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Prévia do material em texto

Estado de Goiás
Secretaria de Estado da Educação
Superintendência de Ensino Médio
Gerência da Mediação Tecnológica
2023
ESTADO DE GOIÁS
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Vice Governador do Estado de Goiás
Lincoln Graziane Pereira da Rocha
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira
Superintendente de Ensino Médio
Osvany da Costa Gundim Cardoso
Gerente de Mediação Tecnológica
Wanda Maria de Carvalho
Coordenadora Pedagógica de Mediação Tecnológica
Luciane Aparecida de Oliveira Rodrigues
ELABORARDORES/AS
Linguagens e suas Tecnologias
Daniela de Souza Ferreira Mesquita – Coordenadora de Área/Língua Portuguesa
Guilherme Francisco Oliveira Cruvinel – Língua Estrangeira/Inglês
Ivair Alves de Souza – Língua Portuguesa
Luciana Evangelista Mendes – Língua Estrangeira/Espanhol
Luiz Carlos Silva Junior – Educação Física
Maria Caroline Guimarães Leite Logatti – Arte/Mundo do Trabalho
Matemática e suas Tecnologias
Luan de Souza Bezerra – Coordenador de Área
Evandro de Moura Rios
Luara Laressa Ferreira dos Santos Lima
Ujeverson Tavares Sampaio
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Pedro Ivo Jorge de Faria – Coordenador de Área/História
Alejandro de Freitas Paulino Matos – Geografia
Carlos César Higa – Sociologia/Mundo do Trabalho
Gustavo Henrique José Barbosa – Sociologia/Filosofia/Projeto de Vida
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Rosimeire Silva de Carvalho – Coordenadora de Área/ Química
Francisco Rocha – Física
George Fontenelle Costa – Física
Luiz Carlos Silva Júnior – Biologia
Núbia Pontes Pereira – Biologia
Revisão
Daniela de Souza Ferreira Mesquita
Designer Gráfico
Hugo Leandro de Leles Carvalho – Capa
EQUIPE GOIÁS TEC
TELEFONE: 3201-3253
E-MAIL: gmt@seduc.go.gov.br
© Copyright 2022 – Goiás Tec Ensino Médio ao Alcance de Todos
“Todos os direitos reservados”
Sumário
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS ............................................................................ 5 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS .........................................................63 
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS ........................................................................ 133 
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS .............................................................147
PROJETO DE VIDA ..................................................................................................... 219
Linguagens e 
suas Tecnologias
Linguagens e 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
6
COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA 
ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS
HABILIDADE
(EM13LGG402)Analisar criticamente textos de 
modo a compreender e caracterizar as línguas 
como fenômeno (geo)político, histórico, social, 
cultural, variável, heterogêneo e sensível aos con-
textos de uso.
OBJETIVO DE APRENDIZAGEM
(GO-EMLGG402A) Conhecer o vocabulário dos te-
mas propostos em gêneros textuais injuntivos e dis-
sertativos orais e escritos (propagandas educativas 
na TV, curta-metragem, documentários, folhetos 
de campanhas, artigos científicos, receitas etc), 
destacando palavras desconhecidas, inferindo seu 
significado pelo contexto [e/ou pesquisando em 
dicionários digitais ou impressos] para relacionar o 
conteúdo às realidades locais e planetárias.
(GO-EMLGG402C) Localizar elementos da lingua-
gem não verbal específicas em gêneros textuais 
injuntivos/dissertativos, identificando seus signi-
ficados empregados no contexto, fatos implícitos, 
efeitos de ironia e humor para relacionar o uso e a 
forma desses ícones linguísticos.
OBJETO DE CONHECIMENTO
Campanhas educativas. Anúncios publicitários e 
propaganda. Linguagem verbal e não verbal. He-
terotônicos e heterosemânticos. Verbos de cambio. 
Tiras cômicas. Charge. HQs. Consumo sustentável. 
Economia. Globalização e outras temáticas relacio-
nadas. Efeitos de sentidos - conotação e denotação.
CLASS 01 - ENGLISH
CONCEITO: PERFIS EM REDES SOCIAIS
Nesta primeira aula vamos discutir sobre o núme-
ro de usuários de redes sociais no Brasil e sua implica-
ção nos hábitos e até na personalidade das pessoas. 
Let’s check?!
COMO USAMOS AS REDES SOCIAIS? 
Grande parte da população brasileira tem acesso 
a Internet, e o Brasil é um dos países em que mais se 
utilizam as redes sociais. Pesquisas como a feita pelo 
World Internet Stats indicam que no Brasil existem 
149,1 milhões de usuários na internet, ficamos atrás 
apenas de China, Índia e Estados Unidos da América. 
Esse número representa cerca de 70% da popu-
lação brasileira e 85% desses usuários de internet no 
Brasil navegam na web todos os dias.
Um relatório revelou que o Brasil é o terceiro no 
ranking de quem passa mais tempo na Internet. Os brasi-
leiros gastam, em média, 9 horas e 14 minutos navegan-
do na Internet, através de qualquer dispositivo. Somos o 
terceiro povo no mundo que mais passa tempo na rede. 
Em primeiro lugar, estão os tailandeses, com 9h38m, 
seguidos pelos filipinos, com uma média de 9h29m. 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
7
MAIS DE 3 HORAS PASSADAS NA INTERNET SÃO PARA ACESSAR AS REDES SOCIAIS
Sim, nós passamos, em média, 3 horas e 39 minutos, todos os dias nas redes sociais. Ocupamos, assim, a 
segunda colocação entre os países que usam por mais tempo essas plataformas, atrás dos filipinos, que gastam 
3h57m diários e à frente dos tailandeses, que detêm a marca de 3h23m.
62% DA NOSSA POPULAÇÃO ESTÁ CONECTADA ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS
Isso mesmo: 130 milhões de brasileiros utilizam as redes sociais. Desses, 120 milhões realizam o acesso 
através de seus celulares. Esse número representa 57% do total da população brasileira.
https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/02/10-fatos-sobre-o-uso-de-redes-sociais-no-brasil-que-voce-precisa-saber.ghtml
Nesse caso, reflita e escreva em seu caderno sobre algumas questões importantes:
• Por que você possui um perfil em alguma rede social?
• Você interage nas redes sociais? Por quê? 
• Quantas horas diárias você imagina que passa nas redes sociais? 
• Quais são suas atividades nessas redes sociais? 
• Por que você acha importante ter um perfil em rede social? 
• Em sua opinião quais são as vantagens e desvantagens da interação nas redes sociais.
MUNIZ, Mariana Lima; ROCHA Maurilio Andrade; CHRISTÓFARO, Gabriela Córdova.
Novo Ensino Médio - Projetos Integradores. 1. ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2020.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
1. Você reconhece essas redes sociais? Escreva seus nomes.
a)
 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
8
b)
 
c)
 
a) ____________________________________
b) ____________________________________
c) ____________________________________
2. Compare os três perfis de rede social. Escreva 
uma pequena lista mencionando as diferenças e 
semelhanças entre eles?
3. Você conhece as pessoas dos perfis da atividade 
anterior? Sabe de que país elas são? Qual a pro-
fissão dessas pessoas? Que tipo de trabalho já 
fizeram? Pesquise ou dê uma olhada nos perfis 
para responder esta atividade.
Name: 
Country:
Occupation:
Films or TV Programs: 
CLASS 02 - ENGLISH
CONCEITO: COGNATE AND FALSE COGNATE 
WORDS
Caro/a estudante, nesta segunda aula vamos co-
nhecer um pouco mais sobre as PALAVRAS COGNATAS 
E FALSAS COGNATAS, que é uma das várias estratégias 
de leitura usadas para a compreensão dos textos em 
inglês. Let’s go!!!
COGNATE AND FALSE COGNATE WORDS
Algumas palavras em língua inglesa podem pare-
cer com outras em português, são as chamadas pa-
lavras cognatas. Porém, é preciso ter atenção, pois 
nem todo aquele termo que se escreve de forma se-
melhante tem o mesmo significado nos dois idiomas. 
PALAVRAS COGNATAS ou palavras transparentes 
são vocábulos em diferentes idiomas que possuem a 
mesma origem, escrevem-se de maneira parecida, e 
possuem o mesmo significado em inglês e em por-
tuguês. A seguir, conheça algumas dessas palavras 
cognatas para que não erre mais ao interpretar textos 
em inglês, escrever ou ao falar durante uma conversa 
na língua inglesa.
• comedy: comédia
• connect: conectar
• different:diferente
• emotion: emoção
• idea: ideia
• important: importante
• material: material
• pages: páginas
• positive: positivo
• regular: regular
Porém, não é sempre que essa lógica funciona, 
e por isso nós também iremos conhecer os FALSOS 
COGNATOS, também conhecidos como “falsos amigos 
ou false friends” em inglês. Neste caso, os termos são 
escritos com semelhanças em determinadas palavras 
da língua portuguesa, mas têm tradução totalmente 
diferente, podendo comprometer a comunicação se 
usados no contexto errado.
Veja a seguir alguns exemplos de falsos cognatos 
em língua inglesa:
• argument: discussão
• fabric: tecido
• intend: pretender
• library: biblioteca
• novel: romance (literário)
• pretend: fingir
• prejudice: preconceito
• sensitive: sensível
• supper: ceia
• support: apoiar
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
9
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
1. Nesta atividade, você vai ler o perfil de uma jovem 
no Twitter. A ideia é começarmos com textos mais 
simples, portanto, leia o texto com bastante aten-
ção e procure identificar as palavras cognatas.
 
Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-
aula/3004/perfil-pessoal-online#.
Acesso em: 21 mar. 2020.
a) Como você deve ter notado, o nome da garota 
na foto é Malala. Malala não é um nome co-
mum no Brasil. Você já ouviu falar dela ou pode 
deduzir de qual região do mundo ela seja?
b) Pode-se dizer que o perfil de Malala é popu-
lar? Quantas pessoas ela segue e quantas a 
seguem?
2. Retire as seguintes informações sobre a perso-
nagem do texto acima:
a) idade: _______________________________
b) data de nascimento: ____________________
3. Qual a profissão de Malala? O que, exatamente, 
as pessoas com a profissão dela fazem?
4. Quais palavras cognatas podem ser encontradas 
nesse perfil?
5. Os exercícios abaixo, que tratam de palavras falsas 
cognatas em inglês, exigem conhecimentos sobre 
a tradução correta das palavras. Preste atenção 
e marque a resposta correta:
 5.1 “I study Law at college”. Neste caso, “college” 
significa...
a) colégio
b) casebre.
c) universidade.
d) escola.
 5.2 Se alguém disser “I want to order a dessert 
after dinner.” “Dessert”, significa que a pessoa 
deseja...
a) um deserto.
b) uma viagem.
c) uma refeição.
d) uma sobremesa.
 5.3 “Marilia bought avocado to make a mexican 
recipe.” “Avocado” quer dizer...
a) sair correndo.
b) dizer que conhece um advogado.
c) um abacate.
d) dizer que é invocado.
 5.4 “Some people are prejudiced against their 
social status”. A palavra “prejudiced”, refere-se 
a...
a) prejuízo 
b) preconceito
c) nocivo
d) proibição
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
10
 5.5 “During the chat conversation, Samuel 
pretended to be his brother.” A melhor tradução 
para este trecho seria:
a) Durante a conversa no chat, Samuel queria ser 
o seu irmão. 
b) Durante a conversa no chat, Samuel pretendia 
ser o seu irmão.
c) Durante a conversa no chat, Samuel planejou 
ser o seu irmão. 
d) Durante a conversa no chat, Samuel fingia ser 
o seu irmão.
CLASS 03 - ENGLISH
CONCEITO: PERFIS EM REDES SOCIAIS
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
Read the texts and answer the following activities:
Text I
WHO IS ANGELA DAVIS?
Angela Davis studied philosophy with Herbert 
Marcuse in Brandeis University, Massachusetts and 
became a master scholar who studied at Sorbonne 
University. Known for books like Women, Race & Class, 
she has worked as a professor and activist who advo-
cates gender equity, prison reform and other social 
issues. Davis is retired but has been giving important 
lectures all over the world.
Adaptado. Disponível em: <https://www.biography.com/
activist/angela-davis>/Acesso em: 31 mar. 2020
Text II
scholar: estudiosa
book: livro
gender: gênero
color: cor
line: linha, padrão, tipo
retired: aposentada/o
give: oferecer, dar
lecture: palestra
world: mundo
1. Em relação ao texto I, retire as seguintes infor-
mações:
a) Área de conhecimento em que se graduou: 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
11
b) Universidade onde fez seu mestrado acadêmico: 
c) Nome de um livro que escreveu: 
2. Ainda no texto I, escreva a profissão de Angela 
Davis e com quais causas ela tem trabalhado?
3. No texto II, identifique a data de nascimento da 
nossa personagem e encontre também a época 
em que ela se tornou uma ativista.
4. Quais informações sobre Davis podem ser encon-
tradas nos dois textos?
5. Pode-se dizer que Davis é uma usuária frequente 
do Twitter? Por quê?
CLASS 04 - ENGLISH
CONCEITO: REGULAR AND IRREGULAR VERBS
Hoje, faremos um estudo sobre Regular and 
Irregular Verbs, o que basicamente é uma introdução 
ao tempo verbal Simple Past, no qual faremos uma 
reflexão nas próximas aulas. A ideia é reconhecer 
esses a forma escrita destes verbos, e suas possíveis 
traduções. No final da apostila, encontra-se uma lista 
de verbos irregulares. Consulte-a sempre que achar 
necessário. Let’s start?!
Para começar, o objetivo de se ter a noção sobre a 
identificação e escrita destes verbos serve para identi-
ficar a forma escrita do passado (simples e particípio) 
do verbo. Para tal, necessita-se verificar o infinitivo 
do verbo (presente) para identificar a sua forma no 
passado.
• Regular verbs
– São mais fáceis de serem distinguidos;
– Aqui, ocorre a aplicação da regra dos sufixos -d 
/ -ed / -ied;
– Não necessita de leitura das formas verbais com 
lista de verbos.
ü	“Regra geral”: acrescenta-se o sufixo -ed ao 
infinitivo do verbo.
 to work – worked to listen – listened
 to start – started
ü	verbos terminados em “e”: acrescenta-se -d 
ao infinitivo do verbo.
 to love – loved to dance – danced
 to change – changed
ü	verbos terminados em “consoante + y”: reti-
ra-se o “y” e acrescenta-se -ied ao infinitivo do 
verbo.
 to carry – carried to hurry – hurried 
 to study – studied
ü	verbos monossílabos com C.V.C.: se o verbo 
monossílabo terminar em “consoante + vogal 
+ consoante” (C.V.C), dobra-se a última conso-
ante e acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo 
principal.
 to drop – dropped to stop – stopped
 to plan – planned
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
12
ü	verbos dissílabos com C.V.C. tônico: se o ver-
bo dissílabo terminar em “consoante + vogal + 
consoante” (C.V.C), verifica-se a tonicidade da 
vogal desta terminação e, caso ela seja tônica, 
dobra-se a última consoante e acrescenta-se 
-ed ao infinitivo do verbo principal.
 to occur (oc + cur) – occurred
 to permit (per + mit) – permitted
 to prefer (pre + fer) – preferred
*** EXCEÇÕES!! ***
ü	verbos terminados em “vogal + y”: apenas 
acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo.
 to play – played to destroy – destroyed
ü	verbos dissílabos com C.V.C. átono: no verbo 
dissílabo, se a vogal tônica estiver na primeira 
sílaba (ou seja, fora da terminação “consoante 
+ vogal + consoante”), apenas acrescenta-se 
-ed ao infinitivo do verbo principal (não se do-
bra a última consoante).
 to travel (tra + vel) – traveled 
 to rival (ri + val) – rivaled
• Irregular verbs
– São mais difíceis de serem distinguidos;
– Aqui, ocorre a aplicação da regra das formas 
(uni, bi, triforme);
– Necessita de leitura das formas verbais com 
lista de verbos (formato padrão de leitura: In-
finitive – Past simple – Past participle – Trans-
lation.
ü	verbos irregulares uniformes: possuem apenas 
uma única forma escrita.
 to cut – cut – cut – cortar
 to put – put – put – colocar
 to read – read – read – ler
ü	verbos irregulares biformes: possuem duas 
formas escritas iguais (e uma diferente).
 to bring – brought – brought – trazer
 to come – came – come – vir
 to beat – beat – beaten – derrotar
• verbos irregulares triformes: possuem três for-
mas escritas diferentes.
 to go – went – gone – ir
 to forgive – forgave – forgiven – perdoar
 to drink – drank – drunk – beber
• Leitura da lista de verbos de acordo com a re-
gularidade verbal
Infinitive Past simple Past 
participle Translation
to decide decided decided decidir
RE
GU
LA
RE
S
to talk talked talked falar
to study studied studied estudar
to jog jogged jogged caminhar
to admitadmitted admitted admitir
to enjoy enjoyed enjoyed apreciar
to open opened opened abrir
to cost cost cost custar
IR
RE
G.
to understand understood understood entender
to swim swam swum nadar
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
13
CLASS 05 - ENGLISH
CONCEITO: SIMPLE PAST
Hoje, faremos um estudo/revisão do SIMPLE PAST 
em inglês, no qual faremos uma reflexão sobre os usos 
e as formas deste tempo verbal. A ideia é reconhecer 
esses verbos dentro dos textos. No final da apostila, 
encontra-se uma lista de verbos irregulares. Consul-
te-a sempre que achar necessário. Let’s start?!
SIMPLE PAST TENSE
É um tempo verbal da Língua Inglesa que é empre-
gado para se referir a situações e fatos que já aconte-
ceram e se limitaram àquele tempo, ou seja, tiveram 
um início e um fim no passado.
EXEMPLO(S):
• I met him last week. (Eu o conheci semana 
passada.)
• Eric helped Paul yesterday. (Eric ajudou Paul 
ontem.)
• The World Cup finished last year. (A Copa do 
Mundo terminou ano passado.)
• Paula did not pay the bill last week. (Paula não 
pagou as contas semana passada.)
• I didn’t work yesterday. (Eu não trabalhei 
ontem.)
• Did you clean the bathroom? (Você limpou o 
banheiro?) 
• Did I pay the bills yesterday? (Eu paguei as 
contas ontem?)
Formação estrutural: Na forma afirmativa, para 
verbos regulares, acrescenta-se -d / -ed / -ied ao 
infinitivo do verbo principal; para os irregulares, 
verifica-se a sua forma (uni, bi, triforme) do passado. 
Nas formas negativas e interrogativa, utiliza-se o 
verbo auxiliar did, e o verbo principal fica no infinitivo 
sem “to”.
Afirmativa Negativas Interrogativa
I watched the news yesterday.
She watched the news yesterday.
They watched the news yesterday.
I did not (didn’t) watch the news 
yesterday.
She did not (didn’t) watch the 
news yesterday.
They did not (didn’t) watch the 
news yesterday.
Did I watch the news yesterday?
Did she watch the news yesterday?
Did they watch the news yester-
day?
Afirmativa Negativas Interrogativa
SI
N
G
U
LA
R
 I met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did I meet him last week?
You met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did you meet him last week?
He met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did he meet him last week?
She met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did she meet him last week?
 It met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did it meet him last week?
PL
U
RA
L We met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did we meet him last week?
You met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did you meet him last week?
They met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did they meet him last week?
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
14
CLASS 06 - ENGLISH
CONCEITO: SIMPLE PAST
Estudante, ainda dando continuidade com a te-
mática sobre Simple Past, vamos iniciar esta aula com 
a produção de exercícios. Para isso, procure utilizar 
seu conhecimento prévio, bem como as estratégias 
de leitura para compreender o texto a seguir.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
1. Observe the excerpt from the interview and 
answer the questions.
a) Which period in time are the question and the 
answer referring to: the past, the present or 
the future?
b) How do you know that? In the excerpt, find a 
verb that justifies your answer.
2. Observe the words in bold in the excerpt and 
answer the questions below.
a) Which auxiliary verb is used to form the 
question?
b) What is the main verb in the question?
3. Observe another excerpt of the original interview 
with Howardena Pindell and find what is 
requested.
a) Three verbs in the affirmative form of the 
Simple Past.
b) One verb in the negative form of the Simple 
Past.
4. Complete the dialogues with the past simple of 
the verbs in parentheses. 
a) A: Where ______ the 5th edition of FLUPP 
______________ (to happen)? 
 B: It ____________________ (to happen) in City 
of God.
b) A: ______ you ______________ all the 
activities (to enjoy)? 
 B: Not all of them. For example, I 
____________________ (to love) the storytelling, 
but I ____________________ (to like) some of 
the workshops.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
15
CLASS 07 - ENGLISH
CONCEITO: PERFIL EM REDES SOCIAIS
Na aula de hoje, iremos apresentar atividades 
com estratégias de leituras diversificadas. O objetivo 
deste exercício é verificar se as previsões feitas se 
confirmam. Let’s start!
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
1. Before reading the texts, make predictions about 
them. Focus on their structure, source and pic-
tures to choose the correct item that completes 
each sentence below.
 1.1 The photographs show two...
a) famous people from Brazil.
b) Brazilians with the same occupation.
 1.2 The texts are...
a) profiles.
b) biographies.
 1.3 The main objective of both texts is to...
a) describe importante events in a person’s life.
b) provide personal information about someone.
2. Now read the texts below to check your predic-
tions.
TEXTO I
TEXTO I
3. A partir das informações apresentadas no texto II, 
é possível inferir que a brasileira Any Gabrielly...
a) dirigiu uma animação.
b) prefere atuar a cantar.
c) trabalhou como dubladora.
d) canta em um grupo de pop nacional.
e) deseja estrelar uma série de televisão.
4. Answer the questions below:
a) How old is Eduardo Kobra?
b) What technique does he use to create three-
-dimensional murals?
c) What kind of music does Any Gabrielly sing?
5. Based on the texts, choose the statements below 
that are correct about Eduardo Kobra and Any 
Gabrielly:
a) Eduardo Kobra is not popular on social media.
b) Eduardo Kobra creates two-dimensional mu-
rals.
c) Any Gabrielly is known as the voice of a pro-
tagonist of a TV series.
d) Any Gabrielly is a part of a global pop group.
e) Eduardo Kobra and Any Gabrielly are both from 
São Paulo.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
16
CLASS 08 - ENGLISH
CONCEITO: SIMPLE PAST
O texto apresentado nesta aula traz uma breve biografia de uma mulher em destaque na sua área de 
atuação. Realizem a leitura do texto, empregando as estratégias já conhecidas para responderem a atividade 
que se segue.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
1. The following text is about another inspiring woman, Wangari Maathai. Read and do the exercises.
a) Where was she born?
b) When was she born?
c) What is she internacionally famous for?
d) What award did she receive in 2004?
2. Reorder the words in the items below to write 
sentences about Wangari Maathai.
a) to obtain a Ph.D. /She / the first woman in East 
and Central Africa / was
b) was / the first female professor / She / at the 
University of Nairobi
c) for environmental conservation / became / She 
/ famous for Fighting
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
17
3. Write below two phrases in the past tense taken 
from the text.
CLASS 09 - ENGLISH
CONCEITO: TEXT COMPREHENSION
Na atividade de hoje vamos navegar um pouco 
dentro das redes sociais. Empregaremos as estratégias 
de leitura e inferências para coletar alguns dados. Se 
necessário recorra ao dicionário ou tradutor.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE 
1. Now it’s your turn! Na aula de hoje você deverá 
escolher o perfil de uma pessoa famosa, em uma 
rede social de sua escolha, e falar um pouco sobre 
esta pessoa. Para tanto, você deverá recorrer aos 
conhecimentos em língua inglesa. Em seguida, 
complete o quadro abaixo, escrevendo o que se 
pede em língua inglesa.
2. Após a coleta dos dados dessa pessoa. Reflita e 
escreva:
a) Qual a razão de você seguir essa pessoa?
b) Quantos seguidores esta pessoa possui?
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
18
c) Quando foi a sua últi ma postagem?
d) O que você gostou de observar nas publicações 
desta pessoa?
e) Essa pessoa interage com os seguidores dela?
f) Quantas pessoas ele(ela) segue? E quantos o 
seguem?
g) A pessoa que você segue possui algum trabalho 
social relevante? Se sim, qual/quais?
CLASS 10 - ENGLISH
CONCEITO: TEXT COMPREHENSION WITH ENEM 
QUESTIONS
Let’s check your knowlwdge!!!Caro/a estudan-
te, o objeti vo agora é apresentar algumas questões 
apresentadas no Exame Nacional do Ensino Médio 
(ENEM), simulando uma prova já aplicada.
SUGESTÃO DE ATIVIDADE
1. (ENEM/2019)
Is this life
 Sitti ng on a park bench
 Thinking about a friend of mine
 He was only twenty-three
 Gone before he had his ti me
 It came without a warning
 Didn’t want his friend to see him cry
 He knew the day was dawning
 And I didn’t have a chance to say goodbye
MADONNA. Eroti ca. Estados Unidos. Marverick, 1992.
 A canção, muitas vezes, é uma forma de manifes-
tar senti mentos e emoções da vida coti diana. Por 
exemplo, o sofrimento retratado nessa canção foi 
causado:
 (A) pela morte precoce de um amigo jovem.
 (B) pelo término de um relacionamento amoroso.
 (C) pela mudança de um amigo para outro país.
 (D) pelo fi m de uma amizade de mais de vinte anos.
 (E) pela traição por parte de pessoa próxima.
2. (ENEM/2020)
Disponível em: htt ps://sites.psu.edu. Acesso em: 12 jun. 2018.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
19
 Os recursos usados nesse pôster de divulgação 
de uma campanha levam o leitor a refletir sobre 
a necessidade de:
(A) criticar o tipo de tratamento dado à mulher.
(B) rever o desempenho da mulher no trabalho.
(C) questionar a sobrecarga de atribuições da 
mulher.
(D) analisar as pesquisas acerca dos direitos da 
mulher;
(E) censurar a mulher pelo uso de determinadas 
palavras.
3. (ENEM/2018)
 Lava Mae: Creating Showers on Wheels for the 
Homeless
 San Francisco, according to recent city numbers, 
has 4,300 people living on the streets. Among the 
many problems the homeless face is little or no 
access to showers. San Francisco only has about 
16 to 20 shower stalls to accommodate them.
 But Doniece Sandoval has made it her mission to 
change that. The 51-year-old former marketing 
executive started Lava Mae, a sort of showers on 
wheels, a new project that aims to turn decom-
missioned city buses into shower stations for the 
homeless. Each bus will have two shower stations 
and Sandoval expects that they’ll be able to pro-
vide 2,000 showers a week.
ANDREANO, C. Dísponível em: abcnews.go.com. 
Acesso: 26 jun. 2015 (adaptado).
 A relação dos vocábulos shower, bus e homeless, 
no texto, refere-se a
(A) empregar moradores de rua em lava a jatos 
para ônibus.
(B) criar acesso a banhos gratuitos para morado-
res de rua.
(C) comissionar sem-teto para dirigir os ônibus 
da cidade.
(D) exigir das autoridades que os ônibus munici-
pais tenham banheiros.
(E) abrigar dois mil moradores de rua em ônibus 
que foram adaptados.
4. (ENEM/2016)
Disponível em: www.colintfisher.com. 
Acesso em: 30 maio 2016.
 Anúncios publicitários buscam chamar a atenção 
do consumidor por meio de recursos diversos. 
Nesse pôster, os números indicados correspon-
dem ao (à)
(A) comprimento do cigarro.
(B) tempo de queima do cigarro.
(C) idade de quem começa a fumar.
(D) expectativa de vida de um fumante.
(E) quantidade de cigarros consumidos.
5. (ENEM/2018)
 Don’t write in English, they said,
 English is not your mother tongue…
 ... The language I speak
 Becomes mine, its distortions, its queerness
 All mine, mine alone, it is half English, half
 Indian, funny perhaps, but it is honest,
 It is as human as I am human…
 ... It voices my joys, my longings my
 Hopes...
 (Kamala Das, 1965:10)
GARGESH, R. South Asian Englishes. In: KACHRU, Y; 
NELSON, C. L. (Eds.). The Handbook of World English. 
Singapore: Blackwell, 2006.
 A poetisa Kamala Das, como muitos escritores 
indianos. escreve suas obras em inglês, apesar de 
essa não ser sua primeira língua. Nesses versos, 
ela
(A) usa a língua inglesa como efeito humorístico.
(B) recorre a vozes de vários escritores ingleses.
(C) adverte sobre o uso distorcido da língua in-
glesa.
(D) demonstra consciência de sua identidade 
linguística.
(E) reconhece a incompreensão na sua maneira 
de falar inglês.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
20
ANEXO 01 - LIST OF IRREGULAR VERBS
BASE FORM PAST SIMPLE PAST PARTICIPLE TRANSLATION
to be was, were been estar; ser
to beat beat beaten bater; derrotar, vencer; 
superar
to become became become tornar-se
to begin began begun começar
to bet bet bet apostar
to blow blew blown soprar
to break broke broken quebrar
to bring brought brought trazer
to build built built construir
to buy bought bought comprar
to catch caught caught capturar, pegar
to choose chose chosen escolher
to come came come vir
to cut cut cut cortar
to deal dealt dealt lidar; negociar, tratar
to do did done fazer
to draw drew drawn atrair, chamar (a 
atenção); desenhar
to dream dreamed/dreamt dreamed/dreamt sonhar
to drink drank drunk beber
to drive drove driven dirigir
to eat ate eaten comer
to fall fell fallen cair
to feel felt felt sentir
to fight fought fought brigar; lutar
to find found found encontrar
to fit fit fit ajustar; caber, servir
to flee fled fled escapar, fugir; evitar
to forget forgot forgotten esquecer
to get got got/gotten adquirir; conseguir, 
obter; receber
to give gave given dar
to go went gone ir
to grow grew grown crescer; cultivar
to have had had ter
to hear heard heard ouvir
to hide hid hidden esconder, ocultar
to hold held held abraçar; segurar
to keep kept kept manter
to know knew known conhecer; saber
to lay laid laid colocar, pôr; deitar
to lead led led comandar, conduzir; 
levar
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
21
to learn learned/learnt learned/learnt aprender
to leave left left abandonar, deixar; partir, 
sair
to let let let deixar, permitir
to lose lost lost perder
to make made made fazer
to mean meant meant significar
to meet met met conhecer; encontrar
to misunderstand misunderstood misunderstood entender mal, interpretar 
mal
to overcome overcame overcome superar
to pay paid paid pagar
to put put put colocar, pôr
to read read read ler
to rise rose risen erguer, levantar
to run ran run correr
to say said said dizer
to see saw seen ver
to seek sought sought buscar; objetivar
to send sent sent enviar
to set set set ajustar, marcar, pôr em 
determinada
to shake shook shaken sacudir
to shine shone shone brilhar, reluzir
to show showed showed/shown apresentar, mostrar
to sing sang sung cantar
to sit sat sat sentar
to sleep slept slept dormir
to speak spoke spoken falar
to spend spent spent gastar (dinheiro); passar 
(tempo)
to spread spread spread espalhar
to stand stood stood ficar em pé; suportar
to steal stole stolen roubar
to strive strove striven esforçar-se, lutar
to swim swam swum nadar
to take took taken pegar
to teach taught taught ensinar
to tell told told contar, relatar
to think thought thought achar, pensar
to throw threw thrown arremessar, jogar
to understand understood understood compreender, entender
to wear wore worn usar (roupa, calçado, 
acessório), vestir
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
22
ANEXO 02 - DAILY ROUTINES IN ENGLISH 
 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
23
COMPONENTE CURRICULAR 
LÍNGUA PORTUGUESA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
(GO-EMLP06B) Analisar as funções da linguagem 
como recursos expressivos da língua, consideran-
do as diversas situações textuais para conhecer as 
intencionalidades comunicativas.
(GO-EMLP06D) Reconhecer os diferentes recursos 
da linguagem verbal e não verbal em diferentes 
tipologias textuais e diferentes gêneros discursivos, 
descrevendo os recursos utilizados nos textos para 
analisar os efeitos de sentido desses usos linguísti-
cos na construção de sentido.
(GO-EMLP14A) Analisar os contextos de produção, 
circulação e recepção de informações, dados e ar-
gumentos em diversas fontes, identificando os ele-
mentos essenciais de garantia da credibilidade dos 
atos comunicativos da cultura audiovisual no meio 
digital de informação e comunicação (recursos lin-
guísticos e multissemióticos e efeitos de sentido) 
para legitimar as escolhas e a exploração crítica.
(GO-EMLGG201A) Sintetizar e resenhar textos, 
usando paráfrases, de marcas do discurso repor-
tado e de citações, para empregar em textos de 
divulgação de estudos e pesquisas.
(GO-EMLP53A)Avaliar, com o uso de textos literá-
rios diversos, a produção de comentários de livros, 
filmes, canções e espetáculos, observando os crité-
rios de composição de cada produto cultural para 
fazer produção oral e escrita do raciocínio crítico 
avaliativo sobre os principais artistas e suas obras.
(GO-EMLP20A) Produzir discursos a partir do enten-
dimento mútuo, nas diversas linguagens (artísticas, 
corporais e verbais), com vistas ao interesse comum 
pautado em princípios e valores de equidade as-
sentados na democracia e nos Direitos Humanos, 
identificando afinidades e interesses comuns para 
compreender as diferenças e engajar-se em práticas 
coletivas.
(GO-EMLGG203A) Questionar o uso de debates, 
quanto ao raciocínio crítico, analítico de questões 
sociais, presentes em textos midiáticos de âmbito 
nacional e local, analisando os processos de disputa 
nas práticas de linguagem para ampliar as possibi-
lidades de construção de sentidos e de apreciação.
(GO-EMLGG203B) Promover debates e discussões 
de temas de interesses da juventude, apropriando-
-se de bases legais, como o Estatuto da Juventude e 
as políticas públicas vigentes para fazer-se protago-
nista de ações que contemplem a condição juvenil.
(GO-EMLP28A) Organizar estratégias de estudo, 
usando leituras, resolução de exercícios, interpreta-
ção de vídeos, gráficos e imagens acerca do conte-
údo em questão para produzir uma aprendizagem 
significativa e otimizar o tempo.
OBJETOS DE CONHECIMENTO
Gêneros discursivos (poemas, contos, crônicas, 
tiras, charges, diários, propagandas, classificados, 
receitas, reportagens). 
Elementos da comunicação. Funções da linguagem. 
Modalização. Elementos expressivos da linguagem 
teatral: voz, movimentos, gestos e ações.
Estratégias de leitura e compreensão de textos. 
Gêneros discursivos e digitais.
Análise, interpretação e produção de textos multi-
modais. Informações no mundo globalizado. Inter-
textualidade na Língua Portuguesa. Leitura branca e 
dramática de textos nas Línguas Espanhola, Inglesa 
e Portuguesa. Dramatização.
Elementos da linguagem teatral e da música. Prá-
ticas musicais envolvendo: composição e arranjo, 
uso de samplers, manipulação sonora, produção 
de trilhas sonoras e sonoplastia, observando ele-
mentos significativos da cultura juvenil.
Linguagens, seus diálogos e práticas culturais. Con-
textos e práticas. Relação entre textos na Língua 
Portuguesa, reconstrução da textualidade e efeitos 
de sentido provocados pelos usos de Recursos lin-
guísticos e multissemióticos.
Linguagem e sentido. A dimensão discursiva da 
linguagem.
Literatura e arte na Língua Portuguesa. 
Tipos de discursos. Intertextualidade. 
Interpretação na Libras de textos nas diversas lin-
guagens (artísticas, corporais e verbais): configu-
ração da mão, locação, movimento e orientação. 
Gêneros discursivos. A linguagem do gênero semi-
nário, debate etc.
Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais 
do texto. Estratégias de escrita: textualização, re-
visão e edição.
Planejamento e produção de questionários. Organi-
zação de cronograma de estudo. Forma de compo-
sição do texto. Relação entre contexto de produção 
e características composicionais e estilísticas dos 
gêneros. Reconstrução da textualidade e compre-
ensão dos efeitos de sentido provocados pelos usos 
de recursos linguísticos e multissemióticos.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
24
VAMOS REVISAR? 
(https://files.passeidireto.com/7f49add4-40a9-47e8-b65f-d7cc72f7e9ce/7f49add4-40a9-47e8-b65f-d7cc72f7e9ce.jpeg)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
25
(http://1.bp.blogspot.com/-WLsM4-en7Q0/T8Ixymx4CfI/AAAAAAAAAWE/AZSYQoQFElg/s1600/formacao-palavras.jpg)
(https://i.pinimg.com/originals/40/ab/f4/40abf450ce2ae1a754d19d75c49cfc63.jpg)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
26
(https://cdn.culturagenial.com/imagens/cordel-
nordestino-poemas-og.jpg)
(https://i.pinimg.com/originals/a0/50/7b/
a0507b2d9a07f3fceed5262a0c693a3e.jpg)
Leia o soneto de Vinícius de Morais e resolva às ques-
tões 1 – 12:
SONETO DE ANIVERSÁRIO
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro, 1954
1. Por que o poema acima é considerado um soneto?
2. O soneto de aniversário de Vinicius de Moraes 
demarca a posição do eu lírico de refletir sua vida 
a partir de:
a) seus desejos.
b) suas experiências.
c) seus encantos.
d) seu orgulho.
3. O eu lírico traz ao leitor uma reflexão entre pas-
sado e futuro. Esse tipo de movimento apresen-
tado pelo soneto é intercalado entre sentimentos 
opostos. Quais são eles?
a) Vida e morte.
b) Paz e guerra.
c) Saudade e encontro.
d) Felicidade e tristeza.
4. O soneto, no verso: “Queira-se antes ventura que 
aventura”, apresenta parônimos, pois há duas pa-
lavras muito parecidas na grafia, mas com significa-
dos diferentes. Elas expressam, respectivamente:
a) curtição e sorte.
b) azar e fortuna.
c) destino e perigo.
d) imprevisto e alegria.
5. Que efeito é produzido pelo uso das rimas no 
soneto?
6. Escreva o verso que revela o interlocutor do eu 
poético.
7. O poema aborda as transformações trazidas pelo 
passar do tempo. Contudo, segundo o texto, o 
que nunca envelhece?
8. No verso: “Vença o ideal de andar caminhos pla-
nos”, a palavra destacada poderia ser substituída, 
sem alteração de sentido, por:
a) retos.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
27
b) tortos.
c) semelhantes. 
d) altos.
9. O uso das reticências na última estrofe foi utili-
zado pelo poeta para demonstrar:
a) indecisão do eu lírico.
b) omissão do discurso.
c) interrupção da fala.
d) hesitação profunda.
10. Escreva o verso que o eu lírico revela passagem 
de tempo.
11. A que se refere o pronome “ela” no verso: “Pros-
siga ela sempre dividida”?
12. Localize no soneto uma palavra que significa:
a) Avance: __________________________
b) Fantasias: ________________________
c) Perfeição: ________________________
d) Macia: ___________________________
e) Decepções: _______________________
LINGUAGEM LITERÁRIA
(https://i.pinimg.com/originals/67/3e/ad/673eadad759ca40d050c4638de4115a0.jpg)
(https://slideplayer.com.br/slide/1796350/9/images/9/Em+S%C3%ADntese+TEXTO+LITER%C3%81RIO+TEXTO+N%C3%83O-
LITER%C3%81RIO.jpg)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
28
(https://i.pinimg.com/736x/33/03/a1/3303a17e70a26928e18136b0046a21e3.jpg)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
29
ATIVIDADES
Asas de guarda–chuva
Quando começa a chover,
os morcegos se assanham.
Abrem as asas pretas,
e na chuva se banham.
Passam em voos rasantes
raspando por nossas cabeças.
Alguns se agitam e dançam,
outros voam com pressa.
Mas quando a chuva para
-zapt, zupt-, a asa se fecha,
e eles dormem recolhidos
atrás da porta, numa brecha.
Alguns pobres coitados
acabam esquecidos.
Ficam tristes e pendurados
entre achados e perdidos.
Bichos da cidade São Paulo
a. Quantos versos tem o poema “ “Asas de guarda-
-chuva”?
b. Quantas estrofes há no poema?
c. Reescreva dois pares de rima do poema.
2. Identifique as figuras de linguagem nas frases 
abaixo: 
a. “Ficam tristes e pendurados entre achados e 
perdidos.”
 ( ) hipérbole 
 ( ) antítese 
 ( ) metáfora 
b. Ele cantou uma linda canção.
 ( ) hipérbole 
 ( ) pleonasmo 
 ( ) metáfora 
c. Ela viu com seus próprios olhos.
 ( ) hipérbole 
 ( ) pleonasmo 
 ( ) metáfora 
d. Aquela mulher é uma leoa.
 ( ) metáfora 
 ( ) comparação 
 ( ) hipérbole 
e. A vida vem em ondas como o mar.
 ( ) metáfora 
 ( ) comparação 
 ( ) prosopopeia 
f. Quero paz não guerra.
 ( ) antítese 
 ( ) comparação 
 ( ) metáfora 
g. Aquela moça não é legal, ela subtraiu dinheiro 
da minhaconta.
 ( ) hipérbole 
 ( ) eufemismo 
 ( ) metáfora 
h. A formiga disse para a cigarra: ” Cantou…agora 
dança!
 ( ) hipérbole 
 ( ) eufemismo 
 ( ) prosopopeia 
3. Leia o texto: Canibalismo entre insetos
 Seres que nascem na cabeça de outros e que 
consomem progressivamente o corpo destes até 
aniquilá-los, ao atingir o estágio adulto. ... Esse é 
um enredo que mais parece de ficção científica. 
No entanto, acontece desde a pré-história, tendo 
como protagonistas as vespas de certas espécies, 
e é um exemplo da curiosa relação dos ‘inimigos 
naturais’, aproveitada pelo homem no controle 
biológico de pragas, para substituir com muitas 
vantagens os inseticidas químicos. (Revista Ciên-
cia Hoje, nº 104, outubro de 1994, Rio, SBPC)
 O texto apresenta linguagem denotativa ou co-
notativa? Explique.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
30
4. Coloque ( D ) para denotativo e ( C ) para cono-
tativo: 
( ) Hoje irei ao cinema. 
( ) João quebrou o espelho do banheiro. 
( ) Esse menino tem um coração de ouro. 
( ) A Praça do peixe fica no coração de Bataguassu. 
( ) Fiz um transplante de coração. 
( ) Karina é mesmo má tem um coração de pedra. 
( ) Para vencer a luta era preciso alcançar o co-
ração do país.
( ) Kelly completou vinte primaveras.
( ) Na primavera as flores abrem suas pétalas.
( ) Correu muito, porém não pegou o trem para 
São Paulo.
( ) A tempestade foi terrível no Rio de Janeiro.
( ) Minha mãe é meu espelho. 
( ) Carla superou seus problemas conjugais. 
( ) ”O amor é fogo que arde sem se ver...”
( ) Pedro mora no coração de São Paulo.
5. Observe a imagem abaixo e responda: 
a. A imagem mostra uma pessoa prestes a abo-
canhar a Terra que está espetada num garfo. 
Podemos comparar essa imagem a frase ES-
TAMOS DEVORANDO O PLANETA no sentido 
real, portanto a esse sentido sobrepõe-se:
 ( ) a conotação
 ( ) a denotação
b. Ao sentido de “comer a Terra” sobrepõe-se, a 
____________ pois está no sentido figurado.
ATIVIDADE
Você já ouviu falar em paródias? 
A paródia é a criação de um texto a partir de um 
bastante conhecido, ou seja, com base em um texto 
consagrado alguém utiliza sua forma e rima para criar 
um novo texto cômico, irônico, humorístico, zombeteiro 
ou contestador, dando um novo sentido ao texto. Parte 
da intertextualidade, a paródia é um intertexto, ou seja, 
é um texto resultante de um texto origem que pode ser 
escrito ou oral. Essa intertextualidade também pode 
ocorrer em pinturas, no jornalismo e nas publicidades.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
31
ELEMENTOS TEXTUAIS E FUNÇÃO SOCIAL
Quando usamos a língua, organizamos as frases 
com o objetivo de produzir um texto que se comuni-
que com o interlocutor. A produção do texto é orga-
nizada, por sua vez, com base numa tradição discur-
siva que prevê determinadas sequências e elementos 
textuais. Assim, reconhecemos uma entrevista, uma 
conversa em rede social, um contrato de aluguel ou 
uma aula. Nessa seção, vamos estudar os gêneros 
textuais com ênfase nos elementos que compõem 
o texto de determinado gênero e na função que os 
textos daquele gênero desempenham na sociedade.
Tipos e gêneros textuais
Tipos e gêneros textuais são duas categorias di-
ferentes de classificação textual.
Os tipos textuais são modelos abrangentes e fixos 
que definem e distinguem a estrutura e os aspectos 
linguísticos de uma narração, descrição, dissertação 
e explicação.
Exemplos de tipos textuais:
• Texto narrativo;
• Texto descritivo;
• Texto dissertativo expositivo;
• Texto dissertativo argumentativo;
• Texto explicativo injuntivo;
• Texto explicativo prescritivo.
Os aspectos gerais dos tipos de texto concreti-
zam-se em situações cotidianas de comunicação nos 
gêneros textuais, textos flexíveis e adaptáveis que 
apresentam um intenção comunicativa bem definida 
e uma função social específica, adequando-se ao uso 
que se faz deles.
Gêneros textuais pertencentes aos textos nar-
rativos: 
• romances;
• contos;
• fábulas;
• novelas;
• crônicas;
Gêneros textuais pertencentes aos textos des-
critivos: 
• diários;
• relatos de viagens;
• folhetos turísticos;
• cardápios de restaurantes;
• classificados ...
Gêneros textuais pertencentes aos textos expo-
sitivos: 
• jornais;
• enciclopédias;
• resumos escolares;
• verbetes de dicionário...
Gêneros textuais pertencentes aos textos argu-
mentativos: 
• artigos de opinião;
• abaixo-assinados;
• manifestos;
• sermões...
Gêneros textuais pertencentes aos textos injun-
tivos: 
• receitas culinárias;
• manuais de instruções;
• bula de remédio...
Gêneros textuais pertencentes aos textos pres-
critivos: 
• leis;
• cláusulas contratuais;
• edital de concursos públicos...
Gêneros textuais e gêneros literários
Conforme o próprio nome indica, os gêneros tex-
tuais se referem a qualquer tipo de texto, enquanto 
os gêneros literários se referem apenas aos textos 
literários.
Os gêneros literários são divisões feitas segundo 
características formais comuns em obras literárias, 
agrupando-as conforme critérios estruturais, con-
textuais e semânticos, entre outros.
Exemplos de Gêneros Literários:
• Gênero lírico;
• Gênero épico ou narrativo;
• Gênero dramático.
ROMANCE
LONGA NARRATIVA DE FICÇÃO - Definição de He-
gel (epopeia burguesa moderna) – consolidação no 
séc. XVIII - momento em que a epopeia era sufocada 
e no qual o Romance ascendeu.
Obra precursora do romance moderno:
Publicação: entre 1605 e 1612
Dom Quixote de La Mancha 
(Miguel de Cervantes)
CARACTERÍSTICAS DO ROMANCE
• História complexa (leitor se aprofunda na trama 
/ conhece bem cada protagonista)
• personagens (várias)
• cenário (variado)
• tempo (período de duração)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
32
• enredo (vários fatos)
• narrador (foco narrativo)
• nem todo romance é romântico - (podem ser 
românticos, de suspense, aventura, policial, 
etc.)
Tipos de romance: abordagem (tema principal)
• Romance Urbano : critica os costumes da so-
ciedade (século XIX - sinônimo de romance re-
alista)
 Principais representantes: Jorge Amado (Capi-
tães da Areia); José de Alencar (Senhora) 
• Romance Sertanejo ou Regionalista: aborda 
questões sociais – condição de subdesenvol-
vimento (especialmente da região Nordeste) 
Visão crítica das relações sociais e do impacto 
do meio sobre o indivíduo.
 Principais representantes: Bernardo Gui-
marães (O Ermitão de Muquém), Graciliano 
Ramos, (Vidas secas), Rachel de Queiroz, (O 
Quinze), José Lins do Rego, (Menino de enge-
nho, Bangüê, Usina), Érico Veríssimo, (Clarissa, 
Caminhos cruzados – (pampas gaúcho), Jorge 
Amado (Terras do sem-fim, conta histórias de 
Salvador).
• Romance Histórico: reconstrução dos cos-
tumes, da fala e das instituições do passado 
(início do século XIX ). Mistura de personagens 
históricos e de ficção. Primeiro romance histó-
rico - literatura universal: Waverley (1814) de 
Sir Walter Scott. O maior de todos os romances 
históricos: Guerra e Paz (1869), de Tolstoi.
• Romance Indianista: costumes indígenas como 
foco. Nosso representante: José de Alencar (O 
Guarani e Iracema). Indianismo moderno: Ma-
cunaína, de Mário de Andrade, Cobra Norato, 
de Raul Bopp e Martin Cererê, de Casiano Ri-
cardo.
• Romance Psicológico: analisa os motivos ín-
timos das decisões e indecisões humanas. O 
primeiro exemplo: As ligações Perigosas de 
Choderlos Laclos (1782) Na Literatura Brasilei-
ra - marco inicial: Dom Casmurro, de Machado 
de Assis.
• Romance Gótico: aborda toda série de horro-
res, mistérios terrificantes, torturas etc. 
 Alemanha - produziu: As Drogas do Diabo 
(1816) de Hoffmann. No Brasil, Álvares de Aze-
vedo (1831-1852) - A Lira dos Vinte Anos (1853) 
e a coletânea de contos A Noite na Taverna 
(1855) - publicados após sua morte.
• Romance Romântico: liberdade de criação e 
expressão da supremacia do indivíduo (final 
do século XVIII e início do século XIX). Ex: A 
Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo). 
VAMOS RELEMBRAR?
ROMANTISMO
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
33
CONTEXTO HISTÓRICO
Teveinício na Europa no final do século XVIII, na 
Europa, obtendo maior destaque na França. Desenvol-
veu-se em meio à Revolução Industrial e à Revolução 
Francesa.
Acontece que a partir da segunda metade do sé-
culo XVIII começou a constituir-se na Inglaterra a so-
ciedade industrial. Passou-se bruscamente do sistema 
doméstico ao sistema fabril de produção, provocando 
o surgimento de várias cidades industriais. Assim, a 
burguesia começou a crescer econômica e politica-
mente e o proletariado (trabalhadores) começou a 
crescer em número. Da antiga sociedade de senho-
res e servos, passou-se à sociedade de operários e 
empresários.
A Revolução Francesa, por sua vez, desencadea-
da em 1789, acabou por levar a burguesia ao poder. 
Assim, ambas as revoluções incentivaram a livre-ini-
ciativa, o individualismo econômico e o liberalismo 
político, estimulando também o nacionalismo. Esse 
clima de valorização da liberdade e renovação marcou 
muito a literatura romântica, afinal, principalmente 
baseados nessa liberdade, os poetas se sentiram livres 
para expressar seus sentimentos na poesia, além de 
não se sentirem mais presos à métrica dos versos que 
as escolas anteriores valorizavam. Nascia uma nova 
forma de escrever.
Desse modo, o Romantismo é a escola da expres-
são dos sentimentos, da liberdade de expressão. Por 
isso, alguns escritores passaram a falar da natureza e 
do amor num tom pessoal e melancólico, fazendo da 
literatura uma forma de expressar seus sentimentos. 
Além disso, voltaram-se para os tempos medievais, 
época da formação de suas nações, valorizando os 
heróis e as tradições populares, exaltando o nacio-
nalismo. E essa liberdade também fica evidente na 
forma de escrever, já que os escritores românticos 
abandonaram o tom solene e adotaram um estilo 
simples e comunicativo na escrita.
AS PRINCIPAIS OBRAS ROMÂNTICAS NA EUROPA 
SÃO:
• Contos e Inocência, de Willian Blake;
• Os Miseráveis, de Victor Hugo;
• Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas.
O Romantismo foi o principal movimento esté-
tico do final do século XVIII e início do século XIX. O 
romance Os sofrimentos do jovem Werther, do ale-
mão Goethe, é considerado a primeira obra romântica 
publicada. Não obstante, o movimento espalhou-se 
por toda a Europa e pelas então colônias, tais quais 
o Brasil. Podendo ser definido como a arte da nova 
burguesia, que ascendia ao poder, o Romantismo foi 
uma arte complexa, diversificada e rica.
ROMANTISMO EM PORTUGAL
Em Portugal o Romantis-
mo surgiu em meio a uma 
grande agitação política. Em 
1808 a corte de D. João VI se 
transfere para o Brasil, ame-
açada pelas tropas de Napo-
leão Bonaparte. 
Seu marco inicial foi em 
1825 com a publicação do 
poema Camões, de Almeida 
Garret, em que o autor faz 
uma espécie de biografia sentimental do poeta.
O poema de Almeida Garrett possui característi-
cas como subjetivismo, nostalgia, melancolia e outros 
considerados como definidores do estilo. Além disso, 
o movimento prezava a originalidade, fazendo oposi-
ção aos modelos ou às regras impostas.
Almeida Garret
Precursor do Romantismo em Portugal, com a 
obra Camões; apesar disso ele não se intitulava nem 
clássico nem romântico e, de fato, suas criações como 
poeta, prosador e dramaturgo estavam longe do sen-
timentalismo exagerado que caracteriza o típico es-
critor romântico.
Alexandre Herculano
A característica principal de suas obras é a histo-
riografia, o relato da história de Portugal; sua principal 
obra é Eurico, o Presbítero, que fala sobre a figura do 
Clero, destacando o amor proibido, além da retomada 
do poder de Portugal.
Camilo Castelo Branco
Foi o primeiro autor a ganhar a vida com a Litera-
tura. Ele vivia dela, e escrevia sobre temas que seriam 
lucrativos para ele. É considerado o criador da novela 
passional portuguesa, isto é, das histórias que envol-
vem a paixão; sua obra mais conhecida, e de maior 
destaque como novela passional, é Amor de Perdição.
Julio Dinis
Em sua obra não há o clima de tragédia e fatalismo 
que marca, por exemplo, a novela passional de Camilo 
Castelo Branco. Ainda que fale de amor e paixão, fala 
de um jeito mais simples e, no final, os mal entendi-
dos se esclarecem e tudo se resolve. Sua obra possui 
um ar de otimismo e esperança; obra mais conhecida, 
inclusive com grande repercussão no Brasil: As Pupilas 
do Senhor Reitor.
CARACTERÍSTICAS GERAIS
• Liberdade de criação e expressão;
• Individualismo / subjetivismo;
• Valorização das emoções;
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
34
• Nacionalismo;
• Escapismo / fuga da realidade;
• Pessimismo;
• Valorização da natureza;
• Religiosidade / Cristianismo;
• Idealismo.
GERAÇÕES DO ROMANTISMO
O Romantismo pode ser dividido em 3 gerações 
que possuem algumas características que as diferem. 
Primeira Geração
Quando o Romantismo surgiu os autores ainda 
mantinham em seus textos algumas características 
clássicas, seguindo regras da produção literária refe-
rentes ao período. 
As obras desse período abordam a natureza, o 
país e idealizam tudo maravilhoso, por isso alguns 
estudiosos chamam essa geração de nacionalista. Em 
Portugal, os temas mais frequentes eram o nacionalis-
mo, o romance histórico e o medievalismo. No Brasil, 
esse apego ao passado era visto no indianismo.
Os versos de Gonçalves Dias ilustram bem a pri-
meira geração romântica que tem como principais 
características a referência ao índio, aos negros, à 
natureza brasileira.
Segunda Geração
A segunda geração é o período conhecido como 
Ultrarromântico, em que o mal do século tem papel 
de destaque e as obras acabam sendo mais pesadas. 
Suas características marcantes são o exagero no 
subjetivismo e emocionalismo. As menções ao tédio 
e desejo de morte são frequentes. 
O poema de Alvares de Azevedo retrata muito 
bem segunda geração. O verso” se eu morresse ama-
nhã” nos dá essa visão da geração melancólica, do 
conhecido mal do século (uma visão depressiva das 
coisas; culto da noite; doenças psíquicas; angústia e 
morbidez) e a fuga da realidade (através de sonhos, 
da morte, loucura, embriaguez)
Terceira Geração
Nesse período os escritores quebraram regras da 
literatura. Os poemas começaram a ser escritos de 
maneira diferente e na prosa começam a aparecer 
palavras que antes não eram da literatura, ou seja, 
palavras mais usadas pelo povo.
No poema de Castro Alves percebemos a figura 
feminina denotando um amor mais real, desper-
tando a sensualidade e a concretização do contato 
físico. Diferente das donzelas virginais e inacessíveis 
representadas pela segunda geração, a mulher se 
entrega aos encantos de seu admirador, levando-
-nos a crer que o encontro amoroso foi realmente 
consumado.
Nessa geração os autores também começaram a 
falar de questões sociais. Foi o primeiro passo para o 
realismo, próximo movimento literário.
CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO
• Liberdade de expressão e de criação
• Rebeldia e Idealismo
• Individualismo 
• Nacionalismo
• Valorização da Natureza
• Pessimismo e Escapismo
• Sentimentalismo
ROMANTISMO NO BRASIL
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
35
CONTEXTO HISTÓRICO DO ROMANTISMO NO 
BRASIL
Um marco que aponta para o início do Roman-
tismo no Brasil foi o livro “Suspiros Poéticos e Sau-
dades” de Gonçalves de Magalhães, no ano de 1836. 
Veja o trecho inicial do prefácio, que expõe como o 
Romantismo não está ligado a um lugar ou vertente 
específica, mas principalmente ao compromisso do 
escritor consigo, não podendo ser as obras julgadas 
pela forma e, sim, sentidas pelo leitor.
CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO NO BRASIL
• o rompimento com a cultura precedente, a es-
cola literária do Arcadismo com o predomínio 
da racionalidade, ciência e cultura pagã;
• a subjetividade e valorização das expressões 
dos sentimentos e manifestações do eu;
• a arte voltada para o povo, surgimento de um 
público consumidor da cultura (com o surgi-
mento de tecnologias que agilizavam a produ-
ção, surgiram os folhetins);
• a liberdade e originalidade, com a criação da 
forma livrede regras;
• a idealização da mulher, muitas vezes culmi-
nando no amor platônico;
• o indianismo, no qual o índio é apresentado 
como herói;
• a evasão, ou um escape (escapismo) do mundo 
real;
• o patriotismo, com expressões de nacionalis-
mo chegando à sua forma exacerbada, que é 
o ufanismo;
• a religiosidade, na qual o escritor ou poeta se 
sustenta como resposta para a insegurança e 
incerteza, além do contraponto ao cientificismo 
presente no Neoclassicismo (ou Arcadismo);
• a exaltação da natureza. 
O Romantismo no Brasil representou historica-
mente três grandes momentos que foram: o fim do 
Brasil Colônia e início do Brasil Império, a luta contra 
a escravidão e a favor do Brasil República. Marcado 
pelo sentimentalismo exacerbado e fim da preocu-
pação com a forma.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
Pode ser que você ache o nome “colocação pro-
nominal” difícil e esteja puxando pela memória onde 
é que você já ouviu falar sobre isso. 
A colocação pronominal nada mais é que a posição 
que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam 
dentro da sentença. Essa posição está ligada ao verbo 
e a que ou quem esses pronomes fazem referência. 
Como assim? O que são pronomes pessoais? O 
que são pronomes pessoais oblíquos? 
Calma, calma, não precisa se desesperar, vamos 
explicar cada uma dessas questões detalhadamente, 
para que você consiga enfim entender o que é colo-
cação pronominal.
O que são pronomes pessoais?
Os pronomes são uma classe de palavras que sofre 
flexão em relação ao gênero (feminino e masculino) e 
ao número (singular e plural). São usados para acom-
panhar, substituir ou fazer referência ao nome. Podem 
substituir os substantivos, adjetivos ou mesmo toda 
uma oração.
Eles são de extrema importância dentro de qual-
quer gênero textual, uma vez que possuem a função 
de não deixar o seu texto repetitivo.
Os pronomes podem ser de 6 tipos, e os pronomes 
pessoais é uma dessas tipologias.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do dis-
curso, você se lembra quem são elas? Veja-as a seguir:
O emissor é a 1ª pessoa do discurso, é aquele que 
fala, representado pelo pronome pessoa “eu”.
O receptor é a 2ª pessoa do discurso, com quem 
se fala, representado graficamente pelo pronome “tu”.
E a terceira pessoa não participa do diálogo, é de 
quem se fala, representada pelo pronome “ele”.
Bom, os Pronomes Pessoais podem ser de dois 
casos: retos e oblíquos. Interessa-nos neste momento 
o caso oblíquo. Mas vamos passar brevemente pelos 
do caso reto para que consiga entender bem todo o 
conteúdo.
1. Pronomes Pessoais do caso Reto 
Os pronomes do caso reto são utilizados na con-
jugação de verbos, sabe? Dentro da oração, eles ge-
ralmente exercem a função de sujeitos ou predicados. 
Relembre:
1ª pessoa do singular: eu;
2ª pessoa do singular: tu;
3ª pessoa do singular: ele/ela;
1ª pessoa do plural: nós;
2ª pessoa do plural: vós;
3ª pessoa do plural: eles/elas.
Exemplo: “Eu sou responsável por minha felici-
dade.”
2. Pronomes Pessoais do caso Oblíquo
Já os pronomes do caso oblíquo são usados para 
complementar, e por isso podem vir na oração nas 
funções de objeto direto ou indireto e complemento 
nominal; são divididos em átonos e tônicos e corres-
pondem a cada um dos pronomes do caso reto. Veja 
exemplos:
Átonos:
1ª pessoa do singular: me; 
2ª pessoa do singular: te;
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
36
3ª pessoa do singular: o, a, lhe;
1ª pessoa do plural: nos;
2ª pessoa do plural: vos;
3ª pessoa do plural: os, as, lhes.
Exemplo: “Ela me deu um beijo.”
Tônicos:
1ª pessoa do singular: mim, comigo
2ª pessoa do singular: ti, contigo;
3ª pessoa do singular: ele, ela;
1ª pessoa do plural: nós, conosco;
2ª pessoa do plural: vós, convosco;
3ª pessoa do plural: eles, elas.
Exemplo: “Não houve acusação sobre mim.”
O que é a colocação pronominal?
Bom, a colocação pronominal faz uso dos prono-
mes pessoais do caso oblíquo átono. Os pronomes me, 
te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos poderão vir na 
sentença em três diferentes posições, e essa posição 
tem a ver com os verbos. Vamos ver cada uma das 
três posições a seguir:
1. Próclise 
A próclise é quando o pronome vem antes do ver-
bo. Isso poderá acontecer quando termos da oração 
atraírem o pronome. Veja algumas das partículas de 
atração do pronome, ocasionando a próclise:
• Palavras negativas, como não, nunca e nin-
guém, atraem o pronome. Então, o pronome 
virá antes do verbo. Veja um exemplo: “Nunca 
o vi tão feliz.”
• Pronomes relativos também atraem os prono-
mes do caso oblíquo. Veja um exemplo: “Iden-
tificaram duas pessoas que se encontravam 
desaparecidas.”
• Pronome indefinidos também atraem os pro-
nomes do caso oblíquo, causando a próclise. 
Exemplo: “Alguns te deram a oportunidade de 
crescer profissionalmente.”
• Pronomes demonstrativos também atuam 
como partículas de atração do pronome oblí-
quo átono. Veja um exemplo: “Disso me acu-
saram, porém, sem evidências.”
2. Ênclise
A ênclise é o nome que se dá quando o pronome 
vem posterior ao verbo dentro de uma sentença. A 
ênclise só acontecerá quando:
• O verbo estiver no imperativo afirmativo. Exem-
plo: “Quando eu pedir, silenciem-se todos.”
• O verbo estiver no infinitivo impessoal. Veja um 
exemplo: “Não era minha intenção machucar-
-te.”
• O verbo estiver no gerúndio. Exemplo: “Recu-
sou a proposta fazendo-se de desentendido.”
• O verbo iniciar a sentença. Exemplo: “Vou-me 
embora neste instante.”
3. Mesóclise
Já a mesóclise é quando o pronome aparece no 
meio do verbo, ela será usada quando o verbo esti-
ver flexionado no presente ou no futuro do pretérito. 
Vamos ver exemplos: 
• “Realizar-se-á, na próxima semana, um grande 
evento em prol da paz no mundo.”
• “Não fosse os meus compromissos, acompa-
nhar-te-ia nessa viagem.”
Bom, ela não é muito atual e está em desuso no 
português falado no Brasil. Mas o seu conhecimento 
é muito válido.
ATIVIDADES
1. Indique a alternativa em que há erro de colocação 
pronominal.
a) Ninguém viu-o sair para o trabalho.
b) Alguém o viu sair esta manhã.
c) Não o vejo desde ontem.
d) Foram eles que o viram.
e) Certamente o viram sair esta manhã.
2. Corrija as orações em que há erro de colocação 
pronominal.
a) Lhe cantei lindas canções ao ouvido.
b) Aquilo diz-te algo?
c) Atrever-me-ia a dizer que a carta foi escrita por 
ele.
d) Assim como nos disse, cumpriu com a sua pa-
lavra.
e) Quisera nos trouxessem boas notícias.
3. Classifique em próclise, mesóclise e ênclise.
a) Onde te deram os livros usados? 
b) Tinham-lhe chamado antes do almoço.
 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
37
c) Todos lhe aconselham a ficar. 
d) Vender-lhes-ei todos os quadros que pintei. 
e) O autor, cujo livro nos deu. 
f) Quem nos convidou? 
g) Esteve contando-me os pormenores da festa. 
h) Levaram-na para casa. 
4. Justifique a colocação pronominal utilizada na 
oração abaixo:
 Não te devolveria os livros se você não tivesse 
lembrado.
5. Complete a frase: Senhores, __________ quando 
__________.
a) me avisem, telefonarem-vos
b) avisem-me, telefonarem-vos
c) avisem-me, vos telefonarem
d) me avisem, vos telefonarem
6. Indique quais alternativas são verdadeiras.
a) Nas locuções verbais, utiliza-se sempre a pró-
clise.
b) Na colocação pronominal deve ser seguida a 
seguinte prioridade: ênclise, mesóclise e pró-
clise.
c) A mesóclise é utilizada com verbos conjugados 
no futuro do presente e no futuro do pretérito.
d) Advérbios e adjetivos são palavras que atraem 
a próclise.
e) A ênclise deve ser utilizada quando as orações 
começam com um verbo.
7. Complete a frase: Nada __________ conter.
a) poderia-a
b) poder-lhe-ia
c) a poderia
d) poderia a
8. Reescreva as orações inserindo o pronome entre 
parênteses na posição correta.
a) Tomara possamos ver. (nos) 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
38
b) Peça uma senha nova. (lhe)
c) Algo diz que ele não vem. (me)
d) Quanto pagaram pela casa? (te)
e) Gostaria de atender amanhã. (lhe)
MACHADO DE ASSIS
Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor bra-
sileiro,um dos nomes mais importantes da literatura 
do século XIX. Escreveu poesias, contos e romances. 
Foi também jornalista, teatrólogo, crítico de teatro e 
crítico literário.
Joaquim Maria Machado de Assis nasceu na Chá-
cara do Livramento no Rio de Janeiro, no dia 21 de 
junho de 1839. Foi o primeiro filho de Francisco José 
de Assis, um decorador de paredes, e da imigrante 
portuguesa Maria Leopoldina.
Machado de Assis passou sua infância e adoles-
cência no bairro do Livramento. Seus pais viviam na 
propriedade do falecido senador Bento Barroso Pe-
reira e D. Leopoldina era a protegida de D. Maria Jose 
Pereira.
Machado fez seus primeiros estudos na escola 
pública do bairro de São Cristovão. Tornou-se amigo 
do padre Silveira Sarmento, o ajudava nas missas, fa-
miliarizava-se com o latim.
Quando tinha dez anos perdeu sua mãe. Viúvo, 
seu pai saiu da Chácara e foi morar em São Cristovão. 
Logo passou a viver com Maria Inês da Silva, só vindo 
a casar-se em 1854.
Sua madrasta trabalhava como doceira em uma 
escola e levava o enteado para assistir algumas aulas. 
À noite, Machado ia para uma padaria, local onde 
aprendia francês com o forneiro.
À luz de velas, Machado lia tudo que passava em 
suas mãos e já escrevia suas primeiras poesias.
Em busca de um emprego, com 15 anos, conheceu 
Francisco de Paula e Brito, dono da livraria, do jornal 
e da tipografia.
Daí por diante não parou de escrever na Marmo-
ta e de fazer amizades com os políticos e literatos, 
frequentadores da livraria, onde o assunto principal 
era a poesia.
Em 1856, Machadinho, como era conhecido, en-
trou para a Imprensa Oficial como aprendiz de tipó-
grafo, mas além de mau funcionário, escondia-se para 
ler tudo que lhe interessava.
O diretor decidiu incentivar o jovem e o apresen-
tou a três importantes jornalistas: Francisco Otaviano, 
Pedro Luís e Quintino Bocaiúva.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
39
Otaviano e Pedro dirigiam o Correio-Mercantil e 
para lá foi Machado de Assis, em 1858, como revisor 
de provas. Colaborava também para outros jornais, 
mas ganhava pouco e estava sempre sem dinheiro.
Com 20 anos, Machado de Assis já frequentava 
os círculos literários e jornalísticos do Rio de Janeiro, 
capital política e artística do Império.
Em 1960, Machado de Assis foi chamado por Quin-
tino Bocaiúva para trabalhar na redação do “Diário do 
Rio de Janeiro”, que estava sendo preparado para re-
aparecer sob a direção política de Saldanha Marinho.
Além de escrever sobre todos os assuntos e man-
ter uma coluna de crítica literária, Machado tornou-se 
o representante do jornal no Senado.
Machado também escrevia no “Jornal das Famí-
lias”, onde suas histórias inconsequentes e açucaradas 
eram lidas nos serões familiares.
Em 1864, Machado de Assis publicou “Crisálidas”, 
uma coletânea de seus poemas. O livro foi dedicado a 
seus pais, Maria Leopoldina e a Francisco, que morrera 
naquele ano.
Em 1867, o Imperador concedeu a Machado o 
grau de “Cavaleiro da Ordem da Rosa”, por serviços 
prestados às letras nacionais. No dia 8 de abril Macha-
do foi nomeado ajudante do diretor do Diário Oficial, 
iniciando sua “carreira burocrática”.
Em 1868 ele conheceu Carolina Xavier de Novais, 
uma portuguesa culta, irmã do poeta português Faus-
tino Xavier de Novais, que lhe revelou os clássicos 
lusitanos.
No dia 12 de novembro de 1869, o casamento de 
Machado e Carolina é realizado, tendo como teste-
munhas, Artur Napoleão e o Conde de São Mamede, 
em cuja residência se realizou a cerimônia.
Em 1872, Machado de Assis publicou seu primei-
ro romance, “Ressurreição”. No dia 30 de janeiro de 
1873, a capa do décimo número do “Arquivo Contem-
porâneo”, periódico do Rio de Janeiro, coloca lado a 
lado as fotos de José de Alencar, até então o maior 
romancista do Brasil, e a de Machado de Assis.
Ainda em 1873, ele foi nomeado primeiro oficial 
da Secretaria da Agricultura e, três anos depois assu-
miu a chefia da seção.
Em 1881, Machado de Assis publica o romance 
“Memórias Póstumas de Brás Cubas”, que marca o 
início da fase acentuadamente realista de sua obra. 
A obra havia sido publicada, no ano anterior, em fo-
lhetins na Revista Brasileira.
Em 1896, fundou com outros intelectuais, a Aca-
demia Brasileira de Letras. Nomeado para a cadeira 
n.º 23, tornando-se, em 1897, seu primeiro presiden-
te, cargo que ocupou até sua morte.
Na entrada do prédio há uma estátua de bronze do 
escritor. Em sua homenagem, a academia chama-se 
também “Casa de Machado de Assis”.
Em outubro de 1904 morreu sua esposa, Carolina, 
companheira de 35 anos, que além de revisora de suas 
obras era também sua enfermeira, pois Machado de 
Assis tinha a saúde abalada pela epilepsia.
Após a morte da esposa o romancista raramente 
saía de casa, em homenagem à sua amada, escreveu 
o poema “À Carolina”.
Machado de Assis faleceu no Rio de Janeiro, no dia 
29 de setembro de 1908. Em seu velório, comparece-
rem as maiores personalidades do país. Rui Barbosa, 
um dos juristas mais aplaudidos da época, fez um dis-
curso de despedida com elogios ao homem e escritor.
Levado em uma carreta do Arsenal de Guerra, 
só destinada às grandes personalidades, um grande 
cortejo fúnebre saiu da Academia para o cemitério 
de São João Batista, onde foi enterrado.
Fases da obra de Machado de Assis
Machado de Assis teve uma carreira literária inin-
terrupta, produziu de 1855 a 1908. Escreveu poesias, 
romances, contos, crônicas, críticas e peças de teatro. 
O ponto alto de sua produção literária é o romance e 
o conto, onde se observa duas fases:
Primeira fase
A primeira fase das obras de Machado de Assis 
apresenta-se presa a algum aspecto do “Romantis-
mo”, com uma história cheia de mistérios, com final 
feliz ou trágico e uma narrativa linear.
Apresenta também traços inovadores, como uma 
linguagem menos descritiva, menos adjetivada e sem 
o exagero sentimental. As personagens têm um com-
portamento não só movido pelo amor, mas também 
pela ambição e pelo interesse. São dessa fase os ro-
mances:
• Ressurreição (1872)
• A Mão e a Luva (1874)
• Helena (1876)
• Iaiá Garcia (1878)
Segunda fase (Realismo)
A segunda fase das obras de Machado de Assis 
inicia-se com “Memórias Póstumas de Brás Cubas” 
(1881), onde retrata a miséria humana, indo até seu 
último romance, “Memorial de Aires” (1908) - o livro 
da saudade, escrito após a morte de Carolina.
É nesse período que se encontram suas mais ricas 
criações literárias. Diferente de tudo quanto havia sido 
escrito no Brasil, Machado inaugura o “Realismo”.
O estilo realista de Machado de Assis difere de 
seus contemporâneos, porque ele aprofunda-se na 
análise psicológica dos personagens desvendando 
a fragilidade existencial na relação consigo mesmo 
e com os outros personagens. São dessa fase os ro-
mances:
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
40
• Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)
• Quincas Borba (1891)
• Dom Casmurro (1899)
• Esaú e Jacó (1904)
• Memorial de Aires (1908)
Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narra-
dor era um defunto que resolveu distrair-se um pou-
co saindo da monotonia da eternidade escrevendo 
suas memórias, livre das convenções sociais, pois está 
morto.
O narrador fala não só da vida, mas de todos os 
que com ele conviveram, revelando a hipocrisia das 
relações humanas.
As personagens femininas
As grandes “personagens femininas” das obras de 
Machado de Assis ou são adúlteras ou estão a pon-
to de ser como Virgília de Memórias Póstumas que 
repele Brás Cubas quando podia casar-se com ele, 
mas torna-se sua amante depois que está casada com 
outro homem mais importante na escala social.
Sofia, protagonista de Quincas Borba, fica no li-
miar do adultério, tentando o pobre Rubião até levá-lo 
à loucura, para tirar dele seu último centavo e assim 
enriquecer seu esposo.
Capitu, sua heroína mais famosa, personagem de 
Dom Casmurro, é o protótipo de mulher dissimulada, 
que engana vilmente o marido – ou parece enganá-lo. 
Apenas Fidélia, de Memorial de Aires, é a mulher ho-
nesta e fiel,como seu próprio nome sugere.
Contos de Machado de Assis
• Papéis Avulsos (1882)
• Histórias Sem Data (1884)
• Várias Histórias (1896)
• Páginas Recolhidas (1899)
• Relíquias da Casa Velha (1906)
Alguns dos melhores contos “realistas” contidos nes-
ses livros e que abordam os mais diversos temas, são:
• Cantigas de Exponsais – a desesperada busca 
da expressão,
• Noites de Almirantes – análise de uma desilusão 
amorosa,
• Trio em Lá Menor – o anseio da perfeição,
• O Alienista – o problema da loucura,
• Missa do Galo – o despertar do adolescente 
para o amor,
• Teoria do Medalhão – como vencer na vida sem 
fazer força,
• O Espelho – a dualidade da alma humana.
O escritor Machado de Assis é uma figura tão 
importante para o nosso país que a sua biografia foi 
escolhida para figurar no artigo A biografia das 20 
pessoas mais importantes para a história do Brasil.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
41
TRANSITIVIDADE VERBAL
De maneira geral, a transitividade verbal é a rela-
ção que um verbo transitivo tem com um determinado 
complemento, de acordo com a predicação verbal.
Os verbos exercem funções muito importantes 
nas frases e orações e se ligam com os outros ele-
mentos por meio da regência verbal.
Existem os verbos de ligação, que não represen-
tam nenhuma ação, como: ser, estar, parecer, conti-
nuar, permanecer, ficar etc.
Existem também os verbos significativos, que são 
os que nos importam aqui, aqueles que expressam 
alguma ação ou fenômenos da natureza, como: acre-
ditar, dividir, comer, repartir, segurar, gostar, querer, 
estudar, ventar, chover, entre tantos outros.
E por que eles nos importam? Porque a transiti-
vidade verbal só existe para os verbos significativos! 
Os verbos de ligação não têm transitividade porque 
eles não têm objetos.
Os objetos são os complementos verbais, algo que 
o verbo necessita para ter seu significado completo.
Exemplo de transitividade verbal
Júlia repartiu seu lanche.
O verbo da frase é repartir. Quem reparte, reparte 
alguma coisa, então o verbo necessita de um comple-
mento. O complemento é o que Júlia repartiu, seu 
lanche, que é o objeto.
A transitividade, portanto, acontece quando esse 
verbo significativo necessita de um complemento, que 
é um objeto, que poder ser direto, indireto ou dire-
to e indireto. Fique tranquilo que veremos tudo isso 
separadamente!
Verbo transitivo direto
Para saber se o verbo precisa de um complemen-
to, é só transformar as orações em perguntas, veja só:
Oração: Ricardo comeu.
Se essa oração está fora de um contexto, não fará 
sentido. Pensemos no verbo comer: quem come, 
come alguma coisa, logo, se a oração necessita dessas 
perguntas para fazer sentido, o verbo será transitivo.
Pergunta: Ricardo comeu o quê?
Dessa forma, a oração só terá sentido completo, 
junto com o objeto:
Ricardo comeu maçã.
Nesse caso, temos um verbo transitivo direto e um 
objeto direto. Isso acontece porque o verbo transita 
diretamente para o objeto, sem necessitar de uma 
preposição.
A transitividade direta nunca se inicia com uma 
preposição. É direta porque, após o verbo, já temos 
o objeto.
Exemplos de verbo transitivo direto
Vamos pensar em outras orações:
Raquel lavou o carro.
Thiago tirou os sapatos.
Daniel escovou os dentes
Em todas elas, o objeto aparece logo após o verbo 
e é muito fácil de o reconhecermos:
O que Raquel lavou? O carro.
O que Thiago tirou? Os sapatos.
O que Daniel escovou? Os dentes.
Temos, então, exemplos de verbos transitivos di-
retos e de objetos diretos.
Verbo transitivo indireto
Os verbos transitivos indiretos são aqueles que 
não transitam diretamente para o objeto e que sem-
pre precisam de uma preposição para dar sentido à 
frase.
Exemplo: 
Mariana gosta de maçã.
Como quem gosta, gosta de alguém ou de alguma 
coisa, o verbo pede a preposição de. Se o objeto é 
precedido de uma preposição, ele é indireto e o verbo, 
consequentemente, transitivo indireto.
Veremos mais alguns exemplos de verbo transitivo 
indireto a seguir.
Exemplos de verbo transitivo indireto
Enquanto a pergunta para os verbos transitivos 
diretos é “o quê”, para os verbos transitivos indiretos 
as perguntas podem ser: “para quê”, “de quê”, “para 
quem”, “em quê” etc.
Preciso de um lápis novo.
Luto pelo meu país.
Acredito em discos voadores.
Em todas as orações, o objeto vem depois de uma 
preposição. Façamos as perguntas:
Eu preciso de quê? De um lápis novo.
Eu luto por quê? Pelo meu país.
Eu acredito em quê? Em discos voadores.
Verbo transitivo direto e indireto
Sim, um verbo pode ter os dois tipos de comple-
mento! E agora? Calma que não é nada complicado.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
42
Você aprendeu que o objeto direto nunca é prece-
dido por uma preposição e que o objeto indireto sem-
pre é precedido por uma preposição, certo? Quando 
uma oração tem um verbo que se refere a dois objetos 
e um deles não tem preposição e o outro tem, temos 
uma transitividade verbal direta e indireta.
Exemplos de verbo transitivo direto e indireto
Consideremos o verbo convidar. Quem convida, 
convida alguém para alguma coisa. Note então que, 
nesse caso, o verbo permite dois complementos.
Raquel convidou Mariana para um chá da tarde.
O primeiro objeto que aparece depois do verbo é 
Mariana (objeto direto) e, em seguida, a preposição 
para ligar o objeto indireto (um chá da tarde).
Outro exemplo:
Luana emprestou seus livros à Maria.
Emprestou = verbo transitivo direto e indireto
Seus livros = objeto direto
À = preposição
Maria = objeto indireto
Lembre-se, dica importante: Nunca podemos ter 
dois objetos diretos e nem dois objetos indiretos em 
uma mesma oração! Obrigatoriamente, um objeto é 
direto e outro indireto.
Transitividade verbal e intransitividade verbal
Como já vimos, a transitividade é a relação que 
os verbos significativos estabelecem com os objetos 
em uma oração. O que seria então a intransitividade?
Os verbos intransitivos são aqueles possuem o 
sentido completo, ou seja, eles não precisam de um 
complemento para ter sentido dentro da frase.
Exemplo: 
Maria caiu.
O verbo cair, por si só, já dá o sentido à frase. 
Podemos não saber de onde, e o porquê Maria caiu, 
mas a ação está dada.
Alguns verbos intransitivos são: morrer, viver, 
brincar, chegar, dormir, errar, sumir, ir, voltar e chorar.
Esses verbos, portanto, já significam uma ação 
completa. A oração pode seguir com um elemento que 
indicie o modo (Maria caiu sentada), o local (Maria 
caiu na rua), mas a ação de cair está fechada, mesmo 
sem esses elementos.
ATIVIDADES
Classifique os verbos quanto a sua transitividade:
a) Ana vendia livros.
b) Os passageiros esperavam o trem.
c) João gosta de filmes.
d) Oferecemos uma medalha ao primeiro colocado.
e) Lívia comprou flores.
f) Lívia gosta de flores.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
43
EÇA DE QUEIRÓS 
Eça de Queirós foi um dos mais importantes escrito-
res do realismo português sendo considerado o maior 
representante da prosa realista da língua portuguesa.
Além de escritor, exerceu também a profissão de 
jornalista e advogado. 
Biografia
José Maria de Eça de Queirós nasceu no dia 25 
de novembro de 1845 em Póvoa do Varzim, cidade 
localizada no norte de Portugal.
Era filho do brasileiro José Maria Teixeira de Quei-
roz e da portuguesa Carolina Augusta Pereira de Eça.
Passou grande parte de sua infância na cidade de 
Aveiro aos cuidados de sua avó. Mais tarde, foi morar 
no Porto a fim de estudar no Colégio Interno da Lapa, 
no qual se formou em 1861.
Seguiu os passos de seu pai (Magistrado e Par 
do Reino) e foi estudar Direito na Universidade de 
Coimbra, graduando-se em 1866.
Chegou a exercer a profissão de advogado e, mais 
tarde, de jornalista na cidade de Lisboa.
Além disso, entrou para a carreira política sendo 
nomeado Administrador do Concelho de Leiria (1870); 
Cônsul de Portugal em Havana (1872); Cônsul de New-
castle e Bristol na Inglaterra (1874); e Cônsul de Por-
tugal em Paris (1888).
Já em Paris, em 1886, casou-se com Emília de Cas-
tro Pamplona Resendecom quem teve quatro filhos: 
Alberto, Antônio, Maria e José Maria. Faleceu dia 16 
de agosto de 1900 em Paris, aos 59 anos de idade.
Características das Obras
Eça de Queirós foi um inovador da prosa realista 
portuguesa ao criar novas formas de linguagens, ne-
ologismos e mudanças na sintaxe.
Recebeu grande influência literária do escritor 
francês Gustave Flaubert (1821-1880), se afastando 
dos modelos clássicos.
De maneira geral, suas obras abordam temas 
simples e do cotidiano, as quais estão permeadas de 
ironia, humor e, de vez em quando, de pessimismo 
e crítica social.
Vale lembrar que o início do Realismo em Portugal 
esteve marcado pela publicação do romance “O Crime 
do Padre Amaro”, em 1875.
Ao se afastar do idealismo romântico, Eça de Quei-
rós faz uma dura crítica aos valores da burguesia por-
tuguesa e da corrupção da Igreja.
Mais tarde, Eça escreveu diversos romances no 
qual enfatiza a questão da hipocrisia da burguesia 
aliada à análise psicológica das personagens.
Um exemplo notório está na sua obra mais conhe-
cida “O Primo Basílio”, publicada em 1878.
Principais Obras
• O Mistério da Estrada de Sintra (1870)
• O Crime do Padre Amaro (1875)
• A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)
• O Primo Basílio (1878)
• O Mandarim (1880)
• A Relíquia (1887)
• Os Maias (1888)
• Uma Campanha Alegre (1890-91)
• O Tesouro (1893)
• A Aia (1894)
• Adão e Eva no paraíso (1897)
• Correspondência de Fradique Mendes (1900)
• A Ilustre Casa de Ramires (1900)
• A Cidade e as Serras (1901, póstumo)
Frases
• “Quando não se tem aquilo que se gosta é ne-
cessário gostar-se daquilo que se tem.”
• “Houve um filósofo que deixou aos infelizes esta 
máxima: Se a tua dor te aflige, faz dela um po-
ema.”
• “Políticos e fraldas devem ser trocados de tem-
pos em tempos pelo mesmo motivo.”
• “O amor eterno é o amor impossível. Os amores 
possíveis começam a morrer no dia em que se 
concretizam.”
• “Quem não conhece o poder da oração, é por-
que não viveu as amarguras da vida!”
• “Curiosidade: instinto que leva alguns a olhar 
pelo buraco da fechadura, e outros a descobrir 
a América.”
REALISMO E NATURALISMO
O Realismo e Naturalismo são movimentos literá-
rios que surgiram na Europa em meados do século XIX.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
44
O marco inicial do realismo foi a publicação da 
obra Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert.
Já o naturalismo, tem início em 1867 quando foi 
publicado o romance Thérèse Raquin, de Émile Zola.
O que o realismo e o naturalismo têm em co-
mum?
• contrários ao Romantismo, negam a fuga da 
realidade;
• resgate do objetivismo com descrições deta-
lhadas;
• sugerem a representação fiel da realidade;
• apontam falhas e propõem mudanças de com-
portamentos humanos e das instituições;
• substituem os heróis românticos por pessoas 
limitadas e comuns.
Quais as diferenças entre o realismo e o natu-
ralismo?
1. Linguagem
Realismo
• Linguagem direta;
• Uso de adjetivos realistas.
Naturalismo
• Linguagem simples;
• Uso de regionalismos.
2. Personagens
Realismo
• Heróis são mostrados como pessoas comuns, 
com defeitos, incertezas e manias;
• Personagens com elaboração psicológica tra-
balhada;
• Demonstração dos defeitos e detalhes da mu-
lher.
Naturalismo
• Ser humano é mostrado como animal;
• Personagens patológicas;
• Impessoalidade.
3. Influências
Realismo
• Materialismo;
• Universalismo;
• Cientificismo.
Naturalismo
• Objetivismo científico;
• Determinismo.
4. Narrativa
Realismo
• Descrições de ambientes e personagens;
• Narrativa lenta.
Naturalismo
• Demonstração de detalhes;
• Harmonia e clareza na composição.
5. Principais temas
Realismo
• Vida cotidiana;
• Subordinação do amor aos interesses sociais;
• Críticas às instituições sociais e aos valores bur-
gueses.
Naturalismo
• Sensualismo e erotismo;
• Temas mais sombrios;
• Engajamento social.
PRINCIPAIS AUTORES BRASILEIROS REALISTAS/
NATURALISTAS
Realismo
Machado de Assis
• Memórias Póstumas de Brás Cubas
• Dom Casmurro
• Memorial de Aires
• Esaú e Jacó
Raul Pompeia
• O Ateneu
Visconde de Taunay
• Inocência
Naturalismo
Aluísio Azevedo
• O Mulato
• Casa de Pensão
• O Homem
• O Cortiço
• O Coruja
Adolfo Ferreira Caminha
• A Normalista
LINGUAGEM DIGITAL
Provavelmente você já digitou essas letras:
Robert Cailliau/Bibi Saint-Pol (SVG version)/
domínio público
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
45
Observe:
Pela Internet - Gilberto Gil 
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Criar meu web site
Fazer minha homepage
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada e um barco que veleje
Que veleje nesse info-mar
Que aproveite a vazante da info-maré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse info-mar
Que aproveite a vazante da info-maré
Que leve meu e-mail lá até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Pra manter o debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
Eu quero entrar na rede
Promover o debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
De Connecticut acessar
O chefe da Mac-milícia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus pra atacar programas no Japão
Eu quero entrar na rede pra contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze tem um vídeo-pôquer para 
se jogar
[...]
Questione-se!!!
Na atualidade, o uso da internet está influencian-
do o jovem de forma positiva ou negativa?
Os estudantes têm usado a Web como ferramen-
ta educacional ou apenas como diversão e entrete-
nimento?
Você acredita que a linguagem utilizada na inter-
net atrapalha a linguagem culta?
A Internet, um dos meios mais acessíveis e dinâmi-
cos na esfera comunicacional, por sua linguagem virtu-
al e universal, propagou-se de maneira extraordinária 
pelo mundo inteiro, ajudando a fortalecer o progresso 
da globalização por se tratar de uma linguagem única, 
possibilitando um maior contato entre as culturas.
Segundo Galli, “o desenvolvimento e a utilização 
da Internet acabaram produzindo, entre seus usuários, 
uma linguagem própria, repleta de termos típicos, ou 
seja, todo usuário, de uma maneira ou de outra, acaba 
compreendendo o conjunto da rede e os termos que 
determinam seus conteúdos e funcionamento.”
Com o surgimento dessa linguagem universal, é 
possível que uma pessoa a qual se encontre no interior 
de qualquer estado brasileiro possa se relacionar vir-
tualmente com alguém que esteja nos grandes centros 
americanos.
Isso, então, significa que a linguagem digital possi-
bilita ou concretiza um novo modelo comunicacional, 
com características próprias de uma linguagem que 
já se tornou acessível à maior parte dos internautas.
A internet é famosa por sua rapidez. Nas salas de 
bate-papo, como as pessoas não têm paciência o bas-
tante para colocar palavras muito longas, elas usam 
abreviações para a comunicação ser mais rápida!
A linguagem utilizada na internet é geralmente 
informal. Com isso, muitas pessoas abreviam pala-
vras, frases, expressões, etc., para agilizar a digitação. 
No entanto, nem sempre quem lê entende o que foi 
abreviado. 
Vejamos alguns exemplos dessa linguagem:
Kkkk ou aushshasha - para uma boa risada; 
bob’s - ficar de boa ou tranquilo;
e que tal osso - pra expressar uma dificuldade;
ou mesmo D+ - que seria o mesmo que quanti-
dade; 
e por aí vai....
Icon from Nuvola/David Vignoni/ 
GNU Lesser General Public License
Internetês
Internetês é um neologismo de 
internet + o sufixo ês, designa uma 
certa linguagem escrita, veiculada 
na internet em blogs, chats, conver-
sas de MSN e questões do gênero. 
No internetês, as palavras são abre-
viadas, as vogais em alguns casos se tornam ausen-
tes e surgem novas palavras que representam, por 
exemplo, cumprimentos ou expressões do cotidiano. 
Usa-se, então, muito da fonética para expressar sons.
Essa maneira de escrever tornou-se tão popular 
no meio jovemque é difícil achar alguém que nunca 
tenha escrito, mesmo que sem querer, algo como: 
vc, tb, vlw, rsrsrs.
Uma adequada compreensão da natureza das 
mensagens trocadas pela Internet só pode ser pro-
duto de uma análise dos diferentes gêneros que cir-
culam na rede. Assim, um e-mail profissional utiliza 
linguagem formal, próxima das cartas comerciais. Os 
e-mails pessoais têm uma linguagem mais relaxada, 
mais próxima da conversação oral.
As mensagens trocadas por esses meios aproxi-
mam-se da fala, pois, além de não planejadas, per-
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
46
mitem também que o destinatário receba o texto à 
medida que é produzido.
Os sujeitos constroem o texto cooperativamente. 
A prova mais comum de que há sim uma influência é 
durante uma escrita formal. 
É bom saber que ...
Vivemos na sociedade da 
informação que apresenta 
uma maior complexidade 
e uma ampla utilização de 
tecnologias de armazena-
mento. 
Essa sociedade deve se basear nos princípios da 
igualdade de oportunidades, participação e integra-
ção de todos.
MÍDIA
Mídia é o meio e a forma qual a notícia é trans-
mitida. Pode ser Rádio, TV, Internet, Jornais, Revistas, 
Mídias Sociais (Facebook, Orkut, Twitter, Badoo, etc.). 
As mídias atuais têm que se reinventarem todos 
os dias para acompanhar a demanda e a evolução 
das mídias sociais, que aumentam na velocidade de 
um clique. 
As diferentes mídias existem para atender as ne-
cessidades dos meios empresariais e pessoais, tudo 
hoje em dia é marketing. Quando saímos nas ruas, o 
ato de cumprimentar as pessoas, sorrir, já se autode-
nomina como um marketing pessoal. Já nas mídias 
sociais os Blogs, Orkut, também são meios de se fazer 
marketing.
A língua é dinâmica. Muda no tempo e no espa-
ço. Novos gêneros sempre vão surgindo ao longo do 
tempo. 
Os textos digitais são mais interacionais, mais 
flexíveis, mais móveis, mais dinâmicos e podem ser 
conectados virtualmente em qualquer lugar por qual-
quer pessoa. 
Saber fazer uso da língua é o principal meio de 
conquistarmos a cidadania.
Para isso faz-se necessário sabermos usar tanto 
a língua culta falada e escrita, quanto reconhecer a 
forma não padrão com suas variações.
TIPOS DE MÍDIA NA LINGUAGEM DIGITAL:
1) E-MAIL
Mensagem eletrônica onde é usado o símbolo 
“@“ para distinguir o nome do emissor da mensagem 
do nome da rede no endereço eletrônico. A palavra 
e-mail constitui a redução de eletronic mail, cuja sig-
nificância é correio eletrônico, sua estrutura pauta-se 
pela seguinte forma: nome@provedor.com.br 
Fica aqui um alerta 
e uma dica: cuidado 
com a utilização da 
linguagem no dia a 
dia em momentos for-
mais, NAUM vá come-
ter certos erros! 
O nome representa o usuário; @ é o símbolo que 
passa ao computador a mensagem de que o conjunto 
de informações é de um endereço de e-mail; o pro-
vedor é a empresa que viabiliza o acesso à Internet 
de forma gratuita ou mediante o pagamento de uma 
taxa. O termo “com” tem o sentido de comercial e 
“br” de Brasil.
A finalidade do E-MAIL: Restringe-se à comuni-
cação entre as pessoas, uma vez que esta se dá de 
forma rápida e eficiente, permitindo que haja a troca 
de mensagens feitas em meio eletrônico, interagindo 
as relações pessoais e profissionais.
2) REDES SOCIAIS
São ferramentas que possibilitam o relacionamen-
to entre pessoas de diferentes lugares do mundo, que 
se conhecem ou não, mas que compartilham algum 
tipo de afinidade.
No Brasil, tornaram-se muito populares e, entre 
as mais acessadas estão: 
• FACEBOOK
• YOUTUBE
• TWITER
• INSTAGRAM
• TIKTOK
• WHATSAPP
FACEBOOK
O apelo dessa rede parece estar associado às di-
versas formas de interação oferecidas a seus usuários, 
que podem postar seus próprios textos, curtir o que é 
divulgado por seus amigos, convidá-los a participar 
de eventos, compartilhar fotos, notícias, músicas e 
vídeos.
IMPORTANTE SABER QUE...
Todas as atividades das pessoas são organizadas 
em linhas do tempo (timelines) individuais, que 
permitem reconstruir não só a história da partici-
pação dos usuários nessa rede social, mas também 
eventos e fatos marcantes da vida de cada um.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
47
YOUTUBE
YouTube é um site de compartilhamento de víde-
os enviados pelos usuários através da internet. A ideia 
é idêntica à da televisão, em que existem vários canais 
disponíveis. A diferença é que os canais são criados 
pelos próprios usuários, onde podem compartilhar 
vídeos sobre os mais variados temas.
No YouTube, os vídeos estão disponíveis para 
qualquer pessoa que queira assistir. Também é pos-
sível adicionar comentários sobre o vídeo.
TWITTER
Twitter é uma rede social e servidor para micro-
blogging, que permite aos usuários enviar e receber 
atualizações pessoais de outros contatos, em textos 
de até 140 caracteres. Os textos são conhecidos como 
tweets, e podem ser enviados por meio do website 
do serviço, por SMS, por celulares e etc.
Fonte:www.iupmkt.wordpress.com
INSTAGRAM
Dentre os muitos aplicativos disponíveis para usu-
ários de Smartphones, um conquistou a preferência: 
o INSTAGRAM.
O INSTAGRAM oferece às pessoas uma ferramen-
ta de edição rápida de fotografias para melhorar a 
qualidade das imagens capturadas pelas câmeras dos 
celulares, geralmente de baixa definição. O segundo 
grande atrativo do programa é a facilidade para com-
partilhar as fotos, enviando-as para o próprio INSTA-
GRAM ou para outras redes.
3) BLOGS
BLOGS, são diários virtuais, onde os usuários com-
partilham suas ideias, sentimentos e comentários em 
verdadeiros “diários virtuais”.
Seu conteúdo abrange uma infinidade de assun-
tos: diários, links, notícias, poesia, ideias, fotografias, 
informações gerais.
OS BLOGS MAIS CONHECIDOS:
A nível mundial são: Blogger (Google) e WordPress
COMO FUNCIONAM? 
São publicações coletivas, com comentários aber-
tos ou não, para qualquer participante que deseja 
se integrar nesta rede. Tanto as publicações (posts) 
como os comentários podem ser habilitados e desa-
bilitados no Blog para outras pessoas interagirem ou 
não, depende da metodologia de utilização que cada 
grupo definir. 
ATIVIDADE
Depois de tudo que você leu sobre Linguagem Digi-
tal, escreva um pequeno texto (como se fosse para a 
postagem em um blog) que consiga definir, explicar e 
exemplificar o que é o TIKTOK ou WHATSAPP.
Se você puder, assista ao 
Documentário O Dilema das 
Redes.
PARNASIANISMO X SIMBOLISMO
https://sites.google.com/site/sorarenata/esquemasimb.jpg
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
48
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
Cada um de nós, quando nasce, começa a apren-
der a língua em casa, com os familiares. Ao ouvir as 
pessoas falando, nós também vamos, aos poucos, 
apropriando-nos do vocabulário e das leis combina-
tórias da língua.
Também treinamos nossa boca e nossas cordas 
vocais para produzirem sons, que se transformam em 
palavras, em frases e em textos inteiros.
Quando passamos a ter contato com outras pes-
soas na rua, na escola, na cidade e nos sítios, per-
cebemos que nem todos falam como nós e nossos 
parentes mais diretos, mas nem por isso deixamos 
de compreendê-las.
Existem pessoas que falam diferente por serem 
de outras famílias, de outras cidades ou de outras 
regiões do país, ou até mesmo por serem mais idosas/
jovens que nós.
Disponível em https://br.pinterest.com/
pin/498914464952667550/
A Língua pode sofrer variações por aspectos re-
gionais (ex: nordestinos); de época (neto/avô); classe 
social; nível de instrução, e em situações específicas 
de registro (mãe que também é professora do filho).
Ninguém deve menosprezar os usos da língua 
escolhidos pelo falante. Este, por sua vez, deve fazer 
uso adequado dela, para evitar situações de incom-
preensões e para participar ativamente da sociedade 
da qual faz parte, por exemplo:
É adequado: usar a linguagem formal em ambien-
tes e eventos públicos como numa formatura, numa 
palestra, na igreja etc. 
É inadequado: usar uma linguagem extremamen-
te formal, muito trabalhada, pomposa em casa com 
os familiaresou com pessoas da intimidade.
Preconceito linguístico
Quando se afirma que alguém não sabe falar cor-
retamente porque não utiliza a variedade de maior 
prestígio social, ou seja, a culta, ou mesmo quando 
não se aceita uma diferença na pronúncia e no léxico 
de uma pessoa, comete-se o preconceito linguístico. 
Ele também se mascara em afirmações como: “o certo 
é falar assim, porque se escreve assim”; “brasileiro 
não sabe português”; “nordestino fala tudo errado“ 
;“pessoas sem instrução falam tudo errado” etc.
ATIVIDADE
Vamos produzir!!!
Suponha que você, sendo nordestino, 18 anos, com 
Ensino Médio incompleto, morador da zona rural, plei-
teia uma vaga numa empresa de cosméticos em São 
Paulo. Como se expressaria diante do entrevistador, 
por sinal, muito exigente com o uso formal da lín-
gua. Elabore um diálogo entre ambos. Aproveite para 
deixar claras as noções de variação e do preconceito 
linguístico.
Como se expressaria um paciente idoso, analfabeto 
com dores nas costas diante de um médico ortope-
dista? Elabore a consulta num grau de aceitação por 
parte do médico tendo em vista as expressões usadas 
pelo seu paciente.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
49
PRÉ-MODERNISMO
 
https://infinittusexatas.com.br/wp-content/uploads/2021/06/pre-modernismo-mapa-mental-9.jpg
VANGUARDAS EUROPEIAS
DISPONÍVEL EM https://artesdobim.blogspot.com/2019/09/historia-da-arte-no-vestibular-mapas.html
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
50
SEMANA DE ARTE MODERNA
Marco oficial do Modernismo brasileiro, a Sema-
na de Arte Moderna aconteceu em São Paulo (SP) 
e reuniu artistas das mais diversas áreas no Theatro 
Municipal de São Paulo ao longo dos dias 13 e 18 de 
fevereiro de 1922. Apresentações musicais e confe-
rências intercalavam-se às exposições de escultura, 
pintura e arquitetura, com o intuito de introduzir ao 
cenário brasileiro as mais novas tendências da arte.
Influenciados pelas vanguardas europeias e pela 
renovação geral no panorama da arte ocidental, 
esses escritores, pintores, escultores, intelectuais e 
músicos uniram seus esforços para apresentar suas 
produções ao grande público. Reunião das tendên-
cias estéticas que tomavam forma em São Paulo e no 
Rio de Janeiro desde o início do século, a Semana de 
Arte Moderna também revelou novos grupos, novos 
artistas, novas publicações, tornando a arte moderna 
uma realidade cultural no Brasil.
Anúncio da última apresentação da Semana de Arte Moderna 
de 1922, comandada pelos espetáculos musicais de Heitor Villa-
-Lobos.
Contexto histórico da Semana de Arte Moderna
Até o início do século XX, a escola artística tida 
como oficial no Brasil era o Parnasianismo. Caracteri-
zado pelo rigor formal (preocupação com a forma do 
poema no que se refere à metrificação), pela proposta 
da “arte pela arte” e pelo academicismo e elevada eru-
dição, o Parnasianismo havia sido a tendência estética 
dominante até então, especialmente na poesia, figuran-
do em textos oficiais, como o Hino Nacional Brasileiro.
Como a grande maioria das escolas estéticas, o 
Parnasianismo foi importado da Europa. No continen-
te europeu, contudo, vigorava outra proposta artís-
tica. As grandes reviravoltas da Revolução Industrial 
haviam instituído uma nova maneira de viver, modi-
ficando completamente as relações humanas. A luz 
elétrica e a rapidez dos automóveis e das produções 
fabris em larga escala transformaram a sociedade.
O advento da Primeira Guerra Mundial (1914-
1918) e a destruição mortífera causada por ela tam-
bém influenciaram social e filosoficamente os artistas 
do período. O início do século XX trouxe inúmeras 
mudanças ao modo de viver europeu; a arte, portan-
to, precisava acompanhar essas mudanças. Vinham à 
tona as vanguardas artísticas e, com elas, a consolida-
ção da modernidade no âmbito da arte.
O Brasil, por sua vez, também começava a se 
modernizar. As primeiras indústrias começavam a se 
instalar na cidade de São Paulo, e a produção de café 
do interior paulista gerava grandiosa receita de expor-
tação, transformando o estado em novo centro eco-
nômico brasileiro. Por esse motivo, a capital paulista 
foi o palco dos eventos da Semana de Arte Moderna, 
que contou com o patrocínio de diversos membros 
da burguesia industrial que ali se consolidava.
Além disso, 1922 foi o centenário da Indepen-
dência do Brasil. Assim, o cenário era ideal para a 
renovação artística nacional, e esse foi um dos motes 
da Semana: a atualização intelectual da consciência 
nacional. O Brasil, que se transformava e se moderni-
zava, precisava de um novo olhar artístico, sociocultu-
ral e filosófico que propusesse uma arte nacional ori-
ginal e atualizada, trazendo consigo um pensamento 
a respeito dos problemas brasileiros e da variedade 
cultural que se estendia por nosso vasto território.
Predecessora importante da Semana foi a Exposi-
ção de Pintura Moderna – Anita Malfatti, que ocorreu 
em 1917, também em São Paulo. Cinquenta e três 
obras da pintora foram apresentadas ao lado de obras 
de artistas internacionais ligados às vanguardas euro-
peias. As telas impressionaram nomes que liderariam, 
depois, a Semana, como Mário de Andrade, Oswald 
de Andrade, Menotti del Picchia e Di Cavalcanti.
A exposição também causou grande desaprova-
ção da crítica conservadora, em especial Monteiro 
Lobato, que publicou uma crítica extremamente ne-
gativa, intitulada “Paranoia ou mistificação?”. Com 
traços expressionistas, Malfatti trouxe ao Brasil uma 
nova estética, em exposição considerada o primeiro 
“estopim” para a idealização da Semana.
As novas tendências que floresciam com as van-
guardas, grande período de experimentação do início 
do século XX, deram aos artistas brasileiros a possi-
bilidade de trabalhar com novas linguagens, novos 
materiais e novas propostas, a fim de renovar a arte 
nacional. Mas, diferente do Parnasianismo, não houve 
uma incorporação completa dessas estéticas – não se 
importou para o Brasil o cubismo ou o expressionismo 
em busca de se desenvolver aqui uma escola análoga.
Os artistas que iniciaram o Modernismo brasileiro 
aproveitaram-se desses novos procedimentos e téc-
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
51
nicas, desse rompimento com o academicismo, para 
reelaborar o cenário artístico nacional.
“O modernismo, no Brasil, foi uma ruptura, foi 
um abandono de princípios e de técnicas consequen-
tes, foi uma revolta contra o que era a Inteligência 
nacional.”
Como foi a Semana de Arte Moderna de 1922?
Entre os dias 11 e 18 de fevereiro, o Theatro Muni-
cipal de São Paulo permaneceu aberto para visitação. 
Em seu saguão, instalou-se uma exposição de pintura 
e escultura. Obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, 
Victor Brecheret, entre outros, escandalizaram o gosto 
público brasileiro, nada acostumado às novas formas 
de representação propostas pelo modernismo.
Vaias, burburinhos e agitação geral só aumentaram 
ao longo da Semana. Além da exposição, o evento con-
tou com três festivais, que envolviam apresentações 
de música, dança, declamações de poesia e conferên-
cias, a acontecer nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro.
No início do século XX, foram os saguões e salões do Theatro 
Municipal que abrigaram os eventos da Semana de Arte Moderna 
de 1922.
Graça Aranha, que à época já era um aclamado es-
critor e intelectual brasileiro, fez as honras da abertura 
do festival, no dia 13, com a conferência intitulada “A 
emoção estética da arte moderna”. Ele foi ouvido res-
peitosamente pelo público e declamou versos de Gui-
lherme de Almeida e Ronald de Carvalho, acompanhado 
de músicas executadas pelo maestro Ernani Braga.
Ainda no dia 13, o já citado poeta Ronald de Car-
valho esteve à frente de sua própria conferência, de 
nome “A pintura e a escultura moderna no Brasil”, 
seguida de três solos de piano de Ernani Braga e três 
danças africanas de Villa-Lobos – compositor, aliás, 
tachado na ocasião de “talento ainda não cultivado 
o bastante”, por sua música “Privada de bom senso” 
e “Puramente africana”.
O dia 15 de fevereiro representouo auge da Se-
mana, nos mais escandalosos termos. A nova literatu-
ra provocou irritação e algazarra no público presente. 
Destacam-se a palestra de Mario de Andrade, cujo 
texto depois se tornaria a publicação A escrava que 
não é Isaura, em que o autor defende enfaticamente o 
abrasileiramento da língua portuguesa, e a conferên-
cia sobre a estética moderna proferida por Paulo Me-
notti del Picchia, que provocou os ânimos da plateia, 
fazendo ecoar vaias pelos quatro cantos do Theatro.
Também nesse dia houve um sarau, que contou 
com a participação de diversos escritores, que tenta-
vam falar no meio da gritaria da plateia. Nesse dia, 
Ronald de Carvalho leu o famoso poema “Os Sapos”, 
de autoria de Manuel Bandeira, que ridicularizava os 
parnasianos. Leia um trecho:
Os sapos
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
— “Meu pai foi à guerra!”
— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos!
O meu verso é bom
Frumento sem joio
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas . . .
[...]”
(Manuel Bandeira)
Mario de Andrade pronunciou também uma breve 
palestra, na escadaria interna do Theatro, sobre as 
obras de pintura. Vinte anos depois, o autor relem-
brou o episódio na obra O Movimento Modernista, co-
mentando: “Como pude fazer uma conferência sobre 
artes plásticas, na escadaria do Theatro, cercado de 
anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?...”. 
A grande confusão da plateia só se acalmou com as 
apresentações que encerraram o dia: números de 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
52
dança de Yvonne Daumerie e o concerto de piano 
de Guiomar Novais.
O evento de encerramento da Semana foi dedica-
do à música. Peças de Villa-Lobos foram executadas 
pelos diversos músicos participantes, com menos ruí-
dos em vaias, mas não sem escapar às críticas ferinas 
dos conservadores.
Principais artistas da Semana de Arte Moderna 
de 1922
• Arquitetos: Antonio Moya, Georg Przyrembel.
• Escritores: Afonso Schmidt, Agenor Barbosa, 
Álvaro Moreyra, Elysio de Carvalho, Graça Ara-
nha, Guilherme de Almeida, Luiz Aranha, Mario 
de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de An-
drade, Ronald de Carvalho, Sérgio Millet, Tácito 
de Almeida.
• Escultores: Wilhelm Haarberg, Hildegardo Leão 
Velloso, Victor Brecheret.
• Músicos: Alfredo Gomes, Ernani Braga, Fructu-
oso Viana, Guiomar Novais, Heitor Villa-Lobos, 
Lucília Guimarães, Paulina de Ambrósio.
• Pintores: Anita Malfatti, Antonio Paim Vieira, 
Emiliano Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vi-
cente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado, 
Zina Aita.
Consequências da Semana de Arte Moderna de 
1922
Polêmica, confusa, barulhenta, tida como “dema-
siado festiva” e “pouco moderna”, não se pode negar 
que a Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco, 
um divisor de águas no panorama artístico brasileiro. 
Ela escancarou as portas para uma grande liberdade 
no que diz respeito à produção e pesquisa estética no 
país, contribuindo para um florescimento intelectual 
e artístico. Na visão de Di Cavalcanti, o acontecimento 
da Semana extrapolou o campo cultural e repercutiu 
também na área política.
A Semana fez o papel de divulgação da arte mo-
derna, que, por sua vez, cultivou o terreno para a 
consolidação de uma revolução artística e literária 
que tomou forma após 1922, quando foram lança-
dos os manifestos de Oswald de Andrade e as obras 
fundamentais do Primeiro Modernismo brasileiro, tais 
como Macunaíma (Mario de Andrade), Memórias Sen-
timentais de João Miramar (Oswald de Andrade) e 
Ritmo Dissoluto (Manuel Bandeira).
Resumo da Semana de Arte Moderna de 1922
• Aconteceu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, 
no Theatro Municipal de São Paulo;
• É considerada um marco no Modernismo bra-
sileiro;
• Congregou artistas de diversas áreas: pintura, 
escultura, arquitetura, música, dança, literatura;
• Participaram, direta ou indiretamente, nomes 
célebres da arte brasileira, como Graça Ara-
nha, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, 
Ronald de Carvalho, Mario de Andrade, Anita 
Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Victor Brecheret, 
Di Cavalcanti, Guiomar Novais, entre outros;
• Pinturas e esculturas ficaram expostas no sa-
guão do Theatro e causaram grande escândalo 
ao gosto público da época;
• Conferências, saraus e apresentações de dança 
e música aconteceram em três dias do evento;
• Consolidou o ambiente propício para a publi-
cação de diversas obras que caracterizaram a 
Primeira Geração do Modernismo brasileiro 
(Geração de 20).
(https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte-
moderna-1922.htm)
(https://studymaps.com.br/semana-de-arte-moderna/)
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
53
Movimento Pau-Brasil
O Movimento Pau-Brasil é um entre os movimen-
tos modernistas - Verde-Amarelismo ou Escola da 
Anta e Movimento Antropofágico - que tomou lugar 
na Primeira Fase do Modernismo no Brasil, conhecida 
como a “Fase Heroica”, fase que apresentou diferentes 
formas de abordagem patriótica.
Este movimento teve início em 1924 a partir da 
publicação do livro “Pau-Brasil”, da autoria de Oswald 
de Andrade (1890 -1954) e ilustração da sua esposa, a 
artista plástica Tarsila do Amaral (1886 -1973).
Capa do Livro Pau-Brasil
Influenciado pelas vanguardas europeias decorria 
a Semana de Arte Moderna, em 1922 e com ela vá-
rias formas de expressão artística inovadoras vieram 
à tona.
Na sua sequência, Oswald de Andrade publica 
o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, que viria a ser 
criticado pelo grupo que veio a seguir, o Movimento 
Verde-Amarelo, de 1926.
O Movimento do Pau-Brasil é um movimento nati-
vista, que defendia a poesia brasileira de exportação. 
Tal como o pau-brasil foi o primeiro produto brasileiro 
a ser exportado, Oswald de Andrade desejava que a 
poesia brasileira se tornasse um produto cultural de 
exportação; daí a escolha do nome do movimento.
Oswald de Andrade ficou conhecido pela figura de 
irreverência e de crítica ao academicismo e à burgue-
sia. Assim, defendia, ao mesmo tempo que criticava, 
o nacionalismo a sua maneira.
Principais Características
O “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” é um dos tex-
tos mais importantes de Oswald de Andrade, escritor 
que, como temos visto, destacou-se na literatura mo-
dernista brasileira.
O primitivismo é a principal característica desse 
movimento, em que o patriotismo enveredou por 
caminhos de valorização do passado histórico brasi-
leiro desprovido dos apelos ufanistas do Movimento 
Verde-Amarelo.
“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão 
e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, 
são fatos estéticos.
....
O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco 
aportado e dominando politicamente as selvas sel-
vagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser dou-
tos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores 
anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Es-
quecemos o gavião de penacho.”
(Trecho do “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”)
Assim, para além do resgate do primitivismo, são 
características do Movimento do Pau-Brasil:
• Revisão crítica do passado histórico
• Abandono do academicismo
• Valorização da identidade nacional
• Originalidade
• Linguagem coloquial e humorada
(https://www.todamateria.com.br/movimento-pau-brasil/)
Movimento Antropofágico
O Movimento Antropofágico foi uma corrente de 
vanguarda que marcou a primeira fase modernista 
no Brasil.
Liderado por Oswald de Andrade (1890-1954) e 
Tarsila do Amaral (1886-1973), a finalidade principal 
era de estruturar uma cultura de caráter nacional.
Características do Movimento
A proposta do movimento era a de assimilar ou-
tras culturas, mas não copiar. A marca símbolo do 
Movimento Antropofágico é o quadro Abaporu (1928)de Tarsila do Amaral, o qual foi dado de presente ao 
marido, Oswald de Andrade.
A obra Abaporu é o símbolo do Movimento Antropofágico
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
54
A divulgação do movimento era realizado na Re-
vista de Antropofagia, publicada em São Paulo. Já o 
primeiro número trazia o Manifesto Antropofágico.
Essa revista foi editada em duas fases:
• primeira fase: editada entre maio de 1928 e 
fevereiro de 1929;
• segunda fase: editada entre 17 de março a 1º 
de agosto de 1929.
Manifesto Antropofágico
O Manifesto Antropofágico ou Manifesto Antro-
pófogo, que deu origem ao movimento, foi publicado 
por Oswald de Andrade em 1º de maio de 1928 na 
Revista de Antropofagia:
“Só a Antropofagia nos une. Socialmente. 
Economicamente. Filosoficamente. Única lei 
do mundo. Expressão mascarada de todos 
os individualismos, de todos os coletivismos. 
De todas as religiões. De todos os tratados 
de paz. Tupi, or not tupi that is the question. 
Contra todas as catequeses. E contra a mãe 
dos Gracos. Só me interessa o que não é meu. 
Lei do homem. Lei do antropófago.” (trecho 
do manifesto)
O termo antropofágico foi utilizado como asso-
ciação ao ato deruminar, assimilar e deglutir. A ideia, 
portanto, era de transfigurar a cultura, principalmente 
a europeia, conferindo assim, o caráter nacional.
Note que esse é o período mais radical do Mo-
dernismo. 
Influências
A ideia do movimento teve início na Europa, quan-
do Oswald de Andrade assiste ao Manifesto Futurista, 
do italiano Felippo Tomaso Marinetti.
Oswald estava em Paris quando Marinetti anuncia 
o compromisso da literatura com a nova civilização 
técnica, marcada sobretudo, pelo combate o acade-
mismo.
Assim, a permanência na Europa influenciou dire-
tamente Oswald no período marcado pela decadência 
do Parnasianismo e do Simbolismo.
Os ideais modernistas ganham força e juntamen-
te com Menotti del Picchia (1892-1988) e Mário de 
Andrade (1893-1945) eles passam a escrever para os 
jornais brasileiros. Apoiados nos ideais do Futurismo, 
eles rompem com o tradicionalismo e o conservado-
rismo.
Em resumo, estavam prontos os ingredientes para 
a Semana de Arte Moderna, que ocorreu em 1922 na 
cidade de São Paulo. Note que esse evento ofereceu 
uma nova roupagem para a identidade cultural bra-
sileira e influenciou a arte continuamente.
Curiosidade
Além da literatura, as ideias do movimento antro-
pofágico influenciaram também as artes plásticas. 
Merecem destaques a pintora Anita Malfatti (1889-
1964) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955).
(https://www.todamateria.com.br/movimento-antropofagico/)
Manifesto Regionalista
O Manifesto Regionalista de 1926 é um dentre 
os manifestos publicados na Primeira Fase do Moder-
nismo no Brasil (1922-1930). 
Características
Embora chamado de manifesto, este foi, na ver-
dade, um conjunto de declarações que foram feitas 
pelo Grupo modernista-regionalista de Recife.
À semelhança de outros grupos, ele era formado 
por escritores em virtude das opiniões concordantes 
acerca da renovação cultural que estava sendo vivida 
no nosso país.
O grupo modernista-regionalista de Recife era 
liderado pelo destacado sociólogo pernambucano 
Gilberto Freyre (1900-1987).
Essas declarações foram apresentadas no “1.º 
Congresso Regionalista do Nordeste”. Em suma, seu 
conteúdo, expressava a necessidade de restituir a cul-
tura regional nordestina, e por esse motivo, o mani-
festo recebe esse nome.
Dessa valorização da cultura regional, surgem bri-
lhantes nomes a partir de 1930. São eles: Graciliano 
Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, 
Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Érico Veríssimo e 
Marques Rebelo.
Em 1930, tem início a Segunda Fase do Modernis-
mo no Brasil, a chamada Fase de Consolidação. Nesse 
momento, os modernistas alcançam grande êxito e 
se destacaram especialmente na poesia, bem como 
no romance.
(https://www.todamateria.com.br/manifesto-regionalista/)
Movimento Verde-Amarelo e a Escola da Anta
O Movimento Verde-Amarelo ou Movimento Ver-
de-Amarelismo é um grupo que surgiu na primeira 
fase do Modernismo e foi constituído por Menotti 
del Picchia (1892-1988), Plínio Salgado (1895-1988), 
Guilherme de Almeida (1890-1969) e Cassiano Ricardo 
(1895-1974).
Resumo
Após a Semana da Arte Moderna, em 1922 - mar-
co do Modernismo no Brasil - os artistas começaram 
a apresentar novas propostas de arte disseminadas 
através de publicações, especialmente os manifestos 
que marcaram a Primeira Fase do Modernismo: Pau-
-Brasil, Verde-Amarelo, Regionalista e Antropofagia.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
55
Crítico e sarcástico, Oswald de Andrade (1890-
1954) frequentemente satirizava as suas raízes tanto 
sociais - burguesas - como acadêmicas. Ao mesmo 
tempo, pregava o nacionalismo numa linha primiti-
vista, de valorização do nosso passado histórico, mas 
sempre temperado pela crítica.
Decorrente dessas suas características, em 1924 
Oswald de Andrade escreve o Manifesto da Poesia 
Pau-Brasil - afrancesado - conforme foi apontado pelo 
Movimento Verde-Amarelo que despontava em São 
Paulo.
Assim, o surgimento do Movimento Verde-Ama-
relo decorre como forma de reação ao modelo nacio-
nalista preconizado pelo escritor Oswald de Andrade. 
O Movimento Verde-Amarelo defendia o patriotismo 
em excesso e teve clara tendência nazifascista.
Em 1927 o Movimento Verde-Amarelo transfor-
mou-se na Escola da Anta, ou Grupo Anta e, em 1928 
é a vez de Oswald de Andrade, em parceria com Tar-
sila do Amaral (1886-1973) e Raul Bopp (1898-1984), 
lançarem o movimento Antropofagia.
Principais Características
Ufanismo é a característica que melhor define o 
movimento da Escola da Anta. Trata-se de uma exal-
tação do Brasil e, ao mesmo tempo, hostilidade às 
proveniências estrangeiras. A ideologia fascista - ba-
seada no racismo - também estava presente nesse 
manifesto.
A Escola da Anta recebeu esse nome como repre-
sentação da nacionalidade brasileira, dado o contexto 
mítico desse animal na cultura tupi - principal tribo 
indígena brasileira.
(https://www.todamateria.com.br/movimento-verde-
amarelo-e-a-escola-da-anta/)
ATIVIDADES
01. (Mackenzie-SP) - A Semana de Arte Moderna de 
1922 foi um marco cultural e a expressão da busca 
de um novo Brasil que conseguisse superar suas 
características arcaicas, refletindo mudanças em 
todas as áreas de nosso país. Em 1928, Oswald 
de Andrade publicou o Manifesto Antropofágico, 
que procurou “traduzir” o espírito da cultura na-
cional. A respeito do contexto histórico e cultural 
da época, é correto afirmar que
a) Como proposta de mudança para a Arte do 
século XX, ao se aceitarem as influências es-
trangeiras, sem se menosprezar a identidade 
nacional, e sim reforçando-a, retoma-se a pro-
posta da antropofagia como “ferramenta” na 
elaboração da verdadeira cultura nacional.
b) Todas as novas correntes artísticas advindas da 
Europa, no início do século XX, são fundamen-
tais para a elaboração de uma cultura verda-
deiramente nacional, pois estavam engajadas 
na preocupação de favorecer as classes traba-
lhadoras dentro da nova sociedade moderna 
mundial.
c) O Modernismo brasileiro surgiu com a intenção 
de promover uma atualização da arte brasilei-
ra, capaz de ajudar na consolidação da identi-
dade nacional de tal forma que tiveram de se 
desligar da influência cultural externa para a 
dedicação única da arte, considerada nacional 
e genuína.
d) Reflete um novo posicionamento em relação 
à Arte no Brasil, reproduzindo as ideias que, 
no plano político, eram defendidas pelo mo-
vimento Verde-Amarelismo de Plínio Salgado 
que defendia a presença de estrangeirismos 
em nossa cultura.
e) Mostra o rompimento de vários artistas nacio-
nais, como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, 
com as influências externas, principalmente 
com o movimento futurista italiano, profunda-
mente aliado aos ideais fascistas e autoritários.
02. (UFRGS) - O Modernismo brasileiro, através de 
seus autores mais representativos na Semana de 
Arte Moderna, propôs:
a) o apegoàs normas clássicas oriundas do Neo-
classicismo mineiro.
b) a ruptura com as vanguardas europeias, tais 
como o Futurismo e o Dadaísmo.
c) uma literatura que investisse na idealização da 
figura indígena como ancestral do brasileiro.
d) a focalização do mundo numa perspectiva ape-
nas psicanalítica.
e) a literatura como espaço privilegiado para a 
expressão dos falares brasileiros.
03. (PUC - SP) - A Semana de Arte Moderna (1922), 
expressão de um movimento cultural que atingiu 
todas as nossas manifestações artísticas, surgiu 
de uma rejeição ao chamado colonialismo men-
tal, pregava uma maior fidelidade à realidade 
brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo. 
Com isso, pode-se dizer que:
a) romance regional assumiu características de 
exaltação, retratando os aspectos românticos 
da vida sertaneja.
b) a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com 
a valorização dos modelos clássicos.
c) movimento redescobriu o Brasil, revitalizando 
os temas nacionais e reinterpretando nossa 
realidade.
d) os modelos arquitetônicos do período bus-
caram sua inspiração na tradição do barroco 
português.
e) a preocupação dominante dos autores foi com 
o retratar os males da colonização.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
56
04. (ENEM) - Após estudar na Europa, Anita Malfatti 
retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a 
cultura nacional do início do século XX. Elogiada 
por seus mestres na Europa, Anita se considerava 
pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas 
enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. 
Com a intenção de criar uma arte que valorizasse 
a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros mo-
dernistas
a) buscaram libertar a arte brasileira das normas 
acadêmicas europeias, valorizando as cores, a 
originalidade e os temas nacionais.
b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, 
até então utilizada de forma irrestrita, afetan-
do a criação artística nacional.
c) representavam a ideia de que a arte deveria 
copiar fielmente a natureza, tendo como fina-
lidade a prática educativa.
d) mantiveram de forma fiel a realidade nas fi-
guras retratadas, defendendo uma liberdade 
artística ligada à tradição acadêmica.
e) buscaram a liberdade na composição de suas 
figuras, respeitando limites de temas abordados.
05. (EEP/SP) - Sobre a Semana de Arte Moderna é 
incorreto afirmar que:
a) tem em Mário de Andrade um de seus maiores 
representantes.
b) ocorreu em São Paulo, em 1922.
c) foi ao mesmo tempo o ponto de encontro 
das várias tendências modernas que desde a 
I Guerra se vinham firmando.
d) foi precursora do Realismo.
e) a Semana permitiu a consolidação de grupos, 
a publicação de livros, revistas e manifestos 
sobre arte em geral.
06. (FGV) - Assim como Vinícius de Moraes e Murilo 
Mendes, Carlos Drummond de Andrade pertence 
a uma geração de poetas que se caracterizou, 
principalmente, por ter
a) sido pioneira na formulação dos conceitos 
estéticos que orientaram a Semana de Arte 
Moderna, em 1922.
b) radicalizado, em suas regiões, as experiências 
estilísticas e temáticas que marcaram os anos 
de 1920.
c) colhido, nos anos de 1930, os resultados da 
pesquisa estética da década precedente, ate-
nuando-lhe o caráter destruidor.
d) valorizado a linguagem regional, para, por 
meio dela, fazer a crítica da política local.
e) repudiado o universalismo, sugerindo um ca-
minho nacionalista para a poesia brasileira do 
século vinte.
07. (UNESP) - Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, 
realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo a 
Semana de Arte Moderna. Segundo Mário de An-
drade, as mudanças ocorridas a partir da Semana 
de 22 e do Movimento Modernista significaram 
a fusão de três princípios: o direito permanente 
à pesquisa estética, a atualização da inteligência 
artística brasileira e a estabilização de uma cons-
ciência criadora nacional.
 Está inteiramente correto considerar como con-
sequências da Semana de Arte Moderna:
a) a formação de uma geração de artistas que 
romperam com a arte barroca; o reconheci-
mento e a valorização das expressões artísti-
cas do Renascimento Italiano; a formação de 
grupos de artistas e salões de arte moderna 
em todo o Brasil.
b) a formação de uma geração de artistas aca-
dêmicos; o reconhecimento e a valorização 
das expressões artísticas da Missão Artística 
Francesa; a formação de grupos de artistas e 
de salões de arte neoclássicos.
c) a formação de uma geração de artistas que 
romperam com a estética modernista; o re-
conhecimento e a valorização das expressões 
artísticas contemporâneas; a formação de gru-
pos de artistas e salões de arte em São Paulo e 
no Rio de Janeiro destinados a exposições de 
arte moderna.
d) a formação de uma geração de artistas que 
romperam com os ditames acadêmicos; o re-
conhecimento e a valorização das expressões 
artísticas dos primitivos; a formação de grupos 
de artistas, tais como o Clube dos Artistas Mo-
dernos e a Sociedade Pró Arte Moderna de São 
Paulo.
e) a formação de uma geração de artistas que 
romperam com o estilo clássico; o reconheci-
mento e a valorização das expressões artísticas 
do estilo Rococó; a formação de grandes expo-
sições de Arte, como a Bienal de São Paulo.
08. (UNIFESP) - A “Canção do exílio” é um dos textos 
mais citados e parodiados da Língua Portuguesa. 
Os versos “Teus risonhos lindos campos têm mais 
flores,/Nossos bosques têm mais vida, /Nossa 
vida no teu seio mais amores. /” que remetem, 
de modo flagrante, ao poema de Gonçalves Dias, 
ocorrem
a) na “Nova canção do exílio”, de Carlos Drum-
mond de Andrade, publicada em A rosa do 
povo.
b) na letra de “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Bu-
arque.
c) no poema “Canto de regresso à pátria”, do 
modernista Oswald de Andrade.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
57
d) em “Ainda irei a Portugal”, de Cassiano Ricardo, 
um dos líderes da Semana de Arte Moderna.
e) na letra do Hino Nacional Brasileiro, de Joa-
quim Osório Duque Estrada, oficializada em 
1922.
09. (Mackenzie) - Em 2012 completaram-se 90 anos 
da Semana de Arte Moderna, marco de renova-
ções artístico-culturais do Brasil. A respeito desse 
acontecimento, assinale a alternativa INCORRETA.
a) Internacionalismo e nacionalismo foram, si-
multaneamente, suas características básicas. 
O nacionalismo, em especial, viria como de-
corrência de afirmação, presente desde a im-
plantação da República em 1889, de uma arte 
e cultura genuinamente brasileiras.
b) Tal Semana exprimia o anseio de uma nova 
mentalidade intelectual, insatisfeita com o 
status quo das artes de então. Por isso, tinha 
como um dos objetivos centrais a moderni-
zação, por meio de um olhar para o social e 
para o que havia de mais avançado na criação 
artística.
c) Existia naquele movimento um olhar para o 
futuro, que trazia um desejo de ruptura, de 
inovação e de experimentação. Mas, ao mes-
mo tempo, marcava presença um sentimento 
de nostalgia, um retomar das raízes culturais 
que marcaram a formação histórica do país.
d) Internacionalismo e nacionalismo foram, si-
multaneamente, seus aspectos básicos. As 
letras e as artes do período desejavam o rom-
pimento com o século XIX, e seu academicis-
mo, sendo o exterior – em especial a Europa 
– símbolo desse rompimento.
e) Por partirem de concepções nacionalistas, es-
ses artistas negavam as influências externas 
na cultura brasileira. Para eles, uma arte ge-
nuinamente brasileira somente aconteceria 
por meio do total afastamento em relação às 
principais vanguardas europeias.
10. (MACKENZI E) A partir dos três autores selecio-
nados, considere as seguintes afirmações: 
 I. Manuel Bandeira foi poeta determinante na 
idealização e na organização da Semana de Arte 
Moderna de 1922. 
 II. Augusto dos Anjos, em função de sua perfeição 
métrica e rítmica, é considerado um dos expoen-
tes da tríade parnasiana. 
 III. Machado de Assis abandonou a prosa român-
tica para desenvolver as digressões textuais, ca-
racterística fundadora da prosa realista. 
 Assinale a alternativa correta. 
a) Estão corretas as afirmações I e II.b) Estão corretas as afirmações II e III. 
c) Estão corretas as afirmações I e III. 
d) Todas as afirmações estão corretas. 
e) Nenhuma das afirmações está correta.
11. (MACKENZIE) A Semana de Arte Moderna foi 
um marco de renovações artístico-culturais do 
Brasil. A respeito desse acontecimento, assinale 
a alternativa INCORRETA. 
a) Internacionalismo e nacionalismo foram, si-
multaneamente, suas características básicas. 
O nacionalismo, em especial, viria como de-
corrência de afirmação, presente desde a im-
plantação da República em 1889, de uma arte 
e cultura genuinamente brasileiras. 
b) Tal Semana exprimia o anseio de uma nova 
mentalidade intelectual, insatisfeita com o 
status quo das artes de então. Por isso, tinha 
como um dos objetivos centrais a moderni-
zação, por meio de um olhar para o social e 
para o que havia de mais avançado na criação 
artística. 
c) Existia naquele movimento um olhar para o 
futuro, que trazia um desejo de ruptura, de 
inovação e de experimentação. Mas, ao mes-
mo tempo, marcava presença um sentimento 
de nostalgia, um retomar das raízes culturais 
que marcaram a formação histórica do país. 
d) Internacionalismo e nacionalismo foram, si-
multaneamente, seus aspectos básicos. As 
letras e as artes do período desejavam o rom-
pimento com o século XIX, e seu academicis-
mo, sendo o exterior – em especial a Europa 
– símbolo desse rompimento. 
e) Por partirem de concepções nacionalistas, es-
ses artistas negavam as influências externas 
na cultura brasileira. Para eles, uma arte ge-
nuinamente brasileira somente aconteceria 
por meio do total afastamento em relação às 
principais vanguardas europeias.
12. Assinale a alternativa incorreta. 
a) Gilberto Freire é contemporâneo de escritores 
que fizeram a Semana de Arte Moderna em 
São Paulo. 
b) No início do século XX, havia um contraste, no 
Brasil, entre o atraso geral do país e a sofisti-
cação cultural de alguns centros urbanos. 
c) Até a década de 1920, sucederam-se duas vi-
sões contrastantes do Brasil: uma nacionalista 
e positiva e a outra determinista e negativa. 
d) A geração em que se inclui Gilberto Freire re-
volucionou o que se pensava sobre o Brasil, 
sua história e seu futuro. 
e) Obras como as de Lima Barreto e Monteiro 
Lobato revelam um novo pensamento, revolu-
cionário e otimista, sobre a cultura brasileira.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
58
13. Sobre Mário de Andrade e a Semana de 22, afir-
ma-se: 
 I. A Semana desencadeou na cultura brasileira um 
período que Mário denominou orgia intelectual, 
favorecida pelas mãos da burguesia culta do Rio 
de Janeiro e de São Paulo, da qual ele era um 
representante. 
 II. Apesar de estar em contato com as novas ten-
dências das artes, Mário manteve-se fiel àqueles 
que os modernistas chamaram de conservadores, 
em geral os parnasianos, dos quais sua obra re-
cebe influência decisiva. 
 III. Ao contrário de Oswald, que era irreverente 
em relação à dominação cultural europeia, Mário 
não tinha um projeto literário em que houvesse 
preocupação significativa com a cultura nacional. 
 Está correto apenas o que se afirma em 
a) I. 
b) II. 
c) III. 
d) I e II. 
e) II e III.
14. (FGV) Leia o texto. 
 A Semana de 22 não foi um fato isolado e sem 
origens. As discussões em torno da necessidade 
de renovação das artes surgem em meados da dé-
cada de 1910 em textos de revistas e em exposi-
ções, como a de Anita Malfatti em 1917. Em 1921 
já existe, por parte de intelectuais como Oswald 
de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de 
transformar as comemorações do centenário em 
momento de emancipação artística. (...) (www.
itaucultural.org.br)
 Em geral, os artistas participantes da Semana de 
Arte Moderna propunham 
a) que a arte, especialmente a literatura, aban-
donasse as preocupações com os destinos bra-
sileiros e se voltasse para o princípio da arte 
pela arte. 
b) a rejeição ao conservadorismo presente na 
produção artística brasileira, defendendo no-
vas estéticas e temáticas, como a discussão 
sobre as questões brasileiras. 
c) que os artistas estabelecessem vínculos com 
correntes filosóficas, mas não com projetos po-
líticos e ideológicos, fossem estes progressistas 
ou conservadores. 
d) o reconhecimento da superioridade da arte 
europeia e da importância da civilização por-
tuguesa no notável desenvolvimento cultural 
brasileiro. 
e) que apenas as artes plásticas, com destaque 
para a pintura, poderiam representar avanços 
revolucionários em direção a uma arte de fato 
inovadora.
15. (UFRGS) O Modernismo Brasileiro, através de 
seus autores mais representativos na Semana 
de Arte Moderna, propôs:
a) o apego às normas clássicas oriundas do neo-
classicismo mineiro.
b) a ruptura com as vanguardas europeias, tais 
como o futurismo e o dadaísmo.
c) uma literatura que investisse na idealização da 
figura indígena como ancestral do brasileiro.
d) a focalização do mundo numa perspectiva ape-
nas psicanalítica.
e) a literatura como espaço privilegiado para a 
expressão dos falares brasileiros.
16. (ENEM) O modernismo brasileiro teve forte influ-
ência das vanguardas europeias. A partir da Se-
mana de Arte Moderna, esses conceitos passaram 
a fazer parte da arte brasileira definitivamente. 
Tomando como referência o quadro O mamoeiro, 
identifica-se que, nas artes plásticas, a
a) imagem passa a valer mais que as formas van-
guardistas.
b) forma estética ganha linhas retas e valoriza o 
cotidiano.
c) natureza passa a ser admirada como um espa-
ço utópico.
d) imagem privilegia uma ação moderna e indus-
trializada.
e) forma apresenta contornos e detalhes huma-
nos.
17. (ACAFE) Sobre a Semana de Arte Moderna de 
1922, em São Paulo, todos os textos a seguir estão 
corretos, exceto:
a) Cada vez mais popular após as críticas do 
escritor Monteiro Lobato (que destruiu seus 
quadros a bengaladas!), Anita Malfatti desfiará 
todo seu expressionismo em 22 obras. Mário 
de Andrade é um de seus fãs.
b) A obra literária que marcou o início do movi-
mento Modernista na literatura foi o livro de 
Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada. O li-
vro revelou a poesia urbanista e fragmentária 
e retratou, numa visão antirromântica, uma 
São Paulo cosmopolita e egoísta, com sua po-
pulação heterogênea e sua burguesia cínica.
c) O movimento Modernista tinha como objetivo 
o rompimento com o tradicionalismo (Parna-
sianismo, Simbolismo e a arte acadêmica), a 
libertação estética, a experimentação constan-
te e, principalmente, a independência cultural 
do país.
d) A Semana de Arte Moderna aconteceu no Te-
atro Municipal, entre os dias 11 e 18 de março 
de 1922. Nela, o Brasil pôde reafirmar a liber-
dade de expressão e criatividade, em perfeita 
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
59
harmonia com os movimentos e preceitos das 
vanguardas europeias, que guardavam consi-
go as tendências culturais do Expressionismo, 
Futurismo, Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo e 
Parnasianismo.
18. (UDESC) A Semana da Arte Moderna de 1922 ti-
nha como uma das grandes aspirações renovar o 
ambiente artístico e cultural do país, produzindo 
uma arte brasileira afinada com as tendências 
vanguardistas europeias, sem, contudo, perder 
o caráter nacional; para isso contou com a parti-
cipação de escritores, artistas plásticos, músicos, 
entre outros. Analise as proposições em relação 
à Semana da Arte Moderna, assinale (V) para as 
verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) O movimento Modernista buscava resgatar al-
guns pontos em comum com o Barroco, como 
os contos sobre a natureza; e com o Parnasia-
nismo, como o estilo simples da linguagem.
( ) A exposição da artista plástica Anita Malfatti 
representou um marco para o modernismo 
brasileiro; suas obras apresentavam tendên-
cias vanguardistas europeias, o que de certa 
forma chocou grande parte do público; foi 
criticada pela corrente conservadora, mas 
despertou os jovens para a renovação da arte 
brasileira.
( ) O escritor Graça Aranha foi quem abriu o even-
to com a sua conferência inaugural “A emo-
çãoestética na Arte Moderna”; em seguida, 
apresentou suas obras Paulicéia desvairada e 
Amar, verbo intransitivo.
( ) O maestro e compositor Villa-Lobos foi um dos 
mais importantes e atuantes participantes da 
Semana; neste ano comemoram-se 50 anos 
de sua morte.
( ) As esculturas de Brecheret, impregnadas de 
modernidade, foram um dos estandartes da 
Semana; sua maquete do Movimento às Ban-
deiras foi recusada pelas autoridades paulis-
tas; hoje, umas das esculturas públicas mais 
admiradas em São Paulo.
 Assinale a alternativa que contém a sequência 
correta, de cima para baixo.
a) V – F – V – F – V
b) F – F – V – V – V
c) F – V – F – V – V
d) V – V – F – V – F
e) V – V – V – V – V
QUESTÕES SUBJETIVAS
01. (UNESP) Quais as principais transformações da 
cultura brasileira na década de 1920? Incluir nes-
te contexto a Semana de Arte Moderna.
02. (UNICAMP) Qual era a visão predominante dos 
integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922 
em relação à arte acadêmica? Justifique sua res-
posta.
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
60
MODERNISMO
https://infinittusexatas.com.br/modernismo-resumos-e-mapas-mentais/
LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
61
https://infinittusexatas.com.br/modernismo-resumos-e-mapas-mentais/
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LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
62
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Transitividade Verbal. Disponível em: https://www.
stoodi.com.br/blog/portugues/transitividade-verbal/. 
Acesso em 16 dez, 2020.
Ciências da 
Natureza e suas 
Tecnologias
Ciências da 
Natureza e suas 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
64
 COMPONENTE CURRICULAR: 
BIOLOGIA
Capítulo 1 
BIODIVERSIDADE
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT206) Discuti r a importância da preserva-
ção e conservação da biodiversidade, considerando 
parâmetros qualitati vos e quanti tati vos, e avaliar os 
efeitos da ação humana e das políti cas ambientais 
para a garanti a da sustentabilidade do planeta.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT206A) Compreender a importância da 
biodiversidade associando intervenções que resul-
tam em degradação ou conservação ambiental a 
processos produti vos e sociais e a instrumentos ou 
ações cientí fi co-tecnológicas, para debater sobre a 
importância das ações locais ou globais que levam 
a criação de políti cas ambientais.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Biodiversidade
Diversidade biológica ou 
biodiversidade em síntese é 
caracterizada como a riqueza 
de espécies que compõe um 
ecossistema. O conceito pode 
ser relacionado com o número 
de espécies de um local com a 
variação entre organismos da mesma espécie e sua 
abundância. O conceito é uti lizado na ecologia desde 
a década de 80.
Devido a impactos ambientais, atualmente ou-
vimos falar muito da biodiversidade, principalmente 
da sua diminuição. Com a urbanização e da ati vidade 
humana (ação antropomórfi ca), muitos ambientes são 
destruídos e as mudanças climáti cas tornam-se uma 
realidade inevitável. A redução da biodiversidade de-
sencadeia prejuízo para o meio ambiente e até mesmo 
prejudica o ser humano, assim como, o planeta Terra.
O que é biodiversidade?
O termo que designa a variedade de seres vivos de 
uma região é a biodiversidade, bem como a variação 
dos organismos dentro da mesma espécie. Este termo 
foi uti lizado pela primeira vez em 1986, no 1º Fórum 
Americano Sobre Diversidade Biológica, organizado 
pelo CONSELHO NACIONAL DE PESQUISA DOS EUA 
(Nati onal Research Council, NRC, em inglês), pelo 
entomologista Edward Osborne Wilson, foi cunhado 
como sinônimo da expressão “diversidade biológica”, 
já uti lizada anteriormente.
“Diversidade biológica signifi ca a variabilidade de 
organismos vivos de todas as origens, compreen-
dendo, entre outros, os ecossistemas terrestres, 
marinhos e outros ecossistemas aquáti cos e os 
complexos ecológicos de que fazem parte; compre-
endendo ainda a diversidade dentro de espécies, 
entre espécies e de ecossistemas.” – Documento 
da: “Convenção sobre diversidade biológica”
Outros termos importantes uti lizados quando fa-
lamos de biodiversidade são:
• O biótopo, sendo defi nido, pelo conjunto de 
condições fí sicas e químicas que caracterizam 
um ecossistema ou bioma; 
• O biócoro é a área ocupada por uma biocenose; 
• Biocenose é o grupo de seres vivos de diferen-
tes espécies que coexistem e desenvolvem sua 
reprodução no mesmo biótopo;
• Nicho ecológico é conjunto de característi cas e 
condições que permite a sobrevivência de uma 
determinada espécie no ambiente;
• Hábitat é conjunto de circunstâncias fí sicas e 
geográfi cas que oferece condições favoráveis 
à vida e ao desenvolvimento de determinada 
espécie animal ou vegetal.
Principais impactos ambientais que afetam a 
biodiversidade
A ação antropomórfi ca impacta negati vamente 
aos seres vivos, provocando, por exemplo, exti nções 
e perda de habitat. Dentre as principais ameaças atu-
ais à biodiversidade, podemos citar:
• Introdução de espécies exóti cas;
• Expansão urbana;
• Poluição atmosférica, sonora, hídrica e do solo;
• Expansão da agriculturae pecuária;
• Consumismo, que leva à exploração exagerada 
dos recursos naturais;
• Mudanças climáti cas.
Desta maneira, precisa-
mos valorizar a importância 
do equilíbrio dos ecossiste-
mas, pois uma espécie exti n-
ta de um local, por exemplo, 
afeta toda cadeia alimentar, 
causando grandes impactos 
no ecossistema e no bioma. 
Vale ressaltar que as espécies possuem relações eco-
lógicas entre elas e com o meio, e o impactos irá pode 
ser direto ou indireto em determinado ser vivo.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
65
Podemos citar como exemplo, um herbívoro sen-
do exti nto, essa ação tem impacto direto na população 
de plantas que servem de alimento para esse animal 
bem como nos organismos carnívoros que dele se 
alimentam, afetando os consumidores secundários. 
Imagem da cadeia alimentar extraída de: htt ps://sme.goiania.
go.gov.br/conexaoescola/eaja/ciencias-o-que-e-cadeia-alimen-
tar/ acessada 25/11/2022.
Quantas espécies existem no mundo?
Não se sabe quantas espécies vegetais e animais 
existem no mundo. As esti mati vas variam entre 10 
e 50 milhões, mas até agora os cienti stas classi-
fi caram e deram nome a somente 1,5 milhão de 
espécies.
Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país 
da “megadiversidade”: aproximadamente 20% das 
espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bas-
tante divulgado, por exemplo, o potencial terapêu-
ti co das plantas da Amazônia.
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a 
expansão da fronteira agrícola em detrimento dos 
habitats naturais, a expansão urbana e industrial, 
tudo isso está levando muitas espécies vegetais e 
animais à exti nção.
A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hecta-
res de fl oresta tropical são desmatados. As esti mati -
vas sugerem que, se isso conti nuar, entre 5% e 10% 
das espécies que habitam as fl orestas tropicais po-
derão estar exti ntas dentro dos próximos 30 anos.
Libélula no Parque Nacional Montanhas do Tumu-
cumaque © Zig KOCH
Trecho extraído de: htt ps://www.wwf.org.br/natureza_bra-
sileira/questoes_ambientais/biodiversidade/#:~:text=O%20
termo%20biodiversidade%20%2D%20ou%20diversidade,in-
dustrial%20consumida%20pelo%20ser%20humano acessado 
25/11/2022
Dia Internacional da Biodiversidade
Consideramos o Dia Internacional da Biodiversida-
de, o dia 22 de maio, sendo uma data insti tuída pela 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Todos os 
anos, um tema é escolhido a fi m de conscienti zar a 
população a respeito da necessidade de proteger-se a 
diversidade de vida em toda biosfera. A data também 
é um momento para que possamos refl eti r sobre as 
ações diárias e como podemos impactar negati vamen-
te as outras espécies.
Imagem extraída de: htt ps://euroambiental.eco.br/22-de-maio-
-dia-internacional-da-biodiversidade/ acessada 25/11/2022.
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Questão 01 - (ACAFE) - Perda de biodi-
versidade ameaça ecossistemas do pla-
neta, diz estudo. A dimensão da perda 
de biodiversidade no mundo todo ame-
aça o funcionamento dos ecossistemas 
da Terra e, inclusive, a sobrevivência 
dos seres humanos, segundo um estudo publicado 
na revista cientí fi ca americana Science. Em 58% da 
superfí cie terrestre, onde vive 71% da população 
mundial, “o nível de perda de biodiversidade é subs-
tancial o sufi ciente para questi onar a capacidade dos 
ecossistemas de suportar as sociedades humanas”, 
alerta o estudo.
Fonte: Zero hora, 14/07/2016.
Disponível em: htt p://zh.clicrbs.com.br
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
66
Assim, não é correto afirmar que:
(A) Ecótono é uma área de transição ambiental onde 
se encontra um grande número de espécies e, por 
conseguinte, uma grande biodiversidade.
(B) Denomina-se biótopo a reunião das várias espé-
cies que ocorrem em um mesmo espaço geográ-
fico e no mesmo tempo cronológico.
(C) O termo biodiversidade ou diversidade biológica 
refere-se à variedade e à variabilidade de orga-
nismos vivos, nos seus diferentes níveis, e dos 
ambientes nos quais estão inseridos.
(D) Entre as causas da perda de biodiversidade, desta-
cam-se a destruição de habitat e a introdução de 
espécies exóticas. Essas espécies possuem vanta-
gens competitivas, são favorecidas pela ausência 
de inimigos naturais, podem predar fortemente 
espécies nativas, reproduzir-se exageradamente 
e provocam, até mesmo, doenças, impactando 
negativamente na biodiversidade de um ecossis-
tema.
Questão 02 - (UFSCar) - Acerca da importância da 
biodiversidade brasileira, o Secretário do Conselho 
de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do 
Meio Ambiente afirmou:
Os números da biodiversidade brasileira impressio-
nam. Dentro dos países megadiversos, o Brasil ocupa 
o primeiro lugar, fruto de sua extensão territorial e 
posição geográfica. Estima-se que o país possua entre 
15% e 20% do total de espécies de seres vivos da Terra. 
Apesar do gigantismo, pouco se conhece sobre a bio-
diversidade brasileira, pois apenas 10% das espécies 
conhecidas foram catalogadas.
(Revista Galileu, dezembro de 2002.)
Fazendo-se uma análise dos dados apresentados e dos 
interesses que envolvem a questão, pode-se afirmar 
que
(A) a existência de um grande patrimônio genético 
ainda pouco conhecido garantirá ao Brasil uma 
posição econômica hegemônica entre as nações 
no século XXI.
(B) a biodiversidade brasileira só poderá ser mantida 
a partir de políticas que impeçam a exploração dos 
recursos florestais brasileiros, especialmente na 
Amazônia.
(C) a garantia de que a biodiversidade brasileira e 
mundial poderá ser explorada de forma racional 
depende do cumprimento do Protocolo de Kyoto, 
assinado em 1997.
(D) a riqueza de nossa biodiversidade eleva a impor-
tância do Brasil no cenário mundial, no que se 
refere às questões ambientais e, também, nos 
aspectos econômicos.
(E) o atraso da pesquisa científica, no Brasil, demons-
tra a necessidade de gerenciamento da biodiver-
sidade existente por parte de países mais desen-
volvidos.
Sugestão de Jogo 
Para você, estudante, ficar mais familiarizado com 
as espécies presentes em nosso Cerrado, existe um 
jogo de cartas disponível gratuitamente na plataforma 
eduCAPES intitulado “Cerrado em Jogo”. Basta fazer 
o download e imprimir. O link de acesso ao material 
está aqui: https://educapes.capes.gov.br/handle/ca-
pes/600661 
Título: Cerrado em Jogo
Autores: 
Instituto Federal Goiano
Motta, Ana Carolina de Oliveira
Castro, André Luis da Silva
Orientação para os professores mediadores:
Podemos trabalhar durante a aplicação do jogo: per-
cepção ambiental, conservação e educação ambien-
tal. O jogo tem o objetivo de levar conhecimento sobre 
a fauna local e incentivar a reflexão e a discussão sobre 
o que é o Cerrado e qual a relação dos seres humanos 
com o bioma.
Imagem representando as cartas que aparecem no “Cerrado em 
Jogo”.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
67
Capítulo 2 
PERTURBAÇÕES AMBIENTAIS
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
uti lizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli-
cati vos digitais (como soft wares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros). 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT203E) Analisar perturbações ambien-
tais, considerando fontes, transporte e/ou desti no 
dos poluentes e a previsão de seus efeitos em sis-
temas naturais, produti vos ou sociais para propor 
soluções problemas relacionados à manutenção da 
qualidade da vida humana.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Perturbações ambientais
 
Consideramos estresse ambiental o termo que se 
refere a qualquer condição que imponha perturbação 
ou pressão ao meio ambiente. Sob certos aspectos 
pode ser entendido como um sinônimo de impacto 
ambiental.
Estresse ambiental pode ser compreendido como 
qualquer ação que perturbe o ambiente,causando 
algum distúrbio, que resulte em alterações quími-
cas, � sicas e biológicas do meio.
Imagem extraída de: htt ps://www.cgambiental.com.br/estudo-
-de-impacto-ambiental-eia/ acessada 25/11/2022.
Os fatores bióti cos e abióti cos de um ecossistema 
relacionam entre eles, e desta maneira, qualquer per-
turbação ambiental pode gerar um grande impacto 
no meio. A fl ora e fauna de um determinado local, 
por exemplo, dependem de um clima característi co 
(regime de chuvas, temperatura, luz e vento) e de um 
solo específi co (textura, nível de nutrientes, topogra-
fi a, disponibilidade de oxigênio e retenção de água). 
Qualquer alteração nestes fatores pode advir de cau-
sas naturais, como incêndios, tempestades, vulcões 
e furacões podem vim a parti r de ações humanas. 
Essas ações antropomórfi cas, tem sido a princi-
pal causa de perturbações no ambiente, levando a 
distúrbios como:
• poluição de um curso d’água;
• poluição do ar;
• mudanças climáti cas (que alteram o regime de 
chuvas, umidade, vento e luminosidade);
• introdução de espécies exóti cas;
• erosão do solo; 
• esgotamento e/ou compactação do solo, que 
consequentemente geram alterações nos ecos-
sistemas; 
• fragmentação e destruição de habitat.
Ati vidades como a agricultura, pecuária, explora-
ção de madeira de recursos naturais, exploração 
do petróleo, queimadas, construções de estradas, 
construções civis, urbanização, navegação entre 
outras ações podem gerar impactos irreversíveis 
no meio ambiente.
Imagem extraída de htt ps://epocanegocios.globo.com/Caminhos-
-para-o-futuro/Desenvolvimento/noti cia/2015/12/cop-21-como-
-tornar-agricultura-mais-produti va-e-ambientalmente-correta.
html acessado 26/11/2022
Outro fator para a exti nção de espécies é a su-
perexploração dos recursos naturais. Isso acontece 
desde que as civilizações se estabeleceram e passa-
ram a crescer, mesmo antes da Revolução Industrial. 
A exti nção de espécies causa impacto para todo o 
ecossistema, provocando desequilíbrios ecológicos.
O desmatamento é uma causa grave de ameaça 
às espécies. A fragmentação de habitat ameaça a exis-
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
68
tência de espécies, seja com alterações dos fatores 
físicos, químicos e biológicos, como atrapalhando a 
própria dispersão e colonização das mesmas. Haverá 
perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos. 
Outro fator, pode ser a desertificação, por esgotamen-
to do solo, que leva à erosão e perda de capacidade 
de retenção de água. A região semiárida do nordeste 
e o sul do país, por exemplo, são as que mais sofrem 
com a desertificação. A criação de animais acima da 
capacidade suporte para o meio que ocorre na pecu-
ária, contribuiu para a compactação do solo e conse-
quentemente gera um impacto no meio.
Imagem extraída de: https://www.tnc.org.br/conecte-se/comu-
nicacao/noticias/nova-pecuaria-paraense/ acessada 26/11/2022. 
COP 21: COMO TORNAR A 
AGRICULTURA MAIS PRODUTIVA 
E AMBIENTALMENTE CORRETA
No Brasil, culturas como a da soja poderão ter 
redução de até 39% em sua área até 2040 por con-
ta da baixa qualidade dos recursos naturais que 
permitem o plantio. O arroz, o feijão, e o milho 
também sofrerão diminuição na área apropriada 
para plantação. Nos Estados Unidos, por exemplo, 
a safra de lúpulos foi afetada no último verão por 
conta de condições ambientais atípicas, impactan-
do diretamente a produção de cerveja.
A alteração nos padrões do clima global, a di-
minuição de terras cultiváveis e o impacto negativo 
na produção de bens básicos de alimentação são 
indissociáveis. Segundo a Organização para a Coo-
peração e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a 
produção agrícola contribui com mais de 17% do 
PIB, e com 18% do emprego do Brasil. Também 
ajuda na geração de energia elétrica do país, com a 
biomassa resultante das culturas. Aproximadamen-
te 42% da energia de fonte renovável produzida 
no Brasil são compostas pela biomassa de cana-
-de-açúcar.
Grande parte das alterações nos padrões de 
cultivo também trará impactos na ocorrência de 
doenças, pragas e plantas invasoras. Estima-se que 
US$ 250 bilhões são gastos, anualmente, no com-
bate a espécies invasoras nas plantações em todo 
o mundo. Só no Brasil, o custo pode chegar a US$ 
100 bilhões por ano. A maior parte dos problemas 
se relaciona com a extinção de espécies nativas, 
gerando um desequilíbrio ambiental que impacta 
diretamente na capacidade de resiliência do ecos-
sistema em questão, e na produção de qualquer 
cultura.
Alta produtividade e baixa emissão
A produção agrícola 
é considerada a segunda 
maior fonte emissora de 
Gases de Efeito Estufa 
(GEE) como dióxido de car-
bono (CO2), metano (CH4) 
e óxido nitroso (N2O), res-
ponsáveis pelo aquecimento global. Ainda relacio-
nada ao desmatamento de florestas nativas e à uti-
lização de fertilizantes nitrogenados, a agricultura 
é responsável por mais de um terço das emissões 
de GEE no Brasil.
Texto extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Cami-
nhos-para-o-futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/12/co-
p-21-como-tornar-agricultura-mais-produtiva-e-ambiental-
mente-correta.html acessado 27/11/2022 
O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CO-
NAMA), criado pela Lei Federal nº 6.938/81, define 
estresse ambiental como “qualquer alteração das 
propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio 
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou 
energia resultante da atividade humana”.
Segundo a resolução nº 001/86 do CONAMA, o 
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) é descrito por 
um relatório técnico multidisciplinar (RIMA – RELA-
TÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL) com o objetivo de 
avaliar os impactos ambientais gerados por atividades 
e/ou empreendimentos potencialmente poluidores 
ou que possam causar degradação ambiental. Nele 
também são indicadas as medidas necessárias e ações 
de controle para que os impactos sejam reduzidos ou 
eliminados.
O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) é um 
documento que – junto com o Estudo de Impacto 
Ambiental (EIA) – fornece os resultados dos estu-
dos técnicos e científicos da Avaliação de Impacto 
Ambiental (AIA) de uma instituição.
É importante que os seres humanos busquem 
meios para causar o menor impacto possível ao que 
resta na natureza, começando pela educação e desen-
volvimento de consciência ecológica nas populações.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
69
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Questão 03 ENEM 2019 – No presente, 
observa-se crescente atenção aos efei-
tos da ati vidade humana, em diferentes 
áreas, sobre o meio ambiente, sendo 
constante, nos fóruns internacionais e 
nas instâncias nacionais, a referência à 
sustentabilidade como princípio orientador de ações 
e propostas que deles emanam. A sustentabilidade 
explica-se pela:
(A) incapacidade de se manter uma ati vidade eco-
nômica ao longo do tempo sem causar danos ao 
meio ambiente.
(B) incompati bilidade entre crescimento econômico 
acelerado e preservação de recursos naturais e 
de fontes não renováveis de energia.
(C) interação de todas as dimensões do bem-estar 
humano com o crescimento econômico, sem a 
preocupação com a conservação dos recursos na-
turais que esti vera presente desde a Anti guidade.
(D) proteção da biodiversidade em face das ameaças 
de destruição que sofrem as fl orestas tropicais de-
vido ao avanço de ati vidades como a mineração, a 
monocultura, o tráfi co de madeira e de espécies 
selvagens.
(E) necessidade de se sati sfazer as demandas atuais 
colocadas pelo desenvolvimento sem compro-
meter a capacidade de as gerações futuras aten-
derem suas próprias necessidades nos campos 
econômico, social e ambiental.
Questão 04 ENEM 2007 – As pressões ambientais 
pela redução na emissão de gás-estufa, somadas ao 
anseio pela diminuição da dependência do petróleo, 
fi zeram os olhos do mundo se voltarem para os com-
bustí veis renováveis, principalmente para o etanol. 
Líderes na produção e no consumo de etanol, Brasil e 
Estados Unidos da América (EUA) produziram, juntos, 
cerca de 35 bilhõesde litros do produto em 2006. 
Os EUA uti lizam o milho como matéria-prima para a 
produção desse álcool, ao passo que o Brasil uti liza 
a cana-de-açúcar. O quadro abaixo apresenta alguns 
índices relati vos ao processo de obtenção de álcool 
nesses dois países.
Considerando-se as informações do texto, é correto 
afi rmar que:
(A) o culti vo de milho ou de cana-de-açúcar favorece 
o aumento da biodiversidade.
(B) o impacto ambiental da produção estadunidense 
de etanol é o mesmo da produção brasileira.
(C) a substi tuição da gasolina pelo etanol em veículos 
automotores pode atenuar a tendência atual de 
aumento do efeito estufa.
(D) a economia obti da com o uso de etanol como 
combustí vel, especialmente nos EUA, vem sendo 
uti lizada para a conservação do meio ambiente.
(E) a uti lização de milho e de cana-de-açúcar para a 
produção de combustí veis renováveis favorece a 
preservação das característi cas originais do solo.
Questão 05 ENEM 2017 - 
O impacto apresentado nesse ambiente tem sido in-
tensifi cado pela
(A) intervenção direta do homem ao impermeabilizar 
o solo urbano.
(B) irregularidade das chuvas decorrentes do fenô-
meno climáti co El Niño.
(C) queima de combustí veis fósseis como o carvão, o 
petróleo e o gás natural.
(D) vaporização crescente dos oceanos devido ao der-
reti mento das geleiras.
(E) exti nção de organismos marinhos responsáveis 
pela produção de oxigênio.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
70
Capítulo 3
IMPACTOS AMBIENTAIS
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT306) Avaliar os riscos envolvidos em ati -
vidades coti dianas, aplicando conhecimentos das 
Ciências da Natureza, para justi fi car o uso de equi-
pamentos e recursos, bem como comportamentos 
de segurança, visando à integridade fí sica, individu-
al e coleti va, e socioambiental, podendo fazer uso 
de dispositi vos e aplicati vos digitais que viabilizem 
a estruturação de simulações de tais riscos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT306A) Uti lizar conhecimentos da quí-
mica, fí sica e biologia, na resolução de problemas 
ambientais, interpretando situações que envolvem 
tomadas de decisões, bem como medidas de pro-
teção de manuseio para predizer processos mais 
efi cazes e de menor impacto ao ser humano e meio 
ambiente.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Impactos ambientais
Os impactos ambientais estão relacionados as 
diversas formas de afetar o meio promovendo o de-
sequilíbrio biológico. Podem alterar as condições nor-
mais de funcionamento da natureza e podem causar 
danos irreversíveis ao mundo, como exemplos, temos: 
• o assoreamento dos rios; 
• a deserti fi cação;
• as inferti lidades do solo; 
• a poluição da água; 
• a diminuição da fauna e fl ora;
• a exti nção de espécies.
Um dos impactos ambientais mais presentes no 
nosso coti diano é o agravamento do efeito estufa, 
provocando o aquecimento global. 
A radiação solar incide sobre a superfí cie terrestre 
e parte dela é refl eti da retornando ao espaço enquan-
to outra parte fi ca reti da por alguns gases presentes na 
atmosfera, mantendo o calor na superfí cie terrestre. 
O efeito estufa, considerado um fenômeno natural, é 
responsável pela manutenção da temperatura dentro 
de uma faixa que possibilita a vida, pois sem eles a 
Terra teria água congelada. 
Todavia, por conta de diversas ati vidades antró-
picas (causadas pelo ser humano) — como o uso de-
senfreado de combustí veis fósseis e o desmatamento 
e as queimadas — a concentração desses gases na 
atmosfera vem aumentando, resultando num aumen-
to acentuado e acelerado da temperatura na Terra, o 
aquecimento global.
Imagem extraída de: htt ps://mundoeducacao.uol.com.br/geogra-
fi a/efeito-estufa.htm acessada 28/11/2022.
Outro impacto resultante das ati vidades antro-
pomórfi cas é a destruição da camada de ozônio (O3), 
responsável por fi ltrar a radiação ultravioleta do ti po 
B, que é extremamente prejudicial aos seres vivos e 
ecossistemas. Os principais responsáveis pela degra-
dação acentuada da camada de ozônio são:
• aerossóis;
• gases para refrigeração; 
• produção de plásti co;
• ar-condicionado;
• geladeiras;
• automóveis (carros, motos e ônibus)
• foguetes;
• queimadas;
• desmatamento.
Vale ressaltar que alguns equipamentos de refri-
geração na atualidade já possuem gases que não 
afetam a camada de ozônio, como os gases uti liza-
dos anteriormente, como exemplo, o Cloro Flúor 
Carbono (CFC).
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
71
Imagem extraída de: https://novaescola.org.br/conteudo/2286/o-que-e-efeito-estufa-e-quais-sao-suas-consequencias acessada em 
28/11/2022.
ATENÇÃO
Acidificação dos oceanos
Outra grave consequência da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera é a acidificação dos oceanos. 
Grande parte do CO2 presente na atmosfera é absorvido por oceanos, rios e lagos e, quando dissolvido, 
reage com moléculas presentes na água, aumentando sua acidez, o que prejudica muitos organismos.
Poluição plástica
Entre os diversos impactos da ação humana que recaem sobre os oceanos, a poluição plástica — que 
tem matado a vida marinha e prejudicado comunidades que dependem de atividades como a pesca e o 
turismo — é um dos mais preocupantes da atualidade. Segundo a ONU, se não houver mudanças com 
relação a este problema, a quantidade de plásticos irá superar a de peixes até 2050.
De acordo com a Art. 225, da Constituição Brasileira de 1888:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e es-
sencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e 
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Segundo o Artigo 1º da Resolução do CONAMA (Nº 001, de 23 de janeiro de 1986):
Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, 
químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das 
atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam:
I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população;
II - as atividades sociais e econômicas;
III - a biota;
IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente;
V - a qualidade dos recursos ambientais.
Extraído e adaptado de: https://www.infoescola.com/ecologia/impactos-ambientais/ acessado em 28/11/2022.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
72
Charge extraída de: htt p://formulageo.blogspot.com/2020/10/charge-plasti co-nos-oceanos.html acessada 29/11/2022.
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Questão 06 – ENEM 2013
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
73
No esquema, o problema atmosférico relacionado 
ao ciclo da água acentuou-se após as revoluções in-
dustriais. Uma consequência direta desse problema 
está na
(A) redução da flora.
(B) elevação das marés.
(C) erosão das encostas.
(D) laterização dos solos.
(E) fragmentação das rochas.
Questão 07 ENEM 2014 – O uso intenso das águas 
subterrâneas sem planejamento tem causado sérios 
prejuízos à sociedade, ao usuário e ao meio ambien-
te. Em várias partes do mundo, percebe-se que a ex-
ploração de forma incorreta tem levado a perdas do 
próprio aquífero.
TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra.
São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2009 (adaptado).
No texto, apontam-se dificuldades associadas ao uso 
de um importante recurso natural. Um problema de-
rivado de sua utilização e uma respectiva causa para 
sua ocorrência são:
(A) Contaminação do aquífero — Contenção impró-
pria do ingresso direto de água superficial.
(B) Intrusão salina — Extração reduzida da água doce 
do subsolo.
(C) Superexploração de poços — Construção ineficaz 
de captações subsuperficiais.
(D) Rebaixamento do nível da água — Bombeamento 
do poço equivalente à reposição natural.
(E) Encarecimento da exploração sustentável — Con-
servação da cobertura vegetal local.
Questão 08 ENEM 2019 - A pegada ecológica gigante 
que estamos a deixar no planeta está a transformá-lo 
de tal forma que os especialistas consideram que já 
entramos numa nova época geológica, o Antropoce-no. E muitos defendem que, se não travarmos a cri-
se ambiental, mais rapidamente transformaremos a 
Terra em Vênus do que iremos a Marte. A expressão 
“Antropoceno” é atribuída ao químico e prêmio Nobel 
Paul Crutzen, que a propôs durante uma conferência 
em 2000, ao mesmo tempo que anunciou o fim do 
Holoceno — a época geológica em que os seres huma-
nos se encontram há cerca de 12 mil anos, segundo a 
União Internacional das Ciências Geológicas (UICG), a 
entidade que define as unidades de tempo geológicas.
SILVA, R. D. Antropoceno: e se formos os últimos seres 
vivos a alterar a Terra? Disponível em: www.publico.pt. 
Acesso em: 5 dez. 2017 (adaptado).
A concepção apresentada considera a existência de 
uma nova época geológica concebida a partir da 
capacidade de influência humana nos processos
a) eruptivos.
b) exógenos.
c) tectônicos.
d) magmáticos.
e) metamórficos.
Questão 09 ENEM 2016 – 
AROEIRA. Disponível em: http://appsodia.ig.com.br. 
Acesso em: 19 jun. 2012 (adaptado).
O processo ambiental ao qual a charge faz referência 
tende a se agravar em função do(a)
(A) expansão gradual das áreas de desertificação.
(B) aumento acelerado do nível médio dos oceanos.
(C) controle eficaz da emissão antrópica de gases po-
luentes.
(D) crescimento paulatino do uso de fontes energé-
ticas alternativas.
(E) dissenso político entre países componentes de 
acordos climáticos internacionais.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
74
Capítulo 4
POLUIÇÃO
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT104) Avaliar os benefícios e os riscos à 
saúde e ao ambiente, considerando a composição, 
a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais 
e produtos, como também o nível de exposição a 
eles, posicionandose criticamente e propondo so-
luções individuais e/ou coletivas para seus usos e 
descartes responsáveis. 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT104E) Analisar a degradação do meio 
ambiente, relacionando as diferentes formas de po-
luição às alterações que impactam a cadeia trófica 
e consequentemente o equilíbrio ambiental para 
promover a conscientização que leve ao desenvol-
vimento de ações individuais e coletivas a favor da 
sustentabilidade.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Poluição
A charge acima representa nosso objeto de co-
nhecimento deste módulo, poluição e a sociedade 
e infere-se com ela a necessidade da preservação e 
conservação ambiental.
Depois da Revolução Industrial que culminou no 
aumento da industrialização e urbanização, a poluição 
passou a ser mais intensa e atualmente, é considerada 
um grave problema ambiental.
Podemos definir a poluição como uma forma 
de introdução de substâncias ou energia de forma 
acidental ou intencional no meio ambiente gerando 
consequências negativas para os seres vivos e o meio, 
causado um desequilíbrio ecológico.
Tipos de Poluição
Os agentes que causam a poluição são denomi-
nados de poluentes e de acordo com estes podemos 
classificar a poluição como:
• Poluição hídrica (poluição da água);
• Poluição atmosférica (poluição do ar);
• Poluição sonora (poluição causada pelo som);
• Poluição do solo;
• Poluição visual;
• Poluição térmica;
• Poluição radioativa;
Imagem extraída de: https://www.resumoescolar.com.br/biolo-
gia/tipos-de-poluicao-das-aguas/ acessada 29/11/2022.
Poluição térmica das águas é um tipo pouco co-
nhecido de poluição e acontece quando uma quan-
tidade muito grande de águas aquecidas é lançada 
em meio ao recurso hídrico. Seus principais respon-
sáveis são as indústrias siderúrgicas, termoelétricas 
e refinarias.
A poluição pode acarretar em problemas patoló-
gicos, destruição ambiental e alterações climáticas, 
sendo assim, causas de grande preocupação, tanto 
para a conservação da biodiversidade, como para o 
bem-estar dos seres vivos.
Podemos então pensar em soluções para diminuir 
os impactos causados pela poluição como:
• Evitar o desperdício;
• Optar por material biodegradável;
• Reciclagem;
• Reutilização;
• Reeducação;
• Utilizar protetores de ouvidos em algumas pro-
fissões;
• Elaboração de políticas voltadas ao enfrenta-
mento dos problemas ambientais;
• Catalisador nos automóveis;
• Promover a educação ambiental;
• Utilizar transportes públicos;
• Jogar o lixo eletrônico em locais apropriados;
• Tratamento do esgoto;
• Fontes renováveis de energia.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
75
Imagem extraída de: https://clickpetroleoegas.com.br/pequenas-
-centrais-de-energia-que-utilizam-fontes-renovaveis-terao-des-
conto-no-preco-da-eletricidade-segundo-projeto-do-governo/ 
acessada em 29/11/2022.
RESUMO SOBRE ECO-92
ECO-92 ou Rio-92 foi uma das principais conferên-
cias ambientais do planeta. Ela foi realizada pela 
Organização das Nações Unidas (ONU), na cidade 
do Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 14 de junho de 
1992. O principal objetivo da ECO-92 foi debater o 
cenário ambiental global. Essa conferência ambien-
tal centralizou suas discussões no conceito de de-
senvolvimento sustentável, considerado inovador 
para o período em questão.
A aliança entre desen-
volvimento econômico 
e preservação ambiental 
foi a premissa do evento, 
que contou com a parti-
cipação de 179 países. 
O principal documento 
gerado pela ECO-92 foi a Agenda-21, conjunto de 
metas e estratégias definidas pelos países partici-
pantes para promover o desenvolvimento susten-
tável do planeta. Após a ECO-92 foram realizadas 
outras conferências ambientais mundiais, como a 
Rio+10 e a Rio+20.
A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio 
Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92) foi um 
evento ambiental internacional realizado no Rio de 
Janeiro em 1992.
O principal objetivo da ECO-92 foi debater o cená-
rio ambiental global, especialmente por meio da 
defesa do desenvolvimento sustentável.
As mudanças climáticas, a preservação da água, 
o transporte alternativo, o turismo ecológico e as 
políticas de reciclagem foram temas importantes 
tratados na ECO-92.
A Agenda 21, programa de ações ambientais com 
vistas à promoção do desenvolvimento sustentável, 
foi o principal documento assinado na ECO-92.
A ECO-92 é considerada uma das principais confe-
rências internacionais sobre o meio ambiente em 
razão da sua repercussão em diversas esferas da 
sociedade.
A Rio+10, cujo nome ofi-
cial é Cúpula Mundial 
sobre Desenvolvimento 
Sustentável, foi realizada 
em Joanesburgo (África 
do Sul), dez anos após a ECO-92.
A Rio+20, realizada 20 
anos após a ECO-92, na 
cidade do Rio de Janeiro, 
produziu o importante 
documento O Futuro que 
queremos.
Texto extraído e adaptado de 
www.mundoeducacao.uol.com.br/geografia/
eco92.htm acessado em 28/11/2022
Questão 10 – ENEM 2015
TEXTO I
Os problemas ambientais são consequência direta da 
intervenção humana nos diferentes ecossistemas da 
Terra, causando desequilíbrios no meio ambiente e 
comprometendo a qualidade de vida.
Disponível em: www.repository.utl.pt.
Acesso em: 29 jul. 2012.
TEXTO II
As imagens representam as geleiras da Groenlândia, 
que sofreram e sofrem impactos, resultantes do(a):
(A) ilha de calor.
(B) chuva ácida.
(C) erosão eólica.
(D) inversão térmica.
(E) aquecimento global.
Questão 11 ENEM 2014 - A principal forma de relação 
entre o homem e a natureza, ou melhor, entre o homem 
e o meio, é dada pela técnica — um conjunto de meios 
instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza 
sua vida, produz e, ao mesmo tempo, cria espaço.
SANTOS, M. A natureza do espaço. 
São Paulo: Edusp, 2002 (adaptado).
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
76
(A) relação estabelecida no texto, associada a uma 
profunda degradação ambiental, é verifi cada na
(A) racionalização do uso de recursos hídricos para 
fi ns de abastecimento residencial.
(B) apropriação de reservas extrati vistas para atender 
à demanda de subsistência.
(C) reti rada da cobertura vegetal com o intuito de 
desenvolver a agricultura intensiva.
(D) ampliação da produção de alimentos orgânicos 
para minimizar problemas da fome.
(E) reordenação de espaço rural para favorecer o de-
senvolvimento doecoturismo.
Questão 12 ENEM 2011 - Como os combustí veis ener-
géti cos, as tecnologias da informação são, hoje em dia, 
indispensáveis em todos os setores econômicos. Atra-
vés delas, um maior número de produtores é capaz de 
inovar e a obsolescência de bens e serviços se acelera. 
Longe de estender a vida úti l dos equipamentos e a 
sua capacidade de reparação, o ciclo de vida desses 
produtos diminui, resultando em maior necessidade 
de matéria-prima para a fabricação de novos.
GROSSARD, C. Le Monde Diplomati que Brasil. Ano 3, 
nº 36, 2010 (adaptado).
(A) postura consumista de nossa sociedade indica a 
crescente produção de lixo, principalmente nas 
áreas urbanas, o que, associado a modos incor-
retos de deposição,
(A) provoca a contaminação do solo e do lençol freá-
ti co, ocasionando assim graves problemas socio-
ambientais, que se adensarão com a conti nuidade 
da cultura do consumo desenfreado.
(B) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que 
são sanados por cadeias de organismos decom-
positores que assumem o papel de eliminadores 
dos resíduos depositados em lixões.
(C) multi plica o número de lixões a céu aberto, con-
siderados atualmente a ferramenta capaz de re-
solver de forma simplifi cada e barata o problema 
de deposição de resíduos nas grandes cidades.
(D) esti mula o empreendedorismo social, visto que 
um grande número de pessoas, os catadores, têm 
livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na 
cadeia produti va dos resíduos tecnológicos.
(E) possibilita a ampliação da quanti dade de rejeitos 
que podem ser desti nados a associações e coo-
perati vas de catadores de materiais recicláveis, 
fi nanciados por insti tuições da sociedade civil ou 
pelo poder público.
Capítulo 5 
LIXO, RESÍDUO E REJEITO
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
uti lizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli-
cati vos digitais (como soft wares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros). 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, 
analisando suas característi cas biológicas, quími-
cas ou fí sicas envolvidas para discuti r criti camente 
sobre as etapas em processos de obtenção, trans-
formação, uti lização ou reciclagem de recursos na-
turais, energéti cos ou matérias primas.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Lixo, resíduo e rejeito
No módulo anterior aprende-
mos mais sobre os ti pos de poluição 
e as principais temáti cas tratadas na 
ECO-92 (mudanças climáti cas; pre-
servação da água; transporte alter-
nati vo; turismo ecológico e políti cas de reciclagem). 
Neste módulo iremos estudar e aprofundar no objeto 
de conhecimento relacionado ao lixo, resíduo e rejeito.
Imagem extraída de: htt ps://www.facebook.com/governodo-
rio/photos/%EF%B8%8F-voc%C3%AA-sabe-a-diferen%C3%A7a-
-entre-res%C3%ADduo-de-lixo-e-rejeito-de-lixopensando-em-
-estim/10157839388166029/?paipv=0&eav=AfZBBKDwBLN-
FkK7AwnbU-mMDlmuGwBLbOi3NDB_aZYA9hEBLaoa9cSOhbse-
VrX3AkAQ&_rdr acessado 30/11/2022.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
77
A parti r da imagem observamos que o lixo é tudo 
aquilo que não se quer mais e joga fora. Enquanto o 
resíduo é aquilo que não serve para você, mas para 
outros pode se tornar matéria-prima de um novo pro-
duto ou processo. 
O rejeito é um ti po específi co de resíduo, onde 
foram esgotados todas as possibilidades de reapro-
veitamento ou reciclagem. 
Apesar de lixo, resíduo e rejeito serem usadas 
como sinônimos, existem diferenças entre elas, des-
ta maneira, saber diferenciar três simples palavras 
pode mudar a sua visão sobre o meio e as ações que 
devem ser tomadas.
O QUE É LIXO?
A palavra lixo vem do lati m lix que signifi ca “cinza”. 
De acordo com o dicionário, lixo signifi ca tudo àquilo 
que não se quer mais e se joga fora sendo considera-
das coisas inúteis, velhas e sem valor.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas 
(ABNT) defi ne o lixo como os restos das ati vidades 
humanas, considerados pelos geradores como inúteis, 
indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar 
no estado sólido e líquido, desde que não seja passível 
de tratamento.
O termo lixo no âmbito técnico não é uti lizado e 
com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, 
grande parte do que é gerada em processos produti -
vos e afi ns pode ser de alguma forma reaproveitada ou 
reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando 
isso não é possível, considera-se como rejeito.
O QUE É RESÍDUO?
A defi nição de lixo tem a ver com tudo aquilo que 
não apresenta nenhuma serventi a para quem o des-
carta. Por outro lado, o que não serve para você pode 
se tornar para o outro, matéria-prima de um novo 
produto ou processo, ou seja, resíduo sólido.
Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reuti -
lizado e reciclado e, para isto, este material precisa 
ser separado por ti po, o que permite a sua desti nação 
para outros fi ns. Podem ser encontrados nas formas 
sólida (resíduos sólidos), líquida (efl uentes) e gasosa 
(gases e vapores).
Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos 
sólidos são aqueles que “resultam de ati vidades de 
origem industrial, domésti ca, hospitalar, comercial, 
agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos 
nesta defi nição os lodos provenientes de sistemas de 
tratamento de água, aqueles gerados em equipamen-
tos e instalações de controle de poluição, bem como 
determinados líquidos cujas parti cularidades tornem 
inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos 
ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, téc-
nica e economicamente, inviáveis em face à melhor 
tecnologia disponível.”
O QUE É REJEITO?
O rejeito é um ti po específi co de resíduo, onde 
quando todas as possibilidades de reaproveitamento 
ou reciclagem já ti verem sido esgotadas e não houver 
solução fi nal para o item ou parte dele e, portanto, as 
únicas desti nações plausíveis são encaminhá-lo para 
um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou 
incineração, que devem ser feitas de modo que não 
prejudique o meio ambiente.
Texto extraído e adaptado de: htt ps://www.vgresiduos.
com.br/blog/blogdiferenca=-entre-lixo-residuo-rejeito/#:~:text-
O%20lixo%20%C3%A9%20tudo%20aquilo,possibilidades%20
de%20reaproveitamento%20ou%20reciclagem acessado 
30/11/2022.
Uma das maneiras de evitar poluição e aumentar 
o acúmulo de lixo consiste em realizar a composta-
gem, no portal da EMBRAPA, encontramos a explica-
ção desta técnica que pode ser uti lizada até mesmo 
na residência das pessoas.
A compostagem é um 
desti no mais nobre para estes 
resíduos, pois promove sua 
reciclagem transformando-os em adubo orgânico e 
devolvendo à matéria orgânica seu papel natural de 
ferti lizar os solos. Pelo fato de a degradação de resí-
duos orgânicos ser um processo natural, a reciclagem 
deste ti po de resíduo pode ser feita em qualquer es-
cala (da domésti ca à industrial) e de diversas formas, 
das mais baratas e tecnologicamente simples às mais 
complexas.
COMPOSTAR SEUS RESÍDUOS ORGÂNICOS 
É UMA FORMA IMPORTANTE E EFETIVA DE 
CONTRIBUIR PARA A SAÚDE AMBIENTAL 
DO SEU ENTORNO.
Para um processo de compostagem de qualidade, 
é importante separar os resíduos na origem, ou seja, 
não misturando os resíduos orgânicos com outros 
ti pos de resíduos. Essa separação deve ocorrer em, 
pelo menos, 3 frações: resíduos orgânicos: restos de 
alimentos (por exemplo: cascas, sementes, polpas, 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
78
ossos, casca de ovo, alimentos estragados e quaisquer 
outras sobras impróprias para consumo) e resíduos 
verdes (por exemplo: grama cortada, folhas secas, 
galhos quebrados, podas). Estes resíduos devem ser 
desti nados para a compostagem (veja como compos-
tar mais adiante).
• resíduos recicláveis secos: plásti co, papel/pape-lão, metais, vidro, que devem ser encaminha-
dos para a coleta seleti va, pontos de entrega 
voluntária ou para organizações de catadores. 
Entre em contato com sua prefeitura para co-
nhecer as possibilidades de desti nação no seu 
município.
• rejeitos: os demais resíduos, que não podem 
ser reciclados e serão coletados pela prefeitura 
e encaminhados para um aterro sanitário.
Quando os resíduos orgânicos são separados na 
origem, a sua compostagem pode ser feita em várias 
escalas e modelos tecnológicos. Pequenas quanti da-
des de resíduos orgânicos podem ser tratadas nos 
próprios domicílios ou em páti os de compostagem 
comunitários, enquanto grandes quanti dades podem 
ser tratadas em páti os maiores, gerenciados pelo mu-
nicípio, ou em páti os privados.
Existem muitas formas de se compostar os resí-
duos orgânicos. Na medida que vamos entendendo 
que condições são necessárias para garanti r que os 
resíduos se degradem de forma segura (sem gerar 
odores, chorume, nem atrair animais como ratos e 
moscas), podemos criar estas condições de infi nitas 
formas.
A compostagem em caixas é uma das formas mais 
simples. Consiste em sistemas de 2 ou mais caixas 
digestoras, com furos no fundo, empilhadas sobre 
uma terceira caixa que coleta o excesso de líquido 
do processo (ferti lizante líquido). Veja o esquema da 
compostagem em caixas na fi gura a seguir.
Texto extraído de: htt ps://www.embrapa.br/hortalica-nao-e-so-salada/secoes/compostagem#:~:text=A%20compostagem%20
%C3%A9%20um%20m%C3%A9todo,garanti r%20a%20seguran%C3%A7a%20do%20processo. acessado 30/11/2022. 
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Questão 13 ENEM 2010 - Os li-
xões são o pior ti po de disposição 
fi nal dos resíduos sólidos de uma 
cidade, representando um grave 
problema ambiental e de saúde 
pública. Nesses locais, o lixo é jogado diretamente no 
solo e a céu aberto, sem nenhuma norma de controle, 
o que causa, entre outros problemas, a contaminação 
do solo e das águas pelo chorume (líquido escuro com 
alta carga poluidora, proveniente da decomposição 
da matéria orgânica presente no lixo).
RICARDO, B.; CANPANILLI, M. Almanaque Brasil Socioambiental 
2008. São Paulo, Insti tuto Socioambiental, 2007.
Considere um município que deposita os resíduos só-
lidos produzidos por sua população em um lixão. Esse 
procedimento é considerado um problema de saúde 
pública porque os lixões
(A) causam problemas respiratórios, devido ao mau 
cheiro que provém da decomposição.
(B) são locais propícios à proliferação de vetores de 
doenças, além de contaminarem o solo e as águas.
(C) provocam o fenômeno da chuva ácida, devido 
aos gases oriundos da decomposição da matéria 
orgânica.
(D) são instalados próximos ao centro das cidades, 
afetando toda a população que circula diariamen-
te na área.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
79
(E) são responsáveis pelo desaparecimento das nas-
centes na região onde são instalados, o que leva 
à escassez de água.
Questão 14 ENEM 2009 - No presente, observa-se 
crescente atenção aos efeitos da ati vidade humana, 
em diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo 
constante, nos fóruns internacionais e nas instâncias 
nacionais, a referência à sustentabilidade como prin-
cípio orientador de ações e propostas que deles ema-
nam. A sustentabilidade explica-se pela
(A) incapacidade de se manter uma ati vidade eco-
nômica ao longo do tempo sem causar danos ao 
meio ambiente.
(B) incompati bilidade entre crescimento econômico 
acelerado e preservação de recursos naturais e 
de fontes não renováveis de energia.
(C) interação de todas as dimensões do bem-estar 
humano com o crescimento econômico, sem a 
preocupação com a conservação dos recursos na-
turais que esti vera presente desde a Anti guidade.
(D) proteção da biodiversidade em face das ameaças 
de destruição que sofrem as fl orestas tropicais de-
vido ao avanço de ati vidades como a mineração, a 
monocultura, o tráfi co de madeira e de espécies 
selvagens.
(E) necessidade de se sati sfazer as demandas atuais 
colocadas pelo desenvolvimento sem compro-
meter a capacidade de as gerações futuras aten-
derem suas próprias necessidades nos campos 
econômico, social e ambiental.
Sugestão de vídeos
· htt ps://www.youtube.com/watch?v=G6AZTXEsJNU
COP 21
· htt ps://www.youtube.com/watch?v=nb9a90KK-Us
ECO 92
· htt ps://www.youtube.com/watch?v=WYRz5CAu-
dYA Protocolo de Kyoto
Capítulo 6
RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO, 
REAPROVEITAMENTO DE 
MATERIAIS E ENERGIA
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
uti lizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli-
cati vos digitais (como soft wares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros). 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, 
analisando suas característi cas biológicas, quími-
cas ou fí sicas envolvidas para discuti r criti camente 
sobre as etapas em processos de obtenção, trans-
formação, uti lização ou reciclagem de recursos na-
turais, energéti cos ou matérias primas.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Reciclagem, reuti lização, reaproveitamento de ma-
teriais e energia
As pessoas geralmente confundem os termos e 
uti lizam como sinônimos os termos reaproveitar (ou 
reuti lizar) e reciclar, porém, eles não são o mesmo 
termo.
Reaproveitamento signifi ca uti lizar novamente 
um produto, podendo modifi car suas propriedades 
fí sicas, mas mantendo a mesma composição. Enquan-
to a reciclagem é o processo no qual um material é 
uti lizado como matéria-prima para outro produto 
novo, e este se apresenta com propriedades fí sicas e 
químicas completamente diferentes. Como exemplos 
de materiais reuti lizados podemos citar as Garrafas 
PET, transformando-se em porta-lápis, canteirinhos 
de plantas, carrinhos de brinquedo, árvores de natal 
e decoração para casa.
As Garrafas PET também podem ser, por meio de 
processo industrial, submeti das a um processo de 
derreti mento e de fi ltração de impurezas, sendo trans-
formadas em fi bras. A parti r das fi bras são fabricadas 
roupas. Assim, podemos dizer que a roupa foi feita a 
parti r de garrafas recicladas, pois a composição fi cou 
diferente do original. 
A redução do lixo e a diminuição 
do uso de matérias-primas são vanta-
gens destes dois processos que muitas 
vezes não são renováveis. Contudo, a 
reciclagem, por se tratar de um pro-
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
80
cesso industrial requer a uti lização de água, energia 
e pode, muitas vezes, também liberar poluentes para 
a atmosfera e água gastando muita matéria-prima, 
como o plásti co. 
Reciclar é bom, mas melhor é reaproveitar o que 
tem condições de ser reuti lizado, e melhor ainda é 
reavaliar e reduzir nosso consumo e desperdício, a 
fi m de poupar matérias-primas, nossos aterros sani-
tários e a qualidade de vida. Na atualidade podemos 
afi rmar que temos que executar os “5Rs”, observe a 
imagem abaixo:
Imagem extraída de htt ps://www.larplasti cos.com.br/conheca-
-a-regra-dos-5-rs-e-como-aplicala-em-um-coti diano-sustentavel/
acessado 30/11/2022. 
REDUZIR
O conceito de reduzir surgiu a parti r do aumento 
de lixo que é gerado por cada pessoa, a cada dia. A 
primeira regra consiste em dar preferência a produ-
tos mais duráveis e que possam ser reuti lizados, para 
evitar que seja descartado no meio ambiente. Além 
disso, ao reduzir alguns produtos como o papel, por 
exemplo, você estará ajudando a diminuir o desma-
tamento das árvores, o que hoje é um dos principais 
problemas ambientais.
REUTILIZAR
Caso seja possível, uti lize um produto mais de uma 
vez. Evite descartar embalagens, sacolas e outros itens 
que demoram a se decompor, principalmente em lo-
cais errados. Se precisar jogar fora, procure locais que 
tenham lixeiras para coleta seletiva ou containers de 
lixo para jogar fora os resíduos recicláveis ou orgânicos 
em suas respecti vas lixeiras, que são nomeadas para 
indicar qual produto deve ser descartado.
REPENSAR
O lixo pode ser reuti lizado de diferentes formas, 
antes mesmo de passar para o processo de recicla-
gem. Geralmente, caixas de leite, copos de plásti co e 
garrafas pet são repensados e reuti lizados em projetos 
escolares, artesanais ou para outros fi ns. A ideia de 
repensar na uti lidade que cada embalagem ou lixo 
reciclável pode ter é muito válida para evitar o des-
carte incorreto desses materiais e o acúmulo de lixo 
em lixões a céu aberto.
RECICLAR
Como já falamos anteriormente, reciclar é um dos 
processos mais sustentáveis que existe. Ao reciclar um 
material você estará preservando o planeta do pro-
cesso de decomposição demorado de cada produto, 
além de incenti var a reuti lização de cada um, que é 
uma ideia muito úti l para o dia a dia.
RECUSAR
A ideia de recusar surgiu a parti r de produtos que 
causam danos ao meio ambiente. Se uma embalagem 
demorar mais que o normal para se decompor, libera 
gases tóxicos ou não pode ser reuti lizada, recuse a 
compra desse produto e procure outros que corres-
pondam ao seu ideal ecológico. Além disso, recuse 
também produtos que prejudicam os animais duran-
te seu processo de fabricação ou após, na fase de 
decomposição.
Cuide do meio ambiente uti li-
zando os produtos de plásti co da 
Lar Plásti cos. Temos caixas plásti cas, 
lixeiras recicláveis, containers de lixo, 
carros-cuba, carrinhos coletores, pal-
lets, pisos e estrados de plásti co, en-
tre outros produtos que auxiliam casas e empresas a 
manterem-se sempre limpas, organizadas e longe de 
problemas sustentáveis. 
Texto extraído e adaptado de: htt ps://www.larplasti cos.
com.br/conheca-a-regra-dos-5-rs-e-como-aplicala-em-um-coti -
diano-sustentavel/ acessado 30/11/2022.
Para conseguir reciclar ou reaproveitar precisa-
mos realizar a Coleta Seleti va, que é um processo de 
recolhimento dos resíduos, os quais são classifi cados 
de acordo com sua origem e depositados em conten-
tores indicados por cores (amarelo, azul, vermelho, 
verde, preto, branco e marrom).
Os resíduos podem ser resíduos orgânicos ou ma-
teriais recicláveis como papel, plásti co, vidro, madeira 
entre outros. Além deles, materiais hospitalares e ra-
dioati vos têm um desti no diferente.
A imagem abaixo irá ajudar identi fi car o local que 
deverá depositar o seu resíduo de acordo com as cores 
mais comuns no seu coti diano.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
81
Imagem extraída de: htt ps://www.gnrambiental.com.br/noti -
cias/alternati vas-para-reciclagem-de-residuos/ acessada em 
27/11/2022 
Questão 15 ENEM 2010 - O volume de matéria-prima 
recuperado pela reciclagem do lixo está muito abaixo 
das necessidades da indústria. No entanto, mais que 
uma forma de responder ao aumento da demanda 
industrial por matérias-primas e energia, a recicla-
gem é uma forma de reintroduzir o lixo no processo 
industrial.
SCARLATO, F. C.; PONTIN, J. A. Do nicho ao lixo. São Paulo: 
Atual, 1992 (adaptado).
(A) práti ca abordada no texto corresponde, no con-
texto global, a uma situação de sustentabilidade 
que
(A) reduz o buraco na camada de ozônio nos distritos 
industriais.
(B) ameniza os efeitos das chuvas ácidas nos polos 
petroquímicos.
(C) diminui os efeitos da poluição atmosférica das 
indústrias siderúrgicas.
(D) diminui a possibilidade de formação das ilhas de 
calor nas áreas urbanas.
(E) reduz a uti lização de matérias-primas nas indús-
trias de bens de consumo.
Questão 16 ENEM 2012 - Para diminuir o acúmulo de 
lixo e o desperdício de materiais de valor econômico 
e, assim, reduzir a exploração de recursos naturais, 
adotou-se, em escala internacional, a políti ca dos três 
erres: Redução, Reuti lização e Reciclagem. Um exem-
plo de reciclagem é a uti lização de
(A) garrafas de vidro retornáveis para cerveja ou re-
frigerante
(B) latas de alumínio como material para fabricação 
de lingotes.
(C) sacos plásti cos de supermercado como acondi-
cionantes de lixo caseiro.
(D) embalagens plásti cas vazias e limpas para acon-
dicionar outros alimentos.
(E) garrafas PET recortadas em ti ras para fabricação 
de cerdas de vassouras.
COMO RECILCAR PAPEL EM CASA
No link do canal Manual do Mundo mostra uma forma 
de reciclar papel, que vocês podem tentar reproduzir 
na Escola/Colégio. 
htt ps://www.youtube.com/watch?v=� t5gWCx120
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
82
Capítulo 7
FENÔMENOS NATURAIS E AÇÕES 
ANTRÓPICAS / ESTRESSE AMBIENTAL
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT105) Analisar os ciclos biogeoquímicos 
e interpretar os efeitos de fenômenos naturais e 
da interferência humana sobre esses ciclos para 
promover ações individuais e/ ou coleti vas que mi-
nimizem consequências nocivas à vida. 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT105C) Interpretar os efeitos de fenô-
menos naturais (efeito estufa, ciclos hídricos, su-
cessões ecológicas, cadeias alimentares) e ações 
antrópicas, (queimadas, desmatamento, produção 
e descarte de resíduos, caça) que geram desequi-
líbrios na natureza (deserti fi cação, chuva ácida, 
poluição, aquecimento global, exti nções entre 
outros), considerando a dinâmica de ciclagem dos 
elementos químicos e políti cas públicas de preser-
vação do meio ambiente para desenvolver ações 
locais que visem à conscienti zação da comunidade 
quanto às questões ambientais.
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Fenômenos naturais e ações antrópicas / Estresse 
ambiental
FENÔMENOS AMBIENTAIS NATURAIS VERSUS 
FENÔMENOS ANTRÓPICOS
Estudante, você consegue perceber alguma mu-
dança no clima de sua cidade ou região? Como ocor-
rem as estações do ano onde vive?
Jornais, revistas e a própria internet têm mostrado 
muitas matérias de terremotos, chuvas, enchentes, 
deslizamentos de terra, furacões e outras catástrofes 
naturais, como têm feito muitas chamadas de alerta 
para tempestades e ventos fortes, já conseguiu per-
ceber estes fatos?
Mediadores, vocês podem iniciar está aula colo-
cando as perguntas feitas acima para seus estudantes 
e a parti r de um debate anotar os pontos importantes 
citados por cada um deles. 
Segundo relatórios do Pro-
grama de Meio Ambiente das 
Nações Unidas (UNEP), do IPCC
e da Convenção para Diversida-
de Biológica (CDB) elencaram 
sete fatores que provocam mu-
danças nos ecossistemas, e, por-
tanto, merecem muita atenção. São eles:
1. Mudanças climáti cas;
2. Esgotamento dos recursos naturais pela alta 
taxa de exploração;
3. Aumento da demanda de serviços;
4. Aumento da poluição e do lixo;
5. Invasão ou migração de espécies para diferentes 
ecossistemas;
6. Mudanças no uso da terra e na cobertura ve-
getal devido a desmatamentos e degradação das su-
perfí cies do solo;
7. Exigências dos mercados internacionais.
Quando acontecem fenômenos naturais como 
furacões, terremotos e tornados afi rmamos que são 
fenômenos que acontecem no meio ambiente de 
forma natural, e apesar de não poder evitar que tais 
fenômenos aconteçam podemos fazer uma previsão 
de quando e onde irão acontecer evitando tragédias 
maiores.
Imagem extraída de: htt ps://nati onalgeographic.pt/fotografi as/
26-foto-do-dia/789-cacadores-de-tornados acessado 31/11/2022.
Uma série interessante que podemos assisti r na 
Nati onal Geographic é denominada “Caçadores de 
tornados”, onde Tim Samaras e a sua equipe apres-
sam-se a posicionar uma câmara de fi lmagem sobre 
o trilho de um tornado no Dakota do Sul, em 2003. 
Depois desta investi gação fez avançar os conhecimen-
tos sobre os tornados e desta maneira prever onde o 
fenômeno iria ocorrer. A sonda de Tim registou uma 
queda de 100 milibares na pressão atmosférica, a mais 
drásti ca descida captada até essa época.
O furacão “Ian”, chegou em Cuba no dia 27 de se-
tembro de 2022 e, segundo o Nati onal Hurricane Cen-
ter (Centro Nacional de Furações) dos Estados Unidos, 
iria seguir para o Estado da Flórida (Estados Unidos). 
Equipamentose tecnologia previram que inundações 
fossem acontecer na área central do estado em decor-
rência de fortes chuvas, podendo alertar as pessoas 
antes que o fenômeno acontecesse.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
83
Imagem do Furacão Ian fortalecendo rapidamente enquanto se 
move para o Golfo do México – extraída de: https://www.cnnbra-
sil.com.br/internacional/furacao-ian-se-fortalece-rapidamente-
-enquanto-se-move-para-o-golfo-do-mexico/ 
Segundo pesquisadores dois ingredientes podem 
se unir para que ocorra uma rápida intensificação do 
furacão:
• Os ventos de nível superior ao redor do furacão 
precisam ser fracos, pois ventos fortes podem 
impedir que uma tempestade se intensifique 
ou até mesmo destruir uma tempestade
• A água quente do oceano deve se estender bem 
abaixo da superfície, chegando a centenas de 
metros de profundidade, para fornecer com-
bustível suficiente para o furacão se fortalecer.
Já em relação aos terremotos observamos re-
centemente acontecer na Indonésia no dia 21 de 
novembro de 2022, um tremor que atingiu a cidade 
de Cianjur, cerca de 75 km a sudeste da capital, Ja-
carta, a uma profundidade de 10 km, disse segun-
do a agência meteorológica e geofísica nacional 162 
pessoas foram mortas e 326 pessoas ficaram feridas. 
Apesar dos terremotos serem resultantes das falhas 
geológicas e do tectonismo, considerados de causas 
naturais, podemos desenvolver estratégias para di-
minuir os impactos causados, como por exemplo, o 
desenvolvimento de casas e prédios que consigam 
suportar os tremores de terra.
Imagem Terremoto em Cianjur 21/11/2022 Antara Foto/BPBD 
via REUTERS
AÇÕES ANTRÓPICAS
Ações antrópicas são as ações exercidas pelo ser 
humano, são as alterações provocadas pelo homem 
no meio gerando impactos que podem ser irreversí-
veis. A relação entre a sociedade e a natureza carac-
teriza o espaço geográfico e este pela ação humana 
tem gerado mudanças no meio ambiente.
Geralmente relacionamos a palavra impacto com 
algo negativo, porém podemos relacionar também 
a palavra a algo positivo, como é o caso do reflores-
tamento feito com plantas nativas para diminuir o 
impacto negativo deixado anteriormente pelo des-
matamento.
Como ações antrópicas negativas para o meio 
ambiente podemos citar:
• Desamamento;
• Queimadas;
• Poluição atmosférica, hídrica, sonoro, do solo 
e visual;
• Agravamento do efeito estufa;
• Derramamento de petróleo;
• Agrotóxicos;
• Extinção de espécies.
Imagem extraída de: https://diariodegoias.com.br/com-regis-
tro-de-queimadas-a-cada-30-minutos-goias-entra-em-situacao-
-de-emergencia/248343/ acessada 02/12/2022.
Como ações antrópicas positivas para o meio am-
biente podemos citar:
• Fontes alternativas de energia;
• Reflorestamento;
• Catalisadores em automóveis;
• Produtos biodegradáveis;
• Educação ambiental;
• Recuperação das matas ciliares;
• Coleta seletiva;
• Reciclagem, reutilização e reaproveitamento.
3 AÇÕES ANTRÓPICAS NEGATIVAS
1. Destruição da camada de ozônio: A camada 
de ozônio possui papel fundamental na manutenção 
da vida: reter os raios ultravioletas dirigidos à Terra 
pelo Sol. Gases presentes em sprays aerossóis e em 
refrigeradores, como o clorofluorcarboneto (CFC), são 
muito utilizados ao longo de décadas e têm provocado 
a destruição da camada de ozônio. As moléculas de 
cloro fixam-se às moléculas de ozônio e provocam 
sua destruição. As consequências são aumento de 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
84
ocorrências de câncer de pele, de catarata e enfra-
quecimento do sistema imunológico.
2. Chuva Ácida: A industrialização provocou o au-
mento do uso de combustí veis fósseis e intensifi cou 
a queima desses combustí veis, lançando à atmosfe-
ra diversos gases poluentes. Uma das consequências 
disso é a chuva ácida. Combinados com água, esses 
gases reagem formando água e sal. Alguns óxidos 
formam também ácido sulfúrico, que precipitam e 
dão origem às chuvas ácidas. Essas chuvas causam 
diversos problemas ambientais, destroem vegetações, 
alteram a composição das águas de rios e de lagos, 
provocam corrosão do solo e podem agravar proble-
mas respiratórios.
3. Desmatamento: O aumento populacional, a 
intensifi cação das ati vidades agropecuárias e o cres-
cimento do ramo madeireiro aceleraram o ritmo do 
desmatamento de diversas áreas. Essa reti rada da 
vegetação provoca inúmeros impactos ambientais 
negati vos, como a perda de habitat por diversos ani-
mais, esgotamento dos solos, aumento dos processos 
erosivos, mudanças climáti cas, entre outros.
Texto extraído e adaptado de: htt ps://mundoeducacao.uol.
com.br/geografi a/acao-antropica.htm acessado 01/12/2022
Questão 17 – FUNDATEC 2019 - O Protocolo de Kyo-
to é um compromisso internacional entre os países 
que complementam a Organização das Nações Uni-
das (ONU), consolidando o objeti vo de se diminuir a 
emissão de gases impactantes do efeito estufa e o 
consequente aquecimento global. Escrito e rati fi cado 
em Kyoto (Japão), em 1997, o Protocolo criou diretri-
zes para miti gar o impacto dos problemas ambientais 
causados pelos arquéti pos desenvolvimenti stas indus-
triais e de consumo vigentes no planeta. A parti r disso, 
assinale a alternati va INCORRETA.
Alternati vas
(A) De acordo com o Protocolo, as nações se compro-
metem a reduzir a emissão de gases causadores 
do efeito estufa em 5,2%, em comparação com 
os níveis de 1990.
(B) O principal alvo é o dióxido de carbono (CO2), 
pois especialistas acreditam que a emissão de-
senfreada desse e de outros gases está ligada ao 
aquecimento global, fenômeno que pode ter efei-
tos catastrófi cos para a humanidade durante as 
próximas décadas.
(C) Entre os países mais engajados na efeti vação do 
Protocolo estão os membros da Comunidade Eco-
nômica Europeia, que, por exemplo, passaram a 
tomar medidas no senti do de multar os carros 
mais poluentes.
(D) O país mais engajado desde o início com o Proto-
colo foi os Estados Unidos, que ti nha como objeti -
vo trocar toda a sua matriz energéti ca por energias 
de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
(E) Os MDLs formam a base do comércio de carbono 
obrigatório. E é nesse fi lão que parti cipam os paí-
ses em desenvolvimento. Brasil, China e Índia, por 
exemplo, têm vários projetos que já emiti ram cer-
ti fi cados de carbono para serem comercializados.
Questão 18
Fonte: htt p://karlacunha.com.br/tag/charges/, acesso em 
20/11/2012
A Carta da Terra
Estamos diante de um momento críti co na história 
da Terra, numa época em que a humanidade deve 
escolher o seu futuro. À medida que o mundo se tor-
na cada vez mais interdependente e frágil, o futuro 
enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes 
promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer 
que o meio de uma diversidade de culturas e formas 
de vida, somos uma família humana e uma comunida-
de terrestre com um desti no comum. Devemos somar 
forças para gerar uma sociedade sustentável global 
baseada no respeito pela natureza, nos direitos huma-
nos universais, na justi ça econômica e numa cultura 
de paz. Para chegar a esse propósito, é imperati vo que, 
nós, os povos da terra, declaremos nossa responsabi-
lidade uns para os outros, com grande comunidade 
da vida, e com as futuras gerações. (...)
Preâmbulo da Carta da Terra. Em: www.eartcharter.org.
Diante das questões ambientais e do desenvolvimento 
sustentável que permeiam as discussões da sociedade 
atual, assinale a opção correta:
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
85
(A) O conceito de desenvolvimento sustentável co-
meçou a ser elaborado no início do século XVI, 
antes mesmo da Primeira Revolução Industrial.
(B) Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, representan-
tes de 113 países reuniram-se para debater ques-
tões relati vas ao meio ambiente. Este encontro 
é considerado como a primeira mobilização em 
torno desse tema.
(C) Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferência 
das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desen-
volvimento (Rio-92). Nesse encontro foi assinado 
o Protocolo deKyoto por todos os países que par-
ti ciparam do evento.
(D) Em 2002, foi a vez do Egito abrigar a Cúpula Mun-
dial sobre o Desenvolvimento Sustentável; nesse 
encontro foram discuti das somente questões re-
lacionadas ao meio ambiente. Esse encontro re-
cebeu a denominação de Rio + 10, pois aconteceu 
10 anos após a conferência do Rio-92.
(E) Em 2012, o Brasil foi o palco do encontro da maior 
conferência da ONU sobre desenvolvimento sus-
tentável. Foram discuti das nessa ocasião a Agenda 
21 e economia verde. Infelizmente, devido à crise 
econômica, países da União Europeia não parti ci-
param do evento.
Capítulo 8
ECOSSISTEMAS E 
PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
HABILIDADES DA BNCC
(EM13CNT105) Analisar os ciclos biogeoquímicos 
e interpretar os efeitos de fenômenos naturais e 
da interferência humana sobre esses ciclos para 
promover ações individuais e/ ou coleti vas que mi-
nimizem consequências nocivas à vida. 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCNT105E) Discuti r ações antrópicas que ge-
ram efeitos nocivos aos ecossistemas, promovendo 
um senso críti co sobre o uso de recursos como gás 
natural, combustí veis fósseis, metais pesados, mi-
nérios, entre outros para valorizar ações e políti cas 
públicas voltadas à preservação do meio ambiente. 
OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM
Ecossistemas e preservação ambiental
Segundo o Dicionário Brasileiro 
da Língua Portuguesa:
Signifi cado de Ecossistema
substanti vo masculino Ecolo-
gia. Sistema (ecológico) que inclui o conjunto das 
relações dos seres vivos entre si e/ou destes com o 
ambiente; biogeocenose, biossistema. Eti mologia (ori-
gem da palavra ecossistema).
Signifi cado de Preservação ambiental
EXPRESSÕES Preservação ambiental , Ecol : con-
servação ou manutenção do ambiente natural como 
ele se apresenta, sem mudança ou extração de recur-
sos; proteção ambiental.
Qual a Diferença entre Preservação 
e Conservação Ambiental?
O meio ambiente pode ser manti do, basicamente, 
de duas formas, pela conservação ou pela preservação.
Parecem a mesma coisa, mas há uma diferença 
signifi cati va entre esses dois conceitos e está relacio-
nada à interferência humana.
Ou seja, quando se fala de conservação, tratamos 
do uso consciente e racional dos recursos naturais 
pelo homem.
Já na preservação, a natureza permanece intoca-
da, portanto, sem qualquer ação humana no senti do 
de explorar suas riquezas.
Como exemplo de conservação, temos as fl orestas 
de manejo sustentável nas quais o desmatamento é 
controlado.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
86
Por sua vez, toda e qualquer reserva, parque na-
tural, Área de Preservação Permanente (APP) ou Área 
de Proteção Ambiental (APA) são categorias de formas 
de preservação.
De forma geral, a APA normalmente compreende 
uma área grande e obrigam um uso sustentável da 
área, enquanto a APP tem limites mais claros e estritos.
Independente do terreno e recursos encontrados, 
tudo vai depender de como o ser humano interage 
com o meio ambiente.
Ao explorá-lo de forma sustentável e garantindo 
a sobrevivência das espécies e a manutenção dos 
ecossistemas, ele estará praticando a conservação 
ambiental.
A conservação dos ecossistemas é essencial para 
garantir o equilíbrio e fluxo dos serviços ambientais 
que sustentam a vida no planeta, incluindo o seques-
tro de carbono da atmosfera e a purificação da água.
O desafio é como equilibrar o crescimento econô-
mico com equidade social e preservação ambiental.
Texto extraído e adaptado de: https://fia.com.br/blog/
meio-ambiente/ acessado 02/12/2022 
Imagem extraída de: https://fia.com.br/blog/meio-ambiente/ 
02/12/2022 
Histórico Protocolo de Kyoto
Em 1988, ocorreu a primeira reunião com líderes 
políticos e cientistas de vários países com o objetivo 
de discutir as mudanças climáticas. Realizado na ci-
dade canadense de Toronto, esse encontro entre os 
participantes sugeriu que o impacto das mudanças 
climáticas só poderia ser superado, em termos de im-
pacto negativo no planeta, por uma guerra nuclear. 
Os especialistas observam que, após aquela data, têm 
sido registradas elevadas temperaturas na Terra.
Em 1990, foi criado o Intergovernmental Panel on 
Climate Change (IPCC) — Painel Intergovernamental 
sobre Mudança Climática —, mecanismo de caráter 
científico com o objetivo de alertar o mundo sobre 
o aquecimento do planeta. Nesse ano, os cientistas 
constataram que as alterações climáticas são provo-
cadas, principalmente, pelo CO2 (dióxido de carbono) 
emitido pela queima de combustíveis fósseis. 
Em 1992, mais de 160 líderes de países assinaram a 
Convenção Marco Sobre Mudanças Climáticas durante 
a ECO-92, no Rio de Janeiro. Em 1995, o IPCC divulgou 
informe, declarando que as mudanças climáticas já da-
vam sinais claros e, em 1997, foi assinado, finalmente, 
em Kyoto, o protocolo que levou o nome dessa cidade 
japonesa. Em 2004, foi realizada reunião na Argentina, 
na qual os participantes aumentaram a pressão para 
que países desenvolvidos reduzam a emissão de gases.
Com o Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade 
de o carbono tornar-se moeda de troca, a partir do 
momento em que países assinantes do acordo podem 
comprar e vender créditos de carbono. Obtidos em 
negociações internacionais, os créditos de carbono 
são adquiridos por países com emissão reduzida de 
CO2, que fecham negócio com países poluidores. Para 
cada tonelada de carbono reduzida, o país recebe um 
crédito. A quantidade de créditos de carbono recebida 
varia, portanto, de acordo com o volume da redução 
de CO2. Os países que mais negociam esses créditos 
são os da União Europeia e o Japão.
Fonte: Agência Senado
Protocolo de Kyoto
Acordo ambiental fechado durante a 3ª Conferên-
cia das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre 
Mudanças Climáticas, realizada em Kyoto, Japão, em 
1997. Foi o primeiro tratado internacional para contro-
le da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. 
Entre as metas, o protocolo estabelecia a redução de 
5,2%, em relação a 1990, na emissão de poluentes, 
principalmente por parte dos países industrializados. 
Uma delas determinava a redução de 5,2%, em rela-
ção a 1990, da emissão de gases do efeito estufa, no 
período compreendido entre 2008 a 2012. O protocolo 
também estimulava a criação de formas de desenvol-
vimento sustentável para preservar o meio ambiente.
Ao ser adotado, o Protocolo de Kyoto foi assinado 
por 84 países. Os Estados Unidos, um dos países que 
mais emitem gases poluentes no mundo, abandona-
ram o Protocolo em 2001 com a justificativa de que 
cumprir as metas estabelecidas comprometeria seu 
desenvolvimento econômico.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
87
As metas de redução de gases não são, entretanto, 
homogêneas entre os países que assinaram o acordo. 
Trinta e oito países têm níveis diferenciados nas metas 
de redução dos gases poluentes. Países que compõem 
a União Europeia, por exemplo, estabeleceram meta 
de 8% na redução dos gases do efeito estufa, enquanto 
o Japão fixou esse percentual em 6%. Quando os Esta-
dos Unidos aderiram ao acordo, comprometeram-se 
com a redução de 7% dos gases poluentes. 
Os gases do efeito estufa absorvem parte da ra-
diação infravermelha emitida, principalmente, pela 
superfície terrestre, dificultando seu escape para o 
espaço. Esse fenômeno, que é natural e ocorre desde 
a formação do planeta, é importante para a preser-
vação da vida na Terra, pois a mantém aquecida e 
impede que ocorra perda demasiada de calor para 
o espaço. O aumento desses gases tem, no entanto, 
potencializado esse fenômeno natural, causando au-
mento da temperatura na terra.
Fonte: Agência Senado
COP-27: O QUE ESPERAR DO MAIOR ENCONTRO 
DO MUNDO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Aconteceu entre os dias 6 e 18 de novembro de 
2022 em Sharm El Sheikh, no Egito.
Conter as mudanças climáticas a partir de meca-
nismos aplicáveis globalmente. Este é o objetivo da 
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança 
do Clima (UNFCCC), da Organização das Nações Unidas(ONU), ao realizar anualmente a Conferência das Partes 
(COP, na sigla em inglês para Conference of the Parties).
Em 2022, o novo relató rio do Painel Intergo-
vernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na 
sigla em inglês), que analisa as vulnerabilidades, as 
capacidades e os limites do mundo e da sociedade 
para se adaptar às mudanças climáticas, vão guiar as 
conversas principais da COP-27. Durante a conferên-
cia, os países devem definir aspectos centrais para 
a implementação do Acordo de Paris, falar sobre os 
compromissos que estão sendo trabalhados por eles 
e dar previsibilidade ao financiamento climático.
COP-26 e pós-pandemia: posicionamento do se-
tor privado do B rasil
A COP-26, edição que ocorreu em Glasgow, na Es-
cócia, entre os dias 31 de outubro e 13 de novembro 
de 2021, foi realizada com um ano de atraso devido à 
pandemia da Covid-19. A conferência, que teve partici-
pação de chefes de Estado e representantes de 197 paí-
ses, foi marcada pelo compromisso assumido pelo setor 
privado, inclusive do Brasil. As instituições firmaram 
o posicionamento “Empresários pelo Clima”, do Con-
selho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento 
Sustentável (CEBDS), que se comprometeu a implantar 
medidas que reduzam e compensem as emissões de 
gases de efeito estufa, além de estabelecer a precifi-
cação interna de carbono, descarbonizar as operações 
e cadeias de valor, investir em tecnologias verdes e 
assumir metas de neutralidade climática até 2050.
Texto extraído e adaptado de: https://www.neoenergia.com/pt-
-br/te-interessa/meio-ambiente/Paginas/cop-27.aspx acessado 
04/12/2022 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
88
Infográfi co extraído de: htt ps://exame.com/esg/cop27-o-
-que-e-quando-acontece-e-qual-a-sua-importancia/ acessado 
04/12/2022 
SUGESTÃO DE ATIVIDADES
Questão 19 - (UDESC) - A defi nição de 
desenvolvimento sustentável mais usu-
almente uti lizada é a que procura aten-
der às necessidades atuais sem com-
prometer a capacidade das gerações 
futuras. Isso signifi ca optar pelo consu-
mo de bens produzidos com tecnologia e materiais 
menos ofensivos ao meio ambiente, uti lização racio-
nal dos bens de consumo, evitando-se o desperdício 
e o excesso e ainda, após o consumo, cuidar para que 
os eventuais resíduos não provoquem degradação ao 
meio ambiente. Principalmente: ações no senti do de 
rever padrões insustentáveis de consumo e minorar as 
desigualdades sociais. O Brasil está em uma posição 
privilegiada para enfrentar os enormes desafi os que 
se acumulam. Abriga elementos fundamentais para 
o desenvolvimento: parte signifi cati va da biodiversi-
dade e da água doce existente no planeta; grande 
extensão de terras culti váveis. De acordo com esta 
defi nição, o desenvolvimento sustentável pressupõe: 
(A) Traçar um novo modelo de desenvolvimento eco-
nômico para nossa sociedade com o uso racional 
dos recursos naturais disponíveis e indisponíveis. 
(B) A redução do consumo das reservas naturais com 
a consequente estagnação do desenvolvimento 
econômico e tecnológico; 
(C) A preservação do equilíbrio global e do valor das 
reservas de capital natural, o que não justi fi ca a 
desaceleração do desenvolvimento econômico e 
políti co de uma sociedade; 
(D) A distribuição homogênea das reservas naturais 
entre as nações e as regiões em nível global e 
regional;
(E) Defi nir os critérios e instrumentos de avaliação 
do custo-benefí cio e os efeitos socioeconômicos 
e os valores reais do consumo e da preservação.
Questão 20 - (FGV-RIO) A parti r da segunda metade 
do século passado, a mobilização em torno do am-
biente foi divulgada e se consolidou por meio de estu-
dos e das cúpulas, ou das conferências internacionais. 
Sobre essas conferências, pode-se afi rmar: 
I. A primeira grande conferência internacional con-
vocada especifi camente para a discussão da proble-
máti ca ambiental ocorreu em Estocolmo, em 1972. 
II. Na Rio-92, foram divulgadas as convenções sobre 
Mudanças Climáti cas e sobre Diversidade Biológica, 
que fi guram na agenda ambiental internacional. 
III. Na Rio+20, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 2012, 
todos os países parti cipantes rati fi caram o novo Pro-
tocolo de Quioto, aderindo à nova ordem ambiental 
internacional.
Está correto o que se afi rmar em: 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) I e II, apenas. 
(D) II e III, apenas. 
(E) I, II e III.
Sugestão de vídeos 
htt ps://www.youtube.com/watch?v=Ekbd_hSQOh-
c&t=133s Como cuidar do meio
htt ps://www.youtube.com/watch?v=m96U0edcR-
mk Efeito estufa
htt ps://www.youtube.com/watch?v=n8cTCkZeCrI&-
t=7s Impactos ambientais
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
89
QUESTÃO DESAFIO 
Questão 21 (UPF) As afi rmati vas que seguem estão 
relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre 
Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada no 
Rio de Janeiro em junho de 2012. Sobre o tema, as-
sinale a opção correta. 
(A) Analisando o período de vinte anos entre a Eco 
92 e a Rio+20, representantes dos países em dife-
rentes estágios de desenvolvimento foram unâni-
mes em reconhecer os sensíveis avanços no uso 
racional dos recursos naturais, na erradicação 
da pobreza, na redução das diferenças sociais e 
econômicas, na uti lização de energias limpas e na 
redução da emissão de gases de efeito estufa. 
(B) Em meio à severa crise da economia mundial, es-
pecialmente dos países do Euro, os governantes 
dos países desenvolvidos tomaram ati tudes deci-
sivas e rápidas quanto ao estabelecimento de co-
tas de parti cipação fi nanceira, que visem fomentar 
a recuperação do meio ambiente como forma de 
resgatar a economia dos países em crise. 
(C) A Rio+20 teve o grande mérito de rati fi car o Pro-
tocolo de Kyoto (1997), assegurando a adesão de 
todos os principais países poluidores na meta de 
redução dos níveis de emissão de gases poluentes. 
(D) Os países em desenvolvimento reunidos na Rio+20 
regulamentaram a adoção de áreas de preserva-
ção nas margens dos rios, decidindo que essa me-
dida deve ser aplicada apenas aos rios de grande 
porte e em grandes propriedades. 
(E) A Conferência da ONU denominada Rio+20 discu-
ti u temas para o futuro e produziu uma declaração 
inti tulada “O Futuro que queremos”, preocupada 
em ati ngir uma economia sustentável que bus-
que reduzir a degradação do meio ambiente, que 
combata a pobreza e assegure a produção de ali-
mentos para todos.
SUGESTÃO DE PROJETO 
SAIBA COMO VOCÊ MESMO PODE 
ORGANIZAR UMA FEIRA DE TROCAS SOLIDÁRIAS
Criadas nos anos 80, no Canadá, as feiras de trocas 
têm como base os princípios da economia solidária, 
ou seja, substi tuir o lucro, a acumulação e a compe-
ti ção por cooperação e solidariedade. Além de valo-
rizar o trabalho, a capacidade e criati vidade humana 
e não apenas o capital acumulado ou propriedades. 
Valorizando sempre os recursos da 
natureza que serão uti lizados de 
forma sustentável.Para promover o 
consumo consciente e uma refl exão 
sobre o consumo desenfreado uma 
feira de trocas é uma boa opção. 
Você mesmo pode organizar o evento tendo em con-
ta algumas informações. Saiba o que é necessário para 
organizar uma feira de trocas solidárias:
1) Reúna no mínimo 10 pessoas que levem pro-
dutos ou serviços para trocar. Podem ser roupas, sa-
patos, livros, acessórios novos ou seminovos e até 
mesmo plantas ou alimentos caseiros. Na prestação 
de serviços vale aulas de violão, dança ou idiomas, 
cortes de cabelo, fazer compras, cuidar do animal de 
esti mação, fazer massagem etc.
2) Marque a data do evento, a frequência em que 
ele vai ocorrer e o local, que pode ser em sua rua, 
clube, condomínio, escola, academia, associação de 
bairro. No ambiente escolhido os parti cipantes vão 
expor o que trouxeram para trocar da forma que for 
mais conveniente: pode ser em uma mesa, toalha es-
tendida no chão etc.
3) É necessário criar uma moeda social. Notas com 
identi dade visual próprias que serão válidas apenas 
nos eventos de trocas que você for promover. Im-
prima cerca de 50 notas para cadaparti cipante. A 
moeda é importante para realizar as trocas indiretas. 
Pode acontecer, por exemplo, de uma pessoa querer 
a caneca que você tem para trocar, mas nada do que 
ela tenha te interesse. Assim ninguém sai perdendo.
4) Organize um banco que compre com a moe-
da social uma cota de produtos ou serviços durante 
a feira. Isto para colocar a moeda em circulação e 
assim poder começar o evento. É importante então 
que os parti cipantes passem no “banco” assim que 
chegarem ao local. Os produtos ou serviços adquiridos 
pelo banco podem ser revendidos na própria feira ou 
vendidos fora dela. E, os recursos obti dos, uti lizados 
para organização do evento.
5) Esti pule um valor para os produtos e serviços 
que serão trocados. Cada evento defi ne seu parâme-
tro. Um eletrodomésti co em bom estado, por exem-
plo, pode valer de 10 a 20 moedas sociais, uma mas-
sagem de 5 a 10, uma camisa nova 8.
6) Leve materiais recicláveis para vender ou doar 
ao banco. Assim o banco pode vender os resíduos para 
indústrias de reciclagem ou doá-los para cooperati vas.
7) No banco, guarde as moedas sociais que so-
brarem, para usá-las na próxima edição do evento.
Extraído e adaptado de: htt ps://catracalivre.com.br/carrei-
ra/saiba-como-voce-mesmo-pode-organizar-uma-feira-de-tro-
cas-solidarias/ acessado 28/11/2022 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
90
COMPONENTE CURRICULAR: 
FÍSICA
Capítulo 9
ONDAS
Competência específica 3 
Investigar situações-problema e avaliar aplicações 
do conhecimento científico e tecnológico e suas 
implicações no mundo, utilizando procedimentos e 
linguagens próprios das Ciências da Natureza, para 
propor soluções que considerem demandas locais, 
regionais e/ou globais, e comunicar suas descober-
tas e conclusões a públicos variados, em diversos 
contextos e por meio de diferentes mídias e tecno-
logias digitais de informação e comunicação (TDIC).
Habilidade da BNCC
(EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma-
teriais para avaliar a adequação de seu uso em di-
ferentes aplicações (industriais, cotidianas, arqui-
tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções 
seguras e sustentáveis considerando seu contexto 
local e cotidiano.
Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento 
da fibra óptica para o transporte de informação em 
grande quantidade e com alta velocidade, anali-
sando o fenômeno da reflexão interna total para 
julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens 
desta tecnologia comparada a outros dispositivos.
Objeto(s) de conhecimento 
- Fenômenos Ondulatórios.
Descritores Saeb EM13CNT301
Reconhecer as propriedades dos materiais.
 Imersão Curricular
1 O que é uma Onda?
Em um estádio de futebol a “Ola” é uma perturba-
ção produzida quando torcedores se levantam seção 
por seção e então voltam a se sentar. Esse fenôme-
no pode ser comparado, em vários aspectos, com o 
que conhecemos como onda. Assim como acontece 
com as ondas essa “onda humana” temporariamente 
desloca pessoas de seus assentos à medida que se 
desloca ao longo do estádio de modo a não deslocar 
os indivíduos na direção de propagação da mesma. 
De forma semelhante, se sacudirmos uma corda 
presa em uma de suas extremidades, percebemos 
um processo semelhante ao anterior. Quando duas 
crianças conversam uma com a outra usando um fio 
estirado entre dois copos de papel, o som viaja de 
um copo ao outro na forma de uma onda (veja figura 
a seguir).
Fig.1 - Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/88276379/
metodologia-cientifica-4-edicao-p-b
Acesso: 23/11/2022
Ondulações na superfície de uma lagoa se afas-
tam de uma pedra atirada na água. Neste caso, como 
as ondas viajam, deslocam em um curto espaço de 
tempo elementos presentes no meio em que se pro-
pagam – a corda, o fio, o ar e a água. Esses elementos 
presentes no meio, porém, retornam às suas posições 
originais após a passagem da onda; o meio não sofre 
deslocamento efetivo. Após o som viajar de um copo 
de papel a outro, por exemplo, o fio retorna a sua 
posição original. 
Examinaremos as propriedades físicas das ondas e 
suas descrições matemáticas, assim como aplicações 
para o som e audição.
Assim, pode-se referir que todos os fenômenos 
relacionados a natureza social, biológica, física, quí-
mica e tecnológica são objetos da ciência.
2 Classificação das Ondas
Após a discussão anterior, podemos definir ondas 
como uma perturbação do meio que viaja nele com 
velocidade constante e transmite energia (informa-
ção) sem o transporte de matéria. Esse tipo de onda, 
que viaja em um meio material, é denominado onda 
mecânica. O som, que necessita do ar para se propa-
gar, e as ondas do mar, que necessitam da água, são 
exemplos de ondas mecânicas.
Por outro lado, podemos falar de um outro tipo 
de onda que não necessita de um meio material para 
se propagar. Elas se propagam inclusive no vácuo e 
são denominadas ondas eletromagnéticas. Elas são 
criadas por cargas elétricas vibrantes, cujo movimento 
de vibração origina campos elétricos e magnéticos 
oscilantes. As ondas eletromagnéticas se propagam 
no vácuo. As ondas de rádio, a luz e os raios X são 
exemplos de ondas eletromagnéticas. A velocidade 
destas é de aproximadamente 3 x 108 m/s no vácuo, 
que é a velocidade da luz.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
91
No que diz respeito à direção de vibração da onda, 
se a perturbação que gerou a onda for provocada por 
um movimento harmônico, teremos uma onda har-
mônica, que pode ser transversal ou longitudinal.
As ondas longitudinais são aquelas em que as par-
tes que consti tuem o meio oscilam (vibram) na mes-
ma direção que se propaga a onda. Como exemplo, 
podemos citar ondas em uma mola, como mostrado 
a seguir, e o som.
Fig.2 - Fonte: htt p://osfundamentosdafi sica.blogspot.com.
br/2013/11/cursos-do-blog-termologia-opti ca-e-ondas_19.html. 
Acesso: 23/11/2022
As ondas transversais por sua vez, são aquelas em 
que o movimento do meio se dá perpendicularmente 
à direção de propagação da onda. Veja como ocorre 
no caso do pulso oferecido em uma corda.
Fig.3 - Fonte: htt p://osfundamentosdafi sica.blogspot.com.
br/2013/11/cursos-do-blog-termologia-opti ca-e-ondas_19.html. 
Acesso: 23/11/2022
Finalmente, quanto a direção de propagação, as 
ondas são classifi cadas como unidimensionais quando 
se propagam em uma direção (onda em uma corda), 
bidimensional, para propagação em duas dimensões 
(superfí cies de líquidos - fi gura) e tridimensionais 
quando se propagam nas três dimensões do espaço 
(som).
Fig.3 - Fonte: htt ps://moodle.ufsc.br/mod/book/view.php?i-
d=504285&chapterid=2671
Acesso: 23/11/2022
 CNT - ATIVIDADE PRÁTICA
OBJETIVOS: Mostrar que uma onda transporta so-
mente energia e que não há transporte de matéria 
na propagação da onda. 
MATERIAL: Urna corda, uma caixa de fósforo e uma cane-
ta piloto ou pincel atômico. PROCEDIMENTOS: i) Marque 
na corda porções enumeradas de 1 a 10 com a caneta ou 
pincel atômico. ii) Esti que a corda já enumerada sobre o 
chão da sala e coloque a caixa de fósforo sobre a mesma. 
iii) Produzir pulsos com “vaivém”. iv) Responda: O que 
se propagou ao longo da corda? O número 1 caminhou 
ao longo da corda? Justi fi que! v) Dê outros exemplos de 
situações que se relacionam com a ati vidade.
2 Parâmetros Descritores de uma Onda
Ondas transversais ti picamente se movem ao lon-
go de um meio linear, tal como uma cora esti cada. 
Ondas longitudinais viajam através de um volume, 
como o som se movendo no ar. Ondas superfi ciais pro-
pagam-se na superfí cie de um material. Entretanto, 
apesar das diferenças, a descrição matemáti ca das on-
das transversais, longitudinais e superfi ciais apresenta 
parâmetros em comum, por exemplo, comprimento 
de onda λ, período T, frequência f e amplitude A.
Os conceitos de período e frequência são vincula-
dos. A frequência é o número de oscilações executadas 
por unidade de tempo. No SI a unidade é 1/s ou Hertz 
(Hz). O Período (dado em segundos) é o intervalo de 
tempo de uma oscilação completaou o intervalo de 
tempo em que um ponto da onda leva para percorrer 
um comprimento de onda. Matemati camente:
1 1
 = =T ou f
f T
Em se tratando do comprimento de onda, ele é de-
fi nido como distância entre duas cristas ou dois vales 
ou entre quaisquer outros dois pontos consecuti vos 
que estejam em condições idênti cas. Já a amplitude 
é o maior valor da oscilação, está relacionado com a 
energia transmiti da pela onda. Não correspondente 
necessariamente a um comprimento. Para melhor 
entendimento, veja fi gura a seguir:
Fig.4 - Fonte: htt p://soumaisenem.com.br/sites/default/fi les/
onda3.jpg
Acesso: 24/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
92
Fig.5 - Fonte: htt p://8ondassonoras.weebly.com/uplo-
ads/2/4/5/8/24589599/3929910_ orig.jpg
Acesso: 24/11/2022
Além dessas grandezas, usamos outra: a veloci-
dade de propagação (v). Como consideramos que a 
velocidade da onda é constante, sua velocidade será 
essa distância dividida pelo tempo gasto para percor-
rê-la (que é um período). Logo, temos:
λ
=v
T
Ou ainda,
λ.f=v
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. (FURG) As seguintes afi rmações estão relaciona-
das às ondas eletromagnéti cas. 
 I. A luz é uma onda transversal. 
 II. A velocidade da luz no vácuo é diferente para 
cada cor. 
 III. A radiação infravermelha corresponde a um 
comprimento de onda menor do que o da cor 
vermelha. 
 Quais estão corretas? 
a) Apenas I 
b) Apenas II 
c) Apenas I e II 
d) Apenas II e III 
e) Todas
02 (MACK) Um menino na beira de um lago ob-
servou uma rolha que fl utuava na superfí cie da 
água, completando uma oscilação verti cal a cada 
2 s, devido à ocorrência de ondas. Esse menino 
esti mou como sendo 3 m à distância entre duas 
cristas consecuti vas. Com essas observações, o 
menino concluiu que a velocidade de propagação 
dessas ondas era de 
a) 0,5 m/s 
b) 1,0 m/s 
c) 1,5 m/s 
d) 3,0 m/s 
e) 6,0 m/s
03. (UNISINOS)
 O controle remoto e o telefone celular são emis-
sores de ondas eletromagnéti cas. A respeito das 
ondas eletromagnéti cas afi rma-se que:
 I- são ondas transversais. 
 II- não se propagam no vácuo. 
 III- as que têm maior frequência têm menor com-
primento de onda. 
 Das afi rmações acima: 
a) somente I é correta. 
b) Somente II é correta. 
c) Somente I e II são corretas. 
d) Somente I e III são corretas. 
e) I, II e III são corretas.
04. (PUC-SP) Uma onda senoidal que se propaga por 
uma corda (como mostra a fi gura) é produzida 
por uma fonte que vibra com uma frequência de 
150 Hz. O comprimento de onda e a velocidade 
de propagação dessa onda são
a) λ= 0,8 m e v = 80 m/s. 
b) λ = 0,8 m e v = 120 m/s. 
c) λ = 0,8 m e v = 180 m/s. 
d) λ = 1,2 m e v = 180 m/s. 
e) λ = 1,2 m e v = 120 m/s.
05. (UFRS) Considere as afi rmações abaixo: 
 I- As ondas luminosas são consti tuídas pelas os-
cilações de um campo elétrico e de um campo 
magnéti co. 
 II- As ondas sonoras precisam de um meio mate-
rial para se propagar. 
 III- As ondas eletromagnéti cas não precisam de 
um meio material para se propagar. 
 Quais delas são corretas? 
a) apenas I 
b) apenas I e II,
c) apenas I e III 
d) apenas II e III 
e) I, II e III
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
93
06. (UFRS) Em qual das alternati vas as radiações 
eletromagnéti cas mencionadas encontram-se 
em ordem crescente de suas frequências? 
a) Luz visível, raios X e infravermelho 
b) Raios X, infravermelho e ondas de rádio 
c) Raios gama, luz visível e micro-ondas 
d) Raios gama, micro-ondas e raios X 
e) Ondas de rádio, luz visível e raios X
07. (UFSP) Cienti stas descobriram que a exposição 
das células humanas endoteliais à radiação dos 
telefones celulares pode afetar a rede de prote-
ção do cérebro. As micro-ondas emiti das pelos 
celulares defl agram mudanças na estrutura da 
proteína dessas células, permiti ndo a entrada de 
toxinas no cérebro. (Folha de S.Paulo, 25.07.2002) 
 As micro-ondas geradas pelos telefones celulares 
são ondas de mesma natureza que 
a) o som, mas de menor frequência. 
b) a luz, mas de menor frequência. 
c) o som, e de mesma frequência. 
d) a luz, mas de maior frequência. 
e) o som, mas de maior frequência.
08. (UFRS) A velocidade de propagação das ondas ele-
tromagnéti cas no ar é de aproximadamente 3. 108
m/s. Uma emissora de rádio que transmite sinais 
(ondas eletromagnéti cas) com frequência de 9,7. 
106 Hz pode ser sintonizada em ondas curtas na fai-
xa (comprimento de onda) de aproximadamente: 
a) 19 m. 
b) 25 m. 
c) 31 m. 
d) 49 m. 
e) 60 m.
SAIBA MAIS
Um bom exemplo de uma onda mecânica transver-
sal são as ondas provocadas em uma corda esti cada. 
Quando uma corda é perturbada harmonicamente, os 
vários pontos da corda sobem e descem (descrevem 
um MHS), enquanto a onda viaja pela corda.
A velocidade de propagação dessas ondas depende 
de dois fatores específi cos: a tensão na corda e sua 
massa por unidade de comprimento.
A massa por unidade de comprimento é chamada de 
densidade linear e é defi nida como μ = m/L. Sendo 
assim, a velocidade de propagação das ondas em 
cordas se relacionará com esses dois parâmetros da 
seguinte forma:
τ
µ
=v
Em que é a tenção e é a densidade linear.
ATENÇÃO
Perceba que uma corda mais esti cada e mais fi na per-
mite que a onda se propague mais rapidamente. Uma 
corda menos tensionada e mais grossa permite que a 
onda se propague mais lentamente
MÍDIAS INTEGRADAS
Para verifi car como a velocidade do som pode se alte-
rar, veja o vídeo no qual cordas de violão são tocadas 
de maneira a criar padrões de ondas.
htt ps://www.youtube.com/watch?v=qIXBnrSgbpQ
Nivelamento e Ampliação
3 Fenômenos Ondulatórios
1°) Refl exão
Uma onda sofre refl exão quando ao ati ngir a fron-
teira entre dois meios, retoma ao meio original, ou 
seja, muda a sua direção de propagação.
A onda refl eti da tem a mesma velocidade da onda 
incidente, mantém a frequência (f) e o comprimento 
de onda (λ) inalterados.
No mesmo plano, a medida do ângulo de refl exão 
r é igual a do ângulo de incidência i.
As frentes de onda mencionadas correspondem 
a pontos da onda separados por um comprimento de 
onda, ou seja, as frentes de ondas podem ser cristas, 
vales ou quaisquer outros pontos da onda, desde que 
estejam sempre separados por um comprimento da 
onda.
Fig.6 - Fonte: htt ps://nelsonreyes.com.br/T%C3%B3picos%20
de%20F%C3%ADsica%20II_Aposti la.pdf
Acesso: 24/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
94
SAIBA MAIS
O fenômeno da refl exão em uma corda pode acon-
tecer de duas maneiras: em um ponto fi xo ou em um 
ponto livre para se mover. Se o pulso produzido na 
corda encontra uma extremidade fi xa ao sofrer refl e-
xão, ele volta inverti do. Se encontra uma extremidade 
livre, é refl eti do sem sofrer inversão. Esses dois ti pos 
de refl exão são mostrados nas fi guras a seguir.
Fig.7 - Fonte: htt p://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/disco-
virtual/galerias/ imagem/0000000595/0000005761.png
Acesso: 24/11/2022
 CNT - ATIVIDADE PRÁTICA
OBJETIVO: O estudante observará a passagem de um 
pulso de onda de uma corda para outra, a fi m de ob-
servar o fenômeno da refração para dar conti nuidade 
a compreensão da ondulatória.
MATERIAL: Duas cordas de diferentes densidades, 
uma fi na e leve e a outra grossa e pesada.
PROCEDIMENTOS:
i)Unir as diferentes cordas como na fi gura. 
ii) Prenda uma das extremidades ou peça para um 
colega segurar fi rmemente. 
iii) Emita um pulso transversal e observe o que acon-
tece quando o pulso passa de uma corda para outra. 
iv) Inverta a corda, emiti ndo um outro pulso, agora 
parti ndo da corda anteriormente presa e anote as 
observações.
Ati vidade reti rada de htt ps://pantheon.ufrj.br/bits-
tream/11422/8034/1/ALCAraujo.pdf
2°) Refração
Uma onda sofre refração quando ultrapassa a 
fronteira de separação entre dois meios de propa-
gação, passando então a se propagar no outro meio 
com outra velocidade.
Fig.7 - Fonte: htt ps://www.sofi sica.com.br/conteudos/Oti ca/Re-
fracaodaluz/leis_de_refracao.php
Acesso: 24/11/2022
A onda refratada se propaga comoutra velocidade 
e a frequência é a mesma nos dois meios, com isso 
o comprimento de onda também mudará, como foi 
mencionado, pois a refração das ondas obedece a lei:
( ) ( ) 1
1 2
2
/ =
v
sen θ sen θ
v
Esta equação é conhecida como lei de SNELL-DES-
CARTES, onde v1 e v2 são as velocidades da onda nos 
meios 1 e 2 respecti vamente e “” o ângulo de incidên-
cia e “” o ângulo de refração, onde “” é o ângulo que a 
onda incidente faz com a reta normal (perpendicular 
à superfí cie de separação) e “” é o ângulo que a onda 
refratada faz com a mesma reta normal a superfí cie.
3°) Difração
A difração é uma propriedade que a onda tem de 
contornar um obstáculo, modifi cando a sua forma, ou 
de passar por dois orifí cios (fenda), como no desenho 
abaixo
Fig.8 - Fonte: htt p://hudsonzanin.blogspot.com. br/2012/07/
interferencia-e-difracao-fi sica.html
Acesso: 24/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
95
Veja que o fenômeno ocorre quando uma onda 
encontra uma fenda ou um obstáculo, consegue con-
torna-lo e então chega a regiões que não seriam ati n-
gidas caso apresentasse apenas propagação reti línea. 
Uma pessoa que fala com uma outra pessoa, estando 
em cômodos diferentes, conseguem se comunicar 
caso contrário não haveria comunicação.
A onda, ao passar pela fenda, modifi ca a sua for-
ma, mantendo o seu comprimento, sua frequência e 
sua velocidade. Para sofrer esse fenômeno da difra-
ção, a onda deve ter o comprimento da mesma ordem 
de grandeza ou maior que o tamanho do orifí cio em 
que ela passará. Caso isso não ocorra, ela passará dire-
to, sem modifi car a sua forma, como se vê na parte à 
esquerda da fi gura a seguir. Na mesma fi gura à direita, 
a onda já atende às condições da difração e modifi ca 
a sua forma, contornando o obstáculo.
Fig.9 - Fonte: htt p://hudsonzanin.blogspot.com. br/2012/07/
interferencia-e-difracao-fi sica.html
Acesso: 25/11/2022
4°) Interferência
As perturbações se propagam de modo indepen-
dente, um pulso não interfere na propagação do ou-
tro. O que chamamos de interferência, ocorre nos 
pontos onde elas se encontram havendo então uma 
superposição e depois prosseguem como se nada ti -
vesse acontecido.
A interferência é um fenômeno resultante do prin-
cípio de superposição. Nesse princípio quando duas 
ou mais ondas se encontram em um ponto, elas se 
somam e depois conti nuam seu caminho. Essa soma 
pode aumentar ou reduzir a amplitude da onda re-
sultante, dependo de como acontece esse encontro.
Assim, a interferência pode ser construti va ou 
destruti va, conforme fi guras a seguir:
Fig.10 - Fonte: htt ps://matrikablog.wordpress.com/2015/08/10/a-
-forca-da-interferencia-construti va/
Acesso: 25/11/2022
SAIBA MAIS
Surfando em grandes ondas
O grande sonho da vida de um surfi sta é pegar a 
maior onda possível. Mas por que as ondas quebram 
formando aquele tubo e em quais locais é mais pro-
vável se encontrar ondas grandes?
As ondas se quebram formando um tubo (fi gura 
53) devido à diferença de velocidade entre a parte de 
trás e parte da frente. A parte traseira tem uma veloci-
dade maior, pois tem mais água (maior profundidade). 
Pode-se pensar que o arrasto com a superfí cie do solo 
marinho é menor. Dessa maneira, ela “atropela “a 
parte da frente.
Fig.11 - Fonte: htt p://stati c.hsw.com.br/gif/surfi ng-10.gif
Acesso: 25/11/2022
Além disso, quando vai se aproximando da praia, 
as ondas sofrem um empacotamento, somando-se 
(interferência construti va) e aumentando a sua altura.
Quanto mais abrupta for a mudança de pro-
fundidade e mais sólida a superfí cie sob as ondas, 
maior será a onda e o tubo formado. Esse ti po de 
onda ocorre principalmente em locais que existem 
recifes de corais muito próximos das praias ou locais 
rochosos, como as praias do Havaí (USA), que é uma 
região vulcânica.
4°) Ressonância
É o fenômeno, em que um corpo ou sistema passa 
a vibrar (oscilar) após ser ati ngido por uma onda com 
frequência natural de oscilação deste corpo ou sistema.
A ressonância ocorre quando há transferência de 
energia entre dois sistemas que oscilam com a mesma 
frequência. Na ressonância, há um aumento progres-
sivo da amplitude de oscilação.
Um exemplo bem simples é o balanço infanti l. 
Quando ele é liberado de uma certa altura, oscila com 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
96
uma frequência que lhe é característi ca. Se ao fi m de 
uma oscilação completa, dermos um empurrão, esta-
remos fornecendo energia ao balanço na frequência 
com que ele oscila normalmente. Ocorre então uma 
ressonância mecânica, de modo que o balanço vai 
armazenando a energia fornecida, e a amplitude do 
seu movimento vai crescendo gradati vamente.
Fig.12 - Fonte: htt ps://razoesparaacreditar.com/21-balancos-gi-
gantes-tocam-notas-musicais-quando-as-pessoas-balancam-ne-
les/
Acesso: 25/11/2022
Uma ocorrência dramáti ca, ligada a esse fenôme-
no, verifi cou-se no estado de Washington, nos Estados 
Unidos, em 1940. A ponte sobre o rio Tacoma entrou 
em ressonância com o vento e começou a vibrar. O 
aumento contí nuo da amplitude acabou por fazer a 
ponte ruir.
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. (UFRS) Selecione a alternati va que apresenta as 
palavras que preenchem corretamente as três 
lacunas nas seguintes afi rmações, respecti va-
mente: O fenômeno de uma onda contornar um 
obstáculo é denominado ............... . Um pulso em 
uma corda inverte-se ao se refl eti r na extremida-
de ............... . Em uma onda ............... as partí -
culas do meio vibram na direção de propagação 
da onda. 
a) difração - fi xa - transversal 
b) difração - fi xa - longitudinal 
c) difração - livre - transversal 
d) refração - livre - longitudinal 
e) refração - fi xa - transversal 
02. (UFRS) Duas cordas de violão foram afi nadas de 
modo a emiti rem a mesma nota musical. Golpe-
ando-se uma delas, observa-se que a outra tam-
bém oscila, embora com menor intensidade. Esse 
fenômeno é conhecido por: 
a) bati mentos. 
b) interferência. 
c) polarização. 
d) ressonância 
e) amortecimento
03. (UFRS) Quando duas ondas interferem, a onda 
resultante apresenta sempre, pelo menos, uma 
mudança em relação às ondas componentes. Tal 
mudança se verifi ca em relação: 
a) ao comprimento de onda. 
b) ao período. 
c) à amplitude. 
d) à fase. 
e) à frequência.
04. (UCS) Um dispositi vo oscila com frequência de 
60 Hz e produz, numa corda, uma onda estacio-
nária como a do gráfi co abaixo. Com base nessas 
informações e observando o gráfi co, é correto 
afi rmar que a velocidade de propagação da onda 
na corda vale:
a) 46 m/s. 
b) 26 m/s. 
c) 36 m/s. 
d) 16 m/s. 
e) 56 m/s.
05. (UCS) Um surfi sta pega uma onda com as seguin-
tes característi cas: 5 m de comprimento de onda 
e 1 hertz de frequência. Essa onda o carrega por 
20 metros. Isso signifi ca que 
a) a onda ergueu o surfi sta a 2 metros e meio 
acima do nível do mar. 
b) a onda ergueu o surfi sta a 5 metros acima do 
nível do mar. 
c) a onda, nesses 20 metros, aumentou seu com-
primento de onda e sua frequência, respecti -
vamente. 
d) a onda, nesses 20 metros, aumentou sua fre-
quência e seu período, respecti vamente. 
e) o surfi sta percorreu os 20 metros em 4 segundos.
06 - (PUC) A velocidade de uma onda sonora no ar é 
340m/s, e seu comprimento de onda é 0,340m. 
Passando para outro meio, onde a velocidade do 
som é o dobro (680m/s), os valores da frequência 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
97
e do comprimento de onda no novo meio serão, 
respecti vamente, 
a) 400Hz e 0,340m 
b) 500Hz e 0,340m 
c) 1000Hz e 0,680m 
d) 1200Hz e 0,680m 
e) 1360Hz e 1,360m 
07. (PUCSP) As ondas estacionárias numa corda vi-
brante resultam de fenômenos de 
a) difração e interferência. 
b) refl exão e refração. 
c) difração e refl exão. 
d) refl exão e interferência. 
e) dispersão e refl exão.
 REFERÊNCIAS
BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi-
nâmica, Ondas e Óti ca.1. ed. Belo Horizonte: Ânima 
Educação, 2016.
GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu-
reza – Movimentos e Equilíbriosna Natureza. 2. ed., 
São Paulo: FTD, 2020.
HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos 
de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009.
KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi-
dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. 
REYES. N; Aposti la Tópicos de Física II, Rio Grande 
do Sul, 2015. Disponível em: htt ps://nelsonreyes.
com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20
II_Aposti la.pdf.
Capítulo 10
ONDAS SONORAS
Competência específi ca 3 
Investi gar situações-problema e avaliar aplicações 
do conhecimento cientí fi co e tecnológico e suas 
implicações no mundo, uti lizando procedimentos e 
linguagens próprios das Ciências da Natureza, para 
propor soluções que considerem demandas locais, 
regionais e/ou globais, e comunicar suas descober-
tas e conclusões a públicos variados, em diversos 
contextos e por meio de diferentes mídias e tecno-
logias digitais de informação e comunicação (TDIC).
Habilidade da BNCC
(EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma-
teriais para avaliar a adequação de seu uso em di-
ferentes aplicações (industriais, coti dianas, arqui-
tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções 
seguras e sustentáveis considerando seu contexto 
local e coti diano.
Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento 
da fi bra ópti ca para o transporte de informação em 
grande quanti dade e com alta velocidade, anali-
sando o fenômeno da refl exão interna total para 
julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens 
desta tecnologia comparada a outros dispositi vos.
Objeto(s) de conhecimento
- Fenômenos Ondulatórios.
Descritores Saeb EM13CNT301
Reconhecer as propriedades dos materiais.
1 Característi cas das Ondas Sonoras
As ondas sonoras sempre precisam de um meio 
material (ar, água, etc.) para se propagar e não se pro-
pagam no vácuo. Ao vibrar, a fonte produz inicialmente 
uma compressão do ar, com isso as moléculas começam 
a vibrar longitudinalmente, transmiti ndo essas vibra-
ções para as moléculas vizinhas e assim por diante, até 
que possamos detectá-la através dos nossos ouvidos.
Fig.1 - Fonte: : htt ps://upload.wikimedia.org/wikipedia/com-
mons/thumb/8/82/CPTsound-physical-manifestati on.svg/2000px-
-CPT-sound-physical-manifestati on. svg.png
Acesso: 28/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
98
O som é, portanto, uma onda mecânica, pois de-
pende de um meio de propagação. Para uma onda 
sonora ser audível, sua frequência deve estar com-
preendida entre 20 Hz e 20000 Hz. As ondas sonoras 
que têm frequência inferior a 20 Hz são chamadas de 
infrassom. As que têm frequência superiores a 20000 
Hz, ultrassom.
2 Intensidade, Altura e Timbre
A intensidade de uma onda sonora está relaciona-
da à taxa média de energia transportada pela onda, 
por unidade de área. A taxa de transmissão de energia 
é a potência.
∆
=
∆
E
Pot
t
Em nosso estudo, iremos considerar que a onda 
se propaga igualmente em todas as direções. Nessa 
situação, enquanto o pulso sonoro viaja, a onda irá 
cobrir a superfí cie de uma esfera.
Aqui, defi nimos a intensidade de uma onda so-
nora como:
24π
=
P
I
r
4πr2 é a área da esfera, r é a distância da fonte até 
o receptor e P é a potência. Dessa forma, a unidade 
de intensidade é W/m2.
Quando damos um grito bem forte, estamos 
produzindo um som de grande intensidade. Quando 
damos um grito fraco, produzimos um som de baixa 
intensidade. Sons de grande intensidade podem ser 
prejudiciais para os nossos ouvidos, conforme verifi -
caremos a seguir. Existe uma escala do nível de inten-
sidade sonora de diversas fontes, dada em decibéis, 
que é defi nida a parti r da seguinte equação:
0
10.β =
I
log
I
Em que:
I0 = intensidade de referência, escolhida com o 
valor de 10-12 W/m2, que é o limite de audição do ou-
vido humano. A unidade de medida do nível sonoro 
é o decibel (dB).
A tabela a seguir apresenta o nível de intensidade 
sonora, em decibéis, e o nível de conforto dos nos-
sos ouvidos. É importante observar que valores muito 
altos, na escala decibel, são prejudiciais aos nossos 
ouvidos.
ATENÇÃO
Não podemos confundir o conceito de um som 
intenso com um som alto, que fi sicamente signifi ca 
um som agudo. Também não podemos confundir o 
conceito de um som fraco com um som baixo, uma vez 
que baixo, fi sicamente, signifi ca um som grave. A altu-
ra de um som está relacionada com a sua frequência. 
Sons altos são sons de alta frequência e sons baixos, 
sons de baixa frequência. As notas musicais (dó, ré, 
mi, fá, sol, lá, si e dó) estão colocados em uma ordem 
crescente de altura que é a mesma de frequência.
Em resumo: a intensidade é a qualidade através 
do qual podemos disti nguir quando um som é forte 
ou é fraco, ela está relacionada à amplitude de vibra-
ção ou a energia que a onda transporta. A altura é a 
qualidade através do qual podemos disti nguir um som 
“grave” de um som “agudo”, que está relacionado a 
frequência da onda sonora. Quanto maior a frequ-
ência mais agudo e quanto menor a frequência mais 
grave é o som.
A outra característi ca da onda sonora é o ti mbre, 
que diferencia a voz de uma pessoa e de outra, e está 
relacionado à forma da onda. Os sons de diferentes 
instrumentos musicais também podem ser diferen-
ciados pelo ti mbre. Por exemplo, quando escutamos 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
99
a mesma nota musical (mesma frequência) tocada 
por um piano e por um violão. A imagem a seguir 
representa a forma da onda de várias fontes sonoras 
para a mesma frequência. Observe que cada onda 
é diferente da outra, porque cada fonte possui um 
ti mbre diferente.
Fig.2 - Fonte: : htt p://sociedaderacionalista.org/wp-content/uplo-
ads/2013/07/image031.jpg.
Acesso: 28/11/2022
SAIBA MAIS
Velocidade do Som
O som viaja com velocidade baixa o sufi ciente para 
que possamos perceber um atraso ente a emissão e 
a detecção. Como qualquer outra onda, se propaga 
com velocidades diferentes em meios diferentes, isto 
é, o som se propaga mais rapidamente nos sólidos do 
que nos líquidos, e, nos líquidos mais rapidamente 
do que nos gases, lembro que no vácuo o som não se 
propaga, já que precisa sempre de um meio material 
para se propagar.
No ar a velocidade do som é aproximadamente 
de 340 m/s, na água é de 1.482 m/s e no alumínio é 
de 6.420 m/s, são velocidades diferentes em meios 
diferentes.
Podemos sempre relacionar a velocidade da onda 
com a sua frequência e seu comprimento, uti lizando 
a equação:
λ.f=v 
Eco e Reverberação
Uma pessoa pode ouvir o som da própria voz de 
dois modos: 1°) Diretamente, quando está falando ou 
refl eti do em alguma barreira. O som refl eti do chega 
de volta até os nossos ouvidos após um intervalo de 
tempo (∆t). Ocorre o fenômeno “ECO” quando o ∆t 
for maior que 1/10 segundo (tempo em que dura uma 
sensação auditi va denominado de remanescência), 
pois o som refl eti do (ECO) chegará após a pessoa ter 
falado e já ouvido a sua fala. 2°) Se o ∆T ≤O,1 s não 
ocorre o eco, pois o som refl eti do será percebido pra-
ti camente junto com a fala, o resultado é uma sen-
sação única, mais intensa e prolongada denominada 
de reverberação do som. Com isso uma pessoa deve 
estar pelo menos a 17 m de uma barreira para ouvir 
o eco da própria voz, pois a velocidade do som no ar 
é de aproximadamente 340 m/s.
Fig.3 - Fonte: : htt ps://www.newtoncbraga.com.br/index.php/
52-arti gos-tecnicos/arti gos-diversos/11858-unidade-de-eco-e-
-reverberacao-art2761.html
Acesso: 28/11/2022
Também com base na refl exão das ondas sonoras 
de alta frequência e de baixa intensidade (ultrassom), 
pode-se diagnosti car doenças no fí gado, rim, bexiga, 
fazer exames de pré-natal, etc. Ela pode ainda ser usa-
da em ensaios não destruti vos de materiais (detectar 
rachaduras e falhas). O ultrassom, quando uti lizado 
em alta intensidade tem como objeti vo produzir al-
terações no meio através do qual a onda se propaga. 
3 Efeito Doppler
Efeito Doppler é um fenômeno observado nas on-
das, quando são emiti das ou refl eti das,por um objeto 
que está em movimento em relação a um observador. 
O efeito Doppler é observado também em ondas ele-
tromagnéti cas, mas iremos analisar somente o efeito 
em ondas sonoras.
No caso das ondas sonoras, se a fonte esti ver se 
movimentando, por exemplo, uma ambulância com 
sua sirene ligada, a frequência recebida por uma pes-
soa parada, quando a ambulância esti ver se aproxi-
mando ou afastando, é diferente da frequência emi-
ti da pela ambulância.
Quando a ambulância está aproximando da pes-
soa, o número de cristas que chega até o ouvido dela 
é maior do que se a ambulância esti vesse parada. 
Então a pessoa escuta um som com uma frequência 
maior, mais agudo.
Se a ambulância esti ver se afastando, chegará ao 
ouvido da pessoa um menor número de cristas num 
intervalo de tempo. Então ela escutará um som de 
frequência menor, mais grave. Observe esse fenôme-
no na fi gura a seguir.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
100
Fig.3 - Fonte: : : htt p://alunosonline.uol.com.br/upload/conteu-
do/images/ambulancia-emmovimento.jpg.
Acesso: 28/11/2022
A pessoa A ouve os sons de baixa frequência 
(maior comprimento de onda) e a pessoa B os de alta 
frequência (menor comprimento de onda). A equação 
que permite calcular a frequência aparente do efeito 
Doppler é:
0
0
±
=
±F
F
v v
f f
v v
Com,
f0 – Frequência aparente recebida pelo observa-
dor;
fF – Frequência real emiti da pela fonte;
v – Velocidade da onda;
v0 – Velocidade do observador;
vF – velocidade da fonte.
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. (MACK) Uma onda sonora de comprimento de 
onda 68 cm se propaga no ar com velocidade de 
340 m/s. Se esse som se propagar na água, ele 
terá a frequências de 
a) 600 Hz 
b) 500 Hz 
c) 400 Hz 
d) 300 Hz 
e) 200 Hz 
02. (UFRS) Selecione a alternati va que apresenta as 
palavras que preenchem corretamente as três 
lacunas nas afi rmações seguintes, respecti va-
mente. 
 I. No ar, as ondas sonoras de maior ........... têm 
menor ........... 
 II. As ondas sonoras são ................ 
a) velocidade - comprimento de onda - longitu-
dinais 
b) frequência - velocidade - transversais 
c) frequência - comprimento de onda - longitu-
dinais 
d) comprimento de onda - velocidade - transver-
sais 
e) velocidade - frequência – longitudinais
03. (UFRGS) Dois sons no ar com a mesma altura 
diferem em intensidade. O mais intenso tem, tem 
relação ao outro, 
a) apenas maior frequência. 
b) apenas maior amplitude. 
c) apenas maior velocidade de propagação. 
d) maior amplitude e maior velocidade de pro-
pagação 
e) maior amplitude, maior frequência e maior 
velocidade de propagação.
04. (UCPEL) Das afi rmati vas: 
 I – Num determinado meio, as ondas sonoras se 
propagam com a mesma velocidade independen-
te da frequência. 
 II – A intensidade do som é a qualidade que está 
relacionada com a frequência do som. 
 III – Para controlar o nível de ruído é necessário 
limitar a altura do som. 
 Está(ão) correta(s): 
a) I 
b) II 
c) III 
d) I e II 
e) I, II e III.
05. (UFRS) Analise cada uma das seguintes afi rma-
ções relacionadas com ondas sonoras e indique 
se é verdadeira (V) ou falsa (F). 
( ) Analisando os sons produzidos num piano, ve-
rifi ca-se que a nota lá (440 Hz) é mais grave 
do que a nota dó (256 Hz). 
( ) A onda sonora não se propaga da Terra para 
a Lua. 
( ) Uma onda sonora audível pode ser difratada. 
Quais são, respecti vamente, as indicações cor-
retas? 
a) F – V – V 
b) F – F – V 
c) F – V – F 
d) V – F – F 
e) V – V – F
06. (UCS) O ouvido humano disti ngue no som as se-
guintes qualidades: altura, intensidade e ti mbre. 
Abaixo, são apresentados três exemplos relacio-
nados a essas qualidades. 
 1 – O barulho do tráfego na cidade é de aproxi-
madamente 90dB, e o barulho de um avião a jato 
aterrissando é de 140 dB. 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
101
 2 – O homem costuma emitir sons entre 100 e 200 
Hz, e a mulher, sons entre 200 e 400 Hz. Dizemos, 
então, que a voz do homem é mais grave que a 
da mulher.
 3 – Uma mesma nota musical produz sensações 
diferentes quando emitida por um violino e por 
um piano. 
 Observando a ordem dos exemplos, assinale a 
alternativa que apresenta as qualidades corres-
pondentes a cada um deles. 
a) 1 – timbre; 2 – altura; 3 – intensidade 
b) 1 – altura; 2 – intensidade; 3 – timbre 
c) 1 – intensidade; 2 – timbre; 3 – altura 
d) 1 – timbre; 2 – intensidade; 3 – altura 
e) 1 – intensidade; 2 – altura; 3 – timbre
07. (FURG) O sonar é um aparelho capaz de emitir 
ondas sonoras na água e captar seus ecos (ondas 
refletidas), permitindo, com isso, a localização de 
objetos sob a água. Sabendo-se que o sonar de 
um submarino recebe as ondas refletivas pelo 
casco de um navio 6 segundos após a emissão 
das mesmas e que a velocidade de propagação 
do som na água do mar é 1 520 m/s, determine a 
distância entre o submarino e o navio. As veloci-
dades do navio e do submarino são desprezíveis 
se comparadas à velocidade do som. 
a) 1520 m. 
b) 3040 m. 
c) 4560 m. 
d) 6080 m. 
e) 9120 m.
08. (MACKENZIE) um geofísico, para determinar a 
profundidade de um poço de petróleo, utilizou 
uma fonte sonora na abertura desse poço, emi-
tindo pulsos de onda de frequência 440 Hz e com-
primento de onda de 75 cm. Recebendo o eco 
desses pulsos após 6 s de sua emissão, o geofísico 
determinou que a profundidade do poço é de: 
a) 495 m 
b) 990 m 
c) 1 485 m 
d) 1 980 m 
e) 3 960 m
09. (FURG) O efeito Doppler é caracterizado por: a) 
um deslocamento na frequência detectada, de-
vido ao movimento da fonte vibratória que se 
aproxima ouse afasta do receptor. 
b) um deslocamento na frequência detectada, 
apenas quando a fonte vibratória se aproxima 
do receptor. 
c) um deslocamento na frequência detectada, 
apenas quando a fonte vibratória se afasta do 
receptor.
d) um deslocamento na velocidade detectada, 
devido ao movimento da fonte vibratória que 
se aproxima ou se afasta do receptor. 
e) uma frequência constante detectada, devido 
ao movimento da fonte vibratória que se apro-
xima ou se afasta do receptor.
MOMENTO ENEM
01. (Enem 2018) O sonorizador é um dispositivo físico 
implantado sobre a superfície de uma rodovia 
de modo que provoque uma trepidação e ruído 
quando da passagem de um veículo sobre ele, 
alertando para uma situação atípica à frente, 
como obras, pedágios ou travessia de pedestres. 
Ao passar sobre os sonorizadores, a suspensão 
do veículo sofre vibrações que produzem ondas 
sonoras, resultando em um barulho peculiar. 
Considere um veículo que passe com velocidade 
constante igual a 108 km/h sobre um sonorizador 
cujas faixas são separadas por uma distância de 
8 cm.
Disponível em: www.denatran.gov.br.
Acesso em: 2 set. 2015 (adaptado).
 A frequência da vibração do automóvel percebida 
pelo condutor durante a passagem nesse sonori-
zador é mais próxima de:
a) 8,6 hertz.
b) 13,5 hertz.
c) 375 hertz.
d) 1 350 hertz.
e) 4 860 hertz.
02. (Enem PPL 2016) A corrida dos 100 m rasos é uma 
das principais provas do atletismo e qualifica o 
homem mais rápido do mundo. Um corredor de 
elite foi capaz de percorrer essa distância em 10 
s, com 41 passadas. Ele iniciou a corrida com o 
pé direito.
 O período de oscilação do pé direito desse cor-
redor foi mais próximo de:
a) 1/10 s.
b) 1/4 s.
c) 1/2 s.
d) 2 s.
e) 4 s.
03. (Enem 2016) O morcego emite pulsos de curta 
duração de ondas ultrassônicas, os quais voltam 
na forma de ecos após atingirem objetos no am-
biente, trazendo informações a respeito das suas 
dimensões, suas localizações e dos seus possíveis 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
102
movimentos. Isso se dá em razão da sensibilidade 
do morcego em detectar o tempo gasto para os 
ecos voltarem, bem como das pequenas varia-
ções nas frequências e nas intensidades dos pul-
sos ultrassônicos. Essas características lhe permi-
tem caçar pequenas presas mesmo quando estão 
em movimento em relação a si. Considere uma 
situação unidimensional em que uma mariposa 
se afasta, em movimento retilíneo e uniforme,de um morcego em repouso.
 A distância e velocidade da mariposa, na situação 
descrita, seriam detectadas pelo sistema de um 
morcego por quais alterações nas características 
dos pulsos ultrassônicos?
a) Intensidade diminuída, o tempo de retorno au-
mentado e a frequência percebida diminuída.
b) Intensidade aumentada, o tempo de retorno 
diminuído e a frequência percebida diminuída.
c) Intensidade diminuída, o tempo de retorno di-
minuído e a frequência percebida aumentada.
d) Intensidade diminuída, o tempo de retorno au-
mentado e a frequência percebida aumentada.
e) Intensidade aumentada, o tempo de retorno 
aumentado e a frequência percebida aumen-
tada.
 REFERÊNCIAS
BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi-
nâmica, Ondas e Ótica.1. ed. Belo Horizonte: Ânima 
Educação, 2016.
GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu-
reza – Movimentos e Equilíbrios na Natureza. 2. ed., 
São Paulo: FTD, 2020.
HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos 
de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009.
KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi-
dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. 
REYES. N; Apostila Tópicos de Física II, Rio Grande 
do Sul, 2015. Disponível em: https://nelsonreyes.
com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20
II_Apostila.pdf.
Capítulo 11
PROPRIEDADES 
ONDULATÓRIAS DA LUZ
Competência específica 3 
Investigar situações-problema e avaliar aplicações 
do conhecimento científico e tecnológico e suas 
implicações no mundo, utilizando procedimentos e 
linguagens próprios das Ciências da Natureza, para 
propor soluções que considerem demandas locais, 
regionais e/ou globais, e comunicar suas descober-
tas e conclusões a públicos variados, em diversos 
contextos e por meio de diferentes mídias e tecno-
logias digitais de informação e comunicação (TDIC).
Habilidade da BNCC
(EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma-
teriais para avaliar a adequação de seu uso em di-
ferentes aplicações (industriais, cotidianas, arqui-
tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções 
seguras e sustentáveis considerando seu contexto 
local e cotidiano.
Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento 
da fibra óptica para o transporte de informação em 
grande quantidade e com alta velocidade, anali-
sando o fenômeno da reflexão interna total para 
julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens 
desta tecnologia comparada a outros dispositivos.
Objeto(s) de conhecimento 
- Fenômenos Ondulatórios.
Descritores Saeb EM13CNT301
Reconhecer as propriedades dos materiais.
1 Introdução
Conforme vimos anteriormente, a luz é uma onda 
eletromagnética cuja velocidade no vácuo é 3,0 x 108 
m/s e que, em várias situações, pode ser tratada como 
um único raio ou feixe de raios que se propagam em 
linha reta.
Enquanto onda eletromagnética a luz possui algu-
mas propriedades importantes, tais como:
i) É constituída por um campo elétrico e por um 
campo magnético, que oscilam com a mesma fre-
quência com que os elétrons da fonte oscilaram ao 
produzi-la.
ii) São ondas transversais, pois os campos elétricos 
e magnético oscilam perpendicularmente à direção 
de propagação.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
103
Fig.1 - Fonte: htt ps://www.todamateria.com.br/ondas-eletro-
magneti cas/
Acesso: 29/11/2022
iii) Ao contrário das ondas mecânica, que necessi-
tam de um meio para se propagar, os campos elétricos 
e magnéti cos se geram naturalmente por recíproca 
indução, com isso, uma onda eletromagnéti ca se pro-
paga mesmo no vácuo.
Embora as ondas eletromagnéti cas possuam es-
sas diferenças se comparadas com as ondas mecâni-
cas, elas parti lham fenômenos semelhantes como a 
refl exão e a refração. Vamos estudar nesse capítulo 
alguns desses fenômenos bem como sua aplicação 
em situações coti dianas.
2 Refl exão da Luz
Quando um raio de luz bate em um objeto, parte 
dele é refl eti da e parte é absorvida e/ou transmiti da. 
A parte do raio luminoso que é refl eti da segue duas 
leis básicas:
1 - O raio incidente e o raio refl eti do estão situados 
em um mesmo plano.
2 - O ângulo de incidência é igual ao ângulo de 
refl exão (esse ângulo é medido em relação à reta nor-
mal e à superfí cie, no ponto em que o raio a ati nge).
A fi gura a seguir mostra essas duas leis da refl e-
xão. Os raios conti dos no mesmo plano e o ângulo de 
incidência igual ao de refl exão.
Fig.5 - Fonte: htt ps://www.mundoeducacao.com/upload/con-
teudo/Raio%20incidente%20
Acesso: 29/11/2022
Uma aplicação interessante da refl exão são os 
espelhos planos. Um espelho plano é uma superfí cie 
lisa que refl ete especularmente a luz. Se colocarmos 
um objeto extenso na frente de um espelho plano, a 
imagem aparecerá atrás do espelho e será formada 
pelo prolongamento dos raios refl eti dos pela super-
fí cie do espelho.
A fi gura a seguir representa a situação da for-
mação de imagem de um espelho plano. O objeto A 
encontra-se na frente do espelho, o raio de luz que 
“parte” de A incide no espelho e obedece à lei da 
refl exão, ou seja, o raio incidente e o refl eti do têm 
o mesmo ângulo de incidência e refl exão com a nor-
mal. O mesmo acontece com o raio B. A imagem é 
formada pelo prolongamento dos raios A e B (linhas 
ponti lhadas).
Fig.6 - Fonte: htt ps://www.if.ufrgs.br/tex/fi s01043/20022/
Rod_Oliveira/textos/opti ca.htm
Acesso: 29/11/2022
A imagem é simétrica ao espelho e tem o mesmo 
tamanho. Como é formada pelo prolongamento dos 
raios refl eti dos, é considerada virtual. Além disso, ob-
serve que a distância do objeto ao espelho é a mesma 
da imagem ao espelho.
Outra coisa interessante a respeito dos espelhos 
é que a imagem de um objeto não se superpõe a ele. 
O espelho troca a direita pela esquerda e vice-versa. 
Para entendermos a troca da esquerda pela direita, 
veja o que acontece quando você coloca uma palavra 
na frente de um espelho. Veja a imagem dessa palavra. 
Ela está inverti da, transformando-se, em alguns casos, 
em algo não identi fi cável.
Fig.6 - Fonte: htt ps://www.infoescola.com/wp-content/uplo-
ads/2009/08/1-badd248955.jpg
Acesso: 29/11/2022
3 Refração da Luz
O fenômeno de refração resulta fundamental-
mente da mudança da velocidade de propagação de 
uma onda quando ela passa de um meio para outro. 
Normalmente a velocidade de na qual a onda se pro-
paga em um meio é uma função da densidade desse 
meio. Por exemplo, uma vez que a concentração de 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
104
proteína dissolvida determina a densidade do plasma 
sanguíneo, os veterinários conseguem esti mar a quan-
ti dade de proteína presente no plasma de um animal 
medindo a quanti dade de luz refratada quando ela 
passa através de uma amostra.
Esquemati camente podemos representar a refra-
ção da luz como está na fi gura a seguir.
Fig.2 - Fonte: htt ps://cepa.if.usp.br/efi sica/imagens/oti ca/ba-
sico/cap06/fi g03.gif
Acesso: 29/11/2022
Veja que o raio incidente que está no meio 1 (aci-
ma) refrata quando passa para o meio 2 (abaixo). Po-
demos verifi car que esse raio muda a sua direção de 
propagação, mas conti nua no mesmo plano do raio 
incidente. A normal é a reta ponti lhada que determina 
o ângulo de incidência (θ1) do raio incidente e o ângulo 
de refração (θ2). Todos os três, raio incidente, raio 
refratado e normal, encontram-se no mesmo plano.
Os termos n1 e n2 são os índices de refração do 
meio. Essa grandeza é a medida da velocidade da luz 
em cada material (v) relati va à velocidade da luz no 
vácuo (c). Assim:
=
c
n
v
Existe ainda uma relação entre os índices de re-
fração e os ângulos de incidência e refração. Ela é 
chamada de lei da refração de Snell. A lei nos diz que, 
quando um raio de luz atravessa de um meio para o 
outro, o produto do índice de refração com o seno 
do ângulo que o raio faz com a normal permanece 
constante. Matemati camente:
1 1 2 2. θ . θ=n sen n sen
Logo, quando a luz passa para um material com 
índice de refração mais elevado, o seno do ângulo 
refratado e, portanto,o próprio ângulo, diminui.
SAIBA MAIS
Refração na Água
A ilusão ópti ca que a refração da luz produz faz com 
que nós não saibamos onde exatamente está o objeto 
que vemos. Por isso é importante ter o conhecimento 
dos efeitos da refração para que sejam feitos os ajustes 
necessários, como, por exemplo, ao pescar peixes você 
precisa entender que ele não está no ponto em que 
você o vê, ou como no pôr do sol, quando o que vemos 
é a luz refratada pelas partí culas da nossa atmosfera e 
o sol de verdade já se pôs a algum tempo.
Fig.3 - Fonte: htt ps://azeheb.com.br/blog/entenda-a-refracao-
-da-luz/
Acesso: 29/11/2022
Podemos verifi car esse fenômeno quando colo-
camos uma colher dentro de um copo de água trans-
parente. Veja que a refração gera uma ilusão na qual 
a colher parece se entortar.
Fig.4 - Fonte: htt ps://azeheb.com.br/blog/entenda-a-refracao-
-da-luz/
Acesso: 29/11/2022
4 Refl exão Interna Total
Nossa experiência coti diana nos diz que a luz é 
capaz de passar por alguns materiais, como a vidraça 
de uma janela. No entanto, toda a luz que ati nge uma 
janela passa por ela? Na verdade, mesmo sendo a 
vidraça um meio transparente, percebemos que par-
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
105
te da luz é desviada – refratada – quando atravessa 
a fronteira entre o ar e o vidro, parte é absorvida e 
outra parte é absorvida refl eti da de volta para o vidro!
O fato é que quando a luz se propaga no senti do 
do meio mais para o meio menos refringente, ela pode 
sofrer o fenômeno de refl exão total (veja fi gura).
Fig.7 - Fonte: htt ps://www.researchgate.net/fi gure/Figura-1-Na-
-fi gura-a-esquerda-o-angulo-de-incidencia-e-menor-que-o-an-
gulo-criti co-Sao_fi g1_327058665
Acesso: 29/11/2022
Perceba que conforme o ângulo de incidência da 
luz que ati nge a superfí cie interna do vidro aumenta o 
raio de luz que sai se afasta da normal e se aproxima 
da superfí cie. Existe algum ângulo, chamado ângulo 
críti co, no qual a luz que sai do vidro situa-se exata-
mente no plano da superfí cie do vidro. Nos ângulos 
de incidência maiores que o ângulo críti co, a luz é 
completamente refl eti da de volta para o vidro. 
Em resumo, a refl exão interna total só pode ocor-
rer quando a luz encontra uma fronteira de um meio 
com índice de refração mais alto para um meio de 
índice de refração mais baixo. Além disso, a lei de 
refração de Snell pode ser usada para descobrir o ân-
gulo críti co (θC) além do qual a luz é refl eti da de volta 
de uma fronteira entre dois meios. Na fi gura anterior 
(no centro), a luz é refratada ao longo da superfí cie 
da fronteira; então o ângulo é de 90°. Na lei de Snell,
2 1.sin90 sinθ° = Cn n
Ou ainda
1 2
1
θ sin−  
=  
 
C
n
n
Repare que o ângulo críti co depende do índice de 
refração do meio em ambos os lados de uma fron-
teira. Em outras palavras, o ângulo críti co não é uma 
característi ca de um material ou meio, mas apenas 
da fronteira entre dois materiais.
5 A Fibra Óti ca
A fi bra óti ca é um sistema de transmissão óti co 
que transmite sinais de computador, sinal de voz de 
telefones, sinais de vídeos ou dados.
Ela é formada por um núcleo de material dielétrico 
(em geral, vidro de alta pureza) e por uma casca também 
de material dielétrico (vidro ou plásti co) com índice de 
refração ligeiramente inferior ao núcleo, empregados 
como meio de transmissão para sinais óti cos. Podem 
também estar presentes, para proteger fi sicamente a 
fi bra, uma ou várias camadas de material amortecedor 
de impacto e resistente à tensão mecânica.
Fig.8 - Fonte: htt p://www.img.lx.it.pt/~mpq/st04/ano2002_03/
trabalhos_pesquisa/T_5/ FO_fi cheiros/image013.jpg
Acesso: 29/11/2022
A fi bra óti ca tem um poder de transmissão, com-
parado ao cabo coaxial e o cabo de cobre, 5 vezes e 
3,3 vezes maior, respecti vamente. As fi bras óti cas são 
uti lizadas principalmente nas telecomunicações, pois 
apresentam várias vantagens em relação ao uso dos 
anti gos cabos metálicos, como:
1 - Ter maior capacidade para transportar infor-
mações.
2 - A matéria-prima para sua fabricação, a sílica, é 
muito mais abundante que os metais e possui baixo 
custo de produção.
3 - Não sofre com as interferências elétricas nem 
magnéti cas, além de difi cultar um possível grampe-
amento.
4 - A comunicação é mais confi ável, pois é imune 
a falhas.
Fig.9 - Fonte: : htt p://www.ofi cinadanet.com.br/arti go/redes/o-
-que-e-fi bra-oti ca-e-comofunciona
Acesso: 29/11/2022
A fi bra óti ca funciona baseada no princípio da re-
fl exão interna total, que transmite o raio de luz por 
toda a sua extensão, como na fi gura a seguir.
Fig.10 - Fonte: htt p://stati c.hsw.com.br/gif/fi ber-opti c-transmis-
sion.gif
Acesso: 29/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
106
O funcionamento da fi bra óti ca acontece baseado 
no princípio de refl exão total: a luz viaja através do 
núcleo (o corredor), refl eti ndo constantemente na in-
terface (as paredes revesti das de espelhos). O núcleo, 
normalmente feito de vidro, possui um alto índice 
de refração e a casca (bainha) possui um índice de 
refração menor em relação ao núcleo. Dessa forma, 
o ângulo limite para que ocorra a refl exão total é bem 
baixo, facilitando o fenômeno.
O ângulo limite pode ser calculado pela lei da re-
fração, vejamos:
.sinθ .sin90= °núcleo Incidência bainhan n
Então
sinθ sinθ= = bainha
Incidência limite
núcleo
n
n
Já que o índice (n) da bainha é bem menor que o 
do núcleo, o ângulo limite é bem pequeno.
Os feixes de luz que penetram no cabo óti co so-
frem várias refl exões na superfí cie de separação entre 
os dois vidros que o formam. Dessa maneira, a luz 
caminha, podendo percorrer vários quilômetros de 
distância.
Uma parte do sinal luminoso se degrada dentro da 
fi bra, principalmente em razão de impurezas conti das 
no vidro. O grau dessa degradação do sinal depende 
da pureza do vidro e do comprimento de onda da luz 
transmiti da.
Obs.: O conteúdo sobre fi bra óti ca foi copiado, na 
íntegra, de htt p://masimoes.pro.br/fi sica_aplic/ead/
Livro_Fis_term_ead.pdf
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. (FURG) Um raio de luz passa de um meio de ín-
dice de refração n1, para outro meio de índice de 
refração n2. O ângulo de incidência é de 30° e o 
ângulo de refração, de 60° A razão n1/n2 vale 
a) (3)1/2
b) 1/ (3)1/2
c) (2/3)1/2
d) (3)1/2 /2
e) 2/ (3)1/2
02. (FATEC) Um estreito feixe de luz monocromáti co, 
propagando-se no ar, incide na superfí cie de se-
paração com outro meio transparente, cujo índice 
de refração para esta cor é , formando ângulo de 
45° com a normal à citada superfí cie.
 Após a incidência, parte do feixe é refl eti da e par-
te é refratada. O ângulo entre os feixes refl eti do 
e refratado é de 
a) 120° 
b) 105° 
c) 90° 
d) 75° 
e) 60°
03. (ACAFE) A fi gura abaixo mostra um feixe de luz 
que passa de um meio 1 para um meio 2. Sendo 
o índice de refração do ar 1,00, da água 1,33 e 
do vidro 1,50, pode-se afi rmar que os meios 1 e 
2, respecti vamente, podem ser:
 I – Vidro e água 
 II – Ar e vidro 
 III – água e vidro. 
 IV – Vidro e ar 
 V – água e ar
 A alternati va, contendo todas as afi rmações que 
são VERDADEIRAS, é: 
a) I – II – V. 
b) III – IV. 
c) II – III.
d) I – IV – V. 
e) I – V.
04. (UNB) Considere a fi gura. Um raio luminoso, pro-
pagando-se num meio I, incide sobre a superfí cie 
plana de separação S entre ele e um meio II. Po-
de-se concluir que:
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
107
a) o meio I é mais refringente que o meio II. 
b) os dois meios têm o mesmo índice de refração. 
c) a velocidade de propagação da luz no meio 
I é maior que no meio II. 
d) a velocidade de propagação da luz no meio II 
é maior que no meio I. 
e) n.d.a.
05. (FURG) Selecione a alternati va que completa cor-
retamente o parágrafo abaixo. Quando a luz passa 
de um meio menos denso para um mais denso, 
o feixe...................... da normal, o comprimento 
de onda e a velocidade do feixe ..............., ao 
mesmo tempo em que a frequência ..................A alternati va que completa corretamente as la-
cunas do texto é 
a) aproxima-se - diminuem - não se altera. 
b) afasta-se - aumentam - aumenta. 
c) aproxima-se - diminuem - aumenta. 
d) afasta-se - diminuem - diminui. 
e) aproxima-se - aumentam - diminui
06. (FATEC) Um observador encontra-se à beira de 
um pequeno lago de águas bem limpas, no qual 
se encontra imerso um peixe. Podemos afi rmar 
que esse observador 
a) não poderia ver esse peixe em hipótese algu-
ma, uma vez que a água sempre é um meio 
opaco e, portanto, a luz proveniente do peixe 
não pode jamais ati ngir o olho do observador. 
b) poderá não enxergar esse peixe, dependendo 
das posições do peixe e do observador, devido 
ao fenômeno da refl exão total da luz. 
c) enxergará esse peixe acima da posição em que 
o peixe realmente está qualquer que seja a 
posição do peixe, devido ao fenômeno da re-
fração da luz. 
d) enxergará esse peixe abaixo da posição em que 
o peixe realmente está, qualquer que seja a 
posição do peixe, devido ao fenômeno da re-
fração da luz. 
e) enxergará esse peixe na posição em que o pei-
xe realmente está, qualquer que seja a posição 
do peixe.
07. (FURG) A tabela mostra os índices de refração de 
alguns meios
 As afi rmati vas são baseadas nesta tabela. 
 I – A velocidade da luz dentro do diamante é me-
nor do que no interior do vidro. 
 II – A tabela acima é necessária para a determina-
ção do ângulo de refl exão da luz que incide sobre 
o diamante, sendo o ar o meio de incidência. 
 III – Os valores da tabela indicam que a luz sobre 
a interface Água - Ar, sendo a água o meio de 
incidência, não sofre refl exão, qualquer que seja 
o ângulo de incidência. 
 Assinale a alternati va que contém a(s) afi rmati -
va(s) correta(s): 
a) I 
b) II 
c) III 
d) I e II 
e) II e III
 REFERÊNCIAS
BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi-
nâmica, Ondas e Óti ca.1. ed. Belo Horizonte: Ânima 
Educação, 2016.
GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu-
reza – Movimentos e Equilíbrios na Natureza. 2. ed., 
São Paulo: FTD, 2020.
HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos 
de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009.
KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi-
dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. 
REYES. N; Aposti la Tópicos de Física II, Rio Grande 
do Sul, 2015. Disponível em: htt ps://nelsonreyes.
com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20
II_Aposti la.pdf.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
108
Capítulo 11
IMPACTOS AMBIENTAIS
Competência específi ca 3 
Investi gar situações-problema e avaliar aplicações 
do conhecimento cientí fi co e tecnológico e suas 
implicações no mundo, uti lizando procedimentos e 
linguagens próprios das Ciências da Natureza, para 
propor soluções que considerem demandas locais, 
regionais e/ou globais, e comunicar suas descober-
tas e conclusões a públicos variados, em diversos 
contextos e por meio de diferentes mídias e tecno-
logias digitais de informação e comunicação (TDIC).
Habilidade da BNCC
(EM13CNT306) Avaliar os riscos envolvidos em ati -
vidades coti dianas, aplicando conhecimentos das 
Ciências da Natureza, para justi fi car o uso de equi-
pamentos e recursos, bem como comportamentos 
de segurança, visando à integridade fí sica, individu-
al e coleti va, e socioambiental, podendo fazer uso 
de dispositi vos e aplicati vos digitais que viabilizem 
a estruturação de simulações de tais riscos.
Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT306A) Uti lizar conhecimentos da quí-
mica, fí sica e biologia, na resolução de problemas 
ambientais, interpretando situações que envolvem 
tomadas de decisões, bem como medidas de pro-
teção de manuseio para predizer processos mais 
efi cazes e de menor impacto ao ser humano e meio 
ambiente.
Objeto(s) de conhecimento
- Impactos Ambientais
Descritores Saeb EM13CNT301
Reconhecer as propriedades dos materiais.
1 Impactos Ambientais
A Terra possui vários ciclos, plantas e animais. Entre 
os animais que habitam a superfí cie terrestre, o homem 
é o agente que mais modifi ca o espaço. Ele cria, constrói, 
altera e desenvolve formas diversas para habitar locais 
onde não havia condição alguma de serem habitados.
Com a mesma rapidez que altera os espaços, o 
homem também está alterando as característi cas da 
superfí cie terrestre e acelerando os processos natu-
rais. Um exemplo da intervenção humana é o processo 
de exti nção de algumas espécies de plantas e animais.
Dessa maneira podemos dizer que muitos são os 
empreendimentos capazes de causar impactos no 
meio ambiente. Até metade do Século XX não havia no 
Brasil uma políti ca clara sobre as ati vidades poluidoras 
e as consequências sobre biota e os ecossistemas. As-
sim, muitas indústrias se estabeleceram sem o devido 
estudo prévio a respeito de sua instalação e operação, 
ou tão pouco de seus lançamentos de efl uentes.
Fig.1 – Fonte: © corepics/ © iznashih / www.shutt erstock.
com Acesso: 29/11/2022
Foi somente em 1981 quando se promulgou a 
Políti ca Nacional do Meio Ambiente (PNMA) pela Lei 
6.938 que o meio ambiente passou a ser considera-
do como um elemento essencial ao desenvolvimento 
econômico e social, e que os recursos naturais passa-
ram a ser assegurados às gerações futuras.
A Lei 6.937/81 também conceituou importantes 
temas como, por exemplo:
• Meio ambiente: o conjunto de condições, leis, 
infl uências e interações de ordem fí sica, quími-
ca e biológica, que permite, abrigam e regem a 
vida em todas as suas formas;
• Degradação da qualidade ambiental: a alte-
ração adversa das característi cas do meio am-
biente;
• Poluição: a degradação da qualidade ambiental 
resultante de ati vidades que direta ou indire-
tamente:
 a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-
-estar da população; 
 b) criem condições adversas às ati vidades so-
ciais e econômicas; 
 c) afetem desfavoravelmente a biota; 
 d) afetem as condições estéti cas ou sanitárias 
do meio ambiente; 
 e) lancem matérias ou energia em desacordo 
com os padrões ambientais estabelecidos;
 Aqui iremos levantar alguns impactos causados 
e intensifi cados pela ação antrópica.
• Poluidor: a pessoa fí sica ou jurídica, de direito 
público ou privado, responsável, direta ou in-
diretamente, por ati vidade causadora de de-
gradação ambiental;
• Recursos ambientais: a atmosfera, as águas 
interiores, superfi ciais e subterrâneas, os es-
tuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os 
elementos da biosfera, a fauna e a fl ora.
Nesse capítulo uti lizaremos esses conceitos para 
entender os principais impactos ambientais bem 
como predizer maneiras de miti ga-los.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
109
2 Característi cas dos Impactos Ambientais
Para nosso estudo é importante entendermos as 
característi cas dos impactos ambientais a fi m de pre-
ver e entender os efeitos que um empreendimento 
pode acarretar aos ecossistemas.
1°) Característi cas de Valor
a) Impacto positi vo: Ocorre quando a ação resulta 
na melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro 
ambiental. Um exemplo pode ser a melhoria da qua-
lidade da água potável para uma determinada comu-
nidade agrícola após a implantação de uma Estação 
de Tratamento de Água com fi ns de abastecimento 
público.
b) Impacto negati vo: resultante de um dano à qua-
lidade de um fator ou parâmetro ambiental.
2°) Característi cas de Ordem
a) Impacto Direto: vem de uma simples relação de 
causa e efeito. Também chamado impacto primário 
ou de primeira ordem.
b) Impacto Indireto: surge de uma reação secun-
dária em relação à ação, ou parte de uma cadeia de 
reações. Também chamado impacto secundário ou de 
enésima ordem (segunda, terceira, etc.), de acordo 
com sua situação na cadeia de reações.
3°) Característi cas Espaciais
a) Impacto local: quando a ação afeta apenas a 
própria área, ou síti o onde se realiza e suas imedia-
ções.
b) Impacto regional: quando um efeito se propaga 
por uma área além das imediações do síti o onde se 
dá a ação.
c) Impacto estratégico:quando é afetado um 
componente ambiental de importância coleti va ou 
nacional.
d) Impacto de grandes proporções: quando afeta 
uma área além das fronteiras de um país.
4°) Característi cas Temporais
a) Impacto imediato: quando o efeito surge no 
instante em que se dá a ação.
b) Impacto em médio prazo: quando o efeito se 
manifesta depois de decorrido curto tempo após a 
ação.
c) Impacto em longo prazo: quando o efeito se 
manifesta depois de decorrido longo tempo após a 
ação, no entanto, é possível relacionar o impacto com 
o evento original.
d) Impacto temporário: quando executada a ação, 
o efeito permanece por um tempo determinado, de-
saparecendo totalmente em seguida.
e) Impacto permanente: quando, uma vez execu-
tada a ação, os efeitos não cessam de se manifestar 
num horizonte temporal conhecido.
4°) Característi cas de Reversibilidade
a) Impacto reversível: O efeito causado a um de-
terminado fator ambiental, a qualidade da água, por 
exemplo, retorna às suas condições originais.
b) Impacto irreversível: O efeito causado a um de-
terminado fator ambiental, a qualidade da água, por 
exemplo, não retorna mais às suas condições originais.
5°) Característi cas Cumulati vas e Sinérgicas
a) Cumulati vas: ocorre quando determinadas subs-
tâncias químicas, como os agrotóxicos, se acumulam 
lentamente, por exemplo, nos vegetais e estes são re-
passados aos consumidores através da cadeia trófi ca.
b) Sinergismo: é o fenômeno químico no qual o 
efeito obti do pela ação combinada de duas ou mais 
substâncias químicas é maior que a soma dos efeitos 
individuais dessas mesmas substâncias.
3 Impactos Ambientais de Origem Antrópica
As mudanças climáti cas têm se tornado fonte de 
várias discussões acerca das temáti cas ambientais. 
Vários são os planos e projetos visando reduzir as 
emissões de dióxido de carbono na atmosfera para 
minimizar os impactos de um possível aquecimento 
ou resfriamento da superfí cie terrestre.
As alterações climáti cas, em muitas discussões, 
são direcionadas como responsabilidade das ações 
antrópicas. Textos afi rmam que desde o período da 
Revolução Industrial até os dias de hoje o homem tem 
aumentado a emissão de CO2 em níveis catastrófi cos, 
que teriam acarretado essas mudanças.
É sabido que o homem tem, sim, sua parcela de 
culpa, pois ele intensifi ca esses processos, mas não 
seria o único responsável. Vamos pontuar algumas 
ati vidades que causam impactos visíveis e palpáveis 
ao meio ambiente. A fi gura a seguir aponta algumas 
das atuações antrópicas.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
110
As várias ati vidades antrópicas acarretam efeitos 
diretos e indiretos de degradação e poluição ao meio 
ambiente. Podemos começar com a biodiversidade. As 
ati vidades humanas reduziram e degradaram a biodi-
versidade humana (MILLER, 2008). Segundo o autor, 
cerca de 83% da superfí cie terrestre já passou por 
impactos ambientais. A ação antrópica, por exemplo, 
converte áreas de campos e fl orestas em lavouras e 
cidades, alterando drasti camente o meio. As fl orestas 
são de fundamental importância para a biodiversidade 
e manutenção da vida, contudo, também servem de 
benefí cio econômico ao homem.
Não é apenas na biodiversidade conti nental que 
o homem interfere, cabe neste momento ressaltar a 
degradação da biodiversidade aquáti ca com derrames 
de petróleo, entre outros eventos que ocorrem atra-
vés da apropriação econômica dos recursos naturais.
Não é apenas na biodiversidade conti nental que 
o homem interfere, cabe neste momento ressaltar a 
degradação da biodiversidade aquáti ca com derrames 
de petróleo, entre outros eventos que ocorrem atra-
vés da apropriação econômica dos recursos naturais.
Podemos classifi car a exti nção em três níveis, se-
gundo Miller (2008): 
1 - Local: quando uma espécie não é encontrada 
no lugar onde costumava estar. Efeitos danosos re-
gionalmente. 
2 - Ecológica: número pequeno de remanescentes 
que não conseguem mais cumprir sua função nas co-
munidades biológicas. Estão desti nados a desaparecer 
com o tempo. 
3 - Biológica: a espécie não pode ser encontrada 
em lugar nenhum do planeta.
A ati vidade humana elevou a taxa de exti nção. 
Neste momento, surge uma questão: por que se pre-
ocupar se o desti no de todos os seres será a exti nção? 
Nos preocupamos, pois o homem tem acelerado e 
corroborado na intensifi cação de um processo em que 
são necessários milhões de anos para a especiação 
natural e reconstrução da biodiversidade. Esta ação 
antrópica, na maioria das vezes, não é elencada como 
um problema a ser discuti do. Podemos citar alguns 
impactos ambientais causados pela ação antrópica:
i. Fragmentação de hábitat: a ação antrópica 
acaba fragmentando áreas contí nuas e reduzindo 
ou dividindo as em porções menores, mais espa-
lhadas e isoladas. Este processo acaba acelerando o 
processo de especiação e interferindo no processo 
de reprodução e alimentação dos indivíduos (trocas 
biológicas).
ii. Espécies introduzidas (invasoras): algumas es-
pécies não possuem predadores, competi dores, para-
sitas ou patógenos naturais para ajudar a controlar sua 
quanti dade no novo. Isso acaba gerando desequilíbrio 
ecológico.
iii. Mudanças climáti cas e poluição: como discu-
ti mos nas seções anteriores, fortes indícios indicam 
que as ati vidades humanas, como emissão de gases, 
provocam aceleramento das mudanças climáti cas, 
bem como os gases poluem a atmosfera.
SAIBA MAIS
Para melhor compreendermos o signifi cado de 
Impacto Ambiental vamos analisar o seguinte texto 
publicado pela Revista Veja:
O aquecimento global é estudado há 25 anos 
– mas pode-se dizer que 2006 foi o ano em que 
a humanidade tomou consciência de que a crise 
ambiental é real e seus efeitos, imediatos. Novas 
pesquisas cientí fi cas dissiparam a mínima dúvi-
da de que o aumento repenti no da temperatura 
planetária se deve à ação humana, com escassa 
contribuição de qualquer outra infl uência da na-
tureza. Até os ecocéti cos aceitam agora a ideia 
assustadora de que o tempo disponível para evitar 
a catástrofe global está perigosamente curto. Não 
há mesmo como ignorar o problema. Como uma 
praga apocalípti ca, as mudanças climáti cas já afe-
tam o coti diano de bilhões de pessoas de forma 
impossível de ser ignorada. Uma prévia do relató-
rio anual da Organização Meteorológica Uma boa 
dica de fi lme sobre Causa e Efeito: Efeito Borbole-
ta! Com Asthon Kutcher, e direção de Eric Bress e 
Mackye Gruber. e-Tec Brasil 14 Estudo de Impactos 
Ambientais Mundial, órgão da ONU que avalia o 
clima na Terra, divulgada em dezembro, mostra 
que 2006 foi marcado por uma série de recordes 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
111
sombrios no terreno das alterações climáticas e 
das catástrofes naturais.
Pela primeira vez desde que começaram as 
medições, no século XIX, o termômetro chegou 
aos 40 graus em diversas regiões temperadas da 
Europa e dos Estados Unidos. A Somália foi casti-
gada pelas enchentes mais devastadoras do último 
meio século. A calota gelada do Ártico ficou 60 
400 quilômetros quadrados menor, ou seja, uma 
área equivalente a duas vezes o estado de Alagoas 
virou água e ajudou a elevar o nível dos oceanos. 
Na China, segundo o relatório, a pior temporada 
de ciclones em uma década resultou em 1 000 
mortes e 10 bilhões de dólares em prejuízos. Na 
Austrália, o décimo ano seguido de seca impiedo-
sa agravou o processo de desertificação do solo e 
desencadeou incêndios florestais com virulência 
nunca vista. Sabe-se que o relatório final da Orga-
nização Meteorológica Mundial a ser divulgado em 
fevereiro, prevê o desaparecimento total do gelo 
no Ártico durante os meses de verão já a partir de 
2040. Isso pode significar a extinção do urso polar 
em seu habitat.
Todos esses transtornos são decorrência do 
aumento de apenas 1 grau na temperatura média 
do planeta nos últimos 100 anos. Estudos estimam 
que, mantido o ritmo atual, a temperatura média 
da Terra subirá entre 2 e 4,5 graus até 2050. Odebate científico não é mais sobre em que momen-
to dos próximos cinquenta anos o aquecimento 
global se abaterá sobre nosso pobre planeta, mas 
sobre como escapar da arapuca que nós próprios 
armamos para as futuras gerações. É universal-
mente aceito que, para evitar a piora da situação 
seria preciso parar de bombear na atmosfera di-
óxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esses 
gases, resultantes da atividade humana, formam 
uma espécie de cobertor em torno do planeta, 
impedindo que a radiação solar, refletida pela su-
perfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o 
chamado efeito estufa e a ele cabe a responsabili-
dade maior pelo aumento da temperatura global.
Fonte: http://veja.abril.com.br/301206/p_138.html
ATIVIDADE INTEGRADORA
Mitigar um impacto ambiental significa tomar me-
didas de forma a reduzir a degradação da instalação ou 
operação de determinada atividade humana, seja co-
mercial, industrial, etc., que poderia ocasionar a um fator 
ambiental de modo que o ecossistema possa conviver 
em harmonia com tal empreendimento (SILVA, 2008).
Nesse sentido, a Geração de energia constitui, 
segundo Mota (2000), a principal atividade humana 
causadora de impactos ambientais a nível global, os 
quais podem variar de acordo com os tipos de fontes 
e dos combustíveis utilizados.
Tendo em vista esse fato, divida a turma em grupos 
de modo que cada um deverá realizar uma pesquisa 
sobre as principais matrizes energéticas utilizadas. Cada 
grupo deverá fazer um cartaz contendo a matriz esco-
lhida, sua vantagem e o impacto ambiental causado por 
essa fonte energética. Após a confecção do cartaz, os gru-
pos deverão apresentar suas conclusões para a sala de 
modo a apontar maneiras de mitigar o impacto causado.
Para auxiliar nesse último ponto, segue tabela 
contendo alguns impactos ambientais e suas medi-
das mitigatórias.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
112
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01 Muitos empreendimentos industriais, comerciais 
e outras ati vidades humanas são capazes de pro-
mover danos à fl ora, fauna, aos recursos hídricos 
e ao próprio homem. Você conseguiria, ao ob-
servar a fi gura a seguir, imaginar quais seriam os 
impactos gerados por tal ati vidade? Fig.2 – Fonte: © ssuaphotos www.shutt erstock.com Acesso: 
30/11/2022
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
113
02. Pesquise e discuta com seus colegas exemplos de 
impactos ambientais que podem ser REVERSÍVEIS 
e IRREVERSÍVEIS.
03. Você também causa impactos ambientais no seu 
dia-a-dia! Você seria capaz de listar quais impac-
tos você causou hoje? Liste os impactos positivos 
e os negativos.
 REFERÊNCIAS
BERBET, T. C.; FRANK, B. R. Ciências Ambientais. 1. 
Ed. Londrina: Educacional S.A, 2017.
MILLER, G. T. Ciência ambiental. São Paulo: Cenagge 
Learning, 2008.
MOTA, S. Introdução à engenharia ambiental. 2ª Ed. 
ABES, Rio de Janeiro, 2000, 416p.
SILVA, C. A. Compostagem como alternativa à dispo-
sição final dos resíduos sólidos gerados na CEASA-
-Curitiba. Monografia em MBA em Gestão Ambiental. 
UFPR, 2008, 78p.
SILVA, C. A.; Estudo de Impactos Ambientais, Paraná, 
2011. Disponível em: http://proedu.rnp.br/bitstream/
handle/123456789/427/Estudo_de_Impactos_Am-
bientais.pdf?sequence=1&isAllowed=y.
COMPONENTE CURRICULAR: 
QUÍMICA
Capítulo 12
PERTUBAÇÕES AMBIENTAIS
Competência específica 
Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica 
da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu-
mentos, realizar previsões sobre o funcionamento 
e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda-
mentar e defender decisões éticas e responsáveis.
Habilidade específica
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
utilizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositivos e apli-
cativos digitais (como softwares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros).
Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT203E) Analisar perturbações ambien-
tais, considerando fontes, transporte e/ou destino 
dos poluentes e a previsão de seus efeitos em sis-
temas naturais, produtivos ou sociais para propor 
soluções problemas relacionados à manutenção da 
qualidade da vida humana.
Objeto(s) de conhecimento 
Perturbações ambientais
Descritor Saeb
Reconhecer os grupos funcionais de compostos 
orgânicos.
 Imersão Curricular 
Os ciclos biogeoquímicos compreendem os pro-
cessos pelos quais os organismos retiram os elementos 
químicos ou compostos da natureza para serem utiliza-
dos por eles, devolvendo-os em seguida ao ambiente. 
Assim, a matéria no ambiente, embora sofra rearran-
jos, mantém-se, de certa forma, constante, pois está 
sendo constantemente reciclada. Dentre os principais 
ciclos biogeoquímicos, podemos destacar os ciclos da 
água, do oxigênio, do nitrogênio e do carbono.
a Terra pode ser compreendida como um sistema 
químico fechado no qual as reações que mantem a 
biosfera são alimentadas pela energia solar. Nos últi-
mos quatro bilhões de anos, aconteceram mudanças 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
114
expressivas na composição química da superfí cie da 
Terra onde toda a vida se localiza.
SAIBA MAIS
Para sabe mais sobre os Ciclos biogeoquímicos leia 
o arti go sobre: Ciclos Globais de Carbono, Nitrogênio 
e Enxofre: a Importância na Química da Atmosfera, 
escrito pelos autores, Claudia Rocha Marti ns, Pedro 
Afonso de Paula Pereira, Wilson Araújo Lopes e Jailson 
B. de Andrade. 
O estudo químico da atmosfera busca compre-
ender este sistema e suas interações com os outros 
comparti mentos do planeta, em termos de seus 
consti tuintes naturais e arti fi cialmente introduzidos. 
A compreensão envolve a identi fi cação das fontes 
de emissão, das formas de transporte e remoção e, 
também, o acompanhamento das transformações e 
concentrações em escalas locais, regionais e globais. 
Neste arti go são apresentadas as diferentes cama-
das da atmosfera terrestre, suas característi cas e 
consti tuintes químicos principais e os ciclos globais 
do carbono, nitrogênio e enxofre e seus impactos no 
ambiente.
 REFERÊNCIAS
Ciclos Globais de Carbono, Nitrogênio e Enxofre: a 
Importância na Química da Atmosfera. Química Nova 
na Escola. Cadernos Temáti cos de Química Nova na 
Escola, N° 5 – Novembro 2003.
Disponível em: htt p://qnesc.sbq.org.br/online/ca-
dernos/05/quimica_da_atmosfera.pdf . Acesso em: 
23 de nov. de 2022.
MÍDIAS INTEGRADAS
Caro/a estudante, assista ao vídeo a respeito dos ci-
clos biogeoquímicos, faça as anotações possíveis e 
depois realize a ati vidade sugerida.
Ciclos biogeoquímicos - ciclo da água, carbono e ni-
trogênio
Produção: Planeta Biologia
Idioma: Português
Palavras-chave: ciclo da água, carbono e nitrogênio. 
Duração: 15min
Fonte: Youtube
Disponível em: htt ps://www.youtube.com/watch?-
v=hd83ibzHnV0. Acesso em: 24 de nov. de 2022.
 ATIVIDADE EM GRUPO
Em grupos, realize uma pesquisa e responda aos 
questi onamentos propostos. Apresente sua produção 
e socialize saberes com os colegas.
a) Com relação aos ciclos biogeoquímicos, classi-
fi que cada uma deles em verdadeiro ou . Justi fi cando 
suas respostas. 
I. No ciclo do carbono: as cadeias de carbono 
formam as moléculas orgânicas através dos seres 
autotrófi cos por meio da fotossíntese, na qual o gás 
carbônico é absorvido, fi xado e transformado em 
matéria orgânica pelos produtores. O carbono volta 
ao ambiente através do gás carbônico por meio da 
respiração.
II. No ciclo do oxigênio: o gás oxigênio é produzi-
do durante a construção de moléculas orgânicas pela 
respiração e consumido quando essas moléculas são 
oxidadas na fotossíntese.
III. No ciclo da água: a energia solar possui um 
papel importante, pois ela permite que a água em 
estado líquido sofra evaporação. O vapor de água, 
nas camadas mais altas e frias, condensa-se e forma 
nuvens que, posteriormente,precipitam-se na forma 
de chuva, e a água dessa chuva retorna ao solo for-
mando rios, lagos, oceanos ou ainda se infi ltrando no 
solo e formando os lençóis freáti cos.
IV. No ciclo do nitrogênio: uma das etapas é a de 
fi xação do nitrogênio, na qual algumas bactérias uti -
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
115
lizam o nitrogênio atmosférico e fazem-no reagir com 
oxigênio para produzir nitrito, que será transformado 
em amônia no processo de nitrificação.
ATIVIDADE INTEGRADORA
Caro/a estudante nessa atividade realizaremos um 
procedimento experimental sobre o: ciclo biogeoquí-
mico da água, associado à pesquisa sobre os ciclos 
biogeoquímicos dos demais elementos.
Procedimentos 
1- Responder o questionário de sondagem;
2- A Turma realizará dois experimentos (ver Ro-
teiro).
3-Os resultados da pesquisa deverão ser entre-
gues em forma de texto individualmente.
Questionário para sondagem do conhecimento 
prévio e concepções alternativas.
1. Você já ouviu falar em ciclos biogeoquímicos?
2. Você sabe como ocorre a chuva?
3. Você já ouviu falar em aquecimento global? 
Quais suas causas?
Roteiro
Serão realizados dois experimentos para consta-
tar o ciclo biogeoquímico da água. Formem equipes 
compostas por 5 estudantes.
Inicialmente criem hipóteses para evidenciarmos 
o ciclo biogeoquímico da água embasado na metodo-
logia a seguir.
A metodologia experimental consiste em colo-
carmos água em uma panela fechada com tampa de 
vidro transparente e levá-la ao fogo até que possamos 
visualizar a água ferver, evaporar e se condensar na 
tampa. O ideal seria colocarmos uma panela com água 
e um pescoço de cisne associado à panela, sendo na 
outra extremidade um recipiente coletor.
O segundo experimento consiste em colocarmos 
um copo de vidro transparente com gelo dentro e 
observarmos o que ocorre com o gelo dentro do copo 
e se ocorre do lado de fora do copo.
A equipe deverá registrar os passos realizados e o 
que foi observado durante a execução do experimen-
to, bem como interpretar o ciclo biogeoquímico da 
água partindo desse experimento analógico.
Perguntas a serem respondidas:
1. Qual(is) foi(ram) as hipóteses referente ao ex-
perimento formuladas pela sua equipe?
2. De onde veio a água que estava na tampa da 
panela?
3. Descreva o que ocorreu para a água parar na 
tampa da panela?
4. Associe o que foi visualizado no experimento 
com o ciclo biogeoquímico da água.
5. O que ocorreu com a água dentro do copo? De 
onde veio a água que apareceu do lado de fora do 
copo e como isso aconteceu?
6. Qual a diferença entre a água que apareceu na 
tampa da panela e do lado de fora do copo?
 REFERÊNCIAS
Essa atividade foi adaptada do Plano de Aula sobre 
ciclos biogeoquímicos, redigido por, Elio de Almeida 
Borghezan, com postagem em Acadêmico de Biologia 
ICB-UFAM.
Disponível em: https://sites.google.com/site/pccbiou-
fam/10-estrategias-didaticas-em-biologia/06-ecologia/
aula-09-01-02?pli=1. Acesso em: 24 de nov. de 2022.
MOMENTO ENEM
01. (ENEM/2021)A rotação de culturas, juntamente 
com a cobertura permanente e o mínimo revol-
vimento do solo, compõem os princípios bási-
cos do sistema de plantio direto. O aumento da 
diversidade biológica do solo contribui para a 
estabilidade da produção agrícola por causa de 
diversos fatores, entre eles o processo de fixação 
biológica de nitrogênio, realizado por bactérias.
FRANCHINI, J. C. et al. Importância da rotação de culturas 
para a produção agrícola sustentável no Paraná. Londrina: 
Embrapa Soja, 2011 (adaptado).
 Nesse processo biológico, ocorre a transformação 
de
(A) N2 em NH3.
(B) NO3
− em N2. 
(C) NH3 em NH4
+
.
(D) NO2
− em NO3
−.
(E) NH4
+ em NO2
− .
02. (ENEM/2020)- Grandes reservatórios de óleo 
leve de melhor qualidade e que produz petróleo 
mais fino foram descobertos no litoral brasileiro 
numa camada denominada pré-sal, formada há 
150 milhões de anos.
(A) utilização desse recurso energético acarreta 
para o ambiente um desequilíbrio no ciclo do
(A) nitrogênio, devido à nitrificação ambiental 
transformando amônia em nitrito.
(B) nitrogênio, devido ao aumento dos compos-
tos nitrogenados no ambiente terrestre.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
116
(C) carbono, devido ao aumento dos carbonates 
dissolvidos no ambiente marinho.
(D) carbono, devido à liberação das cadeias car-
bônicas aprisionadas abaixo dos sedimentos.
(E) fósforo, devido à liberação dos fosfatos acu-
mulados no ambiente marinho.
03. (ENEM/2019) O nitrogênio é essencial aos seres 
vivos e pode ser adquirido pelas plantas, através 
da absorção pelas raízes, e pelos animais, através 
da alimentação. Sua utilização na agricultura de 
forma inadequada tem aumentado sua concen-
tração no ambiente, e o excesso, que é trans-
portado para os cursos-d’água, tem causado a 
eutrofização. Contudo, tal dano ambiental pode 
ser minimizado pela adoção de práticas susten-
táveis, que aprisionam esse elemento no solo, 
impedindo seu escoamento para rios e lagos.
 O método sustentável visando a incorporação 
desse elemento na produção, prevenindo tal 
dano ambiental, é o(a)
(A) adição de minhocas na terra.
(B) irrigação da terra antes do plantio.
(C) reaproveitamento do esterco fresco.
(D) descanso do solo sem adição de culturas.
(E) fixação biológica nas raízes por bactérias.
04. (ENEM/2018) O alemão Fritz Haber recebeu o 
Prêmio Nobel de química de 1918 pelo desen-
volvimento de um processo viável para a síntese 
da amônia (NH3). Em seu discurso de premiação, 
Haber justificou a importância do feito dizendo 
que:
 “Desde a metade do século passado, tornou-se 
conhecido que um suprimento de nitrogênio é 
uma necessidade básica para o aumento das sa-
fras de alimentos; entretanto, também se sabia 
que as plantas não podem absorver o nitrogênio 
em sua forma simples, que é o principal consti-
tuinte da atmosfera. Elas precisam que o nitrogê-
nio seja combinado [...] para poderem assimilá-lo.
 Economias agrícolas basicamente mantêm o ba-
lanço do nitrogênio ligado. No entanto, com o 
advento da era industrial, os produtos do solo 
são levados de onde cresce a colheita para lu-
gares distantes, onde são consumidos, fazendo 
com que o nitrogênio ligado não retorne à terra 
da qual foi retirado.
 Isso tem gerado a necessidade econômica mun-
dial de abastecer o solo com nitrogênio ligado. 
[...] A demanda por nitrogênio, tal como a do car-
vão, indica quão diferente nosso modo de vida se 
tornou com relação ao das pessoas que, com seus 
próprios corpos, fertilizam o solo que cultivam.
 Desde a metade do último século, nós vínhamos 
aproveitando o suprimento de nitrogênio do sa-
litre que a natureza tinha depositado nos deser-
tos montanhosos do Chile. Comparando o rápido 
crescimento da demanda com a extensão calcula-
da desses depósitos, ficou claro que em meados 
do século atual uma emergência seríssima seria 
inevitável, a menos que a química encontrasse 
uma saída.”
HABER, F. The Synthesis of Ammonia from its Elements.
Disponível em: www.nobelprize.org. Acesso em: 13jul. 
2013 (adaptado).
 De acordo com os argumentos de Haber, qual 
fenômeno teria provocado o desequilíbrio no 
“balanço do nitrogênio ligado”?
(A) O esgotamento das reservas de salitre no 
Chile.
(B) O aumento da exploração de carvão vegetal 
e carvão mineral.
(C) A redução da fertilidade do solo nas econo-
mias agrícolas.
(D) A intensificação no fluxo de pessoas do cam-
po para as cidades.
(E) A necessidade das plantas de absorverem sais 
de nitrogênio disponíveis no solo.
05. (ENEM/2010) Os oceanos absorvem aproximada-
mente um terço das emissões de CO2 proceden-
tes de atividades humanas, como a queima de 
combustíveis fósseis e as queimadas. O CO2 com-
bina-se com as águas dos oceanos, provocando 
uma alteração importante em suas propriedades. 
Pesquisas com vários organismos marinhos reve-
lam que essa alteração nos oceanos afeta uma 
série de processos biológicos necessários para 
o desenvolvimento e a sobrevivência de várias 
espécies da vida marinha.
(A)alteração a que se refere o texto diz respeito 
ao aumento
(A) da acidez das águas dos oceanos.
(B) do estoque de pescado nos oceanos.
(C) da temperatura média dos oceanos.
(D) do nível das águas dos oceanos.
(E) da salinização das águas dos oceanos.
06. (ENEM/2014) Na técnica de plantio conhecida por 
hidroponia, os vegetais são cultivados em uma 
solução de nutrientes no lugar do solo, rica em 
nitrato e ureia.
 Nesse caso, ao fornecer esses nutrientes na for-
ma aproveitável pela planta, a técnica dispensa 
o trabalho das bactérias fixadoras do solo, que, 
na natureza, participam do ciclo do(a)
(A) água.
(B) carbono.
(C) nitrogênio.
(D) oxigênio.
(E) fósforo.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
117
07. (ENEM/2015) Na natureza a matéria é constante-
mente transformada por meio dos ciclos biogeo-
químicos. Além do ciclo da água, existem os ciclos 
do carbono, do enxofre, do fósforo, do nitrogênio 
e do oxigênio.
 O elemento que está presente em todos os ciclos 
nomeados é 
(A) fósforo.
(B) enxofre.
(C) carbono.
(D) oxigênio.
(E) nitrogênio.
08. (ENEM/2016) Os seres vivos mantêm constantes 
trocas de matéria com o ambiente mediante pro-
cessos conhecidos como ciclos biogeoquímicos. O 
esquema representa um dos ciclos que ocorrem 
nos ecossistemas.
 O esquema apresentado corresponde ao ciclo 
biogeoquímico do(a)
(A) água.
(B) fósforo.
(C) enxofre.
(D) carbono.
(E) nitrogênio.
09. (ENEM/2016) A modernização da agricultura, 
também conhecida como Revolução Verde, fi cou 
marcada pela expansão da agricultura nacional. 
No entanto, trouxe consequências como o empo-
brecimento do solo, o aumento da erosão e dos 
custos de produção, entre outras. Atualmente, a 
preocupação com a agricultura sustentável tem 
suscitado práti cas como a adubação verde, que 
consiste na incorporação ao solo de fi tomassa de 
espécies vegetais disti ntas, sendo as mais difun-
didas as leguminosas.
ANUNCIAÇÃO, G. C. F Disponível em: www.muz.
ifsuldeminas.edu.br. Acesso em: 20 dez. 2012 (adaptado).
(A) uti lização de leguminosas nessa práti ca de 
culti vo visa reduzir a
(A) uti lização de agrotóxicos.
(B) ati vidade biológica do solo.
(C) necessidade do uso de ferti lizantes.
(D) decomposição da matéria orgânica.
(E) capacidade de armazenamento de água no 
solo.
10. (ENEM/2016) Recentemente um estudo feito em 
campos de trigo mostrou que níveis elevados de 
dióxido de carbono na atmosfera prejudicam a 
absorção de nitrato pelas plantas. Consequente-
mente, a qualidade nutricional desses alimentos 
pode diminuir à medida que os níveis de dióxido 
de carbono na atmosfera ati ngirem as esti mati vas 
para as próximas décadas.
BLOOM, A. J. et al. Nitrate assimilati on is inhibited by 
elevated CO2 in fi eld-grown wheat. Nature Climate 
Change, n. 4, abr. 2014 (adaptado).
 Nesse contexto, a qualidade nutricional do grão 
de trigo será modifi cada primariamente pela re-
dução de
(A) amido.
(B) frutose.
(C) lipídeos.
(D) celulose.
(E) proteínas.
Inserção Curricular
Desequilíbrio ambiental
Desequilíbrio ambiental ocorre quando algum 
evento, natural ou consequente da ação humana, 
impacta negati vamente o equilíbrio daquele ecossis-
tema.
O crescente aumento da frota de veículos automo-
tores nas grandes cidades, as milhares de queimadas 
no campo(fl orestas e plantações), a elevação exagera-
da no consumo de energia em todo o mundo são ape-
nas alguns dos responsáveis pela enorme quanti dade 
de poluentes lançado na atmosfera todos os dias. 
Esse desequilíbrio pode causar: uma alteração que 
provoca efeitos negati vos no ecossistema.
1. Pode ter causas naturais ou ser desencadeado 
pelo homem.
2. A poluição, a caça, a pesca e a introdução de 
espécies exóti cas podem ser suas causas.
3. Uma das suas consequências é a redução da 
biodiversidade.
O tema tem estreita relação com outros compo-
nentes curriculares, a saber:
Biologia
• Efeitos da Poluição sobre a saúde.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
118
SAIBA MAIS
Para saber mais sobre o tema , leia o arti go
O século XX foi marcado por grandes transformações 
da qualidade do ar não somente das grandes metró-
poles e de regiões fortemente industrializadas, mas 
também de áreas remotas devido por exemplo às 
queimadas de fl orestas naturais. Fenômenos globais 
(como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio) 
foram detectados e ganharam notoriedade. A ciência 
ambiental da atmosfera tem pela frente, neste novo 
século, o grande e complexo papel de contribuir para 
o aprimoramento de nosso entendimento sobre o que 
são e como se comportam a atmosfera e espécies 
tóxicas sobre os ecossistemas e sua biota.
 REFERÊNCIAS
Química ambiental: a química sobre nossas cabe-
ças. Química Nova na Escola. Cadernos Temáti cos 
de Química Nova na Escola. Edição especial – Maio 
2001.Disponível em: htt p://qnesc.sbq.org.br/online/
cadernos/01/atmosfera.pdf. Acesso em : 24 de nov. 
de 2022.
ATIVIDADE INTEGRADORA
Caro/a estudante, a seguir, vamos analisar alguns 
materiais, para compreender os métodos, objeti vos 
e conclusões de diferentes estudos. Ao ler os textos, 
atente-se à apresentação dos dados, à consistência 
dos argumentos, à coerência das conclusões, para, 
posteriormente, estabelecer um comparati vo.
• Arti go 1: O que são poluentes? CETESB - Com-
panhia Ambiental do Estado de São Paulo. Dis-
ponível em: htt ps://cutt .ly/WWr4Hmv. Acesso 
em: 24 de nov. de 2022.
• Arti go 2: “Impactos da Poluição das Queimadas 
à Saúde Humana: Internações por Doenças Res-
piratórias no Estado de Rondônia entre 2009 e 
2018”. Disponível em: htt ps://cutt .ly/YWr7n1E. 
Acesso em: 24 de nov. de 2022.
• Arti go 3: “Poluição do ar como fator de risco 
para a saúde: uma revisão sistemáti ca no esta-
do de São Paulo”. Disponível em: htt ps://cutt .
ly/kWr71jd. Acesso em: 24 de nov. de 2022.
• Arti go 4: “Partí culas fi nas de poluição são as 
novas inimigas da nossa saúde”. Disponível em: 
htt ps://cutt .ly/4Wr5xAc. Acesso em: 24 de nov. 
de 2022.
Nivelamento e Ampliação
 ATIVIDADE EM GRUPO
Caro/a estudante, leia o arti go sugerido, e siga 
a metodologia protocolo 3/ 2/ 1 que compreende: 
1. 3 minutos para um membro de cada grupo 
apresentar o texto síntese do conteúdo; 
2. minutos para colegas fazerem qualquer com-
plemento e/ou questi onamento; 
1. minuto para o professor dar feedback e fazer 
intervenções.
Segue sugestão de material: Entenda como foi e 
por que o dia virou noite em São Paulo na segunda 
(19). Disponível em: htt ps://cutt .ly/LWrNWhc. Acesso 
em: 24 de nov. de 2022.
 ATIVIDADE EXTRA
Caro/a estudante, nessa ati vidade iremos confec-
cionar um jogo “dominó dos grupos funcionais”. O 
jogo possui 64 peças e deve ser jogado com no má-
ximo 8 jogadores, isso, seguindo o mesmo princípio 
do jogo de dominó tradicional. Os jogadores devem 
conectar o nome do grupo funcional com a parte que 
corresponde a sua estrutura química. Assim, manten-
do um contato direto dos jogadores com o conteúdo 
e proporcionando o desenvolvimento de habilidades 
de forma mais dinâmica.
REGRAS DO JOGO:
1. O jogo inicia-se com o jogador que esti ver com 
qualquer um “carretão” – é uma peça especial que se 
encontra o nome do grupo funcional e sua respecti va 
estrutura química, conforme na fi gura 1.
Figura 1- Exemplo de carretão
Fonte: htt p://downloads.editoracienti fi ca.org/arti cles/210604946.
pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
119
2. Após a saída do “carretão” o próximo jogador 
deve conectar uma peça com a estrutura química ou 
o nome do grupo funcional correspondente ao do car-
retão (o senti do do jogo fi ca a critério dos jogadores);
2.1 – É importante salientar que de um lado do 
carretão deve ir uma peça com a estrutura química 
do grupo funcional e do outro lado do carretão outra 
peça com o nome do grupo funcional como é mos-
trado na fi gura 2
Figura 2- Como as peças devem ser conectadas ao carretãoFigura 2- Como as peças devem ser conectadas ao carretão
Fonte: htt p://downloads.editoracientifi ca.org/arti cles/210604946.
pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022.
3.0 – Os jogadores deverão conectar as peças de 
forma que corresponda ao grupo funcional conforme 
a fi gura 3;
Figura 3- Como as peças são conectadas durante o jogo.Figura 3- Como as peças são conectadas durante o jogo.
Fonte: htt p://downloads.editoracienti fi ca.org/arti cles/210604946.
pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022.
4.0 – Vence o jogo aquele jogador que acabar pri-
meiro com suas peças.
 REFERÊNCIAS
LEMOS, Eurico Eduardo Pinto De et al. Dominó dos 
grupos funcionais: uma proposta didáti ca no ensino 
médio para associar a fórmula estrutural dos grupos 
com seu respecti vo nome. Dominó dos grupos fun-
cionais: uma proposta didáti ca no ensino médio para 
associar a fórmula estrutural dos grupos com seu res-
pecti vo nome, v. 1, n. 3, p. 39-47, 2021.
Disponível em: htt p://downloads.editoracienti fi ca.
org/arti cles/210604946.pdf. Acesso em: 30 de nov. 
de 2022.
Capítu lo 13
SOLUÇÕES
Competência específi ca 
Analisar e uti lizar interpretações sobre a dinâmica 
da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu-
mentos, realizar previsões sobre o funcionamento 
e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda-
mentar e defender decisões éti cas e responsáveis.
Habilidade específi ca
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
uti lizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli-
cati vos digitais (como soft wares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros).
Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT203B) Uti lizar conhecimento de con-
centração de soluções, comparando teores de 
poluição do ar, da terra e da água por meio de 
concentração comum, molar, ppm e outros para 
propor ações (campanhas, com ou sem uso de tec-
nologias) que busquem meios de diminuição de 
poluição, a corresponsabilidade social e o exercício 
da cidadania.
Objeto(s) de conhecimento
Soluções
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
120
Figura 4- Mapa Mental sobre Soluções.
Fonte: htt ps://aquimicaesquemati zada.com/. Acesso em: 04 de dez. de 2022
SOLUÇÕES
No nosso coti diano, estamos cercados por siste-
mas formados por mais de uma substância, as cha-
madas misturas. Uma solução é uma mistura de duas 
ou mais substâncias que existem em uma única fase, 
ou seja, é uma mistura homogênea.
• Uma solução é composta de soluto e solvente, 
onde o soluto é a substância em menor quan-
ti dade. 
• O fato de duas ou mais substâncias se mistu-
rarem ou não depende do fator ‘solubilidade’. 
Esta é defi nida como a quanti dade máxima de 
uma substância que se dissolve em uma dada 
quanti dade de solvente a uma determinada 
temperatura. 
• A quanti dade máxima de soluto capaz de se 
dissolver totalmente numa determinada quan-
ti dade de solvente é denominado coefi ciente 
de solubilidade. 
• A solução insaturada é aquela na qual o soluto 
dissolvido não ati ngiu o valor de seu coefi ciente 
de solubilidade, enquanto que uma solução sa-
turada ati ngiu este valor. Ambas as soluções são 
estáveis. Uma solução supersaturada possui 
uma quanti dade de soluto dissolvido superior 
ao máximo permiti do, tornando-a instável. 
• A concentração de uma solução é uma forma 
de expressarmos a relação soluto/solução ou 
soluto/solvente. A unidade mais uti lizada é a 
molaridade.
• A diluição de uma solução consiste em diminuir 
a concentração da solução inicial pela adição de 
mais solventes. Nesse procedimento, a massa 
do soluto permanece inalterada.
ATIVIDADE INTEGRADORA
Caro/a estudante, leia a matéria “ Química e o cor-
po Humano” abaixo e responda os questi onamentos. 
Faça as devidas anotações.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
121
QUÍMICA E CORPO HUMANO
Água no corpo 
Em média, em um adulto, a água corresponde a 
60% de sua massa corpórea e, em crianças, a 75%.
Por ser um excelente solvente, a água é essen-
cial à vida. No interior das células, ela consti tui um 
meio perfeito, que permite a mobilidade e a migra-
ção de moléculas. A água transporta para o interior 
das células moléculas como a glicose [C6H1206] e 
íons como o sódio [Na+]. o potássio [K+] e o cálcio 
[Ca2+], essenciais ao funcionamento do nosso corpo. 
Ela também transporta para fora da célula substâncias 
não desejáveis: as substâncias tóxicas produzidas nos 
processos metabólicos se dissolvem na água e podem 
ser eliminadas do organismo.
Outra função da água é a regulação da tempera-
tura corpórea, feita por meio da transpiração. 
Diariamente, perdemos de 1500 ml a 3000 ml de 
água, por meio do exercício de diversas funções do 
nosso organismo: dos rins, na forma de urina; dos 
pulmões, pela respiração; da pele, pela transpiração; 
e do aparelho digestório, pelo trato gastrointesti nal.
A água perdida deve ser conti nuamente reposta 
pela ingestão de líquidos e de alimentos. (Os proces-
sos metabólicos também produzem água nas células 
do nosso corpo.]
A perda de 10% do total de água do corpo humano 
causa uma desidratação séria, que pode ser fatal se 
chegar a 20%.
Veja, nas fotografi as, a porcentagem de água exis-
tente em al- guns alimentos.
Para ir além
1. Sobre a solubilidade dos líquidos, pode-se pen-
sar na regra “semelhante tende a dissolver se-
melhante”, isto é, líquidos polares tendem a se 
solubilizar em outros líquidos polares, e os apo-
lares, em outros a polares. Mas tal regra não se 
aplica com exati dão para os gases e sólidos. Um 
exemplo disso é o gás carbônico que, sendo uma 
molécula apolar, é capaz de se dissolver na água, 
que é polar; ou o carbonato de cálcio, que é um 
sal e, portanto, polar e não se dissolve em água. 
Pensando nisso, assinale a alternati va que con-
tém uma substância que se solubilizará em água. 
a) Gordura.
b) Azeite. 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
122
c) Álcool. 
d) Gasolina. 
e) Óleo
2. Para cada 200 g de hambúrguer, morango e leite, 
responda qual desses alimentos possui a maior 
quantidade de água. E qual a massa de água no 
alimento de menor teor, admitindo que a densi-
dade da água seja de 1 g/ml.
3. Qual a porcentagem da água perdida pela urina 
em 24 horas?
3. A membrana plasmática, além de individualizar 
a célula e separar seu interior do meio externo, 
também permite trocas de substâncias do interior 
da célula para o meio intersticial (entre células]. 
Sem essas trocas a célula não é capaz de se man-
ter viva. Um dos mecanismos de troca entre os 
meios é a bomba de sódio e potássio, que permite 
manter em quantidades adequadas os íons de só-
dio e potássio, fora e dentro das células. Pesquise 
na biblioteca de sua escola ou cidade, na internet 
ou em seus livros de Biologia e responda: qual é 
a importância desses íons na membrana celular?
 REFERÊNCIAS
Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; 
volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p.
♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi-
co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 
2011. 461p. 
♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na 
abordagem do cotidiano; volume 2; 5ª edição; São 
Paulo: Moderna, 2009. 488p.
TIPOS DE SOLUÇÕES
ATIVIDADE INTEGRADORA
Caro/a estudante, leia a matéria “Química e o 
meio Ambiente “abaixo e responda os questionamen-
tos. Faça as devidas anotações.
QUÍMICA E MEIO AMBIENTE
Solubilidade do gás oxigênio na água
Os peixes absorvem o gás oxigênio (02] dissolvido 
na água. Em um aquário, podemos manter a quanti-
dade de oxigênio adequada à sua sobrevivência bor-
bulhando ar e controlando a temperatura do sistema. 
Na natureza, a quantidade adequada de 02 é 
providenciada pelo próprio ambiente. No entanto, 
o descaso e o não tratamento das águas utilizadas, 
tanto nas indústrias como em nossas casas, são res-
ponsáveis pela introdução de grandes quantidades de 
resíduos em rios e lagos.Esses resíduos podem reagir 
com o gás oxigênio ou favorecer o desenvolvimento 
de bactérias aeróbias, que provocam a diminuição da 
quantidade de oxigênio na água, o que pode causar a 
mortandade de peixes. 
Uma das maneiras de abrandar a ação desses po-
luentes consiste em manter a água desses rios e lagos 
sob constante e intensa agitação. Dessa maneira, ob-
tém-se maior contato da água com o ar e, consequen-
temente, maior oxigenação dessa água, possibilitando 
a respiração de peixes e outros seres vivos. 
Esse método de aeração da água também pode 
ser utilizado para amenizar os estragos causados pelo 
despejo de líquidos aquecidos em rios e lagos, pois o 
aumento da temperatura da água também provoca 
a diminuição do oxigênio nela dissolvido.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
123
Para saber 
1. A mistura de gás oxigênio e água pode ser clas-
sifi cada como:
 a) mistura heterogênea líquida. 
 b) solução gasosa. 
 c) solução líquida. 
 d) mistura heterogênea sólida. 
 e) mistura homogênea gasosa.
2. Analise o gráfi co ao lado e responda ao que se 
pede a 15 ºC, qual é o número de molde gás oxi-
gênio dissolvido em 2 litros de água? Justi fi que 
sua resposta. Dado: MM do elemento oxigênio= 
16 g/mol.
3. Além de interferir na concentração de gás oxigê-
nio no meio aquáti co, a poluição afeta também a 
entrada de luz, prejudicando o fi toplâncton, uma 
imensa “fl oresta” marinha composta de plantas 
microscópicas. Embora também seja afetado pela 
poluição das águas, o zooplâncton, diferentemen-
te do fi toplâncton, não depende da luz no meio 
aquáti co, pois é composto de minúsculos orga-
nismos heterótrofos que vivem nos mares, rios 
ou lagos, como pequenos crustáceos, moluscos, 
entre outros. Considerando a existência, no mar, 
de fi toplanctons, zooplânctons, peixes pequenos, 
médios e grandes, e ainda a existência do ser 
humano, que se alimenta desses peixes, esque-
mati ze uma possível cadeia alimentar marinha 
com os organismos citados e explique como a 
ausência de luz afeta essa cadeia.
4. Pesquise na biblioteca de sua escola ou cidade, 
na internet ou nas prefeituras, o número de par-
ques com lagos na capital de seu estado. Procure 
saber se é feito algum ti po de tratamento da água 
desses lagos.
 REFERÊNCIAS
Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; 
volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p.
♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi-
co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 
2011. 461p. 
♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na 
abordagem do coti diano; volume 2; 5ª edição; São 
Paulo: Moderna, 2009. 488p.
SOLUBILIDADE E CURVAS DE SOLUBILIDADE
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
Exercícios Fundamentais
1. [UnB-DF) Examine a tabela abaixo, com dados 
sobre a solubilidade da sacarose [C12 H 22O11 
), do sulfato de sódio [Na2SO4) e do clorato de 
potássio [KC-€O3) em água, a duas temperaturas 
diferentes, e julgue os itens seguintes:
 [O) A solubilidade de uma substância em deter-
minado solvente independe da temperatura. 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
124
 [1) Uma solução aquosa de sulfato de sódio, 
de concentração 488 g/L, deixa de ser saturada 
quando aquecida a 60 ºC. 
 [2) A uma dada temperatura, a quanti dade limite 
de um soluto que se dissolve em determinado vo-
lume de solvente é conhecida como solubilidade. 
 [3) Nem todas as substâncias são mais solúveis a 
quente. 
 Quais desses itens são corretos?
2. O gráfi co abaixo representa as curvas de solubi-
lidade das substâncias A, B, C e D. Com base no 
diagrama, responda: 
a) Qual das substâncias tem a sua solubilidade 
diminuída com a elevação da temperatura?
b) Qual é a máxima quanti dade de A que conse-
guimos dissolver em 100 g de H20 a 20 ºC? 
c) Considerando-se apenas as substâncias C e D, 
qual delas é a mais solúvel em água? 
d) Considerando-se apenas as substâncias A e C, 
qual delas é a mais solúvel em água? 
e) Qual das curvas de solubilidade representa a 
dissolução de um sal hidratado?
f) Qual é a massa de D que satura 500 g de água 
a 100 ºC? Indique a massa da solução obti da 
[massa do soluto + massa do solvente).
g) Uma solução saturada de C com 100 g de água, 
preparada a 60 ºC, é resfriada até 20 ºC. Deter-
mine a massa de C que irá precipitar, formando 
o corpo de fundo a 20 ºC.
Testando seu conhecimento
1. Existem algumas espécies de peixes que, para 
respirar, necessitam de maior concentração de 
gás oxigênio dissolvido na água. Explique por que 
os salmões são peixes tí picos de regiões frias. 
Considere as informações e responda às questões de 
2 a 6. 
O brometo de potássio apresenta a seguinte tabela 
de solubilidade:
2. Qual é a massa de brometo de potássio necessá-
ria para saturar:
a) 100 g de água a 50 ºC? 
b) 200 g de água a 70 ºC?
3. Uma solução foi preparada, a 30 ºC, dissolven-
do-se 40 g de brometo de potássio em 100 g de 
água. Essa solução é saturada?
Analise o preparo de três soluções de brometo de 
potássio (abaixo), a 50 ºC, e responda às questões 
de 4 a 6.
4. Classifi que em saturada ou não saturada cada 
solução analisada [A, Be C). 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
125
5. Apenas uma das soluções está saturada e apre-
senta corpo de fundo. Identi fi que-a e calcule a 
massa desse corpo de fundo.
6. Qual das três soluções encontra-se mais diluída 
[menos concentrada)?
Observe o diagrama a seguir, que mostra a solubilida-
de de duas substâncias [A e B) e responda às questões 
de 7 a 13. 
7. Qual substância é mais solúvel a 20 ºC? 
8. Qual substância é mais solúvel a 60 ºC? 
9. Qual quanti dade de A devemos adicionar a 100 g 
de água a 40 ºC para obter uma solução saturada?
10. Uma solução contendo 1 O g de Bem 100 g de 
água a 40 ºC é saturada ou não saturada? Justi -
fi que sua resposta. 
11. Explique como a temperatura infl ui na solubili-
dade de A. 
12. Explique como a temperatura infl ui na solubili-
dade de B.
13. O que acontece com a quanti dade do corpo de 
fundo de uma solução saturada de B quando 
submeti da a um aquecimento? Justi fi que sua 
resposta.
Figura 5- Mapa Mental sobre OS Diferente Tipos de Concentração Comum.
Fonte: htt ps://aquimicaesquemati zada.com/. Acesso em: 04 de dez. de 2022.
CONCENTRAÇÃO COMUM
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. Uma solução foi preparada dissolvendo-se 4,0 g 
de cloreto de sódio (NaCl) em 2,0 litros de água. 
Considerando que o volume da solução permane-
ceu 2,0 L, qual é a concentração da solução fi nal?
a) 2g/L
b) 4g/L
c) 6 g/L
d) 8 g/L
e) 10 g/L
02. Complete as lacunas da frase a seguir com os 
valores corretos:
 “Uma solução que apresenta concentração 80 g/L 
apresenta ... gramas de soluto, por litro da solu-
ção. Portanto, em 10 litros dessa solução devem 
existi r ... gramas de soluto.”
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
126
03. Um técnico de laboratório preparou uma solução 
aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4) misturando 33 
g desse ácido em 200 mL de água, com extremo 
cuidado, lentamente, sob agitação e em uma ca-
pela com exaustor. Ao final, a solução ficou com 
um volume de 220 mL. A concentração em g/L 
dessa solução é:
a) 0,15
b) 0,165
c) 66
d) 15
e) 150
4. Em uma solução aquosa de hidróxido de sódio 
(NaOH), calcule:
a) A concentração em g/L de uma solução que 
contém 4,0 g de NaOH dissolvidos em 500 mL 
de solução.
b) Para preparar 300 mL de uma solução dessa 
base com concentração de 5 g/L será preciso 
quanto de soluto?
e) Qual será o volume em mL de uma solução 
aquosa de hidróxido de sódio que possui exa-
tamente 1 mol dessa substância (NaOH = 40 
g/mol), sendo que sua concentração é igual a 
240 g/L?
5. (UnB-DF) Em um rótulo de leite em pó integral, 
lê-se:
 A porcentagem em massa indica-nos a quantida-
de de gramas de cada componente em 100 g de 
leite em pó. Calcule a concentração em massa 
(em g/L) de proteínas em um copo de 200 mL de 
leite preparado.
6. (Fuvest-SP) Considere duas latas do mesmo refri-
gerante, uma na versão “diet” e outra na versãocomum. Ambas contêm o mesmo volume de lí-
quido (300 mL) e têm a mesma massa quando 
vazias. A composição do refrigerante é a mesma 
em ambas, exceto por uma diferença: a versão 
comum contém certa quantidade de açúcar, en-
quanto a versão “diet” não contém açúcar (ape-
nas massa desprezível de um adoçante artificial). 
Pesando-se duas latas fechadas do refrigerante, 
foram obtidos os seguintes resultados:
 
 Por esses dados, pode-se concluir que a concen-
tração, em g/L, de açúcar no refrigerante comum 
é de, aproximadamente:
a) 0,020
b) 0,050
c) 1,1
d) 20
e) 50
7. (UFRN-RN) Uma das potencialidades econômi-
cas do Rio Grande do Norte é a produção de sal 
marinho. O cloreto de sódio é obtido a partir da 
água do mar nas salinas construídas nas proximi-
dades do litoral. De modo geral, a água do mar 
percorre diversos tanques de cristalização até 
uma concentração determinada. Suponha que, 
numa das etapas do processo, um técnico retirou 
3 amostras de 500 mL de um tanque de cristali-
zação, realizou a evaporação com cada amostra 
e anotou a massa de sal resultante na tabela a 
seguir:
 
 A concentração média das amostras será de:
a) 48 g/L.
b) 44 g/L.
c) 42 g/L.
d) 40 g/L
8. (Unicamp-SP) Evapora-se totalmente o solvente 
de 250 mL de uma solução aquosa de MgCl2 de 
concentração 8,0 g/L. Quantos gramas de soluto 
são obtidos?
a) 8,0
b) 6,0
c) 4,0
d) 2,0
e) 1,0
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
127
CONCENTRAÇÃO EM MOL/L OU MOLARIDADE
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. Uma solução molar ou 1,0M apresenta __________ 
mol de soluto para cada ___________ de solução. 
02. Uma solução decimolar ou 0,1M apresenta 
_______ mol de soluto para cada _____________ 
de solução. 
03. A representação [glicose] = 0,2M indica uma solu-
ção contendo _________ mol de soluto (glicose) 
para cada _________de solução.
04. Em uma salina, determine a massa de NaCℓ obti -
da após a evaporação completa da água de 1,0m3 
de água do mar. (Na = 23, Cℓ = 35,5)
05. Um determinado gás poluente apresenta tole-
rância máxima de 2,0 ⋅ 10–5 mol/L em relação 
ao ar. Uma sala fechada de dimensões 4m × 5m 
× 3m contém 6mol daquele gás. A tolerância foi 
ultrapassada?
06. Um técnico pesou uma amostra de sulfato de 
cobre II pentahidratado (CuSO4 ⋅ 5H2O) e en-
controu o valor de 49,9g. A amostra foi colocada 
em um balão volumétrico. Em seguida, o técnico 
adicionou água desti lada até a marca do balão, 
correspondente a 250mL. Determine a concen-
tração em mol/L da solução. (Cu = 63,5 , S = 32, 
O = 16, H = 1)
07. Em uma emergência, um técnico de hospital pre-
parou soro glicosado, dissolvendo 108g de glico-
se em água sufi ciente para 2,0 litros de solução. 
Determine a concentração em mol/L de glicose 
no soro obti do. (Glicose = 180 g/mol)
08. Em uma solução 0,5M de Fe2(SO4)3, calcule a 
concentração em mol/L em função dos íons Fe3+ 
e SO4 2– .
09. Determine a concentração em mol/L de uma solu-
ção de Na3PO4, sabendo-se que a concentração 
de íons Na+ vale 0,6mol/L.
10. Calcule o número de íons Aℓ 3+ em 100mL de 
solução 0,2mol/L de Aℓ2(SO4)3.
 REFERÊNCIAS
Portal de Estudos em Química (PEQ) – www.profpc.
com.br. Acesso em : 04 de dez. de 2022.
DENSIDADE
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
1. Uma solução foi preparada misturando-se 30 
gramas de um sal em 300 g de água. Conside-
rando-se que o volume da solução é igual a 300 
mL, a densidade dessa solução em g/mL será de:
a) 10,0
b) 1,0
c) 0,9
d) 1,1
e) 0,1
2. Três líquidos (água, benzeno e clorofórmio) foram 
colocados numa proveta, originando o seguinte 
aspecto:
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
128
 A seguir temos uma tabela com as densidades de 
cada líquido. Baseando-se nessas informações e 
em seus conhecimentos sobre densidade, rela-
cione as substâncias A, B e C com as mencionadas 
na tabela. Justifique sua resposta.
 3. Na tabela abaixo temos as densidades de al-
guns materiais sólidos. Se eles forem adicionados 
à água líquida e pura, à temperatura ambiente, 
qual deles flutuará?
 Pau-brasil .............................. 0,4 g/cm3
 Alumínio ................................ 2,70 g/cm3
 Diamante .................................3,5 g/cm3
 Chumbo...................................11,3 g/cm3
 Carvão ..................................... 0,5 g/cm3
 Mercúrio .................................13,6 g/cm3
 Água ......................................... 1,0 g/cm3
4. Uma solução aquosa foi preparada dissolvendo-
-se certa massa de hidróxido de sódio (NaOH) em 
600 mL de água, originando um volume de 620 
mL. Qual será a massa do soluto presente nessa 
solução? (Dados: densidade da solução = 1,19 g/
mL; densidade da água = 1,0 g/mL)
a) 222,4 g
b) 137,8 g
c) 184,5 g
d) 172,9 g
e) 143,1 g
5. (UFPE) Para identificar três líquidos – de densi-
dades 0,8,1,0 e 1,2 – o analista dispõe de uma 
pequena bola de densidade 1,0. Conforme as 
posições das bolas apresentadas no desenho a 
seguir, podemos afirmar que:
a) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre-
sentam densidades 0,8, 1,0 e 1,2.
b) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre-
sentam densidades 1,2, 0,8 e 1,0.
c) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre-
sentam densidades 1,0, 0,8 e 1,2.
d) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre-
sentam densidades 1,2, 1,0 e 0,8.
e) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre-
sentam densidades 1,0, 1,2 e 0,8.
6. (Fuvest-SP) Em uma indústria, um operário mistu-
rou, inadvertidamente, polietileno (PE), policlore-
to de vinila (PVC) e poliestireno (PS), limpos e mo-
ídos. Para recuperar cada um destes polímeros, 
utilizou o seguinte método de separação: jogou 
a mistura em um tanque contendo água (densi-
dade = 1,00 g/cm3), separando, então, a fração 
que flutuou (fração A) daquela que foi ao fundo 
(fração B). Depois, recolheu a fração B, secou-a e 
jogou-a em outro tanque contendo solução salina 
(densidade = 1,10g/cm3), separando o material 
que flutuou (fração C) daquele que afundou (fra-
ção D).
 (Dados: densidade na temperatura de trabalho 
em g/cm3: polietileno = 0,91 a 0,98; poliestireno 
= 1,04 a 1,06; policloreto de vinila = 1,5 a 1,42)
 As frações A, C e D eram, respectivamente:
a) PE, PS e PVC
b) PS, PE e PVC
c) PVC, PS e PE
d) PS, PVC e PE
e) PE, PVC e PS
7. (Unicamp-SP) Três frascos de vidro transparentes, 
fechados, de formas e dimensões iguais, contêm 
cada um a mesma massa de líquidos diferentes. 
Um contém água, o outro, clorofórmio e o ter-
ceiro, etanol. Os três líquidos são incolores e não 
preenchem totalmente os frascos, os quais não 
têm nenhuma identificação. Sem abrir os frascos, 
como você faria para identificar as substâncias?
 A densidade (d) de cada um dos líquidos, à tem-
peratura ambiente, é:
 d(água) = 1,0 g/cm3
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
129
 d(clorofórmio) = 1,4 g/cm3
 d(etanol) = 0,8 g/cm3
8. (FMU-SP) Um vidro contém 200 cm3 de mercúrio 
de densidade 13,6 g/cm3. A massa de mercúrio 
conti do no vidro é:
a) 0,8 kg
b) 0,68 kg
c) 2,72 kg
d) 27,2 kg
e) 6,8 kg
TÍTULO
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
1. Calcular a porcentagem, em massa, de uma so-
lução formada, quando foram uti lizados 40g de 
cloreto de sódio para serem dissolvidos em 60g 
de água. 
2. Uma solução aquosa de hidróxido de sódio é pre-
parada, misturando-se 20g de soluto com 140g 
de solvente. Qual a porcentagem, em massa, do 
soluto na solução? 
3 (F.F.O.Diamanti na-MG) Quantos gramas de água 
são necessários, a fi m de preparar uma solução 
a 20% em peso,usando 80g de soluto? 
4. (PUC-Camp-SP) Tem-se um frasco de soro glico-
sado, a 5% (solução aquosa de 5% em massa de 
glicose). Para preparar 1 kg desse soro, quantos 
gramas de glicose devem ser dissolvidos em 
água? 
5 (E.E.Mauá-SP) Uma solução de um dado soluto 
foi preparada a parti r de 160g de água. Se o tí tulo 
da solução é 0,2, calcule a massa do soluto. 
6. A análise revelou que um vinho contém 48 mL de 
álcool em cada caneca de 300 mL. Qual o tí tulo 
em volume desse vinho? E em porcentagem? 
FRAÇÃO MOLAR
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
Fraçãomolar do soluto (X1): É a relação entre o nú-
mero de mols do soluto (n1) e o número de mols da 
solução (n2)
 Fração molar do solvente (X2): É a relação entre o 
número de mols do solvente (n2) e o número de mols 
da solução (n2)
1. Calcular as frações molares do soluto e do solven-
te em uma solução que contém 117g de cloreto 
de sódio dissolvidos em 324g de água. 
2. (FURRN adaptado) Qual a fração molar do soluto 
e do solvente de uma solução preparada toman-
do-se 3 mols de glicose e 97 mols de água? 
3. Qual a fração molar do componente B numa mis-
tura contendo 4g de A (M=20g/mol) e 8,4g de B 
(M=28g/mol)? 
4. (U.F.Fluminense-RJ) Uma solução contém 18g de 
glicose (C6H12O6), 24,0g de ácido acéti co (C2H4O2) 
e 81,0g de água. Qual a fração molar do ácido 
acéti co na solução? 
5. (Faap-SP) Uma solução aquosa de NaCl apresenta 
11,7% em peso de soluto. Determine as frações 
molares do soluto e do solvente nessa solução. 
6. Determine as frações molares do soluto e do sol-
vente numa solução que foi preparada dissolven-
do-se 98g de ácido sulfúrico em 162g de água. 
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
130
Capítulo 14
LIXO, RESÍDUOS E REJEITOS
Competência específica 
Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica 
da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu-
mentos, realizar previsões sobre o funcionamento 
e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda-
mentar e defender decisões éticas e responsáveis.
Habilidade específica
(EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven-
ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres 
vivos e no corpo humano, com base nos mecanis-
mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria 
e nas transformações e transferências de energia, 
utilizando representações e simulações sobre tais 
fatores, com ou sem o uso de dispositivos e apli-
cativos digitais (como softwares de simulação e de 
realidade virtual, entre outros).
Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM
(GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, 
analisando suas características biológicas, quími-
cas ou físicas envolvidas para discutir criticamente 
sobre as etapas em processos de obtenção, trans-
formação, utilização ou reciclagem de recursos na-
turais, energéticos ou matérias-primas.
Objeto(s) de conhecimento
Lixo, resíduo e rejeito 
Reciclagem, reutilização, reaproveitamento de ma-
teriais e energia
Descritor Saeb
Identificar os processos de intervenções Humanas 
no meio ambiente
Lixo, Resíduos e Rejeitos
 SUGESTÃO DE PESQUISA
01. Leia a entrevista , onde a Especialista em geren-
ciamento de resíduos, a arquiteta Veronica Polzer 
explica os três termos e as formas sustentáveis 
de lidar com cada um dele. 
 Nádia Sayuri Kaku Atualizado em 14 Maio 2021, 
16h11 - Publicado em 14 Maio 2021, 16h30 Dis-
ponível em: https://casacor.abril.com.br/susten-
tabilidade/lixo-residuo-rejeitos-diferencas-entre-
-termos/. Acesso em: 30 de nov. de 2022.
02. Leia o artigo “Resíduos e Rejeitos de Aulas Expe-
rimentais: O que Fazer?”, escrito pelos autores: 
Patrícia Fernandes Lootens Machado e Gerson 
de Souza Mól. Disponível em : http://qnesc.sbq.
org.br/online/qnesc29/09-EEQ-4007.pdf. Acesso 
em: 30 de nov. de 2022.
 A geração de resíduos e rejeitos perigosos é um 
fato inerente à experimentação no ensino de Quí-
mica. Portanto, faz-se necessário discutir com a 
comunidade escolar a relevância do gerencia-
mento de materiais residuais gerados em aulas 
experimentais de Química, apontando formas 
adequadas e seguras para o manuseio desse ma-
terial. Essa discussão, que deve ser considerada 
uma obrigação do ponto de vista de preservação 
ambiental, é uma importante ação de educação, 
podendo ser abordada em qualquer área de en-
sino
 ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Caro/a estudante, a partir das leituras indicadas 
acima, confeccione um mapa mental explicativo in-
dicando todos os conceitos mais relevantes sobre o 
referidos temas: Lixo, resíduos e rejeitos. Socialize 
com a turma.
ATIVIDADE INTEGRADORA
Decomposição dos resíduos
Recursos necessários: 
Recipientes de plástico/vidro, terra, lata de alumínio, 
lixo orgânico, papéis já utilizados, sacola plástica, um 
cesto de lixo, cartolinas, materiais para desenho.
1. Aquecendo a turma 
Assista ao Episódio 06 da série Consciente Cole-
tivo. Faça as anotações no caderno elas serão base 
para a discussão do experimento a seguir.
MÍDIAS INTEGRADAS
Consciente Coletivo – Episódio 06, Resíduos: ht-
tps://youtu.be/5Cbijm9ucg4. Acesso em: 30 de nov. 
de 2022.
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
131
2. Mãos na massa
Divida a turma em quatro grupos, cada grupo fica-
rá responsável em montar um recipiente para simular 
o que acontece com os materiais que descartamos. 
Para a confecção do experimento cada grupo 
precisará de um recipiente transparente, de vidro ou 
uma embalagem de plástico, que tenham o tamanho 
aproximado de 35 x 25 cm. Esses recipientes deverão 
ser preenchidos até a metade com terra úmida. 
Um grupo ficará responsável em colocar uma 
lata de alumínio dentro do recipiente (uma lata de 
refrigerante, por exemplo), outro grupo lixo orgânico 
(resto de comida: casca de frutas, casca de ovo etc.), 
o terceiro grupo um pouco de papel (pode ser uma 
embalagem ou papeis já utilizados) e o quarto mate-
rial feito de plástico e/ou de isopor (uma sacolinha de 
supermercado ou uma embalagem).
Os recipientes deverão ser tampados para evitar 
moscas e preservar a higiene e a terra deverá ser man-
tida sempre úmida. Coloque os recipientes em um 
local visível a todos os alunos.
Cada grupo deverá observar e anotar o que acon-
tece com o seu experimento semanalmente.
3. Compartilhando o que aprendemos 
No final de um mês discuta com a classe o que foi 
observado, em especial chame atenção para o tempo 
de decomposição de cada material. 
Peça para que os alunos revisitem as respostas 
que deram na discussão inicial anterior à feitura do ex-
perimento, elas correspondem ao que foi observado? 
Todos os materiais que participaram do experi-
mento são itens que utilizamos no dia-a-dia. Após o 
descarte eles são levados até lixões ou aterros sanitá-
rios e lá permanecem, gerando impactos para o meio 
ambiente e a todos que nele vivem. 
Mas, será que tudo que descartamos deve ter o 
mesmo fim? 
Explique para a turma que existe uma diferença 
fundamental entre lixo e resíduo, muitas vezes os dois 
são descartados da mesma forma, mas podem ter 
destinos diferentes.
Resíduos são as sobras do processo de produção 
ou consumo que, se descartados adequadamente, 
ainda podem ser reciclados e reutilizados, por exem-
plo: papel, todos os tipos de plásticos, metal, alumínio, 
vidro e etc.
Já lixo é o rejeito da produção ou do consumo, 
dessa forma ele não pode ser reaproveitado, são 
exemplos: restos de cozinha e banheiro, caixa de pizza 
ou papel engordurado, fita adesiva, fotografias, etc.
4. Nossa criação 
Após a discussão sobre o experimento assistam a 
animação Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar.
MÍDIAS INTEGRADAS
Conheça os 4 R’s: Repensar, reduzir, reutilizar e reci-
clar: https://youtu.be/PckAgY6stqU. Acesso em : 30 
de nov. de 2022.
Com medidas simples todos podem ajudar a diminuir 
a geração de resíduos, que tal propor um desafio para 
a turma? 
Coloque um cesto de lixo na classe e oriente os alunos 
a depositarem, durante um mês, apenas resíduos não 
orgânicos que possam ser reciclados ou reaprovei-
tados de alguma forma, como restos de recortes de 
revistas ou folhas de caderno, definindo metas cole-
tivas para a redução do volume dos resíduos, semana 
a semana.
 REFERÊNCIAS
Essa atividade foi retirada, da rede de Aprendizagem 
para o Consumo consciente, edukatu. Disponível em 
: https://edukatu.org.br/uploads/EDKT/TCC_Decom-
posicao_Residuos.pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022.
 SUGESTÃO DE ATIVIDADE
01. De acordo com o artigo 8° da Lei n. 12.305/2010, 
são instrumentos da Política Nacional de Resídu-
os Sólidos:
 I – os panos de resíduos sólidos.
 II – o monitoramento e a fiscalização ambiental,sanitária e agropecuária.
 III – os inventários e o sistema declaratório se-
mestral de resíduos sólidos.
(A) Apenas o item I é verdadeiro.
(B) Apenas o item II é verdadeiro.
(C) Apenas o item III é verdadeiro.
(D) Apenas os itens I e II são verdadeiros.
(E) Todos os itens são verdadeiros. 
02. A reciclagem e o reuso das águas residuárias traz 
benefícios ambientais, sociais e econômicos. So-
bre os tipos e modalidades de reuso, assinale a 
alternativa incorreta.
(A) O reuso para fins ambientais constitui-se da 
utilização de água de reuso para implantação 
de projetos de recuperação do meio ambiente
(B) Não é permitido o reuso da água para a cria-
ção de animais ou cultivo de vegetais aquá-
ticos
CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS
132
(C) A água pode ser reutilizada dentro do am-
biente domésticos para finalidades como a 
irrigação de jardins e lavagem de pisos
(D) Pode ser realizada reciclagem interna, que 
consiste no reuso da água internamente nas 
instalações industriais 
03. Nos processos de reuso, variadas técnicas são uti-
lizadas visando a remoção de resíduos. Analise 
as afirmativas abaixo:
 I. No processo de remoção de resíduos podem 
ser empregadas técnicas de ordem física e físi-
co-químicas, já os processos biológicos não são 
aceitos para esse fim.
 II. O uso de micro-organismos é vetado durante 
os procedimentos de remoção de resíduos devido 
a possibilidade de contaminação da água. 
 III. No Brasil não existem normas e padrões es-
pecíficos para regulamentar e direcionar o reuso 
de águas residuárias. 
 IV. O CONAMA estabelece quatro classes e mais 
uma especial, e classifica as águas como doces, 
salobras e salinas, estabelecendo parâmetros físi-
co-químicos para cada classe dos corpos d´água, 
de acordo com a utilização que deve ser dada às 
mesmas.
 Assinale a alternativa correta.
(A) Apenas as afirmativas II e III estão corretas
(B) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas
(C) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
(D) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas
04. Analise as assertivas e assinale a alternativa cor-
reta. De acordo com as diretrizes nacionais para 
o saneamento básico e para a política federal de 
saneamento básico, estabelecidas no Art. 2º, da 
Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, os servi-
ços públicos de saneamento básico devem ser 
prestados com base em qual(ais) dos princípios 
fundamentais listados abaixo?
 I. Utilização de tecnologias apropriadas, conside-
rando a capacidade de pagamento dos usuários 
e a adoção de soluções graduais e progressivas. 
 II. Prioridade dos serviços públicos de sanea-
mento básico para cidades com mais de 100 mil 
habitantes. 
 III. Integralidade, compreendida como o conjunto 
de todas as atividades e componentes de cada 
um dos diversos serviços de saneamento básico. 
 IV. Abastecimento de água, esgotamento sanitá-
rio, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos 
realizados de formas adequadas à saúde pública 
e à proteção do meio ambiente.
(A) Apenas I, II e III estão corretas.
(B) Apenas II, III e IV estão corretas.
(C) Apenas I, III e IV estão corretas.
(D) Apenas I, II e IV estão corretas.
05. “Instrumento de desenvolvimento econômico e 
social caracterizado por um conjunto de ações, 
procedimentos e meios destinados a viabilizar a 
coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao se-
tor empresarial, para reaproveitamento, em seu 
ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra 
destinação final ambientalmente adequada.” O 
texto acima trata do conceito de: 
(A) Gerenciamento de resíduos sólidos.
(B) Coleta seletiva. 
(C) Reutilização.
(D) Rejeitos.
(E) Logística Reversa.
 REFERÊNCIAS
Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; 
volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p.
♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi-
co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 
2011. 461p. 
♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na 
abordagem do cotidiano; volume 2; 5ª edição; São 
Paulo: Moderna, 2009. 488p.
Matemática e
suas Tecnologias
Matemática e
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
134
COMPONENTE CURRICULAR
 MATEMÁTICA
Formação Geral Básica
RAZÃO E PROPORÇÃO
Habilidade BNCC: 
EM13MAT314 Resolver e elaborar problemas que 
envolvem grandezas determinadas pela razão ou 
pelo produto de outras (velocidade, densidade de-
mográfica, energia elétrica etc.).
Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: 
GO-EMMAT314A: Reconhecer situações que envol-
vem proporcionalidade em diferentes contextos, 
compreendendo a ideia de grandezas direta e in-
versamente proporcionais para resolver problemas 
relativos à realidade e/ou solucionar problemas do 
cotidiano que envolvam relação entre grandezas 
tais como velocidade, densidade demográfica, 
energia elétrica etc.
GO-EMMAT314A: Reconhecer situações que envol-
vem proporcionalidade em diferentes contextos, 
compreendendo a ideia de grandezas direta e in-
versamente proporcionais para resolver problemas 
relativos à realidade e/ou solucionar problemas do 
cotidiano que envolvam relação entre grandezas 
tais como velocidade, densidade demográfica, 
energia elétrica etc.
GO-EMMAT314D: Resolver e elaborar problemas 
que envolvem grandezas determinadas pela razão 
ou produto de outras grandezas, utilizando infor-
mações apresentadas pela mídia, livros, jornais e 
revistas para compreender conceitos como velo-
cidade média, densidade demográfica, índice plu-
viométrico etc.
Objeto de Conhecimento:
Razão e Proporção
Razão é parte da análise da relação entre duas 
grandezas, e é representada pelo coeficiente entre 
esses dois números.
Temos então duas grandezas A e B, com B 
podemos representar a razão entre essas duas gran-
dezas como 
Desta forma, apresentamos uma razão em força 
de fração. Note que, a grandeza A está no numerador 
e a grandeza B está no denominador, com isso pode-
mos associar uma nomenclatura para cada uma des-
sas grandezas ao associá-las a sua posição na fração.
Aquela grandeza que estiver no numerador, neste 
caso A, será chamada de antecedente. E a grandeza 
que estiver no denominador, neste caso B, será cha-
mada de consequente.
Ao nos depararmos com uma representação de 
grandezas em forma de razão, temos ainda uma forma 
especifica para realizar sua leitura.
Considere duas grandezas C e D, com D . Ao 
representá-las em uma razão
Podemos fazer a leitura como: “C está para D” 
ou “C para D”.
Será sempre uma situação antecedente está para 
o consequente.
Podemos, ainda, perceber o uso das razões em dife-
rentes setores, seja da matemática como em outras áre-
as de conhecimento, como química, física e geografia. 
Na matemática podemos perceber a razão no pro-
cesso de obtenção da porcentagem como a relação 
entre duas grandezas, a parte e o todo.
Pense na seguinte situação: Ao repartirmos um 
bolo em 4 parte iguais e comermos duas, podemos 
relacionar a parte 2, com o todo 4. A razão estabele-
cida entre parte e todo será
Na geografia podemos perceber a razão no pro-
cesso de obtenção da densidade demográfica, esta-
mos falando da relação entre tamanho da região e a 
quantidade de habitantes nela presente. 
Considere o estado de Goiás, este possui um total 
de 7 206 589 habitantes distribuídos em um territó-
rio de 340 242,856 km². Ao expressarmos essas duas 
grandezas em forma de razão, teremos
O valor obtido dessa razão representa a densida-
de demográfica, ou seja, um número que totaliza a 
quantidade de habitantes por km² presentes neste 
território.
Na física, temos a velocidade média como sendo 
o resultado de uma razão entre a distância percorrida 
pelo tempo que levou para percorrer tal distância. 
Considere um carro que percorre uma distância 
de 45 m em 15 segundos. Temos então que a razão 
estabelecida é 
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
135
Assim é possível perceber a presença da ideia de 
razão em diversos âmbitos de conhecimento.
ATIVIDADES
1. Considere a seguinte situação
 “Em uma receita, usa-se 1 colheres de sal para 
cada 2 xicaras de farinha”Assinale a alternativa cuja razão melhor repre-
senta a situação descrita.
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
2. Em um pátio há 54 motos e 108 carros. Qual a 
razão entre motos e carros?
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
3. Em uma construção usa-se parafusos de 5cm para 
tabuas de 20cm. Qual a razão entre o tamanho 
dos parafusos para o tamanho das tabuas?
(A) 
(B) 
(C) 
(D) 
(E) 
4. A população da cidade e Mundo Novo é de 6mil 
habitantes, distribuídos em uma região de 2 mil 
quilômetros. Qual a densidade demográfica de 
Mundo Novo?
(A) 6 hab/km²
(B) 4 hab/km²
(C) 3 hab/km²
(D) 2 hab/km²
(E) 1,5 hab/km²
5. Um trator percorre 1800 metros em 90 segundos. 
Qual é a velocidade média do trator ao realizar o 
percurso?
(A) 15 m/s
(B) 18 m/s
(C) 20 m/s
(D) 22 m/s
(E) 25 m/s
Quando estamos trabalhando com duas grandezas 
é possível perceber como elas estão conectadas na 
situação em que foram observadas.
Considere uma plantação de jabuticabas, nessa 
plantação eu tenho 100 pés de jabuticaba e eles me 
rendem 10 000 litros de jabuticaba. Vamos observar 
a razão estabelecida entre essas grandezas
Caso eu plante mais 100 pés de jabuticaba a fa-
zenda passará a render 20 000 litros de jabuticaba. 
Assim a razão passará a ser
Percebam que conforme eu aumente a quanti-
dade de pés de jabuticaba estarei também aumen-
tando a quantidade de litros de jabuticaba que essa 
produção irá fornecer? Isso quer dizer que ambas são 
grandezas diretamente proporcionais, isto é, confor-
me eu aumento uma das grandezas a outra também 
irá aumentar proporcionalmente. 
De forma análoga, podemos pensar em grandezas 
inversamente proporcionais. Neste caso, ao termos 
uma situação em que uma das grandezas cresce e 
consequentemente a outra diminui.
Agora vamos observar agora ambas as produções
Como ambas produções têm como resultado o 
mesmo valor podemos então dizer que ao avaliarmos 
as razões das duas situações, elas são razões equiva-
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
136
lentes de grandezas diretamente proporcionais, ou 
seja
E, assim, podemos definir a proporção como 
sendo uma igualdade entre razões, ou quando duas 
razões têm o mesmo resultado, como no exemplo 
apresentado anteriormente.
ATIVIDADES
6. Em um dia uma indústria produz 300 peças de 
determinado produto com 9 máquinas. Para 
que essa indústria consiga produzir 600 peças, 
no mesmo intervalo de tempo, qual deve ser a 
quantidade de máquinas?
(A) 10
(B) 13
(C) 15
(D) 17
(E) 18
7. Ao fazer uma receita, Julia usa 3 xicaras de água 
para 4 xicaras de farinha. Caso Julia use 12 xicaras 
de farinha, qual deve ser a quantidade de xicaras 
de água?
(A) 7
(B) 8
(C) 9
(D) 10
(E) 11
8. Uma plantação de soja produz 800 sacas em seu 
território ao longo do ano. Para que a quantidade 
de sacas produzidas dobre, o território utilizado 
para plantio deve
(A) dobrar.
(B) triplicar.
(C) Quadruplicar.
(D) reduzir pela metade.
(E) reduzir pela terça parte.
9. Uma gráfica faz 6000 impressões por dia, utilizan-
do 4 máquinas idênticas. Para que a quantidade 
de impressões seja de 9000 qual deve ser a quan-
tidade de máquinas produzindo as impressões?
(A) 5
(B) 6
(C) 7
(D) 8
(E) 9
10. Uma loja consegue vender R$250.000,00 por mês 
com 5 funcionários. Qual deve ser o número de 
funcionários para que a loja consiga atingir uma 
venda mensal de R$350.000,00?
(A) 7
(B) 8
(C) 9
(D) 10
(E) 11
PROPRIEDADES DA PROPORÇÃO
Agora que entendemos os conceitos envolvendo 
grandezas diretamente proporcionais e inversamen-
te proporcionais e sabemos que quando temos duas 
ou mais razões que são equivalentes obtemos então 
uma proporção, podemos começar a falar sobre as 
propriedades da proporção.
Se temos uma situação em que duas razões são 
equivalentes, tem-se
De modo análogo, se realizarmos uma multiplica-
ção cruzada ela continuará sendo verdadeira.
Com isso, temos a primeira propriedade que diz 
que o produto dos meios é igual ao produto dos ex-
tremos, a famosa multiplicação cruzada.
Outra propriedade interessante é que ao somar 
ou subtrair o denominador ao numerador de ambas 
as razões não se altera a proporção, isto é
Ou
Ainda, podemos somar ou subtrair os numera-
dores e denominadores de uma razão a outra e o 
resultado será a primeira ou a segunda razão
Assim como,
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
137
Falamos anteriormente, brevemente, sobre pro-
porcionalidade direta e inversa, mas se faz necessário 
um pequeno acréscimo nos nossos saberes a respeito 
da interpretação matemática da proporcionalidade 
inversa. Essa se deve ao fato de que, ao realizarmos as 
contas em uma determinada situação cuja proporção 
é estabelecida de forma inversa, antes de efetuarmos 
a multiplicação cruzada é preciso que uma das frações 
seja invertida. Perceba o seguinte problema:
Alejandro irá para sua escola de moto, se ele faz 
o percurso com uma velocidade de 30 m/s ele leva 2 
minutos. Caso ele diminua sua velocidade para 12 m/s 
quanto tempo levará para chegar à escola?
Conforme a velocidade aumenta, menor será o 
tempo de percurso. Conforme a velocidade diminui 
maior será o tempo de percurso, assim temos que:
Assim, por se tratar de grandezas inversas é pre-
ciso que realizemos uma inversão de uma das razões
Agora sim podemos aplicar a propriedade da pro-
porção e realizar a multiplicação cruzada e obter 
ATIVIDADES
11. Determine o valor de x nas proporções a seguir
 a) 
 b) 
 c) 
 d) 
12. Pedro, ao produzir uma maquete, representou 
um monumento de 80 metros de altura com 
uma peça de 48 centímetros. Luiz representou 
um outro monumento de 110 metros usando as 
mesmas proporções que seu colega. Desta for-
ma, o monumento representado por Luiz possui 
quantos centímetros em sua maquete?
(A) 56
(B) 60
(C) 66
(D) 72
(E) 78
13. Em uma turma, a razão entre o número homens 
e o número de mulheres é 3/5. Nessa turma há 
21 homens, o número total de alunos da turma 
é
(A) 35
(B) 42
(C) 48
(D) 54
(E) 56
14. Para executar uma reforma em seu apartamento, 
uma pessoa solicitou os serviços de três pedrei-
ros e combinou o pagamento de R$ 3,000,00 ao 
término da obra. Um pedreiro trabalhou na obra 
por 5 dias, outro trabalhou por 3 dias e o terceiro 
trabalhou por apenas 2 dias. Quanto cada pedrei-
ro deve receber?
15. A razão entre o peso de uma pessoa na Terra e o 
seu peso em Netuno é 5/7. Dessa forma, o peso 
de uma pessoa que na terra pesa 78kg na terra 
pesará 
(A) menos de 50kgs.
(B) entre 50kg e 80kgs.
(C) entre 85kg e 97kg.
(D) entre 100kgs e 110kgs.
(E) acima de 120kgs.
ATIVIDADE COMPLEMENTAR 
1. (ENEM PPL 2015) Uma confecção possuía 36 
funcionários, alcançando uma produtividade 
de5.400 camisetas por dia, com uma jornada 
de trabalho diária dos funcionários de 6 horas. 
Entretanto, com o lançamento da nova coleção 
e de uma nova campanha de marketing, o núme-
ro de encomendas cresceu de forma acentuada, 
aumentando a demanda diária para21.600 ca-
misetas. Buscando atender essa nova demanda, 
a empresa aumentou o quadro de funcionários 
para 96. Ainda assim, a carga horária de trabalho 
necessita ser ajustada.
 Qual deve ser a nova jornada de trabalho diá-
ria dos funcionários para que a empresa consiga 
atender a demanda?
(A) 1 hora e 30 minutos
(B) 2 horas e 15 minutos
(C) 9 horas
(D) 16 horas 
(E) 24 horas
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
138
2. ENEM 2017) Em uma de suas viagens, um turista 
comprou uma lembrança de um dos monumen-
tos que visitou. Na base do objeto há informações 
dizendo que se trata de uma peça em escala 1: 
400, e que seu volume é de 25 cm³.
 O volume do monumento original, em metro cú-
bico é de 
(A) 100.
(B) 400.
(C) 1 600.
(D) 6 250.
(E) 10 000.
3. (ENEM PPL 2017) No centro de uma praça será 
construída uma estátua que ocupará um terre-
no quadrado com área de9 metros quadrados. 
O executor da obra percebeu que a escala do 
desenho na planta baixa do projeto é de1: 25. 
 Na planta baixa, a área da fi gura que representa 
esse terreno, em centí metro quadrado, é
(A) 144.
(B) 225.
(C) 3 600.
(D) 7 500.
(E) 32 400
4.(ENEM (Libras) 2017) Uma padaria fabrica bis-
coitos que são embalados em pacotes com dez 
unidades, e cada pacote pesa 85 gramas. Na infor-
mação ao consumidor lê-se: “A cada15 gramas do 
biscoito correspondem 90 quilocalorias”. Quantas 
quilocalorias tem um desses biscoitos?
(A) 6
(B) 14
(C) 51
(D) 60
(E) 510
5. Enem/2016) Cinco marcas de pão integral apre-
sentam as seguintes concentrações de fi bras 
(massa de fi bra por massa de pão):
 - Marca A: 2 g de fi bras a cada 50 g de pão;
 - Marca B: 5 g de fi bras a cada 40 g de pão;
 - Marca C: 5 g de fi bras a cada 100 g de pão;
 - Marca D: 6 g de fi bras a cada 90 g de pão;
 - Marca E: 7 g de fi bras a cada 70 g de pão.
 Recomenda-se a ingestão do pão que possui a 
maior concentração de fi bras.
 Qual a marca deve ser escolhida?
(A) A
(B) B
(C) C
(D) D
(E) E
POLÍGONOS
Habilidade BNCC: 
(EM13MAT505)Resolver problemas sobre ladrilha-
mento do plano, com ou sem apoio de aplicati vos 
de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito 
dos ti pos ou composição de polígonos que podem 
ser uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa-
drões observados.
Objeti vos de Aprendizagem do DC-GOEM:
(GO-EMMAT505A) Analisar situações que envolvem 
fi guras planas, reconhecendo seus elementos e ca-
racterísti cas (nomenclatura, regularidade, medidas, 
entre outros) para resolver problemas relacionados 
a espaço e forma.
(GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envolvam 
espaço e forma (perímetro e área de fi guras planas, 
ladrilhamento de planos, entre outros) empregando 
estratégias e recursos, observando padrões com ou 
sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica para 
conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de 
polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamen-
to, generalizando padrões observados etc.
(GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envolvam 
espaço e forma (perímetro e área de fi guras planas, 
ladrilhamento de planos, entre outros) empregando 
estratégias e recursos, observando padrões com ou 
sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica para 
conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de 
polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamen-
to, generalizando padrões observados etc.
Objeto de Conhecimento:
Polígonos regulares e suas característi cas: ângulos 
internos, ângulos externos etc.
Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações
Os polígonos são fi guras planas e fechadas cons-
ti tuídas por segmentos de reta. A palavra “polígono” 
advém do grego e consti tui a união de dois termos 
“poly” e “gon” que signifi ca “muitos ângulos”. Os po-
lígonos podem ser simples ou complexos. Os polígo-
nos simples são aqueles cujos segmentos consecuti -
vos que o formam não são colineares, não se cruzam 
e se tocam apenas nas extremidades. Quando existe 
intersecção entre dois lados não consecuti vos, o po-
lígono é chamado de complexo.
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
139
A junção das retas que formam os lados de um 
polígono com o seu interior é chamada de região po-
ligonal. Essa região pode ser convexa ou côncava. Os 
polígonos simples são chamados de convexos quan-
do qualquer reta que une dois pontos, pertencente 
a região poligonal, fi cará totalmente inserida nesta 
região. Já nos polígonos côncavos isso não acontece.
Quando um polígono apresenta todos os lados 
congruentes entre si, ou seja, possuem a mesma me-
dida, ele é chamado de equilátero. Quando todos os 
ângulos têm mesma medida, ele é chamado de equi-
ângulo. Os polígonos convexos são regulares quando 
apresentam os lados e os ângulos congruentes, ou 
seja, são ao mesmo tempo equiláteros e equiângulos. 
Por exemplo, o quadrado é um polígono regular.
Elementos do Polígono 
• Vérti ce: corresponde ao ponto de encontro dos 
segmentos que formam o polígono. 
• Lado: corresponde a cada segmentos de reta 
que une vérti ces consecuti vos. 
• Ângulos: os ângulos internos correspondem aos 
ângulos formados por dois lados consecuti vos. 
Por outro lado, os ângulos externos são os ân-
gulos formados por um lado e pelo prolonga-
mento do lado sucessivo a ele. 
• Diagonal: corresponde ao segmento de reta 
que liga dois vérti ces não consecuti vos, ou seja, 
um segmento de reta que passa pelo interior 
da fi gura.
Nomenclatura dos Polígonos é realizada conside-
rando o número de lados presentes, os polígonos são 
classifi cados em:
A Soma dos ângulos externos dos polígonos con-
vexos é sempre igual a 360°. Entretanto, para obter a 
soma dos ângulos internos de um polígono é neces-
sário aplicar a seguinte fórmula:
Em que é o número de lados do polígono.
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
140
Por exemplo: Qual é o valor da soma dos ângulos 
internos de um decágono convexo?
O decágono convexo é um polígono que apresen-
ta10 lados, ou seja, n = 10. Aplicando esse valor na 
fórmula, temos:
Outra informação interessante sobre os elemen-
tos de um polígono é a quanti dade de diagonais que 
este possui que pode ser determinada pela seguinte 
formula
Por exemplo o número de diagonais em um octó-
gono convexo pode ser determinado por 
Pois o octógono possui 8 lados, assim, temos
ATIVIDADES
1. Qual a soma dos ângulos internos de um dode-
cágono?
2. Qual o polígono, cuja soma dos ângulos internos 
vale 1080°?
3. Qual a quanti dade de diagonais presente em um 
icoságono?
4. Determine o polígono convexo cuja soma dos ân-
gulos internos é igual ao número de diagonais 
multi plicado por 180.
5. Um polígono regular com exatamente 35 diago-
nais tem
 (A) 6 lados.
 (B) 9 lados.
 (C) 10 lados.
 (D) 12 lados.
 (E) 20 lados.
ÁREAS 
Habilidade BNCC: 
(EM13MAT505) Resolver problemas sobre ladrilha-
mento do plano, com ou sem apoio de aplicati vos 
de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito 
dos ti pos ou composição de polígonos que podem 
ser uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa-
drões observados.
Objeti vos de Aprendizagem do DC-GOEM:
(GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envol-
vam espaço e forma (perímetro e área de fi guras 
planas, ladrilhamento de planos, entre outros) 
empregando estratégias e recursos, observando 
padrões com ou sem apoio de aplicati vos de ge-
ometria dinâmica para conjecturar a respeito dos 
ti pos ou composição de polígonos que podem ser 
uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa-
drões observados etc.
Objeto de Conhecimento:
Polígonos regulares e suas característi cas: ângulos 
internos, ângulos externos etc.
Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações
A área de uma fi gura plana é a medida da super-
fí cie da fi gura.
Para calcular a área de uma fi gura plana, uti liza-
mos uma fórmula específi ca que depende do formato 
da fi gura. As principais fi guras planas são: 
• Triângulo é o polígono mais simples que conhe-
cemos, pois é formado por três lados e três ângulos
Para o triângulo equilátero temos que o cálculo 
da área é dado por:
• O quadrado é um quadrilátero, ou seja, polígono 
de quatro lados, que possui todos os ângulos retos e 
todos os lados congruentes. 
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
141
• Retângulo “Conhecemos como retângulo o qua-
drilátero que possui todos os ângulos retos, ou seja, 
os quatro ângulos medem 90°.
O quadrado é um caso parti cular de retângulo, 
pois, além dos ângulos de 90°, ele possui também os 
lados congruentes. Para ser retângulo, basta ser um 
quadrilátero que possui todos os ângulos retos
ATIVIDADES
1. Um quadrado possuí sua aresta medindo 5,5cm. 
A área e o perímetro deste quadrado são, respec-
ti vamente
(A) 25,25cm² e 22cm.
(B) 30,25cm² e 22cm.
(C) 25,25cm² e 25cm.
(D) 30,25cm² e 25cm.
(E) 25,30cm² e 22cm.
2. Uma fi gura plana no formato retangular possui 
o maior lado medindo 12cm e o menor medin-
do 6cm. Qual a área e o perímetro desta fi gura, 
respecti vamente?
(A) 69cm² e 36cm
(B) 72cm² e 36cm
(C) 74cm² e 24cm
(D) 76cm² e 24cm
(E) 77cm² e 36cm
3. Um triângulo equilátero possui seus lados me-
dindo 12 cm. Sabendo que √3≅1,73 determine 
a área deste triângulo.
(A) 61,15 cm²
(B) 62,28 cm²
(C) 63,88 cm²
(D) 64,28 cm²
(E) 65,98 cm²
4. A área de umquadrado mede 225cm². Qual a 
medida da aresta deste quadrado?
(A) 12cm
(B) 13cm
(C) 14cm
(D) 15cm
(E) 16cm
5. Um triângulo possui base medindo 12cm e altura 
medindo 8 cm. Qual a área deste triângulo?
(A) 48cm²
(B) 36 cm²
(C) 24 cm²
(D) 12 cm²
(E) 6 cm²
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
142
LADRILHAMENTO
Habilidade BNCC: 
(EM13MAT505) Resolver problemas sobre ladrilha-
mento do plano, com ou sem apoio de aplicativos 
de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito 
dos tipos ou composição de polígonos que podem 
ser utilizados em ladrilhamento, generalizando pa-
drões observados.
Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: 
(GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envol-
vam espaço e forma (perímetro e área de figuras 
planas, ladrilhamento de planos, entre outros) 
empregando estratégias e recursos, observando 
padrões com ou sem apoio de aplicativos de ge-
ometria dinâmica para conjecturar a respeito dos 
tipos ou composição de polígonos que podem ser 
utilizados em ladrilhamento, generalizando pa-
drões observados etc.
Objeto de Conhecimento:
Polígonos regulares e suas características: ângulos 
internos, ângulos externos etc.
Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações
Ladrilhamento consiste no preenchimento do 
plano com polígonos, sem sobreposições ou bura-
cos. Essa técnica é usada em uma grande variedade 
de aplicações: papéis de parede, pisos decorativos 
com cerâmicas ou pedras, pisos e forros de madeira, 
estamparia de tecidos, malharias e crochês, no em-
pacotamento ou empilhamento de objetos iguais etc.
Figura 1: Ladrilhamento - Nova Escola
Iremos voltar nossa atenção para o Ladrilhamento 
do tipo regular, este acontece quando todos os vérti-
ces de um ladrilhamento são do mesmo tipo, ou seja, 
os polígonos que formam o ladrilhamento devem ser 
polígonos regulares. E devemos ainda observar que 
a soma dos ângulos em torno de cada vértice deve 
ser de 360°, portanto apenas três tipos de polígonos 
podem pavimentar, de forma regular, um plano, sendo 
eles: o triângulo, o quadrado e o hexágono.
Figura 2: Ladrilhamento com Triângulos - Lazaro Souza Santos
Figura 3: Ladrilhamento com Quadrados - Lazaro Souza Santos
Figura 4: Ladrilhamento com Hexágonos - Lazaro Souza Santos
Sabendo como se comporta o processo de ladri-
lhamento regular, faz sentido pensarmos em seu uso 
para cobrir regiões no plano, associando-o ao cálculo 
de área e/ou perímetro. 
Falamos anteriormente sobre o cálculo da área de 
quadrados e triângulos, então vamos fazer uma breve 
recapitulação referente ao perímetro e ao cálculo da 
área do hexágono.
Falando de perímetro, entendemos que este seja 
a soma das medidas que compõem o contorno da 
figura. Ou seja, a soma dos lados da figura.
Para a área do hexágono regular, podemos pensar 
o hexágono regular como sendo 6 triângulos equilá-
teros. Desta forma podemos abordar a área do hexá-
gono como sendo
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
143
ATIVIDADE
Construa diversos triângulos equiláteros, quadra-
dos e hexágonos regulares e utilize diferentes combi-
nações destes polígonos para construir um ladrilha-
mento de plano em uma folha de A4.
Segue alguns modelos:
 
TRANSFORMAÇÕES GEOMÉTRICAS
Habilidade BNCC: 
(EM13MAT105) Utilizar as noções de transforma-
ções isométricas (translação, reflexão, rotação e 
composições destas) e transformações homotéti-
cas para construir figuras e analisar elementos da 
natureza e diferentes produções humanas (fractais, 
construções civis, obras de arte, entre outras).
Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: 
(GO-EMMAT105A) Compreender os conceitos de 
reflexão, translação, rotação (congruência) e homo-
tetia (semelhança) discutindo diferentes situações 
e sintetizando conceitos para resolver problemas 
que envolvam dois ou mais conceitos, simultane-
amente.
(GOEMMAT105B) Utilizar as transformações e com-
posições isométricas (translação, reflexão, rotação) 
e homotéticas identificando os casos específicos de 
simetria em que se aplicam para analisar elementos 
da natureza e diferentes produções humanas (frac-
tais, construções civis, obras de arte, entre outras).
Objeto de Conhecimento:
GEOMETRIA DAS TRANSFORMAÇÕES: ISOMETRIAS 
(REFLEXÃO, TRANSLAÇÃO E ROTAÇÃO) E HOMOTE-
TIA (AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO).
NOÇÕES DE GEOMETRIA DOS FRACTAIS.
Podemos estabelecer uma conexão com algumas 
áreas da Matemática e com outros campos do co-
nhecimento, especialmente com a arte, por meio da 
exploração das formas e características de objetos, 
obras artísticas, pinturas, desenhos, mapas, formas 
encontradas na natureza, entre outras criações hu-
manas ou naturais. 
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
144
Para essa relação, iremos utilizar as transforma-
ções geométricas. Uma transformação geométrica 
é uma aplicação bijetiva entre duas figuras geomé-
tricas, no mesmo plano ou em planos diferentes, de 
modo que, a partir de uma figura geométrica original 
se forma outra geometricamente igual (isométricas) 
ou semelhante à primeira (homotéticas). Uma Isome-
tria é uma transformação geométrica que preserva 
distância entre pontos e amplitude dos ângulos, isto 
é, a figura inicial e o seu transformado são congruen-
tes. 
Reflexão no plano
Uma reflexão, de eixo r é uma transformação ge-
ométrica que a cada ponto P faz corresponder um 
ponto P’, tal que:
• PP’ é perpendicular ao eixo; 
• As distancias de P e de P ́ao eixo são iguais.
Propriedades: 
1. Uma figura e a sua imagem por reflexão sobre 
um eixo de reflexão são congruentes; 
2. Se dobrarmos a folha pelo eixo de reflexão r, a 
figura original e a sua imagem sobrepõem-se ponto 
por ponto; 
3. A reflexão muda o sentido dos ângulos, mas 
mantem a sua amplitude.
Rotação 
No plano uma rotação de uma forma ao redor 
de um ponto, centro da rotação, e amplitude é uma 
transformação geométrica tal que a distância ao cen-
tro de rotação de cada ponto P se mantém constante.
Translação
A translação é o termo usado para “mover” for-
mas, sendo necessárias duas especificações 
• Direção (que pode ser medida em graus)
• Magnitude (que pode ser medida em alguma 
unidade de comprimento)
A figura acima foi transladada 30° a nordeste e no 
comprimento do vetor v.
Homotetia
Homotetia é transformação que multiplica por um 
fator constante a distância de um ponto qualquer do 
espaço a um ponto fixo, deslocando-o sobre a reta 
definida por estes dois pontos.
MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS
145
1. Faça a refl exão do triângulo ABC em relação 
 a) Ao eixo y;
 b) Ao eixo x;
 c) A origem O
2. Observe os polígonos ABC e A’B’C’ no plano car-
tesiano a seguir
 Que ti po de simetria é observada na transforma-
ção do polígono ABC no polígono A’B’C’?
(A) Refl exão em relação ao eixo x.
(B) Refl exão em relação a origem do sistema de 
coordenadas.
(C) Translação.
(D) Rotação em relação ao ponto A.
(E) Rotação em relação a origem do sistema de 
coordenadas.
Ciências Humanas 
e Sociais Aplicadas
Ciências Humanas 
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
148
COMPONENTES: FILOSOFIA, 
GEOGRAFIA, HISTÓRIA, SOCIOLOGIA 
Módulo 01
CULTURA, PODER E IDADE MÉDIA
COMPETÊNCIA ESPECÍFICA: 1. Analisar processos 
políticos, econômicos, sociais, ambientais e cultu-
rais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial 
em diferentes tempos, a partir da pluralidade de 
procedimentos epistemológicos, científicos e tec-
nológicos. Desse modo a compreender e posicio-
nar-se criticamente em relação a eles, consideran-
do diferentes pontos de vista. Tomando decisões 
baseadas em argumentos e fontes de natureza 
científica.
HABILIDADES DA BNCC: (EM13CHS104) Analisar 
objetos e vestígios da cultura material e imaterial 
de modo a identificar conhecimentos, valores, 
crenças e práticas que caracterizam a identidade 
e a diversidade cultural de diferentes sociedades 
inseridas no tempo e no espaço.
Objetivo de aprendizagem: (GO-EMCHS104B) 
Discutir o conceito de cultura material e imaterial, 
utilizando vestígio e fontes históricas da Idade 
Média para o entendimento da identidade social, 
econômica e geográficadessas sociedades. (GO-
-EMCHS104C) Analisar a relação entre senhores e 
servos no Mundo Antigo e Medieval, relacionando 
a escravidão, a servidão e o trabalho livre em dife-
rentes temporalidades e espaços para pesquisar as 
práticas econômicas destas diferentes sociedades. 
(GO-EMCHS104D) Investigar a dinâmica socioespa-
cial e territorial da sociedade medieval, pontuando 
questões das mudanças na constituição do mapa 
europeu promovidas pelas cruzadas para ampliar o 
entendimento de toda particularidade do período 
medieval.
Objeto de conhecimento: Conceito de Cultura ma-
terial e imaterial, Feudalismo.
MOMENTO HISTÓRIA
1. CULTURA MATERIAL E IMATERIAL
“Um povo sem história é um povo sem memó-
ria. E um povo sem história estáZ fadado a come-
ter, no presente e no futuro, os mesmos erros do 
passado”.
A frase da historiadora Emília Viotti da Costa, 
autora do clássico “Da Senzala à Colônia” mostra o 
quanto é importante os brasileiros conhecerem o seu 
Patrimônio cultural material e imaterial.
Todas as histórias e memórias que resistem ao 
tempo são chamadas de Patrimônio Cultural, que é 
a soma dos bens materiais e imateriais. Trata-se de 
algo muito valioso, do ponto de vista físico (tangível) 
ou sentimental (intangível) e devem ser bem preser-
vadas, pois serão por meio delas que as pessoas co-
nhecerão suas origens.
Essa herança histórica é definida em dois tipos:
Patrimônio Cultural Material
Os patrimônios materiais são bens culturais pas-
sados de geração em geração, pois representam a 
história de determinado grupo. Eles têm uma carac-
terística bastante peculiar porque podem ser móveis 
e imóveis. Os bens imóveis são fixos e impossíveis 
de serem transportados para outro lugar, a exemplo 
das igrejas, de sítios arqueológicos, edificações e ci-
dades históricas. Já os móveis são todos os bens que 
podem ser transportados, como vestimentas, objetos 
históricos, livros, documentos, fotografias, coleções 
arqueológicas, acervos museológicos, entre outros.
O papel do IPHAN
O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Na-
cional (IPHAN) é uma autarquia, do Governo Federal, 
que tem o papel de defender e preservar o Patrimônio 
cultural material e imaterial brasileiro.
É por conta disso que todas as obras, prédios e 
construções, mesmo aquelas em ruínas, que estão 
tombados pelo IPHAN, não podem ser reformadas ou 
demolidas sem autorização da autarquia, ainda que 
sejam de propriedade privada.
No Brasil, os principais bens de cultura material 
tombados pelo IPHAN são:
• Pelourinho (Salvador/BA);
• Universidade Federal do Paraná (Curitiba/PR)
• Centro Histórico de Ouro Preto (Ouro Preto/
MG);
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
149
• Conjunto Arquitetônico de Paraty (Paraty/RJ);
• Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro/ RJ);
• Parque Nacional Serra da Capivara (São Rai-
mundo Nonato/PI);
• Centro Histórico de Olinda (Olinda/PE);
Patrimônio Cultural Imaterial
Os bens culturais imateriais são intangíveis, ou seja, 
não se pode pegar. Esses bens são o reflexo da cultura 
de um povo, bem como de seus hábitos, expressões e 
costumes, que são transmitidos de geração em geração.
Como exemplos, temos as manifestações artísticas 
ligadas à Dança e a Música, como o Samba, o Frevo, a 
Capoeira, o Maracatu e a festa do Boi Bumbá. Ligadas 
aos Saberes, o Ofício das Baianas de Acarajé (BA), o 
modo artesanal de fazer Queijo de Minas nas regiões 
do Serro, da Serra da Canastra e Salitre/Alto Paranaíba 
(MG); das Celebrações, o Círio de Nossa Senhora de 
Nazaré (PA) e a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim 
(BA); dos Lugares, a Feira de Caruaru (PE) e a Cacho-
eira de Iauaretê – Lugar Sagrado dos povos indígenas 
dos Rios Uaupés e Papuri (AM); e de Expressão, como 
a Literatura de Cordel.
Fonte: https://www.sabra.org.br/site/patrimonio-material-
imaterial/
ATIVIDADE
• Pesquise no site do IPHAN (http://portal.iphan.
gov.br/) os itens considerados como bens mate-
riais e imateriais.
• A partir da lista de itens, identifique quais são os 
bens materiais e imateriais da sua cidade, da sua 
região e registre no caderno, ou façam cartazes e/
ou materiais digitais para valorizar a cultura local.
2. CULTURA NA IDADE MÉDIA
A Idade Média foi chamada pelos renascentistas 
de Idade das Trevas. Esse nome surgiu porque eles 
consideravam que naquele período da história eu-
ropeia as artes e o conhecimento pouco teriam se 
desenvolvido. Mas será que o mundo medieval foi 
mesmo época de trevas e escuridão?
Na verdade, os renascentistas desejavam salientar 
a diferença entre o momento em que viviam e o pe-
ríodo anterior que, segundo eles, era dominado pela 
religião. Tudo era explicado pelos dogmas da Igreja 
católica, tudo ocorria conforme a vontade de Deus. 
Os renascentistas não desacreditavam na existência 
de Deus, mas desejavam colocar o ser humano no 
centro das artes e do conhecimento.
Essa ideia representou uma verdadeira revolução. 
Inspirados na cultura dos gregos e romanos, os re-
nascentistas começaram a observar e a compreender 
os seres humanos e os fenômenos naturais de uma 
forma diferente.
A produção cultural na Idade Média
A partir dos séculos IV e V, o Império Romano do 
ocidente começou a se desestruturar. Crise econômi-
ca, dificuldades em manter as fronteiras e a invasão de 
povos inimigos, sobretudo de origem germânica, eram 
alguns dos problemas enfrentados pelos romanos.
Esse cenário contribuiu para uma transformação 
radical na vida cultural dos povos europeus. Com o 
tempo, os costumes romanos e germânicos se mis-
turaram, dando origem ao mundo feudal. Nele, os 
mosteiros e as abadias tornaram-se um dos principais 
centros de produção cultural.
Na Idade Média, assim como na Antiguidade, 
eram poucas as pessoas que sabiam ler e escrever. 
A maior parte da leitura era feita em voz alta para 
um grupo de ouvintes, como nas missas. Por isso, os 
textos eram todos preparados para serem lidos em 
público, com imagens fortes e teatralizadas.
As pessoas mais instruídas pertenciam a Igreja, 
que controlava grande parte das atividades artísticas, 
literárias e intelectuais da época. O controle da leitura 
e da escrita era uma de a Igreja manter seu poder e 
de impedir que as pessoas pensassem diferentemente 
de seus dogmas.
As catedrais também foram importantes centros 
de produção e preservação cultural.
Fonte: A Cultura Medieval. Site Só História. Virtuous 
Tecnologia da Informação, 2009-2022. Disponível em: 
<http://www.sohistoria.com.br/ef2/cultmedieval/> Acesso 
nov 2022.
ATIVIDADE
• Pesquise em fontes diversas sobre a arte e a cultu-
ra medieval, bem como os avanços tecnológicos 
e culturais do período.
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
150
3. FEUDALISMO
O feudalismo foi a forma de organização social e 
econômica instituída na Europa Ocidental entre os 
séculos V a XV, durante a Idade Média. Baseava-se em 
grandes propriedades de terra, chamadas de feudos, 
que pertenciam aos senhores feudais, e a mão de 
obra era servil.
Os feudos eram grandes propriedades de terra onde se baseavam 
as relações sociais e econômicas durante a Idade Média.
Com a queda do Império Romano do Ocidente 
e a invasão dos povos bárbaros entre os séculos IV 
e V, a Europa atravessou um período de ruralização, 
isto é, os moradores da cidade se deslocaram para o 
campo, fugindo da instabilidade provocada pela mo-
vimentação dos bárbaros.
A partir do século XV, o feudalismo entrou em 
crise por conta das mudanças ocorridas na Europa, 
como os renascimentos cultural, urbano e comercial.
O que é feudalismo?
De acordo com Jacques Le Goff, um dos principais 
estudiosos da Idade Média, o feudalismo é “um siste-
ma de organização econômica, social e política base-
ado nos vínculos de homem a homem, no qual uma 
classe de guerreiros especializados — os senhores —, 
subordinados uns aos outros por uma hierarquia de 
vínculos de dependência, domina uma massa campe-
sina que explora a terra e lhes fornece com que viver”.
O feudalismo foi um modelo social e econômico 
que vigoroudos séculos V ao XV, na Europa Ocidental, 
e que marcou profundamente a Idade Média. Esse 
modelo era baseado na terra e, por meio dela, cons-
tituíam-se a atividade econômica e a estrutura social.
Origem do feudalismo
A origem do feudalismo está na crise que pro-
vocou a queda do Império Romano do Ocidente. No 
século III, por conta da crise econômica provocada 
pela falta de escravizados e das invasões germâni-
cas, os romanos abandonaram as cidades e migraram 
para o campo com o objetivo de encontrar proteção 
e trabalho. Dessa forma, surgiam os colonatos, nos 
quais aqueles que encontravam abrigos no campo 
trabalhavam para o seu senhor.
O surgimento dos reinos germânicos, no século V, 
contribuiu para aprofundar o processo de ruralização 
europeia. Além desse movimento de saída das cidades 
para o campo, o enfraquecimento do poder político 
contribuiu para o surgimento do feudalismo.
Características do feudalismo
Sociedade feudal
Uma das causas da queda do Império Romano do 
Ocidente foi a invasão bárbara. Os povos que estavam 
fora dos limites do grande império atravessaram as 
suas fronteiras e adentraram no território, alcançan-
do Roma. A capital do império foi saqueada pelos 
bárbaros. Essa ação violenta e a desestruturação do 
Império Romano fizeram com que os moradores das 
cidades fugissem para o campo em busca de proteção 
e trabalho.
Nessa transição entre a queda do Império Ro-
mano, ocorrida no século IV d.C., e o início da Idade 
Média, observa-se a ruralização da Europa, ou seja, 
as cidades perderam suas forças para o campo. Os 
senhores feudais, os donos dos feudos, tornaram-se 
poderosos por conta da valorização as terras. En-
quanto os imperadores concentravam poderes nos 
tempos de domínio romano, no feudalismo, o poder 
foi descentralizado nas mãos desses senhores donos 
das terras.
A Igreja Católica se fortaleceu nesse período ao 
fazer alianças com os reis bárbaros que instalaram 
seus domínios na Europa. Dessa forma, os povos per-
tencentes a esses reinos foram convertidos ao cristia-
nismo, e o papa se tornou poderoso não somente nos 
assuntos celestiais, mas também políticos. Iniciava-se 
a tradição, que se estendeu até o século XIX, dos papas 
coroarem os novos reis, uma cerimônia que marcava 
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
151
a aproximação da Igreja com o poder político.
O clero se tornou uma classe social poderosa e 
atuante na formação da mentalidade medieval. A 
crença se baseava na força divina contra o maligno e 
na negação do fiel sobre os prazeres mundanos em 
busca da salvação da sua alma. A cultura clássica ficou 
guardada nos mosteiros para ser preservada das inva-
sões, e os monges copistas tiveram papel importante 
na reprodução desses escritos.
A ruralização europeia promoveu o fortalecimento 
dos nobres. A nobreza era formada pelos senhores 
feudais, por cavaleiros que garantiam a segurança dos 
feudos e por outros donos de terras. Nessa classe 
social se desenvolveu a fidelidade entre suseranos e 
vassalos. Os suseranos eram aqueles que concediam 
terras e outros favores aos vassalos, e estes, em troca, 
deveriam retribuir o favor quando solicitados. Essa 
fidelidade era uma característica dos povos bárbaros 
e que foi incorporada nas relações sociais feudais. 
Fazia-se uma cerimônia para tornar público o acordo 
firmado.
Ao contrário da Idade Antiga, quando a mão de 
obra era escravizada, durante o período medieval, a 
mão de obra era servil. Os servos eram a maioria da 
população e originários daqueles que fugiram das in-
vasões bárbaras e se abrigaram nos feudos. Em troca 
de moradia e proteção, os servos trabalhavam para os 
senhores feudais e para a sobrevivência deles mesmos 
e de suas famílias. A eles cabiam inúmeras exigências, 
cobranças sobre os usos dos utensílios pertencentes 
ao senhor feudal, a entrega de parte da produção, o 
dízimo para a Igreja.
A sociedade feudal era rural, estruturada nos feu-
dos, e a minoria que estava no topo da pirâmide social 
(nobres e clero) era sustentada pela classe de maior 
tamanho e a única que trabalhava, a dos servos. Era 
uma sociedade estamental, que não permitia a mobi-
lidade social, conforme um ditado da época: “Existem 
aqueles que lutam (nobres), aqueles que rezam (clero) 
e aqueles que trabalham (servos)”.
Economia feudal
A economia durante a Idade Média era basica-
mente agrária, o que não significa afirmar que o co-
mércio tenha desaparecido. Durante a Antiguidade 
Clássica, o mar Mediterrâneo foi o principal local do 
comércio marítimo. Com a expansão árabe a partir 
do século VII d.C., o Mediterrâneo foi conquistado 
por esse povo, e os europeus ocidentais não tinham 
alternativa a não ser a agricultura. Além disso, com a 
fuga das cidades para o campo, a terra se valorizou.
A prática agrícola exigia cuidado com a terra. Para 
isso, os servos que trabalhavam nela utilizavam instru-
mentos como o arado e a força dos animais domesti-
cados. Uma técnica para manter a fertilidade do solo 
era a rotação das terras. Enquanto uma porção do 
terreno era utilizada, a outra porção ficava de repou-
so e era utilizada na plantação seguinte, enquanto a 
utilizada anteriormente ficava de repouso. Com isso, 
aumentou-se a produção e, consequentemente, a 
população.
Política feudal
No início do período medieval, os reis germâni-
cos tentaram manter a unidade territorial do Império 
Romano. Os reis germânicos eram chefes políticos e 
militares, pois atuavam à frente dos seus soldados 
em momentos de guerra. O poder secular estava 
ligado ao poder religioso, por isso a Igreja Católica 
tinha grande influência na política medieval. Com a 
queda do império carolíngio, a unidade territorial se 
desfez e o poder se descentralizou entre os senhores 
feudais. Cada feudo se autogovernava, estabelecendo 
sua própria política.
Concessão de terras
Com a ruralização da Europa, as terras se valoriza-
ram e se tornaram moedas de troca. O rei carolíngio, 
Pepino, o Breve, cedeu grande quantidade de terras 
para a Igreja Católica, mais especificamente na região 
central da Península Itálica. Surgiam assim os Estados 
Pontifícios, que eram territórios pertencentes ao papa 
e que vigoraram até a Unificação Italiana, em meados 
do século XIX. O atual território do Vaticano, em Roma, 
é o que restou desses Estados e só foi reconhecido 
pelo governo italiano após a assinatura do Tratado de 
Latrão, na década de 1920.
A doação de terras não se restringiu apenas aos 
monarcas da Alta Idade Média. Quem obtivesse algum 
terreno fazia questão de doá-lo ao clero no intuito de 
que tal ação seria retribuída na eternidade. Dessa for-
ma, de doação em doação, a Igreja se tornou dona de 
uma grande quantidade de terras durante o período 
medieval. Se ela já detinha o poder espiritual, também 
exercia enorme poder sobre a terra.
CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS
152
Outra forma de concessão de terras era mediante 
acordos de fidelidade. As relações sociais na Idade 
Média eram caracterizadas dessa forma. O suserano 
era o proprietário de terra que a cedia para um vassalo 
em troca da sua fidelidade. Essa concessão era feita 
mediante contrato celebrado em evento público, com 
toda pompa e a presença de um bispo para assegurar 
a sua validade e a sua execução.
Crise do feudalismo
A crise do feudalismo começou a partir do século 
XII, quando mudanças na sociedade europeia coloca-
ram em xeque as estruturas do feudalismo. As cidades 
voltaram a surgir após séculos de abandono, desde 
os tempos das invasões bárbaras. Houve o aumento 
populacional ocorrido no ano 1000, também chamado 
de “ano da paz de Deus”, por conta da queda signi-
ficativa nas guerras medievais. Com o aumento de-
mográfico, a produção agrícola também se expandiu, 
exigindo maior trabalho dos servos e o uso de técnicas 
mais avançadas para atender a demanda.
Outro fator que transformou a sociedade europeia 
foram as Cruzadas. Inicialmente eram expedições re-
ligiosas que se dirigiam até o Oriente para resgatar 
os locais sagrados

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