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<p>AULA 5</p><p>INTELIGÊNCIA EMOCIONAL –</p><p>COMPETÊNCIAS SOCIAIS E</p><p>RELACIONAMENTO</p><p>Profª Lucimara Numata</p><p>2</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Até aqui, estudamos como a inteligência relacional pode impulsionar a</p><p>competitividade por meio da comunicação positiva e da empatia intergeracional.</p><p>Trataremos da inteligência emocional e relacional como pilares da gestão para a</p><p>promoção do bem-estar e sucesso profissional. Veremos:</p><p>1. Gestão das emoções;</p><p>2. O poder da inteligência emocional no trabalho;</p><p>3. Performance e equilíbrio mental;</p><p>4. A inteligência relacional para a liderança;</p><p>5. Bem-estar na vida profissional.</p><p>Daremos sequência em nosso conteúdo tratando de um assunto-chave,</p><p>isto é, o conhecimento de como a gestão das emoções desempenha um papel</p><p>fundamental no ambiente de trabalho, impactando diretamente o desempenho e</p><p>o equilíbrio mental dos colaboradores.</p><p>Nesse contexto, a inteligência emocional emerge como uma ferramenta</p><p>poderosa, capaz de potencializar o desempenho individual e coletivo, além de</p><p>promover um ambiente saudável e produtivo.</p><p>No trabalho, a inteligência emocional consiste na capacidade de</p><p>compreender, expressar e regular as emoções, tanto as próprias quanto as dos</p><p>outros. Assim, ela permite aos líderes e colaboradores lidar de forma construtiva</p><p>com situações desafiadoras, mantendo o equilíbrio e a clareza mental.</p><p>Ao cultivar a inteligência emocional, as pessoas são capazes de</p><p>desenvolver uma maior empatia, resiliência e autoconsciência, elementos</p><p>essenciais para a liderança eficaz e para o bem-estar no ambiente profissional.</p><p>Por sua vez, a inteligência relacional é fundamental na liderança e na</p><p>construção de relacionamentos saudáveis no ambiente de trabalho. Ela envolve a</p><p>capacidade de se relacionar de forma harmoniosa e empática com os colegas,</p><p>superiores e subordinados, promovendo a colaboração, a confiança e a</p><p>cooperação. Dessa forma, possibilita um clima organizacional positivo, em que os</p><p>indivíduos se sentem valorizados e motivados, resultando em um maior</p><p>engajamento e produtividade.</p><p>No que tange ao bem-estar na vida profissional, estudaremos como essa</p><p>condição está diretamente relacionada à gestão positiva das emoções e ao</p><p>desenvolvimento da inteligência emocional e relacional.</p><p>3</p><p>Quando os indivíduos são capazes de compreender e gerenciar suas</p><p>emoções, eles experimentam um maior equilíbrio mental, redução do estresse e</p><p>aumento da satisfação pessoal e profissional. A liderança que valoriza o bem-</p><p>estar dos colaboradores contribui para um ambiente mais saudável, no qual o</p><p>trabalho é realizado de forma mais eficiente e com resultados mais satisfatórios.</p><p>Devemos, então, entender como a gestão das emoções, aliada ao poder</p><p>da inteligência emocional, é essencial para promover o equilíbrio mental, a</p><p>performance e o bem-estar na vida profissional. Assim, investir no</p><p>desenvolvimento dessas habilidades emocionais e relacionais não apenas</p><p>beneficia os indivíduos, mas impulsiona os resultados organizacionais.</p><p>Líderes que compreendem a importância desses aspectos e os cultivam</p><p>em si e em suas equipes criam um ambiente propício ao crescimento, à inovação</p><p>e ao sucesso coletivo.</p><p>Dessa forma, a gestão das emoções e o fortalecimento da inteligência</p><p>emocional e relacional são pilares fundamentais para uma liderança eficaz e para</p><p>o florescimento de uma cultura organizacional saudável e produtiva.</p><p>TEMA 1 – GESTÃO DAS EMOÇÕES</p><p>Jost, Bulgacov e Camargo (2018) abordam a importância da gestão das</p><p>emoções no contexto organizacional. As autoras nos revelam a importância de</p><p>compreender como as emoções influenciam as práticas organizacionais, levando</p><p>em consideração as perspectivas históricas e culturais.</p><p>O estudo propõe uma análise crítica dos conceitos existentes sobre</p><p>emoção e destaca a necessidade de uma abordagem mais ampla que leve em</p><p>conta a complexidade das interações emocionais no ambiente de trabalho. O</p><p>objetivo é contribuir para a construção de uma conceituação mais abrangente e</p><p>contextualizada das práticas organizacionais, considerando a influência das</p><p>emoções na dinâmica laboral e no bem-estar dos indivíduos.</p><p>A emoção é um tema ainda incipiente nos estudos organizacionais,</p><p>embora já seja abordada em diversas áreas do conhecimento.</p><p>Atividades como negociar, tomar decisões, vender, participar de</p><p>reuniões, entre outras, são aspectos que pressupõem emoções e</p><p>sentimentos, integrando a criação social e a expressão pessoal do</p><p>trabalho e da vida organizacional. (Jost; Bulgacov; Camargo, 2018, p.</p><p>234)</p><p>As emoções desempenham um papel fundamental na constituição da</p><p>subjetividade humana, mediam o pensamento e a linguagem na comunicação</p><p>4</p><p>interpessoal e são influenciadas pelo relacionamento com os outros. Elas são</p><p>socialmente carregadas de valor e têm um caráter comunicativo, utilizando uma</p><p>linguagem culturalmente compartilhada para serem compreendidas.</p><p>No contexto organizacional, as emoções são permitidas desde que sejam</p><p>controladas de forma objetiva, ou seja, quando o afeto é gerenciado</p><p>adequadamente, atendendo aos interesses de poder e direcionado para a</p><p>conquista dos resultados organizacionais.</p><p>O processo emocional é essencial para o desenvolvimento comportamental</p><p>e funcional de um indivíduo, sendo continuamente influenciado pelos eventos que</p><p>ocorrem no ambiente de trabalho. O gerenciamento adequado das emoções no</p><p>contexto organizacional é crucial para promover um ambiente de trabalho</p><p>saudável e alcançar os objetivos da organização.</p><p>Emoções configuram-se como um processo fundamental para o</p><p>desenvolvimento comportamental e funcional de um indivíduo,</p><p>influenciado continuamente pelos acontecimentos. Emoções no contexto</p><p>organizacional são consentidas, se objetivamente controladas, ou seja,</p><p>se o afeto for adequadamente gerenciado, atendendo a interesses de</p><p>poder, e canalizado em direção à conquista dos resultados</p><p>organizacionais. (Jost; Bulgacov; Camargo, 2018, p. 234)</p><p>A afirmação de que as emoções fazem parte de um processo fundamental</p><p>para o desenvolvimento comportamental e funcional de um indivíduo pode ser</p><p>justificada considerando o papel das emoções na regulação do comportamento,</p><p>na tomada de decisões e na interação social. Elas desempenham um papel</p><p>importante na forma como os indivíduos percebem e respondem aos</p><p>acontecimentos ao seu redor, influenciando suas ações e atitudes.</p><p>No contexto organizacional, as emoções podem desempenhar um papel</p><p>significativo na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Quando as</p><p>emoções são adequadamente gerenciadas, podem contribuir para um ambiente</p><p>de trabalho saudável e produtivo. Por exemplo, o reconhecimento e a gestão das</p><p>emoções podem ajudar os colaboradores a lidar com o estresse, a resolver</p><p>conflitos de forma construtiva e a manter relacionamentos interpessoais positivos.</p><p>No entanto, é importante ressaltar que o controle objetivo das emoções no</p><p>contexto organizacional não significa suprimi-las ou ignorá-las, mas, sim,</p><p>reconhecê-las e canalizá-las de maneira adequada para atender aos interesses</p><p>da organização. Isso envolve compreender as próprias emoções, desenvolver</p><p>habilidades de autorregulação emocional e utilizar as emoções de forma</p><p>construtiva para alcançar os resultados organizacionais.</p><p>5</p><p>Dessa forma, quando as emoções são consentidas e objetivamente</p><p>controladas, ou seja, quando o afeto é gerenciado de maneira adequada, as</p><p>emoções podem contribuir para a conquista dos resultados organizacionais,</p><p>promovendo um ambiente de trabalho mais harmonioso, colaborativo e produtivo.</p><p>Seguimos adiante aprofundando o conhecimento sobre a importância da</p><p>regulação emocional no ambiente de trabalho e de como a capacidade de regular</p><p>as emoções é fundamental para o bem-estar e o desempenho profissional.</p><p>1.1 A regulação das emoções</p><p>De acordo com Hirschle (2017), a regulação emocional envolve o</p><p>reconhecimento e a compreensão das próprias emoções, assim como a</p><p>habilidade de lidar com elas de maneira adequada. Isso significa ser capaz de</p><p>gerenciar o estresse, controlar impulsos, manter a</p><p>calma em situações</p><p>desafiadoras e expressar emoções de forma assertiva.</p><p>O autor argumenta que a regulação emocional contribui para a melhoria</p><p>das relações interpessoais, da tomada de decisões e do enfrentamento de</p><p>adversidades.</p><p>Afirma, ainda, sobre a importância do autodesenvolvimento emocional</p><p>como um processo contínuo de aprendizagem e aprimoramento das habilidades</p><p>emocionais. Para tanto, nos oferece orientações práticas e estratégias para</p><p>desenvolver a regulação emocional, como a prática da atenção plena, o</p><p>autoquestionamento e o estabelecimento de metas realistas, conforme</p><p>demonstrado na Figura 1.</p><p>Figura 1 – Estratégias para desenvolver a regulação emocional</p><p>Créditos: IrinaMonte/Shutterstock; Black Salmon/Shutterstock; ChristianChan/Shutterstock; Dilok</p><p>Klaisataporn/Shutterstock.</p><p>Atenção</p><p>Plena</p><p>Autoquestionamento</p><p>Metas</p><p>realistas</p><p>6</p><p>Essas orientações constituem-se em:</p><p>• Prática da atenção plena: a atenção plena, também conhecida como</p><p>mindfulness, envolve o foco no momento presente, sem julgamentos. O</p><p>autor sugere a incorporação de práticas de atenção plena no cotidiano de</p><p>trabalho, como a realização de pausas conscientes, a observação dos</p><p>pensamentos e emoções sem se deixar levar por eles e o direcionamento</p><p>da atenção para as tarefas e interações presentes;</p><p>• Autoquestionamento: o autor destaca a importância do</p><p>autoquestionamento como forma de promover a autorreflexão e o</p><p>autoconhecimento emocional. Ele sugere questionamentos como: i) qual é</p><p>a emoção que estou sentindo?; ii) O que desencadeou essa emoção?; iii)</p><p>como posso lidar de forma saudável com essa emoção? Essas reflexões</p><p>auxiliam no entendimento das próprias emoções e na busca por estratégias</p><p>adequadas para regulá-las;</p><p>• Estabelecimento de Metas Realistas: definir metas realistas é outra</p><p>estratégia sugerida pelo autor. Ao estabelecer objetivos alcançáveis, os</p><p>indivíduos evitam a sobrecarga emocional e o sentimento de frustração. Ao</p><p>mesmo tempo, o autor ressalta a importância de se desafiar de forma</p><p>saudável, buscando um equilíbrio entre metas ambiciosas e realistas.</p><p>Essas orientações práticas e estratégias visam fortalecer a capacidade das</p><p>pessoas em lidar com suas emoções no ambiente de trabalho, promovendo o</p><p>autodesenvolvimento emocional e contribuindo para um melhor equilíbrio</p><p>emocional, bem-estar e eficácia profissional.</p><p>1.2 O que leva uma pessoa a regular as emoções?</p><p>Segundo Hirschle (2017), são cinco as motivações pessoais que levam as</p><p>pessoas a regular suas emoções. Essas motivações são fundamentais para</p><p>promover uma maior consciência emocional e uma gestão adequada das</p><p>emoções. São elas:</p><p>a) Bem-estar pessoal: a motivação pelo bem-estar pessoal impulsiona os</p><p>indivíduos a regular suas emoções no trabalho, visando alcançar um</p><p>equilíbrio emocional que promova uma sensação de satisfação e felicidade</p><p>consigo;</p><p>7</p><p>b) Relações interpessoais saudáveis: a busca por relacionamentos</p><p>interpessoais positivos é outra motivação que leva as pessoas a regular</p><p>suas emoções no ambiente de trabalho. Ao lidar de forma adequada com</p><p>suas emoções, elas podem estabelecer e manter relações saudáveis com</p><p>colegas, superiores e subordinados;</p><p>c) Desempenho profissional: a motivação pelo desempenho profissional leva</p><p>os indivíduos a regular suas emoções, pois reconhecem a influência das</p><p>emoções no seu rendimento no trabalho. Ao gerenciar suas emoções de</p><p>maneira eficaz, eles podem melhorar seu desempenho e alcançar seus</p><p>objetivos profissionais;</p><p>d) Autodesenvolvimento: a busca pelo autodesenvolvimento emocional</p><p>também é uma motivação importante. Ao regular suas emoções, as</p><p>pessoas têm a oportunidade de se conhecerem melhor, identificar seus</p><p>pontos fortes e áreas de melhoria, trabalhando no seu</p><p>autodesenvolvimento.</p><p>e) Equilíbrio entre vida pessoal e profissional: a motivação pelo equilíbrio entre</p><p>vida pessoal e profissional impulsiona as pessoas a regular suas emoções</p><p>no trabalho, de modo a evitar que as emoções negativas afetem</p><p>negativamente outras áreas de suas vidas. Ao equilibrar suas emoções,</p><p>elas conseguem separar o trabalho das questões pessoais, promovendo</p><p>uma melhor qualidade de vida.</p><p>Essas cinco motivações pessoais destacadas mostram como a regulação</p><p>emocional está intrinsecamente ligada ao bem-estar, às relações interpessoais,</p><p>ao desempenho profissional, ao autodesenvolvimento e ao equilíbrio entre vida</p><p>pessoal e profissional. Ao compreender essas motivações, os indivíduos podem</p><p>encontrar mais sentido e propósito na regulação de suas emoções, alcançando</p><p>uma maior harmonia emocional e resultados positivos no ambiente de trabalho.</p><p>Saiba mais</p><p>Inteligência emocional 2.0: você saber usar a sua?, de Travis Bradberry e</p><p>Jean Greaves (2018), oferece estratégias práticas para desenvolver a inteligência</p><p>emocional, abordando os cinco principais aspectos. A obra destaca a importância</p><p>da autenticidade, empatia e gestão do estresse no trabalho, introduzindo a</p><p>"Inteligência Emocional 2.0".</p><p>8</p><p>Crédito: BadBrother/Shutterstock.</p><p>Direcionado a indivíduos e líderes, o livro fornece orientações práticas</p><p>baseadas em pesquisas científicas, abrangendo benefícios pessoais e</p><p>profissionais da inteligência emocional.</p><p>Seguimos com o tópico 2 sobre o poder da inteligência emocional no</p><p>trabalho, uma vez que, quando os indivíduos conseguem regular suas emoções,</p><p>eles se tornam mais resilientes, assertivos e capazes de lidar com as pressões e</p><p>demandas do ambiente profissional.</p><p>TEMA 2 – O PODER DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NO TRABALHO</p><p>A inteligência emocional desempenha um papel fundamental no ambiente</p><p>de trabalho, sendo aplicada de diversas maneiras para lidar com desafios diários.</p><p>Segundo Weisinger (2001, p. 14), a inteligência emocional é o uso inteligente das</p><p>emoções, direcionando-as de forma intencional para melhorar o comportamento</p><p>e o raciocínio, resultando em melhores resultados. John Mayer e Peter Salovey</p><p>identificaram quatro componentes da inteligência emocional que podem ser</p><p>desenvolvidos e ampliados por meio da experiência (Weisinger, 2001, p. 15).</p><p>Esses componentes são: i) a capacidade de perceber, avaliar e expressar</p><p>corretamente as emoções; ii) a capacidade de gerar ou acessar sentimentos para</p><p>facilitar a compreensão de si e dos outros; iii) a capacidade de compreender as</p><p>emoções e o conhecimento derivado delas; iv) a capacidade de controlar as</p><p>próprias emoções para promover o crescimento emocional e intelectual.</p><p>No ambiente de trabalho, as emoções desempenham um papel crucial, pois</p><p>as situações novas demandam uma inteligente utilização das emoções para</p><p>9</p><p>orientar o comportamento e o raciocínio, visando obter melhores resultados. A</p><p>aplicação da inteligência emocional no trabalho contribui para resultados</p><p>produtivos tanto para o indivíduo quanto para a organização.</p><p>Segundo Weisinger (2001, p. 117), é fundamental aprender e desenvolver</p><p>técnicas para lidar de forma positiva com situações conflitantes no trabalho. Ele</p><p>apresenta algumas dessas técnicas, que são:</p><p>a) Autorrevelação: expressar abertamente o que se pensa, sente e deseja;</p><p>b) Positividade: defender suas opiniões, ideias, crenças e necessidades,</p><p>respeitando também as dos outros;</p><p>c) Escuta dinâmica: ouvir verdadeiramente o que a outra pessoa está</p><p>dizendo;</p><p>d) Crítica construtiva: expressar de forma construtiva suas ideias e</p><p>sentimentos em relação às ideias e ações dos outros;</p><p>e) Comunicação em equipe: saber se comunicar efetivamente em situações</p><p>de grupo;</p><p>f) Comunicar-se de maneira eficaz e produtiva é essencial para resolver</p><p>conflitos de forma satisfatória no ambiente de trabalho.</p><p>De acordo com o autor, as técnicas de comunicação têm um valor</p><p>inestimável para a inteligência emocional e são fundamentais para a satisfação e</p><p>eficiência no trabalho.</p><p>A sensibilidade é o elemento essencial que guia cada uma dessas técnicas</p><p>e garante sua eficácia. Aplicar conceitos de inteligência emocional nas relações</p><p>profissionais promove maior satisfação e eficiência no trabalho. A comunicação</p><p>tem o objetivo de</p><p>unir as pessoas, permitindo a interação e o compartilhamento</p><p>de ideias, informações e conhecimentos. Para que essa interação ocorra de</p><p>maneira positiva e progressiva, é necessário utilizar a inteligência emocional,</p><p>praticando a autorrevelação, incentivando a escuta dinâmica e aplicando a</p><p>positividade e a crítica, quando apropriado. Dessa forma, a comunicação em</p><p>grupo possibilitará planejamentos significativos, produtivos e eficazes.</p><p>A destreza interpessoal é um elemento crucial para estabelecer</p><p>relacionamentos saudáveis e produtivos com as pessoas no ambiente de trabalho.</p><p>Isso envolve a capacidade de analisar um relacionamento de forma a torná-lo</p><p>benéfico e construtivo. Para alcançar isso, é essencial se comunicar</p><p>adequadamente, se aproximar das pessoas e trocar informações de maneira</p><p>10</p><p>significativa e apropriada, visando desenvolver relações duradouras baseadas na</p><p>confiança.</p><p>Além disso, um funcionário pode ser altamente inteligente, dedicado e</p><p>informado em sua área, mas se não tiver destreza interpessoal, provavelmente</p><p>terá dificuldades em funções que exigem interação com outras pessoas.</p><p>A destreza interpessoal desempenha um papel fundamental no</p><p>desenvolvimento e na manutenção de relacionamentos saudáveis com os colegas</p><p>de trabalho. Nesse contexto, a inteligência emocional desempenha um papel</p><p>essencial, pois proporciona a consciência necessária para analisar o</p><p>comportamento pessoal e social, permitindo um maior controle das emoções e</p><p>tornando a comunicação eficaz e produtiva, como estudaremos na sequência.</p><p>2.1 O uso da inteligência emocional para a competitividade e produtividade</p><p>A seguir, apresentamos alguns exemplos de como o uso da inteligência</p><p>emocional pode contribuir para a competitividade e produtividade no ambiente de</p><p>trabalho (Weisinger, 2001).</p><p>a) Gerenciamento de conflitos: a habilidade de reconhecer e regular as</p><p>próprias emoções e de compreender as emoções dos outros permite lidar</p><p>de forma construtiva com conflitos. Ao utilizar a inteligência emocional, é</p><p>possível resolver disputas de maneira colaborativa, mantendo</p><p>relacionamentos saudáveis e produtivos;</p><p>b) Liderança eficaz: a inteligência emocional desempenha um papel crucial na</p><p>liderança. Líderes que são capazes de compreender e gerenciar as</p><p>emoções de sua equipe são mais propensos a inspirar e motivar seus</p><p>colaboradores, aumentando, assim, a produtividade e o desempenho geral</p><p>da equipe;</p><p>c) Tomada de decisão assertiva: ao considerar as emoções e informações</p><p>emocionais relevantes, os profissionais com inteligência emocional são</p><p>capazes de tomar decisões mais informadas e equilibradas. Isso contribui</p><p>para a eficiência e produtividade no trabalho, pois decisões mais acertadas</p><p>podem ser tomadas em um prazo mais curto;</p><p>d) Colaboração e trabalho em equipe: a inteligência emocional facilita a</p><p>comunicação efetiva, o respeito mútuo e a empatia, o que contribui para</p><p>um ambiente de trabalho colaborativo. Ao promover relacionamentos</p><p>11</p><p>positivos e uma atmosfera de confiança, a colaboração entre os membros</p><p>da equipe é estimulada, levando a resultados mais produtivos;</p><p>e) Gerenciamento do estresse: a inteligência emocional capacita os</p><p>profissionais a reconhecer e regular suas próprias emoções diante de</p><p>situações estressantes. Isso permite lidar com o estresse de forma</p><p>saudável e construtiva, evitando o esgotamento e mantendo um alto nível</p><p>de produtividade.</p><p>Esses são apenas alguns exemplos de como a inteligência emocional pode</p><p>contribuir para a competitividade e produtividade no trabalho.</p><p>Ao desenvolver essa habilidade, os profissionais têm a capacidade de se</p><p>destacar, colaborar efetivamente com os outros e alcançar melhores resultados</p><p>em suas atividades profissionais, refletindo diretamente no desempenho, como</p><p>abordaremos no próximo tópico.</p><p>TEMA 3 – PERFORMANCE E EQUILÍBRIO MENTAL</p><p>A relação entre performance e equilíbrio mental no trabalho é</p><p>frequentemente abordada por diversos autores nos campos da Psicologia, Gestão</p><p>e desenvolvimento pessoal.</p><p>Goleman (1995) explora a importância das habilidades emocionais, como</p><p>o autocontrole, a empatia e a automotivação, para o desempenho eficaz no</p><p>ambiente de trabalho. Ele argumenta que a capacidade de lidar com as emoções</p><p>de maneira equilibrada e construtiva, como nos mostra a Figura 2, é um fator</p><p>crucial para o sucesso profissional.</p><p>Figura 2 – Equilíbrio das emoções</p><p>Crédito: eamesBot/Shutterstock.</p><p>12</p><p>Contemporaneamente, encontramos obras que exploram conceitos</p><p>relacionados à performance e equilíbrio mental por meio da inteligência emocional</p><p>e Psicologia Positiva, oferecendo insights sobre como melhorar o desempenho e</p><p>alcançar um estado de equilíbrio mental para obter sucesso pessoal e profissional.</p><p>Gallwey (2016) enfatiza a importância do equilíbrio mental e emocional para</p><p>alcançar a excelência no desempenho profissional. Ele apresenta técnicas e</p><p>abordagens para superar obstáculos mentais, gerenciar o estresse e desenvolver</p><p>uma mentalidade voltada para o sucesso com foco no esporte, mas que se aplica</p><p>a todos os contextos da vida.</p><p>Todo jogo é composto por duas partes, a exterior e a interior. O jogo</p><p>exterior tem um adversário externo, obstáculos externos e um objetivo</p><p>externo. Diversos livros sugerem como obter sucesso nesse tipo de jogo.</p><p>Eles ensinam como se deve segurar uma raquete ou um taco, como</p><p>posicionar seus braços, pernas e tronco para chegar aos melhores</p><p>resultados. Por alguma razão, a maioria das pessoas. Não se pode obter</p><p>sucesso ou satisfação na prática de um jogo se não se dedicar atenção</p><p>às usualmente negligenciadas habilidades do Jogo Interior. Esse é o</p><p>jogo que acontece na mente do jogador e tem como obstáculos a falta</p><p>de concentração, o nervosismo, a insegurança e a autocondenação. Em</p><p>resumo, é um desafio contra os hábitos da mente que inibem a</p><p>excelência de performance. (Gallway, 2016, p. 16)</p><p>A argumentação do autor em relação ao jogo (de Tênis) é que ele consiste</p><p>em duas partes: o jogo exterior e o jogo interior. O jogo exterior refere-se à parte</p><p>física do jogo, envolvendo um adversário externo, obstáculos externos e um</p><p>objetivo externo.</p><p>Existem muitos recursos disponíveis para melhorar o desempenho no jogo</p><p>exterior, como técnicas de movimento e posicionamento adequados. No entanto,</p><p>o autor argumenta que a maioria das pessoas negligencia as habilidades do Jogo</p><p>Interior, que acontece na mente do jogador. Essas habilidades são essenciais</p><p>para obter sucesso e satisfação no jogo.</p><p>O Jogo Interior envolve superar obstáculos internos, como falta de</p><p>concentração, nervosismo, insegurança e autocrítica. São os desafios internos,</p><p>os hábitos mentais negativos, que podem inibir a excelência de desempenho.</p><p>O autor sugere que prestar atenção às habilidades do Jogo Interior é</p><p>fundamental para alcançar um desempenho de alto nível. É necessário</p><p>desenvolver uma mentalidade adequada, cultivando a concentração, a confiança</p><p>e a autocompaixão. Ao superar os obstáculos mentais, é possível alcançar a</p><p>excelência de performance no jogo, com menor prevalência das habilidades</p><p>físicas ainda que necessárias e importantes.</p><p>13</p><p>A conexão que se dá com os objetivos da nossa caminhada é retratada por</p><p>Gallwey (2016, p. 129) em seu depoimento ao final de sua obra: “Acredito que a</p><p>área dos negócios, da saúde, da educação e das relações humanas irá evoluir e</p><p>ganhar melhor compreensão do desenvolvimento humano e das habilidades</p><p>interiores necessários para este processo”. Dessa forma, trata-se de um processo</p><p>de descobrimento, que contribui naturalmente para o mundo exterior, enquanto</p><p>aprendemos a melhorar a nós mesmos.</p><p>Encontramos em Marques (2017), com sua vasta experiência na área</p><p>auxiliando pessoas e organizações a alcançarem seu potencial máximo, a</p><p>argumentação de que aprimorar o desempenho mental e fortalecer a mentalidade</p><p>nos impulsiona a alcançar resultados relevantes em todas as áreas da vida.</p><p>Em seus estudos, o autor aborda o poder da mente e a importância da</p><p>performance mental para alcançar resultados</p><p>extraordinários na vida pessoal e</p><p>profissional. Explora estratégias e técnicas para desenvolver uma mentalidade</p><p>vencedora, fortalecer a autoconfiança, superar obstáculos, definir metas e lidar</p><p>com pressões e adversidades.</p><p>Esses autores destacam como o equilíbrio mental, incluindo o controle</p><p>emocional, a clareza de pensamento e a capacidade de gerenciar o estresse</p><p>podem ter um impacto significativo no desempenho e na produtividade no</p><p>ambiente de trabalho.</p><p>Ao desenvolver habilidades mentais e emocionais, os profissionais podem</p><p>melhorar seu desempenho, tomar decisões mais assertivas e lidar de forma eficaz</p><p>com os desafios do cotidiano.</p><p>Diante desse contexto, seguimos ampliando nosso conhecimento acerca</p><p>da prática da inteligência relacional no cotidiano da liderança de pessoas e</p><p>equipes.</p><p>TEMA 4 – A INTELIGÊNCIA RELACIONAL PARA A LIDERANÇA</p><p>Ao estudarmos as habilidades da inteligência relacional como base para a</p><p>capacidade de se relacionar positivamente com outras pessoas, seguimos nesse</p><p>foco para o alcance das metas individuais e coletivas no contexto do trabalho.</p><p>14</p><p>Crédito: Steury Photography/Shutterstock.</p><p>Dessa forma, vamos explorar neste tópico a liderança exercida com a</p><p>consciência da inteligência emocional nas relações interpessoais. Conheceremos</p><p>a importância da aplicação adequada da inteligência relacional em seu efeito</p><p>positivo e significativo na equipe de trabalho, contribuindo para o sucesso da</p><p>organização, cuja responsabilidade relevante aqui é a liderança.</p><p>Cabe ao líder desempenhar um papel importante ao identificar as emoções</p><p>de seus subordinados e controlá-las de forma eficaz e saudável. O objetivo é</p><p>garantir um desempenho adequado de suas funções e resolver problemas sem</p><p>gerar conflitos.</p><p>Um líder que conhece seus colaboradores, compreende suas emoções e</p><p>se coloca no lugar destes promove maior empatia. Isso possibilita identificar as</p><p>razões pelas quais o trabalho pode não estar alcançando resultados positivos,</p><p>resultando em quedas na produtividade. Muitas vezes, tais problemas estão</p><p>intimamente ligados ao desequilíbrio emocional do colaborador, que pode estar</p><p>passando por dificuldades em suas relações pessoais ou familiares. Esses</p><p>problemas emocionais acabam afetando o desempenho de suas funções no</p><p>trabalho.</p><p>Ao reconhecer e abordar as questões emocionais dos colaboradores, o</p><p>líder demonstra sensibilidade e cuidado, criando um ambiente propício para o</p><p>crescimento e a superação. Isso pode incluir oferecer apoio emocional, incentivar</p><p>a comunicação aberta e fornecer recursos adequados para lidar com desafios</p><p>pessoais. O líder que investe nessa abordagem fortalece o engajamento e o</p><p>15</p><p>desempenho da equipe, contribuindo para o alcance dos objetivos</p><p>organizacionais.</p><p>O papel do líder é crucial na gestão das emoções da equipe de trabalho.</p><p>Ao compreender e lidar de forma adequada com as questões emocionais dos</p><p>colaboradores, o líder promove um ambiente saudável, que impulsiona o</p><p>desempenho e o sucesso organizacional.</p><p>4.1. A importância de habilidades sociais no repertório de líder</p><p>No mundo dos negócios e da liderança, as habilidades relacionais são</p><p>essenciais para o sucesso. Um líder eficaz deve ser capaz de estabelecer e</p><p>manter relacionamentos sólidos com seus colaboradores, parceiros, clientes e</p><p>outras partes interessadas.</p><p>Segundo Cubeiro e Gallardo (2011) e Artigas (2019), listamos algumas</p><p>habilidades.</p><p>a) A capacidade de gerenciar relacionamentos com diferentes pessoas é</p><p>indispensável para profissionais que buscam o sucesso em suas carreiras.</p><p>Para tanto, a inteligência relacional também desempenha um papel</p><p>essencial na resolução de conflitos no ambiente de trabalho. Ao</p><p>desenvolver essa habilidade, os líderes são capazes de lidar com conflitos</p><p>de forma construtiva, evitando que eles se transformem em crises que</p><p>prejudiquem a produtividade e a harmonia da equipe;</p><p>b) A inteligência relacional não é uma habilidade inata, mas pode ser</p><p>aprendida, desenvolvida e aprimorada ao longo da vida. Ela desempenha</p><p>um papel fundamental no desenvolvimento pessoal e profissional,</p><p>permitindo interações mais harmoniosas e produtivas com as pessoas ao</p><p>nosso redor;</p><p>c) A capacidade de nos relacionarmos de forma positiva, compreendendo as</p><p>necessidades individuais e estabelecendo conexões que promovam</p><p>cooperação, aprendizado, ganhos mútuos e energia positiva.</p><p>De modo conclusivo, a inteligência relacional é de extrema importância na</p><p>liderança, pois permite que os líderes estabeleçam conexões significativas com</p><p>suas equipes, compreendam as necessidades individuais dos membros e</p><p>promovam um ambiente de trabalho colaborativo e produtivo.</p><p>16</p><p>Saiba mais</p><p>No E-book E agora, líderes e CEOs? Como virar a página pós-corona</p><p>vírus?, as autoras Ana Artigas e Keli Maffezzoli apresentam ferramentas</p><p>necessárias para a gestão no enfretamento da pandemia! Disponível em:</p><p><https://www.anaartigas.com.br/recursos-gratuitos>. Acesso em: 30 jun. 2023.</p><p>Ao desenvolverem essa habilidade, os líderes podem alcançar resultados</p><p>positivos em todas as áreas da vida e impulsionar o sucesso tanto pessoal quanto</p><p>profissional.</p><p>Vamos seguir com os estudos sobre como o bem-estar, o equilíbrio e a</p><p>satisfação que um indivíduo encontra em seu trabalho, tais como a saúde física e</p><p>mental, relacionamentos saudáveis, motivação e realização pessoal, contribuem</p><p>para o desempenho e produtividade, além de promover uma melhor qualidade de</p><p>vida.</p><p>TEMA 5 – BEM-ESTAR NA VIDA PROFISSIONAL</p><p>Byung-Chul Han é um filósofo sul-coreano conhecido por suas reflexões</p><p>sobre a sociedade contemporânea e seus impactos na subjetividade humana. Em</p><p>sua obra A sociedade do cansaço (2015), ele discute os efeitos do excesso de</p><p>produtividade, da pressão constante e da busca desenfreada pelo sucesso na</p><p>sociedade contemporânea.</p><p>Aborda como a sociedade atual, marcada pelo hiperconsumo, pela</p><p>aceleração tecnológica e pela valorização do desempenho individual, como</p><p>demonstrado na Figura 3, tem levado ao esgotamento físico e mental das</p><p>pessoas.</p><p>17</p><p>Figura 3 – Estilo de vida contemporâneo em uma cultura do excesso, aceleração</p><p>e individualismo</p><p>Crédito: Master1305/Shutterstock; MJgraphics/Shutterstock.</p><p>Han (2015, p. 68 -71) descreve a cultura do excesso, da aceleração e do</p><p>individualismo como características predominantes da sociedade contemporânea.</p><p>A cultura do excesso refere-se ao consumo desenfreado, à busca incessante por</p><p>mais e mais, seja em termos materiais, sociais ou profissionais. Essa mentalidade</p><p>de acumulação e superação constante gera um sentimento de insaciabilidade e</p><p>insatisfação contínua.</p><p>A aceleração é outro aspecto central dessa cultura, em que o tempo se</p><p>torna um recurso escasso e cada vez mais precioso. As pessoas estão</p><p>constantemente ocupadas, multitarefas, buscando realizar o máximo em um curto</p><p>espaço de tempo. A pressão para produzir e obter resultados imediatos torna-se</p><p>opressiva, levando a uma sensação de exaustão e esgotamento.</p><p>O individualismo é uma característica marcante nessa cultura, pois o foco</p><p>está voltado para o indivíduo e suas realizações pessoais. A competição, a</p><p>comparação e a busca pelo sucesso individual tornam-se prioridades, muitas</p><p>vezes em detrimento do coletivo e do bem-estar geral. Nesse contexto, as</p><p>relações interpessoais podem tornar-se superficiais, e a solidão e a alienação</p><p>social intensificam-se.</p><p>Consumo desenfreado</p><p>Tempo torna-se um recurso</p><p>escasso</p><p>Individualismo</p><p>18</p><p>Esses aspectos da cultura do excesso, da aceleração e do individualismo</p><p>refletem uma sociedade em constante busca por produtividade, eficiência e</p><p>sucesso pessoal, mas que também acarreta consequências negativas, como o</p><p>aumento do estresse, da ansiedade e da alienação social.</p><p>O autor argumenta que, ao contrário das sociedades disciplinares do</p><p>passado, que exerciam controle por meio de mecanismos externos, a sociedade</p><p>contemporânea exerce uma pressão interna, na qual os indivíduos se tornam</p><p>autônomos na autoprodução de suas próprias demandas e metas.</p><p>Han propõe</p><p>uma reflexão sobre esses valores e práticas, buscando formas</p><p>de resgatar o equilíbrio, a humanidade e o cuidado de si em meio a essa</p><p>sociedade do cansaço. Destaca a importância do cuidado de si, do tempo de</p><p>descanso e do equilíbrio entre trabalho e lazer para a promoção do bem-estar</p><p>individual e coletivo.</p><p>Saiba mais</p><p>Palestra: Liderança para a transformação, com Pedro Calabrez. Disponível</p><p>em: <https://youtu.be/HrkyluNERTA>. Acesso em: 30 jun. 2023.</p><p>Chegamos ao fim, concluindo uma parte fundamental, em que a liderança</p><p>com inteligência relacional tem o poder de alavancar a produtividade e a saudável</p><p>relação no ambiente de trabalho.</p><p>Seguiremos para conhecer como a liderança em momentos de crise com a</p><p>gestão emocional desempenha um papel crucial ao lidar com as emoções de</p><p>forma adequada e tomar decisões assertivas.</p><p>Isso tudo com suporte nos estudos da Psicologia Positiva com os temas</p><p>voltados à felicidade e ao bem-estar emocional. Além disso, a regulação e as</p><p>práticas de saúde emocional são fundamentais para manter o equilíbrio emocional</p><p>e preservar a saúde mental.</p><p>Trataremos também sobre a gestão humanizada na priorização do cuidado</p><p>e o respeito pelos colaboradores, para um ambiente de trabalho emocionalmente</p><p>saudável e produtivo.</p><p>19</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ARTIGAS, A. Inteligência relacional: uma abordagem inovadora para a gestão</p><p>de pessoas. Editora Gente: São Paulo, 2019.</p><p>ARTIGAS, A.; MAFFEZZOLI, K. E agora, líderes e CEOs? Como virar a página</p><p>pós-Corona vírus? Anaartigas. Disponível em:</p><p><https://www.anaartigas.com.br/recursos-gratuitos>. Acesso em: 30 jun. 2023.</p><p>BRADBERRY, T.; G. J. Inteligência emocional 2.0: você sabe usar a sua? São</p><p>Paulo: Sextante, 2018.</p><p>CUBEIRO, J.C.; GALLARDO, L. Inteligência relacional no trabalho. Madrid:</p><p>Ediciones Pirámide, 2011.</p><p>GALLWEY, T. O jogo interior do tênis. Rio de Janeiro: Sportbook, 2016.</p><p>GOLEMAN, D. Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que</p><p>é ser inteligente. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.</p><p>HAN, B.C. A sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2015.</p><p>HIRSCHLE, A. L. Manual de orientação e autodesenvolvimento emocional:</p><p>reconhecendo, compreendendo e lidando com as emoções no dia a dia. São</p><p>Paulo: Gente, 2017.</p><p>JOST, R. C. F.; BULGACOV, Y. L. M.; CAMARGO, D. Dimensão ideológica da</p><p>emoção na gestão de vendedoras de cosméticos em uma empresa multinacional.</p><p>Cadernos EBAPE.BR, Rio de Janeiro, v. 16, n. 2, p. 335-348, jun. 2018.</p><p>MARQUES, J. R. A mente vencedora: como dominar a performance mental e</p><p>alcançar resultados extraordinários. São Paulo: Instituto Brasileiro de Coaching,</p><p>2017.</p><p>WEISINGER, H. Inteligência emocional no trabalho: como aplicar os conceitos</p><p>revolucionários da I. E. nas suas relações profissionais, reduzindo o estresse,</p><p>aumentando sua satisfação, eficiência e competitividade. Rio de Janeiro: Objetiva,</p><p>2001.</p>