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Paper de estágio III psico

Relatório de estágio em Psicopedagogia sobre o olhar psicopedagógico no processo de inclusão e aprendizagem em turmas do 9º ano do ensino fundamental e 1º ano do ensino médio. Contém fundamentação teórica, descrição da vivência na escola municipal de Tefé‑AM e análise de dificuldades.

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Camily Mota

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Prévia do material em texto

O OLHAR PSICOPEDAGÓGICO NO PROCESSO DE INCLUSÃO 
E APRENDIZAGEM NAS TURMAS DO ENSINO FUNDAMENTAL 
E MÉDIO. 
Autor: Camily de Oliveira Mota1 
Tutor externo: Rosângela Romão Martinez2 
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI 
 Psicopedagogia (FLC4766LPS) – Estágio Curricular Obrigatório Psicopedagogia III 
14/04/2024 
 
RESUMO 
 
O presente relatório busca a partir de um estudo bibliográfico e de uma pesquisa de 
campo refletir sobre O olhar psicopedagógico nas turmas do ensino médio e 
fundamental quanto ao processo de inclusão e aprendizagem. Descreve e analisa a 
experiência vivenciada no Estágio Curricular Obrigatório de Psicopedagogia III. 
Dessa forma, o trabalho consiste num relato descritivo da experiência do Estágio 
Supervisionado que foi realizado na Escola Municipal prof. Dorotéia Bezerra dos 
Santos na cidade de Tefé -AM, com uma turma do 1°ano do ensino médio e o 9° ano do 
ensino fundamental. O tema trabalhado propõe uma observação das dificuldades de 
aprendizagem com o intuito de perceber e aprimorar os conhecimentos a respeito da 
aprendizagem e da importância do trabalho do psicopedagogo em uma instituição 
escolar, possibilitando compreender essas relações, para assim buscar um novo olhar 
para essa problemática. 
 
Palavras-chave: Psicopedagogia. Estágio. Ensino médio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Camily de Oliveira Mota; Acadêmicas do Curso de Licenciatura em Psicopedagogia; E-mail: 
3333492@uniasselvi.com.br. 
2 Rosângela Romão Martinez Tutor Externo do Curso de Licenciatura em Psicopedagogia – 
Polo Uniasselvi Tefé; E-mail: 100168522@uniasselvi.com.br 
mailto:3333492@uniasselvi.com.br
 1 INTRODUÇÃO 
 
Psicopedagogia corresponde a um campo do conhecimento que lida com o 
processo de aprendizagem humana, tendo como objeto de estudo o próprio ser humano, 
na sua apreensão da realidade e na sua construção do conhecimento. Estuda o processo 
de aprendizagem e suas dificuldades, principalmente relacionados à prática pedagógica, 
envolvendo o atendimento às necessidades individuais de aprendizagem, o fracasso 
escolar e a apropriação do conhecimento pelo sujeito. 
Nessa perspectiva, apresentaremos o seguinte relatório em que fizemos o Estágio 
Supervisionado de Psicopedagogia, tendo em vista a necessidade de uma experiência de 
prática psicopedagógico embasada nos fundamentos aprendidos ao longo dos últimos 
períodos, com os princípios teóricos e metodológicos, estudado e supervisionado em 
sala de aula. Portanto, o presente trabalho consiste num relato descritivo da experiência 
do Estágio Supervisionado que foi realizado na Escola Municipal prof. Dorotéia Bezerra 
dos Santos, nas turmas finais do ensino fundamental e ensino médio. 
A turma nos foi apresentada pelas professoras que nos apresentaram os métodos 
utilizados em sala de aula. A relevância deste trabalho oportuniza a nós graduandas o 
aperfeiçoamento e o entrelaçamento do conhecimento teórico com a construção de um 
exercício profissional no campo de atuação da Psicopedagogia de cunho institucional. 
O presente relatório estrutura-se em três partes principais: Primeiramente será 
apresentada uma fundamentação teórica onde buscaremos expor as concepções teóricas 
que embasam este trabalho. Depois será apresentada a vivência de estágio onde será 
descrito todas as atividades realizadas. Por fim, serão apresentadas as impressões de 
estágio e as referências, bem como os possíveis encaminhamentos para o caso estudado. 
 
2 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA 
 
O estudo do processo de aprendizagem humana e suas dificuldades são 
desenvolvidos pela Psicopedagogia, levando-se em consideração as realidades interna e 
externa, utilizando-se de vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-
os. Procurando compreender de forma global e integrada os processos cognitivos, 
emocionais, orgânicos, familiares, sociais e pedagógicos que determinam à condição do 
sujeito e interferem no processo de aprendizagem, possibilitando situações que resgatem 
a aprendizagem em sua totalidade de maneira prazerosa. 
Segundo Weiss (1997) “a aprendizagem normal dá-se de 
forma integrada no aluno, no seu pensar, sentir, falar e agir. 
Quando começam a aparecer “dissociações de campo” e 
sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se 
pensar que estão se instalando dificuldades na 
aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no 
agir sobre o mundo” 
 Atualmente, a política educacional prioriza a educação para todos e a inclusão 
de alunos que, há pouco tempo, eram excluídos do sistema escolar, por portarem 
deficiências físicas ou cognitivas; porém, muitos alunos (crianças e adolescentes), que 
ao longo do tempo apresentaram dificuldades de aprendizagem e que estavam fadados 
ao fracasso escolar pôde frequentar as escolas e eram rotulados em geral, como alunos 
difíceis. 
Os alunos difíceis que apresentavam dificuldades de aprendizagem, mas que não 
tinha origens em quadros neurológicos, numa linguagem psicanalítica, não estruturam 
uma psicose ou neurose grave, que não podiam ser considerados portadores de 
deficiência mental, oscilavam na conduta e no humor e até dificuldades nos processos 
simbólicos, que dificultam a organização do pensamento. 
Segundo (Neves, 1992), a psicologia inicialmente foi utilizada como adjetivo, 
indicando uma forma de atuação que apontavas a inevitável interseção dos campos do 
conhecimento da psicologia e da pedagogia. 
 É função da pedagogia pensar: O que é educar? O que é ensinar e aprender? 
Como se desenvolvem estas atividades? Como incidem subjetivamente os sistemas e os 
métodos educativos? Quais os problemas estruturais que interveem no surgimento de 
transtornos de aprendizagem e no fracasso escolar, que propostas de mudanças surgem. 
“O sujeito que aprende” – diz Marina Miiller – é motivo de perguntas para os 
psicopedagogos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 VIVÊNCIA DO ESTÁGIO 
 
O estágio III O estágio foi realizado na Escola Municipal Professora Dorotéia 
Bezerra dos Santos, localizada na AV Espírito Santos, s/n, bairro Santa Luzia, Tefé – 
Amazonas, Brasil. Na unidade em questão seu funcionamento ocorre nos turnos 
matutino e vespertino, os funcionários têm seus horários para lecionar as aulas aos 
alunos. A equipe pedagógica está buscando sempre dar continuidade a suas formações, 
a fim de oferecer sempre um melhor desempenho para com os alunos. 
Com relação ao ambiente físico do local está dividido em salas com diferentes 
turmas, como ensino fundamental e médio, assim na unidade possui 10 salas de aula, 01 
sala de recursos multifuncionais, 03 banheiros, algumas das estruturas das dependências 
estão precárias necessitando de reformas e manutenção, 01 sala do diretor, 01 sala de 
coordenação pedagógica, 01 refeitório, 01 cozinha, 01 pátio, 01 secretaria. Algumas 
salas estão com A professora que fez o meu acompanhamento, possui licenciatura em 
ciências biológicas e pós-graduação em Psicopedagogia, atua na área desde 1998, 
demostra ser apaixonada pelo que faz, está sempre aberta para novas oportunidades. 
Atuei no período vespertino, recebendo de 10 a 15 alunos por dia em sala. 
“A formação do profissional exige hoje uma sólida formação 
humana e que esta se relaciona diretamente com sua 
emancipação como indivíduo social, sujeito histórico em nossa 
sociedade. É como nossas escolas estão dotadas de uma 
pluralidade cultural de demandas de pensamentos tão 
diferentes, para além da formação específica de conhecimentos 
e estratégia pedagógicas” (FERREIRA, 2006). 
Uma observação importante é que se a sala de aula tivesse um ambiente mais 
amplo e com mais recursos deixaria os alunos ainda mais motivados para frequentar a 
unidade. A observação e a intervenção aconteceram durante o período de 11/03/2024 a 
10/04/2024, sendo 4 horas diárias. Os resultados obtidos do estágio foram 
significativos, pois os alunos participaram comentusiasmo das atividades, 
principalmente aquela que era o foco central. 
Com relação a observação feita na turma do ensino médio, onde estuda um 
aluno que possui deficiência múltipla, não tive muito contato, uma vez que este aluno 
faltava muito, e o responsável não quis quaisquer conversas sobre uma possível relação 
quanto a intervenção. Porém, no período que puder observar, ele se mostrou bem 
interessado em aprender os conteúdos passados, talvez só precisaria de mais estímulos. 
 De acordo com Nascimento (2000), as crianças que apresentam sérios 
comprometimentos múltiplos com condições médicas expressam maiores dificuldades 
na compreensão das atividades diárias, gestos e a comunicação de forma geral. 
Já nas turmas do 9° ano do ensino fundamental, onde fiz a observação e 
conseguir aplicar a intervenção, a aluna se mostrou bem-disposta a tudo, aproveitou 
cada momento, tive uma relação muito boa, apesar de que no início a mãe ficou um 
pouco reclusa, conseguimos juntamente com os demais profissionais da escola 
desenvolver um excelente trabalho com ela. Como a aluna possui Transtorno do déficit 
de atenção e hiperatividade – TDAH, sua principal limitação era se concentrar no que 
era passado em sala de aula, uma vez que tudo que acontecia ao redor tirava seu foco. 
Vale ressaltar que alguns profissionais que estão fazendo o acompanhamento com ela, 
estão verificando um possível grau de autismo. 
O tema escolhido do presente estágio foi consentido pela professora, que 
ressaltou achar de extrema importância, o papel da formação pedagógica do professor 
de ciências nas turmas do ensino médio. 
 
4 IMPRESSÕES DO ESTÁGIO (CONSIDERAÇÕES FINAIS) 
 
Concluiu-se que a vivência do estágio contribuiu de maneira eficaz para a 
formação do profissional de psicopedagogia, pois a observação feita na Escola 
Municipal Professora Dorotéia Bezerra dos Santos, foi muito gratificante, possibilitando 
a construção do conhecimento acerca das crianças que possuem deficiências, além das 
relações estabelecidas com os alunos. 
Com o decorrer do estágio os objetivos traçados foram alcançados, as atividades 
propostas (observação e intervenção) foram realizadas com certas dificuldades, uma vez 
que a intervenção (Anamnese) precisa de um maior com os responsáveis. Ressaltando 
que nos levou a entender as dificuldades encontradas por profissionais desta área, não só 
em relação ao ensino, que já é desafiador, mas também a falta de recursos e meios para 
aprimorar sua aula, outro fator importante é que sem dúvida a vivência entre os 
educadores, para com a família é essencial, visto que o professor é um grande mediador 
que está em constante transformação, em busca de ensinar com qualificação. 
 Por fim, realizar tal estágio foi fundamental para o nosso aprendizado, visto que 
contribuiu bastante para nossa formação. Já que em sala de aula envolve muito desafios, 
e experiencias e o educador sendo o mediador, está no centro de todas essas 
aprendizagens, sendo que, é ensinando que também se aprende. Somos muito gratas 
pela oportunidade de ter vivido essa experiencia, e ter encontrado pessoas que nos 
fizeram admirar essa profissão, que sem dúvida vamos levar para vida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BRASIL. MIILLER, M. Aprender para ser. Buenos Aires: Edição do autor, 1984. 
 
NASCIMENTO, F. A. A. A. C. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: 
dificuldades de comunicação e sinalização: surdo-cegueira/múltipla deficiência 
sensorial. 4. ed. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2000. 
 
NEVES, M.A. Psicopedagogia: um só termo e muitas significações: In: Boletim da 
associação Brasileira de Psicopedagogia, vol.10, n.21, 1992. 
 
WEISS, M. L. L. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de 
aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DP & A, 1997. 
 
 
ANEXO I 
Produto virtual – E-BOOK 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO II 
Frequência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO III 
DIÁRIO DE CAMPO 
Nome: Camily de Oliveira Mota 
Instituição concedente: Escola Municipal Professora Dorotéia Bezerra dos Santos 
Data da atividade em campo: 11/03/2024 a 10/04/2024 
Quantidade de horas realizadas a campo: 88 horas, 12 horas referente ao diário de campo 
Este presente diário de campo refere-se aos dias em que eu estava no estágio III, Escola 
Municipal Professora Dorotéia Bezerra dos Santos, na qual pude adquirir mais experiencias e 
conhecimento para atuação da minha área, sou muito grata. 
Relato de vivência Atividades/Ações desenvolvidas 
Data: 11/03/2024 – 10/04/2024 
Nesse primeiro dia do estágio III, Iniciei a 
observação nas turmas do 1° do ensino médio, 
onde um aluno possui deficiência múltipla, pude 
observar que ele possui muita força de vontade 
para aprender, porém como é somente uma 
professora em sala de aula, ela não consegue dar a 
devida atenção para ele. Não tive muito contato 
com os responsáveis, pois eles não quiseram 
qualquer intervenção que ajudasse o aluno. Como 
ele faltava muito na escola não conseguir 
verificar mais situações e características dele. 
No período de 14/03 a 18/03 Realizei a 
observação na turma do 9° ano do ensino 
fundamental, como antes eu havia realizado o 
estágio de um outro curso lá, já conhecia algumas 
pessoas oque ajudou muito, conseguir ter um 
contato melhor com a aluna que possui TDAH, 
com leves sintomas de autismo, o que ainda está 
sendo investigado. Sempre muito disposta a 
realizar qualquer atividade. Conseguimos 
identificar a principal dificuldade de 
aprendizagem para prosseguimos com a 
intervenção. 
Quanto a intervenção que ocorreu no período de 
22/03 a 10/04, no início a responsável não queria 
que a filha participasse, alegou que não tinha 
tempo, mas logo conseguimos conversar e chegar 
num consenso, a ajuda dos profissionais da escola 
foi de grande valia, conseguir aplicar a 
intervenção e conseguimos estimular a atenção e 
concentração da aluna nas aulas. 
Data: 11/03/2024 – 10/04/2024 
Atividades desenvolvidas: 
• Observação nos períodos de 11/03 a 
13/03 nas turmas do 1° do ensino médio. 
• Intervenção, sendo a Anamnese. 
• Diário de campo 
• Observação nos períodos de 14/03 a 
18/03 nas turmas do 9° ensino 
fundamental. 
• Em sala: 
• Assuntos passados pela professora, 
próprio do 9°ano. 
• Atividades que estimulam a atenção. 
• Pinturas; 
• Estudo das cores; 
• Escrita de nomes de animais com 
figuras; 
• Colagem; 
• Brinquedoteca; 
• Desenho para estimular a 
coordenação motora; 
• Órgão do sentido, com auxílio de 
alimentos próprios. 
• Vídeos educativos. 
• Contação de história; 
• Aula de informática

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