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faculdade anhanguera unopar pedagogia Ana Paula de araújo RELATÓRIO DO ESTÁGIO educação infantil 4*semestre-Ra 33864101 São Paulo 2022 ana paula de araújo 4* Semestre –ra 33864101 RELATÓRIO DO ESTÁGIO educação infantil Relatório apresentado à Faculdade Anhanguera, como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de Educação Infantil do Curso de Pedagogia. São Paulo 2022 SUMÁRIO 1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS 4 2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 7 3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE 9 4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA 11 5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC 13 6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE 15 7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE 17 8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS 19 9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA 21 10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR 23 11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA 25 12 RELATO DA OBSERVAÇÃO 27 13 PLANOS DE AULA 29 15 RELATO DA REGÊNCIA 35 16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR 37 17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA 40 Ninguém é mais importante: todos os integrantes da gestão cumprem funções que se complementam para o bem da escola 40 18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO 42 19 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA 44 20 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR 46 21 PLANO DE AÇÃO 48 22 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR 50 23 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO 52 CONSIDERAÇÕES FINAIS 53 REFERÊNCIAS 55 INTRODUÇÃO O objetivo desse estágio foi aproximar a teoria e a realidade escolar, visualizar suas ações e suas problemáticas, vivenciar os conhecimentos adquiridos durante o curso, assim como refletir sobre quais práticas escolher e como agir dentro de uma instituição educativa. APRESENTAÇÃO DA ESCOLA O estágio foi realizado na Escola na EMEI Eduardo Gomes, Brigadeiro localizada em um bairro periférico, o Bairro Parque Peruche. É um bairro grande e populoso, contém vários comércios, desde padarias a loja de materiais de construção. Possui um posto de saúde, e além dessa escola, tem uma creche ao lado, A infraestrutura é muito boa, composta por sete salas de aula, - Atendimento Municipal de Educação Especializada e Inclusiva ; secretaria; sala da diretora; sala da coordenadora; sala dos professores; refeitório; três banheiros para as crianças, sendo um feminino, um masculino e um para deficiente; dois banheiros para adultos: feminino e masculino; almoxarifado; Três parque ao ar livre, com gramado e com brinquedos de madeira: balanço, gangorra, escorregador; um pátio interno com brinquedos, como: pebolim, cesta de basquete, bambolês, área de leitura. Vale ressaltar que a escola estava sempre limpa e organizada, A escola oferece o ensino fundamental I Trabalham com um conjunto de Estratégias Pedagógicas para compor nossa metodologia, sendo os três pilares mais importantes: o trabalho mão na massa, as aulas e os estudos individuais, adequados a cada ciclo e faixa etária. Essa metodologia é inspirada em práticas renomadas e baseadas em estudos que mostram um resultado de aprendizagem mais profundo e significativo. Esses pilares que constituem as estratégias pedagógicas estabelecem papéis ativos aos estudantes e professores, trazendo, além da aprendizagem e da construção de conhecimento, o desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Esse conjunto de práticas proporciona, além do trabalho com os conhecimentos formais, experiências estéticas e a ampla capacidade de socialização. 1 RELATO DAS LEITURAS OBRIGATÓRIAS “O papel do professor e do ensino na Educação Infantil: a perspectiva de Vygotsky; Leontiev e Elkonin” A Educação tem vários aspectos nesse texto conseguimos observar que procura entender o que é desenvolvimento infantil e em que aspectos a educação escolar pode atuar em seu auxílio, tendo como foco os papéis do educador e do ensino, esclarecidos por Vygotsky, Leontiev e Elkonin. É analisada a literatura contemporânea sobre educação infantil e sua veia ante escolar e o que diz a psicologia histórico-cultural sobre desenvolvimento infantil e o ensino. Primeiro é levantada a questão de que a educação para crianças pequenas era vista essencialmente como ferramenta de assistência ou para preparar o aluno para o ensino fundamental e não tinha um valor próprio. Então, cresceram os debates acerca da função do ensino para crianças pequenas e chegou-se à conclusão que ela tem que ter como propósito cuidar e educar, tirando o ensino como objetivo e colocando as relações educativas dentro de um espaço de convívio coletivo. Para Vygotsky, não se pode utilizar, como principal determinante, a biologia para explicar o desenvolvimento da criança, sendo esse desprovido de leis naturais universais pré-definidas pela genética e dado em um contexto social e cultural. Leontiev e Elkonin tem pensamentos parecidos ao concordarem que é preciso levar em consideração, principalmente, a relação da criança com o meio e que a mesma é exclusiva para cada situação. Sendo a definição de cultura, por Vygotsky, tudo que foi criado e modificado pelo homem na natureza, ele afirma que nesse processo de transformação do meio, o homem acaba transformando sua própria conduta e que o domínio de tal conduta (como a atenção voluntária, por exemplo) é caracterizado por uma função psicológica superior exclusiva dos seres humanos. Esse domínio é dado pela significação (criação de signos) e o principal signo é a linguagem, tendo, então, grande importância no desenvolvimento psicológico. A significação é uma característica primariamente social que depois é transferida para o interior do indivíduo, e esta é a lei genética geral do desenvolvimento cultural, que o caracteriza como uma operação organizada. Leontiev e Vygotsky concordam, então, que as aptidões exclusivamente humanas, são adquiridas pela criança após introdução de signos e apropriação cultural, não sendo transmitidas biologicamente. A apropriação cultural só é dada com a mediação de outro indivíduo, sendo caracterizada por Leontiev como educação. Logo, o ensino, como agente educador, não pode se basear na maturação espontânea da criança nem na hereditariedade das funções psíquicas superiores, mas na promoção de condições e signos para que as mesmas se formem. Sem necessariamente estar sincronizada com as etapas desenvolvimento, a aprendizagem deve atuar na zona de desenvolvimento potencial (ZDP), no que ainda não está maduro, estando a frente e impulsionando o desenvolvimento. A imitação é trazida por Vygotsky como principal ferramenta da aprendizagem para o desenvolvimento, apesar de atualmente ser considerada prejudicial no contexto pedagógico. Porém é preciso que a criança entenda a conduta para depois imitá-la, logo ela está limitada a suas potencialidades intelectuais. Para que o desenvolvimento atinja seu potencial total, Leontiev diz necessário que na criança sejam cultivadas as funções psicológicas com devida orientação e organização da atividade da mesma, indo além de um treinamento mecânico. Essa perspectiva, defendida por Vygotsky, Leontiev e Elkonin, nega os métodos passivos de educação e assume ao educador um papel diretivo. Elkonin reforça que essa organização deve adequar a aprendizagem às peculiaridades de cada período do desenvolvimento, sem que o educador deixe de atuar na ZDP. Ao discursar sobre os estágios do desenvolvimento, primeiro é afirmado que sua mudança não é somente quantitativa, ou seja, uma evolução em graus, mas também qualitativa, muda-se o tipo de relação da criança com o meio, e essa mudança, mesmo que brusca, não será acompanhada por crises se for adequadamente dirigida.Tais estágios são determinados pelo desenvolvimento de uma atividade principal, que irá auxiliar o surgimento de outros tipos de atividade. A atividade principal do primeiro ano de vida seria a comunicação emocional direta, seguida pela ação literária manipulatória, na qual o adulto impulsiona o domínio da linguagem, essencial para a colaboração entre adultos e criança na atividade. De três a seis anos, geralmente, a atividade principal é o jogo de papéis, onde as crianças aprendem sobre as relações sociais e se adéquam a seus papéis. Nesse estágio é essencial que a realidade social da criança seja ampla e que o educador saiba controlar o jogo pela seleção dos temas e acessórios utilizados, sem suprimir sua criatividade e independência, nessa idade pré-escolar, a instrução da criança se dá por meio das brincadeiras, que são as atividades principais dessa fase. Ao entrar na idade escolar, atividade principal muda para a atividade de estudo. Para entrar na fase escolar alcançando seus objetivos, a criança precisa ter tido um desenvolvimento infantil bem direcionado e que a tenha ensinado a pensar por meio de esforços mentais. Elkonin defende ainda que essa mudança seja feita de maneira orgânica e vinculada. No texto, chega-se à conclusão que Vygotsky, Leontiev e Elkonin defendem o ensino no desenvolvimento de crianças pequenas por meio da intervenção consciente do educador. 2 RELATO DA ANÁLISE DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) O PPP define o caminho o caminho de uma escola e ajuda na reflexão sobre as ações desenvolvidas, já que o projeto não pode ser uma camisa de força para escola e para o professor deve dar base de tranquilidade, as condições para administrar o cotidiano e, assim inclusive liberar o espaço para a criatividade (Vasconcellos,2022,p47) Para o ano de 2021 se desenham algumas ações definidas para definidas para enriquecer nossa pratica pedagógicas, principalmente considerando o período de pandemia pela COVID- 19, devido ao qual estávamos sem toda escola funcionando presencialmente: · Manter vínculo com os familiares e as crianças que estão em atividade remotas: · Reuniões síncronas com as famílias, para ajuda-las na execução das atividades feridas de forma remota ou impressa. · Encontro síncronos com as crianças, para fortalecer o vínculo a escola · Construir informativos mensais para apresentar as atividades desenvolvidas pela escola; · Manutenção e ressignificação dos espaços da escola; · Registros qualificados dos fazeres pedagógicos; · Reuniões formativas com a equipe escolar; · Parceria com escolas de ensino fundamental; · Parceria com projetos canicas ; · Parceria com Terça Afro. O projeto Pedagógico é um perspectiva longitudinal , deve prever formas para a integração no processo de desenvolvimento integração no processo de desenvolvimento integral dos bebes e das crianças, respeitando as singularidades em o objetivo de antecipar a sistematização dos conteúdos a serem trabalhados ao longo do processo formativo, tendo em vista o respeito e a continuidade do percurso educativo, a unidade educacional deve construir coletivamente estratégias de acolhimento durante todo o período letivo, tanto para os bebês e as crianças quanto para os docentes, para que se integrem aos diferentes momentos de transição, sem rupturas. A organização das formações e das temáticas que são abordadas e discutidas com a equipe pedagógica e com a equipe gestora, sempre refletindo sobre as aprendizagens já conquistadas e sobre aquelas que ainda precisam ser aprofundadas e bem conhecidas. Os desenvolvimentos das formações ocorrem em diversos momentos durante as formações em JEIFE e no PEA. Durante as reuniões pedagógicas reunir-se toda a equipe escolar para discussões mais amplas sobre o atendimento e sobre os temas que sejam importantes a serem discutidos. Além disso, durante a rotina o quadro de apoio tem espaço de escuta e discussão. Sempre respeitando os protocolos de segurança conforme a orientação de SME, devido também a pandemia do Corona vírus. 3 RELATO DA ANÁLISE DO PLANO DE TRABALHO DOCENTE Um bom planejamento do educador o uso desse recurso pode favorecer a aprendizagem das crianças. Outro ponto sobre os livros nessa escola é que eles são individuais, tem um para cada aluno, e por isso as crianças fazem suas folhagens também dando asas à imaginação nele mesmo Essa individualização otimiza a aula do professor, além de que no livro há diversas atividades que envolvem desenhos, recortes e colagens, e ainda alguns jogos, que instigam e estimulam os alunos para querer resolver as atividades. Di Giorgi, et al. (2014), reconhecem que o uso do livro didático: possibilita ao professor o desenvolvimento de diversas atividades com os alunos em sala de aula como recurso didático para: escrever, recortar, colar, manipular, ler, entre outras. Participação de atividades da Prática Pedagógica e com auxílio do professor da sala. A alfabetização e letramento das crianças começam nos primeiros anos do ensino fundamental, dessa maneira a prática de leitura nas salas de aula é essencial. A leitura envolve desde a codificação do sistema de escrita até a compreensão e produção de sentido do texto lido, assim uma de suas principais metas é a de desenvolver a habilidade de compreensão, principalmente para os anos iniciais. “, pude perceber quanto sentimento a na escuta das crianças nas leituras em contos o que acontecia com determinado personagem, qual era o sentimento que o personagem estava. E também para a alfabetização: pedindo para localizarem alguns objetos com iniciais das palavras associada ao som: que letra começa, que lebre termina. Foi uma experiência enriquecedora, a atividade ocorreu de maneira leve e fluida, as crianças foram muito participativas, alguns tiveram dificuldades de acompanhar e nesse momento ofereci apoio, realizei algumas intervenções e elas conseguiram finalizar a atividade. Além disso, realizei com os alunos a construção de um jogo, o dominó de conceito. Ele se diferencia do tradicional pois ao invés de bolinhas para representar os números haviam símbolos e desenhos. Por exemplo, havia o cifrão de dinheiro em uma peça e na outra a imagem do dinheiro; havia o símbolo da ambulância e na outra o desenho de um hospital. Então as crianças precisavam pensar quais conceitos combinavam para jogar as peças, a princípio achei que o jogo seria um pouco complexo para a idade deles, porém fui surpreendida e eles aprenderam rapidamente a jogar. Foi uma atividade muito prazerosa, desde a confecção até a prática, as crianças gostaram bastante, jogamos com eles, eles jogaram entre eles e levaram para casa para jogar com a família. Regência de atividades e observação de práticas pedagógicas em sala de aula. Os jogos pedagógicos dizem respeito a jogos compostos por peças e/ou tabuleiros, e também a uma extensa gama de brincadeiras, ambos estruturados, que direcionam o aprendizado estabelecendo objetivos a serem alcançados. Isto é, essa ferramenta oportuniza o aprendizado de forma lúdica e descontraída, mas carrega significativa seriedade implícita. Dessa forma, os jogo e brincadeiras podem se tornar instrumentos pedagógicos importantíssimos para o desenvolvimento da criança, tendo em vista que eles permitem a interação social entre os participantes, fomenta a sensação de prazer e curiosidade, que consequentemente resulta em uma aprendizagem eficaz. Assim essa estratégia permite e cria um espaço para que a criança possa expor sua criticidade, criatividade e habilidade social. Nesse sentido, a professora e coordenadora D'Andrea (s.d.) afirma que “o jogo dá à criança a possibilidade de investigar, problematizar práticas culturais e de seu cotidiano, podendo ser excelente recurso de participação, integração e comunicação entre alunos. ” Jean Piaget relaciona o jogo com a construção da inteligência. As suas descobertas indicam que para aprender e desenvolver-se a criança necessita de certo grau de maturação biológica e de esquemas de ação que, inicialmente, são bastante precários. Contudo,na medida em que a criança atua sobre os objetos e interage com o meio social, estes se aprimoram e se transformam, tornando-se cada vez mais elaborados e complexos. Então, para Piaget o desenvolvimento é a condição necessária para a aprendizagem, isto é, a medida que a criança vai se desenvolvendo, a capacidade de aprendizagem também evolui. Opostamente, Vygotsky acreditava não ser suficiente ter apenas o desenvolvimento biológico para aprender. 20 4 RELATO DA ANÁLISE DE MATERIAIS DIDÁTICOS DA ESCOLA Os materiais são suportes que possibilita materializar o conteúdo. Sendo a matéria de didático conjunto de textos imagens e de recursos com finalidades educativas implica na escolha de um suporte impresso ou áudio visual Durante o processo de estagio foi observado que as principais funções do material didático é, também, dinamizar a aula, aguçando a curiosidade do aluno, despertando sua atenção para o que vai ser tratado naquele momento. Claro que seu uso precisa ser planejado, bem elaborado, preparado com antecedência. Porém, como determinam as boas práticas didáticas, o planejamento das aulas pode e deve resultar em atividades flexíveis, no sentido de atender às demandas concretas dos alunos, fazendo uma ponte com os componentes curriculares, ainda que não previstos para aquele momento. Os objetos e os utensílios presentes no nosso cotidiano que se podem transformar em ótimos recursos didáticos. Nessa mesma linha de raciocínio, vários utensílios e equipamentos podem, dependendo dos objetivos da aula, tornar-se materiais didáticos. Uma aula sobre alimentação saudável, por exemplo, pode ser realizada, se não diretamente na cozinha, utilizando utensílios e equipamentos próprios, incluindo, além de vasilhas e talheres, medidores de líquidos e balança. O preparo de receitas saudáveis e alternativas, além de mudar os hábitos alimentares dos alunos em seu ambiente de trabalho há muitos instrumentos e ferramentas de uso voltados para a manutenção e apara a conservação da infraestrutura escolar (equipamentos de limpeza, marcenaria, etc.). Verifiquei quais poderiam ser utilizados com os estudantes, em uma atividade de educação ambiental, visando à economia de recursos naturais ou à preservação das áreas verdes da escola. Na utilização de materiais e brinquedos coletivos, os mesmos estão organizados em prateleiras e caixas identificadas no fundo da sala, sendo que essa prática trabalha o zelo dos alunos com tais materiais. De acordo com a proposta de SME e da concepção de trabalho da instituição, todas as crianças devem ter acesso aos materiais necessários as suas expectativas de exploração do mundo, da comunicação da expressividade e de conhecimento de si. No geral, o uso dos materiais permanentes em sala de aula são: calendário, quadros numéricos, cartazes de ajudantes e aniversariante e fichas de nomes. Um espaço para colocação de imagens de diversas que possam ampliar o repertorio dos alunos também deve ser organizado continuamente. Procuram sempre oferecer referencias reais e de uso social, abandonando estereótipos e infantilizações, é importante valorizar os artistas brasileiros. Os professores das salas se comunicam para manter a organização dos espaços. É importante que os professores organizem em suas salas tudo o que é preciso para o desenvolvimento do trabalho pedagógico. Com o período de pandemia causada pela corona vírus, alguns materiais não foram utilizados, para evitar contaminação. Além disso os materiais utilizados pelo grupo sempre foram higienizados para utilização do grupo de alunos e professores. Com tudo, considero que o material didático ajuda o aluno a alcançar um melhor entendimento da matéria que está sendo estudada, pois apresenta o tema de forma mais completa e pode ser utilizado como consulta quantas vezes forem necessárias para absorver e relembrar os alunos do conteúdo já trabalhado. 5 PROPOSTA DE ATIVIDADE PARA ABORDAGEM DOS TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS DA BNCC O perfil sócio cultural do EMEI Brigadeiro Eduardo Gomes Tem como princípio a participação criança matriculadas na unidade educacional e suas respectivas famílias, assim como correspondência com indicadores de desenvolvimento da região aonde estão inseridas O índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que é uma medida comparativa da riqueza alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros fatores para os diversos países do mundo. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. As famílias participam dos eventos, reuniões e discussões da escola, fazendo partes das reuniões de pais e mestres, conselho de escola, associação de pais e mestres, eventos culturais etc. A mostra cultural realizada anualmente é o momento em que podemos expor as produções e intencionalidade das crianças perante o ano letivo. E é o momento rico, com boa participação da comunidade escolar Todas as crianças com deficiências transtornos globais de desenvolvimento e suas habilidades super. Dotação deverão ser acolhidas em todas as vivencias e as experiências proporcionadas pela unidade educacional, garantindo o planejamento das condições estruturais do espaço, de modo a permitir sua condição de sujeito ativo e suas possibilidades de ação e interação e as brincadeiras com outras crianças. As propostas garantem acessibilidades de espaços, objetos e brinquedos, procedimentos e formas de comunicação e orientação, especificidades e alidades das crianças com deferências e transtornos globais de desenvolvimento. A observação acompanhamento e encamiamento, são necessárias ao órgão competente. No primeiro contato com a professora com a família são realizadas perguntas sobre o desenvolvimento da criança questão de saúde, de interação com outras crianças, e se já frequentou outra creche se faz algum acompanhamento de tratamento médico e relatar algo como superou a pandemia. Segundo a orientação da legislação a escola organiza momentos de formação para os professores incluindo, o programa especial de ação, os momentos de interação com início a necessidade de trabalho. Ocasionando pela suspensão de ação devido a pandemia, a divisão pedagógica DIPED tem oferecido momentos vídeos online, que ficam gravados e podem ser assistidos pelos funcionários em quaisquer momentos destinado a formação. Educar e aprender são fenômenos que envolvem todas as dimensões do ser humano e, quando isso deixa de acontecer, produz alienação e perda do sentido social e individual no viver. É preciso superar as formas de fragmentação do processo pedagógico em que os conteúdos não se relacionam, não se integram e não se interagem. Nesse sentido, os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) têm a condição de explicitar a ligação entre os diferentes componentes curriculares de forma integrada, bem como de fazer sua conexão com situações vivenciadas pelos estudantes em suas realidades, contribuindo para trazer contexto e contemporaneidade aos objetos do conhecimento descritos. 6 RELATO DA ENTREVISTA COM O PROFESSOR REGENTE A docente Graziella Abrahão. Professora do ensino infantil e fundamental I, da prefeitura de São Paulo, atualmente em regência na educação infantil. Formada em Pedagogia, desde do ano de 2007, pós-graduada e Ludo pedagogia e Educação Especial. Sempre buscando aprimorar conhecimentos, participa mensalmente dos cursos oferecidos pelo sindicato e também extensões de universidades. Trabalhou em duas escolas particulares, antes de assumir o cargo na prefeitura, Colégio da Polícia Militar e Mosteiro de São Bento. Atuando como professora de educação infantil, seu trabalho tem como principal, as brincadeiras. O brincar é uma importante forma de comunicação, é por meio deste ato que a criança pode reproduzir no seu cotidiano. O ato de brincar possibilita o processo de aprendizagem da criança, pois facilita a construção da reflexão, da autonomia e da criatividade, estabelecendo, desta forma, uma relação estreita entre jogo e aprendizagem. Para definir a brincadeira infantil, ressalto a importância do brincar parao desenvolvimento integral do ser humano nos aspectos físico, social, cultural, afetivo, emocional e cognitivo. Para tanto, se faz necessário conscientizar os pais, educadores e sociedade em geral sobre à ludicidade que deve estar sendo vivenciada na infância, ou seja, de que o brincar faz parte de uma aprendizagem prazerosa não sendo somente lazer, mas sim, um ato de aprendizagem. Neste contexto, o brincar na educação infantil proporciona a criança estabelecer regras constituídas por si e em grupo, contribuindo na integração do indivíduo na sociedade. Deste modo, à criança estará resolvendo conflitos e hipóteses de conhecimento e, ao mesmo tempo, desenvolvendo a capacidade de compreender pontos de vista diferentes, de fazer-se entender e de demonstrar sua opinião em relação aos outros . É importante perceber e incentivar a capacidade criadora das crianças, pois está se constitui numa das formas de relacionamento e recriação do mundo, na perspectiva da lógica infantil. Para tal, a escola disponibiliza, recursos tecnológicos, como computador, telão, espaços lúdicos, ricos em materiais, jogos, brinquedos educativos, que proporcionam o desenvolvimento integral das crianças. Não usamos mesas na sala, os espaços são divididos em ateliês, como diversas propostas, onde as crianças escolhem o que desejam fazer, valorizando assim, a escuta e protagonismo dos alunos. De acordo, com os documentos que norteiam, o trabalho na educação infantil, na prefeitura de São Paulo, enfatizamos também, a proposta de trabalho com a cultura dos imigrantes, afro-brasileira e africana e indígena. Vivemos em um país com uma enorme diversidade cultural, portanto, com diferentes costumes fazendo parte da nossa rotina. Essa diversidade de interações constrói na criança sua identidade individual e social . A partir daí ela aprende a respeitar as especificidades e características de cada um, o que é muito importante para manter uma boa convivência em grupo. Entender diferentes formas de pensar, viver e agir é fundamental para assumir uma postura de respeito diante do outro. Isso precisa ser estimulado desde a infância, para que as crianças cresçam empáticas e sem preconceitos, contribuindo assim para garantir o seu pleno desenvolvimento. No Brasil existe uma grande variedade de povos e culturas. Cada um com seus códigos de condutas, hábitos e costumes diferentes. Pensando na importância de as crianças aprenderem, desde cedo, a respeitar as diferenças e a reconhecer saberes e costumes distintos dos seus. A diversidade, deve ser respeitada e valorizada. A cultura é a identidade de um grupo e o que faz com que ele seja único no mundo. Além disso possuem diversos mitos e lendas que valorizam sua história. Essa temática não se esgota e encerra em apenas um dia ou uma semana. Ela deve ser pensada e discutida todos os dias, pois diz respeito a construção de uma sociedade mais humana e empática, baseada no respeito ao próximo. 7 RELATO DE REUNIÃO PEDAGÓGICA OU CONSELHO DE CLASSE No Conselho de Classe, os professores reuniam-se juntamente com a direção e a equipe pedagógica. A pauta do Conselho de Classe era apresentada. Antes de iniciarmos cada Conselho de Classe deixávamos claro que o enfoque principal não era a discussão de questões pessoais dos alunos, mas os problemas apresentados no pré conselho de classe, bem como a análise do processo de avaliação aplicado no período. Os problemas apresentados no pré-conselho com alunos e agentes educacionais eram então apresentados aos professores. Nos primeiros conselhos realizados, deixamos claro que o objetivo do pré-conselho com alunos e funcionários era a busca de melhoria do processo de ensino-aprendizagem, a fim de obter uma visão mais ampla do todo, além de realizar um trabalho preventivo contra eventuais problemas que interfiram neste processo. Destacamos, também, o sentido do trabalho coletivo e da gestão democrática na escola. Dessa forma, ficou claro para os professores que o objetivo do trabalho não era perseguir profissionais - o que muitos pensavam - mas analisar os problemas e buscar soluções. Com o tempo, a confiança se estabeleceu, não havendo necessidade de tal explanação. Os professores, inclusive, gostavam muito deste formato, enfatizando sua objetividade e funcionalidade na resolução dos problemas. Assim, a reunião geralmente era iniciada com um apanhado geral das respostas que os alunos apresentaram na questão a respeito das disciplinas que eles vão bem, sem citar o nome das disciplinas. Evitávamos qualquer comentário direcionado a determinado professor no coletivo. Nossa prática era avisar, neste momento, que comentários específicos seriam realizados em particular. A partir de então, os problemas eram apresentados e os professores definiam encaminhamentos em conjunto. Após as definições, apresentávamos os problemas e as sugestões levantadas pelos professores no Pré-Conselho de Classe. Apresentamos os gráficos de rendimento, os quais ao final da reunião eram fixados na sala de professores para análise mais profunda do professor, e enfatizamos que o objetivo deste era para que o professor realizasse uma autoavaliação das práticas do 1o Bimestre /Trimestre em comparação as do 2o Bimestre/Trimestre. O professor era convidado a analisar os motivos que fizeram a turma, em geral, a decair ou a progredir, a fim de identificar e repetir as ações que surtiram bons desenvolvimentos. No Pós-Conselho de Classe informamos aos professores que não puderam comparecer, e os agentes educacionais, sobre as decisões tomadas no Conselho de Classe. Também eram realizadas as ações determinadas no Conselho de Classe, e relembradas sempre que fosse necessário. Assim, se no Conselho, por exemplo, ficou definido que os pais seriam chamados para uma reunião de entrega de boletins ou de orientação, a referida reunião acontecia com o auxílio de toda a equipe. Ou seja, no Pós-Conselho de Classe era o momento de informar e colocar em prática o que foi proposto. Além dos instrumentos utilizados para coletar informações dos alunos e dos pais, a equipe deverá planejar a reunião com base nos dados consolidados a partir das metas, avaliações internas e externas, indicadores de qualidade da educação e das variáveis, entre outros dados que interferem no processo de ensino e aprendizagem. Com tudo isso, é possível pensar nas ações que implicam nos resultados dos alunos e focar nas condições institucionais que podem ser melhoradas para que todos os alunos aprendam mais e melhor. 8 RELATO DO LEVANTAMENTO DE MATERIAIS DE APOIO ESPECÍFICOS PARA ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS Para a utilização das matérias os professores deverão se organizar para solicitar com antecedências as matérias. Necessários ao trabalho diário em sala de aula. Os professores que estiverem sem regência de classe deverão prioritariamente atende aos alunos em todo e qualquer espaço da escola. Esta profissional tem como atribuição estar sempre em sala de aula auxiliando os professores e alunos. Em caso de medicação, caso a criança apresente alguma enfermidade os responsáveis são chamados imediatamente para garantir o bem-estar da criança, os alunos só são medicados quando os responsáveis apresentarem receituário médico e autorização por escrito pelos pais sendo que os responsáveis devem entregar o remédio diretamente a professora ou equipe técnica responsável. Em casa dos acidentes telefonamos imediatamente para a família e acompanhamos a criança imediatamente ao pronto socorro. Se não tiverem um carro no local e a equipe técnica não estiver presente, chama um carro com serviços particulares (taxi, Uber) que será reembolsado pela APM e ir junto com um membro da equipe de apoio. Sempre que necessário, prestam socorro imediato em casos de acidentes, onde os profissionais da instituição estão sempre atentos aos ocorridos. A unidade de ensino possui uma caixa de primeiros socorros, localizada na cozinha do local, dentro do armário. Sempre que ocorre alguma situação, deve-se preencher a ficha de ocorrência que fica na pastada sala, relatando o acontecido e quando necessário o livro de ocorrência e solicitam a assinatura doo responsável na ocasião da retirada da criança na escola. A unidade de ensino realiza no mínimo um passeio por ano, organizado pelo professor que deverá estar vinculado ao projeto. Diferentemente das matérias obrigatórias, os conteúdos abordados pelos temas transversais não se dividem em ciclos, podendo ser tratados em qualquer etapa do trabalho pedagógico. O MEC tem como ideia central que eles sejam abordados de modo coordenado e interdisciplinar, visando que os estudantes tenham uma percepção clara da importância destes assuntos dentro do contexto social contemporâneo. Os temas transversais na escola visam mostrar que as disciplinas não são isoladas e que existem relações com a organização social e o que se aprende na escola. A conjuntura sociocultural e educacional contemporânea aponta a atenção para a análise e construção de oportunidades de formação e desenvolvimento de competências transversais na educação escolar. É conveniente, portanto, que no processo de formação em todas as disciplinas escolares e em todas as idades e atividades cognitivas, as decisões para a concepção de um ambiente educacional adequado sejam sistematizadas e especificadas de forma a garantir que os conhecimentos e habilidades possam ser continuamente reagrupados de acordo com o contexto. Por outras palavras, estas competências e os conhecimentos em que assentam, devem constituir o alicerce de competências transversais que podem ser aplicadas independentemente da idade e das atividades. Tecnologias invariantes para o desenvolvimento de competências transversais está também relacionada com a coordenação de uma variedade de abordagens, princípios e condições de ensino de forma a proporcionar eficácia quando essas tecnologias são especificamente aplicadas como variantes. Isso cria a necessidade de uma interpretação didática dos meios de desenvolvimento de competências transversais. Além disso, impõe-se a necessidade de melhorar a preparação e qualificação especial dos professores para conceber um ambiente educacional que garanta a realização de competências transversais como resultado educacional. Isso, por sua vez, impõe alguns novos requisitos ao sistema de educação escolar como um todo. 9 RELATO DO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA BNCC NA ESCOLA Em processo de implantação inicia- se com a atualização dos currículos estaduais e municipais, e a expectativa é de que a BASE NACIONAL CURRICULAR seja colocada em pratica em todas as escolas do país, no entanto as ações devem ser tomadas neste momento pelos gestores da escola devem garantir a implantação da base. O primeiro passo para implantação da BASE COMUM CURRICULAR é a reformulação dos currículos das escolas para que estes contemplem as aprendizagens previstas na BNCC e nos documentos oficiais locais, além de compreender tudo aquilo é Base comum, os novos currículos escolares podem incluir práticas e conteúdos que sejam alinhados a realidade local da instituição a chamada parte diversificada. Para isso é importante envolver professore, pais e alunos durante a etapa de elaboração curricular. Com a homologação da BASE CUMUM CURRICULAR, outro documento que precisa passar por revisão nas escolas é o projeto político Pedagógico (PPP) essa revisão tem o objetivo de garantir que o projeto esteja de acordo com competências, conhecimentos e habilidades estabelecidas pela Base. Este é o momento ideal para engajar a comunidade escolar na construção de um (PPP) real, capaz de refletir a realidade e as ambições da escola. Talvez por uma importante implantação da Base seja prioridade as instituições de ensino desde o momento presente, os professores serão os responsáveis por transportar as definições da BNCC para a realidade das turmas que estejam preparados e seguros para empreender essa missão. Deles será a orientação dos documentos oficiais, logo precisam conhecer a fundo a natureza e a importância das mudanças propostas bem como a forma como esses documentos se traduzem em suas práticas pedagógicas Assim como as práticas pedagógicas os matérias e recursos didáticos utilizados em sala também deverão ser atualizados para que atendam as expectativas da Base nacional Curricular , as escola precisam garantir que o material disponibilizado aos estudantes de acordo com a com a BNCC e os novos currículos locais , neste ponto é importante o diálogo com o sistema de ensino utilizado pela escola e consiga extrair dele praticas mais adequada e com maior potencial para essa nova realidade de ensino. Pautados pela legislação, que orienta e normatiza o fazer educativo, através do Currículo da Cidade (SÃO PAULO, 2019) e da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (BRASIL, 2017), que preconiza conhecimentos mínimos a serem garantidos a todos, também acreditamos em um currículo em movimento, no qual as vivências e experiências trazidas pelo território e os conhecimentos prévios da criança são parte do fazer pedagógico da UE. De acordo com o Conselho Municipal de Educação, o currículo é um conjunto de saberes/conhecimentos produzidos na Unidade Educacional que se constitui por meio das experiências, valores e meio social das crianças. É a expressão da Unidade Educacional que articula a teoria e a prática, de acordo com determinadas condições e contextos inseridos, acolhendo a diversidade do território e as características individuais dos bebês e das crianças. Situa-se como sendo a construção social e epistemológica do conhecimento que faz parte do património cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de bebês e crianças de 0 a 5 anos de idade. Esses conhecimentos estão presentes nas concepções que orientam os modos de cuidar dos mesmos, considerando as manifestações locais e regionais, a participação das famílias, e materializando-se na produção dos objetos, nas linguagens como a dança, a música, a literatura, o teatro, o cinema, as brincadeiras, as imagens, a pintura, a escultura, a arquitetura, entre outras (SÃO PAULO - CME, 2020, s/p.). 10 RELATO DA ANÁLISE DOS INSTRUMENTOS AVALIATIVOS UTILIZADOS PELO PROFESSOR A observação e escuta ativa da criança, o registro e a reflexão sobre suas aprendizagens são partes importantes do processo educativo, por isso, a documentação pedagógica merece destaque na ação docente, na organização e escrita dos diários de frequência e de atividades nos portfólios construídos a partir das aprendizagens do grupo, na construção de projetos que são construídos/elaborados com a participação da criança, no relatório descritivo individual do aluno, indicando suas conquistas, suas falas, fotos, rodas de conversa e produção artística A escrita dos relatórios é realizada utilizando todos os registros e acompanhamentos realizados pelas professoras durante o ano letivo, a partir da reflexão do processo de aprendizagem do grupo e de cada criança. Além disso, há momentos de discussão para a construção de uma documentação que reflita as vivências e identidade da Unidade Escolar. Devido à pandemia, o retorno das crianças em atividades remotas é essencial para orientação da professora, têm acompanhado de perto e sendo tutoras desses momentos observação dessas aprendizagens pedagógicas. E a participação da família primordial, pois elas é que, com orientação da professora, têm acompanhado de perto e sendo tutoras desses momentos pedagógicos. Anualmente, a escola e a comunidade se reúnem em três momentos para avaliar o trabalho desenvolvido, orientadas pelos Indicadores de Qualidade na Educação Infantil Paulistana (IQs). Os IQs, construídos para avaliar o trabalho na Educação Infantil Paulistana, a im de construir uma educação infantil de qualidade, direcionam o olhar para a observação do que foi construído ao longo do ano e do que ainda precisa ser revisto, ajudando a organizar e planejar as ações, com intuito de corrigir o percurso educativo, visando melhora no atendimento às crianças, centro da ação na Unidade Escolar.A organização da escuta e da reflexão das atividades desenvolvidas seguem as recomendações contidas nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil - MEC, indicação CME nº 17/13, na orientação normativa nº 01/13 e nos Indicadores da Qualidade na Educação Mana Infantil Paulistana. No ano de 2020, o resultado das reflexões realizadas nas reuniões/avaliações sobre IQs resultaram na construção de algumas ações, algumas foram concretizadas no ano de 2020, como: revitalização e ressignificação dos espaços, aquisição de materiais para trabalhar temas como diversidade e africanidades, aquisição de materiais para desenvolvimento pedagógico. Outras foram repassadas para o ano de 2021, como, continuidade de ressignificação dos espaços da UE, formações que contemplem temas diversificados, como diversidade, ações antirracistas e educação para não violência, atendimento de qualidade às crianças com necessidades especiais, desenvolvimento de temas relacionados ao Meio Ambiente e aos ODSS - objetivos para o desenvolvimento sustentável (ONU), que estão relacionados no Currículo da Cidade. Esses temas foram novamente discutidos nos primeiros momentos de avaliação da UE com os IQs, que já deram pistas para formações dos professores. 11 RELATO DA ANÁLISE DA ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DA DISCIPLINA . O processo de aprendizagem envolve diversos aspectos cada aluno aprende no seu tempo e de maneiras distintas. Enquanto alguns se desenvolvem melhor com conteúdos técnicos, outros precisam de atividades lúdicas para terem mais compreensão. Nesse sentido, o acompanhamento pedagógico é um excelente aliado, já que contribui com o entendimento de todas essas etapas de ensino. O acompanhamento pedagógico pode ser definido como uma estratégia de orientação e de ensino que tem como objetivo otimizar o aproveitamento dos estudantes na escola. Desse modo, atua para facilitar o processo de organização, de aprendizagem e de concentração, além de despertar a motivação em aprender. Com ajuda dos professores Esses profissionais são nomeados à vaga de coordenação pedagógica dentro das escolas. Eles podem ter diversas formações, incluindo uma licenciatura em alguma matéria específica. O que é válido, aqui, é a experiência prática no dia a dia de um espaço escolar. Apesar disso, muitas vezes, os coordenadores são profissionais graduados em Pedagogia. Esse curso superior é dedicado exclusivamente a ensinar aos graduandos sobre os aspectos de seus futuros estudantes nos âmbitos emocionais, socioeconômicos, educacionais, entre outros É comum que os estudantes encontrem dificuldades por diferentes motivos durante a aprendizagem na escola, sejam cognitivos, sejam sociais, sejam emocionais. Sabendo disso, o acompanhamento pedagógico tem a missão de detectar as necessidades de cada um e entender o que é necessário para superá-las. Ao receber a orientação profissional na escola, o aluno consegue compreender melhor as práticas estudantis. Isso traz reflexos positivos à aprendizagem, que passa a ter bons resultados. Desse modo, ele aprende a organizar os conteúdos e adquire mais disciplina para absorver as propostas pedagógicas apresentadas em sala de aula. Cada estudante apresenta diferentes obstáculos durante todo esse processo escolar, sejam grandes, sejam pequenos e muitos impasses não estão relacionados com o ambiente estudantil. As questões pessoais são importantes e afetam o processo de aprendizagem, o que requer uma intervenção profissional a fim de facilitar o crescimento individual. Sendo assim, é fundamental que a família seja uma parte ativa do processo. A escola e o âmbito familiar funcionarão em sincronia, fazendo com que a experiência do (a) estudante na instituição de ensino, o seja muito mais feliz, proveitosa e produtiva. O auxílio de um ou mais profissionais especializados, como pedagogos, psicólogos e terapeutas ocupacionais, ajuda a aumentar a motivação e o interesse dos alunos nos conteúdos escolares. Desse modo, o acompanhamento contribui no processo de aprendizado, ajudando o estudante a superar dificuldades e encontrar formas melhores de estudo. Portanto, um acompanhamento eficiente é capaz de elevar as notas e até mesmo o interesse pelas disciplinas. Essa melhoria acontece porque, ao trazer um conteúdo completo e auxiliar os estudantes na resolução de problemas em algumas matérias, os profissionais reduzem as dúvidas e oferecem um processo de aprendizagem mais eficaz. Logo, isso contribui para aperfeiçoar o desempenho dos alunos nas aulas. 12 RELATO DA OBSERVAÇÃO Estágio é o momento em que os estudantes têm a oportunidade de observar, aprender na prática, todas as aprendizagens adquiridas ao longo do curso. Dessa maneira, ele é importantíssimo para a formação do profissional, principalmente para a pedagogia, pois através dele o educando formar-se-á um professor investigador, reflexivo, pesquisador, capaz de produzir conhecimentos, transformar, adaptar a sua prática pedagógica, bem como aprender a lidar com situações diversas da realidade escolar, que não são apresentadas nos livros, mas sim adquiridas através das experiências. Como nos ensina Paulo Freire: “É que ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, sem aprender a refazer, a retocar o sonho por causa do qual a gente se pôs a caminhar. ” (FREIRE, 1992, p.79). Sendo assim, o estágio supervisionado não é apenas um dever do educando, mas também um direito adquirido, sendo esse previsto em leis, a citar a lei n° 11.788/08, onde define, no Artigo 1°, que: Art. 1°: Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino fundamental, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. 1° O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o itinerário formativo do educando. 2° O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. (BRASIL, 2008) Essa lei também garante aos estudantes ao estágio não obrigatório, aquele em que o estudante faz para complementar sua formação e está fora de sua carga regular obrigatória. É uma opção para os estudantes adquirirem experiências e até mesmo aumentarem sua confiança e autoestima frente a uma sala de aula. Além disso, no artigo 3°, essa lei assegura as instituições concedentes que o estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, desde que respeitado alguns requisitos, a citar: I – Matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade 6 profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; II – Celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. Dessa forma, o presente relatório tem por objetivo demonstrar os dados obtidos através da disciplina de Estágio Supervisionado para Licenciatura em Pedagogia da Universidade Anhanguera do Estado de São Paulo, realizado na EMEI Eduardo Gomes Brigadeiro (Centro de educação pré-escola em são Paulo) localizada no endereço, rua santa Eudóxia,800 bairro parque Peruche, SP. 13 PLANOS DE AULA Plano de aula para pré-escola TURMA - crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) TEMA: Linguagem CAMPO DE EXPERIÊNCIA: Escuta, fala, pensamento e imaginação HABILIDADES: (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história. OBJETIVOS: Reproduzir históriase desenvolver a comunicação e a criatividade através da encenação. Conteúdo: Linguagem teatral Duração:1h RECURSOS DIDÁTICOS: 1. livro de história "Os três porquinhos" 2. palitos de picolé, 3. papel vermelho (papel glacê, cartolina, etc.), 4. papel pardo. METODOLOGIA DRAMATIZAÇÃO: 1. Contar a história dos três porquinhos com o auxílio de imagens de um livro ou com cartazes. 2. em seguida, pedir aos alunos para recontarem a história (se necessário, auxiliar fazendo perguntas. Exemplo: quem eram os personagens? O que eles construíram? Por que? O que o lobo queria? Os porquinhos tinham medo do lobo? etc.). 3. depois, dividir a turma em três grupos, e cada um deles ficará responsável por decorar a casinha de um porquinho (o professor já deve levar as casinhas prontas, que podem ser feitas de cartolina com um quadrado, que será a base da casa, e um triângulo, que será o telhado). 4. para cada casinha, usar os seguintes materiais: os palitos de picolé podem representar a madeira, retângulos de papel glacê vermelho podem representar os tijolos, tiras de papel pardo podem representar a palha. 5. depois de ter as 3 casinhas decoradas, sortear os alunos que representarão os personagens e pedir que encenem a história. O professor deve auxiliar, fazendo o papel do narrador, de forma a orientar as crianças. AVALIAÇÃO: Avaliar a habilidade das crianças de recontarem uma história através da linguagem teatral enquanto forma de expressão. TURMA: Pré- escola - Jardim II TEMA: Desenvolvendo as percepções CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS (BNCC) O Eu, o outro e o nós; Traços, sons, cores e formas. Espaço, tempo, quantidade, relações e transformações. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO (BNCC) · (EI03EO03) ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação; · (EI03TS02) expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais; · (EI03ET05) classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças; · (EI03ET07) relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. SITUAÇÕES DIDÁTICAS - DESENVOLVIMENTO Iniciarei as aulas com procedimentos de acolhida, incentivando todas as crianças para que elas participem das atividades, no qual foram elaborados de forma lúdica para um melhor desenvolvimento das competências e habilidades dos pequenos, visando desenvolver as percepções, a coordenação viso-motora, espacial e temporal. AULA 01 Metodologia: Na sala de aula, agruparei as mesas formando grupos de quatro uma mesa em frente da outra, para que as crianças possam interagir e dividir os materiais que serão utilizados nessa aula. Trabalharei com eles a colagem de bolinhas de papel colorido picado sobre o desenho, onde eles terão que pegar pedacinhos de papel e formar pequenas bolinhas e colarem sobre o desenho, a fim de desenvolver a percepção visual, coordenação viso-motora, a orientação temporal e espacial. Recursos didáticos: Desenho livre; Papel colorido picado; Cola AULA 02 METODOLOGIA: Na sala de aula, aproveitando a forma como as mesas ainda estão, pedirei que eles se sentem da mesma forma da aula anterior, um de frente para o outro para eles interagirem e poderem dividir os materiais que serão utilizados nessa aula. Trabalharei com eles o pontilhado sobre a figuras das vogais, para que eles possam ir se familiarizando com as letras e também desenvolver a coordenação motora fina, possibilitando o desenvolvimento de suas habilidades artísticas, de raciocínio logico, criatividade, percepção visual. RECURSOS DIDÁTICOS: Desenho livre; canetinha jumbo. AULA 03: METODOLOGIA: Trabalhei nessa aula as formas geométricas, darei a cada um deles um desenho na qual traz as formas geométricas contendo as cores, e pedirei que me ajudem a identificar cada forma geométricas que se encontra na figura. Depois de identificarmos pedirei que eles pintem as formas geométricas com as respectivas cores presentes na figura, cada qual na sua forma, aumentando a concentração dos pequenos e enriquecendo o conhecimento deles, além de desenvolver e fortalecer suas percepções. RECURSOS DIDÁTICOS: Desenho livre; Lápis de cor. AULA 04 Metodologia: Nessa aula farei com os alunos uma experiência, iremos acompanhar a germinação e o crescimento de um feijão, para que eles possam ter noções de tempo e transformações, e compreender que algumas coisas levam tempo para acontecerem, mas que se cuidarmos com carinho e dedicação elas cresceram e darão bons frutos. Além de contribuir na percepção visual. Recursos didáticos: Copo descartável; Algodão; Grãos de feijão. AVALIAÇÃO A avaliação acontecerá de forma contínua, através da observação diária da criança no desempenho de suas atividade o grau de autonomia, suas habilidades e dificuldades, como reage as conquistas e fracassos, ou seja é um processo continuo, e de muito diálogo. REFERÊNCIAS: BNCC: Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento na Educação Infantil. Disponível em: https://www.sistemasmartcare.com.br>bncc. Acesso em 13 de março de 2021. Pinterest.com. https://pinterest.com.br/imagens. Acesso em 13 de março de 2021. Tema: O MEIO AMBIENTE Objetivo(s): Aprender sobre o que engloba o meio ambiente. Refletir a importância da preservação da natureza. Desenvolver um pensamento crítico sobre o assunto .Campo de Experiência:O eu, o outro e o nós. Duração: 60 minutos Atividades que serão desenvolvidas: Leitura, roda de conversa, avaliação oral de assimilação. Introdução: Iniciaremos a aula questionando aos alunos sobre o que eles entendem do termo meio ambiente, após obter as respostas, complementaremos suas respostas apresentando as definições do meio ambiente e da natureza, iniciaremos a leitura ilustrada do conto “João e o pé de feijão”, utilizaremos fantoches elaborados em sala de aula. Desenvolvimento: Irei reproduzir o vídeo - SID SEMENTINHA - disponível em https://www.youtube.com/watch?v=a5aHMwVxdo0, que trata sobre a questão da preservação do meio ambiente, após iremos apresentar uma sequência de imagens que demonstram a degradação do meio ambiente e passaremos algumas cenas do filme “WALL-E”, explicando que é uma representação sobre o que ocorreu no mundo que não preservou o meio ambiente. Fechamento: Concluiremos com uma roda de conversa sobre o que foi abordado em aula, onde os alunos irão expor suas ideias e opiniões Estratégias: Aula expositiva dialogada onde apresentarei o conteúdo, ministrando a aula abordando diversas ideias e interagindo com os alunos. Recursos e materiais necessários: Datashow, livros, imagens, fantoches. 14 RELATO DA APRESENTAÇÃO DOS PLANOS DE AULA AO PROFESSOR Os professores ao adentram em uma sala de aula precisam estar preparados com o plano de aula que apresentarão aos alunos, assim como com os objetivos, conteúdos, estratégias e avaliações que irão ser trabalhados naquele momento. Diante disso, O plano de aula é um instrumento onde o professor aborda de forma detalhada as atividades que pretende executar dentro da sala de aula, assim como a relação dos meios a serem utilizados. O plano de aula serve para o professor conquistar seus ideais diante dos alunos Em geral, o Plano de Aula contém arranjos relativos a estimativas ou projeções do que será feito quando as atividades de ensino e aprendizagem ocorrerem, a possibilidade de implementar a aprendizagem de acordo com o plano de implementação de aprendizagem planejado porque o processo de aprendizagem é situacional. Se o planejamento for elaborado com cuidado, o processo de aprendizado e os resultados não ficarão muito distantes da estimativa. Sendo assim, as aulas, de forma geral, foram trabalhadas através da mobilização de estratégiaspara compartilhar com os alunos saberes escolares ensináveis, ou seja, conhecimentos validos socialmente que de alguma forma que produzisse algum sentindo neles. E para melhor elucidar isso, mais a frente citarei algumas reflexões desenvolvidas em sala de aula. Os planos de aula foram elaborados e avaliados anteriormente, mas sofreram modificações durante o processo o que apenas serviu para confirmar o que muito se tem falado sobre a flexibilidade dos mesmos. A experiência foi enriquecedora e por que não dizer encantadora. Cada momento vivenciado na prática mostrou de forma mais potente a necessidade de o professor de Educação Infantil adentrar a sala de aula bem instrumentalizado e que de igual modo o olhar precisa ser diferenciado, precisa ser, sobretudo muito humano e sempre amoroso. As atividades propostas, sobretudo as que implicavam em que fizessem suas próprias criações foram muito bem recebidas pelas crianças. Os momentos de brincadeira aconteceram dentro e fora da prática das atividades propostas. Cada criança trazendo consigo uma grande bagagem podia contribuir com suas opiniões que foram de grande utilidade para o grupo. Procurou-se em cada momento valorizar a prática do aluno, não apenas a prática do fazer, mas a do ser. Cada movimento e cada forma particular de desempenhar determinada ação foi estudado e valorizado a fim de mostrar ao grupo como cada um é importante dentro do espaço escolar. A forma de segurar um lápis, de colocar a cola sobre o papel, de organizar o material em mesa, de falar, de tratar o colega, tudo foi planejado de modo a não apenas atender necessidades, mas conduzi-los a um aprendizado significativo, social, humano, de valorização do outro. Em tudo que foi desenvolvido foi enxergado algo positivo. Seja na birra de um aluno ou no comportamento inadequado do outro. Há muito que se absorver também das situações de conflito e elas de igual modo colaboraram para que as vivências fossem ainda mais significativas e enriquecedoras. A receptividade das crianças não podia ser maior. Aceitaram as propostas, vibraram com as histórias e apreciaram a produção dos colegas mudando algumas concepções sobre o que é ou não belo. Quebrando assim alguns estereótipos tão cedo criados. 15 RELATO DA REGÊNCIA O estágio é um processo muito importante para o professor visto que ele dá os subsídios para assimilar tanto a teoria quanto a prática, e possibilita ao profissional a conhecer melhor a escola, o aluno, bem como os funcionários e toda rotina de uma escola e com isso, terá a oportunidade de colocar em prática o que se observou e aprendeu durante o estágio de observação. Desse modo, trabalhar com a Língua Portuguesa, é estar se preparando também para exercer a profissão, pois esse é o desejo de mostrar o que aprendemos, pois através das práticas adquiridas durante o estágio que nos possibilita a oportunidade de crescer profissionalmente. Pensando assim, procurei desenvolver os planos de aula numa perspectiva que visa proporcionar ao aluno a possibilidade de sua participação nas atividades na sala de aula, onde ele seja capaz questionar, analisar, e argumentar logicamente, dando-lhe a oportunidade da contextualização dos conteúdos e com as suas experiências cotidianas e ao mesmo tempo, em realidades diferentes, logo a prática da docência é uma realidade na vida daqueles que querem exercer a nobre missão de ensinar. nos possibilitou uma compreensão mais afim acerca da nossa profissão, experimentar a docência, atuar é também antes conhecer-se e permitir conhecer o outro, este outro é nosso aluno e nossa profissão. Acreditamos que á regência é parte observação, um processo que transfoma o estagiário e todos que estão em seu entorno, pois propociona um enfrentamento de seu próprio eu, esboçando diversas representações, como menciona Seefeldt, Herrmann e Kruger (2014, p.708): “[...] aprendendo com o jeito de cada ensinar, pois sempre vamos aprender ou melhorar o nosso entendimento com a observação. Não devemos usá-la para julgar, mas sim para aprender”. Concordando com Seefeldt, Herrmann e Kruger (2014) que a regência é um processo a ser enfrentado durante nossa atuação em sala de aula, desde a elaboração do plano de aula, seleção e preparação do material didático, assim tivemos a oportunidade de vivenciar o fazer docente. A disciplina Eletrônica Digital com o método tradicional de ensino, é considerada por vezes de dificil entendimento, acaba desmotivando os alunos, pois a disciplina tem muita teória e exige certo conhecimento prévio matemático, então, o professor ciente de tal situação, deve buscar o aprendizado e o envolvimento dos alunos com a disciplina, seja por meio da prática, do lúdico ou ainda pelo uso dos recursos tecnológicos. Sabemos que cada aluno é diferente, e que cada um tem o seu jeito de aprender, buscamos o lúdico, apresentado por meio da representação manual e de software interativo, como também o material impresso trazendo o resumo sistematizado do conteúdo estudado. Destacamos que preparar as aulas da disciplina ‘Eletrônica Digital’, é revisitar dificuldades desde aos circuitos lógicos as expressões booleanas. Uma compreensão compartilhada com a disciplina de matemática por direcionar operações dentro de parênteses, inversões de termos individuais, realizar as operações no interior da expressão e depois inverter o resultado. · 16 RELATO DA ANÁLISE DO REGIMENTO ESCOLAR Toda instituição educacional deve possuir o seu regimento escolar, documento normativo, elaborado pelo coletivo escolar, tendo por base a sua proposta pedagógica. O Regimento Escolar, conforme o Thesaurus Brasileiro da Educação do INEP, compreende o conjunto dos dispositivos que definem os ordenamentos básicos da estrutura e funcionamento da escola, consubstanciados na legislação vigente. É um documento que deve ser elaborado com a participação dos diversos segmentos da escola, aprovado pelo Conselho Escolar da própria instituição e pela entidade mantenedora, em casos de escolas integrantes da rede privada, como também pelos sistemas de ensino, aos quais as escolas se jurisdicionam. As escolas públicas terão seus regimentos escolares aprovados pelos sistemas de ensino que integram, órgãos municipais, estaduais ou federais de educação. As instituições de nível superior, de natureza privada, deverão ter seus regimentos escolares aprovados pelos Conselhos Estaduais de Educação. O regimento escolar é a expressão da política pedagógica, administrativa e disciplinar da escola, e regula, em seu âmbito, as relações do coletivo escolar, com base nos princípios educacionais vigentes e na legislação educacional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, menciona a palavra “Regimento” quando dispõe sobre a Educação Básica, nos artigos 23 e 24, em três distintas situações: Estabelece que, nos estabelecimentos que adotam a progressão regular por série, o Regimento Escolar pode admitir formas de progressão parcial; Define a obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos; define que o controle da frequência fica a cargo da escola, conforme o disposto no seu regimento e nas normas dos respectivos sistemas de ensino. Em suas disposições transitórias, a LDBN, Lei nº 9394/96, estabelece e regimentos aos dispositivos da referida Lei e às normas dos respectivos sistemas de ensino, nos prazos por estes estabelecidos. O Regimento Escolar reflete as características da escola e estabelece as normas de seu funcionamento, de forma a garantir a segurança quanto aos procedimentos e diretrizes das ações educacionais. Deve ser organizado em títulos e estes em capítulos, contemplando os seguintes itens: Identificação da escola: denominação e instituição legal; Fins do estabelecimento, filosofia da educação, regime de funcionamento, cursos, modalidades oferecidas; Organização administrativa, financeira, pedagógica, Estrutura de organização, atribuiçõese competências dos diversos órgãos e dos profissionais que os integram; Instituições escolares, associações, direitos E deveres dos membros da comunidade escolar, corpo docente e discente, Política educacional compreendendo: os objetivos, os princípios e as diretrizes da educação escolar oferecida, as formas de verificação do rendimento escolar e avaliação da aprendizagem, as normas sobre o controle de frequência, o calendário escolar, a carga horária anual, a distribuição dos dias letivos, as normas sobre matrícula, transferência, classificação, reclassificação de alunos, aceleração e aproveitamento de estudos e estudos de recuperação da aprendizagem .As suas páginas devem ser numeradas e rubricadas pelo diretor da instituição escolar. O Regimento Escolar deve estar sempre atualizado, de acordo com as alterações da legislação vigente, e, por isso, precisa sofrer emendas que deverão entrar em vigor somente no período letivo subsequente à sua aprovação. A modificação do Regimento Escolar é importante e deve se submeter às mesmas normas da legislação, não podendo ser suprimido, anexado ou alterado nenhum item sem um respaldo legal para assim o fazer. Trata-se de um documento orientador das condutas e procedimentos legais da escola e, por que motivo, deve ser do conhecimento de toda a comunidade escolar, que a ele deve ter acesso, quando se fizer necessário. O regimento deve ser amplamente divulgado e disponibilizado para consulta., permitiria a sua adequação às diferentes realidades locais. O sistema de educação no Brasil está, pois, organizado em suas bases, sob o signo da flexibilidade. Observa-se no texto da lei a predominância do verbo “poder” sobre o verbo “dever” e a indicação de diferentes possibilidades de formas de organização escolar. O caráter de flexibilidade representa, pois, para os sistemas e unidades escolares, uma desregulamentação de normas rígidas, a diminuição dos controles cartoriais, que cerceiam a criatividade das escolas e educadores diante de realidades diversificadas. Nesse sentido, o Regimento Escolar, embora sendo um documento a ser elaborado de acordo com as normas legais, construído pelo coletivo da escola, poderia ser a expressão de uma proposta de trabalho que contemplasse tais diversidades, respeitando a autonomia do estabelecimento de ensino no que couber. O regimento escolar é, portanto, um documento, que deve estar sempre atualizado, de acordo com a legislação educacional vigente. As instituições escolares têm, pois, entre suas incumbências, a responsabilidade de elaborar, fazer cumprir, atualizar permanentemente os seus Regimentos Escolares, em que constem as disposições sobre a organização escolar, administração de seu pessoal, os recursos materiais e financeiros, o sistema de avaliação em vigor, a provisão de meios para recuperação dos alunos de menor rendimento, a articulação com as famílias e comunidade, as formas de comunicação com os pais e alunos, bem como o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. 17 RELATO DAS ENTREVISTAS COM A EQUIPE DIRETIVA Ninguém é mais importante: todos os integrantes da gestão cumprem funções que se complementam para o bem da escola Diretor e coordenador pedagógico formam a dobradinha que comanda as ações na escola. Enquanto o diretor fica responsável pela organização de todos os processos, articulação da equipe e tomada de decisões, o coordenador entra com articulação no planejamento, currículo, avaliação da aprendizagem e formação continuada dos professores. Outros atores, menos comuns na maioria das escolas, também podem compor a equipe gestora, como é o caso do vice-diretor também chamado de diretor-assistente em algumas redes, o supervisor de ensino e orientador pedagógico. Cada qual no seu quadrado, quando a parceria está bem afinada a escola conta com uma equipe diretiva em que o objetivo final do ensino-aprendizado vale muito mais. É claro que o diretor Adriano responde pela escola e o coordenador não tem pretensão de ultrapassar essa hierarquia na secretaria, Coordenadora vem trabalhando com formação continuada das equipes gestoras das escolas municipais e uma das ações é oferecer treinamento em Pedagogia. A experiência vem mostrando, até agora, que quando há um conhecimento mais aprofundado das funções um do outro, o trabalho tende a fluir melhor na escola. “O foco tem que estar no pedagógico porque não adianta a escola estar linda, se as crianças não aprendem”, concorda. A comunicação entre todos os membros da gestão é fundamental. É o mais importante é a gestão estar alinhada. Pela experiência em na escola, percebemos que as conversas semanais entre nós são essenciais para garantir que as ações tenham foco no aluno tendo em mente esse trabalho integrado, até questões tradicionalmente vistas como administrativas ganham uma nova perspectiva. , por exemplo, ainda este mês haverá uma discussão sobre o conselho de classe, em que o foco estará na aprendizagem das crianças, o que aprenderam, o que vão aprender e como os professores planejam realizar esse aprendizado. “Aos poucos, quando existe espaço de discussão, trazem questões pedagógicas para a mesa” Com isso, até ações administrativas acabam se tornando pedagógicas. Embora a questão pedagógica, esteja muito associada às demandas do coordenador pedagógico, é uma questão que também é compartilhada com a direção. “Mesmo que a participação não seja do mesmo modo e com a mesma frequência, se ela não sabe o que está acontecendo no processo pedagógico, se o trabalho não estiver articulado, a direção pode inclusive atrapalhá-lo, conhecer o pedagógico é fundamental para a tomada de boas decisões. “É preciso ter a visão global de todas as demandas da escola para saber quais são as dificuldades que precisam ser sanadas e como podem se desdobrar em ações práticas. O coordenador assessora tecnicamente a construção do PPP em todas as suas etapas, enquanto o diretor garante que todos sejam ouvidos e o projeto implementado. E todos são todos mesmo: alunos, pais, professores, equipe de apoio, coordenador, comunidade. E a Participação dos professores. Em uma instituição que preza pela gestão democrática, valorizar e garantir a participação ativa dos professores deve ser a norma. Quando eles também são ouvidos em todas as questões que envolvem alunos, melhor ainda. As chances de um trabalho que seja integrador e produtivo são ampliadas. Por concentrar as atividades de formação, o coordenador tem maior contato com a equipe docente e pode ajudar no engajamento da equipe. Embora todos possam sugerir ações de participação, cabe ao diretor garantir que esses espaços e canais estejam abertos. Interdisciplinaridade. Diretor e coordenador trabalham para integrar conteúdos de professores de diferentes disciplinas e articular as diferentes séries e níveis. É fundamental que ambos invistam nesse aspecto, 18 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO E SUPERVISÃO O supervisor da escola de educação básica ocupa um lugar de destaque dentro desta estrutura organizacional, pois é corresponsável pela gestão e qualidade do processo pedagógico, influenciando direta ou indiretamente, o trabalho diário da equipe de professores. Atentando para essa responsabilidade que o supervisor traz consigo, qual seja a de liderar sua equipe tendo como principal função a de mediador e articulador de todo o processo ensino-aprendizagem dos alunos, vislumbramos um profissional que anseia por colocar em prática as teorias aprendidas nos cursos de formação, mas na maioria das vezes limitado pelo pouco tempo destinado às suas verdadeiras atividades, pois a maior parte deste é direcionada à resolução de questões burocráticas. Frequentemente observa-se uma separação entre a área administrativa e a área pedagógica das instituições escolares, sendo esta última relegada a segundo plano no rol das atribuições do supervisor escolar. Essa situação é vivenciada por nós, que no cotidiano das escolas públicas presenciamos a real atuação do supervisor escolar dentro da instituição, que está longe de ser a ideal. Diantedeste quadro, este trabalho tem como objetivo analisar a legislação vigente que regulamenta a atividade do supervisor escolar, bem como identificar suas atribuições e sua atuação dentro da escola pública de educação básica, estabelecendo um paralelo entre a o plano legal e o real. A fim de contribuirmos com a construção da identidade do supervisor escolar para que possam transformar a sua postura de atuação dentro do ambiente escolar, passamos a analisar alguns pontos e a promover reflexões que forneçam subsídios para que realmente sejam efetivadas pode-se afirmar que há diversas e distintas concepções e paradigmas a respeito do ato da supervisão escolar, os quais instigam um estudo aprofundado. Mediante as “verdades absolutas” pertinentes à prática da supervisão, acentua-se a necessidade de compreender, mais amplamente o especialista em supervisão escolar. A supervisão escolar é entendida como um processo dinâmico, contínuo e sistemático. O supervisor é um dos principais líderes do processo educativo, ou seja, é um dos grandes responsáveis pela melhoria do processo ensino-aprendizagem. Pode-se afirmar que o supervisor é concebido como um profissional que tem a função de “orientar e de dar assistência” aos educadores mediante todos os aspectos, sejam educacionais, pedagógicos, como também sociais. O papel primordial do supervisor escolar é o de ser o mediador e colaborador das atividades educativas desenvolvidas pelo professor. O supervisor é aquele que orienta, aprende e ensina, tornando-se um parceiro no processo educativo. “A supervisão escolar visa à melhoria do processo ensino-aprendizagem, para o que tem de levar em conta toda a estrutura teórica, material e humana da escola” Observa-se muitas vezes, que este profissional exerce apenas a função de cuidar da escola, seja no aspecto organizacional, administrativo ou gerencial, mas, além destas citadas anteriormente, a ação do supervisor não se limita à tarefa de ser um “gerente”, mas também requer uma liderança pedagógica. Assim, é imprescindível que o supervisor saiba articular o administrativo com o pedagógico. Para que esta função seja efetiva, o especialista da área da supervisão deve ter pleno conhecimento da didática, para poder dar apoio aos professores. Segundo Vieira [2002], o supervisor pedagógico deve acompanhar a prática dos docentes de maneira que os ajudem a se tornarem os supervisores da sua própria prática, ambos em constante interação, diálogo e troca de experiências, para que possam assim, contribuir para um processo de ensino e aprendizagem significativo e contextualizado. Tendo em vista que a supervisão requer o domínio da liderança para que possa conscientizar os envolvidos no âmbito educacional a desenvolverem uma educação de qualidade, esta função requer o pleno exercício de uma liderança educacional ativa, ética e em constante comunicação com todos os envolvidos. Vale lembrar mais uma vez, que o ato de liderar não é mandar e somente chefiar, mas exercer as funções de liderança com as “habilidades” necessárias na busca de harmonizar o trabalho de forma cooperativa e harmoniosa. A ação do supervisor deve propiciar que os objetivos da educação sejam alcançados e para isso, o supervisor deve criar as condições para esta efetivação, buscando sempre se aprimorar no embasamento teórico e prático, de forma diferenciada e inovadora. 19 ATA DE REUNIÃO PEDAGÓGICA E/OU ADMINISTRATIVA A reunião pedagógica tem um papel importante nas instituições de ensino, pois permite o acompanhamento do que foi planejado, bem como ajustes e delineamento de novos objetivos para o avanço no processo de ensino. Para que ela seja produtiva, A reunião pedagógica é um encontro entre o coordenador pedagógico e a equipe docente da escola. É o momento de verificar se os processos de ensino estão seguindo conforme o planejado, se houve algum obstáculo no meio do caminho e que ajustes podem ser feitos para contorná-lo, quais os novos objetivos a serem perseguidos e que estratégias podem ser incorporadas para alcançá-los. A reunião precisa sempre ter como base o Projeto Político-Pedagógico da escola, o PPP. Todas as diretivas com as quais os gestores se comprometeram para o ano letivo estão registradas nele. Esse documento será um norte para as ações tudo o que foi planejado na reunião pedagógica anterior precisa ser acompanhado, certo? Então o novo encontro deve ter um momento para isso. É nessa parte que se verifica o que efetivamente foi feito de tudo o que havia sido alinhado, se deu certo ou não, quais empecilhos apareceram e o que pode ser feito para contorná-los e melhorar o processo. Caso alguma ação tenha sido posta em prática, mas não tenha alcançado os resultados pedagógicos esperados, é preciso pensar de que outras formas eles podem ser atingidos. Discussão dos objetivos da reunião pedagógica atual e levantamento de ideias é importante que a reunião pedagógica tenha um objetivo principal, e outros objetivos secundários podem advir dele. Então, é nessa parte que esses objetivos são expostos e que todos começam a levantar ideias para atingi-los. É essencial que os professores tenham uma participação ativa e que sejam ouvidos, pois são eles que estão com os alunos no dia a dia, e a percepção deles conta muito. Seleção de propostas e planejamento surgiram boas ideias para atingir os objetivos pedagógicos levantados? É hora de decidir quais delas serão postas em prática e de que forma. Nesse momento, é importante que as ações não fiquem muito soltas, sem clareza de como será a execução. Tudo precisa ser bem organizado, com bastante detalhamento da execução, dos passos e se eles serão executados por todos ou só por alguns dos docentes, quais e qual é o prazo. Ata da reunião pedagógica Você sabe que palavras se perdem ao vento, certo? Tudo precisa estar muito bem registrado para que as coisas que foram acordadas não se percam. Ou seja, durante a reunião pedagógica, alguém precisa estar tomando nota, confeccionando uma ata de reunião, que posteriormente será disponibilizada a todos. Nela devem constar os planejamentos, prazos e responsáveis. Então, antes de a reunião pedagógica iniciar, a pessoa responsável por essa função já precisa estar definida. 20 RELATO DA OBSERVAÇÃO DA ROTINA DO SUPERVISOR/ORIENTADOR Muito além dos professores e diretores, os esforços de diversos outros profissionais são necessários para o bom funcionamento de uma escola. Na área da gestão escolar, por exemplo, é imprescindível reconhecer a existência de uma grande diferença entre supervisor e orientador educacional. Embora ambos sejam comumente confundidos, cada um tem seu papel na construção de uma rede que viabilize o aprendizado dos alunos. Ao longo deste artigo, destacamos as atribuições dos supervisores e dos orientadores educacionais. Além disso, abordamos as semelhanças e distinções de cada função dentro da organização escolar. Continue lendo e descubra qual cargo é o mais interessante para os seus planos de carreira! o papel do orientador educacional Preocupado com não apenas com o aprendizado, mas também com o desenvolvimento pessoal dos alunos, o orientador educacional busca estreitar os laços entre a escola e as famílias. Ele precisa ter atenção ao que acontece no colégio e deve manter um diálogo aberto com estudantes para que consiga detectar pontos de dificuldades. Em caso de jovens em dúvida sobre que área seguir, por exemplo, esse profissional pode realizar orientações vocacionais, incentivar a descoberta de interesses e aptidões, e coordenar processos de informação profissional. Mais do que alguém responsável por conversar com a família sobre o comportamento do aluno, esse profissional dá suporte para que o estudante cresça como cidadão, tendo cuidado com os valores éticos e morais que são passados no ambiente escolar. Também é seu papel auxiliar os professores a compreenderem as atitudes e as situações de cada estudante para que o processo de aprendizagem dos alunos são seja prejudicado. Se houver conflitos, esse profissionalrealiza ainda mediações entre docentes, discentes e famílias. Apesar de lidar com os problemas dos estudantes, o orientador educacional tem um papel diferente do psicólogo, já que sua função é pedagógica. Caso perceba a necessidade de um acompanhamento mais próximo ou de uma assistência especial, esse profissional pode encaminhar um aluno para outros especialistas, incluindo da área de psicologia. Como o seu intuito é tornar a escola um espaço educativo, ético e solidário, o trabalho de orientador não fica apenas na escola. Sua atuação é também além dos muros do colégio, servindo de ponte entre a comunidade e a instituição. O Papel do supervisor educacional Enquanto o trabalho do orientador educacional é focado nos estudantes, o do supervisor tem como base os professores. É sua responsabilidade guiar e motivar os docentes, inclusive criando condições para que os educadores continuem em formação e realizem processos de atualização. Também faz parte das suas atribuições o planejamento de atividades pedagógicas e a garantia da execução dos planos de estudo, sendo responsável por analisar e implementar mudanças no currículo escolar, em conjunto com outros educadores. Além disso, esse profissional tem uma função de supervisão do trabalho dos docentes e, portanto, deve garantir o cumprimento das horas-aula e dias letivos determinados legalmente. Por fim, também deve promover a integração da escola com a comunidade. No entanto, diferentemente do orientador educacional que atua diretamente com a sociedade, o núcleo da sua ação é pensar em ações para que os professores tenham contato com as famílias. Apesar da diferença entre supervisor e orientador educacional, os dois profissionais têm uma missão em comum: promover um ambiente harmonioso no colégio em que a aprendizagem dos alunos seja maximizada. Assim, no fim, todos devem trabalhar juntos para garantir o bom funcionamento da escola. 21 PLANO DE AÇÃO De maneira bastante objetiva, podemos definir o Plano de Ação Escolar como o documento que reúne atividades planejadas pela escola para atingir suas metas e, consequentemente, seus objetivos. O propósito desse documento é que gestores, coordenadores e até mesmo professores possam acompanhar e controlar tudo o que está sendo feito e se as ações realizadas estão conduzindo a escola para alcançar os resultados esperados para o ano letivo, podendo atuar de maneira muito mais ágil e eficiente para efetuar medidas corretivas caso o atingimento dos objetivos e metas esteja destoando do planejado. É exatamente por isso que o Plano de Ação Escolar deve ser um documento muito bem estruturado, claro e transparente, mas sem deixar de ter flexibilidade para receber alterações caso sejam identificadas novas necessidades para o planejamento da escola. Sua grande finalidade é facilitar a gestão de desempenho, o que é um processo contínuo pela busca por melhorias. A primeira coisa a ser feita é definir quais serão os objetivos da escola para o ano letivo, ou seja, aonde a instituição quer “chegar” e aquilo que deseja conquistar com o trabalho desenvolvido por toda a sua equipe de gestores e educadores. Para entender esses objetivos com maior facilidade, uma maneira descomplicada de praticar tal definição é a equipe de educadores responder ao seguinte questionamento: o que queremos, como escola? As respostas podem ser variadas e estar ligadas a saúde financeira, conteúdos, processo de ensino-aprendizagem, capacitação dos professores, entre outros. A instituição pode, por exemplo, entender que pretende: Aumentar o número de matrículas efetivadas, reduzir os gastos com materiais de papelaria, aprovar maior quantidade de alunos no vestibular. Melhorar o engajamento dos alunos relacionado ao uso de tecnologias educacionais. Enfim, são resultados abrangentes que indicam alguma melhora da escola. No fim das discussões, principalmente quando realizadas entre times multidisciplinares e com integrantes de diferentes áreas, a lista de objetivos pode ser grande. Em seguida, deve-se então priorizar aqueles resultados entendidos como mais importantes para a instituição e que estejam adequados ao orçamento disponível. A primeira coisa a ser feita é definir quais serão os objetivos da escola para o ano letivo, ou seja, aonde a instituição quer “chegar” e aquilo que deseja conquistar com o trabalho desenvolvido por toda a sua equipe de gestores e educadores. Para entender esses objetivos com maior facilidade, uma maneira descomplicada de praticar tal definição é a equipe de educadores responder ao seguinte questionamento: o que queremos, como escola, conquistar no fim deste ano letivo. As respostas podem ser variadas e estar ligadas a saúde financeira, conteúdos, processo de ensino-aprendizagem, capacitação dos professores, entre outros. A instituição pode, por exemplo, entender que pretende: Aumentar o número de matrículas efetivadas. Reduzir os gastos com materiais de papelaria. Aprovar maior quantidade de alunos no vestibular. Melhorar o engajamento dos alunos relacionado ao uso de tecnologias educacionais. Enfim, são resultados abrangentes que indicam alguma melhora da escola. No fim das discussões, principalmente quando realizadas entre times multidisciplinares e com integrantes de diferentes áreas, a lista de objetivos pode ser grande. Em seguida, deve-se então priorizar aqueles resultados entendidos como mais importantes para a instituição e que estejam adequados ao orçamento disponível. 22 RELATO DA APRESENTAÇÃO DO PLANO DE AÇÃO À DIREÇÃO ESCOLAR Nome da Escola: APM EMEI BRIGADEIRO EDUARDO GOMES Número de alunos: 190 Realidade social e educacional da comunidade escolar A realidade da escola é composta por crianças de diferentes níveis e com histórias de vida as mais diversas. Ela está inserida num contexto em que os filhos, por vários motivos, não têm os pais presentes no seu dia-a-dia ou até mesmo não os Têm presentes em suas vidas, carretando com isso dificuldades no processo Ensino-aprendizagem. Muitas dessas crianças ao saírem das Creches ficam com Parentes, babás amigos ou vizinhos, sem ter o acompanhamento e educação família r adequada e nem os pré-requisitos essenciais para seu desempenho escolar E social como ser humano. Essa desestruturação familiar verificada em nossa Comunidade escolar tem como fatores preponderantes: o desemprego, a baixa renda familiar, pais separados, violência doméstica, alcoolismo, etc. (Diagnóstico Escolar). Diante disso, a escola se torna o espaço necessário para agregar essas crianças. Quanto aos professores, há uma alta rotatividade, pois a maioria é de Seletivos, mudando o quadro de professores constantemente. Gostaríamos muito que esse quadro fosse mudado. Objetivos de plano de ação: Criação da semana da comunidade na escola onde passamos ofertar debates, palestras sobre temas de interesse escolar, falar sobre a importância da participação dos pais e comunidade no dia-dia da escola. Sendo também uma boa oportunidade de mostrar trabalhos realizados pelos alunos. Criação de projetos para Beneficiamento da escola e da comunidade. Nesse encontro poderá ser realizado pelo mesmo 1 vez em cada semestre. Os pais e a comunidade poderão encontrar um lugar prazeroso na escola, com músicas, apresentação do corpo docente, mensagem de reflexão, apresentação de Trabalhos e de teatros pelos alunos, enfim elabora um plano de ação em que a Comunidade escolar alunos e professores realizem trocas de experiências e torne um momento de alegrias e prazer. Dentro desse plano de ação podemos desenvolver e analisar ideias para os próximos PPP, descrê ver a realidade da escola, o que devem os discutire construir ,Nos próximos encontros e por fim transforma cada dia mais em uma escola democrática, onde todos a constroem com muito amor. A gestão democrática não o corre sem a participação. Ela é um componente fundamental para o processo de democratização da escola. Porém, tal participação é considerada utópica. Etimologicamente, utopia significa um processo que não se realiza, mas é um componente da realidade; portanto, ela expressa as necessidades. A escola em parceria com comunidade é uma ponte para criação de uma escola mais democrática. A maioria dos alunos moram no bairro, criando assim uma grande facilidade para participação das famílias no convívio escolar. É importante que os pais e responsáveis sintam-se acolhidos pela equipe Pedagógica e projetos que visão a participação dessa comunidade, através do plano De ação para participação da comunidade escolar para uma gestão democrática de Qualidade ajudará muito. Eles devem ser incluídos não só quando for preciso Resolver alguma questão do aluno, mas em diversos momentos da rotina escolar. A participação da comunidade através desse plano de ação levará a uma Comunicação positiva entre a escola e todo bairro onde essa se localiza. Ao Participarem do cotidiano escolar, os pais podem falar sobre isso no bairro e Construir novas parcerias entre a gestão e a comunidade. 23 VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO CONSIDERAÇÕES FINAIS No decorrer desse relatório foi acentuando a importância do Estágio Supervisionado para a minha formação da como futura professora em campo de atuação, e a partir de reflexões advindas de embasamentos teóricos atrelados a prática, pode perceber com o olhar mais criterioso para diversas problemáticas e lançar estratégias que busquem solucionar com uma introspecção maior, gerando o autocontrole. Em conformidade, é necessário que haja o debruçar-se da teoria, mas também o aprofundamento a prática as equiparando em um mesmo patamar. É de fundamental importância que a luta pelo reconhecimento da condição da criança seja intensificada resguardando-a como sujeito de direitos, como está descrito nas DCNEI em que a criança “é um sujeito histórico e de direitos que nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia produzindo cultura. Em especial assegure uma educação infantil de qualidade que propicie a ela a sua condição de ser criança e sujeito protagonista nos espaços institucionais. É imprescindível atentar minuciosamente para as crianças, pois elas precisam de profissionais sensíveis à sua condição para que tenham seus direitos fundamentais assegurados, garantindo melhores condições de vida numa conjuntura social cada vez mais opressora e excludente. Em linhas gerais, o período vivenciado no Estágio período de estagio pude ver a forma positiva como fator indispensável em nossa formação e resultará, no futuro, para que possamos mediar com integridade e caráter e assim, sermos capazes de potencializar o processo pedagógico e de humanização das crianças, como também pôr em prática os princípios e direitos propostos na BNCC, nas DCNEI e na LDB. Referências BRASIL. Referencial curricular nacional para a educação infantil. Brasília; MEC/SEF, 1998. v.1 BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil – Brasília: MEC/SEB, 2010. BRASIL. Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Senado Federal, Coordenação de Edições Técnicas, 2017 BRASIL. Base nacional comum curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017 CARVALHO, A. M. A. et al. (Org.). Brincadeira e cultura: viajando pelo Brasil que brinca. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1992. REFERÊNCIAS Apresentar as referências citadas nos textos construídos para o relatório. Citar apenas as referências utilizadas, seguindo, por exemplo, os modelos a seguir: SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra. 1. ed. Cidade: Editora, 2019. SOBRENOME, Nome do autor. Título do texto. Disponível em: <www.site.com.br>. Acesso em: 19 dez. 2018 REFERÊNCIAS Apresentar as referências citadas nos textos construídos para o relatório. Citar apenas as referências utilizadas, seguindo, por exemplo, os modelos a seguir: SOBRENOME, Nome do autor. Título da obra. 1. ed. Cidade: Editora, 2019. SOBRENOME, Nome do autor. Título do texto. Disponível em: <www.site.com.br>. Acesso em: 19 dez. 2018. Observações: · Componente do Relatório dos Estágios de Regência. · Componente do Relatório dos Estágios de Gestão. image1.jpg