos 
são causados por fatores externos, 
como sorte, destino, outras pessoas 
ou forças sobrenaturais. Pessoas 
com lócus de controle externo 
tendem a acreditar que têm pouco 
controle sobre os eventos que 
ocorrem em suas vidas e que sua 
vida é determinada por fatores 
externos.
https://www.shutterstock.com/g/GoodStudio
https://www.shutterstock.com/g/normaals
 
 
16 
emocional, apresentando estudos que mostram que pessoas com lócus de 
controle interno tendem a ter um nível mais elevado de inteligência emocional. 
Mayer, Caruso e Salovey (2002, citados por Guebur; Vieira; Poletto, 2007), 
encontraram uma correlação positiva entre a inteligência emocional e o lócus de 
controle interno. O estudo sugere que pessoas com lócus de controle interno 
tendem a ser mais conscientes de suas emoções e, portanto, mais capazes de 
gerenciá-las de forma eficaz. Outro estudo é o de Spector e O’Connell (1994, 
citados por Guebur; Vieira; Poletto, 2007), que também encontrou uma correlação 
positiva entre o lócus de controle interno e a inteligência emocional, sugerindo que 
pessoas com lócus de controle interno tendem a ser mais eficazes em lidar com 
as suas emoções e a usar suas habilidades emocionais para resolver problemas 
e enfrentar desafios. 
Concluímos, com isso, que o lócus de controle é um fator importante a ser 
considerado no desenvolvimento da inteligência emocional e que as pessoas com 
lócus de controle interno podem ter uma vantagem no desenvolvimento dessas 
habilidades. Para tanto, destacamos a importância de se treinar e desenvolver a 
inteligência emocional em todos os funcionários de uma organização, 
independentemente do seu lócus de controle, a fim de melhorar o desempenho e 
a satisfação no trabalho. 
Seguimos adiante para o tópico final desta etapa, que tratará de evidenciar 
as principais características de pessoas com inteligência emocional, cuja 
habilidade lhes permite serem mais eficazes em lidar com as emoções e os 
desafios e situações estressantes, além de mais empáticas e assertivas nas suas 
relações. 
TEMA 5 – AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE PESSOAS COM 
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL 
A inteligência emocional é uma habilidade fundamental para lidar com as 
emoções de forma eficiente, tanto nas relações pessoais quanto profissionais. Ter 
inteligência emocional permite que as pessoas reconheçam suas próprias 
emoções, compreendam e respeitem as emoções dos outros e sejam capazes de 
lidar com conflitos e situações difíceis de forma adequada. 
 
 
 
17 
Figura 7 – Características das pessoas com inteligência emocional 
 
Fonte: Elaborado por Numara, 2023, com base em Antunes, 2008; Hirschle, 2017. Créditos: 
GoodStudio/Shutterstock; VectorMine/Shutterstock; Bsd studio/Shutterstock; Mary 
Long/Shutterstock; VectorMine/Shutterstock. 
No contexto profissional, a inteligência emocional é especialmente 
importante, pois as emoções estão presentes em todas as interações entre as 
pessoas. Profissionais com alta inteligência emocional são capazes de lidar com 
situações estressantes, gerenciar conflitos, comunicar-se de forma clara e 
assertiva, trabalhar bem em equipe, resolver problemas e tomar decisões de 
forma mais eficaz. Além disso, a inteligência emocional é uma habilidade 
importante para o exercício da liderança, já que líderes precisam ser capazes de 
inspirar e motivar suas equipes. 
Antunes (2008) apresenta algumas das principais características de 
pessoas com inteligência emocional, como: 
• Autoconhecimento: capacidade de identificar e compreender suas próprias 
emoções, bem como seus efeitos sobre si mesmas e sobre os outros. 
• Autogerenciamento: capacidade de controlar suas emoções e 
comportamentos, gerenciando de forma adequada as situações que se 
apresentam. 
Pessoas com inteligência emocional
Autoconhecimento 
Autogerenciamento
Empatia
Habilidades sociais
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• Empatia: capacidade de entender e se colocar no lugar do outro, 
compreendendo seus sentimentos e necessidades. 
• Habilidade social: capacidade de se relacionar de forma efetiva com os 
outros, estabelecendo e mantendo relacionamentos saudáveis e 
produtivos. 
Dessa forma, a inteligência emocional envolve a capacidade de lidar com 
emoções negativas e estressantes, bem como a capacidade de desenvolver 
habilidades de resiliência e adaptação diante de mudanças e adversidades. Além 
disso, pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo, por meio de 
práticas e treinamentos específicos. 
Hirschle (2017, p. 49-59), em sua obra Manual de orientação e 
autodesenvolvimento emocional, nos indica algo parecido ao que já 
mencionamos, como as principais características das pessoas com inteligência 
emocional: 
• Autoconhecimento emocional: a capacidade de as pessoas reconhecerem 
e compreenderem suas próprias emoções, bem como seus efeitos sobre si 
mesmas e sobre os outros. 
• Autocontrole emocional: a habilidade de elas regularem suas emoções de 
forma apropriada, evitando reações impulsivas ou desproporcionais. 
• Empatia:a capacidade de as pessoas se colocarem no lugar das outras, 
compreenderem seus sentimentos e perspectivas e responderem a eles de 
forma adequada. 
• Habilidade para lidar com relacionamentos interpessoais: a habilidade de 
se comunicar efetivamente, resolver conflitos, trabalhar em equipe e 
estabelecer relacionamentos saudáveis e duradouros. 
Essas características são importantes porque permitem que as pessoas 
com inteligência emocional lidem melhor com suas próprias emoções e com as 
emoções dos outros, o que pode lhes gerar benefícios tanto no âmbito pessoal 
quanto profissional. Por exemplo, elas podem ser mais eficazes na resolução de 
conflitos, na liderança de equipes, na negociação, na tomada de decisões e na 
construção de relacionamentos positivos e duradouros. Além disso, a inteligência 
emocional também pode estar associada a uma melhor saúde mental e física, 
bem como a uma maior satisfação com a vida. 
 
 
19 
Em concordância com isso, Hirschle (2017) e Artigas (2019, p. 12-14) 
defende que pessoas com inteligência emocional apresentam características 
como a capacidade: de se autoconhecerem, de compreenderem as emoções dos 
outros, de regularem as suas próprias emoções e de se comunicarem de forma 
assertiva e empática; de resolverem conflitos de forma saudável; de construírem 
relacionamentos duradouros; de trabalharem bem em equipe; de lidarem com 
situações difíceis de forma equilibrada; de serem mais adaptáveis às mudanças. 
Artigas (2019, p. 18) argumenta que a inteligência relacional é uma das 
poucas habilidades que pode nos diferenciar das máquinas, uma vez que as 
tecnologias avançadas já são capazes de realizar tarefas cognitivas e analíticas. 
Segundo a autora, a inteligência relacional nos ensina a interagir de forma 
adequada com as pessoas, a entender suas emoções e necessidades, a 
estabelecer relações de confiança e empatia e a criar um ambiente de trabalho 
mais colaborativo e produtivo. Essa habilidade é fundamental para o sucesso em 
ambientes de trabalho cada vez mais complexos e dinâmicos, nos quais as 
relações interpessoais são vitais para o atingimento de objetivos comuns. 
Assim, concluímos nossos estudos sobre a inteligência emocional para o 
comportamento e prática de relacionamentos entendendo que a inteligência 
emocional é um conceito cada vez mais relevante nos relacionamentos, sejam 
eles pessoais, sejam profissionais. Isso porque, além de lidar com nossas próprias 
emoções, é importante compreender as emoções dos outros e se relacionar com 
isso de forma saudável e produtiva. 
A importância da educação emocional está diretamente ligada à 
inteligência emocional. É preciso que, desde cedo, as pessoas sejam ensinadas 
a lidar com suas emoções e a compreender os sentimentos dos outros. Isso 
contribui para o desenvolvimento de habilidades como o autoconhecimento e a 
autoconsciência emocional. Enfim, desenvolver a inteligência emocional é 
fundamental para uma vida pessoal e profissional mais satisfatória e produtiva. O 
autoconhecimento, a autoconsciência emocional, o lócus de controle e as 
principais características de pessoas com inteligência emocional são elementos 
importantes para aprimorar essa habilidade. Vale ressaltar que a inteligência 
emocional pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo, por meio de 
práticas e treinamentos específicos. 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ARTIGAS, A. Inteligência relacional: uma abordagem inovadora para a gestão 
de pessoas. São Paulo: Editora Gente, 2019. 
BAR-ON, R. Bar-On Emotional Quotient Inventory (EQ-i): Technical Manual. 
Toronto: Multi-Health Systems, 1997. 
CONSENZA, R. M. Neurociência e mindfulness: meditação, equilíbrio 
emocional e redução do estresse. Porto Alegre: Artmed, 2021. 
FELDMAN, R. S. Introdução à psicologia. Porto Alegre: AMGH, 2015. 
GOLEMAN, D. Foco: a atenção e seu papel fundamental para o sucesso. Rio de 
Janeiro: Objetiva, 2013. 
GUEBUR, A. Z; VIEIRA, D. M. S; POLETTO, C. A. Inteligência emocional no 
trabalho. Revista InterSaberes, Curitiba, v. 2, n. 3, p. 61-85, jan./jun. 2007. 
HARARI, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade. 5. ed. Porto Alegre: 
L&PM Editores, 2015. 
HIRSCHLE, A. L. Manual de orientação e autodesenvolvimento emocional: 
reconhecendo, compreendendo e lidando com as emoções no dia a dia. São 
Paulo: Gente, 2017. 
PUSCH, R. Inteligência emocional e satisfação no trabalho: um estudo com 
trabalhadores de uma empresa de serviços. In: CONGRESSO NACIONAL DE 
EXCELÊNCIA EM GESTÃO, 4., 2015, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: 
Associação Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Social, 2015. p. 1-15. 
SCHIMIDT, M. do C. Educação emocional: a base para formar uma inteligência 
emocional. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2014. 
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Pesquisa, São Paulo, v. 32, n. 3, p. 477-488, set./dez. 2006. Disponível em: 
. Acesso em: 5 jun. 2023. 
SILVA, M. G. da. Inteligência emocional no trabalho: o poder da educação 
emocional para desenvolver competências no ambiente profissional. São Paulo: 
Gente, 2018. 
SOUZA, C. Desenvolvimento humano: ferramentas de coaching e psicologia 
positiva. 1. ed. São Paulo: Literare Books International, 2021.

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