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<p>PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL É LEI E DEVE ATENDER NECESSIDADES DOS ALUNOS</p><p>30/08/2013 por Sônia Caldas Pessoa</p><p>Por Cristina Silveira*</p><p>O PDI é instrumento utilizado para adaptar o currículo escolar às necessidades dos alunos de inclusão escolar.</p><p>Está amparado na Legislação Federal (Lei de Diretrizes e Bases da Educação – Lei 9394/96) e em Minas Gerais está</p><p>amparado pela Secretaria de estado de Educação , através da SD n° 01/2005 de 09 de abril de 2005, que orienta o</p><p>atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais decorrentes de deficiências e condutas típicas.</p><p>O Planejamento de desenvolvimento individual – PDI, visa ao atendimento das dificuldades de aprendizagem</p><p>das necessidades especiais dos educandos e ao favorecimento de sua escolarização. Consideram as competências e</p><p>potencialidades dos alunos, tendo como referencia o currículo regular. Essa medida pode significar para os alunos que</p><p>necessitam, igualdade de oportunidades educacionais, promovendo a educação inclusiva, na perspectiva de uma</p><p>escola para todos.</p><p>O Ministério da Educação e Cultura – MEC, através da Secretaria de Educação Fundamental publicou em 1998,</p><p>um documento intitulado “PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS”, onde descreve como devem ser realizado o PDI</p><p>no capítulo ‘ADAPTAÇÕES INDIVIDUALIZADAS DO CURRICULO” (pg 43), no qual nos embasamos para descrever a</p><p>definição desse Planejamento que se segue.</p><p>As modalidades adaptativas individuais para o aluno de inclusão escolar, focalizam a atuação do professor na</p><p>avaliação e no atendimento do aluno. É o instrumento principal na definição do nível de competência curricular do</p><p>educando e na identificação dos fatores que interferem no seu processo de ensino-aprendizagem.</p><p>As adaptações tem o currículo regular como referencia básica, adotam formas progressivas de adequa-lo com</p><p>as necessidades do aluno, aproveitando as suas habilidades para a inserção do conteúdo escolar. As adaptações dos</p><p>conteúdos pedagógicos e do processo avaliativo devem obedecer a algumas estratégias, como por exemplo:</p><p>– Adequar os objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, o que implica modificar os objetivos, considerando as</p><p>condições do aluno em relação aos demais alunos da turma;</p><p>– Priorizar determinados objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, para dar ênfase aos objetivos, conteúdos e</p><p>critérios de avaliação, para dar ênfase aos objetivos que contemplem as deficiências do aluno suas condutas típicas e</p><p>altas habilidades, não abandonado os objetivos definidos para o grupo, mas acrescentando outros, concernentes com</p><p>suas necessidades educacionais especiais;</p><p>– Considerar que o aluno com necessidades especiais pode alcançar os objetivos comuns ao grupo, mesmo que possa</p><p>requerer um período mais ongo de tempo. De igual modo, pode necessitar de período variável para o processo de</p><p>ensino-aprendizagem e desenvolvimento de suas habilidades;</p><p>– Cursar menos disciplinas durante o curso, serie ou ciclo, para que desse modo estender o período de duração do</p><p>curso, serie ou ciclo que frequenta;</p><p>– Introduzir conteúdos, objetivos e critérios de avaliação, o que implica considerar a possibilidade de acréscimo desses</p><p>elementos na ação educativa caso necessário à educação do aluno com necessidades especiais.</p><p>– Eliminar conteúdos, objetivos e critérios de avaliação, definidos para o grupo de referencia do aluno, em razão de</p><p>suas deficiências ou limitações pessoais. A supressão desses conteúdos e objetivos da programação educacional reular</p><p>não deve causar prejuízos para a sua escolarização e promoção acadêmica. Deve considerar rigorosamente o</p><p>significado dos conteúdos.</p><p>Estas medidas devem ser precedidas de uma criteriosa avaliação do aluno, considerando a sua competência</p><p>acadêmica. Devem ser considerados como elementos de apoio a família, profissionais, monitores, orientadores;</p><p>recursos físicos, materiais, ambientais; as atitudes, os valores, as crenças, os principios; as deliberações e decisões</p><p>políticas, legais, administrativas; os recursos técnicos e tecnológicos; os programas de atendimentos genérico e</p><p>especializados.</p><p>Além disso, as decisões de apoio devem considerar as áreas prioritárias a serem apoiadas; identificação dos</p><p>tipos mais eficientes de apoio; se o apoio deve ser prestado dentro ou fora da sala de aula, em grupo ou</p><p>individualmente; definindo as funções e tarefas dos diferentes profissionais envolvidos na prestação do apoio.</p><p>Alguns alunos de inclusão escolar, exigem adaptações significativas no currículo para o atendimento dos</p><p>alunos e indicar conteúdos curriculares de caráter mais funcional e prático, levando em conta as suas características</p><p>individuais, podendo ser considerados currículos especiais, exigindo uma diversificação curricular. Envolvem</p><p>atividades relacionadas às habilidades básicas, à consciência de si, aos cuidados pessoais e de vida diária, ao</p><p>treinamento multissensorial, ao exercício da independência e ao relacionamento interpessoal, dentre outras. Esses</p><p>currículos são conhecidos como funcionais e devem contar com a participação da família e ser acompanhado de um</p><p>criterioso e sistemático processo de avaliação pedagógica e psicopedagógica do aluno, avaliando os procedimentos</p><p>pedagógicos empregados na sua educação, uma vez que na organização desse programa não é levado em conta as</p><p>aprendizagens acadêmicas.</p><p>Atualmente, os sistemas educacionais revelam dificuldades para atender às necessidades especiais dos alunos</p><p>de inclusão na escola regular, A flexibilidade e dinamicidade do currículo regular podem não ser suficientes para</p><p>superar as restrições dos sistemas educacionais ou compensar as limitações reais desses alunos, fazendo com que as</p><p>adaptações curriculares individuais sejam necessárias.</p><p>A utilização desse programa facilita a aprendizagem do aluno, facilita o trabalho do dos professores que</p><p>passam a contar com um estudo onde se tem técnicas e estratégias direcionadas para lidar com as dificuldades da</p><p>criança, além do apoio das famílias e dos profissionais que assistem a criança fora do ambiente escolar. A escola por</p><p>sua vez se vê inserida em um processo que pode conduzir à educação inclusiva de fato, eliminando muitos dos conflitos</p><p>que poderiam existir entre pais e escola, evitando que as discussões e desentendimentos culminem no judiciário, no</p><p>Ministério Publico ou na Defensoria Publica, onerando os gastos públicos e trazendo prejuízos ainda maiores para a</p><p>própria criança nesse processo.</p><p>Esse programa, se bem utilizado, pode servir como um denominador comum entre família, escola, judiciário e</p><p>profissionais da saúde para que se realize de fato a inclusão escolar da criança deficiente.</p><p>* Psicopedagoga, psicanalista e educadora inclusiva</p><p>O que é PDI ou PEI?</p><p>por Mundo Autista em 17 de agosto de 2020</p><p>Selma Sueli Silva e Dr Luís Renato Arêas</p><p>O Plano de Desenvolvimento Individual ou o PDI é uma prática adotada nas escolas, a fim de potencializar o</p><p>aprendizado do aluno com deficiência. Você sabe como funciona na prática? Doutor Renato explica.</p><p>Selma Sueli Silva: Já falamos sobre o profissional de apoio, falamos do professor de educação especial e</p><p>chegamos ao ponto em que as mães ficam muito aflitas. “Mas o meu filho não consegue acompanhar as matérias.”</p><p>“Será que o melhor seria cortar conteúdo para ele?” “A escola diz que isso é privilegiar meu filho.” Na verdade, não é</p><p>nada disso. O que a lei prevê é que haja um programa de acordo com a necessidade desse aluno. Hoje, nós vamos</p><p>falar sobre isso e o doutor Renato vai dar a dimensão do que a lei fala e como funciona na prática.</p><p>Dr Luís Renato Arêas: Isso mesmo, Selma. É o chamado PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) ou em</p><p>alguns outros lugares eles chamam de PEI (Plano Educacional Individualizado). O que vem a ser isso? É uma forma de</p><p>colocar para aquele aluno específico um planejamento educacional de acordo com as necessidades dele, em razão da</p><p>sua deficiência. Então, é elaborado pelo conjunto da escola e profissionais que acompanham</p><p>esse aluno. Por que eu</p><p>falo profissionais? Porque inclui o professor regente e o professor de educação especial, como falei na entrevista</p><p>passada. Ele auxilia na elaboração desse plano de desenvolvimento individual da sala de aula. Inclui a questão de</p><p>coordenação pedagógica, a diretoria, as famílias, que conhecem como ninguém seus filhos e os profissionais da equipe</p><p>multidisciplinar. É muito importante a participação deles, assim como a participação do fonoaudiólogo, psicopedagogo</p><p>e do próprio médico. Embora seja importante a participação de todos, cabe a escola elaborar esse plano. Os demais</p><p>são apoiadores para a elaboração de um plano de desenvolvimento em que se potencialize ao máximo o</p><p>desenvolvimento daquele aluno com deficiência.</p><p>E o que seria esse plano? É um plano com metas específicas, que você busca alcançar com aquele aluno com</p><p>deficiência. Seja na interação em sala de aula com os colegas, na interação com o professor, seja com a questão</p><p>pedagógica. Tem uma abrangência não só com o dia a dia dentro da sala de aula, mas com avaliações que sejam</p><p>adequadas. Por exemplo: como eu vou avaliar se aquele aluno com deficiência aprendeu o conteúdo ministrado na</p><p>sala de aula? Há casos em que essa avaliação deve ser diferente da avaliação convencional.</p><p>Às vezes, existe uma dificuldade de perceber qual a melhor forma de avaliar o aluno. Alguns pontos devem ser</p><p>observados: o aluno tem dificuldade com textos compridos, com enunciados subjetivos, com metáforas? É preciso que</p><p>seja colocado de forma que o professor possa compreender o que o aluno aprendeu. O que acontece: os professores</p><p>acham que o aluno não sabe nada, que ele não desenvolveu, não aprendeu. Mas, o que está falho é a forma de</p><p>avaliação. Ele não sabe buscar daquele aluno aquilo que ele aprendeu. Por isso, mais uma vez, a necessidade de se ter</p><p>o professor de educação especial para dar esse suporte e fazer com que todo o corpo de funcionários da escola, seja</p><p>professor ou gestor, consiga compreender que há várias maneiras de ensinar e várias maneiras de checar o que o</p><p>aluno aprendeu.</p><p>O PDI é muito importante e aí está a necessidade de ele ser feito por várias mãos, sempre respeitando a</p><p>autonomia da escola, a autonomia do professor regente, do professor de educação especializada. Mas que fique claro:</p><p>a participação de todos é importante, desde o professor de educação escolar pois ele é que está no dia a dia do aluno,</p><p>até o professor de educação especial. O PDI deve existir independentemente da oferta do Atendimento Educacional</p><p>Especializado (AEE) no contraturno escolar. Lá, também tem o plano, que a gente chama de Plano Educacional de</p><p>Atendimento Especializado, que vai servir para aquele contraturno escolar, para a atuação daquele professor de</p><p>educação especializada, potencializando a aprendizagem do aluno com jogos, com o uso de tecnologia assistiva. Enfim,</p><p>é um outro trabalho. O que nós estamos falando agora é do plano de desenvolvimento dentro de sala de aula, dentro</p><p>daquele conteúdo programático daquele professor regente com a participação do professor de educação</p><p>especializada e de outros atores, para que esse plano seja eficaz. É importante ter metas e atingi-las, para checar a</p><p>eficiência do processo. Em alguns casos, podemos observar, nesse processo, uma forma de intervenção equivocada,</p><p>uma leitura diferente do corpo docente. Temos que verificar a todo momento, revisar periodicamente. Tem casos, por</p><p>exemplo que a pessoa faz um plano de desenvolvimento individual a cada um ano, e o aplica até o fim do ano, sem</p><p>nenhuma revisão. Tem que ser revisto, no mínimo, a cada semestre, sendo mais curto, a cada bimestre, a cada</p><p>trimestre. Porque as necessidades vão aparecendo, as habilidades acontecendo, e esse plano deve ser atualizado</p><p>porque nós queremos potencializar o aprendizado desse aluno com deficiência.</p><p>Selma Sueli Silva: Isso mesmo, porque a pessoa com deficiência pode desencadear novas formas de estudo e</p><p>aprendizado. Aliás, esse é um conceito da educação, de você mensurar como aquela pessoa vai aplicar o conhecimento</p><p>no dia a dia. Isso é o mais importante sempre, mais importante que prova. O conhecimento tem de fazer sentido para</p><p>o aluno, tem de ter significado para ele, em sua realidade. R isso vale para todos os alunos. Esse é o ensino que, de</p><p>fato, se preocupa com o aluno. O que você estuda tem significado para você? Eu vou realmente usar isso tudo?</p><p>A IMPORTÂNCIA DO PEI</p><p>O Plano de Ensino Individualizado (PEI) é considerado uma ferramenta para melhorar o processo de ensino e</p><p>aprendizagem de pessoas com alguma limitação ou dificuldades para aprender. É um recurso pedagógico que observa</p><p>as necessidades individuais de cada aluno.</p><p>Para o PEI ser efetivo precisa ser elaborado envolvendo professores, coordenadores pedagógicos, pais e</p><p>profissionais de educação. O aluno também pode opinar sobre o processo de aprendizagem.</p><p>O professor precisa observar as necessidades educacionais do aluno. Avaliar as áreas de conhecimento em</p><p>que ele tem mais facilidade ou dificuldade, adequar o espaço físico e o currículo escolar ao estudante. Encontrar os</p><p>conteúdos e as habilidades necessárias para aumentar a autonomia e que precisam ser aprimoradas para cada aluno.</p><p>A forma de ensinar também é fundamental. O professor e os responsáveis pela educação da criança precisam</p><p>focar em formas de ensino acessíveis e aulas claras e objetivas. É importante ter estratégias de ensino, métodos e</p><p>materiais adequados para que o aluno possa compreender e melhorar as suas habilidades. O ambiente escolar</p><p>também deve ser adaptado e adequado para que o aluno possa participar. Em outras palavras, o PEI é uma proposta</p><p>de organização curricular que direciona a forma pedagógica do professor, para que ele possa fomentar o</p><p>desenvolvimento dos potenciais dos alunos. Para isso, é possível seguir algumas etapas.</p><p>– Conhecer o aluno: quais são as habilidades e as necessidades de cada aluno? Sua história, seus gostos pessoais e</p><p>conhecimentos já adquiridos, além de saber o que sente mais dificuldade e ainda precisa aprender. É preciso ficar</p><p>atento e identificar como o aluno desempenha sua comunicação oral, leitura e escrita, raciocínio lógico-matemático e</p><p>conhecimentos em informática e tecnologia. O aluno pode participar ativamente dessa avaliação. É importante saber</p><p>quais são seus assuntos prediletos, o que é mais difícil ou mais fácil para ele na escola.</p><p>– Criar metas e objetivos: ter metas de curto, médio e longo prazo e acompanhar essas metas dentro de um</p><p>cronograma, avaliando para ver se elas foram alcançadas. De acordo com o perfil de cada aluno é importante avaliar</p><p>o que cada estudante precisa aprender.</p><p>– Avaliação: o progresso do ensino pode ser avaliado a cada ano ou até mesmo semestralmente. Sempre que for</p><p>preciso, os profissionais devem alterar o programa de ensino e a escola precisa dar suporte e ter uma estrutura</p><p>adequada. Os materiais e recursos pedagógicos precisam estar de acordo com as necessidades específicas de cada</p><p>criança.</p><p>O PEI pode contribuir para o progresso educacional de uma criança e adolescente com o Transtorno do</p><p>Espectro do Autismo. Com o PEI, é possível criar um plano que ajude a pessoa com TEA a se desenvolver de várias</p><p>maneiras.</p><p>A criança aprenderá novas habilidades que são úteis para o dia a dia e para sua formação acadêmica, como</p><p>adição ou subtração. Também desenvolverá habilidade de interagir com colegas durante atividades em grupo. E a</p><p>criança também aprende a trabalhar suas habilidades motoras como a escrita.</p><p>Com o tempo, e dependendo do grau de autismo, algumas crianças podem assumir maior responsabilidade e</p><p>participar mais ativamente no seu plano de ensino e contribuir para atingir seu potencial educacional. Os pais devem</p><p>participar ativamente da educação de seus filhos com TEA e dizer quais são as suas principais preocupações sobre sua</p><p>educação, os pontos fortes, necessidades e interesses da criança e deixar claro o que não funcionou até agora. É</p><p>importante</p><p>que a criança receba uma educação apropriada e se beneficie dela para a vida toda.</p>

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