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GRUPO SER EDUCACIONAL 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA
ESTÁGIO SUPERVISIONADO I
Arnon Carlos de Oliveira Silva 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO ACADÊMICO I 
Março - Pedra
2
2024
Estágio Acadêmico I – Farmácia – 3º Período - Digital
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO	4
2 ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA	5
3 FARMÁCIA COMUNITÁRIA	7
4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL	10
5 PESQUISA DE CAMPO	12
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS	13
REFERÊNCIAS	14
 
1 INTRODUÇÃO
Vamos dar início a uma pequena jornada sobre a assistência farmacêutica, seu papel perante a população e sua participação no SUS (garantindo uma boa administração dos recursos), onde garante o acesso à saúde por uso racional de medicamentos e insumos. Tendo como repercussão a melhoria da qualidade de vida da população.
O farmacêutico precisa saber de fazer uma boa gestão seja elas; de demanda de mercadoria, estoque, logística e de pessoas. Logo tudo isso vai fazer parte do seu dia a dia.
A assistência farmacêutica, sua atuação, algumas conquistas, os desafios e uma pequena perspectiva do futuro da profissão
Vamos ver um pouco sobre a farmácia comunitária e sua importância, sabendo que muitas vezes é a que está mais perto da população. O farmacêutico é o responsável técnico (RT) tendo várias atribuições como a atenção farmacêutica, entre outras. Toda a documentação e algumas legislações que devem obedecer.
Vamos conhecer um pouco mais desta profissão desafiadora e encantadora.
2 assistência farmacêutica 
A assistência farmacêutica é um conjunto de boas práticas voltadas para a promoção, proteção e recuperação da saúde, por meio de gestão de medicamentos e outros insumos e seu uso racional. Estando presente em farmácia comunitária, farmácia hospitalar, farmácia magistral.
Garantindo à população o acesso a medicamentos eficazes, seguros e de qualidade. É essencial para o bom funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), podendo fazer parte da equipe multidisciplinar. Sendo responsável pela dispensação e orientação (esclarecendo ao paciente da sua farmacoterapia e reações adversas) dos medicamentos, pela realização de ações de educação em saúde. Melhorando a qualidade de vida dos seus pacientes.
No SUS o farmacêutico podemos dizer que em 1998 com a publicação da política nacional de medicamentos com diversas diretrizes (inclusive a RENAME), outro passo importante foi em 2003 com a I conferência nacional de medicamentos e assistência e em 2004 com a aprovação da política nacional de assistência farmacêutica. 
Sua área de atuação é nas farmácias das unidades básicas e farmácias do município, onde a população para ter acesso tem que ter os seguintes documentos: cartão do SUS, comprovante de identidade e de residência, prescrição medica (dependendo das diretrizes do município são exigidas todas essas documentações).
Também responsável pela aquisição de medicamentos (para hipertensão, diabete, depressão entre outros) onde vai fazer a sugestão para compra. As compras são divididas em grupos ou níveis que são:
· Básico, que consiste em medicamentos e insumos essenciais, 
· Especializados, para uma atenção mais integral que possa atender todas as doenças. 
· Estratégico, para doenças endêmicas e epidêmicas como HIV, tuberculose, hanseníase entre diversas outras.
O financiamento desses medicamentos e insumos é dividido em três grupos:
· Grupo 1, adquiridos pelo Ministério da Saúde.
· Grupo 2, pela secretaria dos estados e do Distrito Federal. 
· Grupo 3, pelas secretarias do distrito federa e dos municípios.
Tudo isso seguindo os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas (PCDT), onde reúne as orientações sobre, o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças no âmbito do SUS. São atualizados a cada dois anos ou sempre que houver necessidade. Para ter acesso a esses documentos, pode acessar o site da CONITEC ou por meio de aplicativos. 
Para selecionar os medicamentos, temos que ter em mente, o custo, objetivo terapêutico, segurança e efetividade, disponibilidade e as melhores evidências disponíveis. Tudo regido pelo RENAME (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais). Observando sempre o perfil do paciente. 
Para a aquisição, ainda falando sobre o SUS, é feita por licitação onde ganha quem cumprir com as regras, dentre elas a da pesquisa de preços, onde quem ganha é quem oferecer o menor valor de compra.
Podemos sempre imaginar a assistência farmacêutica com ciclos onde está atuando em inúmeras esferas. Após a aquisição do medicamento, vamos para a programação que consiste em: 
· Gestão da demanda, lista de medicamentos, especificações, quanto que vou precisar tendo em mente a média de uso pela população. 
· Gestão de estoque, aquisição de mais produtos, quais fornecedores tem, o orçamento e o armazenamento, podemos fazer um inventario para ter dimensão do estoque. 
Os serviços na atenção básica são seis, dentre eles estão:
· Gestão logística e acesso aos medicamentos.
· Cuidado farmacêutico, conjunto de serviços dirigidos ao paciente como farmacoterapia e pedagógicas, para a melhoria da qualidade de vida das pessoas.
· Coordenação de assistência farmacêutica no âmbito da atenção básica, ações de serviços farmacêuticos de forma integrada com outros serviços de saúde.
· Análise e aprimoramento de medicamentos na prática clínica de resultados em saúde. Gerar informações sobre segurança e eficácia dos medicamentos, inovações terapêuticas e políticas públicas relacionadas aos medicamentos.
· Inovação tecnológica e sistemas de informações, onde permita o monitoramento e avaliação da assistência farmacêutica municipal, melhorando os resultados 
· Gestão do conhecimento, serviço dirigido a aplicação do conhecimento, contribui para tomadas de decisão de gestores e profissionais de saúde. 
Mas também enfrenta diversas dificuldades como, condições físicas inadequadas para o armazenamento dos fármacos, ausência de medicamentos (muitas vezes até os básicos), falta de interdisciplinaridade com a equipe de saúde, sobrecarga de trabalho entre diversos outros obstáculos que possam aparecer. 
Mesmo após vários anos diversos desafios ainda persistem, mas esperança é que possa ser modificado com o tempo. 
· Políticas de desenvolvimento científico, possamos produzir nossas matérias-primas.
· Plantas medicinais na rotina do farmacêutico.
· Farmacêutico atuante todos os estabelecimentos públicos e privados do SUS.
· Continuar a avançar em farmácia como estabelecimento em saúde.
O papel do farmacêutico vai desde a pesquisa de novos fármacos, seleção, programação, compra e distribuição dos medicamentos. Isso sem contar com o acompanhamento do resultado, tendo como objetivo melhorar a qualidade de vida da população. 
A dispensação é a fase final onde há uma atenção farmacêutica voltada para a orientação, fazer uma avaliação da prescrição, quanto tempo dura o tratamento e modo de usar, interações medicamentosas, cumprimento do tratamento, tirar as dúvidas que possam existir. É nessa fase que a população mais percebe a importância do farmacêutico na saúde coletiva. 
3 FARMÁCIA COMUNITÁRIA
São estabelecimentos farmacêuticos não hospitalares e não ambulatoriais que atendem a comunidade e estão mais perto da população, como as farmácias de postos e drogarias (privadas). 
A atenção farmacêutica pode e deve ser um diferencial para as farmácias, onde a farmacoterapia pode ser analisada e também serviços como:
· A dispensação de medicamentos.
· Aplicações de injetáveis.
· Teste rápido.
· Orientação sobre uso de medicamento.
· Acompanhamento farmacotécnico.
· Vacinação.
Vamos pensar como e onde a farmácia vai ser aberta? 
· Logo de cara, pensamos numa rua movimentada	 de fácil acesso e boa localização.
· Autorização de Funcionamento (AFE)
· Precisamos de um projeto arquitetônico que seja de acordo com normas estabelecidas pela ANVISA (agência nacional de vigilância sanitária). 
- Sala de vacinação (caso haja aplicações de injetáveis).
- Área específica para os controlados (que devem ficar confinados e dentro de armários fechados a chave). 
- Depósitos para os materiaisde limpeza.
- Iluminação adequada.
- Armazenagem adequada dos medicamentos (seja em estoque ou nas prateleiras de vendas). 
Sobre as atribuições para os farmacêuticos:
· Administrativo.
- Conhecimento de legislações da área de atuação. 
- Utilizar o SNGPC (sistema nacional de produtos controlados), onde temos os psicotrópicos e os antibióticos, vai estar dando saídas ou entradas em insumos sempre deixando atualizados. 
- Resolver não conformidades técnicas, diversos problemas que possam aparecer como erro de dispensação e armazenagem de medicamento. 
· Técnico
- Farmacologia, os efeitos das substâncias sobre o organismo.
- Farmacocinética, o caminho que o medicamento faz e o impacto dele sobre nosso corpo. 
- Interações medicamentosas, uso de mais de um medicamento e se ele pode ter algum efeito negativo ou potencializado, ou seja, saber se pode ou não fazer os dois tratamentos ao mesmo tempo. 
- Analises clínicas, interpretação dos exames para saber fazer a dispensação e orientação correta.	
- Intercambiabilidade de medicamentos, quais os medicamentos partilham de mesmas fórmulas e se eles podem ser substituídos um pelo outro sem prejuízo do tratamento do paciente (ou cliente). 
· Gestão de pessoas.
- Treinamento de funcionários, muitas vezes nos pegando dando treinamento para a equipe. 
- Liderança, ter sempre um perfil onde passa segurança. 
- Comunicação eficaz, não só para os funcionários da farmácia, mas para o fornecedor, clientes e funcionários dos órgãos reguladores (sabendo como se expressar com cada um deles, pois muitas vezes são um público distinto). 
Existe diversas legislações que fazem parte do dia a dia de uma farmácia comunitária, onde em sua grande maioria é uma drogaria privada, vamos ver agora alguns pontos a que devemos estar atentos quando estivermos desempenhando nossa profissão, vamos ver algumas leis e outros aspectos importantes.	
· Lei 3.820 de 1960, criação do conselho federal de farmácia (CFF), ode regula que os estabelecimentos precisam da atuação do farmacêutico devidamente registrada no conselho.
· Lei 5.991 de 1973, o controle sanitário. Diferencia a drogaria onde trabalha com distribuição de medicamentos e correlatos em sua embalagem original, da farmácia com atuação mais ampla, com as mesmas funções da drogaria, mas podendo ter manipulação de fórmulas
· Lei 6.360 de 1976, vigilância sanitária dos medicamentos, insumos e cosméticos entre outros. Regulamenta também as inflações, penalidades e multas.
· 9.782 de 1999, foi criada a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Com a finalidade de fiscalizar a produção e comercialização dos produtos e serviços submetidos da vigilância sanitária. 
· Lei 13.021 norma legal, traz regras especificas sobre a farmácia, estabelece as reponsabilidades sobre o proprietário e o farmacêutico.
· Código de defesa do consumidor (CDC), regulamenta a relação de consumo, os direitos e deveres dos clientes quanto a quem está vendendo o produto ou serviço. 
· Normativas do conselho de farmácia, o código de ética 
São essas e diversas regras e normativas que norteiam a farmácia, não podemos esquecer da Autorização de Funcionamento (AFE), a parte das substâncias de controle especial (que tem que estar sempre atualizando o SNGPC) e suas devidas receitas (que ficam retidas) com suas especificações. 
Um ponto muito importante é a documentação que tem que estar visível são elas: 
· Alvará.
· Certidão de regularidade (CRF)
· Licença de funcionamento (ANVISA)
· Bombeiros.
· Gestão de resíduos.
Sabemos que é uma área muito dinâmica e que muda conforme aparece um novo estudo, novas regras e isso faz com que a procura seja constante em conhecimento e esteja sempre atualizada, sempre olhando para o futuro. 
A farmácia comunitária é de grande importância para a melhoria de vida da população, um estabelecimento de saúde, onde o farmacêutico tem um papel fundamental na gestão e prestação dos serviços de atenção farmacêutica. Tendo sempre conhecimento das normas técnicas e da legislação para não cometer erros. 
 
4 ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Fluxograma organizacional farmácia 
Infraestrutura
Iluminação e ventialação
Acessibilidade 
Extintor 
Exposição das mercadorias
Divisão por categoria
Documentação 
Alvará
Certidão de regularidade (CRF)
Licença de funcionamento (ANVISA)
Bombeiros
Gestão de resíduos 
CNPJ
AFE
Atendimento
Abordagem ao cliente ver as necessidades
Atenção farmacêutica 
Analise da prescriçao
Dispensação medicamentosa 
Pagamento ele encaminha ao caixa
Gestão
Software que possa ajudar
Controle de estoque
Controle financeiro
Obrigações fiscais 
Fluxograma ciclo da assistência farmacêutica 
5 PESQUISA DE CAMPO
No SUS o farmacêutico é responsável pela aquisição e várias outras etapas terminando na dispensação. Sabemos das dificuldades do sistema único de saúde e isso muitas vezes faz com que a população recorra a farmácia comunitária, em algumas delas tem o programa farmácia popular (que oferece medicamentos e fraldas grátis).
Então foi feito uma pesquisa de campo onde apuramos o seguinte resultado:
	UBS Jose Campelo (Posto de Saúde)
	Farmácia Holanda (Farmácia Popular)
	Atenolol – Hipertensão
	Atenolol – Hipertensão
	Hidroclorotiazida 25mg – Hipertensão
	Hidroclorotiazida 25mg – Hipertensão
	Losartana 50mg – Hipertensão 
	Losartana 50mg – Hipertensão 
	Metformina 850mg - Diabetes
	Metformina 850mg - Diabetes
	Captopril 25mg – hipertensão 
	Captopril 25mg – hipertensão
	Glibenclamida – Diabetes
	Glibenclamida – Diabetes
	
	Sinvastatina 40mg – Diabetes
	
	Insulina – Diabetes 
	
	Anlodipino – Hipertensão 
Foi chamada para ser entrevistada Dona Maria Madalena da Silva (63 anos), faz uso de medicamentos para hipertensão (Losartana 50mg, Hidroclorotiazida) e diabete (Metformina 850mg). Devido morar em uma cidade de interior e pequena, nem sempre tem a disponibilidade destes medicamentos na USB. Sendo assim, a melhor via de tratamentos para ela seria a farmácia popular, por encontrar essa medicação em farmácias comunitárias privada, é de interesse do proprietário da farmácia não deixar faltar essas medicações. 
6 cONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao fim!
Mas com novos conhecimentos que podemos levar e passar adiante. Vimos a assistência farmacêutica no Brasil, seu histórico e os diferentes níveis de assistência (básica, especializada e estratégica). A atuação no SUS abrange todas as etapas, desde a seleção e dispensação de medicamentos e orientação e acompanhamento dos pacientes. Também vimos dificuldades enfrentadas por esses profissionais. 
A farmácia comunitária possui estrutura legal, responsabilidade do farmacêutico e os documentos necessários para seu funcionamento. Sua importância perante a sociedade, pois muitas vezes é a que mais está próxima da população. 
 
REFERÊNCIAS 
 
Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Legislação na Assistência Farmacêutica. Secretaria de Saúde do Estado da Bahia. Disponível em: https://www.saude.ba.gov.br/atencao-a-saude/comofuncionaosus/medicamentos/legislacao-na-assistencia-farmaceutica/. Acesso em: 27 mar. 2024.
Brasil. Ministério da saúde. Farmacêuticos têm papel essencial para o bom funcionamento do sus. [s.l.]: ministério da saúde, 2023. Disponível em: https://saude.se.gov.br/farmaceuticos-tem-papel-essencial-para-o-bom-funcionamento-do-sus/. Acesso em: 30 abr. 2024
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Assistência Farmacêutica no Brasil: 19 anos após a aprovação da Política Nacional. Notícias Gerais. Brasília: CFF, 10 set. 2023. Disponível em: https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/10/09/2023/assistencia-farmaceutica-no-brasil-19-anos-apos-a-aprovacao-da-politica-nacional. Acesso em: 2 abr. 2024.
JORDAN, Daniel. Leis para farmácias que todo proprietário precisa conhecer. Jordan's, São Paulo, 2023. Disponível em: http://www.jordans.com.br/blog/leis-para-farmacias-que-todo-proprietario-precisa-conhecer/. Acesso em: 03 de abril de 2024.
CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA. Encarte Farmácia Comunitária.Revista Brasileira de Farmácia, v. 122, p. 1-24, 2023.
 
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