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1 CLÍNICO Relatório Estágio PRONTO

Relatório de estágio em Psicopedagogia Clínica: estágio supervisionado (40 h, 22/04–06/05/2024) na Escola Municipal Karel Kober; expõe objetivos, métodos (técnica projetiva psicopedagógica, observação, entrevistas e intervenções) e análise das dificuldades de aprendizagem.

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FACULDADE UNINA
ELIANI APARECIDA DIAS CARRASCOZZO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO EM PSICOPEDAGOGIA CLÍNICO
APUCARANA /PR
2024
FACULDADE UNINA
ELIANI DIAS CARRASCOZZO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO PSICOPEDAGOGIA CLÍNICO
Trabalho entregue à Faculdade UNINA, como requisito legal para convalidação de competências, para obtenção de certificado de Especialização Lato Sensu, do curso de Psicopedagogia, conforme Norma Regimental Interna e Art. 47, Inciso 2, da LDB 9394/96. 
Orientador: Luciane Silva Franco
APUCARANA /PR
2024
RESUMO
O presente relatório de estágio supervisionado em Psicopedagogia Clínica foi desenvolvido na Escola Municipal Karel Kober Educação Infantil e Ensino Fundamental, atribuída pelo Curso de Pós Graduação em Psicopedagogia Clinica e Institucional requerida pela Faculdade Unina como requisito parcial para aprovação na referida disciplina. O Estágio Supervisionado em Psicopedagogia tem como objetivo promover o aprendizado para compreender as dificuldades de aprendizagens apresentadas pelas crianças na idade escolar, das quais devem ser trabalhadas, promovendo o desenvolvimento das habilidades, investigando, prevenindo, bem como uma intervenção psicopedagógica no processo de ensino aprendizagem observadas, para que haja um novo olhar na forma de interagir com os educandos. E para a realização do relatório de estágio clínico foi realizada a coleta de dados por meio da aplicação da técnica projetiva psicopedagógica educativo, observação da abordagem de ensino e relação aluno, professor, família e escola, sendo importante, pois o acadêmico se vê na responsabilidade de expressar todo conhecimento e experiências adquiridas no curso por meio da prática. O estágio foi realizado no período de 22/04/2024 à 06/05/2024 perfazendo um total de 40 (quarenta) horas.
Palavras-chave:Psicopedagogia Clínica. Prática Pedagógica
1 INTRODUÇÃO
O Estágio Supervisionado é uma atividade obrigatória para conclusão do Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia, conforme Decreto nº 87.497 de 18 de agosto de 1982 que determina a prática de Estágio Supervisionado como parte integrante da grade curricular dos cursos de Pós-graduação em Psicopedagogia, a fim de articular os conhecimentos teóricos aprendidos durante o curso com a prática psicopedagógica.
A psicopedagogia tem como objetivo atuar como mediadora entre a escola, a família e a comunidade, criando espaços para o diálogo, ouvindo queixas e levantando hipóteses. Em essência, trata-se de um trabalho investigativo que busca observar as atividades desenvolvidas na instituição escolar. O foco principal é identificar e priorizar as maiores dificuldades enfrentadas em sala de aula, com ênfase nas dificuldades de aprendizagem (WEISS APUD GRASSI, 2009).
O objetivo do trabalho é investigar as principais características da instituição por meio de observações, entrevistas, intervenções e apresentação de devolutivas. Esse processo visa orientar os profissionais da instituição em suas dificuldades, buscando harmonizá-la com a realidade inclusiva atual. A intenção é unir teoria e prática no campo de atuação por meio da intervenção psicopedagógica e da tomada de decisão.
A construção do relatório é fruto do processo vivenciado na instituição, que proporcionou momentos reflexivos sobre os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. Esse processo destacou o importante papel do psicopedagogo, entrelaçando teoria e prática no campo de atuação.
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
· Desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes pertinentes à formação do psicopedagogo nas mais diversas esferas de atuação, levando em conta o contato direto com o campo de estágio e a formação teórica proporcionada pelo curso.
2.2 Objetivos Específicos
· Adquirir competências para a intervenção crítico-reflexiva nos fenômenos psicossociais, fundamentais para a qualidade de vida, a promoção da saúde e o exercício da cidadania.
· Criar condições de aprendizagem a partir da articulação entre teoria e prática.
· Atuar em equipes interdisciplinares nos processos avaliativos e nos fenômenos psicológicos.
· Sugerir atividades lúdicas e jogos coletivos que promovam momentos de diálogo e socialização.
· Adaptar ambientes agradáveis, criando laços de afetividade e fortalecendo a confiança para despertar a autoestima dos alunos.
3. HISTÓRICO SOBRE PSICOPEDAGOGIA 
A Psicopedagogia visa obter uma ampla compreensão dos diversos processos envolvidos na aprendizagem humana. Surgiu no espaço vago entre a Psicologia e a Pedagogia, com o objetivo de prevenir o fracasso escolar, melhorar as condições externas proporcionadas pela escola e facilitar a construção do conhecimento.
Esta dimensão do conhecimento destaca questões pertinentes ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo, compreendendo a aprendizagem em três acepções segundo Manieri (2013):
· Na prática, sua abordagem empírica teórica que propicia às pessoas uma mudança em sua práxis.
· No campo de investigação do ato de aprender está associada aos distúrbios da aprendizagem, neste campo da Psicopedagogia buscam por promove pesquisas e métodos que visam sanar ou amenizar as dificuldades de aprendizagem.
· Saber científico: compreende como uma ciência teórica, processo de aprendizagem a psicopedagogia entende que, para mudar é preciso acreditar na mudança, pois é por intermédio da crença na sua capacidade de aprender que se aprende.
Para Manieri (2013) todas as acepções são importantes e indissociáveis, contudo, devem estar sempre atentos para não ficar preso aos estereótipos e modelos que não respondem mais à realidade e não promova a mudanças.
O enfretamento das diferenças educativas intervém na aquisição do conhecimento, compreendendo a importância da psicopedagogia nos processo do ensino da instituição. Diante da complexidade que se apresenta na escola, é essencial considerar a diversidade de atores que nela desempenham seus papéis, cada um com seu próprio referencial de normas, valores e regras
“A aplicação no âmbito da Psicopedagogia deu a possibilidade tanto de estudar o sujeito individual em profundidade, quanto de extrapolar estes conceitos para o microssistema, os quais antes não tinham sido pesquisados”. Pois ela atua nas didáticas adequadas para trabalhar com os alunos, vindos de classe social diferente, muitos procedimentos didáticos discriminam socialmente (OLIVEIRA, 2014, P.15),
Nesta circunstância, escolas e professores precisam atentar quanto à qualidade de ensino, a metodologia utilizada e como está sendo aplicadas as dificuldades de aprendizagem unindo-se na luta contra o fracasso escolar.
 O psicopedagogo deve estar atento às particularidades do aluno, atuando de forma preventiva e trabalhando de maneira interdisciplinar com os professores da escola em parceria com a coordenação pedagógica, com o objetivo de minimizar as dificuldades de aprendizado e os possíveis fracassos escolares. Além disso, cabe ao psicopedagogo analisar a adequação da estrutura e do funcionamento da instituição, bem como do currículo e dos métodos de ensino empregados. É essencial deslocar o foco dos fatores individuais do aluno para os fatores infraescolares e interinstitucionais, que envolvem aspectos sociais, econômicos e políticos relacionados à educação (PORTO, 2006).
Dessa forma, o psicopedagogo torna-se um profissional essencial nos espaços formais de educação, suas ações visam prevenir, identificar, desenvolver ações e auxiliar pais, alunos e docentes na difícil tarefa de ensinar e aprender.
3.1 Psicopedagogia Clínica
A Psicopedagogia é uma área relativamente nova no Brasil, tendo se desenvolvido ao longo das últimas décadas e ainda sendo considerada um campo emergente tanto no meio acadêmico quanto profissional.
Conforme Wolffenbuttel (2005), a psicopedagogia busca aprofundar a compreensão dos processos de aprendizagem, envolvendo todos os sujeitos nesse contexto. Seu principal objetivo é investigar tanto as possibilidades de aprender quanto as dificuldades enfrentadas nesse processo.Em qualquer situação que envolva aprendizagem, há espaço para a reflexão psicopedagógica, que considera o indivíduo em sua construção de conhecimento, levando em conta fatores subjetivos e objetivos. Essa abordagem visa não apenas minimizar problemas de aprendizagem, mas também potencializar as capacidades do sujeito.
Nesse sentido, o papel do psicopedagogo é identificar dificuldades no processo de aprendizagem e compreender suas origens, acompanhando a evolução do aprendizado de cada paciente. De acordo com Bossa (2000a), a Psicopedagogia Clínica, ao longo de sua história, recebeu diferentes denominações, como pedagogia curativa, pedagogia terapêutica e psicopedagogia curativa, até consolidar-se como Psicopedagogia.
No campo da psicopedagogia, destacam-se duas vertentes principais: a psicopedagogia clínica e a institucional, cada uma com métodos próprios de trabalho. Em ambas, é essencial considerar o contexto sociocultural do paciente. Na clínica, o psicopedagogo cria um espaço de aprendizagem que permite ao sujeito identificar os fatores que dificultam o aprendizado, possibilitando a construção de novas trajetórias de conhecimento (Bossa, 2000a).
Por outro lado, na abordagem institucional, conforme Wolffenbuttel (2001, apud Escott, 2004, p.192), a psicopedagogia concentra-se nas dinâmicas das instituições de ensino e aprendizagem, assumindo um caráter preventivo e social. Seu objetivo é trabalhar com diferentes grupos dentro da instituição, promovendo o prazer de ensinar e aprender. Assim, enquanto a psicopedagogia clínica foca na intervenção terapêutica, a psicopedagogia institucional atua de forma preventiva, tendo a instituição como centro de interesse.
Segundo Escott (2004), no diagnóstico psicopedagógico é necessário compreender o significado da dificuldade de aprendizagem, analisando as interações do sujeito com sua família e os grupos sociais em que está inserido. A Psicopedagogia Clínica parte da história de vida do sujeito, buscando identificar sua modalidade de aprendizagem e entender as mensagens emitidas por familiares ou pela escola, revelando, explicitamente ou não, as causas da dificuldade em aprender.
Para Escott (2004), o diagnóstico clínico deve ser um processo contínuo e não apenas um passo inicial. O psicopedagogo, ao interagir com o sujeito, também observa e analisa as transformações ocorridas durante a intervenção, que se tornam parte do estudo e da compreensão. É essencial que o profissional compreenda como o sujeito se desenvolveu ao longo de sua vida, quais conceitos e estruturas construiu, e como ele se relaciona com o aprendizado.
Fernández (1991) ressalta que a aprendizagem é um processo construído socialmente pelo sujeito, envolvendo quatro níveis inter-relacionados: organismo, corpo, inteligência e desejo. Cada um desses níveis desempenha um papel crucial no aprendizado, e nenhum pode ser ignorado. O organismo oferece a base para aprender, o corpo organiza ações que acumulam experiências, a inteligência estrutura e classifica o conhecimento, enquanto o desejo mobiliza a busca por aprender.
Portanto, para o psicopedagogo clínico, compreender as razões das dificuldades de aprendizagem do sujeito é tão importante quanto identificar os caminhos que o levarão a aprender. Esse processo começa no diagnóstico e se estende ao longo de toda a intervenção, sempre buscando uma compreensão integral do sujeito e de seu processo de aprendizagem.
4 ATIVIDADES REALIZADAS
4.1 IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
Escola Municipal Karel Kober Educação Infantil e Ensino Fundamental localizada na Catanduva, nº 335, Jardim Ponta Grossa na cidade de Apucarana – Paraná, telefone: (043) 3427-7215.
Decreto nº 135/90 de 13 de junho de 1990 tendo representada pela Prefeitura Municipal de Apucarana e pelo Núcleo Regional de Educação - Apucarana 
 A instituição atende Educação Infantil e Ensino Fundamental e Classe Especial, atende no momento alunos com faixa etária é de 4 a 14 no período de 07h30min às 16h30min.
4.1.1ESPAÇO FÍSICO
A Escola Municipal Karel Kober Educação Infantil e Ensino Fundamental, possuem seu espaço 01 cozinha; 01 refeitório; 01 depósito de materiais de limpeza; 01 depósito para merenda escolar; 01 lavanderia; 01 depósito de gás; 01 pátio coberto.
No pavimento dianteiro possui 01 sala de professores; 01 sala de secretaria; 01 sala de coordenação/direção; 01 sanitário; 01 sala de materiais esportivos; 01 biblioteca; 04 salas de aula, 04 sanitários femininos; 04 sanitários masculinos. No pavimento da retaguarda possui 06 salas de aula.
A comunidade pertencente à escola é considerada de classe baixa renda e a escolaridade sendo na maioria com Ensino Fundamental incompleto. A maioria dos pais são operários das indústrias de bonés, camisetas e alimentícias da região e alguns casos trabalham como autônomos e também serviços domésticos.
4.2 ENTREVISTAS 
DIRETORA
Em conversa com a diretora J.M ficou em evidência que o trabalho na escola é realizado sempre no coletivo, e que o diálogo faz parte do dia a dia de todos. Professores e demais funcionários ficam à vontade para participar, dar opiniões para qualquer que seja o problema.
Ao questionar sobre os desafios enfrentados na escola, citou as dificuldades de aprendizagem e defasagem de conteúdo devido ao período pandêmico. Ressaltou uma maior preocupação com as turmas de alfabetização e a necessidade de retomar desde as noções básicas (coordenação motora, reconhecimento de vogais, junções e consoantes) com esses alunos.
Analisando a situação ficou acordado que a sala a ser acompanhada seria o 2º Ano A no período vespertino, com maior número de alunos com dificuldade de aprendizagem, defasagem de conteúdo, alunos desmotivados, considerados indisciplinados. 
SUPERVISORA 
A entrevista aconteceu com a supervisora P.O.V. formada em Pedagogia, tendo em seu currículo, cursos de especialização em Gestão Escolar e Psicopedagogia, atuante no cargo de supervisora a 02 anos neste estabelecimento de Ensino.
Em relação a sua percepção sobre o ambiente escolar, a coordenadora relata que, no ambiente escolar, há um bom relacionamento entre a equipe escolar, alunos e pais, respeitando à diversidade.
Coloca que o da instituição está voltado à valorização do aluno e na sua formação, respeitando a potencialidade de cada aluno.
Relatou que o P.P.P (Projeto Politico Pedagógico) e um documento importante, construído pelo coletivo (membros escolar) onde reflete a proposta educacional da escola que através dele a comunidade escolar pode desenvolver um trabalhos,cujas responsabilidades pessoais e coletivas são assumidas para execução dos objetivos estabelecidos.
Sobre sua rotina de trabalho na escola, ela menciona algumas de suas atividades como, por exemplo: 
· Atendimento e orientação aos pais, alunos e professores;
· Orientação na elaboração de planejamento semanal e projetos;
· Avaliação dos alunos; Plano de Ação
· Acompanhamento no desenvolvimento das atividades diárias, como: recepção dos alunos, verificação de faltas.
· Elaboração de recados aos pais,
· Atendimentos de ocorrências;
· Reunião com professores na hora atividade para discutir questões específicas de cada turma;
· Proposta curricular pedagógica, projetos de intervenções, transposição didática em consonância com os objetivos expressos no Projeto Político Pedagógico.
Completou dizendo que este profissional tem que ter o foco voltado tanto ao coletivo como ao individual, ofertando novas ideias, troca de experiências, contribuindo para a melhoria do rendimento em sala de aula, em especial citou a defasagem de conteúdo de todas as turmas, mas sua maior preocupação está com o um aluno do 1º ano que tem boa autonomia, já realiza as atividades de auto cuidados e vida diária sozinho, porém é sempre necessário a supervisão de um adulto, pois dispersa com facilidade e não conclui o que começou.
Para este ano letivo buscou na reunião junto a equipe pedagógica e pais, a fim de buscar diferentes estratégias, trabalhar com material lúdico e prático visando reduzir as dificuldades e defasagens.4.3 QUEIXA
Para obter o resultado esperado deve estar em constante estágio de reflexão analisando o porquê, por quem, para quem e para que ensinar, nunca se esquecendo da particularidade individuais que cada um apresenta, ou seja, analisar e refletir sobre a forma de interação dos membros da escola a qual venha favorecer o desenvolvimento do aluno em especial buscar estratégia e metodologias de desperte o prazer em estudar, fator este importante para seu desenvolvimento social, emocional e psicológico.
As principais queixas destacadas sobre o aluno foram:
· concentração;
· disperso;
· não conclui as atividades;
· procrastinação;
· muito agitado;
· não acompanha o ritmo da sala.
Com o objetivo de minimizar os problemas citados acima faz se necessária uma intervenção psicopedagógica.
4.3.1 IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO 
Nome: N.V.C.V
Sexo: masculino
Turma: 1º ano A- integral
Número de alunos: 21
 Idade: 7 anos 
Repetência: não 
4.3.2 SESSÕES 
PRIMEIRA SESSÃO: 22/04/2024
O estágio teve início no 22/04/2024 com a visita a escola, onde foi apresentada a diretora e supervisoras, após o diálogo com a equipe diretiva foi explicado à importância do estágio para formação acadêmica, na sequência, foi entregue a carta aceite e demais documentos dando início ao período de observação.
SEGUNDA SESSÃO: 23/04/2024
 Neste dia foi realizada uma entrevista com a professora regente, o encontro foi realizado um questionamento com as seguintes questões:
· Qual atividade proposta ocorre maior aceitação e participação do aluno?
· Quais atividades proposta ao aluno demonstra desinteresse, agitação levando ao processo indisciplinar, quais atitudes são tomadas para resolver a situação vigente?
· São realizadas atividades em grupos, lúdicas e práticas para despertar o interesse do aluno? Quais?
· Quando o aluno não participa das atividades, qual estratégia é tomada pela regente?
· Você tem contato com a família dos educando? Eles são participativos da vida escolar dos filhos?
· Diante das queixas e das dificuldades apresentadas, com você pretende trabalhar com essa aluno?
· Quais estratégias e metodologias serão utilizadas para reverter o quadro da dificuldade e da defasagem de aprendizagem apresentada?
TERCERIA SESSÃO: 24/04/2024
	
Nesse momento foi realizada a observação dentro da sala de aula, sendo analisados:
· Comportamento e atitudes do aluno;
· Metodologia e estratégia utilizadas pela professora regente:
· Estratégia utilizada para resolver os problemas apresentados em sala;
· Realização do mapeamento da sala 
QUARTA SESSÃO: 25/04/2024
Depois de coletadas as informações foram realizada a organização do processo diagnóstico e repassado a equipe pedagógica, diretora e professores da sala, dando continuidade ao processo avaliativo.
QUINTA SESSÃO: 26/04/2024
Em sala de aula observou-se que N.V.C.V senta na primeira carteira ao lado da professora, foi o último a terminar as atividades e necessitou de auxílio constante. Sua carteira e material bem desorganizados e jogados no chão. Por várias vezes se deitava na carteira, fechava os olhos em total desânimo, totalmente alheio às explicações da professora. Só realiza as atividades quando a professora se dirige até ele. 
SEXTA SESSÃO: 29/04/2024
Neste dia a estagiária conversou com o aluno que apresentou desempenho abaixo do esperado para sua idade. Durante a entrevista oral (Área das Informações Sociais), o estudante soube dizer seu nome completo, sua idade, mas não soube sua data de nascimento. Soube o nome dos pais, mas não soube a idade e profissão. Não soube seu endereço e bairro, relatou com poucos detalhes sua moradia, dizendo que mora em uma casa de portão marrom, com um bueiro na frente e que tem uma torneira amarela.
Durante a execução desta atividade disse que não gosta muito de estudar e que seu pai que o ajuda com as tarefas de casa. Soube o nome da escola, a série, mas não soube o nome da professora. 
Relatou que não realiza nenhuma atividade colaborativa em casa, pois tem a namorada do pai para fazer. Disse ainda que gosta de passear com o pai na chácara e no parquinho, que gosta muito de desenhar e jogar no celular.
Ao ser questionado sobre quem considera a pessoa mais importante em sua vida, relatou que é seu “papai”.
SÉTIMA SESSÃO: 30/04/2024
Nesta sessão foi realizada atividades da Base Psicomotora, o estudante apresentou desempenho insatisfatório nas atividades de Coordenação Global Dinâmica, Global Estática e Motora Fina. Na coordenação motora fina, conseguiu recortar, amassar, arremessar, alinhavar e pintar, porém sempre a partir de dois ou três comandos. Tem preensão do lápis correta, pinça correta e letra legível, possui letra angulosa e trêmula, necessita otimizar micromotricidade para o traçado. Não conseguiu amarrar o cadarço, dar laço e abotoar. Na dominância lateral apresentou preferência de mãos e olhos direito, os pés com muitas oscilações, ora direita, ora esquerda, ou seja, sua dominância ainda não está estabelecida. Não organizou ainda a percepção do conhecimento de Esquerda Direita em si e cruzado, no outro.
OITAVA SESSÃO: 02/05/2024
 Neste dia a observação foi a acerca das habilidades de prontidão, o estudante demonstrou facilidade nas atividades de esquema corporal e nas noções espaciais como ao lado, embaixo, dentro e fora. Reconheceu as cores primárias e secundárias. Realizou com facilidade os testes de Percepção Figura Fundo /Discriminação Visual e Coordenação Motora fina, tendo a capacidade de perceber objetos no primeiro plano e de diferenciá-los significativamente, sua pinça está correta e sua letra é legível. No teste de Coordenação Visomotora teve 90% de acertos, estando em desenvolvimento sua capacidade de seguir e acompanhar objetos e símbolos com movimentos oculares coordenados. Encontra-se no 2º estágio do Realismo Nominal: Fase intermediária entre a primeira e a terceira, já percebe a palavra como uma sequência sonora e independente do significado, mas às vezes, ainda são traídas por suas concepções realísticas. 
No Teste de Audibilização, em discriminação fonemática obteve 4 (quatro) acertos dos 10 (dez) pares de sílabas, na memória de frases obteve 3 (três) acertos das 3 (três) frases, na memória de dígitos obteve 4 (quatro) acertos dos 4 (quatro) grupos de dígitos, na memória de relatos obteve 3 (três) acertos dos 8 (oito) relatos, na identificação dos absurdos obteve 2 (dois) acertos dos 3 (três) absurdos, na identificação de objetos obteve 2 (dois) acertos dos 3 (três) objetos, na definição de palavras obteve 100% de acertos, na organização sintático-semântico obteve 2(dois) das 3 (três) frases, no vocabulário de figuras obteve 100% de acertos.
 	 Apresentou médio desempenho de acordo com seus erros e acertos.
No Teste de Discriminação Auditiva – capacidade de diferenciar um som do outro, obteve 24 (vinte e quatro) acertos dos 32 (trinta e dois) pares de palavras. Seu desempenho é satisfatório, porém, durante este teste, apresentou grande dificuldade em se manter concentrado, interrompendo o teste por várias vezes para saber se estava finalizando, demonstrando cansaço e desmotivação.
Na Avaliação de Consciência Fonológica seu desempenho foi insatisfatório em análise de sílabas iniciais e finais, em análise de sílabas mediais, adição de sílabas, segmentação vocabular, subtração de sílabas, subtração de fonemas, substituição sons-sílabas, adição de fonemas. Apresentou desempenho insatisfatório para segmentação frasal. Níkolas necessitou de várias explicações para conseguir concluir a avaliação de consciência fonológica, por se tratar de uma atividade longa, não conseguia se manter focado, levantando o tempo todo, perguntando após a explicação “o que é pra fazer mesmo?”, dificultando bastante a conclusão.
Nos testes de Orientação Temporal – a capacidade de orientar-se no tempo, se situar no presente em relação a um “antes” e um “depois”, necessitou de auxílio e duas explicações para compreender alguns comandos, seu resultado é considerado médio, ainda em processo de desenvolvimentodessa habilidade.
Nos exercícios de Análise e Síntese, apresentou dificuldade em síntese, não compreendendo de forma integral o processo em que cada uma das partes do todo e sua ligação com as outras partes, processo do qual tem grande relevância na aprendizagem da leitura e da escrita. Em análise teve desempenho satisfatório.
NONA SESSÃO: 03/05/2024
Na área da Matemática reconheceu os numerais até 50 (cinquenta), domina algumas noções básicas da matemática como, antecessor e sucessor, crescente e decrescente, seriação e classificação até o 20. Realiza sequências simples, sabe contar de 2 em 2, 3 em 3. No sistema monetário reconheceu algumas cédulas e moedas. Reconheceu as principais formas geométricas (quadrado, círculo, retângulo e triângulo). 
Nas operações Básicas, está no processo de aprendizagem da adição e subtração simples de unidades. 
Nos Termos Matemáticos não têm noção de metade, dobro, dúzia e meia dúzia e dezena. Não domina hora e meia hora.
Em Técnica Projetiva Psicopedagógica – no Domínio Escolar – Par Educativo, o estudante apresentou vínculo negativo com a aprendizagem, com o ambiente escolar, não se vê como indivíduo que aprende, desenhou personagens aleatórios, sem noção de espaço da folha, sem domínio e aquisição total da figura humana e noção de quantidade. Inventou o nome de um professor quando foi questionado quem era a figura que ensinava. Todos os desenhos com dentes afiados, inclusive o Sol, ao ser questionado se a professora estava brava, disse que não, que são apenas animes.
Em Teste de Atenção por Cancelamento – TAC (Montiel e Seabra) versão brasileira. 	Esse teste consiste em três partes. Todas as partes avaliam a atenção seletiva, onde em cada uma é apresentado um nível de complexidade (a atenção seletiva permite ao indivíduo processar informações, pensamentos ou ações relevantes de uma determinada tarefa, ignorando estímulos distratores ou irrelevantes). Em negrito e sublinhado sua pontuação.
 
Pontuação - padrão 130 – Muito alta
 DÉCIMA SESSÃO 06/05/2024
Foi realizado Diagnóstico Operatório - Provas Piagetianas: Esse teste tem como objetivo principal determinar o grau de aquisição de algumas noções chave do desenvolvimento cognitivo, detectando o nível de pensamento alcançado pelo estudante, ou seja, o nível de estrutura cognitiva que opera. De acordo com a complementação entre prática e teoria, nas provas Piagetianas, pode-se notar que o estudante se encontra no nível Intermediário entre os estágios Pré-operatório e Operatório Concreto, com noções de classificação, seriação, medida de massa e compensação simples em defasagem.
4.3.4 APONTAMENTOS DOS RESULTADOS
Após dados coletados em Avaliação Diagnóstica Psicopedagógica foi possível verificar que o estudante necessita de auxílio e intervenção para realização das atividades, suas dificuldades concentram-se em funções executivas de organização, planejamento, velocidade de processamento, atenção, memória operacional, defasagem para áreas de leitura e escrita.
Devido a esses déficits, sugere-se fatores de risco para TDAH com prejuízo acentuado em desatenção, hiperatividade e impulsividade. Sinais indicativos de defasagem em leitura e escrita, deve ser exposto a intervenção sistemática e frequente para evolução do quadro.
4.3.5 PROGNÓSTICO E INDICAÇÕES
Diante da análise dos dados coletados, sugere-se que N.V.C.V. receba acompanhamento psicopedagógico e/ou Reforço escolar semanal, para suprir e/ou minimizar as dificuldades apresentadas, com frequência mínima de 1x na semana.
Realize avaliação neuropediátrica.
Faça psicoterapia. 
Realize avaliação com fonoaudióloga para hipótese de Transtorno de Aprendizagem com prejuízo em Leitura e escrita. 
4.3.6 DEVOLUTIVA ESCOLA 
Após a conclusão do trabalho foi entregue o Informe Psicopedagógico Institucional para a diretora J.M, da Escola Municipal Karel Kober Educação Infantil e Ensino Fundamental que concordou com os informes destacados demonstrando conhecimento sobre o assunto e concordando com o parecer. 
Agradeço o aprendizado adquirido nesse período de estágio e espero ter contribuído para o aprimoramento das práticas educacionais desta instituição, bem como colaborar com o processo de mudança comportamental desses alunos.
Atenciosamente.
4.3.7 AUTOAVALIAÇÃO
O trabalho desenvolvido nessa escola foi de grande valia, considero essa experiência adquirida valiosa para minha vida pessoal e profissional. 
Acredito ter atingido meus objetivos, foi gratificante todo conhecimento adquirido neste estágio fazendo reafirmar minha decisão quanto à escolha de minha formação.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao desenvolver este estágio em Psicopedagogia Clínica, ficou clara a importância dos conhecimentos teóricos adquiridos durante o curso para a qualificação profissional, uma vez que busca compreender as razões das dificuldades no ato de aprender, considerando o ser humano em suas múltiplas dimensões.
Esse estágio é um momento crucial durante o curso, pois permite que o acadêmico conheça na prática a realidade da área da Psicopedagogia. De acordo com o estudo e os resultados obtidos, ficou evidente que muitos alunos com problemas de aprendizagem apresentam carências nas áreas social e familiar. Um fato importante a destacar é que esses mesmos alunos, quando motivados pelo professor, demonstram maior interesse nas atividades, ou seja, se esforçam mais. Isso ressalta a importância da mudança de postura do professor em relação a esses alunos.
Como proposta para uma possível resolução, o professor deve adotar mudanças de estratégias e metodologias diferenciadas das tradicionais, como aulas mais dinâmicas e atividades lúdicas. Aulas mais atrativas e adaptadas à realidade do aluno devem fazer parte do cotidiano da sala de aula. Se bem planejado e aplicado pelo professor, esse processo pode ser a solução para a recuperação de muitos alunos que atualmente enfrentam dificuldades de aprendizagem.
REFERÊNCIA
BOSSA, Nádia A. A psicopedagogia no Brasil: Contribuições a partir da prática.
Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000a.
ESCOTT, Clarice Monteiro. Interfaces entre a psicopedagogia clínica e
institucional: um olhar e uma escuta na ação preventiva das dificuldades de
apredizagem. Novo Hamburgo: Feevale, 2004.
FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: Abordagem psicopedagógica da
criança e sua família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
GRASSI, T. M. psicopedagogia: um olhar uma Curitiba: Ibpex, 2009.
MANIERI, D. Teoria da história: a gênese dos conceitos. Petrópolis: Vozes, 2013.
OLIVEIRA, M. Â. C. Psicopedagogia: a instituição educacional em foco. Curitiba: InterSaberes, 2014. 
PORTO,O. Psicopedagogia institucional: teoria, prática e assessoramento psicopedagógico. Editora Wak, 2006.
______, O.Psicopedagogia Institucional: teoria, prática e assessoramento psicopedagógico. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2011
PROJETO POLITÍCO PEDAGÓGICO da Escola Municipal Professora Heloiza Maria C.V.P. Giancristófaro
SANTOS, M. B.. Quem é o psicopedagogo institucional numa instituição de nível superior?2010. Disponível em: C:\Users\HP\Desktop\Psicopedagogia\Quem é o psicopedagogo institucional numa instituição de nível superior.mht. Acesso em: 23 setembro 2022.
SOUZA, M T. C.C. Intervenção psicopedagógica: como e o que planejar? In: SISTO, F. F. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Vozes, 2000
ANEXOS
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