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1 Helo Lima – Turma V Urgência Médica • Anafilaxia é uma reação potencialmente fatal de hipersensibilidade sistêmica grave. É uma reação de cascata mediada por mastócitos e basófilos de uma forma dependente de IgE. Critérios da anafilaxia: Um dos dois precisam ser preenchidos. Critério 1 • Início agudo de doença com envolvimento simultâneo de pele, mucosa e pelo menos um dos seguintes: Comprometimento respiratório – dispneia, broncoespasmos, estridor PFE reduzido ou hipoxemia. Hipotensão ou sintomas de disfunção órgãos alvo – hipotonia, sincope e incontinência. Sintomas gastrointestinais graves. Critério 2 • Hipotensão e broncoespasmos ou acometimento da laringe mesmo na ausência de envolvimento de pele típico: Crianças – PA baixa ou queda de 30% da sistólica Adultos – sistólica abaixo de 90 mmHg ou queda de 30% da basal do pct. • Choque anafilático : É uma reação anafilática gerando insuficiente entrega de O2 para os tecidos, causando um colapso cardiovascular e redução do fluxo sanguíneo. • Reação anafilactóide : Mesmo sentido da anafilaxia, porém não são IgE mediadas e não necessitam de exposição sensibilizadora. Ex – contraste iodado. Recorrência de anafilaxia: • Picadas de insetos 40-60%. • Agentes radiocontrates 20-40%. • Penicilina 10-20%. Fisiopatologia As reações é a degranulação de mastócitos e liberação de mediadores por basófilos. Mecanismo de hipersensibilidade tipo I (mediado por IgE), o alérgeno se liga ao segmento Fab da IgE e ativa e libera proteinoquinases presentes em mastócitos e basófilos, liberando histamina e triptase. A histamina liga-se aos receptores H1 (vasoconstritor e broncoconstritor) e H2 (vasodilatador e aumenta a permeabilidade capilar). A triptase causa efeitos de edema e distúrbios hemorrágicos. Já os mecanismos independente de IgE vão ser ativados por IgG ou por complemento. Fatores de predisposição: • Pacientes no extremos de idade; • Episódios de doença respiratória; 2 Helo Lima – Turma V • Comorbidades – asma, IRC e doença cardiovascular. • Viagem; • Ingestão de álcool; • Mastocitose e atopia grave; • Uso de betabloqueadores, IECAs e AINEs. Fatores de rico anafilaxia grave: • Asma mal controlada; • História de mastocitose; • Esforço físico extremo; • Reação anafilática anterior; • Exposição a gatilhos durante o uso concomitante de certos medicamentos. OBS: quanto mais rápida a resposta de anafilaxia, maior a chance de ser uma anafilaxia grave. Achados clínicos Tempo de contato: • 5min após injeção de droga. • 10-15min após picada de inseto. • 35min após ingestão de alimentos. O quadro clínico pode ser unifásico (mais comum) ou bifásico, sendo o bifásico que desaparecem os sintomas ou apresentam uma melhora e após 1 a 8h eles podem voltar. Existem dois tipos incomuns de anafilaxia: • Fase tardia – Só em relatos de casos. • Fase protraída – pacientes que os sintomas não foram resolvidos de forma satisfatória e precisa de intubação, infusão contínua de adrenalina. Manifestações clínicas Pele, mucosa e tecido subcutâneo (80-90%): • Urticária, angioedema, rubor facial, prurido e rash morbiliforme. Respiratório (70%): • Rinorreia, congestão nasal, espirros, estridor, disfonia, dispneia, aperto torácico, broncoespasmos e cianose. Cardiovascular (45%): • Dor torácica, taquicardia, bradicardia, hipotensão, disritmia e parada cardíaca. Gastrointestinal (45%): • Dor abdominal, náusea, vomito e diarreia. Sistema nervoso central (15%): • Sensação de morte iminente, alteração no nível de consciência, tontura confusão e cefaleia. Sinais de alarme • Rápida progressão dos sintomas • Estridor e dificuldade respiratória • Tórax silente • Hipotensão ou choque • Necessidade de droga vasoativa • Arritmias malignas • Náuseas e vômitos persistente. Exames complementares O diagnóstico é clínico. Dosagem de histamina (picadas de inseto) e triptases (reação alimentar). Tratamento O primeiro passo da abordagem é evitar o fator precipitante. Colocar o paciente em posição supina, MMII elevados e acesso calibroso. Oximetria de pulso com oferta de oxigênio de 8-10L. Em gestante a posição preferível é o decúbito lateral esquerdo. Medicamentos: Adrenalina IM vasto lateral da coxa. Doses: • 0,5 mg em adultos e criança >12 anos. 3 Helo Lima – Turma V • 0,3 mg em crianças de 6 a 12 anos. • 0,01mg/kg em criança• Acesso venoso e intraósseo e drogas. • Dispositivos de compressões mecânica. Fisiopatologia Existem três fases distintas na PCR: • Fase elétrica – período inicial de 4 a 5min. • Fase hemodinâmica – período de 4 a 10min. • Fase metabólica – período que sucede 10min. Diagnóstico Irresponsividade e ausência de pulso central. Fibrilação Ventricular (FV) Nessa situação a pedra angular do tratamento e a desfibrilação precoce. Ela é caracterizada por um tremulado grosseiro da linha de base onde não se identifica complexo QRS. Ela pode se apresentar de maneira FV grossa e FV fina. Achados do ECG: • Ritmo caótico (não tem QRS organizado) • FC >500 bpm • QRS alargado Taquicardia Ventricular (TV) Traçado eletrocardiográfico com QRS alargado. Achados do ECG: • FC>100 bpm. • Ritmos regulares. Atividade Elétrica sem pulso (AESP) AESP pode ser dividida em dis grupos: Pseudo-AESP: • É caracterisda pela ausência de pulso central, porem tem contração cardíaca visualizada no ECG. AESP verdadeira: • Não há pulos palpável e nem visualização de contração. Geralmente a AESP verdadeira produz bradicardia com QRS largo e ausência de onda P. • AESP com QRS estreito(causa mecânica) e largo (causa metabólica). Assistolia Representa completa ausência da atividade elétrica miocárdica. Assim devemos inicialmente seguir o protocolo da linha reta que consiste em: 6 Helo Lima – Turma V • Checar cabos e conexões • Aumentar o ganho • Mudar derivações. Causas de AESP • Causas mecânicas – 5Ts com estreitamento de QRS. • Causas metabólicas – 5Hs com alargamento de QRS. Tratamento Via aérea: • Existe apenas uma indicação absoluta para IOT na PCR – o não funcionamento da BVM. ] • As ventilações entregues por 1s com 1/3 do volume do AMBU, ligado a fonte de oxigênio a 15L/min a cada 6s. Via de administração da droga: • AVP é a primeira escolha. • Após a infusão de medicação pelo AVP desse realizar o flush com 20mL de solução cristaloide e sempre elevar o membro. Medicações: • Adrenalina (Catecolamina) – atua causando vasoconstrição. 1mg EV a cada 3 a 5min. Em ritmos chocáveis deve ser feita após o segundo choque. • Amiodarona (antiarrítmico III)– reservado apenas para uso em ritmos chocáveis, após o terceiro choque. Dose de 300mg EV em bolus, seguida de 150mg se necessário. • Lidocaína (antiarrítmico I) – usa ela ou amiodarona (primeira linha). 1 a 1,5 mg/Kg EV. • Sulfato de magnésio (antiarrítmico)– 1-2g IV em bolus. • Gluconato de cálcio – 30mL a cada 2 a 5min. • Glicose (20g) + insulina (5U). Taquicardias ou taquiarritmias são definidas pela presença de Frequência Cardíaca > 100 bpm. Os principais mecanismos de taquiarritmias são o automatismo aumentando e os circuitos de reentrada. Epidemiologia • As taquiarritmias mais comuns em crianças e adolescentes são as TSV. • FV mais comum em idosos com comorbidades. • TA em pessoas com doenças congênitas, problemas pulmonares. • Flutter atrial está relacionado a pós operatório. Os 3 mecanismos principais implicados na gênese das taquiarritmias são: • Automatismo anormal: aumento na frequência de despolarização de células com capacidade de automatismo • Reentrada: O início e o término são súbitos e a reentrada pode atingir FC mais elevadas que o esperado para a idade. • Atividade deflagrada por pós-potenciais: ainda não muito elucidado. Quadro clínico Palpitações é a principal. 7 Helo Lima – Turma V Sinais e sintomas de instabilidade são: • Hipotensão, choque, rebaixamento do nível de consciência, dor precordial e dispneia. Diagnóstico O diagnóstico baseia-se na avaliação do ECG para identificação da taquiarritmia específica e avaliação dos sinais e sintomas para definir se o paciente está instável ou estável do ponto de vista hemodinâmico. Taquicardia Supraventriculares (TSV) Taquicardia sinusal: ritmo regular com onda “p” sinusal antes de todo QRS. Taquicardia atrial: ritmo regular, o eixo de onda P costuma ser anormal com QRS estreito. Se houver ritmo irregular, com 3 ou mais morfologias de “p” na mesma derivação, é chamado de taquicardia atrial multifocal. Flutter atrial: presença de ondas “F” (dente de serra) com frequência entre 250 e 350 bpm. Fibrilação Atrial (FA): ritmo IRREGULAR, com ausência de onda “p” e tremor na linha de base (onda “f”). Taquicardia por Reentrada Nodal (TRN): o padrão ECG é de Taquicardia Supraventricular (TSV): ritmo regular com QRS estreito e ausência de onda "p". Taquicardia por Reentrada Atrioventricular (TAV): mesmo padrão de TSV que ocorre na TRN. Taquicardia Ventriculares (TV) Taquicardia ventricular monomórfica: QRS largo com ritmo regular e mesma morfologia. Taquicardia ventricular polimórfica: QRS largo com ritmo irregular e morfologias diferentes. Torsades de Pointes: tipo específico de TV polimórfica em que os complexos QRS aumentam e diminuem, como se houvesse mudança no eixo ou “torção das pontas”. Fibrilação Ventricular (FV): ritmo completamente irregular e bizarro, em que não é possível identificar complexos QRS. 8 Helo Lima – Turma V Taquicardias instáveis Os principais sintomas são os seguintes (5 Ds): • Dor torácica com característica anginosa. • Dispneia. • Desmaio (síncope). • Diminuição da PA (hipotensão). • Diminuição do nível de consciência Tratamento: O tratamento de escolha das taquicardias instáveis é a Cardioversão Elétrica Sincronizada (CVES), que deve ser realizada de imediato. • Regular (largo ou estreito): 100 J. • Estreito irregular (geralmente FA): 120 a 200 J (bifásico) ou 200 J (monofásico). • Largo irregular: carga de desfibrilação (não sincronizado). Taquicardias estáveis A conduta inicial é realizar manobras vagais, que estimulam o nervo vago e, por conseguinte, levam à bradicardia. Se as manobras não forem eficazes, o próximo passo é administrar adenosina 6mg e pode repetir ate em 2x. Resumo OBS: Amiodarona pode reverter FA para ritmo sinusal. Cargas: Regular: 100 J; Irregular 120 -200 J; Flutter 50 J. Bradiarritmias são frequentes na prática clínica, sendo caracterizadas por Frequência Cardíaca (FC) abaixo de 50 batimentos por minuto. As mais relevantes do ponto de vista patológico são os Bloqueios Atrioventriculares (BAV). Bradicardia sinusal: o ritmo esta normal, apenas a FC que esta baixa. Disfunção do Nó Sinusal (DNS): o nó sinusal está com automatismo deprimido, outras células assumem o controle com FC mais baixa. Quando acompanhado de sintomas, é chamado de doença do nó sinusal. Bloqueio Atrioventricular (BAV) de primeiro grau: prolongamento do intervalo PR, que fica com duração superior a 200 ms. BAV 2º grau Mobitz I: o intervalo PR apresenta um aumento progressivo até que uma onda P não é conduzida por QRS e ocorre o bloqueio, o que é chamado de Fenômeno de Wenckebach. É um bloquei alto. BAV 2º grau Mobitz II: o intervalo PR tem duração fixa até ocorrer o bloqueio. Esse tipo de bloqueio aponta para um defeito mais grave no sistema de condução, indicando implante de marca-passo na maioria dos casos.Por esse motivo, é fundamental diferenciar o BAV de 2º grau Mobitz I do Mobitz II. É um bloqueio baixo. 9 Helo Lima – Turma V BAV 3º grau (BAVT): ocorre a completa dissociação entre átrios e ventrículos. Nenhum batimento é conduzido. Tanto a onda P quanto o QRS têm ritmo regular e frequências independentes entre si. Tratamento Bradi estável Monitorização, marca passo deve ser considerado para pacientes com frequência de escape ventricular 120ms. Atropina 0,04mg/kg em bolus. Bradi instável Estabilizadado paciente, atropina e tratar causa base, caso não melhore colocar marca-passo. A insuficiência respiratória é a incapacidade do organismo em captar oxigênio e eliminar CO2 de maneira suficiente para suprir a demanda metabólica do mesmo. • SatO2 normal é >95%. • PaO2> 80 é normal. • PaO2/FiO2 300-500 mmHg é considerado normal. ( 45 mmHg e acidemia. A elevação da PaO2 pode ser resultado tanto do aumento da produção em situações de alta demanda metabólica como da diminuição da excreção de Co2. Quadro clínico • Taquipneia (FR>20 ipm). • Musculatura acessória, batimento de asa nasal, tiragem intercostal, retração da fúrcula e respiração paradoxal. • Agitação ou confusão mental. • Cianose. • A Hipercápnica pode ser de forma mais sutil, eupneico ou bradi, agitação, fala indistinta e rebaixamento do nível de consciência. • Sibilos, creptos, diminuição do murmúrio vesicular. Etiologias 10 Helo Lima – Turma V Diagnóstico Deve buscar a confirmação com: • Gasometria arterial • ECG • RX de tórax • D-dímero • TC • Cintilografia • Capnografia • USG Tratamento Monitorizar, pegar oximetria e acesso venoso, além de executar o atendimento inicial (ABCDE) e solicitar a gasometria arterial. • Em geral, recomenda-se o O2 suplementar em fluxos mínimos necessário para manter a saturação entre 90-94% na maioria dos pacientes. • Já em pacientes com risco de hipercapnia, saturação de o2 alvo é de 88-92%, pois há risco de depressão respiratória secundaria a elevações agudas na PaO2. Interfaces de suporte O2 Cateter nasal: • Baixos fluxos, máximo 5 L/min; • Reservado para casos menos graves; • Cada L/min aumenta em 3 a 4% a FiO2; A 5 L/min: FiO2 entre 36 a 41%. Máscara de Venturi: • Oferece mistura de oxigênio com ar; • Altos fluxos: 3 a 15 L/min; • FiO2 precisa (24 a 50%), a depender da cor da válvula utilizada; • Indicado para pacientes com DPOC ou insuficiência respiratória mista. Máscara não reinalante: • Altos fluxos de O2; • FiO2 alto 60 a 100%; • Bolsa inflável que armazena O2 a 100% com válvula unidirecional; • Indicado para hipoxemia grave. Dispositivo bolsa-válvula-máscara / AMBU: • Oxigênio em alto fluxo; • Conectado a fonte de O2 a 100%; • Além de fornecer oxigênio, proporciona ventilação; • Indicado para pacientes com redução ou sem drive respiratório Ventilação não invasiva (VNI): A ventilação mecânica não-invasiva (VNI) é um dos principais métodos para garantir as trocas gasosas em pacientes diagnosticados com IRA. Exerce pressão positiva nas vias aéreas através de máscara facial: BiPAP, CPAP. Circuito único, o que compensa vazamentos, indicado para pacientes com DPOC 11 Helo Lima – Turma V exacerbado, insuficiência cardíaca congestiva, IR Hipoxêmica. Módulo 2 Dispositivos de oxigenação: PaO2 55 mulheres > 65 anos. • Tabagismo • Triglicerídeos >150mg/dL. • LDL >100mg/dL HDL 40mg/dL. • DM • HAS • Histórico na família. Tipos de IAM IAM tipo I: • Infarto miocárdico espontâneo, é o mais comum e acontece devido a instabilidade de placa aterosclerótica de uma ou mais coronárias, levando uma diminuição do fluxo sanguíneo miocárdico ou embolo plaquetário causando a necrose miocárdica. • Quadro típico, com dor torácica e histórico de angina. • Se eu ter nessa obstrução da aterosclerose uma obstrução total é IAMCSST, se for obstrução parcial é IAMSSST. IAM tipo II: • Infarto miocárdico secundário a desequilíbrio isquêmico. A aterosclerose não tem nada a ver. • É mais raro e o paciente já vai estar instável. • Os picos de troponina aqui são menores. Observações: Pacientes que apresentam com isquemia miocárdica aguda, com ou sem supra de ST. • SCA sem supra de ST inclui angina instável e infarto agudo do miocárdio sem supra de ST e consta que a obstrução foi parcial. • SCA com supra de ST demonstra que o IAM foi por obstrução completa. SCORES na gravidade de IAM 13 Helo Lima – Turma V GRACE – oferece uma estratificação precisa quanto na admissão e alta do pct. (6 semanas) TIMI - avaliação curta, de até 14 dias, sobre os riscos de morte, reinfarto e necessidade de revascularização de urgência. Cada item abaixo vale 01 pontos De acordo com a pontuação: • 0-2 pontos: baixo risco; • 3 ou 4 pontos: risco intermediário; • 5 a 7 pontos: alto risco. KILLIP - avalia a gravidade da ICC em pacientes com IAM, para calcular risco de mortalidade. Risco de sangramento • Olhar o quadro no livro da USP. • O impacto de identificar alto risco de sangramento é na escolha do segundo Antiagregante que em geral deve se preferir o clopidogrel. • Em pacientes com prótesevalvar mecânica a anticoagulação é feita em terapia tripla (AAS, warfarina e clopidogrel). Eletrocardiografia • Parede anterior – V1 e V6. • Parede lateral – D1 e aVL. • Parede inferior – DII, DIII e aVF • Seguimento ST é o trecho entre o complexo QRS e a onda T. • O ponto J é deflexão que encerra o complexo QRS e inicia o segmento ST. • Verificar derivações posteriores quando houver infradesnivelamento de segmentos ST de V1 a V3 ou V4 com ondas T positivas. Observações: • Após o fibrinolítico, o paciente deve se submetido a cineangiocoronariografia em até 24h. Ler as contraindicações absolutas e relativas dos fibrinolíticos. Tratamento • MOVE – monitorização, oxigênio, acesso e ECG em até 10min. Antiagregação plaquetária: • AAS 150 a 300mg VO na admissão. Seguido de 100mg 1x dia + clopidogrel 300mg VO. Se pct for fazer coronariografia o clopidogrel é 600mg VO. Anticoagulação: • SCA de risco intermediário ou alto. • Enoxaparina 1mg/Kg SC 2xdia. Pacientes com clearance de creatina (ClCr) de 15 a 29 recebe 1mg/Kg 1xdia. Pacientes maiores de 75 anos, 0,75mg/Kg 2xdia. 14 Helo Lima – Turma V Terapia anti-isquêmica: • Em pacientes cujos sintomas isquêmicos não foram sanados com nitrato e betabloqueadores administrar morfina 2 a 3mg IV. • Nitrato – 1° escolha o nitrato sublingual (dinitrato de isossorbida 5mg, pode repetir até 2x), 2° escolha é nitroglicerina 25mg/5mL 10Ml + SG 240mL, correr EV BIC dose inicial de 5 a 10mcg/min. Contraindicações – Viagra nas 24h e IAM de VD. • Betabloqueadores: metoprolol 25 a 100mg VO 1x dia. Propanolol 10 a 80mg VO 2 a 3x dia. Cateterismo cardíaco: Vou ter menos de 120min para a insuflação do balão ? • Sim. Angioplastia coronariana para o paciente entre 3 a 12h depois dos sintomas. • Não. Fibrinolítico como tenecteplase/alteplase. Pode ser feita até 12h após os sintomas. É importante sempre perguntar sobre as contraindicações absolutas de trombolíticos. • Síndrome clínica caracterizada por alterações biológicas, fisiológicas e bioquímicas no hospedeiro, culminando em disfunção no funcionamento de órgãos e sistemas, secundaria a reposta inflamatória desregulada a uma infecção. • É uma das principais causas de mortes tardias no país. • Pode ser definida como uma grande inflamação intravascular descontrolada, não regulada e autossustentável que pode levar a lesão celular. Choque séptico: • Disfunção hemodinâmica e metabólica associada a sepse. É a forma mais grave de sepse, caracterizada por uma hipotensão persistente que requer vasopressores para manter uma pressão arterial média (PAM) ≥ 65 mmHg e um nível de lactato sérico > 2 mmol/L. Sinais de choque: • Pele fria, pálida e pegajosa. • Aumento do TEC • Livedo • Cianose nas extremidades • Estado mental alterado • Redução do débito urinário • Hipotensão arterial. Fatores de risco: • Extremos de idade • Doenças e medicamentos imunossupressoras • Câncer • DM • Abuso de álcool • Cateter venoso Etiologia e fisiopatologia A causa mais comum é pneumonia. A causa da generalização e multifatorial e envolve agente infeccioso e o hospedeiro, e pode incluir: • Efeito direto dos microrganismos invasores ou de seus produtos tóxicos. • Liberação de mediadores pró-inflamatórios. • Ativação do sistema complemento. • Susceptibilidade genética individual ao desenvolvimento da sepse. Os mecanismos para explicar a lesão celular inclui: • Isquemia tecidual • Lesão citopática. Achados clínicos Critérios de reposta inflamatória sistêmica: • Temperatura >38 ou 90bpm • FR >20irpm • Leucócitos >12k. 15 Helo Lima – Turma V Critérios de disfunção ou falência orgânica: Critérios de sinais e sintomas relacionados a infecção: • Infecção de via aérea superior • Pneumonia • Infecção TGI • Infecção de cateter • Meningite • E + Exames complementares • Escore SOFA – diagnosticar a sepse. Avalia seis sistemas orgânicos (respiratório, cardiovascular, hepático, renal, hematológico e neurológico). • qSOFA – avaliar o prognostico do paciente. Avalia 3 critérios: Alteração no nível de consciência; Frequência respiratória ≥ 22 irpm; Pressão arterial sistólica ≤ 100 mmHg. • Hemograma, Rx, USG de abdome, EAS, cultura de cateter, celularidade, cultura de liquor, gasometria, bilirrubinas total e frações, creatinina, contagem de plaquetas e lactato. Diagnóstico Sepse: • Infecção suspeita ou confirmada + aumento >2 pontos no SOFA. Choque séptico: • Necessidade de vasopressor para PAM >65mmHg + lactato >2 mmol/L. Tratamento Objetivos de cuidado do paciente: • Estabilização do pct crítico • Identificação de sepse no pct • Diagnóstico precoce • Coleta de culturas • Antibioticoterapia precoce adequada • Suporte as disfunções orgânicas[transferência para unidade de internação. Estabilização: • O2 com alvo de saturação >94%. • Acesso periférico e central Antimicrobianos: • Antibioticoterapia em até 1h. • Ex: Ceftriaxona 2g IV 1x dia + azitromicina 500 mg IV 1x dia. Ressuscitação volêmica: • Reposição volêmica inicial com 30mL/Kg de ringer. • Em bolus, em infusão rápida. Drogas vasoativas: • Noradrenalina 0,05 mcg/Kg/min. Suporte adicional: • Controle glicêmico, 400pg/mL ou NT-pro-BNP>2000pg/mL tornam o diagnóstico provável. Manejo e tratamento Perfil A (quente e seco): • Sem congestão e boa perfusão • Não há necessidade de intervenção. • Ajustes de medicações alongo prazo. Perfil B (quente e congesto): • PAS > 140mmHg. • Congesto com boa perfusão • Morfina caso dispneia • Diuréticos – furosemida 20 a 40mg IV • Vasodilatadores – IECA ou BRA, ou ainda parenteral como a nitroglicerina ou nitroprussiato. • Manter BB. • VNI caso necessário. Perfil C (frio e congesto): • PAS 85-140mmHg. • Congestão com alteração da perfusão • Diuréticos – furosemida 20 a 40mg IV • Nitroglicerina EV • Suspender IECA, BRA e betabloqueadores • Vasodilatadores - nitroprussiato ou nitratos, e, em alguns casos, inotrópicos para melhorar a perfusão (dobutamina). • VNI caso necessário Perfil L (frio e seco): • Sem congestão e com alteração da perfusão • Reposição volêmica • Se não houver melhora fazer inotrópico. Observação: • Avaliar sódio urinário em 2h após a dose de diurético ou débito urinário em 6h. • Pacientes com hipotensão significativa, usar noradrenalina. 17 Helo Lima – Turma V • A dose inicial de furosemida é de 0,5 a 1 mg/kg. Se PAS 120 associar nitroglicerina. Hipertensão (PAalteração da consciência, extremidades frias e mal perfundidas. Manejo: • Acesso venoso central e acesso arterial • Oxigenação e proteção de vias aéreas • Cateterização vesical • Oximetria de pulso • E ECG • Correção de distúrbios hidroeletrolíticos • Analgesia com morfina • Dobutamina pode ser utilizada em paciente com PAS30min • FC>100bpm • FR>20irpm • Débito urinário 4mmol/L ou >32mg/dL. • Excesso de bases 90mmHg. A nitroglicerina seria a droga de escolha. Otimização do débito cardíaco: • Dobutamina é o agente inotrópico de 1° escolha. Otimização da oxigenação: • Administração de O2 suplementar deve ser iniciado precocemente. Suporte de vias aéreas invasivas ou não. Suporte transfusional: • O alvo da hemoglobina é acima de 7, e acima de 8 em cardiopatas, abaixo disso é necessária reposição. No choque hemorrágico é indicada a transfusão caso PAS