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Aldileia Lima C. Miranda Kelly Rose P. Moraes Rosana Cristina de C. silva Universidade Estadual do Maranhão Centro de Ensino Superiores de Coroatá Curso: Bacharelado em Enfermagem Disciplina: Saúde do adulto e do Idoso Insuficiência Cardíaca Congestiva - ICC Coroatá – MA 2019 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA - IC • A IC consiste na incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às necessidades de oxigênio e nutrientes dos tecidos. • Passado - IC insuficiência cardíaca congestiva (ICC), visto que muitos pacientes apresentam congestão pulmonar ou periférica. • Atualidade – IC é reconhecida como uma síndrome clinica caracterizada por sinais e sintomas de sobrecarga de liquido e perfusão tissular inadequada. SMELTZER & BARE, 2012 • A sobrecarga de líquido e a diminuição da perfusão tissular ocorrem quando o coração não consegue gerar um débito cardíaco (DC) suficiente para atender as demandas do corpo de oxigênio e nutrientes. • Insuficiência ou falência indica a doença miocárdica comprometimento da contração do coração (disfunção sistólica) ou do enchimento cardíaco (disfunção diastólica) congestão pulmonar ou sistêmica. • A IC é uma condição crônica e progressiva que é tratada com alterações do estilo de vida e medicamentosa insuficiência cardíaca descompensada aguda. SMELTZER & BARE, 2012 • Dois tipos de IC são identificados por meio da avaliação da função ventricular esquerda ecocardiograma; • Tipo mais comum insuficiência cardíaca sistólica (músculo enfraquecido); • Tipo menos comum insuficiência cardíaca diastólica (músculo rígido) SMELTZER & BARE, 2012 FATORES ETIOLÓGICOS • Taxa metabólica aumentada • Hipóxia e anemia • Acidose (respiratória ou metabólica) • Anormalidades eletrolíticas • Arritmias cardíacas • Problemas primários – miocardiopatias; • endocardite infecciosa • Aterosclerose • Cardiopatia valvar • HAS F O N T E : g o o g le .i m a g e n s FISIOPATOLOGIA • Resulta de alterações fisiológicas e manifestações clinicas semelhantes. • Ocorre disfunção miocárdica significativa antes que o cliente apresente sinais e sintomas de IC dispneia, edema ou fadiga. • O corpo ativa mecanismos compensatórios neuro-hormonais são responsáveis pelos sinais e sintomas que se desenvolvem no final. SMELTZER & BARE, 2012 • A IC sistólica resulta em diminuição do volume sanguíneo que está sendo ejetado do ventrículo. • O estiramento ventricular diminuído é percebido por barorreceptores nos glomos para-aórticos e caróticos. • A seguir, o sistema nervoso simpático é estimulado para liberar epinefrina e norepinefrina. SMELTZER & BARE, 2012 F O N T E : S M E L T Z E R & B A R E , 2 0 1 2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Os sinais e sintomas estão relacionados com a congestão e a perfusão insuficiente ventrículo mais afetado. • Insuficiência cardíaca esquerda (Insuficiência ventricular esquerda). • Insuficiência cardíaca direita (Insuficiência ventricular direita). INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ESQUERDA • Ocorre uma congestão pulmonar quando o ventrículo esquerdo não consegue bombear efetivamente o sangue para fora do ventrículo e para a aorta e a circulação sistêmica. SMELTZER & BARE, 2012 F O N T E : g o o g le .i m a g e n s F O N T E : g o o g le .i m a g e n s MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Dispnéia aos esforços e ortopnéia; • Tosse; • Estertores crepitantes pulmonares e níveis baixo de saturação de oxigênio; • Edema pulmonar • Cianose • Fadiga • Astenia • Oligúria • Cardiomegalia, taquicardia, pulso alternante, arritmias, baixa reserva • Confusão, dificuldade de concentração, cefaléia, insônia e ansiedade SMELTZER & BARE, 2012 F O N T E : g o o g le .i m a g e n s INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIREITA • Ocorre uma falha do ventrículo direito (VD) que se torna insuficiente, predominado a congestão nos tecidos periféricos e nas vísceras. • O lado direito do coração não consegue ejetar sangue de modo efetivo e não consegue acomodar todo o sangue que retorna pela circulação venosa. SMELTZER & BARE, 2012 F O N T E : g o o g le .i m a g e n s F O N T E : g o o g le .i m a g e n s MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS • Edema de membros inferiores • Hepatomegalia congestiva • Ascite • Ganho de peso • Ingurgitamento jugular • Anorexia • Náuseas • Fraqueza SMELTZER & BARE, 2012 F O N T E : g o o g le .i m a g e n s MANEJO CLINICO • Melhora da função cardíaca por meio da redução da pré-carga e da pós-carga; • Redução dos sintomas e melhora do estado funcional; • Estabilização da condição do cliente e redução do risco de hospitalização; • Adiantamento da progressão da IC e extensão da expectativa de vida; • Promoção de um estilo de vida que conduz à saúde cardíaca. ICSI,2011 TERAPIA FARMACOLÓGICA • Isoladamente ou em combinação: terapia vasodilatadora, bloqueadores dos receptores de angiotensina II (BRA), betabloqueadores selecionados, bloqueadores dos canais de cálcio, terapia com diuréticos, glicosídios cardíacos (digitálicos) e outros medicamentos • Infusões IV • Medicamentos para disfunção diastólica • Possivelmente anticoagulantes, medicamentos que controlem a hiperlipidemia (estatinas). SMELTZER & BARE, 2012 AVALIAÇÃO E ACHADOS DIAGNÓSTICOS • Sinais e sintomas de edema pulmonar e periférico • Avaliação da função ventricular • Ecocardiograma, radiografia de tórax, eletrocardiograma (ECG) • Exames laboratoriais: eletrólitos séricos, ureia, creatinina, hormônio tireoestimulante (TSH), hemograma completo, peptídio natriurético cerebral (BNP) e exame de urina de rotina • Prova de esforço, cateterismo cardíaco. SMELTZER & BARE, 2012 P R O C E S S O D E E N F E R M A G E M HISTÓRICO DE ENFERMAGEM - ANAMNESE • Focaliza os sinais e sintomas de IC, como dispneia, falta de ar, fadiga e edema. • Os distúrbios do sono podem ser relatados, particularmente o sono subitamente interrompido pela falta de ar. SMELTZER & BARE, 2014 HISTÓRICO DE ENFERMAGEM - EXAME FÍSICO • A FC e o ritmo cardíaco também são documentados. • Ausculta pulmonar para detectar estertores e sibilos. • O coração é auscultado à procura de uma bulha cardíaca B3. HISTÓRICO DE ENFERMAGEM - EXAME FÍSICO • A Distensão da Veia Jugular (DVJ), também é avaliada. • Verificar a perfusão e presença de edema • O fígado é avaliado quanto ao refluxo hepatojugular INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Monitorar a tolerância do paciente à atividade. Combinar exercícios e períodos de repouso para evitar fadiga. Ofertar refeições em porções pequenas e frequentes. Orientar o paciente e a família sobre considerações especiais relativas a atividades da vida diária. INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Monitorar o equilíbrio de líquidos (ex., ingestão/eliminação e pesagem diária). Orientar a uma dieta hipossódica. Orientar o paciente e a família sobre os medicamentos prescritos. Monitorar os sinais vitais com frequência. Monitorar a ocorrência de dispneia, fadiga, taquipneia e ortopneia. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM • Intolerância à atividade e fadiga relacionada com a diminuição do débito cardíaco • Volume de líquidos excessivo relacionado com a síndrome de insuficiência cardíaca• Ansiedade relacionada com a falta de ar provocada pela oxigenação inadequada • Impotência relacionada com a doença crônica e as hospitalizações • Manutenção ineficaz da saúde relacionada com a falta de conhecimento. SMELTZER & BARE, 2012 INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM Reconhecer os efeitos psicológicos da condição subjacente. Promover a redução do estresse. Estabelecer uma relação de apoio com o paciente e a família. Coordenar os encaminhamentos do paciente. Orientar o paciente e a família sobre o acesso a serviços de emergência disponíveis na comunidade, conforme apropriado. PROMOÇÃO DO CUIDADO DOMICILIAR Identificar a IC como uma doença crônica que pode ser tratada. Tomar diariamente os medicamentos, conforme prescrito. Monitorar os efeitos dos medicamentos, como desidratação e hipotensão. Obter o peso diariamente na mesma hora, com as mesmas roupas. Restringir o consumo de sódio a 2.000 a 3.000 mg/dia. Participar de um programa de exercício diário. PROMOÇÃO DO CUIDADO DOMICILIAR • Manter as consultas regulares com o médico ou a clínica. • Notificar imediatamente ao médico ou à clínica qualquer um dos seguintes eventos: 1. Ganho de peso de 0,9 a 1,4 kg em 1 dia ou 2,3 kg em 1 semana. 2. Falta de ar incomum com a atividade. 3. Inchação dos tornozelos, pés ou abdome. 4. Tosse persistente. 5. Desenvolvimento de sono agitado; aumento no número de travesseiros necessários para dormir SMELTZER & BARE, 2014 REAVALIAÇÃO (RESULTADOS ESPERADOS) • Demonstra tolerância ao aumento da atividade • Mantém o balanço hídrico • Redução da ansiedade. • Toma decisões apropriadas em relação ao cuidado e tratamento. • Adere ao esquema de autocuidado SMELTZER & BARE, 2014 CASO CLINICO • P.R.S, 55 anos, negro, hipertenso diagnosticado há 11anos, casado, pedreiro, cinco filhos, deu entrada na unidade de pronto atendimento do Hospital Geral de Santa Tereza, acompanhado de sua esposa, advindo de sua residência devido a dispneia desencadeada por pequenos esforços e edema em MMII. Durante a anamnese o enfermeiro de plantão questionou ao paciente sobre seus hábitos de vida, desorientado e com dificuldades para ouvir, a esposa respondeu por ele. Segundo ela “ele não realiza atividades físicas, pois se sente cansado devido a doença do coração, assim que faz pequenos esforços”, negando uso de álcool e alergias. Além disso, relatou que os problemas de saúde começaram há cerca de seis meses, quando lhe foi dado um diagnóstico de doença cardíaca devido a tosse persistente durante s esforços (os exames analisados pelo enfermeiro não continham a classificação da doença). Depois do diagnostico ainda segundo a mesma eles acharam que os sintomas vinham do cigarro utilizado por seu esposo há 20anos, porém com as crises de falta de ar resolveram procurar o serviço de saúde. DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RESULTADOS INTERVENÇÃO PRESCRIÇÃO HORÁRIO CONFUSÃO AGUDA relacionado a perfusão inadequada, caracterizado com por alteração do nível de consciência. Apresentará melhora do quadro de confusão em 24 horas. Monitorar nível de consciência, controlar o ambiente e prevenção de quedas. 1º avaliar nível de consciência de 4/4 hrs. 2º manter grades do leito elevadas. 3º orientar sobre tempo e espaço. 3° Orientar sobre tempo e espaço. 10 hr 14 hr 18 hr 22 hr Contínuo Contínuo Contínuo VOLUME DE LÍQUIDOS EXCESSIVO relacionado com ICC, caracterizado por dispneia, edema e oigúria. Melhorará quadro em sete dias Fazer controle hídrico e orientação sobre alimentos hipersódicos. 1º Realizar controle hídrico 2° Anotar características da diurese 3° Não elevar MMII maior qu o nível torácico. 4°Avaliar nível de edema de 6/6 hrs Contínuo Contínuo ATENÇÃO 10 hrs 16 hrs 22 hrs 04 hrs Perfusão tissular periférica ineficaz relacionada a conhecimento deficiente do processo da doença caracterizado por edema e as características da pele alteradas Melhorará perfuão em membros em 12 hrs Aquecer extremidades dos membros melhorando a perfusão e observar presença de cianose. 1º Manter extremidades aquecidas e anotar alterações. 2° verificar saturação de 4/4 hrs 3° Observar cianose em leitos ungueais 4° Ofertar oxigênio se saturação <94% e comunicar o médico Contínuo 08 hrs; 12 hrs; 16 hrs; 20 hrs; 24 hrs; 04 hrs ATENÇÃO ATENÇÃO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RESULTADOS INTERVENÇÃO PRESCRIÇÃO HORÁRIO Débito cardíaco diminuído relacionado ao ICC, caracterizado pela distensão da veia jugular, presença da 3° bulha cardíaca, pele fria, úmida e pegajosa. Apresentará melhora nas características da pele e não irá piorar quadro cardíaco. Manter monitorização 1°Verificar SSVV de 04 /04 hrs nas primeiras 24 hrs 2º verificar frequência cardíaca antes da administração de digoxina 3° Manter repouso no leito nas primeiras 24 hrs 4° observar características da pele 08 hrs 12 hrs 16 hrs 20 hrs ATENÇÃO Contínuo Contínuo Padrão respiratório ineficaz relacionado à obesidade e a complacência cardíaca, caracterizado por dispneia, bradipineia e AP com estertores. Restabelecerá padrão respiratório eficaz em 6 hrs Monitoramento respiratório com melhora do padrão. 1° elevação de cabeceira a 45° 2° Ofertar O2 se saturação < 94% 3° oferecer e anotar aceitação da dieta oferecida 4°Observar sinais de dispneia e dificuldade respiratória Contínuo ATENÇÃO 08 hrs 12 hrs 14 hrs 19 hrs ATENÇÃO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM RESULTADOS INTERVENÇÃO PRESCRIÇÃO HORÁRIO Risco de desiquilíbrio eletrolítico relacionado à disfunção renal e volume de líquido excessivo. Manterá controle eletrolítico. Observar sinais de alterações. 1º Observar diurese e características. 2° Observar edema e alterações da pele 3° Observar se apresenta disúria e anúria. 4º Medicar com diurético (furosemida) no período da manhã Contínuo Continuo Manhã Tarde Noite ATENÇÃO Risco de integridade tissular prejudicada relacionado à umidade, volume excessivo de líquidos e estado nutricional desequilibrado. Manterá pele íntegra Realizar cuidados com a pele. 1° Realizar massagem e hidratação corporal 3 vezes ao dia 2° Observar se o paciente está realizando mudança de decúbito 3° Realizar banhop de aspersão com auxilio 4° observar sinais flogísticos em incisão do cateter venoso 10 hrs 16 hrs 22 hrs Continuo Manhã Contínuo REFERÊNCIAS • BULECHEK, G. M; BUTCHER, H. K; DOCHTERMAN, J.M. Classificação das intervenções de enfermagem (NIC). Rio de Janeiro : Elsevier, 2010. • SMELTZER, S. C. et al. Brunner e Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13ª edição. 2014. • SMELTZER, S. C. BARE, B. C. Brunner & Suddarth Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 12a Ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2012. 2404 p. 2V.