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Prof.: Me. Jefferson Bruno S. Oliveira
Belo Horizonte - 2024 
Fluidoterapia em 
Medicina Veterinária
PERGUNTAS NECESSÁRIAS NA 
ELABORAÇÃO DA FLUIDOTERAPIA
1. Realmente necessitamos de fluidoterapia?
2. Que tipo de fluído necessitamos?
3. Que via de administração devemos utilizar?
4. Quanto fluído devemos administrar?
5. Durante quanto tempo devemos administrar os fluídos?
6. Quando e como devemos cessar a fluidoterapia?
2
Fluidoterapia
FLUIDOTERAPIA ≠ SOROTERAPIA
➢ SOROTERAPIAS:
✓Antitetânica
✓Cinomose
✓Ofidismo (antielapídico, antibothropico...)
✓Escorpionismo
✓Araneismo
3
Fluidoterapia
O QUE É FLUIDOTERAPIA?
➢ Tratamento à base de fluidos com finalidade de corrigir 
desequilíbrios hídricos, eletrolíticos, volêmicos, auxiliar como 
tratamento suporte em doenças primárias, etc.
➢Reposição liquida a um organismo que apresente um 
desequilíbrio hídrico qualquer.
4
Fluidoterapia
O QUE É FLUIDOTERAPIA?
➢ Volume de fluido em (ml) e a quantidade de eletrólitos (mEq/mg) necessários a 
homeostasia diária do volume hídrico e eletrolítico. 
➢ O volume de manutenção é muito variado com a espécie e estado fisiológico do 
animal. 
➢ O cloreto de sódio a 0,45% em água ou em dextrose a 2,5%, acrescentado em 
20 a 30 mEq/l de potássio, se aproxima melhor de uma solução de 
manutenção, tanto pelo teor de sódio e de cloreto como pela osmolaridade.
5
Fluidoterapia
FUNÇÕES DA FLUIDOTERAPIA
➢Fornecer suporte nutricional
➢Repor eletrólitos essenciais (correções de alcalose e acidose 
metabólicas)
➢Facilitar administração de medicamentos
➢Expandir o volume intravascular (VIV) rapidamente
➢Correção de DESIDRATAÇÃO
6
Fluidoterapia
DESIDRATAÇÃO
• Perda exagerada, e aguda de água e eletrólitos.
7
Fluidoterapia
PRINCIPAIS CAUSAS
✓ Diarreia
✓ Vômitos
✓ Inanição
✓ Temperatura ambiente elevada
✓ Suor
✓ respiração
✓ Ingestão inadequada de água
8
Fluidoterapia
Sinais de espoliação do líquido 
vascular 
✓(1) alterações do estado geral
✓(2) inquietude
✓(3) ansiedade 
✓(4) prostração
✓(5) palidez
✓(6) colapso circulatório: 
✓hipotermia periférica, cianose, taquicardia, diminuição da área 
cardíaca, oligúria ou anúria.
9
Fluidoterapia
AVALIAÇÃO DO GRAU DE DESIDRATAÇÃO PARA OS 
CÃES E GATOS, SEGUNDO OS SINAIS CLÍNICOS
10
Fluidoterapia
COM BASE NOS SINAIS CLÍNICOS, A DESIDRATAÇÃO 
PODE SER CLASSIFICADA EM TRÊS GRAUS:
➢Primeiro Grau ou Leve: sinais discretos de espoliação do 
líquido intersticial: (= 3 a 5% Perda de Peso);
➢Segundo Grau ou Moderada: sinais mais evidentes: (= 6 a 9% 
PP);
➢Terceiro Grau ou Grave: sinais muito evidentes de espoliação 
(intersticial e vascular), sinais de choque: (≥ a 10% PP).
11
Fluidoterapia
ANAMNESE - CLASSIFICAÇÃO 
QUANTO A GRAVIDADE
12
Fluidoterapia
1º grau (leve) 2º grau (moderada) 3º grau (grave)
Estado geral Alerta, com sede
Agitada, muita 
sede
Letárgica
Boca e língua Secas
Muito seca, lábios 
cianóticos
Lábios cianóticos
Olhos
Normais ou pouco 
encovadas
Encovados Muito encovados
Lágrimas Presentes
Ausentes ou 
diminuídas
Ausentes
Turgor da pele
Quente, seca, 
elasticidade normal
Extremidades frias, 
elasticidade ↓
Fria, cianótica, 
elasticidade ↓
Enchimento capilar Normal(10 s)
Perda ponderal Até 5% 5-10 % >10 
EXIGÊNCIAS DO USO CORRETO DA 
FLUIDOTERAPIA
➢ Conhecimento da fisiologia dos líquidos corporais LIC e 
LEC;
➢ Escolha do fluido de acordo com o tipo de desidratação e 
causas relacionadas (existência de Choque, traumas, 
infecções);
➢ Conhecimento da farmacologia das soluções.
13
Fluidoterapia
FISIOLOGIA DOS LÍQUIDOS 
CORPORAIS
14
Fluidoterapia
➢ PV média 60% líquido
✓ Intracelular 40%
✓ Plasma (5%) 
✓ Liquido intersticial (15%)
Exemplo prático:
Pastor alemão de 46 kg/PV é composto por 27,600 kg de líquido
PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS 
CORPÓREOS
• Água Corporal Total – ACT sofre grande variação conforme:
• Espécie
• Idade
• Sexo
• Estado nutricional
• Daí a importância da pesagem do animal antes e após a 
fluidoterapia como critério de reestabelecimento hídrico
15
Fluidoterapia
PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS 
CORPÓREOS
• Neonatos podem ter 80% do seu peso em água, razão pela 
qual a perda de fluidos em um animal jovem é tão grave. 
• Esta porcentagem decresce gradativamente nos primeiros seis 
meses de vida 
• Durante a gestação, a quantidade de água corporal também 
está aumentada devido;
• presença de água no feto e na placenta
• fluido amniótico
• expansão do volume sanguíneo
• aumento do tamanho das glândulas mamárias
16
Fluidoterapia
PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS 
CORPÓREOS
❖ANIMAIS OBESOS
➢O tecido adiposo possui baixo conteúdo de água, devendo as 
suas necessidades hídricas serem estimadas com base em sua 
massa corpórea, a fim de evitar a superhidratação, 
principalmente em pacientes com insuficiência cardíaca e/ou 
renal, ou ainda naqueles
• Hipoproteinêmicos.
17
Fluidoterapia
18
Fluidoterapia
Fórmula utilizada para estimativa da massa corpórea segundo 
Dibartola 
Obeso peso corporal x 0,7
Normal peso corporal x 0,8
Magro peso corporal x 1,0
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
DE FLUÍDOS
19
Fluidoterapia
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE 
FLUIDOS
➢Indicações para a via intravenosa
✓perda aguda de fluido;
✓desidratação de moderada a grave (7 a 15%); 
✓prostração intensa; 
✓durante os períodos pré e transanestésico;
✓choque
20
Fluidoterapia
➢locais de acesso para a via intravenosa:
✓jugular;
✓Safena;
✓Cefálica;
✓femoral.
21
Fluidoterapia
• A fluidoterapia intravenosa é indicada principalmente quando o 
grau de desidratação é:
• ↑ necessitando-se de uma resposta rápida, ou quando ou 
quando há perda aguda de fluidos .
• Ela é comumente utilizada em clínicas veterinárias para a 
manutenção de animais anoréxicos ou impossibilitados de se 
alimentarem. 
• Seu uso não evita nem minimiza o balanço energético negativo, 
resultante da anorexia e do aumento do requerimento 
energético, normalmente encontrados em animais doentes.
22
Fluidoterapia
INDICAÇÕES PARA A VIA 
SUBCUTÂNEA
✓Quando a IV não for possível;
✓manutenção de fluidoterapia em doenças crônicas;
✓soluções que contenham concentração de K+ até 35 mEq/L 
(concentrações maiores utilizar a via intravenosa);
➢VANTAGENS
✓pouca probabilidade de ocasionar hipervolemia; 
23
Fluidoterapia
INDICAÇÕES PARA A VIA 
SUBCUTÂNEA
➢RECOMENDAÇÕES
✓NÃO é recomendado em casos de perda aguda de líquidos, 
desidratação grave, hipotermia, hipotensão.
✓SOMENTE administrar fluido ISOTÔNICO; glicose 5% deve ser 
evitada 
• Verificar a elasticidade da pele respeitando as características 
normais de cada raça / espécie
24
Fluidoterapia
INDICAÇÕES PARA A VIA 
INTRAÓSSEA
✓Animais jovens, principalmente neonatos; 
✓Quando da existência de dificuldade de acesso venoso; 
➢LOCAIS DE ACESSO: tuberosidade da tíbia, cabeça do fêmur, 
asa do íleo, grande tubérculo do úmero; 
➢RECOMENDAÇÕES: verificar a necessidade de anestesia 
local (periósteo) lidocaína; 
➢POSSÍVEIS EFEITOS INDESEJÁVEIS: osteomielite, 
septicemia, provável dor durante a administração do fluido.
25
Fluidoterapia
VELOCIDADE DE INFUSÃO DE 
FLUIDOS
➢Em casos de perda aguda de fluido (hemorragias e vômitos 
associados a diarréia) proceder à correção do déficit hídrico o 
mais rápido possível; 
✓ velocidade de administração para cães de 90 ml/ kg/ hora e 
para os gatos de 50 - 55 ml/ kg /hora, principalmente quando 
da perda de grande quantidade de líquido/desidratação grave; 
➢Obs: os volumes mencionados não se aplicam aos animais 
com Insuficiência Cardíaca Congestiva, Insuficiência Renal em 
fase oligúria.
26
Fluidoterapia
COMPOSIÇÃO DAS PRINCIPAIS SOLUÇÕES 
UTILIZADAS PARA A FLUIDOTERAPIA
27
Fluidoterapia
COMPOSIÇÃO APROXIMADA DAS SECREÇÕES 
GASTRINTESTINAIS DO CÃO
28
Fluidoterapia
QUADRO DAS ALTERAÇÕES ELETROLÍTICAS E DE 
ALTERAÇÕES ÁCIDO-BASE EM DIFERENTES SITUAÇÕES 
CLÍNICAS
29
Fluidoterapia
PATOLOGIA ALTERAÇÕES ELETROLÍTICAS ALTERAÇÕESÁCIDO-BASE
ANOREXIA SEVERA/TOTAL PERDA DE K+ SEM ALTERAÇÃO /OU COM ACIDOSE 
METABÓLICA LEVE
DESIDRATAÇÃO QUASE SEMPRE COM ↑ DE Na+ CL¯
SEM ALTERAÇÃO/ OU COM ACIDOSE 
METABÓLICA LEVE
VÔMITOS PERDA DE Na+ , CL¯, K+
ACIDOSE METABÓLICA (CASOS CRÔNICOS)
ALCALOSE METABÓLICA (CASOS COM 
OBSTRUÇÃO PILÓRICA)
DIARRÉIA PERDA DE Na+ , CL¯, K+ , HCO3¯ ACIDOSE METABÓLICA
CETOACIDOSE DIABÉTICA PERDA DE Na+, K+ , HCO3¯ ACIDOSE METABÓLICA
HIPERADRENOCORTICISMO
PERDA DE K+ ACIDOSE METABÓLICA LEVE 
(OCASIONALMENTE)
HIPOADRENOCORTICISMO PERDA DE Na+ , CL¯, RETENÇÃO DE K+ ACIDOSE METABÓLICA
OBSTRUÇÃO URETRAL RETENÇÃO DE Na+ , CL¯, K+ , HCO3¯ ACIDOSE METABÓLICA
30
Fluidoterapia
PATOLOGIA ALTERAÇÕES ELETROLÍTICAS ALTERAÇÕES ÁCIDO-BASE
INSUF. RENAL AGUDA OLIGURIA RETENÇÃO DE Na+ , CL¯, K+ ACIDOSE METABÓLICA
INSUF. RENAL AGUDA POLIÚRIA PERDA DE Na+ , CL¯, K+ , HCO3¯ ACIDOSE METABÓLICA
INSUF. RENAL CRÔNICA
VARIAÇÕES NOS NÍVEIS Na+ , CL¯, 
K+ , HCO3¯
ACIDOSE METABÓLICA
INSUFICIÊNCIA CARDIACA 
CONGESTIVA
RETENÇÃO DE (EVENTUALMENTE 
OCORRE ↓ Na+ POR DILUIÇÃO
ACIDOSE METABÓLICA (CASO 
CRÔNICO)
INSUF. HEPÁTICA TERMINAL
PERDAS VARIÁVEIS DE Na+ , CL¯, K+ , 
HCO3¯
ACIDOSE METABÓLICA
CHOQUE HIPOVOLÊMICO ACIDOSE METABÓLICA
CHOQUE ENDOTÓXICO ACIDOSE METABÓLICA
QUEIMADURAS PERDAS VARIÁVEIS DE Na+ , K+ ACIDOSE METABÓLICA
	Slide 1
	Slide 2: PERGUNTAS NECESSÁRIAS NA ELABORAÇÃO DA FLUIDOTERAPIA
	Slide 3: FLUIDOTERAPIA ≠ SOROTERAPIA
	Slide 4: O QUE É FLUIDOTERAPIA?
	Slide 5: O QUE É FLUIDOTERAPIA?
	Slide 6: FUNÇÕES DA FLUIDOTERAPIA
	Slide 7: DESIDRATAÇÃO
	Slide 8: PRINCIPAIS CAUSAS
	Slide 9: Sinais de espoliação do líquido vascular 
	Slide 10: AVALIAÇÃO DO GRAU DE DESIDRATAÇÃO PARA OS CÃES E GATOS, SEGUNDO OS SINAIS CLÍNICOS
	Slide 11: COM BASE NOS SINAIS CLÍNICOS, A DESIDRATAÇÃO PODE SER CLASSIFICADA EM TRÊS GRAUS:
	Slide 12: ANAMNESE - CLASSIFICAÇÃO QUANTO A GRAVIDADE
	Slide 13: EXIGÊNCIAS DO USO CORRETO DA FLUIDOTERAPIA 
	Slide 14: FISIOLOGIA DOS LÍQUIDOS CORPORAIS
	Slide 15: PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS CORPÓREOS
	Slide 16: PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS CORPÓREOS
	Slide 17: PROPORÇÃO DOS LÍQUIDOS CORPÓREOS
	Slide 18
	Slide 19: VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FLUÍDOS 
	Slide 20: VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FLUIDOS
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: INDICAÇÕES PARA A VIA SUBCUTÂNEA
	Slide 24: INDICAÇÕES PARA A VIA SUBCUTÂNEA
	Slide 25: INDICAÇÕES PARA A VIA INTRAÓSSEA
	Slide 26: VELOCIDADE DE INFUSÃO DE FLUIDOS
	Slide 27: COMPOSIÇÃO DAS PRINCIPAIS SOLUÇÕES UTILIZADAS PARA A FLUIDOTERAPIA
	Slide 28: COMPOSIÇÃO APROXIMADA DAS SECREÇÕES GASTRINTESTINAIS DO CÃO
	Slide 29: QUADRO DAS ALTERAÇÕES ELETROLÍTICAS E DE ALTERAÇÕES ÁCIDO-BASE EM DIFERENTES SITUAÇÕES CLÍNICAS
	Slide 30