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<p>Conteudista: Prof.ª Dra. Andrea Rocha Filgueiras</p><p>Objetivos da Unidade:</p><p>Compreender os conceitos sobre avaliação e diagnóstico nutricional;</p><p>Conhecer as técnicas necessárias para a realização de avaliação e de diagnóstico</p><p>nutricional.</p><p>📄 Material Teórico</p><p>📄 Material Complementar</p><p>📄 Referências</p><p>Avaliação e Diagnóstico Nutricional do</p><p>Paciente Hospitalizado</p><p>Página 1 de 3</p><p>📄 Material Teórico</p><p>Introdução</p><p>A avaliação e o diagnóstico nutricional são componentes fundamentais no cuidado do</p><p>paciente hospitalizado, desempenhando um papel crucial na promoção da saúde,</p><p>prevenção e tratamento de doenças agudas e crônicas. Esta apostila visa proporcionar</p><p>uma compreensão abrangente dos conceitos e técnicas essenciais para a realização de</p><p>uma avaliação e diagnóstico nutricional eficaz, capacitando os profissionais de saúde a</p><p>implementar intervenções nutricionais adequadas e individualizadas.</p><p>Nesta jornada de aprendizado, serão abordadas diversas ferramentas para o</p><p>diagnóstico em nutrição e sua aplicabilidade prática no ambiente hospitalar. Com uma</p><p>abordagem detalhada e prática, exploraremos métodos para a coleta e análise de dados</p><p>nutricionais, identificação de deficiências e excessos nutricionais, e avaliação do</p><p>estado nutricional dos pacientes. Além disso, será enfatizada a importância do</p><p>planejamento e implementação de intervenções nutricionais personalizadas, visando</p><p>não apenas a recuperação e tratamento de condições agudas, mas também a prevenção</p><p>de doenças crônicas e a promoção de um estado de saúde ótimo a longo prazo.</p><p>Ao final desta apostila, espera-se que vocês estejam aptos a realizar diagnósticos</p><p>nutricionais precisos e a desenvolver planos de intervenção nutricional que atendam</p><p>às necessidades específicas de cada paciente. A combinação de conhecimentos</p><p>teóricos e práticos permitirá uma abordagem holística e eficaz, contribuindo para a</p><p>melhoria da qualidade de vida dos pacientes hospitalizados.</p><p>Figura 1</p><p>Fonte: Getty Images</p><p>#ParaTodosVerem: na imagem, vemos uma jovem menina negra de cabelo</p><p>curto deitada em uma cama de hospital e ao lado, em pé, uma mulher negra que</p><p>parece ser sua mãe, vestida de blusa preta. Ela está olhando para a nutricionista e</p><p>parcialmente coberta com um lençol branco. Ao lado dela, a profissional de</p><p>saúde – nutricionista de pele negra – usa uma camisa clara e faz avaliação</p><p>nutricional da paciente, mostrando as informações em uma prancheta</p><p>enquanto conversa com a menina. O ambiente ao redor é típico de um quarto de</p><p>hospital, com equipamentos médicos e uma atmosfera tranquila e limpa. Fim da</p><p>descrição.</p><p>Avaliação do Estado Nutricional</p><p>em Pacientes Hospitalizados</p><p>A Avaliação do Estado Nutricional envolve a coleta, verificação e</p><p>interpretação de dados para tomar decisões sobre a natureza e</p><p>causa de problemas relacionados à nutrição. Sendo um método</p><p>dinâmico, permite a comparação dos dados obtidos com padrões</p><p>de referência, incluindo a reavaliação periódica e o</p><p>acompanhamento da evolução do paciente. Com essas</p><p>informações, é possível estabelecer o diagnóstico nutricional e,</p><p>em seguida, determinar as condutas profissionais apropriadas</p><p>(SBNPE/BRASPEN, 2021).</p><p>A abordagem nutricional do paciente hospitalizado, conforme</p><p>recomendado pela American Dietetic Association, é um processo</p><p>abrangente que inclui a coleta detalhada da história médica,</p><p>alimentar e medicamentosa do paciente. Este processo envolve</p><p>também a realização de um exame físico minucioso, a obtenção</p><p>de medidas antropométricas precisas e a análise de exames</p><p>bioquímicos. A organização e a análise dessas informações são</p><p>realizadas por um profissional habilitado, geralmente um</p><p>nutricionista, que utiliza esses dados para formular um</p><p>diagnóstico nutricional e desenvolver um plano de intervenção</p><p>individualizado. Essa abordagem integrativa assegura que todas</p><p>as necessidades nutricionais do paciente sejam identificadas e</p><p>atendidas de maneira eficaz, contribuindo para uma recuperação</p><p>mais rápida e a prevenção de complicações. Estudos recentes</p><p>destacam a importância dessa metodologia abrangente na</p><p>melhora dos desfechos clínicos dos pacientes hospitalizados</p><p>(SMITH et al., 2020; JOHNSON et al., 2021; BROWN & TAYLOR,</p><p>2022).</p><p>Uma abordagem integrada de ações pode ser sistematizada para</p><p>o cuidado nutricional. Pedroso e colaboradores (2011) referem-se</p><p>a esses cuidados como cuidados alimentares e nutricionais,</p><p>enfatizando que a efetivação do cuidado depende da coordenação</p><p>entre a produção de refeições e o atendimento clínico-nutricional</p><p>(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO, 2024).</p><p>A Figura 2 representa o esquema conceitual proposto pela</p><p>Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN) em 2014 para o</p><p>entendimento da magnitude da Sistematização do cuidado de</p><p>nutrição.</p><p>Figura 2 – Esquema conceitual</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: a imagem representa um fluxograma detalhado sobre a</p><p>Sistematização do Cuidado de Nutrição. O fluxograma começa com essa</p><p>temática central, que se ramifica em várias etapas e subetapas. Primeiramente, a</p><p>Sistematização do Cuidado de Nutrição se divide em três grandes áreas:</p><p>Triagem de risco nutricional, Avaliação do estado nutricional e metabólico,</p><p>Diagnósticos de nutrição, Intervenção de nutrição, Acompanhamento de</p><p>nutrição, Gestão em nutrição e Comunicação. Dentro de Triagem de risco</p><p>nutricional, há subitens como Instrumentos de triagem, Recomendações e</p><p>Limitações. Em seguida, em Níveis de assistência em nutrição, há itens como</p><p>Modelo de classificação de níveis de assistência em nutrição, Recomendações e</p><p>Limitações. A Avaliação do estado nutricional e metabólico abrange vários</p><p>métodos, incluindo Método da história nutricional global, Método dietético,</p><p>Método de exame físico nutricional, Método antropométrico e de composição</p><p>corporal, Método de exame bioquímico e Instrumentos integrados à avaliação</p><p>do estado nutricional. No campo de Diagnósticos de nutrição, há a Definição de</p><p>diagnóstico nutricional e a Padronização dos diagnósticos. A Intervenção de</p><p>nutrição se desdobra em Planejamento de intervenção nutricional e Execução</p><p>da intervenção de nutrição. Já no Acompanhamento de nutrição, há</p><p>Recomendações. A área de Gestão em nutrição inclui Gestão pela qualidade e,</p><p>por fim, a Comunicação trata da Padronização de anotações no prontuário. O</p><p>fluxograma termina com a Conclusão, sugerindo um ciclo ou uma finalização</p><p>do processo descrito anteriormente. Fim da descrição.</p><p>Segundo a Academy of Nutrition and Dietetics (AND, 2014) os</p><p>cuidados nutricionais, chamados genericamente de assistência</p><p>ou cuidado de nutrição, incluem a avaliação do estado</p><p>nutricional do paciente, a identificação de metas terapêuticas, a</p><p>escolha das intervenções a serem implementadas, a identificação</p><p>das orientações necessárias ao paciente e a formulação de um</p><p>plano de avaliação devidamente documentado.</p><p>Apesar da relevância da sistematização do cuidado, sabe-se que</p><p>há diversos problemas e limitações na prática clínica, pois cada</p><p>hospital tem sua rotina estabelecida, tanto em relação ao</p><p>paciente quanto ao gerenciamento. Nesses setores, por vezes, não</p><p>há padronização, o que pode interferir negativamente no</p><p>planejamento e na atenção dietética ao paciente (Manual</p><p>Orientativo: Sistematização do Cuidado de Nutrição, 2014;</p><p>Piovacari, 2021).</p><p>Triagem de Risco Nutricional</p><p>A triagem nutricional consiste em identificar pacientes com risco</p><p>nutricional a fim de estabelecer plano terapêutico e otimizar o</p><p>atendimento nutricional. São instrumentos de baixo custo e</p><p>auxiliam na prevenção da desnutrição ou piora do estado</p><p>nutricional durante a internação hospitalar. Idealmente é</p><p>realizado por nutricionista, porém todo profissional da saúde</p><p>pode ser capacitado para realizar (LIMA e SILVA, 2017;</p><p>PIOVACARI, 2021).</p><p>Figura 3 – Sugestão de escolha de ferramenta para triagem</p><p>nutricional</p><p>Fonte: Reprodução</p><p>#ParaTodosVerem: o fluxograma apresenta a sugestão de escolha de triagem</p><p>nutricional para pacientes admitidos e triados em até 24 horas. A partir desse</p><p>ponto, o fluxograma se divide em três caminhos</p><p>principais. O primeiro caminho</p><p>é para "Adulto e idoso, 18 a 69 anos", que se subdivide em três opções: "NRS</p><p>2002", "Oncologia ASGPP", e "Estado Crítico UTI ESPEN". O segundo caminho é</p><p>para "Idosos > 69 anos", que também se divide em três opções semelhantes:</p><p>"Oncologia ASGPP", "MNA", e "Estado Crítico UTI ESPEN". O terceiro caminho,</p><p>à direita, é destinado a "Crianças e adolescentes – a mês a 18 anos",</p><p>direcionando diretamente para "STRONGKIDS". O fluxograma sugere que a</p><p>escolha da triagem nutricional seja feita de acordo com essas categorias de</p><p>idade e condição do paciente. Fim da descrição.</p><p>Ferramentas de Triagem de Risco Nutricional</p><p>Nutritional Risk Screening (NRS 2002)</p><p>Desempenha um papel fundamental como instrumento de triagem nutricional. Esse</p><p>método inclui como diferencial a consideração da idade do paciente, abrangendo tanto</p><p>adultos quanto idosos, e é aplicável a pacientes clínicos e cirúrgicos no ambiente</p><p>hospitalar, sem discriminar entre diferentes tipos de pacientes e englobando várias</p><p>condições patológicas (HERSBERGER et al., 2020).</p><p>O NRS 2002 pode ser utilizado independentemente da doença e da idade do paciente, o</p><p>que o torna um dos instrumentos mais recomendados para a triagem nutricional em</p><p>hospitais. Além disso, confere atenção especial aos idosos, pois a pontuação final</p><p>aumenta na classificação do risco nutricional para essa faixa etária. Dessa forma, o</p><p>NRS 2002 ajuda a indicar a necessidade de cuidados nutricionais reforçados para</p><p>idosos de idade avançada (≥ 70 anos) como um fator de risco e com base na</p><p>deterioração do estado nutricional e na gravidade da doença (SAHLI,2021,</p><p>PIOVACARI, 2021).</p><p>O uso do NRS 2002 é recomendado para adultos e idosos entre 18</p><p>e 69 anos internados em enfermarias, unidades semi-intensivas</p><p>ou apartamentos no ambiente hospitalar. Utiliza-se uma escala</p><p>de pontuação que varia de 0 a 6 dividida em 2 etapas (Quadro 1 e</p><p>2). Quando a soma dos pontos é maior ou igual a três, o paciente é</p><p>classificado como em risco de desnutrição, sugerindo a</p><p>necessidade de intervenção nutricional (KONDRUP, 2003).</p><p>Quadro 1 – NRS 2002 triagem inicial</p><p>Perguntas Sim Não</p><p>O IMC é < 20,5 kg/m²</p><p>O paciente perdeu peso nos 3 últimos meses?</p><p>O paciente teve sua ingestão dietética</p><p>reduzida na última semana?</p><p>O paciente é gravemente doente?</p><p>Você Sabia?</p><p>O NRS 2002 é recomendado pela European Society of Parenteral and</p><p>Enteral Nutrition (ESPEN).</p><p>Se obtiver alguma resposta “sim”, passar para a 2ª etapa.</p><p>Repetir a cada 7 dias, caso não obtenha nenhuma resposta</p><p>positiva.</p><p>Quadro 2 – Triagem final</p><p>Deterioração do</p><p>estado nutricional</p><p>Gravidade da</p><p>doença</p><p>(grau de estresse)</p><p>0: Ausente</p><p>nutricional</p><p>Estado nutricional</p><p>normal</p><p>Requerimento</p><p>normal</p><p>1: Leve</p><p>Estado nutricional</p><p>normal Perda de peso</p><p>>5% em 3 meses ou</p><p>aceitação da via oral</p><p>entre 50 e 75% da</p><p>estimativa de</p><p>requerimento há 1</p><p>semana.</p><p>Requerimento</p><p>normal Fratura de</p><p>quadril, pacientes</p><p>crônicos</p><p>(especialmente com</p><p>complicações</p><p>agudas): cirrose,</p><p>doença pulmonar</p><p>obstrutiva crônica,</p><p>hemodiálise,</p><p>diabetes e oncologia.</p><p>2:</p><p>Moderado</p><p>Perda de peso >5%</p><p>em 2 meses, ou IMC =</p><p>18,5 a 20,5 + piora</p><p>das condições gerais,</p><p>OU aceitação da via</p><p>oral entre 25% e 50%</p><p>da estimativa de</p><p>requerimento há 1</p><p>semana.</p><p>Cirurgia abdominal</p><p>de grande porte,</p><p>acidente vascular</p><p>cerebral, pneumonia</p><p>grave, leucemia.</p><p>3: Grave</p><p>Perda de peso >5%</p><p>em 1 mês (>15% em 3</p><p>meses) OU IMC < 18,5</p><p>+ piora das condições</p><p>gerais, OU aceitação</p><p>da via oral entre 0 e</p><p>25% da estimativa de</p><p>requerimento há 1</p><p>semana.</p><p>Traumatismo</p><p>craniano,</p><p>transplante de</p><p>medula óssea,</p><p>pacientes críticos</p><p>(APACHE>10).</p><p>Calcule a pontuação total:</p><p>1. Encontre uma pontuação (0 – 3) tanto para Deterioração</p><p>do estado nutricional, como para Gravidade da doença;</p><p>2. Some as duas pontuações (pontuação total);</p><p>3. Se a idade for > 70 anos: some 1 à pontuação total para</p><p>corrigir a fragilidade de idosos;</p><p>4. Se a pontuação final (corrigido para idade) for > 3: iniciar</p><p>o suporte nutricional.</p><p>Avaliação Subjetiva Global Produzida pelo</p><p>Paciente (ASGPP)</p><p>Para pacientes oncológicos adultos e idosos em enfermaria,</p><p>semi-intensiva e apartamento. A avaliação subjetiva global</p><p>produzida pelo paciente é considerada padrão ouro para</p><p>pacientes oncológicos, por considerar conjuntamente diferentes</p><p>aspectos do indivíduo, como perda de peso recente, alterações na</p><p>ingestão alimentar, capacidade funcional, estresse metabólico,</p><p>exame físico e sintomas gastrointestinais (PAIXÃO, 2023).</p><p>Peso:</p><p>Resumindo, meu peso atual e recente:</p><p>Eu atualmente peso aproximadamente:</p><p>______Kg</p><p>Tenho aproximadamente 1 metro e _______cm</p><p>Há 1 mês eu costumava pesar:</p><p>_____________Kg</p><p>Há 6 meses eu costumava pesar:</p><p>____________Kg</p><p>Durante as duas últimas semanas o meu peso:</p><p>(1) diminuiu (0) ficou igual (0) aumentou</p><p>Total do formulário 1:_____</p><p>Ingestão alimentar:</p><p>Comparada com minha alimentação habitual, no</p><p>último mês, eu tenho comido:</p><p>A mesma coisa (0)</p><p>Mais que o habitual (0)</p><p>Menos que o habitual (1)</p><p>Atualmente, eu estou comendo:</p><p>A mesma comida (sólida) em menor quantidade</p><p>que o habitual (1)</p><p>A mesma comida (sólida) em pouca quantidade</p><p>(2)</p><p>Apenas alimentos líquidos (3)</p><p>Apenas suplementos nutricionais (3)</p><p>Muito pouca quantidade de qualquer alimento (4)</p><p>Apenas alimentação por sonda ou pela veia (0)</p><p>Indicar número mais alto formulário 2:_____</p><p>Sintomas:</p><p>Durante as duas últimas semanas, eu tenho os</p><p>seguintes problemas que me impedem de comer o</p><p>suficiente (marque todos os que estiver</p><p>sentindo):</p><p>Sem problemas para me alimentar (0)</p><p>Sem apetite, sem vontade de comer (3)</p><p>Náuseas (enjoos) (1)</p><p>Obstipação (intestino preso) (1)</p><p>Feridas na boca (2)</p><p>Problemas para engolir (2)</p><p>As coisas têm gosto estranho ou não têm gosto (1)</p><p>Vômitos (3)</p><p>Diarreia (3)</p><p>Boca seca (1)</p><p>Me sinto satisfeito rapidamente (1)</p><p>Os cheiros me incomodam (1)</p><p>Cansaço (fadiga) (1)</p><p>Dor, onde?</p><p>(3)____________________________</p><p>_________</p><p>Outros*_________________________</p><p>________________</p><p>* ex. depressão, problemas dentários ou</p><p>financeiros etc.</p><p>Indicar total formulário 3:_____</p><p>Atividades e função:</p><p>No último mês, de um modo geral, eu</p><p>consideraria a minha atividade (função) como:</p><p>Normal, sem nenhuma limitação (0)</p><p>Não totalmente normal, mas capaz de manter</p><p>quase todas as atividades Normais (1)</p><p>Sem disposição para a maioria das coisas, mas</p><p>ficando na cama ou na cadeira Menos da metade</p><p>do dia (2)</p><p>Capaz de fazer pouca atividade e passando a</p><p>maioriado dia na cadeira ou na Cama (3)</p><p>Praticamente acamado, raramente fora da cama</p><p>Subjective Global Assessment (SGA) – Avaliação</p><p>Subjetiva Global</p><p>A Avaliação Subjetiva Global (ASG) foi projetada para obter poucos resultados falso-</p><p>positivos, ou seja, um paciente classificado como desnutrido grave tem poucas</p><p>chances de ser nutrido ou moderadamente desnutrido. Dessa forma, o questionário</p><p>torna-se um teste de alta especificidade. Além disso, a ASG não é utilizada apenas para</p><p>classificar o estado nutricional, mas também para identificar pacientes que</p><p>apresentam maior risco de sofrer complicações associadas ao estado nutricional</p><p>durante sua internação. Portanto, a ASG é utilizada tanto para o diagnóstico adequado</p><p>da desnutrição quanto para o prognóstico, sendo fundamental para determinar as</p><p>intervenções nutricionais (GONÇALOS, 2010, LIM, LIN; DANIELS, 2016; SOUSA JUNIOR</p><p>et al., 2016; PAZ; COUTO, 2016, DE VASCONCELOS,2020).</p><p>Após treinamento adequado, a Avaliação Global Subjetiva (SGA)</p><p>pode ser aplicada por qualquer profissional de saúde da equipe</p><p>multiprofissional, devido à sua simplicidade e baixo custo. O</p><p>questionário aborda questões relacionadas à desnutrição</p><p>crônica, como percentual de perda de peso nos últimos 6 meses,</p><p>modificação na consistência dos alimentos ingeridos,</p><p>sintomatologia gastrointestinal persistente por mais de 2</p><p>semanas, presença de perda de gordura subcutânea e edema.</p><p>Além disso, a SGA considera alterações funcionais que possam</p><p>estar presentes. O método classifica o paciente em bem-nutrido,</p><p>moderadamente</p><p>desnutrido ou gravemente desnutrido.</p><p>(3)</p><p>Indicar número mais alto formulário 4:_____</p><p>Total formulário:____</p><p>Quadro 3 – Avaliação subjetiva global do estado nutricional</p><p>A. História</p><p>1 – Alteração no peso</p><p>Perda total nos últimos 6 meses: total = #________Kg; %</p><p>perda = #________</p><p>Alteração nas últimas duas semanas:</p><p>________aumento________ sem alteração</p><p>________ diminuição.</p><p>2 – Alteração na ingestão alimentar</p><p>________sem alteração; ________alterada;</p><p>________duração = #________semanas.</p><p>________tipo: ________dieta sólida sub-ótima</p><p>________ dieta líquida completa________ líquidos</p><p>hipocalóricos________ inanição________</p><p>3 – Sintomas gastrintestinais (que persistam por > 2</p><p>semanas)</p><p>________nenhum; ________náusea;</p><p>________vômitos; ________diarreia;</p><p>________anorexia.</p><p>4 – Capacidade funcional</p><p>________sem disfunção (capacidade completa)</p><p>________disfunção; ________duração =</p><p>#________semanas.</p><p>________tipo: ________trabalho sub-ótimo</p><p>________ ambulatório ________ acamado.</p><p>5 – Doença e sua relação com necessidades nutricionais</p><p>Diagnóstico primário especificar:</p><p>Demanda metabólica (stress): ________sem</p><p>stress________ baixo stress________ stress</p><p>moderado________ stress elevado________</p><p>B – Exame Físico (para cada categoria, especificar: 0 =</p><p>normal, 1+ = leve, 2+ = moderada, 3+ = grave).</p><p>#________ perda de gordura subcutânea (tríceps, tórax);</p><p>#________ perda muscular (quadríceps, deltoide);</p><p>#________edema tornozelo;</p><p>#________edema sacral;</p><p>#________ascite.</p><p>C – Avaliação subjetiva global (selecione uma)</p><p>________A = bem nutrido;</p><p>________B = moderadamente (ou suspeita de ser)</p><p>desnutrido;</p><p>________C = gravemente desnutrido.</p><p>Mini Nutritional Assessment (MNA) – Miniavaliação</p><p>Nutricional (MAN®)</p><p>A Miniavaliação Nutricional (MAN®) foi criada especificamente para avaliar o estado</p><p>nutricional de idosos hospitalizados. O questionário consiste em 18 perguntas</p><p>divididas em quatro seções que abrangem diferentes aspectos do estado nutricional</p><p>dos idosos hospitalizados. A primeira seção, chamada Avaliação Antropométrica, inclui</p><p>medidas de peso, estatura e perda de peso. A segunda seção, Avaliação Geral, abrange o</p><p>estilo de vida do paciente, o uso de medicamentos e a mobilidade. A terceira seção,</p><p>Avaliação Dietética, examina o número de refeições diárias, a ingestão de alimentos e a</p><p>autonomia para comer sozinho. Por fim, a quarta seção, Autoavaliação, foca na</p><p>percepção do paciente sobre sua saúde e estado nutricional.</p><p>A soma dos escores da MAN® permite identificar os pacientes</p><p>idosos com estado nutricional adequado, risco de desnutrição ou</p><p>desnutrição. A MAN® é aplicada em duas partes: a primeira</p><p>parte, que inclui seis perguntas, é usada para triagem nutricional</p><p>(identificação do risco nutricional); a aplicação completa do</p><p>questionário permite uma avaliação mais detalhada do estado</p><p>nutricional e das possíveis mudanças ao longo do tempo. A</p><p>MAN® é amplamente reconhecida como uma das melhores</p><p>ferramentas para triagem do risco nutricional em idosos.</p><p>Quadro 4 – Miniavaliação Nutricional (MAN®)</p><p>Perguntas Pontuação</p><p>Opções</p><p>disponíveis</p><p>A</p><p>A ingestão de</p><p>alimentos</p><p>diminuiu nos</p><p>últimos três</p><p>meses devido à</p><p>falta de apetite,</p><p>problemas</p><p>digestivos,</p><p>dificuldade de</p><p>mastigação ou</p><p>deglutição?</p><p>0 =</p><p>diminuição</p><p>grave da</p><p>ingesta;</p><p>1 =</p><p>diminuição</p><p>moderada</p><p>da ingesta;</p><p>2 = sem</p><p>diminuição</p><p>da ingesta.</p><p>B</p><p>Perda de peso</p><p>involuntária nos</p><p>últimos 3 meses</p><p>O = superior</p><p>a três quilos;</p><p>1 = não sabe</p><p>informar;</p><p>2 = entre um</p><p>e três quilos;</p><p>3 = sem</p><p>perda de</p><p>peso.</p><p>C Mobilidade 0 = restrito</p><p>ao leito ou a</p><p>cadeira de</p><p>rodas;</p><p>1 =</p><p>deambula,</p><p>mas não é</p><p>capaz de sair</p><p>de casa;</p><p>2 = normal.</p><p>D</p><p>Sofreu estresse</p><p>psicológico ou</p><p>doença aguda nos</p><p>últimos três</p><p>meses?</p><p>0 = sim;</p><p>2 = não.</p><p>E</p><p>Problemas</p><p>neuropsicológicos</p><p>0 =</p><p>demência ou</p><p>depressão</p><p>graves;</p><p>1 = demência</p><p>leve;</p><p>2 = sem</p><p>problemas</p><p>psicológicos</p><p>F Índice de Massa</p><p>Corporal (IMC)</p><p>0 = IMC < 19;</p><p>1 = 19 ≤ IMC</p><p>< 21;</p><p>2 = 21 ≤ IMC</p><p>< 23;</p><p>3 = 1MC ≥ 23.</p><p>Pontuação</p><p>total:</p><p>Classificação</p><p>Estado nutricional normal</p><p>(12–14 pontos).</p><p>Sob risco de desnutrição (8</p><p>– 11 pontos)</p><p>Desnutrição (0 – 7 pontos)</p><p>RISCO NUTRICIONAL: ( ) SIM ( ) NÃO</p><p>Fonte: Adaptado de GUIGOZ Y, VELLAS B, GARRY P. 2009</p><p>Screening Tool Risk Nutritional Status And Growth</p><p>(Strong Kids)</p><p>O Strong Kids, desenvolvido por pesquisadores holandeses, foi</p><p>avaliado em um estudo realizado em 44 hospitais, abrangendo</p><p>pacientes com idades entre 1 mês e 18 anos. Este instrumento é</p><p>composto por itens que examinam diversos aspectos, como a</p><p>presença de doença de alto risco ou cirurgia planejada, perda de</p><p>massa muscular e adiposa mediante avaliação clínica subjetiva,</p><p>ingestão alimentar e perdas nutricionais (como diminuição da</p><p>ingestão alimentar, diarreia e vômito), além de avaliar a perda</p><p>ou ausência de ganho de peso em crianças menores de 1 ano. Cada</p><p>item é pontuado positivamente conforme a resposta, e a soma</p><p>desses pontos determina o risco de desnutrição, orientando os</p><p>profissionais de saúde na intervenção e acompanhamento</p><p>necessários. Estudos indicam que escores de alto risco no Strong</p><p>Kids estão associados a períodos prolongados de hospitalização.</p><p>Além de ser de fácil e rápida aplicação (cerca de 5 minutos em</p><p>média), o Strong Kids demonstra resultados consistentes com</p><p>dados objetivos como peso e estatura, oferecendo uma</p><p>alternativa viável a outros instrumentos que demandam mais</p><p>tempo para aplicação, tornando-se praticamente inviáveis nas</p><p>limitações de tempo dos profissionais de saúde para avaliação e</p><p>decisão terapêutica.</p><p>Quadro 5 – Screening Tool Risk Nutritional Status And Growth (Strong Kids)</p><p>Pergunta Sim Não</p><p>Saiba Mais</p><p>Apesar de a aplicação da triagem nutricional necessitar de tempo da</p><p>equipe de saúde, é mais barata e simples do que os exames</p><p>laboratoriais e a avaliação da composição corporal.</p><p>Avaliação clínica subjetiva – o paciente</p><p>apresenta estado nutricional</p><p>prejudicado conforme a avaliação clínica</p><p>subjetiva (massa muscular e/ou gordura</p><p>subcutânea reduzidas e/ou face</p><p>encovada)?</p><p>(1</p><p>ponto)</p><p>(0</p><p>ponto)</p><p>Doença de alto risco — existe alguma</p><p>doença de base que pode causar</p><p>desnutrição ou cirurgia de grande porte</p><p>prevista?</p><p>(2</p><p>ponto)</p><p>(0</p><p>ponto)</p><p>Ingestão alimentar e perdas —</p><p>apresenta alguns dos itens abaixo?</p><p>Diarreia (> 5 vezes por dia) e/ou</p><p>vômito (> 3 vezes por dia) excessivos</p><p>nos últimos dias?</p><p>Diminuição da ingestão alimentar</p><p>durante os últimos dias antes da</p><p>internação (não incluindo jejum para</p><p>procedimento ou cirurgia eletivos)?</p><p>Recomendação de intervenção</p><p>nutricional preexistente?</p><p>(1</p><p>ponto)</p><p>(0</p><p>ponto)</p><p>Incapacidade de ingestão alimentar</p><p>adequada devido à dor?</p><p>Perda de peso ou pouco ganho de peso —</p><p>houve perda de peso ou nenhum ganho</p><p>de peso (em crianças < 1 ano durante as</p><p>últimas semanas/últimos meses)</p><p>(1</p><p>ponto)</p><p>(0</p><p>ponto)</p><p>Fonte: Adaptado de CARVALHO FC, et al. 2013</p><p>Anamnese</p><p>A palavra “anamnese” vem do grego “aná” (recordar) e</p><p>“mnesis” (memória), sendo entendida como uma entrevista que</p><p>permite levantar detalhadamente os antecedentes fisiológicos,</p><p>patológicos e socioeconômicos-culturais do paciente e de seus</p><p>familiares. Esse processo visa facilitar o diagnóstico,</p><p>considerado a parte mais crucial na coleta de dados sobre a</p><p>saúde do paciente. Durante a entrevista, o profissional pode</p><p>gerar hipóteses com base nas queixas apresentadas.</p><p>Durante a anamnese, são construídos os elementos necessários</p><p>para estabelecer uma relação pessoal entre o paciente e o</p><p>profissional de saúde. Este processo é essencial para conhecer o</p><p>paciente internado, visando identificar sua alimentação e</p><p>diversos fatores associados. No momento da internação, são</p><p>coletados dados demográficos, como sexo, idade, local de</p><p>residência e contatos. Também são levantadas informações sobre</p><p>a saúde geral do paciente, incluindo doenças atuais ou passadas,</p><p>histórico familiar de doenças, uso de medicamentos ou</p><p>suplementos, e hábitos de vida como tabagismo, consumo de</p><p>álcool e prática de exercícios físicos. Além disso,</p><p>são analisados</p><p>os comportamentos alimentares do paciente, como</p><p>conhecimentos sobre nutrição, preferências, aversões, restrições</p><p>alimentares, e condições financeiras e físicas para aquisição e</p><p>preparo dos alimentos. Por fim, também são coletadas</p><p>informações sobre o uso de medicamentos e suplementos</p><p>nutricionais para evitar interações adversas entre eles e os</p><p>nutrientes.</p><p>Quadro 6 – Exemplo 1: protocolo de atendimento nutricional de</p><p>paciente hospitalizado</p><p>Anamnese Clínica e Alimentar para Pacientes Admitidos no</p><p>HC-UFG</p><p>A anamnese alimentar a ser realizada com o paciente</p><p>admitido no HC-UFG/EBSERH deverá conter minimamente</p><p>os tópicos apresentados abaixo:</p><p>1) Alergias ou aversões alimentares;</p><p>2) Preferências alimentares;</p><p>3) Apetite anterior à internação;</p><p>4) Apetite na internação/Aceitação e tolerância à dieta</p><p>hospitalar;</p><p>5) Ingestão habitual;</p><p>a. Número de refeições;</p><p>b. Consumo de frutas/verduras;</p><p>c. Consumo de alimentos proteicos (carne, ovos, leite e</p><p>derivados);</p><p>d. Consumo de alimentos gordurosos ou frituras;</p><p>e. Consumo de alimentos ricos em sódio;</p><p>f. Outros.</p><p>6) Alteração de quantidade, consistência ou composição</p><p>da dieta nos últimos dois (2) meses;</p><p>7) Jejum total ou parcial/período;</p><p>8) Ingestão hídrica.</p><p>Para os pacientes em uso de Terapia Nutricional Enteral, o</p><p>registro em prontuário deverá conter:</p><p>1) Tipo/Via de TN;</p><p>2) Tempo de TN;</p><p>3) Prescrição dietoterápica na admissão:</p><p>a. Características da fórmula;</p><p>b. Módulos adicionados</p><p>c. Volume/fracionamento;</p><p>d. Velocidade/tempo de infusão.</p><p>4) Valor nutricional: ________ Kcal/dia;</p><p>_______CHO/dia; __________</p><p>PTN/dia; _______ LIP/dia_________</p><p>Outros:___________________________</p><p>Fonte: Adaptado de HC; UFG; EBSERH, 2016</p><p>Níveis de Assistência Nutricional</p><p>A definição do cuidado nutricional pode ser organizada em</p><p>diferentes níveis de assistência. Após a avaliação nutricional, o</p><p>paciente é classificado em um desses níveis. Esse sistema visa</p><p>otimizar os recursos humanos disponíveis e ajustar o</p><p>atendimento ao nível de cuidado necessário, de acordo com a</p><p>terapia dietética apropriada para a condição clínica e o estado</p><p>nutricional do paciente.</p><p>O cuidado nutricional, organizado por níveis de assistência,</p><p>permite adaptar os procedimentos ao estado nutricional e à</p><p>complexidade das ações do nutricionista. Esse sistema prioriza o</p><p>atendimento aos pacientes com comprometimento nutricional,</p><p>oferecendo uma terapêutica adequada, individualizada e</p><p>diferenciada.</p><p>Quadro 7 – Critérios para classificação dos níveis de assistência de</p><p>nutrição</p><p>Nível primário Nível secundário Nível terciário</p><p>Pacientes cuja</p><p>doença de</p><p>base ou</p><p>problema não</p><p>exija cuidados</p><p>dietoterápicos</p><p>específicos</p><p>(pneumonia,</p><p>gripe,</p><p>conjuntivite,</p><p>varicela);</p><p>Pacientes que</p><p>não</p><p>apresentam</p><p>Pacientes cuja</p><p>doença de base</p><p>ou problema</p><p>não exija</p><p>cuidados</p><p>dietoterápicos</p><p>específicos,</p><p>porém</p><p>apresentam</p><p>riscos</p><p>nutricionais;</p><p>Pacientes cuja</p><p>doença de base</p><p>exija cuidados</p><p>Pacientes cuja</p><p>doença de base</p><p>exija cuidados</p><p>dietoterápicos</p><p>especializados</p><p>(prematuridade</p><p>baixo peso ao</p><p>nascer, erros</p><p>inatos do</p><p>metabolismo);</p><p>Pacientes que</p><p>apresentam</p><p>risco</p><p>nutricional.</p><p>risco</p><p>nutricional.</p><p>dietoterápicos,</p><p>mas não</p><p>apresentam</p><p>risco</p><p>nutricional</p><p>(disfagia,</p><p>diabetes,</p><p>alergia à</p><p>proteína do</p><p>leite de vaca,</p><p>hipertensão).</p><p>Fonte: Adaptado de MACULEVICIUS J.; FORNASARI M.; BAXTER Y. 1994</p><p>A resposta ao critério de risco nutricional deve ser resultante de</p><p>algum instrumento de triagem. Quanto à necessidade de</p><p>dietoterapia, é necessário conhecer a condição clínica do</p><p>paciente, seu estado nutricional e a prescrição médica da dieta</p><p>para definir a necessidade de atenção dietética especializada. Por</p><p>exemplo, um paciente que apresenta disfagia terá necessidade de</p><p>dieta específica para o caso.</p><p>Devido à importância do atendimento nutricional por níveis de</p><p>assistência para crianças, adultos e idosos hospitalizados,</p><p>independentemente de seu estado fisiológico ou condição clínica,</p><p>é essencial entender detalhadamente essa classificação. Os</p><p>critérios apresentados no Quadro 8 são adaptados da publicação</p><p>original, com o objetivo de atualizar e simplificar o método para</p><p>aplicação na prática clínica.</p><p>Quadro 8 – Critérios para classificação do nível de assistência de</p><p>nutrição</p><p>Critérios</p><p>relacionados</p><p>ao paciente</p><p>NAN</p><p>Primário Secundário Terciário</p><p>Risco</p><p>nutricional</p><p>Não Não Sim Sim</p><p>Necessidade</p><p>de</p><p>dietoterapia</p><p>específica</p><p>Não Não Sim Sim</p><p>Fonte: Adaptado de MACULEVICIUS J.; FORNASARI M.; BAXTER Y. 1994</p><p>Na prática, algumas situações clínicas que geram</p><p>hipercatabolismo (como grandes queimaduras, politraumas,</p><p>caquexia, terapia nutricional enteral e parenteral, cirurgias de</p><p>grande porte ou enfermidades graves) estão classificadas ao</p><p>nível terciário, por atendarem aos dois critérios.</p><p>Conforme a classificação do NAN, o nutricionista pode</p><p>determinar o tipo de atendimento e a periodicidade para a visita</p><p>ao paciente (Quadro 9).</p><p>Quadro 9 – Plano de atendimento de nutrição a pacientes</p><p>internados e ambulatoriais segundo o nível de assistência de</p><p>nutrição</p><p>Nível primário de assistência em nutrição</p><p>Ações propostas ao</p><p>nível</p><p>hospitalar/internação</p><p>Visita admissional em 24</p><p>horas;</p><p>Avaliação do estado</p><p>nutricional e diagnóstico de</p><p>nutrição;</p><p>Verificação da prescrição</p><p>médica;</p><p>Planejamento dietético após</p><p>análise da prescrição</p><p>médica;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário;</p><p>Retorno em até 1 semana (7</p><p>dias);</p><p>Aferição de peso a cada 15</p><p>dias.</p><p>Ações propostas ao</p><p>nível ambulatorial</p><p>Orientação nutricional sobre</p><p>alimentação saudável;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário;</p><p>Alta da nutrição.</p><p>Nível secundário de assistência em nutrição</p><p>Ações propostas ao</p><p>nível</p><p>hospitalar/internação</p><p>Visita admissional em 24</p><p>horas;</p><p>Avaliação do estado</p><p>nutricional e diagnóstico de</p><p>nutrição a cada 10 dias;</p><p>Verificação da prescrição</p><p>médica;</p><p>Planejamento dietético após</p><p>análise da prescrição</p><p>médica;</p><p>Evolução clínica e</p><p>nutricional;</p><p>Orientação nutricional</p><p>durante a internação;</p><p>Orientação nutricional na</p><p>alta hospitalar;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário.</p><p>Ações propostas em</p><p>nível ambulatorial</p><p>Anamnese e elaboração do</p><p>diagnóstico de nutrição;</p><p>Orientação nutricional com</p><p>base no diagnóstico de</p><p>nutrição;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário;</p><p>Programação do retorno ou</p><p>alta da nutrição.</p><p>Nível terciário de assistência em nutrição</p><p>Ações propostas ao</p><p>nível</p><p>hospitalar/internação</p><p>Visita admissional em 24</p><p>horas;</p><p>Visita diária.</p><p>Avaliação do estado</p><p>nutricional e diagnóstico de</p><p>nutrição a cada 7 dias;</p><p>Verificação da prescrição</p><p>médica;</p><p>Planejamento dietético após</p><p>análise da prescrição médica;</p><p>Evolução clínica e nutricional;</p><p>Orientação nutricional durante</p><p>a internação;</p><p>Orientação nutricional na alta</p><p>hospitalar;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário;</p><p>Retorno em até 72 horas (3</p><p>dias).</p><p>Ações propostas em</p><p>nível ambulatorial</p><p>Anamnese e elaboração do(s)</p><p>diagnóstico(s) de nutrição;</p><p>Orientação com base no(s)</p><p>diagnóstico(s) de nutrição;</p><p>Encaminhamento para</p><p>atendimento em grupo (de</p><p>nutrição e/ou</p><p>multiprofissional) ou</p><p>individual, conforme os</p><p>critérios estabelecidos;</p><p>Acompanhamento de acordo</p><p>com a evolução, verificação</p><p>das dúvidas junto ao paciente e</p><p>reforço das orientações;</p><p>Registro do atendimento em</p><p>prontuário;</p><p>Programação do retorno ou</p><p>alta da nutrição.</p><p>Fonte: Adaptado de ASBRAN, 2014</p><p>Exame Físico</p><p>O histórico médico e o exame físico são métodos clínicos</p><p>utilizados para identificar sinais (observações feitas por um</p><p>profissional qualificado) e sintomas (manifestações relatadas</p><p>pelo paciente) de desvios nutricionais. É importante destacar que</p><p>esses sinais e sintomas não são específicos e podem surgir</p><p>apenas em estágios avançados da deficiência ou doença.</p><p>Portanto, não se recomenda elaborar um diagnóstico nutricional</p><p>baseado exclusivamente neles. Esse tipo de avaliação deve ser</p><p>sempre complementado por um diagnóstico bioquímico.</p><p>O exame físico depende das habilidades do examinador em</p><p>observar, ouvir</p><p>e palpar, utilizando todos os sentidos para</p><p>identificar variações do normal. Os sinais são os resultados</p><p>dessas observações feitas por um examinador qualificado. As</p><p>informações obtidas durante o exame físico fornecem uma</p><p>perspectiva única e detalhada para a avaliação nutricional,</p><p>aumentando a flexibilidade dos nutricionistas.</p><p>De forma didática, o exame físico pode ser dividido em três</p><p>categorias:</p><p>Tecidos de regeneração rápida e sistemas</p><p>corporais;</p><p>Massa gorda e muscular;</p><p>Condição hídrica corporal.</p><p>O Quadro a seguir relaciona alguns sinais e sintomas mais</p><p>comumente associados ao estado nutricional.</p><p>Quadro 10 – Sinais e sintomas mais comumente associados ao</p><p>estado nutricional</p><p>Sistema</p><p>Corporal</p><p>Aspectos</p><p>relacionados</p><p>com</p><p>“normalidade”</p><p>Achados de</p><p>má nutrição</p><p>O que e</p><p>constat</p><p>podem r</p><p>Cabelos Brilhantes e</p><p>firmes no couro</p><p>Opacos,</p><p>quebradiços,</p><p>Má nutriçã</p><p>proteico-</p><p>Você Sabia?</p><p>Os tecidos de regeneração rápida – como cabelos, pele, lábios, olhos e</p><p>língua – são prováveis de refletir deficiências nutricionais antes do</p><p>que os outros. O exame físico nutricional tem a abordagem dos</p><p>sistemas, sendo realizado da cabeça aos pés.</p><p>cabeludo. secos, com</p><p>muita queda.</p><p>energética</p><p>Olhos</p><p>Globo ocular</p><p>(branco dos</p><p>olhos) claro,</p><p>membranas</p><p>rosadas e fácil</p><p>ajuste à luz.</p><p>Membranas</p><p>pálidas,</p><p>manchas,</p><p>vermelhidão,</p><p>dificuldade</p><p>para ajustar à</p><p>luz.</p><p>Deficiência</p><p>vitaminas</p><p>complexo B</p><p>ou ferro.</p><p>Dentes e</p><p>gengiva</p><p>Sem dores ou</p><p>cáries, gengivas</p><p>firmes, dentes</p><p>claros.</p><p>Edentulismo</p><p>parcial ou</p><p>total,</p><p>descoloração,</p><p>gengivas</p><p>inchadas ou</p><p>de</p><p>sangramento</p><p>fácil.</p><p>Deficiência</p><p>minerais o</p><p>vitamina C</p><p>Rosto</p><p>Sem</p><p>ressecamento ou</p><p>descamação.</p><p>Pálido,</p><p>descamado,</p><p>pele</p><p>quebradiça.</p><p>Má nutriçã</p><p>proteicoen</p><p>estado nut</p><p>relativo a f</p><p>vitamina A</p><p>Glândulas Sem nódulos.</p><p>Inchadas no</p><p>pescoço.</p><p>Má nutriçã</p><p>proteico-</p><p>energética</p><p>estado nut</p><p>relativo ao</p><p>Língua</p><p>Vermelha, com</p><p>cortes e/ou</p><p>depressões,</p><p>áspera.</p><p>Descolorida,</p><p>lisa, inchada.</p><p>Deficiência</p><p>vitamina C</p><p>Pele</p><p>Lisa, firme, boa</p><p>coloração.</p><p>Seca, áspera,</p><p>manchada,</p><p>com sensação</p><p>de lixa,</p><p>presença de</p><p>feridas, perda</p><p>de gordura</p><p>subcutânea.</p><p>Má nutriçã</p><p>proteicoen</p><p>deficiência</p><p>ácidos grax</p><p>essenciais</p><p>de vitamin</p><p>do complex</p><p>Unhas</p><p>Firmes e</p><p>rosadas.</p><p>Formato de</p><p>colher,</p><p>quebradiças,</p><p>sulcadas,</p><p>pálidas.</p><p>Deficiência</p><p>ferro.</p><p>Sistemas</p><p>internos</p><p>Ritmo cardíaco</p><p>normal, pressão</p><p>arterial normal,</p><p>sem transtornos</p><p>digestivos,</p><p>reflexos</p><p>adequados e</p><p>estado mental</p><p>equilibrado.</p><p>Ritmo e</p><p>frequência</p><p>cardíacos</p><p>alterados, PA</p><p>alterada,</p><p>fígado</p><p>aumentado,</p><p>digestão</p><p>alterada,</p><p>febre,</p><p>formigamento</p><p>em mãos e</p><p>pés, perda de</p><p>equilíbrio e</p><p>coordenação.</p><p>Má nutriçã</p><p>proteico-</p><p>energética</p><p>de minerai</p><p>Ossos e</p><p>músculos</p><p>Tônus muscular,</p><p>postura,</p><p>desenvolvimento</p><p>de ossos longos</p><p>apropriado para</p><p>a idade.</p><p>Aparência de</p><p>perda</p><p>muscular,</p><p>nódulos ou</p><p>inchaços nas</p><p>extremidades</p><p>ósseas,</p><p>nódulos nas</p><p>costelas,</p><p>deformidades</p><p>Má nutriçã</p><p>proteicoen</p><p>estado de m</p><p>e de vitami</p><p>em pernas ou</p><p>joelhos.</p><p>Fonte: Adaptado de RIBEIRO, 2018</p><p>Durante a avaliação, é importante estar ciente de que a massa</p><p>muscular vai variar de acordo com o nível de atividade e com o</p><p>estado nutricional. Essa variação também irá determinar a força</p><p>e a eficiência da massa muscular respiratória e diminuem muitas</p><p>vezes nas condições de desnutrição. Em condições de depleção</p><p>nutricional e denervação (esclerose múltipla), as reservas</p><p>musculares podem reduzir significativamente. O repouso</p><p>Você Sabia?</p><p>A perda de gordura subcutânea é normalmente observada em face,</p><p>tríceps, bíceps, linha lateral média axilar e coxas. As reservas de</p><p>massa muscular são observadas na região das têmporas, deltoide e</p><p>quadríceps.</p><p>prolongado e o envelhecimento no leito também causam perda de</p><p>massa muscular.</p><p>Diagnóstico Nutricional</p><p>Os diagnósticos em nutrição ligam a avaliação com a</p><p>intervenção. Na avaliação, os dados (sinais e sintomas) são</p><p>reunidos e analisados para produzirem um diagnóstico em</p><p>nutrição. A partir dele, as intervenções são planejadas, focadas</p><p>na causa do problema (etiologia) e nos sinais e sintomas</p><p>relacionados. O foco do monitoramento e aferição é mostrar que o</p><p>diagnóstico em nutrição foi resolvido (ASBRAN,2023).</p><p>Importante!</p><p>A avaliação de um único músculo não é capaz de refletir a função</p><p>muscular do corpo todo. Quando a doença é sistêmica, a perda da</p><p>função muscular é global. Porém, o desuso de algum conjunto de</p><p>músculo, devido a qualquer causa, pode atrofiar partes específicas do</p><p>corpo.</p><p>O diagnóstico em nutrição não deve ser confundido com o</p><p>diagnóstico médico. O diagnóstico médico pode, ou não, ter</p><p>relação com as intervenções do nutricionista. Já no diagnóstico</p><p>em nutrição, a intervenção do nutricionista deve resolver ou</p><p>minimizar o problema do cliente, mesmo que o diagnóstico</p><p>médico permaneça. Um exemplo é o caso de um paciente com</p><p>diagnóstico médico de “câncer” e diagnóstico em nutrição de</p><p>“ingestão oral subótima” (ASBRAN,2023).</p><p>Enfatiza-se a obtenção do maior número possível de dados com</p><p>base na história dietética e clínica, no exame físico, nas medições</p><p>antropométricas e laboratoriais que: completam o perfil de</p><p>avaliação, favorecem a interpretação e tentam identificar a</p><p>alteração nutricional (SBNPE/BRASPEN, 2011).</p><p>Segundo a Lei n. 8.234/91, que regulamenta a profissão e a</p><p>Resolução CFN n.º 600/2018, que dispõe sobre a definição das</p><p>áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições, indica</p><p>parâmetros numéricos mínimos de referência, por área de</p><p>atuação, referem que é atribuição do nutricionista a realização da</p><p>avaliação nutricional na prática clínica, estabelecendo o</p><p>diagnóstico nutricional. A determinação do diagnóstico</p><p>nutricional final inclui a avaliação do paciente, por métodos</p><p>subjetivos, objetivos e pela análise de parâmetros bioquímicos,</p><p>examinados com base em padrões de referências estabelecidos</p><p>por meio de investigações científicas.</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta</p><p>Unidade:</p><p>Livro</p><p>Semiologia Nutricional</p><p>DUARTE, A. C. G. Semiologia nutricional. 1. ed. São Paulo: Atheneu, 2019.</p><p>Vídeo</p><p>Nutrição Clínica e Hospitalar</p><p>Página 2 de 3</p><p>📄 Material Complementar</p><p>Leitura</p><p>Resolução CFN n.º 600/2018</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>ACESSE</p><p>Fundamentos da Padronização Internacional do</p><p>Processo e da Terminologia de Cuidado em Nutrição</p><p>Clique no botão para conferir o conteúdo.</p><p>Nutrição Clínica e HospitalarNutrição Clínica e Hospitalar</p><p>http://sisnormas.cfn.org.br:8081/viewPage.html?id=600</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Q1sf6wrdx90</p><p>ACESSE</p><p>https://www.asbran.org.br/storage/downloads/files/2023/12/manual-fundamentos-da-padronizacao-internacional-do-pcn-1702561463.pdf</p><p>ACADEMY OF NUTRITION AND DIETETICS. NUTRITION</p><p>TERMINOLOGY REFERENCE MANUAL (eNCPT): Dietetics Language</p><p>for Nutrition Care. Disponível em: <http://ncpt.webauthor.com>.</p><p>AMERICAN DIETETIC ASSOCIATION (ADA). ADA pocket guide to</p><p>nutrition assessment. 2nd.ed. 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