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UNIPLAN - CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL POLO LAGARTO DENISE SANTOS DA CRUZ GILEIDE ALVES DOS SANTOS FERNANDA SANTANA RIBEIRO CARVALHO RAFAELA NASCIMENTO DE JESUS VALÉRIA SILVA PEREIRA FARMACOCINÉTICA CLINICA COM ABORDAGEM DAS ETAPAS FARMACOCINÉTICAS E A RELAÇÃO CLÍNICA, RESSALTANDO PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL E HEPÁTICA, RECÉM-NASCIDO, IDOSOS E GESTANTES. LAGARTO/SE 2024 DENISE SANTOS DA CRUZ GILEIDE ALVES DOS SANTOS FERNANDA SANTANA RIBEIRO CARVALHO RAFAELA NASCIMENTO DE JESUS VALÉRIA SILVA PEREIRA FARMACOCINÉTICA CLINICA COM ABORDAGEM DAS ETAPAS FARMACOCINÉTICAS E A RELAÇÃO CLÍNICA, RESSALTANDO PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL E HEPÁTICA, RECÉM-NASCIDO, IDOSOS E GESTANTES. Resumo apresentado ao tutor do curso de enfermagem da uniplan, como requisito para a obtenção da nota semestral de farmacologia, sob orientação da professora Gleyciana Dias. LAGARTO/SE 2024 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO..............................................................................................05 2. FARMACOCINÉTICA CLINICA...............................................................06 3. ETAPAS DA FARMACOCINÉTICA..................................................07 e 08 4. EXCREÇÃO RENAL E HEPÁTICA......................................................... 09 5. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS.......................................................10 5.1. Mecanismos de interações farmacocinéticas..........................................10 5.1.1. Na absorção.......................................................................................10 5.1.2. Na distribuição..................................................................................10 5.1.3. Na biotransformação.........................................................................10 5.1.4. Na excreção.......................................................................................10 5.2. Interações farmacocineticas...................................................................10 5.2.1. Na absorção..............................................................................10 e 11 5.2.2. Na distribuição.................................................................................11 5.2.3. Na biotransformação........................................................................11 5.2.4. Na excreção......................................................................................11 6. INTERAÇÕES DE FÁRMACOS E ALIMENTOS....................................12 7. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA NA DOENÇA RENAL....................13 8.0 PACIENTES PORTADORES DE PROBLEMAS HEPÁTICOS............14 8.1. Pacientes idosos................................................................................14 e 15 9. FARMACOCINETICA NEONATAL..........................................................16 9.1. Principais drogas utilizadas em RNs.............................................16 e 17 10. FARMACOCINÉTICAS EM GESTANTES.............................................18 REFERENCIAS.........................................................................................19 e 20 1. INTRODUÇÃO A farmacocinética refere-se à movimentação do fármaco dentro do organismo, estudando todo o caminho através só tempo de evolução da sua administração, absorção, distribuição e o metabolismo até a sua excreção. Contudo, essas etapas afetam de modo positivo ou negativo perante o fármaco e sua forma de aproveitamento. (GOLAN, DAVID E; 2021) A afetividade clínica de um medicamento é determinada a parti da farmacocinética, ou seja, já que acompanhamos através do caminho ao organismo, sabemos também se foi bem-sucedido após ultrapassar as barreiras fisiológicas dentre a sua distribuição nos órgãos-alvo, desde que foi administrado até a sua excreção, analisando a passagem pelas etapas. (JENIFFER LE, 2022) Dessa forma, as etapas são essenciais na eficácia e na segurança de uma determinada medicação. Tendo a oferece a dosagem certa a cada paciente, crucialmente para os profissionais da suade permitindo a administração correta, prevenindo interações indesejadas com outros fármacos, para desempenhar um papel importante na pesquisa e desenvolvimento para a melhoria de novos medicamentos e tratamentos. (MICHAEL, 2019) Denota-se fatores relacionados a um paciente e como sua prioridade química depende da farmacocinética de um fármaco e de sua ação, como: a sua função renal, constituição genética, idade e envelhecimento, obesidade, insuficiência hepática, entre outros. Esses fatores são identificados como fisiologia individual ou efeitos individuais, baseando na necessidade de cada individuou, ajustando sempre o empírico da dose. Ressaltando o efeito desejado ou inadequado. (JENIFFER LE, 2022) 2. FARMACOCINÉTICA CLÍNICA Constituísse um segmento da farmacologia, que abrange processos ocorridos pelo fármaco após sua iniciação no organismo humano, interferindo diretamente na corrente sanguínea, sua concentração e nos tecidos-alvos. Aplicando-se vários parâmetros farmacocinéticos, otimização no regime de dosagem, o controle individualizado até obter a resposta do tratamento farmacológico. Essa resposta depende em grande parte do regime posológico, que é influenciado por variações farmacocinética ou dinâmica de um fármaco, podendo afetar o metabolismo e decorrentes variações genéticas chamado de: “resposta medicamentosa ao paciente”. (LUÍS GARZA, 2018) A importância da farmacocinética é um dos papeis crucial para toda a área da suade. Pois suas etapas e aspectos traz avanços quer mostram toda a ação do fármaco moldando seu corpo e proporcionando tratamento seguir e eficaz para uma saúde melhor. Seus aspectos são divididos como: • Dosagem apropriada: determinação da dose corretamente, para a garantia eficácia, evitando efeitos colaterais; • Padronização do tratamento: adaptação as necessidades individuais; • Prevenção da interação medicamentosa: evitar interações perigosas entre as mediações; • Segurança e eficácia: segurança dos pacientes e mediações seguras e com eficácia; • Pesquisa de novos medicamentos: desenvolver e pesquisar novos tratamentos; • Monitoramento terapêutico: terapias a longo prazo, como doenças crônicas; • Minimização de efeitos adversos: ajustamento de doses e horários, para reduzir efeitos indesejáveis; • Economia e recursos de saúde: evita o desperdício de recursos médicos e visitas hospitalares; • Educação do paciente: orientar o entendimento do paciente com as medicações e as reações em seu corpo, provendo aderência ao tratamento. 3. ETAPAS DA FARMACOCINÉTICA A farmacocinética é especificamente entre dividida em quatro etapas: • Absorção: refere-se a administração de um fármaco, que ocorre diretamente na corrente sanguínea deforma rápida e eficaz na absorção. Podendo ter a dose fracionada no organismo pelo fator de biodisponibilidade até alcançar o seu local de ação ou a um liquido biológico do qual o fármaco tem o acesso aso seu local de ação. Administrados por via enteral, ou parenteral como via de absorção mais rápida. • Biodisponibilidade: refere-se a chegada do medicamento até a circulação sistêmica, em dosagem fracionada, sem alteração mais exercendo o efeito terapêutico. • Distribuição: promove a passagem do fármaco da corrente sanguínea ate o tecido alvo, sendo ela o fator importante da determinação e velocidade da chegada do fármaco ao seu sitio de ação e quantidade inicial, sofrendo influencia no debito cardíaco, permeabilidade capilar, fluxo sanguíneo, lipossolubilidade, características do tecido alvo, gradiente depH transmembrana e sua ligação a proteínas plasmática e teciduais. Desse modo, os órgãos que contem maior perfusão como: rins, fígado, coração, pulmão; mimetizam o efeito rapidamente e conseguem fazer a eliminação da substancia com maior velocidade. • Biotransformação ou metabolismo: compreende as transformações do medicamento em substancias químicas inativas que podem ser excretáveis de modo fácil. Contudo, o fígado é o principal órgão de biotransformação, devido a sua importante atividade enzimática, essas reações acometem também o trato gastrointestinal, pulmões e rins. Muitas das reações de oxidação microssomal hepática são relevantes por estrem clinicamente associadas a interações medicamentosas a todo momento, uma das principais vias de eliminação é a renal, tanto para os fármacos como para os metabolitos fazendo a filtração glomerular, secreção tubular e reabsorção tubular passiva. Algumas alterações na função renal podem alterar esses três processos, podendo ser indivíduo sadios, em neonatos, pois a massa corporal é baixa comparada a função renal normal, mas aos meses amadurece rapidamente. Já na vida adulta, é lento declínio da função renal de 1% ao ano, e após os 50 anos, de modo que em idosos dignifica um grau de comprometimento presente. • Excreção: ultimo estagio da farmacocinética, os fármacos são eliminados do organismo. Acontece principalmente através do metabolismo do fígado e excreção renal, também pela pele por meio suor, pelo ducto biliar, e pulmões. Essa eliminação • faz a retirada de resíduos que se permanecesse seriam tóxicos e deletérios. A taxa de sangue depurado de um fármaco por um tempo é chamada de clearance (CI), ou seja, ocorre com dois modelos cinéticos sendo eles: cinética de primeira ordem e de ordem zero. 4. EXCREÇÃO RENAL E HEPÁTICA • Excreção renal: os mecanismos influenciam na eliminação de residuais farmacológicos são os mesmos da estrutura renal, comportando-se diante das condições que o ambiente renal irá apresentar. De início, acontece a passagem do sangue pelo glomero para a filtração dos resíduos, logo após a reabsorção para eliminação através da urina. Um dos fatores importantes, é a idade do paciente, pois sua capacidade renal é diferente com o passar dos anos, os rins perdem características morfológicas levando a reduzir sua funcionalidade, com isso pacientes mais idosos tem diferentes prescrições farmacológicas. A excreção renal irá depender de fatores como: a estrutura preservada dos néfrons (que está comprometida em pacientes portadores de doenças renais crônicas) e o pH urinário. Ácidos fracos, ao entrar em contato com o pH ácido da urina, terminam sendo reabsorvidos, pois não conseguem se dissociar para serem eliminados, como exemplo, o ácido acetilsalicílico (AAS). Do ponto de vista clínico, podemos acelerar a excreção desse fármaco por meio da alcalinização da urina, utilizando bicarbonato de sódio. • Excreção hepática: as principais células componentes do fígado são os hepatócitos, formados por transportadores contidos em sua membrana canalicular possuindo o objetivo de liberação de fármacos e metabólicos para bile, de onde será excretado a: P- gp (glicoproteína-P) e a PRCM (proteína de resistência ao câncer de mama) são responsáveis pelo transporte de fármacos lipossolúveis anfipáticos, enquanto que a MRP2 (proteína 2 associada à multirresistência dos fármacos) se dedica à liberação dos metabólitos conjugados com os fármacos, após a liberação dos fármacos e metabólitos para a bile, tais componentes serão direcionados para o trato gastrointestinal (TGI), de onde deixarão o organismo por meio das fezes. Vale ressaltar o fato de que os enterócitos também possuem transportadores contidos em sua membrana apical, o que possibilita a secreção direta de fármacos e metabólitos da circulação sistêmica para tal localização. Por fim, vale ressaltar o mecanismo de reciclagem enterro-hepática, que envolve a capacidade que o organismo humano possui de reabsorver os fármacos excretados para o TGI, reinserindo-os na circulação sistêmica. Tal procedimento possui extrema importância, pois possibilita o aumento da meia-vida e, consequentemente, dos efeitos trazidos pelo corpo. 5. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS A interação medicamentosa acontece quando dois ou mais medicamentos administrados ao mesmo tempo. Essa interação, pode afetar outras partes das etapas farmacocinéticas, pois gera a alteração na concentração plasmática e nos efeitos farmacológicos. Nas interações farmacocinéticas o fármaco interfere sobre a absorção e distribuição ligando a proteína plasmática ao fluxo sanguíneo, por fim é excretado. (PRISCILA SOUZA, 2023) 5.1. Mecanismos das interações farmacocinéticas 5.1.1 Na absorção: • Má absorção causada por fármaco; • Alteração na motilidade gastrintestinal; • Alteração do pH gastrintestinal. 5.1.2 Na distribuição: • Hemodiluição com diminuição de proteínas plasmáticas; • Competição na ligação a proteínas plasmáticas. 5.1.3 Na biotransformação: • Inibição enzimática alopurinol, cloranfenicol, cimetidina, ciprofloxacino, dextropropoxifeno, dissulfiram, eritromicina, fluconazol, fluoxetina, isoniazida, cetoconazol, metronidazol, fenilbutazona e verapamil; • Indução enzimática por barbituratos, carbamazepina, glutetimida, fenitoína, primidona, rifampicina e tabaco. 5.1.4 Na excreção: • Alteração na excreção biliar e ciclo êntero-hepático; • Alteração do pH urinário; • Alteração na secreção tubular renal; • Alteração do fluxo sanguíneo renal. 5.2. Interações farmacocinéticas 5.2.1. Na absorção: • Cálcio; • Sais de alumínio; • Sais de ferro; • Sais de zinco; • Rifampicina; • Ampicilina; • Sulfa; • cefalexina. 5.2.2. Na distribuição: • Epinefrina; • Sulfonamidas; • Ácido acetilsalicílico. 5.2.3. Na biotransformação: • Metradonazol; • Cimetidina; • Ciprofloxaceno; • Barbitúricos; • Rifampsicina. 5.2.4. Na excreção: • Tiazidas; • Bicarbonato de sódio; • Diuréticos osmoyicos; • Probenecida. As alterações observadas em razão das interações farmacocinéticas ganham importância conforme a magnitude de aumento ou redução das concentrações sanguínea e tissular de um fármaco ou de seus metabolitos. Podem ser divididas em: Reações de precipitação – ex: tetraciclina e cátions Reações de óxido-redução - ex: Atropina e permanganato Adsorção - ex: alcaloides e carvão ativado. (LENITA WANNMACHER, 2019) 6. INTERAÇÕES DE FÁRMACOS E ALIMENTOS A administração de fármacos junto ou logo após as refeições normalmente prejudica a sua absorção, contudo existem algumas exceções em que a presença de carboidratos e gorduras melhora a absorção, é o caso da hidroclorotiazida, teofilina, metoprolol e Diazepam. Sendo também, geralmente, relacionadas aos processos de absorção, mais especificamente pela redução da solubilidade do princípio ativo causada pelo surgimento de complexos, diminuição do contato do fármaco com as superfícies de absorção devido a formação de barreiras físicas ou a alterações do fluxo sanguíneo e da motilidade gastrintestinal. A interação entre as tetraciclinas e alimentos como o leite (ricos em cálcio) é uma das interações clássicas de fármaco-alimento, ela provoca a formação de quelatos insolúveis que são excretados pelas fezes. A tetraciclina administrada junto com refeições regulares pode: retardar o esvaziamento gástrico; retardar a liberação e a dissolução e criar barreiras físicas. (SANAR, 2023) 7. INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA NA DOENÇA RENAL A doença renal crônica (DRC), considerada a grande epidemia deste milênio, tem prevalência média de 11% nos países desenvolvidos. no Brasil ainda não dispõe de dadosdefinitivos sobre a prevalência da DRC, contudo, estudo realizado em amostra de 24.248 indivíduos adultos, utilizam o critério de DRC baseado em duas determinações da taxa de filtração glomerular (TFG) menor que 60 ml/min/1,73 m2 e em um intervalo mínimo de três meses, mostrou que 2,3% dos avaliados apresentavam TFG menor 45 ml/min/1,73 m2 . 1 Extrapolado para a população adulta brasileira, significa dizer que cerca de 3 milhões de brasileiros apresentam 1/3 ou menos de função renal residuais. Por sua vez, a escolha do fármaco mais adequado Interação medicamentosa na doença renal crônica Drug-drug interaction baseia-se em fatores como a via de administração, a dose, as contraindicações, potenciais efeitos colaterais e o custo da medicação. contudo, possibilidade de uma medicação influenciar na segurança ou eficácia de outros princípio terapêuticos, deveriam ser uma variável sempre a ser considerada pelo médico, no momento da prescrição de medicamentos aos seus pacientes, particularmente aqueles com reserva funcional renal diminuída. Os fármacos mais prescritos, por ordem de frequência, foram furosemida, sinvastatina, losartana potássica, ácido acetilsalicílico, captopril, hidroclorotiazida, omeprazol, maleato de enalapril, besilato de anlodipino e nifedipino. Potenciais IM foram observados em 2/3 das prescrições médicas, das quais cerca de 20% foram de gravidade maior e em 0,4% havia contraindicação absoluta da associação medicamentosa em uso pelos pacientes. (MARCOS GOMES, 2018) 8.0 PACIENTES PORTADORES DE PROBLEMAS HEPÁTICOS O metabolismo é uma via de suma importância para o termino dos efeitos farmacológicos de drogas, sendo um dos pré-requisitos para excreção de substancias químicas lipossolúveis. Essas drogas são metabolizadas antes da sua excreção e o metabolismo hepático é dividido em duas fazes. Na primeira fase, as enzimas transformam moléculas lipídicas em moléculas polares com uma reação de oxidação, redução e hidrolise; parte delas são catalisadas pelas enzimas do sistema oxidativo microssomal (citocromo P450). Já na segunda fase, o metabolismo envolve um processo de conjugação com outras moléculas, por exemplo: o ácido glucorônico, o acético e o ácido sulfúrico, em grupos químicos de grande volume e ligados a molécula, para o aumento da solubilidade em água, facilitando o processo de excreção. (NEIDLE, 2018) O fígado é o principal órgão de metabolismo, portanto o seu processo patológico influencia a cinética de eliminação das drogas em seu metabolismo do organismo, alterando a modificação por diferentes mecanismos fisiopatológicos, incluindo a redução do clearance hepatobiliar modificando o volume de distribuição pela deficiência da síntese de albumina e ascites á hipertensão. Doenças hepáticas podem modificar a cinética das drogas biotransformação no fígado pela redução das proteínas plasmáticas e alteração da ligação à droga e/ou diminuição do fluxo sanguíneo hepático, retardando, assim, o metabolismo dos fármacos (RODIGHIERO, 2018) 8.1 Pacientes idosos O conhecimento das mudanças fisiológicas no idoso e as possíveis consequências no processo farmacocinético (absorção, distribuição, metabolização e excreção). As Alterações no pH, devido à menor produção do ácido gástrico, afetam parte da população geriátrica, pois a maior parte dela mantém a produção gástrica durante toda a vida, o à motilidade gastrintestinal, podem ocorrer alterações, como redução no esvaziamento gástrico e redução no peristaltismo. A massa muscular esquelética é reduzida com consequente diminuição do volume de distribuição de fármacos hidrofílicos, como a aspirina e muitos antimicrobianos, algumas doses são semelhantes às empregadas em indivíduos jovens poderão resultar em maiores concentrações plasmáticas, aumentando a probabilidade da ocorrência de reações adversas. já na massa adiposa tem um aumento entre 18 a 36% nos homens e de 33 a 45% nas mulheres, isso acomete um aumento de volume de distribuição de fármacos lipossolúveis, como os anestésicos gerais e benzodiazepínicos, que acabam por serem armazenados por mais tempo nesse tecido, resultando num tempo de meia-vida mais longo e consequentemente prolongando seus efeitos. ao processo de metabolização, os pacientes idosos podem apresentar redução da massa hepática com diminuição na quantidade de hepatócitos funcionais e redução do fluxo sanguíneo. As mudanças mais frequentes em relação ao metabolismo envolvem o sistema microssomal hepático (fase I), com pouca ou nenhuma alteração no metabolismo de conjugação (fase II). (WILEY, 2021) 9. FARMACOCINÉTICA NEONATAL Nota-se que a produção do ácido no RN, principalmente aqueles menores de 32 semanas, explicarias que a diferença entres a absorção de drogas administradas por via oral. Drogas essas que são francamente básicas como: penicilina, ampicilina, eritromicina, etc.; mantem uma apresentação não facilitada na absorção. já nas drogas acidas como: fenobarbital, fenitoina.; se tornam ionizadas e apresenta absorção dificultada, tanto no estomago como, como na presença de alimentos que possam diminuir o pH gástrico nos bebes, interferindo nessa absorção. A concentração das enzimas gástricas, dos sais biliares e das bactérias intestinais interferem diretamente na absorção de drogas administradas por via oral e também variam com a idade do RN, podendo não só gerar redução da absorção de vitaminas lipossolúveis como também influenciar a formação de compostos de drogas na forma conjugada. A administração de drogas por via oral é geralmente determinada por condição clínica de estabilidade hemodinâmica ou pela presença de tolerância à dieta enteral. A pele do RN prematuro, menos queratinizada, com alto grau de hidratação e alta taxa de superfície corporal por peso é um sítio ideal de absorção de drogas, diferente de forma significativa da do RN nascido a termo. As características de imaturidade da pele do prematuro, entretanto, desaparecem em três semanas, inviabilizando, na prática, a utilização dessa via de administração de drogas de forma habitual, com o avançar da idade, ocorrem várias mudanças na composição corporal do RN, principalmente no compartimento hídrico. Essas mudanças são diretamente afetadas pelo meio no qual se desenvolve o RN (intrauterino ou extrauterino) e pela presença de doenças tanto na mãe quanto no feto. Os prematuros, por apresentarem concentração sérica de proteínas diminuída, alta concentração de albumina fetal - que tem afinidade diminuída para ligação às drogas -, pH plasmático baixo - o que reduz a ligação proteica às drogas ácidas - e concentração sérica de moléculas competidoras à ligação das drogas com as proteínas, como a bilirrubina e os ácidos graxos livres, são susceptíveis a maior concentração de droga livre e biodisponível. Assim, a concentração sérica de proteínas, principalmente as que se ligam às drogas - albumina, lipoproteínas, glicoproteínas e beta-globulinas, interfere diretamente em sua distribuição, clearance e atividade farmacológica. (ALAN ARAÚJO, 2019) 9.1. Principais drogas utilizadas em RNs • Aminofilina; tratamento de apneia e broncodilatação; dose de ataque 4 a 6 mg/kg, infusão em 30min. dose manutenção: 1,5 a 3 mg/kg. Infusão em 30 min com intervalo de 8 a 12h. tem ação estimativa no centro respiratórios e quimiorreceptores periféricos, estimulando o diafragma, diminuindo fluxo cerebral e aumentando a excreção de cálcio na urina, podendo gerar RGE. • Citrato de cafeína: apneia neonatal com dose ataque de 20 a 40 mg/kg, EV (BIC 30 min) ou VO (equivalente a 10 a 20 mg/k g de cafeína). Na dose de manutenção é 5 a 8 mg/kg, EV ou VO, intervalo de 8 a 12h. tem ação de estimula o centro respiratório. • Dexametasona: facilitar extubação traqueale reduzir risco de Displasia Bronco pulmonar (DBP). Dose de 0,07 a 0,15 mg/kg/diariamente, para DBP usar doses menores que as farmacologicamente recomendadas, entre o 1- e o 14º dia de vida, não usar concomitantemente à Indometacina. Tem ação anti-inflamatório não-hormonal (glicocorticoide). • Amicacina: bacilos gram-negativos, a dose varia de 15 a 18 mg/kg, com intervalo de 24 a 48h, de acordo com idade gestacional, presença de asfixia, PCA ou tratamento concomitante com Indometacina. • Penicilina G: para sífilis congênita, gonocócicas e estreptocócicas (não-enterocócicas), dose de 25.00 0 a 50.00 0 IU/kg e na dose – bacteremia de 75.00 0 a 100.000 IU/kg dose-meningite, intervalos variando de 6 a 12 h, de acordo com idade pós-natal e idade gestacional. • Flliconazol: uso em micoses superficiais severas, meningite e sepse fúngica, a dose de 12 mg/kg (ataque) e 6 mg/kg (manutenção); Infusão em 30 minutos, Intervalo variando de 24 a 72h, de acordo com idade gestacional e pós-natal. (ALAN ARAÚJO, 2019) 10. FARMACOCINÉTICA EM GESTANTES A farmacologia em gestantes traz o conhecimento de alterações fisiológicas no período gestacional, juntamente coma eficiência na farmacocinética de medicamentos que é indispensável para a promoção de uma farmacoterapia segura e efetiva. Contudo, as substâncias do fármaco são capazes de adentrar a placenta e atingir o feto, algumas com maior grau que outras. esse processo depende de alguns fatores como: propriedades físico-químicas do fármaco; velocidade e quantidade de ativo que atravessa a placenta; duração da exposição ao fármaco; características de distribuição nos tecidos fetais, estágio do desenvolvimento gestacional, sinergismo ou antagonismo com outros fármacos simultaneamente administrados, constituição genética, suscetibilidade particular do feto, estado de nutrição e saúde da mãe. A placenta junto com as demais membranas do organismo, tem uma composição que permite uma seletividade dependendo da característica de lipossolubilidade dos medicamentos, essas substancias lipofílicas tende a sofrer uma difusão rápida na placenta e penetrar na circulação fetal. Essa característica vem de um anestésico de classe chamado de tiopental, e são utilizados em cesarianas, tendo a capacidade de atravessar rapidamente ate chegar ao feto em estados de sedação ou apneia. Essa velocidade é por conta do peso molecular. Durante a gestação, por mecanismos ainda não completamente elucidados, o sistema cardiovascular apresenta um aumento de 40 a 50% do volume sanguíneo, aumento do volume hídrico corporal total, aumento do débito cardíaco e aumento do volume de distribuição de medicamentos hidrofílicos, acarreta uma diminuição da concentração circulante desse tipo de medicamento, necessitando assim de incremento na dose inicial e de manutenção de fármacos hidrofílicos para obter concentração plasmática terapêutica. As proteínas plasmáticas maternas, principalmente a albumina é uma característica que faz os fármacos as slfonamidas, omidazolan e os anestésicos locais, possem alta afinidade por esta proteína e não estão disponíveis para transferência do feto. Porem, todo esse aumento de volume sanguíneo, ocorre a diminuição na concentração das proteínas plasmáticas, principalmente a albumina, nesse caso, como diminui a quantidade de proteínas livres, os fármacos que possuem alta afinidade de ligação ficarão mais biodisponíveis e haverá aumento em sua concentração circulante. Contudo, esse fato não inviabiliza sua utilização por gestantes, uma vez que a meia- vida de eliminação dos metabólitos é menor que uma hora. (ANDREIA ANDRADE, 2019) REFERÊNCIAS E. GOLAN, DAVID; FARMACOCINÉTICA: DESCOMPLICANDO CONCEITOS DA FARMACOLOGIA; Brasil 2021; disponível em: <https://www.sanarmed.com/farmacocinética-descomplicando>. Acesso em 18 de mar. de 2024. LE. JENIFER; VISÃO GERAL DA FARMACOCINÉTICA; Brasil 2022; disponível em: <https://www.msdmanuals.com/profissional/farmacologia>. Acesso em 18 de mar. de 2024. E. W. MICHAEL; farmacologia clinica básica; brasil 2019; disponível em: <https://books.google.com.br/books?id=hH1JBOUtmbgC&printsec=frontcover&hl=pt- BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false>. Acesso em 18 de mar. De 2024. GARZA L.; APLICAÇÃO DA FARMACOCINÉTICA CLINICA NO MONITORAMENTO DE MEDICAMENTOS; Brasil 2018; disponível em: <https://scholar.google.pt/schhp?hl=pt-BR&as_sdt=0,5>. Acesso dia 22 de mar. 2024. F. D. CAROLINA; FARMACOCINÉTICA: DISTRIBUIÇÃO, EXCREÇÃO E ASPECTOS CLÍNICOS; Brasil 2021; disponível em: <https://www.bing.com/search?q=https&cvid=5721b44b01454d80aaaa57477621205a&gs_lcr p=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg8MgYIAhBFGDwyBggDEEUYPDIGCAQ QRRhBMgYIBRBFGEEyBggGEEUYQTIGCAcQRRg8MgYICBBFGDyoAgCwAgA&FOR M=ANAB01&PC=LCTS>. Acesso em 23 de mar. De 2024. BRUNTON, L.L.; AS BASES FARMACOLÓGICAS DA TERAPÊUTICA DE GOODMAN & GILMAN, ED. 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