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1 Disciplina: Avaliação de desempenho e gestão de competências Autores: Esp. Adriano Brollo Revisão de Conteúdos: Esp. Materson Christofer Martins Revisão Ortográfica: Ana Carolina Oliveira Freitag Ano: 2018 Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em cobrança de direitos autorais. 2 Adriano Brollo Avaliação de desempenho e gestão de competências 1ª Edição 2018 Curitiba, PR Editora São Braz 3 FICHA CATALOGRÁFICA Brollo, Adriano. Avaliação de Desempenho e Gestão de Competências / Adriano Brollo. – Curitiba, 2018. 64 p. Revisão de Conteúdos: Materson Christofer Martins. Revisão Ortográfica: Ana Carolina Oliveira Freitag. Material didático da disciplina de Avaliação de Desempenho e Gestão de Competências – Faculdade São Braz (FSB), 2018. ISBN: 978-85-5475-168-5 4 PALAVRA DA INSTITUIÇÃO Caro(a) aluno(a), Seja bem-vindo(a) à Faculdade São Braz! Nossa faculdade está localizada em Curitiba, na Rua Cláudio Chatagnier, nº 112, no Bairro Bacacheri, criada e credenciada pela Portaria nº 299 de 27 de dezembro 2012, oferece cursos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão Universitária. A Faculdade assume o compromisso com seus alunos, professores e comunidade de estar sempre sintonizada no objetivo de participar do desenvolvimento do País e de formar não somente bons profissionais, mas também brasileiros conscientes de sua cidadania. Nossos cursos são desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar comprometida com a qualidade do conteúdo oferecido, assim como com as ferramentas de aprendizagem: interatividades pedagógicas, avaliações, plantão de dúvidas via telefone, atendimento via internet, emprego de redes sociais e grupos de estudos o que proporciona excelente integração entre professores e estudantes. Bons estudos e conte sempre conosco! Faculdade São Braz 5 Apresentação da disciplina Nesta disciplina será criada a oportunidade de ampliar nossos conhecimentos no que tange ao ciclo estratégico de desempenho, bem como entender o processo de Avaliação de Desempenho dos profissionais de sua organização, e também a como gerir as competências individuais e organizacionais. No decorrer da disciplina vamos entender juntos a Avaliação de Desempenho e a Gestão das Competências. Na primeira aula, será abordado o Ciclo Estratégico do Desempenho. Adentrando-se à área de Recursos Humanos, se aprofundará as análises acerca dos conhecimentos em Departamento Pessoal, RH Estratégico e os Desafios Contemporâneos do RH. Entenderemos a conexão entre: Estratégia, Competências, Ações, Resultados e a Gestão de Pessoas. Na segunda aula, aprender-se-á sobre as Competências e alguns de seus aspectos tais como Core Competencies e Competências Individuais. Falar-se-á ainda das Competências Emocionais, partindo para o entendimento do que significa Feedback e ainda, finalizar-se-á a abordagem com o tema do Papel da Liderança em Desenvolvimento de Competências. Na terceira aula se abordará os processos de RH e suas conexões com a estratégia, incluindo os principais processos de RH e o Sistema Integrado de Gestão de Pessoas. Buscar-se-á entender também as Políticas de RH, incluindo as noções de Recrutamento e Integração, Descrição e Análise de Cargos, Política Salarial, Remuneração (Fixa e Variável + Benefícios), a Política de Formação e Desenvolvimento de Colaboradores, e alguns indicadores de Desempenho de RH (Rotatividade, Horas de Formação e Pesquisa de Clima). Na quarta e última aula, será abordado a Avaliação de Desempenho (Conceito, Desafios e Técnicas, Nine Box; 360º, 180º e 90º), os erros mais comuns na implantação da Avaliação de Desempenho, e por fim, o Ciclo da Avaliação de Desempenho baseado em Competências. Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em cobrança de direitos autorais. 6 Aula 1 – Recursos Humanos na Contemporaneidade Apresentação da aula 1 Nesta aula, abordar-se-á assuntos que são de extrema importância para sua atuação profissional, entre eles destacamos: Aspectos conjunturais atuais que impactam na gestão de pessoas; Ciclo Estratégico do Desempenho; RH tradicional e RH Estratégico; Conexão entre estratégia, Gestão de pessoas e operações. 1.1 As organizações e a gestão de pessoas Desde os primórdios, as pessoas querem sentir-se valorizadas, inspiradas e desafiadas, sobretudo nas organizações. Em contrapartida, as organizações esperam que as pessoas lhes agreguem bons resultados e alavanquem o desempenho organizacional. As organizações diante da necessidade de gerir pessoas e seus desempenhos criam, a partir da área de Gestão de Pessoas, processos de acompanhamento e mensuração de resultados. Cria-se diante dessa necessidade a Avaliação de Desempenho e Gestão das Competências. Visando medir as entregas e as formas de execução, as organizações estruturam os sistemas integrados de gestão. Link da imagem: http://br.freepik.com/fotos-gratis/grupo-de-empresarios-com-gesto-de- polegar-para-cima-no-escritorio-moderno-pessoas-multietnicas-que-trabalham-juntas- conceito-de-trabalho-em-equipe_1174196.htm#term=pessoas juntas&page=1&position=33 7 Hoje, encontramo-nos na era do aprendizado, onde “a informação, o conhecimento e a percepção associados, fornecem as organizações caminhos poucos tangíveis” (PEREIRA, 2014, p. 2), e muitas vezes, esses são os únicos caminhos que as organizações possuem para realizar a gestão de pessoas. Importante “A gestão de Recursos Humanos (RH) administra o potencial criativo e produtivo e as relações de trabalhos das pessoas”. (PEREIRA, 2014, p. 2) 1.2 Aspectos conjunturais atuais que impactam na gestão de pessoas A gestão de Recursos Humanos torna-se a cada dia mais desafiadora. O mundo que nos cerca, está em constante movimento, seja pela oferta de produtos, serviços, demandas e necessidades dos clientes, mas também pelo acesso à informação que se tem hoje, onde tudo acontece em questão de segundos e as informações se dissipam com muita fluidez e velocidade. Dentre os principais fatores elencados por Pereira (2014) que impactam e desafiam na gestão de pessoas na atualidade, vale destacar: Globalização – um mundo sem fronteiras rígidas. Isso requer capacidade de aprender, colaborar, gerenciar a diversidade, requer um “olhar global”. Os talentos podem vir de qualquer lugar do planeta. Revolução da informação e do conhecimento – mudança na relação com o espaço e com o tempo. Traz à tona novas subjetividades. O tempo na era do telégrafo e o tempo na era das redes sociais é muito diferente. A valoração das empresas já não depende tanto de suas propriedades físicas e sim de seu capital intelectual. Mudança nas relações de trabalho – de uma relação mecânica, para relações em constante mutação. De um processo estático e de reprodução para um processo dinâmico e de constante desenvolvimento. 8 Excepcional demanda por talentos – existe uma verdadeira disputa por talentos. Tecnologia – A revolução tecnológica desafia cotidianamente os profissionais e as organizações. De sistemas até o impacto da inteligência artificial (...) ainda, trazquestões éticas implícitas em seu desenrolar. Aspectos conjunturais versus RH Ví deo Assista ao vídeo Contexto de Mundo, com Ricardo Guimarães, que poderá ajudar a entender o contexto de uma grande organização mundial, e a percepção que um gestor de pessoas precisará desenvolver para adaptar-se ao contexto em que a organização está inserida. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=EdPS5LjT6Ts 1.3 Ciclo estratégico do desempenho As organizações contemporâneas, são desafiadas a constituírem processos integrados que garantam a capilaridade da estratégia a todos os níveis organizacionais. Um desdobramento que garanta alinhamento entre o nível estratégico, tático e operacional. • Artesanal • Subsistência Sociedade Agrícola • Produção em massa • Padronizado Sociedade Industrial • Complexidade • Sistêmico • Fluidez Sociedade da Informação https://www.youtube.com/watch?v=EdPS5LjT6Ts 9 Do planejamento estratégico à mensuração de resultados. Fonte: Elaborada pelo autor, 2018. 1.4 Recursos humanos: RH tradicional X RH estratégico A atenção dada a pessoas, tem seu fundamento na suposição de que as pessoas, são o principal diferencial competitivo das organizações, na era do conhecimento e das redes sociais. “O RH deve ser o arquiteto do talento, da liderança e da capacidade de liderar pessoas-chave”. (Dave Ulrich) Um diferencial nas organizações é sua nova forma de arquitetar a área de gestão de pessoas, de uma área de RH tradicional, focada em tarefas e atividades para uma área de RH estratégica que conecta as pessoas à estratégia organizacional. O quadro a seguir, aponta as principais diferenças entre o RH tradicional e o RH estratégico: Premissas e fundamentos – missão, visão, valores, def. portfólio Formulação da Estratégia – objetivos estratégicos Detalhamento – planos de ação com iniciativas, indicadores, parâmetros de receitas/custos Acompanhamento – estratégias de mensuração de resultado nível pessoal e organizacional 10 RH tradicional X RH estratégico RH TRADICIONAL RH ESTRATÉGICO Foco em processos e tarefas: Recrutamento e seleção voltados para o cargo; Treinamento na função; Gestão de cargos; Relações trabalhistas estagnadas; Manutenção de processos e tarefas. Foco em resultados e estratégias: Captação de capital intelectual; Aprendizado e educação continuada; Gestão de competências; Remuneração ligada a resultados; Parceiras e negociações; Cultura de mudança e inovação. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 23). Como o RH estratégico pode ajudar a organização? Garantindo processos de capilarização da estratégia a todos os níveis organizacionais, por meio do desenvolvimento e acompanhamento dos líderes da organização. Viabilizando eficiência administrativa, para assim gerar redução de custos e a manutenção da qualidade. Tornando-se um agente de mudança contínua, rompendo com processos culturais que geram ineficiência organizacional. Conectando pessoas, estratégias e operações. Desenvolvendo um conjunto de lideranças, com capacidade de sucessão, reduzindo riscos de perda de talentos. Fazendo os devidos encaminhamentos com aqueles que apresentam mal desempenho. Mas afinal, como ligar os processos de RH ao planejamento estratégico da Empresa? Segundo, Pereira (2014) o planejamento de RH relaciona-se de vários modos ao planejamento estratégico da empresa, mas é importante salientar que isso acontece tanto na formulação quanto na implementação da estratégia. A tabela a seguir visibiliza essa conexão: 11 Negócios/corporação – recursos humanos Fonte: Pereira apud Bohlander e Snell, 2011, p. 45. Disponível em: http://br.freepik.com/vetores-premium/conjunto-de-icones-do- avatar_1208444.htm#term=professor&page=1&position=26 12 1.5 Conexão entre: estratégia, competências, ações, resultados e gestão de pessoas Para a eficaz e eficiente gestão de pessoas, é preciso que exista toda uma sinergia, que todos os elementos componentes da gestão de pessoas trabalhem conectados, a fim de colaborar com a gestão estratégica de pessoas. Fernandes (2013), idealiza o seguinte modelo de estratégia: Disponível em: http://br.freepik.com/fotos-gratis/os-designers-graficos-em-uma- reuniao_1006142.htm#term=conversation&page=1&position=35 Estratégia e competência organizacional Fonte: (FERNANDES, 2013, p. 05). 13 Importante Resumo da explicação da figura, de acordo com Fernandes (2013): “O esquema sugere que as estratégias se convertem em resultados (letra A)”, sejam deliberadas ou “emergentes” (MINTZBERG et al, 2000), “formalizadas – planejadas”, [...] ou intuitivas [...] até mesmo a ausência da estratégia é uma forma de estratégia (MILES e SNOW, 1978). [...] para transformar as estratégias em ações (letra E), e gerar resultados (letra F), a organização precisar estar preparada. As competências (letra B) correspondem a capacidade, nível de prontidão da organização para executar as estratégias. [...] o desenvolvimento das competências organizacionais está vinculado às pessoas (letra C). [...] “o modo pelo qual os profissionais são gerenciados, inspirados, desenvolvidos, recompensados, etc., desempenha um papel essencial”. [...] Em um modelo de gestão por competências (letra D), tem-se o objetivo de padronizar comportamentos/entregas, onde os profissionais caminham de acordo com a estratégia estabelecida [...] conforme os processos são trabalhados orientados para as competências individuais, a organização consegue gerar competências compatíveis com seus movimentos estratégicos [...] nas setas que indicam do Modelo de Gestão de Competências (letra D) para a Gestão de Pessoas (letra C) até Competências (letra B) organizacionais [...]. Quando as estratégias são associadas a competências adequadas geram ações (letra E) e resultados (letra F) consistentes, o que costuma ser aferido, genericamente, pelo desempenho organizacional. (FERNANDES, 2013, p. 05-11) Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA Leia o Cap. 1 Gestão Estratégica de Pessoas, do livro: Gestão Estratégica de Pessoas com foco em Competências (Bruno Rocha Fernandes). 14 Link da imagem: http://br.freepik.com/vetores-gratis/notebook-com-grampos-e-lapis- no-design-plano_898396.htm#term=livros aberto&page=2&position=25 A seguir, tem-se como contexto explicativo e aplicável, o exemplo de uma organização brasileira, que apresenta a conexão entre elementos, como estratégia, competências, ações, resultados, treinamentos da gestão de pessoas, que demonstram o processo de reengenharia pelo qual passou a instituição: Conexão dos principais processos de recursos humanos ANTES DEPOIS Seleção A avaliação do candidato a emprego levava em conta apenas credenciais acadêmicas e realizações em outras empresas. Não havia preocupação de saber se o perfil de comportamento se harmonizava com a cultura da Marcopollo. A procura começava normalmente com indicações pessoais, a critério do responsável pelo preenchimento da vaga. O perfil desejado é uma baliza para avaliar novos candidatos. Aspectos sutis, como as características emocionais, passaram a ser verificados com o uso de técnicas como a grafologia. As vagas são abertas, em primeiro lugar, para recrutamento interno. O motivo: dar oportunidade para quem planeja ascender dentro da empresa. 15 Treinamento Temas e periodicidade eram definidos segundo cronograma da área de Recursos Humanos. Alguns chefes conversavam com seus subordinados sobre carreira. Mas não tinham argumentos para comentar o perfil pessoale profissional. Os programas surgem da avaliação do perfil dos profissionais, que tornam as falhas de competências visíveis. Todos os chefes, mesmo supervisores de chão de fábrica, são coaches. Além de diagnosticar pontos fracos, indicam caminhos para a evolução dos subordinados. Promoção Resultava exclusivamente da decisão do chefe direto, o que abria espaço para paternalismos e arbitrariedade. Os funcionários não tinham como planejar a própria carreira, já que não sabiam como dar o próximo passo. Os cargos de chão de fábrica foram divididos em até cinco estágios de competências. A passagem de um nível para o outro é definida com os superiores. No caso dos executivos, há um programa de sucessão. Os sucessores prováveis são identificados por meio de avaliação de perfil. O perfil de cada cargo e os 16 mapas de carreira – do chão de fábrica a diretoria – estão disponíveis na intranet e em pastas, distribuídas em quiosques nas fábricas. Remuneração Os salários variam por cargo, segundo as tarefas executadas. Como não havia critérios claros para aumentos, havia gente na mesma função ganhando mais que os colegas – e ninguém conseguia explicar o motivo. Para o pessoal operacional, a remuneração fixa está atrelada às competências, com diversos patamares em cada cargo. Para ganhar mais, é preciso desenvolver novas competências. Os executivos deverão receber, a partir deste ano, um variável por competências. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 153). 16 Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA O livro RH Essencial pode ser usado como complemento para a aula, a fim de ampliar seus conhecimentos. Resumo da Aula 1 Na primeira aula, abordou-se assuntos que são pertinentes a todo profissional de RH. Estudou-se os aspectos conjunturais que impactam o departamento de RH e seus processos. Evidenciou-se o ciclo do desempenho e a vinculação desse ao RH. Elencou-se os processos e as tarefas do RH Tradicional e do RH Estratégico, bem como o foco de cada um deles. Finalizando-se esta aula abordando a conexão do RH com as demais áreas da organização. Atividade de Aprendizagem Assista ao vídeo Contexto de Mundo, com Ricardo Guimarães (disponível em https://www.youtube.com/watch?v=EdPS5LjT6Ts) e transcreva as principais mudanças contextuais e como elas desafiam as organizações na contemporaneidade? https://www.youtube.com/watch?v=EdPS5LjT6Ts 17 Aula 2 – Competências em recursos humanos Apresentação da aula 2 Nesta aula abordar-se-á assuntos que ajudaram a entender com profundidade as competências. Serão definidas e diferenciadas as competências organizacionais, as competências individuais e as emocionais. Ambas, de extrema importância para subsidiar as próximas aulas e conectar os conteúdos estudados nesta disciplina. Os aspectos abordados serão seguintes: Conceitos de Competência, Core Competences, Competências Individuais; Competências Emocionais; Feedback; Papel da Liderança no Desenvolvimento das Competências. 2.1 Conceito de competência Para Prahalad e Hamel (2005) “uma empresa deve ser vista não apenas como um portfólio de produtos ou serviços, mas também como um portfólio de competências” (PRAHALAD e HAMEL, 2005, p. 253). O conceito de Competência apresentado, segundo Fernandes (2013), é, com frequência vinculado à ideia de complexidade, tratando-se assim da aplicação das competências dos indivíduos, em contextos mais complexos, à medida que o indivíduo se desenvolve. Importante Competência: é um conjunto de capacidades (conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) mobilizadas para uma entrega, que agrega valor tanto para o indivíduo como para a organização. (FERNANDES, 2013, p. 03) 18 De acordo com Fernandes (2013, p, 15), “estratégias pressupõem competências organizacionais; e competências organizacionais inspiram estratégias” (FERNANDES, 2013, p, 15). De acordo com esse mesmo autor, o conceito de competências organizacionais provê insights, sejam para compreender o lado intangível das organizações (capital intelectual), o qual está inserido nas competências que uma organização possui (FERNANDES, 2013). Quando se fala em competências organizacionais, é preciso falar de VBR (Visão Baseada em Recursos). Fernandes (2013) se ampara em autores renomados, como Edith Penrose (1959), autora que sugere que o desenvolvimento de uma organização, decorre do uso que faz de seus recursos produtivos. A VBR, entende que de uma forma geral, as organizações possuem recursos imperfeitamente mobilizáveis e transferíveis, e quando ocorre a adequada apropriação e utilização desses recursos, obtêm-se como resultado, a geração de riqueza (FERNANDES, 2013). De acordo com Fernandes (2013), autores como Penrose (1959), a qual sugeriu uma divisão dos recursos físicos e humanos, onde no primeiro são os bens tangíveis e a segunda categoria, os empregados da organização. Já Barney (1996), propôs três classificações: físicos de capital, capital humano, capital organizacional e capital financeiro. Fernandes (2013), adota em sua obra, a seguinte classificação adaptada de Mills et al (2002): • SABER • Comp. Técnica Conhecimento • SABER FAZER • Comp. Técnica Habilidade • QUERER FAZER • Comp. Comportamental ATITUDE Entrega - FAZER 19 Classificação de competências e recursos CATEGORIA DE RECURSOS DESCRIÇÃO Físicos Construções, plantas, equipamentos, licenças exclusivas, posição geográfica, patentes, empregados, capital financeiro. Procedimentos e sistemas Conjuntos de documentos tangíveis que prescrevem as regras de funcionamento da empresa, desde sistemas de qualidade, recrutamento e seleção, avaliação profissional e recompensa, processos de comprar, etc. Competências individuais Conjunto de conhecimentos, habilidades e experiências que as pessoas aplicam em seu contexto profissional. Network Grupos de relacionamento da empresa (networks), tanto internos, entre áreas, como externos, envolvendo fornecedores, clientes, governo, consultores, universidades, etc. Valores e crenças Princípios de atuação deliberados (valores) ou inconsistentes (crenças) vigentes numa organização e que influenciam seu modus operandi. Fonte: (FERNANDES, 2013, p. 17). O conceito de competência organizacional está relacionado, de alguma forma, com a articulação de recursos que geram vantagem competitiva. (FERNANDES, 2013, p. 18) Assim como na VBR, os autores divergem na classificação das Core Competencies das organizações. Fernandes (2013) se apoia em Prahalad e Hamel (1990) e Barney (1991, 1996). Prahalad e Hamel (1990, p. 83-84), sugerem três critérios, que são expostos por Fernandes (2013): Primeiro, uma competência essencial provê acesso a uma grande variedade de mercados (...). Em segundo, uma competência essencial deveria dar contribuição significativa para o benefício percebido do consumidor do produto final. (...) Terceiro, uma competência essencial deveria ser difícil de ser imitada pelos concorrentes. (FERNANDES, 2013, p. 18) Segundo Prahalad e Hamel (2005) para que as competências criem raízes dentro da organização toda equipe deve: 20 Identificar competências essenciais existentes; Definir uma agenda de aquisição de competências essenciais; Desenvolver as competências essenciais; Distribuir as competências essenciais; Proteger e defender a liderança das competências essenciais. Segundo Fernandes (2013), a competência organizacional é definida como o: [...] conjunto de recursos articulados que geram valor para a organização são difíceis de imitar, podem ser transferidos a outras áreas, produtos ou serviços da organização, e impactam o desempenho organizacional em um fator-chavede sucesso (FCS). (FERNANDES, 2013, p. 19) Fernandes (2013), se apoia em Ruas (2001), para definir os delimitadores para definição das competências organizacionais: Competências básicas são aquelas que contribuem decisivamente para a sobrevivência da organização no médio prazo; Competências diferenciadoras ou seletivas referem-se àquelas que diferenciam a organização no espaço de competição em que atua, contribuindo para uma posição de liderança nesse mercado; Competências essenciais são aquelas que diferenciam a organização no espaço de competição internacional, contribuindo para uma posição de pioneirismo nesse mercado. (FERNANDES, 2013, p. 19) “As competências organizacionais sustentam-se em recursos, entre os quais os mais importantes são as competências das pessoas” (FERNANDES, 2013, p. 47), que são as competências individuais. Importante Competência Individual: “Um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores que um indivíduo mobiliza e aplica, de forma reiterada, dentro de um contexto profissional, agregando valor à organização e a si mesmo”. (FERNANDES, 2013, p. 48) 21 A figura a seguir, do autor Fernandes (2013), apresenta uma representação gráfica do que são as competências individuais: Figura 3 – Conceito de competência individual Fonte: (FERNANDES, 2013, p. 48). Fernandes (2013) coloca que as competências individuais possuem duas dimensões: as capacidades, que são pré-requisitos para uma atuação competente, e entregas, que é a aplicação das capacidades na organização, gerando valor para a organização e para o indivíduo” (FERNANDES, 2013, p. 48). Portando, ao realizar a avaliação de competências de um indivíduo, de acordo com Fernandes (2013), é preciso examinar: “Capacidades – o profissional tem os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores necessários para agregar valor? Entregas – o profissional aplica/entrega as capacidades em seu trabalho?” (FERNANDES, 2013, p. 48). Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA Leia o Capítulo 3 – Competências Individuais, do livro: Gestão Estratégica de Pessoas com foco em Competências (Bruno Rocha Fernandes). Esta leitura proporcionará o aprofundamento os conhecimentos no que tange a essa temática de aprendizagem. 22 2.2 Competências emocionais Goleman (2017) coloca que “líderes mais eficazes geralmente tem um ponto crucial em comum: todos mostram elevado grau do que veio a ser conhecido como inteligência emocional” (GOLEMAN, 2017, p. 65). Goleman (2017) não desconsidera a importância de um alto QI e das competências técnicas não sejam importantes, elas são pré-requisitos como “qualidades iniciais”, mas, “a inteligência emocional é uma condição sine qua mon de liderança” (GOLEMAN, 2017, p. 65). Sem esta, pode-se ter a melhor formação possível, ter ideias brilhantes, mas não se chega a lugar algum sem a inteligência emocional. Vocabula rio Sine qua non: locução adjetiva latina que significa “sem a qual não”; expressão frequentemente usada que faz referência a uma ação ou condição que é indispensável, que é imprescindível ou que é essencial. Goleman (2017) coloca que a inteligência emocional é composta por algumas habilidades, que formam as competências emocionais. Goleman (2017) elenca as seguintes habilidades da inteligência emocional: Autoconhecimento – Conhecer seus pontos fortes e fracos, suas potencialidades e valores e o impacto que causam nos outros. Autocontrole – Controlar ou redirecionar impulsos e estados de ânimo perturbadores. Motivação – Satisfação em conquistar seu próprio bem. Empatia – Entender a formação emocional das outras pessoas. Sensibilidade Social – Construir acordos com pessoas para conduzi- las na direção desejada. (GOLEMAN, 2017, p. 67) A seguir, é apresentado um quadro, no qual Goleman (2017) exemplifica os componentes da inteligência emocional: 23 Componentes da Inteligência Emocional ENTENDENDO OS COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (IE) COMPONENTE DA IE DEFINIÇÃO CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS Autoconhecimento Conhecer os pontos fortes e fraquezas, potencialidades e valores e o impacto que causam nos outros. Autoconfiança; Autoavaliação realista; Senso de humor autodepreciativo; Valorização da crítica construtiva. Um executivo sabe que prazos-limite apertados fazem aflorar seus piores comportamentos. Por isso ele administra seu tempo para concluir o trabalho bem antes da data final. Autocontrole Controlar ou redirecionar impulsos e estados de ânimo perturbadores. Confiabilidade; Integridade; Conforto com a ambiguidade e com as mudanças. Quando uma equipe faz uma apresentação desastrosa, seu líder resiste à vontade de esbravejar e, em vez disso, pondera as possíveis razões do desastre, explica as consequências para a equipe e explora soluções em conjunto. Motivação Para o bem da realização, ser orientado para a conquista. Paixão pelo próprio trabalho e por novos desafios; Disposição incansável para melhorar; Otimismo diante do fracasso. Uma executiva de portfólio de uma grande companhia de investimentos vê seus fundos despencarem durante três trimestres seguidos. Grandes clientes debandam. Em vez de culpar circunstâncias externas, ela decide aprender com a experiência – e planeja uma reviravolta. Empatia Levar em conta os sentimentos dos outros, principalmente ao tomar decisões. Expertise em atrair e reter talentos; Habilidades para desenvolver pessoas; Sensibilidade para diferenças transculturais; Uma consultora americana e sua equipe lançaram um projeto para um potencial cliente no Japão. Sua equipe interpreta o silencio do cliente como desaprovação e prepare- se para sair da sala. A consultora faz uma leitura da linguagem corporal e percebe interesse. Ela continua a reunião e sua equipe consegue o serviço. 24 ENTENDENDO OS COMPONENTES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL (IE) Sensibilidade Social Administrar relacionamentos para conduzir as pessoas na direção desejada. Efetividade em liderar mudanças; Poder de persuasão; Extensa rede social; Expertise em formar e liderar. Um executivo deseja que sua empresa adote uma estratégia melhor para a internet. Ele encontra almas gêmeas e forma uma equipe de fato par a criar o protótipo de um website. Ele persuade seus aliados em outras unidades a financiar a participação da empresa numa convenção importante. Sua empresa forma uma divisão de internet – e o coloca na chefia. Fonte: Goleman, 2017, p.68-69. Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA Sugerimos o artigo O que faz um líder?, do livro: Os Essenciais – Uma introdução aos conceitos relevantes da administração feita pela Harvard Business Review (Os 10 + da HBR). Essa leitura (p. 65-83), explica em profundidade, cada uma das características da IE ou, competência emocional. Cameron e Green (2009), ressaltam a importância da inteligência emocional para líderes de sucesso, então, dessa forma, podemos destacar o quão importante são as competências emocionais na gestão de pessoas. Cameron e Green (2009), constataram que a pesquisa realizada por Goleman (1998), possibilitou afirmar que “as competências emocionais eram duas vezes mais importantes do que as competências técnicas e intelectuais” (CAMERON e GREEN, 2009, p. 176). A seguir pode ser observado o quadro das Competências Emocionais para líderes: 25 Competências emocionais para líderes COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS PARA LÍDERES Autoconsciência Conhecer seus estados, preferências, recursos e instituições sociais: Consciência emocional: reconhecer as próprias emoções e seus defeitos. Autocrítica apurada: conhecer seus pontos fortes e limitantes. Confiança em si mesmo:um forte sentimento do valor pessoal e da própria capacidade. Administração de si mesmo Gerenciar os seus estados, impulsos, e recursos pessoais: Autocontrole: manter as emoções e os impulsos perturbadores sob controle. Confiabilidade: manter padrões de honestidade e integridade. Consciência: assumir a responsabilidade pelo desempenho pessoal. Adaptabilidade: flexibilidade ao tratar com as mudanças. Preocupação com as realizações: esforçar-se para melhorar ou atender a um padrão de excelência. Iniciativa: prontidão para agir de acordo com as oportunidades. Consciência Social Consciência dos sentimentos, necessidades, e preocupações dos outros: Empatia: perceber os sentimentos e pontos de vista dos outros, e ter um interesse de fato por suas preocupações. Consciência organizacional: entender as relações emocionais atuais e de poder de um grupo. Orientar para servir: prever, reconhecer e atender às necessidades dos clientes. Habilidades Sociais Inclinação para induzir respostas desejáveis nos outros: Desenvolver os outros: sentir as necessidades de crescimento dos outros e amparar as suas habilidades. Liderança: inspirar e guiar pessoas e grupos. Influência: utilizar táticas para a persuasão. Comunicação: ouvir com atenção e enviar mensagens convincentes. Catalisador para a mudança: iniciar ou gerenciar mudanças. 26 COMPETÊNCIAS EMOCIONAIS PARA LÍDERES Administração de conflitos: negociar e resolver desentendimentos. Desenvolver ligações: criar ligações importantes. Trabalho em equipe e colaboração: trabalhar com os outros em prol de metas comuns. Criar sinergia no grupo para atingir metas coletivas. Fonte: (CAMERON e GREEN, 2009, p. 178-179). Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA Cap. 4 – Liderando a Mudança, do livro Gerenciamento de Mudanças: um guia completo com modelos, ferramentas e técnicas para entender e implementar mudanças nas organizações, dos autores Esther Cameron e Mike Green. Essa leitura, mais especificamente das p. 176-180, explica as competências emocionais. 2.3 Feedback Segundo Whitmore (2010) “o feedback se refere ao passado, o passado imediato” (WHITMORE, 2010, p. 144), ou seja, o feedback corresponde ao resultado de algo que já aconteceu, a busca por soluções e/ou alternativas para o futuro. Se o feedback for negativo, no que tange a ação que resultou o feedback ele pode apresentar uma avaliação e uma perspectiva para reverter esse resultado. Quando o feedback é positivo, ele pode ser o gatilho para a ampliação de determinada ação ser disseminada. Whitmore (2010) coloca que é preciso fazer elogio e o “elogio precisa ser simultaneamente generoso, genuíno e judicioso” (WHITMORE, 2010, p. 147). Whitmore (2010) coloca ainda que o “feedback de nós mesmos e dos outros é vital para a melhora do aprendizado e da performance. Ele precisa 27 abranger tanto os resultados de ação, quanto o processo em si” (WHITMORE, 2010, p. 144). É importante fornecer feedback, ele será a base do desenvolvimento das pessoas. Whitmore (2010) coloca que é importante “gerar feedback relevante e de alta qualidade, o máximo possível vindo do interior e não de especialistas, é essencial para o continuo aperfeiçoamento no trabalho, no esporte e em todos os aspectos da vida” (WHITMORE, 2010, p. 146). Fundamento do Feedback Conhecido pelo EU Não conhecido pelo EU Ao dar feedback certifique-se que ele seja: Descritivo (não é um julgalmento) – Descreva o comportamento ou o acontecimento exatamente como aconteceu, sem fazer juízo de valor; Específico (não é genérico) – Seja direto; Voltado para a necessidade do receptor – O feedback é uma oportunidade para que o profissional se desenvolva; Voltado para o comportamento (e não para a identidade) – visa a mudança comportamental/atitudinal; Validado – ao final precisa checar se o funcionário entendeu tudo que foi falado; Um feedback bem realizado leva a pessoa a: Perceber e aceitar aspectos que ela não estava notando; Eu aberto Eu cego Eu secreto Eu desconhecido Janela de Johari Conhecido pelos outros Não Conhecido pelos outros 28 Sentir-se encorajada a encontrar soluções e a melhorar; Assumir a responsabilidade por sua ação; Ressignificar experiências. Uma terminologia utilizada usualmente nos processos de coaching e que tem conotação positiva é o chamado feedforward (significa dar ideias e orientações para o profissional visando o aperfeiçoamento de competências), que tem como pilares de sua ação o presente, o futuro e a positividade, focados em maximizar potencialidades. Feedforward tem sua base no futuro, no processo de desenvolvimento enquanto que o feedback, por vezes, fica apenas focado no passado. Vocabula rio Coaching: derivação do termo coach em inglês, que significa treinador ou instrutor. Em inglês, quando usada como verbo, a palavra coach significa treinar ou ensinar. Além disso, um coach ou coacher é um profissional que exerce o coaching, uma ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional. 2.4 Papel da liderança no desenvolvimento das competências Não se pode falar do papel da liderança no desenvolvimento das competências, sem começar com uma citação de Goleman (1995) “os líderes mais eficazes se parecem em um aspecto crucial: todos têm um alto grau de inteligência emocional” (GOLEMAN, 2014, p. 210). O líder é o direcionador de seus liderados. Goleman (1995) sugere que o alto nível de inteligência emocional facilita os traços essenciais de liderança, levando os líderes a ter “habilidade de reconhecer com precisão o que o outro está sentindo (empatia), capacidade uma pessoa a gerenciar aquele sentimento e quaisquer comportamentos que surjam dele” (GOLEMAN, 2014, p. 211). 29 Fonte: http://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-vetorial-de-pessoas-isometricas- planas-em-3d-o-conceito-de-lider-empresarial-gerente-principal- ceo_1215799.htm#term=talking&page=3&position=39 Os líderes dessa forma são mentores eficientes no desenvolvimento das competências de seus liderados, pois são capazes de junto aos seus liderados, discutir cenários passados e futuros, construir respostas possíveis e são referenciais emocionais. A liderança possui o papel fundamental de acolher, orientar, dar feedback, direcionar os seus liderados no desenvolvimento das competências dos mesmos e na construção de seu desenvolvimento. Esta aula abordou e definiu os conceitos de competências, individuais e organizacionais, bem como o conceito de feedback e o papel das lideranças no desenvolvimento das competências de seus liderados. Resumo da Aula 2 Nessa segunda aula abordou-se o conceito de competências, as core competencies, as competências organizacionais e as competências individuais. Partiu-se para o entendimento das competências emocionais, que adentram a inteligência emocional, principalmente dos líderes, e o quanto ela distingue os lideres entre si. Conhecemos o conceito de feedback e como esse ocorre, e seus envolvidos. Estudou-se a influência que o líder tem no desenvolvimento das competências de seus liderados. 30 Atividade de Aprendizagem Descreva uma situação pessoal que tenha lhe proporcionado uma experiência de feedback ou de feedforward. Essa experiência, após os conhecimentos adquiridos nesta aula você a classificaria como uma experiência de feedback ou de feedforward? Aula 3 – O RH: recursos humanos Apresentação da Aula 3 Nesta terceira aula, serão abordados assuntos que ajudarão a entender o impacto dos processos da área de Recursos Humanos (RH), sua conexão com a estratégia da organização. Estudar-se-á também os principais processos, procedimentos e atividades que estão sob a competência do RH: Processosde RH e a conexão com a estratégia organizacional; Políticas de RH; Indicadores de Desempenho do RH. 3.1 Processos de RH O Contrato psicológico é um “acordo” indivíduo-organização, referente à objetivos, metas, desempenho e satisfação das expectativas. Importante Contrato psicológico: “é um acordo não escrito entre empregado e empregador, determinando as expectativas da empresa em relação ao funcionário e deste em relação à empresa” (PEREIRA, 2014, p. 92). 31 Exemplos de expectativas O QUE O INDIVÍDUO ESPERA RECEBER DA ORGANIZAÇÃO O QUE A ORGANIZAÇÃO ESPERA RECEBER DO INDIVÍDUO 1 Salário; 1 Um dia de trabalho honesto; 2 Oportunidade e desenvolvimento pessoal; 2 Lealdade à organização; 3 Reconhecimento e aprovação pelo bom trabalho; 3 Iniciativa; 4 Segurança por meio de benefícios; 4 Conformidade com as normas da organização; 5 Ambiente amigável e de apoio; 5 Eficácia no trabalho; 6 Tratamento justo; 6 Flexibilidade e desejo de aprender e desenvolver-se. 7 Trabalho significativo. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 93). O Gerenciamento de Recursos Humanos (GRH), dentre todas as tarefas gerenciais, segundo Willians (2010) é uma das mais difíceis e importantes do RH. A figura a seguir apresenta, as três partes do GRH: Processo de gerenciamento de recursos humanos Fonte: (WILLIANS, 2010, p. 204). 32 Processo de Gerenciamento RH Como pode ser observado, a primeira parte corresponde a atração de funcionários qualificados, englobando o recrutamento e a seleção de pessoas. A segunda parte do GRH é composta pelo desenvolvimento dos funcionários, o que inclui os treinamentos, gerais e específicos para cada área e a avaliação de desempenho, ou seja, acompanhar o desenvolvimento e desempenho. Por fim, a terceira parte comtempla a manutenção dos funcionários qualificados, cuidando da remuneração e demissões. Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/icones-da-conferencia- flat_1539146.htm#term=human resources&page=1&position=0 Recrutamento Seleção Treinamento Avaliação de desempenho Remuneração Demissão 33 Todos esses processos, ou partes, como coloca Willians, precisam estar em sincronia com toda a organização. O RH precisa ter conhecimento das estratégias da organização, da missão, da visão, para dessa forma, conseguir realizar a melhor gestão dos recursos, bem como buscar e desenvolver os melhores treinamentos, a fim de que a organização através do desenvolvimento de seus funcionários, consiga bater suas metas e atingir seus objetivos. Para uma gestão eficaz, precisa existir toda essa conexão do RH com a organização, bem como o RH precisa trabalhar com um sistema integrado de gestão de pessoas, visando melhoria contínua, controle, visibilidade de indicadores, e como consequência uma área que atenda a organização de forma coesa, garantindo a qualidade dos indicadores apresentados. Definição dos papéis de RH PAPEL/FUNÇÃO RESULTADO METÁFORA ATIVIDADE Administração de Estratégias de Recursos Humanos. Execução da estratégia. Parceiro Estratégico. Ajuste das estratégias de RH à estratégia empresarial: “Diagnóstico organizacional”. Administração da Infraestrutura da Empresa. Construção de uma infraestrutura eficiente. Especialista Administrativo. Reengenharia dos Processos de Organização: “Serviços em comum”. Administração da Contribuição dos Funcionários. Aumento do envolvimento dos funcionários. Defensor dos funcionários. Ouvir e responder aos funcionários: “Prover recursos aos funcionários”. Administração da Transformação e da Mudança. Criação de uma organização renovada. Agente de Mudança. Gerir a transformação e a mudança: “Assegurar capacidade para a mudança”. Fonte: (ULRICHl, 1998, p. 41). 34 3.1 RH e seu papel frente as competências Uma organização é mais que simplesmente estruturas e pessoas, ela é um oásis de competências das mais variadas modalidades. Pierre Lévy, propõe uma árvore de competências, e segundo Pereira (2014), “a configuração da árvore será o resultante da conjugação das competências e habilidade que mais atendam às expectativas e aos talentos individuais, com as particularidades da ambiência organizacional” (PEREIRA, 2014, p. 143). Árvore das competências gerenciais em RH Fonte: (PEREIRA apud LÉVY, 2013, p. 143). O papel da área de RH, explicitado no artigo Gestão de recursos humanos como fator estratégico da gestão do conhecimento considera os seguintes aspectos na correlação RH e Competências: Comprar competências; Desenvolver competências; Descartar competências; Reter competências. 35 Definição dos Papéis de RH METÁFORA ATIVIDADE Parceiro Estratégico Ajuste das estratégias de RH à estratégia empresarial: “Diagnóstico organizacional”; Especialista Administrativo Reengenharia dos Processos de Organização: “Serviços em comum”; Defensor dos funcionários Ouvir e responder aos funcionários: “Prover recursos aos funcionários”; Agente de Mudança Gerir a transformação e a mudança: “Assegurar capacidade para a mudança”. 3.2 Políticas de RH O RH é a área responsável pela gestão das políticas que orientam os trabalhadores, e os gestores das demais áreas da organização. As políticas de RH englobam aspectos legais advindas das esferas nacionais, estaduais e municipais. Citamos algumas políticas, por exemplo, de recrutamento, seleção e integração de pessoal, descrição e análise de cargos, política salarial e de remunerações (fixas, variáveis e benefícios), políticas de formação, desenvolvimento e treinamento, gestão da ética e por fim, gestão de desempenho. A seguir serão abordados os processos e procedimentos que as políticas de RH precisam englobar, visando o bom funcionamento da organização, bem como, o bom relacionamento com os seus funcionários, da forma mais polida e profissional possível. Em uma sociedade baseada em gestão do conhecimento, a gestão de pessoas torna-se um fator de sobrevivência para as organizações. De acordo com Pereira (2014) “a seleção e manutenção dos talentos profissionais nos quadros da organização deixam de ser meros processos de apoio para assumirem um papel estratégico na sobrevivência e no desenvolvimento das empresas” (PEREIRA, 2014, p. 57). Uma organização que trabalha por 36 competências já no processo seletivo olha para o perfil dos candidatos a partir dos “óculos” das competências organizacionais. A figura a seguir mostra o processo de recrutamento e seleção: Processo de recrutamento e seleção Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 58). Nesse sentido, Willians (2010), se apoia em uma afirmação de Gail Hyland-Savage: A contratação é de importância primordial para toda a empresa. Para serem competitivas na atual economia, as empresas precisam das melhores pessoas para criar ideias e executá-las. Sem uma equipe de trabalho competente e talentosa, as organizações estagnarão e, no final, desaparecerão. Os funcionários representam atualmente os recursos mais importantes das empresas. (WILLIANS, 2010, p. 210 apud HYLAND-SAVAGE, p. 280) Importante Análise de Cargo: Processo de obtenção de informações sobre cargos, no qual são determinados os deveres, as tarefas ou as atividades do cargo. (PEREIRA, 2014, p, 59) A análise de cargos é composta por duas atividades segundo Pereira (2010), a “descrição de cargos, que trata do cargo em si – tarefas, deveres e responsabilidades essenciais que o cargo envolve” (PEREIRA, 2014, p. 59) e 37 ainda segundo a mesma autora, a “especificação de cargo, que descreve competências, conhecimentos, habilidades e outras características que o cargo exige”. Importante Análise do Perfil doCargo: é o estudo das atribuições e responsabilidades do cargo e também permite o cruzamento dessas informações com as características, aptidões, habilidades e traços comportamentais que seu ocupante deve ter. (PEREIRA, 2014, p, 59) A análise do perfil do cargo leva os recrutadores a terem também as informações do perfil do candidato a determinada vaga. O recrutamento é o próximo passo, e segundo Pereira: Importante Recrutamento: Processo que visa a atrair candidatos qualificados em número suficiente para ocupar vagas em uma empresa. (WILLIANS, 2010, p, 212) As principais fontes de captação de candidatos são: anúncios (mídia escrita e eletrônica), indicação de funcionários e pessoais, agências de emprego, caçadores de talento, recrutamento em escolas e universidades, recrutamento em associações e órgãos de classe, candidatos independentes, recrutamento eletrônico, redes sociais (Pereira, 2014). O recrutamento ainda pode ser interno ou externo a organização. Importante Seleção: Processo de escolha de pessoas com qualificações, habilidades e conhecimentos necessários para ocupar as vagas existentes ou projetas. (PEREIRA, 2014, p, 69) 38 Pereira (2014) coloca a seguinte afirmação sobre a seleção “costuma-se dizer que fazer seleção é colocar a pessoa certa no lugar certo” (PEREIRA, 2014, p. 69). Logo, desde o início, desde a análise do cargo e perfil do candidato, o selecionar consegue vislumbrar o perfil do candidato procurado. O quadro a seguir mostra um esquema das etapas do processo seletivo: Esquema das etapas do processo seletivo EMPREGADOS EM POTENCIAL ETAPAS DO PROCESSO CARACTERÍSTICAS A PROCURAR 1. Entrevista preliminar. Obviamente inadequado pela aparência e conduta. 2. Inventário biográfico. Não tem o nível de instrução e de desempenho adequado. 3. Testes De inteligência; De aptidão; De proficiência; De interesses; De personalidade. Não tem padrões mínimos de agudeza mental; Sem capacidade para adquirir conhecimento ou habilidades especificas; Incapaz de demonstrar capacidade para a função; Carece do interesse vocacional necessário; Não tem as características pessoais necessárias a função. 4. Entrevista em profundidade. Não tem capacidade, ambição ou outras qualidades necessárias. 5. Verificação de referências de desempenhos passados. Passado de realizações negativas ou desfavoráveis. 6. Exames físicos, inclusive teste do uso de drogas. Fisicamente inadequado. 7. Julgamento pessoal. Competência e capacidade gerais para se encaixar na empresa. Fonte: (Pereira apud Megginson, Mosley e Pietri Jr, 1998, p. 295). 39 A seguir tem-se o treinamento de integração, que de acordo com Pereira (2014) visa integrar o novo funcionário a organização, filosofia, estrutura organizacional, normativos, segurança, e produtos e/ou serviços da organização, bem como conhecer seus colegas de trabalho. A seguir um quadro modelo sobre treinamento de integração: Roteiro de treinamento de integração TREINAMENTO DE INTEGRAÇÃO INTEGRAÇÃO Apresentação dos novos funcionários e aplicação da técnica de grupo “quebra-gelo”, com o objetivo de facilitar o entrosamento dos participantes do treinamento. (Responsável pela atividade __________________). HISTÓRICO Apresentação da história da empresa A empresa foi criada em_____________, com o objetivo de _______________. Mensagem aos funcionários: MISSÃO Atender às necessidades dos clientes no campo da comunicação, garantindo segurança, qualidade e satisfação dos parceiros, agregando valores e contribuindo para o desenvolvimento da empresa e do país. NEGÓCIO O negócio da empresa é comunicação. Apresentar os serviços prestados ou produtos fabricados pela empresa e como eles chegam até seu cliente. PRINCÍPIOS E VALORES Clareza; Competência; Criatividade. CLIENTES E PARCEIROS Fornecer informações sobre a cadeia de clientes e parceiros. POLÍTICAS DE RECURSOS HUMANOS Normas, regulamentos e relacionamento empresa/funcionário. SAÚDE, SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO Fornecer informações sobre a importância da segurança e saúde no trabalho e como evitar acidentes e incidentes que poderão comprometer a qualidade de vida na empresa. (Responsável pela atividade_____________________) SERVIÇO DE PESSOAL Transmitir aos novos funcionários informações sobre os seus direitos e deveres. Código de conduta... (Responsável pela atividade_____________________) Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 91-92). 40 O treinamento/formação também é parte dos processos sob a responsabilidade do RH. Pereira (2014) apresenta a seguinte definição sobre treinamento: “é a obtenção de técnicas e habilidades específicas, detalhadas e rotineiras do trabalho. O desenvolvimento é a melhoria e crescimento, dentro de um objetivo mais amplo, das habilidades, atitudes e traços da personalidade” (PEREIRA, 2014, p, 262). Para assegurar que os valores investidos em treinamento de fato apresentem retorno, a matriz nine box e o processo da avaliação de desempenho são instrumentais mantendo assertividade nas proposições de desenvolvimento organizadas na organização. Devem ser compridas as seguintes etapas no processo de construção: determinar as necessidades específicas de treinamento; selecionar métodos de treinamento adequados; e avaliar o treinamento. Fonte: http://br.freepik.com/fotos-gratis/3d-rendem-de-um-professor-do-robo-na-sala- de-aula_958069.htm A figura a seguir, baseada nos estudos de Pereira (2014), traz de forma breve, as modalidade e seus respectivos objetivos: 41 Modalidades de Treinamentos Fonte: elaborado pelo autor (2018). Evidenciar-se-á a seguir, as etapas do treinamento: Etapas do Treinamento Fonte: (Pereira apud Rocha, 2000, p. 20). O sucesso no mercado da era pós-moderna está intimamente relacionado à inteligência da organização. Para ser realmente “inteligente”, é preciso a elaboração de uma política de treinamento e desenvolvimento que cubra as necessidades impostas pela estratégica da empresa. Os trabalhadores precisam ser qualificados para conseguirem dar conta das constantes mudanças de mercado e também para sentirem-se parte integrante das estratégias organizacionais. Investir tempo e recursos em treinamento e desenvolvimento pessoal torna-se impreterível para o sucesso de longo prazo. 42 Outro processo que está sob a responsabilidade do RH é a avaliação de desempenho, que é definida por Pereira (2014) como “o processo que mede o desempenho do empregado. O desempenho do empregado é o grau de realização das exigências de seu trabalho” (PEREIRA apud MILKOVICH e BOUDREAU, 2000, p. 98). A avaliação de desempenho será abordada de forma mais aprofundada na sequência. O RH precisa estar mais integrado aos processos do negócio. Precisa estar ligado à estratégia e às operações e às avaliações que o pessoal de linha faz de seus funcionários. (BOSSIDY e CHARAN, 2015 P. 152) Faz parte das políticas de RH também a remuneração. Pereira (2014) define que “remunerar é dar ao empregado um pagamento financeiro, uma recompensa pelo trabalho realizado, que funcionara como um fator de motivação futura” (PEREIRA, 2014, p. 156). As recompensas que os funcionários recebem são compostas por três partes, como pode ser observado a seguir, baseada nos estudos de Pereira (2014): Partes da remuneração Fonte: Elaborado pelo autor (2018). Além dos tipos de remuneração citados acima, Pereira (2014) menciona a Teoria dos Dois Fatores de Herzberg, que poderá ser observada a seguir: 43 Teoria dos Dois Fatores de Herzberg FATORES DE HIGIENE FATORES MOTIVACIONAIS Condições de trabalho O trabalho em si Pagamento Responsabilidade Segurança no trabalho Senso de realizaçãoRelações no trabalho Reconhecimento Práticas de supervisão e administração Perspectivas de evolução Políticas e administração Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 183). As políticas também englobam as demissões, ou seja, as políticas de demissões. Elas podem ser sem justa causa, ou com justa causa. Willians (2010), aborda a redução de tamanho (Downsizing) e a define como: “eliminação planejada de cargos em uma empresa” (WILLIANS, 2010, p, 229). A Downsizing leva aos processos de serviços de recolocação profissional, programas de incentivo a antecipação de aposentadoria e a aposentadoria em etapas. 3.3 A responsabilização dos gestores com os processos de RH Os gestores de RH precisam ampliar seus horizontes e criar uma gestão estratégica a qual englobe a organização e o mercado em que essa está inserida, deixando de lado o modelo departamental e restrito que não percebe a empresa como membro de um sistema altamente complexo. A capacidade de executar a estratégia pode ser mais importante do que a estratégia em si. (BECKER; HUSELID e ULRICH, 2001, p. 24) O papel do RH é ajudar a organização a desenvolver as competências necessárias para responder com sucesso ao mercado, deve-se focar nos resultados e não mais nas atividades tradicionais, buscar a excelência organizacional e nada menos que isso. Nesse cenário o RH é parceiro dos gestores e guardião da estratégia nos processos desenvolvidos com as pessoas 44 da organização. O RH deixa de executar uma função de adestramento das pessoas às funções para se tornar um desenvolvedor de habilidades reunidas sob o nome genérico de “competências” (ROCHA-PINTO et al., 2003, p. 15). 3.5 Performance da área de RH Os indicadores de RH são os norteadores dos resultados obtidos através de todas as atividades, processos e procedimentos que o mesmo realiza. Alguns exemplos: a rotatividade, as horas de formação, absenteísmo e a pesquisa de clima. A rotatividade é uma parte dos processos de RH e já foi abordada anteriormente. Os indicadores que a compõem são o aumento dela ou não, e esses indicadores serão o resultado das ações desenvolvidas pelo RH, sejam ela por políticas de incentivo, oferta de benefícios, ou programas que inibam a rotatividade dentro da organização. Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/banners-de-recursos- humanos_1529645.htm#term=interview&page=2&position=18 45 Quando fala-se de indicadores de horas de formação, treinamento, desenvolvimento, eles são avaliados junto aos gestores, os quais conseguem mensurar o desempenho dos funcionários. As horas de formação podem ser dedicadas a toda organização ou serem específicas para determinados cargos, que necessitam de treinamento. O resultado se dá através da motivação dos colaboradores, o desempenho nas suas atividades e suas entregas, e são esses que irão compor os indicadores do RH. Já os indicadores de pesquisa de clima, são geralmente aplicados por uma empresa contratada e especializada no assunto e é aplicada a toda a organização. Nessa pesquisa, observa-se o engajamento dos colaboradores em responder a mesma e os resultados obtidos. Disponível em: http://br.freepik.com/fotos-gratis/trabalhadores-de-escritorio-em-um- copo_963639.htm#term=conversa&page=13&position=0 Todos esses indicadores devem ser estudados e avaliados pelo RH, buscando o entendimento e o que é preciso melhorar ou mesmo mudar para obter um resultado mais eficaz e eficiente. O RH gera, a partir de suas ações, valor para vários stakholders, conforme demonstra a figura a seguir. Vocabula rio Stakeholder deriva do termo em inglês stalke que significa interesse, participação ou risco. Assim, stakeholder também significa parte interessada ou interveniente, em nosso caso, o significado mais adequado seria público estratégico e descreve uma pessoa ou grupo que tem interesse em uma empresa, negócio ou indústria, podendo ou não ter feito um investimento neles. 46 A importância das práticas de RH na satisfação de acionistas ou proprietários, clientes e funcionários Fonte: (CASTANHA e SANTOS, 2003, p. 5). 3.6 Sistemas: tecnologia como suporte para os processos de RH Um dos desafios para as organizações é constituir uma arquitetura organizacional a partir de sistemas operacionais robustos e integrados possibilitando a articulação dos diferentes setores, áreas, negócios. Sem o apoio tecnológico a organização não consegue integrar as diferentes iniciativas, principalmente, se a organização for de médio ou de grande porte. Resumo da Aula 3 Nessa aula, estudou-se os principais processos de Recursos Humanos, e a conexão que os processos de RH possuem com a estratégia organizacional. Quanto às políticas de RH, abordou-se quais devem ser seus principais itens, e o que cada item da política deve conter. Observou-se também os indicadores de desempenho e a performance do RH. 47 Atividade de Aprendizagem Descreva os principais processos e políticas de RH de uma organização (pode ser a que você atua) e correlacione com o conteúdo estudado. Aula 4 – A avaliação de desempenho Apresentação da aula 4 Em nossa quarta aula, será abordado assuntos que ajudarão a entender com profundidade a avaliação de desempenho, bem como esse conceito, os desafios e as técnicas existentes, os erros mais comuns que podem acontecer na implantação da avaliação de desempenho e o ciclo da avaliação do desempenho baseado em competências. Observar-se-á os seguintes aspectos da área de Recursos Humanos: Avaliação de Desempenho (Conceitos, comparativo Avaliação no passado e hoje), Objetivos, Ciclo da avaliação de desempenho, Direitos do avaliador e do avaliado, Desafios, Benefícios da Avaliação de Desempenho, Métodos e Técnicas, Vantagens avaliação 360º; Passos para implantação da avaliação de desempenho; Ciclo da avaliação de desempenho. 4.1 Avaliação de desempenho No que tange o tema da avaliação profissional, Fernandes (2013) adota o seguinte conceito definido por Murphy e Cleveland (1995): “é um processo de comunicação mediante o qual um avaliador tenta transmitir informações à organização sobre o desempenho de seus subordinados” (MURPHY e CLEVELAND, 1995, p. 2). Fernandes (2013), ainda complementa fazendo uso da definição de Chukwuba (2011), definindo a avaliação profissional como: “um processo que determina quão bem os empregados realizam seu trabalho, em contramão com 48 um conjunto de padrões, comunicando tal informação a esses funcionários (CHUKWUBA, 2011, p. 2; FERNANDES, 2013, p. 79). Importante Avaliação de Desempenho: processo de análise do grau de sucesso com que os funcionários estão atuando em seus cargos. (WILLIANS, 2010, p, 223) ”A avaliação de pessoas pode assumir diversas vertentes, segundo seu propósito” (FERNANDES, 2013, p. 81). Esse ponto é de suma importância, devido ao fato de que, a avaliação de desempenho pode englobar elementos de natureza distintas. Fernandes (2013), embasado em Hipólito (2008), elenca quatro dimensões da avaliação de desempenho: a) Avaliação de Desenvolvimento; b) Avaliação de Comportamento ou atitudinal; c) Avaliação de Potencial ou perfil; d) Avaliação de Metas. Amplie Seus Estudos SUGESTÃO DE LEITURA Leia o Capítulo 5 – Competências Individuais, do livro: Gestão Estratégica de Pessoas com foco em Competências (Bruno Rocha Fernandes). Esta leitura do (principalmente as p. 81-84), explica em profundidade, cada uma das dimensões da avaliação de desempenho. A figura a seguir apresenta uma ilustração da avaliação de desempenho, de acordo com as dimensões aqui estudadas, sendo os tipos de avaliação e os instrumentos para a realização da mesma. 49 Dimensões da avaliação de pessoasno trabalho Fonte: (FERNANDES, 2013, p. 84). Pereira (2014), coloca como muito importante, na avaliação de desempenho, que: Se bem feitas, elas podem ajuda-los a melhorar seu desempenho, sua remuneração, e suas chances de promoção; alimentar a comunicação entre eles e os gestores e aumentar a eficácia dos funcionários e da empresa. Se mal feita, pode causar ressentimento, reduzir a motivação, piorar a atuação e até mesmo expor a empresa a processos judiciais. (BETMAN e SNELL, 2012, p. 169) Disponível em: http://br.freepik.com/vetores-gratis/empresarios-falando-de- design_1091809.htm#term=discurso&page=3&position=28 Pereira (2014) elenca os objetivos existentes na relação entre o avaliador e o avaliado no processo de avaliação de desempenho: 50 Fomentar a comunicação e cooperação do avaliador com o funcionário; Reforçar a sensação de equidade graças ao reconhecimento dos esforços pessoais; Potencializar o conhecimento e as relações interpessoais entre gerentes e colaboradores; Dar sentido à atividade dos avaliados, dentro da organização, dando- lhe a oportunidade de conhecer seus pontos fortes e suas áreas a serem melhoradas; Dar informação aos colaboradores sobre as prioridades e pautas para o desenvolvimento de seu trabalho; Desenvolver a comunicação e o conhecimento com superior imediato; Ter informação sobre como é percebida pelo avaliador a atuação profissional do avaliado; e Definir em conjunto (avaliador e avaliado) planos de ação (PDI) para melhorar a competência profissional do avaliado”. (PEREIRA, 2014, p. 107) A seguir são apresentados os direitos do avaliador e os direitos do avaliado: Direitos do avaliador e do avaliado DIREITOS DO AVALIADOR DIREITOS DO AVALIADO Dar feedback honesto e preciso. Ter tido suficiente tempo de preparo Coordenar o processo de avaliação. Ter um avaliador que reconheça seus próprios erros. Criticar construtivamente o avaliado quando couber. Receber tratamento justo e consistente. Ser ouvido e ter seus pontos de vista considerados. Replicar as críticas. Discordar do avaliado. Saber das razões e explicações sobre as opiniões do avaliador. Esperar honestidade por parte do avaliado. Fornecer feedback ao avaliador. Dar instruções e fazer solicitações ao avaliado. Ser escutado. Receber a cooperação do avaliado. Contar com a honestidade do avaliador. Não ser “chantageado” pela reação do avaliado. Optar por não responder a perguntas pessoais ou a perguntas que não sejam razoáveis. Sentir-se seguro no caso de uma discussão. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 108). Cabe ao avaliador (seu papel), ter habilidade para fornecer um feedback, e alguns pontos devem ser observados no processo, tais como: ser descritivo em vez de avaliativo, ser específico em vez de geral, considerar as necessidades 51 tanto do comunicador como do receptor, enfocar algo que seja útil e viável, ser solicitado em vez imposto, ser oportuno, ser exemplificado, ser direto com a pessoa que participou do evento ocorrido. Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/negocios-conceito-de-entrevista-de- emprego_1211574.htm#term=interview&page=3&position=7 Segundo Pereira (2014), os passos para a avaliação de desempenho seriam: Passos para a avaliação de desempenho PASSOS PARA A AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO 1. Criar uma imagem mental. 2. Ter claro o objetivo da avaliação. 3. Dividir o desempenho em áreas-chaves de resultados. Quanto ao prazo; Quanto à satisfação; Quanto a produtividade; Quanto à qualidade. 4. Proceder à avaliação de desempenho. 5. Considerar as necessidades de treinamento em curto, médio e longo prazo. 6. Discutir os planos da avaliação de desempenho. 7. Desenvolver um plano compartilhado de melhoria e acompanhamento dos resultados pretendidos. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 112). 52 Os benefícios da avaliação de desempenho podem ser observados na figura a seguir: Benefícios da avaliação de desempenho Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 112). A seguir é apresentado um paralelo da avaliação de desempenho no passado e a avaliação de desempenho contemporânea: Comparação avaliação desempenho passado X avaliação contemporânea AVALIAÇÃO DO PASSADO AVALIAÇÃO CONTEMPORÂNEA Foco apenas em resultados. Foco em processos e pessoas. Falta de investimento em pessoas. Investimento em pessoas para potencializar resultados. As pessoas era um “mal necessário”. As pessoas são o centro de tudo. Avaliação baseada em punição e recompensa. Avaliação com base em desenvolvimento de perfil. Controle de resultados. Investimento em ferramentas de gestão e desenvolvimento de pessoas para potencializar resultados. Enfoque nos fins em detrimento dos meios. Enfoque nos meios e nos fins para estimular o desenvolvimento das pessoas e a qualidade de vida. 53 Ambiente autoritário e centralizador. Ambiente participativo de estímulo ao desenvolvimento de capital intelectual. Cenário confuso, contraditório e desmotivador. Cenário que coloca as pessoas como protagonistas e realizadoras. Gestão desalinhada com objetivos. Gestão alinhada com estratégias corporativas bem definidas. Ausência de indicadores, histórico e mensuração. Investimento em ferramentas que facilitam a gestão de pessoas de forma transparente, objetiva e mensurável. Ferramentas de avaliação genéricas. Ferramenta de avaliação personalizada para cada cargo ou função. Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 127). As avaliações de desempenho podem ser 90º, 180º, 360º. A figura a seguir evidência os principais aspectos de cada uma delas: Comparação dos tipos de avaliação de desempenho Fonte: Elaborado pelo autor, 2018. Pereira (2014) destaca a Avaliação 360º, colocando que “cada avaliador por ser visto como um ‘cliente’ uma vez que todos precisam de alguma coisa do avaliado” (PEREIRA, 2014, p. 129). No que tange ao acompanhamento de desempenho organizacional, poderíamos citar o Balance Score Card e o processo de formulação de metas individuais e coletivas como os mecanismos mais usuais no cotidiano das empresas. Cada organização estrutura formas para, a partir da avaliação do desempenho, mapear seus colaboradores e evidenciar métricas de desempenho. Uma das metodologias mais comuns é a matriz nine box, que consiste em uma visão sobre as entregas das pessoas, o nível de desenvolvimento das competências individuais, bem como o engajamento da 54 pessoa com o propósito da organização. É um recurso muito usual nos mapeamentos de talentos para sucessão, desenvolvimento e também para subsidiar desligamentos. Ela serve não só para a análise individual, mas também como base de dados para a equipe e para a organização. Fonte: https://br.freepik.com/vetores-gratis/gestao-de-relacionamento-com-cliente- apresentando-mao_1063709.htm#term=human resources&page=1&position=21 Importante “Vantagens da matriz 9 Box Veja algumas vantagens da 9 Box para as empresas e para o RH: É uma ferramenta simples, fácil de ser aplicada. É funcional e dá resultados em curto tempo. Ajuda a facilitar o diálogo entre lideranças. É perfeita para o planejamento de sucessão. Serve para avaliar qualquer tipo de população em uma pesquisa. Permite discutir sobre a performance, o potencial, as necessidades de desenvolvimento e planos de desenvolvimento individual abertamente. Ajuda a desenvolver critérios e expectativas claras. É útil na avaliação de competências”. A seguir, um modelo da matriz 9 Box. 55 Matriz 9 Box Fonte: Retirada da internet, 2018. 4.2 Implantação da avaliação de desempenho A implantação da avaliação de desempenho requer muito estudo, não só dos métodos e procedimentos, mas também, um entendimento da organização,como estratégia, missão, visão valores (...). Segundo Pereira (2014), “a primeira coisa a ser feita para implantar um programa de avaliação de avaliação de desempenho é analisar a organização, (...) verificar qual é o cenário empresarial, as estratégias e o sistema de gestão de pessoas” (PEREIRA, 2014, p. 119). Pedro Carneiro Alexandre Silva, elenca as etapas do ciclo da avaliação de desempenho: Planejamento – Definir as expectativas de desempenho expressando-as em competências e metas; criar Planos Individuais de Desenvolvimento. Avaliações permanentes (semestral, trimestral, mensal) – Analisar progressos, ajustar desvios, [...]. Revisão anual do desempenho – Garantir fechamento da avaliação: avaliador/avaliado. 56 Revisão do processo. O quadro a seguir elenca os passos para a implantação da avaliação de desempenho, segundo explanações de Pereira (2014): Implantação da avaliação de desempenho Fonte: Elaborado pelo autor (2018). Os passos apresentados são cruciais para o sucesso na implantação da avaliação de desempenho, para que essa venha a contribuir com a organização. Nem sempre a avaliação de desempenho ocorre da forma mais assertiva, em alguns casos podem ocorrer erros. Os erros mais comuns na avaliação de desempenho são: erro de tendência central, erro halo, erro de leniência. Segundo Willians (2010) o “erro de tendência central ocorre quando os avaliadores classificam todos os trabalhadores como médios ou no ponto médio da escala” (WILLIANS, 2010, p. 222). Willians aponta ainda que o “erro halo ocorre quando os avaliadores consideram que um determinado funcionário atua no mesmo nível (bom, ruim ou médio) em todos os itens sendo avaliados” (WILLIANS, 2010, p. 222), e por fim, o “erro de leniência ocorre quando os avaliadores consideram que todos os funcionários estão atuando particularmente bem” (WILLIANS, 2010, p. 222). 57 Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/close-up-de-relatorio- financeiro_863899.htm#term=human resources&page=1&position=28 4.3 Ciclo da avaliação de desempenho baseado em competências A figura a seguir, elaborada por Pereira (2014) mostra o processo de avaliação de desempenho no contexto empresarial, ou seja, aborda o ciclo da avaliação: Visão do processo de avaliação de desempenho no contexto empresarial Fonte: (PEREIRA, 2014, p. 98). 58 É importante lembrar que toda avaliação de desempenho constitui um feedback e, como tal, tem origem no contrato psicológico realizado quando o funcionário iniciou seu trabalho na organização, com fixação de metas e dos padrões de desempenho esperados, a partir do encontro entre a empresa, na pessoa do gestor, e o empregado. (PEREIRA, 2014, p 101) A avaliação de desempenho, como lembra Pereira (2014) deve ser “um processo que leve o funcionário a se motivar e se sentir estimulado a aprimorar cada vez mais seu desempenho” (PEREIRA, 2014. p. 106). Essa é a essência de todo o ciclo da avaliação de desempenho, mas para que esse resultado seja elevado, a postura do avaliador e do avaliado precisa estar em sintonia. As organizações tentam constantemente melhorar suas medidas de avaliação de desempenho, e consequentemente seus indicadores, essa melhoria busca o maior número possível de medidas objetivas de desempenho. Importante Etapas do Processo de Avaliação de Desempenho Missão e objetivos, contribuições dos empregados, resultados apresentados, requisitos para o desempenho, qualificação profissional, cultura organizacional, estilo gerencial, ações sobre o desempenho, acompanhamento do desempenho, negociação do desempenho, avaliação dos resultados. Fonte: https://br.freepik.com/fotos-gratis/imagem-do-local-de-trabalho-com-os- parceiros-da-equipe-interagindo-em-segundo-plano_1235267.htm#term=human resources&page=3&position=17 59 A etapa final do ciclo da avaliação de desempenho é o feedback, Pereira (2014) ressalta que ele tem a perspectiva de promover uma maior integração da empresa, “o feedback 360º surgiu como uma maneira nova de avaliar o desempenho, quebrando os paradigmas até então existentes” (PEREIRA, 2014, 126). O feedback 360º apresenta uma maior credibilidade, pois é originário de diversas avaliações e ao mesmo tempo deixa o avaliador mais confortável em transmiti-lo, pois, as informações são compiladas em forma de relatório e são anônimas. Importante Feedback em 360º: processo de avaliação de desempenho no qual o feedback é obtido do chefe, dos subordinados, dos colegas e dos próprios funcionários. (WILLIANS, 2010, p, 225) Segundo Willians (2010), um dos estudiosos sobre feedback de avaliação de desempenho é Herbert Meyer. Esse autor elenca uma lista de tópicos que devem conduzir um feedback de avaliação de desempenho. A figura a seguir elenca tais tópicos: O que discutir em uma sessão de feedback de avaliação de desempenho TÓPICOS A DISCUTIR NA SESSÃO DE FEEDBNACK DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO Progresso geral – uma análise das realizações e pontos fracos. Problemas existentes para atender as exigências do cargo. Oportunidades para melhorar o desempenho. Planos e oportunidades a longo prazo – para o cargo e para a carreira do funcionários. Discussão geral a respeito das metas e dos planos possíveis para o próximo ano. Fonte: (WILLIANS, 2010, p. 225, Adaptado). 60 Resumo da Aula 4 Nesta quarta aula abordou-se a Avaliação de Desempenho, adentrando os conceitos da Avaliação de Desempenho e fez-se um comparativo da Avaliação de Desempenho do passado e de hoje. Foram elencados os objetivos da Avaliação de Desempenho, o ciclo da Avaliação de Desempenho, os direitos do avaliador e do avaliado, os desafios, benefícios da Avaliação de Desempenho, métodos e técnicas da Avaliação de Desempenho, bem como as vantagens da avaliação 360º. Para finalizar, foram ressaltados os passos para implantação da Avaliação de Desempenho e o ciclo da Avaliação de Desempenho. Atividade de Aprendizagem Descreva as vantagens de um processo de avaliação de desempenho para a organização, para o colaborador e para o avaliador. Feedback 360º Contratação de metas Comitê de calibragem Feedback + revisão de metas e PDI Elaboração de PDI Fechamento de metas 61 Resumo da Disciplina Na primeira aula, estudou-se temas relativos ao desenvolvimento da função de RH. Observou-se as conjunturas que impactam o departamento de RH e seus processos. Mapeou-se o ciclo do desempenho e a vinculação desse ao RH, os processos e as tarefas do RH Tradicional e do RH Estratégico, bem como o foco de cada um deles, e ainda, abordou-se a conexão do RH com outras áreas da organização. Na segunda aula, observou-se conceitos de competências. Analisou-se o entendimento das competências emocionais, que abarca a Inteligência Emocional, principalmente das lideranças. Estudou-se o conceito de feedback e a influência que o líder tem no desenvolvimento das competências de seus liderados. Na terceira aula, observou-se os processos fundamentais do Recursos Humanos, e sua conexão com a estratégia organizacional. Abordou-se as políticas de RH, e ainda também os indicadores de desempenho do RH e a performance do RH. Na quarta aula estudou-se a Avaliação de Desempenho, e comparou-se a Avaliação de Desempenho no passado e na atualidade. Explicitou-se os objetivos da Avaliação de Desempenho, o ciclo da avaliação de desempenho, os direitos do avaliador e do avaliado, os desafios, benefícios da Avaliação de Desempenho, métodos e técnicas da Avaliação de Desempenho, bem como as vantagens da avaliação 360º. Ressaltou-se os passos para implantação da Avaliação de Desempenho e o ciclo da Avaliação de Desempenho. Copyright © - É expressamenteproibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de Marketing da Faculdade São Braz (FSB). O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em cobrança de direitos autorais. 62 REFERÊNCIAS BARNEY, J. B. Gaining And Sustaining Competitive Advantage. New York: Addison-Wesley, 1996. BATEMAN, T. S.; SNELL, S. Administração. Porto Alegre: AMGH, 2012. BECKER, Brian E.; ULRICH Dave; HUSEILID, Mark A. Gestão Estratégica de Pessoas com Scorecard. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil, 2001. 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