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O OLHAR PSICOPEDAGÓGICO NO PROCESSO DE INCLUSÃO E APRENDIZAGEM Autor: Camily de Oliveira Mota, Maria Eduarda Batista Martins1 Tutor externo: Rosângela Romão Martinez2 Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Psicopedagogia (FLC4766LPS) – Estágio Curricular Obrigatório Psicopedagogia II 02/10/2023 RESUMO O presente relatório busca a partir de um estudo bibliográfico e de uma pesquisa de campo refletir sobre O olhar psicopedagógico no processo de inclusão e aprendizagem. O mesmo descreve e analisa a experiência vivenciada no Estágio Supervisionado em Psicopedagogia Institucional, ministrado na graduação em Psicopedagogia, da Uniasselvi. Dessa forma, o presente trabalho consiste num relato descritivo da experiência do Estágio Supervisionado que foi realizado em uma associação – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, localizada à Rua Beija Flor, na cidade de Tefé, AM, com uma turma de crianças de quatro anos de idade, estudantes de outras instituições. O tema trabalhado propõe uma observação das dificuldades de aprendizagem com o intuito de perceber e aprimorar os conhecimentos a respeito da aprendizagem e da importância do trabalho do psicopedagogo em uma instituição escolar, possibilitando compreender essas relações, para assim buscar um novo olhar para essa problemática. Palavras-chave: Psicopedagogia. Estágio. Aprendizagem. 1 INTRODUÇÃO A Psicopedagogia corresponde a um campo do conhecimento que lida com o processo de aprendizagem humana, tendo como objeto de estudo o próprio ser humano, na sua apreensão da realidade e na sua construção do conhecimento. Estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, principalmente relacionados à prática pedagógica, envolvendo o atendimento às necessidades individuais de aprendizagem, o fracasso escolar e a apropriação do conhecimento pelo sujeito. Nessa perspectiva, 1 Camily de Oliveira Mota, Maria Eduarda Batista Martins Acadêmicas do Curso de Licenciatura em Psicopedagogia; E-mail: 3333492@uniasselvi.com.br 2 Rosângela Romão Martinez Tutor Externo do Curso de Licenciatura em Psicopedagogia – Polo Uniasselvi Tefé; E-mail: 100168522@uniasselvi.com.br apresentaremos o seguinte relatório em que fizemos o Estágio Supervisionado de Psicopedagogia, tendo em vista a necessidade de uma experiência de prática psicopedagógico embasada nos fundamentos aprendidos ao longo dos últimos períodos, com os princípios teóricos e metodológicos, estudado e supervisionado em sala de aula. Portanto, o presente trabalho consiste num relato descritivo da experiência do Estágio Supervisionado que foi realizado em uma associação – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, localizada à Rua Beija Flor, na cidade de Tefé, AM, crianças de educação infantil. A turma nos foi apresentada pelas professoras que nos apresentaram os métodos utilizados em sala de aula. A relevância deste trabalho oportuniza a nós graduandas o aperfeiçoamento e o entrelaçamento do conhecimento teórico com a construção de um exercício profissional no campo de atuação da Psicopedagogia de cunho institucional, oportunizando colocar em prática as atividades e o conhecimento adquirido no decorrer do curso, colocando-nos em contato com o ambiente de trabalho e a tomada de consciência da importância do trabalho do Psicopedagogo. O presente relatório estrutura-se em três partes principais: Primeiramente será apresentada uma fundamentação teórica onde buscaremos expor as concepções teóricas que embasam este trabalho. Depois será apresentada a vivência de estágio onde será descrito todas as atividades realizadas. Por fim, serão apresentadas as impressões de estágio e as referências, bem como os possíveis encaminhamentos para o caso estudado. 2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA O estudo do processo de aprendizagem humana e suas dificuldades são desenvolvidos pela Psicopedagogia, levando-se em consideração as realidades interna e externa, utilizando-se de vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando- os. Procurando compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, emocionais, orgânicos, familiares, sociais e pedagógicos que determinam à condição do sujeito e interferem no processo de aprendizagem, possibilitando situações que resgatem a aprendizagem em sua totalidade de maneira prazerosa. Segundo Weiss (1997) “a aprendizagem normal dá-se de forma integrada no aluno, no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer “dissociações de campo” e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo” Atualmente, a política educacional prioriza a educação para todos e a inclusão de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos do sistema escolar, por portarem deficiências físicas ou cognitivas; porém, muitos alunos (crianças e adolescentes), que ao longo do tempo apresentaram dificuldades de aprendizagem e que estavam fadados ao fracasso escolar pôde frequentar as escolas e eram rotulados em geral, como alunos difíceis. Os alunos difíceis que apresentavam dificuldades de aprendizagem, mas que não tinha origens em quadros neurológicos, numa linguagem psicanalítica, não estruturam uma psicose ou neurose grave, que não podiam ser considerados portadores de deficiência mental, oscilavam na conduta e no humor e até dificuldades nos processos simbólicos, que dificultam a organização do pensamento, que consequentemente interferem na alfabetização e no aprendizado dos processos lógico- matemáticos, demonstram potencial cognitivo, podendo ser resgatados na sua aprendizagem. Segundo (Neves, 1992), a psicologia inicialmente foi utilizada como adjetivo, indicando uma forma de atuação que apontavas a inevitável interseção dos campos do conhecimento da psicologia e da pedagogia. É função da pedagogia pensar: O que é educar? O que é ensinar e aprender? Como se desenvolvem estas atividades? Como incidem subjetivamente os sistemas e os métodos educativos? Quais os problemas estruturais que interveem no surgimento de transtornos de aprendizagem e no fracasso escolar, que propostas de mudanças surgem. “O sujeito que aprende” – diz Marina Miiller – é motivo de perguntas para os psicopedagogos. 3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO O estágio II foi realizado na Associação de pais e amigos dos excepcionais de Tefé, localizada geograficamente na Rua: Beija flor – Bairro: Fonte Boa, Tefé - AM, Brasil. Na unidade em questão seu funcionamento ocorre de maneira parcial, quanto aos atendimentos, os funcionários têm seus horários para atender as crianças. A equipe psicopedagógica está buscando sempre dar continuidade a suas formações, a fim de oferecer sempre um melhor desempenho para com os alunos. Com relação ao ambiente físico do local está dividido em salas com diferentes turmas, como educação infantil, pré sendo essas possuem espaços para o seu desenvolvimento, assim na unidade possui 06 salas de aula, 01 sala de recursos multifuncionais, 03 banheiros, algumas das estruturas das dependências estão precárias necessitando de reformas e manutenção, 01 sala de laboratório de informática, 01 sala diretora – presidente, 01 sala da psicóloga, 01 sala da fonoaudióloga, 01 sala de serviço social, 01 sala de coordenação pedagógica, 01 refeitório, 01 cozinha, 01 quadra esportiva, 01 sala de dentista, 01 secretaria. Algumas salas estão com fala de imóveis, como mesas e equipamentos audiovisuais. A professora que nos acompanhou, possui licenciatura em educação especial e pós-graduação em Psicopedagogia, atua 5 anos nessa área, demostra ser apaixonada pelo que faz, está sempre aberta para novas oportunidades. Atuamos no período matutino, recebendo de 1 a 4 crianças por dia em sala de aula. Onde se encontram em processo dealfabetização, vale ressaltar que ocorre de maneira natural, sem pressão. Dentro do ambiente educacional as crianças com deficiência desfrutam de aula de arte, aula jiu jitsu, contação de história, onde se mostram adorar todas, elas são muito afetuosas principalmente as com transtorno do espectro autista, sempre com curiosidade, sendo um ponto positivo para um desenvolvimento infantil de qualidade. Uma observação importante é que se a sala de aula tivesse um ambiente mais amplo e com mais recursos deixaria as crianças ainda mais motivadas para frequentar a unidade. A observação e a intervenção aconteceram durante o período de 14/08/2023 a 14/09/2023, sendo todos os dias da semana de 4 horas diárias. Os resultados obtidos do estágio foram significativos, pois as crianças participaram com entusiasmo das atividades, principalmente aquelas com deficiências múltiplas, mas nem todas pois a atenção para certas atividades são poucos e rápidas. De acordo com Nascimento (2000), as crianças que apresentam sérios comprometimentos múltiplos com condições médicas expressam maiores dificuldades na compreensão das atividades diárias, gestos e a comunicação de forma geral. O tema escolhido do presente estágio foi consentido pela professora, que ressaltou achar de extrema importância, o olhar psicopedagogo no processo de inclusão e aprendizagem. Além disso, por meio deste tema foram desenvolvidas atividades envolvendo a contação de história, atividades lúdicas, brincadeiras e brinquedoteca (Figura 1), através da observação e intervenção. Figura 1. Brinquedoteca 4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (CONSIDERAÇÕES FINAIS) Concluiu-se que a vivência do estágio contribuiu de maneira eficaz para a formação do profissional de psicopedagogia, pois a observação feita na Associação de pais e amigos dos excepcionais de Tefé – APAE, foi muito gratificante, possibilitando a construção do conhecimento acerca das crianças que possuem deficiências, além das relações estabelecidas com os alunos. Com o decorrer do estágio os objetivos traçados foram alcançados, as atividades propostas (observação e intervenção) foram realizadas com certas dificuldades, uma vez que a intervenção (Anamnese) precisa do contato com mais ou responsáveis. Ressaltando que nos levou a entender as dificuldades encontradas por profissionais desta área, não só em relação ao ensino, que já é desafiador, mas também a falta de recursos e meios para aprimorar sua aula, outro fator importante é que sem dúvida a vivência entre os educadores, para com a família é essencial, visto que o professor é um grande mediador que está em constante transformação, em busca de ensinar com qualificação. Por fim, realizar tal estágio foi fundamental para o nosso aprendizado, visto que contribuiu bastante para nossa formação. Já que em sala de aula envolve muito desafios, e experiencias e o educador sendo o mediador, está no centro de todas essas aprendizagens, sendo que, é ensinando que também se aprende. Somos muito gratas pela oportunidade de ter vivido essa experiencia, e ter encontrado pessoas que nos fizeram admirar essa profissão, que sem dúvida vamos levar para vida. REFERÊNCIAS MIILLER, M. Aprender para ser. Buenos Aires: Edição do autor, 1984. NASCIMENTO, F. A. A. A. C. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização: surdo- cegueira/múltipla deficiência sensorial. 4. ed. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2000. NEVES, M.A. Psicopedagogia: um só termo e muitas significações: In: Boletim da associação Brasileira de Psicopedagogia, vol.10, n.21, 1992 WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP & A, 1997. ANEXO I Produto virtual - Folder ANEXO II ANEXO III ANEXO V DIÁRIO DE CAMPO Nome: Camily de Oliveira Mota Instituição concedente: Associação de pais e amigos dos excepcionais de Tefé – APAE Data da atividade em campo: 14/08/2023 a 14/09/2023 Quantidade de horas realizadas a campo: 88 horas, 12 horas referente ao diário de campo Este presente diário de campo refere-se aos dias em que eu estava no estágio II, na Associação de pais e amigos dos excepcionais de Tefé – APAE, na qual pude adquirir mais experiencias e conhecimento para atuação da minha área, sou muito grata. bbb Relato de vivência Atividades/Ações desenvolvidas Data: 14/08/2023 – 14/09/2023 Nesse primeiro dia de estágio II, encontramos novamente com os alunos e professores, ficamos estagiando na mesma sala do estágio anterior, o que ajuda muito, pois já conhecemos a maior parte dos alunos, hoje foram 3 apenas, o Júlio, Daniel, e o Marcos (novato), conseguimos desenvolver apenas algumas atividades, pois o Daniel estava bem agitado. Neste período de estágio conseguimos identificar com maior precisão as dificuldades de aprendizagem que os alunos apresentam, porém com o decorrer dos dias conseguimos realizar diversas atividades relacionadas as dificuldades de cada um. Vale ressaltar que teve a semana da pessoa com deficiência, na qual foi feita uma grande festa na APAE, com a ajuda dos professores, teve várias apresentações e palestras. Teve também a semana dos jogos, conseguimos desenvolver e confeccionar vários, juntamente com as professoras, aproveitamos para pôr em prática as nossas brinquedotecas. Quanto a nossa intervenção, utilizamos a Anamnese, que corresponde a um diálogo com o paciente. Selecionamos o aluno, e conversamos com pais e professores, no início foi um pouco complicado, pois nem todos aceitam dividir suas experiencias e dados pessoais, mas logo chegamos em um consenso e deu tudo certo. Data: 14/08/2023 – 14/09/2023 Atividades desenvolvidas: • Observação nos períodos de 14/08 a 21/08 nas turmas de educação infantil. • Intervenção, sendo a Anamnese. • Diário de campo • Em sala: estudo do Alfabeto, • Numerais; • Formas geométricas; • Pinturas; • Estudo das cores; • Formação de palavras; • Escrita de nomes; • Colagem; • Brinquedoteca; • Vogais, e silabas com a presença de imagem; • Desenho para estimular a coordenação motora; • Órgão do sentido; • Vídeos educativos com numerais e alfabeto; • Aula de jiu jitsu; • Contação de história; • Identificar letra, • Aula de informática;