Prévia do material em texto
Imprimir INTRODUÇÃO Esta aula abordará a comunicação não violenta. Conheceremos seu conceito, seus benefícios e os principais elementos de sua formação. Com o propósito de melhorar as relações interpessoais, a comunicação não violenta, ou CNV, pode ser aplicada em diferentes ambientes e contextos, como o familiar, escolar e empresarial. Com ela, podemos reduzir con�itos e/ou proporcionar um ambiente acolhedor, por meio da escuta ativa e da empatia. A comunicação não violenta pode ser exercida tanto por meio de palavras quanto através de outras formas de comunicação, com a capacidade de nos mantermos compassivos. Lembre-se de realizar o autoestudo para que as suas competências e habilidades sejam desenvolvidas e efetivadas na sua área pro�ssional. Bons estudos! QUAL A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA A importância da comunicação não violenta está na implementação de ações positivas, por meio de palavras ou não, para que as relações interpessoais se tornem mais amigáveis. Com isto, é maior a probabilidade do estabelecimento de uma relação ganha-ganha. Segundo o Sebrae (2021, [s. p.]), o termo ganha-ganha é mais utilizado nas relações empresariais, pois “signi�ca que a negociação tem uma característica incomum: ninguém perde, todos ganham. É o que se pode dizer, por exemplo, da relação ideal entre uma empresa e seu fornecedor”. Porém, podemos entender da mesma forma quando nos referimos às relações pessoais. Você deve perceber que a empatia é um dos alicerces desta ideia. Ser empático pode mudar a forma como você vê e fala com o outro, consequentemente com re�exos na forma como você o trata (ROSENBERG, 2006). De acordo com Ribeiro (2021, [s. p.]), a empatia é a: Aula 1 COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA Esta aula abordará a comunicação não violenta. Conheceremos seu conceito, seus benefícios e os principais elementos de sua formação. 45 minutos 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 1/33 Em uma sociedade materialista, as atitudes negativas dominam as positivas. Tudo o que se faz é relacionado a condutas egoístas, que se sustentam em ações de cunho individualista. É difícil que as atitudes negativas levem à construção homogênea da família, comunidade ou nação. Há muitas pessoas que reclamam da situação em que se encontram a sociedade e o Brasil, mas não se veri�ca um esforço delas para mudar as atitudes. Ser �rme nas ações empáticas e facilitar o diálogo pode abrir novos espaços de discussão na resolução de con�itos. Temos que estar preparados, caso as nossas mensagens sejam mal interpretadas. Em uma situação como essa, é preciso se concentrar nos sentimentos e nas necessidades do interlocutor. Talvez ele não con�e em nossa motivação. Por isso, é necessário reforçar e mostrar de outra forma as nossas intenções. Todo tipo de crítica e insulto desaparece quando ouvimos a necessidade por trás da mensagem. Nesta descoberta, encontramos simples indivíduos com necessidades insatisfeitas. Quando recebemos a mensagem e temos essa consciência, surge a oportunidade de proporcionar um momento de bem-estar ao outro. “Uma mensagem difícil se torna uma oportunidade de enriquecer a vida de alguém” (ROSENGERG, 2006, p. 118). De acordo com Mendes (2021), a CNV possui diversas �nalidades. Basta que se adeque ao contexto utilizado. Pode contribuir para a construção de ambientes acolhedores, abertura de diálogo, redução de agressões físicas e manutenção de relacionamentos saudáveis, entre outros. Os benefícios são muitos: fortalecer vínculos humanos; compreender as atitudes das pessoas por meio da empatia; reduzir as reações defensivas das outras pessoas em relação às nossas ações; facilitar o entendimento quanto às emoções, produzindo re�exões e maior tranquilidade; criar ambientes acolhedores e, nos debates, facilitar a chegada ao consenso. Sem contar os pilares da consciência, linguagem, comunicação e in�uência. Capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria; compreensão: demonstrou empatia ao ouvir os problemas de sua mãe. Aptidão para se identi�car com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende etc.; identi�cação. Competência emocional para depreender o signi�cado de um objeto, geralmente de um quadro, de uma pintura etc. Faculdade para idealizar ou traçar a personalidade de alguém, projetando-a num dado objeto, de maneira que tal objeto pareça estar indissociável desta. Não se pode construir paz sobre alicerces de medo. [...] A não-violência signi�ca permitirmos que venha à tona aquilo que existe de positivo em nós e que sejamos dominados pelo amor, respeito, compreensão, gratidão, compaixão e preocupação com os outros, em vez de o sermos pelas atitudes egocêntricas, egoístas, gananciosas, odientas, preconceituosas, suspeitosas e agressivas que costumam dominar nosso pensamento. — (ROSENGERG, 2006, p. 11) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 2/33 VIDEOAULA: QUAL A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA O vídeo a seguir apresentará os componentes da apreciação. Você conhecerá a expressão de uma apreciação ou de um elogio. Mutas vezes, os cumprimentos positivos são julgamentos dos outros. O mais importante é falar com o ituito de celebrar, em vez de manipular. O QUE É COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA A comunicação não violenta (CNV) é “uma forma de comunicação que nos leva a nos entregarmos de coração” (ROSENBERG, 2006, p. 14). Você deve entender que a capacidade de nos mantermos compassivos possui em sua base a linguagem e o uso das palavras. No diálogo, não raramente, as palavras induzem à mágoa e à dor, para os outros e nós mesmos. Quando há comunicação violenta, signi�ca que a relação está se afastando do coração. Por isso, a CNV defende que é possível continuarmos humanos, mesmo em situações adversas, desenvolvendo habilidades de linguagem. Isto ajuda a não sermos automáticos, e sim elaborarmos respostas conscientes, com base no que percebemos, sentimos e desejamos. Você pode notar que a consequência é a expressão honesta, de forma respeitosa e empática. Com isso, “aprendemos a identi�car e a articular claramente o fato de que desejamos em determinada situação. A forma é simples, mas profundamente transformadora” (ROSENBERG, 2006, p. 15). Conforme indica a Tabela 1, podemos transformar os antigos padrões que impedem uma comunicação clara. A CNV propõe novas posturas, que podem gerar reações positivas com o fato de escutar profundamente o que o outro tem a dizer. Tabela 1 | Os antigos padrões e as novas posturas da CNV Antigos Padrões Recuo e ataque diante de críticas. Resistência e postura defensiva. Reações violentas. Videoaula: Qual a importância da comunicação não violenta Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Compassivo: que possui ou demonstra compaixão; que compartilha dos sofrimentos alheios; indivíduo compassivo. Característica de quem se compadece, se emociona e tem vontade de ajudar alguém numa situação de tragédia, infortúnio; compadecido. Discurso compassivo. — (RIBEIRO, 2000, [s. p.]) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 3/33 Novas Posturas Tornar a comunicação clara. Escutar profundamente. Promoção do respeito, da atenção e da empatia. Segundo Rosenberg (2006, p. 16), a CNV, mais do que um processo de comunicação, “é um lembrete permanente para mantermos nossa atenção concentrada lá onde é mais provável acharmos o que procuramos”. A alegria aparece quando nos entregamos de coração e enriquecemos a vida de outra pessoa, pois trata-se de um benefício mútuo. Quem doa, experimenta a melhora da autoestima, ao perceber que a sua ação colaborou para tornar melhor o dia do outro. Quem recebe a atenção e a empatia emitidas pelo outro, aceita o carinho sem a preocupação dos quesitosNASCIMENTO, K. T. Comunicação interpessoal e�caz: verdade & amor. [s. d.]. Disponível em: https://mooc.campusvirtual.�ocruz.br/rea/desa�os-da-lideranca/curso1/images/texto- Comunicacao_interpessoal_e�caz-verdade_&_amor-Kleber_Nascimento.pdf. Acesso em: 25 dez. 2021. NHAT HANH, T. A arte de se comunicar. Tradução de Karin Andrea de Guise. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/160258/epub/0. Acesso em: 25 dez. 2021. RIBEIRO, D. Julgar. Dicio, 2018. Disponível em: https://www.dicio.com.br/julgar/. Acesso em: 25 dez. 2021. RIBEIRO, D. Observar. Dicio, 2019. Disponível em: https://www.dicio.com.br/observar/. Acesso em: 25 dez. 2021. ROCHA, C. R. Manual de comunicação não violenta para organizações. Brasília, 2017. Disponível em: https://bdm.unb.br/handle/10483/19734. Acesso em: 23 dez. 2021. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo: Ágora, 2006. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0. Acesso em: 19 dez. 2021. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo: Ágora, 2021. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194676/epub/0. Acesso em: 23 dez. 2021. Aula 3 MARTINOT, A. F. A importância da CNV: comunicação não violenta na realização do processo de autoconhecimento. Revista Educação – UNG-SER, Guarulhos, v. 11, n. 1, p. 58-77, 2016. Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/2174/1699. Acesso em: 8 jan. 2022. NAHUM, C.; ADOLFO, S. Sentimento ou Pensamento. Instituição Assistencial e Educacional “Dr. Klaide”, [s. d]. Disponível em: https://www.instituicaodrklaide.org.br/�que-por-dentro/blog/281/sentimento-ou- pensamento-drklaide. Acesso em: 8 jan. 2022. SENTIMENTO. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2018. Disponível em: https://www.dicio.com.br/sentimento/. Acesso em: 6 jan. 2022. SHUDO, A. Sentimentos: temos tanto assim? Saiba como eles agem e como funcionam. Tô Feliz da Vida, 2017. Disponível em: https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como- funcionam/. Acesso em: 6 jan. 2022. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 32/33 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/36383/pdf/0. https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2017/article/view/1447/1404 https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br/rea/desafios-da-lideranca/curso1/images/texto-Comunicacao_interpessoal_eficaz-verdade_&_amor-Kleber_Nascimento.pdf. https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br/rea/desafios-da-lideranca/curso1/images/texto-Comunicacao_interpessoal_eficaz-verdade_&_amor-Kleber_Nascimento.pdf. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/160258/epub/0 https://www.dicio.com.br/julgar/ https://www.dicio.com.br/observar/ https://bdm.unb.br/handle/10483/19734 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/194676/epub/0 http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/2174/1699 https://www.instituicaodrklaide.org.br/fique-por-dentro/blog/281/sentimento-ou-pensamento-drklaide https://www.instituicaodrklaide.org.br/fique-por-dentro/blog/281/sentimento-ou-pensamento-drklaide https://www.dicio.com.br/sentimento/ https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como-funcionam/ https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como-funcionam/ STALLARD, P. Bons pensamentos - bons sentimentos: guia de terapia cognitivo-comportamental para adolescentes e jovens adultos [recurso eletrônico]. Tradução de Daniel Bueno. Revisão técnica de Renato Caminha. Porto Alegre: Artmed, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820109/. Acesso em: 6 jan. 2022. Aula 4 MARTINOT, A. F. A importância da CNV: comunicação não violenta na realização do processo de autoconhecimento. Revista Educação – UNG-SER, Guarulhos, v. 11, n. 1, p. 58-77, 2016. Disponível em: http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/2174/1699. Acesso em: 8 jan. 2022. NAHUM, C.; ADOLFO, S. Sentimento ou Pensamento. Instituição Assistencial e Educacional “Dr. Klaide”, [s. d]. Disponível em: https://www.instituicaodrklaide.org.br/�que-por-dentro/blog/281/sentimento-ou- pensamento-drklaide. Acesso em: 8 jan. 2022. SENTIMENTO. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2018. Disponível em: https://www.dicio.com.br/sentimento/. Acesso em: 6 jan. 2022. SHUDO, A. Sentimentos: temos tanto assim? Saiba como eles agem e como funcionam. Tô Feliz da Vida, 2017. Disponível em: https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como- funcionam/. Acesso em: 6 jan. 2022. STALLARD, P. Bons pensamentos - bons sentimentos: guia de terapia cognitivo-comportamental para adolescentes e jovens adultos [recurso eletrônico]. Tradução de Daniel Bueno. Revisão técnica de Renato Caminha. Porto Alegre: Artmed, 2021. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820109/. Acesso em: 6 jan. 2022. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 33/33 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820109/ http://revistas.ung.br/index.php/educacao/article/view/2174/1699 https://www.instituicaodrklaide.org.br/fique-por-dentro/blog/281/sentimento-ou-pensamento-drklaide https://www.instituicaodrklaide.org.br/fique-por-dentro/blog/281/sentimento-ou-pensamento-drklaide https://www.dicio.com.br/sentimento/ https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como-funcionam/ https://tofelizdavida.com/sentimentos-temos-tanto-assim-saiba-como-eles-agem-e-como-funcionam/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558820109/que possam acompanhar a mensagem, como o medo, a culpa ou a vergonha. De acordo com Rosenberg (2006), é da natureza humana gostar de dar e receber comunicação de forma compassiva. Diante de situações difíceis, algumas pessoas continuam a agir dessa forma, porém outras não conseguem. Os indivíduos que não conseguem podem ser impactados pelas atitudes dos que emitem uma linguagem empática, o que os deixa surpresos. Nesse momento, entendem que podem mudar o próprio comportamento. Quando utilizamos a linguagem da comunicação não violenta, o receptor com quem dialogamos não precisa conhecer os princípios e as regras dessa relação. Com a iniciativa da nossa atitude, ao sermos empáticos ao comunicar e/ou receber uma mensagem de forma compassiva, a percepção será inevitável e a compreensão de se estabelecer uma relação não violenta será manifestada. Cada vez mais, com esse processo comunicativo colocado em prática, as relações interpessoais poderão se tornar mais compreensíveis e harmônicas. Assim, há a probabilidade do aumento de relações com base no ganha-ganha, as quais poderão ocorrer com mais boa vontade e facilidade. Para entender melhor, comparamos o tênis e o frescobol. O tênis é uma relação ganha-perde. “Já o frescobol não tem essa característica. É que para se ganhar o jogo, não podemos deixar a bolinha cair no chão – os dois jogadores ganham” (SEBRAE, 2021, [s. p.]). VIDEOAULA: O QUE É COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA O vídeo a seguir apresentará um breve histórico da aplicação da comunicação não violenta e exemplos de posturas para que a empatia no diálogo prevaleça, como a escuta ativa e a empatia com o outro. Desta forma, os ambientes se tornam favoráveis à solução dos con�itos. Videoaula: O que é comunicação não violenta Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 4/33 OS QUATRO ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA Conheceremos agora o processo da comunicação não violenta. Ele é composto de quatro fases: observação, sentimento, necessidades e pedido. Seguindo este passo a passo, é possível alcançar a entrega, de coração (ROSENBERG, 2006). Vamos analisar cada uma destas fases: 1. Observação: o primeiro passo é observar, daquilo que as pessoas dizem e fazem, o que pode acrescentar algo de positivo na nossa vida. Bons exemplos em determinadas situações nos fazem enxergar novas possibilidades de relacionamentos proveitosos com o próximo. O desa�o é observar sem julgamentos, apenas captar a ação e analisar se podemos replicá-la em nossa vida, com a �nalidade de desenvolvimento pessoal ou pro�ssional. 2. Sentimento: o segundo passo é perceber o que sentimos ao observar a ação do outro. Trata-se de identi�car se as palavras ditas ou as atitudes exercitadas nos causam mágoa, susto, alegria ou irritação, entre outros sentimentos. 3. Necessidade: ao reconhecer qual sentimento está acontecendo conosco naquele momento, o terceiro passo é associar as nossas necessidades a esse sentimento. 4. Pedido: a última fase é a expressão objetiva e bem especí�ca, de forma verbal ou por outros meios, do que desejamos que a outra pessoa faça. Ou seja, consiste em emitir as quatro informações de forma clara, evitando frases abstratas, vagas ou ambíguas. Se aplicarmos estas etapas de forma efetiva e ajudarmos os outros a conhecer e exercitar o ciclo, teremos um �uxo de comunicação de compaixão, para ambos os lados. Com o sentimento de compaixão, as pessoas devem �rmar-se nas duas partes da CNV, conforme mostra a Tabela 2, a seguir. A honestidade e a transparência na comunicação são essenciais para criar con�ança mútua e empatia como pilares do diálogo que constrói o bem-estar do outro. Tabela 2 | As duas partes da comunicação não violenta 1. Expressar-se honestamente por meio dos quatro componentes. O que estou observando, sentindo e do que estou necessitando; o que estou pedindo para enriquecer minha vida; o que você está observando, sentindo e do que está necessitando; o que você está pedindo para enriquecer sua vida [...]. Embora eu, por conveniência, me re�ra à CNV como “processo” ou “linguagem”, é possível realizar todas as quatro partes do processo sem pronunciar uma só palavra. A essência da CNV está em nossa consciência daqueles quatro componentes, não nas palavras que efetivamente são trocadas. — (ROSENBERG, 2006, p. 19) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 5/33 2. Receber com empatia por meio dos quatro componentes. Fonte: Rosenberg (2006, p. 19). Quando utilizamos a CNV em nossas interações com outras pessoas ou um grupo, nos colocamos em estado compassivo natural. Isto se aplica aos relacionamentos íntimos, familiares, escolares, a negociações diplomáticas ou a situações de disputas e con�itos, como em Israel, na Nigéria, Bósnia, Croácia e Palestina, segundo Mendes (2021). Veja como a escuta ativa pode ocorrer no caso de con�itos de guerra, por exemplo: Comunicador: “Você está com raiva porque gostaria que meu governo usasse seus recursos de forma diferente?”. Refugiado: “Pode ter certeza de que estou! Você acha que precisamos de gás lacrimogêneo? Precisamos é de esgotos, [...] de moradias! Precisamos ter nosso próprio país!”. Comunicador: “Estou ouvindo o quanto é penoso para vocês criarem suas crianças aqui. Você gostaria que eu soubesse que o que você quer é o que todos os pais desejam para os �lhos – uma boa educação, a oportunidade de brincar e crescer num ambiente saudável...”. Refugiado: “É isso mesmo! O básico! Direitos humanos – não é isso que vocês americanos dizem? [...]”. A comunicação não violenta também pode ser usada no desenvolvimento da autocompaixão. Como vimos no diálogo citado por Mendes (2021), percebemos que a intenção do comunicador é entender verdadeiramente a situação que se apresenta, recebendo com empatia a troca de mensagens. Isto re�ete o exercício da autocompaixão necessário à transformação na vida de muitos indivíduos. VIDEOAULA: OS QUATRO ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA O vídeo a seguir apresentará o exemplo de uma atuação prática da comunicação não violenta no dia a dia. Além disso, mostrará os desa�os deste processo na conciliação em situações de con�ito, seja na família, em relações íntimas, na política ou em casos de guerras entre países com interesses distintos. [...] esse processo deve ser utilizado para se expressar de forma honesta, mas também para receber com empatia a mensagem do outro. É possível perceber que a empatia foi recebida quando há um alívio de tensão ou quando o �uxo de palavras acaba. Para isso, é preciso se fazer presente e escutar atentamente. — (MENDES, 2021) Videoaula: Os quatro elementos da comunicação não violenta Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 6/33 ESTUDO DE CASO Imagine que você trabalha como analista de comunicação e faz parte da divisão de comunicação da rede de farmácias Ampla. Você é recém-contratado e seu líder solicita um plano de ações internas, abrangendo as principais datas do ano. Você entrega o plano no prazo combinado e, ainda, faz além do solicitado, entregando outros dois relatórios: um estudo dos novos canais de comunicação interna e uma pesquisa divulgada sobre as necessidades de funcionários do setor de farmácia. O seu líder, sempre muito atarefado, nunca tem tempo de fazer uma reunião com você para dar o devido feedback dos materiais, situação em que falaria sobre a importância deles e os pontos a melhorar. O que ocorre é apenas uma rápida conversa, com os dois de pé, informando que o plano de ações internas está aprovado para ser iniciado no próximo mês. Você se estabelece nessa área da empresa e ganha um novo colega para ajudá-lo nas atividades de comunicação interna. O líder solicita que você explique como funcionam as ações decomunicação e como �cará a divisão de tarefas para cada um de vocês. Assim, explique com suas próprias palavras: como você exercerá a comunicação com o novo colega? Quais elementos você deverá utilizar para que a convivência seja harmônica? É possível tirar um bom exemplo da relação com o seu líder? RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Você trabalha como analista de comunicação e faz parte da divisão de comunicação da rede de farmácias Ampla. O seu líder tem uma rápida comunicação com você como feedback do planejamento das ações de comunicação interna, solicitado por ele. Em alguns meses, chega um novo analista, para quem você precisará passar as informações e com o qual você dividirá as tarefas. Em primeiro lugar, seja um ouvinte atencioso, pois o novato poderá indicar boas ideias para que sejam elaboradas ações de impacto e sucesso interno. Caso contrário, haverá falta de estímulo para que isso ocorra novamente. Depois, siga os outros elementos do processo de comunicação não violenta: identi�que o sentimento advindo com a observação das atitudes do colega, associe a sua necessidade e elabore um pedido para que ele enxergue melhorias contínuas no dia a dia do trabalho. Ajude o colega a conhecer e praticar esse processo junto com você. Infelizmente, você não teve um bom exemplo com o seu líder, pois houve uma falta empatia dele ao perceber o seu esforço em responder à solicitação e apresentar outros projetos complementares. Não falar sobre o fato pode até parecer que ele não aconteceu, desestimulando novos esforços de superação de desa�os. Aluno, o autoestudo é importante para que você consiga desenvolver as suas competências e habilidades e aplicar os conhecimentos adquiridos à prática pro�ssional. Esperamos que você tenha gostado. Bons estudos! Resolução do Estudo de Caso Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 7/33 Saiba mais Veja mais informações sobre comunicação não violenta no vídeo e no artigo a seguir: NAVARRO, V. M. Teoria da Comunicação e comunicação não violenta. Curitiba: Contentus, 2020. GONÇALVES, N. R. G., ROCHA, V. D., LIMA, M. C. F. (2022). Comunicação não-violenta: assertividade no discurso e sua importância nas organizações. Revista De Gestão e Secretariado, 13(1), 48-71. doi:https://doi.org/10.7769/gesec.v13i1.1265. INTRODUÇÃO Esta aula abordará os conceitos de julgar e observar, além da relação entre eles. Você verá como é possível comunicar um fato sem interferências subjetivas, ou seja, pontos críticos que surgem a partir de percepções culturais e sociais. A comunicação não violenta prega que a observação de fato, sem julgamentos, pode gerar con�ança e uma relação mais transparente entre os envolvidos. A comunicação verdadeira pode acontecer de forma cíclica a partir do emissor, mas também pode ser retribuída pelo receptor da mensagem. Pratique os quatro passos da comunicação não violenta, iniciando pela observação sem avaliações, para perceber o clima de harmonia que se formará à sua volta. Lembre-se de realizar o autoestudo para que as suas competências e habilidades sejam desenvolvidas e aplicadas à sua área pro�ssional. Bons estudos! O QUE É JULGAMENTO Um dos benefícios da comunicação não violenta (CNV) é minimizar reações defensivas e violentas, com o intuito de mudar o comportamento das pessoas. A violência diz respeito à comunicação que desrespeita, discrimina e exclui. A CNV abrange não só as formas de comunicação, mas também o modo como as intenções exercem in�uência no comportamento das pessoas (ROCHA, 2017). Aula 2 JULGAMENTO E OBSERVAÇÃO Esta aula abordará os conceitos de julgar e observar, além da relação entre eles. Você verá como é possível comunicar um fato sem interferências subjetivas, ou seja, pontos críticos que surgem a partir de percepções culturais e sociais. 41 minutos 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 8/33 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186042/pdf/0 https://www.proquest.com/scholarly-journals/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-assertividade-no/docview/2760184633/se-2?accountid=134629 https://www.proquest.com/scholarly-journals/comunica%C3%A7%C3%A3o-n%C3%A3o-violenta-assertividade-no/docview/2760184633/se-2?accountid=134629 Rosenberg (2006) denomina de comunicação “alienante da vida” aquela feita sem a preocupação de seu impacto no receptor da mensagem. O emissor satisfaz a vontade de falar aquilo que sente e pensa, de maneira não criteriosa, sem o olhar responsivo em relação aos sentimentos do outro. Você deve perceber que esse comportamento faz com que as pessoas se afastem do seu estado natural de compassividade, o que signi�ca ser atencioso com o bem-estar da outra pessoa. Para Rocha (2017, p. 6), o desenvolvimento de um estado violento pode ter causa em um julgamento moralizante, “quando não há conciliação de valores” e são usadas “palavras que rotulam e dicotomizam”. Pode ocorrer também nos casos de comparações ou imposições. As comparações dizem respeito ao corpo físico ou à capacidade de realização de atividades. As imposições acontecem com frequência entre líderes e liderados, sendo a comunicação que exige resposta em um determinado tempo. O juízo moral é percebido em frases como: “seu problema é ser egoísta demais”; “ela é preguiçosa”; “eles são preconceituosos” ou “isso é errado”. Quando não entendemos ou não queremos fazer algo (veja a Tabela 1), muitas vezes reagimos com violência e fazemos juízo das pessoas que nos impõem ações que rejeitamos, naquele momento. Exemplo disso é a tarefa dada por um professor ou a atividade direcionada por um chefe. Preferimos criar uma escala de erros que os outros podem cometer do que parar para analisar o que as pessoas envolvidas nessa ação necessitam, de fato (ROSENBERG, 2021, p. 8). Tabela 1 | Situações de juízo moral Situação Julgamento Se a esposa ou o marido deseja mais afeto do que recebe. Ela ou ele é “carente”. Se o meu colega é mais atento a detalhes do que eu. Ele é “compulsivo”. Perceba que estas situações são lamentáveis e reforçam a postura de resistência. “Se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha” (ROSENBERG, 2021, p. 8). Isto não é bom para as relações humanas, porque diminui a boa vontade das pessoas em contribuir para que o diálogo seja transparente, uma vez que o outro agirá por obrigação. Nessas situações, a outra pessoa também paga um preço emocional, por sentir ressentimento e redução da autoestima. Julgar é ter uma opinião sobre; expressar um parecer, um juízo de valor acerca de: julgou o cantor; julgaram do presidente por corrupção; a vida o julgará pelos seus erros; não se pode julgar. Tomar uma decisão em relação a; considerar: julgaram que era razoável continuar; julgaram horrível o seu texto. Imaginar-se numa determinada situação; supor: julgou que lhe dariam um contrato; julga-se menos esperto do que o irmão. — (RIBEIRO, 2018, [s. p.]) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 9/33 VIDEOAULA: O QUE É JULGAMENTO O vídeo a seguir apresentará o conceito de julgamento e mostrará a importância da separação dos conceitos de “juízo de fato” e “juízo moral”. O primeiro acontece quando ressaltamos as qualidades de fatos, e re�ete o que acreditamos. O segundo são as expressões sobre as atitudes e o comportamento das pessoas. O QUE É OBSERVAÇÃO Observação é o primeiro componente da comunicação não violenta, segundo Rosenberg (2021). A observação deve ser encarada como o ato de ver determinado fato sem avaliações e julgamentos. Caso o observar seja confundido com o avaliar, reduz-se a possibilidade de a mensagem enviada ser ouvida e entendida conforme foi transmitida. Desta forma, a escuta será encarada como críticae haverá resistência ao que foi solicitado. Quando o interesse é afastado, torna-se mais difícil a conquista do coração do receptor. Consequentemente, a ação que desejamos que ele exerça ao �nal do último componente da CNV (o pedido) �ca prejudicada. A CNV não impede que você avalie uma observação, mas defende que é possível ter clareza sobre o que está acontecendo e que seja aplicado o exercício de discernir onde acaba a observação e começa a avaliação. Para Ribeiro (2019, [s. p.]), observar é: Rosenberg (2021) traz o conceito de que as avaliações são julgamentos de comportamentos estáticos das pessoas, e, desta forma, não é possível considerar este juízo. Como a comunicação é dinâmica, os comportamentos também o serão. Então, a observação deve estar livre dos julgamentos momentâneos. A Tabela 2 mostra o comparativo entre uma avaliação advinda de uma observação do fato ocorrido e uma observação que contém uma avaliação impressa nela própria. Tabela 2 | Comparação entre observações e avaliações Videoaula: O que é julgamento Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Analisar empírica e cienti�camente: observar os hábitos das tartarugas. Olhar �xamente para algo, alguém ou para si próprio; analisar com cuidado; ver atenciosamente: observava os �lhos na escola; observava-se ao comer para não cometer gafes; observaram-se como dois desconhecidos. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 10/33 Observação com avaliação Observação sem avaliação Você é generoso demais. Quando vejo você dar aos outros todo o dinheiro do almoço, acho que está sendo generoso demais. João vive deixando as coisas para depois. João só estuda na véspera das provas. O trabalho dela não será aceito. Acho que o trabalho dela não será aceito. Ou Ela disse que o trabalho dela não será aceito. Fonte: adaptada de Rosenberg (2021, p. 9). Rosenberg (2006) citou que “o �lósofo indiano J. Krishnamurti disse que observar sem avaliar é a forma mais elevada de inteligência humana”. Você deve perceber que a maioria de nós não consegue ver algo sem emitir uma visão pejorativa a respeito do acontecimento. Analisar criticamente as pessoas e seu comportamento é um fenômeno cultural e social, imposto há gerações. A comunicação não violenta indica que devemos usar palavras que denotam habilidades, sem, no entanto, demonstrar um julgamento da situação. Um exemplo é a frase: “em vinte partidas, Zequinha não marcou nenhum gol”. Veja como seria a expressão comunicativa se houvesse julgamento: “Zequinha é péssimo jogador de futebol”. Esta comunicação contém críticas em relação ao desempenho do atleta e sua atividade. Ainda é possível usar advérbios e adjetivos sem indicar uma avaliação. Por exemplo, é possível dizer “a aparência de Carlos não me atrai”, em vez de “Carlos é feio” (ROSENBERG, 2006). Você não deve esquecer que o ato de observar signi�ca direcionar a atenção para algo especí�co e, com isso, assimilar uma informação. Esta informação é um fato contextualizado no marco de tempo e espaço de sua realização. VIDEOAULA: O QUE É OBSERVAÇÃO O vídeo a seguir apresentará o signi�cado do termo “observar” e a importância de não emitirmos julgamentos ao expressarmos nossas ideias. Você verá exemplos de termos que precisamos evitar na comunicação não violenta, pois a observação pode ser confundida com a avaliação, di�cultando o entendimento da mensagem. Videoaula: O que é observação Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 11/33 COMO SE COMUNICAR ATRAVÉS DE FATOS A observação dos fatos pode se dar por meio da participação, o que é diferente da mera observação. Para isso, há a técnica de pesquisa em que “o observador participa ativamente nas atividades de recolha de dados, sendo requerida a capacidade do investigador se adaptar à situação” (PAWLOWSKI et al., 2016 apud MÓNICO et al., 2017). A origem da observação está na antropologia cultural. Mais tarde, a técnica foi aplicada às ciências sociais e humanas, entre outras áreas. Essa observação ocorre em contato direto com os atores sociais em seus próprios contextos, eliminando deformações subjetivas para que os fatos possam ser detectados em sua forma original (CORREIA, 1999 apud MÓNICO et al., 2017). “O investigador procura descobrir e tornar acessíveis (no sentido de revelar) realidades e signi�cados que as pessoas utilizam para nortear ou atribuir sentido às suas vidas” (JORGENSON, 1989 apud MÓNICO et al., 2017). Você deve perceber que a observação participante é uma metodologia adequada para o investigador ou emissor da mensagem da comunicação não violenta aprender, compreender e intervir em diversos contextos. Proporciona uma aproximação com os receptores da comunicação e das suas representações sociais, além de contribuir para as necessidades desses indivíduos (MÓNICO et al., 2017). A comunicação por meio dos fatos gera transparência e não violência, no que diz respeito às percepções de proximidade e identi�cação. O receptor percebe a identi�cação de uma compaixão que deve �orescer de forma mútua no desenvolvimento da relação, com a comunicação clara e objetiva. De acordo com Nhat Hanh (2017), além do alimento que nos sustenta para continuarmos saudáveis, é importante também prestar atenção às conversas que estão a nossa volta. Elas são o alimento que nos ajuda a crescer, nutrindo amor e compaixão. Quando ingerimos comunicação tóxica, “agimos de maneira a causar tensão e raiva, nutrindo a violência e o sofrimento” (NHAT HANH, 2017, p. 6). Assim, tal comunicação provavelmente está imbuída de julgamentos críticos, em vez de ocorrer apenas por meio dos relatos de fatos. A comunicação dos fatos sem subjetividade, associada a uma fala amorosa e compassiva, é um instrumento poderoso para a manutenção de um relacionamento transparente e honesto. Convide-se a este exercício e seja um ouvinte atencioso. Fique atento aos fatos relatados e saiba analisá-los, sem a interferência de suas críticas e julgamentos sociais. Você não precisa de um IPhone para fazer isso. Você precisa dos seus olhos, precisa olhar para eles com compaixão. Você precisa dos seus ouvidos e da sua boca para escutar com compaixão e falar atentamente. Quando o seu ser amado for capaz de voltar para si, então o seu relacionamento se tornará um relacionamento real, porque vocês dois se sentem em casa dentro de si mesmos. — (NHAT HANH, 2017, p. 51) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 12/33 No trabalho, isso ocorre da mesma forma. Caso você se comunique bem, de forma atenciosa, clara e transparente, relatando fatos e ajudando o colega em suas necessidades, é possível criar uma atmosfera harmônica dentro da sua atividade, o que pode ser propagado a um número maior de pessoas (NHAT HANH, 2017). VIDEOAULA: COMO SE COMUNICAR ATRAVÉS DE FATOS O vídeo a seguir apresentará alguns mandamentos da Fala Correta, proposta pelo budismo. São quatro linhas-guia que integram os dez mandamentos do bodhisattva (a prática da fala gentil). São elas: diga a verdade, não exagere, seja consciente e use a linguagem pací�ca. ESTUDO DE CASO Imagine que você trabalha como analista de relacionamento com o cliente da rede de cosméticos Pêssego. Você tem quatro reuniões diárias, e pelo menos metade delas são para cobranças de metas de atendimento. Há uma grande hierarquia na empresa, pois seu líder direto possui um supervisor, e este tem um gestor que, por sua vez, responde a um diretor. Cada um deles é cobrado pelas metas diárias. A Pêssego quer ser reconhecida como uma das melhores empresas para se trabalhar. Você já percebeu que o seu líder direto, muitas vezes, chega na reunião com um semblante cansado e cabisbaixo. Ele demonstra uma preocupação incessante, mesmo calado. A cobrança é constante e o tom da conversa não é agradável.Depois de cada reunião, o líder sempre abre espaço para sugestões e novas ideias. Mas raramente alguém participa, por medo ou raiva. Diante do cenário, o que você pode sugerir ao líder para melhorar o ambiente para os colaboradores da Pêssego? Produza um texto explicando os pontos quem poderiam ser implementados. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Você trabalha como analista de relacionamento com o cliente da rede de cosméticos Pêssego e tem reuniões diárias de cobrança das metas da empresa. Você percebeu que o clima é ruim e as pessoas �cam bloqueadas diante de tamanha cobrança, feita pelo líder direto e com uma linguagem agressiva. O que você pode sugerir? Primeiro, já que o líder permitiu espaço para alguém falar, você pode ter uma conversa aberta e sincera com o seu líder, talvez de forma particular, e abordar o conceito da comunicação não violenta. Você pode sugerir que uma consultoria seja feita, a �m de que todos aprendam e apliquem a comunicação transparente e sincera, mas sem causar sofrimento nem raiva na equipe. É importante que todos se sintam verdadeiramente à Videoaula: Como se comunicar através de fatos Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 13/33 vontade para falar de suas di�culdades e possam se desenvolver de forma saudável, com o devido acompanhamento do líder. Você pode ser o monitor das dúvidas, replicando os conceitos e debatendo as situações. Com o ambiente harmônico, os resultados, ao longo do tempo, podem ser aprimorados, e as ideias para a melhoria do trabalho surgirão. O autoestudo é importante para que você consiga desenvolver as suas competências e habilidades, a �m de aplicar os conhecimentos adquiridos à prática pro�ssional. Bons estudos! Saiba mais Veja mais informações sobre a importância da comunicação no contexto de marketing digital: RAMOS, T. O. Gestão de Comunicação Integrada e Marketing Digital. Editora Senac São Paulo. São Paulo. 2019. Resolução do Estudo de Caso Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. INTRODUÇÃO Esta aula abordará as necessidades da pirâmide de Maslow. Elas estão reunidas em cinco extratos, desde as mais básicas (�siológicas) até as mais complexas (autorrealização). Identi�caremos as necessidades de cada uma, de acordo com a matriz de valor de Kotler et al. (2012), e estudaremos sobre a elaboração do pedido em uma linguagem adequada em relação à comunicação com os fatos e as necessidades. Sabemos que a comunicação humana é complexa e, por isto, devemos prestar atenção aos sinais das mensagens que enviamos e recebemos. Desta forma, teremos a empatia necessária para exercitar a comunicação não violenta. Aula 3 NECESSIDADES Esta aula abordará as necessidades da pirâmide de Maslow. Elas estão reunidas em cinco extratos, desde as mais básicas (�siológicas) até as mais complexas (autorrealização). 42 minutos 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 14/33 https://www.bibliotecadigitalsenac.com.br/?from=busca%3FcontentInfo%3D1371%26term%3Dcomunica%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520marketing#/legacy/epub/1371 Lembre-se de realizar o autoestudo para que as suas competências e habilidades sejam desenvolvidas e efetivadas na sua área pro�ssional. Bons estudos! AS NECESSIDADES NA PIRÂMIDE DE MASLOW O terceiro componente da comunicação não violenta é a necessidade. Ela signi�ca a importância da descoberta da origem dos sentimentos: “O que os outros fazem pode ser o estímulo para nossos sentimentos, mas não a causa” (ROSENBERG, 2006, p. 60). Conforme escolhemos aceitar a raiz deste sentir, nos tornamos responsáveis por aquilo que fazemos em relação aos sentimentos gerados (ROSENBERG, 2006, p. 60). Quando uma mensagem negativa nos é enviada, seja ela verbal ou não, há quatro opções de recebê-la, segundo Rosenberg (2006): 1. Culpar a nós mesmos – nesse caso, tomar a acusação como pessoal torna-se difícil para a autoestima. 2. Culpar os outros – quando devolvemos a acusação ao emissor, sentimos raiva. 3. Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades – ter a consciência dos nossos reais sentimentos e das necessidades atreladas a eles. 4. Escutar os sentimentos e as necessidades dos outros – ouvir com atenção para entender os sentimentos e as necessidades do outro. É importante perceber que, entre estas quatro alternativas, devemos escolher aquela que evite con�itos com o interlocutor, para que as necessidades sejam atendidas mediante a elaboração do pedido (4° passo da comunicação não violenta). Para conhecer melhor as necessidades humanas, vejamos algumas destacadas por Rosenberg (2006): autonomia (escolher os próprios sonhos), celebração (celebrar a vida), integridade (ser autêntico), interdependência (aceitação, apreciação), lazer (diversão), comunhão espiritual (harmonia, inspiração) e necessidades físicas (alimento, descanso). Estes tipos relacionam-se ao estudo do psicólogo estadunidense Abraham Harold Maslow, publicado em 1943. A pesquisa revela uma escala de motivos que determinam o comportamento das pessoas e foi divulgada na forma de uma �gura geométrica piramidal (ROCHA; FERREIRA; SILVA, 2012). Quando as necessidades individuais não estão satisfeitas, cria-se um estado de tensão, o que gera uma pressão interna para que o problema seja solucionado e para que a necessidade seja, assim, atendida. Um mesmo comportamento pode ter mais de um motivo como antecedente (ROCHA; FERREIRA; SILVA, 2012, p. 69). O modelo de Maslow apresenta categorias para as necessidades: • Fisiológicas: é o nível mais básico de necessidades humanas, como comer, beber, dormir, etc. • De segurança: é a busca por proteção física e mental. Pode incluir a proteção contra a violência, etc. • De a�liação: é o desejo de pertencimento. • De estima: é representada pela autoestima, respeito e reconhecimento. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 15/33 • De autorrealização: é o desejo do indivíduo de realizar o seu sonho. Após a análise e a divulgação das cinco faixas de necessidade, Maslow adicionou uma sexta categoria, a necessidade de autotranscendência, “implicando superar a própria individualidade e integrar-se à comunidade, servindo aos objetivos coletivos” (ROCHA; FERREIRA; SILVA, 2012, p. 70). O estudo sugere que, mesmo sentindo diversas necessidades, o ser humano teria a tendência de atender primeiro às suas necessidades de nível inferior (necessidades �siológicas) e, posteriormente, às necessidades de nível superior (de autorrealização), de acordo com o esquema apresentado na Figura 1, a seguir. Figura 1 | A pirâmide das necessidades Fonte: Rocha, Ferreira e Silva (2012, p. 70). Você deve ter percebido que as necessidades podem ser satisfeitas de diversas formas, seja por um gesto amoroso, um olhar atencioso, um ato relevante para o outro ou uma palavra de afeto. As escolhas podem acontecer de acordo com o ambiente e as situações em que estamos em determinados momentos. A comunicação não violenta ressalta que os momentos difíceis sempre existirão, assim, o exercício de autoconhecimento é fundamental para que sejam identi�cados com clareza os sentimentos e as necessidades que, de fato, movem e transformam as situações de vida. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 16/33 VIDEOAULA: AS NECESSIDADES NA PIRÂMIDE DE MASLOW O vídeo a seguir mostrará o processo de três estágios para a libertação emocional. São eles: a escravidão emocional (sentimento dos outros), o sentimento de raiva (não queremos ser responsáveis), e a libertação emocional (assumimos a responsabilidade). Trata-se de um exercício comportamental, quando ouvimos críticas. COMO IDENTIFICAR AS NECESSIDADES DE CADA UM Além das cinco categorias referentes às necessidades humanas, de acordo com a pirâmidede Maslow, podemos também entender outra necessidade: a espiritual. A necessidade e os desejos emocionais podem estar juntos para mover o ser humano em prol de realizar determinada ação. Esta teoria não é apenas aplicada às relações interpessoais, ela é estudada também nas áreas de comunicação estratégica das organizações (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWAN, 2012). Como a raiz do movimento empresarial de�ne-se na missão, visão e valores, criou-se uma matriz para a análise motivacional de clientes e funcionários, já que estamos falando de pessoas e de seus distintos interesses. Como mostra a Figura 2, as motivações são entrelaçadas pelo conjunto mente, coração e espírito, que são os pressupostos da matriz com base em valores, não satisfazendo apenas um ou outro eixo da matriz. Por exemplo, o sentido é estabelecer algum tipo de peso que possa favorecer mais a necessidade espiritual em algumas situações ou, em outro momento, valorizar mais os motivos do coração. Figura 2 | Esquema da matriz com base em valores Fonte: Kotler, Kartajaya e Setiawan (2012, p. 65). Videoaula: As necessidades na pirâmide de Maslow Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 17/33 A atenção dispensada às pessoas re�ete uma preparação ao relacionamento, para que a empatia possa ser fertilizada e a con�ança �oresça cada vez mais. Para identi�car as necessidades, precisamos observar com atenção se, na fala das pessoas ou em suas atitudes, há a responsabilidade por seus sentimentos (ROSENBERG, 2006, p. 79-80). Veja, por exemplo, as duas frases a seguir: • Fico com raiva quando você diz isto, porque quero respeito e ouço suas palavras como um insulto. • Estou triste por você não vir para jantar, porque eu estava esperando que pudéssemos passar a noite juntos. Outro exemplo de frase: Você me irrita quando deixa os documentos da empresa no chão da sala de conferências. No caso dessa frase, a a�rmação indica que a pessoa que deixou os documentos no chão tem a responsabilidade exclusiva pelo sentimento de quem falou. A frase não aponta as necessidades da pessoa que falou. Para isto, poderia ser dito: “Fico irritado quando você deixa documentos da companhia no chão da sala de conferências, porque quero que nossos documentos sejam guardados em segurança e �quem acessíveis”. Percebeu a diferença? No caso das empresas, a atenção aos clientes pode ocorrer da mesma forma. É preciso conhecê-los para atender às suas necessidades. No mundo globalizado, os sentidos humanos estão se comunicando com pessoas, coisas, ideias, questões e pensamentos, tanto ao redor do seu próprio bairro como em toda uma nação. Este processo ocorre em diferentes momentos da vida e exerce um dinamismo especial. O ideal é seguirmos com os ajustes permanentes, conforme as nossas necessidades. O mercado desenvolvido também está se transformando em um tipo completamente diferente de mercado. O mercado em amadurecimento é apenas um pequeno sinal de que estão ocorrendo grandes mudanças. Com a maior so�sticação da sociedade, os consumidores tentarão satisfazer necessidades humanas mais elevadas e as necessidades básicas se tornarão secundárias. — (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWAN, 2012, p. 119) Em vez de tratar as pessoas simplesmente como consumidoras, os pro�ssionais de marketing as tratam como seres humanos plenos: com mente, coração e espírito. Cada vez mais, os consumidores estão em busca de soluções para satisfazer seu anseio de transformar o mundo globalizado num mundo melhor. — (KOTLER; KARTAJAYA; SETIAWAN, 2012, p. 22) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 18/33 VIDEOAULA: COMO IDENTIFICAR AS NECESSIDADES DE CADA UM O vídeo a seguir apresentará as relações existentes entre os princípios do relacionamento com o cliente (em inglês, Customer Relationship Management - CRM) e os principais pontos da comunicação não violenta, como: escuta ativa, desenvolvimento da empatia, análise da observação e prática de ações visando ao bem-estar do outro. COMUNICAÇÃO COM FATOS E NECESSIDADES A comunicação com fatos e necessidades pode ocorrer por meio de um pedido ao outro, para o enriquecimento da nossa vida. Este pedido deve ser feito de modo especial, selecionando as palavras positivas, para que seja atendido e não provoque resistência. Em primeiro lugar, você deve ter clareza do que é preciso pedir ao outro. Em seguida, deve formular a frase que será emitida de forma objetiva e completa, para que ela gere o menor ruído possível. Lembre-se de que uma linguagem vaga dá margem para uma comunicação não assertiva. Quando fazemos um pedido como “Estou com sede!”, é possível que ele gere dúvidas no ouvinte, pois apenas um sentimento nosso está sendo expresso. As necessidades são ligadas aos sentimentos percebidos em relação a uma determinada situação. Necessidade é aquilo que é essencial. Segundo o Dicionário Online de Português (2019), a necessidade também representa: Videoaula: Como identi�car as necessidades de cada um Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. Além de utilizarmos uma linguagem positiva, devemos evitar frases vagas, abstratas ou ambíguas e formular nossas solicitações na forma de ações concretas que os outros possam realizar. Uma tira de quadrinhos mostra um homem que havia caído num lago. Enquanto ele luta para nadar, grita para a cadela na margem: “Lassie, vá procurar ajuda!” No quadrinho seguinte, a cadela está deitada no divã de um psicanalista. — (ROSENBERG, 2006, p. 84) 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 19/33 É comum que, ao falarmos, nos expressemos de forma simples e sem consciência do que está sendo pedido. Muitas vezes, as palavras começam a ser ditas, mas o diálogo com o receptor ainda não foi estabelecido. Vamos falando, com palavras soltas, sem a preocupação de cumprir a função primordial da comunicação efetiva: o entendimento da mensagem e, como aprendemos na comunicação não violenta, o cumprimento do pedido para o nosso bem-estar. A mensagem que emitimos nem sempre é a mesma recebida pela outra pessoa. Quanto maior a clareza na forma de comunicação, maior a probabilidade de a ação estar correta em relação ao pedido solicitado. Nas situações de dúvida, é bom que o emissor peça um retorno para certi�car-se de que a sua mensagem chegou de forma adequada ao entendimento do outro. Podemos perguntar “Está claro?”, para que seja possível esclarecer algum mal-entendido. Assim, podemos ouvir da pessoa, com suas próprias palavras, aquilo que ela captou da mensagem emitida. Neste momento, expresse apreciação (ROSENBERG, 2006), seja empático e, se for o caso, diga: “Obrigado por responder o que perguntei, mas vejo que eu não fui tão claro. Posso tentar de outra forma?”. VIDEOAULA: COMUNICAÇÃO COM FATOS E NECESSIDADES O vídeo a seguir apresentará um contraponto à comunicação com fatos e necessidades. Apresentaremos a comunicação do pedido X exigência. A exigência é fazer o outro sentir-se culpado. Quando ouvimos uma exigência, a reação ocorre de duas formas: com submissão ou com rebelião. Nos dois casos, há a redução da comunicação compassiva. ESTUDO DE CASO Imagine que você trabalha como analista administrativo, na área de contratos, da pequena Papelaria Escolar. Sua gestora observou que você é muito organizado e solicitou a ordenação das solicitações de locação do espaço para reuniões externas. A papelaria tinha um espaço obsoleto, que foi transformado em sala de aula aquilo que não se consegue evitar; inevitável: comer é uma necessidade. O que não se deve prescindir; que não se pode pôr de parte; imprescindível: ele precisava suprir suas necessidades. O que tem utilidade; que é conveniente; conveniência: percebeu a necessidade daquele trabalho. Falta daquilo que é essencial; falta: ele compreendeu a necessidade da medicaçãopara a sua recuperação. Essencial para aquele exato instante; apuro: o diretor tem necessidade do professor agora — (NECESSIDADE, 2019, [s. p.]). Videoaula: Comunicação com fatos e necessidades Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 20/33 para cursos e treinamentos, a �m de garantir outra entrada de capital para a empresa, oferecendo um novo serviço ao mercado. Depois de algumas semanas, você começa a se envolver com as solicitações de locação e as ligações passam a ser passadas para você, pois a procura pelo serviço aumenta. Além disso, suas tarefas da área de contratos permanecem à sua espera para serem despachadas. As demandas aumentam nas duas áreas pelas quais você, agora, é responsável, e você pensa que precisa de ajuda para que a qualidade do trabalho seja mantida. A conversa com a sua gestora não é das melhores, porque os pedidos feitos por ela parecem exigências, assim, caso você não os cumpra, a culpa recai sobre o seu trabalho, como já ocorreu por duas vezes. Diante deste cenário, o que você vai dizer à sua gestora? Como será a conversa sobre o seu pedido de ajuda? Produza um texto com os pontos sugeridos para encaminhar a questão. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Você atua como analista administrativo, na área de contratos, da pequena Papelaria Escolar. Sua gestora pediu para que você ordenasse as solicitações de locação do espaço para reuniões externas, o que, depois de algum tempo, tornou-se outra área sob seus cuidados. Você já teve duas experiências negativas quando a culpa de um trabalho não realizado caiu sobre você, em relação à área de contratos, mas a conversa com a gestora não pode ser adiada. Primeiro, você precisa mostrar o cenário atual para que ela observe a situação. Apresente papéis e cite exemplos de situações reais. Depois, narre as suas percepções sobre a situação e como você se sentiria com a necessidade de contar com outra pessoa para ajudá-lo nas atividades. O terceiro passo seria revelar que a sua necessidade está atrelada ao sentimento exposto e, �nalmente, fazer a ela o pedido de forma clara e objetiva, para que a ação da gestora gere um bem-estar para você. O autoestudo é fundamental para você desenvolver as suas competências e habilidades, sendo capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos na prática pro�ssional. Bons estudos! Saiba mais KOTLER, P.; KARTAJAYA, H.; SETIAWAN, I. Marketing 3.0: as forças que estão de�nindo o novo marketing centrado no ser humano. Tradução de Ana Beatriz Rodrigues. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. Disponível em: https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/3472e2ca0932a98d7edbc1 10c8c58de9/$File/9938.pdf. Acesso em: 29 dez. 2021. Resolução do Estudo de Caso Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 21/33 https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/3472e2ca0932a98d7edbc110c8c58de9/$File/9938.pdf https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/3472e2ca0932a98d7edbc110c8c58de9/$File/9938.pdf NECESSIDADE. In: DICIO, Dicionário Online de Português. Porto: 7Graus, 2019. Disponível em: https://www.dicio.com.br/necessidade/. Acesso em: 29 dez. 2021. ROCHA, A.; FERREIRA, J. B.; SILVA, J. F. Administração de marketing: conceitos, estratégias e aplicações. São Paulo: Editora Atlas, 2012. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522479122/pageid/3. Acesso em: 27 dez. 2021. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo: Ágora, 2006. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0. Acesso em: 19 dez. 2021. INTRODUÇÃO Esta aula abordará os conceitos dos termos “sentimento” e “pensamento”, para que você possa analisar a interação humana sob a perspectiva do autoconhecimento. O exercício re�exivo da identi�cação dos sentimentos, provocados pela força dos pensamentos, pode gerar ações positivas ou negativas, por isso, precisamos dar a devida atenção à comunicação compassiva, proposta pela Comunicação Não Violenta (CNV), de modo que os pensamentos negativos sejam afastados das relações interpessoais. O desenvolvimento de colaboração e de empatia com o outro amadurecerão as suas relações pessoais nos diversos grupos que você frequentar. Lembre-se de realizar o autoestudo para que as suas competências e habilidades sejam desenvolvidas e efetivadas na sua área pro�ssional. Bons estudos! O QUE SÃO SENTIMENTOS O conceito de sentimento é abordado pelo Dicionário Online de Português (2018) como uma “ação de perceber através dos sentidos, de ser sensível”. O dicionário ainda traz as seguintes acepções: Aula 4 SENTIMENTO E PENSAMENTO Esta aula abordará os conceitos dos termos “sentimento” e “pensamento”, para que você possa analisar a interação humana sob a perspectiva do autoconhecimento. 39 minutos 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 22/33 https://www.dicio.com.br/necessidade/ https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522479122/pageid/3 https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0 Stallard (2021) descreve os sentimentos sob a concepção da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que traz um estudo no modelo da tríade: o que você pensa, como você se sente e o que você faz (ver Figura 1). De acordo com as adversidades que atravessamos, na família, no trabalho ou nos diversos grupos de que participamos, é preciso prestar atenção aos nossos sentimentos, que podem impactar negativamente ou positivamente os nossos comportamentos. “Quando nos sentimos preocupados, estressados, irritados ou infelizes, podemos não querer fazer as coisas.” (STALLARD, 2021, p. 83) Figura 1 | Pensamentos, sentimentos e comportamentos capacidade de se deixar impressionar, de se comover; emoção. Expressão de afeição, de amizade, de amor, de carinho, de admiração. Conhecimento intuitivo sobre; consciência: sentimento de dever cumprido. Modo de se comportar de�nido pelo afeto: sentimento ufanista. Demonstração de vigor, de energia; entusiasmo: cantava com sentimento — (SENTIMENTO, 2018, [s. p.]). 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 23/33 Fonte: Stallard (2021, p. 32). É importante que você entenda como nós nos sentimos nas diversas situações que vivemos, pois muitas vezes não percebemos o real sentimento vivenciado. Alguns sentimentos podem ter rápida duração, outros permanecem em nossas lembranças por muito tempo. Os sentimentos podem mudar ao longo da vida, porém “quando seus sentimentos tomam conta, você precisa recuperar o controle de sua vida e aprender maneiras de ajudar-se a se sentir melhor” (STALLARD, 2021, p. 139). A falta de atenção ao que sentimos a cada acontecimento torna difícil a identi�cação dos sentimentos, mas perceber os sinais corporais que informam quando estamos alegres ou tristes, por exemplo, pode ajudar. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 24/33 Os sentimentos podem parecer aleatórios, mas estão associados às nossas ações e à nossa forma de pensar. Alguns pensamentos nos fazem sentir bem, outros, por sua vez, podem gerar sentimentos de angústia, tristeza ou desilusão, por exemplo. Quando os sentimentos são fortes e difíceis, é importante que saibamos como controlá-los para nos sentirmos melhor e não atingirmos alguém que não possui relação com a questão. Exercícios de relaxamento e de respiração, atividades físicas, visualização de imagens calmantes ou uma simples conversa com alguém em quem você con�e podem ser bons aliados para o controle desses sentimentos. A jornalista Anna Shudo (2017) concorda que ossentimentos afetam nossa vida, nosso modo de estar e nosso comportamento, por isso é importante buscarmos o bem-estar e cultivarmos a nossa espiritualidade, partes integrantes do ser humano. VIDEOAULA: O QUE SÃO SENTIMENTOS O vídeo a seguir apresentará exercícios que podem ajudar você a identi�car os sentimentos, observando se eles estão ligados a alguma ação e se podem gerar algum comportamento. Aprender o que cada sentimento pode provocar e como é possível controlá-los são recursos úteis para a construção de um ambiente harmônico nas relações interpessoais. COMO DIFERENCIAR SENTIMENTOS DE PENSAMENTOS Ao sentir-se ansioso, você pode notar sinais corporais como taquicardia, respiração acelerada e sensação de calor e suor. Você pode tremer, adiar as coisas ou querer que os outros estejam com você. — (STALLARD, 2021, p. 139) Quando seus sentimentos assumem o controle, você pode adiar as coisas, evitar coisas que o desa�em ou parar de fazer o que costumava gostar de fazer. Você acaba fazendo cada vez menos e passando mais tempo em casa sozinho. — (STALLARD, 2021, p. 149) Videoaula: O que são sentimentos Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 25/33 Em geral, as pessoas podem achar que sentimentos e pensamentos podem estar próximos em conceitos, pois fazem parte do cotidiano humano. Nahum e Adolfo [s. d.] a�rmam que o sentimento está ligado a um estado emocional, enquanto o pensamento, a um estado racional. Como saber o que ocorre primeiro? Como os dois termos coexistem na forma de interpretação do mundo, a condição racional leva mais tempo para reagir do que a emocional. Por outro lado, em situações de embaraço ou apreensão, a emoção é mais lenta do que o pensamento, “Dessa forma, o equilíbrio ideal seria utilizar seu lado racional para avaliar os riscos, visualizar as vantagens e analisar todas as possibilidades” (NAHUM; ADOLFO, [s. p., s. d.]). “Se compreendermos melhor nossa maneira de pensar, poderemos descobrir de que forma podemos nos ajudar a nos sentirmos melhor e a lidar com problemas e desa�os.” (STALLARD, 2021, p. 83) Para nos sentirmos melhor e desenvolvermos maneiras mais equilibradas de pensar, Stallard nos ajudará a descobrir que A relação entre bons pensamentos e bons sentimentos “funciona melhor quando você está se sentindo motivado e acredita que pode fazer diferença na maneira como se sente” (STALLARD, 2021, p. 86). Seu modo de pensar afetará a forma como você se sente. Pensamentos positivos ou úteis fazem você se sentir bem (se você pensa, por exemplo, “aguardo ansioso pela minha festa”, provavelmente se sentirá animado), assim como pensamentos críticos fazem você se sentir mal (se você pensa, por exemplo, “ninguém vai aparecer na minha festa”, provavelmente se sentirá nervoso) (STALLARD, 2021). Muitos dos sentimentos passam desapercebidos, assim, não nos damos conta de que determinada situação pode nos provocar ou despertar certos sentimentos. Em outras ocasiões, podemos sentir fortes emoções, que tenham uma longa duração e que marquem a nossa vida por muitos anos. A chamada armadilha negativa se dá pela forma negativa de pensar. Agir de forma crítica ou disfuncional pode gerar sentimentos como tristeza, ansiedade ou raiva. Quando isto acontece, achamos difícil lidar com desa�os. Quanto mais agimos em prol do entendimento e do controle dos sentimentos negativos, mais ágil será o nosso desenvolvimento pessoal e, consequentemente, maior será nosso poder de melhorar a qualidade das relações humanas. Quando você se deparar com uma situação difícil para resolver, Stallard (2021) indica um exercício de registro das etapas e das fases de pensamento, sentimento e ação para análise posterior, como mostra a Figura 2. “Compreender a ligação entre o que pensamos, como nos sentimos e o que fazemos pode ajudar a nos tirar da armadilha negativa.” (STALLARD, 2021, p. 93) as coisas podem dar errado, mas geralmente elas não são tão ruins quanto você achava que seriam; nós enfrentamos, sim, mas muitas vezes negligenciamos ou minimizamos essas ocasiões; podemos fazer alguma coisa para mudar a forma como nos sentimos e recuperar o controle de nossas vidas — (STALLARD, 2021, p. 85). 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 26/33 Figura 2 | Exercício para as situações difíceis Fonte: Stallard (2021, p. 100). VIDEOAULA: COMO DIFERENCIAR SENTIMENTOS DE PENSAMENTOS O vídeo a seguir apresentará algumas armadilhas do pensamento, ou seja, pensamentos que podemos aprender para que nos ajudem a gerar comportamentos positivos, que façam nos sentirmos bem. Devemos ter muito cuidado com a regularidade dos pensamentos que nos deixam tristes ou com raiva. Videoaula: Como diferenciar sentimentos de pensamentos Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 27/33 INTEGRAR OBSERVAÇÃO, NECESSIDADES, SENTIMENTOS E PEDIDO Você já estudou o conceito da Comunicação Não Violenta (CNV), que tem como princípio os componentes: observação, necessidade, sentimento e pedido. A integração destas etapas pode colaborar para o autoconhecimento, pois, em sua aplicação, ocorre o exercício contínuo de sentimentos e comportamentos, que dizem respeito aos nossos interesses pessoais. De acordo com a Psicologia do Desenvolvimento Humano, o bebê passa a interagir com situações físicas, culturais e sociais. Nesse contexto, a CNV propõe que Como o ser humano tem natureza compassiva (ROSENBERG, 2006 apud MARTINOT, 2016), torna-se necessário o uso adequado da linguagem e da postura corporal nas conversações com os diversos grupos de que fazemos parte. Assim, substituímos antigos padrões de defesa pelo enfoque da compaixão, com a valorização do respeito, atenção e empatia (MARTINOT, 2016). A integração dos quatro componentes (observação, necessidades, sentimentos e pedido) afastará a chamada comunicação alienante, que retrata o comportamento violento. Quando agirmos assim no julgamento das ações dos outros, não será possível enxergar as possibilidades de solução dos impasses nem as potencialidades das pessoas envolvidas (MARTINOT, 2016). A CNV contribui para o processo do autoconhecimento. Neste contexto, é preciso lembrar o que diz Fiedler (2013, p. 150 apud MARTINOT, 2016, p. 11): “a palavra quando usada oportunamente é a ferramenta que transforma o pensamento, a ideia, em realidade”. Ele se refere a uma mudança de postura, que pressupõe a Nas diversas interações humanas, o ser busca constantemente a sua autorrealização. A partir do propósito de um entendimento que facilita a harmonização das próprias necessidades com as das outras pessoas, passa a existir a possibilidade de uma mudança de foco, deixando de se ater aos próprios erros e aos erros do outro, passando a contemplar as necessidades de todos. — (MARTINOT, 2016, p. 2) O objetivo da CNV é estabelecer relacionamentos baseados na honestidade, na sinceridade e na empatia e não mudar as pessoas e o seu comportamento para conseguirmos o que queremos. Para tanto, é importante que os outros con�em no nosso compromisso maior, que é com a qualidade dos relacionamentos, de maneira a contemplar /satisfazer as necessidades de todos — (ROSENBERG, 2006 apud MARTINOT, 2016, p. 8). 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 28/33 constante re�exão com relação aos nossos sentimentos e atitudes geradas pela relação com as pessoas em diversos contextos: na nossa família, no trabalho, ou com vizinhos e amigos (MARTINOT, 2016). A cultura de paz, proposta pela CNV, tornou-se a principal vertente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). É uma iniciativa de longo prazo concretizada pela valorização da diversidade cultural, facilitandoo diálogo entre pessoas com diferentes pontos de vista, por exemplo. A tolerância e a solidariedade visam à sustentação da liberdade de opinião (MARTINOT, 2016). Para a melhoria das relações e a aplicação do autoconhecimento, a CNV nos convida a experimentar e aplicar os quatro componentes, pois se trata de uma atenção a “nós mesmos, aos nossos pensamentos, às nossas atitudes, às nossas palavras, à nossa conduta e à nossa postura perante a vida” (MARTINOT, 2016, p. 18). VIDEOAULA: INTEGRAR OBSERVAÇÃO, NECESSIDADES, SENTIMENTOS E PEDIDO O vídeo a seguir apresentará novas perspectivas para complementar o conceito e a prática do autoconhecimento: a Abordagem Integrativa Transpessoal e a Visualização Criativa. Você perceberá que o autoconhecimento é uma etapa valiosa para o desenvolvimento de relações humanas verdadeiras, em qualquer instância. ESTUDO DE CASO Imagine que você trabalha como assistente de comunicação na XPZ, empresa multinacional da área alimentícia. Além de você, a equipe possui outras sete pessoas. O foco da sua área é a comunicação interna. Como são muitos projetos durante o ano, o seu dia possui uma série de tarefas. Você deve ter contato não só com o próprio setor de comunicação, como também com as outras áreas da empresa, pois a comunicação interna envolve ações que são de interesse, principalmente, dos colaboradores, ou seja, o público interno. Porém, quando você precisa alinhar algum procedimento com determinadas áreas, você sente um mal-estar. Você não entende o porquê desta situação, nem conhece o sentimento que a ação ocasiona em suas atitudes posteriores. Diante desse cenário, o que você pode fazer para reduzir ou eliminar esta sensação no cotidiano do seu trabalho? Como você vai aplicar os conhecimentos da comunicação não violenta? Produza um texto com os pontos sugeridos para encaminhar a questão. RESOLUÇÃO DO ESTUDO DE CASO Videoaula: Integrar observação, necessidades, sentimentos e pedido Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 29/33 Você atua com comunicação interna e precisa estar em contato com a sua área e também com as diversas áreas da empresa. Em um determinado momento, você percebe que a visita em alguns setores causa um mal- estar, ou seja, sentimentos negativos. Uma solução está no acompanhamento de alguns fatores com atenção: • Quais setores causam o mal-estar? • Este mal-estar pode ser traduzido em qual sentimento? • O que ocorre antes deste sentimento acontecer? • O que ocorre depois deste sentimento acontecer? Com este levantamento inicial, você pode anotar e analisar as possíveis soluções para reduzir ou eliminar as chances de os sentimentos negativos surgirem. Você sabe que estes sentimentos podem paralisar o seu desenvolvimento pessoal e pro�ssional. Lembre-se de que a aplicação da CNV possui o objetivo de observar sem julgar, de identi�car o sentimento atrelado à situação, conhecer a sua necessidade perante o despertar do sentimento e, por �m, exercitar a elaboração do pedido para facilitar a sua vida no trabalho, principalmente com os setores de relacionamento mais difícil. Caro aluno, o autoestudo é fundamental para você desenvolver as suas competências e habilidades, sendo capaz de aplicar os conhecimentos adquiridos na prática pro�ssional. Bons estudos! Saiba mais Veja mais informações sobre a psicologia da comunicação, relações humanas e o saber ouvir no livro de Agostinho Minicucci. MINICUCCI, A. Relações humanas: psicologia das relações interpessoais. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2019. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522484997/pageid/0. Acesso em: 6 jan. 2022. Resolução do Estudo de Caso Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 30/33 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522484997/pageid/0 Aula 1 MENDES, T. O que é comunicação não-violenta (CNV) e como aplicar o conceito. Na Prática, 2021. Disponível em: https://www.napratica.org.br/comunicacao-nao-violenta/. Acesso em: 19 dez. 2021. NAVARRO, V. M. Teoria da Comunicação e comunicação não violenta. Curitiba: Contentus, 2020. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186042/pdf/0. Acesso em: 19 dez. 2021. RIBEIRO, D. Compassivo. Dicio, 2000. Disponível em: https://www.dicio.com.br/compassivo/. Acesso em: 19 dez. 2021. RIBEIRO, D. Empatia. Dicio, 2001. Disponível em: https://www.dicio.com.br/empatia/. Acesso em: 19 dez. 2021. ROSA, M. R. da. Apresentação comunicação não violenta. Scribd, [s. d.]. Disponível em: https://pt.scribd.com/presentation/408540560/Apresentacao-Comunicacao-Nao-Violenta. Acesso em: 19 dez. 2021. ROSENBERG, M. B. Comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e pro�ssionais. São Paulo: Ágora, 2006. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0. Acesso em: 19 dez. 2021. SEBRAE. O que é uma relação “ganha-ganha”? Como a sintonia entre empresário e fornecedor ajuda aos dois a conseguirem melhores resultados e negócios. 2021. Disponível em: https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-relacao-ganha- ganha,49e3438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD. Acesso em: 22 dez. 2021. YOUTUBE. Os 4 passos da comunicação não violenta nas organizações. 2020. Disponível em: https://www.bing.com/videos/search? q=comunica%c3%a7%c3%a3o+n%c3%a3o+violenta&ru=%2fvideos%2fsearch%3fq%3dcomunica%25c3%25a7 %25c3%25a3o%2bn%25c3%25a3o%2bviolenta%26FORM%3dHDRSC4&view=detail&mid=A30D281E5F49EEECA E6AA30D281E5F49EEECAE6A&&FORM=VDRVSR. Acesso em: 19 dez. 2021. Aula 2 REFERÊNCIAS 5 minutos 22/11/2024, 00:06 lddwl_221_u2_com_nao_vio https://www.avaeduc.com.br/mod/url/view.php?id=3323372 31/33 https://www.napratica.org.br/comunicacao-nao-violenta/ https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/186042/pdf/0. https://www.dicio.com.br/compassivo/ https://www.dicio.com.br/empatia/ https://pt.scribd.com/presentation/408540560/Apresentacao-Comunicacao-Nao-Violenta. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/49562/epub/0 https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-relacao-ganha-ganha,49e3438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/o-que-e-uma-relacao-ganha-ganha,49e3438af1c92410VgnVCM100000b272010aRCRD https://www.bing.com/videos/search?q=comunica%c3%a7%c3%a3o+n%c3%a3o+violenta&ru=%2fvideos%2fsearch%3fq%3dcomunica%25c3%25a7%25c3%25a3o%2bn%25c3%25a3o%2bviolenta%26FORM%3dHDRSC4&view=detail&mid=A30D281E5F49EEECAE6AA30D281E5F49EEECAE6A&&FORM=VDRVSR. https://www.bing.com/videos/search?q=comunica%c3%a7%c3%a3o+n%c3%a3o+violenta&ru=%2fvideos%2fsearch%3fq%3dcomunica%25c3%25a7%25c3%25a3o%2bn%25c3%25a3o%2bviolenta%26FORM%3dHDRSC4&view=detail&mid=A30D281E5F49EEECAE6AA30D281E5F49EEECAE6A&&FORM=VDRVSR. https://www.bing.com/videos/search?q=comunica%c3%a7%c3%a3o+n%c3%a3o+violenta&ru=%2fvideos%2fsearch%3fq%3dcomunica%25c3%25a7%25c3%25a3o%2bn%25c3%25a3o%2bviolenta%26FORM%3dHDRSC4&view=detail&mid=A30D281E5F49EEECAE6AA30D281E5F49EEECAE6A&&FORM=VDRVSR. https://www.bing.com/videos/search?q=comunica%c3%a7%c3%a3o+n%c3%a3o+violenta&ru=%2fvideos%2fsearch%3fq%3dcomunica%25c3%25a7%25c3%25a3o%2bn%25c3%25a3o%2bviolenta%26FORM%3dHDRSC4&view=detail&mid=A30D281E5F49EEECAE6AA30D281E5F49EEECAE6A&&FORM=VDRVSR. DI NIZO, R. O meu, o seu, o nosso querer: ferramentas para a comunicação interpessoal. São Paulo: Ágora, 2007. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/36383/pdf/0. Acesso em: 25 dez. 2021. MÓNICO, L. S. et al. A observação participante enquanto metodologia de investigação qualitativa. Atas CIAIQ. Investigação Qualitativa em Ciências Sociais. 2017. Disponível em: https://proceedings.ciaiq.org/index.php/ciaiq2017/article/view/1447/1404. Acesso em: 25 dez. 2021.