Prévia do material em texto
APENDICITE AGUDA apêndice se localiza no encontro das três tênias (redes fibrosas do intestino grosso) do cólon, base do ceco, FID, Mc Burner. ponta móvel – pode estar presente em qualquer parte num ângulo de 360º O lugar mais comum do apêndice é retrocecal intraperitoneal intestino em miniatura: mesmas camadas histológicas. lúmen. vascularização: Mesentérica Superior Tronco Celíaco Mesentérica Inferior Aorta estômago, parte inicial do duodeno, fígado, baço parte final do duodeno, jejuno, íleo, cólon ascendente e primeira metade do transverso final do transverso, descendente, sigmóide e reto Cólica Direita Íleocecocólica Apendicular Fisiopatologia: obstrução1 → estase → infecção2 e distensão3 (inflamação) → isquemia → perfuração 1 fecalito (apendiculito, proctolito), hiperplasia linfóide (infância), neop, ascaris, semente 2 bactérias gram negativas entéricas: B. Fragiles e E. Coli 3 aumento da pressão na parede. a vascularização fica deficitária. em 12h pode haver isquemia. A perfuração pode acontecer em 48h e pode formar um abscesso, no qual a coleção fica localizada e restrita à cavidade, ou pode se espalhar e causar peritonite difusa. Clínica: · dor vaga mesogástrica/ periumbilical (visceral) → dor em FID/Blumberg (parietal) # fun fact: inicialmente a distensão causa irritação do peritônio visceral. as fibras nervosas peritoneais não são mielinizadas e portanto a dor é difusa ou mais concentrada no mesogástrio em razão da inervação do plexo mesentérico superior. peritônio parietal possui fibras mielinizadas que, mediante isquemia, são sensibilizadas. · ano (hipo) rexia, náusea, vômito, febre baixa · abscesso raramente é visível · peritonite difusa: descompressão dolorosa nos 4 quadrantes · Sinal de Blumberg · Sinal de Rovsing (comprime FIE ou ordenha dói em FID) (aperta aq, doi no vizinho -vsing) · Sinal de Dunphy (dor na FID com tosse) · Sinal do Psoas – apêndice retrocecal (extensão da coxa em decúbito esquerdo) · Sinal do obturador – apêndice na pelve, no forame obturador. (dor HG com rotação interna da coxa direita flexionada) Diagnóstico: clínico: história e exame físico clássica em homens 10-40 anos dúvida: idosos, crianças, mulheres, obesos e gestantes TC: padrão ouro / USG ou RM: criança e gestante Escore de Alvarado Modificado Classificação: Conduta e Tratamento: · Simples (48h ou massa palpável) exame de imagem · Presença de Complicação peritonite difusa: ATB + cirurgia de urgência fleimão “pré-abscesso, peritônio espessado, coleção não puncionável” ATB+colono (4 a 6 semanas) cirurgia (6 a 8 semanas) abscesso: ATB + drenagem percutânea + colono (4-6 semanas) +/- cirurgia (6-8 semanas) Cirurgia: Dieta zero - pré operatório Reposição volêmica Apendicite não complicada - pequena quantidade de solução cristalóide é suficiente para corrigirmos um déficit discreto de volume Apendicite perfurada - grande quantidade de líquido - SF 0,9% + glicose Técnica cirúrgica - Aberta 1. Paciente em DDH + Raquianestesia (pode realizar anestesia geral) 2. RA + CCE 3. Incisão em Mc Burney ou mediana infraumbilical se a peritonite for difusa 4. Diérese até a cavidade - subcutâneo > músculo oblíquo externo > músculo oblíquo interno > transverso do abdome > peritônio. 5. Identificação do apêndice cecal e coto apendicular - observar apresentação (fases). 6. Ligadura da artéria apendicular - suturas com fios absorvíveis 7. Pinçamento da base do coto apendicular 8. Confecção da sutura em bolsa na base do ceco; 9. Apendicectomia 10. Invaginação do coto apendicular; 11. Revisão hemostática 12. Fechamento da aponeurose 13. Dermorrafia - nylon 3.0 14. Curativo Técnica cirúrgica - laparoscopia 1. O paciente é submetido a anestesia geral via de regra. 2. Decúbito dorsal na mesa da sala de cirurgia com o braço esquerdo dobrado. 3. O monitor de vídeo é colocado do lado direito do paciente porque, uma vez instalado o pneumoperitônio, o cirurgião e o assistente ficam do lado esquerdo do paciente. 4. Incisões para colocação de trocartes; 5. Colocação dos portais; 6. Clipagem do mesoapêndice (cuidado com a artéria apendicular) ; 7. Clipagem do apêndice ou ligadura com endoloop; 8. Revisão da cavidade; 9. Fechamento da pele; 10. Curativo Antibiótico Antibioticoterapia em casos de apendicite aguda complicada (perfuração ou abscesso): gentamicina 3 mg/kg 1 vez ao dia (máximo 240 mg) + metronidazol 500 mg EV 8/8 horas. Manter esquema terapêutico por no mínimo 5 dias e 72 horas sem sinais infecciosos (febre e leucocitose). Em caso de insuficiência renal ou risco aumentado de insuficiência renal: substituir gentamicina por ceftriaxona 2g EV 24/24 horas. Analgesia pós-operatória: dipirona, AINES e Morfina ou derivados. Prescrição: 1. Dieta oral zero 2. SF 0,9% 500 mL + Glicose 50% 50 mL EV 6/6h 3. Ceftriaxona 2g EV 24/24h 4. Metronidazol 500mg EV 8/8h 5. Dipirona 04 mL + AD 16 mL EV 6/6h 6. Bromoprida 02 mL + AD EV 8/8h 7. Tilatil 20 mg + AD EV 12/12h 8. Sinais Vitais 9. Cuidados Gerais Prescrição Tamilis: pré-operatório: mulher: BHCG geral: jejum sólido 6 horas e líquido 2hrs 1. Dieta zero 24h 2. 500 mL SF 0,9% + 40ml GH 50% EV 8/8h ou 500 ml SG 5% EV de 8/8h 3. Metronidazol 500mg EV 8/8h 4. Ceftriaxona 1g + 20ml AD EV de 12/12h ou Ceftriaxona 2g + 20ml AD EV de 24/24h 5. Dipirona 1g + 20ml AD EV de 6/6h 6. Tilatil 20 ou 40 mg + 20ml AD EV 12/12h ou Cetoprofeno 100mg EV 12/12h ou Tramal 100mg + 100ml SF 0,9% EV 8/8h (evitar opiácios) 7. Simeticona 13/40 gotas VO 8/8h, se gases 8. Omeprazol 40mg + 20ml AD EV 24/24h ou Omeprazol 40mg VO 24/24h antes do café, se já estiver se alimentando 9. Nausedron 8mg + 20ml AD EV 8/8h ou Plasil ou Bromoprida 10 mg + 20ml AD EV 8/8h 10. Sinais Vitais 11. Cuidados Gerais POS OP https://www.medway.com.br/conteudos/apendicite-aguda-o-que-fazer-no-pos-operatorio/ image3.png image5.png image4.png image1.png image2.png