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Estado de Goiás Secretaria de Estado da Educação Superintendência de Ensino Médio Gerência da Mediação Tecnológica 2023 ESTADO DE GOIÁS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Governador do Estado de Goiás Ronaldo Ramos Caiado Vice Governador do Estado de Goiás Lincoln Graziane Pereira da Rocha Secretária de Estado da Educação Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira Superintendente de Ensino Médio Osvany da Costa Gundim Cardoso Gerente de Mediação Tecnológica Wanda Maria de Carvalho Coordenadora Pedagógica de Mediação Tecnológica Luciane Aparecida de Oliveira Rodrigues ELABORARDORES/AS Linguagens e suas Tecnologias Daniela de Souza Ferreira Mesquita – Coordenadora de Área/Língua Portuguesa Guilherme Francisco Oliveira Cruvinel – Língua Estrangeira/Inglês Ivair Alves de Souza – Língua Portuguesa Luciana Evangelista Mendes – Língua Estrangeira/Espanhol Luiz Carlos Silva Junior – Educação Física Maria Caroline Guimarães Leite Logatti – Arte/Mundo do Trabalho Matemática e suas Tecnologias Luan de Souza Bezerra – Coordenador de Área Evandro de Moura Rios Luara Laressa Ferreira dos Santos Lima Ujeverson Tavares Sampaio Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Pedro Ivo Jorge de Faria – Coordenador de Área/História Alejandro de Freitas Paulino Matos – Geografia Carlos César Higa – Sociologia/Mundo do Trabalho Gustavo Henrique José Barbosa – Sociologia/Filosofia/Projeto de Vida Ciências da Natureza e suas Tecnologias Rosimeire Silva de Carvalho – Coordenadora de Área/ Química Francisco Rocha – Física George Fontenelle Costa – Física Luiz Carlos Silva Júnior – Biologia Núbia Pontes Pereira – Biologia Revisão Daniela de Souza Ferreira Mesquita Designer Gráfico Hugo Leandro de Leles Carvalho – Capa EQUIPE GOIÁS TEC TELEFONE: 3201-3253 E-MAIL: gmt@seduc.go.gov.br © Copyright 2022 – Goiás Tec Ensino Médio ao Alcance de Todos “Todos os direitos reservados” Sumário LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS ............................................................................ 5 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS .........................................................63 MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS ........................................................................ 133 CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS .............................................................147 PROJETO DE VIDA ..................................................................................................... 219 Linguagens e suas Tecnologias Linguagens e LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 6 COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS HABILIDADE (EM13LGG402)Analisar criticamente textos de modo a compreender e caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, cultural, variável, heterogêneo e sensível aos con- textos de uso. OBJETIVO DE APRENDIZAGEM (GO-EMLGG402A) Conhecer o vocabulário dos te- mas propostos em gêneros textuais injuntivos e dis- sertativos orais e escritos (propagandas educativas na TV, curta-metragem, documentários, folhetos de campanhas, artigos científicos, receitas etc), destacando palavras desconhecidas, inferindo seu significado pelo contexto [e/ou pesquisando em dicionários digitais ou impressos] para relacionar o conteúdo às realidades locais e planetárias. (GO-EMLGG402C) Localizar elementos da lingua- gem não verbal específicas em gêneros textuais injuntivos/dissertativos, identificando seus signi- ficados empregados no contexto, fatos implícitos, efeitos de ironia e humor para relacionar o uso e a forma desses ícones linguísticos. OBJETO DE CONHECIMENTO Campanhas educativas. Anúncios publicitários e propaganda. Linguagem verbal e não verbal. He- terotônicos e heterosemânticos. Verbos de cambio. Tiras cômicas. Charge. HQs. Consumo sustentável. Economia. Globalização e outras temáticas relacio- nadas. Efeitos de sentidos - conotação e denotação. CLASS 01 - ENGLISH CONCEITO: PERFIS EM REDES SOCIAIS Nesta primeira aula vamos discutir sobre o núme- ro de usuários de redes sociais no Brasil e sua implica- ção nos hábitos e até na personalidade das pessoas. Let’s check?! COMO USAMOS AS REDES SOCIAIS? Grande parte da população brasileira tem acesso a Internet, e o Brasil é um dos países em que mais se utilizam as redes sociais. Pesquisas como a feita pelo World Internet Stats indicam que no Brasil existem 149,1 milhões de usuários na internet, ficamos atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos da América. Esse número representa cerca de 70% da popu- lação brasileira e 85% desses usuários de internet no Brasil navegam na web todos os dias. Um relatório revelou que o Brasil é o terceiro no ranking de quem passa mais tempo na Internet. Os brasi- leiros gastam, em média, 9 horas e 14 minutos navegan- do na Internet, através de qualquer dispositivo. Somos o terceiro povo no mundo que mais passa tempo na rede. Em primeiro lugar, estão os tailandeses, com 9h38m, seguidos pelos filipinos, com uma média de 9h29m. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 7 MAIS DE 3 HORAS PASSADAS NA INTERNET SÃO PARA ACESSAR AS REDES SOCIAIS Sim, nós passamos, em média, 3 horas e 39 minutos, todos os dias nas redes sociais. Ocupamos, assim, a segunda colocação entre os países que usam por mais tempo essas plataformas, atrás dos filipinos, que gastam 3h57m diários e à frente dos tailandeses, que detêm a marca de 3h23m. 62% DA NOSSA POPULAÇÃO ESTÁ CONECTADA ATRAVÉS DAS REDES SOCIAIS Isso mesmo: 130 milhões de brasileiros utilizam as redes sociais. Desses, 120 milhões realizam o acesso através de seus celulares. Esse número representa 57% do total da população brasileira. https://www.techtudo.com.br/noticias/2018/02/10-fatos-sobre-o-uso-de-redes-sociais-no-brasil-que-voce-precisa-saber.ghtml Nesse caso, reflita e escreva em seu caderno sobre algumas questões importantes: • Por que você possui um perfil em alguma rede social? • Você interage nas redes sociais? Por quê? • Quantas horas diárias você imagina que passa nas redes sociais? • Quais são suas atividades nessas redes sociais? • Por que você acha importante ter um perfil em rede social? • Em sua opinião quais são as vantagens e desvantagens da interação nas redes sociais. MUNIZ, Mariana Lima; ROCHA Maurilio Andrade; CHRISTÓFARO, Gabriela Córdova. Novo Ensino Médio - Projetos Integradores. 1. ed. São Paulo: Ed. Scipione, 2020. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Você reconhece essas redes sociais? Escreva seus nomes. a) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 8 b) c) a) ____________________________________ b) ____________________________________ c) ____________________________________ 2. Compare os três perfis de rede social. Escreva uma pequena lista mencionando as diferenças e semelhanças entre eles? 3. Você conhece as pessoas dos perfis da atividade anterior? Sabe de que país elas são? Qual a pro- fissão dessas pessoas? Que tipo de trabalho já fizeram? Pesquise ou dê uma olhada nos perfis para responder esta atividade. Name: Country: Occupation: Films or TV Programs: CLASS 02 - ENGLISH CONCEITO: COGNATE AND FALSE COGNATE WORDS Caro/a estudante, nesta segunda aula vamos co- nhecer um pouco mais sobre as PALAVRAS COGNATAS E FALSAS COGNATAS, que é uma das várias estratégias de leitura usadas para a compreensão dos textos em inglês. Let’s go!!! COGNATE AND FALSE COGNATE WORDS Algumas palavras em língua inglesa podem pare- cer com outras em português, são as chamadas pa- lavras cognatas. Porém, é preciso ter atenção, pois nem todo aquele termo que se escreve de forma se- melhante tem o mesmo significado nos dois idiomas. PALAVRAS COGNATAS ou palavras transparentes são vocábulos em diferentes idiomas que possuem a mesma origem, escrevem-se de maneira parecida, e possuem o mesmo significado em inglês e em por- tuguês. A seguir, conheça algumas dessas palavras cognatas para que não erre mais ao interpretar textos em inglês, escrever ou ao falar durante uma conversa na língua inglesa. • comedy: comédia • connect: conectar • different:diferente • emotion: emoção • idea: ideia • important: importante • material: material • pages: páginas • positive: positivo • regular: regular Porém, não é sempre que essa lógica funciona, e por isso nós também iremos conhecer os FALSOS COGNATOS, também conhecidos como “falsos amigos ou false friends” em inglês. Neste caso, os termos são escritos com semelhanças em determinadas palavras da língua portuguesa, mas têm tradução totalmente diferente, podendo comprometer a comunicação se usados no contexto errado. Veja a seguir alguns exemplos de falsos cognatos em língua inglesa: • argument: discussão • fabric: tecido • intend: pretender • library: biblioteca • novel: romance (literário) • pretend: fingir • prejudice: preconceito • sensitive: sensível • supper: ceia • support: apoiar LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 9 SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Nesta atividade, você vai ler o perfil de uma jovem no Twitter. A ideia é começarmos com textos mais simples, portanto, leia o texto com bastante aten- ção e procure identificar as palavras cognatas. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de- aula/3004/perfil-pessoal-online#. Acesso em: 21 mar. 2020. a) Como você deve ter notado, o nome da garota na foto é Malala. Malala não é um nome co- mum no Brasil. Você já ouviu falar dela ou pode deduzir de qual região do mundo ela seja? b) Pode-se dizer que o perfil de Malala é popu- lar? Quantas pessoas ela segue e quantas a seguem? 2. Retire as seguintes informações sobre a perso- nagem do texto acima: a) idade: _______________________________ b) data de nascimento: ____________________ 3. Qual a profissão de Malala? O que, exatamente, as pessoas com a profissão dela fazem? 4. Quais palavras cognatas podem ser encontradas nesse perfil? 5. Os exercícios abaixo, que tratam de palavras falsas cognatas em inglês, exigem conhecimentos sobre a tradução correta das palavras. Preste atenção e marque a resposta correta: 5.1 “I study Law at college”. Neste caso, “college” significa... a) colégio b) casebre. c) universidade. d) escola. 5.2 Se alguém disser “I want to order a dessert after dinner.” “Dessert”, significa que a pessoa deseja... a) um deserto. b) uma viagem. c) uma refeição. d) uma sobremesa. 5.3 “Marilia bought avocado to make a mexican recipe.” “Avocado” quer dizer... a) sair correndo. b) dizer que conhece um advogado. c) um abacate. d) dizer que é invocado. 5.4 “Some people are prejudiced against their social status”. A palavra “prejudiced”, refere-se a... a) prejuízo b) preconceito c) nocivo d) proibição LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 10 5.5 “During the chat conversation, Samuel pretended to be his brother.” A melhor tradução para este trecho seria: a) Durante a conversa no chat, Samuel queria ser o seu irmão. b) Durante a conversa no chat, Samuel pretendia ser o seu irmão. c) Durante a conversa no chat, Samuel planejou ser o seu irmão. d) Durante a conversa no chat, Samuel fingia ser o seu irmão. CLASS 03 - ENGLISH CONCEITO: PERFIS EM REDES SOCIAIS SUGESTÃO DE ATIVIDADE Read the texts and answer the following activities: Text I WHO IS ANGELA DAVIS? Angela Davis studied philosophy with Herbert Marcuse in Brandeis University, Massachusetts and became a master scholar who studied at Sorbonne University. Known for books like Women, Race & Class, she has worked as a professor and activist who advo- cates gender equity, prison reform and other social issues. Davis is retired but has been giving important lectures all over the world. Adaptado. Disponível em: <https://www.biography.com/ activist/angela-davis>/Acesso em: 31 mar. 2020 Text II scholar: estudiosa book: livro gender: gênero color: cor line: linha, padrão, tipo retired: aposentada/o give: oferecer, dar lecture: palestra world: mundo 1. Em relação ao texto I, retire as seguintes infor- mações: a) Área de conhecimento em que se graduou: LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 11 b) Universidade onde fez seu mestrado acadêmico: c) Nome de um livro que escreveu: 2. Ainda no texto I, escreva a profissão de Angela Davis e com quais causas ela tem trabalhado? 3. No texto II, identifique a data de nascimento da nossa personagem e encontre também a época em que ela se tornou uma ativista. 4. Quais informações sobre Davis podem ser encon- tradas nos dois textos? 5. Pode-se dizer que Davis é uma usuária frequente do Twitter? Por quê? CLASS 04 - ENGLISH CONCEITO: REGULAR AND IRREGULAR VERBS Hoje, faremos um estudo sobre Regular and Irregular Verbs, o que basicamente é uma introdução ao tempo verbal Simple Past, no qual faremos uma reflexão nas próximas aulas. A ideia é reconhecer esses a forma escrita destes verbos, e suas possíveis traduções. No final da apostila, encontra-se uma lista de verbos irregulares. Consulte-a sempre que achar necessário. Let’s start?! Para começar, o objetivo de se ter a noção sobre a identificação e escrita destes verbos serve para identi- ficar a forma escrita do passado (simples e particípio) do verbo. Para tal, necessita-se verificar o infinitivo do verbo (presente) para identificar a sua forma no passado. • Regular verbs – São mais fáceis de serem distinguidos; – Aqui, ocorre a aplicação da regra dos sufixos -d / -ed / -ied; – Não necessita de leitura das formas verbais com lista de verbos. ü “Regra geral”: acrescenta-se o sufixo -ed ao infinitivo do verbo. to work – worked to listen – listened to start – started ü verbos terminados em “e”: acrescenta-se -d ao infinitivo do verbo. to love – loved to dance – danced to change – changed ü verbos terminados em “consoante + y”: reti- ra-se o “y” e acrescenta-se -ied ao infinitivo do verbo. to carry – carried to hurry – hurried to study – studied ü verbos monossílabos com C.V.C.: se o verbo monossílabo terminar em “consoante + vogal + consoante” (C.V.C), dobra-se a última conso- ante e acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo principal. to drop – dropped to stop – stopped to plan – planned LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 12 ü verbos dissílabos com C.V.C. tônico: se o ver- bo dissílabo terminar em “consoante + vogal + consoante” (C.V.C), verifica-se a tonicidade da vogal desta terminação e, caso ela seja tônica, dobra-se a última consoante e acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo principal. to occur (oc + cur) – occurred to permit (per + mit) – permitted to prefer (pre + fer) – preferred *** EXCEÇÕES!! *** ü verbos terminados em “vogal + y”: apenas acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo. to play – played to destroy – destroyed ü verbos dissílabos com C.V.C. átono: no verbo dissílabo, se a vogal tônica estiver na primeira sílaba (ou seja, fora da terminação “consoante + vogal + consoante”), apenas acrescenta-se -ed ao infinitivo do verbo principal (não se do- bra a última consoante). to travel (tra + vel) – traveled to rival (ri + val) – rivaled • Irregular verbs – São mais difíceis de serem distinguidos; – Aqui, ocorre a aplicação da regra das formas (uni, bi, triforme); – Necessita de leitura das formas verbais com lista de verbos (formato padrão de leitura: In- finitive – Past simple – Past participle – Trans- lation. ü verbos irregulares uniformes: possuem apenas uma única forma escrita. to cut – cut – cut – cortar to put – put – put – colocar to read – read – read – ler ü verbos irregulares biformes: possuem duas formas escritas iguais (e uma diferente). to bring – brought – brought – trazer to come – came – come – vir to beat – beat – beaten – derrotar • verbos irregulares triformes: possuem três for- mas escritas diferentes. to go – went – gone – ir to forgive – forgave – forgiven – perdoar to drink – drank – drunk – beber • Leitura da lista de verbos de acordo com a re- gularidade verbal Infinitive Past simple Past participle Translation to decide decided decided decidir RE GU LA RE S to talk talked talked falar to study studied studied estudar to jog jogged jogged caminhar to admitadmitted admitted admitir to enjoy enjoyed enjoyed apreciar to open opened opened abrir to cost cost cost custar IR RE G. to understand understood understood entender to swim swam swum nadar LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 13 CLASS 05 - ENGLISH CONCEITO: SIMPLE PAST Hoje, faremos um estudo/revisão do SIMPLE PAST em inglês, no qual faremos uma reflexão sobre os usos e as formas deste tempo verbal. A ideia é reconhecer esses verbos dentro dos textos. No final da apostila, encontra-se uma lista de verbos irregulares. Consul- te-a sempre que achar necessário. Let’s start?! SIMPLE PAST TENSE É um tempo verbal da Língua Inglesa que é empre- gado para se referir a situações e fatos que já aconte- ceram e se limitaram àquele tempo, ou seja, tiveram um início e um fim no passado. EXEMPLO(S): • I met him last week. (Eu o conheci semana passada.) • Eric helped Paul yesterday. (Eric ajudou Paul ontem.) • The World Cup finished last year. (A Copa do Mundo terminou ano passado.) • Paula did not pay the bill last week. (Paula não pagou as contas semana passada.) • I didn’t work yesterday. (Eu não trabalhei ontem.) • Did you clean the bathroom? (Você limpou o banheiro?) • Did I pay the bills yesterday? (Eu paguei as contas ontem?) Formação estrutural: Na forma afirmativa, para verbos regulares, acrescenta-se -d / -ed / -ied ao infinitivo do verbo principal; para os irregulares, verifica-se a sua forma (uni, bi, triforme) do passado. Nas formas negativas e interrogativa, utiliza-se o verbo auxiliar did, e o verbo principal fica no infinitivo sem “to”. Afirmativa Negativas Interrogativa I watched the news yesterday. She watched the news yesterday. They watched the news yesterday. I did not (didn’t) watch the news yesterday. She did not (didn’t) watch the news yesterday. They did not (didn’t) watch the news yesterday. Did I watch the news yesterday? Did she watch the news yesterday? Did they watch the news yester- day? Afirmativa Negativas Interrogativa SI N G U LA R I met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did I meet him last week? You met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did you meet him last week? He met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did he meet him last week? She met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did she meet him last week? It met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did it meet him last week? PL U RA L We met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did we meet him last week? You met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did you meet him last week? They met him last week. did not (didn’t) meet him last week. Did they meet him last week? LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 14 CLASS 06 - ENGLISH CONCEITO: SIMPLE PAST Estudante, ainda dando continuidade com a te- mática sobre Simple Past, vamos iniciar esta aula com a produção de exercícios. Para isso, procure utilizar seu conhecimento prévio, bem como as estratégias de leitura para compreender o texto a seguir. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Observe the excerpt from the interview and answer the questions. a) Which period in time are the question and the answer referring to: the past, the present or the future? b) How do you know that? In the excerpt, find a verb that justifies your answer. 2. Observe the words in bold in the excerpt and answer the questions below. a) Which auxiliary verb is used to form the question? b) What is the main verb in the question? 3. Observe another excerpt of the original interview with Howardena Pindell and find what is requested. a) Three verbs in the affirmative form of the Simple Past. b) One verb in the negative form of the Simple Past. 4. Complete the dialogues with the past simple of the verbs in parentheses. a) A: Where ______ the 5th edition of FLUPP ______________ (to happen)? B: It ____________________ (to happen) in City of God. b) A: ______ you ______________ all the activities (to enjoy)? B: Not all of them. For example, I ____________________ (to love) the storytelling, but I ____________________ (to like) some of the workshops. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 15 CLASS 07 - ENGLISH CONCEITO: PERFIL EM REDES SOCIAIS Na aula de hoje, iremos apresentar atividades com estratégias de leituras diversificadas. O objetivo deste exercício é verificar se as previsões feitas se confirmam. Let’s start! SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Before reading the texts, make predictions about them. Focus on their structure, source and pic- tures to choose the correct item that completes each sentence below. 1.1 The photographs show two... a) famous people from Brazil. b) Brazilians with the same occupation. 1.2 The texts are... a) profiles. b) biographies. 1.3 The main objective of both texts is to... a) describe importante events in a person’s life. b) provide personal information about someone. 2. Now read the texts below to check your predic- tions. TEXTO I TEXTO I 3. A partir das informações apresentadas no texto II, é possível inferir que a brasileira Any Gabrielly... a) dirigiu uma animação. b) prefere atuar a cantar. c) trabalhou como dubladora. d) canta em um grupo de pop nacional. e) deseja estrelar uma série de televisão. 4. Answer the questions below: a) How old is Eduardo Kobra? b) What technique does he use to create three- -dimensional murals? c) What kind of music does Any Gabrielly sing? 5. Based on the texts, choose the statements below that are correct about Eduardo Kobra and Any Gabrielly: a) Eduardo Kobra is not popular on social media. b) Eduardo Kobra creates two-dimensional mu- rals. c) Any Gabrielly is known as the voice of a pro- tagonist of a TV series. d) Any Gabrielly is a part of a global pop group. e) Eduardo Kobra and Any Gabrielly are both from São Paulo. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 16 CLASS 08 - ENGLISH CONCEITO: SIMPLE PAST O texto apresentado nesta aula traz uma breve biografia de uma mulher em destaque na sua área de atuação. Realizem a leitura do texto, empregando as estratégias já conhecidas para responderem a atividade que se segue. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. The following text is about another inspiring woman, Wangari Maathai. Read and do the exercises. a) Where was she born? b) When was she born? c) What is she internacionally famous for? d) What award did she receive in 2004? 2. Reorder the words in the items below to write sentences about Wangari Maathai. a) to obtain a Ph.D. /She / the first woman in East and Central Africa / was b) was / the first female professor / She / at the University of Nairobi c) for environmental conservation / became / She / famous for Fighting LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 17 3. Write below two phrases in the past tense taken from the text. CLASS 09 - ENGLISH CONCEITO: TEXT COMPREHENSION Na atividade de hoje vamos navegar um pouco dentro das redes sociais. Empregaremos as estratégias de leitura e inferências para coletar alguns dados. Se necessário recorra ao dicionário ou tradutor. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Now it’s your turn! Na aula de hoje você deverá escolher o perfil de uma pessoa famosa, em uma rede social de sua escolha, e falar um pouco sobre esta pessoa. Para tanto, você deverá recorrer aos conhecimentos em língua inglesa. Em seguida, complete o quadro abaixo, escrevendo o que se pede em língua inglesa. 2. Após a coleta dos dados dessa pessoa. Reflita e escreva: a) Qual a razão de você seguir essa pessoa? b) Quantos seguidores esta pessoa possui? LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 18 c) Quando foi a sua últi ma postagem? d) O que você gostou de observar nas publicações desta pessoa? e) Essa pessoa interage com os seguidores dela? f) Quantas pessoas ele(ela) segue? E quantos o seguem? g) A pessoa que você segue possui algum trabalho social relevante? Se sim, qual/quais? CLASS 10 - ENGLISH CONCEITO: TEXT COMPREHENSION WITH ENEM QUESTIONS Let’s check your knowlwdge!!!Caro/a estudan- te, o objeti vo agora é apresentar algumas questões apresentadas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), simulando uma prova já aplicada. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. (ENEM/2019) Is this life Sitti ng on a park bench Thinking about a friend of mine He was only twenty-three Gone before he had his ti me It came without a warning Didn’t want his friend to see him cry He knew the day was dawning And I didn’t have a chance to say goodbye MADONNA. Eroti ca. Estados Unidos. Marverick, 1992. A canção, muitas vezes, é uma forma de manifes- tar senti mentos e emoções da vida coti diana. Por exemplo, o sofrimento retratado nessa canção foi causado: (A) pela morte precoce de um amigo jovem. (B) pelo término de um relacionamento amoroso. (C) pela mudança de um amigo para outro país. (D) pelo fi m de uma amizade de mais de vinte anos. (E) pela traição por parte de pessoa próxima. 2. (ENEM/2020) Disponível em: htt ps://sites.psu.edu. Acesso em: 12 jun. 2018. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 19 Os recursos usados nesse pôster de divulgação de uma campanha levam o leitor a refletir sobre a necessidade de: (A) criticar o tipo de tratamento dado à mulher. (B) rever o desempenho da mulher no trabalho. (C) questionar a sobrecarga de atribuições da mulher. (D) analisar as pesquisas acerca dos direitos da mulher; (E) censurar a mulher pelo uso de determinadas palavras. 3. (ENEM/2018) Lava Mae: Creating Showers on Wheels for the Homeless San Francisco, according to recent city numbers, has 4,300 people living on the streets. Among the many problems the homeless face is little or no access to showers. San Francisco only has about 16 to 20 shower stalls to accommodate them. But Doniece Sandoval has made it her mission to change that. The 51-year-old former marketing executive started Lava Mae, a sort of showers on wheels, a new project that aims to turn decom- missioned city buses into shower stations for the homeless. Each bus will have two shower stations and Sandoval expects that they’ll be able to pro- vide 2,000 showers a week. ANDREANO, C. Dísponível em: abcnews.go.com. Acesso: 26 jun. 2015 (adaptado). A relação dos vocábulos shower, bus e homeless, no texto, refere-se a (A) empregar moradores de rua em lava a jatos para ônibus. (B) criar acesso a banhos gratuitos para morado- res de rua. (C) comissionar sem-teto para dirigir os ônibus da cidade. (D) exigir das autoridades que os ônibus munici- pais tenham banheiros. (E) abrigar dois mil moradores de rua em ônibus que foram adaptados. 4. (ENEM/2016) Disponível em: www.colintfisher.com. Acesso em: 30 maio 2016. Anúncios publicitários buscam chamar a atenção do consumidor por meio de recursos diversos. Nesse pôster, os números indicados correspon- dem ao (à) (A) comprimento do cigarro. (B) tempo de queima do cigarro. (C) idade de quem começa a fumar. (D) expectativa de vida de um fumante. (E) quantidade de cigarros consumidos. 5. (ENEM/2018) Don’t write in English, they said, English is not your mother tongue… ... The language I speak Becomes mine, its distortions, its queerness All mine, mine alone, it is half English, half Indian, funny perhaps, but it is honest, It is as human as I am human… ... It voices my joys, my longings my Hopes... (Kamala Das, 1965:10) GARGESH, R. South Asian Englishes. In: KACHRU, Y; NELSON, C. L. (Eds.). The Handbook of World English. Singapore: Blackwell, 2006. A poetisa Kamala Das, como muitos escritores indianos. escreve suas obras em inglês, apesar de essa não ser sua primeira língua. Nesses versos, ela (A) usa a língua inglesa como efeito humorístico. (B) recorre a vozes de vários escritores ingleses. (C) adverte sobre o uso distorcido da língua in- glesa. (D) demonstra consciência de sua identidade linguística. (E) reconhece a incompreensão na sua maneira de falar inglês. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 20 ANEXO 01 - LIST OF IRREGULAR VERBS BASE FORM PAST SIMPLE PAST PARTICIPLE TRANSLATION to be was, were been estar; ser to beat beat beaten bater; derrotar, vencer; superar to become became become tornar-se to begin began begun começar to bet bet bet apostar to blow blew blown soprar to break broke broken quebrar to bring brought brought trazer to build built built construir to buy bought bought comprar to catch caught caught capturar, pegar to choose chose chosen escolher to come came come vir to cut cut cut cortar to deal dealt dealt lidar; negociar, tratar to do did done fazer to draw drew drawn atrair, chamar (a atenção); desenhar to dream dreamed/dreamt dreamed/dreamt sonhar to drink drank drunk beber to drive drove driven dirigir to eat ate eaten comer to fall fell fallen cair to feel felt felt sentir to fight fought fought brigar; lutar to find found found encontrar to fit fit fit ajustar; caber, servir to flee fled fled escapar, fugir; evitar to forget forgot forgotten esquecer to get got got/gotten adquirir; conseguir, obter; receber to give gave given dar to go went gone ir to grow grew grown crescer; cultivar to have had had ter to hear heard heard ouvir to hide hid hidden esconder, ocultar to hold held held abraçar; segurar to keep kept kept manter to know knew known conhecer; saber to lay laid laid colocar, pôr; deitar to lead led led comandar, conduzir; levar LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 21 to learn learned/learnt learned/learnt aprender to leave left left abandonar, deixar; partir, sair to let let let deixar, permitir to lose lost lost perder to make made made fazer to mean meant meant significar to meet met met conhecer; encontrar to misunderstand misunderstood misunderstood entender mal, interpretar mal to overcome overcame overcome superar to pay paid paid pagar to put put put colocar, pôr to read read read ler to rise rose risen erguer, levantar to run ran run correr to say said said dizer to see saw seen ver to seek sought sought buscar; objetivar to send sent sent enviar to set set set ajustar, marcar, pôr em determinada to shake shook shaken sacudir to shine shone shone brilhar, reluzir to show showed showed/shown apresentar, mostrar to sing sang sung cantar to sit sat sat sentar to sleep slept slept dormir to speak spoke spoken falar to spend spent spent gastar (dinheiro); passar (tempo) to spread spread spread espalhar to stand stood stood ficar em pé; suportar to steal stole stolen roubar to strive strove striven esforçar-se, lutar to swim swam swum nadar to take took taken pegar to teach taught taught ensinar to tell told told contar, relatar to think thought thought achar, pensar to throw threw thrown arremessar, jogar to understand understood understood compreender, entender to wear wore worn usar (roupa, calçado, acessório), vestir LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 22 ANEXO 02 - DAILY ROUTINES IN ENGLISH LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 23 COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM (GO-EMLP06B) Analisar as funções da linguagem como recursos expressivos da língua, consideran- do as diversas situações textuais para conhecer as intencionalidades comunicativas. (GO-EMLP06D) Reconhecer os diferentes recursos da linguagem verbal e não verbal em diferentes tipologias textuais e diferentes gêneros discursivos, descrevendo os recursos utilizados nos textos para analisar os efeitos de sentido desses usos linguísti- cos na construção de sentido. (GO-EMLP14A) Analisar os contextos de produção, circulação e recepção de informações, dados e ar- gumentos em diversas fontes, identificando os ele- mentos essenciais de garantia da credibilidade dos atos comunicativos da cultura audiovisual no meio digital de informação e comunicação (recursos lin- guísticos e multissemióticos e efeitos de sentido) para legitimar as escolhas e a exploração crítica. (GO-EMLGG201A) Sintetizar e resenhar textos, usando paráfrases, de marcas do discurso repor- tado e de citações, para empregar em textos de divulgação de estudos e pesquisas. (GO-EMLP53A)Avaliar, com o uso de textos literá- rios diversos, a produção de comentários de livros, filmes, canções e espetáculos, observando os crité- rios de composição de cada produto cultural para fazer produção oral e escrita do raciocínio crítico avaliativo sobre os principais artistas e suas obras. (GO-EMLP20A) Produzir discursos a partir do enten- dimento mútuo, nas diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum pautado em princípios e valores de equidade as- sentados na democracia e nos Direitos Humanos, identificando afinidades e interesses comuns para compreender as diferenças e engajar-se em práticas coletivas. (GO-EMLGG203A) Questionar o uso de debates, quanto ao raciocínio crítico, analítico de questões sociais, presentes em textos midiáticos de âmbito nacional e local, analisando os processos de disputa nas práticas de linguagem para ampliar as possibi- lidades de construção de sentidos e de apreciação. (GO-EMLGG203B) Promover debates e discussões de temas de interesses da juventude, apropriando- -se de bases legais, como o Estatuto da Juventude e as políticas públicas vigentes para fazer-se protago- nista de ações que contemplem a condição juvenil. (GO-EMLP28A) Organizar estratégias de estudo, usando leituras, resolução de exercícios, interpreta- ção de vídeos, gráficos e imagens acerca do conte- údo em questão para produzir uma aprendizagem significativa e otimizar o tempo. OBJETOS DE CONHECIMENTO Gêneros discursivos (poemas, contos, crônicas, tiras, charges, diários, propagandas, classificados, receitas, reportagens). Elementos da comunicação. Funções da linguagem. Modalização. Elementos expressivos da linguagem teatral: voz, movimentos, gestos e ações. Estratégias de leitura e compreensão de textos. Gêneros discursivos e digitais. Análise, interpretação e produção de textos multi- modais. Informações no mundo globalizado. Inter- textualidade na Língua Portuguesa. Leitura branca e dramática de textos nas Línguas Espanhola, Inglesa e Portuguesa. Dramatização. Elementos da linguagem teatral e da música. Prá- ticas musicais envolvendo: composição e arranjo, uso de samplers, manipulação sonora, produção de trilhas sonoras e sonoplastia, observando ele- mentos significativos da cultura juvenil. Linguagens, seus diálogos e práticas culturais. Con- textos e práticas. Relação entre textos na Língua Portuguesa, reconstrução da textualidade e efeitos de sentido provocados pelos usos de Recursos lin- guísticos e multissemióticos. Linguagem e sentido. A dimensão discursiva da linguagem. Literatura e arte na Língua Portuguesa. Tipos de discursos. Intertextualidade. Interpretação na Libras de textos nas diversas lin- guagens (artísticas, corporais e verbais): configu- ração da mão, locação, movimento e orientação. Gêneros discursivos. A linguagem do gênero semi- nário, debate etc. Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais do texto. Estratégias de escrita: textualização, re- visão e edição. Planejamento e produção de questionários. Organi- zação de cronograma de estudo. Forma de compo- sição do texto. Relação entre contexto de produção e características composicionais e estilísticas dos gêneros. Reconstrução da textualidade e compre- ensão dos efeitos de sentido provocados pelos usos de recursos linguísticos e multissemióticos. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 24 VAMOS REVISAR? (https://files.passeidireto.com/7f49add4-40a9-47e8-b65f-d7cc72f7e9ce/7f49add4-40a9-47e8-b65f-d7cc72f7e9ce.jpeg) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 25 (http://1.bp.blogspot.com/-WLsM4-en7Q0/T8Ixymx4CfI/AAAAAAAAAWE/AZSYQoQFElg/s1600/formacao-palavras.jpg) (https://i.pinimg.com/originals/40/ab/f4/40abf450ce2ae1a754d19d75c49cfc63.jpg) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 26 (https://cdn.culturagenial.com/imagens/cordel- nordestino-poemas-og.jpg) (https://i.pinimg.com/originals/a0/50/7b/ a0507b2d9a07f3fceed5262a0c693a3e.jpg) Leia o soneto de Vinícius de Morais e resolva às ques- tões 1 – 12: SONETO DE ANIVERSÁRIO Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos. Faça-se a carne mais envilecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida. Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece. Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro, 1954 1. Por que o poema acima é considerado um soneto? 2. O soneto de aniversário de Vinicius de Moraes demarca a posição do eu lírico de refletir sua vida a partir de: a) seus desejos. b) suas experiências. c) seus encantos. d) seu orgulho. 3. O eu lírico traz ao leitor uma reflexão entre pas- sado e futuro. Esse tipo de movimento apresen- tado pelo soneto é intercalado entre sentimentos opostos. Quais são eles? a) Vida e morte. b) Paz e guerra. c) Saudade e encontro. d) Felicidade e tristeza. 4. O soneto, no verso: “Queira-se antes ventura que aventura”, apresenta parônimos, pois há duas pa- lavras muito parecidas na grafia, mas com significa- dos diferentes. Elas expressam, respectivamente: a) curtição e sorte. b) azar e fortuna. c) destino e perigo. d) imprevisto e alegria. 5. Que efeito é produzido pelo uso das rimas no soneto? 6. Escreva o verso que revela o interlocutor do eu poético. 7. O poema aborda as transformações trazidas pelo passar do tempo. Contudo, segundo o texto, o que nunca envelhece? 8. No verso: “Vença o ideal de andar caminhos pla- nos”, a palavra destacada poderia ser substituída, sem alteração de sentido, por: a) retos. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 27 b) tortos. c) semelhantes. d) altos. 9. O uso das reticências na última estrofe foi utili- zado pelo poeta para demonstrar: a) indecisão do eu lírico. b) omissão do discurso. c) interrupção da fala. d) hesitação profunda. 10. Escreva o verso que o eu lírico revela passagem de tempo. 11. A que se refere o pronome “ela” no verso: “Pros- siga ela sempre dividida”? 12. Localize no soneto uma palavra que significa: a) Avance: __________________________ b) Fantasias: ________________________ c) Perfeição: ________________________ d) Macia: ___________________________ e) Decepções: _______________________ LINGUAGEM LITERÁRIA (https://i.pinimg.com/originals/67/3e/ad/673eadad759ca40d050c4638de4115a0.jpg) (https://slideplayer.com.br/slide/1796350/9/images/9/Em+S%C3%ADntese+TEXTO+LITER%C3%81RIO+TEXTO+N%C3%83O- LITER%C3%81RIO.jpg) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 28 (https://i.pinimg.com/736x/33/03/a1/3303a17e70a26928e18136b0046a21e3.jpg) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 29 ATIVIDADES Asas de guarda–chuva Quando começa a chover, os morcegos se assanham. Abrem as asas pretas, e na chuva se banham. Passam em voos rasantes raspando por nossas cabeças. Alguns se agitam e dançam, outros voam com pressa. Mas quando a chuva para -zapt, zupt-, a asa se fecha, e eles dormem recolhidos atrás da porta, numa brecha. Alguns pobres coitados acabam esquecidos. Ficam tristes e pendurados entre achados e perdidos. Bichos da cidade São Paulo a. Quantos versos tem o poema “ “Asas de guarda- -chuva”? b. Quantas estrofes há no poema? c. Reescreva dois pares de rima do poema. 2. Identifique as figuras de linguagem nas frases abaixo: a. “Ficam tristes e pendurados entre achados e perdidos.” ( ) hipérbole ( ) antítese ( ) metáfora b. Ele cantou uma linda canção. ( ) hipérbole ( ) pleonasmo ( ) metáfora c. Ela viu com seus próprios olhos. ( ) hipérbole ( ) pleonasmo ( ) metáfora d. Aquela mulher é uma leoa. ( ) metáfora ( ) comparação ( ) hipérbole e. A vida vem em ondas como o mar. ( ) metáfora ( ) comparação ( ) prosopopeia f. Quero paz não guerra. ( ) antítese ( ) comparação ( ) metáfora g. Aquela moça não é legal, ela subtraiu dinheiro da minhaconta. ( ) hipérbole ( ) eufemismo ( ) metáfora h. A formiga disse para a cigarra: ” Cantou…agora dança! ( ) hipérbole ( ) eufemismo ( ) prosopopeia 3. Leia o texto: Canibalismo entre insetos Seres que nascem na cabeça de outros e que consomem progressivamente o corpo destes até aniquilá-los, ao atingir o estágio adulto. ... Esse é um enredo que mais parece de ficção científica. No entanto, acontece desde a pré-história, tendo como protagonistas as vespas de certas espécies, e é um exemplo da curiosa relação dos ‘inimigos naturais’, aproveitada pelo homem no controle biológico de pragas, para substituir com muitas vantagens os inseticidas químicos. (Revista Ciên- cia Hoje, nº 104, outubro de 1994, Rio, SBPC) O texto apresenta linguagem denotativa ou co- notativa? Explique. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 30 4. Coloque ( D ) para denotativo e ( C ) para cono- tativo: ( ) Hoje irei ao cinema. ( ) João quebrou o espelho do banheiro. ( ) Esse menino tem um coração de ouro. ( ) A Praça do peixe fica no coração de Bataguassu. ( ) Fiz um transplante de coração. ( ) Karina é mesmo má tem um coração de pedra. ( ) Para vencer a luta era preciso alcançar o co- ração do país. ( ) Kelly completou vinte primaveras. ( ) Na primavera as flores abrem suas pétalas. ( ) Correu muito, porém não pegou o trem para São Paulo. ( ) A tempestade foi terrível no Rio de Janeiro. ( ) Minha mãe é meu espelho. ( ) Carla superou seus problemas conjugais. ( ) ”O amor é fogo que arde sem se ver...” ( ) Pedro mora no coração de São Paulo. 5. Observe a imagem abaixo e responda: a. A imagem mostra uma pessoa prestes a abo- canhar a Terra que está espetada num garfo. Podemos comparar essa imagem a frase ES- TAMOS DEVORANDO O PLANETA no sentido real, portanto a esse sentido sobrepõe-se: ( ) a conotação ( ) a denotação b. Ao sentido de “comer a Terra” sobrepõe-se, a ____________ pois está no sentido figurado. ATIVIDADE Você já ouviu falar em paródias? A paródia é a criação de um texto a partir de um bastante conhecido, ou seja, com base em um texto consagrado alguém utiliza sua forma e rima para criar um novo texto cômico, irônico, humorístico, zombeteiro ou contestador, dando um novo sentido ao texto. Parte da intertextualidade, a paródia é um intertexto, ou seja, é um texto resultante de um texto origem que pode ser escrito ou oral. Essa intertextualidade também pode ocorrer em pinturas, no jornalismo e nas publicidades. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 31 ELEMENTOS TEXTUAIS E FUNÇÃO SOCIAL Quando usamos a língua, organizamos as frases com o objetivo de produzir um texto que se comuni- que com o interlocutor. A produção do texto é orga- nizada, por sua vez, com base numa tradição discur- siva que prevê determinadas sequências e elementos textuais. Assim, reconhecemos uma entrevista, uma conversa em rede social, um contrato de aluguel ou uma aula. Nessa seção, vamos estudar os gêneros textuais com ênfase nos elementos que compõem o texto de determinado gênero e na função que os textos daquele gênero desempenham na sociedade. Tipos e gêneros textuais Tipos e gêneros textuais são duas categorias di- ferentes de classificação textual. Os tipos textuais são modelos abrangentes e fixos que definem e distinguem a estrutura e os aspectos linguísticos de uma narração, descrição, dissertação e explicação. Exemplos de tipos textuais: • Texto narrativo; • Texto descritivo; • Texto dissertativo expositivo; • Texto dissertativo argumentativo; • Texto explicativo injuntivo; • Texto explicativo prescritivo. Os aspectos gerais dos tipos de texto concreti- zam-se em situações cotidianas de comunicação nos gêneros textuais, textos flexíveis e adaptáveis que apresentam um intenção comunicativa bem definida e uma função social específica, adequando-se ao uso que se faz deles. Gêneros textuais pertencentes aos textos nar- rativos: • romances; • contos; • fábulas; • novelas; • crônicas; Gêneros textuais pertencentes aos textos des- critivos: • diários; • relatos de viagens; • folhetos turísticos; • cardápios de restaurantes; • classificados ... Gêneros textuais pertencentes aos textos expo- sitivos: • jornais; • enciclopédias; • resumos escolares; • verbetes de dicionário... Gêneros textuais pertencentes aos textos argu- mentativos: • artigos de opinião; • abaixo-assinados; • manifestos; • sermões... Gêneros textuais pertencentes aos textos injun- tivos: • receitas culinárias; • manuais de instruções; • bula de remédio... Gêneros textuais pertencentes aos textos pres- critivos: • leis; • cláusulas contratuais; • edital de concursos públicos... Gêneros textuais e gêneros literários Conforme o próprio nome indica, os gêneros tex- tuais se referem a qualquer tipo de texto, enquanto os gêneros literários se referem apenas aos textos literários. Os gêneros literários são divisões feitas segundo características formais comuns em obras literárias, agrupando-as conforme critérios estruturais, con- textuais e semânticos, entre outros. Exemplos de Gêneros Literários: • Gênero lírico; • Gênero épico ou narrativo; • Gênero dramático. ROMANCE LONGA NARRATIVA DE FICÇÃO - Definição de He- gel (epopeia burguesa moderna) – consolidação no séc. XVIII - momento em que a epopeia era sufocada e no qual o Romance ascendeu. Obra precursora do romance moderno: Publicação: entre 1605 e 1612 Dom Quixote de La Mancha (Miguel de Cervantes) CARACTERÍSTICAS DO ROMANCE • História complexa (leitor se aprofunda na trama / conhece bem cada protagonista) • personagens (várias) • cenário (variado) • tempo (período de duração) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 32 • enredo (vários fatos) • narrador (foco narrativo) • nem todo romance é romântico - (podem ser românticos, de suspense, aventura, policial, etc.) Tipos de romance: abordagem (tema principal) • Romance Urbano : critica os costumes da so- ciedade (século XIX - sinônimo de romance re- alista) Principais representantes: Jorge Amado (Capi- tães da Areia); José de Alencar (Senhora) • Romance Sertanejo ou Regionalista: aborda questões sociais – condição de subdesenvol- vimento (especialmente da região Nordeste) Visão crítica das relações sociais e do impacto do meio sobre o indivíduo. Principais representantes: Bernardo Gui- marães (O Ermitão de Muquém), Graciliano Ramos, (Vidas secas), Rachel de Queiroz, (O Quinze), José Lins do Rego, (Menino de enge- nho, Bangüê, Usina), Érico Veríssimo, (Clarissa, Caminhos cruzados – (pampas gaúcho), Jorge Amado (Terras do sem-fim, conta histórias de Salvador). • Romance Histórico: reconstrução dos cos- tumes, da fala e das instituições do passado (início do século XIX ). Mistura de personagens históricos e de ficção. Primeiro romance histó- rico - literatura universal: Waverley (1814) de Sir Walter Scott. O maior de todos os romances históricos: Guerra e Paz (1869), de Tolstoi. • Romance Indianista: costumes indígenas como foco. Nosso representante: José de Alencar (O Guarani e Iracema). Indianismo moderno: Ma- cunaína, de Mário de Andrade, Cobra Norato, de Raul Bopp e Martin Cererê, de Casiano Ri- cardo. • Romance Psicológico: analisa os motivos ín- timos das decisões e indecisões humanas. O primeiro exemplo: As ligações Perigosas de Choderlos Laclos (1782) Na Literatura Brasilei- ra - marco inicial: Dom Casmurro, de Machado de Assis. • Romance Gótico: aborda toda série de horro- res, mistérios terrificantes, torturas etc. Alemanha - produziu: As Drogas do Diabo (1816) de Hoffmann. No Brasil, Álvares de Aze- vedo (1831-1852) - A Lira dos Vinte Anos (1853) e a coletânea de contos A Noite na Taverna (1855) - publicados após sua morte. • Romance Romântico: liberdade de criação e expressão da supremacia do indivíduo (final do século XVIII e início do século XIX). Ex: A Moreninha (Joaquim Manuel de Macedo). VAMOS RELEMBRAR? ROMANTISMO LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 33 CONTEXTO HISTÓRICO Teveinício na Europa no final do século XVIII, na Europa, obtendo maior destaque na França. Desenvol- veu-se em meio à Revolução Industrial e à Revolução Francesa. Acontece que a partir da segunda metade do sé- culo XVIII começou a constituir-se na Inglaterra a so- ciedade industrial. Passou-se bruscamente do sistema doméstico ao sistema fabril de produção, provocando o surgimento de várias cidades industriais. Assim, a burguesia começou a crescer econômica e politica- mente e o proletariado (trabalhadores) começou a crescer em número. Da antiga sociedade de senho- res e servos, passou-se à sociedade de operários e empresários. A Revolução Francesa, por sua vez, desencadea- da em 1789, acabou por levar a burguesia ao poder. Assim, ambas as revoluções incentivaram a livre-ini- ciativa, o individualismo econômico e o liberalismo político, estimulando também o nacionalismo. Esse clima de valorização da liberdade e renovação marcou muito a literatura romântica, afinal, principalmente baseados nessa liberdade, os poetas se sentiram livres para expressar seus sentimentos na poesia, além de não se sentirem mais presos à métrica dos versos que as escolas anteriores valorizavam. Nascia uma nova forma de escrever. Desse modo, o Romantismo é a escola da expres- são dos sentimentos, da liberdade de expressão. Por isso, alguns escritores passaram a falar da natureza e do amor num tom pessoal e melancólico, fazendo da literatura uma forma de expressar seus sentimentos. Além disso, voltaram-se para os tempos medievais, época da formação de suas nações, valorizando os heróis e as tradições populares, exaltando o nacio- nalismo. E essa liberdade também fica evidente na forma de escrever, já que os escritores românticos abandonaram o tom solene e adotaram um estilo simples e comunicativo na escrita. AS PRINCIPAIS OBRAS ROMÂNTICAS NA EUROPA SÃO: • Contos e Inocência, de Willian Blake; • Os Miseráveis, de Victor Hugo; • Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. O Romantismo foi o principal movimento esté- tico do final do século XVIII e início do século XIX. O romance Os sofrimentos do jovem Werther, do ale- mão Goethe, é considerado a primeira obra romântica publicada. Não obstante, o movimento espalhou-se por toda a Europa e pelas então colônias, tais quais o Brasil. Podendo ser definido como a arte da nova burguesia, que ascendia ao poder, o Romantismo foi uma arte complexa, diversificada e rica. ROMANTISMO EM PORTUGAL Em Portugal o Romantis- mo surgiu em meio a uma grande agitação política. Em 1808 a corte de D. João VI se transfere para o Brasil, ame- açada pelas tropas de Napo- leão Bonaparte. Seu marco inicial foi em 1825 com a publicação do poema Camões, de Almeida Garret, em que o autor faz uma espécie de biografia sentimental do poeta. O poema de Almeida Garrett possui característi- cas como subjetivismo, nostalgia, melancolia e outros considerados como definidores do estilo. Além disso, o movimento prezava a originalidade, fazendo oposi- ção aos modelos ou às regras impostas. Almeida Garret Precursor do Romantismo em Portugal, com a obra Camões; apesar disso ele não se intitulava nem clássico nem romântico e, de fato, suas criações como poeta, prosador e dramaturgo estavam longe do sen- timentalismo exagerado que caracteriza o típico es- critor romântico. Alexandre Herculano A característica principal de suas obras é a histo- riografia, o relato da história de Portugal; sua principal obra é Eurico, o Presbítero, que fala sobre a figura do Clero, destacando o amor proibido, além da retomada do poder de Portugal. Camilo Castelo Branco Foi o primeiro autor a ganhar a vida com a Litera- tura. Ele vivia dela, e escrevia sobre temas que seriam lucrativos para ele. É considerado o criador da novela passional portuguesa, isto é, das histórias que envol- vem a paixão; sua obra mais conhecida, e de maior destaque como novela passional, é Amor de Perdição. Julio Dinis Em sua obra não há o clima de tragédia e fatalismo que marca, por exemplo, a novela passional de Camilo Castelo Branco. Ainda que fale de amor e paixão, fala de um jeito mais simples e, no final, os mal entendi- dos se esclarecem e tudo se resolve. Sua obra possui um ar de otimismo e esperança; obra mais conhecida, inclusive com grande repercussão no Brasil: As Pupilas do Senhor Reitor. CARACTERÍSTICAS GERAIS • Liberdade de criação e expressão; • Individualismo / subjetivismo; • Valorização das emoções; LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 34 • Nacionalismo; • Escapismo / fuga da realidade; • Pessimismo; • Valorização da natureza; • Religiosidade / Cristianismo; • Idealismo. GERAÇÕES DO ROMANTISMO O Romantismo pode ser dividido em 3 gerações que possuem algumas características que as diferem. Primeira Geração Quando o Romantismo surgiu os autores ainda mantinham em seus textos algumas características clássicas, seguindo regras da produção literária refe- rentes ao período. As obras desse período abordam a natureza, o país e idealizam tudo maravilhoso, por isso alguns estudiosos chamam essa geração de nacionalista. Em Portugal, os temas mais frequentes eram o nacionalis- mo, o romance histórico e o medievalismo. No Brasil, esse apego ao passado era visto no indianismo. Os versos de Gonçalves Dias ilustram bem a pri- meira geração romântica que tem como principais características a referência ao índio, aos negros, à natureza brasileira. Segunda Geração A segunda geração é o período conhecido como Ultrarromântico, em que o mal do século tem papel de destaque e as obras acabam sendo mais pesadas. Suas características marcantes são o exagero no subjetivismo e emocionalismo. As menções ao tédio e desejo de morte são frequentes. O poema de Alvares de Azevedo retrata muito bem segunda geração. O verso” se eu morresse ama- nhã” nos dá essa visão da geração melancólica, do conhecido mal do século (uma visão depressiva das coisas; culto da noite; doenças psíquicas; angústia e morbidez) e a fuga da realidade (através de sonhos, da morte, loucura, embriaguez) Terceira Geração Nesse período os escritores quebraram regras da literatura. Os poemas começaram a ser escritos de maneira diferente e na prosa começam a aparecer palavras que antes não eram da literatura, ou seja, palavras mais usadas pelo povo. No poema de Castro Alves percebemos a figura feminina denotando um amor mais real, desper- tando a sensualidade e a concretização do contato físico. Diferente das donzelas virginais e inacessíveis representadas pela segunda geração, a mulher se entrega aos encantos de seu admirador, levando- -nos a crer que o encontro amoroso foi realmente consumado. Nessa geração os autores também começaram a falar de questões sociais. Foi o primeiro passo para o realismo, próximo movimento literário. CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO • Liberdade de expressão e de criação • Rebeldia e Idealismo • Individualismo • Nacionalismo • Valorização da Natureza • Pessimismo e Escapismo • Sentimentalismo ROMANTISMO NO BRASIL LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 35 CONTEXTO HISTÓRICO DO ROMANTISMO NO BRASIL Um marco que aponta para o início do Roman- tismo no Brasil foi o livro “Suspiros Poéticos e Sau- dades” de Gonçalves de Magalhães, no ano de 1836. Veja o trecho inicial do prefácio, que expõe como o Romantismo não está ligado a um lugar ou vertente específica, mas principalmente ao compromisso do escritor consigo, não podendo ser as obras julgadas pela forma e, sim, sentidas pelo leitor. CARACTERÍSTICAS DO ROMANTISMO NO BRASIL • o rompimento com a cultura precedente, a es- cola literária do Arcadismo com o predomínio da racionalidade, ciência e cultura pagã; • a subjetividade e valorização das expressões dos sentimentos e manifestações do eu; • a arte voltada para o povo, surgimento de um público consumidor da cultura (com o surgi- mento de tecnologias que agilizavam a produ- ção, surgiram os folhetins); • a liberdade e originalidade, com a criação da forma livrede regras; • a idealização da mulher, muitas vezes culmi- nando no amor platônico; • o indianismo, no qual o índio é apresentado como herói; • a evasão, ou um escape (escapismo) do mundo real; • o patriotismo, com expressões de nacionalis- mo chegando à sua forma exacerbada, que é o ufanismo; • a religiosidade, na qual o escritor ou poeta se sustenta como resposta para a insegurança e incerteza, além do contraponto ao cientificismo presente no Neoclassicismo (ou Arcadismo); • a exaltação da natureza. O Romantismo no Brasil representou historica- mente três grandes momentos que foram: o fim do Brasil Colônia e início do Brasil Império, a luta contra a escravidão e a favor do Brasil República. Marcado pelo sentimentalismo exacerbado e fim da preocu- pação com a forma. COLOCAÇÃO PRONOMINAL Pode ser que você ache o nome “colocação pro- nominal” difícil e esteja puxando pela memória onde é que você já ouviu falar sobre isso. A colocação pronominal nada mais é que a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam dentro da sentença. Essa posição está ligada ao verbo e a que ou quem esses pronomes fazem referência. Como assim? O que são pronomes pessoais? O que são pronomes pessoais oblíquos? Calma, calma, não precisa se desesperar, vamos explicar cada uma dessas questões detalhadamente, para que você consiga enfim entender o que é colo- cação pronominal. O que são pronomes pessoais? Os pronomes são uma classe de palavras que sofre flexão em relação ao gênero (feminino e masculino) e ao número (singular e plural). São usados para acom- panhar, substituir ou fazer referência ao nome. Podem substituir os substantivos, adjetivos ou mesmo toda uma oração. Eles são de extrema importância dentro de qual- quer gênero textual, uma vez que possuem a função de não deixar o seu texto repetitivo. Os pronomes podem ser de 6 tipos, e os pronomes pessoais é uma dessas tipologias. Os pronomes pessoais indicam as pessoas do dis- curso, você se lembra quem são elas? Veja-as a seguir: O emissor é a 1ª pessoa do discurso, é aquele que fala, representado pelo pronome pessoa “eu”. O receptor é a 2ª pessoa do discurso, com quem se fala, representado graficamente pelo pronome “tu”. E a terceira pessoa não participa do diálogo, é de quem se fala, representada pelo pronome “ele”. Bom, os Pronomes Pessoais podem ser de dois casos: retos e oblíquos. Interessa-nos neste momento o caso oblíquo. Mas vamos passar brevemente pelos do caso reto para que consiga entender bem todo o conteúdo. 1. Pronomes Pessoais do caso Reto Os pronomes do caso reto são utilizados na con- jugação de verbos, sabe? Dentro da oração, eles ge- ralmente exercem a função de sujeitos ou predicados. Relembre: 1ª pessoa do singular: eu; 2ª pessoa do singular: tu; 3ª pessoa do singular: ele/ela; 1ª pessoa do plural: nós; 2ª pessoa do plural: vós; 3ª pessoa do plural: eles/elas. Exemplo: “Eu sou responsável por minha felici- dade.” 2. Pronomes Pessoais do caso Oblíquo Já os pronomes do caso oblíquo são usados para complementar, e por isso podem vir na oração nas funções de objeto direto ou indireto e complemento nominal; são divididos em átonos e tônicos e corres- pondem a cada um dos pronomes do caso reto. Veja exemplos: Átonos: 1ª pessoa do singular: me; 2ª pessoa do singular: te; LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 36 3ª pessoa do singular: o, a, lhe; 1ª pessoa do plural: nos; 2ª pessoa do plural: vos; 3ª pessoa do plural: os, as, lhes. Exemplo: “Ela me deu um beijo.” Tônicos: 1ª pessoa do singular: mim, comigo 2ª pessoa do singular: ti, contigo; 3ª pessoa do singular: ele, ela; 1ª pessoa do plural: nós, conosco; 2ª pessoa do plural: vós, convosco; 3ª pessoa do plural: eles, elas. Exemplo: “Não houve acusação sobre mim.” O que é a colocação pronominal? Bom, a colocação pronominal faz uso dos prono- mes pessoais do caso oblíquo átono. Os pronomes me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos poderão vir na sentença em três diferentes posições, e essa posição tem a ver com os verbos. Vamos ver cada uma das três posições a seguir: 1. Próclise A próclise é quando o pronome vem antes do ver- bo. Isso poderá acontecer quando termos da oração atraírem o pronome. Veja algumas das partículas de atração do pronome, ocasionando a próclise: • Palavras negativas, como não, nunca e nin- guém, atraem o pronome. Então, o pronome virá antes do verbo. Veja um exemplo: “Nunca o vi tão feliz.” • Pronomes relativos também atraem os prono- mes do caso oblíquo. Veja um exemplo: “Iden- tificaram duas pessoas que se encontravam desaparecidas.” • Pronome indefinidos também atraem os pro- nomes do caso oblíquo, causando a próclise. Exemplo: “Alguns te deram a oportunidade de crescer profissionalmente.” • Pronomes demonstrativos também atuam como partículas de atração do pronome oblí- quo átono. Veja um exemplo: “Disso me acu- saram, porém, sem evidências.” 2. Ênclise A ênclise é o nome que se dá quando o pronome vem posterior ao verbo dentro de uma sentença. A ênclise só acontecerá quando: • O verbo estiver no imperativo afirmativo. Exem- plo: “Quando eu pedir, silenciem-se todos.” • O verbo estiver no infinitivo impessoal. Veja um exemplo: “Não era minha intenção machucar- -te.” • O verbo estiver no gerúndio. Exemplo: “Recu- sou a proposta fazendo-se de desentendido.” • O verbo iniciar a sentença. Exemplo: “Vou-me embora neste instante.” 3. Mesóclise Já a mesóclise é quando o pronome aparece no meio do verbo, ela será usada quando o verbo esti- ver flexionado no presente ou no futuro do pretérito. Vamos ver exemplos: • “Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em prol da paz no mundo.” • “Não fosse os meus compromissos, acompa- nhar-te-ia nessa viagem.” Bom, ela não é muito atual e está em desuso no português falado no Brasil. Mas o seu conhecimento é muito válido. ATIVIDADES 1. Indique a alternativa em que há erro de colocação pronominal. a) Ninguém viu-o sair para o trabalho. b) Alguém o viu sair esta manhã. c) Não o vejo desde ontem. d) Foram eles que o viram. e) Certamente o viram sair esta manhã. 2. Corrija as orações em que há erro de colocação pronominal. a) Lhe cantei lindas canções ao ouvido. b) Aquilo diz-te algo? c) Atrever-me-ia a dizer que a carta foi escrita por ele. d) Assim como nos disse, cumpriu com a sua pa- lavra. e) Quisera nos trouxessem boas notícias. 3. Classifique em próclise, mesóclise e ênclise. a) Onde te deram os livros usados? b) Tinham-lhe chamado antes do almoço. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 37 c) Todos lhe aconselham a ficar. d) Vender-lhes-ei todos os quadros que pintei. e) O autor, cujo livro nos deu. f) Quem nos convidou? g) Esteve contando-me os pormenores da festa. h) Levaram-na para casa. 4. Justifique a colocação pronominal utilizada na oração abaixo: Não te devolveria os livros se você não tivesse lembrado. 5. Complete a frase: Senhores, __________ quando __________. a) me avisem, telefonarem-vos b) avisem-me, telefonarem-vos c) avisem-me, vos telefonarem d) me avisem, vos telefonarem 6. Indique quais alternativas são verdadeiras. a) Nas locuções verbais, utiliza-se sempre a pró- clise. b) Na colocação pronominal deve ser seguida a seguinte prioridade: ênclise, mesóclise e pró- clise. c) A mesóclise é utilizada com verbos conjugados no futuro do presente e no futuro do pretérito. d) Advérbios e adjetivos são palavras que atraem a próclise. e) A ênclise deve ser utilizada quando as orações começam com um verbo. 7. Complete a frase: Nada __________ conter. a) poderia-a b) poder-lhe-ia c) a poderia d) poderia a 8. Reescreva as orações inserindo o pronome entre parênteses na posição correta. a) Tomara possamos ver. (nos) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 38 b) Peça uma senha nova. (lhe) c) Algo diz que ele não vem. (me) d) Quanto pagaram pela casa? (te) e) Gostaria de atender amanhã. (lhe) MACHADO DE ASSIS Machado de Assis (1839-1908) foi um escritor bra- sileiro,um dos nomes mais importantes da literatura do século XIX. Escreveu poesias, contos e romances. Foi também jornalista, teatrólogo, crítico de teatro e crítico literário. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu na Chá- cara do Livramento no Rio de Janeiro, no dia 21 de junho de 1839. Foi o primeiro filho de Francisco José de Assis, um decorador de paredes, e da imigrante portuguesa Maria Leopoldina. Machado de Assis passou sua infância e adoles- cência no bairro do Livramento. Seus pais viviam na propriedade do falecido senador Bento Barroso Pe- reira e D. Leopoldina era a protegida de D. Maria Jose Pereira. Machado fez seus primeiros estudos na escola pública do bairro de São Cristovão. Tornou-se amigo do padre Silveira Sarmento, o ajudava nas missas, fa- miliarizava-se com o latim. Quando tinha dez anos perdeu sua mãe. Viúvo, seu pai saiu da Chácara e foi morar em São Cristovão. Logo passou a viver com Maria Inês da Silva, só vindo a casar-se em 1854. Sua madrasta trabalhava como doceira em uma escola e levava o enteado para assistir algumas aulas. À noite, Machado ia para uma padaria, local onde aprendia francês com o forneiro. À luz de velas, Machado lia tudo que passava em suas mãos e já escrevia suas primeiras poesias. Em busca de um emprego, com 15 anos, conheceu Francisco de Paula e Brito, dono da livraria, do jornal e da tipografia. Daí por diante não parou de escrever na Marmo- ta e de fazer amizades com os políticos e literatos, frequentadores da livraria, onde o assunto principal era a poesia. Em 1856, Machadinho, como era conhecido, en- trou para a Imprensa Oficial como aprendiz de tipó- grafo, mas além de mau funcionário, escondia-se para ler tudo que lhe interessava. O diretor decidiu incentivar o jovem e o apresen- tou a três importantes jornalistas: Francisco Otaviano, Pedro Luís e Quintino Bocaiúva. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 39 Otaviano e Pedro dirigiam o Correio-Mercantil e para lá foi Machado de Assis, em 1858, como revisor de provas. Colaborava também para outros jornais, mas ganhava pouco e estava sempre sem dinheiro. Com 20 anos, Machado de Assis já frequentava os círculos literários e jornalísticos do Rio de Janeiro, capital política e artística do Império. Em 1960, Machado de Assis foi chamado por Quin- tino Bocaiúva para trabalhar na redação do “Diário do Rio de Janeiro”, que estava sendo preparado para re- aparecer sob a direção política de Saldanha Marinho. Além de escrever sobre todos os assuntos e man- ter uma coluna de crítica literária, Machado tornou-se o representante do jornal no Senado. Machado também escrevia no “Jornal das Famí- lias”, onde suas histórias inconsequentes e açucaradas eram lidas nos serões familiares. Em 1864, Machado de Assis publicou “Crisálidas”, uma coletânea de seus poemas. O livro foi dedicado a seus pais, Maria Leopoldina e a Francisco, que morrera naquele ano. Em 1867, o Imperador concedeu a Machado o grau de “Cavaleiro da Ordem da Rosa”, por serviços prestados às letras nacionais. No dia 8 de abril Macha- do foi nomeado ajudante do diretor do Diário Oficial, iniciando sua “carreira burocrática”. Em 1868 ele conheceu Carolina Xavier de Novais, uma portuguesa culta, irmã do poeta português Faus- tino Xavier de Novais, que lhe revelou os clássicos lusitanos. No dia 12 de novembro de 1869, o casamento de Machado e Carolina é realizado, tendo como teste- munhas, Artur Napoleão e o Conde de São Mamede, em cuja residência se realizou a cerimônia. Em 1872, Machado de Assis publicou seu primei- ro romance, “Ressurreição”. No dia 30 de janeiro de 1873, a capa do décimo número do “Arquivo Contem- porâneo”, periódico do Rio de Janeiro, coloca lado a lado as fotos de José de Alencar, até então o maior romancista do Brasil, e a de Machado de Assis. Ainda em 1873, ele foi nomeado primeiro oficial da Secretaria da Agricultura e, três anos depois assu- miu a chefia da seção. Em 1881, Machado de Assis publica o romance “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, que marca o início da fase acentuadamente realista de sua obra. A obra havia sido publicada, no ano anterior, em fo- lhetins na Revista Brasileira. Em 1896, fundou com outros intelectuais, a Aca- demia Brasileira de Letras. Nomeado para a cadeira n.º 23, tornando-se, em 1897, seu primeiro presiden- te, cargo que ocupou até sua morte. Na entrada do prédio há uma estátua de bronze do escritor. Em sua homenagem, a academia chama-se também “Casa de Machado de Assis”. Em outubro de 1904 morreu sua esposa, Carolina, companheira de 35 anos, que além de revisora de suas obras era também sua enfermeira, pois Machado de Assis tinha a saúde abalada pela epilepsia. Após a morte da esposa o romancista raramente saía de casa, em homenagem à sua amada, escreveu o poema “À Carolina”. Machado de Assis faleceu no Rio de Janeiro, no dia 29 de setembro de 1908. Em seu velório, comparece- rem as maiores personalidades do país. Rui Barbosa, um dos juristas mais aplaudidos da época, fez um dis- curso de despedida com elogios ao homem e escritor. Levado em uma carreta do Arsenal de Guerra, só destinada às grandes personalidades, um grande cortejo fúnebre saiu da Academia para o cemitério de São João Batista, onde foi enterrado. Fases da obra de Machado de Assis Machado de Assis teve uma carreira literária inin- terrupta, produziu de 1855 a 1908. Escreveu poesias, romances, contos, crônicas, críticas e peças de teatro. O ponto alto de sua produção literária é o romance e o conto, onde se observa duas fases: Primeira fase A primeira fase das obras de Machado de Assis apresenta-se presa a algum aspecto do “Romantis- mo”, com uma história cheia de mistérios, com final feliz ou trágico e uma narrativa linear. Apresenta também traços inovadores, como uma linguagem menos descritiva, menos adjetivada e sem o exagero sentimental. As personagens têm um com- portamento não só movido pelo amor, mas também pela ambição e pelo interesse. São dessa fase os ro- mances: • Ressurreição (1872) • A Mão e a Luva (1874) • Helena (1876) • Iaiá Garcia (1878) Segunda fase (Realismo) A segunda fase das obras de Machado de Assis inicia-se com “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (1881), onde retrata a miséria humana, indo até seu último romance, “Memorial de Aires” (1908) - o livro da saudade, escrito após a morte de Carolina. É nesse período que se encontram suas mais ricas criações literárias. Diferente de tudo quanto havia sido escrito no Brasil, Machado inaugura o “Realismo”. O estilo realista de Machado de Assis difere de seus contemporâneos, porque ele aprofunda-se na análise psicológica dos personagens desvendando a fragilidade existencial na relação consigo mesmo e com os outros personagens. São dessa fase os ro- mances: LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 40 • Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) • Quincas Borba (1891) • Dom Casmurro (1899) • Esaú e Jacó (1904) • Memorial de Aires (1908) Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, o narra- dor era um defunto que resolveu distrair-se um pou- co saindo da monotonia da eternidade escrevendo suas memórias, livre das convenções sociais, pois está morto. O narrador fala não só da vida, mas de todos os que com ele conviveram, revelando a hipocrisia das relações humanas. As personagens femininas As grandes “personagens femininas” das obras de Machado de Assis ou são adúlteras ou estão a pon- to de ser como Virgília de Memórias Póstumas que repele Brás Cubas quando podia casar-se com ele, mas torna-se sua amante depois que está casada com outro homem mais importante na escala social. Sofia, protagonista de Quincas Borba, fica no li- miar do adultério, tentando o pobre Rubião até levá-lo à loucura, para tirar dele seu último centavo e assim enriquecer seu esposo. Capitu, sua heroína mais famosa, personagem de Dom Casmurro, é o protótipo de mulher dissimulada, que engana vilmente o marido – ou parece enganá-lo. Apenas Fidélia, de Memorial de Aires, é a mulher ho- nesta e fiel,como seu próprio nome sugere. Contos de Machado de Assis • Papéis Avulsos (1882) • Histórias Sem Data (1884) • Várias Histórias (1896) • Páginas Recolhidas (1899) • Relíquias da Casa Velha (1906) Alguns dos melhores contos “realistas” contidos nes- ses livros e que abordam os mais diversos temas, são: • Cantigas de Exponsais – a desesperada busca da expressão, • Noites de Almirantes – análise de uma desilusão amorosa, • Trio em Lá Menor – o anseio da perfeição, • O Alienista – o problema da loucura, • Missa do Galo – o despertar do adolescente para o amor, • Teoria do Medalhão – como vencer na vida sem fazer força, • O Espelho – a dualidade da alma humana. O escritor Machado de Assis é uma figura tão importante para o nosso país que a sua biografia foi escolhida para figurar no artigo A biografia das 20 pessoas mais importantes para a história do Brasil. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 41 TRANSITIVIDADE VERBAL De maneira geral, a transitividade verbal é a rela- ção que um verbo transitivo tem com um determinado complemento, de acordo com a predicação verbal. Os verbos exercem funções muito importantes nas frases e orações e se ligam com os outros ele- mentos por meio da regência verbal. Existem os verbos de ligação, que não represen- tam nenhuma ação, como: ser, estar, parecer, conti- nuar, permanecer, ficar etc. Existem também os verbos significativos, que são os que nos importam aqui, aqueles que expressam alguma ação ou fenômenos da natureza, como: acre- ditar, dividir, comer, repartir, segurar, gostar, querer, estudar, ventar, chover, entre tantos outros. E por que eles nos importam? Porque a transiti- vidade verbal só existe para os verbos significativos! Os verbos de ligação não têm transitividade porque eles não têm objetos. Os objetos são os complementos verbais, algo que o verbo necessita para ter seu significado completo. Exemplo de transitividade verbal Júlia repartiu seu lanche. O verbo da frase é repartir. Quem reparte, reparte alguma coisa, então o verbo necessita de um comple- mento. O complemento é o que Júlia repartiu, seu lanche, que é o objeto. A transitividade, portanto, acontece quando esse verbo significativo necessita de um complemento, que é um objeto, que poder ser direto, indireto ou dire- to e indireto. Fique tranquilo que veremos tudo isso separadamente! Verbo transitivo direto Para saber se o verbo precisa de um complemen- to, é só transformar as orações em perguntas, veja só: Oração: Ricardo comeu. Se essa oração está fora de um contexto, não fará sentido. Pensemos no verbo comer: quem come, come alguma coisa, logo, se a oração necessita dessas perguntas para fazer sentido, o verbo será transitivo. Pergunta: Ricardo comeu o quê? Dessa forma, a oração só terá sentido completo, junto com o objeto: Ricardo comeu maçã. Nesse caso, temos um verbo transitivo direto e um objeto direto. Isso acontece porque o verbo transita diretamente para o objeto, sem necessitar de uma preposição. A transitividade direta nunca se inicia com uma preposição. É direta porque, após o verbo, já temos o objeto. Exemplos de verbo transitivo direto Vamos pensar em outras orações: Raquel lavou o carro. Thiago tirou os sapatos. Daniel escovou os dentes Em todas elas, o objeto aparece logo após o verbo e é muito fácil de o reconhecermos: O que Raquel lavou? O carro. O que Thiago tirou? Os sapatos. O que Daniel escovou? Os dentes. Temos, então, exemplos de verbos transitivos di- retos e de objetos diretos. Verbo transitivo indireto Os verbos transitivos indiretos são aqueles que não transitam diretamente para o objeto e que sem- pre precisam de uma preposição para dar sentido à frase. Exemplo: Mariana gosta de maçã. Como quem gosta, gosta de alguém ou de alguma coisa, o verbo pede a preposição de. Se o objeto é precedido de uma preposição, ele é indireto e o verbo, consequentemente, transitivo indireto. Veremos mais alguns exemplos de verbo transitivo indireto a seguir. Exemplos de verbo transitivo indireto Enquanto a pergunta para os verbos transitivos diretos é “o quê”, para os verbos transitivos indiretos as perguntas podem ser: “para quê”, “de quê”, “para quem”, “em quê” etc. Preciso de um lápis novo. Luto pelo meu país. Acredito em discos voadores. Em todas as orações, o objeto vem depois de uma preposição. Façamos as perguntas: Eu preciso de quê? De um lápis novo. Eu luto por quê? Pelo meu país. Eu acredito em quê? Em discos voadores. Verbo transitivo direto e indireto Sim, um verbo pode ter os dois tipos de comple- mento! E agora? Calma que não é nada complicado. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 42 Você aprendeu que o objeto direto nunca é prece- dido por uma preposição e que o objeto indireto sem- pre é precedido por uma preposição, certo? Quando uma oração tem um verbo que se refere a dois objetos e um deles não tem preposição e o outro tem, temos uma transitividade verbal direta e indireta. Exemplos de verbo transitivo direto e indireto Consideremos o verbo convidar. Quem convida, convida alguém para alguma coisa. Note então que, nesse caso, o verbo permite dois complementos. Raquel convidou Mariana para um chá da tarde. O primeiro objeto que aparece depois do verbo é Mariana (objeto direto) e, em seguida, a preposição para ligar o objeto indireto (um chá da tarde). Outro exemplo: Luana emprestou seus livros à Maria. Emprestou = verbo transitivo direto e indireto Seus livros = objeto direto À = preposição Maria = objeto indireto Lembre-se, dica importante: Nunca podemos ter dois objetos diretos e nem dois objetos indiretos em uma mesma oração! Obrigatoriamente, um objeto é direto e outro indireto. Transitividade verbal e intransitividade verbal Como já vimos, a transitividade é a relação que os verbos significativos estabelecem com os objetos em uma oração. O que seria então a intransitividade? Os verbos intransitivos são aqueles possuem o sentido completo, ou seja, eles não precisam de um complemento para ter sentido dentro da frase. Exemplo: Maria caiu. O verbo cair, por si só, já dá o sentido à frase. Podemos não saber de onde, e o porquê Maria caiu, mas a ação está dada. Alguns verbos intransitivos são: morrer, viver, brincar, chegar, dormir, errar, sumir, ir, voltar e chorar. Esses verbos, portanto, já significam uma ação completa. A oração pode seguir com um elemento que indicie o modo (Maria caiu sentada), o local (Maria caiu na rua), mas a ação de cair está fechada, mesmo sem esses elementos. ATIVIDADES Classifique os verbos quanto a sua transitividade: a) Ana vendia livros. b) Os passageiros esperavam o trem. c) João gosta de filmes. d) Oferecemos uma medalha ao primeiro colocado. e) Lívia comprou flores. f) Lívia gosta de flores. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 43 EÇA DE QUEIRÓS Eça de Queirós foi um dos mais importantes escrito- res do realismo português sendo considerado o maior representante da prosa realista da língua portuguesa. Além de escritor, exerceu também a profissão de jornalista e advogado. Biografia José Maria de Eça de Queirós nasceu no dia 25 de novembro de 1845 em Póvoa do Varzim, cidade localizada no norte de Portugal. Era filho do brasileiro José Maria Teixeira de Quei- roz e da portuguesa Carolina Augusta Pereira de Eça. Passou grande parte de sua infância na cidade de Aveiro aos cuidados de sua avó. Mais tarde, foi morar no Porto a fim de estudar no Colégio Interno da Lapa, no qual se formou em 1861. Seguiu os passos de seu pai (Magistrado e Par do Reino) e foi estudar Direito na Universidade de Coimbra, graduando-se em 1866. Chegou a exercer a profissão de advogado e, mais tarde, de jornalista na cidade de Lisboa. Além disso, entrou para a carreira política sendo nomeado Administrador do Concelho de Leiria (1870); Cônsul de Portugal em Havana (1872); Cônsul de New- castle e Bristol na Inglaterra (1874); e Cônsul de Por- tugal em Paris (1888). Já em Paris, em 1886, casou-se com Emília de Cas- tro Pamplona Resendecom quem teve quatro filhos: Alberto, Antônio, Maria e José Maria. Faleceu dia 16 de agosto de 1900 em Paris, aos 59 anos de idade. Características das Obras Eça de Queirós foi um inovador da prosa realista portuguesa ao criar novas formas de linguagens, ne- ologismos e mudanças na sintaxe. Recebeu grande influência literária do escritor francês Gustave Flaubert (1821-1880), se afastando dos modelos clássicos. De maneira geral, suas obras abordam temas simples e do cotidiano, as quais estão permeadas de ironia, humor e, de vez em quando, de pessimismo e crítica social. Vale lembrar que o início do Realismo em Portugal esteve marcado pela publicação do romance “O Crime do Padre Amaro”, em 1875. Ao se afastar do idealismo romântico, Eça de Quei- rós faz uma dura crítica aos valores da burguesia por- tuguesa e da corrupção da Igreja. Mais tarde, Eça escreveu diversos romances no qual enfatiza a questão da hipocrisia da burguesia aliada à análise psicológica das personagens. Um exemplo notório está na sua obra mais conhe- cida “O Primo Basílio”, publicada em 1878. Principais Obras • O Mistério da Estrada de Sintra (1870) • O Crime do Padre Amaro (1875) • A Tragédia da Rua das Flores (1877-78) • O Primo Basílio (1878) • O Mandarim (1880) • A Relíquia (1887) • Os Maias (1888) • Uma Campanha Alegre (1890-91) • O Tesouro (1893) • A Aia (1894) • Adão e Eva no paraíso (1897) • Correspondência de Fradique Mendes (1900) • A Ilustre Casa de Ramires (1900) • A Cidade e as Serras (1901, póstumo) Frases • “Quando não se tem aquilo que se gosta é ne- cessário gostar-se daquilo que se tem.” • “Houve um filósofo que deixou aos infelizes esta máxima: Se a tua dor te aflige, faz dela um po- ema.” • “Políticos e fraldas devem ser trocados de tem- pos em tempos pelo mesmo motivo.” • “O amor eterno é o amor impossível. Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam.” • “Quem não conhece o poder da oração, é por- que não viveu as amarguras da vida!” • “Curiosidade: instinto que leva alguns a olhar pelo buraco da fechadura, e outros a descobrir a América.” REALISMO E NATURALISMO O Realismo e Naturalismo são movimentos literá- rios que surgiram na Europa em meados do século XIX. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 44 O marco inicial do realismo foi a publicação da obra Madame Bovary (1857), de Gustave Flaubert. Já o naturalismo, tem início em 1867 quando foi publicado o romance Thérèse Raquin, de Émile Zola. O que o realismo e o naturalismo têm em co- mum? • contrários ao Romantismo, negam a fuga da realidade; • resgate do objetivismo com descrições deta- lhadas; • sugerem a representação fiel da realidade; • apontam falhas e propõem mudanças de com- portamentos humanos e das instituições; • substituem os heróis românticos por pessoas limitadas e comuns. Quais as diferenças entre o realismo e o natu- ralismo? 1. Linguagem Realismo • Linguagem direta; • Uso de adjetivos realistas. Naturalismo • Linguagem simples; • Uso de regionalismos. 2. Personagens Realismo • Heróis são mostrados como pessoas comuns, com defeitos, incertezas e manias; • Personagens com elaboração psicológica tra- balhada; • Demonstração dos defeitos e detalhes da mu- lher. Naturalismo • Ser humano é mostrado como animal; • Personagens patológicas; • Impessoalidade. 3. Influências Realismo • Materialismo; • Universalismo; • Cientificismo. Naturalismo • Objetivismo científico; • Determinismo. 4. Narrativa Realismo • Descrições de ambientes e personagens; • Narrativa lenta. Naturalismo • Demonstração de detalhes; • Harmonia e clareza na composição. 5. Principais temas Realismo • Vida cotidiana; • Subordinação do amor aos interesses sociais; • Críticas às instituições sociais e aos valores bur- gueses. Naturalismo • Sensualismo e erotismo; • Temas mais sombrios; • Engajamento social. PRINCIPAIS AUTORES BRASILEIROS REALISTAS/ NATURALISTAS Realismo Machado de Assis • Memórias Póstumas de Brás Cubas • Dom Casmurro • Memorial de Aires • Esaú e Jacó Raul Pompeia • O Ateneu Visconde de Taunay • Inocência Naturalismo Aluísio Azevedo • O Mulato • Casa de Pensão • O Homem • O Cortiço • O Coruja Adolfo Ferreira Caminha • A Normalista LINGUAGEM DIGITAL Provavelmente você já digitou essas letras: Robert Cailliau/Bibi Saint-Pol (SVG version)/ domínio público LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 45 Observe: Pela Internet - Gilberto Gil Criar meu web site Fazer minha homepage Com quantos gigabytes Se faz uma jangada e um barco que veleje Criar meu web site Fazer minha homepage Com quantos gigabytes Se faz uma jangada e um barco que veleje Que veleje nesse info-mar Que aproveite a vazante da info-maré Que leve um oriki do meu velho orixá Ao porto de um disquete de um micro em Taipé Um barco que veleje nesse info-mar Que aproveite a vazante da info-maré Que leve meu e-mail lá até Calcutá Depois de um hot-link Num site de Helsinque Para abastecer Eu quero entrar na rede Pra manter o debate Juntar via Internet Um grupo de tietes de Connecticut Eu quero entrar na rede Promover o debate Juntar via Internet Um grupo de tietes de Connecticut De Connecticut acessar O chefe da Mac-milícia de Milão Um hacker mafioso acaba de soltar Um vírus pra atacar programas no Japão Eu quero entrar na rede pra contactar Os lares do Nepal, os bares do Gabão Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular Que lá na praça Onze tem um vídeo-pôquer para se jogar [...] Questione-se!!! Na atualidade, o uso da internet está influencian- do o jovem de forma positiva ou negativa? Os estudantes têm usado a Web como ferramen- ta educacional ou apenas como diversão e entrete- nimento? Você acredita que a linguagem utilizada na inter- net atrapalha a linguagem culta? A Internet, um dos meios mais acessíveis e dinâmi- cos na esfera comunicacional, por sua linguagem virtu- al e universal, propagou-se de maneira extraordinária pelo mundo inteiro, ajudando a fortalecer o progresso da globalização por se tratar de uma linguagem única, possibilitando um maior contato entre as culturas. Segundo Galli, “o desenvolvimento e a utilização da Internet acabaram produzindo, entre seus usuários, uma linguagem própria, repleta de termos típicos, ou seja, todo usuário, de uma maneira ou de outra, acaba compreendendo o conjunto da rede e os termos que determinam seus conteúdos e funcionamento.” Com o surgimento dessa linguagem universal, é possível que uma pessoa a qual se encontre no interior de qualquer estado brasileiro possa se relacionar vir- tualmente com alguém que esteja nos grandes centros americanos. Isso, então, significa que a linguagem digital possi- bilita ou concretiza um novo modelo comunicacional, com características próprias de uma linguagem que já se tornou acessível à maior parte dos internautas. A internet é famosa por sua rapidez. Nas salas de bate-papo, como as pessoas não têm paciência o bas- tante para colocar palavras muito longas, elas usam abreviações para a comunicação ser mais rápida! A linguagem utilizada na internet é geralmente informal. Com isso, muitas pessoas abreviam pala- vras, frases, expressões, etc., para agilizar a digitação. No entanto, nem sempre quem lê entende o que foi abreviado. Vejamos alguns exemplos dessa linguagem: Kkkk ou aushshasha - para uma boa risada; bob’s - ficar de boa ou tranquilo; e que tal osso - pra expressar uma dificuldade; ou mesmo D+ - que seria o mesmo que quanti- dade; e por aí vai.... Icon from Nuvola/David Vignoni/ GNU Lesser General Public License Internetês Internetês é um neologismo de internet + o sufixo ês, designa uma certa linguagem escrita, veiculada na internet em blogs, chats, conver- sas de MSN e questões do gênero. No internetês, as palavras são abre- viadas, as vogais em alguns casos se tornam ausen- tes e surgem novas palavras que representam, por exemplo, cumprimentos ou expressões do cotidiano. Usa-se, então, muito da fonética para expressar sons. Essa maneira de escrever tornou-se tão popular no meio jovemque é difícil achar alguém que nunca tenha escrito, mesmo que sem querer, algo como: vc, tb, vlw, rsrsrs. Uma adequada compreensão da natureza das mensagens trocadas pela Internet só pode ser pro- duto de uma análise dos diferentes gêneros que cir- culam na rede. Assim, um e-mail profissional utiliza linguagem formal, próxima das cartas comerciais. Os e-mails pessoais têm uma linguagem mais relaxada, mais próxima da conversação oral. As mensagens trocadas por esses meios aproxi- mam-se da fala, pois, além de não planejadas, per- LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 46 mitem também que o destinatário receba o texto à medida que é produzido. Os sujeitos constroem o texto cooperativamente. A prova mais comum de que há sim uma influência é durante uma escrita formal. É bom saber que ... Vivemos na sociedade da informação que apresenta uma maior complexidade e uma ampla utilização de tecnologias de armazena- mento. Essa sociedade deve se basear nos princípios da igualdade de oportunidades, participação e integra- ção de todos. MÍDIA Mídia é o meio e a forma qual a notícia é trans- mitida. Pode ser Rádio, TV, Internet, Jornais, Revistas, Mídias Sociais (Facebook, Orkut, Twitter, Badoo, etc.). As mídias atuais têm que se reinventarem todos os dias para acompanhar a demanda e a evolução das mídias sociais, que aumentam na velocidade de um clique. As diferentes mídias existem para atender as ne- cessidades dos meios empresariais e pessoais, tudo hoje em dia é marketing. Quando saímos nas ruas, o ato de cumprimentar as pessoas, sorrir, já se autode- nomina como um marketing pessoal. Já nas mídias sociais os Blogs, Orkut, também são meios de se fazer marketing. A língua é dinâmica. Muda no tempo e no espa- ço. Novos gêneros sempre vão surgindo ao longo do tempo. Os textos digitais são mais interacionais, mais flexíveis, mais móveis, mais dinâmicos e podem ser conectados virtualmente em qualquer lugar por qual- quer pessoa. Saber fazer uso da língua é o principal meio de conquistarmos a cidadania. Para isso faz-se necessário sabermos usar tanto a língua culta falada e escrita, quanto reconhecer a forma não padrão com suas variações. TIPOS DE MÍDIA NA LINGUAGEM DIGITAL: 1) E-MAIL Mensagem eletrônica onde é usado o símbolo “@“ para distinguir o nome do emissor da mensagem do nome da rede no endereço eletrônico. A palavra e-mail constitui a redução de eletronic mail, cuja sig- nificância é correio eletrônico, sua estrutura pauta-se pela seguinte forma: nome@provedor.com.br Fica aqui um alerta e uma dica: cuidado com a utilização da linguagem no dia a dia em momentos for- mais, NAUM vá come- ter certos erros! O nome representa o usuário; @ é o símbolo que passa ao computador a mensagem de que o conjunto de informações é de um endereço de e-mail; o pro- vedor é a empresa que viabiliza o acesso à Internet de forma gratuita ou mediante o pagamento de uma taxa. O termo “com” tem o sentido de comercial e “br” de Brasil. A finalidade do E-MAIL: Restringe-se à comuni- cação entre as pessoas, uma vez que esta se dá de forma rápida e eficiente, permitindo que haja a troca de mensagens feitas em meio eletrônico, interagindo as relações pessoais e profissionais. 2) REDES SOCIAIS São ferramentas que possibilitam o relacionamen- to entre pessoas de diferentes lugares do mundo, que se conhecem ou não, mas que compartilham algum tipo de afinidade. No Brasil, tornaram-se muito populares e, entre as mais acessadas estão: • FACEBOOK • YOUTUBE • TWITER • INSTAGRAM • TIKTOK • WHATSAPP FACEBOOK O apelo dessa rede parece estar associado às di- versas formas de interação oferecidas a seus usuários, que podem postar seus próprios textos, curtir o que é divulgado por seus amigos, convidá-los a participar de eventos, compartilhar fotos, notícias, músicas e vídeos. IMPORTANTE SABER QUE... Todas as atividades das pessoas são organizadas em linhas do tempo (timelines) individuais, que permitem reconstruir não só a história da partici- pação dos usuários nessa rede social, mas também eventos e fatos marcantes da vida de cada um. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 47 YOUTUBE YouTube é um site de compartilhamento de víde- os enviados pelos usuários através da internet. A ideia é idêntica à da televisão, em que existem vários canais disponíveis. A diferença é que os canais são criados pelos próprios usuários, onde podem compartilhar vídeos sobre os mais variados temas. No YouTube, os vídeos estão disponíveis para qualquer pessoa que queira assistir. Também é pos- sível adicionar comentários sobre o vídeo. TWITTER Twitter é uma rede social e servidor para micro- blogging, que permite aos usuários enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos, em textos de até 140 caracteres. Os textos são conhecidos como tweets, e podem ser enviados por meio do website do serviço, por SMS, por celulares e etc. Fonte:www.iupmkt.wordpress.com INSTAGRAM Dentre os muitos aplicativos disponíveis para usu- ários de Smartphones, um conquistou a preferência: o INSTAGRAM. O INSTAGRAM oferece às pessoas uma ferramen- ta de edição rápida de fotografias para melhorar a qualidade das imagens capturadas pelas câmeras dos celulares, geralmente de baixa definição. O segundo grande atrativo do programa é a facilidade para com- partilhar as fotos, enviando-as para o próprio INSTA- GRAM ou para outras redes. 3) BLOGS BLOGS, são diários virtuais, onde os usuários com- partilham suas ideias, sentimentos e comentários em verdadeiros “diários virtuais”. Seu conteúdo abrange uma infinidade de assun- tos: diários, links, notícias, poesia, ideias, fotografias, informações gerais. OS BLOGS MAIS CONHECIDOS: A nível mundial são: Blogger (Google) e WordPress COMO FUNCIONAM? São publicações coletivas, com comentários aber- tos ou não, para qualquer participante que deseja se integrar nesta rede. Tanto as publicações (posts) como os comentários podem ser habilitados e desa- bilitados no Blog para outras pessoas interagirem ou não, depende da metodologia de utilização que cada grupo definir. ATIVIDADE Depois de tudo que você leu sobre Linguagem Digi- tal, escreva um pequeno texto (como se fosse para a postagem em um blog) que consiga definir, explicar e exemplificar o que é o TIKTOK ou WHATSAPP. Se você puder, assista ao Documentário O Dilema das Redes. PARNASIANISMO X SIMBOLISMO https://sites.google.com/site/sorarenata/esquemasimb.jpg LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 48 VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Cada um de nós, quando nasce, começa a apren- der a língua em casa, com os familiares. Ao ouvir as pessoas falando, nós também vamos, aos poucos, apropriando-nos do vocabulário e das leis combina- tórias da língua. Também treinamos nossa boca e nossas cordas vocais para produzirem sons, que se transformam em palavras, em frases e em textos inteiros. Quando passamos a ter contato com outras pes- soas na rua, na escola, na cidade e nos sítios, per- cebemos que nem todos falam como nós e nossos parentes mais diretos, mas nem por isso deixamos de compreendê-las. Existem pessoas que falam diferente por serem de outras famílias, de outras cidades ou de outras regiões do país, ou até mesmo por serem mais idosas/ jovens que nós. Disponível em https://br.pinterest.com/ pin/498914464952667550/ A Língua pode sofrer variações por aspectos re- gionais (ex: nordestinos); de época (neto/avô); classe social; nível de instrução, e em situações específicas de registro (mãe que também é professora do filho). Ninguém deve menosprezar os usos da língua escolhidos pelo falante. Este, por sua vez, deve fazer uso adequado dela, para evitar situações de incom- preensões e para participar ativamente da sociedade da qual faz parte, por exemplo: É adequado: usar a linguagem formal em ambien- tes e eventos públicos como numa formatura, numa palestra, na igreja etc. É inadequado: usar uma linguagem extremamen- te formal, muito trabalhada, pomposa em casa com os familiaresou com pessoas da intimidade. Preconceito linguístico Quando se afirma que alguém não sabe falar cor- retamente porque não utiliza a variedade de maior prestígio social, ou seja, a culta, ou mesmo quando não se aceita uma diferença na pronúncia e no léxico de uma pessoa, comete-se o preconceito linguístico. Ele também se mascara em afirmações como: “o certo é falar assim, porque se escreve assim”; “brasileiro não sabe português”; “nordestino fala tudo errado“ ;“pessoas sem instrução falam tudo errado” etc. ATIVIDADE Vamos produzir!!! Suponha que você, sendo nordestino, 18 anos, com Ensino Médio incompleto, morador da zona rural, plei- teia uma vaga numa empresa de cosméticos em São Paulo. Como se expressaria diante do entrevistador, por sinal, muito exigente com o uso formal da lín- gua. Elabore um diálogo entre ambos. Aproveite para deixar claras as noções de variação e do preconceito linguístico. Como se expressaria um paciente idoso, analfabeto com dores nas costas diante de um médico ortope- dista? Elabore a consulta num grau de aceitação por parte do médico tendo em vista as expressões usadas pelo seu paciente. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 49 PRÉ-MODERNISMO https://infinittusexatas.com.br/wp-content/uploads/2021/06/pre-modernismo-mapa-mental-9.jpg VANGUARDAS EUROPEIAS DISPONÍVEL EM https://artesdobim.blogspot.com/2019/09/historia-da-arte-no-vestibular-mapas.html LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 50 SEMANA DE ARTE MODERNA Marco oficial do Modernismo brasileiro, a Sema- na de Arte Moderna aconteceu em São Paulo (SP) e reuniu artistas das mais diversas áreas no Theatro Municipal de São Paulo ao longo dos dias 13 e 18 de fevereiro de 1922. Apresentações musicais e confe- rências intercalavam-se às exposições de escultura, pintura e arquitetura, com o intuito de introduzir ao cenário brasileiro as mais novas tendências da arte. Influenciados pelas vanguardas europeias e pela renovação geral no panorama da arte ocidental, esses escritores, pintores, escultores, intelectuais e músicos uniram seus esforços para apresentar suas produções ao grande público. Reunião das tendên- cias estéticas que tomavam forma em São Paulo e no Rio de Janeiro desde o início do século, a Semana de Arte Moderna também revelou novos grupos, novos artistas, novas publicações, tornando a arte moderna uma realidade cultural no Brasil. Anúncio da última apresentação da Semana de Arte Moderna de 1922, comandada pelos espetáculos musicais de Heitor Villa- -Lobos. Contexto histórico da Semana de Arte Moderna Até o início do século XX, a escola artística tida como oficial no Brasil era o Parnasianismo. Caracteri- zado pelo rigor formal (preocupação com a forma do poema no que se refere à metrificação), pela proposta da “arte pela arte” e pelo academicismo e elevada eru- dição, o Parnasianismo havia sido a tendência estética dominante até então, especialmente na poesia, figuran- do em textos oficiais, como o Hino Nacional Brasileiro. Como a grande maioria das escolas estéticas, o Parnasianismo foi importado da Europa. No continen- te europeu, contudo, vigorava outra proposta artís- tica. As grandes reviravoltas da Revolução Industrial haviam instituído uma nova maneira de viver, modi- ficando completamente as relações humanas. A luz elétrica e a rapidez dos automóveis e das produções fabris em larga escala transformaram a sociedade. O advento da Primeira Guerra Mundial (1914- 1918) e a destruição mortífera causada por ela tam- bém influenciaram social e filosoficamente os artistas do período. O início do século XX trouxe inúmeras mudanças ao modo de viver europeu; a arte, portan- to, precisava acompanhar essas mudanças. Vinham à tona as vanguardas artísticas e, com elas, a consolida- ção da modernidade no âmbito da arte. O Brasil, por sua vez, também começava a se modernizar. As primeiras indústrias começavam a se instalar na cidade de São Paulo, e a produção de café do interior paulista gerava grandiosa receita de expor- tação, transformando o estado em novo centro eco- nômico brasileiro. Por esse motivo, a capital paulista foi o palco dos eventos da Semana de Arte Moderna, que contou com o patrocínio de diversos membros da burguesia industrial que ali se consolidava. Além disso, 1922 foi o centenário da Indepen- dência do Brasil. Assim, o cenário era ideal para a renovação artística nacional, e esse foi um dos motes da Semana: a atualização intelectual da consciência nacional. O Brasil, que se transformava e se moderni- zava, precisava de um novo olhar artístico, sociocultu- ral e filosófico que propusesse uma arte nacional ori- ginal e atualizada, trazendo consigo um pensamento a respeito dos problemas brasileiros e da variedade cultural que se estendia por nosso vasto território. Predecessora importante da Semana foi a Exposi- ção de Pintura Moderna – Anita Malfatti, que ocorreu em 1917, também em São Paulo. Cinquenta e três obras da pintora foram apresentadas ao lado de obras de artistas internacionais ligados às vanguardas euro- peias. As telas impressionaram nomes que liderariam, depois, a Semana, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia e Di Cavalcanti. A exposição também causou grande desaprova- ção da crítica conservadora, em especial Monteiro Lobato, que publicou uma crítica extremamente ne- gativa, intitulada “Paranoia ou mistificação?”. Com traços expressionistas, Malfatti trouxe ao Brasil uma nova estética, em exposição considerada o primeiro “estopim” para a idealização da Semana. As novas tendências que floresciam com as van- guardas, grande período de experimentação do início do século XX, deram aos artistas brasileiros a possi- bilidade de trabalhar com novas linguagens, novos materiais e novas propostas, a fim de renovar a arte nacional. Mas, diferente do Parnasianismo, não houve uma incorporação completa dessas estéticas – não se importou para o Brasil o cubismo ou o expressionismo em busca de se desenvolver aqui uma escola análoga. Os artistas que iniciaram o Modernismo brasileiro aproveitaram-se desses novos procedimentos e téc- LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 51 nicas, desse rompimento com o academicismo, para reelaborar o cenário artístico nacional. “O modernismo, no Brasil, foi uma ruptura, foi um abandono de princípios e de técnicas consequen- tes, foi uma revolta contra o que era a Inteligência nacional.” Como foi a Semana de Arte Moderna de 1922? Entre os dias 11 e 18 de fevereiro, o Theatro Muni- cipal de São Paulo permaneceu aberto para visitação. Em seu saguão, instalou-se uma exposição de pintura e escultura. Obras de Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, entre outros, escandalizaram o gosto público brasileiro, nada acostumado às novas formas de representação propostas pelo modernismo. Vaias, burburinhos e agitação geral só aumentaram ao longo da Semana. Além da exposição, o evento con- tou com três festivais, que envolviam apresentações de música, dança, declamações de poesia e conferên- cias, a acontecer nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro. No início do século XX, foram os saguões e salões do Theatro Municipal que abrigaram os eventos da Semana de Arte Moderna de 1922. Graça Aranha, que à época já era um aclamado es- critor e intelectual brasileiro, fez as honras da abertura do festival, no dia 13, com a conferência intitulada “A emoção estética da arte moderna”. Ele foi ouvido res- peitosamente pelo público e declamou versos de Gui- lherme de Almeida e Ronald de Carvalho, acompanhado de músicas executadas pelo maestro Ernani Braga. Ainda no dia 13, o já citado poeta Ronald de Car- valho esteve à frente de sua própria conferência, de nome “A pintura e a escultura moderna no Brasil”, seguida de três solos de piano de Ernani Braga e três danças africanas de Villa-Lobos – compositor, aliás, tachado na ocasião de “talento ainda não cultivado o bastante”, por sua música “Privada de bom senso” e “Puramente africana”. O dia 15 de fevereiro representouo auge da Se- mana, nos mais escandalosos termos. A nova literatu- ra provocou irritação e algazarra no público presente. Destacam-se a palestra de Mario de Andrade, cujo texto depois se tornaria a publicação A escrava que não é Isaura, em que o autor defende enfaticamente o abrasileiramento da língua portuguesa, e a conferên- cia sobre a estética moderna proferida por Paulo Me- notti del Picchia, que provocou os ânimos da plateia, fazendo ecoar vaias pelos quatro cantos do Theatro. Também nesse dia houve um sarau, que contou com a participação de diversos escritores, que tenta- vam falar no meio da gritaria da plateia. Nesse dia, Ronald de Carvalho leu o famoso poema “Os Sapos”, de autoria de Manuel Bandeira, que ridicularizava os parnasianos. Leia um trecho: Os sapos Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: — “Meu pai foi à guerra!” — “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: — “Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos! O meu verso é bom Frumento sem joio Faço rimas com Consoantes de apoio. Vai por cinquenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A formas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas . . . [...]” (Manuel Bandeira) Mario de Andrade pronunciou também uma breve palestra, na escadaria interna do Theatro, sobre as obras de pintura. Vinte anos depois, o autor relem- brou o episódio na obra O Movimento Modernista, co- mentando: “Como pude fazer uma conferência sobre artes plásticas, na escadaria do Theatro, cercado de anônimos que me caçoavam e ofendiam a valer?...”. A grande confusão da plateia só se acalmou com as apresentações que encerraram o dia: números de LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 52 dança de Yvonne Daumerie e o concerto de piano de Guiomar Novais. O evento de encerramento da Semana foi dedica- do à música. Peças de Villa-Lobos foram executadas pelos diversos músicos participantes, com menos ruí- dos em vaias, mas não sem escapar às críticas ferinas dos conservadores. Principais artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 • Arquitetos: Antonio Moya, Georg Przyrembel. • Escritores: Afonso Schmidt, Agenor Barbosa, Álvaro Moreyra, Elysio de Carvalho, Graça Ara- nha, Guilherme de Almeida, Luiz Aranha, Mario de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de An- drade, Ronald de Carvalho, Sérgio Millet, Tácito de Almeida. • Escultores: Wilhelm Haarberg, Hildegardo Leão Velloso, Victor Brecheret. • Músicos: Alfredo Gomes, Ernani Braga, Fructu- oso Viana, Guiomar Novais, Heitor Villa-Lobos, Lucília Guimarães, Paulina de Ambrósio. • Pintores: Anita Malfatti, Antonio Paim Vieira, Emiliano Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vi- cente do Rego Monteiro, Yan de Almeida Prado, Zina Aita. Consequências da Semana de Arte Moderna de 1922 Polêmica, confusa, barulhenta, tida como “dema- siado festiva” e “pouco moderna”, não se pode negar que a Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco, um divisor de águas no panorama artístico brasileiro. Ela escancarou as portas para uma grande liberdade no que diz respeito à produção e pesquisa estética no país, contribuindo para um florescimento intelectual e artístico. Na visão de Di Cavalcanti, o acontecimento da Semana extrapolou o campo cultural e repercutiu também na área política. A Semana fez o papel de divulgação da arte mo- derna, que, por sua vez, cultivou o terreno para a consolidação de uma revolução artística e literária que tomou forma após 1922, quando foram lança- dos os manifestos de Oswald de Andrade e as obras fundamentais do Primeiro Modernismo brasileiro, tais como Macunaíma (Mario de Andrade), Memórias Sen- timentais de João Miramar (Oswald de Andrade) e Ritmo Dissoluto (Manuel Bandeira). Resumo da Semana de Arte Moderna de 1922 • Aconteceu entre 13 e 18 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo; • É considerada um marco no Modernismo bra- sileiro; • Congregou artistas de diversas áreas: pintura, escultura, arquitetura, música, dança, literatura; • Participaram, direta ou indiretamente, nomes célebres da arte brasileira, como Graça Ara- nha, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Ronald de Carvalho, Mario de Andrade, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, Victor Brecheret, Di Cavalcanti, Guiomar Novais, entre outros; • Pinturas e esculturas ficaram expostas no sa- guão do Theatro e causaram grande escândalo ao gosto público da época; • Conferências, saraus e apresentações de dança e música aconteceram em três dias do evento; • Consolidou o ambiente propício para a publi- cação de diversas obras que caracterizaram a Primeira Geração do Modernismo brasileiro (Geração de 20). (https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte- moderna-1922.htm) (https://studymaps.com.br/semana-de-arte-moderna/) LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 53 Movimento Pau-Brasil O Movimento Pau-Brasil é um entre os movimen- tos modernistas - Verde-Amarelismo ou Escola da Anta e Movimento Antropofágico - que tomou lugar na Primeira Fase do Modernismo no Brasil, conhecida como a “Fase Heroica”, fase que apresentou diferentes formas de abordagem patriótica. Este movimento teve início em 1924 a partir da publicação do livro “Pau-Brasil”, da autoria de Oswald de Andrade (1890 -1954) e ilustração da sua esposa, a artista plástica Tarsila do Amaral (1886 -1973). Capa do Livro Pau-Brasil Influenciado pelas vanguardas europeias decorria a Semana de Arte Moderna, em 1922 e com ela vá- rias formas de expressão artística inovadoras vieram à tona. Na sua sequência, Oswald de Andrade publica o “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, que viria a ser criticado pelo grupo que veio a seguir, o Movimento Verde-Amarelo, de 1926. O Movimento do Pau-Brasil é um movimento nati- vista, que defendia a poesia brasileira de exportação. Tal como o pau-brasil foi o primeiro produto brasileiro a ser exportado, Oswald de Andrade desejava que a poesia brasileira se tornasse um produto cultural de exportação; daí a escolha do nome do movimento. Oswald de Andrade ficou conhecido pela figura de irreverência e de crítica ao academicismo e à burgue- sia. Assim, defendia, ao mesmo tempo que criticava, o nacionalismo a sua maneira. Principais Características O “Manifesto da Poesia Pau-Brasil” é um dos tex- tos mais importantes de Oswald de Andrade, escritor que, como temos visto, destacou-se na literatura mo- dernista brasileira. O primitivismo é a principal característica desse movimento, em que o patriotismo enveredou por caminhos de valorização do passado histórico brasi- leiro desprovido dos apelos ufanistas do Movimento Verde-Amarelo. “A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. .... O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas sel- vagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser dou- tos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Es- quecemos o gavião de penacho.” (Trecho do “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”) Assim, para além do resgate do primitivismo, são características do Movimento do Pau-Brasil: • Revisão crítica do passado histórico • Abandono do academicismo • Valorização da identidade nacional • Originalidade • Linguagem coloquial e humorada (https://www.todamateria.com.br/movimento-pau-brasil/) Movimento Antropofágico O Movimento Antropofágico foi uma corrente de vanguarda que marcou a primeira fase modernista no Brasil. Liderado por Oswald de Andrade (1890-1954) e Tarsila do Amaral (1886-1973), a finalidade principal era de estruturar uma cultura de caráter nacional. Características do Movimento A proposta do movimento era a de assimilar ou- tras culturas, mas não copiar. A marca símbolo do Movimento Antropofágico é o quadro Abaporu (1928)de Tarsila do Amaral, o qual foi dado de presente ao marido, Oswald de Andrade. A obra Abaporu é o símbolo do Movimento Antropofágico LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 54 A divulgação do movimento era realizado na Re- vista de Antropofagia, publicada em São Paulo. Já o primeiro número trazia o Manifesto Antropofágico. Essa revista foi editada em duas fases: • primeira fase: editada entre maio de 1928 e fevereiro de 1929; • segunda fase: editada entre 17 de março a 1º de agosto de 1929. Manifesto Antropofágico O Manifesto Antropofágico ou Manifesto Antro- pófogo, que deu origem ao movimento, foi publicado por Oswald de Andrade em 1º de maio de 1928 na Revista de Antropofagia: “Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupi, or not tupi that is the question. Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos. Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.” (trecho do manifesto) O termo antropofágico foi utilizado como asso- ciação ao ato deruminar, assimilar e deglutir. A ideia, portanto, era de transfigurar a cultura, principalmente a europeia, conferindo assim, o caráter nacional. Note que esse é o período mais radical do Mo- dernismo. Influências A ideia do movimento teve início na Europa, quan- do Oswald de Andrade assiste ao Manifesto Futurista, do italiano Felippo Tomaso Marinetti. Oswald estava em Paris quando Marinetti anuncia o compromisso da literatura com a nova civilização técnica, marcada sobretudo, pelo combate o acade- mismo. Assim, a permanência na Europa influenciou dire- tamente Oswald no período marcado pela decadência do Parnasianismo e do Simbolismo. Os ideais modernistas ganham força e juntamen- te com Menotti del Picchia (1892-1988) e Mário de Andrade (1893-1945) eles passam a escrever para os jornais brasileiros. Apoiados nos ideais do Futurismo, eles rompem com o tradicionalismo e o conservado- rismo. Em resumo, estavam prontos os ingredientes para a Semana de Arte Moderna, que ocorreu em 1922 na cidade de São Paulo. Note que esse evento ofereceu uma nova roupagem para a identidade cultural bra- sileira e influenciou a arte continuamente. Curiosidade Além da literatura, as ideias do movimento antro- pofágico influenciaram também as artes plásticas. Merecem destaques a pintora Anita Malfatti (1889- 1964) e o escultor Victor Brecheret (1894-1955). (https://www.todamateria.com.br/movimento-antropofagico/) Manifesto Regionalista O Manifesto Regionalista de 1926 é um dentre os manifestos publicados na Primeira Fase do Moder- nismo no Brasil (1922-1930). Características Embora chamado de manifesto, este foi, na ver- dade, um conjunto de declarações que foram feitas pelo Grupo modernista-regionalista de Recife. À semelhança de outros grupos, ele era formado por escritores em virtude das opiniões concordantes acerca da renovação cultural que estava sendo vivida no nosso país. O grupo modernista-regionalista de Recife era liderado pelo destacado sociólogo pernambucano Gilberto Freyre (1900-1987). Essas declarações foram apresentadas no “1.º Congresso Regionalista do Nordeste”. Em suma, seu conteúdo, expressava a necessidade de restituir a cul- tura regional nordestina, e por esse motivo, o mani- festo recebe esse nome. Dessa valorização da cultura regional, surgem bri- lhantes nomes a partir de 1930. São eles: Graciliano Ramos, José Lins do Rego, José Américo de Almeida, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Érico Veríssimo e Marques Rebelo. Em 1930, tem início a Segunda Fase do Modernis- mo no Brasil, a chamada Fase de Consolidação. Nesse momento, os modernistas alcançam grande êxito e se destacaram especialmente na poesia, bem como no romance. (https://www.todamateria.com.br/manifesto-regionalista/) Movimento Verde-Amarelo e a Escola da Anta O Movimento Verde-Amarelo ou Movimento Ver- de-Amarelismo é um grupo que surgiu na primeira fase do Modernismo e foi constituído por Menotti del Picchia (1892-1988), Plínio Salgado (1895-1988), Guilherme de Almeida (1890-1969) e Cassiano Ricardo (1895-1974). Resumo Após a Semana da Arte Moderna, em 1922 - mar- co do Modernismo no Brasil - os artistas começaram a apresentar novas propostas de arte disseminadas através de publicações, especialmente os manifestos que marcaram a Primeira Fase do Modernismo: Pau- -Brasil, Verde-Amarelo, Regionalista e Antropofagia. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 55 Crítico e sarcástico, Oswald de Andrade (1890- 1954) frequentemente satirizava as suas raízes tanto sociais - burguesas - como acadêmicas. Ao mesmo tempo, pregava o nacionalismo numa linha primiti- vista, de valorização do nosso passado histórico, mas sempre temperado pela crítica. Decorrente dessas suas características, em 1924 Oswald de Andrade escreve o Manifesto da Poesia Pau-Brasil - afrancesado - conforme foi apontado pelo Movimento Verde-Amarelo que despontava em São Paulo. Assim, o surgimento do Movimento Verde-Ama- relo decorre como forma de reação ao modelo nacio- nalista preconizado pelo escritor Oswald de Andrade. O Movimento Verde-Amarelo defendia o patriotismo em excesso e teve clara tendência nazifascista. Em 1927 o Movimento Verde-Amarelo transfor- mou-se na Escola da Anta, ou Grupo Anta e, em 1928 é a vez de Oswald de Andrade, em parceria com Tar- sila do Amaral (1886-1973) e Raul Bopp (1898-1984), lançarem o movimento Antropofagia. Principais Características Ufanismo é a característica que melhor define o movimento da Escola da Anta. Trata-se de uma exal- tação do Brasil e, ao mesmo tempo, hostilidade às proveniências estrangeiras. A ideologia fascista - ba- seada no racismo - também estava presente nesse manifesto. A Escola da Anta recebeu esse nome como repre- sentação da nacionalidade brasileira, dado o contexto mítico desse animal na cultura tupi - principal tribo indígena brasileira. (https://www.todamateria.com.br/movimento-verde- amarelo-e-a-escola-da-anta/) ATIVIDADES 01. (Mackenzie-SP) - A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco cultural e a expressão da busca de um novo Brasil que conseguisse superar suas características arcaicas, refletindo mudanças em todas as áreas de nosso país. Em 1928, Oswald de Andrade publicou o Manifesto Antropofágico, que procurou “traduzir” o espírito da cultura na- cional. A respeito do contexto histórico e cultural da época, é correto afirmar que a) Como proposta de mudança para a Arte do século XX, ao se aceitarem as influências es- trangeiras, sem se menosprezar a identidade nacional, e sim reforçando-a, retoma-se a pro- posta da antropofagia como “ferramenta” na elaboração da verdadeira cultura nacional. b) Todas as novas correntes artísticas advindas da Europa, no início do século XX, são fundamen- tais para a elaboração de uma cultura verda- deiramente nacional, pois estavam engajadas na preocupação de favorecer as classes traba- lhadoras dentro da nova sociedade moderna mundial. c) O Modernismo brasileiro surgiu com a intenção de promover uma atualização da arte brasilei- ra, capaz de ajudar na consolidação da identi- dade nacional de tal forma que tiveram de se desligar da influência cultural externa para a dedicação única da arte, considerada nacional e genuína. d) Reflete um novo posicionamento em relação à Arte no Brasil, reproduzindo as ideias que, no plano político, eram defendidas pelo mo- vimento Verde-Amarelismo de Plínio Salgado que defendia a presença de estrangeirismos em nossa cultura. e) Mostra o rompimento de vários artistas nacio- nais, como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti, com as influências externas, principalmente com o movimento futurista italiano, profunda- mente aliado aos ideais fascistas e autoritários. 02. (UFRGS) - O Modernismo brasileiro, através de seus autores mais representativos na Semana de Arte Moderna, propôs: a) o apegoàs normas clássicas oriundas do Neo- classicismo mineiro. b) a ruptura com as vanguardas europeias, tais como o Futurismo e o Dadaísmo. c) uma literatura que investisse na idealização da figura indígena como ancestral do brasileiro. d) a focalização do mundo numa perspectiva ape- nas psicanalítica. e) a literatura como espaço privilegiado para a expressão dos falares brasileiros. 03. (PUC - SP) - A Semana de Arte Moderna (1922), expressão de um movimento cultural que atingiu todas as nossas manifestações artísticas, surgiu de uma rejeição ao chamado colonialismo men- tal, pregava uma maior fidelidade à realidade brasileira e valorizava sobretudo o regionalismo. Com isso, pode-se dizer que: a) romance regional assumiu características de exaltação, retratando os aspectos românticos da vida sertaneja. b) a escultura e a pintura tiveram seu apogeu com a valorização dos modelos clássicos. c) movimento redescobriu o Brasil, revitalizando os temas nacionais e reinterpretando nossa realidade. d) os modelos arquitetônicos do período bus- caram sua inspiração na tradição do barroco português. e) a preocupação dominante dos autores foi com o retratar os males da colonização. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 56 04. (ENEM) - Após estudar na Europa, Anita Malfatti retornou ao Brasil com uma mostra que abalou a cultura nacional do início do século XX. Elogiada por seus mestres na Europa, Anita se considerava pronta para mostrar seu trabalho no Brasil, mas enfrentou as duras críticas de Monteiro Lobato. Com a intenção de criar uma arte que valorizasse a cultura brasileira, Anita Malfatti e outros mo- dernistas a) buscaram libertar a arte brasileira das normas acadêmicas europeias, valorizando as cores, a originalidade e os temas nacionais. b) defenderam a liberdade limitada de uso da cor, até então utilizada de forma irrestrita, afetan- do a criação artística nacional. c) representavam a ideia de que a arte deveria copiar fielmente a natureza, tendo como fina- lidade a prática educativa. d) mantiveram de forma fiel a realidade nas fi- guras retratadas, defendendo uma liberdade artística ligada à tradição acadêmica. e) buscaram a liberdade na composição de suas figuras, respeitando limites de temas abordados. 05. (EEP/SP) - Sobre a Semana de Arte Moderna é incorreto afirmar que: a) tem em Mário de Andrade um de seus maiores representantes. b) ocorreu em São Paulo, em 1922. c) foi ao mesmo tempo o ponto de encontro das várias tendências modernas que desde a I Guerra se vinham firmando. d) foi precursora do Realismo. e) a Semana permitiu a consolidação de grupos, a publicação de livros, revistas e manifestos sobre arte em geral. 06. (FGV) - Assim como Vinícius de Moraes e Murilo Mendes, Carlos Drummond de Andrade pertence a uma geração de poetas que se caracterizou, principalmente, por ter a) sido pioneira na formulação dos conceitos estéticos que orientaram a Semana de Arte Moderna, em 1922. b) radicalizado, em suas regiões, as experiências estilísticas e temáticas que marcaram os anos de 1920. c) colhido, nos anos de 1930, os resultados da pesquisa estética da década precedente, ate- nuando-lhe o caráter destruidor. d) valorizado a linguagem regional, para, por meio dela, fazer a crítica da política local. e) repudiado o universalismo, sugerindo um ca- minho nacionalista para a poesia brasileira do século vinte. 07. (UNESP) - Entre 11 e 16 de fevereiro de 1922, realizou-se no Teatro Municipal de São Paulo a Semana de Arte Moderna. Segundo Mário de An- drade, as mudanças ocorridas a partir da Semana de 22 e do Movimento Modernista significaram a fusão de três princípios: o direito permanente à pesquisa estética, a atualização da inteligência artística brasileira e a estabilização de uma cons- ciência criadora nacional. Está inteiramente correto considerar como con- sequências da Semana de Arte Moderna: a) a formação de uma geração de artistas que romperam com a arte barroca; o reconheci- mento e a valorização das expressões artísti- cas do Renascimento Italiano; a formação de grupos de artistas e salões de arte moderna em todo o Brasil. b) a formação de uma geração de artistas aca- dêmicos; o reconhecimento e a valorização das expressões artísticas da Missão Artística Francesa; a formação de grupos de artistas e de salões de arte neoclássicos. c) a formação de uma geração de artistas que romperam com a estética modernista; o re- conhecimento e a valorização das expressões artísticas contemporâneas; a formação de gru- pos de artistas e salões de arte em São Paulo e no Rio de Janeiro destinados a exposições de arte moderna. d) a formação de uma geração de artistas que romperam com os ditames acadêmicos; o re- conhecimento e a valorização das expressões artísticas dos primitivos; a formação de grupos de artistas, tais como o Clube dos Artistas Mo- dernos e a Sociedade Pró Arte Moderna de São Paulo. e) a formação de uma geração de artistas que romperam com o estilo clássico; o reconheci- mento e a valorização das expressões artísticas do estilo Rococó; a formação de grandes expo- sições de Arte, como a Bienal de São Paulo. 08. (UNIFESP) - A “Canção do exílio” é um dos textos mais citados e parodiados da Língua Portuguesa. Os versos “Teus risonhos lindos campos têm mais flores,/Nossos bosques têm mais vida, /Nossa vida no teu seio mais amores. /” que remetem, de modo flagrante, ao poema de Gonçalves Dias, ocorrem a) na “Nova canção do exílio”, de Carlos Drum- mond de Andrade, publicada em A rosa do povo. b) na letra de “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Bu- arque. c) no poema “Canto de regresso à pátria”, do modernista Oswald de Andrade. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 57 d) em “Ainda irei a Portugal”, de Cassiano Ricardo, um dos líderes da Semana de Arte Moderna. e) na letra do Hino Nacional Brasileiro, de Joa- quim Osório Duque Estrada, oficializada em 1922. 09. (Mackenzie) - Em 2012 completaram-se 90 anos da Semana de Arte Moderna, marco de renova- ções artístico-culturais do Brasil. A respeito desse acontecimento, assinale a alternativa INCORRETA. a) Internacionalismo e nacionalismo foram, si- multaneamente, suas características básicas. O nacionalismo, em especial, viria como de- corrência de afirmação, presente desde a im- plantação da República em 1889, de uma arte e cultura genuinamente brasileiras. b) Tal Semana exprimia o anseio de uma nova mentalidade intelectual, insatisfeita com o status quo das artes de então. Por isso, tinha como um dos objetivos centrais a moderni- zação, por meio de um olhar para o social e para o que havia de mais avançado na criação artística. c) Existia naquele movimento um olhar para o futuro, que trazia um desejo de ruptura, de inovação e de experimentação. Mas, ao mes- mo tempo, marcava presença um sentimento de nostalgia, um retomar das raízes culturais que marcaram a formação histórica do país. d) Internacionalismo e nacionalismo foram, si- multaneamente, seus aspectos básicos. As letras e as artes do período desejavam o rom- pimento com o século XIX, e seu academicis- mo, sendo o exterior – em especial a Europa – símbolo desse rompimento. e) Por partirem de concepções nacionalistas, es- ses artistas negavam as influências externas na cultura brasileira. Para eles, uma arte ge- nuinamente brasileira somente aconteceria por meio do total afastamento em relação às principais vanguardas europeias. 10. (MACKENZI E) A partir dos três autores selecio- nados, considere as seguintes afirmações: I. Manuel Bandeira foi poeta determinante na idealização e na organização da Semana de Arte Moderna de 1922. II. Augusto dos Anjos, em função de sua perfeição métrica e rítmica, é considerado um dos expoen- tes da tríade parnasiana. III. Machado de Assis abandonou a prosa român- tica para desenvolver as digressões textuais, ca- racterística fundadora da prosa realista. Assinale a alternativa correta. a) Estão corretas as afirmações I e II.b) Estão corretas as afirmações II e III. c) Estão corretas as afirmações I e III. d) Todas as afirmações estão corretas. e) Nenhuma das afirmações está correta. 11. (MACKENZIE) A Semana de Arte Moderna foi um marco de renovações artístico-culturais do Brasil. A respeito desse acontecimento, assinale a alternativa INCORRETA. a) Internacionalismo e nacionalismo foram, si- multaneamente, suas características básicas. O nacionalismo, em especial, viria como de- corrência de afirmação, presente desde a im- plantação da República em 1889, de uma arte e cultura genuinamente brasileiras. b) Tal Semana exprimia o anseio de uma nova mentalidade intelectual, insatisfeita com o status quo das artes de então. Por isso, tinha como um dos objetivos centrais a moderni- zação, por meio de um olhar para o social e para o que havia de mais avançado na criação artística. c) Existia naquele movimento um olhar para o futuro, que trazia um desejo de ruptura, de inovação e de experimentação. Mas, ao mes- mo tempo, marcava presença um sentimento de nostalgia, um retomar das raízes culturais que marcaram a formação histórica do país. d) Internacionalismo e nacionalismo foram, si- multaneamente, seus aspectos básicos. As letras e as artes do período desejavam o rom- pimento com o século XIX, e seu academicis- mo, sendo o exterior – em especial a Europa – símbolo desse rompimento. e) Por partirem de concepções nacionalistas, es- ses artistas negavam as influências externas na cultura brasileira. Para eles, uma arte ge- nuinamente brasileira somente aconteceria por meio do total afastamento em relação às principais vanguardas europeias. 12. Assinale a alternativa incorreta. a) Gilberto Freire é contemporâneo de escritores que fizeram a Semana de Arte Moderna em São Paulo. b) No início do século XX, havia um contraste, no Brasil, entre o atraso geral do país e a sofisti- cação cultural de alguns centros urbanos. c) Até a década de 1920, sucederam-se duas vi- sões contrastantes do Brasil: uma nacionalista e positiva e a outra determinista e negativa. d) A geração em que se inclui Gilberto Freire re- volucionou o que se pensava sobre o Brasil, sua história e seu futuro. e) Obras como as de Lima Barreto e Monteiro Lobato revelam um novo pensamento, revolu- cionário e otimista, sobre a cultura brasileira. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 58 13. Sobre Mário de Andrade e a Semana de 22, afir- ma-se: I. A Semana desencadeou na cultura brasileira um período que Mário denominou orgia intelectual, favorecida pelas mãos da burguesia culta do Rio de Janeiro e de São Paulo, da qual ele era um representante. II. Apesar de estar em contato com as novas ten- dências das artes, Mário manteve-se fiel àqueles que os modernistas chamaram de conservadores, em geral os parnasianos, dos quais sua obra re- cebe influência decisiva. III. Ao contrário de Oswald, que era irreverente em relação à dominação cultural europeia, Mário não tinha um projeto literário em que houvesse preocupação significativa com a cultura nacional. Está correto apenas o que se afirma em a) I. b) II. c) III. d) I e II. e) II e III. 14. (FGV) Leia o texto. A Semana de 22 não foi um fato isolado e sem origens. As discussões em torno da necessidade de renovação das artes surgem em meados da dé- cada de 1910 em textos de revistas e em exposi- ções, como a de Anita Malfatti em 1917. Em 1921 já existe, por parte de intelectuais como Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de transformar as comemorações do centenário em momento de emancipação artística. (...) (www. itaucultural.org.br) Em geral, os artistas participantes da Semana de Arte Moderna propunham a) que a arte, especialmente a literatura, aban- donasse as preocupações com os destinos bra- sileiros e se voltasse para o princípio da arte pela arte. b) a rejeição ao conservadorismo presente na produção artística brasileira, defendendo no- vas estéticas e temáticas, como a discussão sobre as questões brasileiras. c) que os artistas estabelecessem vínculos com correntes filosóficas, mas não com projetos po- líticos e ideológicos, fossem estes progressistas ou conservadores. d) o reconhecimento da superioridade da arte europeia e da importância da civilização por- tuguesa no notável desenvolvimento cultural brasileiro. e) que apenas as artes plásticas, com destaque para a pintura, poderiam representar avanços revolucionários em direção a uma arte de fato inovadora. 15. (UFRGS) O Modernismo Brasileiro, através de seus autores mais representativos na Semana de Arte Moderna, propôs: a) o apego às normas clássicas oriundas do neo- classicismo mineiro. b) a ruptura com as vanguardas europeias, tais como o futurismo e o dadaísmo. c) uma literatura que investisse na idealização da figura indígena como ancestral do brasileiro. d) a focalização do mundo numa perspectiva ape- nas psicanalítica. e) a literatura como espaço privilegiado para a expressão dos falares brasileiros. 16. (ENEM) O modernismo brasileiro teve forte influ- ência das vanguardas europeias. A partir da Se- mana de Arte Moderna, esses conceitos passaram a fazer parte da arte brasileira definitivamente. Tomando como referência o quadro O mamoeiro, identifica-se que, nas artes plásticas, a a) imagem passa a valer mais que as formas van- guardistas. b) forma estética ganha linhas retas e valoriza o cotidiano. c) natureza passa a ser admirada como um espa- ço utópico. d) imagem privilegia uma ação moderna e indus- trializada. e) forma apresenta contornos e detalhes huma- nos. 17. (ACAFE) Sobre a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo, todos os textos a seguir estão corretos, exceto: a) Cada vez mais popular após as críticas do escritor Monteiro Lobato (que destruiu seus quadros a bengaladas!), Anita Malfatti desfiará todo seu expressionismo em 22 obras. Mário de Andrade é um de seus fãs. b) A obra literária que marcou o início do movi- mento Modernista na literatura foi o livro de Mário de Andrade, Pauliceia Desvairada. O li- vro revelou a poesia urbanista e fragmentária e retratou, numa visão antirromântica, uma São Paulo cosmopolita e egoísta, com sua po- pulação heterogênea e sua burguesia cínica. c) O movimento Modernista tinha como objetivo o rompimento com o tradicionalismo (Parna- sianismo, Simbolismo e a arte acadêmica), a libertação estética, a experimentação constan- te e, principalmente, a independência cultural do país. d) A Semana de Arte Moderna aconteceu no Te- atro Municipal, entre os dias 11 e 18 de março de 1922. Nela, o Brasil pôde reafirmar a liber- dade de expressão e criatividade, em perfeita LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 59 harmonia com os movimentos e preceitos das vanguardas europeias, que guardavam consi- go as tendências culturais do Expressionismo, Futurismo, Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo e Parnasianismo. 18. (UDESC) A Semana da Arte Moderna de 1922 ti- nha como uma das grandes aspirações renovar o ambiente artístico e cultural do país, produzindo uma arte brasileira afinada com as tendências vanguardistas europeias, sem, contudo, perder o caráter nacional; para isso contou com a parti- cipação de escritores, artistas plásticos, músicos, entre outros. Analise as proposições em relação à Semana da Arte Moderna, assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas. ( ) O movimento Modernista buscava resgatar al- guns pontos em comum com o Barroco, como os contos sobre a natureza; e com o Parnasia- nismo, como o estilo simples da linguagem. ( ) A exposição da artista plástica Anita Malfatti representou um marco para o modernismo brasileiro; suas obras apresentavam tendên- cias vanguardistas europeias, o que de certa forma chocou grande parte do público; foi criticada pela corrente conservadora, mas despertou os jovens para a renovação da arte brasileira. ( ) O escritor Graça Aranha foi quem abriu o even- to com a sua conferência inaugural “A emo- çãoestética na Arte Moderna”; em seguida, apresentou suas obras Paulicéia desvairada e Amar, verbo intransitivo. ( ) O maestro e compositor Villa-Lobos foi um dos mais importantes e atuantes participantes da Semana; neste ano comemoram-se 50 anos de sua morte. ( ) As esculturas de Brecheret, impregnadas de modernidade, foram um dos estandartes da Semana; sua maquete do Movimento às Ban- deiras foi recusada pelas autoridades paulis- tas; hoje, umas das esculturas públicas mais admiradas em São Paulo. Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo. a) V – F – V – F – V b) F – F – V – V – V c) F – V – F – V – V d) V – V – F – V – F e) V – V – V – V – V QUESTÕES SUBJETIVAS 01. (UNESP) Quais as principais transformações da cultura brasileira na década de 1920? Incluir nes- te contexto a Semana de Arte Moderna. 02. (UNICAMP) Qual era a visão predominante dos integrantes da Semana de Arte Moderna de 1922 em relação à arte acadêmica? Justifique sua res- posta. LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 60 MODERNISMO https://infinittusexatas.com.br/modernismo-resumos-e-mapas-mentais/ LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 61 https://infinittusexatas.com.br/modernismo-resumos-e-mapas-mentais/ REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS As Gerações Românticas. Disponível em https://aed- moodle.ufpa.br/mod/forum/view.php?id=82931. Acesso em 15 dez, 2020. Características do Romantismo. Disponível em: ht- tps://beduka.com/blog/materias/literatura/o-que- -foi-o-romantismo/. Acesso em 1 dez, 2020. CASTILHO, Ataliba Teixeira de. A língua falada no en- sino de português. São Paulo: Contexto, 1998. Colocação Pronominal. Disponível em https://blog. imaginie.com.br/colocacao-pronominal/. Acesso em 17 dez, 2020. Denotação e Conotação. Portal da Linguagem. 2012. https://portodalinguagem.com.br/denotacao-e-co- notacao/ Acesso em 31 de janeiro de 2020. 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Disponível em: https://www.stoodi. com.br/resumos/literatura/romantismo/ Acesso em 14 dez, 2020. Texto Literário e não Literário. Toda Matéria. 2005. https://www.todamateria.com.br/texto-literario-e- -nao-literario/ Acesso em 31 de janeiro de 2020. Transitividade Verbal. Disponível em: https://descom- plica.com.br/artigo/transitividade-verbal-5-dicas-pa- ra-voce-nunca-mais-esquecer/4M6/. Acesso em 16 dez, 2020. Transitividade Verbal. Disponível em: https://www. stoodi.com.br/blog/portugues/transitividade-verbal/. Acesso em 16 dez, 2020. Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ciências da Natureza e suas CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 64 COMPONENTE CURRICULAR: BIOLOGIA Capítulo 1 BIODIVERSIDADE HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT206) Discuti r a importância da preserva- ção e conservação da biodiversidade, considerando parâmetros qualitati vos e quanti tati vos, e avaliar os efeitos da ação humana e das políti cas ambientais para a garanti a da sustentabilidade do planeta. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT206A) Compreender a importância da biodiversidade associando intervenções que resul- tam em degradação ou conservação ambiental a processos produti vos e sociais e a instrumentos ou ações cientí fi co-tecnológicas, para debater sobre a importância das ações locais ou globais que levam a criação de políti cas ambientais. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Biodiversidade Diversidade biológica ou biodiversidade em síntese é caracterizada como a riqueza de espécies que compõe um ecossistema. O conceito pode ser relacionado com o número de espécies de um local com a variação entre organismos da mesma espécie e sua abundância. O conceito é uti lizado na ecologia desde a década de 80. Devido a impactos ambientais, atualmente ou- vimos falar muito da biodiversidade, principalmente da sua diminuição. Com a urbanização e da ati vidade humana (ação antropomórfi ca), muitos ambientes são destruídos e as mudanças climáti cas tornam-se uma realidade inevitável. A redução da biodiversidade de- sencadeia prejuízo para o meio ambiente e até mesmo prejudica o ser humano, assim como, o planeta Terra. O que é biodiversidade? O termo que designa a variedade de seres vivos de uma região é a biodiversidade, bem como a variação dos organismos dentro da mesma espécie. Este termo foi uti lizado pela primeira vez em 1986, no 1º Fórum Americano Sobre Diversidade Biológica, organizado pelo CONSELHO NACIONAL DE PESQUISA DOS EUA (Nati onal Research Council, NRC, em inglês), pelo entomologista Edward Osborne Wilson, foi cunhado como sinônimo da expressão “diversidade biológica”, já uti lizada anteriormente. “Diversidade biológica signifi ca a variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreen- dendo, entre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáti cos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compre- endendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas.” – Documento da: “Convenção sobre diversidade biológica” Outros termos importantes uti lizados quando fa- lamos de biodiversidade são: • O biótopo, sendo defi nido, pelo conjunto de condições fí sicas e químicas que caracterizam um ecossistema ou bioma; • O biócoro é a área ocupada por uma biocenose; • Biocenose é o grupo de seres vivos de diferen- tes espécies que coexistem e desenvolvem sua reprodução no mesmo biótopo; • Nicho ecológico é conjunto de característi cas e condições que permite a sobrevivência de uma determinada espécie no ambiente; • Hábitat é conjunto de circunstâncias fí sicas e geográfi cas que oferece condições favoráveis à vida e ao desenvolvimento de determinada espécie animal ou vegetal. Principais impactos ambientais que afetam a biodiversidade A ação antropomórfi ca impacta negati vamente aos seres vivos, provocando, por exemplo, exti nções e perda de habitat. Dentre as principais ameaças atu- ais à biodiversidade, podemos citar: • Introdução de espécies exóti cas; • Expansão urbana; • Poluição atmosférica, sonora, hídrica e do solo; • Expansão da agriculturae pecuária; • Consumismo, que leva à exploração exagerada dos recursos naturais; • Mudanças climáti cas. Desta maneira, precisa- mos valorizar a importância do equilíbrio dos ecossiste- mas, pois uma espécie exti n- ta de um local, por exemplo, afeta toda cadeia alimentar, causando grandes impactos no ecossistema e no bioma. Vale ressaltar que as espécies possuem relações eco- lógicas entre elas e com o meio, e o impactos irá pode ser direto ou indireto em determinado ser vivo. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 65 Podemos citar como exemplo, um herbívoro sen- do exti nto, essa ação tem impacto direto na população de plantas que servem de alimento para esse animal bem como nos organismos carnívoros que dele se alimentam, afetando os consumidores secundários. Imagem da cadeia alimentar extraída de: htt ps://sme.goiania. go.gov.br/conexaoescola/eaja/ciencias-o-que-e-cadeia-alimen- tar/ acessada 25/11/2022. Quantas espécies existem no mundo? Não se sabe quantas espécies vegetais e animais existem no mundo. As esti mati vas variam entre 10 e 50 milhões, mas até agora os cienti stas classi- fi caram e deram nome a somente 1,5 milhão de espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da “megadiversidade”: aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É bas- tante divulgado, por exemplo, o potencial terapêu- ti co das plantas da Amazônia. A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à exti nção. A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hecta- res de fl oresta tropical são desmatados. As esti mati - vas sugerem que, se isso conti nuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as fl orestas tropicais po- derão estar exti ntas dentro dos próximos 30 anos. Libélula no Parque Nacional Montanhas do Tumu- cumaque © Zig KOCH Trecho extraído de: htt ps://www.wwf.org.br/natureza_bra- sileira/questoes_ambientais/biodiversidade/#:~:text=O%20 termo%20biodiversidade%20%2D%20ou%20diversidade,in- dustrial%20consumida%20pelo%20ser%20humano acessado 25/11/2022 Dia Internacional da Biodiversidade Consideramos o Dia Internacional da Biodiversida- de, o dia 22 de maio, sendo uma data insti tuída pela ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Todos os anos, um tema é escolhido a fi m de conscienti zar a população a respeito da necessidade de proteger-se a diversidade de vida em toda biosfera. A data também é um momento para que possamos refl eti r sobre as ações diárias e como podemos impactar negati vamen- te as outras espécies. Imagem extraída de: htt ps://euroambiental.eco.br/22-de-maio- -dia-internacional-da-biodiversidade/ acessada 25/11/2022. SUGESTÃO DE ATIVIDADES Questão 01 - (ACAFE) - Perda de biodi- versidade ameaça ecossistemas do pla- neta, diz estudo. A dimensão da perda de biodiversidade no mundo todo ame- aça o funcionamento dos ecossistemas da Terra e, inclusive, a sobrevivência dos seres humanos, segundo um estudo publicado na revista cientí fi ca americana Science. Em 58% da superfí cie terrestre, onde vive 71% da população mundial, “o nível de perda de biodiversidade é subs- tancial o sufi ciente para questi onar a capacidade dos ecossistemas de suportar as sociedades humanas”, alerta o estudo. Fonte: Zero hora, 14/07/2016. Disponível em: htt p://zh.clicrbs.com.br CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 66 Assim, não é correto afirmar que: (A) Ecótono é uma área de transição ambiental onde se encontra um grande número de espécies e, por conseguinte, uma grande biodiversidade. (B) Denomina-se biótopo a reunião das várias espé- cies que ocorrem em um mesmo espaço geográ- fico e no mesmo tempo cronológico. (C) O termo biodiversidade ou diversidade biológica refere-se à variedade e à variabilidade de orga- nismos vivos, nos seus diferentes níveis, e dos ambientes nos quais estão inseridos. (D) Entre as causas da perda de biodiversidade, desta- cam-se a destruição de habitat e a introdução de espécies exóticas. Essas espécies possuem vanta- gens competitivas, são favorecidas pela ausência de inimigos naturais, podem predar fortemente espécies nativas, reproduzir-se exageradamente e provocam, até mesmo, doenças, impactando negativamente na biodiversidade de um ecossis- tema. Questão 02 - (UFSCar) - Acerca da importância da biodiversidade brasileira, o Secretário do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente afirmou: Os números da biodiversidade brasileira impressio- nam. Dentro dos países megadiversos, o Brasil ocupa o primeiro lugar, fruto de sua extensão territorial e posição geográfica. Estima-se que o país possua entre 15% e 20% do total de espécies de seres vivos da Terra. Apesar do gigantismo, pouco se conhece sobre a bio- diversidade brasileira, pois apenas 10% das espécies conhecidas foram catalogadas. (Revista Galileu, dezembro de 2002.) Fazendo-se uma análise dos dados apresentados e dos interesses que envolvem a questão, pode-se afirmar que (A) a existência de um grande patrimônio genético ainda pouco conhecido garantirá ao Brasil uma posição econômica hegemônica entre as nações no século XXI. (B) a biodiversidade brasileira só poderá ser mantida a partir de políticas que impeçam a exploração dos recursos florestais brasileiros, especialmente na Amazônia. (C) a garantia de que a biodiversidade brasileira e mundial poderá ser explorada de forma racional depende do cumprimento do Protocolo de Kyoto, assinado em 1997. (D) a riqueza de nossa biodiversidade eleva a impor- tância do Brasil no cenário mundial, no que se refere às questões ambientais e, também, nos aspectos econômicos. (E) o atraso da pesquisa científica, no Brasil, demons- tra a necessidade de gerenciamento da biodiver- sidade existente por parte de países mais desen- volvidos. Sugestão de Jogo Para você, estudante, ficar mais familiarizado com as espécies presentes em nosso Cerrado, existe um jogo de cartas disponível gratuitamente na plataforma eduCAPES intitulado “Cerrado em Jogo”. Basta fazer o download e imprimir. O link de acesso ao material está aqui: https://educapes.capes.gov.br/handle/ca- pes/600661 Título: Cerrado em Jogo Autores: Instituto Federal Goiano Motta, Ana Carolina de Oliveira Castro, André Luis da Silva Orientação para os professores mediadores: Podemos trabalhar durante a aplicação do jogo: per- cepção ambiental, conservação e educação ambien- tal. O jogo tem o objetivo de levar conhecimento sobre a fauna local e incentivar a reflexão e a discussão sobre o que é o Cerrado e qual a relação dos seres humanos com o bioma. Imagem representando as cartas que aparecem no “Cerrado em Jogo”. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 67 Capítulo 2 PERTURBAÇÕES AMBIENTAIS HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, uti lizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli- cati vos digitais (como soft wares de simulação e de realidade virtual, entre outros). OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT203E) Analisar perturbações ambien- tais, considerando fontes, transporte e/ou desti no dos poluentes e a previsão de seus efeitos em sis- temas naturais, produti vos ou sociais para propor soluções problemas relacionados à manutenção da qualidade da vida humana. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Perturbações ambientais Consideramos estresse ambiental o termo que se refere a qualquer condição que imponha perturbação ou pressão ao meio ambiente. Sob certos aspectos pode ser entendido como um sinônimo de impacto ambiental. Estresse ambiental pode ser compreendido como qualquer ação que perturbe o ambiente,causando algum distúrbio, que resulte em alterações quími- cas, � sicas e biológicas do meio. Imagem extraída de: htt ps://www.cgambiental.com.br/estudo- -de-impacto-ambiental-eia/ acessada 25/11/2022. Os fatores bióti cos e abióti cos de um ecossistema relacionam entre eles, e desta maneira, qualquer per- turbação ambiental pode gerar um grande impacto no meio. A fl ora e fauna de um determinado local, por exemplo, dependem de um clima característi co (regime de chuvas, temperatura, luz e vento) e de um solo específi co (textura, nível de nutrientes, topogra- fi a, disponibilidade de oxigênio e retenção de água). Qualquer alteração nestes fatores pode advir de cau- sas naturais, como incêndios, tempestades, vulcões e furacões podem vim a parti r de ações humanas. Essas ações antropomórfi cas, tem sido a princi- pal causa de perturbações no ambiente, levando a distúrbios como: • poluição de um curso d’água; • poluição do ar; • mudanças climáti cas (que alteram o regime de chuvas, umidade, vento e luminosidade); • introdução de espécies exóti cas; • erosão do solo; • esgotamento e/ou compactação do solo, que consequentemente geram alterações nos ecos- sistemas; • fragmentação e destruição de habitat. Ati vidades como a agricultura, pecuária, explora- ção de madeira de recursos naturais, exploração do petróleo, queimadas, construções de estradas, construções civis, urbanização, navegação entre outras ações podem gerar impactos irreversíveis no meio ambiente. Imagem extraída de htt ps://epocanegocios.globo.com/Caminhos- -para-o-futuro/Desenvolvimento/noti cia/2015/12/cop-21-como- -tornar-agricultura-mais-produti va-e-ambientalmente-correta. html acessado 26/11/2022 Outro fator para a exti nção de espécies é a su- perexploração dos recursos naturais. Isso acontece desde que as civilizações se estabeleceram e passa- ram a crescer, mesmo antes da Revolução Industrial. A exti nção de espécies causa impacto para todo o ecossistema, provocando desequilíbrios ecológicos. O desmatamento é uma causa grave de ameaça às espécies. A fragmentação de habitat ameaça a exis- CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 68 tência de espécies, seja com alterações dos fatores físicos, químicos e biológicos, como atrapalhando a própria dispersão e colonização das mesmas. Haverá perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos. Outro fator, pode ser a desertificação, por esgotamen- to do solo, que leva à erosão e perda de capacidade de retenção de água. A região semiárida do nordeste e o sul do país, por exemplo, são as que mais sofrem com a desertificação. A criação de animais acima da capacidade suporte para o meio que ocorre na pecu- ária, contribuiu para a compactação do solo e conse- quentemente gera um impacto no meio. Imagem extraída de: https://www.tnc.org.br/conecte-se/comu- nicacao/noticias/nova-pecuaria-paraense/ acessada 26/11/2022. COP 21: COMO TORNAR A AGRICULTURA MAIS PRODUTIVA E AMBIENTALMENTE CORRETA No Brasil, culturas como a da soja poderão ter redução de até 39% em sua área até 2040 por con- ta da baixa qualidade dos recursos naturais que permitem o plantio. O arroz, o feijão, e o milho também sofrerão diminuição na área apropriada para plantação. Nos Estados Unidos, por exemplo, a safra de lúpulos foi afetada no último verão por conta de condições ambientais atípicas, impactan- do diretamente a produção de cerveja. A alteração nos padrões do clima global, a di- minuição de terras cultiváveis e o impacto negativo na produção de bens básicos de alimentação são indissociáveis. Segundo a Organização para a Coo- peração e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção agrícola contribui com mais de 17% do PIB, e com 18% do emprego do Brasil. Também ajuda na geração de energia elétrica do país, com a biomassa resultante das culturas. Aproximadamen- te 42% da energia de fonte renovável produzida no Brasil são compostas pela biomassa de cana- -de-açúcar. Grande parte das alterações nos padrões de cultivo também trará impactos na ocorrência de doenças, pragas e plantas invasoras. Estima-se que US$ 250 bilhões são gastos, anualmente, no com- bate a espécies invasoras nas plantações em todo o mundo. Só no Brasil, o custo pode chegar a US$ 100 bilhões por ano. A maior parte dos problemas se relaciona com a extinção de espécies nativas, gerando um desequilíbrio ambiental que impacta diretamente na capacidade de resiliência do ecos- sistema em questão, e na produção de qualquer cultura. Alta produtividade e baixa emissão A produção agrícola é considerada a segunda maior fonte emissora de Gases de Efeito Estufa (GEE) como dióxido de car- bono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O), res- ponsáveis pelo aquecimento global. Ainda relacio- nada ao desmatamento de florestas nativas e à uti- lização de fertilizantes nitrogenados, a agricultura é responsável por mais de um terço das emissões de GEE no Brasil. Texto extraído de: https://epocanegocios.globo.com/Cami- nhos-para-o-futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/12/co- p-21-como-tornar-agricultura-mais-produtiva-e-ambiental- mente-correta.html acessado 27/11/2022 O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CO- NAMA), criado pela Lei Federal nº 6.938/81, define estresse ambiental como “qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante da atividade humana”. Segundo a resolução nº 001/86 do CONAMA, o ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL (EIA) é descrito por um relatório técnico multidisciplinar (RIMA – RELA- TÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL) com o objetivo de avaliar os impactos ambientais gerados por atividades e/ou empreendimentos potencialmente poluidores ou que possam causar degradação ambiental. Nele também são indicadas as medidas necessárias e ações de controle para que os impactos sejam reduzidos ou eliminados. O Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) é um documento que – junto com o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) – fornece os resultados dos estu- dos técnicos e científicos da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) de uma instituição. É importante que os seres humanos busquem meios para causar o menor impacto possível ao que resta na natureza, começando pela educação e desen- volvimento de consciência ecológica nas populações. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 69 SUGESTÃO DE ATIVIDADES Questão 03 ENEM 2019 – No presente, observa-se crescente atenção aos efei- tos da ati vidade humana, em diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo constante, nos fóruns internacionais e nas instâncias nacionais, a referência à sustentabilidade como princípio orientador de ações e propostas que deles emanam. A sustentabilidade explica-se pela: (A) incapacidade de se manter uma ati vidade eco- nômica ao longo do tempo sem causar danos ao meio ambiente. (B) incompati bilidade entre crescimento econômico acelerado e preservação de recursos naturais e de fontes não renováveis de energia. (C) interação de todas as dimensões do bem-estar humano com o crescimento econômico, sem a preocupação com a conservação dos recursos na- turais que esti vera presente desde a Anti guidade. (D) proteção da biodiversidade em face das ameaças de destruição que sofrem as fl orestas tropicais de- vido ao avanço de ati vidades como a mineração, a monocultura, o tráfi co de madeira e de espécies selvagens. (E) necessidade de se sati sfazer as demandas atuais colocadas pelo desenvolvimento sem compro- meter a capacidade de as gerações futuras aten- derem suas próprias necessidades nos campos econômico, social e ambiental. Questão 04 ENEM 2007 – As pressões ambientais pela redução na emissão de gás-estufa, somadas ao anseio pela diminuição da dependência do petróleo, fi zeram os olhos do mundo se voltarem para os com- bustí veis renováveis, principalmente para o etanol. Líderes na produção e no consumo de etanol, Brasil e Estados Unidos da América (EUA) produziram, juntos, cerca de 35 bilhõesde litros do produto em 2006. Os EUA uti lizam o milho como matéria-prima para a produção desse álcool, ao passo que o Brasil uti liza a cana-de-açúcar. O quadro abaixo apresenta alguns índices relati vos ao processo de obtenção de álcool nesses dois países. Considerando-se as informações do texto, é correto afi rmar que: (A) o culti vo de milho ou de cana-de-açúcar favorece o aumento da biodiversidade. (B) o impacto ambiental da produção estadunidense de etanol é o mesmo da produção brasileira. (C) a substi tuição da gasolina pelo etanol em veículos automotores pode atenuar a tendência atual de aumento do efeito estufa. (D) a economia obti da com o uso de etanol como combustí vel, especialmente nos EUA, vem sendo uti lizada para a conservação do meio ambiente. (E) a uti lização de milho e de cana-de-açúcar para a produção de combustí veis renováveis favorece a preservação das característi cas originais do solo. Questão 05 ENEM 2017 - O impacto apresentado nesse ambiente tem sido in- tensifi cado pela (A) intervenção direta do homem ao impermeabilizar o solo urbano. (B) irregularidade das chuvas decorrentes do fenô- meno climáti co El Niño. (C) queima de combustí veis fósseis como o carvão, o petróleo e o gás natural. (D) vaporização crescente dos oceanos devido ao der- reti mento das geleiras. (E) exti nção de organismos marinhos responsáveis pela produção de oxigênio. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 70 Capítulo 3 IMPACTOS AMBIENTAIS HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT306) Avaliar os riscos envolvidos em ati - vidades coti dianas, aplicando conhecimentos das Ciências da Natureza, para justi fi car o uso de equi- pamentos e recursos, bem como comportamentos de segurança, visando à integridade fí sica, individu- al e coleti va, e socioambiental, podendo fazer uso de dispositi vos e aplicati vos digitais que viabilizem a estruturação de simulações de tais riscos. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT306A) Uti lizar conhecimentos da quí- mica, fí sica e biologia, na resolução de problemas ambientais, interpretando situações que envolvem tomadas de decisões, bem como medidas de pro- teção de manuseio para predizer processos mais efi cazes e de menor impacto ao ser humano e meio ambiente. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Impactos ambientais Os impactos ambientais estão relacionados as diversas formas de afetar o meio promovendo o de- sequilíbrio biológico. Podem alterar as condições nor- mais de funcionamento da natureza e podem causar danos irreversíveis ao mundo, como exemplos, temos: • o assoreamento dos rios; • a deserti fi cação; • as inferti lidades do solo; • a poluição da água; • a diminuição da fauna e fl ora; • a exti nção de espécies. Um dos impactos ambientais mais presentes no nosso coti diano é o agravamento do efeito estufa, provocando o aquecimento global. A radiação solar incide sobre a superfí cie terrestre e parte dela é refl eti da retornando ao espaço enquan- to outra parte fi ca reti da por alguns gases presentes na atmosfera, mantendo o calor na superfí cie terrestre. O efeito estufa, considerado um fenômeno natural, é responsável pela manutenção da temperatura dentro de uma faixa que possibilita a vida, pois sem eles a Terra teria água congelada. Todavia, por conta de diversas ati vidades antró- picas (causadas pelo ser humano) — como o uso de- senfreado de combustí veis fósseis e o desmatamento e as queimadas — a concentração desses gases na atmosfera vem aumentando, resultando num aumen- to acentuado e acelerado da temperatura na Terra, o aquecimento global. Imagem extraída de: htt ps://mundoeducacao.uol.com.br/geogra- fi a/efeito-estufa.htm acessada 28/11/2022. Outro impacto resultante das ati vidades antro- pomórfi cas é a destruição da camada de ozônio (O3), responsável por fi ltrar a radiação ultravioleta do ti po B, que é extremamente prejudicial aos seres vivos e ecossistemas. Os principais responsáveis pela degra- dação acentuada da camada de ozônio são: • aerossóis; • gases para refrigeração; • produção de plásti co; • ar-condicionado; • geladeiras; • automóveis (carros, motos e ônibus) • foguetes; • queimadas; • desmatamento. Vale ressaltar que alguns equipamentos de refri- geração na atualidade já possuem gases que não afetam a camada de ozônio, como os gases uti liza- dos anteriormente, como exemplo, o Cloro Flúor Carbono (CFC). CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 71 Imagem extraída de: https://novaescola.org.br/conteudo/2286/o-que-e-efeito-estufa-e-quais-sao-suas-consequencias acessada em 28/11/2022. ATENÇÃO Acidificação dos oceanos Outra grave consequência da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera é a acidificação dos oceanos. Grande parte do CO2 presente na atmosfera é absorvido por oceanos, rios e lagos e, quando dissolvido, reage com moléculas presentes na água, aumentando sua acidez, o que prejudica muitos organismos. Poluição plástica Entre os diversos impactos da ação humana que recaem sobre os oceanos, a poluição plástica — que tem matado a vida marinha e prejudicado comunidades que dependem de atividades como a pesca e o turismo — é um dos mais preocupantes da atualidade. Segundo a ONU, se não houver mudanças com relação a este problema, a quantidade de plásticos irá superar a de peixes até 2050. De acordo com a Art. 225, da Constituição Brasileira de 1888: Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e es- sencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Segundo o Artigo 1º da Resolução do CONAMA (Nº 001, de 23 de janeiro de 1986): Para efeito desta Resolução, considera-se impacto ambiental qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais. Extraído e adaptado de: https://www.infoescola.com/ecologia/impactos-ambientais/ acessado em 28/11/2022. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 72 Charge extraída de: htt p://formulageo.blogspot.com/2020/10/charge-plasti co-nos-oceanos.html acessada 29/11/2022. SUGESTÃO DE ATIVIDADES Questão 06 – ENEM 2013 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 73 No esquema, o problema atmosférico relacionado ao ciclo da água acentuou-se após as revoluções in- dustriais. Uma consequência direta desse problema está na (A) redução da flora. (B) elevação das marés. (C) erosão das encostas. (D) laterização dos solos. (E) fragmentação das rochas. Questão 07 ENEM 2014 – O uso intenso das águas subterrâneas sem planejamento tem causado sérios prejuízos à sociedade, ao usuário e ao meio ambien- te. Em várias partes do mundo, percebe-se que a ex- ploração de forma incorreta tem levado a perdas do próprio aquífero. TEIXEIRA, W. et al. Decifrando a Terra. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 2009 (adaptado). No texto, apontam-se dificuldades associadas ao uso de um importante recurso natural. Um problema de- rivado de sua utilização e uma respectiva causa para sua ocorrência são: (A) Contaminação do aquífero — Contenção impró- pria do ingresso direto de água superficial. (B) Intrusão salina — Extração reduzida da água doce do subsolo. (C) Superexploração de poços — Construção ineficaz de captações subsuperficiais. (D) Rebaixamento do nível da água — Bombeamento do poço equivalente à reposição natural. (E) Encarecimento da exploração sustentável — Con- servação da cobertura vegetal local. Questão 08 ENEM 2019 - A pegada ecológica gigante que estamos a deixar no planeta está a transformá-lo de tal forma que os especialistas consideram que já entramos numa nova época geológica, o Antropoce-no. E muitos defendem que, se não travarmos a cri- se ambiental, mais rapidamente transformaremos a Terra em Vênus do que iremos a Marte. A expressão “Antropoceno” é atribuída ao químico e prêmio Nobel Paul Crutzen, que a propôs durante uma conferência em 2000, ao mesmo tempo que anunciou o fim do Holoceno — a época geológica em que os seres huma- nos se encontram há cerca de 12 mil anos, segundo a União Internacional das Ciências Geológicas (UICG), a entidade que define as unidades de tempo geológicas. SILVA, R. D. Antropoceno: e se formos os últimos seres vivos a alterar a Terra? Disponível em: www.publico.pt. Acesso em: 5 dez. 2017 (adaptado). A concepção apresentada considera a existência de uma nova época geológica concebida a partir da capacidade de influência humana nos processos a) eruptivos. b) exógenos. c) tectônicos. d) magmáticos. e) metamórficos. Questão 09 ENEM 2016 – AROEIRA. Disponível em: http://appsodia.ig.com.br. Acesso em: 19 jun. 2012 (adaptado). O processo ambiental ao qual a charge faz referência tende a se agravar em função do(a) (A) expansão gradual das áreas de desertificação. (B) aumento acelerado do nível médio dos oceanos. (C) controle eficaz da emissão antrópica de gases po- luentes. (D) crescimento paulatino do uso de fontes energé- ticas alternativas. (E) dissenso político entre países componentes de acordos climáticos internacionais. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 74 Capítulo 4 POLUIÇÃO HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT104) Avaliar os benefícios e os riscos à saúde e ao ambiente, considerando a composição, a toxicidade e a reatividade de diferentes materiais e produtos, como também o nível de exposição a eles, posicionandose criticamente e propondo so- luções individuais e/ou coletivas para seus usos e descartes responsáveis. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT104E) Analisar a degradação do meio ambiente, relacionando as diferentes formas de po- luição às alterações que impactam a cadeia trófica e consequentemente o equilíbrio ambiental para promover a conscientização que leve ao desenvol- vimento de ações individuais e coletivas a favor da sustentabilidade. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Poluição A charge acima representa nosso objeto de co- nhecimento deste módulo, poluição e a sociedade e infere-se com ela a necessidade da preservação e conservação ambiental. Depois da Revolução Industrial que culminou no aumento da industrialização e urbanização, a poluição passou a ser mais intensa e atualmente, é considerada um grave problema ambiental. Podemos definir a poluição como uma forma de introdução de substâncias ou energia de forma acidental ou intencional no meio ambiente gerando consequências negativas para os seres vivos e o meio, causado um desequilíbrio ecológico. Tipos de Poluição Os agentes que causam a poluição são denomi- nados de poluentes e de acordo com estes podemos classificar a poluição como: • Poluição hídrica (poluição da água); • Poluição atmosférica (poluição do ar); • Poluição sonora (poluição causada pelo som); • Poluição do solo; • Poluição visual; • Poluição térmica; • Poluição radioativa; Imagem extraída de: https://www.resumoescolar.com.br/biolo- gia/tipos-de-poluicao-das-aguas/ acessada 29/11/2022. Poluição térmica das águas é um tipo pouco co- nhecido de poluição e acontece quando uma quan- tidade muito grande de águas aquecidas é lançada em meio ao recurso hídrico. Seus principais respon- sáveis são as indústrias siderúrgicas, termoelétricas e refinarias. A poluição pode acarretar em problemas patoló- gicos, destruição ambiental e alterações climáticas, sendo assim, causas de grande preocupação, tanto para a conservação da biodiversidade, como para o bem-estar dos seres vivos. Podemos então pensar em soluções para diminuir os impactos causados pela poluição como: • Evitar o desperdício; • Optar por material biodegradável; • Reciclagem; • Reutilização; • Reeducação; • Utilizar protetores de ouvidos em algumas pro- fissões; • Elaboração de políticas voltadas ao enfrenta- mento dos problemas ambientais; • Catalisador nos automóveis; • Promover a educação ambiental; • Utilizar transportes públicos; • Jogar o lixo eletrônico em locais apropriados; • Tratamento do esgoto; • Fontes renováveis de energia. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 75 Imagem extraída de: https://clickpetroleoegas.com.br/pequenas- -centrais-de-energia-que-utilizam-fontes-renovaveis-terao-des- conto-no-preco-da-eletricidade-segundo-projeto-do-governo/ acessada em 29/11/2022. RESUMO SOBRE ECO-92 ECO-92 ou Rio-92 foi uma das principais conferên- cias ambientais do planeta. Ela foi realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 14 de junho de 1992. O principal objetivo da ECO-92 foi debater o cenário ambiental global. Essa conferência ambien- tal centralizou suas discussões no conceito de de- senvolvimento sustentável, considerado inovador para o período em questão. A aliança entre desen- volvimento econômico e preservação ambiental foi a premissa do evento, que contou com a parti- cipação de 179 países. O principal documento gerado pela ECO-92 foi a Agenda-21, conjunto de metas e estratégias definidas pelos países partici- pantes para promover o desenvolvimento susten- tável do planeta. Após a ECO-92 foram realizadas outras conferências ambientais mundiais, como a Rio+10 e a Rio+20. A Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (ECO-92) foi um evento ambiental internacional realizado no Rio de Janeiro em 1992. O principal objetivo da ECO-92 foi debater o cená- rio ambiental global, especialmente por meio da defesa do desenvolvimento sustentável. As mudanças climáticas, a preservação da água, o transporte alternativo, o turismo ecológico e as políticas de reciclagem foram temas importantes tratados na ECO-92. A Agenda 21, programa de ações ambientais com vistas à promoção do desenvolvimento sustentável, foi o principal documento assinado na ECO-92. A ECO-92 é considerada uma das principais confe- rências internacionais sobre o meio ambiente em razão da sua repercussão em diversas esferas da sociedade. A Rio+10, cujo nome ofi- cial é Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável, foi realizada em Joanesburgo (África do Sul), dez anos após a ECO-92. A Rio+20, realizada 20 anos após a ECO-92, na cidade do Rio de Janeiro, produziu o importante documento O Futuro que queremos. Texto extraído e adaptado de www.mundoeducacao.uol.com.br/geografia/ eco92.htm acessado em 28/11/2022 Questão 10 – ENEM 2015 TEXTO I Os problemas ambientais são consequência direta da intervenção humana nos diferentes ecossistemas da Terra, causando desequilíbrios no meio ambiente e comprometendo a qualidade de vida. Disponível em: www.repository.utl.pt. Acesso em: 29 jul. 2012. TEXTO II As imagens representam as geleiras da Groenlândia, que sofreram e sofrem impactos, resultantes do(a): (A) ilha de calor. (B) chuva ácida. (C) erosão eólica. (D) inversão térmica. (E) aquecimento global. Questão 11 ENEM 2014 - A principal forma de relação entre o homem e a natureza, ou melhor, entre o homem e o meio, é dada pela técnica — um conjunto de meios instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza sua vida, produz e, ao mesmo tempo, cria espaço. SANTOS, M. A natureza do espaço. São Paulo: Edusp, 2002 (adaptado). CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 76 (A) relação estabelecida no texto, associada a uma profunda degradação ambiental, é verifi cada na (A) racionalização do uso de recursos hídricos para fi ns de abastecimento residencial. (B) apropriação de reservas extrati vistas para atender à demanda de subsistência. (C) reti rada da cobertura vegetal com o intuito de desenvolver a agricultura intensiva. (D) ampliação da produção de alimentos orgânicos para minimizar problemas da fome. (E) reordenação de espaço rural para favorecer o de- senvolvimento doecoturismo. Questão 12 ENEM 2011 - Como os combustí veis ener- géti cos, as tecnologias da informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os setores econômicos. Atra- vés delas, um maior número de produtores é capaz de inovar e a obsolescência de bens e serviços se acelera. Longe de estender a vida úti l dos equipamentos e a sua capacidade de reparação, o ciclo de vida desses produtos diminui, resultando em maior necessidade de matéria-prima para a fabricação de novos. GROSSARD, C. Le Monde Diplomati que Brasil. Ano 3, nº 36, 2010 (adaptado). (A) postura consumista de nossa sociedade indica a crescente produção de lixo, principalmente nas áreas urbanas, o que, associado a modos incor- retos de deposição, (A) provoca a contaminação do solo e do lençol freá- ti co, ocasionando assim graves problemas socio- ambientais, que se adensarão com a conti nuidade da cultura do consumo desenfreado. (B) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são sanados por cadeias de organismos decom- positores que assumem o papel de eliminadores dos resíduos depositados em lixões. (C) multi plica o número de lixões a céu aberto, con- siderados atualmente a ferramenta capaz de re- solver de forma simplifi cada e barata o problema de deposição de resíduos nas grandes cidades. (D) esti mula o empreendedorismo social, visto que um grande número de pessoas, os catadores, têm livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia produti va dos resíduos tecnológicos. (E) possibilita a ampliação da quanti dade de rejeitos que podem ser desti nados a associações e coo- perati vas de catadores de materiais recicláveis, fi nanciados por insti tuições da sociedade civil ou pelo poder público. Capítulo 5 LIXO, RESÍDUO E REJEITO HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, uti lizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli- cati vos digitais (como soft wares de simulação e de realidade virtual, entre outros). OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, analisando suas característi cas biológicas, quími- cas ou fí sicas envolvidas para discuti r criti camente sobre as etapas em processos de obtenção, trans- formação, uti lização ou reciclagem de recursos na- turais, energéti cos ou matérias primas. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Lixo, resíduo e rejeito No módulo anterior aprende- mos mais sobre os ti pos de poluição e as principais temáti cas tratadas na ECO-92 (mudanças climáti cas; pre- servação da água; transporte alter- nati vo; turismo ecológico e políti cas de reciclagem). Neste módulo iremos estudar e aprofundar no objeto de conhecimento relacionado ao lixo, resíduo e rejeito. Imagem extraída de: htt ps://www.facebook.com/governodo- rio/photos/%EF%B8%8F-voc%C3%AA-sabe-a-diferen%C3%A7a- -entre-res%C3%ADduo-de-lixo-e-rejeito-de-lixopensando-em- -estim/10157839388166029/?paipv=0&eav=AfZBBKDwBLN- FkK7AwnbU-mMDlmuGwBLbOi3NDB_aZYA9hEBLaoa9cSOhbse- VrX3AkAQ&_rdr acessado 30/11/2022. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 77 A parti r da imagem observamos que o lixo é tudo aquilo que não se quer mais e joga fora. Enquanto o resíduo é aquilo que não serve para você, mas para outros pode se tornar matéria-prima de um novo pro- duto ou processo. O rejeito é um ti po específi co de resíduo, onde foram esgotados todas as possibilidades de reapro- veitamento ou reciclagem. Apesar de lixo, resíduo e rejeito serem usadas como sinônimos, existem diferenças entre elas, des- ta maneira, saber diferenciar três simples palavras pode mudar a sua visão sobre o meio e as ações que devem ser tomadas. O QUE É LIXO? A palavra lixo vem do lati m lix que signifi ca “cinza”. De acordo com o dicionário, lixo signifi ca tudo àquilo que não se quer mais e se joga fora sendo considera- das coisas inúteis, velhas e sem valor. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) defi ne o lixo como os restos das ati vidades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis, podendo se apresentar no estado sólido e líquido, desde que não seja passível de tratamento. O termo lixo no âmbito técnico não é uti lizado e com todo conhecimento e tecnologia disponíveis hoje, grande parte do que é gerada em processos produti - vos e afi ns pode ser de alguma forma reaproveitada ou reciclada, sendo considerado como resíduo e, quando isso não é possível, considera-se como rejeito. O QUE É RESÍDUO? A defi nição de lixo tem a ver com tudo aquilo que não apresenta nenhuma serventi a para quem o des- carta. Por outro lado, o que não serve para você pode se tornar para o outro, matéria-prima de um novo produto ou processo, ou seja, resíduo sólido. Resíduo então é tudo aquilo que pode ser reuti - lizado e reciclado e, para isto, este material precisa ser separado por ti po, o que permite a sua desti nação para outros fi ns. Podem ser encontrados nas formas sólida (resíduos sólidos), líquida (efl uentes) e gasosa (gases e vapores). Segundo a ABNT, NBR 10.004:2004, resíduos sólidos são aqueles que “resultam de ati vidades de origem industrial, domésti ca, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta defi nição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamen- tos e instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas parti cularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água, ou exijam para isso soluções, téc- nica e economicamente, inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.” O QUE É REJEITO? O rejeito é um ti po específi co de resíduo, onde quando todas as possibilidades de reaproveitamento ou reciclagem já ti verem sido esgotadas e não houver solução fi nal para o item ou parte dele e, portanto, as únicas desti nações plausíveis são encaminhá-lo para um aterro sanitário licenciado ambientalmente ou incineração, que devem ser feitas de modo que não prejudique o meio ambiente. Texto extraído e adaptado de: htt ps://www.vgresiduos. com.br/blog/blogdiferenca=-entre-lixo-residuo-rejeito/#:~:text- O%20lixo%20%C3%A9%20tudo%20aquilo,possibilidades%20 de%20reaproveitamento%20ou%20reciclagem acessado 30/11/2022. Uma das maneiras de evitar poluição e aumentar o acúmulo de lixo consiste em realizar a composta- gem, no portal da EMBRAPA, encontramos a explica- ção desta técnica que pode ser uti lizada até mesmo na residência das pessoas. A compostagem é um desti no mais nobre para estes resíduos, pois promove sua reciclagem transformando-os em adubo orgânico e devolvendo à matéria orgânica seu papel natural de ferti lizar os solos. Pelo fato de a degradação de resí- duos orgânicos ser um processo natural, a reciclagem deste ti po de resíduo pode ser feita em qualquer es- cala (da domésti ca à industrial) e de diversas formas, das mais baratas e tecnologicamente simples às mais complexas. COMPOSTAR SEUS RESÍDUOS ORGÂNICOS É UMA FORMA IMPORTANTE E EFETIVA DE CONTRIBUIR PARA A SAÚDE AMBIENTAL DO SEU ENTORNO. Para um processo de compostagem de qualidade, é importante separar os resíduos na origem, ou seja, não misturando os resíduos orgânicos com outros ti pos de resíduos. Essa separação deve ocorrer em, pelo menos, 3 frações: resíduos orgânicos: restos de alimentos (por exemplo: cascas, sementes, polpas, CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 78 ossos, casca de ovo, alimentos estragados e quaisquer outras sobras impróprias para consumo) e resíduos verdes (por exemplo: grama cortada, folhas secas, galhos quebrados, podas). Estes resíduos devem ser desti nados para a compostagem (veja como compos- tar mais adiante). • resíduos recicláveis secos: plásti co, papel/pape-lão, metais, vidro, que devem ser encaminha- dos para a coleta seleti va, pontos de entrega voluntária ou para organizações de catadores. Entre em contato com sua prefeitura para co- nhecer as possibilidades de desti nação no seu município. • rejeitos: os demais resíduos, que não podem ser reciclados e serão coletados pela prefeitura e encaminhados para um aterro sanitário. Quando os resíduos orgânicos são separados na origem, a sua compostagem pode ser feita em várias escalas e modelos tecnológicos. Pequenas quanti da- des de resíduos orgânicos podem ser tratadas nos próprios domicílios ou em páti os de compostagem comunitários, enquanto grandes quanti dades podem ser tratadas em páti os maiores, gerenciados pelo mu- nicípio, ou em páti os privados. Existem muitas formas de se compostar os resí- duos orgânicos. Na medida que vamos entendendo que condições são necessárias para garanti r que os resíduos se degradem de forma segura (sem gerar odores, chorume, nem atrair animais como ratos e moscas), podemos criar estas condições de infi nitas formas. A compostagem em caixas é uma das formas mais simples. Consiste em sistemas de 2 ou mais caixas digestoras, com furos no fundo, empilhadas sobre uma terceira caixa que coleta o excesso de líquido do processo (ferti lizante líquido). Veja o esquema da compostagem em caixas na fi gura a seguir. Texto extraído de: htt ps://www.embrapa.br/hortalica-nao-e-so-salada/secoes/compostagem#:~:text=A%20compostagem%20 %C3%A9%20um%20m%C3%A9todo,garanti r%20a%20seguran%C3%A7a%20do%20processo. acessado 30/11/2022. SUGESTÃO DE ATIVIDADES Questão 13 ENEM 2010 - Os li- xões são o pior ti po de disposição fi nal dos resíduos sólidos de uma cidade, representando um grave problema ambiental e de saúde pública. Nesses locais, o lixo é jogado diretamente no solo e a céu aberto, sem nenhuma norma de controle, o que causa, entre outros problemas, a contaminação do solo e das águas pelo chorume (líquido escuro com alta carga poluidora, proveniente da decomposição da matéria orgânica presente no lixo). RICARDO, B.; CANPANILLI, M. Almanaque Brasil Socioambiental 2008. São Paulo, Insti tuto Socioambiental, 2007. Considere um município que deposita os resíduos só- lidos produzidos por sua população em um lixão. Esse procedimento é considerado um problema de saúde pública porque os lixões (A) causam problemas respiratórios, devido ao mau cheiro que provém da decomposição. (B) são locais propícios à proliferação de vetores de doenças, além de contaminarem o solo e as águas. (C) provocam o fenômeno da chuva ácida, devido aos gases oriundos da decomposição da matéria orgânica. (D) são instalados próximos ao centro das cidades, afetando toda a população que circula diariamen- te na área. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 79 (E) são responsáveis pelo desaparecimento das nas- centes na região onde são instalados, o que leva à escassez de água. Questão 14 ENEM 2009 - No presente, observa-se crescente atenção aos efeitos da ati vidade humana, em diferentes áreas, sobre o meio ambiente, sendo constante, nos fóruns internacionais e nas instâncias nacionais, a referência à sustentabilidade como prin- cípio orientador de ações e propostas que deles ema- nam. A sustentabilidade explica-se pela (A) incapacidade de se manter uma ati vidade eco- nômica ao longo do tempo sem causar danos ao meio ambiente. (B) incompati bilidade entre crescimento econômico acelerado e preservação de recursos naturais e de fontes não renováveis de energia. (C) interação de todas as dimensões do bem-estar humano com o crescimento econômico, sem a preocupação com a conservação dos recursos na- turais que esti vera presente desde a Anti guidade. (D) proteção da biodiversidade em face das ameaças de destruição que sofrem as fl orestas tropicais de- vido ao avanço de ati vidades como a mineração, a monocultura, o tráfi co de madeira e de espécies selvagens. (E) necessidade de se sati sfazer as demandas atuais colocadas pelo desenvolvimento sem compro- meter a capacidade de as gerações futuras aten- derem suas próprias necessidades nos campos econômico, social e ambiental. Sugestão de vídeos · htt ps://www.youtube.com/watch?v=G6AZTXEsJNU COP 21 · htt ps://www.youtube.com/watch?v=nb9a90KK-Us ECO 92 · htt ps://www.youtube.com/watch?v=WYRz5CAu- dYA Protocolo de Kyoto Capítulo 6 RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO, REAPROVEITAMENTO DE MATERIAIS E ENERGIA HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, uti lizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli- cati vos digitais (como soft wares de simulação e de realidade virtual, entre outros). OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, analisando suas característi cas biológicas, quími- cas ou fí sicas envolvidas para discuti r criti camente sobre as etapas em processos de obtenção, trans- formação, uti lização ou reciclagem de recursos na- turais, energéti cos ou matérias primas. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Reciclagem, reuti lização, reaproveitamento de ma- teriais e energia As pessoas geralmente confundem os termos e uti lizam como sinônimos os termos reaproveitar (ou reuti lizar) e reciclar, porém, eles não são o mesmo termo. Reaproveitamento signifi ca uti lizar novamente um produto, podendo modifi car suas propriedades fí sicas, mas mantendo a mesma composição. Enquan- to a reciclagem é o processo no qual um material é uti lizado como matéria-prima para outro produto novo, e este se apresenta com propriedades fí sicas e químicas completamente diferentes. Como exemplos de materiais reuti lizados podemos citar as Garrafas PET, transformando-se em porta-lápis, canteirinhos de plantas, carrinhos de brinquedo, árvores de natal e decoração para casa. As Garrafas PET também podem ser, por meio de processo industrial, submeti das a um processo de derreti mento e de fi ltração de impurezas, sendo trans- formadas em fi bras. A parti r das fi bras são fabricadas roupas. Assim, podemos dizer que a roupa foi feita a parti r de garrafas recicladas, pois a composição fi cou diferente do original. A redução do lixo e a diminuição do uso de matérias-primas são vanta- gens destes dois processos que muitas vezes não são renováveis. Contudo, a reciclagem, por se tratar de um pro- CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 80 cesso industrial requer a uti lização de água, energia e pode, muitas vezes, também liberar poluentes para a atmosfera e água gastando muita matéria-prima, como o plásti co. Reciclar é bom, mas melhor é reaproveitar o que tem condições de ser reuti lizado, e melhor ainda é reavaliar e reduzir nosso consumo e desperdício, a fi m de poupar matérias-primas, nossos aterros sani- tários e a qualidade de vida. Na atualidade podemos afi rmar que temos que executar os “5Rs”, observe a imagem abaixo: Imagem extraída de htt ps://www.larplasti cos.com.br/conheca- -a-regra-dos-5-rs-e-como-aplicala-em-um-coti diano-sustentavel/ acessado 30/11/2022. REDUZIR O conceito de reduzir surgiu a parti r do aumento de lixo que é gerado por cada pessoa, a cada dia. A primeira regra consiste em dar preferência a produ- tos mais duráveis e que possam ser reuti lizados, para evitar que seja descartado no meio ambiente. Além disso, ao reduzir alguns produtos como o papel, por exemplo, você estará ajudando a diminuir o desma- tamento das árvores, o que hoje é um dos principais problemas ambientais. REUTILIZAR Caso seja possível, uti lize um produto mais de uma vez. Evite descartar embalagens, sacolas e outros itens que demoram a se decompor, principalmente em lo- cais errados. Se precisar jogar fora, procure locais que tenham lixeiras para coleta seletiva ou containers de lixo para jogar fora os resíduos recicláveis ou orgânicos em suas respecti vas lixeiras, que são nomeadas para indicar qual produto deve ser descartado. REPENSAR O lixo pode ser reuti lizado de diferentes formas, antes mesmo de passar para o processo de recicla- gem. Geralmente, caixas de leite, copos de plásti co e garrafas pet são repensados e reuti lizados em projetos escolares, artesanais ou para outros fi ns. A ideia de repensar na uti lidade que cada embalagem ou lixo reciclável pode ter é muito válida para evitar o des- carte incorreto desses materiais e o acúmulo de lixo em lixões a céu aberto. RECICLAR Como já falamos anteriormente, reciclar é um dos processos mais sustentáveis que existe. Ao reciclar um material você estará preservando o planeta do pro- cesso de decomposição demorado de cada produto, além de incenti var a reuti lização de cada um, que é uma ideia muito úti l para o dia a dia. RECUSAR A ideia de recusar surgiu a parti r de produtos que causam danos ao meio ambiente. Se uma embalagem demorar mais que o normal para se decompor, libera gases tóxicos ou não pode ser reuti lizada, recuse a compra desse produto e procure outros que corres- pondam ao seu ideal ecológico. Além disso, recuse também produtos que prejudicam os animais duran- te seu processo de fabricação ou após, na fase de decomposição. Cuide do meio ambiente uti li- zando os produtos de plásti co da Lar Plásti cos. Temos caixas plásti cas, lixeiras recicláveis, containers de lixo, carros-cuba, carrinhos coletores, pal- lets, pisos e estrados de plásti co, en- tre outros produtos que auxiliam casas e empresas a manterem-se sempre limpas, organizadas e longe de problemas sustentáveis. Texto extraído e adaptado de: htt ps://www.larplasti cos. com.br/conheca-a-regra-dos-5-rs-e-como-aplicala-em-um-coti - diano-sustentavel/ acessado 30/11/2022. Para conseguir reciclar ou reaproveitar precisa- mos realizar a Coleta Seleti va, que é um processo de recolhimento dos resíduos, os quais são classifi cados de acordo com sua origem e depositados em conten- tores indicados por cores (amarelo, azul, vermelho, verde, preto, branco e marrom). Os resíduos podem ser resíduos orgânicos ou ma- teriais recicláveis como papel, plásti co, vidro, madeira entre outros. Além deles, materiais hospitalares e ra- dioati vos têm um desti no diferente. A imagem abaixo irá ajudar identi fi car o local que deverá depositar o seu resíduo de acordo com as cores mais comuns no seu coti diano. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 81 Imagem extraída de: htt ps://www.gnrambiental.com.br/noti - cias/alternati vas-para-reciclagem-de-residuos/ acessada em 27/11/2022 Questão 15 ENEM 2010 - O volume de matéria-prima recuperado pela reciclagem do lixo está muito abaixo das necessidades da indústria. No entanto, mais que uma forma de responder ao aumento da demanda industrial por matérias-primas e energia, a recicla- gem é uma forma de reintroduzir o lixo no processo industrial. SCARLATO, F. C.; PONTIN, J. A. Do nicho ao lixo. São Paulo: Atual, 1992 (adaptado). (A) práti ca abordada no texto corresponde, no con- texto global, a uma situação de sustentabilidade que (A) reduz o buraco na camada de ozônio nos distritos industriais. (B) ameniza os efeitos das chuvas ácidas nos polos petroquímicos. (C) diminui os efeitos da poluição atmosférica das indústrias siderúrgicas. (D) diminui a possibilidade de formação das ilhas de calor nas áreas urbanas. (E) reduz a uti lização de matérias-primas nas indús- trias de bens de consumo. Questão 16 ENEM 2012 - Para diminuir o acúmulo de lixo e o desperdício de materiais de valor econômico e, assim, reduzir a exploração de recursos naturais, adotou-se, em escala internacional, a políti ca dos três erres: Redução, Reuti lização e Reciclagem. Um exem- plo de reciclagem é a uti lização de (A) garrafas de vidro retornáveis para cerveja ou re- frigerante (B) latas de alumínio como material para fabricação de lingotes. (C) sacos plásti cos de supermercado como acondi- cionantes de lixo caseiro. (D) embalagens plásti cas vazias e limpas para acon- dicionar outros alimentos. (E) garrafas PET recortadas em ti ras para fabricação de cerdas de vassouras. COMO RECILCAR PAPEL EM CASA No link do canal Manual do Mundo mostra uma forma de reciclar papel, que vocês podem tentar reproduzir na Escola/Colégio. htt ps://www.youtube.com/watch?v=� t5gWCx120 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 82 Capítulo 7 FENÔMENOS NATURAIS E AÇÕES ANTRÓPICAS / ESTRESSE AMBIENTAL HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT105) Analisar os ciclos biogeoquímicos e interpretar os efeitos de fenômenos naturais e da interferência humana sobre esses ciclos para promover ações individuais e/ ou coleti vas que mi- nimizem consequências nocivas à vida. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT105C) Interpretar os efeitos de fenô- menos naturais (efeito estufa, ciclos hídricos, su- cessões ecológicas, cadeias alimentares) e ações antrópicas, (queimadas, desmatamento, produção e descarte de resíduos, caça) que geram desequi- líbrios na natureza (deserti fi cação, chuva ácida, poluição, aquecimento global, exti nções entre outros), considerando a dinâmica de ciclagem dos elementos químicos e políti cas públicas de preser- vação do meio ambiente para desenvolver ações locais que visem à conscienti zação da comunidade quanto às questões ambientais. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Fenômenos naturais e ações antrópicas / Estresse ambiental FENÔMENOS AMBIENTAIS NATURAIS VERSUS FENÔMENOS ANTRÓPICOS Estudante, você consegue perceber alguma mu- dança no clima de sua cidade ou região? Como ocor- rem as estações do ano onde vive? Jornais, revistas e a própria internet têm mostrado muitas matérias de terremotos, chuvas, enchentes, deslizamentos de terra, furacões e outras catástrofes naturais, como têm feito muitas chamadas de alerta para tempestades e ventos fortes, já conseguiu per- ceber estes fatos? Mediadores, vocês podem iniciar está aula colo- cando as perguntas feitas acima para seus estudantes e a parti r de um debate anotar os pontos importantes citados por cada um deles. Segundo relatórios do Pro- grama de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP), do IPCC e da Convenção para Diversida- de Biológica (CDB) elencaram sete fatores que provocam mu- danças nos ecossistemas, e, por- tanto, merecem muita atenção. São eles: 1. Mudanças climáti cas; 2. Esgotamento dos recursos naturais pela alta taxa de exploração; 3. Aumento da demanda de serviços; 4. Aumento da poluição e do lixo; 5. Invasão ou migração de espécies para diferentes ecossistemas; 6. Mudanças no uso da terra e na cobertura ve- getal devido a desmatamentos e degradação das su- perfí cies do solo; 7. Exigências dos mercados internacionais. Quando acontecem fenômenos naturais como furacões, terremotos e tornados afi rmamos que são fenômenos que acontecem no meio ambiente de forma natural, e apesar de não poder evitar que tais fenômenos aconteçam podemos fazer uma previsão de quando e onde irão acontecer evitando tragédias maiores. Imagem extraída de: htt ps://nati onalgeographic.pt/fotografi as/ 26-foto-do-dia/789-cacadores-de-tornados acessado 31/11/2022. Uma série interessante que podemos assisti r na Nati onal Geographic é denominada “Caçadores de tornados”, onde Tim Samaras e a sua equipe apres- sam-se a posicionar uma câmara de fi lmagem sobre o trilho de um tornado no Dakota do Sul, em 2003. Depois desta investi gação fez avançar os conhecimen- tos sobre os tornados e desta maneira prever onde o fenômeno iria ocorrer. A sonda de Tim registou uma queda de 100 milibares na pressão atmosférica, a mais drásti ca descida captada até essa época. O furacão “Ian”, chegou em Cuba no dia 27 de se- tembro de 2022 e, segundo o Nati onal Hurricane Cen- ter (Centro Nacional de Furações) dos Estados Unidos, iria seguir para o Estado da Flórida (Estados Unidos). Equipamentose tecnologia previram que inundações fossem acontecer na área central do estado em decor- rência de fortes chuvas, podendo alertar as pessoas antes que o fenômeno acontecesse. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 83 Imagem do Furacão Ian fortalecendo rapidamente enquanto se move para o Golfo do México – extraída de: https://www.cnnbra- sil.com.br/internacional/furacao-ian-se-fortalece-rapidamente- -enquanto-se-move-para-o-golfo-do-mexico/ Segundo pesquisadores dois ingredientes podem se unir para que ocorra uma rápida intensificação do furacão: • Os ventos de nível superior ao redor do furacão precisam ser fracos, pois ventos fortes podem impedir que uma tempestade se intensifique ou até mesmo destruir uma tempestade • A água quente do oceano deve se estender bem abaixo da superfície, chegando a centenas de metros de profundidade, para fornecer com- bustível suficiente para o furacão se fortalecer. Já em relação aos terremotos observamos re- centemente acontecer na Indonésia no dia 21 de novembro de 2022, um tremor que atingiu a cidade de Cianjur, cerca de 75 km a sudeste da capital, Ja- carta, a uma profundidade de 10 km, disse segun- do a agência meteorológica e geofísica nacional 162 pessoas foram mortas e 326 pessoas ficaram feridas. Apesar dos terremotos serem resultantes das falhas geológicas e do tectonismo, considerados de causas naturais, podemos desenvolver estratégias para di- minuir os impactos causados, como por exemplo, o desenvolvimento de casas e prédios que consigam suportar os tremores de terra. Imagem Terremoto em Cianjur 21/11/2022 Antara Foto/BPBD via REUTERS AÇÕES ANTRÓPICAS Ações antrópicas são as ações exercidas pelo ser humano, são as alterações provocadas pelo homem no meio gerando impactos que podem ser irreversí- veis. A relação entre a sociedade e a natureza carac- teriza o espaço geográfico e este pela ação humana tem gerado mudanças no meio ambiente. Geralmente relacionamos a palavra impacto com algo negativo, porém podemos relacionar também a palavra a algo positivo, como é o caso do reflores- tamento feito com plantas nativas para diminuir o impacto negativo deixado anteriormente pelo des- matamento. Como ações antrópicas negativas para o meio ambiente podemos citar: • Desamamento; • Queimadas; • Poluição atmosférica, hídrica, sonoro, do solo e visual; • Agravamento do efeito estufa; • Derramamento de petróleo; • Agrotóxicos; • Extinção de espécies. Imagem extraída de: https://diariodegoias.com.br/com-regis- tro-de-queimadas-a-cada-30-minutos-goias-entra-em-situacao- -de-emergencia/248343/ acessada 02/12/2022. Como ações antrópicas positivas para o meio am- biente podemos citar: • Fontes alternativas de energia; • Reflorestamento; • Catalisadores em automóveis; • Produtos biodegradáveis; • Educação ambiental; • Recuperação das matas ciliares; • Coleta seletiva; • Reciclagem, reutilização e reaproveitamento. 3 AÇÕES ANTRÓPICAS NEGATIVAS 1. Destruição da camada de ozônio: A camada de ozônio possui papel fundamental na manutenção da vida: reter os raios ultravioletas dirigidos à Terra pelo Sol. Gases presentes em sprays aerossóis e em refrigeradores, como o clorofluorcarboneto (CFC), são muito utilizados ao longo de décadas e têm provocado a destruição da camada de ozônio. As moléculas de cloro fixam-se às moléculas de ozônio e provocam sua destruição. As consequências são aumento de CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 84 ocorrências de câncer de pele, de catarata e enfra- quecimento do sistema imunológico. 2. Chuva Ácida: A industrialização provocou o au- mento do uso de combustí veis fósseis e intensifi cou a queima desses combustí veis, lançando à atmosfe- ra diversos gases poluentes. Uma das consequências disso é a chuva ácida. Combinados com água, esses gases reagem formando água e sal. Alguns óxidos formam também ácido sulfúrico, que precipitam e dão origem às chuvas ácidas. Essas chuvas causam diversos problemas ambientais, destroem vegetações, alteram a composição das águas de rios e de lagos, provocam corrosão do solo e podem agravar proble- mas respiratórios. 3. Desmatamento: O aumento populacional, a intensifi cação das ati vidades agropecuárias e o cres- cimento do ramo madeireiro aceleraram o ritmo do desmatamento de diversas áreas. Essa reti rada da vegetação provoca inúmeros impactos ambientais negati vos, como a perda de habitat por diversos ani- mais, esgotamento dos solos, aumento dos processos erosivos, mudanças climáti cas, entre outros. Texto extraído e adaptado de: htt ps://mundoeducacao.uol. com.br/geografi a/acao-antropica.htm acessado 01/12/2022 Questão 17 – FUNDATEC 2019 - O Protocolo de Kyo- to é um compromisso internacional entre os países que complementam a Organização das Nações Uni- das (ONU), consolidando o objeti vo de se diminuir a emissão de gases impactantes do efeito estufa e o consequente aquecimento global. Escrito e rati fi cado em Kyoto (Japão), em 1997, o Protocolo criou diretri- zes para miti gar o impacto dos problemas ambientais causados pelos arquéti pos desenvolvimenti stas indus- triais e de consumo vigentes no planeta. A parti r disso, assinale a alternati va INCORRETA. Alternati vas (A) De acordo com o Protocolo, as nações se compro- metem a reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa em 5,2%, em comparação com os níveis de 1990. (B) O principal alvo é o dióxido de carbono (CO2), pois especialistas acreditam que a emissão de- senfreada desse e de outros gases está ligada ao aquecimento global, fenômeno que pode ter efei- tos catastrófi cos para a humanidade durante as próximas décadas. (C) Entre os países mais engajados na efeti vação do Protocolo estão os membros da Comunidade Eco- nômica Europeia, que, por exemplo, passaram a tomar medidas no senti do de multar os carros mais poluentes. (D) O país mais engajado desde o início com o Proto- colo foi os Estados Unidos, que ti nha como objeti - vo trocar toda a sua matriz energéti ca por energias de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). (E) Os MDLs formam a base do comércio de carbono obrigatório. E é nesse fi lão que parti cipam os paí- ses em desenvolvimento. Brasil, China e Índia, por exemplo, têm vários projetos que já emiti ram cer- ti fi cados de carbono para serem comercializados. Questão 18 Fonte: htt p://karlacunha.com.br/tag/charges/, acesso em 20/11/2012 A Carta da Terra Estamos diante de um momento críti co na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo se tor- na cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que o meio de uma diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunida- de terrestre com um desti no comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos huma- nos universais, na justi ça econômica e numa cultura de paz. Para chegar a esse propósito, é imperati vo que, nós, os povos da terra, declaremos nossa responsabi- lidade uns para os outros, com grande comunidade da vida, e com as futuras gerações. (...) Preâmbulo da Carta da Terra. Em: www.eartcharter.org. Diante das questões ambientais e do desenvolvimento sustentável que permeiam as discussões da sociedade atual, assinale a opção correta: CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 85 (A) O conceito de desenvolvimento sustentável co- meçou a ser elaborado no início do século XVI, antes mesmo da Primeira Revolução Industrial. (B) Em 1972, em Estocolmo, na Suécia, representan- tes de 113 países reuniram-se para debater ques- tões relati vas ao meio ambiente. Este encontro é considerado como a primeira mobilização em torno desse tema. (C) Em 1992, o Rio de Janeiro abrigou a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente e o Desen- volvimento (Rio-92). Nesse encontro foi assinado o Protocolo deKyoto por todos os países que par- ti ciparam do evento. (D) Em 2002, foi a vez do Egito abrigar a Cúpula Mun- dial sobre o Desenvolvimento Sustentável; nesse encontro foram discuti das somente questões re- lacionadas ao meio ambiente. Esse encontro re- cebeu a denominação de Rio + 10, pois aconteceu 10 anos após a conferência do Rio-92. (E) Em 2012, o Brasil foi o palco do encontro da maior conferência da ONU sobre desenvolvimento sus- tentável. Foram discuti das nessa ocasião a Agenda 21 e economia verde. Infelizmente, devido à crise econômica, países da União Europeia não parti ci- param do evento. Capítulo 8 ECOSSISTEMAS E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL HABILIDADES DA BNCC (EM13CNT105) Analisar os ciclos biogeoquímicos e interpretar os efeitos de fenômenos naturais e da interferência humana sobre esses ciclos para promover ações individuais e/ ou coleti vas que mi- nimizem consequências nocivas à vida. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM (GO-EMCNT105E) Discuti r ações antrópicas que ge- ram efeitos nocivos aos ecossistemas, promovendo um senso críti co sobre o uso de recursos como gás natural, combustí veis fósseis, metais pesados, mi- nérios, entre outros para valorizar ações e políti cas públicas voltadas à preservação do meio ambiente. OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM Ecossistemas e preservação ambiental Segundo o Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa: Signifi cado de Ecossistema substanti vo masculino Ecolo- gia. Sistema (ecológico) que inclui o conjunto das relações dos seres vivos entre si e/ou destes com o ambiente; biogeocenose, biossistema. Eti mologia (ori- gem da palavra ecossistema). Signifi cado de Preservação ambiental EXPRESSÕES Preservação ambiental , Ecol : con- servação ou manutenção do ambiente natural como ele se apresenta, sem mudança ou extração de recur- sos; proteção ambiental. Qual a Diferença entre Preservação e Conservação Ambiental? O meio ambiente pode ser manti do, basicamente, de duas formas, pela conservação ou pela preservação. Parecem a mesma coisa, mas há uma diferença signifi cati va entre esses dois conceitos e está relacio- nada à interferência humana. Ou seja, quando se fala de conservação, tratamos do uso consciente e racional dos recursos naturais pelo homem. Já na preservação, a natureza permanece intoca- da, portanto, sem qualquer ação humana no senti do de explorar suas riquezas. Como exemplo de conservação, temos as fl orestas de manejo sustentável nas quais o desmatamento é controlado. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 86 Por sua vez, toda e qualquer reserva, parque na- tural, Área de Preservação Permanente (APP) ou Área de Proteção Ambiental (APA) são categorias de formas de preservação. De forma geral, a APA normalmente compreende uma área grande e obrigam um uso sustentável da área, enquanto a APP tem limites mais claros e estritos. Independente do terreno e recursos encontrados, tudo vai depender de como o ser humano interage com o meio ambiente. Ao explorá-lo de forma sustentável e garantindo a sobrevivência das espécies e a manutenção dos ecossistemas, ele estará praticando a conservação ambiental. A conservação dos ecossistemas é essencial para garantir o equilíbrio e fluxo dos serviços ambientais que sustentam a vida no planeta, incluindo o seques- tro de carbono da atmosfera e a purificação da água. O desafio é como equilibrar o crescimento econô- mico com equidade social e preservação ambiental. Texto extraído e adaptado de: https://fia.com.br/blog/ meio-ambiente/ acessado 02/12/2022 Imagem extraída de: https://fia.com.br/blog/meio-ambiente/ 02/12/2022 Histórico Protocolo de Kyoto Em 1988, ocorreu a primeira reunião com líderes políticos e cientistas de vários países com o objetivo de discutir as mudanças climáticas. Realizado na ci- dade canadense de Toronto, esse encontro entre os participantes sugeriu que o impacto das mudanças climáticas só poderia ser superado, em termos de im- pacto negativo no planeta, por uma guerra nuclear. Os especialistas observam que, após aquela data, têm sido registradas elevadas temperaturas na Terra. Em 1990, foi criado o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) — Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática —, mecanismo de caráter científico com o objetivo de alertar o mundo sobre o aquecimento do planeta. Nesse ano, os cientistas constataram que as alterações climáticas são provo- cadas, principalmente, pelo CO2 (dióxido de carbono) emitido pela queima de combustíveis fósseis. Em 1992, mais de 160 líderes de países assinaram a Convenção Marco Sobre Mudanças Climáticas durante a ECO-92, no Rio de Janeiro. Em 1995, o IPCC divulgou informe, declarando que as mudanças climáticas já da- vam sinais claros e, em 1997, foi assinado, finalmente, em Kyoto, o protocolo que levou o nome dessa cidade japonesa. Em 2004, foi realizada reunião na Argentina, na qual os participantes aumentaram a pressão para que países desenvolvidos reduzam a emissão de gases. Com o Protocolo de Kyoto, cresceu a possibilidade de o carbono tornar-se moeda de troca, a partir do momento em que países assinantes do acordo podem comprar e vender créditos de carbono. Obtidos em negociações internacionais, os créditos de carbono são adquiridos por países com emissão reduzida de CO2, que fecham negócio com países poluidores. Para cada tonelada de carbono reduzida, o país recebe um crédito. A quantidade de créditos de carbono recebida varia, portanto, de acordo com o volume da redução de CO2. Os países que mais negociam esses créditos são os da União Europeia e o Japão. Fonte: Agência Senado Protocolo de Kyoto Acordo ambiental fechado durante a 3ª Conferên- cia das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Kyoto, Japão, em 1997. Foi o primeiro tratado internacional para contro- le da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Entre as metas, o protocolo estabelecia a redução de 5,2%, em relação a 1990, na emissão de poluentes, principalmente por parte dos países industrializados. Uma delas determinava a redução de 5,2%, em rela- ção a 1990, da emissão de gases do efeito estufa, no período compreendido entre 2008 a 2012. O protocolo também estimulava a criação de formas de desenvol- vimento sustentável para preservar o meio ambiente. Ao ser adotado, o Protocolo de Kyoto foi assinado por 84 países. Os Estados Unidos, um dos países que mais emitem gases poluentes no mundo, abandona- ram o Protocolo em 2001 com a justificativa de que cumprir as metas estabelecidas comprometeria seu desenvolvimento econômico. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 87 As metas de redução de gases não são, entretanto, homogêneas entre os países que assinaram o acordo. Trinta e oito países têm níveis diferenciados nas metas de redução dos gases poluentes. Países que compõem a União Europeia, por exemplo, estabeleceram meta de 8% na redução dos gases do efeito estufa, enquanto o Japão fixou esse percentual em 6%. Quando os Esta- dos Unidos aderiram ao acordo, comprometeram-se com a redução de 7% dos gases poluentes. Os gases do efeito estufa absorvem parte da ra- diação infravermelha emitida, principalmente, pela superfície terrestre, dificultando seu escape para o espaço. Esse fenômeno, que é natural e ocorre desde a formação do planeta, é importante para a preser- vação da vida na Terra, pois a mantém aquecida e impede que ocorra perda demasiada de calor para o espaço. O aumento desses gases tem, no entanto, potencializado esse fenômeno natural, causando au- mento da temperatura na terra. Fonte: Agência Senado COP-27: O QUE ESPERAR DO MAIOR ENCONTRO DO MUNDO SOBRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS Aconteceu entre os dias 6 e 18 de novembro de 2022 em Sharm El Sheikh, no Egito. Conter as mudanças climáticas a partir de meca- nismos aplicáveis globalmente. Este é o objetivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), da Organização das Nações Unidas(ONU), ao realizar anualmente a Conferência das Partes (COP, na sigla em inglês para Conference of the Parties). Em 2022, o novo relató rio do Painel Intergo- vernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que analisa as vulnerabilidades, as capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças climáticas, vão guiar as conversas principais da COP-27. Durante a conferên- cia, os países devem definir aspectos centrais para a implementação do Acordo de Paris, falar sobre os compromissos que estão sendo trabalhados por eles e dar previsibilidade ao financiamento climático. COP-26 e pós-pandemia: posicionamento do se- tor privado do B rasil A COP-26, edição que ocorreu em Glasgow, na Es- cócia, entre os dias 31 de outubro e 13 de novembro de 2021, foi realizada com um ano de atraso devido à pandemia da Covid-19. A conferência, que teve partici- pação de chefes de Estado e representantes de 197 paí- ses, foi marcada pelo compromisso assumido pelo setor privado, inclusive do Brasil. As instituições firmaram o posicionamento “Empresários pelo Clima”, do Con- selho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que se comprometeu a implantar medidas que reduzam e compensem as emissões de gases de efeito estufa, além de estabelecer a precifi- cação interna de carbono, descarbonizar as operações e cadeias de valor, investir em tecnologias verdes e assumir metas de neutralidade climática até 2050. Texto extraído e adaptado de: https://www.neoenergia.com/pt- -br/te-interessa/meio-ambiente/Paginas/cop-27.aspx acessado 04/12/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 88 Infográfi co extraído de: htt ps://exame.com/esg/cop27-o- -que-e-quando-acontece-e-qual-a-sua-importancia/ acessado 04/12/2022 SUGESTÃO DE ATIVIDADES Questão 19 - (UDESC) - A defi nição de desenvolvimento sustentável mais usu- almente uti lizada é a que procura aten- der às necessidades atuais sem com- prometer a capacidade das gerações futuras. Isso signifi ca optar pelo consu- mo de bens produzidos com tecnologia e materiais menos ofensivos ao meio ambiente, uti lização racio- nal dos bens de consumo, evitando-se o desperdício e o excesso e ainda, após o consumo, cuidar para que os eventuais resíduos não provoquem degradação ao meio ambiente. Principalmente: ações no senti do de rever padrões insustentáveis de consumo e minorar as desigualdades sociais. O Brasil está em uma posição privilegiada para enfrentar os enormes desafi os que se acumulam. Abriga elementos fundamentais para o desenvolvimento: parte signifi cati va da biodiversi- dade e da água doce existente no planeta; grande extensão de terras culti váveis. De acordo com esta defi nição, o desenvolvimento sustentável pressupõe: (A) Traçar um novo modelo de desenvolvimento eco- nômico para nossa sociedade com o uso racional dos recursos naturais disponíveis e indisponíveis. (B) A redução do consumo das reservas naturais com a consequente estagnação do desenvolvimento econômico e tecnológico; (C) A preservação do equilíbrio global e do valor das reservas de capital natural, o que não justi fi ca a desaceleração do desenvolvimento econômico e políti co de uma sociedade; (D) A distribuição homogênea das reservas naturais entre as nações e as regiões em nível global e regional; (E) Defi nir os critérios e instrumentos de avaliação do custo-benefí cio e os efeitos socioeconômicos e os valores reais do consumo e da preservação. Questão 20 - (FGV-RIO) A parti r da segunda metade do século passado, a mobilização em torno do am- biente foi divulgada e se consolidou por meio de estu- dos e das cúpulas, ou das conferências internacionais. Sobre essas conferências, pode-se afi rmar: I. A primeira grande conferência internacional con- vocada especifi camente para a discussão da proble- máti ca ambiental ocorreu em Estocolmo, em 1972. II. Na Rio-92, foram divulgadas as convenções sobre Mudanças Climáti cas e sobre Diversidade Biológica, que fi guram na agenda ambiental internacional. III. Na Rio+20, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 2012, todos os países parti cipantes rati fi caram o novo Pro- tocolo de Quioto, aderindo à nova ordem ambiental internacional. Está correto o que se afi rmar em: (A) I, apenas. (B) II, apenas. (C) I e II, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. Sugestão de vídeos htt ps://www.youtube.com/watch?v=Ekbd_hSQOh- c&t=133s Como cuidar do meio htt ps://www.youtube.com/watch?v=m96U0edcR- mk Efeito estufa htt ps://www.youtube.com/watch?v=n8cTCkZeCrI&- t=7s Impactos ambientais CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 89 QUESTÃO DESAFIO Questão 21 (UPF) As afi rmati vas que seguem estão relacionadas à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada no Rio de Janeiro em junho de 2012. Sobre o tema, as- sinale a opção correta. (A) Analisando o período de vinte anos entre a Eco 92 e a Rio+20, representantes dos países em dife- rentes estágios de desenvolvimento foram unâni- mes em reconhecer os sensíveis avanços no uso racional dos recursos naturais, na erradicação da pobreza, na redução das diferenças sociais e econômicas, na uti lização de energias limpas e na redução da emissão de gases de efeito estufa. (B) Em meio à severa crise da economia mundial, es- pecialmente dos países do Euro, os governantes dos países desenvolvidos tomaram ati tudes deci- sivas e rápidas quanto ao estabelecimento de co- tas de parti cipação fi nanceira, que visem fomentar a recuperação do meio ambiente como forma de resgatar a economia dos países em crise. (C) A Rio+20 teve o grande mérito de rati fi car o Pro- tocolo de Kyoto (1997), assegurando a adesão de todos os principais países poluidores na meta de redução dos níveis de emissão de gases poluentes. (D) Os países em desenvolvimento reunidos na Rio+20 regulamentaram a adoção de áreas de preserva- ção nas margens dos rios, decidindo que essa me- dida deve ser aplicada apenas aos rios de grande porte e em grandes propriedades. (E) A Conferência da ONU denominada Rio+20 discu- ti u temas para o futuro e produziu uma declaração inti tulada “O Futuro que queremos”, preocupada em ati ngir uma economia sustentável que bus- que reduzir a degradação do meio ambiente, que combata a pobreza e assegure a produção de ali- mentos para todos. SUGESTÃO DE PROJETO SAIBA COMO VOCÊ MESMO PODE ORGANIZAR UMA FEIRA DE TROCAS SOLIDÁRIAS Criadas nos anos 80, no Canadá, as feiras de trocas têm como base os princípios da economia solidária, ou seja, substi tuir o lucro, a acumulação e a compe- ti ção por cooperação e solidariedade. Além de valo- rizar o trabalho, a capacidade e criati vidade humana e não apenas o capital acumulado ou propriedades. Valorizando sempre os recursos da natureza que serão uti lizados de forma sustentável.Para promover o consumo consciente e uma refl exão sobre o consumo desenfreado uma feira de trocas é uma boa opção. Você mesmo pode organizar o evento tendo em con- ta algumas informações. Saiba o que é necessário para organizar uma feira de trocas solidárias: 1) Reúna no mínimo 10 pessoas que levem pro- dutos ou serviços para trocar. Podem ser roupas, sa- patos, livros, acessórios novos ou seminovos e até mesmo plantas ou alimentos caseiros. Na prestação de serviços vale aulas de violão, dança ou idiomas, cortes de cabelo, fazer compras, cuidar do animal de esti mação, fazer massagem etc. 2) Marque a data do evento, a frequência em que ele vai ocorrer e o local, que pode ser em sua rua, clube, condomínio, escola, academia, associação de bairro. No ambiente escolhido os parti cipantes vão expor o que trouxeram para trocar da forma que for mais conveniente: pode ser em uma mesa, toalha es- tendida no chão etc. 3) É necessário criar uma moeda social. Notas com identi dade visual próprias que serão válidas apenas nos eventos de trocas que você for promover. Im- prima cerca de 50 notas para cadaparti cipante. A moeda é importante para realizar as trocas indiretas. Pode acontecer, por exemplo, de uma pessoa querer a caneca que você tem para trocar, mas nada do que ela tenha te interesse. Assim ninguém sai perdendo. 4) Organize um banco que compre com a moe- da social uma cota de produtos ou serviços durante a feira. Isto para colocar a moeda em circulação e assim poder começar o evento. É importante então que os parti cipantes passem no “banco” assim que chegarem ao local. Os produtos ou serviços adquiridos pelo banco podem ser revendidos na própria feira ou vendidos fora dela. E, os recursos obti dos, uti lizados para organização do evento. 5) Esti pule um valor para os produtos e serviços que serão trocados. Cada evento defi ne seu parâme- tro. Um eletrodomésti co em bom estado, por exem- plo, pode valer de 10 a 20 moedas sociais, uma mas- sagem de 5 a 10, uma camisa nova 8. 6) Leve materiais recicláveis para vender ou doar ao banco. Assim o banco pode vender os resíduos para indústrias de reciclagem ou doá-los para cooperati vas. 7) No banco, guarde as moedas sociais que so- brarem, para usá-las na próxima edição do evento. Extraído e adaptado de: htt ps://catracalivre.com.br/carrei- ra/saiba-como-voce-mesmo-pode-organizar-uma-feira-de-tro- cas-solidarias/ acessado 28/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 90 COMPONENTE CURRICULAR: FÍSICA Capítulo 9 ONDAS Competência específica 3 Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descober- tas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecno- logias digitais de informação e comunicação (TDIC). Habilidade da BNCC (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma- teriais para avaliar a adequação de seu uso em di- ferentes aplicações (industriais, cotidianas, arqui- tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento da fibra óptica para o transporte de informação em grande quantidade e com alta velocidade, anali- sando o fenômeno da reflexão interna total para julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens desta tecnologia comparada a outros dispositivos. Objeto(s) de conhecimento - Fenômenos Ondulatórios. Descritores Saeb EM13CNT301 Reconhecer as propriedades dos materiais. Imersão Curricular 1 O que é uma Onda? Em um estádio de futebol a “Ola” é uma perturba- ção produzida quando torcedores se levantam seção por seção e então voltam a se sentar. Esse fenôme- no pode ser comparado, em vários aspectos, com o que conhecemos como onda. Assim como acontece com as ondas essa “onda humana” temporariamente desloca pessoas de seus assentos à medida que se desloca ao longo do estádio de modo a não deslocar os indivíduos na direção de propagação da mesma. De forma semelhante, se sacudirmos uma corda presa em uma de suas extremidades, percebemos um processo semelhante ao anterior. Quando duas crianças conversam uma com a outra usando um fio estirado entre dois copos de papel, o som viaja de um copo ao outro na forma de uma onda (veja figura a seguir). Fig.1 - Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/88276379/ metodologia-cientifica-4-edicao-p-b Acesso: 23/11/2022 Ondulações na superfície de uma lagoa se afas- tam de uma pedra atirada na água. Neste caso, como as ondas viajam, deslocam em um curto espaço de tempo elementos presentes no meio em que se pro- pagam – a corda, o fio, o ar e a água. Esses elementos presentes no meio, porém, retornam às suas posições originais após a passagem da onda; o meio não sofre deslocamento efetivo. Após o som viajar de um copo de papel a outro, por exemplo, o fio retorna a sua posição original. Examinaremos as propriedades físicas das ondas e suas descrições matemáticas, assim como aplicações para o som e audição. Assim, pode-se referir que todos os fenômenos relacionados a natureza social, biológica, física, quí- mica e tecnológica são objetos da ciência. 2 Classificação das Ondas Após a discussão anterior, podemos definir ondas como uma perturbação do meio que viaja nele com velocidade constante e transmite energia (informa- ção) sem o transporte de matéria. Esse tipo de onda, que viaja em um meio material, é denominado onda mecânica. O som, que necessita do ar para se propa- gar, e as ondas do mar, que necessitam da água, são exemplos de ondas mecânicas. Por outro lado, podemos falar de um outro tipo de onda que não necessita de um meio material para se propagar. Elas se propagam inclusive no vácuo e são denominadas ondas eletromagnéticas. Elas são criadas por cargas elétricas vibrantes, cujo movimento de vibração origina campos elétricos e magnéticos oscilantes. As ondas eletromagnéticas se propagam no vácuo. As ondas de rádio, a luz e os raios X são exemplos de ondas eletromagnéticas. A velocidade destas é de aproximadamente 3 x 108 m/s no vácuo, que é a velocidade da luz. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 91 No que diz respeito à direção de vibração da onda, se a perturbação que gerou a onda for provocada por um movimento harmônico, teremos uma onda har- mônica, que pode ser transversal ou longitudinal. As ondas longitudinais são aquelas em que as par- tes que consti tuem o meio oscilam (vibram) na mes- ma direção que se propaga a onda. Como exemplo, podemos citar ondas em uma mola, como mostrado a seguir, e o som. Fig.2 - Fonte: htt p://osfundamentosdafi sica.blogspot.com. br/2013/11/cursos-do-blog-termologia-opti ca-e-ondas_19.html. Acesso: 23/11/2022 As ondas transversais por sua vez, são aquelas em que o movimento do meio se dá perpendicularmente à direção de propagação da onda. Veja como ocorre no caso do pulso oferecido em uma corda. Fig.3 - Fonte: htt p://osfundamentosdafi sica.blogspot.com. br/2013/11/cursos-do-blog-termologia-opti ca-e-ondas_19.html. Acesso: 23/11/2022 Finalmente, quanto a direção de propagação, as ondas são classifi cadas como unidimensionais quando se propagam em uma direção (onda em uma corda), bidimensional, para propagação em duas dimensões (superfí cies de líquidos - fi gura) e tridimensionais quando se propagam nas três dimensões do espaço (som). Fig.3 - Fonte: htt ps://moodle.ufsc.br/mod/book/view.php?i- d=504285&chapterid=2671 Acesso: 23/11/2022 CNT - ATIVIDADE PRÁTICA OBJETIVOS: Mostrar que uma onda transporta so- mente energia e que não há transporte de matéria na propagação da onda. MATERIAL: Urna corda, uma caixa de fósforo e uma cane- ta piloto ou pincel atômico. PROCEDIMENTOS: i) Marque na corda porções enumeradas de 1 a 10 com a caneta ou pincel atômico. ii) Esti que a corda já enumerada sobre o chão da sala e coloque a caixa de fósforo sobre a mesma. iii) Produzir pulsos com “vaivém”. iv) Responda: O que se propagou ao longo da corda? O número 1 caminhou ao longo da corda? Justi fi que! v) Dê outros exemplos de situações que se relacionam com a ati vidade. 2 Parâmetros Descritores de uma Onda Ondas transversais ti picamente se movem ao lon- go de um meio linear, tal como uma cora esti cada. Ondas longitudinais viajam através de um volume, como o som se movendo no ar. Ondas superfi ciais pro- pagam-se na superfí cie de um material. Entretanto, apesar das diferenças, a descrição matemáti ca das on- das transversais, longitudinais e superfi ciais apresenta parâmetros em comum, por exemplo, comprimento de onda λ, período T, frequência f e amplitude A. Os conceitos de período e frequência são vincula- dos. A frequência é o número de oscilações executadas por unidade de tempo. No SI a unidade é 1/s ou Hertz (Hz). O Período (dado em segundos) é o intervalo de tempo de uma oscilação completaou o intervalo de tempo em que um ponto da onda leva para percorrer um comprimento de onda. Matemati camente: 1 1 = =T ou f f T Em se tratando do comprimento de onda, ele é de- fi nido como distância entre duas cristas ou dois vales ou entre quaisquer outros dois pontos consecuti vos que estejam em condições idênti cas. Já a amplitude é o maior valor da oscilação, está relacionado com a energia transmiti da pela onda. Não correspondente necessariamente a um comprimento. Para melhor entendimento, veja fi gura a seguir: Fig.4 - Fonte: htt p://soumaisenem.com.br/sites/default/fi les/ onda3.jpg Acesso: 24/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 92 Fig.5 - Fonte: htt p://8ondassonoras.weebly.com/uplo- ads/2/4/5/8/24589599/3929910_ orig.jpg Acesso: 24/11/2022 Além dessas grandezas, usamos outra: a veloci- dade de propagação (v). Como consideramos que a velocidade da onda é constante, sua velocidade será essa distância dividida pelo tempo gasto para percor- rê-la (que é um período). Logo, temos: λ =v T Ou ainda, λ.f=v SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. (FURG) As seguintes afi rmações estão relaciona- das às ondas eletromagnéti cas. I. A luz é uma onda transversal. II. A velocidade da luz no vácuo é diferente para cada cor. III. A radiação infravermelha corresponde a um comprimento de onda menor do que o da cor vermelha. Quais estão corretas? a) Apenas I b) Apenas II c) Apenas I e II d) Apenas II e III e) Todas 02 (MACK) Um menino na beira de um lago ob- servou uma rolha que fl utuava na superfí cie da água, completando uma oscilação verti cal a cada 2 s, devido à ocorrência de ondas. Esse menino esti mou como sendo 3 m à distância entre duas cristas consecuti vas. Com essas observações, o menino concluiu que a velocidade de propagação dessas ondas era de a) 0,5 m/s b) 1,0 m/s c) 1,5 m/s d) 3,0 m/s e) 6,0 m/s 03. (UNISINOS) O controle remoto e o telefone celular são emis- sores de ondas eletromagnéti cas. A respeito das ondas eletromagnéti cas afi rma-se que: I- são ondas transversais. II- não se propagam no vácuo. III- as que têm maior frequência têm menor com- primento de onda. Das afi rmações acima: a) somente I é correta. b) Somente II é correta. c) Somente I e II são corretas. d) Somente I e III são corretas. e) I, II e III são corretas. 04. (PUC-SP) Uma onda senoidal que se propaga por uma corda (como mostra a fi gura) é produzida por uma fonte que vibra com uma frequência de 150 Hz. O comprimento de onda e a velocidade de propagação dessa onda são a) λ= 0,8 m e v = 80 m/s. b) λ = 0,8 m e v = 120 m/s. c) λ = 0,8 m e v = 180 m/s. d) λ = 1,2 m e v = 180 m/s. e) λ = 1,2 m e v = 120 m/s. 05. (UFRS) Considere as afi rmações abaixo: I- As ondas luminosas são consti tuídas pelas os- cilações de um campo elétrico e de um campo magnéti co. II- As ondas sonoras precisam de um meio mate- rial para se propagar. III- As ondas eletromagnéti cas não precisam de um meio material para se propagar. Quais delas são corretas? a) apenas I b) apenas I e II, c) apenas I e III d) apenas II e III e) I, II e III CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 93 06. (UFRS) Em qual das alternati vas as radiações eletromagnéti cas mencionadas encontram-se em ordem crescente de suas frequências? a) Luz visível, raios X e infravermelho b) Raios X, infravermelho e ondas de rádio c) Raios gama, luz visível e micro-ondas d) Raios gama, micro-ondas e raios X e) Ondas de rádio, luz visível e raios X 07. (UFSP) Cienti stas descobriram que a exposição das células humanas endoteliais à radiação dos telefones celulares pode afetar a rede de prote- ção do cérebro. As micro-ondas emiti das pelos celulares defl agram mudanças na estrutura da proteína dessas células, permiti ndo a entrada de toxinas no cérebro. (Folha de S.Paulo, 25.07.2002) As micro-ondas geradas pelos telefones celulares são ondas de mesma natureza que a) o som, mas de menor frequência. b) a luz, mas de menor frequência. c) o som, e de mesma frequência. d) a luz, mas de maior frequência. e) o som, mas de maior frequência. 08. (UFRS) A velocidade de propagação das ondas ele- tromagnéti cas no ar é de aproximadamente 3. 108 m/s. Uma emissora de rádio que transmite sinais (ondas eletromagnéti cas) com frequência de 9,7. 106 Hz pode ser sintonizada em ondas curtas na fai- xa (comprimento de onda) de aproximadamente: a) 19 m. b) 25 m. c) 31 m. d) 49 m. e) 60 m. SAIBA MAIS Um bom exemplo de uma onda mecânica transver- sal são as ondas provocadas em uma corda esti cada. Quando uma corda é perturbada harmonicamente, os vários pontos da corda sobem e descem (descrevem um MHS), enquanto a onda viaja pela corda. A velocidade de propagação dessas ondas depende de dois fatores específi cos: a tensão na corda e sua massa por unidade de comprimento. A massa por unidade de comprimento é chamada de densidade linear e é defi nida como μ = m/L. Sendo assim, a velocidade de propagação das ondas em cordas se relacionará com esses dois parâmetros da seguinte forma: τ µ =v Em que é a tenção e é a densidade linear. ATENÇÃO Perceba que uma corda mais esti cada e mais fi na per- mite que a onda se propague mais rapidamente. Uma corda menos tensionada e mais grossa permite que a onda se propague mais lentamente MÍDIAS INTEGRADAS Para verifi car como a velocidade do som pode se alte- rar, veja o vídeo no qual cordas de violão são tocadas de maneira a criar padrões de ondas. htt ps://www.youtube.com/watch?v=qIXBnrSgbpQ Nivelamento e Ampliação 3 Fenômenos Ondulatórios 1°) Refl exão Uma onda sofre refl exão quando ao ati ngir a fron- teira entre dois meios, retoma ao meio original, ou seja, muda a sua direção de propagação. A onda refl eti da tem a mesma velocidade da onda incidente, mantém a frequência (f) e o comprimento de onda (λ) inalterados. No mesmo plano, a medida do ângulo de refl exão r é igual a do ângulo de incidência i. As frentes de onda mencionadas correspondem a pontos da onda separados por um comprimento de onda, ou seja, as frentes de ondas podem ser cristas, vales ou quaisquer outros pontos da onda, desde que estejam sempre separados por um comprimento da onda. Fig.6 - Fonte: htt ps://nelsonreyes.com.br/T%C3%B3picos%20 de%20F%C3%ADsica%20II_Aposti la.pdf Acesso: 24/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 94 SAIBA MAIS O fenômeno da refl exão em uma corda pode acon- tecer de duas maneiras: em um ponto fi xo ou em um ponto livre para se mover. Se o pulso produzido na corda encontra uma extremidade fi xa ao sofrer refl e- xão, ele volta inverti do. Se encontra uma extremidade livre, é refl eti do sem sofrer inversão. Esses dois ti pos de refl exão são mostrados nas fi guras a seguir. Fig.7 - Fonte: htt p://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/disco- virtual/galerias/ imagem/0000000595/0000005761.png Acesso: 24/11/2022 CNT - ATIVIDADE PRÁTICA OBJETIVO: O estudante observará a passagem de um pulso de onda de uma corda para outra, a fi m de ob- servar o fenômeno da refração para dar conti nuidade a compreensão da ondulatória. MATERIAL: Duas cordas de diferentes densidades, uma fi na e leve e a outra grossa e pesada. PROCEDIMENTOS: i)Unir as diferentes cordas como na fi gura. ii) Prenda uma das extremidades ou peça para um colega segurar fi rmemente. iii) Emita um pulso transversal e observe o que acon- tece quando o pulso passa de uma corda para outra. iv) Inverta a corda, emiti ndo um outro pulso, agora parti ndo da corda anteriormente presa e anote as observações. Ati vidade reti rada de htt ps://pantheon.ufrj.br/bits- tream/11422/8034/1/ALCAraujo.pdf 2°) Refração Uma onda sofre refração quando ultrapassa a fronteira de separação entre dois meios de propa- gação, passando então a se propagar no outro meio com outra velocidade. Fig.7 - Fonte: htt ps://www.sofi sica.com.br/conteudos/Oti ca/Re- fracaodaluz/leis_de_refracao.php Acesso: 24/11/2022 A onda refratada se propaga comoutra velocidade e a frequência é a mesma nos dois meios, com isso o comprimento de onda também mudará, como foi mencionado, pois a refração das ondas obedece a lei: ( ) ( ) 1 1 2 2 / = v sen θ sen θ v Esta equação é conhecida como lei de SNELL-DES- CARTES, onde v1 e v2 são as velocidades da onda nos meios 1 e 2 respecti vamente e “” o ângulo de incidên- cia e “” o ângulo de refração, onde “” é o ângulo que a onda incidente faz com a reta normal (perpendicular à superfí cie de separação) e “” é o ângulo que a onda refratada faz com a mesma reta normal a superfí cie. 3°) Difração A difração é uma propriedade que a onda tem de contornar um obstáculo, modifi cando a sua forma, ou de passar por dois orifí cios (fenda), como no desenho abaixo Fig.8 - Fonte: htt p://hudsonzanin.blogspot.com. br/2012/07/ interferencia-e-difracao-fi sica.html Acesso: 24/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 95 Veja que o fenômeno ocorre quando uma onda encontra uma fenda ou um obstáculo, consegue con- torna-lo e então chega a regiões que não seriam ati n- gidas caso apresentasse apenas propagação reti línea. Uma pessoa que fala com uma outra pessoa, estando em cômodos diferentes, conseguem se comunicar caso contrário não haveria comunicação. A onda, ao passar pela fenda, modifi ca a sua for- ma, mantendo o seu comprimento, sua frequência e sua velocidade. Para sofrer esse fenômeno da difra- ção, a onda deve ter o comprimento da mesma ordem de grandeza ou maior que o tamanho do orifí cio em que ela passará. Caso isso não ocorra, ela passará dire- to, sem modifi car a sua forma, como se vê na parte à esquerda da fi gura a seguir. Na mesma fi gura à direita, a onda já atende às condições da difração e modifi ca a sua forma, contornando o obstáculo. Fig.9 - Fonte: htt p://hudsonzanin.blogspot.com. br/2012/07/ interferencia-e-difracao-fi sica.html Acesso: 25/11/2022 4°) Interferência As perturbações se propagam de modo indepen- dente, um pulso não interfere na propagação do ou- tro. O que chamamos de interferência, ocorre nos pontos onde elas se encontram havendo então uma superposição e depois prosseguem como se nada ti - vesse acontecido. A interferência é um fenômeno resultante do prin- cípio de superposição. Nesse princípio quando duas ou mais ondas se encontram em um ponto, elas se somam e depois conti nuam seu caminho. Essa soma pode aumentar ou reduzir a amplitude da onda re- sultante, dependo de como acontece esse encontro. Assim, a interferência pode ser construti va ou destruti va, conforme fi guras a seguir: Fig.10 - Fonte: htt ps://matrikablog.wordpress.com/2015/08/10/a- -forca-da-interferencia-construti va/ Acesso: 25/11/2022 SAIBA MAIS Surfando em grandes ondas O grande sonho da vida de um surfi sta é pegar a maior onda possível. Mas por que as ondas quebram formando aquele tubo e em quais locais é mais pro- vável se encontrar ondas grandes? As ondas se quebram formando um tubo (fi gura 53) devido à diferença de velocidade entre a parte de trás e parte da frente. A parte traseira tem uma veloci- dade maior, pois tem mais água (maior profundidade). Pode-se pensar que o arrasto com a superfí cie do solo marinho é menor. Dessa maneira, ela “atropela “a parte da frente. Fig.11 - Fonte: htt p://stati c.hsw.com.br/gif/surfi ng-10.gif Acesso: 25/11/2022 Além disso, quando vai se aproximando da praia, as ondas sofrem um empacotamento, somando-se (interferência construti va) e aumentando a sua altura. Quanto mais abrupta for a mudança de pro- fundidade e mais sólida a superfí cie sob as ondas, maior será a onda e o tubo formado. Esse ti po de onda ocorre principalmente em locais que existem recifes de corais muito próximos das praias ou locais rochosos, como as praias do Havaí (USA), que é uma região vulcânica. 4°) Ressonância É o fenômeno, em que um corpo ou sistema passa a vibrar (oscilar) após ser ati ngido por uma onda com frequência natural de oscilação deste corpo ou sistema. A ressonância ocorre quando há transferência de energia entre dois sistemas que oscilam com a mesma frequência. Na ressonância, há um aumento progres- sivo da amplitude de oscilação. Um exemplo bem simples é o balanço infanti l. Quando ele é liberado de uma certa altura, oscila com CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 96 uma frequência que lhe é característi ca. Se ao fi m de uma oscilação completa, dermos um empurrão, esta- remos fornecendo energia ao balanço na frequência com que ele oscila normalmente. Ocorre então uma ressonância mecânica, de modo que o balanço vai armazenando a energia fornecida, e a amplitude do seu movimento vai crescendo gradati vamente. Fig.12 - Fonte: htt ps://razoesparaacreditar.com/21-balancos-gi- gantes-tocam-notas-musicais-quando-as-pessoas-balancam-ne- les/ Acesso: 25/11/2022 Uma ocorrência dramáti ca, ligada a esse fenôme- no, verifi cou-se no estado de Washington, nos Estados Unidos, em 1940. A ponte sobre o rio Tacoma entrou em ressonância com o vento e começou a vibrar. O aumento contí nuo da amplitude acabou por fazer a ponte ruir. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. (UFRS) Selecione a alternati va que apresenta as palavras que preenchem corretamente as três lacunas nas seguintes afi rmações, respecti va- mente: O fenômeno de uma onda contornar um obstáculo é denominado ............... . Um pulso em uma corda inverte-se ao se refl eti r na extremida- de ............... . Em uma onda ............... as partí - culas do meio vibram na direção de propagação da onda. a) difração - fi xa - transversal b) difração - fi xa - longitudinal c) difração - livre - transversal d) refração - livre - longitudinal e) refração - fi xa - transversal 02. (UFRS) Duas cordas de violão foram afi nadas de modo a emiti rem a mesma nota musical. Golpe- ando-se uma delas, observa-se que a outra tam- bém oscila, embora com menor intensidade. Esse fenômeno é conhecido por: a) bati mentos. b) interferência. c) polarização. d) ressonância e) amortecimento 03. (UFRS) Quando duas ondas interferem, a onda resultante apresenta sempre, pelo menos, uma mudança em relação às ondas componentes. Tal mudança se verifi ca em relação: a) ao comprimento de onda. b) ao período. c) à amplitude. d) à fase. e) à frequência. 04. (UCS) Um dispositi vo oscila com frequência de 60 Hz e produz, numa corda, uma onda estacio- nária como a do gráfi co abaixo. Com base nessas informações e observando o gráfi co, é correto afi rmar que a velocidade de propagação da onda na corda vale: a) 46 m/s. b) 26 m/s. c) 36 m/s. d) 16 m/s. e) 56 m/s. 05. (UCS) Um surfi sta pega uma onda com as seguin- tes característi cas: 5 m de comprimento de onda e 1 hertz de frequência. Essa onda o carrega por 20 metros. Isso signifi ca que a) a onda ergueu o surfi sta a 2 metros e meio acima do nível do mar. b) a onda ergueu o surfi sta a 5 metros acima do nível do mar. c) a onda, nesses 20 metros, aumentou seu com- primento de onda e sua frequência, respecti - vamente. d) a onda, nesses 20 metros, aumentou sua fre- quência e seu período, respecti vamente. e) o surfi sta percorreu os 20 metros em 4 segundos. 06 - (PUC) A velocidade de uma onda sonora no ar é 340m/s, e seu comprimento de onda é 0,340m. Passando para outro meio, onde a velocidade do som é o dobro (680m/s), os valores da frequência CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 97 e do comprimento de onda no novo meio serão, respecti vamente, a) 400Hz e 0,340m b) 500Hz e 0,340m c) 1000Hz e 0,680m d) 1200Hz e 0,680m e) 1360Hz e 1,360m 07. (PUCSP) As ondas estacionárias numa corda vi- brante resultam de fenômenos de a) difração e interferência. b) refl exão e refração. c) difração e refl exão. d) refl exão e interferência. e) dispersão e refl exão. REFERÊNCIAS BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi- nâmica, Ondas e Óti ca.1. ed. Belo Horizonte: Ânima Educação, 2016. GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu- reza – Movimentos e Equilíbriosna Natureza. 2. ed., São Paulo: FTD, 2020. HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009. KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi- dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. REYES. N; Aposti la Tópicos de Física II, Rio Grande do Sul, 2015. Disponível em: htt ps://nelsonreyes. com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20 II_Aposti la.pdf. Capítulo 10 ONDAS SONORAS Competência específi ca 3 Investi gar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento cientí fi co e tecnológico e suas implicações no mundo, uti lizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descober- tas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecno- logias digitais de informação e comunicação (TDIC). Habilidade da BNCC (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma- teriais para avaliar a adequação de seu uso em di- ferentes aplicações (industriais, coti dianas, arqui- tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e coti diano. Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento da fi bra ópti ca para o transporte de informação em grande quanti dade e com alta velocidade, anali- sando o fenômeno da refl exão interna total para julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens desta tecnologia comparada a outros dispositi vos. Objeto(s) de conhecimento - Fenômenos Ondulatórios. Descritores Saeb EM13CNT301 Reconhecer as propriedades dos materiais. 1 Característi cas das Ondas Sonoras As ondas sonoras sempre precisam de um meio material (ar, água, etc.) para se propagar e não se pro- pagam no vácuo. Ao vibrar, a fonte produz inicialmente uma compressão do ar, com isso as moléculas começam a vibrar longitudinalmente, transmiti ndo essas vibra- ções para as moléculas vizinhas e assim por diante, até que possamos detectá-la através dos nossos ouvidos. Fig.1 - Fonte: : htt ps://upload.wikimedia.org/wikipedia/com- mons/thumb/8/82/CPTsound-physical-manifestati on.svg/2000px- -CPT-sound-physical-manifestati on. svg.png Acesso: 28/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 98 O som é, portanto, uma onda mecânica, pois de- pende de um meio de propagação. Para uma onda sonora ser audível, sua frequência deve estar com- preendida entre 20 Hz e 20000 Hz. As ondas sonoras que têm frequência inferior a 20 Hz são chamadas de infrassom. As que têm frequência superiores a 20000 Hz, ultrassom. 2 Intensidade, Altura e Timbre A intensidade de uma onda sonora está relaciona- da à taxa média de energia transportada pela onda, por unidade de área. A taxa de transmissão de energia é a potência. ∆ = ∆ E Pot t Em nosso estudo, iremos considerar que a onda se propaga igualmente em todas as direções. Nessa situação, enquanto o pulso sonoro viaja, a onda irá cobrir a superfí cie de uma esfera. Aqui, defi nimos a intensidade de uma onda so- nora como: 24π = P I r 4πr2 é a área da esfera, r é a distância da fonte até o receptor e P é a potência. Dessa forma, a unidade de intensidade é W/m2. Quando damos um grito bem forte, estamos produzindo um som de grande intensidade. Quando damos um grito fraco, produzimos um som de baixa intensidade. Sons de grande intensidade podem ser prejudiciais para os nossos ouvidos, conforme verifi - caremos a seguir. Existe uma escala do nível de inten- sidade sonora de diversas fontes, dada em decibéis, que é defi nida a parti r da seguinte equação: 0 10.β = I log I Em que: I0 = intensidade de referência, escolhida com o valor de 10-12 W/m2, que é o limite de audição do ou- vido humano. A unidade de medida do nível sonoro é o decibel (dB). A tabela a seguir apresenta o nível de intensidade sonora, em decibéis, e o nível de conforto dos nos- sos ouvidos. É importante observar que valores muito altos, na escala decibel, são prejudiciais aos nossos ouvidos. ATENÇÃO Não podemos confundir o conceito de um som intenso com um som alto, que fi sicamente signifi ca um som agudo. Também não podemos confundir o conceito de um som fraco com um som baixo, uma vez que baixo, fi sicamente, signifi ca um som grave. A altu- ra de um som está relacionada com a sua frequência. Sons altos são sons de alta frequência e sons baixos, sons de baixa frequência. As notas musicais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si e dó) estão colocados em uma ordem crescente de altura que é a mesma de frequência. Em resumo: a intensidade é a qualidade através do qual podemos disti nguir quando um som é forte ou é fraco, ela está relacionada à amplitude de vibra- ção ou a energia que a onda transporta. A altura é a qualidade através do qual podemos disti nguir um som “grave” de um som “agudo”, que está relacionado a frequência da onda sonora. Quanto maior a frequ- ência mais agudo e quanto menor a frequência mais grave é o som. A outra característi ca da onda sonora é o ti mbre, que diferencia a voz de uma pessoa e de outra, e está relacionado à forma da onda. Os sons de diferentes instrumentos musicais também podem ser diferen- ciados pelo ti mbre. Por exemplo, quando escutamos CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 99 a mesma nota musical (mesma frequência) tocada por um piano e por um violão. A imagem a seguir representa a forma da onda de várias fontes sonoras para a mesma frequência. Observe que cada onda é diferente da outra, porque cada fonte possui um ti mbre diferente. Fig.2 - Fonte: : htt p://sociedaderacionalista.org/wp-content/uplo- ads/2013/07/image031.jpg. Acesso: 28/11/2022 SAIBA MAIS Velocidade do Som O som viaja com velocidade baixa o sufi ciente para que possamos perceber um atraso ente a emissão e a detecção. Como qualquer outra onda, se propaga com velocidades diferentes em meios diferentes, isto é, o som se propaga mais rapidamente nos sólidos do que nos líquidos, e, nos líquidos mais rapidamente do que nos gases, lembro que no vácuo o som não se propaga, já que precisa sempre de um meio material para se propagar. No ar a velocidade do som é aproximadamente de 340 m/s, na água é de 1.482 m/s e no alumínio é de 6.420 m/s, são velocidades diferentes em meios diferentes. Podemos sempre relacionar a velocidade da onda com a sua frequência e seu comprimento, uti lizando a equação: λ.f=v Eco e Reverberação Uma pessoa pode ouvir o som da própria voz de dois modos: 1°) Diretamente, quando está falando ou refl eti do em alguma barreira. O som refl eti do chega de volta até os nossos ouvidos após um intervalo de tempo (∆t). Ocorre o fenômeno “ECO” quando o ∆t for maior que 1/10 segundo (tempo em que dura uma sensação auditi va denominado de remanescência), pois o som refl eti do (ECO) chegará após a pessoa ter falado e já ouvido a sua fala. 2°) Se o ∆T ≤O,1 s não ocorre o eco, pois o som refl eti do será percebido pra- ti camente junto com a fala, o resultado é uma sen- sação única, mais intensa e prolongada denominada de reverberação do som. Com isso uma pessoa deve estar pelo menos a 17 m de uma barreira para ouvir o eco da própria voz, pois a velocidade do som no ar é de aproximadamente 340 m/s. Fig.3 - Fonte: : htt ps://www.newtoncbraga.com.br/index.php/ 52-arti gos-tecnicos/arti gos-diversos/11858-unidade-de-eco-e- -reverberacao-art2761.html Acesso: 28/11/2022 Também com base na refl exão das ondas sonoras de alta frequência e de baixa intensidade (ultrassom), pode-se diagnosti car doenças no fí gado, rim, bexiga, fazer exames de pré-natal, etc. Ela pode ainda ser usa- da em ensaios não destruti vos de materiais (detectar rachaduras e falhas). O ultrassom, quando uti lizado em alta intensidade tem como objeti vo produzir al- terações no meio através do qual a onda se propaga. 3 Efeito Doppler Efeito Doppler é um fenômeno observado nas on- das, quando são emiti das ou refl eti das,por um objeto que está em movimento em relação a um observador. O efeito Doppler é observado também em ondas ele- tromagnéti cas, mas iremos analisar somente o efeito em ondas sonoras. No caso das ondas sonoras, se a fonte esti ver se movimentando, por exemplo, uma ambulância com sua sirene ligada, a frequência recebida por uma pes- soa parada, quando a ambulância esti ver se aproxi- mando ou afastando, é diferente da frequência emi- ti da pela ambulância. Quando a ambulância está aproximando da pes- soa, o número de cristas que chega até o ouvido dela é maior do que se a ambulância esti vesse parada. Então a pessoa escuta um som com uma frequência maior, mais agudo. Se a ambulância esti ver se afastando, chegará ao ouvido da pessoa um menor número de cristas num intervalo de tempo. Então ela escutará um som de frequência menor, mais grave. Observe esse fenôme- no na fi gura a seguir. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 100 Fig.3 - Fonte: : : htt p://alunosonline.uol.com.br/upload/conteu- do/images/ambulancia-emmovimento.jpg. Acesso: 28/11/2022 A pessoa A ouve os sons de baixa frequência (maior comprimento de onda) e a pessoa B os de alta frequência (menor comprimento de onda). A equação que permite calcular a frequência aparente do efeito Doppler é: 0 0 ± = ±F F v v f f v v Com, f0 – Frequência aparente recebida pelo observa- dor; fF – Frequência real emiti da pela fonte; v – Velocidade da onda; v0 – Velocidade do observador; vF – velocidade da fonte. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. (MACK) Uma onda sonora de comprimento de onda 68 cm se propaga no ar com velocidade de 340 m/s. Se esse som se propagar na água, ele terá a frequências de a) 600 Hz b) 500 Hz c) 400 Hz d) 300 Hz e) 200 Hz 02. (UFRS) Selecione a alternati va que apresenta as palavras que preenchem corretamente as três lacunas nas afi rmações seguintes, respecti va- mente. I. No ar, as ondas sonoras de maior ........... têm menor ........... II. As ondas sonoras são ................ a) velocidade - comprimento de onda - longitu- dinais b) frequência - velocidade - transversais c) frequência - comprimento de onda - longitu- dinais d) comprimento de onda - velocidade - transver- sais e) velocidade - frequência – longitudinais 03. (UFRGS) Dois sons no ar com a mesma altura diferem em intensidade. O mais intenso tem, tem relação ao outro, a) apenas maior frequência. b) apenas maior amplitude. c) apenas maior velocidade de propagação. d) maior amplitude e maior velocidade de pro- pagação e) maior amplitude, maior frequência e maior velocidade de propagação. 04. (UCPEL) Das afi rmati vas: I – Num determinado meio, as ondas sonoras se propagam com a mesma velocidade independen- te da frequência. II – A intensidade do som é a qualidade que está relacionada com a frequência do som. III – Para controlar o nível de ruído é necessário limitar a altura do som. Está(ão) correta(s): a) I b) II c) III d) I e II e) I, II e III. 05. (UFRS) Analise cada uma das seguintes afi rma- ções relacionadas com ondas sonoras e indique se é verdadeira (V) ou falsa (F). ( ) Analisando os sons produzidos num piano, ve- rifi ca-se que a nota lá (440 Hz) é mais grave do que a nota dó (256 Hz). ( ) A onda sonora não se propaga da Terra para a Lua. ( ) Uma onda sonora audível pode ser difratada. Quais são, respecti vamente, as indicações cor- retas? a) F – V – V b) F – F – V c) F – V – F d) V – F – F e) V – V – F 06. (UCS) O ouvido humano disti ngue no som as se- guintes qualidades: altura, intensidade e ti mbre. Abaixo, são apresentados três exemplos relacio- nados a essas qualidades. 1 – O barulho do tráfego na cidade é de aproxi- madamente 90dB, e o barulho de um avião a jato aterrissando é de 140 dB. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 101 2 – O homem costuma emitir sons entre 100 e 200 Hz, e a mulher, sons entre 200 e 400 Hz. Dizemos, então, que a voz do homem é mais grave que a da mulher. 3 – Uma mesma nota musical produz sensações diferentes quando emitida por um violino e por um piano. Observando a ordem dos exemplos, assinale a alternativa que apresenta as qualidades corres- pondentes a cada um deles. a) 1 – timbre; 2 – altura; 3 – intensidade b) 1 – altura; 2 – intensidade; 3 – timbre c) 1 – intensidade; 2 – timbre; 3 – altura d) 1 – timbre; 2 – intensidade; 3 – altura e) 1 – intensidade; 2 – altura; 3 – timbre 07. (FURG) O sonar é um aparelho capaz de emitir ondas sonoras na água e captar seus ecos (ondas refletidas), permitindo, com isso, a localização de objetos sob a água. Sabendo-se que o sonar de um submarino recebe as ondas refletivas pelo casco de um navio 6 segundos após a emissão das mesmas e que a velocidade de propagação do som na água do mar é 1 520 m/s, determine a distância entre o submarino e o navio. As veloci- dades do navio e do submarino são desprezíveis se comparadas à velocidade do som. a) 1520 m. b) 3040 m. c) 4560 m. d) 6080 m. e) 9120 m. 08. (MACKENZIE) um geofísico, para determinar a profundidade de um poço de petróleo, utilizou uma fonte sonora na abertura desse poço, emi- tindo pulsos de onda de frequência 440 Hz e com- primento de onda de 75 cm. Recebendo o eco desses pulsos após 6 s de sua emissão, o geofísico determinou que a profundidade do poço é de: a) 495 m b) 990 m c) 1 485 m d) 1 980 m e) 3 960 m 09. (FURG) O efeito Doppler é caracterizado por: a) um deslocamento na frequência detectada, de- vido ao movimento da fonte vibratória que se aproxima ouse afasta do receptor. b) um deslocamento na frequência detectada, apenas quando a fonte vibratória se aproxima do receptor. c) um deslocamento na frequência detectada, apenas quando a fonte vibratória se afasta do receptor. d) um deslocamento na velocidade detectada, devido ao movimento da fonte vibratória que se aproxima ou se afasta do receptor. e) uma frequência constante detectada, devido ao movimento da fonte vibratória que se apro- xima ou se afasta do receptor. MOMENTO ENEM 01. (Enem 2018) O sonorizador é um dispositivo físico implantado sobre a superfície de uma rodovia de modo que provoque uma trepidação e ruído quando da passagem de um veículo sobre ele, alertando para uma situação atípica à frente, como obras, pedágios ou travessia de pedestres. Ao passar sobre os sonorizadores, a suspensão do veículo sofre vibrações que produzem ondas sonoras, resultando em um barulho peculiar. Considere um veículo que passe com velocidade constante igual a 108 km/h sobre um sonorizador cujas faixas são separadas por uma distância de 8 cm. Disponível em: www.denatran.gov.br. Acesso em: 2 set. 2015 (adaptado). A frequência da vibração do automóvel percebida pelo condutor durante a passagem nesse sonori- zador é mais próxima de: a) 8,6 hertz. b) 13,5 hertz. c) 375 hertz. d) 1 350 hertz. e) 4 860 hertz. 02. (Enem PPL 2016) A corrida dos 100 m rasos é uma das principais provas do atletismo e qualifica o homem mais rápido do mundo. Um corredor de elite foi capaz de percorrer essa distância em 10 s, com 41 passadas. Ele iniciou a corrida com o pé direito. O período de oscilação do pé direito desse cor- redor foi mais próximo de: a) 1/10 s. b) 1/4 s. c) 1/2 s. d) 2 s. e) 4 s. 03. (Enem 2016) O morcego emite pulsos de curta duração de ondas ultrassônicas, os quais voltam na forma de ecos após atingirem objetos no am- biente, trazendo informações a respeito das suas dimensões, suas localizações e dos seus possíveis CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 102 movimentos. Isso se dá em razão da sensibilidade do morcego em detectar o tempo gasto para os ecos voltarem, bem como das pequenas varia- ções nas frequências e nas intensidades dos pul- sos ultrassônicos. Essas características lhe permi- tem caçar pequenas presas mesmo quando estão em movimento em relação a si. Considere uma situação unidimensional em que uma mariposa se afasta, em movimento retilíneo e uniforme,de um morcego em repouso. A distância e velocidade da mariposa, na situação descrita, seriam detectadas pelo sistema de um morcego por quais alterações nas características dos pulsos ultrassônicos? a) Intensidade diminuída, o tempo de retorno au- mentado e a frequência percebida diminuída. b) Intensidade aumentada, o tempo de retorno diminuído e a frequência percebida diminuída. c) Intensidade diminuída, o tempo de retorno di- minuído e a frequência percebida aumentada. d) Intensidade diminuída, o tempo de retorno au- mentado e a frequência percebida aumentada. e) Intensidade aumentada, o tempo de retorno aumentado e a frequência percebida aumen- tada. REFERÊNCIAS BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi- nâmica, Ondas e Ótica.1. ed. Belo Horizonte: Ânima Educação, 2016. GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu- reza – Movimentos e Equilíbrios na Natureza. 2. ed., São Paulo: FTD, 2020. HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009. KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi- dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. REYES. N; Apostila Tópicos de Física II, Rio Grande do Sul, 2015. Disponível em: https://nelsonreyes. com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20 II_Apostila.pdf. Capítulo 11 PROPRIEDADES ONDULATÓRIAS DA LUZ Competência específica 3 Investigar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento científico e tecnológico e suas implicações no mundo, utilizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descober- tas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecno- logias digitais de informação e comunicação (TDIC). Habilidade da BNCC (EM13CNT307) Analisar as propriedades dos ma- teriais para avaliar a adequação de seu uso em di- ferentes aplicações (industriais, cotidianas, arqui- tetônicas ou tecnológicas) e/ ou propor soluções seguras e sustentáveis considerando seu contexto local e cotidiano. Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT307D) Compreender o funcionamento da fibra óptica para o transporte de informação em grande quantidade e com alta velocidade, anali- sando o fenômeno da reflexão interna total para julgar tanto as vantagens quanto as desvantagens desta tecnologia comparada a outros dispositivos. Objeto(s) de conhecimento - Fenômenos Ondulatórios. Descritores Saeb EM13CNT301 Reconhecer as propriedades dos materiais. 1 Introdução Conforme vimos anteriormente, a luz é uma onda eletromagnética cuja velocidade no vácuo é 3,0 x 108 m/s e que, em várias situações, pode ser tratada como um único raio ou feixe de raios que se propagam em linha reta. Enquanto onda eletromagnética a luz possui algu- mas propriedades importantes, tais como: i) É constituída por um campo elétrico e por um campo magnético, que oscilam com a mesma fre- quência com que os elétrons da fonte oscilaram ao produzi-la. ii) São ondas transversais, pois os campos elétricos e magnético oscilam perpendicularmente à direção de propagação. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 103 Fig.1 - Fonte: htt ps://www.todamateria.com.br/ondas-eletro- magneti cas/ Acesso: 29/11/2022 iii) Ao contrário das ondas mecânica, que necessi- tam de um meio para se propagar, os campos elétricos e magnéti cos se geram naturalmente por recíproca indução, com isso, uma onda eletromagnéti ca se pro- paga mesmo no vácuo. Embora as ondas eletromagnéti cas possuam es- sas diferenças se comparadas com as ondas mecâni- cas, elas parti lham fenômenos semelhantes como a refl exão e a refração. Vamos estudar nesse capítulo alguns desses fenômenos bem como sua aplicação em situações coti dianas. 2 Refl exão da Luz Quando um raio de luz bate em um objeto, parte dele é refl eti da e parte é absorvida e/ou transmiti da. A parte do raio luminoso que é refl eti da segue duas leis básicas: 1 - O raio incidente e o raio refl eti do estão situados em um mesmo plano. 2 - O ângulo de incidência é igual ao ângulo de refl exão (esse ângulo é medido em relação à reta nor- mal e à superfí cie, no ponto em que o raio a ati nge). A fi gura a seguir mostra essas duas leis da refl e- xão. Os raios conti dos no mesmo plano e o ângulo de incidência igual ao de refl exão. Fig.5 - Fonte: htt ps://www.mundoeducacao.com/upload/con- teudo/Raio%20incidente%20 Acesso: 29/11/2022 Uma aplicação interessante da refl exão são os espelhos planos. Um espelho plano é uma superfí cie lisa que refl ete especularmente a luz. Se colocarmos um objeto extenso na frente de um espelho plano, a imagem aparecerá atrás do espelho e será formada pelo prolongamento dos raios refl eti dos pela super- fí cie do espelho. A fi gura a seguir representa a situação da for- mação de imagem de um espelho plano. O objeto A encontra-se na frente do espelho, o raio de luz que “parte” de A incide no espelho e obedece à lei da refl exão, ou seja, o raio incidente e o refl eti do têm o mesmo ângulo de incidência e refl exão com a nor- mal. O mesmo acontece com o raio B. A imagem é formada pelo prolongamento dos raios A e B (linhas ponti lhadas). Fig.6 - Fonte: htt ps://www.if.ufrgs.br/tex/fi s01043/20022/ Rod_Oliveira/textos/opti ca.htm Acesso: 29/11/2022 A imagem é simétrica ao espelho e tem o mesmo tamanho. Como é formada pelo prolongamento dos raios refl eti dos, é considerada virtual. Além disso, ob- serve que a distância do objeto ao espelho é a mesma da imagem ao espelho. Outra coisa interessante a respeito dos espelhos é que a imagem de um objeto não se superpõe a ele. O espelho troca a direita pela esquerda e vice-versa. Para entendermos a troca da esquerda pela direita, veja o que acontece quando você coloca uma palavra na frente de um espelho. Veja a imagem dessa palavra. Ela está inverti da, transformando-se, em alguns casos, em algo não identi fi cável. Fig.6 - Fonte: htt ps://www.infoescola.com/wp-content/uplo- ads/2009/08/1-badd248955.jpg Acesso: 29/11/2022 3 Refração da Luz O fenômeno de refração resulta fundamental- mente da mudança da velocidade de propagação de uma onda quando ela passa de um meio para outro. Normalmente a velocidade de na qual a onda se pro- paga em um meio é uma função da densidade desse meio. Por exemplo, uma vez que a concentração de CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 104 proteína dissolvida determina a densidade do plasma sanguíneo, os veterinários conseguem esti mar a quan- ti dade de proteína presente no plasma de um animal medindo a quanti dade de luz refratada quando ela passa através de uma amostra. Esquemati camente podemos representar a refra- ção da luz como está na fi gura a seguir. Fig.2 - Fonte: htt ps://cepa.if.usp.br/efi sica/imagens/oti ca/ba- sico/cap06/fi g03.gif Acesso: 29/11/2022 Veja que o raio incidente que está no meio 1 (aci- ma) refrata quando passa para o meio 2 (abaixo). Po- demos verifi car que esse raio muda a sua direção de propagação, mas conti nua no mesmo plano do raio incidente. A normal é a reta ponti lhada que determina o ângulo de incidência (θ1) do raio incidente e o ângulo de refração (θ2). Todos os três, raio incidente, raio refratado e normal, encontram-se no mesmo plano. Os termos n1 e n2 são os índices de refração do meio. Essa grandeza é a medida da velocidade da luz em cada material (v) relati va à velocidade da luz no vácuo (c). Assim: = c n v Existe ainda uma relação entre os índices de re- fração e os ângulos de incidência e refração. Ela é chamada de lei da refração de Snell. A lei nos diz que, quando um raio de luz atravessa de um meio para o outro, o produto do índice de refração com o seno do ângulo que o raio faz com a normal permanece constante. Matemati camente: 1 1 2 2. θ . θ=n sen n sen Logo, quando a luz passa para um material com índice de refração mais elevado, o seno do ângulo refratado e, portanto,o próprio ângulo, diminui. SAIBA MAIS Refração na Água A ilusão ópti ca que a refração da luz produz faz com que nós não saibamos onde exatamente está o objeto que vemos. Por isso é importante ter o conhecimento dos efeitos da refração para que sejam feitos os ajustes necessários, como, por exemplo, ao pescar peixes você precisa entender que ele não está no ponto em que você o vê, ou como no pôr do sol, quando o que vemos é a luz refratada pelas partí culas da nossa atmosfera e o sol de verdade já se pôs a algum tempo. Fig.3 - Fonte: htt ps://azeheb.com.br/blog/entenda-a-refracao- -da-luz/ Acesso: 29/11/2022 Podemos verifi car esse fenômeno quando colo- camos uma colher dentro de um copo de água trans- parente. Veja que a refração gera uma ilusão na qual a colher parece se entortar. Fig.4 - Fonte: htt ps://azeheb.com.br/blog/entenda-a-refracao- -da-luz/ Acesso: 29/11/2022 4 Refl exão Interna Total Nossa experiência coti diana nos diz que a luz é capaz de passar por alguns materiais, como a vidraça de uma janela. No entanto, toda a luz que ati nge uma janela passa por ela? Na verdade, mesmo sendo a vidraça um meio transparente, percebemos que par- CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 105 te da luz é desviada – refratada – quando atravessa a fronteira entre o ar e o vidro, parte é absorvida e outra parte é absorvida refl eti da de volta para o vidro! O fato é que quando a luz se propaga no senti do do meio mais para o meio menos refringente, ela pode sofrer o fenômeno de refl exão total (veja fi gura). Fig.7 - Fonte: htt ps://www.researchgate.net/fi gure/Figura-1-Na- -fi gura-a-esquerda-o-angulo-de-incidencia-e-menor-que-o-an- gulo-criti co-Sao_fi g1_327058665 Acesso: 29/11/2022 Perceba que conforme o ângulo de incidência da luz que ati nge a superfí cie interna do vidro aumenta o raio de luz que sai se afasta da normal e se aproxima da superfí cie. Existe algum ângulo, chamado ângulo críti co, no qual a luz que sai do vidro situa-se exata- mente no plano da superfí cie do vidro. Nos ângulos de incidência maiores que o ângulo críti co, a luz é completamente refl eti da de volta para o vidro. Em resumo, a refl exão interna total só pode ocor- rer quando a luz encontra uma fronteira de um meio com índice de refração mais alto para um meio de índice de refração mais baixo. Além disso, a lei de refração de Snell pode ser usada para descobrir o ân- gulo críti co (θC) além do qual a luz é refl eti da de volta de uma fronteira entre dois meios. Na fi gura anterior (no centro), a luz é refratada ao longo da superfí cie da fronteira; então o ângulo é de 90°. Na lei de Snell, 2 1.sin90 sinθ° = Cn n Ou ainda 1 2 1 θ sin− = C n n Repare que o ângulo críti co depende do índice de refração do meio em ambos os lados de uma fron- teira. Em outras palavras, o ângulo críti co não é uma característi ca de um material ou meio, mas apenas da fronteira entre dois materiais. 5 A Fibra Óti ca A fi bra óti ca é um sistema de transmissão óti co que transmite sinais de computador, sinal de voz de telefones, sinais de vídeos ou dados. Ela é formada por um núcleo de material dielétrico (em geral, vidro de alta pureza) e por uma casca também de material dielétrico (vidro ou plásti co) com índice de refração ligeiramente inferior ao núcleo, empregados como meio de transmissão para sinais óti cos. Podem também estar presentes, para proteger fi sicamente a fi bra, uma ou várias camadas de material amortecedor de impacto e resistente à tensão mecânica. Fig.8 - Fonte: htt p://www.img.lx.it.pt/~mpq/st04/ano2002_03/ trabalhos_pesquisa/T_5/ FO_fi cheiros/image013.jpg Acesso: 29/11/2022 A fi bra óti ca tem um poder de transmissão, com- parado ao cabo coaxial e o cabo de cobre, 5 vezes e 3,3 vezes maior, respecti vamente. As fi bras óti cas são uti lizadas principalmente nas telecomunicações, pois apresentam várias vantagens em relação ao uso dos anti gos cabos metálicos, como: 1 - Ter maior capacidade para transportar infor- mações. 2 - A matéria-prima para sua fabricação, a sílica, é muito mais abundante que os metais e possui baixo custo de produção. 3 - Não sofre com as interferências elétricas nem magnéti cas, além de difi cultar um possível grampe- amento. 4 - A comunicação é mais confi ável, pois é imune a falhas. Fig.9 - Fonte: : htt p://www.ofi cinadanet.com.br/arti go/redes/o- -que-e-fi bra-oti ca-e-comofunciona Acesso: 29/11/2022 A fi bra óti ca funciona baseada no princípio da re- fl exão interna total, que transmite o raio de luz por toda a sua extensão, como na fi gura a seguir. Fig.10 - Fonte: htt p://stati c.hsw.com.br/gif/fi ber-opti c-transmis- sion.gif Acesso: 29/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 106 O funcionamento da fi bra óti ca acontece baseado no princípio de refl exão total: a luz viaja através do núcleo (o corredor), refl eti ndo constantemente na in- terface (as paredes revesti das de espelhos). O núcleo, normalmente feito de vidro, possui um alto índice de refração e a casca (bainha) possui um índice de refração menor em relação ao núcleo. Dessa forma, o ângulo limite para que ocorra a refl exão total é bem baixo, facilitando o fenômeno. O ângulo limite pode ser calculado pela lei da re- fração, vejamos: .sinθ .sin90= °núcleo Incidência bainhan n Então sinθ sinθ= = bainha Incidência limite núcleo n n Já que o índice (n) da bainha é bem menor que o do núcleo, o ângulo limite é bem pequeno. Os feixes de luz que penetram no cabo óti co so- frem várias refl exões na superfí cie de separação entre os dois vidros que o formam. Dessa maneira, a luz caminha, podendo percorrer vários quilômetros de distância. Uma parte do sinal luminoso se degrada dentro da fi bra, principalmente em razão de impurezas conti das no vidro. O grau dessa degradação do sinal depende da pureza do vidro e do comprimento de onda da luz transmiti da. Obs.: O conteúdo sobre fi bra óti ca foi copiado, na íntegra, de htt p://masimoes.pro.br/fi sica_aplic/ead/ Livro_Fis_term_ead.pdf SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. (FURG) Um raio de luz passa de um meio de ín- dice de refração n1, para outro meio de índice de refração n2. O ângulo de incidência é de 30° e o ângulo de refração, de 60° A razão n1/n2 vale a) (3)1/2 b) 1/ (3)1/2 c) (2/3)1/2 d) (3)1/2 /2 e) 2/ (3)1/2 02. (FATEC) Um estreito feixe de luz monocromáti co, propagando-se no ar, incide na superfí cie de se- paração com outro meio transparente, cujo índice de refração para esta cor é , formando ângulo de 45° com a normal à citada superfí cie. Após a incidência, parte do feixe é refl eti da e par- te é refratada. O ângulo entre os feixes refl eti do e refratado é de a) 120° b) 105° c) 90° d) 75° e) 60° 03. (ACAFE) A fi gura abaixo mostra um feixe de luz que passa de um meio 1 para um meio 2. Sendo o índice de refração do ar 1,00, da água 1,33 e do vidro 1,50, pode-se afi rmar que os meios 1 e 2, respecti vamente, podem ser: I – Vidro e água II – Ar e vidro III – água e vidro. IV – Vidro e ar V – água e ar A alternati va, contendo todas as afi rmações que são VERDADEIRAS, é: a) I – II – V. b) III – IV. c) II – III. d) I – IV – V. e) I – V. 04. (UNB) Considere a fi gura. Um raio luminoso, pro- pagando-se num meio I, incide sobre a superfí cie plana de separação S entre ele e um meio II. Po- de-se concluir que: CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 107 a) o meio I é mais refringente que o meio II. b) os dois meios têm o mesmo índice de refração. c) a velocidade de propagação da luz no meio I é maior que no meio II. d) a velocidade de propagação da luz no meio II é maior que no meio I. e) n.d.a. 05. (FURG) Selecione a alternati va que completa cor- retamente o parágrafo abaixo. Quando a luz passa de um meio menos denso para um mais denso, o feixe...................... da normal, o comprimento de onda e a velocidade do feixe ..............., ao mesmo tempo em que a frequência ..................A alternati va que completa corretamente as la- cunas do texto é a) aproxima-se - diminuem - não se altera. b) afasta-se - aumentam - aumenta. c) aproxima-se - diminuem - aumenta. d) afasta-se - diminuem - diminui. e) aproxima-se - aumentam - diminui 06. (FATEC) Um observador encontra-se à beira de um pequeno lago de águas bem limpas, no qual se encontra imerso um peixe. Podemos afi rmar que esse observador a) não poderia ver esse peixe em hipótese algu- ma, uma vez que a água sempre é um meio opaco e, portanto, a luz proveniente do peixe não pode jamais ati ngir o olho do observador. b) poderá não enxergar esse peixe, dependendo das posições do peixe e do observador, devido ao fenômeno da refl exão total da luz. c) enxergará esse peixe acima da posição em que o peixe realmente está qualquer que seja a posição do peixe, devido ao fenômeno da re- fração da luz. d) enxergará esse peixe abaixo da posição em que o peixe realmente está, qualquer que seja a posição do peixe, devido ao fenômeno da re- fração da luz. e) enxergará esse peixe na posição em que o pei- xe realmente está, qualquer que seja a posição do peixe. 07. (FURG) A tabela mostra os índices de refração de alguns meios As afi rmati vas são baseadas nesta tabela. I – A velocidade da luz dentro do diamante é me- nor do que no interior do vidro. II – A tabela acima é necessária para a determina- ção do ângulo de refl exão da luz que incide sobre o diamante, sendo o ar o meio de incidência. III – Os valores da tabela indicam que a luz sobre a interface Água - Ar, sendo a água o meio de incidência, não sofre refl exão, qualquer que seja o ângulo de incidência. Assinale a alternati va que contém a(s) afi rmati - va(s) correta(s): a) I b) II c) III d) I e II e) II e III REFERÊNCIAS BARROS, Marina V.; VIEIRA Sérgio A. Física, Termodi- nâmica, Ondas e Óti ca.1. ed. Belo Horizonte: Ânima Educação, 2016. GODOY, L.; AGNOLO, R.; MELO W. Ciências da Natu- reza – Movimentos e Equilíbrios na Natureza. 2. ed., São Paulo: FTD, 2020. HALLIDAY, D.; WALKER, J.; RESNICK R. Fundamentos de Física Volume 2. 8. ed., Rio de Janeiro: LTC, 2009. KESTEN, Philip R.; Tauck, David L. Física na Universi- dade Volume iI. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2015. REYES. N; Aposti la Tópicos de Física II, Rio Grande do Sul, 2015. Disponível em: htt ps://nelsonreyes. com.br/T%C3%B3picos%20de%20F%C3%ADsica%20 II_Aposti la.pdf. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 108 Capítulo 11 IMPACTOS AMBIENTAIS Competência específi ca 3 Investi gar situações-problema e avaliar aplicações do conhecimento cientí fi co e tecnológico e suas implicações no mundo, uti lizando procedimentos e linguagens próprios das Ciências da Natureza, para propor soluções que considerem demandas locais, regionais e/ou globais, e comunicar suas descober- tas e conclusões a públicos variados, em diversos contextos e por meio de diferentes mídias e tecno- logias digitais de informação e comunicação (TDIC). Habilidade da BNCC (EM13CNT306) Avaliar os riscos envolvidos em ati - vidades coti dianas, aplicando conhecimentos das Ciências da Natureza, para justi fi car o uso de equi- pamentos e recursos, bem como comportamentos de segurança, visando à integridade fí sica, individu- al e coleti va, e socioambiental, podendo fazer uso de dispositi vos e aplicati vos digitais que viabilizem a estruturação de simulações de tais riscos. Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT306A) Uti lizar conhecimentos da quí- mica, fí sica e biologia, na resolução de problemas ambientais, interpretando situações que envolvem tomadas de decisões, bem como medidas de pro- teção de manuseio para predizer processos mais efi cazes e de menor impacto ao ser humano e meio ambiente. Objeto(s) de conhecimento - Impactos Ambientais Descritores Saeb EM13CNT301 Reconhecer as propriedades dos materiais. 1 Impactos Ambientais A Terra possui vários ciclos, plantas e animais. Entre os animais que habitam a superfí cie terrestre, o homem é o agente que mais modifi ca o espaço. Ele cria, constrói, altera e desenvolve formas diversas para habitar locais onde não havia condição alguma de serem habitados. Com a mesma rapidez que altera os espaços, o homem também está alterando as característi cas da superfí cie terrestre e acelerando os processos natu- rais. Um exemplo da intervenção humana é o processo de exti nção de algumas espécies de plantas e animais. Dessa maneira podemos dizer que muitos são os empreendimentos capazes de causar impactos no meio ambiente. Até metade do Século XX não havia no Brasil uma políti ca clara sobre as ati vidades poluidoras e as consequências sobre biota e os ecossistemas. As- sim, muitas indústrias se estabeleceram sem o devido estudo prévio a respeito de sua instalação e operação, ou tão pouco de seus lançamentos de efl uentes. Fig.1 – Fonte: © corepics/ © iznashih / www.shutt erstock. com Acesso: 29/11/2022 Foi somente em 1981 quando se promulgou a Políti ca Nacional do Meio Ambiente (PNMA) pela Lei 6.938 que o meio ambiente passou a ser considera- do como um elemento essencial ao desenvolvimento econômico e social, e que os recursos naturais passa- ram a ser assegurados às gerações futuras. A Lei 6.937/81 também conceituou importantes temas como, por exemplo: • Meio ambiente: o conjunto de condições, leis, infl uências e interações de ordem fí sica, quími- ca e biológica, que permite, abrigam e regem a vida em todas as suas formas; • Degradação da qualidade ambiental: a alte- ração adversa das característi cas do meio am- biente; • Poluição: a degradação da qualidade ambiental resultante de ati vidades que direta ou indire- tamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem- -estar da população; b) criem condições adversas às ati vidades so- ciais e econômicas; c) afetem desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéti cas ou sanitárias do meio ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos; Aqui iremos levantar alguns impactos causados e intensifi cados pela ação antrópica. • Poluidor: a pessoa fí sica ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou in- diretamente, por ati vidade causadora de de- gradação ambiental; • Recursos ambientais: a atmosfera, as águas interiores, superfi ciais e subterrâneas, os es- tuários, o mar territorial, o solo, o subsolo, os elementos da biosfera, a fauna e a fl ora. Nesse capítulo uti lizaremos esses conceitos para entender os principais impactos ambientais bem como predizer maneiras de miti ga-los. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 109 2 Característi cas dos Impactos Ambientais Para nosso estudo é importante entendermos as característi cas dos impactos ambientais a fi m de pre- ver e entender os efeitos que um empreendimento pode acarretar aos ecossistemas. 1°) Característi cas de Valor a) Impacto positi vo: Ocorre quando a ação resulta na melhoria da qualidade de um fator ou parâmetro ambiental. Um exemplo pode ser a melhoria da qua- lidade da água potável para uma determinada comu- nidade agrícola após a implantação de uma Estação de Tratamento de Água com fi ns de abastecimento público. b) Impacto negati vo: resultante de um dano à qua- lidade de um fator ou parâmetro ambiental. 2°) Característi cas de Ordem a) Impacto Direto: vem de uma simples relação de causa e efeito. Também chamado impacto primário ou de primeira ordem. b) Impacto Indireto: surge de uma reação secun- dária em relação à ação, ou parte de uma cadeia de reações. Também chamado impacto secundário ou de enésima ordem (segunda, terceira, etc.), de acordo com sua situação na cadeia de reações. 3°) Característi cas Espaciais a) Impacto local: quando a ação afeta apenas a própria área, ou síti o onde se realiza e suas imedia- ções. b) Impacto regional: quando um efeito se propaga por uma área além das imediações do síti o onde se dá a ação. c) Impacto estratégico:quando é afetado um componente ambiental de importância coleti va ou nacional. d) Impacto de grandes proporções: quando afeta uma área além das fronteiras de um país. 4°) Característi cas Temporais a) Impacto imediato: quando o efeito surge no instante em que se dá a ação. b) Impacto em médio prazo: quando o efeito se manifesta depois de decorrido curto tempo após a ação. c) Impacto em longo prazo: quando o efeito se manifesta depois de decorrido longo tempo após a ação, no entanto, é possível relacionar o impacto com o evento original. d) Impacto temporário: quando executada a ação, o efeito permanece por um tempo determinado, de- saparecendo totalmente em seguida. e) Impacto permanente: quando, uma vez execu- tada a ação, os efeitos não cessam de se manifestar num horizonte temporal conhecido. 4°) Característi cas de Reversibilidade a) Impacto reversível: O efeito causado a um de- terminado fator ambiental, a qualidade da água, por exemplo, retorna às suas condições originais. b) Impacto irreversível: O efeito causado a um de- terminado fator ambiental, a qualidade da água, por exemplo, não retorna mais às suas condições originais. 5°) Característi cas Cumulati vas e Sinérgicas a) Cumulati vas: ocorre quando determinadas subs- tâncias químicas, como os agrotóxicos, se acumulam lentamente, por exemplo, nos vegetais e estes são re- passados aos consumidores através da cadeia trófi ca. b) Sinergismo: é o fenômeno químico no qual o efeito obti do pela ação combinada de duas ou mais substâncias químicas é maior que a soma dos efeitos individuais dessas mesmas substâncias. 3 Impactos Ambientais de Origem Antrópica As mudanças climáti cas têm se tornado fonte de várias discussões acerca das temáti cas ambientais. Vários são os planos e projetos visando reduzir as emissões de dióxido de carbono na atmosfera para minimizar os impactos de um possível aquecimento ou resfriamento da superfí cie terrestre. As alterações climáti cas, em muitas discussões, são direcionadas como responsabilidade das ações antrópicas. Textos afi rmam que desde o período da Revolução Industrial até os dias de hoje o homem tem aumentado a emissão de CO2 em níveis catastrófi cos, que teriam acarretado essas mudanças. É sabido que o homem tem, sim, sua parcela de culpa, pois ele intensifi ca esses processos, mas não seria o único responsável. Vamos pontuar algumas ati vidades que causam impactos visíveis e palpáveis ao meio ambiente. A fi gura a seguir aponta algumas das atuações antrópicas. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 110 As várias ati vidades antrópicas acarretam efeitos diretos e indiretos de degradação e poluição ao meio ambiente. Podemos começar com a biodiversidade. As ati vidades humanas reduziram e degradaram a biodi- versidade humana (MILLER, 2008). Segundo o autor, cerca de 83% da superfí cie terrestre já passou por impactos ambientais. A ação antrópica, por exemplo, converte áreas de campos e fl orestas em lavouras e cidades, alterando drasti camente o meio. As fl orestas são de fundamental importância para a biodiversidade e manutenção da vida, contudo, também servem de benefí cio econômico ao homem. Não é apenas na biodiversidade conti nental que o homem interfere, cabe neste momento ressaltar a degradação da biodiversidade aquáti ca com derrames de petróleo, entre outros eventos que ocorrem atra- vés da apropriação econômica dos recursos naturais. Não é apenas na biodiversidade conti nental que o homem interfere, cabe neste momento ressaltar a degradação da biodiversidade aquáti ca com derrames de petróleo, entre outros eventos que ocorrem atra- vés da apropriação econômica dos recursos naturais. Podemos classifi car a exti nção em três níveis, se- gundo Miller (2008): 1 - Local: quando uma espécie não é encontrada no lugar onde costumava estar. Efeitos danosos re- gionalmente. 2 - Ecológica: número pequeno de remanescentes que não conseguem mais cumprir sua função nas co- munidades biológicas. Estão desti nados a desaparecer com o tempo. 3 - Biológica: a espécie não pode ser encontrada em lugar nenhum do planeta. A ati vidade humana elevou a taxa de exti nção. Neste momento, surge uma questão: por que se pre- ocupar se o desti no de todos os seres será a exti nção? Nos preocupamos, pois o homem tem acelerado e corroborado na intensifi cação de um processo em que são necessários milhões de anos para a especiação natural e reconstrução da biodiversidade. Esta ação antrópica, na maioria das vezes, não é elencada como um problema a ser discuti do. Podemos citar alguns impactos ambientais causados pela ação antrópica: i. Fragmentação de hábitat: a ação antrópica acaba fragmentando áreas contí nuas e reduzindo ou dividindo as em porções menores, mais espa- lhadas e isoladas. Este processo acaba acelerando o processo de especiação e interferindo no processo de reprodução e alimentação dos indivíduos (trocas biológicas). ii. Espécies introduzidas (invasoras): algumas es- pécies não possuem predadores, competi dores, para- sitas ou patógenos naturais para ajudar a controlar sua quanti dade no novo. Isso acaba gerando desequilíbrio ecológico. iii. Mudanças climáti cas e poluição: como discu- ti mos nas seções anteriores, fortes indícios indicam que as ati vidades humanas, como emissão de gases, provocam aceleramento das mudanças climáti cas, bem como os gases poluem a atmosfera. SAIBA MAIS Para melhor compreendermos o signifi cado de Impacto Ambiental vamos analisar o seguinte texto publicado pela Revista Veja: O aquecimento global é estudado há 25 anos – mas pode-se dizer que 2006 foi o ano em que a humanidade tomou consciência de que a crise ambiental é real e seus efeitos, imediatos. Novas pesquisas cientí fi cas dissiparam a mínima dúvi- da de que o aumento repenti no da temperatura planetária se deve à ação humana, com escassa contribuição de qualquer outra infl uência da na- tureza. Até os ecocéti cos aceitam agora a ideia assustadora de que o tempo disponível para evitar a catástrofe global está perigosamente curto. Não há mesmo como ignorar o problema. Como uma praga apocalípti ca, as mudanças climáti cas já afe- tam o coti diano de bilhões de pessoas de forma impossível de ser ignorada. Uma prévia do relató- rio anual da Organização Meteorológica Uma boa dica de fi lme sobre Causa e Efeito: Efeito Borbole- ta! Com Asthon Kutcher, e direção de Eric Bress e Mackye Gruber. e-Tec Brasil 14 Estudo de Impactos Ambientais Mundial, órgão da ONU que avalia o clima na Terra, divulgada em dezembro, mostra que 2006 foi marcado por uma série de recordes CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 111 sombrios no terreno das alterações climáticas e das catástrofes naturais. Pela primeira vez desde que começaram as medições, no século XIX, o termômetro chegou aos 40 graus em diversas regiões temperadas da Europa e dos Estados Unidos. A Somália foi casti- gada pelas enchentes mais devastadoras do último meio século. A calota gelada do Ártico ficou 60 400 quilômetros quadrados menor, ou seja, uma área equivalente a duas vezes o estado de Alagoas virou água e ajudou a elevar o nível dos oceanos. Na China, segundo o relatório, a pior temporada de ciclones em uma década resultou em 1 000 mortes e 10 bilhões de dólares em prejuízos. Na Austrália, o décimo ano seguido de seca impiedo- sa agravou o processo de desertificação do solo e desencadeou incêndios florestais com virulência nunca vista. Sabe-se que o relatório final da Orga- nização Meteorológica Mundial a ser divulgado em fevereiro, prevê o desaparecimento total do gelo no Ártico durante os meses de verão já a partir de 2040. Isso pode significar a extinção do urso polar em seu habitat. Todos esses transtornos são decorrência do aumento de apenas 1 grau na temperatura média do planeta nos últimos 100 anos. Estudos estimam que, mantido o ritmo atual, a temperatura média da Terra subirá entre 2 e 4,5 graus até 2050. Odebate científico não é mais sobre em que momen- to dos próximos cinquenta anos o aquecimento global se abaterá sobre nosso pobre planeta, mas sobre como escapar da arapuca que nós próprios armamos para as futuras gerações. É universal- mente aceito que, para evitar a piora da situação seria preciso parar de bombear na atmosfera di- óxido de carbono, metano e óxido nitroso. Esses gases, resultantes da atividade humana, formam uma espécie de cobertor em torno do planeta, impedindo que a radiação solar, refletida pela su- perfície em forma de calor, retorne ao espaço. É o chamado efeito estufa e a ele cabe a responsabili- dade maior pelo aumento da temperatura global. Fonte: http://veja.abril.com.br/301206/p_138.html ATIVIDADE INTEGRADORA Mitigar um impacto ambiental significa tomar me- didas de forma a reduzir a degradação da instalação ou operação de determinada atividade humana, seja co- mercial, industrial, etc., que poderia ocasionar a um fator ambiental de modo que o ecossistema possa conviver em harmonia com tal empreendimento (SILVA, 2008). Nesse sentido, a Geração de energia constitui, segundo Mota (2000), a principal atividade humana causadora de impactos ambientais a nível global, os quais podem variar de acordo com os tipos de fontes e dos combustíveis utilizados. Tendo em vista esse fato, divida a turma em grupos de modo que cada um deverá realizar uma pesquisa sobre as principais matrizes energéticas utilizadas. Cada grupo deverá fazer um cartaz contendo a matriz esco- lhida, sua vantagem e o impacto ambiental causado por essa fonte energética. Após a confecção do cartaz, os gru- pos deverão apresentar suas conclusões para a sala de modo a apontar maneiras de mitigar o impacto causado. Para auxiliar nesse último ponto, segue tabela contendo alguns impactos ambientais e suas medi- das mitigatórias. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 112 SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01 Muitos empreendimentos industriais, comerciais e outras ati vidades humanas são capazes de pro- mover danos à fl ora, fauna, aos recursos hídricos e ao próprio homem. Você conseguiria, ao ob- servar a fi gura a seguir, imaginar quais seriam os impactos gerados por tal ati vidade? Fig.2 – Fonte: © ssuaphotos www.shutt erstock.com Acesso: 30/11/2022 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 113 02. Pesquise e discuta com seus colegas exemplos de impactos ambientais que podem ser REVERSÍVEIS e IRREVERSÍVEIS. 03. Você também causa impactos ambientais no seu dia-a-dia! Você seria capaz de listar quais impac- tos você causou hoje? Liste os impactos positivos e os negativos. REFERÊNCIAS BERBET, T. C.; FRANK, B. R. Ciências Ambientais. 1. Ed. Londrina: Educacional S.A, 2017. MILLER, G. T. Ciência ambiental. São Paulo: Cenagge Learning, 2008. MOTA, S. Introdução à engenharia ambiental. 2ª Ed. ABES, Rio de Janeiro, 2000, 416p. SILVA, C. A. Compostagem como alternativa à dispo- sição final dos resíduos sólidos gerados na CEASA- -Curitiba. Monografia em MBA em Gestão Ambiental. UFPR, 2008, 78p. SILVA, C. A.; Estudo de Impactos Ambientais, Paraná, 2011. Disponível em: http://proedu.rnp.br/bitstream/ handle/123456789/427/Estudo_de_Impactos_Am- bientais.pdf?sequence=1&isAllowed=y. COMPONENTE CURRICULAR: QUÍMICA Capítulo 12 PERTUBAÇÕES AMBIENTAIS Competência específica Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu- mentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda- mentar e defender decisões éticas e responsáveis. Habilidade específica (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e apli- cativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT203E) Analisar perturbações ambien- tais, considerando fontes, transporte e/ou destino dos poluentes e a previsão de seus efeitos em sis- temas naturais, produtivos ou sociais para propor soluções problemas relacionados à manutenção da qualidade da vida humana. Objeto(s) de conhecimento Perturbações ambientais Descritor Saeb Reconhecer os grupos funcionais de compostos orgânicos. Imersão Curricular Os ciclos biogeoquímicos compreendem os pro- cessos pelos quais os organismos retiram os elementos químicos ou compostos da natureza para serem utiliza- dos por eles, devolvendo-os em seguida ao ambiente. Assim, a matéria no ambiente, embora sofra rearran- jos, mantém-se, de certa forma, constante, pois está sendo constantemente reciclada. Dentre os principais ciclos biogeoquímicos, podemos destacar os ciclos da água, do oxigênio, do nitrogênio e do carbono. a Terra pode ser compreendida como um sistema químico fechado no qual as reações que mantem a biosfera são alimentadas pela energia solar. Nos últi- mos quatro bilhões de anos, aconteceram mudanças CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 114 expressivas na composição química da superfí cie da Terra onde toda a vida se localiza. SAIBA MAIS Para sabe mais sobre os Ciclos biogeoquímicos leia o arti go sobre: Ciclos Globais de Carbono, Nitrogênio e Enxofre: a Importância na Química da Atmosfera, escrito pelos autores, Claudia Rocha Marti ns, Pedro Afonso de Paula Pereira, Wilson Araújo Lopes e Jailson B. de Andrade. O estudo químico da atmosfera busca compre- ender este sistema e suas interações com os outros comparti mentos do planeta, em termos de seus consti tuintes naturais e arti fi cialmente introduzidos. A compreensão envolve a identi fi cação das fontes de emissão, das formas de transporte e remoção e, também, o acompanhamento das transformações e concentrações em escalas locais, regionais e globais. Neste arti go são apresentadas as diferentes cama- das da atmosfera terrestre, suas característi cas e consti tuintes químicos principais e os ciclos globais do carbono, nitrogênio e enxofre e seus impactos no ambiente. REFERÊNCIAS Ciclos Globais de Carbono, Nitrogênio e Enxofre: a Importância na Química da Atmosfera. Química Nova na Escola. Cadernos Temáti cos de Química Nova na Escola, N° 5 – Novembro 2003. Disponível em: htt p://qnesc.sbq.org.br/online/ca- dernos/05/quimica_da_atmosfera.pdf . Acesso em: 23 de nov. de 2022. MÍDIAS INTEGRADAS Caro/a estudante, assista ao vídeo a respeito dos ci- clos biogeoquímicos, faça as anotações possíveis e depois realize a ati vidade sugerida. Ciclos biogeoquímicos - ciclo da água, carbono e ni- trogênio Produção: Planeta Biologia Idioma: Português Palavras-chave: ciclo da água, carbono e nitrogênio. Duração: 15min Fonte: Youtube Disponível em: htt ps://www.youtube.com/watch?- v=hd83ibzHnV0. Acesso em: 24 de nov. de 2022. ATIVIDADE EM GRUPO Em grupos, realize uma pesquisa e responda aos questi onamentos propostos. Apresente sua produção e socialize saberes com os colegas. a) Com relação aos ciclos biogeoquímicos, classi- fi que cada uma deles em verdadeiro ou . Justi fi cando suas respostas. I. No ciclo do carbono: as cadeias de carbono formam as moléculas orgânicas através dos seres autotrófi cos por meio da fotossíntese, na qual o gás carbônico é absorvido, fi xado e transformado em matéria orgânica pelos produtores. O carbono volta ao ambiente através do gás carbônico por meio da respiração. II. No ciclo do oxigênio: o gás oxigênio é produzi- do durante a construção de moléculas orgânicas pela respiração e consumido quando essas moléculas são oxidadas na fotossíntese. III. No ciclo da água: a energia solar possui um papel importante, pois ela permite que a água em estado líquido sofra evaporação. O vapor de água, nas camadas mais altas e frias, condensa-se e forma nuvens que, posteriormente,precipitam-se na forma de chuva, e a água dessa chuva retorna ao solo for- mando rios, lagos, oceanos ou ainda se infi ltrando no solo e formando os lençóis freáti cos. IV. No ciclo do nitrogênio: uma das etapas é a de fi xação do nitrogênio, na qual algumas bactérias uti - CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 115 lizam o nitrogênio atmosférico e fazem-no reagir com oxigênio para produzir nitrito, que será transformado em amônia no processo de nitrificação. ATIVIDADE INTEGRADORA Caro/a estudante nessa atividade realizaremos um procedimento experimental sobre o: ciclo biogeoquí- mico da água, associado à pesquisa sobre os ciclos biogeoquímicos dos demais elementos. Procedimentos 1- Responder o questionário de sondagem; 2- A Turma realizará dois experimentos (ver Ro- teiro). 3-Os resultados da pesquisa deverão ser entre- gues em forma de texto individualmente. Questionário para sondagem do conhecimento prévio e concepções alternativas. 1. Você já ouviu falar em ciclos biogeoquímicos? 2. Você sabe como ocorre a chuva? 3. Você já ouviu falar em aquecimento global? Quais suas causas? Roteiro Serão realizados dois experimentos para consta- tar o ciclo biogeoquímico da água. Formem equipes compostas por 5 estudantes. Inicialmente criem hipóteses para evidenciarmos o ciclo biogeoquímico da água embasado na metodo- logia a seguir. A metodologia experimental consiste em colo- carmos água em uma panela fechada com tampa de vidro transparente e levá-la ao fogo até que possamos visualizar a água ferver, evaporar e se condensar na tampa. O ideal seria colocarmos uma panela com água e um pescoço de cisne associado à panela, sendo na outra extremidade um recipiente coletor. O segundo experimento consiste em colocarmos um copo de vidro transparente com gelo dentro e observarmos o que ocorre com o gelo dentro do copo e se ocorre do lado de fora do copo. A equipe deverá registrar os passos realizados e o que foi observado durante a execução do experimen- to, bem como interpretar o ciclo biogeoquímico da água partindo desse experimento analógico. Perguntas a serem respondidas: 1. Qual(is) foi(ram) as hipóteses referente ao ex- perimento formuladas pela sua equipe? 2. De onde veio a água que estava na tampa da panela? 3. Descreva o que ocorreu para a água parar na tampa da panela? 4. Associe o que foi visualizado no experimento com o ciclo biogeoquímico da água. 5. O que ocorreu com a água dentro do copo? De onde veio a água que apareceu do lado de fora do copo e como isso aconteceu? 6. Qual a diferença entre a água que apareceu na tampa da panela e do lado de fora do copo? REFERÊNCIAS Essa atividade foi adaptada do Plano de Aula sobre ciclos biogeoquímicos, redigido por, Elio de Almeida Borghezan, com postagem em Acadêmico de Biologia ICB-UFAM. Disponível em: https://sites.google.com/site/pccbiou- fam/10-estrategias-didaticas-em-biologia/06-ecologia/ aula-09-01-02?pli=1. Acesso em: 24 de nov. de 2022. MOMENTO ENEM 01. (ENEM/2021)A rotação de culturas, juntamente com a cobertura permanente e o mínimo revol- vimento do solo, compõem os princípios bási- cos do sistema de plantio direto. O aumento da diversidade biológica do solo contribui para a estabilidade da produção agrícola por causa de diversos fatores, entre eles o processo de fixação biológica de nitrogênio, realizado por bactérias. FRANCHINI, J. C. et al. Importância da rotação de culturas para a produção agrícola sustentável no Paraná. Londrina: Embrapa Soja, 2011 (adaptado). Nesse processo biológico, ocorre a transformação de (A) N2 em NH3. (B) NO3 − em N2. (C) NH3 em NH4 + . (D) NO2 − em NO3 −. (E) NH4 + em NO2 − . 02. (ENEM/2020)- Grandes reservatórios de óleo leve de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino foram descobertos no litoral brasileiro numa camada denominada pré-sal, formada há 150 milhões de anos. (A) utilização desse recurso energético acarreta para o ambiente um desequilíbrio no ciclo do (A) nitrogênio, devido à nitrificação ambiental transformando amônia em nitrito. (B) nitrogênio, devido ao aumento dos compos- tos nitrogenados no ambiente terrestre. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 116 (C) carbono, devido ao aumento dos carbonates dissolvidos no ambiente marinho. (D) carbono, devido à liberação das cadeias car- bônicas aprisionadas abaixo dos sedimentos. (E) fósforo, devido à liberação dos fosfatos acu- mulados no ambiente marinho. 03. (ENEM/2019) O nitrogênio é essencial aos seres vivos e pode ser adquirido pelas plantas, através da absorção pelas raízes, e pelos animais, através da alimentação. Sua utilização na agricultura de forma inadequada tem aumentado sua concen- tração no ambiente, e o excesso, que é trans- portado para os cursos-d’água, tem causado a eutrofização. Contudo, tal dano ambiental pode ser minimizado pela adoção de práticas susten- táveis, que aprisionam esse elemento no solo, impedindo seu escoamento para rios e lagos. O método sustentável visando a incorporação desse elemento na produção, prevenindo tal dano ambiental, é o(a) (A) adição de minhocas na terra. (B) irrigação da terra antes do plantio. (C) reaproveitamento do esterco fresco. (D) descanso do solo sem adição de culturas. (E) fixação biológica nas raízes por bactérias. 04. (ENEM/2018) O alemão Fritz Haber recebeu o Prêmio Nobel de química de 1918 pelo desen- volvimento de um processo viável para a síntese da amônia (NH3). Em seu discurso de premiação, Haber justificou a importância do feito dizendo que: “Desde a metade do século passado, tornou-se conhecido que um suprimento de nitrogênio é uma necessidade básica para o aumento das sa- fras de alimentos; entretanto, também se sabia que as plantas não podem absorver o nitrogênio em sua forma simples, que é o principal consti- tuinte da atmosfera. Elas precisam que o nitrogê- nio seja combinado [...] para poderem assimilá-lo. Economias agrícolas basicamente mantêm o ba- lanço do nitrogênio ligado. No entanto, com o advento da era industrial, os produtos do solo são levados de onde cresce a colheita para lu- gares distantes, onde são consumidos, fazendo com que o nitrogênio ligado não retorne à terra da qual foi retirado. Isso tem gerado a necessidade econômica mun- dial de abastecer o solo com nitrogênio ligado. [...] A demanda por nitrogênio, tal como a do car- vão, indica quão diferente nosso modo de vida se tornou com relação ao das pessoas que, com seus próprios corpos, fertilizam o solo que cultivam. Desde a metade do último século, nós vínhamos aproveitando o suprimento de nitrogênio do sa- litre que a natureza tinha depositado nos deser- tos montanhosos do Chile. Comparando o rápido crescimento da demanda com a extensão calcula- da desses depósitos, ficou claro que em meados do século atual uma emergência seríssima seria inevitável, a menos que a química encontrasse uma saída.” HABER, F. The Synthesis of Ammonia from its Elements. Disponível em: www.nobelprize.org. Acesso em: 13jul. 2013 (adaptado). De acordo com os argumentos de Haber, qual fenômeno teria provocado o desequilíbrio no “balanço do nitrogênio ligado”? (A) O esgotamento das reservas de salitre no Chile. (B) O aumento da exploração de carvão vegetal e carvão mineral. (C) A redução da fertilidade do solo nas econo- mias agrícolas. (D) A intensificação no fluxo de pessoas do cam- po para as cidades. (E) A necessidade das plantas de absorverem sais de nitrogênio disponíveis no solo. 05. (ENEM/2010) Os oceanos absorvem aproximada- mente um terço das emissões de CO2 proceden- tes de atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e as queimadas. O CO2 com- bina-se com as águas dos oceanos, provocando uma alteração importante em suas propriedades. Pesquisas com vários organismos marinhos reve- lam que essa alteração nos oceanos afeta uma série de processos biológicos necessários para o desenvolvimento e a sobrevivência de várias espécies da vida marinha. (A)alteração a que se refere o texto diz respeito ao aumento (A) da acidez das águas dos oceanos. (B) do estoque de pescado nos oceanos. (C) da temperatura média dos oceanos. (D) do nível das águas dos oceanos. (E) da salinização das águas dos oceanos. 06. (ENEM/2014) Na técnica de plantio conhecida por hidroponia, os vegetais são cultivados em uma solução de nutrientes no lugar do solo, rica em nitrato e ureia. Nesse caso, ao fornecer esses nutrientes na for- ma aproveitável pela planta, a técnica dispensa o trabalho das bactérias fixadoras do solo, que, na natureza, participam do ciclo do(a) (A) água. (B) carbono. (C) nitrogênio. (D) oxigênio. (E) fósforo. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 117 07. (ENEM/2015) Na natureza a matéria é constante- mente transformada por meio dos ciclos biogeo- químicos. Além do ciclo da água, existem os ciclos do carbono, do enxofre, do fósforo, do nitrogênio e do oxigênio. O elemento que está presente em todos os ciclos nomeados é (A) fósforo. (B) enxofre. (C) carbono. (D) oxigênio. (E) nitrogênio. 08. (ENEM/2016) Os seres vivos mantêm constantes trocas de matéria com o ambiente mediante pro- cessos conhecidos como ciclos biogeoquímicos. O esquema representa um dos ciclos que ocorrem nos ecossistemas. O esquema apresentado corresponde ao ciclo biogeoquímico do(a) (A) água. (B) fósforo. (C) enxofre. (D) carbono. (E) nitrogênio. 09. (ENEM/2016) A modernização da agricultura, também conhecida como Revolução Verde, fi cou marcada pela expansão da agricultura nacional. No entanto, trouxe consequências como o empo- brecimento do solo, o aumento da erosão e dos custos de produção, entre outras. Atualmente, a preocupação com a agricultura sustentável tem suscitado práti cas como a adubação verde, que consiste na incorporação ao solo de fi tomassa de espécies vegetais disti ntas, sendo as mais difun- didas as leguminosas. ANUNCIAÇÃO, G. C. F Disponível em: www.muz. ifsuldeminas.edu.br. Acesso em: 20 dez. 2012 (adaptado). (A) uti lização de leguminosas nessa práti ca de culti vo visa reduzir a (A) uti lização de agrotóxicos. (B) ati vidade biológica do solo. (C) necessidade do uso de ferti lizantes. (D) decomposição da matéria orgânica. (E) capacidade de armazenamento de água no solo. 10. (ENEM/2016) Recentemente um estudo feito em campos de trigo mostrou que níveis elevados de dióxido de carbono na atmosfera prejudicam a absorção de nitrato pelas plantas. Consequente- mente, a qualidade nutricional desses alimentos pode diminuir à medida que os níveis de dióxido de carbono na atmosfera ati ngirem as esti mati vas para as próximas décadas. BLOOM, A. J. et al. Nitrate assimilati on is inhibited by elevated CO2 in fi eld-grown wheat. Nature Climate Change, n. 4, abr. 2014 (adaptado). Nesse contexto, a qualidade nutricional do grão de trigo será modifi cada primariamente pela re- dução de (A) amido. (B) frutose. (C) lipídeos. (D) celulose. (E) proteínas. Inserção Curricular Desequilíbrio ambiental Desequilíbrio ambiental ocorre quando algum evento, natural ou consequente da ação humana, impacta negati vamente o equilíbrio daquele ecossis- tema. O crescente aumento da frota de veículos automo- tores nas grandes cidades, as milhares de queimadas no campo(fl orestas e plantações), a elevação exagera- da no consumo de energia em todo o mundo são ape- nas alguns dos responsáveis pela enorme quanti dade de poluentes lançado na atmosfera todos os dias. Esse desequilíbrio pode causar: uma alteração que provoca efeitos negati vos no ecossistema. 1. Pode ter causas naturais ou ser desencadeado pelo homem. 2. A poluição, a caça, a pesca e a introdução de espécies exóti cas podem ser suas causas. 3. Uma das suas consequências é a redução da biodiversidade. O tema tem estreita relação com outros compo- nentes curriculares, a saber: Biologia • Efeitos da Poluição sobre a saúde. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 118 SAIBA MAIS Para saber mais sobre o tema , leia o arti go O século XX foi marcado por grandes transformações da qualidade do ar não somente das grandes metró- poles e de regiões fortemente industrializadas, mas também de áreas remotas devido por exemplo às queimadas de fl orestas naturais. Fenômenos globais (como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio) foram detectados e ganharam notoriedade. A ciência ambiental da atmosfera tem pela frente, neste novo século, o grande e complexo papel de contribuir para o aprimoramento de nosso entendimento sobre o que são e como se comportam a atmosfera e espécies tóxicas sobre os ecossistemas e sua biota. REFERÊNCIAS Química ambiental: a química sobre nossas cabe- ças. Química Nova na Escola. Cadernos Temáti cos de Química Nova na Escola. Edição especial – Maio 2001.Disponível em: htt p://qnesc.sbq.org.br/online/ cadernos/01/atmosfera.pdf. Acesso em : 24 de nov. de 2022. ATIVIDADE INTEGRADORA Caro/a estudante, a seguir, vamos analisar alguns materiais, para compreender os métodos, objeti vos e conclusões de diferentes estudos. Ao ler os textos, atente-se à apresentação dos dados, à consistência dos argumentos, à coerência das conclusões, para, posteriormente, estabelecer um comparati vo. • Arti go 1: O que são poluentes? CETESB - Com- panhia Ambiental do Estado de São Paulo. Dis- ponível em: htt ps://cutt .ly/WWr4Hmv. Acesso em: 24 de nov. de 2022. • Arti go 2: “Impactos da Poluição das Queimadas à Saúde Humana: Internações por Doenças Res- piratórias no Estado de Rondônia entre 2009 e 2018”. Disponível em: htt ps://cutt .ly/YWr7n1E. Acesso em: 24 de nov. de 2022. • Arti go 3: “Poluição do ar como fator de risco para a saúde: uma revisão sistemáti ca no esta- do de São Paulo”. Disponível em: htt ps://cutt . ly/kWr71jd. Acesso em: 24 de nov. de 2022. • Arti go 4: “Partí culas fi nas de poluição são as novas inimigas da nossa saúde”. Disponível em: htt ps://cutt .ly/4Wr5xAc. Acesso em: 24 de nov. de 2022. Nivelamento e Ampliação ATIVIDADE EM GRUPO Caro/a estudante, leia o arti go sugerido, e siga a metodologia protocolo 3/ 2/ 1 que compreende: 1. 3 minutos para um membro de cada grupo apresentar o texto síntese do conteúdo; 2. minutos para colegas fazerem qualquer com- plemento e/ou questi onamento; 1. minuto para o professor dar feedback e fazer intervenções. Segue sugestão de material: Entenda como foi e por que o dia virou noite em São Paulo na segunda (19). Disponível em: htt ps://cutt .ly/LWrNWhc. Acesso em: 24 de nov. de 2022. ATIVIDADE EXTRA Caro/a estudante, nessa ati vidade iremos confec- cionar um jogo “dominó dos grupos funcionais”. O jogo possui 64 peças e deve ser jogado com no má- ximo 8 jogadores, isso, seguindo o mesmo princípio do jogo de dominó tradicional. Os jogadores devem conectar o nome do grupo funcional com a parte que corresponde a sua estrutura química. Assim, manten- do um contato direto dos jogadores com o conteúdo e proporcionando o desenvolvimento de habilidades de forma mais dinâmica. REGRAS DO JOGO: 1. O jogo inicia-se com o jogador que esti ver com qualquer um “carretão” – é uma peça especial que se encontra o nome do grupo funcional e sua respecti va estrutura química, conforme na fi gura 1. Figura 1- Exemplo de carretão Fonte: htt p://downloads.editoracienti fi ca.org/arti cles/210604946. pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 119 2. Após a saída do “carretão” o próximo jogador deve conectar uma peça com a estrutura química ou o nome do grupo funcional correspondente ao do car- retão (o senti do do jogo fi ca a critério dos jogadores); 2.1 – É importante salientar que de um lado do carretão deve ir uma peça com a estrutura química do grupo funcional e do outro lado do carretão outra peça com o nome do grupo funcional como é mos- trado na fi gura 2 Figura 2- Como as peças devem ser conectadas ao carretãoFigura 2- Como as peças devem ser conectadas ao carretão Fonte: htt p://downloads.editoracientifi ca.org/arti cles/210604946. pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. 3.0 – Os jogadores deverão conectar as peças de forma que corresponda ao grupo funcional conforme a fi gura 3; Figura 3- Como as peças são conectadas durante o jogo.Figura 3- Como as peças são conectadas durante o jogo. Fonte: htt p://downloads.editoracienti fi ca.org/arti cles/210604946. pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. 4.0 – Vence o jogo aquele jogador que acabar pri- meiro com suas peças. REFERÊNCIAS LEMOS, Eurico Eduardo Pinto De et al. Dominó dos grupos funcionais: uma proposta didáti ca no ensino médio para associar a fórmula estrutural dos grupos com seu respecti vo nome. Dominó dos grupos fun- cionais: uma proposta didáti ca no ensino médio para associar a fórmula estrutural dos grupos com seu res- pecti vo nome, v. 1, n. 3, p. 39-47, 2021. Disponível em: htt p://downloads.editoracienti fi ca. org/arti cles/210604946.pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. Capítu lo 13 SOLUÇÕES Competência específi ca Analisar e uti lizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu- mentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda- mentar e defender decisões éti cas e responsáveis. Habilidade específi ca (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, uti lizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositi vos e apli- cati vos digitais (como soft wares de simulação e de realidade virtual, entre outros). Objeti vo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT203B) Uti lizar conhecimento de con- centração de soluções, comparando teores de poluição do ar, da terra e da água por meio de concentração comum, molar, ppm e outros para propor ações (campanhas, com ou sem uso de tec- nologias) que busquem meios de diminuição de poluição, a corresponsabilidade social e o exercício da cidadania. Objeto(s) de conhecimento Soluções CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 120 Figura 4- Mapa Mental sobre Soluções. Fonte: htt ps://aquimicaesquemati zada.com/. Acesso em: 04 de dez. de 2022 SOLUÇÕES No nosso coti diano, estamos cercados por siste- mas formados por mais de uma substância, as cha- madas misturas. Uma solução é uma mistura de duas ou mais substâncias que existem em uma única fase, ou seja, é uma mistura homogênea. • Uma solução é composta de soluto e solvente, onde o soluto é a substância em menor quan- ti dade. • O fato de duas ou mais substâncias se mistu- rarem ou não depende do fator ‘solubilidade’. Esta é defi nida como a quanti dade máxima de uma substância que se dissolve em uma dada quanti dade de solvente a uma determinada temperatura. • A quanti dade máxima de soluto capaz de se dissolver totalmente numa determinada quan- ti dade de solvente é denominado coefi ciente de solubilidade. • A solução insaturada é aquela na qual o soluto dissolvido não ati ngiu o valor de seu coefi ciente de solubilidade, enquanto que uma solução sa- turada ati ngiu este valor. Ambas as soluções são estáveis. Uma solução supersaturada possui uma quanti dade de soluto dissolvido superior ao máximo permiti do, tornando-a instável. • A concentração de uma solução é uma forma de expressarmos a relação soluto/solução ou soluto/solvente. A unidade mais uti lizada é a molaridade. • A diluição de uma solução consiste em diminuir a concentração da solução inicial pela adição de mais solventes. Nesse procedimento, a massa do soluto permanece inalterada. ATIVIDADE INTEGRADORA Caro/a estudante, leia a matéria “ Química e o cor- po Humano” abaixo e responda os questi onamentos. Faça as devidas anotações. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 121 QUÍMICA E CORPO HUMANO Água no corpo Em média, em um adulto, a água corresponde a 60% de sua massa corpórea e, em crianças, a 75%. Por ser um excelente solvente, a água é essen- cial à vida. No interior das células, ela consti tui um meio perfeito, que permite a mobilidade e a migra- ção de moléculas. A água transporta para o interior das células moléculas como a glicose [C6H1206] e íons como o sódio [Na+]. o potássio [K+] e o cálcio [Ca2+], essenciais ao funcionamento do nosso corpo. Ela também transporta para fora da célula substâncias não desejáveis: as substâncias tóxicas produzidas nos processos metabólicos se dissolvem na água e podem ser eliminadas do organismo. Outra função da água é a regulação da tempera- tura corpórea, feita por meio da transpiração. Diariamente, perdemos de 1500 ml a 3000 ml de água, por meio do exercício de diversas funções do nosso organismo: dos rins, na forma de urina; dos pulmões, pela respiração; da pele, pela transpiração; e do aparelho digestório, pelo trato gastrointesti nal. A água perdida deve ser conti nuamente reposta pela ingestão de líquidos e de alimentos. (Os proces- sos metabólicos também produzem água nas células do nosso corpo.] A perda de 10% do total de água do corpo humano causa uma desidratação séria, que pode ser fatal se chegar a 20%. Veja, nas fotografi as, a porcentagem de água exis- tente em al- guns alimentos. Para ir além 1. Sobre a solubilidade dos líquidos, pode-se pen- sar na regra “semelhante tende a dissolver se- melhante”, isto é, líquidos polares tendem a se solubilizar em outros líquidos polares, e os apo- lares, em outros a polares. Mas tal regra não se aplica com exati dão para os gases e sólidos. Um exemplo disso é o gás carbônico que, sendo uma molécula apolar, é capaz de se dissolver na água, que é polar; ou o carbonato de cálcio, que é um sal e, portanto, polar e não se dissolve em água. Pensando nisso, assinale a alternati va que con- tém uma substância que se solubilizará em água. a) Gordura. b) Azeite. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 122 c) Álcool. d) Gasolina. e) Óleo 2. Para cada 200 g de hambúrguer, morango e leite, responda qual desses alimentos possui a maior quantidade de água. E qual a massa de água no alimento de menor teor, admitindo que a densi- dade da água seja de 1 g/ml. 3. Qual a porcentagem da água perdida pela urina em 24 horas? 3. A membrana plasmática, além de individualizar a célula e separar seu interior do meio externo, também permite trocas de substâncias do interior da célula para o meio intersticial (entre células]. Sem essas trocas a célula não é capaz de se man- ter viva. Um dos mecanismos de troca entre os meios é a bomba de sódio e potássio, que permite manter em quantidades adequadas os íons de só- dio e potássio, fora e dentro das células. Pesquise na biblioteca de sua escola ou cidade, na internet ou em seus livros de Biologia e responda: qual é a importância desses íons na membrana celular? REFERÊNCIAS Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p. ♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi- co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 2011. 461p. ♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na abordagem do cotidiano; volume 2; 5ª edição; São Paulo: Moderna, 2009. 488p. TIPOS DE SOLUÇÕES ATIVIDADE INTEGRADORA Caro/a estudante, leia a matéria “Química e o meio Ambiente “abaixo e responda os questionamen- tos. Faça as devidas anotações. QUÍMICA E MEIO AMBIENTE Solubilidade do gás oxigênio na água Os peixes absorvem o gás oxigênio (02] dissolvido na água. Em um aquário, podemos manter a quanti- dade de oxigênio adequada à sua sobrevivência bor- bulhando ar e controlando a temperatura do sistema. Na natureza, a quantidade adequada de 02 é providenciada pelo próprio ambiente. No entanto, o descaso e o não tratamento das águas utilizadas, tanto nas indústrias como em nossas casas, são res- ponsáveis pela introdução de grandes quantidades de resíduos em rios e lagos.Esses resíduos podem reagir com o gás oxigênio ou favorecer o desenvolvimento de bactérias aeróbias, que provocam a diminuição da quantidade de oxigênio na água, o que pode causar a mortandade de peixes. Uma das maneiras de abrandar a ação desses po- luentes consiste em manter a água desses rios e lagos sob constante e intensa agitação. Dessa maneira, ob- tém-se maior contato da água com o ar e, consequen- temente, maior oxigenação dessa água, possibilitando a respiração de peixes e outros seres vivos. Esse método de aeração da água também pode ser utilizado para amenizar os estragos causados pelo despejo de líquidos aquecidos em rios e lagos, pois o aumento da temperatura da água também provoca a diminuição do oxigênio nela dissolvido. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 123 Para saber 1. A mistura de gás oxigênio e água pode ser clas- sifi cada como: a) mistura heterogênea líquida. b) solução gasosa. c) solução líquida. d) mistura heterogênea sólida. e) mistura homogênea gasosa. 2. Analise o gráfi co ao lado e responda ao que se pede a 15 ºC, qual é o número de molde gás oxi- gênio dissolvido em 2 litros de água? Justi fi que sua resposta. Dado: MM do elemento oxigênio= 16 g/mol. 3. Além de interferir na concentração de gás oxigê- nio no meio aquáti co, a poluição afeta também a entrada de luz, prejudicando o fi toplâncton, uma imensa “fl oresta” marinha composta de plantas microscópicas. Embora também seja afetado pela poluição das águas, o zooplâncton, diferentemen- te do fi toplâncton, não depende da luz no meio aquáti co, pois é composto de minúsculos orga- nismos heterótrofos que vivem nos mares, rios ou lagos, como pequenos crustáceos, moluscos, entre outros. Considerando a existência, no mar, de fi toplanctons, zooplânctons, peixes pequenos, médios e grandes, e ainda a existência do ser humano, que se alimenta desses peixes, esque- mati ze uma possível cadeia alimentar marinha com os organismos citados e explique como a ausência de luz afeta essa cadeia. 4. Pesquise na biblioteca de sua escola ou cidade, na internet ou nas prefeituras, o número de par- ques com lagos na capital de seu estado. Procure saber se é feito algum ti po de tratamento da água desses lagos. REFERÊNCIAS Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p. ♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi- co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 2011. 461p. ♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na abordagem do coti diano; volume 2; 5ª edição; São Paulo: Moderna, 2009. 488p. SOLUBILIDADE E CURVAS DE SOLUBILIDADE SUGESTÃO DE ATIVIDADE Exercícios Fundamentais 1. [UnB-DF) Examine a tabela abaixo, com dados sobre a solubilidade da sacarose [C12 H 22O11 ), do sulfato de sódio [Na2SO4) e do clorato de potássio [KC-€O3) em água, a duas temperaturas diferentes, e julgue os itens seguintes: [O) A solubilidade de uma substância em deter- minado solvente independe da temperatura. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 124 [1) Uma solução aquosa de sulfato de sódio, de concentração 488 g/L, deixa de ser saturada quando aquecida a 60 ºC. [2) A uma dada temperatura, a quanti dade limite de um soluto que se dissolve em determinado vo- lume de solvente é conhecida como solubilidade. [3) Nem todas as substâncias são mais solúveis a quente. Quais desses itens são corretos? 2. O gráfi co abaixo representa as curvas de solubi- lidade das substâncias A, B, C e D. Com base no diagrama, responda: a) Qual das substâncias tem a sua solubilidade diminuída com a elevação da temperatura? b) Qual é a máxima quanti dade de A que conse- guimos dissolver em 100 g de H20 a 20 ºC? c) Considerando-se apenas as substâncias C e D, qual delas é a mais solúvel em água? d) Considerando-se apenas as substâncias A e C, qual delas é a mais solúvel em água? e) Qual das curvas de solubilidade representa a dissolução de um sal hidratado? f) Qual é a massa de D que satura 500 g de água a 100 ºC? Indique a massa da solução obti da [massa do soluto + massa do solvente). g) Uma solução saturada de C com 100 g de água, preparada a 60 ºC, é resfriada até 20 ºC. Deter- mine a massa de C que irá precipitar, formando o corpo de fundo a 20 ºC. Testando seu conhecimento 1. Existem algumas espécies de peixes que, para respirar, necessitam de maior concentração de gás oxigênio dissolvido na água. Explique por que os salmões são peixes tí picos de regiões frias. Considere as informações e responda às questões de 2 a 6. O brometo de potássio apresenta a seguinte tabela de solubilidade: 2. Qual é a massa de brometo de potássio necessá- ria para saturar: a) 100 g de água a 50 ºC? b) 200 g de água a 70 ºC? 3. Uma solução foi preparada, a 30 ºC, dissolven- do-se 40 g de brometo de potássio em 100 g de água. Essa solução é saturada? Analise o preparo de três soluções de brometo de potássio (abaixo), a 50 ºC, e responda às questões de 4 a 6. 4. Classifi que em saturada ou não saturada cada solução analisada [A, Be C). CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 125 5. Apenas uma das soluções está saturada e apre- senta corpo de fundo. Identi fi que-a e calcule a massa desse corpo de fundo. 6. Qual das três soluções encontra-se mais diluída [menos concentrada)? Observe o diagrama a seguir, que mostra a solubilida- de de duas substâncias [A e B) e responda às questões de 7 a 13. 7. Qual substância é mais solúvel a 20 ºC? 8. Qual substância é mais solúvel a 60 ºC? 9. Qual quanti dade de A devemos adicionar a 100 g de água a 40 ºC para obter uma solução saturada? 10. Uma solução contendo 1 O g de Bem 100 g de água a 40 ºC é saturada ou não saturada? Justi - fi que sua resposta. 11. Explique como a temperatura infl ui na solubili- dade de A. 12. Explique como a temperatura infl ui na solubili- dade de B. 13. O que acontece com a quanti dade do corpo de fundo de uma solução saturada de B quando submeti da a um aquecimento? Justi fi que sua resposta. Figura 5- Mapa Mental sobre OS Diferente Tipos de Concentração Comum. Fonte: htt ps://aquimicaesquemati zada.com/. Acesso em: 04 de dez. de 2022. CONCENTRAÇÃO COMUM SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. Uma solução foi preparada dissolvendo-se 4,0 g de cloreto de sódio (NaCl) em 2,0 litros de água. Considerando que o volume da solução permane- ceu 2,0 L, qual é a concentração da solução fi nal? a) 2g/L b) 4g/L c) 6 g/L d) 8 g/L e) 10 g/L 02. Complete as lacunas da frase a seguir com os valores corretos: “Uma solução que apresenta concentração 80 g/L apresenta ... gramas de soluto, por litro da solu- ção. Portanto, em 10 litros dessa solução devem existi r ... gramas de soluto.” CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 126 03. Um técnico de laboratório preparou uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4) misturando 33 g desse ácido em 200 mL de água, com extremo cuidado, lentamente, sob agitação e em uma ca- pela com exaustor. Ao final, a solução ficou com um volume de 220 mL. A concentração em g/L dessa solução é: a) 0,15 b) 0,165 c) 66 d) 15 e) 150 4. Em uma solução aquosa de hidróxido de sódio (NaOH), calcule: a) A concentração em g/L de uma solução que contém 4,0 g de NaOH dissolvidos em 500 mL de solução. b) Para preparar 300 mL de uma solução dessa base com concentração de 5 g/L será preciso quanto de soluto? e) Qual será o volume em mL de uma solução aquosa de hidróxido de sódio que possui exa- tamente 1 mol dessa substância (NaOH = 40 g/mol), sendo que sua concentração é igual a 240 g/L? 5. (UnB-DF) Em um rótulo de leite em pó integral, lê-se: A porcentagem em massa indica-nos a quantida- de de gramas de cada componente em 100 g de leite em pó. Calcule a concentração em massa (em g/L) de proteínas em um copo de 200 mL de leite preparado. 6. (Fuvest-SP) Considere duas latas do mesmo refri- gerante, uma na versão “diet” e outra na versãocomum. Ambas contêm o mesmo volume de lí- quido (300 mL) e têm a mesma massa quando vazias. A composição do refrigerante é a mesma em ambas, exceto por uma diferença: a versão comum contém certa quantidade de açúcar, en- quanto a versão “diet” não contém açúcar (ape- nas massa desprezível de um adoçante artificial). Pesando-se duas latas fechadas do refrigerante, foram obtidos os seguintes resultados: Por esses dados, pode-se concluir que a concen- tração, em g/L, de açúcar no refrigerante comum é de, aproximadamente: a) 0,020 b) 0,050 c) 1,1 d) 20 e) 50 7. (UFRN-RN) Uma das potencialidades econômi- cas do Rio Grande do Norte é a produção de sal marinho. O cloreto de sódio é obtido a partir da água do mar nas salinas construídas nas proximi- dades do litoral. De modo geral, a água do mar percorre diversos tanques de cristalização até uma concentração determinada. Suponha que, numa das etapas do processo, um técnico retirou 3 amostras de 500 mL de um tanque de cristali- zação, realizou a evaporação com cada amostra e anotou a massa de sal resultante na tabela a seguir: A concentração média das amostras será de: a) 48 g/L. b) 44 g/L. c) 42 g/L. d) 40 g/L 8. (Unicamp-SP) Evapora-se totalmente o solvente de 250 mL de uma solução aquosa de MgCl2 de concentração 8,0 g/L. Quantos gramas de soluto são obtidos? a) 8,0 b) 6,0 c) 4,0 d) 2,0 e) 1,0 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 127 CONCENTRAÇÃO EM MOL/L OU MOLARIDADE SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. Uma solução molar ou 1,0M apresenta __________ mol de soluto para cada ___________ de solução. 02. Uma solução decimolar ou 0,1M apresenta _______ mol de soluto para cada _____________ de solução. 03. A representação [glicose] = 0,2M indica uma solu- ção contendo _________ mol de soluto (glicose) para cada _________de solução. 04. Em uma salina, determine a massa de NaCℓ obti - da após a evaporação completa da água de 1,0m3 de água do mar. (Na = 23, Cℓ = 35,5) 05. Um determinado gás poluente apresenta tole- rância máxima de 2,0 ⋅ 10–5 mol/L em relação ao ar. Uma sala fechada de dimensões 4m × 5m × 3m contém 6mol daquele gás. A tolerância foi ultrapassada? 06. Um técnico pesou uma amostra de sulfato de cobre II pentahidratado (CuSO4 ⋅ 5H2O) e en- controu o valor de 49,9g. A amostra foi colocada em um balão volumétrico. Em seguida, o técnico adicionou água desti lada até a marca do balão, correspondente a 250mL. Determine a concen- tração em mol/L da solução. (Cu = 63,5 , S = 32, O = 16, H = 1) 07. Em uma emergência, um técnico de hospital pre- parou soro glicosado, dissolvendo 108g de glico- se em água sufi ciente para 2,0 litros de solução. Determine a concentração em mol/L de glicose no soro obti do. (Glicose = 180 g/mol) 08. Em uma solução 0,5M de Fe2(SO4)3, calcule a concentração em mol/L em função dos íons Fe3+ e SO4 2– . 09. Determine a concentração em mol/L de uma solu- ção de Na3PO4, sabendo-se que a concentração de íons Na+ vale 0,6mol/L. 10. Calcule o número de íons Aℓ 3+ em 100mL de solução 0,2mol/L de Aℓ2(SO4)3. REFERÊNCIAS Portal de Estudos em Química (PEQ) – www.profpc. com.br. Acesso em : 04 de dez. de 2022. DENSIDADE SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Uma solução foi preparada misturando-se 30 gramas de um sal em 300 g de água. Conside- rando-se que o volume da solução é igual a 300 mL, a densidade dessa solução em g/mL será de: a) 10,0 b) 1,0 c) 0,9 d) 1,1 e) 0,1 2. Três líquidos (água, benzeno e clorofórmio) foram colocados numa proveta, originando o seguinte aspecto: CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 128 A seguir temos uma tabela com as densidades de cada líquido. Baseando-se nessas informações e em seus conhecimentos sobre densidade, rela- cione as substâncias A, B e C com as mencionadas na tabela. Justifique sua resposta. 3. Na tabela abaixo temos as densidades de al- guns materiais sólidos. Se eles forem adicionados à água líquida e pura, à temperatura ambiente, qual deles flutuará? Pau-brasil .............................. 0,4 g/cm3 Alumínio ................................ 2,70 g/cm3 Diamante .................................3,5 g/cm3 Chumbo...................................11,3 g/cm3 Carvão ..................................... 0,5 g/cm3 Mercúrio .................................13,6 g/cm3 Água ......................................... 1,0 g/cm3 4. Uma solução aquosa foi preparada dissolvendo- -se certa massa de hidróxido de sódio (NaOH) em 600 mL de água, originando um volume de 620 mL. Qual será a massa do soluto presente nessa solução? (Dados: densidade da solução = 1,19 g/ mL; densidade da água = 1,0 g/mL) a) 222,4 g b) 137,8 g c) 184,5 g d) 172,9 g e) 143,1 g 5. (UFPE) Para identificar três líquidos – de densi- dades 0,8,1,0 e 1,2 – o analista dispõe de uma pequena bola de densidade 1,0. Conforme as posições das bolas apresentadas no desenho a seguir, podemos afirmar que: a) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre- sentam densidades 0,8, 1,0 e 1,2. b) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre- sentam densidades 1,2, 0,8 e 1,0. c) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre- sentam densidades 1,0, 0,8 e 1,2. d) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre- sentam densidades 1,2, 1,0 e 0,8. e) os líquidos contidos nas provetas 1, 2 e 3 apre- sentam densidades 1,0, 1,2 e 0,8. 6. (Fuvest-SP) Em uma indústria, um operário mistu- rou, inadvertidamente, polietileno (PE), policlore- to de vinila (PVC) e poliestireno (PS), limpos e mo- ídos. Para recuperar cada um destes polímeros, utilizou o seguinte método de separação: jogou a mistura em um tanque contendo água (densi- dade = 1,00 g/cm3), separando, então, a fração que flutuou (fração A) daquela que foi ao fundo (fração B). Depois, recolheu a fração B, secou-a e jogou-a em outro tanque contendo solução salina (densidade = 1,10g/cm3), separando o material que flutuou (fração C) daquele que afundou (fra- ção D). (Dados: densidade na temperatura de trabalho em g/cm3: polietileno = 0,91 a 0,98; poliestireno = 1,04 a 1,06; policloreto de vinila = 1,5 a 1,42) As frações A, C e D eram, respectivamente: a) PE, PS e PVC b) PS, PE e PVC c) PVC, PS e PE d) PS, PVC e PE e) PE, PVC e PS 7. (Unicamp-SP) Três frascos de vidro transparentes, fechados, de formas e dimensões iguais, contêm cada um a mesma massa de líquidos diferentes. Um contém água, o outro, clorofórmio e o ter- ceiro, etanol. Os três líquidos são incolores e não preenchem totalmente os frascos, os quais não têm nenhuma identificação. Sem abrir os frascos, como você faria para identificar as substâncias? A densidade (d) de cada um dos líquidos, à tem- peratura ambiente, é: d(água) = 1,0 g/cm3 CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 129 d(clorofórmio) = 1,4 g/cm3 d(etanol) = 0,8 g/cm3 8. (FMU-SP) Um vidro contém 200 cm3 de mercúrio de densidade 13,6 g/cm3. A massa de mercúrio conti do no vidro é: a) 0,8 kg b) 0,68 kg c) 2,72 kg d) 27,2 kg e) 6,8 kg TÍTULO SUGESTÃO DE ATIVIDADE 1. Calcular a porcentagem, em massa, de uma so- lução formada, quando foram uti lizados 40g de cloreto de sódio para serem dissolvidos em 60g de água. 2. Uma solução aquosa de hidróxido de sódio é pre- parada, misturando-se 20g de soluto com 140g de solvente. Qual a porcentagem, em massa, do soluto na solução? 3 (F.F.O.Diamanti na-MG) Quantos gramas de água são necessários, a fi m de preparar uma solução a 20% em peso,usando 80g de soluto? 4. (PUC-Camp-SP) Tem-se um frasco de soro glico- sado, a 5% (solução aquosa de 5% em massa de glicose). Para preparar 1 kg desse soro, quantos gramas de glicose devem ser dissolvidos em água? 5 (E.E.Mauá-SP) Uma solução de um dado soluto foi preparada a parti r de 160g de água. Se o tí tulo da solução é 0,2, calcule a massa do soluto. 6. A análise revelou que um vinho contém 48 mL de álcool em cada caneca de 300 mL. Qual o tí tulo em volume desse vinho? E em porcentagem? FRAÇÃO MOLAR SUGESTÃO DE ATIVIDADE Fraçãomolar do soluto (X1): É a relação entre o nú- mero de mols do soluto (n1) e o número de mols da solução (n2) Fração molar do solvente (X2): É a relação entre o número de mols do solvente (n2) e o número de mols da solução (n2) 1. Calcular as frações molares do soluto e do solven- te em uma solução que contém 117g de cloreto de sódio dissolvidos em 324g de água. 2. (FURRN adaptado) Qual a fração molar do soluto e do solvente de uma solução preparada toman- do-se 3 mols de glicose e 97 mols de água? 3. Qual a fração molar do componente B numa mis- tura contendo 4g de A (M=20g/mol) e 8,4g de B (M=28g/mol)? 4. (U.F.Fluminense-RJ) Uma solução contém 18g de glicose (C6H12O6), 24,0g de ácido acéti co (C2H4O2) e 81,0g de água. Qual a fração molar do ácido acéti co na solução? 5. (Faap-SP) Uma solução aquosa de NaCl apresenta 11,7% em peso de soluto. Determine as frações molares do soluto e do solvente nessa solução. 6. Determine as frações molares do soluto e do sol- vente numa solução que foi preparada dissolven- do-se 98g de ácido sulfúrico em 162g de água. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 130 Capítulo 14 LIXO, RESÍDUOS E REJEITOS Competência específica Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu- mentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda- mentar e defender decisões éticas e responsáveis. Habilidade específica (EM13CNT203) Avaliar e prever efeitos de interven- ções nos ecossistemas, e seus impactos nos seres vivos e no corpo humano, com base nos mecanis- mos de manutenção da vida, nos ciclos da matéria e nas transformações e transferências de energia, utilizando representações e simulações sobre tais fatores, com ou sem o uso de dispositivos e apli- cativos digitais (como softwares de simulação e de realidade virtual, entre outros). Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM (GO-EMCNT203F) Diferenciar lixo, resíduo e rejeito, analisando suas características biológicas, quími- cas ou físicas envolvidas para discutir criticamente sobre as etapas em processos de obtenção, trans- formação, utilização ou reciclagem de recursos na- turais, energéticos ou matérias-primas. Objeto(s) de conhecimento Lixo, resíduo e rejeito Reciclagem, reutilização, reaproveitamento de ma- teriais e energia Descritor Saeb Identificar os processos de intervenções Humanas no meio ambiente Lixo, Resíduos e Rejeitos SUGESTÃO DE PESQUISA 01. Leia a entrevista , onde a Especialista em geren- ciamento de resíduos, a arquiteta Veronica Polzer explica os três termos e as formas sustentáveis de lidar com cada um dele. Nádia Sayuri Kaku Atualizado em 14 Maio 2021, 16h11 - Publicado em 14 Maio 2021, 16h30 Dis- ponível em: https://casacor.abril.com.br/susten- tabilidade/lixo-residuo-rejeitos-diferencas-entre- -termos/. Acesso em: 30 de nov. de 2022. 02. Leia o artigo “Resíduos e Rejeitos de Aulas Expe- rimentais: O que Fazer?”, escrito pelos autores: Patrícia Fernandes Lootens Machado e Gerson de Souza Mól. Disponível em : http://qnesc.sbq. org.br/online/qnesc29/09-EEQ-4007.pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. A geração de resíduos e rejeitos perigosos é um fato inerente à experimentação no ensino de Quí- mica. Portanto, faz-se necessário discutir com a comunidade escolar a relevância do gerencia- mento de materiais residuais gerados em aulas experimentais de Química, apontando formas adequadas e seguras para o manuseio desse ma- terial. Essa discussão, que deve ser considerada uma obrigação do ponto de vista de preservação ambiental, é uma importante ação de educação, podendo ser abordada em qualquer área de en- sino ATIVIDADE INTRODUTÓRIA Caro/a estudante, a partir das leituras indicadas acima, confeccione um mapa mental explicativo in- dicando todos os conceitos mais relevantes sobre o referidos temas: Lixo, resíduos e rejeitos. Socialize com a turma. ATIVIDADE INTEGRADORA Decomposição dos resíduos Recursos necessários: Recipientes de plástico/vidro, terra, lata de alumínio, lixo orgânico, papéis já utilizados, sacola plástica, um cesto de lixo, cartolinas, materiais para desenho. 1. Aquecendo a turma Assista ao Episódio 06 da série Consciente Cole- tivo. Faça as anotações no caderno elas serão base para a discussão do experimento a seguir. MÍDIAS INTEGRADAS Consciente Coletivo – Episódio 06, Resíduos: ht- tps://youtu.be/5Cbijm9ucg4. Acesso em: 30 de nov. de 2022. CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 131 2. Mãos na massa Divida a turma em quatro grupos, cada grupo fica- rá responsável em montar um recipiente para simular o que acontece com os materiais que descartamos. Para a confecção do experimento cada grupo precisará de um recipiente transparente, de vidro ou uma embalagem de plástico, que tenham o tamanho aproximado de 35 x 25 cm. Esses recipientes deverão ser preenchidos até a metade com terra úmida. Um grupo ficará responsável em colocar uma lata de alumínio dentro do recipiente (uma lata de refrigerante, por exemplo), outro grupo lixo orgânico (resto de comida: casca de frutas, casca de ovo etc.), o terceiro grupo um pouco de papel (pode ser uma embalagem ou papeis já utilizados) e o quarto mate- rial feito de plástico e/ou de isopor (uma sacolinha de supermercado ou uma embalagem). Os recipientes deverão ser tampados para evitar moscas e preservar a higiene e a terra deverá ser man- tida sempre úmida. Coloque os recipientes em um local visível a todos os alunos. Cada grupo deverá observar e anotar o que acon- tece com o seu experimento semanalmente. 3. Compartilhando o que aprendemos No final de um mês discuta com a classe o que foi observado, em especial chame atenção para o tempo de decomposição de cada material. Peça para que os alunos revisitem as respostas que deram na discussão inicial anterior à feitura do ex- perimento, elas correspondem ao que foi observado? Todos os materiais que participaram do experi- mento são itens que utilizamos no dia-a-dia. Após o descarte eles são levados até lixões ou aterros sanitá- rios e lá permanecem, gerando impactos para o meio ambiente e a todos que nele vivem. Mas, será que tudo que descartamos deve ter o mesmo fim? Explique para a turma que existe uma diferença fundamental entre lixo e resíduo, muitas vezes os dois são descartados da mesma forma, mas podem ter destinos diferentes. Resíduos são as sobras do processo de produção ou consumo que, se descartados adequadamente, ainda podem ser reciclados e reutilizados, por exem- plo: papel, todos os tipos de plásticos, metal, alumínio, vidro e etc. Já lixo é o rejeito da produção ou do consumo, dessa forma ele não pode ser reaproveitado, são exemplos: restos de cozinha e banheiro, caixa de pizza ou papel engordurado, fita adesiva, fotografias, etc. 4. Nossa criação Após a discussão sobre o experimento assistam a animação Repensar, Reduzir, Reutilizar, Reciclar. MÍDIAS INTEGRADAS Conheça os 4 R’s: Repensar, reduzir, reutilizar e reci- clar: https://youtu.be/PckAgY6stqU. Acesso em : 30 de nov. de 2022. Com medidas simples todos podem ajudar a diminuir a geração de resíduos, que tal propor um desafio para a turma? Coloque um cesto de lixo na classe e oriente os alunos a depositarem, durante um mês, apenas resíduos não orgânicos que possam ser reciclados ou reaprovei- tados de alguma forma, como restos de recortes de revistas ou folhas de caderno, definindo metas cole- tivas para a redução do volume dos resíduos, semana a semana. REFERÊNCIAS Essa atividade foi retirada, da rede de Aprendizagem para o Consumo consciente, edukatu. Disponível em : https://edukatu.org.br/uploads/EDKT/TCC_Decom- posicao_Residuos.pdf. Acesso em: 30 de nov. de 2022. SUGESTÃO DE ATIVIDADE 01. De acordo com o artigo 8° da Lei n. 12.305/2010, são instrumentos da Política Nacional de Resídu- os Sólidos: I – os panos de resíduos sólidos. II – o monitoramento e a fiscalização ambiental,sanitária e agropecuária. III – os inventários e o sistema declaratório se- mestral de resíduos sólidos. (A) Apenas o item I é verdadeiro. (B) Apenas o item II é verdadeiro. (C) Apenas o item III é verdadeiro. (D) Apenas os itens I e II são verdadeiros. (E) Todos os itens são verdadeiros. 02. A reciclagem e o reuso das águas residuárias traz benefícios ambientais, sociais e econômicos. So- bre os tipos e modalidades de reuso, assinale a alternativa incorreta. (A) O reuso para fins ambientais constitui-se da utilização de água de reuso para implantação de projetos de recuperação do meio ambiente (B) Não é permitido o reuso da água para a cria- ção de animais ou cultivo de vegetais aquá- ticos CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS 132 (C) A água pode ser reutilizada dentro do am- biente domésticos para finalidades como a irrigação de jardins e lavagem de pisos (D) Pode ser realizada reciclagem interna, que consiste no reuso da água internamente nas instalações industriais 03. Nos processos de reuso, variadas técnicas são uti- lizadas visando a remoção de resíduos. Analise as afirmativas abaixo: I. No processo de remoção de resíduos podem ser empregadas técnicas de ordem física e físi- co-químicas, já os processos biológicos não são aceitos para esse fim. II. O uso de micro-organismos é vetado durante os procedimentos de remoção de resíduos devido a possibilidade de contaminação da água. III. No Brasil não existem normas e padrões es- pecíficos para regulamentar e direcionar o reuso de águas residuárias. IV. O CONAMA estabelece quatro classes e mais uma especial, e classifica as águas como doces, salobras e salinas, estabelecendo parâmetros físi- co-químicos para cada classe dos corpos d´água, de acordo com a utilização que deve ser dada às mesmas. Assinale a alternativa correta. (A) Apenas as afirmativas II e III estão corretas (B) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas (C) As afirmativas I, II, III e IV estão corretas (D) Apenas as afirmativas III e IV estão corretas 04. Analise as assertivas e assinale a alternativa cor- reta. De acordo com as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, estabelecidas no Art. 2º, da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, os servi- ços públicos de saneamento básico devem ser prestados com base em qual(ais) dos princípios fundamentais listados abaixo? I. Utilização de tecnologias apropriadas, conside- rando a capacidade de pagamento dos usuários e a adoção de soluções graduais e progressivas. II. Prioridade dos serviços públicos de sanea- mento básico para cidades com mais de 100 mil habitantes. III. Integralidade, compreendida como o conjunto de todas as atividades e componentes de cada um dos diversos serviços de saneamento básico. IV. Abastecimento de água, esgotamento sanitá- rio, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos realizados de formas adequadas à saúde pública e à proteção do meio ambiente. (A) Apenas I, II e III estão corretas. (B) Apenas II, III e IV estão corretas. (C) Apenas I, III e IV estão corretas. (D) Apenas I, II e IV estão corretas. 05. “Instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao se- tor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.” O texto acima trata do conceito de: (A) Gerenciamento de resíduos sólidos. (B) Coleta seletiva. (C) Reutilização. (D) Rejeitos. (E) Logística Reversa. REFERÊNCIAS Urbesco, J.; Salvador, E.; Química – Físico-química; volume 2; 10ª edição; São Paulo: Saraiva, 2005. 512p. ♣ Urbesco, J.; Salvador, E.; Conecte Química – Físi- co-química; volume 2; 1ª edição; São Paulo: Saraiva, 2011. 461p. ♣ Peruzzo, F. M.; Canto, E. L.; Química 2: Química na abordagem do cotidiano; volume 2; 5ª edição; São Paulo: Moderna, 2009. 488p. Matemática e suas Tecnologias Matemática e MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 134 COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA Formação Geral Básica RAZÃO E PROPORÇÃO Habilidade BNCC: EM13MAT314 Resolver e elaborar problemas que envolvem grandezas determinadas pela razão ou pelo produto de outras (velocidade, densidade de- mográfica, energia elétrica etc.). Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: GO-EMMAT314A: Reconhecer situações que envol- vem proporcionalidade em diferentes contextos, compreendendo a ideia de grandezas direta e in- versamente proporcionais para resolver problemas relativos à realidade e/ou solucionar problemas do cotidiano que envolvam relação entre grandezas tais como velocidade, densidade demográfica, energia elétrica etc. GO-EMMAT314A: Reconhecer situações que envol- vem proporcionalidade em diferentes contextos, compreendendo a ideia de grandezas direta e in- versamente proporcionais para resolver problemas relativos à realidade e/ou solucionar problemas do cotidiano que envolvam relação entre grandezas tais como velocidade, densidade demográfica, energia elétrica etc. GO-EMMAT314D: Resolver e elaborar problemas que envolvem grandezas determinadas pela razão ou produto de outras grandezas, utilizando infor- mações apresentadas pela mídia, livros, jornais e revistas para compreender conceitos como velo- cidade média, densidade demográfica, índice plu- viométrico etc. Objeto de Conhecimento: Razão e Proporção Razão é parte da análise da relação entre duas grandezas, e é representada pelo coeficiente entre esses dois números. Temos então duas grandezas A e B, com B podemos representar a razão entre essas duas gran- dezas como Desta forma, apresentamos uma razão em força de fração. Note que, a grandeza A está no numerador e a grandeza B está no denominador, com isso pode- mos associar uma nomenclatura para cada uma des- sas grandezas ao associá-las a sua posição na fração. Aquela grandeza que estiver no numerador, neste caso A, será chamada de antecedente. E a grandeza que estiver no denominador, neste caso B, será cha- mada de consequente. Ao nos depararmos com uma representação de grandezas em forma de razão, temos ainda uma forma especifica para realizar sua leitura. Considere duas grandezas C e D, com D . Ao representá-las em uma razão Podemos fazer a leitura como: “C está para D” ou “C para D”. Será sempre uma situação antecedente está para o consequente. Podemos, ainda, perceber o uso das razões em dife- rentes setores, seja da matemática como em outras áre- as de conhecimento, como química, física e geografia. Na matemática podemos perceber a razão no pro- cesso de obtenção da porcentagem como a relação entre duas grandezas, a parte e o todo. Pense na seguinte situação: Ao repartirmos um bolo em 4 parte iguais e comermos duas, podemos relacionar a parte 2, com o todo 4. A razão estabele- cida entre parte e todo será Na geografia podemos perceber a razão no pro- cesso de obtenção da densidade demográfica, esta- mos falando da relação entre tamanho da região e a quantidade de habitantes nela presente. Considere o estado de Goiás, este possui um total de 7 206 589 habitantes distribuídos em um territó- rio de 340 242,856 km². Ao expressarmos essas duas grandezas em forma de razão, teremos O valor obtido dessa razão representa a densida- de demográfica, ou seja, um número que totaliza a quantidade de habitantes por km² presentes neste território. Na física, temos a velocidade média como sendo o resultado de uma razão entre a distância percorrida pelo tempo que levou para percorrer tal distância. Considere um carro que percorre uma distância de 45 m em 15 segundos. Temos então que a razão estabelecida é MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 135 Assim é possível perceber a presença da ideia de razão em diversos âmbitos de conhecimento. ATIVIDADES 1. Considere a seguinte situação “Em uma receita, usa-se 1 colheres de sal para cada 2 xicaras de farinha”Assinale a alternativa cuja razão melhor repre- senta a situação descrita. (A) (B) (C) (D) (E) 2. Em um pátio há 54 motos e 108 carros. Qual a razão entre motos e carros? (A) (B) (C) (D) (E) 3. Em uma construção usa-se parafusos de 5cm para tabuas de 20cm. Qual a razão entre o tamanho dos parafusos para o tamanho das tabuas? (A) (B) (C) (D) (E) 4. A população da cidade e Mundo Novo é de 6mil habitantes, distribuídos em uma região de 2 mil quilômetros. Qual a densidade demográfica de Mundo Novo? (A) 6 hab/km² (B) 4 hab/km² (C) 3 hab/km² (D) 2 hab/km² (E) 1,5 hab/km² 5. Um trator percorre 1800 metros em 90 segundos. Qual é a velocidade média do trator ao realizar o percurso? (A) 15 m/s (B) 18 m/s (C) 20 m/s (D) 22 m/s (E) 25 m/s Quando estamos trabalhando com duas grandezas é possível perceber como elas estão conectadas na situação em que foram observadas. Considere uma plantação de jabuticabas, nessa plantação eu tenho 100 pés de jabuticaba e eles me rendem 10 000 litros de jabuticaba. Vamos observar a razão estabelecida entre essas grandezas Caso eu plante mais 100 pés de jabuticaba a fa- zenda passará a render 20 000 litros de jabuticaba. Assim a razão passará a ser Percebam que conforme eu aumente a quanti- dade de pés de jabuticaba estarei também aumen- tando a quantidade de litros de jabuticaba que essa produção irá fornecer? Isso quer dizer que ambas são grandezas diretamente proporcionais, isto é, confor- me eu aumento uma das grandezas a outra também irá aumentar proporcionalmente. De forma análoga, podemos pensar em grandezas inversamente proporcionais. Neste caso, ao termos uma situação em que uma das grandezas cresce e consequentemente a outra diminui. Agora vamos observar agora ambas as produções Como ambas produções têm como resultado o mesmo valor podemos então dizer que ao avaliarmos as razões das duas situações, elas são razões equiva- MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 136 lentes de grandezas diretamente proporcionais, ou seja E, assim, podemos definir a proporção como sendo uma igualdade entre razões, ou quando duas razões têm o mesmo resultado, como no exemplo apresentado anteriormente. ATIVIDADES 6. Em um dia uma indústria produz 300 peças de determinado produto com 9 máquinas. Para que essa indústria consiga produzir 600 peças, no mesmo intervalo de tempo, qual deve ser a quantidade de máquinas? (A) 10 (B) 13 (C) 15 (D) 17 (E) 18 7. Ao fazer uma receita, Julia usa 3 xicaras de água para 4 xicaras de farinha. Caso Julia use 12 xicaras de farinha, qual deve ser a quantidade de xicaras de água? (A) 7 (B) 8 (C) 9 (D) 10 (E) 11 8. Uma plantação de soja produz 800 sacas em seu território ao longo do ano. Para que a quantidade de sacas produzidas dobre, o território utilizado para plantio deve (A) dobrar. (B) triplicar. (C) Quadruplicar. (D) reduzir pela metade. (E) reduzir pela terça parte. 9. Uma gráfica faz 6000 impressões por dia, utilizan- do 4 máquinas idênticas. Para que a quantidade de impressões seja de 9000 qual deve ser a quan- tidade de máquinas produzindo as impressões? (A) 5 (B) 6 (C) 7 (D) 8 (E) 9 10. Uma loja consegue vender R$250.000,00 por mês com 5 funcionários. Qual deve ser o número de funcionários para que a loja consiga atingir uma venda mensal de R$350.000,00? (A) 7 (B) 8 (C) 9 (D) 10 (E) 11 PROPRIEDADES DA PROPORÇÃO Agora que entendemos os conceitos envolvendo grandezas diretamente proporcionais e inversamen- te proporcionais e sabemos que quando temos duas ou mais razões que são equivalentes obtemos então uma proporção, podemos começar a falar sobre as propriedades da proporção. Se temos uma situação em que duas razões são equivalentes, tem-se De modo análogo, se realizarmos uma multiplica- ção cruzada ela continuará sendo verdadeira. Com isso, temos a primeira propriedade que diz que o produto dos meios é igual ao produto dos ex- tremos, a famosa multiplicação cruzada. Outra propriedade interessante é que ao somar ou subtrair o denominador ao numerador de ambas as razões não se altera a proporção, isto é Ou Ainda, podemos somar ou subtrair os numera- dores e denominadores de uma razão a outra e o resultado será a primeira ou a segunda razão Assim como, MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 137 Falamos anteriormente, brevemente, sobre pro- porcionalidade direta e inversa, mas se faz necessário um pequeno acréscimo nos nossos saberes a respeito da interpretação matemática da proporcionalidade inversa. Essa se deve ao fato de que, ao realizarmos as contas em uma determinada situação cuja proporção é estabelecida de forma inversa, antes de efetuarmos a multiplicação cruzada é preciso que uma das frações seja invertida. Perceba o seguinte problema: Alejandro irá para sua escola de moto, se ele faz o percurso com uma velocidade de 30 m/s ele leva 2 minutos. Caso ele diminua sua velocidade para 12 m/s quanto tempo levará para chegar à escola? Conforme a velocidade aumenta, menor será o tempo de percurso. Conforme a velocidade diminui maior será o tempo de percurso, assim temos que: Assim, por se tratar de grandezas inversas é pre- ciso que realizemos uma inversão de uma das razões Agora sim podemos aplicar a propriedade da pro- porção e realizar a multiplicação cruzada e obter ATIVIDADES 11. Determine o valor de x nas proporções a seguir a) b) c) d) 12. Pedro, ao produzir uma maquete, representou um monumento de 80 metros de altura com uma peça de 48 centímetros. Luiz representou um outro monumento de 110 metros usando as mesmas proporções que seu colega. Desta for- ma, o monumento representado por Luiz possui quantos centímetros em sua maquete? (A) 56 (B) 60 (C) 66 (D) 72 (E) 78 13. Em uma turma, a razão entre o número homens e o número de mulheres é 3/5. Nessa turma há 21 homens, o número total de alunos da turma é (A) 35 (B) 42 (C) 48 (D) 54 (E) 56 14. Para executar uma reforma em seu apartamento, uma pessoa solicitou os serviços de três pedrei- ros e combinou o pagamento de R$ 3,000,00 ao término da obra. Um pedreiro trabalhou na obra por 5 dias, outro trabalhou por 3 dias e o terceiro trabalhou por apenas 2 dias. Quanto cada pedrei- ro deve receber? 15. A razão entre o peso de uma pessoa na Terra e o seu peso em Netuno é 5/7. Dessa forma, o peso de uma pessoa que na terra pesa 78kg na terra pesará (A) menos de 50kgs. (B) entre 50kg e 80kgs. (C) entre 85kg e 97kg. (D) entre 100kgs e 110kgs. (E) acima de 120kgs. ATIVIDADE COMPLEMENTAR 1. (ENEM PPL 2015) Uma confecção possuía 36 funcionários, alcançando uma produtividade de5.400 camisetas por dia, com uma jornada de trabalho diária dos funcionários de 6 horas. Entretanto, com o lançamento da nova coleção e de uma nova campanha de marketing, o núme- ro de encomendas cresceu de forma acentuada, aumentando a demanda diária para21.600 ca- misetas. Buscando atender essa nova demanda, a empresa aumentou o quadro de funcionários para 96. Ainda assim, a carga horária de trabalho necessita ser ajustada. Qual deve ser a nova jornada de trabalho diá- ria dos funcionários para que a empresa consiga atender a demanda? (A) 1 hora e 30 minutos (B) 2 horas e 15 minutos (C) 9 horas (D) 16 horas (E) 24 horas MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 138 2. ENEM 2017) Em uma de suas viagens, um turista comprou uma lembrança de um dos monumen- tos que visitou. Na base do objeto há informações dizendo que se trata de uma peça em escala 1: 400, e que seu volume é de 25 cm³. O volume do monumento original, em metro cú- bico é de (A) 100. (B) 400. (C) 1 600. (D) 6 250. (E) 10 000. 3. (ENEM PPL 2017) No centro de uma praça será construída uma estátua que ocupará um terre- no quadrado com área de9 metros quadrados. O executor da obra percebeu que a escala do desenho na planta baixa do projeto é de1: 25. Na planta baixa, a área da fi gura que representa esse terreno, em centí metro quadrado, é (A) 144. (B) 225. (C) 3 600. (D) 7 500. (E) 32 400 4.(ENEM (Libras) 2017) Uma padaria fabrica bis- coitos que são embalados em pacotes com dez unidades, e cada pacote pesa 85 gramas. Na infor- mação ao consumidor lê-se: “A cada15 gramas do biscoito correspondem 90 quilocalorias”. Quantas quilocalorias tem um desses biscoitos? (A) 6 (B) 14 (C) 51 (D) 60 (E) 510 5. Enem/2016) Cinco marcas de pão integral apre- sentam as seguintes concentrações de fi bras (massa de fi bra por massa de pão): - Marca A: 2 g de fi bras a cada 50 g de pão; - Marca B: 5 g de fi bras a cada 40 g de pão; - Marca C: 5 g de fi bras a cada 100 g de pão; - Marca D: 6 g de fi bras a cada 90 g de pão; - Marca E: 7 g de fi bras a cada 70 g de pão. Recomenda-se a ingestão do pão que possui a maior concentração de fi bras. Qual a marca deve ser escolhida? (A) A (B) B (C) C (D) D (E) E POLÍGONOS Habilidade BNCC: (EM13MAT505)Resolver problemas sobre ladrilha- mento do plano, com ou sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa- drões observados. Objeti vos de Aprendizagem do DC-GOEM: (GO-EMMAT505A) Analisar situações que envolvem fi guras planas, reconhecendo seus elementos e ca- racterísti cas (nomenclatura, regularidade, medidas, entre outros) para resolver problemas relacionados a espaço e forma. (GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envolvam espaço e forma (perímetro e área de fi guras planas, ladrilhamento de planos, entre outros) empregando estratégias e recursos, observando padrões com ou sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica para conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamen- to, generalizando padrões observados etc. (GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envolvam espaço e forma (perímetro e área de fi guras planas, ladrilhamento de planos, entre outros) empregando estratégias e recursos, observando padrões com ou sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica para conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamen- to, generalizando padrões observados etc. Objeto de Conhecimento: Polígonos regulares e suas característi cas: ângulos internos, ângulos externos etc. Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações Os polígonos são fi guras planas e fechadas cons- ti tuídas por segmentos de reta. A palavra “polígono” advém do grego e consti tui a união de dois termos “poly” e “gon” que signifi ca “muitos ângulos”. Os po- lígonos podem ser simples ou complexos. Os polígo- nos simples são aqueles cujos segmentos consecuti - vos que o formam não são colineares, não se cruzam e se tocam apenas nas extremidades. Quando existe intersecção entre dois lados não consecuti vos, o po- lígono é chamado de complexo. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 139 A junção das retas que formam os lados de um polígono com o seu interior é chamada de região po- ligonal. Essa região pode ser convexa ou côncava. Os polígonos simples são chamados de convexos quan- do qualquer reta que une dois pontos, pertencente a região poligonal, fi cará totalmente inserida nesta região. Já nos polígonos côncavos isso não acontece. Quando um polígono apresenta todos os lados congruentes entre si, ou seja, possuem a mesma me- dida, ele é chamado de equilátero. Quando todos os ângulos têm mesma medida, ele é chamado de equi- ângulo. Os polígonos convexos são regulares quando apresentam os lados e os ângulos congruentes, ou seja, são ao mesmo tempo equiláteros e equiângulos. Por exemplo, o quadrado é um polígono regular. Elementos do Polígono • Vérti ce: corresponde ao ponto de encontro dos segmentos que formam o polígono. • Lado: corresponde a cada segmentos de reta que une vérti ces consecuti vos. • Ângulos: os ângulos internos correspondem aos ângulos formados por dois lados consecuti vos. Por outro lado, os ângulos externos são os ân- gulos formados por um lado e pelo prolonga- mento do lado sucessivo a ele. • Diagonal: corresponde ao segmento de reta que liga dois vérti ces não consecuti vos, ou seja, um segmento de reta que passa pelo interior da fi gura. Nomenclatura dos Polígonos é realizada conside- rando o número de lados presentes, os polígonos são classifi cados em: A Soma dos ângulos externos dos polígonos con- vexos é sempre igual a 360°. Entretanto, para obter a soma dos ângulos internos de um polígono é neces- sário aplicar a seguinte fórmula: Em que é o número de lados do polígono. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 140 Por exemplo: Qual é o valor da soma dos ângulos internos de um decágono convexo? O decágono convexo é um polígono que apresen- ta10 lados, ou seja, n = 10. Aplicando esse valor na fórmula, temos: Outra informação interessante sobre os elemen- tos de um polígono é a quanti dade de diagonais que este possui que pode ser determinada pela seguinte formula Por exemplo o número de diagonais em um octó- gono convexo pode ser determinado por Pois o octógono possui 8 lados, assim, temos ATIVIDADES 1. Qual a soma dos ângulos internos de um dode- cágono? 2. Qual o polígono, cuja soma dos ângulos internos vale 1080°? 3. Qual a quanti dade de diagonais presente em um icoságono? 4. Determine o polígono convexo cuja soma dos ân- gulos internos é igual ao número de diagonais multi plicado por 180. 5. Um polígono regular com exatamente 35 diago- nais tem (A) 6 lados. (B) 9 lados. (C) 10 lados. (D) 12 lados. (E) 20 lados. ÁREAS Habilidade BNCC: (EM13MAT505) Resolver problemas sobre ladrilha- mento do plano, com ou sem apoio de aplicati vos de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa- drões observados. Objeti vos de Aprendizagem do DC-GOEM: (GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envol- vam espaço e forma (perímetro e área de fi guras planas, ladrilhamento de planos, entre outros) empregando estratégias e recursos, observando padrões com ou sem apoio de aplicati vos de ge- ometria dinâmica para conjecturar a respeito dos ti pos ou composição de polígonos que podem ser uti lizados em ladrilhamento, generalizando pa- drões observados etc. Objeto de Conhecimento: Polígonos regulares e suas característi cas: ângulos internos, ângulos externos etc. Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações A área de uma fi gura plana é a medida da super- fí cie da fi gura. Para calcular a área de uma fi gura plana, uti liza- mos uma fórmula específi ca que depende do formato da fi gura. As principais fi guras planas são: • Triângulo é o polígono mais simples que conhe- cemos, pois é formado por três lados e três ângulos Para o triângulo equilátero temos que o cálculo da área é dado por: • O quadrado é um quadrilátero, ou seja, polígono de quatro lados, que possui todos os ângulos retos e todos os lados congruentes. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 141 • Retângulo “Conhecemos como retângulo o qua- drilátero que possui todos os ângulos retos, ou seja, os quatro ângulos medem 90°. O quadrado é um caso parti cular de retângulo, pois, além dos ângulos de 90°, ele possui também os lados congruentes. Para ser retângulo, basta ser um quadrilátero que possui todos os ângulos retos ATIVIDADES 1. Um quadrado possuí sua aresta medindo 5,5cm. A área e o perímetro deste quadrado são, respec- ti vamente (A) 25,25cm² e 22cm. (B) 30,25cm² e 22cm. (C) 25,25cm² e 25cm. (D) 30,25cm² e 25cm. (E) 25,30cm² e 22cm. 2. Uma fi gura plana no formato retangular possui o maior lado medindo 12cm e o menor medin- do 6cm. Qual a área e o perímetro desta fi gura, respecti vamente? (A) 69cm² e 36cm (B) 72cm² e 36cm (C) 74cm² e 24cm (D) 76cm² e 24cm (E) 77cm² e 36cm 3. Um triângulo equilátero possui seus lados me- dindo 12 cm. Sabendo que √3≅1,73 determine a área deste triângulo. (A) 61,15 cm² (B) 62,28 cm² (C) 63,88 cm² (D) 64,28 cm² (E) 65,98 cm² 4. A área de umquadrado mede 225cm². Qual a medida da aresta deste quadrado? (A) 12cm (B) 13cm (C) 14cm (D) 15cm (E) 16cm 5. Um triângulo possui base medindo 12cm e altura medindo 8 cm. Qual a área deste triângulo? (A) 48cm² (B) 36 cm² (C) 24 cm² (D) 12 cm² (E) 6 cm² MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 142 LADRILHAMENTO Habilidade BNCC: (EM13MAT505) Resolver problemas sobre ladrilha- mento do plano, com ou sem apoio de aplicativos de geometria dinâmica, para conjecturar a respeito dos tipos ou composição de polígonos que podem ser utilizados em ladrilhamento, generalizando pa- drões observados. Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: (GO-EMMAT505B) Resolver problemas que envol- vam espaço e forma (perímetro e área de figuras planas, ladrilhamento de planos, entre outros) empregando estratégias e recursos, observando padrões com ou sem apoio de aplicativos de ge- ometria dinâmica para conjecturar a respeito dos tipos ou composição de polígonos que podem ser utilizados em ladrilhamento, generalizando pa- drões observados etc. Objeto de Conhecimento: Polígonos regulares e suas características: ângulos internos, ângulos externos etc. Linguagem algébrica: fórmulas e generalizações Ladrilhamento consiste no preenchimento do plano com polígonos, sem sobreposições ou bura- cos. Essa técnica é usada em uma grande variedade de aplicações: papéis de parede, pisos decorativos com cerâmicas ou pedras, pisos e forros de madeira, estamparia de tecidos, malharias e crochês, no em- pacotamento ou empilhamento de objetos iguais etc. Figura 1: Ladrilhamento - Nova Escola Iremos voltar nossa atenção para o Ladrilhamento do tipo regular, este acontece quando todos os vérti- ces de um ladrilhamento são do mesmo tipo, ou seja, os polígonos que formam o ladrilhamento devem ser polígonos regulares. E devemos ainda observar que a soma dos ângulos em torno de cada vértice deve ser de 360°, portanto apenas três tipos de polígonos podem pavimentar, de forma regular, um plano, sendo eles: o triângulo, o quadrado e o hexágono. Figura 2: Ladrilhamento com Triângulos - Lazaro Souza Santos Figura 3: Ladrilhamento com Quadrados - Lazaro Souza Santos Figura 4: Ladrilhamento com Hexágonos - Lazaro Souza Santos Sabendo como se comporta o processo de ladri- lhamento regular, faz sentido pensarmos em seu uso para cobrir regiões no plano, associando-o ao cálculo de área e/ou perímetro. Falamos anteriormente sobre o cálculo da área de quadrados e triângulos, então vamos fazer uma breve recapitulação referente ao perímetro e ao cálculo da área do hexágono. Falando de perímetro, entendemos que este seja a soma das medidas que compõem o contorno da figura. Ou seja, a soma dos lados da figura. Para a área do hexágono regular, podemos pensar o hexágono regular como sendo 6 triângulos equilá- teros. Desta forma podemos abordar a área do hexá- gono como sendo MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 143 ATIVIDADE Construa diversos triângulos equiláteros, quadra- dos e hexágonos regulares e utilize diferentes combi- nações destes polígonos para construir um ladrilha- mento de plano em uma folha de A4. Segue alguns modelos: TRANSFORMAÇÕES GEOMÉTRICAS Habilidade BNCC: (EM13MAT105) Utilizar as noções de transforma- ções isométricas (translação, reflexão, rotação e composições destas) e transformações homotéti- cas para construir figuras e analisar elementos da natureza e diferentes produções humanas (fractais, construções civis, obras de arte, entre outras). Objetivos de Aprendizagem do DC-GOEM: (GO-EMMAT105A) Compreender os conceitos de reflexão, translação, rotação (congruência) e homo- tetia (semelhança) discutindo diferentes situações e sintetizando conceitos para resolver problemas que envolvam dois ou mais conceitos, simultane- amente. (GOEMMAT105B) Utilizar as transformações e com- posições isométricas (translação, reflexão, rotação) e homotéticas identificando os casos específicos de simetria em que se aplicam para analisar elementos da natureza e diferentes produções humanas (frac- tais, construções civis, obras de arte, entre outras). Objeto de Conhecimento: GEOMETRIA DAS TRANSFORMAÇÕES: ISOMETRIAS (REFLEXÃO, TRANSLAÇÃO E ROTAÇÃO) E HOMOTE- TIA (AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO). NOÇÕES DE GEOMETRIA DOS FRACTAIS. Podemos estabelecer uma conexão com algumas áreas da Matemática e com outros campos do co- nhecimento, especialmente com a arte, por meio da exploração das formas e características de objetos, obras artísticas, pinturas, desenhos, mapas, formas encontradas na natureza, entre outras criações hu- manas ou naturais. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 144 Para essa relação, iremos utilizar as transforma- ções geométricas. Uma transformação geométrica é uma aplicação bijetiva entre duas figuras geomé- tricas, no mesmo plano ou em planos diferentes, de modo que, a partir de uma figura geométrica original se forma outra geometricamente igual (isométricas) ou semelhante à primeira (homotéticas). Uma Isome- tria é uma transformação geométrica que preserva distância entre pontos e amplitude dos ângulos, isto é, a figura inicial e o seu transformado são congruen- tes. Reflexão no plano Uma reflexão, de eixo r é uma transformação ge- ométrica que a cada ponto P faz corresponder um ponto P’, tal que: • PP’ é perpendicular ao eixo; • As distancias de P e de P ́ao eixo são iguais. Propriedades: 1. Uma figura e a sua imagem por reflexão sobre um eixo de reflexão são congruentes; 2. Se dobrarmos a folha pelo eixo de reflexão r, a figura original e a sua imagem sobrepõem-se ponto por ponto; 3. A reflexão muda o sentido dos ângulos, mas mantem a sua amplitude. Rotação No plano uma rotação de uma forma ao redor de um ponto, centro da rotação, e amplitude é uma transformação geométrica tal que a distância ao cen- tro de rotação de cada ponto P se mantém constante. Translação A translação é o termo usado para “mover” for- mas, sendo necessárias duas especificações • Direção (que pode ser medida em graus) • Magnitude (que pode ser medida em alguma unidade de comprimento) A figura acima foi transladada 30° a nordeste e no comprimento do vetor v. Homotetia Homotetia é transformação que multiplica por um fator constante a distância de um ponto qualquer do espaço a um ponto fixo, deslocando-o sobre a reta definida por estes dois pontos. MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS 145 1. Faça a refl exão do triângulo ABC em relação a) Ao eixo y; b) Ao eixo x; c) A origem O 2. Observe os polígonos ABC e A’B’C’ no plano car- tesiano a seguir Que ti po de simetria é observada na transforma- ção do polígono ABC no polígono A’B’C’? (A) Refl exão em relação ao eixo x. (B) Refl exão em relação a origem do sistema de coordenadas. (C) Translação. (D) Rotação em relação ao ponto A. (E) Rotação em relação a origem do sistema de coordenadas. Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Ciências Humanas CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 148 COMPONENTES: FILOSOFIA, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, SOCIOLOGIA Módulo 01 CULTURA, PODER E IDADE MÉDIA COMPETÊNCIA ESPECÍFICA: 1. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e cultu- rais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tec- nológicos. Desse modo a compreender e posicio- nar-se criticamente em relação a eles, consideran- do diferentes pontos de vista. Tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica. HABILIDADES DA BNCC: (EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço. Objetivo de aprendizagem: (GO-EMCHS104B) Discutir o conceito de cultura material e imaterial, utilizando vestígio e fontes históricas da Idade Média para o entendimento da identidade social, econômica e geográficadessas sociedades. (GO- -EMCHS104C) Analisar a relação entre senhores e servos no Mundo Antigo e Medieval, relacionando a escravidão, a servidão e o trabalho livre em dife- rentes temporalidades e espaços para pesquisar as práticas econômicas destas diferentes sociedades. (GO-EMCHS104D) Investigar a dinâmica socioespa- cial e territorial da sociedade medieval, pontuando questões das mudanças na constituição do mapa europeu promovidas pelas cruzadas para ampliar o entendimento de toda particularidade do período medieval. Objeto de conhecimento: Conceito de Cultura ma- terial e imaterial, Feudalismo. MOMENTO HISTÓRIA 1. CULTURA MATERIAL E IMATERIAL “Um povo sem história é um povo sem memó- ria. E um povo sem história estáZ fadado a come- ter, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. A frase da historiadora Emília Viotti da Costa, autora do clássico “Da Senzala à Colônia” mostra o quanto é importante os brasileiros conhecerem o seu Patrimônio cultural material e imaterial. Todas as histórias e memórias que resistem ao tempo são chamadas de Patrimônio Cultural, que é a soma dos bens materiais e imateriais. Trata-se de algo muito valioso, do ponto de vista físico (tangível) ou sentimental (intangível) e devem ser bem preser- vadas, pois serão por meio delas que as pessoas co- nhecerão suas origens. Essa herança histórica é definida em dois tipos: Patrimônio Cultural Material Os patrimônios materiais são bens culturais pas- sados de geração em geração, pois representam a história de determinado grupo. Eles têm uma carac- terística bastante peculiar porque podem ser móveis e imóveis. Os bens imóveis são fixos e impossíveis de serem transportados para outro lugar, a exemplo das igrejas, de sítios arqueológicos, edificações e ci- dades históricas. Já os móveis são todos os bens que podem ser transportados, como vestimentas, objetos históricos, livros, documentos, fotografias, coleções arqueológicas, acervos museológicos, entre outros. O papel do IPHAN O Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Na- cional (IPHAN) é uma autarquia, do Governo Federal, que tem o papel de defender e preservar o Patrimônio cultural material e imaterial brasileiro. É por conta disso que todas as obras, prédios e construções, mesmo aquelas em ruínas, que estão tombados pelo IPHAN, não podem ser reformadas ou demolidas sem autorização da autarquia, ainda que sejam de propriedade privada. No Brasil, os principais bens de cultura material tombados pelo IPHAN são: • Pelourinho (Salvador/BA); • Universidade Federal do Paraná (Curitiba/PR) • Centro Histórico de Ouro Preto (Ouro Preto/ MG); CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 149 • Conjunto Arquitetônico de Paraty (Paraty/RJ); • Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro/ RJ); • Parque Nacional Serra da Capivara (São Rai- mundo Nonato/PI); • Centro Histórico de Olinda (Olinda/PE); Patrimônio Cultural Imaterial Os bens culturais imateriais são intangíveis, ou seja, não se pode pegar. Esses bens são o reflexo da cultura de um povo, bem como de seus hábitos, expressões e costumes, que são transmitidos de geração em geração. Como exemplos, temos as manifestações artísticas ligadas à Dança e a Música, como o Samba, o Frevo, a Capoeira, o Maracatu e a festa do Boi Bumbá. Ligadas aos Saberes, o Ofício das Baianas de Acarajé (BA), o modo artesanal de fazer Queijo de Minas nas regiões do Serro, da Serra da Canastra e Salitre/Alto Paranaíba (MG); das Celebrações, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (PA) e a Festa do Senhor Bom Jesus do Bonfim (BA); dos Lugares, a Feira de Caruaru (PE) e a Cacho- eira de Iauaretê – Lugar Sagrado dos povos indígenas dos Rios Uaupés e Papuri (AM); e de Expressão, como a Literatura de Cordel. Fonte: https://www.sabra.org.br/site/patrimonio-material- imaterial/ ATIVIDADE • Pesquise no site do IPHAN (http://portal.iphan. gov.br/) os itens considerados como bens mate- riais e imateriais. • A partir da lista de itens, identifique quais são os bens materiais e imateriais da sua cidade, da sua região e registre no caderno, ou façam cartazes e/ ou materiais digitais para valorizar a cultura local. 2. CULTURA NA IDADE MÉDIA A Idade Média foi chamada pelos renascentistas de Idade das Trevas. Esse nome surgiu porque eles consideravam que naquele período da história eu- ropeia as artes e o conhecimento pouco teriam se desenvolvido. Mas será que o mundo medieval foi mesmo época de trevas e escuridão? Na verdade, os renascentistas desejavam salientar a diferença entre o momento em que viviam e o pe- ríodo anterior que, segundo eles, era dominado pela religião. Tudo era explicado pelos dogmas da Igreja católica, tudo ocorria conforme a vontade de Deus. Os renascentistas não desacreditavam na existência de Deus, mas desejavam colocar o ser humano no centro das artes e do conhecimento. Essa ideia representou uma verdadeira revolução. Inspirados na cultura dos gregos e romanos, os re- nascentistas começaram a observar e a compreender os seres humanos e os fenômenos naturais de uma forma diferente. A produção cultural na Idade Média A partir dos séculos IV e V, o Império Romano do ocidente começou a se desestruturar. Crise econômi- ca, dificuldades em manter as fronteiras e a invasão de povos inimigos, sobretudo de origem germânica, eram alguns dos problemas enfrentados pelos romanos. Esse cenário contribuiu para uma transformação radical na vida cultural dos povos europeus. Com o tempo, os costumes romanos e germânicos se mis- turaram, dando origem ao mundo feudal. Nele, os mosteiros e as abadias tornaram-se um dos principais centros de produção cultural. Na Idade Média, assim como na Antiguidade, eram poucas as pessoas que sabiam ler e escrever. A maior parte da leitura era feita em voz alta para um grupo de ouvintes, como nas missas. Por isso, os textos eram todos preparados para serem lidos em público, com imagens fortes e teatralizadas. As pessoas mais instruídas pertenciam a Igreja, que controlava grande parte das atividades artísticas, literárias e intelectuais da época. O controle da leitura e da escrita era uma de a Igreja manter seu poder e de impedir que as pessoas pensassem diferentemente de seus dogmas. As catedrais também foram importantes centros de produção e preservação cultural. Fonte: A Cultura Medieval. Site Só História. Virtuous Tecnologia da Informação, 2009-2022. Disponível em: <http://www.sohistoria.com.br/ef2/cultmedieval/> Acesso nov 2022. ATIVIDADE • Pesquise em fontes diversas sobre a arte e a cultu- ra medieval, bem como os avanços tecnológicos e culturais do período. CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 150 3. FEUDALISMO O feudalismo foi a forma de organização social e econômica instituída na Europa Ocidental entre os séculos V a XV, durante a Idade Média. Baseava-se em grandes propriedades de terra, chamadas de feudos, que pertenciam aos senhores feudais, e a mão de obra era servil. Os feudos eram grandes propriedades de terra onde se baseavam as relações sociais e econômicas durante a Idade Média. Com a queda do Império Romano do Ocidente e a invasão dos povos bárbaros entre os séculos IV e V, a Europa atravessou um período de ruralização, isto é, os moradores da cidade se deslocaram para o campo, fugindo da instabilidade provocada pela mo- vimentação dos bárbaros. A partir do século XV, o feudalismo entrou em crise por conta das mudanças ocorridas na Europa, como os renascimentos cultural, urbano e comercial. O que é feudalismo? De acordo com Jacques Le Goff, um dos principais estudiosos da Idade Média, o feudalismo é “um siste- ma de organização econômica, social e política base- ado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados — os senhores —, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campe- sina que explora a terra e lhes fornece com que viver”. O feudalismo foi um modelo social e econômico que vigoroudos séculos V ao XV, na Europa Ocidental, e que marcou profundamente a Idade Média. Esse modelo era baseado na terra e, por meio dela, cons- tituíam-se a atividade econômica e a estrutura social. Origem do feudalismo A origem do feudalismo está na crise que pro- vocou a queda do Império Romano do Ocidente. No século III, por conta da crise econômica provocada pela falta de escravizados e das invasões germâni- cas, os romanos abandonaram as cidades e migraram para o campo com o objetivo de encontrar proteção e trabalho. Dessa forma, surgiam os colonatos, nos quais aqueles que encontravam abrigos no campo trabalhavam para o seu senhor. O surgimento dos reinos germânicos, no século V, contribuiu para aprofundar o processo de ruralização europeia. Além desse movimento de saída das cidades para o campo, o enfraquecimento do poder político contribuiu para o surgimento do feudalismo. Características do feudalismo Sociedade feudal Uma das causas da queda do Império Romano do Ocidente foi a invasão bárbara. Os povos que estavam fora dos limites do grande império atravessaram as suas fronteiras e adentraram no território, alcançan- do Roma. A capital do império foi saqueada pelos bárbaros. Essa ação violenta e a desestruturação do Império Romano fizeram com que os moradores das cidades fugissem para o campo em busca de proteção e trabalho. Nessa transição entre a queda do Império Ro- mano, ocorrida no século IV d.C., e o início da Idade Média, observa-se a ruralização da Europa, ou seja, as cidades perderam suas forças para o campo. Os senhores feudais, os donos dos feudos, tornaram-se poderosos por conta da valorização as terras. En- quanto os imperadores concentravam poderes nos tempos de domínio romano, no feudalismo, o poder foi descentralizado nas mãos desses senhores donos das terras. A Igreja Católica se fortaleceu nesse período ao fazer alianças com os reis bárbaros que instalaram seus domínios na Europa. Dessa forma, os povos per- tencentes a esses reinos foram convertidos ao cristia- nismo, e o papa se tornou poderoso não somente nos assuntos celestiais, mas também políticos. Iniciava-se a tradição, que se estendeu até o século XIX, dos papas coroarem os novos reis, uma cerimônia que marcava CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 151 a aproximação da Igreja com o poder político. O clero se tornou uma classe social poderosa e atuante na formação da mentalidade medieval. A crença se baseava na força divina contra o maligno e na negação do fiel sobre os prazeres mundanos em busca da salvação da sua alma. A cultura clássica ficou guardada nos mosteiros para ser preservada das inva- sões, e os monges copistas tiveram papel importante na reprodução desses escritos. A ruralização europeia promoveu o fortalecimento dos nobres. A nobreza era formada pelos senhores feudais, por cavaleiros que garantiam a segurança dos feudos e por outros donos de terras. Nessa classe social se desenvolveu a fidelidade entre suseranos e vassalos. Os suseranos eram aqueles que concediam terras e outros favores aos vassalos, e estes, em troca, deveriam retribuir o favor quando solicitados. Essa fidelidade era uma característica dos povos bárbaros e que foi incorporada nas relações sociais feudais. Fazia-se uma cerimônia para tornar público o acordo firmado. Ao contrário da Idade Antiga, quando a mão de obra era escravizada, durante o período medieval, a mão de obra era servil. Os servos eram a maioria da população e originários daqueles que fugiram das in- vasões bárbaras e se abrigaram nos feudos. Em troca de moradia e proteção, os servos trabalhavam para os senhores feudais e para a sobrevivência deles mesmos e de suas famílias. A eles cabiam inúmeras exigências, cobranças sobre os usos dos utensílios pertencentes ao senhor feudal, a entrega de parte da produção, o dízimo para a Igreja. A sociedade feudal era rural, estruturada nos feu- dos, e a minoria que estava no topo da pirâmide social (nobres e clero) era sustentada pela classe de maior tamanho e a única que trabalhava, a dos servos. Era uma sociedade estamental, que não permitia a mobi- lidade social, conforme um ditado da época: “Existem aqueles que lutam (nobres), aqueles que rezam (clero) e aqueles que trabalham (servos)”. Economia feudal A economia durante a Idade Média era basica- mente agrária, o que não significa afirmar que o co- mércio tenha desaparecido. Durante a Antiguidade Clássica, o mar Mediterrâneo foi o principal local do comércio marítimo. Com a expansão árabe a partir do século VII d.C., o Mediterrâneo foi conquistado por esse povo, e os europeus ocidentais não tinham alternativa a não ser a agricultura. Além disso, com a fuga das cidades para o campo, a terra se valorizou. A prática agrícola exigia cuidado com a terra. Para isso, os servos que trabalhavam nela utilizavam instru- mentos como o arado e a força dos animais domesti- cados. Uma técnica para manter a fertilidade do solo era a rotação das terras. Enquanto uma porção do terreno era utilizada, a outra porção ficava de repou- so e era utilizada na plantação seguinte, enquanto a utilizada anteriormente ficava de repouso. Com isso, aumentou-se a produção e, consequentemente, a população. Política feudal No início do período medieval, os reis germâni- cos tentaram manter a unidade territorial do Império Romano. Os reis germânicos eram chefes políticos e militares, pois atuavam à frente dos seus soldados em momentos de guerra. O poder secular estava ligado ao poder religioso, por isso a Igreja Católica tinha grande influência na política medieval. Com a queda do império carolíngio, a unidade territorial se desfez e o poder se descentralizou entre os senhores feudais. Cada feudo se autogovernava, estabelecendo sua própria política. Concessão de terras Com a ruralização da Europa, as terras se valoriza- ram e se tornaram moedas de troca. O rei carolíngio, Pepino, o Breve, cedeu grande quantidade de terras para a Igreja Católica, mais especificamente na região central da Península Itálica. Surgiam assim os Estados Pontifícios, que eram territórios pertencentes ao papa e que vigoraram até a Unificação Italiana, em meados do século XIX. O atual território do Vaticano, em Roma, é o que restou desses Estados e só foi reconhecido pelo governo italiano após a assinatura do Tratado de Latrão, na década de 1920. A doação de terras não se restringiu apenas aos monarcas da Alta Idade Média. Quem obtivesse algum terreno fazia questão de doá-lo ao clero no intuito de que tal ação seria retribuída na eternidade. Dessa for- ma, de doação em doação, a Igreja se tornou dona de uma grande quantidade de terras durante o período medieval. Se ela já detinha o poder espiritual, também exercia enorme poder sobre a terra. CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS 152 Outra forma de concessão de terras era mediante acordos de fidelidade. As relações sociais na Idade Média eram caracterizadas dessa forma. O suserano era o proprietário de terra que a cedia para um vassalo em troca da sua fidelidade. Essa concessão era feita mediante contrato celebrado em evento público, com toda pompa e a presença de um bispo para assegurar a sua validade e a sua execução. Crise do feudalismo A crise do feudalismo começou a partir do século XII, quando mudanças na sociedade europeia coloca- ram em xeque as estruturas do feudalismo. As cidades voltaram a surgir após séculos de abandono, desde os tempos das invasões bárbaras. Houve o aumento populacional ocorrido no ano 1000, também chamado de “ano da paz de Deus”, por conta da queda signi- ficativa nas guerras medievais. Com o aumento de- mográfico, a produção agrícola também se expandiu, exigindo maior trabalho dos servos e o uso de técnicas mais avançadas para atender a demanda. Outro fator que transformou a sociedade europeia foram as Cruzadas. Inicialmente eram expedições re- ligiosas que se dirigiam até o Oriente para resgatar os locais sagrados